Venezuela

Venezuela vai recorrer de decisão britânica que deu a Guaidó direitos sobre US$ 1 bi em reservas de ouro do país

 

Reuters - O Reino Unido reconheceu o líder da oposição venezuelana, Juan Guaidó, como presidente do país, decidiu o Supremo Tribunal inglês nesta quinta-feira, em um caso sobre quem deve controlar 1 bilhão de dólares em ouro venezuelano armazenado em Londres.

Uma audiência ao longo de quatro dias na semana passada foi a última parte de uma batalha relacionada às reservas de ouro mantidas no Banco da Inglaterra e centrada em qual dos dois presidentes rivais —Nicolás Maduro ou Guaidó— o Reino Unido consideraria como líder legítimo da Venezuela.

No início de 2019, o governo britânico juntou-se a dezenas de nações para apoiar Guaidó, chefe da Assembleia Nacional controlada pela oposição, depois que ele se autodeclarou presidente interino e denunciou Maduro como um usurpador que garantiu uma reeleição fraudulenta.

O juiz da Suprema Corte Nigel Teare proferiu uma sentença determinando que o Reino Unido havia “inequivocamente” reconhecido Guaidó como presidente interino constitucional. Teare baseou sua decisão na chamada doutrina de “uma voz”, na qual o tribunal deve aceitar como conclusiva uma declaração inequívoca do governo britânico que reconheça o líder de uma nação estrangeira.

“O Judiciário e o Executivo devem falar a uma só voz”, disse Teare. “Não podem existir dois presidentes da Venezuela.”

A equipe jurídica de Maduro disse que seu Banco Central (BCV) quer vender o ouro para financiar a resposta da Venezuela ao novo coronavírus. O BCV entrou com uma ação contra o Banco da Inglaterra em maio, alegando que o acesso às reservas de ouro da Venezuela fora proibido.

 

Sarosh Zaiwalla, um dos advogados que representam Maduro, disse nesta quinta-feira que o BCV estaria buscando uma saída para recorrer da sentença.

No Twitter, o BCV classificou a decisão como “absurda” por privar a Venezuela “do ouro de que precisa urgentemente para enfrentar a pandemia”.

A oposição alega que Maduro quer usar o ouro para pagar seus aliados estrangeiros, o que seus advogados negaram. Nos últimos dois anos, o governo de Maduro retirou cerca de 30 toneladas de suas reservas na Venezuela para vender no exterior por moedas mais valorizadas.

 

“Garantimos o ouro para o futuro do povo venezuelano”, disse à Reuters a embaixadora de Guaidó no Reino Unido, Vanessa Neumann.

Autoridades venezuelanas apreendem armas de guerra provenientes dos EUA (FOTOS)

As autoridades venezuelanas apreenderam em um porto do estado de Carabobo (centro) um lote de armas de guerra que haviam sido enviadas por mar dos EUA.

"Queremos informar sobre uma importante apreensão de armas de guerra efetuada pelo Corpo de Investigações Científicas Penais e Criminalísticas (CICPC), estas armas foram enviadas por via marítima a partir dos EUA no navio San Andrés", declarou ao canal do Estado Venezuelano de Televisão o vice-ministro do Sistema Integrado de Investigação Penal do Ministério do Interior, Justiça e Paz, Humberto Ramírez.

https://twitter.com/MIJPVenezuela/status/1278420594229379075?ref_src=twsrc%5Etfw

​Um total de 21 fuzis, 2 pistolas, 5 mil 558 munições e 110 carregadores provenientes dos EUA foram apreendidos como parte das investigações realizadas pelo CICPC nos estados de Zulia e Carabobo.

O vice-ministro detalhou que foram apreendidas 21 armas tipo fuzil AK-47, duas pistolas de calibre nove milímetros, 110 carregadores e 5.558 munições de diferentes calibres.

Ramírez assegurou que as armas estavam destinadas a grupos terroristas que tinham como objetivo cometer atentados contra a paz do país sul-americano.

"Queriam continuar com a desestabilização política. Nós, como governo bolivariano, vamos continuar aprofundando na investigação para pôr todos os responsáveis por este novo ato à ordem dos tribunais", ressaltou.

O vice-ministro afirmou que coordenará com a Organização Internacional da Polícia Criminal (Interpol) a identificação das pessoas envolvidas no caso.

https://twitter.com/MIJPVenezuela/status/1278420596863483906?ref_src=twsrc%5Etfw

​A informação foi relatada por Humberto Ramírez, vice-ministro do Sistema Integrado de Investigação desde o pátio 4 do porto da cidade de Puerto Cabello.

"Temos como questão na parte da investigação [saber] como é que um dos países com maior tecnologia e maior controle em matéria de segurança permite que estas armas sejam enviadas por via marítima e contrabandeadas para o território venezuelano", expressou.

Ramírez observou que no dia 19 de junho as autoridades iniciaram uma investigação no estado de Zulia (oeste) após a primeira apreensão de quatro armas de fogo do tipo fuzil, 1.350 munições e 60 carregadores de diferentes calibres.

Ele também comunicou que nessa operação foram detidas duas pessoas, posteriormente postas à ordem do Ministério Público.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/americas/2020070215781636-autoridades-venezuelanas-apreendem-armas-de-guerra-provenientes-dos-eua-fotos/

UM CHUTO NO TRASEIRO

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Isabel Brilhante Pedrosa
Maduro expulsa embaixadora da União Europeia
O Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, expulsou esta segunda-feira a embaixadora da União Europeia (UE) no país, a portuguesa Isabel Brilhante Pedrosa, horas depois de a UE sancionar 11 funcionários de Caracas.
«"Quem são eles para sancionar, para se tentarem impor com a ameaça? Quem são? Basta! É por isso que decidi dar à embaixadora da UE em Caracas 72 horas para deixar o nosso país e exigir respeito da UE", disse Nicolás Maduro durante uma intervenção televisiva.
Maduro começou por explicar que a UE divulgou uma resolução "em que a supremacista UE sanciona aqueles venezuelanos que, formando parte de instituições do Estado, defendem a Constituição".
"Sancionaram a junta da direção da Assembleia Nacional “opositora” porque negou-se a cumprir ordens da embaixada da UE em Caracas. Sancionaram um grupo de generais, um grupo de constituintes (membros da Assembleia Constituinte, composta unicamente por simpatizantes do regime)", disse.
Depois, o chefe de Estado questionou "qual o motivo", para responder: "Já basta do colonialismo europeu contra a Venezuela, da perseguição contra a Venezuela".
"Setenta e duas horas para que a embaixadora da União Europeia abandone o país. Já basta de intervencionismo colonialista, de “supremacismo” e de racismo! Já basta!", enfatizou.
A UE sancionou esta segunda-feira 11 funcionários do Governo do Presidente Nicolás Maduro e de vários poderes públicos venezuelanos.
 
Os sancionados estão proibidos de entrar no espaço europeu e os seus ativos ficam congelados.
A UE considerou ilegal a votação que levou à eleição de Luis Parra como presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, onde a oposição a Maduro é maioritária.
"A suposta eleição de Luis Parra não foi legítima porque não respeitava os procedimentos legais e os princípios constitucionais democráticos", afirmou a UE.
"Os últimos desenvolvimentos agravaram ainda mais a contínua crise institucional e política na Venezuela e reduziram o espaço democrático e constitucional no país", acrescentou a UE, citada pela agência noticiosa AFP.»

Ver o original em As palavras são armas (clique aqui)

Venezuela acusa Leopoldo López de planejar golpe na residência do embaixador da Espanha

 

 

247 -O Governo da Venezuela acusou o golpista Leopoldo López, mentor político da Juan Guaidó, de ter planejado uma tentativa de golpe armadopelo país na residência do embaixador da Espanha em Caracas, onde ele reside há mais de um ano.

"O embaixador da Espanha (Jesús Silva) está de acordo, o governo da Espanha está de acordo, de que sua sede, na sede de sua residência, tenham ocorrido estas reuniões em que Leopoldo López ia avaliando: quanta gente você pode matar, quantas bombas você pode colocar, quanto você vai cobrar?", disse o ministro da Comunicação e Informação, Jorge Rodríguez.

"O embaixador da Espanha e o governo da Espanha sabem que Leopoldo López fez e continua fazendo repetidas videoconferências com o único fim de insistir em seus planos de assassinar o presidente Nicolás Maduro?", continuou Rodríguez.

 

O ministro divulgou um artigo do The Wall Street Journal, segundo o qual o líder golpista "esteve por trás de um esforço de meses para contratar mercenários a fim de destituir" Maduro, resultando em uma frustrada incursão marítima, em maio.

O governo venezuelano ainda afirma que Guaidó assinou um contrato com a empresa Silvercorp USA, responsável pela incursão golpista. A Venezuela também acusa os Estados Unidos e a Colômbia de ter participado do golpe.

Aventura na baía dos leitões

(Francisco Louçã, in Expresso Diário, 23/06/2020)


E agora um assunto completamente diferente: não é sobre a pandemia e os seus números sempre preocupantes, não são as mais cem mil pessoas desempregadas a somar à estatística, não é o fiasco anunciado da gloriosa marcha sobre Lisboa daquela “maioria silenciosa” que está no sótão desde o saudoso 28 de setembro de 1974, é sobre as desventuras de um bando de mercenários na Venezuela.

O detalhe do caso foi reportado, ao que sei, pelo “Washington Post” e, depois, replicado pela imprensa mundial, incluindo a portuguesa. E é curioso: um bando de mercenários foi preso há dois meses ao tentar desembarcar nas costas daquele país, a coisa parecia um arremedo da saga do coronel Alcazar do Tintin, uma simples graçola, quando um deles veio reclamar direitos legais com papel passado em notário. A curiosidade é mesmo o contrato que os mercenários traziam no bolso.

O grupo obedecia ao comando de um empresário norte-americano do ramo, Jordan Goudreau, que veio dar explicações. Segundo a sua versão, a sua empresa, a Silvercorp, foi abordada por representantes de Juan Guaidó, o proclamado presidente interino da Venezuela, reconhecido pela diplomacia dos Estados Unidos e pelos seus aliados, incluindo, com diversos graus de devoção, algumas chancelarias europeias.

Esses embaixadores pagaram-lhe para preparar uma operação militar: 800 soldados, sobretudo desertores do exército venezuelano e milícias de extrema-direita, deveriam ser treinados para uma invasão a curto prazo.

A empresa seria autorizada a usar sem riscos judiciais a força necessária, como o assassinato de dirigentes políticos e a morte dos militares oficialistas que resistissem, receberia um bom prémio de centenas de milhões de dólares e, depois, mais dezasseis milhões por cada mês no período de transição em que os seus serviços de segurança fossem reclamados pelos clientes. Tudo escrito em oito páginas de contrato e 41 de aditamentos, com as indicações detalhadas para a operação.

Goudreau, zangado porque os 800 voluntários não apareceram, ou os poucos que vieram se preocupavam mais com diversão avulsa do que com o garbo militar, escandalizado pelo naufrágio das lanchas dos comandos, que foram recebidos e dizimados pelo inimigo, em vez de serem festejados pela população, e, sobretudo, amofinado com a falta de pagamento, revelou o contrato e lavrou o seu protesto.

A assinatura era do braço direito de Guaidó, que viajou para os Estados Unidos para concretizar o compromisso, assinado em outubro do ano passado, e que não teve como desmentir o mercenário. É tudo verdade. É mesmo estimável que, em tempos tão turbulentos, de gigantescas conspirações e fake news, haja quem tenha o rigor processual de contratualizar por escrito os assassinatos, a invasão militar e o regime posterior, tudo para que as devidas autoridades comerciais possam aferir o cumprimento das cláusulas, a ser necessário. Só que falhou tudo, nem exército, nem dinheiro.

Trump, que, ao que revela Bolton no seu livro hoje publicado, acha que a Venezuela é parte dos EUA, veio no domingo mostrar algum arrependimento sobre a sua aposta em Guaidó. Não é para menos, o homem tem fracassado em todos os seus intentos de tomar o poder: parece que faltam as manifestações; quando tentou levantar os quartéis ficou sozinho a tirar selfies em frente ao portão; e o seu peso institucional depende mais do sequestro da direita histórica venezuelana do que de propostas realizáveis.

Não sei o que dirá o governo português, que procedeu com aquela matreirice de reconhecer Guaidó como presidente mas de manter o embaixador oficial e de, para todos os efeitos, tratar com Maduro de todos os assuntos de Estado. A Espanha já se pôs a milhas desse jogo. E a crise daquele país continua a agravar-se. Pobre Venezuela, tão destruída e tão cobiçada.

 

Ver original em 'A Estátua de Sal' (aqui)

Livro de John Bolton confirma uso de tática de guerra dos EUA contra Venezuela

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Brasil de Fato - Nesta semana, foram divulgadas algumas partes do livro de John Bolton, ex-assessor de segurança nacional da Casa Branca. Faz parte do conteúdo tornado público um capítulo chamado "Venezuela Livre", que detalha as expectativas da administração de Donald Trump em relação a um possível golpe de estado contra o presidente venezuelano Nicolás Maduro, relata a jornalista Michele de Mello.

Além de confirmar denúncias do governo bolivariano, o documento revela um passo a passo das ações desestabilizadoras dos Estados Unidos contra a Venezuela, como parte da estratégia de "guerra híbrida".

Os Estados Unidos bloquearam todos os bens públicos da Venezuela que estavam depositados ou construídos no território estadunidense. Começando pela empresa Citgo Petroleum, filial estadunidense da PDVSA, a empresa estatal de petróleo venezuelana. No livro, Bolton confirma que a diretoria nomeada pelo deputado Juan Guaidó foi indicada por ele e seus assessores.

O autoproclamado presidente também indicou para representar interesses venezuelanos em processos judiciais nas cortes estadunidenses o procurador José Ignácio Hernández, outro nome vinculado às empresas que queriam se apropriar da estatal venezuelana .

O áudio interceptado de uma ligação telefônica entre Hernández e David Malpass, presidente do Banco Mundial, mostra que o representante da oposição venezuelana concordava com a entrega dos bens estatais em processos judiciais impetrados por empresas estrangeiras.

Antes de ser procurador de Guaidó, Hernández havia sido testemunha em favor da Crystallex, mineradora canadense, em outro processo que cobrava US$ 1,4 bilhão da petroleira venezuelana.

 

A Citgo, com valor de mercado estimado em US$ 7 bilhões, possui cinco mil estações de serviço e é responsável pelo refino de 4% do combustível consumido nos Estados Unidos. Além disso, a Venezuela possui a maior reserva de petróleo do mundo, com 309 bilhões de barris.

As sanções contra a indústria petroleira venezuelana são debatidas desde antes da autoproclamação de Guaidó, em janeiro de 2019, como confirma Bolton no seu livro – “Trump queria garantias de acesso aos recursos petroleiros pós Maduro”, escreve.

Depois das revelações feitas pelo governo bolivariano, José Ignácio Hernández renunciou ao cargo.

 

Nas últimas semanas também se tornaram públicas algumas transações financeiras de transferências dos ativos venezuelanos a contas da Reserva Federal dos Estados Unidos.

Trump utilizou US$ 600 milhões do Fundo de Dinheiro Confiscado do Departamento do Tesouro – onde estão depositados os ativos venezuelanos bloqueados -- para a construção do muro fronteiriço com o México.

“A guerra contra Venezuela é impulsionada por grandes corporações que têm interesses de expropriação dentro do território venezuelano. E são essas corporações que realmente movem os senadores, os congressistas e a própria administração dos Estados Unidos”, assegura Laila Tajeldine, advogada e professora da Universidade Bolivariana da Venezuela (UBV).

Desde 2015, o presidente Barack Obama declarou a Venezuela como uma ameaça “inusual” à segurança do seu país. Em agosto de 2019, Donald Trump declarou o bloqueio total, emitindo uma Ordem Executiva que prevê multas a empresas e nações que comercializem com os venezuelanos.

“Os Estados Unidos, independente do presidente, consideram que toda a América é parte do seu território. E qualquer país que pretenda atuar de maneira soberana e independente leva esse golpe, através de sanções, bloqueios, invasões, todo tipo de ataques”, afirma Tajeldine.

Além dos Estados Unidos, a União Europeia também congelou bens venezuelanos e tenta, através das suas instâncias jurídicas, confiscar permanentemente esse dinheiro.

No dia 30 de junho será realizada outra audiência que deverá definir se o Estado venezuelano consegue recuperar 31 toneladas de ouro, estimadas em cerca de US$ 1 bilhão, depositados no Banco da Inglaterra.

No livro, Bolton confirma a disposição das autoridades britânicas para a apropriação desses bens ainda em 2019. “O ministro de Assuntos Exteriores do Reino Unido, Jeremy Hunt, que estava em Washington para reuniões, estava encantado em cooperar com medidas que eles poderiam, por exemplo, congelar as reservas de ouro venezuelano no Banco da Inglaterra, assim o regime não poderia vender o ouro para seguir de pé. Estas foram as medidas que já estávamos aplicando para pressionar financeiramente o presidente Maduro”, descreve a professora.

O governo bolivariano tentou reverter essas ações assinando um acordo com a oposição e a Organização Pan-Americana de Saúde para criar um fundo de combate à Covid-19, com o dinheiro bloqueado no exterior.

Relação com o governo brasileiro

O ex-assessor da Casa Branca revela novamente relações do governo brasileiro com os planos golpistas na Venezuela. Bolton afirma que o ministro de defesa, Fernando Azevedo e Silva confirmou que o fim de Maduro já era visível em dias prévios ao episódio de entrada forçada de ajuda humanitária pelas fronteiras com a Colômbia e com o Brasil, em fevereiro de 2019.

Recentemente foi publicado o contrato assinado entre Juan Guaidó e a empresa militar estadunidense Silvercorp, no qual estava previsto o livre acesso das tropas paramilitares ao território brasileiro.

Isolamento de Guaidó

O fracasso da série de planos desestabilizadores postos em prática em 2019, assim como a Operação Gedeón -- tentativa de invasão paramilitar a Venezuela, executada em março de 2020 – têm levado à perda de popularidade de Guaidó, ao isolamento dentro do seu bloco opositor e à perda do suporte estadunidense.

No livro, Bolton deixa claro que Trump tinha sérias dúvidas sobre a liderança de Guaidó, afirmando que ele parecia “um menino que ninguém conhecia, enquanto Maduro era um homem duro”. O presidente dos Estados Unidos também havia pedido que seu vice, Mike Pence, deixasse claro ao autoproclamado que este devia total lealdade aos Estados Unidos.

Pence havia transmitido a mensagem durante uma reunião com o deputado opositor venezuelano, celebrada na Colômbia, em fevereiro do ano passado, depois do episódio da entrada de ajuda humanitária, como relata Bolton em seu livro.

Enquanto se revelam mais provas sobre as últimas tentativas de golpe de Estado, a Venezuela também avança num calendário eleitoral. Na última semana foi definido um novo Conselho Nacional Eleitoral (CNE) como um primeiro passo para a convocatória das eleições legislativas, previstas para dezembro de 2020.

Segundo o próprio presidente Nicolás Maduro, a reforma do poder eleitoral foi acordada com todos os partidos do campo governista e opositor. Tanto é, que dois dos partidos que conformam o chamado G4 – grupo das quatro maiores organizações opositoras: Primero Justicia, Voluntad Popular, Acción Democrática, Un Nuevo Tiempo – tiveram rachas internos em torno a decisão de participar do processo eleitoral.

Tanto no partido Primero Justicia, como Acción Democrática, os militantes de base se rebelaram contras as direções, exigindo que abandonassem o discurso de fraude e de abstenção nas legislativas desse ano.

Para a analista Laila Tajeldine, todo o debate dentro da oposição e seu discurso midiático faz parte da estratégia de campanha. “Eles não querem perder todas as cadeiras na Assembleia Nacional”, afirma.

Além disso, Bolton detalha no livro e Donald Trump afirmou publicamente outra vez que teria disposição de se reunir com o presidente Nicolás Maduro. Em menos de uma semana, o mandatário se contradisse mais de uma vez sobre as intenções desse encontro.

“Estados Unidos estão em um período de campanha presidencial e para qualquer presidente digamos que isso 'espantaria' alguns patrocinadores. Por isso é possível que mesmo que Trump esteja preparado para uma reunião com o presidente Nicolás Maduro, talvez não aconteça pela possível perda de apoio econômico a sua campanha”, analisa a advogada.

Trump admite reunião com Maduro e demonstra arrependimento por apoio a Guaidó

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Sputnik –O presidente estadunidense, Donald Trump, disse que poderia encontrar o chefe de Estado venezuelano, Nicolás Maduro, e menosprezou sua decisão de apoiar o oposicionista Juan Guaidó.

As declarações foram feitas em entrevista para o site de notícias Axios na sexta-feira (19), mas publicadas somente neste domingo (21).

Sobre um encontro com Maduro, o republicano afirmou que "talvez pense sobre isso" e que nunca se opõe a reuniões.

"Eu talvez pense sobre isso. Maduro gostaria de se encontrar. E eu nunca me oponho a reuniões", afirmou o líder norte-americano.

O governo dos EUA reconhece o parlamentar oposicionista Juan Guaidó como presidente interino da Venezuela desde janeiro de 2019, e mantém uma forte campanha para que Maduro deixe o poder. O presidente venezuelano, por sua vez, acusa a Casa Branca de tentar patrocinar um golpe de Estado para derrubá-lo.

'Você perde muito pouco com reuniões'

 

Apesar de ter demonstrado abertura para uma reunião, Trump disse que declinou de possíveis encontros com Maduro. "Eu sempre digo, você perde muito pouco com reuniões. Mas, neste momento, eu as recusei", afirmou.

Além disso, Trump demonstrou ter pouca confiança em Guaidó. Ao ser questionado se ele se arrependia de ter apoiado o parlamentar, o presidente afirmou: "Não particularmente". Em seguida, continuou: "Eu poderia ter vivido com ou sem isso, mas eu era firmemente contra o que estava ocorrendo na Venezuela".

Trump disse ainda que no momento em que decidiu apoiar Guaidó não era "necessariamente a favor" da medida.

 

"Eu acho que não era necessariamente a favor, mas eu disse, algumas pessoas gostaram, outras pessoas não. Por mim me parecia bem. Eu não acho que foi muito significativo de uma maneira ou de outra", disse Trump.

Livro de Bolton confirma impressão

As declarações do presidente estadunidense se encaixam com trechos divulgados para a imprensa do livro "The Room Where It Happened: A White House Memoir" ("A Sala Onde Aconteceu: Uma Memória da Casa Branca", em tradução livre), de John Bolton, ex-assessor de segurança nacional da Casa Branca.

Segundo Bolton, logo após os EUA reconhecerem Guaidó como presidente interino, Trump manifestou preocupação com a decisão, pois o parlamentar pareceria "fraco" perto de um "forte" Maduro.

Venezuela leva Novo Banco a tribunal para recuperar 1,35 mil milhões de euros

 

Oito empresas públicas da Venezuela, incluindo a petrolífera estatal PDVSA, estão a processar o Novo Banco com o intuito de desbloquear verbas congeladas pela instituição. Em causa estão valores da ordem dos 1,35 mil milhões de euros.

 

O processo deu entrada no Tribunal Judicial da Comarca de Lisboa nesta sexta-feira, 19 de Junho, de acordo com o Expresso. Em causa estão verbas no Novo Banco que estas empresas gostariam de movimentar, mas que foram congeladas.

Além da Petróleos da Venezuela (PDVSA), a acção envolve também o Banco de Desenvolvimento Económico e Social da Venezuela, segundo o semanário.

No início do ano, a PDVSA viu a justiça recusar uma providência cautelar que visava movimentar 400 milhões de euros que se encontram congelados no Novo Banco.

A entidade financeira recusa deixar sair as verbas da instituição no âmbito das suspeitas que surgiram no decorrer do inquérito ao antigo Grupo Espírito Santo (GES), cumprindo as regras de prevenção do branqueamento de capitais.

O Novo Banco alega que não consegue determinar quem será o beneficiário último destas verbas.

O Ministério Público (MP) suspeita que o ex-presidente do BES, Ricardo Salgado, pagou alegados subornos a políticos do regime do antigo presidente da Venezuela, Hugo Chávez.

Salgado e Chávez terão firmado uma “parceria estratégica”, em 2010, que levou empresas públicas venezuelanas a investirem 6,4 mil milhões de euros em empresas do GES. Será parte desse dinheiro, em depósitos e em títulos adquiridos, que as empresas pretendem agora recuperar.

ZAP //

 

Ver original em 'ZAP aeiou' na seguinte ligação:

https://zap.aeiou.pt/venezuela-leva-novo-banco-tribunal-recuperar-135-mil-milhoes-euros-331069

Maduro: livro de Bolton revela que EUA queriam ter Venezuela como colônia

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247 -Maduro disse que o livro "A sala onde aconteceu: um livro de memórias da Casa Branca" revela as ameaças e os planos intervencionistas dos Estados Unidos contra a Venezuela.

Em declarações transmitidas pelo canal estatal "Venezolana de Television", Nicolás Maduro disse que as alegações de Trump são refletidas no livro escrito pelo ex-conselheiro de Segurança Nacional dos EUA John Bolton, segundo o qual Donald Trump pretendia converter a Venezuela em parte do território dos Estados Unidos.

Para Maduro, o livro revela as ameaças e os planos intervencionistas dos Estados Unidos.

"Portanto, não somos a Venezuela, somos gringos, aí as verdades estão sendo reveladas, as verdades do que enfrentamos e derrotamos durante esses anos de 2019 e 2020 estão vindo à tona e continuaremos os derrotando".

O presidente venezuelano indicou que, no texto de Bolton, foi revelado que Trump considerava a opção de uma invasão contra a Venezuela como "algo legal", informa a Telesul.

"Segundo os relatos, cuja data de publicação é desconhecida, Trump garantiu que invadir a Venezuela seria uma coisa legal, vejam bem, invadir a Venezuela seria uma coisa legal e Donald Trump continua acreditando nisso" .

 

O chefe de Estado venezuelano comentou que o livro de Bolton mostra também a desconfiança de Donald Trump para com o deputado de direita e autoproclamado "presidente encarregado", Juan Guaidó.

"Embora Trump tenha aprovado a proposta de declarar que os Estados Unidos reconheciam Guaidó em vez de Maduro, Trump estava preocupado que Guaidó parecesse fraco", diz Bolton no seu livro sobre os bastidores da Casa Branca.

Nesta terça-feira (16), o Departamento de Justiça entrou com uma ação contra John Bolton, alegando que o livro contém "informações classificadas" cuja publicação "comprometeria a segurança nacional".

 

John Bolton atuou como Conselheiro de Segurança Nacional do presidente dos Estados Unidos entre abril de 2018 e setembro de 2020.

CENSURA GLOBAL : WIKIPEDIA E VENEZUELA


2020-06-16

Alan Macleod, MintPress/Adaptação O Lado Oculto  

Incapaz de convencer um número suficiente de pessoas no país a segui-la, a oposição venezuelana tem voltado esforços para cativar uma audiência internacional – principalmente norte-americana – de modo a apoiar as suas causas. Parte desse esforço é realizado online, provocando discussões em inglês nas redes sociais, criando redes de bots (robots) e editando os artigos da Wikipedia. Muitos dos artigos da Wikipedia sobre a Venezuela são tendenciosos e favoráveis à oposição, contendo numerosas imprecisões, falsidades e manipulações.

Recentemente, de acordo com o website Grayzone, um grupo de venezuelanos de direita tem vindo a conseguir proibir o recurso na Wikipedia a uma variedade de meios de comunicação alternativos que não se encaixam nas suas opiniões. A lista inclui o MintPress (já proibido na Wikipedia), o The Grayzone e o muito elogiado website independente de notícias Venezuelanalysis, o mais completo recurso em língua inglesa no país. Um usuário especialmente activo, ZiaLater, membro de um grupo designado “Projecto Venezuela”, que controla e modera conteúdos da Wikipedia relacionados com o país, foi o catalisador da proibição de sites com orientações anti-imperialistas. Alguns elementos do “Projecto Venezuela” passam longas horas alterando páginas de informações relacionadas com o país no sentido de as tornarem mais críticas contra o governo e solidárias com a oposição.

Os polícias da narrativa

A Wikipedia sugere o uso de fontes convencionais financiadas por empresas que considera “geralmente fiáveis”. Na Venezuela, porém, esses meios assemelham-se nos seus conteúdos aos que fazem a propaganda das mudanças de regime orientadas pelos Estados Unidos. Por exemplo, a CNN, a BBC e o Daily Telegraph, entre muitos outros, relataram como factos reais a falsificação segundo a qual o governo venezuelano queimou camiões de ajuda humanitária que tentaram entrar no país a partir da Colômbia no ano passado. Na realidade foi a oposição que queimou os seus próprios camiões, conforme relatos feitos imediatamente pelo Grayzone, o MintPress e vários outros meios de informação que estavam efectivamente no local. Várias transmissões em directo e com boa circulação testemunharam os acontecimentos em tempo real. Tudo isso, no entanto, foi ignorado pelos media corporativos. O New York Times, uma fonte de conteúdos recomendada pela Wikipedia, emprega actualmente um jornalista que faz a cobertura da Venezuela e me admitiu abertamente on the record que se considera um “mercenário” vocacionado para publicar histórias ultrajantes e exageradas para cumprir os objectivos que lhe são pedidos. Outros jornalistas disseram-me que alguns dos seus colegas têm como missão número um derrubar o governo de Nicolás Maduro.

Em 2017, o Washington Post publicou um artigo apelando abertamente a um golpe violento na Venezuela e tem actualmente nos seus quadros um jornalista venezuelano que declarou quando saiu do New York Times: “Muito do meu modo de vida está associado ao activismo da oposição” e, portanto, “não posso ser neutro”. Enquanto isso, o The Guardian descreveu Oscar Perez, um desertor que sequestrou um helicóptero para bombardear o Parlamento de Caracas, como um “patriota”; chegou mesmo a acolher a teoria da conspiração, entretanto desmascarada, segundo a qual Perez teria actuado “por iniciativa do governo”. O jornal, porém, não retirou nem desmentiu as falsidades. Estas são apenas pequenas amostras da propaganda da oposição publicada como jornalismo objectivo pelos media corporativos.

“A cobertura da comunicação social dominante sobre a Venezuela é mais terrível do que em relação a qualquer outro país do mundo, excepto talvez a Palestina; é totalmente tendenciosa, enganadora e distorcida”, afirmou Dan Beeton, economista e especialista de América Latina no Center for Economics Policy Research. “A diferença entre o que se publica e a realidade é tão grande que não pode avaliar-se”, segundo a opinião do professor William Robinson, da Universidade da Califórnia, em Santa Bárbara.

Ao serviço da elite dominante

Embora a imagem popular que existe da Wikipedia seja a de um empreendimento público colectivo onde todos podem dar os seus contributos, a enciclopédia online reflecte, na realidade, as desigualdades existentes na sociedade. Quanto mais edições uma pessoa realiza mais prestígio e influência adquire, permitindo-se assim que alguns editores exerçam um poder irracional sobre o 13º website mais visitado em todo o mundo. Surgiu assim uma casta de editores poderosos, que diariamente passam horas editando e alterando o conteúdo de artigos como entenderem. Existem fortes suspeitas de que governos e organizações financeiramente poderosos estão a pagar a pessoas – ou a equipas de pessoas que utilizam a mesma conta – para intervir no site a tempo inteiro; aliás, esses usuários...

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Maduro pede ao povo venezuelano que cumpra medidas contra a Covid-19

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247 - O presidente venezuelano Nicolás Maduro pediu ao povo nesta segunda-feira (15) que cumpra as medidas anunciadas pelo governo para combater a Covid-19.

Maduro enfatizou a importância do uso obrigatório da máscara e do distanciamento social em todos os espaços para evitar a propagação do novo coronavírus. A Venezuela está ainda em quarentena e na segunda fase de flexibilização.

Com a reativação de 14 novos setores econômicos, nesta segunda-feira começou o segundo dia de descontração da quarentena, que inclui a reabertura de academias e shopping centers com o acompanhamento de protocolos especiais de saúde, juntamente com a retomada das atividades esportivas sem público.

 

Este novo período surge após sete dias de quarentena radicalizada, durante os quais apenas os setores de alimentos, medicamentos e serviços essenciais para a população foram isentos, informa aPrensa Latina.

A VENEZUELA NÃO É NOTÍCIA

Vejam porquê
Milhares de quilómetros de fronteiras com Colômbia, Brasil e Guiana, países com altas taxas de contaminação e óbitos, a Venezuela mantêm controlada a um baixíssimo nível a pandemia Covid-19.
Os venezuelanos residentes nesses países são recebidos a um ritmo que permita o seu realojamento e manutenção em quarentena antes de seguirem o seu destino, mesmo assim 80% dos novos infetados são originários do exterior.   image
Por isso, a Venezuela não é notícia e, o contraste nomeadamente com o Brasil e os Estados-Unidos é tão gritante que o ex-esquerdelho Augusto Santos Silva/PS deixou de falar no Guaidó.

Ver o original em As palavras são armas (clique aqui)

Venezuela acusa EUA de atacarem 'o coração da economia venezuelana' com ações contra petroleiros

Petroleiro iraniano em porto na Venezuela
© AP Photo / Ernesto Vargas

As ações dos EUA, que tentam impedir a chegada de mais petroleiros ao país em meio à pandemia, "são um ataque a todos os venezuelanos", afirmou Jorge Arreaza.

O ministro venezuelano das Relações Exteriores, Jorge Arreaza, qualificou de "criminosas" as ações dos EUA, que impedem a chegada de petroleiros à Venezuela para exportar petróleo, citando fonte da agência Reuters.

https://twitter.com/jaarreaza/status/1270500052797186055?ref_src=twsrc%5Etfw

Mais provas concretas da agressão criminosa de Washington. Eles atacam o coração da economia venezuelana para impedir o país de obter renda para importar alimentos, remédios e suprimentos, e o fazem em meio à pandemia. Isto é um ataque a todos os venezuelanos.

Segundo informou a Reuters, pelo menos dois petroleiros que iam para a Venezuela para carregar petróleo bruto foram obrigados a retornar, e outros três navios se afastaram das águas venezuelanas depois que os Estados Unidos indicaram que estavam considerando a possibilidade de adicionar dezenas de navios petroleiros às listas de sanções.

Na semana passada, os Estados Unidos impuseram sanções contra quatro entidades e quatro petroleiros que navegavam sob as bandeiras do Panamá, Bahamas e Ilhas Marshall por sua suposta participação no comércio petrolífero da Venezuela.

A Venezuela obteve recentemente um grande carregamento de gasolina e componentes necessários para produzi-la, proveniente do Irã. Todos os navios iranianos tiveram escolta militar venezuelana depois que os Estados Unidos disseram estar ponderando medidas em resposta às entregas. Além disso, na segunda-feira (8) Caracas recebeu ajuda humanitária por parte de Teerã.

As sanções impostas pelos EUA em meio à crise política e econômica na Venezuela têm impactado fortemente o país.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/americas/2020061015682202-venezuela-acusa-eua-de-atacarem-o-coracao-da-economia-venezuelana-com-acoes-contra-petroleiros/

Tentativa de agressão mercenária contra a Venezuela: as teias da operação por Gustavo Carneiro*

tentativa de agressao mercenaria contra a venezuela as teias da operacao por gustavo carneiro 1 20200608 1814108105

Os contornos da tentativa de agressão mercenária contra a Venezuela de 3 e 4 de Maio vão sendo conhecidos à medida que são tornados públicos documentos e confissões de alguns dos detidos. As provas até agora reunidas revelam uma operação de grande envergadura (e avultados investimentos) que congrega a oposição violenta e golpista venezuelana, militares desertores, grandes empresários de diferentes nacionalidades, narcotraficantes, mercenários norte-americanos e os governos da Colômbia e dos Estados Unidos da América.

As declarações prestadas às autoridades venezuelanas pelos mercenários capturados, entre os quais se contam dois ex-militares dos EUA, um funcionário da agência norte-americana DEA e militares venezuelanos desertores, ajudam a revelar os criminosos objetivos da chamada Operação Gedeón. Os intervenientes nos desembarques do início do mês, e que eram apenas uma parte de toda a operação, pretendiam assassinar o legítimo presidente Nicolas Maduro e assumir o controlo dos principais aeroportos e dos serviços de informações e segurança do país.

Via: Início – CPPC – Conselho Português para a Paz e Cooperação https://bit.ly/3f1xNDN

Encontre-me se for capaz: cadê Guaidó?

Encontre-me se for capaz: cadê Guaidó?

O chanceler da Venezuela, Jorge Arreaza, afirmou anteriormente que o líder da oposição venezuelana, Juan Guaidó, estava se refugiando na embaixada francesa em Caracas e exigiu que ele fosse extraditado para a Justiça.

O Ministério das Relações Exteriores da França negou relatos de que Guaidó esteja na embaixada francesa na capital venezuelana.

"Juan Guaidó não está na residência francesa em Caracas. Confirmamos isso repetidamente às autoridades venezuelanas", disse o porta-voz da chancelaria francesa em briefing nesta sexta-feira (5).

O representante ressaltou que todos os esforços devem se concentrar em encontrar uma solução política para a crise venezuelana. "Somente um caminho democrático e eleições livres, transparentes e credíveis o resolverão a longo prazo e acabarão com o sofrimento do povo venezuelano."

Anteriormente, o presidente venezuelano Nicolás Maduro mencionou Guaidó como um "fugitivo da Justiça", o que provocou rumores de sua possível fuga e tentativas de obter asilo em um país terceiro.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/charges/2020060515664579-encontre-me-se-for-capaz-cade-guaido/

Maduro acusa líder da Colômbia de 'supervisionar' mercenários para incursões na Venezuela

Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, fala durante uma reunião com as Forças Armadas Bolivarianas no Palácio Miraflores, em Caracas, Venezuela, 4 de maio de 2020
© REUTERS / Palácio Miraflores / Handout

O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, acusou seu homólogo da Colômbia, Iván Duque, de estar se encarregando "pessoalmente" de supervisionar acampamentos de treinamento de mercenários para atacar Venezuela.

Na quarta-feira (3), Maduro assegurou que Duque mantém sobre a mesa opção de uma incursão marítima depois da tentativa fracassada de 3 de maio.

#EnVivo 📹 | “Tengo informaciones comprobadas que Iván Duque supervisa a través de jefes militares campamentos en Medellín, Antioquía, el norte de Santander de grupos de mercenarios reagrupados para preparar nuevas incursiones contra Venezuela”, denunció @NicolasMaduro pic.twitter.com/zT6s5rEVij

— Prensa Presidencial (@PresidencialVE) June 3, 2020

"Tenho informações comprovadas de fontes seguras que Iván Duque supervisiona pessoalmente atráves de chefes militares acampamentos em Medellín, Antioquia e no norte de Santander de grupos de mercenários reagrupados com paramilitares para preparar novas incursões contra a Venezuela", afirmou Maduro, acrescentando que "Duque disse que o plano de incursão marítima deve ser mantido como uma das opções".

Por essa razão, o presidente da Venezuela instruiu as forças militares e policiais a manterem "guarda em alto". "Vigiemos o mar, o território, o espaço aéreo e a pátria, para que nenhum destes grupos mercenários que são treinados na Colômbia, sob a proteção de Duque, possa fazer mal a nenhuma instituição e e a nenhum venezuelano".

Além disso, Nicolás Maduro ordenou o mantimento da capacidade preventiva e "prepraro da capacidade reativa" perante qualquer ação.

Em 3 de maio, militares venezuelanos detectaram duas lanchas na costa norte do estado venezuelano de La Guaira com supostos mercenários tentando invadir o território venezuelano, segundo autoridades bolivarianas.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/americas/2020060415657823-maduro-acusa-lider-da-colombia-de-supervisionar-mercenarios-para-incursoes-na-venezuela/

EUA têm uma «obsessão criminosa» com a Venezuela, afirma Arreaza

O ministro dos Negócios Estrangeiros da Venezuela denunciou os ataques constantes dos EUA ao seu país, depois de, esta terça-feira, Pompeo ter anunciado sanções a novas empresas, para apertar o cerco.

Em Maio de 2019, os EUA impuseram sanções a dez de 12 empresas de transporte marítimo que levavam produtos e alimentos para a Venezuela; agora, puniram quatro empresas que comercializam petróleo venezuelanoCréditos / RT

Jorge Arreaza denunciou esta ontem uma nova manobra da administração norte-americana com vista a intensificar o bloqueio comercial e financeiro que os EUA impõem à Venezuela.

Depois de o secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, ter anunciado sanções a novas empresas que se encarregam de comercializar petróleo venezuelano, o diplomata afirmou, na sua conta de Twitter, que se trata de uma «obsessão criminosa».

«A primeira coisa que o secretário Pompeo faz de manhã é anunciar outra agressão à Venezuela. Obsessão criminosa. Quer que os venezuelanos fiquem sem gasolina, que o Estado não possa vender petróleo para importar medicamentos, tratamentos, alimentos e insumos para produzir: Crime contra a humanidade», escreveu Arreaza.

As afirmações do ministro venezuelano seguiram-se ao anúncio de Pompeo, também no Twitter: «Hoje, os Estados Unidos estão a sancionar quatro empresas pelo seu papel em facilitar o roubo de petróleo venezuelano por parte do regime de Maduro. Estas sanções isolam ainda mais o regime e são outro passo para alcançar a liberdade e a prosperidade para o povo da Venezuela.»

Trata-se, de acordo com a TeleSur, das empresas Adamant Maritime, Afranav Maritime e Sanibel Shiptrade, todas registadas nas Ilhas Marshall, e da grega Seacomber. Todas comercializam petróleo venezuelano.

«Crimes de guerra», «terrorismo», «actos de genocídio»

Foi nestes termos que, esta terça-feira, um grupo de especialistas e diplomatas classificou as sanções económicas impostas contra países, ao participarem no seminário virtual «O impacto das medidas coercitivas unilaterais na luta mundial contra a Covid-19», organizado pelas missões diplomáticas de Bielorrússia, China, Nicarágua, Cuba, Irão, Rússia, Síria, Venezuela e Zimbabwe junto das Nações Unidas.

Os intervenientes defenderam como fundamental a unidade da comunidade internacional na condenação dessas medidas arbitrárias, por serem contrárias à Carta das Nações Unidas, ao direito internacional e por afectarem os direitos humanos à vida, à saúde, à alimentação, ao desenvolvimento dos povos.

Na sua intervenção, o representante permanente da Venezuela junto das Nações Unidas, Samuel Moncada, explicou que as sanções representam um «obstáculo ilegal» que torna «praticamente impossível» aos países a elas sujeitos «terem acesso ao sistema financeiro internacional ou ao comércio com liberdade para adquirir medicamentos e alimentos prioritários para enfrentar a crise pandémica», lê-se numa nota do Ministério venezuelano dos Negócios Estrangeiros.

O diplomata sublinhou que a ONU condenou estas sanções, sobretudo quando são utilizadas como meio de coerção política contra países, e lamentou que os estados que as aplicam «não tenham ouvido tais apelos e continuem a agir com impunidade contra a vida humana». Neste sentido, explicou, trata-se de um «crime contra a humanidade».

No contexto da luta contra a epidemia do novo coronavírus, Moncada exigiu ainda aos países que impõem sanções que «ponham de parte os interesses políticos e apoiem o interesse comum de salvar vidas».

Ver original em "AbrilAbril" na seguinte ligação:

https://www.abrilabril.pt/internacional/eua-tem-uma-obsessao-criminosa-com-venezuela-afirma-arreaza

Irã enviará combustível à Venezuela, sempre que seja necessário, diz chancelaria

 
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247 - O embaixador da Venezuela no Irã, Carlos Antonio Alcalá Cordones, afirmou que os dois países desafiaram as ameaças do imperialismo americano para defender seu direito ao livre comércio.

O Irã enviará mais combustível para a Venezuela se o governo bolivariano necessitar, apesar da pressão dos EUA, disse o Ministério das Relações Exteriores do Irã nesta segunda-feira (1º/6).

"Se o governo venezuelano solicitar um novo carregamento, nós o enviaremos para esse país", enfatizou o porta-voz da chancelaria iraniana, Abbas Musaví, em entrevista coletiva.

Ele afirmou que o comércio entre os dois países é "legítimo", pois ambos estão sob "sanções cruéis e unilaterais dos Estados Unidos".

Musaví observou que as duas nações têm o direito de negociar livremente, apesar de os EUA não aceitarem esse fato.

Apesar das ameaças dos EUA, os cinco navios iranianos chegaram em segurança à Venezuela, carregando 245 milhões de litros de gasolina. Washington ameaçou governos, portos, empresas de transporte e seguradoras que poderiam enfrentar medidas de retaliação se ajudassem o transporte do Irã até a Venezuela, informa a Telesul.

EUA ameaçam portos, empresas e governos caso ajudem petroleiros iranianos em direção à Venezuela

A tripulação do navio-tanque iraniano Fortune no convés durante a chegada à refinaria El Palito, em Puerto Cabello, Venezuela, 25 de maio de 2020
© REUTERS / Palácio Miraflores

Representante americano para a Venezuela disse que empresas, portos, governos e seguradoras poderiam encarar duras sanções caso prestem serviços a navios-tanque do Irã seguindo para a Venezuela.

Vários petroleiros iranianos já chegaram a portos venezuelanos carregando combustível. Agora, o representante americano para Caracas, Elliott Abrams, afirmou que a campanha de pressão contra a Venezuela está sendo empreendida "para ter certeza de que todos reconhecem que esta seria uma transação muito perigosa para ser auxiliada".

Desta forma, Washington tem utilizado suas relações diplomáticas para pressionar governos, seguradoras, companhias de navegação e portos por meio de sanções, de maneira a frustrar qualquer ajuda ao transporte de combustíveis do Irã à Venezuela, reportou a Reuters após entrevista com Abrams.

Ainda de acordo com a mídia, uma fonte declarou que, entre as autoridades e governos avisados por Washington, figura o de Gibraltar, situado na rota dos navios-tanque.

Embora não se saiba ainda o real efeito de tais ameaças, Abrams declarou na entrevista:

"Eu não acho que você encontrará donos de navios, seguradoras, capitães e tripulações dispostos a se envolverem nessas transações no futuro."

Além disso, o americano demonstrou confiança no sucesso da política de Washington, ressaltando que o carregamento recebido pela Venezuela duraria poucas semanas e que, "em sua maioria, seria desviado por figuras leais a Maduro".

Crise de combustível

Apesar de ter uma das maiores reservas de petróleo no mundo, a Venezuela tem protagonizado aguda falta de combustíveis.

Em grande parte, a crise é efeito das sanções impostas por Washington ao país.

Para contornar o problema, a Venezuela começou a receber nesta semana um total de 1,53 milhão de barris de gasolina transportado em cinco navios-tanque a partir do Irã, apesar de temores de uma intervenção armada americana para impedir a transação.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/americas/2020053015640068-eua-ameacam-portos-empresas-e-governos-caso-ajudem-petroleiros-iranianos-em-direcao-a-venezuela/

O real significado do envio de combustível do Irã para a Venezuela

 
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Assistimos nos últimos dias, desde 25 de maio, a chegada à Venezuela de vários grandes petroleiros transportando mais de meio bilhão de litros de gasolina e derivados petroquímicos para ativar as grandes refinarias daquele país, que não estão conseguindo refinar o seu petróleo. Pouco li nas mídias alternativas sobre o real significado disso. Muito se perguntam: já vivemos uma nova ordem mundial, multipolar? Sobre esse tema falarei neste artigo.

No último dia 13 de março, começaram a partir do Irã cinco grandes navios petroleiros. Tinham um destino certo: a República Bolivariana da Venezuela, sob a presidência do comandante Nicolas Maduro, que sucedeu o comandante Hugo Rafael Chávez Frias. Os navios levavam 1,5 milhões de barris de combustível, equivalente a 508 milhões de litros de gasolina. Mas, levavam também diversos produtos petroquímicos, entre eles vários tipos de catalizadores, para o processo chamado de alquilação e craqueamento, que quebra da cadeia de hidrocarbonetos do petróleo, ou óleo cru como se chama. Esse óleo, em si, não serve para quase nada. Essa quebra química, por processos de destilação nas refinarias, gera derivados como gasolina, óleo diesel, asfalto, nafta, querosene, gás liquefeito do petróleo, aguarrás e tantos outros produtos, imprescindíveis para o fabrico de centenas de produtos essenciais para nossas sociedades.

