Síria

Quem agride os sírios «não pode esconder o crime com uma falsa máscara humanitária»

A Conferência de Bruxelas e os posicionamentos nela assumidos confirmam a insistência de EUA, UE e «regimes subordinados» nas políticas hostis contra a Síria, denunciou a diplomacia do país árabe.

Um soldado do Exército Árabe Sírio faz o sinal da vitória, quando da quebra do cerco a Deir ez-Zor, em Setembro de 2017 (foto de arquivo)Créditos / RT

«Tais políticas foram abortadas e o seu fracasso foi provado», afirma o Ministério sírio dos Negócios Estrangeiros num comunicado hoje emitido, em que condenada a realização da quarta Conferência de Bruxelas sobre a Síria, também referida como Conferência de Doadores.

O texto refere-se ao encontro como «uma flagrante interferência nos assuntos internos sírios, que são da competência e jurisdição dos sírios e do seu governo legítimo», sublinhando que «a única ajuda que estes regimes podem dar aos sírios é deixar de apoiar o terrorismo» no país, «ao implementar a resolução n.º 2253 do Conselho de Segurança das Nações Unidas», informa a agência SANA.

«Estes regimes, que deram todas as formas de apoio ao terrorismo, participaram no derramamento de sangue dos sírios, destruíram as suas conquistas, têm estado a roubar as riquezas petrolíferas, o trigo e as fábricas, impedem o processo de reconstrução e impõem sanções sucessivas, estes regimes não podem de modo algum alegar que se preocupam com os sírios», afirma o Ministério.

No âmbito da Conferência de Bruxelas, co-organizada pela União Europeia (UE) e pela ONU, o líder da diplomacia europeia, Josep Borrell, pediu «um processo político que permita uma Síria pacificada, democrática e estável», considerando que o futuro do povo sírio «continua refém e a Europa não pode desviar o olhar».

Na nota de hoje, a diplomacia do país árabe destaca que «o futuro da Síria é um direito exclusivo dos sírios» e que as «pressões políticas e económicas não conseguirão minar a livre vontade dos sírios». Indica, além disso, que «o conceito de mendicidade, que muitos praticam, não tem lugar no comportamento político e diplomático» do país árabe.

«Quem comete crimes contra os sírios assume a total responsabilidade pelo seu sofrimento», indica o comunicado, defendendo que esse «não poderão esconder os seus crimes por trás de uma falsa máscara humanitária ou por via da flagrante politização do aspecto humanitário ao serviço das suas agendas».

Em declarações a um jornal, esta terça-feira, o ministro assistente dos Negócios Estrangeiros, Ayman Sousan, afirmou que o seu país não reconhece conferências sobre o país cujos promotores nem sequer convidam as autoridades sírias a participar.

Sousan afirmou que, sob a Conferência, está «a cumplicidade dos países organizadores da guerra e do complot» contra a Síria, destacando que os países participantes usam uma «toalha humanitária para limpar as mãos sujas com o sangue dos inocentes sírios», indica a Prensa Latina.

Ver original em "AbrilAbril" na seguinte ligação:

https://www.abrilabril.pt/internacional/quem-agride-os-sirios-nao-pode-esconder-o-crime-com-uma-falsa-mascara-humanitaria

EUA incrementam ocupação na Síria por intermédio de aliados curdos

Milícias pró-curdas aliadas de Washington tomaram pela força, no norte da Síria, instalações governamentais de carácter civil e içaram a bandeira dos Estados Unidos.

Foto de arquivoCréditos / Gaazetapatika10

As chamadas Forças Democráticas Sírias (FDS), maioritariamente curdas, ocuparam pela força instalações governamentais de carácter civil na cidade de Hasaka, capital da província com o mesmo nome, 710 quilómetros a norte de Damasco, Síria.

Entre os edifícios ocupados conta-se, entre outras, a empresa pública de cereais, a companhia de electricidade, empresas do parque habitacional e de informática, e o banco comercial da província.

Registe-se que na província, rica em trigo, têm sido frequentes as queixas de camponeses árabes de incêndios dos seus campos, seja por forças curdas seja por helicópteros dos EUA.

De acordo com o correspondente local da agência síria Sana e vários activistas nas redes sociais, os ocupantes expulsaram os trabalhadores dos edifícios e proibiram os habitantes locais lhes aceder, içando a bandeira dos EUA nos sítios ocupados.

De acordo com fontes no terreno citadas pela Prensa Latina, na região de Hasaka, têm estado a ser preparadas novas pistas de aterragem para os helicópteros norte-americanos, que regularmente abastecem os efectivos das FDS de material bélico e logístico.

Desde Janeiro que comboios militares norte-americanos, por vezes mais de duas vezes por semana, entram no Nordeste da Síria provenientes do Iraque, no que representa um progressivo controlo e ocupação do território.

Neste se concentram, segundo o Link Zeitung de 1 de Julho de 2018, muita da terra fértil e a maioria das explorações sírias de gás e petróleo – que o país está proibido de comprar e vender, devido às sanções internacionais agora agravadas pela chamada Lei César, mas que fluem livremente para as multinacionais norte-americanas, sob a protecção dos ocupantes e seus aliados.

A Turquia anexa de facto o Norte da Síria

A Turquia impôs a sua moeda, a lira turca, nas zonas que ocupa no Norte da Síria.

De facto, a província de Idleb, controlada pela Alcaida [1], tornou-se uma extensão da Turquia da mesma forma que a República turca de Chipre do Norte se tornou em 1974, aquando da Operação Attila na ilha de Chipre.

Lembremos que a pseudo-República turca do Chipre Norte apenas é reconhecida pela Turquia e que, apesar da adesão de Chipre à União Europeia, em 2004, a União Europeia, autoproclamada «defensora da paz», jamais defendeu os cidadãos cipriotas sob ocupação turca.

A anexação de Idleb é concomitante à aplicação do cerco ocidental à Síria (“Cesar Act” -Lei César) [2], do incêndio coordenado dos campos agrícolas sírios pelas forças dos EUA e dos jiadistas [3], e do anúncio do regresso do Irão (Irã-br) ao lado da Turquia na Líbia [4].

Isto corresponde ao «Juramento Nacional» [5], redigido por Mustapha Kemal Atatürk, contra os Tratados de Paz da Primeira Guerra Mundial. Este apela igualmente para a anexação de outras regiões iraquianas, sírias e até gregas.


Tradução
Alva

[1] “Reorganização da Alcaida na Síria”, Tradução Alva, Rede Voltaire, 23 de Junho de 2020.

[2] “Segundo Hassan Nasrallah, os EUA querem provocar a fome no Líbano”, Tradução Alva, Rede Voltaire, 27 de Junho de 2020.

[3] “Os EUA e a UE provocam crise alimentar na Síria”, Tradução Alva, Rede Voltaire, 22 de Junho de 2020.

[4] “O Irão mostra o seu apoio à OTAN na Líbia”, Tradução Alva, Rede Voltaire, 23 de Junho de 2020.

[5] «Juramento Nacional turco», Red Voltaire , 28 de enero de 1920.

Original em 'Rede Voltaire' na seguinte ligação:

https://www.voltairenet.org/article210376.html

Negociações secretas Síria-EUA

O Ministro sírio das Relações Exteriores, Walid Moallem, deu uma conferência de imprensa, em 23 de Junho de 2020, para denunciar a queima dos campos de trigo pelos Estados Unidos e pelos jiadistas e, também, das consequências do Caesar Syria Civilian Protection Act (Lei César de Proteção de Civis na Síria ou «Lei César» -ndT) .

Questionado sobre a existência de negociações secretas entre o Palácio Presidencial e a Casa Branca, ele confirmou de forma breve que elas haviam sido iniciadas independentemente desses outros desenvolvimentos.


Tradução
Alva

Original em 'Rede Voltaire' na seguinte ligação:

https://www.voltairenet.org/article210380.html

Israel bombardeia o Exército Árabe Sírio

Na noite de 23 para 24 de Junho, a Força aérea israelita bombardeou alvos do Exército Árabe Sírio.

Os aviões bombardeiros israelitas (israelenses-br) chegaram através do sobrevoo do Golã ocupado para atacar Sueida e através da Jordânia para atingir Deir Erzor.

Nos últimos três anos, Israel apenas bombardeava alvos ligados ao Irão em território sírio, mas nunca o Exército Árabe Sírio.

Estes ataques ocorrem quando uma profunda mudança geoestratégica regional está em curso, quando o Irão se aliou aos Irmãos Muçulmanos, que uma escaramuça opôs uma unidade do Hezbolla ao Exército Árabe Sírio, e quando a presidência síria negoceia directamente com a Casa Branca.


Tradução
Alva

Original em 'Rede Voltaire' na seguinte ligação:

https://www.voltairenet.org/article210382.html

GUERRA MAIS SANÇÕES MAIS COVID-19 É IGUAL A GENOCÍDIO NA SÍRIA

Além das sanções, da guerra e da pandemia, os fogos nos campos agrícolas flagelam a Síria: autores: grupos terroristas e as tropas norte-americanas que os tutelam

2020-06-24

José Goulão, Exclusivo O Lado Oculto/AbrilAbril

A operação genocida montada pela administração Trump e o Conselho Europeu, em tempos de pandemia, contra a esmagadora maioria do povo da Síria passa entre os pingos da chuva da comunicação social corporativa e avança em todo o terreno sem que as Nações Unidas manifestem a menor intenção de travar a tragédia recaindo sobre pelo menos 17 milhões de pessoas.

Israel deu o exemplo em Gaza, submetendo dois milhões de pessoas a um universo concentracionário que se prolonga há muitos anos. As administrações Obama e Trump, mais o Conselho que representa os governos da União Europeia seguem o mesmo caminho na Síria – e em outros países, como se sabe – eventualmente com falinhas mais mansas e pretensos objectivos libertadores e humanitários cuja simples invocação retrata o desumano cinismo de quem assim se comporta.

Falemos especificamente da tragédia que se vive na Síria, de uma actualidade flagrante que não encontra correspondência junto de quem se limita a consumir as matérias envenenadas da comunicação dominante.

Em plena pandemia de COVID-19, a administração de Donald Trump pôs em vigor a chamada “Lei César” para reforçar brutalmente as já muito restritivas sanções que se fazem sentir no dia-a-dia de guerra vivido por cada cidadão da Síria; e alguns dias antes, em 28 de Maio, o Conselho Europeu decidiu prorrogar por mais um ano as sanções que estão em vigor desde 2011 – supostamente contra “o regime” mas que recaem sobre a população. Por exemplo, proibir a importação de petróleo num país onde os recursos petrolíferos estão sob controlo de tropas de ocupação norte-americanas ou de grupos terroristas por elas tutelados retrata em corpo inteiro o “humanismo” dos governantes europeus perante uma população que, além de resistir contra uma agressão estrangeira tem de se desdobrar, com absoluta penúria de energia, na guerra contra o novo coronavírus.

O comportamento das castas dominantes transatlânticas com ambições globalistas tem uma designação: genocídio. E os europeus que não apontem o dedo a Trump, porque estão ao mesmo nível ilegal e criminoso.

Vingança raivosa

Aquilo a que estamos a assistir na Síria, a condenação de um povo à fome e à doença, é uma vingança raivosa. Os países e os interesses que apostaram numa guerra contra a Síria através de intermediários terroristas vingam-se da derrota que sofreram castigando uma população que resistiu e, passo-a-passo, conseguiu libertar quase todo o país das ocupações que sofreu.

A vingança orienta-se num sentido prioritário: impedir a reconstrução do país; e deixar o povo numa situação em que não tenha meios, nem saúde nem ânimo para encontrar caminhos que possam ser alternativos.

“Atirámos com tudo, menos as pias de cozinha, para dentro da Lei César”, orgulha-se o “enviado” de Donald Trump para a Síria, James Jeffrey, falando do espectro total abrangido agora pelas sanções norte-americanas, somadas às europeias.

A “Lei César” destina-se, dizem os autores – bipartidários no Congresso dos Estados Unidos – à “protecção civil” dos sírios. Por aqui se mede a hipocrisia dos legisladores de ilegal vocação supranacional: “proteger” uma população matando-a à fome e entregando-a à pandemia até que se revolte e promova a “mudança de regime” ansiada em Washington e Bruxelas. No léxico “ocidentalez” estamos no domínio da defesa dos direitos humanos, da civilização e das liberdades políticas.

A origem da designação “César” para a lei de sanções é, só por si, um exercício de provocação política. “César” é o “anónimo” cidadão supostamente sírio que em 2014 revelou ter em seu poder 55 mil fotografias de vítimas das “atrocidades do regime”. O espólio não resistiu a uma análise independente que, em 30 páginas, demonstrou que cerca de metade dos instantâneos correspondiam a carnificinas cometidas pelos “rebeldes moderados” e outros heterónimos da al-Qaida e Isis contra as populações civis. O próprio Christian Science Monitor, órgão norte-americano da constelação corporativa, reconheceu na altura que o caso das 55 mil fotografias foi “uma oportuna acção de propaganda financiada pelo Qatar”.

Quando Jeffrey diz que “atirámos com tudo” para a “Lei César” é mesmo tudo. Empresas e entidades, colectivas ou individuais, ficam impedidas de negociar com a Síria sob a ameaça de multas colossais e sequestro de activos. Nem materiais de construção, nem alimentação, nem energia – como estabeleceu a União Europeia – nem medicamentos, equipamentos médicos, remessas de refugiados e emigrantes e outros produtos de primeira necessidade poderão ser importados pela Síria.

Ou seja, os países e interesses que submeteram a Síria ao conflito são os mesmos que impedem a reconstrução – para prolongar a guerra agora por outros meios terroristas além da violência militar. Até à desejada capitulação.

Excepções confirmam a regra do terrorismo

O novo pacote de sanções norte-americanas não inova muito, mas reforça o âmbito abrangente da agressão e a perenidade dos seus efeitos. Os sírios já conhecem as vicissitudes das sanções com que têm de se deparar no terreno mesmo depois de terem vencido as anteriores fases de guerra.

Um exemplo. Quando o exército regular e a resistência nacional libertaram a região de Alepo, cerca de 500 mil pessoas tentaram regressar às suas residências e propriedades, muitas delas destruídas. Para a reconstrução conseguiram contar com materiais plásticos, mas não com cimento e vidro, produtos que não podem entrar no país. Como herança de uma guerra vitoriosa, aos sírios foi permitido voltar para barracas e construções precárias, não para as habitações que tinham sido obrigados a deixar.

Em compensação, os grupos terroristas da al-Qaida e do Isis tiveram betão de sobra – graças a milhões de toneladas fornecidas pelo grupo transnacional francês Lafarge – para construir bunkers e labirintos subterrâneos através dos quais multiplicaram as suas actividades terroristas.

É desta cooperação íntima entre a “civilização” corporativa e o terrorismo dito “islâmico” que fala a “Lei César” quando assegura que as sanções não são aplicáveis em regiões sírias como Idleb ou o “Rojava” alegadamente curdo, ou ainda outros territórios sob o controlo das Forças Democráticas Sírias e demais heterónimos sob o chapéu da NATO. Idleb, recorda-se, está em poder de uma parceria formada pela al-Qaida e tropas turcas de ocupação, confirmando-se que a excepção confirma a regra do terrorismo, agora reforçado pela “Lei César” e as renovadas sanções europeias. Neste quadro é de uma lógica naturalíssima que Washington incentive os “aliados” a investir nos territórios sob ocupação terrorista aquilo não permite na Síria libertada. Se dúvidas ainda houvesse sobre quem são os patrões dos mercenários “islâmicos”…

Estratégia integrada

A estratégia integrada da nova fase da agressão à Síria não se resume à trilogia formada por violência militar e terrorismo mais sanções, mais pandemia. Há um quarto elemento, comprovando sempre que o alvo a abater é o povo sírio: o fogo.

Nestas semanas de renovação das sanções europeias e de intensificação das penalizações de Washington têm-se multiplicado os fogos devastadores contra campos agrícolas sírios tanto do Norte como no Sul – tarefas cuja autoria é repartida pela constelação de grupos terroristas e pelas próprias tropas norte-americanas de ocupação.

Além de não poderem contar com alimentos importados, as populações sírias estão impedidas de colher os que produzem.

O silêncio das Nações Unidas e do seu secretário-geral sobre estas realidades que representam a punição arbitrária e totalitária do povo de um dos mais antigos e históricos Estados do planeta é revelador da situação em que se encontra a chamada “comunidade internacional”, verdadeira cúmplice de guerras e actos genocidas.

E uma vez que a falta de alimentos e de energia na Síria se tornou gritante, os preços sobem vertiginosamente, a par da multiplicação dos efeitos do terrorismo cambial imposto pela “Lei César” e respectivas réplicas europeias. Washington postulou que o Banco Central da Síria é “uma instituição de lavagem de dinheiro”, pelo que as suas actividades internacionais devem ser impedidas – do mesmo modo que já anteriormente o Conselho Europeu congelara os activos do banco. Resultado: a libra síria passou do valor de 650 por dólar em Outubro último para 2600 por dólar actualmente, com os inerentes problemas para a população.

Nesta matéria, porém, também existem excepções. Certamente com o conhecimento e o beneplácito da Casa Branca, da União Europeia e da NATO, a Turquia pôs em circulação a sua moeda, a libra turca, nas regiões sírias ainda sob ocupação terrorista, concentradas no Norte e Nordeste do território. Mais uma prova do enlace entre o terrorismo e o atlantismo e também a demonstração de que um dos objectivos da guerra é desmembrar o Estado sírio – como o único que ainda representa uma sombra regional para Israel. Está nos anais da História, embora não daquela que é explicada aos cidadãos, que a guerra contra a Síria começou depois de o presidente sírio, Bachar Assad, ter rejeitado uma “sugestão” da secretária de Estado norte-americana, então a democrata Hillary Clinton, no sentido de tornar mais “flexíveis” as relações com o Estado sionista.

O papel da solidariedade

James Jeffrey, o “enviado” de Trump já atrás citado, é um homem muito dotado a sintetizar actividades criminosas em soundbites de fácil circulação.

“O meu trabalho é criar um atoleiro para os russos”, explica ele sobre os objectivos da “Lei César”. Faz todo o sentido: o povo sírio ficará muito mais à mercê da fome, da pandemia e da guerra sem o apoio militar e civil que a Rússia tem dado à libertação e à manutenção da integridade territorial da Síria.

Claro que as intenções do carteiro de Trump não se transformam em realidade só por brandir um slogan com fácil receptividade e repercussão.

Independentemente da resposta que a Rússia vier a dar a esta nova situação, há uma componente de solidariedade da cidadania internacional que pode desenvolver-se através.....

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Síria reafirma que os EUA promovem o terrorismo

«O verdadeiro objectivo da chamada Lei César é abrir as portas ao regresso do terrorismo como em 2011», afirmou esta terça-feira o ministro dos Negócios Estrangeiros da Síria, Walid al-Moallem.

Soldado sírio junto a uma bandeira nacional nas imediações dos Montes Golã ocupadosCréditos / Sputnik News

Numa conferência de imprensa em Damasco, Al-Moallem sublinhou que as declarações de responsáveis políticos norte-americanos sobre a chamada Lei César «mostram que são um coro de mentirosos, pois quem quer o bem do povo sírio não conspira contra o seu sustento».

De forma irónica, Al-Moallem perguntou se a presença de tropas norte-americanas nas proximidades de poços de petróleo no Leste do país, a queima de campos de trigo e as ameaças a países amigos da Síria que querem contribuir para o seu processo de reconstrução é tudo no interesse do povo sírio, informa a agência SANA.

Para o ministro, o propósito desta nova medida é facilitar o regresso do terrorismo ao país árabe. Neste sentido, sublinhou que existem bastantes provas do investimento dos EUA no terrorismo, como o transporte de líderes do Daesh entre o Iraque e a Síria, e o apoio que prestam à antiga Frente al-Nusra e ao «regime turco» na sua agressão contra a Síria.

«Na Síria – disse o diplomata – estamos habituados a lidar com as sanções unilaterais, que foram impostas ao país desde 1978 com diferentes designações, a última das quais é Lei César».

Defendeu que a aplicação desta medida «deve transformar-se numa oportunidade para levantar a economia nacional, alcançar a auto-suficiência e aprofundar a cooperação com os amigos e aliados em vários campos».

Referindo-se às potências ocupantes, Al-Moallem disse que os Estados Unidos defendem os interesses de Israel e que a retirada das suas tropas da Síria e da região é «inevitável». Acrescentou que «a Turquia ocupa territórios na Síria e que as lições da história ensinaram que os povos que lutam pela sua liberdade e soberania acabam por triunfar».

Não haverá tolerância para interferências externas

Ao abordar a Comissão Constitucional, Al-Moallem afirmou o empenho da Síria em encontrar uma solução política para o país e deixou claro que não haverá tolerância para qualquer tipo de ingerência no que respeita à Constituição, sublinhando que terá de ser um processo conduzido pelos sírios e que responda às suas aspirações.

O diplomata sírio destacou ainda o apoio incondicional do seu país ao povo palestiniano e a rejeição dos planos do ocupante israelita de anexar territórios da Margem Ocidental, tendo indicado que Telavive deve retirar-se de todos os territórios árabes ocupados.

Ver original em "AbrilAbril" na seguinte ligação:

https://www.abrilabril.pt/internacional/siria-reafirma-que-os-eua-promovem-o-terrorismo

Secreta britânica recrutou terroristas como espiões na Síria

Em declarações a jornalistas russos, um ex-membro do Daesh explica como os serviços de inteligência britânicos o recrutaram para espiar e fotografar posições militares sírias e russas em território sírio.

Símbolo do Daesh numa cidade síria de onde o grupo terrorista foi obrigado a retirar-se graças às ofensivas do Exército sírio e dos seus aliadosCréditos / The Independent

Mohammad Hussein Saud, ex-membro do Daesh (também conhecido como Estado Islâmico), afirma que o grupo terrorista obrigava os civis sírios a cooperar sob ameaça de morte.

Num depoimento publicado esta segunda-feira pelas agências russas TASS e Sputnik, Saud diz que, «antes da guerra, trabalhava no município de Palmira», na recolha de lixo. Acrescenta que, quando o Daesh controlou a cidade, na região desértica da província de Homs, todos os trabalhadores foram forçados a intregar-se nas fileiras do grupo terroristas. «Se não fizéssemos, éramos decapitados. Não tínhamos escolha», diz.

Saud, que integrou as fileiras do Daesh em 2015, confessa que colocavam explosivos nas estradas e diz que muitos dos terroristas eram estrangeiros. Conseguiu escapar ao Daesh em 2016, depois de o grupo ter assassinado o seu irmão – um antigo militar sírio –, por traição.

Em declarações recolhidas pela Sputnik, diz que fugiu para Raqqah e, depois, para a região de al-Tanf, perto da fronteira com a Jordânia e o Iraque, e onde os EUA têm uma base militar. Ali, teve como missão patrulhar o território da base norte-americana.

«Não houve qualquer treino. Entrei e comecei imediatamente a roubar os beduínos. Tirávamos-lhes a água e os objectos de metal, que depois vendíamos. O nosso chefe era um sírio, um delinquente; vendia drogas e armas. Pagavam-me 300 dólares por mês. Os norte-americanos pagavam ao nosso chefe e ele distribuía o dinheiro», conta Saud.

Contactos com os serviços secretos britânicos

«Decidi regressar à minha cidade natal. Os britânicos souberam disso através dos seus intermediários e disseram-me que ia trabalhar para eles como espião», diz Saud aos jornalistas russos.

Garante que os britânicos lhe ofereceram dinheiro e lhe deram ordens para fotografar instalações importantes dos serviços secretos sírios e dos militares russos e sírios. «Tinha de lhes enviar as imagens pela Internet», acrescenta.

O ex-membro do Daesh confessa que os serviços secretos britânicos o contactaram ainda na região zona de al-Tanf e explica que queriam informação detalhada sobre a vigilância das instalações russas e sírias, para depois poderem levar a cabo acções terroristas.

Os agentes britânicos, diz Saud, nomearam um guia turístico de Palmira, que sabia várias línguas, como chefe do grupo de espiões. Confirma que os serviços secretos sírios conseguiram capturar um dos espiões.

A cientista política Karine Guevorguián esclareceu aos jornalistas que a presença das forças britânicas é há muito conhecida.

«Os instrutores britânicos (...) ensinavam a fazer fortificações. Os jihadistas do Daesh fizeram todos os túneis com as instruções dos britânicos (…). Também lhes ensinaram a fazer artefactos de artilharia com meios caseiros (…). É o que sabem fazer e sempre se dedicaram a isso», afirmou Guevorguián à Sputnik.

Por seu lado, o cientista político Andrei Manoilo acredita que apenas 10% dos espiões conseguem informação concreta para os serviços britânicos Mi-6 e para a CIA.

Ver original em "AbrilAbril" na seguinte ligação:

https://www.abrilabril.pt/internacional/secreta-britanica-recrutou-terroristas-como-espioes-na-siria

UE prolonga sanções e Síria denuncia «hipocrisia» das políticas europeias

O governo sírio afirmou que a decisão da UE de renovar as sanções contra o país árabe revela o «amplo envolvimento da UE» na guerra de agressão e o seu «apoio ilimitado aos grupos terroristas».

Créditos / Vestnik Kavkaza

Seguindo as passadas do aliado norte-americano, a União Europeia (UE) tem imposto, ao longo dos anos, uma política de sanções e de estrangulamento económico, comercial e financeiro à Síria, que ontem decidiu prolongar por mais um ano – até 1 de Junho de 2021.

Num comunicado divulgado esta quinta-feira pela agência SANA, o Ministério sírio dos Negócios Estrangeiros afirma que as sanções constituem «uma violação flagrante das leis humanas mais básicas e do direito humanitário internacional», representando um «crime contra a humanidade».

O texto revela ainda que a decisão da UE de renovar as medidas coercitivas «não é surpreendente», sobretudo tendo em conta que a mesma é tomada logo após os Estados Unidos terem adoptado uma posição semelhante. Para o Ministério, isto mostra como a UE perdeu «a independência de resolução» e evidencia o seu «servilismo face às políticas dos EUA».

No documento, o governo da Síria sublinha que a «hiprocisia se tornou uma caracterítica fundamental das políticas europeias» e denuncia o «amplo envolvimento da UE» na guerra de agressão ao país árabe, bem como o seu «apoio ilimitado aos grupos terroristas».

Neste sentido, acrescenta, a UE é responsável pelo «derramamento de sangue dos sírios» e pelo «sofrimento que têm de enfrentar como consequência das sanções económicas injustas» que são impostas aos país e que «dificultam os esforços para proporcionar infra-estruturas médicas necessárias para fazer frente à pandemia do nuevo coronavírus SARS-CoV-2».

Ingerência, imperialismo e mentiras

A UE e progressistas de certa estirpe costumam aludir à «repressão» da China, da Venezuela ou da Síria sobre o povo, e, humanitários que são, estão dispostos a acabar com a «repressão» que vislumbram em tais terras recorrendo a medidas coercitivas.

Ainda com base no seu fundo humanitarismo – a Casa Branca também mostra o mesmo –, costumam destacar que as sanções impostas não se dirigem ao povo nem afectam os seus serviços essenciais, são apenas contra presidentes, altos funcionários políticos, militares, empresários.

Depois, quando os grandes conglomerados da informação ao serviço do capitalismo falam em pobreza, dificuldades, refugiados, graves crises económicas e financeiras, e necessidade de ajuda humanitária em tais países, fazem-no como se isso nada tivesse a ver com as sanções e, no caso da Síria, aludem a uma guerra que dura há quase dez anos – sim, não mentem –, mas como se EUA, Reino Unido, França, Alemanha e vários outros países-membros da UE não tivessem nada a ver com o «cenário».

O que não dizem é que, perdida a vitória militar no terreno – tal como se chegou a vislumbrar no «cenário» de 2014 e 2015 –, a aliança de potências ocidentais, petro-ditaduras do Golfo, Turquia, Israel mantém a linha de ataque destinada a dividir e destruir o Estado sírio, usando outras pressões e vias.

Síria apreende estoque de armas dos terroristas incluindo vários mísseis antitanque dos EUA (FOTOS)

Armamentos abandonados por radicais na província de Daraa
© Sputnik / Ilya Smagin

Durante os últimos três anos as autoridades da Síria apreenderam armamento, munições, equipamentos de comunicação e materiais médicos suficientes para equipar um pequeno exército.

Muitas destas armas teriam sido secretamente enviadas para o país do exterior e pagas por governos que buscam a derrubada armada do governo da Síria.

Autoridades locais encontraram nesta terça-feira (19) no sul da Síria outro grande estoque de armas e munições, incluindo mísseis antitanque TOW de fabricação americana, informa a agência de notícias SANA.

As imagens mostram mais de uma dúzia de metralhadoras pesadas, um esconderijo de lançadores de granadas propulsadas por foguete, alguns ainda selados no invólucro de proteção, centenas de caixas de munição de vários calibres e pelo menos seis mísseis antitanque TOW, assim como bazucas de fabricação israelense M72 LAW, entre outros armamentos que incluem fuzis automáticos e de precisão e granadas de mão.

 

Quantidades de armas e munições foram apreendidas hoje, entre eles mísseis de fabricação americana deixados por terroristas na região sul da Síria.

Segundo informações, as armas foram apreendidas no âmbito das recentes operações de inspeção completa de áreas libertadas em províncias do sul do país árabe.

Em comentários à SANA, uma fonte do governo sírio disse que é habitual as autoridades encontrarem armamento fabricado nos EUA e em Israel entre os estoques de armas usadas por terroristas, além de descobrirem dezenas de túneis, armazéns de armas subterrâneos, grandes quantidades de equipamento logístico e quartéis-generais de comando e controle que eram utilizados para atacar postos avançados e áreas civis controlados pelo Exército sírio.

Nos últimos anos, em meio a suas operações exitosas para recuperar o controle das áreas anteriormente ocupadas por rebeldes e militantes jihadistas, o Exército da Síria descobriu dezenas de milhares de toneladas de armas, que variam desde armamentos ligeiros e lançadores de foguetes e explosivos C4, a caminhões armados com metralhadoras e até mesmo tanques.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/oriente_medio_africa/2020051915597853-siria-apreende-estoque-de-armas-dos-terroristas-incluindo-varios-misseis-antitanque-dos-eua-fotos/

Helicóptero norte-americano incendeia campos de trigo no Nordeste da Síria

Um helicóptero tipo Apache incendiou cerca de 20 hectares de trigo na província de Hasaka. O ataque, denunciado pela população, insere-se na escala de provocações dos EUA no Nordeste do país árabe.

As forças dos EUA têm intensificado o patrulhamento nos campos de petróleo e gás no Nordeste da SíriaCréditos / Sputnik News

«Voando a baixa altitude, um helicóptero Apache dos EUA lançou várias bombas incendiárias, no domingo de manhã, ateando fogos e incendiando cerca de 20 hectares de campos de trigo perto da aldeia de Adlah, na região agrícola de Shaddadi», informou a agência SANA, com base em relatos dos habitantes.

As mesmas fontes acrescentaram que os caças norte-americanos costumam efectuar «voos de provocação», a rasar as casas dos agricultores e os campos agrícolas, «provocando o pânico e o medo, especialmente entre as crianças».

Estas acções enquadram-se num contexto de ocupação e acções de provocação crescentes, por parte das forças militares dos EUA, na região Nordeste da Síria, onde Washington mantém mais de uma dezena de bases militares ilegais e controla, juntamente com as chamadas Forças Democráticas Sírias (FDS; maioritariamente curdas), campos de petróleo e gás.

Damasco tem denunciado repetidamente a presença ilegal das tropas norte-americanas em território sírio, que classifica como «forças de ocupação», bem como o «roubo de recursos» sírios que levam a cabo.

É também neste contexto que Washington tem procedido ao reforço regular das suas bases na Síria, transportando material a partir no Iraque. No domingo, uma nova caravana, composta por 50 camiões e blindados, entrou na província de Hasaka através do posto fronteiriço de al-Walid, informou a SANA. Levava equipamento logístico e armas, segundo revelaram fontes locais, e dirigiu-se para Remelan, onde fica um dos maiores campos petrolíferos do país.

Entretanto, segundo informa a Prensa Latina, as tropas norte-americanas têm intensificado o patrulhamento nos campos de petróleo e gás nas províncias de Hasaka e Deir ez-Zor, com o apoio de helicópteros, aviões de reconhecimento e blindados.

Tropas turcas e seus mercenários também incendeiam campos

Extensas áreas de trigo e cevada foram queimadas, esta terça-feira, na província de Hasaka, perto da cidade de Ras al-Ain, junto à fronteira com a Turquia, informa a agência SANA, explicando que os fogos foram «ateados pelas forças de ocupação turcas como parte da sua estratégia terrorista para pressionar as populações a sair, sabotando as suas propriedades e colheitas».

Os incêndios hoje registados, que abrangeram campos em redor de várias aldeias, seguem-se a outros que, segundo a agência estatal síria, têm sido intencionalmente provocados pelos terroristas apoiados pela Turquia.

Os habitantes locais têm também acusado os mercenários ao serviço da Turquia e as forças curdas aliadas dos EUA de os impedirem de aceder aos campos agrícolas.

Ver original em "AbrilAbril" na seguinte ligação:

https://www.abrilabril.pt/internacional/helicoptero-norte-americano-incendeia-campos-de-trigo-no-nordeste-da-siria

Militares dos EUA matam civil a tiros na Síria

Militares americanos e rebeldes do Maghaweer al-Thawra, apoiado pelos EUA, em Al-Tanf, no sul da Síria (foto de arquivo)
© AP Photo / Hammurabi's Justice News

Militares norte-americanos mataram um cidadão sírio a tiros na província de Deir ez-Zor, informou a imprensa síria neste sábado (2).

De acordo com a agência SANA, soldados das forças de ocupação dos Estados Unidos abriram fogo contra um motorista após o veículo em que ele estava sair da estrada perto do campo de petróleo de Koniko, matando-o imediatamente, por motivos ainda desconhecidos.

Militares dos EUA mantêm o controle sobre alguns territórios das províncias sírias de Al-Hasakah e Deir ez-Zor, concentrando-se principalmente em áreas que abrigam campos de petróleo e gás. 

 

​Desde o início dessa ocupação, o governo sírio tem feito apelos para que as tropas estrangeiras não convidadas, entre as quais destacam-se as turcas e as americanas, deixem o país e devolvam os respectivos territórios ao poder central de Damasco, uma vez que sua presença na Síria é considerada uma violação flagrante da soberania do país e um desrespeito a princípios básicos do direito internacional.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/oriente_medio_africa/2020050215526030-militares-dos-eua-matam-civil-a-tiros-na-siria/

Segunda agressão israelita contra território sírio numa semana

Pelo menos três civis morreram em cidades dos subúrbios de Damasco, na sequência do ataque, revelou a agência SANA, acrescentando que a maioria dos mísseis foi derrubada pelas defesas anti-aéreas.

Defesa anti-aérea síria responde a um ataque israelita sobre Damasco em Fevereiro deste anoCréditos / Twitter

Caças israelitas, sobrevoando o espaço aéreo libanês, lançaram um ataque, esta madrugada, contra zonas periféricas a sul da capital da Síria. A maior parte dos mísseis foi interceptada pelas baterias da defesa anti-aérea do Exército Árabe Sírio, informou a agência estatal SANA.

Pelo menos três civis foram mortos e outros quatro ficaram feridos depois de mísseis terem atingido as cidades de al-Hujaira e Al-Adliya, nas imediações de Damasco, revelou a mesma fonte, precisando que a agressão israelita foi perpetrada por volta das 5h da manhã.

Uma fonte militar disse à Al-Masdar News que o ataque visou também o bairro de Sayyeda Zaynab, cerca de seis quilómetros a sul de Damasco, onde se localiza a mesquita homónima e que é um importante local de peregrinação xiita, nomeadamente no actual período do Ramadão.

 

Há uma semana, as defesas anti-aéreas sírias enfrentaram uma agressão israelita sobre a região de Palmira, na região desértica da província de Homs, também lançada a partir do espaço aéreo libanês. No dia 31 de Março, ocorreu um ataque semelhante, na mesma província, depois de a aviação israelita ter novamente violado o espaço aéreo libanês – um facto comum nas agressões de Telavive e que o governo do Líbano denunciou junto das Nações Unidas.

As forças militares sionistas não costumam comentar estas acções frequentes sobre território sírio; quando o fazem, o pretexto é quase sempre eliminar alvos iranianos ou do Hezbollah.

O governo de Damasco denuncia que, com estes ataques, as forças israelitas deixam em evidência o seu apoio aos grupos terroristas no país árabe, cuja moral procuram erguer, à medida que vão sofrendo derrotas cada vez maiores no terreno.

Mais reforços para as bases ilegais dos EUA na Síria

Violando as leis internacionais, os EUA continuam a reforçar a presença de tropas e de material logístico no Nordeste da Síria e na região de al-Jazirah (a leste do rio Eufrates), onde mantêm diversas instalações militares ilegais e saqueiam o petróleo, o gás e outras riquezas naturais da Síria.

«Uma caravana com 30 viaturas militares carregadas com material bélico e logístico entrou na Síria a partir do Iraque e dirigiu-se para a cidade de Qamishli, na província de Hasaka», informa esta segunda-feira a SANA, com base naquilo a que chama fontes locais.

Segundo a agência, os camiões dirigiram-se para a base ilegal que Washington tem em Tell Baydar, nas imediações de Qamishli.

As autoridades sírias têm denunciado reiteradamente a presença das tropas dos EUA e de todas as forças de ocupação em território sírio, sublinhando o carácter ilegal dessa presença e condenando o «roubo» dos recursos naturais do país.

Ver original em "AbrilAbril" na seguinte ligação:

https://www.abrilabril.pt/internacional/segunda-agressao-israelita-contra-territorio-sirio-numa-semana

Forças israelitas lançam novo ataque contra território sírio, perto de Palmira

A defesa anti-aérea síria interceptou vários mísseis lançados por aviões israelitas contra posições a norte da cidade de Palmira, na região desértica da província Homs, 250 km a nordeste de Damasco.

O sistema de defesa anti-aéreo sírio em acção, durante um ataque das forças israelitas em Maio de 2018Créditos / voanews.com

As baterias anti-aéreas do Exército Árabe Sírio (EAS) enfrentaram uma agressão israelita sobre Palmira e derrubaram vários mísseis hostis antes que pudessem atingir os seus alvos, informou a agência SANA.

O ataque, perpetrado por aviões israelitas fora de território de sírio, ocorreu por volta das 23h (hora local) desta segunda-feira.

Fontes militares consultadas pela agência Prensa Latina revelaram que o ataque visou posições militares conjuntas do EAS e seus aliados, que combatem os terroristas do Daesh – que nos últimos tempos lançaram ataques esporádicos contra posições do EAS e executaram militares sírios na região desértica do país.

Por seu lado, a Al Mayadeen TV, sediada em Beirute, referiu que «o ataque israelita procurava atingir alvos militares no aeroporto a norte de Palmira».

Representantes das forças militares sionistas recusaram-se a comentar a acção – um posicionamento frequente do Exército de Telavive sobre os ataques frequentes que lança em território sírio, os quais, no caso de serem comentados ou justificados, têm quase sempre como pretexto eliminar alvos iranianos ou do Hezbollah.

 

O governo de Damasco denuncia que, com esses ataques, as forças israelitas deixam em evidência o seu apoio aos grupos terroristas no país árabe, cuja moral procura levantar, à medida que vão sofrendo derrotas cada vez maiores no terreno.

Este é o segundo ataque israelita contra território sírio em menos de um mês. No passado dia 31 de Março, a defesa anti-aérea do EAS respondeu a um ataque semelhante, na mesma província, depois de a aviação israelita ter violado o espaço aéreo libanês – outro facto comum nas agressões de Telavive e que o governo do Líbano denunciou junto das Nações Unidas.

Apesar do silêncio como norma, em Setembro de 2018 Israel assumiu pela primeira vez a agressão sistemática contra a Síria. Um militar admitiu então que as forças israelitas realizaram mais de 200 ataques em território sírio no espaço de um ano e meio.

Mais armamento ocidental, dos EUA encontrado em depósitos dos terroristas

Em operações de desminagem e limpeza do terreno levadas a cabo por sapadores do Exército sírio, foram encontradas armas e munições abandonadas pelos terroristas no Sudoeste do país, nas províncias de Damasco Rural e Quneitra.

Entre o arsenal agora apreendido e ontem mostrado à imprensa, encontravam-se armas de fabrico ocidental, sobretudo norte-americano, como mísseis anti-tanque TOW, lança-granadas RPG, espingardas automáticas e metralhadoras.

Foram ainda encontradas granadas, equipamento de telecomunicações e transmissão por satélite, equipamento médico e várias viaturas roubadas, informa a SANA.

Conforme foi libertando território do domínio dos terroristas, o Exército sírio encontrou vários depósitos e esconderijos com armamento, fabricado nos EUA e noutros países da NATO, bem como em Israel, deixando em evidência o apoio que os grupos terroristas na Síria receberam destes países ao longo da guerra de agressão ao país levantino.

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Tropas sírias e civis interceptam 2 caravanas militares dos EUA

Habitantes de duas aldeias, em conjunto com militares do Exército sírio, impediram que tropas norte-americanas atravessassem as suas terras, num quadro de aumento de tensões no Nordeste do país árabe.

A presença das tropas norte-americanas na Síria foi sempre denunciada e considerada ilegítima pelo governo de Damasco (imagem de arquivo)Créditos / drimpic.pw

Um dos casos ocorreu em Hamo, aldeia localizada perto da cidade de Qamishli (província de Hasaka), onde os habitantes e o Exército Árabe Sírio (EAS) travaram a passagem a uma comitiva militar dos EUA, composta por cinco viaturas, que queria atravessar a aldeia, esta terça-feira.

A agência SANA informa que um incidente semelhante ocorreu na aldeia de Kherbat al-Asa'ad, na mesma província, onde os residentes e os militares sírios forçaram três veículos blindados dos EUA a dar meia volta e a mudar de caminho.

Nas últimas semanas, os incidentes entre civis, apoiados pelo EAS, e grupos de viaturas norte-americanas em aldeias da província de Hasaka têm-se repetido com frequência, lembrando a PressTV situações de tensão semelhantes ocorridas nos dias 27, 25, 23 e 8 de Março.

