Violência

ONU alerta para violência de gênero em meio à pandemia

247 -As Nações Unidas (ONU) expressaram preocupação com a violência de gênero em meio à pandemia de Covid-19. As mulheres são vítimas de violência em meio à pandemia e correm maior risco de infecção e perda de seus meios de subsistência.

"A pandemia de Covid-19 não é apenas um problema de saúde; causa um choque profundo em nossas sociedades e economias. Além disso, as mulheres estão sobrecarregadas com as tarefas de cuidado e resposta à crise em curso", afirmou a ONU.

A organização internacional reiterou que a vida das mulheres deve ser garantida e seu trabalho na sociedade deve ser considerado. "Todos os dias, mulheres - seja na primeira linha de resposta ou como profissionais de saúde, voluntários da comunidade, gerentes de transporte e logística, cientistas e muitas outras ocupações - dão contribuições fundamentais para conter o surto ", acrescenta.

 

"243 milhões de mulheres sofreram violência física ou sexual de seus parceiros no último ano (...) elas estão em maior risco de infecção e perda de seus meios de subsistência. A tendência existente indica que, durante a crise, há menos acesso à saúde sexual e reprodutiva e aumento da violência doméstica", afirma a organização multilateral.

A ONU reiterou que garante as informações necessárias sobre as perspectivas de gênero no contexto da pandemia: "As mulheres da ONU fornecem informações e análises atualizadas sobre como e por que incluir uma perspectiva de gênero na resposta ao Covid-19", informa a Telesul.

Condenado a 4 anos com pena suspensa por agredir avó e a mãe

Por Redação
25 junho 2020
O juízo local criminal de Cascais condenou, esta segunda-feira, um homem pela prática de um crime de violência doméstica agravada na pessoa da sua avó, cinco crimes de ofensa à integridade física qualificada e um crime de ameaça agravada, estes na pessoa da sua mãe, na pena única de 4 anos de prisão, suspensa pelo mesmo período.
 
A suspensão da pena ficou sujeita à condição de o arguido não contatar a vítima, direta ou indiretamente, e a regime de prova – devendo o condenado cumprir o plano de reinserção social a efetuar pela DGRSP que inclua, designadamente, a frequência de programa para arguidos em crimes no contexto da violência doméstica.
 
O Tribunal determinou, ainda, o afastamento do condenado da residência da vítima. O afastamento e a proibição de contatos serão fiscalizados através de meios técnicos de controlo à distância.
 
O arguido foi, ainda, condenado ao pagamento de mil euros, a título de indemnização por danos não patrimoniais, bem como ao pagamento das despesas hospitalares, a título de danos patrimoniais, no valor de € 91,91.
 
Foi também determinada a recolha de amostra de ADN do arguido para inserir na respetiva base de dados de perfis.
 
O tribunal deu como provado que, em múltiplas ocasiões, o arguido perpetrou maus-tratos físicos e psíquicos à sua avó, com quem coabitava, assim como ameaçou e molestou a integridade física da sua mãe.
 
O inquérito foi dirigido pelo Ministério Público com a coadjuvação da PSP.
 
 
 

Ver o original em "CASCAIS24" na seguinte ligação::

https://www.cascais24.pt/p/blog-page_5082.html

Basta de violência contra pobres e negros

As imagens que circularam nas redes sociais e na mídia do jovem negro Gabriel, de 19 anos, sendo estrangulado duas vezes por um policial militar em Carapicuíba, Região Metropolitana de São Paulo, na tarde de domingo, merecem, além de repúdio, reflexões.

 

 

A primeira cena, com o jovem asfixiado pela força de um policial, é praticamente uma repetição do que aconteceu nos Estados Unidos com George Floyd, que desatou uma onda de protestos contra o racismo e a violência policial, disseminando a mensagem “Vidas negras importam”.

O fato chama a atenção pela covardia de uma violência desnecessária, infame, com característica de tortura, contra um cidadão imobilizado e em poder do Estado, no caso a Polícia Militar. O que aconteceu com o jovem Gabriel é rotina nas periferias do país, conforme mostram em profusão reportagens e imagens como a que flagrou a barbárie de Carapicuíba.

O povo dessas comunidades e bairros pessimamente servidos de infraestrutura luta para viver em paz com suas famílias. Muitos são assaltados quando são obrigados a circular em horários noturnos, quando ficam mais expostos à violência, indo ou retornando do trabalho ou da escola. Da mesma forma, país e mães que deixam os filhos para trabalhar ou estudar são tomados pela incerteza do que pode acontecer com a falta segurança.

Viver em paz e segurança é aspiração de toda cidade, em especial onde as estatísticas de assalto, homicídio e delitos de toda ordem são elevadas. Acontece que essas populações têm justificado medo e, mesmo pavor, das forças policiais, dado a frequência com que agentes do Estado que deveriam protegê-las cometem atos de violência.

Há muito tempo no país movimentos populares, associações antirracistas, sindicatos, grupos de direitos humanos, acadêmicos, partidos, parlamentares e religiosos denunciam as causas das estatísticas da violência. O país vive uma realidade em que o Estado perdeu o monopólio da força, conforme estabelece a Constituição, com a proliferação do crime organizado.

O Estado deve retomar o monopólio da força, com um aparato policial dotado de meio e recursos para a profissionalização, para o aperfeiçoamento dos serviços de inteligência e para equipamentos condizentes com a necessidade de acabar com o crime organizado. O que se espera é que governadores, prefeitos e o Congresso Nacional tomem providências contra essa calamidade.

Infelizmente, não se pode contar com o governo federal nessa tarefa. Isso porque o presidente Bolsonaro e seu clã são incentivadores desses descalabros com sua retórica de violência e ligações com grupos criminosos, as conhecidas milícias. A ligação com esses grupos significa, na prática, aval à criminalidade como regra contra o povo das periferias.

Bolsonaro editou oito decretos e seis portarias que ampliam e facilitam o porte e a posse de armas. E elevaram a potência e a liberação de novos calibres, o que favorece as milícias e incrementa a violência.

É urgente, uma exigência premente, que se tome as medidas necessárias contra a violência fardada cometida contra os pobres, atingido, em especial, os negros. Nesse momento em que o país começa a se unir em defesa da democracia, é preciso exigir leis e medias no sentido de que o aparato policial tenha normas rígidas, com corregedorias que atuem com isenções e eficácia para que crimes como esse praticado contra o jovem Gabriel sejam exemplarmente punidos.


Texto original em português do Brasil

Exclusivo Editorial PV / Tornado

 

 
 
 
 
 
 
 
 
 

Ver original no jornal 'TORNADO' na seguinte ligação:

https://www.jornaltornado.pt/basta-de-violencia-contra-pobres-e-negros/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=basta-de-violencia-contra-pobres-e-negros

"Estou sendo sufocado!", grita sete vezes entregador francês antes de morrer em ação policial (vídeo)

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DaRFI - O caso gerou forte polêmica na França em janeiro, quando Cédric Chouviat, de 42 anos, morreu após uma abordagem da polícia em Paris. Vídeos realizados pelo próprio entregador, aos quais os jornais Le Monde e Mediapart tiveram acesso, revelaram que o homem gritou sete vezes que estava sendo sufocado pelos policiais. A família da vítima pede que o presidente Emmanuel Macron se pronuncie sobre o caso.

Sofia Chouviat, filha de Cédric, afirmou nesta terça-feira (23), durante coletiva de imprensa, que apenas um pronunciamento do chefe de Estado "poderá explicar e aliviar" a revolta da família. "Questionamos e esperamos respostas. Por isso, gostaria de me dirigir diretamente ao senhor Macron. Esperamos todos uma resposta solene", declarou a jovem de 18 anos.

Em 3 de janeiro, um controle da polícia terminou de forma trágica para o entregador. Ele foi abordado nos arredores da Torre Eiffel, por estar falando ao telefone enquanto dirigia sua moto. A abordagem foi gravada por Cédric, por motoristas que circulavam pela região e por um dos policiais da patrulha.

Nas gravações descritas pelos jornais Le Monde e Mediapart, o entregador discute com os policiais. Logo depois, ele é algemado e imobilizado no chão. Outras imagens feitas por motoristas que presenciaram a cena mostam que o homem se debate por alguns instantes e desmaia, antes de ser levado em estado crítico para o hospital. Cédric morreu dois dias depois, devido a uma "asfixia com fratura da laringe", afirmou a autópsia.

 

 

Homicídio involuntário

 

Os quatro policiais que protagonizaram a intervenção estão sendo investigados por "homicídio involuntário". Na segunda-feira (22), o caso voltou à tona na França, depois que os jornais Le Monde e Mediapart revelaram o conteúdo das gravações e do relatório realizado por especialistas judiciais.

Segundo Le Monde e Mediapart, Cédric grita sete vezes, "de maneira desesperada", que está sendo sufocado. As palavras do entregador são "claras e compreensíveis", dizem os dois diários. No entanto, os quatro policiais que participaram da intervenção alegam não ter ouvido o homem, razão pela qual podem ser incriminados.

"O senhor Chouviat resistiu à abordagem e foi durante o confronto que fez essas afirmações, ao lado de uma via movimentada, com barulho de veículos e ruídos da altercação. Os policiais não conseguiram ouvi-lo", afirma Thibault Montbrial, advogado de dois policiais.

 

Reforço das denúncias contra violências policiais

A nova polêmica envolvendo a morte do entregador vem à tona em um momento em que a violência da polícia é denunciada em todo o mundo, após a forte repercussão do caso George Floyd, homem negro morto por um policial branco em 25 de maio em Minneapolis, nos Estados Unidos. Na França, a população também saiu às ruas para pedir esclarecimentos sobre o caso de Adama Traoré, jovem francês que morreu após uma intervenção da polícia.

Nos três episódios, um ponto em comum: o asfixiamento utilizado para a imobilização. Na semana passada, o ministro francês do Interior, Christophe Castaner, havia anunciado a suspensão da técnica chamada de "estrangulamento", mas voltou atrás por pressão da polícia.

"Não compreendemos porque eles [os quatro policiais envolvidos na morte de Cédric Chouviat] não foram suspensos. Não compreendemos porque foi utilizado esse método de abordagem e porque ele ainda não foi proibido", declarou a filha da vítima nesta terça-feira.

Arié Alimi, um dos advogados da família Chouviat, alerta que o caso do entregador não é único e que as intervenções policiais na França têm como resultado cada vez mais feridos e mortos.

A violência empregada durante os protestos dos "coletes amarelos", entre 2018 e 2019 já haviam gerado diversas críticas sobre os métodos usados pelas forças de segurança, acusadas de terem ferido e até mesmo mutilado manifestantes. Nas últimas semanas, outros casos vieram à tona, como a detenção do menino Gabriel, de 14 anos, que teve o rosto desfigurado após uma abordagem em 25 de maio, e da enfermeira arrastada pelos cabelos e presa durante uma manifestação dos profissionais do setor da saúde, em 16 de junho.

No domingo (21), a ONG Human Rights Watch fez um apelo ao presidente Emmanuel Macron por "reformas concretas" na polícia para colocar um fim às abordagens "abusivas e discriminatórias", além do racismo dentro da polícia.

Polícia filmado a sufocar jovem no Brasil gera indignação

Uma nova agressão policial está a gerar indignação no Brasil após a circulação de um vídeo em que um agente é visto a pressionar o seu joelho no pescoço de um jovem negro em Carapicuíba, na região metropolitana de São Paulo

Nas imagens, gravadas no domingo pelos moradores desse município, surge Gabriel Nunes Nonato de Sousa, de 19 anos, a cair no chão desmaiado, depois de ser imobilizado por um polícia militar que apertou o pescoço do jovem com o seu braço durante vários segundos.

Já deitado no asfalto, um dos agentes policiais ajoelhou-se e pressionou o pescoço de Gabriel novamente, mas desta vez com o joelho, numa cena semelhante à gravada por telefones de transeuntes que capturaram os quase nove minutos de agonia de George Floyd, em Minneapolis, nos Estados Unidos da América.

Leia mais em Jornal de Notícias.

Ver o original em 'Plataforma Media' na seguinte ligação:

https://www.plataformamedia.com/2020/06/23/policia-filmado-a-sufocar-jovem-no-brasil-gera-indignacao/

Em plena pandemia, polícia do Rio bate recorde de mortes em 22 anos

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247- O Rio de Janeiro vive em um início de ano de recordes nos números da violência policial, a maior nos últimos 22 anos. O estado registrou 741 vítimas nos cinco primeiros meses de 2020, o que representa cinco pessoas mortas diariamente no Rio por policiais. Os dados foram registrados pelo Instituto de Segurança Pública do Rio (ISP-RJ). De acordo com índices analisados pelo portal G1, 78% das vítimas são pretas ou pardas.

A especialista em segurança pública e socióloga Sílvia Ramos destacou a violência policial em 2018, quando houve a intervenção militar na segurança do Rio de Janeiro.

"O que nós verificamos é que, em 2018, o ano de intervenção militar, consolidou-se uma política de segurança baseada em operações de conflito. Quando chega a intervenção, chega uma ‘coisa militar’ declarada. Muito parecido com as operações de guerra e deixa de lado a inteligência", afirmou.

 

"Em 2019, com a chegada do Witzel, temos a combinação do governo com um discurso agressivo e ofensivo com as favelas. Isso culminou com uma polícia que perdeu o rumo com as operações de inteligência. São resultados muitos dramáticos. É um discurso de 'liberalização' da execução", acrescentou.

POLÍCIA BRASILEIRA É A MAIS DESUMANA, A QUE MAIS MATA

 
 
Polícia brasileira é a força pública mais violenta do mundo: mata 5 vezes mais que a dos EUA - (Le Monde, França)
 
Carta Maior apresenta diáriamente o Cliping Internacional por Carlos Eduardo Silveira, esporadicamente aqui apresentado  em Página Global – revista sobre o Brasil no mundo. Notícias internacionais sobre o Brasil; Notícias do Mundo; e Artigo. 

 

 
 
 
1 - NOTÍCIAS INTERNACIONAIS SOBRE O BRASIL ESTADO POLICIAL. Em São Paulo, PM é preso acusado de assassinar adolescente negro. O policial militar Adriano Fernandes de Campos foi preso em São Paulo acusado de assassinar Guilherme Guedes, um adolescente negro de 15 anos. Guilherme Guedes foi encontrado morto na região da Zona Sul de São Paulo. Junto ao corpo, atingido por dois tiros, havia uma tarjeta com patente e "nome de guerra" de um policial militar. A morte do adolescente deflagrou uma série de protestos na periferia paulistana. Na segunda-feira (15), sete ônibus foram depredados ou queimados na região e no dia seguinte uma passeata percorreu o bairro. (Sputnik News, Rússia) | bit.ly/2zHS42i ESTADO POLICIAL 2. Matança de um adolescente provoca protestos de vidas negras no Brasil. Quando Rafaela Matos viu helicópteros da polícia em sua favela e ouviu tiros, ela caiu de joelhos e pediu a Deus para proteger seu filho, João Pedro. Então ela ligou para o garoto para garantir que ele estava bem. "Fique calmo", respondeu João Pedro, explicando que estava na casa de sua tia e que estava tudo bem, disse Rafaela à Associated Press. Minutos depois que ele enviou a mensagem, a polícia invadiu e atirou no garoto de 14 anos no estômago com um rifle de alto calibre a curta distância. João Pedro Matos Pinto foi uma das mais de 600 pessoas mortas pela polícia no estado do Rio de Janeiro nos primeiros meses deste ano. Isso é quase o dobro do número de pessoas mortas pela polícia no mesmo período em todo o país, que tem 20 vezes a população do Rio. Como João Pedro, a maioria dos mortos no Rio era negra ou birracial e morava nos bairros mais pobres da cidade, ou favelas. (The New York Times, EUA) | nyti.ms/2BfV4U2 ESTADO POLICIAL 3. Aviolência policial no Brasil. “São os Estados Unidos à décima potência”. Cerca de 6.000 pessoas foram mortas pela polícia brasileira em 2019, a maioria jovens negros e pobres. Ao contrário de George Floyd, morto durante sua prisão em Minneapolis, nos Estados Unidos, a trágica morte de João Pedro não moveu o planeta. É porque não foi filmado? Ou porque, aqui, é monstruosamente banal? A polícia brasileira é a força pública mais violenta do mundo, com quase 6.000 pessoas mortas em 2019 (cinco vezes mais do que nos Estados Unidos, que tem uma população muito maior). Em 75% dos casos, são homens negros, geralmente jovens e de bairros desfavorecidos. (Le Monde, França) | bit.ly/3fyfTsL AROEIRA. Associação internacional de cartunistas denuncia intimidações a Aroeira, Laerte e outros brasileiros. A associação internacional Cartooning for Peace, que defende a liberdade de expressão de cartunistas do mundo inteiro, denunciou nesta quarta-feira (17) as “intimidações" que atingem cinco profissionais brasileiros: Renato Aroeira, Laerte, Montanaro, Alberto Benett e Claudio Mor. A entidade também se uniu a uma petição de apoio a Aroeira, contra quem o ministro da Justiça do Brasil, André Luiz Mendonça, ameaçou instaurar inquérito depois da publicação de uma charge do cartunista. (RFI França) | bit.ly/2Clq9Gr BOLSONARO vs STF. Bolsonaro diz que é hora de acabar com os 'abusos' da Suprema Corte. O presidente de direita do Brasil, Jair Bolsonaro, lançou na quarta-feira um novo ataque ao Supremo Tribunal do país que autorizou investigações em algumas de suas atividades, acusando o tribunal de "cometer abusos" e dizendo que era hora de colocar "tudo em seu devido lugar". O tribunal autorizou investigações sobre as alegações de que Bolsonaro fez nomeações da polícia federal por motivos pessoais. Também está investigando os comícios antidemocráticos, uma investigação que resultou na prisão dos líderes mais militantes e na invasão de residências e escritórios de supostos organizadores. O tribunal está buscando os financiadores do movimento, e também levantando selos em contas bancárias e emitindo intimações para registros de comunicação de legisladores federais perto de Bolsonaro. (The New York Times, EUA; Últimas Notícias, Venezuela) | nyti.ms/2YcDhpJ | bit.ly/3hHcF8c MILITARES. Bolsonaro testa a lealdade dos militares, consentindo reféns de seu regime. Incapazes de controlar Bolsonaro, os generais lutaram para encontrar seu lugar no poder. No entanto, eles nunca estiveram tão presentes desde a ditadura. (L’Express, França) | bit.ly/3dfbKbq BOLSONARO. O presidente brasileiro Jair Bolsonaro garantiu que não permanecerá em silêncio antes do que considera "perseguição de suas ideias" depois que a Justiça ordenou uma série de medidas contra seguidores, parentes e aliados do líder de extrema direita acusados de promover atos não democráticos. Na segunda-feira, a Polícia Federal prendeu seis militantes de um grupo radical acusado de liderar manifestações nas quais são defendidas ideias antidemocráticas como o fechamento do Congresso e do Supremo Tribunal Federal e uma "intervenção militar" que permite ao líder de extrema-direita governar sem vínculos. Na terça-feira, 21 propriedades pertencentes a pessoas próximas a Bolsonaro foram acusadas de financiar grupos radicais que promovem atos antidemocráticos. Da mesma forma, a Suprema Corte autorizou o levantamento do sigilo bancário de onze parlamentares leais ao presidente acusado de financiar e promover tais manifestações. (Últimas Notícias, Venezuela) | bit.ly/37Ev4hn CHINA. Cargill preocupada com 'insultos' do governo brasileiro ao principal parceiro comercial da China. Insultos de funcionários do governo brasileiro voltados para a China, principal parceiro comercial do país, são prejudiciais aos interesses comerciais do Brasil e "nem muito inteligentes", disse quarta-feira o diretor executivo das operações locais da Cargill. Seu filho Eduardo Bolsonaro, legislador, em março acusou a China de espalhar o novo coronavírus para outros países, e o ministro da Educação, Abraham Weintraub, sugeriu em abril que a doença ajudaria a China a "dominar o mundo" em um post no Twitter que zombava do sotaque chinês. A Cargill é a maior exportadora de soja do Brasil. (The New York Times, EUA) | nyti.ms/37DvDIc ECONOMIA. Vírus agrava prolongada crise econômica do Brasil. Paralisia política prejudica a resposta a uma pandemia que atingiu duramente o país. (Financial Times, Inglaterra) | on.ft.com/2N6oerv COVID-19. Mais 1.269 mortos e 32.188 infetados no Brasil. O Brasil registou 1.269 mortos e 32.188 infetados pelo novo coronavírus nas últimas 24 horas, estando ainda a ser investigada uma eventual relação de 4.033 óbitos com a doença, informou hoje o executivo. O país sul-americano totaliza agora 46.510 óbitos e 955.377 casos confirmados desde o início da pandemia, registada oficialmente no Brasil no final de fevereiro. A pandemia de coronavírus continua a se espalhar fortemente no Brasil, onde o governo diz que a situação está sob controle e o desconfinamento continua gradualmente na maioria dos estados. (Diário de Notícias, Portugal; La Presse, Canadá; La Stampa, Itália; La Jornada, México)) | bit.ly/3ddTWxp | bit.ly/3egHtuf | bit.ly/2UYi68O | bit.ly/2UVMPTX

2 - NOTÍCIAS DO MUNDO AMÉRICA LATINA. A questão tributária na América Latina. Vozes crescentes para fazer os ricos pagar mais enquanto o Covid-19 drena as finanças públicas. (Financial Times, Inglaterra) | on.ft.com/3ddKrye PERU. Desnutrição no Peru: a doença que complica o oitavo país com a maioria dos casos de covid-19 no mundo Aproximadamente 75% dos pacientes hospitalizados no país vizinho têm desnutrição, situação que prejudicaria ainda mais as pessoas que contraem o coronavírus. (El Mercurio, Chile) | bit.ly/2NaBkEc ARGENTINA. O presidente da Argentina, Alberto Fernández, entrou em isolamento voluntário em meio a crescentes preocupações com o aumento de infecções por coronavírus, incluindo vários casos entre a elite política do país. A decisão de colocar o presidente em quarentena - cuja popularidade está em alta em sua resposta sem sentido à pandemia - foi tomada devido ao "aumento significativo na circulação do vírus", disse o médico presidencial Federico Saavedra em comunicado nesta quarta-feira. Até agora, o forte bloqueio da Argentina por coronavírus, tinha sido um sucesso de destaque na contenção da pandemia que está se espalhando por seus vizinhos sul-americanos, Brasil e Chile. Mas isso pode começar a mudar depois que os casos relatados na Argentina mais que quadruplicaram no último mês após o relaxamento gradual do bloqueio iniciado em 10 de maio. (The Guardian, Inglaterra) | bit.ly/37HVVcs BOLÍVIA. Foi lançada uma campanha para exigir a libertação dos asilados na embaixada mexicana. Há sete ex-funcionários do governo Evo Morales trancados na sede diplomática. Os juízes Eugenio Raúl Zaffaroni participaram da apresentação; o cientista político Atilio Borón; o advogado da família de Sebastián Moro, Lyllan Luque; e a filha do refugiado Hugo Moldiz, Patricia Moldiz. (Página 12, Argentina) | bit.ly/2N6wgk7 CHILE. O Congresso do Chile endurece as penas por violar a quarentena até cino anos. As autoridades do país enfrentam dificuldades para conseguir com que os cidadãos respeitem as medidas preventivas pela pandemia. (El País, Espanha) | bit.ly/2NbUsl7 DESIGUALDADE. Uma comissão internacional de economistas postula a cobrança de mais impostos de setores concentrados e o combate aos paraísos fiscais. As consequências econômicas da pandemia são uma boa oportunidade para estabelecer um sistema tributário progressivo em nível internacional. Economista francês, especialista em distribuição de renda, Thomas Piketty; Jayati Gosh, especialista em finanças internacionais; o Prêmio Nobel de Economia Joseph Stiglitz e o ex-ministro das Finanças da Colômbia, José Antonio Ocampo, apresentaram um relatório preparado pela Comissão Independente para a Reforma do Imposto Internacional sobre Empresas (Icrict), onde propõem medidas para mitigar a crise econômica global. (Página 12, Argentina) | bit.ly/2NbbRKM CORONAVÍRUS. Relatório global: cluster de Covid-19 em Pequim pode ter começado um mês antes. A capital chinesa relata 21 novos casos; Nova Zelândia registra nova infecção em viajante retornado; Índia tem maior salto diário em infecções. O Brasilestá se aproximando de um milhão de infecções, à medida que o número de casos positivos de Covid-19 aumenta. (The Guardian, Inglaterra) | bit.ly/2YbgRFm TRUMP. John Bolton diz que Trump deu favores a 'ditadores que ele gostava' e o acusa de buscar a ajuda da China para sua reeleição. O livro do ex-conselheiro de segurança nacional John Bolton diz que a Câmara deveria ter analisado atos potencialmente impocáveis além da Ucrânia. Em seu novo livro, John R. Bolton, ex-consultor de segurança nacional, descreve casos em que o presidente tentou interromper investigações criminais. Ele também diz que os partidários do presidente Trump zombavam dele pelas costas. (The New York Times, EUA) | nyti.ms/37KdFUj EUA. O movimento "Boogaloo", a nova ameaça de extrema direita. Pouco organizados, esses ativistas que defendem a guerra civil e racial reúnem ativistas antigovernamentais e pró-armas, neonazistas e supremacistas brancos. (Tribune de Genève, Suíça) | bit.ly/30RJlG0 CHINA. Autoridades chinesas fecham Pequim diante da expansão do Covid-19. Os moradores da capital só podem deixar a cidade por força maior. Limitações de capacidade retornam ao transporte e movimentos são proibidas em bairros próximos ao surto. (El Periódico, Espanha) | bit.ly/2YLAovb ITÁLIA. Ataques racistas na Itália em ascensão, alimentados pela retórica xenofóbica de grupos de extrema direita. ( La Vanguardia, Espanha) | bit.ly/3daU1Sr 3 - ARTIGOS/ENTREVISTAS Oliver Milman – EUA (The Guardian, Inglaterra) | “Como os erros de Trump minaram a recuperação dos EUA da pandemia.” | bit.ly/2Y9WSaa Unberto Eco – Futebol (Página 12, Argentina) | “Ódio aos fanáticos de futebol” | bit.ly/2NbbKPm Angela Davis, entrevista – EUA (El Diário, Espanha) | “Estou aprendendo muito com pessoas 50 anos mais jovens que eu” | bit.ly/3edqwRB Bello – Brasil (The Economist, Inglaterra) | “Jair Bolsonaro ameaça a democracia brasileira? E o exército o apoiaria se ele tentasse algo precipitado?” | econ.st/2YcYP5R Julien Vercueil – Leste Europeu (Le Monde Diplomatique, França) | “Terapia de choque ou gradualismo? Polônia e Eslováquia, duas vias diante do mercado.” | bit.ly/3dcBx4i

 

 
Carlos Eduardo Silveira | Carta Maior | Imagem: Ian Cheibub/Reuters

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https://paginaglobal.blogspot.com/2020/06/policia-brasileira-e-mais-desumana-que.html

Futebol é o tema que mais ódio suscita no Facebook em Portugal

(Comentário:

Deve ser por isto que aquele ex-comentarista de futebolês travestido de poliqiqueiro fascista promove tanta ódio e violência nas redes sociais.)

 

De acordo com uma investigação levada a cabo pelo Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade da Universidade do Minho, os maiores índices de ódio no Facebook em Portugal estão concentrados no tema do futebol, seguido das notícias que relatam crimes ou agressões.

Estas e outras conclusões resultam de uma análise a 350 comentários, 913 respostas geradas e 23959 palavras contidas nas conversações das publicações das notícias mais partilhadas, mais comentadas e com mais gostos no Facebook nos anos de 2017, 2018 e 2019. Este estudo, realizado por Pedro Rodrigues Costa, investigador do Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade (CECS), analisou a presença do ódio nas ideias, opiniões ou dilemas, revelando que nas notícias mais partilhadas, comentadas e com mais gostos, cerca de um terço revela associação ao ódio, sendo as publicações mais comentadas as que estabelecem maior relação.

Num outro plano, os posicionamentos de conflito (57%) e de controvérsia (27%) nos comentários face à notícia colocada no Facebook geram mais ódio do que as publicações com títulos que apelam mais ao consenso (apenas 21%).