Uma operação como essa, em condições normais em um mundo sem a unipolaridade pretendida pelos EUA como xerife do planeta, sería a coisa mais absolutamente normal. Inclusive, em valores em reais e levando em conta a cotação do petróleo do dia que escrevo este artigo (28 de maio), é uma transação de valor pequeno, estimado em R$270,8 milhões de reais (ou US$50,8 milhões de dólares). No entanto, não vivemos em um mundo “normal” onde quaisquer dois países compram e vendem seus produtos livremente.

Essa não é uma transação comercial qualquer. Ela está sendo feita entre dois países sancionados pela potência imperialista, os Estados Unidos da América, que tem a pretensão de destruir e derrubar ambos os governos e modelos de nação que vigoram tanto no Irã, uma República Islâmica, quanto na Venezuela, uma República Bolivariana, que menciona o “caminho do socialismo no século XXI”. Ambos os países encontram-se na lista do Departamento de Estado dos EUA como países que financiam o “terrorismo” (sic).

As sanções contra a Venezuela

Abordarei aqui apenas as sanções impostas à Venezuela, mas muitas dessas são semelhantes que ocorrem contra o Irã, que está “proibido” pelos EUA de comercializar seu petróleo com o resto do mundo, sanções essas completamente ilegais, pois não passaram por nenhum fórum do sistema das Nações Unidas.

 

Durante a gestão Obama, em dezembro de 2014, o Congresso dos Estados Unidos aprovou a Lei nº 113/278 que proíbe expressamente todas as empresas estadunidense de comercializarem com a Venezuela. Mas, a lei vai mais longe. Proíbe também todas as empresas em todo o mundoque tenham uma filial em território estadunidense, ou seja, a proibição atinge além das fronteiras daquele país. Dito de outras palavras, a lei estadunidense passa a não ter fronteiras, ferindo a questão da extraterritorialidade do direito, como dizem os especialistas em direito internacional. Dito de outra forma, uma lei dos EUA vale para o mundo todo e quem não as respeitar pode também sofrer penalidades. E mais: essa é uma legislação que não tem nenhum respaldo da ONU e de nenhum tribunal internacional. É como se o império estadunidense pudesse determinar o que as empresas do mundo inteiro devem fazer. Isso tudo para sufocar, estrangular a economia dos Estados Unidos.

Essa lei é muito parecida com a Lei Helms-Burton de 1996, que aprofundou o bloqueio econômico dos EUA contra Cuba, que já vinha sendo imposta de outras formas desde 1962. No caso da Venezuela, a lei proíbe também que a Venezuela utilize o sistema SWIFT, que é Society for Worldwide Interbank Financial Telecommunicationou Sociedade de Telecomunicações Financeiras Interbancárias Mundiais. Quase nenhuma operação comercial de compra e venda no mundo ocorre sem o uso desse sistema mundial de transferências de recursos financeiros entre países (há um sistema alternativo em teste na Europa que o Irã tem usado que usa a sigla INSTEX, que significa Instrument in Support of Trade Exchangesou Instrumento de Apoio às Trocas Comerciais). Só para termos uma ideia da gravidade desse bloqueio, cerca de 90% de todas as vacinas que a Venezuela compra no mundo são pagas pelo sistema SWIFT, de forma que as crianças venezuelanas já não podem ter acesso às vacinações obrigatórias na infância.

Em seguida a isso, o “democrata” Barak Obama – tão enaltecido por parte da esquerda – em 9 de março de 2015, edita um “decreto” que torna a Venezuela “uma ameaça à segurança nacional” dos Estados Unidos (sic). Com a posse de Donald Trump em janeiro de 2017, essa situação se agrava ainda mais. Quero aqui lembrar uma das principais promessas de campanha feitas em 2016 por Trump, quando dizia que “acabaria com o chavismo na Venezuela” (ele chega a reeleição não só não tendo conseguido essa “proeza”, como correndo o sério risco de perder as eleições para um inexpressivo Joe Biden).

 

Por que a Venezuela não está produzindo gasolina?

As televisões mundiais estão cansadas de mostrar imagens de postos de gasolina venezuelanas completamente vazios. Pessoas empurrando carros sem combustível, tudo isso como parte de uma propaganda mundial contra o governo bolivariano da Venezuela. Mas, a primeira pergunta que se ouve é por que a Venezuela, que tem a maior reserva mundial provada de petróleo do mundo (300 bilhões de barris) não produz gasolina?

O maior complexo de refinarias da Venezuela ficam na península de Paraguaná, estado de Falcón. Lá estão as refinarias de Amaçay e Cardón, além de Palito, que fica no Estado de Carabobo. Essa refinaria tem a capacidade de refino diária de 1,1 milhões barris de petróleo o que equivale a 60 milhões de litros de gasolina. Em termos de grandeza, ela só perde para a refinaria de Jamnagar na Índia, que refina por dia 1,2 milhões de barris.

No entanto, para proceder as operações de quebra das cadeias de hidrocarbonetos do petróleo, diversos produtos que são utilizados encontram-se em falta na Venezuela. Além disso, faltam também algumas peças de reposição, especialmente válvulas, para as operações normais das refinarias poderem operar a plena carga (lembrar que elas funcionam 24 horas por dia).

É preciso dizer que um dos cinco navios iranianos levam não só esses produtos petroquímicos como também equipamentos de reposição em falta na Venezuela. Algumas semanas antes, aeronaves iranianas já haviam transportado vários desses equipamentos. No caso específico da refinaria de Palito, (Carabobo), a Rússia já estava tomando medidas para a sua reativação. Ou seja, o Irã, mais do que uma simples venda de derivados de petróleo, prestou imensa solidariedade à Venezuela, atitude revolucionária vinda de um país revolucionário, dos que mais combatem o imperialismo estadunidense.

A longa jornada dos navios iranianos

No dia 13 de março passado, partiu do porto iraniano de Bandar Abbas o primeiro dos cinco navios. Pareciam, pelo significado da viagem, que cumpririam a Grande Marcha, que Mao Zedong cumpriu na China em 1934. Os outros quatro navios, partiram respectivamente nos dias 31 de março, 20, 26 e 28 de abril. Esses navios vieram por uma rota marítima das mais longas. Passaram pelo estreito de Ormuz, no Golfo Pérsico, desembocaram no Mar da Arábia (Oceano Índico), contornaram a península arábica, passaram por Bab El Mandeb, no Golfo de Ácaba, entrada do Mar Vermelho. Cruzaram o canal de Suez, no Egito e desembocaram no Mar Mediterrâneo. Após isso, cruzaram o estrito de Gibraltar, desembocando finalmente no Atlântico.

Os navios percorreram uma distância de 10.060 milhas náuticas (uma milha náutica equivale a 1,852 Km), o que equivale a 18,6 mil longos quilômetros, sendo que o primeiro que entrou no mar do Caribe, em águas territoriais venezuelanas foi no dia 25 de maio, segunda-feira, que foi o navio Fortune. Em seguida e até 28 de maio, chegaram os outros três, sendo que o quinto e último deve atracar em portos venezuelanos até domingo, dia 1º de junho (os outros navios chama-se Clavel, Faxon, Florest e Petúnia).

Essa carga trazida pelos navios, combustível e mais equipamentos de reposição, garantirão o abastecimento com gasolina até dezembro, em todo o país de 25% da sua frota nacional de veículos. Os outros 75% serão garantidos pela retomada do refino nas refinarias venezuelanas, que passarão a operar em função dos equipamentos e produtos trazidos.

O bloqueio estadunidense atinge o absurdo de proibir a livre navegação de toda e qualquer embarcação em mar territorial venezuelano. E para fiscalizar esse bloqueio naval – uma situação inédita que não foi imposta nem ao Iraque entre 1991 e 2003 (lá impuseram apenas o bloqueio aéreo), entre as duas invasões que o país sofreu e mesmo à Síria desde 2011 que enfrenta uma agressão externa apoiada pelos EUA e patrocinada pela Arábia Saudita, protetorado estadunidense no Golfo Pérsico.

Para garantir o cumprimento do bloqueio imposto por Trump, a IV Frota Naval dos EUA, subordinada ao Comando Sul (USSOUTHCOM), cuja base fica em Mayport, em Jacksonville, Flórida foi acionada. Nunca é demais lembrar que essa frota, criada em 1943, havia sido desativada em 1950. Ela foi reativada em 2008, coincidentemente quando o Brasil anunciou a descoberta da maior reserva de petróleo do mundo, na camada de pré-sal. O comando da Frota, sob ordens do almirante Donald Gabrielson, destacou quatro navios de guerra e vários helicópteros, para garantir que o bloqueio fosse cumprido. Ou seja, a Venezuela, um país soberano, não pode dispor de seu mar territorial. Parece surreal, mas não é.

O que podemos ver, nesse cenário, que o transporte desses mais de meio bilhão de litros de combustível, no cenário que descrevemos não é uma simples viagem de rotina. O que presenciamos (no momento que escrevo, o quinto navio ainda não chegou) foi uma verdadeira operação de guerra. Apoiada, nos bastidores, pela Rússia – que fornece muito material bélico à Venezuela – e pela República Popular da China, ambos os países também sob sanções dos EUA e em meio a uma guerra comercial.

A chegada dos navios é prenúncio de que já vivemos um mundo multipolar?

A chegada dessa flotilha cinco navios, que foram recebidos pela Armada Bolivariana e pela sua Força Aérea, foi motivo de grande festa em Caracas. Não só pelo fato de que o país terá um alívio em termos de combustíveis nos próximos meses, mas pelo fato do seu imenso significado político, que ainda não aquilatamos o suficiente, pelo pouco destaque que isso vem ganhando na imprensa alternativa. E essa festa é extensiva à Teerã. O seu presidente Hasan Rouhani chegou mesmo a afirmar que o mundo já está vivendo uma multipolaridade.

O fato de os petroleiros passarem nas “barbas” dos navios de guerra super equipados dos Estados Unidos, sem que nenhuma atitude tenha sido tomada, é, por si só, uma vitória retumbante. Dias antes da chegada, várias declarações foram feitas pelo porta voz da Casa Branca. Do lado do Irã também foram desferidas declarações contundentes. Se algum dos navios fossem abordados, apreendidos ou até atacados, a marinha iraniana daria o troco da mesma forma, nos navios estadunidenses que navegam no Golfo Pérsico. Chegaram a falar em fechamento do estreito de Ormuz, no Golfo Pérsico, por onde passam diariamente quase 20 milhões de barris, equivalente a 25% de toda a produção mundial (a largura do estreito é de pouco mais de 50 Km). É, seguramente, um dos locais mais estratégicos no mundo em termos geopolíticos.

Não há dúvida para nenhum analista internacional que essa “operação de guerra” (como demonstramos acima) teve o claro apoio da Rússia e China. Não que uma apreensão de um desses navios fosse significar a declaração de uma guerra mundial. Mas, só o fato de saber que essas duas potências que são polos mundiais estão protegendo a operação já deixou os EUA na defensiva.

Na prática, de nada adiantou a maior armada do mundo, a mais poderosa militarmente falando, que não foram capazes de bloquear a chegada de petroleiros iranianos à costa venezuelana, apesar de todas as ameaças claras. Há uma especulação, com a qual estou de acordo, feita pelo jornalista Alejandro Acosta. Uma operação dessa natureza pode estar servindo tanto para os EUA, quanto para Rússia e China. Para os Estados Unidos, que ficaram mais à vontade para iniciar os testes nucleares, interrompidos há tempos, de seus artefatos táticos de baixa letalidade (equivalente às bombas de Hiroshima e Nagasaki). Para a Rússia e China eles testam a sua capacidade de sustentarem amplas operações militares em terras e mares muito distantes de seus próprios territórios. Tem muito sentido essa análise.

De minha parte, não tenho dúvidas há tempos, que transitamos entre duas ordens mundiais. A unipolar, construída a partir do fim da URSS em dezembro de 1991, para o mundo multipolar, que ainda não se consolidou, mas que avança a cada dia, a cada operação como essa, que patriotas e democratas, bem como internacionalistas, devem saudar com todas as suas forças. Podemos sim, estar vivendo no limiar de uma nova Ordem Mundial. Mas ainda não está consolidada.

Em tempo: parte das informações operacionais e políticas deste trabalho estão contidas no artigo do jornalista e editor do Gazeta RevolucionáriaAlejandro Acosta, publicado no dia 25 de maio de 2020, que pode ser lido no endereço: https://duploexpresso.com/?p=112911.

Venezuela | Supremo Tribunal anula presidência parlamentar de Juan Guaidó

 
 
O Supremo Tribunal de Justiça da Venezuela (STJ) declarou nula a junta de direção da Assembleia Nacional (AN, parlamento), liderada pelo opositor Juan Guaidó, e reconheceu como presidente do parlamento Luís Parra, um dissidente da oposição.

"O STJ declarou a validade da junta de direção da AN, designada no passado 5 de janeiro 2020, para o período parlamentar de 2020-2021" e que integra os "deputados Luís Eduardo Parra Rivero, como presidente, Franklin Duarte como primeiro vice-presidente e José Gregório Noriega como segundo vice-presidente", indicou, numa comunicado divulgado online, o STJ.
 
O STJ proibiu também "a instalação de um parlamento paralelo ou virtual, o qual não tem nenhum efeito legal" e "qualquer pessoa pública ou privada que empreste ou ceda espaço para tal, será considerada em desacato e qualquer ato exercido como tal será nulo".

 
A decisão do STJ foi tomada na sequência de um pedido de proteção constitucional da oposição contra a AN presidida por Luís Eduardo Parra Rivero.

Para o tribunal, "não existe atuação fora do marco da competência constitucional", atribuída à nova direção do parlamento, nem "violação" dos direitos constitucionais.

A sentença ordena que seja enviada uma cópia autenticada do processo e da decisão ao Ministério Público, para os correspondentes fins legais em relação às ações de Juan Guaidó.

Deputado venezuelano pelo estado de Yaracuy, Luís Eduardo Parra Rivero foi proclamado presidente da AN em 05 de janeiro último, com os votos do Grande Polo Patriótico (minoria parlamentar desde finais de 2015).

Em dezembro de 2019, foi expulso do partido Primeiro Justiça, depois de ter sido acusado de pertencer, alegadamente, a uma rede de corrupção conhecida como Operação Alacrán (Escorpião).

A oposição venezuelana afirmou que o objetivo da Operação Alacrán era evitar a reeleição de Juan Guaidó como presidente do parlamento, em janeiro de 2020. De acordo com a imprensa venezuelana, aguns parlamentares opositores teriam sido convidados a votar contra o líder opositor a troco de alguns milhões de dólares.

A Venezuela tem, desde janeiro passado, dois parlamentos parcialmente reconhecidos, um de maioria opositora, liderado por Juan Guaidó, e um pró-poder, liderado por Luís Parra.

A crise política, económica e social na Venezuela agravou-se desde janeiro de 2019, quando Juan Guaidó se autoproclamou presidente interino do país, até afastar Nicolás Maduro do poder, convocar um governo de transição e eleições livres. Guaidó conta com o apoio de quase 60 países.

Notícias ao Minuto | Lusa | Imagem: © Reuters
 
 

Ver o original em 'Página Global' na seguinte ligação:

https://paginaglobal.blogspot.com/2020/05/venezuela-supremo-tribunal-anula.html

ELES ROSNAM PARA AMEAÇAR

O imperialismo rosna para ameaçar e intimidar – mas encolhe-se diante dos que lhe fazem em frente.
 
O bloqueio económico à Venezuela Bolivariana continua em vigor, mas desta vez as rosnadelas do sr. Elliot Abrams de que iria apresar navios não tiveram êxito. O valente Estado iraniano desafiou corajosamente o império e enviou cinco navios com refinados de petróleo à Venezuela.

O primeiro deles chegou hoje 23 de Abril às águas venezuelanas, escoltado por navios da Força Armada Bolivariana. O império e a US Navy não são tão poderosos quanto apregoam, mas mantêm uma estratégia de tensão contínua.
 
No ano passado já haviam apresado um petroleiro iraniano ao largo de Gibraltar, num atentado à liberdade de comércio.

Os actos de sabotagem e gangsterismo contra a Venezuela chegam até mesmo ao roubo de patrimonio do Estado venezuelano. É o caso da CITGO, empresa de distribuição de refinados nos EUA, que foi tomada pelo governo trumpiano. É o caso igualmente das 31 toneladas de ouro venezuelano depositadas em Londres que lhe foram roubadas pelo Banco da Inglaterra.

 
 

Ver o original em 'Página Global' na seguinte ligação:

https://paginaglobal.blogspot.com/2020/05/eles-rosnam-para-ameacar.html

'Ato de pirataria moderna': Venezuela denuncia decisão dos EUA de vender ações da Citgo

A refinaria El Palito, que pertence à PDVSA, é vista em Puerto Cabello, no estado de Carabobo, Venezuela, dia 2 de março de 2016
© REUTERS / Marco Bello

A Venezuela chama de fraudulenta a representação do país no caso decidido no Tribunal Distrital de Delaware, EUA, que "atua em detrimento do interesse nacional", diz.

O ministro das Relações Exteriores venezuelano, Jorge Arreaza, chamou de ilegal a decisão jurídica dos EUA de venda das ações da empresa petrolífera Citgo, de propriedade da PDVSA.

"Com esta sentença, fica clara a existência de um plano por parte do governo americano para confiscar os ativos da PDVSA nos EUA ", afirmou Jorge Arreaza.

"Para isso, delegaram ao deputado Juan Guaidó e seus cúmplices o estabelecimento de uma representação fraudulenta da República e da PDVSA, que não só é ilegal, como atua em detrimento do interesse nacional, em benefício das intenções interferentes", diz a declaração do Ministério das Relações Exteriores venezuelano.

 

A Venezuela denuncia a decisão do Tribunal Distrital de Delaware, EUA, de venda judicial das ações da empresa Citgo, de propriedade da PDVSA, depois que realizou um ato de pirataria moderna através de um processo que carece de legitimidade.

A Venezuela repudiou a sentença que buscaria executar "uma sentença no valor de US$ 1,2 bilhão [R$ 6,58 bilhões]", com base em um pedido feito pela empresa canadense Crystallex contra a República Bolivariana da Venezuela.

No entanto, nem a PDVSA, nem a Citgo e nem a PDV Holding têm dívidas com a Crystallex ou foram objeto de procedimento perante o Tribunal Arbitral do Centro Internacional para a Arbitragem de Disputas sobre Investimentos (ICSID, na sigla em inglês).

Além disso, o Ministério das Relações Exteriores venezuelano denunciou que o advogado finge representar fraudulentamente o país sul-americano, e que na realidade tem trabalhado como assessor jurídico da empresa Crystallex, e que está tentando confundir como tal o patrimônio da República Bolivariana da Venezuela e o patrimônio da PDVSA.

"Diante desse ato de arbitrariedade e pirataria moderna, a comunidade internacional, particularmente aqueles que possuem investimentos nos EUA, deve permanecer muito atenta a esse caso, pois ele é indicativo das ações que os Estados Unidos estão dispostos a tomar, mesmo contra a ordem jurídica internacional e doméstica, para fazer valer seus interesses sobre investimentos estrangeiros estratégicos", diz o comunicado.

Decisão judicial

No sábado (23), um juiz da Justiça Federal dos Estados Unidos autorizou a continuação da ação contra a Citgo, subsidiária da empresa petrolífera estatal venezuelana PDVSA com refinarias em território norte-americano.

O juiz Leonard P. Stark, do Tribunal Distrital dos EUA em Delaware, proferiu sua decisão após a Suprema Corte dos EUA ter endossado uma decisão anterior autorizando a liquidação da Citgo.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/americas/2020052515621907-ato-de-pirataria-moderna-venezuela-denuncia-decisao-dos-eua-de-vender-acoes-da-citgo/

Maduro agradece ao presidente do Irã envio de petroleiros: 'Não vamos nos ajoelhar'

Petroleiro iraniano Grace 1
© AP Photo / Marcos Moreno

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, agradeceu neste domingo (24) ao presidente iraniano, Hassan Rouhani, o envio de cinco navios-tanque para a costa do país sul-americano. 

Das cinco embarcações previstas para chegar à Venezuela, o petroleiro Fortune foi o primeiro a atracar no país, no sábado (23) à noite. 

"Chegou à Venezuela no dia de ontem o barco Fortune, o primeiro de cinco barcos que trazem gasolina e insumos para fazer gasolina na Venezuela, como parte de um acordo integral, global, que temos com a República do Irã", disse Maduro em pronunciamento à nação. 

O chefe de Estado afirmou que o envio do combustível iraniano integra um acordo de cooperação de paz entre as duas nações. 

'Povos revolucionários'

"Somos dois povos pacifistas, o que queremos é nosso próprio desenvolvimento, dois povos rebeldes, dois povos revolucionários, que não vamos nos ajoelhar jamais ao imperialismo norte-americano", discursou. 

Além disso, Maduro argumentou que a Venezuela e o Irã têm direito ao livre comércio, tanto pelo ar como pelo mar. 

Nos próximos dias, os outros quatro petroleiros, chamados Clavel, Forest, Faxon e Petunia, devem chegar em águas venezuelanas.

O país sul-americano vive uma escassez de combustível, o que provoca grandes filas de veículos em postos de gasolina. 

Perseguição dos EUA

Em 14 de maio, o chanceler venezuelano, Jorge Arreaza, denunciou que as embarcações transportando gasolina estavam sendo perseguidas pelo governo dos Estados Unidos. 

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Mohammad Zarif, afirmou que Teerã tomaria providências caso os EUA ameaçassem os petroleiros que se dirigem para a Venezuela. 

Em 3 de abril, o governo chavista anunciou um plano especial de distribuição de gasolina para garantir o abastecimento dos setores essenciais, que não estão sob a quarentena em vigor no país devido à pandemia da COVID-19. 

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/americas/2020052415618782-maduro-agradece-ao-presidente-do-ira-envio-de-petroleiros-nao-vamos-nos-ajoelhar/

Uma unidade secreta em Londres para a «reconstrução» da Venezuela




O “site” de informação anglo-saxônico The Canary acaba de obter a desclassificação de documentos oficiais britânicos relacionados à Venezuela. Eles provam a existência, desde janeiro de 2019, de uma unidade secreta dentro de Whitehall (o Ministério Britânico de Relações Exteriores e da Commonwealth) responsável pela desestabilização, depois reconstrução, do país.

Nós havíamos anunciado, em Dezembro de 2018, que os Estados Unidos estavam preparando uma guerra de países Latino-americanos contra a Venezuela [1], depois, em Abril de 2020, tínhamos já revelado a existência de uma coordenação de antigas potências coloniais do continente (Espanha, França, Portugal, Holanda, Reino Unido) sob a presidência dos EUA para raptar o Presidente constitucional, Nicolas Maduro [2].

Os documentos consultados pelo The Canary atestam o investimento do Reino Unido nesse projeto. As pessoas que poderiam ser levadas ao Poder, incluindo Juan Guaidó, se comprometeram em favorecer os interesses econômicos da Coroa às custas de sua própria população.

Revealed: Secretive British unit planning for ‘reconstruction’ of Venezuela” («Revelado: Unidade Secreta Britânica planejando “reconstrução” da Venezuela» -ndT), John McEvoy, The Canary, May 13th, 2020.

Voltairenet.org| Tradução Alva

Notas:
[1] “Os Estados Unidos preparam uma guerra entre Latino-americanos”, Thierry Meyssan, Tradução Alva, Rede Voltaire, 18 de Dezembro de 2018.
[2] «Trump adapta a estratégia energética dos EUA», Thierry Meyssan, Tradução Alva, Rede Voltaire, 17 de Abril de 2020.

Ver o original em 'Página Global' na seguinte ligação:

https://paginaglobal.blogspot.com/2020/05/uma-unidade-secreta-em-londres-para.html

Apesar de ameaças dos EUA, 1° petroleiro iraniano entra em águas venezuelanas sob escolta

Navio petroleiro (imagem referencial)
© flickr.com / rabiem22

Navio-tanque iraniano Fortune entrou em águas da Zona Econômica Exclusiva da Venezuela ontem (23), sendo seguido por outras quatro embarcações semelhantes.

Enquanto os EUA ameaçavam impedir o transporte de petróleo do Irã para a Venezuela, o primeiro de um total de cinco navios-tanque enviados por Teerã entrou na Zona Econômica Exclusiva do país latino-americano.

A entrada teria se dado às 20h40 de ontem (23) após o navio ter passado pelo norte de Trinidad e Tobago, segundo dados do serviço de rastreamento de navios Refinitiv Eikon, publicou a Reuters.

A informação foi confirmada pelo ministro do Petróleo venezuelano, Tareck El Aissami em seu Twitter.

 

Os navios de [nossa] irmã República Islâmica do Irã já se encontram em nossa Zona Econômica Exclusiva, como diria nosso amado comandante Chávez, "A Venezuela azul", acompanhados por nossa Armada Bolivariana como símbolo da irmandade e da força de nossa união

Além do Fortune, os petroleiros Fores, Petunia, Fazon e Clavel também são esperados pelo país. As cinco embarcações levam um total de 1,53 milhão de barris de gasolina e hidrocarbonetos para o país.

A chegada dos quatro navios-tanque restantes deverá se dar nos próximos dias.

Escolta

Pouco antes da entrada do Fortune na ZEE da Venezuela, a Marinha venezuelana destacou um efetivo para assegurar o trânsito do navio-tanque, como visto no vídeo abaixo.

 

Urgente! Patrulheiros da nossa Armada Bolivariana partiram ao encontro do primeiro petroleiro do Irã, que deve entrar por volta das 19h00 de Caracas nas águas territoriais venezuelanas. Outros quatro petroleiros chegarão nos próximos dias.

Caracas decidiu pela escolta após o governo americano ameaçar impedir a navegação dos navios iranianos em direção à Venezuela.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/americas/2020052415617262-apesar-de-ameacas-dos-eua-1-petroleiro-iraniano-entra-em-aguas-venezuelanas-sob-escolta/

Sete anos de agressões paramilitares contra a Venezuela

– A lista de todos os planos desmantelados

por Thierry Deronne [*]

Oito mercenários capturados, Maio/2020. Após a morte do presidente Hugo Chávez e a eleição em 2013 de Nicolás Maduro como presidente da Venezuela, num cenário de queda global do preço do petróleo, os Estados Unidos acreditaram que tinha chegado o momento de aniquilar a revolução bolivariana e acabar com a sua influência na América Latina. Começou uma era sem precedentes de desestabilização violenta, cujo objetivo ainda é mudar o regime através do assassinato do governo eleito e de seus apoiantes, num cenário de terror ao estilo colombiano. Lembremos como as insurreições da extrema direita foram transformadas pelos media internacionais em "revoltas populares" e a reacção das forças de segurança em "repressão pela ditadura" . As agências de notícias e fotos, que se tornaram atualmente na única fonte para a maior parte dos jornalistas, foram mesmo ao ponto de transformar terroristas em "heróis da luta pela democracia", ignorando a maioria social, popular e pacifica que rejeitava a violência e desejava a realização de eleições. [1] . Muitas correntes e ativistas de esquerda caíram na armadilha desta propaganda. Foi o momento em que o slogan "nem Trump nem Maduro" apareceu.

Escondendo as causas, substituindo-as pelos efeitos, procuram desacreditar uma experiência de esquerda participativa e soberana, com um recorde de eleições e procedimentos comunais . Os principais meios de comunicação ocidentais culpam o governo bolivariano do essencial da responsabilidade pela guerra económica decretada por Barack Obama e reforçada por Donald Trump . A cumplicidade dos media consiste em escamotear as consequências das mais de 300 "sanções" dos EUA – medidas de coação unilaterais, violando o direito internacional – como ameaças a bancos de todo o mundo para que congelem 30 mil milhões de dólares, que o país não pode utilizar para comprar alimentos ou material médico. Mas também ocultam, questionam ou desvalorizam os inúmeros ataques – sabotagem de infraestruturas, ataques terroristas e incursões armadas – financiados na ordem de centenas de milhões de dólares pelos Estados Unidos e realizados a partir do território de seu principal fornecedor de droga a Colômbia paramilitar.

Eis, por ordem cronológica os numerosos episódios desta guerra de baixa intensidade que visa derrubar um governo de esquerda legitimamente eleito ( Jimmy Carter , o Conselho dos Juristas Latino-américanos , Rodriguez Zapatero , Lula , Rafael Correa , entre tantos outros observadores internacionais e mediadores entre governo e oposição democrática, insistiram na transparência, na legitimidade e no número recorde de eleições ).

10 de junho de 2013
Nove paramilitares foram capturados em Coloncito (Táchira) e Guanare (Portuguesa), membros de Los Rastrojos, ligados ao líder paramilitar colombiano José María Barrera, também conhecido como "Chepe Barrera", armados com espingardas de assalto, granadas e pistolas. As autoridades encontraram uma caixa preta pronta para ser usada para um falso acidente de avião. Os paramilitares capturados disseram que um terceiro grupo já estava na capital com armas de atirador furtivo (sniper). Eles planeavam ir para a capital do Estado, onde receberiam a missão de em Caracas realizar o assassinato do presidente Maduro.

25 de março de 2014
Um grupo de generais da força aérea que tinha ligações diretas com os setores de direita foi capturado. Eles mesmos declararam que "esta semana era decisiva". Estavam a preparar un plano de revolta militar , denunciado por oficiais de nível inferior. Eram o brigadeiro-general (AV) José Daniel Machillanda Díaz, o general da divisão (AV) Oswaldo Hernández Sánchez e o brigadeiro-general Carlos Alberto Millán Yaguaracuto. Posteriormente, no início de abril, foi capturado por funcionários da Dirección General de Inteligencia Militar (DGCIM) o capitão Juan Carlos Nieto Quintero (r) da Guarda Nacional Bolivariana GNB, (reapareceu com Jordan Goudreau num vídeo no domingo 3 de maio de 2020, aquando da "Operação Gédeon").

12 de fevereiro de 2015
'. As autoridades venezuelanas procederam ao desmantelamento de uma tentativa de golpe, conhecido como "Golpe Azul" ou "Operação Jericó". O plano era equipar com artilharia um avião Tucano e atacar o Palácio Miraflores, ou qualquer outro lugar em que o presidente participasse das "Jornadas da Juventude". A tentativa foi planeada por um grupo de militares venezuelanos e funcionários do governo dos EUA.

12 e 13 de fevereiro de 2016
Um plano foi desmantelado no qual cinco militares e três civis estavam envolvidos operacionalmente: José Gregorio Delgado, Ruperto Chiquinquirá Sánchez, Juan Carlos Nieto Quintero, César Orta Santamaría, Víctor José Ascanio, Nery Adolfo Córdoba, Andrés Thompson Martínez, Salazar Laided e José Acacio Moreno, respetivamente. A ideia era atacar pontos estratégicos das instituições estatais por meio aéreo; isso também incluía operações contra civis. Tratou-se de uma tentativa de golpe de Estado militar, baseada na doutrina do choque. A captura de Antonio Ledezma foi derivada deste plano, graças ao acompanhamento pelos serviços de informações militares.

Primeiro trimestre de 2017
A operação "Espada de Deus" foi liderada por Angel Vivas e Raul Baduel, respetivamente ex-brigadeiro-general e ex-general das Forças Armadas Bolivarianas, que recrutaram oficiais subalternos para realizar o assassinato do presidente Maduro. O Estado conseguiu capturar vários membros da operação, todos acusados de subversão; no entanto, no final daquele ano, alguns deles fugiram da prisão de Ramo Verde (Miranda). O acompanhamento da operação por parte de um agente secreto foi a chave para desmontar o plano.

Abril 2017
Operação "Escudo de Zamora": Eduardo Ventacourt e Johan Peña, ex-oficiais da DISIP (serviços de informações), bem como o coronel Zomacal Hernández (r), deveriam realizar a "Operação Escudo de Zamora" . A este último foram-lhe confiscados 32 kg de explosivos c4 e outras armas que seriam usadas num plano golpista. Entre os planificadores da operação estavam os políticos Roberto Enriquez , Oswaldo Alvarez Paz (ambos da COPEI, Democracia Cristã) e Julio Borges (Primero Justicia, extrema direita), diretamente envolvidos na insurreição com certos líderes das Forças Armadas.

27 de junho de 2017
Oscar Perez. O antigo polícia Oscar Perez – do Corpo Científico de Investigações Penais e Criminais (CICPC) – sequestrou um helicóptero, sobrevoou vários locais em Caracas, metralhou e tentou atacar várias instituições do Estado venezuelano, incluindo a construção da Supremo Tribunal de Justiça. O fanático da Nova Ordem, declarando-se "enviado de Deus", tentou matar pessoas nos prédios das instituições que atacou, incluindo crianças, antes de fugir.

6 de agosto de 2017
Neste dia, ocorreu uma escaramuça militar em Fuerte Paramacay (Carabobo):   a chamada "Operação David", na qual houve um roubo de armas e apelos à insurreição com outros operadores não militares, liderados por Juan Caguaripano da 41ª Brigada Blindada de Valência, que foi neutralizado pelas Forças Armadas que capturaram a maioria dos membros. Os poucos envolvidos na tentativa e que conseguiram escapar, levaram as seguintes armas: 500 espingardas AK-103 e 500 carregadores deste tipo de arma; 50 lançadores de granadas múltiplos de 40mm; 140 granadas de 40 mm; 80 baionetas, 60 pistolas. Este material de guerra foi colocado num veículo Toyota com placa militar e roubado da instalação militar correspondente.

18 de dezembro de 2017
Durante a Operação "Genesis", um grupo de mercenários, paramilitares e ex-oficiais da Segurança do Estado, liderados por Oscar Perez, atacou um posto da Guarda National Bolivariana (GNB) em Laguneta de la Montaña (Miranda) , donde roubaram 26 espingardas de assalto e munições. Num vídeo, Perez aparece durante a operação com um punhado de indivíduos com os uniformes do serviço militar de contrainformações (DGCIM). Durante a operação, os falsos agentes do DGCIM também roubaram 26 espingardas AK-103 da marca Kalashnikov; 3 pistolas de 9 mm; 108 carregadores AK-103; 3 carregadores de pistola; 3 240 munições de espingarda AK-103 e 67 munições de 9 mm, de acordo com relatos da imprensa.

15 de janeiro de 2018
A DGCIM localizou a célula terrorista de Oscar Pérez em El Junquito (Caracas). Após o trabalho do corpo de segurança e de informações, com o destacamento de várias brigadas e funcionários do CONAS, SEBIN, DGCIM, GNB, FAES, PNB e Policaracas, a "Opéração Gedeon" foi realizada, e cujo nome presta homenagem a instituições policiais-militares. Nesta operação, vários membros da "Operação Gênesis" foram mortos, incluindo o altamente divulgado "herói" Oscar Perez.

Maio 2018
Oswaldo García Palomo. Desde o início do mês, um plano golpista foi detetado dentro da FANB, chamado "Movimento de transição para a dignidade do povo" , no qual o ex-general Miguel Rodríguez Torres esteve envolvido. Entre os seus membros estavam o tenente-coronel Iver Marín Chaparro, o tenente-coronel Henry Medina Gutiérrez, o tenente-coronel Deivis Mota Marrero, o tenente-coronel Eric Peña Romero, o tenente-coronel Victoriano Soto Méndez, o tenente-coronel Juan Carlos Peña Palmatieri, primeiro tenente Yeiber Ariza, sargento Julio Carlos Gutiérrez e sargento Yuleima Medina. Em meados do mês, o plano foi desmontado pelo DGCIM.

Abril 2018
A operação "Gédeon II" das autoridades estatais, relatada pelo ministro Néstor Reverol em 18 de abril, conseguiu desmantelar uma célula terrorista envolvida em atos desestabilizadores destinados a causar ansiedade entre a população e impedir as eleições de 20 de maio. A operação foi a continuação de uma investigação abrangente que levou ao desmantelamento da célula terrorista de Oscar Pérez. Dez pessoas foram presas , incluindo Alonso José Mora, Erick Anderson Villaba e Stephanie Madelein, membros ativos de um grupo de confronto armado que participou nas rebeliões da extrema direita de 2017. Também estava na célula Carlos Miguel Aristimuño , que pertencia à DISIP e era piloto de helicóptero, contratado para treino de instrutores.

Maio 2018
Outra tentativa de golpe liderada pelo general (r) Oswaldo Garcia Palomo da Colômbia, no contexto das eleições presidenciais, denominada "Opéração Constituição" . Os serviços de informações e contrainformações do Estado derrotaram o plano e desmantelaram o grupo. Garcia Palomo também esteve envolvido noutro plano de golpe no início de 2019. Foi preso no final de janeiro de 2019 pelas autoridades venezuelanas.

Maio 2018
Juntamente com a "Operação Constituição a ",Opéração Armagedão" foi levada a cabo por militares e civis e liderada pelo capitão Luis Humberto de la Sotta Quiroga. Nove membros das forças armadas foram acusados de traição contra o país, incitação à rebelião militar e ao motim. Desta vez, a tentativa de golpe militar teve como objetivo frustrar as eleições presidenciais. A operação estava em andamento desde 2017 e envolvia a captura da base aérea de La Carlota (Caracas) e até o assassinato do presidente Maduro. O plano foi desmantelado pela DGCIM. A investigação mostrou que estavam envolvidos Oswaldo Alvarez Paz (do partido COPEI) e militares, com financiamento dos Estados Unidos e da Colômbia.

4 de agosto de 2018
Neste dia, foi feita uma tentativa de assassinato contra o presidente ( "Opéração David contra Golias" ), alguns ministros e membros do alto comando militar em Caracas durante um evento que marcou o 81º aniversário do GNB. Foram detonados explosivos, levados por drones, para assassinar o presidente Maduro. O trabalho de civis, militares e policias como um todo fez a operação falhar.

As autoridades prenderam Argenis Ruiz, piloto do drone e Juan Carlos Monasterio, coordenador do ataque e antigo membro da GNB. Mais tarde, em janeiro de 2019, o general (r) Oswaldo García Palomo admitiu que o tenente-coronel Ovidio Carrasco, que fazia parte da Guarda Presidencial de Honra, havia sido captado por Julio Borges em 2013 e participado do planeamento. do assassinato. Além de Julio Borges, outros políticos venezuelanos também estiveram envolvidos: Fernando Albán e o deputado de extrema-direita Juan Requesens.

30 de abril de 2019
Guaidó & Leopoldo López. A "fase final" da "Operação Liberdade" ocorreu com Juan Guaidó, Leopoldo López, Cristopher Figuera e militares, incluindo Ilich Sánchez e Juvenal Sequea.

O movimento tentava remover o presidente Nicolas Maduro do poder, começando com a tomada da base aérea de La Carlota, que nunca foi tomada. A operação durou apenas algumas horas pela manhã e foi desmontada pelo DGCIM.

Junho 2019
Após 14 meses de trabalho de contrainformação do DGCIM, a operação "Vuelvan caras" foi desmantelada. Entre os seus membros estavam o general aposentado Ramón Lozada Saavedra, o general Miguel Sisco Mora, o coronel Miguel Castillo Cedeño, o major aposentado Pedro Caraballo, o primeiro tenente Carlos Eduardo Lozada Saavedra e os comissários José Valladares Mejías e Miguel Ibarreto.

Foi um golpe militar destinado a assassinar o presidente e a dominar o Palácio de Miraflores, a base aérea de La Carlota e o Banco Central da Venezuela, no qual também estavam envolvidos Josnars Adolfo Baduel, filho de Raúl Baduel. .

Agosto 2019
A operação terrorista "Força e liberdade" foi uma tentativa de atacar a sede da FAES (polícia) em Propatria e o Palácio da Justiça em Caracas. Foi desmontada pela DGCIM. Tratava-se de uma ação militar para tentar um golpe e um assassinato envolvendo o guarda do Palácio da Justiça, Ronnel Guevara, e Luis Ricardo Gómez Peñaranda, cidadão colombiano-venezuelano que foi preso quando carregava explosivos.

Na ocasião, o ministro Jorge Rodríguez denunciou que Clíver Alcalá estava na Colômbia para coordenar o treino de mais de 200 terroristas em três campos: em Maicao, Santa Marta e Riohacha.

Dezembro 2019
Na manhã de domingo, 29 de dezembro, foi divulgado um video no qual um grupo de militares se sublevava, apelando à rebelião, a um golpe e um assassinato. Reivindicaram o roubo de armas durante um ataque a um destacamento da GNB em 22 de dezembro no município de Gran Sabana (Bolivar), como parte do que chamaram "Operação Aurora".

Tratavam-se do tenente Joshua Abraham Hidalgo Azuaje, o atirador de elite José Angel Rodríguez Araña e o sargento Darwin Balaguera Rivas.

Ivan Simonovis. Diretamente envolvido na "Operação Aurora", Gilber Caro, preso durante o ataque de 22 de dezembro, recebeu apoio público do ex-agente da contrainformação Ivan Simonovis, membro da equipa de Juan Guaidó nos Estados Unidos. e próximo de Donald Trump (fotos abaixo). Em janeiro de 2020, o Ministério Público acusou 18 pessoas por terem participado na operação.

Maio 2020
Uma incursão de mercenários armados (" Operação Gedeon ") em Macuto (La Guaira) e outras partes da costa venezuelana foi neutralizada pela união civil-militar ("Operação Negro Primero") no domingo, 3 de maio. A DGCIM processou os dados relativos à operação, em particular a localização dos campos na Colômbia onde ocorreu o treino e a coordenação, dirigidos por Clíver Alcalá.

Juan Guaidó, J J Rendón, Sergio Vergara e o advogado Manuel Retureta assinaram um contrato com a empresa mercenária americana Silvercorp, de Jordan Goudreau, para realizar uma incursão armada, executar um plano para capturar e assassinar o presidente Maduro, e com a ajuda de armas muito sofisticadas, desencadear uma intervenção destinada a eliminar líderes chavistas, simpatizantes das bases populares e revogar de facto a Constituição da República Bolivariana.

Como se pode ler no contrato divulgado pelo Washington Post , o "objetivo principal" era "capturar/deter/eliminar Nicolás Maduro, derrubar o atual "regime" e instalar o fantoche Juan Guaidó como presidente. Em seguida, viria a participação da Silvercorp – prolongada – por um período de 450 dias para "restaurar a estabilidade no país".

"Estabilizar o país" significava que o contratante militar participaria do ataque e perseguição a "elementos não militares de comando e controle do regime anterior", repressão, detenção, aplicação de toque de recolher, controlo das fronteiras, com autorização para "usar a força, inclusive a força letal, para eliminar a ameaça".

Tudo isto está escrito num apêndice de 41 páginas com detalhes sobre, por exemplo, quando e como usar minas antipessoal M18A1 claymore, cadeias de comando e formas de pagamento, em que, em caso de "insolvência monetária", a Silvercorp faturaria "em barris de petróleo".

[*] Cineasta, thierryderonne6@gmail.com, Twitter : @venezuelainfos

O original encontra-se em venezuelainfos.wordpress.com/...
Fonte: Mision Verdad

 

 

Ver original em 'RESISTIR.INFO' na seguinte ligação:

https://resistir.info/venezuela/sete_anos_de_agressoes.html

QUANDO O SILÊNCIO ABSOLVE O TERRORISMO

 
 
Os portugueses continuam a aguardar que a União Europeia e o governo da República Portuguesa se pronunciem sobre a tentativa de invasão da Venezuela patrocinada pelo «presidente interino» que reconhecem.
 
José Goulão | AbrilAbril | opinião
 
A esperança é a última a morrer, dizem. Daí que o mundo e, por inerência, os portugueses continuem a aguardar que a União Europeia e o governo da República Portuguesa se pronunciem sobre a tentativa de invasão da Venezuela patrocinada pelo «presidente interino» que reconhecem, Juan Guaidó, e cujo «objectivo principal», confessado contratualmente, era o de capturar, enviar para os Estados Unidos ou assassinar o presidente legítimo, Nicolás Maduro.

Sabemos que a União Europeia, depois do período de compungido recolhimento a que se submeteu enquanto os estados-membros combatiam a peste para defender os seus cidadãos, não tem agora mãos a medir preparando o «novo normal pós-COVID-19»: oleados canais de transferência de dinheiro dos contribuintes para as contas das grandes empresas e os reforçados sacrifícios austeritários a que os cidadãos serão condenados para reerguer a economia carcomida pelo vírus.

Igualmente se compreende que o governo de Portugal, desdobrando-se entre «emergências» e «calamidades públicas», a marcação de lugares nas praias como quem organiza uma grande parada militar ou as listas de recomendações aos cidadãos, como a de pousarem as mãos no colo enquanto viajam em transportes públicos, pouco tempo tenha de sobra para se ocupar do que se passa lá longe – onde aliás vivem mais de um milhão de portugueses e luso-descendentes.

Mesmo assim, verificando-se que, a propósito da tentativa de invasão, estão em causa temas tão presentes nos discursos oficiais como o direito internacional, a soberania das nações, o terrorismo e os direitos humanos, os acontecimentos parecem dignos de uma curta-mensagem, um soundbite do ministro Santos Silva, que seja.

Até agora, porém, apenas o silêncio. Tal como sucedeu em relação ao golpe fascista na Bolívia, que derrubou um governo em La Paztão legítimo como o de Caracas. Um silêncio sonso, que não levanta ondas, não suscita desdobramentos na comunicação social susceptíveis de alertar ouvidos porventura menos anestesiados. Um silêncio que pode ser cobarde, cúmplice e podre, mas é cómodo.

 
Ordem para matar

No passado 3 de Maio, tal como em Novembro, Abril, Fevereiro e Janeiro de 2019, Agosto de 2017 e outras datas que não vale a pena enfileirar, pois levavam-nos pelo menos até 2002, um bando de mercenários armados contratados por uma «empresa de segurança» norte-americana designada Silvercorp, propriedade de um ex-membro das forças especiais dos Estados Unidos da América, tentou desembarcar na Venezuela. Um contrato entretanto divulgado por alguns meios de comunicação social, entre eles o insuspeito Washington Post – e cuja autenticidade foi confirmada por um dos homens de mão de Guaidó – revelou o «objectivo principal» da missão: derrubar, prender, enviar para os Estados Unidos ou matar o presidente legítimo da Venezuela, Nicolás Maduro.

A comunicação social corporativa e os robots de vários tipos – digitais e humanos – nas redes sociais tentam desacreditar e até ridicularizar a operação alegando que dezenas de mercenários infiltrados não teriam capacidade para atingir os propósitos pretendidos. E que o contrato seria «fake».

Tais interpretações ignoram que o desembarque partia do pressuposto, tal como em ocasiões anteriores, de que haveria rebeliões nas forças armadas e de segurança venezuelanas encorajadas por uma correspondente e simultânea enxurrada de mensagens e dados sobre os supostos êxitos da invasão.

Basta recuar um ano para encontrar um exemplo destas práticas. Em 30 de Abril de 2019, o «interino Guaidó» e o seu parceiro fascista Leopoldo López, depois acoitado na Embaixada de Espanha em Caracas, puseram a correr pelo mundo, através de órgãos de comunicação corporativos e das redes sociais, que se encontravam no interior de uma base militar sediciosa, a qual, juntamente com outras na mesma situação, tinham iniciado um levantamento para «libertar a Venezuela». Afinal, Guaidó e López estavam no exterior da base; e, no interior, meia dúzia de efectivos insurrectos tinham sido facilmente dominados pela guarnição – por sinal alguns deles integraram agora o contingente que tentou o desembarque no início de Maio.

Tanto o contrato como as confissões dos mercenários capturados, entre eles dois cidadãos norte-americanos ex-membros de forças especiais, conduzem, sem qualquer dúvida, ao envolvimento da administração Trump nesta operação, embora num quadro que lhe permitisse negar responsabilidades em caso de fracasso – o que não tardou a registar-se. Há muito tempo, sobretudo a partir do início deste século, que os Estados Unidos e as instituições imperiais em geral «terceirizam» guerras e operações terroristas, incluindo práticas de tortura, para empresas de segurança, os famosos «contractors», e grupos que podem assumir muitas e variadas chancelas, incluindo as de «Al-Qaeda» ou «Estado Islâmico».