Tal situação relaciona-se com a transferência de tropas que os EUA têm estado a realizar – com particular incidência de Janeiro para cá – do Iraque para a Síria, sendo que, pelo posto fronteiriço de al-Walid, as autoridades sírias registam a passagem de pelo menos uma caravana militar norte-americana por semana, na maior parte dos casos com destino à base ilegal de Kherab al-Geir, nas imediações da cidade de Malikiyah, na província de Hasaka.

Escalada de tensões no Norte e Nordeste da Síria

Violando as leis internacionais, os EUA estão a reforçar a presença de tropas e de material logístico no Nordeste da Síria e região a al-Jazirah (a leste do rio Eufrates), onde mantêm diversas instalações militares ilegais e continuam a saquear o petróleo, gás e outras riquezas naturais da Síria, com o apoio das chamadas Forças Democráticas Sírias (FDS), na sua maioria curdas.

Apesar de Donald Trump ter chegado a anunciar a saída das tropas norte-americanas da Síria, actualmente os EUA estão a promover o saque dos recursos e uma escalada da tensões no Norte e Nordeste do país árabe (províncias de Hasaka, Deir ez-Zor, Raqqa e Alepo).

No entanto, as tropas norte-americanas não se movem à vontade, sendo que o seu nível de ingerência se tem visto limitado por «encontros» com o EAS, patrulhas da Polícia Militar russa e mesmo com tropas turcas e mercenários ao seu serviço.

O governo sírio tem denunciado reiteradamente a presença das tropas dos EUA e de todas as forças de ocupação em território sírio, sublinhando o carácter ilegal dessa presença e condenando o «roubo» dos recursos naturais do país.

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Ocupantes turcos cortaram água no Nordeste da Síria três vezes em Março

As autoridades sírias anunciaram esta terça-feira o restabelecimento do fornecimento de água potável a cerca de um milhão de pessoas em Hasaka, interrompido no sábado pelas forças ocupantes turcas.

Instalações hidráulicas de al-Aluk, que Erdogan tem utilizado na sua «guerra da água» contra a SíriaCréditos / North Press Agency

Mahmud Aklah, director do Departamento de Água na província de Hasaka (extremo Nordeste da Síria), anunciou hoje que as instalações hidráulicas de Aluk, localizadas no município de Ras al-Ain, estão de novo a funcionar.

A captação e o tratamento de água nas instalações de Aluk, junto à fronteira com a Turquia, foram interrompidos no último sábado, à noite, pelo Exército de ocupação turco e mercenários a seu soldo, referiram as autoridades locais à agência SANA, cortando assim o abastecimento de água potável a cerca de um milhão de pessoas na capital da província, Hasaka, e localidades circundantes, como Tal Tamr e os acampamentos de refugiados de al-Hol e al-Arisha.

O governo de Damasco, que classifica este corte de água como uma «violação flagrante das leis internacionais» e um «crime contra a humanidade», sublinha que a vida da população civil foi posta em risco – mais ainda num contexto de propagação da pandemia de Covid-19.

As autoridades sírias repudiaram as acções hostis de Ancara na região setentrional do país e exigiram às Nações Unidas que condenem os crimes das forças ocupantes e tomem medidas imediatas para garantir o abastecimento de água potável aos civis sírios.

As acções de Ancara violam as leis da guerra que determinam que as partes envolvidas num conflito devem proteger as infra-estruturas indispensáveis à sobrevivência população civil, incluindo as que são necessárias à distribuição de água e ao sistema de saneamento.

Só no mês de Março, este foi o terceiro corte no abastecimento de água à população civil levado a cabo pelas «forças de ocupação turcas e seus mercenários».

Há uma semana, Fran Equiza, representante do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) na Síria, manifestou preocupação com estes cortes deliberados no abastecimento de água potável, tendo sublinhado que põem em risco a vida dos civis sírios, em pleno esforço das autoridades para travar a propagação da doença provocada pelo coronavírus.

Destacou igualmente o facto de, num contexto destes, «as crianças serem as primeiras a sofrer e as que mais sofrem».

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Nova caravana militar norte-americana entra ilegalmente na Síria

As forças de ocupação norte-americanas fizeram entrar, esta terça-feira, um novo comboio de camiões e viaturas blindadas na província de Hasaka, para «saquear as riquezas naturais da Síria».

Imagem de um dos comboios norte-americanos provenientes do Iraque, com material militar e logístico, a entrar no Nordeste da SíriaCréditos / SANA

As tropas norte-americanas fizeram entrar ontem na Síria um novo comboio com diverso equipamento logístico e militar, que levaram para uma das bases que ocupam ilegalmente no Nordeste do país árabe.

A caravana, composta por não menos de 30 camiões e veículos blindados, atravessou a passagem de al-Walid, junto à fronteira com o Iraque, e dirigiu-se para o aeroporto de Kherab al-Geir, onde os militares dos EUA estabeleceram uma das suas bases – no distrito de al-Malikiyah da província de Hasaka, mesmo no extremo Nordeste da Síria –, revelaram a agência SANA e fontes sírias, militares e civis, a que a Prensa Latina teve acesso.

Nesta região, onde têm várias bases, as tropas dos Estados Unidos controlam áreas petrolíferas e de gás na província de Hasaka e no Norte da de Deir ez-Zor, de onde extraem combustível, segundo denúncias das autoridades sírias e russas.

As mesmas fontes afirmam que as forças de ocupação fazem entrar periodicamente – pelo menos uma vez por semana – caravanas com viaturas, abastecimento logístico e armas, através da passagem referida.

Desta forma, denunciam, reforçam a sua presença ilegal na base de Kherab al-Geir e continuam a saquear o petróleo e outras riquezas naturais da Síria, numa clara violação das leis internacionais e contribuindo para o aumento das tensões, num quadro que impede qualquer tipo de negociação com vista a alcançar a paz.

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Síria apela ao levantamento das sanções, também para fazer frente à pandemia

As autoridades sírias apelaram ao fim das sanções unilaterais impostas por EUA e UE contra o país, num contexto de combate ao surto de Covid-19, e expressaram solidariedade a Cuba, Venezuela e Irão.

As autoridades sírias classifficam as sanções como uma forma de «terrorismo económico»Créditos / Vestnik Kavkaza

Apesar de a Síria ainda não ter registado qualquer caso de infecção pelo novo coronavírus, as autoridades do pais árabe têm estado a tomar medidas para fazer frente à propagação da pandemia, que está a ter impacto em vários países vizinhos. A adopção dessas medidas é dificultada pelo garrote das sanções impostas ao país.

Numa nota emitida esta quinta-feira, o Ministério sírio dos Negócios Estrangeiros lembra que «o povo da República Árabe da Síria sofreu e ainda está a sofrer a agressão terrorista», bem como os efeitos das sanções, «que afecta a vida diária dos cidadãos e, em particular, o sector da saúde».

Neste sentido, exortou a comunidade internacional a respeitar os princípios do direito humanitário e da vida humana, e a trabalhar no levantamento, imediato e incondicional, das medidas coercitivas e unilaterais impostas, sobretudo tendo em conta o surto de Covid-19 nos países vizinhos.

A diplomacia síria critica os EUA e a UE por manterem as sanções ilegais contra diversos países, «alguns dos quais estão a sofrer enormemente com a propagação do vírus», e denuncia aquilo que classifica como uma «violação flagrante dos direitos humanos e dos valores e princípios humanos mais básicos», lê-se na nota, divulgada pela agência SANA.

O texto sublinha a completa solidariedade da Síria para com «o Irão, a Venezuela, Cuba e todos os estados em que a pandemia se espalhou ou que enfrentam o risco da sua propagação e estão sujeitos a sanções, num momento em que todos os esforços devem estar unidos» no combate ao surto.

País adiante-se à propagação da pandemia

Sem casos registados de infecção pelo novo coronavírus no país, a Comissão Económica da Presidência do Conselho de Ministros aprovou diversas medidas para garantir a produção de alimentos e abastecimento de material médico, adiantando-se assim a um eventual surto de Covid-19.

As medidas, que incluem a exoneração do pagamento de impostos, por um período de três meses, aos importadores de alimentos e matérias-primas para a indústria alimentar, e aos que importam artigos de limpeza e higiene e esterilizadores, foram aprovadas numa reunião liderada pelo primeiro-ministro, Imad Khamis.

No âmbito do encontro governametal, ficaram igualmente isentas de impostos empresas na área do turismo e da restauração – nos meses de Março e Abril – para que possam continuar a pagar os salários aos seus trabalhadores, refere a TeleSur.

Ainda no âmbito das medidas preventivas, o Ministério do Interior decretou esta sexta-feira a proibição de entrada no país, por um período de dois meses, de cidadãos provenientes da China, Itália, Irão, Coreia do Sul, Espanha, Alemanha, França, EUA, Japão, Bélgica, Noruega, Dinamarca, Suécia e Finlândia.

Por um período de um mês, ficam proibidos de entrar na Síria cidadãos provenientes do Qatar, Bahrain, Emirados Árabes Unidos, Koweit, Egipto, Iraque, Líbano, Arábia Saudita, Tunísia e Marrocos.

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CGTP-IN defende a paz e a soberania da Síria e soluções para a situação dos refugiados e imigrantes

siria refugiadosA CGTP-IN reitera a condenação da continuada ingerência, agressão e ocupação da Síria por parte dos EUA, da Turquia e de Israel, bem como dos grupos terroristas armados, financiados, treinados e protegidos por estes e pelos seus aliados no Médio Oriente e denuncia que é esta, e não outra, a principal fonte de destruição, morte e sofrimento dos trabalhadores e do povo deste país e de desestabilização de toda a região.

A CGTP-IN alerta para os perigos que resultam dos encontros realizados recentemente por Recep Erdogan, Presidente da Turquia, com dirigentes da UE, da NATO e dos EUA, nos quais foram prometidos apoios, armas e um maior envolvimento da NATO na agressão e ocupação da Síria, na ingerência nos seus assuntos internos, na limitação da sua soberania e na política de punição colectiva do seu povo.

As chantagens mútuas envolvendo o aprisionamento de refugiados e imigrantes no território da Grécia e da Turquia - um e outro país agindo como «escudo» da UE - é indissociável da ocupação e agressão à Síria e da desestabilização do Médio Oriente, e evidencia a mais hedionda instrumentalização do drama vivido por milhões de pessoas. É causado o sofrimento e são reprimidos e criminalizados aqueles que lhe tentam escapar, alimentando ao mesmo tempo a xenofobia, o racismo e as forças de extrema-direita. É perpetuada a situação de «ilegalidade» dos refugiados e imigrantes, os chamados sem-papéis, mantendo o terreno fértil para o capital impor a mais brutal exploração da sua força de trabalho e pressionar todos os trabalhadores para baixarem salários e direitos.

A CGTP-IN denúncia o carácter repressivo das políticas de asilo e migração da UE; do qual a decisão do governo português e de outros governos de acolher menores não acompanhados é pouco menos do que um acto de hipocrisia e não ilude a sua cumplicidade com esta política e a agressão e ocupação da Síria.

A CGTP-IN exige: o fim das guerras de agressão; o fim das políticas securitárias da «Europa Fortaleza», causa da morte de milhares de imigrantes e refugiados no Mediterrâneo e da sua exploração pelas redes de tráfico de seres humanos; o respeito pelas convenções internacionais pertinentes, bem como os seus direitos laborais e outros direitos sociais; o fim dos chamados Regulamentos de Dublin e dos acordos da UE com a Turquia, Líbia e outros países, além das restrições injustificadas ao direito de asilo; o encerramento dos centros de detenção e o fim da criminalização da solidariedade com os refugiados e imigrantes.

A CGTP-IN defende a criação de corredores legais e seguros para que os refugiados e imigrantes possam chegar aos seus países de destino, rejeitando o envolvimento da FRONTEX em missões de patrulha de fronteiras e em deportações, uma matéria de competência soberana de cada país que lhe é retirada para servir as grandes potências da UE - aquelas que beneficiam com mais esta «política comum» da UE e com o «escudo» que esta instala em países como a Grécia, Chipre, Bulgária, Itália e Espanha -, acentuando as consequências mais nefastas, nomeadamente a exploração pelos traficantes de seres humanos.

A CGTP-IN exige a retirada imediata de todas as forças militares que ocupam ilegalmente território Sírio, respeitando o Direito Internacional, a soberania, independência e integridade territorial da República Árabe Síria. E apela aos trabalhadores e ao povo português para que reforcem a sua acção de solidariedade, uma vez que a vitória na Síria seria uma vitória da paz e da soberania contra a agenda reaccionária que o imperialismo, e particularmente o imperialismo norte-americano, procura impor em todo o mundo.

INT/CGTP-IN
18.03.2020

Ver original aqui

Nove anos depois, continua o «pranto fingido» do Ocidente sobre a Síria

A Síria condenou o teor intervencionista da declaração conjunta emitida por EUA, Reino Unido, França e Alemanha a assinalar os 9 anos da guerra no país e mostrou-se determinada a defender a sua soberania.

Um soldado do Exército Árabe Sírio faz o sinal da vitória, quando da quebra do cerco a Deir ez-Zor, em Setembro de 2017 (foto de arquivo)Créditos / RT

«As atitudes hostis do Ocidente não afectam a Síria», que «está mais determinada em seguir em frente para preservar a sua soberania e independência, e reconstruir o que foi destruído pelo terrorismo», afirma-se num comunicado emitido esta terça-feira pelo Ministério sírio dos Negócios Estrangeiros e divulgado pela agência SANA.

O documento condena a declaração conjunta, publicada no dia anterior pelos governos de EUA, Reino Unido, França e Alemanha, por ocasião do nono aniversário do início da guerra na Síria, na qual pedem ao governo de presidido por Bashar al-Assad que ponha fim às ofensivas antiterroristas no país, apoiadas pela Rússia e o Irão, e tecem considerações variadas sobre os direitos humanos e o caminho para a paz no país árabe.

Para Damasco, a declaração conjunta «evidencia, mais uma vez, que os estados que a subscrevem continuarão a apoiar as organizações terroristas para prolongar a guerra contra o povo sírio».

«O mais nojento é o pranto fingido e a hipocrisia do discurso colonial ocidental sobre os direitos humanos na Síria e as mãos desses países estão manchadas com o sangue dos sírios e são a razão principal do sofrimento do povo, em virtude da guerra injusta e das sanções», denuncia o texto.

O comunicado acrescenta que esses estados violaram o direito internacional ao apoiar o terrorismo e ao procurar interferir nos assuntos internos dos países, sendo que, na Síria, «são responsáveis pelo impacto criminoso da guerra sobre a vida dos sírios».

Neste sentido, a diplomacia síria insta a comunidade internacional a condenar essas políticas e levar os agressores perante a justiça.

Ao cabo de nove anos de guerra de agressão, o Exército Árabe Sírio, com o apoio dos seus aliados, conseguiu recuperar aos terroristas o controlo sobre a maior parte do território nacional, estando em curso uma operação contra os seus últimos redutos, no Norte e no Noroeste do país.

Numa entrevista recente, al-Assad afirmou que, depois de derrotar os terroristas em Idlib, o Exército se irá centrar na libertação de zonas ocupadas pelas forças dos EUA e seus aliados, no Nordeste do país levantino.

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Síria: desertor revela mais detalhes do envolvimento dos EUA com terroristas

Um desertor capturado admitiu ter sido treinado e pago pelos EUA, e que os «militantes» foram enviados para o Eufrates para realizar acções de sabotagem. Quem quer ganhar mais vai para Hasaka ou Idlib.

Os russos há muito que acusam os militares dos EUA de treinarem terroristas na região de al-TanfCréditos / Sputnik News

As tropas de ocupação norte-americanas, que controlam uma área de 55 quilómetros em redor da base ilegal de al-Tanf, no Sul da Síria, têm sido reiteradamente acusadas por Damasco e Moscovo de impedir a saída dos refugiados daquela região, em particular do campo de Rukban.

Além disso, os russos chegaram a chamar à zona estratégica que circunda al-Tanf – onde se juntam as fronteiras da Síria, da Jordânia e do Iraque – um «grande buraco negro», uma zona controlada pela coligação liderada pelos norte-americanos, onde, acusa Moscovo, operam e são treinados combatentes terroristas.

As informações agora veiculadas pela imprensa – agências Sputnik, TASS e Prensa Latina e os portais Fort Russ e News Front, entre outros –, com base no depoimento de um desertor capturado em Fevereiro, vêm confirmar as acusações russas.

Terroristas treinados e pagos pelos EUA

Sultan Aid Abdella Souda, preso como desertor pelos serviços secretos do Exército Árabe Sírio (EAS) ao tentar regressar a território controlado pelo governo, afirmou que, em 2016, se juntou ao grupo jihadista Maghawir al-Thawra, tendo sido treinado por instrutores norte-americanos em «actividades subversivas».

 

No depoimento – gravado em vídeo pelos militares sírios, que o puseram à disposição da imprensa russa e síria –, Souda revelou que eram os «americanos» que planeavam as operações e que pagavam aos «militantes» um salário mensal de 500 dólares.

Quanto às armas, «não havia problemas: eram-nos fornecidas pelos próprios militares norte-americanos. Foram importadas através da Arábia Saudita e da Jordânia», disse o desertor do EAS, precisando que eram de fabrico chinês ou de países da NATO.

«Depois de treinados pelos instrutores norte-americanos, eles [os terroristas] eram enviados para o Leste, para o Eufrates, para levar a cabo acções de sabotagem, sobretudo em instalações petrolíferas e infra-estruturas controladas pelo governo, para intimidar as pessoas e causar danos», revelou Souda, citado pelo portal fort-russ.com.

De al-Tanf para Hasaka e Idlib

Souda afirmou não saber o que se passou, mas, a dada altura, os norte-americanos «reduziram os fundos» e disseram aos jihadistas que, «se queriam ganhar mais, tinham de realizar operações fora da zona de 55 quilómetros» em redor da base ilegal de al-Tanf.

«Alguns militantes foram enviados para a província de Hasaka, outros para a de Idlib», acrescentou o antigo coronel agora detido pelas forças de segurança sírias, deixando assim claro o envolvimento dos EUA com as forças terroristas que o EAS e seus aliados combatem, com vista à libertação do país levantino.

De acordo com a Sputnik, Souda desertou em 2013 na sequência de ameaças contra a sua família por parte do Daesh e, em 2016, começou a colaborar com os militares dos EUA, tornando-se um comandante de um ponto de apoio em al-Tanf.

Em Dezembro de 2019, foi preso, por um período de 58 dias, por usar o telemóvel no território da base militar ilegal norte-americana, que decidiu abandonar posteriormente, com a sua família, revela a mesma fonte.

Preso pelos serviços secretos militares sírios, facultou informação sobre grupos armados ilegais, a quantidade de pessoal e armas na base norte-americana, e a localização de algumas instalações importantes.

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https://www.abrilabril.pt/internacional/siria-desertor-revela-mais-detalhes-do-envolvimento-dos-eua-com-terroristas

Rússia e Turquia iniciam patrulha conjunta da estrada M4 em Idlib

Cidade síria na província de Idlib, em dezembro de 2019
© Sputnik / Mikhail Voskresensly

A polícia militar da Rússia e da Turquia realizam em 15 de março sua primeira patrulha conjunta da rodovia M4, na zona desmilitarizada de Idlib.

O presidente russo Vladimir Putin e seu homólogo turco Recep Tayyip Erdogan concordaram com um cessar-fogo em Idlib, bem como o patrulhamento conjunto da rodovia M4, que liga as cidades sírias de Latakia e Saraqib, que está nas mãos de grupos terroristas.

"O documento foi assinado por ambas as partes e entrou em vigor; veremos sua primeira realização em 15 de março, quando a patrulha conjunta da estrada M4 começar", confirmou o ministro da Defesa turco, Hulusi Akar.

O ministro disse estar confiante de que a patrulha conjunta ajudará a alcançar um cessar-fogo estável em Idlib.

Ele também indicou que chegam boas notícias do noroeste da Síria sobre a diminuição do fluxo migratório e o retorno dos deslocados para suas casas.

"A Turquia defende uma trégua a longo prazo em Idlib, e tomou todas as medidas necessárias", disse Akar, destacando "a posição construtiva" da Rússia.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/oriente_medio_africa/2020031515331994-russia-e-turquia-iniciam-patrulha-conjunta-da-estrada-m4-em-idlib/

Ex-coronel desertor sírio expõe envio de militantes pelos EUA em missões para Idlib

Militares americanos e rebeldes do Maghaweer al-Thawra, apoiado pelos EUA, em Al-Tanf, no sul da Síria (foto de arquivo)
© AP Photo / Hammurabi's Justice News

Os serviços de inteligência da Síria souberam que o Exército dos EUA está enviando militantes para conduzir sabotagens fora da zona de 55 quilômetros ao redor de sua base em Al-Tanf, nomeadamente na província de Idlib

Esta declaração foi feita pelo ex-coronel sírio Sultan Abdellah Hades Souda, detido por deserção em fevereiro por agentes da contraespionagem militar síria enquanto tentava retornar ao território controlado por Damasco.

Souda disse ter recebido formação em atividades subversivas ministrada por especialistas americanos que enviavam os militantes em missões.

"Depois de serem treinados por instrutores americanos, eles eram enviados para o leste, no Eufrates, para conduzir sabotagens, principalmente em instalações petrolíferas e infraestruturas controladas pelo governo, para intimidar as pessoas e provocar danos. Não sei exatamente o que aconteceu com os americanos, mas eles reduziram o financiamento e disseram que se vocês quiserem receber mais, então têm que conduzir operações fora da zona de 55 quilômetros […] Parte dos militantes foi enviada à província de Al-Hasakah e outros para Idlib", disse o ex-coronel, observando que o número de militantes na região de Al-Tanf diminuiu recentemente.

Fornecimento de armas

Ele disse que os instrutores militares americanos treinaram os combatentes, incluindo estrangeiros, no uso de armas, forneciam bons suprimentos e distribuíam as roupas usadas pelos terroristas.

"Não havia falta de armas: nós as recebíamos dos militares americanos. Entretanto as próprias armas eram enviadas através da Arábia Saudita e Jordânia. A origem das armas era muito diversificada: chinesa, da OTAN. As melhores são as da OTAN", disse o desertor.

Segundo a inteligência síria, Souda desertou em 2013 devido a ameaças à sua família feitas pelos militantes do Daesh (grupo terrorista proibido na Rússia e outros países) e fugiu para o campo de refugiados de Rukban, onde possuía uma loja de Internet. Em 2016, ele aceitou do lado americano uma proposta de colaboração e serviu como comandante de um ponto de apoio na povoação de Al-Tanf. Em dezembro de 2019, ele foi preso por 58 dias por violação da proibição do uso de meios de comunicação móveis em vigor no território da base militar americana, então decidiu deixar Al-Tanf com sua família.

Forças dos EUA patrulhando nos arredores da cidade síria de Manbij, província de Aleppo (foto de arquivo)

© AP Photo / Arab 24 network
Forças dos EUA patrulhando nos arredores da cidade síria de Manbij, província de Aleppo (foto de arquivo)

Após sua prisão, ele forneceu informações sobre a quantidade de pessoal e armamento na base de apoio de Al-Tanf, sobre os grupos armados ilegais estacionados na base e sobre as coordenadas de instalações importantes. Ele também forneceu informações sobre o número aproximado de famílias que desejam retornar ao território controlado pelo governo.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/oriente_medio_africa/2020031415328424-ex-coronel-desertor-sirio-expoe-envio-de-militantes-pelos-eua-em-missoes-para-idlib/

Erdogan ameaça a Síria com forte ataque militar em Idlib

 

 

247 -Sob o pretexto de que o governo sírio poderia violar o cessar-fogo, o presidente turco Recep Tayyip Erdogan ameaça atacar a Síria em Idlib.

“Estamos monitorando de perto o envio de forças sírias perto das zonas de cessar-fogo em Idlib. Se eles violarem o armistício, empreenderemos um ataque maior do que o realizado anteriormente ”, disse o presidente turco nesta quarta-feira (11), durante uma intervenção diante dos deputados do Partido da Justiça e Desenvolvimento (AKP).

Ele acrescentou que a prioridade da Turquia na Síria é proteger seus 12 postos de observação estabelecidos na província síria de Idlib, a última fortaleza de grupos terroristas no país árabe. "Qualquer ataque contra essas posições será respondido com força", disse Erdogan.

 

Informações do site iranianoHispanTV

Aldeia síria bloqueia patrulha dos EUA

Os habitantes de Al-Kuzleya, no nordeste da Síria, juntaram-se aos soldados de Damasco estacionados na aldeia para impedir a passagem a uma coluna militar norte-americana, que foi apedrejada.

CréditosStaff Sgt. Jodi Eastham / US Army

Os habitantes de Al-Kuzleya, a oeste da cidade de Tal Tamr, na província de Hasaka (Nordeste da Síria) juntaram-se a soldados do Exército Árabe Sírio (EAS) estacionados na aldeia para impedir a entrada na aldeia a uma coluna militar norte-americana, obrigando-a retroceder.

Os habitantes ajudaram a bloquear a estrada que atravessa a localidade e chegaram a apedrejar o comboio, composto por sete blindados ligeiros, antes de este recuar na sua intenção.

A informação avançada pela agência SANA (Síria), foi corroborada por outras fontes. O norte-americano Defence Blog, citando a agência Step News (operando em árabe a partir de Washington), confirmou o bloqueio e o apedrejamento – que qualificou de «raro confronto» – e reconheceu que «os militares dos EUA tiveram de rodear a localidade para encontrar outro caminho», acrescentando que «um acidente similar acontecera na véspera».

Trata-se, provavelmente, de uma referência ao incidente que opôs os habitantes de Rmelan-al Basha – uma área de Hasaka rica em petróleo – a uma outra patrulha militar dos EUA, reportado pelo sítio russo Southfront.

Este chama a atenção para o facto de os últimos meses terem testemunhado «confrontos semelhantes entre forças dos EUA e habitantes locais no nordeste da Síria, em particular no norte e no nordeste da província de Hasaka».

O mais perigoso desses confrontos deu-se a 12 de Janeiro em Khirbet Amo, no extremo norte da província, junto à fronteira com a Turquia. Os militares norte-americanos responderam aos protestos dos habitantes disparando sobre os manifestantes, tendo milícias locais respondido ao fogo. O incidente, alega a referida fonte, foi «rapidamente desescalado» pela Polícia Militar russa e forças do EAS.

Ver original em "AbrilAbril" na seguinte ligação:

https://www.abrilabril.pt/internacional/aldeia-siria-bloqueia-patrulha-dos-eua

Putin e Erdogan acertam cessar-fogo na Síria

 
 
Líderes de Rússia e Turquia chegam a acordo após agravamento de conflito deixar tropas dos dois países próximas a confronto direto. Crise na província de Idlib levou à fuga de quase um milhão de pessoas desde dezembro.
 
Os presidentes da Rússia, Vladimir Putin, e da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, anunciaram nesta quinta-feira (05/03) um acordo para um cessar-fogo no noroeste da Síria, onde o agravamento de um conflito ameaça deixar tropas dos dois países próximas a um confronto direto.
 
O pacto, atingido após seis horas de negociação em Moscou, visa à suspensão dos combates na província de Idlib, onde forças turcas combatem os avanços de tropas sírias apoiadas pela Rússia.
 
Um dos objetivos do acordo também seria evitar maiores danos às relações bilaterais e ao florescente comércio entre os dois países. O cessar-fogo entra em vigor à meia-noite, no horário sírio.
 
A província é a última região controlada pela oposição na Síria, após nove anos de guerra civil. Os conflitos levaram à fuga de quase um milhão de pessoas desde dezembro de 2019, quando teve início a mais recente ofensiva do governo de Bashar al-Assad.
 
 
Trata-se da maior onda de deslocamento desde o começo da guerra civil na Síria, em 2011. Muitos dos refugiados acabaram sendo empurrados para a fronteira da Síria com a Turquia, que já abriga 3,6 milhões de refugiados sírios e se recusa a acolher ainda mais.
 
Putin expressou o desejo de que o pacto sirva como base para o "fim dos combates na zona desmilitarizada em Idlib" e possa ainda "encerrar o sofrimento da população civil e conter a crescente crise humanitária".
 
Erdogan ressaltou que ele e o líder russo concordaram em ajudar os refugiados a retornarem para suas casas. Ele, porém, destacou que seu país se reserva o direito de "retaliar com toda a força qualquer ataque" das forças sírias.
 
Os dois líderes disseram que o acordo envolve a criação de um corredor de segurança de 12 quilômetros de extensão em torno de uma rodovia considerada estratégica em Idlib, que será patrulhada em conjunto pelos dois países a partir de 15 de março.
 
Putin ofereceu condolências a Erdogan pela morte de militares turcos em um ataque aéreo russo, mas ressaltou que as tropas sírias também tiveram baixas significativas. O total de mortes de soldados turcos na Síria aumentou para 59 nesta quinta-feira.
 
A situação na província de Idlib se agravou após a Turquia realizar pela primeira vez um ataque direto contra tropas de Assad. Nos últimos dias, houve violentos confrontos aéreos e por terra entre forças turcas e sírias.
 
Após a Turquia derrubar aviões da Força Aérea da Síria, Moscou, em tom de ameaça, alertou Ancara de que suas aeronaves não estariam seguras se adentrassem o espaço aéreo sírio. Aviões militares russos fornecem apoio a operações em solo das tropas sírias.
 
Deutsche Welle | RC/ap/afp

Ver o original em 'Página Global' na seguinte ligação:

https://paginaglobal.blogspot.com/2020/03/putin-e-erdogan-acertam-cessar-fogo-na.html

Bashar Assad diz que Erdogan está lutando ao lado dos terroristas

247 - Em resposta a uma pergunta sobre a política turca em relação à Síria antes e depois da guerra, o presidente Assad disse: “O verdadeiro problema tem a ver com a política americana e quando Washington decidiu que os governos aliados seculares nesta região não eram mais capazes de implementar os papéis que lhes foram confiados, decidiu substituir esses regimes por outros ligados à organização Irmandade Muçulmana que usa a religião para manipular o povo. Esse processo começou com a chamada Primavera Árabe.

Assad disse que, antes dessa etapa, as relações sírio-turcas eram boas nas esferas política e econômica, e havia inclusive cooperação militar e de segurança.

"Não fizemos nada contra eles e não apoiamos forças hostis a eles, e pensávamos que éramos vizinhos e irmãos, mas a participação de Erdogan na Irmandade Muçulmana era mais forte e ele mudou sua política em relação à Síria", afirmou.

O presidente sírio explicou que a Irmandade Muçulmana é o primeiro grupo que adotou a violência e usou a religião para ganhar poder.

O presidente se perguntou: por que os soldados turcos morrem na Síria? Qual é a causa pela qual eles morrem? Qual é a disputa? E ele próprio respondeu: "Não há causa, nem Erdogan pode agora dizer ao seu povo por que ele está enviando seu exército para lutar na Síria, já que o problema está em sua ideologia que não tem nada a ver com os interesses supremos da Turquia".

Apesar da agressão turca, Assad acha que as relações podem ser restabelecidas:

“Para nós, na Síria e também para os russos, a Turquia é um país vizinho, e é natural que tenhamos fortes relações e o que não é normal em nenhuma circunstância é que essas relações sejam ruins; e é claro que é possível restaurar as relações diplomáticas, mas isso não será alcançado enquanto Erdogan continuar a apoiar os terroristas”, afirmou.

O líder sírio disse que a prioridade militar do seu país agora é recuperar Idlib e é por isso que Erdogan, em conformidade com as instruções dos EUA, colocou toda a sua força para evitá-lo, porque a libertação de Idlib significa ir para libertar as regiões orientais onde há um grande descontentamento popular contra a ocupação americana e esse sentimento gerará operações de resistência contra os ocupantes.

Leia a íntegra

Putin diz que chegou a acordo com Erdogan sobre cessar-fogo em Idlib, na Síria

O presidente russo, Vladimir Putin, e o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, se reúnem em Moscou.
© Sputnik / Sergey Guneev

Após cúpula bilateral entre Rússia e Turquia, o presidente russo, Vladimir Putin, anunciou que chegou a um acordo com o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, sobre cessar-fogo em Idlib, na Síria.

A medida do cessar-fogo teria início a partir de meia-noite entre os dias 5 e 6 de março e será adotada tanto pelas forças turcas quanto pelos militares sírios.

No entanto, Erdogan declarou que a Turquia se reserva o direito de responder aos ataques do exército sírio.

"Estabelecemos postos de observação para reduzir as tensões no Idlib. Esses postos se comprometeram a apenas monitorar a implementação do regime de cessar-fogo, mas não controlar o campo", disse.

A Rússia e a Turquia reafirmaram sua disposição de continuar a cooperar no âmbito dos acordos de Astana sobre a Síria.

Putin disse que os resultados das negociações com o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, foram positivos.

"Após os resultados de nossas negociações, concordamos com um documento conjunto (...) que apresenta as decisões que desenvolvemos em conjunto com o Presidente da República da Turquia, Sr. Erdogan, durante a reunião de mais de seis horas", realizada em 5 Março, disse Putin.

 

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/russia/2020030515297411-putin-diz-que-chegou-a-acordo-com-erdogan-sobre-cessar-fogo-em-idlib-na-siria/

Síria: o exército russo em socorro de seus "colegas" norte-americanos

Um comboio do exército norte-americano ficou perdido na área rural síria, em 16 de Fevereiro de 2020. Ele chegou acidentalmente a Khirbet Hamo (perto de Kameshli). Os soldados, obviamente muito preocupados, dispararam em todas as direções para se proteger de um perigo imaginário, feriram um transeunte e mataram um jovem de 14 anos. Um milhar de pessoas se reuniram para exigir responsabilidades.

O comboio dos EUA apelou, então, por socorro a uma brigada da polícia militar russa que se achava perto do local. Essa interveio entre as duas partes para permitir que o comboio militar escapasse.





Ver original na 'Rede Voltaire'



O Partido colonial ao assalto da Síria e do Mali

Prosseguimos a publicação do livro de Thierry Meyssan, Sous nos yeux. Neste episódio, tudo parece correr bem ao Partido colonial francês e às tropas francesas. Os principais chefes militares sírios são assassinados, o Presidente do Conselho de Ministros sírio deserta e a França escolhe um presidente à medida para o Mali. Mas tudo isto não deixa de acarretar contradições.

Este artigo é extraído do livro Sob os nossos olhos.
Ver o Indíce dos assuntos.

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26— Segunda guerra contra a Síria

A 18 de Julho, uma explosão destrói a sede do Conselho Nacional de Segurança em Damasco, matando o General Daoud Rajha (Ministro da Defesa), o General Assef Chawkat (Chefe da Inteligência Militar, cunhado do Presidente Al-Assad) e o General Hassan Turkmani (Presidente do Conselho). O General Hicham Ikhtiar (Chefe da Contra-espionagem) morre pouco depois devido aos seus ferimentos. Parece que um traidor terá colocado uma bomba numa caixa de luz de tecto, mas não é inverosímil que um míssil tenha sido disparado a partir de um drone. As Forças Armadas e os Serviços de Segurança são decapitados. Combate-se por todo o lado. As pessoas são mortas nas ruas. A maioria dos habitantes da capital fogem.

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Os Generais Hassan Turkmani, Daud Rajha e Assef Chawkat, caídos no campo de honra, a 18 de Julho de 2012.

Comentando o atentado que custou a vida aos membros do Conselho de Segurança Nacional, os dirigentes Ocidentais recusam-se a condenar o terrorismo. Estimam que os mortos só tem o que mereciam.

Os atacantes têm alvos predefinidos. Assim, uma unidade ataca a minha casa, em Mezzeh, na ponta da cidade, lá onde se estendem campos de figueiras da Índia. O exército instala um morteiro no telhado para os manter à distância. Quando, após três dias, a batalha acaba, serão de Paquistaneses e de Somalis os corpos que se contarão. Mas em outras partes da capital são de Tunisinos, de Afegãos, ou de outras nacionalidades ainda. Estes homens receberam uma breve formação em manejo de armas na Jordânia, às vezes apenas de uma semana. Foram organizados por unidade segundo a sua origem, mas não constituem um exército no sentido próprio do termo porque não têm estrutura hierárquica. Muitos não sabem nada sobre a Síria, alguns pensam mesmo estar em vias de salvar Palestinianos em Israel.

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Conferência de imprensa do General Robert Mood sobre a batalha de Damasco que ele observa desde o seu quarto de hotel.

Um estúdio é instalado na cave do hotel Dama Rose onde se refastelam o General Robert Mood e os observadores das Nações Unidas. A sua presença garante a segurança do edifício. O Governador do Banco Central, Adib Mayaleh, aparece na TV para desmentir a Al-Jazeera e a Al-Arabiya que anunciaram a queda da libra síria. O ArabSat e o NileSat desligam as televisões sírias cujo sinal ainda aí se encontrava alojado. Enquanto a CIA pirateia a conta Twitter da Al-Dounia TV para anunciar a retirada do Exército Árabe Sírio e a queda do regime. Os sinais das televisões sírias reaparecem no ArabSat e NileSat. Não provêm da Síria, mas, sim da Austrália, e são enviados a partir de uma Base conjunta da National Security Agency(NSA) e da Australian Signals Directorate em Pine Gap. No Catar, a France24 participa nas reuniões de blocos dos média requisitados pela propaganda da OTAN. O plano previa transmitir, de forma coordenada, um conjunto de reportagens, quer filmadas num estúdio a céu aberto, quer realizadas por montagem de edição, atestando a fuga do Presidente Al-Assad e a queda da «ditadura alauíta» [1].

No entanto, o país resiste e os mercenários retiram de Damasco.

No Conselho de Segurança da ONU, a Rússia e a China opõem um terceiro veto a um projecto de resolução autorizando uma intervenção militar ocidental. Os Estados Unidos recuam. Os falsos programas sírios de televisão relatando a fuga do Presidente Al-Assad não serão difundidos.

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Gravemente ferido, o Príncipe Bandar Bin Sultan desaparece mais de um ano da cena política. O seu retorno será catastrófico e ele jamais conseguirá retomar as suas actividades.

A 24 de Julho, o Rei Abdallah da Arábia Saudita recompensa o Príncipe Bandar Bin Sultan pelo ataque a Damasco e nomeia-o Chefe dos Serviços Secretos Sauditas. Entretanto, quatro dias mais tarde o gabinete dele explode. Ele fica gravemente ferido e eu anuncio prematuramente a sua morte. Na realidade, é o seu adjunto, Mishaal Al-Qani, quem morre. Ele ficará hospitalizado durante um ano. E, jamais será capaz de recuperar a totalidade das suas faculdades [2].

A imprensa revela que o Presidente Obama assinou uma directiva autorizando uma intervenção militar secreta coordenada pela OTAN. Ciente que todos os seus esforços serão aprovados pela frente e sabotados por trás, Kofi Annan demite-se das suas funções de mediador a 2 de Agosto.

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Riad Hijab não será melhor escolha que Manaf Tlass. O Presidente do Conselho de Ministros sírio dirigia uma equipa em Damasco, mas não detinha qualquer Poder real.

A 5 de Agosto, o «Primeiro-Ministro», Riad Hijab, foge com a ajuda da DGSE [3]. Desta vez, a presa tem mais valor simbólico, mas não tem ao nível executivo. A Síria é o mais antigo Estado do mundo. Constituído há 6.000 anos sobre uma terra de passagem, aprendeu a perdurar organizando-se em segredo. Hoje em dia, apenas o Chefe do Executivo, o Presidente Bachar al-Assad, é visível. Ele é o responsável perante o povo. Ele preside três círculos concêntricos. Primeiro o Governo, o qual dirige a Administração. Os seus Ministros são, pois, o equivalente aos nossos Directores da Administração Central. Depois os seus Conselheiros do Palácio, que tem autoridade sobre os Ministros. Finalmente, os seus Conselheiros pessoais, com os quais ele toma as suas decisões. Trata-se de um regime republicano, já que o Executivo age no Interesse Geral e que o Povo o pode sancionar, mas não Democrático, porque as decisões mais importantes não são discutidas em público. Em relação a Riad Hijab, ele jamais foi «Primeiro-ministro» —essa função não existe na Constituição—, mas Secretário do Conselho de Ministros, o que não é de todo o mesmo neste sistema. A sua função consistia em receber a ordem do dia e as directrizes estabelecidas pelo Palácio para as transmitir aos Ministros e receber os relatórios das suas actividades. Em contraste com a morte dos membros do Conselho Nacional de Segurança, a sua partida não teve importância.

Eu lembro-me do meu espanto quando, no decurso de uma reunião alguns meses antes, o General Hassan Turkmani me perguntou o que eu preconizava sobre um assunto importante. Na minha resposta eu deixei escapar, entre outras, que era preciso estar à tabela com o Sr. Hijab. O General retorquiu sorrindo: «É uma decisão demasiado séria para que nós o incomodássemos a propósito».

Para Paris, todos os golpes são possíveis. Um conselheiro do Presidente Al-Assad é recrutado pela DGSE, mas esta fonte não tem acesso aos segredos de Estado. Em seguida, o Ministro dos Negócios Estrangeiros, Laurent Fabius, declara a 17 de Agosto de 2012: «Eu estou ciente quanto ao impacto do que estou em vias de afirmar: O Sr. Bachar al-Assad não merecia estar sobre a face da Terra»; uma posição no mínimo surpreendente por parte de um Ministro encarregue da diplomacia de um Estado que se opõe à pena de morte. Em Setembro, Hollande e Fabius encontram-se com Recep Tayyip Erdoğan, em Nova Iorque, para organizar o assassínio dos seus homólogos, o Ministro dos Negócios Estrangeiros sírio Walid Moallem e o Presidente al-Assad [4]. Esta não é a primeira vez que a França da Vª República tenta assassinar um presidente estrangeiro. Assim, em 2008, Nicolas Sarkozy tinha enviado uma equipa a Caracas, comandada por «Frédéric Laurent Bouquet», para assassinar o Presidente Hugo Chávez [5]. Desta vez, tal como na anterior, a DGSE não terá êxito. Ela apoia-se no pessoal de limpeza do Ministério e do Palácio, Curdos que acreditava poder manipular. Mas o complô é descoberto. A 12 de Dezembro de 2012, enquanto participa na 4ª Conferência Internacional dos «Amigos da Síria», em Marraquexe, Laurent Fabius insurge-se contra a decisão da Casa Branca de colocar a Frente al-Nusra (Alcaida) na lista de organizações terroristas. Ele declara na conferência de imprensa final que «todos os árabes estão nesta onda» contra a posição norte-americana, «porque, no terreno, eles [Alcaida] estão fazendo um bom trabalho». «É muito claro, e o Presidente da Coligação está nesta sintonia também» [6].

