Seniores

Governo vai criar estruturas residenciais para idosas vítimas de violência doméstica

 

 

Três estruturas residenciais para idosas vítimas de violência doméstica vão ser criadas no norte, centro e sul do país com equipas especializadas com o objetivo de autonomizar quem é acolhido.

 

De acordo com o jornal Público, que avança a notícia na sua edição desta segunda-feira, nas três estruturas residenciais para idosas vítimas de violência doméstica – uma no Norte, outra no centro e outra no sul com 40 vagas cada uma – vai ser testado um modelo específico para mulheres mais velhas.

A criação destas estruturas para idosas surge na sequência de um aumento do número de situações de violência doméstica em idosas durante o confinamento provocado pela pandemia de covid-19, que já matou mais de 1500 pessoas em Portugal.

O jornal refere esta segunda-feira, Dia Mundial de Consciencialização da Violência Contra a Pessoa Idosa, que a Rede Nacional de Apoio às Vítimas de Violência Doméstica duplicouos atendimentos, sendo que mais de mil envolveram mulheres com mais de 65 anos.

A secretária de Estado para a Igualdade e Cidadania, Rosa Monteiro, citada pelo jornal Público, diz que a média de atendimentos (presenciais e telefónicos) passou de 2.500 para 5.430 entre 11 e 24 de maio. O volume manteve-se na quinzena seguinte.

De acordo com os dados, entre 13 de abril e 7 de junho, houve 1171 atendimentos a mulheres dessa faixa etária. Ao mesmo tempo, 11 entraram em estruturas de acolhimento.

Na sequência da situação, a secretaria de Estado para a Igualdade e Cidadania anunciou o lançamento destes três projetos-pilotos que não serão estruturas de emergência, nem casas-abrigo. As primeiras estão pensadas para acolher vítimas de violência doméstica até 15 dias (no máximo, 30 dias) e as segundas até seis meses (no máximo de um ano).

Rosa Monteiro disse também que as estruturas de emergência tentam ajudar as vítimas a restabelecer o equilíbrio emocional e psicológico, as casas-abrigo têm também de as ajudar “a tornarem-se autónomas”.

As estruturas residenciais para idosas terão 40 vagas cada uma e terão equipas preparadas para lidar com vítimas de violência doméstica vulneráveis em função da idade. “Ainda não está definido (…). A ideia é que não haja um prazo. Vamos lançar estes três pilotos para perceber a metodologia adequada”, disse a secretária de Estado.

Rosa Monteiro não adiantou que verba está em causa. “Estamos a fechar. São consórcios com municípios e organizações da sociedade civil”, refere, sem dizer quais.

De acordo com a secretária de Estado, foi encontrado financiamento na reprogramação dos fundoscomunitários. “Usarão verbas destinadas à recuperação do edificado, no âmbito dos programas operacionais regionais. O funcionamento resultará de acordos de cooperação com a Segurança Social”, disse.

Estas três estruturas integrarão a Rede Nacional de Apoio às Vítimas de Violência Doméstica.

// Lusa

 

Ver original em 'ZAP aeiou' na seguinte ligação:

https://zap.aeiou.pt/governo-vai-criar-estruturas-residenciais-idosas-vitimas-violencia-domestica-329926

"A TV mente" e a direita quer os mais idosos fechados em casa (podem dar um passeiozinho)

Jose Miguel Judice Idosos
 
A SIC prossegue a manipulação a várias vozes ao serviço da direita económica e política.
Agora é o seu 'comentadeiro' habitual (José Miguel Judíce) que vem insurgir-se pelo facto de os cidadãos mais velhos não ficarem legalmente obrigados ao enclausuramento caseiro.
Para ele (sempre a ser o porta voz dos interesses do grande patronato) quem tem idade para trabalhar deve ir rapidamente fazê-lo. Os seus filhos devem ir para as escolas para os pais poderem ir trabalhar, os outros (reformados, pensionistas, cidadãos mais velhos, etc ) devem ficar fechados em casa para não perturbarem o 'mercado' e a 'produção nacional'.
Como José Miguel Judíce faz gala em usar mediaticamente a sua condição de católico não deixa de ostentar alguma comiseração pelos 'velhinhos' e deixa-os dar uma voltinha perto de casa.
A direita perdeu a vergonha...
 
 
 
 
 
 
 

Um «Polígrafo» com palas nos olhos

(Comentário:
A SIC continua a militar na campanha contra os mais velhos para que estes sejam OBRIGADOS a ficar fechados em clausura. A Constituição não consente tal discriminação e, consequentemente, nenhuma legislação o prevê mas a SIC na sua deriva anti "peste grisalha" (nas palavras do deputado do PSD) insiste em promover a confusão entre um conselho de especial proteção dos mais velhos e doentes (previsto pelo Governo) com uma obrigatoriedade de confinamento (que NÃO existe). São coisas muito diferentes e a SIC sabe-o mas tudo vale para quem a única preocupação é garantir que os mais novos vão trabalhar para bem dos negócios alheios.
São estes mesmo 'órgãos de comunicação', como a SIC, sempre mais preocupados com os interesses do 'mercado' do que com o Povo que vêm agora exigir que o Estado (todos nós) lhes ofereça alguns Milhões de euros para 'compensar' as dificuldades que têm com a crise... Haja paciência!
 
 
O «Polígrafo» só se
esqueceu que o Presidente
da República tem 71 anos,
não está sempre em casa
e não usava máscara !

