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Má-fé

(Paula Santos, in Expresso Diário, 20/02/2020)

Só por má-fé é que o Governo toma a decisão de renovar a parceria público privada (PPP) do Hospital de Cascais, quando está a decorrer o prazo para a apresentação dos termos da gestão pública dos estabelecimentos de saúde que integram o Serviço Nacional de Saúde (SNS).

Como pode o Governo tomar esta decisão, quando é do conhecimento geral que esta PPP alterou o processo clínico de doentes internados com o objetivo de cobrar por cuidados de saúde que não foram prestados, ou quando alterou a prioridade na triagem no serviço de urgência para não ser penalizada financeiramente pelo incumprimento dos tempos de espera? Onde é que está aqui a defesa dos utentes? Onde está aqui a preocupação com a prestação de cuidados de saúde com qualidade?

Em vez de a PPP do Hospital de Cascais ter preocupação em tomar as medidas para assegurar o atendimento dos utentes no serviço de urgência dentro dos tempos recomendados, teve somente a preocupação em não ter penalização financeira. Se os utentes esperam mais, pouco importa, o que verdadeiramente importa para a PPP é encontrar forma de acumular mais lucros.

Creio que este exemplo em concreto revela bem porque é que o modelo de gestão privada não serve os interesses do Estado, nem dos utentes e que o seu único objetivo é acumular lucro à custo dos recursos públicos e da saúde.

Do lado dos utentes já vimos que o modelo de PPP não serve. Do lado dos trabalhadores, na PPP do Hospital de Cascais há um profundo desrespeito pelos seus direitos. A maioria dos trabalhadores têm vínculos laborais precários, predomina a perseguição e o assédio laboral junto dos trabalhadores para que estes não exercerem os seus direitos, e não são asseguradas condições de trabalho.

É motivo também para questionar porque é que o Governo vem à pressa tomar a decisão de lançar concurso para uma nova PPP no Hospital de Cascais?

A Lei de Bases de Saúde aprovada na Assembleia da República no final da anterior Legislatura determina que o Governo tem o prazo máximo de 180 dias, após a entrada em vigor da lei, para legislar sobre os termos da gestão pública dos estabelecimentos de saúde do SNS. Isto é, o Governo tem até ao início do mês de maio para apresentar o diploma sobre a gestão pública dos estabelecimentos de saúde do SNS. Faltam pouco mais de dois meses para o prazo previsto na lei terminar. Exigiremos o seu cumprimento.

Claramente, com a decisão de lançar novo concurso para a PPP...

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A ESCONDIDA “GUERRA POPULAR” CONTRA O CORONAVÍRUS

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Os cientistas chineses identificaram numa semana a sequência do genoma do coronavírus detectado na China, colocaram imediatamente os dados ao dispor da comunidade científica planetária e abriram caminho à elaboração da vacina.
É um feito histórico: as instâncias científicas norte-americanas demoraram dois meses e meio a obter os conhecimentos equivalentes sobre o ébola.
Entretanto, em Wuhan – região com 56 milhões de pessoas – trava-se uma “guerra popular”, em grande parte com suporte voluntário, para conter a disseminação do vírus e cuidar dos infectados.
É uma realidade mal conhecida: enquanto isso, os media corporativos desdobram-se em insinuações de guerra fria sobre a “ameaça chinesa”, dando origem à multiplicação de casos de xenofobia contra cidadãos orientais.
Pepe Escobar, Asia Times/n´O LADO OCULTO


O presidente chinês, Xi Jinping, declarou formalmente ao presidente da Organização Mundial de Saúde (OMS), Tedros Ghebreyesus, durante uma reunião efectuada no início da semana, que o surto de coronavírus “é um demónio e, como tal, “não podemos permitir que se esconda”.
 
Ghebreyesus, por seu lado, não escondeu elogios a Pequim pela sua estratégia de resposta extremamente rápida e coordenada – que inclui a identificação rápida da sequência do genoma. Cientistas chineses já fizeram chegar o genoma do vírus a colegas russos, com testes rápidos capazes de identificá-lo num corpo humano num espaço de duas horas. A Rússia e a China estão a colaborar no desenvolvimento de uma vacina.
 