Em menos de 10 anos, a França, que havia sido aplaudida no Conselho de Segurança, aquando do discurso de Dominique de Villepin, afundou-se para o nível de «Estado mafioso», manejando o assassínio político —ou as tentativas, no que me diz respeito— e apoiando terroristas islamistas contra um Estado laico. Pior, ela já nem sequer esconde o regresso do seus inconfessáveis apetites : a 25 de Setembro na ONU, François Hollande exige poder «proteger as zonas libertadas», quer dizer restabelecer progressivamente o mandato colonial concedido pela Sociedade das Nações de 1923 a 1944.

Durante o ano seguinte, a França mantém a ficção que os combatentes são Sírios que desertaram do exército. É o mito do Exército Sírio Livre(ESL). Supostamente lutariam pela Democracia. No entanto, ao longo dos cinco anos de guerra jamais será mostrada a mínima imagem de manifestação a favor da democracia. Quando muito será possível encontrar alguns slogans a favor da «liberdade». Mas, não se trata da Liberdade dos Revolucionários franceses (da que se reclama o Baath), muito pelo contrário. O que esses manifestantes reivindicam é o direito de aplicar «livremente» a sua interpretação da Charia. Entretanto, vários escândalos fazem ruir esta narrativa. A 13 de Maio de 2013, um dos comandantes da Brigada Al-Faruk (Exército Sírio livre) difunde um vídeo onde o vemos a comer as entranhas de um soldado do Exército Árabe Sírio declarando: «Nós juramos diante de Deus que vamos comer os vossos corações e os vossos fígados, soldados de Bashar. Ó heróis de Baba Amr, massacrai os alauítas e arrancai o seu coração para o comer». Ou, ainda, quando o ESL massacra os cristãos de Al-Duvair.

A 11 de Janeiro de 2013, uma nova contradição surge na política externa francesa; Não entre a retórica e a prática, mas no seio das suas alianças. «O apetite chega comendo», diz o provérbio. François Hollande decide lançar uma intervenção militar no Mali. Isto não é um episódio da Primavera Árabe, mas, sim uma consequência directa da destruição da Jamahiriya Árabe Líbia, tal como havia dito Mohammed Siala, Ministro da Cooperação de Muammar Kaddafi e Administrador do fundo soberano líbio [7].

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Os Tuaregues são um povo nómada vivendo no Saara central e nas margens do Sahel, ou seja, um vasto espaço partilhado entre a Líbia e a Argélia, o Mali e o Níger. Se eles obtiveram proteção por parte dos dois primeiros Estados, foram, pelo contrário, abandonados pelos dois últimos. Por conseguinte, desde os anos 60, não deixaram de questionar a soberania do Mali e Níger sobre as suas terras. Muito logicamente, decidiram tentar lograr as suas exigências no Mali. O Movimento Nacional para a Libertação do Azawad (MNLA) toma o poder em quase todo o Norte de Mali, onde tem a sua sede. No entanto, um grupúsculo de islamistas tuaregues treinados pela Arábia Saudita, a Ansar Dine, ligada à AQMI (Alcaida no Magrebe Islâmico), aproveita-se disso para impor a Charia em algumas localidades.

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François Hollande e Laurent Fabius acabam de entronizar Dioncounda Traoré, tornado Presidente do Mali sem ser eleito.

A 21 de Março de 2012, um surpreendente golpe de Estado era perpetrado no Mali [8]. Um misterioso «Comité para o Recuperação da Democracia e o Restauro do Estado» (CNRDRE) derrubava o Presidente Amadu Tumani Turé e proclamava querer restaurar a autoridade do Mali no norte do país. Daqui resultou uma grande confusão, sendo os golpistas incapazes de explicar em que é que o seu acto iria melhorar a situação. O derrube do Presidente era tanto mais estranho quando uma eleição presidencial estava prevista para cinco semanas mais tarde, e que o Presidente cessante não se recandidatava. O CNRDRE era composto por oficiais formados nos Estados Unidos. Ele impede a realização da eleição e passa o Poder a um dos candidatos, na ocorrência o francófilo Dioncunda Traore. Esta jogada de passa-passa foi legalizada pela CEDEAO, cujo Presidente não era outro senão Alassane Uattara, colocado no Poder, um ano antes, pelo exército Francês na Costa do Marfim. O Golpe de Estado acentua a divisão étnica do país. Tendo as unidades de elite do Exército maliano (formadas nos EUA) comando tuaregue juntam-se à rebelião com armas e bagagens.

A Ansar Dine –-apoiada por outros grupos islamistas--- ataca a cidade de Konna. Deixa, portanto, o território Tuaregue para estender a lei islâmica ao Sul do Mali. O Presidente transitório, Dioncunda Traore, decreta o estado de emergência e pede ajuda à França. Paris intervêm nas horas seguintes para impedir a tomada da capital, Bamako. Previdente, o Eliseu tinha já pré-posicionado no Mali homens do 1º Regimento para-quedista da infantaria da Marinha («a colonial») e do 13º Regimento de dragões para-quedistas, helicópteros do COS, três Mirage 2000D, dois Mirage F - 1, três C135, um C-130 Hercules e um C160 Transall.

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A imprensa francesa assume claramente o carácter colonial da operação Serval. Aqui, o Le Monde de 29 de Janeiro de 2013 titula : «o Exército Francês toma Tombuctu».

Sendo a intenção da operação apropriada, ela designa a Alcaida como o inimigo, embora, na realidade, se trate de atacar os independentistas Tuaregues. Ora, é a mesma Alcaida que «faz um belo trabalho» na Síria e forma a estrutura do Exército Sírio Livre apoiado pela França. Alarmado,o Eliseu ordena ao exército Francês para interromper a sua progressão no Mali de maneira a deixar os conselheiros militares cataris dos jiadistas retirar. De imediato, o Catar rompe o seu relacionamento privilegiado com a França enquanto, no terreno, o ESL organiza manifestações cantando: «Os Franceses são uns coirões. A nossa nação [islâmica] sairá vitoriosa».

François Hollande tenta reparar a sua asneira e recompor-se com o seu benfeitor, o Emir al-Thani. Dirige-se pois de urgência a Doha, onde é muito friamente acolhido. Entretanto, a Arábia Saudita e a Turquia apressam-se a preencher o vazio.

(Continua …)



[1] “A NATO prepara uma vasta operação de intoxicação”, Thierry Meyssan, Komsomolskaïa Pravda (Rússia) , Rede Voltaire, 13 de Junho de 2012 — Cet article a été publié par des quotidiens dans 45 pays. « De faux reportages sur la Syrie sont filmés au Qatar », Sputnik, 19 juillet 2012. “Iminente OpPSY da Otan contra a Síria”, Tradução Alva, Rede Voltaire, 9 de Agosto de 2012.

[2] “A Síria terá eliminado Bandar ben Sultan como represália pelo atentado de Damasco”, Tradução Alva, Rede Voltaire, 9 de Agosto de 2012.; «Riad no confirma, ni tampoco desmiente, la muerte del príncipe Bandar», Red Voltaire , 31 de julio de 2012; « Thierry Meyssan and Prince Bandar bin Sultan », Ali Bluwi, Arab News, August 4, 2012.

[3] «Siria: Desenmascarado, el presidente del Consejo de ministros huye al extranjero», Red Voltaire , 6 de agosto de 2012.

[4] «Presidente de Francia y primer ministro de Turquía ordenaron asesinar al presidente Assad y a su ministro de Exteriores», Red Voltaire , 3 de marzo de 2013.

[5] «Nicolas Sarkozy ordenó asesinar al presidente de Venezuela Hugo Chávez», Red Voltaire , 1ro de enero de 2013.

[6] « Pression militaire et succès diplomatique pour les rebelles syriens », par Isabelle Maudraud, Le Monde, 13 décembre 2012.

[7] «La guerra contra Libia es una catástrofe económica para África y para Europa», por Thierry Meyssan, Red Voltaire , 9 de julio de 2011.

[8] “Mali: Uma guerra pode esconder a chegada de outra”, Thierry Meyssan, Tradução Alva, Al-Watan (Síria) , Rede Voltaire, 23 de Janeiro de 2013.



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A invenção do mito da «revolução síria» pelo Reino Unido

Numa fuga, novos documentos foram revelados sobre a organização da propaganda britânica contra a Síria. Eles permitem compreender como jornalistas de boa fé puderam ser permanentemente intoxicados pelo mito da «revolução síria», como também por que é que o Reino Unido se retirou da Síria apesar do sucesso desta operação.

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A democracia supõe que se possa realizar debates públicos honestos. Por conseguinte, a propaganda seria, pois, apanágio de regimes não-democráticos. Ora, a História ensina-nos que a propaganda moderna foi concebida no Reino Unido e nos Estados Unidos durante a Primeira Guerra Mundial, e que a URSS e a Alemanha nazista não passaram de pálidos imitadores.

Durante a guerra contra a Síria, explicamos muitas vezes que a realidade no terreno não correspondia, de forma nenhuma, à imagem que os Ocidentais dela recebiam. Denunciamos a montagem de “provas” pelos Serviços Secretos norte-americanos, britânicos, franceses e turcos para esconder a agressão ocidental e fazer crer numa revolução contra uma ditadura.

Quando o Reino Unido já não está presente no terreno desde 2018, o jornalista Ian Cobain acaba de publicar no Middle East Eye documentos oficiais britânicos que nos esclarecem sobre a maneira como Londres intoxicou maciçamente jornalistas de boa fé e depois se retirou [1]. Ele já havia publicado no Guardian, em 2016, revelações sobre a organização do MI6 na matéria [2].

Sobretudo, é importante lembrar que os Britânicos não perseguiam, de forma alguma, o mesmo objectivo que os seus aliados dos EUA. Londres esperava recuperar a sua influência da época colonial (como Paris). O Reino Unido não acreditava que os Estados Unidos pretendiam destruir as estruturas estatais de conjunto do Médio-Oriente Alargado (estratégia Rumsfeld/Cebrowski). Por isso, concebera a operação das «Primaveras Árabes», baseada no modelo da «Grande Revolta Árabe» de Lawrence da Arábia (os Irmãos Muçulmanos desempenhando hoje em dia o papel dos Wahhabitas da Primeira Guerra Mundial). A sua propaganda fora, portanto, imaginada para criar a “Nova Síria” em volta desta Confraria e não para a dividir tal como desejava e ainda deseja a CIA.

Os Ocidentais haviam já sido convencidos da existência de revoluções na Tunísia, no Egipto e na Líbia. Era, portanto, mais fácil vender-lhes a ideia de um quarto cenário de operações.

Jornalistas de boa fé foram levados por revolucionários (na realidade os Serviços Secretos turcos e os da OTAN) a uma aldeia síria, Jabal Al-Zaouia, a fim de assistir a reuniões do Exército Livre da Síria e filmá-las. Foram muitos os alvos desta intoxicação e a acreditar num levantamento popular. Assim que essa encenação foi denunciada por Daniel Iriarte no diário espanhol ABC – já que, no local, ele tinha reconhecido não combatentes sírios, mas líbios, sob as ordens de Aldelhakim Belhaj e Mehdi al-Harati [3]— a imprensa recusou reconhecer a manipulação de que tinha sido alvo. A incapacidade de jornalistas para admitir os seus erros, mesmo quando alguns dos seus colegas os baralham, continua a ser o melhor trunfo dos mestres da propaganda.

Como sempre, os Britânicos do RICU (Research, Information and Communications Unit - Unidade de Pesquisa, Informação e Comunicações) recorreram a um cientista, neste caso um «antropólogo», para supervisionar a manipulação. Ele confiou a realização a vários subcontratados, entre os quais um «antigo» oficial do MI6, o Coronel Paul Tilley; a palavra «antigo» é aqui importante, já que se tratava de poder negar toda a responsabilidade se a operação desse para o torto. Para estar próximo do terreno de operações, três gabinetes ad hoc foram abertos pelos subcontratados do MI6 em Istambul, Reyhanli (Turquia) e Amã (Jordânia), enquanto a CIA operava a partir da Alemanha.

Esta operação começou a partir do caso das armas químicas, no Verão de 2013, quando a Câmara dos Comuns, escaldada pela propaganda durante a guerra contra o Iraque, havia interdito, de forma estrita, ao Ministério da Defesa a colocação de tropas no terreno.

Por isso, o orçamento inicial do Foreign Office (Ministério dos Negócios Estrangeiros-ndT) foi ampliado e assumido pelo Ministério da Defesa britânico e por Agências canadianas (canadenses-br) e norte-americanas, já que os militares não tinham outros meios para intervir.

Ela foi colocada sob o comando de um oficial do MI6, Jonathan Allen, que se tornou o número 2 da Delegação diplomática britânica no Conselho de Segurança da ONU.

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O oficial dos Serviços Secretos britânicos e Encarregado de Negócios de Sua Majestade, Jonathan Allen, dando uma conferência de imprensa na ONU na companhia do seu aliado privilegiado, o Embaixador da França, François Delattre.

A originalidade da operação, realizada, entre outros, pela Innovative Communications & Strategies (InCoStrat), é de ser apresentada como uma parceria comercial sem vínculo com as autoridades do Reino Unido. Os Sírios que nela participavam não tinham o sentimento de estar a trair o seu país, mas apenas de ter encontrado uma ocasião de ganhar dinheiro para sobreviver apesar da guerra. Em relação ao seu nível de vida, as remunerações pagas eram com efeito muito substanciais.

O sistema de « cidadãos-jornalistas» era muito económico tendo em vista as £ 500.000 libras mensais do orçamento britânico (US $ 50 a US $ 200 dólares por um vídeo, US $ 250 a US $ 500 dólares por colaborações regulares) para encontrar «informações» ou «provas» atestando a repressão do regime contra a sua própria população. Esses materiais, uma vez triados, eram enviados pelo MI6 à BBC, Sky News Arabic, Al-Jazeera (Catar) e Al-Arabiya (Arábia Saudita), quatro estações que participam totalmente no esforço de guerra ocidental, em violação das resoluções das Nações Unidas que proíbem a propaganda de guerra. Os colaboradores sírios deviam comprometer-se por escrito em permanecer anónimos, salvo autorização expressa, e a não divulgar as suas ligações a nenhuma empresa, fosse ela qual fosse.

Os jornalistas de boa-fé ocidentais, não podendo chegar até aos «jornalistas-cidadãos» sírios e verificar o contexto dos vídeos e de outras «provas» —o que é a razão de ser da sua corporação—, deixam-se convencer pelo ruído das quatro estações de televisão.

Os documentos de Ian Cobain atestam que a este alvo internacional se acrescentava um outro alvo na Síria. Londres desejava provocar uma mudança de atitude da população em favor dos «moderados» face aos «extremistas». Neste ponto, não parece que a Middle East Eye tenha percebido que essas palavras não devem ser interpretadas no sentido comum, mas à luz das decisões do Primeiro-Ministro Tony Blair. Este, durante a elaboração do plano das «Primaveras Árabes», postulara que o governo de Sua Majestade devia considerar como aliados os líderes «moderadamente anti-imperialistas», como os Irmãos Muçulmanos, enquanto os adversários seriam os «extremistas anti-imperialistas», tal como o regime nacionalista do Baath sírio [4].

O antropólogo que supervisionava o programa indicou além disso a necessidade de criar serviços de emergência no terreno (a Polícia Livre e os Capacetes Brancos do «antigo» oficial do MI6, James Le Mesurier) não tanto para vir em socorro da população, mas para lhe dar confiança nas futuras instituições uma vez derrotado o regime de União Nacional em torno do Baath. Sobre este ponto, ele fez referência ao plano de rendição total e incondicional da Síria, redigido pelo Alemão Volker Perthes para o número 2 da ONU, Jeffrey Feltman [5], que os Britânicos, no entanto, interpretaram mal.

Este desacordo foi a principal causa da confusão nesta operação quando Washington tentou criar o «Sunnistão» com o Daesh (E.I.) e o «Curdistão Livre» com o PKK turco e o PDK iraquiano. Os Britânicos, considerando que já não era a sua guerra, decidiram então retirar-se.

O programa do MI6 tinha três vectores:

- Identidade síria :
«Unir os Sírios pela afirmação positiva de culturas, de práticas comuns e de restabelecer a confiança entre vizinhos, ao mesmo tempo mostrando a força dos Sírios pelo número».
- Síria livre :
«Procurar reforçar a confiança num futuro da Síria isenta de regime “extremista”».
- Acção de Sapa :
«Procurar degradar a eficácia das redes extremistas violentas (EV) na Síria sabotando a credibilidade das narrativas e dos actores EV e isolando, para isso, as organizações EV da população».

Segundo os documentos de Ian Cobain, os subcontratados do MI6 treinaram igualmente porta-vozes da oposição síria, desenvolveram contas em redes sociais e organizaram gabinetes de imprensa funcionando 24h/24. Eles não citam o design dos logotipos e as encenações hollywoodescas que nós havíamos relatado, tal como o desfile militar na Ghuta com tanques passando à frente das câmaras e com figurantes incluídos.

Os gabinetes de imprensa visaram pôr em ligação porta-vozes da oposição síria com jornalistas ocidentais e a dar-lhes resumos informativos antes das negociações. Dessa forma, a imprensa ocidental acreditava de boa fé obter as suas informações de fonte independente e a baixo custo. Se, no início, aquando da fase de desestabilização (até ao meio de 2012), todos os média (mídia-br) internacionais enviavam repórteres para o terreno (que os Britânicos manipulavam), hoje em dia não há lá nenhum. Os Ocidentais adquiriram o hábito de acreditar na agência de notícias criada, em Londres, pelo MI6 com os Irmãos Muçulmanos, o Observatório Sírio dos Direitos Humanos, muito embora este último não disponha dos meios para saber seja o que for de certos acontecimentos que finge cobrir.



[1] “REVEALED: The British government’s covert propaganda campaign in Syria”, Ian Cobain & Alice Ross, Middle East Eye, February 20th, 2020.

[2] “How Britain funds the ’propaganda war’ against Isis in Syria”, Ian Cobain, Alice Ross, Rob Evans, Mona Mahmood, The Guardian, May 3rd, 2016.

[3] «Islamistas libios se desplazan a Siria para «ayudar» a la revolución», por Daniel Iriarte, ABC (España), 17 de diciembre de 2011.

[4] Sous nos yeux. Du 11-Septembre à Donald Trump, Thierry Meyssan, éditions Demi-Lune.

[5] “A Alemanha e a ONU contra a Síria”, Thierry Meyssan, Tradução Alva, Al-Watan (Síria) , Rede Voltaire, 28 de Janeiro de 2016.
“Draft Geneva Communique Implementation Framework”, “Confidence Building Measures”, “Essential Principles”, “Representativness and Inclusivity”, “The Preparatory Phase”, “The Transitional Governing Body”, “The Joint Military Council and Ceasefire Bodies”, “The Invitation to the International Community to Help Combat Terrorist Organizations”, “The Syrian National Council and Legislative Powers during the Transition”, “Transitional Justice”, “Local Governance”, “Preservation and Reform of State Institutions”, “Explanatory Memorandum”, “Key Principles revealed during Consultations with Syrian Stake-holders”, “Thematic Groups”, United Nations Department of Political Affairs (DPA), 2012-2014 (unpublished).



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Abandonada por Washington, Paris apoia-se em Telavive contra Damasco

Cega pelo seu sonho em restabelecer a sua influência do passado na região, a França, nas mãos do «partido colonial» dirigido por François Hollande, já não percebe a política norte-americana no Médio-Oriente Alargado. Escolhe reaproximar-se de Israel, mas, no entanto, não consegue provocar o bombardeamento aliado de Damasco. Apesar de todos os esforços de Paris, Bashar al-Assad é eleito democraticamente pelos Sírios do interior e do exterior na presença de numerosos observadores internacionais.

Cet article est extrait du livre Sous nos yeux.
Voir la Table des matières.

27— A «linha vermelha»

Em Maio de 2013, a OTAN difunde para os seus membros um relatório indicando que a população apoia o Presidente al-Assad a 70 %. Os rebeldes serão apoiados por 20% e 10% não têm opinião [1]. Paris e Ancara concluem que só haverá vitória voltando ao plano inicial e bombardeando a Síria. É, pois, preciso tomar uma iniciativa para fazer pressão sobre Washington.

Em 21 de Agosto, um ataque químico atinge civis sírios nos arredores de Damasco, numa zona controlada pelos jiadistas, a Ghuta. Nas horas seguintes, uma vasta máquina de comunicação põe-se em marcha acusando a República Árabe Síria de ser a responsável por isso. Este ataque marcaria o transpor da «linha vermelha», fixada pelo Presidente Obama. Os Ocidentais aprestaram-se a «punir o regime» bombardeando a sua capital.

O governo sírio desmente qualquer implicação e lembra que, em 23 de Maio, a polícia turca prendeu 11 jiadistas, em Adana, na posse de um importante stock de gás sarin. Se o chefe do grupo, Hytam Qassap, é de nacionalidade Síria, os outros são todos Turcos [2]. Por outro lado, o Exército sírio livre exibiu, ele próprio, vídeos de um pequeno laboratório de fabrico de armas químicas e ameaçou os alauítas de os gazear [3].

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Num vídeo anterior ao assunto da Ghuta, o ESL tinha exposto o seu laboratório de armas químicas e ameaçado todos os alauítas de serem gazeados como ratos.

O que se passou na Ghuta é assunto suspeito : os Serviços Secretos do EUA afirmam ter observado durante os quatro dias precedentes – sem intervir – o Exército Árabe Sírio a preparar o gaz. São difundidos vídeos pela Oposição, mas em que um deles é datado pelo YouTube (hora da Califórnia) antes do nascer do sol em Damasco, quando foi filmado com luz do dia [4]. As vítimas são, ou crianças —todas da mesma idade—, ou homens, apenas aparecem 2 mulheres em 1. 429 vítimas contadas pelos Estados Unidos. As crianças mortas mostram ser, na realidade, alauítas que foram raptadas pelos jiadistas, algumas semanas antes. Muito embora estejam oficialmente ausentes do país, a França e o Reino Unido garantem ter recolhido amostras no local e tê-las testado de imediato. Confirmam que foi usado gás sarin. Azar, o único teste conhecido requer 10 dias para ficar concluído.

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Todas as crianças mortas na Ghuta eram da mesma idade.

Segundo os Serviços de Inteligência francês e britânico [5], a utilização de armas químicas pelo Exército sírio é atestado por escutas telefónicas de oficiais. Mas acontece que estas escutas foram realizadas pelos Israelitas [6]. Subitamente, a Inteligência militar francesa torna-se prudente. Não assume a autoria da Nota de síntese divulgada pelo Ministério Francês da Defesa. Com efeito, ela fora redigida por Sacha Mandel, um conselheiro do Ministro com dupla nacionalidade israelo-francesa.

No fundo, não se compreende por quê o uso de armas químicas constituiria uma «linha vermelha». Em que é que é pior do que as outras «armas de destruição maciça» ? Por que é que os Estados Unidos, signatários da Convenção sobre a proibição de armas químicas, reprovam à Síria, que não é signatária, o seu possível uso, quando eles próprios violaram o seu compromisso em 2003 no palmar de Bagdade? [7]

Quando as armas químicas apareceram, durante a Primeira Guerra Mundial, elas causaram surpresa e, por isso, foram muito mortíferas. No entanto, os Estados rapidamente encontraram os meios para lhes fazer face, de tal modo que ninguém as utilizou de forma significativa no campo de batalha durante a Segunda Guerra Mundial. No Próximo-Oriente, Israel recusou assinar a Convenção, levando com ele o Egipto e a Síria. De 1985 a 1994, Israel financiou pesquisas na África do Sul visando criar armas selectivas em função de características raciais. Tratava-se de determinar agentes tóxicos que só matassem Negros e Árabes e não o povo judeu. Elas foram realizadas sob a direcção do cardiologista do Presidente Peter Botha, o Coronel Wouter Basson. Ignora-se se foram coroadas de êxito, o que parece improvável no plano científico. Vários milhares cobaias humanas morreram durante as experiências [8].

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O futuro Prémio Nobel da Paz, Yitzhak Rabin (então Primeiro-Ministro israelita) havia confiado à África do Sul a realização, por sua conta, de pesquisas de armas química e biológicas. O Dr. Wouter Basson propôs pesquisar uma doença que matasse apenas os Negros e os Árabes. Ele dirigiu este programa até ao fim do regime do apartheid.

Rapidamente, os Serviços britânicos validam as observações acima descritas e avisam o Primeiro-ministro, David Cameron, para uma possível operação de bandeira falsa. A televisão Síria transmite um vídeo com um chofer de jiadistas. Ele atesta ter-se dirigido à Turquia e ter recebido os obuses tóxicos num quartel turco, depois tê-los secretamente transportado para Damasco.

Interrogado pela imprensa Russa, o Presidente sírio, Bashar al-Assad, responde:
«As declarações emitidas por políticos norte-americanos, ocidentais e de outros países constituem um insulto ao bom senso e uma expressão de desprezo pelas suas próprias opiniões públicas. É um total disparate: primeiro acusa-se e depois é que se reúne as provas (...) Este tipo de acusação é exclusivamente político, responde à série de vitórias registadas pelas forças governamentais sobre os terroristas». »

François Hollande, quanto a ele, clama alto e forte que a sua consciência lhe ordena «atacar» Damasco. Fazendo-o, ele prossegue a obra do partido da colonização que, durante o governo provisório de Charles De Gaulle e o de Georges Bidault, em Maio de 1945 e Novembro de 1946, bombardeou por sua própria iniciativa Setif, Guelma Kherrata (Argélia), depois Damasco (Síria), e finalmente Hải Phong (Indochina/Vietname). No momento de retirar as suas tropas, logo após a declaração de independência, o exército do General Fernand Olive atacou Damasco, só para manifestar o seu despeito. Destruiu uma parte do souk milenar (tal como hoje em dia foi feito em Alepo) e a Assembleia Nacional, símbolo da nova República que rejeitava.

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Em 1945, as Forças Francesas retiram-se da Síria. Em fúria , o «partido colonial» dá instruções ao General Olive para bombardear Damasco, entretanto já independente. Em Paris, o governo provisório é colocado perante o facto consumado.

A Alemanha é a primeira a observar que, mesmo que a Síria tenha utilizado armas químicas, bombardeá-la é ilegal face ao Direito Internacional, salvo decisão do Conselho de Segurança. Os Britânicos e os Norte-americanos estão definitivamente convencidos que o assunto foi fabricado pela Turquia com o apoio da França e de Israel.

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Entrevista de François Hollande ao «Le Monde», de 30 de Agosto de 2013 : «o massacre químico de Damasco não pode passar impune. Senão isso seria assumir o risco de uma escalada que banalizaria a utilização destas armas e ameaçaria outros países. Eu não sou a favor de uma intervenção internacional que visasse "libertar" a Síria ou em derrubar o ditador, mas penso que um golpe sério deve ser dado a um regime que comete o irreparável sobre a sua população.»

Em Londres, a Câmara dos Comuns interdita ao Primeiro-ministro atacar Damasco antes que a responsabilidade do governo de Bashar Al-Assad esteja provada com certeza. Os deputados, muitos dos quais conhecem o grau de envolvimento do seu país contra a Síria, lembram-se dos prejuízos sofridos pelo Reino no seguimento da sua guerra contra o Iraque, em 2003, com base em acusações falsas de George Bush e Tony Blair. Em Washington, Barack Obama remete para o Congresso que ele sabe oposto a qualquer nova aventura militar, seja qual for. Trata-se, bem entendido, de uma manobra dilatória já que o Syrian Accountability Act de 2003 lhe dá todos os poderes para destruir a Síria.

François Hollande, que falou grosso e forte cedo demais, fica sozinho em liça. Impotente, ele esconde-se no Eliseu, enquanto a palavra da França fica desacreditada internacionalmente. Ninguém pede contas à Turquia e sobretudo nada a Anne Lauvergeon, Alexandre Adler, Joachim Bitterlich, Hélène Conway-Mouret, Jean-François Copé, Henri de Castries, Augustin de Romanet, Laurence Dumont, Claude Fischer, Stéphane Fouks, Bernard Guetta, Élisabeth Guigou, Hubert Haenel, Jean-Pierre Jouyet, Alain Juppé, Pierre Lellouche, Thierry Mariani, Gérard Mestrallet, Thierry de Montbrial, Pierre Moscovici, Philippe Petitcolin, Alain Richard, Michel Rocard, Daniel Rondeau Bernard Soulage, Catherine Tasca, Denis Verret e Wilfried Verstraete, os quais receberam todos «prendas» do Patronato turco em nome de Recep Tayyip Erdoğan. A Rússia ajuda os Estados Unidos a sair da crise de cabeça levantada. Ela convida a Síria a assinar a Convenção sobre Proibição de Armas Químicas. O que ela faz sem demora. O Presidente Bachar al-Assad negoceia com a OPAQ um modo de destruir os stoques existentes, o que será feito às custas de Washington.

Posteriormente, o jornalista norte-americano Seymour M. Hersh mostra a relutância do seu país neste caso [9]. Depois, os Professores Richard Lloyd e Theodore Postol do Massachusetts Institute of Technology demonstram que os obuses químicos foram disparados a partir da zona «rebelde» [10]. A França persiste no entanto, sozinha, em acusar a República Árabe Síria. «Quem quer afogar o seu cão culpa-o de raiva», diz-se na França rural.

Seja como for, os Ocidentais regularmente reiterarão as suas acusações de emprego das armas químicas contra a Síria, muito embora todos os stocks tenham sido destruídos conjuntamente pela Rússia e pelos Estados Unidos. Este joguinho chegará ao fim quando Damasco acabar por descobrir tais armas nos bunkers jiadistas. Elas tinham sido fornecidas pela CIA e sido fabricadas pela Chemring Defense (Reino Unido), Federal Laboratories e Non-Lethal Technologies (USA) [11].

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François Hollande, a 15 de Setembro de 2013 na TF1, a propósito do seu recuo sobre o bombardeio a Damasco: «A França não está só, ela jamais esteve só. Dizem-me : vocês estão com os Estados Unidos de Obama. Que crime existiria em estar com o Presidente Obama nesta questão dos direitos essenciais da pessoa humana e da nossa segurança ?»

28- Indecisão

Tendo fechado a sua embaixada e retirado todo o seu pessoal em 2012, tendo retirado o essencial das suas Forças especiais após o seu envolvimento no Mali, no início de 2013, tendo sido desautorizada por Washington, Paris já não tem mais nem os meios no terreno, nem plano de acção.

Não sabendo muito bem o que fazer, François Hollande vira-se para o seu aliado de sempre, Telavive, que lhe havia fornecido as falsas provas da responsabilidade síria no ataque de falsa bandeira na Ghuta. Aqui é necessário um pequeno recordatório quanto à sua acção a favor da colonização da Palestina durante o seu mandato como Primeiro-secretário do Partido Socialista:
- Em 2000, quando o Sul do Líbano está ocupado, ele prepara com o futuro Presidente da Câmara de Paris, Bertrand Delanoë, a viagem do Primeiro-ministro Lionel Jospin à Palestina. O seu discurso inclui uma condenação da Resistência Libanesa à ocupação, que ele equipara a terrorismo.
- Em 2001, ele exige a demissão do Partido Socialista ao geopolitólogo Pascal Boniface, acusado de ter criticado, numa nota interna, o apoio cego do Partido a Israel.
- Em 2004, ele escreve ao Conselho superior do Audiovisual para pôr em questão a autorização de difusão dada à Al-Manar, a cadeia de televisão do Hezbolla. Ele não parará de pressionar até a televisão da Resistência ser bloqueada.
- Em 2005, ele é recebido, à porta fechada, pelo Conselho Representativo das Instituições Judaicas de França (CRIF). Segundo a informação da reunião tornada pública, teria dado o seu apoio a Ariel Sharon e teria criticado fortemente a política árabe gaullista. Teria declarado: _ «Há uma tendência que remonta longe, daquilo que se chama a política árabe da França, e não é admissível que uma administração tenha uma ideologia. Há um claro problema de recrutamento no Quai d’Orsay e na ENA e esse recrutamento deveria ser revisto». _ Ao fazer isto, ele vira a realidade do avesso já que a «política árabe da França» não é uma política a favor dos Árabes contra os Israelitas, mas uma política para o mundo árabe [12].
- Em 2006, toma posição contra o Presidente Ahmadinejad, o qual convidara para Teerão rabinos e historiadores, entre os quais negacionistas. Ele finge ignorar o sentido do Congresso, que pretendia mostrar que os Europeus tinham substituído a sua cultura cristã pela religião do Holocausto. E, a contra-senso, explica que o Presidente iraniano pretende negar o direito de Israel à existência e que se apresta a prosseguir o Holocausto.
- Ele movimenta-se a favor da libertação do soldado israelita Gilad Shalit, prisioneiro do Hamas, com a desculpa que este tem a dupla nacionalidade francesa e israelita. Pouco importa que o jovem tenha sido preso enquanto servia num exército de ocupação em guerra contra a Autoridade palestiniana, igualmente aliada da França.
- Em 2010, ele publica, com Bertrand Delanoë e Bernard-Henri Lévy, uma carta aberta no Le Monde para se opor ao boicote dos produtos israelitas. Segundo ele, o boicote seria uma punição colectiva, infligida também aos Israelitas que trabalham para a paz com os Palestinianos. Um raciocínio que ele não tinha mostrado aquando de similar campanha contra o apartheid na África do Sul.

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François Hollande à procura de novos aliados, a 17 de Novembro de 2013 no aeroporto de Telavive: «Tamid écha-èr ravèr chèl Israël».

À sua chegada ao aeroporto de Telavive, ele declara : «”Tamid écha-èr ravèr chèl Israël" em hebreu, quer dizer : «Eu sou vosso amigo e sempre serei». O Primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, observa que os Estados Unidos e o Reino Unido se retiraram do teatro de operações, o que não impede a CIA e o MI6 de prosseguir a guerra secreta. Ele propõe, pois, montar uma coordenação daqueles que desejam continuar a guerra aberta até ao derrube da República Árabe Síria: a Arábia Saudita, a França, Israel, o Catar e a Turquia. O Líbano e a Jordânia continuarão a sua ajuda logística, mas não irão intervir na direção das operações. Não desejando Washington continuar a aparecer, o conjunto será liderado por Jeffrey Feltman a partir da ONU, em Nova Iorque. É preciso andar depressa. Com efeito, a tempestade ruge em Washington. Os partidários do ataque Síria são afastados. A 8 de Novembro, o General David Petraeus é forçado a demitir-se das suas funções como director da CIA, enquanto Hillary Clinton é vítima de um «acidente» e desaparece durante um mês.

Jeffrey D. Feltman, é o homem orquestra das «Primaveras Árabes», e é também um grande amigo de Netanyahu. Ele tornou-se Director dos Assuntos Políticos da ONU há já mais de um ano.

Ele fez Volker Perthes, Director do Stiftung Wissenschaft und Politik (SWP), o mais poderoso “think-tank” europeu, redigir um plano de rendição total e incondicional da Síria. Além disso, este também tomou a cargo a Direção, para o Norte de África e Médio Oriente, do Serviço de Acção Exterior da União Europeia. A Alta-comissária da União, Catherine Ashton, tornou-se no seu papagaio. Feltman confia à Arábia Saudita a formação, na Jordânia, pela segunda vez de um exército de 50.000 homens. Paralelamente, ele inicia uma reorganização dos grupos jiadistas. Por fim, a instruções da Casa Branca, organiza as negociações de «Genebra 2». Benjamin Netanyahu imagina uma aliança a três: a França irá defender os interesses de Israel e da Arábia Saudita no plano internacional, em troca de gigantescos contratos, de investimentos e de subornos. Trata-se de sabotar as negociações EUA/Irão, de maneira a manter o monopólio do directório regional Telavive /Riade.

O rei da Arábia, de quem um dos agentes, entre os mais importantes, Majed al-Majed, acaba de ser preso pelo Exército libanês, concorda em oferecer 3 mil milhões de dólares em armas francesas se os Libaneses não gravarem a sua confissão [13]. O chefe terrorista morre, de forma oportuna, enquanto o Rei distribui «prendas» aos Libaneses e aos Franceses (a título de exemplo, 100 milhões dólares para o inconstitucional «Presidente» Michel Sleimane). Na realidade, enquanto os beneficiários dos «presentes» reais ficarão com eles, as prometidas encomendas de armas jamais serão concretizadas. O único líder francês a não receber pessoalmente «prenda» real, o Ministro da Defesa Jean-Yves Le Drian negoceia para a sua região a salvação do grupo avícola Doux, endividado pelo montante de 400 milhões de euros, que será parcialmente comprado e capitalizado pela saudita Al-Munajem.

Após a demissão de Kofi Annan, o Secretário-geral da ONU designou o argelino Lakhdar Brahimi para acompanhar o dossiê sírio. Ao contrário de Annan, ele não tem o título de «mediador» porque Ban Ki-moon considera agora que «Bashar deve partir!» A sua missão é a de levar a Síria para «uma transição política, conforme às legítimas aspirações do povo sírio». É a Brahimi que se deve a criação do «Serviço de apoio à decisão» [14]; o Serviço Secreto pessoal do Secretário-geral porque agora a ONU já não é mais um fórum para a paz, antes dispõe de um serviço secreto para implementar a política de Washington. A diplomacia francesa sabe disto muito bem, tendo em conta as suas sucessivas missões aquando do fim da guerra civil no Líbano, do golpe de Estado militar na Argélia e da agressão anglo-saxónica no Afeganistão.

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A Conferência de Genebra-2 é um grande show retransmitido em directo pelas televisões internacionais. Os oradores não falam uns para os outros, tentam apenas justificar as suas posições perante as suas próprias opiniões públicas.

Genebra 2 é uma armadilha. Ao contrário de Genebra 1 —que reunia os Estados Unidos e a Rússia em presença dos seus parceiros mais próximos, mas com a exclusão de todo e qualquer Sírio—, não apenas a Síria e «representantes da oposição» são convidados para esta segunda ronda, como também todos os Estados envolvidos. Salvo o Irão, cujo convite, após ter sido lançado, é anulado pretensamente a pedido dos Sauditas. Mas como que é que alguém pode crer que a Arábia tenha um tal poder sobre a ONU? Na realidade, Jeffrey Feltman é quem organiza, além disso, as negociações dos 5+1 com o Irão e entende não antecipar o levantamento das sanções norte-americanas e europeias a seu respeito. Quanto aos representantes da Oposição, serão unicamente os que foram apadrinhados pela Arábia Saudita, quer dizer a nova Coligação nacional das forças da oposição e da revolução, presidida por Ahmed Jarba. Este, é um pequeno traficante de droga que tem aqui a sua hora de glória já que é oriundo da tribo saudo-síria dos Chammars, a mesma do rei Saudita.

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O Catar organiza uma operação de imprensa internacional para o lançamento do «Relatório César», apresentado pelo gabinete Carter-Ruck.

Dois dias antes da abertura da Conferência, o Catar põe a circular, através do escritório londrino de advogados Carter-Ruck, o anúncio de um relatório de três antigos Procuradores internacionais sobre o testemunho de «César» e as provas de culpa que ele lhes remeteu [15]. «César» declara ser um oficial da Polícia militar síria, habitualmente encarregue de fotografar cenas de crime. Assegura ter fotografado durante o conflito, em necrotérios dos hospitais militares, as vítimas do «regime». Teria desertado recentemente. Ele remeteu 55.000 fotografias mostrando 11.000 cadáveres que diz ter fotografado. Para tornar a coisa mais dramática cada página do comunicado, anunciando o relatório, trás a dupla menção «Confidencial». Os antigos Procuradores concluem por sinais de privação de alimentos e tortura, que teriam sido sistematicamente aplicadas pelo «regime» às «pessoas» [que teriam sido] encarceradas. Na realidade, aqueles clichés que foram realizados na Síria mostram os corpos de mercenários, de diversas nacionalidades, que foram recolhidos pelo Exército Árabe Sírio no campo de batalha e os do pessoal civil e militar que foram mortos sob tortura dos jiadistas porque apoiavam a República Árabe Síria.

O novo Secretário de Estado, John Kerry, que conhece muito bem Bashar al-Assad, sabe evidentemente que tudo isto é a mais pura propaganda, mas o comunicado do escritório Carter-Ruck dá-lhe um argumento extra para o seu discurso em Genebra 2, a 22 de Janeiro de 2014. Como ninguém sabe muito bem o que se passa depois da demissão de Hillary Clinton e dos seus apoiantes, as televisões do mundo inteiro estão presentes. Quando o Ministro dos Negócios Estrangeiros sírio, que os Franceses tentaram assassinar, Walid Mouallem, toma a palavra, não capta a situação e dirige-se à opinião pública Síria, perdendo a única oportunidade que lhe será oferecida para desmontar, ao vivo, aos olhos de todo o mundo, o complô ocidental.

Trata-se de um diplomata de uma rara lealdade : durante uma reunião da Liga Árabe, ele recusou um suborno de 100 milhões de dólares oferecidos pelo seu homólogo Catariano se se virasse contra o seu país. O seu discurso levanta a questão do apoio ao terrorismo dado pela «Delegação da oposição» e pelos seus patrocinadores presentes na sala.

No final, nada sairá de Genebra 2 porque, entre o momento da sua convocação e da sua realização, Washington adoptou uma nova estratégia. Os Estados Unidos não são obrigados a abdicar do seu sonho de um mundo unipolar e a pactuar com a Rússia. Eles ainda têm uma carta para jogar: precisamente, a do terrorismo.

Enquanto os diplomatas peroram em Genebra 2, o Presidente Obama recebe o rei da Jordânia para fixar os termos da participação do seu país. Paralelamente, a Conselheira de Segurança Nacional, Susan Rice, acolhe os Chefes dos Serviços secretos da Coligação.

