portugal001Diferentes perspetivas informativas e opinativas sobre o país

Governo adia aprovação de Lei de Bases da Saúde

Governo adia aprovação de Lei de Bases da Saúde

 

17.09.2018 19:03 por Margarida Davim

in SÁBADO

Estava previsto que o próximo Conselho de Ministros tivesse em cima da mesa a proposta de Lei de Bases da Saúde do Governo. Mas o ministro da Saúde já avisou o grupo parlamentar do PS que essa discussão foi adiada.

O Governo adiou a discussão da Lei de Bases da Saúde em Conselho de Ministros. Estava previsto que a proposta fosse aprovada esta quinta-feira, mas o ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes, avisou o grupo parlamentar do PS do adiamento.

"A proposta já não vai esta semana a Conselho de Ministros, porque o Governo quer cruzar este assunto com outros ministérios", explica à SÁBADO o coordenador socialista na comissão de Saúde no Parlamento, António Sales.

Sales admite que as Finanças serão consultadas neste processo de discussão interna da proposta antes haver uma versão final para levar a Conselho de Ministros, mas explica que poderão ser envolvidos outros ministérios.

"O SNS implica vários artigos da Constituição. Há aqui situações de direitos e garantias", frisa o socialista, que não adianta que outros ministérios poderão ser chamados a esta discussão nem por que motivos concretos.

António Sales acha, porém, que a aprovação da proposta do Governo para a Lei de Bases da Saúde já não deverá tardar.

"A minha expectativa é que este adiamento seja por pouco tempo, provavelmente por uma semana", comenta.

Saúde, Dossiê: Revisão da Lei de Bases da Saúde

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Quais são os comportamentos dos portugueses na hora de comprar online

eCommerce consumidor

O Inquérito sobre E-Commerce analisou o comportamento dos portugueses na hora de comprar online.
As mulheres e os jovens são os mais influenciáveis.
Os Homens comparam mais os produtos e serviços do que as mulheres.

O “Portal da Queixa” realizou, em parceria com a empresa Netquest, um inquérito nacional sobre E-commerce, para perceber quais são os comportamentos dos portugueses na hora de comprar online, o que pesquisam e onde, e se são influenciados na decisão de compra.

Entre as principais conclusões estão:

  • 53% costuma pesquisar na internet pela opinião de outros clientes;
  • As opiniões de outros consumidores influenciam na decisão de compra;
  • As mulheres e os jovens são os mais influenciáveis;
  • Antes de realizarem uma compra online, 8 em cada 10 inquiridos, opta por comparar preços ou funcionalidades, bem como, a opinião de outros consumidores em sites e plataformas como o Portal da Queixa.
  • Os homens comparam mais os produtos e serviços do que as mulheres, mas procuram menos as opiniões de outros consumidores.

São os portugueses influenciáveis por terceiros no momento da compra?

Dos mais de 5000 inquiridos, 53% afirma que consulta “sempre” as opiniões de outros clientes na Internet antes de comprar online. Apenas 3% afirma “nunca” consultar nenhum tipo de informação antes de comprar online.

O inquérito revelou que os consumidores com menor idade são os que estão mais acostumados a consultar a opinião de outros clientes. Também os homens e os heavy buyers...

Negócio

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  • jorge rocha in 'Ventos Semeados'
  • Portugal

António Costa 1 - Joana Marques Vidal 0


A visita oficial de António Costa a Angola está a constituir um enorme sucesso, que muito agrada à grande maioria dos portugueses. Daí que as direitas soubessem bem quão útil seria impedi-la, porque não só estariam a concretizar a estratégia do “quanto pior melhor”, quer a nível económico, quer político, como poderiam sempre manter a narrativa de um agravamento das relações entre os dois países sempre que Lisboa conta com um governo socialista. No momento certo lá tratariam de lembrar as relações privilegiadas de Paulo Portas e Miguel Relvas com as autoridades luandenses, de que se constituíram indecorosos lobistas.
Terá sido essa a razão do «irritante», que teve como grande responsável Joana Marques Vidal. Sendo o caso Manuel Vicente um mero detalhe, de importância infinitamente menor do que o superior interesse de desenvolver o relacionamento bilateral, a ainda procuradora-geral tudo fez para o alimentar até mais não lhe ser possível, demonstrando o que lhe estava realmente nas intenções.
É por isso que o sucesso desta visita constitui uma derrota inegável do que tal protagonista tanto  porfiou. E espero que as alusões frequentes de António Costa a esse mesmo «irritante» signifique que, não tendo esquecido a afronta, retire dela a devida ilação: a devolução da mesma à procedência acautelando a possibilidade em que não volte a causar danos de maior na vida de quem intervém, como sucedeu na forma como facilitou à IURD a adoção de crianças retiradas às...