Juan Guaidó, obviamente, também negou a participação no fracasso terrorista. No entanto, o seu nome e assinatura brilham no contrato com a Silvercorp, mais os de alguns dos seus habituais agentes – um dos quais, JJ Rendón, confirmou a autenticidade do documento. Na definição da estrutura operacional que pode ser consultada no contrato o nome de Juan Gerardo Guaidó surge no cargo de «comandante em chefe».

Os depoimentos dos mercenários capturados pelas forças de defesa venezuelanas revelaram, entretanto, que a escolha da Silvercorp para realizar o serviço não foi feita por atribuição directa. O terrorismo funcionou em termos de mercado; deverá dizer-se que houve um «concurso» em que, pelo menos, participou também a Academi, outrora designada Blackwater, tão famosa pelos seus crimes e chacinas no Iraque que teve de mudar de nome para continuar a merecer a confiança do Pentágono. Se dúvidas houvesse ainda, aqui está, preto no branco, uma marca registada do envolvimento político-militar norte-americano na operação.

A Silvercorp fez a proposta mais vantajosa: um preço mais baixo, 212 milhões de dólares, para uma actividade de 495 dias, durante os quais deveria contribuir para o derrube de Maduro, a instauração de um regime fascista capitaneado por Juan Guaidó e a eliminação das «forças hostis». E assim chegaria ao poder em Caracas, transitando de «presidente interino» para ditador, o homem que, segundo o ministro Santos Silva, nos tempos em que ainda falava sobre os acontecimentos na Venezuela, garante o caminho para a realização de eleições democráticas e a normalização da democracia no país.

Cumplicidade à vista

O que temos então, chegados até aqui?

Mais uma tentativa de golpe na Venezuela conduzida por Juan Guaidó, o presidente «interino» reconhecido pela maioria dos países da União Europeia, entre os quais Portugal, com apoio da administração Trump através de uma empresa que vende operações terroristas.

Uma confissão de tentativa premeditada de assassínio do presidente Nicolás Maduro e de outros dirigentes do Estado venezuelano feita por Juan Guaidó através de um contrato arrematado em Outubro de 2019 para concretizar a «mudança de regime» em Caracas, a instauração do fascismo no país e a eliminação dos adversários políticos.

Uma operação armada contra um Estado soberano, neste caso a Venezuela, tentando mesmo tirar proveito das condições excepcionais criadas pela necessidade de mobilizar todo o aparelho civil e militar para proteger as populações da pandemia do novo coronavírus.

Perante esta cadeia de acontecimentos, inequivocamente terroristas e fascistas, contra a democracia, o direito internacional, os direitos humanos, a União Europeia e o Governo de Portugal permanecem em silêncio passadas três semanas. Uma atitude que desrespeita grosseiramente a Constituição da República Portuguesa.

Através do silêncio, Bruxelas e Lisboa seguem atreladas aos comportamentos criminosos, mafiosos e irresponsáveis de um indivíduo cada vez mais desacreditado e que apenas sobrevive no activo como «interino» por ser uma marioneta privada de figuras como Trump, Pompeo e o senador fascista Marco Rubio. Grande parte dos acólitos e de grupos políticos que lhe eram afins já desertaram – alguns dialogam com o governo dentro da ordem constitucional. A sua «popularidade» medida em sondagens anda pelos dez por cento.

Podemos ir um pouco mais além e suspeitar objectivamente da inocência deste silêncio. Quando os cães de guerra se abeiraram das costas venezuelanos é sabido que não estavam sós nas imensidões atlânticas, alguém lhes protegia as intenções sabendo-se que navios de guerra norte-americanos, franceses e britânicos têm estado activos na região – «contra o narcotráfico» e «contra o COVID-19», naturalmente – e que as Antilhas Holandesas vão servindo de base para múltiplas actividades contra Caracas; e até um navio de bandeira portuguesa chegou a entrar em cena abalroando recentemente uma pequena embarcação da Guarda Costeira da Venezuela não se sabe bem com que propósito – suspeitando o governo venezuelano de actividades relacionadas com transporte de mercenários. Será?

De que não existem dúvidas é do silêncio da União Europeia e do governo português em relação às actividades terroristas de desestabilização da Venezuela comandadas em chefe por Juan Guaidó, que ainda é, até dito em contrário, o «presidente interino» reconhecido por Bruxelas e Lisboa. E continua a sê-lo mesmo depois de assinar um contrato em que uma das cláusulas é a captura ou o assassínio de um chefe de Estado constitucional de um Estado soberano.

O ministro Santos Silva costuma tornar públicas as suas aversões de estimação. Devemos então concluir do silêncio nestas circunstâncias que nem o criminoso Guaidó nem o terrorismo como arma política estão na sua lista.
 
José Goulão, Exclusivo O Lado Oculto/AbrilAbril | Imagem: US Department of State
 
 

Ver o original em 'Página Global' na seguinte ligação:

https://paginaglobal.blogspot.com/2020/05/quando-o-silencio-absolve-o-terrorismo.html

EUA bloqueiam proposta da Rússia sobre soberania da Venezuela no Conselho de Segurança da ONU

Sede das Nações Unidas com pouco tráfego por perto devido ao coronavírus, 15 de maio de 2020, Nova York
© AP Photo / Frank Franklin II

Representante russo na ONU confirmou a rejeição por parte dos EUA, nove minutos após a apresentação, da proposta russa sobre um diálogo intra-venezuelano para resolver a crise política do país.

Os EUA bloquearam uma proposta de resolução apresentada pela Rússia no Conselho de Segurança da ONU pedindo respeito à soberania venezuelana, relatou Dmitry Polyansky, vice-chefe da delegação russa.

Na quarta-feira (20), o Conselho de Segurança da ONU realizou uma discussão sobre a recente tentativa de incursão armada da Venezuela. O ministro venezuelano do Interior, Jorge Arreaza, disse que em 3 de maio as autoridades do seu país evitaram uma invasão naval de combatentes colombianos em embarcações de alta velocidade provenientes do departamento de La Guajira.

O presidente da Assembleia Constituinte da Venezuela, Diosdado Cabello, especificou que foram mortos oito atacantes. O presidente Nicolás Maduro disse que o objetivo da invasão era o seu assassínio e que entre os atacantes detidos estavam dois cidadãos norte-americanos, a quem ele chamou de agentes da guarda pessoal do presidente dos EUA.

As autoridades dos Estados Unidos e da Colômbia afirmaram não ter nada a ver com os acontecimentos.

A proposta de resolução dizia que os membros do Conselho de Segurança rejeitavam o uso ou ameaça de uso da força, conforme previsto na Carta da ONU, reafirmavam as resoluções sobre a condenação do terrorismo e todas as suas formas e manifestações, bem como o uso de mercenários.

"Os membros do Conselho de Segurança pedem que a situação atual na República Bolivariana da Venezuela seja tratada através do diálogo entre venezuelanos, sem interferência externa, por meios pacíficos e políticos" no quadro da Constituição do país "e com pleno respeito à soberania e integridade territorial da Venezuela", indicava o documento.

 

Este é o projeto proposto pela Rússia para ser adotado hoje, após videoconferência do Conselho de Segurança da ONU. Sem acusações, apenas apoio a coisas básicas comuns. Os EUA mataram a proposta no espaço de nove minutos após o início do procedimento de silêncio. Alguma pergunta sobre a posição "construtiva" dos EUA sobre a Venezuela?

Os protestos em massa contra Maduro começaram na Venezuela no início de 2019, após ele ter sido empossado como presidente. Juan Guaidó, presidente da Assembleia Nacional, controlada pela oposição, então se autoproclamou chefe de Estado interino.

Vários países ocidentais, liderados pelos Estados Unidos, reconheceram Guaidó como chefe de Estado. Por sua vez, Maduro chamou o dirigente do parlamento de "fantoche dos Estados Unidos". Rússia, China, Turquia e vários outros países seguem apoiando Maduro como presidente legítimo.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/americas/2020052115605657-eua-bloqueiam-proposta-da-russia-sobre-soberania-da-venezuela-no-conselho-de-seguranca-da-onu/

Venezuela anuncia que escoltará navios-tanque iranianos na chegada à sua Zona Econômica Exclusiva

Navios da Marinha venezuelana
© AP Photo / Leslie Mazoch

Os militares venezuelanos escoltarão com aviões e navios as embarcações iranianas carregadas com gasolina assim que estas entrarem na Zona Econômica Exclusiva da Venezuela, assegurou o ministro da Defesa do país, Vladimir Padrino López.

"Estabelecemos contato com o ministro da Defesa iraniano [Amir Hatami] e todos estes navios quando entrarem em nossa zona exclusiva serão escoltados por navios e aeronaves das Forças Armadas Nacionais Bolivarianas para lhes dar as boas-vindas e agradecer ao povo iraniano pela solidariedade", expressou Padrino López.

O ministro recordou que a Venezuela e o Irã possuem acordos de cooperação que permitem o envio de ajuda por parte do Irã.

"Se temos acordos com o Irã e cooperação de diverso tipo, em diversas áreas, receberemos esta ajuda humanitária, assim como temos recebido da Rússia, da China e de outras partes do mundo", ressaltou.

No dia 14 de maio, o chanceler venezuelano Jorge Arreaza denunciou que os navios que transportavam gasolina à Venezuela estavam sendo perseguidos pelo governo dos EUA.

Contudo, três dias depois, o ministro de Relações Exteriores do Irã, Mohamad Javad Zarif, advertiu sobre represálias caso Washington ameaçasse os seus navios-tanque que transportam combustível à Venezuela.

Petroleiro Grace 1 iraniano

© AFP 2020 / ZURIMAR CAMPOS / Venezuelan Presidency
Navios da Marinha da Venezuela durante exercício militar em 2019

Anteriormente, o governo venezuelano anunciou um plano especial de distribuição de gasolina para garantir o fornecimento aos setores prioritários isentos da quarentena devido à COVID-19.

O líder venezuelano, Nicolás Maduro assegurou o fornecimento de combustível aos transportes públicos e serviços que transportam alimentos por meio de um plano coordenado pelas Forças Armadas.

A Venezuela acusou os EUA de realizarem um bloqueio naval, que impede o fornecimento de aditivos químicos, suprimentos e peças de reposição para a produção de combustível em todo o país.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/americas/2020052115603542-venezuela-anuncia-que-escoltara-navios-tanque-iranianos-na-chegada-a-sua-zona-economica-exclusiva/

Espiões infiltrados na Colômbia: como Venezuela ficou sabendo dos planos de incursão?

Ministro das Comunicações da Venezuela, Jorge Rodríguez (foto de arquivo)
© AFP 2020 / VENEZUELAN PRESIDENCY / JHONN ZERPA

O ministro da Comunicação da Venezuela, Jorge Rodríguez, declarou em cadeia nacional que seu país usou infiltrados na inteligência colombiana para obter provas sobre tentativa de invasão.

Em declaração transmitida pelo canal de TV Venezolana de Televisión, Jorge Rodríguez sugeriu que, graças à presença de infiltrados na inteligência colombiana, Venezuela pôde detectar a incursão fracassada.

"Isso é produto das infiltrações que nós temos no seio da inteligência colombiana, no seio da inteligência das Forças Armadas colombianas, que nos permitiu acessar muitas horas de gravação de Hernán Alemán e de Clíver Alcalá Cordones."

As gravações em questão corresponderiam a conversas entre o deputado colombiano Hernán Alemán e o ex-general venezuelano Clíver Alcalá Cordones, que era próximo de Hugo Chávez, mas se tornou opositor de Nicolás Maduro e hoje se encontra preso nos Estados Unidos por narcotráfico.

Gravações

Ainda segundo Rodríguez, as gravações seriam prova do envolvimento de autoridades colombianas e do ex-general venezuelano na frustrada tentativa de invasão por via marítima de mercenários ao território da Venezuela no início do mês.

Por sua vez, em conversa com o portal Infobae, Alemán assumiu envolvimento na elaboração de planos contra o presidente Maduro, ressaltando se tratar do único caminho para dar fim ao seu governo.

"Iniciamos conversações com militares. Lembremos que o presidente Juan Guaidó, em fevereiro do ano passado, chamou em Cúcuta os militares para participar. Foi assim que, depois da Operação Liberdade de 30 de abril, nos reunimos com muitos destes militares que ficaram à deriva e foi sendo orquestrado um propósito", afirmou Alemán à mídia.

Contudo, ele negou participação direta com a tentativa de invasão deste mês intitulada Operação Gideon.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/americas/2020051915596739-espioes-infiltrados-na-colombia-como-venezuela-ficou-sabendo-dos-planos-de-incursao/

Enésimo plano fracassado para derrubar Maduro – “O contrato dos mercenários de Guaidó sobre o venezuelano Maduro reflete a recompensa oficial dos Estados Unidos, autoriza o assassinato por esquadrões da morte”. Por Alan MacLeod

Espuma dos dias Venezuela golpe GIDEON maio2020

Seleção e tradução de Francisco Tavares

Em 19 de abril passado, divulgámos aqui no blog a denúncia feita em 3 de abril por Caroline Popovic em Franceinfo sobre o envio de guerra norte-americanos para as Caraíbas – “o maior destacamento militar dos EUA para as Caraíbas desde a invasão do Panamá em 1989” – com o pretexto de apoiar a detenção do presidente Maduro acusado de tráfico de droga. Como diz Caroline Popovic, “ironicamente, é através da Guatemala que a maioria dos estupefacientes transita para os Estados Unidos” sendo a Venezuela “um pequeno operador no setor”. Este dado é confirmado por Alan MacLeod no seu artigo de 10 de maio (“O contrato dos mercenários de Guaidó sobre o venezuelano Maduro reflete a recompensa oficial dos Estados Unidos, autoriza o assassinato dos esquadrões da morte”, ver aqui), quando diz que “…o tráfico de droga está muito menos presente na Venezuela do que em Estados vizinhos alinhados com os EUA, como a Colômbia e o Equador, como reconhecem os relatórios oficiais dos EUA”.

A partir de 5 de maio começaram a chover inúmeros artigos sobre uma fracassada tentativa de golpe de Estado, com inúmeras e variadas versões sobre o sucedido.

Depois de repassarmos estas múltiplas notícias sobre a tentativa de golpe, concluímos que ele se produziu na madrugada de domingo 3 de maio, quando dois antigos membros das forças especiais dos Estados Unidos – Airan Berry e Luke Denman – foram detidos no mar, antes mesmo de porem os pés em solo venezuelano. Pensa-se que na operação morreram 8 pessoas e mais de 100 acabaram detidas.

Seguindo o relato de eldiario.es de 8 de maio, os dois norte-americanos detidos apareceram na televisão pública venezuelana e deram detalhes sobre o plano para assaltar o palácio do Presidente Maduro e enviá-lo para os Estados Unidos. Publicamente, o governo de Trump desmentiu qualquer envolvimento. Mas as evidências mostram, mais uma vez, o gato escondido com o rabo de fora.

Ou seja, enquanto na Venezuela, entre outras frentes, se luta contra o Covid-19, os Estados Unidos, através da sua marionete Guaidó dedicam-se a lançar tentativas de golpe de Estado contra o Presidente Maduro.

A seguir ao relato de Leonardo Flores, analista político, sobre esta atamancada incursão, que publicámos ontem, divulgamos hoje, pela escrita de Alan MacLeod, mais detalhes sobre a fracassada tentativa de golpe e sobre o contrato estabelecido entre Guaidó e os mercenários.

FT

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O contrato dos mercenários de Guaidó sobre o venezuelano Maduro reflete a recompensa oficial dos Estados Unidos, autoriza o assassinato por esquadrões da morte

Alan MacLeod Por Alan MacLeod

Publicado em 10 de maio por The Grayzone (ver aqui)

 

O contrato que entre Juan Guaidó e a empresa mercenária Silvercorp USA assemelha-se muito a uma recompensa atribuída pela DEA à cabeça do Presidente Nicolas Maduro e aos membros do seu círculo interno em Março deste ano. O acordo autoriza tacitamente a eliminação dos venezuelanos da classe trabalhadora nas actividades propostas dos esquadrões da morte.

 

115 O contrato dos mercenários de Guaidó sobre o venezuelano Maduro reflete 1

Juan Guaidó esperava estar agora no palácio presidencial da Venezuela. Mas a tentativa de invasão cómica de 3 de Maio por mercenários dos EUA e membros da oposição foi a última indicação das medidas desesperadas a que ele e os seus camaradas recorreram.

Os combatentes contratados sob o nome de Guaidó foram imediatamente dominados na adormecida aldeia costeira de Chuao por membros descontentes da Casa dos Pescadores Socialistas, e alguns dos mercenários altamente treinados pareceram molhar-se literalmente de terror quando foram detidos.

Agora, foi divulgado um contrato de 41 páginas que descreve os pormenores e as condições da tentativa de golpe. Ele lança uma nova luz sobre o acordo entre Guaidó e a Silvercorp, a empresa americana de segurança privada que ele contratou. O auto-declarado presidente interino da Venezuela prometeu pagar a Jordan Goudreau, fundador da empresa sediada na Florida, 212,9 milhões de dólares para capturar, deter ou “remover” o Presidente Nicolas Maduro e instalá-lo a ele no seu lugar.

O contrato entra em pormenores sobre quem os mercenários estavam autorizados a envolver-se em “ataques cinéticos” (ou seja, assassinar e matar). Nomeia em primeiro lugar uma série de organizações paramilitares como as FARC colombianas, e bizarramente, o Hezbollah. Mas também estão na lista várias das “forças ilegítimas venezuelanas”, que incluem quaisquer apoiantes armados de Maduro e do Presidente da Assembleia Constituinte, Diosdado Cabello.

115 O contrato dos mercenários de Guaidó sobre o venezuelano Maduro reflete 2

Acontece que Maduro e Cabello são as figuras colocadas no topo de uma lista de alvos da US Drug Enforcement Administration. O Governo dos EUA ofereceu 15 e 10 milhões de dólares, respectivamente, pela sua captura, efectivamente pondo a prémio as cabeças do presidente eleito e do principal membro do principal órgão legislativo do seu país.

O contrato assinado por Guaidó e a Silvercorp também permite o assassinato de qualquer pessoa que eles considerem “colectivos armados e violentos”. Para um setor da oposição de classe alta da Venezuela, o termo “colectivo” é um termo desumanizador e frequentemente utilizado para designar qualquer pessoa da classe trabalhadora.

Os sindicalistas, os manifestantes pró-governamentais, mesmo quem ande de motocicleta, são presumivelmente parte de um bando armado e perigoso, nas fantasias lúbricas dos elitistas de pele clara de Caracas Oriental. Por conseguinte, o contrato permite essencialmente à Silvercorp matar impunemente qualquer membro da base de apoio popular do governo.

115 O contrato dos mercenários de Guaidó sobre o venezuelano Maduro reflete 3

 

Um novo esquadrão da morte

No entanto, mais preocupante ainda é aquilo que a Silvercorp previa ser o seu papel após um golpe de Estado bem sucedido.

O contrato estipula que a organização mercenária “se converteria numa Unidade Nacional de Ativos que actuaria sob a direcção da Administração [Guaidó] para combater as ameaças à estabilidade do governo, as ameaças terroristas e trabalhar em estreita colaboração” com outras forças de segurança.

As suas missões incluiriam, entre outras, a vigilância, operações encobertas e programação de alvos.

Por outras palavras, a Silvercorp transformar-se-ia num esquadrão paramilitar privado responsável apenas perante Guaidó, esmagando qualquer oposição à sua ditadura, de forma muito semelhante aos esquadrões da morte na Colômbia e noutros países da América Latina que operam há décadas.

 

A ligação dos EUA

O Secretário de Estado norte-americano Mike Pompeo anunciou recentemente que os seus planos para “restaurar a democracia” no país estavam a “ganhar impulso” e previu que, muito em breve, iríamos assistir a uma mudança de governo.

115 O contrato dos mercenários de Guaidó sobre o venezuelano Maduro reflete 4

Outros planificadores de mudança de regime, como John Bolton, passaram o fim-de-semana a tweetar de forma não tão críptica de que um golpe estava prestes a acontecer.

115 O contrato dos mercenários de Guaidó sobre o venezuelano Maduro reflete 5

A recompensa do DEA por Maduro e Cabello está estreitamente alinhada com o contrato Guaidó-Silvercorp, incluindo a obsessão de matar ou capturar especificamente esses dois indivíduos, e a retórica incessante sobre os traficantes de droga. (Na realidade, o tráfico de droga está muito menos presente na Venezuela do que em Estados vizinhos alinhados com os EUA, como a Colômbia e o Equador, como reconhecem os relatórios oficiais dos EUA).

Nos dias que antecederam a atamancada invasão da Silvercorp, Trump ordenou à Marinha que se deslocasse e navegasse para a Venezuela, supostamente para contrariar um quase inexistente fluxo de drogas.

O contrato estipula também especificamente que o comandante da operação pode utilizar drones AC-130 e Predator. Estas plataformas de armamento são utilizadas quase exclusivamente pelos militares americanos, o que levanta ainda mais questões. Será que se limitaram a copiar alguns documentos americanos existentes ou estavam à espera de reforços?

Na sequência do fracasso, Pompeo emitiu uma negação extremamente tímida, alegando apenas que “não houve qualquer envolvimento direto do Governo dos EUA” na operação falhada. O Secretário de Estado confirmou que estava ciente de quem a financiava, prometendo “desembalar” essa informação mais tarde.

 

A honra entre os ladrões

Uma análise do documento sugere uma sensação de que Goudreau via Guaidó como um pássaro tonto pronto para ser desplumado. Apesar de cobrar quase um quarto de milhão de dólares por um eventual dia de trabalho, a Silvercorp também inseriu uma miríade de cláusulas e aumentos onerosos, incluindo um bónus de 10 milhões de dólares por uma missão bem sucedida. Os mercenários acrescentaram juros sobre os pagamentos e uma taxa administrativa de 10% (portanto, mais de 20 milhões de dólares) sobre todas as transacções.

No entanto, parece que os mercenários americanos acabaram por ser os otários, pois Goudreau admitiu que Guaidó não lhe transferiu nem um cêntimo, nem sequer a taxa de retenção, desde Outubro. “Eles continuaram a prometer pagar, semana após semana”, disse Goudreau a uma estação de televisão de língua espanhola.

Guaidó é famigerado por não ser digno de confiança com o dinheiro e tem sido amplamente acusado de desviar dezenas de milhões de fundos de ajuda norte-americanos. Porquê avançar com uma missão tão perigosa? Talvez tenha ficado cego com a perspectiva de um dia de pagamento massivo, recolhendo quantias tanto do DEA como da equipa de Guaidó.

Ao mesmo tempo que cobrava centenas de milhões de dólares, Goudreau também estava a enganar os seus próprios funcionários, prometendo pagar aos mercenários americanos agora detidos apenas entre 50 000 e 100 000 dólares para arriscarem as suas vidas pela operação, tudo isto enquanto permanecia na sua casa na Florida. Continua a não ser claro quem foi o maior idiota da operação: Guaidó, Goudreau, ou os seus ingénuos cúmplices.

 

Negação oficial

Numa entrevista à CNN, o consultor político latino-americano de direita J.J. Rendon, com sede em Miami, confirmou que o contrato era genuíno.

Por seu lado, Guaidó insiste agora que todo o projecto era uma operação de bandeira falsa do governo. “Ninguém acredita nas suas mentiras”, disse ele a Maduro através do Twitter.

No entanto, a moeda política de Guaidó continua em declínio. Uma sondagem realizada em Janeiro por uma empresa anti-Maduro revelou que a sua taxa de aprovação tinha baixado cerca de 20 pontos desde Abril de 2019. Dias mais tarde, Guaidó recusou-se a renunciar ao seu papel de liderança após o fim do seu ano de mandato, encenando uma manobra publicitária embaraçosa e muito ridícula em que tentou e não conseguiu subir a cerca que rodeava o edifício da Assembleia Nacional.

Mais tarde, Guaidó “demitiu-se” do seu próprio partido, optando por saltar antes de ser empurrado. No meio do seu embaraço nacional, deixou o país para ser um convidado de honra no discurso do Estado da União de Trump, em Fevereiro, onde recebeu uma ovação bipartidária de pé.

Enquanto Guaidó viaja pelo mundo fazendo pressão para que sejam aplicadas sanções e supervisionando golpes e operações terroristas no seu país, numa tentativa de alcançar o poder por meios decididamente antidemocráticos, ainda não foi detido pelo Governo da Venezuela.

Mas, como mostrou o seu último e embaraçoso fracasso, uma das armas mais potentes contra a oposição poderão ser os actos bufões que Guaidó comete rotineiramente como homem livre.

 

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O autor: Alan MacLeod é um académico e jornalista. É redator da Mintpress News e colaborador da Fairness and Accuracy in Reporting (FAIR). Ele é o autor de “Bad News from Venezuela: Twenty years of fake news and misreporting”. É membro do Grupo de Media da Universidade de Glasgow. O seu último livro, Propaganda in the Information Age: Still Manufacturing Consent, foi publicado pela Routledge em maio de 2019. Siga-o no Twitter: @AlanRMacLeod.

 

Ver original em 'A viagem dos Argonautas' na seguinte ligação:

https://aviagemdosargonautas.net/2020/05/16/enesimo-plano-fracassado-para-derrubar-maduro-o-contrato-dos-mercenarios-de-guaido-sobre-o-venezuelano-maduro-reflete-a-recompensa-oficial-dos-estados-unidos-autoriza-o-assassinato-por-esquadroes/

Operação Gideão: A última tentativa de derrubar Nicolás Maduro

A chamada Operação Gideão, que deve seu nome à missão que matou o oficial militar rebelde Óscar Pérez em janeiro de 2018, representa a mais recente tentativa armada de liquidar o governo de Nicolás Maduro. A operação foi uma espécie de revolta de militares descontentes, com o apoio e assessoramento dos militares dos EUA e certos vínculos – ainda a serem esclarecidos – com a oposição venezuelana.

Embora, em 30 de abril, vários vídeos nas redes sociais já alertassem para a existência de grupos rebeldes, o desfecho abrupto dessa operação aconteceu no dia 3 de maio, com a captura de várias lanchas no município costeiro de Chuao. Nelas viajariam dezenas de homens venezuelanos e dois americanos, que buscavam entrar no país com armas para encontrar os grupos rebeldes e, a partir de lá, acabar com o governo Maduro.

Preso da Operação Gideão, à esquerda, um dos ex-militares norte-americanos Luke Denman.

Antecedentes: convulsões e levantes armados anteriores

Não é a primeira vez que há uma tentativa armada de derrubar o governo da Venezuela. Em junho de 2017, o militar Óscar Pérez abriu fogo contra vários prédios do governo a partir de um helicóptero, depois divulgou um vídeo em que clamava por uma revolta e, desde então, dirigiu um grupo de soldados insurgentes que foram enfim mortos em janeiro de 2018, na paróquia El. Junquito.

A tentativa de magnicídio em agosto de 2018, quando um drone tentou atacar Nicolás Maduro durante um desfile militar, foi apelidada pela oposição de Operação Fênix, terminando em vários presos e sem vítimas mortais.

A autoproclamação de Juan Guaidó em janeiro de 2019 foi seguida pela tentativa fracassada de obtenção de ajuda humanitária em fevereiro e pela Operação Liberdade, em abril do mesmo ano. Esse “levante cívico-militar”, como definiram seus organizadores, foi a tentativa mais sólida e estruturada de acabar com Maduro. Na operação, conseguiu-se a libertação de Leopoldo López, e houve a convocação à deserção massiva de militares. Os confrontos, que duraram o dia todo, resultaram em várias mortes e foram finalmente apaziguados por Maduro.

Guaidó conversa com militares rebeldes durante a Operação Liberdade.

Em dezembro de 2019, a Operação Aurora repetiu o modus operandi, anunciando-se publicamente nas mídias sociais como um grupo de militares que procuravam “acabar com a ditadura”. O grupo insurgente conseguiu roubar armas de várias bases militares do país. Vários de seus membros foram presos dias depois.

A situação já turbulenta no país caribenho foi prejudicada pelas acusações de narcotráfico feitas pelos EUA a vários líderes chavistas. Pretexto que justificou a incursão militar do Southcom (Comando Sul dos Estados Unidos) nas águas do Caribe. Isso levou à Operação Gideão, com a Venezuela enfrentando a pandemia do COVID-19, uma queda dramática nos preços do petróleo (que representa 90% das divisas estrangeiras do país) e uma tensão crescente devido à presença norte-americana no entorno do país.

O que buscava a Operação Gideão?

Jordan Goudreau serviu 15 anos no Exército dos EUA, primeiro na infantaria e depois nas Forças Especiais. Serviu no Iraque e no Afeganistão. Em 2018, de acordo com seu site, ele fundou a empresa Silvercorp e coordenou e liderou equipes de segurança internacionais para o presidente dos Estados Unidos e o secretário de Defesa. Goudreau foi o cérebro dessa missão que levou meses de preparo.

Junto a Jordan Goudreau, destaca-se a figura do general rebelde do exército venezuelano Cliver Alcalá, acusado de tráfico de drogas pelo governo Trump. A operação consistiria, principalmente, no treinamento secreto de dezenas de desertores militares venezuelanos em campos secretos na Colômbia, para depois levarem a cabo incursões rápidas contra o governo venezuelano.

Imagem de arquivo: Goudreau uniformizado.

Depois de participar da segurança do Venezuela Aid Live, um festival ocorrido em 22 de fevereiro de 2019 na Colômbia para denunciar a “ditadura chavista”, Goudreau contatou Cliver Alcalá, ex-general nos anos de Chávez que desertou durante o governo Maduro. Até então, a oposição estava colaborando com Alcalá, organizando os soldados venezuelanos desertores.

Os membros da operação estavam sendo treinados em três campos militares na Colômbia, onde teriam o apoio de Jordan Goudreau e sua empresa Silvercorp (com sede na Flórida), além do de vários opositores venezuelanos. Contudo, a operação carecia do apoio do governo Trump e era conhecida pelo governo venezuelano graças à infiltração de vários agentes do serviço de inteligência – o que teria sido fundamental para impedir a intentona.

Segundo o próprio Goudreau, em entrevista à Associated Press, o objetivo era introduzir um “catalisador” na Venezuela. “De maneira alguma estou dizendo que 60 homens podem entrar e derrubar um regime. Estou dizendo que 60 homens podem entrar e inspirar os militares e a polícia a mudarem de lado e se unirem à libertação de seu país, o que, no fundo, é aquilo que eles querem”, disse ele à AP.

As equipes se infiltrariam na Venezuela para criar células a partir das quais atacariam instalações de petróleo e edifícios estratégicos do governo. Eles também ficariam encarregados de eliminar autoridades governamentais, FANB (Força Armada Nacional Bolivariana), Sebin (Serviço Bolivariano de Inteligência Nacional), polícia…

A Silvercorp comprou um barco em dezembro, com o qual os militares viajaram para a Jamaica para se encontrar com ex-companheiros das Forças Especiais que gostariam de participar da operação. Dois dias após o encontro, em 28 de março, enquanto os preparativos para a operação continuavam, o bote de Goudreau quebrou, alertando as autoridades navais de Curaçao, que o resgataram e o levaram de volta para os EUA devido às restrições de mobilidade decorrentes do COVID-19, impedindo sua participação na operação.

Vínculos entre Jordan Goudreau e Juan Guaidó?

Uma das principais incógnitas da operação é a existência ou não de vínculos entre Godreau e o líder oposicionista Juan Guaidó. Segundo informações fornecidas por Juan José Rendón – assessor do autoproclamado presidente – ao Washington Post, em setembro de 2019, aconteceu em Miami uma reunião entre o militar norte-americano e os representantes da oposição nomeados pelo “governo encarregado”. Eles buscavam “explorar todas as oportunidades possíveis” na tentativa de derrubar Nicolás Maduro. Rendón conta que Goudreau afirmou ter 800 homens preparados para penetrar na Venezuela e “extraditar” o presidente e seu governo; em troca, pediu 212,9 milhões de dólares para financiar a missão, que Guaidó pagaria com a futura renda do petróleo que obteria uma vez no poder.

Todavia, além da reunião, a operação teria se materializado em um contrato – vazado pela mídia – no qual aparece a assinatura de Guaidó. Isso também foi explicado pelo próprio Goudreau, que afirmou que, apesar de ter chegado a um acordo, ainda não havia recebido o dinheiro – algo que o assessor Juan José Rendón nega, declarando ter pago ao militar norte-americano 50 mil dólares. O documento vazado, datado de 16 de outubro, também inclui a assinatura de Rendón, Guaidó e Sergio Vergara, outro assessor do líder oposicionista.

Imagem do contrato com a assinatura de Guaidó.

Além disso, os vínculos com a Operação Gideão iam além do contrato, e começaram a circular as gravações telefônicas de uma suposta conversa de Guaidó, cumprimentando Goudreau, na qual ouve-se: “Vamos trabalhar”.

O entorno do líder oposicionista negou repetidamente qualquer tipo de contato com Goudreau ou sua empresa Silvercorp, acusando Nicolás Maduro de organizar uma armadilha com a Operação Gideão. Em entrevista à CNN, o próprio Rendón afirma que o contrato de 41 páginas é verdadeiro, mas que, em outubro de 2019, eles decidiram cortar todos os contatos com Goudreau, pois a operação era considerada suicida, e Goudreau não tinha nenhuma prova da existência dos 800 homens.

As informações permanecem contraditórias, pois grande parte da oposição demonstrou seu apoio e sugeriu o conhecimento da operação nas redes sociais, ainda que outra parte dela tenha permanecido em rigoroso silêncio. Ao mesmo tempo, o governo continuou a publicar declarações incriminatórias contra a oposição, enquanto Guaidó e sua equipe mantiveram silêncio absoluto até que o contrato fosse vazado, momento em que saíram negando a sua veracidade.

Cronologia:

30 de abril: Vários vídeos vieram à tona nas redes de grupos armados anunciando a Operação Gideão, com o objetivo de derrubar o governo de Nicolás Maduro. Como chefe desse grupo de oficiais rebeldes, estaria o capitão do Exército venezuelano, Robert “Pantera” Colina, que garante no vídeo ter unidades em diferentes partes do país.

Trecho do vídeo em que um grupo de militares anuncia sua revolta no contexto da Operação Gideão. Fala Robert Pantera, líder dos insurgentes.

Jordan Goudreau também aparece em um vídeo com o capitão Quintero, um ex-militar venezuelano. Nele, afirmam que um grupo de combatentes entrou na Venezuela e confirmam a Operação Gideão.

Jordan Goudreau e o capitão Javier Nieto Quintero explicam a Operação Gideão em um vídeo.

1º de maio: A Associated Press publica um artigo vinculando Goudreau e os vídeos nas redes sociais a uma operação mais ampla, prevista inicialmente para 10 de março, mas adiada por problemas operacionais. O artigo também alertou que o governo venezuelano sabia sobre a operação há semanas.

3 de maio: Incidente em Macuto/La Guaira. Vários vizinhos confirmaram uma troca de tiros durante a manhã. De acordo com o governo, um grupo de mercenários armados tentou invadir o país por meio de lanchas vindas da Colômbia. O saldo foi de oito mortos e dois presos. Entre os mortos, estaria o capitão Robert “Pantera” Colina.

Naquela mesma manhã, começaram a ser publicadas imagens dos materiais encontrados, entre os quais armas abundantes. Diosdado Cabello, presidente da Assembleia Nacional Constituinte e homem-forte do chavismo, afirma que se tratava de uma operação organizada pela DEA em colaboração com o governo colombiano.

Parte do material apreendido pelo Exército venezuelano.

4 de maio: O governo venezuelano lança uma campanha para encontrar os membros da Operação Gideão. O procurador-geral assegura que foram neutralizados três campos de mercenários localizados em solo colombiano que tentaram atacar a Venezuela. Tais mercenários estariam relacionados aos eventos em La Guaira e teriam armamentos roubados. Onze pessoas estão detidas, sendo duas delas ex-veteranos das Forças Especiais dos EUA.

Segundo o ex-boina verde Goulard, em declaração à Bloomberg: A operação para derrubar Maduro continua. O objetivo principal fracassou, o objetivo secundário (por em marcha a insurgência) está em andamento. Seriam enviados 52 homens.

Em comunicado oficial, Nicolás Maduro publica informações sobre os detidos e mostra a documentação encontrada – entre os quais os passaportes dos cidadãos norte-americanos.

Maduro mostra o material encontrado na Operação Gideão.

5 de maio: Goudreau torna público o contrato de oito páginas e os áudios que vinculam Guaidó. Os EUA declaram que não têm nada a ver com a operação.

Segundo o ministro da Informação e Comunicação, Jorge Rodríguez, em 1º de maio, duas embarcações deixaram a Colômbia. A primeira delas, com 13 membros na tripulação, estava indo para Guaira com o objetivo de atacar posições-chave do governo. No segundo barco, encontrava-se a maior parte da expedição, os dois americanos, o filho de Isaías Baduel (um militar-forte nos anos de Chávez e depois desertor), juntamente com outras 47 pessoas, incluindo capitães do Exército venezuelano. O primeiro barco sofreu danos ao embarcar em La Guaira, e treze pessoas de sua tripulação foram capturadas – uma desse grupo ainda estaria livre. Depois, a milícia boliviana deteve oito pessoas do segundo barco.

Rodríguez garantiu que, desde meados de abril, eles tinham conhecimento da operação, o que explicaria algumas ações das autoridades venezuelanas nas últimas semanas. Por exemplo, na semana anterior, dois barcos da Guarda Costeira foram enviados para o porto de La Guaira.

Presos do segundo navio interceptado. Entre a tripulação, estavam dois norte-americanos e vários oficiais médios do Exército venezuelano.

As informações exibidas pelo governo venezuelano são baseadas nas provas materiais apresentadas, em um suposto áudio de Juan Guaidó mencionado acima e nos depoimentos de vários detidos que foram ao ar publicamente.

7 de maio: O Washington Post vaza o contrato da Operação Gideão, totalizando mais de 40 páginas que vinculariam a oposição ao plano. Ao mesmo tempo, o governo venezuelano anunciou que levará a tentativa de golpe ao Tribunal Penal Internacional e ao Conselho de Segurança das Nações Unidas. As abundantes informações e testemunhos que continuam aparecendo estão sendo investigados pela Justiça venezuelana, não só para acusar os detidos na operação, mas também porque há a percepção de que o suposto contrato assinado por Guaidó poderia ser a prova definitiva para ordenar sua prisão.

8 de maio: O governo venezuelano reforça o destacamento do exército em pontos estratégicos (o chamado Escudo Bolivariano) e segue em busca de mais colaboradores da Operação Gideão. O total de detidos seria de cerca de 200, além de vários mortos.

Há especulações sobre se os americanos presos serão julgados e condenados na Venezuela ou repatriados para os EUA. Trump anunciou sua disposição de trazê-los para o país. Apesar disso, a imputação de crimes por “terrorismo e conspiração” é conhecida por sua participação na “tentativa de invasão”.

Maduro resiste, Guaidó continua sua decadência

Só o tempo permitirá uma análise aprofundada das implicações políticas da fracassada Operação Gideão, mas, sem conhecer o saldo final dos presos e a possível reação judicial do governo, a única certeza é que a oposição está desgastada por essa tentativa. As versões contraditórias dadas por Guaidó aumentam o crescente descontentamento interno e reforçam o discurso do governo contra a ameaça imperialista.

Na falta de agenda própria, o futuro do “presidente” e da oposição depende mais da vontade norte-americana do que de suas opções políticas, uma vez que, com a renúncia ao diálogo, eles reduziram seu campo de ação a agitar a bandeira do levante militar e da ficção de um governo no exílio incapaz de materializar medidas concretas para a população.

O chavismo, por sua vez, cerra fileiras e aumenta seu tom contra a oposição. Maduro continua a presidir um país com uma grave crise econômica e política, mas, após essa operação, ele pode ter certeza de que, a curto e médio prazo – salvo uma improvável invasão –, continuará no governo.

Entretanto, apesar de ter interrompido uma nova tentativa de derrubada, o governo venezuelano está passando por um de seus piores momentos. Além do crescente cerco dos EUA, há um descontentamento interno com os cortes de energia, a falta de petróleo e uma oposição incansável. Se Caracas se encontra debilitada, sua resiliência não deve ser subestimada, mas tudo indica que a crise do coronavírus e, é claro, do petróleo, representará um duro golpe para a estabilidade do governo.

Será necessário estar atento a novos eventos na região. Washington poderá levar a um novo patamar sua tentativa de acabar com Nicolás Maduro, talvez aplicando um bloqueio econômico. Ainda faltam meses para as eleições presidenciais de novembro, e não seria estranho se Donald Trump tomasse algum movimento eleitoreiro.

* Nestor Prieto é estudante de Ciência Política na Universidade de Salamanca. Tentando oferecer uma visão crítica da geopolítica. Militante. Cobriu e viveu os processos migratórios na Grécia, Itália e Melilha. Agora escreve sobre América Latina.

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Ver original em 'Revista Opera' (aqui)

Depoimento de «traidor» confirma envolvimento de EUA e Colômbia na «incursão armada»

O ministro venezuelano da Informação apresentou as declarações do «desertor e traidor» Antonio Sequea, que confirmam a articulação da Colômbia e dos EUA com o narcotráfico para atacar a Venezuela.

Pescador venezuelano armado, em Chuao, estado de La Guaira, aborda lancha com mercenáriosCréditos / TeleSur

Na conferência de imprensa que deu esta terça-feira no Palácio de Miraflores (sede do executivo), Jorge Rodríguez, ministro da Comunicação e Informação da Venezuela, apresentou vários vídeos com depoimentos de detidos ligados à fracassada tentativa de incursão terrorista do passado dia 3 de Maio, que tinha como principal alvo o presidente venezuelano, Nicolás Maduro.

Entre os depoimentos mostrados conta-se o de Antonio Sequea, «chefe operacional» do plano abortado e, nas palavras de Rodríguez, «desertor e traidor à pátria». Segundo este mercenário, ao serem levados para a península de La Guajira, em território colombiano, foram recebidos por um dos principais narcotraficantes da região, Elkin Javier López, Doble Rueda.

Alegadamente, o presidente colombiano, Iván Duque, exige a sua captura e os Estados Unidos pediram a sua extradição. No entanto, López leva a cabo as suas actividades numa quinta localizada ao lado de uma instalação da Administração para o Controlo de Droga (DEA, na sigla em inglês) em território colombiano, disse Sequea, tendo afirmado que o grupo esteve na quinta pelo menos 40 dias – onde foi treinado por militares norte-americanos com vista à missão de 3 de Maio.

Sequea referiu ainda que comunicava diariamente com o mercenário e militar Jordan Goudreau, dono da empresa Silvercorp, o que lhes dava confiança, uma vez que os seus planos tinham como base um contrato assinado pelo deputado da oposição Juan Guaidó – reconhecido por Washington como presidente interino da Venezuela – e apoiado pelo presidente norte-americano, Donald Trump.

A este propósito, o desertor venezuelano revelou que Goudreau se reuniu com Guaidó na Casa Branca para coordenar a incursão marítima armada e garantiu que as forças de segurança dos Estados Unidos estavam inteiramente a par da «Operação Gedeón», informa a TeleSur.

«Fica totalmente provada a participação de Juan Guaidó nesta acção; ele deu a ordem para que a invasão armada contra a Venezuela fosse levava a cabo», frisou Jorge Rodríguez.

Coordenação da Colômbia e da DEA com o narcotráfico

Num outro vídeo mostrado pelo ministro venezuelano, apareceu o depimento do detido José Alberto Socorro, Pepero, que reafirmou a ligação existente entre o narcotráfico, que «faz vida impunemente em La Guajira colombiana», e a DEA no apoio logístico a este tipo de operações militares que visam agredir a Venezuela.

«É uma prática comum da Colômbia e da DEA capturarem narcotraficantes para os extorsionar e utilizar no financiamento a incursões homicidas, como é o caso do narcotraficante Doble Rueda, responsável pela logística dos mercenários em La Guajira», reiterou Rodríguez, citado pela Prensa Latina.

Acrescentou que as confissõese dos mercenários respondem às perguntas feitas pelo presidente do Comité de Assuntos Externos da Câmara dos Representantes dos EUA, Elliot Engel, ao Departamento de Estado, numa comunicação enviada ao secretário Mike Pompeo, que até ao momento não teve resposta.

Engel exigiu ao governo de Trump esclarecimentos sobre o planeamento da «Operação Gedeón» na costa venezuelana, no estado de La Guaira, que tinha como propósito executar Nicolás Maduro e outros altos funcionários, bem como perpetrar um golpe de Estado no país caribenho.

Ver original em "AbrilAbril" na seguinte ligação:

https://www.abrilabril.pt/internacional/depoimento-de-traidor-confirma-envolvimento-de-eua-e-colombia-na-incursao-armada

Capitão detido na Venezuela revela reunião na Casa Branca entre Guaidó e líder da incursão marítima

Membros de grupo de operações especiais da Venezuela observam costa marítima do país, após incursão militar estrangeira, em Macuto, 3 de maio de 2020
© REUTERS / Manaure Quintero

O vice-presidente de Comunicação, Turismo e Cultura da Venezuela, Jorge Rodríguez, mostrou na terça-feira (12) um vídeo de um dos chefes da invasão marítima falhada, o capitão Antonio Sequea.

De acordo com o capitão Antonio Sequea, o ex-boina verde Jordan Goudreau se reuniu na Casa Branca com o líder da oposição venezuelana, Juan Guaidó, para coordenar a operação de incursão marítima na Venezuela.

"Em meados de março, quando Guaidó viajou da Colômbia durante turnê [internacional] até Estados Unidos, Jordan Goudreau parou de se comunicar com a gente. Passamos um tempo sem contato telefônico, e logo voltou a se conectar e me informou que estava em reunião com Guaidó na Casa Branca, que o haviam reafirmado novamente conselheiro militar para a saída do governo da Venezuela", depôs Antonio Sequea.
 

Aqui [está] parte do testemunho do mercenário Antonio Sequea apresentado pelo vice-presidente Jorge Rodríguez, onde o terrorista afirmou que se reuniram na Casa Branca Donald Trump, Juan Guaidó e Jordan Goudreau para derrubar o presidente Nicolás Maduro.

Segundo o capitão, a novidade contada por Jordan Goudreau os encorajou a seguir com o plano de incursão marítima.

"Nos deu um pouco mais de força, nos motivou, já que um ano atrás, nós víamos Jordan por trás da segurança do presidente Donald Trump, e depois estava nos aconselhando militarmente, o que nos dava e criava em nós uma sensação de segurança", acrescentou o capitão, informa TV venezuelana.

Antonio Sequea afirmou que Goudreau e a administração Trump desempenhou um papel fundamental na incursão fracassada.

"Qualquer situação complicada para nós, Goudreau procurava uma forma de resolvê-la e nos mantinha informados de todos os procedimentos de segurança que iria fazer o governo dos EUA", disse Sequea.

Jordan Goudreau pediu-lhes que confiassem "no governo e no chefe [norte-americano], que é o presidente dos EUA, Donald Trump", pois Trump "estava ciente de todo o procedimento".

Em 3 de maio, militares venezuelanos detectaram duas lanchas na costa norte do estado venezuelano de La Guaira com supostos mercenários tentando invadir o território venezuelano, segundo autoridades bolivarianas.

O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, afirmou ter provas, testemunhos e vídeos de que este grupo treinou no território colombiano e foi financiado pela Colômbia e pelos Estados Unidos.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/americas/2020051315572709-capitao-detido-na-venezuela-revela-reuniao-na-casa-branca-entre-guaido-e-lider-da-incursao-maritima/

Documento revela extensão do envolvimento de Guaidó no golpe venezuelano

por Steve Sweeney

Pormenores da aposta mercenária dos EUA de invadir a Venezuela emergiram depois de uma cópia de um contrato de 41 página ter sido divulgada este fim de semana pelo Washington Post.