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Após terem recusado bombardear Damasco, apesar da pretensa violação da «linha vermelha», os Estados Unidos fazem adoptar pelo Congresso o financiamento da Frente al-Nusra e do Daesh(E.I.), durante uma sessão à porta fechada. Longe de querer derrubar o President al-Assad, montam uma aparente «guerra civil».

Tal como nos anos anteriores, o Congresso realiza uma sessão à porta fechada durante a qual vota os «orçamentos secretos» do Pentágono. A existência desta sessão é atestada por um despacho da agência britânica Reuters [16], mas jamais será noticiada pela imprensa norte-americana e não figura nos registos oficiais. Os parlamentares autorizam a continuação do financiamento e do armamento de grupos armados na Síria, em violação das Resoluções 1267 e 1373 do Conselho de Segurança. Sem o saber, eles acabam de abrir as portas do inferno.

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Os Serviços Secretos do exterior (DGSE) militam pelo «ostracismo diplomático do regime sírio» e «uma ajuda substancial no plano militar às brigadas do Exército livre». Para convencer a opinião pública francesa, fazem subir à ribalta Bassma Kodmani, a amante do seu antigo director, Jean-Claude Cousseran, tornada porta-voz da oposição síria em França. A sua irmã, Hala Kodmani difunde a propaganda da DGSE no quotidiano de esquerda «Libération».

29— O Povo sírio pronuncia-se

Enquanto Bassma Kodmani, a porta-voz da «oposição síria» —e companheira do antigo director dos Serviços Secretos franceses Jean-Claude Cousseran— declarara que «o regime é incapaz de organizar uma eleição presidencial [e que] isto é bem a prova que é uma ditadura», um novo Código eleitoral é adoptado —conforme às normas ocidentais— e a eleição é convocada.

Até agora, o Presidente era nomeado pelo Partido Baath, depois validado por referendo. Pela primeira vez, ele será eleito por sufrágio universal directo. É pouco provável que a Coligação Nacional das Forças da Oposição e da Revolução apresente um candidato, não por causa da cláusula exigindo que os candidatos tenham habitado na Síria durante os últimos dez anos, mas porque os grupos armados são violentamente opostos à democracia. Segundo eles, tal como tem formulado a confraria dos Irmãos Muçulmanos, «o Alcorão é a nossa Constituição» e qualquer escrutínio é ilegítimo. Não há, pois, dúvida que o candidato do regime será eleito. No entanto a sua legitimidade irá depender não da percentagem de sufrágios expressos em seu favor, mas do número destes votos e da sua representatividade em comparação com o conjunto da população.

A França está ciente que no total de 22 milhões de Sírios, menos de 2 milhões vivem nas «zonas libertadas» e não participarão, portanto, na votação. Outros 2 milhões estão refugiados na Jordânia, no Líbano, na Turquia e na Europa. Para sabotar as eleições, tudo deve pois ser feito para impedir estes Sírios, os que o desejem, de nelas participar. A França consegue convencer os seus parceiros europeus a segui-la e a proibir a colocação de gabinetes de voto nos Consulados sírios, em violação da Convenção de Viena de 24 de Abril de 1963 [17]. Apresentada queixa por refugiados quanto a este abuso de poder, o Conselho de Estado declara-se incompetente para julgar. Enquanto, por seu lado, os «Amigos da Síria» denunciam uma «paródia de democracia» visando «prosseguir a ditadura».

A eleição opõe três candidatos: o comunista Maher el-Hajjar, o liberal Hassan al-Nouri e o baathista Bashar al-Assad. O Estado fornece aos candidatos os meios para conduzir a sua campanha e garante a sua segurança. Os média dão-lhes cobertura. De facto, se os eleitores seguem com interesse as propostas de uns e de outros, al-Assad está numa situação comparável à de Gaulle em 1945. A escolha é, ou a de o apoiar para garantir a sobrevivência da República Árabe Síria, ou de não votar e se colocar do lado dos jiadistas.

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Segundo a polícia libanesa, são mais de 100 000 os refugiados sírios a juntarem-se em volta da embaixada da Síria em Beirute para eleger o seu presidente da República, apesar das fátuas da oposição e das pressões dos Ocidentais.

Antes que o escrutínio abra na Síria, inicia-se a votação pelos refugiados, que o desejem, sem realmente se acreditar muito. A propaganda ocidental convenceu os Sírios que os refugiados são todos «oposicionistas». Ora, a maioria, quando os interrogamos, assegura ter deixado a sua Pátria por causa dos combates e não «por causa da ditadura». A 28 e 29 de Maio de 2014, o escrutínio no Líbano, onde é permitido na embaixada, movimenta uma multidão de pelo menos 100.000 pessoas, segundo a Segurança geral libanesa, o que bloqueia toda a capital. O Exército intervêm para dispersar o ajuntamento, mas surge gente vinda de toda a parte. Ultrapassada, a embaixada tem de prolongar o horário e, depois, até as datas para a votação. É uma bela surpresa para os Sírios da Síria e um choque para as chancelarias ocidentais [18].

No fim, apesar dos apelos ao boicote, vão às urnas 73,42% dos Sírios em idade de votar. No terreno estão 360 média estrangeiros, e todas as embaixadas em funções em Damasco atestam o bom desenrolar da eleição. Bashar al-Assad obtém 10. 319. 723 votos, ou seja 88,7% dos sufrágios expressos e 65% da população em idade de voto. O candidato liberal, Hassan al-Nuri, obtém 500. 279 votos e o candidato comunista, Maher el-Hajjar, 372. 301 votos.

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Triunfalmente eleito, o Presidente Bashar al-Assad presta juramento sobre o Corão.

Durante esta campanha, a França e os seus aliados, empurrados por Jeffrey Feltman, tentaram fazer com que o Conselho de Segurança imponha a jurisdição do Tribunal Penal Internacional na guerra civil síria. É claro que o projecto de Resolução designava o conjunto de actores Sírios, tanto a República como os jiadistas, mas antecipava que a Procuradora, Fatou Bensouda, pudesse agir como o seu antecessor, Luis Moreno Ocampo, tinha feito na Líbia: cumprir as ordens da OTAN.

Este projecto de Resolução seguiu as acusações do relatório «César» e do escritório Carter-Ruck, bem como as do diário Le Monde, segundo o qual a «ditadura alauíta» viola sistematicamente as mulheres sunitas da Oposição. A jornalista do Le Monde, Annick Cojean, publica o testemunho de uma vítima que afirma : «Nós éramos violadas diariamente aos gritos de:...”Nós, os alauítas, vamos arrasar-vos”» Cojean, presidente do Prémio Albert Londres, fora formada na Fundação Franco-Americana. Foi ela que publicou, um ano após a morte do Guia, Les proies : dans le harem de Kadhafi («As presas : no harém de Kadhafi») [19], um livro fantasioso que o acusa de ter violado inúmeras crianças, pretendendo justificar assim, a posteriori, e sem o menor indício de prova, a destruição da Líbia.

Mas após a triunfal eleição democrática de Bashar al-Assad, quem pode ainda crer na crueldade, nas torturas generalizadas e na «ditadura alauíta»? O projecto francês de Resolução é rejeitado pela Rússia e pela China que opõem o seu quarto veto.

(Continua …)



[1] “NATO data : Assad winning the war for Syrians’ hearts and minds”, World Tribune, May 31, 2013.

[2] “Turkish prosecutors indict Syrian rebels for seeking chemical weapons”, Russia Today, September 14, 2013. «Türkiye’den sarin gazının üretim maddelerini almaya çalışanlara dava açıldı», T24, 11 Eylül 2013.

[3] «Los Contras sirios presentan su laboratorio de armas químicas», Red Voltaire , 6 de diciembre de 2012.

[4] “A propósito dos vídeos do massacre de 21 de Agosto”, Tradução Alva, Rede Voltaire, 31 de Agosto de 2013.

[5] “Letter From the Chairman of the UK Joint Intelligence Committee on Syria”, Voltaire Network, 29 August 2013. « Synthèse du Renseignement français sur l’attaque chimique du 21 août 2013 », par Sacha Mandel, Réseau Voltaire, 2 septembre 2013.

[6] « Tsahal indique que [le] gouvernement syrien est responsable », Jewish News One, 27 août 2013.

[7] “US Government Assessment of the Syrian Government’s Use of Chemical Weapons on August 21, 2013”, Voltaire Network, 30 August 2013.

[8] “O segredo do gaz israelita”, Thierry Meyssan, Tradução Alva, Rede Voltaire, 15 de Setembro de 2013. «L’affaire Wouter Basson - Rapports officiels suisses» (2002).

[9] “Syria: Whose sarin?”, by Seymour M. Hersh, London Review of Books, vol. 35 no 24, 19 December 2013, p. 9–12. “Sarin de quem?”, Traduzido pelo pessoal da Vila Vudu.

[10] Possible Implications of Faulty US Technical Intelligence in the Damascus Nerve Agent Attack of August 21, 2013, Richard Lloyd & Theodore A. Postol, MIT, January 14, 2014, 46 pp.

[11] “Londres e Washington têm fornecido armas químicas aos jiadistas”, Tradução Alva, Rede Voltaire, 22 de Agosto de 2017.

[12] «Francia: el Partido Socialista se compromete a eliminar a los diplomáticos proárabes», por Ossama Lotfy, Red Voltaire , 11 de enero de 2006.

[13] “O silêncio e a traição que valerá 3 biliões de dólares”, Thierry Meyssan, Tradução Alva, Rede Voltaire, 17 de Janeiro de 2014. «Arabia Saudita cancela su donación de 3 000 millones al Líbano », Red Voltaire , 20 de febrero de 2016.

[14] Rapport du groupe d’études sur les opérations de paix de l’Organisation des Nations Unies dit « Rapport Brahimi », 20 août 2000, 84 pages, Référence A/55/305- S/2000/809.

[15] A Report into the credibility of certain evidence with regard to Torture and Execution of Persons Incarcerated by the current Syrian regime, Carter-Ruck, January 20, 2014.

[16] “Congress secretly approves U.S. weapons flow to ’moderate’ Syrian rebels”, par Mark Hosenball, Reuters, January 27, 2014.

[17] «Francia, culpable de prohibir la elección presidencial siria», por Damien Viguier, Red Voltaire , 19 de mayo de 2014.

[18] «Elección presidencial siria en Beirut: multitudinaria participación de los residentes sirios », Red Voltaire , 29 de mayo de 2014.

[19] Les Proies : dans le harem de Kadhafi, Annick Cojean, Grasset (2012).



Ver original na 'Rede Voltaire'



Funcionários norte-americanos «deram um salto» até Idlib

James Jeffrey, enviado especial para a Síria, e Kelly Craft, embaixadora junto da ONU, deslocaram-se a Idlib. Damasco condenou a «visita ilegal» e Al-Assad acusou Erdogan de andar a mando de Washington.

A embaixadora dos EUA junto das Nações Unidas, Kelly Craft, na fronteira entre a Síria e a Turquia com membros dos chamados Capacetes BrancosCréditos / @JeSuisEspe_

No decorrer da breve «incursão» em território sírio, esta terça-feira, os funcionários norte-americanos aproveitaram para se encontrar com representantes da chamada «oposição síria» e dos Capacetes Brancos – organização terrorista à qual há muito foi tirada a máscara – na cidade de Idlib, capital da província homónina, onde o Exército Árabe Sírio lançou, em Dezembro último, uma forte ofensiva antiterrorista e para a qual a Turquia enviou um grande dispositivo militar.

A visita ocorre, aliás, num contexto de plena «escalada», com Damasco a afirmar que as suas tropas operam em território nacional e vão libertar todo o país do terrorismo, a Rússia a reafirmar o apoio a Damasco na luta contra o terrorismo e na defesa da soberania e da integridade territorial, e a Turquia a deixar cada vez mais às claras, no terreno, o apoio militar às organizações terroristas que atacam as forças de Damasco, tendo solicitado, inclusive, à Rússia que «deixasse a Turquia a sós com a Síria».

Para hoje, está agendada uma reunião em Moscovo entre os presidentes russo, Vladimir Putin, e turco, Recep Tayyip Erdogan, para abordar a «crise» em Idlib, à qual está também ligada a dos refugiados sírios que Turquia e UE «entalam» entre si.

O encontro segue-se a mais uma noite em que os israelitas lançaram ataques contra território sírio: contra a província central de Homs (a partir do espaço aéreo libanês) e contra a de Quneitra (no Sudoeste do país árabe). Segundo o Ministério sírio da Defesa, as defesas anti-aéreas interceptaram com êxito os mísseis israelitas, informam a PressTV e a Prensa Latina.

«Infiltração ilegal» condenada em termos enérgicos

«Esta infiltração ilegal [dos funcionários norte-americanos] evidencia que a administração dos EUA se considera a si mesma acima do direito internacional», denunciou o Ministério sírio dos Negócios Estrangeiros, num comunicado ontem emitido e que a agência SANA divulgou.

Para a diplomacia síria, a entrada não autorizada no país de funcionários norte-americanos contou com a «cumplicidade do regime turco», deixando em evidência o «papel importante que Washington tem no apoio à agressão turca e em tornar mais complicada a situação na Síria».

«Não é surpreendente que os funcionários norte-americanos se tenham infiltrado desta maneira, depois de terem proporcionado todas as formas de apoio aos grupos terroristas», acrescenta o texto.

«Do ponto de vista militar, a tarefa agora é Idlib»

Em entrevista ao canal russo Rossiya 24, o presidente sírio, Bashar al-Assad, acusou o seu homólogo turco, Recep Tayyip Erdogan, de «ter agido com todas as suas forças, aparentemente por ordem dos Estados Unidos», ao referir-se à agressão turca na província de Idlib.

Sublinhando que, «do ponto de vista militar, a tarefa agora é Idlib», Bashar al-Assad afirmou que a Turquia fez tudo ao seu alcance para travar a ofensiva antiterrorista do Exército Árabe Sírio e dos seus aliados, indica a HispanTV.

Não obstante, o mandatário sírio garantiu que as tropas de Damasco irão libertar esta província do poder dos terroristas e de quaisquer forças estrangeiras ocupantes, prosseguindo depois para o Nordeste do país, onde ainda prevalece a ocupação norte-americana.

Ver original em "AbrilAbril" na seguinte ligação:

https://www.abrilabril.pt/internacional/funcionarios-norte-americanos-deram-um-salto-ate-idlib

Defesa antiaérea da Síria repele ataque de míssil israelense

247 -Os sistemas de defesa antiaérea da Síria interceptaram um ataque de míssil israelense à cidade de Homs, localizada no oeste do país, nesta quarta-feira (4).

Segundo a mídia local, as explosões foram ouvidas no céu de Homs, onde o exército sírio conseguiu repelir com sucesso os ataques israelenses,informa a Telesul.

Segundo informações da agência de notícias SANA, a defesa antiaérea da Síria monitorou caças israelenses que se dirigiram do norte ocupado da Palestina para a cidade de Sidon, no sul do Líbano.

Aviões militares israelenses dispararam vários mísseis do espaço aéreo libanês em direção à região central da Síria, mas foram impedidos de atingir seus alvos, explicou a SAN

Polícia Militar da Rússia é enviada para Saraqeb, na Síria

Veículos blindados da Polícia Militar da Rússia perto da cidade de Kobane, Síria
© Sputnik / Mikhail Alaeddin

Unidades da Polícia Militar da Rússia entraram na cidade de Saraqeb, no noroeste da Síria, para garantir a segurança da região, informou o Centro Russo de Reconciliação síria através de comunicado.

"Considerando a importância do movimento seguro de transporte e da população ao longo das estradas M4 - M5, várias unidades da polícia militar russa foram destacadas para a cidade síria de Saraqeb em 2 de março a partir das 17h, horário local", disse o comunicado.

A cidade de Saraqeb está localizada no cruzamento das rotas internacionais M4 (Latakia-Aleppo) e M5 (Damasco-Aleppo).

  • Uma estrada na cidade síria de Saraqeb.
    Uma estrada na cidade síria de Saraqeb.
    © Sputnik / Basel Shartouh
  • Uma estrada na cidade síria de Saraqeb.
    Uma estrada na cidade síria de Saraqeb.
    © Sputnik / Basel Shartouh
  • A cidade síria de Saraqeb.
    A cidade síria de Saraqeb.
    © Sputnik / Basel Shartouh
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© Sputnik / Basel Shartouh
Uma estrada na cidade síria de Saraqeb.

Antes do exército sírio liberar Saraqeb e recuperar o controle das estradas estratégicas, a comunicação entre Damasco e Aleppo era feita através de um desvio das estradas, o que aumentava significativamente o tempo de viagem.

A Síria passa por um conflito desde março de 2011, no qual as forças do governo enfrentam grupos armados de oposição e organizações terroristas. A solução do conflito segue sendo negociada em duas plataformas, a de Genebra, sob os auspícios da ONU, e a de Astana (antigo nome da capital do Cazaquistão, hoje Nur-Sultan), co-patrocinada por Rússia, Turquia e Irã.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/oriente_medio_africa/2020030215284266-policia-militar-russa-e-enviada-para-saraqeb-na-siria/

Defesa antiaérea da Síria abre fogo contra drones turcos

Exército sírio em Hama.
© Sputnik / Mikhail Alaeddin

Tropas do governo da Síria abriram fogo neste domingo (1º) contra alvos aéreos turcos perto da cidade ocidental de Hama, disse uma fonte militar síria à Sputnik.

A fonte ainda especificou que os alvos se tratavam de drones.

"Nossas armas antiaéreas estão disparando contra drones turcos", disse a fonte.

Um correspondente da Sputnik em Hama disse que foi possível observar o fogo da artilharia cruzando os céus da cidade e de seus subúrbios por pelo menos meia hora. A cidade fica ao sul da região Idlib.

No início do dia, a Síria anunciou que seu espaço aéreo sobre Idlib havia sido fechado, alertando que o exército destruiria qualquer aeronave que violasse seu espaço aéreo.

Mais tarde neste domingo, a agência de notícias SANA informou que a Turquia derrubou duas aeronaves sírias na província de Idlib, acrescentando que os pilotos ejetaram e pousaram em segurança.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/oriente_medio_africa/2020030115280506-defesa-antiaerea-da-siria-abre-fogo-contra-drones-turcos/

Ministra da Defesa da Alemanha cobra pressão de EUA e UE contra guerra na Síria

Ministra da defesa da Alemanha, Annegret Kramp-Karrenbauer, durante a Conferência de Segurança de Munique, em 15 de fevereiro de 2020
© REUTERS / Andreas Gebert

A União Europeia e os Estados Unidos devem aumentar a pressão sobre a Rússia e a Síria a fim de encerrar a guerra na Síria, declarou a ministra da Defesa alemã, Annegret Kramp-Karrenbauer.

A declaração é parte de entrevista concedida ao jornal Frankfurter Allgemeine Zeitung, publicada no sábado (29).

"A UE e os EUA devem agora aumentar a pressão sobre [o presidente sírio Bashar] Assad e [o presidente russo Vladimir] Putin para abrir caminho para um diálogo político voltado a encerrar a terrível guerra na Síria", disse a ministra no sábado.

A ministra afirmou que a situação humanitária catastrófica no país do Oriente Médio tem afetado a todos.

A declaração vem em meio ao momento de escalada do conflito na província de Idlib, no noroeste da Síria. Em particular, devido ao aumento da tensão na região desde a quinta-feira (29) depois que o grupo Hayat Tahrir al-Sham (anteriormente conhecido como Jabhat al-Nusra, organização terrorista proibida na Rússia), lançou um ataque de larga escala contra forças do governo sírio, resultando na morte de mais de 30 turcos.

O Ministério da Defesa da Rússia afirmou que as tropas turcas não deveriam ter operado ao lado de militantes.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/oriente_medio_africa/2020030115280486-ministra-da-defesa-da-alemanha-cobra-pressao-de-eua-e-ue-contra-guerra-na-siria/

Síria continuará operação contra jihadistas em Idlib, diz porta-voz do Kremlin

Porta-voz do presidente da Rússia, Dmitry Peskov, na 15ª coletiva de imprensa de Vladimir Putin, 19 de dezembro de 2019
© Sputnik / Aleksandr Vilf

As tropas sírias continuarão a operação militar na província de Idlib, após a Turquia não conseguir conter o avanço jihadista, afirmou neste domingo (1º) o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov.

Peskov disse ao canal de televisão Rossiya 1 que a Turquia deveria garantir a "inatividade de elementos terroristas" sob o acordo de Sochi. Em vez disso, permitiu que estes atacassem forças leais ao governo sírio.

"É por isso que, não importa o que eles digam, a luta contra esses elementos terroristas continuará", disse o porta-voz, acrescentando que isso protegeria os ativos militares russos na Síria de ataques contínuos.

O porta-voz russo acrescentou que as tropas russas são a única força estrangeira que chegou legalmente à Síria após ser convidada pelo governo sírio eleito.

"A Rússia é o único país que pode justificar legalmente manter militares na Síria após ter sido convidada pelo legítimo governo sírio. Tropas de outros países estão na Síria violando as regras internacionais", afirmou.

Os conflitos no noroeste da Síria aumentaram esta semana depois que os jihadistas atacaram posições do governo sírio. As forças sírias reagiram, matando dezenas de tropas turcas que, segundo os militares russos, não deveriam estar na área.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/oriente_medio_africa/2020030115280468-siria-continuara-operacao-contra-jihadistas-em-idlib-diz-porta-voz-do-kremlin/

A aposta perdida da Turquia na Síria

 
 
Tony Cartalucci | Global Research, 28 de fevereiro de 2020
 
A Turquia supostamente perdeu outras 33 tropas na Síria nesta semana, em meio a sua recusa em se retirar do território sírio em meio a ganhos do governo sírio na província de Idlib, no norte. 
 
 
Pelo menos 33 soldados turcos foram mortos em um ataque aéreo pelas "forças do regime" sírias no noroeste da Síria, disse uma alta autoridade turca.
 
Mais foram feridos na província de Idlib, disse Rahmi Dogan, governador da província de Hatay, na Turquia. Outros relatórios elevam o número de mortos.
 
A Turquia mais tarde retaliou contra os alvos do governo das tropas sírias.
 
A guerra por procuração liderada pelos EUA contra a Síria acabou. É apenas uma questão de tempo até Damasco e seus aliados restabelecerem o controle sobre toda a nação e começarem a se reconstruir.
 
Os terroristas armados e financiados pelos EUA que assolam o país desde 2011 foram expostos, esgotados e encurralados. Tão desesperado é o estado dessa guerra por procuração que, nos últimos anos, os EUA e seus aliados, incluindo Turquia e Israel, recorreram cada vez mais à ação militar direta contra Damasco, já que seus procuradores não são mais capazes de realizar operações militares sustentadas.
 
E, apesar da agressão descarada contra Damasco e suas forças - o poder militar combinado dos EUA, Turquia e Israel não conseguiu obter ganhos notáveis ​​ou sustentáveis ​​em contraste com a vitória iminente de Damasco.
 
 
Desistir de uma Saída Graciosa 
 
A Turquia é membro da OTAN desde a década de 1950 e participou ativamente da guerra por procuração de Washington na Síria, permitindo que seu território e recursos sejam usados ​​para inundar a Síria com terroristas, armas, equipamentos e dinheiro para alimentar o destrutivo conflito de 9 anos.
 
Apesar do papel integral da Turquia na facilitação da malícia de Washington e da guerra destrutiva por procuração, os aliados da Síria - vendo o conflito terminando a favor de Damasco - tentaram criar uma saída graciosa para a Turquia e a possibilidade de desempenhar um papel mais construtivo na região em que eles - não Washington - agora estaria moldando.
 
Isso incluiu laços económicos e militares com a Rússia e o Irão para ajudar a aliviar a pressão de Washington, que estava tentando cortar os dois para punir e Ancara cada vez mais inconformada.
 
No entanto, eventos recentes parecem indicar que a Turquia rejeitou essa saída graciosa. As forças turcas se vêem cada vez mais escalando diretamente contra as forças sírias e agora até seus aliados russos com armas nucleares.
 
Nada que a Turquia possa fazer antes da guerra total no norte da Síria reverterá sua fortuna.
 
A ocupação do norte da Síria através do uso de proxies esgotados não é mais sustentável. A invasão e ocupação do norte da Síria por forças turcas capazes de repelir forças do governo sírio apoiadas pela Rússia com armas nucleares também não é uma política viável.
 
Descobrir o que quer que Ancara ainda esteja sendo prometida - ou ameaçada - por Washington para continuar sua política de beligerância e ruptura no norte da Síria será a chave para dissuadir a cooperação turca com os EUA - ou formular uma estratégia para frustrar e derrotar as maquinações remanescentes de Washington e seus dois principais parceiros - Turquia e Israel.
 
A Turquia agora se encontra na posição invejável de ter abandonado todos os laços promissores com os vencedores do conflito sírio e um papel construtivo na reorganização da região após o conflito - e agora também se dobrando em uma guerra claramente perdida que não custará à Turquia apenas sangue e tesouro, mas também sua posição na região no futuro próximo ao intermediário.
 
*Este artigo foi publicado originalmente no blog do autor, Land Destroyer Report.
 
A fonte original deste artigo é Global Research
Copyright © Tony Cartalucci , Global Research , 2020

Ver o original em 'Página Global' na seguinte ligação:

https://paginaglobal.blogspot.com/2020/02/a-aposta-perdida-da-turquia-na-siria.html

Propaganda britânica encena a guerra da Síria

 
 
O «jornalismo cidadão» que alimenta a comunicação social corporativa sobre a guerra na Síria é, afinal, contratado e pago pelo governo britânico. As provas constam de documentos oficiais, expostos em fugas de informação.
 
José Goulão | AbrilAbril| opinião
 
A informação supostamente com origem na «oposição da Síria» divulgada pela comunicação social corporativa a propósito da guerra contra este país é gerada por um tentacular sistema de propaganda montado pelo governo britânico em conjunto com empresas privadas pertencentes a ex-oficiais das forças armadas e dos serviços secretos de Londres. As provas constam de documentos oficiais resultantes de fugas de informação recentes.
 
De acordo com elementos constantes dessa documentação, a operação tem como objectivo «dinamizar os valores e a reputação da oposição síria» para «minar a narrativa de legitimidade» do governo de Damasco, de modo a «promover os interesses estratégicos do Reino Unido na Síria e no Médio Oriente».
 
Esta estratégia de comunicação foi lançada pelo Comando Estratégico britânico (UKStratCom)1 na sequência de uma iniciativa do Ministério dos Negócios Estrangeiros de Londres, que mantém a supervisão e delega a execução em empresas privadas contratadas para o efeito. O financiamento é suportado essencialmente pelos ministérios da defesa britânico, dos Estados Unidos e do Canadá.
 
A gestão directa do processo está entregue a um «antropólogo» dos sectores «anti-terroristas» do Ministério da Defesa, sob a tutela de Jonathan Allen, oficial do MI6, serviços de espionagem britânicos, e também número dois da delegação do Reino Unido no Conselho de Segurança na ONU.
 
A iniciativa desenvolveu-se a partir do momento em que a Câmara dos Comuns do Parlamento britânico decidiu, em 2013, que o Reino Unido não poderia participar em quaisquer operações militares em território sírio, ao contrário do que acontece com os Estados Unidos e a França. A medida parlamentar, no entanto, veio a ser violada pelas forças armadas através da participação no bombardeamento efectuado em 7 de Abril de 2017 contra território sírio – como «resposta» a um «ataque químico» que não existiu, como agora está plenamente provado; e também pela participação de pilotos militares britânicos, aos comandos de aviões de outras bandeiras, em acções aéreas contra a soberania síria.
 
 
Uma teia de intoxicação
 
A base da estratégia montada em Londres foi a seguinte: dar voz à «oposição síria» através de canais de comunicação montados por empresas privadas britânicas controladas por meios militares e de espionagem, por sua vez contratadas pelo governo do Reino Unido.
 
A proliferação do «jornalismo cidadão»; a criação de fontes de informação e de assessorias tornadas «fidedignas» e «indispensáveis», de que é exemplo o «Observatório Sírio dos Direitos Humanos»2, significativamente a funcionar em Londres; e a preparação de «porta-vozes» para transmitir os pontos de vista de uma «oposição», de facto, sem rostos credíveis, são caminhos explorados de uma maneira orgânica e tentacular e que moldam a informação dominante à escala global sobre a guerra contra a Síria.
 
Os megafones privilegiados pelos gestores da rede são as estações de televisão, designadamente a Sky News, a BBC, especialmente os seus canais em árabe, a Al Jazeera do Qatar e a Al Arabyia da Arábia Saudita. A partir daí as mensagens tornam-se imparáveis, bebidas pela teia da informação corporativa sedenta por tudo quanto possa estigmatizar o governo legítimo de Damasco.
 
Os documentos governamentais revelam que, no âmbito da operação, o Ministério britânico dos Negócios Estrangeiros montou escritórios especiais em Istambul, Amã e ainda na cidade turca de Reyhanli para os quais foram seleccionados membros da diáspora «oposicionista» síria através das empresas privadas envolvidas no processo3.
 
A tarefa dos contratados é, por exemplo, estabelecer a rede de «jornalismo cidadão» através da Síria, integrando pessoas que, em muitos casos, nem sequer sabem que estão a ser pagas por governos estrangeiros. Devem produzir textos, pequenos vídeos, programas de rádio, posters, até banda desenhada para plataformas, blogues, redes sociais – um abundante manancial capaz de «expor os crimes, os fracassos, os erros do regime de Assad». Os membros da rede recebem entre 50 e 200 dólares por peça, supostamente pagos por «organizações de oposição»; o dinheiro, no entanto, escorre realmente de um orçamento mensal de um pouco mais de 500 mil euros, financiado pelos ministérios da defesa do Reino Unido, Estados Unidos e Canadá.
 
A gestão e o encaminhamento deste imenso espólio envenenado está nas mãos das empresas de comunicação que gerem os escritórios da Turquia e da Jordânia a rogo das autoridades britânicas.
 
Assim nasceram os Capacetes Brancos
 
Outra missão desta rede de propaganda é «promover a sociedade civil» nas zonas sob domínio da «oposição», leia-se terroristas da al-Qaeda e, durante muito tempo, também do Estado Islâmico, embora a documentação oficial fale sempre em «organizações moderadas». Em boa verdade, os terroristas «moderados» nunca foram relevantes e estiveram sempre sob o controlo operacional dos braços locais da al-Qaeda e do Estado Islâmico.
 
Um exemplo da construção dessa «sociedade civil» foi a criação de «polícias livres»4 e de organizações de «socorro humanitário», como por exemplo os Capacetes Brancos.
 
O tempo e os factos demonstraram que tais estruturas estiveram sempre ao serviço do terrorismo: os Capacetes Brancos, comprovadamente um braço da al-Qaeda, acabaram por tornar-se conhecidos pelas encenações de vários «ataques químicos», realizadas aliás pela Olive, uma produtora cinematográfica e agência de comunicação britânica, como as outras agregadas à gigantesca operação de propaganda, mentira e intoxicação.
 
O facto de os Capacetes Brancos terem sido fundados e dirigidos por um antigo agente dos serviços secretos britânicos, James Le Mesurier, não pode ser considerado, nestes contextos, uma pura coincidência. Assim como a circunstância de Le Mesurier ter falecido recentemente em Istambul, caindo de maneira muito suspeita da janela do seu escritório5.
 
Os meios de comunicação social nacionais e internacionais que se tornaram acriticamente clientes desta rede de mistificação – fruto da experiência secular do Império Britânico – não podem alegar que estão enganados ou são burlados na sua boa-fé.
 
O processo, no fundo, é clássico, apenas aprimorado pelas dinâmicas tornadas possíveis pelas novas tecnologias. E o seu funcionamento foi desmascarado desde o início da própria guerra de agressão, quando o jornalista espanhol Daniel Iriarte denunciou a encenação que foi a apresentação do «Exército Livre da Síria» em Jabal al-Zounia. Um corpo que deveria ser constituído por desertores do exército regular reuniu sobretudo mercenários «importados» da Líbia, sob a chefia operacional do dirigente terrorista Abdelhakim Belhadj, transferido entretanto do posto de comandante militar de Tripoli para o qual fora designado pela NATO. Daniel Iriarte identificou a trapaça e demonstrou que o corpo «revolucionário» era tutelado pelo coronel britânico Paul Tilley, antigo oficial do MI6. A encenação para apresentação do «Exército Livre da Síria», para que conste, foi montada pela empresa britânica Innovative Communications & Strategies (InCoStrat)6.
 
Porta-vozes amestrados
 
Outra área tutelada pelos escritórios britânicos em Istambul e Amã, integrada portanto na envolvente operação de propaganda, é a dos porta-vozes da «oposição síria». Tal como os «jornalistas cidadãos», são figuras recrutadas pelos contratados na diáspora síria, sempre sob o controlo dos responsáveis britânicos.
 
De acordo com os documentos oficiais, os porta-vozes são seleccionados, contratados e treinados pelas mesmas agências de comunicação que gerem as assessorias de informação que trabalham 24 horas por dia, o expediente produzido pelos «jornalistas cidadãos» e pelas actividades dos «Capacetes Brancos» nas suas missões de «socorro humanitário».
 
Uma vez em condições de exercer o cargo, porém, os porta-vozes da «oposição síria» cujos testemunhos correm mundo só podem usar da palavra depois de autorizados pelo consulado britânico em Istambul.
 
Os beneficiários deste sistema articulado e multidisciplinar de mistificação queixam-se de que o apoio britânico perdeu dinâmica quando mais precisavam dela, sobretudo a partir de 2015, ano em que a Rússia entrou na guerra a pedido do governo sírio. De facto registou-se uma alteração de forças em detrimento de «organizações de oposição» – grupos terroristas – que perderam os seus principais feudos urbanos; no entanto, ter-se-ão registado também dissonâncias estratégicas entre Londres e Washington associadas, ao que consta, às relações ambíguas entre os Estados Unidos e o Isis ou Estado Islâmico e também ao facto de a parte norte-americana, ao contrário da britânica, insistir no desmantelamento da Síria como país.
 
É fácil perceber, porém, que a operação de propaganda de matriz britânica continua activa. Basta observar a esta luz a cobertura que está a ser feita mundialmente sobre a «corajosa resistência da oposição» – a al-Qaeda apoiada por tropas regulares turcas – contra o assalto das tropas do «regime de Assad» – o governo soberano do país – à província de Idlib, por sinal o último reduto da organização de Bin Laden criada pela CIA e o MI6.
 
Por isso, qualquer semelhança entre a narrativa da guerra da Síria feita pela comunicação social corporativa e a realidade no terreno é pura coincidência.
 
Este artigo é um exclusivo O Lado Oculto/AbrilAbril
 
Notas:
1_.O Comando Estratégico do Reino Unido foi formado em 2018, a partir do antigo Comando Conjunto. É chefiado pelo general Nick Carter, Chefe do Estado-Maior da Defesa do Reino Unido.
 
2.NR: Aqui já denunciado como «algumas dezenas de amanuenses contratados pelos serviços secretos britânicos e afins emitindo de um escritório em Londres as mensagens “em directo” da Síria que logo se transformam em manchetes de jornais e aberturas de telejornais em todo o mundo e numa babel de idiomas». Ver, de José Goulão, «A guerra contra a Síria, ou de como se falsifica a história», de 22 de Março de 2018.
 
3.Os documentos e a operação foram recentemente revelados pelo Middle East Eye – insuspeito de simpatias pelo governo legítimo sírio – em «REVEALED: The British government’s covert propaganda campaign in Syria». A iraniana Press TV sublinha que, aparentemente, a operação de propaganda britânica se destinaria a «anteceder uma intervenção militar [na Síria] envolvendo forças britânicas». Em Abril de 2018 a agência iraniana Fars anunciara a prisão, pelo exército sírio, de operacionais britânicos da SAS que dirigiam as operações terroristas, com militares dos EUA e da NATO.
 
4.Em outro artigo do Middle East Eye, de Janeiro de 2019, lamentam-se os prejuízos causados à «causa rebelde» pela liquidação da chamada «Polícia da Síria Livre» – uma criação propagandística do Reino Unido – pelo grupo terrorista Hayat Tahrir al-Sham, da al-Qaeda. Derrotados em Alepo, Ghouta Oriental, Douma e outras frentes na Síria, os combatentes jihadistas evacuados desses pontos de conflito foram autorizados a partir para Idlib com as suas famílias. Com a agregação de «radicais» e «moderados» em torno do Hayat Tahrir al-Sham e a hegemonia deste desapareceram as veleidades propagandísticas e foi estabelecido sobre os habitantes da província um brutal regime fundamentalista. A Turquia tem apoiado o grupo tudo tem feito para evitar a sua derrota final, um objectivo central do governo legítimo de Damasco e dos seus aliados no terreno.
 
5.A jornalista Vanessa Beeley denunciou, em Dezembro de 2019, a campanha de «limpeza de imagem» de Le Mesurier e da organização por ele criada, desencadeada após a sua morte.Ver, também, os trabalhos do Working Group on Syria, Propaganda and Media, um grupo de académicos britânicos que investigou pormenorizadamente as actividades de James Le Mesurier e se preparava, no final de 2019, para expor o seu papel na encenação de ataques químicos que, «em pelo menos três incidentes, envolveram assassinatos em massa de prisioneiros civis». Surpreendido pela morte de Le Mesurier, o grupo decidiu publicar o relatório que já aprontara, a fim de contribuir para levar os responsáveis por esses incidentes perante a justiça – o que, até agora, não se verificou.
 
6.Tanto a Innovative Communications & Strategies (InCoStrat), como a empresa que a precedera na consultadoria de imagem dos jihadistas sírios, a Regester Larkin, são encabeçadas pelo coronel Paul Tilley e financiadas pela Research, Information and Communications Unit (RICU), uma unidade britânica de «comunicação estratégica» voltada para o mundo islâmico, estabelecida em 2007 por Jonathan Allen (ver início do artigo) e por este dirigida durante vários anos.
 

Ver o original em 'Página Global' na seguinte ligação:

https://paginaglobal.blogspot.com/2020/02/propaganda-britanica-encena-guerra-da.html

Países Árabes estão a virar as costas àTurquia na Síria?

Soldado turco posicionado na fronteira com a Síria em frente ao grafite do Mustafa Kemal Ataturk, fundador da da República da Turquia
© AP Photo / Lefteris Pitarakis

No auge do conflito sírio, vários países árabes uniram forças com a Turquia para fornecer apoio à oposição síria. Qual a posição deles agora que Ancara luta no último reduto rebelde na Síria?

A Turquia sofreu recentemente baixas significativas na província rebelde de Idlib, onde enfrenta um Exército sírio com experiência redobrada e com apoio de uma superpotência militar, a Rússia.

Os parceiros árabes de Ancara não expressaram apoio à ofensiva turca e aos poucos normalizam as relações com o presidente sírio, Bashar Assad.

"Agora, ele [Erdogan] está sozinho, combatendo uma superpotência como a Rússia e um Exército sírio experiente [lutando] em território sírio", disse Adbel Bari Atwan, editor-chefe do jornal online Rai al-Youm. "A posição dele é crítica."

Por outro lado, a reunião da OTAN solicitada pela Turquia, após sofrer baixas significativas em Idlib, não terminou com a promessa de auxílio concreto por parte da aliança militar.

"Sete anos atrás, a Turquia era a ponta de lança de uma coalizão que incluía 65 países. Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos (EAU) e Qatar apoiaram Erdogan em sua intervenção política e militar na Síria", disse Atwan.

Agora, o especialista acredita que somente o Qatar continua do lado da Turquia no conflito sírio. Os demais países árabes, pelo contrário, estariam buscando normalizar as relações com Damasco.

Mudando de lado

A Jordânia, que havia fornecido apoio aos rebeldes na Síria, anunciou em agosto de 2017 que as suas relações com Damasco estavam "indo na direção certa". Uma semana depois, a Arábia Saudita informou os líderes da oposição que estava se retirando do conflito sírio.

Em dezembro de 2018, os EAU e o Bahrein anunciaram que iriam reabrir as respectivas embaixadas em Damasco. Em março de 2019, os EAU terminam a sua transição, anunciando formalmente o apoio à Assad.Membros de uma coalizão de grupos rebeldes chamada Jaish al Fateh, também conhecido como Exército Fatah, em um posto de controle na cidade de Idlib, na Síria.

© REUTERS / Ammar Abdullah
Membros de uma coalizão de grupos rebeldes chamada "Jaish al Fateh", também conhecido como "Exército Fatah", em um posto de controle na cidade de Idlib, na Síria.

As informações acerca do atual posicionamento da Arábia Saudita no conflito sírio são menos claras. No entanto, o especialista lembra que o relacionamento entre Riad e Ancara ficou seriamente abalado desde o assassinato do jornalista Jamal Kashoggi.

Correlação de forças

Atwan acredita que os países árabes estão seguindo os passos dos EUA e retirando-se da Síria, adotando uma postura realista, considerando a mudança na correlação de forças no conflito.

Essas mudanças teriam sido provocadas pela entrada da Rússia na guerra, pela derrota significativa do Daesh (organização terrorista proibida na Rússia e demais países) e pela radicalização dos grupos de oposição.Bombardeiro de longo alcance Tu-22M3 realizando um ataque aéreo na Síria contra posições do grupo terrorista Daesh (organização terrorista proibida na Rússia e em outros países)

© Sputnik / Ministério da Defesa da Rússia
Bombardeiro de longo alcance Tu-22M3 realizando um ataque aéreo na Síria contra posições do grupo terrorista Daesh (organização terrorista proibida na Rússia e em outros países)

"Os EUA quase se retiraram do conflito e as fações revolucionárias passaram a ceder espaço para grupos islâmicos incluídos na lista de organizações terroristas de Washington", disse Atwan.

Opções limitadas

Atwan acredita que o presidente turco tem duas opções para sair da crise: ou a Turquia cumpre suas obrigações no âmbito do Acordo de Sochi de 2018, o que significa que ela deveria desarmar grupos terroristas na região, ou tem de se retirar de Idlib.

"A interferência contínua de Erdogan na Síria é interpretada como uma invasão e ocupação e não poderá ser mantida no longo prazo", disse Atwan. "Um envolvimento mais profundo [nesse conflito] não irá o beneficiar e ele enfrenta crescente oposição interna, principalmente após a morte de mais soldados [turcos]."