O diabo, claro, está sempre nos pormenores. Numa questão de dias, no auge do período de viagens mais congestionado do ano na China, as autoridades chinesas conseguiram colocar de quarentena um ambiente urbano com mais de 56 milhões de pessoas, incluindo a megalópole de Wuhan e três cidades vizinhas. É a primeira vez que tal acontece em termos de saúde pública e em qualquer momento da História.
 
Wuhan, com um crescimento do PIB de 8,5% ao ano, é um importante centro de negócios para a China. Situa-se na encruzilhada estratégica dos rios Yangtzé e Han e num entroncamento ferroviário – entre o eixo Norte-Sul que liga Guangzhou a Pequim e o eixo Leste-Oeste, ligando Xangai a Chengdu.
 
Enquanto o primeiro-ministro, Li Keqiang, se deslocou para Wuhan o presidente Xi visitou a província meridional estratégica de Yunnan, onde examinou o enorme aparelho governamental montado para aumentar o controlo e os mecanismos de prevenção...

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Portugal | Corrupção e democracia

 
 
João Ramos de Almeida [*]
 
Temos de ser claros. A corrupção medra com:

1) o financiamento privado dos partidos;

2) a existência, permanência e manutenção defendida de uma liberalização de movimentos de capitais, nomeadamente para offshores;

3) a ausência de mecanismos de transparência eficaz das decisões políticas;

4) a promiscuidade entre reguladores e regulados, nomeadamente pela manutenção legal de portas giratórias entre eles, que, nalguns casos, se pode traduzir, por uma sintonia de opiniões (veja-se o caso do ministro Siza Vieira) ou num comportamento que se assemelha a uma defesa superstrutural de quem, na realidade, governa ;

5) a opacidade do sistema financeiro, que obrigatoriamente participa na criação de soluções que agravam a opacidade das transferências financeiras.

6) a incapacidade dos organismos públicos de fiscalização e de acesso a informação útil ou mesmo acesso aos procedimentos de decisão política;

7) enfim, a opacidade das decisões políticas, sem os devidos estudos de impactos diversificados de que as PPP são um exemplo crucial (veja-se a recente decisão política de reduzir essa avaliação quanto às PPP);

 
8) a ausência de uma Função Pública consistentemente organizada na defesa e preservação do Bem Público e colectivo, com estruturas sólidas, com técnicos conhecedores e experimentados, devidamente remunerados e com meios eficazes, cuja ausência deixa o Estado desarmado;

9) o outsourcing legislativo, entregue a escritórios de advogados, em completo conflito de interesses com a defesa dos seus clientes e que constitui uma fonte integrada de litigância de má-fé, em que o produtor da legislação conhece em exclusivo os alçapões legais que ele próprio criou , beneficiando privadamente desse conhecimento;

10) a ausência de um sistema fiscal que seja eficazmente progressivo;

11) a ausência de solidariedade de todos os organismos públicos no combate aos crimes de fraude e evasão fiscais (veja-se a falta de solidariedade do Banco de Portugal na comunicação de crimes fiscais);

12) e, finalmente, a ausência de meios concedidos a quem investiga os crimes de colarinho branco.

Isto, entre outros elementos.

Leia-se de novo o livro escrito por Maria José Morgado e José Vegar – O inimigo sem rosto – ou o mais recente livro de Eduardo Dâmaso – Corrupção .

Enfim, tudo o que já se sabe sobre corrupção ficou a milhas, ao largo, do que deveria ser decidido e, sequer, de ser uma preocupação.

E agora, prefere-se preguiçosamente a delação premiada, com muitos elementos de duvidosa constitucionalidade e de extremamente perigosa utilização do ponto de vista político e do funcionamento da democracia. Se os organismos públicos não conseguem investigar a corrupção, como vão confirmar as delações? E como vão escapar à orientação da investigação sobre a corrupção feita pelos corruptos e não pelo olhar estratégico dos defensores da democracia?

