USA

Pompeo: Partido Comunista da China é a 'nova ameaça' para OTAN

Mike Pompeo fala com jornalistas durante comitiva de imprensa na sede da OTAN em Bruxelas
© AP Photo / Francisco Seco

Secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, declarou que o Partido Comunista da China representa a "nova ameaça" para a OTAN, 70 anos após a fundação da aliança.

"A nossa aliança tem de enfrentar a atual e potencial ameaça a longo prazo que o Partido Comunista da China representa", declarou Pompeo em coletiva de imprensa após a reunião de representantes dos países-membros da OTAN em Bruxelas, Bélgica.

Ainda segundo Pompeo, a razão desta ameaça estaria na diferença de valores e de crenças da OTAN e do Partido Comunista da China, de acordo com a fala do secretário publicada na página da Secretaria de Estado dos EUA.

"Não podemos ignorar as diferenças fundamentais e crenças entre nossos países e o Partido Comunista da China", afirmou a autoridade americana.

Rússia e Irã

Além da China, Mike Pompeo não escondeu críticas à Rússia e ao Irã, incentivando os membros da aliança a tomarem uma posição mais dura contra estes dois países e a China.

"Trinta anos mais tarde [depois do fim da Guerra Fria], estamos enfrentando ameaças de regimes autoritários, e novamente devemo-los enfrentar juntos. Rússia, China e Irã – seus sistemas de valores são bem diferentes do nosso. Eles vão em um caminho oposto [...] Temos a responsabilidade, o dever de os confrontar", acrescentou Pompeo.

Missão da aliança

Durante a coletiva, Pompeo relembrou os 70 anos da existência da aliança, criada no contexto da Guerra Fria, e os 30 anos da queda do Muro de Berlim.

Ultimamente, a essência e missão da aliança têm sido abordadas em declarações de diversos líderes mundiais. No último dia 7, o presidente francês, Emmanuel Macron, disse que a OTAN estava passando por um momento de "morte cerebral".

Por sua vez, com seu discurso em Bruxelas, Pompeo declara ao mundo os "novos inimigos" da aliança, segundo a estratégia dos Estados Unidos, o que parece dar uma nova missão de longo prazo para a OTAN: "confrontar a Rússia, a China e o Irã".

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/americas/2019112114800197-pompeo-partido-comunista-da-china-e-a-nova-ameaca-para-otan/

A presença militar americana no mundo

Os EUA dispõem de mais de 160 bases militares espalhadas por todo o mundo, constituindo uma sofisticada e subtil forma de ocupação. Através dessas bases, a administração americana pode interferir direta ou indiretamente nos sucessivos governos dos estados onde essas bases se espraiam. Se esses estados acolheram de sorriso rasgado ou com esgar de angústia esta presença, é uma questão a investigar.

 

 

Por exemplo a Base Aérea das Lajes, criada no fim da segunda guerra mundial, está ligada ao  controlo do Atlântico, onde os Yankies quiseram marcar pontos no cenário de redefinição das predominâncias político-militares no pós-guerra.

Todas as guerras são feitas para redefinir a propriedade dos vencedores que obviamente se apropriam das dos vencidos. E a História é escrita pelos vencedores que obrigam os vencidos a lhe darem a visibilidade conveniente.

Por exemplo a Base das Lajes permite o rápido acesso à Europa, à África e ao Médio Oriente, sendo uma porta giratória de interesses dos aliados, excluída a Rússia.

A Base é partilhada pela FAA_ Força Aérea Portuguesa e pelas Forças Aéreas Americanas que mantém um acordo com Portugal desde 1945 e que permanece até aos dias de hoje.

Para os EUA, esta presença militar pelo nosso planeta traz enormes benefícios financeiros, especialmente sob o sultanato de Trump, que exigiu de muitos estados, especialmente Japão, Coreia do Sul e Arábia Saudita, que pagassem mais por esta presença de botas e tanques.

As bases militares são construídas e mantidas com o subterfúgio da segurança dos países irmãos (ou dos países enteados). Trump pediu ao Japão que multiplicasse por quatro o volume de dólares que os nipónicos pagavam antes. Realizaram-se enormes manifestações nas cidades japonesas exigindo o fim da presença militar dos EUA na cidade de Okinawa.

Trump utilizou a mesma estratégia na  Coreia do Sul e também pediu aos amigos sauditas o dobro do “aluguer” pela proteção oferecida pelos EUA  a estes queridos amigos com quem dançou e a quem depois faz o favor de apagar os repetidos ataques aos direitos humanos dos seus cidadãos, bem como o assassínio de Khashoggi dentro da embaixada saudita na Turquia.

As administrações americanas sucessivas impingem ameaças infundadas à segurança de vários países para justificar sua ilegítima presença. A Coreia do Norte foi usada como o bicho mau dos países  asiáticos vizinhos, Japão e Coreia do Sul, para justificar a presença militar dos EUA nesses países.

A Rússia é colorida pelos órgãos de informação ocidentais como uma fonte de ameaça, dando a Washington a oportunidade de fazer crescer a NATO na Europa Oriental, nos países bálticos.

Os príncipes sauditas transformam a Arábia Saudita numa base usada por Washington e Israel para realizar ataques agressivos contra pessoas inocentes na Síria, Iraque e outros estados.

O cerco ao Irão vai-se enredando.

Conclusão

E assim vai o mundo, onde milhões de pessoas são enganadas pelos órgãos de comunicação social, os que dão notícias controladas e ao mesmo tempo fazem mais barulho em torno de assuntos periféricos, como por exemplo o futebol ou os crimes passionais.


Por opção do autor, este artigo respeita o AO90


 
 
 
 
 
 

Ver original no jornal 'TORNADO' na seguinte ligação:

https://www.jornaltornado.pt/a-presenca-militar-americana-no-mundo/

EUA | A violência fascista e a política racial e do racismo

 
 
Joseph Kishore*
 
Os tiroteios em massa nos Estados Unidos no final de semana, segundo a manchete da edição de segunda-feira do New York Times, abalaram “uma nação perplexa em seu âmago”. Os massacres em El Paso, no Texas, e Dayton, em Ohio, “foram suficientes”, continuou o Times, “para deixar o público atordoado e abalado”.
 
Não está claro como os editores do Times puderam determinar, em poucas horas, o humor de 340 milhões de pessoas. Pode haver, é claro, certo grau de confusão e perplexidade, como sempre acontece em meio a eventos tão chocantes. Mas a “perplexidade” está longe de ser a única resposta, e muito menos a dominante. Houve muitos assassinatos em massa nas últimas duas décadas para que os cidadãos ficassem apenas perplexos. Há muita raiva e indignação. As pessoas estão cansadas de ouvir os políticos responderem a esses assassinatos em massa com os discursos de sempre. Na noite de domingo, os participantes de uma vigília em Dayton gritavam para o governador republicano de Ohio, Mike DeWine, “fazer alguma coisa!” em relação aos assassinatos em massa.
 
Em qualquer caso, na medida em que há “perplexidade” – isto é, confusão quanto às razões para essa enorme quantidade de assassinatos –, o New York Times e o resto da mídia fizeram tudo o que puderam para desorientar e enganar o público.
 
Ao invés de realizar um exame sério do ambiente social e político que levou ao ressurgimento da violência fascista, o Times e os setores mais influentes da mídia capitalista afirmam que a causa essencial dos assassinatos em massa encontra-se em um difundido e orgânico racismo, que é um componente quase inato e impossível de se erradicar da identidade “branca”.
 
Na manchete de seu principal editorial de segunda-feira, o Times declarou: “Temos um problema terrorista nacionalista branco”. O termo “nacionalista branco” ou “nacionalismo branco” aparece 20 vezes em um editorial que exige uma campanha como aquela da “guerra ao terror”. No entanto, há apenas uma referência passageira e acidental ao fascismo e ao nazismo. Uma avaliação racialista da causa da violência toma o lugar de uma explicação política.
 
 
A mesma edição do Times traz um artigo de opinião de Melanye Price, autora de The Race Whisperer: Barack Obama and the Political Uses of Race. Com o título “O racismo é problema de todos”, Price escreveu que Trump “escolheu utilizar questões como imigração, crime e o censo para fomentar os medos raciais entre os brancos”. As soluções reais para essa situação “exigem uma discussão franca com as pessoas que cometem racismo e que se beneficiam de políticas racistas”.
 
Aqueles que “se beneficiam” das políticas racistas, segundo Price, são o que ela repetidamente chama de “pessoas brancas”. Ela espera que os candidatos presidenciais discutam “como o privilégio branco e o racismo moldaram tão profundamente esse país que alguns brancos não podem sequer ver como se aproveitam dos benefícios racistas”. Isto é, “pessoas brancas” são beneficiárias universais do “privilégio branco” e do racismo, mesmo que elas se oponham ao racismo.
 
É claro que o racismo existe, assim como os supremacistas brancos, mas o conceito de uma “raça branca” ou uma “nação branca” é absurdo do ponto de vista biológico ou da situação histórica. Não há interesses que unificam todas as “pessoas brancas”, uma categoria que obscurece as imensas divisões de classe que caracterizam a sociedade estadunidense.
 
Enquanto as organizações fascistas têm apoio ainda muito limitado, a narrativa racialista do Times serve para lhes dar legitimidade política e apresentá-las como representantes genuínas das “pessoas brancas”. Isso é acompanhado pela promoção do mito do “privilégio branco”, que possui o objetivo de atravessar e minar um sentimento de solidariedade de classe.
 
Esse não é um tema novo para o Times, embora ele o tenha levado adiante com ferocidade crescente nos últimos cinco anos. Em novembro de 2016, cinco dias antes da eleição de Trump, Amanda Taub do Times declarou que a campanha de Trump era o produto de uma “crise de identidade branca” causada pelo fato de que os “brancos da classe trabalhadora” que anteriormente haviam sido “duplamente abençoados” agora estavam perdendo seus privilégios.
 
Hillary Clinton baseou sua campanha eleitoral de 2016 na reacionária política de identidade racialista, juntamente com alegações de que existem divisões irreconciliáveis de gênero e orientação sexual. As alegações sobre a “cultura do estupro” que prevalece entre os homens, do patriarcado, que foram levadas adiante pela campanha #MeToo, cumprem uma função semelhante. Trata-se de uma perspectiva que desdenha os interesses da classe trabalhadora como um todo.
 
Foi a recusa de Clinton em fazer qualquer apelo aos interesses da classe trabalhadora durante a eleição de 2016 que abriu caminho para a eleição de Trump. A política racialista dos democratas explodiu na cara deles em 2016, mas eles estão intensificando-a agora.
 
A origem política da linguagem utilizada pelo Times é a direita política, não a esquerda. Como o WSWS escreveu na época, a coluna de Taub “faz de maneira improvisada e imprudente afirmações sobre as crenças e os medos da ‘branquitude’ e das ‘pessoas brancas’ que se assemelham muito mais ao entusiasmo de uma figura como o ideólogo nazista Alfred Rosenberg do que a qualquer tradição democrática nos EUA”.
 
Em um estágio anterior do liberalismo estadunidense, Martin Luther King Jr. expressou opiniões amplamente compartilhadas quando disse em 1961 que a ideia de “diferenças intrínsecas” entre as raças “foi inventada por pessoas de fora que procuram desunir ao dividir os irmãos porque a cor de sua pele tem um tom diferente”.
 
As ideias têm consequências, e a promoção da política racial – de ambos os lados do establishment político – está se transformando em atos evidentes de violência. Se o Times está certo de que o mundo está dividido em raças separadas com interesses distintos e antagônicos, a conclusão lógica seria alguma forma de separatismo racial, que é exatamente o que Patrick Crusius, o atirador de tendência fascista de El Paso, propõe.
 
A promoção da política racial é impulsionada por uma agenda política muito consciente, que foi teoricamente preparada ao longo de décadas. Essa política tem suas origens nos pensadores antimarxistas e pós-modernistas que insistem que classe foi substituída por raça e gênero como os mecanismos centrais da repressão. Essas negações reacionárias da “primazia ontológica da classe trabalhadora” não só provaram ser politicamente erradas – os antagonismos de classe hoje são mais intensos do que nunca – como tornaram-se centrais no funcionamento da política burguesa.
 
A política racial é a política da oligarquia. Nem o racismo de Trump nem a política de identidade do Times representam os interesses de qualquer “raça” da classe trabalhadora. Trata-se de uma política da classe dominante que está, de uma forma ou de outra, procurando colocar os trabalhadores uns contra os outros. A luta contra o fascismo e o racismo é a luta para unificar todas as seções da classe trabalhadora contra o capitalismo. Todos os esforços para negar essa verdade fundamental são politicamente reacionários.
 
*Joseph Kishore
 
*WSWS -- Publicado originalmente em 6 de Agosto de 2019

Ver o original em 'Página Global' na seguinte ligação:

https://paginaglobal.blogspot.com/2019/11/eua-violencia-fascista-e-politica.html

EUA | Mais de 100 mil crianças estão em centros de detenção para imigrantes - diz ONU

 
 
Mais de 100 mil crianças estão atualmente retidas pela imigração dos Estados Unidos, informou a Organização das Nações Unidas (ONU) nesta segunda-feira (18).
 
O autor principal do Estudo Global das Nações Unidas sobre os Menores Privados de Liberdade, Manfred Nowak, afirmou que os números se referem às crianças migrantes atualmente sob custódia que chegaram desacompanhadas à fronteira com os Estados Unidos, bem como às detidas com parentes e menores separados de seus pais antes da detenção.
 
"O número total atualmente detido é de 103 mil", disse Nowak à AFP. O número é uma estimativa "conservadora" e baseada em fontes "muitos confiáveis", afirmou. 
 
Globalmente, pelo menos 330 mil crianças em 80 países estão detidas por motivos relacionados à migração, de acordo com o estudo global, o que significa que os EUA respondem por quase um terço dessas detenções.
 
 
O levantamento analisou as violações da Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos da Criança, que determina que as detenções de crianças sejam usadas "apenas como medida de último recurso e pelo menor período de tempo apropriado".
 
Os EUA são o único Estado membro da ONU que não ratificou a convenção que entrou em vigor em 1990.
 
Mas Nowak disse que isso não absolveu a administração do presidente Donald Trump de transgressões com relação à detenção de crianças migrantes na fronteira sul com o México.
 
"A detenção relacionada à migração para crianças nunca pode ser considerada como uma medida de último recurso ou no melhor interesse da criança. Sempre existem alternativas disponíveis", disse Nowak. "Separar as crianças, como foi feito pelo governo Trump, de seus pais, mesmo crianças pequenas, na fronteira entre México e EUA constitui um tratamento desumano para pais e filhos."
 
Sputnik | Imagem: © AFP 2019 / Jose Cabezas

Ver o original em 'Página Global' na seguinte ligação:

https://paginaglobal.blogspot.com/2019/11/eua-mais-de-100-mil-criancas-estao-em.html

Trump ameaça aumentar ainda mais taxas sobre produtos chineses

Donald Trump, presidente dos EUA, e Xi Jinping, presidente da China (arquivo)
© AP Photo / Andrew Harnik

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou hoje aumentar ainda mais a sobretaxação aos produtos importados da China caso não haja um acordo comercial entre os dois países.

Em conversa com jornalistas nesta quarta-feira, durante reunião com ministros, o chefe de Estado norte-americano se disse feliz com o atual estado das negociações entre Washington e Pequim para acabar com uma guerra comercial que já dura mais de um ano e meio. No entanto, não descartou a imposição de novas tarifas aos chineses no caso de fracassarem essas negociações. 

As duas potências afirmaram no mês passado que haviam chegado a um entendimento sobre um possível acordo comercial para encerrar as atuais disputas, mas não chegaram a assinar nenhum compromisso. De sua parte, Donald Trump disse que gostaria de ver um acordo assinado em algum lugar nos EUA por ele e pelo presidente Xi Jinping, da China.

"Se não fizermos um acordo com a China, vou apenas aumentar as tarifas ainda mais", ameaçou o líder americano.

A atual disputa comercial EUA-China teve início na primeira metade de 2018, quando o governo norte-americano anunciou a adoção de tarifas de dezenas de bilhões de dólares sobre produtos chineses, numa tentativa de corrigir o déficit comercial em relação ao país asiático, que decidiu responder na mesma moeda. A partir de então, a situação começou a se deteriorar, chegando a afetar centenas de bilhões de dólares em mercadorias, incluindo a maior parte dos produtos chineses destinados aos EUA.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/economia/2019111914795147-trump-ameaca-aumentar-ainda-mais-taxas-sobre-produtos-chineses/

EUA deixam de considerar «ilegais» colonatos israelitas

Ao arrepio do direito internacional e dando mais um «presente» a Israel, a administração de Donald Trump declarou esta segunda-feira que não considera «ilegais» os colonatos na Cisjordânia ocupada.

Ministros israelitas devem aprovar projecto de lei da «Grande Jerusalém»Créditos / ibtimes.com

«A criação de colonatos civis israelitas na Cisjordânia não é, por si só, inconsistente com o direito internacional», afirmou ontem, em conferência de imprensa, o secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo.

Trata-se de uma ruptura com a posição mantida até agora por Washington sobre esta matéria e com a resolução 2334, aprovada pelo Conselho de Segurança da ONU em Dezembro de 2016, que afirma que «a criação por Israel de colonatos no território palestiniano ocupado desde 1967, incluindo Jerusalém Oriental, não tem validade legal e constitui uma violação flagrante do direito internacional».

Ao longo dos anos, as várias administrações dos EUA não puseram em cheque o seu estatuto de de mais próximo e firme aliado de Israel. No entanto, com a chegada de Donald Trump ao poder, em Janeiro de 2017, sucederam-se as concessões e os «presentes» dos Estados Unidos a Israel, nomeadamente aos sectores mais sionistas e à direita.

Entre estes contam-se – como lembra numa nota o Movimento pelos Direitos do Povo Palestino e pela Paz no Médio Oriente (MPPM) – o reconhecimento de Jerusalém como capital de Israel e a transferência para aí da embaixada dos EUA; o encerramento da representação da OLP em Washington; o corte do financiamento e a tentativa de acabar com a UNRWA (agência da ONU de assistência aos refugiados palestinianos); o reconhecimento da soberania israelita sobre os Montes Golã sírios.

O facto de os EUA afirmarem que «os colonatos "não são ilegais" não tem validade jurídica, naturalmente, mas não deixa de ser um estímulo aos muitos que em Israel reclamam a anexação formal da Cisjordânia ocupada e se apressarem a aplaudir as palavras de Pompeo», denuncia o MPPM.

Um deles foi o ainda primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, que, na sequência das eleições de Setembro último, luta agora por um arranjo que lhe permita permanecer à frente do governo, «assegurando a sua sobrevivência política e livrando-se ao mesmo tempo de diversos processos por corrupção».

Netanyahu classificou a decisão anunciada por Pompeo como «uma grande conquista para a política» israelita, sublinhando que se trava de «um dia histórico».

Os palestinianos reagiram com indignação. Saeb Erekat, secretário-geral do Comité Executivo da OLP, condenou a decisão e sublinhou a necessidade de a comunidade internacional se opor a «esta luz verde à política expansionista israelita». Para o responsável palestiniano, «com este anúncio, o governo de Trump mostra até que ponto ameaça o sistema internacional com as suas incessantes tentativas de substituir o direito internacional pela "lei da selva"».

Ver original em "AbrilAbril" na seguinte ligação:

https://www.abrilabril.pt/internacional/eua-deixam-de-considerar-ilegais-colonatos-israelitas

EUA aumentaram em mais de 10 vezes número de soldados na Polônia, diz premiê polonês

Soldados americanos perto de um sistema antimísseis Patriot em Sochaczew, perto de Varsóvia, Polônia (foto de arquivo)
© REUTERS / Franciszek Mazur/Agência Gazeta

EUA aumentaram seu número de tropas na Polônia de cerca de 300 para 4.500 militares, ao passo que mais 1.000 soldados americanos deverão ser enviados.

"Os Estados Unidos, nosso aliado mais poderoso, graças aos esforços do presidente Andrzej Duda e do ministro da Defesa Nacional, decidiram aumentar o contingente militar dos EUA na Polônia em mais de dez vezes", declarou a chancelaria do premiê polonês Mateusz Morawiecki em sua página no Twitter.

A declaração da autoridade polonesa veio após Varsóvia e Washington assinarem um acordo sobre cooperação militar no meio do ano.

Segundo publicou o ministro da Defesa da Polônia Mariusz Blaszczak no Twitter, o número de militares norte-americanos no país deverá crescer em 1.000, com base no acordo.

​Graças aos esforços do Presidente Andrzej Duda e do Ministério da Defesa Nacional, o número de soldados do Exército dos EUA na Polônia cresceu em mais de 4.000. Em 2015 eram cerca de 300, agora já são 4.500, enquanto após a assinatura do acordo entre Duda e Trump este número crescerá no mínimo em 1.000.

As partes do acordo também trataram sobre os locais que abrigarão as tropas americanas, sendo que seu quartel-general será na cidade de Poznan.

Mudança de posição

Em setembro, o líder do partido governista Lei e Justiça (PiS), Jaroslaw Kaczynski, disse que a princípio não se planejava uma presença permanente de tropas americanas no país europeu.

No entanto, segundo ele, a situação geopolítica mudou nos últimos anos e "levou a uma mudança de posição de nossos aliados ocidentais, em particular dos EUA".

Por sua vez, a presença militar norte-americana no país eslavo tem sido um dos pontos de discórdia entre Washington e Moscou.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/defesa/2019111914793512-eua-aumentaram-em-mais-de-10-vezes-numero-de-soldados-na-polonia-diz-premie-polones/

Mais de 100 mil menores estão em centros de detenção para imigrantes nos EUA

Os EUA são o país com mais crianças privadas de liberdade por questões ligadas à migração, revelou esta segunda-feira um especialista da ONU, que classificou a estimativa como «conservadora».

Crianças retidas num centro instalado entre Ciudad Juárez (México) e El Paso (EUA)CréditosIvan Pierre Aguirre / The Texas Tribune

«O número total [de menores detidos nos EUA] é de 103 mil», afirmou ontem à AFP, em Genebra, Manfred Nowak, perito independente da ONU e principal autor do «Estudo Global das Nações Unidas sobre os Menores Privados de Liberdade».

Nowak, que foi nomeado para o cargo em 2016 e apresentou o estudo, com as suas conclusões e recomendações, em Outubro último, caracterizou as estimativas como «conservadoras», explicando, ainda assim, que os números revelados se baseiam em dados oficiais e em fontes complementares «muito fiávies».

O especialista precisou que o número referido – 103 mil menores – abrange crianças que chegaram sozinhas aos Estados Unidos e também as que estão detidas com os seus familiares e os que foram separados dos seus pais antes da deteção.

A nível mundial, o estudo aponta para cerca de 330 mil menores detidos em 80 países por questões ligadas à migração, o que significa que os EUA são responsáveis por quase um terço dos casos registados.

O estudo analisou violações da Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos da Criança, que determina que a detenção de menores seja «apenas uma medida de último recurso e pelo menor período de tempo», refere a agência Sputnik.

Os EUA são o único Estado-membro da Organização das Nações Uunidas que não ratificou a convenção, que entrou em vigor em 1990. No entanto, Nowak frisou que esse facto não absolve a administração de Donald Trump de transgressões relativas à detenção de crianças migrantes na fronteira Sul, com o México.

«A detenção de crianças relacionada com a relacionada migração nunca deve ser considerada […] no interesse da criança. Existem sempre alternativas», disse Nowak aos jornalistas em Genebra. «Separar as crianças, como fez o governo Trump, dos seus pais, mesmo crianças pequenas, na fronteira entre o México e os EUA constitui um tratamento desumano para pais e filhos», denunciou.

Ver original em "AbrilAbril" na seguinte ligação:

https://www.abrilabril.pt/internacional/mais-de-100-mil-menores-estao-em-centros-de-detencao-para-imigrantes-nos-eua

Sanções dos EUA congelam bilhões de dólares em ativos da Venezuela, diz ministro venezuelano

Depósitos de armazenamento de petróleo da PDVSA (imagem de arquivo)
© AP Photo / Fernando Llano

Venezuela perdeu acesso aos seus ativos, de bilhões de dólares, nos EUA em empresas do ramo energético e turístico, conforme disse à Sputnik Félix Plasencia, ministro do Comércio Exterior de Maduro.

Desde o início do ano, os Estados Unidos têm aumentado sua pressão política e econômica contra a Venezuela. Em meio a esse contexto, ativos de empresas venezuelanas foram congelados nos EUA.

"Bilhões de dólares [que] nosso povo possui foram afetados pelas medidas coercivas e unilaterais tomadas pelo governo dos EUA, violando o Direito Internacional e tentando impor decisões unilaterais em um país livre e soberano", declarou à Sputnik Internacional Félix Plasencia, ministro do Comércio Exterior da Venezuela.

Ainda segundo a autoridade venezuelana, o congelamento dos ativos, previsto por sanções estabelecidas em agosto passado, seria uma forma dos EUA "tomarem" os bens da Venezuela.

"Nós fomos afetados pela impossibilidade de mover nossos ativos [...] Nós temos bens, como uma companhia de petróleo congelada nos EUA, que foi tirada de nós", acrescentou Plasencia.

Desta forma, as sanções americanas estariam visando o setor mais importante da economia venezuelana, a exploração e comércio de petróleo, assim como o turismo.

Em janeiro, a empresa venezuelana Citgo, baseada no estado do Texas, foi alvo de sanções que exigiam a redução de suas relações com a PDVSA, carro-chefe da exploração de hidrocarbonetos no país sul-americano.

Em resposta, o presidente Nicolás Maduro acusou os EUA de tentarem se apropriar da empresa.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/americas/2019111914793163-sancoes-dos-eua-congelam-bilhoes-de-dolares-em-ativos-venezuelanos/

EUA reconhecem legalidade dos colonatos de Israel na Cisjordânia

EUA mudam posição histórica e agora dizem que colônias de Israel na Cisjordânia não são ilegais.

 

 

Os Estados Unidos afirmaram nesta segunda-feira (18) que não consideram mais os assentamentos de Israel na Cisjordânia ocupada uma quebra do direito internacional.

O secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, afirmou em coletiva de imprensa nesta segunda-feira (18) que os assentamentos israelenses na Cisjordânia não são “por si só, inconsistentes com o direito internacional”.

O chefe da diplomacia de Washington criticou um parecer de 1978 do Departamento de Estado que classificou os assentamentos como ilegais. É a mais recente das medidas do governo Trump para reforçar o domínio de Israel sobre a Cisjordânia e Jerusalém Oriental, territórios reivindicados pelos palestinos para estabelecer seu próprio Estado.

Cerca de 600 mil israelenses vivem em assentamentos em territórios ocupados da Palestina.

“Chamar o estabelecimento de assentamentos civis inconsistentes com o direito internacional não funcionou, não avançou a causa da paz”, disse Pompeo.

 
A dura verdade é que nunca haverá uma resolução judicial para o conflito, e argumentos sobre quem está certo e quem está errado por uma questão de direito internacional não trará paz ”.
Pompeo
 
 

Pompeo disse que a decisão dos EUA não deve ser usada como precedente para nenhuma outra parte do mundo ou interpretada como uma tentativa de prejudicar o status final da Cisjordânia.

“Não estamos tratando ou prejudicando o status final da Cisjordânia. Isso é para israelenses e palestinos negociarem”, acrescentou.

O primeiro-ministro de Israel, Netanyahu, agradeceu à administração de Trump por “corrigir um erro histórico”.

 
A política reflete uma verdade histórica – o povo judeu não é colonialista estrangeiro na Judéia e Samaria [nome de Israel para a Cisjordânia]. Na verdade, somos chamados judeus porque somos o povo da Judéia”.
Netanyahu
 
 

Diferentemente de Israel e dos EUA, a comunidade internacional vê a presença e expansão de assentamentos judaicos na Cisjordânia ocupada e na anexada Jerusalém Oriental como uma medida ilegal e um dos principais obstáculos para a paz no Oriente Médio.

A decisão de Washington foi alvo de críticas da Organização para a Libertação da Palestina (OLP).

 
A lei e o sistema internacional definem claramente a ilegalidade dos assentamentos israelenses, incluindo o Tribunal Internacional de Justiça, o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) e o Comitê Internacional da Cruz Vermelha”.
Saeb Erekat, secretário-geral da OLP
 
 

Texto em português do Brasil

Exclusivo Editorial Brasil247 / Tornado


 
 
 
 

Ver original no jornal 'TORNADO' na seguinte ligação:

https://www.jornaltornado.pt/eua-reconhecem-legalidade-dos-colonatos-de-israel-na-cisjordania/

Auditoria aponta falhas financeiras no Pentágono pelo 2° ano consecutivo

Vista aérea do prédio pentagonal de cinco lados, sede do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, em Arlington, Virgínia.
© AP Photo /

Uma auditoria financeira ao Pentágono referente à administração do dinheiro dos contribuintes norte-americanos em 2019 revelou uma série de "vulnerabilidades materiais" no departamento.

Pelo segundo ano consecutivo, o Departamento de Defesa recebeu um "aviso geral", o que quer dizer que os inspetores não estariam certos da adequação dos registos financeiros, após a auditoria financeira a toda a agência, que é um conjunto de 24 inquéritos individuais.

A auditoria monitorizou a despesa de mais de US$ 2,9 trilhões (R$ 12,2 trilhões) em ativos pertencentes e gerenciados pelo Pentágono e uma estimativa de US$ 2,8 trilhões em passivos. De acordo com a BloombergQuint, a auditoria em si custou aproximadamente US$ 1 bilhão (R$ 4,22 bilhões) e envolveu aproximadamente 1.400 auditores.

Pentágono, sede do Departamento de Defesa dos EUA
Pentágono, sede do Departamento de Defesa dos EUA

Ao todo, no relatório de demonstração financeira a auditoria detectou 25 "vulnerabilidades materiais", que considerou como uma "deficiência, ou uma combinação de deficiências, no controle interno sobre relatórios financeiros", incluindo o programa do caça F-35, materiais e suprimentos operacionais, contingências legais e imóveis.

A subsecretária dos Serviços de Controle da Defesa dos EUA, Elaine McCusker, declarou que o Departamento de Defesa está ciente de "onde" o dinheiro está sendo gasto, e que algumas vezes a documentação apenas não está no lugar em que deveria estar.

Já o secretário de Defesa, Mark Esper, declarou que, de entre as vulnerabilidades materiais identificadas, as "áreas de aquisição, administração de contratos , gerenciamento de recursos e segurança cibernética" do departamento serão o foco principal nos próximos anos.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/defesa/2019111914792283-auditoria-aponta-falhas-financeiras-no-pentagono-pelo-2-ano-consecutivo/

EUA mudam posição histórica e afirmam que colônias de Israel não são ilegais

MIke Pompeo responde às declarações do presidente francês Emmanuel Macron sobre 'morte cerebral' da OTAN, em conferência de imprensa na Alemanha, em 7 de novembro de 2019
© AP Photo / Jens Meyer

Os Estados Unidos afirmaram nesta segunda-feira (18) que não consideram mais os assentamentos de Israel na Cisjordânia ocupada uma quebra do direito internacional.

A mudança foi anunciada pelo secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, que afirmou em coletiva de imprensa que os assentamentos não são "por si só, inconsistentes com o direito internacional".

O chefe da diplomacia de Washington criticou um parecer de 1978 do Departamento de Estado que classificou os assentamentos como ilegais. É a mais recente das medidas do governo Trump para reforçar o domínio de Israel sobre a Cisjordânia e Jerusalém Oriental, territórios reivindicados pelos palestinos para estabelecer seu próprio estado.

Cerca de 600 mil israelenses vivem em assentamentos em territórios ocupados da Palestina. 

"Chamar o estabelecimento de assentamentos civis inconsistentes com o direito internacional não funcionou, não avançou a causa da paz", disse Pompeo. "A dura verdade é que nunca haverá uma resolução judicial para o conflito, e argumentos sobre quem está certo e quem está errado por uma questão de direito internacional não trará paz ''.

Pompeo disse que a decisão dos EUA não deve ser usada como precedente para nenhuma outra parte do mundo ou interpretá-la como uma tentativa de prejudicar o status final da Cisjordânia.

"Não estamos tratando ou prejudicando o status final da Cisjordânia. Isso é para israelenses e palestinos negociarem", acrescentou.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, agradeceu à administração de Trump por "corrigir um erro histórico".

"A política reflete uma verdade histórica - o povo judeu não é colonialista estrangeiro na Judéia e Samaria [nome de Israel para a Cisjordânia]. Na verdade, somos chamados judeus porque somos o povo da Judéia", dizia o comunicado de Netanyahu.

Diferentemente de Israel e dos EUA, a comunidade internacional vê a presença e expansão de assentamentos judaicos na Cisjordânia ocupada e na anexada Jerusalém Oriental como um medida ilegal e que é o dos principais obstáculos para a paz no Oriente Médio. 

A decisão de Washington foi alvo de críticas da Organização da Libertação da Palestina (OLP). 

"A lei e o sistema internacional definem claramente a ilegalidade dos assentamentos israelenses, incluindo o Tribunal Internacional de Justiça, o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) e o Comitê Internacional da Cruz Vermelha", disse Saeb Erekat, secretário-geral da OLP. 

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/oriente_medio_africa/2019111814791847-eua-mudam-posicao-historica-e-afirmam-que-colonias-de-israel-nao-sao-ilegais/

Pequim pede a Washington que pare de agravar tensões no mar do Sul da China

Destróier USS Wayne E. Meyer, da classe Arleigh Burke, no mar do Sul da China (foto de arquivo)
© REUTERS / Danny Kelley/Cortesia da Marinha dos EUA

O ministro chinês da Defesa, Wei Fenghe, instou o secretário da Defesa dos EUA, Mark Esper, a parar as demonstrações de força no mar do Sul da China, informa mídia.

Durante conversações nesta segunda-feira (18) em Bangkok, Fenghe também pediu para que Washington evite acrescentar "novas incertezas" sobre Taiwan, sublinhando as tensões existentes entre as duas nações mais poderosas do mundo, segundo a Reuters.

De acordo com o porta-voz do Ministério da Defesa chinês, Wu Qian, o ministro pediu aos seus homólogos norte-americanos que "parem de flexionar músculos no mar do Sul da China e não provoquem nem agravem as tensões" na região.

Até o momento não houve nenhuma resposta de Washington, embora os EUA tenham culpado Pequim pela militarização do mar do Sul da China.

No domingo (17), Esper afirmou que a potência do leste asiático "recorre cada vez mais à coerção e à intimidação para avançar em seus objetivos estratégicos" na região.

Militarização na região

No início de novembro, o cruzador de mísseis USS Chancellorsville dos EUA atravessou o estreito de Taiwan (entre a China e a ilha de Taiwan) sendo esta a nona vez neste ano que a Marinha americana realiza tal manobra.

Os Estados Unidos também acusam a China de se expandir militarmente na região, inclusive com a construção de instalações militares em ilhas artificiais.

Bombardeiro H-6K patrulha o mar do Sul da China
© AP Photo / Xinhua
Bombardeiro H-6K patrulha o mar do Sul da China

Pequim insiste que as suas instalações no mar do Sul da China têm fins defensivos e estão sendo utilizadas principalmente para pesquisa científica e programas de segurança marítima.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/asia_oceania/2019111814788024-pequim-pede-a-washington-que-pare-de-agravar-tensoes-no-mar-do-sul-da-china/

Trump estaria 'frustrado' e 'desapontado' com Netanyahu

Presidente dos EUA, Donald Trump, e o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu
© REUTERS / Ariel Schalit/Pool

Site de notícias israelense diz que fontes na Casa Branca revelaram que presidente Trump está "frustrado" e "desapontado" com o governo de Israel e Netanyahu.

A razão principal da "frustração" de Trump seria o impasse de Israel em formar um novo governo para que novos passos sejam dados nas negociações entre Israel, EUA e os palestinos.

Conforme publicou o site de notícias israelense Ynetnews.com, citando supostas fontes na Casa Branca, o presidente americano, Donald Trump, teria decidido se afastar de Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro de Israel, após "seu fracasso em obter uma vitória decisiva nas eleições de 9 de abril".

Até as eleições, Washington havia reconhecido as colinas de Golã como território israelense, assim como classificou o Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica do Irã como um grupo terrorista. Com o pleito, Trump teria ficado "desapontado" com o líder israelense e mudado de postura.

Ainda de acordo com o ex-secretário de Estado americano Rex Tillerson, Netanyahu teria passado informações erradas a Trump por mais de uma vez.

"Ao lidar com Bibi [Benjamin Netanyahu], é sempre bom você ter bastante ceticismo em suas conversas com ele", disse Tillerson em setembro em um evento na Universidade de Harvard, Estados Unidos.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/americas/2019111714786590-trump-estaria-frustrado-e-desapontado-com-netanyahu/

É bom lembrar

Lá também se luta !
Milhares de professores de Chicago em greve e seus apoiantes marcham para a Prefeitura antes que a perfeita Lori Lightfoot entregasse o seu primeiro discurso sobre o orçamento durante a reunião do Conselho Municipal de Chicago em 23 de outubro. (Ashlee Rezin Garcia / Chicago Sun-Times via AP) «Em 2012, o Sindicato dos Professores de Chicago escreveu o manual que tem sido usado com sucesso por professores de todo o país para reformar os seus sindicatos e vencer na mesa de negociação e na linha dos piquetes de gree. Esse foi o ano em que os professores de Chicago travaram um novo tipo de greve, que redefiniu a solidariedade e começou a mudar a narrativa em torno do bem público. Agora, sete anos depois, a CTU [Chicago Teachers Union] mostrou a todos nós como se faz, recuperando o seu lugar no centro do debate sobre o poder sindical nos Estados Unidos.»

 

Ver original em "O Tempo das Cerejas" (aqui)

Para onde vão os EUA? O "sonho americano" tornou-se um "pesadelo"

 
 
 
As expectativas mínimas de todas as famílias trabalhadoras são simples e nobres. Eles querem criar seus filhos para serem educados, satisfeitos e prósperos em um ambiente seguro. Esta é uma aspiração universal. De Bagdad a Boston, as famílias trabalhadoras compartilham as mesmas esperanças e expectativas; somente o grau de sofrimento os separa. Quando uma parte do corpo está em tensão, o corpo inteiro reage com complexidade. Pessoas de todo o mundo estão respondendo a seus problemas particulares de diferentes maneiras. Um agricultor no Equador é confrontado com a questão da vida e da morte, enquanto um agricultor americano enfrenta um futuro incerto e sombrio. Em outras palavras, nos diferentes níveis, todos estão sofrendo.
 
Nos EUA, para muitos, o "sonho americano" significava ser seguro e próspero. A América era a “terra do leite e do mel” e o “Sonho Americano” era o sonho dos imigrantes. Hoje esse sonho se transformou em um pesadeloSe alguém é pobre nos EUA, ele ou ela, de uma maneira ou de outra, vive no estado de medo constante. Esse medo é real e está enraizado em um sistema económico que classifica as pessoas com base em sua classe; o status socioeconómico, raça e género. Logicamente, esse medo é muito mais intenso para aqueles que são rotulados como imigrantes pobres com ou sem um "status legal" claro.
 
Em geral, as famílias pobres e de baixa renda nos EUA, independentemente de sua raça, estão sofrendo. O relatório especial das Nações Unidas sobre a extrema pobreza e os direitos humanos nos Estados Unidos da América declara que
 
“Cerca de 40 milhões vivem na pobreza, 18,5 milhões na pobreza extrema e 5,3 milhões vivem em condições de pobreza absoluta no Terceiro Mundo”.

 
Em todas as grandes cidades, o número de pessoas sem-teto está aumentando. Essa realidade nos EUA com a economia mais poderosa do mundo é absolutamente chocante. Por que a economia mais forte do mundo está irremediavelmente enredada com problemas como “falta de moradia” ou é incapaz de fornecer necessidades básicas, como “água limpa”, para seus cidadãos?
 
Hoje em dia, não é incomum observar o número crescente de cidadãos americanos que dormem nas calçadas perto de arranha-céus de luxo nas principais cidades! Deve haver algo de podre no próprio núcleo de um sistema social que aumenta sua riqueza sem diminuir sua miséria. De fato, o problema está em um sistema económico de exploração - que é o sistema capitalista.
 
Desde o início, os EUA cresceram como um sistema económico injusto. O que é inédito hoje é a maior lacuna entre riqueza e pobreza. Aproximadamente nas últimas 3 décadas, o 1% superior ganhou de US $ 8,4 triliões para US $ 29,5 triliões em riqueza. Essa intensa desigualdade expôs a natureza extrema do racismo e chauvinismo do governo dos EUA. Embora hoje os políticos de extrema direita, funcionários e os chamados analistas políticos propaguem corajosamente o racismo e a xenofobia mais do que nunca; no entanto, é vital concentrar-se nas raízes do problema e não no resultado.
 
A escravidão nos EUA não se originou do racismo; antes o racismo exigia a justificativa da exploração de escravos. Hoje, "Black Lives Matter" e "Me Too" - os chamados movimentos - estão confundindo as raízes de uma exploração económica com seus subprodutos, racismo e chauvinismo. Um bom médico procura descobrir a causa real do problema médico de um paciente através dos sintomas aparentes. Nos EUA, como qualquer outro país capitalista, a exploração dos trabalhadores é a causa do problema; racismo e chauvinismo são os sintomas.
 
No entanto, essa diferença simples entre a causa real e os sintomas de qualquer problema nos EUA não é clara para muitos ativistas. Sua energia valiosa, dedicação e determinação são representadas como ousadas, mas com os olhos vendados politicamente! Eles carregam bandeiras diferentes, de pseudo-socialistas a pequenos grupos da Antifa, na esperança de "acordar" a maioria. Na realidade, eles se tornaram ferramentas para distração e obstáculos no caminho revolucionário. Seus gurus que eles adoram enfaticamente geralmente são os funcionários capitalistas na melhor das hipóteses. É inacreditável, mas é verdade que os chamados "socialistas" ou "comunistas" encontram sua salvação no Partido Democrata! Eles são tão fracos que adoram a Sra. Gabbard ou o Sr. Sanders como seus salvadores do povo trabalhador! Esses pequenos grupos de ativistas contra o poder dos trabalhadores acreditam nos "fatos alternativos"! Eles ainda acreditam que o sistema capitalista ultrapassado é reformável, se apenas os políticos certos estiverem no comando! Enquanto isso, como “progressistas”, eles apoiam a censura on-line e ficam totalmente calados sobre o encarceramento injusto de denunciantes inocentes e verdadeiros jornalistas como Julian Assange e Chelsea Manning.
 
A profunda disparidade entre riqueza e pobreza está moldando o futuro dos Estados Unidos da América. Essa distribuição desequilibrada e injusta da riqueza chegou inegavelmente a um estágio explosivo e instável. Isso significa que a grande ideologia dos plantadores e comerciantes do século XVII na criação de uma República não serve mais ao interesse de todo o "1%" nos Estados Unidos da América.
 
Esta é uma situação única que exige um novo sistema de operação. Um sistema que abraça uma forma de barbárie ou libera as forças poderosas dos "99%" na criação de uma organização social e económica justa e revolucionária em benefício da maioria. O resultado da revolução e da contra-revolução determinará o futuro dos Estados Unidos da América. Hoje, os três ramos do governo dos EUA (Executivo, Legislativo e Judiciário) são desarmónico e, como resultado, são ineficientes para administrar um governo funcional.
 