Além disso, caso a Turquia receba mais uma onda de refugiados, as tensões dentro da sociedade civil, que já estão altas, poderiam se agravar.

Abrir as fronteiras e permitir que os refugiados sigam para a Europa pode fazer Ancara perder bilhões de euros que recebe como parte do acordo selado com a União Europeia para a recepção deste tipo de migrantes.

O analista político turco Taha Odehoglu acredita que a Turquia ainda aposta em um acordo com a Rússia, reportou a DW.Presidente da Rússia, Vladimir Putin, observa seu homólogo turco, Erdogan, durante encontro em outubro de 2019

© Sputnik / Aleksei Drujinin
Presidente da Rússia, Vladimir Putin, observa seu homólogo turco, Erdogan, durante encontro em outubro de 2019

"O revés sofrido por Ancara foi doloroso e qualquer passo em falso na sua reação pode ter repercussões sérias para a Turquia", disse Odehoglu. "Ela [Turquia] não quer perder a sua relação com a Rússia."

"Sem dúvida, a Turquia sente que está isolada entre os árabes e os europeus, e mesmo em relação aos americanos [...] mas a porta ainda não está completamente fechada com a Rússia", acredita.

As tensões na província síria de Idlib estão em alta, após 36 soldados turcos terem sido mortos e mais de 30 ficado feridos em consequência de um ataque aéreo.

 

 

As opiniões expressas nesta matéria podem não necessariamente coincidir com as da redação da Sputnik

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/opiniao/2020030115280376-paises-arabes-estao-dando-as-costas-para-a-turquia-na-siria-/

Ministro da Defesa turco diz que ataques da Turquia neutralizaram mais de 2 mil soldados sírios

Soldado turco caminha perto de veículos militares turcos perto de Idlib, na Síria, 11 de fevereiro de 2020 (foto de arquivo)
© REUTERS / Khalil Ashawi

Em declaração feita neste domingo (1°), o ministro da Defesa turco, Hulusi Akar, disse que seu país não busca confrontação com a Rússia na Síria e informou sobre supostas perdas do lado sírio.

Enquanto a guerra na Síria ganha maior destaque entre os eventos internacionais, o ministro da Defesa da Turquia, Hulusi Akar, declarou:

"A Turquia não almeja uma confrontação militar com a Rússia na Síria. Nosso objetivo é prevenir os crimes do regime de Bashar Assad, eliminar a radicalização e prevenir a migração [...] Nosso alvo são somente os apoiadores de Assad", publicou as palavras do ministro a agência Anadolu.

Ainda de acordo com Akar, as forças turcas eliminaram um drone, oito helicópteros, 103 tanques, 72 obuseiros, três sistemas de artilharia antiaérea e neutralizaram 2.212 militares do Exército sírio.

Aumento das tensões

Apesar de a Turquia afirmar não ter como objetivo uma confrontação com a Rússia, nacionalistas radicais turcos, com identidade ainda não determinada, agiram com hostilidade na casa de jornalistas da Sputnik Turquia em Ancara.

A ação se deu logo após um protesto ter sido realizado perto do Consulado-Geral da Rússia na capital do país.

Também foi comunicada a detenção de quatro funcionários da Sputnik Turquia pela própria mídia. 

Enquanto isso, os EUA já anunciaram estar estudando formas de como ajudar a Turquia na guerra na Síria.

Avanços sírios

É válido ressaltar que o aumento das tensões na Síria se iniciou logo após as forças do presidente Bashar Assad retomarem diversas cidades e vilarejos nas províncias de Idlib e Aleppo, no norte do país árabe.

Deste então, embates entre militares da Turquia e da Síria têm sido registrados nas províncias sírias.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/oriente_medio_africa/2020030115279892-ministro-da-defesa-turco-diz-que-pais-neutralizou-mais-de-2-mil-soldados-sirios/

Mídia turca reporta abate de avião governamental sírio em idlib, enquanto Síria nega informação

Fumaça sube após ataque aéreo relatado perto de ponto de observação militar turco na cidade síria de Idlib, 20 de fevereiro de 2020
© AFP 2019 / Abdulaziz KETAZ

Neste domingo (1º), segundo agência de notícias turca Anadolu, um avião do governo sírio teria sido derrubado na zona de desescalada da província síria de idlib. A mídia estatal da Síria nega que o avião do governo tenha caído.

A mídia estatal síria SANA negou que um avião do governo tivesse sido derrubado e disse que seu Exército tinha derrubado um drone turco sobre a cidade síria de Saraqeb, na região de Idlib, noroeste da Síria.

O Ministério das Relações Exteriores da Rússia também declarou que são falsas as informações sobre a suposta queda de um caça-bombardeiro Su-24 russo no espaço aéreo em idlib.

Ao mesmo tempo, as Forças Armadas da Síria alertam que irão abater qualquer avião que viole seu espaço aéreo, segundo uma fonte militar síria, citada pela SANA.

Nas últimas semanas, as forças turcas têm atingido alvos do governo sírio em Idlib. Em fevereiro, um total de 55 soldados turcos foram mortos em ataques do governo sírio, incluindo ataques aéreos, em Idlib.Caça-bombardeiro Su-24 levantando voo durante treinamento militar na região russa de Murmansk

© Sputnik / Pavel Lvov
Caça-bombardeiro Su-24 levantando voo durante treinamento militar na região russa de Murmansk

Os ataques aéreos das forças governamentais fazem parte de uma grande ofensiva para capturar a província, parte do último território restante detido por rebeldes apoiados pela Turquia.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/oriente_medio_africa/2020030115279483-aviao-do-governo-sirio-teria-sido-derrubado-em-idlib-reporta-midia-turca-siria-nega/

A invenção do mito da «revolução síria» pelo Reino Unido

 
 
Thierry Meyssan*
 
Numa fuga, novos documentos foram revelados sobre a organização da propaganda britânica contra a Síria. Eles permitem compreender como jornalistas de boa fé puderam ser permanentemente intoxicados pelo mito da «revolução síria», como também por que é que o Reino Unido se retirou da Síria apesar do sucesso desta operação.
 
A democracia supõe que se possa realizar debates públicos honestos. Por conseguinte, a propaganda seria, pois, apanágio de regimes não-democráticos. Ora, a História ensina-nos que a propaganda moderna foi concebida no Reino Unido e nos Estados Unidos durante a Primeira Guerra Mundial, e que a URSS e a Alemanha nazista não passaram de pálidos imitadores.
 
Durante a guerra contra a Síria, explicamos muitas vezes que a realidade no terreno não correspondia, de forma nenhuma, à imagem que os Ocidentais dela recebiam. Denunciamos a montagem de “provas” pelos Serviços Secretos norte-americanos, britânicos, franceses e turcos para esconder a agressão ocidental e fazer crer numa revolução contra uma ditadura.
 
Quando o Reino Unido já não está presente no terreno desde 2018, o jornalista Ian Cobain acaba de publicar no Middle East Eye documentos oficiais britânicos que nos esclarecem sobre a maneira como Londres intoxicou maciçamente jornalistas de boa fé e depois se retirou [1]. Ele já havia publicado no Guardian, em 2016, revelações sobre a organização do MI6 na matéria [2].
 
Sobretudo, é importante lembrar que os Britânicos não perseguiam, de forma alguma, o mesmo objectivo que os seus aliados dos EUA. Londres esperava recuperar a sua influência da época colonial (como Paris). O Reino Unido não acreditava que os Estados Unidos pretendiam destruir as estruturas estatais de conjunto do Médio-Oriente Alargado (estratégia Rumsfeld/Cebrowski). Por isso, concebera a operação das «Primaveras Árabes», baseada no modelo da «Grande Revolta Árabe» de Lawrence da Arábia (os Irmãos Muçulmanos desempenhando hoje em dia o papel dos Wahhabitas da Primeira Guerra Mundial). A sua propaganda fora, portanto, imaginada para criar a “Nova Síria” em volta desta Confraria e não para a dividir tal como desejava e ainda deseja a CIA.
 
 
Os Ocidentais haviam já sido convencidos da existência de revoluções na Tunísia, no Egipto e na Líbia. Era, portanto, mais fácil vender-lhes a ideia de um quarto cenário de operações.
 
Jornalistas de boa fé foram levados por revolucionários (na realidade os Serviços Secretos turcos e os da OTAN) a uma aldeia síria, Jabal Al-Zaouia, a fim de assistir a reuniões do Exército Livre da Síria e filmá-las. Foram muitos os alvos desta intoxicação e a acreditar num levantamento popular. Assim que essa encenação foi denunciada por Daniel Iriarte no diário espanhol ABC – já que, no local, ele tinha reconhecido não combatentes sírios, mas líbios, sob as ordens de Aldelhakim Belhaj e Mehdi al-Harati [3]— a imprensa recusou reconhecer a manipulação de que tinha sido alvo. A incapacidade de jornalistas para admitir os seus erros, mesmo quando alguns dos seus colegas os baralham, continua a ser o melhor trunfo dos mestres da propaganda.
 
Como sempre, os Britânicos do RICU (Research, Information and Communications Unit - Unidade de Pesquisa, Informação e Comunicações) recorreram a um cientista, neste caso um «antropólogo», para supervisionar a manipulação. Ele confiou a realização a vários subcontratados, entre os quais um «antigo» oficial do MI6, o Coronel Paul Tilley; a palavra «antigo» é aqui importante, já que se tratava de poder negar toda a responsabilidade se a operação desse para o torto. Para estar próximo do terreno de operações, três gabinetes ad hoc foram abertos pelos subcontratados do MI6 em Istambul, Reyhanli (Turquia) e Amã (Jordânia), enquanto a CIA operava a partir da Alemanha.
 
Esta operação começou a partir do caso das armas químicas, no Verão de 2013, quando a Câmara dos Comuns, escaldada pela propaganda durante a guerra contra o Iraque, havia interdito, de forma estrita, ao Ministério da Defesa a colocação de tropas no terreno.
 
Por isso, o orçamento inicial do Foreign Office (Ministério dos Negócios Estrangeiros-ndT) foi ampliado e assumido pelo Ministério da Defesa britânico e por Agências canadianas (canadenses-br) e norte-americanas, já que os militares não tinham outros meios para intervir.
 
Ela foi colocada sob o comando de um oficial do MI6, Jonathan Allen, que se tornou o número 2 da Delegação diplomática britânica no Conselho de Segurança da ONU.
 
A originalidade da operação, realizada, entre outros, pela Innovative Communications & Strategies (InCoStrat), é de ser apresentada como uma parceria comercial sem vínculo com as autoridades do Reino Unido. Os Sírios que nela participavam não tinham o sentimento de estar a trair o seu país, mas apenas de ter encontrado uma ocasião de ganhar dinheiro para sobreviver apesar da guerra. Em relação ao seu nível de vida, as remunerações pagas eram com efeito muito substanciais.
 
O sistema de « cidadãos-jornalistas» era muito económico tendo em vista as £ 500.000 libras mensais do orçamento britânico (US $ 50 a US $ 200 dólares por um vídeo, US $ 250 a US $ 500 dólares por colaborações regulares) para encontrar «informações» ou «provas» atestando a repressão do regime contra a sua própria população. Esses materiais, uma vez triados, eram enviados pelo MI6 à BBC, Sky News Arabic, Al-Jazeera (Catar) e Al-Arabiya (Arábia Saudita), quatro estações que participam totalmente no esforço de guerra ocidental, em violação das resoluções das Nações Unidas que proíbem a propaganda de guerra. Os colaboradores sírios deviam comprometer-se por escrito em permanecer anónimos, salvo autorização expressa, e a não divulgar as suas ligações a nenhuma empresa, fosse ela qual fosse.
 
Os jornalistas de boa-fé ocidentais, não podendo chegar até aos «jornalistas-cidadãos» sírios e verificar o contexto dos vídeos e de outras «provas» —o que é a razão de ser da sua corporação—, deixam-se convencer pelo ruído das quatro estações de televisão.
 
Os documentos de Ian Cobain atestam que a este alvo internacional se acrescentava um outro alvo na Síria. Londres desejava provocar uma mudança de atitude da população em favor dos «moderados» face aos «extremistas». Neste ponto, não parece que a Middle East Eye tenha percebido que essas palavras não devem ser interpretadas no sentido comum, mas à luz das decisões do Primeiro-Ministro Tony Blair. Este, durante a elaboração do plano das «Primaveras Árabes», postulara que o governo de Sua Majestade devia considerar como aliados os líderes «moderadamente anti-imperialistas», como os Irmãos Muçulmanos, enquanto os adversários seriam os «extremistas anti-imperialistas», tal como o regime nacionalista do Baath sírio [4].
 
O antropólogo que supervisionava o programa indicou além disso a necessidade de criar serviços de emergência no terreno (a Polícia Livre e os Capacetes Brancos do «antigo» oficial do MI6, James Le Mesurier) não tanto para vir em socorro da população, mas para lhe dar confiança nas futuras instituições uma vez derrotado o regime de União Nacional em torno do Baath. Sobre este ponto, ele fez referência ao plano de rendição total e incondicional da Síria, redigido pelo Alemão Volker Perthes para o número 2 da ONU, Jeffrey Feltman [5], que os Britânicos, no entanto, interpretaram mal.
 
Este desacordo foi a principal causa da confusão nesta operação quando Washington tentou criar o «Sunnistão» com o Daesh (E.I.) e o «Curdistão Livre» com o PKK turco e o PDK iraquiano. Os Britânicos, considerando que já não era a sua guerra, decidiram então retirar-se.
 
O programa do MI6 tinha três vectores:
 
- Identidade síria :
«Unir os Sírios pela afirmação positiva de culturas, de práticas comuns e de restabelecer a confiança entre vizinhos, ao mesmo tempo mostrando a força dos Sírios pelo número».
- Síria livre :
«Procurar reforçar a confiança num futuro da Síria isenta de regime “extremista”».
- Acção de Sapa :
«Procurar degradar a eficácia das redes extremistas violentas (EV) na Síria sabotando a credibilidade das narrativas e dos actores EV e isolando, para isso, as organizações EV da população».
 
Segundo os documentos de Ian Cobain, os subcontratados do MI6 treinaram igualmente porta-vozes da oposição síria, desenvolveram contas em redes sociais e organizaram gabinetes de imprensa funcionando 24h/24. Eles não citam o design dos logotipos e as encenações hollywoodescas que nós havíamos relatado, tal como o desfile militar na Ghuta com tanques passando à frente das câmaras e com figurantes incluídos.
 
Os gabinetes de imprensa visaram pôr em ligação porta-vozes da oposição síria com jornalistas ocidentais e a dar-lhes resumos informativos antes das negociações. Dessa forma, a imprensa ocidental acreditava de boa fé obter as suas informações de fonte independente e a baixo custo. Se, no início, aquando da fase de desestabilização (até ao meio de 2012), todos os média (mídia-br) internacionais enviavam repórteres para o terreno (que os Britânicos manipulavam), hoje em dia não há lá nenhum. Os Ocidentais adquiriram o hábito de acreditar na agência de notícias criada, em Londres, pelo MI6 com os Irmãos Muçulmanos, o Observatório Sírio dos Direitos Humanos, muito embora este último não disponha dos meios para saber seja o que for de certos acontecimentos que finge cobrir.
 
 
Imagem: O oficial dos Serviços Secretos britânicos e Encarregado de Negócios de Sua Majestade, Jonathan Allen, dando uma conferência de imprensa na ONU na companhia do seu aliado privilegiado, o Embaixador da França, François Delattre.

 

 
*Intelectual francês, presidente-fundador da Rede Voltaire e da conferência Axis for Peace. As suas análises sobre política externa publicam-se na imprensa árabe, latino-americana e russa. Última obra em francês: Sous nos yeux. Du 11-Septembre à Donald Trump. Outra obras : L’Effroyable imposture: Tome 2, Manipulations et désinformations (ed. JP Bertrand, 2007). Última obra publicada em Castelhano (espanhol): La gran impostura II. Manipulación y desinformación en los medios de comunicación (Monte Ávila Editores, 2008).
 

Notas:

[1] “REVEALED: The British government’s covert propaganda campaign in Syria”, Ian Cobain & Alice Ross, Middle East Eye, February 20th, 2020.
[2] “How Britain funds the ’propaganda war’ against Isis in Syria”, Ian Cobain, Alice Ross, Rob Evans, Mona Mahmood, The Guardian, May 3rd, 2016.
[3] «Islamistas libios se desplazan a Siria para «ayudar» a la revolución», por Daniel Iriarte, ABC (España), 17 de diciembre de 2011.
[4Sous nos yeux. Du 11-Septembre à Donald Trump, Thierry Meyssan, éditions Demi-Lune.
[5] “A Alemanha e a ONU contra a Síria”, Thierry Meyssan, Tradução Alva, Al-Watan (Síria), Rede Voltaire, 28 de Janeiro de 2016.
“Draft Geneva Communique Implementation Framework”, “Confidence Building Measures”, “Essential Principles”, “Representativness and Inclusivity”, “The Preparatory Phase”, “The Transitional Governing Body”, “The Joint Military Council and Ceasefire Bodies”, “The Invitation to the International Community to Help Combat Terrorist Organizations”, “The Syrian National Council and Legislative Powers during the Transition”, “Transitional Justice”, “Local Governance”, “Preservation and Reform of State Institutions”, “Explanatory Memorandum”, “Key Principles revealed during Consultations with Syrian Stake-holders”, “Thematic Groups”, United Nations Department of Political Affairs (DPA), 2012-2014 (unpublished).

Ver o original em 'Página Global' na seguinte ligação:

https://paginaglobal.blogspot.com/2020/02/a-invencao-do-mito-da-revolucao-siria.html

Síria acusa EUA de venderem petróleo sírio através da Turquia

Poço de petróleo no campo Rmeilane, província de Hasakeh, Síria, julho de 2015 (foto de arquivo)
© AFP 2019 / Youssef Karwashan

Ministro do Comércio Interior da Síria, Atef Naddaf, disse que seu país é obrigado a importar petróleo, enquanto os EUA mantêm forças em zonas ricas de petróleo do seu país.

Em declaração ao canal de TV Rossiya 24, Atef Naddaf disse:

"Nosso inimigo, os EUA, vendem [petróleo] à Turquia, etc, e através da Turquia para fora [a outros países]".

Ainda segundo o ministro, isso acontece ao mesmo tempo que a Síria é obrigada a importar petróleo, que só se pode comprar em dólares.

Contudo, os bancos do país estão impedidos de realizar atividades financeiras livremente fora do país devido às sanções norte-americanas.

Anteriormente se tornou pública a informação de que os EUA estavam planejando a construção de duas bases militares na Síria, sendo que ambas ficariam próximas de poços de petróleo sírios.

Saída sem prazo

Apesar do presidente norte-americano, Donald Trump, ter demonstrado interesse em remover suas forças militares do país árabe, os mais recentes eventos apontam para a manutenção das forças do Pentágono na Síria.

Enquanto isso, o secretário de Estado americano, Mike Pompeo, declarou ontem (28) que seu país busca uma forma para ajudar a Turquia no conflito sírio.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/oriente_medio_africa/2020022915278605-siria-acusa-eua-de-venderem-petroleo-sirio-atraves-da-turquia/

Exército sírio lança fortes ataques contra terroristas apoiados pela Turquia

 
 
O EAS e seus aliados prosseguem a ofensiva antiterrorista em Idlib, nas imediações de Saraqib, depois de ontem terem morto pelo menos 33 soldados turcos, que se encontravam entre as fileiras terroristas.
 
A Hayat Tahrir al-Sham (antiga Frente al-Nusra) e outros grupos terroristas, apoiados pela Turquia no terreno, conseguiram retomar o controlo, esta quinta-feira, da cidade estratégica de Saraqib, no Sudoeste de Idlib. A agência SANA informa que, hoje, o Exército Árabe Sírio (EAS) e forças aliadas estão a lançar uma grande ofensiva contra as posições dos grupos terroristas, que «recebem apoio militar directo das forças turcas».
 
Diversas fontes têm acusado as tropas turcas de estarem directamente envolvidas nos ataques dos terroristas contra o EAS na província de Idlib e, ontem, as autoridades de Ancara admitiram que 33 dos seus soldados foram mortos numa operação do EAS contra posições dos grupos terroristas, deixando assim entrever que os militares estavam no meio daqueles a que alguns gostam de chamar «rebeldes».
 
De acordo com a RT, o Ministério russo da Defesa referiu que, no dia 27 de Fevereiro, membros do grupo terrorista Hayat Tahrir al-Sham tentaram levar a cabo uma vasta ofensiva contra posições do EAS.
 
Num comunicado, o Ministério informa que ao longo do dia de ontem «os representantes do Centro Russo para a Reconciliação na Síria solicitaram aos colegas turcos e confirmaram as coordenadas de localização de todas as unidades das Forças Armadas da Turquia situadas perto de zonas de actividades militares de terroristas».
 
«De acordo com as coordenadas facultadas pela parte turca, não havia nem deveria haver unidades das Forças Armadas turcas na área de Baihun, onde ocorreram as acções, em que a Força Aérea da Rússia não participou», precisa a fonte. Por seu lado, o Comando do Exército e das Forças Armadas Sírias voltou a acusar a Turquia de prestar apoio militar às organizações extremistas.
 
 
Turquia lança mais ameaças e solicita reunião à NATO
 
O governo de Erdogan anunciou que vai aumentar as operações militares em território sírio e solicitou uma reunião de emergência à Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO), para que os estados-membros analisem a situação em Idlib, na sequência da morte dos soldados turcos. A realização da reunião já foi confirmada pelo secretário-geral da organização, Jens Stoltenberg.
 
Esta escalada ocorre num momento de intensa campanha mediática (e política) ocidental contra a ofensiva antiterrorista síria – ao jeito do «último hospital de Alepo» –, que chama a atenção para alegados horrores sofridos pelas populações às mãos de Moscovo e Damasco, e consegue multiplicar o número de refugiados, com imensas «preocupações humanitárias» – agitadas quando o EAS libertou praticamente dois terços de Idlib do domínio dos «corta-cabeças» salafistas-islamitas.
 
Recorde-se que o governo sírio criou corredores humanitários para permitir a saída da população civil das áreas de combate, algo que, em muitos casos, os jihadistas não permitiram – como de resto aconteceu noutros pontos da Síria, quando o EAS lançou ofensivas para as libertar.
 
Entretanto, ataques israelitas lançados nas últimas 24 horas, a partir de helicópteros e de um drone, contra a província de Quneitra (no extremo Sudoeste da Síria), feriram três soldados sírios e provocaram a morte de um civil.
 
AbrilAbril

Ver o original em 'Página Global' na seguinte ligação:

https://paginaglobal.blogspot.com/2020/02/exercito-sirio-lanca-fortes-ataques.html

Um senador americano que incomoda muita gente!

A 19 de outubro escrevi uma Crónica publicada no Jornal Tornado com o título “As opiniões de Richard Black, senador de Virgínia, fazem-me pasmar!

 

 

Richard Black foi piloto nos fuzileiros navais dos EUA durante a Guerra do Vietname, ganhou a medalha Purple Heart. Fez 269 missões de helicóptero de combate.

O senador Black, é Republicano, e sublinhe-se, volta a dar a sua opinião sobre a situação na zona de IDLIB, na Síria, sobre a luta contra os terroristas que infestam a região:

Declarou que está na hora da al-Qaeda na Síria se render, apontando que os EUA dão apoio diplomático e militar à chamada “oposição síria” em Idlib, apesar das declarações do Departamento de Estado dos EUA.

O senador, em carta enviada ao Jornal Syria Times, há dois dias, a 27 de Fevereiro: “Estou bastante satisfeito com as notícias da província de Idlib. O exército sírio lutou com enorme coragem e com excecional habilidade tática”.

Khan Sheikhoun, cidade da região sul de IDLIB, localizada junto à estrada principal entre Alepo e Damasco e recuperada pelo exército sírio, foi uma vitória inesperada. O Senador sublinha:

“Isso refletiu um sério fracasso da liderança dentro da Frente al-Nusra. O súbito colapso de Khan Sheikhoun minou dramaticamente a resistência terrorista. A essa tomada da cidade seguiram-se combates que levaram à captura de Saraqib, que bloqueou o acesso dos terroristas à auto estrada M-5. e grande parte das rodovias M-4 “.

O senador que demonstra estar particularmente bem informado sobre os combates continua a apreciar “Na luta pela rede viária, a 4ª Divisão Blindada lançou ataques de apoio que rapidamente se transformaram em uma grande movimentação pelos subúrbios de Aleppo, que ainda estava nas mãos de Hayat Tahrir al Sham. Os rebeldes desanimados entraram em colapso e os terroristas foram completamente expulsos de Alepo. A rodovia M-5 foi aberta e o aeroporto de Alepo foi reaberto pela primeira vez desde 2012. ”

Os turcos, apoiados pela NATO, pelo menos em palavras, juraram retomar o terreno perdido.E também advertiram o ocidente europeu que se não fossem apoiados, pelo menos diplomaticamente, deixariam passar para a Europa os refugiados que têm no seu território.

Os refugiados continuam sempre a ser uma geringonça que serve de moeda de troca. Deixaram de ser humanos.

Mas nesta semana, quando os turcos organizaram a grande força-tarefa apoiada por tanques e atacaram Nayrab para obter o controle da interseção vital da rodovia em Saraquib, foram derrotados.

Segundo a informação síria a força turca perdeu 100 tropas de elite e alguns veículos blindados. Derrota enorme que não é um erro único. Os “rebeldes” ou os “terroristas” conforma são vistos por forças de interesses opostos, parecem cometer grandes erros de importância estratégica.

Por exemplo, quando conseguiram forçar o exército sírio a retirar de Nayrab, o exército sírio simplesmente abriu uma nova linha de ataque e capturou 12 novas cidades no sul de Idlib. ”

O Senador americano realçou o facto de a Frente Nusra ser organização militar terrorista dominante em Idlib, e seu comandante, Joulani, ser um terrorista que não esconde a lealdade lealdade à Al Qaeda. A Frente Al-Nusra ou Jabhat al-Nusra, também descrita como al-Qaeda na Síria ou al-Qaeda do Levante, é uma organização jihadista salafista que luta contra as forças do governo sírio. Fundada porAbu Mohammad al-Julani pretendia estabelecer um estado islâmico na Síria.

“Os EUA dão apoio diplomático e militar à chamada” oposição síria “em Idlib, apesar da proclamada recompensa de 10 milhões de dólares prometidos pelo Departamento de Estado dos EUA, no caso da captura do seu líder”.

A Turquia está por conta própria, ou por conta de interesses opacos.

O Senador americano refere relatos de dezenas de terroristas capturados quando tentavam fugir para a Turquia numa tentativa de escapar de Idlib.

“A Rússia permaneceu firme no apoio à Síria e controla o espaço aéreo sírio junto com a Força Aérea da Síria. Enquanto isso, os EUA estão preocupados com as eleições presidenciais de novembro. A Turquia que se arranje.

“Se a Síria capturar as rodovias M-4 e M-5, os movimentos dos ‘rebeldes’ serão severamente restritos. Eles estão com pouco espaço de manobra e os ‘civis rebeldes’ são comprimidos contra a fronteira turca”.

Ele concluiu dizendo: “Está na hora da Al Qaeda na Síria se render e acabar com o sofrimento do povo. Se eles se importassem com os civis que controlam, eles deporiam as armas e acenariam a bandeira branca da rendição.

Comparar as declarações do Senador Richard Black com as posições da NATO, é um exercício que recomendo. Se ao ler isto ficar com um valente torcicolo, a culpa não é nem minha, nem do Corona Vírus!

Assim, o chefe da NATO, Jens Stoltenberg, pediu na sexta-feira à Rússia e à Síria que interrompessem a ofensiva de Idlib e disse que a aliança militar se solidariza com a Turquia, que perdeu 33 soldados num ataque aéreo das forças do governo sírio.As forças do governo sírio, apoiadas pelo poder aéreo russo, lançaram um ataque para capturar a região de Idlib, no noroeste, o último território restante detido por rebeldes que são apoiados pela Turquia contra o presidente Bashar al-Assad no conflito de nove anos.

Os rebeldes de uns são os terroristas de outros.


Por opção do autor, este artigo respeita o AO90


 
 

Ver original no jornal 'TORNADO' na seguinte ligação:

https://www.jornaltornado.pt/richard-black-um-senador-americano-que-incomoda-muita-gente/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=richard-black-um-senador-americano-que-incomoda-muita-gente

EUA declaram apoio à Turquia após ataque sírio contra forças turcas

Militares turcos na fronteira turco-síria, foto de arquivo
© AP Photo / Burhan Ozbilici

O governo dos Estados Unidos afirmou nesta noite que está estudando a melhor forma de apoiar sua aliada Turquia após um ataque das forças de Damasco que matou mais de 30 militares turcos na região síria de Idlib.

"Nós apoiamos a Turquia, nossa aliada na OTAN, e continuamos a pedir o fim imediato dessa ofensiva desprezível do regime de [Bashar] Assad, da Rússia e das forças apoiadas pelo Irã", disse um porta-voz do Departamento de Estado citado pela AFP. "Estamos analisando opções de como podemos apoiar melhor a Turquia nessa crise".

Mais cedo, ao menos 33 soldados turcos foram mortos em um ataque das Forças Armadas da Síria na província de Idlib, realizado na sequência da derrubada de um drone turco que violou o espaço aéreo do país para, segundo Damasco, atacar posições do Exército Sírio na província. 

 

URGENTE: ministro das Relações Exteriores da Turquia e secretário-geral da OTAN discutem o ataque aéreo da Síria que matou pelo menos 29 soldados turcos. "Stoltenberg condenou os contínuos ataques aéreos indiscriminados do regime sírio e sua aliada Rússia na província de Idlib" ​

Após o incidente, o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, convocou uma reunião de emergência para discutir uma retaliação às forças sírias, prometendo uma resposta "múltipla". De acordo com o Daily Sabah, essa resposta já teria sido dada, com ataques de mísseis a alvos sírios não apenas em Idlib, mas também em Hama, Latakia e Aleppo. Não há confirmação oficial até o momento.

A Turquia vem realizando intervenções não autorizadas no território sírio desde meados de 2016, se aliando a militantes locais a fim de defender seus interesses ao longo da fronteira entre os dois países. A atual ofensiva, lançada em outubro passado, tem como objetivo enfraquecer movimentos armados curdos localizados no norte da Síria, considerados terroristas por Ancara.

Damasco, por sua vez, considera ilegal a presença de tropas turcas no território sírio e, recentemente, as forças sírias vêm realizando ataques contra os militares turcos no país. Em Idlib, precisamente, as forças leais ao governo do presidente Bashar Assad vêm realizando uma ofensiva desde abril de 2019 a fim de retomar o controle de áreas ainda sob domínio de grupos rebeldes e jihadistas.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/americas/2020022715271489-eua-declaram-apoio-a-turquia-apos-ataque-sirio-contra-forcas-turcas/

22 soldados turcos foram mortos em ataque na província síria de Idlib

Imagem mostra fumaça no céu, após bomba ter atingido província de Idlib, na Síria, 19 de setembro de 2013 (imagem de arquivo)
© AP Photo /

Um ataque aéreo na província síria de Idlib nesta quinta-feira (27) deixou 22 soldados turcos mortos.

No início do dia, o Ministério da Defesa da Rússia havia informado que os sistemas de defesa aérea da Síria derrubaram um drone turco que violava o espaço aéreo da Síria para realizar ataques contra posições do governo na província. 

"Nós temos [militares] gravemente feridos que foram recebidos no nosso posto fronteiriço de Cilvegozu na Turquia. O tratamento continua [...] Os feridos estão nos [hospitais]", informaram o governador da província de Hatay, Rahmi Dogan, citado pela agência turca Anadolu nesta quinta-feira (27).

"Eu informei ao público sobre 9 mortos. Infelizmente esse número aumentou para 22", acrescentou o governador. 

O ministro das Relações Exteriores da Turquia, Mevlut Cavusoglu, manteve conversas por telefone com o secretário-geral da OTAN, Jens Stoltenberg.

A situação tem se agravado intensamente na província do noroeste da Síria desde o início de fevereiro, quando as forças do governo sírio expulsaram militantes de Idlib que violavam o regime de cessar-fogo e atacavam as posições do governo. 

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/oriente_medio_africa/2020022715271336-9-soldados-turcos-foram-mortos-em-ataque-na-provincia-siria-de-idlib/

Exército sírio conquista avanços em área ocupada por tropas turcas e grupos terroristas

 

 

247 -Em declaração, o Ministério da Defesa anuncia os novos avanços das unidades do Exército Árabe Sírio que operam no sul de Idlib, onde organizações terroristas sofreram inúmeras baixas e grandes perdas em seu material de guerra.

“Nos últimos dias, soldados do exército recuperaram o controle de várias cidades e zonas montanhosas. Esses avanços ocorreram na região de Idlib, onde há zonas ocupadas pela Turquia, e presença de grupos terroristas, informa a agência Sana.

 

Turquia diz que não vai recuar da ocupação em território sírio

 

247 - O presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, depois de reafirmar a continuidade da ocupação em território sírio, disse nesta quarta-feira (26), que vai expulsar as forças do governo sírio dos territórios que a Turquia controla no país árabe, em Idlib.

"Não daremos o menor passo para trás em Idlib, empurraremos [as tropas do] regime para fora das fronteiras que estabelecemos e garantiremos o retorno da população a suas casas", disse Erdogan a parlamentares de seu partido, segundo Russia Today.

 

ONU alerta para risco de "banho de sangue" no noroeste da Síria

 
 
Os combates no noroeste da Síria aproximam-se "perigosamente" de acampamentos onde vivem cerca de um milhão de deslocados, correndo-se o risco de um "banho de sangue", alertou hoje a ONU em Genebra.
 
O coordenador regional adjunto para as operações humanitárias na Síria, Mark Cutts, disse ainda que as Nações Unidas estão a tentar duplicar a entrega de ajuda através da fronteira turca, passando de 50 para 100 camiões por dia.
 
"Os combates estão a chegar agora perigosamente perto de uma zona onde mais de um milhão de pessoas vivem em tendas ou abrigos improvisados", declarou.
 
"Há um risco real de banho de sangue", adiantou Cutts à imprensa.
 
A escalada no conflito levou a ONU a aumentar de 330 milhões de dólares (303,9 milhões de euros) para 500 milhões de dólares (462 milhões de euros) o pedido de financiamento para enfrentar a crise, indicou.
 
 
Segundo Cutts, a ONU enviou 1.200 camiões com ajuda para a região em janeiro e outros 700 desde o início de fevereiro.
 
"A realidade é que não é suficiente. Mal conseguimos dar resposta às necessidades de rações alimentares de emergência, tendas, cobertores e produtos para enfrentar o inverno", assinalou.
 
Cutts indicou que o pessoal humanitário está "sobrecarregado", armazéns foram saqueados e 77 instalações médicas, incluindo hospitais, foram danificados pelos combates.
 
O regime de Damasco, apoiado pelo seu aliado russo, lançou em abril e intensificou em dezembro uma ofensiva no noroeste contra o último grande bastião 'jihadista' e rebelde, na província de Idlib e zonas limítrofes.
 
Os bombardeamentos diários dos pró-regime nos últimos dois meses àquela região obrigaram a um êxodo sem precedentes desde o início da guerra no país, que causou milhões de deslocados e refugiados e matou mais de 380.000 pessoas desde 2011.
 
Notícias ao Minuto | Lusa
 

Ver o original em 'Página Global' na seguinte ligação:

https://paginaglobal.blogspot.com/2020/02/onu-alerta-para-risco-de-banho-de.html

A SÍRIA, UMA AMPULHETA VIVA NA MUDANÇA DE PARADIGMA!

 
 
 
Grão a grão, como se fosse por gravidade, desde 2016 que a Síria mantém viva a saga de reconquista do seu território e isso confirma o parto prolongado e crítico da emergência multipolar sobretudo a toda a extensão da EurÁsia!...
 
O território tem sido desde então reconquistado a palmo, rua a rua, quarteirão a quarteirão, estrada a estrada e as Forças Árabes Sírias foram eliminando assim primeiro as bolsas do Estado Islâmico, os “radicais”, depois as bolsas da Frente al Nusra e do Exército Livre Sírio, pela propaganda considerados de “moderados”, como se um sistema de “vasos comunicantes” fosse determinante na máscara do exercício dos interesses do capitalismo neoliberal ao serviço do império da hegemonia unipolar…
 
Agora que o “rei vai nu”, em Idlib, o último “vaso comunicante”, a réstia de caos, de terrorismo e de desagregação, as Forças Armadas Turcas procuram suster o inevitável: a recuperação de todo o território a sul do Eufrates, a preparação para um entendimento a norte dele e o colapso da argumentação justificativa para a presença ilegal e mais que desacreditada das unidades ao serviço do Pentágono em território sírio e iraquiano!...
 
Essa ampulheta viva, traduz o mais sacrificado vaso da emergência multipolar em toda a EurÁsia, um escudo para a progressão da Nova Rota da Seda desde logo na Ásia Central e no AfPaq!
 
 
 
 
 
01- No princípio era o Estado Islâmico que imperava, catapultado pelos meandros duma “Coligação” que pintou o quadro de suas perversas cores, em nome duma “democracia” que não passava de fundamentalista caos, de terrorismo e de desagregação! (http://www.rebelion.org/noticia.php?id=211675https://actualidad.rt.com/actualidad/211501-siria-eeuu-guerra-estado-islamico).
 
O mapa da Síria reflectia precisamente isso: caos, terrorismo e desagregação, até à medula da vida em todo o território e a região controlada pelo governo parecia minguar, colocando à mercê a própria capital e a principal cidade económica do país, Alepo! (http://www.veteranstoday.com/2016/12/17/breaking-syrian-special-forces-captured-14-us-coalition-officers-captured-in-aleppo/https://topeteglz.org/2016/12/07/video-siria-alepo-ejercito-sirio-libera-el-85-de-la-ciudad-a-punto-de-la-liberacion-total-7-diciembre-2016/).
 
A “civilização judaico-cristã ocidental” nessa altura regozijava e redobrava intensivamente a sua máquina de propaganda, contra um “sanguinário ditador” instalado em Damasco, que estava já em estertor, pois estava tudo pronto para “a batalha final”! (https://actualidad.rt.com/actualidad/217222-apocalipsis-profecia-ei-turquia-siriahttps://actualidad.rt.com/actualidad/219082-tercera-guerra-mundial-ataque-coalicion-siriahttp://hispantv.com/newsdetail/arabia-saudi/216839/arabia-saudita-israel-plan-atacar-siria-libano-jubeir).
 
As monarquias arábicas fundamentalistas, o ariete turco e o sionismo, teciam as malhas de uns e de outros, alimentando a fogueira da Síria, sempre com a garantia do guarda-chuva do Pentágono e da NATO, pois havia uma certeza: tudo havia corrido a contento nos Balcãs, no Iraque, na Líbia, na Ucrânia e por isso haveria de “correr bem” também na Síria… (https://actualidad.rt.com/actualidad/197796-arabia-saudita-financiar-operacion-secreta-cia-siria;  http://sana.sy/es/?p=38229http://original.antiwar.com/dan_sanchez/2015/10/05/seize-the-chaos/;  https://br.rbth.com/politica/2016/11/24/documentario-de-oliver-stone-acusa-eua-por-revolucoes-na-ucrania_650595).
 
A máscara de “civilização”, a coberto de “guerra entre civilizações” contudo, foi-se deteriorando e mostrando cada vez mais o rosto da barbárie, tal qual ela é possível em pleno seculo XXI. (https://frenteantiimperialista.org/blog/2019/07/16/praticas-arriscadas-de-conspiracao/http://paginaglobal.blogspot.pt/2017/08/barbarie-em-nome-da-democracia.html;  http://paginaglobal.blogspot.pt/2018/01/os-falcoes-primeiro.html).
 
02- A bolsa de Idlib está agora em quarto minguante, ao ritmo dum Pentágono em vias de ser desbaratado dos seus propósitos que se vão esvaindo sem remissão por todo o Médio Oriente Alargado, da Síria ao Paquistão!... (https://www.globalresearch.ca/america-an-empire-on-its-last-leg-to-be-kicked-out-from-the-middle-east/5699693):
 
. As Forças Árabes Sírias reabriram a M-5, a autoestrada que liga Damasco a Alepo (https://southfront.org/mission-accomplished-m5-highway-completely-secured-by-syrian-army/);
 
. As Forças Árabes Sírias, estão já a travar a batalha pela M-4, a autoestrada que liga Alepo a Latakia (https://southfront.org/syrian-army-is-advancing-on-kafr-nubl-in-southern-idlib-map-update/).
 
A cidade de Jisr al-Sughur onde se encontra instalado o Partido Islâmico do Turquistão, encontra-se a sul da M-4, ou seja, está já a ser um dos alvos imediatos das Forças Árabes Sírias e dos russos, que não perderão de vista a ameaça que são para a República Popular da China (os Uigures da Província Ocidental de Xinjiang). (http://www.syriahr.com/en/?p=155466&__cf_chl_jschl_tk__=0403a44ef669dfc401a4546f359722238c3e968e-1582565872-0-ATJa5HWeTydfWML8Jij9edPpD5V8YrzKYpKBI6JO8nsSoEESnTHqUPgjqqzD52ZbcD8-abqz0p6UhFhDa58vQrGwaS9orHkutltIHR45ymuR_Yof5s9-2EjcLtHqWpYJQDihxjYzLYnRiyVDhZXxJ2v9aZVvsBCvYNBEB591ltDJ2QmkFJsbu_9s9JTH9ePT_AlqDBhTcUzKaFF0YbkV5f9aZfC0PyhedvkUIS85WLps2fWGoC3-eg9jx6EH2cjhLNhUFN4Gmxqy0SR9EHyiQuzrvpS346SwF23ljP6pYBe4).
 
As unidades turcas que em desespero de causa se infiltraram no espaço de Idlib, arriscam-se a ser aniquiladas, tal qual os seus terroristas protegidos, face à avalanche de ataques das Forças Árabes Sírias (com algumas unidades de elite) e da poderosa aviação russa. (https://br.sputniknews.com/oriente_medio_africa/2020021315210971-turquia-envia-forcas-especiais-e-misseis-para-idlib-em-meio-a-tensoes-crescentes-na-siria-video/https://southfront.org/russian-airstrikes-pound-turkish-convoy-in-southern-idlib-videos/https://southfront.org/13-turkish-soldiers-were-killed-in-airstrike-in-southern-idlib-reports/).
 