O usurpador apoiado por Washington, Juan Guaidó, foi nomeado comandante em chefe da operação e, segundo o documento, ele devia fornecer US$10 milhões à firma de segurança privada Silvercorp, a ser pago conforme o seu êxito.

O documento revela uma lista de indivíduos e organizações considerados alvos legítimos nos termos do acordo, incluindo o presidente Nicolas Maduro e o presidente da Assembleia Constituinte Diosdado Caballero.

Também eram incluídas as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e o grupo militante islâmico Hezbollah, do Médio Oriente, o qual o vice-presidente dos EUA, Mike Pence, bizarramente insiste em que opera células terroristas na Venezuela.

O documento declara que o objectivo da operação é "capturar/deter/remover Nicolas Maduro (daqui em diante chamado de "Objectivo Primário"), remover o regime e instalar o reconhecido presidente venezuelano Juan Guaidó".

Luke Denmon. Após o término com êxito da operação e a remoção do governo democraticamente eleito, a nova administração pagaria um bónus de US$10 milhões ao "service provider".

O contrato declara que o "service provider" permaneceria na Venezuela para aconselhamento sobre "operações de contra-terrorismo, contra-narcóticos e recuperação de activos financeiros venezuelanos roubados à escala mundial..."

É a primeira vez que pormenores do contrato assinado pela companhia de segurança Silvercorp, com sede nos EUA, foram tornados públicos desde que na semana passada forças venezuelanas frustraram uma tentativa de golpe lançada por mercenários a partir do território colombiano.

Airan Berry. Dois antigos fuzileiros navais dos EUA, Luke Denman e Airan Berry, enfrentam processo sob acusação de conspiração depois de serem capturados durante a fracassada tentativa de golpe.

Ambos os homens admitiram serem contratados pela Silvercorp em prol do sr. Guaidó.

O sr. Maduro tomou como alvo o presidente dos EUA, Donald Trump, durante uma conferência de imprensa online a que o Morning Star compareceu na semana passada.

Ele insistiu em que o sr. Trump era "o chefe" da tentativa de golpe, pois a Venezuela é uma "obsessão" da Casa Branca.

Numa declaração com palavras cuidadosamente escolhidas, na quarta-feira, o secretário de Estado e antigo director da CIA Mike Pompeo insistiu em "não houve nisto nenhum envolvimento directo do governo dos EUA".

Mas o sr. Maduro afirma que a tentativa de golpe foi terciarizada de modo a que, se fracassasse, o governo dos EUA poderia "lavar as mãos do mesmo e deixar os mercenários à sua sorte".

A tentativa de golpe foi planeada pelo antigo fuzileiro naval Jordan Goudreau, o qual assinou um contrato com o sr. Guaidó em 16 de Outubro de 2019 no valor de US$212 milhões.

O patrão da Silvercorp, que serviu no Iraque e no Afeganistão, providenciou segurança para o concerto do bilionário Richard Branson na Colômbia no ano passado durante uma tentativa de golpe anterior.

No sábado forças venezuelanos em operações de segurança descobriram três navios colombianos abandonados no rio Orinoco, carregados com armas.

10/Maio/2020
O original encontra-se em morningstaronline.co.uk/...

 

Ver original em 'RESISTIR.INFO' na seguinte ligação:

https://resistir.info/venezuela/golpe_10mai20.html

Contrato com empresa dos EUA para invadir Venezuela previa instalar Guaidó na presidência

 
 
Acordo firmado com SilvercorpUSA ainda estabelecia possibilidade de financiamento de 'investidores privados' com a garantia de 'preferências de investimento' durante o suposto governo de Guaidó
 
O governo da Venezuela revelou na sexta-feira (08/05) partes dos anexos do contrato firmado entre a oposição venezuelana e a empresa de segurança privada dos EUA SilvercorpUSA que comprovam que os objetivos da operação eram invadir o país, sequestrar o presidente Nicolás Maduro e instalar um governo presidido por Juan Guaidó.

"O Provedor de Serviços [SilvercorpUSA] irá aconselhar e auxiliar o Grupo Parceiro [militares venezuelanos dissidentes] no planejamento e execução de uma operação para capturar/deter/remover Nicolás Maduro (daqui para frente referido como 'Objetivo Primário'), remover o regime vigente e instalar o presidente reconhecido da Venezuela Juan Guaidó", expressa o contrato divulgado na íntegra pelo jornal Washington Post.

O governo da Venezuela preparou uma tradução para o espanhol da íntegra do documento, que circula entre autoridades e funcionários do Estado venezuelano. Opera Mundi teve acesso a essa versão que pode ser lida aqui.

Sobre os custos da operação, que foi interceptada pelas autoridades venezuelanas no domingo (03/05), o contrato deixa claro que os opositores liderados por Guaidó deveriam pagar a quantia inicial de 1,5 milhão de dólares e, "após a conclusão do projeto, um valor mínimo de 10,86 milhões de dólares, uma média de 14,82 milhões de dólares e um máximo de 16.456 milhões de dólares".

 


O acordo ainda abre a possibilidade para "investidores privados" com a garantia de "preferências de investimento" durante o suposto governo de Guaidó. "O Provedor de Serviços irá assegurar uma linha de crédito para investidores privados financiarem o projeto. Após a conclusão do projeto, esses investidores terão um status preferencial com o novo governo da Venezuela", diz o texto.

A Silvercorp ainda se compromete em criar uma "Unidade de Objetivo Nacional" que agiria sob comando de Guaidó para, após a derrubada de Maduro, "conter ameaças à estabilidade do governo e ameaças terroristas". 

"Esses serviços incluem, mas não se limitam a aconselhamento de missões, recrutamento, seleção e escolha [de pessoas], programa de testes físicos, programação de alvos, remédios, comunicações, demolições, métodos de invasão, vigilância, reconhecimento de alvos", afirma o acordo.

Definindo como "forças hostis" o presidente Nicolás Maduro, o presidente da Assembleia Nacional Constituinte, Diosdado Cabello, e "qualquer apoiador armado" do governo, o contrato destaca que "o uso da força para completar as missões autorizadas será necessário e proporcional, ou seja, razoável em intensidade, duração e magnitude".

Invasão fracassada

Um grupo armado tentou invadir a Venezuela no domingo (03/05), em uma operação interceptada pelas autoridades venezuelanas na região portuária de La Guaira. Na segunda (04/05), outros oito membros da operação de invasão, entre eles dois norte-americanos, foram presos em Chuao, cidade costeira ao norte da Venezuela. De acordo com o governo venezuelano, os criminosos foram interceptados pelos próprios moradores da vila e pela milícia bolivariana local, para depois serem entregues à FANB.

Juan José Rendón, assessor político do autoproclamado presidente da Venezuela Juan Guaidó, admitiu ter contratado a Silvercorp, empresa de segurança e gerenciamento de risco da Flórida, cujo dono diz já ter prestado serviços na área para Donald Trump, para invadir o território venezuelano e sequestrar lideranças do governo legítimo do país, incluindo o presidente Nicolás Maduro.

As declarações foram dadas à CNN em espanhol na noite de quarta-feira (06/05), logo após o governo venezuelano anunciar a captura de um terceiro grupo de pessoas envolvidas na tentativa de invasão que ocorreu no domingo (03/05).
 

Ver o original em 'Página Global' na seguinte ligação:

https://paginaglobal.blogspot.com/2020/05/contrato-com-empresa-dos-eua-para.html

Venezuela anuncia plano especial para defesa da costa depois de incursão marítima falhada

Vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, durante a 74ª sessão da Assembleia Geral da ONU em Nova York, EUA, 27 de setembro de 2019
© AP Photo / Craig Ruttle

A vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, disse que a costa do país deve ser um "muro inexpugnável" para defender a soberania nacional.

O governo venezuelano vai criar um plano socioeconômico e de defesa especial para todos os povos da costa venezuelana, anunciou a vice-presidente do país, Delcy Rodríguez.

"O presidente [Nicolás Maduro] pediu à equipe do governo, aos vice-presidentes setoriais [...] um plano especial de atenção socioeconômica [e] defesa integral da nação para todos os povos do litoral", disse ela durante uma reunião com o povo Chuao, no estado de Aragua, onde foram feitas detenções após a fracassada incursão marítima, relata o portal Notitotal.

"É um plano integral para toda a costa, que a costa seja nosso muro inexpugnável para a defesa da soberania nacional", acrescentou ela no comunicado.

Prelúdio do anúncio

Na madrugada de 3 de maio, militares venezuelanos detectaram duas lanchas na costa norte, na área de Macuto, estado de La Guaira, por meio das quais supostos mercenários estavam tentando se infiltrar em território venezuelano, segundo as autoridades.

Na segunda-feira (4), oficiais das Forças Armadas Bolivarianas e da polícia do estado de Aragua, no norte, capturaram oito indivíduos na cidade de Chuao, que supostamente tinham estado envolvidos na incursão marítima.

Segundo o procurador-geral, Tarek William Saab, foram apreendidas seis caminhonetes, 10 pistolas, metralhadoras de grande calibre, para além de diversas munições.

O presidente venezuelano Nicolás Maduro disse ter as provas, testemunhos e vídeos de que este grupo treinou em território colombiano e foi financiado pela Colômbia e pelos Estados Unidos.

Segundo o chefe de Estado da Venezuela, o principal objetivo da incursão frustrada era assassiná-lo.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/americas/2020051115567005-venezuela-anuncia-plano-especial-para-defesa-da-costa-depois-de-incursao-maritima-falhada/

PIRATARIA E CHOQUE SOBRE O MERIDIANO DE CARACAS

 
 
  
Um ano depois duma tentativa de golpe de estado que foi apenas um dos episódios inscritos num estendal de incessantes manipulações e ingerências multiformes que se sucedem de há praticamente duas décadas a esta parte, num momento em que a pandemia do Novo Coronavírus toma conta das preocupações globais, o império da hegemonia unipolar ávido das riquezas da Venezuela Bolivariana volta ao choque com novos ingredientes e roupagens, conformando uma ágil espada psicadélica de pirata das Caraíbas, incidindo sobre o meridiano de Caracas a partir do mar e tendo como alvo a cabeça do próprio estado bolivariano!

O que foi publicado a 29 de Abril nas páginas da Frente Anti Imperialista Internacionalista e no dia seguinte no Página Global Blogspot sob o título de “Boqueio e pirataria em pleno século XX”, tem agora eco nos acontecimentos que eclodiram nesta madrugada sobre as praias de Vargas, em Macuto, uma pequena localidade a leste do porto de La Guaira!... (https://paginaglobal.blogspot.com/2020/04/bloqueio-e-pirataria-em-pleno-seculo-xxi.html).

Os acontecimentos desenrolaram-se precisamente na área onde um grupo das caravanas de solidárias entidades de todo o mundo que acorreram a Caracas a 5 de Março de 2018, teve a oportunidade de evocar o Comandante Hugo Chávez, a mesma área que há 20 anos havia sofrido o desastre do dilúvio de Vargas que pôs à prova a decisiva aliança cívico-militar matriz do socialismo do século XXI na Venezuela!

Apesar do choque, conforme escrevi a 14 de Março de 2018, “Caracas jamais será como Santiago”!... (http://paginaglobal.blogspot.pt/2018/03/caracas-jamais-sera-como-santiago.html).

 
01- O aumento da pressão da pirataria dos Estados Unidos e seus vassalos a partir do mar do Caribe em relação à Venezuela, recai precisamente sobre o meridiano de Caracas, a capital da Venezuela:
 
. Primeiro foi o incidente em que afundou o AB Naiguatá (GC-23) na madrugada de 29 para 30 de Março de 2020, muito próximo do arquipélago Ls Roques; (https://paginaglobal.blogspot.com/2020/04/bloqueio-e-pirataria-em-pleno-seculo-xxi.htmlhttps://frenteantiimperialista.org/blog/2020/04/29/7478/https://actualidad.rt.com/actualidad/352130-capturan-expolicias-desertores-implicados-intento).
 
. Agora, a 3 de Maio de 2020, foi a tentativa de desembarque de unidades especiais em Macuto, na costa de Vargas e a poucas milhas a sul do 1º incidente, com o rescaldo de 8 invasores mortos e 2 detidos. (http://www.hispantv.com/noticias/venezuela/465143/colombia-tension-caracashttp://ciudadccs.info/2020/05/04/mp-presento-ante-el-tsj-a-implicados-en-la-operacion-gedeon/https://www.bbc.com/news/world-latin-america-52543033).
 
. Mais grupos de desembarque, na sequência de outras detenções anteriores, estão a ser detectados e neutralizados nas costas íngremes dos Estados de Carabobo, Arágua e Vargas ( La Guaira), na região onde os Andes do Nordeste se encontram com a costa do Caribe, agora já com o decurso da Operação Escudo Bolivariano 2020. (http://www.hispantv.com/noticias/venezuela/465234/ejercicio-incursion-maritima-eeuu;  https://actualidad.rt.com/actualidad/352108-venezuela-captura-gustavo-adolgo-hernandez-incursion).
 
. Na aldeia piscatória de Chuao, no Estado de Arágua, que só tem acesso pelo mar, os afro-venezuelanos fizeram a diferença e, detectada a embarcação intrusa cujos ocupantes procuravam passar despercebidos procurando a oportunidade para agir (é uma costa de alcantilados e pequenas enseadas rochosas), deram o alerta que possibilitou às Forças Armadas Nacionais Bolivarianas acorrerem e neutralizarem a embarcação e os 8 invasores armados, entre os quais 2 mercenários estado-unidenses ligados à “SilverCorp SA” e à segurança pessoal de Donald Trump! (http://ciudadccs.info/2020/05/04/dos-de-los-capturados-en-aragua-vinculados-a-seguridad-de-donald-trump/;  https://www.news1.news/n1/2020/05/in-venezuela-two-americans-were-arrested-accused-of-being-involved-in-a-coup-attempt-against-maduro.htmlhttp://www.correodelorinoco.gob.ve/pueblo-de-chuao-que-sometio-al-grupo-de-mercenarios-envio-un-saludo-al-presidente-maduro/).
 
. Em Puerto Cruz, poucas milhas a leste de Chuao, outros 2 mercenários foram capturados no dia 5 de Maio… (http://www.correodelorinoco.gob.ve/detenidos-en-puerto-cruz-dos-mercenarios-mas-involucrados-en-intento-de-golpe-de-estado/).
 
. A 6 de Maio, por alturas do fecho desta intervenção, outro mais se entregou, desta feita em Cepe, também a leste de Chuao… (https://actualidad.rt.com/actualidad/352296-participante-incursion-venezuela-relata-papel-video?utm_source=browser&utm_medium=push_notifications&utm_campaign=push_notifications).
 
… Prevê-se a detecção de mais invasores ainda em fuga, os “operacionais” da “Operação Gedeón”, nome escolhido pelas forças mercenárias e traidoras em desembarque, para rótulo de sua manobra nas costas venezuelanas próximas da capital: (http://ciudadccs.info/2020/05/04/capturados-ocho-presuntos-mercenarios-en-las-costas-de-aragua/https://twitter.com/camilateleSUR/status/1257505583911108610http://www.correodelorinoco.gob.ve/cabello-insta-a-mercenarios-que-andan-huyendo-a-entregarse/).
 
«Urgente, las UBCh, los jefes de calle, los jefes de comunidades, pueblo organizado, militantes, la milicia, alerta, alerta máximo; las hermanas y hermanos del estado Aragua, Carabobo, La Guaira, toda la zona montañosa la zona costera, los incursores traidores a la patria quieren desembarcar por esa zona; necesitamos información urgente; ya un grupo de Chuao nos dio una información valiosa que se ha convertido en una gran victoria popular, necesitamos información urgente de toda la zona, cualquier individuo que se mueva, gente rara en la zona informen por favor de manera urgente»…
 
Desde a tentativa de golpe com recurso a armas de 2018, estão detidas 114 pessoas, na sequência de operações sucessivas que continuam seu curso; isso dá a dimensão da subversão armada a coberto duma oposição que é um artifício do império da hegemonia unipolar e de seus dilectos vassalos. (http://ciudadccs.info/2020/05/04/fiscal-general-detenidas-114-personas-implicadas-en-actos-terroristas-para-derrocar-al-presidente-maduro/).
 
O figurino estabelecido e em andamento, inscreve-se na tipologia de operações contra o tráfico de drogas, que move pequenas unidades de forças especiais, de contra insurgência e de contra inteligência, que como um enxame vão proliferando em toda a região, o que permite a ligação a parceiros preferenciais já testados em conexões e ligações anteriores, sabendo-se que o combate à droga é já um estafado pretexto para, com esse rótulo, se agir noutras direcções indexadas às tão sujas quão bárbaras políticas de Trump e seus vassalos (os países que reconheceram o governo de Guaidó)!... (http://www.hispantv.com/noticias/venezuela/465246/detencion-mercenarios-incursion-colombiahttps://www.dn.pt/mundo/venezuela-os-paises-que-reconheceram-guaido-10479513.htmlhttps://www.nytimes.com/2020/05/03/world/americas/venezuela-coup.html?action=click&module=RelatedLinks&pgtype=Article).
 
Percebe-se a vassalagem europeia, sempre hipócrita, sempre cínica, sempre inveterada vassala e sempre NATO!... (https://www.dw.com/pt-br/europeus-isolam-maduro-ainda-mais/a-47358023).
 
 
02- Neste momento os Estados Unidos e o Reino Unido estão sincronizadamente em manobras navais no Mar de Barents (Árctico), procurando reter de certo modo a poderosa Frota do Norte da Rússia, que costuma despregar seus navios até ao Mar do Caribe, coordenando com as Frotas do Báltico e do Mar Negro. (https://br.sputniknews.com/defesa/2020050415534784-marinha-dos-eua-realiza-exercicios-navais-conjuntos-com-reino-unido-no-artico-fotos/https://br.sputniknews.com/defesa/2020050415535091-frota-do-norte-da-russia-monitora-acoes-de-navios-da-otan-perto-de-suas-fronteiras/).
 
Os Estados Unidos pretendem manter longe as eventuais capacidades que podem socorrer a Venezuela perante a “asfixia” e inventam outras “justificações” a fim de mascararem seus propósitos que continuam a corresponder a expansão e hegemonia. (https://mundo.sputniknews.com/defensa/202005051091321503-el-pentagono-explica-para-que-envio-sus-buques-a-las-costas-del-norte-ruso/).
 
O frenesim da administração Trump está todavia a abrir brechas, colocando-se cada vez mais a nu, por causa dos imensos contraditórios internos que encerra!... (https://expresso.pt/internacional/2020-05-05-Venezuela.-Detidos-norte-americanos-ligados-a-seguranca-do-Presidente-dos-EUA).
 
Não podendo fazer muito no continente europeu e no Médio Oriente Alargado por causa da pandemia, os Estados Unidos e o Reino Unido fazem-no no mar a longa distância, ainda que com dispositivos de volume médio (o uso dos porta-aviões é arriscado por causa da pandemia), para a curta distância actuarem com mercenários, tirando partido da manobra do US South Command e da DEA, conjuntamente com a US Coast Guard e a empresa mercenária “SilverCorp SA”, sedeada, não podia deixar de ser, na Florida… (https://mundo.sputniknews.com/politica/202005041091312231-el-embajador-de-rusia-en-venezuela-habla-sobre-el-origen-de-los-militantes-neutralizados/https://www.silvercorpusa.com/https://www.silvercorpusa.com/experiences-1https://www.nytimes.com/2020/05/05/world/americas/venezuela-invasion-americans-captured.html).
 
 
Enquanto isso na Síria há indícios da tensão recomeçar a aumentar, podendo estar em curso um novo ciclo de confrontações em Idlib e a norte do Eufrates; unidades russas interceptaram unidades dos Estados Unidos impedindo acessos a estradas em disputa… (https://www.fort-russ.com/2020/05/major-russian-forces-block-us-convoy-in-northeast-syria/?utm_medium=ppc&utm_source=wp&utm_campaign=push&utm_content=new-article).
 
 
03- Se interligarmos os acontecimentos aos fenómenos da crise global, de natureza económica, financeira e pandémica, os indícios de que as tensões vão ser maiores têm bastantes evidências, pelo que o choque sobre o meridiano de Caracas promete ter novos episódios.
 
Um exemplo disso são os BRICS, com o “distanciamento” do Brasil no seu labirinto, que passou a ser parte integrante do labirinto do império da hegemonia unipolar!… (http://infobrics.org/news/politicalcooperation/).
 
A própria Venezuela Bolivariana está a preparar-se para esse crescendo de tensões e deu início a uma 2ª fase de Exercícios Militares, num momento em que os seus Serviços de Inteligência (SEBIN) dão boas provas conforme o desmantelamento da força de desembarque e sua célula de recepção no Estado de Vargas, a leste de La Guaira, ou na aldeia de pescadores em Chuao, no Estado de Arágua. (http://ciudadccs.info/2020/05/05/jorge-rodriguez-explica-desarticulacion-de-plan-terrorista/https://twitter.com/camilateleSUR/status/1257505583911108610https://www.prensalatina.com.br/index.php?o=rn&id=29246&SEO=exercicios-militares-comecam-no-escudo-bolivariano-da-venezuela-2020https://www.telesurtv.net/news/venezuela-ejercicios-militares-escudo-bolivariano-ii-20200309-0005.html).
 
Na manobra político-diplomática quer a Colômbia, quer o Brasil, países que confinam com a Venezuela, cortaram relações e estão a encaixar seus jogos operativos no plano de “asfixia”, antecâmara das acções de vulto que estão pendentes e à mercê da administração de Trump, ele próprio apostado na sua reeleição e por isso a precisar de fabricar um episódio condensador da opinião pública a seu favor… (https://www.telesurtv.net/news/venezuela-alianza-eeuu-brasil-colombia-nuevas-amenazas--20200309-0026.htmlhttps://brasil.elpais.com/brasil/2019/02/24/politica/1551032812_614734.html).
 
Perante os acontecimentos, a arrogância de Donald Trump esvaiu-se em cinismo!... De facto assinale-se que ele neste caso até tem razão: a montanha pariu um rato!... (https://actualidad.rt.com/actualidad/352186-trump-intento-incursion-fallecido-venezuela).
 
 
04- A crise de depreciação do petróleo encaixa como uma luva nos contenciosos de ingerência e manipulação do império da hegemonia unipolar onde quer que seja mas sobretudo sobre a Venezuela, permitindo agora a pendência da espada sobre o meridiano de Caracas quando o programa da “asfixia” utilizou praticamente todas as suas armas, também por via da manobra da Colômbia e do Brasil.
 
O império não consegue avaliar de forma satisfatória as capacidades bolivarianas além-fronteiras, apesar das pressões sobre as Organizações progressistas da América Latina (ALBA, UNASUR, CARICOM e outras), pela natureza do próprio movimento que influencia a evolução da situação na América e na região do Caribe, sobretudo nos países de expressão castelhana (o velho Tratado de Tordesilhas tem reflexos neste tipo de conjunturas). (http://ciudadccs.info/2020/04/30/perfil-la-muy-izquierdista-historia-del-alba-tcp/).
 
Nesse sentido o movimento bolivariano contrapõe-se ao expansionismo anglo-saxónico que nunca foi abandonado e se manifesta na América com ciclos de grande intensidade, como acontece agora e por isso esse movimento é de intrínseca natureza anti-imperialista. (https://www.hispantv.com/noticias/venezuela/465184/maduro-incursion-colombia-eeuu).
 
Para o império essa é uma ameaça maior que procura erradicar à sua maneira, quando é um amplo processo de natureza dialética e, por isso, não se podendo erradicar utilizando conceitos estruturalistas ao nível por exemplo da contrainsurgência em curso, por que fazer a guerra em larga escala trará consequências contraproducentes para a política imperial em toda a América Latina. (https://venezuelanalysis.com/news/14861).
 
Assim sendo, o conflito do império contra a Venezuela Bolivariana é uma das peças da IIIª Guerra Mundial e daí as linhas de força do Pentágono estarem interligadas com as acções no Atlântico e no Pacífico, assim como no Médio Oriente, Europa do Leste e Sudeste Asiático, (instrumentalizando a NATO e “parceiros” regionais e locais), mas possui condicionantes que levam à bitola presente, que não vai ser possível ultrapassar para uma bitola maior ao nível duma guerra declarada em grande escala.
 
Não podendo esticar mais o cordão de forças que estão também em risco por causa da pandemia, o império pode multiplicar os golpes por via do choque sobre o meridiano de Caracas, pois o poder das oligarquias afins está instalado em torno da Venezuela, o que permite enredos de interligação militar conforme às capacidades do DEA, um instrumento conhecedor da situação na região, aparentemente vocacionado para o combate ao tráfico de drogas, o que não passa dum pretexto e por fim os mercenários da “SilverCorp SA”!... (https://www.state.gov/telephonic-press-briefing-with-admiral-craig-faller-commander-u-s-southern-command/https://www.theamericanconservative.com/articles/how-did-a-bronze-star-green-beret-end-up-behind-venezuelan-bay-of-pigs/).

 
Constate-se o que diz agora (e não antes) o Almirante Craig Faller, Comandante do US South Command, em relação à Venezuela:
 
“I’d like to just talk about this enhanced counternarcotic operation in the context of Venezuela.  Maduro and his cronies have been indicted as drug traffickers, and they profit enormously from illicit trade – a 50 percent increase in the illicit drug trafficking into and out of Venezuela in recent years.
 
That makes the narcotraffickers who work in and out of Venezuela a target for our disruption, dismantlement, and defeat operations like any other transnational criminal organization.  There are no transnational criminal organizations that are exempt.  But this operation is not specifically geared towards Maduro.  It is geared towards the destabilizing effects of transnational criminal organizations.
 
The goal of this operation is to enhance security to save lives, not militarize the Caribbean or the Pacific and destabilize it.  In fact, the United States Department of State has redoubled its diplomatic efforts under the framework for democratic transition.  And the United States maintains and is fundamentally focused on the diplomatic transition to a legitimate democracy in Venezuela by using diplomatic and economic pressure.  And the United States Southern Command has full support as part of the Department of Defense’s State Department efforts”.
 
Essa manobra utilizando a DEA deu frutos na Colômbia, por que a direcção das FARC, antes das conversações de paz, esteve sendo indiciada como mentora de tráfico de droga, o que deu oportunidade da cobertura da DEA para a realização dos golpes que as FARC então sofreram. (https://www.brasildefato.com.br/2020/05/04/o-que-esta-por-tras-do-grupo-paramilitar-que-tentou-invadir-a-venezuelahttps://www.pagina12.com.ar/diario/elmundo/4-239921-2014-02-16.html).
 
“A pirataria e o choque sobre o meridiano de Caracas”, é já um programa do US South Command e os acontecimentos deste Maio, são testemunho da barbaridade de seus terroristas, que nada, radicalmente nada, têm a ver com democracia! (https://www.southcom.mil/EnhancedCounterNarcoticsOps/).
 
Martinho Júnior -- Luanda, 6 de Maio de 2020
 
Comunicação do Presidente Nicolas Maduro – https://twitter.com/NicolasMaduro/status/1257475381810081792
 
Imagens:
01- Fora das vistas da Venezuela (costa do Pacífico próximo do Pananá), o US South Command promove este tipo de exercícios, propícios ao desembarque de unidades especiais (estas unidades navais podem fazer desembarcar pequenas naves com unidades especiais) –  https://www.southcom.mil/MEDIA/IMAGERY/igphoto/2002290255/;
02- Mapa das operações em curso, adstritas ao US South Command – https://www.southcom.mil/;
04- Qualquer tipo de embarcação que sirva para os traficantes realizarem os seus actos de transporte de droga no mar do Caribe, pode servir para infiltração de unidades especiais na Venezuela –  https://www.southcom.mil/EnhancedCounterNarcoticsOps/;
05- Material apreendido em Macuto, Estado de Vargas, a 3 de Maio de 2020 – https://www.hispantv.com/noticias/fotos/465172/venezuela-incursion-colombia-eeuu;
06- “Este lunes fueron capturados en las costas del estado Aragua ocho personas, presuntamente mercenarios, quienes pretendían incursionar en actividades subversivas en el país.
La comunidad de la población de Chuao logró aprehender a los irregulares y posteriormente los entregó a funcionarios la Fuerza Armada Nacional Bolivariana (FANB), específicamente el Comando de la Aviación Navalcon los Medios Aéreos de Ala Rotatoria, junto con las embarcaciones de Guardacostas y el Patrullaje Terrestre de la Infantería de Marina”… – http://ciudadccs.info/2020/05/04/capturados-ocho-presuntos-mercenarios-en-las-costas-de-aragua/

Venezuela prende mais 8 suspeitos de tentativa de invasão, incluindo sobrinho de general (FOTO)

Militares venezuelanos (foto de arquivo)
© AP Photo / Matias Delacroix

Força Armada Nacional Bolivariana anunciou a detenção de mais oito pessoas suspeitas de participar de tentativa de invasão armada a partir do território da Colômbia no último dia 3.

A apreensão dos suspeitos foi executada por militares venezuelanos com a ajuda de populares na zona de Petaquirito, no estado de La Guaira, ontem (10).

Conforme informou o canal de TV Venezolana de Televisión, as oito pessoas, sendo uma delas mulher, são suspeitas de terem participado de frustrada tentativa de invasão armada em 3 de maio por via marítima desde o território da Colômbia até a Venezuela.

 

Alerta! Povo da Venezuela, a Pátria cresce! Sua Força Armada Nacional Bolivariana segue garantindo a Segurança da Nação. Capturamos hoje [10] nesta hora 8 terroristas mercenários. Felicitações à Região Estratégica de Defesa Integral da Capital e Central. Seguimos esquadrinhando e capturando os inimigos da Pátria!

Durante a tentativa de invasão, militares venezuelanos interceptaram lanchas e apreenderam dez pessoas com armas.

Sobrinho de general 'inimigo' de Maduro

Entre os detidos de ontem, considerados mercenários pelo governo venezuelano, figura José Ángel Barreno Cordones, sobrinho do major-general desertor venezuelano Clíver Alcalá Cordones.

Recentemente, o ex-oficial Alcalá Cordones foi deportado para os EUA, a partir da Colômbia, após ser acusado de narcotráfico.

Sua deportação se deu após sua rendição na Colômbia às autoridades americanas, reportou ainda em março o jornal colombiano El Tiempo.

Ainda de acordo com a mídia, o general é "inimigo" de Maduro e planejava contrabandear armas para a Venezuela para promover um golpe contra o presidente venezuelano.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/americas/2020051115565495-venezuela-prende-mais-8-suspeitos-de-tentativa-de-invasao-incluindo-sobrinho-de-general-foto/

Venezuela apreende no seu território lanchas da marinha colombiana

Três lanchas de combate da marinha colombiana foram encontradas no sul do território venezuelano, enquanto a norte prossegue a captura dos mercenários implicados na recente tentativa de golpe.

Na foto, uma das lanchas da Marinha Colombiana e respectivo armamento, apreendidos em território venezuelano pelas forças de segurança deste país no rio Orinoco, em Cedeño, estado de Bolívar, a 10 de Maio de 2020CréditosFANB / Twitter

Três lanchas de combate identificadas com emblemas da Marinha colombiana foram encontradas abandonadas e sem ocupantes no rio Orinoco, no Sul da Venezuela, junto à fronteira com a Colômbia, informa a agência Sputnik.

As lanchas, segundo um comunicado da Força Armada Nacional Bolivariana (FANB) citado pela agência, encontravam-se «em estado de abandono» e foram apreendidas por «efectivos da Guarda Nacional Bolivariana» que se encontravam em «operações de vigilância e busca» no sector Chorro El Mono, no município de Cedeño, estado de Bolívar.

Tratam-se de «três lanchas modelo Boston Whaler, cada uma com dois motores 175 HP marca Evinrude», equipadas «com metralhadoras de calibre 50 e M60 e respectivas munições».

«O Ministério Público e as demais instituições do Estado venezuelano levam a cabo as investigações correspondentes», refere o comunicado, acrescentando que o material apreendido se encontra à guarda da instituição.

Fotografias das lanchas e restante material apreendido foram publicadas no twitter da FANB, que reivindica o prosseguimento de «operações de patrulha e busca em todo o território nacional, como parte da operação Escudo Bolivariano, a fim de garantir a liberdade, soberania e independência da nação».

A Marinha da Colômbia reconheceu que as lanchas apreendidas eram «botes [pequenos navios] da instituição» que se encontrariam «amarrados na margem do rio Meta», um afluente do Orinoco, quando foram «arrastados pela corrente até ao território venezuelano», e que o assunto é «objecto de investigação».

Entretanto, o presidente Nicolás Maduro anunciou a captura de mais três terroristas implicados na incursão realizada no estado de La Guaira, no norte do país, cuja identidade desvendou.

Tratam-se de Junior de Jesús Silva Herrera, Antony José Reyes y Jackson Paquiva Becerra, que foram capturados pelo «grupo de comando marítimo número 82», afirmou o Chefe de Estado venezuelano.

O mandatário acrescentou que prosseguem as buscas de outros implicados na tentativa golpista do passado dia 3 de Maio e estar convencido de que todos os implicados serão capturados.

Numa declaração transmitida pela TV a 4 de Maio o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, confirmou a captura de um grupo de mercenários na costa marítima venezuelana e acusou os governos dos EUA e da Colômbia de estarem por trás da tentativa de golpe.

Poucos dias depois um dos detidos, militar veterano dos EUA, confirmou às autoridades venezuelanas que o assassinato de Nicolás Maduro era um dos objectivos da invasão, frustrada pelas forças de segurança bolivarianas.

Ver original em "AbrilAbril" na seguinte ligação:

https://www.abrilabril.pt/internacional/venezuela-apreende-no-seu-territorio-lanchas-da-marinha-colombiana

No mundo real, a Venezuela luta para não se transformar no Brasil

 
 
Na Venezuela tão citada pelo “gado bolsonarista”, o colunista Leandro Fortes, do Jornalistas pela Democracia, lembra que "ao invés de marchar com empresários para a Suprema Corte, colocando a economia acima da vida humana, Maduro pagará os salários de trabalhadores para que fiquem em casa"

 

 
Leandro Fortes*, para o Jornalistas pela Democracia - Um pouco para agradar aos Estados Unidos, mas muito para manter o gado de classe média mobilizado, Jair Bolsonaro saiu do Supremo Tribunal Federal dizendo de sua preocupação principal: evitar que, por conta da paralisação da economia provocada pela pandemia da Covid-19, o Brasil vire uma Venezuela.

 

 
Foi um movimento bem calculado, porque, mesmo sendo a narrativa de um idiota, ela ainda se enquadra ideologicamente nos noticiários de todas as mídias do País. É o tipo de declaração que mesmo sendo feita por qualquer orelha seca da Câmara de Vereadores de Piracicaba vai encontrar apoio e assentimento imediato nas alvíssimas bancadas da Globo News e da CNN Brasil.

 

 
Isso porque a Venezuela é a mamadeira de piroca geopolítica do bolsonarismo. Não importa o absurdo que se diga sobre o país governado por Nicolás Maduro, o gado bolsonarista e a apavorada classe média brasileira engolem com se fosse capim gordura. Faz parte da narrativa de mundo bizarro consolidada na cabeça do brasileiro médio pela cultura de fake news que pôs no Palácio do Planalto um presidente com visíveis problemas mentais.

 


O fato é que, no mundo real, a Venezuela, país com o menor índice de contaminação e de mortes pelo novo coronavírus, na América Latina, luta para, justamente, não se transformar no Brasil – apontado como epicentro da pandemia, na região, caminhando para quase 130 mil casos e nove mil mortes.

 


Lá, ao invés de marchar com empresários para a Suprema Corte, colocando a economia acima da vida humana, Maduro pagará os salários de trabalhadores públicos e privados, por seis meses, para que fiquem em casa. Os refugiados, usados maciçamente na propaganda antichavista alimentada pelos Estados Unidos, agora, sem serventia ideológica, pedem para voltar para casa.

 


Mas o gado segue mugindo e ruminando, em direção ao abatedouro.

 


*Publicado em Brasil 247, opinião | Imagem: Reuters

Ver o original em 'Página Global' na seguinte ligação:

https://paginaglobal.blogspot.com/2020/05/no-mundo-real-venezuela-luta-para-nao.html

A Baía dos Porcos de Trump na Venezuela

 
 
Um par de desembarques armados abortados por mercenários liderados pelos EUA na costa da Venezuela no início desta semana deixou claro que a pandemia global de coronavírus e a morte e devastação que causou ao povo americano não fizeram nada para conter a busca predatória e criminal do imperialismo norte-americano. interesses geoestratégicos na América do Sul e em todo o mundo.

Oprimeiro dos dois desembarques ocorreu no início da manhã de domingo em Maputo, no estado de La Guaira, a apenas meia hora de carro da capital venezuelana de Caracas. Oito dos homens armados que desembarcaram, incluindo o líder do grupo, um ex-capitão do exército venezuelano conhecido como "Pantera" (a pantera), foram mortos e o restante capturado.

 


Um segundo pouso ocorreu na segunda-feira na península de Chuao, no estado de Aragua, também na costa do Caribe da Venezuela, a oeste de Caracas. Aqui, os invasores armados foram detectados pelos pescadores locais, que os entregaram às forças de segurança venezuelanas.

 

 
Entre os capturados estava Josnars Adolfo Baduel, filho de um ex-ministro da Defesa venezuelano enviado à prisão por acusações de corrupção, que esteve no centro de uma série de conspirações. Também foram presos dois cidadãos americanos, Luke Denman, 34, e Airan Berry, 41, ambos identificados como ex-soldados das operações especiais dos EUA. Baduel disse às autoridades venezuelanas que os dois americanos haviam dito a ele que trabalhavam para a força de segurança do presidente dos EUA, Donald Trump.

 


Autoridades venezuelanas mostraram os passaportes da mídia e os cartões de identificação militar dos dois americanos capturados, além de fotografias de armamentos capturados junto com os mercenários. Eles também divulgaram um vídeo de um interrogatório de Denman, que disse que sua missão era tomar o controle de um aeroporto de Caracas para receber aviões que executariam a entrega do presidente da Venezuela, Maduro, aos EUA. Perguntado sobre quem estava dirigindo a operação, ele respondeu: "Presidente Donald Trump".

 


No centro da operação estava um Jordan Goudreau, um ex-veterano de boinas verdes do Iraque e Afeganistão, que dirige uma empresa de contratação de segurança privada com sede na Flórida, a SilverCorp USA. Por sua própria conta, Goudreau estava ligado à direita venezuelana e a suas conspirações apoiadas pelos EUA por Keith Schiller, guarda-costas de longa data de Trump, que atuou como diretor de operações do Salão Oval. Desde então, surgiram vídeos mostrando Goudreau trabalhando com segurança nos comícios de Trump.

 


Os laços do contratante militar com a inteligência dos EUA e o direito venezuelano se tornaram aparentes quando ele foi contratado em fevereiro de 2019 para garantir a segurança de um concerto pago pelo bilionário britânico Richard Branson na fronteira venezuelano-colombiana como parte de uma operação fracassada da CIA Trojan Horse para forçar comboios de ajuda falsos para a Venezuela.

 


Goudreau assumiu publicamente a responsabilidade pela operação mais recente, alegando que ainda está em andamento e que seu objetivo é "derrubar o governo de Maduro". Ele disse que, apesar do abjeto fracasso da invasão marítima, outros elementos permanecem ativos na Venezuela e "começaram a atacar alvos táticos", ou seja, lançam uma onda de terrorismo.

 


Além disso, Goudreau confirmou a validade de um contrato publicado on-line, assinado entre ele e Juan Guaidó, a não entidade política de direita que se proclamou "presidente interino" da Venezuela em janeiro do ano passado e foi instantaneamente ungido por Washington e seus aliados. como o "governo legítimo" da Venezuela.

 


Também foi divulgada uma conversa gravada em inglês entre Guaidó e Goudreau, na qual o fantoche dos EUA concordou em pagar US $ 213 milhões ao empreiteiro de segurança americano para realizar a intervenção armada, com a taxa garantida pelos recursos petrolíferos roubados da Venezuela pelo governo dos EUA.

 


Goudreau afirmou que Guaidó não fez os pagamentos prometidos. Seja qual for o arranjo exato, no entanto, é claro que alguém pagou pela organização de um exército mercenário e seu envio para as margens da Venezuela. Se foi o fantoche ou o mestre de marionetes faz pouca diferença.

 


Se Guaidó, que tentou desencadear um golpe militar há pouco mais de um ano, não está atrás das grades, é porque o governo burguês "socialista bolivariano" de Maduro ainda o vê como um possível interlocutor do imperialismo dos EUA e da oligarquia tradicional em busca de um acordo para salvar o capitalismo venezuelano e impedir uma explosão revolucionária por baixo.

 


Questionado sobre a tentativa de invasão marítima da Venezuela, Trump afirmou que não sabia nada sobre isso e que "não tinha nada a ver com o nosso governo".

 


O secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, deu uma resposta um pouco mais condicional em uma entrevista coletiva do Departamento de Estado na quarta-feira, declarando: "Não havia envolvimento direto do governo dos EUA nesta operação". Ele disse que "não estava preparado para compartilhar mais informações sobre o que sabemos que aconteceu".

 


Quanto aos dois mercenários americanos capturados, Pompeo afirmou que Washington "usaria todas as ferramentas que temos disponíveis para tentar recuperá-las".

 


Por que motivo os EUA podem exigir que eles sejam devolvidos, o secretário de Estado não disse. Existe a menor dúvida de que um par de estrangeiros apanhados invadindo os EUA com o objetivo de sequestrar ou matar Donald Trump seria condenado por acusações de terrorismo à vida na prisão ou pior?

 


As incursões armadas se desenrolaram no contexto de uma campanha de "pressão máxima" de sanções incapacitantes contra a Venezuela que equivale a um estado de guerra. Um embargo efetivo contra o país cortou suas exportações de petróleo e impediu a importação de remédios e suprimentos médicos de vital importância, levando a dezenas de milhares de mortes, mesmo antes do início da pandemia de coronavírus. Desde sua eclosão, o imperialismo norte-americano apenas reforçou as sanções que buscam empregar doenças e morte como uma arma para forçar a população venezuelana a se submeter e concluir seu esforço por mudança de regime.

 


Mesmo com a queda do número de mortos nos EUA e a economia, Trump ordenou o envio de uma força-tarefa naval para as águas da costa do Caribe da Venezuela, sob o pretexto de combater o narcotráfico, mesmo que a grande maioria das drogas que flui para os EUA seja enviada. via Colômbia e Oceano Pacífico pela América Central, protegida pelos aliados de direita de Washington em Bogotá, Tegucigalpa e Cidade da Guatemala. Os destróieres e navios de combate costeiros enviados para esta operação são mal projetados para capturar contrabandistas de drogas.

 


Os eventos sórdidos na costa da Venezuela lembram os capítulos mais sombrios da longa história de agressão militar, exploração semicolonial e repressão policial do imperialismo norte-americano na América Latina. Nas intervenções imperialistas americanas anteriores que deram errado, incluindo a infeliz invasão da Baía dos Porcos em Cuba em 1961, as autoridades de Washington inicialmente também emitiram negações categóricas do envolvimento dos EUA. Da mesma forma, na operação ilegal para financiar a guerra "contra" terrorista contra a Nicarágua na década de 1980, Washington manteve a negação até que o contratado pela CIA Eugene Hasenfus foi abatido com armas voadoras contra os contra-mercenários.

 


Tanto a Baía dos Porcos quanto o chamado caso Irã-contra desencadearam grandes crises políticas em Washington e um exame minucioso pela mídia americana. No entanto, os relatos de uma invasão abortada da Venezuela, orquestrada pelos EUA, foram ignorados pela mídia corporativa e não suscitaram uma palavra de crítica da ostensiva oposição política de Trump dentro do Partido Democrata. De Biden a Sanders, todos se alinharam atrás da operação de mudança de regime na Venezuela.

 


Essa operação, atendendo aos interesses da oligarquia dominante da América, visa estabelecer controle irrestrito pelos conglomerados de energia dos EUA sobre as reservas de petróleo do país, as maiores do planeta, e reverter a crescente influência da China e da Rússia na Venezuela e na América Latina como um todo, que o imperialismo norte-americano há muito tempo considera seu "quintal próprio".

 


Em meio à pandemia mundial de coronavírus que ameaça a vida de milhões, o imperialismo dos EUA persegue seus interesses predatórios por meio de agressão militar, ameaçando desencadear outra guerra mundial que mataria bilhões.

 


Somente a classe trabalhadora, unindo-se através das fronteiras nacionais em uma luta comum para acabar com o capitalismo e o imperialismo, pode fornecer uma alternativa para as graves ameaças impostas à sobrevivência da humanidade.

 

 
Bill Van Auken | WSWS

 


 
 
 
Na imagem: Mercenários americanos Luke Denman (circulado no topo) e Airan Berry (abaixo) após serem capturados na Venezuela.

 

 
O autor também recomenda:

 

Ver o original em 'Página Global' na seguinte ligação:

https://paginaglobal.blogspot.com/2020/05/a-baia-dos-porcos-de-trump-na-venezuela.html

Se os Estados Unidos intervierem na Venezuela será uma “invasão”

 

 

Donald Trump negou que seu Governo tivesse qualquer vínculo com a suposta “invasão” para derrubar o Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro.

 

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, negou que os Estados Unidos estejam por trás de uma operação abortada na Venezuela que levou à detenção de dois norte-americanos e advertiu que se intervierem será uma verdadeira “invasão”.

“Se quiser ir à Venezuela não farei disso um segredo”, afirmou esta sexta-feira o Presidente norte-americano, numa entrevista à cadeia de televisão Fox News.

Trump aludia às cerca de duas dezenas de pessoas, entre elas dois cidadãos norte-americanos, detidas domingo pelas autoridades venezuelanas.

O Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, afirmou que essas cerca de 20 pessoas estavam a organizar “uma tentativa de invasão pelo mar” que deveria, depois, ser seguida por um “golpe de Estado“, liderado pelo opositor político Juan Guaidó.

“Entrarei e eles nada poderão fazer. Serão esmagados. Não enviarei um pequeno grupo. Não. Não. Não. Usarei um exército e a isso chama-se uma invasão”, insistiu o Presidente norte-americano, adiantando “não saber grande coisa” sobre o grupo de pessoas detidas na Venezuela.

Os Estados Unidos, como também mais de 50 outros países, consideram Juan Gaidó o Presidente interno da Venezuela.

// Lusa

 
 

Ver original em 'ZAP aeiou' na seguinte ligação:

https://zap.aeiou.pt/eua-intervierem-na-venezuela-invasao-323462

Declarações de mercenário norte-americano confirmam operação contra Maduro

Airan Berry, militar veterano dos EUA e mercenário detido na Venezuela, confirmou que o assassinato de Nicolás Maduro era um dos objectivos da invasão terrorista frustrada no passado dia 3.

Jorge Rodríguez considerou «inverosímil» que uma operação deste tipo «pudesse ser levada a cabo sem a coordenação com os governos dos Estados Unidos e da Colômbia»Créditos / RFI

O ministro venezuelano da Comunicação e Informação, Jorge Rodríguez, apresentou esta quinta-feira, numa conferência de imprensa no Palácio de Miraflores (sede do governo), as declarações do mercenário norte-americano Airan Berry, um dos 23 detidos até ao momento pelas Forças Armadas e de segurança, na sequência da fracassada tentativa de invasão costeira.

Com 41 anos, Berry confirmou a sua ligação a Jordan Goudreau, dono da empresa de mercenários Silvercorp, que assinou um contrato milionário com o dirigente da oposição venezuelana Juan Guaidó para fixar os termos da operação terrorista a levar a cabo, tal como revelam documentos já divulgados e os depoimentos de diversos envolvidos.

Berry disse ter dado treino em tácticas de combate urbano em acampamentos na Colômbia, onde se encontravam entre 50 e 60 paramilitares sob o comando do desertor venezuelano Antonio Sequea, que participou activamente na tentativa de golpe de Estado de 30 de Abril de 2019, liderado por Guaidó e Leopoldo López.