Para a elite financeira, a funcionalidade e não a formalidade descritiva do governo é a principal preocupação. O apoio ao fascismo na Alemanha - uma nova forma de governo capitalista - aumentou rapidamente em dois anos. Nas eleições de setembro de 1930, os insignificantes votos do Partido Nazista aumentaram em 700%! Em 30 de janeiro de 1933, a elite financeira alemã nomeou Hitler como chanceler e líder da Alemanha. É claro que essas mudanças drásticas ocorrerão; os elementos reacionários na Alemanha estavam se projetando por um longo tempo e estavam prontos para aproveitar o momento na hora certa.
 
Hoje, nos EUA, os mesmos elementos fascistas estão encontrando sua voz e oportunidade de implementar o estilo americano do fascismo. A Presidência de Trump abriu um novo método de governação, um regime autoritário e ditatorial. A Casa Branca intensificou sua disposição de minar a ideia de separação de poderes pela iminente saga do “impeachment” (destituição). O presidente Trump, de várias maneiras, deixou claro que está preparado para utilizar forças violentas contra seus oponentes políticos. Em muitas ocasiões, Trump projetou que qualquer tentativa de substituí-lo iniciará uma "guerra civil" nos EUA.
 
Para as famílias trabalhadoras, a animosidade e a hostilidade descontrolada dos partidos democratas e republicanos uma pela outra é preocupante. As eleições de 2016 colocaram Trump, um vigarista com uma agenda fascista na Casa Branca. O presidente Trump, desde o início, criou uma base de apoio para si mesmo contra aqueles que ele afirma "odiar a América".
 
Em 23 de janeiro rd de 2016 em Iowa, o Sr. Trump como um vigarista profissional projeta-se como o líder mais confiável entre os seus seguidores, dizendo:
 
"... meu povo é tão inteligente... eu poderia ficar no meio da Quinta Avenida e atirar em alguém e não perderia nenhum voto."
 
Desde então, ele criou uma informal “Quinta Avenida. Club ” com membros hardcore. Ele aproveitou o desejo da classe média negligenciada. Um grupo de pessoas que procuram desesperadamente estar associadas à glória da minoria rica da América, assim como os camponeses medievais que adoravam seus gloriosos reis e rainhas na Europa. Eles olham para Trump como seu "Líder Escolhido de Deus", com a sabedoria de "Tornar a América Grande de Novo".
 
Logo após a eleição de 2016, o Partido Democrata, em oposição à nova realidade política, fez seus próprios truques sujos. Eles fizeram de tudo incansavelmente para difamar Trump como um "ativo russo", apoiando-o de todo o coração na redução de impostos para os ricos e aumentando o orçamento militar. Os democratas, em essência, estavam de acordo com o presidente Trump para limitar os direitos democráticos e governar como um estado policial em nome de "Segurança Nacional". Após o fracassado "Relatório Mueller", os democratas iniciaram a saga "impeachment" na esperança de ocupar a Casa Branca em breve, sem a participação do povo americano. Eles querem um golpe de Estado pacífico no Congresso, uma transformação do poder sem incitar o povo trabalhador.
 
À medida que a saga do impeachment (destituição) surge a cada dia, as famílias trabalhadoras dos EUA estão testemunhando uma transformação de seu governo de "democracia" para um futuro desconhecido. Se a liderança do Partido Democrata for bem-sucedida em seu impeachment, a ala militar da classe dominante estará no poder, ansiosa por arrastar a nação para um perigoso confronto militar com seus "adversários" de longa data, como a Rússia. Um Partido Democrata triunfante após a batalha de impeachment dará aos defensores da guerra uma oportunidade única de advogar uma solução militar como a única solução para o problema americano.
 
Com essa estratégia, o partido de guerra exigirá o apoio incondicional e a obediência do povo trabalhador, atacando seus direitos democráticos em nome da "Segurança Nacional". Um período em que os dissidentes serão rotulados como "ativos russos" e o McCarthyismo é desencadeado por perseguições cruéis e caça às bruxas. Por outro lado, se o esforço de impeachment falhar, o povo americano testemunharia um período de extremo "estado de direito e ordem" por um presidente despótico. Um período sombrio na história americana em que milhões de pessoas conscientes serão silenciadas, aprisionadas ou simplesmente perecerão pela dura repressão política e pelo estilo americano do fascismo.
 
Fascismo é uma palavra que tem sido usada muitas vezes de "esquerda" ou "direita" para descrever um demónio que eles detestam. Mas o fascismo tem sua própria definição política concreta. Trump está representando uma versão do fascismo na América. A ascensão de Trump e Trumpismo ao poder nos EUA está-se formando em diferentes circunstâncias políticas e económicas que Mussolini na Itália, Hitler na Alemanha ou Franco na Espanha. O Trumpismo é um recém-nascido prematuro do fascismo. Trump foi eleito presidente - é claro que não pelo voto popular - agora ele quer aproveitar esta oportunidade e reinar como líder absoluto. O principal obstáculo contra a aventura pessoal de Trump e o Trumpismo é o Trabalho Americano. A maioria dos trabalhadores nos EUA está pronta para combater qualquer forma de regras reacionárias.
 
No entanto, apesar do presidente fascista, com seus representantes incompetentes do Partido Republicano e a ilusória liderança democrata, o povo americano está lutando independentemente por seus próprios direitos como trabalhadores, agricultores, professores, estudantes, imigrantes e minorias em geral. O aumento dos 99% nos EUA nesse nível é extraordinário. Compreender a nova onda de resistência dos trabalhadores nos EUA exige uma investigação do cenário social, político e económico.
 
Os principais países capitalistas estão passando por recessão ou entrando nela. A economia dos EUA como a economia mundial mais poderosa também não está imune a esta crise. Até os economistas americanos mais otimistas admitem que a economia dos EUA está em "risco" ou à beira da recessão. Joshua Green, da Bloomberg Business Week, destaca que
 
"O verdadeiro perigo que a presidência de Donald Trump enfrenta... é a possibilidade de que o clima atual de pessimismo económico possa se intensificar e levar o país a uma recessão total".
 
Certamente a guerra comercial de Trump acabou com qualquer esperança de "alcançar a estabilidade económica global" que os capitalistas de todo o mundo esperavam no último encontro do G20. Nos EUA, a economia real está minando a ascensão do mercado de ações. As elites financeiras estão nervosas ao antecipar outra crise ainda mais grave que 2008. O presidente Obama, após o presidente Bush, diante da crise económica de 2008, ficou atrás das pessoas que trabalham nos Estados Unidos para socorrer os bancos em crise.
 
A mídia comercial da época elogiou Obama como um herói e salvador que mudou a recessão! No entanto, em 2019, a economia dos EUA está enfrentando mais uma recessão, mas desta vez sob a liderança de uma caótica Casa Branca e sem um herói pretensioso, como Obama. Essa situação peculiar dá aos trabalhadores e agricultores americanos a chance de transformar a recessão pendente em um estágio de uma nova economia próspera - essa perspectiva só é possível se uma liderança consciente e revolucionária conquistar a confiança da maioria dos trabalhadores nos EUA.
 
Trabalhadores e agricultores - com ou sem recessão iminente - já estão resistindo às medidas de austeridade de 1%, lutando por salários dignos e condições sociais. Eles reconhecem que sua luta é um fenómeno global. Milhões de trabalhadores em todo o mundo do Chile, Haiti, Catalunha, França, Reino Unido, Hong Kong, Argélia, Líbano, Equador, Marrocos, Egito, Rússia, Iraque e muitos outros estão nas ruas desafiando o status quo em seus países. Eles estão lutando não em dias, mas em semanas e meses, que é um fenómeno novo na luta de classes. Os trabalhadores e professores de automóveis americanos já aderiram a esse movimento internacional, apesar de seus chefes sindicais conspiradores.
 
No entanto, o cenário mais catastrófico que a humanidade enfrenta em geral, além das sérias consequências das mudanças climáticas, é a inevitabilidade da terceira e última guerra mundial nuclear. Sem uma indústria de guerra robusta, a economia dos EUA entrará em colapso em um instante. Lutar pela PAZ é e deve ser a principal preocupação de todas as pessoas de espírito democrático.
 
*Massoud Nayeri  é designer gráfico e ativista independente da paz e vive nos EUA. Ele é um colaborador frequente de Global Research
 
*A fonte original deste artigo é Global Research, November 12, 2019
 
Copyright © Massoud Nayeri , Global Research
 
 

Ver o original em 'Página Global' na seguinte ligação:

https://paginaglobal.blogspot.com/2019/11/para-onde-vao-os-eua-o-sonho-americano.html

Sete chaves para entender a política dos EUA para a América Latina

Nas eleições à sucessão do presidente Donald Trump à Casa Branca em 2020, a América Latina é e será tema de campanha. A questão migratória, a guerra contra Venezuela e o aumento da pressão sobre Cuba são protagonistas nos discursos de campanha de Trump, principalmente em espaços onde o voto latino pode predominar.

 

 

por Silvina Romano, Arantxa Tirado, Aníbal García Fernández e Tamara Lajtman,
Centro Estratégico Latinoamericano de Geopolítica (CELAG)

A política externa dos EUA para o próximo ano está fortemente atravessada por três fatores:

  1. É ano eleitoral, logo, todas as energias e focos estarão alocados na campanha. Mas também é certo que a política externa é um dos espaços preferidos para decidir a batalha presidencial.
  2. As mudanças de gabinete no Governo de Donald Trump são parte de sua forma de administração e remetem às inconsistências e desacordos, sobretudo, em política externa. A isto se soma o pedido de impeachment contra o presidente, lançado pelo Congresso (ainda que isso não conduza finalmente à expulsão de Trump de seu cargo, o que requer uma série de instâncias e decisões pouco prováveis.)
  3. A geopolítica global está mudando, pressionando em direção a uma crescente multipolaridade, com potências emergentes em plena batalha pelo desenvolvimento tecnológico e militar, competindo por mercados, recursos, etc, ao passo que os EUA perdem hegemonia.

Considerando estes condicionantes, estamos propondo sete chaves de entendimento para aproximarmos as principais características da política externa dos EUA no ano de 2020 e seu impacto na América Latina.

América Latina é e será tema de campanha

Como já assinalado, a questão migratória, a guerra contra Venezuela e o aumento da pressão sobre Cuba são protagonistas nos discursos de campanha de Trump, principalmente em espaços onde o voto latino pode predominar. Acerca da migração, o endurecimento das condições é evidente, mas a escalada anti-imigrante tem mostrado limites (negação no Congresso e da Corte Suprema, por exemplo) mostrando que nem tudo se consegue por decretos.

Trump mostrou interesse em se acoplar às propostas de desenvolvimento para as economias centro-americanas pautadas pelo atual governo mexicano (mesmo que sempre com contradições). Os países centro-americanos continuarão pressionando Trump pela substituição da política de criminalização por uma maior assistência ao “desenvolvimento”. Trump brindará atenção a essas questões, segundo convenha o timing político das eleições, para fazer propaganda ao seu favor (não é assunto prioritário em sua agenda).

Venezuela

O discurso anticomunista e antissocialista que é a base de campanha da reeleição de Trump, está ligado, em parte, com um “triunfo” dos EUA na Venezuela, bem como a uma maior pressão contra Cuba. De acordo com o timing da campanha, se pressionará ainda mais contra a economia e o povo venezuelano para mostrar que “está honrando” a missão de “libertá-los” do mal do socialismo (isto também vale para Cuba).

O discurso de acabar com os inimigos da democracia “em casa” (América Latina inclusa) será protagonista nas declarações sobre os EUA e o continente. Entretanto, a forte retórica contra a Venezuela não irá se materializar em uma intervenção armada, ação demasiadamente contundente (e custosa) em um período eleitoral. Poderia ser parte, mais adequadamente, de uma promessa para justificar sua reeleição.

Relações comerciais

As relações comerciais com a América Latina seguirão seu curso, como até aqui, com uma presença maior de capital privado estadunidense (em substituição ao capital que chegava via assistência para o desenvolvimento por agências governamentais). Se aprofundará a disputa com a China e a Rússia em questões chave como o desenvolvimento de infraestrutura e o acesso a recursos estratégicos, incluindo os hidrocarbonetos e a água.

China

A guerra contra a China em nível continental seguirá sobre os pilares de que a China promove o endividamento e contratos corruptos ou pouco transparentes. No âmbito do desenvolvimento de infraestrutura (um dos mais apreciados por conta dos montantes que carrega) os EUA disputam também com a União Europeia (UE) – questão que se evidencia no modo em que a UE tenta se afastar dos EUA em termos de democracia e desenvolvimento, para ampliar seu campo de ação no mercado e território latino-americano. Com a China também se trava uma batalha, pouco menos visível, pelo acesso a recursos estratégicos vinculados à corrida tecnológica.

Rússia

A Rússia continua sendo outro inimigo a ser consolidado pela retórica de Trump, tal como expõem as principais estratégias nacionais (de segurança, de defesa, etc.). Trata-se de um inimigo político e militar devido ao compromisso da Rússia com governos não alinhados às políticas econômicas e de segurança estadunidenses, como Bolívia, Venezuela, Cuba e Nicarágua. Será recorrente a vinculação da Rússia com a Venezuela “por conta do petróleo” como causa real do apoio de Vladimir Putin a Nicolás Maduro (ressaltando o caráter oportunista e extrativista dos russos).

A Rússia é um dos concorrentes em matéria de segurança, mercado que desde a 2ª Guerra Mundial até hoje tem preferência dos EUA e do Estado de Israel. É importante destacar que este papel da Rússia como “inimigo” será especialmente alimentado na campanha eleitoral, não só por candidatos republicanos, bem como pelos próprios democratas, em razão do “Russiagate” (caso em que se acusa a Rússia de ter interferido nas eleições presidenciais de 2016 e que é o ponto de partida para o impeachment de Trump). É do Congresso que saem as vozes mais fortes anti-Rússia.

O petróleo

As recentes tensões no Oriente Médio evidenciam o núcleo da disputa geopolítica atual. Trump anunciou o uso de reservas estratégicas de petróleo dos EUA, rompeu o acordo com o Irã e parece pressionar ou estar de acordo com um enfrentamento cada vez mais direto com este país, ainda que as disputas (renúncias ou demissões) no interior de seu governo mostrem que nem todos estão de acordo com outra empreitada no Oriente Médio. De qualquer modo, quanto mais a situação se tensione neste território, será mais necessário o petróleo da Venezuela e o olhar aos produtores vizinhos, como México, Colômbia e Guiana.

México

Considerando as idas e vindas nas relações com o México, não está claro se, em caso de precisar com maior urgência de acesso ao petróleo mexicano, Trump recorrerá a uma política dura contra os projetos de nacionalização do governo atual (ou, ao menos, de maior protagonismo do Estado), como o fez no primeiro momento de renegociação da TLCAN (Tratado Norte-Americano de Livre Comércio) – que terminou reproduzindo uma dinâmica similar via UMSCA (Acordo Estados Unidos-México-Canadá), sem grandes mudanças. Cabe a possibilidade de que, em ano eleitoral, evite somar situações de desgaste e busque negociar.

Conclusão: Diplomacia, confronto e reação

A política externa do governo de Trump tem sido inconsistente, incerta e, majoritariamente, gerou rechaços por parte da comunidade internacional. Não obstante, também se observou pontos favoráveis em sua forma de negociar cara a cara, dinâmica especial para a propaganda a seu favor. Entretanto, muitas de suas decisões não estão isentas de uma reação. A quantidade de tensões e agressões geradas pelo atual governo estadunidense podem chegar a ser “contestadas” em qualquer momento e por meio de estratégias diversas (como indicado pelo protagonismo de uma guerra híbrida em andamento, liderada pelos EUA), não só em território estadunidense, bem como no de seus “aliados”.

É por isso que alguns think-tanks que assessoram de perto a Casa Branca e o Departamento de Estado (sejam mais ou menos atendidos e escutados pelos funcionários do governo) recomendam que os EUA se incline em direção a uma “guerra política”, que implica “a utilização, a nível internacional, de uma ou várias ferramentas de poder (diplomático-político, comunicacional / cibernético /  militar / de inteligência e econômico) para influenciar ou afetar de alguma maneira a tomada de decisões de um Estado”. Em síntese, recomendam que o governo continue a guerra, mas apelando cada vez mais a “outros meios” e menos ao confronto. Ouvirá Trump esta recomendação?

 


por Silvina Romano, Arantxa Tirado, Aníbal García Fernández e Tamara Lajtman (Celag) | Tradução de Marianna Braghini, Revista Opera

 
 
 
 
 

Ver original no jornal 'TORNADO' na seguinte ligação:

https://www.jornaltornado.pt/sete-chaves-para-entender-a-politica-dos-eua-para-a-america-latina/

Obama alerta pré-candidatos democratas a não se inclinarem demais para a esquerda

Ex-presidente dos Estados Unidos Barack Obama
© REUTERS / Joshua Roberts

O ex-presidente dos Estados Unidos Barack Obama disse nesta sexta-feira (15) que os pré-candidatos democratas às eleições presidenciais não devem ser revolucionários demais, caso contrário podem assustar os americanos. 

Segundo ele, posturas radicais afastariam muitos eleitores dispostos a votar num candidato democrata para chefiar a Casa Branca. Embora Obama não tenha falado especificamente de nenhum nome, tudo indica que o ex-presidente estava se referindo aos senadores Elizabeth Warren e Bernie Sanders. 

Da ala mais à esquerda do Partido Democrata, os dois pedem reformas estruturais no sistema americano. Sanders chega a falar algumas vezes em "revolução". 

'Americano médio não acha que temos que romper com sistema'

"O americano médio não acha que nós temos que romper e refazer completamente o sistema. Eu acho importante para nós não perder isso de vista", disse Obama em uma convenção de doadores em Washington, segundo publicado pela agência AP. 

Os grupos democratas centristas temem que um posicionamento muito à esquerda afaste republicanos moderados e independentes, que seriam essenciais para uma vitória contra o atual presidente, Donald Trump. 

"Há muitos votantes persuadíveis e muitos democratas por aí que só querem ver as coisas fazerem sentido. Eles simplesmente não querem ver coisas loucas. Eles querem ver as coisas um pouco mais justas. E como nós lidamos com isso é algo que penso que vai ser importante", opinou o ex-presidente, que dificilmente dá opiniões públicas sobre as primárias democratas. 

'Certos feeds de Twitter de esquerda'

No evento desta sexta-feira, no entanto, Obama disse que as vozes mais estridentes da legenda, principalmente nas redes sociais, não representam necessariamente a maioria de seus integrantes. O encontro reuniu membros da Aliança Democrata, composta por americanos ricos que apoiam a sigla. 

"Mesmo quando somos ousados em nossa visão, precisamos nos arraigar na realidade do fato de que votantes, incluindo democratas e certamente independentes persuadíveis ou até mesmo republicanos moderados, não são movidos pelos mesmos pontos de vista refletidos em certos, você sabe, feeds de Twitter de esquerda", ponderou. 

O partido vive atualmente uma disputa entre as alas progressistas e quadros históricos, entre eles o ex-vice-presidente durante o governo Obama, Joe Biden, considerado um dos favoritos para vencer as primárias. 

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/americas/2019111614782969-obama-alerta-pre-candidatos-democratas-para-nao-se-inclinarem-demais-para-a-esquerda/

A interminável audiência pública de impeachment

 
 
Os primeiros depoimentos televisionados do processo de impeachment (destituição) contra Donald Trump revelaram poucas informações novas. Com duração de seis horas, estiveram mais para um drama político entediante, opina Carla Bleiker.
 
As linhas divisórias entre democratas e republicanos no processo de impeachment estão claramente delineadas. Isso esteve perfeitamente visível na primeira audiência pública, nesta quarta-feira (13/11). Adam Schiff, chefe do Comitê de Inteligência da Câmara dos Representantes e deputado democrata, interpelou, a respeito do comportamento do presidente Donald Trump no escândalo da Ucrânia: "Se isso não é comportamento digno de impeachment, o que é?"
 
Devin Nunes, o membro republicano de cargo mais alto no comité, rebateu, alegando que a "farsa do impeachment" era uma "campanha de difamação cuidadosamente orquestrada" pelos democratas contra o presidente dos Estados Unidos. Tratava-se de um argumento bastante conhecido.
 
O interrogatório das duas primeiras testemunhas provavelmente não alterou a opinião dos apoiantes e oposicionistas de Trump entrincheirados em suas posições. Ao mesmo tempo, ambos os lados se esforçaram para reafirmar seus argumentos.
 
A audiência durou cerca de seis horas, durante as quais o embaixador em exercício dos EUA na Ucrânia, William Taylor, e o vice-secretário assistente para Assuntos Europeus e Eurasiáticos, George Kent, responderam tanto a perguntas dos membros do Comité de Inteligência quanto de deputados democratas e republicanos.
 
 
 
Seis horas: mais do que o dobro da duração do último filme de super-heróis da série Avengers, mas com muito menos ação. Mesmo entusiastas da política na capital dos Estados Unidos quase cochilaram.
 
E quem não estivesse bem informado sobre o que Trump estava discutindo ao telefone com seu homólogo ucraniano,  Volodymyr Zelensky, ou soubesse quem são o advogado do presidente, Rudy Giuliani, a ex-embaixadora para a Ucrânia Marie Yovanovitch e o embaixador para a União Europeia, Gordon Sondland, e qual quid pro quo foi feito ou não, pouca chance teve de sequer acompanhar os depoimentos das duas primeiras testemunhas.
 
Não saíram muitas novas informações do primeiro dia dos processos. Apesar disso, o testemunho de Taylor, diplomata de carreira que antes servira como embaixador na Ucrânia sob o republicano George W. Bush, conteve detalhes reveladores.
 
O embaixador contou que, antes de assumir o posto em junho de 2019, o secretário de Estado, Mike Pompeo, lhe confirmara que nada mudaria na ajuda americana para a Ucrânia. E ficou cada vez mais preocupado ao observar que o atual governo estava contornando os canais diplomáticos oficiais e só disposto a ajudar o país no Leste Europeu se Zelensky fizesse uma declaração pública na televisão anunciando uma investigação sobre Hunter Biden, filho do ex-vice presidente Joe Biden.
 
O depoimento de William Taylor teve peso, pois ficou óbvio que ele não é nem um apoiante ferrenho de Trump, nem um democrata. Em vez disso, é um diplomata experiente, que ficou perplexo com o comportamento de seu governo e incapaz de responder as perguntas do lado ucraniano.
 
Uma crítica central dos republicanos é que nenhuma das testemunhas falara pessoalmente com Trump, e parte de suas afirmativas era baseada em "ouvi dizer". Portanto as informações não seriam confiáveis, uma vez que quem falou com Taylor ou Kent poderia ter se enganado ou até mesmo mentido.
 
Tal argumento perde força, contudo, pelo fato de a administração Trump ter impedido de depor diversas testemunhas que podem ter informações de primeira mão.
 
Após esses argumentos dos republicanos, um deputado democrata sugeriu que o próprio Trump poderia depor. Isso provavelmente jamais acontecerá. Em vez disso, a sexta-feira continua com o depoimento de Yovanovitch, que Trump retirou de seu posto em Kiev em meados do ano. Após a audiência da quarta-feira, ela deve torcer para estar liberada em menos de seis horas.
 
Carla Bleiker* | Deutsche Welle | opinião
 
*Carla Bleiker é correspondente da DW nos Estados Unidos.
 
Imagens: 1 - Processo aberto: ao centro, Adam Schiff, presidente do Comité de Inteligência da Câmara dos Representantes, em DW; 2 - Schiff e Trump (fotomontagem) com o Capitólio por fundo, em Financial Times.

Ver o original em 'Página Global' na seguinte ligação:

https://paginaglobal.blogspot.com/2019/11/a-interminavel-audiencia-publica-de.html

Presidente do Irã: EUA e Israel estão por trás de 'todas as guerras e massacres' no Oriente Médio

Fumaça paira sobre bairros da capital síria, Damasco, após explosão
© AFP 2019 / Amer Almohibany

O presidente do Irã disse que Washington demonstrou que o seu objetivo na Síria é o petróleo e criticou a sua decisão de reconhecer Jerusalém como a capital de Israel.

Hassan Rouhani acusou os Estados Unidos e Israel de estar por trás de "todas as guerras, massacres e disputas na região" do Oriente Médio, adianta a agência de notícias Tasnim.

"A geração jovem deve entender que os EUA nunca foram e nunca serão amigos das nações da região nem dos muçulmanos e que os problemas regionais devem ser resolvidos pelos habitantes na região", declarou Rouhani nesta quinta-feira (14) durante a 33ª Conferência Internacional da Unidade Islâmica, realizada em Teerã.

O objetivo principal de Washington são recursos naturais da região, de acordo com o presidente iraniano, que responsabilizou o país norte-americano de massacres de civis em países como Afeganistão, Iraque e Iêmen, bem como das disputas existentes entre as nações muçulmanas.

Rouhani diz que os EUA já demonstraram abertamente que o seu objetivo na Síria é o petróleo, referindo também que no Líbano e no Iraque eles estão tentando desestabilizar a situação interna intervindo nos protestos.

A decisão de Washington de reconhecer Jerusalém como a capital de Israel também foi criticada por Rouhani, que salientou que a "terra santa da Palestina foi tomada por um grupo de ocupantes", lembrando que milhões de refugiados foram obrigados de deixar suas casas na Palestina, destaca Iran Front Page.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/oriente_medio_africa/2019111514782029-presidente-do-ira-eua-e-israel-estao-por-tras-de-todas-as-guerras-e-massacres-no-oriente-medio/

Os EUA poderão conservar sua posição de 1º produtor de petróleo

 

Os Estados Unidos, que são atualmente o primeiro país produtor de petróleo, graças ao petróleo de xisto, deverão continuar sendo mais tempo que o previsto.

A Organização de Países Exportadores de Petróleo (OPEP) admitiu não ser capaz de manter os preços em torno de US $ 60 dólares por barril. Washington poderá aumentar gradualmente os preços, a partir de 2022, de modo a assegurar a rentabilidade da extração do petróleo de xisto, que se tornará cada vez mais cara.





Ver original na 'Rede Voltaire'



EUA roubando petróleo sírio, seu 'regime' é semelhante aos nazistas, afirma Bashar Assad

Poço de petróleo no campo Rmeilane, província de Hasakeh, Síria, julho de 2015 (foto de arquivo)
© AFP 2019 / Youssef Karwashan

O presidente dos EUA Donald Trump afirmou na quarta-feira (13) que os Estados Unidos têm intenção de manter o controlo sobre os campos petrolíferos no nordeste da Síria, apesar de diminuir a sua presença militar na região.

Presidente sírio Bashar Assad declarou hoje (14) que o "regime" dos EUA se assemelhava com o da Alemanha nazista, sendo que o país está simplesmente roubando petróleo da Síria.

"EUA é um Estado baseado como um qualquer regime de gangues e bandidos. O presidente dos EUA não representa o país, ele é apenas diretor executivo de uma companhia que tem seu conselho de administração, que representa outras companhias que na verdade são os donos do país", disse Assad.

No mês passado Donald Trump, depois de anteriormente ter anunciado suas intenções de retirar todas as forças estadunidenses da área, disse que alguma parte das tropas iria permanecer para "proteger o petróleo" dos terroristas do Daesh. Trump defendeu a sua decisão, dizendo que o objetivo dele era providenciar aos curdos algum fluxo de dinheiro, durante uma coletiva de imprensa que decorreu na Casa Branca.

Anteriormente, o chefe do Pentágono, Mark Esper, afirmou ontem que os EUA estão planejando para breve a tomada de medidas para reforçar as posições em torno da cidade síria de Deir ez-Zor para impedir ao acesso dos terroristas aos campos de petróleo. Segundo ele, os EUA estão estudando a forma de posicionar as forças na região "para manter a segurança dos campos petrolíferos".

Em 2014, os EUA e seus aliados iniciaram operações na Síria contra terroristas, no entanto a entrada das forças americanas foi feita sem qualquer acordo prévio com o governo de Damasco. As tropas dos EUA ocuparam Iraque de 2003 a 2011 sendo muito impopulares em grande parte do país.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/oriente_medio_africa/2019111414774223-eua-roubando-petroleo-sirio-regime-e-semelhante-aos-nazistas-afirma-bashar-assad/

Trump declara estar disposto a reunir-se com 'ditadores' sempre que seja conveniente para os EUA

Presidente dos EUA, Donald Trump, discursa durante reunião do Clube Econômico de Nova York, em 13 de novembro de 2019
© AP Photo / Seth Wenig

O presidente dos EUA, Donald Trump, declarou não ver problemas em reunir-se com ditadores, desde que isso seja conveniente aos interesses dos EUA: “Eu me reúno com todos”.

O presidente norte-americano aproveitou a reunião do Clube Econômico de Nova York para se gabar dos resultados de sua política econômica e dizer que é muito procurado por líderes mundiais:

"Quando me encontro com os líderes dos países que nos visitam - reis, rainhas, primeiros-ministros, presidentes e ditadores - encontro-me com todos eles", disse Trump em um discurso no Clube Econômico de Nova York.

"Todos querem vir cá", acrescentou. "Ditadores, ok, que venham. O que for bom para os Estados Unidos. Queremos ajudar o nosso povo", complementou.

 

​Segundo o jornal The Hill, o presidente detalhou os índices econômicos da economia norte-americana, que tem mostrado alguns resultados positivos, como o baixo índice de desemprego.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/americas/2019111314767858-trump-declara-estar-disposto-a-reunir-se-com-ditadores-sempre-que-seja-conveniente-para-os-eua/

A importância da Bolívia na nova estratégia dos EUA no continente

A política externa do governo Barack Obama teve uma característica clara: escalar a confrontação com os seus rivais do tabuleiro global nas proximidades de seus territórios ou em territórios distantes dos Estados Unidos. Três casos tiveram papel especial neste sentido: a guerra na Síria, o golpe na Ucrânia e a pressão contínua sobre a República Popular Democrática da Coreia (RPDC).

A Síria tem importância estratégica para a Rússia. Além de ser um dos principais importadores de armas do país, ela abriga a Base Naval russa de Tartus, um ponto estratégico no Mar Mediterrâneo, com acesso a importantes países europeus (Itália, Espanha, Grécia) e a países como Israel e Turquia. Manter a estabilidade do país é fundamental para a Rússia, e a busca por uma mudança de regime no país, por parte dos Estados Unidos, foi brutalmente frustrada, ainda que a guerra não tenha acabado.

A Ucrânia, por sua vez, faz fronteira direta com a Rússia. Com um governo mais ou menos alinhado a Moscou, liderado por Viktor Yanukovich, e representante de uma visão plural para o país – que incluía os russos étnicos e falantes de russo – o país representava uma lacuna na muralha de países ligados à OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte) que circundam a Rússia. Em 2014, um golpe derrubou Yanukovich, e preencheu essa lacuna. Mas a chegada ao leste do país do governo recém empossado foi frustrada pelo estalar de uma série de rebeliões nos departamentos de Lugansk e Donetsk, que jogaram o país em uma guerra civil, bem como o controle da Crimeia – região com importância estratégica e comercial muito grande, devido a seu porto – onde um referendo garantiu a anexação da região à Federação Russa.

Por fim, os esforços de tensionamento contra a RPDC, país que serve como “zona tampão” para Rússia e China – isto é, bloqueia o acesso às suas fronteiras das 20 mil tropas norte-americanas estacionadas na Coreia do Sul – também foram frustrados.

A despeito dos avanços contra a Rússia, ficou patente, ao fim do governo Obama, que a estratégia não estava sendo frutífera. Enquanto um esforço dispendioso era feito, muitas vezes frustrado por Moscou, a China seguia se expandindo, em especial do ponto de vista econômico. Uma mudança estratégica era necessária, começou a ser aplicada, e foi ainda mais acelerada pelo governo Trump.

Essa mudança é inspirada na chamada “Doutrina Monroe” ou “política do big-stick“. Anunciada em 1823 pelo então presidente norte-americano James Monroe, a Doutrina Monroe consistia em fazer frente às tentativas de países europeus em expandir seu controle sobre a América Latina, considerada, sob suas ideias, um “protetorado norte-americano”, por se tratar de uma área estratégica para o país.

Essa mudança foi acentuada: em 2013, o Secretário de Estado dos EUA, John Kerry, declarou publicamente o fim da Doutrina Monroe. Cinco anos depois, o novo Secretário de Estado, Rex Tillerson, dizia também publicamente: a Doutrina era “claramente um sucesso […] tão relevante hoje como no dia em que foi escrita”. Ela também estava bem presente no dicionário do Conselheiro de Segurança Nacional, John Bolton, que declarou: “Nessa administração nós não temos medo de usar a frase ‘Doutrina Monroe’ […] Tem sido o objetivo de presidentes desde Ronald Reagan ter um hemisfério completamente democrático.”

Em uma declaração sobre a situação na Bolívia, emitida hoje, o presidente Donald Trump declara: “A renúncia ontem do presidente boliviano Evo Morales é um momento significante para a democracia no hemisfério ocidental. […] Esses eventos enviam um forte sinal aos regimes ilegítimos da Venezuela e da Nicarágua de que a democracia e a vontade do povo sempre prevalecerá. Nós estamos um passo mais perto de um hemisfério ocidental completamente democrático, próspero e livre.”

Como escrevi em outubro, a Bolívia é um território-chave do continente. No meio dele, o país faz fronteira com Brasil, Paraguai, Chile, Peru e Argentina, além de ser lar da Cordilheira dos Andes, que divide o continente a leste e a oeste, e das bacias dos rios Amazonas e Prata, que desenham uma divisão norte-sul. O país tem grande importância estratégica, dizia o professor de História do Brasil na Universidade de Creighton, Lewis Tambs: “quem controla Santa Cruz comanda Charcas. Quem controla Charcas comanda o Heartland [Coração da Terra em tradução livre]. Quem controla o Heartland comanda a América do Sul.”

Além disso, o país tem especial importância para a Rússia e a China. 21% de suas importações vêm do país asiático (enquanto só 7,5% vêm dos Estados Unidos). De 2000 a 2014, o comércio bilateral entre China e Bolíviacresceu de 75 milhões de dólares para 2,25 bilhões, e o país asiático se tornou também o principal credor dos bolivianos. As relações com a Rússia, em especial nos setor energético, também vinham crescendo. As parcerias incluíam até a construção de uma usina nuclear em El Alto, segunda maior cidade do país, onde, no momento, milhares de manifestantes se levantam contra o golpe de estado em marcha.

A Bolívia, portanto, é fundamental aos interesses dos Estados Unidos no continente não só pela sua importância geopolítica e geoestratégica natural, mas também porque, sob controle de um novo governo, alinhado aos Estados Unidos, ela pode sair da zona de influência russa e chinesa. Além disso, os Estados Unidos de fato ficam “um passo mais próximos” de consolidar seus planos na Venezuela e Nicarágua, que, apesar do falatório, naturalmente não incluem – como é demonstrado pelas sangrentas ações dos golpistas na Bolívia – nenhuma essência “democrática”, nem busca, para os nossos povos, nenhum tipo de a prosperidade e liberdade. Constituem, sim, uma base, um protetorado, um quintal onde manobram um conflito global.

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O império agonizante e os seus inimigos internos

por Chris Hedges [*]

A democracia nos EUA não está em perigo – nós não vivemos numa democracia. A imagem da nossa democracia é que está em perigo. O Estado profundo – os generais, banqueiros, líderes de grandes corporações, lobistas, chefes de serviços secretos, burocratas do governo e tecnocratas – tem a intenção de salvar o que representam.

É difícil trombetear-se como o guardião e da liberdade e democracia tendo Donald Trump a dizer incoerentemente idiotices acerca de si próprio, a incitar à violência racista, a insultar os nossos aliados tradicionais, assim como os tribunais, a imprensa e o Congresso, a escrever inanidades no tweeter com erros ortográficos e a denunciar ou sabotar impulsivamente a política interna e externa bipartidária. Mas o pecado mais imperdoável de Trump aos olhos do Estado profundo é sua crítica às guerras infindáveis do império, embora lhe falte a habilidade intelectual e organizacional para supervisionar um descomprometimento dessas acções.

O Estado profundo cometeu o maior erro estratégico da história americana quando invadiu e ocupou o Afeganistão e o Iraque. Tais fiascos militares fatais, uma característica de todos os impérios na sua fase de declínio, são os chamados actos de "micro-militarismo". Impérios moribundos historicamente desperdiçam o último capital que têm, económico, político e militar, em conflitos fúteis, intratáveis e invencíveis, até que desabam. Nesses actos de micro-militarismo eles procuram recuperar uma dominância anterior e da sua perda de estatura. Desastres acumulam-se atrás de desastres Os arquitectos da espiral da morte do império, no entanto, são intocáveis. Os generais e políticos despistados que impelem o império a expandir o caos e o seu colapso orçamental têm êxito numa coisa: perpetuarem-se a si próprios. Ninguém é responsabilizado. Uma imprensa servil trata estes mandarins com uma veneração quase religiosa. Generais e políticos, muitos dos quais deveriam ter sido afastados ou julgados, estão aposentados com lugares lucrativos nas administrações dos fabricantes de armas, para os quais estas guerras são imensamente lucrativas. São chamados por uma imprensa servil a fornecerem ao público análises do caos que criaram. São apresentados como exemplos de integridade, serviço altruísta e patriotismo.

Depois de quase duas décadas, todos os objectivos apregoados para justificar nossas guerras no Médio Oriente foram postos de cabeça para baixo. A invasão do Afeganistão deveria liquidar a Al Qaeda. Em vez disso a Al Qaeda migrou para preencher os vazios de poder que o Estado profundo criou nas guerras no Iraque, Síria, Líbia e Iémen. A guerra no Afeganistão transformou-se numa guerra com os Talibãs, que agora controlam a maior parte do país e ameaçam o regime corrupto que escoramos em Cabul.

O Estado profundo orquestrou a invasão do Iraque, o qual nada teve a ver com os ataques do 11 de Setembro. Previam confiantemente que poderiam construir uma democracia ao estilo ocidental e enfraquecer o poder do Irão na região. Ao invés disso, destruíram o Iraque como país unificado, colocando facções étnicas e religiosas em guerra umas contra as outras. O Irão, estreitamente ligado ao governo xiíta dominante em Bagdade, emergiu ainda mais forte. O Estado profundo armou rebeldes "moderados" na Síria, num esforço para derrubar o presidente Bashar Assad, mas quando percebeu que não podia controlar os jihadistas – aos quais havia fornecido cerca de 500 milhões de dólares em armas e assistência – o Estado profundo começou a bombardeá-los e a armar rebeldes curdos para combatê-los. Estes curdos foram posteriormento traídos por Trump.

A "guerra ao terror" espalhou-se como uma praga desde o Afeganistão, Iraque, Síria e Líbia até o Iémen, o qual após cinco anos de guerra está a sofrer um dos piores desastres humanitários do mundo. O custo financeiro de toda esta miséria e morte está entre US$5 e 8 milhões de milhões (trillions). O custo humano ascende a centenas de milhares de mortos e feridos, cidades e infraestruturas destruídas e milhões de refugiados.

Trump cometeu uma heresia política quando ousou apontar a loucura do militarismo desenfreado. Ele pagará por isso. O Estado profundo pretende substituí-lo por alguém – talvez Mike Pence, moral e intelectualmente tão vazio quanto Trump – que fará o que lhe disserem. É este o papel do executivo dos EUA: personificar e humanizar o império, fazê-lo com pompa e dignidade. Barack Obama – que especiosamente reinterpretou a Autorização de Uso da Força Militar de 2001 para dar ao executivo o direito de assassinar qualquer um no exterior, até mesmo um cidadão dos EUA, considerado terrorista – destacou-se neste jogo.

Remover Trump do cargo não ameaçaria o poder corporativo. Não restauraria as liberdades civis, incluindo o nosso direito à privacidade e a um devido processo legal. Não desmilitarizaria a polícia nem defenderia os direitos da classe trabalhadora. Não impediria os lucros das empresas petrolíferas e bancárias. Não trataria da emergência climática. Não acabaria com a falta de garantias públicas de vigilância sobre as pessoas. Não terminaria com prisões especiais, nem com o sequestro de pessoas por todo o mundo consideradas inimigas do Estado. Não impediria os assassinatos por drones militarizados. Não impediria a separação das crianças dos seus pais e o armazenamento destas crianças em instalações imundas e superlotadas. Não remediaria a consolidação da riqueza e do poder pela oligarquia e o empobrecimento dos cidadãos. Continuaria a expansão do nosso sistema prisional e de locais sinistros em todo o mundo, locais onde se pratica a tortura, assim como o abate de cidadãos pobres e desarmados em terrenos suburbanos devastados. Mais importante, as catastróficas guerras estrangeiras que resultaram numa série de Estados fracassados e desperdiçaram milhões de milhões de dólares dos contribuintes permaneceriam sacrossantas, apoiadas com entusiasmo pelos líderes dos dois partidos dominantes, fantoches do Estado profundo.

A destituição de Trump, apesar do entusiasmo da elite liberal, é sobretudo cosmética. Todo o sistema político e governamental está corrompido. Hunter Biden, como confirmado, recebia 50 mil dólares por mês para fazer parte do conselho de administração da empresa de gás ucraniana Burisma Holdings, embora não tenha qualquer experiência na indústria do gás. Ele havia trabalhado anteriormente para a corporação de cartões de crédito MBNA, a qual foi um dos maiores contribuidores da campanha de Joe Biden quando ele era senador do Delaware. Hunter Biden foi contratado pela Burisma Holdings pela mesma razão pela qual foi contratado pela MBNA. Seu pai era desde há muito tempo uma ferramenta do poder corporativo e do complexo industrial militar, em suma do Estado profundo, era senador e depois vice-presidente. Joe Biden, os Clintons e os líderes do Partido Democrata personificam o mesmo suborno legalizado que define os seus rivais no Partido Republicano.

Os candidatos corporativos nos dois partidos dominantes são pré-seleccionados, financiados e ungidos pelas grandes empresas. Se não cumprirem as exigências do Estado profundo, que protege os interesses corporativos e a administração do império, são removidos. Existe até uma palavra para isso: primarying . Os lobistas corporativos escrevem as leis. Os tribunais as aplicam. Não há forma de o sistema político americano votar contra os interesses da Goldman Sachs, Citigroup, AT&T, Amazon, Microsoft, Walmart, Alphabet, Facebook, Apple, Exxon Mobil, Lockheed Martin, United Health Group ou Northrop Grumman.

Nós, o público dos EUA, somos espectadores. Uma audiência. Quem estará sentado quando o jogo das cadeiras musicais parar? Trump será capaz de manter o poder? Pence será o novo presidente? Ou o Estado profundo elevará um mercenário político como Biden ou um apologista neoliberal como Pete Butiggieg, Amy Klobuchar ou Kamala Harris à Casa Branca? Será que vai tentar Michael Bloomberg, John Kerry, Sherrod Brown ou, Deus nos livre, Hillary Clinton? E se o Estado profundo falhar? E se a podridão no Partido Republicano, ou o que Glen Ford chama de "partido do homem branco" de Trump, for tão profunda que não signifique o fim político do presidente mais incompetente da história americana? A luta pelo poder, que inclui o bloqueio a Bernie Sanders e Elizabeth Warren de obter a indicação ao Partido Democrata, fará durante meses uma televisão notável e gerará milhares de milhões em receitas publicitárias.