O «Polígrafo» concluiu evidentemente que era falsa a afirmação de Jerónimo de Sousa, Mas não foi capaz de contestar o adjectivo «absoluto» usado por Jerónimo de Sousa nem de mostrar qual é regra que obriga os maiores de 70 anos a ficarem sempre em casa.
 

Ver original em "O Tempo das Cerejas" (aqui)

"A TV mente": SIC quer os mais velhos obrigariamente enclausurados.

Idosos01
 
 
 
 
 
apeixotoCom os truques de manipulação em que as televisões se tornaram peritas a SIC vai procurando endoutrinar os telespectadores com a ideia de que os mais velhos estão agora legalmente obrigados a ficarem fechados em casa. É mentira e eles sabem-no mas como, para muitos, o que é dito na TV faz lei a SIC insiste nessa ambição tão querida de muitos setores da direita.
O 'episódio' montado pela SIC durante o Dia do Trabalhador tem servido a preceito para tais intentos. Poder-se-á pensar que se trata "apenas" de mais uma peça do habitual anticomunismo sempre tão rentável em qualquer populismo mas, de facto, é pior do que isso. 
Oiça-se com atenção a peça:
 
 
Numa "notícia"relativa às comemoração do Dia Internacional dos Trabalhadores a SIC enxertou um 'escândalo': Jerónimo de Sousa tem 73 anos (e anda na rua!). O locutor di-lo e a repórter repete-o enfaticamente para logo de seguida se ouvir Jerónimo de Sousa dizer "você perguntou como se a idade fosse um critério absoluto. Não é.»
A montagem das imagens e do som foi muito cuidadosa. Nunca se sabe qual foi a pergunta da repórter porque essa foi apagada em todos os noticiários e apenas quem viu o direto se poderá lembrar da sequência completa. Seria mais honesto ter mantido a forma arrogante, quase mal educada, como a jornalista perguntou ao secretário-geral do PCP porque é que ele ali estava e não em casa pois ele já tem mais de 70 anos.
O início da resposta em que Jerónimo de Sousa procurava situar a questão também foi cortada para evidenciar apenas a ideia de que aquele "velho" (ainda por cima comunista) se arroga ao direito de desconsiderar a "obrigação de confinamento",
E para que não ficasse alguém sem compreender a mensagem a repórter esclareceu direitinho:
 
"Para Jerónimo de Sousa a idade não é um critério absoluto apesar de todas as autoridades de saúde avisarem que quem tem mais de 60 anos faz parte do grupo de risco e está sujeito ao confinamento obrigatório".
A manipulação, para ser eficaz, constrói-se com meias verdades e subtilezas quase impercetíveis. Neste caso:
"Para Jerónimo de Sousa a idade não é um critério absoluto" - VERDADE
"apesar de " -  (serve para subliminarmente destruir o argumento de Jerónimo de Sousa)
"todas as autoridades de saúde avisarem que quem tem mais de 60 anos faz parte do grupo de risco" - VERDADE (o ênfase em TODAS AS AUTORIDADES DE SAÚDE confere especial gravidade)
"e está sujeito ao confinamento obrigatório" . MENTIRA
E assim, usando alguma verdade  a SIC tira a conclusão mentirosa que  queria fazer passar. 
Claro que não lhe serviria a repórter ter dito "para Jerónimo de Sousa a idade não é um critério absoluto e quem tem mais de 60 (ou 70?) anos, apesar de poder fazer parte do grupo de risco, não está sujeito a qualquer confinamento obrigatório"
Esta era a verdadeira razão para a presença de Jerónimo de Sousa mas não servia para o propósito manipulatório que a SIC prossegue. Não permitia apresentar o "comuna" Jerónimo como uma quase-fora-da-lei, um autentico privilegiado que se situa acima das obrigações de todos os demais comuns mortais.
E não ajudava a fazer passar a "lei" da SIC de que os mais velhos estão obrigados a ficar fechados em casa.
 
Ora a verdade é que Jerónimo de Sousa, como qualquer outro cidadão com 73 anos, tem todo o direito de estar a presenciar um evento na rua. A idade avançada é um dos fatores importantes no risco face à COVID-19. Mas não é absoluto. Um homem saudável de 80 anos tem menos risco de morrer com a COVID-19 do que um jovem com tuberculose.
Depois, e mais importante, a recomendação para proteção das pessoas mais velhas é, sobretudo, para bem delas próprias e não um castigo a que têm que estar sujeitas para proteção dos outros (neste caso dos mais jovens). Não tem nada a ver com a ficção, em que a SIC parece efabular, de enclausurar os 'zombies' para não infetarem os humanos normais.
Que fique claro: os mais velhos NÃO ESTÃO sujeitos a nenhum confinamento obrigatório. Isso seria desumano e (coisa pouca para a SIC) seria INCONSTITUCIONAL Objetivamente a SIC quer promover e naturalizar uma ILEGALIDADE.
 
Este é um 'pequeno' exemplo da manipulação sórdida em que as televisões se afundam no negócio populista e enganador que julgam garantir-lhes audiências e que serve os propósitos dos seus donos.
E não se pense que se tratou de um equívoco ou de um pormenor de circunstância causado pela incompetência da repórter.
No dia seguinte o locutor numa inenarrável e agressiva entrevista à ministra da Saúde insistiu no tema:
 
 
 
A paciência da ministra para explicar ao entrevistador que os mais velhos não são um 'perigo' para a sociedade e que nada os obriga a serem aprisionados em casa de pouco lhe valeu.
A SIC quer promover a visão da 'peste grisalha" obrigada à clausura. É o mesmo a que Bolsonaro chama  "isolamento vertical".
É a opção que se tem evidenciado como a preferida da extrema direita e de alguma direita mais preocupada em fechar os velhos em casa para os mais novos irem trabalhar sem haver prejuízo para os negócios.
Jerónimo de Sousa e a ministra da Saúde prestaram um bom serviço humano e sanitário ao clarificarem esta questão.
Todavia é lamentável que a SIC ceda ao medonho populismo anti-idosos e agrida assim as gerações mais vividas.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Programa de testes nos lares concluído dentro de três semanas

 

O programa de testes à covid-19 nos lares do país deverá ficar concluído dentro de três semanas, abrangendo 65 mil trabalhadores, mantendo-se depois em monitorização, disse hoje a ministra da Solidariedade e Segurança Social.