A injecção intempestiva de material de guerra na Grande Idlib, já nem meios, nem tempo tem para adquirir armas que um dia pertenceram ao Pacto de Varsóvia (agora é tudo material e equipamento turco, com entregas de última hora a fim de partir para as frentes de combate)! (https://southfront.org/in-photos-hayat-tahrir-al-sham-members-publicly-use-turkish-supplied-military-equipment-in-battle-of-idlib/https://br.sputniknews.com/oriente_medio_africa/2019102614692725-militares-russos-divulgam-fotos-de-satelite-comprovando-contrabando-de-petroleo-sirio-pelos-eua/).
 
Sem supremacia aérea, sem unidades compactas de artilharia reactiva, sem unidades de elite ao nível do Tigre (divisão que constitui uma autêntica espinha dorsal das Forças Árabes Sírias), a resistência em Idlib é carne para canhão e só a hipocrisia da propaganda (e tanto a Rússia, como a Síria e o Irão sabem-no), pode tentar prover um (efémero) cessar-fogo, ou um acordo que redundará mais cedo que tarde num ultimato para as Forças Armadas Turcas na área!... (https://plataformacascais.com/plataformacascais/index.php?option=com_content&view=article&id=108265:pesadelo-humanitario-causado-pelo-homem-para-o-povo-sirio-deve-parar-imediatamente-diz-chefe-da-onu&catid=45&auid=54577https://topeteglz.org/2020/02/11/videosiria-imagenes-aereas-del-ataque-de-artilleria-contra-convoy-turco-10-febrero-2020/https://topeteglz.org/2020/02/21/videosiria-idlib-turquia-intenta-derribar-aviones-rusos-su-24-y-estos-responde-21-febrero-2020/).
 
A Turquia terá de se sentar à mesa de negociações, uma mesa que aponta para 5 de Março, mas parece ficar claro que já nem Idlib haverá para nessa altura discutir (talvez só tenham possibilidade de contenção em relação a Rojava, o “Curdistão sírio”, a norte do Eufrates)!... (https://paginaglobal.blogspot.com/2020/02/a-turquia-joga-com-um-pau-de-dois-bicos.html#morehttps://paginaglobal.blogspot.com/2020/02/a-turquia-manda-abater-4-oficiais-do.htmlhttps://southfront.org/battle-of-idlib-and-prospects-of-turkish-syrian-war/).
 
Neste momento, depois de terem abatido 4 oficiais russos num posto de observação, os soldados turcos que na Grande (cada vez mais pequena) Idlib reforçam os rebeldes, passarão a ser “danos colaterais” por que o objectivo é desbaratar a Al Qaeda (Jabhat al-Nusra, Ahrar al-Sham e o  que os próprios turcos estão a reequipar, a municiar e a tentar reprogramar… (https://www.counterextremism.com/threat/nusra-front-jabhat-fateh-al-shamhttps://www.wilsoncenter.org/article/the-ahrar-al-sham-movement-syrias-local-salafists-0https://carnegie-mec.org/diwan/72935).
 
 
03- A batalha que se trava em Idlib terá influência na Ásia Central e no Ocidente da China, pelo que as suas implicações são da abrangência das linhas ligadas à Turquia, com forte influência em Ankara e no próprio governo de Erdogan, que está sujeito assim a uma pressão em toda a linha, susceptível de redimensionar o conflito para um outro escalão. (https://paginaglobal.blogspot.com/2019/05/a-nova-rota-da-seda-chinesa-esta.htmlhttp://www.geolinks.fr/la-chine-et-les-nouvelles-routes-de-la-soie-instruments-au-service-de-la-projection-de-la-puissance-chinoise/https://www.mei.edu/publications/china-and-syria-war-and-reconstruction#_ftn29https://schillerinstitute.com/media/aleppo-the-eternal-city-project-phoenix/).
 
A situação implica-se também na geoestratégia da Nova Rota da Seda em curso na Ásia Central, como também na direcção do AfPaq (Afeganistão e Paquistão) e Irão. (https://www.strategic-culture.org/news/2019/11/01/middle-easts-new-post-regime-change-future/https://paginaglobal.blogspot.com/2019/03/washington-esta-travar-uma-guerra-de.html#morehttps://www.voltairenet.org/article208871.html?__cf_chl_jschl_tk__=4884a55d4903fd0e85c1ce0e18d6bd8424b06e7d-1579972555-0-AY6lQNmQGD-wocpVlLZOUYtyC7pjKCPKZwKSceSc48OvnhDHkVPT9NKnrR7UErCbvAl54tzRMfEUa08jRjocC6vxmvk6uWbxpNVnQdMe9OSV99hZTRotW12eaHDAjvtN9oCkTrBIKQRXNoF5oiEmU9KuGCTFENoLJCWzqT2SpSiRvHabsgH4bRbczN8tXdrN1gWi0cb0xzi97mmGM_Aokp8pOBkeyO-DiyBMlYCalhG-kezWvK2FCn2-GxSbokvY83L0wuXRd2yjJgLiKTs0XZcqwF0P-j9jWTOwaU1bEEUYhttp://www.realinstitutoelcano.org/wps/portal/rielcano_en/contenido?WCM_GLOBAL_CONTEXT=/elcano/elcano_es/zonas_es/asia-pacifico/ari53-2016-esteban-china-pakistan-corridor-transit-economic-development).
 
Os Estados Unidos e o processo da hegemonia unipolar estão a jogar com Israel e a Turquia sobre a Síria, mexendo assim com seus principais “aliados” na região e procurando mover os europeus enquadrados na NATO, em reforço dos seus interesses, ingerências e manipulações! (https://paginaglobal.blogspot.com/2020/01/esta-ai-iii-guerra-mundial.htmlhttps://vermelho.org.br/2019/10/03/a-nova-rota-da-seda-e-a-atual-encruzilhada-historica/https://www.voltairenet.org/article209001.htmlhttps://www.globalresearch.ca/us-foreign-policy-shambles-nato-middle-east/5684713?utm_campaign=magnet&utm_source=article_page&utm_medium=related_articles).
 
 
Martinho Júnior -- Luanda, 24 de Fevereiro de 2016
 
Imagens:
01- A guerra na Síria, uma longa confrontação entre hegemonia unipolare a emergência multilateral;
02- O ano de 2016 marcou o início da reviravolta a favor do Presidente Assad na Síria e a progressiva derrota do injectado caos, terrorismo e desagregação;
03- As bases do Pentágono no Médio Oriente Alargado;
04- Comparação do território dominado pelo governo do Presidente Assad em 2016 e hoje;
05- Mapa da região sul da Grande Idlib, neste momento alvo das ofensivas sírias e russas.

Apesar do apoio turco, terroristas continuam a ser derrotados em Idlib

O Exército Árabe Sírio continua a avançar na reconquista da província de Idlib, com o apoio da aviação russa, e esta segunda-feira anunciou a libertação de várias localidades.

Soldado do Exército Árabe Sírio (imagem de arquivo)Créditos / Middle East Eye

Após duros combates com os terroristas da Hayat Tahrir al-Sham (a al-Qaeda na Síria) e grupos afins, apoiados pela Turquia, unidades do Exército Árabe Sírio (EAS) conseguiram retomar o controlo do monte Tal al-Nar e das aldeias de Sheikh Mustafa, al-Naqir, Kafr Sajneh e Aranbeh, informa a agência SANA.

A mesma fonte indica que, nestas operações – levadas a cabo nas últimas horas –, o EAS destruiu diverso equipamento militar e blindados utilizados pelos grupos terroristas, depois de, no dia anterior ter conseguido libertar as aldeias de al-Sheikh Dames e Hantoutin, localizadas a oeste de Ma'arat an-Numan, também no Sudeeste de Idlib.

Novo ataque israelita contra Damasco

Com o EAS e seus aliados a intensificarem as operações antiterroristas na província de Idlib, aviões israelitas sobrevoando o espaço aéreo dos Montes Golã ocupados lançaram, esta noite, um novo ataque com mísseis contra a periferia de Damasco, segundo informação divulgada pelo Ministério sírio da Defesa.

Durante quase 15 minutos ouviram-se fortes explosões e a resposta imediata da defesa anti-aérea, que eliminou a maior parte dos mísseis antes que atingissem os alvos.

Dois palestinianos perderam a vida no ataque. «Na agressão sionista, caíram mártires Salim Ahmed Salim, de 24 anos de idade, e Ziyad Ahmed Mansour, de 23 anos», informou num comunicado o movimento Jihad Islâmica.

No passado dia 5, Israel lançou um ataque semelhante, com mísseis, contra vários alvos nas províncias de Damasco, Daraa e Quneitra. Com o pretexto de atacar a resistência palestiniana e, sobretudo, alvos iranianos, Israel lança ataques frequentes contra território sírio.

Damasco tem denunciado reiteramente que estas agressões – também coordenadas com acções turcas no terreno – visam elevar a moral dos terroristas que estão a ser derrotados nas diversas frentes de batalha.

Presença turca na Síria é «ilegal»

«A presença do Exército turco em solo sírio é ilegal», disse este domingo o coordenador para o Médio Oriente da Comissão Internacional de Direitos Humanos, Haitham Abu Said, em declarações à agência Sputnik.

Abu Said acrescentou que a presença da Turquia na Síria é, na realidade, uma «ocupação», sublinhando que Ancara não tem direito a «impor a sua vontade» a Damasco.

«Só o Exército sírio é responsável por libertar o território do seu país», disse, defendendo que «nenhum outro exército deve realizar operações militares» na Síria.

Face às ameaças lançadas pelo presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, o governo sírio avisou que não irá permitir ao Exército turco avançar pelo país árabe adentro.

Criticou ainda os EUA e Israel por tentarem passar a ideia de que «o Exécito sírio invadiu território sírio», obviando o facto de que o EAS está no seu país, a lutar contra grupos apoiados por vários países ocidentais, árabes, Israel e a Turquia.

Os aliados de Damasco – Irão e Rússia – já deixaram claro o apoio à ofensiva do país árabe contra o terrorismo em Idlib e Alepo, defendendo que a soberania e a integridade territorial da Síria devem ser respeitadas.

Ver original em "AbrilAbril" na seguinte ligação:

https://www.abrilabril.pt/internacional/apesar-do-apoio-turco-terroristas-continuam-ser-derrotados-em-idlib

Pesadelo humanitário causado pelo homem para o povo sírio deve parar imediatamente, diz chefe da ONU

Nações Unidas, 21 fev (Xinhua) -- O secretário-geral da ONU, António Guterres, disse na sexta-feira aos repórteres na sede da ONU em Nova York que o "pesadelo humanitário causado pelo homem" para o povo sírio deve parar imediatamente.

"Esse pesadelo humanitário causado pelo homem para o povo sírio, que sofre há muito tempo, deve parar. Ele deve parar agora", disse o chefe da ONU.

"Estamos todos cientes da crise que se desenrola no noroeste da Síria e do terrível número de civis mortos", acrescentou ele. "Quase 900.000 pessoas, a grande maioria das mulheres e crianças, fugiram nos últimos combates nas circunstâncias mais trágicas. Centenas foram mortas. Muitas foram deslocadas várias vezes. As crianças estão morrendo de frio".

"Os combates estão agora avançando para áreas com as maiores concentrações de pessoas, incluindo os deslocados, e ameaçando estrangular as linhas de vida humanitárias", disse o secretário-geral.

Guterres alertou que "o direito internacional humanitário e a proteção dos civis foram sistematicamente ignorados".

"À medida que o espaço para segurança diminui ainda mais, o potencial para o sofrimento humano aumenta", observou ele.

Segundo o chefe da ONU, cerca de 2,8 milhões de pessoas no noroeste da Síria precisam de assistência humanitária.

"No início deste mês, pensávamos que precisaríamos alcançar 800.000 pessoas deslocadas pela violência recente e em andamento", disse ele. "Agora, algo muito maior é necessário".

Falando sobre ajuda humanitária, o chefe da ONU disse que "estamos revisando nossos planos e emitindo um apelo urgente aos doadores por um adicional de 500 milhões de dólares americanos para cobrir as necessidades das pessoas deslocadas nos próximos seis meses".

"Além da terrível crise humanitária, os desenvolvimentos na área estão tornando as coisas cada vez mais perigosas", disse o secretário-geral.

Quanto à zona de descalcificação de Idlib, Guterres disse que a zona foi estabelecida em 2017, e sujeita a um novo memorando entre a Federação Russa e a Turquia em setembro de 2018, o Memorando de Sochi. "No entanto, no final de fevereiro de 2019, o acordo começou a vacilar, apesar de várias renovações de cessar-fogo nos meses subsequentes, mais recentemente em 12 de janeiro".

"Por quase um ano, assistimos a uma série de ofensivas terrestres do governo sírio apoiadas por ataques aéreos russos. Este mês houve repetidos confrontos mortais entre as forças do governo turco e sírio".

"Tudo isso significa que, além de uma situação humanitária dramática e deteriorada, enfrentamos agora o risco de um confronto cada vez mais sério, com consequências cada vez mais imprevisíveis", alertou Guterres.

Observando que é crucial romper o "círculo vicioso de violência e sofrimento", o chefe da ONU enfatizou que "eu pedi repetidamente um cessar-fogo imediato em Idlib para encerrar a catástrofe humanitária e agora também para evitar uma escalada incontrolável".

Referindo-se a outras ações que ele tomou, Guterres disse que transmitiu essa mensagem "publicamente e diretamente aos principais atuantes".

"Além disso, meu enviado especial para a Síria, assim como o coordenador de ajuda emergencial, ambos informaram repetidamente ao Conselho de Segurança, inclusive recentemente, dois dias atrás".

"Sob minha direção, meu enviado especial também esteve em estreita e constante comunicação com todos os envolvidos", acrescentou ele.

"A mensagem é clara: não há solução militar para a crise síria. A única solução possível permanece política", afirmou o secretário-geral.

O Kremlin teria declarado segunda-feira que os militares russos continuam apoiando as forças do governo sírio em sua luta contra terroristas no país.

"Ainda lamentamos que os terroristas tenham intensificado suas atividades em Idlib", disse o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, aos jornalistas em Moscou.

As tensões na província de Idlib, no noroeste da Síria, aumentaram recentemente, quando as forças do governo sírio, que lançaram ofensivas em larga escala contra os rebeldes na área, trocaram tiros com tropas turcas, causando várias mortes de ambos os lados.

Moscou apoia a ação militar de Damasco, citando ameaças terroristas em Idlib.

Ver original em "XINHUA Português" na ligação seguinte:

http://portuguese.xinhuanet.com/2020-02/23/c_138809827.htm

Secretário-geral da ONU pede cessar-fogo 'imediato' no noroeste da Síria

Secretário-geral da ONU, António Guterres
© AP Photo / Khalil Senosi

O secretário-geral da ONU, António Guterres, pediu um cessar-fogo imediato em meio à ofensiva em andamento no noroeste da Síria.

"O secretário-geral está alarmado com a rápida deterioração da situação humanitária no noroeste da Síria e o trágico sofrimento de civis", disse o porta-voz da ONU, Stephane Dujarric, em comunicado.

De acordo com o porta-voz, o "secretário-geral pede um cessar-fogo imediato".

O Exército sírio libertou muitas das áreas restantes controladas por militantes na província de Aleppo, destruindo fortificações inimigas e bombardeando milícias com artilharia ao longo do caminho.

Já em Idlib, o bombardeio de um dos 12 postos de observação da Turquia na província na semana passada levou as forças turcas a atacar dezenas de alvos sírios

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/oriente_medio_africa/2020021815231987-secretario-geral-da-onu-pede-cessar-fogo-imediato-no-noroeste-da-siria/

'Saque aberto e descarado': ministro da Defesa russo acusa EUA de roubarem petróleo sírio

Refinaria de petróleo em Marchmarin, na Síria
© AP Photo / Khalil Ashawi

O ministro da Defesa russo, Sergei Shoigu, afirmou em conversa com ministros italianos que os militares dos EUA estão saqueando "ao povo sírio" os recursos petrolíferos de que ele tanto precisa.

Os EUA estão roubando aberta e descaradamente os campos petrolíferos na Síria e, ao mesmo tempo, proíbem através de sanções o fornecimento de petróleo a este país, disse o ministro da Defesa russo, general de exército Sergei Shoigu.

Os ministros das Relações Exteriores e da Defesa russos, Sergei Lavrov e Sergei Shoigu, conversaram em Roma com seus homólogos italianos, Luigi di Maio e Lorenzo Guerini.

"Por um lado, os campos petrolíferos [território] em que o petróleo é produzido, são controlados pelos Estados Unidos. Lá está acontecendo um saque aberto e descarado da riqueza que pertence à Síria e ao povo sírio. Por outro lado, é proibido levar petróleo para lá", disse Shoigu em uma coletiva de imprensa transmitida no YouTube.

"Em terceiro lugar, a maioria dos que sofrem no território da Síria precisa de aquecimento, água quente e eletricidade que, como sabemos, é retirada de hidrocarbonetos que é proibido fornecer para lá, e eles nem sempre podem produzi-los por eles mesmos", explicou Shoigu.

Recorde-se que o presidente norte-americano Donald Trump anunciou em dezembro de 2019 a retirada de tropas dos EUA do noroeste da Síria, deixando, no entanto, um contingente reduzido de tropas, que logo tratou de ocupar os campos petrolíferos sírios com a justificação de protegê-los contra os grupos terroristas.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/oriente_medio_africa/2020021815231620-saque-aberto-e-descarado-ministro-da-defesa-russo-acusa-eua-de-roubarem-petroleo-sirio/

Erdogan diz que Turquia não tem intenção de invadir a Síria

Istambul, 15 fev (Xinhua) - O presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, disse no sábado que a Turquia "não tem intenção de invadir ou anexar o território sírio".

 

Falando em um evento de seu partido no poder em Istambul, Erdogan observou que o problema em Idlib, a última fortaleza controlada pelos rebeldes na Síria, não seria resolvida até que as forças do governo sejam atraídas para os limites estabelecidos pelo acordo de Sochi.

 

"Caso contrário, lidaremos com isso antes do final de fevereiro", enfatizou o presidente turco.

 

No início do dia, Erdogan e o presidente dos EUA, Donald Trump, trocaram opiniões por telefone sobre o término da crise em Idlib o mais rápido possível, anunciou o Diretório de Comunicações da Turquia no Twitter.

 

Os dois líderes concordaram que os ataques das forças do governo sírio contra os soldados turcos em Idlib eram inaceitáveis.

 

Na segunda-feira, cinco soldados turcos foram mortos e outros cinco ficaram feridos em um ataque de artilharia das forças do governo sírio em Idlib.

 

No início de fevereiro, as forças sírias mataram oito turcos, incluindo cinco soldados, em outra ofensiva de artilharia na região.

 

Ver original em "XINHUA Português" na ligação seguinte:

http://portuguese.xinhuanet.com/2020-02/17/c_138790907.htm

Grande festa em Alepo depois de o Exército assegurar a libertação dos arrabaldes

Em Dezembro de 2016, o Exército sírio e seus aliados conseguiram libertar o centro da cidade, após uma intensa batalha. Este fim-de-semana, conquistaram cerca de meia centena de localidades nos arredores.

Militares sírios recuperaram o controlo de dezenas de localidades e pontos estratégicos nos arredores de AlepoCréditos / RT

«Com passos estudados e operações concentradas», as tropas do Exército Árabe Sírio (EAS) conseguiram libertar, entre sábado e domingo, dezenas de terras, bairros, zonas industriais, rotundas e montes estratégicos localizados a oeste e noroeste da cidade de Alepo e que tinham sido tomados por grupos terroristas entre 2012 e 2013.

Os terroristas chegaram a ocupar 80% da província de Alepo – a mais povoada da Síria, com cerca de 4,5 milhões de habitantes – e sensivelmente metade da cidade homónima e capital da província. Mesmo após a vitória do EAS e seus aliados na decisiva Batalha de Alepo, em Dezembro de 2016, os jihadistas continuaram a lançar mísseis e morteiros para o centro da cidade.

 

Ao saberem das notícias, milhares de pessoas vieram para as ruas de Alepo, com bandeiras nacionais, cantando e gritando palavras de ordem de apoio ao Exército, para festejar o avanço decisivo das tropas, que põe fim a um «pesadelo» de anos e que, de acordo com números oficiais – divulgados pela Prensa Latina –, custou a vida a mais de 11 mil civis desde 2012.

O avanço fulminante do EAS deu-se em pleno colapso das forças jihadistas, que saquearam e queimaram o que puderam – incluindo os seus quartéis-generais – antes de se retirarem dos pontos que ocupavam.

Num comunicado hoje emitido, o Comando Geral do Exército e das Forças Armadas sublinha que «os heróis [do EAS] conseguiram cumprir as suas tarefas com elevada eficiência em tempo recorde, tendo recuperado o controlo total de dezenas de aldeias e cidades na oeste e noroeste de Alepo». Acrescenta que o EAS continuará a avançar na luta pela erradicação do terrorismo de toda a Síria, «por mais apoio que [os terroristas] tenham dos seus patrocinadores e protectores».

Começam as obras na auto-estrada Alepo-Damasco

Na sexta-feira, o EAS assegurou o controlo total da principal auto-estrada da Síria (M5), que comunica Daraa a Damasco, Homs, Hama e Alepo, e liga as fronteiras sírias com a Turquia, no Norte, e com a Jordânia, no Sul.

Tal operação implicou a libertação, no último mês, de troços da rodovia que estavam em poder dos terroristas e de localidades adjacentes em ambos os lados da M5, de onde os grupos terroristas facilmente podiam atacar a rodovia nas províncias de Idlib e Alepo.

Menos de 24 horas depois de anunciada a libertação total, as autoridades sírias deram início às operações de reabilitação da auto-estrada, que nalguns troços não tem alcatrão.

Os sapadores do Exército desactivaram centenas de minas e bombas deixadas pelos jihadistas, enquanto os bulldozers e camiões removeram rochas e barreiras de terra, além de dezenas de viaturas de guerra destruídas, indica a agência SANA.

Seguem-se as obras propriamente ditas, que incluem o asfaltamento das zonas danificadas, a reconstrução de pontes e viadutos, e a instalação de sinalização.

Ver original em "AbrilAbril" na seguinte ligação:

https://www.abrilabril.pt/internacional/grande-festa-em-alepo-depois-de-o-exercito-assegurar-libertacao-dos-arrabaldes

Exército sírio continua avançando e recuperando territórios

 

247 -Avanços sírios foram conquistados na província de Aleppo nesta quinta-feira (13), a exemplo do que já tinha acontecido na quarta-feira, quando unidades do exército nacional tinham libertado as cidades de Sheikh Ali, Arada e Arnaz, a oeste da estrada entre Damasco e Alepo.

Os avanços ocorreram após intensos confrontos entre os terroristas da Frente Al-Nousra e outros grupos terroristas.

Dessa maneira, o exército sírio consegue expandir o controle sobre a região oeste da rodovia internacional entre as cidades de Aleppo e Damasco.

Os esquadrões do exército que executaram a operação perseguiram os terroristas derrotados até as aldeias de Urm Kubra e Urm Suhgra, em cujos arredores ocorreram violentos confrontos.

Esses triunfos fazem parte da operação promovida pelo governo da Síria para libertar o noroeste do país da presença de terroristas.

Apesar dos obstáculos acarretados pela presença de forças turcas no território sírio, o exército do país conseguiu recuperar mais de 43% da província de Idlib, a noroeste, e cerca de 600 quilômetros quadrados entre essa província e Aleppo, como relatado no domingo passado pelo Estado Maior do Exército.

As informações são da Telesul

Os Turcos espreitam a sua oportunidade na Síria

Erdogan ameaça a Síria: se houver mais feridos turcos, atacaremos livremente.

 

 

A Síria responde às ameaças que passaram ao ato.

Síria

A 6 de Fevereiro o Comando Geral do Exército e das Forças Armadas Sírias já tinha declarado que enfrentaria qualquer agressão no solo sírio.

As tentativas simultâneas de Israel e da Turquia de apoiar o terrorismo não impedirão o exército sírio de prosseguir suas missões de campo até a eliminação do terrorismo de toda a Síria, acrescentou o Comando Geral.

Este Comando Geral explicou que “simultaneamente à agressão aérea israelita e mesmo sob sua cobertura, um comboio militar turco que com tanques e veículos blindados entrou às 2:00 da manhã e passou de Uglinar para a Síria.

A declaração indicava que o comboio militar turco “se espalhou entre as cidades de Binnech, Ma`rat Misrin e Taftanaz”, com o objetivo de proteger os terroristas da Jabhat al-Nusra, ou seja a Al-Qaeda síria criada por Abu Mohammad al-Julani há oito anos. O comboio turco pretendia impedir o avanço do Exército árabe sírio que pretende concluir a eliminação do terrorismo organizado que assedia os civis na província de Idlib e os toma como reféns e escudos humanos”.

A declaração concluiu dizendo que “as tentativas simultâneas de Israel e da Turquia, bem como o apoio ao terrorismo takfiri armado, não conseguirão desencorajar nossos soldados de prosseguirem suas missões de campo até que todo o solo sírio seja limpo das organizações terroristas armadas”.

O que são os Takfiri?

Os Takfiris são radicais Wahabi Salafitas e homens-bomba (tal como ISIL, Taleban, Boko Haram, al-Shabab, Sepah-e Sahaba, Lashkar-e-Jhangvi, etc.) que rotulam os cristãos, yazidis, alawitas sírios, hindus, xiitas e até populações sunitas comuns como kafirs ou infiéis que tem como objectivo exterminar.

A Turquia atacará as forças do governo sírio em qualquer lugar do norte da Síria se outro soldado turco for ferido e puder usar força aérea, disse o presidente turco Tayyip Erdogan, ontem dia 12, quarta-feira.

Falando em Ancara, Erdogan disse que a Turquia está determinada a empurrar as forças do governo sírio para além dos postos de observação turcos na região de Idlib, no noroeste do país, até o final de fevereiro. “Faremos isso por todos os meios necessários, por via aérea ou terrestre”, afirmou o presidente do país vizinho do norte e invasor persistente com interesses expansionistas.

O presidente da Rússia, Vladimir Putin e Erdogan, discutiram por telefone o crescente conflito na província de Idlib, na Síria, disse o Kremlin também na quarta-feira.

O Kremlin disse numa nota curta à imprensa que Putin e Erdogan haviam concordado com a importância da implementação de acordos russo-turcos na Síria e que os contactos entre a Síria e a Rússia na Síria devem continuar por meio de agências relevantes.

A delegação turca irá a Moscovo nos próximos dias para discutir o crescente conflito na região de Idlib, na Síria, confirmou o ministro das Relações Exteriores Mevlut Cavusoglu na quarta-feira, frisando mais uma vez que cerca de 1 milhão de pessoas foram deslocadas devido a ataques (de defesa) sírios apoiados pela Rússia.

Numa entrevista coletiva em Tirana, Cavusoglu também disse que a Alemanha forneceu à Turquia 40 milhões de euros em apoio aos planos turcos de ajudar os sírios que fogem de Idlib.

A Alemanha

Entretanto e de forma oportuna jornal alemão Die Zeit revelou no domingo que as autoridades alemãs estão a seguir uma rede que está a fazer campanha para financiar a organização terrorista Al Qaeda na Síria.

O jornal DIE ZEIT disse que a investigação revelou “a presença de uma rede que inclui 60 extremistas alemães que estão atualmente na província de Idlib, no norte da Síria, e tentam arranjar fundos na Alemanha para financiar e apoiar a organização terrorista al-Qaeda”, observando que esses extremistas estão usando a aplicação APP Telegram para promover a chamada “jihad na Síria”

De acordo com a investigação, “os membros da rede enviam vídeos e mensagens de voz à Alemanha para angariar dinheiro a ser enviado para uma pessoa em Istambul ou Londres via criptomoeda.

O Escritório Federal para a Proteção da Constituição na Alemanha disse saber que estes operadores on line são próximos da organização terrorista Al Qaeda e fornecem apoio financeiro e estão tentando recrutar pessoas para lutar ao lado da Al Qaeda, na Síria.”

Os países ocidentais estão em estado de alerta de segurança por medo do retorno do terrorismo, que alguns desses mesmos países apoiaram.

O Kremlin também acusou na quarta-feira a Turquia de desrespeitar os acordos feitos com a Rússia para neutralizar militantes na província síria de Idlib e disse que os ataques de militantes às forças sírias e russas na região continuam.

Vladimir Tarabrin, Diretor do Centro de Gestão de Crises do Ministério das Relações Exteriores da Rússia enfatizou que as forças russas e sírias atacam organizações terroristas apenas nas suas operações.

“Declaramos mais de uma vez que nem a Rússia nem o exército sírio estão a bombardear populações civis e todos os ataques são dirigidos apenas a formações terroristas e àqueles que têm e transportam armas e lutam contra as autoridades sírias legítimas”, disse Tarabrin em entrevista ao russo. O porta-voz presidencial da Rússia, Dimitri Peskov, confirmou ontem que os ataques terroristas de Idlib são inaceitáveis.

As unidades do Exército Árabe Sírio e suas forças aliadas continuam operações intensivas contra as redes terroristas e sua sede no campo de Idlib e Alepo, causando-lhes pesadas perdas.A violência na província de Idlib decorre com as tropas do governo a aproximaram-se da captura da última zona controlada por rebeldes e de uma estrada estratégica, a M5, que liga o sul e o norte da Síria. A auto estrada foi libertada e ficou sob controle total das forças do presidente Bashar Assad pela primeira vez desde 2012. Com o apoio da Rússia e do Irão, as tropas sírias estão na ofensiva há semanas em Idlib e em partes das províncias vizinhas de Aleppo.

Uma crise humanitária com 700.000 pessoas fugindo de suas casas e avançando para o norte em direção à fronteira com a Turquia, dizem os jornais e a televisão turcos. As populações agradecem às tropas regulares sírias a sua libertação das forças rebeldes.

No sábado, forças do governo sírio capturaram novas áreas de rebeldes e terroristas ao controlar uma estrada importante no noroeste, enquanto a Turquia enviava mais reforços ao país devastado pela guerra, disseram agências noticiosas sírias.

A TV estatal síria informou no sábado dia 8 que as forças do governo capturaram quatro aldeias na província de Aleppo, perto da auto estrada. Ele acrescentou que as tropas sírias e os especialistas em minas removeram explosivos e minas da cidade recentemente capturada de Saraqeb, que fica em um cruzamento onde o M5 se encontra com a rodovia M4, ligando a costa da Síria ao leste do país.

As notícias mudam de perspetiva e de apreciação conforme o lado da fronteira que as emite.


Por opção do autor, este artigo respeita o AO90


 
 
 

Ver original no jornal 'TORNADO' na seguinte ligação:

https://www.jornaltornado.pt/os-turcos-espreitam-a-sua-oportunidade-na-siria/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=os-turcos-espreitam-a-sua-oportunidade-na-siria

Soldados dos EUA matam adolescente na Síria durante conflito com civis

Forças dos EUA em Manbij, Síria (foto de arquivo)
© AFP 2019 / Delil Souleiman

Pelo menos um adolescente morreu e outro civil sírio ficou ferido durante conflito entre locais e militares dos EUA a leste da cidade síria de Qamishli, após tropas de Damasco pararem comboio americano.

Um comboio com pelo menos quatro veículos blindados americanos foi impedido de continuar sua marcha por tropas do Exército sírio em um vilarejo ao leste da cidade de Qamishli.

Além dos militares sírios, os locais também tentaram impedir a livre circulação dos veículos americanos, o que deu origem ao conflito.

"Um posto do Exército sírio na área [da província de Al-Hasakah] na manhã desta quarta [12 de fevereiro] parou quatro veículos da ocupação americana quando estes tentavam cruzar a estrada de Al-Suwais – Alaia – Khirbet Amo, a leste da cidade de Qamishli. Centenas de moradores dos vilarejos de Khirbet Amo e Hamou se reuniram próximo ao posto para impedir que os veículos da ocupação americana o cruzassem e os forçar a voltar para o local de sua origem", informou um repórter da agência estatal síria SANA.

Ainda de acordo com o repórter, os soldados americanos abriram fogo com munições reais, assim como lançaram bombas de fumaça contra os locais.

Como resultado, um adolescente de 14 anos morreu, enquanto outro civil ficou ferido.

Por sua vez, os civis utilizaram pedras para atacar os blindados americanos, gerando danos nos veículos. Parte da ação é vista no vídeo abaixo.

Uma aeronave militar, supostamente americana, foi avistada pelos presentes sobrevoando o local, como é possível ver em uma publicação feita no Twitter.

 

Um dos aviões F-15 da Força Aérea dos EUA, corrija-me se estiver errado, fez uma demonstração de força voando baixo e lançando flares [dispositivos pirotécnicos para defesa do avião].

Presença militar dos EUA

Há anos que Washington mantém tropas no território da Síria, o que tem sido fonte de críticas tanto por Damasco quanto por Moscou.

Apesar de o presidente americano, Donald Trump, ter expressado interesse em remover suas tropas do país árabe no ano passado, os militares norte-americanos continuam no país, tendo neste ano já sido reportada a construção de novas bases dos EUA na área.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/oriente_medio_africa/2020021315211920-soldados-dos-eua-matam-adolescente-na-siria-durante-conflito-com-civis-video-foto/

Exército sírio liberta Khan al-Assal e repele ofensiva apoiada pelos turcos

Unidades do Exército Árabe Sírio reconquistaram Khan al-Assal, uma localidade na província de Alepo que a Frente al-Nusra dominara em Julho de 2013, executando depois dezenas de soldados sírios.

Soldado sírio após a libertação de Alepo, no final de 2016, após mais de quatro anos de ocupação por forças terroristasCréditos

Com a reconquista, esta terça-feira, de Khan al-Assal e dos bairros no sector de al-Rashidin 4, junto à cidade de Alepo, o Exército Árabe Sírio (EAS) completou a libertação de todo o lado oriental da auto-estrada M5 (Alepo-Damasco-fronteira com a Jordânia), noticia a agência SANA.

A mesma fonte refere que o EAS repeliu uma grande ofensiva das forças jihadistas, apoiada pelas tropas turcas, nas imediações da localidade de al-Nairab, a ocidente de Saraqib, na província de Idlib.

O EAS destruiu carros-bomba conduzidos por suicidas da Hayat Tahrir al-Sham e resistiu a intenso fogo de artilharia lançado pelas tropas turcas, enquanto centenas de terroristas avançavam para tentar recuperar al-Nairab, informou a televisão estatal, referida pela Prensa Latina.

Algumas fontes avançaram ontem que as tropas sírias e aliadas tinham assumido o controlo total da M5, mas tal informação não é confirmada nem pela SANA nem pela Prensa Latina, que afirma, antes, que o EAS está à beira de anunciar a libertação completa dessa auto-estrada estratégica para o país arábe.

Síria denuncia «agressão turca»

O governo sírio emitiu um comunicado, esta terça-feira, em que condena o envio de mais tropas, por parte da Turquia, para as províncias de Alepo e Idlib, sublinhando que tais acções não irão salvar os grupos terroristas que estão a atacar a população civil.

 

No texto, citado pela PressTV, o Ministério sírio dos Negócios Estrangeiros reafirma «a rejeição categórica de qualquer presença turca em território sírio» e afirma que tal «constitui uma violação flagrante do direito internacional e da soberania da Síria», contradizendo além disso «os termos do que foi acordado em Astana e Sochi sobre a Zona Segura em Idlib».

A ingerência militar turca é «uma tentativa de salvar os seus mercenários terroristas que estão a ser derrotados pelo Exército Árabe Sírio», defendem as autoridades sírias, que apelam à comunidade internacional para que «tome as medidas necessárias para travar o comportamento hostil da Turquia e o seu apoio ilimitado ao terrorismo na Síria e na Líbia».

Erdogan ameaça a Síria e Moscovo responde que a Turquia «não cumpriu»

O presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, tem acusado o EAS de atacar aldeias e tropas turcas na província síria de Idlib, e, hoje, ameaçou mesmo investir contra as tropas de Damasco em qualquer ponto da Síria, caso as tropas de Ancara voltem a ser atacadas.

Em resposta, Dmitry Peskov, porta-voz do Kremlin, disse à imprensa que o EAS está a levar a cabo acções contra grupos terroristas na província de Idlib, não civis, e lembrou que a Turquia falhou o compromisso assumido de limpar de grupos jihadistas a Zona Segura de Idlib – apesar de ter prometido fazê-lo no âmbito do acordo de cessar-fogo, alcançado em 2018, por Moscovo e Ancara, revela a RT.

No que respeita ao ataque a tropas turcas, Peskov afirmou que se confirmava um dos «incidentes» apontados por Erdogan e que tal ocorrera porque os turcos não tinham comunicado devidamente a Damasco as movimentações as suas tropas – ocupantes.

Ver original em "AbrilAbril" na seguinte ligação:

https://www.abrilabril.pt/internacional/exercito-sirio-liberta-khan-al-assal-e-repele-ofensiva-apoiada-pelos-turcos

Defesa turca reivindica destruição de mais de 50 alvos do Exército Sírio

Exército Sírio na província de Idlib (arquivo)
© Sputnik / Ilia Pitalev

O Ministério da Defesa turco declarou hoje que 51 unidades pertencentes ao Exército Sírio, incluindo dois tanques, um local de instalação antiaérea e um depósito de munições, foram destruídas, enquanto um tanque foi apreendido por suas forças.

Esses novos ataques se seguem a outros, realizados ontem, contra 115 alvos governamentais sírios, anunciados pela Turquia como uma retaliação por ataques sírios a um posto de observação turco no noroeste de Idlib. 

 

​De acordo com as informações mais recentes da região de Idlib, 51 elementos do regime [sírio] foram neutralizados, 2 tanques, 1 local antiaéreo e 1 depósito de munição foram destruídos e 1 tanque foi apreendido.

Mais cedo, o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, afirmou que a Síria pagaria um "preço muito alto" por atacar tropas turcas na região síria de Idlib, onde 13 soldados turcos já teriam sido mortos nos últimos dias. 

 

​A Turquia lançou uma ofensiva militar não autorizada contra o norte da Síria no início de outubro passado, com o objetivo de combater milícias curdas na região, operação considerada por Damasco uma violação da soberania síria.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/oriente_medio_africa/2020021115205834-defesa-turca-reivindica-destruicao-de-mais-de-50-alvos-do-exercito-sirio/

Exército sírio retoma controle parcial de rodovia em Idlib

Membro do exército sírio dirige em vilarejos retomados ao sudeste da província de Idlib, em 25 de janeiro de 2020
© Sputnik / Mikhail Voskresensky

O Exército sírio retomou o controle de Al Nerab após uma retirada forçada por curto prazo, informa o correspondente da Sputnik no local.

A 25ª brigada do Exército sírio realizou uma retirada tática da cidade de Al-Nairab, localizada a oeste da cidade de Saraqib, na província de Idlib, em meio a um ataque repentino dos terroristas, cita o correspondente da Sputnik Árabe.

Contudo, após um curto período de tempo, o comando do Exército sírio decidiu retornar e contra-atacar a cidade com o propósito de expulsar os militantes que não tiveram tempo de se entrincheirar.

Os militares sírios também retomaram o controle sobre uma área adjacente à rodovia M5 Aleppo–Damasco, localizada no sul do país, bem como das regiões de Rashidun e Ghabat Asad, ambas localizadas no início da rodovia M5, ao norte.

Sendo assim, o Exército sírio está realizando dois ataques simultâneos, ao norte e mais a sul ao longo da rodovia. Além disso, o Exército sírio está reforçando suas posições para rechaçar os próximos ataques dos terroristas na região.

De acordo com o comando de operações militares, aproximadamente 150 militantes do Jabhat Fateh al-Sham participaram da ofensiva contra a cidade de Al-Nairab. 

Também foi informado que o Exército sírio eliminou com sucesso 148 terroristas, enquanto que dois dos feridos fugiram, retornando às áreas controladas pelos terroristas em Idlib.

Anteriormente, a Turquia havia informado que os militares sírios haviam deixado a cidade de Al-Nairab.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/oriente_medio_africa/2020021115204767-exercito-sirio-retoma-controle-parcial-de-rodovia-em-idlib/

A Turquia joga com um pau de dois bicos face à Rússia

 
Presidente turco Recep Tayyip Erdoğan, comentando os confrontos militares em Alepo (Síria) [1], declarou a 3 de Fevereiro de 2020: «Devo dizer às autoridades russas que o nosso interlocutor aqui não são vocês, mas o "regime". Não vos atravesseis no nosso caminho».
 
O Ministro da Defesa, o General Hulusi Akar, confirmou que o exército turco atacou 54 alvos e matou 76 soldados sírios em retaliação pela morte de 5 de seus soldados e de 3 civis turcos.
 
No decurso de uma conversa telefónica entre os ministros russo e turco dos Negócios Estrangeiros, Serguei Lavrov e Mevlüt Çavuşoğlu, a Rússia sublinhou que os confrontos sírio-turcos foram a consequência da ausência da aplicação dos compromissos assumidos pelo presidente turco com o seu homólogo russo, Vladimir Putin, em 17 de Setembro de 2018. A Rússia salientou também que as forças turcas não a haviam previamente informado da sua movimentação ao contrário do estabelecido nos Acordos de Sochi, o que o exército turco desmentiu.
 
Os exércitos russo e turco cessaram imediatamente as suas patrulhas conjuntas.
 
 
A imprensa turca observa que o ataque sírio ocorre quando acontece um arrefecimento nas relações de Ancara com a União Europeia, a propósito do oleoduto do Mediterrâneo e da Líbia.
 
A imprensa russa publica testemunhos de antigos jiadistas da Alcaida garantindo terem sido recrutados à força pelos Turcos para a Frente Al-Nusra, em 2011.
 
No dia seguinte, 4 de Fevereiro, Mevlüt Çavuşoğlu, presidiu, em Ancara, à Conferência de embaixadores turcos «A Ásia de novo». Ele aproveitou a oportunidade para assumir um perfil discreto vis-a-vis à Rússia e denunciar «a arrogância do regime de Damasco». Declarou que os processos de Sochi e Astana não estavam mortos, mas apenas «feridos». Nós não achamos apropriados os pretextos dos Russos afirmando que não conseguem controlar completamente o regime sírio», prosseguiu ele.
 
