Segurança

“COLARINHO BRANCO”. PJ investiga negócios entre Câmara e Marina

21 Fevereiro 2020
A Polícia Judiciária (PJ), através das Unidades Anticorrupção e de Informação Financeira, está a investigar a forma como o cidadão brasileiro Benjamin Katz, sobre quem pendem alegações noticiadas na imprensa brasileira que o envolverão em lavagem de dinheiros, adquiriu as ações da MarCascais, concessionária da Marina, bem como o acordo entre esta sociedade concessionária e o município de Cascais, apurou Cascais24.
Inspetores da Brigada Anticorrupção estiveram há dias nos Paços do Concelho e outros da Unidade de Informação Financeira (UIF) na própria Marina a recolher informação para o inquérito em curso, que estará a ser dirigido pelo Departamento Central de Investigação de Ação Penal (Diapão).
No entanto, a presença dos inspetores de ambas as unidades não foi confirmada nem desmentida a Cascais24pela PJ.
O nome de Benjamin Katz tem surgido frequentemente nos últimos anos na Imprensa brasileira, como estando alegadamente envolvido em processos financeiros polémicos naquele país, nos quais funcionaria como “testa de ferro”.
Porém, as autoridades, nomeadamente a Polícia Federal, ainda não terá logrado acusar Benjamin Katz dos alegados ilícitos financeiros de que é suspeito.
O próprio Benjamin Katz terá mesmo processado a Google, que foi forçada pela via judicial a eliminar da internet o seu nome por o dar como alegadamente implicado em crimes financeiros no Brasil.
O cidadão brasileiro adquiriu a Marina de Cascais em 2013.
Em julho do ano passado, ao lado do presidente Carlos Carreiras, esteve presente no IV Encontro Fora da Caixa, Economia = Mercado x (Conhecimento & Cultura), centrado na análise dos temas do urbanismo e das cidades do futuro, que decorreu no Centro de Congressos do Estoril.
Benjamin Katz afirmou, então: “"A legislação portuguesa não é má. O que é ruim é a burocracia. É algo que tem que ser ultrapassado".
O empresário parece estar fortemente apostado em investir em Cascais.
A própria mulher, Priscila Szafir, irmã gémea do ator brasileiro Luciano Szafir (ex-marido da apresentadora Xuxa) é proprietária e designer das jóias Pricci, que abriu no antigo posto de turismo, em Cascais, uma joalharia com a sua marca, além de ter pontos de venda em vários hotéis de luxo.
 
 

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SUSPEITO DE ROUBO. PSP apanha jovem que cortou pulseira eletrónica

Por Redação
19 fevereiro 2020
Um jovem, 17 anos, em prisão domiciliária por crimes de roubo e que, há dias, cortou a pulseira eletrónica, foi detido esta terça-feira, de manhã, na Parede, por agentes da Esquadra de Investigação Criminal da PSP de Cascais.
 
O adolescente está indiciado por crime de roubo na via pública e desde janeiro que estava em prisão domiciliária, com pulseira eletrónica, a aguardar o desenrolar do inquérito, a cargo do Ministério Público de Cascais.
 
No entanto, há dias, o jovem decidiu cortar o dispositivo da pulseira eletrónica, que o mantinha limitado ao nível de movimentos à habitação. O alerta vermelho foi dado pelos serviços de Reinserção Social, que controlam este dispositivo.
 
Esta terça-feira, de manhã, agentes da Esquadra de Investigação Criminal acabaram por deter o jovem para ser, de novo, presente ao Tribunal de Cascais para aplicação de novas medidas de coação, que poderão agora passar pela mais gravosa: a prisão preventiva.
 

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Carros vandalizados em Caparide

Por Redação
16 fevereiro 2020
Pelo menos, três veículos ligeiros foram vandalizados, este domingo, de madrugada, na travessa da Escola, em Caparide.
 
Vidros partidos e portas esventradas, provavelmente com recurso a um arranca pregos, foi o cenário que os donos do carros encontraram esta manhã.
Aparentemente, nada terá sido furtado dos respetivos interiores.
 
Os estragos materiais são bastante elevados.

Ao que parece, os donos ainda não terão formalizado queixa junto das autoridades policiais.
 
A oficial de serviço ao Comando Metropolitano da PSP de Lisboa (Cometlis) disse esta tarde, a Cascais24, "não existir, ainda, qualquer registo policial" dos alegados atos de vandalismo.

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Portugal | Aprovada proposta do PCP para mais 2500 elementos para PSP e GNR

 
 
O parlamento aprovou hoje uma proposta do PCP para a admissão em 2020 de 2.500 novos elementos na PSP e na GNR, de acordo com uma faseamento a propor pelo Governo, ouvidos os sindicatos e associações do setor.
 
A proposta do PCP foi aprovada com a abstenção do PSD e os votos a favor de todos os outros partidos, enquanto a proposta do Bloco de Esquerda com o mesmo objetivo foi rejeitada.
 
Os deputados também aprovaram uma proposta de lei do PSD, de alteração da Lei de Programação de Infraestruturas e Equipamentos das Forças e Serviços de Segurança tutelados pelo Ministério da Administração Interna (MAI).
 
O diploma propõe, "para efeitos de acompanhamento pela Assembleia da República", que o Governo inclua no Relatório Anual de Segurança Interna (RASI) um capítulo contendo "a informação necessária ao controlo da execução das medidas previstas na atual lei, designadamente a pormenorização das dotações respeitantes a cada projeto, dos contratos efetuados no ano anterior e das responsabilidades futuras deles resultantes".
 
Numa nota justificativa junta à proposta de alteração do Orçamento do Estado para 2020 (OE2020), o PCP salienta que "as forças e serviços de segurança, e particularmente as de maior dimensão e com maiores responsabilidades no combate à criminalidade em geral e à garantia da segurança e tranquilidade das populações, têm vindo, desde há vários anos, a perder efetivos em termo reais".
 
"Para garantir as reposições do número de efetivos existentes há uma década, impõe-se um grande esforço de admissão de novos profissionais nestas forças de segurança" e, nesse sentido, "o PCP considera que, para 2020, se impõe um objetivo exigente de recrutamento que não se traduza do adiamento de uma reposição de efetivos que tem caráter urgente".
 
 
Já o diploma do PSD "estabelece a programação das medidas respeitantes aos investimentos na modernização e operacionalidade das forças e serviços de segurança sob a tutela do MAI para os anos de 2017 a 2021, bem como o financiamento, a forma de execução e as regras em matéria de acompanhamento dessa execução".
 
"Com a presente alteração pretende-se uma informação mais detalhada quanto ao cumprimento da programação e dos objetivos que foram definidos na lei, designadamente quanto à execução dos projetos de infraestruturas e equipamentos nela previstos", lê-se na proposta.
 
Nesta alteração ao OE 2020, o PSD quer que o artigo 4.º da Lei n.º 10/2017, de 03 de março (Lei de Programação de Infraestruturas e Equipamentos das Forças e Serviços de Segurança do MAI) tenha a seguinte redação: para efeitos de acompanhamento por parte da Assembleia de República, o Governo deve incluir no RASI "um capítulo contendo a informação necessária ao controlo da execução das medidas previstas na presente lei, designadamente a pormenorização das dotações respeitantes a cada projeto, dos contratos efetuados no ano anterior e das responsabilidades futuras deles resultantes".
 
Notícias ao Minuto | Lusa | Imagem: © iStock
 
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Mata pombos a tiro em área residencial

Por Redação
04 fevereiro 2020
Um homem, responsável pela manutenção de uma conhecida unidade hoteleira da região, é suspeito de “entreter-se” com a sua arma de pressão de ar a matar pombos na área habitacional onde vive, em Cascais. A denúncia partiu de uma vizinha, que captou imagens de, pelo menos, um pombo abatido pelos chumbos feitos a partir do segundo andar da casa habitada pelo suspeito e, para além de Cascais24, enviou fotos para a PSP, Fiscalização Municipal, PAN e outras entidades.
 
Em causa, diz, para além da “crueldade” manifestada com esta atitude, o suspeito deixa um sentimento de insegurança na área habitacional onde vive. 
 
 
 
 
“Não posso sentir-me segura, dado que quem atira desta forma cruel a um animal indefeso é cobarde o suficiente para atirar a pessoas”, sublinha a queixosa. “As pessoas decentes pedem aos vizinhos para não darem comida aos pombos, não atiram sobre eles”, acrescenta a moradora, segundo a qual “este tipo de selvagens devem ser controlados com as armas que usam”.  A “caça” aos pombos aos tiros registou-se nas traseiras  da rua Engenheiro D. António Castelo Branco, em Cascais, referencia a moradora, altamente indignada e que identifica o presumível autor, cuja identidade omitimos, nos emails enviados às diferentes entidades junto das quais denúncia esta atuação, que também pode constituir um elevado risco para a segurança e integridade física de moradores.
 
 
 
 
 
 

Portugal | "Vamos exigir que os polícias não tenham comportamentos discriminatórios"

 
 
O novo diretor nacional da PSP disse hoje (03.02) que quer responsabilizar os agentes que tenham "comportamentos discriminatórios" e extremistas e defender "os bons polícias que, muitas vezes, são injustamente atacados na praça pública".
 
"Vamos exigir que os polícias cumpram com a lei, que os polícias respeitem os direitos liberdades e garantias, que os polícias não tenham comportamentos discriminatórios e extremismo de qualquer tipo", disse aos jornalistas o superintendente-chefe Manuel Augusto Magina da Silva, no final da sua tomada de posse no Ministério da Administração Interna.
 
O novo diretor da Polícia de Segurança Pública adiantou que vai também "defender os bons polícias e os polícias que, muitas vezes, são injustamente atacados na praça pública quando apenas cumpriram as suas funções e os regulamentos que estão em vigor".
 
Questionado sobre a atuação policial no caso da detenção de uma mulher na Amadora em 19 de janeiro, Magina da Silva afirmou que aquilo que viu no vídeo foi "um polícia a cumprir as suas obrigações e as normas que estão em vigor na PSP", não tendo visto "qualquer infração".
 
"Há uma atuação legal e legítima por parte de um agente da autoridade. Há uma resistência na condução para identificação e há efetivamente uma ação de resistência ativa contra o agente que decidiu proceder à detenção, que foi o que aconteceu. O que se passou depois, que não está documentado no vídeo, obviamente será devidamente esclarecido no âmbito do processo crime e o processo disciplinar a decorrer na IGAI", disse.
 
Na altura, o ministro da Administração Interna determinou à Inspeção Geral da Administração Interna (IGAI) a abertura de um inquérito para apuramento dos factos relacionados com a atuação policial na sequência da denúncia apresentada pela mulher detida contra o polícia de serviço, alegando ter sido violentamente agredida pelo agente.
 
No âmbito desta ocorrência, a organização SOS Racismo recebeu "uma denúncia de violência policial contra a cidadã portuguesa negra", indicando que a mulher ficou "em estado grave", resultado das agressões que sofreu na paragem de autocarros e dentro da viatura da PSP em direção à esquadra de Casal de São Brás, na Amadora.
 
O novo diretor nacional da PSP considerou importante "combater todas as formas de extremismo, radicalismo e discriminação, fora e dentro da Polícia de Segurança Pública".
 
Nesse sentido, frisou que pretende "responsabilizar os polícias que dolosamente ou de forma grave violem as suas obrigações legais e as instruções hierárquicas emitidas, nomeadamente no referente ao uso da força pública", bem como "defender os polícias injustamente acusados".
 
Magina da Silva, até agora número dois da PSP, tomou posse como diretor nacional da Polícia Segurança Pública e substitui Luís Farinha, que estava no cargo desde novembro de 2013 e cujo mandato já tinha terminado em novembro de 2019.
 
Notícias ao Minuto | Lusa | imagem: © Global Imgens
 
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Movimento Zero zangado com os polícias

Face à fraca adesão dos polícias à vigília que promoveu nos aeroportos nacionais, o Movimento Zero encerrou para reflexão.

CréditosNuno Fox / Agência Lusa

No breve comunicado do passado dia 23, os promotores do Movimento Zero (MZ) mostravam-se agastados com os polícias considerando que estes estarão poucos receptivos ao que dizem ser «uma cidadania activa». Nesse sentido, decidiram suspender temporariamente, a partir daquela data, o Grupo Movimento Zero no Telegram «para ponderação e refexão individual».

Entretanto, a Comissão de Polícias pela Dignidade e Dignificação dos Polícias (CPDDP), considera em comunicado que a «luta tem de prosseguir», aquilo que considera ser «a luta organizada e não de 'bocas para o ar'. A luta consequente e não de 'fogachos para notícias de comunicação social'. A luta com rosto». O comunicado critica «a acção convocada para os aeroportos» pelo MZ, no mesmo dia em que se desenvoviam outras acções convocadas pelas estruturas sindicais da PSP e da GNR, considerando que se trata de uma iniciativa divisionista promovida para enfraquecer a luta «nas esquadras e postos, nas divisões ou comandos territoriais».

A CPDDP sublinha ainda, no seu comunicado, numa crítica ao Ministério da Administração Interna, a necessidade de colocar na agenda do «diálogo social» a discussão em torno de questões concretas como o «subsídio de risco, tabela remuneratória, tempos para promoção, etc».

Ver original em "AbrilAbril" na seguinte ligação:

https://www.abrilabril.pt/nacional/movimento-zero-zangado-com-os-policias

Tribunal de Cascais ordena expulsão do País de jovem brasileiro suspeito de burla com alojamento local

Por Redação
30 janeiro 2020
OTribunal de Cascais ordenou a expulsão de território nacional de um jovem, 21 anos, cidadão brasileiro, suspeito da prática de burla com o aluguer de um apartamento, em regime de alojamento local, em Carcavelos.
O jovem foi detido, em flagrante delito, esta terça-feira, por agentes da Esquadra de Investigação Criminal da PSP de Cascais. Tinha alugado um apartamento por cinco dias em regime de alojamento local, tendo de seguida publicitado em plataformas online de aluguer de imóveis, propondo o aluguer pelo período de um ano, mediante o pagamento da renda mensal à qual acrescia o pagamento do mês de caução. Cautelosa, uma das vítimas, que havia contatado com o suspeito e acordado com o mesmo a realização de contrato de aluguer, procedeu, entretanto, a algumas pesquisas, pois teria sido defraudada anteriormente pelo mesmo método. As suas pesquisas levaram-na até ao verdadeiro proprietário do apartamento, que revelou a situação de aluguer em regime de alojamento local. No entanto, suspeitando estar a ser vítima de burla, formalizou queixa na Esquadra da PSP de Carcavelos, tendo a investigação passado para a alçada da Esquadra de Investigação Criminal, que encetou diligências de recolha de prova, vindo a presenciar o crime depois de o suspeito e vítima terem assinado um contrato de aluguer.
Na sequência da detenção, em flagrante delito, foram ainda efetuadas buscas domiciliárias, durante as quais os investigadores da PSP obtiveram mais elementos de prova, que vieram consubstanciar as suspeitas existentes. Por ser cidadão estrangeiro, foi contatado o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), que informou da situação irregular em território nacional do suspeito, contra o qual pendia uma ordem de expulsão do País. Esta ordem acabou por ser validada pelo Tribunal de Cascais, junto do qual o suspeito foi presente, tendo sido decretada a sua expulsão de território nacional, sem prejuízo de continuidade da investigação em sede de inquérito.
 
 
 

Portugal radical | Os sete minutos da detenção de Cláudia Simões

 
 
Aconteceu com uma mulher de pele escura, despoletado pela não apresentação do passe de viageens de uma criança que por lei até beneficia de viagens gratuitas (8 anos). Informou a mãe ao motorista que se havia esquecido do referido passe da criança – que parece que existe somente… parece que por nada.
 
Não estando pelos ajuste o motorista-cobrador da Vimeca solicitou a intervenção da polícia. Um polícia presente quis fazer a detenção da mulher, devido à falta de passe viagens da criança, quis algemá-la para a deter e levar para a esquadra. Com o que ela não concordou por considerar que tudo não passava de um exagero… e provável comportamento racista.
 
O que se deve perguntar é a razão que justifica tanto radicalismo, tanto exagero, provavelmente tanto racismo. Se acaso a pele da mulher não tivesse aquele tom escuro, se fosse “branca” (raça superior?), ocorreria tanto radicalismo, tanto exagero? E porque é necessário um passe para viagens que são legalmente gratuitas?
 
Diz-se compreensivelmente, justificadamente que o racismo é estúpido – mas que ele existe todos sabemos, também a exigência de um passe é algo muito estúpido para uma criança a quem a lei reserva beneficio de gratuitidade nas viagens em transportes públicos. Igualmente estúpido foi a postura do motorista-cobrador, assim como a do elemento da PSP. E estúpida foi a reação da mãe da criança às posturas estúpidas do motorista-cobrador e do PSP.
 
Se fosse verdade que em Portugal não existe racismo e que o pomo da questão e atitudes não foi o racismo, então o que foi?
 
A seguir leia o constante no Jornal de Notícias de hoje, que o conduzirá ao visionamento de um vídeo de luta em parte semelhante a greco-romana. Prevaricadora (mãe da criança) a rebolar-se no chão em amálgama com um agente da PSP. Rebolanços no chão que só terminaram com a ajuda de populares que contribuíram para que o agente conseguisse algemar a senhora interveniente na luta radical gerada por mentes radicais, senão racistas. O que dificilmente será entendido por juízes igualmente radicais, racistas ou adeptos de exageros.
 
Além de tudo, o incidente mancha todos os intervenientes e a instituição PSP, mostrando, entre outras tendências e atitudes, quanto os seres humanos são capazes de se prestarem ao ridículo devido a mentes psicóticas e em certos lapsos de tempo ausentes de um pingo de humanidade e inteligência.
 
Entretanto houve uma criança a presenciar toda aquela cena execrável. Lembrem-se disso, pois é ainda o mais lamentável e condenável.

 

MM | PG

 
Leia e veja do Jornal de Notícias o texto e a ligação ao vídeo:

 

Os sete minutos da detenção de Cláudia Simões 

 

O JN teve acesso a um vídeo, de sete minutos, em que se vê um agente da PSP a deter Cláudia Simões, a mulher que se queixa de ter sido agredida pela Polícia e que foi constituída arguida por ofensas contra o elemento policial.
 