Justiça

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Quem se serve e a quem serve a concertação?

Não há trabalhadores que, perdendo o seu salário, se sintam felizes terem de recorrer à greve; as lutas sociais são inerentes ao capitalismo, ao antagonismo de interesses entre capital e trabalho.
Vítor Ranita | AbrilAbril | opinião

No dia 30 de Maio, patronato, UGT e Governo, chegaram a acordo sobre as alterações a introduzir na legislação laboral. A CGTP-IN, a mais representativa Central Sindical, em discordância, ficou de fora. Portanto, houve consensos. O acordo legitimou apenas o que interessava subscrever por alguns dos participantes. Mas tal não impediu o ministro Vieira da Silva de opinar: «Um bom acordo para o país». E essa, por certo, também foi a opinião da Comissão Europeia, empenhada na reversão dos direitos laborais.

Segundo os insuspeitos Mário Pinto e Amândio de Azevedo, «a subordinação e a dependência dos trabalhadores constituem características do seu estatuto social tradicional1». Provavelmente será essa a razão da satisfação pessoal com que o sindicalista Carlos Silva se prontifica a subscrever o que interessa às confederações patronais. Enfim, idiossincrasias!

Naturalmente a Confederação Empresarial de Portugal secundou a opinião do ministro Vieira da Silva. E ficou reafirmada a concepção do Governo – António Costa assinou o acordo – que identifica os interesses nacionais com os interesses particulares do grande capital. Dito de outro modo, os governantes em exercício deixam clara a opção de classe que privilegiam, apenas parcialmente...

Trabalho

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Caça às bruxas no PSD?! Isto não vai acabar bem

Martim Silva | Expresso | opinião

A competição para se avaliar qual o maior tiro no pé dado pela direção de Rui Rio e pelo presidente do PSD deixou de fazer qualquer sentido depois do comunicado do partido no último sábado. Estimado leitor, esqueça lá a polémica da taxa robles ou da taxa rio ou outro qualquer assunto semelhante. Agora chegámos a todo um novo, e perigoso patamar. O patamar da caça interna às bruxas. Dê por onde der, a coisa não pode acabar bem.

A coisa explica-se em breves linhas. Na última quarta-feira, o Conselho Nacional do partido reuniu nas Caldas da Rainha. Assistiu-se aí ao primeiro confronto direto, visível e tenso, entre os apoiantes de Rio e os chamados críticos, com destaque particular para o antigo líder parlamentar Hugo Soares (pode ler AQUI o relato do encontro).

Um dos motivos próximos do confronto prendeu-se precisamente pela forma como o presidente do partido começou por reagir à chamada "Taxa Robles", contra a especulação imobiliária, apresentada pelo Bloco de Esquerda, e que levou a divergências dentro da própria geringonça. Entre os sociais-democratas, muitos não gostaram de ver o líder do partido colar-se a uma medida bloquista.

O descontentamento interno não se ficou por aqui. Na quinta-feira à noite o Expresso noticiou (ler AQUI) que também na reunião da Comissão Política o descontentamento em relação a Rio se fez ouvir.

Repare-se bem: já não se trata de surgirem críticas num órgão, como o...

Partido Social Democrata

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  • Mário Jorge Neves in FACEBOOK
  • Portugal

RABO ESCONDIDO COM O GATO DE FORA OU A TENTATIVA DE LIQUIDAÇÃO DO SNS!!!

Mário Jorge Neves

Mário Jorge NevesEsta direcção do PSD, introduziu um dado novo e decisivo nas campanhas eleitorais do próximo ano, ou seja, a opção pelo nosso SNS ou a sua destruição!


 

Em meados do passado mês de Agosto, a comunicação social divulgou a notícia de que a nova direcção do PSD estava a preparar um documento programático para a política de saúde através de um designado “conselho estratégico”, referindo que um dos seus princípios orientadores era “ a liberdade de escolha entre o público e o privado”.
No dia 13/9/2018, O PSD divulgou em conferência de imprensa uma síntese desse documento programático.
Da sua leitura, que é rápida dada a escassez de páginas, podemos sublinhar os seguintes aspectos fundamentais :

    •  Reconhece que “o SNS é uma das maiores realizações, no campo social, da sociedade portuguesa pós 25 de Abril, sendo criado para garantir a toda a população o acesso a cuidados de saúde, de forma universal e gratuita (hoje tendencialmente gratuito). Esta garantia está expressa na Constituição e é um dos fatores decisivos na sociedade portuguesa que importa preservar e defender, pelo que é fundamental que seja uma realidade para todos os portugueses”.
    •  Quanto aos problemas actuais do SNS, verifica-se uma focalização nas listas de espera.
    •  Afirma que “ o Estado é o elemento central e maioritário do SNS: prestando cuidados de saúde com meios próprios (como hoje), contratualizando com as outras iniciativas – privada e social – a gestão de...