Durante a semana, para escapar aos combates, 151. 000 civis deslocaram-se para as zonas ocupadas pelo exército turco, mas não puderam atravessar a fronteira.
 
Chegando à Ucrânia para o 8º Conselho Estratégico Turco-Ucraniano, o Presidente Erdoğan, pelo contrário, endureceu o seu tom face à Rússia. Ao passar em revista a Guarda Nacional exclamou «Glória à Ucrânia»! Ao que os soldados responderam: «Pelos heróis da glória!» segundo os rituais dos colaboracionistas dos nazistas (os banderistas). Este grito é de novo utilizado contra os independentistas do Donbass.
 
Ele reafirmou não reconhecer «a anexação da Crimeia pela Rússia». E, ele recebeu o Chefe da Brigada Internacional Islamista, Mustafa Djemilev (dito «Mustafá Kırımoğlu»[foto] [2]).
 
Voltaire.net.org | Tradução Alva
 
Notas:
[1] “A Turquia manda abater 4 oficiais do FSB russo”, Tradução Alva, Rede Voltaire, 4 de Fevereiro de 2020.
[2] «Ucrania y Turquía han creado una brigada internacional islámica contra Rusia», por Thierry Meyssan, Red Voltaire , 15 de agosto de 2015.

EUA estão construindo 2 bases na Síria em zona rica em petróleo, segundo mídia

Soldados norte-americanos na Síria (foto de arquivo)
© AFP 2019 / Delil Souleiman

Militares norte-americanos estão construindo duas novas bases na província síria de Al-Hasakah, rica em petróleo, ao norte da cidade Tel Berrak, próximo ao campo de petróleo de Rumeylan.

Das duas novas bases, uma estaria sendo construída da planta, enquanto a segunda seria implantada em um edifício usado por forças curdas na cidade de Al-Hasakah, próximo dos campos de petróleo de Deir ez-Zor, noticiou a agência Anadolu, citando fontes ligadas ao assunto.

De acordo com a mídia, os militares americanos inspecionaram uma região próxima do campo de petróleo de Rumeylan, também na província de Al-Hasakah, antes de equipes com materiais de construção terem iniciado as obras de uma nova base.

Americanos 'vão ficar por um tempo'

A implantação das bases ocorre pouco tempo após o chefe do Comando Central dos EUA, general Frank McKenzie, ter afirmado que suas tropas "permanecerão na Síria por um tempo".

O militar também sugeriu que as tropas americanas não deverão sair da Síria em breve, apesar de o presidente americano, Donald Trump, ter expressado o desejo de remover seus militares do país árabe no ano passado.

Por sua vez, o governo do presidente Bashar Assad já condenou por inúmeras vezes a presença de tropas americanas em seu país, que não têm autorização de Damasco.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/oriente_medio_africa/2020020915199042-eua-estao-construindo-2-bases-na-siria-em-zona-rica-em-petroleo-segundo-midia/

Exército sírio libertou mais de 600 quilómetros quadrados em Idlib e Alepo

O comando militar sírio destacou, este domingo, os grandes avanços alcançados no terreno pelas forças que, em Idlib e Alepo, lutam contra os grupos terroristas patrocinados por países estrangeiros.

Soldados sírios celebraram a derrota da Al-Nusra no Sudoeste de AlepoCréditos / Twitter (Fares Shehabi)

«Nas províncias de Idlib e Alepo, as unidades do Exército Árabe Sírio (EAS) continuaram a avançar no terreno contra os grupos terroristas, que intensificaram os seus ataques contra civis e os utilizam como escudos humanos», informou hoje em comunicado o Comando Geral do Exército e das Forças Armadas.

O texto, citado pela agência SANA, sublinha que as unidades militares alcançaram avanços significativos e que as tropas que avançavam do Leste da província de Idlib se reencontraram com as que avançavam do Sul da província de Alepo.

Os militares sírios e seus aliados recuperaram o controlo sobre «uma área geográfica com mais de 600 quilómetros quadrados e expulsaram os terroristas de dezenas de aldeias, cidades e montes estratégicos», acrescenta a nota.

O Comando Geral sublinha ainda que «as tentativas dos países patrocinadores do terrorismo não conseguirão deter o colapso crescente entre as fileiras dos grupos terroristas» e que o EAS irá continuar a cumprir o dever de libertar todo o território sírio do terrorismo.

Menos de 20 km da M5 por controlar

Entre os pontos libertados figura o estratégico monte al-Eiss, no Sul da província de Alepo, reconquistado após intensos combates e ataques de artilharia, e cujo domínio permite controlar vastas zonas em redor, incluindo troços da auto-estrada M5, que liga Alepo e Damasco.

De acordo com a Prensa Latina, depois dos últimos avanços do EAS no terreno, há nove postos de observação turcos cercados na província de Idlib. Além disso, já menos de 20 quilómetros da estratégica auto-estrada que vai de Alepo até Damasco e daí até à fronteira com a Jordânia, no Sul do país, é controlada pelos terroristas.

Apesar de a Turquia ter enviado, na quinta-feira passada, um comboio militar para esta região síria – com o claro intuito de travar o avanço militar das forças de Damasco –, os jihadistas têm estado a ceder. No último mês, perderam o controlo sobre mais de meia centena de localidades na província, incluindo os «bastiões» de Ma'arat an-Numan e Saraqib.

Em declarações à Al-Masdar News, um oficial do EAS disse que o objectivo agora é continuar até à cidade de Sarmin, na direcção de Idlib. Na última quinta-feira, os militares sírios entraram em Saraqib, cidade junto à qual se ligam as auto-estradas M5 e M4 (de Latakia para Alepo e, daí, até fronteira com o Iraque).

Sapadores do EAS iniciaram, este sábado, as operações de «limpeza» em Saraqib, para desactivar cargas explosivas e minas ali deixadas pelos grupos jihadistas.

A SANA informou que foram encontrados depósitos de munições, um hospital de campanha e sedes fortificadas, além de logótipos da Frente al-Nusra (Al-Qaeda), espalhados pela cidade.

Ver original em "AbrilAbril" na seguinte ligação:

https://www.abrilabril.pt/internacional/exercito-sirio-libertou-mais-de-600-quilometros-quadrados-em-idlib-e-alepo

Turquia segue enviando equipamento militar para Idlib, na Síria

Tanque da Turquia perto da cidade de Manbij, no nordeste da Síria, em 15 de outubro de 2019, após a retirada das forças norte-americanas da região
© AP Photo / Ugur Can

A Turquia continua realizando a transferência de armas e veículos blindados para seus postos de observação na província de Idlib, no noroeste da Síria.

A região de Idlib abriga uma zona de diminuição de conflitos definida através de acordo entre Turquia e Rússia.

A informação de que os equipamentos militares turcos seguem sendo enviados à região foi publicada nesta quinta-feira (6) pelo jornal turco Aksam.

Segundo o jornal, essas armas são enviadas a Idlib para fortalecer os postos de observação turcos que monitoram a província.

A Turquia, ao lado da Rússia e do Irã, é fiadora do cessar-fogo na Síria. Em 2017, os lados concordaram em estabelecer zonas para diminuir as hostilidades no país árabe.

Na quarta-feira (5), o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, afirmou que pediu ao presidente russo, Vladimir Putin, que pressione o presidente sírio, Bashar Assad, para pôr fim à ofensiva das forças armadas sírias em Idlib, onde permanece a zona entre Ancara e Moscou.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/oriente_medio_africa/2020020615122078-turquia-segue-enviando-equipamento-militar-para-idlib-na-siria/

Acção coordenada turco-israelita «mostra quem apoia o terrorismo» na Síria

Um comboio militar turco entrou na província de síria de Idlib, esta madrugada, quando Israel atacava com mísseis o Sudoeste do país árabe. A diplomacia síria afirma que «caíram as máscaras».

Defesa anti-aérea síria responde ao ataque israelita em DamascoCréditos / Twitter

O Ministério sírio dos Negócios Estrangeiros denuncia, num comunicado hoje emitido, que a entrada de forças militares turcas no país – numa sincronia exposta e a coberto da agressão israelita – confirma a unidade de objectivos «entre o regime turco e a entidade israelita» no que respeita à protecção dos terroristas.

Em declarações anteriores, o Ministério sírio da Defesa havia informado que um comboio militar turco entrara na província de Idlib precisamente quando o país árabe era alvo de uma agressão com mísseis por parte de Israel.

Num momento em que o Exército Árabe Sírio (EAS) e seus aliados avançam a grande ritmo na ofensiva antiterrorista nas províncias de Alepo e Idlib, libertam dezenas de localidades, cercam a cidade estratégica de Saraqib (localizada na confluência entre as auto-estradas M4 e M5) e se aproxima de Idlib (capital da província homómina), os efectivos turcos foram colocados numa frente que abrange as aldeias de Binnish, Ma'ar Masrin e Taftanaz, para criar uma barreira de protecção aos terroristas em Idlib e, segundo denuncia o Ministério da Defesa, impedir as manobras do EAS contra a Jabhat al-Nusra.

Sobre o ataque israelita, a mesma fonte, citada pela agência SANA, indica que ocorreu entre a 1h e as 2h da madrugada, precisando que um grande número de mísseis foram disparados por aviões israelitas, a partir dos Montes Golã ocupados e do Sul do Líbano, contra alvos nos arredores de Damasco e nas províncias de Quneitra e de Daraa. Pelo menos oito soldados ficaram feridos.

Na nota do Ministério sírio dos Negócios Estrangeiros, sublinha-se que a acção turca, em coincidência com a agressão israelita, constitui uma «violação flagrante da soberania da Síria e do direito internacional», e esclarece sobre quem «apoia e protege o terrorismo na Síria».

Para a diplomacia síria, a simultaneidade da agressão israelita e da entrada de forças militares turcas no país «fez cair as máscaras e mostrou a verdadeira cara feia do regime turco, que costumava afirmar a sua hostilidade a "Israel"».

As autoridades sírias afirmam ainda que estes actos de agressão não irão impedir o EAS de prosseguir a luta contra o terrorismo «até que todo o território sírio seja libertado».

Ver original em "AbrilAbril" na seguinte ligação:

https://www.abrilabril.pt/internacional/accao-coordenada-turco-israelita-mostra-quem-apoia-o-terrorismo-na-siria

Defesa aérea síria frustra ataque contra Damasco

Míssil cruza o céu sobre Síria (imagem referencial)
© AP Photo / Hassan Ammar

Relatos da mídia local informam que explosões foram ouvidas na capital da Síria, Damasco, com a defesa aérea repelindo um ataque de mísseis.

A Defesa Aérea da Síria frustrou um ataque contra Damasco, informou a agência de notícias SANA nesta quarta-feira.

Segundo informações da agência, explosões foram ouvidas na região oeste da zona rural de Damasco. Segundo suas fontes no exército, o comando militar acredita que Israel estaria por trás da agressão.

Imagens e vídeos do ataque foram compartilhados no Twitter.

 

​Até o momento, não foram divulgadas mais informações sobre possíveis vítimas ou danos. Alguns relatos afirmam que o distrito de Mezzah, onde está localizado o aeroporto militar Al Mezzah, também foi alvo do ataque.

A Síria está envolvida em uma guerra civil devastadora desde 2011, com as forças do governo lutando contra numerosos grupos da oposição, bem como organizações terroristas.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/oriente_medio_africa/2020020515103824-defesa-aerea-siria-frustra-ataque-contra-damasco/

Rússia pede que Turquia cumpra com suas obrigações do acordo sobre Idlib

Ministro interino das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, durante conferência de imprensa sobre os resultados da política externa russa em 2019, em 17 de janeiro de 2020
© Sputnik / Aleksandr Vilf

A Turquia declarou anteriormente que estava trabalhando com a Rússia para diminuir as tensões na chamada zona de desescalada da Síria, onde tropas turcas e forças do governo sírio entraram em confronto recentemente.

O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, pediu nesta terça-feira (4) que a Turquia cumpra rigorosamente o acordo de Sochi sobre Idlib. O diplomata russo afirmou que Ancara não cumpriu com uma série de obrigações essenciais para facilitar a situação na província síria.

Lavrov acrescentou que centenas de militantes estão se mudando da zona de desescalada de Idlib para a Líbia para participar de ofensivas.

De acordo com o chanceler, a Rússia não pode resolver esse problema por conta própria, mas pode exigir a "plena implementação dos acordos existentes sobre Idlib". "Discutimos isso com nossos parceiros turcos", acrescentou Lavrov.

"Estamos recebendo informações sobre o envio de tropas turcas na zona de Idlib, sobre o início de seus confrontos com unidades do exército sírio. Nossos militares estão monitorando essa situação. Segundo nossas informações, que já foram relatadas pelo Estado-Maior, os militares turcos avançaram para determinados locais dentro da zona de desescalada de Idlib, sem nos avisar sobre esses movimentos e, portanto, não pudemos informar o exército sírio sobre isso", afirmou Lavrov em entrevista ao jornal russo Rossiyskaya Gazeta.

"Os ataques foram conduzidos [pelo exército sírio] e a parte turca ameaçou retaliar. Tudo isso é muito triste", completou.

 

​O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, declarou anteriormente que o país não pretende aumentar as tensões com a Rússia em torno da situação em Idlib, na Síria. Ao mesmo tempo, o presidente turco acrescentou que Ancara impedirá que as forças do governo sírio ganhem terreno na província do noroeste.

O presidente russo, Vladimir Putin, e o seu colega turco, Recep Tayyip Erdogan, assinaram um memorando militar na cidade russa de Sochi em outubro do ano passado, estabelecendo uma zona de segurança de 29 quilômetros na fronteira entre a Síria e a Turquia e reforçando patrulhas policiais regulares para facilitar a retirada de combatentes curdos do norte da Síria.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/russia/2020020415097045-russia-exige-que-turquia-cumpra-com-suas-obrigacoes-do-acordo-sobre-idlib/

Capacetes Brancos estariam 'preparando ataque químico de falsa bandeira' em Idlib

Imagem mostra fumaça após ataques aéreos do governo sírio na cidade de Douma, a leste de Damasco, Síria (foto de arquivo)
© AP Photo / Defesa Civil Síria Capacetes Brancos

Militantes e Capacetes Brancos se preparam para encenar um ataque químico na província síria de Idlib, enquanto o Exército sírio continua avançando, comunicou o Centro Russo de Reconciliação na Síria.

De acordo com a informação que chegou ao centro de reconciliação na segunda-feira (3) à noite, membros do autodenominado grupo de defesa civil (que opera exclusivamente em territórios controlados por militantes antigovernamentais) foram vistos chegando à cidade síria de Maarat al-Artik e preparando uma "provocação com o uso de agentes tóxicos".

Cerca de 15 Capacetes Brancos foram vistos no local, ao lado de militantes do Hayat Tahrir al-Sham (HTS) - grupo terrorista afiliado à Al-Qaeda (proibido na Rússia e outro países) e anteriormente denominado Frente al-Nusra - informaram dois moradores locais, acrescentando que dois veículos entregaram cerca de 400 litros (100 galões) de produtos químicos na cidade.

Segundo os relatos, aproximadamente 200 pessoas, incluindo crianças (a maioria familiares de militantes do HTS, que tinham sido evacuadas para Idlib de outros lugares na Síria) poderiam estar envolvidas na encenação de ataques químicos de falsa bandeira.

O centro russo denunciou Mahi al-Din al-Am como sendo o comandante militante envolvido no plano, afirmando que foi este mesmo homem que ajudou a encenar e filmar o alegado ataque químico na cidade síria de Khan Shaykhun em abril de 2017.

Plano criminoso

Para evitar uma escalada de tensões, o centro pediu aos militantes que abandonassem seu "plano criminoso" e pediu à Turquia, que recentemente enviou tropas para Idlib, controlada por grupos extremistas, que exercessem "toda a pressão possível".

Após o incidente de Khan Shaykhun em 2017, os EUA lançaram mísseis contra a Síria. Outro ataque aéreo e de mísseis foi lançado em abril de 2018, após um incidente químico similar na cidade síria de Douma, perto de Damasco.

Uniformes dos Capacetes Brancos são encontrados durante busca na sede de terroristas em Ghouta Oriental.
© Sputnik / Morad Saeed
Uniformes dos Capacetes Brancos são encontrados durante busca na sede de terroristas em Ghouta Oriental.

Apesar de a Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ) ter dito que o ataque em Douma pode ter acontecido, denunciantes tornaram público recentemente que as provas do caso foram adulteradas para chegar a essa conclusão, enquanto avaliações dos peritos internos da OPAQ foram ignoradas.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/oriente_medio_africa/2020020415093779-capacetes-brancos-estariam-preparando-ataque-quimico-de-falsa-bandeira-em-idlib/

Turquia não hesitará em usar força militar se Síria não cessar ataques em Idlib, diz Erdogan

Soldados turcos (imagem referencial)
© REUTERS / Kenan Gurbuz

Presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, ameaçou usar poder militar, dentre outras opções, caso situação na província síria de Idlib não volte ao normal.

"Nós não vamos ficar vendo a situação na Síria [...] Nós não hesitaremos em fazer o que for, incluindo usar o poder militar [...] Faremos o que for necessário quando alguém está ameaçando o nosso território. Nós não teremos outra alternativa além de tomar o mesmo caminho de novo se a situação em Idlib não voltar ao normal rapidamente", publicou as palavras de Erdogan o canal NTV.

A declaração do presidente turco se deu logo após o Exército sírio avançar sobre pontos estratégicos na província de Idlib.

Os avanços têm logrado considerável sucesso para as forças do governo da Síria.

Nesta sexta-feira (31), o Exército sírio expandiu suas operações pelo oeste da rodovia internacional de Aleppo e Hama, assim como retomou a cidade de Hayysh e diversos vilarejos entre Khan Shaykhun e Maarat al-Numan, conforme publicou a agência SANA.

Os avanços fazem parte de um esforço de Damasco para combater a presença de grupos terroristas e forças rebeldes.

Intervenção militar

No ano passado, a Turquia conduziu a operação militar intitulada de Fonte de Paz dentro do território sírio contra forças curdas.

A ação resultou na realização de patrulhas conjuntas entre Ancara e Moscou na fronteira do país com a Síria para reduzir as tensões na região.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/oriente_medio_africa/2020013115081083-turquia-nao-hesitara-em-usar-forca-militar-se-siria-nao-cessar-ataques-em-idlib-diz-erdogan/

Exército sírio avança na ofensiva antiterrorista em Idlib e Alepo

Nas últimas horas, o Exército sírio e forças aliadas reconquistaram áreas controladas por jihadistas em Idlib e Alepo. Damasco afirma que a ofensiva não vai parar até à erradicação total do terrorismo.

Pela primeira vez desde 2014, o Exército Árabe Sírio tem à vista Ma'arat an-Numan, na província de Idlib, na sequência da forte ofensiva que lançou nas últimas horasCréditos / Malay Mail

No Sudeste da província de Idlib, os militares sírios conseguiram avançar e reconquistar várias localidades, após fortes confrontos com grupos terroristas. De acordo com a agência SANA, o Exército Árabe Sírio (EAS) posiciona-se agora a poucos metros da cidade-chave de Ma'arat an-Numan [vídeo], considerada o principal bastião das forças terroristas na região e localizada junto à auto-estrada que liga Damasco a Alepo.

Além de várias localidades em redor de Ma'arat an-Numan, as tropas de Damasco recuperaram também o controlo da estratégica base militar de Wadi al-Deif, de que o exército foi obrigado a retirar-se em Dezembro de 2014, na sequência de uma ofensiva dos terroristas da Frente al-Nusra.

Na frente de Alepo, os militares sírios lançaram ataques de artilharia e mísseis pesados Golan, no sábado à noite, contra as forças da Hayat Tahrir al-Sham e grupos aliados em várias zonas da região ocidental de Alepo, segundo refere a Al-Masdar News.

Para além disso, unidades da 4.ª Divisão das tropas especiais do EAS lançaram diversos ataques nocturnos, tendo conseguido libertar vários blocos de edifícios.

Operações em Iblib e Alepo não vão parar até à erradicação do terrorismo

Em cartas dirigidas este sábado ao Conselho de Segurança das Nações Unidas (CSNU) e ao secretário-geral do organismo, o Ministério sírio dos Negócios Estrangeiros afirma que as operações antiterroristas em curso nas províncias de Idlib e Alepo surgem na sequência dos «apelos dos civis sírios e como resposta aos crimes sistemáticos cometidos contra eles pelos grupos terroristas armados», que «continuam a explorar o apoio militar e logístico que lhes é prestado pelos países ocidentais e seus peões na região».

Os extremistas atacam a população civil e infra-estruturas como hospitais, escolas e locais de culto na cidade de Alepo e na sua província, bem como na de Idlib, provocando um grande número de vítimas civis, na sua maioria crianças, mulheres e idosos, afirma a missiva, citada pela SANA.

Os grupos terroristas continuam a impedir a saída de civis através dos três corredores criados este mês – Abu al-Duhour, al-Habbit e al-Hader – pelas autoridades, com o objectivo de evitar que os civis sejam utilizados como escudos humanos, explica a diplomacia síria, sublinhando que as operações militares em curso, levadas a cabo pelo EAS e forças aliadas, não vão parar até que os terroristas do Daesh, da al-Nusra e de outras organizações «sejam eliminados».

Ver original em "AbrilAbril" na seguinte ligação:

https://www.abrilabril.pt/internacional/exercito-sirio-avanca-na-ofensiva-antiterrorista-em-idlib-e-alepo

Governo sírio qualifica como prioridade fim da 'presença ilegal' de tropas estrangeiras

Soldado dos EUA em veículo blindado, em base militar no nordeste da Síria, em local não especificado, em 11 de novembro de 2019
© AP Photo / Darko Bandic

O governo sírio dá prioridade à expulsão das tropas estrangeiras que estão no território do país sem o consentimento de Damasco, disse o embaixador sírio na Rússia.

"O principal problema que temos agora é a presença ilegítima de tropas estrangeiras no território do país, por isso nosso governo está agora dando prioridade à expulsão total destas formações do nosso território", disse o embaixador da Síria na Rússia, Riad Haddad, em uma reunião no Conselho da Federação (câmara alta do parlamento russo).

A Síria vive desde março de 2011 um conflito no qual as forças governamentais enfrentam grupos armados da oposição e organizações terroristas.

A solução do conflito está sendo buscada em duas plataformas, a de Genebra, patrocinada pela ONU, e a de Astana (atualmente Nursultan), patrocinada pela Rússia, Turquia e Irã, países que são garantes do cessar-fogo na Síria.

Soldados do Exército sírio na cidade de Manbij, situada no nordeste do país, a leste do rio Eufrates
© Sputnik / Mikhail Alaeddin
Soldados do Exército sírio na cidade de Manbij, situada no nordeste do país, a leste do rio Eufrates

O governo sírio protesta contra a presença de uma coalizão de mais de 70 nações, liderada pelos Estados Unidos, que desde 2014 vem lançando ataques aéreos contra terroristas na Síria sem o consentimento das autoridades do país árabe ou do Conselho de Segurança da ONU.

Além disso, o governo condena a presença militar da Turquia, embora reconheça seus esforços conjuntos com a Rússia para estabilizar a situação no noroeste da Síria.

No início deste mês, na zona de trégua de Idlib, foi decretado um cessar-fogo acordado pela Rússia e Turquia.

Cidade síria na província de Idlib, em dezembro de 2019
© Sputnik / Mikhail Voskresensly
Cidade síria na província de Idlib, em dezembro de 2019

Apesar do armistício, grupos armados ilegais atacaram povoados civis e forças governamentais sírias em várias ocasiões na província de Aleppo, que está incluída na zona de trégua de Idlib.

Comentando as operações militares conduzidas pelo Exército governamental sírio, apoiado pela Rússia, contra grupos ilegais em Aleppo, Haddad disse que elas eram "legítimas e destinadas a devolver ao nosso governo o controle total sobre o território do país".

"A Síria vai continuar a luta contra o terrorismo e não vamos pará-la até que libertemos o último centímetro do nosso território", disse ele.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/oriente_medio_africa/2020012215036660-governo-sirio-qualifica-como-prioridade-fim-da-presenca-ilegal-de-tropas-estrangeiras/

Órgão de controle de armas químicas manipulou informações sobre ataque na Síria, revela delator

Sede da Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ) , em Haia, nos Países Baixos
© AP Photo / Peter Dejong

Ex-inspetor da Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ) acusou o órgão de publicar relatório contrário às conclusões do grupo de investigadores sobre ataque com armas químicas em Douma, na Síria, em 2018.

As acusações foram feitas durante testemunho no Conselho de Segurança da ONU.

O relatório final da OPAQ sobre os supostos ataques com armas químicas em Douma, na Síria, foi publicado em março de 2019. Mas, de acordo com o ex-inspetor da organização Ian Henderson, o documento omitiu informações cruciais, que colocavam em dúvida a ocorrência de um ataque com armas proibidas.

"As conclusões do relatório final [publicado pela OPAQ] foram contraditórias e modificaram totalmente o entendimento a que o time [de inspetores] chegou depois da visita a Douma", disse Henderson.

As denúncias foram feitas pelo inspetor durante testemunho no Conselho de Segurança da ONU, transmitido por videoconferência, uma vez que seu visto para comparecer à reunião pessoalmente foi negado pelas autoridades norte-americanas, reportou a RT.

 

​As denúncias foram feitas pelo inspetor durante testemunho no Conselho de Segurança da ONU, transmitido por videoconferência, uma vez que seu visto para comparecer à reunião pessoalmente foi negado pelas autoridades norte-americanas.

Segundo Handersen, apesar de vários membros da equipe de inspeção que foi a Douma "ter levantado sérias dúvidas sobre a ocorrência de ataque químico", o relatório final da organização, elaborado por um outro grupo de especialistas que não compareceram ao local do incidente, concluiu que havia "base suficiente" para concluir que houve ataque e que Damasco deveria ser responsabilizada pelo incidente.

O relatório omitiu quaisquer indícios que provassem o contrário, ignorando "fatos, informações, dados e análises" coletadas pelo time de campo, que conduziu estudos toxicológicos, trabalho com as vítimas, análises químicas e estudos de balística, contou o inspetor, agora aposentado.

Washington e seus aliados culparam o governo sírio pelos incidentes em Douma, que foram seguidos de ataques aéreos por parte dos EUA, França e Reino Unido. Os bombardeios, realizados uma semana depois do alegado ataque químico, foram realizados antes mesmo que quaisquer estudos pudessem concluir a veracidade das acusações.

Armas químicas
© Sputnik / Ilia Pitalev
Armas químicas

Na ocasião, políticos ocidentais e a mídia concluíram, com base em informações de testemunhas oculares do grupo Capacetes Brancos, que era "bastante provável" que o governo sírio tivesse realizado o ataque com dois cilindros de gás contra a população civil, deixando dezenas de mortos.

A 'provas do crime' de Damasco seriam dois cilindros encontrados em uma área residencial da cidade. De acordo com Hendersen, o grupo de inspetores encontrou evidências de que os cilindros haviam sido deixados no local "manualmente", e não "lançados de uma aeronave".

"Eu conduzi seis meses de estudos de engenharia e balística sobre os cilindros, cujos resultados providenciaram mais evidências de que não houve ataque químico", disse Handersen.

Posteriormente, o site Wikileaks revelou que um alto funcionário da OPAQ ordenou que "todos os traços" do relatório de Hendersen fossem apagados dos arquivos da organização.

Apesar da gravidade do caso, durante seu testemunho, Hendersen pediu que o ocorrido não seja alvo de "debate político", mas seja "resolvido de maneira apropriada, através do rigor científico e da engenharia".

A reunião informal do Conselho de Segurança sobre o relatório final da OPAQ foi realizada nesta segunda-feira (20), a pedido de Moscou.

Sessão do Conselho de Segurança da ONU
© REUTERS / Mike Segar
Sessão do Conselho de Segurança da ONU

Os EUA consideraram a reunião improdutiva, por "descreditar a respeitada Organização para a Proibição de Armas Químicas e seus funcionários". Moscou insiste que, pelo contrário, o objetivo das investigações é restaurar a confiança na OPAQ.

"Por que o incidente na cidade síria de Douma é tão importante? Porque foi usado como justificativa para um ataque com mísseis, realizado pelos EUA, França e Reino Unido, em abril de 2019, que imediatamente culparam o governo de Damasco", disse o representante da Rússia nas Nações Unidas, Vassily Nebenzia.

Além do testemunho de Henderson, o Conselho de Segurança ouviu o representante da Rússia na OPAQ, Alexander Shugin, e o diretor de ONG que entrevistou mais de 300 residentes de Douma.

Caso Bustani na OPAQ

Essa não é a primeira vez que a OPAQ se vê em meio a um escândalo. O diplomata brasileiro José Maurício Bustani foi alvo de pressão dos Estados Unidos para modificar relatórios da organização sobre a alegada posse de armas químicas pelo Iraque.

Em março de 2002, os EUA solicitaram uma reunião para aprovar uma moção de desconfiança contra o brasileiro, que então exercia o segundo mandato como diretor-geral da organização. Bustani teve que deixar o posto de diretor da OPAQ.

Diplomata brasileiro, José Maria Bustani, pouco antes de ser destituído ilegalmente do cargo de diretor-geral da OPAQ, em abril de 2002
© AP Photo / Serge Ligtenberg
Diplomata brasileiro, José Maria Bustani, pouco antes de ser destituído ilegalmente do cargo de diretor-geral da OPAQ, em abril de 2002

Um ano depois da demissão de Bustani, os EUA invadiram o Iraque, sob o pretexto de destruir armas de destruição em massa, que nunca foram encontradas.

Em 2003, a Organização Internacional do Trabalho (OIT), considerou a destituição de Bustani ilegal e, portanto, nula. Bustani recebeu compensação financeira pelo incidente e doou-a para o Programa de Cooperação Internacional para países em desenvolvimento, coordenado pela OPAQ.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/oriente_medio_africa/2020012115030693-orgao-de-controle-de-armas-quimicas-manipulou-informacoes-sobre-ataque-na-siria-revela-delator/

Rússia lamenta que EUA não mudam posição sobre sua 'presença ilegítima' na Síria

Soldado norte-americano, à esquerda, sentado em veículo blindado perto da tensa linha de frente entre o Conselho Militar de Manbij, apoiado pelos EUA, e os combatentes apoiados pelos turcos, em Manbij, norte da Síria, 4 de abril de 2018
© AP Photo / Hussein Malla

O vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Ryabkov, declarou nesta segunda-feira (20) que Moscou lamenta que os EUA não mudem de posição sobre sua presença militar ilegítima na Síria.

"O governo legítimo sediado em Damasco não convidou os EUA para o território da República Árabe da Síria, não houve decisão sobre o Conselho de Segurança da ONU, o único órgão que poderia legitimá-lo, por isso é ilegal o que os EUA fazem na Síria com sua presença militar", disse ele a repórteres.

O vice-chanceler russo disse que Moscou chama a atenção da administração norte-americana sobre este assunto, mas sua posição permanece a mesma.

"Não vemos como esse comportamento poderia contribuir para estabilizar a situação e gostaríamos de ter a esperança que os EUA finalmente comecem a perceber os impulsos vindos de nós e de Damasco e cumpram sua declaração antes de encerrar sua presença militar em República Árabe da Síria", acrescentou.

Depois de anunciar em 6 de outubro passado a retirada das forças armadas dos EUA da Síria, o presidente dos EUA, Donald Trump, declarou mais tarde que um pequeno contingente permanecerá em áreas onde há petróleo.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/russia/2020012015028922-russia-lamenta-que-eua-nao-mudam-posicao-sobre-sua-presenca-ilegitima-na-siria/

E ainda os Capacetes Brancos

James Le Mesurier era considerado um dos fundadores dos Capacetes Brancos, organização também conhecida como Defesa Civil da Síria, que supostamente ajuda a resgatar civis apanhados em ataques em áreas da Síria controladas pela oposição ao presidente Bashar al-Assad.
 

A 15 de Outubro de 2019, escrevi uma Crónica, título de “Os Capacetes Brancos andam por aí

James Le Mesurier era considerado um dos fundadores dos Capacetes Brancos, organização também conhecida como Defesa Civil da Síria, que supostamente ajuda a resgatar civis apanhados em ataques em áreas da Síria controladas pela oposição ao presidente Bashar al-Assad.

Era oficial do exército britânico na década de 1990, trabalhou com a força de manutenção da paz das Nações Unidas na ex-Iugoslávia.

Foi o diretor da Fundação Mayday Rescue, supostamente sem fins lucrativos. Três casamentos. Instabilidade emocional?

Ao que lhe parece, um bom homem pacífico e amante da paz?

Uma semana antes da morte de Le Mesurier, ele foi acusado no Twitter pelo Ministério das Relações Externas da Rússia, de ser um ex-agente do MI6 com “conexões com grupos terroristas”. A representante permanente do Reino Unido na ONU, Karen Pierce, descreveu Le Mesurier como um “verdadeiro herói”. Ela negou as acusações, dizendo que eram “categoricamente falsas. Ele era um soldado britânico”.

Le Mesurier foi encontrado morto em 11 de Novembro passado, na rua por debaixo da janela do seu apartamento na área de Beyoglu, em Istambul.

Porque vivia ele em Istambul?

Um exame post mortem constatou que a causa da morte foi “poli traumatismo por queda de grande altura”. Nenhum DNA pertencente a outra pessoa foi encontrado, acrescentou. Enquanto isso, o canal de notícias privado NTV disse que o relatório de toxicologia mostrou que Le Mesurier, 48 anos, havia tomado pílulas para dormir.

Segundo a última mulher, Emma Winberg, uma sueca, estaria deprimido.

A causa da morte é suspeita.

Um outro dos principais membros dos Capacetes Brancos foi morto numa prisão alemã.

Na verdade, Le Mesurier era um oficial dos serviços secretos e trabalhou ao longo de sua carreira na OTAN, no Afeganistão, Kosovo, Iraque e Líbano, e depois fundou os Capacetes Brancos na Síria.

Honra lhe seja pela escolha de carreira e de vida que terminou mal.

Em 22 de julho de 2018 Israel disse que realizou uma evacuação de membros do grupo de defesa civil dos Capacetes Brancos da Síria de uma zona de guerra no sudoeste da Síria. Cerca de 422 voluntários e familiares foram levados para a Jordânia pelas colinas de Golã, ocupadas por Israel, durante a noite. O Reino Unido, um dos países que solicitou a ajuda de Israel, saudou a operação e declarou-se pronto a ajudar na fase de nova procura de casa e de modo de vida. Os Capacetes Brancos consideravam-se como uma força de trabalho voluntária que atuava para salvar as pessoas nas zonas de guerra da Síria.

Agora a 7 de janeiro de 2020 inopinadamente os EUA anunciam, pela voz do embaixador dos EUA James Jeffrey, mais apoio aos Capacetes Brancos na Síria. O famoso grupo com atividades mais do que controversas em áreas controladas por terroristas da Síria, que muitos pensavam estar em dissolução. Os USA tencionam reativá-los? Quantos elementos ainda haverá na Síria? Ou na imaginação dos serviços da Casa Branca?

Os Capacetes Brancos são vistos na Síria como parte integrante de vários grupos terroristas que trabalham na confabulação de histórias falsas sobre os acontecimentos na Síria que permitiram intervenção estrangeira no país.

Todos as ações deste grupo são preparados e realizados por serviços secretos estrangeiros incluindo serviços turcos, difícil é saber quais.

Todas parecem ser ramificações da principal agência, a CIA.

Todas trabalham sob as ordens de um condutor de orquestra em coordenação e em harmonia uns com os outros. Os Capacetes Brancos são mais do mesmo. Ninguém na Síria acredita nos golpes de relações públicas desta desacreditada organização.

Já em Dezembro de 2017 o The Guardian reconhecia que apesar de um olhar internacional positivo sobre os Capacetes Brancos, havia uma contra-narrativa promovida pelas redes sociais com notícias alternativos contrárias à “agenda para HSH”. Considerava que alinhados com as posições da Síria e da Rússia e atraindo uma enorme audiência on-line, amplificada por personalidades famosas, aparições na TV estatal russa e um exército de Twitters.

“A maneira como a máquina de propaganda russa olha os Capacetes Brancos é um caso interessante nas guerras da informação predominantes. Expõe como boatos, teorias da conspiração e meias-verdades que chegam ao topo dos algoritmos de busca do YouTube, Google e Twitter.”

Enfim, narrativas!!

“Este é o coração da propaganda russa” queixava-se o The Guardian. Trata-se de confundir cada questão com tantas narrativas que as pessoas não conseguem reconhecer a verdade quando a veem ”, disse David Patrikarakos, autor de “Guerra em 140 caracteres”.

“Como os órgãos de comunicação social estão a fazer a narrativa dos conflitos no século XXI”

Patrikarakos editor colaborador do Daily Beast e escritor colaborador do Politico Europe.

Tantas narrativas e tanto trabalho para as decifrar!

 

Por opção do autor, este artigo respeita o AO90


 
 
    
 

Ver original no jornal 'TORNADO' na seguinte ligação:

https://www.jornaltornado.pt/e-ainda-os-capacetes-brancos/

Síria expressa 'solidariedade plena' ao Irã após ataques a alvos dos EUA no Iraque

Foto aérea da base militar Ain Al-Asad, que abriga militares dos EUA no Iraque
© AP Photo / Nasser Nasser

Nesta quarta-feira (8), a chancelaria da Síria anunciou solidariedade plena ao Irã após a nação persa ter atacado bases da coalizão internacional, usadas pelos EUA, no Iraque.

A chancelaria da Síria afirmou ser plenamente solidária ao Irã e anunciou o direito de Teerã em responder à agressão de Washington.

"A Síria expressa solidariedade plena ao Irã […] e confirma o direito iraniano de se defender no âmbito das ameaças norte-americanas e ataques e coloca a responsabilidade de todas as consequências nos EUA", afirmou o Ministério das Relações Exteriores da Síria, citado pelo canal de televisão estatal Alikhbaria.

A chancelaria síria ainda declarou que Washington deve se livrar das tentativas de estabelecer sua hegemonia e que o culpado principal dos conflitos na região é os EUA.

Na madrugada da quarta-feira (8), o Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica (IRGC) anunciou o início da operação de vingança após o assassinato do general iraniano Qassem Soleimani. O Irã realizou ataques com mais de uma dúzia de mísseis balísticos contra duas bases aéreas no Iraque, que abrigam as tropas norte-americanas.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/oriente_medio_africa/2020010814983839-siria-expressa-solidariedade-plena-ao-ira-apos-ataques-a-alvos-dos-eua-no-iraque-/

Putin diz que parceria entre Rússia e Síria foi capaz de 'matar os terroristas mais perigosos'

Presidente da Rússia, Vladimir Putin, discursa durante reunião especial do Conselho de Defesa da Rússia, em 24 de dezembro de 2019
© Sputnik / Yevgeny Biyatov

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, disse que as tropas do governo sírio apoiadas pela Rússia foram capazes de matar líderes militantes perigosos.

"Realizamos muito no ano passado. A polícia militar realizou operações bem-sucedidas nas colinas de Golã, Palmyra, Aleppo... pilotos russos realizaram vôos de vigilância e prestaram apoio aéreo ao exército sírio. Essa cooperação ajudou a liquidar os líderes militantes mais perigosos", disse Putin em um vídeo de sua reunião com o presidente sírio Bashar Assad, publicado pela presidência síria.

Putin também disse que numerosos problemas permanecem no norte, leste e noroeste do país árabe, apesar do fato de a vida pacífica ter retornado parcialmente.

"Ainda existem muitos problemas no norte do país, no leste e no noroeste", disse Putin na reunião, acrescentando que estava feliz por ver a vida pacífica retornar a Damasco.

"Ainda há muito a ser feito para restaurar a economia síria. Estou muito feliz que tenhamos uma oportunidade para nos encontrarmos", disse ele a Assad.

Nesta terça-feira (7), o presidente russo voou para Damasco para visitar tropas russas alocadas na Síria e se encontrar com o líder do país, Bashar Assad.

A visita de Putin à Síria ocorre em meio a intensas tensões no Oriente Médio, já que o Irã e os EUA trocam ameaças após o assassinato do principal comandante militar do país, Qasem Soleimani, em Bagdá, na semana passada.

Em 2017, o presidente russo ordenou a retirada das tropas russas da Síria após mais de dois anos de luta bem-sucedida contra organizações terroristas; no entanto, um pequeno número de unidades militares russas permanece nas bases de Hmeymim e Tartus, em apoio aos esforços do exército sírio para combater terroristas. Atualmente, a base aérea de Hmeymim abriga cerca de 30 aviões e helicópteros.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/russia/2020010714980921-putin-diz-que-parceria-entre-russia-e-siria-foi-capaz-de-matar-os-terroristas-mais-perigosos/

Vladimir Putin desembarcou em Damasco e se encontrou com presidente Assad

Presidente da Rússia, Vladimir Putin, e presidente da Síria, Bashar Assad, durante o encontro em Damasco, 7 de janeiro de 2020
© AP Photo / Presidência da Síria

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, desembarcou em Damasco para visita oficial, segundo informou o porta-voz do presidente, Dmitry Peskov.

O porta-voz do presidente russo notou que do aeroporto Putin se dirigiu para o centro de comando das Forças Armadas da Rússia na Síria. No centro de comando, Putin foi recebido pelo presidente da Síria Bashar Assad.

"Os chefes de Estado ouviram os relatórios de militares sobre a situação em várias regiões do país", notou Peskov.

Depois foram realizadas conversações bilaterais entre as duas delegações. "Durante as conversações, Putin notou que agora pode se constatar com certeza que foi percorrida uma grande distância rumo à recuperação do estadismo sírio e à integridade territorial do país", acrescentou Peskov.

Segundo ele, Vladimir Putin também notou que nas ruas de Damasco pode se ver a olho nu sinais de recuperação da vida pacífica.

