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Salvar o SNS – Estamos do lado da solução

Manifesto Salvar o SNS Estamos do lado da solução

Entendemos estar a viver o tempo em que se decide a sobrevivência do SNS – ou o defendemos, valorizamos e reforçamos ou, no embate e “desnatação” para os privados, vai-se tornar um sistema minimalista de cuidados de Saúde, de tratamento da patologia não rentável, desvalorizado pelos cidadãos com rendimentos médios e altos e com missão assistencialista e residual para os cidadãos mais desfavorecidos. É agora ou nunca.

 
Vivemos tempos de pandemia que põem à prova a opção política adotada para a enfrentar, a vitalidade e o desgaste do SNS e o posicionamento dos prestadores privados. Apesar de terem decorrido apenas alguns meses desde o seu início, e de não existir uma avaliação definitiva, é já possível confrontar as políticas seguidas e o desempenho dos serviços de saúde de vários países com os seus resultados. As políticas neoliberais de desmantelamento dos serviços públicos de saúde ou a adoção da estratégia de não combate ao contágio para atingir rapidamente a imunidade de grupo acarretam enormes riscos para as pessoas mais fragilizadas e têm levado a maior mortalidade, desorientação e sofrimento das populações, com a inevitável afetação da economia em paralelo. Pelo contrário, como no caso português, estratégias de combate ao contágio, apostando na prevenção e no confinamento, apoiadas por serviços de saúde estruturados, articulados e coesos, têm conduzido a melhores resultados.
 
Neste contexto, a resposta do SNS à covid-19 foi completa, não podendo ser ignoradas as medidas de reconfiguração de serviços, desde a saúde pública aos hospitais. Quem apregoava o “caos” que se ia viver no SNS, quem tentou ser alarmista em tempo de ser sereno, perdeu a causa. Já os prestadores privados de serviços de saúde, ao fugirem a receber doentes contaminados no âmbito da sua atividade corrente, não sofreram o desgaste que a pandemia inflige no SNS e encontram-se agora disponíveis para “recuperar as listas de espera do SNS”. O SNS, fustigado por políticas de contenção, em particular desde a crise de 2010, tem apesar disso demonstrado a sua capacidade e importância como elemento de coesão e até de soberania...

Saúde, Política de saúde

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Visão estratégica 2020-2030: Ó tempo volta para trás

De quando em vez elaboram-se visões ou planos estratégicos para Portugal. António Costa Silva apresentou, recentemente, mais um. Foi com gosto e diversão que li um documento que, julgava eu, seria árido e, sobretudo, desprovido de humor.

 

“Ó tempo volta para trás, traz-me tudo o que eu perdi
tem pena e dá-me a vida, a vida que eu já vivi,
ó tempo volta para trás, mata as minhas esperanças vãs,
vê que até o próprio sol volta todas as manhãs.”

(António Mourão, 1965)

 

De quando em vez elaboram-se visões ou planos estratégicos para Portugal. António Costa Silva apresentou, recentemente, mais um. Foi com gosto e diversão que li um documento que, julgava eu, seria árido e, sobretudo, desprovido de humor.

Logo a introdução proporciona uma mescla de emoções que anima a continuação da leitura. Através de um estilo cosmopolita com recurso a estrangeirismos (day-after; hinterland e cluster) somos impelidos à compaixão pela historicidade dos dilemas estratégicos de Portugal e ao nervosismo causado pela pandemia da COVID. Em simultâneo, de forma grácil, o autor serena-nos asseverando que acederemos a um “volume de recursos financeiros significativos” (pg.4), entusiasmando-nos com a possibilidade de “ensaiar um novo ciclo geopolítico na [nossa] história”(!) (por mar e terra!) através da reconversão industrial e da reindustrialização.

(Re)industrializar com a clarividência estratégica da táctica cotonete: Atlântico – Ibéria/Europa. Para quê optar? Dá para os dois lados.