No vídeo vê-se que o PSP tenta dominar a mulher e queixando-se, várias vezes, de estar a sofrer mordidelas da mulher. Pede-lhe ainda que pare de resistir à detenção. Por outro lado, também se ouve a mulher a queixar-se de racismo por parte do agente e diz-lhe que nada fez, pedindo-lhe para a largar.
 
Alexandre Panda | Jornal de Notícias
 
 
Leia em Jornal de Notícias
 

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Parque em Tires ganha nova iluminação e dá mais segurança a frequentadores

Por Redação
26 janeiro 2020
O município de Cascais instalou nova iluminação para garantir maior segurança noturna nos parques de estacionamento e infantil na área do antigo mercado, em Tires.
Mais iluminação, mais segurança
Alvo de requalificação, a área junto à casa do Grupo Coral Estrelas do Guadiana era apontada como “bastante escura” e, por isso, sinónimo de insegurança, embora até ao momento não existam registos de assaltos.
Os novos pontos de iluminação não só trouxeram mais visibilidade ao espaço, como, também e, sobretudo, mais segurança e confiança aos frequentadores.

Vereador Piteira Lopes
“Espero que esta nova iluminação, que agora foi instalada, possa contribuir para que as pessoas se sintam mais seguras e sintam uma melhor qualidade no parque”, afirmou, a propósito, o vereador Nuno Piteira Lopes que, entre outras, detém no executivo as áreas do licenciamento urbanístico, intervenção territorial e reabilitação urbana.
Apesar de reconhecer que este “é apenas um pequeno passo”, Piteira Lopes mostrou-se confiante de que “fará, com certeza, uma grande diferença no dia-a-dia das pessoas”.
 
 

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Portugal | O parto que o polícia afinal não fez e outras fábulas

 
 
Está para aparecer o primeiro comunicado da PSP e GNR que não assuma que agentes ao serviço da corporação fizeram tudo de acordo com a lei, as regras e a extrema bondade humana - mesmo que no fim se anuncie um inquérito. Noção, não se arranja?
 
Fernanda Câncio | Diário de Notícias | opinião
 
Em 15 de janeiro, o Comando Metropolitano da PSP enviou para as redações um tocante comunicado: um agente tinha ajudado uma mulher a dar à luz "em plena rua". Sob o título "Polícia auxilia parto em plena rua de Lisboa", lia-se uma descrição bastante pormenorizada: "Deparou-se com um aglomerado de pessoas em volta de uma mulher deitada no chão e em trabalho de parto. Aquando da ligação à emergência médica (112), e uma vez que já era visível a cabeça do feto/criança, a operadora foi-lhe dando indicações médicas a fim de continuar com o auxílio à progenitora, até à chegada dos meios de socorro."
 
Como boa história que era, foi de imediato publicada em váriosmedia, que, claro, a assumiram verdadeira: por que raio iria a PSP inventar tal coisa? Por que raio de facto, mas inventou.
Quer a SIC quer o DN falaram com pessoas que estiveram presentes e todas negaram que o agente se tivesse sequer aproximado da mulher. O técnico do INEM que deu indicações para o parto foi taxativo: não foi com um homem que esteve a falar. E dá-se o caso de o bebé - uma menina, e prematura - ter nascido "ao contrário", ou seja, por "parto pélvico", pelo que aquela de "já era visível a cabeça" demonstra que o agente nem viu a expulsão da criança.
 
Confrontada pela SIC, a PSP disse "manter integralmente as informações veiculadas" admitindo, porém, não ter sido o polícia que realizou o parto. Não foi enviado qualquer desmentido do comunicado; o porta-voz da Direção Nacional, a quem perguntei porquê, disse achar que "não valia a pena". Quando lhe disse que realmente não havia porquê, já que o problema do comunicado era apenas ser falso, riu-se. A seguir, assegurou que não se tinham dado conta, ao escrever, que estavam a dar uma ideia errada do que tinha acontecido, e que tinham aprendido com o caso.
 
 
Gostava de acreditar, juro que gostava. Mas tenho umas décadas de comunicados da PSP e da GNR na memória, mais ene exemplos de autos de notícia totalmente martelados - do género do subscrito pelo subcomissário Filipe Silva, que em 2015, em Guimarães, filmado em direto a agredir, por aquilo que parece razão absolutamente nenhuma, um adepto do Benfica e respetivo pai à frente dos respetivos filhos e netos, os acusava de o terem cuspido, rasgado o uniforme e agredido - e não vejo a PSP e a GNR mudar de modus operandi.
E o modus operandi é o de "alindar" os acontecimentos, de modo que pareça sempre que não há nada que se possa apontar aos agentes envolvidos, aliás pelo contrário: são sempre verdadeiros heróis, na fila para receber um louvor ou mesmo uma comenda (vá lá que o Presidente da República não foi a correr abraçar o polícia que "fez o parto em plena rua").
 
É aliás normal que assim seja, já que, explicou-me o porta-voz da PSP, os comunicados são baseados nos autos de notícia elaborados pelos agentes. E qual o agente que vai escrever no auto de notícia "dei uma carga de porrada completamente sem razão porque me passei da cabeça", ou "disparei três tiros na direção do carro porque achei uma ideia boa, ia lá imaginar que balas matam"?
 
Nos autos de notícia, os agentes usam sempre "a força muscular estritamente necessária", foram sempre antes agredidos ou empurrados ou insultados ou cuspidos ou qualquer outra coisa do género, nunca insultaram, nunca usaram palavrões, nunca trataram por tu, nunca exigiram identificação sem nos termos da lei estarem autorizados a fazê-lo, nunca revistaram sem o poderem fazer, e nunca puxaram da arma fora dos "condicionalismos legais". E se disparam e atingem alguém é sempre porque "houve tentativa de atropelamento", ou "o suspeito pareceu estar armado", ou "apontei para os pneus para imobilizar a viatura mas houve um ressalto e a bala mudou de direção", ou "empunhei a arma que julgava estar na posição de segurança e esta disparou-se".
 
Se eu sei isto, é claro que a hierarquia da PSP e da GNR estão carecas de o saber. Pelo que me é totalmente incompreensível que insistam em comunicar, com o peso, a responsabilidade e a obrigação de verdade que a instituição policial tem, versões de parte como se fossem factos verificados. Uma prática que se torna ainda mais ridícula e desprestigiante quando o próprio comunicado anuncia a abertura de um inquérito: que credibilidade esperam que se confira a um inquérito que parte de uma antecipada proclamação pela instituição de que tudo correu de acordo com as normas?
 
Percebo que, como o porta-voz da PSP me explicou, a instituição considere que deve fazer uma comunicação sobre as situações, por considerar ser esse o seu dever. Simplesmente esse dever de transparência e de esclarecimento deve ser isso mesmo: transparência e esclarecimento. E se querem comunicar - o que faz sentido - a versão do agente ou dos agentes envolvidos, devem tornar claro que é isso mesmo, uma versão. É muito fácil: separam aquilo que a instituição pode afirmar com segurança, por estar comprovado, e aquilo que é a narrativa dos agentes envolvidos: aí deve dizer-se "de acordo com o agente ou agentes".
 
Isto deverá ocorrer sempre, mas é particularmente importante em situações em que está em dúvida a legalidade e a legitimidade das ações policiais.
Tomando como exemplo o ocorrido no domingo à noite na Amadora, e o comunicado que foi sobre ele exarado na noite do dia seguinte: deveria ter o máximo de factos comprovados - a hora a que foi dado o alerta para o 112 ou a que o agente envolvido chamou reforços, mas também se este estava ou não em serviço, a que esquadra pertence, quantos agentes e carros-patrulha compareceram no local, quantas testemunhas foram identificadas, para que esquadra foi levada a mulher e quantos agentes seguiam com ela no carro, a que horas foi chamada a ambulância e por quem e quanto tempo levou esta a chegar. Isto é informação básica. E muita desta informação básica não está no comunicado.
 
O que lá encontramos são justificações para o uso da força, de resto confusas e duvidosas: empurrar ou falar de forma agressiva com um agente - é o que está no comunicado - justifica uma chave ao pescoço e uma imobilização brutal, como a que vemos nas imagens? É isso a "força estritamente necessária"? A chave ao pescoço é um procedimento muitíssimo perigoso, que pode causar lesões graves ou mesmo a morte. Se havia, como se diz no comunicado, pessoas que não a mulher a pontapear e a empurrar o agente, porque é que é a ela que decidiu deter e não a essas pessoas? E por que não vemos essas pessoas no vídeo, quando está empoleirado na mulher e a puxar-lhe o cabelo? Como se coaduna aquilo que vemos nas imagens com a certificação, no comunicado, de que "só com a chegada de reforço policial foi possível conter as pessoas no local"? Foi preciso "conter" mas não houve detenções de quem alegadamente agrediu o agente?
 
"A instituição tem de ter minimamente confiança nos seus funcionários", pontifica o porta-voz da PSP, perante as minhas objeções a comunicados que assumem as respetivas versões. Parece até uma frase sensata, se não repararmos que implica o inverso: um princípio de desconfiança em relação aos outros cidadãos. E o absoluto contrário daquilo que é função da polícia: esta existe para assegurar a legalidade, a paz social e a descoberta da verdade, não para preservar a sua imagem e o que considera (mal) ser o seu prestígio e "autoridade".
 
Enquanto a PSP e a GNR insistirem em fazer comunicados de fação, merecem por eles a mesma credibilidade que qualquer press release ou folheto de propaganda: zero. Já era altura de alguém reparar nesta vergonha.
 
*Jornalista

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Outra vez arroz?

PSP Amadora
Pá, eu queria dizer-te isto de mansinho, mas não dá. Não dá! Se tu olhas para uma mulher com a cara toda esmurrada e começas logo a procurar justificar aquilo que lhe aconteceu, desculpando quem lhe fez aquilo, és uma besta.

"Ai mAs TeMoS dE cOnHeCeR oS dOiS lAdOs Da HiStÓrIa..."

Não, não temos, pá. Não temos. O que temos de saber é que um facínora com a nossa bandeira ao ombro espancou uma mãe à frente duma filha. Esta merda não o envergonha só a ele, não envergonha só a polícia, envergonha o país inteiro. E acontece, e continua a acontecer, uma vez, e outra, e outra, e os facínoras que fazem isto sabem que podem continuar a fazê-lo e vão continuar a fazê-lo porque a maioria da opinião pública - OU SEJA, TU - tem um respeitinho sagrado à polícia, fruto duma mentalidade de merda de submissão à repressão da lei e da farda, que 48 anos de fascismo impuseram a todo um povo. Para que é que queres ouvir o outro lado da história do brutal espancamento que lhe deixou a cara num bolo? Também fazes questão de ouvir o lado nazi do Holocausto, o lado salazarista do Tarrafal? É essa mania de merda de querer ficar a meio, em cima do muro, armado em mediador imparcial do conflito, que lhes dá espaço de manobra para fazerem o que fazem.

"Ai AgOrA tAmBéM é TuDo RaCiSmO!"

Sempre foi racismo, pá. Não havia era telefones com câmara de filmar e redes sociais. Eu lembro-me de ser chavalo e saber que um negro se suicidou na esquadra do Miratejo às cabeçadas ao lavatório: é o que consta do relatório oficial. Lembro-me de um toxicodependente ter conseguido sair da cela e se ter mandado das escadas abaixo várias vezes. A diferença entre "antes" e "agora" é que as vítimas começaram a ter voz.

"lÁ eStÁs Tu A aTaCaR a PoLíCiA!"

Acho que já te respondi a essa treta da última vez que houve um caso de violência policial. E da outra, e da outra, e da outra... Mas tu insistes sempre nessa tecla. E eu até podia aqui entrar numa conversa mais teórica, e dizer que em termos históricos e materialistas, a polícia nasce e existe como um corpo repressivo ao serviço do Estado, e que "O Estado é o produto e a manifestação do antagonismo inconciliável das classes". Podia, mas isso é conversa para outro dia. Hoje, basta dizer que condenar a actuação individual de um polícia ou da direcção nacional da PSP não é o mesmo que atacar TODOS os profissionais da polícia. Quando eu condeno acontecimentos como este e exijo que sejam punidos com mão pesada, isso também é proteger os polícias decentes de serem confundidos com os facínoras que, com a mesma farda, mancham a imagem de todos.

"mAs nÃo DeViA tEr ReSiStIdO!"

Porquê? Mas vivemos numa ditadura, num estado policial? Ninguém tem de obedecer a um polícia só porque ele é polícia. Há uns anos numa manif a polícia mandou dispersar e o meu pai disse "a Constituição dá-me o direito de me manifestar!", e o polícia respondeu "Eu quero é que a constituição se foda" e desceu o cassetete. Tu é que és obedientezinho à polícia, e se o bófia te mandasse baixar as calças e te enrabasse tu deixavas e no fim ainda agradecias. Nunca na vida ofereceste resistência a nada, nunca lutaste, nunca te manifestaste, e só por isso é que achas que és muito livre.

O escravo que não se mexe também não sente o peso das correntes.

André Solha 24.1.20

 

 

Ver original em 'Manifesto 74' na seguinte ligação:

http://manifesto74.blogspot.com/2020/01/outra-vez-arroz.html

Sindicato da PSP apaga publicação que insinuava que mulher detida na Amadora tinha “doenças graves”

Tiago Petinga / Lusa

 

O Sindicato Unificado da Polícia de Segurança Pública (PSP) eliminou uma publicação que tinha feito na sua página oficia de Facebook, na qual se referia ao caso de Cláudia Simões, a mulher que foi detida na Amadora, em Lisboa, em frente à filha num autocarro da Vimeca e acusa as autoridades de agressão.

 

Na publicação na rede social, que era acompanhada de algumas fotografias que retratavam o “estado” em que o agente terá ficado após a ocorrência, o sindicato dizia ainda esperar que este não tenha apanhado “doenças graves”.

“Foi neste estado que ficou hoje o colega, ao intervir numa ocorrência na Amadora. As melhoras ao colega e espero que as análises sejam todas negativas a doenças graves. Contudo a defesa da cidadã está a começar a ser orquestada pelo ódiomor de brancos. Está tudo bem, não se passa nada”, podia ler-se no post entretanto apagado.

Questionada pelo semanário Expresso, a a Direção Nacional da PSP assegura que não pediu que a publicação fosse retirada nem teve qualquer tipo de intervenção na situação.

“Um vez mais, vinco que aqueles são valores em que a instituição não se revê, no entanto da nossa parte não houve nada que ver com isso”, assegurou fonte da PSP, acrescentando, contudo, ser necessário “analisar” e, “eventualmente”, tomar medidas.

Entretanto, noticiou o jornal Público esta quinta-feira, a Inspetor-geral da Administração Interna (IGAI), já abriu inquérito ao sindicato em causa, “tendo solicitado à Direção Nacional da PSP que sobre a mesma se pronuncie”.

Trata-se de um processo administrativo que tem em conta “as notícias de violação grave dos direitos fundamentais de cidadãos por parte dos serviços e seus agentes que cheguem ao conhecimento da IGAI por eventuais violações da legalidade e, em geral, as suspeitas de irregularidades no funcionamento dos serviços, tendo em vista o exercício de controlo indireto ou a instauração de procedimento disciplinar nos casos de maior gravidade”.​

(dr) Twitter

 

O Sindicato Unificado, que é liderado por Ernesto Peixoto Rodrigues, assume-se como uma organização sindical “autónoma e independente do Estado, dos Governos, das confissões religiosas ou quaisquer organizações de natureza político ou partidárias”.

Ernesto Peixoto Rodrigues é um agente da PSP que foi em julho deste ano alvo de uma pena disciplinar de aposentação compulsiva por ter faltado ao serviço durante 83 dias consecutivos sem justificação. Foi também o número 10 na lista da coligação Basta!, que nas europeias de maio teve como cabeça de lista o atual líder do Chega, André Ventura.

A Associação Sindical dos Profissionais de Polícia repudiou esta quinta-feira o mediatismo criado sobre a detenção de uma mulher na Amadora, considerando que cabe à Justiça averiguar o sucedido e “julgar quem tiver que ser julgado”.

Em comunicado citado pela agência Lusa, a Associação Sindical dos Profissionais de Polícia (ASPP/PSP) afirma que “jamais compactuará com novos casos, semelhantes ao de Alfragide ou do Bairro da Jamaica, onde polícias viram a sua vida pessoal e profissional vilipendiada com a conivência leviana, quer por omissão, quer por ação, de entidades que tinham o dever acrescido colocar cobro e/ou não alimentar todos os julgamentos e mediatismo que tiverem lugar na praça pública”.

“À Direção Nacional da PSP, sem se pedir que tome partido por nenhuma das partes, exige-se que não se limite a esperar para reagir às questões colocadas pelos jornalistas e que seja mais proativa (como tanto exige ao seu efetivo) no tratamento deste tipo de casos, colocando as pessoas, independentemente da sua notoriedade social, no seu devido lugar, argumenta a ASPP/PSP na mesma nota de imprensa.

ZAP //

 

Ver original em 'ZAP aeiou' na seguinte ligação:

https://zap.aeiou.pt/sindicato-da-psp-apaga-publicacao-304355



 

“É um mal necessário”. Mulher que acusa PSP de agressão foi constituída arguida

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Grunhos à solta lá para os lados da Amadora

As reações corporativas dos polícias tentaram minimizar os efeitos negativos da notícia sobre a bárbara agressão a uma cidadã da Amadora, mas elas só demonstraram como os sindicatos representativos dessa classe profissional estão dissonantes do sentimento de uma grande maioria dos portugueses. Porque de pouco lhes vale virem lamentarem-se por terem má imprensa e pior opinião pública se não sabem dissociar-se de quem age com uma agressividade tal que não se justifica olhar para os seus associados como honrados servidores do interesse coletivo, porque até são internamente elogiados pelos comportamentos próprios dehooligans, senão mesmo de biltres neonazis.

 

Por muito que Cláudia Simões tenha mordido quem a agredia ou procurava sufocar, nenhuma pessoa pode sujeitar-se tal selvageria apenas porque a filha de oito anos se esquecera do passe em casa. Se foi esse o motivo fútil, que esteve na origem da intervenção policial, qual a estratégia policial perante algo consensualmente aceite como um delito? Encostam o arguido à parede e fuzilam-no sem sequer o levarem a tribunal?

