• jorge rocha in 'Ventos Semeados'

Recordar maio de 68 (3): a história de um slogan

Em França é muito comum a utilização do slogan «CRS SS», que associa a sigla da polícia de choque à correspondente nazi. Equiparar a brutalidade dos «gorilas» franceses» à dos que ganharam merecida má fama na ascensão e manutenção do regime nazi, tem constituído ferramenta propagandística de que os contestatários gauleses não têm prescindido no últimomeio século. Daí o erro de julgamento dos que pensam ter surgido tal slogan no maio de 68, em complemento de tão imaginativas palavras de ordem, ilustrativas da novidade daquela revolução.
A verdade histórica é, porém outra: foram os mineiros, então a viverem uma das greves mais duras e violentamente reprimidas da história social francesa, que criaram tal slogan em 1948. Que essa mesma história tenha valorizado a imagem ao lado em que ele surgia afixado no Atelier Popular da Escola de Belas Artes de Paris vinte anos depois, é equívoco, neste caso de pormenor, mas que noutros assumem uma dimensão bem mais séria e relevante para a interpretação dos acontecimentos idos e dos respetivos efeitos na nossa atualidade.
Os CRS (Companhias Republicanas de Segurança) foram criados no final de 1944 e consagrados na lei três anos depois como forças de...

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  • Isabel Guerreiro in 'O TORNADO'

Propostas para celebrar Abril

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No próximo dia 25, o Museu do Aljube – Resistência e Liberdade festeja o seu terceiro aniversário, com sugestões artísticas variadas, incluindo a continuação do evento “Dias da Memória”, que quer promover a partilha de testemunhos, objectos, documentos e fotografias relacionadas com a resistência à Ditadura.

Através do programa “Memórias para Todos”, o Museu, localizado na rua Augusto Rosa, em Lisboa, desafia ex-presos políticos e comunidade em geral, a partilhar histórias da luta pela Liberdade, de forma a salvaguardar “o que é património de todos e que conta com a voz de todos”.

A Empresa Municipal de Gestão de Equipamentos e Animação Cultural (EGEAC), organizadora da programação de Abril em Lisboa, promove também dias de “Liberdade para Tocar”, destinados a intervenções musicais espontâneas. Para tal distribui durante cinco dias, cinco pianos por cinco lugares da capital. Entre as 10h e as 20h, cada um é livre de tocar o que entender nos jardins e praças da cidade. Nas vésperas de 25, terça-feira, os pianos juntam-se no Terreiro do Paço para um concerto espontâneo a várias mãos.

Ainda em Lisboa, e até domingo, dia 22 de Abril, decorre no Cinema São Jorge, a segunda edição do Festival Política, este ano com enfoque nas questões de igualdade e não-discriminação. Sábado é dia de reflexão sobre “Que papel para as Comunidades Ciganas?” e entre workshops, concertos, actividades para crianças, cinema e debates, destacamos a sessão que exibe seis filmes sobre...

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  • Arnaldo Xarim in 'O TORNADO'

Sustentabilidade ou susceptibilidade?

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Voltámos a assistir na semana passada a mais uma bem orquestrada acção de propaganda a propósito da questão da dívida pública.

Como em ocasiões anteriores deu-se voz à corrente de opinião que se opõe à ideia (e ao princípio) da reestruturação das dívidas, como se de um anátema se tratasse. Três ex-ministros das Finanças (Luís Campos e Cunha, Fernando Teixeira dos Santos, e Maria Luís Albuquerque) advogaram perante a Comissão Parlamentar de Orçamento que uma hipotética reestruturação seria prejudicial por implicar mais prejuízos que ganhos e, como sempre, nenhum dos três quantificou qualquer um dos cenários, limitando-se à consagrada e desgastada fórmula que antevê o agravamento dos juros em caso de reestruturação.