Vai correr mal, muito mal. Até para o PS! Ou para o futuro do PS.

 
10/Dezembro/2019
 
[*] Economista.

O original encontra-se em ladroesdebicicletas.blogspot.com/2019/12/corrupcao-e-democracia.html

Este artigo encontra-se em http://resistir.info

 

Ver o original em 'Página Global' na seguinte ligação:

https://paginaglobal.blogspot.com/2019/12/portugal-corrupcao-e-democracia.html

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A interpretação da Shoah (holocausto)

 

 

 
No fim da Segunda Guerra Mundial, os nazis massacraram os Judeus da Europa e os Ciganos. A interpretação actual de um destes genocídios apoia-se num mau conhecimento da condição humana e desperta uma quantidade de paixões que, longe de evitar a sua repetição, pelo contrário os favorecem.
 
Comemoramos actualmente o 75º aniversário da libertação do campo de Auschwitz onde pereceram mais de um milhão de prisioneiros. Fizemos dele o símbolo dos campos de extermínio, dos crimes nazis e da Shoah.
 
Negacionistas tentaram reabilitar a Alemanha nazi contestando, a propósito, que ela tivesse a intenção de exterminar populações, que ela tivesse efectivamente assassinado milhões de pessoas, e mesmo que ela tivesse recorrido ao gaseamento de prisioneiros. Esta polémica abjecta fez passar para segundo plano a questão do entendimento dos factos. Desde o processo de Adolf Eichmann, em 1962, a interpretação que prevalece é a que foi, então, adoptada pela Agência Judaica : o anti-semitismo nazi traduziu-se a partir da Conferência de Wansee num plano de aniquilação (Shoah) das populações judias europeias. Isto marcaria uma ruptura na História. Eternos perseguidos, os judeus não ficariam ao abrigo disso em definitivo senão indo para o Estado de Israel.
 
Ora, tal como eu vou demonstrar, esta interpretação contemporânea não dá conta dos factos conexos.
 
A longa história de genocídios
 
Durante os quatro séculos de...

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  • joaompmachado in 'A Viagem dos Argonautas'
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PORQUE É QUE A “MURALHA VERMELHA” DOS TRABALHISTAS DESABOU, por CHRIS MCGLADE

 

Why Labour’s “Red Wall” Finally Crumbled, por Chris McGlade

The Full Brexit, 19 de Dezembro de 2019

Selecção e tradução de Júlio Marques Mota

 

Para defender o valor dos nossos votos, as comunidades da classe trabalhadora não tiveram outra escolha senão votar Partido Conservador, devido a sentirem-se traídas  pelo Partido Trabalhista, escreve Chris McGlade.

 

Eis-nos perante um testemunho fundamental para compreender a situação não só na Grã-Bretanha, mas em todos os países da Europa. Publicado no site “Fullbrexit”, este testemunho tem sido amplamente divulgado.

 

“Eu sou de Redcar, uma antiga cidade industrial em Teesside. Nunca tivemos um deputado conservador, mas apesar dos conservadores terem dizimado a nossa indústria siderúrgica, fechado o nosso forno de coque e o maior e mais antigo alto forno da Europa, a Redcar  votou esta semana mesmo assim  como conservadora, por uma enorme margem de 15,5% face ao  Partido Trabalhista. Eu já fui membro do Partido Trabalhista. Eu estive afetivamente muito próximo de Militant  quando tinha 18 anos. Já estive em três sindicatos. Toda a minha família é da classe trabalhadora, saída da imigração irlandesa e tem sido apoiante do Partido Trabalhista durante décadas. Não nos fizeram uma lavagem cerebral, mas todos votámos Conservadores.

 

Porque é que votámos conservador? Porque esperamos ser ignorados pelos Conservadores, mas não esperamos ser ignorados pelo...

