Sionismo

AIPAC e ai de nós!

Uma coligação de quatro grupos progressistas americanos lançou uma campanha #SkipAIPAC na passada sexta-feira dia 7 de Fevereiro, para levar os candidatos presidenciais democratas de 2020 a não porem pés na conferência política do AIPAC dentro de um mês.

 

São o IfNotNow, MoveOn, Indivisible e o Working Families Party. Já há um ano os activistas tinham tentado afastar os candidatos democratas desta reunião de 18.000 ativistas, o maior acontecimento anual de apoio ao apoio dos EUA a Israel.

Lillian Pinkus é a Presidente e ferverosa membro da comunidade judaica americana.

O que é o AIPAC

É o Comité de Assuntos Públicos de Israel da América, ou AIPAC, um lobby norte americano pró-Israel, sediado em Washington DC. Esta organização AIPAC coopera, há mais de cinquenta anos, com Congressistas e Senadores para garantir o apoio americano a Israel face àquilo que consideram ameaças contra o Estado de Israel. Mas a AIPAC não se fica por aqui, mete o seu nariz no que considera ser a ameaça que é o Irão como potência nuclear e claro têm a sua opinião sobre o Negócio do Século:o acordo entre Israel e a Palestina ditado por Jared Kushner e orquestrado por Trump.

A AIPAC organiza uma conferência anual sobre políticas que inclui estudantes congressistas, além de líderes da Europa convidados e, clara está, com a presença de Israel. Assim tipo Festa do Avante ao contrário, ou talvez melhor assim tipo a Festa do Chão da Lagoa do PSD na Ilha da Madeira!

Envolve-se em todas as iniciativas legislativas que tenham em vista o Médio Oriente. Promove aquilo a que chama a cooperação antiterrorista entre Israel e os EUA, bem como a cooperação entre os respetivos serviços secretos e de segurança. O Irão é o maior inimigo denominador comum que os une neste momento. O lobby conferencia com candidatos candidatos políticos americanos para lhes transmitir os seus saberes sobre a visão afunilada que têm sobre o mundo, que se restringe na prática ao Médio Oriente! Uma espécie de endoutrinamento ideológico!

A simpática organização foi acusada por grupos anti-semitas e anti-Israel como uma força de lobby sionista que controla todas as políticas dos EUA em relação ao Oriente Médio e ao conflito árabe-israelita. Tudo calúnias dos invejosos! Mesmo assim, um novo grupo pró-Israel, o JStreet diz que anda à procura de uma metodologia mais pacífica!

Na semana passada, a AIPAC encontrou uma maneira de baratinar praticamente todo mundo no mundo político americano. Após a decisão do grupo de exibir anúncios no Facebook chamando a alguns democratas “radicais” e “anti-semitas” e conseguiram que liberais e conservadores ficassem revoltados com o lobby pró-Israel, acusando-o de preconceito político, de discriminação e de incompetência. Em suma a AIPAC no ano de 2020 parece ter uma via impossível para o sucesso.

A AIPAC está a sobreviver num clima político que não é favorável aos seus interesses messiânicos. Até aqui tinha a simpatia de apoiantes de Israel da direita, esquerda e centro baseados numa agenda comum de apoio ao governo de Israel e à segurança do estado judeu. Apoiantes em todos os estados e distritos dos Estados Unidos cultivavam amizades com qualquer político cuja carreira pudesse acabar no Congresso, e o resultado foi uma poderosa teia de aranha que cresceu com chorudos donativos e amizades pessoais. Mas também funcionou porque republicanos e democratas perceberam que o apoio a Israel, para os eleitores americanos era um assunto acarinhado.

A AIPAC fez o possível para engordar esse consenso com uma insistência mística no bi-partidarismo, quando isso significava que o seu apoio a uma solução de dois estados não estava de acordo com a coligação liderada pelo Likud que governa Israel há 11 anos.