 

Nesse aspeto não é só o polícia, cujo rosto conhecemos de uma gravação colhida no momento da agressão, que está em causa. Estão-no também os colegas que vieram apoiá-lo no carro-patrulha onde terão ocorrido as mais violentas agressões e, sobretudo, o pouco falado motorista do autocarro da Vimeca, que esteve na origem do incidente. Os telejornais quase nada disseram sobre ele, mas a imprensa escrita deu conta dos insultos racistas com que invetivou a passageira e a entregou ao primeiro polícia que encontrou. Que se saiba a transportadora ainda não veio anunciar que o terá suspendido para que responda perante o mais do que justificado processo disciplinar.

 

Este episódio, que importa ser rapidamente esclarecido, não deve possibilitar quaisquer contemplações com quem esteve, direta ou indiretamente, envolvido nos efeitos da «queda» da referida cidadã. O Estado não pode ignorar que a sociedade portuguesa integra uma percentagem não negligenciável de grunhos racistas, que importa controlar e punir sempre que passem das palavras injuriosas aos atos assassinos. E se eles se acoitam nas polícias, repetindo-se suspeitas quanto à infiltração de gente de extrema-direita no seu seio, então o trabalho do ministro Eduardo Cabrita ganha uma acuidade que importa apoiar sem reservas...

 

 

Jovem 19 anos anavalhado à saída de autocarro depois de contenda

21 JANEIRO 2020
Um jovem, 19 anos, foi anavalhado por um de dois outros jovens, de 16 e 17 anos, à saída do autocarro em cujo interior os três terão iniciado uma discussão, esta segunda-feira, ao final da tarde, nas proximidades do Hospital Cuf , na Pampilheira, em Cascais, apurou Cascais24.
 
Os três adolescentes terão entrado em conflito durante a viagem, no autocarro da Scotturb, mas foi quando saíram na paragem de acesso à rua Fernão Lopes, próxima da unidade hospitalar, que um deles foi golpeado com gravidade por um dos outros dois.
 
Um dos adolescentes terá sido perseguido e detido, pouco depois, por um funcionário da Polícia Judiciária (PJ), que o entregou à PSP.
 
Já o outro ter-se-á apresentado voluntariamente pelas onze horas da noite na 52ª Esquadra da PSP (Parede).
 
Ambos, no entanto, foram libertados, devido à ausência de flagrante delito e notificados para comparecer junto dos Serviços do Ministério Público de Cascais.
 
O jovem anavalhado foi inicialmente assistido e estabilizado por uma guarnição dos Bombeiros de Cascais, que o transportaram à urgência do Hospital de Cascais, onde foi submetido a intervenção cirúrgica.
 
Segundo Cascais24, o jovem encontra-se livre de perigo e terá mesmo regressado ao domicílio, onde recupera.
 
 
 
 

Ver o original em "CASCAIS24" na seguinte ligação::

https://www.cascais24.pt/p/blog-page_956.html

Governo ordena inquérito sobre detenção de mulher na Amadora

Miguel Pereira Da Silva / Lusa

 

O ministro da Administração Interna ordenou, esta quarta-feira, a abertura de um inquérito sobre a atuação policial na detenção de uma mulher na Amadora, que envolveu “agressões” e resultou numa denúncia contra o polícia de serviço.

 

Em comunicado, o Ministério da Administração Interna (MAI) refere que o ministro Eduardo Cabrita “determinou à Inspeção Geral da Administração Interna (IGAI) a abertura de um inquérito para apuramento dos factos relacionados com a atuação policial ocorrida domingo, na Amadora, após o pedido de intervenção do motorista de um autocarro de passageiros”.

O MAI adianta que a PSP “transmitirá à IGAI todos os elementos da averiguação interna que tem estado a realizar”.

Na segunda-feira, a mulher foi presente a um juiz de instrução criminal e foi constituída arguida, tendo ficado indiciada do crime de resistência e coação sobre agente da autoridade e sujeita à medida de coação de termo de identidade e residência. O polícia envolvido, por sua vez, não foi constituído arguido.

 
 

Na sequência da denúncia contra o polícia, a PSP também já iniciou a instrução de um processo de averiguações para proceder à averiguação formal das circunstâncias da ocorrência e de todos os factos alegados pela cidadã.

ZAP // Lusa

 
 
 

Ver original em 'ZAP aeiou' na seguinte ligação:

https://zap.aeiou.pt/mai-ordena-inquerito-mulher-amadora-303945

“É um mal necessário”. Mulher que acusa PSP de agressão foi constituída arguida

(Comentário:

Isto não é um pouco preocupante ? Serve para que os cidadãos confiem na polícia e, ou, na justiça?

A 'publicação' do "Sindicato Unificado da PSP não é um iniludível apelo ao racismo?

Está tudo bem ?)

Tiago Petinga / Lusa

 

Cláudia Simões, a mulher que apresentou uma denúncia contra um polícia que a terá detido violentamente, no domingo, na Amadora, foi constituída arguida.

 

De acordo com a Lusa, que cita a PSP, a mulher que diz ter sido brutalmente agredida por um agente ficou ainda sujeita à medida de coação de termo de identidade e residência.

Presente a um juiz de instrução criminal, a mulher ficou indiciada do crime de resistência e coação sobre agente da autoridade, enquanto o polícia envolvido “não foi constituído arguido”, adiantou fonte da Direção Nacional da Polícia de Segurança Pública.

“O caso transitou para processo comum [segue para investigação]”, disse fonte policial à Lusa, acrescentando que, devido às versões contraditórias da mulher e do polícia, está a decorrer um inquérito para averiguar as circunstâncias da ocorrência.

 

Neste âmbito, a investigação inclui o interrogatório de todas as pessoas envolvidas, assim como a identificação da “extensão dos ferimentos” da mulher detida e do polícia e quais as mazelas para o futuro, uma vez que foram ambos assistidos no Hospital Fernando da Fonseca, na Amadora.

Em declarações ao semanário Expresso, Ana Cristina Domingues, advogada de Cláudia Simões, diz que o facto de a sua cliente ter sido constituída arguida é um “mal necessário”.

“Há uma ideia generalizada de que a constituição como arguido é uma coisa negativa mas não o é necessariamente (…) Por exemplo, um arguido tem direito ao silêncio, enquanto se alguém estiver a ser ouvido como testemunha é sempre obrigado a falar. Ser arguido pode ser uma defesa”, explicou a advogada, precisando que a sua cliente estava no Hospital Amadora- Sintra, em Lisboa, quando recebeu o auto de constituição”.

Sindicato espera que agente não tenha “apanhado doenças graves

A página oficial do Sindicato Unificado da PSP no Facebook publicou esta terça-feira um texto no qual envia “as melhoras ao colega” que interveio “numa ocorrência na Amadora”.

Na publicação, que é acompanhada por algumas fotografias que mostram o “estado” em que terá ficado ao agente após a ocorrência, o sindicato diz ainda esperar que este não tenha apanhado “doenças graves”.

“Foi neste estado que ficou hoje o colega, ao intervir numa ocorrência na Amadora. As melhoras ao colega e espero que as análises sejam todas negativas a doenças graves. Contudo a defesa da cidadã está a começar a ser orquestada pelo ódiomor de brancos. Está tudo bem, não se passa nada”, pode ler-se na publicação.

Sindicato Unificado da Polícia de Segurança Pública

 

 

ZAP //


Fabian Figueiredo

 

Ver original em 'ZAP aeiou' na seguinte ligação:

https://zap.aeiou.pt/mulher-acusa-psp-agressao-constituida-arguida-303890

Prisão preventiva para cinco suspeitos de terem matado jovem cabo-verdiano

 
 
Ficaram em prisão preventiva os cinco suspeitos de terem matado o jovem cabo-verdiano em Bragança. O tribunal considera que o jovem foi agredido e assassinado pelo grupo por um motivo fútil.
 
Os cinco suspeitos da morte de um estudante cabo-verdiano em Bragança vão aguardar julgamento em prisão preventiva indiciados pelos crimes de homicídio qualificado e três tentativas de homicídio, determinou o tribunal, que afasta a motivação por ódio racial. A decisão, lida aos jornalistas cerca das 23:30 de sexta-feira por uma funcionária judicial, refere que depois do primeiro interrogatório judicial, o tribunal decidiu sujeitar todos os cinco arguidos a prisão preventiva.
 
O tribunal sustenta que a decisão, em síntese, "se traduz na afirmação da existência de fortes indícios da prática, por cada um dos arguidos, em coautoria material e concurso real, de quatro crimes de homicídio qualificado, um dos quais consumado, sendo dele vítima Giovani Rodrigues, e os restantes três na forma tentada", relativos às agressões aos outros três elementos do grupo de cabo-verdianos.
O estudante cabo-verdiano Giovani Rodrigues foi encontrado sozinho caído numa rua em Bragança em 21 de dezembro e acabou por morrer 10 dias depois, num hospital do Porto.
 
Segundo o tribunal, não foi "apurado qualquer indício no sentido de os factos praticados pelos arguidos terem sido determinados por ódio racial ou gerado pela cor, origem étnica ou nacionalidade das vítimas". A decisão esclarece que "a especial censurabilidade que, nesta fase indiciária, justifica a qualificação dos crimes assenta na circunstância de os arguidos terem sido determinados nas suas ações por motivo fútil e ainda por atuarem em grupo". Os cinco suspeitos, com idades entre os 22 e os 35 anos, alguns deles desempregados e todos residentes em Bragança, foram detidos pela Polícia Judiciária (PJ) na quinta-feira. Chegaram ao Tribunal de Bragança pouco depois das 15:00 de sexta-feira e começaram a ser ouvidos, segundo fonte judicial, por volta das 17:30. A PJ transportou os detidos ao tribunal depois de uma conferência de imprensa em que deu esclarecimentos sobre o crime. "Daquilo que é possível dizer, porque a investigação é dinâmica, na base dos factos estão motivos fúteis, motivos de uma desavença que ocorreu no interior do espaço lúdico e que teve, depois, desenvolvimento no seu exterior", afirmou o diretor nacional da PJ, Luís Neves, na conferência de imprensa "inédita" em Vila Real, a sede do departamento local da PJ, já que em Bragança não existe esta polícia. Os esclarecimentos dados pelo próprio diretor nacional seguiram-se a um comunicado a anunciar a detenção dos cinco suspeitos. Luís Neves acredita que foi detido o "núcleo duro que perpetrou as agressões" e referiu que os arguidos não possuem antecedentes criminais. "Contrariamente ao que foi veiculado em termos de redes sociais, não se trata de um crime entre nacionais de um país ou de outro, entre raças. Não se trata nada disso. Trata-se de um crime cometido por gente violenta, num determinado contexto", esclareceu Luís Neves. A morte do estudante levantou questões sociais e de inserção, pelo que o diretor nacional da PJ fez questão de salientar que Bragança é uma cidade segura e que o país é um "território de grande irmandade, neste caso, com o povo de Cabo Verde". Com a morte, o caso passou para a alçada da PJ que realizou "buscas domiciliárias, inquirições e interrogatórios de várias pessoas suspeitas de estarem envolvidas nos acontecimentos que determinaram a morte daquele jovem". Luís Neves adiantou que, durante a investigação "ininterrupta" feita após a comunicação do caso a esta polícia, foi recolhida prova testemunhal, ainda as declarações dos arguidos e "outros elementos de prova", que, por uma questão de sigilo, não quis revelar. A morte do jovem, que tinha chegado à região há pouco mais de um mês para estudar na escola de Mirandela do Instituto Politécnico de Bragança, motivou reações institucionais de Portugal e Cabo Verde. Os apelos à Justiça e à não violência traduziram-se também em marchas de homenagem ao jovem cabo-verdiano, no passado sábado. O funeral de Giovani Rodrigues realiza-se hoje no município de Mosteiros, na ilha cabo-verdiana do Fogo, de onde era natural. No dia 28 de janeiro está prevista uma homenagem ao estudante, durante as comemorações do dia do Politécnico de Bragança. RTP | Lusa, em 18.01.20
 

Ver o original em 'Página Global' na seguinte ligação:

https://paginaglobal.blogspot.com/2020/01/prisao-preventiva-para-cinco-suspeitos.html

Violador foge com 10 euros e ameaça jovem para não fazer queixa

Por Redação
16 janeiro 2020
O cadastrado que, a 10 de novembro último, junto a um parque infantil, na freguesia de São Domingos de Rana, assaltou sob a ameaça de uma navalha e acabou por violar uma rapariga, de 18 anos, ameaçou a vítima de que, caso “fizesse queixa” e ele “fosse preso, quando saísse da cadeia seria pior”, apurou Cascais24. O suspeito, 20 anos, com antecedentes por crimes de roubo, foi identificado e reconhecido por fotos e presencialmente em finais de dezembro último, conforme Cascais24 noticiou. No entanto, só no passado dia 8 foi detido, fora de flagrante delito, por inspetores da PJ e, indiciado pelos crimes de roubo, violação e coação na forma tentada, submetido a primeiro interrogatório judicial. Viu confirmada a prisão preventiva e recolheu ao Estabelecimento Prisional de Caxias. Na aplicação da medida de coação mais grave ficou suficientemente indiciado de que o arguido abordou a vítima e, ameaçando-a com uma navalha, obrigou-a à prática de atos sexuais de relevo.  Mais exigiu que a vítima lhe entregasse a sua carteira, de onde retirou 10€. Antes de abandonar o local, o arguido avisou ainda a vítima que “já estivera preso, que conhecia muita gente naquela zona, e que se a vítima fizesse queixa e o arguido fosse preso, quando saísse da cadeia seria pior”. Desde então que a vítima terá sofrido um grave distúrbio psicológico, estando a ser acompanhada por especialistas. Segundo o DIAP de Cascais, que prossegue a investigação do processo, sob segredo de Justiça, a aplicação da medida de coação de prisão preventiva ficou a dever-se à “verificação dos perigos de fuga, de continuação da atividade criminosa e de perturbação grave da ordem e tranquilidade públicas”.
 
 
 

Mulher sai por entre intervalo de carros estacionados e é brutalmente atropelada ao iniciar travessia da via em Cascais

A violência do atropelamento está patente na imagem (assinalada com circulo) em que a correia da mala da vítima ficou presa no lado direito capô do ligeiro (Foto CASCAIS24)

 

 
Por Redação
13 janeiro 2020
Uma mulher, 44 anos, a viver na Parede, foi atropelada com gravidade, esta segunda-feira, de manhã, na avenida Engenheiro. Adelino Amaro da Costa, em Cascais, depois de ter surgido por entre dois veículos estacionados e iniciado a travessia da via, fora de qualquer passadeira.
 
O acidente, algo brutal, registou-se na via descendente daquela avenida, pelas onze horas da manhã.
 
Uma testemunha disse, a Cascais24, que a transeunte surgiu na via depois de passar pelo "intervalo de dois carros estacionados", acabando por ser "apanhada" por um ligeiro, Seat Ibiza, que descia a avenida.
 
"O condutor nada pôde fazer", explicou, a Cascais24, outra testemunha, que não pôde garantir que, pela violência do embate, o ligeiro não circularia naquela via também com algum excesso de velocidade.
 
A violência do atropelamento ficou bem patente no local do acidente: a correia da mala que a vítima transportava à tiracolo ficou presa no capô do veículo que, ainda, apresentava o espelho retrovisor, lado direito, danificado.
 
A VMER do Hospital de Cascais chegou ao local depois dos Bombeiros, da moto do INEM e da PSP (Foto CASCAIS24)
A mulher, bastante ferida, foi inicialmente assistida e estabilizada pelos Bombeiros de Cascais e, posteriormente alvo dos cuidados do motociclo do INEM e da equipa da VMER do Hospital de Cascais.
 
Acabou por ser transportada, em estado muito grave, para a urgência do Hospital de São Francisco Xavier, no Restelo, em Lisboa.
 
Enquanto decorreram as operações de socorro, a movimentada avenida esteve interdita durante cerca de hora e meia à circulação rodoviária por agentes da PSP da 50ª Esquadra (Cascais) e da Secção de Trânsito, que registaram a ocorrência.
 

Excessos

Moradores da avenida Engenheiro Adelino Amaro da Costa mostraram-se indignados com mais este atropelamento, embora desta feita fora de uma das passadeiras.
 
"Circulam por aqui como de isto fosse um autódromo", afirmou uma delas.
 
(Foto CASCAIS24)
Já a diretora técnica da farmácia Cascais, situada a escassos metros, desabafou no local que "até nas passadeiras os atropelamentos têm vindo a suceder-se com condenável frequência", devido aos excessos, sobretudo de velocidade.
 
"Já enviei exposições à Câmara e à PSP, para que sejam encontradas soluções", comentou a farmacêutica junto de alguns populares.
 
"Estamos a aguardar que possam encontrar uma solução", concluiu. 
 
A solução, segundo apurou Cascais24, pode passar pela instalação de lombas na via, que "travem os excessos", o que moradores consideram uma "boa medida" para minimizar os atropelamentos naquela avenida.
 
 
 
 
 
 
 

Ver o original em "CASCAIS24" na seguinte ligação::

https://www.cascais24.pt/p/blog-page_4386.html

PJ prende suspeito de assalto e violação a jovem em São Domingos de Rana

Por Redação

12 janeiro 2020

Já foi identificado, detido e viu confirmada a prisão preventiva, o suspeito de, a 10 de novembro último, um domingo, ao início da noite, ter assaltado e violado uma jovem, 18 anos, em local ermo, da freguesia de São Domingos de Rana.

 
O suspeito, 20 anos, que vivia na região e possui antecedentes por crimes de roubo com arma branca, foi descoberto e detido pela Polícia Judiciária (PJ) de Lisboa e Vale do Tejo, tendo sido, inclusivamente, identificado e reconhecido pela vítima. Segundo Cascais24 apurou, o jovem suspeito estava referenciado pela PJ pela alegada prática dos crimes de violação, roubo e tentativa de coação desde finais de dezembro último, mas só esta sexta-feira a sua detenção foi divulgada.
 
Submetido a primeiro interrogatório judicial, viu confirmada a prisão preventiva, tendo recolhido ao Estabelecimento Prisional de Caxias.
Conforme Cascais24 avançou, então, em primeira mão, a jovem foi atacada e violada sob ameaça de uma faca, na via pública, perto de uma escola secundária.
 