 

Interrogado sobre a natureza da sua missão depois de entrar em Caracas, Berry, que integrou as Forças Especiais de combate dos EUA e participou em missões norte-americanas no Iraque em 2003, 2005 e 2007 – segundo revela a TeleSur –, respondeu que devia apoiar as forças que tinham como objectivo tomar o Aeroporto Internacional Simón Bolívar.

Berry e Luke Denman – outro mercenário norte-americano capturado pelas autoridades venezuelanas – deviam então garantir a vinda de outros aviões, que levariam o presidente da Venezuela, sequestrado, para os EUA.

O ex-militar e mercenário texano disse também que a «Operação Gedeón» tinha diversos objectivos específicos, sendo um deles assassinar o presidente Nicolás Maduro. Os outros eram tomar a Direcção-Geral de Inteligência Militar, o Serviço Bolivariano de Inteligência Nacional (Sebin) e o Palácio de Miraflores. Para além disso, na base aérea de La Carlota, os terroristas tinham de garantir o controlo da pista de aterragem.

As declarações de Berry – refere a Prensa Latina – coincidem com as que Luke Denman prestou às autoridades venezuelanas. A este propósito, Jorge Rodríguez disse que «parece inverosímil que esta operação, que implicava a captura de um aeroporto para permitir a entrada de aviões estrangeiros, pudesse ser levada a cabo sem a coordenação com os governos dos Estados Unidos e da Colômbia».

Plano apoiado pela Colômbia e o narcotráfico

Na conferência de imprensa, Rodríguez destacou as ligações entre Juan Guaidó, os desertores venezuelanos e terroristas que se treinam na Colômbia com os narcotraficantes no país vizinho.

Entre estes, referiu-se a Elkin Javier López Torres, Doble Rueda, «um dos principais chefes do narcotráfico colombiano na península de La Guajira» e que pôs a sua quinta, localizada junto à fronteira com a Venezuela, à disposição da «Operação Gedeón», tendo ali decorrido os treinos finais, segundo o ministro. Também Airan Berry disse tê-lo visto nesse local.

Jorge Rodríguez sublinhou a «clara ligação» de Juan Guaidó e dos desertores venezuelanos a narcotraficantes como Doble Rueda, e destacou o «envolvimento brutal e intensivo do governo colombiano, presidido por Iván Duque, no apoio a todo o tipo de acções criminosas e violentas contra a Venezuela».

«Todas as acções que ocorreram na Venezuela desde 2016 têm apoio logístico e local de treino na república irmã da Colômbia, e isso acentuou-se com Iván Duque», afirmou Rodríguez.

Ver original em "AbrilAbril" na seguinte ligação:

https://www.abrilabril.pt/internacional/declaracoes-de-mercenario-norte-americano-confirmam-operacao-contra-maduro

A Baia dos Porcos venezuelana

–(Comentário:

Aparentemente o assunto é pouco relevante dado o ensurdecedor silêncio das TVs portuguesas)


Nova derrota de mercenários a soldo do império

por Ana

Na madrugada de 3 de Maio de 2020 uma invasão estrangeira ilegal foi abortada na pequena cidade caribenha chamada Chuao, no estado venezuelano de Aragua. De acordo com a informação disponível, a invasão foi repelida com êxito pelas Milícias Venezuelanas numa operação em conjunto com as Forças Armadas Bolivarianas.

Neste momento não há muita informação disponível, mas está claro que dois cidadãos estado-unidenses e o filho de ex-oficial de alta patente do Exército venezuelano foram capturados junto com mais seis mercenários, como informou a TeleSur:

https://twitter.com/camilateleSUR/status/1257545708716113920

Esta nova tentativa fracassada de derrubar o governo de Nicolas Maduro aparentemente está ligada à operação falhada de domingo 3 de Maio, executada na costa próxima de Caracas, Macuto, a qual terminou com um boina verde aprisionado pelos agentes do governo.

As impressões digitais de Guaidó estão por toda a parte e foram corroboradas pela confissão Jordan Goudreau, da Silvercorps, confirmando a existência de um contrato entre ele próprio e Guaidó. Como se esta confissão não fosse suficiente, temos também o seu apelo ao respeito pelos direitos dos mercenários da Silvercorps envolvidos na operação.

 

Enquanto isso, no território do império, muitos mais estiveram conscientes das operações e deixaram toda espécie de impressões digitais, não difíceis de detectar mesmo para vassalos do império exaustos e não treinados. Temos um traço disso nos tweets que antecederam as operações aparentemente muito secretas dos comandos da Silvercorps.

1- A própria Silvercorps fez um tweet para The Donald acerca da prontidão e alta eficiência daquela operação ainda futura.

 

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2- Marianella Salazar, antiga jornalista venezuelana exilada em Miami fez igualmente um tweet na noite anterior aos acontecimentos:

https://twitter.com/AliasMalula/status/1256771384807751680

Da mesma forma, um vídeo mostrando Goudreau e Nieto foi difundido algumas horas antes da tentativa de invasão:
https://www.facebook.com/MisionVerdadEnVzla/videos/1888201781313396/

Também envolvido e capturado está Josnars Adolfo Baduel , filho do general Baduel que foi um antigo colaborador próximo de Hugo Chavez, o qual virou-se contra ele na tentativa de golpe de Abril de 2002.

Enquanto todos estes acontecimentos continuam a desdobrar-se e mais informação vem à luz, temos um moderno Poncius Pilatus a lavar as suas mãos .

Aqui estão algumas fotos dos sujeitos que quiseram invadir a Venezuela:

 

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Ver tambm:

Ver original em 'RESISTIR.INFO' na seguinte ligação:

https://resistir.info/venezuela/baia_dos_porcos_05mai20.html

A CIA e a Venezuela

Ouviram alguma condenação da UE, de Santos Silva , ou dos nossos encartados defensores dos direitos do homem desde o Publico , Expresso , SIC...

Segundo Luke Denman , militar dos EUA a sua tarefa na operação era “garantir que assumiríamos o controle de um aeroporto, onde um avião descolaria levando Maduro para os EUA”
Um vídeo divulgado ontem pela emissora estatal venezuelana VTV mostra  Luke Denman, um dos integrantes do grupo que tentou invadir a Venezuela no último fim de semana, confessando que o objetivo do plano era sequestrar o presidente Nicolás Maduro e levá-lo  para os Estados Unidos.VER
 
O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, por meio de um discurso televisionado na noite de 4 de maio, declarou que um dos13 detidos capturados como resultado da frustração da tentativa de incursão neste país latino-americano no domingo passado afirmou que havia  dois cidadãosdos EUA que eram membros da equipe desegurança pessoal do presidente dosEUA.      
Segundo o presidente, a pertença desses americanos à segurança de Donald Trump foi manifestada “por um cidadão com o sobrenome Baduel”.
 
El presidente de EE.UU., Donald Trump, disse ontem” que no tiene «nada que ver» con las dos incursiones marítimas en Venezuela, en las que al menos fallecieron ocho personas y donde fueron detenidos dos ciudadanos estadounidenses.”
 

Ver original em 'Abril de Novo Magazine' na seguinte ligação:

https://abrildenovomagazine.wordpress.com/2020/05/07/a-cia-e-a-venezuela-2/

Não à agressão à Venezuela | Salvaguardar a paz e a soberania

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Uma tentativa de agressão terrorista contra a Venezuela, por um grupo de mercenários, a partir da Colômbia, foi frustrada no dia 3 de maio por organizações populares e forças militares venezuelanas. Dos confrontos resultaram oito vítimas mortais e vários prisioneiros.

Esta situação grave enquadra-se nas ameaças que há muito vêm sendo feitas pelos EUA, a Colômbia e os sectores da oposição venezuelana ao serviço dos interesses dos EUA, de que também faz parte o ameaçador reforço da presença militar norte-americana junto à costa venezuelana, com o tão falso quanto provocatório argumento da luta contra o narcotráfico.

Apesar da derrota de mais esta tentativa, impõe-se, aos que defendem a paz, a soberania e o direito internacional, permanecerem alerta contra todos quantos tentam promover a violência e cumprir os planos do imperialismo de dominar a Venezuela e a região.

Via: Início – CPPC – Conselho Português para a Paz e Cooperação https://bit.ly/2zk7rgI

 

Ver original em 'Abril de Novo Magazine' na seguinte ligação:

https://abrildenovomagazine.wordpress.com/2020/05/07/nao-a-agressao-a-venezuela-salvaguardar-a-paz-e-a-soberania/

Incursão armada na Venezuela pretendia sequestrar presidente Maduro e levá-lo aos EUA (VÍDEO)

Nicolás Maduro, presidente da Venezuela (foto de arquivo)
© Sputnik / Sergei Guneev

O governo venezuelano reiterou que a Operação Gideon se mantém ativa para capturar outras pessoas envolvidas na incursão armada contra a Venezuela.

O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, relatou nesta quarta-feira (6) que um dos americanos detidos devido a uma incursão armada na Venezuela, ocorrida no domingo (3), revelou que o objetivo da operação era sequestrar e levar Nicolás Maduro a Washington.

Em uma coletiva de imprensa virtual com a mídia internacional, o chefe de Estado venezuelano mostrou um vídeo do testemunho do cidadão dos EUA Luke Alexander Denman, que revelou que lhe foi atribuída a missão de treinar três grupos na Colômbia: "Ir com eles até a Venezuela, situar Caracas e assegurar um aeroporto para prosseguir com o plano."

Sobre as ordens dadas por Jordan Goudreau, um dos líderes da incursão, Denman explicou que "as únicas instruções que recebi de Jordan foram me certificar de assumir o controle do aeroporto para que pudesse ser feita uma transferência segura de [Nicolás] Maduro para o avião", relata portal telesurtv.
 

​Luke Denman, cidadão dos EUA, afirma que em Riohacha [Colômbia] estava encarregado de treinar grupos estabelecidos para esta incursão militar.

O Executivo da Venezuela indicou também que no âmbito da operação cívico-militar Gideon foram feitas novas detenções em Carayaca, no oeste do estado venezuelano de La Guaira.

Nicolás Maduro agradeceu às Forças Armadas Nacionais Bolivarianas (FANB) pelo funcionamento do Escudo Bolivariano.

No domingo (3), um barco chegou ao litoral de La Guaira, na cidade de Macuto, próximo de Caracas. A embarcação estava sendo esperada por um destacamento da Polícia Nacional Bolivariana, das Forças de Ação Especial, do Serviço de Inteligência Bolivariana, da Direção de Contrainteligência Militar e da Marinha venezuelana.

Assim o governo conseguiu capturar 12 mercenários, matando oito deles, tendo todos chegado da península de La Guajira, Colômbia. A inteligência venezuelana sabia o que estava sendo planejado e tinha se preparado para lidar com a situação.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/americas/2020050715545350-incursao-armada-na-venezuela-pretendia-sequestrar-presidente-maduro-e-leva-lo-aos-eua-video/

Pentágono encobrindo 'servicinhos' na Venezuela

Pentágono encobrindo 'servicinhos' na Venezuela

Os Estados Unidos não estão envolvidos na tentativa de golpe de Estado na Venezuela, declarou o secretário de Defesa norte-americano, Mark Esper, a repórteres.

Previamente, o ministro do Interior e Justiça da Venezuela, Néstor Reverol, disse que as autoridades impediram a invasão naval de vários militantes colombianos pelo estado de La Guaira.

"O Governo dos Estados Unidos não teve nada a ver com o que aconteceu na Venezuela nos últimos dias", afirmou Esper.

O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, afirmou que o objetivo da invasão era matá-lo e que entre os participantes detidos no ataque naval armado se encontravam dois cidadãos norte-americanos, a quem chamou de oficiais de proteção pessoal do presidente norte-americano.

Desde janeiro de 2019, os EUA não reconhecem Maduro como presidente da Venezuela e consideram o líder da oposição venezuelana Juan Guaidó, que se declarou ilegalmente presidente, como chefe de Estado interino.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/charges/2020050615543194-pentagono-encobrindo-servicinhos-na-venezuela/

Operação Gideon: nova tentativa de golpe dos EUA contra a Venezuela?

Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, participa de uma reunião com as Forças Armadas Bolivarianas no Palácio Miraflores, em Caracas, Venezuela, 4 de maio de 2020
© REUTERS / Palácio Miraflores / Handout

Nos últimos dias foi relatada a entrada de mercenários na Venezuela a partir da Colômbia. Seria uma nova tentativa da administração Trump de "mudar o regime" através de seu aliado?

Na Venezuela está em andamento a Operação Gideon: uma incursão de mercenários venezuelanos e norte-americanos destinada a derrubar o governo de Nicolás Maduro. Vários deles já foram presos e mortos nas últimas 48 horas, relata a Sputnik Mundo.

A ação mercenária estava prevista para começar em 10 de março. Os planos foram adiados porque a oposição local não conseguiu ativar o cenário de rua necessário. A chegada da pandemia e a quarentena interromperam os planos do ficou conhecido no domingo (3) como Operação Gideon.

Na manhã desse domingo (3), um barco chegou ao litoral de La Guaria, na cidade de Macuto, próximo de Caracas. A embarcação era esperada por um destacamento da Polícia Nacional Bolivariana, das Forças de Ação Especial, do Serviço de Inteligência Bolivariana, da Direção de Contra-Inteligência Militar e da Marinha venezuelana.

O barco em que vinham os mercenários abriu fogo. Era noite escura. A resposta das autoridades foi imobilizar os membros da embarcação, que entretanto tinha virado. Entretanto, barcos de patrulha e helicópteros com especialistas em combate noturno foram colocados ao longo da costa em busca do segundo barco.

Como resultado, oito mercenários foram mortos, dois foram presos e o país despertou em estado de choque. Foram apreendidos telefones via satélite e veículos, bem como armas de grande calibre.

A invasão continua

Na segunda-feira (4) ocorreu a segunda ação de neutralização de outro grupo de mercenários, desta vez no litoral do Aragua, na cidade de Chuao, uma área ligada à capital do país através de montanhas. Nessa ocasião foram presos oito homens, entre eles dois norte-americanos, Luke Denman e Aaron Berry, ex-oficiais das Forças Especiais dos EUA.

Entre eles estava um dos chefes da operação, o capitão fugitivo Antonio Sequea, que havia participado da tentativa de golpe de Estado de 30 de abril de 2019. No domingo (3), outro chefe da operação, o capitão fugitivo Robert Colina, vulgo Pantera, havia morrido no confronto.

Nas horas seguintes, na segunda-feira (4), ocorreram mais duas detenções, desta vez de dois ex-policiais, Rodolfo Rodríguez e Yeferson Fernández, que carregavam materiais logísticos, tais como armas e coletes.

 

Barcos das forças de segurança venezuelanas, depois que o governo da Venezuela anunciou uma incursão mercenária fracassada, em Macuto, Venezuela, 3 de maio de 2020
© REUTERS / Manaure Quintero
Barcos das forças de segurança venezuelanas

Assim, menos de 48 horas após o início da Operação Gideon, o governo conseguiu capturar 12 mercenários, com oito mortes, todos eles saídos da península de La Guajira, Colômbia. A inteligência venezuelana sabia o que estava sendo planejado e tinha se preparado para lidar com isso. O nome dado pelo governo a essa ação de defesa foi Operação Negro Primeiro, Esmagamento do Inimigo.

O que é a Operação Gideon?

Caracas conseguiu as primeiras vitórias para desativar o plano de golpe. Segundo o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, entre 19 de abril e 3 de maio, parte da base de apoio mercenária dentro do país foi desmantelada: a Operação Gideon foi infiltrada.

Na tarde de domingo (3), foi publicado um vídeo nas redes sociais em que dois homens assumiram a responsabilidade pela tentativa de golpe: o capitão fugitivo Nieto Quintero e o ex-militar norte-americano Jordan Goudreau, proprietário da Silvercorp USA, empresa de segurança na Flórida, EUA.

Ambos afirmaram que a operação ainda estava em andamento e apelaram à FANB para aderir aos seus objetivos de capturar Maduro e a liderança da Venezuela.

Goudreau deu uma entrevista à noite para contar sua versão dos eventos: o ex-membro das Forças Especiais dos EUA disse que estava encarregado de ações planejadas há meses a partir da Colômbia, e que essa operação havia sido inicialmente combinada com Juan Guaidó, com quem havia assinado um contrato de US$ 212 milhões (R$ 1,18 bilhões), mas que Guaidó nunca havia cumprido a sua parte.

A existência desse contrato, que Goudreau demonstrou, havia sido desmentida por Guaidó em março, quando o ex-major-general Cliver Alcalá confessou que estava à frente de uma tentativa de incursão militar da Colômbia na qual Guaidó estava participando.

Guaidó foi assim exposto no que Goudreau confirmou como sua participação inicial e depois traição. Tanto o autoproclamado presidente interino, quanto o setor de oposição que o cercava, negaram a existência da Operação Gideon e acusaram o governo de ter realizado uma montagem para encobrir as dificuldades do país.

Assim, de acordo com a explicação do ex-militar norte-americano, e posteriormente dada por Quintero, a operação foi desenvolvida quase sem financiamento, sem o apoio do governo dos EUA, da Colômbia ou da oposição venezuelana. Teria sido, segundo Quintero, uma iniciativa mercenária autofinanciada que teria reunido, "cerca de 3.000 membros entre oficiais, suboficiais e tropas no exílio".

A privatização da guerra

Dois dias antes do início da Operação Gideon, foi publicado um artigo na agência Associated Press, no qual são feitas referências a Goudreau, se dá conta da sua relação com Cliver Alcalá e é explicada parte da trama mercenária. Ambos eram apresentados como atores isolados de um plano de incursão armada na Venezuela.

Soldados venezuelanos usando máscaras faciais cercam um suspeito retirado de um helicóptero depois do que as autoridades venezuelanas descreveram como uma incursão mercenária, em um local desconhecido. Imagem obtida de um vídeo da TV estatal venezuelana, 4 de maio de 2020
© REUTERS / Televisão Estatal da Venezuela / Handout
Soldados venezuelanos usando máscaras faciais cercam um suspeito retirado de um helicóptero

Assim, a tentativa de remover toda a conexão entre EUA, Colômbia e Guaidó começou antes da execução da operação. O objetivo seria libertar os principais atores políticos de toda responsabilidade por tal ação de guerra e de uma possível derrota.

Assim, o ex-militar não teria qualquer ligação com o Governo americano e os campos de treinamento mercenários, denunciados em várias ocasiões por Maduro, teriam sido organizados na Colômbia sem que ninguém soubesse.

O presidente venezuelano criticou esta versão dos acontecimentos na segunda-feira (4) à noite.

A operação teria, na verdade, sido organizada pelos Estados Unidos e realizada através de sua agência antidrogas, o Órgão de Combate às Drogas (DEA, na sigla em inglês), em território colombiano, onde instrutores norte-americanos treinaram os grupos que entraram na Venezuela.

Segundo Maduro, durante a última visita do presidente colombiano Ivan Duque à Casa Branca, em 2 de março, o presidente norte-americano Donald Trump lhe deu ordem para iniciar as ações que viriam a ser realizadas, após atrasos.

Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, fala durante uma reunião com as Forças Armadas Bolivarianas no Palácio Miraflores, em Caracas, Venezuela, 4 de maio de 2020
© REUTERS / Palácio Miraflores / Handout
Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, fala durante uma reunião com as Forças Armadas Bolivarianas

Quanto ao financiamento, a parte principal veio dos "cartéis da Alta Guajira colombiana", disse Maduro, a área onde estava localizada a maioria dos centros de treinamento militar. Eles também recorreram a gangues criminosas de vários estados venezuelanos, incluindo Falcón, La Guaira, Caracas e Miranda.

Assim, ao contrário do que afirmaram Goudreau e Quintero (autofinanciamento mercenário motivado pelo altruísmo), as evidências indicam um formato implementado pelos Estados Unidos há muitos anos: a privatização da guerra.

"O governo dos Estados Unidos delegou na DEA e na Silvercorp todo o seu planejamento operacional", denunciou Maduro.

O esquema é o seguinte: Washington aperta o bloqueio econômico, coloca a cabeça de Nicolás Maduro e Diosdado Cabello a prêmio, reforça sua presença militar no mar do Caribe, anuncia um marco de transição, recebe apoio diplomático e trabalha as operações militares encobertas através da empresa de um ex-militar e desertores venezuelanos da retaguarda, no território da Colômbia.

O presidente Donald Trump declarou na terça-feira (5), como era de se esperar, que não estava a par da operação e negou que seu governo estivesse envolvido.

Seria uma guerra?

Uma das fotografias que causou maior impacto foi a de um miliciano em trajes civis com uma arma na mão na frente do barco com mercenários em Chuao. O papel do que se chama inteligência popular tem sido central, como explicou Diosdado Cabello.

O destacamento civil-militar venezuelano está em alerta máximo, pois a operação ainda não acabou. Segundo o governo, 56 mercenários tentaram entrar no país, 54 venezuelanos e dois norte-americanos, alguns deles acabariam por ser presos e outros mortos no confronto de domingo (3) de manhã.

O objetivo desses grupos era atacar a Direção-Geral de Contrainteligência Militar, o Serviço Bolivariano de Inteligência Nacional SEBIN e o Palácio Miraflores.

A estratégia de Caracas é neutralizar as ações antes que elas aconteçam, para evitar que os planos de golpe sejam executados. Até agora, muitas prisões antecederam a entrada dos mercenários, e também aconteceram na sequência da chegada de parte dos barcos.

A Venezuela está enfrentando uma nova fase de cerco ininterrupto. A aposta dos Estados Unidos é conseguir que um conjunto de variáveis finalmente consiga derrubar Nicolás Maduro para que a estratégia de "mudança de regime" desenhada a partir de Washington possa começar.

O governo enfrenta um cenário com três frentes simultâneas: a luta contra a pandemia, que está sob controle devido às medidas implementadas, a grave situação econômica, em grande parte devida ao bloqueio dos EUA, e a incursão mercenária da Operação Gideon.

As opiniões expressas nesta matéria podem não necessariamente coincidir com as da redação da Sputnik

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/opiniao/2020050615541643-operacao-gideon-nova-tentativa-de-golpe-dos-eua-contra-a-venezuela/

A «união cívico-militar destruiu os planos terroristas» na Venezuela

Maduro sublinhou que a articulação entre Forças Armadas, Polícia e milícias populares foi determinante para «destruir os planos terroristas orquestrados pelos governos de Colômbia e EUA, em plena pandemia».

Grupo de mercenários detidos esta segunda-feira em Chuao (estado de Aragua), com a ajuda dos pescadores locaisCréditos / Twitter

Numa declaração ontem transmitida pela TV, o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, confirmou que «13 terroristas foram capturados» na costa marítima venezuelana, numa acção coordenada entre a Força Armada Nacional Bolivariana (FANB), forças especiais da Polícia e membros das milícias populares que «participam na defesa da paz e da soberania nacional».

As forças de segurança apreenderam material de guerra e estão a dar sequência à operação de detenção dos restantes mercenários participantes na tentativa de incursão armada marítima, disse o chefe de Estado, que denunciou o envolvimento do governo colombiano e da administração norte-americana «nas acções terroristas».

 

Nicolás Maduro afirmou que, «na Colômbia, se está a preparar um ataque terrorista contra a Venezuela» e que Donald Trump, confrontado com «a tragédia humanitária suscitada pela Covid-19», tenta desviar as atenções atacando o país caribenho. «É criminoso fazer isto no meio de uma pandemia», acusou, acrescentando que os EUA pretendem «criar um cenário de violência na Venezuela e ter justificação para outra escalada militar de intervenção», indica a TeleSur.

De acordo com o chefe de Estado, o governo dos EUA delegou a preparação desta acção à Administração para o Controlo de Drogas dos EUA (DEA, na sigla em inglês), tendo o planeamento operacional ficado a cargo da empresa privada de mercenários Silvercorp.

Nicolás Maduro afirmou que a DEA procurou unir esforços a grupos ligados ao narcotráfico, com o objectivo de «propiciar o terrorismo» no país sul-americano: «a DEA procurou os capos e cartéis da Alta Guajira colombiana, da Guajira venezuelana e de vários estados do país, particularmente Falcón, La Guaira, Caracas e Miranda», disse.

Alerta na costa desde 1 de Maio

O dono da empresa de mercenários, Jordan Goudreau, reconheceu numa entrevista ter assinado um contrato com sectores da extrema-direita venezuelana – referiu Maduro –, para mandar mercenários para o país e ali executar acções terroristas contra autoridades.

Mostrou também os documentos de dois dos detidos nas operações na costa marítima venezuelana, cidadãos norte-americanos identificados como Luke Denman e Aaron Berry, ligados à equipa de segurança de Donald Trump, segundo revelou o «cidadão venezuelano de apelido Baduel».

As forças de segurança venezuelanas tiveram confirmação do início das operações terroristas na sexta-feira à noite, pelo que, logo no dia 1 de Maio, foram activados todos os mecanismos de vigilância e protecção das costas, explicou Maduro, precisando que «a investigação já decorria há algum tempo» e que «tiveram boas fontes de informação».

Na madrugada de domingo, militares e polícias abortaram a tentativa de desembarque dos mercenários no estado de La Guaira, numa operação em que foram mortos vários terroristas e dois foram presos – um dos quais disse pertencer à DEA. Ontem, foram detidos mais 11 mercenários.

As autoridades venezuelanas denunciaram o envolvimento da Colômbia, por colocar o seu território à disposição de grupos paramilitares, onde são treinados, assessorados e financiados por mercenários e outros agentes norte-americanos, em estreita coordenação com a extrema-direita venezuelana.

O Império – mesmo em tempo de pandemia.

 

Venezuela detém novos terroristas e captura armas, veículos e capacete com bandeira dos EUA

As forças armadas venezuelanas, junto com a Polícia Nacional Bolivariana, detiveram mais oito integrantes da operação terrorista – oriunda da Colômbia – que tentou o invadir o país neste domingo, 3, e segunda-feira, 4. No final de semana, o grupo teria tentado ingressar pelo litoral de La Guaira durante a madrugada. Nesta segunda, os novos integrantes foram capturados na zona da Chuao, no estado de Aragua, na Venezuela.

Até agora, oito novos mercenários foram capturados pela população local, informa a TeleSur, que ressalta que pescadores da região os detectaram e delataram à Força Armada Nacional Bolivariana. O governador de Aragua, Rodolfo Marcos Torres, declarou que as detenções foram feitas por um trabalho conjunto entre a população local e o serviço de inteligência e disse, no twitter, que os invasores “subestimam um povo que, com coragem, encontra-se preparado para defender nossa soberania”.
O presidente da Assembleia Nacional Constituinte, Diosdado Cabello, também reforçou a importância do povo para a captura dos terroristas; Em seu twitter, o deputado chavista referiu-se a operação como “esforço conjunto”. Ele também anunciou que o possível “chefe da operação”, Antonio Sequea, foi capturado entre os invasores

 

O governo venezuelano desativou parte de uma operação mercenária nas primeiras horas do domingo, 3 de maio, quando tentava entrar com barcos, vindos da Colômbia, ao longo da costa de La Guaira, a zona marítima mais próxima de Caracas.Oito pessoas foram mortas e duas, uma delas agentes da DEA dos EUA, presas.
 “Quem tem alguma dúvida de que o governo de Nova Granada esteja vinculado a essas ações, eles apenas precisam se lembrar de como os mercenários naquele país foram protegidos”, disse Diosdado Cabello, presidente da Assembléia Nacional Constituinte, que se perguntou quem financia essas pessoas e apontou que a operação envolve os governos da Colômbia e dos EUA, agentes da DEA e mercenários ligados ao narcotráfico.

Ver original em 'Abril de Novo Magazine' na seguinte ligação:

https://abrildenovomagazine.wordpress.com/2020/05/05/o-imperio-mesmo-em-tempo-de-pandemia/

Maduro diz que guardas de Trump estariam entre detidos por invasão à Venezuela

Presidente venezuelano Nicolás Maduro concede entrevista no Palácio Miraflores, em Caracas
© AP Photo / Matias Delacroix

O presidente venezuelano Nicolás Maduro declarou nesta segunda-feira (4) que havia dois cidadãos dos EUA entre as pessoas detidas por uma tentativa recente de invadir o país e promover um golpe de Estado.

"Um dos detidos no primeiro testemunho disse que havia dois cidadãos dos EUA no grupo da invasão, guardas de segurança do presidente dos EUA, Donald Trump", disse Maduro em um discurso transmitido em seu Twitter.

O ministro do Interior e Justiça da Venezuela, Néstor Reverol, informou anteriormente a suposta invasão de pessoas armadas foi através da Colômbia, pelo litoral do estado de La Guaira, para provocar um golpe de Estado.

 

"Entre os capturados estão o traidor Antonio Sequea e um cidadão com o sobrenome Baduel, que afirmou que no grupo invasor se encontravam dois norte-americanos da equipe de segurança de Donald Trump", informou o dignatário @NicolasMaduro.​

No último domingo (3) as forças de segurança da Venezuela teriam enfrentado uma incursão marítima por supostos "mercenários colombianos".

Nesta segunda-feira (4), o presidente da Assembleia Nacional Constituinte da Venezuela, Diosdado Cabello, anunciou que um grupo de militantes havia sido capturado.

O governo venezuelano informou que oito mercenários morreram e dois foram presos durante a operação contra a invasão. 

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/americas/2020050515537034-maduro-diz-que-guardas-de-trump-estariam-entre-detidos-por-invasao-a-venezuela/

Venezuela acusa EUA e Colômbia de apoiarem a «incursão armada mercenária»

A vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, denunciou o apoio de EUA e Colômbia à falhada «incursão terrorista» no estado costeiro de La Guaira, que contou com a cumplicidade da extrema-direita.

A tentativa de invasão foi abortada devido à pronta resposta das forças militares e policiais venezuelanas; na imagem, algum do material apreendidoCréditos / @TarekWiliamSaab

Numa conferência de imprensa que ontem deu no Palácio de Miraflores (sede do governo), a vice-presidente afirmou que, nas próximas horas, o executivo venezuelano apresentará «provas contundentes» que evidenciam o envolvimento de Washington e Bogotá na tentativa de invasão levada a cabo por mercenários na costa do país caribenho na madrugada de domingo.

De acordo com Rodríguez, esse elementos irão esclarecer melhor a frustrada operação armada, através da qual os mercenários procuravam provocar o caos no país e realizar um golpe de Estado contra o presidente constitucional da Venezuela, Nicolás Maduro.

 

Rodríguez afirmou que os acontecimentos ocorridos este domingo na localidade costeira de Macuto, a 30 quilómetros de Caracas, são uma «acção mercenária», que teve a participação de agentes da Administração para o Controlo de Drogas dos EUA (DEA; um órgão policial do Departamento da Justiça) e de membros do narcotráfico ligados à extrema-direita venezuelana.

«Queriam violar a integridade territorial da Venezuela no meio desta pandemia (Covid-19) que ameaça a humanidade», frisou Rodríguez, citada pela Prensa Latina, em alusão à tentativa de invasão, que foi neutralizada pela acção imediata da Força Armada Nacional Bolivariana (FANB) e das Forças de Acções Especiais da Polícia Nacional Bolivariana.

De acordo com o saldo preliminar das autoridades venezuelanas, oito atacantes foram mortos e dois foram presos, tendo sido ainda apreendidas várias armas de fogo e outros equipamentos militares.

«Operação Gedeón» assumida

A vice-presidente referiu ainda o facto de um conhecido mercenário norte-americano e um ex-militar venezuelano terem atribuído a si mesmos a responsabilidade pela acção terrorista contra o país caribenho, designada «Operação Gedeón».

Num vídeo publicado nas redes sociais, o mercenário militar norte-americano Jordan Goudreau e o ex-capitão Javier Nieto Quinteroassumiram a responsabilidade dos acontecimentos em La Guaira e fizeram um apelo aos oficiais e soldados da FANB para que se revoltassem.

A este propósito, o ministro venezuelano dos Negócios Estrangeiros, Jorge Arreaza, escreveu na sua conta de Twitter que «responsáveis norte-americanos e venezuelanos que planearam a invasão armada falhada na costa começam a aparecer e a assumir a autoria. Estes mercenários envolvem a Colômbia directamente. Senhores do governo de Iván Duque: não se pode tapar o Sol com uma peneira», disse.

Além destas informações oficiais, nas redes sociais a jornalista venezuelana Patricia Poleo publicou o contrato assinado entre o deputado da oposição Juan Guaidó e a empresa de mercenários Silvercoop, de Jordan Goudreau.

De acordo com Poleo, este contrato assinado entre Guaidó e Goudreau – com experiência nas invasões dos EUA ao Iraque e ao Afeganistão – garantia o desenvolvimento da operação, que tinha como objectivos provocar um golpe de Estado e assassinar alguns altos dirigentes bolivarianos.

Ver original em "AbrilAbril" na seguinte ligação:

https://www.abrilabril.pt/internacional/venezuela-acusa-eua-e-colombia-de-apoiarem-incursao-armada-mercenaria

Conselho Mundial da Paz repudia incursão fracassada de mercenários na Venezuela

Foi fracassada a tentativa de um grupo de mercenários de invadir a capital venezuelana Caracas por mar para sequestrar o presidente Nicolás Maduro e precipitar a queda do seu governo legítimo, neste domingo (3). O Secretariado do Conselho Mundial da Paz e o Comitê de Solidariedade Internacional e luta pela Paz (COSI) emitiram notas de repúdio a mais uma ofensiva claramente respaldada pelo regime imperialista dos Estados Unidos, que há tempos vem ameaçando a derrubar o governo Maduro à força. Leia a nota do CMP a seguir.

Cumpliendo órdenes de EE.UU., el diezmado Grupo de Lima quiere...

 

Declaração de repúdio à tentativa de incursão à Venezuela por mercenários armados

O Conselho Mundial da Paz (CMP) condena da forma mais firme a tentativa de mercenários de invadir a Venezuela pelo mar, em 3 de maio de 2020.

Este novo ato de agressão constitui mais uma violação da integridade e da soberania da República Bolivariana da Venezuela. Reflete os objetivos e ações do imperialismo dos Estados Unidos e da União Europeia, com seus parceiros na região, especialmente a oligarquia e as forças reacionárias colombianas.

A evidência das provas fornecidas pelo exército e as autoridades venezuelanas, após exitosamente derrotarem o intento e deterem os criminosos, mostram claramente a intenção por trás da ação, a de uma mudança violenta de regime e o controle dos vastos recursos energéticos do país. Torna-se óbvio que os imperialistas, seus aliados e a oligarquia local na Venezuela estão não só intensificando suas sanções e medidas coercivas unilaterais durante a pandemia de Covid-19, mas também não hesitam em usar provocações militares e armadas contra o povo da Venezuela.

O CMP expressa sua completa solidariedade ao povo da Venezuela e suas forças anti-imperialistas amantes da paz, particularmente ao nosso membro COSI Venezuela, cuja declaração e ações nós respaldamos.

Instamos todos os membros e amigos do CMP a permanecerem alertas e vigilantes por possíveis ações similares e denunciar, por todos os meios disponíveis, as agressões imperialistas, exigindo que se levantem todas as sanções e o bloqueio contra a Venezuela.

A solidariedade internacionalista e anti-imperialista entre os povos prevalecerá!

Secretariado do CMP
4 de maio de 2020 

 

Leia o original em CEBRAPAZ (clique aqui)

Venezuela decide fiscalizar e ocupar empresas contra encarecimento de alimentos durante a pandemia

Vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez em Caracas (foto de arquivo)
© REUTERS / Carlos Garcia Rawlins

Vice-presidente venezuelana, Delcy Rodríguez, anunciou ocupação por 180 dias de empresa produtora de azeite e mecanismos de venda supervisada em outras no país.

As medidas estão em conformidade com a estratégia do presidente Nicolás Maduro de combater a especulação no preço dos alimentos no país em meio a restrições impostas pelo governo para frear a propagação do coronavírus no país.

De acordo com a vice-presidente, Delcy Rodríguez, a primeira empresa a ter a ocupação temporal por funcionários do governo é o Consórcio de Óleos Coposa, no estado de Portuguesa.

Já as empresas Alimentos Polar, Empresa Plumrose e Matadero de Turmero terão a precificação de seus produtos supervisionada, disse Rodríguez em comunicado divulgado pelo canal de TV Venezolana de Televisión.

"Estas [são as] empresas que estavam se convertendo em marcadores referenciais especulativos e afetando ao povo em geral", afirmou a vice-presidente.

A medida tem como base a Lei Orgânica de Preços Justos e visa a manutenção do abastecimento da população com os produtos necessários.

Esperam-se também outras medidas para tal propósito por parte do governo.

"É preocupante que, enquanto o país está lutando contra a pandemia, existem setores que buscam a desestabilização", acrescentou Rodríguez.

Pandemia

Enquanto o coronavírus faz vítimas em diferentes países do mundo, a Venezuela já registrou pelo menos 318 casos, sendo que 10 deles terminaram em mortes, segundo dados de hoje (25) da Universidade Johns Hopkins, EUA.

 

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/americas/2020042515498152-venezuela-decide-fiscalizar-e-ocupar-empresas-contra-encarecimento-de-alimentos-durante-a-pandemia/

19 de Abril - Dia Mundial de Solidariedade com a Venezuela

venezuela solidariedadeA CGTP-IN não pode deixar de assinalar esta importante data para os trabalhadores e para o povo Venezuelano, seja no contexto histórico de luta pela independência e contra a ocupação dirigida por Simón Bolivar em 1810, seja no actual contexto, assinalando o Dia Mundial de Solidariedade com a Venezuela.

A CGTP-IN reafirma a sua solidariedade com com os trabalhadores e o povo deste país latino-americano que luta contra as ingerências e o criminoso bloqueio que os EUA estão a impor, hoje agravado pelo combate ao grave problema da Pandemia Covid19.

Com a revolução Bolivariana, processo que, desde 1998, alcançou feitos assinaláveis em benefício dos trabalhadores e do povo, em particular dos mais pobres: garantiu acesso a direitos laborais, nomeadamente o direito a férias pagas e protecção social, e retirou da pobreza milhões de trabalhadores venezuelanos; realojou 2,5 milhões de famílias em lares com condições dignas de vida; erradicou o analfabetismo; aumentou a escolaridade e a frequência universitária (alcançando uma das maiores taxas do mundo); generalizou os serviços e o acesso aos cuidados de saúde, que se têm revelado fundamentais nesta fase difícil que o mundo atravessa.

São estas conquistas e estes importantes avanços que a oligarquia e o imperialismo não perdoam aos trabalhadores e ao povo Venezuelano, por isso as operações de ingerência, as sanções e bloqueios impostos pelos EUA constituem um autêntico crime que visam asfixiar a economia e impedir a resposta às necessidades mais básicas dos trabalhadores e do povo, incluindo os seus direitos à alimentação e à saúde.

Venezuela continua a contar com a solidariedade do povo Português, no caminho que trilhou e no exemplo que constitui para quem quer um mundo de paz, desenvolvimento e justiça social.

INT/CGTP-IN
20.04.2020

Ver original aqui

Mãos fora da Venezuela - não à agressão militar dos EUA!

venezuela solidariedadeQuando passam 210 anos sobre o início do processo de independência da Venezuela, a CGTP-IN junta a sua voz a todos quantos, um pouco por todo o mundo, saúdam a Revolução Bolivariana, a herdeira desse processo de emancipação nacional e social, de liberdade e paz, e exigem o respeito pela soberania da Venezuela e pelo rumo de progresso e justiça social que ela vem trilhando.

A CGTP-IN sublinha a determinação e coragem com que os trabalhadores, o povo e o Estado venezuelanos enfrentam a continuada agressão do imperialismo, cujo cerco militar se vem agora juntar, de forma criminosa, ao reforço das sanções e do bloqueio económico e financeiro imposto pelos EUA e a União Europeia, obstaculizando criminosamente o acesso a bens e equipamentos de prevenção e combate ao novo coronavírus, além do ataque a outros direitos fundamentais.

Neste dia de comemorações de independência, a CGTP-IN denúncia as intenções dos EUA, agora enquadradas por um “plano de transição para a Venezuela”, servilmente secundado pela UE e pelo governo português, que desprezam a soberania do povo venezuelano, tentando impor uma mudança de regime que este e a sua Revolução Bolivariana têm reiteradamente derrotado.

Os EUA e os seus aliados não perdoam a ousadia da Revolução Bolivariana em colocar os recursos da Venezuela ao serviço do desenvolvimento do país e da solidariedade internacionalista, retirando das mãos da oligarquia local e do imperialismo o potente sector petrolífero. Os EUA, a UE e seus aliados não perdoam que os recursos que vinham ilegitimamente usurpando ao povo venezuelano estejam a servir para retirar milhões de trabalhadores da pobreza e para definir direitos laborais e outros direitos sociais; para atribuir habitações com condições dignas a mais de 3 milhões de famílias; para acabar com o analfabetismo e para permitir a milhares de jovens de camadas mais pobres da população aceder à educação, nomeadamente ao ensino superior (sector em que a Venezuela tem, hoje, uma das maiores taxas de acesso do mundo); para generalizar os serviços e o acesso aos cuidados de saúde, conquistas que se têm revelado fundamentais nesta fase de prevenção e combate ao vírus e aos seus efeitos; para favorecer processos de integração soberana na América Latina, baseados na igualdade e no interesse recíproco de países e povos.

A CGTP-IN considera fundamental o fim das sanções e do bloqueio que os EUA e a União Europeia impõem à Venezuela e apela à defesa da paz e ao imediato levantamento do cerco militar a este país, no respeito pelo direito internacional e pelo direito dos povos à paz e a decidir livremente o seu sistema económico, político e social.

Exige-se do governo português que respeite a Constituição da República Portuguesa e se demarque das acções de ingerência e agressão dos EUA e dos seus aliados, condição indissociável da defesa dos interesses dos venezuelanos e da própria comunidade portuguesa aí residente.

Aos trabalhadores, ao povo e às forças sociais e políticas comprometidas com a Revolução Bolivariana, a CGTP-IN expressa a sua solidariedade e a esperança na continuidade do caminho que soberana e democraticamente escolheram e na força do exemplo que a Venezuela Bolivariana constitui para quem quer construir um mundo de paz, desenvolvimento e justiça social.

INT/CGTP-IN
19.04.2020

Ver original aqui

Donald Trump envia navios de guerra para as Caraíbas. Por Caroline Popovic

 

Seleção e tradução de Francisco Tavares

Enquanto o mundo se mobiliza para lutar contra o coronavírus, Trump considera essa mobilização um exagero, culpa os chineses, a Organização Mundial de Saúde e tutti quanti… e mobiliza o seu material bélico contra aqueles que lhe fazem frente.

FT

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Donald Trump envia navios de guerra para as Caraíbas

Caroline Popovic 

Por Caroline Popovic

Publicado por franceinfo em 03/04/2020 (ver aqui)

 

80 Donald Trump envia navios de guerra para as Caraíbas 1

 

Trata-se do maior destacamento militar dos EUA para as Caraíbas desde a invasão do Panamá em 1989 para prender o Presidente Noriega sob a acusação de tráfico de droga. Hoje os EUA querem deter o Presidente da Venezuela, Nicolas Maduro, acusado de tráfico de droga.

 

Donald Trump tentou várias vezes pôr de joelhos o regime de Nicolas Maduro, sem sucesso. As forças armadas na Venezuela continuam leais ao Presidente.

 

80 Donald Trump envia navios de guerra para as Caraíbas 2

Hoje, os americanos oferecem uma recompensa de 15 milhões de dólares pela detenção do Presidente venezuelano, acusado de tráfico de droga com os seus cúmplices colombianos, os guerrilheiros das FARC.

A determinação de Washington em retirar o Presidente venezuelano desencadeia uma importante operação militar nas águas das Caraíbas com navios de guerra, aviões de vigilância e forças especiais terrestres. A flotilha dirigir-se-á para o sul do Mar das Caraíbas, perto da costa da Venezuela.

O destacamento é apoiado por 22 países, aliados de Donald Trump, incluindo Santa Lúcia, Haiti, Panamá, Colômbia, Costa Rica, Honduras e Guatemala, todos situados em torno da bacia das Caraíbas.

Ironicamente, é através da Guatemala que a maioria dos estupefacientes transita para os Estados Unidos. A Venezuela é considerada um “pequeno operador” no sector do tráfico de droga.

80 Donald Trump envia navios de guerra para as Caraíbas 3

Ao mesmo tempo, a Grã-Bretanha, próxima  de Washington, envia o seu navio, o RFA Argus, para as Caraíbas. Este navio, com um complemento de marinheiros e aviadores, era esperado na região para a época dos furacões. Equipado com um hospital de 100 camas, a sua missão seria ajudar as colónias britânicas a lidar com o Coronavírus. Londres não explicou porque é que o navio navegava sem uma equipa médica.

 

Um destacamento difícil de justificar

Hoje, coloca-se a questão do calendário deste destacamento, numa altura em que o COVID 19 está a causar grandes estragos nos Estados Unidos. Segundo os analistas, Donald Trump precisa de um desvio da atenção pública para levar as pessoas a esquecerem a sua má gestão da crise de saúde.

Outros explicam que Trump está a trabalhar para a sua reeleição em Novembro próximo. Ele quer seduzir os exilados cubanos e venezuelanos que votam na sua maioria na Florida.

A Rússia, aliada do regime venezuelano, considera que os americanos vão derrubar Nicolas Maduro.

“Bruno Rodriguez, Ministro dos Negócios Estrangeiros de Cuba, afirmou que o destacamento ameaça a paz na região.”

 

80 Donald Trump envia navios de guerra para as Caraíbas 4

Enquanto se aguarda a chegada das forças norte-americanas às nossas águas, Nicolas Maduro ordenou a detenção dos associados de Juan Guaido, um líder da oposição. Este autoproclamou-se Presidente da Venezuela, com o apoio da comunidade internacional.

Numa altura em que as Nações Unidas e as organizações humanitárias pedem a suspensão das sanções contra países como a Venezuela e Cuba durante a crise do Coronavírus, os americanos optaram pelo que parece ser uma declaração de guerra.

 

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A autora: Caroline Popovic, jornalista independente e escritora, licenciada pela Universidade François Rabelais de Tours (França).

 

  

 

Ver original em 'A viagem dos Argonautas' na seguinte ligação:

https://aviagemdosargonautas.net/2020/04/19/donald-trump-envia-navios-de-guerra-para-as-caraibas-por-caroline-popovic/

Cebrapaz exige fim das ameaças e sanções contra a Venezuela

O Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz (Cebrapaz) reafirma, neste dia de ação mundial de solidariedade à Venezuela, seu compromisso indeclinável com a solidariedade ao povo venezuelano na defesa da soberania da República Bolivariana da Venezuela, ameaçada e agredida  pelo imperialismo.

Venezuela - Cebrapaz2

 

Em meio à crise humanitária deflagrada pela pandemia de Covid-19, que exige a cooperação solidária entre povos e nações, os EUA, ao contrário, redobram as sanções e ameaças de guerra contra a Venezuela, mais uma vez confrontando, ao mesmo tempo, o direito internacional e o mais básico sentimento humanitário, ignorando inclusive o apelo do Secretário-Geral das Nações Unidas no sentido de suspender sanções e ameaças entre países enquanto durar a pandemia.

O chamado “Plano de Transição Democrática”, defendido pelos EUA e seus satélites europeus e sul-americanos, não passa de mais um instrumento de agressão contra a soberania venezuelana, buscando instituir, pela sabotagem e pela força, um governo fantoche a serviço de pilhar os imensos recursos naturais da heroica pátria bolivariana, que neste 19 de abril comemora sua Declaração de Independência do jugo colonial.

A todos os brasileiros e brasileiras amantes da paz, alertamos que a ameaça de guerra contra a Venezuela é real e conta com o apoio do presidente da República Federativa do Brasil, Jair Bolsonaro.

Bolsonaro, em sua canina subordinação a Donald Trump, é um entusiasta explícito dos planos de agressão, colocando em risco a paz na América do Sul, o que é contrário tanto aos interesses estratégicos do Brasil, expressos no Plano Nacional de Defesa, quanto a própria Constituição Nacional, que em seu artigo 4° coloca entre as diretrizes de nossa política externa os princípios constitucionais da “Autodeterminação dos povos” (artigo 4°, princípio 3), da “Não Intervenção” (artigo 4°, princípio 4), da “Defesa da Paz” (artigo 4°, princípio 6) e da “Solução Pacífica dos Conflitos” (artigo 4°, princípio 7).