Já em 2014, Campos e Cunha avançou o mesmo argumento para refutar um trabalho então apresentado por um conjunto de economistas (Ricardo Cabral, Francisco Louçã, Eugénia Pires e Pedro Nuno Santos) sob o título UM PROGRAMA SUSTENTÁVEL PARA A REESTRUTURAÇÃO DA DÍVIDA PORTUGUESA (o texto completo pode ser descarregado aqui) que propunham uma negociação para a redução do valor presente da dívida (reestruturação de dívida), através da redução de juros e aumento dos prazos de amortização. Então, como agora, a contestação nunca mereceu qualquer quantificação, baseando-se sempre na premissa de que qualquer tentativa de renegociação se traduziria fatalmente por um agravamento do custo do serviço da dívida.

É verdade que em 2014 a economia portuguesa...

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  • Estátua de Sal in 'O TORNADO'

Costas e Ferrões e a Justiça de pelourinho

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Estive a ver a SIC Notícias. O Mano Costa e o Ferrão ao leme no Expresso da Meia-Noite. Pareciam coscuvilheiras e lavadeiras de roupa suja à volta do lavadouro a falar do mau porte da filha da vizinha que andava enrolada aos sábados com o taberneiro e com o padre aos domingos.

Para a SIC, o taberneiro é o Sócrates e o padre é o Ricardo Salgado. A vergonha perdeu-se. A SIC e o Expresso, que à época dos supostos “crimes” beijava a braguilha ao Salgado, agora descobre que afinal o Salgado sempre tinha tido a braguilha murcha, pouco limpa e pouco recomendável.

Em vez de se penitenciar pela criminosa divulgação dos interrogatórios a Sócrates, uma canalhice que devia fazer encher de vergonha qualquer jornalista decente, a SIC chafurda nas escutas, nos vídeos transmitidos à margem da lei e ergue a bandeira da pulhice como lema. É uma novela de pérfido mau gosto.

Que interessa saber se a mulher do Santos Silva não gostava do Sócrates? Que interessa saber se as cortinas do apartamento de Paris eram cor de rosa ou azuis? Talvez numa telenovela mexicana das mais rascas e lamechas isso possa ser relevante, mas nunca para a partir dessas minudências inferir a culpabilidade de quem quer que seja.

Mas, sibilinamente, as lavadeiras foram dizendo ao que vem: atacar o Governo, e nomeadamente o PS. Que o Sócrates tinha um projecto totalitário para o país, disse um deles, queria dominar tudo, a economia, a comunicação social e até a Justiça! E retorquiu o outro: É estranho, que...

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  • Francisco Seixas da Costa in "duas ou três coisas"

“Simplicidade amável”

Uma das poucas coisas que fragiliza a minha animosidade irredutível face ao Estado Novo são as nossas Pousadas. A sua criação foi iniciada em 1942, por essa curiosa figura que foi António Ferro e representa uma tentativa de dar realce às diferentes regiões do país, à diversidade da sua gastronomia e dos seus costumes, incentivando o turismo estrangeiro e um turismo interno mais exigente.
Registo algumas das primeiras: Santa Luzia, Elvas (1942), São Gonçalo, Marão (1942), Santo António, Serém (1942), São Martinho, Alfeizerão (1943), São Braz, S. Braz de Alportel (1944), Santiago, Santiago do Cacém (1945), São Lourenço, Serra da Estrela (1948)
Vale a pena dizer que os "Paradores" espanhóis, instituídos nos anos 20, foram os verdadeiros inspiradores das nossas pousadas, mas a expansão destas foi mais rápida e sustentada do que o do (excelente, aliás) modelo vizinho, que só viria verdadeiramente a desenvolver-se a partir dos anos 70.
Ferro deixou bem claro o que pretendia das Pousadas, ao afirmar, na inauguração da primeira daquelas unidades, em Elvas: "o luxo e a ostentação, muitas vezes sem conforto nem bom gosto, não constituem, obrigatoriamente, a matéria-prima do turismo", pelo que as pousadas deveriam ser "pequenos hotéis que não se parecessem com hotéis". Embora isto possa chocar os espíritos de hoje, nada melhor para qualificar o seu objetivo do que esta sua frase: "se o hóspede, ao entrar numa destas Pousadas, tiver a impressão de que entrou num...