Posteriormente, foi assistida e transportada, a partir da rua Serra da Estrela, em Matarraque, pelos Bombeiros de Parede à urgência do Hospital de Cascais.
 
Entretanto, a jovem que terá sofrido um grave distúrbio psicológico, tem estado desde então a ser acompanhada por especialistas.
 
Noticia relacionada
 
 

Ver o original em "CASCAIS24" na seguinte ligação::

https://www.cascais24.pt/p/blog-page_1272.html

PSP pediu videovigilância com inteligência artificial (mas Proteção de Dados não deixou)

A Polícia de Segurança Pública (PSP) pediu autorização ao Governo para instalar câmaras de videovigilância com inteligência artificial (IA) em pelo menos dois municípios. No entanto, o pedido foi chumbado pela Comissão Nacional Nacional de Proteção de Dados (CNPD).

 

Os sistemas de videovigilância com IA têm a capacidade de procurar pessoas através das suas características físicas, sexo, cores das roupas ou do cabelo. A videovigilância já existe em várias cidades do país, mas as câmaras de vídeo com esta nova tecnologia requeridas pela PSP para Leiria e Portimão foram chumbadas em pareceres vinculativos da CNPD, e assinados pela sua presidente, Filipa Galvão, que foi a relatora dos textos.

Em declarações à TSF, fonte da CNPD disse que esta foi a primeira vez que a entidade se pronunciou sobre o uso deste tipo de tecnologias em videovigilância, depois de os pareceres terem sido requeridos pelo Ministério da Administração Interna

Segundo os pareceres da CNPD, aos quais a TSF teve acesso, a videovigilância com IA representa um “elevado risco para a privacidade dos cidadãos, não só pela quantidade e pelo tipo de informação que é possível recolher, mas também pela opacidade do processo de padrões de análise” das imagens.

Em Portimão, o projeto previa 61 câmaras, 10 delas na cidade e 51 na Praia da Rocha. A videovigilância alargada na zona balnear levantou ainda mais dúvidas na CNPD por ser uma “área onde as pessoas estão mais expostas, pelo que maiores cautelas se impõem na utilização destes sistemas”.

Já em Leiria, o objetivo era instalar 61 câmaras. Porém, o sistema “implica um controlo sistemático em larga escala e o rastreamento das pessoas e dos seus hábitos e comportamentos, bem como a identificação das pessoas a partir de dados relativos a características físicas, sendo inegável o risco elevado para os direitos fundamentais à proteção dos dados e ao respeito pela vida privada”, bem como à privacidade e liberdade.

Acusando o sistema proposto pela PSP de ser “opaco” e de ter “falta de transparência”, a CNPD disse que não se percebem os objetivos de usar tanta tecnologia, sendo imprescindível que sejam revelados os fundamentos e os critérios.

A CNPD defendeu ainda que a utilização de IA na área da videovigilância tem de ser “precedida de ponderação especialmente rigorosa”, o que não aconteceu nos projetos apresentados pela PSP para Portimão e para Leiria.

ZAP //

 
 

Ver original em 'ZAP aeiou' na seguinte ligação:

https://zap.aeiou.pt/psp-videovigilancia-inteligencia-artificial-protecao-dados-300943

Um detido em confrontos com forças de segurança em Adroana

Por Redação
04 janeiro 2020
Um jovem, 22 anos, foi detido esta sexta-feira, de madrugada, no Bairro Novo de Adroana, na freguesia de Alcabideche, no final de confrontos com as forças de segurança, apurou Cascais24.
 
Os incidentes tiveram lugar pelas duas horas da manhã, depois de moradores terem alertado a GNR para os ruídos provocados por uma festa.
 
A primeira patrulha móvel da GNR de Alcabideche ao chegar ao local teve que retirar, devido ao elevado número de pessoas agressivas, uma das quais ainda terá arremessado um petardo contra a traseira do veículo policial.
 
A GNR de Alcabideche teve que pedir reforços aos postos dependentes do Destacamento de Sintra, nomeadamente, Sintra, Colares e Pêro Pinheiro, soube, ainda, Cascais24.
 
E, na ausência de forças de intervenção, nomeadamente do Destacamento de Intervenção e do GIOP, da Unidade de Intervenção, ambos da GNR, teve, ainda, que pedir apoio à PSP, que enviou meios das Esquadras de Cascais e do Estoril.
 
Com a chegada de reforços, o numeroso grupo dispersou, tendo as autoridades no terreno reposto a ordem pública e a tranquilidade junto dos moradores do bairro.
 
Um jovem, de 22 anos, acabou, no entanto, por ser detido, por injúrias e resistência, apurou, ainda, Cascais24.
 
 
 
 

Ver o original em "CASCAIS24" na seguinte ligação::

https://www.cascais24.pt/p/blog-page_194.html

Eduardo Cabrita garante “toda a transparência” no financiamento das polícias

Mário Cruz / Lusa

O ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita

O ministro da Administração Interna (MAI) garantiu hoje agir com toda a transparência no financiamento das forças de segurança, em resposta à petição pública que quer uma comissão parlamentar de inquérito aos investimentos na GNR e PSP.

 

Questionado pela Lusa sobre a petição pública lançada a 18 de dezembro de 2019 pela Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP/PSP) para que o parlamento crie uma comissão de inquérito para apurar as reais condições de trabalho das polícias e o destino dos investimentos na PSP e GNR, Eduardo Cabrita disse que não iria pronunciar-se “sobre aquilo que são competências da Assembleia da República”.

Lembrou, no entanto, que a aplicação da Lei de Programação de Infraestruturas e Equipamentos das Forças e Serviços de Segurança, aprovada em 2017, “estabelece 450 milhões de euros de investimento, em várias componentes, entre 2018 e 2021″.

Há toda a transparência. Sempre que, com regularidade, vou à Assembleia da República e a próxima vez será no dia 15 deste mês, presto contas sobre o nível de execução da Lei de Programação”, frisou Eduardo Cabrita, em declarações, na Figueira da Foz, à margem da cerimónia de incorporação do 42.º curso de formação de 200 novos guardas provisórios da GNR.

O governante referiu que a referida legislação “tem várias componentes, umas de execução com um ciclo mais lento”, como obras em instalações, “outras com um nível de execução mais célere”, como armamento.

“E tem níveis intermédios, por exemplo nas viaturas, em que foi possível, com um concurso plurianual, que lancei em novembro de 2017, que nunca tinha sido realizado, permitiu estabelecer um nível de renovação do parque automóvel de mais de duas mil viaturas, cerca de mil para a Guarda Nacional Republicana, das quais mais de 500 foram já entregues, e continuaremos a fazê-lo ao longo do ano de 2020 e 2021″, observou o MAI.

“Toda a transparência, toda a vontade de prestar contas”, resumiu Eduardo Cabrita.

Em pouco mais de duas semanas, a petição pública decidida durante uma reunião da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP/PSP) para analisar o Orçamento do Estado (OE) para 2020 na área da segurança interna reúne 2.874 assinaturas.

Em comunicado divulgado na altura, a ASPP levanta dúvidas em relação ao real investimento que o Governo quer fazer na Polícia de Segurança Pública, considerando que muitas das propostas prevista no OE para 2020 “já estiveram em outros orçamentos do Estado, nomeadamente em 2018 e 2019″, e “não foram sentidos quaisquer impactos na instituição”.

Referindo-se à Lei de Programação de Infraestruturas e Equipamentos das Forças e Serviços de Segurança do Ministério da Administração Interna (MAI), o maior sindicato da PSP alega que já estava prevista em OE anteriores e “que praticamente não foi sentida, criando vários problemas em diversas áreas”.

// Lusa

 

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https://zap.aeiou.pt/transparencia-financiamento-policias-300520

Seguranças colocam em fuga gang que planearia assalto noturno em Abóboda

Por Redação
21 dezembro 2019
Um grupo que, suspeita-se, estaria a planear um eventual assalto na garagem comum de um condominio, em Abóboda, colocou-se em fuga ao ser surpreendido por seguranças privados, este sábado, ao início da madrugada.
 
As autoridades policiais, apurou Cascais24, estão a investigar a presença do gang, constituido por cinco homens, na casa dos 40 anos e, ao que parece, todos com sotaque francês.
 
Os cinco membros do gang estariam posicionados em modo de espera, tudo levando a crer que estariam a planear um assalto, porventura com sequestro.
 
Ao serem surpreendidos pelos seguranças, os cinco homens colocaram-se em fuga em dois veículos de gama alta e, presumivelmente, ostentando matriculas estrangeiras.
 
Os seguranças da empresa de Cascais LB, que Cascais24 procurou este sábado contatar, mas sem sucesso, terão dado o alerta à PSP, que fez deslocar uma patrulha móvel da 56ª Esquadra (Trajouce). Cascais24 contatou, igualmente, com um administrador do condominio, mas este escusou-se a avançar com qualquer informação.
 
Por coincidência, este grupo foi detetado no mesmo condominio onde, no início de este mês, um outro gang, este de portugueses e ainda a monte, fez refém um condutor, obrigando-o a deslocar-se até uma caixa Multibanco, em Tires, onde foi coagido a levantar cerca de 200 euros.
 
Recorda-se que, depois de este assalto com sequestro, este grupo deixou de atuar, pelo menos até ao momento, porventura, assustado com noticias vindas a público, nomeadamente pelos alertas divulgados por Cascais24.
 
 
 

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PJ apanha em Cascais suspeitos de roubar dados de cartões bancários

Por Redação
19 dezembro 2019
Uma investigação da Polícia Judiciária (PJ) iniciada em fevereiro do ano passado culminou agora, em Cascais, com a detenção de um homem e de duas mulheres, presumíveis autores de vários crimes de burla informática, acesso ilegítimo e branqueamento de capitais. Os suspeitos foram detidos pela Unidade Nacional de Combate ao Cibercrime e à Criminalidade Tecnológica (UNC3T), no âmbito de mandados de detenção emitidos pela 3ª.Secção do DIAP de Cascais. A investigação aos três suspeitos, um homem, 38 anos, e duas mulheres, 41 e 57 anos, iniciou-se em fevereiro de 2018, tendo na sua base uma participação que dava conta da utilização abusiva de dados de cartões bancários com posterior utilização fraudulenta para aquisição de bens e serviços. Foram utilizados e identificados vários dados de cartões bancários de instituições bancárias estrangeiras, bem como o uso de identidades falsas, as quais eram utilizadas para efetuar o registo em plataformas de “jogo online”.  “Na sequência da investigação criminal, foi possível determinar os locais da prática dos factos, identificar os titulares das contas bancárias utilizadas para receber os valores ilicitamente obtidos e proceder à detenção de todos os intervenientes do grupo criminoso”, revela a PJ que calcula em dezenas de milhares de euros o montante das burlas. Não são, ainda, conhecidas as medidas de coação.
 

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Limpeza de via depois de despiste mobilizou bombeiros durante 5 horas

 

 
 Por Redação
19 dezembro 2019
 
Os Bombeiros de Alcabideche estiveram mobilizados durante cerca de 5 horas em operações de limpeza de uma via da A16, perto do CascaiShopping, depois do despiste de um veículo ter provocado, esta quinta-feira, de madrugada, dois feridos que foram transportados ao hospital de Cascais.
 
O acidente registou-se pouco antes da uma hora da manhã.
 
Os dois feridos, leves, acabaram por ser estabilizados no local e transportados à urgência do Hospital de Cascais.
 
As operações só terminaram pelas 6h37 de esta manhã, depois dos Bombeiros terem efetuado durante 5 horas a limpeza da via, num troço com cerca de 600 metros, segundo disse, a Cascais24, José Costa, Segundo Comandante dos Bombeiros de Alcabideche.
 
No teatro das operações estiveram empenhados 16 operacionais, apoiados por 7 veículos, dos Bombeiros de Alcabideche e de São Pedro de Sintra.
 

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Comboio faz um morto entre São Pedro e São João do Estoril e maquinista em choque foi parar ao hospital

Por Redação
18 dezembro 2019
Um homem, cerca de 40 anos, morreu esta quarta-feira, à tarde, vítima de atropelamento ferroviário, frente ao restaurante Choupana Gordinni, entre as estações de São Pedro e São João do Estoril.
 
Na sequência do atropelamento, o maquinista do comboio, que fazia a ligação entre Cais do Sodré e Cascais, entrou em choque e teve que ser assistido no local.
 
Foi assistido e estabilizado pelas equipas de socorro e transportado à urgência do Hospital de Cascais.
 
O acidente registou-se pouco antes das cinco horas e meia da tarde, em circunstâncias que a Divisão de Segurança de Transportes da PSP está a averiguar.
 
A vítima mortal ficou "completamente desfeita, praticamente irreconhecível", disse, a Cascais24 fonte próxima das equipas de socorro.
 
O corpo foi removido, para autópsia, pelos Bombeiros de Parede.
 
A circulação ferroviária na linha de Cascais esteve temporariamente interrompida, mas acabou por ser restabelecida, embora com todos os transtornos para os milhares de utentes, cerca de duas horas depois.
 
Houve, inclusivamente, a necessidade de substituir o maquinista do comboio envolvido no acidente. Também a Marginal, frente ao Choupana Gordinni sofreu alguns congestionamentos, sobretudo no sentido de Cascais e controlados pela PSP, devido ao movimento das equipas de socorro.
 
Nas operações de socorro a mais um trágico atropelamento ferroviário na área de São João do Estoril estiveram empenhados operacionais dos Bombeiros do Estoril, a moto do INEM e a VMER do Hospital de Cascais, bem como a PSP.
 
 
 

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Incendiário da Biscaia em liberdade depois de detido pela Judiciária

17 dezembro 2019
Um homem, 51 anos, foi identificado e detido pela Polícia Judiciária (PJ) de Lisboa e Vale do Tejo, por existirem fortes indícios da prática de um crime de incêndio florestal, ateado em Julho último, na Biscaia.
 
Já presente a primeiro interrogatório judicial, o arguido, que confessou a autoria do fogo posto, foi libertado, mediante a medida de coação de apresentações semanais no Subdestacamento da GNR de Alcabideche. O suspeito vive com um irmão na Biscaia, tem problemas de alcoolismo e, no desemprego, tem por hábito deambular pela região, andando a pedir junto dos habitantes locais e de turistas, tornando-se "vingativo" quando lhe são negados os pedidos. O incêndio colocou em risco uma área florestal com mato rasteiro, bem como várias construções e habitações.
 
Na altura,  só a pronta atuação dos Bombeiros de Alcabideche, que combateram e debelaram o fogo com celeridade, ainda no seu início, evitou que o mesmo tomasse maiores proporções. "A Polícia Judiciária, nas diligências efetuadas após a inspeção ao local do crime e correlacionando vários elementos de natureza probatória, recolheu evidentes indícios da prática do incêndio florestal pelo arguido", disse, a Cascais24, Álvaro Carreira, coordenador de Investigação Criminal, que está a dirigir a Secção de Crimes de Incêndio da PJ da Diretoria de Lisboa e Vale do Tejo.
Ainda de acordo com as declarações do coordenador de Investigação Criminal a Cascais24, "não foi possível relacionar o mesmo suspeito com um outro incêndio noturno" que, em setembro último, devastou cerca de meio hectare de mato, na Biscaia, e que, na altura foi combatido por 33 operacionais.


 
 
 
 
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Alegado “fiasco” nas buscas a mansão de milionário alemão suspeito de orgias



16 dezembro 2019
As buscas realizadas esta segunda-feira por inspetores da PJ à mansão, no Monte Estoril, e à sede da empresa, em Carnaxide, do milionário alemão Matthias Schmelz, suspeito de organizar orgias com menores e adolescentes, terão constituído um “fiasco”, apurou Cascais24.
 
Os inspetores da secção que investiga crimes sexuais na Diretoria de Lisboa e Vale do Tejo não terão encontrado matérias probatórias e comprometedoras nas buscas, que decorreram mais de um mês depois do escândalo ter sido tornado público e de outros tantos depois de queixas. 

“Porventura, porque foram tardias”, observou fonte policial.

Alegadamente ausente de Portugal, o próprio Matthias Schmelz, 59 anos, famoso pelos aspiradores Rainbow, publicou esta segunda-feira na sua página do Facebook um post, no qual afirma: 

Caros amigos,
lamento a instabilidade causada pelas buscas da PJ na nossa empresa e na minha casa mas podem ficar completamente descansados porque eles nao vao encontrar NADA o que me possa comprometer porque eu nao fiz nada do que estou a ser acusado. Tenho a minha consciencia tranquila. Obrigado mais uma vez pela vossa lealdade e pelo vosso apoio incondicional! Beijinhos & abracos, Matthias”.
APolícia Judiciária (PJ) de Lisboa e Vale do Tejo está a investigar as alegadas orgias com menores e adolescentes, presumivelmente organizadas pelo milionário famoso pelos aspiradores Rainbow, Matthias Schmelz, 59 anos, na sua mansão do Monte Estoril, que foi tomada de assalto em março último, em circunstâncias que Cascais24 avançou, então, em primeira mão.

 

A noticia da investigação ao empresário- que vive em Portugal desde 1993 e, entretanto, negou “ter praticado qualquer crime”, recusando fazer mais comentários - foi avançada, em exclusivo, pela TVI e assinada pelo jornalista de investigação Henrique Machado.

 

Segundo a TVI, “o rei dos aspiradores Rainbow é suspeito de ter organizado em sua casa, a um ritmo quase diário, orgias com raparigas, estudantes, a maioria de 16 e 17 anos – uma tem 14 –que contratava por telemóvel, via aplicação WhatsApp”. 

 

“Pagava em média, a cada uma, 500 euros por sessão de sexo, e juntava sempre duas menores, que normalmente eram amigas. Uma era a recrutadora, com quem o empresário contactava – e muitas das orgias ocorriam de dia, a seguir às aulas. Em cerca de dez envolvidas, mais de metade são menores. Matthias Schmelz chegava, inclusive, a parar os seus carros topo de gama à porta da escolas onde ia buscar as menores – algumas de classe alta e média alta, que vivem em condomínios com os pais e estudam em Lisboa e na linha de Cascais”, adiantou, então, a TVI.