A guerra entre o Estado profundo e Trump começou no momento em que ele foi eleito. O ex-director da CIA John Brennan e o ex-director da National Intelligence James Clapper – ambos são agora comentadores pagos da televisão, juntamente com o ex-chefe do FBI James Comey – logo acusaram Trump de ser uma ferramenta de Moscovo. As agências de serviços secretos divulgaram histórias obscenas sobre " pee tapes " e chantagem, além de relatos de "repetidos contactos" com serviços secretos russos. Brennan, Clapper e Comey juntaram-se rapidamente a outros ex-agentes dos serviços secretos, incluindo Michael Hayden, Michael Morell e Andrew McCabe. Os seus ataques foram ampliados por antigos líderes militares, incluindo William McRaven , James Mattis, H.R. McMaster, John Kelly, James Stavridis e Barry McCaffrey.

A conspiração russa, após a divulgação do relatório Mueller, provou ser um fracasso. Os actores do Estado profundo, no entanto, foram revigorados pela decisão de Trump de pressionar o governo da Ucrânia para investigar Biden. Trump, desta vez, parece ter dado aos seus inimigos do Estado profundo corda suficiente para enforcá-lo.

A destituição de Trump marca um capítulo novo e assustador na política americana. O Estado profundo mostrou a sua cara. Fez uma declaração pública de que não tolerará discordâncias, embora as discordâncias de Trump sejam retóricas, caprichosas e ineficazes. Porém, o esforço de destituição de Trump envia uma mensagem ameaçadora à esquerda americana. O Estado profundo não só pretende impedir, como fez em 2016, Bernie Sanders ou qualquer outro democrata progressista de alcançar o poder, mas sinalizou que destruirá qualquer político que tente questionar a manutenção e expansão do império. A sua animosidade em direcção à esquerda é muito mais pronunciada do que a animosidade em relação a Trump. E os seus recursos para destruir a esquerda são quase inesgotáveis.

O filósofo político Sheldon Wolin viu tudo isso no seu livro de 2008: Democracy Incorporated: Managed Democracy and the Specter of Inverted Totalitarianism . Escreveu ele:

"O papel político do poder corporativo; a corrupção dos processos políticos e representativos pelos lóbis, a ampliação do poder executivo à custa de limitações constitucionais e a degradação do diálogo político promovido pelos media são a base do sistema, não excrecências sobre ele. O sistema permaneceria em vigor mesmo que o Partido Democrata alcançasse a maioria; e se essa circunstância surgir, o sistema estabelecerá limites rígidos para mudanças indesejadas, como é evidente na timidez das actuais propostas democráticas de reforma. Em última análise, a tão louvada estabilidade e conservadorismo do sistema americano não deve nada a ideais sublimes e tudo ao facto irrefutável de que está minado de corrupção e inundado de contribuições principalmente de doadores ricos e de corporações. Quando um mínimo de um milhão de dólares é exigido aos candidatos à Câmara de Representantes ou a juízes eleitos, e quando patriotismo é para os que estão livres da conscrição na tropa enaltecerem para os cidadãos comuns servirem a tropa, em tais ocasiões é um simples acto de má fé afirmar que a política tal como é praticada agora, pode milagrosamente curar os males que são essenciais à sua existência.

Não há restrições internas ou externas ao Estado profundo. As instituições democráticas, incluindo a imprensa, que outrora davam uma voz aos cidadãos e tinham uma palavra a dizer quanto ao exercício do poder, foram neutralizadas. O Estado profundo promoverá a consolidação da riqueza e do poder corporativo, expandirá a desigualdade social que atirou metade dos americanos à pobreza ou à quase pobreza, tirará as liberdades civis que restam e alimentará os apetites vorazes das forças armadas e da indústria de guerra. Os recursos do Estado serão desbaratados enquanto o défice federal incha. A frustração e os sentimentos de estagnação entre os cidadãos privados de poder e desprezados, que contribuíram para a eleição de Trump, aumentarão.

Chegará o momento do acerto de contas, como ocorreu nos últimos dias no Libano e no Chile . A agitação social é inevitável. Qualquer população pode ser empurrada apenas até um certo ponto. O Estado profundo, incapaz de se reformar e determinado a manter o controlo do poder, transformar-se-á sob a ameaça do descontentamento popular num fascismo corporatista. Dispõe de ferramentas legais e físicas para transformar instantaneamente os Estados Unidos num estado policial. Este é o verdadeiro perigo por trás do esforço do Estado profundo para destituir Trump. É uma mensagem gritante para obedecer ou ser silenciado. Em resumo, Trump não é o problema. Nós somos. E se o Estado profundo não conseguir livrar-se de Trump, ele será usado, ainda que com relutância, para realizar o trabalho sujo. Trump, se conseguir sobreviver no poder, terá os seus desfiles militares. Nós , Com ou sem Trump teremos tirania.

04/Novembro/2019
[*] Foi durante duas décadas correspondente estrangeiro na América Central, Médio Oriente, África e Balcãs. Esteve em mais de 50 países e trabalhou para o Christian Science Monitor, National Public Radio, The Dallas Morning News e The New York Times, dos quais foi correspondente estrangeiro durante 15 anos. https://www.truthdig.com/author/chris_hedges/

O original encontra-se em https://www.truthdig.com/articles/the-enemy-within/ e em http://www.informationclearinghouse.info/52485.htm

Este artigo encontra-se em https://resistir.info/ .

Ver original em 'RESISTIR.INFO' na seguinte ligação:

https://resistir.info/eua/imperio_agonizante.html

China: Pompeo faz ataques 'maliciosos' e sua mentalidade parou na Guerra Fria

Bandeira dos EUA junto a emblema nacional da China (foto de arquivo)
© AP Photo / Andy Wong

Após declarações feitas pelo secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, durante o 30º aniversário da queda do Muro de Berlim, Pequim acusa-o de ter "mentalidade de Guerra Fria anacrônica".

A declaração é uma resposta ao discurso de Pompeo na ocasião do 30º aniversário da queda do Muro de Berlim, quando o secretário de Estado afirmou que o Partido Comunista chinês "usa táticas e métodos para suprimir seu próprio povo que seriam horrivelmente familiares aos antigos habitantes da Alemanha de Leste".

Pompeo acrescentou que Washington teria deixado claro que Pequim deveria "honrar o seu compromisso" de manter o princípio de "um país, dois sistemas", que confere um status diferenciado a Hong Kong.

Secretario de Estado dos EUA, Mike Pompeo, e o ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Heiko Maas, durante comemorações da queda do muro de Berlim, em 7 de novembro de 2019
© REUTERS / John Macdougall
Secretario de Estado dos EUA, Mike Pompeo, e o ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Heiko Maas, durante comemorações da queda do muro de Berlim, em 7 de novembro de 2019

Pequim rejeitou os "ataques infundados e maliciosos" de Pompeo contra o governo chinês.

De acordo com o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Geng Shuang, algumas personalidades nos EUA "tentam construir um muro ideológico entre as empresas chinesas e estrangeiras".

Durante um briefing de rotina à imprensa, Geng acusou Pompeo de ignorar os interesses do povo norte-americano e perseguir objetivos políticos, incitando o secretário de Estado a "abandonar seu posicionamento ideológico enviesado e mentalidade anacrônica da Guerra Fria".

Mike Pompeo visitou Berlim para participar das comemorações do 30º aniversário da queda do Muro de Berlim. Na sexta-feira (9), o secretário de Estado disse que os EUA e seus aliados deveriam 'defender o que conquistamos a duras penas [...] em 1989" e "reconhecer que estamos em uma competição de valores com nações não-livres".

Porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Geng Shuang, em um briefing de rotina à imprensa.
© AP Photo / Andy Wong
Porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Geng Shuang, em um briefing de rotina à imprensa

O discurso proferido em Berlim segue uma tendência de endurecimento da retórica contra a China por parte do secretário de Estado dos EUA.

Em outubro, Pompeo havia classificado Pequim de ser "verdadeiramente hostil" aos Estados Unidos e defendeu o aumento da pressão sobre o país asiático em diversas frentes.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/asia_oceania/2019111114759889-china-pompeo-faz-ataques-maliciosos-e-sua-mentalidade-parou-na-guerra-fria/

O que o Irã e os EUA oferecem a seus aliados: As múltiplas mensagens de Teerã

A tensão, ora quente e ora fria, entre os EUA e o Irã, está evoluindo na região do Oriente Médio, onde Teerã está atingindo seus inimigos (por si só e com a ajuda de seus aliados) sem causar a morte de um único americano até agora. O Irã tem como alvo pontos estratégicos na Arábia Saudita e no Golfo Pérsico, em resposta às sanções unilaterais dos EUA que se seguiram à retirada dos EUA do acordo nuclear conhecido como JCPOA (Plano de Ação Integral Conjunto). O Irã pretende enviar várias mensagens através das fronteiras para a Arábia Saudita, acima de tudo, e para os Estados Unidos da América. Teerã está selecionando, a partir de seus objetivos, alvos específicos ao mesmo tempo em que, gradualmente, aumenta os danos e maximiza o impacto sobre seus inimigos.

O último ataque dos Houthis às instalações de petróleo da Arábia Saudita exigiu meses de preparação devido a seus múltiplos objetivos. Segundo uma fonte bem informada, o Irã, desde maio, está testando – através dos houthis no Iêmen – os sistemas defensivos dos EUA e da Arábia Saudita para encontrar um ponto fraco, quando uma instalação da Aramco foi atingida pela primeira vez. Os houthis enviaram muitos drones para diferentes partes do país nos últimos cinco meses. Foi um reconhecimento tático para testar as capacidades dos radares e a rota mais segura para atingir as exportações de petróleo e forçar o fim da guerra no Iêmen. A Rússia está agora anunciando as vantagens de seu míssil S-400 sobre o sistema de interceptação de mísseis “Patriot” dos EUA, que se mostrou inútil nesse ataque; a sugestão de Putin de que os sauditas comprem o sistema russo provocou risadas do presidente iraniano Rouhani e de seu ministro de Relações Exteriores, Zarif, em Ancara.

O ataque ao petróleo saudita enviou vários recados: mostrou a força dos aliados do Irã no Oriente Médio, que estão pronto para oferecer uma negação plausível a favor do Irã quando necessário. E revelou um campo onde o Irã pode atingir seus inimigos. Era um campo de testes para novas e impressionantes capacidades militares. A ação transmitiu a mensagem de que os aliados do Irã em Gaza, Líbano e Iêmen têm o poder de impor suas próprias regras de engajamento e minar a dissuasão de seus inimigos. O ataque disse ao mundo que o petróleo do Irã deve ser vendido no mercado internacional e que as sanções dos EUA devem ser suspensas, caso contrário as exportações de petróleo sofrerão consideravelmente. Também confirmou que o Irã tem os meios para afetar o preço do petróleo. Ele mostrou a capacidade dos aliados do Irã no Oriente Médio e sua prontidão para enfrentar seus inimigos (Israel e EUA) em caso de guerra (Hezbollah versus Israel e Gaza contra Israel) com recursos tecnológicos avançados, como drones. Ele mostrou, ainda, as capacidades defeituosas de inteligência dos EUA, apesar dos grandes gastos na área. Humilhou os EUA – que mantêm dezenas de milhares de funcionários americanos em 54 bases militares regionais! Essas bases estão principalmente em Israel, Iraque, Afeganistão, Iraque, Síria, Arábia Saudita, Kuwait, Bahrein, Catar e Emirados Árabes Unidos, onde os EUA mantêm sua maior base militar. Isso representa o maior conjunto de armas do mundo.

O Irã está confirmando que reunir tropas americanas e equipamento militar de guerra no Oriente Médio não demonstra necessariamente força real e superioridade militar, mas sim um ônus financeiro injustificado para os países anfitriões! Este é um problema real para os países que abrigam bases americanas na região. Eles apostaram, confiando na presença dos EUA e em aparatos militares que agora se revelam incapazes de defendê-los, os principais clientes e anfitriões – gastando centenas de bilhões de dólares em armas e equipamentos americanos.

A diferença de atitude e apoio aos aliados é enorme. O Irã conseguiu construir uma cadeia confiável de aliados, agindo como um único corpo, enquanto os EUA intimidam e humilham seus aliados, – mais recentemente os reis da Arábia Saudita e Bahrein – enquanto chantageiam esses e outros líderes árabes para comprar armas americanas.

No Líbano, o Irã apoiou o Hezbollah após a invasão israelense de 1982 e ao longo de 18 anos forçou Israel a sair do país sob repetidos ataques da resistência. Na Síria, o Irã enviou tropas, petróleo, dinheiro, armas e aliados para atrapalhar o grande controle jihadista do Levante, e teve sucesso onde dezenas de estados regionais e internacionais falharam em seus objetivos. Na Palestina, o Irã compartilhou sua experiência de guerra e armas e financiou os palestinos para apoiar suas causas e objetivos. No Iraque, o Irã apoiou o governo e as forças populares a derrotar o ISIS, mesmo quando os EUA permitiram que o grupo jihadista se expandisse e se espalhasse na Síria. Os EUA atrasaram o envio das armas (já pagas) para Bagdá, em um momento de extrema urgência. No Iêmen, o Irã estava ao lado dos houthis contra a Arábia Saudita, os Emirados Árabes e dezenas de outros países, incluindo EUA, França, Reino Unido e Canadá, que ofereciam armas e informações. O nascimento do novo parceiro do Irã no Iêmen, os houthis, foi um processo doloroso. Como todos os parceiros do Irã no Oriente Médio, eles pagaram um preço muito alto para se levantar e seguir em frente. O Irã investiu bilhões de dólares no apoio a seus aliados.

Washington, por outro lado, está respondendo à política “agressiva” do Irã em relação à “pressão máxima” dos EUA, através de mais limitações e pressão econômica, sem procurar maneiras de apoiar seus aliados que estão sob ataque. Não está conseguindo encontrar uma maneira de parar a sabotagem do Irã contra navios-tanque e ataques com drones contra o petróleo saudita, e aparentemente não há perspectivas de que simplesmente levante as sanções ilegais e unilaterais ao Irã que estão causando problemas para a região. Muitos países percebem que os EUA não têm aliados, apenas clientes. Esses clientes pagam generosamente para permanecer no poder – desde que não sejam expulsos do poder por suas próprias populações, como Mubarak, do Egito, ou Bin Ali, da Tunísia -, mas seus gastos com armamentos dos EUA não oferecem proteção real. O melhor que os EUA e seus aliados podem fazer é enviar especialistas para examinar os destroços do último ataque houthi às instalações e armazenamento de petróleo sauditas.

Ao contrário dos EUA, o Irã defende seus aliados e oferece apoio financeiro e militar a eles: compartilha experiência e tecnologia de guerra com eles, para que permaneçam bem equipados e fortes o suficiente para o “dia da coleta”, quando cumprem seu papel. Teerã conseguiu construir uma rede de parceiros espalhados por diferentes partes do Oriente Médio: do Mediterrâneo ao Mar Vermelho e o estreito de Babelmândebe. Agora é a vez do parceiro iemenita passar por um trabalho doloroso, pagando o preço com sangue e destruição, antes de ingressar no “Eixo da Resistência”. Este processo já está em andamento, após quatro anos de guerra e dezenas de milhares de vítimas. Esse “eixo” se espalhou pela Palestina, Líbano, Síria, Iraque e Iêmen. Ele fala em voz alta sobre sua disposição de se envolver em uma guerra de múltiplas frentes contra os EUA e seus aliados do Oriente Médio, se alguma vez o Irã for atacado.

De uma maneira ou de outra, os planos de política externa e de mudança de regime dos EUA contribuíram significativamente para consolidar esse “Eixo”, permitindo que o Irã aproveitasse o fracasso dos EUA em muitas partes do Oriente Médio.

O Oriente Médio está de fato sofrendo com a tensão EUA-Irã. Está atingindo recursos de energia e segurança de navegação em navios-tanque, e ninguém pode excluir uma escalada que leve a uma guerra indesejada e “não planejada”.

Não haverá paz no Oriente Médio enquanto as sanções ilegais dos EUA contra o Irã estiverem em vigor. De fato, nenhuma paz pode ser alcançada enquanto as forças americanas mantenham uma presença militar no Oriente Médio, agindo como um agressor e uma força de ocupação em vez de um parceiro. Há pouco interesse nesta parte do mundo em deter essas forças cuja única contribuição é “se aproveitar do clima para pegar um bronzeado” e desfrutar da boa comida do Oriente Médio – enquanto enfraquece seus “parceiros de negócios”. Atender ao apelo do Irã pela retirada total das tropas americanas do Oriente Médio seria bom para todas as partes, mas atualmente é muito improvável que ocorra.

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The Caliph, um filme da CIA entre ficção e realidade

Manlio Dinucci    08.Nov.19

Trump, tal como Obama e Hillary Clinton antes dele, assiste no Situation Room da Casa Branca à eliminação de ex-aliados tornados incómodos. Foi assim com Bin Laden como agora com al Baghdadi. O acontecimento pouco difere da programação habitual de um canal de entretenimento EUA, com os seus heróis e os seus vilões. Neste caso, os principais vilões são os que estão na assistência.


 

“Foi como assistir a um filme”, ​​disse o presidente Trump após assistir à eliminação de Abu Bakr al Baghdadi, o Califa chefe do Isis (Daesh), transmitida na Sala de gestão de crises (Situation Room) da Casa Branca. Fora ali que, em 2011, o presidente Obama tinha assistido à eliminação do inimigo número um da época, Osama Bin Laden, chefe da Al Qaeda.

A mesma encenação: os serviços secretos dos EUA tinham há muito localizado o inimigo; este não é capturado, mas eliminado. Bin Laden é morto, al Baghdadi suicida-se ou é “suicidado”; o corpo desaparece, o de bin Laden sepultado no mar, os restos de al Baghdadi desintegrados pelo seu cinturão explosivo são também estão espalhados no mar.

Mesmo produtor do filme: a Comunidade de Informações, composta por 17 organizações federais. Para além da CIA (Agência Central de Informações), está o DIA (Agência de Informações de Defesa), mas cada sector das forças armadas, tal como o Departamento de Estado e o Departamento de Segurança Interna, tem seu próprio serviço. secreto.

Para as acções militares, a Comunidade de Informações utilisa o Comando das Forças Especiais, instalado em pelo menos 75 países, cuja missão oficial inclui, além da “acção directa para eliminar ou capturar inimigos”, a “guerra não convencional conduzida por forças externas, treinadas e organizadas pelo Comando”.

É exactamente o que acontece na Síria em 2011, o mesmo ano em que a guerra da UE/NATO destruiu a Líbia. Demonstram-no provas documentadas, já publicada por Il Manifesto. Por exemplo: em Março de 2013, o New York Times publica uma investigação detalhada sobre a rede da CIA através da qual chegam à Turquia e à Jordânia, com financiamento da Arábia Saudita e de outras monarquias do Golfo, rios de armas para militantes islâmicos treinados pelo Comando das Forças Especiais dos EUA antes de serem infiltrados na Síria.

Em Maio de 2013, um mês após ter fundado o Isis (Daesh), al Baghdadi encontra-se na Síria com uma delegação do Senado dos Estados Unidos encabeçada por John McCain, como um documento fotográfico revela.

Em Maio de 2015, é divulgado pela Judicial Watch um documento do Pentágono, datado de 12 de Agosto de 2012, no qual se afirma que existe “a possibilidade de estabelecer um principado salafita no leste da Síria, e [que] é exactamente isso que querem os países ocidentais, os estados do Golfo e a Turquia que apoiam a oposição “.

Em Julho de 2016, é revelado pelo Wikileaks um e-mail de 2012 no qual a secretária de Estado Hillary Clinton escreve que, dada a relação Irão-Síria, “o derrube de Assad constituiria um imenso benefício para Israel, diminuindo seu receio de perder o monopólio nuclear “.
Isso explica por que, embora os EUA e seus aliados tenham lançado em 2014 a campanha militar contra o Daesh, as forças do Daesh possam avançar com longas colunas de veículos armados em espaços abertos sem serem incomodadas.

A intervenção militar russa em 2015, em apoio às forças de Damasco, inverte o destino do conflito. O objectivo estratégico de Moscovo é impedir a destruição do Estado sírio, que provocaria o caos como na Líbia, que os EUA e a NATO aproveitariam para atacar o Irão e cercar a Rússia.

Os Estados Unidos, curto-circuitados, continuam a jogar a carta de fragmentação da Síria, apoiando os independentistas curdos para depois os abandonar para não perderem a Turquia, posto avançado da NATO na região.

Em tal cenário é compreensível porque al Baghdadi, tal como Bin Laden (ex-aliado dos EUA contra a Rússia na guerra do Afeganistão), não podia ser capturado para ser publicamente julgado, mas tinha que desaparecer fisicamente para fazer desaparecer as provas do seu verdadeiro papel na estratégia dos EUA. É por isso que Trump tanto apreciou o filme que acaba bem.

Fonte: https://ilmanifesto.it/il-califfo-film-cia-tra-fiction-e-realta/

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References

  1. ^endereço (www.odiario.info)
  2. ^odiario.info (odiario.info)

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Deus salve a rainha | A destruição do Império Britânico pelos EUA

 
 
 
Essa é uma parte pouco conhecida e nunca discutida da história dos EUA, mas, ainda assim, um dos principais fatores que impulsionaram os EUA à sua esmagadora supremacia económica e de fabricação após a Segunda Guerra Mundial. Envolve a destruição final do Império Britânico, pela qual nenhuma pessoa pensante teria arrependimentos, e também as condições obtidas após o fim da Segunda Guerra Mundial. A Primeira Guerra Mundial fez com que a Grã-Bretanha perdesse cerca de 40% de seu antigo Império e riqueza, e a Segunda Guerra Mundial concluiu essa tarefa, mas não sem a intercessão predatória pouco conhecida da América.
 
Durante a Segunda Guerra, a Grã-Bretanha precisava de grandes volumes de suprimentos de alimentos, matérias-primas, bens manufaturados, armamentos e equipamento militar. Mas as fábricas britânicas estavam sendo destruídas pela guerra e, de qualquer forma, careciam de capacidade produtiva suficiente. A Grã-Bretanha também carecia cada vez mais de dinheiro para pagar por esses produtos, sua solução era comprar a crédito de suas colónias. Canadá, Índia, Austrália, África do Sul e muitas outras nações forneceram à Inglaterra os bens e materiais de guerra necessários, com a promessa de pagamento futuro. O plano era que, após o término da guerra, a Grã-Bretanha pagasse essas dívidas com bens manufaturados que uma Grã-Bretanha reconstruída seria capaz de suprir. Essas dívidas foram registradas na moeda então britânica da libra esterlina e mantidas em livros contábeis no Banco da Inglaterra, comummente referidos como "os saldos da libra esterlina".
 
Após o término da Segunda Guerra, os EUA eram a única grande economia do mundo que não fora bombardeada, uma nação com todas as suas fábricas intactas e capaz de operar em plena capacidade produzindo quase tudo o que o mundo precisava.Os EUA tinham uma enorme capacidade de suprimento, mas os muitos países do Império Britânico, cujas economias estavam em boas condições e tinham dinheiro para pagar, recusavam-se a comprar dos EUA, pois estavam esperando o Reino Unido reconstruir e pagar as dívidas pendentes. com produtos manufaturados. O governo e as empresas dos EUA perceberam que esse mercado enorme, composto por tantas nações do mundo, permaneceria fechado por talvez décadas, que teria pouco ou nenhum sucesso comercial em qualquer parte do antigo Império Britânico, desde que os Sterling Os saldos permaneceram nos livros de contabilidade do Banco da Inglaterra. E este é um lugar em que a verdadeira natureza da América entra em foco, um incidente que serve melhor do que muitos para ilustrar a história do “fair play” americano e dos EUA criando “condições equitativas”.
 
 
No final da guerra, a Grã-Bretanha, fisicamente devastada e com falência financeira, carecia de fábricas para produzir bens para reconstrução, materiais para reconstruir as fábricas ou comprar máquinas para enchê-las, ou com dinheiro para pagar por qualquer uma delas. A situação da Grã-Bretanha era tão terrível que o governo enviou o economista John Maynard Keynes, com uma delegação aos EUA, para pedir ajuda financeira, alegando que a Grã-Bretanha estava enfrentando um "Dunquerque financeiro". Os americanos estavam dispostos a fazê-lo, sob uma condição: forneceriam à Grã-Bretanha financiamento, bens e materiais para se reconstruir, mas ditavam que a Grã-Bretanha deveria primeiro eliminar esses saldos em libras repudiando todas as suas dívidas para suas colónias. A alternativa era não receber assistência nem crédito dos EUA. Grã-Bretanha, empobrecida e endividada, sem recursos naturais e sem crédito ou capacidade de pagamento, tinha pouca escolha a não ser capitular. E, é claro, com todos os recebíveis cancelados e, como os EUA podiam produzir hoje, essas nações coloniais não tinham mais motivos para recusar bens manufaturados dos EUA. A estratégia foi bem sucedida. Quando a Grã-Bretanha se reconstruiu, os EUA haviam capturado mais ou menos todos os antigos mercados coloniais da Grã-Bretanha e, por algum tempo após o fim da guerra, os EUA estavam fabricando mais de 50% de tudo o que era produzido no mundo.E esse foi o fim do Império Britânico e o começo do último estágio da ascensão da América.
 
Os americanos foram propagandizados a acreditar que seu país apoiou desinteressadamente o esforço de guerra europeu, e generosamente planejaram e financiaram toda a reconstrução de toda a Europa devastada pela guerra. Suas cabeças estão cheias de "empréstimos e arrendamentos", o "Plano Marshall" e muito mais. Mas aqui temos três verdades silenciosas: uma é que os EUA ajudaram a Europa e o Reino Unido principalmente porque precisavam de mercados para seus produtos. As empresas americanas encontraram pouco poder de compra nos países europeus que agora estavam em grande parte destruídos e falidos, e sem esses mercados a economia dos EUA também teria sofrido um colapso. Foi o interesse próprio comercial, e não a compaixão ou caridade, que levou a assistência financeira dos EUA ao Reino Unido e à Europa. Tudo o que os EUA fizeram foi fornecer financiamento ao consumidor em larga escala para os produtos de suas próprias empresas,com a maior parte do 'financiamento' nunca deixando os EUA. O Plano Marshall era principalmente um programa de bem-estar para multinacionais americanas. A segunda verdade é que a Europa e a Inglaterra pagaram muito por essa assistência financeira. Foi somente em 2006 que a Grã-Bretanha finalmente pagou a última parcela dos empréstimos concedidos pelos EUA em 1945. A terceira é que o financiamento da Europa no pós-guerra não era principalmente para reconstrução, mas como base para um controle político esmagador que persistiu em grande parte até hoje. Os fundos do famoso plano Marshall dos EUA foram gastos mais para financiar a Operação Gladio do que a reconstrução europeia.
 
Como William Blum observou tão bem em um de seus artigos, os EUA estavam muito mais interessados ​​em sabotar a esquerda política na Europa do que em reconstrução,e os fundos do Plano Marshall foram desviados para financiar vitórias políticas da extrema direita, bem como para o violento programa terrorista conhecido como Operação Gladio. Ele também mencionou corretamente que a CIA reduziu quantias substanciais para financiar jornalismo e propaganda encobertos, um dos condutos da Fundação Ford. Além disso, os EUA exerceram enormes restrições económicas e políticas sobre os países beneficiários como condições para o recebimento de fundos, sendo a maioria usada para ajudar a reconstituir os banqueiros e elites europeus em suas posições de poder económico e político (após uma guerra em que eles mesmos instigado) ao invés de ajudar na reconstrução. No final, os europeus poderiam ter se saído bem sem a chamada "assistência" dos EUA, e a Europa teria sido muito melhor e mais independente hoje se eles recusassem a oferta.
 
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A imagem em destaque é de TruePublica
 
A fonte original deste artigo é Global Research
 
Copyright © Larry Romanoff , Global Research , 2019
 
Leia em Global Research:
 

Ver o original em 'Página Global' na seguinte ligação:

https://paginaglobal.blogspot.com/2019/11/deus-salve-rainha-destruicao-do-imperio.html

Coreia do Norte afirma que 'provocação' dos EUA deixa diálogo nuclear à beira da extinção

Pessoas tiram fotos em frente à bandeira da Coreia do Norte e dos EUA, em Hanói, Vietnã, 24 de fevereiro de 2019
© AP Photo / Vincent Yu

Em um recente pronunciamento, um responsável oficial de Pyongyang classificou os próximos exercícios aéreos conjuntos de Washington e Seul como um "balde de água fria", se referindo ao diálogo entre os EUA e a Coreia do Norte.

Dias após o Pentágono anunciar que os EUA realizariam treinamentos aéreos limitados com a Coreia do Sul nas próximas semanas em vez dos exercícios anuais Vigilant Ace, Kwon Jong Gun, embaixador itinerante da República Popular Democrática da Coreia (RPDC), declarou que a decisão dos EUA "representa uma declaração de confronto".

"O frenesi militar imprudente dos EUA é um ato extremamente provocativo e perigoso, jogando um bande de água fria na centelha do diálogo RPDC–EUA à beira de extinção", afirmou o diplomata na quinta-feira (7), conforme divulgado pela rede KCNA Watch. "Ninguém acreditará que as mudanças dos exercícios de guerra alteraram também sua natureza agressiva".

Os exercícios Vigilant Ace foram cancelados no ano anterior logo após o presidente norte-americano, Donald Trump, ter cancelado dois outros treinamentos conjuntos com a Coreia do Sul e declarado que "jogos militares" têm um custo "muito caro" e dificultavam as negociações com Kim Jong-un, líder da Coreia do Norte. Jim Mattis, secretário de Defesa dos EUA na época, expressou um posicionamento semelhante quando anunciou uma redução dos exercícios Foal Eagle "para os manter em um nível que não seja prejudicial para a diplomacia".

As manobras militares Vigilant Ace de 2017 levaram mais de 230 aeronaves para a região e, de acordo com o Pentágono, foram realizadas de forma a "maximizar o realismo" de uma resposta a uma potencial ameaça no Pacífico. A RPDC, por outro lado, os considerou como "provocação perigosa" que empurra a região "para a beira de uma guerra nuclear".

Exército Popular da Coreia apresenta, em desfile, complexos de lançamento de mísseis balísticos intercontinentais (foto de arquivo)
© Sputnik / Ilia Pitalev
Exército Popular da Coreia apresenta, em desfile, complexos de lançamento de mísseis balísticos intercontinentais (foto de arquivo)

Kwon recordou Washington desta recente história de exercícios militares conjuntos na região e afirmou que Pyongyang "enfatizou mais de uma vez que os exercícios militares conjuntos planejados podem impedir o avanço das relações bilaterais, nos obrigando a reconsiderar as medidas cruciais que já tomamos".

"Nossa paciência está se aproximando do limite", acrescentou, "nunca iremos desconsiderar os movimentos militares imprudentes dos EUA", possivelmente sinalizando uma resposta através da retoma de testes de mísseis de longo alcance e da pesquisa nuclear.

Em paralelo às fracassadas negociações em Estocolmo, Suécia, no último mês, a declaração de Kwon vem logo após o Departamento do Estado norte-americano designar, em 2018, a Coreia do Norte como Estado promotor de terrorismo. Pyongyang condenou tal acusação e reafirmou que a RPDC repudia manifestações de terrorismo e não apoia atos terroristas.

"Nós não definimos a escala ou conduzimos nossos exercícios com base na fúria da Coreia do Norte", defendeu o porta-voz do Pentágono, tenente-coronel Dave Eastburn, em entrevista para o The Japan Times na quinta-feira. "Nossos exercícios […] garantem a prontidão e aperfeiçoam a interoperabilidade entre os EUA e a Coreia do Sul, enquanto permitem aos diplomatas terem o espaço necessário para manter negociações abertas com a Coreia do Norte".

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/defesa/2019110814749577-coreia-do-norte-afirma-que-provocacao-dos-eua-deixa-dialogo-nuclear-a-beira-da-extincao/

Conversa sobre muros

(Mais do que um Muro: fotos de 30 anos de vida ao longo da fronteira
dos Estados Unidos com o México)
«Tijuana, Baixa Califórnia, 2017. No lado mexicano do muro de fronteira entre o México e os Estados Unidos, as famílias cumprimentam outros membros da família do lado dos EUA. Catelina Cespedes, Carlos Alcaide e Teodolo Torres vieram de Santa Monica Cohetzala em Puebla para encontrar os seus familiares do outro lado da parede.»
«Tijuana, Baixa Califórnia, 2016. No lado mexicano do muro de fronteira entre o México e os Estados Unidos, Hector Barajas, def rente, está com outros veteranos do serviço militar dos EUA que foram deportados. Os nomes de seus companheiros militares que morreram estão escritos nas barras da parede. Isso acontece todos os domingos no Parque da Amizade, nas praias de Tijuana.»

 
 

Ver original em "O Tempo das Cerejas" (aqui)

Pacto com diabo: EUA fizeram acordo com nazistas por tecnologia de mísseis?

Medalha nazista
© Sputnik / А. Shadrin

Novo livro publicado nos EUA acusa o país de ter feito acordo com "o maior criminoso de guerra que você nunca ouviu falar" da Alemanha nazista para adquirir tecnologia de mísseis.

Dean Reuter, coautor do livro "O nazista escondido: a história não contada do pacto dos EUA com o diabo", alega que a tecnologia seria crucial para a corrida armamentista com a União Soviética, iniciada logo após a Segunda Guerra Mundial.

Reuter conta que os EUA se beneficiaram da parceria com general Hans Kammler, que era o supervisor do programa de desenvolvimento de mísseis da Alemanha nazista.

O livro busca esclarecer se os EUA fizeram acordo com o general nazista para acessar seus conhecimentos.

As pesquisas indicaram que houve acordo para transferência de tecnologias que, posteriormente, seriam cruciais para o embate contra a União Soviética durante a Guerra Fria.

Em busca do 'ouro nazista'

Reuter diz que, em certo ponto da guerra, a derrota alemã já estava clara e, por isso, todos já sabiam que haveria "grande corrida pelas tecnologias" nazistas.

"Havia muitos espólios a serem tomados, uma vez que o Reich alemão se contraía, com a União Soviética se aproximando de um lado e os aliados ocidentais do outro. Mas essa tecnologia de mísseis era especialmente atrativa, porque era avançadíssima", acentuou Reuter ao jornal Breitbart News Daily.

Segundo o autor, o país que conseguisse capturar o maior número de cientistas do programa de mísseis nazista, estimados em cerca de 4.500, iria "dominar o mundo".

Houve acordo secreto com o general nazista?

Reuter afirma possuir provas de que os EUA conseguiram firmar um acordo com o general nazista, descrito no livro como "o pior criminoso de guerra nazista de quem você nunca ouviu falar".

O acordo teria sido selado no âmbito do projeto Hermes, de 1944, no qual o governo dos EUA fez acordo com a gigante industrial General Electric para construir um míssil tipo V-2.

Logotipo do conglomerado norte-americano General Electric, que participou da construção de míssil do tipo V-2, na década de 40
© REUTERS / Vincent Kessler
Logotipo do conglomerado norte-americano General Electric, que participou da construção de míssil do tipo V-2, na década de 40

De acordo com Reuter, emissários do general Kammler teriam se encontrado com membros do governo americano e da General Electric na embaixada dos EUA em Lisboa, Portugal.

Kammler teria "selado esse acordo com os americanos para transferir essa tecnologia", acusa o livro.

O centro de pesquisa, no qual o míssil nazista estava sendo desenvolvido, ficava na região nordeste da Alemanha e, para evitar que a tecnologia caísse nas mãos dos soviéticos, que se aproximavam rapidamente, o general ordenou a transferência do centro para a região central.

Para realizar a transferência, o general ordenou a construção de um centro subterrâneo. A construção utilizou mão de obra escrava e vitimou dezenas de milhares de vidas, segundo Reuter.

Mesmo assim, o centro acabou na zona de ocupação soviética após a Conferência de Yalta. Isso teria levado o general a ordenar nova transferência urgente para Bavária, região que os norte-americanos poderiam alcançar em uma semana.

"Logo, ficou claro para nós que o general fez essas transferências – que são extraordinárias e muito difíceis de serem realizadas – para entregar a tecnologia de mísseis para os norte-americanos", concluiu Reuter.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/sociedade/2019110714745000-pacto-com-diabo-eua-fizeram-acordo-com-nazistas-por-tecnologia-de-misseis/

EUA comunicam que terras ricas em petróleo na Síria servirão de base americana

Combatente das Forças Democráticas Sírias (FDS), apoiado pelos EUA, perto da base do campo de petróleo de Al-Omar, leste da Síria, 24 de fevereiro de 2019
© AP Photo / Felipe Dana

A área rica em petróleo no nordeste da Síria que os Estados Unidos estão protegendo servirá de base para as operações militares dos EUA contra o grupo terrorista Estado Islâmico.

O comunicado foi dado à imprensa na quarta-feira (6) por um alto funcionário do Departamento de Estado dos EUA.

"Em primeiro lugar, a missão de 'proteger' é provavelmente um termo muito leigo [...] É basicamente para assegurar uma área, e essa área deve servir como uma base para nossas operações contínuas de derrotar o Daesh [grupo terrorista proibido na Rússia e outros países], que é a base legal para nossos militares estarem lá, no nordeste da Síria, em primeiro lugar com nossos aliados locais das FDS [Forças Democráticas da Síria]", disse o oficial.

Os diplomatas dos EUA não receberam instruções em relação aos campos de petróleo no nordeste sírio, onde as comunidades locais exploram recursos energéticos para seu próprio benefício.

Respondendo à pergunta se o governo dos EUA ponderou pedir às companhias de energia para "restaurar" os campos de petróleo no norte da Síria, o alto funcionário informou que o Departamento de Estado não tem "nenhuma orientação proveniente da administração, para fazer qualquer coisa com os campos de petróleo".

Campos petrolíferos

Na terça-feira (5), a agência de notícias turca Anadolu informou que os militares dos EUA estavam construindo duas novas bases na província de Deir ez-Zor, no nordeste da Síria.

Enquanto isso, o representante especial do presidente russo para a Síria, Aleksandr Aleksandr Lavrentiev, comunicou recentemente que os territórios ricos em petróleo no nordeste da Síria devem ser controlados pelo governo sírio.

Um comboio de veículos militares dos EUA, vindo do norte do Iraque, passa por uma bomba de petróleo na zona rural da cidade de Qamishli, no nordeste da Síria, em 26 de outubro de 2019
© AFP 2019 / Delil Souleiman
Um comboio de veículos militares dos EUA, vindo do norte do Iraque, passa por uma bomba de petróleo na zona rural da cidade de Qamishli, no nordeste da Síria, em 26 de outubro de 2019

O secretário de Defesa dos EUA, Mark Esper, disse no final de outubro que os Estados Unidos negariam às forças russas e sírias o acesso aos campos de petróleo que estão protegendo no nordeste da Síria. Esper destacou que os EUA garantirão o controle por parte das Forças Democráticas da Síria, lideradas pelos curdos, sobre os campos petrolíferos.

O ministro das Relações Exteriores russo Sergei Lavrov acusou Washington de usar as receitas da venda de petróleo sírio para apoiar grupos armados leais em território sírio.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/oriente_medio_africa/2019110714742396-eua-comunicam-que-terras-ricas-em-petroleo-na-siria-servirao-de-base-americana/

'Aberração': comunidade internacional apoia Cuba para acabar com bloqueio dos EUA

Las banderas de Cuba y EEUU (archivo)
© AP Photo / Ramon Espinosa

Representantes de mais de 30 países e grandes organizações internacionais condenaram nesta quarta-feira na Assembleia Geral da ONU o bloqueio econômico, comercial e financeiro que os Estados Unidos impõem a Cuba há quase 60 anos.

"Ao apertar o parafuso da sanção e do bloqueio econômico, financeiro e energético da ilha, Washington impede os direitos inalienáveis dos cidadãos cubanos de viver com dignidade e escolher seu próprio modelo de desenvolvimento socioeconômico", disse o vice-ministro de Relações Exteriores da Rússia, Alexander Pankin, em seu discurso.

Nos dias 6 e 7 de novembro, Cuba apresenta à Assembleia Geral da ONU o relatório sobre a resolução 73/8 desse órgão internacional, intitulado "A necessidade de acabar com o bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto pelos Estados Unidos da América contra Cuba".

Desde 1991, e pela 28ª ocasião consecutiva, Havana apresenta à comunidade internacional um relatório detalhando os principais efeitos dessa política unilateral de Washington aplicada de 1962 até hoje e que, segundo fontes oficiais, causou perdas econômicas no valor de US$ 138.843.400.000 a preços atuais.

Em suas palavras, o representante da Rússia enfatizou que "Washington ignora o papel construtivo e responsável de Cuba, sua autoridade merecida nos assuntos mundiais e a contribuição criativa para a promoção dos processos de integração regional".

Por seu lado, o representante permanente da China na ONU, Zhang Jun, lamentou que o cerco dos EUA a Cuba "permaneça apesar das resoluções apresentadas, esta medida causa numerosos danos e atrapalha as relações da ilha com outras nações".

O representante chinês enfatizou que seu país espera que "os EUA removam o bloqueio o mais rápido possível e os dois lados sigam a tendência de nosso tempo de manter relações interestaduais normais".

Encontro entre John F. Kennedy, o general David Shoup e o almirante George Anderson dedicado a Cuba, outubro de 1962
© AP Photo / William J. Smith
Encontro entre John F. Kennedy, o general David Shoup e o almirante George Anderson dedicado a Cuba, outubro de 1962

Por sua parte, o embaixador mexicano na ONU, Juan Ramón de la Fuente, ratificou o apoio de seu governo à reivindicação de Havana e lamentou a decisão de Washington de aplicar o Título III da Lei Helms-Burton que, segundo ele, "afeta não apenas o povo cubano, mas também países terceiros".

'Aberração no mundo de hoje'

Yashar Aliyev, representante permanente do Azerbaijão na ONU e em nome do Movimento Não-Alinhado (Mnoal), condenou as medidas coercitivas usadas pelos EUA contra Cuba como "uma ferramenta de pressão política, econômica e financeira".

"O bloqueio contra Cuba, mantido por quase 60 anos, é um exemplo do efeito adverso dessas medidas no bem-estar do povo, violando seus direitos humanos, incluindo o direito ao desenvolvimento", afirmou Aliyev.

Keisha McGuire, representante permanente de Granada junto à ONU, também falou em nome da Comunidade do Caribe (Caricom), que denunciou que o bloqueio dos EUA contra Cuba "viola o direito internacional e é um anacronismo e uma aberração no mundo de hoje".

Por seu lado, o representante da Palestina na ONU, Riad Mansur, em nome do Grupo dos 77 + China, rejeitou o ressurgimento do bloqueio econômico dos EUA contra Cuba e condenou sua natureza extraterritorial.

Outros grupos que apoiaram a reivindicação de Cuba de encerrar o bloqueio americano foram a Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN) e o Grupo Africano.

Representantes da Índia, Vietnã, Coréia do Norte, Filipinas, Mianmar, Laos, Indonésia, Jamaica, África do Sul, Nicarágua, Síria, São Vicente e Granadinas, Singapura e Tunísia também intervieram no plenário da Assembleia Geral da ONU.

Na sessão desta quinta-feira, será votado o relatório "Necessidade de encerrar o bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto pelos Estados Unidos da América contra Cuba", que por 27 ocasiões consecutivas contou com o apoio majoritário da comunidade internacional.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/americas/2019110714742181-aberracao-comunidade-internacional-apoia-cuba-para-acabar-com-bloqueio-dos-eua/

China, e não o Irã, seria a real razão dos EUA estarem no Iraque, diz especialista

Líder chinês Xi Jinping (à direita) e premiê iraquiano Adel Abdul Mahdi (à esquerda) em Pequim
© AP Photo / Lintao Zhang

Comentando a crescente cooperação entre Iraque e China, Daniel J. Samet, especialista em Oriente Médio, escreveu um artigo para The Diplomat sobre as razões da presença dos EUA no Iraque.