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  • in AS PALAVRAS SÃO ARMAS

Na Colômbia é assim

No país do prémio Nobel da Paz, recentemente recebido pelo governo português, a limpeza política é seletiva, torturam-se e assassinam-se sindicalistas, ecologistas, professores, todos os que organizados contrariam o gangsterismo vigente na Colômbia. Os nossos mediacolaboram na carnificina ao fazer que ignoram este macabro processo a que os Estados-Unidos não são alheios ou não tivessem sete bases militares neste país.

Leia original em

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Resultado de imagem para A CONDENAÇÃO DE LULA

Authors: in POLITEIA

FINALMENTE, AS PROVAS!

FIM DA LINHA PRA VOCÊ, EX-PRESIDENTE!

Fim da linha pra você, ex - presidente ladrão

mesmo sem provas

bato panelas

em prol da sua condenação

isso é pra você aprender

que o pobre não tem direito a mais que uma refeição

Fim da linha pra você, metalúrgico boçal

isso é pra você aprender

a nunca mais fazer assistência social

com meu dinheiro

e nem se atrever a transformar em engenheira

a filha do pedreiro

Fim da linha pra você ex presidente aleijado

não é pelo triplex

que você está sendo condenado

é pela sua ousadia

em ajudar o garçom

a virar advogado

em contribuir

pra ascensão do negro favelado

que agora acredita

que pode estudar medicina

sair da miséria

e até conhecer a Capela Sistina

Fim da linha pra você, ex presidente bandido

isso é pra você aprender

que o nordeste deve continuar a ser esquecido

e que saúde e educação

é pra quem pode

e não é que pra quem quer

Fim da linha pra você, semi analfabeto atrevido

graças a sua insensatez

o filho da faxineira

chamou o meu filho de amigo

você está sendo condenado

pela sua falta de noção

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Na primeira intervenção como presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel assumiu a fidelidade ao legado de Fidel e Raúl Castro, e valorizou a unidade dos cubanos como a principal defesa da Revolução cubana.

CréditosAdalberto Roque/POOL / EPA

A Assembleia Nacional do Poder Popular (ANPP) de Cuba informou esta quinta-feira que o novo presidente da maior das Antilhas é Miguel Mario Díaz-Canel Bermúdez, de 57 anos, que tinha sido proposto para o cargo após a eleição dos membros que irão integrar o Conselho de Estado.

No seu primeiro discurso como chefe de Estado, Díaz-Canel destacou o papel do Partido Comunista de Cuba (PCC) como garantia da necessária unidade dos habitantes da ilha caribenha: «Para nós é absolutamente claro que só o PCC garante a unidade da nação e do seu povo», afirmou o Presidente do Conselho de Estado e de Ministros, para quem a unidade dos cubanos é a «força mais valiosa da Revolução», segundo informam o Cuba Debate e a Prensa Latina.

O novo mandatário cubano, até agora primeiro vice-presidente, garantiu a continuidade do processo revolucionário iniciado a 1 de Janeiro de 1959, tendo por base o apoio do povo, a fidelidade ao legado da geração histórica, em particular do seu líder, Fidel Castro (1926-2016), e de...

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O ministro do Planeamento disse não conhecer casos de pessoas a viver em roulotes ou tendas após verem as suas habitações destruídas pelos incêndios de 2017, mas as denúncias são várias.

Bárbara, uma das vítimas dos incêndios de 2017, vive num armazém, enquanto a sua filha vive na rouloteCréditos / Maavim

O ministro Pedro Marques foi ouvido, na quarta-feira, no Parlamento, a pedido do PCP. Em resposta ao deputado comunista João Dias, que denunciou a situação, o governante disse não conhecer «um único» caso de pessoas a viver em tendas.