Saúde, Dossiê: Revisão da Lei de Bases da Saúde

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Grandes Opções do Plano 2019 - É preciso romper com a política do passado

gop2019

O Governo divulgou hoje as Grandes Opções do Plano para 2019. A CGTP-IN, sem prejuízo de uma análise aprofundada sobre o conteúdo de um documento que deveria ser uma peça fundamental para uma política de desenvolvimento económico e social do país, entende tratar-se de um documento de continuidade com uma estratégia que não resolve os problemas fundamentais do país e que mantém uma orientação de confronto em relação a direitos fundamentais dos trabalhadores, como a estabilidade de emprego e o direito de contratação colectiva.

O país mantém problemas de natureza estrutural para os quais faltam respostas, nas quais a CGTP-IN inclui:

A elevada dívida pública com consequências que podem ser agravadas pelo corte de 3 mil milhões de euros de fundos a Portugal, e a redução das taxas de comparticipação dos projectos de 85% para 75%;

A debilidade do seu tecido produtivo, sendo de salientar a baixa quer do investimento global desde 2001 (acentuada desde 2007) quer do investimento público. Esta queda foi apenas mitigada nos últimos anos enquanto o investimento público, segundo os dados mais recentes do INE, representou menos de 2% do PIB em 2016 e 2017;

A criação de uma bolha especulativa no imobiliário;

A degradação de serviços públicos em áreas tão importantes para o desenvolvimento e o bem-estar da população, de que são exemplos relevantes, mas não exclusivos, os transportes e a saúde;

A precariedade de emprego que representa uma negação do princípio da estabilidade de...

Economia política, Governo

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Como é que se discorda estruturalmente do PSD?

Daniel

(Daniel Oliveira, 17/09/2018)

Daniel Oliveira

(Grande texto, ó Daniel. Eu aconselhava o Rui Rio a não perder e a reflectir. Talvez assim ficasse a entender melhor o que lhe está a acontecer. Nada melhor para a direita se reencontrar e tornar mais eficaz do que atentar às reflexões alguém de esquerda como tu, ó Daniel…

Comentário da Estátua, 17/09/2018)


“Todos aqueles que discordam do ponto de vista estrutural obviamente que é mais coerentemente saírem” do PSD. Esta frase, dita por Rui Rio no programa da TSF de Pedro Marques Lopes e Pedro Adão e Silva (Bloco Central), tem um problema de base: temos de descobrir o que é discordar estruturalmente do PSD. Partindo do princípio que Rui Rio não acha que o partido é ele, temos de imaginar que a discordância estrutural não se resume às suas posições ou às posições circunstanciais do partido. Ninguém se demite de um partido por isso. Uma discordância estrutural é anterior a isso. Ora, o PSD tanto é o de Rui Rio como o de Cavaco Silva o de Passos Coelho ou o de Manuela Ferreira Leite. É impossível alguém não discordar estruturalmente de algum deles.

Na verdade, não é Rui Rio que está perdido quando não consegue dizer que Mário Centeno não caberia num governo seu e não consegue renegar de uma penada a proposta do Bloco de Esquerda para combater a especulação imobiliária. Rio é apenas demasiado sincero ou ingénuo.

Faltam-lhe filtros. Mas quem está perdido há muito tempo é o PSD. Sempre o esteve. Não fosse o partido que...

Partido Social Democrata, Direita

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Portugal | O negacionismo imobiliário

Manuel Carvalho da Silva | Jornal de Notícias | opinião

O debate sobre o imobiliário, em particular acerca da existência ou inexistência de uma bolha especulativa e da necessidade ou desnecessidade de a combater, trouxe à tona a atitude que aqui designamos por negacionismo dos interesses imobiliários e se caracteriza pela recusa obstinada de toda a evidência de sinais de bolha especulativa.

O especulador é alguém, ou alguma instituição nomeadamente financeira, que se dedica a comprar barato seja o que for para vender caro o que compra, sem lhe acrescentar valor ou acrescentando muito pouco. Para o especulador, o mais importante de tudo é evitar que se difunda a opinião de que as coisas, a cuja compra e venda se dedica, tendem para a desvalorização e não para a valorização.