Relativamente às palavras mais utilizadas, “vergonha” e “país” (habitualmente, vergonha de país), “vergonha” e “corruptos” (ou corrupção) e “volta” associado a “para a tua terra” são modos de insultos bastante comuns. A análise à distribuição dos insultos por tema revela também o futebol como temática com maior rácio de insultos, seguido do tema da política e dos temas associados a agressores/criminosos. De acordo com Pedro Rodrigues Costa, “nas publicações mais comentadas ou partilhadas, é comum existir imitação de insultos e de expressões que revelam agressividade. Chamar alguém de «corrupto» ou de «mamão» tornou-se habitual e entrou na corrente de imitações, levando a uma naturalização social de discursos que apelam ao ódio contra determinados grupos sociais. Este tom agressivo tem vindo a aumentar nas redes sociais digitais”. Ainda de acordo com o autor, o artigo estará em breve disponível numa revista académica da especialidade, aprovada por critério científico.

Ver o original em 'Plataforma Media' na seguinte ligação:

https://www.plataformamedia.com/2020/06/19/futebol-e-o-tema-que-mais-odio-suscita-no-facebook-em-portugal/

Governo vai criar estruturas residenciais para idosas vítimas de violência doméstica

 

 

Três estruturas residenciais para idosas vítimas de violência doméstica vão ser criadas no norte, centro e sul do país com equipas especializadas com o objetivo de autonomizar quem é acolhido.

 

De acordo com o jornal Público, que avança a notícia na sua edição desta segunda-feira, nas três estruturas residenciais para idosas vítimas de violência doméstica – uma no Norte, outra no centro e outra no sul com 40 vagas cada uma – vai ser testado um modelo específico para mulheres mais velhas.

A criação destas estruturas para idosas surge na sequência de um aumento do número de situações de violência doméstica em idosas durante o confinamento provocado pela pandemia de covid-19, que já matou mais de 1500 pessoas em Portugal.

O jornal refere esta segunda-feira, Dia Mundial de Consciencialização da Violência Contra a Pessoa Idosa, que a Rede Nacional de Apoio às Vítimas de Violência Doméstica duplicouos atendimentos, sendo que mais de mil envolveram mulheres com mais de 65 anos.

A secretária de Estado para a Igualdade e Cidadania, Rosa Monteiro, citada pelo jornal Público, diz que a média de atendimentos (presenciais e telefónicos) passou de 2.500 para 5.430 entre 11 e 24 de maio. O volume manteve-se na quinzena seguinte.

De acordo com os dados, entre 13 de abril e 7 de junho, houve 1171 atendimentos a mulheres dessa faixa etária. Ao mesmo tempo, 11 entraram em estruturas de acolhimento.

Na sequência da situação, a secretaria de Estado para a Igualdade e Cidadania anunciou o lançamento destes três projetos-pilotos que não serão estruturas de emergência, nem casas-abrigo. As primeiras estão pensadas para acolher vítimas de violência doméstica até 15 dias (no máximo, 30 dias) e as segundas até seis meses (no máximo de um ano).

Rosa Monteiro disse também que as estruturas de emergência tentam ajudar as vítimas a restabelecer o equilíbrio emocional e psicológico, as casas-abrigo têm também de as ajudar “a tornarem-se autónomas”.

As estruturas residenciais para idosas terão 40 vagas cada uma e terão equipas preparadas para lidar com vítimas de violência doméstica vulneráveis em função da idade. “Ainda não está definido (…). A ideia é que não haja um prazo. Vamos lançar estes três pilotos para perceber a metodologia adequada”, disse a secretária de Estado.

Rosa Monteiro não adiantou que verba está em causa. “Estamos a fechar. São consórcios com municípios e organizações da sociedade civil”, refere, sem dizer quais.

De acordo com a secretária de Estado, foi encontrado financiamento na reprogramação dos fundoscomunitários. “Usarão verbas destinadas à recuperação do edificado, no âmbito dos programas operacionais regionais. O funcionamento resultará de acordos de cooperação com a Segurança Social”, disse.

Estas três estruturas integrarão a Rede Nacional de Apoio às Vítimas de Violência Doméstica.

// Lusa

 

Ver original em 'ZAP aeiou' na seguinte ligação:

https://zap.aeiou.pt/governo-vai-criar-estruturas-residenciais-idosas-vitimas-violencia-domestica-329926

Em preventiva suspeito de agredir companheira e enteada menor

Por Redação
30 abril 2020
Um homem, suspeito de dois crimes de violência doméstica de que terão sido vítimas desde há cerca de um ano a companheira e a enteada, de menor idade, viu confirmada a prisão preventiva pelo juiz de Instrução Criminal de Cascais ao qual foi presente esta quarta-feira.
Detido fora de flagrante delito e presente ao juiz de Instrução Criminal para primeiro interrogatório, o homem recolheu ao Estabelecimento Prisional de Caxias por o magistrado considerar existir “perigo de continuação da atividade criminosa”.
Está indiciado pela prática de dois crimes de violência doméstica e, segundo os fortes indícios recolhidos, o arguido desde o final de março de 2019 que tem vindo a agredir e a proferir expressões ofensivas da honra e consideração da sua companheira, na presença da filha menor desta, causando-lhe dores físicas, sentimentos de vergonha, frustração, medo e inquietação”, diz o Departamento de Investigação e Ação Penal (Diap) de Cascais, que dirige a investigação.
Ainda de acordo com o Ministério Público, o homem “desferiu também pancadas no corpo da menor, ofendendo-a na sua integridade física e no seu são crescimento”.

 

Ver o original em "CASCAIS24" na seguinte ligação::

https://www.cascais24.pt/p/blog-page_8969.html

Há um problema com a representação jornalística da violência doméstica

A APAV está preocupada com o aumento dos mulheres vítimas de...

Portugal tem um problema de violência doméstica grave e persistente. A forma como o tema é tratado nos blocos informativos das televisões de sinal aberto não está a contribuir como devia para a erradicação das desigualdades de género e para a compreensão das estruturas sociais discriminatórias que cobrem este atentado aos direitos humanos.

Chamam-lhe violência doméstica mas é exercida de forma selvagem. Os crimes contra mulheres ocorridos no contexto das relações de intimidade ou familiares são um problema transversal na sociedade portuguesa e colocam desafios sobre a melhor forma de os relatar. Em 2018, por exemplo, foram cometidos 24 femicídios e 16 mulheres sobreviveram a atentados contra a sua vida.

Um estudo da Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) intitulado «Representações da Violência Doméstica nos Telejornais de Horário Nobre» [1], apresentado em Novembro de 2018 na NOVA/ FCSH, revela pouca reflexão dos jornalistas relativamente às questões sensíveis colocadas pelo tema. As notícias dos telejornais não contribuem para eliminar os estereótipos de género e dificilmente permitem olhar para as televisões como úteis na criação de percepções socialmente mais positivas e politicamente mais comprometidas na luta contra a violência doméstica.

Este é um crime público bem identificado em Portugal. Vários planos e estratégias nacionais de prevenção e combate incluem a comunicação social nos parceiros fundamentais para promover uma cultura livre de estereótipos sexistas e promotora da igualdade de género. Mas a informação disponível, tanto estatística como teórica, não parece ter impacto positivo na forma como os casos são noticiados nos telejornais de horário nobre dos canais generalistas. O estudo, conduzido pelo Departamento de Análise de Media da ERC, mostra como a mediatização televisiva continua a ser parcial, sensacionalista e fragmentada.

As televisões (RTP1, RTP2, SIC e TVI) reduzem o problema da violência doméstica aos homicídios. Organizações feministas, como a UMAR – União de Mulheres Alternativa e Resposta, que mantém desde 2004 um Observatório das Mulheres Assassinadas, preferem o termo femicídio, originalmente introduzido em 1976 por Diana Russell, para enquadrar o crime numa estrutura social sexista e patriarcal. Ao contrário do que ainda ouvimos nas notícias, os crimes não acontecem por «ciúmes», «alcoolismo», «adultério», «fim da relação» ou outros motivos que surgem associados. Acontecem porque as vítimas são mulheres e reproduzem de forma extrema assimetrias de poder e situações prevalecentes de desigualdade de género. São o resultado de uma cultura patriarcal que transfere para as relações afectivas modelos de dominação enraizados na estrutura de valores e comportamentos.

A ERC mostra preocupação com a classificação genérica da maioria dos crimes noticiados, sem elementos de sensibilização que os enquadrem na situação específica da violência doméstica. Referir a morte das mulheres atingidas por companheiros ou familiares como «assassinatos» ou «homicídios» dilui o agravo de agressões que acontecem em relações de intimidade entre parceiros ou ex-parceiros. Existe um risco de banalização da violência doméstica, já perceptível no facto de a maioria das peças jornalísticas sobre este tema não merecerem qualquer destaque nos alinhamentos dos telejornais.

Usar a expressão «crime passional» indica falta de rigor (não existe tal formulação plasmada na lei) e tem o efeito perverso de poder atenuar a responsabilidade do agressor. O estudo da ERC é taxativo: «o crime pode ser confundido com amor (…) é conveniente que fique claro que não se mata por amor».

As notícias televisivas estão saturadas de detalhes sem valor informativo e tendem para o sensacionalismo. Essa abordagem é visível quando os pormenores sórdidos do crime são enfatizados, explorando a carga dramática. Manifesta-se no uso de efeitos expressivos (como música ou sons que pontuam emocionalmente a narrativa) ou através de reconstituições que, pela sua natureza «fabricada», ficcionalizam a partir de situações reais. São formas de contar a história que espectacularizam os factos e visam fascinar ou entreter o espectador, mais do que informar com rigor sobre a dimensão real do problema. Um exemplo é a preferência pelo relato de homicídios, que não são os crimes mais cometidos contra as mulheres. Essa escolha contribui para uma visão deformada e omite as formas de violência mais comuns, as agressões físicas e psicológicas, contribuindo para o apagamento e invisibilidade destes actos.

Efeitos negativos dos testemunhos privilegiados

Outra opção jornalística problemática é a preferência pelos depoimentos de populares, normalmente vizinhos ou transeuntes sem relação directa com a vítima ou conhecimento particular das circunstâncias do crime. É um recurso expedito para uma co- bertura «em cima do acontecimento» mas com pretensões a encontrar uma explicação ou móbil para o crime. Estes depoimentos não verificados transmitem detalhes da conduta da vítima e da sua vida privada que podem imputar-lhe responsabilidades pela violência de que foi alvo. Ou, pelo contrário, mas com idênticos efeitos de naturalização do crime, atenuam a responsabilidade do agressor, ao atribuir-lhe qualidades positivas. O femicídio é representado como um gesto fortuito ou imprevisto, praticado por «boas pessoas», quando os estudos indicam que, em regra, corresponde ao culminar trágico de um padrão nefasto de relação amorosa ou familiar.

A ERC constatou que as peças jornalísticas orientadas para o acontecimento (os crimes) tendem a favorecer a presença de vox populi e, por consequência, a gerar estes efeitos. Já nas peças orientadas para a problemática (a violência doméstica), a selecção das fontes de informação é mais diversa e cuidada, surgem os especialistas, académicos e membros de associações não-governamentais de apoio às vítimas e não são utilizados tantos descritores individuais indutores de percepções descontextualizadas.

Os défices de diversidade prolongam-se a vários níveis, já que as fontes mais utilizadas, depois dos populares, são os agentes policiais ou de socorro (bombeiros), normalmente homens, agravando as assimetrias da representação de género. Em vez de serem contadas como episódios com um enorme lastro social, correspondendo a situações de vitimação prolongada e consequências devastadoras para as famílias envolvidas, a narrativa noticiosa foca-se na trama policial e criminal, valorizando mais os actos dos agressores do que os efeitos sobre as vítimas. As peças são ainda pouco diversas do ponto de vista dos géneros jornalísticos. O registo dominante é o informativo (notícias e entrevistas), sendo reduzidos os comentários e a opinião, que ajudariam a enquadrar os casos singulares. Existem reportagens mas desligadas de elementos investigativos.

As notícias são omissas em relação a descritores significativos, como a idade e, sobretudo, a profissão das vítimas, não ajudando a caracterizar a violência doméstica como um problema que afecta mulheres de todas as idades, classes sociais, estratos económicos e níveis de literacia. A profissão das vítimas tende a ser referida apenas quando se trata de trabalhos qualificados, sugerindo que esses casos são excepcionais. Basta consultar qualquer uma das organizações (APAV – Associação Portuguesa de Apoio à Vítima, CIG – Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género, UMAR) que trabalham esta problemática para verificar a transversalidade da violência doméstica.

Outra tendência verificada na mediatização das peças é a ausência de remissão para linhas de apoio às vítimas ou formas de ajuda institucionalizadas [2]. Esse é um elemento que ajudaria a reduzir a sensação de impotência que atinge quem está envolvido em situações de violência doméstica. Os especialistas presentes no debate que se seguiu à apresentação do estudo foram unânimes no reconhecimento de que a disseminação de «histórias de superação» tem um efeito benéfico sobre outras mulheres experienciando vivências similares. Também consideraram útil referir as punições elevadas ou medidas de coacção aplicadas aos agressores, embora estes elementos nem sempre estejam presentes nas notícias.

Os enquadramentos noticiosos dominantes desvelados pela equipa da ERC dificilmente sustentam a tese de que os media contribuem para a erradicação da desigualdade de género e a compreensão de estruturas sociais discriminatórias e atentatórias dos direitos humanos que «envelopam» a violência doméstica. As televisões não recorrem aos elementos de contextualização que ajudariam a quebrar a lógica episódica e fragmentada das notícias, não valorizam os testemunhos de mulheres que conseguiram libertar-se da situação de submissão e vivem vidas independentes, e não divulgam as soluções existentes na sociedade nem o trabalho que é feito no terreno pelas organizações do sector. Com frequência, fazem exactamente o contrário, relatando casos isolados em que houve falha das autoridades na aplicação de medidas de coacção ao agressor e na protecção da vítima ou menor acompanhamento institucional, desencorajando as denúncias e promovendo uma narrativa resignada e de factos consumados.

O estudo da ERC termina com uma série de recomendações para jornalistas. Investir na contextualização das histórias e na diversidade das fontes de informação e das formas de violência doméstica lidera a lista de boas práticas. Evitar relações de causalidade entre o crime e as características dos envolvidos, bem como as referências a possíveis causas que possam justificar a agressão e simplificar o fenómeno social também são procedimentos recomendados. No fundo, trata-se de exigir dos jornalistas uma literacia sobre o tema que des-automatize as narrativas habituais e reforce a responsabilidade social dos media na construção de percepções públicas que tornem intoleráveis as práticas violentas e a cultura que as geram.

CARLA BAPTISTA *

* Docente na NOVA/FCSH.


[1] O estudo analisa a informação noticiosa sobre violência doméstica apresentada entre 2013 e 2015 nos blocos informativos dos operadores de sinal aberto (RTP1, RTP2, SIC e TVI). Disponível em www.erc.pt/pt/estudos-e-publ....

[2] Telefone gratuito do Serviço de Informação às Vítimas de Violência Doméstica: 800 202 148.

Ver o original em Le Monde Diplomatique PT (clique aqui)

Capitão do porto de Cascais detido por violência doméstica. Foi exonerado

Capitão-tenente, que chefiava também a Polícia Marítima do concelho, é arguido por violência doméstica sobre a mulher, médica da Marinha. Foi detido pela PSP após ter alegadamente agredido a companheira há duas semanas.
 
Rui Pereira da Terra era o comandante da Polícia Marítima de Cascais
 

O capitão-tenente Rui Pereira da Terra foi exonerado do cargo de comandante do Capitania do Porto de Cascais após ter sido detido pela PSP por suspeitas da prática de crime de violência doméstica, em que a vítima, a sua mulher, integra também os quadros da Marinha.

O ex-comandante da Capitania de Cascais, que estava no cargo desde 2017, foi detido pela PSP na sequência de uma situação de violência doméstica. Terá agredido a mulher e chamado a atenção de vizinhos que alertaram a PSP. Segundo apurou o DN, passou mesmo uma noite sob detenção até ser presente a um juiz. Constituído arguido, ficou em liberdade sob medidas de coação relativas ao contacto com a alegada vítima. Trata-se da sua mulher, uma primeiro-tenente médica infecciologista da Marinha que exerce nos Hospital das Forças Armadas. O casal tem três filhos.

A decisão de exoneração foi tomada pelo Almirante Chefe do Estado-Maior da Armada, que é o topo hierárquico da Autoridade Marítima Nacional (AMN), no dia 26 de março, através de uma portaria, tendo no dia seguinte sido nomeado o atual comandante da Capitania do Porto de Lisboa, o capitão de mar e guerra João Coelho Gil, para a chefia de Cascais, acumulando o comando das duas capitanias. Rui Terra deixou também o cargo de comandante da Polícia Marítima de Cascais, que é um órgão de investigação criminal.

Sem processo disciplinar

Contactada pelo DN, a Marinha confirmou a exoneração, notando que foi efetuada a pedido do seu oficial, e também a nomeação do comandante da Capitania de Lisboa para acumular Cascais, afirmando tratar-se de "um ato administrativo interno",

"Na sequência de um facto pessoal ocorrido, o Capitão-tenente Pereira da Terra, decidiu pedir a exoneração do cargo de Capitão do Porto de Cascais, o qual foi de imediato aceite, em 26 de março de 2020, evitando assim qualquer impacto nas importantes funções de Capitão do Porto e na imagem da Autoridade Marítima Nacional", respondeu a AMN, entidade que é o topo hierárquico das tarefas a executar pela Marinha, pela Direção-Geral da Autoridade Marítima e pelo Comando-Geral da Polícia Marítima, em âmbito nacional, nos espaços de domínio público e marítimo.

Para já, não há procedimento disciplinar em curso e o capitão-tenente permanece ao serviço na Marinha. A AMN "continua a acompanhar o evoluir da situação, sendo que, na eventualidade de ocorrer algum facto em âmbito judicial que exija uma avaliação, esta será oportunamente efetuada", foi a resposta por escrito enviada ao DN.

Em março, quando já vigorava o estado de emergência no país, a PSP comunicou a ocorrência à AMN e é esse o conhecimento que a entidade diz ter do caso. O processo-crime está em fase de inquérito e a Marinha irá aguardar os desenvolvimentos. Só tomará outras medidas após uma comunicação do Ministério Público, que pode ser uma acusação ou arquivamento dos autos.

Poucos dias antes desta exoneração, Rui Terra ainda assinava editais na Capitania do Porto de Cascais. Agora, na página de internet da AMN, já consta João Coelho Gil como comandante da Capitania do Porto de Cascais.

Rui Pereira da Terra tem 41 anos e cresceu na Horta, nos Açores, onde se distinguiu depois como velejador. Somou vários títulos na Vela enquanto adolescente e nos anos seguintes ao serviço do Clube Naval da Horta. Está na Marinha desde 1997 e como oficial foi comandante de várias embarcações militares. Na sua folha de serviços constam vários louvores, medalhas e distintivos.

 

Veja aqui a notícia

Mulher ferida em confrontos em Adroana

Por Redação
03 abril 2020
Uma mulher, 59 anos, ficou ferida na sequência de uma desordem, esta sexta-feira, à noite, em Adroana, tendo necessidade de ser transportada à urgência do Hospital de Cascais, apurou Cascais24.
 
"Tratou-se de um caso de violência grupal, que envolveu dois grupos de pessoas", precisou, a Cascais24, o Oficial de Dia ao Comando Territorial da GNR de Lisboa.
 
Os incidentes, que terão envolvido cerca de 40 pessoas, registaram-se por volta das oito horas da noite.
 
A GNR teve que deslocar para o local uma força "musculada", constituida por efetivos de Alcabideche, do Destacamento de Sintra e do Destacamento de Intervenção.
 
À chegada da GNR, os desordeiros colocaram-se em debandada, tendo, no entanto, havido necessidade de transportar ao hospital uma mulher, 59 anos, vítima de agressão.
 
A GNR não efetuou detenções.
 
 
 
 

Ver o original em "CASCAIS24" na seguinte ligação::

https://www.cascais24.pt/p/blog-page_2956.html

Como combater a violência doméstica em meio ao confinamento da Covid-19

Especialistas do mundo todo indicam o confinamento como a melhor maneira de evitar a rápida disseminação da Covid-19. No entanto, várias organizações não governamentais (ONGs) e a Organização das Nações Unidas (ONU) indicam um aumento da violência doméstica contra mulheres, crianças e adolescentes.

 

 

Preocupados com o aumento da violência doméstica no mundo, a ONU Mulheres e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) propõem algumas medidas preventivas como o treinamento de equipes de saúde, educação e serviços para crianças sobre a prevenção de exploração, abuso sexual e negligência e como denunciar as agressões, sem risco para quem denuncia.

Às mulheres e meninas as dicas são o compartilhamento com amigas, pessoas próximas ou vizinhas denunciando as agressões. Pode-se combinar um sinal (tipo um emoji) em caso de emergência, além de manter o celular sempre carregado e conectado à internet e “se tiver carro, deixar com gasolina, as chaves na ignição” para facilitar o caso de necessidade de fuga.

O problema já começa com a sobrecarga de trabalho crescente com o isolamento, pois “os homens não costumam dividir as tarefas domésticas no Brasil”, afirma Celina Arêas, secretária da Mulher Trabalhadora da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB).

Em nosso país, de acordo com pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no ano passado as mulheres dedicaram 18,5 horas semanais, em média aos afazeres domésticos e os homens 10,3 horas, além de haver mais de 11 milhões de mulheres chefes de família.

No caso da violência doméstica em si, que já é gigantesca, aumentou 17%, de acordo com o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos. O próprio ministério promete a ampliação do “alcance dos serviços do Disque 100 e do Ligue 180 para o meio digital com o lançamento do aplicativo Direitos Humanos Brasil e de portal exclusivo”.

Segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2019 foram registrados 237.067 casos de violência doméstica em 2018 no país, um registro a cada 2 minutos. “Imagine em situação de confinamento domiciliar?”, questiona Vânia Marques Pinto, secretária de Políticas Sociais da CTB.

Isabella Quintana/Pixabay

Para Celina, “o Estado deve tomar medidas urgentes de proteção das mulheres, crianças e jovens com facilitação de acesso aos canais de denúncia e amplo funcionamento dos órgãos de assistência e repressão ao crime de gênero, racial e contra a infância”.

Se a situação já era gravíssima antes do confinamento como mostra um levantamento feito pelo Datafolha, que aponta para a exorbitância de 16 milhões de mulheres acima de 16 anos terem sofrido algum tipo de violência, em 2018, sendo 3% ao se divertir num bar, 8% no trabalho, 8% na internet, 29% na rua e 42% em casa.

Lembrando ainda que em 2018 ocorreram 66.041 estupros, com 4 meninas de até 13 anos estupradas por hora e a maioria dentro de casa. Ocorreram também 1.206 crimes notificados como feminicídio com 88,8% deles cometidos por companheiros ou ex-companheiros.

“A situação já é alarmante e as mulheres precisam encontrar meios de se defender com apoio do Estado para coibir a violência e reprimir os agressores”, reforça Gicélia Bitencourt, secretária da Mulher da CTB-SP.

Ainda em 2018, o Ligue 180 recebeu 92.663 denúncias de agressões às mulheres. “Esse tipo de violência é fruto da sociedade patriarcal, amplamente machista e violenta contra a infância e a juventude”, afirma Luiza Bezerra, secretária da Juventude Trabalhadora da CTB. “Ser jovem no Brasil é um desafio constante”.

Para se ter uma ideia, o Atlas da Violência 2018 aponta para 324.967 jovens, entre 15 e 29 anos, assassinados no país, já o Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2019 mostra que a polícia matou 6.220 pessoas em 2018, sendo 99,3% homens, 77,9% entre 15 e 29 anos e 75,5% negros.

E para quem pensa que a violência doméstica afeta apenas as mulheres que não trabalham fora, 52,2% das vítimas são compostas por mulheres economicamente ativas, alerta estudo do Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada, de 2019.

“Todos os Estados devem fazer esforços significativos para lidar com a ameaça da COVID-19, mas sem deixar para trás mulheres e crianças vítimas de violência doméstica, já que isto poderia levar a um aumento da violência doméstica, incluindo feminicídios provocados por parceiros”, alerta Dubravka Simonovic , relatora especial da ONU sobre Violência contra a Mulher.

Pexels/Its Me Neosiam/Creative Commons

Outra pesquisa feita pelo Datafolha, encomendada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, mostra que 536 mulheres foram agredidas fisicamente a cada hora com socos, empurrões ou chutes, em 2018 e apenas 52% das vítimas não denunciou o algoz. Isto sem o confinamento.

“É importante, neste momento, a promoção de intensas campanhas educativas aliadas aos mecanismos de proteção e de isolamento dos agressores com mais investimentos em políticas de prevenção e repressão à violência de gênero, acentua Berenice Darc, secretária de Relações de Gênero da Confederação Nacional de Trabalhadores em Educação.

Celina finaliza com insistência para o fortalecimento dos mecanismos de denúncia anônima. Ela assinala que o Brasil tem as tristes marcas de ser o quinto país mais violento contra as mulheres e o primeiro que mais mata LGBTs. “Todas as pessoas devem ter a segurança de denunciar esse tipo de crime, seja a própria vítima ou quem tenha conhecimento da violência”.


Texto em português do Brasil


 

 

 
 
 
 
 

Ver original no jornal 'TORNADO' na seguinte ligação:

https://www.jornaltornado.pt/como-combater-a-violencia-domestica-em-meio-ao-confinamento-da-covid-19/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=como-combater-a-violencia-domestica-em-meio-ao-confinamento-da-covid-19

Agredia mulher na presença dos filhos depois de sair da prisão e voltou em preventiva para a cadeia de Caxias

Por Redação
02 abril 2020
Um homem, 49 anos, que saiu há dias da cadeia de Caxias, voltou ao estabelecimento prisional, em prisão preventiva, depois de ter agredido física e psicologicamente a mulher na presença dos filhos de ambos, na habitação, na freguesia de São Domingos de Rana. O homem foi detido esta segunda-feira, à tarde, por agentes da PSP da Divisão Policial de Cascais, por suspeita de violência doméstica. No cumprimento de um mandado de detenção, emitido por Autoridade Judiciária, os polícias da PSP intercetaram o suspeito que, entretanto, havia cumprido pena de prisão no Estabelecimento Prisional de Caxias entre junho de 2019 e março último pela prática de crimes contra o património. Desde que foi colocado em liberdade, vinha maltratando física e psicologicamente a mulher, na presença dos filhos de ambos. Segundo a PSP, perante a factualidade indiciada, existindo manifesto perigo de continuidade da atividade criminosa por parte do suspeito, consubstanciado no recrudescendo de intensidade das agressões físicas e anúncios de prática de crime contra a vida da vítima, a que acresce o facto do mesmo se tornar instável quando sob o efeito de produtos estupefacientes, não medindo a gravidade dos seus atos, levou os polícias da PSP a sugerir a sua detenção. Submetido a primeiro interrogatório judicial, o homem viu confirmada a prisão preventiva, tendo regressado ao Estabelecimento Prisional de Caxias.
 

Ver o original em "CASCAIS24" na seguinte ligação::

https://www.cascais24.pt/p/blog-page_4133.html

Suspeito de violência doméstica ameaça mulher com caçadeira carregada para "traçar a vida a algum" na sala de casa

Por Redação31 março 2020Um homem, na casa dos 80 anos, foi detido no concelho de Cascais, por violência doméstica, com ameaças à mulher, depois de ter colocado uma caçadeira carregada na sala da habitação, afirmando que "era para traçar a vida a algum". Segundo os fortes indícios recolhidos, diz o Ministério Público (MP) de Cascais, o arguido vive com a sua companheira desde 1965 e por várias vezes proferiu afirmações que a ofenderam e lhe provocaram medo, fazendo-a recear pela sua vida e integridade física. Há dias, o arguido colocou na sala de estar uma caçadeira carregada dizendo que era para “traçar a vida a algum”, o que deixou a vítima atemorizada, revela o Ministério Público de Cascais.
O arguido, ainda segundo o MP, consome bebidas alcoólicas com regularidade.

Em consequência dos perigos verificados, nomeadamente de continuação da atividade criminosa foi-lhe aplicada a medida de proibição de contatos e de proibição de aproximar-se da residência da vítima, através de fiscalização eletrónica.
 