Ontem, o gabinete do ministro precisou à RTP que, afinal, conhece um caso, tratando-se de alguém que já vivia nessas condições antes dos incêndios. Mas a realidade que o Movimento Associativo de Apoio às Vítimas dos Incêndios de Midões (Maavim) denuncia é bem diferente.

Em comunicado, emitido ontem, o Maavim desmentiu Pedro Marques e concretizou ter identificado casos de pessoas a viver em habitações precárias (tendas, roulotes, garagens) nos concelhos de «Arganil, Oliveira do Hospital, Seia, Tábua».

As fotografias partilhadas pelo movimento, e que o PCP já fez chegar ao Governo através de um requerimento, comprovam as denúncias. A reportagem que é emitida esta noite pela televisão...

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Cerca de 200 pessoas manifestaram-se esta quinta-feira, em Lisboa, numa concentração pela paz, mas também de repúdio contra a recente agressão ilegal dos EUA, França e Reino Unido sobre a Síria.

O fim das ingerências externas na Síria foi uma das reivindicações ouvidas no protestoCréditosNUNO FOX / LUSA

Quem passasse ontem pelo largo Luís de Camões, ao final da tarde, encontrava um cenário que provavelmente não estava à espera: uma quantidade anormal de pessoas de bandeiras ou placartas em mão a gritar palavras de ordem tais como «A paz é urgente, no médio oriente» ou «Fim à agressão! Mais guerra não».

O acto público «Pela Paz! Fim à agressão à Síria» – subscrito por 28 organizações – serviu para condenar a recente escalada bélica, com o recente ataque dos EUA, Reino Unido e França, realizado no passado dia 14, através do lançamento de mais de cem mísseis, e que contou com o expresso apoio da NATO, da União Europeia e de Israel.

Uma «agressão a um Estado soberano, em completo desrespeito pelos princípios da Carta das Nações Unidas e pelo direito internacional, e sob o pretexto de uma alegada utilização de armas químicas», realizado horas antes de os...

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  • josé simões in "DER TERRORIST"

Economia quê?!

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A Europa, do Estado social, deve subsidiar, via fundos europeus, aqueles que duplicam as funções do Estado no sector social, o Estado paralelo, ou que parasitam o Estado, em stanby à espera das directivas do Partido Popular Europeu, o "coração das trevas", reflectidas nas políticas implementadas pelos partidos membros nos respectivos governos, com vista a desmantelar o Estado social em favor dos interesses da "economia social".

"Espero que a Economia social veja reconhecido o seu papel e espero que um dia, não muito longínquo, a própria União Europeia venha a ter um programa próprio de apoio à Economia Social, ainda que ela seja entendida de forma distinta nos vários países"

O ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Vieira da Silva, defendeu esta quinta-feira que os fundos europeus do pós-2020 devem incluir um reforço do apoio para o setor e para as instituições da Economia Social.

[Imagem]

Ver original em "DER TERRORIST" (aqui)