Mesmo que durma mal, em resultado de pesadelos com bolhas a rebentar, o especulador obriga-se a si mesmo a acordar enérgico, exalando confiança por todos os poros. Ele precisa de "demonstrar" que as tais coisas a cuja compra e venda se dedica (não importa o quê) se vão valorizar amanhã, e depois de amanhã, e assim sucessivamente até ao dia do juízo final. O especulador sabe que, se os seus clientes e potenciais clientes passarem a ter pesadelos como ele, as bolhas podem rebentar. Daí o negacionismo militante dos grandes interesses imobiliários.

A crescente difusão do discurso negacionista em torno do setor imobiliário é, em si mesmo, um indício de que há real perigo de bolha e do...

Habitação

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FMI monta o cenário, Costa ensaia o brilharete

Em vésperas da apresentação do Orçamento do Estado, os habituais avisos do FMI servem ao Governo do PS para tentar transformar qualquer pequeno avanço, mesmo a contragosto, numa grande vitória.

O último relatório do Fundo Monetário Internacional (FMI) sobre Portugal, revelado a pouco mais de um mês de 15 de Outubro, data limite para a entrega do Orçamento do Estado para 2019 pelo Governo, não traz nada de novo.

Os dados objectivos de evolução da economia e do emprego já não permitem repetir os alertas catastrofistas, mas o FMI continua a deixar «avisos» e «recomendações». Pela imprensa, sabemos que um dos pés da troika está preocupado com o descongelamento das progressões nas carreiras da Administração Pública, com o peso dos salários dos trabalhadores do sector público ou com o regime para as longas carreiras contributivas. Em sentido inverso, o que o FMI receita é um acelerar da «consolidação das contas públicas» e uma «reforma da Função Pública». Basta lembrar os anos da troika para entender o que desejam Christine Lagarde e Vítor Gaspar.

Mas, no quadro político actual, estes relatórios (como o da recente avaliação pós-troika da Comissão Europeia) assumem uma dupla função. Para além da eficácia enquanto elemento de pressão e...

Economia política

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PAISAGEM AO SOM DE CHOCALHOS

Se cada viagem é um regresso, foi isso que aconteceu neste domingo de Setembro, quando o calendário recente de todas as festas celebra os Chocalhos, memória distante da transumância. Subimos mais uma vez a Gardunha, a partir do Fundão, numa geografia que vem dos dias antigos, quando,muito jovens, caminhávamos até ao cimo da serra para acampar à sombra das árvores, à beira da Casa do Guarda, na Floresta. Lá, havia o fenómeno surpreendente do senhor guarda, que ali vivia todo o ano. Não sei se por artes mágicas, nunca soubemos, ele conseguira o feito de domesticar um lacrau, que colocava no braço para deslizar pela sua pele, em amistoso passeio. Nós ficávamos atónitos e preferíamos pensar, para nosso próprio sossego, que estes escorpiões da Gardunha, se calhar, eram pacíficos e não tinham veneno no aguilhão da cauda. No calor do verão, mergulhávamos no tanque que tinha sempre água a correr, muito límpida e pura, e geladíssima, para retemperar o corpo e o espírito.
Lembranças fragmentárias que a memória recolhe, enquanto os olhos pastoreiam a paisagem, ao som de chocalhos. Os rebanhos já não são como eram dantes e estes da Cova da Beira eram alheios a estas fadigas da transumância, sempre geografia de longos caminhos, quando desciam da Serra da Estrela para passar o inverno nas planuras da campina idanhense ou dos campos de Castelo Branco, a caminho do Alentejo. Dizem-me que este, avançando a caminho de Alpedrinha, veio das alturas de Seia e está decerto habituado a estes...

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  • in ENTRE AS BRUMAS DA MEMÓRIA
  • Portugal