Defender a soberania da Venezuela significa salvaguardar a paz na América Latina e no Mundo, além de proteger o direito à autodeterminação de todas as nações, que devem ter o direito de escolher de forma soberana os seus próprios caminhos de desenvolvimento e justiça social, sem qualquer intromissão externa que tente subordiná-las a outros interesses que não os dos seus povos.

Pelo fim das ameaças e sanções contra a Venezuela!
Toda solidariedade ao povo, ao governo venezuelano e ao presidente Nicolás Maduro Moros!
A Venezuela vencerá!

Jamil Murad
Presidente do Cebrapaz
Pela Direção Nacional – São Paulo, 19 de abril de 2020

 

Leia o original em CEBRAPAZ (clique aqui)

Acordo da OPEP+ permitirá recuperação dos preços do petróleo, diz Maduro

Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, durante coletiva de imprensa no Palácio Miraflores, em Caracas, Venezuela, 12 de março de 2020
© REUTERS / Manaure Quintero

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, garantiu que o acordo entre a Organização dos Países Expertadores de Petróleo e aliados (OPEP+), apoiado pelo G20, permitirá a estabilização e a recuperação dos preços do petróleo.

"Foi alcançado um acordo entre a OPEP+ que foi aprovado ontem pelo G20, é o acordo de petróleo mais importante [...] isso tem um impacto imediato nos preços do petróleo e permitirá que o mercado se estabilize e se recupere", disse Maduro.

O presidente venezuelano afirmou que a OPEP+ será essencial para a recuperação econômica pós-pandemia.

"Eu venho dizendo isso desde 2015, a OPEP+ é a espinha dorsal da estabilidade financeira mundial, para a economia pós-pandemia será fundamental um mercado de petróleo estável, um preço justo e estável, será essencial para que o mundo financeiro tenha recursos e financiamento para o que está por vir", afirmou.

Na última quinta-feira, 23 países, incluindo membros do grupo OPEP+ outros países, aprovaram o o acordo para reduzir a produção total de petróleo bruto em 10 milhões de barris por dia, a partir de 1º de maio de 2020.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/americas/2020041215449216-acordo-da-opep-permitira-recuperacao-dos-precos-do-petroleo-diz-maduro/

O que os EUA estão fazendo com Venezuela em meio à pandemia 'é uma vergonha', diz especialista

Pessoas rezam perto de uma réplica da estátua do Nazareno de São Paulo em uma rua da favela de Antimano durante uma procissão religiosa, apesar da quarentena nacional devido ao surto do coronavírus em Caracas, Venezuela, 8 de abril de 2020
© REUTERS / Manaure Quintero

Na opinião de analista da Argentina, a "atitude egoísta" da Administração Trump está dando espaço a outros países para mostrar seu lado humanitário, tais como a China, Cuba e Rússia.

Há uma semana, as autoridades alemãs comunicaram que foi confiscado na Tailândia um carregamento de 200.000 máscaras para a polícia de Berlim, tendo acusado os EUA de se apropriar do material em meio à pandemia.

"Nos momentos mais difíceis, os verdadeiros líderes vêm à tona", disse o especialista argentino Alejandro Laurnagaray à Sputnik Mundo, argumentando que a pandemia da COVID-19 vai mudar a geopolítica de acordo com a forma como os governos se comportam face à crise.

Enquanto os Estados Unidos estão perdendo peso, líderes como os da "Rússia, China e mesmo Cuba" estão consolidando-se, diz.

Em uma entrevista publicada na sexta-feira (10) pela revista Der Spiegel, o ministro alemão das Relações Exteriores, Heiko Maas, criticou a resposta "demasiado lenta" dos EUA à crise da COVID-19, afirmando esperar que Washington reconsidere suas relações internacionais.

"Vamos ver até que ponto as ações do governo dos EUA irão conduzir a discussões no país sobre se o modelo 'América primeiro' realmente funciona", acrescentou o diplomata.

Polos opostos

"O que os EUA estão fazendo com o Irã, a Venezuela e Cuba, bloqueando a chegada de ajuda de outros países, já não só açambarcando tudo para si próprios, impede que outros países tenham acesso, nem sequer a doações, como aconteceu com Cuba", comentou Laurnagaray.

Dias depois de declarar o líder da Venezuela como chefe de um cartel de droga, Trump enviou navios, helicópteros e tropas para o mar do Caribe para supostamente conter o narcotráfico.

"Este é um exemplo do que esta pandemia nos vai deixar, porque vai gerar e demonstrar uma mudança moral, de princípios e de liderança", disse o especialista argentino.

"É uma tendência que irá aprofundar a liderança que a China, Cuba e Rússia estão tendo. É uma demonstração de verdadeira cooperação, solidariedade e coordenação internacional", acrescentou.

Estes últimos valores "prevalecerão sobre uma atitude egoísta, isolacionista e até militarista em meio à pandemia, como temos visto os Estados Unidos [fazendo], mobilizando tropas e ameaçando outros países", expressou.

Um homem usando máscara no Irã

© REUTERS / Essam al-Sudani
Um homem usando máscara no Irã

"É uma vergonha o que o governo de Trump está fazendo com a Venezuela, a continuar a intimidar mesmo em momentos de catástrofe mundial. É também uma tentativa de desviar as atenções do total descontrole a nível interno daquilo a que estamos assistindo com a pandemia. Será o país que vai ter mais mortes", afirmou.

Ajuda apesar das sanções

Laurnagaray destacou o caso de Cuba, que, marginalizada e isolada da comunidade internacional pelo bloqueio dos EUA, se tornou em porta-bandeira de solidariedade enviando brigadas médicas para todo o mundo em plena pandemia.

"A exportação de solidariedade de Cuba tem sido muito visível para toda a comunidade internacional. Um país com décadas de sanções e impedimentos, a medicina e seus médicos têm um papel de liderança a nível internacional com esta e outras pandemias que podem não ter tido visibilidade", salientou o analista.

O especialista observou que situações como a da União Europeia "se abrindo à ajuda chinesa e russa, que também enviaram ajuda para a Itália", apesar das sanções, "são exemplos que permanecerão e marcarão o caminho para novas lideranças".

Sanções norte-americanas à Venezuela

Os Estados Unidos bloquearam até 22 de julho qualquer venda ou transferência da dívida, detida pelos portadores de obrigações norte-americanas da companhia petrolífera estatal venezuelana PDVSA, para impedir o governo do presidente Nicolás Maduro de assumir essas obrigações, de acordo com um documento publicado pelo Departamento do Tesouro norte-americano.

"Entre 24 de outubro de 2019 e 22 de julho de 2020 [data em que entra em vigor a autorização da Licença Geral 5C], não há nenhuma autorização em vigor de licenças contra a alínea 1 (a) (iii) da Ordem Executiva 13835 [de sanções contra a Venezuela] aplicáveis aos titulares das obrigações PDVSA 2020 de 8,5%", diz um documento associado.

"Como resultado, durante esse período, são proibidas transações relacionadas com a venda ou transferência de ações da Citgo [refinaria, distribuidora e revendedora de petróleo dos EUA] em ligação com as obrigações de 8,5% PDVSA 2020, a menos que especificamente autorizadas pelo Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros [OFAC, na sigla em inglês]", continua o texto.

Escultura de uma mão segurando uma bomba de óleo atrás da sede da empresa venezuelana PDVSA em Caracas

© AP Photo / Fernando Llano
Escultura de uma mão segurando uma bomba de óleo atrás da sede da empresa venezuelana PDVSA em Caracas

Anteriormente, o governo dos EUA emitiu uma ordem, em 24 de outubro, para bloquear até 22 de janeiro uma penhora de credores da filial norte-americana da PDVSA, a Citgo, cujas ações foram utilizadas como garantia para a emissão de obrigações.

Papel de Guaidó

O líder da oposição e autoproclamado presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, assumiu o controlo da Citgo no início de 2019, depois de o governo dos Estados Unidos o reconhecer como o líder legítimo do país.

Depois de Guaidó ter assumido o controlo da Citgo, as obrigações entraram em incumprimento quando era devido um pagamento US$ 913 milhões (R$ 4,66 bilhões), e tanto ele como seus aliados entraram com uma ação judicial nos Estados Unidos solicitando a anulação das obrigações.

A ordem de sexta-feira (10) impede efetivamente os credores da PDVSA de apreenderem ações da empresa-mãe da Citgo até 22 de julho.

As opiniões expressas nesta matéria podem não necessariamente coincidir com as da redação da Sputnik

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/opiniao/2020041115447672-o-que-os-eua-estao-fazendo-com-venezuela-em-meio-a-pandemia-e-uma-vergonha-diz-especialista/

Médicos chineses na Venezuela ajudam na combate à COVID-19

Médicos chineses na Venezuela ajudam na combate à COVID-19...

Caracas, 8 abr (Xinhua) -- Os médicos chineses que tem ajudado a Venezuela a combater o novo coronavírus visitaram uma importante instalação de saúde nesta quarta-feira e acompanharam seus homólogos locais em visitas a domicílio.

Os especialistas médicos chineses visitaram o Centro de Diagnóstico Integral Dr. Alcides Rodriguez, na capital Caracas, que serve como a principal instalação do país para detectar e tratar os pacientes com COVID-19.

A visita "foi muito produtiva e podemos aprender muito, porque eles lidaram o vírus antes de nós", disse o cubano Yuderkys Requesens Santana à Xinhua, coordenador do centro.

Segundo Requesens, os médicos chineses estão empenhados em aprender sobre o trabalho de campo realizado pelos médicos venezuelanos e cubanos em toda a cidade.

"Eles estão muito interessados neste sistema de pesquisa venezuelano, no qual os médicos vão às comunidades em massa, visitando 100% das comunidades vizinhas, ou mais de 50.000 pessoas, de casa em casa."

Os especialistas chineses consideram as visitas de casa em casa valiosas, "pois isso permite a detecção precoce" de possíveis pacientes com COVID-19, disse Jhon Segovia, diretor da Área para Saúde Integral da Comunidade do centro, acrescentando que eles ajudaram ao fazer "recomendações para adotar em nossos centros de saúde".

"Nós estamos atendendo cerca de 150 pacientes por dia com problemas respiratórios", e uma média de 15 casos suspeitos de COVID-19, principalmente entre pessoas que entraram em contato com algum paciente infectado, viajantes ou profissionais de saúde, informou Segovia, que supervisiona dois hospitais, uma clínica e uma rede de 20 centros de saúde pequenos e acessíveis.

Todavia, "ainda não tivemos nenhum paciente com teste positivo".

Johnny Arnao, morador local que recebeu uma visita domiciliar, disse que aprecia a visita dos médicos chineses. "Nos sentimos mais seguros já que eles já passaram por essa dificuldade."

Ver original em "XINHUA Português" na ligação seguinte:

http://portuguese.xinhuanet.com/2020-04/09/c_138961155.htm

Invasão dos EUA na América do Sul marcaria todo o século XXI, afirma Celso Amorim

O diplomata brasileiro, Celso Amorim, durante coletiva de imprensa no seminário Ameças à Democracia e Ordem Multipolar, em São Paulo, em 13 de setembro de 2018.
© AP Photo / Nelson Almeida

Ex-ministro da Defesa do Brasil, Celso Amorim falou sobre a situação no Brasil, envolvendo a situação presidencial e das Forças Armadas. Além de opinar sobre uma possível invasão norte-americana na América do Sul.

Questionado sobre os "problemas institucionais" no Brasil, o diplomata considerou que o general Braga Netto evidencia um "aspecto mais orgânico das Forças Armadas no governo e maior influência".

Além disso, o ex-ministro enfatizou à Sputnik Mundo que Bolsonaro não estaria perdendo o comando da Presidência, e que os boatos sobre Braga Netto não passam de informações mal interpretadas.

"A única influência que Bolsonaro estaria sofrendo seria na parte econômica, que tem a marca do ministro da Economia, Paulo Guedes, que até o momento, não sofreu a influência dos militares", afirmou.

Dessa maneira, deve-se ter cautela em dizer que Braga Netto seja o presidente operacional, "entretanto as outras partes do governo aparentemente querem uma grande coordenação no âmbito da saúde, transporte e infraestrutura".

Ou seja, essa influência estaria limitando e moderando as ações de Bolsonaro, entretanto, atualmente, Guedes e os militares estariam coordenando o governo.

Classe empresarial

A classe empresarial de Brasília está muito debilitada, que por sinal, estava ficando cada vez mais debilitada nos último quatro ou cinco anos.

Hoje, os apoiadores de Bolsonaro são supermercados, alguns produtores agrícolas e outras empresas que não têm força econômica no Brasil.

Ou seja, Bolsonaro não conta com o apoio das fortes associações empresariais capazes de "erguer" a economia brasileira, mas, sim, apenas com a classe média empresarial, explica Celso Amorim.

Invasão dos EUA na América do Sul

A ameaça de Washington contra Caracas e o desdobramento do Pentágono no Caribe provocam um temor de uma ação que afetaria gravemente a região.

"Há uma ameaça direta de invasão. Seria a primeira vez na América do Sul", advertiu o diplomata.

Assim que os EUA anunciaram um ambicioso desdobramento militar no Caribe sob o pretexto de uma operação antidrogas, os alarmes regionais foram acionados.

 

O diplomata também ressalta que o Brasil poderia apoiar uma invasão dos EUA, até porque já teria apoiado outros planos norte-americanos contra a Venezuela, citando o apoio do atual ministro das Relações Exteriores do Brasil, Ernesto Araújo, que "apoiou o plano de Pompeo para a transição da Venezuela [...] Os militares são conservadores porém têm sentido comum".

Para Celso Amorim, diplomata e ex-ministro da Defesa do Brasil, a estratégia da Casa Branca "causa temor sobre uma ação de guerra".

"Provavelmente farão com o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, o mesmo que fizeram com Manuel Noriega no Panamá em 1989 [...] Seria a primeira invasão dos EUA na América do Sul e isso ficaria marcado por 100 anos", adicionou.

"Os EUA montaram o cenário das drogas porque não podem dizer que Maduro tem armas de destruição massiva", como mentiram com Saddam Hussein para justificar o bombardeio contra o Iraque, ironizou o diplomata brasileiro.

As opiniões expressas nesta matéria podem não necessariamente coincidir com as da redação da Sputnik

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/opiniao/2020040815430362-invasao-dos-eua-na-america-do-sul-marcaria-todo-o-seculo-xxi-afirma-celso-amorim/

FAI denuncia o apoio da UE aos planos de ingerência dos EUA contra a Venezuela

 
ENQUANTO COLABORADOR DA FRENTE ANTI IMPERIALISTA INTERNACIONALISTA, JUNTO-ME À DENÚNCIA DA FAI E REALÇO QUE O CERCO NAVAL À VENEZUELA E PARTICULARMENTE OS DISPOSITIVOS DO SOUTHCOMMAND FRENTE AO ESTADO DE VARGAS, SÃO UMA AMEAÇA EVIDENTE E DIRECTA SOBRE A CAPITAL DA VENEZUELA, CARACAS|
 
 
A POSIÇÃO DE VASSALAGEM DA UE FACE À ARROGÂNCIA DA ADMINISTRAÇÃO DE DONALD TRUMP CONTRA A VENEZUELA, INSCREVE-SE NA MANOBRA DA NATO QUE PROCURA PONTOS DE APOIO EM TODA A REGIÃO PARA PROVOCAR CADA VEZ MAIS INGERÊNCIAS SOBRE A VENEZUELA SCIALISTA E BOLIVARIANA!
 
EM ÉPOCA DA PANDEMIA COVID-19, AS INGERÊNCIAS EM CURSO SÃO POR SI UM CRIME CONTRA A HUMANIDADE! -- Martinho Júnior, Luanda
 
El FAI denuncia el apoyo de la UE a los planes injerencistas de EEUU contra Venezuela
 
Para vergüenza y humillación de la supuesta “solidaridad” europea, el Alto Representante de la Unión Europea para la Política Exterior, el español procedente del PSOE Josep Borrell, emitió una declaraciónen la que apoyaba expresamente la última propuesta contra la soberanía de Venezuela surgida de los laboratorios de propaganda de la administración de los EEUU: están dispuestos a levantar las sanciones a condición de que se abra un proceso de “transición democrática” en el que no intervengan ni el Presidente Constitucional, Nicolás Maduro Moros, ni el autorproclamado, carente de toda legitimidad democrática, su perro fiel Juan Guaidó, ya amortizado.
 
Esta última ocurrencia de la administración de los EEUU se produce en un contexto de variadas andanadas contra la República Bolivariana de Venezuela y su derecho a gestionar su vida y sus recursos soberanamente: la acusación formal ante la justicia de los EEUU de Maduro y otros líderes venezolanos como promotores del narcotráfico; la orden al Comando Sur de desplegar su flota en el Caribe, en una supuesta campaña de control del tráfico de drogas ¡desde Venezuela!, y la desarticulación de una nueva operación, coordinada desde Colombia, para asesinar al Presidente Maduro.
 
Todo ello no solo representa un tono amenazante de cariz muy preocupante, sino que muestra a las claras el carácter mafioso de los responsables políticos de los EEUU, que pretenden mostrarse magnánimos y levantar las sanciones económicas bajo el chantaje y la amenaza.
 
Que la administración de los EEUU se comporte de esta manera es algo a lo que ya estamos acostumbrados y no nos sorprende lo más mínimo; sin embargo, resulta verdaderamente insufrible que desde la UE, por boca además de un Alto Representante de origen español, se venga a apoyar tamaño despropósito, que pone en cuestión toda la machacona retórica sobre el derecho internacional, los derechos humanos y la democracia con la que se viene adoctrinando a la ciudadanía europea.
 
La guerra económica contra Venezuela, lanzada por los EEUU y apoyada sin fisuras por la UE, está dificultando enormemente la lucha de su gobierno contra la pandemia del COVID 19, que se enfrenta a enormes restricciones para obtener los insumos necesarios en el mercado internacional. Mientras tanto, la pandemia parece cebarse en el corazón del supuesto mundo libre, que ha venido desmontando los sistemas de salud pública en favor de la medicina para quien pueda pagarla. El pánico que se extiende entre la población de los EEUU representa una seria amenaza para su estabilidad interna y para la reelección de Trump como Presidente: nada mejor que una nueva “guerra” para el ya conocido proceso de aglutinar fuerzas alrededor de las autoridades y para dejar de pensar en los problemas que de verdad agobian a su población.
 
El Frente Antiimperialista Internacionalista alza su voz en contra del miserable proceder del Alto Representante para la Política Exterior y otros muchos agentes políticos de la Unión Europea y se une al Gobierno revolucionario de Venezuela en su denunciade su apoyo a los planes injerencistas de EEUU contra Venezuela. Y exige al gobierno español, no solo desvinculase, sino condenar toda acción injerencista y en especial, cualquier tipo de intervención civil o militar para subvertir el orden constitucional de Venezuela, tanto si procede de EEUU, como si procede de la UE.
 
FAI - Frente Antiimperialista Internacionalista, 4 de abril de 2020
 
(Descargar en PDF)
 
https://frenteantiimperialista.org/blog/2020/04/04/el-fai-denuncia-el-apoyo-de-la-ue-a-los-planes-injerencistas-de-eeuu-contra-venezuela/ 

Ver o original em 'Página Global' na seguinte ligação:

https://paginaglobal.blogspot.com/2020/04/fai-denuncia-o-apoio-da-ue-aos-planos.html

Colômbia nega apoiar intervenção militar dos EUA na Venezuela

Depósito da USAID próximo da cidade de Cucuta, na Colômbia, na fronteira com a Venezuela (foto de arquivo)
© AP Photo / Fernando Vergara

O governo do país vizinho da Venezuela, aliado dos EUA, afirma estar movimentando tropas com o fim de combater o narcotráfico e conter o surto da pandemia da COVID-19.

O Ministério da Defesa colombiano negou que, Carlos Holmes Trujillo, titular da pasta, apoie uma intervenção militar norte-americana na Venezuela, negando que haja qualquer movimento de tropas na fronteira e ainda menos a presença de soldados norte-americanos no território para esse fim.

"Em nenhum momento o ministro da Defesa, Holmes Trujillo, indicou que a Colômbia esteja apoiando uma intervenção militar dos EUA em território venezuelano", afirmou o ministério em comunicado.

A este respeito, afirma que Trujillo, em declarações à mídia, "aplaudiu o fato de os Estados Unidos estarem reforçando sua luta contra o tráfico de droga na região, tendo em conta que este flagelo constitui uma ameaça para a saúde e a segurança dos cidadãos de todo o mundo".

No domingo (5) foi publicada na revista Semana uma carta de 23 congressistas e 15 organizações sociais, dirigida ao presidente Iván Duque, que lhe pede que se abstenha de apoiar qualquer intervenção militar dos EUA na Venezuela. A carta recorda que, como mandato soberano, tais decisões devem ser aprovadas pelo Congresso, que até segunda-feira (13) está em paragem devido à quarentena decretada para enfrentar a COVID-19.

A carta afirma que Trujillo tornou público o apoio do governo a uma possível intervenção das tropas norte-americanas na Venezuela, o que "preocupa e merece um pronunciamento do chefe de Estado".

O comunicado do Ministério da Defesa afirma que Trujillo explicou ao público "que as autoridades colombianas estão participando, juntamente com 22 nações da América e da Europa, na Campanha Naval Órion, cujo objetivo é trocar informações que permitam aos países reforçar suas capacidades de interdição de drogas ilícitas".

"O Ministério da Defesa é claro ao salientar que não há movimentos de tropas colombianas em relação à Venezuela, nem de tropas estrangeiras em solo colombiano para esse fim", afirma a declaração.

"O destacamento de pessoal militar e policial colombiano nas fronteiras, nas últimas semanas se deve aos controles necessários para verificar o encerramento das fronteiras decretado pelo Governo Nacional, como medida para evitar a propagação da COVID-19", acrescenta.

Colaboração Colômbia-EUA

O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou o envio de navios da Marinha para a Venezuela para reforçar suas operações antidroga nas Caraíbas, depois de sua administração ter apresentado queixa contra o presidente Nicolás Maduro por tráfico de droga.

"Os Estados Unidos estão lançando hoje uma operação melhorada contra o tráfico de droga no hemisfério ocidental para proteger os americanos do flagelo mortal dos narcóticos ilegais", disse Trump aos repórteres na quarta-feira (1º).

A missão é composta por navios de guerra da Marinha dos EUA, aviões de vigilância e equipes das forças especiais dos EUA e, segundo Trump, é apoiada por 22 outras nações, que fornecerão militares e informações de inteligência.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/americas/2020040615423354-colombia-nega-apoiar-intervencao-militar-dos-eua-na-venezuela/

Marinha venezuelana divulga vídeo editado sobre colisão com cruzeiro português

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A Marinha venezuelana divulgou, sábado, um vídeo editado sobre a colisão entre o cruzeiro de bandeira portuguesa 'Resolute' e uma embarcação da Marina da Venezuela, "Naiguatá GC-23", ocorrido a 30 de março.
O vídeo, de dois planos, foi divulgado pelo comandante-geral da Marinha venezuelana, almirante Giuseppe Alessandrello Cimadevilla, que apresentou ainda, na televisão estatal, a captura de radares com a posição do 'Resolute' e reproduziu dois áudios com as conversas entre tripulantes das duas embarcações.
 
No vídeo vê-se o momento em que um tripulante da 'Naiguatá GC-23' dispara, aparentemente para o mar, na direção do 'Resolute', enquanto uma voz masculina ordena "que parem as máquinas".
 
No plano seguinte vê-se o que seria a proa do 'Resolute' em ligeira colisão com o 'Naiguatá GC-23'.
 
As embarcações estabelecem contacto em língua inglesa segundo o áudio da gravação, identificam-se, com o 'Resolute' a indicar que está registado na Madeira, que partiu de Buenos Aires (Argentina) para Willemstand, no Curaçau.
 
Indica ainda que tem 32 tripulantes e que ninguém lhes disse que precisavam de autorização para estar onde estavam.
 
Uma voz masculina da 'Naiguatá GC-23' ordena ao 'Resolute' que deve mudar a rota, recebendo como resposta que iriam continuar com o curso previsto.
 
 
Segundo o almirante Giuseppe Alessandrello Cimadevilla, nesse áudio o "Resolute reconhece a jurisdição da Venezuela e a autoridade do guarda costeiro e nega-se a seguir as instruções.
 
 
No segundo áudio, há uma conversa em espanhol, entre da 'Naiguatá GC-23' e um tripulante do 'Resolute', que informa que finalizaram a limpeza e que estão em rota para o Curaçau.
 
A Marinha dá instruções para que siga para Isla Margarita. O 'Resolute' pergunta a razão dessa ordem, recebendo como resposta: "Permanecer em águas jurisdicionais sem autorização".
 
Do 'Resolute' pedem desculpa e insistem que estão em rota para o Curaçau.
 
"Negativo, negativo. A passagem inocente é sem autorização e para deter-se teriam que  ter autorização do país", respondem da "Naiguatá GC-23.
 
Do 'Resolute' sublinham que não querem causar problemas e que vão para o Curaçau.
 
"Necessitamos que coopere, caso contrário procederemos a fazer uso progressivo das nossas armas, segundo as normativas internacionais estabelecidas", responde a Marinha venezuelana.
 
"Por favor dê-me um momento, estamos em pânico aqui. Estou apenas acordando o meu capitão, não queremos nenhum problema", respondem do Resolute.
 
Neste áudio, segundo o almirante Giuseppe Alessandrello Cimadevilla, o 'Resolute' reconhece a jurisdição da Venezuela e autoridade do guarda costeiro, mas nega-se a seguir as instruções.
 
Depois, "agride e atinge a nave venezuelana", afirma.
 
A 31 de março, o Ministério da Defesa da Venezuela (MDV) anunciou que uma embarcação da Marinha venezuelana naufragou no dia anterior, após uma colisão com o cruzeiro de bandeira portuguesa "Resolute", a norte da ilha de La Tortuga, localizada a 181 quilómetros a nordeste de Caracas.
 
Segundo o MDV, pelas 00:45 de segunda-feira (05h45 em Lisboa), a lancha da Guarda Costeira "Naiguatá GC-23" realizava "tarefas de patrulhamento marítimo" no mar territorial venezuelano, quando "foi atingido pelo navio de passageiros "Resolute".
 
A colisão ocorreu quando a embarcação da Marinha "fazia um procedimento de controlo de tráfego marítimo, o que gerou danos de grande magnitude" no barco da Guarda Costeira venezuelana, explica-se no comunicado.
 
Por outro lado o Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, acusou o cruzeiro de bandeira portuguesa 'Resolute' de ter realizado um ato de "terrorismo e pirataria" contra o navio da Marinha venezuelana.
 
Nicolás Maduro instou as autoridades do Curaçau, território holandês, onde o navio está ancorado neste momento, a investigar este "ato de pirataria internacional".
 
A 2 de abril último, a empresa Columbian Cruise Services  (CCS) garantiu, em um comunicado, que o cruzeiro "Resolute" foi "objeto de um ato de agressão" por uma embarcação da Marinha venezuelana em águas internacionais, enquanto fazia a manutenção de um motor, em viagem para Willemstad, Curaçau.
 
Segundo a CCS  "o cruzeiro foi abordado por um navio da Marinha venezuelana que por rádio questionou as intenções" da sua presença "e deu a ordem para o acompanhar" até à ilha venezuelana de Margarita.
 
"Como o RCGS RESOLUTE navegava em águas internacionais, o capitão queria reconfirmar esse pedido específico, que resultava num sério desvio da rota", afirma-se.
 
Enquanto "o capitão contactava o escritório central, foram feitos disparos de pistola" e o barco da Marinha venezuelana "aproximou-se do lado de estibordo a uma velocidade de 135° e colidiu deliberadamente" com o cruzeiro.
 
"A embarcação da Marinha continuou golpeando o arco de estibordo, numa aparente tentativa de fazer virar a cabeça do cruzeiro em direção às águas territoriais da Venezuela", acrescenta-se na mesma nota.
 
Entretanto, o Ministério das Relações Exteriores da Venezuela comunicou o sucedido à embaixada de Lisboa em Caracas, através de uma nota verbal.
 
"Nós responderemos tão breve quanto possível à nota verbal da Venezuela. Este incidente, qual quer que seja a sua natureza é um incidente que não deve perturbar as relações de Estado a Estado, entre a Venezuela e Portugal, quanto mais tratando-se de um navio privado e de um incidente isolado cujas responsabilidades podem e devem ser apuradas", disse Augusto Santos Silva.
 
Notícias ao Minuto | Lusa

AOS POVOS DO MUNDO -- Nicolás Maduro dirige-se a todos os povos do mundo

 
 
Aos Povos do Mundo
 
Ao cumprimentá-los com carinho, gostaria de dirigir-me a vocês na oportunidade de denunciar os graves eventos que estão a ocorrer contra a paz e a estabilidade da Venezuela, numa época em que a preocupação dos Estados e dos Governos deve se concentrar na protecção da vida e a saúde de seus habitantes, devido à aceleração da pandemia da COVID19.
 
Como é do conhecimento público, em 26 de Março o Governo dos Estados Unidos anunciou uma acção muito séria contra um grupo de altos funcionários do Estado venezuelano, inclusive eu, como Presidente Constitucional da República Bolivariana da Venezuela.
 
A referida acção consistiu em registrar uma acusação formal perante o sistema judicial dos EUA, que não é apenas ilegal por si só, mas também busca apoiar uma acusação falaciosa de narcotráfico e terrorismo, com o único objectivo de simular a suposta judicialização das autoridades venezuelanas.
 
Essa pantomima americana inclui a oferta incomum de uma recompensa internacional a quem fornecer informações sobre o Presidente e altos funcionários venezuelanos, levando a um perigoso momento de tensão no continente, pelo qual considero necessário recontar os eventos, que revelam a trama perversa por trás das acusações do Departamento de Justiça dos Estados Unidos da América.
 
Apenas um dia antes, em 25 de Março, a República Bolivariana da Venezuela denunciou perante a opinião pública nacional e internacional, o desenvolvimento no território colombiano de uma operação que visava atentar contra a vida do Presidente da República, seus familiares e altos funcionários do Estado; bem como atacar alvos civis e militares em nosso país; indicando o Sr. Clíver Alcalá, general na reforma da força armada venezuelana, como chefe militar da referida operação.
 
Essa denúncia foi feita com total responsabilidade, depois que uma operação de controlo na estrada ao norte da Colômbia, perto da fronteira com a Venezuela, foi lançada em 24 de Março, na qual a polícia daquele país capturou um conjunto de armas de guerra em um veículo civil.
 
As investigações revelaram que era um arsenal sofisticado cujo alvo era um grupo de ex-forças militares e paramilitares venezuelanas e colombianas, que treinam em campos localizados na Colômbia.
 
Em 26 de Março, o mencionado Clíver Alcalá, ofereceu uma declaração à mídia colombiana - desde sua residência na cidade de Barranquilla, Colômbia - na qual confirmou sua participação nos eventos denunciados, confessando ser o líder militar da operação e revelando que as armas foram adquiridas por ordem do Sr. Juan Guaidó, deputado nacional, que se autodenomina Presidente Interino da Venezuela e atua como operador de Washington no país.
 
Da mesma forma, ele confirmou que o armamento tinha como objectivo realizar uma operação militar para assassinar personalidades de alto nível do Estado e do Governo venezuelano e produzir um golpe de Estado na Venezuela.
 
O Sr. Alcalá esclareceu que as armas foram adquiridas através de um contrato assinado por sua pessoa, o Sr. Juan Guaidó, assessores dos EUA, e o Sr. Juan José Rendón, consultor político do Presidente Iván Duque, e realizado com o conhecimento das autoridades do governo colombiano.
 
Diante dessa confissão, a resposta incomum do governo dos Estados Unidos foi a publicação das acusações mencionadas no início desta carta, com a inclusão extravagante do nome de Alcalá, como se ele fizesse parte das autoridades venezuelanas e não um mercenário contratado pelos Estados Unidos para realizar uma operação terrorista contra o governo venezuelano.
 
Como demonstração desta declaração, não preciso de outra prova senão mencionar a suposta captura do Sr. Alcalá pelas forças de segurança colombianas e sua entrega imediata às autoridades do DEA dos EUA, em um curioso ato em que o preso, sem algemas, estava se despedindo apertando as mãos dos seus captores, bem no pé da escada do avião que o levaria em um voo VIP especial para os Estados Unidos, o que mostra que, na realidade, todo esse teatro é sobre o resgate de alguém que eles consideram um agente americano.
 
É preciso enfatizar que a operação armada frustrada foi originalmente projectada para ser executada no final deste mês, enquanto toda a Venezuela luta contra a pandemia da COVID19. E é precisamente que esta é a principal batalha que actualmente preocupa a humanidade.
 
Uma luta que nossa nação está travando com sucesso, tendo conseguido parar a curva de contágio, reforçando as previsões de saúde e mantendo a população em quarentena maciça, com um baixo número de casos positivos e mortes.
 
Por todas essas razões, o Governo da República Bolivariana da Venezuela alerta os nossos irmãos e irmãs das organizações políticas e movimentos sociais do Mundo, sobre os passos imprudentes e criminosos que a administração do Donald Trump está a tomar que, apesar da terrível aceleração do crescimento da COVID-19 que afecta o povo americano, parece determinado a aprofundar sua política de agressão contra Estados soberanos da região e, especialmente, contra o povo venezuelano. 
 
Durante a pandemia, o governo dos Estados Unidos, em vez de se concentrar nas políticas globais de cooperação em saúde e prevenção, aumentou as medidas coercitivas unilaterais, rejeitou os pedidos da comunidade internacional para suspender ou relaxar as sanções ilegais que impedem a Venezuela de ter acesso a medicamentos, equipamentos médicos e alimentos. 
 
Ao mesmo tempo, proibiu a implementação de voos humanitários dos Estados Unidos até a Venezuela para repatriar centenas de venezuelanos apanhados na crise económica e de saúde que o país do norte está a viver. A Venezuela, ao denunciar esses eventos graves, ratifica sua vontade inabalável de manter uma relação de respeito e cooperação com todas as nações, ainda mais nesta circunstância sem precedentes que obriga os governos responsáveis a trabalhar juntos e depor suas diferenças, como a pandemia da COVID-19. 
 
Em face de circunstâncias tão sérias, solicito – mais uma vez- seu apoio inestimável para denunciar esta perseguição incomum e arbitrária, realizada por meio de uma versão actualizada daquele velho Macarthismo desencadeado após a Segunda Guerra Mundial. Então, eles assinalavam seus adversários a prazer como "comunistas" para persegui-los, hoje o fazem através das categorias fantasiosas de "terroristas" ou "traficantes de drogas", sem provas de nenhum tipo. Condenar e neutralizar esses ataques injustificáveis contra a Venezuela hoje será muito útil para impedir que Washington realize campanhas semelhantes amanhã contra outros povos e governos do mundo.
 
Todos devemos aderir aos princípios da Carta das Nações Unidas, para evitar que o unilateralismo excessivo leve ao caos internacional.
 
Irmãos e irmãs do Mundo, tenham a absoluta certeza que a Venezuela permanecerá firme em sua luta pela paz e que, sob quaisquer circunstâncias, ela prevalecerá.
 
Nenhuma agressão imperialista, por mais feroz que seja, nos desviará do caminho soberano e independente que forjamos por 200 anos, nem nos afastará da sagrada obrigação de preservar a vida e a saúde de nosso povo diante da aterrorizante pandemia global da COVID19. 
 
Aproveito esta oportunidade para expressar minha solidariedade e a do Povo da Venezuela a todos os Povos que hoje também sofrem sérias consequências dos efeitos da pandemia. Se somos obrigados a tirar alguma lição de toda essa difícil experiência, é precisamente que somente juntos podemos avançar.
 
Os modelos políticos e económicos que defendem o egoísmo e o individualismo demonstraram seu total fracasso em enfrentar essa situação.
 
Avancemos firmemente em direcção a um novo mundo com justiça e igualdade social, em que a felicidade e a plenitude do ser humano sejam o centro de nossas acções.
 
Aprecio a solidariedade expressada permanentemente por vocês em relação ao meu país e ao meu povo, denunciando o bloqueio criminal ao qual nós e muitas outras nações estamos sujeitos.
 
Aproveito esta oportunidade para reiterar meu respeito e carinho e convidá-los a continuar unidos, arando um futuro de esperança e dignidade.
 
Atentamente,
 
Nicolás Maduro Moros
 
Caracas, 29 de Março de 2020
 
(Tradução de cortesia em PG)

PRIMEIROS PARÁGRAFOS DO DOCUMENTO

 

Ver o original em 'Página Global' na seguinte ligação:

https://paginaglobal.blogspot.com/2020/04/aos-povos-do-mundo-nicolas-maduro.html

EUA ENVIAM MILITARES PARA A COSTA DA VENEZUELA

 
 
O Presidente norte-americano, Donald Trump, decidiu na quarta-feira "duplicar" o número de navios militares nas zonas costeiras da América Latina para combater o narcotráfico, designadamente no oceano Pacífico e mar do Caribe, que inclui Venezuela e México.
 
"Hoje, os EUA estão a fortalecer as operações antidroga na América Latina para proteger o povo norte-americano do flagelo mortal das drogas. Não permitiremos que os cartéis de drogas aproveitem esta pandemia para ameaçar a vida dos norte-americanos", anunciou Trump, em conferência de imprensa.
 
O anúncio desta operação militar antidroga foi feito na conferência de imprensa diária da Casa Branca sobre o novo coronavírus, que causou já mais de 4.700 mortos e infetou mais de 200 mil pessoas no país.
 
Na ocasião, o Presidente explicou que as operações militares já se iniciaram e têm o apoio de 22 outros países, que fornecerão informações de inteligência e de natureza militar.
 
"Estamos a colocar navios de guerra, helicópteros, aviões da força aérea para vigilância e patrulhas da Guarda Costeira, duplicando as nossas capacidades de intervenção na região", disse Trump, que apareceu ladeado pelos líderes militares do país.
 
 
O objetivo da operação serão os cartéis mexicanos e o círculo próximo ao Presidente venezuelano, Nicolás Maduro, contra o qual a Justiça dos Estados Unidos avançou, na semana passada, com acusações por tráfico de drogas.
 
O secretário da Defesa norte-americano, Mark Esper, referiu na conferência de imprensa que "o regime ilegítimo de Maduro na Venezuela confia nos benefícios que advêm da venda de drogas para manter o seu poder opressivo".
 
Membros da administração norte-americana explicaram que nos últimos dias os serviços de inteligência norte-americanos detetaram que os grupos de narcotráfico planeavam tirar proveito da crise causada pela pandemia de covid-19 para introduzir mais drogas nos Estados Unidos.
 
Questionado por que razão decidiu lançar esta operação nesta altura, Trump aludiu aos relatórios dos serviços de inteligência.
 
Na terça-feira, as autoridades norte-americanas anunciaram que descobriram um túnel de 600 metros na fronteira entre o México e o estado da Califórnia (EUA) no qual havia um carregamento de droga avaliado em 30 milhões de dólares (cerca de 27,4 milhões de euros).
 
A semana passada, a Justiça norte-americana avançou com acusações contra Maduro, mas na terça-feira o Departamento de Estado propôs a criação de um governo de transição que inclua representantes de Maduro e do líder da oposição, Juan Guaidó, reconhecido como o presidente legítimo do país por meia centena de países.
 
Jornal da Madeira 02/04/2020 | Lusa
 

Ver o original em 'Página Global' na seguinte ligação:

https://paginaglobal.blogspot.com/2020/04/eua-enviam-militares-para-costa-da.html

As comunas também combatem a Covid-19 na Venezuela

Na Comuna Socialista El Panal 2021, em Caracas, «a resposta ao vírus foi imediata», com a produção de milhares de máscaras. O acesso à alimentação está a ser acautelado através do projecto «Pueblo a Pueblo».

Entrada da Comuna Socialista El Panal 2021, em CaracasCréditos / Sul21

Na Venezuela, as comunas constituem uma importante alavanca na prevenção, no combate e na organização social face à pandemia da Covid-19.

Para além disso, criaram alternativas para fintar a crise económica – num país onde as sanções impostas fazem mossa – e a paralisação dos serviços durante a quarentena decretada pelo Estado. A reportagem é da jornalista Michele de Mello, do Brasil de Fato.

Comuna Socialista El Panal 2021

Aqui, a resposta ao vírus foi imediata, pois a empresa de produção social directa «Las Abejitas del Panal» começou a confeccionar máscaras de protecção – 2500 numa semana, com matéria-prima da própria comuna.

«Procurámos as pessoas mais idosas e que tinham problemas respiratórios como prioridade. Entendendo que o ser humano é mais importante que o capital, nós colocámos todos os nossos recursos, as nossas máquinas de costura, que neste momento são as nossas armas, colocámos as nossas máquinas ao serviço do nosso povo e começámos a trabalhar», disse à reportagem José Lugo Barreto, representante da Comuna.

Na empresa «Las Abejitas del Panal», militantes da comuna trabalham para garantir que todos terão acesso a uma máscara de protecção / Ministério de Comunas

Ao conhecer a iniciativa, o governo bolivariano, através do Ministério das Comunas, decidiu atribuir-lhes matéria-prima para a produção de cinco mil máscaras semanais, num total 20 mil até ao fim de Abril.

Além da confecção de máscaras, na El Panal 2021 há várias outras iniciativas relacionadas com a quarentena decretada pelo governo de Nicolás Maduro. Por exemplo, grupos de professores estão a criar actividades escolares e de recreação para manter as crianças a estudar nesta fase – e levam as tarefas porta a porta.

As escolas da comuna têm um programa de alimentação para os jovens. No entanto, com a suspensão das aulas, os alimentos têm sido usados em refeições para toda a comunidade. Cerca de 200 famílias recebem marmitas diárias, distribuídas de casa em casa por membros da comuna.

Plano «Pueblo a Pueblo»

Os alimentos que abastecem as escolas da Panal 2021 vêm da articulação com comunas de regiões rurais da Venezuela, através do plano «Pueblo a Pueblo» [Terra a Terra]. O projecto, criado em 2014, visou estabelecer uma forma de acabar com intermediários, preços altos e burocracia no escoamento da produção agrícola e abastecimento dos que mais precisam.

O objectivo é reforçar a organização social da produção e da distribuição, bem como gerar uma mudança no padrão de consumo. A produção no campo define-se de acordo com a estação do ano e com base nas necessidades dos consumidores. Um dos princípios é o de que o alimento é um direito humano e não pode ser considerado uma mercadoria.

Depois de descarregar o camião do «Pueblo a Pueblo,» os membros da comuna El Panal 2021 pesam e separam os alimentos / Plano «Pueblo a Pueblo»

Os fundadores do projecto ajudam os trabalhadores do campo a calcular os custos de produção e a planear as colheitas. Nas zonas urbanas, ajudam a realizar censos nas comunas para conhecer a população local e definir os alimentos que serão cultivados.

Assim que a Covid-19 foi decretada como pandemia global, os coordenadores do projecto decidiram aumentar os centros de armazenamento de alimentos e começar a fazer a distribuição de comuna em comuna, para que os militantes de cada uma façam a entrega dos alimentos casa a casa.

Já existem centros de recolha na cidade de Barquisimeto, capital do estado de Lara, e na região de Carache, no estado de Trujillo. Agora, com a pandemia, está a ser construído um terceiro armazém, em Caracas.

Mais produção e melhor distribuição

«O objectivo é que cada comuna tenha o seu armazém, com alimentos suficientes para pelo menos um mês. Essa é a nova modalidade de organização, porque antes, aos sábados, os camiões passavam nas comunas e, numa manhã, era tudo distribuído. Agora, teremos de dois a quatro dias para distribuir a comida nos centros de recolha», explica Ricardo Miranda, matemático e um dos fundadores do «Pueblo a Pueblo».

Actualmente, são distribuídas 20 toneladas de alimentos semanalmente a comunas da região metropolitana da capital. «É a agricultura familiar que está a dar a cara. E, ainda que pareça contraditório, agora as pessoas estão a produzir mais, porque essa é a lógica do nosso povo. Nesta situação há que produzir mais», disse Ricardo Miranda.

Trabalhadores carregam um camião no centro de recolha no estado de Lara e que vai levar alimentos às comunas de Caracas / «Pueblo a Pueblo»

Há 140 famílias camponesas envolvidas, que cultivam cerca de 80 hectares nos estados de Lara, Yaracuy, Trujillo, Portuguesa e Cojedes. Cerca de 80% da produção é orgânica e, nos últimos quatro anos, colheram 2000 toneladas de frutas, hortaliças, fornecendo alimentos a 350 mil famílias em zonas rurais e urbanas.

Em aliança com o Ministério da Alimentação, o «Pueblo a Pueblo» já abastecia 44 escolas, beneficiando cerca de 10 mil crianças. Agora, com uma nova parceria, pretende chegar a 120 escolas só no Distrito Capital, com o chamado «Combo para la Vida» – conjunto de cinco a sete tipos de frutas, legumes e vegetais da estação.

Ao todo, estima-se que 3000 famílias, que moram em 42 comunas, estejam ligadas a este projecto nos estados de Aragua, Lara, Yaracuy, Portuguesa, Trujillo, Cojedes, Carabobo e no Distrito Capital. Só em Caracas, 15 comunas estão a ser atendidas pelo «Pueblo a Pueblo», com distribuição semanal, quinzenal ou mensal de alimentos.

Nas comunas, o princípio central é o bem da comunidade. O que liga uma comuna a outra e a projectos como o plano «Pueblo a Pueblo» é o ideal de construção de uma nova forma de fazer economia e de se relacionar. Ricardo Miranda entende que o momento de crise pode demonstrar a força popular.

Ver original em "AbrilAbril" na seguinte ligação:

https://www.abrilabril.pt/internacional/comunas-tambem-combatem-covid-19-na-venezuela

NÃO PERMITAMOS QUE TRUMP PROVOQUE A GUERRA COM VENEZUELA!

                       


Don’t weaponize a pandemic. No war on Venezuela!

Just when we thought things couldn’t get any worse, in the middle of the coronavirus pandemic, Trump is trying to start a war with Venezuela! He used his Wednesday White House briefing to switch gears, hijacking the coronavirus briefing to announce that Navy warships will be moving towards Venezuela and suggesting that President Maduro could be trying to spread COVID-19 throughout the US. Sign our petition below: NO WAR ON VENEZUELA!
We the people are outraged that when hundreds of thousands of Americans, maybe millions, are facing death from coronavirus, and when Venezuelans are mustering all the forces they can to combat the coming viral onslaught in their own country, the Trump administration is provoking a war with Venezuela.
Last week the Trump administration indicted a sitting president, Nicolas Maduro, on bogus drug charges. They put out a $15 million dollar reward for information leading to his capture. And now they are sending Navy ships to the coast of Venezuela on the pretext of anti-drug operations and saying that the drug trade might be partially responsible for the spread of coronavirus in the U.S. The real goal of the Trump administration is to distract from their gross, even criminal, mishandling of the coronavirus crisis plus the same goal the administration has been pursuing for the past year: regime change.
This is clearly a dangerous step bringing us to the brink of war. WE SAY NO!!! HANDS OFF VENEZUELA!
How ironic that Trump said: “As governments and nations focus on the coronavirus there is a growing threat that cartels, criminals, terrorists and other malign actors will try to exploit the situation [in Venezuela] for their own gain.” That is precisely what the Trump administration is doing: distracting the American people from the COVID-19 crisis that has left them defenseless and terrified and exploiting the crisis to try to overthrow a sovereign nation.
Globally, we need to be harnessing ALL of our resources into stopping the virus that killing our people and our economies. The UN Secretary General has called for a global ceasefire to focus the world’s energy. And here Donald Trump is diverting our energies and resources on starting a new war??? This is madness.
Sincerely,
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'Pretexto oportunista': chanceler cubano condena operação militar dos EUA perto da Venezuela

Chanceler cubano, Bruno Rodríguez Parrilla
© AP Photo / Alex Brandon

A operação militar dos Estados Unidos perto da Venezuela representa uma ameaça à paz na região, afirmou o ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez Parrilla.