Ver o original em "CASCAIS24" na seguinte ligação::

https://www.cascais24.pt/p/blog-page_8035.html

Vida perdida por engano

18 MARÇO 2020
Tinha apenas 25 anos e tantos sonhos…Sonhos estes que lhe foram ceifados pelo homem que pensou amar.
Os ciúmes e o controlo tomaram conta não só da vida dela como de uma relação doentia.
Liliana tinha uma filha de outra relação, mas deu ao seu marido outra, sempre com esperança que este mudasse, mas eles não mudam, nem por amor, nem pela vida.

Liliana, uma vida perdida por engano
Perdeu noção das vezes que foi agredida, humilhada e deixada ao acaso da sorte…Não tem conta das vezes que deixava a sua casa para gritar a sua dor aos agentes da polícia.
E foi por tantas vezes fazer isto que o seu marido foi preso.
Mesmo preso, ela não resistia ir vê-lo, sempre com esperança…Afinal, muitas vítimas alimentam isto: a esperança de que tudo irá mudar.
A sentença foi dada, primeiro teve medida de afastamento e Liliane botão de pânico.
Mas, desobedecendo a tudo e todos, foi condenado a 5 anos, incluindo neles três de pena acessória com pulseira.
Liliana está segura neste momento, a viver diariamente com o dispositivo que a liga a vigilância eletrónica, mas no final do ano toda a sua vida será novamente colocada ao medo.
Infelizmente, muito há a fazer ainda no apoio às vítimas.
Isto foi uma vida perdida, por engano.
 
Aproveito para desejar a todos os leitores e a todo o mundo a maior Paz.
Meditem muito sobre tudo, mas não saiam de cada por favor.
 
Outros casos de MADALENA SILVA
 
 

Ver o original em "CASCAIS24" na seguinte ligação::

https://www.cascais24.pt/p/blog-page_7749.html

Suspeito de violência doméstica tinha "arsenal" em casa

Por Redação
13 março 2020
Um homem, 61 anos, foi detido por investigadores criminais da PSP, na região de Cascais, esta quinta-feira, por suspeita de violência doméstica e posse de armas de fogo.
 
Os agentes da Esquadra de Investigação Criminal (EIC) da PSP de Cascais confiscaram ao suspeito 3 revólveres, duas outras armas de alarme, 52 munições, um bastão extensível e uma arma branca.
 
O homem, que vive em Cascais, é suspeito de exercer violência psicológica e física sobre a vítima, uma mulher, de 60 anos, quando ambos residiam na comarca de Oeiras.
 
Submetido a primeiro interrogatório judicial, o suspeito foi libertado mediante Termo de Identidade e Residência (TIR).
 
 

Homem esfaqueia companheira em Oeiras

A PSP de Oeiras procedeu ontem, dia 12 de Março, pelas 9h30, à detenção de um homem de 34 anos de idade, pela suspeita da prática dos crimes de violência doméstica e homicídio qualificado, na forma tentada.

Durante uma discussão familiar, o agressor usou uma faca para atacar a sua companheira na zona da cabeça, no pescoço e ainda na zona do tronco.

Durante a luta conseguiu esfaquear a vítima chegando a perfurar-lhe um dos pulmões, fugindo do local e pondo-se em fuga após o crime.

A vítima teve de ser imediatamente submetida a uma intervenção cirúrgica, encontrando-se fora de perigo mas em observação constante no hospital.

Na investigação desenvolvida pela PSP de Oeiras, foi possível localizar o suspeito e emitirem os Mandados de Detenção pela Autoridade de Polícia Criminal (PSP), que acabou por prender o agressor.

O detido foi presente ao 1.º Interrogatório Judicial, junto da Comarca de Lisboa Oeste e viu ser-lhe decretada pelo Juiz de Instrução Criminal a medida de coação mais gravosa, de Prisão Preventiva.

 

Ver original em 'Portal CASCAIS' na seguinte ligação:

https://www.portalcascais.pt/sociedade/homem-esfaqueia-companheira-em-oeiras/

Violência com armas é galopante nos Estados Unidos, diz relatório de direitos humanos

 

As pessoas participam de uma manifestação realizada no centro de São Francisco para instar o governo federal e os parlamentares do Congresso a tomarem medidas para controlar crimes relacionados com armas, em 17 de agosto de 2019 (Li Jianguo/Xinhua)

Beijing, 13 mar (Xinhua) -- A falta de restrição no direito de posse de arma causou violência galopante com armas, impondo uma ameaça séria para a vida e segurança de propriedade dos cidadãos nos Estados Unidos, de acordo com o Histórico das Violações dos Direitos Humanos nos Estados Unidos em 2019, divulgado na sexta-feira.

"Os Estados Unidos são o país com a mais grave violência de armas no mundo", disse o relatório, divulgado pelo Departamento de Comunicação do Conselho de Estado, com base em dados, reportagens mediáticas e descobertas de pesquisas.

O número de tiroteios em massa nos Estados Unidos atingiu um recorde de 415 em 2019, com mais de um ocorrendo diariamente em todo o ano, observou o relatório.

No total, 39.052 pessoas morreram de violência relacionada com armas nos Estados Unidos em 2019, e uma pessoa é morta por uma arma nos Estados Unidos a cada 15 minutos, disse o texto.

"A política levou à proliferação de armas", observou o relatório, apontando que a fabricação, venda e uso de armas nos Estados Unidos é uma enorme cadeia industrial, formando um grande grupo de interesse. Grupos de interesse como a Associação Nacional de Rifles fizeram grandes doações políticas para as eleições presidenciais e do congresso.

As desvantagens entrelaçadas da política partidária, política eleitoral e a política de dinheiro dificultam que as autoridades legislativas e executivas dos Estados Unidos façam qualquer coisa sobre o controle de armas, apenas agravando a situação, de acordo com o relatório.

Citando números da mídia americana, o relatório observou que os Estados Unidos têm muito mais armas do que qualquer outro país e, em 2017, o número estimado de armas de fogo de propriedade civil nos Estados Unidos era de 120,5 por 100 residentes, o que significa que havia mais armas de fogo do que pessoas.

Investigadores trabalham no centro do Walmart, onde ocorreu um tiroteio em massa em El Paso, no Texas, Estados Unidos, em 5 de agosto de 2019 (Xinhua/Wang Ying)

 

Ver original em "XINHUA Português" na ligação seguinte:

http://portuguese.xinhuanet.com/2020-03/13/c_138874601.htm

Jovens brasileiros cercam e tentam agredir diretor de CASCAIS24 que acudia a motorista da Scotturb

Jovem brasileiro fotografado de costas foi o principal instigador do grupo contra o diretor de CASCAIS24
Por Redação
11 março 2020
O diretor de CASCAIS24foi cercado e alvo de tentativas de agressão por parte de um grupo de jovens, maioritariamente de nacionalidade brasileira, esta quarta-feira, à noite, junto a um autocarro 462, da Scotturb, que tinha parado na estrada de Manique, por o grupo vir a importunar os passageiros desde o terminal de Cascais.
 
Os jovens, disse uma passageira, que pediu para sair, vinha a “importunar os restantes passageiros desde Cascais”.
O motorista decidiu parar o autocarro na estrada de Manique e acionar a GNR de Alcabideche, a qual, entretanto, por indicação da empresa, foi “desmobilizada” com a alegada indicação de “ser o motorista a resolver as coisas a bem”.
Entretanto, alertado pela paragem do autocarro e o consequente congestionamento de trânsito, o diretor de CASCAIS24 que passava ocasionalmente, decidiu dirigir-se ao local.
Pouco depois e, no entretanto, com alguns dos elementos do grupo em fuga e ao tentar captar imagens, o diretor de CASCAIS24 foi cercado e alvo de tentativas de agressão por parte dos restantes membros hostis do grupo.
“Estás a tirar-nos fotografias também te vamos fotografar”, começaram por ameaçar, mesmo depois de saberem estar perante um jornalista. E, pelo menos, um deles obteve mesmo imagens do diretor de CASCAIS24, que acusou de xenofobismo!
Durante o cerco ao diretor de CASCAIS24 valeu a intervenção, inicialmente de um jovem de raça negra, do próprio motorista da carreira 462 e de um automobilista que, corajosamente, parou, saiu do seu veículo e veio em seu auxílio.
“Saia daqui enquanto pode e estamos aqui”, pediu um deles, receando pela integridade do jornalista.
No entanto, o grupo hostil e de desordeiros só logrou colocar-se em fuga quando o diretor de CASCAIS24 ligou para a GNR de Alcabideche, de onde veio a resposta de que “iremos assim que possível, pois estamos a tratar de um furto”.
 
 
 

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Era violência Sim, mas não sabia

11 MARÇO 2020
Carla, 44 anos, com 3 filhos e separada não deixou de acreditar no amor e na partilha de uma vida a dois.
Por nunca ter conhecido os sinais de um possível agressor, Carla achou que ser ciumento fazia parte deste amor, que acreditou que o seu namorado sentia por si.
Mas,dos ciúmes doentios que este padecia,a anular Carla perante a sociedade foi a gota forte que a fez tremer do que seria aquele amor?
E não era para menos, porque rapidamente os ciúmes doentios passaram para o ato agressivo.
Carla, 44 anos e três filhos
Desde uma pistola apontada à cabeça a outro tipo de agressões, aos maus tratos psicológicos, chamando-lhe todos os nomes, Carla viu o sonho de ser feliz ser adiado. Afinal não podia isto ser partilha ou amor, quando só existia maldade humana e destruição. 
No meio de tudo nasceu um filho em comum. Os filhos muitas vezes são armas de arremesso para situações de violência.
Carla procurou ajuda, mas as que lhe foram dadas não se enquadravam no que ela queria e esperava para si e para os filhos.
Depois de tanto chorar, de tanto sofrer nas mãos de quem não sabia respeitar, amar ou partilhar, Carla dá queixa e, finalmente, alguém a ajuda.
Ele foi apenas e para já afastado preventivamente. É triste a lei que temos, pois tudo devia de ser mais rápido e mais eficaz. A vítima não devia sair por aí que nem uma sem-abrigo, porque sozinha já ela está no mundo, mundo este que tanto despreza a violência doméstica.
Carla não sabia que aquilo era violência, mas era Sim!
O sol nasce para todos, que também sinta o dela o mais depressa possível.
 
Outros casos de MADALENA SILVA
 
 
 
 

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Constituído arguido polícia suspeito de agredir mulher na Amadora

 

O agente da PSP, acusado por uma mulher de agressão durante a sua detenção, na Amadora, foi constituído arguido por ofensas à integridade física qualificada.

 

De acordo com o jornal Público, o agente da PSP, acusado de ter agredido uma mulher na Amadora, em janeiro, foi constituído arguido por ofensas à integridade física qualificada. O Ministério Público entende que há indícios suficientes da agressão.

Logo na semana em que o incidente ocorreu, a mulher ficou indiciada do crime de resistência e coação sobre agente da autoridade e sujeita à medida de coação de termo de identidade e residência.

A mulher alega ter sido agredida numa paragem de autocarros e dentro da viatura da PSP em direção à esquadra de Casal de São Brás, na Amadora. A polícia afirma, por sua vez, que esta reagiu de forma “agressiva” e que o agente utilizou “a força estritamente necessária para o efeito face à sua resistência”.

Resultado de imagem para agredido uma mulher na Amadora

O relatório de urgência do Hospital Fernando Fonseca, onde a detida foi assistida, a que o jornal teve acesso, sinalizou-a como “muito urgente”, com “face deformada por hematomas extensos”.

O diário avança que as diligências continuam e que o processo judicial se encontra em segredo de justiça. O caso está também a ser investigado, a pedido do Ministério da Administração Interna, pela Inspeção-Geral da Administração Interna (IGAI).

ZAP //

 
 
 

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Violência de género em Angola, silêncio doentio

 
 
Luanda (Prensa Latina) A violência doméstica, nos níveis psicológico, físico e económico, ameaça mulheres e crianças em Angola, garante estatísticas oficiais, incapazes de refletir a magnitude do problema diante do silêncio de inúmeras vítimas.
 
Segundo o Ministério da Ação Social, Família e Promoção da Mulher (Masfamu), durante o ano acabado, foram recebidas mais de três mil denúncias em todo o país, das quais cerca de 1.800 foram resolvidas sem chegar aos tribunais e quase mil 500 receberam processos judiciais.
 
Segundo a chefe da agência, Faustina Inglês, ‘os números não representam o universo de casos ocorridos no país, porque, infelizmente, muitas das vítimas preferem o silêncio e outras acabam morrendo antes de fazer a acusação’.
 
Entre os esforços institucionais para reverter esse panorama, está a criação de centros integrados de apoio social nos municípios, a fim de ajudar as pessoas sujeitas a abusos e oferecer treinamento em questões como inclusão produtiva, gestão das finanças domésticas, prevenção de doenças e planeamento familiar.
 
Inglês distinguiu, em particular, os cursos oferecidos a quase dois mil angolanos durante 2019 em termos de direitos políticos, económicos e sociais, saúde sexual e reprodutiva.
 
Para a diretora nacional de Direitos da Mulher, Igualdade e Equidade de Género, Júlia Kitocua, também não devem ser subestimados os conflitos no local de trabalho, embora a maioria das queixas sejam de empregadas domésticas, uma vez que raramente contratadas por empresas denunciam. Ele passou por cima disso.
 
 
Na opinião do Grupo de Mulheres Parlamentares, a revisão parcial da lei contra a violência doméstica e o aumento das penas para os agressores podem ajudar a conter o flagelo, disse a vice Maria do Nascimento.
 
A assistência às vítimas e as sanções contra os autores ainda estão abaixo do nível desejado, mas o monitoramento e a aplicação de sanções mais severas minimizariam os altos índices de violência doméstica, disse o legislador.
 
Na opinião de Kitocua, entre os fatores fundamentais da violência doméstica estão o consumo de álcool, a pobreza, a falta de bem-estar emocional, a educação e o diálogo interpessoal.
 
Embora a miséria e o deficit cultural exerçam influência, o fenómeno também ocorre entre as pessoas ricas; Nas famílias ricas, ele disse, as vítimas disfarçam o problema com viagens, carros ou outras compras oferecidas pelo marido.
 
‘Nas famílias pobres e frequentemente com baixa escolaridade, as mulheres permanecem caladas e permanecem na mesma situação. Outros, depois de dizer o suficiente, se separam, mas não se reportam à polícia.
 
Como resultado, ele enfatizou, muitos homens sentem que são donos do parceiro e acabam matando-a ou deixando-a com sérias consequências por não aceitar o fim do relacionamento.
 
Quando uma mulher vem reclamar com as autoridades, geralmente é porque ela tolerou várias vexações anteriores, disse o especialista, que lamentou a existência de concepções sexistas caracterizadas pela prevalência do homem.
 
Por sua vez, a Secretária de Estado para a Família e a Promoção da Mulher, Ruth Mixinge, informou que, de janeiro a novembro de 2019, o Instituto Nacional da Criança conheceu mais de cinco mil casos de abuso infantil.
 
Com mais de 1.500 denúncias, a província de Luanda registou o maior número de incidentes, seguida por Bié, Lunda Norte e Luila, disse o funcionário, que colocou entre os eventos mais frequentes abandono paterno, exploração do trabalho infantil, negligência. , violência física e psicológica, bem como abuso sexual.
 
O governo, anunciou, em breve abrirá o serviço público de denúncias ‘SOS Criança’, com vistas a prestar assistência a crianças vítimas de violência na família, comunidades e instituições, conhecendo a magnitude do assunto e insuficiente conhecimento institucional
 
SUBSTRATO SOCIAL
 
Especialistas em Masfamu alertaram sobre o aumento da prostituição associado à pobreza e ao abandono dos pais em relação à criação e alimentação de menores em diferentes províncias, mas com maior incidência na capital.
 
Dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) confirmaram que o desemprego afeta 28,8% da população de 15 a 64 anos, embora a proporção de mulheres ultrapasse 30 pontos percentuais.
 
A vice-diretora do INE, Ana Paula Machado, compartilhou com os jornalistas outros números mais recentes, que explicam a falta de trabalho e a precariedade da ocupação: quase 42 de cada 100 funcionários, exemplificados, independentes, sem Benefícios de segurança social.
 

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Onde esteve a Justiça?

02 MARÇO 2020
Rita (nome fictício) teve a ânsia  da liberdade que lhe saiu cara!
Foi viver sozinha, ao lado estava aquele que pensou ser o príncipe
e como não existem nem contos de fadas , nem príncipes, este era o sapo.
Rita era uma mulher apaixonada e, em pouco tempo, ambos foram viver juntos.
Esta começa a ver alguns sinais, mas que associa ao típico do amor...
Eram diferentes: ela possuía o bacharelato, e ele a 4a classe, logo quando existem diferenças… existe a probabilidade de haver desentendimentos. O companheiro de Rita começa a afasta-la de tudo e todos, desde familiares, amigos e colegas. É como se ela fosse somente propriedade sua.
Rita fica grávida e aborta espontaneamente. Ela chora, sofre e vive o momento difícil, enquanto ele pouco se importava.

Esta mulher viveu um suplício de 14 anos
Sem apoio, sem ajuda, Rita descobriu assim a sua força.
Mudaram de casa e tudo parecia perfeito...
Mas, ele nas costas dela, inscreve-se numa vaga na mesma empresa onde Rita trabalhava e, assim, passam a estar 24 sobre 24 horas juntos.
Os ciúmes doentios revelam-se cada vez mais e mais.
Por outro lado, na boca dele, Rita estava gorda, não era bonita, e ninguém a queria.
Rita volta a engravidar e tudo muda...ele diferente.
A filha nasce e Rita não é ajudada em nada.
No entanto, apenas Rita via o terror, porque lá fora ele era o marido e pai perfeito.
Ela tinha vergonha de perder a família, muda novamente de cidade, sempre na esperança de que tudo fosse mudar...
Arranja emprego e ia buscar a filha à escola.
Rita esteve a sustentar a família cerca de 3\4 anos sozinha, chegando a não aguentar tanto...Por isso cada vez mais havia discussões, agressões e injurias.
Segundo Rita, enquanto ela trabalhava arduamente, ele metia amantes em casa e na sua casa.
Com medo de ficar sozinha e sem a família Rita aguentava. Ele começa a beber e a agredi-la todos os dias, sem lhe deixar marcas.
Segundo Rita, chegou a estar amarrada com uma corda ao pé da mesa, chegando ai a passar noites.
De um não nasce a segunda filha, acreditando na mudança sempre, mas a verdade é que cada dia mais eram as torturas e agressões, e de tal modo estava que ia levar as filhas de pijama à escola e uma delas na caixa de uma carrinha.
Rita vivia com medo e não falava isto para ninguém.
No desespero, pede ajuda às escolas, polícia, centros de saúde…Em todo o lado e ninguém fez nada.
Rita sai daquele sítio, ele vem atrás, arranja-lhe emprego.
No meio da solidão reencontra amigos e foi aqui que encontrou o atual companheiro.
Mas, magoada e com muito medo de voltar a ser magoada, Rita encontrou ai a esperança no amor e numa nova vida.
Rita continuava assim a sustentar a casa, ele não ajudava nem saia.
Tinha que trabalhar arduamente e chegava a casa e tinha a porta trancada.
Mas, apesar de tudo, Deus ouviu as suas preces e no tribunal foi-lhe entregue a guarda das filhas e após a cpcj ter a certeza de algo deu parecer favorável.
Ele tentou de tudo para que fosse o contrário.
Hoje, Rita ainda vive com medo, apesar da nova vida.
 

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Brasil | A trilha de sangue do ódio político: até quando?

 
 
O mesmo ódio político da direita fascista move as mãos dos assassinos de Afonso João e dos agressores de Cid Gomes.
 
José Carlos Ruy* | opinião
 
O sangue derramado pelo ódio político marca com força esta semana. No sábado, dia 15, o dirigente comunista Afonso João Silva foi assassinado por pistoleiros em Jaciara, no Mato Grosso. Afonso João Silva era presidente municipal do PCdoB e grande liderança na luta pela reforma agrária, líder do acampamento próximo à BR-364.
 
O mesmo ódio sangrento que o assassinou está por trás da mão que, nesta quarta-feira (19) baleou no peito o senador Cid Gomes (PDT), em Sobral, no Ceará. Prontamente atendido na Santa Casa de Misericórdia no município, Cid Gomes felizmente está salvo e não corre risco de vida.
 
Mas o ódio político difundido desde o vértice da presidência da República, faz os democratas de todos os matizes pagarem com sangue pela ousadia de se contrapor à intolerância , ao arbítrio, à intolerância fascista.
 
 
O mesmo ódio que, hoje à frente da Comissão da Anistia, negou 307 pedidos de anistia de camponeses perseguidos pela ditadura militar na Guerrilha do Araguaia, organizada pelo Partido Comunista do Brasil (PCdoB) como parte da resistência democrática nas décadas de 1960 e 1970. Decisão que, sendo uma agressão à democracia – o relator teve a desfaçatez de dizer que “a Guerrilha do Araguaia não foi movimento legal e nem legítimo de oposição ao regime de 1964!” – também fortalece o mesmo sentimento político da extrema direita que não recua diante do assassinato – ou tentativa de – de militantes que defendem a democracia, os direitos sociais do povo e dos trabalhadores.
 
Os atentados contra o dirigente comunista Afonso João e o senador Cid Gomes repetem, hoje, décadas depois, barbaridades semelhantes às cometidas por agentes da ditadura militar de 1964 – e, da mesma forma que naquela época, ocultos pela mesma impunidade que protegia os pau-mandados da repressão policial e política. Ocultos como então, da mesma forma hedionda como a ditadura tentou esconder os crimes que cometeu ao reprimir a resistência democrática – como os que ocorreram no Araguaia.
 
Os atentados ocorridos nesta semana mostram uma inegável escalada da violência, do arbítrio, do ódio como marca política.
 
 
*Publicado em Portal Vermelho
 
José Carlos Ruy -- Jornalista, escritor, estudioso de história e do pensamento marxista e colunista do Portal Vermelho.

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Racismo no desporto e violência nas escolas

STOP-violenciaescolarHá um evidente oportunismo político em torno do caso Marega. Responsáveis políticos e desportivos que pouco ou nada fizeram, ao longo dos anos, para combater a violência das claques, a corrupção desportiva, a coacção, os insultos e as ameaças às arbitragens ou aos adversários, vêm agora mostrar suprema indignação e clamar contra os comportamentos racistas no desporto como estes se fossem novidade. Mas a verdade é que, não fosse o acto isolado e corajoso do jogador, abandonando o canto sob o protesto e a censura dos seus próprios companheiros, e ninguém daria importância aos grunhidos simiescos provenientes das bancadas.

O que sugere outras questões. Será que apenas os actos racistas são condenáveis naquilo que se normalizou como conduta das claques? Será que todo e qualquer insulto, desde que não tenha conotação racista, pode ser admitido nos recintos desportivos? E mais: será uma ofensa verbal a um jogador, ainda que de teor claramente racista, um crime de maior gravidade do que aquele que acontece quando um utente agride um médico ou um enfermeiro num hospital, ou um pai ou mãe levanta a mão contra o professor do seu filho?

Na minha opinião, todos estes actos são condenáveis. Mas a inacção que tem existido relativamente à violência nas escolas e nos hospitais – e que contrasta com a mão pesada que de imediato se ergue perante uma ofensa a um juiz ou um governante – não deve ser justificação para que não se actue perante o racismo nas bancadas dos estádios ou, de forma mais geral, a violência verbal e física no desporto.

Todos estes episódios de que vamos sabendo são, no essencial, actos ofensivos dos direitos de pessoas concretas, sejam insultos verbais ou ofensas à integridade física. Sendo todos merecedores de punição, torna-se evidentemente mais fácil comprovar os crimes que são praticados em espaços públicos e ficam registados para a posteridade em imagens televisivas. No caso dos professores e das ofensas e agressões de que têm sido vítimas, da parte de alunos e encarregados de educação, é evidente que nada de substancial mudará se os casos forem escondidos e abafados, sem que seja feita a devida queixa às autoridades.

A “resolução interna” destas ocorrências, que demasiada gente com responsabilidades parece defender, parte de um pressuposto perigoso: o de que existe um “conflito” entre professor e aluno. De que o acto agressivo ou ofensivo deste pode ter alguma justificação ou desculpa baseada na actuação passada do professor. Ou simplesmente no “azar” de este estar no sítio errado à hora errada. De que há algo a negociar com o aluno para que ele mude o seu comportamento futuro. De que tudo se pode resolver com um castigo simbólico ou um pedido de desculpas. Como se a escola tivesse de ter aqui um papel de mediador. Como se cumprir a lei e respeitar os direitos humanos fosse, não uma obrigação de todos, mas algo que fazemos só com quem queremos ou quando nos apetece. Como se fosse o professor maltratado a ter de provar a sua inocência. Como se o problema, em última análise, estivesse no professor e não no aluno violento ou, nalguns casos, no pai agressor.

Há, subjacente à tolerância face à violência escolar, uma grave inversão de princípios e de valores de que nem sempre nos apercebemos, mas que urge reverter. Denunciar os casos, apontar os responsáveis e os locais onde ocorreram, é um primeiro e importante passo nesse sentido. Não é estigmatizar escolas e territórios educativos problemáticos. É responsabilizar quem não pode continuar a fugir às suas responsabilidades. É exigir que se comecem a enfrentar os problemas, impedindo que continuem a ser varridos para debaixo do tapete.

Homem pega fogo à namorada no Cacém

Jovem de 19 anos foi agredida e regada com diluente e gasolina pelo namorado de 33 anos, em Agualva-Cacém, Sintra.

Após ter agredido a namorada o agressor regou-a com gasolina e pegou-lhe fogo.

Segundo informação do Correio da Manhã o alerta foi dado às 00h31 desta quarta-feira.

A jovem foi transportada de imediato para o Hospital da Amadora, tendo sido posteriormente transferido para o Hospital São Francisco Xavier.

Após análise e face à gravidade das queimaduras nas mãos, na cara e no corpo a jovem acabou encaminhada para o Hospital de Coimbra.

No local estiveram mobilizados seis operacionais e três viaturas dos Bombeiros de Agualva, INEM e PSP. Foi ainda acionada uma VMER com apoio diferenciado para que fosse possível intubar a jovem.

Por apurar estão as circunstâncias da agressão.

O agressor encontra-se detido pela PSP.

 

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Confiou, amou e quase morreu!