Pedrógão Pequeno



«De um dia para o outro Pedrógão Grande transformou-se em Pedrógão Pequeno. Não foi um truque de magia: tratou-se, simplesmente, de destruir, sem piedade, um símbolo de solidariedade em nome da esperteza gananciosa.
Algo que parece típico neste país. Quando face a tantas questões inquietantes sobre a validação dos processos das casas por reconstruir o presidente da câmara municipal local, Valdemar Alves, apenas diz: "Se punham lá primeira habitação, como podemos dizer à pessoa que não era?", que responder? Investigando, talvez.
Num país em que, para tudo, o Estado pede certificados, comprovativos e demais papéis para satisfazer a sua burocracia, dar dinheiro de portugueses solidários para reconstruir casas sem verificação é algo que se faz levianamente? Pelos vistos, é. Só se comprova o que dá jeito. Portugal sempre foi um refém feliz da corrupção. O exemplo vem de cima porque Portugal é um país de desconfiados. Desconfiamos sempre dos suspeitos do costume. E dos outros.
Os portugueses conseguem, ao mesmo tempo, desconfiar dos políticos, dos polícias, dos árbitros, dos professores e dos médicos. Em contrapartida há uma desconfiança muito mais sinistra. O Estado desconfia dos portugueses. Desconfia que estes não pagam impostos e que se esquecem de pagar o estacionamento. Investiga-os.
Mas parece que isso só se aplica aos pacóvios. No que é importante verificar, o Estado esquece-se de o fazer. Ou cria condições para que isso não seja feito. Agora ninguém...

Corrupção

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Lei de Bases da Saúde: O charme discreto de Belém

 

[a] filosofia neoliberal (…) visou a destruição do Estado Social e reduziu o SNS a um serviço residual para os pobres
António Arnaut [1]


O futuro do Serviço Nacional de Saúde (SNS) está em debate. As principais dificuldades estão identificadas e importa, agora, definir o que fazer perante os problemas. António Arnaut, “pai do SNS”, confiou as suas esperanças à actual maioria parlamentar e ao governo do PS:

é preciso reconduzir o SNS à sua matriz constitucional e humanista. Há agora condições políticas e parlamentares para realizar essa tarefa patriótica e o governo propôs-se fazê-lo[1].

Com o propósito de contribuir para a correcção da trajectória neoliberal a que o SNS foi sujeito desde a Lei de Bases da Saúde de 1990 (imposta pelo PSD-CDS), António Arnaut e João Semedo propuseram a reversão dos mecanismos que suscitaram a hemorragia financeira do SNS. Uma das medidas é terminar com as denominadas parcerias público-privadas (PPP) no SNS: a “administração, gestão e financiamento das instituições, estabelecimentos serviços e unidades prestadoras de cuidados de saúde é exclusivamente pública, não podendo, sob qualquer forma, ser entregue a entidades privadas ou sociais, com ou sem fins lucrativos” (Base XXXIX n.º 4 da proposta Arnaut-Semedo).

(foto: Esquerda.net)

Porém, a proposta de bom senso que consiste no atribuir “ao público o que é do público[2] e ao privado o que é do privado, parece constituir-se como...

Saúde, Dossiê: Revisão da Lei de Bases da Saúde

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Rubina Berardo: “Um não-acordo no Brexit teria consequências graves para a comunidade portuguesa”

Ainda antes do referendo para a saída do Reino Unido da União Europeia o Governo Português aconselhou os cidadãos e cidadãs nacionais que aí moravam a pedir autorização de residência permanente. No dia 24 de Junho de 2016, José Luís Carneiro, Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas reforçava o pedido, acrescentando que quem preenchesse os critérios deveria pedir a segunda nacionalidade.

O plebiscito da noite anterior tinha ditado uma vitória do “leave”, mandatando o governo Conservador de David Cameron a iniciar o processo de saída do Reino Unido da União Europeia (UE). Cameron demitir-se-ia na sequência do resultado do referendo, deixando à sua sucessora, Theresa May, atual primeira-ministra, a activação do artigo 50.º do Tratado de Lisboa, formalizada a 29 de março de 2017.

Iniciava-se então o período de dois anos para o Reino Unido negociar com os restantes 27 membros a sua saída da UE.  Mas porque tinha então o Governo, através de um dos seus Secretários de Estado, aconselhado os cidadãos Portugueses residentes no Reino Unido a pedirem a dupla nacionalidade? Estariam os seus direitos, nomeadamente o direito à iniciativa privada, o direito ao acesso às prestações sociais e o direito de acesso ao Serviço Nacional de Saúde Britânico em perigo?

Os ponteiros do relógio não param e no dia 29 de Março de 2019, às 23.00 horas (meia-noite em Bruxelas), com ou sem acordo, o Reino Unido sairá da União Europeia. Havendo acordo, consoante os seus moldes...