Em um tweet, o chanceler cubano observou que o envio de navios de guerra para perto da Venezuela e os movimentos de tropas especiais perto das fronteiras deste país sul-americano, através de um pretexto oportunista de combate ao narcotráfico, são uma violação do status da América Latina como uma zona de paz e constituem um grave perigo de guerra, escreve portal cubano Granma.

 

​Operação militar anunciada pelo governo dos EUA, que implica envio de navios de guerra para perto da Venezuela e movimentos de tropas especiais, constitui uma grave ameaça à paz de todos na região. Suposto combate ao narcotráfico é apenas um pretexto oportunista.

Na quarta-feira (1º), o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou a transferência de navios da Marinha para a região do Caribe visando intensificar as operações antidrogas após acusações de narcotráfico contra Nicolás Maduro.

A operação envolve navios de guerra da Marinha, aeronaves de vigilância com Sistema Aéreo de Alerta e Controle (AWACS, na sigla em inglês) e forças especiais terrestres.

Na quinta-feira (26), o procurador-geral dos Estados Unidos, William Barr, lançou acusações contra Maduro e vários altos funcionários venezuelanos, alegando que estariam envolvidos em narcotráfico.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/americas/2020040315411284-pretexto-oportunista-chanceler-cubano-condena-operacao-militar-dos-eua-perto-da-venezuela/

Caracas: EUA usam Venezuela para desviar atenção da COVID-19 em seu país

Jorge Rodríguez, presidente da câmara de Caracas, dialoga com a mídia depois de ter contestado a proposta de referendo da oposição contra o presidente venezuelano Nicolás Maduro, em Caracas (imagem referencial)
© REUTERS / Marco Bello

Um alto responsável venezuelano criticou a atuação da administração de Donald Trump, dizendo que está tentando usar suposto tráfico de droga da Venezuela como forma de se intrometer no país.

O ministro venezuelano da Comunicação e Informação, Jorge Rodríguez, repudiou as novas ameaças feitas pelo presidente norte-americano, Donald Trump, contra sua nação e assegurou que com essas declarações o presidente está procurando distrair a atenção da crise em seu país devido à pandemia da COVID-19.

"A Venezuela repudia fortemente as declarações feitas por Donald Trump, seu secretário de Defesa, seu procurador-geral e outros funcionários de sua equipe de segurança que, em uma tentativa desesperada de desviar a atenção da trágica crise humanitária que o país está passando como resultado da atuação errática de suas autoridades perante a COVID-19, pretendem atacar a Venezuela com infâmias e ameaças", relata a emissora GloboVisión.

Relativamente ao anúncio do governo dos Estados Unidos de que vai implantar uma força naval perto do território venezuelano para combater o tráfico de drogas, o ministro enfatizou que considera uma boa ideia que aquela nação tente conter a quantidade de drogas que entram no país.

"Fora as agressões e mentiras contra o governo venezuelano, o governo da República Bolivariana da Venezuela saúda o fato de, pela primeira vez em décadas, as autoridades norte-americanas se prepararem para agir para proteger suas fronteiras, historicamente permeáveis, negligenciadas e vulneráveis, dos milhares de toneladas de drogas que entram naquele país a cada ano", disse Rodríguez.

O ministro disse que as drogas que entram nos Estados Unidos vêm principalmente "da indústria que se desenvolveu no território de seu aliado e parceiro próximo [Colômbia], e esperamos que desta vez as novas plantações de coca diminuam".

Membro de brigada de desinfecção da Proteção Civil se preparando para tratar superfícies com solução desinfetante no Hospital General de Lídice Dr. Jesús Yerena, em Caracas, Venezuela, 22 de março de 2020

© Sputnik / Magda Guibelli
Desinfecção de hospital na Venezuela

As instituições venezuelanas de combate às drogas, disse ele, estão prontas para qualquer cooperação e coordenação com os Estados Unidos necessárias para conter o avanço do tráfico de drogas e dos grupos de crime organizado na região.

Na quarta-feira (1º), soube-se que destróieres, navios de combate, aviões e helicópteros norte-americanos se aproximarão da Venezuela para realizar tarefas de "vigilância", o que vem seis dias depois que o Departamento de Justiça dos EUA acusou o presidente venezuelano Nicolás Maduro e vários outros altos funcionários do seu governo de tráfico de drogas.

"Os Estados Unidos estão lançando uma operação melhorada contra o tráfico de droga no hemisfério ocidental para proteger os americanos do flagelo mortal dos narcóticos ilegais", disse Trump aos repórteres na quarta-feira (1º).

Para além disso, o governo venezuelano exigiu o levantamento de quaisquer sanções que dificultem a atenção à pandemia da COVID-19, e instou os Estados Unidos a seguir o exemplo da Rússia e da China, que têm prestado apoio aos cuidados de saúde dos pacientes.

Coronavírus na Venezuela

Durante seu discurso, Rodríguez informou ao país que nas últimas 24 horas apenas foi registrado um caso positivo de COVID-19, para um total de 144 infecções confirmadas.

"Hoje, nas últimas 24 horas tivemos um caso diagnosticado com infecção pela COVID-19. Trata-se de um homem do estado de Nueva Esparta [norte do país] que foi admitido em 27 de março com um processo respiratório e sintomas característicos da COVID-19", disse ele.

Rodríguez enfatizou a necessidade de manter a quarentena, mas considerou que o país registrou uma diminuição no número de casos detectados.

"Ainda não podemos cantar vitória, mas temos visto uma diminuição nos casos, embora isso não signifique que tenhamos vencido a pandemia", disse ele.

Dos 144 casos, disse o ministro, 39 estão em isolamento domiciliar, 43 recuperaram, 27 estão em ambulatórios, 14 em clínicas privadas e três morreram.

Pessoas usando máscaras se encostam em um carro estacionado em um posto de gasolina, durante a quarentena nacional contra propagação da COVID-19, em Caracas, Venezuela, 30 de março de 2020

© REUTERS / Fausto Torrealba/Stringer
Pessoas usando máscaras em um posto de gasolina em Caracas, Venezuela

A comissão presidencial para o combate à COVID-19, disse Rodríguez, realizou na quarta-feira (1º) uma reunião com os especialistas chineses, os quais, desde sua chegada na segunda-feira (30), visitaram vários centros de saúde capacitados para combater a pandemia.

"Eles não descansaram visitando os hospitais sentinela e o Instituto Nacional de Higiene [...] e ratificaram que as medidas tomadas pelo governo venezuelano são as medidas adequadas", disse ele.

Rodríguez disse que nos últimos dias foram realizados no país 10.000 testes em pacientes suspeitos.

"Graças ao trabalho e colaboração com a República Popular da China, já temos mais de 10 mil testes rápidos realizados em nível nacional, e isso nos permite despistar os milhares e milhares de verificações que temos feito", disse.

Mais de 20.000 médicos venezuelanos e cubanos andam de casa em casa para fazer o rastreio de pessoas com sintomas. Se algum paciente der positivo no teste rápido, é submetido a um teste de reação em cadeia da polimerase, disse Rodríguez.

 

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/americas/2020040215407284-caracas-eua-usam-venezuela-para-desviar-atencao-da-covid-19-em-seu-pais/

Maduro: autoridades de Curaçao são impedidas de entrar no navio português atracado na ilha

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, em coletiva de imprensa no Palácio Miraflores, em Caracas, Venezuela, 12 de março de 2020
© REUTERS / Manaure Quintero

Presidente venezuelano acusa "um poder superior" de tentar atacar o seu país usando mercenários trazidos em navio

O presidente Nicolás Maduro disse que as autoridades de Curaçao foram impedidas de acessar o navio português que atacou um barco da Marinha venezuelana a sete milhas náuticas da ilha de La Tortuga.

"Há um poder superior fora de Curaçao que não permite que as autoridades de Curaçao tenham acesso ao barco para ver quem são as 160 pessoas e identificá-las, o que está confirmando a hipótese de que este navio estava sendo usado para trazer mercenários."

"Com lanchas rápidas civis, chegariam a algumas das costas venezuelanas para realizar ataques surpresa a unidades militares, ou objetivos políticos", disse Maduro durante um telefonema no programa Con el Mazo Dando, transmitido pela emissora estatal Venezolana de Televisión.

Na terça-feira (31), o governo venezuelano denunciou um incidente ao largo da sua costa: militares da Guarda Costeira haviam instado um navio de bandeira portuguesa a acompanhá-los até o porto da ilha de Nueva Esparta, no norte do país, mas, ao se aproximarem do navio, este atacou a embarcação venezuelana, provocando o seu afundamento.

Navios de guerra da Marinha venezuelana General Soublette e Admirante Brion ancoram em Isla de Aves

© AP Photo / Leslie Mazoch
Navios de guerra da Marinha venezuelana General Soublette e Admirante Brion ancoram em Isla de Aves

Após o incidente, que Maduro chamou de "ato de pirataria internacional", o navio português foi alegadamente encontrado no porto de Curaçau.

O presidente disse que "alguém ligou do Norte" para proibir a entrada no navio atracado.

Política e droga

Na última quinta-feira (26), a Procuradoria dos EUA acusou o presidente Nicolás Maduro de estar envolvido em uma rede de tráfico de drogas, oferecendo US$ 15 milhões (R$ 78,8 bilhões) pela sua captura.

Maduro, em resposta, afirmou que os Estados Unidos estão tentando desviar a atenção da crise humanitária da pandemia em seu país com uma escalada contra a Venezuela.

"Donald Trump e o chefe do Pentágono [Mark Esper] estão tentando desviar a atenção, criando uma escalada contra a Venezuela, não conseguiram e não vão conseguir. Estamos aqui em paz, com um bom pulso atendendo à pandemia, e [com] os Estados Unidos em uma crise humanitária", disse ele.

Maduro se referiu ao anúncio feito pelos EUA sobre o destacamento no mar do Caribe e no Pacífico de reforços da Marinha e da Força Aérea para combater o narcotráfico.

"Se eles querem vigiar um barco de cocaína que a Colômbia produz, não é a Venezuela que a produz, a Venezuela tem um recorde mundial contra o tráfico de drogas. Se eles querem parar a cocaína da Colômbia, eles têm que atuar no Pacífico. Se eles vão pelo Caribe, estão deixando livre o caminho para a droga", disse ele.

Nesta quarta-feira (1º), os Estados Unidos anunciaram a mobilização de uma força militar naval para o Caribe e o Pacífico Oriental, como parte de uma operação de combate ao narcotráfico.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/americas/2020040215407147-maduro-autoridades-de-curacao-sao-impedidas-de-entrar-no-navio-portugues-atracado-na-ilha/

EUA vão enviar navios da Marinha para perto da Venezuela, diz Trump

Destróier Lassen da marinha dos EUA
© REUTERS / Marinha dos EUA

O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou na quarta-feira (1º) que navios da Marinha estão sendo transferidos para perto da Venezuela como medida de intensificação das operações antidrogas no Caribe após acusações de narcotráfico contra Nicolás Maduro.

O anúncio surgiu no início da coletiva de imprensa da Casa Branca cujo tema principal é a pandemia de coronavírus, que obrigou grande parte dos EUA a ficar em autoisolamento, e que, de acordo com o governo, poderá causar entre 100 mil e 240 mil mortes.

A mobilização da Marinha dos EUA tem como objeto aumentar pressão sobre o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e aliados, no entanto não se trata de uma preparação de uma ação militar de Washington contra a Venezuela, afirmou uma fonte familiarizada com a situação, escreve agência Reuters.

Embora Donald Trump tenha insistido que todas as opções estão na mesa contra Maduro, oficiais dos EUA deixaram claro que estão pouco interessados em usar força militar, por poder envolver Washington em outro conflito estrangeiro.

O plano de mobilização de navios envolve o Comando Sul dos EUA, que deve enviar navios da Marinha para perto da Venezuela, segundo uma fonte familiarizada como a situação. No entanto, não se sabe quão perto os navios ficariam da costa venezuelana, informam fontes.

A mobilização é uma das maiores operações militares dos EUA na região desde a invasão do Panamá em 1989 para derrubar do poder o general Manuel Noriega, levando-o para os Estados Unidos a fim de ser julgado sob acusações de narcotráfico, aponta Associated Press.

A operação envolve navios de guerra da Marinha, aeronaves de vigilância com Sistema Aéreo de Alerta e Controle (AWACS, na sigla em inglês) e forças especiais terrestres.

Na quinta-feira (26), o procurador-geral dos Estados Unidos, William Barr, lançou acusações contra Maduro e vários altos funcionários venezuelanos, alegando que estariam envolvidos em narcotráfico.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/americas/2020040215404197-eua-vao-enviar-navios-da-marinha-para-perto-da-venezuela-diz-trump/

EUA e a prática de terrorismo de estado

DefesaNet - Venezuela - Trump faz apelo para que militares da...

Como se já não bastassem as acções de terror que espalham onde quer que pisem invadindo países soberanos com o objectivo de pilharem as suas riquezas naturais ou de forma insidiosa e covarde, financiando grupos terroristas para a seu mando causarem a destruição e a morte indiscriminada das populações, o sr.Trump e os seus pares imperiais não cessam a sua agressividade com o objectivo de causar o caos a nível global.

Num momento em que o mundo se debate com um vírus que já provocou milhares de mortes, incluindo nos EUA, vem acusar Nicolas Maduro e altas individualidades do Estado Bolivariano de narcoterrorismo. Esta infundada e grosseira acusação estava articulada com acções terroristas e a tentativa de magnicídio que visava um golpe de estado em Março que foi  neutralizado pelo Governo da Venezuela.

No momento em que a solidariedade é fundamental para derrotar o Covi19, em que nações ajudam como podem, como demonstram a China, Rússia e Cuba, ao apoiar Itália.

O Sr. Trump, presidente da nação mais poderosa do planeta, não mostra qualquer decoro ou humanismo e a ajuda que no seu entender é justificada, para bem da “democracia” é a manutenção ou reforço das criminosas e injustas sanções que vai decretando a quem não lhe presta vassalagem.

A exigência dos povos agredidos e de todos quantos defendem e lutam pela paz é de que os EUA cessem as políticas provocatórias agressivas e insultuosas e cessem definitivamente as sanções e o bloqueio contra a Venezuela, Cuba, Irão e Síria e sejam parte activa na abolição do caos e na construção de um mundo livre de guerras.

Solidariedade com a Venezuela Bolivariana e o seu Povo!

Solidariedade com Cuba e a sua Revolução!

Solidariedade com os Povos vítimas da agressão imperialista!

A Paz tem de vencer!

Via: Home https://bit.ly/3dLsJnj

 

Ver original em 'Abril de Novo Magazine' na seguinte ligação:

https://abrildenovomagazine.wordpress.com/2020/04/02/eua-e-a-pratica-de-terrorismo-de-estado/

Maduro acusa navio cruzeiro português de ato de "terrorismo e pirataria"

 
 
O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, acusou o cruzeiro de bandeira portuguesa "Resolute" de ter realizado um ato de "terrorismo e pirataria" contra um barco da Marinha venezuelana que se afundou segunda-feira, após colidirem.
Nicolás Maduro instou as autoridades do Curaçau, onde o barco está ancorado, a investigar este "ato de pirataria internacional".
 
"Há que rever todos os protocolos para atender este tipo de casos, porque se aplicou um protocolo em condições normais de paz, que se aplica no direito internacional", que se "convidou a ir até um porto de Margarita (ilha venezuelana) e seria acompanhado em paz e tranquilidade", disse esta terça-feira à noite.
 
Nicolás Maduro falava no palácio presidencial de Miraflores, em Caracas, durante a ativação do Conselho de Estado para debater sobre soluções para combater a pandemia da covid-19 e condenar a recente proposta dos Estados Unidos para formar um Governo de transição para a Venezuela.
 
Segundo Nicolás Maduro, o barco da Marinha venezuelana foi abalroado "de maneira brutal".
 
"O barco [de bandeira portuguesa] que investiu [sobre]a nossa nave é oito vezes mais pesado, é como se um gigante pugilista de 100 quilogramas agarrasse um menino pugilista e o golpeasse", frisou.
 
 
Trata-se, disse, "de um ato de terrorismo e pirataria que há que investigar", porque "se tivesse sido um barco de turistas não teria tido essa atitude de querer agredir".
 
"As investigações continuam. As autoridades de Curaçau, em cumprimento dos compromissos internacionais, devem fazer a investigação, informar oficialmente e tomar as providências porque foi um ato de pirataria internacional" disse Nicolás Maduro.
 
O Ministério da Defesa da Venezuela anunciou terça-feira que um barco da Marinha venezuelana naufragou na segunda-feira após uma colisão com o cruzeiro de bandeira portuguesa "Resolute", a norte da ilha de La Tortuga, localizada a 181 quilómetros a nordeste de Caracas.
 
Segundo o Ministério da Defesa da Venezuela, pelas 00:45 de segunda-feira (05:45 em Lisboa), o barco da Guarda Costeira 'Naiguatá GC-23' realizava "tarefas de patrulhamento marítimo" no mar territorial venezuelano, quando "foi atingido pelo navio de passageiros 'Resolute' (122 metros de comprimento e 8300 toneladas de deslocamento), de bandeira portuguesa".
 
A colisão ocorreu quando a embarcação da Marinha "efetuava um procedimento de controlo de tráfego marítimo, o que gerou danos de grande magnitude" no barco da Guarda Costeira venezuelana, explica-se no comunicado.
 
"A ação do navio 'Resolute' é considerada cobarde e criminosa, pois não atendeu ao resgate da tripulação, violando os regulamentos internacionais que regulam o resgate da vida no mar. Atualmente, este navio está no porto de Willemstad, capital de Curaçau, onde atracou na manhã" de terça-feira, acrescenta-se.
 
De acordo com o comunicado, as operações de busca e salvamento, juntamente com o desempenho profissional e corajoso do pessoal venezuelano, "permitiram o resgate na íntegra da tripulação".
 
"O Estado venezuelano realiza as ações legais correspondentes", pode ler-se no mesmo documento.
 
A imprensa local noticiou que a tripulação do 'Naiguatá GC-23' era composta por 44 homens.
 
O barco foi construído pelo estaleiro Navantia, em São Fernando, Espanha, e entregue às autoridades venezuelanas em 24 de junho de 2009.
 
Notícias ao Minuto | Lusa ! Imagem: © Lusa 
 
Leia em Notícias ao Minuto: 

Ver o original em 'Página Global' na seguinte ligação:

https://paginaglobal.blogspot.com/2020/04/maduro-acusa-navio-cruzeiro-portugues.html

Não cessa a agressão e a chantagem política dos EUA contra a Venezuela

A política desestabilizadora de Washington contra a Venezuela, que recorre abertamente à «extorsão» e à «chantagem», conheceu novo episódio esta terça-feira com a proposta apresentada por Pompeo.

A Venezuela recusou a proposta intervencionista dos EUA e teceu fortes críticas ao governo português, por ser «tão sumisso» e «se ajoelhar de modo tão humilhante» perante Donald TrumpCréditos / greenleft.org.au

A atitude marcadamente intervencionista da administração norte-americana foi reafirmada esta terça-feira com a apresentação de um suposto quadro para a transição democrática no país caribenho. O secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, propôs a criação de um governo de transição (Conselho de Estado), que deveria convocar eleições presidenciais num prazo de seis meses a um ano.

No âmbito dessa chamada «transição democrática», o plano intervencionista de Washington prevê que o presidente eleito e legítimo, Nicolás Maduro, e o autoproclamado presidente interino, Juan Guaidó, se afastem do cenário. Em troca, a Casa Branca levanta as sanções que tem imposto ao país sul-americano.

«A Venezuela é um país livre, soberano, independente e democrático, que não aceita nem aceitará jamais ser tutelado por nenhum governo estrangeiro», afirmou o Ministério venezuelano dos Negócios Estrangeiros num comunicado em que repudia a proposta dos EUA.

A política de Washington para com a Venezuela vai das «ameaças» à «extorsão», denuciou o governo venezuelano, que exigiu à administração norte-americana que abandone a «estratégia falhada» de «mudança de regime pela força», bem como a eliminação das medidas coercitivas que impedem o país de adquirir medicamentos para enfrentar la pandemia de Covid-19.

«Chama a atenção que incluam [no plano] a curiosa decisão de retirar a cadeira ao deputado que é o ilegalmente autoproclamado presidente interino, que foi escolhido por eles em 2019 como ponta de lança da sua estratégia golpista e que cumpriu as ordens decretadas a partir de Washington, através dos caminhos da violência e da persistente conspiração», frisa o texto.

Acções «contraditórias» e «miseráveis»

Esta nova manobra intervencionista segue-se às «falsas acusações» promovidas recentemente pela administração norte-americana contra o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e outros altos dirigentes do país sul-americano, por suposto narcotráfico, acompanhas de recompensas pela sua captura ou informações que a ela conduzam.

As autoridades venezuelanas sublinham, na nota, como isto é «contraditório», uma vez que, de acordo com estatísticas divulgadas por gabinetes norte-americanos que acompanham os narcóticos, a Venezuela «não é nem de perto a via de trânsito da droga que se produz na Colômbia e que é levada para os Estados Unidos, primeiro país consumidor do mundo».

«As acções recentes da administração de Donald Trump não podem ser classificadas de outra forma senão miseráveis», lê-se no documento. «Tentar tirar proveitos geopolíticos no meio da mais pavorosa pandemia mundial, só pode vir da miséria de pessoas sem a mínima sensibilidade e preocupação social», denuncia.

«Quem tem de se afastar é precisamente a administração de Donald Trump», enfatiza a nota, sublinhando que «nem as ameaças, nem as estratégias de extorsão, nem a pretensão de impor falsos acordos conseguirão fazer distrair as atenções e as energias» do presidente Maduro e do Estado venezuelano, empenhados na protecção do povo da Venezuela.

Entretanto o Ministério português dos Negócios Estrangeiros, liderado por Augusto Santos Silva, já se congratulou com a solução política avançada por Washington. A este propósito, o chefe da diplomacia venezuelana, Jorge Arreaza, escreveu no Twitter que «o digno povo português não merece um governo submisso, que se ajoelhe de maneira tão humilhante perante Donald Trump».

Ver original em "AbrilAbril" na seguinte ligação:

https://www.abrilabril.pt/internacional/nao-cessa-agressao-e-chantagem-politica-dos-eua-contra-venezuela

China pede que EUA parem de interferir nos assuntos internos da Venezuela

Pequim anuncia restrições a diplomatas norte-americanos...

Beijing, 30 mar (Xinhua) -- A China pediu que os Estados Unidos obedeçam à Carta da ONU e às normas básicas que governam as relações internacionais e parem de interferir nos assuntos internos da Venezuela, disse nesta segunda-feira a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Hua Chunying.

Hua fez as observações ao responder às reportagens da mídia de que o Departamento de Justiça dos EUA processou em 26 de março o presidente venezuelano Nicolás Maduro e seus ajudantes por acusações de narcoterrorismo, e que o Departamento de Estado dos EUA ofereceu uma recompensa de até US$ 15 milhões para informações que levem à detenção ou condenação de Maduro.

A Venezuela é um país soberano e independente, disse Hua. "A China sempre se opõe à violação da soberania da Venezuela e à interferência nos assuntos internos do país por qualquer força externa e sob qualquer pretexto, e está firmemente contrária às sanções unilaterais ilegais."

A China pede que todas as partes deem prioridade ao bem-estar do povo venezuelano, se encontrem no meio do caminho, façam mais para salvaguardar a estabilidade na Venezuela e na região, e promovam a solução pacífica da questão venezuelana, acrescentou Hua.

Ver original em "XINHUA Português" na ligação seguinte:

http://portuguese.xinhuanet.com/2020-03/30/c_138931800.htm

Mais médicos e ajuda chinesa na Venezuela para lutar contra a Covid-19

Um grupo de médicos especialistas e ajuda humanitária provenientes da China chegaram esta madrugada à Venezuela, para se unirem aos esforços do país sul-americano contra a propagação da pandemia.

Jorge Arreaza afirmou que, com esta ajuda, «muitas vidas de venezuelanos vão ser salvas»Créditos / @LeonelTeleSUR

Eram 2h30 (hora local) quando aterrou na Venezuela o avião da Hainan Airlines que levou para o país caribenho oito especialistas chinenes em problemas respiratórios, bem como um carregamento com material para ajudar na luta contra a Covid-19. Trata-se do terceiro voo que liga ambos os países no contexto da emergência sanitária, informa a TeleSur.

Na recepção aos profissionais chineses, o ministro dos Negócios Estrangeiros da Venezuela, Jorge Arreaza, destacou que «a ajuda humanitária proveniente da China, com médicos especialistas, peritos e cientistas relacionados com a luta contra a Covid-19, é a verdadeira ajuda sem intervenção, é a solidariedade da China».

«Em nome do presidente Nicolás Maduro, em nome do povo da Venezuela, queremos agradecer ao presidente (chinês) Xi Jinping e ao povo da República Popular da China», disse Arreaza, para sublinhar em seguida que, «com o conhecimento científico e a experiência que a China pôde acumular nos últimos meses, sabemos que muitas vidas de venezuelanos vão ser salvas».

China insta os EUA a não interferir nos assuntos internos da Venezuela

A China reafirmou, esta segunda-feira, a rejeição das sanções unilaterais impostas pelos Estados Unidos à Venezuela, tendo exigido à Casa Branca que deixe de se intrometer nas questões internas do país sul-americano e que apoie os esforços com vista a encontrar uma «solução pacífica» ali.

Hua Chunying, porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da China, disse em conferência de imprensa que o governo chinês sempre se opôs à violação da soberania da Venezuela por qualquer força externa, «sob qualquer pretexto», revela a agência Xinhua.

«Instamos todas as partes a dar prioridade ao bem-estar do povo venezuelano […] e a fazer mais para salvaguardar a estabilidade da Venezuela e da região», disse.

Hua Chunying afirmou ainda que os EUA devem respeitar a Carta das Nações Unidas e as normas básicas que regem as relações internacionais, em resposta à decisão do Departamento de Justiça dos EUA de processar, por alegada prática de narcoterrorismo, o presidente Nicolás Maduro e vários outros altos cargos do seu executivo, além de oferecer uma recompensa de 15 milhões de dólares por «informação que conduza à captura ou condenação de Maduro».

No início deste mês, a China já tinha criticado os EUA pela imposição de mais sanções à Venezuela, prejudicando a saúde pública do povo num momento de propagação da pandemia do coronavírus.

Por seu lado, tanto o Ministério dos Negócios Estrangeiros como o chefe de Estado da Venezuela têm denunciado o impacto negativo das medidas punitivas da Casa Branca no desenvolvimento socioeconómico do país, com particular destaque nos cuidados médicos às populações.

Ver original em "AbrilAbril" na seguinte ligação:

https://www.abrilabril.pt/internacional/mais-medicos-e-ajuda-chinesa-na-venezuela-para-lutar-contra-covid-19

CPPC denuncia e condena nova conspiração dos EUA contra a Venezuela

cppc denuncia e condena nova conspiracao dos eua contra a venezuela 1 20200330 2070300903

Em plena pandemia da COVID-19 no mundo, a Administração dos EUA, presidida por Donald Trump, acaba de dar mais um autêntico golpe contra a Venezuela e o povo venezuelano, ao acusar o seu legítimo Presidente, Nicolas Maduro, e outros responsáveis venezuelanos, de um alegado envolvimento em ‘tráfico de drogas’, sem que tenha sido apresentada uma qualquer demonstração que possa sustentar esta alegação, e ao estabelecer uma recompensa de 15 milhões de dólares por informações que levem à sua detenção e/ou condenação.

Os EUA, com a cumplicidade do Governo da Colômbia, insistem na mais miserável provocação e na infame conspiração contra a Venezuela e o Governo presidido por Nicolas Maduro, depois do FMI ter recusado o apoio de 5 mil milhões de dólares à Venezuela para fazer face à COVID-19, numa criminosa postura que revela a mais completa indiferença pelas eventuais consequências da pandemia para o povo venezuelano, assim como para a comunidade portuguesa que vive neste país.

Via: Início – CPPC – Conselho Português para a Paz e Cooperação https://bit.ly/3axFHTy

 

Ver original em 'Abril de Novo Magazine' na seguinte ligação:

https://abrildenovomagazine.wordpress.com/2020/03/30/cppc-denuncia-e-condena-nova-conspiracao-dos-eua-contra-a-venezuela/

EUA recurre a las mentiras para justificar una intervención armada en Venezuela!

 
 
NA QUALIDADE DE COLABORADOR DA FAI, JUNTO-ME AO TEOR DESTE COMUNICADO, NUM MOMENTO EM QUE A HUMANIDADE DEVE ASSUMIR-SE PELA CIVILIZAÇÃO E CONTRA A BARBÁRIE!
 
A BARBÁRIE DESENCADEOU CRIMES CONTINUADOS CONTRA A HUMANIDADE E, NESTE MOMENTO EM QUE UMA AMEAÇA COMO O COVID-19 É PARA TODA A HUMANIDADE, A PERSISTÊNCIA DE MENSAGENS COMO AS EMITIDAS PELO PODER EM WASHINGTON CONTRA A VENEZUELA SOCIALISTA E BOLIVARIANA, É OUTRO CRIME CONTRA A HUMANIDADE, FORA DE CONTEXTO, DAS PREOCUPAÇÕES E DA AGENDA GLOBAL.
 
A ADMINISTRAÇÃO DE DONALD TRUMP, AO INVÉS DE SE PREOCUPAR COM A SITUAÇÃO QUE ESTÁ A SOFRER O SEU POVO PERANTE A AMEAÇA DO COVID-19, PERSISTE EM EQUÍVOCOS, EM INGERÊNCIAS E EM MANIPULAÇÕES IRRESPONSÁVEIS, NA TENTATIVA DE CONFUNDIR DESDE LOGO O PRÓPRIO POVO ESTADO-UNIDENSE!...
 
PELA PAZ, PELA CIVILIZAÇÃO E PELA VIDA, BASTA! -- Martinho Júnior
Declaración del Frente Antiimperialista Internacionalista contra el anuncio de la administración de los EEUU señalando a Maduro y a otros miembros de su gobierno como responsables de tráfico de drogas
La Administración Estadounidense acaba de declarar al presidente venezolano Nicolás Maduro responsable de tráfico de drogas (https://twitter.com/SecPompeo/status/1243195481624379393).
 
Una vez más, Estados Unidos actúa como un gobierno mafioso, amenazando, extorsionando y tratando de doblegar la resistencia y la soberanía del pueblo venezolano.
No es la primera vez que Estados Unidos recurre a la acusación de narcotráfico para tratar de derrocar a un presidente de gobierno y justificar la intervención en un país soberano.
 
El propio Hugo Chávez ya decía que este tipo de acusaciones se iban a producir denominándolas “plan Noriega”, porque el imperio utilizó la acusación de narcotráfico para invadir Panamá en 1989 y bombardear el barrio popular de El Chorrillo.
 
Cualquiera que esté mínimamente informado sabe que EEUU es el mayor consumidor de droga del mundo y que controla el tráfico de drogas a nivel mundial, con operaciones militares sostenidas para controlar la producción de opio en Afganistán y la producción de cocaína en Colombia.
 
La DEA (Drugs Enforcement Administration) controla el tráfico de drogas en EEUU y los lobbies de la droga son un actor político de primer orden en los EEUU y lo utilizan como una poderosa herramienta de control social.
 
Está ampliamente documentado que EEUU ha utilizado la droga, incluidas las drogas de diseño, para destruir los movimientos de resistencia.
 
Por ejemplo, el LSD, de acuerdo a las investigaciones de Naomi Klein, fue desarrollado en los años 60 por laboratorios gubernamentales y difundido entre el movimiento pacifista para acabar con el movimiento social contra la segregación racial y el empoderamiento de la población Afrodescendiente.
 
El llamado “Black Power” fue destruido por la introducción de la heroína en los barrios negros procedente de Vietnam y posteriormente de crack.
 
Desde hace años Estados Unidos utiliza al narco-estado de Colombia, su mejor aliado en Latinoamérica y uno de los Estados mas depravados y criminales de la historia, para amenazar y acosar a Venezuela.
 
Es Colombia y no Venezuela el mayor productor de cocaína del mundo, es Colombia y no Venezuela quien se destaca por sus cárteles de la droga que gobiernan a su antojo, es en Colombia y no en Venezuela donde se entrenan y actúan los paramilitares financiados con el tráfico de drogas, es el gobierno colombiano quien se sostiene con el apoyo militar de Estados Unidos y la OTAN que despliegan más de una docena de bases militares y quien actúa como un enclave militar estadounidense.
 
Sin embargo, el imperio estadounidense a quien amenaza es a Venezuela.
 
En estos momentos en los que el mundo está conmocionado por la pandemia del Covid-19, el hegemón estadounidense no desaprovecha la oportunidad de aumentar sus ataques a Venezuela.
 
Porque Venezuela sigue siendo, junto con Cuba, el mayor ejemplo latinoamericano de dignidad y soberanía; y la esperanza de todos los pueblos oprimidos de que es posible plantarle cara al imperialismo.
 
Porque solo es posible sobrevivir a la barbarie imperialista desde la soberanía y la independencia defendiendo los valores humanos de respeto y solidaridad como hace el pueblo y el gobierno venezolano.
 
Desde el Frente Antiimperialista Internacionalista denunciamos esta última maniobra del Secretario de Estado Pompeo y le recomendamos que mire para el interior de su casa, en donde cientos de miles de sus ciudadanos son víctimas del abuso de drogas estimulado por sus propias élites, a las que reportan fabulosos beneficios.
 
Denunciamos la guerra que la administración estadounidense ha emprendido contra el pueblo venezolano y su gobierno; y exigimos que cese de una vez por todas la persecución de los líderes venezolanos y de la Revolución bolivariana.
 
No podemos dejar de denunciar el peligro que suponen estas nuevas amenazas a Venezuela ya que una y otra vez Estados Unidos recurre a las mentiras para justificar una intervención armada, lo hizo con las inexistentes armas de destrucción masiva que utilizó para invadir Irak y lo puede utilizar hoy acusando al legítimo presidente venezolano aprovechando el estado de shock en el que se encuentran todos los países.
28 de marzo de 2020.
 
Frente Antiimperialista Internacionalista
 

Artigo publicado em: 

Ver o original em 'Página Global' na seguinte ligação:

https://paginaglobal.blogspot.com/2020/03/los-eua-recurre-las-mentiras-para.html

Enquanto a COVID-19 se espalha, EUA intensificam sanções devastando o setor de saúde da Venezuela

Durante seu discurso em fevereiro, o presidente norte-americano Donald Trump prometeu “esmagar” e destruir o governo venezuelano. Seus votos foram seguidos pela renovação da ameaça de bloqueio naval ao país, um ato de guerra sob o direito americano e internacional. Em seguida, o Departamento de Estado anunciou entusiasmadamente que a “Doutrina Monroe 2.0” será “desenvolvida nas próximas semanas e meses”, declarando uma “marcha de pressão máxima” contra a Venezuela.

Essas ameaças foram apoiadas por políticas e ações concretas. A empresa russa de petróleo Rosneft, um dos principais compradores mundiais de petróleo venezuelano, viu duas de suas subsidiárias sancionadas pelos EUA em menos de um mês por negociar com a Venezuela. O Departamento de Estado dos EUAtelegrafou sua decisão em fevereiro, destacando as empresas de petróleo Rosneft, Reliance (Índia) e Repsol (Espanha). A Chevron, a maior empresa petrolífera dos EUA que ainda trabalha na Venezuela, foi avisada pelo governo Trump de que sua licença para operar no país (que a isenta das sanções) não será renovada.

Desde 2015, o governo dos EUA sancionou 49 petroleiras, 18 empresas venezuelanas, 60 empresas estrangeiras e 56 aviões (41 pertencentes à companhia aérea Conviasa e 15 pertencentes à companhia estatal PDVSA), mas esta é a primeira vez que eles atacam companhias de petróleo estrangeiras. Ao mirar na Rosneft Trading e na TNK Trading (as duas subsidiárias da Rosneft), os Estados Unidos tornam quase impossível para essas empresas continuarem a negociar petróleo na Venezuela, pois as companhias de navegação, as companhias de seguros e os bancos se recusam a trabalhar com elas.

As sanções foram pesadas, causando danos de pelo menos 130 bilhões de dólares à economia entre2015 e 2018. Pior ainda, segundo o ex-relator especial da ONU, Alfred de Zayas,as sanções foram responsáveis ​​pela morte de mais de 100.000 venezuelanos. Não surpreende que a Venezuela tenha solicitado que o Tribunal Penal Internacional investigasse as sanções comocrimes contra a humanidade.

Os efeitos das sanções são mais visíveis no setor de saúde da Venezuela, que foi dizimado nos últimos cinco anos. As medidas norte-americanas impediram os bancos de realizar transações financeiras para a compra de suprimentos médicos. Além disso, eles causaram uma redução de 90% nos ganhos de renda externa da Venezuela, privando o setor de saúde de investimentos muito necessários.

Não fosse a solidariedade daChina eCuba, que enviaram kits de testes e remédios, a Venezuela estaria terrivelmente mal equipada para lidar com o coronavírus. As sanções estão piorando uma situação já perigosa, forçando a Venezuela a gastartrês vezes mais para obter kits de testes do que os países não sancionados.

O presidente Maduro apelou diretamente a Trump para suspender as sanções em nome do combate à pandemia global de coronavírus. Seu apelo provavelmente ficará sem resposta, dada a intensificação não apenas das sanções, mas também dos atos violentos de guerra irregular da oposição.

Em 7 de março, um armazém contendo praticamente todas as urnas eletrônicas da Venezuela foideliberadamente incendiado. Um grupo chamado Frente Patriótica Venezuelana,supostamente composto por soldados e policiais, assumiu a responsabilidade pelo ato terrorista.

 

 

Embora não seja possível (ainda) estabelecer uma conexão direta entre esse grupo e o governo Trump, acredita-se que uma operação que exija custos logísticos e financeiros claramente significativos teria recebido apoio de pelo menos um dos muitos atores envolvidos abertamente na mudança de regime: a administração Trump, o governo Duque na Colômbia, o governo Bolsonaro no Brasil ou as facções extremistas de direita da oposição lideradas por Juan Guaidó.

O silêncio da comunidade internacional sobre um ato terrorista que visa as instituições democráticas da Venezuela é ensurdecedor. De fato, a OEA, a UE ou os EUA também ficaram em silêncio depois que umarmazém contendo equipamentos de telecomunicações foi queimado em fevereiro ou quandosoldados rebeldes atacaram quartéis no sul da Venezuela em dezembro de 2019.

Já existem evidências de que paramilitares venezuelanos opostos ao governo Maduro receberam apoio e treinamento naColômbia e noBrasil, para não mencionar ossupostos milhões de dólares gastos pelos EUA para convencer oficiais militares venezuelanos a se voltar contra o governo. Além de apoiar a guerra irregular, o governo Trump está se preparando para a guerra convencional.

Aameaça de um bloqueio naval – um ato de guerra direta – foi seguida por reuniões separadas entre Trump, o secretário de Defesa, Mark Esper, e oficiais militares de alto escalão com opresidente colombiano Ivan Duque e opresidente brasileiro Jair Bolsonaro. (Ironicamente, durante uma reunião com a delegação brasileira para discutir a destruição do governo Maduro,Trump provavelmente foi exposto ao coronavírus. Um dos membros da delegação, o secretário de comunicação de Bolsonaro, deu positivo para a doença.)

Além do bloqueio naval, os EUA planejam uma “presença reforçada de navios, aeronaves e forças de segurança para […] combater uma série de ameaças, incluindo o narcoterrorismo ilícito“, uma clara referência à Venezuela, apesar do fato de que, de acordo com as próprias estatísticas do governo dos EUA,não é um país importante para o trânsito de tráfico de drogas.

“A marcha depressão máxima” está programada para coincidir com importantesnegociações em Caracas entre o governo venezuelano e setores moderados da oposição. Os dois lados criaram uma comissão que selecionará novos membros do Conselho Nacional Eleitoral a tempo das eleições legislativas deste ano. Um dos aliados de Juan Guaidó, Henry Ramos Allup, líder do partido de oposiçãoAcción Democrática (Ação Democrática), foi criticado pela extrema direita por dizer queparticipará das eleições. É improvável que o ataque terrorista às urnas afete o calendário das eleições, mas sem o sistema de votação eletrônica apoiado em recibos em papel e auditorias na contagem de votos, os resultados serão vulneráveis ​​a denúncias de fraude.

Não é a primeira vez que o governo Trump amplia seus esforços de mudança de regime em resposta às negociações entre o governo venezuelano e a oposição. Isso foi feito em fevereiro de 2018, quando o então secretário de Estado, Rex Tillerson, ameaçou um embargo ao petróleo e disse que aceitaria um golpe militar, logo quando os dois lados estavam prestes a assinar um acordo abrangente negociado durante meses na República Dominicana.

Isso aconteceu novamente em agosto de 2019, quando os EUA aplicaram o que oWall Street Journal caracterizou como um“embargo econômico total” no meio de discussões entre a oposição liderada por Guaidó e o governo. Nos dois casos, as negociações desmoronaram como resultado de ações e declarações do governo dos EUA.

Desta vez, é improvável que a pressão atrapalhe o diálogo, já que políticos moderados da oposição estão aceitando o fato de82% dos venezuelanos rejeitarem sanções e apoiarem o diálogo.

Infelizmente, o governo Trump deixou claro que não se importa com o que os venezuelanos pensam. Em vez disso, ele continua aumentando a pressão e pode até estar preparando o terreno para uma intervenção militar – talvez uma “surpresa de outubro” para alavancar reeleição de Trump.

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Ver original em 'Revista Opera' (aqui)

Maduro chama falsas acusações da administração Trump sobre tráfico de drogas

Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, gesticula enquanto fala durante coletiva de imprensa no Palácio Miraflores, em Caracas, Venezuela, 14 de fevereiro de 2020
© REUTERS / Stringer/ Fausto Torrealba

O presidente venezuelano Nicolás Maduro classificou como falsas as acusações de tráfico de drogas que a administração Trump fez contra ele e outros funcionários do seu governo.

O líder venezuelano declarou em sua conta no Twitter que ação do governo dos Estados Unidos é extremista.

​O governo americano, em uma ação exagerada, extremista e grosseira, fez um conjunto de acusações falsas, colocando um preço na cabeça dos revolucionários que estão dispostos a combatê-los em todos as áreas e a continuar a derrotá-los. Moral Máxima Aqui!

Na quinta-feira (26), o chefe do Departamento de Justiça dos EUA, William Barr, lançou acusações contra Maduro e vários altos funcionários venezuelanos, alegando que eles estavam envolvidos no tráfico de drogas. As autoridades americanas anunciaram uma recompensa de US$ 15 milhões (R$ 75 milhões) por Maduro e US$ 10 milhões (R$ 50 milhões) pelo resto dos venezuelanos indicados na acusação.

A administração Trump está acusando Maduro de quatro crimes: conspiração com um cartel de drogas, conspiração para contrabandear cocaína para os EUA, posse de armas e explosivos, e conspiração para usar tais armas.

Presidente dos EUA, Donald Trump, durante a coletiva de imprensa diária realizada na Casa Branca sobre assuntos relacionados ao coronavírus, em Washington, EUA, em 9 de março de 2020

© REUTERS / Jonathan Ersnt
Presidente dos EUA, Donald Trump, durante a coletiva de imprensa diária realizada na Casa Branca sobre assuntos relacionados ao coronavírus, em Washington, EUA, em 9 de março de 2020

O ministro venezuelano das Relações Exteriores, Jorge Arreaza, chamou as acusações de tráfico de drogas e de terrorismo contra os líderes do país de "nova forma de golpe de Estado" e relacionou as acusações com a situação interna nos próprios EUA.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/americas/2020032715379758-maduro-chama-falsas-acusacoes-da-administracao-trump-sobre-trafico-de-drogas/

Em meio à pandemia de coronavírus, Trump lança ação contra Venezuela e acusa Maduro de tráfico de drogas

 

 

247 com CNN - Em meio à pademia do cornavírus, o governo de Donald Trump inicia uma ação agressiva contra a Venezuela, acusando o presidente Nicolás Maduro de narcotraficante.

Leia a notícia urgente da CNN Brasil sobre a coletiva do Departamento de Justiça dos EUA no início deste tarde:

"O governo dos Estados Unidos colocou nesta quarta-feira, 26, a Venezuela na lista de estados que patrocinam o terrorismo.

Com isso, o regime de Nicolás Maduro se junta à lista que reúne Coreia do Norte, Irã, Sudão e Síria. O governo americano ofereceu uma recompensa de US$ 15 milhões pelo presidente.

Outros membros de alto escalão do regime chavista também estão na mira do Departamento de Justiça, como o ministro do Interior Nestor Reverol, e o ministro da Defesa Vladimir Padrino.

A decisão foi tomada, segundo o Departamento de Justiça, em consequência da ligação do regime com o narcotráfico e guerrilhas que atuam na fronteira com a Colômbia.

Com isso, Washington amplia as potenciais sanções que podem ser implementadas contra o governo chavista."

Leia o comentário de Leonardo Attuch:

 

A criminosa recusa de apoio do FMI à Venezuela para fazer face à COVID-19

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O Fundo Monetário Internacional (FMI) rejeitou o pedido de empréstimo de 5 mil milhões de dólares, feito pelo governo venezuelano para prevenir e enfrentar a crise de saúde pública causada pela COVID-19.

De forma inaceitável e ilegal, este organismo financeiro internacional sustenta a sua recusa de apoio com a alegada falta de «legitimidade» do governo de Nicolas Maduro, dando assim cobertura à manobra de desestabilização e golpista dos EUA contra o país sul-americano, em clara afronta à Carta das Nações Unidas e ao direito internacional.

Os recursos solicitados ao FMI contribuiriam para robustecer os sistemas de deteção e resposta à doença COVID-19, que já provocou milhares de mortes em todo o mundo. Este é um momento «crucial», em que medidas «rápidas e enérgicas» devem ser tomadas, acrescentam as autoridades venezuelanas.

Recordando que a Venezuela é afetada, há anos, por ilegais sanções e bloqueio económico e financeiro impostos pelos EUA e seus aliados, a inaceitável e criminosa postura do FMI torna, mais uma vez claro, quer os interesses quer a natureza das organizações internacionais ligadas aos EUA.

Via: Início – CPPC – Conselho Português para a Paz e Cooperação https://bit.ly/2J8bfmX

 

Ver original em 'Abril de Novo Magazine' na seguinte ligação:

https://abrildenovomagazine.wordpress.com/2020/03/23/a-criminosa-recusa-de-apoio-do-fmi-a-venezuela-para-fazer-face-a-covid-19/

Rússia irá enviar ajuda humanitária à Venezuela para combater coronavírus

Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, usa máscara de proteção ao falar durante uma reunião no Palácio de Miraflores, em Caracas
© REUTERS / Palácio de Miraflores

O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, anunciou na sexta-feira (20) que a Rússia irá enviar ao país sul-americano “uma importante doação de ajuda humanitária especial” para lidar com o coronavírus.

"A doação deve chegar ao país na próxima semana. A Rússia também proporciona seu apoio com equipamentos médicos e kits. O mundo inteiro está apoiando a Venezuela nesta batalha", disse o presidente Maduro durante um contato telefônico com a vice-presidente venezuelana, Delcy Rodríguez, que foi transmitido pelo canal de televisão estatal.

Nicolás Maduro sublinhou que o seu país já conta com "os medicamentos necessários e em quantidade suficiente" para combater a pandemia. "Além disso, vamos pedir a matéria-prima, já que a indústria farmacêutica nacional tem capacidade para fabricar os 24 medicamentos que são necessários para tratamentos preventivos e curativos", acrescentou.

O chefe de Estado informou também que nesta sexta-feira chegarão ao país 130 médicos cubanos que vão aderir aos trabalhos sanitários. "Agradeço a Cuba por todo este apoio", disse, acrescentando que o governo de seu país continuará a trabalhar em coordenação com a Organização Mundial de Saúde (OMS) e a Organização Pan-Americana de Saúde (OPS).