16 FEVEREIRO 2020
Em 2013, Alexandra  Cabral regressa a Portugal com os 3 filhos,  após 6 anos a residir e a trabalhar em Moçambique. A mãe, vítima de um AVC não deixou Alexandra com dúvidas: precisava dela. O sonho tinha que ficar adiado. Alexandra reiniciou a vida em Portugal e, ao fim de semana, tinha por hábito frequentar um bar. Foi aqui que conheceu o agressor- um DJ que ai trabalhava. Ela estaria debilitada emocionalmente. Ele foi um “gentleman”, muito atencioso, carinhoso, prestável com ela, dando ideia que a queria ajudar a ultrapassar os problemas. Também ele estava com problemas, pois tinha um filho e  estava impedido de o ver. (aqui, eu vi logo os sinais... Um bom pai, não pode nunca estar proibido de ver, ou estar com o filho/a).  Com esta conversa, foram-se  aproximando, envolvendo-se durante algum tempo, embora não tenham vivido juntos. Cerca de 3 a 4 meses depois de iniciarem o relacionamento, o verdadeiro carácter deste ser começou a revelar-se: Ciúmes constantes,  uma violência psicológica atroz; "não prestas", "não vales nada". O controlo através de múltiplas chamadas diárias era outra das formas de intimidação, no intuito de a deixar cada vez mais fragilizada. Alexandra tenta afastar-se, mas não consegue... E é aqui que começa a tortura. Num dos episódios de ciúmes doentios, agrediu Alexandra pela primeira vez, dando-lhe com toda a força um pontapé no peito. Ela consegue fugir no carro, mas ele consegue persegui-la a pé. Alexandra vivia, então, numa localidade a 60km de distância dele;  a única forma  de contacto era sms e telefone. Foi assim que ele lhe pediu desculpa por tudo. Alexandra voltou. Durante todo o tempo de convivência, a violência psicológica já era uma constante e dominante na relação. Dizia-lhe a cada momento: “Não vales nada, ninguém te quer...és uma bosta, só eu cuido de ti...”. Como as coisas não melhoravam, um amigo de Alexandra, ofereceu-lhe um espaço num complexo de piscinas em São Pedro de Moel, para que esta e as filhas pudessem descansar uma vez que o filho tinha ido passar as férias com o pai. Astuto, o agressor foi trabalhar nesse verão de 2013 para o mesmo empreendimento, tornando a vida de Alexandra num inferno: agressões diárias, tortura do sono, não permita que ela dormisse, violações... Um dia, não fossem os seguranças da discoteca do aldeamento e teria acontecido o pior: ele resolveu atira-la de uma varanda.
Alexandra Cabral, 42 anos
"Até esta altura nunca pensou em fugir, pois a agressão física custava menos que a agressão psicológica", contou Alexandra. A situação estava insustentável e com o dinheiro que tinha poupado, às escondidas, no final do Verão, Alexandra alugou uma casa em Leiria para onde veio a mudar-se com os 3 filhos.  Em meios pequenos foi fácil o agressor descobri-la e foi atrás dela. Com vergonha que o filho mais velho soubesse que a mãe  era agredida, Alexandra  deixou o seu agressor ir viver com eles (ele só lhe fazia mal, quando os filhos dela não estavam). O tormento começava assim que os miúdos saiam para a escola. De todas as agressões e maus tratos, nunca ficaram marcas visíveis. O filho mais velho andava desconfiado e um dia regressou mais cedo a casa e deparou-se com o agressor com o ferro de passar para pôr no rosto da mãe. Sem hesitar, foi fazer queixa à PSP e, então, ficaram convencidos que esse era o último dia. Vieram a saber tempos depois que ele tinha feito uma chave do sótão da casa e passara a viver lá. Um espaço reduzido, sem água e por lá permaneceu 4 meses.
Na sequência da primeira denúncia, a vida de Alexandra que já era difícil, tornou-se insuportável. Ele passou a persegui-la na rua e a agredi-la em qualquer lado. Nunca ninguém a ajudou. Enviava semanalmente milhares de sms, ligava a qualquer hora, de dia ou de noite. E se Alexandra não lhe abrisse a porta, incomodava os vizinhos, tocando vezes sem conta às campainhas. Após a denúncia, as técnicas da CPCJ alegaram que os filhos tinham que ir para uma instituição, porque Alexandra se recusou a assinar um documento com um segundo acordo, que segundo o advogado de Alexandra era completamente um absurdo. As técnicas queriam que Alexandra se comprometesse a não se aproximar do agressor, sendo que ela era perseguida por ele diariamente. O pai de uma das filhas comprometeu-se, na altura, a ficar como tutor de todos os filhos dela, mas as técnicas recusaram, alegando que primeiro iriam para uma instituição e depois o tribunal decidiria... Alexandra seguiu com o processo e o tribunal deu - lhe razão. Um dia, num ato de desespero, Alexandra sem saber mais o que fazer, dirigiu-se ao bar onde o agressor trabalhava. Implorou que se afaste deles, pois estava em risco de perder os filhos, e não aguentava tanto sofrimento.
 
Sequestrada e violada
Nessa noite, após o bar fechar, Alexandra pensou estar no bar com o agressor e os dois sócios dele (como era hábito). Mais uma vez o destino pregou-lhe uma partida: os sócios saíram e ela ficou sozinha com ele. Nunca, nem nos piores pesadelos, imaginou o que estava para acontecer... 
Estavam só os dois e ele  trancou-a no bar. Foi agredida, violada, durante doze horas...Alexandra gritou com todas as forças que tinha, mas sem sucesso.
Ele retirou-lhe o telemóvel e arrancou os fios do  telefone fixo. Quando a viu olhar para as câmaras de vigilância internas, riu-se e disse que as tinha desligado.
Exigiu que esta lhe dissesse que o amava. Ela recusava e ele batia cada vez mais, arrancando-lhe cabelos; fez o que quis... Ao meio dia do dia seguinte, serviu-lhe o almoço que tinha na copa do bar obrigando-a a comer. Alexandra despeja-lhe o sumo em cima, foi o que conseguiu fazer com as poucas forças que lhes restava. Violou - a  mais do que uma vez, e ela tentou fugir. Conseguiu passar a anteporta do bar e pedir socorro a um arrumador de carros, explicando-lhe que estava sequestrada há 12 horas. Este foi pedir ajuda, mas voltou sozinho. Foi o agressor  que lhe entreabriu a porta do bar e ficou a saber que ela tinha pedido ajuda. Reunindo todos os bocadinhos de força que ainda tinha. Alexandra conseguiu fugir, foi a uma garrafeira ao lado pedir socorro.
Ele apareceu, alegou que esta estava sob efeito de drogas, coisas que ela nunca consumiu...A Sra da garrafeira, que já tinha o telemóvel na mão, desligou a chamada e continuou a atender clientes.
Alexandra correu para a rua, pediu novamente socorro a um advogado conceituado da cidade, que a aconselhou a conversar com o agressor... Desesperada, começou a correr que nem uma louca pela cidade de Leiria para tentar chegar à PSP e quando ai chega finalmente Alexandra consegue foi bem recebida, mas o agressor foi atrás dela. Acabou por desaparecer...Alexandra foi levada para o instituto de Medicina Legal e de lá para as instalações da PJ para prestar declarações. O agressor foi lá ter, já de roupa lavada e banho tomado. Limpou todos os vestígios de agressões, foi-lhe colocada pulseira eletrónica mas, mesmo assim, violava as medidas de coação e nunca lhe  acontecia nada... Alexandra passou a usar uma pulseira de pânico. Os meses foram passando e Alexandra conheceu o pai da sua quarta filha, uma pessoa fantástica que a apoiou imenso, gostou dela na pior fase da vida. Durante a gravidez, ela continuou a usar o aparelho de pânico e na maternidade ele não parava de apitar "agressor na área restrita". Era um pânico total.
Perseguida pelo passado
Foi julgado e condenado a 2 anos e meio de pena suspensa e 5 anos de pena acessória com pulseira eletrónica. Recorreu...Como o responsável por ele na inserção social nunca apresentou os relatórios reais dos incumprimentos das medidas de coação, ganhou o recurso e a pulseira foi-lhe retirada. 
Passaram anos e regressou há pouco tempo a Leiria... Alexandra, 42 anos, designer de interiores e consultora imobiliária, treme sempre... Conseguiu sozinha, recuperar a sua autoestima. Os fantasmas do passado ainda a acompanham. 
Alexandra era daquelas mulheres que dizia que homem algum  lhe levantaria a mão. Mas a violência doméstica está escondida, em qualquer um, em qualquer parte... Alexandra vive sozinha para ela e para os seus 4 anjos, os seus filhos. Esta é uma história real. Não pode ser contada de outra forma. Cada história destas é um passo atrás na evolução da humanidade. Não pode ser uma história nua e crua, porque os sentimentos nunca serão assim. 
Só o será se fecharmos os olhos e continuarmos no nosso canto, sendo os mudos dos silêncios. Outros casos de MADALENA SILVA
 
 

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Estudo sobre violência no namoro revela que 67% dos jovens sofreram comportamentos violentos

 

No âmbito do Projeto nacional ART’THEMIS+ Jovens Protagonistas na Prevenção e na Igualdade de Género da UMAR, foi apresentado o Estudo Nacional sobre Violência no Namoro 2020.

Foram apresentados hoje, dia 14, os dados sobre a vitimação e as conceções dos jovens sobre a violência no namoro, que contou com a presença da Secretária de Estado para a Cidadania e Igualdade, Rosa Monteiro.

O estudo efetuado através um questionário sobre a violência no namoro, constituído por 15 perguntas, agrupadas em 6 categorias de formas de violência.

O questionário foi efetuado a 4.598 jovens, de norte a sul do país, com idades compreendidas entre os 11 e os 21 anos, sendo a idade média 15 anos.

A composição da amostra é constituída por 56% de raparigas, 43% de rapazes e 1% não respondeu.

Na 1ª Categoria, Legitimação da Violência no Namoro, o estudo revela a percentagem de jovens que considera legitimas as situações de controlo, perseguição, violência sexual, violência através das redes sociais, violência psicológica e violência física.

Fonte: Estudo Nacional sobre Violência no Namoro 2020

67% dos jovens responderam terem sofrido comportamentos de violência no namoro

Nas respostas aos Indicadores de Vitimação, 67% dos jovens responderam terem sofrido comportamentos de violência numa relação de namoro.

Fonte: Estudo Nacional sobre Violência no Namoro 2020

O estudo apresentado neste relatório ajuda a compreender os contornos da violência no namoro entre os jovens em Portugal, nomeadamente no âmbito da sua prevalência e legitimação.

A conclusão do estudo revela uma realidade preocupante em Portugal devido à elevada prevalência das formas de violência no namoro entre os jovens e o não reconhecimento destas formas de violência na intimidade. Em Portugal ainda há um longo percurso a realizar ao nível da consciencialização deste problema.

“Os resultados do estudo apontam para a importância da prevenção primária da violência de género em contexto escolar ser desenvolvida de uma forma holística, sistemática e continuada, de forma a consciencializar os jovens a desenvolverem relações de intimidade saudáveis e desconstruir a legitimação de comportamentos abusivos”, pode ler-se nas conclusões do relatório.

 

Ver original em 'Portal CASCAIS' na seguinte ligação:

https://www.portalcascais.pt/sociedade/estudo-sobre-violencia-no-namoro-revela-que-67-dos-jovens-sofreram-comportamentos-violentos/

Porquê violar se a podia ter!

09 FEVEREIRO 2020
Quando nos deparamos com histórias como a da Marina, achamos que isto só acontece aos outros, ou por que razão uma mulher pode permitir tal coisa? Mas a verdade, é que pode acontecer a todos, a mim, por exemplo, também aconteceu. Porquê permitir isto?  Não se trata de permitir, ou mesmo até aceitar... Mas sim, de medo do outro, vergonha da sociedade que nos reprova e, tantas vezes, pelos filhos, ou simplesmente na esperança que tudo passe... Marina tem 48 anos e 3 filhos.  Pensou que tinha casado com o seu príncipe, inicialmente nada de grave viu que pudesse detetar que algo estava mal. Casaram e tempos depois, em comum acordo, foi pensado terem filhos, tentaram...e tentaram, mas em vão. 
 
Marina, 43 anos e três filhos, foi vítima de violência sexual
Marina descobre que era infértil, mas esta uma mulher de luta, de coragem e de força não desanimou e prosseguiu com o seu maior sonho: ter filhos!  Depois de todos os tratamentos que dai provêm, Marina ficou grávida e ambos ficaram felizes! No entanto, o pesadelo estava prestes a chegar. Marina em vez de ter o bebé por cesariana, teve o parto normal. E levou muitos pontos, ficou sem se poder mexer... E 4 meses depois começou o inferno. O marido queria ter relações à força, ignorando o estado débil da mulher. Levou a sua avante e rasgou-lhe todos os pontos, deixando Marina num estado de sofrimento sem fim. A dor, essa, nem se fala...  Desde aí, nunca mais teve paz. Marina teve mais dois filhos, mas ele revelou ser um homem doente sexualmente. Certo dia, estando Marina a dormir profundamente, ele manteve relações por trás à força, mas ela consegue dar - lhe um pontapé e fica completamente traumatizada...  Tempos depois, ofereceu- lhe chá por duas vezes em dias diferentes e, em ambas, Marina adormeceu de imediato, sem saber mais o que se estava a passar. A segunda vez, ao adormecer, o marido usou Marina sexualmente e quando esta acordou, de manhã, estava imunda, nem queria acreditar...  Contra tudo e contra todos, Marina arranjou coragem e saiu de casa, levando consigo o filho mais novo. Os mais velhos quiseram ficar com o pai. Muito passou esta mulher, ao ser privada dos outros filhos e da vida que tinha, mas deu a volta, venceu e hoje já vê os filhos. É uma Mulher de coragem e afirma que o reiki e a meditação fizeram milagres. Pergunto: porquê violar, se a podia ter? Outros casos de MADALENA SILVA
+Karma ou pouca sorte? 
+Bravo Mulher de Força! 
+Afinal existem Guerreiras 
+Três a conta que Deus fez? 
+O perigo das falsas vítimas 
+O íman da destruição humana! 
+ Ninguém muda!... 
+ Deixem-me (também) gritar! 
+ Porquê, sangue do meu sangue? 
+ Quando o Amor é cego! 
+ O amor é cego, será? 
+ À procura do amor que nunca teve 
+ Quando o vício é mais forte que o Amor  
+ O medo impede o caminho para a liberdade 
 
 
 

Tolerância Zero à Mutilação Genital Feminina

excisao.PNGQuatro milhões de meninas estão em risco de sofrer mutilação genital, uma prática com graves “consequências físicas, psicológicas e sociais de longo prazo”, alertam as Nações Unidas (ONU) e a Organização Mundial de Saúde (OMS). O número de crianças em risco pode ultrapassar os 60 milhões até 2030.

No Dia Internacional da Tolerância Zero à Mutilação Genital Feminina, que se assinala esta quinta-feira, 6 de Fevereiro, o Fundo das Nações Unidas para a População (UNFPA), a Unicef, a ONU Mulheres e OMS denunciaram que 200 milhões de mulheres ainda sofrem com o trauma do procedimento. As organizações reforçaram “o compromisso da comunidade internacional para os objectivos de Desenvolvimento Sustentável até 2030” de pôr fim a estes “actos de violência” contra mulheres e raparigas.

Segundo a Unicef, o apoio das populações à mutilação genital feminina (MGF) “tem vindo a diminuir”. “As raparigas adolescentes entre os 15 e os 19 anos, em países onde a mutilação genital feminina é predominante, são menos favoráveis à continuação desta prática do que mulheres entre os 45 e os 49 anos.” No entanto, o crescimento da população jovem nesses países pode fazer com que “cerca de 68 milhões” de raparigas estejam em risco até 2030 – um “aumento significativo”.

Ainda há dias, em comentário a um post recente, se defendia por aqui o direito das raparigas muçulmanas poderem andar na escola de rosto tapado, em nome do respeito pela liberdade religiosa. Na mesma linha de ideias, será admissível aceitar a mutilação genital feminina enquanto tradição religiosa, da mesma forma que alguns toleram niqabs nas escolas ou burkinis nas piscinas?

A verdade é que o Islão não define um dress code específico para as senhoras, apenas recomenda decência e modéstia. Tão pouco determina a excisão de órgãos genitais femininos: esta é uma prática que se difundiu sobretudo na África muçulmana mas que tem fraca ou nula expressão noutras partes do mundo muçulmano. E que pouco ou nada tem a ver com religião: trata-se de uma tradição cultural bárbara e cruel de sociedades patriarcais machistas e repressivas. Coloca em risco a vida das vítimas e é causadora de enorme sofrimento físico e psíquico, que se prolonga ao longo da vida, aumentando a incidência de dores, infecções e doenças e impedindo estas mulheres de viver de uma forma saudável a sua sexualidade.

…a mutilação genital feminina representa vários riscos para as mulheres e meninas sujeitas a este procedimento, seja imediatamente após o corte — como infecções, hemorragias ou traumas psicológicos — ou a nível crónico, através de problemas que podem ocorrer ao longo da vida.

As mulheres sujeitas à mutilação genital têm mais probabilidades de risco de vida durante o parto, além de poderem vir a sofrer de distúrbios ao nível da saúde mental. Devido a este procedimento, estas mulheres e meninas ficam em risco de ter dores ou problemas quando menstruam, urinam ou têm relações sexuais.

Tiroteio em residência universitária no Texas faz dois mortos

 

Pelo menos duas pessoas morreram e outra ficou ferida na sequência de um tiroteio esta segunda-feira numa residência universitária na cidade de Commerce, no estado norte-americano do Texas.

 

De acordo com a agência Associated Press (AP), citada pela Lusa, as autoridades pediram aos estudantes e funcionários da Texas A&M University — Commerce, para procurarem abrigo depois do tiroteio na residência universitária Pride Rock.

O ferido foi levado para um hospital e as aulas foram canceladas durante o resto do dia. Commerce fica a cerca de 105 quilómetros a nordeste de Dallas.

Larry Copper III, um estudante caloiro que vive na residência que foi alvo do tiroteio afirmou ao Dallas Morning News, citado pela AP, que tinha saído do quarto pouco antes de as autoridades terem pedido às pessoas para se refugiarem.

 
 

Havia polícias a bloquear as portas, mas, à exceção disso, estávamos apenas sentados e à espera que se soubesse alguma coisa”, explicou o aluno.

Duas pessoas morreram, em outubro de 2019, e uma dúzia foi ferida durante um tiroteio, enquanto decorria uma festa de Halloween na qual participavam estudantes desta universidade texana.

ZAP // Lusa

 
 
 

Ver original em 'ZAP aeiou' na seguinte ligação:

https://zap.aeiou.pt/tiroteio-residencia-universitaria-no-texas-dois-mortos-306609

Tiroteio deixa 1 morto e 5 feridos em ônibus na Califórnia

Polícia norte-americana em cena de tiroteio na Califórnia (imagem referencial)
© AP Photo / KABC

Um homem xingando e murmurando incoerentemente abriu fogo a bordo de um ônibus no sul da Califórnia nesta segunda-feira, matando um passageiro e ferindo outros cinco.

De acordo com autoridades citadas pela Associated Press, após o ataque aparentemente aleatório, o atirador conseguiu deixar o veículo depois de o motorista encostar em uma estrada que liga as cidades de São Francisco e Los Angeles (LA), mas acabou sendo detido logo em seguida.

O motivo do tiroteio permanece desconhecido, assim como a identidade do suspeito e, segundo a polícia, não há indícios de que ele conhecesse qualquer uma das vítimas. 

 

O suspeito foi levado sob custódia sem incidentes, e o motivo não imediatamente revelado.​

O atirador carregava consigo uma pistola semiautomática e várias revistas sobre munições quando começou a gritar na altura da comunidade montanhosa de Lebec, a pouco mais de 100 quilômetros de LA. Ao menos 43 pessoas estariam a bordo do veículo, incluindo duas crianças, que não ficaram feridas.

A vítima fatal foi identificada como uma mulher de 51 anos natural da Colômbia. Entre os feridos, dois foram hospitalizados em estado grave.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/americas/2020020315092180-tiroteio-deixa-1-morto-e-5-feridos-em-onibus-na-california/

Karma ou pouca sorte?

01 FEVEREIRO 2020
Fico revoltada por cada vez que leio comentários de pessoas que nada sabem de relações, muito menos de violência doméstica. Onde lhes custa a crer, como é possível alguém cair tantas vezes na mesma teia.  Foi o que aconteceu a Sílvia, de 35 anos.  Quando devia estar na escola, onde porventura aprendia muito, não só da vida, como de conhecimentos, Sílvia estava aos 16 anos a juntar-se com o seu primeiro companheiro, do qual teve duas filhas.  Não gostava de trabalhar e, por isso, não podia continuar naquela relação, sozinha com o barco... Uns tempos depois volta a encontrar alguém, que a fez voltar a acreditar no amor e ter esperança de uma vida melhor, mas foi sol de pouca dura... Ciumento QB, possessivo, agredia - a, e apontou - lhe uma arma, fez queixa, e saiu desta relação. Por cada vez que a vida lhe pregava partidas, Sílvia batia à porta de instituições.
Sílvia, 35 anos, karma ou pouca sorte?
E foi numa das instituições que conheceu o seu terceiro  companheiro e pai do seu terceiro filho, e descobre que fumava droga e começa a tratá-la muito mal, dando-lhe grandes tareias, os pais iam ajudando no que podiam, mas não era suficiente.
Com vergonha, não apresenta queixa, mas não aguenta e volta para uma instituição. Talvez por fragilidade, por carência, nunca sabemos o porquê? O certo, porém, é que voltou a cair tempos depois, quando lhe é atribuída uma casa camarária e, para poder ir trabalhar, tem que deixar os filhos ao cuidado de uma vizinha. Esta tem um filho que. Tempos depois, acaba por relacionar-se com Sílvia. E começa assim a quarta rodeada de tanta saturação, mau viver, este era de tal forma doente que, por cada passo que Sílvia desse, ela tinha que o avisar. Tornou-se obsessivo com a filha do meio de Sílvia, a mais velha ficou desde sempre a viver com os pais de Sílvia. Sílvia engravida de novo e os mais tratos cada vez era mais eminentes, desta vez com contornos mais graves...  Arranja coragem, faz queixa e sai, liberta-se finalmente.  Com 3 filhos volta a outra instituição, onde faz uma pequena cura, cura esta que a meu ver deveria ter sido logo feita desde o início.  Hoje, Sílvia é uma jovem mulher magoada, com dificuldades, que continua a lutar pelo bem-estar dos filhos. No entanto, pergunto: Karma ou pouca sorte? 
 

Ver o original em "CASCAIS24" na seguinte ligação::

https://www.cascais24.pt/p/normal-0-21-false-false-false-pt-x-none_80.html

O que vem a ser isto?…

rodr-freitasOs encarregados de educação dos alunos da Escola Rodrigues de Freitas, no centro do Porto, dizem temer pela segurança dos filhos.

De acordo com os pais, a escola, que acolhe cerca de 1500 estudantes, foi várias vezes invadida na última semana por um grupo de rapazes – que não frequenta aquele estabelecimento de ensino -, com o objetivo de agredir um aluno. Algo que foi facilmente concretizado, dizem os pais, porque os portões estão sempre abertos e sem controlo de entradas e saídas.

“Na sexta-feira entraram pelo estacionamento treze jovens para bater num aluno. Alguns armados com navalhas”, revelou uma das mães com quem o JN falou. Todas preferiram não ser identificadas por receio de represálias aos filhos.

Ainda há escolas a funcionar de portas abertas “à comunidade”, sem qualquer controlo de entradas e saídas? Um gangue invade um estabelecimento de ensino com intuitos criminosos e ninguém viu, ninguém sabe de nada? E a direcção, enfia-se no seu gabinete a tratar da burocracia, ignorando o que se passa, já nem digo no agrupamento, mas até na própria escola que supostamente dirige?

Vamos continuar a fechar os olhos à violência escolar, deixando que a lei do mais forte impere, primeiro no exterior da escola, depois nos pátios e espaços comuns e, finalmente, no interior das salas de aula? Continuaremos a alimentar as teorias fofinhas da escola aberta à comunidade, em vez de exigirmos espaços escolares seguros para todos os que aí estudam e trabalham?

Quando admitiremos que a tão maltratada escola, à qual não nos cansamos de apontar defeitos, tende a ser, apesar de tudo, melhor do que a sociedade violenta e disfuncional que, cá por fora, andamos a construir? Que os muros, as redes e os controlos de entrada estão lá, não para aprisionar os alunos, mas para os proteger? Quando resolveremos os problemas reais  da escola portuguesa, em vez de gastarmos tempo, recursos e energias a criar burocracia e a inventar problemas imaginários?

Polícia do RJ supera criminosos paulistas em taxa de mortes

 

247 - Com taxa de mortos de 10,5 para cada 100 mil habitantes, segundo o ISP (Instituto de Segurança Pública) fluminense, a polícia do Rio de Janeiro supera a taxa de crimes violentos intencionais provocados por criminosos em São Paulo, de 7,2 por 100 mil habitantes — o dado inclui homicídios dolosos, latrocínios e casos de lesão corporal seguida de morte. A taxa de mortes provocadas por policiais paulistas é de 8,9 por 100 mil habitantes, abaixo da polícia do estado vizinho.

A taxa de mortos pela polícia do Rio de Janeiro é mais alta nas regiões de Grande Niterói (19,9), Baixada Fluminense (13,7) e na capital (10,9).

O Rio de Janeiro registrou no ano passado 1.810 mortes provocadas pela polícia. Foi o maior número da série histórica para esse registro, iniciada em 1998. No mesmo período, o estado registrou a menor taxa de homicídios dolosos desde 1991 - 23,2 por 100 mil habitantes.

 

As mortes provocadas pela polícia do Rio representaram quase um terço (30,3%) de todas as mortes violentas no estado. É a maior proporção já registrada na história do Rio de Janeiro.

América Latina é região com mais jornalistas assassinados, aponta Unesco

247 - O Observatório de Jornalistas Assassinados da Unesco apontou que a América Latina e Caribe foi a região com o maior índice de assassinatos em 2019. Foram 22 no total. Depois está a região Ásia-Pacífico, com 15, e os Estados árabes, com 10.

A instituição reúne dados de investigações judiciárias de cada jornalista morto desde 1993 e estima 1.373 mortes. De acordo com a Unesco, entre 2006 e 2018, só 12% dos casos foram reconhecidos judicialmente como resolvidos.

De acordo com o relatório “Intensified Attacks, New Defences” (ataques intensificados, novas defesas) da Unesco, as coberturas de política, corrupção e crime têm se mostrado mais perigosa que a cobertura em zonas de guerra. Vale ressaltar que em 2019 a maioria dos casos de 2019 ocorreu em países sem conflitos armados.

 

Bravo Mulher de Força!

26 JANEIRO 2020
Não é muito vulgar, em cada história, poder utilizar a força, a coragem e a resignação, porque, infelizmente, estes predicados não pertencem a todas as vítimas. Mas, Juju Delgado, como tanto gosta de ser tratada, foi isto tudo. Tem 67 anos e dois filhos do agressor. Foi por correspondência que "escolheu" aquele que se veio revelar ser um dos piores pesadelos da vida dela. Viveu muitos anos de maus tratos físicos e psicológicos, chegou a ter um braço fraturado e o seu ex-marido dormia com a faca debaixo da almofada. 
Juju Delgado uma mulher de força e coragem
Deu queixas, mas ainda não era considerado crime público.
Juju aguentou tudo, para que nada faltasse aos filhos e deixou que eles crescessem para se libertar! Passou fome e 5 anos que nunca irá esquecer...  Sem a ajuda de ninguém, nem associações, nem família, ou amigos ela conseguiu erguer-se novamente e seguiu... É quando caminhava nessa estrada em direção à luz divina, que encontra o amor da sua vida, aquele que lhe veio mostrar o que era o amor, carinho, e tudo a que tinha direito...  Mas, o destino é cruel demais para tantos e, em pouco tempo, este seu amor morre de acidente.  Juju teve a oportunidade de conhecer o amor e está grata por isso, mas não entende o porquê de lhe ser roubado. Mais uma vez Juju seguiu a estrada da vida, nunca deixando de acreditar no amor!  Bravo Mulher de Força!
 
 

Ver o original em "CASCAIS24" na seguinte ligação::

https://www.cascais24.pt/p/blog-page_7654.html

Pedro Proença e a violência no futebol: “É chegada a altura de o Governo assumir responsabilidades”

 

O presidente da Liga Portuguesa de Futebol (LPFP), Pedro Proença, disse esta segunda-feira, depois de uma reunião no Ministério da Administração Interna (MAI), que o governo deve assumir responsabilidades sobre os recentes casos de violência no futebol.

 

“O que discutimos com o sr. ministro tem que ver com questões de segurança pública e é chegada a altura de o governo assumir responsabilidades na matéria. O futebol profissional tem seguido o seu percurso de autor regulatório, com capacidade de impor sanções aos seus próprios clubes, e o que viemos exigir é que esta franja de adeptos seja claramente vistoriada. Queremos que haja medidas exemplares de segurança relativamente a esta matéria”, pediu Pedro Proença.

O presidente da LPFP frisou que esta é uma “luta” dos 34 clubes profissionais de futebol e que não permitirá que “um conjunto muito reduzido de adeptos manchem as competições profissionais”.

“O futebol vai continuar nessa guerra, que é uma guerra de combate à violência, e em que não admitiremos que quem tem responsabilidade em termos de segurança pública não o faça, porque o futebol paga muito dinheiro para que isto não aconteça”, atirou o ex-árbitro internacional português.

Pedro Proença adiantou ainda que ficou agendada uma reunião para daqui a 30 dias, para apresentação de uma série de medidas, frisando que este “é um caminho que não terá retorno”.

Numa nota à comunicação social, o MAI revela que vão ser realizadas auditorias de segurança aos estádios da I Liga, através da Autoridade para a Prevenção e o Combate à Violência no Desporto (APCVD), Forças de Segurança e Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, na sequência das quais serão determinadas as alterações a introduzir nos estádios, de modo a permitir a realização de jogos na próxima época.

Adianta ainda esta nota enviada às redações que serão tomadas medidas adicionais de controlo do acesso do público aos jogos considerados de risco elevado, relembrando que na próxima época desportiva entra em vigor o cartão de adepto, que possibilitará a identificação de todos os adeptos que pretendam assistir a um espetáculo desportivo nas zonas reservadas a adeptos que queiram ser portadores de materiais de claque.