Há décadas que as relações entre Washington e Teerã são ricas em suspeitas, tensões e acusações. Tendo isto como fundo, os EUA têm justificado sua presença militar em países do Oriente Médio, como na Arábia Saudita.

Além disso, apesar da insatisfação de Bagdá, o governo americano mantém tropas no Iraque alegando o combate a grupos terroristas.

Em artigo próprio escrito no portal The Diplomat, Daniel J. Samet analisa o que seria, segundo sua visão, a verdadeira razão de os EUA não se retirarem do Iraque, mesmo com a derrubada da família Hussein e o notável enfraquecimento do Daesh.

"Enquanto os EUA põem em foco as ambições iranianas, uma potência muito mais formidável entrou em cena. Em setembro, o premiê iraquiano, Adel Abdul Mahdi, disse que seu país estava se inserindo no projeto Nova Rota da Seda da China", escreveu Samet.

Desde então, segundo o especialista, as relações bilaterais entre o Iraque e a China têm experimentando um aprofundamento, processo que tem sido marcado há tempo com o Iraque se tornando o terceiro maior fornecedor de petróleo à China e um grande comprador de produtos de defesa do gigante asiático.

Nova Rota da Seda

As boas relações são fundamentais para o estabelecimento da Nova Rota da Seda, os corredores econômicos que ligam a China e seus parceiros.

Ainda segundo o especialista, as relações se tornaram tão próximas que após a China ser acusada de reprimir violentamente sua minoria muçulmana uigur, o Iraque não fez nenhuma nota de protesto, diferentemente de países do Ocidente.

"Para apaziguar o violador de direitos humanos em série, o Iraque foi um dos 50 países que elogiaram as políticas chinesas em Xinjiang [cidade uigur] após uma carta do Conselho de Direitos Humanos da ONU criticar a China pelo seu tratamento da minoria muçulmana uigur", disse o especialista.

Desta forma, apesar da presença americana no Iraque não ter resolvido os problemas de segurança do país e Washington continuar uma guerra contra o terrorismo que parece não ter fim, a crescente influência da China no Iraque seria o suficiente para Washington se manter no país árabe, segundo Daniel Samet.

"Os americanos devem estar bem cansados dos anos seguidos de cobertura alarmista sobre Saddam Hussein, a violência sectária e o Daesh. No entanto, agora não é hora de sair do país ou da região por esta razão. Onde os EUA pensam recuar, Xi [líder da China] e seu regime estão prontos para preencher o espaço vazio", escreveu Samet.

 

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/opiniao/2019110614740201-china-e-nao-o-ira-seria-a-real-razao-dos-eua-estarem-no-iraque-diz-especialista/

Até quando o bloqueio contra Cuba?

 
 
 
Mercedes Martínez Valdês* | Diário de Notícias | opinião
 
Há um conhecimento limitado da história e do alcance das ações do governo dos Estados Unidos contra a Revolução Cubana.
 
Tem sido sessenta anos de uma guerra económica extensiva e intensa, meticulosamente conduzida contra um pequeno país pela mais poderosa superpotência económica e militar que já existiu. Provocar a asfixia da economia, levar o povo ao desespero e impulsionar a rebelião contra o sistema sociopolítico construído desde 1959, é um objetivo atual e real contra Cuba.
 
Tem sido sessenta anos de uma guerra económica extensiva e intensa, meticulosamente conduzida contra um pequeno país pela mais poderosa superpotência económica e militar que já existiu. Provocar a asfixia da economia, levar o povo ao desespero e impulsionar a rebelião contra o sistema sociopolítico construído desde 1959, é um objetivo atual e real contra Cuba.
 
As estruturas do governo e do Congresso dos Estados Unidos desenvolveram para isso uma complexa rede de proibições, sanções e agressões contra Cuba que impossibilitam medir as suas consequências em termos humanos e que hoje atinge US $ 922 bilhões em danos quantificáveis. Esse cerco genocida constitui o principal obstáculo ao desenvolvimento da nação do Caribe e ao exercício normal das suas relações económicas, comerciais e financeiras com países terceiros.
 
A atual administração dos Estados Unidos deixou para trás o que fingia ser uma abordagem coerente de aproximação a Cuba. Sem ter em consideração a opinião pública dos Estados Unidos e dos próprios cubano-americanos, amplamente favoráveis aos laços com seu país de origem, pelo menos 187 medidas foram tomadas desde junho de 2017 contra a intenção de construir um relacionamento baseado no respeito à igualdade e soberania dos Estados. Uma taxa surpreendente de duas medidas por mês que teve como principal referência a aplicação integral da Lei Helms-Burton (Libertad Act / 1996).
 
 
Para citar apenas alguns exemplos, o governo do presidente Trump, optou por restringir as licenças de viagens dos cidadãos desde os EUA para Cuba; eliminou as operações de empresas de cruzeiros para portos cubanos; aguçou a perseguição e as sanções contra entidades bancárias; acossou empresas de seguros e transporte marítimos, a fim de limitar a entrada de combustível em Cuba; forçou empresas de países terceiros a cessar contratos de arrendamento com a companhia aérea Cubana de Aviación; baniu todos os voos dos Estados Unidos para destinos em Cuba, com exceção de Havana.
 
Da mesma forma, foi aprovada a negação de qualquer reexportação para Cuba de produtos estrangeiros contendo mais de 10% dos componentes dos EUA; impede a importação e exportação de medicamentos de primeira linha de Cuba para os Estados Unidos e vice-versa; promoveu campanhas de pressão e difamação sobre os serviços médicos cubanos que Cuba oferece no exterior e são impulsionadas ações judiciais nos tribunais dos EUA contra entidades que "traficam" com propriedades nacionalizadas em Cuba na década de 1960. Estas disposições atacam a liberdade de comércio e reforça a natureza extraterritorial das sanções contra Cuba, além de prejudicar as relações económicas e comerciais da ilha com a comunidade internacional.
 
No momento atual, e conforme solicitado pela Assembleia da República Portuguesa - no voto de Solidariedade n.º 143/XIII Sobre a necessidade de pôr fim ao bloqueio dos Estados Unidos da América à República de Cuba -, impõe-se ao governo dos EUA o cumprimento das 27 resoluções adotadas pela comunidade internacional no âmbito da Assembleia Geral das Nações Unidas e finalizar, sem qualquer condicionamento, sua política de bloqueio contra Cuba.
 
No próximo seis e sete de novembro, Cuba apresentará pela 28.ª vez perante a Assembleia Geral das Nações Unidas a resolução intitulada: "Necessidade de acabar com o bloqueio económico, comercial e financeiro imposto pelos Estados Unidos da América contra Cuba". Será outra vitória de David contra Golias, e uma nova oportunidade para o concerto de nações de perguntar: até quando?
 
*Embaixadora de Cuba na República Portuguesa
 

Ver o original em 'Página Global' na seguinte ligação:

https://paginaglobal.blogspot.com/2019/11/ate-quando-o-bloqueio-contra-cuba.html

CHINA - EUA | Acordo sino-americano em Macau?

 
 
“O bom menino pode levar um doce, o menino malandro não leva nada”
 
A imprensa norte-americana avançou ontem (3.11) que a China terá sugerido Macau como palco para a assinatura de um acordo comercial interino com os Estados Unidos da América. Ao PONTO FINAL, Larry So disse que seria uma prenda para “o menino bom” que é Macau. Albano Martins indicou que a escolha de Macau podia ser vista como um aviso para aquilo que os EUA têm a perder com as concessionárias americanas.
 
Na tarde de ontem (3.11), a estação norte-americana Fox Business avançou com a notícia de que Pequim teria sugerido que a assinatura de um acordo comercial interino sino-americano fosse feita em Macau. Para o politólogo Larry So, isto é uma “prenda” para Macau que serve para dar um sinal a Hong Kong e Taiwan. Ming Sing, sociólogo de Hong Kong, refere que “qualquer tentativa de substituir Hong Kong por Macau, em termos de estatuto de centro financeiro, é muito improvável que seja bem-sucedida”. Já o economista Albano Martins diz que não é provável que o encontro aconteça em Macau, mas acrescenta que, se vier a acontecer, pode ser uma maneira de mostrar a Donald Trump aquilo que as concessionárias americanas têm a perder na falta de um acordo comercial. 
 
A informação de que Macau poderia vir a servir de palco para a assinatura de um acordo comercial preliminar entre os EUA e a China surge na sequência da desistência, por parte do Chile, de receber o Fórum de Cooperação Económica Ásia-Pacífico (APEC) devido à recente vaga de protestos no país sul-americano. Assim, a Fox Business noticiou que Pequim terá sugerido Macau para a assinatura do acordo que iria acontecer à margem do APEC, entre Donald Trump e Xi Jinping. A notícia não foi confirmada por fontes oficiais e o jornal estatal chinês Economic Daily indicou que a possibilidade é apenas “especulação infundada”. Segundo o South China Morning Post, responsáveis dos dois países vão ter uma reunião via telefónica hoje, para definir os detalhes do futuro encontro.
 
 
MENINO BOM E MENINO MAU
 
“Seria uma honra para Macau”, diz Larry So, completando: “Só o facto de estar a ser noticiado que [Macau] pode vir a ser o sítio escolhido para a assinatura do acordo e um dos sítios onde o Governo Central gostava de assinar o acordo sino-americano, já é uma honra”. Isto é, diz o politólogo e professor do Instituto Politécnico de Macau, o reconhecimento por parte de Pequim de que Macau se tornou “numa cidade de nível internacional”.
 
Além disso, “isto também podia ser uma prenda para Macau, especialmente por celebrar o 20.º aniversário do regresso à China”. Depois disso, há também o sinal político que é dado a Hong Kong e Taiwan. “É uma demonstração, principalmente para Taiwan, dizendo que isto é o que o Governo Central quer dizer com ‘Um País, Dois Sistemas’”, refere Larry So, explicando a mensagem que diz ser passada para a região vizinha: “Além disso, claro, também é uma mensagem para Hong Kong, dizendo que o bom menino pode levar um doce, o menino malandro não leva nada”.
 
As concessionárias de jogo americanas em Macau – Wynn, Sands e MGM – também têm um papel. “Se isto acabar por acontecer, pode consolidar o estatuto das concessionárias aqui e ter um papel nos interesses americanos, em termos das renovações de contratos que se aproximam”, nota o politólogo. Recorde-se que as concessões das três concessionárias de jogo norte-americanas terminam em 2022. “Se houver algum acordo e se a assinatura do mesmo for em Macau, acredito que isto será a consolidação do estatuto dos casinos americanos em Macau”, reforça.
 
E aceitaria o Presidente americano vir a Macau assinar um acordo interino com a China? “Depende sobre qual o tipo de acordo, ainda é muito cedo para dizer”, refere Larry So, concluindo: “Se Trump vier, acho que os interesses americanos aqui vão ser muito, muito beneficiados”.
 
PEQUIM PODE DAR SINAIS, MAS NADA VAI MUDAR
 
Albano Martins mostra-se pessimista relativamente a um possível encontro em Macau entre Xi Jinping e Donald Trump. Ainda que o que esteja em causa seja a assinatura do acordo preliminar, o economista debruça-se sobre a capacidade que Macau tem em receber um fórum como o APEC: “Macau não tem margem de manobra, Macau tem dificuldades enormes para receber uma cimeira desse tipo, porque isso implica todo um conjunto logístico que Macau não tem”. “É preciso preparação securitária, é preciso pessoal preparado para esse tipo de organizações, é preciso um aeroporto, por exemplo. É muito difícil de acontecer”, considera Albano Martins.
 
Sobre um acordo em Macau que não implique a realização de toda a APEC, o economista deixa no ar: “Um encontro entre os dois para assinar os tais acordos de comércio, isso é possível ser feito em Macau, mas não sei bem como é que o Trump vai chegar a Macau”.
 
Para o economista, a eventual escolha de Macau para a assinatura do acordo seria “uma chapada a Hong Kong”. “Por outro lado, também poderia ser para dizer ao nosso amigo Trump: ‘Olha lá, tem cuidado, que tu tens aqui muitos interesses dos Estados Unidos da América, nos casinos, é preciso cuidado’”, diz Albano Martins, lembrando, tal como Larry So, que poderia servir de “presente” pelos 20 anos da RAEM.
 
Sobre a possibilidade de se tratar de uma mensagem para as concessionárias, o economista esclarece: “A China pode mandar as mensagens que quiser, mas não há hipótese nenhuma, do ponto de vista pragmático, de que alguma das seis operadoras seja colocada de fora”. “Isso pode ser utilizado no sentido de amedrontar, mas, quem quiser ser pragmático, com os pés assentes no chão, sabe perfeitamente que outro cenário não vai acontecer”, afirma.
 
MACAU NÃO SERÁ HONG KONG
 
Ming Sing, professor da Universidade de Hong Kong e investigador sobre temas relacionados com o desenvolvimento da Ásia e política asiática e internacional, explica ao PONTO FINAL que esta indicação da China pode ser uma tentativa de substituir Hong Kong por Macau. No entanto, diz o docente universitário, “qualquer tentativa de substituir Hong Kong por Macau, em termos de estatuto, como centro financeiro, é muito improvável que seja bem-sucedida porque Hong Kong está equipada com mecanismos que simplesmente não estão disponíveis em Macau nem estarão num futuro próximo”.
 
O sociólogo de Hong Kong, que confessa não estar a par das notícias sobre Macau, reforça que, “se a motivação para que a assinatura do acordo for a substituição de Hong Kong por Macau enquanto metrópole vibrante e internacional e enquanto centro financeiro internacional, a julgar pela disponibilidade de recursos, pela população e pelo sistema legal, não vejo que Macau possa acompanhar Hong Kong nas próximas décadas”.
 
André Vinagre | Ponto Final | Imagem: EPA / Thomas Peter / Pool

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Los Angeles continua a ser a capital dos sem-abrigo nos EUA

Na cidade californiana, com um dos mercados imobiliários mais caros do país e com dezenas de milhares a viver nas ruas, foram poucos os sem-abrigo que conseguiram aceder a um tecto nos últimos 3 anos.

Apesar de medidas aprovadas com vista à criação de centros de acolhimento, Los Angeles tem milhares de sem-abrigo e os proprietários de imobiliário oferecem resistência à sua construçãoCréditos / LA Times

Kimberly Decoursey, uma mulher de 37 anos que cresceu em lares de acolhimento e viveu vários anos nas ruas, passa agora as noites num centro de acolhimento temporário em Los Angeles, chamado Hollywood Studio Club.

Os dias, passa-os ainda na rua, na rampa de saída de uma auto-estrada, junto do seu noivo (sem-abrigo) e na companhia daqueles que considera «família» – os que partilharam com ela as dificuldades das ruas de Los Angeles e que ela gostaria que tivessem o que tem agora: cama, comida na mesa e duche.

«Muitos deles dariam um braço para estar ali», disse Decoursey à Reuters sobre os seus companheiros, que vivem em tendas sujas no bairro de Hollywood. No entanto, das cerca de 36 mil pessoas sem-abrigo que se estima haver em Los Angeles, poucas foram as que conseguiram um tecto nos últimos três anos, depois de a população ter aprovado uma proposta, em Novembro de 2016, para construir habitações para pessoas que vivem nas ruas e em situação de pobreza, no âmbito da qual foi reunida uma verba de 1200 milhões de dólares.

capitalandmain.com

Segundo a Reuters, um dos maiores obstáculos à construção de habitações permanentes com serviços sociais incluídos reside no facto de Los Angeles deter um dos mercados imobiliários mais caros dos Estados Unidos. Além disso, grupos de proprietários de habitações têm-se oposto à construção de centros de acolhimento nos seus bairros.

Numa região metropolitana em que os preços dos bens imobiliários são muito elevados (o valor médio de uma casa na Grande Los Angeles ronda actualmente os 650 mil dólares), o plano de construção de centros para sem-abrigo gerou uma forte reacção negativa da parte de alguns residentes, preocupados com a possibilidade de diminuição do valor dos seus imóveis. No bairro rico de Venice, junto à praia, onde o preço médio de uma casa se aproxima dos 2 milhões de dólares, alguns residentes foram para tribunal para se opor à construção de um centro de acolhimento.

Problema a aumentar

As autoridades prevêem que o primeiro projecto financiado pela medida aprovada na consulta de há três anos, com vista à criação de centros permanentes com serviços sociais, abra no final deste ano. É que o problema está a crescer. Em Janeiro de 2019, o número de sem-abrigo aumentou 16% por comparação com o ano anterior, de acordo com os dados divulgados pela Los Angeles Homeless Services Authority (LAHSA).

Grupos de pessoas sem-abrigo montaram tendas em passeios e em locais abandonados de quase todos os bairros da segunda maior cidade do país, desde o rico Bel-Air até ao operário San Pedro.

Numa visita à Califórnia em Setembro, o presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que as pessoas que vivem nas ruas arruinaram o «prestígio» de Los Angeles e San Francisco, tendo sugerido a possibilidade de uma intervenção federal. Nesse mesmo mês, o governo da cidade e do Condado de Los Angeles (democrata) solicitaram ao Supremo Tribunal dos Estados Unidos que lhes atribuíssem de volta as competências para poderem «varrer» os acampamentos de sem-abrigo.

População com muitos problemas e necessidades

Um relatório publicado este mês pelo Laboratório de Políticas da Califórnia em Los Angeles, que recolheu dados sobre 64 mil pessoas sem-abrigo adultas solteiras em todo o país, revelou que metade delas informou que sofria, conjuntamente, de algum tipo de doença física, mental e de abuso de substâncias.

Ainda de acordo com a Reuters, que se baseia nos dados do Departamento de Saúde Pública do Condado de Los Angeles, nesta área geográfica a taxa de mortalidade aumentou nos últimos cinco anos entre os sem-abrigo, tendo sido registados mais de mil falecidos em 2018 por causas como doenças cardíacas e sobredoses de drogas.

Yahoo News

Se é um facto que os centros de acolhimento tradicionalmente proibiram o consumo de drogas e álcool, o requisito da sobriedade começou a ser eliminado no acesso aos centros de acolhimento, no âmbito de um modelo designado como «Casa primeiro», que já havia sido utilizado no Canadá e noutras partes dos EUA.

Mesmo antes da aprovação da medida a favor da construção dos centros, há três anos, Los Angeles já tinha construído alguns centros de acolhimento permanentes, com serviços de apoio. De acordo com as autoridades, enchem-se depressa e geram longas listas de espera. Os serviços para ajudar pessoas sem casa (clínicas médicas e gabinetes para assistentes sociais e outros funcionários) devem custar sete mil dólares por unidade em cada ano, ficando os custos a cargo do Condado de Los Angeles.

Tornar os centros mais acolhedores

A resistência à integração num centro de acolhimento é partilhada por uma parte da população de sem-abrigo, afirmou Benjamin Henwood, professor associado de Trabalho Social na Universidade do Sul da Califórnia.

«Se a escolha é ir para um abrigo, podem muito bem dizer-nos "Não, obrigado", porque um abrigo pode ser um local onde são roubados, assaltados ou acordados a determinadas horas ou obrigados a deitar-se a certas horas», disse à Reuters. «Se lhes for oferecido um espaço realmente privado, a maioria das pessoas aceita a oferta», acrescentou.

Outra questão prende-se com os animais de estimação, já que um em cada sete sem-abrigo em Los Angeles tem um animal e pode mostrar relutância em separar-se dele, revelou Henwood. Trata-se de um apoio emocional importante e a organização People Assisting the Homeless tem estado a trabalhar no sentido de tornar os centros em que trabalha mais acolhedores, permitindo a presença de animais de estimação.

Ver original em "AbrilAbril" na seguinte ligação:

https://www.abrilabril.pt/internacional/los-angeles-continua-ser-capital-dos-sem-abrigo-nos-eua

O procedimento de destituição de Trump não é a resposta para a crise política da América. Por Samuel Moyn

Impeachment de Trump luzes e sombras

Seleção e tradução de Júlio Marques Mota

3. O procedimento de destituição de Trump não é a resposta para a crise política da América

Samuel Moyn por Samuel Moyn

Editado por the guardian em 26 de Setembro de 2019 (ver aqui)

 

Tentar derrubar Trump para que os centristas possam voltar ao poder é uma tarefa inútil. Uma nova política deve ser forjada

3 O procedimento de destituição de Trump não é a resposta 1

Para os centristas liberais e conservadores, habituados ao poder, a ascensão de Donald Trump no partido republicano e o seu sucesso em vencer Hillary Clinton dentro das terríveis regras do jogo americano constituíram uma verdadeira afronta. Fotografia: Saul Loeb/AFP/Getty Images

 

Donald Trump está a enfrentar um procedimento de destituição, e um único telefonema parece ter desequilibrado  a balança. Durante uma conversa em julho com o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskiy, ele pediu ajuda na investigação sobre o seu provável oponente em 2020, Joe Biden, cujo filho tinha negócios no país. Na terça-feira, Nancy Pelosi anunciou que o processo para a destituição de Trump iria finalmente começar.

3 O procedimento de destituição de Trump não é a resposta 2

A Casa Branca tentou encobrir a conversa de Trump com a Ucrânia.

 

Mas a publicação do resumo da conversa ou “memcon” entre Trump e Zelenskiy na quarta-feira deixou as coisas um pouco mais turvas do que o esperado.

Trump pediu um favor, mas foi para o ajudar na sua busca obsessiva para provar que ganhou a presidência de forma justa e leal. E embora mais tarde tenha levantado a perspetiva de uma investigação sobre Biden, em nenhum momento ele terá acenado com contratos militares que ele tivesse colocado em espera como fator de aliciamento. Enquanto isso, Zelenskiy estava mais interessado em possíveis acordos futuros. Havia um pedido de Trump para uma citação – mas nada de específico, exatamente.

Se o resumo for exato, o que nos deixa ver não é saboroso, mas também não é definitivo. No entanto, pôs em marcha mais uma explosão de excitados comentários. O que esta excitação realmente representa é mais uma ronda no ciclo dramático de discussão sobre o significado da vitória eleitoral de Trump em 2016.

Para os centristas liberais e conservadores, dispostos a revezarem-se no poder por décadas, a ascensão de Trump no partido republicano e o seu sucesso em derrotar Hillary Clinton dentro das regras terríveis do jogo americano constituíram uma verdadeira afronta. Cega por ser expulsa por um predador sexual e um não-identidade incoerente, essa coligação de elites de longa permanência no governo, constituída por tecnocratas liberais a conservadores “nunca-Trump”, declarou guerra ao presidente, adotando qualquer mau pretexto ou uma boa razão para querer a sua destituição antecipada.

Certamente, existem muitas razões para desejar que Trump saia do cargo. Ele é incompetente e inflamatório, e as suas políticas são racistas e anti-pobres. Mas por detrás da postura de permanente alarme e indignação adotados pelo establishment político, há um forte sentimento de que o que realmente os incomoda é que a democracia dos EUA, tal como ela é, os apeou do poder. E depois de tanto tempo à espera  que a investigação de Robert Mueller fosse a sua redenção, eles depositaram as suas esperanças num “memorando de uma conversa ex-machina” .

3 O procedimento de destituição de Trump não é a resposta 3

Membros de esquerda do Congresso, como Alexandria Ocasio-Cortez e Bernie Sanders, há muito que são a favor da impugnação de Trump. Mas não fizeram disso uma obsessão diária”. Fotografia: Zach Gibson/Getty Images

 

O problema desde o início, e uma razão para a constante repetição do drama, é que a própria conquista de Trump do partido republicano significava que seria sempre quase impossível convencer membros suficientes do Congresso a deixar esta presidência para trás mais cedo. Para cada coro de consternação e choque dos centristas do nunca-Trump há uma facção do sempre-Trump preparada para desculpá-lo quando ele se aproxima da linha de prevaricação ou a atravessa – e o refrão sabe disso. Ambos os lados se mereceram um ao outro em todas as fases.

Apesar de todos os seus apelos a valores morais duradouros, quer se trate do excecionalismo dos EUA ou do princípio jurídico, os centristas estão a implementar uma estratégia transparente de regresso ao poder. A atabalhoada presidência de Trump de alguma forma parece menos detestável, ao considerarmos o facto de que os seus críticos se recusam a admitir quão massivamente a sua eleição significou o fracasso das suas políticas, desde as guerras sem fim até à desigualdade económica.

Membros de esquerda do Congresso, como Alexandria Ocasio-Cortez e Bernie Sanders, são desde há muito a favor da impugnação de Trump. Mas eles não fizeram disso uma obsessão diária. Mesmo quando Washington estava repleto de pontos de discussão sobre o telefonema, Ocasio-Cortez introduziu um plano ousado para combater a pobreza; Sanders propôs um novo imposto sobre a riqueza no dia anterior.

Os progressistas têm razão em considerar que o que é  mais importante não é saber se Trump cometeu ou não uma “infração punível ” (o que não significa mais do que haver um número suficiente de membros da Câmara dos Deputados dispostos a  acusá-lo), mas sim que visão política os democratas podem ter de modo a unirem-se para conquistar o país, com o sistema manipulado e tudo o mais. Dada a importância dessa questão, o debate atual sobre se se deve destituir Trump, apesar de todo o melodrama em torno dele agora, é pálido em comparação com esta última problemática.

Os centristas simplesmente querem voltar ao status quo interrompido por Trump, querem as suas reputações lavadas pela sua corajosa oposição ao seu reinado mercurial, e as suas políticas restauradas em termos de credibilidade. Entretanto, os republicanos de direita esperam beneficiar da sua ascendência, duplicando as reduções fiscais. Não admira que o maior medo dos progressistas seja que a situação venha a permitir que o primeiro grupo volte às políticas fracassadas que produziram o próprio Trump, e o segundo capitalize a sua ascensão para consolidar indefinidamente o seu domínio.

Al Green, um congressista democrata do Texas que foi um dos primeiros defensores solitários do procedimento de destituição de Trump, comentou no outro dia que a sua abordagem era vital precisamente porque ajudaria a vencer a próxima eleição. Na sua conferência de imprensa na quarta-feira, o presidente zombou destas afirmações. Alardeando o seu próprio sucesso – ainda que não conquistado – na promoção do crescimento económico, ele interpretou o procedimento de destituição como a estratégia de um partido que não tem mais nada para oferecer aos eleitores. “Todas essas pessoas se concentram-se na caça às bruxas porque não podem nos vencer nas urnas”, exclamou ele com algum prazer.

3 O procedimento de destituição de Trump não é a resposta 4

A aposta de Pelosi: investigação para a destituição expõe Trump, mas traz riscos para os democratas

 

Quem tem razão – Green ou Trump? O caso da Ucrânia mostra que o maior risco para o povo americano é que os centristas associem o procedimento de destituição a um restabelecimento de um conjunto de prescrições falhadas, enquanto a direita rejeita a tentativa de destituir o presidente e os governos na base de políticas igualmente sem saída. E mostra igualmente que os progressistas devem ligar a oposição a Trump a uma estratégia mais ampla para trazer ao país uma nova e convincente política que lhes seja própria.

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O autor: Samuel Moyn é professor de direito e história em Yale e autor, mais recentemente, de Not Enough: Human Rights in an Unequal World.

 

Ver original em 'A viagem dos Argonautas' na seguinte ligação:

https://aviagemdosargonautas.net/2019/11/05/luzes-e-sombras-do-processo-de-destituicao-de-trump-3-o-procedimento-de-destituicao-de-trump-nao-e-a-resposta-para-a-crise-politica-da-america-por-samuel-moyn/

'Provocação política grave': Coreia do Norte contesta sua inclusão no relatório sobre terrorismo

Bandeira nacional da Coreia do Norte
© AFP 2019 / Ed Jones

O Governo norte-coreano voltou a condenar os EUA por estes incluírem a Coreia do Norte na sua lista de países supostamente patrocinadores do terrorismo, publicada no 1º de novembro.

O ministro das Relações Exteriores da Coreia do Norte condenou o relatório sobre o terrorismo, divulgado no 1º de novembro.

"O ministro das Relações Exteriores da República Popular Democrática da Coreia (RPDC) condena esse relatório, impregnado de mentiras e invenções, [considerando-o] como uma provocação política grave", disse o organismo em uma declaração divulgada pela agência KCNA.

A instituição sublinhou que esse relatório "mostra claramente que os Estados Unidos estão imersos na sua característica hostilidade e permanecem hostis à RPDC".

Um porta-voz da Chancelaria norte-coreana enfatizou que o seu país rejeita o terrorismo em todas as formas.

Relações entre EUA e Coreia do Norte

Os Estados Unidos e a Coreia do Norte recomeçaram suas negociações após a cúpula histórica celebrada entre os líderes dos dois países em junho de 2018 em Singapura.

O presidente dos EUA, Donald Trump, e o líder norte-coreano, Kim Jong-un, se reuniram ao todo três vezes para avançar até a desnuclearização da península coreana.

No entanto, atualmente o diálogo entre Pyongyang e Washington sobre a desnuclearização e o processo de distensão na península da Coreia está suspenso.

Em maio passado, Pyongyang retomou os testes de armas, depois de uma pausa de 17 meses, e realizou desde então mais de uma dezena de lançamentos de mísseis e foguetes.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/asia_oceania/2019110514733667-provocacao-politica-grave-coreia-do-norte-contesta-sua-inclusao-no-relatorio-sobre-terrorismo/

'Ameaça chinesa' deve ser levada a sério pelo mundo, afirma Pompeo

O secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, afirmou que a comunidade internacional deve estar consciente da ameaça representada pela China e seu partido governante.

"Temos de garantir que o mundo compreende os riscos associados ao Partido Comunista da China e as repercussões daquilo que, francamente, tolerámos durante demasiado tempo. A boa notícia é que o presidente [Donald] Trump reconheceu essa ameaça e estamos olhando para ela de frente", declarou Pompeo em uma entrevista ao canal Fox Business.

Presidente dos EUA, Donald Trump, acena ao lado do presidente chinês, Xi Jinping, após coletiva de imprensa em Pequim, 9 de novembro de 2017
© AP Photo / Andy Wong
Presidente dos EUA, Donald Trump, acena ao lado do presidente chinês, Xi Jinping, após coletiva de imprensa em Pequim, 9 de novembro de 2017

O chefe da diplomacia norte-americana expressou a esperança de que Washington e Pequim alcancem um acordo comercial que "faça sentido" para ambas as partes e reiterou a necessidade de cooperar em todos os campos, mas também indicou vários riscos.

"Se trata do que está acontecendo em Xinjiang, da transferência forçada de tecnologias, dos ciberataques e de sua atividade no mar do Sul da China, que representa um risco para todos os países asiáticos".

"Estes são riscos sérios e o presidente Trump está os levando a sério. Precisamos que o mundo se junte a nós nisso", acrescentou.

Nova fase da guerra comercial

Em setembro, em meio à guerra comercial entre os EUA e a China, o governo de Donald Trump impôs tarifas de 15% sobre as mercadorias chinesas.

Porém, mais tarde, em outubro, os EUA suspenderam os planos de aumentar tarifas de 25% para 30%, no valor de US$ 250 bilhões sobre mercadorias chinesas.

Em 4 de novembro, o Financial Times apontou que os Estados Unidos estão considerando eliminar tarifas avaliadas em US$ 112 bilhões sobre importações chinesas.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/asia_oceania/2019110514733239-ameaca-chinesa-deve-ser-levada-a-serio-pelo-mundo-afirma-pompeo/

Web Summit começa hoje em Lisboa com Edward Snowden na abertura

 
 
O norte-americano que denunciou as práticas de espionagem da Agência de Segurança Nacional (NSA) dos EUA, Edward Snowden, participa hoje na abertura da Web Summit, que decorre até 7 de novembro no Parque das Nações, em Lisboa.
 
Snowden vai participar por videoconferência, uma vez que se encontra asilado na Rússia, para onde fugiu depois de ter revelado informação confidencial e ser procurado pela justiça norte-americana.
 
Segundo a organização, Snowden vai responder a questões sobre o seu trabalho para a NSA, como ajudou a construir um sistema de vigilância que reuniu milhões de dados de cidadãos americanos e porque decidiu expor publicamente aquilo que considerou práticas ilegais da NSA.
 
Além de Snowden, o cofundador e presidente executivo da Web Summit, Paddy Cosgrave, já tinha anunciado outros oradores "como o CEO [presidente executivo] do Tinder, o 'chairman' [presidente do Conselho de Administração] da Huawei, o CEO da Wikimedia, dois comissários europeus e muitos outros".
 
"Esperamos 70 mil participantes, incluindo 1.800 'startup', 1.500 investidores e dois mil membros de 'media'", afirmou à agência Lusa Paddy Cosgrave.
 
 
Além de assumir que a organização está "muito entusiasmada para ver algumas das iniciativas, como as mulheres na tecnologia e o 'planet:tech'", Paddy Cosgrave revelou que a edição de 2019 está também focada nas alterações climáticas.
 
"Estamos a caminhar na direção de um evento livre da utilização de plástico e muito do conteúdo que vamos ter no 'planet:tech' assenta no papel que a tecnologia pode assumir no combate às alterações climáticas. E isso acaba por realçar o trabalho que a Web Summit pode fazer, ao criar uma rede de conexões ambientais que podem traduzir-se em projetos pós evento", defendeu.
 
Devido ao acordo firmado, em 2018, entre o Governo, a Câmara Municipal de Lisboa e Paddy Cosgrave, a Web Summit vai permanecer na capital portuguesa durante 10 anos.
"Temos um escritório em Lisboa, onde trabalham 12 pessoas, e estamos a planear expandir a nossa presença em Portugal. Estamos neste momento a contratar para várias áreas, desde desenvolvimento de 'software' até organização de eventos", acrescentou o cofundador da Web Summit.
 
NOS reforça cobertura na FIL e no Altice Arena
 
A NOS anunciou esta segunda-feira que reforçou a cobertura de rede na FIL e Altice Arena, em Lisboa, devido à Web Summit, disponibilizando "oito vezes mais capacidade na rede móvel e dados naquelas instalações".
 
"No âmbito do seu plano de investimento no reforço de rede móvel e atendendo às dezenas de milhares de visitantes esperados na edição de 2019 da Web Summit, a NOS acaba de reforçar a cobertura da FIL -- Feira Internacional de Lisboa e Pavilhão Atlântico [Altice Arena], disponibilizando oito vezes mais capacidade na rede móvel e dados naquelas instalações", refere a operadora, em comunicado.
 
A NOS adianta que o reforço da sua rede na FIL, Altice Arena e áreas circundantes "é permanente, não se esgotando com o final do maior evento tecnológico realizado em Portugal e que na edição transata recebeu cerca de 70 mil visitantes de 159 países".
 
Salienta que "o aumento da capacidade permite aumentar as velocidades de acessos aos dados dos milhões de visitantes destes dois espaços de espetáculos, congressos e exposições".
 
A operadora de telecomunicações liderada por Miguel Almeida acrescenta ainda que vai disponibilizar "também 5G [quinta geração móvel] em todo o espaço em que se realiza esta edição da Web Summit".
 
A FIL e o Altice Arena, assim como as áreas circundantes, "estão cobertas por uma rede 5G, instalada com o parceiro Nokia, integralmente operacional para pilotos, com espectro na banda dos 3,5GHz solicitada à Anacom [Autoridade Nacional de Comunicações] para efeitos de testes".
 
Notícias ao Minuto | Lusa | Imagem: Lusa
 
Leia em Notícias ao Minuto: 

Ver o original em 'Página Global' na seguinte ligação:

https://paginaglobal.blogspot.com/2019/11/web-summit-comeca-hoje-em-lisboa-com.html

EUA estariam tentando reverter votos contra Cuba na ONU

A denúncia sobre a tentativa de reversão dos votos foi realizada pelo chanceler cubano, Bruno Rodríguez Parrilla, que ainda ressaltou as pressões exercidas pelo governo dos EUA.

Segundo o chanceler cubano, os EUA vêm exercendo pressões para retirar o apoio internacional ao projeto da resolução que Cuba apresentará na ONU nos próximos dias 6 e 7 de novembro, contra o bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto por Washington desde 1962.

"O Departamento de Estado dos EUA está realizando intensas ações de pressão e chantagem contra os Estados-membros das Nações Unidas, com o propósito de reverter os votos da resolução da Assembleia Geral 'Necessidade de pôr um fim ao bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto pelos EUA contra Cuba'", aponta comunicado da chancelaria cubana.

O comunicado também cita que as declarações do chefe da diplomacia cubana assegura que está "distante de atender ao chamado da comunidade internacional que, durante mais de duas décadas, tem adotado esta resolução de maneira praticamente unânime". Para a chancelaria cubana, os Estados Unidos realizam manobras adicionais para dificultar sua adoção, exercendo pressão contra os países da América Latina.

​Eu denuncio que o Departamento de Estado dos EUA está realizando intensas ações de pressão, especialmente contra 6 países latino-americanos, para forçá-los a reverter seu voto a favor da resolução da AGNU que reclama o fim do bloqueio econômico, comercial e financeiro contra Cuba. 

O chanceler cubano também explicou que, na penúltima semana de outubro, foram convocadas pelo Departamento de Estado em Washington, as embaixadas de quatro países latino-americanos, com o objetivo de obter seu voto contra o projeto de resolução que Cuba apresentará na ONU contra os EUA.

Grafite de Fidel Castro em Cuba
© REUTERS / Enrique de la Osa
Grafite de Fidel Castro em Cuba

Além disso, ele denunciou a "pressão direta" exercida pelos norte-americanos contra as capitais de seis países latino-americanos, com o objetivo de reverter os votos.

O ministro cubano de Relações Exteriores expressou que a ilha sabe que "conta com o apoio unânime dos povos latino-americanos e do planeta" e espera que nenhum governo da região "se submeta às decisões anticubanas de Washington".

Em quase seis décadas das medidas unilaterais dos EUA contra Cuba, houve um prejuízo de mais de US$ 922.630 milhões (R$ 3,7 bilhões).

Desde 1991, Cuba expõe sua intenção diante da comunidade internacional de colocar fim a política hostil de Washington.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/americas/2019110514732768-eua-estariam-tentando-reverter-votos-contra-cuba-na-onu/

EUA comunicam à ONU saída oficial do Acordo de Paris; processo deve levar 1 ano

Presidente norte-americano Donald Trump em coletiva de imprensa na Casa Branca, em 9 de Outubro de 2019
© REUTERS / Jonathan Ernst

Na segunda-feira (4), o governo dos Estados Unidos enviou notificação à Organização das Nações Unidas (ONU) oficializando a saída do país do Acordo de Paris.

A notificação é o primeiro passo para a saída do acordo e o processo ainda deve levar mais um ano. A saída do acordo foi anunciada ainda em 2017 pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

A ONU confirmou a notificação e apontou que os EUA deixarão o acordo oficialmente em 4 de novembro de 2020. O acordo foi assinado pelos EUA em 2016.

O início da saída oficial foi anunciado na segunda-feira (4) pelo secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, através de sua conta no Twitter:

Hoje iniciamos o processo formal de saída do Acordo de Paris. Os EUA estão orgulhosos de nosso histórico como liderança mundial na redução de todas as emissões, promovendo a resistência, desenvolvendo nossa economia e garantindo energia a nossos cidadãos. O nosso é um modelo realista e pragmático.

Tentativa de conter o aquecimento global

O Acordo de Paris foi criado em 2015 trazendo metas aos países signatários com o objetivo de conter o aquecimento global. A acordo pretende manter a elevação da temperatura do planeta abaixo de 2ºC, tentando o limite de 1,5ºC.

Dentre os países signatários, os países ricos financiam o processo com US$ 100 bilhões ao ano. Os compromissos serão revistos a cada 5 anos.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/americas/2019110514732485--eua-comunicam-a-onu-saida-oficial-do-acordo-de-paris-processo-deve-levar-1-ano/

Após inspeção técnica, EUA mantêm veto à carne bovina do Brasil

O presidente do Brasil, Jair Bolsonaro (à esquerda), e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante reunião do Salão Oval da Casa Branca, em Washington, nos EUA.
© AP Photo / Evan Vucci

Na segunda-feira (4) veio a público a negativa do governo dos Estados Unidos em abrir seu mercado para a carne bovina in natura do Brasil.

A medida frustrou o governo brasileiro, que incluiu a questão em negociações bilaterais de uma parceria estratégica acertada com o presidente dos Estados Unidos, conforme publicado pelo jornal Folha de São Paulo.

O documento com a negativa foi entregue ao governo brasileiro na quinta-feira (30) e deriva de uma inspeção técnica realizada pelo Departamento de Agricultura dos EUA no Brasil.

Ainda segundo o jornal, o governo dos EUA prometeu uma nova inspeção técnica e pediram ao governo brasileiro mais informações a respeito do produto. Após esse processo ainda é possível que os EUA abram o mercado para a carne brasileira, porém o processo pode demorar cerca de um ano.

A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, tem visita marcada aos EUA no dia 17 de novembro e deve tratar do assunto com o secretário de Agricultura dos EUA, Sonny Perdue.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/brasil/2019110514732415-apos-inspecao-tecnica-eua-mantem-veto-a-carne-bovina-do-brasil/

'OEA se consolida como instrumento de pressão política dos EUA', diz presidente de Cuba

Mesa de reunião de chanceleres da OEA no México em 18 de junho de 2017
© REUTERS / Carlos Jasso

Durante um evento político em Havana, Cuba, o presidente do país, Miguel Díaz-Canel, acusou a OEA de ser um "instrumento de pressão dos EUA" e alertou sobre o "retorno da Doutrina Monroe".

Na ocasião, Díaz-Canel discursava no Encontro Anti-Imperialista de Solidariedade pela Democracia contra o Neoliberalismo, na capital cubana.

O chefe de Estado cubano analisou o cenário político em países latino-americanos como a Venezuela, Bolívia, Argentina e Brasil, acusando a Organização dos Estados Americanos (OEA) de ser um instrumento de Washington.

"Como não me rir da OEA se ela é uma coisa tão feia, mas tão feia que me faz rir [...]. A OEA se consolida como instrumento de pressão política dos EUA e das oligarquias que defendem o neoliberalismo", afirmou Díaz-Canel.

As palavras do presidente se referiram ao momento em que seu país foi expulso da organização tendo como fundo a Revolução Cubana, conforme publicou o Granma.

Díaz-Canel também acusou os EUA de não aceitarem as diferenças políticas e ideológicas no mundo, em particular na América Latina. Se referindo a "ingerências" no continente, o presidente cubano disse que a "América Latina e o Caribe enfrentam o retorno da Doutrina Monroe".

Doutrina Monroe

Em 1823, o presidente dos EUA James Monroe declarou uma doutrina política, conhecida como Doutrina Monroe, no qual repudiava a interferência de potências europeias no continente americano.

No entanto, se por um lado a doutrina parecia ser contra o colonialismo europeu no hemisfério ocidental, por outro ela teria servido como instrumento de fortalecimento da posição de lierança dos EUA no continente.

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https://br.sputniknews.com/americas/2019110414727892-oea-se-consolida-como-instrumento-de-pressao-politica-dos-eua-diz-presidente-de-cuba/

Fim da guerra das tarifas? EUA desistem de aumentar taxas sobre automóveis importados

Una planta de Ford (imagen referencial)
© Sputnik / Ígor Russak

O presidente dos EUA, Donald Trump, disse em maio que poderia impor tarifas de até 25% sobre carros e autopeças da UE para defender o setor automobilístico do país, mas suspendeu a decisão até novembro.