 

A denúncia das alegadas orgias estão a ser investigadas desde há alguns meses pela Secção de Crimes Sexuais da PJ, sob a coordenação do DIAP de Lisboa.
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Polícias marcam novo encontro nacional

A Associação Sindical dos Profissionais de Polícia (ASPP/PSP) convocou para 9 de Janeiro um «Encontro Nacional, aberto a todos os polícias» para «decidir formas de luta a adoptar no dia 21 de Janeiro».

Os polícias exigem que o Governo dê uma resposta aos problemas do sectorCréditosNuno Fox / Agência Lusa

Esta convocatória resulta, segundo o comunicado da ASPP/PSP, «da postura intransigente por parte do Ministério da Administração Interna (MAI)», manifestada na reunião de ontem sobre «a forma de pagamento dos retroactivos dos suplementos remuneratórios devidos», após decisão favorável do Supremo Tribunal Administrativo à acção judicial interposta pela ASPP/PSP.

Enquanto o MAI se propõe pagar em quatro anos, a Associação Sindical considera que o pagamento deste valor, que se arrasta há anos, «deve ser pago integralmente e de uma só vez».

No encontro agendado para dia 9, em local a designar, serão decididas as formas de luta a adoptar em 21 de Janeiro, dia para o qual está agendada nova manifestação em frente à Assembleia da República.

Ver original em "AbrilAbril" na seguinte ligação:

https://www.abrilabril.pt/nacional/policias-marcam-novo-encontro-nacional

Recluso esfaqueado na cadeia do Linhó

Por Redação
10 dezembro 2019
Um recluso, 27 anos, foi esfaqueado com vários golpes, esta terça-feira, de manhã, no pátio do Estabelecimento Prisional do Linhó, acabando por ser assistido e transportado à urgência do Hospital de Cascais pelos Bombeiros de Alcabideche, apurou Cascais24.
 
Fonte prisional disse, a Cascais24, que a agressão registou-se depois das dez horas da manhã, no pátio do estabelecimento prisional, tendo o recluso sido golpeado com alguma gravidade por outro recluso, que recorreu a uma arma branca improvisada.
 
Não são conhecidas as razões da agressão, que terá envolvido outros reclusos.
 
O recluso esfaqueado apresentava vários golpes no tórax e na região lombar, disse, por sua vez, fonte hospitalar, acrescentando, no entanto, que "está livre de perigo".
 
José Palha Gomes, comandante dos Bombeiros de Alcabideche, também confirmou, a Cascais24, a intervenção da ambulância do INEM, cuja tripulação, depois de assistir e estabilizar o ferido, efetuou o transporte para a urgência do Hospital de Cascais.
 
No socorro, para além dos Bombeiros de Alcabideche, esteve envolvida a VMER daquela unidade hospitalar.
 
 

Ver o original em "CASCAIS24" na seguinte ligação::

https://www.cascais24.pt/p/blog-page_246.html

Portugal/PSP | Manuel Morais alvo de processo disciplinar por criticar André Ventura

(Comentário

Algo de muito grave se passa na PSP nomeadamente na sua direção quando quem alerta para o aproveitamento partidário/fascista que foi feito da manifestação tem um processo disciplinar e aqueles que andaram com o deputado/fascista Ventura ao colo são defendidos pela direção da PSP

Isto num chamado Estado de Direito Democrático é inaceitável, muito perigoso e destrói qualquer confiança na PSP.

Entretanto o pseudo-ministro da Administração Interna (o inefável E. Cabrita) assobia para o ar e diz redondilhas politicamente inócuas como de costume. Ao qu' isto chegou!)

 
 
 
 
A direção nacional da PSP abriu um processo disciplinar contra Manuel Morais, ex-dirigente sindical e agente do Corpo de Intervenção, por ter criticado a presença de André Ventura na manifestação de polícias, no passado dia 21 de novembro. Manuel Morais, cinco dias depois da manifestação confessou ao Expresso que "sentiu nojo... porque que André Ventura discursou durante o protesto dos policias". O agente do corpo de intervenção considera que o líder do partido chega assaltou a manifestação para promover a ideologia do partido Chega.
 
Manuel Morais justificou estas declarações na qualidade de um cidadão preocupado por ver André Ventura vestido com a T-Shirt do Movimento Zero a discursar no palco da organização, sem ser convidado pelos sindicatos que organizaram o protesto a defender ideias que promovem o castigo.
 
De acordo com o estatuto da PSP, os polícias não podem fazer declarações que violem a isenção ideológica e partidária.
 
Ao Diário de Notícias, a PSP confirma que está em curso um processo disciplinar contra Manuel Morais para perceber se estas declarações desrespeitam o estatuto da Policia de Segurança Publica.
 
Não é a primeira vez que este agente do Corpo de Intervenção está envolvido numa polémica acesa. Em maio, Manuel Morais denunciou que existe racismo e xenofobia nas forças de segurança.
 
Na altura, Manuel Morais era vice-presidente da Associação Sindical de Profissionais de Polícia de onde acabou por ser expulso, apesar ser membro da associação há 30 anos.
 
Francisca Van Dunem, a Ministra da Justiça, saiu em defesa de Manuel Morais este agente de 53 anos que deixou o ativismo sindical, mas que continua a pertencer à Associação "100 Violência".
 
Beatriz Morais Martins com Sara Beatriz Monteiro | TSF
Imagem: © Jorge Amaral/Global Imagens (arquivo)

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https://paginaglobal.blogspot.com/2019/12/portugalpsp-manuel-morais-alvo-de.html

Sindicalismo, sindicalismo policial, omertà

A manifestação dos agentes da PSP e da GNR de 21 de Novembro trouxe as chamadas forças de segurança para as primeiras páginas. Na sombra ficou a escandalosa absolvição, pouco tempo antes, de onze agentes da PSP que, há cinco anos, em Guimarães, espancaram colectivamente e cegaram um adepto de futebol. Num caso, os sindicatos organizaram o protesto por melhores remunerações e condições “de trabalho” dos agentes; noutro caso, um dirigente de um desses sindicatos fazia parte dos onze inculpados. De que direitos laborais falamos então quando se trata de forças policiais?

Não se pode falar de funções “de cidadania” ou de “segurança de todos nós” sem falar da função repressiva primordial que os corpos policiais têm num Estado como nosso.

Como corpo à parte, profissionalizado, separado da população, não controlado por ela, as polícias que temos são treinadas para verem qualquer acção sua, mesmo de simples manutenção da ordem pública, como um acto de repressão. Como sucede, por exemplo, nas Operações Stop, em que Portugal detém um lamentável recorde de violência e de mortes, ou como aconteceu no espancamento de Guimarães (2014), ou das agressões racistas na esquadra de Alfragide (2015), ou ainda no caso recente do bairro Jamaica (2019).

Repressão e impunidade

E é neste ponto que vale a pena insistir. Como forças repressivas do Estado, as polícias têm de gozar de um alto grau de impunidade. Têm de estar acima do cidadão. Têm de poder agir com violência sabendo que estão a coberto de represálias. Por isso o poder, de uma força geral, e as forças de direita em especial clamam sempre por mais apoio às funções repressivas das polícias, pondo de lado, em termos práticos, qualquer sentido de efectiva vigilância democrática. Chamam a isso “dignificação das forças de segurança”.

O sistema de Justiça actua no mesmo sentido, acabando por ser raros os casos de agentes levados a julgamento e ainda mais raros os de condenações. O respeito por direitos humanos e individuais, a que as polícias deveriam ser obrigadas, é na prática uma pregação que pouco vale, e que só vem a lume, quando vem, depois de cometidos os abusos.

É neste caldo que cresce o racismo, se tolera a brutalidade, se pratica tortura, e se exercita a violência gratuita — porque a própria violência gratuita tem a função de instilar o medo nas populações e convencer os agentes da sua impunidade.

O facto de o caso de Guimarães ter ido a julgamento é, pois, uma raridade, tal como o foi o dos espancamentos racistas na esquadra de Alfragide a seis jovens da Cova da Moura.

Alfragide, quatro anos depois

Este caso acabou, já este ano, com nove absolvições dos agentes da PSP (eram 17 arguidos) e a condenação de apenas um deles a pena de prisão efectiva (por reincidência nos mesmos crimes!) e sete a penas suspensas. Todos foram absolvidos da acusação de racismo e tortura.

Antes do julgamento, uma investigação da Inspecção Geral da Administração Interna (que deveria fiscalizar a acção das polícias) tentou, em 2017, ilibar sete dos 17 acusados, decisão que o Ministério Público e os advogados das vítimas não aceitaram, tão esmagadoras eram as provas. Entre esses sete estava um dos agentes que acabaria condenado na pena mais pesada.

Apesar disto, o juiz responsável pela investigação, José Manuel Vilalonga, foi recentemente promovido a subinspector-geral da IGAI e, nessas novas funções, foi encarregado de investigar um outro caso de agressão policial a um cidadão cabo-verdeano alvo de acção de despejo no bairro 6 de Maio, na Amadora. É difícil não ver nesta promoção a vontade do Estado de ter à frente da IGAI quem defenda os agentes, e não quem os fiscalize.

Lei do silêncio, cinco anos depois

O caso de Guimarães é mais sofisticado. Segundo a acusação, aquando de um jogo entre Boavista e Guimarães, onze agentes do Corpo de Intervenção da PSP do Porto (sem identificação) atacaram um adepto e espancaram-no a cacetete e a pontapé. Um dos acusados, Paulo Rodrigues, é dirigente sindical da PSP. O grupo cercou o indivíduo para que os transeuntes não vissem a cena. O agredido, advogado, ficou cego de um olho, e nunca mais exerceu advocacia.

Os factos da agressão ficaram comprovados. Simplesmente, no julgamento, os onze não prestaram quaisquer declarações protegendo-se mutuamente, num pacto que, entre a máfia ou a camorra dá pelo nome de omertà, ou lei do silêncio.

O tribunal não conseguiu apurar responsabilidades individuais e absolveu por isso todos eles, apesar de o juiz ter verberado a conduta “corporativa” dos agentes. Disse o juiz: “Os autores das bárbaras agressões estão aqui nesta sala, disso não tenho dúvidas”. O advogado de defesa dos agentes, esse, deu-se ao luxo de afirmar que nenhum deles era culpado, apenas tinham tido o azar de ser acusados por… estarem no seu local de trabalho a exercer as suas funções!

Coisas diferentes com o mesmo nome

Portanto: Quando os sindicatos das polícias reclamam melhores salários e progressão nas carreiras, percebe-se. Mas quando exigem melhores condições “de trabalho” (carros, instalações, gás pimenta, algemas, coletes, mais efectivos, etc.) não estão a falar da mesma coisa que os camionistas, os estivadores, os operários da construção civil, os empregados de supermercados, as operárias têxteis, ou quaisquer outros trabalhadores.

E é a confusão acerca destas duas condições tão diferentes que permite a um qualquer polícia-dirigente-sindical, em dado momento, desculpabilizar as agressões policiais cometidas no Bairro Jamaica, ou apresentar-se de conluio com mais dez comparsas num pacto de silêncio para escaparem à Justiça (tudo em defesa da “corporação”) — e, dias depois, encabeçar uma manifestação clamando “Exigimos respeito”.

É ainda esta confusão que permite ao CDS, ao Chega e quejandos apoiar os polícias em protesto — incentivando de facto, a coberto das reivindicações de carácter sindical, o papel repressivo puro e duro dos corpos policiais.

Ver o original em 'Mudar de Vida' (clique aqui)

Os ecos da manifestação dos polícias

Continuam a fazer-se sentir os ecos da manifestação dos profissionais da PSP e da GNR e a participação e o apoio do Movimento Zero.

CréditosAntónio Pedro Santos / Agência Lusa

Desta vez, é a Comissão de Polícias pela Dignidade e Dignificação dos Polícias (CPDDP) que, no seu comunicado n.º 2, aborda o papel do Movimento Zero (MZ). Recorde-se que o Público, a 21 de Novembro de 2019, dava conta de um primeiro comunicado da CPDDP dirigido a delegados e dirigentes sindicais onde, segundo o referido jornal, afirmavam conhecer bem «alguns dos que se dizem activistas do Movimento Zero, não como defensores dos nossos direitos, mas como manipuladores dos seus colegas para os próprios interesses, quantas vezes ilegítimos», sublinhando que «a colagem política da extrema-direita ao Movimento Zero pôs a claro as interligações que existem com o Chega e o PNR, partidos de ideias fascistas».

No comunicado agora publicado, a referida Comissão acusa o MZ de falar da manifestação como se a tivesse convocado e de ao «fazerem apelos a uma manifestação respeitadora, pacífica, etc, pareciam meninos de coro», para «depois andarem a pedir para que se levasse sacos cama, para quê? Íamos acampar? Estava isso nos objectivos da manifestação?». A CPDDP acusa ainda o Movimento Zero de enviar emails «aos grupos parlamentares convidando-os a irem à manifestação como se fossem eles os organizadores e como se os grupos parlamentares pudessem responder a uma coisa sem rosto, sem responsabilidade legal».

A Comissão termina o comunicado com uma reflexão: «porque razão colegas nossos da PSP e da GNR têm sido objecto de processos disciplinares por dizerem no facebook, e sem ser no facebook, que falta pessoal, que o carro está avariado, etc., e outros assumidos como do Chega, escrevem os maiores impropérios e nada lhes acontece? Ou será que nos querem fazer de atrasados mentais?»

Também Manuel Morais afirmou ao Expresso que «houve um assalto de Ventura à manifestação, o que não é admiração para ninguém atento». Este agente da PSP, que é também antropólogo, exerceu durante vários anos o cargo de vice-presidente da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia, do qual se demitiu face a pressões exercidas sobre a direcção da ASPP quando se tornou público que a sua tese de mestrado chamava a atenção para a existência de racismo nas forças policiais.

Nessa entrevista ao Expresso, ao comentar a eventualidade de as ideias do Chega serem bem recebidas por muitos elementos da PSP e da GNR, Manuel Morais afirma que «os polícias sentem-se empolgados com estas ideias, que vão passando. Castigar mais quem comete um crime, culpar imigrantes, são ideias que já todos conhecem e que André Ventura aproveita muito bem».

Manuel Morais considera ainda, na entrevista ao Expresso, que muitos dos seus colegas «nem sabem no que se estão a meter ao juntarem-se ao Movimento Zero», sublinhando que este movimento está mais discreto: «antes ia-se ao perfil de Facebook deles e viam-se logo símbolos, frases nacionalistas. Agora têm cuidado. Há muitos apelos à discrição. Mas a ideologia continua lá».

Ver original em "AbrilAbril" na seguinte ligação:

https://www.abrilabril.pt/nacional/os-ecos-da-manifestacao-dos-policias

Portugal | Manifestação dos polícias – aproveitamento à custa alheia

 
 
O diálogo, a negociação, a persistência e a transparência constituem as balizas dentro das quais o sindicalismo relança a validação do seu projeto dinâmico no enquadramento de uma sociedade democrática.
 
Bernardo Colaço | AbrilAbril | opinião
 
Numa das muitas iniciativas da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP/PSP), tive a oportunidade de moderar em 2008 um Seminário sob o tema «Polícia – Profissão de Risco». De entre várias conclusões então tiradas, figurava a exigência da função policial como profissão de risco merecer expressa consagração legal. Como habitualmente e à semelhança de outras, esta reivindicação foi apresentada em tempo útil ao Governo e aos grupos parlamentares. Até hoje o Executivo está em débito para o cumprimento dessa medida, não obstante existir uma Recomendação Parlamentar neste mesmo sentido. De igual jeito, e como consequência da atividade sindical e associativo-profissional policial, pende na atualidade um Projeto de Lei no sentido de ser aprovado o Estatuto da Condição Policial, depois de um Projeto similar ter sido rejeitado na anterior legislatura, por grupos parlamentares, entre os quais, o do partido no poder, e que agora se apresentam solidários com a causa sindical policial.
 
Vem esta referência apenas para significar que, de um modo geral, as organizações representativas de profissionais da PSP e da GNR, enquanto unidades eleitas pela respetiva classe, têm sabido ativar-se na busca de soluções para as suas aspirações próprias e legítimas. Porém, este tipo de atividade num Estado de Direito Democrático tem as suas regras. Assim, o diálogo, a negociação, a persistência e a transparência constituem as balizas dentro das quais o sindicalismo relança a validação do seu projeto dinâmico no enquadramento de uma sociedade democrática. É aliás para tanto, que o artigo 55º da Constituição de República reconhece este formato organizativo como a via superior de consciência profissional.
 
 
Todavia, à sombra da permissividade da sociedade democrática aparecem movimentos algo abrangentes, que em dado momento e por mais variados motivos, podem demonstrar o “quanto” de sua insatisfação pela situação vivencial, exigindo em simultâneo que o poder político aja mais em conformidade com as expectativas sociais. A sua componente difusa, por vezes radicada no anonimato, é propícia para o cometimento de desregramentos e distúrbios podendo culminar em atos violentos. Só que esta contextualização nada tem a ver com o sindicalismo. Em certos casos, embora possa haver coincidência entre as exigências desses movimentos e as reivindicações dos sindicatos, essa coincidência pode não existir na habitual forma de atuação de uns e outros.
 
Neste aspeto, e ao contrário do entendimento do sr. ministro de Administração Interna, não há sindicalismo responsável. O sindicalismo é sempre responsável, portanto, incompatível com a ultrapassagem da linha vermelha para a sua atuação dentro do parâmetro democrático. De fora fica a arruaça – que pode bem ser o apanágio desses movimentos inorgânicos, não eleitos e anónimos, mas não de sindicatos ou associações profissionais, cujo comportamento está marcado por cânones de uma justaposição de solução de conflito e nunca pelo afrontamento.
 