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  • O Jumento

PROPOSTA

Há uns anos, quando era candidato à autarquia de Lisboa, António Costa fez uma gracinha pouco original e promoveu uma corrida entre um burro. A ideia teve a sua graça e, como era de esperar, o burro ganhou. O elogio ao asinino eleitoralista não se deve a qualquer forma de solidariedade, já que na época este humilde palheiro ainda não tinha aberto as portas. Ganhou porque era óbvio e Costa sabia que não podia ganhar.
Nestas corridas com regras viciadas tivemos um programa televisivo que visava humilhar adultos comparando os seus conhecimentos com pequenos génios de 10 anos. O programa tinha como título "Sabe mais do que uma criança de 10 anos?" e foi apresentado em 2007 por Jorge Gabriel. As crianças levavam uma ensaboadela prévia e iam para o programa com as respostas na ponta da língua, invariavelmente sucedia o mesmo que aconteceu na corrida promovida pelo António Costa, os adultos eram enxovalhados.
A propósito destas duas brilhantes ideias do passando, que estão na linha de programas televisivos como a Cornélia, o programa mais idiota da história do país, que quase paralisava o país, para não referir o programa "agora ou nunca", onde um coitado ficou famoso a gritar "ponha, ponha, ponha", chorando baba e ranho, enquanto o mesmo Jorge Gabriel lhe metia uma iguana em cima da careca, também tive uma ideia.
Que eu saiba, Jorge Coelho e Paulo portas só poderão ter estudado gestão se ocasionalmente foram colegas do Miguel Relvas nalguma universidade virtual, nos...

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O Executivo Municipal de Torres Vedras aprovou os relatórios de actividade e contas da Câmara e dos Serviços Municipalizados relativos ao ano de 2017.

A Câmara de Torres Vedras conseguiu um resultado líquido positivo de 6,8 milhões de euros, tendo reduzido o passivo em cerca de dois milhões de euros em relação a 2016.

O valor da dívida a médio e longo prazo do município ronda os 11,7 milhões de euros, tendo diminuído dos 13,1 milhões referentes ao ano anterior. A dívida a curto prazo baixou de 6,3 para 5,4 milhões de euros.

Os SMAS apresentaram um resultado positivo de 1,3 milhões de euros em 2017. Relativamente a 2016, o valor do passivo dos SMAS desceu dos 12,6 milhões de euros para os cerca de 11,6 milhões de euros. Sem dívidas a médio e longo prazo, as dívidas de curto prazo rondam os 1,4 milhões de euros, tendo registado uma diminuição de cerca de 112 mil euros.

Fotografia: Câmara Municipal de Torres Vedras

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  • António Fernandes, em Braga in 'O TORNADO'

Depois da madrugada

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Há na nossa História, enquanto seres vivos, inúmeras madrugadas consoante os anos de vida de cada um, todos os dias.

Umas boas, outras menos boas e outras muito más.

Uma quantidade certa de madrugadas que a memória simplesmente não registou no seu patamar de recordações vivas salvo quando exercitada por motivo que julgue pertinente ou com interesse.

Mas, há na nossa Historia contemporânea, uma madrugada que marcou indelevelmente a vida das pessoas e por consequência toda a estrutura da sua organização.

Madrugada essa de que importa dissecar os motivos a montante, e as consequências, a jusante.

Sendo que, uma parte significativa daqueles que hoje usufruem dos direitos adquiridos posteriormente à data em que ocorreu essa madrugada nada tiveram a ver com o acontecimento. Usufruíram simplesmente desse acontecimento.

Facto pelo qual só tem registo mental da madrugada que lhes é incutida no meio de que são originários, mas também e, de superior relevância, o meio em que se inserem.

A madrugada em causa reporta à madrugada do dia 25 de Abril do ano de 1974.

Madrugada em que um conjunto de militares apostados em derrubar o regime político existente no tempo: um regime de ditadura e de perseguição política, policial e social em todos os domínios; que espezinhava os mais elementares direitos cívicos e de vida das populações tanto no Continente como nas Colónias que detinha; que não permitia aos seus cidadãos o simples exercício de reunião fora da sua alçada; que...