A AIPAC apoiava uma solução de dois estados. Mas ao recusar-se comentar quando Trump ‘legalizou’ os colonatos israelitas, um obstáculo fundamental para qualquer futuro estado palestino, mostrou que a seu núcleo duro estava destruído.

Ai de nós com as AIPAC’s e Cª deste planeta azul.


Por opção do autor, este artigo respeita o AO90


 
 
 

Ver original no jornal 'TORNADO' na seguinte ligação:

https://www.jornaltornado.pt/aipac-e-ai-de-nos/

Bolsonaro usurpa memória das vítimas do Holocausto e mistura anti-semitismo com anti-sionismo

 

247 -Jair Bolsonaro ofendeu a memória das milhões de vítimas do nazismo no dia em que celebra-se a libertação do campo de concentração de Auschwitz ao ao misturar propositadamente o anti-semitismo com o anti-sionismo. Mes, depois da demissão de Roberto Alvim da Secretaria de Cultura, o governo Bolsonaro abriga diversos nazistas.

Nesta segunda-feira (27) é o Dia Internacional de Memória do Holocausto. Leia o post de Bolsonaro:

https://twitter.com/jairbolsonaro/status/1221766926801784832?ref_src=twsrc%5Etfw%7Ctwcamp%5Etweetembed%7Ctwterm%5E1221766926801784832&ref_url=https%3A%2F%2Ftwitter.com%2Fjairbolsonaro%2Fstatus%2F1221766926801784832

O anti-semitismo é o sentimento e a ação racista que tem os judeus e judias como alvo de seu ódio. O anti-sionismo é um movimento político contra o que se transformou num projeto hegemônico da direita de Israel e judaica ao redor do mundo, que hostilizam e buscam eliminar os palestinos de sua terra.

O post de Bolsonaro vem poucos dias depois de Roberto Alvim ser demitido da secretaria de Cultura após publicar um vídeo parafraseando Joseph Goebbeles, ministro nazista de Adolf Hitler.

Da mesma maneira que abriga nazistas em seu governo, Bolsonaro alardeia que um torturdo é seu herói. Em agosto de 2019 ele qualificou de “herói nacional” o coronel do Exército Carlos Alberto Brilhante Ustra, apontado pela Comissão da Verdade como responsável por 47 sequestros e homicídios, além de ter atuado pessoalmente em sessões de tortura durante o regime.

Em setembro, ao dar resposta a uma entrevista da Alta Comissária da ONU para Direitos Humanos, Michelle Bachelet, Bolsonaro elogiou a tortura e morte do pai dela pelo regime sanguinário de Augusto Pinochet, e disse que o Chile "só não é uma Cuba graças aos que tiveram a coragem de dar um basta à esquerda em 1973".

ILAN PAPPE: O SIONISMO E A LIMPEZA ÉTNICA DOS PALESTINIANOS

ILAN PAPPE: O SIONISMO E A LIMPEZA ÉTNICA DOS PALESTINIANOS
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Ilan Pappe é um respeitado professor universitário judeu e de nacionalidade israelita.
Foi obrigado a refugiar-se na Grã-Bretanha em consequência de ameaças dirigidas à sua pessoa e à sua família. 

Parte I do programa «the Hart of the matter»:

[1]

Parte II do programa «the Hart of the matter»:
[2]


References

  1. ^
    (vimeo.com)
  2. ^
    (vimeo.com)

Leia original aqui

A França à arreata dos sionistas

Dominique Lesperre, presidente da Câmara de Bezons, eleito pelo PCF, descerrando a placa toponímica, escrita em francês e árabe, de uma nova artéria no seu concelho ‘Allée de la Nakba’ comemorativa do 70º aniversário da “Nakba Lane.”
Segundo a PressTV, a placa foi removida horas depois da sua instalação, por imposição do alto funcionário da região.
A sinalética recordava a expulsão de 800.000 palestinos e a destruição de 532 aldeias em 1948 pelo criminoso de guerra David Ben Gurion para a criação do  Estado de Israel.
 

Leia original em

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