 

“Temos 65 mil trabalhadores nos lares, portanto dentro de três semanas vamos conseguir concluir o programa nos lares em todo o país“, afirmou Ana Mendes Godinho aos jornalistas em Peniche.

Segundo a governante, até hoje deverão estar concluídos 20 mil testes. “É um processo que não fica concluído porque queremos continuar a monitorizar”, advertiu.

Ana Mendes Godinho falava depois da assinatura de um protocolo com o Instituto Politécnico de Lisboa para a criação em Peniche, no distrito de Leiria, de um laboratório de diagnostico da covid-19, que na terça-feira começa a receber testes realizados nos lares dos concelhos abrangidos pelas comunidades intermunicipais de Coimbra, Leiria, Médio Tejo e Oeste.

O programa de testes nos lares, com a realização de 4000 diários, conta atualmente com duas dezenas de parceiros, entre universidades, politécnicos, unidades de investigação e administrações regionais de saúde, disse a ministra.

“O objetivo é isolar casos positivos entre profissionais que trabalham nos lares, visto que os lares não têm visitas há mais de um mês e quem tem o risco de ser portador do vírus são os trabalhadores”, explicou Ana Mendes Godinho.

O programa contempla outras medidas, como a adequada separação de utentes e a correta utilização de equipamentos de proteção individual”, recorda.

“Mais de 50% das pessoas que estão nos lares têm mais de 80 anos, o que demonstra que é uma população frágil e vulnerável“, sublinhou a governante.

Este programa é concretizado com as comunidades intermunicipais, em articulação com as autoridades de saúde locais e os centros distritais da Segurança Social.

Em Peniche, o laboratório de diagnóstico à covid-19 funciona no edifício de investigação da Escola Superior de Turismo e Tecnologia do Mar, pertencente ao Instituto Politécnico de Leiria.

O laboratório vai analisar por dia 90 testes, podendo chegar dentro de uma semana aos 180. A cerimónia contou também com os ministros da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor, e da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa.

// Lusa

 
 

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https://zap.aeiou.pt/programa-testes-nos-lares-concluido-321395

Médicos dos centros de saúde vão acompanhar doentes em lares

 

Os doentes com Covid-19 que estão em lares de idosos e não precisam de internamento serão acompanhados diariamente por médicos e enfermeiros dos respetivos agrupamentos de centros de saúde.

Como noticiou no domingo o Público, de acordo com o despacho publicado sexta-feira pelo Ministério da Saúde, este trabalho será articulado com os hospitais da área de referência. Até à passada quinta-feira, registaram-se 327 mortes por Covid-19 em utentes que estavam em lares de idosos, o equivalente a quase 40% do total de mortes até então.

Reconhecendo que os idosos “continuam a merecer especial preocupação”, o Ministério da Saúde propõe-se a apoiar os profissionais dos lares, assegurando que estes receberão formação quanto à utilização de equipamento de proteção individual, cumprimento das regras de higiene e etiqueta respiratória e higienização dos espaços.

Os profissionais do Serviço Nacional de Saúde apoiarão a colheita de amostras biológicas para realização dos testes laboratoriais de diagnóstico aos profissionais e utentes dos lares, apoio que será dado “a todos os estabelecimentos de apoio social a pessoas idosas de cariz residencial, independentemente do seu estado de licenciamento”.

 
 

Na sexta-feira, o ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, informou que mais de metade dos trabalhadores desses lares foram testados e que 10% estão infetados com Covid-19. No sábado, a ministra da Saúde, Marta Temido, frisou que espera ter todos os profissionais dos lares testados até ao final de abril ou início de maio. Estes profissionais terão prioridade no acesso aos testes.

ZAP //

 
 
 

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https://zap.aeiou.pt/medicos-dos-centros-saude-doentes-lares-321385

O leão, o coxo e o coronavírus

Sexualidade em Idosos
 
Todos conhecem histórias da evasão do leão, da jaula do circo, e as reações de quem assistia ao espetáculo, desde a do espetador sentado no meio de duas tábuas soltas e que deixou levantar os outros, antes de ser entalado por uma parte anatómica sensível, e, na pungente castração traumática, clamava a gemer, não fujam…, o bicho é manso…

Ou a do coxo, que viu o leão a forçar as grades para se evadir, com a multidão em fuga, antes da solidariedade com que, de longe, já sem perigo, gritava: o coxo…, o coxo…, e ele a mancar, a arrastar-se penosamente e a gritar, o coxo…, o coxo…, o diabo!, o leão é que escolhe…

Lembrei-me desta segunda história durante os noticiários terroristas com que procuram alarmar-me os canais televisivos que andam desolados com o baixo número de vítimas e que exultaram com um compatriota infetado num paquete, nas costas do Japão, a salvar a honra do provincianismo luso e fizeram dele herói nacional, recebido em apoteose, no regresso, por ser a primeira vítima da COVID- 19. Um feito histórico!