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Cresce o impasse na ADSE

A questão dos ISENTOS da ADSE; os atrasos no pagamento dos reembolsos no Regime Livre que não diminuem; a nova Tabela de Preços do Regime Convencionado que ainda não foi aprovada e que pode ter aumentos significativos nos co-pagamentos pelos Beneficiários; o bloqueio do alargamento da ADSE aos CITs e a novas Convenções; e as regularizações que continuam por fazer.

 

 

Neste estudo analiso e informo os beneficiários dos problemas mais importantes que enfrenta atualmente a ADSE, cujas consequências se refletem negativamente nos serviços prestados e na sustentabilidade financeira da ADSE, problemas cuja solução tem sido sucessivamente adiada. E faço-o porque, como representante dos beneficiários no Conselho Diretivo, sinto-me no dever de os informar. E também porque sem o seu apoio ativo e informado será muito difícil para mim defender os seus interesses e direitos pois estou em minoria no Conselho diretivo da ADSE.

Finalmente peço a todos, mesmo aqueles que não são da Função Pública, a sua ajuda para que esta informação chegue ao maior número de trabalhadores e aposentados da Função Pública. E isto porque a ADSE que é agora financiada fundamentalmente pelos trabalhadores e aposentados das Administrações Públicas (em 2019, para além de pagarem impostos como quaisquer outros portugueses com os quais é financiado o SNS ainda tiveram de descontar para a ADSE 608 milhões € das suas remunerações e pensões) é muito importante para 1,2 milhões de...

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O petróleo, o Médio Oriente e a guerra civil imperialista

José Goulão

Um Médio Oriente em pé de guerra é uma alternativa cultivada para afectar regimes e governos que não sejam submissos a Washington ou que tenham a ousadia de negociar hidrocarbonetos em outras moedas que não seja o dólar.


Estimado leitor, se lhe disserem que os Estados Unidos são auto-suficientes em hidrocarbonetos e não precisam do petróleo do Médio Oriente, não acredite.

A guerra sem fim montada pelo Pentágono através de toda a região e algumas extensões geográficas tem a ver com fontes de energia, o controlo das suas reservas, produção e distribuição. Portanto, o que tem acontecido nas últimas semanas, por exemplo a simultaneidade da desestabilização do Iraque e do Irão e a nova fase da guerra na Líbia tem, e muito, a ver com isso.


Outra coisa em que o leitor não deve acreditar é nas promessas do poder globalizante de que vai reduzir o consumo de combustíveis fósseis para combater o aquecimento global e cumprir as metas da redução de emissões de dióxido de carbono. Nunca, como agora, esteve inventariada uma tão elevada quantidade de reservas de petróleo e gás natural. E serão para consumir enquanto existirem, até à última gota: o capitalismo alimenta-se delas. Quem as dominar controla o mundo – um conceito básico de qualquer geopolítica e geoestratégia bem actuais.


O que se passa no Médio Oriente tem, portanto, a ver também com hidrocarbonetos. Hoje como ontem.


A era do petróleo e do gás de xisto, caracterizada pela extracção através do método de...

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  • Ladrões de Bicicletas (José Gusmão)
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Quem aumentou os impostos sobre quem?

A direita e ultra-direita têm uma campanha montada há já alguns anos sobre o aumento dos impostos, que tem contado com o apoio de alguma comunicação social, poucas verdades, muitas mentiras e toda a manipulação. Há vários debates dentro dessa questão, que têm de ser feitos com dados fidedignos.
Todos os dados que aqui utilizarei são da Comissão Europeia e podem ser confirmados aqui: https://ec.europa.eu/economy_finance/ameco/user/serie/SelectSerie.cfm . Vamos, então, por partes:

1. O que é a carga fiscal?

A carga fiscal é um indicador relativo que resulta da racio entre receita fiscal e PIB. Este esclarecimento é importante porque a direita frequentemente utiliza a receita fiscal nominal para inflacionar (literalmente) o indicador. A relação com o PIB é fundamental porque a receita fiscal tem de ser obviamente relacionada com a dimensão da economia.