O texto prossegue com erudição literata e cinéfila. Nele encontram-se citações de Krugman e Polanyi, alusões a Kubrick, referências a Roosevelt e a Obama, com aflorações de Hegel, Kant, Hobbes e até, pasme-se, Marx. Enlevada pela narrativa maravilhei-me com as imagens dos modelos de desenvolvimento económico-social dos sistemas de matrioskas invertidas e do donut, imaginei Portugal a aplicar a experiência Norueguesa e acedi ao apelo explícito, duplamente realizado, para “pensar fora das ortodoxias de direita e de esquerda e encontrar um equilíbrio virtuoso entre Estado e Mercado” (pg. 51). Li com agrado as críticas ao modelo neoliberal tradicional e não pude deixar de sorrir quando encontrei a expressão “eletrificação da economia” (pg.58) porque me ocorreu, de súbito, a conhecida frase de V.I. Ulyanov: “o comunismo é o poder soviético mais a electrificação de todo o país”.

De facto é uma economia electrizante que...

Governação, Desenvolvimento

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A fuga do rei Juan Carlos

por Red Roja

 O abcesso de podridão explodiu e o borbón – ao qual chamam de emérito, para maior escárnio – escapou para assegurar o saqueio acumulado durante décadas e a sua impunidade.

Mas a evidência da corrupção da monarquia permite revelar outras.

A vitória do fascismo mediante um dos massacres mais terríveis da história moderna foi também uma espoliação maciça, uma imensa acumulação de capital roubado, que garantiu a sua continuidade mediante a monarquia borbónica. Com as dezenas de milhares de assassinados que continuam enterrados nas valas – para vergonha de governos "pregressistas" de todos os níveis do Estado – pretende-se manter sepultado também o saqueio gigantesco sobre o qual se fundaram e no qual se desenvolveram os grandes capitais do Reino de Espanha.

O fecho de abóbada sobre a qual se veio assentando a pilhagem supranumerária dos cofres públicos – que se soma à exploração capitalista – é a monarquia borbónica. E o rei, muito consciente de tudo isso, vinha exigindo receber o dízimo do grande negócio.

Com todas as cumplicidades políticas, também devidamente remuneradas, o monarca constituiu-se em cúpula da rede de corrupção que permitiu amassar fortunas aos proprietários das grandes empresas. As "mordidas dos 3%" que reluziram na Catalunha são só uma pequena parte da cascata de comissões e subornos que edificaram a fortuna do borbón e, por debaixo dele, dos diferentes níveis da administração e das empresas que obtém lucros a partir de decisões...

Espanha, Monarquias

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O vírus, a razão e a emoção

Isabel do Carmo
Isabel do Carmo *
9 de Julho de 2020
 
 

O vírus anda por aí e as pessoas também. A prevenção com as medidas indicadas e que neste momento mereciam nova campanha é o melhor produto da razão.

 
 

 

 

O vírus é tudo o que há de mais parecido com as primeiras formas de vida em cima da terra, há milhares de milhões de anos. Faz o que sabe, hospedar-se e multiplicar-se. Todavia, o ser humano, há uns escassos 300 mil anos, possui um cérebro que dá para raciocinar, transmitir aos outros e sobretudo usar para actuar sobre a realidade. Esta é a razão. Mas como não há razão pura, é acompanhada de emoção. E o medo pode chegar ao alarme e ao pânico. É a condição humana. Porém, usá-lo como arma de arremesso e manobra política excede o campo da luta de ideias para pertencer à área da moral. E é feio.

O medo é o que permite aos animais em geral e ao ser humano sobreviver. Mas há um momento em que a emoção pode transformar o medo em alarme e este conduzir ao pânico. O raciocínio fica bloqueado, a acção descontrola-se e a doença deixa de ser acompanhada da serenidade necessária. Agrava-se. Ora neste momento precisamos: pensar com clareza, aplicar prevenção e ter esperança. Após o terramoto de 1755, o padre Malagrida percorria as ruas proclamando que era a consequência dos pecados da população e do poder político da altura, o Marquês. Este respondeu cruelmente, mas construiu uma nova cidade. Há sempre Malagridas que esperam por...