Os Estados Unidos podem abandonar seus esforços para impor tarifas sobre automóveis importados depois de algumas "conversas muito boas" com montadoras da União Europeia e do Japão, afirmou o secretário de Comércio dos EUA, Wilbur Ross, neste domingo.

"Nossa esperança é que as negociações que mantemos com empresas individuais sobre seus planos de investimento de capital dêem frutos suficientes para que não seja necessário", afirmou Ross em entrevista à Bloomberg Television.

"Tivemos conversas muito boas com nossos amigos europeus, nossos amigos japoneses e nossos amigos coreanos", acrescentou o secretário em Bangcoc, às margens da cúpula anual da Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN).

A guerra de tarifas entre os EUA e a União Europeia eclodiu no ano passado, quando o presidente dos EUA, Donald Trump, adotou impostos mais altos sobre as importações de aço e alumínio. A Europa reagiu com tarifas sobre vários produtos dos Estados Unidos.

Em julho de 2018, Trump e o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, concordaram em eliminar as tarifas e suspender barreiras não-tarifárias e abolir subsídios para certas categorias de produtos.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/economia/2019110314727069-fim-da-guerra-das-tarifas-eua-desistem-de-aumentar-taxas-sobre-automoveis-importados/

Os Estados Unidos se dissociam do negacionismo turco

 

A Câmara de Representantes adotou uma Resolução afirmando a posição dos Estados Unidos face ao genocídio armênio (H.Res.296 Affirming the United States record on the Armenian Genocide)(«H.Res.296 Afirmando o registro dos Estados Unidos sobre o genocídio armênio»-ndT)

Este texto não é uma lei memorial: ele não visa editar uma verdade histórica, nem a designar culpados e ainda menos a abrir direitos à compensação. É uma moção política visando afirmar que os Estados Unidos se opuseram ao genocídio enquanto ele estava sendo cometido e se dissociam da atual negação turca.

Uma outra redação desta Resolução havia sido apresentada em 2007 pelo mesmo Representante desta, Adam Schiff (Democrata, Califórnia). Ela não fora aprovada à época por causa das ameaças de Ancara contra Washington. Mas, no contexto da intervenção turca contra os curdos do PKK-YPG, no Nordeste sírio, esta foi co-patrocinada por 141 parlamentares e adotada, em 29 de Outubro de 2019, por 405 votos contra 11.

Neste contexto político, não é surpreendente que este documento esqueça o papel dos auxiliares curdos neste massacre, depois sua instalação nas terras dos Armênios.

Um texto idêntico, (S.Res.150 - A resolution expressing the sense of the Senate that it is the policy of the United States to commemorate the Armenian Genocide through official recognition and remembrance) («S.Res.150 - Resolução expressando o senso do Senado de que é política dos Estados Unidos lembrar o genocídio armênio através de reconhecimento oficial e lembrança»-ndT), foi apresentado no Senado por Robert Menendez (Democrata, New Jersey).





Ver original na 'Rede Voltaire'



Juiz bloqueia lei de Trump que obriga imigrantes a provar poder pagar seguro de saúde

Presidente Donald Trump durante reunião com o presidente italiano Sergio Mattarella, na Casa Branca em 16 de outubro de 2019
© AP Photo / Evan Vucci

Um juiz federal do estado norte-americano do Oregon bloqueou temporariamente uma lei que exigiria que imigrantes provassem ter condições de pagar seguro de saúde nos Estados Unidos.

A lei dava prazo de 30 dias após a chegada aos EUA para que se provasse ter dinheiro para pagar "custos médicos razoavelmente previsíveis".

O juiz em questão, Michael Simon, concedeu a liminar impedindo que a regra entre em vigor em 3 de novembro.

Pelo menos sete cidadãos dos EUA e uma organização de defesa entraram com uma ação para bloquear o projeto, argumentando que ele altera leis de imigração e assistência médica via decreto presidencial.

Além disso, essas organizações e cidadãos afirmam que o projeto pode impedir que centenas de milhares de imigrantes em potencial entrem nos EUA, conforme publicado pela agência Reuters. 

O presidente dos EUA, Donald Trump, através do decreto, afirma que seu objetivo é impedir que trabalhadores de saúde e contribuintes incorram em custos substanciais no pagamento de despesas médicas incorridas por pessoas que não possuem seguro médico ou a capacidade de pagar por sua saúde.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/americas/2019110214725263-juiz-bloqueia-lei-de-trump-que-obriga-imigrantes-a-provar-poder-pagar-seguro-de-saude/

O presidente americano mais honesto

 
O presidente americano mais honesto

O presidente sírio Bashar Assad rotulou o presidente americano Donald Trump do "melhor presidente" na história dos EUA, já que ele fala abertamente dos seus planos - por exemplo, do desejo de estabelecer controle sobre os campos petrolíferos.

Foi isso que o líder da Síria disse em entrevista aos canais estatais do país, citados pela agência SANA.

"Eu diria que ele é o melhor presidente americano não porque suas políticas sejam boas, mas porque ele é o presidente mais transparente [...] Trump diz abertamente: 'Precisamos do petróleo', [...] 'queremos nos livrar desse ou daquele fulano', ou 'queremos oferecer serviços em troca de dinheiro'. Esta é a realidade da política dos EUA. O que pode ser melhor do que um adversário transparente?", disse Assad.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/charges/2019110214723364-o-presidente-americano-mais-honesto/

Fim da guerra comercial? Trump revela onde quer assinar acordo com a China

Presidente dos EUA, Donald Trump, acena ao lado do presidente chinês, Xi Jinping, após coletiva de imprensa em Pequim, 9 de novembro de 2017
© AP Photo / Andy Wong

O presidente dos EUA, Donald Trump, disse a repórteres nesta sexta-feira que a chamada primeira fase do acordo comercial EUA-China pode ser assinada no estado de Iowa.

"Quero fazer o acordo primeiro, mas estamos pensando em Iowa", disse Trump na sexta-feira, conforme citado pelo site The Hill. "Seria o maior pedido da história para os agricultores. Então, para mim, Iowa faz sentido. Eu amo Iowa. É uma possibilidade".

Trump acrescentou que seu governo está discutindo locais e que o presidente chinês Xi Jinping está disposto a se encontrar nos Estados Unidos.

Trump e Xi inicialmente assinariam o acordo da Fase Um durante a cúpula de Cooperação Econômica da Ásia-Pacífico (APEC) no Chile em meados de novembro, mas o evento foi cancelado após a agitação civil no país.

No início desta sexta-feira, o Ministério do Comércio da China disse em um comunicado que chegou a um consenso com os negociadores comerciais dos EUA sobre as principais preocupações comerciais bilaterais após conversas de alto nível entre os dois países.

A primeira fase das negociações comerciais deve resolver questões relacionadas à propriedade intelectual, serviços financeiros e exportações agrícolas dos EUA. Trump disse que a China concordou em comprar de US$ 40 bilhões a US$ 50 bilhões em produtos agrícolas dos EUA sob o acordo comercial.

O acordo da Fase Um pode facilitar a iminente guerra comercial EUA-China, que levou os economistas a dizer que o confronto comercial pode levar a uma recessão global.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/americas/2019110114722014-fim-da-guerra-comercial-trump-revela-onde-quer-assinar-acordo-com-a-china/

Assad suspeita da morte do líder do Daesh e a relaciona ao assassinato 'duvidoso' de bin Laden

O presidente sírio Bashar Assad durante um discurso em frente dos diplomatas, em 20 de agosto de 2017
© AP Photo / Página do Facebook da Presidência da Síria

Segundo presidente sírio, Bashar Assad, todo e qualquer anúncio feito por um político americano deve ser encarado com profundo ceticismo.

O líder sírio levanta suspeita em relação à operação dos EUA de assassinato de Abu Bakr al-Baghdadi, então líder do Daesh.

A amplamente divulgada operação das forças especiais americanas teria eliminado o líder do Daesh, deixando mais dúvidas do que respostas. A declaração foi dada por Assad durante uma entrevista concedida aos canais sírios, citados pela agência estatal SANA.

Damasco não teve qualquer tipo de participação na operação, declarou Assad, relatando que teve conhecimento da morte através da imprensa. Assad alega que acrescentar participantes nesta operação provavelmente daria credibilidade para ela, enquanto que países em tal lista considerariam um prestígio "fazer parte desta 'grande' operação".

"Nós não precisamos de tal crédito. Nós somos aqueles que enfrentam o terrorismo. Não temos nem relações nem contato com qualquer instituição norte-americana que seja", esclareceu o presidente sírio.

A exaltação norte-americana de suas próprias ações não convenceu Assad se "realmente ocorreram ou não". Além disso, o presidente sírio considera suspeita a operação como um todo, retomando a discussão sobre a morte do infame terrorista Osama bin Laden, então líder da Al-Qaeda.

Líder do Daesh, Abu Bakr al-Baghdadi, em 29 de abril de 2019
© REUTERS / Grupo do Estado Islâmico/Al Furqan Media Network/
Líder do Daesh, Abu Bakr al-Baghdadi, em 29 de abril de 2019

"Por que os restos de al-Baghdadi não foram apresentados? O mesmo cenário ocorreu com bin Laden. Caso diferentes motivos sejam utilizados para não apresentar os restos, deixe-nos recordar como o presidente Saddam Hussein foi capturado [...]; vídeos e imagens foram apresentados após sua captura."

"Essa é uma parte dos truques executados pelos norte-americanos. Por esse motivo nunca devemos acreditar na totalidade do que for dito por eles, a não ser que haja evidências. Os políticos norte-americanos são culpados até que se prove a inocência, não o oposto", adicionou Bashar Assad.

Mesmo que o líder tenha sido de fato eliminado e que o grupo terrorista conheça seu fim, nada mudaria, afirmou Assad, detalhando que o verdadeiro problema emana do wahabismo, que possui "mais de dois séculos" e não desaparecerá facilmente.

O pensamento radical islamista e al-Baghdadi não passaram de ferramentas dos EUA, que podem facilmente serem recolocadas em prática em outros lugares, acentuou Assad.

"Eu acredito que essa operação não passou de um truque. Al-Baghdadi vai ser recriado com um nome diferente, um indivíduo diferente, ou o próprio Daesh em sua íntegra pode ser revivido em um novo local, apresentando um novo nome, mas com o mesmo pensamento e propósito. O diretor de todo o cenário é o mesmo, os norte-americanos", concluiu.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/oriente_medio_africa/2019110114721711-assad-suspeita-da-morte-do-lider-do-daesh-e-a-relaciona-ao-assassinato-duvidoso-de-bin-laden/

Os cães não conhecem etiqueta

Os Serviços Secretos na Casa
Branca já tomaram medidas

«O Tempo das Cerejas» obteve em exclusivo de Nuno Rogeiro duas informações relevantes.
A primeira é que um agente dos SS levar Conan a passear primeiro pelos jardins da Casa Branca para evitar que ele se alivie nas calças do Presidente.
A segunda é que a revelaçãodo nome do bicho vai obrigar a colocá-lo num programa de protecção de testemunhas com identidade falsa.
 

Ver original em "O Tempo das Cerejas" (aqui)

JOHN W. WHITEHEAD - CUIDADO COM O MAL NO NOSSO MEIO

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                                      http://www.informationclearinghouse.info/52480.htm

RETIRADO DE https://nowarnonato.blogspot.com/


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Outubro 29, 2019

“Vêm-nos na rua. Observam-nos na TV. Podem até votar num deles, neste Outono. Vocês consideram que são pessoas como vós. Estão errados. Completamente errados. ”
- They Live (Eles Vivem)


Estamos a viver em dois mundos, vocês e eu.
Existe o mundo que vemos (ou que somos feitos para ver) e, a seguir, há aquele que sentimos (e, ocasionalmente, vislumbramos), o último dos quais é completamente diferente da realidade impulsionada pela propaganda fabricada pelo governo e pelos seus patrocinadores corporativos/empresariais, incluindo a comunicação mediática.
De facto, o que a maioria dos americanos percebe como vida - privilegiada, progressista e livre - nos Estados Unidos, está muito longe da realidade, onde a desigualdade económica está a aumentar, as agendas verdadeiras e o poder incontestável estão enterrados sob camadas de linguagem orwelliana incompreensível e de obscurecimento corporativo indecifrável e a “liberdade” tal como ela é, é administrada em pequenas doses de acordo com a lei, pela polícia militarizada e armada até aos dentes.
Nem tudo é o que parece.
Este é o argumento do filme They Live, de John Carpenter, lançado há mais de 30 anos e permanece, irritante e assustadoramente apropriado, para a nossa era moderna.
Mais conhecido pelo seu filme de terror Halloween, que assume que existe uma forma do mal tão sombria que não pode ser morta, a produção total de Carpenter está imbuída de uma forte inclinação lacónica anti-autoritária, anti-establishment, que fala das preocupações do cineasta sobre o desenrolar da nossa sociedade e, particularmente, do nosso governo.
Carpenter retrata, frequentemente, o governo a agir contra os seus próprios cidadãos, uma população fora de contacto com a realidade, com a tecnologia descontrolada e perigosa e um futuro mais horrível do que qualquer filme de terror.
Em Escape from New York, Carpenter apresenta o fascismo como o futuro da América.
Em The Thing, uma reconstituição do clássico de ficção científica de 1951 do mesmo nome, Carpenter pressupõe que, cada vez mais, todos nós estamos a desumanizar-nos.
Em Christine, o filme da adaptação da novela de Stephen King sobre um carro possuído pelo demónio, a tecnologia exibe vontade e consciência próprias e entra numa violência assassina.
Em The Mouth of Madness, Carpenter observa que o mal cresce quando as pessoas perdem “a capacidade de reconhecer a diferença entre a realidade e a fantasia”.
E depois existe o They Live de Carpenter, no qual dois trabalhadores migrantes descobrem que o mundo não é o que parece. De facto, a população está a ser controlada e explorada por estrangeiros que trabalham em parceria com uma elite oligárquica. Habitualmente, a população - felizmente inconsciente da verdadeira programação em acção nas suas vidas - tem sido embalada com suavidade, doutrinada em conformidade, bombardeada com distracções da comunicação mediática e hipnotizada através de mensagens subliminares transmitidas pela televisão e por vários dispositivos electrónicos, bem como através de cartazes de propaganda em lugares públicos e dispositivos semelhantes.
Somente quando o vagabundo sem abrigo, John Nada (interpretado ao extremo pelo falecido Roddy Piper) descobre um par de óculos de sol sofisticados - lentes Hoffman – é que Nada vê o que está por trás da realidade fabricada pela elite: o controlo e a escravidão.
Quando vista através das lentes da verdade, a elite, que parece humana até ser despida dos seus disfarces, mostra serem monstros que escravizaram os cidadãos para atacá-los.
Da mesma forma, cartazes de propaganda em lugares públicos emitem mensagens ocultas e que exprimem autoridade: uma mulher de biquíni num anúncio está realmente a exigir que os espectadores “CASEM E REPRODUZAM”. As prateleiras das revistas gritam “CONSUMAM” e “OBEDEÇAM”. Um maço de notas de dólar nas mãos de um vendedor proclama, “ESTE É O VOSSO DEUS.”
Quando vistas através das lentes , de John Nada, algumas das outras mensagens ocultas a ser marteladas no subconsciente das pessoas incluem: NÃO TENHAM NENHUM PENSAMENTO INDEPENDENTE, CONFORMEM-SE, SUBMETAM-SE, PERMANEÇAM ADORMECIDOS, COMPREM, VEJAM TV, NÃO USEM A IMAGINAÇÃO e NÃO QUESTIONEM A AUTORIDADE.

Esta campanha de doutrinação projectada pela elite em They Live, é dolorosamente familiar para quem estudou o declínio da cultura americana.
Os cidadãos que não pensam por si mesmo, obedecem sem questionar, são submissos, não desafiam a autoridade, não pensam de maneira inovadora e que se contentam em sentar-se e divertir-se, são cidadãos que podem ser facilmente controlados.
Desta maneira, a mensagem subtil de They Live fornece uma analogia adequada da nossa própria visão distorcida da vida no Estado Polícia americano, ao que o filósofo Slavoj Žižek se refere como ditadura em democracia, “a ordem invisível que apoia a vossa liberdade aparente”.
Estamos a ser alimentados com uma série de ficções cuidadosamente planeadas que não têm nenhuma semelhança com a realidade.
Os que detêm o poder querem que nos sintamos ameaçados por forças fora do nosso controlo (terroristas, atiradores, bombistas).
Eles querem que tenhamos medo e dependamos do governo e dos seus exércitos militarizados para a nossa segurança e bem-estar.
Eles querem que desconfiemos uns dos outros, divididos pelos nossos preconceitos e prontos para apertar as gargantas uns dos outros.
Acima de tudo, eles querem que continuemos a marchar juntos, progredindo exactamente à mesma velocidade e na mesma direcção, especialmente, de acordo com as suas regras.
Afastem as tentativas do governo para nos distrair, desviar e para nos confundir e sintonizar com o que realmente está a acontecer neste país, e irão defrontar-se com uma verdade inconfundível e desagradável: a elite endinheirada que nos governa, consideram-nos recursos dispensáveis a serem usados, abusados e descartados.
De facto, um estudo realizado pela Universidade de Princeton e Northwestern concluiu que o governo dos EUA não representa a maioria dos cidadãos americanos. Pelo contrário, o estudo descobriu que o governo é chefiado pelos ricos e poderosos, a chamada “elite económica”. Além do mais, os pesquisadores concluíram que as políticas adoptadas por essa elite governamental quase sempre favorece interesses especiais e grupos de lobby.
Por outras palavras, estamos a ser governados por uma oligarquia disfarçada de democracia e, sem dúvida, a caminho do fascismo - uma forma de governo onde governam os interesses corporativos privados, o dinheiro controla e comanda e as pessoas são vistas como meros sujeitos para serem controlados.
Não precisa apenas de ser rico - ou ser fiel aos ricos - para ser eleito hoje em dia, mas ser eleito também é uma maneira infalível de ficar rico. Como relata a CBS News: “Uma vez no cargo, os membros do Congresso desfrutam de acesso a ligações e informações que podem usar para aumentar a sua riqueza, de maneiras sem paralelo no sector privado. E quando os políticos deixam o cargo, as suas ligações permitem-lhes lucrar ainda mais.”
Ao denunciar esta corrupção flagrante do sistema político americano, o antigo Presidente Jimmy Carter criticou o processo de ser eleito - para a Casa Branca, para a mansão do governador, para o Congresso ou para as legislaturas estaduais - como "suborno político ilimitado... uma corrupção do nosso sistema político como recompensa/”LUVAS” aos principais contribuintes, que querem e esperam e às vezes recebem, favores para si mesmos quando as eleição acabarem.”
Tenham a certeza de que, quando e se o fascismo finalmente se firmar na América, as formas básicas de governo permanecerão: o fascismo irá aparentar ser amigável. Os legisladores estarão em sessão. Haverá eleições e a comunicação mediática continuará a avalizar o entretenimento e as banalidades políticas. No entanto, o consentimento dos governados não será imprescindível. O controlo real terá passado, finalmente, para a elite oligárquica, que controla o governo nos bastidores.
Soa familiar?
É claro que agora somos governados por uma elite oligárquica de interesses governamentais e corporativos.
Mudamos para o “corporativismo” (preferido por Benito Mussolini), que é um ponto intermediário no caminho para o fascismo completo.
O corporativismo é onde os poucos interesses monetários - não eleitos pelos cidadãos - governam sobre muitos. Dessa forma, não é uma democracia ou uma forma republicana de governo, que é o que o governo americano foi estabelecido para ser. É uma forma de governo de cima para baixo e uma história aterradora, tipificada pelos desenvolvimentos ocorridos nos regimes totalitários do passado: Estados Polícias onde todos são observados e espiados, detidos por infracções menores pelos agentes do governo e colocados sob controlo da polícia e colocados em campos de detenção (também conhecidos como campos de concentração).
Para que o martelo final do fascismo caia, será necessário o ingrediente mais crucial: a maioria das pessoas terá de concordar que não é apenas conveniente, mas que é necessário.
Mas por que razão um povo concordaria com um regime tão opressivo?
A resposta é a mesma em todas as épocas: o medo.
O medo é o método mais usado pelos políticos para aumentar o poder do governo. E, como a maioria dos comentaristas sociais reconhece, uma atmosfera de medo atravessa a América moderna: o medo do terrorismo, o medo da polícia, o medo dos nossos vizinhos etc.
A propaganda do medo tem sido usada com bastante eficiência por aqueles que querem obter controlo, e está a agir sobre a população americana.
Apesar de termos 17.600 vezes mais oportunidades de morrer de doenças cardíacas do que de um ataque terrorista; 11.000 vezes mais hipóteses de morrer de um acidente de avião do que de uma conspiração terrorista que envolva um avião; 1.048 vezes mais possibilidades de morrer de um acidente de carro do que de um ataque terrorista e 8 vezes mais probabilidades de ser morto por um polícia do que por um terrorista, entregamos o controlo das nossas vidas aos oficiais do governo que nos tratam como um meio para atingir um fim - a fonte do dinheiro do poder.
Como adverte o homem de barba em They Live: “Eles estão a desmantelar a classe média adormecida. Cada vez há mais pessoas que estão a ficar pobres. Nós somos o gado deles. Estamos a ser criados para a escravidão.”
A este respeito, não somos muito diferentes dos cidadãos oprimidos em They Live.
Desde o momento em que nascemos até que morremos, somos doutrinados para acreditar que aqueles que nos governam o fazem para o nosso próprio bem. A verdade é completamente diferente.
Apesar da verdade nos confrontar, cara a cara, permitimos que nos tornassem zombies medrosos, controlados e pacificados.
Vivemos num estado perpétuo de negação, isolados da dolorosa realidade do Estado Polícia americano por notícias de entretenimento em telas de parede a parede e pelas televisões.
Hoje em dia, quase todos ficam de cabeça baixa enquanto olham obcecados, como zombies, para o visor dos seus telemóveis/celulares, mesmo quando estão a atravessar a rua. As famílias sentam-se nos restaurantes com a cabeça baixa, separadas pelos seus telemóveis e desconhecem o que está a acontecer à sua volta. Os jovens parecem especialmente dominados pelos dispositivos que seguram nas mãos, alheios ao facto de que podem, simplesmente, apertar um botão, desligar a coisa e ir embora.
De facto, não há actividade em grupo maior do que aquela ligada àqueles que assistem a telas - ou seja, televisão, computadores portáteis, computadores pessoais, telefones celulares, etc. Na verdade, um estudo da Nielsen relata que a visualização americana em tela está ao nível mais alto de todos os tempos. Por exemplo, o americano médio assiste aproximadamente 151 horas de televisão por mês.
É claro, a questão é, que efeito é que esse consumo de tela tem na mente de alguém?
Psicologicamente, é semelhante à dependência de drogas. Os pesquisadores descobriram que “quase imediatamente após ligar a TV, os indivíduos relataram sentir-se mais descontraídos e, como isso ocorre muito rapidamente e a tensão regressa rapidamente após a TV ser desligada, as pessoas são condicionadas a associar a visualização da TV à ausência de tensão.”A pesquisa também mostra que, independentemente da programação, as ondas cerebrais dos espectadores diminuem a velocidade, transformando-as, assim, num estado mais passivo e sem resistência.
Historicamente, a televisão tem sido usada pelas autoridades para acalmar o descontentamento e pacificar pessoas problemáticas. “Perante o número excessivo de pessoas nesses locais e os orçamentos limitados para reabilitação e aconselhamento, cada vez mais, os funcionários prisionais estão a usar a TV para manter os presos calmos”, segundo a Newsweek.
Dado que a maioria do que os americanos assistem na televisão é fornecido por canais controlados por seis mega corporações, o que assistimos agora é controlado por uma elite corporativa e, se essa elite precisar promover um ponto de vista específico ou pacificar os seus espectadores, poderá fazê-lo em larga escala.
Se estamos a observar, não estamos a agir.
Os que detêm o poder compreendem esta afirmação. Como o jornalista de televisão, Edward R. Murrow, advertiu num discurso de 1958:
Actualmente, estamos ricos, gordos, confortáveis e tolerantes. Presentemente, temos uma alergia embutida a informações desagradáveis ou perturbadoras. Os nossos meios de comunicação mediática reflectem-no. Mas, a menos que reduzamos os nossos excedentes de gordura e reconheçamos que a televisão, em geral, está a ser usada para nos distrair, iludir, divertir e isolar-nos, então a televisão e aqueles que a financiam, aqueles que olham para ela e aqueles que trabalham nela, poderão ver uma imagem totalmente diferente demasiado tarde.
Quando tudo estiver dito e feito, o mundo do They Live não é tão diferente do nosso. Como um dos personagens salienta, “os pobres e a classe desfavorecida estão a aumentar. A justiça racial e os direitos humanos são inexistentes. Eles criaram uma sociedade repressiva e nós somos os seus cúmplices involuntários. A sua intenção de governar repousa na aniquilação da consciência. Fomos embalados num transe. Eles tornaram-nos indiferentes connosco e com os outros. Temos a nossa atenção concentrada apenas no nosso benefício.”
Também estamos focados apenas nos nossos próprios prazeres, preconceitos e benefícios. Os pobres e as classes desfavorecidas também estão a aumentar. A injustiça racial está a agigantar-se. Os direitos humanos são quase inexistentes. Fomos, igualmente, embalados num transe, indiferentes aos outros.
Alheios ao que temos pela frente, temos sido levados a acreditar que, se continuarmos a consumir, a obedecer e a ter fé, as coisas vão dar certo. Mas isso nunca aconteceu com regimes que começam a ganhar notoriedade. E quando sentirmos o martelo cair sobre nós, será tarde demais.
Então, onde isso nos deixa?
Os personagens que povoam os filmes de Carpenter fornecem algumas pistas.
Sob o seu machismo, eles ainda acreditam nos ideais de liberdade e igualdade de oportunidades. As suas crenças colocam-nos em constante oposição à lei e ao establishment, mas ainda assim são os guerreiros em prol da liberdade.
Quando, por exemplo, John Nada destrói o hipo-transmissor alienígena em They Live, restaura a esperança, dando aos Estados Unidos uma chamada de despertar para a liberdade.
Essa é a chave: precisamos de acordar.
Parem de se distrair facilmente com espectáculos políticos inúteis e prestem atenção ao que realmente está a acontecer no país.
A verdadeira batalha pelo controlo desta nação não está a ser travada entre republicanos e democratas nas urnas.
Como deixo claro no meu livro Battlefield America: The War on the American People, a verdadeira batalha pelo controlo desta nação está a acontecer nas estradas, nos carros da polícia, nas testemunhas, nas linhas telefónicas, nos departamentos governamentais, nos escritórios corporativos, nos corredores e nas salas de aula de escolas públicas, nos parques e nas reuniões da Câmara da capital e das vilas e cidades, em todo o país.
A verdadeira batalha entre a liberdade e a tirania está a ocorrer perante os nossos olhos, se os abrirmos.
Todas as armadilhas do Estado Polícia americano estão agora à vista.
Acorda, América.
Se eles vivem (os tiranos, os opressores, os invasores, os senhores), é apenas porque “nós, o povo” estamos a dormir.


Este artigo foi publicado originalmente em The Rutherford Institute.
Categoria: Free Society

Escrito por: John W. Whitehead


John W. Whitehead, advogado constitucional, autor, fundador e presidente do Instituto Rutherford. Pode ser contactado em johnw@rutherford.org. Este artigo é uma versão revisada de uma peça que apareceu originalmente no site do Rutherford Institute, www.rutherford.org, e é reimpresso com permissão.

Ver o original em 'Manuel Banet' (clique aqui)

Diretora de think tank dos EUA alerta: grupo de nações poderosas está abandonando o dólar

Nota de 1 dólar norte-americano
© Sputnik / Aleksei Suhorukov

Nos últimos dois anos, um grupo significativo de países declarou sua intenção de reduzir o uso do dólar, ou eventualmente abandonar a moeda norte-americana. Um dos motivos para isso é a expansão do regime de sanções econômicas dos EUA.

Há um grupo de "nações poderosas" em crescimento contínuo e com forte "motivação para desdolarizar" seu comércio exterior, declarou a codiretora do Instituto de Análise em Segurança Global, Anne Korin, em entrevista ao canal CNBC.

Ela lembra que entre os membros do "grupo" há jogadores com grande capacidade de influenciar a economia global, como a Rússia, China e União Europeia.

A analista explica que o fenômeno é causado por algumas práticas adotadas pelo governo norte-americano nos últimos anos. Washington tem usado frequentemente a jurisdição extraterritorial, processando e sancionando países e empresas que "não tem relações com os Estados Unidos", baseando-se em leis internas.

A capacidade dos EUA de aplicar sua lei interna extraterritorialmente é usada alegando que essas empresas – e países – fazem uso do dólar ou do sistema financeiro norte-americano.

Alternativas ao dólar

Korin ainda lembrou que a ascensão de novos mecanismos de financiamento, como o "petroyuan", uma moeda chinesa criada para comercializar petróleo, é o "canarinho em uma mina de carvão", indicando que há uma mudança no pensamento econômico-financeiro mundial.

Ela explicou que cerca de 90% do comércio global de petróleo é feito em dólares e o "petroyuan" seria uma maneira de induzir à desdolarização.

Ela argumentou que a ascensão deste tipo de moeda, apesar de ser relevante, não é o suficiente para levar ao abandono mundial do dólar norte-americano.

A China toma medidas para reduzir o uso do dólar em seu comércio. Recentemente China, Índia e Rússia fecharam acordo para substituir o sistema de pagamentos SWIFT
© AP Photo / Ng Han Guan
A China toma medidas para reduzir o uso do dólar em seu comércio. Recentemente China, Índia e Rússia fecharam acordo para substituir o sistema de pagamentos SWIFT

Dentre os países empenhados em desdolarizar sua economia estão a Rússia, além de outros países do BRICS, a Turquia e o Irã, que foi alvo de mais uma rodada de duras sanções norte-americanas em novembro de 2018.

O presidente russo, Vladimir Putin, argumentou durante o Fórum Econômico de São Petersburgo de 2019 que a era de "dominância do dólar" pode estar próxima do fim. De acordo com o presidente russo, isso irá ocorrer porque os EUA teriam "abusado" da posição privilegiada de sua moeda na estrutura monetária internacional.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/economia/2019110114718861-diretora-de-think-tank-dos-eua-alerta-grupo-de-nacoes-poderosas-esta-abandonando-o-dolar/

Ciberguerra declarada

– Espionagem, hackeamento global, controle e perseguições na era Trump

por Jorge Elbaum [*]

Blackout em Caracas, 19/Julho/2019. O governo de Donald Trump decidiu incrementar a utilização da Internet como dispositivo de espionagem maciça e de perseguição aos actores, individuais ou colectivos, que não são funcionais à sua sobrevivência como superpotência. Os níveis de beligerância virtual e sua calculada difusão pública denotam a perda de liderança global e uma acção desesperada para não dissipar a hegemonia primordial que se pretende perpetuar. Dentro dessa lógica deve ser explicado o recrudescimento do ataque àqueles que difundem documentos incómodos para o Departamento de Estado, como nos casos de Julian Assange (fundador da WikiLeaks), Chelsea Manning e Edward Snowden (acusados de fazer transpirar informação confidencial).

A manipulação eleitoral com que Trump chegou ao governo em 2016, da qual a Cambridge Analytics fez parte, também se inscreve numa lógica que articula o mundo público o privado e o militar com o cultural.

Este é o quadro no qual se devem interpretar as recentes medidas determinadas pelas agências federais de Washington, de considerarem o conjunto da web como um dispositivo associado à lógica da inteligência militar. A recente criação da Cybersecurity and Infrastructure Security Agency (CISA), em Novembro de 2018, sob a dependência do Departamento de Segurança Nacional (DHS), implica mais um passo nessa deriva. Uma das primeiras acções da CISA foi a implementação, em conjunto com a Agência Nacional de Inteligência Geoespacial (NGA), da sabotagem contra a infraestrutura energética da Venezuela.

A operação sobre a rede eléctrica foi executada mediante a combinação do vírus Duqu 2.0 (variante do Stuxnet, utilizado em 2010 contra a central nuclear de Natanz, próxima de Teerão) e a utilização de Pulsos Electromagnéticos (EMP). A referida ofensiva foi assumida tacitamente pelo próprio Trump a assinar a Ordem Executiva, em 26/Março2019, na qual estabelece a incorporação de aparelhos vinculados à utilização de pulsos electromagnéticos (EMP), "como um factor na planificação de cenários de defesa". Nesse decreto, intitulado "Coordenação da resiliência nacional aos pulsos electromagnéticos" encomenda-se às agências federais que desenvolvam capacidades para evitar ataques e/ou danificar "total ou parcialmente equipamentos eléctricos e electrónicos dentro do seu raio de acção com emissões de energia electromagnética de alta intensidade e radiação".

As três espadas

A ofensiva, no seu conjunto, orienta-se para a manipulação da rede a fim de privilegiar a circulação de informação de corporações estado-unidenses, relegando a reais ou potenciais competidores (basicamente chineses e europeus) uma ínfima visibilização ou seu literal desaparecimento na Internet. A contra-prestação exigida pela CISA às empresas dos EUA (beneficiárias das práticas de segregação monopolista) é a transferência e acesso à informação disponível nos seus servidores, com o objectivo de ampliar o material para o diagnóstico e análises do Big Data, orientado para o (suposto) combate ao narcotráfico.

Os documentos oficiais do governo do Estados Unidos revelam uma decidida ampliação nos níveis de beligerância digital. O programa implementado nos últimos meses desde a criação em 15/Novembro/2018 da referida CISA. Seus objectivos estratégicos incluem:

a) A redefinição da web como um território de controle geoglobal para contribuir para a análise e a observação do resto dos países do mundo, dos seus circuitos de comunicações soberanos (e portanto dos seus cidadãos). A fundamentação desta meta parte do facto de que a Internet foi um desenvolvimento dos Estados Unidos e, portanto, dispõe de prerrogativa sobre a sua vigilância e intervenção.

b) A reconfiguração da sua teia e estrutura para permitir sua utilização na perseguição de inimigos, opositores ou actores disfuncionais quanto aos seus interesses económicos, comerciais, energéticos e financeiros (tanto a nível político como corporativo). Esta linha de trabalho inclui a exclusão de sítios e portais e, de forma paralela, a proscrição daqueles que são considerados críticos para a sua segurança, incluídos os competidores empresariais. A recente perseguição a uma integrante da direcção da firma (fabricante de telemóveis) Huawei e o concomitante hackeamento dos seus portais surge como um exemplo da ofensiva em toda linha.

c) O desenvolvimento de esquemas de ciberguerra contra Estados que questionem / disputem a liderança dos EUA e/ou que se aconchegam em formas de integração autónomas ao seu controle, e/ou que decidem utilizar divisas de intercâmbio comercial alheias ao dólar.

Para avançar com a primeira linha de trabalho exigiu-se às empresas que contam com maior volume de informação acumulada que contribuam para o monitoramento global, permitindo a abertura dos seus conglomerados de Big Data à CISA, subordinada do DHS. As últimas medidas, decretadas por Donald Trump, incluem um conjunto de acções destinadas a sistematizar informação para elaborar diagnósticos prospectivos capazes de impedir derivas antagónicas aos interesses económicos (e de supremacia cultural) de Washington. As referidas acções encontram-se justificadas, conforme os documentos divulgados pela CISA, dado o eterno perigo a que se encontra exposta a segurança de Washington.

A medidas determinados em Fevereiro e Abril deste ano têm a particularidade de exigir maiores níveis de articulação com as empresas privadas ligadas à informação global. Entre as corporações estabelecidas pela CISA para colaborar com a tarefa constam as firmas que possuem o maior conglomerado de Big Data residente, a nível mundial, em servidores habitualmente denominados como clouds (nuvens). Entre aquelas destinadas a contribuir para a segurança estratégica dos Estados Unidos constam, entre outras, a Accenture (empresa de recrutamento de pessoal), Cisco Systems (redes), Dell (informática de consumo maciço), Intel (circuitos integrados), Microsoft (sistemas operativos), Samsung , (telemóveis e computadores). Os acordos governamentais e negociações com a Google , Facebook , Twitter e outras redes sociales foram efectuados sob outro tipo de protocolos, diante do pedido destas empresas que resistem em tornar pública sua conivência com as agências de inteligência para não exibir aos seus assinantes a vulnerabilidade dos seus dados privados.

Em resposta ao anunciado controle monopolista da web, a Rússia e a China estão a desenvolver sistemas destinados a ampliar a sua autonomia em relação aos servidores localizados em territórios distantes e a configuração de redes soberanas. Em 16 de Abril último o parlamento russo aprovou a criação de uma rede interna (RuNet) em resposta às repetidas ameaças verbalizadas por Trump acerca da propriedade estado-unidense da Internet e o seu auto-atribuído direito ao uso discricionário da sua teia global. A lei prevê a criação de uma infraestrutura própria, a instalação de muralhas digitais capazes de filtrar ataques, a possibilidade de inter-actuar com um ecosistema digital próprio (perante potenciais interferências na comunicação soberana russa) e os dispositivos capazes de evitar a hierarquização contaminada de conteúdos decididos arbitrariamente por agências estrangeiras.

Por sua vez, a China vem desenvolvendo um esquema de protecção semelhante ao russo, em meio à guerra comercial desencadeada por Washington, motivada pela deterioração da sua competitividade produtiva frente à emergência do sudeste asiático. No centro desta disputa encontra-se a inteligência artificial, a próxima irrupção das redes 5G (que permitirão a generalização das impressoras de produtos) e a ampliação do multilateralismo que a China impulsiona e gera.

Enquanto isso cá em casa

A convergência bélica implica a integração entre conflitualidade material e virtual. O governo de Maurício Macri [NR] foi funcional aos interesses estratégicos dos Estados Unidos em todas as áreas. A implementação de programas de soberania digital, tanto em infraestrutura como em aplicações, foi descontinuada e esvaziada. O governo do Cambiemos subordinou todas as suas iniciativas aos desígnios de agências estrangeiras, sobretudo dos Estados Unidos e Israel, sócios espalhafatosos se se considera que são dois dos países que acompanham o Reino Unidos nas suas votações contra a Argentina em relação à ocupação das ilhas Malvinas. Ambos os Estados, além disso, fornecem aparelhos bélicos à única base militar articulada com a NATO localizada em território soberano.

Em 12/Setembro/2017 Maurício Macri assinou um acordo com Bibi Netanyahu no qual se articulavam agência de inteligência e segurança para cooperar na área do cibercrime. Tempos depois fez-se pública a aquisição pelo Ministério da Defesa argentino de pacotes de software para ciberdefesa (núcleos de CERT/CSIRT, para prevenir e gerir incidentes de segurança cibernética), no âmbito de uma contratação directa, sem licitação prévia. Em Fevereiro de 2018 a ministra da Segurança, Patricia Bullrich, formalizou um acordo com o Office of Intelligence and Analysis (I&A) adstrito à National Security Agency (NSA) para avaliar em conjunto informação vinculada ao terrorismo.

A soberania não parece ser um objectivo da lógica neoliberal financista. Nem em territórios tangíveis nem naqueles que constituem a teia digital. Uma vez que a marca cultural dos integrantes do Cambiemos os faz sonhar / desejar serem estado-unidenses (brancos, civilizados e libertos de genomas mestiços e crioulos), não estão capacitados para sequer perceber a colonialidade das suas decisões ou omissões. Desfrutam, risonhos e despreocupados, com a ideia de se converterem nos seus vassalos digitais.

28/Abril/2019
[NR] Derrotado em Outubro/2019 ao tentar reeleger-se.

Ver também:

Ver original em 'RESISTIR.INFO' na seguinte ligação:

https://resistir.info/eua/ciberguerra_28abr19.html

Dólar perde atratividade depois de corte na taxa de juros dos EUA pelo FED

Pessoas passam por um pôster mostrando o dólar americano fora de uma casa de câmbio
© AP Photo / Amr Nabil

Na quinta-feira (31) o câmbio do dólar sofreu retração em relação às principais moedas internacionais. A queda foi resultado da política de corte de juros aplicada pelo Tesouro norte-americano.

O Tesouro norte-americano adotou mais um corte na taxa de juros do país, após um resultado insatisfatório do crescimento dos EUA no terceiro quadrimestre.

Como resultado, o dólar sofreu uma queda de 0,35%, de acordo com o índice DXY, e está sendo negociado a 97 pontos, o menor nível desde agosto deste ano. Os dados foram fornecidos pela empresa norte-americana Intercontinental Exchange.

"O dólar reagiu se enfraquecendo, o que sempre é o caso quando o FED corta as taxas de juros. O interesse por dólares e ativos nomeados em dólar caiu em função da queda da sua rentabilidade e expectativa de empréstimos mais baratos", disse o economista Ilia Grigoryev em entrevista à RT.

O corte de juros foi uma resposta do FED aos resultados negativos do relatório do PIB do terceiro trimestre, divulgados nesta quarta-feira (31). O relatório revelou uma desaceleração do crescimento do PIB para 1,9%, sinalizando uma queda da atividade econômica.

"A guerra comercial com a China enfraqueceu significativamente a economia dos EUA. Por isso, para estimular a atividade econômica, o FED, cortou a taxa de juros pela terceira vez desde junho", disse à RT o diretor adjunto do Loko Bank, Andrei Lyushin.

Um relatório da Universidade de Duke, nos Estados Unidos, sugere que a economia do país pode entrar em recessão já na segunda metade de 2020, em função do confronto comercial com a China.

Outro fator que contribui para a desaceleração é o esgotamento do estímulo econômico fornecido pela reforma tributária da administração Trump, aprovada no ano passado.

"Desde o início de 2019, o fator da reforma tributária se esvaiu, enquanto o lucro das empresas norte-americanas está aumentando a taxas de dois dígitos", notou o gerente de portfólios da companhia de investimentos QBF, Denis Ikonnikov, em entrevista à RT.

Apesar do corte das taxas de juros normalmente ser uma política aplicada para estimular a economia, neste caso ela teve o efeito indesejável de reduzir o interesse dos investidores na moeda norte-americana.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/economia/2019103114716218-dolar-perde-atratividade-depois-de-corte-na-taxa-de-juros-dos-eua-pelo-fed/

NOVA OBRA DE FICÇÃO DOS ESTÚDIOS CIA / DIA

 
 
Os estúdios CIA/DIA (Central Intelligence Agency / Defense Intelligence Agency) continuam a produzir obras de ficção para nos entreter. A última é a da morte do "califa" al Baghdadi, o qual depois de ser encurralado num tunel por um cão da CIA ter-se-ia feito explodir. 
 
A obra foi apreciada com deleite na "Situation Room" da Casa Branca, que divulgou a foto do cão.
 
A obra de ficção anterior dos referidos estúdios foi a suposta morte de Bin Laden por um comando SEAL. Em ambos os casos os cadáveres foram lançados ao mar e não há testemunhas. Por sua vez, as forças armadas russas presentes na Síria afirmaram não ter detectado movimentações militares dos EUA na região de Idleb onde teria morrido Baghdadi.
 
Seja como for, em termos estratégicos é irrelevante a morte deste auto-denominado "califa". Os terroristas do Daesh/ISIS/ISIL foram derrotados sobretudo pelas valentes Forças Armadas Sírias, com o apoio aéreo russo. Estes são os principais responsáveis pela derrota dos terroristas que infestavam a Síria, armados pelo imperialismo.
 
Resistir.info

Ver o original em 'Página Global' na seguinte ligação:

https://paginaglobal.blogspot.com/2019/10/nova-obra-de-ficcao-dos-estudios-cia-dia.html

Democratas da Câmara dos EUA divulgam texto de resolução de impeachment

Washington, 29 out (Xinhua) - Os democratas da Câmara dos EUA divulgaram na terça-feira o texto de uma resolução que visa formalizar os procedimentos de uma investigação de impeachment contra o presidente Donald Trump.