Ainda agora, face ao entusiasmo com que anunciam a nova marca diária, numa espécie de competição para chegar à meta, e ao gáudio com que referem as percentagens mais elevadas de letalidade entre os mais velhos, eu sorrio, do alto dos meus 77 anos…

…os mais velhos, um raio, o coronavírus é que escolhe 😊 😉 

 

Ponte Europa / Sorumbático

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https://ponteeuropa.blogspot.com/2020/04/o-leao-o-coxo-e-o-coronavirus.html

Lar em Matosinhos acusado de impedir contacto de idosos com familiares

O lar em Matosinhos, com quem vários familiares dizem não conseguir entrar em contacto há várias semanas, diz ter falta de recursos, mas recusa negligência.

 

O jornal Público dá conta, esta quarta-feira, do caso de uma familiar de um utente do Lar do Comércio, em Matosinhos, que não conseguia contactar a instituição desde 5 de abril. Dirigindo-se ao local, esperou uma hora para falar com uma enfermeira. No dia seguinte, soube que o idoso estava infetado, depois de conhecido o resultado do teste.

Tal como escreve o diário, este não é um caso isolado. A instituição, com 240 residentes, tem sido confrontada por dezenas de familiares que não sabem o que se passa dentro de portas e que relatam casos de negligência.

Os trabalhadores do lar, por seu turno, também admitem que o plano de contingência nunca foi cumprido e reclamam ter trabalhado semanas sem qualquer proteção.

É uma desgraça anunciada. Se ninguém puser a mão no Lar do Comércio vai haver muitas mortes. O próprio delegado de saúde quando foi lá disse ‘isto está tudo mal. É uma bomba relógio'”, afirma uma das funcionárias ao jornal, que acrescenta que a instituição já tem pelo menos três óbitos por suspeita de covid-19.

Nas poucas vezes em que fala com os familiares, a funcionária é obrigada a dizer que tudo está bem, caso contrário, “somos ameaçadas com processos”, conta ao matutino. “Estamos cansadas, mas precisamos de trabalhar. Estamos de mãos atadas. Por isso gritamos por ajuda anonimamente”.

Esta terça-feira, num comunicado de resposta a uma reportagem do Porto Canal, o Lar do Comércio defendeu-se das acusações e diz estar a ser alvo de “notícias difamatórias e falsas”.

A instituição diz estar a trabalhar com “recursos humanos escassos”, uma vez que mais de 60 funcionários estarão em casa infetados ou à espera do resultado dos testes. Relativamente ao material de proteção, o lar diz que “não existe em quantidades elevadas” e, por isso, é necessário uma “gestão eficaz” do mesmo.

Sobre a falta de comunicação com os familiares, o lar defende-se, considerando que “receber pedidos de informações diários e constantes torna-se, na maioria dos momentos, incompatível com a árdua tarefa de cuidar de tantas pessoas, tão dependentes, ao mesmo tempo que tantas outras exigências são impostas, a cada minuto”.

Em declarações ao jornal, a Câmara de Matosinhos referiu que foram entregues no Lar do Comércio “500 máscaras cirúrgicas, 100 máscaras FFP2, 40 viseiras e cinco litros de álcool gel”, tendo disponibilizado ainda “serviços de limpeza para as suas viaturas e líquidos desinfetantes para superfícies interiores e exteriores e líquidos para higiene pessoal”.

A autarquia também já conseguiu, através da sua unidade de rastreio móvel, testar 180 utentes e 40 funcionários, sendo que o processo vai continuar esta quarta-feira.

De acordo com o Público, o lar já estava referenciado por outras situações, mesmo antes da pandemia de covid-19. No ano passado, uma queixa da Ordem dos Enfermeiros levou a Segurança Social a visitar o espaço e as queixas acabaram no Ministério Público.

O Instituto de Segurança Social está a investigar o lar por suspeitas de “pagamento como critério de admissão de utentes” e de “vantagem patrimonial indevida” e o departamento de investigação e ação penal também tem inquéritos a decorrer, em segredo de justiça.

ZAP //

 
 
 

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https://zap.aeiou.pt/lar-do-comercio-impedir-contacto-320642

Milhares de lares ilegais deixam 35 mil idosos em risco

 

Há cerca de 35 mil idosos em risco a residir em 3.500 lares ilegais. Estas instalações não têm planos de contingência, pessoal com formação ou equipamentos adequados.

Um estudo da Associação de Apoio Domiciliário, de Lares e Casas de Repouso de Idosos (ALI) dá conta que há 35 mil idosos a residir em 3.500 lares ilegais espalhados pelo país. A associação realça que estas pessoas estão em risco agravado de contaminação pelo novo coronavírus, escreve o Jornal de Notícias esta quarta-feira.

Este tipo de instalações são normalmente procuradas pelas famílias por oferecerem preços mais baratos. No entanto, nestes lares tende a não haver planos de contingência, pessoal com formação ou equipamentos adequados.

A Segurança Social está a tentar dar resposta a este problema tentando identificar onde se localizam estas instituições ilegais. “Sendo por definição uma atividade ilegal, não existe conhecimento do total de equipamentos ilegais a funcionar”, explicou fonte da Segurança Social ao JN. “Não temos qualquer estudo que nos permita avançar com estimativas”.

Os números são avançados pela associação, que garante que há 35 mil idosos em 3.500 lares ilegais. A pandemia de covid-19 já mostrou ser um problema grave em lares de idosos, que se incluem no grupo de risco da doença.