Na reunião desta segunda-feira, e além de Pedro Proença e elementos da direção da LPFP, estiveram presentes o presidente do Mafra e do Cova da Piedade, assim como Lourenço Coelho, em representação do Benfica, e Patrícia Silva Lopes, em nome do Sporting.

Do lado do governo, o ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrito, e João Paulo Rebelo, secretário de Estado do Juventude e Desporto, representaram o governo, numa reunião agendada a pedido da LPFP na sequência dos incidentes no dérbi entre Sporting e Benfica, em que adeptos das claques ‘leoninas’ lançaram tochas para o relvado, obrigando à interrupção da partida por vários minutos.

// Lusa

 
 
 

Ver original em 'ZAP aeiou' na seguinte ligação:

https://zap.aeiou.pt/pedro-proenca-violencia-no-futebol-chegada-altura-governo-assumir-responsabilidades-305178

Portugal | À espera da justiça... -- praxes

 
 
Pedro Carlos Bacelar De Vasconcelos | Jornal de Notícias | opinião
 
1. "Na madrugada de 16 de dezembro de 2013, numa praia de Sesimbra, seis estudantes desapareceram, arrastados por uma onda. Um mês depois, continua sem explicação o modo como se produziu tão brutal fatalidade. Apenas se sabe, com segurança, que o insólito encontro juvenil estaria associado às praxes estudantis e que o véu de ignorância que desceu sobre o caso é mero reflexo do vergonhoso pacto de silêncio que protege esses rituais".
 
Escrevi este desabafo, nesta mesma coluna do "Jornal de Notícias", em janeiro de 2014. Seis anos mais tarde, em janeiro de 2020, o Tribunal Europeu dos Direitos Humanos (TEDH) - do Conselho da Europa, a cuja Assembleia Parlamentar tenho a honra de pertencer - iria proferir uma sentença exemplar. Cabe ao Tribunal garantir o respeito pelos direitos consagrados na Convenção Europeia dos Direitos Humanos que Portugal ratificou, em boa hora, pela mão de Mário Soares e Medeiros Ferreira, em 1976.
 
Praxe no Meco: Catarina, Carina, Joana, Andreia, Pedro e Tiago morreram há seis anos
2.Dizia, ainda, no mesmo lugar e por essa ocasião: "As praxes corrompem! Banalizam a humilhação, ministram a aprendizagem do medo e da submissão, a velhacaria, o encobrimento, a duplicidade". Prometem "o aconchego da horda, a força da tribo, a fatalidade das hierarquias, como chaves intemporais para o sucesso individual. A própria subsistência das praxes estudantis é uma perversão criminosa, consentida por autoridades públicas e privadas, alguns professores e até familiares das vítimas e dos carrascos. Uma difusa complacência alimenta estas redes paralelas e consolida poderes informais estranhos aos valores da civilidade e da cidadania republicana, do Estado de direito e da democracia constitucional", que promovem a brutalidade e a obediência na academia como receita segura para o êxito profissional. "As vítimas irão continuar a multiplicar-se caso não haja coragem e determinação bastantes para acabar com este insidioso pacto de silêncio".
 
3. Demorou seis anos, mas a justiça acabou por despertar, enfim, para o reconhecimento de tão ignóbil condescendência, e condenou o Estado português a pagar uma compensação simbólica pela conduta irresponsável do nosso sistema de justiça. Os agentes da justiça são cidadãos como os outros. A independência judicial não os torna imunes ao sectarismo e ao preconceito de que certas sentenças judiciais são flagrante exemplo, nomeadamente, em questões de género. É por isso que o escrutínio e o controlo das autoridades públicas, incluindo os tribunais, é tão importante quanto a preservação da sua independência e autonomia.
 
*Deputado e professor de Direito Constitucional
 
 

Ver o original em 'Página Global' na seguinte ligação:

https://paginaglobal.blogspot.com/2020/01/portugal-espera-da-justica-praxes.html

«Nu kre justiça»: milhares em homenagens a jovem cabo-verdiano assassinado

Foram organizadas este sábado várias marchas e concentrações que reivindicaram o fim da violência e do racismo, na sequência da morte de Luís Giovani Rodrigues, em Bragança.

Aliados, PortoCréditos

Pouco depois da hora marcada para o início da vigília em Lisboa, centenas de pessoas juntaram-se no Terreiro do Paço, em Lisboa, muitas vestindo t-shirts brancas com a fotografia do jovem e segurando panfletos onde podia ler-se #justiçaparaogiovani.

Os participantes começaram a juntar-se frente à estátua de D. José I onde estiveram em silêncio, formando primeiro um círculo que no seu interior tinha velas e flores brancas.

No Terreiro do Paço, onde eram visíveis muitas bandeiras de Cabo Verde, reuniram-se pessoas de todas as idades, que respeitaram o silêncio pedido pelos organizadores, empunhando cartazes exigindo justiça.

«Tire o seu racismo do caminho» ou «Nu kre justiça» [Queremos justiça, em crioulo], eram outros dos cartazes empunhados pelas pessoas, entre alguns balões brancos e pretos espalhados pela praça.

«Esta marcha tem por intuito demonstrar a indignação perante a violência que vitimou o nosso colega, solidariedade e homenagem a Luís Giovani», lia-se na mensagem que acompanhou a convocatória para a vigília marcada para o Terreiro do Paço, em Lisboa, que foi organizada pelos Caloiros de Cabo Verde, colegas do jovem, e difundida através da rede social Facebook.

Luís Giovani dos Santos Rodrigues morreu a 31 de Dezembro no hospital, após ter sofrido uma agressão perto de uma discoteca em Bragança onde estivera com amigos. 

Foram também organizadas vigílias na cidade da Praia, no Porto, em Bragança, Londres, Paris e Luxemburgo, que contaram com milhares de participantes.

Ver original em "AbrilAbril" na seguinte ligação:

https://www.abrilabril.pt/nacional/nu-kre-justica-milhares-em-homenagens-jovem-cabo-verdiano-assassinado

Crime de Violência Doméstica em São João do Estoril

Após, violência doméstica, ter sido considerada “A Palavra do Ano” numa iniciativa da Porto Editora, continuam a suceder casos de violência doméstica nos primeiros dias do ano que causam total apreensão.

Na quarta-feira, dia 8 Janeiro pelas 18h20, a Divisão policial de Cascais, procedeu à detenção de um homem, com 47 anos de idade, por ser suspeito da prática do crime de Violência Doméstica em São João do Estoril.

Após as autoridades terem sido alertadas para uma situação de violência doméstica a decorrer, os agentes da PSP deslocados ao local, presenciaram o barulho de portas a bater e de gritos vindos do interior de uma das frações.

Os agentes da autoridade conseguiram visualizar o agressor no seu interior, visivelmente alterado, a discutir com a ex-companheira, que estaria a chorar e acompanhada de três filhos menores, visivelmente assustados.

Segundo fonte do Comando Metropolitano de Lisboa, as autoridades apuraram que o agressor arrombou a porta de entrada do imóvel, injuriado, ameaçado e agredido a ex-companheira, o que também já havia acontecido no dia anterior, sendo visíveis na vítima vários hematomas.

O agressor foi detido e presente no Tribunal de Lisboa Oeste – Cascais, em sede de 1º interrogatório, tendo sido aplicada a medida de coação mais gravosa, Prisão Preventiva.

 

Ver original em 'Portal CASCAIS' na seguinte ligação:

https://www.portalcascais.pt/sociedade/crime-de-violencia-domestica-em-sao-joao-do-estoril/

Família da vítima de violência doméstica falecida em Cascais pede ajuda para o funeral

Só este ano subiu para 35 o número de vítimas de violência doméstica em Portugal.

Ângela Septelici, de 39 anos, foi a última vítima mortal de violência doméstica que ocorreu em Cascais, no bairro da Encosta da Carreira.

Natural da Moldávia, Ângela Septelici, estava em Portugal há cerca de três anos com o filho de 20 anos e trabalhava numa lavandaria em Cascais. Nas últimas duas semanas partilhava uma casa com o filho e um inquilino para fugir dos maus tratos do ex-marido.

Acabou por falecer vítima de duas facadas no abdómen, no dia 29 de Dezembro, perto das 22h30, apesar dos esforços dos técnicos do INEM.

Segundo notícia do Correio da Manhã, os amigos de Ângela Septelici apelam ao apoio de todos para devolver o corpo ao seu país de origem, Moldávia.

O homicida, Sergei Septelici, de 43 anos, foi detido três horas após o crime e foi colocado em prisão preventiva após ter sido ouvido em tribunal.

Ver original em 'Portal CASCAIS' na seguinte ligação:

https://www.portalcascais.pt/sociedade/familia-da-vitima-de-violencia-domestica-falecida-em-cascais-pede-ajuda-para-o-funeral/

Juiz absolve homem que pontapeou e asfixiou namorada. Foi “sem intenção”

JSM / APAV

 

Em 2017, na ilha do Faial, um homem pontapeou e asfixiou a namorada, mas foi absolvido porque o juiz achou que não houve intenção. O Tribunal da Relação obrigou a repetir o julgamento.

 

De acordo com o Público, o Tribunal da Relação de Lisboa criticou fortemente o juiz que absolveu o homem, e obrigou a que o julgamento seja repetido. Segundo o diário, um dos problemas em causa nesta situação é um lapso na acusação, onde o nome da vítima aparece trocado uma vez.

O caso aconteceu em dezembro de 2017, altura em que um homem de 47 anos e a namorada regressaram a uma residencial na cidade da Horta após uma noite numa discoteca. Nessa noite, o homem apertou o pescoçoà mulher até esta sufocar.

A vítima tentou fugir, mas o homem puxou-lhe o cabelo e deu-lhe pontapés nas costas quando esta já estava no chão. A mulher teve de receber tratamento hospitalar e fez queixa do homem, acrescentando que ainda lhe roubou a carteira.

 
 

Na acusação do Ministério Público, após 11 referências ao verdadeiro nome da vítima (Cátia), o documento conclui que “o arguido agiu livre, voluntária e conscientemente com o propósito de exercer poder sobre e dominar Sara Correia“.

Depois, no julgamento em primeira instância, este ano, o juiz do Tribunal da Horta António Calado considerou que os factos fundamentais do caso ficaram provados, mas não entendeu que o arguido tivesse cometido qualquer crime.

“Resultou provado que apertou o pescoço, puxou os cabelos e desferiu pontapés em Cátia, que lhe provocou traumatismos (…). Porém, não se apurou que esse tenha sido o seu intencional propósito, nem que o tenha conseguido”, afirma o juiz na sentença.

O Ministério Público recorreu então para o Tribunal da Relação de Lisboa, que, num acórdão assinado por Almeida Cabral e Rui Rangel, critica a atuação de António Calado e questiona como é que o juiz dos Açores não viu que a referência a “Sara” era “fruto de manifesto lapso”. O julgamento terá agora de ser repetido.

De acordo com o Relatório Anual de Segurança Interna, os Açores têm vindo a registar nos últimos anos a taxa de incidência de violência doméstica mais elevada do país.

ZAP //

 
 

Ver original em 'ZAP aeiou' na seguinte ligação:

https://zap.aeiou.pt/juiz-absolve-pontapeou-namorada-299611

Mais de 38 mil mortes devido ao uso de armas de fogo nos EUA este ano

 
 
Mais de 38 mil pessoas morreram nos Estados Unidos em incidentes relacionados com armas de fogo em 2019, segundo dados divulgados hoje pela organização Gun Violence Archive (GVA).
 
O grupo, que documenta incidentes com armas em todo o país, disse que pelo menos 38.730 pessoas foram mortas a tiro, das quais 14.970 foram vítimas de homicídio, assassínio, tiroteios intencionais e uso defensivo, em comparação com 14.789 mortes em 2018.
 
Às 14.970 mortes resultantes de tiroteios intencionais ou acidentais em 2019 somam-se 23.760 por suicídio com esse tipo de armamento, segundo a GVA, que no ano passado não revelou o número de suicídios com recurso a arma de fogo.
 
Até à véspera de Natal, um total de 207 crianças menores de 11 anos perderam a vida e 473 ficaram feridas por armas de fogo, tendo também morrido 762 adolescentes, com idades entre 12 e 17 anos, e 2.253 ficaram feridos.
Estima-se que nos Estados Unidos da América, um país com 327,1 milhões de habitantes, existam entre 200 milhões e 350 milhões de armas de fogo nas mãos de civis, mas os números são vagos porque não há censo nacional, documentação federal ou outros estudos sobre essas armas.
 
A facilidade de adquirir quase qualquer tipo de arma de fogo e as diferentes leis estaduais que permitem o seu transporte visível ou oculto são duas das questões mais controversas do país e assunto frequente nos debates dos políticos cada vez que uma eleição se aproxima.
 
Notícias ao Minuto | Lusa | Imagem: © Lusa
 

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https://paginaglobal.blogspot.com/2019/12/mais-de-38-mil-mortes-devido-ao-uso-de.html

Cadê o Moro no caso “Porta dos Fundos”?

A omissão do Ministério da Justiça – o mesmo que há dez dias recebeu um pedido para processar o grupo humorístico – é um incentivo à impunidade.

 

 

Explodir coquetéis molotov contra um prédio, se não me engano, é algo contido em ” usar ou ameaçar usar, transportar, guardar, portar ou trazer consigo explosivos, gases tóxicos, venenos, conteúdos biológicos, químicos, nucleares ou outros meios capazes de causar danos ou promover destruição em massa”.

E isso é enquadrado como ato terrorista pela Lei 13.260.

E, portanto, segundo a mesma lei, cabe “à Polícia Federal a investigação criminal, em sede de inquérito policial, e à Justiça Federal o seu processamento e julgamento, nos termos do inciso IV do art. 109 da Constituição Federal .”

Nada contra a ação dos investigadores da delegacia policial de Botafogo, mas tudo contra a omissão dos órgãos federais a que corresponderia agir neste caso, que tem este enquadramento legal justo por sua gravidade social.

Mas seu chefe, o Ministro da Justiça, Sergio Moro, está em estrondoso silêncio até agora.

Não há o menor sentido em discutir se o vídeo do grupo de humor é feliz ou infeliz na sua criatividade, se é irreverência ou “blasfêmia”. Isso é outra coisa. Quem se sentiu ofendido, se quiser, tem os remédios judiciais para tentar suspender a exibição – e os usaram – ou avocar danos morais, embora vá esbarrar na liberdade de de manifestações artísticas da Constituição.

É o mesmo que discutir se o baixo soldo dos militares seria justificativa para os planos do então tenente Jair Bolsonaro de explodir privadas de instalações militares.

E a omissão do Ministério da Justiça – o mesmo que há dez dias recebeu um pedido para processar o grupo humorístico – é um incentivo à impunidade que vivem, quando lhes interessa, demonizando.

Sejam quem forem os incendiários – que poderiam, não fosse o funcionário que apagou as chamas, ter provocado uma tragédia, naquele e em outros prédios vizinho, numa zona residencial – não parece difícil identificá-los e puni-los com o rigor da lei.

A menos que Moro ache que, em nome de dogmas religiosos, vale tudo, até atear fogo a prédios, como naquelas fogueiras da fé de Torquemada.


por Fernando Brito, Jornalista | Texto original em português do Brasil

Exclusivo Editorial PV (Tijolaço) / Tornado

 
 
 
 
 
 
 
 
 

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Bolsonaro concede indulto a policiais que cometeram crimes culposos, mesmo em folga

 

(Reuters) - O presidente Jair Bolsonaro incluiu policiais e militares que cometeram crimes culposos (sem intenção) no exercício da função ou em decorrência dela, assim como agentes de segurança condenados por atos praticados, mesmo que de folga, com o objetivo de eliminar risco para si ou para outras pessoas, informou a Presidência da República nesta segunda-feira.

“Serão indultados aqueles que, no exercício da função ou em decorrência dela, tenham sido condenados por atos praticados, ainda que no período de folga, com o objetivo de eliminar risco existente para si ou para outrem. Essa hipótese é justificada por dois motivos: pelo risco inerente à profissão, que os expõem constantemente ao perigo; e pelo fato de possuírem o dever de agir para evitar crimes mesmo quando estão fora do serviço”, afirma nota divulgada pelo Palácio do Planalto.

“O decreto concede, ainda, indulto aos militares das Forças Armadas, que, em operações de Garantia da Lei e da Ordem, tenham cometido crimes não intencionais em determinadas hipóteses.”

O decreto do indulto será publicado na íntegra na edição de terça-feira do Diário Oficial da União.

Bolsonaro havia adiantado que pretendia incluir no indulto natalino membros de força de segurança condenados por atos cometidos no exercício da função.

O presidente tem defendido recorrentemente a aprovação pelo Congresso do chamado excludente de ilicitude, que isentaria de punição policiais que matarem suspeitos em sua defesa de outros, uma proposta similar à que ele incluiu no indulto natalino.

A proposta tem encontrado resistência no Congresso, que chegou a retirá-la do pacote anticrime patrocinado pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro. A retirada do excludente de ilicitude do pacote levou o Executivo a encaminhar uma proposta específica sobre o tema ao Legislativo.

A medida é alvo de críticas dos que apontam que ela pode gerar uma garantia de impunidade e um aumento nos já elevados índices de mortes por policiais.

Capacetes azuis acusados de abuso sexual no Haiti

Mulheres, e até crianças de 11 anos, foram abusadas sexualmente por membros da missão de paz da ONU no Haiti entre 2004 e 2017, segundo os testemunhos de residentes, recolhidos numa investigação.

As acusações agora apontadas vêm-se juntar a um longo rol de outras acusações de repressão, tortura, abusos e exploração sexual formuladas contra a MINUSTAH entre 2004 e 2017Créditos / Misión Verdad

O estudo – intitulado «Eles punham-te umas moedas na mão para te fazer um bebé» – foi dirigido por Sabina Lee, da Universidade de Birmingham (Reino Unido), e Susan Bartels, da Universidade de Queen (Canadá), e voltou a trazer à tona a questão da violência sexual dos capacetes azuis que exerceram funções no âmbito da polémica Missão das Nações Unidas para a Estabilização no Haiti (MINUSTAH, na sigla em francês).

Os investigadores entrevistaram, no terreno, mais de 2100 homens, mulheres e crianças que viviam nas imediações de sete bases da MINUSTAH, e obtiveram mais de 2500 testemunhos, nos quais se dá conta dos abusos sexuais e se refere 265 vezes as «Petit MINUSTAH» – modo como são conhecidas no Haiti as crianças que nasceram na sequência das relações sexuais mantidas entre as mulheres e raparigas haitianas e os funcionários das Nações Unidas.

Em declarações à Reuters esta semana, Sabine Lee, uma das responsáveis pela investigação, que foi publicada no passado dia 11 na revista International Peacekeeping, sublinhou que os cenários em que estas crianças foram concebidas e nasceram variam muito, mas que é clara a situação de aproveitamento das raparigas menores de idade.

 

Muitos dos testemunhos que, no estudo, abordam as relações sexuais e os «Petit MINUSTAH» frisam a pobreza extrema que levava as mulheres e jovens a situações de exploração e abuso sexual, incluindo casos de violação.

Embora alguns testemunhos admitam casos de «relações consensuais», muitos sublinham o aproveitamento de situações de vulnerabilidade por parte de funcionários da ONU, que ofereciam pequenas quantias de dinheiro ou comida em troca de sexo.

«Eles punham-te umas moedas na mão para te fazer um bebé», diz um homem citado na investigação, enquanto uma mulher afirma que os funcionários da ONU engravidavam raparigas de 12 e 13 anos e, depois, as deixavam sozinhas, «na miséria, a criar os bebés».

Treino «ineficaz» das Nações Unidas

Um responsável das Nações Unidas afirmou que o organismo leva este assunto muito a sério e que reconhece 29 vítimas e 32 crianças nascidas «da exploração e do abuso sexual» cometidos pelo pessoal da MINUSTAH. Acrescentou que a ONU está «activamente empenhada» em garantir que recebem o apoio necessário.

No entanto, as autoras do estudo afirmam que as regras da ONU relativas a relações sexuais com comunidades locais foram «ineficazes», destacando que o pessoal das Nações Unidas deve ser mais bem treinado e enfrentar medidas disciplinares mais rigorosas nestas ocorrências. «O treino tem de ir mais além, "não se pode ir [a um sítio] e violar uma mulher"», disse Sabina Lee à Reuters.

A Missão das Nações Unidas para a Estabilização no Haiti (MINUSTAH) esteve envolvida em polémicas praticamente desde a sua criação, em 2004, tendo no seu historial um longo rol de acusações de repressão, tortura, abusos e exploração sexual.

Além disso, os esgotos de uma base da MINUSTAH foram responsáveis pela contaminação do maior rio do Haiti com o vibrião colérico, em 2010, gerando um surto de cólera que matou cerca de 10 mil pessoas no país caribenho. Seis anos mais tarde, em Agosto de 2016, a ONU reconheceu a responsabilidade.

«A situação geral do país piorou com a presença da MINUSTAH», disse à Sputnik o jornalista e professor haitiano Pierre Negaud Dupenor, em Novembro do ano passado, já depois do fim da missão. A afirmação desta missão como uma força de ocupação e a exigência da sua saída do país foram sendo expressas por vários dirigentes políticos haitianos ao longo dos anos e por milhares de manifestantes nas ruas.

Ver original em "AbrilAbril" na seguinte ligação:

https://www.abrilabril.pt/internacional/capacetes-azuis-acusados-de-abuso-sexual-no-haiti

Ninguém muda!...

20 DEZEMBRO 2019
Ana Cristina tem 45 anos e foi vítima de violência doméstica durante cerca de dois. Não interessa o tempo que se vive no engano, na mentira, e no inferno... O importante é lutar com todas as forças que temos para conseguirmos alcançar a tão almejada liberdade!
 

Ana Cristina acordou para a Vida e para a Realidade!
E, foi o que aconteceu com a Ana, que durante dois anos viveu ao lado de um ser que, estando viciado em substâncias ilegais e no álcool, a agredia violentamente, inclusive durante a gravidez. Apesar de Ana ter lá a força e a coragem e de ter formalizado muitas vezes queixas às autoridades, continuava no fundo com a esperança de que o dia da mudança podia chegar... Ao ex-marido de Ana foi, inicialmente, aplicada como medida de coação, o afastamento e proibição de contactos. Mas, apesar da medida de coação, ele procurou  Ana e agrediu-a. Acabou detido e condenado. Está há 4 anos a cumprir pena. Resta-lhe 1 ano e pouco...
 

No programa "Manhã CM" da CMTV com a autora
A Justiça neste caso não falhou, mas não foi eficiente na totalidade e em espaço temporal útil. Precisamos de “mãos” mais pesadas! E a Ana ainda lhe sobrou a ponta da última esperança, e foi apesar de tudo, visitá-lo à cadeia... Mas, ninguém muda! Ana acordou para a vida, e para a realidade! Hoje, Ana tem um filho do agressor com 5 anos, que segue acompanhamento psicológico, refez a sua vida e é feliz! 
 
 

Ver o original em "CASCAIS24" na seguinte ligação::

https://www.cascais24.pt/p/blog-page_9686.html

Abusos físicos, psicológicos e sexuais. Prestigiada Escola de Ballet encorajava crianças a fumar para ficarem magras

A prestigiada Escola de ballet State Opera de Viena, na Áustria, uma das mais conceituadas do mundo, está envolvida num escândalo que envolve abusos físicos, psicológicos e sexuais sobre jovens com idades que vão dos 10 aos 18 anos. Entre as denúncias está o facto de alguns professores encorajarem os estudantes a fumarem para permanecerem magros.

 

Esta é uma das conclusões da investigação que foi ordenada pelo Governo depois das denúncias feitas na reportagem de uma revista austríaca em Abril passado. A publicação ouviu actuais e antigos estudantes que falam em diversos tipos de abusos, queixando-se de que alguns professores praticam “métodos do Século 19”.

Segundo estes testemunhos, os jovens bailarinos eram agredidos, pontapeados, arranhados até sangrar, puxados pelos cabelos e humilhados devido à sua aparência física, sobretudo com referências ao peso, o que levava alguns a desenvolverem distúrbios alimentares como anorexia e bulimia.

Foi esse o caso de uma antiga estudante, actualmente com 19 anos, que contou à revista que alguns professores da Escola atacavam verbalmente os alunos, especialmente com referências ao seu peso. “Diziam coisas como ‘És muito gorda, só devias beber água e comer ananás durante o fim-de-semana’”, relatou, realçando que a cada performance que tinham, uma professora dizia que precisavam de “perder 4 quilos” porque o palco os fazia “parecer mais gordos”.

Outra jovem que começou a ter aulas na Escola com apenas 6 anos de idade e que desistiu duas semanas antes dos exames finais, por não conseguir “aguentar mais”, relatou também que quando tinha 14 anos, uma professora lhe pontapeou o tornozelo com tanta força que sofreu lesões nos ligamentos que a obrigaram a dois meses de paragem.

A antiga director da Escola, Jolantha Seyfried, fala de uma “mentalidade de escravidão” e uma antiga estudante, agora com 20 anos, diz que uma vez uma professora a pontapeou como se fosse “uma bola de futebol”.

https://twitter.com/trailerpilot/status/1116110571026427904?ref_src=twsrc%5Etfw

 

 

A Comissão de Investigação concluiu que muitas destas acusações têm fundamento e considerou ainda que a Escola não oferece os cuidados médicos suficientes aos estudantes e que há um “desrespeito” pelo seu bem-estar.

“É claro que as crianças e adolescentes não são suficientemente protegidos contra discriminação, negligência e efeitos médicos negativos”, refere o relatório com as conclusões finais.

No documento, nota-se ainda que os estudantes eram aconselhados a fumarem para permanecerem magros e que eram tratados pelos primeiros nomes e pelo tamanho das roupas.

A Comissão refere que não há controle sobre o excessivo treino dos jovens e conclui que isso pode colocar “em perigo o seu bem-estar”.

O relatório considera também que o director da State Opera, o francês Dominique Meyer que esteve à frente da Academia durante cerca de uma década e que está de saída para se tornar no director do Teatro Scala de Milão, falhou no seu papel de supervisão.

Dominique Meyer já admitiu que “aconteceram coisas que não são aceitáveis” na Academia e disse que uma das professoras se tinha portado “muito mau”. Esta professora, que será de origem russa, já terá sido dispensada e, segundo alguns antigos alunos, terá imposto na Escola de Viena um regime de “exercícios de estilo soviético”.

Outro professor da Escola está suspenso após ter sido acusado de abuso sexual por um estudante de 16 anos. O Ministério Público austríaco está a investigar a denúncia.

Entretanto, a direcção da Academia já reagiu às conclusões da Comissão de Investigação, notando que num inquérito interno, detectou “incidentes muito desagradáveis que são completamente intoleráveis” e que lamenta “profundamente”. Num comunicado, a Academia refere ainda que está a procurar desenvolver “um ambiente de trabalho positivo, de confiança, respeitoso e saudável” e a implementar “reformas significativas em várias áreas”.

Algumas das medidas anunciadas foram a redução do número de performances dos estudantes, a inclusão de uma cadeira sobre nutrição e imagem corporal e a contratação de psicólogos para apoiar os estudantes.

A Comissão de Investigação já considerou as medidas insuficientes. E o ministro da Cultura da Áustria, Alexander Schallenberg, pediu acções urgentes.

Criada em 1771, a Escola de ballet State Opera de Viena é uma das mais prestigiadas da Europa, atraindo jovens de todo o mundo. Acolhe cerca de 100 estudantes com idades entre os 10 e os 18 anos e os seus alunos acabam por integrar algumas das mais conceituadas companhias do mundo, como a Royal Ballet de Londres, o American Ballet Theatre de Nova Iorque e o Teatro Mariinsky de São Petersburgo.

SV, ZAP //

 
 
 

Ver original em 'ZAP aeiou' na seguinte ligação:

https://zap.aeiou.pt/escola-ballet-criancas-fumar-298027

Brasil | DE ONDE VEM TANTA BALA? - investigação Intercept

 
 
O Intercept publica hoje mais uma história exclusiva e eletrizante. Durante 100 dias catamos 137 cápsulas de munição após tiroteios na região metropolitana do Rio de Janeiro. Rodamos por 27 localidades, juntamos os cartuchos, pesquisamos sua origem, conversamos com especialistas no Brasil e no exterior com um objetivo: destrinchar a trajetória das balas que matam quase 1.500 pessoas por ano no RJ.
 