Saúde, Covid-19

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A pressa e o descontrolo

Manuel Loff

Saúde, Covid-19

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  • Ladrões de Bicicletas (Vicente Ferreira)
  • Portugal

Fundos europeus: regras, mas só para alguns?

Questionado sobre as negociações na União Europeia, Rui Rio juntou-se à Holanda e disse estar "do lado dos que querem regras" para o acesso aos fundos europeus. As regras a que se refere são as que foram colocadas em cima da mesa pelo governo holandês: flexibilização laboral e reforma do sistema de pensões para abrir a porta aos privados.

 
 

Não é preciso dizer que estas reformas estão longe de ser prescrições neutras. Elas derivam do mesmo quadro ideológico que esteve por trás dos programas de ajustamento da troika após a última crise. Também não é preciso recordar o fracasso dessa estratégia, seguida com empenho pela coligação PSD-CDS, que acentuou a recessão e degradou as condições de vida no país.

Mas os problemas não terminam aqui. É que há quem não deixe de notar a singularidade de um debate europeu em que se critica a suposta "rigidez" do mercado de trabalho dos países do Sul, mesmo depois de anos de desregulação, ao mesmo tempo que se omite o dumping fiscal levado a cabo por países como a Holanda, responsável por captar mais de €10 mil milhões anuais de receita fiscal pertencente a outros países da UE. Paul de Grawe resume-o de forma clara: "a Holanda rouba milhares de milhões de receita fiscal dos mesmos países aos quais exige melhor comportamento".

Um debate sério sobre os fundos europeus não pode resumir-se às contribuições líquidas de cada país para o orçamento comunitário. É preciso lembrar os ganhos desproporcionais que os países mais...

União Europeia

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Pandemia e luta de classes

Covid-19: "A Europa reagiu como devia ter reagido" à crise económica

ANTÓNIO AVELÃS NUNES

1.Em 2008, a Sr.ª Merkel defendeu que a origem da crise estava nosexcessos do mercado. Agora, a pandemia veio mostrar que o mundo depende da aspirina que (quase só) se produz na Índia e que a Europa e os EUA dependiam da China no que toca à produção de máscaras de protecção individual e de ventiladores utilizados nas unidades de cuidados intensivos. Há quem fale dosexcessos da deslocalizaçãode empresas industriais e até da necessidade de salvaguardar a «soberania farmacêutica e sanitária.» Tudo bem. Mas é ainda mais importante garantir aos povos a soberania alimentar, energética, financeira, a soberania no que toca ao controlo dos portos e aeroportos e das empresas de telecomunicações, das empresas de transporte aéreo e de todo o conjunto das empresas estratégicas, aquelas em que assenta a verdadeira soberania.
Em nome daliberdade de circulação do capital(a mãe de todas as liberdades do capital), inventou-se ainternacionalização, adeslocalização de empresas industriaispara osparaísos laborais, em busca de mão-de-obra barata e sem direitos. Os países emergentes seriama fábrica do mundo, ficando as ‘metrópoles’ com os serviços ‘nobres’ (estratégicos) da investigação e concepção, os serviços financeiros e o turismo. Tudo para permitir ao grande capital aumentar a taxa de exploração (nas ‘metrópoles’ e nas novas ‘colónias’) e contrariar atendência para a baixa da taxa média de lucroque as chamadas

Saúde

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Outra Hiroshimaaproxima-se — se não a travarmos já

– Hiroshima e Nagasaki foram actos de assassínio em massa premeditados que deram início a uma arma de criminalidade intrínseca. Foram justificados por mentiras que constituem o fundamento da propaganda de guerra dos EUA no século XXI, lançando um novo inimigo e alvo – a China.

por John Pilger [*]

 Quando em 1967 fui pela primeira vez a Hiroshima, a sombra sobre os degraus ainda estava ali. Era uma impressão quase perfeita de um ser humano em descanso: pernas estendidas, cabeça inclinada, uma mão ao seu lado enquanto aguardava a abertura de um banco.