Migração, Reino Unido

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SNS: grito de alerta

Foto Rui Duarte Silva

Na altura em que o Serviço Nacional de Saúde faz 39 anos, o bastonário da Ordem dos Médicos faz um alerta e um apelo ao primeiro-ministro, para evitar o colapso do mais importante serviço público nascido do 25 de Abril, criado no dia 15 de setembro de 1979


 Miguel Guimarães, bastonário da Ordem dos MédicosNa entrevista que deu ao jornal Expresso de 11 de agosto, o Primeiro-Ministro (PM) António Costa afirmou, a propósito do estado da Saúde em Portugal, que “já todos nós temos idade suficiente e experiência acumulada para sabermos que o sector da saúde é um sector onde com muita facilidade se generaliza e se torna como paradigma situações pontuais. Se alguém espera que o Prof. Adalberto Campos Fernandes deixe de ser Ministro da Saúde para que esses problemas se resolvam por arte mágica, podem tirar o cavalinho da chuva que ele não deixará de ser ministro”.

O PM, ao reafirmar que no sector da saúde os problemas são situações pontuais, ignora o desespero e a dedicação da imensa maioria dos médicos e, em especial, daqueles com funções de direção, que tiveram a coragem de publicamente, ao se demitirem, darem um grito de alerta pela defesa dos doentes e da qualidade da medicina. Já todos esperamos que o ministro da Saúde negue de forma reiterada a evidência da realidade. Mas do PM esperávamos mais. Esperávamos e esperamos que seja a reserva do Governo, que tenha bom senso e respeite as pessoas, o património mais importante do...

Saúde

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  • Ladrões de Bicicletas (Ricardo Paes Mamede)
  • Portugal

Perseguição política no município do Porto

José António Pinto, assistente social na Freguesia da Campanhã no Porto, tornou-se conhecido do grande público quando em 2013, em pleno período da troika, recebeu um prémio de Direitos Humanos na Assembleia da República e, num discurso memorável, se declarou pronto a trocar a medalha recebida por políticas sociais mais justas.

O humanismo, a coragem e o empenho social do José Pinto (Chalana, para os amigos) é conhecido desde há muito. Em muitos casos pagou caro por isso. Parece que o preço que agora está a pagar pela sua frontalidade é proporcional à prepotência do Presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira.

Em Fevereiro deste ano, José Pinto escreveu o texto "Este Porto não é para todos", saído no Público. Demorou pouco até que o assistente social começasse a ser perseguido na entidade onde trabalha. Não tendo a pressão sido bem-sucedida, a retaliação virou-se para a mulher de José Pinto, demitida sem explicações das suas funções pelo Vereador do município do Porto, Fernando Paulo (ver a denuncia que o advogado Garcia Pereira fez do caso neste textoneste texto).

A retaliação sobre trabalhadores do sector privado que não aceitam as decisões dos patrões ou a perseguição de trabalhadores em funções públicas que questionam as orientações dos poderes instalados são sinais de subdesenvolvimento em qualquer sociedade. As notícias que têm vindo a público sobre este tipo de situações em Portugal são profundamente inquietantes.

É bom que o Estado de Direito e a consciência cívica dos...

Liberdade, Porto

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  • jorge rocha in 'Ventos Semeados'
  • Portugal

Obscenas desigualdades


Há números que justificam plenamente a nossa indignação pelas desigualdades vigentes na nossa sociedade e justificam que exijamos do governo a sua correção, senão acelerada, pelo menos sustentada numa discrepância bem menor entre os percentis de rendimentos mais elevados e os mais pobres.

Podemos considerar um exagero que o PCP pretenda que o Salário Mínimo Nacional seja aumentado para 650 euros já no próximo ano, invocando números do INE, demonstrativos em como, a ter havido correção anual aos valores da inflação do valor inicial aprovado depois do 25 de abril, já andaríamos nos 1267,7 euros - mais de acordo com a média europeia do que os miseráveis 580 euros atuais.
Mas já os administradores das grandes empresas não parecem incomodados por auferirem vencimentos obscenamente acima do que idêntica correção lhes facultaria se fosse levada em conta. É o caso da Jerónimo Martins onde o seu presidente recebe mais de 143 mil euros por mês, que equivale ao que uma sua trabalhadora do Pingo Doce conseguiria ao fim de vinte anos de trabalho. E até mesmo em relação ao salário médio no grupo essa diferença continua desregrada, porque equivale a mais de doze anos de trabalho.
Terá sido devido a esta realidade, que António Costa sinalizou, em recente entrevista, que a governação terá de agir. Importa que dê disso provas tão rapidamente quanto possível...