No recente caso da “manif” policial do dia 21 de novembro, e pelo que se conhece das imagens televisivas, as pretensões do denominado Movimento 0, pese embora mantendo o anonimato dos seus dirigentes e da sua forma organizativa, aparentam coincidir com as da ASPP/PSP e da Associação dos Profissionais da Guarda (APG/GNR), que convocaram a manifestação. Ora, partindo da ideia de que o sindicalismo em geral pauta a sua conduta no contexto da lei – ter caráter não clandestino, ser fruto de um resultado eleitoral e adotar estatutos publicados, legalmente aprovados, não se vislumbra como uma formação inorgânica, por mais zeros que tenha, possa substituir um sindicato nos seus objetivos e, menos ainda, constituir uma mais valia nas suas finalidades, salvo se enveredar por caminhos que a lei não prevê nem aconselha. Mais, parece que o Movimento 0 quis viciar toda a filosofia e sentido da manifestação sindical, ao dar o palanquim do discurso (a carrinha da organização da manifestação) a um sr. Deputado que apareceu a fazer a afirmação de que o sindicalismo tradicional (numa implícita alusão à ASPP/PSP e APG/GNR) tinha os seus dias contados, daí decorrendo uma tentativa de desvirtuamento do próprio sentido da manifestação de polícias, que por natureza, tem de ser apartidária. Talvez aqui resida a motivação para colocar os blocos de betão a título preventivo.
 
No entanto, o melhor que aconteceu foi os organizadores, por esta altura, darem a manifestação por terminada. Ou seja, porem fim a um gesto a todas as luzes provocatório.
 
*O autor escreve ao abrigo do Acordo Ortográfico de 1990 (AE90)
 

Ver o original em 'Página Global' na seguinte ligação:

https://paginaglobal.blogspot.com/2019/11/portugal-manifestacao-dos-policias.html

Portugal | “Senti nojo do assalto de André Ventura à manifestação” - PSP

 
 
“Senti nojo do assalto de André Ventura à manifestação”, diz o ex-dirigente sindical da PSP que denunciou racismo nas polícias
Manuel Morais, ex-vice-presidente do maior sindicato da PSP, esteve na manifestação dos polícias, mas a trabalhar. Afasta-se do Movimento Zero, cujo anonimato serve apenas para “os responsáveis se desresponsabilizarem”, e está preocupado com o que aí vem
 
Terem passado cinco dias* desde a manifestação de polícias não significa que ela tenha acabado. Depois de as autoridades terem revelado preocupações com a infiltração do Chega! no Movimento 0 (M0), que ficou com o papel principal do protesto organizado pelos sindicatos da PSP e da GNR, agora é Manuel Morais a sublinhar o alarme. Durante 30 anos vice-presidente da ASPP (Associação Sindical dos Profissionais da Polícia), o maior sindicato da classe, demitiu-se no ano passado após ter alertado, numa tese de mestrado, para a existência de racismo nas polícias. Desta vez, Manuel Morais esteve na manifestação, mas a trabalhar, o que lhe permitiu ver o protesto de fora. “Senti nojo. Houve um assalto de Ventura à manifestação, o que não é admiração para ninguém atento”, frisa ao Expresso. “Se este é o caminho, preocupa-me muito.”
 
Instado a comentar a notícia do Expresso sobre as ideias do Chega! estarem a ser bem recebidas entre muitos elementos da PSP e da GNR, muitos deles parte do M0, Manuel Morais não mostra surpresa. “Claro que estão. Os polícias sentem-se empolgados com estas ideias, que vão passando.” São elas “castigar mais quem comete um crime, culpar imigrantes, são as ideias que já todos conhecem”, elenca. E André Ventura “aproveita isto muito bem”. Manuel Morais vai pontuando a conversa com a frase: “falo apenas na condição de cidadão atento e preocupado”.
 
 
Os responsáveis pelo M0, que falam sempre de forma anónima, recusam a ideia de que são extremistas, assim como Ventura recusa colar-se a eles — diz que não sabe quem são. Porém, lembra Manuel Morais, “quando na manifestação apareceu o Telmo Correia [deputado do CDS], ninguém ligou. Quando apareceu o André Ventura, que nunca fez nada na vida, parecia que tinha chegado Deus.” O deputado único do Chega! esforçou-se por dizer que tudo foi “espontâneo”, mas há quem não acredite. “Ele tinha avisado que ia lá estar, era mais do que óbvio. Como é que os sindicatos não perceberam que ia acontecer?”, pergunta o ex-sindicalista. Alguns dos responsáveis até reagiram, como César Nogueira, presidente da Associação dos Profissionais da Guarda, que considerou “um erro” Ventura ter tomado a dianteira “numa manifestação apartidária”. Para Morais, “reagir depois de acontecer é tarde demais”.
 
ALGUNS AGENTES “NEM SABEM NO QUE SE ESTÃO A METER”
 
No sábado, o Expresso noticiou que a relação entre o M0 e o Chega! é tida pelas forças de segurança como “muito próxima”. Alguns dos líderes informais do M0 estão ligados ao partido de André Ventura — pelo menos um deles fez parte das listas do Chega! nas últimas legislativas — ou são membros da chamada direita nacionalista.
 
A colagem das forças policiais às ideias ultranacionalistas e de extrema-direita não é uma evidência para Manuel Morais, que estudou a atuação policial em zonas urbanas sensíveis, no âmbito da tese de mestrado acima citada. Também antropólogo, o agente acredita que muitos colegas “nem sabem no que se estão a meter” ao juntar-se ao M0 e ao aceitar a ligação ao Chega!. Estão longe de movimentos radicais ou de ideias extremistas. Sentem-se, simplesmente, “atraídos pela promessa de mais poder”. Outros não só estão próximos dessas ideias como parecem estar a ‘profissionalizar-se’. “São mais discretos”, explica Manuel Morais. “Antes ia-se ao perfil de Facebook deles e viam-se logo símbolos, frases nacionalistas. Agora têm cuidado. Há muitos apelos [dos responsáveis do M0] à discrição. Mas a ideologia continua lá.” Para o agente da PSP, o Movimento Zero não é nada além de uma forma de “desresponsabilização”, porque permite “dizer tudo e depois despir o fato”, sempre sob a capa do anonimato.
 
Ainda assim, Manuel Morais faz questão de lembrar que não é o único a pensar assim. “Estamos em minoria”, crê, mas não vê nas polícias nada diferente do que vê na sociedade. “As pessoas esqueceram-se do mal que certos movimentos nos fizeram. A falta de solidariedade, de preocupação com os problemas do outro, é transversal e é ensinada em casa.” Para Manuel Morais, “aquela ideia de que os impostos servem para pagar a pessoas que não fazem nada e passam o dia no café é como um credo.”
 
Atualmente desligado de qualquer atividade sindical, o agente avança que não participará em mais nenhuma manifestação, a não ser em trabalho. “Já fiz todas as manifestações que tinha a fazer.” Continuará a assistir-lhes, mas “muito preocupado” com “a nova dinâmica social”. A dar corpo a essas preocupações está o facto de um grupo sem rosto, “um grupo qualquer de indivíduos, sem formação de coisa nenhuma, conseguir direitos que os sindicatos, em 30 anos, não conseguiram”. Dá como exemplo o pagamento do trabalho policial em jogos de futebol, uma causa antiga da ASSP, em que “o corpo de intervenção era o único que não recebia”, ao contrário dos stewards e de outros elementos externos ao jogo. “Este grupo conseguiu reunir com o diretor nacional [da PSP, Luís Farinha], que prometeu que o problema seria resolvido.” E já está: “Agora, nos dias de reforço, em que nos chamam das folgas, já vamos receber”, avança o agente. É assim que, talvez inesperadamente, Manuel Morais e André Ventura coincidem numa ideia. Explica o agente da PSP: “Isto é a morte do sindicalismo.”
 
*João Diogo Correia | Expresso – 26.11.19
 

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A manifestação das Polícias

Afirmar o direito dos polícias à manifestação é uma banalidade que só a ignorância dos direitos dos cidadãos, que a Constituição consagra, ou as dúvidas sobre a natureza do nosso regime democrático, permitem.

Já a atitude de virarem costas à AR, o órgão nobre de qualquer democracia, cuja defesa lhes cabe, não sendo criminalmente punível, é civicamente ignóbil. Que virem as costas à sede do PS, partido no poder, compreende-se, mas que o façam contra o Parlamento, é repulsivo e significa que há polícias fascistas que devem ser desmascarados.

O Movimento Zero, agrupamento inorgânico, xenófobo e racista, conseguiu a liderança das reivindicações, com gestos e atitudes simbolicamente fascistas, de que o virar costas à AR foi sintomático. É um caso grave de polícia, a juntar ao gesto da mão que integra a coreografia do movimento extremista internacional ‘White Power’.

Na quinta-feira, 21 de novembro de 2019, foi assustadora a complacência dos polícias e guardas da GNR para com a apoteose que muitos dos seus camaradas dispensaram a um fascista intermitente, agora deputado à AR, permitindo a apropriação da manifestação e a injúria às reivindicações, tornando-as um confronto à legalidade democrática que lhes cabe defender.

Confundir uma reivindicação profissional com o desafio à autoridade democrática é um risco que o regime democrático não pode consentir, e é deplorável a complacência com os manifestantes, que viraram as costas a AR, de partidos que a viram ultrajada.

Por melhores que fossem as intenções de partidos antirracistas no apoio à manifestação dos polícias e militares da GNR, já deviam ter-se demarcado da solidariedade, com um comunicado a condenar a sua condução. O PS e o PSD foram os únicos partidos que não apoiaram a manifestação que coreografou a apoteose do deputado do Chega e foram os únicos que não se enlamearem numa exibição que excedeu a decência democrática e a ética profissional de militares e polícias à paisana.

Não há democracias eternas nem liberdades irreversíveis e os regimes democráticos são vulneráveis ao populismo e às derivas extremistas que emergem no mundo e infiltram as forças policiais e militares de numerosos países, incluindo os da Península Ibérica, de Espanha seguramente e, pelos vistos, de Portugal.

O apoio indiscriminado a qualquer manifestação dá a noção de que todas são justas, e que, independentemente da justiça das reivindicações, todas são possíveis de satisfazer.

Não se conquistam simpatias com solidariedades incondicionais e companhias suspeitas.

 

Ponte Europa / Sorumbático 

Ver original em 'PONTE EUROPA' na seguinte ligação::

https://ponteeuropa.blogspot.com/2019/11/a-manifestacao-das-policias.html

o fascismo que se infiltra na maçã

Manifestação de polícias (fonte)
 
 
"Zero" em linguagem gestual (fonte)
 
 
Símbolo do White Power (fonte)
 
 
Trago da Rita Dantas:
O fascismo é uma minhoca, não é?
Ai isso é!
Que se infiltra na maçã, não é?
Ai isso é!
Ou vem com botas cardadas ou com pezinhos de lã.
Não é? Ai isso é!
(Ségio Godinho)
 

Nesta questão da polícia, do movimento zero e da adopção de um gesto que nos últimos anos foi apropriado pela extrema-direita, há um grupo de pessoas a quem parece importante referir que o significado principal do gesto continua a ser "ok".
Acham essas pessoas que o gesto foi adoptado porque o movimento zero acha que está tudo ok? Que a usam na manifestação para contrariar as (aliás, em muitos casos justíssimas) reivindicações dos polícias, sinalizando gestualmente que está tudo óptimo? Claro que não. Então porque referem que o gesto quer originalmente dizer "ok"? Só para desconversar, suponho. De seguida essas pessoas argumentam que o gesto é usado para sinalizar "zero". E é aqui que a porca torce o rabo - existiu uma condenação histórica em Portugal, em que polícias foram condenados por violência racista. O movimento zero nasceu da revolta contra esta condenação - portanto de pessoas que leram aqueles autos e em vez de dizer "que comportamento vergonhoso, repudio-o com violência, não me identifico com estes colegas", sentiram necessidade de mostrar a sua solidariedade para com eles e as suas difíceis condições de trabalho. Então, vamos fazer as contas: solidariedade com acusados de violência racista, fazem movimento anónimo, chamam-lhe "zero", usam por coincidência chata gesto conotado com a extrema-direita. Coincidência? Aqui chegados, cada um acredita no que quer.
Eu acredito nisto: a escolha do nome e do gesto correspondente não pode ser ingénua. Era muito azar ou, dependendo de como o quiserem ver, muita sorte. Há coincidências na vida, mas parece-me demais. Já que muitos dos fãs do movimento zero não façam ideia do outro significado do gesto, não me custa nada acreditar. Acho até provável. O que temos aqui é um caso clássico de infiltração lenta da maçã com pézinhos de lã: junte-se um terreno fértil, uma classe numerosa descontente e frustrada e preconceitos estruturais transversais à sociedade portuguesa prontos a serem acionados. E uma vontade de fazer as coisas acontecer.
É por isso que não me espanta nada que o mesmo discurso e o mesmo apoio ao Zero (e ao Chega, o side-kick político-parlamentar) circule pelos grupos de professores, embora me deixe ainda mais triste. Tal como não me espanta a evolução do discurso "eu não sou de extrema-direita e não aceito ser acusado disso" -> "nada do que ele diz é mentira" -> "se isso é de extrema-direita, então que seja". Não há lições aqui: convinha não fertilizar o terreno, é verdade, mas já vamos tarde. Agora é partir para o combate por coisas que tínhamos dado por adquiridas e continuar a chamar os bois pelos nomes, exigindo de quem faz questão de desconversar que explique ao que vem.
 
 

Ver o original em Dois Dedos de Conversa - clicar aqui

200 novos militares para a GNR à espera de Centeno

O Governo do PS tem, por falta de autorização do ministro das Finanças, duas centenas de novos elementos a aguardar o curso que os permite incorporarem a GNR.

Créditos / GNR

O Ministério das Finanças tem pendente, «na secretária», a possibilidade de 200 novos militares incorporarem a GNR, porque está em falta a autorização financeira necessária para a realização da sua formação, noticia o JN.

O ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, tinha prometido em Maio deste ano – na cerimónia de juramento de bandeira do 41.º Curso de Formação de Guardas da GNR – o aumento do número de efectivos.

O curso para a formação destes militares está pronto a avançar, mas tal não sucedeu até ao momento, porque persiste a falta de autorização do Ministério das Finanças.

O aumento do número de efectivos foi uma das reivindicações em cima da mesa para a manifestação realizada no passado dia 21 de Novembro, que levou dezenas de milhares de profissionais das forças de segurança a Lisboa.

As associações sócio-profissionais da GNR avançam a necessidade de admitir no imediato milhares de novos elementos. César Nogueira, presidente da Associação dos Profissionais da Guarda (APG/GNR) lembra que já informou o Governo que, «nos próximos quatro anos, seria necessária a incorporação de mil guardas por ano», não só para colmatar as carências actuais, como também para fazer face à saída dos muitos militares que, devido à idade, estão perto da reforma.

Ver original em "AbrilAbril" na seguinte ligação:

https://www.abrilabril.pt/nacional/200-novos-militares-para-gnr-espera-de-centeno

Olhar para os polícias de outra maneira

(José Pacheco Pereira, in Público, 23/11/2019)

Pacheco Pereira

Os polícias vêm dos mesmos meios que hoje abandonam o Labour ou os democratas americanos, e sentem-se a perder autoridade e estatuto que tinham quando ser polícia significava um upgrade nessas comunidades.


 

Num editorial recente no New York Times, David Leonhardt comenta um artigo do Economist, referindo a mudança significativa que está a acontecer no comportamento eleitoral de comunidades de trabalhadores e operários em sítios como um porto da costa inglesa, onde  sempre se votou trabalhista, e no Ohio. No Reino Unido, vão votar em Boris Johnson e nos EUA em Trump, em grande parte porque têm a percepção que os partidos em que votavam tradicionalmente, o Labour e os Democráticos, já “não estão ao seu lado”. No caso inglês votaram no “Brexit” em massa e querem o Reino Unido fora da União Europeia, por temerem que o mercado único lhes roube o emprego e mude o seu modo de vida,  e, no caso americano, porque a retórica política de Trump em defesa das indústrias nacionais, do “empregue americano e compre americano”, parece proteger-lhes o emprego e o salário. As coisas não são bem assim, mas é o que parece e é o que eles “sentem”.

Num certo sentido, eles sentem a sua identidade social posta em causa por partidos muito mais receptivos a assentar as suas políticas noutras identidades, das mulheres na interpretação feminista, das comunidades LGBT, da raça negra, da ecologia “climática”, da miríade de identidades mais ou menos na moda, mais ou menos construídas  intelectualmente e que enchem o discurso da política mais radical, mas também impregnam partidos que eram tradicionalmente partidos mais atentos à classe do que ao género, escolha sexual,  ou raça. E sendo assim, não só não são entendidos como “não estando ao seu lado”, mas como estando contra eles.

Nesses artigos também é sublinhado que uma viragem à esquerda de partidos como o PS, ou o Labour (que tem uma das direcções mais esquerdistas dos últimos anos) ou os Democratas profundamente divididos nestas matérias, mas que nunca estiveram tanto à esquerda desde o New Deal, não resolve este crescente divórcio. Ou seja, quer a ala esquerda do PS que hoje abraça todas as causas das novas identidades, quer o Bloco de Esquerda, não conseguem travar o sentimento que “não estão ao lado” da mescla de gente que está cada vez mais radicalizada contra os partidos de governo, desde os lesados do BES, desde os “coletes amarelos”, até à juventude e aos idosos dos subúrbios, e que caminham em direcção a um populismo claramente antidemocrático. Até agora esse populismo habitava as redes sociais, agora chegou à rua e à Assembleia. Não adianta a política do epíteto e do esconjuro, só a política do “entendimento” no sentido weberiano do termo.

Em Portugal, se olharmos para o crescimento do Chega, este foi o único dos pequenos partidos que foi buscar votos fora de Lisboa, em áreas que votavam à esquerda.  E, embora tirasse votos ao CDS e ao PSD, presumo aliás mais ao segundo do que ao primeiro pela dimensão, o seu potencial de crescimento não está na competição com esses partidos, a não ser pela intermediação da abstenção zangada.

Daí que o único partido que é um travão ao Chega, é, imagine-se, o PCP, que é também o partido cujo eleitorado mais é sugado pelo Chega. Parece contraditório, mas não é, porque a fronteira está ali, porque ambos partilham de uma proximidade natural com aqueles que se sentem sem representação no sistema político. Com o enfraquecimento do PCP, cresce o Chega, mas na verdade quem dá “contexto” ao crescimento do Chega é o PS, o PSD e o Bloco.

Com o tempo, o Chega alargará o seu recrutamento, esgotada que esteja a expansão nas áreas comunistas, como aconteceu em França com a Frente Nacional, para as áreas da abstenção, do ressentimento social e da zanga com tudo e todos, muitas vezes mais relevante no plano simbólico do que real, mas exactamente por ser assim, mais eficaz.