Às oito e um quarto na manhã de 6 de Agosto de 1945, ela e a sua silhueta foram queimadas no granito.

Olhei para a sombra durante uma hora ou mais, depois desci até ao rio onde os sobreviventes ainda viviam em barracas.

Encontrei um homem chamado Yukio, cujo tórax fora gravado com o padrão da camisa que estava a usar quando a bomba atómica foi lançada.

Ele descreveu um enorme clarão sobre a cidade, "uma luz azulada, algo como um curto-circuito eléctrico", após o qual o vento soprou como um tornado e caiu chuva negra. "Fui atirado ao chão e reparei que apenas os caules das minhas flores tinham ficado. Tudo estava parado e silencioso e, quando me levantei, havia pessoas nuas, sem nada dizer. Algumas delas não tinham pele nem cabelo. Eu tinha a certeza de estar morto".

Nove anos mais tarde, voltei a procurá-lo e ele havia morrido de leucemia.

 

 

Só um repórter, Wilfred Burchett, um australiano...

Guerra e Paz

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A crise económica de 2020: Pobreza global, desemprego e desespero

por Michel Chossudovsky

 Estamos indubitavelmente a viver uma das mais graves crises económicas e sociais da história moderna. De certo modo, estamos a viver história e somos incapazes de compreender a lógica da pandemia do coronavírus.

O que está em causa é o pretexto e a justificação para o encerramento de economias nacionais à escala mundial com base em preocupações de saúde pública.

Temos de entender as causalidades. Encerrar uma economia, nacionalmente e globalmente não resolver a pandemia. De facto, isto cria uma situação de instabilidade institucional.

Isto resulta também em desemprego maciço, confinamento de pessoas nas suas casas, sem emprego, sem alimento... Que é o que estamos a viver.

Não há nenhuma justificação para o encerramento de economias nacionais na base de preocupações de saúde pública, as quais podem ser resolvidas e deveriam ser resolvidas!

Há um processo de tomada de decisão muito complexo, o qual foi planeado bem antecipadamente. A partir da "autoridade central", governos são instruídos a encerrarem suas economias e então, por sua vez, os governos instruem pessoas a implementarem engenharia social, a não se reunirem, a não terem reuniões familiares...

Essencialmente, o que não entendemos, e que é fundamental, é que a actividade económica é a base para a reprodução da vida real. Com isso quero dizer instituições, poder de compra das famílias, toda uma série de actividades, as quais tem-se desenvolvido no decorrer da história –

Crise 2020

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  • Ladrões de Bicicletas (João Rodrigues)
  • Portugal

Old new economics

NOVA04

Quem conheça a história da Faculdade de Economia da Universidade Nova de Lisboa (actual Nova School of Business and Economics), sabe que esta instituição pública esteve sempre na vanguarda da americanização do ensino e da investigação em Portugal, incluindo ao nível do entrelaçamento entre dinheiro público e dinheiro dito privado. Este último não pode ser separado da orientação político-ideológica dominante numa faculdade onde se elaboraram muitas das ideias económicas subjacentes ao cavaquismo e que esteve assumidamente na primeira linha do apoio à troika.

A FEUNL teve sempre uma orientação favorável à economia convencional de matriz neoclássica desde a sua fundação em 1978. Na altura, contrastava com uma paisagem mais diversificada na ciência económica.