Ontem, o ministro venezuelano das Relações Exteriores, Jorge Arreaza, afirmou que o Twitter restringiu as contas da vice-presidente venezuelana Delcy Rodríguez, que chefia a comissão presidencial de luta contra a propagação da COVID-19.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/americas/2020032115354843-maduro-russia-ira-enviar-ajuda-humanitaria-a-venezuela-para-combater-coronavirus/

FRENTE AO COLAPSO. UMA TENTAÇÃO PERIGOSA, de JOSÉ LUÍS FIORI e WILLIAM NOZAKI

 

 

Em momentos como este, é bom lembrar aos “cruzados” uma velha lição da história, a respeito das “guerras santas”, entre pequenos “peões militares” terceirizados pelas grandes potências: depois que começam, elas não costumam ter fim.

 

J.L. Fiori, Geopolítica e Fé, JB, janeiro de 2019

 

_____________

Selecção de Camilo Joseph

 

Basta ligar dois pontos para desenhar uma reta. Mas no caso da economia brasileira, são muitos pontos numa mesma direção, apesar de que as autoridades insistam em desconhecê-lo, iludindo-se com a ideia de uma “retomada” que nunca existiu e nem nunca esteve no horizonte. Tudo isso muito antes e independentemente da epidemia de coronavírus, da guerra de preços do petróleo e da recessão mundial que deverá ocorrer piorando a situação. De forma que hoje, a única dúvida que existe é se o desastre a frente assumirá a forma de uma estagnação prolongada, acompanhada da destruição da indústria e de seu mercado de trabalho, ou a forma pura e simples de um colapso, com a desintegração progressiva da infraestrutura, dos serviços públicos e do próprio tecido social.

Tudo isto se reflete no crescimento pífio do PIB brasileiro dos últimos três anos, mas muito mais ainda no declínio continuado da taxa de investimento da economia, que era de 20,9% em 2013, e que hoje é de 15,4%, a despeito do golpe de Estado, da reforma trabalhista, da reforma da previdência e das privatizações. Ao contrário do prometido, a economia não só não cresceu, como aumenta a cada dia a “fuga de capitais”, que nos últimos três meses já é maior do que em todo o ano de 2019. A esperança depositada nos investidores internacionais também esmaeceu com a notícia de que, em 2019, o Brasil simplesmente desapareceu do Índice Global de Confiança para Investimento Estrangeiro, da consultoria americana Kearney, que indica os 25 países mais atraentes para os investidores internacionais. O mesmo índice em que o Brasil ocupava a 3a posição nos anos de 2012 e 2013, tendo caído para o 25º em 2018, e do qual foi simplesmente eliminado na hora das grandes reformas ultraliberais de Paulo Guedes, que supostamente iriam atrair os grandes investidores internacionais.

Este quadro só deve piorar com a nova crise econômica mundial que se anuncia, com o avanço da pandemia do coronavírus e com o início de uma nova guerra de preços na indústria do petróleo. As agências financeiras privadas e os organismos internacionais já estão prevendo uma redução do investimento global na ordem de 15%, e uma queda do PIB mundial na ordem de 1,9%, com a possibilidade de uma recessão mundial no primeiro semestre de 2020, que pode prolongar-se no segundo semestre, tanto na Europa como nos Estados Unidos. Neste momento, o que domina é o pânico e a incerteza, mas o pior ainda pode estar por vir.

Tudo isso deverá ocorrer no período das eleições presidenciais norte-americanas, quando o presidente Donald Trump busca sua reeleição. Desde agora, bem no início da crise que se anuncia, o presidente americano parece que já está perdendo apoios, segundo pesquisa publicada pelo jornal Financial Times. E é exatamente aqui que pode estar se gestando a grande “tentação” do presidente Trump e que poderá se transformar numa catástrofe para a América Latina nos próximos meses. Afinal, é nessas horas, sobretudo no caso de um presidente americano que busca sua própria reeleição, que é comum a aposta em alguma iniciativa de “alto teor” explosivo, como é o caso de guerras ou ações militares que façam esquecer a agenda desfavorável e que sejam capazes de mobilizar o sentimento comum de identidade nacional e patriotismo dos norte-americanos.

O problema é que o “menu de alternativas” à disposição do presidente Donald Trump é bastante limitado, e parece que só existe uma opção capaz de unificar o establishment norte-americano, cooptando inclusive as principais lideranças do Partido Democrata, qual seja, o cerco, o bloqueio naval ou o ataque direto à Venezuela, em tempo de driblar a epidemia, a recessão e a crise de sua indústria do petróleo. E foi exatamente isto que Donald Trump anunciou no seu discurso sobre o Estado da União, frente ao Congresso Americano, mesmo sem entrar em detalhes. Devendo-se anotar que este foi o único momento em que ele foi aplaudido de pé, e em conjunto, por todos os congressistas, republicanos e democratas.

É exatamente aqui, na preparação dessa operação militar americana, que se inscreve a encenação do jantar do presidente Trump na sua casa de praia, com seu vassalo brasileiro, que ele despreza de forma visível, mas que vem lhe entregando sem contrapartida tudo o que lhe é solicitado – inclusive o novo acordo militar RDT&E, que deverá servir de “guarda-chuva” para todas as ações militares conjuntas no futuro próximo, englobando o tensionamento com a Venezuela. Trata-se de um Acordo que começou a ser negociado logo depois do Golpe de Estado de 2016, pelo Departamento de Defesa dos EUA em conjunto com o Ministério de Defesa do Brasil, e que acaba de ser assinado pelos representantes brasileiros, de forma emblemática, diretamente com o Comandante Craig Faller, chefe do Comando Sul das Forças Armadas dos EUA para a América Latina e o Caribe.

Na ocasião da assinatura, o Almirante Craig declarou: “assinamos um acordo histórico hoje, que abrirá caminho para o compartilhamento ainda maior de experiências e informações. Trabalhamos muito próximos das nações aliadas”, além disso fez referências explícitas à Venezuela e à Bolívia (conforme jornal Valor de 08/03/2020).

É interessante chamar atenção para o papel do General Braga Neto, que participou das negociações deste Acordo e que depois foi Comandante do Estado Maior do Exército brasileiro, antes de assumir recentemente a Casa Civil da Presidência da República, colocando-se ao lado do general Luiz Eduardo Ramos, que era o Chefe do Comando Militar do Sudeste e hoje ocupa a Secretaria do Governo, como cabeças visíveis de um governo “paramilitar” que já conta com 2.897 integrantes das FFAA, alocados em inúmeros órgãos da administração pública federal, muito mais do que durante toda a ditadura militar de 1964 (segundo Portal 360).

Além disso, do ponto de vista econômico, merece atenção neste período recente a forma como a política e os gastos da Defesa têm crescido, na contramão da política econômica ultraliberal do Ministério da Economia. Basta dizer que foi exatamente no período recente de 2019-2020 que o Ministério da Defesa brasileiro teve seu maior orçamento histórico, R$ 115 bilhões em média. E só a Empresa Gerencial de Projetos Navais (Emgepron), vinculada à Defesa e à Marinha, foi capitalizada em R$ 7,6 bilhões, passando por um projeto de revisão de sua atuação e escopo que lhe permite coordenar e executar projetos estratégicos não apenas da Marinha, mas também do Exército e da Aeronáutica. Seguindo esta linha, cabe sublinhar que o próprio acordo RDT&E, parece ter sido apenas um passo a mais de uma estratégia que já passou por outros acordos anteriores com as FFAA norte-americanas, como é o caso do Master Information Exchange Agreement (de troca de informações tecnológicas militares), o Acquisition and Cross-Servicing Agreement (de apoio logístico e de serviços militares) e o Space Situational Awareness (de uso do espaço exterior e aéreo para “fins pacíficos”).

Vários movimentos militares que parecem convergir e coincidir com o documento divulgado recentemente pelas FFAA, no qual elas definem, a partir de seu próprio arbítrio, os cenários da política de defesa brasileira até 2040, com a escolha da França como principal inimiga estratégico do Brasil. Uma escolha que surpreendeu aos menos avisados, mas que parece perfeitamente coerente com o objetivo central e imediato da preocupação das FFAA brasileiras, que é a Venezuela, e agora também a Guiana, devido a sua descoberta recente de imensas reservas de petróleo off-shore. Além disso, a escolha da França como principal inimigo facilita a provável denúncia futura do acordo de cooperação militar do Brasil com a França, em torno da construção do primeiro submarino nuclear brasileiro, que provavelmente será substituído por um novo projeto conjunto com os próprios Estados Unidos. É dentro dessa mesma perspectiva que se deve enquadrar também o acordo já assinado com os EUA de liberação do lançamento de foguetes e satélites na Base de Alcântara, de venda da Embraer para a Boeing, de transformação do Brasil em aliado preferencial extra-OTAN, o que significa, no limite, a transformação progressiva do Brasil em um “protetorado militar” dos EUA.

Mais ainda, é dentro dessa mesma “ofensiva final” contra a Venezuela, anunciada pelos Estados Unidos e apoiada pelo Brasil, que se pode entender a nomeação do General Mourão para o comando unificado do Conselho da Amazônia, do qual foram excluídos todos os governadores civis da região, que assim ficam afastados de todo tipo de informação e decisão, inclusive na eventualidade de que que o Brasil seja convocado pelos norte-americanos para garantir o cerco amazônico da fronteira venezuelana. Uma situação que parece cada vez mais exequível depois que o Brasil retirou seus diplomatas e cônsules das cidades fronteiriças da Venezuela, e depois que o governo brasileiro notificou vários funcionários e diplomatas venezuelanos de que devem abandonar o território brasileiro no prazo de 60 dias. Uma ruptura diplomática sem precedentes, que só costuma ocorrer em caso de escaladas militares ou de preparação para a guerra.

Dadas as características próprias da sociedade americana, não é impossível que essa ofensiva militar – muito provável – possa “salvar” a eleição de Donald Trump, numa conjuntura de forte recessão econômica. O mesmo se pode dizer com relação ao governo “paramilitar” brasileiro, que poderia passar a governar por “decreto” e por cima do Congresso Nacional, em caso de uma “emergência de segurança nacional” desse tipo. No entanto, se o Brasil quiser obedecer e seguir atrás dos Estados Unidos, os responsáveis por tal insensatez devem ter claro para si que estarão entrando em um tipo de conflito internacional do qual o Brasil nunca participou, envolvendo de forma direta as três maiores potências militares do sistema mundial.

Deve-se ter bem claro, além disso, que o Brasil não dispõe de armamentos, nem de capacidade financeira e logística para enfrentar as forças armadas venezuelanas, a menos que se restrinja ao mesmo papel simbólico, subalterno e pontual que teve ao lado dos Estados Unidos na Segunda Guerra, e na invasão de Santo Domingos, em 1965. Mas, se mais à frente – e isto é muito provável – as FFAA brasileiras receberem e aprenderem a utilizar o armamento americano mais sofisticado que deve lhes ser repassado pelo novo acordo RDT&E, e decidirem utilizá-lo contra um vizinho latino-americano, seria muito importante que esses senhores que pretendem tomar uma decisão de tamanha gravidade, em nome do povo brasileiro, tenham muito claro o que estão fazendo e quais as consequências do seu ato de vassalagem, para o longo prazo da história do Brasil e da América Latina. Porque eles serão os responsáveis, frente à História, por terem trazido a guerra em grande escala para um continente que foi sempre pacífico, e por terem contribuído com os Estados Unidos para transformar esta região da América do Sul num novo Oriente Médio. Com a diferença que, neste caso, não será concedido ao Brasil o lugar que Israel ocupa na política externa americana. Pelo contrário, o mais provável é que o Brasil se transforme num novo Iraque de Saddam Hussein, que foi usado pelos americanos durante uma década de guerra contra o Irã, e que depois foi destruído pelos próprios Estados Unidos. Quase da mesma maneira com que os Estados Unidos utilizaram os Talibãs na sua guerra contra a URSS, na década de 80, e depois os bombardearam durante 20 anos antes de trazer seus jovens de volta para casa, deixando para trás um Afeganistão completamente destroçado.

 

Março de 2020

 

José Luís Fiori é professor titular do Programa de Pós-graduação em Economia Política Internacional (IE-UFRJ); pesquisador do Instituto de Estudos Estratégicos do Petróleo, Gás e Biocombustíveis (INEEP).
William Nozaki é professor da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo e diretor técnico do Instituto de Estudos Estratégicos do Petróleo, Gás e Biocombustíveis (INEEP).

 

Ver original em 'A viagem dos Argonautas' na seguinte ligação:

https://aviagemdosargonautas.net/2020/03/20/frente-ao-colapso-uma-tentacao-perigosa-de-jose-luis-fiori-e-william-nozaki/

Twitter restringe contas da vice-presidente venezuelana que monitora COVID-19 no país

(Comentário;

Quando em momento de crise pandémica que atinge gravemente os povos de todo o Mundo os governantes e as empresas estado-unidenses optam por atuações de guerra com sanções, bloqueios e ações militares será necessária muita imaginação e marketing para recauchutar a imagem "libertadora" e "respeitável" do Império.)

Vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, fala na 74ª sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas, 27 de setembro de 2019
 

O gigante das redes sociais dos EUA impôs um aviso prévio a internautas que queiram visitar duas das contas de Delcy Rodríguez, que supervisiona a luta contra a propagação do novo coronavírus no país.

O ministro venezuelano das Relações Exteriores, Jorge Arreaza, afirmou que o Twitter restringiu as contas da vice-presidente venezuelana Delcy Rodríguez, que chefia a comissão presidencial de luta contra a propagação da COVID-19.

"A vice-presidente Delcy Rodríguez lidera a comissão presidencial contra a COVID-19. É um gesto desumano e imprudente que Twitter restrinja as contas @DrodriguezVen e @ViceVenezuela, [que são] fontes da informação necessárias para o povo da Venezuela nestas circunstâncias imprevistas", disse Arreaza.

No momento, ao tentar mudar para as contas no Twitter em espanhol, é dada uma notificação de que as contas estão temporariamente restritas. No entanto, as contas de Rodríguez em outros idiomas, incluindo em inglês, ainda funcionam normalmente para os usuários.

A Venezuela registrou até agora 42 casos de coronavírus, com seis novos casos confirmados nas últimas 24 horas.

A Organização Mundial da Saúde declarou a pandemia de COVID-19 em 11 de março. Mais de 250.000 pessoas foram infectadas em todo o mundo, com mais de 10.000 vítimas mortais.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/americas/2020032015353766-twitter-restringe-contas-da-vice-presidente-venezuelana-que-monitora-covid-19/

FMI se recusa a prestar ajuda à Venezuela para combater propagação do coronavírus

Pessoa usando máscara de proteção em um mercado de Caracas, Venezuela, em meio a quarentena decretada como resposta à propagação da doença do novo coronavírus (COVID-19), 17 de março de 2020
© REUTERS / Manaure Quintero

Nicolás Maduro pediu assistência financeira para fortalecer o sistema de saúde no país em meio à epidemia do novo coronavírus, mas as relações frias com a instituição impediram um acordo.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) rejeitou o pedido do presidente venezuelano Nicolás Maduro de US$ 5 bilhões (R$ 25,1 bilhões) do fundo de emergência para enfrentar a pandemia.

Segundo o ministro das Relações Exteriores do país caribenho, Jorge Arreaza, com este empréstimo, o governo estava planejando "fortalecer a capacidade de resposta" do sistema de saúde à propagação da pandemia. Este pedido é "outra ação oportuna para proteger o povo", disse Arreaza.

Atualmente, há 36 casos da COVID-19 confirmados na Venezuela, que está em quarentena total desde terça-feira (17). Nesse mesmo dia, o presidente brasileiro Bolsonaro revelou que fechará a fronteira com a Venezuela.

Relações da Venezuela com o FMI

O governo venezuelano não mantém um bom relacionamento com o FMI, que acusou de tentar impor o modelo capitalista à América Latina. O presidente Nicolás Maduro chegou a afirmar que, enquanto estiver no cargo, a Venezuela não teria mais ligações com o FMI.

No entanto, em maio de 2019, o governo venezuelano apresentou um relatório sobre seu desempenho após três anos de silêncio, e o FMI disse que não tinha sequer sido capaz de avaliar os números devido à falta de contato com as autoridades.

Embora nos últimos meses o Banco Central da Venezuela tenha atualizado os números a cada três meses e aplicado algumas medidas econômicas, o FMI não informou se decidiu levantar a declaração de censura imposta ao país em maio de 2018.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/americas/2020031815341743-fmi-se-recusa-a-prestar-ajuda-a-venezuela-para-combater-propagacao-do-coronavirus/

Maduro impõe quarentena social em toda a Venezuela

Sputinik -O presidente venezuelano Nicolás Maduro anunciou a introdução de quarentena em todo o país para conter a propagação do novo coronavírus.

"Todo o país, 23 estados e o distrito da capital, tudo está sob quarentena coletiva. A medida é dura e necessária", disse Maduro em um apelo aos cidadãos, transmitido através do Twitter do presidente.

O presidente venezuelano explicou que o governo do país está em comunicação com cientistas cubanos, que estão trabalhando em um tratamento para a COVID-19.

https://twitter.com/NicolasMaduro/status/1239741877840158720?ref_src=twsrc%5Etfw

 

Encomendei a quarentena social e coletiva em todos os estados da Venezuela, a partir das 5 da manhã desta terça-feira #17Mar. Damos um passo adiante com a quarentena total no território nacional como uma medida inevitável e necessária para impedir a disseminação da COVID-19.​

O presidente venezuelano declarou todo o país em quarentena a partir de 17 de março para impedir a propagação da pandemia de coronavírus, após a confirmação de 16 novos casos e um total de 33 infecções.

"Hoje eu tenho que dizer que os testes resultaram em novos casos detectados de coronavírus, 16 novos casos foram detectados hoje e testados com testes científicos para coronavírus, todos importados, num total de 33 casos", relatou o presidente.

De acordo com o último relatório da Organização Mundial da Saúde, já existem mais de 167.000 casos confirmados de mortes por COVID-19 e 6.606 casos de infecção em 151 países.

(Multimídia) Continuação das sanções dos EUA contra Venezuela em meio à pandemia vai contra o espírito humanitário, diz porta-voz chinês

 

Beijing, 14 mar (Xinhua) -- A prática dos Estados Unidos de prosseguir com as sanções contra a Venezuela enquanto países de todo o mundo estão lutando conjuntamente contra a pandemia da doença causada pelo novo coronavírus (COVID-19) vai contra o espírito humanitário básico, assinalou na sexta-feira o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Geng Shuang.

Geng fez as declarações durante uma entrevista coletiva ao comentar o discurso pronunciado na quinta-feira pelo presidente venezuelano, Nicolás Maduro, no qual disse que as sanções dos Estados Unidos afetaram gravemente os esforços domésticos de prevenção da epidemia na Venezuela e pediu que os Estados Unidos eliminem imediatamente as sanções injustas e ilegais contra seu país.

É bem sabido que as sanções americanas contra a Venezuela deterioraram gravemente a economia do país e a vida da população, causando problemas que incluem dificuldades para que o povo venezuelano obtenha serviços médicos, disse Geng.

Neste momento crítico em que os governos e povos do mundo estão combatendo conjuntamente a pandemia da COVID-19, a prática americana de continuar massacrando a Venezuela com suas pesadas sanções vai contra o espírito humanitário básico, indicou.

A China sempre apelou pela solução pacífica da questão da Venezuela através do diálogo o mais breve possível e a criação de condições para o desenvolvimento normal da Venezuela, disse Geng, acrescentando que a China se opõe à interferência nos assuntos internos de outros países, às sanções unilaterais e à chamada "jurisdição de braço longo".

"Pedimos que os Estados Unidos trabalhem com a comunidade internacional, deixem de interferir nos assuntos internos da Venezuela o mais rápido possível e eliminem as sanções unilaterais para beneficiar a paz, a estabilidade e o desenvolvimento da Venezuela", indicou Geng.

Ver original em "XINHUA Português" na ligação seguinte:

http://portuguese.xinhuanet.com/2020-03/14/c_138877630.htm

Frente ao colapso, uma tentação perigosa

 
 
Crescem os sinais de que Trump, ameaçado pela crise econômica e sanitária, pode buscar salvação num conflito externo – contra a Venezuela. E de que Bolsonaro, com quem se encontrou há dias, pretende envolver o Brasil nesta aventura insana
 
 
Em momentos como este, é bom lembrar aos “cruzados” uma velha lição da história, a respeito das “guerras santas”, entre pequenos “peões militares” terceirizados pelas grandes potências: depois que começam, elas não costumam ter fim.-- J.L. Fiori, Geopolítica e Fé, JB, janeiro de 2019
 
Basta ligar dois pontos para desenhar uma reta. Mas no caso da economia brasileira, são muitos pontos numa mesma direção, apesar de que as autoridades insistam em desconhecê-lo, iludindo-se com a ideia de uma “retomada” que nunca existiu e nem nunca esteve no horizonte. Tudo isso muito antes e independentemente da epidemia de coronavírus, da guerra de preços do petróleo e da recessão mundial que deverá ocorrer piorando a situação. De forma que hoje, a única dúvida que existe é se o desastre a frente assumirá a forma de uma estagnação prolongada, acompanhada da destruição da indústria e de seu mercado de trabalho, ou a forma pura e simples de um colapso, com a desintegração progressiva da infraestrutura, dos serviços públicos e do próprio tecido social.
 
Tudo isto se reflete no crescimento pífio do PIB brasileiro dos últimos três anos, mas muito mais ainda no declínio continuado da taxa de investimento da economia, que era de 20,9% em 2013, e que hoje é de 15,4%, a despeito do golpe de Estado, da reforma trabalhista, da reforma da previdência e das privatizações. Ao contrário do prometido, a economia não só não cresceu, como aumenta a cada dia a “fuga de capitais”, que nos últimos três meses já é maior do que em todo o ano de 2019. A esperança depositada nos investidores internacionais também esmaeceu com a notícia de que, em 2019, o Brasil simplesmente desapareceu do Índice Global de Confiança para Investimento Estrangeiro, da consultoria americana Kearney, que indica os 25 países mais atraentes para os investidores internacionais. O mesmo índice em que o Brasil ocupava a 3a posição nos anos de 2012 e 2013, tendo caído para o 25º em 2018, e do qual foi simplesmente eliminado na hora das grandes reformas ultraliberais de Paulo Guedes, que supostamente iriam atrair os grandes investidores internacionais.
 
 
Este quadro só deve piorar com a nova crise económica mundial que se anuncia, com o avanço da pandemia do coronavírus e com o início de uma nova guerra de preços na indústria do petróleo. As agências financeiras privadas e os organismos internacionais já estão prevendo uma redução do investimento global na ordem de 15%, e uma queda do PIB mundial na ordem de 1,9%, com a possibilidade de uma recessão mundial no primeiro semestre de 2020, que pode prolongar-se no segundo semestre, tanto na Europa como nos Estados Unidos. Neste momento, o que domina é o pânico e a incerteza, mas o pior ainda pode estar por vir.
 
Tudo isso deverá ocorrer no período das eleições presidenciais norte-americanas, quando o presidente Donald Trump busca sua reeleição. Desde agora, bem no início da crise que se anuncia, o presidente americano parece que já está perdendo apoios, segundo pesquisa publicada pelo jornal Financial Times. E é exatamente aqui que pode estar se gestando a grande “tentação” do presidente Trump e que poderá se transformar numa catástrofe para a América Latina nos próximos meses. Afinal, é nessas horas, sobretudo no caso de um presidente americano que busca sua própria reeleição, que é comum a aposta em alguma inciativa de “alto teor” explosivo, como é o caso de guerras ou ações militares que façam esquecer a agenda desfavorável e que sejam capazes de mobilizar o sentimento comum de identidade nacional e patriotismo dos norte-americanos.
 
O problema é que o “menu de alternativas” à disposição do presidente Donald Trump é bastante limitado, e parece que só existe uma opção capaz de unificar o establishment norte-americano, cooptando inclusive as principais lideranças do Partido Democrata, qual seja, o cerco, o bloqueio naval ou o ataque direto à Venezuela, em tempo de driblar a epidemia, a recessão e a crise de sua indústria do petróleo.E foi exatamente isto que Donald Trump anunciou no seu discurso sobre o Estado da União, frente ao Congresso Americano, mesmo sem entrar em detalhes. Devendo-se anotar que este foi o único momento em que ele foi aplaudido de pé, e em conjunto, por todos os congressistas, republicanos e democratas.
 
É exatamente aqui, na preparação dessa operação militar americana, que se inscreve a encenação do jantar do presidente Trump na sua casa de praia, com seu vassalo brasileiro, que ele despreza de forma visível, mas que vem lhe entregando sem contrapartida tudo o que lhe é solicitado – inclusive o novo acordo militar RDT&E, que deverá servir de “guarda-chuva” para todas as ações militares conjuntas no futuro próximo, englobando o tensionamento com a Venezuela. Trata-se de um Acordo que começou a ser negociado logo depois do Golpe de Estado de 2016, pelo Departamento de Defesa dos EUA em conjunto com o Ministério de Defesa do Brasil, e que acaba de ser assinado pelos representantes brasileiros, de forma emblemática, diretamente com o Comandante Craig Faller, chefe do Comando Sul das Forças Armadas dos EUA para a América Latina e o Caribe.
 
Na ocasião da assinatura, o Almirante Craig declarou: “assinamos um acordo histórico hoje, que abrirá caminho para o compartilhamento ainda maior de experiências e informações. Trabalhamos muito próximos das nações aliadas”, além disso fez referências explícitas à Venezuela e à Bolívia (conforme jornal Valor de 08/03/2020).
 
É interessante chamar atenção para o papel do General Braga Neto, que participou das negociações deste Acordo e que depois foi Comandante do Estado Maior do Exército brasileiro, antes de assumir recentemente a Casa Civil da Presidência da República, colocando-se ao lado do general Luiz Eduardo Ramos, que era o Chefe do Comando Militar do Sudeste e hoje ocupa a Secretaria do Governo, como cabeças visíveis de um governo “paramilitar” que já conta com 2.897 integrantes das FFAA, alocados em inúmeros órgãos da administração pública federal, muito mais do que durante toda a ditadura militar de 1964 (segundo Portal 360).
 
Além disso, do ponto de vista económico, merece atenção neste período recente a forma como a política e os gastos da Defesa têm crescido, na contramão da política económica ultraliberal do Ministério da Economia. Basta dizer que foi exatamente no período recente de 2019-2020 que o Ministério da Defesa brasileiro teve seu maior orçamento histórico, R$ 115 bilhões em média. E só a Empresa Gerencial de Projetos Navais (Emgepron), vinculada à Defesa e à Marinha, foi capitalizada em R$ 7,6 bilhões, passando por um projeto de revisão de sua atuação e escopo que lhe permite coordenar e executar projetos estratégicos não apenas da Marinha, mas também do Exército e da Aeronáutica. Seguindo esta linha, cabe sublinhar que o próprio acordo RDT&E, parece ter sido apenas um passo a mais de uma estratégia que já passou por outros acordos anteriores com as FFAA norte-americanas, como é o caso do Master Information Exchange Agreement (de troca de informações tecnológicas militares), o Acquisition and Cross-Servicing Agreement (de apoio logístico e de serviços militares) e o Space Situational Awareness (de uso do espaço exterior e aéreo para “fins pacíficos”).
 
Vários movimentos militares que parecem convergir e coincidir com o documento divulgado recentemente pelas FFAA, no qual elas definem, a partir de seu próprio arbítrio, os cenários da política de defesa brasileira até 2040, com a escolha da França como principal inimiga estratégico do Brasil. Uma escolha que surpreendeu aos menos avisados, mas que parece perfeitamente coerente com o objetivo central e imediato da preocupação das FFAA brasileiras, que é a Venezuela, e agora também a Guiana, devido a sua descoberta recente de imensas reservas de petróleo off-shore. Além disso, a escolha da França como principal inimigo facilita a provável denúncia futura do acordo de cooperação militar do Brasil com a França, em torno da construção do primeiro submarino nuclear brasileiro, que provavelmente será substituído por um novo projeto conjunto com os próprios Estados Unidos. É dentro dessa mesma perspectiva que se deve enquadrar também o acordo já assinado com os EUA de libertação do lançamento de foguetes e satélites na Base de Alcântara, de venda da Embraer para a Boeing, de transformação do Brasil em aliado preferencial extra-OTAN, o que significa, no limite, a transformação progressiva do Brasil em um “protetorado militar” dos EUA.
 
Mais ainda, é dentro dessa mesma “ofensiva final” contra a Venezuela, anunciada pelos Estados Unidos e apoiada pelo Brasil, que se pode entender a nomeação do General Mourão para o comando unificado do Conselho da Amazónia, do qual foram excluídos todos os governadores civis da região, que assim ficam afastados de todo tipo de informação e decisão, inclusive na eventualidade de que que o Brasil seja convocado pelos norte-americanos para garantir o cerco amazónico da fronteira venezuelana. Uma situação que parece cada vez mais exequível depois que o Brasil retirou seus diplomatas e cônsules das cidades fronteiriças da Venezuela, e depois que o governo brasileiro notificou vários funcionários e diplomatas venezuelanos de que devem abandonar o território brasileiro no prazo de 60 dias. Uma ruptura diplomática sem precedentes, que só costuma ocorrer em caso de escaladas militares ou de preparação para a guerra.
 
Dadas as características próprias da sociedade americana, não é impossível que essa ofensiva militar – muito provável – possa “salvar” a eleição de Donald Trump, numa conjuntura de forte recessão económica. O mesmo se pode dizer com relação ao governo “paramilitar” brasileiro, que poderia passar a governar por “decreto” e por cima do Congresso Nacional, em caso de uma “emergência de segurança nacional” desse tipo. No entanto, se o Brasil quiser obedecer e seguir atrás dos Estados Unidos, os responsáveis por tal insensatez devem ter claro para si que estarão entrando em um tipo de conflito internacional do qual o Brasil nunca participou, envolvendo de forma direta as três maiores potências militares do sistema mundial.
 
Deve-se ter bem claro, além disso, que o Brasil não dispõe de armamentos, nem de capacidade financeira e logística para enfrentar as forças armadas venezuelanas, a menos que se restrinja ao mesmo papel simbólico, subalterno e pontual que teve ao lado dos Estados Unidos na Segunda Guerra, e na invasão de Santo Domingos, em 1965. Mas, se mais à frente – e isto é muito provável – as FFAA brasileiras receberem e aprenderem a utilizar o armamento americano mais sofisticado que deve lhes ser repassado pelo novo acordo RDT&E, e decidirem utilizá-lo contra um vizinho latino-americano, seria muito importante que esses senhores que pretendem tomar uma decisão de tamanha gravidade, em nome do povo brasileiro, tenham muito claro o que estão fazendo e quais as consequências do seu ato de vassalagem, para o longo prazo da história do Brasil e da América Latina. Porque eles serão os responsáveis, frente à História, por terem trazido a guerra em grande escala para um continente que foi sempre pacífico, e por terem contribuído com os Estados Unidos para transformar esta região da América do Sul num novo Oriente Médio. Com a diferença que, neste caso, não será concedido ao Brasil o lugar que Israel ocupa na política externa americana. Pelo contrário, o mais provável é que o Brasil se transforme num novo Iraque de Saddam Hussein, que foi usado pelos americanos durante uma década de guerra contra o Irão, e que depois foi destruído pelos próprios Estados Unidos. Quase da mesma maneira com que os Estados Unidos utilizaram os Talibãs na sua guerra contra a URSS, na década de 80, e depois os bombardearam durante 20 anos antes de trazer seus jovens de volta para casa, deixando para trás um Afeganistão completamente destroçado.
 
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Ver o original em 'Página Global' na seguinte ligação:

https://paginaglobal.blogspot.com/2020/03/frente-ao-colapso-uma-tentacao-perigosa.html

Incêndio no armazém do CNE venezuelano foi «intencional»

O incêndio ocorrido a 7 de Março num armazém do Conselho Nacional Eleitoral (CNE) da Venezuela foi uma acção terrorista que visou desestabilizar o sistema eleitoral, informou o ministro do Interior.

Investigações das autoridades evidenciam que o incêndio no armazém do Conselho Nacional Eleitoral da Venezuela foi «intencional» e uma «acção terrorista»Créditos / TeleSur

Na conferência de imprensa que ontem deu em Caracas, Néstor Reverol afirmou que na origem do fogo esteve uma acção intencional, visando destruir as estruturas de funcionamento do CNE e, assim, sabotar processos eleitorais que se avizinham no país sul-americano.

De acordo com os dados divulgados pelas autoridades, o incêndio provocou a destruição de mais de 550 computadores, 49 400 máquinas de votação e 49 300 sistemas de autentificação de impressões digitais do Registo Civil, entre outro equipamento.

O ministro do Interior precisou que, no decorrer das investigações levadas a efeito, foram identificados três pontos de ignição no perímetro das instalaciones sinistradas, localizadas no estado de Miranda (Grande Caracas), informa a Prensa Latina.

O carácter intencional ficou demonstrado ainda pela utilização de combustível para acelerar a propagação das chamas, tendo sido encontrados dois bidões de gasolina nas imediações do armazém, informou Reverol, que classificou os factos como uma «acção terrorista».

As investigações revelaram ainda que material plástico foi colocado ao lado do armazém, tendo-lhe sido deitada gasolina para cima, de modo a acelerar a propagação das chamas, disse ainda o ministro do Interior, que acusou «sectores adversos ao governo bolivariano» de terem planeado a acção – que coincidiu com o processo de revisão e substituição de peças e equipamento promovido pelo CNE com vista a garantir o bom funcionamento do sistema nas próximas eleições.

Reverol reafirmou a resistência do sistema eleitoral venezuelano, confirmou o apoio do governo à reestruturação dos espaços atingidos pelo fogo e anunciou a constituição de uma equipa multidisciplinar para prosseguir com a investigação do incêndio, que estará ao serviço do Corpo de Investigações Científicas, Penais e Criminais.

Este incêndio ocorre num ano em que são eleitos os novos deputados da Assembleia Nacional venezuelana e num contexto em que a extrema-direita, apoiada por Washington, ameaça gerar focos de violência e de desestabilização no país caribenho.

Ver original em "AbrilAbril" na seguinte ligação:

https://www.abrilabril.pt/internacional/incendio-no-armazem-do-cne-venezuelano-foi-intencional

EUA impõem novas sanções relativas ao setor petrolífero venezuelano

Resultado de imagem para TNK Trading International
 

O Departamento do Tesouro dos EUA impôs sanções contra a empresa TNK, que foi adquirida pela russa Rosneft em 2017, por, segundo o órgão, participar do comércio de petróleo na Venezuela.

Vários outras empresas fazem parte da lista de companhias punidas por Moscou para atingir a Venezuela. 

Segundo um comunicado do Departamento de Tesouro, a TNK Trading International violou o embargo imposto pelos EUA à economia venezuelana e ao seu setor de petróleo. 

Em seu informe, o órgão citou o fato da empresa ser "mais uma subsidiária" da gigante de setor de petróleo Rosneft a transportar petróleo da Venezuela. 

"A TNK Trading International S.A. é mais uma subsidiária intermediando a venda e transporte de petróleo venezuelano, o que é sujeito a sanções", afirmou o secretário do Tesouro, Steven Mnuchin. 

Além disso, o funcionário disse que a administração de Donald Trump permanece comprometida em atingir empresas que apoiam a indústria petrolífera da Venezuela. 

 

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/americas/2020031215324608-eua-impoem-novas-sancoes-relativas-ao-setor-petrolifero-venezuelano/

Como a OEA se livrou de Evo Morales

Dois pesquisadores em estatística do Massachusetts Institute of Technology (MIT) (Instituto de Tecnologia de Massachusetts-ndT), John Curiel e Jack R. Williams, estudaram as diferenças entre os resultados antes e depois da suspensão. Segundo eles, nada, nada, absolutamente nada, permite suspeitar de uma fraude e validar as imputações de Carlos Mesa e da Organização dos Estados Americanos

De acordo com a Organização dos Estados Americanos (OEA), as eleições gerais bolivianas de 20 de Outubro de 2019 foram marcadas por fraude maciça em proveito do Partido de Evo Morales, o MAS [1].

Segundo a Constituição, é eleito Presidente o candidato que obtiver mais de 50% dos votos na primeira volta (turno-br), ou, na falta desses, 40% dos votos e 10% de avanço sobre o seu mais próximo concorrente. Caso contrário, deverá ser realizada uma segunda volta.

Na noite de 20 de Outubro de 2019, os primeiros resultados anunciados indicavam que uma segunda volta seria convocada. No entanto, a contagem foi interrompida após a abertura de 83% das urnas. O antigo Presidente Carlos Mesa e a OEA suspeitaram que o então cessante Presidente, Evo Morales, tinha preparado uma fraude maciça. Quando a contagem recomeça, após 22 horas de interrupção, Evo Morales aparece como o vencedor. Carlos Mesa e a OEA denunciam a ocorrência de uma manipulação. Distúrbios mortíferos começam por todo o país. Por fim, Evo Morales é proclamado vencedor, mas na confusão demite-se. Os principais representantes eleitos do Estado demitem-se também, enquanto a segundo Vice-Presidente do Senado, Jeanine Áñez, se autoproclama Presidente interina. Evo Morales foge para o México denunciando um Golpe de Estado.

Dois pesquisadores em estatística do Massachusetts Institute of Technology (MIT) (Instituto de Tecnologia de Massachusetts-ndT), John Curiel e Jack R. Williams, estudaram as diferenças entre os resultados antes e depois da suspensão. Segundo eles, nada, nada, absolutamente nada, permite suspeitar de uma fraude e validar as imputações de Carlos Mesa e da Organização dos Estados Americanos [2].

Cuba e a Venezuela não estão representados na OEA.





Ver original na 'Rede Voltaire'



'Chegará o momento, não foi hoje': Guaidó falha em protesto até Assembleia Nacional (VÍDEO)

Juan Guaidó, líder da oposição venezuelana (foto de arquivo)
© AP Photo / Andrea Hernandez Briceño

O conhecido opositor venezuelano pró-EUA não logrou levar seu reduzido número de apoiadores até a Assembleia Nacional venezuelana, em Caracas, mas afirma que os objetivos "foram realmente cumpridos".

Juan Guaidó, líder de oposição da Venezuela, discursou na terça-feira (10) em Mercedes, uma área rica no leste da capital de Caracas, considerada um reduto da oposição. No entanto, apesar da quantidade de cadeiras e plataformas preparadas desde manhã, viu sua plateia reduzida a um pequeno número de pessoas.

O político venezuelano preparou uma marcha até o centro de Caracas, onde estavam os manifestantes chavistas anti-Guaidó e antissanções norte-americanas.

Apesar do apelo de Guaidó para que fosse evitada violência, houve apoiadores que se envolveram em confrontos com a Polícia Nacional Bolivariana, que manteve separados os dois grupos de manifestantes. O presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Diosdado Cabello, afirmou durante a marcha chavista que o deputado não iria levar seus apoiadores até a sede da Assembleia Nacional, assim "enganando seu povo".

"Chegará o momento, não foi hoje. Chegará o momento em que, mais organizados, com uma estrutura clara, [poderemos] ir até onde for preciso", comentou o político da oposição, pedindo também maior organização em suas fileiras.

Houve parte da oposição venezuelana que se reuniu "em sessão parlamentária" na Praça Alfredo Sadel e aprovou uma "ficha de conflito", levando Guaidó a afirmar que os objetivos "foram realmente cumpridos".

Campanha de eleições

Ao mesmo tempo, partidos da oposição tradicionais da Venezuela, tais como a Ação Democrática (AD), decidiram participar das eleições legislativas deste ano, um ato saudado por Cabello.

"Já Ramos Allup [secretário-geral do AD] disse hoje que o AD iria às eleições parlamentares porque é disso que se trata", declarou o presidente da Assembleia Nacional venezuelana, prevendo que esta decisão causaria "uma nova divisão" na oposição. O apelo do próprio Allup para vencer o governo gerou uma resposta mista nas redes sociais.

Em relação à facção de Juan Guaidó, o presidente da Assembleia Nacional venezuelana criticou-a, dizendo que "continua roubando" em vez de querer eleições. Em sua opinião, o papel da mesma será complicado, pois os chavistas procuram obter todos os 167 assentos.

Já o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, ratificou na terça-feira (10) um Conselho Nacional Eleitoral (CNE), que "será nomeado por consenso para dar garantias eleitorais", e será influenciado pelo chamado G4 da oposição, composto pelos partidos Justiça Primeiro, Vontade Popular, Ação Democrática e Um Novo Tempo.

Juan Guaidó se proclamou presidente interino da Venezuela em janeiro de 2019, mas tem sido incapaz de exercer o poder efetivamente. Desde então, tem viajado por países que assumiram sua legitimidade, procurando apoio para remover do poder o presidente venezuelano com o apoio dos EUA.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/americas/2020031115319144-chegara-o-momento-nao-foi-hoje-guaido-falha-em-protesto-ate-assembleia-nacional-video/

Mauro Ostwald: queda do petróleo pode ser estratégia para mudança de regime na Venezuela

 

247 -O empresário e consultor Mauro Ostwald, que atua no mercado financeiro da Holanda, comentou a situação dramática dos mercados nesta segunda-feira 9 em participação na TV 247. Foi discutido no programa a forte queda das bolsas de valores internacionais desde o início do dia, os impactos do agravamento da epidemia do coronavírus e queda do petróleo como uma possível estratégia para atacar o governo venezuelano.

O Índice da Bolsa de Valores do Estado de São Paulo (Ibovespa) no negativo, com queda acima de 10%, e também da Bolsa de Milão (com queda de 11%) revela a gravidade da conjuntura mundial, segundo o entrevistado. Soma-se a isso o aprofundamento da epidemia do coronavírus, que atinge já mais de 100 países com cerca de 109 mil casos.Na Ásia e na Europa a situação está crítica. “A Itália e a Coreia do Sul estão se revezando na segunda colocação” de país com mais casos confirmados da doença, ficando atrás apenas da China, onde surgiu a epidemia, destacou. Ele afirmou que no país europeu o índice de letalidade da doença é maior que a média mundial, já que corresponde a 5% dos infectados.

Por isso, a Itália decidiu colocar o país inteiro em quarentena. As movimentações só são permitidas em caso de urgência e para ir trabalhar. Todas as escolas do país estão fechadas até o dia 3 de abril, afetando milhões de pessoas. Para Ostwald, entretanto, a crise na Europa não se resume à Itália. “A França está estudando fazer a mesma coisa. A Bolsa francesa caiu 12%, por causa do risco de quarentena. Na Alemanha e na França conglomerações de mais de 1000 pessoas estão proibidas”, afirmou.

No continente americano, a situação também é dramática, já que nos Estados Unidos, já há mais de 500 casos e cerca de 35 Estados, com um índice de letalidade de 3,9% - também maior que a média mundial. Só no Estado de Washington, a letalidade é a maior de mundo, de 15%, declarou. No mundo, estima-se que 450 milhões de pessoas podem ser afetadas pelo fechamento das escolas, reforçou. Eventos estão sendo cancelados em vários cantos do mundo. Isso tudo está afetando as bolsas de valores.

Crise do petróleo: uma estratégia para atacar a Venezuela?

Também foi discutida a crise do petróleo com o acirramento das tensões entre Arábia Saudita e EUA contra a Rússia. Diante do não acatamento das mudanças impostas pelo país árabe aos russos, os sauditas decidiram colocar um desconto de 20% no preço do óleo, fazendo desabar o preço do barril para 31 dólares. Segundo Mauro Ostwald, analistas inclusive colocam que o preço dos barris, com as tensões, pode cair ainda mais até atingir o valor de 20 dólares.

Por conta disso, inclusive, a Petrobras fechou com 30% de queda, a maior da história. Para o analista, “dificilmente a empresa se recupera em curto ou a médio prazo”, até porque o coronavírus está se expandindo, o que pode afetar ainda mais os investimentos na empresa, alertou. Para ele, “aumentou demais o risco de recessão mundial, e o Brasil não está preparado para isso”. Ostwald também disse que a nova “crise vai ser pior que a [crise] de 2008”. “Um tsunami vai engolir o Brasil” reforçou.

Para Mauro Ostwald, a ação da Arábia Saudita tem um fator geopolítico. Ele levanta a suspeita de que seja uma movimento estratégico para instaurar uma crise na Venezuela, que tem a maior reserva petrolífera do mundo, e assim derrubar o atual governo. Em sua avaliação, pode haver uma relação entre a queda do preço do petróleo, a recente reunião de Jair Bolsonaro e Donald Trump para estabelecer um acordo militar contra a Venezuela e o ataque brasileiro que determinou a remoção de quatro diplomatas e 11 oficiais de chancelaria brasileiros do país vizinho.

Inscreva-se na TV 247 e assista à entrevista na íntegra:

 

Tibisay Lucena: «O sistema eleitoral venezuelano está longe de ser destruído»

Referindo-se ao incêndio que destruiu um armazém do Conselho Nacional Eleitoral (CNE) venezuelano em Caracas, a presidente do organismo afirmou este domingo que as autoridades lidam com várias hipóteses.

O incêndio deste sábado num armazém do Conselho Nacional Eleitoral venezuelano destruiu 49 mil máquinas de votaçãoCréditos / conelmazodando.com.ve

Numa conferência de imprensa que ontem deu na sede do CNE, Tibisay Lucena anunciou que o Ministério Público já apontou dois magistrados como responsáveis pela investigação do incêndio que, no sábado, praticamente destruiu um armazém com material eleitoral em Filas de Mariches, no munícipio de Sucre (estado de Miranda), na Grande Caracas.

A funcionária afirmou que as autoridades lidam com diversas hipóteses quanto à origem do incêndio, que se propagou muito rapidamente e que queimou mais de 500 computadores, 49 mil máquinas de votação e inúmero material diverso associado aos actos eleitorais.

Apesar disso, a presidente do CNE da Venezuela garantiu que o «sistema de votação do país está longe de ser destruído», tendo sublinhado que o organismo irá assegurar a realização das eleições previstas.

«Foi pouco o que se conseguiu resgatar», disse Lucena, que insistiu na capacidade da entidade a que preside para manter a agenda eleitoral do país sul-americano. «Se há grupúsculos a pensar que com isto vão travar os processos eleitorais, estão enganados», frisou, citada pela TeleSur.

Tibisay Lucena afirmou ainda que as autoridades já estão a investigar as causas do incêndio e a recolher provas. «O CNE quer saber a verdade. Qual foi a origem do fogo e por que se propagou tão rapidamente. Nenhuma hipótese foi posta de lado; deixemos que sejam os relatórios a determinar as causas do fogo», disse.

A presidente do CNE referiu que não é a primeira vez que isto acontece, lembrando que, em 2017, o órgão eleitoral sofreu um sinistro parecido, no âmbito das eleições para a Assembleia Nacional Constituinte, em que foram queimadas máquinas de votação e agredidos trabalhadores.

Este incêndio ocorre no ano em que são eleitos os novos deputados da Assembleia Nacional venezuelana e num contexto em que a extrema-direita, apoiada por Washington, ameaça gerar focos de violência e de desestabilização no país caribenho.

«Washington tem medo das eleições»

«A administração norte-americana está a dizer que teme o povo da Venezuela e as eleições democráticas», denunciou Delcy Rodríguez, vice-presidente da Venezuela, em declarações proferidas a propósito do incêndio num armazém do CNE, no final da manifestação do Dia Internacional da Mulher que ontem teve lugar em Caracas.

Tendo em conta dados preliminares que apontam para uma acção de sabotagem, Rodríguez sublinhou que «o povo venezuelano está comprometido com a democracia» e insistiu que Washington – que meteu na Venezuela «um títere», em referência ao autoproclamado Juan Guaidó – «tem medo das eleições», informa a Prensa Latina.

«Embora levem a cabo acções de sabotagem na Venezuela, haverá eleições. Eles sabem o que os espera», disse.

Ver original em "AbrilAbril" na seguinte ligação:

https://www.abrilabril.pt/internacional/tibisay-lucena-o-sistema-eleitoral-venezuelano-esta-longe-de-ser-destruido

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