Não é preciso ir mais longe do que olhar para os polícias. Houve um tempo em que as reivindicações policiais e da GNR eram expressas por sindicatos e associações de uma esquerda próxima do PCP e da CGTP, mas hoje a força dominante é o Movimento Zero cuja relação com o Chega se não existia já, é agora mais umbilical nos protestos das forças de segurança. Os polícias, por muito que hábitos e idiossincrasias simbólicas, em particular o sentimento de que são os que estão na linha da frente do combate ao crime e quando as coisas não correm bem, são abandonados à sua sorte, os aproximassem da direita mais radical, essa aproximação era minoritária no plano político. Até que as coisas mudaram. Os polícias vêm dos mesmos meios que hoje abandonam o Labour ou os democratas americanos, e sentem-se a perder autoridade e estatuto que tinham quando ser polícia significava um upgrade nessas comunidades.

E “quem está ao lado deles”? O Chega. Depois queixem-se.


Ver original em 'A Estátua de Sal' (aqui)

A extrema-direita a dar inquietante sinal de vida

 
Por singular paradoxo a despedida a José Mário Branco coincidiu na data com a da realização da primeira grande manifestação da extrema-direita em Portugal. E não há margem para colocar paninhos quentes para algo que incluiu insultos e pedidos de demissão do primeiro-ministro, quando os energúmenos passaram em frente à sede do PS no Largo do Rato ou, depois, ao virarem costas ao edifício do Parlamento quando entoaram o hino nacional. Ainda menos dúvidas sobram quando permitiram, e até facilitaram, que o deputado da extremíssima-direita tomasse a palavra e aproveitasse a ocasião para um breve comício. Ou sobretudo quando, como se vê na fotografia, usaram e abusaram do gesto habitualmente utilizado pelos suprematistas brancos norte-americanos e pelos neonazis europeus nos seus desfiles e celebrações.

 

Compreende-se mal que as instituições estejam a ser tão complacentes com quem viola ostensivamente a Constituição, assumindo o ideário explicitamente por ela proibido, e estando, ao mesmo tempo em funções policiais onde devem respeitar os órgãos de soberania, mostrarem-se neutrais em relação a todos os cidadãos e insuspeitadamente apartidários. Nesse sentido existem motivos de sobra para identificar e sujeitar a processos disciplinares com justa causa para despedimento os que se têm revelado avessos a essa conduta obrigatória.

 

Igualmente se estranha a passividade do Ministério Público - sempre tão apressado a iniciar inquéritos baseados em quaisquer denúncias anónimas sobre políticos de esquerda! - e que tem nas revelações dos dois fundadores do Chega mais do que motivos para apurar a fraude por ele cometida na recolha de assinaturas para se formalizar enquanto partido ou no relatório das contas da mais recente campanha eleitoral em que declarou despesas irrisórias sem se dar prova de quem pagou os vistosos cartazes espalhados por todo o país.

 

Quer isto dizer que não existe motivo de descontentamento para os polícias se manifestarem? Claro que existem, como sucede com quase todas as classes socioprofissionais do país. Mas não só soa a ridículo que haja grande perigo na profissão - o Relatório Anual da Segurança Interna demonstra terem apenas ficado seis agentes feridos num total de 45 mil efetivos (provavelmente nos pedreiros da construção civil os riscos de acidente de trabalho são bem maiores!) - como tardará a recuperar-se a sua imagem, quando se sabe existirem 19 sindicatos para 20 mil agentes da PSP, o que retirou da rua, e durante anos a fio, muitos «delegados sindicais» de associações que chegavam a ter quase tantos dirigentes quanto associados.

 

Diz o provérbio popular que quem não quer ser lobo não lhe veste a pele. Ora o que ontem aconteceu mostra uma realidade que se não for rapidamente atacada, e sem contemplações para com os prevaricadores, pode transformar as polícias naquilo que não queremos que elas sejam: exércitos armados e pagos para reprimirem aqueles que deveriam defender...

Veja o original em 'Ventos Semeados':

https://ventossemeados.blogspot.com/2019/11/a-extrema-direita-dar-inquietante-sinal.html

Em vez de sabonetes, Ventura vende polícias

(Bárbara Reis, in Público, 21/11/2019)

Quantos polícias estão na rua e, desses, quantos estão expostos a situações de risco que justifiquem o uso de colete antibala? Parece um segredo de Estado. O que se sabe é que a criminalidade violenta diminuiu 40% nos últimos dez anos e que, em 2018, dos 45 mil homens e mulheres que trabalham nas forças de segurança só houve seis feridos.


Não é por acaso que o deputado do Chega se agarra aos polícias com unhas e dentes. André Ventura fez Direito na Universidade Nova de Lisboa com 19 valores e doutorou-se no University College Cork, na Irlanda, que está 300 lugares acima da Nova nos rankings internacionais.

 

É por ser inteligente que Ventura sabe que usar os polícias é uma boa estratégia para ganhar poder. Alguns polícias terão votado no Chega — quando chumbou o registo inicial do partido, o Tribunal Constitucional disse que havia centenas de assinaturas de polícias. Mas isso é quase irrelevante. Há 45 mil pessoas nas forças de segurança e o Chega teve 67 mil votos. Mesmo que todas “as polícias” tivessem votado nele — hipótese absurda —, faltariam 22 mil eleitores.

Relevante é a forma como Ventura usa o marketing e manipula a realidade. E como, para esse objectivo, os polícias são presa fácil. Ventura quer chamar a atenção. Para ser notado, a cada frase que diz no Parlamento grita “é uma vergonha!” Na semana passada, disse que é “uma vergonha” haver polícias que compram “do seu próprio bolso” algemas, coletes de protecção balística e gás pimenta. O primeiro-ministro, António Costa, respondeu-lhe que devia “mudar de informador”, porque o informador que usava era “mau”. Esta semana, Ventura regressou ao tema e levou “as provas” para o Parlamento: facturas. “O primeiro-ministro mentiu aos portugueses: disse que os polícias não têm de comprar equipamentos para si. Aqui estão as facturas, de dezenas de polícias, da compra de material pago do seu bolso. Vergonha, sr. primeiro-ministro! Vergonha, sr. ministro da Administração Interna!”

São frases sexy para as redes sociais, mas é demagogia venenosa. Qualquer criança percebe que as facturas provam que os coletes foram comprados, mas não provam que os coletes sejam necessários. Alguém perguntou a Ventura se era mesmo preciso comprar aqueles coletes?

Em Portugal há 20 mil “efectivos” da PSP, 22.829 da GNR, 1224 da Polícia Judiciária, 859 do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras e 525 da Polícia Marítima: 45 mil “polícias”.

As facturas provam que há falta de coletes no país ou apenas que “dezenas de polícias” — num universo de 45 mil — compraram um colete diferente do que lhes é dado pelo Estado?

Os coletes de protecção balística são motivo de frustração entre alguns polícias — nisso Ventura está certo. Recolhi vários protestos nos últimos dias: os coletes são partilhados e atribuídos por carro de patrulha e por isso os “patrulheiros” recebem-nos sujos dos colegas do turno anterior. Apesar de serem usados em cima da farda, há queixas de que os coletes ficam suados e cheiram mal. Há coletes fora de prazo. Há coletes sem bolsos e isso é um problema no caso das fardas que não têm bolsos. Na GNR, há coletes para mulher, mas na PSP não. Isso é tudo verdade e merece respostas do Governo.

Coisa diferente é falar dos coletes à prova de bala como se fôssemos a Síria. Não estamos em guerra, não somos o Brasil, nem os Estados Unidos, onde há mais armas do que cidadãos e dezenas de polícias mortos por civis e centenas de civis mortos por polícias todos os anos.

Em Portugal, no ano passado, houve 13.981 participações de criminalidade violenta, uma descida de 8,6% em relação a 2017 e de 42,5% em relação a 2008. Os crimes violentos são 4,2% de todos os crimes. É o que diz o último Relatório Anual de Segurança Interna, feito pelas “polícias”. Foi também nesse documento que aprendi que, em 2018, “em resultado da actividade operacional, registaram-se, nas Forças de Segurança Pública, seis feridos com necessidade de internamento e 1159 feridos ligeiros”. Seis feridos em 45 mil “efectivos”.

Ventura sabe tudo isto, mas estes números não lhe interessam. Fala dos coletes antibala para dar nas vistas. Como David Bowie quis dar nas vistas no início da carreira e anunciou que era gay ou a psicóloga que esta semana publicou um livro cujo título é Como sobreviver a um chefe idiota. Nos truques da popularidade, é tudo simples.

Mais interessante seria saber quantos elementos da PSP estão em posições de risco no seu dia-a-dia, um risco que justifique o uso de um colete antibalístico. Todos os 20 mil polícias? Claro que não. Os polícias da Equipa de Prevenção e Reacção Imediata (EPRI), os motards da PSP, precisam de coletes. Os polícias da Unidade Especial de Polícia (UEP) também. Os GOI a mesma coisa. Como também para os “patrulheiros” de certos lugares, em certos dias, a certas horas. Mas não para todos. A polícia conhece os padrões de violência e é com base nessa análise que uns polícias recebem subsídio de risco e outros não. As necessidades de equipamento antibalístico são calculadas com base na mesma informação. Pode haver um tiroteio na Avenida de Roma a um domingo à tarde. Mas a probabilidade é de 0% ou de 50%?

O dinheiro público tem de ser distribuído com sabedoria. Em vez de discutir coletes antibala num país onde há poucas balas, Ventura podia propor soluções para tirar os 500 PSP e GNR que trabalham nas 128 cantinas policiais e podiam ser mais úteis na rua, um esforço que repetidos governos são incapazes de concretizar. Ou uma reforma que reduzisse a burocracia de uma profissão cuja essência é ser operacional.

Para falar de coletes, é preciso saber quantos polícias são “administrativos”, quantos estão na rua e, desses, quantos estão expostos a um risco razoável. Chateei meio Portugal à procura da resposta e do rácio ideal colete/operacionais definido pelo Estado. Não consegui. O MAI diz que há 18 mil operacionais da PSP, mas que “operacional não significa estar na rua”. São quantos? O Governo não responde. Há falta de coletes? O Governo não responde. Os que compraram coletes fizeram-no por capricho, ou conforto ou fetiche, mas não por necessidade? Quantos coletes estão fora de prazo? E gás de pimenta? O Governo responde que nos últimos meses comprou quatro mil coletes balísticos e “29 mil fatos e equipamento de protecção, como luvas, capacetes, bastões”, no valor de 15 milhões de euros. Mas não responde à pergunta simples: há falta de coletes? Se é mentira, deve ser desfeita. Se é verdade, deve ser assumido.

O vazio só ajuda ao populismo de Ventura. Fico com a sensação de que as polícias não querem dizer quantos dos 20 mil estão “na rua”, porque isso evidenciaria o seu sedentarismo e necessidade de reorganização radical. E que o Governo não quer dizer isso, porque exporia a incapacidade para impor a reforma. Uns a seguir aos outros, diferentes ministros de Administração Interna dizem que vão tirar os polícias da secretária e pô-los na rua. Mas não conseguem. Porquê?

Em vez de gritar que “é uma vergonha”, Ventura podia estudar qual o rácio ideal dos coletes, como fizeram os defensores do reforço do Orçamento do Estado na Saúde, quando pediram ao Governo para cumprir o rácio europeu de seis aceleradores lineares por milhão de habitantes (temos 3,98), essenciais para os doentes com cancro. Mas isso é pouco sexy e difícil de postar no Facebook. É mais eficaz criar alarme e confusão. Em vez de sabonetes, Ventura vende medo e polícias. É o que lhe dá lucro.


Ver original em 'A Estátua de Sal' (aqui)

Portugal | Movimento Zero é neofascista e infiltrou-se na PSP e GNR?

 
 
Na fotogaleria do Jornal de Notícias podemos ver imensas fotografias em que realmente Zero é palavra de ordem. 
 
Segundo afirmado na TSF e noutros órgãos de comunicação social, antes da realização da manifestação da PSP e da GNR, intervenientes-comentadores salientaram que o denominado Movimento Zero é omisso acerca dos seus responsáveis, não dão a cara, e que além disso suspeitam que façam parte de uma linha ideológica neofascista que se infiltrou na PSP e na GNR. Era então recomendado pelos comentadores naquela rádio que os agentes de autoridade a manifestarem-se não se deixassem manipular e se distanciassem do Movimento Zero. 
 
Pelo que o JN nos mostra a distanciação não aconteceu e as imagens na referida fotogaleria comprovam-no. Sendo assim há questões que devem ser esclarecidas, quem são os dirigentes do Movimento Zero? Até que grau forças político-partidárias estão infiltradas nas forças de segurança? (PG)
 

 

Imagens da manif dos polícias em que "Zero" é a palavra de ordem
 
Milhares de agentes da PSP e militares da GNR concentraram-se, ao início da tarde desta quinta-feira, no Marquês de Pombal, de onde partiram em direção à Assembleia da República, exibindo várias tarjas com mensagens dirigidas ao Governo.
 
"Zero" foi a palavra de ordem ouvida durante o percurso, em alusão ao Movimento Zero, um movimento social criado em maio deste ano por elementos da PSP e da GNR que dizem lutar pela "valorização, dignidade e respeito" das forças de segurança. Palavras que estão, inclusive, inscritas numa tarja branca grande que a primeira linha da manifestação carregou nas mãos até ao Parlamento, onde chegou por volta das 16 horas.
O grupo distribuiu t-shirts brancas que acabaram por ser usadas pela maioria dos agentes e militares que aderiram ao protesto.
 
Segundo fonte da organização, pelo menos 20 autocarros vindos da região Norte levaram manifestantes até Lisboa.
 
Entre as reivindicações da classe policial e militar da GNR está o pagamento do subsídio de risco, a atualização salarial e dos suplementos remuneratórios, e mais e melhor equipamento de proteção pessoal.
 
Jornal de Notícias | Imagens de Leonardo Negrão/Global Imagens 
 
 

Ver o original em 'Página Global' na seguinte ligação:

https://paginaglobal.blogspot.com/2019/11/portugal-movimento-zero-e-neofascista-e.html

Portugal | Manifestação PSP/GNR terminou, em 21 de Janeiro há mais

 
 
Foi anunciada como a maior manifestação de sempre dos polícias. Entre as reivindicações que motivaram o protesto, e além dos aumentos salariais, estão a atualização dos suplementos remuneratórios (que “há mais de 10 anos não são revistos”), o pagamento de um subsídio de risco e mais e melhor equipamento de proteção pessoal
 
Organização fala em 13 mil participantes
 
É hora de balanço. Enquanto os manifestantes dispersam, a organização fala em 13 mil participantes.
 
Há resistentes. Apesar do fim da manifestação ter sido decretado pela organização, algumas dezenas de pessoas permanecem junto à escadaria da AR.
 
“Cumprimos os objetivo da manifestação. Cá estaremos outra vez dia 21 de janeiro se o que pedimos não for cumprido”, adianta a organização. “Pedia a todos vocês que se lembrassem dos colegas que estão do outro lado, que estão ao serviço”, ouviu-se. E são Bento encheu-se de palmas.
 
“Tenho a certeza que muitos colegas que queriam estar aqui a manifestar-se, foram impedidos de participar porque tiveram aqui de montar a segurança. Parecia que estavam à espera que alguém lhes viesse bater”.
 
O hino, de novo
 
“Vamos dar por terminada esta manifestação e ouvir novamente o hino nacional”, diz a organização. Entretanto André Ventura é escoltado por membros da organização para sair do meio da confusão.
 
Marta Gonçalves | Hugo Tavares Silva | Expresso

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PCP acusa Santa Casa de política “economicista” no hospital de Alcoitão

Por Redação
20 novembro 2019
“A notícia do encerramento do refeitório e do bar do CMRA após a realização de uma vistoria da Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) não é mais do que o resultado da gestão ruinosa feita pela administração da SCML”, denuncia esta quarta-feira, à noite, em nota enviada aos mídia, o Sector de Empresas de Cascais do PCP, que acusa ainda a Santa Casa de desenvolver uma política “economicista”, além de que “a prestação de cuidados médicos de excelência há muito que deixou de ser uma prioridade”.
Segundo esta estrutura do PCP, em causa está “uma gestão cada vez mais ligada aos interesses financeiros, como ficou demonstrado com a entrada no capital da Associação Mutualista Montepio Geral, e afastada do seu âmbito social”. 
 