Convém entretanto lembrar, como sublinhou um grande historiador do pensamento económico chamado Philip Mirowski, que nem todos os economistas neoclássicos são neoliberais e que nem todos os economistas neoliberais são neoclássicos. No primeiro caso, olhem para Joseph Stiglitz e no segundo para Friedrich Hayek.Atente-se nos 'curiosos' nomes das instalações desta neoliberal Faculdade

Na Nova Economia os economistas neoclássicos têm sido neoliberais, o que aliás tendeu a ser norma dos anos setenta em diante, em linha com o enviesamento de um quadro analítico atreito a demasiadas idealizações mercantis. Nos anos oitenta, por exemplo, os economistas desta faculdade tiveram uma coluna no jornal Semanário...

Educação

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  • Ladrões de Bicicletas (João Rodrigues)
  • Mundo

A injustiça social mata


O Financial Times considera que o assassinato de George Floyd “expõe as ligações entre a injustiça racial e a desigualdade económica”.  Não sou eu que vou contrariar os editorialistas do FT, embora note como têm sempre uma palavra meiga para os herdeiros dos novos democratas, precisamente os que romperam com a herança do New Deal e da promessa de transformação aberta pelas lutas dos direitos cívicos, cuja componente de aspiração à igualdade socioeconómica geral não deve ser subestimada. Todo um sonho, todo um arco da justiça, tem sido derrotado na economia política.

A desigualdade socioeconómica crescente nos EUA, desde os anos oitenta, está bem documentada. As suas origens nas transformações institucionais de matriz neoliberal. A abissal queda da taxa marginal de IRC e do imposto sucessório são só dois mecanismos fiscais expostos de forma detalhada por Thomas Piketty. Há muitos outros mecanismos político-institucionais, incluindo o enfraquecimento deliberado do movimento sindical, um dos veículos para contrariar a desigualdade económica e a injustiça racial nos EUA.

Barack Obama, herdeiro dos novos democratas de Clinton, não foi, infelizmente, diferente no essencial, apesar de uma crise só com paralelo na Grande Depressão. O padrão de brutal desigualdade não foi revertido e o hipertrofiado Estado penal, o outro lado de um Estado social minguado, só foi ligeiramente reduzido. O crescimento desmesurado do Estado penal, traduzido no encarceramento em massa de...

USA, Desigualdade

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  • Pedro Pezarat Correia in 'A Viagem dos Argonautas'
  • Portugal

CADA QUAL VÊ A TELEVISÃO QUE QUER (?!)

Technology is NOT 'Neutral' | Intellectual Takeout

(Comentário:

Comentar para quê? É tão óbvio!)

Pedro Pezarat Correia
 

Total de presenças nas três estações: PSD 11;  PS 9;  CDS 4;  BE 3;  Livre 2;  PCP 1;  IL 1.

Liberdade de informação?  O telespectador, tem razões para se sentir manipulado.

A informação na comunicação social é hoje dominada pelos telejornais, isto é. a informação televisiva (aparte as redes sociais mas esse é outro universo). A que acresce, com tempo de antena alargado, a chamada grande informação na RTP 3, SIC N e TYI 24, em horário nobre posterior ao noticiário das 20h00. Aí pontificam os comentadores, os opinion makers, em painel, frente-a-frente ou com tribuna pessoal, em geral convidados por critério partidário. Têm estatuto de residentes com lugar cativo no programa e, quando não podem comparecer, o substituto é alguém do mesmo partido. Penso que a ninguém escapará a tendenciosa seleção dos convidados, longe de refletir o mosaico partidário nacional e que, dado o seu peso na formação da opinião pública, viola um valor essencial da democracia, o direito a uma informação isenta.
Fiz um apanhado semanal, não exaustivo mas que penso revelador, do horário nobre daqueles três canais e distingo três tipos de programas: debate em painel (DP) normalmente três convidados além do moderador: frente-a-frente (FF) com dois participantes; comentador de cátedra (CC) com presença individual e sem contraditório.
Nesta análise não entram programas cujos analistas sejam...

Comunicação, Liberdade, Censura

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