“As casas clandestinas são normalmente um risco ainda pior, porque são estruturas muito incipientes, com pouco conhecimento técnico, sem formação e com poucos meios pessoal e equipamento. É um perigo muito maior do que os lares em situação legal“, explica João Ferreira de Almeida, presidente da ALI.

“Ninguém sabe o que pode acontecer. É um risco muito grande, não só para quem lá vive ou trabalha, mas também pela possibilidade de disseminação. Sem controlo do vírus. Enquanto os nossos sócios conhecem as medidas cautelares e os procedimentos mais corretos, não sei que informação chega a essas casas”, acrescentou.

ZAP //

 
 
 

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https://zap.aeiou.pt/milhares-lares-ilegais-idosos-risco-320596

NÃO SE PERDEU GRANDE COISA

Os velhos continuam a ser trapos? - BOM DIA
Neste turbilhão de comunicação em que vivemos, onde se misturam as comunicações, comícios e homilias diárias do meio-dia com as notícias com que somos quase agredidos minuto a minuto, com os jornalistas em buscas de mortos por todos os lados, uma das coisas que mais impressiona é ver como a sociedade olha confortavelmente para a morte dos mais idosos.
 
 
Quase todos os dias vemos altos responsáveis passar rapidamente pró cima de mortes sempre com o mesmo argumento, tinha mais de 70 anos e apresentava várias comorbilidades, disto isto o assunto fica arrumado, a culpa não foi do sistema de saúde e quase que nem foi do vírus, foi da idade e das comorbilidades, como se estivessem dizendo que se não morria hoje iria morrer um dia destes.
 
Uma boa parte dos nossos professores, cientistas, médicos e de muitos outros profissionais de excelência têm mais de 60 anos e é natural que muitos deles tenham comorbilidades porque há um preço a pagar pelo aumento da esperança de vida, esta aumenta porque a ciência consegue não só curar mas manter vivos muitos que no passado morreria, As angioplastias evitam enfartes, os medicamentos controlam a pressão arterial, a insulina mantém vivos os diabéticos e muitas doenças mortais como a SIDA e muitas formas de cancro são agora doenças crónicas.
 
É natural que muitas pessoas tenham comorbilidades, o coronavirus é bem mais mortal na Europa, na Ásia e na América do Norte precisamente porque nestes países a esperança de vida é muito alta. É natural que em países onde a esperança de vida se situa abaixo dos 60 anos a letalidade do coronavirus seja mais baixa.
 
Ainda bem que se vive mais e é lamentável ver quase diariamente altos responsáveis políticos às mortes de idosos de uma forma que a desvaloriza de uma forma subliminar, todos os dias vemos desvalorizar a morte daqueles que nos construirão o que somos e temos com um “era velho e tinha várias comorbilidades”,
 
 

Ver original em 'O Jumento' (aqui)

Associação de Serviço Social fala em “negligência” na gestão da covid-19 em lares

 

Para a Associação de Serviço Social, houve desleixo no tratamento e gestão da pandemia de covid-19 por todas as partes.

 
 

Lares, instituições da Segurança Social e Governo foram “negligentes” na forma como prepararam a chegada da covid-19 às instituições que acolhem idoso, denunciou Júlia Cardoso, da Associação dos Profissionais de Serviço Social, em entrevista à Renascença.

“Não posso generalizar, mas diria que houve uma certa negligência no tratamento desta questão no âmbito dos lares. As orientações da saúde eram um pouco genéricas. A Segurança Social poderia tê-las disponibilizado mais cedo e as próprias instituições deveriam com a maior urgência ter tomado medidas. Algumas facilitaram um pouco mas, felizmente, também temos muitas que fizeram tudo como devia ser feito”, afirmou.

A presidente da Associação referiu que, por outro lado, sente mais apoio e solidariedade por parte das famílias relativamente aos idosos.

 

“Neste momento, provavelmente, algumas das situações que vão para o hospital ainda mais dificuldades terão em sair. Mas a informação que tenho é que as famílias mostram mais abertura para levar as suas pessoas idosas para casa“, contou a responsável.

“Há situações de saúde que não são compatíveis com isso. Há pessoas que precisam de uma série de cuidados que muitas vezes a família nem sabe como prestá-los. Aí precisamos de ter estruturas na comunidade. A rede de cuidados continuados é insuficiente para as necessidades”, acrescentou.

De acordo com a rádio, o Hospital de Gaia admitiu, na passada sexta-feira, apresentar queixas por abandono de doentes naquela unidade hospitalar. Existem, neste hospital, 12 pessoas que necessitam de cuidador, o que não permite uma alta clínica com segurança.

ZAP //

 
 

Ver original em 'ZAP aeiou' na seguinte ligação:

https://zap.aeiou.pt/associacao-negligencia-gestao-lares-320076

Coronavírus e o empacotamento dos velhos

Sobrevivência: PCP diz que há cortes em pensões a partir dos 419...

As notícias já não são bem notícias, são uma espécie de roleta russa que nos vai revelando o número dos que não tiveram sorte. O mundo acorda e deita-se à espera de melhores dias que tardam. As pestes matam e corroem a alma aos que ficam.

Entretanto, nas águas negras do infortúnio, as televisões encontram o seu melhor mundo. Por ali passam todos os números da desgraça. Muitas vezes com rostos. Outros com os números que falam de óbitos e de mais casos, incluindo os que estão nos cuidados intensivos e até dos recuperados. Os donos dos microfones têm o poder de nos dizer o que eles nos querem dizer.