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  • jorge rocha in 'Ventos Semeados'

A palavra aos leitores

A propósito do texto Voltemos então às coisas ditas sérias Francisco Magalhães comentou:
Seria um inqualificável erro ignorar que o sucesso do governo até agora se deve não só ás politicas como á conjuntura favorável que as tem potenciado, e muito. Como seria outro inqualificável erro, embandeirar em arco, e partir à desfilada para o despesismo descontrolado e fácil, sem dúvida popular entre os eleitores de todos os quadrantes. E isto por muito generosas que sejam as intenções de quem o advoga, e por mais genuínas e justificadas que sejam as necessidades de investimento publico nas muitas das áreas de intervenção do Estado, (saúde, educação, cultura, etc...), e que todos sabemos que existem.
Esta opção, por não ter em devida conta a mais que certa probabilidade do regresso de outras e novas crises que irão certamente suceder-se em ciclos cada vez mais curtos, ignora em absoluto, os mais que certos efeitos das mesmas, que devastariam a economia, arrasariam as famílias, e reduziriam à inutilidade, todos os sacrifícios, e os esforços até aqui feitos pelas suas vítimas, para pôr as contas do Estado, de novo, em ordem. No fundo iríamos voltar a assistir ao reeditar do que se tem passado nos últimos anos, agora...

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Quando o homem que, enquanto deputado, votou contra a criação do Serviço Nacional de Saúde vem anos depois, na pele de Presidente, mostrar preocupação com "a distância entre sistemas de saúde e expectativas da sociedade" e "se é verdade que toda a acção política corre atrás do tempo", para onde é que corre Marcelo, onde é que quer exactamente Marcelo chegar com esta pública preocupação, logo no dia a seguir à preocupação pública de um ministro com a "economia social"?

[Imagem de autor desconhecido]

Ver original em "DER TERRORIST" (aqui)


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Os trabalhadores do grupo Sonae cumprem esta sexta-feira um dia greve, no âmbito do protesto alargado na grande distribuição, pelo aumento dos salários e contra o boicote da empresa às negociações.

Durante a manhã houve uma concentração de trabalhadores junto à sedeCréditos / CESP

A expressiva paralisação nacional dos trabalhadores do grupo Sonae, detentor das marcas Modelo e Continente, encerrou hoje a quinzena de luta na grande distribuição, promovida pelo Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal (CESP/CGTP-IN).

Entre as reivindicaçõesdesta greve está o aumento mínimo de 40 euros nos salários de todos os trabalhadores, a actualização do subsídio de alimentação em um euro por dia, a passagem a efectivos de todos aqueles com vínculos precários a ocupar postos permanentes, além de rejeitarem o banco de horas e a desregulação dos horários, que lhes condiciona a vida pessoal e familiar.

Outrasreivindicações dos trabalhadores, tal como os seus colegas em outrasempresas do sector, passampelo fim da tabela B, que prevêmenos 40 euros de salário em todos os distritos, exceptoLisboa, Porto e Setúbal, a progressãoautomática dos operadores de armazém até ao nível de especializado e o fim da precariedade e da discriminação salarialentretrabalhadores com as mesmasfunções.

Além desta...

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  • vítor dias in "O Tempo das Cerejas"

Nunca aprenderão nada sobre Cuba

Chama-se a isto elegância
P.S.: Em estado de frenética ansiedade, aguardamos agora que, em próximo editorial, Diogo Queiroz de Andrade nos diga que as manifestações populares de dor nacional pela morte de Fidel ou foram trucagens televisivas ou então que cada cinco cubanos estaam acompanhados de perto por um polícia ou por um soldado.

Ver original em "O Tempo das Cerejas" (aqui)