 

A resolução, revelada pelo presidente do Comitê de Regras da Casa, Jim McGovern, estabelece procedimentos para o painel de inteligência da câmara baixa conduzir audiências públicas e divulgar testemunhos.

 

Para as audiências públicas, a resolução inclui uma linguagem que permite ao presidente e membro do ranking do Comitê de Inteligência da Câmara interrogar testemunhas por até 90 minutos e dedicar esse tempo aos assessores do comitê para conduzir o interrogatório.

 

A resolução também permite que os republicanos solicitem depoimentos de testemunhas e emitam intimações, mas estas teriam que ser assinadas pelos democratas.

 

A resolução deve chegar ao plenário da Câmara na quinta-feira.

 

Os presidentes de quatro comitês da Câmara disseram em um comunicado conjunto na terça-feira à tarde que "a próxima fase" da investigação de impeachment "passará de depoimentos fechados para audiências abertas".

 

"Em breve o povo americano ouvirá testemunhas em um ambiente aberto", acrescentou o comunicado.

 

Em um comunicado, a secretária de imprensa da Casa Branca, Stephanie Grisham, chamou o inquérito de impeachment de "uma farsa ilegítima desde o início, pois faltava a devida autorização por uma votação na Câmara".

 

"Esta resolução nada altera o fato fundamental que os democratas da Câmara se recusam a fornecer direitos básicos ao devido processo legal ao governo", acrescentou ela.

 

A investigação de impeachment contra Trump foi iniciada no mês passado pela presidente da Câmara, Nancy Pelosi, depois que um denunciante anônimo levantou preocupações sobre as interações do presidente com a Ucrânia.

 

Trump teria abusado do poder usando uma ajuda militar que o Congresso aprovou para pressionar o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, a investigar Biden, o principal candidato presidencial democrata em 2020, para ajudar sua campanha de reeleição. Além disso, a Casa Branca supostamente tentou encobrir ele.

 

A Casa Branca disse que não fornecerá documentos ou testemunhas aos investigadores da Casa porque considerou o inquérito de impeachment injusto e ilegítimo.

 

Trump negou qualquer irregularidade e os republicanos estão respondendo de forma mais agressiva para defender o presidente e contestar o inquérito de impeachment.

EUA confirmam que restos mortais de líder do Daesh foram depositados no mar

Líder do grupo terrorista Estado Islâmico Abu Bakr al-Baghdadi. (Arquivo)
© East News / Balkis Press

Os restos mortais do líder do Daesh (organização terrorista proibida na Rússia e outros países), Abu Bakr al-Baghdadi, foram depositados no fundo do mar 24 horas após sua morte, segundo uma fonte militar americana.

"Após a coleta de amostras para análises formais de DNA, os restos mortais de Baghdadi foram enterrados no mar, de acordo com as leis de conflitos armados, 24 horas após sua morte", disse nesta quarta-feira (30) o general Kenneth McKenzie, chefe do Comando Central dos Estados Unidos (Centcom). 

O militar não informou, no entanto, em que parte do oceano isso foi feito. O líder da Al-Qaeda Osama bin Laden também teve seu corpo depositado no mar após ser morto em uma operação americana no Paquistão, em 2 de maio de 2011. 

No domingo (27), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que Abu Bakr al-Baghdadi tinha sido morto em uma operação das forças especiais americanas na Síria. O republicano explicou que o líder do Daesh estava sob monitoramento do Departamento de Defesa por algum tempo, até que se deram as condições para o ofensiva. 

Na terça-feira (29), o Pentágono informou que os EUA se livraram do corpo do líder terrorista pouco depois da confirmação de sua identidade, mas as informações sobre as provas do ataque e do seu sepultamento no mar permaneciam classificadas.

Na ocasião, o general do Exército dos EUA Mike Milley disse que após a operação no noroeste da Síria, o corpo de Baghdadi tinha sido mutilado e imediatamente levado "para uma instalação segura para confirmar sua identidade por meio de testes forenses de DNA".

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/oriente_medio_africa/2019103014712146-eua-confirmam-que-restos-mortais-de-lider-do-daesh-foram-depositados-no-mar/

«A arte da guerra»O Califa, filme CIA entre a ficção e a realidade

É um produto bem definido. No final de uma vasta operação especial na qual uma arma inenarrável foi usada, é aconselhável encenar a morte da pessoa que a incorporou. Esta é a melhor maneira de apagar os acontecimentos na opinião pública. Após a morte de Bin Laden, aqui está a de al-Baghdadi

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“Foi como assistir a um filme”, disse o Presidente Trump, depois de testemunhar a eliminação de Abu Bakr al Baghdadi, o Califa, Chefe do ISIS, transmitido na Situation Room da Casa Branca. Aqui, em 2011, o Presidente Obama assistia à eliminação do então inimigo número um, Osama Bin Laden, Chefe da Al Qaeda. O mesmo argumento: os serviços secretos dos EUA tinham localizado,há muito tempo, o inimigo; este não é capturado, mas eliminado: Bin Laden é morto; al Baghdadi suicida-se ou é “suicidado”; o corpo desaparece: o de Bin Laden é sepultado no mar,os restos de al Baghdadi, desintegrados pelo cinto de explosivos,também esses são espalhados no mar. O mesmo produtor do filme: a Comunidade de Inteligência, formada por 17 organizações federais. Além da CIA (Agência Central de Inteligência), existe a DIA (Agência de Inteligência de Defesa), mas cada sector das Forças Armadas, bem como o Departamento de Estado e o Departamento de Segurança Interna, têm o seu próprio serviço secreto.

Para as acções militares, a Comunidade de Inteligência usa o Comando das Forças Especiais, instalado em, pelo menos, 75 países, cuja missão oficial compreende, além da “acção directa para eliminar ou capturar inimigos”, a “guerra não convencional conduzida por forças externas, treinadas e organizadas pelo Comando ". É, exactamente, o que começou na Síria, em 2011, no mesmo ano em que a guerra USA/NATO destrói a Líbia. Demonstram-no as provas documentadas, já publicadas em ‘il manifesto’.

➢ Por exemplo, em Março de 2013, o New York Times publicou uma pesquisa detalhada sobre a rede da CIA, através da qual chegam à Turquia e à Jordânia, com o financiamento da Arábia Saudita e de outras monarquias do Golfo, rios de armas para os militantes islâmicos treinados pelo Comando de Forças Especiais USA, antes de serem infiltradas na Síria [1].

➢ Em Maio de 2013, um mês após ter fundado o ISIS, al Baghdadi, encontra na Síria uma delegação do Senado dos Estados Unidos chefiada por John McCain na Síria, como mostra a documentação fotográfica [2].

➢ Em Maio de 2015, um documento do Pentágono datado de 12 de Agosto de 2012 é desclassificado pela Judicial Watch, no qual se afirma que há “a possibilidade de estabelecer um principado salafita na Síria oriental, e é exactamente o que os países ocidentais desejam, os Estados do Golfo e a Turquia, que apoiam a oposição” [3].

➢ Em Julho de 2016, é desclassificado pelo Wikileaks um email de 2012 no qual a Secretária de Estado, Hillary Clinton, escreve que, dada a relação Irão-Síria, “a destituição de Assad constituiria um imenso benefício para Israel, diminuindo o medo de perder o monopólio nuclear.” Isso explica por que motivo, não obstante os EUA e os seus aliados iniciarem, em 2014, a campanha militar contra o ISIS, as forças do ISIS podem avançar sem perturbações em espaços abertos, com longas colunas de veículos armados [4].

A intervenção militar russa em 2015, de apoio às forças de Damasco, reverte o destino do conflito. O objectivo estratégico de Moscovo é impedir a demolição do estado sírio, que provocaria um caos do tipo líbio, vantajoso para os USA e para a NATO, para atacar o Irão e cercar a Rússia.

Os Estados Unidos, irracionais, continuam a jogar a cartada da fragmentação da Síria, apoiando os independentistas curdos e depois abandonando-os para não perder a Turquia, posto avançado da NATO na região.

Neste contexto, compreende-se por que al Baghdadi, como Bin Laden (anteriormente aliado dos USA contra a Rússia, na guerra do Afeganistão), não podia ser capturado para ser processado publicamente, mas que devia desaparecer fisicamente para fazer desaparecer as provas do seu verdadeiro papel na estratégia USA. Por isso, a Trump agradou tanto o filme com um final feliz.


[1] « Arms Airlift to Syria Rebels Expands, With Aid From C.I.A. », par C. J. Chivers and Eric Schmitt, The New York Times, March 14, 2013. “Milhares de milhões de dólares de armas contra a Síria”, Thierry Meyssan, Tradução Alva, Rede Voltaire, 18 de Julho de 2017.

[2] « John McCain, le chef d’orchestre du "printemps arabe", et le Calife », par Thierry Meyssan, Réseau Voltaire, 18 août 2014.

[3] Rapport de l’Agence de Renseignement militaire aux divers services de l’administration Obama sur les jihadistes en Syrie (document déclassifié en anglais), 12 août 2012.

[4] « New Iran and Syria », Hillary Clinton, December 31, 2012, Wikileaks.



Ver original na 'Rede Voltaire'



UM MUNDO ABSURDO EM QUE RANTANPLAN É UM HERÓI A SÉRIO

«Desclassificámos uma fotografia do magnífico cão (o nome não foi desclassificado) que teve uma CONTRIBUIÇÃO ESPECTACULAR para a captura e morte do líder do ISIS, Abu Bakr al-Baghdadi!»
Íamos lá nós passar sem uma fotografia do cão! Mesmo que não saibamos o nome do bicho que permanece TOP SECRET! Por mim, e para proteger a sua identidade (de quê, de quem?), pode adoptar-se provisoriamente o nome simbólico de Rantanplan, que tudo o que aparece com aquelachancela de Donald J. Trump é uma contínua elegia à ESTUPIDEZ!

Veja o original em 'Herdeiro de Aécio' na seguinte ligação::

http://herdeirodeaecio.blogspot.com/2019/10/um-mundo-em-que-rantanplan-e-um-heroi.html

Eu já vi este filme

Tintin e o seu cão Milou vistos por Spielberg no cinema
 
image  Hergé batizou de Milou o seu canito, mas por razões que só a CIA poderá explicar, o nome do canídeo de Trump continua em segredo.

Trump divulga a foto do cão que apanhou o líder do Daesh

image “O seu nome continua secreto”
 
Não se sabe o nome do animal, mas o presidente dos EUA fez questão de mostrar a imagem do cão que integrou a operação para capturar o líder do Estado Islâmico
 
“O general MarkMilley disse que os EUA "estão a proteger a identidade do cão", mantendo, por enquanto, que toda a informação sobre o animal está em segredo.”
 
Milley teria ainda dito que o Twitter trumpista, é eximio em fabricar casos imbecis para fortalecer a cretinice global e, que o produto se vende bem e resulta.
É CASO PARA DIZER QUE A MEDIA NOS TRATA ABAIXO DE CÃO.
 

Ver o original em As palavras são armas (clique aqui)

Wanted dead or alive

 

Trump, cumprindo o seu ritual, em modo boçal, como é normal, cheio de prosápia, anunciou ao mundo que os seus homens tinham assassinado o “cão” que morrera como um “covarde” algures na Síria. E disse que tinha seguido na sala oval a perseguição ao homem que se refugiara num túnel e se fizera explodir, pelos vistos impedindo que o matassem.

Um chefe militar e político que não se entrega e se suicida é para Trump um covarde, talvez por ter impedido que o comando o tivesse matado à queima-roupa, como foi feito a Bin Laden.

Abou Bakr Al-Baghdadi, autodenominado Califa, era o chefe do também autoproclamado Estado Islâmico, cujo eixo da sua ação era impor pela violência extrema e brutal o terror totalitário invocando princípios e procedimentos que desonram o Islão, interpretado e praticado pela imensa maioria em todo o mundo pelos muçulmanos.

Al-Baghdadi tinha as mãos cheias de sangue inocente e a sua organização alimentava-se da exaltação da violência cruel como forma de recrutar adolescentes e jovens marginais e marginalizados na Europa e um pouco por todo o mundo.

O Estado Islâmico através do terror tentava impor em zonas de guerra um outro paradigma bélico que ocupasse o espaço deixado por tantas feridas de guerra levada aos povos do Médio-Oriente.

O Estado Islâmico visou ocupar esses espaços deixados pela violenta guerra de agressão, à margem de todas as leis do direito internacional, contra o Iraque e o seu povo, dilacerando aquele país com centenas de milhares de mortos e com violência tão brutais como a que aconteceu no cerco a Faluja.

Foi George W. Bush e a sua camarilha, à qual se associaram Tony Blair, Aznar, Durão Barroso e Paulo Portas, um conjunto de refeces que enganaram o mundo, sem serem julgados até hoje, que fizeram o Médio Oriente regredir ao ponto em que hoje se encontra, sem deixar também de ter em conta o papel de ditadores sanguinários que no Iraque, na Síria, Tunísia, Egipto e Sudão ajudaram a criar o ambiente para o DAESH medrar.

O homem que se assemelha mais a um burgesso que a um Presidente do país mais poderoso do mundo fala como um sherife do Texas antigo a fim de cobrar os dividendos pela cabeça de Baghdadi; desta vez uma recompensa em votos e não em dólares…

É o mesmo homem que confunde o Colorado no centro dos EUA com a fronteira mexicana e que sonha com “muros magníficos” por onde não se possa passar “nem por cima, nem por baixo”…

Este é o homem que olha para o seu inimigo morto como um troféu que não pode exibir pelo facto de Baghdadi cuja índole é imoral e assassina, mas que teve a bravura de se suicidar com a detonação do colete de bombas para que muito provavelmente o seu corpo não pudesse ser exibido como presa morta.

Não se trata de elogiar um homem que semeou terror e morte; apenas referir que ao tratá-lo como covarde, como um cão, Trump se afirmou como pistoleiro, quando o mundo, nesta hora, precisava que fosse dado ao mundo muçulmano uma clara separação entre o terrorismo minoritário sunita e a proposta de cooperação e de paz que estabelecesse pontes com esse mesmo mundo.

Trump preferiu comportar-se como um pistoleiro que quer a recompensa pela cabeça do WANTED dead or alive.

A nobreza de caráter nunca teve lugar no seu coração, ali só há lugar para ele e o seu mundo de revanchismo, misoginia, racismo, suprema cismo e negocismo. Ei-lo magnífico, eles e todos os seus sonhos cheios de muros e cabeças de inimigos.

https://www.publico.pt/2019/10/30/mundo/opiniao/wanted-dead-or-alive-1891851

 

 
<

Ver original em ' O Chocalho' na seguinte ligação:

https://ochocalho.com/2019/10/30/wanted-dead-or-alive/

«O CALIFA, FILME CIA ENTRE A FICÇÃO E A REALIDADE»

POR Manlio Dinucci -- A Arte da Guerra 
TRADUÇÃO DE : Maria Luísa de Vasconcellos
image
ITALIANO PORTUGUÊS
 
“Foi como assistir a um filme”, disse o Presidente Trump, depois de testemunhar a eliminação de Abu Bakr al Baghdadi, o Califa, Chefe do ISIS, transmitido na Situation Room da Casa Branca. Aqui, em 2011, o Presidente Obama assistia à eliminação do então inimigo número um, Osama Bin Laden, Chefe da Al Qaeda. O mesmo argumento: os serviços secretos dos EUA tinham localizado,há muito tempo, o inimigo; este não é capturado, mas eliminado: Bin Laden é morto; al Baghdadi suicida-se ou é “suicidado”; o corpo desaparece: o de Bin Laden é sepultado no mar,os restos de al Baghdadi, desintegrados pelo cinto de explosivos,também esses são espalhados no mar. O mesmo produtor do filme: a Comunidade de Inteligência, formada por 17 organizações federais. Além da CIA (Agência Central de Inteligência), existe a DIA (Agência de Inteligência de Defesa), mas cada sector das Forças Armadas, bem como o Departamento de Estado e o Departamento de Segurança Interna, têm o seu próprio serviço secreto.


Para as acções militares, a Comunidade de Inteligência usa o Comando das Forças Especiais, instalado em, pelo menos, 75 países, cuja missão oficial compreende, além da “acção directa para eliminar ou capturar inimigos”, a “guerra não convencional conduzida por forças externas, treinadas e organizadas pelo Comando ". É, exactamente, o que começou na Síria, em 2011, no mesmo ano em que a guerra USA/NATO destrói a Líbia. Demonstram-no as provas documentadas, já publicadas em ‘il manifesto’.

- Por exemplo, em Março de 2013, o New York Times publicou uma pesquisa detalhada sobre a rede da CIA, através da qual chegam à Turquia e à Jordânia, com o financiamento da Arábia Saudita e de outras monarquias do Golfo, rios de armas para os militantes islâmicos treinados pelo Comando de Forças Especiais USA, antes de serem infiltradas na Síria. 

- Em Maio de 2013, um mês após ter fundado o ISIS, al Baghdadi, encontra na Síria uma delegação do Senado dos Estados Unidos chefiada por John McCain na Síria, como mostra a documentação fotográfica. 


- Em Maio de 2015, um documento do Pentágono datado de 12 de Agosto de 2012 é desclassificado pela Judicial Watch, no qual se afirma que há “a possibilidade de estabelecer um principado salafita na Síria oriental, e é exactamente o que os países ocidentais desejam, os Estados do Golfo e a Turquia, que apoiam a oposição”. 

- Em Julho de 2016, é desclassificado pelo Wikileaks um email de 2012 no qual a Secretária de Estado, Hillary Clinton, escreve que, dada a relação Irão-Síria, “a destituição de Assad constituiria um imenso benefício para Israel, diminuindo o medo de perder o monopólio nuclear.” Isso explica por que motivo, não obstante os EUA e os seus aliados iniciarem, em 2014, a campanha militar contra o ISIS, as forças do ISIS podem avançar sem perturbações em espaços abertos, com longas colunas de veículos armados.


A intervenção militar russa em 2015, de apoio às forças de Damasco, reverte o destino do conflito. O objectivo estratégico de Moscovo é impedir a demolição do estado sírio, que provocaria um caos do tipo líbio, vantajoso para os USA e para a NATO, para atacar o Irão e cercar a Rússia.


Os Estados Unidos, irracionais, continuam a jogar a cartada da fragmentação da Síria, apoiando os independentistas curdos e depois abandonando-os para não perder a Turquia, posto avançado da NATO na região.


Neste contexto, compreende-se por que al Baghdadi, como Bin Laden (anteriormente aliado dos USA contra a Rússia, na guerra do Afeganistão), não podia ser capturado para ser processado publicamente, mas que devia desaparecer fisicamente para fazer desaparecer as provas do seu verdadeiro papel na estratégia USA. Por isso, a Trump agradou tanto o filme com um final feliz.


il manifesto, 29 de Outubro de 2019

Ver o original em 'Manuel Banet' (clique aqui)

Cem anos depois, o massacre da “Wall Street Negra” está em pauta

Foi um dos piores capítulos na longa história de violência racial nos Estados Unidos – mas até pouco tempo atrás muitos americanos nunca tinham ouvido falar do massacre que ocorreu em 1921 na cidade de Tulsa, no estado de Oklahoma. Em 31 de maio daquele ano, uma multidão de pessoas brancas invadiu e destruiu o distrito de Greenwood, que na época era uma das comunidades negras mais prósperas do país, apelidada de “Wall Street Negra”.

 

 

A violência se estendeu por 18 horas, durante as quais mais de mil casas e estabelecimentos comerciais foram saqueados e incendiados. Alguns historiadores calculam que até 300 pessoas tenham sido mortas. Cerca de 10 mil ficaram desabrigadas. O episódio, ausente de livros escolares durante décadas, voltou a ganhar atenção na semana passada, quando foi tema do capítulo inicial da série Watchmen, da HBO. Muitos espectadores confessaram que não sabiam do que se tratava.

Wall Street Negra

Uma das atrizes da série, Regina King, chegou a tuitar uma reportagem sobre o tema, depois de ver “tantos tuites (dizendo) que Watchmen era a primeira vez que ouviam sobre a ‘Wall Street Negra’ e que não tinham ideia de que a abertura (da série) mostrava o massacre de Tulsa, que não foi ensinado em aulas de história nos Estados Unidos”.

A Tulsa do início da década de 1920 era uma cidade moderna de mais de 100 mil habitantes. Alguns anos antes, a descoberta de poços de petróleo havia enriquecido muitos moradores brancos e também alguns negros que tinham terras na área. Mas esse era um período de violência racial, com linchamentos e rígidas leis de segregação, que proibiam que negros frequentassem os mesmos ambientes que a população branca. Assim como em várias outras cidades americanas, os trilhos da ferrovia marcavam a separação entre a parte negra e a parte branca da cidade.

O distrito de Greenwood ficava ao norte dos trilhos. A partir de 1905, a área começou a atrair comerciantes e empreendedores negros, dando início ao que ficaria conhecido como a “Wall Street Negra”, uma das mais bem-sucedidas comunidades negras em um país que somente poucas décadas antes havia abolido a escravidão.

Segundo o historiador Scott Ellsworth, autor do livro Death in a Promised Land: The Tulsa Race Riot of 1921 (“Morte em uma terra prometida: o tumulto racial de Tulsa de 1921”, em tradução livre), a maioria dos 10 mil residentes negros da cidade vivia em Greenwood. “Um bairro vibrante que abrigava dois jornais, várias igrejas, uma biblioteca e vários estabelecimentos comerciais que pertenciam a proprietários negros”, escreveu Ellsworth em um artigo para a Oklahoma Historical Society (Sociedade Histórica de Oklahoma).

Os 40 quarteirões que formavam a chamada “Wall Street Negra” eram pontuados por hotéis, restaurantes, joalherias e cerca de 200 estabelecimentos comerciais de pequeno porte, como farmácias, armarinhos, lavanderias, barbearias e salões de beleza. Havia até um cinema. As casas elegantes de Greenwood eram endereço de muitos médicos, dentistas, advogados e outros profissionais negros de renome.

“A. C. Jackson era considerado o melhor cirurgião negro do país. Simon Berry era um piloto negro que tinha seu próprio avião e era proprietário de um serviço de transportes”, diz a diretora de programação do centro cultural de Greenwood, Mechelle Brown. “Era extraordinária a prosperidade que existia na comunidade negra de Tulsa na época.”

Tensão racial e ressentimento

Mas Ellsworth observa que Tulsa também tinha problemas, com altas taxas de criminalidade e casos de linchamento, inclusive o de um jovem branco acusado de assassinato e morto por uma multidão branca meses antes do massacre em Greenwood. Historiadores ressaltam que, nessa época, em todo o país, havia ressentimento por parte de muitos brancos com o fato de alguns negros serem bem-sucedidos. Os anos anteriores já haviam registrado dezenas de conflitos raciais em diversas cidades americanas, com centenas de negros mortos.

 
Muitos brancos tinham inveja do sucesso dos afro-americanos, faziam comentários do tipo ‘como esses negros ousam ter um piano de cauda em sua casa se eu não tenho um piano na minha?’. Também acreditavam que os afro-americanos estavam roubando seus empregos”.
Mechelle Brown
 
 

Segundo ela, o grupo supremacista branco Ku Klux Klan tinha muita força nos anos 1920. A primeira Ku Klux Klan operou entre as décadas de 1860 e 1870, durante o período de Reconstrução. Em 1915, foi fundada a segunda versão do grupo. “Muitos líderes municipais, policiais, bombeiros eram membros da Ku Klux Klan”, afirma Brown.

A “explosão de violência” em Greenwood foi um entre vários episódios semelhantes ao redor do país.

 
Ocorreu durante uma era de profundas tensões raciais, caracterizada pelo nascimento e rápido crescimento da chamada segunda Ku Klux Klan e pelos esforços determinados de afro-americanos para resistir aos ataques contra suas comunidades, particularmente na questão de linchamentos”.
Scott Ellsworth
 
 

O episódio que provocou o massacre em Greenwood ocorreu em 30 de maio de 1921. Naquela tarde, um engraxate negro chamado Dick Rowland, de 19 anos, pegou o elevador no Drexel Building, prédio onde ficava o único banheiro que os negros tinham permissão para usar no centro da cidade. A ascensorista, uma jovem branca chamada Sarah Page, deu um grito. Segundo Ellsworth, não se sabe o que causou a reação da moça, mas “a explicação mais comum é que Rowland pisou no pé de Page ao entrar no elevador, fazendo com que ela gritasse”.

Rowland foi detido e, no dia seguinte, o jornal Tulsa Tribune noticiou que ele havia tentado estuprar Page. “Além disso, segundo testemunhas, o Tribune também publicou um editorial, hoje perdido, intitulado ‘Negro será linchado esta noite'”, escreveu Ellsworth. Uma multidão de brancos se dirigiu à cadeia, mas o xerife se recusou a entregar o prisioneiro.

Ao ficarem sabendo disso, dezenas de homens negros de Greenwood, muitos deles veteranos da Primeira Guerra Mundial que estavam armados, também se dirigiram até a cadeia, para ajudar a proteger Rowland. A ajuda foi recusada pelo xerife. “Quando (os negros) estavam indo embora, um homem branco tentou desarmar um veterano negro, e um tiro foi disparado. O tumulto começou”, relatou Ellsworth.

Destruição

Frustrados por não terem conseguido linchar Rowland, brancos armados começaram a atacar negros aleatoriamente, atirando contra pessoas e casas. De acordo com Ellsworth, as autoridades pouco fizeram para conter o conflito nessas primeiras horas, concentrando-se em proteger bairros com moradores brancos – que não estavam sob ataque.

Quando a madrugada de 1º de junho chegou, a multidão enfurecida já reunia milhares, e se de dirigiu a Greenwood. Segundo testemunhas, os invasores atearam fogo às casas e lojas. Objetos de valor foram roubados, e o resto destruído. Pelo menos uma metralhadora e até aviões foram usados nos ataques.

Sobreviventes relataram ter visto homens, mulheres e crianças mortos a tiros ao tentar escapar das chamas, entre eles A. C. Jackson, o renomado cirurgião negro, que foi alvejado ao sair de sua casa com as mãos para cima e se render a um grupo de homens brancos. O corpo de bombeiros não respondeu aos chamados de emergência.

“Quando o reforço da guarda nacional chegou a Tulsa, às 9h15 da manhã, a maior parte de Greenwood já havia sido destruída”, escreveu Ellsworth.

 
Quando a violência finalmente chegou a fim, a cidade estava sob lei marcial, milhares de cidadãos haviam sido detidos por guardas armados e a segunda maior comunidade afro-americana do Estado havia sido reduzida a cinzas.”
Scott Ellsworth
 
 

Até hoje não há consenso sobre o número de vítimas. Um relatório publicado em 2001 por uma comissão que investigou o episódio diz que foi possível confirmar 39 mortos, sendo 26 negros e 13 brancos, mas que as estimativas anteriores, de até 300 vítimas, podem ser verdadeiras – já que muitos corpos podem ter sido jogados em valas comuns e no rio Arkansas, conforme o relato de testemunhas.

Os sobreviventes do massacre foram detidos e levados a acampamentos. Os moradores de Greenwood declararam prejuízo de US$ 1,8 milhão de dólares na época, mas as seguradoras se recusaram a pagar. Sarah Page, a ascensorista, retirou a acusação contra Dick Rowland, e ele não foi indiciado. Mas, mesmo assim, as autoridades decidiram que os negros eram os culpados pela violência, classificada como um motim racial. Nenhum dos invasores brancos jamais foi responsabilizado.

Segundo Ellsworth, a maior parte da população negra de Tulsa ficou desabrigada após o episódio, mas dias depois já começaram a trabalhar na reconstrução de sua comunidade em Greenwood. Muitos se mudaram para barracas nos terrenos onde originalmente ficavam suas casas. “Eles estavam determinados a ficar em Greenwood”, diz Mechelle Brown. “E em 1925, a comunidade afro-americana já havia reconstruído Greenwood completamente.”

Mas muitas famílias nunca se recuperaram. Com o tempo, o massacre caiu no esquecimento e o assunto virou tabu. “Os brancos não queriam falar sobre isso, muitos tinham vergonha do que tinha acontecido”, observa Brown. “Os negros também não queriam falar sobre isso. Eles diziam que era muito doloroso, e que para seguir em frente e reconstruir era preciso colocar essa parte da história no passado.”

Em 1997, uma comissão estadual formada para investigar o episódio recomendou o pagamento de reparações aos sobreviventes. Também encontrou evidências de valas comuns e recomendou escavações para confirmar sua existência, mas as autoridades na época decidiram não ir adiante com nenhuma das recomendações.

Agora, às vésperas de completar cem anos, o massacre está sendo investigado novamente. No ano passado, o prefeito de Tulsa, o republicano G.T. Bynum, anunciou a reabertura do que chamou de uma “investigação de homicídio”. Cientistas estão usando radares de penetração no solo para tentar encontrar as valas comuns. A investigação deve ser concluída até janeiro. “O país inteiro vai estar olhando para Tulsa em 2021, na comemoração de cem anos, para ver como a cidade abordou essa história, como mudamos, o que aprendemos”, observa Brown.


Texto original em português do Brasil

Exclusivo Editorial PV / Tornado

 
 
 

Ver original no jornal 'TORNADO' na seguinte ligação:

https://www.jornaltornado.pt/cem-anos-depois-o-massacre-da-wall-street-negra-esta-em-pauta/

Jornalista detida nos EUA após investigar 'corrupção' da oposição venezuelana

Policiais perto da Embaixada da Venezuela em Washington, 16 de maio
© Sputnik /

Max Blumenthal, jornalista do portal The Grazyone, disse que foi detido por dois dias pela Polícia de Washington, Estados Unidos, após investigar "atos de corrupção" da oposição venezuelana.

A detenção teria ocorrido ainda no último dia 25, enquanto o jornalista norte-americano estava em sua casa em Washington.

Conforme publicou o portal The Grazyone, o jornalista foi detido de "maneira violenta", com policiais ameaçando entrar em sua casa à força.

Além disso, Max Blumenthal afirmou que, após ser levado para a prisão central da Polícia de Washington, foi-lhe negado o direito de entrar em contato com um advogado.

"O governo federal pediu à Polícia de Washington para me prender [...] e definhar em uma prisão por dias sem sequer poder ligar para um advogado", declarou Blumenthal em entrevista ao The Grazyone.

O jornalista também disse que não tinha conhecimento sobre qualquer mandado de prisão.

"Se o governo tivesse pelo menos me dito que havia um mandado contra mim, eu teria comparecido voluntariamente", acrescentou Blumenthal.

Acusação e 'perseguição política'

Ainda de acordo com o jornalista, sua prisão teria como motivo uma acusação oriunda de um membro da oposição venezuelana nos Estados Unidos.

Segundo Blumenthal, o membro da oposição, cuja identidade não foi revelada, acusou o jornalista de agredi-lo durante uma tentativa de levar mantimentos, em maio, a diplomatas do governo venezuelano na embaixada do país em Washington.

Na ocasião, a embaixada da Venezuela foi ocupada por ativistas apoiados pelo governo de Maduro para impedir que o recinto se tornasse local de trabalho de representantes diplomáticos de Juan Guaidó, líder da oposição venezuelana que se autoproclamou presidente interino de seu país.

Deste então, como publicou o portal, a embaixada se tornou palco de confrontos entre ativistas pró-governo Maduro e simpatizantes da oposição do país caribenho.

De acordo com Blumenthal, a acusação feita contra sua pessoa é infundamentada.

"Essa acusação é 100% falsa, fabricada, uma mentira muito maldosa", afirmou o jornalista.

Além disso, o americano acredita que a acusação e sua detenção fazem parte de uma "perseguição política" contra ele.

"Eu tenho plena certeza que esse caso é parte de uma grande campanha de perseguição política usando o sistema legal para calar nosso jornalismo investigativo factual sobre o golpe contra a Venezuela", disse Blumenthal.

'Mentiras e corrupção'

Desta forma, Blumenthal acredita que a sua detenção seria uma forma de retaliação contra seu trabalho de denúncia das "mentiras e corrupção" da oposição venezuelana.

Ainda em fevereiro deste ano, o jornalista publicou um vídeo em inglês no YouTube, no qual mostra produtos alimentícios nos arredores de Caracas, enquanto grande parte da mídia mundial dizia que a Venezuela passava por uma crise humanitária.

 

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/americas/2019103014707286-jornalista-denuncia-detencao-nos-eua-apos-investigar-corrupcao-da-oposicao-venezuelana-/

Rússia acusa EUA de contrabandear petróleo da Síria

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Moscou, 26 out (Xinhua) -- O Ministério da Defesa da Rússia acusou, neste sábado, os Estados Unidos de contrabandear petróleo do leste da Síria para outros países com comboios guardados por empresas militares privadas e forças de operações especiais.

 

"No caso de qualquer ataque a esse comboio, as forças de operações especiais dos EUA e a aviação de combate serão imediatamente usadas para protegê-lo", disse Igor Konashenkov, porta-voz do ministério.

 

Os Estados Unidos extraem petróleo na Síria usando equipamentos entregues contornando suas próprias sanções, disse ele.

 

Dado que o custo de um barril de petróleo contrabandeado da Síria é de 38 dólares americanos, a receita mensal do "negócio privado" dos serviços públicos dos EUA excede os 30 milhões de dólares, disse ele.

 

"Para garantir um fluxo financeiro tão contínuo, livre de controle e impostos, as autoridades do Pentágono e Langley (ou seja, a Agência Central de Inteligência) estarão dispostas a guardarem e protegerem os poços de petróleo na Síria das imaginárias 'células ocultas do Estado Islâmico' indefinidamente", disse ele.

 

Ver original em "XINHUA Português" na ligação seguinte:

http://portuguese.xinhuanet.com/2019-10/28/c_138509051.htm

Pentágono: provas do ataque ao líder do Daesh e sua morte continuam confidenciais

Líder do Estado Islâmico, Abu Bakr al-Baghdadi, em 29 de abril de 2019
© REUTERS / Grupo do Estado Islâmico/Al Furqan Media Network/

O Pentágono informou que os EUA se livraram do corpo do líder terrorista Abu Bakr al-Baghdadi pouco depois da confirmação de sua identidade, acrescentando que todas as provas do ataque e do seu sepultamento no mar permanecem classificadas.

Após a operação das forças especiais dos EUA no noroeste da Síria, na qual Washington afirma que o líder do Daesh (grupo terrorista proibido na Rússia e em outros países) foi eliminado, o corpo mutilado foi imediatamente levado "para uma instalação segura para confirmar sua identidade por meio de testes forenses de DNA", disse o general do Exército dos EUA Mike Milley em coletiva de imprensa.

"A eliminação dos seus restos mortais foi feita e está completa e foi tratada de forma adequada […] Não estamos preparados, no momento, para liberar [as provas]", informa o Pentágono.

De acordo com o general, embora o ataque e os subsequentes processos de identificação e "eliminação" do corpo tenham sido documentados em numerosas fotografias e vídeos, ainda não passaram por um "processo de desclassificação".

Evidências concretas

O chefe do grupo terrorista do Estado Islâmico foi alegadamente sepultado no mar de acordo com a tradição islâmica, assim como o ex-líder da Al-Qaeda, Osama bin Laden.

A equipe de monitoramento da ONU sobre grupos terroristas disse anteriormente que o anúncio dos EUA sobre a morte de al-Baghdadi parecia "confiante", mas que o caso ainda não foi confirmado com evidências concretas.

O Ministério da Defesa da Rússia questionou pelo menos parte da história, observando que, apesar das afirmações do presidente norte-americano Donald Trump, Moscou nunca abriu o espaço aéreo sírio sob seu controle para jatos americanos, e não registrou nenhum ataque aéreo da coalizão dos EUA na área.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/oriente_medio_africa/2019102914702888-pentagono-provas-do-ataque-ao-lider-do-daesh-e-sua-morte-continuam-confidenciais/

Trump e o canil

Cão bom, cão mau.Cão morto, cão vivo,
 
 

1.
Acho muito bem que Trump tenha divulgado a foto do cão. De facto, não é todos os dias que se encontra um cão mais inteligente que o Presidente que é o seu dono máximo.
2.
Compreendo perfeitamente que não se tenha revelado o nome e a estirpe do bicho. De facto havia sempre o perigo de algum sector do Partido Republicano para o ano o querer candidatar a Presidencia dos EUA.
3.
Tendo em conta as frases/imagens em cima, confesso que fiquei sem perceber que opinião tem Trump dos cães mas também é certo que Trump não está lá para a gente o perceber.
 
 

Ver original em "O Tempo das Cerejas" (aqui)

TODO O MUNDO É UM ATIVISTA RUSSO

 
 
A América riu dos comentários de Hillary Clinton sobre Tulsi Gabbard, mas as ideias de Hillary se encaixam perfeitamente na tendência dominante do pensamento intelectual americano. Matt Taibbi*
 
21 de outubro de 2019 - Information Clearing House  --   Hillary Clinton , não muito tempo atrás, foi nomeada pelo Partido Democrata para as primárias democratas e teve algumas palavras bem escolhidas sobre o estado da política americana na sexta-feira.
 
"Não estou fazendo nenhuma previsão, mas acho que eles (os russos)  estão de olho em alguém que está atualmente nas primárias democratas e a estão preparando para ser candidata a um terceiro", disse Clinton em um podcast com o ex-assessor de Barack Obama; David Plouffe. "Ela é a favorita dos russos."
 
Clinton parecia estar falando sobre a congressista do Havaí Tulsi Gabbard, uma veterana de combate. Ela não terminou, atacando, também, a ex-candidata do Partido Verde Jill Stein:
 
A Jill Stein, também, é um património russo... Sim, ela é um património russo - quero dizer, totalmente. Eles sabem que não podem vencer sem um candidato de terceiros. 
 
Ela passou a falar sobre Donald Trump:
 
"Não sei o que Putin tem sobre ele, seja pessoal ou financeiro... presumo que seja".
 
Hillary Clinton é insana. Ela, também, não está longe da tendência dominante do Partido Democrata, que vem seguindo a mesma linha há anos.
 
 
Menos de uma semana antes da explosão de Clinton, o New York Times - outrora um símbolo de reportagens difíceis e cautelosas - publicou um artigo chamado "O que exatamente Tulsi Gabbard está aprontando?". A peça especulava sobre a "atividade suspeita" em torno da campanha de Gabbard, usando citações do think-tank neoconservador ( Alliance For Securing Democracy), para especular sobre o apoio russo de Gabbard.
 
Este foi o segundo artigo que o Times  escreveu. Um artigo de agosto dizia "Tulsi Gabbard acha que estamos condenados", atingiu quase todos os mesmos pontos de discussão, citando Clint;  Watts, um ex-espião do mesmo think tank, chamando Gabbard de "a democrata preferida do Kremlin" e um "agente útil de influência. "O artigo do Times ecoou artigos anteriores do Daily Beast e da NBC.com que diziam muitas das mesmas coisas.
 
Depois que Clinton deu a entrevista sobre "ativistas russos", pareceu por um momento que o setor de comentários dos Estados Unidos poderia se afastar do assunto.
 
Hillary Clinton passou por muita coisa ao longo de sua carreira, e até mesmo os detratores diriam que ela ganhou espaço para fazer maluquices de vez em quando. Alguns dos candidatos democratas à presidência, como Beto O' Rourke  e Andrew Yang, criticaram Clinton por seus comentários. Mas quando Gabbard (que também passou por uma provação brutal da mídia) retrucou e chamou Hillary de "Rainha dos vendedores ambulantes ", e Donald Trump sugeriu Clinton como "maluca", a maioria dos especialistas repetiu a ideia de "ativista".
 
*************
David Frum (herói neoconservador), que virou resistência, criticou Trump,  por defender Stein e Gabbard; observando sarcatiscamente: "Ele deveria fingir que não estavam todos na mesma equipa." Ana Navarro, da CNN, disse: "Quando os russos e Trump apoiam alguém, tenha cuidado. "Um painel da MSNBC notou, com aparente seriedade, que Gabbard" nunca negou ser uma ativista russa ". O crítico de mídia da CNN Brian Stelter tentou sugerir que Hillary, só parecia ser  maluca graças a um truque do inimigo vermelho, dizendo: "Parece uma situação de desinformação, em que os russos querem esse tipo de desinformação".
 
"Os russos nos fizeram dizer coisas loucas sobre os russos" tem sido um tema recorrente. Quando Luke Harding, do The Guardian, foi criticado por uma reportagem malsucedida de que Julian Assange havia se encontrado com o assessor de Trump  - Sr. Paul Manafort - na embaixada do Equador, um funcionário anónimo da CIA escreveu um editorial no Politico, sugerindo que, se a história fosse falsa, a explicação mais lógica,  seria um esforço de desinformação russo para desacreditar os jornalistas.
 
Todo mundo é escória estrangeira nos dias de hoje. Os democratas passaram três anos tentando provar que Donald Trump é um peão russo. 
 
Mitch McConnell é "Moscow Mitch".  Os candidatos de terceiros são uma conspiração russa. O movimento Bernie Sanders não é apenas um terreno baldio de "Bros" racista e misógino, mas de acordo com as agências de inteligência e especialistas comuns - o beneficiário de uma ambiciosa conspiração russa para "aumentar a divisão" dentro do Partido Democrata. Os independentes de Joe Rogan, atraídos pela leve mensagem anti-guerra de Tulsi Gabbard também são traidores e burros do Kremlin.
 
Se você está anotando, esse é praticamente todo o espectro do pensamento político americano, exceto os democratas da MSNBC. Que coincidência!
 
Agora, os democratas estão assumindo o papel dos republicanos da era Tom Delay, que denunciaram todos os que se opunham à Guerra ao Terror como "amantes de Saddam".
 
No meio disso, em 2003, o Washington Post  protestou contra a maneira como o jornalismo americano era " infectados com jingoísmo ( nacionalismo exacerbado) e intolerância . "Isso foi depois que o New York Post de Rupert Murdoch publicou uma manchete: " Não ajude esses amantes de Saddam " sobre celebridades que gostam de apaziguamento como: Laurence Fishburne,  Tim Robbins,  Samuel L. Jackson, Sean Penn Danny Glover e Susan Sarandon.
 
Hoje, o New York Post é o jornal que clama contra as "teorias da conspiração tristes e doentes " sobre Gabbard (uma amante de Assad  em vez de uma amante de Saddam),  mas alguns dos outros jogadores são os mesmos. Sarandon é regularmente denunciado agora pelos democratas, e não pelos republicanos, desta vez por apoiar Stein em 2016, um ato visto como equivalente a ter beijado Putin na TV ao vivo. Ela, também, foi uma das poucas celebridades destacadas por uma doação política "controversa" no artigo de maio do Daily Beast sobre os contribuintes suspeitos da campanha de Gabbard.
 
O #THERESISTANCE (twitter) criou todo tipo de palavras para esses quinto-colunistas e desviacionistas, tais como:  são falsos balanceadores ou falsos equivalenciadores,  são neo-naderitas, testadores de pureza, ambos os lados, whataboutists, teóricos das ferraduras, céticos da Rússia ou negadores da Rússia e anti antiTrumpers. Esses hereges são vistos como parte da equipa de Putin.
 