2. Quem aumentou a carga fiscal?
 
 
 
A carga fiscal aumentou continuamente entre 2010 e 2019 (gráfico 1), com excepção dos anos de 2012 (PSD-CDS) e 2016 (Geringonça), mas os ritmos e as causas foram muito diferentes. Em 2011, o orçamento retificativo apresentado por Passos Coelho representou o primeiro grande aumento de impostos, que veio a ser superado pelo famoso "enorme aumento de impostos" aprovado por Vítor Gaspar para 2013. Comparando os balanços gerais dos dois governos (gráfico 2), verificamos que o governo das direitas aumentou a carga fiscal em 4 pontos percentuais do PIB enquanto o governo do...

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Os piratas que vestem Benetton: o Corso Liberal

A denominada crise da direita portuguesa tem possibilitado o esquecimento da crise da social-democracia em geral, designadamente da europeia e até da portuguesa. Na atualidade mediática assiste-se apenas ao folhetim das disputas de liderança no PSD/PPD e no CDS/PP quando o debate ideológico na sociedade deveria ser bem mais consistente, profundo e esclarecedor.

Teresa Gago - 29 Outubro, 2019

 

Se não quiserem falar de capitalismo,
nada terão a dizer sobre fascismo.

Horkheimer, 1938

A denominada crise da direita portuguesa tem possibilitado o esquecimento da crise da social-democracia em geral, designadamente da europeia e até da portuguesa. Na atualidade mediática assiste-se apenas ao folhetim das disputas de liderança no PSD/PPD e no CDS/PP quando o debate ideológico na sociedade deveria ser bem mais consistente, profundo e esclarecedor.

Se por um lado a eleição de André Ventura pelo Chega provocou uma perplexidade enojada que dominou as críticas dos comentadores políticos parece que, por outro lado, a eleição do deputado da Iniciativa Liberal gozou de um “branqueamento” conivente com uma “aceitação normalizadora”. Apesar de ser compreensível a exacerbação das reações ao programa da ultra-direita social protagonizada pelo Chega, é deveras preocupante que o mesmo não aconteça quando se “… franqueia[m] as portas à chegada” da ultra-direita económica da Iniciativa Liberal.

A atribuição dos lugares no Parlamento é um fait-divers...

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PPP’s custaram ao Estado 12 mil milhões entre 2011 e 2018

European Parliament / Flickr

Vitor Caldeira, presidente do Tribunal de Contas

As parcerias público-privadas (PPP) custaram ao Estado quase 12 mil milhões de euros entre 2011 e 2018, segundo o parecer do Tribunal de Contas à Conta Geral do Estado de 2018, divulgado na sexta-feira.

 

No documento, o Tribunal de Contas indica que os encargos líquidos com as PPP’s pagos pelos parceiros públicos ascenderam a 11.960 milhões de euros de 2011 a 2018 e considera ainda que há falta de informação que explique a “desproporção” entre os encargos para o Estado e o investimento dos parceiros privados, noticiou a agência Lusa.

“Subsiste a falta de dados para contextualizar e explicar a desproporção entre os encargos líquidos das PPP pagos pelos parceiros públicos (11.960 milhões de euros, de 2011 a 2018, 1.678 milhões de euros em 2018) e o investimento realizado pelos parceiros privados (3.536 milhões de euros, de 2011 a 2018, 137 milhões de euros em 2018), já incluindo o investimento realizado no setor aeroportuário desde 2013”, lê-se no parecer.

O Tribunal de Contas diz ainda que estes encargos se referem a apenas a 35 parcerias, isto “apesar de a Unidade Técnica de Acompanhamento de Projetos divulgar informação sobre mais 58 contratos de natureza concessória”. O Estado tem parcerias com privados em áreas como a saúde (hospitais), rodovias (autoestradas), ferrovias ou aeroportos.

Na conferência de imprensa de apresentação do parecer do Tribunal de Contas à Conta Geral...

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