Encontramos, após um tiroteio no Complexo do Alemão, ainda quentes os cartuchos do mesmo lote de fabricação das balas que mataram a vereadora Marielle Franco. Esses cartuchos pertencem a um lote vendido para a Polícia Federal em 2006. A PF não fez operação no Alemão no dia que recolhemos a cápsula. 
 
Encontramos também munição fabricada na China, nos EUA, na Rússia, na Bósnia – a maior parte delas de uso restrito no Brasil. 
 
Do total de cápsulas que recolhemos, 93 foram encontradas após tiroteios nos quais não houve participação da polícia. Mas quase todo o material recolhido é de uso restrito das forças armadas. Perguntamos então às forças de segurança: como essas balas vão parar nas vielas das favelas cariocas?
 
Esta não foi uma apuração difícil apenas por conta do risco evidente de levantamento do material. Nos dez meses em que passamos trabalhando na apuração encontramos muitas barreiras para acessar informação, levantar dados e conseguir estabelecer conexões. O negócio das balas que matam diariamente no Rio é global, lucrativo e complexo. 
 
O resultado deste trabalho jornalístico sem precedentes você confere com exclusividade em vídeo, texto e fotos no nosso site.
 
Não deixe de ler a matéria e lembre-se: essa ousadia para ir a campo e para apurar um tema tão arriscado só o TIB tem. Sabe por quê? Porque nossos leitores nos apoiam e espalham nossas histórias. Fica ligado porque vem mais por aí!
 
 
 
Leia a matéria completa clicando aqui.
 
The Intercept Brasil | Cecília Olliveira - Editora Contribuinte; Leandro Demori - Editor Executivo
 
 

https://paginaglobal.blogspot.com/2019/12/brasil-de-onde-vem-tanta-bala.html

Brasil | Indígenas sob ataque

 
 
 
É uma aberração o que acontece hoje com as populações nativas no Brasil. Estão matando suas lideranças sumariamente. Assassinaram neste ano sete representantes qualificados dessas comunidades, gente da linha de frente na defesa de suas culturas. 
 
Segundo a Comissão Pastoral da Terra (CPT), das 27 pessoas que morreram em 2019 no País por causa de conflitos no campo, sete eram líderes indígenas — é o maior número desde 2008. No ano passado, duas pessoas nessas condições foram assassinadas. Há um ambiente de permissividade crescente estimulado pelo governo de Jair Bolsonaro, que favorece atos de violência contra povos vulneráveis e empodera garimpeiros, madeireiros e grileiros interessados em explorar as riquezas das reservas indígenas.
 
Com a Funai e o Ibama desmantelados e o discurso de ódio às minorias prosperando, a estrutura de defesa dos territórios indígenas perdeu qualquer capacidade dissuasiva. Na visão de Bolsonaro, essas reservas ameaçam a soberania e são ocupadas por pessoas sem compromissos com a nacionalidade. É melhor deixar a terra nas mãos de destruidores brancos do que com os povos autóctones. Para Bolsonaro, os indígenas são adversários da civilização e gente não confiável. Promove-se a cultura do vale tudo para combater um adversário frágil e incapaz de reagir aos ataques desenfreados.
 
 
Especialmente fustigado está sendo o grupo Guajajara, no Maranhão. Dois índios da etnia, Raimundo e Firmino Guajajara, morreram baleados. Outros quatro ficaram feridos em um atentado cometido sábado 7, na BR-226, em Jenipapo dos Vieiras, a 500 quilômetros de São Luís. No mesmo dia, morria em um hospital de Manaus, o ativista Humberto Lemos, da etnia tuyuca, agredido a pauladas na segunda-feira 2. O ministro da Justiça, Sergio Moro, determinou o envio da Força Nacional para o Maranhão para proteger os guajajaras. É uma medida de proteção reativa, que pode ajudar a controlar a situação local, mas não toca na raiz do problema. A defesa dos indígenas requer medidas preventivas e de repressão aos seus algozes.
 
De uma hora para outra, o Estado brasileiro não só deixou de proteger as populações nativas como virou um agente promotor de agressões. O presidente Bolsonaro tem repetido que os indígenas já têm muita terra e que atrapalham o progresso do Brasil. Para ele, tratam-se de usurpadores. Existem hoje 800 mil indígenas no País. Pelo andar da carruagem, estão todos seriamente ameaçados por um governo, que mostra grande disposição para aniquilar culturas tradicionais e abrir caminho para um progresso doentio.
O ódio ao indígena é uma doença.
 
Com Funai e Ibama desmanteladas e o discurso de desprezo às minorias prosperando, os brasileiros nativos estão indefesos.
 

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Os devassos puritanos

(António Guerreiro, in Público, 13/1/2019)

António Guerreiro

Foi esta semana divulgado, com larga difusão, como é habitual sempre que se trata destes assuntos, um inquérito do Centro de Estudos da Federação Académica de Lisboa que apresenta os números (em percentagens) da violência sexual a que os universitários dizem ter sido submetidos. Num item do inquérito é dito (e cito a notícia do PÚBLICO) que “poucos (17,8%) encaram como uma violência continuar a ter sexo quando o/a parceiro/parceira adormece durante o acto”.

 

A violência sexual existe e não devemos tolerar que ela seja tratada de maneira displicente ou com eufemismos, e as mulheres de todo o mundo, sobretudo elas, têm razão de sobra para se manifestarem nas ruas e entoar um grito colectivo, como fizeram recentemente as mulheres chilenas: “O violador és tu!”. Mas quando os critérios de classificação da violência são tão alargados que incluem até levar o parceiro a dormir de indiferença ou de tédio e continuar, desperto e solitário, cheio de entusiasmo (prova de que o ser humano, racional e portanto dotado de linguagem, “faz amor” – bela e pertinente expressão! – com os seus fantasmas e o seu imaginário, coisa que estes inquéritos nem por sombras querem admitir), devemos suspeitar que os inquéritos destinados a medir os índices de violência e assédio sexual se destinam a fazer-nos concluir que quase não há sexo sem violência. O que eles não dizem é que, provavelmente, é no seio da conjugalidade que a violência é maior e mais persistente. A mais comum forma de violência sexual no espaço conjugal é a sua forma negativa, isto é, a total ausência de sexo e os interditos discursivos que essa situação cria, para que não se quebre uma união fundada na inércia, outras vezes em razões pragmáticas, e mais raramente noutros afectos respeitáveis que a família cristã exalta porque tem uma sabedoria antiga que lhe diz que ou as coisas tendem para essa pretensa neutralidade (raramente feliz)ou então o desfecho é o divórcio e a delapidação de patrimónios (às vezes, até do património parental). Se estes inquéritos, determinados por um neo-puritanismo, acabam por assimilar boa parte das atitudes e rituais sexuais a formas de violência, mais não seja porque deixam aos inquiridos a liberdade de estabelecerem como violência o que sentem como tal, então eles acabam, sem o saber, por entrarn a lógica da transgressão, do gozo que advém de quebrar as normas; ou então mostram uma embaraçosa cumplicidade com o pensamento de Sade (Sade, mon prochain, que título revelador!) e a sua maneira de enunciar, classificar, racionalizar e articular através de um discurso as práticas sexuais. É o triunfo do plaisir de tête. E assim o neo-puritanismo do nosso tempo revela-se muito mais apto a alimentar as coisas as formas mais extremas de violência sexual do que a permissividade promovida pelos discursos e as práticas da revolução sexual.

Mas os dados deste inquérito mostram bem onde reside a verdadeira obscenidade do nosso tempo: nos números, nas percentagens, nas estatísticas, na mensurabilidade elevada ao estado de apoteose, que permite dizer que 71,1%  dos estudantes entendem como violência “enviar uma SMS sexual fora de contexto”. É a cultura quantitativa da avaliação a funcionar, a “evaluative society” a mostrar os seus requintes. São todos estes dados que servem à “governance” para gerir todos os aspectos da vida social e política. A estatística é o instrumento quase único da governação.

Lendo o que revela o inquérito, uma questão legítima deve o leitor colocar: não é verdade que nas coisas do sexo ninguém diz a verdade? Seja porque queremos estrategicamente ocultar aos outros o que pertence à nossa intimidade, seja porque quase sempre, nesta matéria, mentimos a nós próprios, instalamo-nos na mentira e é preciso um longo trabalho analítico para sair dela. Por isso é que estes domínios são muito mais complexos do que nos querem fazer crer. E andamos nisto desde sempre: ora a ver a Santa Teresa de Bernini em êxtase místico; ora a vê-la a ter um orgasmo. ora temos a santa, ora temos a figura suprema da orgia barroca. A grande questão é que ambas coincidem e o espectador passa de uma a outra mesmo sem mudar de posição e deslocar o olhar.


Livro de recitações

“Pode enfiar as suas questões pelo cu acima”
Peter Handke, em resposta  a um jornalista, citado em Peter Handke; the scandal is not where they say it is, revista online Diacritik

Parece que esta frase (ou melhor, aquela de que esta é uma tradução) citada em vários jornais para dar provas da má educação e do pouco respeito que Peter Handke tem pelas práticas da “racionalidade comunicativa” e pelas instituições democráticas (o que faz dele, em muitos sectores e latitudes, uma figura de misantropo que carrega consigo o “peso do mundo”, uma espécie de escritor-pária a quem a Academia sueca, de maneira ingénua ou imprudente, resolveu outorgar o Prémio Nobel) não foi afinal pronunciada numa das disputas que teve recentemente com jornalistas. Parece que a frase foi pronunciada em Viena, em 1996 e nada tem que ver com o contexto do Nobel. Mas ela dá provas de uma hostilidade antiga, de uma irredutibilidade deste escritor ao sistema mediático. Isso, em si, não faz dele um bom nem um mau escritor, mas tem o mérito de mostrar que a história da literatura, e da arte em geral, está cheia de pessoas impacientes, intolerantes e que nem se importam de ser considerados energúmenos. O terror nas letras é uma virtude que devia ser mais cultivada.


Ver original em 'A Estátua de Sal' (aqui)

Deixem-me (também) gritar!

13 DEZEMBRO 2019
Carlos 49 anos, foi vítima de violência doméstica durante 5 anos. Eles também sofrem em silêncio, também são agredidos e maltratados, quer física, quer psicologicamente! Foi o caso do Carlos, que durante 5 anos, se viu privado do que pensou ser um amor para a vida, sofrendo em silêncio e por amor aos filhos.
 

Carlos viveu um pesadelo de cinco anos
Desde uma faca apontada ao peito, até a uma cadeira desfeita em cima dele, este homem viveu, segundo ele, na pele a humilhação e os maus tratos constantes. A ex. mulher dizia-lhe constantemente que não valia nada, que era um fraco, que se deixava bater por uma mulher quando, na verdade, ele não entendia o porquê de tudo, no fundo ele amava-a mesmo assim... Como é que alguém pode amar, sendo tratado sem dignidade? Pena? Medo? Muitas perguntas sem respostas. Carlos tem dois filhos, que são o seu maior tesouro, e a sua ex-mulher até isto lhe quis tirar, contando-lhes mentiras, inclusive mentindo à Justiça, pelo que o Carlos conta. Com declarações que não correspondiam à verdade, ela conseguiu ir para uma casa de acolhimento.
 

Carlos com a autora esteve esta quinta-feira na rubrica da "Manhã CM" na CMTV
Está acolhida numa associação de apoio à vítima, mas entretanto o processo-crime de violência doméstica em que ela é ofendida foi arquivado, o que, só por si, prova a veracidade da história do Carlos. Conseguiu ir para a Casa de Acolhimento com os filhos e privar Carlos de contato com os mesmos, sendo obrigado a uma vez por semana viajar de de Tomar para Lisboa para poder estar com os filhos ao sábado (ir e voltar), privou os seus filhos de estarem no Lar, nas escolas, com os avós... Tudo isto baseado nas alegadas falsidades que declarou perante a Justiça. Tendo cessado o estatuto de vítima, com o arquivamento do processo, continua a  usufruir dos fundos do estado, em prejuízo do Carlos. Até quando a lei é cega? Até quando se sujeitam crianças a estas situações, sem averiguações imediatas da veracidade dos factos? Até quando...? Até quando se continuará a viver na revolta da escuridão? Muitos são os inocentes que se silenciam e muitas as vítimas que gritam na mentira! Sim, eles também sofrem, também choram, também são agredidos e vítimas!
 
 
 

Ver o original em "CASCAIS24" na seguinte ligação::

https://www.cascais24.pt/p/normal-0-21-false-false-false-pt-x-none_92.html

Estrangeiros vulneráveis: número de universitários vítimas de violência sexual choca Lisboa

Mulher carrega bandeira de Portugal em Lisboa
© AP Photo / Armando Franca

Mais de 34% dos estudantes universitários de Lisboa e das cidades da região metropolitana já foram vítimas, pelo menos uma vez, de algum tipo de violência sexual física. O número faz parte de um estudo apresentado nesta terça-feira (10), na capital portuguesa.

O estudo foi realizado pela Federação Acadêmica de Lisboa (FAL), através de questionários, com estudantes de cursos de licenciatura, mestrado e doutorado entre os 17 e os 30 anos. Entre os casos de violência física, 22% responderam que alguém já "acariciou, beijou ou se esfregou nas partes íntimas e genitais contra a minha vontade" e 14% foram coagidos a praticar atos sexuais.

"Sentíamos que havia problemas e muita incidência de abusos, então resolvemos averiguar para ver qual era mesmo a realidade. Entrei no ensino superior em 2014 e já naquela altura havia colegas a falar sobre esses problemas. Infelizmente pouco ou nada foi feito", diz à Sputnik Brasil a presidente da entidade, Sofia Escaria.

O estudo também mostra que 61% dos estudantes foram vítimas de assédio sexual pelo menos uma vez e 65% já ouviram comentários provocativos de natureza sexual. De acordo com Sofia Escaria, autoridades nacionais e municipais "ficaram muito alarmadas".

A Câmara Municipal de Lisboa, órgão equivalente às prefeituras brasileiras, solicitou os dados para "começar a lançar internamente e definir uma campanha de divulgação para a cidade toda sobre este tema e sobre o estudo. Vamos ter reuniões para definir medidas concretas a princípio na semana que vem", diz a presidente da FAL. A nível nacional, representantes da entidade participam de uma reunião nesta quinta-feira (12) com o secretário de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, João Teixeira Sobrinho.

Estrangeiros vulneráveis

Portugal se mostra cada vez mais aberto à internacionalização acadêmica. Dados recentes do governo somam 50 mil alunos estrangeiros no ensino superior nacional atualmente. Só a Universidade de Lisboa, a maior do país, recebe todos os anos cerca de 6.900 estudantes internacionais, vindos de mais de 100 países. Neste cenário, o estudo da FAL levanta questionamentos.

O relatório mostra que 46% das vítimas são estudantes deslocados da sua área de residência. Não existe nenhuma distinção entre nacionalidades, mas as entidades estão atentas à vulnerabilidade de grupos estrangeiros. "Não é claro neste estudo, mas também é percepção nossa que essas situações acontecem muito com a comunidade imigrante na academia. Se pensarmos que muitos estudantes se encontram isolados de referência familiar, de comunidade, mesmo dentro da faculdade, isto aumenta o grau de vulnerabilidade dos mesmos e das mesmas. Temos que pensar nisto", diz à Sputnik Brasil Daniel Cotrim, assessor técnico da direção da Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV), que prestou assistência à FAL para realização do estudo. 

De acordo com o técnico, as autoridades agora devem atuar para conscientizar e eliminar riscos. O estudo mostra que a maioria dos alunos se sente insegura em áreas próximas dos campi acadêmicos, como estacionamentos, e nos trajetos entre casa e faculdade. Entre as recomendações feitas no documento, estão ações simples.

"Os responsáveis pelos campi acadêmicos de Lisboa devem ter em atenção que o espaço público é perigoso. A primeira, e acho que é muito concretizável, é colocar postes de iluminação, alterar o próprio espaço físico em volta das universidades", explica Daniel Cotrim. "Por outro lado, também criar planos de contingência dentro das próprias universidades, para saberem lidar com as questões e saberem fazer as pontes com as associações de apoio às vítimas que estão nas comunidades. Esse caminho não tem sido feito. No âmbito das recomendações, estas são as mais concretizáveis."

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/europa/2019121114879379-estrangeiros-vulneraveis-numero-de-universitarios-vitimas-de-violencia-sexual-choca-lisboa/

Rio de Janeiro regista recorde de mortes por agentes policiais em 2019

Até Outubro, 1546 pessoas foram mortas por polícias no estado brasileiro, o maior número registado desde 1998, segundo dados divulgados esta segunda-feira pelo Instituto de Segurança Pública (ISP).

Em 2019, o estado do Rio de Janeiro bateu o recorde de mortes provocadas por agentes policiais, em consonância com a política do governador, Wilson Witzel, do Partido Social CristãoCréditos / uol.com.br

Mesmo sem os dados relativos aos dois últimos meses deste ano, a contagem oficial do ISP revela que o número de pessoas mortas por polícias no estado do Rio de Janeiro até ao fim de Outubro último – 1546 – é o maior desde o início da série histórica, em 1998, e que ultrapassa o registo de todo o ano de 2018, considerado o maior até então, com 1534 mortes provocadas por agentes da Polícia.

De acordo com os dados agora divulgados, a Polícia no estado do Rio de Janeiro mata, em média, cinco pessoas por dia. Uma em cada três mortes violentas ocorridas este ano no estado foi provocada pelas forças policiais.

O Brasil de Fato afirma que estes dados estão em consonância com a política adoptada na área da segurança pública pelo governador do estado carioca, Wilson Witzel (Partido Social Cristão), que «já declarou em diferentes ocasiões defender o "abate de criminosos"».

Em Setembro último, o governador voltou a abordar a questão, afirmando que os criminosos «serão caçados nas comunidades» e que «aqueles que não se entregarem, não tirarem o fuzil do tiracolo serão abatidos».

A chamada política de segurança pública do governo estadual carioca, que alega a necessidade de «mão dura» com os traficantes de drogas nas favelas para justificar as operações e os patrulhamentos policiais, tem sido alvo de críticas constantes por parte de moradores e diversos organismos, como a Ordem dos Advogados do Brasil, que afirmam que tal política «erra o alvo», é «uma farsa» e «uma política racista do estado». Para denunciar a violência policial, organizações sociais e populares das favelas criaram recentemente a associação «Parem de nos matar».

A Defensoria Pública do Rio de Janeiro defende que a Lei determina a protecção da vida e afirma que as mortes têm de ser investigadas. «Os casos de letalidade por policiais precisam ser aqueles casos absolutamente extremos, onde não há nenhuma outra alternativa», observou em Setembro o defensor público, Pedro Strozenberg, citado pelo portal DW.

O relatório «Retratos da Violência – Cinco meses de monitoramento, análises e descobertas», lançado este mês e produzido pela Rede de Observatórios da Segurança em cinco estados – Bahia, Ceará, Pernambuco, Rio de Janeiro e São Paulo –, também traz dados preocupantes para o Rio de Janeiro.

De acordo com o estudo, em cinco meses de acompanhemento diário, a Rede registou mortos e feridos em 28% das acções policiais. Ainda segundo o relatório, o Rio de Janeiro destacou-se pelo carácter letal das intervenções policiais: 49% das acções monitorizadas tiveram vítimas. O número é muito mais elevado do que nos demais estados em causa: Bahia, 12%; São Paulo, 11%; Pernambuco, 5%; Ceará, 3%.

Ver original em "AbrilAbril" na seguinte ligação:

https://www.abrilabril.pt/internacional/rio-de-janeiro-regista-recorde-de-mortes-por-agentes-policiais-em-2019

O combate à violência doméstica exige respostas concretas

Diversas iniciativas serão levadas à discussão parlamentar no sentido de instar o Governo do PS a adoptar medidas efectivas e a dotar de meios os serviços públicos para se combater este flagelo social.

Créditos / MDM

No quadro do Dia Internacional para a Eliminação da Violência sobre as Mulheres, várias foram as propostas e iniciativas divulgadas sobre a matéria.

Em conferência de imprensa, a deputada comunista Alma Rivera anunciou que o seu partido deu entrada de um projecto de resolução para a adopção de uma «resposta pública articulada e descentralizada de prevenção e combate à violência sobre as mulheres», que prevê políticas públicas multidimensionais e de aplicação em todo o território nacional para combater a violência doméstica.

Para atingir esse objectivo, os comunistas relevam a importância do reforço de meios financeiros, técnicos e humanos nos serviços públicos e mais celeridade na avaliação de risco e decisão de medidas de protecção das vítimas e de coacção dos arguidos nas primeiras 72 horas após a denúncia. O PCP propõe ainda que se elabore um relatório dos programas dirigidos a agressores, assim como um estudo sobre o seu alargamento.

A deputada comunista informou que foram solicitadas audições à Entidade Reguladora da Comunicação Social para ser ouvida sobre «o tratamento dado aos casos de violência doméstica pelos operadores de sinal aberto»; à Direcção-Geral de Reinserção Social e Estabelecimentos Prisionais para explicar o andamento dos programas para agressores de violência doméstica; e ainda à Ministra da Presidência para que esta explique qual o estado da implementação de medidas de combate à violência doméstica.

Também o Partido Ecologista «Os Verdes» quer que seja instituído um subsídio mensal às vítimas de violência doméstica a fim de garantir a sua autonomia face ao agressor e permitir que possam libertar-se «de situações de violência».

A deputada Sandra Cunha do BE, em declarações à Lusa, afirmou que o seu partido já entregou no Parlamento dois projectos de lei sobre esta matéria, um sobre a recolha de depoimentos para memória futura e outro de proteção das crianças. 

André Silva, do PAN, falando para a mesma agência, informou que vai levar a debate parlamentar projectos para que as crianças em contexto de violência doméstica possam ter o estatuto de vítima, e para que mulheres vítimas possam ter uma licença «para procurar respostas».

Deu também entrada na Assembleia da República uma petição de cidadãos com cerca de oito mil assinaturas, na qual se exigem medidas de protecção das vítimas de violência doméstica, que entre várias questões solicita «a criação de mecanismos de efectiva aplicação da Convenção de Istambul, designadamente quanto à protecção da vítima após a denúncia», assim como políticas que asseguerem a segurança da vítima e dos seus filhos durante o processo.
Ontem realizou-se uma marcha em Lisboa que juntou centenas de pessoas contra a violência doméstica e sobre as mulheres, assinalando os 20 anos da criação do Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra as Mulheres.

Combater outras formas de violência

Ainda no quadro do combate à violência sobre as mulheres, o PCP propõe que se implementem programas de «saída para mulheres prostituídas, com respeito pela mulher, a sua autonomia e o seu tempo», medidas estas que devem ser acompanhadas de protecção especial, em particular para vítimas em situações de tráfico ou perseguição.

Ver original em "AbrilAbril" na seguinte ligação:

https://www.abrilabril.pt/nacional/o-combate-violencia-domestica-exige-respostas-concretas

Acabar com violência e o assédio no trabalho

assedio violenciaA violência e o assédio no mundo do trabalho constituem uma forma de violação dos direitos humanos, são uma ameaça à igualdade de oportunidades e são inaceitáveis e incompatíveis com o trabalho digno” (OIT, 2019).

A 108ª Conferência do Centenário da OIT, realizada este ano, adoptou a Convenção nº 190 sobre Violência e Assédio no Trabalho, bem como a Recomendação nº 206 que a integra.

Em Portugal, a maioria das vítimas de assédio laboral são mulheres e embora se tenham dado alguns passos no plano legislativo, o problema persiste, afectando a saúde psicológica e física, a dignidade e o ambiente familiar de milhares de mulheres trabalhadoras.

Para além da intervenção sindical nos locais de trabalho e nas acções de denúncia pública, exige-se um papel mais interventivo e célere por parte das entidades inspectivas e avanços na própria legislação nacional que integre a inversão do ónus da prova para todos os tipos de assédio, para além da maior penalização, incluindo a criminalização, dos agressores.

A ratificação que se exige por parte de Portugal, da Convenção nº 190 e da Recomendação nº 206, deverá constituir um sinal inequívoco que estas práticas patronais são, para além de proibidas, inaceitáveis para a dignidade humana.

Por isso, reclamamos neste Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra as Mulheres, por parte do Governo, das entidades patronais e das entidades fiscalizadoras que seja dado cumprimento às obrigações previstas na Convenção nº 190, designadamente:

Reclamar que a questão da violência e do assédio no mundo do trabalho seja abordada nas políticas nacionais relevantes, como as relativas à saúde e segurança no trabalho, à igualdade e não discriminação;

Promover a negociação e a contratação colectiva, como meio de prevenir e abordar a violência e o assédio no mundo do trabalho e tratar os efeitos da violência doméstica sobre o mundo do trabalho;

Garantir que os/as trabalhadores/as tenham um fácil e efectivo acesso a vias de recurso e reparação adequadas e eficazes, e a mecanismos de notificação e de resolução de conflitos que sejam seguros, equitativos e eficazes em caso de violência e assédio no mundo do trabalho;

Reconhecer os efeitos da violência doméstica sobre o mundo do trabalho e tomar medidas para os abordar e ultrapassar;

Assegurar que a inspecção do trabalho e outras autoridades competentes estejam capacitadas para actuar em caso de violência e assédio, incluindo para emitir ordens que exijam a adopção de medidas de aplicação imediata e que imponham a interrupção da actividade laboral em caso de perigo iminente para a vida ou a saúde das trabalhadoras, sem prejuízo de qualquer recurso judicial ou administrativo que a legislação preveja.

CIMH/CGTP-IN
25 de Novembro de 2019

Ver original aqui

Ministério Público de Cascais investiga suspeito de 3 crimes de violência doméstica contra mulher e duas filhas

Por Redação
20 novembro 2019
O Ministério Público (MP) de Cascais está a investigar um cidadão estrangeiro, suspeito de três crimes de violência doméstica de que terão sido vítimas a mulher, também estrangeira, e duas filhas do casal. Segundo os fortes indícios recolhidos, o suspeito e a vítima, um casal oriundo de um país do leste europeu, são casados desde 1996. O casal tem duas filhas, uma de 22 e outra de 15 anos. Desde o início do casamento que o homem “molesta física e psicologicamente a sua mulher e as suas filhas, infringindo-lhes maus-tratos físicos, psicológicos e castigos corporais”, indica a investigação em curso. O suspeito foi submetido a primeiro interrogatório judicial esta segunda-feira. O juiz de Instrução Criminal de Cascais determinou que ficasse sujeito às medidas de coação de obrigação de não contactar com as vítimas, por qualquer meio, seja diretamente ou por interposta pessoa, bem como a obrigação de não permanecer ou aproximar-se da residência das vítimas.  Estas medidas de coação ficam sujeitas a fiscalização eletrónica, por “verificar-se, em concreto, os perigos de continuação da atividade criminosa e de perturbação do inquérito e para a aquisição e conservação da prova”.

 

Ver o original em "CASCAIS24" na seguinte ligação::

https://www.cascais24.pt/p/blog-page_643.html

VI Jornadas de Santarém contra a Violência

A APAV – Associação Portuguesa de Apoio à Vítima promove, no dia 28 de Novembro, as VI Jornadas de Santarém contra a Violência. O evento terá lugar no Teatro Sá da Bandeira, em Santarém.

 

 

 

Jornadas de Santarém contra a Violência

Com esta VI edição das Jornadas, Santarém acolhe mais uma vez um dia dedicado à discussão e reflexão no âmbito do apoio a vítimas de crime e da prevenção da vitimação e da violência. Esta é uma reflexão partilhada com os vários parceiros locais, contribuindo para a consolidação da presença da APAV na Lezíria do Tejo.

Os diversos especialistas reunidos no evento irão abordar três áreas principais:

  1. a violência em contexto de relações de intimidade;
  2. propostas de prevenção no combate ao cibercrime;
  3.  a violência contra as vítimas especialmente vulneráveis.

A sessão de abertura das Jornadas irá contar com a presença de João Lázaro (Presidente da APAV), Ricardo Gonçalves (Presidente da Câmara Municipal de Santarém) e Pedro Ribeiro (Presidente da CIMLT – Comunidade Intermunicipal da Lezíria do Tejo).