Essa loucura de caça às bruxas não é apenas perigosa, é uma violação maciça da realidade. A campanha de Trump foi um show de palhaçadas.  Ele quase não tinha apoio institucional. Seu  jogo de chão  era inexistente, e sua "campanha" era um programa de TV baseado quase inteiramente em aparências não escritas na mídia. Trump levantou pouco mais da metade dos US$ 1,2 bilhão recebidos por Hillary Fazendo dele o primeiro candidato à presidência desde 1976 a vencer com um déficit de fundos. TRUMP não preparou um discurso de vitória,  pela razão perfeitamente lógica, que nunca esperava vencer.
 
Mesmo se você postular as teorias mais elaboradas da interferência russa (o que não aconteceu em 2016), ainda é quase inteiramente uma história doméstica, com Trump se beneficiando da rejeição pública de longa data do estabelecimento político americano.
 
Em vez de enfrentar o absurdo devastador da derrota antes da  apresentação  de um jogo improvisado que aparentemente estava tentando perder - uma comédia negra que é 100% da rica tradição de estupidez dos Estados Unidos - os democratas se interessaram por essa teoria da infiltração estrangeira. A presidente da Câmara, Nancy Pelosi, disse o mesmo em uma reunião da Casa Branca, apontando para Trump e proclamando: "Todos os caminhos levam a Putin".
 
Tudo?  A sério?  Isso já vai acabar?
 
*Este artigo foi publicado originalmente por " Rolling Stone "

Ver o original em 'Página Global' na seguinte ligação:

https://paginaglobal.blogspot.com/2019/10/todo-o-mundo-e-um-ativista-russo.html

A política de rapinagem organizada

Decidi traduzir este artigo do Dr. Mohamad Abdo Al-Ibrahim porque mostra bem a política de rapinagem organizada pelos EUA e dá voz a vozes que os nossos canais noticiosos omitem sistematicamente.

 

 

Como sei que aqui em Portugal toda a população está sedenta de conhecimentos e aprecia em particular ouvir e ler vozes contraditórias, pois ter informação de várias fontes é o princípio básico para ter opinião, aqui lhes deixo a minha que, por acaso, coincide quase ponto por ponto da de Al-Ibrahim. Este artigo foi publicado ontem no Syria Times, o mesmo dia em que O Tio Patinhas muito se alegrou por ter conseguido matar um “famoso” terrorista, não esquecendo, caridosamente  de mencionar como este se arrastou chorando baba e ranho, sem qualquer dignidade, pelos túneis onde supostamente foi encurralado pelas vitoriosas forças especiais americanas.

Como tenho a certeza que os democratas portugueses, defensores dos direitos homem, querem saber quem é de facto o tal Dr. Mohamad Abdo Al-Ibrahim, podem consultar o respetivo CV colocando o nome dele na famosa Biblia Google.

“A política externa dos EUA baseia-se desde o início da fundação americana em exploração, roubo e ocupação sob diferentes pretextos fúteis. Exploração do Oriente Médio, América Latina, Ásia, África e até da própria Europa.

A crise em curso no Iraque e na Síria é mais um exemplo para a exploração e roubo dos EUA. Os EUA desculpam a sua presença ilegal e ocupação de alguns territórios nesses dois países irmãos para combater o terrorismo! Enquanto isso, as tropas americanas estão a transportar  para o Iraque  centenas de terroristas do ISIL Takfiri, que eles mantinham detidos da região da Al-Jazeera, depois de os reunir nas bases americanas na Síria.

A agência  SANA citou meios de comunicação e fontes locais dizendo que “as forças de ocupação dos EUA transportaram dezenas de detidos do Daesh do campo de al-Houl, leste da cidade de Hasaka, sob proteção de vôos  dos helicópteros da ocupação no campo”.

Isso ocorreu menos de 24 horas após o transporte de 230 terroristas estrangeiros da organização terrorista da prisão de al-Malkiya para a prisão de al-Shadadi, na zona rural do sul de Hasaka. A medida visa investir em actos terroristas para alcançar seus interesses estratégicos, bem como tentar apagar qualquer evidência de seu envolvimento em uma aliança secreta com essa organização terrorista.

Desde o início da ofensiva turca no território sírio, as forças de ocupação dos EUA transportaram  centenas de terroristas do Daesh e suas famílias dos territórios sírios para o Iraque em seis grupos sucessivos, quando estabeleceu em al-Shadadi, ao sul de Hasaka, um centro por reunir terroristas e respectivas mulheres, disse a SANA.

Enquanto isso, os EUA seguindo as contradições e flutuações de Trump, anunciaram que as tropas dos EUA vão manter a sua presença nos campos de petróleo no leste da Síria.

Os Estados Unidos exploraram petróleo no leste da Síria sob a proteção militar e começaram a explorar ilegalmente hidrocarbonetos sírios, disse o Ministério da Defesa da Rússia num comunicado, e está a enviá-lo em  camiões-tanque, para refinar fora da Síria”.

Uma prática que ocorreu “antes e depois da derrocada do ISIS no leste do Eufrates” indicam os militares russos, apoiando-se numa série de imagens de satélite.

“Sob a protecção de empresas militares e mercenárias privadas dos EUA, o petróleo é levado para fora da Síria. No caso de um ataque a esse comboio, as Forças Especiais dos EUA e a aviação de combate serão imediatamente envolvidas para proteger “, dizia o comunicado.

“Quanto à mineração, ela é realizada utilizando equipamentos fornecidos pelas principais empresas ocidentais e contornando todas as sanções americanas”, continuou o documento.

De acordo com o Ministério russo, a empresa Sadcub, apoiada pela Administração autónoma do leste da Síria, assume as funções de dador de petróleo enquanto as receitas deste contrabando são armazenadas nas contas de empresas privadas de mercenários e serviços secretos dos EUA. Os lucros são estimados em mais de 30 milhões de dólares por mês.

Na verdade, o que os EUA estão fazendo na Síria não tem nada a ver com o combate ao terrorismo, como alegado, mas é uma ocupação e exploração armada dos campos de petróleo da Síria no leste da Síria e é banditismo internacional de Estado.”


Por opção do autor, este artigo respeita o AO90


 

Ver original no jornal 'TORNADO' na seguinte ligação:

https://www.jornaltornado.pt/a-politica-de-rapinagem-organizada/

(Multimídia) China se opõe firmemente ao discurso do vice-presidente de EUA

 

Bandeiras nacionais da China e dos Estados Unidos (Xinhua/Bao Dandan)

Beijing, 26 out (Xinhua) -- A China expressou nesta sexta-feira forte indignação e firme oposição ao discurso do vice-presidente dos Estados Unidos, Mike Pence, que distorceu intencionalmente o sistema social, direitos humanos e condições religiosas da China e criticou intencionalmente as políticas interna e externa da China.

A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Hua Chunying, disse em uma coletiva de imprensa que o discurso de Pence, feito na quinta-feira, revelou sua "arrogância e hipocrisia absoluta" e estava cheio de preconceitos e mentiras políticas.

O governo chinês defende resolutamente sua soberania, segurança e interesses de desenvolvimento. Os assuntos de Taiwan, Hong Kong e Xinjiang são puramente assuntos internos da China, e a China jamais permitirá que quaisquer forças externas interferirem, disse Hua.

"Nós aconselhamos algumas pessoas dos Estados Unidos a se olharem no espelho, reconhecerem seus próprios problemas, cuidarem dos seus próprios assuntos, pararem de falar bobagem ao redor do mundo, e abrirem mão o mais cedo possível dos seus truques que não beneficiam ninguém", disse Hua.

 

Ver original em "XINHUA Português" na ligação seguinte:

http://portuguese.xinhuanet.com/2019-10/26/c_138505206.htm

Duas pessoas morrem e 20 ficam feridas em tiroteio durante festa estudantil no Texas (FOTOS)

Polícia do estado do Texas (imagem referencial)
© REUTERS / Mike Stone

Duas pessoas perderam a vida e outras vinte ficaram feridas quando uma pessoa não identificada abriu fogo contra participantes de uma festa estudantil em Greenville, Texas.

De acordo com a Polícia do condado de Hunt, uma pessoa ainda não identificada efetuou vários disparos contra participantes de uma festa de recepção de alunos antigos na cidade de Greenville, no estado americano do Texas.

Duas pessoas foram encontradas mortas pelos policiais, enquanto outras vinte ficaram feridas.

Tiroteio em massa em festa de graduação no Texas A&M Commerce, um local perto de Greenville. Um dos convidados disse que alguém com um rifle abriu fogo.

De acordo com o relatório oficial, o tiroteio teve início às 3h15 local (5h15 no horário de Brasília), informou o The Dallas Morning News.

Em um vídeo postado no Twitter com conteúdo violento é possível ver o pânico dos presentes no evento.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/americas/2019102714697529-duas-pessoas-morrem-e-20-ficam-feridas-em-tiroteio-durante-evento-estudantil-no-texas-fotos/

'Inferno na prisão americana' é real: Maria Butina traz à tona história de detenção nos EUA

Maria Butina
© REUTERS / ICE

Maria Butina passou 18 meses em uma prisão americana. Em 26 de outubro ela regressou à Rússia. O que ela viveu na prisão, que planos para o futuro tem e como mudou sua vida no último ano e meio foi contado por ela em entrevista à Sputnik e ao canal de televisão RT.

Maria Butina chegou aos EUA como estudante e cursou a Universidade de Washington D.C. desde o verão de 2016 até à primavera de 2018.

Em 15 de julho de 2018, Maria Butina, uma mulher russa, foi presa em Washington. Depois foi acusada de realizar atividades em benefício do governo russo nos EUA.

'Inferno na prisão americana'

Maria observou que as pessoas que acham que nas prisões americanas há boas condições estão enganadas, porque há um "inferno na prisão americana".

"Isto é escravatura, porque não te podes recusar a trabalhar. Se te recusas a trabalhar, és enviado para a solitária. Por isso existe escravatura nos EUA.

"Um país pode ser julgado pela forma como trata os seus prisioneiros. Os EUA tratam mal os seus próprios prisioneiros. Nem vale a pena falar dos estrangeiros", indicou.

Problemas da vida cotidiana

Por exemplo, Maria observou que na prisão americana havia problemas com alimentos, a carne só podia ser consumida às quintas-feiras e as bananas só eram dadas nos dias festivos.

"Tínhamos o dia do frango na prisão todas as quintas-feiras. O dia da galinha era sempre uma luta pelo frango. Porque as pernas de frango são pequenas, mas as pessoas têm fome. E esta era a única carne verdadeira que era dada", afirmou.

Acusações falsas

Butina observou que nos documentos da acusação foram usadas mensagens da sua conta no Twitter, mas eles usaram traduções incorretas.

Ela salientou que teve de admitir a sua culpa por não se ter registado como agente estrangeiro, no entanto, nos seus documentos finais o único delito foi não se ter registado, pelo que ainda não está claro por que razão foi presa.

"Se houve alguma pressão sobre mim? Absolutamente. Claro que sim. Dez dias antes de eu assinar todas as acusações, fui colocada de novo em isolamento", adicionou.

"Isso foi intencional. Era o desejo de quebrar a minha personalidade. Para convencer você que não vai acontecer nada, que você tem de revelar todos os segredos. Só que eu não tinha segredos", acrescentou ela.

Isolamento total

Butina passou muito tempo na solitária não tinha contato com pessoas. Só deixavam sair por duas horas durante a noite. Segundo ela, este é o único momento para um duche, para todos os procedimentos sanitários, é a única possibilidade de aquecer água.

"Este é um ponto importante, porque estava muito frio na cela. É por isso que eu costumava fazer desporto a toda a hora. Porque o frio era irreal. Especialmente no inverno. Essas prisões em Washington não são projetadas para invernos frios", disse ela.

"Dão uma bandeja para você comer durante dez minutos, depois tiram a bandeja. Só deixam você sair à noite, para não ter de lidar com ninguém que vive na ala. Eu tinha o tempo da 1h00 às 3h00 da madrugada.

"Eles não davam possibilidade de sair à rua. Mas era possível ir à academia. Era um campo de basquete vazio e sujo. E eu corria. Apenas em círculos e em silêncio, contando os círculos. Aí me deixavam ir de manhã cedo, das cinco às seis", recordou.

Como não enlouquecer

Para não ficar louca de solidão, Maria teve que organizar um horário muito rigoroso.

"Cada hora tem de ser ocupada com algo. Assim que você se deixa relaxar e apenas começa a pensar, o cérebro começa a torcer você: e se isto, e se de repente aquilo", disse ela.

Ela tinha muita literatura do tipo espiritual e começou estudando iconografia, lia obras sobre o Novo Testamento, a Bíblia.

À noite, lia literatura clássica. Ela releu clássicos russos e olhou para as obras de autores famosos de uma forma muito diferente. Também fez muito esporte. "Três vezes por semana fazia uma corrida, todos os dias tinha uma sessão de treinamento. Isso salva muito", disse ela.

Trabalhar na prisão

Butina também se voluntariou para ensinar matemática àqueles que precisavam de ajuda. A maioria das pessoas na prisão não tem qualquer formação. Como resultado, a pena foi reduzida pela sua formação acadêmica e por bom comportamento.

"Não tive um único delito. Eu me dedicava mais ao esporte, ia trabalhar." Ela trabalhava na lavanderia de louça, na linha de distribuição de comida, descarregava caminhões com frango congelado.

Pessoal prisional

Segundo Butina, havia guardas que tratavam mal os prisioneiros: "Descarregávamos caixas. Mulheres não deviam descarregar esse tipo de peso. Depois doíam-me as costas. Mas quando um guarda te mostra com a ponta do pé: 'Butina, leva esta caixa para ali'. Um homem adulto. Não tem vergonha."

Um dos guardas, durante a contagem dos prisioneiros na cozinha, andava de um lado para o outro e, aparentemente, estava muito aborrecido por nem todos fazerem o seu trabalho corretamente.

E, enquanto caminhava, parou ao nosso lado e disse: "Se o fizerem outra vez, vou comer cada uma de vocês."

Mudanças na vida

De acordo com Butina, esses eventos a mudaram muito, mas ela não tem mais rancor.

"Porque acho que o povo americano hoje merece talvez piedade da nossa parte. Porque estão perdendo o país deles. O seu sistema de justiça não existe."

Ela também observou que o racismo está florescendo nos Estados Unidos. "Se eu fosse de outra nacionalidade, ninguém olhava", comentou.

Agora a Maria tem a sensação de responsabilidade. "Antes disso, podia dizer qualquer coisa […] Mas agora, com tanta atenção focada em você, o mais terrível é cometer um erro."

Ainda não decidiu o que tenciona fazer, mas considera a proteção dos direitos dos prisioneiros uma opção possível no futuro.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/russia/2019102614695866-inferno-na-prisao-americana-e-real-maria-butina-traz-a-tona-historia-de-detencao-nos-eua/

Déficit orçamentário dos EUA é o mais alto em 7 anos

Nota de 1 dólar norte-americano
© Sputnik / Alexey Suhorukov

O déficit orçamentário dos EUA aumentou este ano 26%, subindo para mais de 984 bilhões de dólares, informou o Departamento do Tesouro do país em comunicado.

Este é o número mais alto em sete anos e supera o produto interno bruto (PIB) de Argentina, Colômbia e Equador juntos.

O atual desequilíbrio fiscal representa 4,6% do PIB dos EUA. No ano passado, com 779 bilhões de dólares, era 3,8% do produto interno bruto, de acordo com os dados do Departamento do Tesouro.

O déficit orçamentário recorde foi alcançado em 2009 durante a presidência de Barack Obama, naquele ano foi alcançada a incrível cifra de 1,4 trilhões de dólares. Em 2016 foi registrada uma descida para 585 bilhões de dólares.

Contudo, desde que Donald Trump assumiu a presidência em 2017, o déficit aumentou quase 50%, apesar do crescimento econômico anual ser maior que 2% e haver o menor índice de desemprego em 50 anos.

Os analistas concordam que este desequilíbrio se deve à redução dos impostos e, portanto, a uma queda das receitas públicas a par do aumento dos gastos militares.

A maior economia do mundo também é a mais endividada do mundo. Em fevereiro de 2019 a dívida pública superou 22 trilhões de dólares. Isto significa que cada cidadão dos EUA deve mais de 67 mil dólares.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/economia/2019102614692894-deficit-orcamentario-dos-eua-e-o-mais-alto-em-7-anos-1-trilhao-de-dolares/

EUA 'praticam banditismo' ao controlar campos petrolíferos na Síria, diz Defesa da Rússia

Comboio militar norte americano perto da cidade síria de Tel Tamer
© AP Photo / Baderkhan Ahmad

Os EUA praticam "banditismo internacional" ao controlar os campos petrolíferos no leste da Síria em vez de lutar contra terrorismo, afirmou no sábado (26) o representante do Ministério da Defesa da Rússia.

O general Igor Konashenkov, representante oficial do Ministério da Defesa da Rússia, afirmou que os Estados Unidos praticam "banditismo estatal internacional" ao manter o controle de campos petrolíferos na Síria.

"O que Washington está fazendo atualmente – a captura e manutenção sob seu controle militar dos campos petrolíferos no leste da Síria é, dizendo de forma simples, banditismo estatal internacional", disse Konashenkov.

Segundo ele, a causa dessa atividade "está longe dos ideais de liberdade e dos slogans sobre a luta contra o terrorismo proclamados por Washington".

"Nem no direito internacional, nem na própria legislação norte-americana – não há e não pode haver nenhum objetivo legal para as tropas estadunidenses guardarem e defenderem depósitos de hidrocarbonetos sírios da própria Síria e do seu povo", sublinhou o representante do Ministério da Defesa da Rússia.

O general russo também afirmou que todos os depósitos de hidrocarbonetos localizados na Síria "não pertencem aos terroristas do Daesh [organização terrorista proibida na Rússia e em vários outros países] e também não aos 'defensores norte-americanos contra os terroristas da Daesh', mas exclusivamente à República Árabe Síria".

O chefe do Pentágono, Mark Esper, afirmou na sexta-feira (25) que os EUA estão planejando para breve a tomada de medidas para reforçar as posições em torno da cidade síria de Deir ez-Zor para impedir ao acesso dos terroristas aos campos de petróleo. Segundo ele, os EUA estão estudando a forma de posicionar as forças na região "para manter a segurança dos campos petrolíferos".

Poço de petróleo no campo Rmeilane, província de Hasakeh, Síria, julho de 2015 (foto de arquivo)
© AFP 2019 / Youssef Karwashan
Poço de petróleo no campo Rmeilane, província de Hasakeh, Síria, julho de 2015 (foto de arquivo)

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/oriente_medio_africa/2019102614692346-eua-praticam-banditismo-internacional-controlar-campos-petroliferos-siria-defesa-da-russia/

Trump está 'totalmente preparado' para uma ação militar contra Turquia, diz Pompeo

 
 
O presidente americano Donald Trump está "totalmente preparado" para tomar medidas militares contra a Turquia "se necessário", disse o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo.
 
"Preferimos a paz à guerra […] Mas, no caso de ser necessária uma ação cinética ou uma ação militar, vocês devem saber que o presidente Trump está totalmente preparado para empreender essa ação", disse Pompeo à CNBC na segunda-feira (21).
 
Ele acrescentou que Washington "certamente" usaria poderes económicos e "diplomáticos" antes de recorrer a medidas militares.
 
O secretário de Estado também se recusou a revelar a linha vermelha que levaria à ação militar contra a Turquia (um país membro da OTAN), dizendo que não quer "sair na frente da decisão do presidente sobre se deve ou não tomar a incrível iniciativa de usar o poderio militar americano".
 
Washington condenou a incursão turca e impôs sanções a vários ministros da Defesa, Energia e Interior turcos, bem como aos departamentos de Defesa e Energia de Ancara.
 
 
Operação militar
 
Os Estados Unidos e a Turquia acordaram um cessar-fogo de cinco dias em 17 de outubro para permitir a retirada das forças curdas do nordeste da Síria. Tanto Ancara como os curdos se acusaram mutuamente de violar a trégua.
 
O presidente turco anunciou no dia 9 de outubro o início da Operação Fonte de Paz no norte da Síria prometendo limpar a região dos combatentes curdos e de militantes do Daesh (grupo terrorista proibido na Rússia e em vários outros países).
 
Damasco qualificou a operação como agressão, e a comunidade internacional condenou as ações de Ancara.
 
Sputnik | Foto: © REUTERS / Rodi Said

Ver o original em 'Página Global' na seguinte ligação:

https://paginaglobal.blogspot.com/2019/10/trump-esta-totalmente-preparado-para.html

«ELECTIONS HAVE CONSEQUENCES»

Este senhor chama-se Stephen Hadley, foi membro das administrações de dos dois presidentes Bush e ontem foi convidado do programa GPS na CNN. Foi aí que o ouvi dizer a frase que terá sido a mais importante de tudo aquilo que foi ontem dito naquele programa: depois de criticar (talvez arrasarseja uma descrição melhor...) os objectivos isolacionistas da política externa de Donald Trump, Hadley «acrescentou conformado: «sabe, as eleições têm consequências.» A maneira como, a partir da Casa Branca, se tem estado a escavacar o ascendente na ordem internacional que os Estados Unidos tinham andado a construir desde há 75 anos (veja-se, para exemplo, o meu poste anterior sobre a Coreia), é uma inquietação da classe política que já deu para perceber que o grosso dos americanos não compartilhará. E contudo, as elites daquele povo - de que Hadley é um representante típico - permanecem convencidas que, apesar da transformação dos meios de gestão eleitoral, conseguem gerir ainda os mecanismos da democracia, controlando, antes da votação, as opções que se apresentam a sufrágio. Que não será bem assim, foi o que já se viu em 2016 com Trump. Ironicamente, aqueles que acenam aprovadoramente por Trump ter ganho, são capazes de se vir a arrepender, com a séria hipótese de que o candidato democrata para 2020 possa vir do outro extremo do espectro ideológico, casos de Warren ou Sanders.

Veja o original em 'Herdeiro de Aécio' na seguinte ligação::

http://herdeirodeaecio.blogspot.com/2019/10/elections-have-consequences.html

Zuckerberg diz que criptomoeda do Facebook é chave para liderança global dos EUA

Mark Zuckerberg, CEO do Facebook.
© AP Photo / Manu Fernandez

A moeda digital criada pelo Facebook, batizada de Libra, é importante para "extenderá a liderança financeira dos Estados Unidos", avalia Mark Zuckerberg.

A análise do CEO do Facebook consta em discurso que ele fará em comissão da Câmara dos Deputados dos Estados Unidos e foi obtida pela agência de notícias Agence France-Presse. 

"Enquanto debatemos essas questões, o resto do mundo não está esperando. A China está se movendo rapidamente para lançar ideias semelhantes nos próximos meses", pretende dizer Zuckerberg em sua apresentação. "A Libra será apoiada principalmente por dólares e acredito que estenderá a liderança financeira dos EUA, bem como nossos valores democráticos e supervisão em todo o mundo. Se os EUA não inovarem, nossa liderança financeira não será garantida."

A fala do fundador do Facebook ocorre em meio a intenso escrutínio de reguladores e legisladores de todo o mundo, que expressam ceticismo com o impacto da proposta de criptomoeda

Zuckerberg reconheceu que os erros do Facebook em privacidade e proteção de dados levaram muitos a concluir que "não somos o mensageiro ideal no momento" para a moeda digital, mas argumentou que o plano seria benéfico para muitas pessoas, incluindo aquelas que estão fora do sistema bancário.

"As pessoas pagam um custo muito alto, e precisam esperar demais, para enviar dinheiro para suas famílias no exterior", afirma Zuckerberg.

O Facebook já afirmou que a Libra não será lançada sem aprovação dos entes reguladores.

O secretário do Tesouro dos EUA, Steven Mnuchin, disse que o lançamento da Libra é "prematuro" e que várias questões como proteção contra lavagem de dinheiro e outras atividades ilícitas ainda precisam ser resolvidas. Na semana passada, o ministro das Finanças da França, Bruno Le Maire, disse que Itália, Alemanha e França tomariam medidas não especificadas nas próximas semanas "para mostrar claramente que a Libra não é bem-vinda na Europa".

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/americas/2019102214676325-zuckerberg-diz-que-criptomoeda-do-facebook-e-chave-para-lideranca-global-dos-eua/

Pentágono estaria planejando retirada do Afeganistão em caso de decisão repentina de Trump

O Departamento de Defesa dos Estados Unidos está elaborando planos para uma rápida retirada de tropas norte-americanas do Afeganistão, prevenindo-se de uma eventual ordem repentina do presidente americano nesse sentido, reportou a mídia.

O Pentágono está elaborando planos de contingência para uma rápida diminuição da presença norte-americana no Afeganistão, reportou o canal norte-americano NBC citando fontes governamentais.

O comportamento precavido do Pentágono seria uma resposta à decisão abrupta de Donald Trump de retirar tropas da Síria. A retirada foi classificada como "abatalhoada" por críticos, após os EUA ter bombardeado suas próprias munições deixadas para trás.

Estruturas de madeira e ferro abandonadas na base de coordenação aérea do Exército dos EUA, em Dadat, nos arredores de Manbij, nordeste da Síria
© Sputnik / Mikhail Alaeddin
Estruturas de madeira e ferro abandonadas na base de coordenação aérea do Exército dos EUA, em Dadat, nos arredores de Manbij, nordeste da Síria

As fontes enfatizaram que ainda não houve ordem explícita da Casa Branca sente sentido, segundo a reportagem.

Nesta segunda-feira (22), o comandante da missão dos EUA no Afeganistão, general Austin Scott Miller, disse que a presença militar norte-americana no país asiático já havia sido reduzida em 2.000 tropas no último ano.

No dia 6 de Outubro, o presidente Donald Trump anunciou a retirada de tropas norte-americanas da região nordeste da Síria. No dia 9, o secretário de Defesa dos EUA, Mark Esper, confirmou que a retirada de mais 1.000 tropas do país árabe.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/oriente_medio_africa/2019102214672293-afeganistao-pentagono-estaria-planejando-retirada-de-tropas-caso-de-decisao-repentina-de-trump--/

O ataque de Trump aos curdos da Síria e duas hipóteses

Nazanin Armanian    21.Oct.19

Na ofensiva turca contra a Síria pouco é o que querem que pareça. Nem os EUA retiraram as suas tropas de ocupação, nem a Turquia realiza qualquer operação de defesa da sua «segurança». Os EUA prosseguem a criminosa estratégia visando dominar todo o Médio Oriente, se necessário através de uma situação de caos total. E pode suceder que os problemas internos de Trump o conduzam também – como conduziram outros presidentes antes dele – a aventuras de consequências cada vez mais perigosas.


 

Milhares de pessoas, incluindo crianças, idosos, doentes e pessoas com deficiência que viviam no norte da Síria fogem novamente de suas casas, desta por causa do bombardeamento da Turquia. Não há dúvida de que o autor “intelectual” da invasão de 9 de Outubro comandada por Erdogan foi o presidente dos Estados Unidos, que dois dias antes ordenou a saída de uns poucos soldados que tinha na área para que as vítimas não fossem norte-americanas. Perante o assombro dos seus oponentes no Congresso e no Pentágono, por ter entregue esta estratégica zona ao aliado rebelde da NATO, Donald Trump apresentou as suas particulares desculpas:

1. Os curdos não ajudaram os EUA na Normandia; pelo que não há dívida histórica para com eles, antes pelo contrário: receberam milhões de dólares e equipamentos militares para defender seu próprio território, não o dos EUA.

2. O motivo da presença de tropas americanas na Síria era acabar com o ISIS, algo completamente alcançado - diz ele - e caso o grupo terrorista ressurja, serão os países da região quem o enfrentará.

3. Com esta retirada (pequeníssima), os EUA economizam “um monte de dinheiro” e encerram uma das muitas “guerras ridículas” em que têm participado. Mas o presidente não explica por que, no mesmo dia, anuncia o envio de outros 3.000 soldados para a Arábia Saudita para enfrentar o Irão.

Mesmo assim, e de repente, acrescenta: “Dito tudo isso, gostamos dos curdos”, deixando a porta aberta para ir salvá-los se o presidente “na sua inigualável sabedoria” o considerar. Membros do Conselho de Segurança, incluindo China e Rússia, não castigaram e nem sequer condenaram a invasão turca de um estado soberano da ONU: limitaram-se a expressar a sua preocupação.

O que Trump não confessa

1. Que a presença de tropas dos EUA em solo sírio é ilegal, uma vez que não possui a autorização de Damasco, da ONU, ou sequer do Congresso dos EUA.

2. Que não se retira da Síria, mas de uma zona no norte deste país. Graças à guerra, os EUA pela primeira vez em sua história têm aqui cerca de vinte bases militares e, do mesmo modo que não retirou as suas tropas do Japão ou da Alemanha passados 74 anos do fim da Segunda Guerra Mundial, não as eliminará, nem a mal, de um Estado localizado no coração da Eurásia.

Os EUA não alcançaram todos os seus objectivos na Síria, que foram:

1) Quebrar o Eixo da Resistência contra Israel, composto pela Síria, Irão, Hezbollah e Hamas;

2) Eliminar o único aliado do Irão, sendo este o “prémio” das suas guerras na região, abrigando a primeira reserva mundial de gás e a terceira maior em petróleo;

3) Desmantelar outro estado árabe depois de transformar o Iraque e a Líbia em cinzas, convertendo-o numa armadilha mortal para os rivais de Israel;

4) Dividir o país em mini-estados (como revelou o Sirialeaks), a fim de os dominar facilmente no futuro: Trump já reconheceu o domínio de Israel sobre uma parte da Síria, os Montes Golã;

5) Impor uma guerra longa e viver do suculento negócio de armas;

6) NATO-izar completamente o Mediterrâneo, sem as dificuldades que a Líbia e a Síria podem causar;

7) Dominar a Eurásia - a «heartland» ou “Zona Charneira” – a partir da Síria;

8) Cortar a secção síria da Rota da Seda Chinesa;

9) Impedir a construção do gasoduto Irão-Iraque-Síria-Mediterrâneo;

10)Continuar a reconfigurar o mapa do «Novo Médio Oriente» à medida dos seus interesses, um século depois de a França e o Reino Unido terem feito o mesmo, desintegrando o Império Otomano. Criar um Estado Frankenstein curdo de a partir das entranhas da Síria e do Iraque é um dos projetos de Washington, apesar da sua impossibilidade. Pelo que a guerra contra a Síria continuará.

 

Como os mortais não têm acesso às caves sombrias da Casa Branca e do Pentágono para saber o que cozinharam, deixamos a nossa imaginação voar à procura de respostas para essa misteriosa acção de Trump.

Primeira hipótese

O presidente está a executar o Projecto do Novo Próximo Oriente e considerou que é hora de balcanizar a Síria ao longo das suas fracturas étnico-religiosas. No seu comunicado, a Casa Branca alega que a Turquia ia tomar conta dos prisioneiros do ISIS, que estão no campo de al-Hol, perto do Iraque, o que significa que não se trata de criar uma zona-tampão na fronteira turco-síria, mas de os turcos se apoderarem de grande parte do nordeste da Síria. Se Erdogan estivesse realmente preocupado com a “segurança” das suas fronteiras, teria levantado um muro em vez de lançar um ataque tão arriscado e dispendioso.

Os EUA estão a provocar uma situação semelhante à que teve lugar no Iraque em 1991, coincidindo com o fim da União Soviética: incitou os curdos (e os árabes xiitas) a levantarem-se em armas contra o regime de Saddam Hussein, seu próprio aliado. Depois de o terem feito, abandonou-os, deixando-os à mercê da vingança de Saddam. O protesto mundial contra essa traição foi o pretexto dos EUA para estabelecer duas zonas de exclusão aérea, retirando-as do controlo de Bagdad. Uma vez debilitado o Estado, pelos contínuos bombardeamentos e por um criminoso embargo, em 2003 derrubou Saddam com 7 mentiras e por 10 objectivos, e criou a Região Autónoma Curda (com o seu parlamento, exército, hino, bandeira etc.), convertendo-a em uma das suas principais bases na região.

É possível que Washington tenha agora traçado os seguintes passos na Síria:

haverá um massacre de curdos às mãos do exército turco e uma terrível crise humanitária, amplamente televisionados (ao contrário das atrocidades cometidas pela coligação liderada pelos EUA e Arábia Saudita no Iémen);

O ISIS reaparecerá cortando cabeças em frente às câmaras de televisão.Em 2014 nasceu como um exército de mercenários cuja missão foi “agir como um bulldozer”, abrindo o caminho para o domínio dos EUA sobre a Síria, sem perder um único soldado: lições do Vietname, Iraque e Afeganistão.

Passo seguinte, a chamada “comunidade internacional” será obrigada, por razões éticas, a enviar tropas de “paz” compostas por árabes, turcos e europeus ao norte do país - o celeiro da Síria, onde também possui as suas reservas de petróleo e água - , para assim o separar do resto do território.

De caminho, cria uma grande armadilha para a Turquia de Erdogan - agora que o golpe de Estado contra ele fracassou - afundando-o no que será um profundo pântano para o seu exército e a sua economia enfraquecida. Além disso, é provável que os curdos da Turquia retornem à guerra de guerrilha semelhante à da década de 1980. De facto, os países da NATO, que estavam sem dúvida cientes do plano de invasão, chamaram “operação” ao ataque militar ilegal a um país soberano. Como reagiriam se a Venezuela invadisse a Colômbia, por exemplo?

Segunda hipótese

Tratar-se-ia de uma estratégia de sobrevivência de Donald Trump encurralado pelos democratas e pelo “Deep State”, que tentaram destituí-lo, tentando inclusivamente um golpe de Estado: tentaram-no através do Russiagate, da campanha MeToo – lançada pelo Hollywood “Democrata” -, sensibilizando a opinião pública relativamente a abusos sexuais (e ele tem já umas quantas denúncias) e, acima de tudo, empurrando-o para uma guerra com o Irão. A partir de Agosto, a pressão sobre o presidente aumentou:
12 de Agosto: um petroleiro japonês e outro norueguês sofrem ataques no Golfo de Omã, no meio do aumento das sanções sobre o petróleo iraniano.

20 de Agosto: o Irão derruba por engano um avião não-tripulado dos EUA. Poderia ter sido um pretexto perfeito para uma punição militar contra o Irão, mas Trump recusou-se e afirmou que não tinha sido intencional.

10 de Setembro: Trump destitui o falcão mais belicista do seu governo: John Bolton. O seu impacto na política dos EUA é tal que o preço do petróleo cai cerca de 2 dólares por barril, algo que nunca havia acontecido neste país com a saída de um assessor de segurança.

12 de Setembro: A Casa Branca filtra que as agências de inteligência dos EUA acusaram Israel de colocar dispositivos de escuta na Casa Branca para espiar o presidente.

14 de Setembro: um ataque de procedência misteriosa destrói a instalação petrolífera da Saudí Aramco e Mike Pompeo, sem apresentar qualquer prova, acusa o Irão. Mesmo assim, Trump recusa-se a entrar em guerra com o Irão, o que poderia acabar com as suas aspirações eleitorais para 2020. Pompeo, ex-chefe da CIA, assumiu a secretaria de Estado pondo fim à diplomacia nos EUA, substituindo Rex Tillerson que foi demitido por defender o acordo nuclear com o Irão e e que tinha reduzido em 31%.o orçamento para operações militares no exterior.

26 de Setembro: começa o Ucraniagate, e a possibilidade real do triunfo de uma moção contra Trump e o vice-presidente Mike Pence, oferecendo à presidente democrata do Congresso Nancy Pelosi substituí-lo.

É neste contexto que Trump telefona a Erdogan, convidando-o a atacar o norte da Síria e anuncia a retirada de uns poucos soldados de uma base militar, surpreendendo até Mike Pompeo que afirmava que os EUA nunca deram ‘autorização’ à Turquia para lançar esta “operação militar” contra os curdos. Pompeo pode ser o próximo a cair do governo!

Trump continua a jogar o seu trunfo de chefe máximo das forças armadas para desfazer as conquistas imperialistas do “Deep State”: poderá desmantelar quase 800 bases militares dos EUA espalhadas pelo o mundo e repatriar dezenas de milhares de soldados, assestando um duro golpe no Pentágono e no complexo militar-industrial. Neste caso, a sua intenção seria uma troca com os seus inimigos: eles retirariam a moção de censura e ele não deitaria para o lixo o resultado de anos de guerras de expansão dos EUA no Médio Oriente.
De momento, o vencedor é Trump: conseguiu, com este caos controlado, desviar a atenção do mundo do Ucraniagate para a brutalidade dos turcos e a tragédia dos curdos.

Fonte: https://blogs.publico.es/puntoyseguido/6080/el-ataque-de-trump-a-los-kurdos-de-siria-y-dos-hipotesis/

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EUA transportam centenas de terroristas do Daesh da Síria para o Iraque

Desde o início da ofensiva turca, a 9 de Outubro, as «tropas de ocupação dos EUA» transportaram centenas de terroristas do Daesh e seus familiares de território sírio para o Iraque, informa a SANA.

Depois de lhes ter «salvo a pele» em várias ocasiões, Washington volta a transportar terroristas do DaeshCréditos / Sputnik

A agência estatal síria noticia, esta segunda-feira, que, «no quadro do investimento no terrorismo, as tropas dos EUA têm vindo a transportar centenas de terroristas do Daesh», que levam do Nordeste da Síria [região da Jazira] para o Iraque, «depois de os juntarem em bases ilegais».

Segundo fontes locais e órgãos de comunicação, os militares norte-americanos transportaram dezenas de presos do Daesh do campo de al-Hol, a leste da cidade de Hasaka, e têm realizado inúmeros voos de helicóptero sobre o acampamento. Isto ocorreu, de acordo com essas fontes, 24 horas depois de terem levado «230 terroristas estrangeiros da organização terrorista da prisão de al-Malkiya» para uma base em al-Shadadi, a sul da cidade de Hasaka.

 

Desde o início da ofensiva turca em território sírio, a 9 de Outubro último, as «tropas de ocupação dos EUA» transportaram centenas de terroristas do Daesh e seus familiares de território sírio para o Iraque. A SANA precisa que, a partir da base ilegal referida, os membros do Daesh e as suas mulheres foram levados de helicóptero para o país árabe vizinho em seis grupos.

Depois de formar a chamada «coligação internacional», em Agosto de 2014 – com o pretexto de combater o Daesh –, «hoje Washington decide sozinho, através das suas forças de ocupação no terreno, o destino dos terroristas, que detém para reutilizar e investir nos ataques a estados», no contexto da implementação «das suas agendas contra qualquer país e para atingir os seus interesses», lê-se na peça hoje publicada.

A SANA lembra ainda que, até há pouco tempo, as tropas norte-americanas transportaram de helicóptero terroristas do Daesh de um local para outro, de noite, em território sírio, para os salvar do Exército Árabe Sírio.

Colaborações frequentes

As tropas norte-americanas e a chamada «coligação internacional» liderada pelos EUA foram reiteramente acusadas de transportar militantes do Daesh, «salvado-lhes a pele» em situações de aperto e dando-lhes «novo uso».

A título de exemplo, o Irão acusou os EUA de transportar «um grande número de terroristas do Daesh» para o Afeganistão a partir da Síria, sublinhando a desestabilização que daí poderá resultar para a região da Ásia Central, lembra a Al-Masdar News.

Por seu lado, em 22 de Setembro de 2018, a agência SANA reportou a existência de uma operação, por parte da «coligação internacional», de transporte aéreo de terroristas do Daesh, que foram levados dos arredores de al-Marashida, na província de Deir ez-Zor, para parte incerta.

Um ano antes, em Setembro de 2017, diversas fontes disseram à RIA Novosti que os militares norte-americanos tinham transportado membros do Daesh da região de al-Mayadin, em Deir ez-Zor, para parte incerta, quando o cerco do Exército Árabe Sírio apertava.

Numa reportagem publicada em Novembro de 2017, a BBC revelou vários detalhes de um acordo secreto que permitiu que centenas de combatentes do Daesh e as suas famílias saíssem da cidade Raqqa, em meados de Outubro desse ano, acompanhados e protegidos pela coligação liderada pelos EUA, pouco antes de as chamadas Forças Democráticas Sírias (FDS) terem decretado a libertação da cidade.

Ver original em "AbrilAbril" na seguinte ligação:

https://www.abrilabril.pt/internacional/eua-transportam-centenas-de-terroristas-do-daesh-da-siria-para-o-iraque

A greve como máquina para ver o mundo*

Mesmo nos EUA de Trump a classe operária organiza-se e luta. 50 mil trabalhadores da General Motors, em 48 fábricas de automóveis, em dez estados dos EUA, entraram na quinta semana de greve. É a mais longa greve da indústria desde 1970. As suas reivindicações são idênticas às de todos os explorados do mundo: melhores salários, horários humanos, contratos seguros.


 

50 mil trabalhadores da General Motors, em 48 fábricas de automóveis, em dez estados dos EUA, entraram na quinta semana de greve. É a mais longa greve da indústria desde 1970, quando os operários da GM paralisaram 67 dias, e não há sinais de que o fim esteja para breve.

Na segunda-feira, Adam Jonas, da agência financeira Morgan Stanley, explicava à NBC que «os investidores da GM estão comprometidos e preparados para prejuízos de milhares de milhões de dólares por causa da greve (…) desde que mantenham a flexibilidade estratégica de custos a longo prazo». Trocando por miúdos, a consciência de classe do patronato é bastante para reconhecer que os seus interesses a longo prazo significam muitas vezes sacrifícios a curto prazo.

É certo que os «sacrifícios» de que falava Adam Jonas não têm consequências nas vidas dos patrões: nenhum dos milionários que corajosamente enfrenta a greve terá de fazer contas para ver como vai pagar a renda ou pedir dinheiro emprestado para aviar medicamentos na farmácia. Já os trabalhadores têm vivido com 250 dólares semanais do fundo de greve do seu sindicato, a UAW, e aguentado graças à solidariedade de classe que se despertou à sua volta. Mas a greve teve outro custo, subjectivo e imprevisível, talvez maior que todos os outros, para o grande capital.

Segundo uma análise do Anderson Economic Group, 30 dias de greve custaram aos 10 maiores investidores 1,5 mil milhões de dólares, enquanto os trabalhadores perderam 624 milhões em salários. O que se pode traduzir pelo seguinte silogismo lógico: se 50 mil operários juntos ganham menos de metade do que 10 proverbiais «investidores» e se sem esses 50 mil operários nem um cêntimo de riqueza é criada, a conclusão é que há alguém que está a ser roubado.
É como se a greve levantasse o véu sobre a máquina do capitalismo, deixando à vista dos proletários estado-unidenses, de 2019, as engrenagens que Marx descobrira há 150 anos. E eis que a greve passa a custar ao patronato muito mais do que 1,5 mil milhões: inspirados pela luta da UAW, 3500 trabalhadores da Mack-Volvo na Pensilvânia, no Maryland e na Florida começaram a primeira greve dos últimos 35 anos; há dias, 2000 metalúrgicos da Asarco, no Texas, juntaram-se também à greve.

As suas reivindicações são as mesmas em Detroit, Matamoros ou Palmela: melhores salários, horários humanos, contratos seguros. Os seus interesses unem-nos a todos os proletários do mundo.

*Este artigo foi publicado no “Avante!” nº 2394, 17.11.2019

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Pompeo: ameaça iraniana dá a Israel 'direito fundamental' de bombardear quem quiser

Aeronave israelense bombardeia prédio de Gaza, 9 de agosto de 2018 (foto de arquivo)
© REUTERS / Mohammed Salem

O secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, disse que Israel não deve ser limitado por fronteiras internacionais ou leis se se sentir ameaçado, e pode sempre contar com o apoio de Washington.

Em entrevista ao jornal Jerusalem Post, Pompeo afirmou que a administração dos EUA sempre foi "muito clara" de que dá a Israel liberdade para perseguir qualquer suposto indício de 'ameaça iraniana' na região, usando a segurança nacional como justificação final.