Mas também diga-se em abono da verdade que se não fosse o Covid-19 os velhos não existiam. Estavam nos tempos correntes empacotados em lares (estranha palavra que quer dizer atualmente despensa, mas que na origem significava as divindades protetoras da família – ainda me lembro de na infância se referir a ir para Penates, outros deuses protetores da casa) à espera que um fim- de- semana um familiar à vez os fosse visitar. Um velho, num mundo de sucesso, vale pouco. É uma canseira ter de pagar a um lar para ter um velho, pois num mundo de lufa-lufa um velho não dá lucro, apenas prejuízo. Num mundo dirigido pela implacável mão justiceira do mercado o velho é uma mercadoria que nem sequer dá para o inventário.

O Covid veio mostrar que afinal o mercado tem de ser ajustado, pois os velhos afinal têm um valor que não é completamente residual, antes constituem um nicho de mercado.

Ao morrerem como tordos são notícia porque apesar do frenesim da vida, as famílias ainda se lembram dos velhos empacotados ao pé de outros velhos que aguardam pacientemente que chegue o dia de alívio dos que os depositaram em Casas de Repouso. As televisões sabem quanto vale em termos mediáticos a morte dos velhos em tempos de Covid.

Na verdade, a morte de um velho, em tempos normais, não é grande notícia, não passa do esperado.

O que pode estar a acontecer é que ainda não se tenha extinguido a memória do familiar encavalitado noutros velhos em Casas de Repouso. E a televisão vai dando conta da via- sacra dos velhos infetados a caminho de onde os queiram, pois nem sempre se consegue empacotar nas devidas condições um velho, e muito menos um velho com Covid.

Nestas circunstâncias é sempre algo de muito apetecível verificar como desempacotar velhos que já não podem continuar a repoisar nos lares onde estavam a aguardar a visita do familiar, muitas vezes escolhido à sorte entre os tais familiares.

Os espectadores adoram ver estas coisas em direto, falta claro o cheiro a sujo, a urina, mas o velhinho ali está a passar um mau bocado porque afinal não repousava na casa do repouso; apodrecia.

A pandemia trouxe para a tona dos dias o quanto valem os velhos em termos mediáticos. O seu valor que andava muito por baixo subiu um pouco.

Se não fosse a cegueira do mundo talvez os que não são velhos tivessem tempo para pensar que um dia chegará a casa do empacotamento. A pandemia confina, fecha, mas pode abrir os olhos. É certo que os olhos só veem o que querem, mas se olharem e virem no presente o futuro aprenderão muito. A cegueira é a arma dos donos do tempo frenético. Outro tempo virá. O que mais tem o tempo é tempo; os velhos não.

https://www.publico.pt/2020/04/13/sociedade/opiniao/pandemia-empacotamento-velhos-1912025

 

 

 

 

Ver original em ' O Chocalho' na seguinte ligação:

https://ochocalho.com/2020/04/13/coronavirus-e-o-empacotamento-dos-velhos/

“Sobressalto constante”. Lares pedem rapidez na realização dos testes

 

Há vários lares em Portugal com utentes e funcionários infetados e óbitos a registar. Esta terça-feira, nos Açores, foi detetado o primeiro caso de infeção num lar de idosos.

 

Em declarações à agência Lusa, o diretor geral da Santa Casa da Misericórdia de Vila de Rei (SCMVR), em Castelo Branco, pediu rapidez na realização dos testes, tendo receio de infeções entre os 280 utentes e 230 funcionários dos lares do concelho.

“Não temos casos positivos nos utentes dos nossos lares e, quando chegamos ao fim do dia e vemos que continua tudo bem com eles e com os nossos funcionários, é uma vitória, porque vivemos aqui num sobressalto constante“, disse Valdemar Joaquim.

“Aquilo que desejamos é que cheguem a nós rapidamente e que depois até haja a possibilidade de os repetir, passado algum tempo”, disse ainda o diretor.

 
 

O responsável defendeu que “um teste com resultado negativo é algo palpável, um comprovativo que vem sossegar e mostrar a todos que o trabalho que estão a fazer está a surtir efeito”, tendo feito notar que, neste momento, “não se sabe de nada”.

Com 240 utentes divididos por duas Estruturas Residenciais para Idosos (ERPI), um Centro Geriátrico, uma Unidade de Cuidados Continuados e mais quatro dezenas de pessoas em apoio domiciliário, a SCMVR apostou desde o início do surto pandémico em medidas como a restrição de visitas aos utentes, o isolamento profilático após ida ao hospital para tratamentos, além do reforço dos cuidados de higiene, mediação de temperatura e distribuição de equipamentos de proteção individual (EPI) a todas as equipas profissionais.

“A preocupação que o vírus entre nos lares é constante e o plano de contingência geral da Santa Casa vai no sentido de reduzir ao máximo o risco, sendo que os equipamentos de proteção individual, como máscaras, luvas e batas, materiais que todos necessitamos, são fundamentais e devia haver algum controlo sobre os preços praticados”, alertou.

Para Valdemar Joaquim, os materiais que asseguram algum controlo e proteção ao vírus estão a “preços escandalosos”, que “ultrapassam tudo”, tendo apelado “a quem tem poderes para tal” para “pôr a mão nisto, se é que é possível”.

Cinco mortos em lar de Vila Nova de Foz Côa

O número de mortes no Lar Nossa Senhora da Veiga, em Vila Nova de Foz Côa, subiu esta terça-feira para cinco. “Trata-se de uma senhora de 92 anos que estava internada no Hospital da Guarda”, precisou a delegada da Unidade de Saúde Pública (USP) da Guarda, Ana Viseu.

Segundo a USP da Guarda, a idade das vítimas mortais naquele lar, gerido pela Misericórdia de Vila Nova de Foz Côa, dois homens e três mulheres, situa-se entre os 85 e os 100 anos.