Veja o original em 'Ventos Semeados':

Desigualdade

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Cinema: ROSSO VIVO

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Segunda feira, 17 de setembro às 21,30h

Casa da Achada - Centro Mário Dionísio

Rua da Achada, 11, R/C, Lisboa 

Projecção, ao ar livre, do filme Rosso Vivo - Documentario (2017, 62'), de Claudio Carbone, que apresenta a sessão.

Após a projecção, segue-se conversa com activistas dos movimentos pelo direito à habitação, que organizam a Manifestação pela Habitação Lisboa - 22 de Setembro, do dia 22 de Setembro (Largo do Intendente, 15h).

Organizado em conjunto com a Casa da Achada - Centro Mário Dionísio e o movimento Stop Despejos

Entrada livre.

Cultura

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  • Jornal Tornado in 'O TORNADO'
  • Portugal

EXPODEMO 2018: o governo não ouviu, mas talvez alguém lhe diga.

É preciso resistir ao centralismo e lutar por uma verdadeira política de coesão nacional! É inadmissível o esquecimento do interior! A maçã e os vinhos não são um conto de fadas e não consta que a «Branca de Neve» perceba de economia. 


Posso dizer que foi um grito de revolta contra o «abandono» das regiões de baixa densidade, o que eu escutei hoje em Moimenta da Beira, pela voz do Presidente da Câmara José Eduardo Ferreira, na abertura da Expodemo 2018 – um certame que pretende mostrar as potencialidades da região e tem vindo a transformá-la numa nova centralidade. Apesar do esquecimento com que esta parte do país tem sido brindada pelas políticas de sucessivos governos.

Das ideias fortes que eu retive do discurso inaugural, como sempre de improviso, posso referir duas ou três que balizam a dura intervenção de José Eduardo Ferreira: Não é admissível que os Fundos de Coesão da UE sejam desviados do verdadeiro objetivo de promover a coesão nacional. A região espera que lhe devolvam o que lhe vem sendo retirado de há muitos anos a esta parte; Não é admissível que as áreas de Lx e Pto, com 6% da população, recebam 50% dos fundos estruturais; Não é admissível que a região seja excluída do Plano Estratégico 20-30; Não é admissível o que se passa com o regadio. Remendar o tradicional não é solução, sobretudo nesta região da melhor maçã do país – provavelmente da Europa e do mundo. E é grave olhar apenas para o Alqueva; Não é admissível que a...

Equidade

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Os triunviratos que governam Portugal – de Salazar a Marcelo 

triunvirato.PNG

(Carlos Matos Gomes, 15/09/2018)

A nomeação do/a PGR está constitucionalmente estabelecida: proposta do governo e nomeação pelo Presidente da República, órgãos de soberania, mas a notícia do Expresso, porta-voz oficioso de Marcelo Rebelo de Sousa, de que Joana Marques Vidal vai cumprir um mandato extra como PGR, a pedido de várias famílias, trouxe-me à lembrança uma história não muito conhecida sobre as dificuldades de entendimento sobre quem efectivamente exercia o poder em Portugal.

No início de 1961, o então subsecretário de Estado norte-americano George Ball veio a Lisboa transmitir a Salazar a posição da administração Kennedy quanto à necessidade de Portugal admitir o principio da independência das colónias. Salazar terá ouvido e respondido o que bem entendeu, que os americanos não lhe mereciam grande consideração.

George Ball saiu confuso de S. Bento e terá ido pedir conselho ao velho embaixador britânico em Lisboa (um diplomata experiente em fim da carreira), relatando-lhe a lenga-lenga de Salazar, que terá terminado com a afirmação de nada poder fazer quanto às colónias. Foi esta impossibilidade de um ditador exercer o poder que mais perturbou o diplomata americano. Afinal quem mandava? O embaixador de Sua Majestade terá sorrido e explicado pacientemente: Assim era, de facto. Portugal não era governado por Salazar, mas por um triunvirato constituído pelo Infante Dom Henrique, pelo desaparecido rei Sebastião e pela aparecida Senhora de Fátima, de que...

Justiça

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  • Francisco Seixas da Costa in "duas ou três coisas"
  • Portugal