"Israel tem o direito fundamental de se envolver em atividades que garantam a segurança de seu povo. Está no centro do que os Estados-nação não só têm o direito de fazer, mas também a obrigação de fazer", declarou o secretário de Estado americano.

Com a saída das tropas americanas da Síria, em Israel surgiram algumas preocupações, mas Pompeo sublinhou que Washington continua dedicado a "continuar a atividade em que os EUA estão empenhados há já alguns anos".

Resposta à altura?

"Sabemos que […] o Irã tem tentado mover sistemas de armas para a Síria, para o Líbano, que ameaçam Israel, e vamos fazer tudo o que pudermos para garantir que temos a capacidade de as identificar, para que possamos, coletivamente, responder adequadamente", continuou.

Pompeu visitou Israel e se reuniu com o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu e o chefe da Mossad, Yossi Cohen, em Tel Aviv, assegurando-lhes que a retirada dos EUA da Síria não é um sinal de fraqueza ou intenção de reduzir sua pressão sobre Teerã.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/oriente_medio_africa/2019102014666004-pompeo-ameaca-iraniana-da-a-israel-direito-fundamental-de-bombardear-quem-quiser/

Grandeza e misérias da "american-way-of-life"(2)

A primeira parte deste artigo encontra-se aqui .

por Daniel Vaz de Carvalho [*]
 
 
A universalidade da cultura ocidental sofre de três problemas: é falsa, é imoral e é perigosa".
Samuel Huntington, The clash of Civilisations.

O sonho americano. 3 - Decadência económica e financeira

Os impérios nascem, crescem, mantêm-se e desaparecem pela guerra, mas não só, vão à falência: é que tudo isso custa dinheiro. A divida federal dos EUA atingiu em outubro de 2019, 22,8 milhões de milhões de dólares, cresce desde há mais de 10 anos 1 milhão de milhões por ano. Representa 5,6% do PIB, o défice federal é de 4,7% do PIB, o défice da balança comercial de 892 mil milhões de dólares. ( usdebtclock )

Dinheiro gasto em grande medida a manter o poder militar, em criminosas guerras alicerçadas em mentiras e a financiar conspirações, terrorismo e vandalismo nos países que não se submetam à sua ordem.

André Vitchek, que viveu nos EUA, visitando recentemente este país afirma que a decadência, pode verificar-se no estado das infraestruturas: pontes, metros, cidades do interior, tudo está a desmoronar-se, a cair em pedaços. Quando lá viveu há duas décadas, os EUA pareciam-lhe um país pobre, despojado, cheio de problemas, miséria, pessoas sem abrigo e pessoas confusas, deprimidas, em suma – desesperadas. Agora, diz, está muito pior. [1]

O PIB dos EUA é o maior do mundo, mas está inflacionado devido à desvalorização do dólar e ao seu conteúdo de capital fictício. "Os EUA são incapazes de reconhecer que perderam a vantagem industrial competitiva e tornaram-se uma economia rentista. A sua economia tem um alto custo e é ineficaz. O seu PIB é "vazio", constituído essencialmente por rendas, lucros e ganhos de capital das finanças, seguros e imobiliário, enquanto as infraestruturas do país se degradam e a sua força de trabalho é reduzida a uma economia a tempo parcial." [2]

A perda de liderança tecnológica dos EUA é uma consequência do seu capitalismo rentista e transnacional. Os avanços da China evidenciados pelas realizações da Huawei, tecnologia espacial e engenharia, nomeadamente de infraestruturas, deixaram os EUA muito para trás.

Os EUA não têm um único quilómetro de linha férrea de alta velocidade, a China possui mais de 20 mil km de linhas ferroviárias de alta velocidade, prevendo até 2030, possuir 45 mil km. Recentemente começou operar uma das linhas férreas de alta velocidade mais longas do mundo (2 264 km), ligando cinco províncias com comboios que podem atingir 330 km/h. O tempo de viagem de Xangai para a capital de Yunnan, foi reduzido de 34 para 11 horas.

O dólar, a par com a sua força militar, tem sido um sustentáculo fundamental do poder dos EUA. Porém, o dólar entrou em queda, principalmente em consequência das políticas imperialistas – hegemónicas e agressivas.

Um número crescente de países realiza as suas transações fora do dólar. A China e a Rússia adotaram uma política de substituição das suas reservas de dólares por ouro. Em setembro passado as reservas de ouro da Rússia atingiram o valor de 109,5 mil milhões de dólares, 20,7% das reservas totais.

4 - Decadência política

O mais relevante não são as diatribes à volta do presidente Trump ou qualquer outro político, apesar de evidenciarem o grau de degradação da vida política que a "democracia liberal" atingiu. O mais relevante é mesmo a perda de democracia.

A corrupção e a sobre-exploração são o sistema de funcionamento do poder oligárquico. A avidez de riquezas da oligarquia tornou-se uma obsessão que o imperialismo impõe como "direito humano" e "democracia". A nível mundial os EUA assumiram a defesa do poder oligárquico. Com a riqueza colocada ao serviço daquela minoria, tanto os EUA como o resto do mundo, com poucas exceções, atravessam multiplicas crises: económico-financeiras, sociais, ambientais ou belicistas.

"O que deveria ser determinado era se o país seria dirigido no interesse de seus cidadãos ou no de seus senhores capitalistas. Democratas oficiais, intelectualmente cooptados, são eleitos para representar esses gigantes. Nessa ação, afastaram-se de um caminho que lhes permitiria refazer o mundo na justiça, afundando-se na desprezível nulidade que é hoje. ( So much for democracy. The axis of atrocity ) É o que se passa atualmente na generalidade dos países do "ocidente".

Como afirma Stiglitz, "o sistema é mais semelhante a um dólar um voto que uma pessoa um voto". Os EUA tornaram-se um país "não de justiça para todos mas de favoritismo para os ricos e justiça para quem a puder pagar. [3]

Na apresentação do livro Battlefield America: The War on the American People do jurista constitucionalista John W. Whitehead descreve-se "como as forças policiais dos Estados Unidos foram transformadas em extensões militares. As nossas vilas e cidades tornaram-se campos de batalha e nós, o povo americano, somos agora os combatentes inimigos a serem espionados, rastreados, revistados. Para aqueles que resistem, as consequências podem ser uma viagem de ida para a prisão ou até a morte". O livro é o retrato aterrorizante de uma nação em guerra consigo mesma. "Em troca de escolas seguras e menores taxas de criminalidade, abrimos as portas à polícia militarizada e ataques pelas equipas da SWAT. A mudança insidiosa foi tão subtil que a maioria de nós não teve ideia do que estava a acontecer".

Crian Os EUA detêm o triste recorde das maiores taxas de presos, mortes de cidadãos pela polícia e manutenção de um sistema mundial de vigilância. A vigilância está a cada passo hoje em dia; em Nova York, Londres, Sydney e mesmo em áreas rurais. Só o humor "controlado" é permitido. Tudo tem de ser calculado previamente. Nenhuma ficção política "ultrajante" pode passar pela "censura invisível" no Ocidente (e, portanto, os romances quase morreram). Na Rússia e na China a ficção é muito mais provocadora e de vanguarda. No Ocidente, a poesia também morreu. E o mesmo acontece com a filosofia, a qual foi reduzida a uma disciplina académica aborrecida, bolorenta e indigesta. [1]

Hollywood e os media produzem toda espécie de lixo racista altamente insultuoso e estereotipado (principalmente contra chineses, russos, árabes, latinos e outros), grandes escritores e cineastas que querem ridicularizar o regime ocidental e sua estrutura já foram silenciados. [1]

5 - Do unilateralismo à perda de hegemonia

O unilateralismo hegemónico dos EUA foi estabelecido após o fim da União Soviética, com base na globalização neoliberal. Este processo conduziu ao aumento das disfuncionalidades e crises quer do ponto de vista económico e financeiro, quer social. Foram promovidos a democratas "personagens totalmente inescrupulosas que surgem como uma espécie de mafiosos entre primitivos e pós-modernos, encabeçando politicamente grupos de negócios cuja principal norma é, na medida do possível, não respeitar nenhuma norma". [4]

Mais de 70% das ditaduras existentes no mundo recebem ajuda dos Estados Unidos. Um recorde estranho para uma nação que justifica as suas intervenções no estrangeiro como visando "promover a democracia e os direitos humanos".

Recordem-se as tragédias humanas desencadeadas pelo Plano Condor, ignoradas na hipocrisia de autoproclamados defensores dos "direitos humanos". Um plano concebido para derrubar governos, partidos progressistas e seus apoiantes na América Latina, substituindo-os por ditadores, torcionários e esquadrões da morte. Em Fort Benning nos EUA foi criada a "Escola das Américas" que fez jus ao epíteto de "escola de assassinos".

Em 1963 a CIA elaborou um manual de tortura, chamado "Kurback Counterintelligence-Interrogation" . Outro manual foi emitido 1983, o "Human Resourse Exploitation Training manual descrevendo métodos a serem usados pelos EUA na guerra contra forças democráticas e progressistas na América Latina. Um relatório sobre o programa de detenções secretas operado pela CIA de 6 963 páginas permanece confidencial. A investigação sobre práticas de tortura que o governo era legalmente obrigado a realizar não ocorreu.

Para o financiamento de organizações contra governos progressistas ou apenas defensores da sua soberania face às trannacionais, são gastos centenas ou mesmo milhares de milhões de dólares por ano, por todo o mundo. Serviram e servem para financianar conspirações e violência contra Cuba, Nicarágua, Venezuela, Hong-Kong, levar ao poder neonazis na Ucrânia, etc.

Com as sanções, o imperialismo arroga-se direitos semelhantes aos do Papado medieval. Não são sinónimo de força, mas de fraqueza, que desencadeiam contradições no próprio funcionamento do capitalismo e evidenciam as suas fragilidades político-militares. Estas ações acabam por limitar a capacidade de contrariar a lei da queda tendencial da taxa de lucro. O efeito das ameaças comerciais leva os países a estabelecerem formas de cooperação alternativas, designadamente com a Rússia e a China, e desenvolverem os recursos próprios.

A Organização de Cooperação de Shangai que representa 40% da população da Terra e 25% do PIB global, tal como o recente Forum de Vladivostok mostram, como o unilateralismo dos EUA é coisa do passado, por muito que os media "ocidentais" o queiram iludir.

Desde a Segunda Guerra Mundial, Washington esteve em guerra quase todos os anos realizando operações clandestinas em dezenas de países. As guerras desencadeadas para impor a ordem imperialista, levaram ao caos países como a Somália, Sudão, Mali, Iémen, Afeganistão, Iraque, Líbia, Síria, provocando o aumento da pobreza, da fome e das doenças, além das inúmeras mortes nos conflitos. Na fuga a este caos, em 2017 morreram 3 000 pessoas na travessia do Mediterrâneo.

O major Danny Sjursen que serviu no Iraque e no Afeganistão (foi também professor em West Point) afirma que "nós permitimos atrocidades indescritíveis todos os dias". "Poucos intelectuais notam a extensão dos crimes de guerra em andamento no Grande Médio Oriente. No Afeganistão, após 18 anos de combate indecisos e sangrentos, os militares dos EUA e seus aliados afegãos matam mais civis anualmente do que os cruéis Talibãs. [5]

Nicholas J S. Davies, baseado em dados oficiais e relatos locais estima que desde o 11 de setembro de 2001, em 16 anos de guerra, os EUA provocaram cerca de 6 milhões de mortes violentas, 6 países completamente destruídos e muitos mais desestabilizados. [6]

A perda de supremacia militar dos EUA é já um facto. A Rússia possui todas as armas necessárias para se defender. A superioridade dos sistemas de defesa aérea e guerra eletrónica da Rússia foi demonstrada na Síria, em que as capacidades dos seus sistemas excedem os dos EUA.

Os EUA não têm capacidade para lançar um primeiro ataque contra a Rússia, sem sofrer represálias da mesma ordem. Os EUA não dispõem de defesas contra mísseis hipersónicos, torpedos nucleares ou mísseis de cruzeiro nucleares com alcance ilimitado. Conforme advertência da Rússia, um ataque nuclear dos EUA à Rússia a partir da Europa, Japão ou dos próprios EUA, será respondido com um ataque nuclear ao continente americano. ( aqui , aqui e aqui ).

A guerra dos EUA depende de comunicações por satélite, superioridade aérea e mísseis. Mas os sistemas de defesa aérea e guerra eletrónica da Rússia são de nível superior aos dos EUA. ( demonstrated weapon systems )

Enquanto os EUA persistem numa estratégia baseada em porta-aviões (o mais recente com um custo de 13 mil milhões de dólares) a Rússia desenvolve armas para os destruir, como ironizou o ministro da Defesa russo, contra as quais atualmente os EUA não têm defesa.

No desfile militar dos 70 anos da R P da China foram reveladas novas armas que também colocam em cheque o poder militar dos EUA. Os EUA não são mais o poder dominante no Pacífico ocidental e teriam que se esforçar muito para vencer um conflito contra a China, de acordo com o estudo de um instituto australiano .

Novos misseis foram concebidos para destruir poder naval dos EUA na região, como o DF-100 ou DF-17, hipersónico, com consequências para a estratégia dos EUA relativamente a Taiwan, mar do Sul da China ou Hong-Kong. [7] O novo ICBM DF-41 pode atingir qualquer parte do território dos EUA em 30 minutos. ( Making China great again )

As recente ações dos Houtis e exército iemenita contra a agressão saudita, conseguiram reduzir a produção de petróleo da Arábia Saudita em 40%, derrotaram em ações de cerco três brigadas sauditas, controlando mais de 350 quilómetros do seu território. Estas ações põem em causa a estratégia dos EUA/NATO e aliados no Médio Oriente, evidenciando quer as fragilidades dos sistemas de defesa dos EUA, quer as capacidades militares do Iémen, e também as do Irão de que aquelas são certamente derivadas.

O poder oligárquico, disfarçado de liberalismo de "esquerda", do centro ou da direita, não traz estabilidade, apenas desigualdades e exploração acrescida, conflitos étnicos, antagonismos sociais e crises. A corrupção e o crime organizado tornaram-se endémicos, amalgamados em sistemas tornados legais. Um mundo baseado em mentiras que os grandes grupos mediáticos difundem, confundindo e alienando as pessoas dos seus verdadeiros interesses.

Se esta realidade não mudar num futuro previsível, corremos sérios riscos de caminhar para um conflito de proporções inimagináveis.

14/Outubro/2019

[*] Neste texto nada nos move contra o povo dos EUA que admiramos e respeitamos é é também vítima de um sistema que consideramos iníquo. As relações quer profissionais quer de lazer que mantivemos com cidadãos dos EUA sempre se pautaram por grande cordialidade e simpatia mútua que muito apreciámos.

 

Ver original em 'RESISTIR.INFO' na seguinte ligação:

https://resistir.info/v_carvalho/american_way_2.html

EUA aplicam tarifas punitivas sobre produtos da UE

 
 
Após aval da OMC, entram em vigor aumentos tarifários de 10% e 25%, afetando 7,5 biliões de dólares em produtos do bloco europeu. Bruxelas poderá retaliar com sanções.
 
As autoridades de comércio dos Estados Unidos confirmaram que passam a valer nesta sexta-feira (18/10) os aumentos planeados de 10% e 25% nas tarifas de importação sobre aviões da Airbus e uma série de produtos europeus, somando 7,5 biliões de dólares.
 
A medida entra em vigor após o aval da Organização Mundial do Comércio (OMC), que considerou as novas tarifas americanas proporcionais aos efeitos adversos sofridos pela empresa americana Boeing, a maior concorrente da Airbus, em termos de perdas de vendas e impedimentos na entrega de suas aeronaves.
 
Nesse litígio que já dura 15 anos, as perdas teriam sido acarretadas por subsídios ilegais fornecidos para a Airbus principalmente pela França, Alemanha, Espanha e Reino Unido. Segundo a OMC, esses quatro países ofereceram financiamentos a juros mais baixos do que os do mercado, o que teria permitido à empresa desenvolver alguns de seus modelos mais recentes e avançados.
 
 
A partir desta sexta-feira, os EUA passam a impor tarifas de 10% aos aviões da Airbus, e 25% sobre uma variedade de mercadorias europeias totalizando 7,5 biliões de dólares. A lista inclui produtos espanhóis, como queijos, manteiga, azeite de oliva e carne de porco em conserva, além de vinhos e queijos franceses, waffles e biscoitos alemães, whisky e doces britânicos, e queijos italianos como parmesão e provolone. Incluídos estão também alguns frutos do mar, como mariscos, mexilhões e uma variedade de moluscos.
 
A União Europeia (UE) que, por sua vez, aguarda uma decisão da OMC sobre um caso de ajuda do governo americano á Boeing, deverá adotar medidas semelhantes contra os EUA. Apesar de Alemanha, França e Espanha serem os mais afetados pelo aumento, os efeitos das medidas americanas também se farão sentir nas demais economias do bloco.
 
O presidente americano, Donald Trump, disse não acreditar que a UE adote medidas de retaliação. "Em teoria, não pode haver retaliação. Isso foi um prémio que recebemos pelo tratamento injusto dado aos Estados Unidos pela União Europeia. Foi uma questão de ficar quites."
 
No entanto o ministro francês da Economia, Bruno Le Maire, anunciou que a UE se prepara para reagir com suas próprias medidas punitivas: "Se o governo americano rejeitar a mão que foi estendida pela França e pela União Europeia, estamos preparando nossas próprias sanções", alertou.
 
Por sua vez, o ministro alemão das Finanças, Olaf Scholz, adotou um tom mais conciliador, comentando nesta sexta-feira que as autoridades europeias trabalham nos bastidores para selar um acordo comercial com os EUA e evitar tarifas ameaçadas. Ele se disse favorável a uma abordagem mais ponderada, que não agrave ainda mais as tensões com Washington.
 
Deutsche Welle | RC/afp/rtr/efe

Europa promete retaliar tarifas dos EUA e mira Boeing

Bandeiras dos EUA e da União Europeia (UE)
© AFP 2019 / Thierry Charlier

O ministro da Economia e das Finanças da França, Bruno Le Maire, condenou a adoção de novas tarifas nos EUA sobre produtos agrícolas e industriais da União Europeia.

O ministro observou que, se os Estados Unidos não querem negociar, os países europeus estão dispostos "a responder com pesadas sanções no âmbito da Organização Mundial do Comércio (OMC)".

"Atacar os nossos produtores de vinho é um ato agressivo. Os Estados Unidos deveríam seguir a lógica das negociações. Seria uma maneira sábia", twittou Le Maire.

Por outro lado, a Comissária Europeia do Comércio, Cecilia Malmstrom, alertou que a União Européia será forçada a impor tarifas no "caso Boeing" em resposta às novas medidas dos EUA.

"Lamentamos a decisão dos EUA de avançar na área de tarifas. Essa etapa não nos deixa outra alternativa a não ser aplicar nossas próprias tarifas com os devidos procedimentos no caso da Boeing", afirmou Malmstrom em comunicado.

A Comissária enfatizou que "a imposição mútua de tarifas não serve aos interesses de ninguém a longo prazo".

"Isso provocará danos significativos na cadeia de suprimentos altamente integrada dos setores aeronáuticos nos EUA e na UE, além de resultar em danos colaterais a muitas outras áreas", alertou.

Nesse contexto, Malmstrom disse que a Comissão Europeia pretende monitorar o impacto das medidas norte-americanas "nos produtos europeus, especialmente no setor agrícola".

Em 3 de outubro, a Organização Mundial do Comércio decidiu que os EUA podem impor tarifas no valor de 7,5 bilhões de dólares aos produtos europeus, para compensar os subsídios concedidos pela UE à empresa Airbus.

As tarifas norte-americanas, adotadas em 18 de outubro, são de 10% para aviões e de 25% para produtos agrícolas e industriais da UE.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/europa/2019101814662243-europa-promete-retaliar-tarifas-dos-eua-e-mira-boeing/

China afirma que só haverá 'acordo faseado' com EUA se estes revogarem tarifas

A bandeira da República Popular da China e as Estrelas e Listras dos Estados Unidos tremulam pela Avenida da Pensilvânia, perto do Capitólio dos EUA, durante a visita de Estado do presidente chinês, Hu Jintao em 18 de janeiro de 2011 (foto de arquivo).
© REUTERS / Hyungwon Kang

A China enfatizou novamente que, para chegar a um acordo com os EUA, estes devem revogar as tarifas comerciais, segundo o porta-voz do Ministério do Comércio da China, Gao Feng.

Durante entrevista coletiva, Gao afirmou que a postura chinesa nunca foi diferente em relação aos termos e condições para que ambos os países cheguem a um acordo.

"O objetivo final de ambos os lados para as negociações é acabar com a guerra comercial, revogar todas as tarifas adicionais [...] Isso é bom para a China, bom para os EUA e bom para o mundo", afirmou Gao.

As últimas negociações entre os dois países ocorreram no final da semana passada em Washington, quando os EUA afirmaram que iriam suspender um aumento tarifário sobre os produtos chineses que entraria em vigor na última terça-feira (15).

O presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que a China concordou com a "primeira fase de um acordo substancial" que será elaborado nas próximas semanas.

Donald Trump, presidente dos EUA, e Xi Jinping, presidente da China
© AP Photo / Andrew Harnik
Donald Trump, presidente dos EUA, e Xi Jinping, presidente da China

O porta-voz do Ministério do Comércio chinês afirmou que as empresas chinesas elevarão suas compras de produtos agrícolas dos EUA de acordo com as necessidades do mercado.

Entretanto, Gao não confirmou quando a primeira fase do acordo será assinada ou se haverá outra reunião entre os dois países, ressaltando apenas que os dois lados permanecem em contato.

"Esperamos que os dois lados possam continuar trabalhando em conjunto para fazer avançar as negociações e, assim que possível, chegar a um acordo faseado em busca de novos progressos a respeito da revogação das tarifas aduaneiras", concluiu.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/economia/2019101814656663-china-afirma-que-so-havera-acordo-faseado-com-eua-se-estes-revogarem-tarifas/

A guerra silenciosa Irã-EUA se transforma em um levante no Iraque

Os últimos dias mostraram que a guerra em andamento entre Estados Unidos e Irã está afetando intensamente toda a região. Isso já é evidente no Iraque, onde mais de 105 pessoas foram mortas e milhares feridas no desenrolar de manifestações que envolveram a capital Bagdá e as cidades xiitas do sul, incluindo Amara, Nassíria, Baçorá, Najaf e Carbala. Manifestações semelhantes podem vir a ocorrer em Beirute e outras cidades libanesas por conta das similaridades nas condições econômicas dos dois países. A crítica situação econômica do Oriente Médio oferece um terreno fértil para revoltas que podem levar ao caos generalizado.

O Iraque tem uma condição especial devido à sua posição, desde a ocupação norte-americana no país em 2003, de aliado tanto do Irã, como dos EUA. O primeiro-ministro Adil Abdul-Mahdi até agora tem se armado com o artigo 8 da Constituição, buscando manter o Iraque como um ponto de equilíbrio entre todos os países vizinhos e aliados, assim como prevenir que a região da Mesopotâmia vire um campo de batalha para conflitos envolvendo o EUA e o Irã, ou a Arábia Saudita e o Irã.

A despeito dos esforços das autoridades bagdalis, a deterioração da econômica doméstica no Iraque tem levado o país a uma situação comparável àquela dos países do Oriente Médio que foram atingidos pela assim chamada “Primavera Árabe”.

Alimentadas por queixas reais, incluindo a falta de oportunidades de emprego e a ampla corrupção, revoltas domésticas foram manipuladas por manipuladores hostis provenientes do estrangeiro, cuja intenção é gerar mudanças de regime; esses esforços vêm ocorrendo na Síria desde 2011. Bagdá acredita que países estrangeiros e da região se aproveitaram das demandas justas da população para implementar sua própria agenda, com desastrosas consequências para os países em questão.

Fontes do gabinete do primeiro-ministro iraquiano afirmam que “as recentes manifestações já eram planejadas alguns meses atrás. Bagdá estava trabalhando para tentar amenizar a situação no país, particularmente porque as demandas da população são legítimas. O primeiro-ministro herdou o sistema corrupto que tem se desenvolvido desde 2003; centenas de bilhões de dólares foram desviados para os bolsos de políticos corruptos. Além disso, a guerra ao terror não apenas usou todos os recursos do país, como também forçou o Iraque a emprestar bilhões de dólares para a reconstrução das forças de segurança e outras necessidades básicas”.

Dizem também que “as últimas manifestações presumidamente seriam pacíficas e legítimas, porque o povo tem o direito de expressar seu descontentamento, preocupação e frustração. No entanto, o desenrolar dos eventos mostrou uma diferença objetiva: 8 membros das forças de segurança foram mortos (1241 feridos), juntamente com 96 civis (5000 feridos), e muitos prédios do governo e de partidos foram incendiados e completamente destruídos. Esse tipo de comportamento desviou as reais reivindicações da população para um caminho desastroso: a criação de caos no país. Quem se beneficia da desordem no Iraque?”

A agitação nas cidades iraquianas coincide com uma tentativa de assassinato contra o comandante iraniano Qassem Soleimani. Fontes acreditam que a “tentativa de assassinato contra o comandante Qassem Soleimani, da Brigada Iraniana CGRI-Quds, não é mera coincidência, mas está relacionada aos eventos no Iraque”.

“Soleimani estava no Iraque durante a seleção dos líderes-chave do país. Ele tem muita influência, como os americanos que possuem seu próprio pessoal. Se Soleimani é removido, aqueles que podem estar por trás da recente agitação podem pensar que isso criará confusão suficiente no Iraque e no Irã, dando espaço para um possível golpe de estado realizado por militares ou encorajado por forças estrangeiras, Arábia Saudita e Estados Unidos, nesse caso. Matar Soleimani, nas mentes dos atores estrangeiros, pode levar ao caos, levando à redução da influência iraniana no Iraque”, afirmam as fontes.

As recentes decisões de Abdul-Mahdi o deixaram extremamente impopular com os Estados Unidos. Ele responsabilizou Israel pela destruição de cinco entrepostos das forças de segurança iraquianas, as Forças de Mobilização Popular (Hashd al-Shaabi), e pelo assassinato de um comandante na fronteira Iraque-Síria. Ele abriu a travessia em Alcaim (Al-Qa’im) entre Iraque e Síria, para o desgosto da embaixada norte-americana em Bagdá, cujos oficiais expressaram seu descontentamento aos oficiais iraquianos. Ele expressou o interesse de comprar o famoso sistema de mísseis S-400, além de outros equipamentos militares da Rússia. Abdul-Mahdi fez um acordo com a China para a reconstrução de infraestrutura essencial em troca de petróleo, e concedeu um acordo na área de eletricidade no valor de US$284 bilhões a uma companhia alemã ao invés de uma americana. O primeiro-ministro iraquiano se recusou a cumprir as sanções dos EUA e continua comprando eletricidade do Irã e permitindo a troca comercial que está trazendo grandes quantidades de capital estrangeiro e impulsionando a economia iraniana. E por último, Abdul-Mahdi rejeitou o “Acordo do Século”, sobre o conflito Israel-Palestina, proposto pelos Estados Unidos: ele está tentando servir de mediador entre o Irã e a Arábia Saudita, desse modo, mostrando sua intenção de se manter distante das políticas e objetivos dos EUA para o Oriente Médio.

Autoridades norte-americanas expressaram para diversos oficiais iraquianos sua completa insatisfação com a política de Abdul-Mahdi. Os americanos consideram que seu fracasso em conquistar o Iraque como um país de vanguarda contra o Irã é uma vitória para Teerã. Contudo, não é isso que o primeiro-ministro iraquiano está visando. Ele está genuinamente tentando manter-se distante da guerra EUA-Irã, mas é confrontado com dificuldades cada vez maiores.

Abdul-Mahdi assumiu o governo do Iraque com a economia em um nível catastrófico. Ele está fazendo um grande esforço em seu primeiro ano de governo, ainda que o Iraque seja considerado o país com a quarta maior reserva de petróleo do mundo. Um quarto dos mais de 40 milhões de habitantes do país vive na linha da pobreza.

AMarjaiya,  a mais alta instância religiosa xiita no Iraque, em Najaf, interveio para acalmar a situação, mostrando sua capacidade de controlar a multidão. Seu representante em Carbala, Saíde Ahmad al-Safi, enfatiza a importância de lutar contra a corrupção e criar um comitê independente para colocar o país de volta nos trilhos. Al-Safi afirmou que era necessário iniciar sérias reformas e pediu ao Parlamento, em particular “à maior coalizão”, que assumisse tal responsabilidade.

O maior grupo pertence ao Saíde Moqtada al-Sadr, com 53 deputados. Moqtada declarou – contrário ao que a Marjaiya esperava – a suspensão de seu grupo do parlamento ao invés de assumir as responsabilidades. Moqtada está pedindo eleições antecipadas, uma eleição onde não é esperado que ele reúna mais de 12 ou 15 deputados. Al-Sadr, que visitou a Arábia Saudita e o Irã sem qualquer objetivo estratégico, está tentando “montar no cavalo” das queixas da população para que assim possa obter vantagem das justas reivindicações dos manifestantes. Moqtada e os outros grupos xiitas que governam o país hoje, em aliança com as minorias curdas e sunitas, são os que devem responder às demandas do povo, e não se esconder atrás dos que estão na rua pedindo pelo fim da corrupção, por mais oportunidades de emprego, e por melhoria de suas qualidades de vida.

O primeiro-ministro Abdul-Mahdi não tem uma varinha mágica; o povo não pode esperar por muito tempo. Apesar de suas demandas serem justificadas, o povo “não está sozinho nas ruas. A maiorias dashashtags nas mídias sociais eram sauditas: indicando que a visita de Abdul-Mahdi à Arábia Saudita e sua mediação entre Riad e Teerã não o deixaram imune aos esforços de mudança de regime apoiados pela Arábia Saudita”, afirmou uma fonte. De fato, os vizinhos do Iraque deram fortes indicações ao primeiro-ministro de que a relação do Iraque com o Irã é mais saudável e estável das relações com países vizinhos. Teerã não conspirou contra ele, mesmo que fosse o único país cuja bandeira era queimada por manifestantes e insultada nas ruas de Bagdá durante os últimos dias de agitação.

A crítica situação econômica está deixando o Oriente Médio vulnerável à agitação. A maioria dos países está sofrendo devido às sanções que os EUA impuseram ao Irã e às monstruosas despesas financeiras com armas dos EUA. O presidente norte-americano, Donald Trump, está tentando fortemente esvaziar os bolsos dos líderes árabes e manter o Irã como o principal espantalho para drenar as finanças do Golfo. A guerra saudita no Iêmen também é outro fator que desestabiliza o Oriente Médio, deixando bastante espaço para tensão e confronto.

O Iraque parece orientado para a instabilidade como um dos aspectos da guerra multidimensional dos Estados Unidos com o Irã; os EUA estão demandando apoio e solidariedade dos países árabes e do Golfo para que apoiem seus planos. O Iraque não está em conformidade com todas as demandas americanas. O Parlamento e os partidos políticos iraquianos representam a maioria da população; a mudança de regime, portanto, é improvável, mas os países vizinhos e os EUA continuarão a explorar as reivindicações domésticas. Não está claro se Abdul-Mahdi conseguirá manter o Iraque estável. O queestá claro é que as tensões EUA-Irã não estão poupando nenhum país no Oriente Médio.

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Ver original em 'Revista Opera' (aqui)

Satanistas da Academia Naval dos EUA solicitam espaço para 'compartilhar crenças'

Estátua de bronze de Baphomet, divindade alada com cabeça de cabra que foi associada ao satanismo e ao ocultismo
© REUTERS / Ted Siefer

Os aspirantes da prestigiosa Academia Naval dos EUA, sediada em Annapolis, Maryland, que professam a religião do Templo Satânico, terão o direito de se encontrar, mas sob a condição de não realizarem missas satânicas, relata a revista Military Times.

Um grupo de estudantes "com crenças alinhadas às praticadas pelo Templo Satânico", uma organização oficialmente reconhecida como religião nos Estados Unidos, solicitou que a instituição naval lhes fornecesse um local "onde pudessem se reunir para discutir e compartilhar suas crenças comuns", explicou uma porta-voz da academia, comandante Alana Garas.

No início de outubro, a administração permitiu reuniões satânicas e divulgou um aviso via e-mail que acabou vazando para a Internet e logo viralizou.

Especificamente, o e-mail afirma que "a partir de quinta-feira [10 de outubro]", aos estudantes "serão oferecidos serviços satânicos", ou seja, "serviços religiosos satânicos, discussões de filosofia satânica e a história literária de Satanás, todas as quintas-feiras às 19h00".

A porta-voz da academia disse à mídia que o pedido dos aspirantes da Marinha se dirigia a ter "um espaço de 'grupo de estudo'", em nenhum caso com a intenção de "manter 'serviços satânicos'".

Alana Garas também explica que os alunos "têm o direito de se encontrar para discutir suas crenças como quiserem", e que dar-lhes essa oportunidade "é uma responsabilidade descrita pelas instruções da Marinha".

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/mundo_insolito/2019101714655376-satanistas-da-academia-naval-dos-eua-solicitam-espaco-para-compartilhar-crencas/

Trump: 'Estamos em muitos países, me envergonha dizer em quantos'

Presidente Donald Trump durante reunião com o presidente italiano Sergio Mattarella, na Casa Branca em 16 de outubro de 2019
© AP Photo / Evan Vucci

Alguns dias após ter ordenado a retirada de tropas da Síria, Donald Trump confessa se sentir "envergonhado" pela quantidade de países na qual os EUA mantêm presença militar.

Quando perguntado acerca da situação na Síria, durante entrevista coletiva com seu homólogo italiano, o presidente Donald Trump fez a seguinte declaração:

"Estamos [presentes] em muitos países. Em muitos, muitos países. Me envergonha dizer quantos. Eu não sei o número exato, mas me envergonha dizer porque é muito estúpido."
 

Além disso, Trump disse que a Rússia e o Irã são quem deveria combater o Daesh , pois são os países que estão mais próximos geograficamente. Para o presidente norte-americano, osEUA não têm razões para proteger o território sírio nem dos extremistas, nem de uma invasão turca.

"Estamos presentes e inclusive protegemos países que não nos querem, que se aproveitam de nós e não nos pagam nada."

O mandatário não esqueceu de sua recente decisão de enviar tropas para a Arábia Saudita, mas justificou o ato, dizendo que os sauditas irão cobrir os custos da operação. Segundo ele, os sauditas "concordaram em pagar 100% por este envio de tropas, inclusive mais do que era necessário, muito mais".

"[A Arábia Saudita] é um país rico, devem pagar se quiserem algum tipo de proteção. O mesmo vale para a OTAN", concluiu.

Em quantos países os EUA mantêm tropas?

Conforme disse o presidente norte-americano, de fato não é fácil definir o número exato de países nos quais os Estados Unidos mantêm forças militares.

De acordo com os dados mais recentes do Departamento de Defesa dos EUA, publicados em 30 de julho deste ano, as tropas norte-americanas estariam estacionadas em 150 países ao redor do mundo.

Soldado americano tirando uma selfie na base militar dos EUA em al-Qayyara, ao sul de Mossul em 25 de outubro de 2016
© REUTERS / Alaa Al-Marjani
Soldado americano tirando uma selfie na base militar dos EUA em al-Qayyara, ao sul de Mossul em 25 de outubro de 2016

No entanto, os números podem variar. O general Joseph Dunford, presidente do Estado-Maior Conjunto dos EUA, em declaração feita em outubro de 2018, disse que o país teria mais de 275.000 soldados presentes em 177 países.

O mundo tem 193 países reconhecidos oficialmente pela ONU. Portanto, de acordo com o general, os EUA manteriam tropas em 91% dos países do mundo.

No entanto, de acordo com o centro analítico Pew Research Center, que reuniu dados até 2016, o número de soldados estacionados no exterior é um dos menores registrados desde o fim da década de cinquenta.

Soldada americana bate continência durante celebração do Dia dos Veteranos.
© AP Photo / Anja Niedringhaus
Soldada americana bate continência durante celebração do Dia dos Veteranos

Durante seu pico, atingido nas décadas de sessenta e setenta, os EUA tinham mais de 1 milhão de tropas mobilizadas no mundo. Na década de noventa, o número baixou para 600.000 e tem registrado tendência de queda desde então.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/americas/2019101714651618-trump-estamos-em-muitos-paises-me-envergonha-dizer-em-quantos/

USA: Republicanos não confiam no FBI nem na CIA… Mas os Democratas confiam!

É o mundo às avessas. Tradicionalmente, ao contrário dos Republicanos, os Democratas tinham uma má relação com a chamada “comunidade das informações” e alguns até diziam dela o que Maomé não disse do toucinho.

 

 

Recorde-se, como exemplo histórico, as relações de Jimmy Carter com a CIA… Agora, está tudo virado do avesso.

Os Democratas parece que adoram a CIA (“at least the whistleblowing parts of it”) e os Republicanos não confiam nem no FBI nem na CIA… Um site animado por pessoas reputadas próximas da CIA escrevia há horas esta pérola de ironia:

 

Dead Drop is old enough to remember when Republicans were the most outspoken supporters of the Intelligence Community and the Democrats – not so much.  Now the roles are very much reversed.  For example, Senator Ron Johnson (R, WI)  was on Meet the Press recently. When asked by moderator Chuck Todd “So, do you not trust the FBI? Do you not trust the CIA?” Johnson shouted: “No, no, I don’t. Absolutely not…”  Meanwhile, House Speaker Nancy Pelosi has become a big champion of the IC. (At least the whistleblowing parts of it.) But, back in 2009 she got into a big dust up with the CIA claiming the Agency had…”

 

 
 
 


Exclusivo Tornado / IntelNomics

 

Ver original no jornal 'TORNADO' na seguinte ligação:

https://www.jornaltornado.pt/usa-republicanos-nao-confiam-no-fbi-nem-na-cia-mas-os-democratas-confiam/

Trump, o Pentágono, os Democratas são farinha do mesmo saco?

A medida abre caminho para uma invasão total da Turquia, cujos soldados já foram acusados de executar não-combatentes. No caos, centenas de detidos do Estado Islâmico escaparam.

 

 

O Pentágono anunciou na segunda-feira que os EUA estavam retirando todas as suas tropas do nordeste da Síria, na direção do presidente Donald Trump, completando uma retirada que ele havia iniciado pela declaração do Twitter uma semana antes. A medida abre caminho para uma invasão total da Turquia, cujos soldados já foram acusados de executar não-combatentes. No caos, centenas de detidos do Estado Islâmico escaparam.

Trump defendeu sua decisão em uma série de tweets de manhã cedo na segunda-feira. “As mesmas pessoas que nos levaram à bagunça no Oriente Médio são as que mais querem ficar lá!”, Escreveu ele. “As guerras sem fim terminarão!”

O abandono de Trump do leste da Síria e dos aliados curdos das forças armadas dos EUA colocou democratas progressistas – muitos dos quais também favorecem a retirada de operações militares no exterior – em um local delicado. Na semana passada, eles tentaram enfiar a agulha entre condenar Trump por abandonar imprudentemente um aliado e enfatizar que a retirada das tropas dos EUA deve ser um objetivo político final.

A decisão de Trump mostrou como seria o pior cenário para retirada militar acelerada, tornando mais difícil para candidatos presidenciais democratas progressistas como os senadores Bernie Sanders e Elizabeth Warren pressionar seus casos contra “guerras sem fim” na campanha. A questão de como os progressistas podem estabelecer os compromissos militares dos EUA sem repetir as ações calamitosas de Trump seria uma escolha óbvia para o debate democrata de terça-feira à noite.

Até agora, os candidatos democratas criticaram Trump, mas esclarecem detalhes sobre o que eles fariam de diferente. Na semana passada, Sanders condenou a retirada de Trump da Síria, dizendo a repórteres que “como alguém que não quer ver tropas americanas atoladas em países de todo o mundo – você não dá as costas aos aliados que lutaram e morreram ao lado de tropas americanas. . Você simplesmente não faz isso. ”Mas quando George Stephanopoulos pediu à Sanders no domingo pela manhã para explicar a diferença entre as abordagens dele e de Trump, Sanders respondeu simplesmente que Trump“ mente ”. Eu não.”

A resposta de Warren foi igualmente vaga. Ela twittou que “Trump traiu de forma imprudente nossos parceiros curdos” e que “devemos trazer nossas tropas para casa, mas precisamos fazê-lo de uma maneira que respeite nossa segurança”.

 

Alex Emmons, para o The Intercept em 15 de outubro de 2019, com o Título A saída caótica de Trump da Síria coloca Democratas anti-guerra 2020 numa posição delicada

 

Nota Autor

Alex Emmons é um repórter americano que cobre segurança nacional, assuntos externos, direitos humanos e política. Antes de ingressar no The Intercept,  trabalhou para a Amnistia Internacional e a União Americana das Liberdades Civis em suas campanhas contra assassinatos escolhidos, vigilância em massa e Baía de Guantánamo
 

 

Nota do Editor

Artigo publicado originalmente no Intercept, o Título é da responsabilidade do Tradutor
 

Tradução Beatriz Lamas Oliveira | Por opção do tradutor, este artigo respeita o AO90



 

 

 
 

Ver original no jornal 'TORNADO' na seguinte ligação:

https://www.jornaltornado.pt/trump-o-pentagono-os-democratas-sao-farinha-do-mesmo-saco/

'Não seja tolo': Trump ameaça destruir economia turca em carta a Erdogan

Presidente dos EUA Donald Trump conversa com o presidente turco Recep Tayyip Erdogan, enquanto visitam a nova sede da OTAN em Bruxelas, Bélgica, 11 de julho de 2018
© AP Photo / Serviço de Imprensa da Presidência

Ganhou grande publicidade nas redes sociais nesta quarta-feira a cópia de uma carta enviada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao chefe de Estado turco, Recep Tayyip Erdogan.

O documento, publicado por uma jornalista no Twitter, tem como pano de fundo a atual operação militar mantida pela Turquia na Síria, vista por boa parte da comunidade internacional como uma ação ilegal com consequências possivelmente devastadoras

 

​EXCLUSIVO: Obtive uma cópia da carta de Donald Trump a Erdogan. O presidente dos EUA aconselha Erdogan a não 'ser um cara durão! Não seja um tolo!'. Diz que ele poderia destruir a economia da Turquia se a Síria não for resolvida de uma maneira humana.

Na carta, datada de 9 de outubro, o líder norte-americano diz ao seu homólogo turco que trabalhou duro "para resolver alguns de seus problemas" e, por isso, pede que ele "não decepcione o mundo".

"Você pode fazer um grande acordo", afirma Trump, sugerindo que o comandante das Forças Democráticas da Síria (FDS), general Mazloum Kobani, estaria disposto a fazer grandes concessões a fim de obter um desfecho pacífico para a atual crise no noroeste sírio.

Na última semana, Trump decidiu retirar as tropas americanas do norte da Síria, deixando seus antigos aliados curdos a mercê das forças turcas que avançam sobre o território sírio como parte de uma operação não autorizada.

Tal operação, intitulada Fonte de Paz, teria como objetivo, segundo Ancara, afastar os militantes curdo-sírios (considerados inimigos pelo governo turco) para longe da região de fronteira e criar uma zona segura para alojar refugiados sírios que se encontram na Turquia.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/americas/2019101714650234-nao-seja-tolo-trump-ameaca-destruir-economia-turca-em-carta-a-erdogan/