Este lar encontra-se em regime de isolamento, tendo já sido alvo de um processo de desinfeção levado a cabo por uma empresa especializada, medida que foi estendida a outros locais daquela cidade do Douro Superior.

O primeiro foco de infeção neste lar foi registado no dia 25 de março.

Lar de Vale de Cambra já tem 51 infetados

O lar da Fundação Luíz Bernardo de Almeida, em Vale de Cambra, Aveiro, conseguiu testar todos os utentes e conta 51 casos confirmados, avança o Jornal de Notícias.

“Conseguimos finalmente testar todos os utentes, com a ajuda de pessoas amigas e com um esforço por parte da equipa de profissionais de saúde da instituição”, explicou José Carlos Coelho, diretor da fundação, citado pelo jornal.

Na sexta-feira passada, uma utente do lar, de 89 anos, morreu no hospital vítima da doença. A instituição já tinha pedido testes há cerca de uma semana, quando soube que tinha uma funcionária infetada.

Os utentes que não estão infetados “estão numa camarata criada num edifício da fundação ligado à infância” e os casos confirmados “mantêm-se no edifício do lar, com a equipa que já estava a acompanhá-los” e “estão todos bem”. Há ainda dez utentes internados, mas “estão todos estáveis e deverão ter alta em breve”.

Na segunda-feira, o presidente da Câmara de Aveiro, Ribau Esteves, confirmou que 15 idosos do lar da Santa Casa da Misericórdia morreram depois de terem contraído a covid-19, havendo ainda 99 utentes e funcionários infetados.

Oito idosos infetados em lar de Alcobaça

Dos 35 utentes da instituição que foram testados “sete tiveram resultado positivo”, disse à Lusa Luís Santos, administrador do Lar de Nossa Senhora da Conceição, em Turquel, no concelho de Alcobaça, no distrito de Leiria.

Os 35 utentes foram testados depois de, no dia 31 de março, uma idosa de 86 anos, internada no Hospital de Leiria, ter sido o primeiro caso de infeção confirmado na instituição.

Dos testes realizados aos utentes, 21 deram negativo, um terá de ser repetido porque foi inconclusivo e falta ainda conhecer o resultado de seis. De acordo com Luís Santos, foram também realizados testes a todas as funcionárias, das quais duas testaram positivo e as restantes negativo.

O responsável pela instituição disse ainda estar a aguardar “instruções das autoridades de saúde”, mas adiantou que o lar “tem condições para manter todos os idosos infetados em isolamento”, considerando não haver “necessidade de os deslocar para outros locais”.

O Lar de Nossa Senhora da Conceição é o único do concelho de Alcobaça onde foram registados casos positivos.

Açores detetam primeiro caso num lar

Esta terça-feira, os Açores detetaram o primeiro caso de infeção num lar de idosos, uma mulher de 88 anos, na ilha de São Miguel, que terá sido infetada no hospital onde esteve internada.

A mulher esteve internada no Hospital do Divino Espírito Santo, em Ponta Delgada, onde terá tido contacto com profissionais de saúde infetados pelo novo coronavírus, mas a cadeia de transmissão e os contactos próximos das pessoas que a integravam só foram identificados depois de a utente regressar ao lar de idosos, no concelho do Nordeste.

A estrutura residencial para idosos da Santa Casa da Misericórdia do Nordeste está encerrada e só reabrirá depois de todos os utentes e funcionários terem sido testados.

Está encerrada e os profissionais que lá estão, estão a prestar assistência a todos aqueles que estão institucionalizados, até nós verificarmos a existência ou não de mais casos positivos”, frisou o responsável da Autoridade de Saúde Regional.

Mediante os resultados, será avaliada a necessidade de transferir utentes para unidades de saúde e de substituir funcionários. Está em cima da mesa a possibilidade de os profissionais de saúde da Unidade de Saúde de Ilha de São Miguel prestarem esse serviço.

ZAP // Lusa

 
 
 

Ver original em 'ZAP aeiou' na seguinte ligação:

https://zap.aeiou.pt/lares-pedem-rapidez-testes-318115

O Estado falhou com os idosos, mas foi muito antes da Covid-19

Notícias sobre a «negligência do Estado» em vários lares ignoram o facto de a maioria destas instituições pertencer a privados, designadamente IPSS ou misericórdias. E aqui reside a falha com os idosos.

Créditos / Notícias UP

No âmbito da pandemia de Covid-19, que convoca sobretudo os mais velhos e vulneráveis, recentemente, uma reportagem da RTPdava conta do «desespero» vivido em vários lares de idosos, particularmente a Norte, seja pela má comunicação com as autoridades de saúde, pelo esgotamento dos funcionários das instituições geriátricas, que nalguns casos estão a trabalhar quase 24 sobre 24 horas, ou pela falta de um plano nacional para os lares. 

A maior parte dos «equipamentos sociais», em Portugal, onde se integram os lares de idosos, são propriedade de associações, instituições particulares de solidariedade social (IPSS) ou misericórdias, onde a exploração laboral e os baixos salários são frequentemente alvo de denúncia por parte dos seus trabalhadores, apesar das avultadas transferências do orçamento da Segurança Social.

Esta realidade é uma herança da ditadura de Salazar, que, além de destruir o movimento mutualista (revigorado em plena Revolução Industrial pelo operariado), incentivou a transferência de responsabilidades e meios para o sector privado, reservando para o Estado um papel supletivo.  