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Quando leio na comunicação social notícias que poem em causa a credibilidade de políticos questiono-me sobre se além dos nossos procuradores, também os jornalistas foram inoculados com uma vacina especial que os torna em sacerdotes livres de pecado. Parece que estes seres puros chamaram a si a tarefa de purificar a democracia, descobrindo que vem a bola com convites ou quem anda a receber gorjeta duas vezes.
A propósito da última grande descoberta do Expresso, veio-me à memória uma notícia em tempos abafada, dando conta que a EDP tinha convidado um rebanho de jornalistas para irem ver o Rock in Rio. Mas como se tratava de gente chunga, não podia ima ao Rock in Rio de Chela e jogar à lerpa num canto escondido do parque da Bela Vista, tiveram de ir a Las Vegas com tudo pago. Lembro-me muito bem de nesse tempo ler no Expresso artigos laudatórios da EDP e de Mexia.
Este tipo de casos repete-se na nossa comunicação social e explica porque motivo algumas personagens com quem quer ninguém quer agora ir à missa nas capelas privativas, andavam no passado com todas as partes luzidias graças às lambedelas do jornalismo. Quem não se lembra da ameça de Ricardo Salgado de deixar de dar de comer ao pessoal da Impresa, se continuassem as notícias sobre o mensalão? Pinto Balsemão ainda formulou a competente afirmação de independência, mas o assunto foi abafado ainda mais depressa do que o ataque químico ao espião russo.
Dantes não existiam escolas de jornalismo, os jornais eram...

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Em homenagem aos camaradas Lúcio Lara e Jorge Silva, “Sapo”, heroicos combatentes das justas causas angolanas; as três fotografias em que aparece o camarada Lúcio Lara, foram tiradas pelo camarada “Sapo” num “longínquo” Primeiro de Maio, quando o MPLA era Partido do Trabalho e quando Angola era uma República Popular
1- Terminou a VIII Cimeira das Américas na capital do Peru, Lima, com um balanço que revela o ambiente de luta que sem tréguas move a humanidade naquela parte do planeta.
A VIII Cimeira correspondeu fundamentalmente aos estímulos das oligarquias americanas agenciadas pelos Estados Unidos, acirrando-se dialeticamente contra os sectores progressistas das Américas, numa autêntica corruptela de democracia e incapaz de elas próprias terem hipótese de se defender de todo o tipo de acusações de corrupção em que se debatem, protagonizam e elas mesmo tornam públicas.
A Venezuela Socialista e Bolivariana, dilecto alvo da corruptela ao sabor da hegemonia unipolar, não foi convidada e o seu processo democrático está a ser posto em causa por todas as cumplicidades e conivências vassalas, pois o seu modelo, com toda a legitimidade participativa e de dimensão popular, é um pavor para a “representatividade” apropriada e moldada ao jeito dos interesses do império da doutrina Monroe e suas agenciadas oligarquias, ainda que elas tantas contradições internas demonstrem sem limites acarretar.
Cuba esteve pela segunda vez consecutiva e...

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O novo líder será o primeiro, desde a Revolução Cubana, com outro sobrenome e representando uma geração mais jovem do que aquela que pegou em armas para derrubar a ditadura de Fulgencio Batista (1952-1959) e desafiar os Estados Unidos (EUA), estabelecendo um regime socialista a 150 quilômetros de sua costa
A Assembleia Nacional de Cuba se reuniu nesta quarta-feira para escolher o próximo presidente da ilha caribenha que, nas últimas seis décadas, foi governada pelos irmãos Castro: Fidel, que morreu aos 90 anos, e Raúl, que prometeu se aposentar aos 86. O novo líder será o primeiro, desde a Revolução Cubana, com outro sobrenome e representando uma geração mais jovem do que aquela que pegou em armas para derrubar a ditadura de Fulgencio Batista (1952-1959) e desafiar os Estados Unidos (EUA), estabelecendo um regime socialista a 150 quilômetros de sua costa.
O novo presidente de Cuba assume em um momento delicado. A Venezuela, que fornece petróleo e sustentava o regime cubano; hoje enfrenta grave crise econômica, marcada pela hiperinflação, o desabastecimento e o isolamento internacional.
Com a mudança de governo em 2017, os Estados Unidos recuaram no processo de reaproximação; primeiro passo para o fim do bloqueio econômico; comercial e financeiro que continua impondo à ilha. O presidente norte-americano, Donald Trump, (eleito também com o voto dos cubanos; que imigraram para os EUA e que exigem a derrubada do comunismo na ilha); limitou viagens e...

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