Assad agradeceu Putin pela visita e exprimiu gratidão pelo apoio da Rússia e militares russos no combate ao terrorismo e na recuperação da vida pacífica na Síria.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/russia/2020010714980052-vladimir-putin-desembarcou-em-damasco-e-se-encontrou-com-presidente-assad/

EUA atacam alvos de grupos militares apoiados pelo Irã no Iraque e na Síria

Washington, 29 dez (Xinhua) -- O Pentágono disse no domingo que os militares dos EUA realizaram ataques contra grupos militares apoiados pelo Irã no Iraque e na Síria, dois dias após um ataque com foguete contra uma base iraquiana que levou à morte de um contratante civil americano.

 

As forças americanas realizaram "ataques defensivos de precisão" contra três instalações do Kata'ib Hezbollah (KH) no Iraque e duas na Síria, disse em comunicado o assistente do secretário de Defesa, Jonathan Hoffman.

 

Esses alvos incluem instalações de armazenamento de armas e locais de comando e controle que o KH usa para planejar e executar ataques às forças da coalizão Operação Resolução Inerente (ORI), acrescentou o comunicado.

 

O Pentágono apontou que o ataque militar foi uma resposta ao ataque de foguetes do KH a uma base iraquiana perto de Kirkuk na sexta-feira, que resultou na morte de um cidadão americano, feriu quatro militares americanos e dois membros das Forças de Segurança Iraquianas (FSI).

 

O KH tem uma forte ligação com a Força Quds do Irã e recebeu repetidamente ajuda letal e outro apoio do Irã, segundo o comunicado.

 

Mais de 5.000 tropas dos EUA foram destacadas no Iraque para apoiar as forças iraquianas nas batalhas contra militantes do Estado Islâmico (EI), principalmente fornecendo treinamento e aconselhamento às forças iraquianas.

 

As tropas fazem parte da coalizão internacional liderada pelos EUA que realiza ataques aéreos contra alvos do EI no Iraque e na Síria.

Ver original em "XINHUA Português" na ligação seguinte:

http://portuguese.xinhuanet.com/2019-12/30/c_138666729.htm

Wikileaks: Mandaram eliminar “todos os vestígios” de relatório sobre ataques químicos em Douma

O relatório em questão, divulgado pelo Wikileaks, levanta questões sobre a existência de pressão política dos Estados Unidos, Reino Unido e França.

 

Esta sexta-feira, o WikiLeaks divulgou quatro documentos da Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ) relacionados com a investigação do suposto ataque químico na cidade síria de Douma, em abril do ano passado.

Um dos documentos inclui um email de Sébastien Braha, chefe de gabinete do diretor geral da OPAQ, no qual exige que o relatório realizado pelos engenheiros da organização seja removido do arquivo seguro.

Sébastien Braha pediu para eliminar “todos os vestígios” do documento que contradiz o relatório final da organização sobre o que aconteceu em Douma. O mesmo documento também gera perguntas sobre a existência de pressão política dos Estados Unidos, Reino Unido e França.

 
 
https://twitter.com/wikileaks/status/1210561455977893893?ref_src=twsrc%5Etfw

 

Um outro documento, preparado com base nos resultados da reunião dos membros da OPAQ com vários toxicologistas – todos especialistas em armas químicas – que ocorreu a 6 de junho de 2018, revela que os sintomas apresentados pelas supostas vítimas do ataque “eram inconsistentes com a exposição ao cloro e não conseguia identificar nenhum outro produto químico que fosse a causa dos sintomas”.

Depois da recuperação de Douma peças forças do Governo sírio, os Capacetes Brancos relataram mais de 40 mortes devido a um ataque químico com “gás tóxico”. De acordo com o RT, o Ocidente responsabilizou Bashar al Assad pelo “ataque químico”.

Nas primeiras horas do dia 14 de abril, os Estados Unidos, Reino Unido e França realizaram um ataque múltiplo com mísseis de cruzeiro contra o território da Síria, que não foi aprovado pelo Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU).

No relatório final sobre o ataque de 7 de abril, em Douma, publicado em março deste ano, a OPAQ descartou o uso de gás sarin, mas confirmou a existência de uma substância tóxica e que esse produto químico “continha cloro reativo”. “Provavelmente era cloro molecular.” A Organização para a Proibição de Armas Químicas referiu, na altura, que o cloro reativo estava “possivelmente” em dois cilindros industriais.

O relatório citou “especialistas” externos sem especificar os seus nomes ou as entidades com as quais estavam vinculados.

OPAQ sob pressão política?

Piers Robinson, membro do Grupo de Trabalho sobre Síria, Propaganda e Media – um grupo de especialistas e académicos que afirmam ser independentes -, adiantou à Russia Today que a OPAQ não negava a veracidade deste documento.

No entanto, em vez de usar o relatório interno do seus engenheiros, por algum motivo, na versão final, incluiu resultados de análises de “organizações sombrias, sem nome, anónimas”, o que levanta questões sobre quem está por trás das conclusões publicadas.

“Que tipo de pressão política poderiam exercer sobre a OPAQ – desde os Estados Unidos, Reino Unido e França – para silenciar um relatório interno e recorrer aos esforços de investigadores externos?”, questionou Robinson.

ZAP //

 

Ver original em 'ZAP aeiou' na seguinte ligação:

https://zap.aeiou.pt/wikileaks-eliminar-vestigios-douma-299552

Wikileaks: documentos revelam que gás cloro não foi usado na Síria

Sputnik Brasil - O site publicou nesta sexta-feira (27) mais documentos da entidade sobre o rigor das investigações do ataque químico ocorrio na localidade síria.

No início deste ano, o Wikileaks publicou uma série de informes críticos sobre a investigação da OPAQ relativa a Douma, incluindo alguns sugerindo que o relatório final tinha sido adulterado fatos obtidos durante missões no território.

"Hoje o Wikileaks publica mais documentos internos da OPAQ relativos à investigação sobre o suposto ataque químico em Duma em abril de 2018", informou o site em sua página na Internet.

Quando o incidente foi noticiado pela primeira vez, países ocidentais culparam Damasco pelo ataque. No entanto, o governo da Síria negou envolvimento, afirmando que a ação tinha sido efetuada por militantes locais e a organização Capacetes Brancos.

 

Há meses, o Brasil 247 vem denunciando a armação:

-EUA se recusam a confirmar se possuem amostras que comprovam ataque químico em Douma

-Rússia diz possuir ‘provas irrefutáveis’ da encenação química na Síria

-Produtor da BBC diz que vídeo de vítimas de 'ataque químico' na Síria foi encenado

Defesa aérea síria repele bombardeio contra Damasco

Mísseis cruzam o céu sobre Damasco
© AP Photo / Hassan Ammar

Os sistemas de defesa antiaérea da Síria repeliram um bombardeio contra Damasco, informou a televisão local.

Segundo emissora de TV pública síria al-Ikhbariya, um dos projéteis atingiu a vila de Aqraba, aproximadamente 20 quilômetros a sudeste de Damasco.

"A defesa antiaérea da Síria repeliu um ataque de míssil contra Damasco lançado de territórios ocupados", informou a emissora.

Segundo correspondentes da agência Sputnik, duas explosões fortes foram ouvidas na capital síria às 23h15 (no horário local) deste domingo.

Uma fonte no Aeroporto Internacional de Beirute revelou à Sputnik que, no momento do ataque, os aviões da Força Aérea de Israel estariam sobrevoando espaço aéreo do Líbano, "na área de Sidon e Jezzine".

O interlocutor da Sputink não especificou, no entanto, se foram as aeronaves mencionadas que lançaram o ataque.

As Forças de Defesa de Israel, quando contatadas pela Sputink, se recusaram a comentar essa informação.

"Não comentamos notícias da imprensa estrangeira", declarou um representante militar israelense.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/oriente_medio_africa/2019122214926756-defesa-aerea-siria-repele-bombardeio-contra-damasco/

Exército sírio continua a avançar a grande ritmo na ofensiva de Idlib

Unidades da 25.ª Divisão do Exército prosseguiram o avanço no Sudeste da província de Idlib, dando sequência à ofensiva de larga escala, iniciada quinta-feira, contra as forças terroristas ali instaladas.

Na passada quinta-feira, o Exército Árabe Sírio lançou uma ofensiva de larga escala contra os terroristas no Sudeste de IdlibCréditos / muraselon.com

As forças do Exército Árabe Sírio (EAS) reforçaram, hoje, as suas posições no avanço em direcção à auto-estrada M5 e a Ma'arat an-Numan – o principal bastião dos grupos terroristas na região de Idlib.

As operações no Sudeste da província permitiram-lhes, já este domingo, capturar cerca de uma dezena de aldeias, nomeadamente Tahtaya, al-Heraki, al-Hellbh, al-Qurati, al-Burj, Farwan, Karsanti e Muaysirunah. De acordo com o portal southfront.org, os terroristas da Hayat Tahrir al-Sham (antes conhecidos como Frente al-Nusra, da Al-Qaeda) e os seus aliados pró-turcos não ofereceram grande resistência.

A mesma fonte, tal como o portal muraselon.com, sublinha outro factor relevante: o rápido avanço das forças especiais sírias – antes conhecidas como Forças Tigre – permitiu-lhes não só conquistar mais de duas dezenas de localidades aos terroristas em menos de quatro dias, como aproximarem-se do posto militar turco de observação de al-Surman, estando agora a apenas dois quilómetros de distância desse local.

Mapa do Sudeste da província de Idlib e que regista o avanço das tropas do EAS. A vermelho, zonas controladas por forças do governo sírio; a verde, zonas controladas pelos terroristas / muraselon.com Créditos

Os ataques aéreos, os ataques de artilharia e o confronto directo com as tropas do EAS provocaram baixas elevadas entre os jihadistas. Segundo o relatório mais recente facultado por fontes no terreno ao muraselon.com, cerca de 180 combatentes dos grupos terroristas foram mortos nos últimos quatro dias, no âmbito da operação de larga escala levada a cabo pelo EAS no Sudeste de Idlib.

Por seu lado, a Al-Masdar News estima que 40 soldados sírios tenham sido mortos desde o início das operações, tendo por base informações chegadas da frente de combate.

Nas aldeias entretanto conquistadas, unidades de engenharia começaram de imediato a «varrer» o terreno nas entradas das localidades, bem como a inspeccionar os bosques nas imediações, para «evitar surpresas», revelou a agência SANA.

Objectivos

«Tropas de elite da 25.ª Divisão do Exército, comandadas pelo general Suheil al-Ahassan – chamado o Tigre – iniciaram o avanço terrestre, depois de três dias de intensos bombardeamentos por aviões russos e sírios contra posições dos terroristas no Sul e Leste de Idlib», declarou na quinta-feira um responsável pelas operações à Prensa Latina.

Depois de romper a primeira linha de defesa de grupos terroristas como os Soldados do Cáucaso, as tropas sírias conseguiram arrebatar-lhes Umm Jalal. «O objectivo das tropas é conquistar as cidades de Ma'arat an-Numan e Saraqib, localizadas na auto-estrada entre Hama e Alepo [M5]», acrescentou.

Damasco afirmou por diversas vezes que tinha atrasado o início da ofensiva militar para libertar a província de Idlib de modo a evitar baixas entre a população civil, que os terroristas usam como escudos humanos.

Ver original em "AbrilAbril" na seguinte ligação:

https://www.abrilabril.pt/internacional/exercito-sirio-continua-avancar-grande-ritmo-na-ofensiva-de-idlib

A discreta presença Sueca na Síria

A Suécia tem sido discreta e não tem interesse em falar na ajuda ao que se chama de “oposição” síria, ajuda oferecida nos últimos oito anos de conflito.

 

 

Os suecos pagam impostos. Isso beneficia a oposição síria?

Patrik Paulov, jornalista freelancer e autor do livro “Vozes silenciadas da Síria”, residente em Gothenburg, escreve sobre isso num artigo de opinião publicado no jornal Svenska Dagbladet em 9 de outubro de 2019.

Ele coloca a pergunta ao governo sueco e aos órgãos de informação sobre qual a causa para tanto silêncio sobre a ajuda aos terroristas na Síria, enquanto outros países europeus quebraram o silêncio sobre esse mesmo assunto após a transmissão de documentários que revelavam que o dinheiro tinha sido entregue a terroristas extremistas armados.

A Suécia começou a apoiar a chamada “oposição democrática na Síria” em agosto de 2012, quando o então Ministro dos Negócios Estrangeiros, Carl Bildt convidou figuras da “oposição” síria para uma reunião no castelo Hässelby, em Estocolmo.

“O apoio da Suécia ao projeto de ajuda liderado pela oposição Syria Recovery Trust Fund (SRTF) é um exemplo. Os financiadores da SRTF são 10 países ocidentais mais as ditaduras reais – Emirados Árabes Unidos e Kuwait”, disse Paulov, indicando que a Suécia contribuiu apenas duas vezes para a SRTF, na última vez em 2015. O valor total foi de 56,5 milhões de coroas.A avaliação do Ministério das Relações Exteriores da SRTF, assinada em 23 de outubro de 2018, não fala sobre a influência de grupos terroristas nas “áreas de oposição” onde o projeto foi implementado. Nada foi relatado sobre a colaboração entre a “oposição” síria, que preside a SRTF, e a Frente al-Nusra [Jabhat al-Nusra] e outros grupos extremistas armados.

Em abril de 2015, o chefe da chamada “coligação de oposição da Síria”, Khalid Khoja, admitiu que as suas organizações têm uma aliança tática com a Al-Qaeda. O cabeça dessa coligação, Ahmad Jarba, foi presidente do fundo de assistência que recebeu 40 milhões de coroas suecas. Em abril de 2014, visitou a cidade de Kassab, da qual 2000 cristãos sírios foram deslocados pela tal “oposição”, apoiada pelo exterior.

“Quando o primeiro-ministro sueco, Stefan Löfven, leu a Declaração do Governo em 10 de setembro, afirmou que “é um ato criminoso ter contactos com uma organização terrorista”. Como explicar que a ajuda sueca foi dada à oposição síria que trabalha em conjunto com terroristas?”, pergunta Paulov. O Ministro dos Negócios Estrangeiros Sueco recusou um seu pedido de entrevista. E o mesmo silêncio respondeu às perguntas colocadas pelo jornalista por escrito. A maioria dos políticos jornalistas e ainda menos a população da Suécia sabe o que realmente aconteceu na Síria.

Portanto ninguém respondeu às acusações e perguntas que colocou no artigo publicado pelo Svenska Dagbladet em outubro.

Por exemplo, a Holanda interrompeu sua ajuda aos grupos de oposição da Síria logo após o Ministro dos Negócios Estrangeiros holandês apresentar o relatório “Revisão do sistema de monitorização de três projetos na Síria”, que revelava que “grupos de oposição”, como o ‘Exército Sírio Livre’ e os Capacetes Brancos tinham contatos com terroristas.

“Há uma diferença entre a Suécia e a Holanda. O Ministro dos Negócios Estrangeiros da Suécia parece não ter a abordagem crítica que existe na Holanda. Patrik Paulov acredita que nem tudo o que a Suécia faz na Síria está errado.

“A Síria precisa de assistência humanitária após quase nove anos de guerra destrutiva e a Suécia contribuiu muito. Mas ele destaca e discute nos artigos de investigação e no livro que publicou é que a Suécia, ao mesmo tempo, está envolvida no processo de mudança de regime.

 


NOTA: Svenska Dagbladet, abreviado SvD, é um jornal diário publicado em Estocolmo, Suécia, publicado pela primeira vez em 18 de dezembro de 1884.

”Hög tid att granska Sveriges Syrienbistånd”


Por opção do autor, este artigo respeita o AO90


 
 
 
 
 
 
 
 
 

Ver original no jornal 'TORNADO' na seguinte ligação:

https://www.jornaltornado.pt/patrik-paulov-a-discreta-presenca-sueca-na-siria/

Jornalista é despedido por dizer que mídia ocultava informações sobre acontecimentos na Síria

Capacetes Brancos limpando destroços de uma casa que foi atingida por um ataque aéreo do governo da Síria, em Idlib, 10 de setembro de 2010
© AP Photo / Uncredited / Source: Syrian Civil Defense White Helmets

Tareq Haddad, jornalista despedido da Newsweek por contar a história sobre aquilo que está acontecendo na Síria, revelou como na verdade a mídia ocidental trabalha na Síria, quem são os Capacetes Brancos, e quem está por trás da Bellingcat.

Jornalista ressaltou que, desde o início do conflito na Síria, sabia que a sociedade ocidental estava sendo enganada. Para além disso, ele indicou em entrevista ao canal russo Zvezda que fazia publicações que mostravam as inconsistências com a narrativa oficial.

"Há cada vez mais provas da mentira e, se você quiser dizer algo que contradiz a posição oficial do teu Governo, se torna muito difícil. Especialmente porque a propaganda se tornou tão sofisticada que a maioria da sociedade não vai acreditar naquilo que o Governo diz", revelou Haddad.

Ele também destacou que, muitos dos artigos que ele escreveu não tinham sido publicados. Além disso, as provas daquilo que está ocorrendo vão se acumulando mas, apesar disso, os principais meios de comunicação recusam informar sobre elas.

"Nos EUA e Reino Unido há muitos bons repórteres, mas eles estão sob constante pressão por parte das autoridades e dos redatores que, por sua vez, estão relacionados com o Departamento de Estado dos EUA" disse.

De acordo com ele, isso acontece porque praticamente todos os meios de comunicação dos EUA estão estreitamente relacionados com o Departamento de Estado.

Quando surgem conflitos de interesses, a mídia opta por ceder perante as autoridades, porque sem estes contatos perderiam a oportunidade de entrevistar os políticos e outras figuras importantes, explicou jornalista.

"Esta história sobre o ataque químico [na cidade síria] de Douma é tão embaraçosa para os Governos dos EUA e Reino Unido que sua publicação representa um grande risco para as editoras", revela jornalista.

Tareq Haddad acrescentou que a propaganda dos alegados crimes brutais era usada desde a época da Guerra do Vietnã e em conflitos subsequentes, um exemplo disso foi a Guerra do Golfo, quando a opinião pública estava dividida.

Foi aí que mostraram declarações de uma jovem de 15 anos que apareceu na ONU. A Amnistia Internacional a convidou para que ela fizesse um discurso e ela disse, sem mostrar algum tipo de provas, que os soldados iraquianos estavam retirando os bebês das incubadoras.

"Toda a imprensa publicou suas acusações sem corroborar os factos e a opinião pública mudou a favor da guerra. Quatro anos mais tarde, se revelou que a jovem era a filha do embaixador do Kuwait nos EUA e que este discurso fazia parte da máquina propagandística", salientou Haddad.

O mesmo está acontecendo agora na Síria, mas com uso de novos métodos. A organização Bellingcat é um exemplo destes métodos. Esta organização "que é basicamente um organismo do Governo estadunidense" criou o chamado jornalismo civil.

Este jornalismo se baseia em gravações com celulares e outros aparelhos semelhantes, e quando você vê algo assim, fica acreditando nisso automaticamente, disse o ex-jornalista da Newsweek, acrescentando que muitas das declarações feitas pela Bellingcat e Capacetes Brancos contêm erros de natureza científica.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/oriente_medio_africa/2019121914908288-jornalista-e-despedido-por-dizer-que-midia-ocultava-informacoes-sobre-acontecimentos-na-siria/

Militares norte-americanos voltam para 6 bases na Síria, informa mídia

Forças dos EUA na Síria (foto de arquivo)
© AFP 2019 / DELIL SOULEIMAN

Os Estados Unidos, que após o início da operação turca Fonte de Paz retiraram suas tropas de 16 bases e postos de controle na Síria, retornaram a seis bases.

De acordo com a agência de notícias Anadolu, os militares norte-americanos atualmente estão se fortalecendo no nordeste da Síria perto da fronteira com a Turquia e o Iraque e próximo aos campos petrolíferos.

De acordo com a informação, o Exército americano está posicionado em cinco bases e postos de controle na província síria de Hasakah, localizada no nordeste da Síria.

Washington está planejando fortalecer a segurança em torno dos campos petrolíferos e se reforçar perto da fronteira sírio-turca, comunica a agência.

Segundo a notícia, as tropas americanas estão atualmente posicionadas em 11 bases e postos de controle no território sírio. Cinco deles ficam na província de Hasakah, quatro em Deir ez-Zor e dois em Raqqa.

Base de coordenação aérea do Exército dos EUA abandonada em Dadat, nos arredores de Manbij, nordeste da Síria
© Sputnik / Mikhail Alaeddin
Base de coordenação aérea do Exército dos EUA abandonada em Dadat, nos arredores de Manbij, nordeste da Síria

Na província de Deir ez-Zor os militares americanos estão construindo mais dois postos de controle.

Em 17 de outubro, os EUA e a Turquia afirmaram que concordaram em suspender a operação militar da Turquia por 120 horas e que chegaram ao acordo sobre a retirada de agrupamentos curdos da zona tampão de 30 quilômetros na fronteira entre a Turquia e a Síria, que Ancara pretendia controlar.

Posteriormente, o presidente turco Recep Tayyip Erdogan afirmou que os EUA não cumpriram plenamente as suas obrigações com Ancara no âmbito do acordo sobre a Síria.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/oriente_medio_africa/2019121814906849-militares-norte-americanos-voltam-para-6-bases-na-siria-informa-midia/

Exército sírio se prepara para grande operação em Idlib

Situação em Idlib (arquivo)
© Sputnik / Iliia Pitalev

O Exército da Síria está deslocando forças para a região de Idlib e pode iniciar uma grande operação militar, comunicou o jornal Al-Watan, citando uma fonte militar.

"O Exército transferiu ontem [16 de dezembro] reforços militares para as linhas de contato em Idlib, nas cidades de Khan Shaykhun, no sul, e Sinyar, no leste", revelou a fonte, além de comentar que "os militares estão esperando as ordens de seus superiores e podem começar a operação em qualquer momento".

A fonte consultada apontou que o Exército está pronto para realizar a operação não só na região de Idlib, mas em todos os territórios vizinhos, como Aleppo, Hama e Latakia, controladas pela Frente al-Nusra (organização terrorista proibida na Rússia).
Entretanto, durante a madrugada de hoje, militares entraram em combates com forças terroristas no bairro de Al Rashideem em Aleppo, de onde os combatentes atacam regularmente.

Imagem mostra fumaça no céu, após bomba ter atingido província de Idlib, na Síria, 19 de setembro de 2013 (imagem de arquivo)
© AP Photo /
Imagem mostra fumaça no céu, após bomba ter atingido província de Idlib, na Síria, 19 de setembro de 2013 (imagem de arquivo)

As forças governamentais da Síria estão tratando de eliminar os últimos focos de resistência, após oito anos de conflito com facções armadas da oposição e grupos terroristas que restaram após a derrota do Daesh (grupo terrorista proibido na Rússia e em outros países).

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/defesa/2019121714903008-exercito-sirio-se-prepara-para-grande-operacao-em-idlib/

Traição? Secretário de Trump revela que EUA abandonaram promessa feita aos curdos

Fighters from the SDF. (File)
© AP Photo / Syrian Democratic Forces

Os EUA nunca prometeram aos curdos sírios que os ajudariam a construir um Estado autônomo, insistiu o secretário de Defesa Mark Esper, apesar de anos de sugestões do contrário por conta do apoio dado por Washington a eles.

"Em nenhum momento, em nenhum momento dissemos aos curdos que os ajudaríamos a estabelecer um Estado curdo autônomo na Síria, nem lutaríamos contra um aliado de longa data como a Turquia em nome deles", disse Esper a repórteres nesta sexta-feira.

"Cumprimos nossas obrigações. E nossa obrigação, nosso acordo, nosso entendimento com os curdos era o seguinte: que trabalharíamos juntos na Síria para derrotar o Daesh", explicou.

As palavras do secretário dos EUA levantam a dúvida se a parceria entre curdos e norte-americanos teria chegado ao fim, sobretudo após o principal líder da organização terrorista, Abu Bakr al-Baghdadi, ter sido declarado morto recentemente.

Secretário de Defesa dos EUA, Mark Esper, testemunha perante o Congresso
© REUTERS / Mary F. Calvert
Secretário de Defesa dos EUA, Mark Esper, testemunha perante o Congresso

Pelo que disse Esper, cria-se agora um impasse em torno do que fora acordado pelo antecessor do presidente Donald Trump, Barack Obama. Naquela época, a Casa Branca concordou que as Forças Democráticas Sírias (FDS) de origem curda seriam recompensadas por fazer sua parte para derrubar o presidente sírio Bashar Assad com seu próprio Estado semi-soberano ao Curdistão iraquiano.

Apesar dos elogios feitos há muito tempo pela mídia norte-americana, esse "experimento social corajoso" está agora ameaçado pela recusa obstinada do governo Trump de continuar travando uma guerra que quase perdeu na Síria.

Traição e mudança de rumos

AS FDS forneceram um local anti-Assad ideal através do qual os EUA poderiam ocupar áreas ricas em recursos da Síria, uma ocupação que de outra forma seria considerada ilegal pelas leis internacionais. Mas quando os EUA começaram a sair do nordeste da Síria em setembro, deixando os curdos surpresos e à mercê das forças turcas que os veem como terroristas.

Assim, os curdos foram forçados a implorar pelo mesmo governo de Assad que haviam condenado como o diabo encarnado enquanto os EUA ainda os sustentava para proteção. Eles finalmente engoliram seu orgulho e estabeleceram um acordo com as forças sírias e russas ao longo da fronteira com a Turquia, mas este não era o acordo que eles pensavam ter feito com os EUA.

Os curdos tinham bons motivos para esperar um Estado em troca de fazer o "trabalho sujo" dos EUA por tantos anos. Desde que a então secretária de Estado Condoleezza Rice descreveu com entusiasmo as consequências da desestabilização da região por Washington como as "dores de parto de um novo Oriente Médio", em 2006, o plano de jogo foi divulgado.

"Precisamos ter certeza de que estamos avançando para o novo Oriente Médio, e não voltando para o antigo Oriente Médio", declarou ela.

O "Grande Curdistão" abrangeria regiões ricas em petróleo do Iraque, Síria, Turquia e Irã, formando um Estado hipotético em meio a um Oriente Médio completamente balcanizado que se encaixa perfeitamente com os objetivos de política externa dos EUA, Israel e da maioria dos países do golfo Pérsico.

Combatentes das Forças Democráticas da Síria (FDS) ao norte da cidade de Raqqa
© REUTERS / Rodi Said
Combatentes das Forças Democráticas da Síria (FDS) ao norte da cidade de Raqqa

Abandonar o projeto do "Grande Curdistão" lança as bases para a consolidação das relações entre os EUA e a Turquia que, por razões óbvias, não gosta de ter partes do território de seus vizinhos interrompidas e entregues a um grupo que considera terrorista e, de fato, abandonar o esforço para construir um "novo Oriente Médio" cria um final feliz para quase todos na região, exceto Israel e as monarquias do Golfo.

Até Trump estragar a diversão de todos com sua insistência em sair da Síria, havia muito apoio na comunidade de política externa dos EUA para transformar o país árabe em enclaves étnicos - sempre apresentado como último recurso.

Enquanto a chuva de vegetais podres que os curdos deram às tropas americanas em retirada sem dúvida fez pouco para agradar os EUA, a mente do governo Trump estava claramente decidida a abandonar o projeto do "Grande Curdistão" de seus antecessores por um tempo muito anterior ao anúncio da retirada.

Os EUA ainda apoiam as FDS verbalmente e ainda estão "ajudando" soldados americanos a manter o petróleo sírio fora das mãos de Damasco. Existe até a esperança de que, se eles se comportarem, obterão esse Estado autônomo. Mas Esper deixou claro que as expansivas (e vagas) promessas de administrações anteriores – nunca escritas sob a forma de contratos assinados - é coisa do passado.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/oriente_medio_africa/2019121314890301-traicao-secretario-de-trump-revela-que-eua-abandonaram-promessa-feita-aos-curdos/

Irã, Rússia e Turquia adotam declaração conjunta sobre a Síria

 

 

Foto tirada no dia 11 de dezembro de 2019 mostra a 14ª rodada das negociações de Astana em Nur-Sultan, Cazaquistão. O Irã, a Rússia e a Turquia adotaram na quarta-feira uma declaração conjunta sobre a Síria na 14ª rodada das negociações de Astana, realizadas em Nur-Sultan. (Foto de Kalizhan Ospanov/Xinhua)

 

Nur-Sultan, 11 dez (Xinhua) -- O Irã, a Rússia e a Turquia adotaram quarta-feira uma declaração conjunta sobre a Síria na 14ª rodada das negociações de Astana realizadas em Nur-Sultan, Cazaquistão.

 

"O Irã, a Rússia e a Turquia, como países fiadores do formato Astana, confirmaram seu contínuo compromisso com a soberania, independência, unidade e integridade territorial da Síria", dizia o comunicado.

 

Os três países fiadores rejeitaram todas as iniciativas ilegais de autogoverno sob o pretexto de combater o terrorismo e expressaram sua determinação em resistir aos planos separatistas que visam minar a soberania e a integridade territorial da Síria e ameaçar a segurança nacional dos países vizinhos, segundo o comunicado.

 

Os três países manifestaram preocupação com o aumento das atividades terroristas na província síria de Idlib, acrescentando que analisaram detalhadamente a situação na área de descalcificação de Idlib e destacaram a necessidade de estabelecer a calma no terreno, segundo o comunicado.

 

Os três países disseram que continuariam a cooperação na eliminação de grupos terroristas na Síria, incluindo o Estado Islâmico, a Frente Al-Nusra e outros grupos terroristas designados pela Organização das Nações Unidas.

 

Os países fiadores disseram que tomariam medidas para garantir que os civis na zona de descalcificação de Idlib e na área circundante fossem protegidos.

 

Os três lados expressaram sua oposição à apreensão ilegal e distribuição de renda da venda de petróleo pertencente à Síria.

 

Eles também denunciaram os ataques militares de Israel na Síria, que "violam o direito internacional e o direito internacional humanitário e minam a soberania da Síria e dos países vizinhos, além de comprometerem a estabilidade e a segurança na região".

 

Irã, Rússia e Turquia pediram à comunidade internacional que facilite o retorno seguro e voluntário de refugiados sírios deslocados internamente, enquanto discutem iniciativas para organizarem conferências internacionais para chegar ao fim.

 

Os três lados também confirmaram seus compromissos com os esforços contínuos pela libertação de detidos ou afastados sírios.

 

O comunicado disse que a próxima reunião internacional sobre a Síria no "formato Astana" será realizada em Nur-Sultan em março de 2020.

 

A 14ª rodada de negociações sobre a Síria terminou na quarta-feira. O evento de dois dias contou com a presença do Irã, Turquia e Rússia, além de representantes do governo sírio e da oposição. Jordânia, Líbano, Iraque e a Organização das Nações Unidas também se juntaram como observadores.

 

O processo para um acordo pacífico na Síria, também conhecido como processo de Astana, foi lançado em janeiro de 2017 pela Rússia, Irã e Turquia em Astana, capital do Cazaquistão, que foi renomeada para Nur-Sultan.

Ver original em "XINHUA Português" na ligação seguinte:

http://portuguese.xinhuanet.com/2019-12/12/c_138626410.htm

ANATOMIA DE UM ATAQUE DE FALSA-BANDEIRA

 
Surgiram provas, fornecidas por dadores de alerta da OPCW (organização supostamente «independente», que inspecciona a utilização  de armas químicas), de que os alegados ataques de Douma (Síria), tinham sido forjados, com o objectivo de justificar uma ofensiva americana contra o governo sírio.
 
O mais grave, é que a OPCW sabia que se tratava de uma encenação de grupos de oposição ao governo sírio, usando falsas provas, mas ocultou esses factos e produziu um relatório incriminando o governo sírio. James Corbett, no vídeo aqui apresentado, junta uma impressionante série de factos e evidências que desmontam este ataque de falsa-bandeira. A media ocidental, ao serviço dos seus donos, tem silenciado ou menosprezado a importância destes factos.
 
Infelizmente, estes casos são muito frequentes, mas poucas vezes se tem oportunidade de avaliar as montagens. Quase sempre, os casos de falsas-bandeiras são directa ou indirectamente resultantes de manipulação de grandes potências, usando grupos de «terroristas» e as redes de comunicação.  O público fica com uma visão totalmente distorcida (fictícia) do que se passa no terreno. Mas, se o público ficar consciente dos truques usados, será mais difícil voltar a acreditar na mesma mentira. 
 

Ver o original em 'Manuel Banet' (clique aqui)

WikiLeaks expõe relatório da OPCQ sobre suposto ataque com armas químicas na Síria

Em 23 de novembro, o WikiLeaks acusou a Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPCQ) de “adulterar seu relatório sobre armas químicas (em Douma, Síria)”. O site publicou informações do e-mail de um denunciante da própria OPCQ, integrante de sua missão de investigação em Douma, que expressa “sua preocupação maior com o viés intencional introduzido a uma versão editada do relatório do qual ele era coautor”.

A Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPCQ) opera como uma ferramenta imperial pró-Ocidente. Atende aos interesses dos EUA e da OTAN – em um polo oposto às suas delegadas obrigações de “buscar um mundo livre de armas químicas”.

A organização perdeu sua legitimidade e deve ser dissolvida e substituída por grupos independentes de fiscalização de armas química, reconhecidos unicamente pela manutenção das disposições da Convenção sobre as Armas Químicas e livres de influência e controle externos.

A chamada Missão de Busca de Fatos (FFM) da OPCQ manipulou seu relatório de março de 2019 sobre o suposto incidente de 7 de abril de 2018 em Douma, na Síria – o qual nunca aconteceu – dizendo falsamente o seguinte:

“Com relação ao suposto uso de armas químicas tóxicas como arma em Douma (Síria), a avaliação e análise das informações coletadas pela FFM (adiando sua visita ao local por 11 dias) fornecem motivos razoáveis para afirmar que o uso de uma substância química tóxica como arma aconteceu em 7 de abril de 2018.

Esse produto químico tóxico continha cloro reativo. O produto químico tóxico era provavelmente cloro molecular.”

O chamado incidente era uma bandeira falsa organizada pelos EUA e a OTAN, e a Síria foi injustamente culpabilizada por um evento sem vítimas. Ninguém em Douma morreu, foi hospitalizado ou ficou doente devido à exposição a substâncias químicas ou outras toxinas. Testemunhas oculares e o corpo médico local desmentiram a narrativa forjada. Os especialistas técnicos russos não encontraram provas de toxinas ou outras substâncias químicas em amostras de solo e outras análises do local.

Contudo, a Missão de Busca de Fatos da OPCQ alegou mentirosamente aquilo que não aconteceu. Ao mesmo tempo, a Rússia condenou a história “fabricada” do suposto incidente. Damasco disse que o relatório da OPCQ “não difere dos relatórios anteriores da missão, repletos de fatos distorcidos”, que culpavam a Síria pelos incidentes com armas químicas encenados por terroristas apoiados pelos EUA.

No decorrer dos anos de agressão perpetrada pelos EUA contra Síria – usando o ISIS e jihadistas semelhantes como soldados de infantaria imperial, apoiados por bombardeios terroristas comandados pelo Pentágono desde 2014 –, nenhum fragmento de prova credível sugeriu o uso de substâncias químicas ou outras toxinas proibidas pelas forças da República Árabe da Síria contra qualquer um.

No sábado, com base em informações apresentadas por e-mail por um denunciante da OPCQ, o WikiLeaks criticou “uma versão editada do relatório (sobre Douma) deturpando os fatos”, e acrescentou:

O denunciante afirma que “essa deturpação foi possível por omissão seletiva, introduzindo um viés que mina a credibilidade do relatório”. O material foi editado “a pedido do Escritório do Diretor-Geral”. O suposto incidente tinha como base “relatos dos Capacetes Brancos (ligados à Al-Qaeda) que estavam presentes em Douma na época”. Eles mentiram que aviões sírios haviam jogado cilindros contendo toxinas em Douma.

A OPCQ afirmou erroneamente ter encontrado a presença de “cloro ou outro produto químico contendo cloro reativo” no local do suposto incidente. O cloro é o principal ingrediente de alvejantes domésticos, amplamente utilizados.

“Uma prova, apresentada pelas redes de notícias de todo o mundo, era um vídeo que mostrava vítimas sendo tratadas em um hospital após o ataque em Douma.

Os sintomas mostrados, todavia, não são consistentes com o que as testemunhas relataram ter visto naquele dia. Aparentemente, uma discussão detalhada sobre isso foi omitida da versão editada do relatório da OPCQ.

As condições dos chamados cilindros em Douma ‘não eram consistentes com uma queda pelo ar…’

A prova física fabricada, incluindo (supostos) corpos de (centenas de) mortos seriamente afetados por uma arma de gás químico, não está mais disponível”.

O editor do WikiLeaks, Kristinn Hrafnsson, disse que as informações fornecidas pelo denunciante da OPCQ “lançam dúvidas sobre a integridade dessa organização”, acrescentando:

“Embora o denunciante não estivesse pronto para ir adiante e/ou apresentar documentos ao público, o WikiLeaks acredita que agora é de maior interesse para o público ver tudo o que foi coletado pela Missão de Pesquisa de Fatos sobre Douma e todos os relatórios científicos escritos em relação à investigação.”

Um dos membros do painel formado para analisar as alegações da OPCQ sobre o suposto incidente, o ex-diretor geral da OPCQ, Jose Bustani, afirmou o seguinte:

“A prova convincente do comportamento irregular da investigação da OPCQ sobre o suposto ataque químico de Douma confirma as dúvidas e suspeitas que eu já tinha. Eu não conseguia entender o que estava lendo na imprensa internacional. Até os relatórios oficiais de investigações pareciam, na melhor das hipóteses, incoerentes. A imagem está certamente mais clara agora, embora seja muito perturbadora.”

Fundada em 29 de abril de 1997, Bustani atuou como o primeiro diretor-geral da OPCQ. Como subsecretário de Estado de Bush e Cheney para controle de armas e assuntos de segurança internacional em 2002, John Bolton orquestrou a remoção de Bustani como diretor-geral da organização antes de seu mandato expirar – já que ele não estava atendendo aos interesses dos EUA ao cumprir suas obrigações. Na época, ele teria pedido a Saddam Hussein para se juntar à OPCQ e permitir inspeções irrestritas nas supostas áreas de armazenamento de armas químicas. Caso tivesse conseguido, teria sido um obstáculo adicional às falsas alegações por parte de Bush e Cheney de armas de destruição em massa, usadas como pretexto para agressões explícitas. O regime de marionetes instalado no Iraque se juntou à OPCQ em 2009.

O painel formado para revisar as alegações da OPCQ sobre o suposto incidente de Douma pediu à organização que “todos os inspetores que participaram da investigação de Douma se apresentem (e expliquem) suas diferentes observações em um fórum apropriado dos Estados partes da Convenção sobre as Armas Químicas”, relatou o WikiLeaks.

Nota: O relatório de junho do Mecanismo de Investigação Conjunto (JIM) da OPCQ sobre o uso de gás sarin (um agente nervoso) no incidente de armas químicas em Khan Shaykhun, em 4 de abril de 2017, também foi fabricado.

O JIM conduziu sua missão de apuração à revelia dos fatos – sem nunca ter visitado Khan Shaykhun, sem obter uma descrição em primeira mão dos acontecimentos a partir de fontes confiáveis. Na época, o Ministério das Relações Exteriores da Síria criticou as conclusões da OPCQ, chamadas de “fabricadas e enganosas, (provavelmente) escritas e preparadas com antecedência por certos círculos hostis à Síria”.

As fontes citadas pelo JIM estavam conectadas à inteligência dos EUA e do Reino Unido. A Síria eliminou todo o seu estoque de armas químicas. Nenhuma prova sugere o contrário. Em repetidas ocasiões, os terroristas apoiados pelos EUA utilizaram tais armas, sempre atribuídas falsamente a Damasco.

A OPCQ é cúmplice dos objetivos norte-americanos ao culpar a Síria por incidentes de armas químicas com os quais não teve nada a ver, manipulando informações para que afirmem mentirosamente o oposto.

*Stephen Lendman vive em Chicago. Ele é pesquisador associado do Center for Research on Globalization (CRG).

The post WikiLeaks expõe relatório da OPCQ sobre suposto ataque com armas químicas na Síria appeared first on Revista Opera.

Ver original em 'Revista Opera' (aqui)

Damasco se propõe a meta de recuperar o controle sobre todos os territórios sírios ocupados

Comboio militar norte americano perto da cidade síria de Tel Tamer
© AP Photo / Baderkhan Ahmad

Damasco planeja reestabelecer sua soberania sobre todos os territórios do país, incluindo as áreas atualmente ocupadas pelos Estados Unidos, declarou o embaixador da Síria na ONU, Bashar Jaafari.

"Idlib é um território sírio, o governo da Síria se propõe o objetivo de libertar toda esta região da presença dos terroristas, assim como outras áreas do país ocupadas por estrangeiros, concretamente pela Turquia e Estados Unidos. Além do mais, não se esqueçam das Colinas de Golã sob ocupação israelense", disse Jaafari no fim das consultas no formato de Astana celebradas na capital do Cazaquistão.

Damasco não tolerará a presença terrorista estrangeira em Idlib, apoiada pelos Estados Unidos, Reino Unido, Turquia e Arábia Saudita, afirmou.

"Nossa única opção é libertar estes territórios", concluiu.

Manifestastes contra os ataques da coalizão internacional na Síria agitando bandeiras da Síria, Irã e Rússia
© AP Photo / Hassan Ammar
Manifestastes contra os ataques da coalizão internacional na Síria agitando bandeiras da Síria, Irã e Rússia

O assessor do Ministério das Relações Exteriores do Irã para assuntos políticos, Ali Asghar Khaji, em consonância com a posição síria, denunciou:

"A presença dos Estados Unidos na Síria e sua ocupação violam as normas internacionais, minam a soberania e integridade territorial da Síria, por isso o Irã deseja impedir essa presença, especialmente nas zonas petroleiras."

Nursultan, atual nome da capital do Cazaquistão, acolheu entre 10 e 11 de dezembro as consultas sobre o processo de paz sírio em que tomaram parte delegações da Turquia, Rússia, o governo sírio e a oposição.

Asghar Khaji enfatizou que a renda da venda do petróleo deve pertencer ao governo sírio.

A Síria vive desde março de 2011 um conflito em que as tropas governamentais enfrentam facções armadas da oposição e grupos terroristas.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/oriente_medio_africa/2019121114881442-damasco-se-propoe-a-meta-de-recuperar-o-controle-sobre-todos-os-territorios-sirios-ocupados/

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