 

 

A Associação Portuguesa de Apoio à Vítima é uma Instituição Particular de Solidariedade Social (IPSS), sem fins lucrativos e de âmbito nacional, que tem como missão apoiar as vítimas de crime, suas famílias e amigos, prestando-lhes serviços de qualidade, gratuitos e confidenciais, bem como contribuir para o aperfeiçoamento das políticas públicas, sociais e privadas centradas no estatuto da vítima.

Um crime, qualquer que este seja, provoca uma disrupção na vida da vítima e coloca em causa o seu bem-estar, a sua liberdade pessoal, a sua honra e a vida privada. Ao atentar contra a pessoa, o crime atenta também contra aqueles que são os seus direitos mais fundamentais enquanto Ser Humano. Por isso profissionais, sensibilizados e informados que intervêm directa ou indirectamente com vítimas de crime e violência contribuem, desta forma, para a prestação de um apoio competente e qualificado a todos/as os/as cidadãos/ãs vítimas de crime.

A par da necessidade sentida pela Associação no âmbito da promoção de um espaço para reflexão e debate sobre diversas temáticas de intervenção relacionadas com o crime e violência, motivou o desenvolvimento de um trabalho de consciencialização e sensibilização de diferentes públicos, nomeadamente profissionais, promovendo, para o efeito, as Jornadas contra a Violência.

 

 
 
 

Informação

 

 

 

 

 


 

 

 
 
 
 
 

Ver original no jornal 'TORNADO' na seguinte ligação:

https://www.jornaltornado.pt/vi-jornadas-de-santarem-contra-a-violencia/

Dois feridos em desacatos em comboio noturno na estação de Parede

Por Redação
19 novembro 2019
Dois jovens, um rapaz de 18 e uma rapariga de 24 anos, foram agredidos por três outros e tiveram necessidade de ser assistidos no Hospital de Cascais quando viajavam num comboio noturno, que tinha saído de Cascais com destino ao Cais do Sodré. Os incidentes registaram-se este sábado, pela uma hora da manhã e os alegados agressores, um com 16 e dois com 21 anos, acabaram por ser detidos na plataforma da estação ferroviária de Parede, não sem que ainda tivessem oferecido resistência aos agentes da Divisão de Segurança a Transportes da PSP. Os agentes da PSP foram acionados pelo revisor do comboio. As agressões aos dois passageiros terão surgido por motivos fúteis. Os dois feridos, que apresentavam marcas visíveis de agressão nos rostos, foram assistidos inicialmente pelos Bombeiros de Parede e depois transportados à urgência do Hospital de Cascais. Detidos por suspeita de ofensas à integridade física e depois de identificados, os três jovens foram notificados para comparecerem em audiência de julgamento no Tribunal de Cascais, desconhecendo-se, no entanto, qual o desfecho.
 

Ver o original em "CASCAIS24" na seguinte ligação::

https://www.cascais24.pt/p/blog-page_662.html

Mãe e dois filhos refugiam-se em casa Abrigo para fugir a violência doméstica

Por Redação
18 novembro 2019
Uma mulher e os dois filhos, menores, foram acolhidos numa casa Abrigo para escaparem a agressões físicas e psicológicas por parte do marido e pai, suspeito dos crimes de violência doméstica e ofensa à integridade física qualificada, no âmbito de uma investigação dirigida pelo DIAP de Cascais. O homem foi, entretanto, detido e submetido a primeiro interrogatório judicial, tendo o juiz de Instrução Criminal de Cascais decidido coloca-lo em liberdade, sujeito às medidas de coação de proibição de contactar, por qualquer meio, com a vítima e de deslocar-se e de permanecer na residência e junto ao local de trabalho da mesma. Estas medidas de coação são fiscalizadas por meios técnicos de controlo à distância. Segundo a autoridade judicial, a aplicação de estas medidas deve-se, em concreto, por estarem em causa “os perigos de continuação da atividade criminosa e de perturbação do inquérito na vertente de aquisição e conservação da prova”. De acordo com os fortes indícios recolhidos pela investigação dirigida pelo Núcleo de Cascais do DIAP, o arguido começou a namorar com a mulher em 1999, tendo casado em 2005 e relacionamento nasceram dois filhos, ainda menores. Pelo menos, desde 2012 que o arguido vinha agredindo física e psicologicamente a mulher e na presença dos filhos do casal, molestando-a fisicamente, dirigindo-lhe palavras ofensivas da sua honra e consideração e ameaçando-a de morte. A certa altura, terá mesmo instalado duas câmaras funcionais no interior do domicílio comum e um dispositivo funcional de geolocalização nos dois veículos do casal para registar e controlar os movimentos da vítima. Numa das ocasiões em que agredia a mulher, um dos filhos do casal interpôs-se para defender a mãe, tendo sido também agredido com uma pancada desferida com a mão aberta.
 

Ver o original em "CASCAIS24" na seguinte ligação::

https://www.cascais24.pt/p/blog-page_881.html

Brasil | Tiro que matou menina Ágatha Félix, de 8 anos, partiu da PM, aponta inquérito

 Rua Antônio Austregésilo, subida da localidade da Fazendinha, no Complexo do Alemão, na zona norte do Rio de Janeiro, local onde será feita a reconstituição do assassinato da menina Ágatha Felix.
© Folhapress / Allan Carvalho

A conclusão do inquérito feito pela Delegacia de Homicídios do Rio Janeiro mostrou que o tiro que matou a menina Ágatha Félix, de oito anos, partiu da arma de um cabo da Polícia Militar.

O documento se baseou em depoimentos de testemunhas, perícias, do depoimento de policiais militares em serviço na Unidade de Polícia Pacificadora da região e o laudo da reprodução simulada, realizada no dia 1º de outubro.

O inquérito aponta que o policial fez um disparo contra dois motoqueiros que furaram uma blitz, mas o projétil ricocheteou e atingiu Ágatha no interior de um veículo.

O resultado dessa perícia aponta o "erro de execução" por parte do PM. O agente será afastado de suas atividades na rua, segundo a PM.

A garota Ágatha Vitória Sales Félix morreu no dia 20 de agosto após ser baleada na comunidade da Fazendinha, no Complexo do Alemão, Zona Norte do Rio de Janeiro.

Manifestantes pedem justiça para a menina Ágatha Félix, morta no Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro
© Folhapress / José Lucena / Futura Press
Manifestantes pedem justiça para a menina Ágatha Félix, morta no Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro

Ela chegou a ser levada para a Unidade de Pronto Atendimento do Alemão e transferida para Hospital Getúlio Vargas, mas não conseguiu resistir aos ferimentos.

O assassinato gerou indignações por parte dos moradores, que fizeram diversos protestos pedindo investigação e punição aos responsáveis pela morte da garota de oito anos.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/brasil/2019111914794367-tiro-que-matou-menina-agatha-partiu-da-pm-aponta-inquerito/

Homem que agredia e espiava mulher há 8 meses com webcam detido pela PSP

A Webcam que usava para espiar a mulher e o cinzeiro com fundo falso onde escondia cocaína (Fotos PSP)
                         30 outubro 2019
Um homem, 39 anos, foi detido pela PSP, em Cascais, por suspeita de agressões físicas e psicológicas que terá praticado nos últimos oito meses contra a mulher, que também espiava através de uma webcam, que os agentes descobriram na habitação, onde também confiscaram 125 doses de cocaína, dissimuladas no fundo falso de um cinzeiro.
 
Referenciado por crimes de violência doméstica, encontrando-se com pena suspensa por ter sido condenado pela prática do crime de ameaça agravada contra a própria mãe, em concurso efetivo com um crime de detenção de arma proibida, o homem viu confirmada a prisão preventiva, tendo recolhido ao Estabelecimento Prisional de Caxias.
 
Segundo a vítima, uma mulher de 34 anos de idade, há cerca de 8 meses a esta parte que vinha sendo diariamente vítima de agressões físicas e psicológicas por parte do suspeito, seu companheiro. 
 
Na sexta-feira passada, aproveitando o facto do mesmo se ter ausentado da habitação, a fim de deslocar-se a uma unidade hospitalar, a mulher alertou os polícias da PSP para diversos factos integradores do crime de violência doméstica praticados pelo mesmo.
 
 
Nesse mesmo dia, quando chegou a casa do seu companheiro, foi novamente agredida fisicamente. Aproveitando o momento em que ele adormeceu, dirigiu-se à 50ª Esquadra da PSP (Cascais) onde relatou os factos.
 
O caso, segundo a PSP,  foi prontamente comunicado à equipa especializada na investigação de crimes de violência doméstica, da Esquadra de Investigação Criminal (EIC) da PSP de Cascais, que efetuou diversas diligências de prova, em articulação com o Ministério Público de Cascais, fundamentando a necessidade de emissão de mandados de detenção, os quais foram urgentemente emitidos pela autoridade judiciária.
 
 
 
Durante uma busca domiciliária à residência, que o casal partilhava, os agentes da PSP confiscaram cerca de 125 doses de cocaína, que estavam dissimuladas no interior de um cinzeiro com fundo falso, uma balança de precisão e, ainda, uma webcam que servia para monitorizar os movimentos da vítima.
 
 
 
 
 
 
 

Ver o original em "CASCAIS24" na seguinte ligação::

https://www.cascais24.pt/p/blog-page_748.html

Duas pessoas morrem e 20 ficam feridas em tiroteio durante festa estudantil no Texas (FOTOS)

Polícia do estado do Texas (imagem referencial)
© REUTERS / Mike Stone

Duas pessoas perderam a vida e outras vinte ficaram feridas quando uma pessoa não identificada abriu fogo contra participantes de uma festa estudantil em Greenville, Texas.

De acordo com a Polícia do condado de Hunt, uma pessoa ainda não identificada efetuou vários disparos contra participantes de uma festa de recepção de alunos antigos na cidade de Greenville, no estado americano do Texas.

Duas pessoas foram encontradas mortas pelos policiais, enquanto outras vinte ficaram feridas.

Tiroteio em massa em festa de graduação no Texas A&M Commerce, um local perto de Greenville. Um dos convidados disse que alguém com um rifle abriu fogo.

De acordo com o relatório oficial, o tiroteio teve início às 3h15 local (5h15 no horário de Brasília), informou o The Dallas Morning News.

Em um vídeo postado no Twitter com conteúdo violento é possível ver o pânico dos presentes no evento.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/americas/2019102714697529-duas-pessoas-morrem-e-20-ficam-feridas-em-tiroteio-durante-evento-estudantil-no-texas-fotos/

Tiroteio mata 4 pessoas e deixa outras 5 feridas em Nova York

Polícia de Nova York (imagem referencial)
© AFP 2019 / Bryan R. Smith

Polícia de Nova York encontra quatro mortos e cinco feridos após tiroteio em um suposto clube privado no Brooklyn.

A Polícia de Nova York recebeu uma denúncia de disparos em um recinto na avenida Utica, número 74, em Weeksville, no Brooklyn. O local seria um clube privado, no entanto, as autoridades policiais ainda não confirmaram tal informação.

O tiroteio se deu pouco antes das 07h00 no horário local (08h00 no horário de Brasília), noticiou o canal de TV NBC. 

​Pelo menos 4 pessoas estão mortas, 5 outras estão feridas depois de um tiroteio no Brooklyn. Até agora ninguém foi detido. Isto aconteceu em Weeksville, possivelmente em um clube social privado.

Ao chegar no local, os policiais encontraram os corpos de quatro homens, além de cinco pessoas feridas.

Todos os feridos foram levados para o hospital e estão em estado grave.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/americas/2019101214628564-tiroteio-mata-4-pessoas-e-deixa-outras-5-feridas-em-nova-york-video/

Ágatha, a mais nova vítima da violência armada que já atingiu 16 crianças no Rio neste ano

 
 
Menina morreu na noite de sexta, com um tiro nas costas, quando estava dentro de uma kombi no Complexo do Alemão, zona norte da cidade
 
A morte da menina Ágatha Félix, de 8 anos, durante uma operação policial no Complexo do Alemão, voltou a despertar a indignação contra a violência que assola as periferias do Rio de Janeiro, onde traficantes, agentes policiais e milícias travam uma guerra que se arrasta há anos.
 
A menina estava dentro de uma Kombi junto com a avó, e voltava para casa na comunidade da Fazendinha, na sexta-feira à noite, quando foi baleada nas costas. Ágatha chegou a ser levada às pressas para o Hospital Estadual Getúlio Vargas, na Penha, mas não resistiu ao ferimento.
 
De acordo com a plataforma Fogo Cruzado, Ágatha foi a 16º criança vítima de violência armada neste ano no Grande Rio, e a quinta que não resistiu aos ferimentos. "Vai chegar amanhã e [dizer] morreu uma criança num confronto. Que confronto? A mãe dele passou lá e viu que não tinha confronto. Com quem? Porque não tinha ninguém, não tinha ninguém. Atirou por atirar na Kombi. Atirou na Kombi e matou a minha neta. Foi isso. Isso é confronto? A minha neta estava armada por acaso para poder levar um tiro?", afirmou Airton Félix, avô da criança, em vídeo do Jornal Hoje.
 
 
Polícia Militar informou por meio de nota que, por volta das 22h da sexta-feira, equipes policiais da UPP Fazendinha foram atacadas de várias localidades da comunidade de forma simultânea. Os policiais teriam revidado à agressão, segundo informações da Agência Brasil. A Coordenadoria de Polícia Pacificadora (CPP) vai abrir uma apuração para verificar todas as circunstâncias da ação.
 
Segundo relatos de vizinhos apurados pela agência de comunicação Voz das Comunidades, no entanto, os policiais dispararam contra uma motocicleta, mas a bala desviou, entrou no veículo e atingiu a criança.
 
O Complexo Alemão é palco de constantes confrontos armados devido à presença de quadrilhas de traficantes que controlam seu acesso. A "guerra" travada dentro desta comunidade deixou pelo menos seis pessoas mortas nesta semana em outra operação realizada pela polícia.
 
O silêncio do poder público
 
Com cartazes "Parem de nos matar" e "A vida na favela importa", dezenas de moradores saíram no sábado às ruas para pedir o fim da violência no Complexo Alemão, e exigir uma resposta do governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel. "O silêncio do governador Witzel é ensurdecedor diante do barulho de uma criança morta a tiros de fuzil!, denunciou uma deputada do estado do Rio de Janeiro, Monica Francisco, nas mídias sociais.
 
Witzel foi denunciado a organizações internacionais por entidades de direitos humanos por ser um defensor do uso de franco-atiradores e helicópteros blindados em operações policiais, apesar de colocar em risco centenas de pessoas inocentes. O governador também defende uma solução policial para os problemas de violência nas favelas do Rio e que os os agentes públicos não sejam punidos pelas mortes que causam.
 
Segundo dados do Instituto de Segurança Pública do Rio de Janeiro, entre janeiro e julho deste ano, coincidindo com a chegada de Witzel ao poder, 1.075 pessoas morreram em operações policiais na cidade, número 20% superior ao mesmo período do ano passado.
 
Dados divulgados na semana passada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública mostram que, embora as mortes violentas em geral tenham sido reduzidas em 10% no Brasil no ano passado, o número de civis mortos por policiais aumentou de 5.179 em 2017 para o recorde de 6.220 em 2018.
 
O Rio de Janeiro registrou quase um quarto de todas as mortes causadas pela polícia no ano passado, com 1.534 casos, em meio a confrontos com grupos criminosos.
 
El País | Com informações da Europa Press e da Agência Brasil

Ver o original em 'Página Global' na seguinte ligação:

https://paginaglobal.blogspot.com/2019/09/agatha-mais-nova-vitima-da-violencia.html

LUCRANDO COM OS MASSACRES NAS ESCOLAS AMERICANAS

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Uma empresa de confecções para adolescentes utiliza nas roupas inscrições relativas aos locais de crimes/tiroteios de massa, onde dezenas de crianças perderam a vida.  A indignação de alguns, no entanto... parece não afectar demasiado o negócio!
Ao que chegou o absurdo da sociedade capitalista decadente!
Ver notícia detalhada no link abaixo:
 
 
 

Ver o original em 'Manuel Banet' (clique aqui)

Brasil | Mourão culpa tráfico de drogas por morte de Ágatha

Hamilton Mourão durante visita à China
© AP Photo / Florence

O presidente em exercício, Hamilton Mourão, declarou nesta segunda-feira (23) que a culpa da morte da menina Ágatha Vitória Sales Félix, de 8 anos, atingida por um tiro nas costas durante uma operação policial no Complexo do Alemão, é do tráfico de drogas.

"Isso é a guerra do narcotráfico", disse Mourão, ao chegar ao Palácio do Planalto, segundo o jornal O Globo.

Ágatha estavam em uma Kombi na última sexta-feira (20) quando foi atingida por um tiro. Segundo os moradores, não havia confronto e o disparo foi feito por uma policial em direção a um motociclista que não tinha atendido à ordem de parar.

A Polícia Militar do Rio de Janeiro afirmou em nota que que agentes foram atacados por traficantes e revidaram.

Este foi o primeiro pronunciamento público sobre o caso de uma autoridade ligada à Presidência da República. O presidente Jair Bolsonaro ainda não fez nenhum comentário.

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, disse confiar que os fatos serão "completamente esclarecidos pelas autoridades".

"O Ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, lamenta profundamente a morte da menina Agatha, é solidário à dor da família, e confia que os fatos serão completamente esclarecidos pelas autoridades do Rio de Janeiro. O Governo Federal tem trabalhado duro para reduzir a violência e as mortes no País, e para que fatos dessa espécie não se repitam", disse, por meio de nota divulgada pela assessoria.

Ágatha foi a quinta criança morta por bala perdida este ano no Rio e 57ª desde 2007, de acordo com levantamento da ONG Rio de Paz.

O Departamento de Homicídios do Rio de Janeiro vai ouvir nesta segunda-feira os policiais militares da UPP Fazendinha que participaram da ação que terminou na morte da menina.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/brasil/2019092314548889-mourao-culpa-trafico-de-drogas-por-morte-de-agatha/

Bolsonaro cumpre promessa e sanciona projeto que amplia posse de arma em áreas rurais

A espingarda
© Sputnik / Vitaliy Belousov

O presidente Jair Bolsonaro sancionou nesta terça-feira o projeto de lei que amplia a posse de arma dentro de uma propriedade rural, alterando uma das regras presentes no Estatuto do Desarmamento.

Antes do decreto presidencial, um proprietário de sítio ou fazenda só poderia portar a sua arma dentro da sede de sua área. Agora, com a mudança, ele poderá carregar o armamento por toda a extensão do imóvel rural.

A sanção ao projeto era uma promessa de Bolsonaro ao chegar em Brasília, na última segunda-feira. Quando questionado sobre a sanção, o presidente declarou que não iria "tolher ninguém de bem a ter seu porte ou posse de arma no campo".

O projeto sancionado por Bolsonaro nesta terça-feira foi aprovado pela Câmara dos Deputados em agosto e possui um teor similar ao de um decreto editado por ele anteriormente, e que já tratava da posse no interior da propriedade rural.

O maior acesso às armas de fogo no Brasil, incluindo para quem vive em áreas rurais, é uma das promessas que Bolsonaro encampou durante a sua campanha eleitoral, em 2018.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/brasil/2019091714528584-bolsonaro-cumpre-promessa-e-sanciona-projeto-que-amplia-posse-de-arma-em-areas-rurais/

Empresas de armas falham esclarecimentos sobre salvaguarda dos direitos humanos

Uma investigação da Amnistia Internacional revela como 22 grandes empresas de armas de 11 países não cumprem os padrões internacionais de salvaguarda dos direitos humanos.

 

 

A divulgação do documento acontece na véspera de uma das maiores feiras mundiais de armas, que vai ter lugar em Londres, entre os dias 10 e 13 de Setembro.

Segundo o documento da Amnistia, muitas das empresas investigadas fornecem armas a países acusados de cometer crimes de guerra e graves violações dos direitos humanos, como a Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos. Sendo que, nenhuma foi capaz de explicar adequadamente como cumprem as suas responsabilidades em matéria de direitos humanos, acrescenta a organização. Continuando ainda que 14 empresas nem responderam aos seus pedidos de esclarecimento.

 

“O papel das empresas de armas em conflitos mortais, marcados por graves violações dos direitos humanos, tem sido um elefante na sala há demasiado tempo. Enquanto estados como o Reino Unido estão, com razão, a ser perseguidos nos tribunais devido a acordos imprudentes de armas, as empresas que lucram com o fornecimento para os países envolvidos nesses conflitos escapam a todo o escrutínio”.

 

Patrick Wilcken, investigador da Amnistia Internacional sobre Controlo de Armas
 
 

Em causa podem estar eventuais acusações contra estas empresas e os seus responsáveis por cumplicidade em crimes de guerra

 

Informação adicional

 




 
 
 
 
 
 
 

Ver original em 'O TORNADO' na seguinte ligação:

https://www.jornaltornado.pt/empresas-de-armas-falham-esclarecimentos-sobre-salvaguarda-dos-direitos-humanos/

EUA, a cultura que celebra a violência

 
Quando se trata de massacres em massa, os Estados Unidos têm números recordes; houve mais tiroteios neste país do que em qualquer outro lugar do mundo
 
 
Jordan e Andre Anchondo foram às compras em uma loja Walmart em El Paso, Texas. Eles queriam comprar material escolar para seus três filhos. Estavam no estabelecimento quando um jovem entrou armado com um rifle de assalto e começou a atirar contra as pessoas. Jordan e Andre morreram tentando proteger seu bebê de dois meses com seus corpos.
Mais de 20 mortos em poucos minutos foi o saldo. Menos de 24 horas após este incidente, outro tiroteio em massa, desta vez na cidade de Dayton, Ohio, deixou nove fatalidades; a tragédia parece interminável.
 
Quando se trata de massacres em massa, os Estados Unidos têm números recordes; houve mais tiroteios neste país do que em qualquer outro lugar do mundo. A diferença fundamental é que esses eventos não ocorrem em uma zona de guerra, perto de quartéis ou bases militares, acontecem em escolas, centros de recreação, em locais de culto religioso, em uma praça pública, em qualquer dia, o mais quieto e pacífico dos dias.
 
Os EUA são um país que incorporou desde o seu nascimento, como parte fundamental de sua construção como nação, a cultura da crueldade, da barbárie, da espoliação e da morte, a cultura norte-americana é uma cultura que celebra a violência.
 
 
Quem são os assassinos: «O atirador texano Crazy Clay», o louco Clay; os «gatilhos felizes»; Jesse James, «Billy The Kid»; bandidos que corriam rios de tinta e quilômetros de celulóide; os soldados do 7º Regimento de Cavalaria, liderado pelo coronel James W. Forsyth, autores da chacina de Wounded Knee, em 29 de dezembro de 1890; o mistificado «assassino do zodíaco» ou talvez tenha sido Rambo ou qualquer um dos personagens dos videogames, onde metralhar pessoas faz com que você ganhe pontos e aumente os níveis?
A nação do Norte tem mais armas do que qualquer outro país. Existem cerca de 310 milhões de armas circulando. Com uma população de 319 milhões, isso significa que quase todo norte-americano tem uma arma.
 
Em 31 de maio de 2019, 11 pessoas morreram em um tiroteio em Virginia Beach, e em 7 de novembro de 2018, 12 pessoas morreram em um tiroteio em um bar em Thousand Oaks, Califórnia. Em novembro de 2017, 25 pessoas e um bebê em gestação foram mortos em uma igreja em Sutherland Springs, Texas. Um mês antes, um homem atirou de um hotel de Las Vegas para os frequentadores de um show e matou 58 pessoas. Em junho de 2016, Omar Seddique Mateen abriu fogo em um bar gay na cidade de Orlando, deixando 50 mortos.
 
A exaltação do racismo, do ódio, em uma sociedade alienada e disfuncional, onde a insegurança prevalece, são ingredientes explosivos, especialmente quando qualquer um pode ter uma arma.
 
Ao mundo dói que novamente pessoas inocentes morram em uma espécie de oferta ao Moloch do dinheiro.
Quando as armas deixarem de ser um negócio lucrativo, a estrada começará a clarear, as canções da morte e o hino macabro dos tiros cessarão.
 
 
 
FONTE: JAIRO ANTONIO MELO FLÓREZ, «A HISTÓRIA DO CRIME NOS ESTADOS UNIDOS» NA HISTÓRIA, CRIME E JUSTIÇA, 05/11/2015
Publicado em Pátria Latina

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https://paginaglobal.blogspot.com/2019/09/eua-cultura-que-celebra-violencia.html

Número de mortos em ataques no Texas sobe para 7

O número de mortos em decorrência de um ataque a tiros nas cidades de Midland e Odessa, no Texas, Estados Unidos, aumentaram para 7.

O FBI e forças locais de polícia seguem engajadas a fim de esclarecer o ataque ocorrido no sábado (31).

O ataque ocorreu após um homem identificado como branco e na casa com idade por volta de 30 anos se recusou a parar o carro em uma estrada local. 

Após recusar-se a parar, o homem disparou contra policiais e seguiu atirando de forma aleatória contra pessoas no caminho. Ao menos 21 pessoas ficaram feridas, além das 7 mortas. O atirador foi morto durante a perseguição.

O presidente dos EUA, Donald Trump, foi informado sobre o incidente enquanto o FBI e policiais seguem investigando o caso.
Tiroteios como esse são comuns nos EUA e costumam também atingir escolas e vitimar crianças.

Em julho, em um dos ataques mais sangrentos do ano, na cidade fronteiriça de El Paso, no Texas, 22 pessoas ficaram mortas após um homem abrir fogo em um centro comercial.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/noticias/2019090114467852-numero-de-mortos-de-ataques-no-texas-sobe-para-7/

Polícia fecha prédio público nos EUA após atirador entrar no local

Polícia dos EUA. (Arquivo)
© AP Photo / Lynne Sladky

A polícia de Montpelier, no estado de Vermont, nos EUA, fechou partes da sede do governo estadual após relatos de que havia um atirador no local.

Os policiais estão evacuando os funcionários da sede do governo de Vermont, segundo relatos de agências. Algumas ruas da região foram bloqueadas.

"Partes da sede do governo de Vermont estão fechadas após relatos de armas no local"

A polícia local também fechou alguns dos prédio do complexo da sede do governo devido ao atirador, conforme divulgou o próprio gabinete do governador.

Segundo relato à agência AP do comissário de prédios públicos local, Christopher Cole, o atirador foi visto entrando no prédio do departamento da Receita de Vermont portanto o que foi descrito com uma arma longa.

Casos de atiradores nos EUA são comuns e costumam movimentar debates sobre controle de armas no país. Em julho, dois ataques em menos de 24 horas chamaram novamente a atenção dos cidadãos norte-americanos para o assunto. O primeiro, em El Paso, resultou na morte de 22 pessoas. O segundo, em Ohio, teve 9 mortos.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/americas/2019083014455473-policia-fecha-predio-publico-nos-eua-apos-atirador-entrar-no-local-/

EUA | Surge um nexo entre massacres e misoginia

 
 
Passado dos assassinos em massa nos EUA revela algo em comum: a masculinidade tóxica. Maior parte já tinha praticado violência contra mulheres — ou nutria ódio por elas. Acesso a armas de fogo completou coquetel mortal
 
 
Gabriela Leite | Outras Palavras | Imagem: Rick Sealock
 
Assassinatos em massa por atiradores são episódios quase típicos da cultura norte-americana. Alguns consideram que a tendência começou com o massacre que ocorreu em 1966, quando um homem subiu na torre da Universidade do Texas e abriu fogo indiscriminado contra quem estava nas redondezas — matando 13 e ferindo 31 pessoas. Horas antes, havia esfaqueado sua mãe e esposa. Algumas centenas de massacres com características semelhantes vêm acontecendo ao longo das décadas, no país em que é possível comprar armas em supermercados. Há algo que os aproxima: são maioritariamente praticados por homens brancos. Mas um outro componente foi recentemente identificado por pesquisadores, segundo o New York Times: a grande maioria dos atiradores em massa têm, como pano de fundo, um histórico de ódio e violência contra mulheres.
 