Apesar da Revolução de Abril de 1974, e dos direitos e garantias que passaram a estar consagrados na Constituição da República, a política de direita que governou o País ao longo das últimas décadas tratou de manter o Estado arredado de responsabilidades directas no plano da protecção social.

Delegou nas instituições o desenvolvimento da Rede de Serviços e Equipamentos Sociais (RSES), chamando a si responsabilidades fiscalizadoras e inspectivas. Ao mesmo tempo, passou a financiar as entidades da RSES através dos chamados protocolos de cooperação, com base em indicadores como o tipo de valências e o número de utentes. 

O patrocínio de respostas públicas de acção social sob o tecto de entidades privadas, que são também brindadas com benefícios fiscais, foi sendo cada vez mais reforçado. Com o objectivo de reduzir o sistema público à garantia de serviços mínimos, a pretexto da sustentabilidade, a lei que aprovou as bases gerais do sistema de Segurança Social, em 2007, secundarizou o sistema previdencial e confrontou trabalhadores, com longas carreiras contributivas, com pensões de velhice que não dão resposta às suas necessidades.

Um sector apetecível

Ao mesmo tempo que o direito ao envelhecimento, e ao envelhecimento com direitos, fica comprometido, um estudo divulgado pela Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade (CNIS), em 2018, revela as vantagens da desresponsabilização do Estado para este sector. 

De acordo com a análise, o valor pago pelos utentes e respectivas famílias corresponde a 31,7% do total dos rendimentos das IPSS», o que equivale a mais de 1,2 mil milhões por ano. Já os «subsídios à exploração de entidades públicas correspondem a 46,12% do total dos rendimentos destas instituições», sendo 38,75% provenientes da Segurança Social, 6,59% de outras entidades da Administração Central e 0,78% das autarquias locais.  

O «terceiro sector» recebe ainda apoios por outras vias, nomeadamente através do Fundo de Socorro Social (FSS), destinado a financiar instituições que apresentem dificuldades. Em 2015, o Estado apoiou com 10,4 milhões de euros as IPSS que se candidataram ao FSS.

Apesar de todo este cenário, as instituições escondem-se por detrás da «economia social», baralham termos como 'direitos' e 'caridade', omitem lucros, pagam salários abaixo da média nacional e, nesta fase de pandemia devido ao novo coronavírus, não só reforçam a exploração através de situações que violam o Código do Trabalho, como apelam ao «voluntariado» para substituir funcionários.

Após uma reunião com o presidente da CNIS, Lino Maia, que numa entrevista em Novembro de 2019 defendeu que o serviço prestado pelas IPSS «fica mais barato», o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, recuou à última crise económica e financeira para afirmar que o País «precisa muito do sector social». Iludindo, no entanto, que as crises se tornam mais agudas e difíceis de ultrapassar perante a ausência de uma resposta pública reforçada. 

Ver original em "AbrilAbril" na seguinte ligação:

https://www.abrilabril.pt/nacional/o-estado-falhou-com-os-idosos-mas-foi-muito-antes-da-covid-19

Quem disse «os cuidados de saúde com os mais idosos significam custos desnecessários»?

Taro Aso_UOL.jpg

 

Tese de um ministro japonês das Finanças, Taro Aso, que em 2013 defendeu que «os cuidados de saúde com os mais idosos significam custos desnecessários».

Tarō Asō, nascido em 20 de setembro de 1940, é um político japonês que é vice-primeiro ministro do seu país e ministro das Finanças desde Dezembro de 2012.

Asō foi primeiro-ministro do Japão de Setembro de 2008 a Setembro de 2009.

Asō foi eleito pela primeira vez para a Câmara dos Deputados em 1979.

Desempenhou vários cargos, inclusive como ministro de Relações Exteriores de 2005 a 2007, e tornou-se secretário-geral do Partido Liberal Democrático (LDP) em 2008, tendo também ocupado esse cargo temporariamente em 2007. 

Mais tarde, foi eleito presidente do LDP em setembro de 2008, tornando-se primeiro-ministro no mesmo mês.

 

Via: O CASTENDO https://bit.ly/39AyC3j

 

Ver original em 'Abril de Novo Magazine' na seguinte ligação:

https://abrildenovomagazine.wordpress.com/2020/04/03/quem-disse-os-cuidados-de-saude-com-os-mais-idosos-significam-custos-desnecessarios/

Quem foi que disse «Na Holanda os pacientes mais idosos ficarão a receber tratamento em casa, considerando-se que, dadas as poucas hipóteses de sobrevivência, será mais humano deixá-los nos seus lares».

Mark Rutte- Arenda Oomen.jpg

«Na Holanda os pacientes mais idosos ficarão a receber tratamento em casa, considerando-se que, dadas as poucas hipóteses de sobrevivência, será mais humano deixá-los nos seus lares».

Primeiro -ministro da HolandaMark Rutte.

«Isto acontece na Europa que se considera desenvolvida e civilizada. Mas onde as instituições europeias, moldadas pelo regime neoliberal único e global, se têm dedicado a destruir os serviços públicos de saúde em nome do combate ao défice e da prevalência absoluta do euro – nem que seja através de apurados métodos de tortura social.» (José Goulão)

Sem comentários.

 

Via: O CASTENDO https://bit.ly/2wPW7Zb

 

Ver original em 'Abril de Novo Magazine' na seguinte ligação:

https://abrildenovomagazine.wordpress.com/2020/04/03/quem-foi-que-disse-na-holanda-os-pacientes-mais-idosos-ficarao-a-receber-tratamento-em-casa-considerando-se-que-dadas-as-poucas-hipoteses-de-sobrevivencia-sera-mais-humano-deixa-los-nos-seus/

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