Um fascista a sério


“Queres conhecer um verdadeiro fascista?” A pergunta foi-me feita, em tom de gozo, pelo António Ricardo, um colega que há muito desapareceu.
Estávamos na Sala Verde do edifício da Junqueira onde funcionava o ISCSPU (claro, com “U” de “Ultramarina”). Em novembro de 1968, há quase 50 anos. Com as aulas concentradas na manhã, as tardes no palácio Burnay passavam-se entre essa sala, de grandes janelas sobre o belo jardim e as três ou quatro bibliotecas de que dispunha o Instituto - era assim que chamávamos à casa tutelada por Adriano Moreira, onde eu então estudava.
A política era muito intensa por ali, por esses dias do segundo semestre de 1968. Eram os efeitos do maio francês, o debate sobre os tanques soviéticos a entrarem em Praga, a queda de Salazar da cadeira, o alvoroço com a chegada ao poder de Marcelo Caetano. Por nós, estávamos a preparar uma lista associativa, sem ainda sabermos que iríamos ganhar as eleições e, depois, ver o resultado do sufrágio “não homologado” por decisão ministerial. Também não podíamos adivinhar que teríamos aquela escola cercada e invadida pela polícia de choque, com Adriano Moreira a ser afastado, meses depois.
“Um fascista a sério, militante contra os judeus, apoiante de Vichy, colaboracionista com os alemães, com a cabeça a prémio em França. Não achavas graça conhecê-lo?” A figura parecia tão caricatural que conferia interesse à ideia.
E lá me explicou que, num edifício pertença da Emissora Nacional, na rua de S. Marçal...

Extrema direita, Memória

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Saúde de todos e para todos

Manuel Pizarro

Manuel Pizarro Surpreende que o PSD venha agora desenterrar a velha ambição da direita de privatizar o serviço público de saúde.

Saúde, Dossiê: Revisão da Lei de Bases da Saúde

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  • jorge rocha in 'Ventos Semeados'
  • Portugal

Será que o primeiro-ministro vai render-se à campanha da Joana?


Nos últimos dias têm sido conhecidos mais alguns detalhes sobre a investigação a Carlos Santos Silva e a José Sócrates que, “curiosamente”, foram ignorados pelo quase sempre “bem informado” «Correio da Manhã»: o empresário foi investigado anos a fio pelos procuradores sem que estes tivessem garantido a prévia autorização de um qualquer juiz para executarem grande parte das ações em causa, que colidiram com os direitos e garantias reconhecidos constitucionalmente a qualquer cidadão português.
Os procuradores violaram a lei sem qualquer escrúpulo e, num Estado onde a decência impere, devem ser sujeitos a investigação porque, a ser verdade o que a advogada de Santos Silva denunciou, o seu lugar só pode ser atrás das grades.
O mesmo se verificou com a escolha do juiz para o processo Marquês: em vez de se cumprir a lei de fazer-se um sorteio nesse sentido, Carlos Alexandre, com a cumplicidade de uma escrivã, avocou a si  o caso, constituindo-se como cúmplice ativo dos procuradores, escusando-se a ser o representante do respeito dos direitos do acusado, o ex-primeiro-ministro por quem alimentou um doentio ódio de estimação.  Razão igualmente fundamentada para o  colocar como suspeito de um desrespeito grosseiro pelas nossas leis fundamentais.
Numa altura em que as direitas querem manter este tenebroso estado de violação constante pelos direitos constitucionais, mediante a recondução de uma das principais responsáveis por tudo quanto tem ocorrido...

Justiça

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O “desrespeito pelos proprietários”

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(Pacheco Pereira, in Público, 15/09/2018)

(Grande sova no Almeida, ó Pacheco. Está bem que, o motivo último da malha, é a defesa do teu amigo Rui Rio, mas ainda assim, e por óbvias e diferentes razões, eu diria que, “só se perdem as que caem no chão”, quando toca a sovar os “almeidas” da nossa cena política.

Comentário da Estátua, 15/09/2018)


 João Almeida não é uma personagem maior da nossa política, que, aliás, não tem quase nenhumas. Mas às vezes são as personagens menores que explicam melhor o que está mal no nosso discurso político, muito abastardado, pobre e completamente dependente de uma agenda mediática igualmente paupérrima. Aliás, nas notícias sobre as suas recentes declarações, é várias vezes chamado “João Oliveira”, o que o deve levar a torcer-se todo. O problema nem é com João Oliveira, corrijo, João Almeida, é em parte com o CDS no seu estilo actual, que maximaliza a dependência da agenda mediática, transformando “casos” em reivindicações políticas ao ritmo da “novidade” jornalística, que é tão grande na frequência como no esquecimento. Pelo caminho, ficam dezenas de exigências, ataques, declarações, protestos, num rastro de palavras que hoje só tem comparação com o do Presidente da República.

O CDS acha que isto é que é “fazer oposição”, em contraste com o PSD que não a faz. E, se calhar, na imediaticidade e rapidez jornalística, que migrou dos mediapara a política, tirando autonomia ao discurso político, tem razão. E ainda mais...

Direita

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O País e o Mundo

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