Sim, uma parte deles são os incels. Em 23 de abril do ano passado, um homem jogou uma van contra pedestres nas ruas de Toronto, no Canadá, e chamou o ato de “rebelião incel”. Ao fazê-lo, chamou a atenção para as comunidades virtuais de jovens que se autointitulam “celibatários involuntários” (por isso o encurtamento in-cel, em inglês). Acumulam frustração por não conseguir se relacionar sexual ou amorosamente, e voltam sua fúria contra as mulheres — como se fossem elas as culpadas por serem indesejados. Usam a rede para se estimular reciprocamente a extravasar este sentimento cometendo assassinatos em massa.
Mas esse fenómeno recente mostra apenas um aspecto da misoginia presente nos assassinos atiradores em massa. A masculinidade tóxica está por trás de grande parte deles, aponta a revista estadunidense Mother Jones: têm histórico de violência familiar, de perseguição a mulheres com quem se relacionaram, ou de declarações machistas de ódio contra as mulheres. O NY Times lista alguns dos casos: no último ataque de grande repercussão, que aconteceu no início de agosto no estado de Ohio, o atirador fazia brincadeiras e ameaças violentas com suas colegas mulheres. O responsável pelo massacre marcado pela homofobia na discoteca em Orlando, em 2016, batia em sua mulher enquanto ela estava grávida. Em 1991, um homem que entrou em um café, no Texas e matou 22 pessoas — mirando principalmente mulheres — havia escrito uma carta chamando suas vizinhas de víboras. A lista é longa, e pesquisadores afirmam que alguns padrões psicológicos de atiradores em massa misóginos são muito parecidos com os de supremacistas brancos e outros terroristas. 
 
Esses estudos demonstram como é preciso que se leve em conta essa relação entre misoginia e assassinatos em massa na hora de pensar políticas públicas, como leis que restrinjam a posse de armas a homens com históricos de agressão a mulheres. No Brasil, os casos de massacres de atiradores ainda são isolados, mas, se depender do presidente que foi eleito fazendo gesto de arma com as mãos, não devem tardar a ficarem mais comuns. Machismo, frustração e repulsa ao próximo não faltam, aos fiéis do bolsonarismo.
 
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Ver o original em 'Página Global' na seguinte ligação:

https://paginaglobal.blogspot.com/2019/08/surge-um-nexo-entre-massacres-e.html

Brasil | No Rio de Janeiro morreram 194 pessoas às mãos da polícia em julho

 
 
Os dados revelam uma média diária de seis pessoas mortas "por intervenção de agente do Estado", nome técnico dado aos óbitos levados a cabo por polícias.
 
Estado brasileiro do Rio de Janeiro registou em julho 194 vítimas mortais decorrentes de intervenções policiais, o número mais elevado desde 1998 para este mês, foi anunciado esta quinta-feira.
 
De acordo com o Instituto de Segurança Pública, o número de mortes representa um aumento de 49% em relação a julho de 2018 e de 29% em relação a junho de 2019.
 
Os dados revelam uma média diária de seis pessoas mortas "por intervenção de agente do Estado", nome técnico dado aos óbitos levados a cabo por polícias.
 
Até ao mês passado, o maior registo mensal de mortes pertencia a agosto de 2018, quando se contabilizaram 176.
 
Analisando os últimos três meses - maio, junho e julho - houve um aumento de 20% do número de mortes às mãos de agentes do Estado em relação com o mesmo período do ano passado.
 
 
O número registado em maio deste ano aproxima-se ao de julho, com 171 pessoas mortas.
Em entrevista ao noticiário Bom Dia Rio, da TV Globo, o secretário da Polícia Civil, delegado Marcus Vinícius Braga, declarou que a tendência é que o número de pessoas mortas por polícias suba até ao final do ano.
 
"A tendência é de subida até dezembro, porque as ações estão a ser feitas. Conforme formos trabalhando as investigações, a inteligência, a integração com a Polícia Militar, a tendência é diminuir. É um número alto, não é o número que desejamos", reconheceu Marcus Braga.
 
Desde que assumiu o cargo em janeiro, o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, alinhado com a política de segurança do Presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, adotou uma forte retórica de combate ao crime, baseada no uso da violência.
 
Após a entrada de Witzel no poder estadual, o número de pessoas mortas pela polícia aumentou significativamente em comparação com anos anteriores.
 
Nos primeiros cinco meses do seu mandato, 731 pessoas morreram em operações policiais, um aumento de 19,1% em relação ao mesmo período do ano passado, de acordo com os últimos dados oficiais.
 
Na semana passada, uma jovem de 17 anos morreu quando passava pelo local onde decorriam confrontos entre a polícia e suspeitos de pertencerem a um grupo criminoso, numa comunidade no Rio de Janeiro, tendo sido atingida por 10 balas, enquanto carregava o seu filho de um ano e nove meses, também atingido por tiros.
 
O caso da jovem mãe junta-se aos de Dyogo Costa, de 16 anos, morto pela polícia quando estava a caminho de um treino de futebol, de Gabriel Pereira Alves, de 18 anos, baleado enquanto esperava o autocarro para ir para a escola, e Henrico de Menezes Júnior, de 19 anos, que foi baleado enquanto se dirigia para uma oficina para consertar a sua moto. Todas estas mortes ocorreram nas duas últimas semanas.
 
A morte dos quatro jovens por intervenção policial causou comoção e vários protestos em diferentes comunidades do Rio de Janeiro.
 
TSF | Lusa
 
Na foto: O governador, Wilson Witzel, alinhado com a política de segurança de Bolsonaro, desenvolveu o combate ao crime assente na violência policial
© Reuters
 
 
 
 

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https://paginaglobal.blogspot.com/2019/08/brasil-no-rio-de-janeiro-morreram-194.html

EUA evitam três tiroteios potenciais que poderiam provocar múltiplas vítimas

© REUTERS / Jeenah Moon

As autoridades norte-americanas detiveram em várias partes do país três pessoas que poderiam realizar tiroteios com múltiplas vítimas.

Segundo informa o canal CNN se referindo à polícia e ao Departamento Federal de Investigação, no estado de Connecticut foi detido um jovem de 22 anos, Brandon Wagshol. Ele foi preso após ter publicado na sua página do Facebook um post com intenção de realizar um tiroteio. Ele tentou encomendar um carregador para fuzil de grande capacidade e construir um fuzil próprio.

A polícia também informou que, na casa de Wagshol, foram encontrados vários tipos de armas, incluindo uma pistola, um fuzil, um aparelho de pontaria a laser, uma grande quantidade de cartuchos, um colete a prova de balas, um capacete balístico e outro equipamento.

O jovem foi acusado de posse ilegal de carregadores de grande capacidade e deve comparecer no tribunal em 6 de setembro, já que foi posto em liberdade sob fiança.

​A polícia também deteve outro homem, Tristan Scott Wix, de 25 anos, no estado da Flórida. Ele enviou a sua ex-namorada várias mensagens ameaçando abrir fogo sobre a multidão e matar a tiro ao menos 100 pessoas.

Wix disse que o mais fácil seria fazer isso em uma escola.

Sua ex-namorada informou as forças de segurança. Na casa do homem, a polícia encontrou uma espingarda de calibre 22 e 400 cartuchos.

O terceiro homem é acusado de ameaça de tiroteio na Organização Judaica em Ohio. A polícia identificou um vídeo insólito no Instagram postado por James Patrick Reardon, de 20 anos.

​No vídeo alguém atirava de espingarda, e o centro comunitário judaico estava na descrição do vídeo. Toda a página estava repleta de comentários antissemitas, conteúdo agressivo e imagens de Reardon e outros atirando de pistolas.

Após a busca, que revelou um estoque de armas e munições, ele foi preso e acusado de comportamento agressivo e ameaças na Internet.

Vigília pelas vítimas do tiroteio em El Paso
© AP Photo / John Locher
Vigília pelas vítimas do tiroteio em El Paso

Estas prisões foram realizadas poucas semanas após diversos tiroteios terem ocorrido em várias partes dos EUA. O maior deles, na cidade de El-Paso, levou as vidas de 22 pessoas. O criminoso foi preso e acusado de terrorismo doméstico

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/americas/2019081914403387-eua-evitam-tres-tiroteios-potenciais-que-poderiam-provocar-multiplas-vitimas/

Vendas de mochilas à prova de balas disparam nos EUA

Crianças acompanham a mãe em a votação durante a eleição geral dos EUA em Greenville, Carolina do Norte, EUA, em 8 de novembro de 2016 (foto de arquivo).
© REUTERS / Jonathan Drake

Após nova onda de ataques de atiradores nos Estados Unidos, a venda de mochilas escolares à prova de balas disparou no país.

Segundo reportou a agência CNN, as vendas de mochilas com proteção reforçada contra tiros já vinha em alta devido à volta às aulas no país, porém aumentou ainda mais após os novos ataques.

As empresas ouvidas pela agência apontam aumento nas vendas que variam entre 200% e 300%. A agência de notícias também constatou um aumento no número de ataques em escolas nos últimos 10 anos.

Na semana passada dois ataques no país voltaram a chocar a sociedade norte-americana e mundial. Apesar de não terem acontecido em escolas, os ataques remetem uma realidade que se repete e que vitima estudantes no país.

No primeiro do ataques mais recentes, em El Paso, no Texas, um supremacista branco de 21 anos matou 22 pessoas em um Centro Comercial. O homem mais tarde afirmou que seu alvo eram os mexicanos que vivem na região, que é próxima da fronteira com o México.

O segundo caso ocorreu em Dayton, no estado de Ohio, onde 9 pessoas foram mortas por um atirador. O caso ocorreu horas depois do ataques em El Paso.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/americas/2019081014369357-vendas-de-mochilas-a-prova-de-balas-disparam-nos-eua/

Mais de 200 prefeitos dos EUA pedem regras mais rígidas para venda de armas

Loja de venda de armas no Colorado, Estados Unidos (foto de arquivo).
© AP Photo / Brennan Linsley

Mais de 200 prefeitos dos EUA exigiram nesta quinta-feira (8) que o Senado retorne de suas férias de verão e aprove imediatamente uma legislação sobre o controle de armas, depois que massacres em duas grandes cidades deixaram 31 mortos.

Eles escreveram ao líder da maioria republicana do Senado, Mitch McConnell, e ao democrata Chuck Schumer, exigindo que a casa aprove projetos de lei já chancelados pela Câmara dos Deputados e que implantam uma verificações de antecedentes para todas as compras de armas e regulamentação das vendas secundárias.

"Já em 2019, houve mais de 250 tiroteios em massa", disseram os 214 membros da influente Conferência de Prefeitos dos EUA, incluindo Dee Margo de El Paso, Texas, e Nan Whaley de Dayton, Ohio, — as duas cidades onde 31 pessoas foram mortas no fim de semana.

O pedido aumentará a crescente pressão sobre McConnell, que conteve os esforços do Congresso para expandir os controles de armas em meio ao temor dos republicanos de serem punidos nas urnas nas eleições do próximo ano. 

"Os trágicos acontecimentos em El Paso e Dayton neste fim de semana são apenas os últimos lembretes de que nossa nação não pode mais esperar que o governo federal tome as medidas necessárias para impedir que pessoas que não deveriam ter acesso a armas de fogo possam comprá-las", diz a carta dos prefeitos dos EUA. 

Em 17 de junho de 2015, o supremacista branco Dylann Roof assassinou nove afro-americanos em uma igreja em Charleston, Carolina do Sul.

Apesar de um antecedente criminoso, Roof conseguiu comprar a arma que usou no tiroteio.

Na quarta-feira, o presidente Donald Trump disse que apoia a proposta de legislação no Senado que irá bloquear as vendas de armas para pessoas com problemas de saúde mental.

Mas Trump disse que não achava que houvesse apoio político para uma legislação mais rígida, como a que já foi aprovada pela Câmara, ou a proibição de fuzis de assalto altamente letais usados ​​em muitos tiroteios em massa.

"Manter nossas cidades seguras não é uma questão partidária", disse Barnett, o prefeito de Rochester Hills, Michigan.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/americas/2019080814364090-mais-de-200-prefeitos-dos-eua-pedem-regras-mais-rigidas-para-venda-de-armas/

OS DISPOSITIVOS QUE ESPALHAM (AINDA MAIS) A MORTE

Um dos atiradores norte-americanos (mais dois!) que mais recentemente se destacou nas notícias que nos chegam dos Estados Unidos, terá comprado um destes carregadores para acoplar à sua arma. Como se pode perceber pela fotografia, cada um daqueles tambores tem capacidade para 100 munições(!), 200 balas no total.
Em termos teóricos e se a arma não se encravar a meio, numa comparação que poderá dizer alguma coisa a quem tiver cumprido serviço militar, isso equivalerá ao poder de fogo de 10 G-3, ou seja, a toda uma secção de infantaria de combate. Para os veteranos das guerras de África pode até acrescentar-se, noutra comparação vivida, que um tipo com uma arma destas vale por todo o pessoal armado que seguia em cima de um Unimog...
Só que, lá pelos Estados Unidos, um gadget destes pode comprar-se numa loja qualquer e até ser encomendado por catálogo. Esclareça-se que os profissionais (militares e polícia) não os apreciam particularmente: como as armas originais não estão concebidas para ser submetidas a tais esforços, os canos têm uma grande tendência para sobreaquecer e a arma a encravar-se, no caso das munições não estarem a ser usadas com parcimónia; também não é apreciado o facto do dispositivo incentivar o consumo de munições, tornando as armas assim alimentadas comparativamente mais caras de manter.
Na verdade, estes robustos carregadores são o produto comercial típico que apela para um cliente civil, leigo e deslumbrado. O tal que, quando desequilibrado e sentindo-se cheio de poder, vai à procura de um inimigo.
Terá sido o que aconteceu - mais uma vez - lá pelos Estados Unidos, que é um país onde este género de coisas acontece, acontece, acontece, mas onde parece impossível adoptar legislação correctiva para que este género de actos não se repitam. Ou que, ao menos, se possam limitar as suas consequências danosas. Ainda na semana anterior aos incidentes, e de mansinhoa procuradora-geral do estado da Florida (republicana) se destacara pela sua proposta de revogar legislação que banira a venda de metralhadoras de guerra, uma decisão que fora aprovada após dois grandes massacres* ocorridos naquele estado.
A explicação canónica dos defensores do armamento e a que mais se costuma ler por aí é que não são as armas que interferem com os utilizadores tresloucados, que eles já existem, e apenas as usam, mas isso é o tipo de argumentação que quer contornar o facto óbvio de que são este tipo de armas e de apetrechos que lhes dão toda uma outra capacidade acrescida de matar. Mais gente.
E, para mim, há qualquer coisa de intelectualmente malsão em quem teima em não querer assumir esta evidência para base de discussão sobre o assunto.
* Por grandes massacres entenda-se aqueles onde morrem um substancial número de vítimas, para cima de uma dúzia de mortos e dezenas de feridos. Houve outros, como este, este, este ou este, todos eles também ocorridos na Florida nos últimos seis anos, e em que o número de vítimas mortais apenas rondou a meia dúzia...
 
 
 
 
 
 

Veja o original em 'Herdeiro de Aécio' na seguinte ligação::

http://herdeirodeaecio.blogspot.com/2019/08/os-dispositivos-que-espalham-ainda-mais.html

Mulher de 43 anos detida por agressões a marido de 61 anos em Cascais

Por Redação
05 agosto 2019
Uma mulher, 43 anos, foi detida este domingo, à tarde, no Bairro do Rosário, em Cascais, depois de ter agredido à chapada o marido, de 61 anos, na presença de agentes da PSP.
 
Os policias da 50ª Esquadra (Cascais) tinham sido chamados para um caso de violência doméstica, envolvendo o casal, que tem uma filha, 14 anos, em comum.
 
Já este domingo, de manhã, o homem teria sido agredido fisicamente, na sequência de mais uma discussão entre o casal.
 
À tarde, na presença dos agentes da PSP a mulher agrediu o marido à bofetada no rosto e no peito, tendo recebido ordem de detenção.
 
A mulher sofre, aparentemente, de problemas de alcoolismo e, segundo a filha menor relatou, as discussões e agressões são recorrentes por parte da mãe ao pai.
 
A mulher pernoitou nos calabouços da 51ª Esquadra (Estoril) para ser esta segunda-feira submetida a primeiro interrogatório judicial junto dos Serviços do Ministério Público do Tribunal de Cascais.
 
 

Ver o original em "CASCAIS24" na seguinte ligação::

https://www.cascais24.pt/p/blog-page_613.html

Quatro tiroteios em questão de dias: marcas de sofrimento nos EUA

 

Quatro tiroteios em massa ocorreram nos Estados Unidos nos últimos dias, levantando mais uma vez as discussões sobre a posse e o porte de armas nos EUA.

Em El Paso, no Texas, e em Dayton, Ohio, dois atiradores mataram 29 pessoas e deixaram mais de 50 feridas em ataques realizados no dia 3 de agosto e na madrugada deste domingo (4), respectivamente. Logo ocorreram mais dois episódios, dessa vez, na cidade de Chicago, em Illinois. Pelo menos nove pessoas ficaram feridas.

Anteriormente, no dia 28 de julho, três pessoas morreram e 12 ficaram feridas após tiroteio no festival de comida Gilroy Garlic em Christmas Hill Park, San Jose, Califórnia.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/americas/2019080514339486/

ONU quer investigar milícias e execuções no Brasil, mas pedido segue parado

Jair Bolsonaro chegando ao encontro no Palácio do Planalto em Brasília (foto de arquivo)
© AP Photo / Eraldo Peres

A Organização das Nações Unidas (ONU) aguarda desde 2018 autorização para investigar execuções sumárias e a atuação das milícias no Brasil. A Sputnik Brasil ouviu um especialista em segurança pública para comentar o assunto.

O pedido de autorização da ONU está em meio a outros vários, apesar de uma política de portas abertas que o Brasil mantém com a organização.

Em 2018, por exemplo, nenhum desses pedidos foi atendido, apesar de o país apenas controlar as datas das visitas. Já em 2019, a promessa é de que o atual governo de Jair Bolsoanaro retome as agendas de visitas, mas nada foi feito ainda.


O pedido de autorização da ONU em relação para investigar execuções e milícias data de 2018 e solicita visita para este ano. Apesar de a visita ainda não ter sido autorizada, diversas denúncias já foram protocoladas na organização.

É o caso, por exemplo, de denúncia protocolada pela Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa fluminense, que denunciou o governador do estado, Wilson Witzel. A presidente da comissão, Renata Souza (PSOL), apresenta na denúncia que 432 pessoas foram mortas em ações de forças de segurança nos primeiros três primeiros meses do ano no Rio de Janeiro. Posteriormente Witzel criticou a denúncia e sugeriu a cassação da deputada.


O governador Wilson Witzel toma posse na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) .
© Foto : Tomaz Silva/Agência Brasil
O governador Wilson Witzel toma posse na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) .

Ao UOL, o Itamaraty afirmou que as visitas são consideradas importantes pelo governo e que há dificuldades logísticas para realizá-las. Diante da questão, o governo afirma que ao menos três seriam recebidas este ano.

Duas visitas já foram agendadas. Uma delas já ocorre, da relatora especial para eliminação da discriminação contra pessoas afetadas pela hanseníase, Alice Cruz. Seu pedido de visita foi feito ainda em 2017. Já o relator especial sobre resíduos e substâncias tóxicas, Baskut Tuncak, que havia feito seu pedido em agosto de 2018, foi convidado para vir ao Brasil em dezembro deste ano, tendo em vista o desastre de Brumadinho.

"Onde o crime se estabeleceu de forma consistente, avançou para o poder"

Paulo Storani, ex-instrutor do BOPE e professor de Ciências Criminais da Faculdade Cândido Mendes, no Rio de Janeiro acredita que a ONU cumpre seu papel ao lançar uma investigação sobre as execuções sumárias e a atuação da milícia no Brasil.

Ele afirma que as atividades de milícias se estruturaram em torno do poder público repetindo padrões de ação vistos em outros países ao longo da história.

"Em todo o lugar na história da humanidade onde o crime se estabeleceu de uma forma consistente, avançou para o poder — no processo de tomada de decisão do poder público, na verdade. Se imiscuindo muitas das vezes pela corrupção junto aos órgãos fiscalizadores, posteriormente buscando exercer uma influência nas decisões do governo, colocando representantes legislativos nas casas adequadas", afirma.

Para Storlani, esse tipo de inserção das atividades do crime dentro do poder acontece a nível municipal, estadual e também federal.

"Vamos lembrar, por exemplo, a máfia nos Estados Unidos patrocinou muitos políticos americanos. Além da corrupção envolvendo os próprios agentes públicos e os policiais", lembra o professor que também cita exemplos como a Colômbia, em que há caso de grandes traficantes que chegaram ao Legislativo.

"Então isso é um processo histórico […] de influência no poder através da própria ferramenta democrática, sendo eleito, patrocinando políticos, tutelando determinadas decisões que são feitas nessas casas legislativas", afirma Storlani, que também ressalta que o poder Executivo chega a ser tocado por essas decisões.

O especialista em segurança pública lembra que essas interferência no poder altera políticas na área de segurança de forma que possa conduzir aos resultados buscados pelos corruptores. No caso do Rio de Janeiro, há o exemplo das milícias que se espalham pelo estado.

"É assim com a milícia aqui no Rio de Janeiro, como já foi provado, [onde foram] presos legisladores envolvidos diretamente com milícias. Mas também nós temos aqui outra tantas situações que ocorrem que mostram essa influência cada vez mais permanente em razão da falta de fiscalização", aponta.

O especialista também vê a falta de efetividade na ação de combate às milícias como um problema estrutural. Para ele, o Estado não consegue conter as milícias "da mesma forma que não consegue conter a ação dos narcotraficantes".

Storlani se recorda de que houve momentos em que a ação da Polícia Civil no Rio de Janeiro conseguiu conter o avanço das milícias na região, porém acredita que a permanência de governos corruptos interrompeu essa trajetória.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/brasil/2019051013857462-onu-milicias-crime-organizado-rio-de-janeiro-wilson-witzel-jair-bolsonaro/

Violência doméstica: mais do que punir é preciso reforçar o apoio às vítimas

É o crime que mais mata em Portugal mas não é com o aumento das penas que se erradica. Foi esta a tónica do debate sobre violência doméstica no Parlamento, onde sobressaiu a falta de investimento público.

Violência doméstica
CréditosJosé Sena Goulão / Agência Lusa

Ao todo foram 15 os projectos de lei do PSD, PS, CDS-PP, PCP, BE e PAN sobre os quais se debateu o crime de violência doméstica esta tarde, na Assembleia da República.  

A proposta mais polémica pertence ao PSD, que apresenta um projecto de lei de alteração ao Código de Processo Penal, de modo a impedir que a vítima de violência doméstica se recuse a depor e pedindo a suspensão provisória dos processos por crime de violência doméstica. 

A medida representa uma violência acrescida e vai contra a Convenção de Istambul, que diz que não pode haver dupla vitimização. Por outro lado, cria uma desigualdade relativamente às vítimas de violência doméstica, uma vez que o Código Penal prevê que, em qualquer crime, a pessoa não é obrigada a prestar declarações quando o arguido é um familiar próximo.   

O PSD defende alterações à lei que estabelece o regime jurídico para a prevenção da violência doméstica, protecção e assistência às vítimas e quer ainda que seja assegurada a formação obrigatória dos magistrados, tal como o CDS-PP, que propõe igualmente uma alteração ao Código Penal para que os crimes de ameaça e coacção sejam considerados crime público.

Entre os cinco projectos do PSD está também uma alteração ao Código Penal para criar restrições à suspensão da execução da pena de prisão nos processos por crime de violência doméstica, aumentando a moldura penal.

Na bancada do PS, a deputada Susana Amador reagiu dizendo que se tratava de «derivas populistas». Mas antes, já o deputado do PCP, António Filipe, tinha frisado a discordância com as propostas da direita, sublinhando que a gravidade do crime de violência doméstica «não pode servir para liquidar as bases do direito processual penal», as quais representam «conquistas civilizacionais que custaram a conquistar».  

Reforço das penas «não resolve nada»

A deputada do PEV, Heloísa Apolónia, afirmou que o reforço das molduras penais «não resolve nada» e constitui um desvio do que deve ser considerado «fundamental» para acabar com o flagelo, designadamente o reforço de meios para o apoio e protecção das vítimas, salientando o papel da educação para se atingirem resultados a longo prazo.

Neste sentido, a deputada do PCP, Rita Rato, admitiu que «é imperioso» reforçar o investimento público e a contratação de mais meios humanos e técnicos em serviços públicos como o Serviço Nacional de Saúde, Segurança Social, PSP e também nas escolas públicas, dotando-as de psicólogos, sublinhando que «hoje não estão garantidas as condições de investimento público para garantir a aplicação da lei». 

O PCP apresentou dois projectos de lei, um deles pelo reforço dos mecanismos legais de protecção das vítimas de violência, o outro implica alterações ao Código de Processo Penal para que seja possível impor condutas ou a proibição de contacto quando há fortes indícios da prática de crime de perseguição, tal como o segundo projecto de lei apresentado pelo BE.

O PS apresentou um único projecto de lei que reformula os crimes de violação, coacção sexual e abuso sexual de pessoa inconsciente ou incapaz no Código Penal, tendo merecido críticas da deputada do BE, Sandra Cunha, que considerou que o abuso sexual de pessoa consciente ou inconsciente é sempre uma violação. 

O BE apresentou ainda um projecto que protege as crianças que testemunhem crimes de violência doméstica, defendendo a obrigatoriedade da recolha de declarações para memória futura no decorrer do inquérito. Neste sentido, o PAN apresentou também um projecto de lei por uma maior protecção das crianças enquanto vítimas. 

Ver original em "AbrilAbril" na seguinte ligação:

https://www.abrilabril.pt/nacional/violencia-domestica-mais-do-que-punir-e-preciso-reforcar-o-apoio-vitimas

A insânia e a violência tomaram conta do Brasil de Bolsonaro

Na semana passada, 14 de fevereiro, a polícia militar do Rio de Janeiro encurralou num prédio de uma favela um numeroso grupo de presumíveis traficantes de droga, tendo matado 13, cujos corpos, levados para um hospital, apresentaram fortes indícios de fuzilamentos, bárbaras agressões à facada e tortura.

A polícia limitou-se a interpretar o pensamento reiteradamente expresso por Bolsonaro, adepto da repressão ao crime, através do aumento do número de armas e de execuções expeditas.

Wilson Witzel, um ex-fuzileiro e juiz federal, exonerado para se filiar no Partido Social Cristão, pelo qual se tornou governador, veio logo defender o massacre, coerente com a sua candidatura, quando prometeu criar atiradores furtivos para dispararem contra os criminosos, numa atitude policial dura, em rota de colisão com a legalidade. “A polícia vai mirar na cabecinha e… fogo!” – disse durante a campanha, que o elegeu com 60% dos votos.

As vítimas, que tinham entre 15 e 20 anos, eram apenas suspeitos e os investigadores da Defensoria, órgão equivalente à Provedoria de Justiça portuguesa, referiram um quadro de “extrema violência”, no morro Fallet-Fogueteiro, contra os suspeitos que, segundo os residentes queriam entregar-se, e acabaram baleados pelas costas, esfaqueados e mortos.

A polícia nega as execuções e a tortura, face às evidências, e o Governador, que era juiz, apressou-se a dizer que “o que aconteceu foi uma ação legítima da Polícia Militar”.
Nem outra coisa era de esperar perante os bandidos, que eram ou podiam vir a ser, num local onde, de longe, a polícia faz tiro ao alvo para afinar a pontaria. Mesmo que fossem abatidos e seviciados por engano, serviram para treino policial e não passam de negros e pobres do país de Bolsonaro onde, mais 13 ou menos 13, são números irrisórios.

Não consta que Marcelo Crivella, bispo da IURD, prefeito do Rio de Janeiro lhes tenha dedicado uma simples missa ou condenado o fusilamento.

Há até quem pense que esta violência serviu para prestigiar o PR e mostrar que estão a ser cumpridas as promessas eleitorais, quer do Governador, quer do PR. Se Duterte tem êxito nas Filipinas, por que razão não deve ser imitado no Brasil?

Estão em curso medidas para aprofundar as desigualdades sociais, que não deixarão de criar bandidos e permitir às polícias o seu abate sistemático e instantâneo. Isto foi só o início promissor da abertura da caça ao bandido cujo incremento será estimulado pelas autoridades, a partir do Palácio do Planalto, em Brasília.

Trump não fará qualquer censura, agora que o Brasil passou para o Eixo do Bem, onde já estava a Arábia Saudita. Apenas ficam mais repulsivas os defensores que vão repetir, até à náusea, que foram livres as eleições.

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