“No CMRA a prestação de cuidados médicos de excelência há muito que deixou de ser uma prioridade para a administração da SCML”, denuncia o PCP, acrescentando que “para os profissionais de saúde e restantes trabalhadores daquele espaço o encerramento do refeitório não foi uma novidade, como também não são novidade as avarias constantes nos elevadores que atrasam a chegada dos utentes aos tratamentos, as casas de banho permanentemente encerradas, os balneários danificados e gelados, a falta de pessoal e material,  bem como as discriminações sobre os trabalhadores que os levou à luta e à marcação de algumas greves, ao longo dos últimos anos”. Ainda de acordo com a nota, a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML) apresentou no relatório de gestão e contas de 2018 resultados líquidos positivos de 33,3 milhões de euros, a que se somam os 42,4 milhões de 2017 e os 21,1 milhões de 2016”, um resultado líquido de quase 100 milhões de euros durante os últimos três anos que, como o próprio comunicado de SCML faz questão de salientar, reflecte “uma gestão sólida e prudente, que se traduz em contas robustas e sustentadas”. Na nota enviada, o Sector de Empresas de Cascais do PCP chama, ainda, a atenção, para um texto publicado na página oficial da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, no qual é afirmado que “o Centro de Medicina de Reabilitação de Alcoitão(CMRA) é reconhecido, nacional e internacionalmente, pelos cuidados especializados que disponibiliza no âmbito da Medicina Física de Reabilitação, em regime de ambulatório e internamento”, ao qual devemos acrescentar: graças aos seus profissionais de saúde”. O Sector de Empresas de Cascais do PCP “repudia a política encetada no CMRA pela Mesa da SCML que administra este equipamento de saúde de uma forma meramente economicista, fazendo uma gestão afastada dos interesses dos seus utentes e trabalhadores”, acrescenta a nota, segundo a qual “os sucessivos problemas com que o CMRA se tem debatido são demonstrativos que a saúde é um direito constitucional sobre a qual não podem pairar interesses privados que afastem o foco daquilo que deve ser a prioridade, as pessoas”. Noticia relacionada
+ ASAE fecha cozinha e cafetaria do hospital de Alcoitão por falta de higiene 
 
 

PSP apanha barman ilegal no País que também fazia de segurança por alegada ordem do patrão em discoteca do Estoril

Por Redação
20 novembro 2019
Um cidadão brasileiro, 52 anos, a trabalhar como barman numa discoteca do Estoril e em situação irregular no País, foi detido pela PSP que o surpreendeu a exercer funções de segurança por alegada ordem do responsável pelo clube noturno, 58 anos. Quer o barman, quer o responsável pela discoteca foram, segundo a PSP, detidos por “suspeita da prática do crime exercício ilícito de Segurança Privada”. Segundo a PSP, foi no âmbito da fiscalização de um estabelecimento de diversão noturna que os polícias “verificaram que no estabelecimento se encontrava um grupo de elementos pertencentes a uma empresa de segurança privada, sendo que um deles não possuía o uniforme em vigor nem tinha aposto cartão profissional”. Ainda de acordo com a PSP, “foi percetível que o suspeito efetuava o controlo de acesso a uma área do estabelecimento e, no momento da fiscalização, o mesmo afirmou estar a exercer um serviço adstrito ao elemento de segurança privada por ordem do responsável do estabelecimento, sendo que a sua função habitual é empregado de balcão/mesa”. Por o empregado ser cidadão estrangeiro, foi questionada a situação de permanência em território nacional junto do SEF, tendo-se apurado que, após efetuado o pedido de residência, o parecer foi negativo, encontrando-se assim em situação irregular no País.  Os dois homens foram notificados para comparecer em audiência de julgamento no Tribunal da Comarca de Lisboa Oeste - Cascais.
 
Ver o original em "CASCAIS24" na seguinte ligação::

https://www.cascais24.pt/p/blog-page_574.html

ASAE fecha cozinha e cafetaria do hospital de Alcoitão por falta de higiene

Por Redação
20 novembro 2019
As atividades da cozinha do refeitório e da cafetaria do Centro de Medicina de Reabilitação de Alcoitão – dois espaços explorados por duas empresas subcontratadas, uma das quais a Itau - foram suspensas esta segunda-feira, na sequência de uma operação de fiscalização da ASAE que, segundo Cascais24 apurou, detetou situações de incumprimento de requisitos gerais e específicos de higiene que, em alguns casos, poderão configurar grave atentado à saúde pública.  A Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, em nota divulgada, confirmou “a vistoria efetuada, na qual foram detetadas irregularidades” e assegurou que a “administração do CMRA encetou diligências para apurar responsabilidades” junto das empresas concessionárias dos espaços. Para além da presença de baratas, os inspetores da ASAE terão detetado, sobretudo na cozinha, a funcionar na cave do CMRA, “situações de incumprimento de requisitos gerais e específicos de falta de higiene, que podem ser consideradas atentatórias da saúde pública”. Fonte da ASAE disse, a Cascais24, que “assim que as situações anómalas detetadas sejam corrigidas, os espaços serão, de novo, alvo de fiscalização e, caso esteja tudo em conformidade, a suspensão é levantada e podem reabrir”. A mesma fonte escusou-se, no entanto, a precisar quais, em concreto, “as situações que precisam de ser corrigidas”. No entanto, ainda segundo Cascais24 soube, desta feita junto de fonte da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, prevê-se que, pelo menos o bar/cafetaria possa reabrir esta quinta-feira. Entretanto, as refeições aos funcionários e utentes do Alcoitão estão a ser asseguradas “externamente” e, segundo a Santa Casa “dentro de todas as normas de controlo de qualidade”.
 
A propósito de esta intervenção da ASAE, que terá surgido na sequência de uma denúncia, uma outra fonte fez notar a Cascais24 que “este é mais um problema da contratação pública” em Portugal, em que, em regra, “ganha quem oferece preços mais baixos, em detrimento da qualidade”. Porém, no caso do Centro de Medicina de Reabilitação de Alcoitão e, em particular das instalações onde funciona a cozinha, fala-se em “ausência de obras necessárias e de renovação de equipamentos e de outras matérias”. A comprová-lo estão as declarações à TVI, feitas anonimamente por um alegado funcionário com mais de 40 anos de serviço no Alcoitão, que fala “em obras que não têm sido feitas, inclusivamente na cozinha”, onde predominarão “coisas que não são usadas há 20/30 anos”.
 
 
 
 
 
 
 

Forças de segurança vão protestar até verem reivindicações atendidas

Milhares de profissionais da PSP e da GNR desfilaram até ao Parlamento para pressionarem o Governo a cumprir as reivindicações. Presidente da ASPP diz que protestos só terminam quando houver respostas.

CréditosJosé Sena Goulão / Agência Lusa

São vários e conhecidos os motivos da luta das forças de segurança, que esta quinta-feira desfilaram entre o Marquês de Pombal e a Assembleia da República, em Lisboa, com o lema «tolerância zero». 

O pagamento do subsídio de risco, a actualização salarial e dos suplementos remuneratórios, mais e melhor equipamento de protecção pessoal e o cumprimento do previsto no estatuto da PSP no que se refere à pré-aposentação, com a desvinculação dos polícias aos 55 anos (se assim o desejarem), são algumas exigências destes profissionais. 

Num comunicado, as organizações sindicais que promovem a iniciativa, designadamente a Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP/PSP), a Associação dos Profissionais da Guarda (APG/GNR) e estruturas mais representativas da PSP e da GNR, apelaram ao «bom senso» dos manifestantes, no sentido de que não tenham atitudes que «coloquem em causa o trabalho dos polícias que estão de serviço», nem aproveitem o protesto para fins que «desacreditem ou comprometam os seus verdadeiros motivos ou a condição policial dos profissionais da PSP e da GNR».

O objectivo, dizem, é demonstrar que o Governo do PS já não tem alternativa senão fazer cumprir de imediato os direitos dos agentes. Enquanto isso não acontecer, os protestos das forças de segurança vão continuar, assegurou esta tarde o presidente da ASPP. 

PCP já reapresentou projectos

Esta quarta-feira, o deputado comunista António Filipe afirmou no Parlamento que o PCP já reapresentou nesta legislatura projectos de lei sobre o Estatuto da Condição Policial, sobre as condições de higiene e segurança do trabalho das forças e serviços de segurança e sobre o horário de serviço na GNR. 

Relativamente ao chumbo de alguns destes diplomas na legislatura anterior, António Filipe admitiu que PS, PSD e CDS-PP «nada fazem nem deixam fazer», apesar de «não se cansarem de elogiar» os agentes de segurança. 

Ver original em "AbrilAbril" na seguinte ligação:

https://www.abrilabril.pt/nacional/forcas-de-seguranca-vao-protestar-ate-verem-reivindicacoes-atendidas

Trabalhadores das pedreiras: «ou fazemos em segurança ou não fazemos»

Passado um ano dos trágicos acontecimentos nas pedreiras de Borba, os trabalhadores do sector dos mármores decidiram lançar uma campanha sobre segurança e saúde nos locais de trabalho.

Créditos / diariodosul.com.pt

Com o objectivo de exigir melhores condições de trabalho e um efectivo combate aos riscos profissionais, os trabalhadores do sector dos mármores, após a realização de diversos plenários nas empresas, decidiram, no Encontro Regional realizado neste fim-de-semana, em Bencatel (Vila Viçosa), lançar uma campanha sob o lema «Ou fazemos em segurança, ou não fazemos!», informou a Federação Portuguesa dos Sindicatos da Construção, Cerâmica e Vidro (Feviccom/CGTP-IN), em nota à imprensa.

A campanha sobre segurança e saúde nos locais de trabalho integrará medidas e acções concretas, para que «novos acidentes não se verifiquem» e para que as pedreiras de mármore deixem de ser «autênticos poços de morte, aos quais os trabalhadores descem todos os dias, sem saberem se regressam», lê-se no documento.

Assinala-se hoje um ano sobre os dramáticos acontecimentos ocorridos nas pedreiras de Borba que conduziram à morte de cinco pessoas, entre elas um trabalhador do sector dos mármores. Na antiga Estrada Nacional 255, que liga Borba a Vila Viçosa, colapsou um troço da via, arrastando para o interior de duas pedreiras, com uma profundidade de 50 metros, uma retroescavadora e duas viaturas civis.

Entretanto, há dez dias, a 9 de Novembro, um novo acidente de trabalho ocorrido numa pedreira de mármore, em Vila Viçosa, voltou a trazer para a ordem do dia o problema da falta de segurança nas pedreiras. Os trabalhadores denunciam que a falta de segurança para trabalhar «continua a ser uma realidade», que as responsabilidades continuam por apurar e que há mudanças concretas estão por efectivar.

O sindicato alerta para o facto de as condições de trabalho nas pedreiras continuarem a caracterizar-se por uma elevada insegurança, por baixos salários e pela ausência de mudanças «qualitativas» nas condições de trabalho. Simultaneamente, mantém-se a «inexistente ou ineficaz» inspecção e fiscalização por parte das entidades responsáveis, nomeadamente da Autoridade para as Condições de Trabalho (ACT), apesar da acção e intervenção dos trabalhadores e das propostas e exigências colocadas.

Ver original em "AbrilAbril" na seguinte ligação:

https://www.abrilabril.pt/trabalho/trabalhadores-das-pedreiras-ou-fazemos-em-seguranca-ou-nao-fazemos

Portugal | Secretas vigiam guerra por controlo das polícias

 
 
Movimentos anónimos disputam poder nas polícias que estava entregue aos sindicatos. A influência da extrema-direita preocupa serviços de informação.
 
Um novo grupo anónimo denominado "Comissão de polícias pela dignidade e a dignificação dos polícias" (CPDDP) acusa o "Movimento Zero" (M0), também anónimo e que junta elementos da PSP e GNR, de estar ligado a "forças políticas de extrema-direita", de "criar desacatos e violência" e de colocar "polícias contra polícias". As críticas, já rebatidas pelo M0, juntam-se a acusações do presidente do Observatório de Segurança e das associações sindicais de polícias. Esta "guerra" pela influência nas forças de segurança, em vésperas de uma manifestação nacional agudizou a atenção das secretas à situação.
 
O JN confirmou a preocupação dos serviços de informação com estes movimentos "inorgânicos" que irão vigiar com especial cuidado, durante a manifestação marcada para o próximo dia 21, em Lisboa, pelas associações sindicais. Elementos conotados com a extrema-direita e atos violentos são o principal foco.
 
Alexandre Panda e Roberto Bessa Moreira | Jornal de Notícias
 
Imagem: Paulo Jorge Magalhães/Global Imagens
 

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MISTÉRIO. PJ poderá esclarecer morte de mulher no Estoril nas próximas horas

O corpo de Carolina M foi encontrado este sábado na via pública, junto à habitação, na rua Fernando Pessoa (Foto CASCAIS24)
                        13 novembro 2019
A Polícia Judiciária (PJ) de Lisboa e Vale do Tejo está “empenhada em esclarecer todos os contornos do caso que envolve a morte de uma mulher”, Carolina M, 31 anos, cujo corpo foi encontrado este sábado, às primeiras horas da manhã, junto à habitação, na rua Fernando Pessoa, na Quinta da Carreira, em São João do Estoril, disse, a Cascais24, fonte da Direção Nacional da polícia portuguesa de investigação criminal. As próximas 72 horas poderão ser decisivas para separar a verdade da mentira e deslindar um caso com contornos bizarros, não obstante, nesta fase, os inspetores da Secção de Homicídios, que têm procurado reconstituir os últimos passos da vítima e de uma amiga, ainda não terem a certeza absoluta do que realmente aconteceu naquela madrugada, mantendo em aberto todas as hipóteses, as principais das quais suicídio ou homicídio. Segundo Cascais24 apurou, a vítima foi autopsiada esta terça-feira, de manhã, no Gabinete Médico Legal da Guia, em Cascais, mas de acordo com uma outra fonte da PJ “aguardam-se exames toxicológicos, que deverão demorar alguns dias”.  Entretanto, nas últimas horas os inspetores da Secção de Homicídios ouviram Filipe L, o namorado da vítima, e Joana M, que terá transportado na sua viatura naquele sábado de manhã o corpo desde junto de um dos campos do Estoril Praia, na Amoreira, até à rua Fernando Pessoa, na Quinta da Carreira, em São João do Estoril.  Filipe terá revelou que ele, Carolina e a amiga, Joana M, tinham ido jantar fora e ingerido álcool em excesso.
Altas horas da madrugada terá deixado as duas mulheres junto a um dos campos do Estoril Praia, na Amoreira, onde iriam encontrar-se com um alegado amigo de Joana M, desconhecendo o que aconteceu depois. 
Já numa primeira versão, fornecida às autoridades no dia da morte de Carolina, Joana M terá afirmado que tinha encontrado a amiga pendurada, com echarpe no gradeamento que delimita um dos campos do Estoril Praia, na rua Rio da Costa, na Amoreira.  A seguir transportou Carolina M no carro até junto da sua residência, na rua Fernando Pessoa, na Quinta da Carreira, onde veio a ser confirmado o óbito por parte das autoridades.  Carolina M, que deixa órfãos dois filhos, de 11 e 9 anos, entretanto entregues ao cuidado do pai, estava emigrada em Dublin, na Irlanda, onde trabalhava num hotel. Teria regressado ao Estoril há algum tempo.  Carolina e Joana manteriam um “relacionamento de amizade profundo”. Tratavam-se como “manas”, pelo menos nas redes sociais e onde a palavra “amor” estava sempre presente.  Carolina M não teria motivos para pôr fim à vida, afirmam alguns amigos, que pediram o anonimato.  “Nem quando lhe tiraram a custódia dos filhos, cuja guarda acabou por ganhar, alguma vez lhe passou pela cabeça suicidar-se, quanto mais agora, que recuperara a vida”, afirmam alguns amigos, pouco ou nada convencidos com uma eventual tese de suicídio. O corpo de Carolina M deverá ser entregue à família esta quarta-feira para que possa ser realizado o funeral.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

 
 
 

Um morto e um ferido na passagem de nível de São João do Estoril

Bombeiros procedem aos trabalhos de limpeza na passagem de nível (Foto CASCAIS24)
EMANUEL CÂMARA(Texto e fotos)
Um homem morreu trucidado por um comboio, e uma mulher que o tentou socorrer ficou ferida, esta segunda-feira, à tarde, na passagem de nível autonomizada de São João do Estoril. A vítima mortal terá sofrido uma queda na passagem de nível, acabando por ser colhida mortalmente por um comboio que tinha saído de Cascais com destino ao Cais do Sodré, em Lisboa. Uma mulher, que o terá tentado socorrer, acabou também por ser colhida pela composição, mas sobreviveu e, depois de estabilizada, foi transportada pelos Bombeiros do Estoril a uma unidade hospitalar, em Lisboa.
 
O acidente registou-se pouco antes das três horas da tarde. Nas operações de socorro estiveram empenhados 14 operacionais, apoiados por 7 veículos, dos Bombeiros do Estoril, da Parede, a VMER e a PSP. A circulação ferroviária esteve interrompida durante mais de uma hora nos dois sentidos, tendo sido retomada cerca das quatro horas e meia da tarde. Também a circulação rodoviária teve que ser desviada enquanto decorriam as operações de socorro. Segundo Cascais24 apurou, a vítima mortal foi removida do local por uma ambulância dos Bombeiros de Parede para o Gabinete Médico Legal da Guia, em Cascais.
 

 
Os atropelamentos ferroviários em São João do Estoril têm-se sucedido nos últimos tempos. Ainda no sábado, à tarde, o jovem ator Diogo Carmona, 22 anos, foi colhido por um comboio, entre as estações de São Pedro e São João do Estoril, tendo sofrido a amputação do pé direito. Já no passado dia 18 de este mês, na mesma noite em que caiu uma catenária no Monte Estoril, uma outra pessoa foi colhida cerca da meia-noite na estação de São João do Estoril.
 
 

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Na internet, eles querem neutralizar a revolta

 
 
Em conferência, especialista em vigilância adverte: empresas e Estado alimentam megassistema de segurança construído com nossos dados. Ele vai além da repressão: inclui táticas de distrações digitais para controlar corações e mentes
 
Marco Weissheimer, no Sul21 | em Outras Palavras
 
Em março de 1968, após a publicação de As Palavras e as Coisas, Michel Foucault falou em uma entrevista sobre como estava em curso a criação de uma sociedade de notação e de monitoramento. Algumas décadas antes do surgimento da internet e das redes sociais, Foucault identificou traços de um fenómeno que acabou assumindo dimensões globais e, hoje, atravessa as nossas vidas de modos que sequer percebemos bem. No final da década de 60, o filósofo francês identificou o surgimento de uma sociedade onde tudo estava sendo registado, o inconsciente, a sexualidade, sonhos, desejos, praticamente todas as dimensões da vida diária das pessoas. Uma das características da cultura contemporânea, assinalou, era o desenvolvimento de um sistema de notação universal.
 
Professor de Direito e de Ciência Política na Columbia University, de Nova York, Bernard Harcourt iniciou sua conferência, segunda-feira à noite (21), no 10º Congresso Internacional de Ciências Criminais, citando essa reflexão de Foucault que, em certo sentido, antecipou características que hoje se tornaram marcas de uma sociedade cada vez mais digital. O regime de datação universal vem sendo potencializado ao máximo pelas novas possibilidades tecnológicas. Trata-se de saber tudo, sobre cada um de nós, o tempo todo. Com o Teatro do prédio 40 lotado, Harcourt abriu o ciclo de conferências do Congresso promovido pelo Programa de Pós-Graduação em Ciências Criminais da PUC/RS, que tem como tema “Memória e Ciências Criminais”.
 
O mundo que está sendo construído nesta nova era digitalizada, no entanto, ao invés de promessas de emancipação, vem se apresentando com um horizonte sombrio onde a vigilância e a repressão por parte do Estado são práticas quotidianas e crescentes. Essa nova era digitalizada, afirmou Bernard Harcourt, capturou os circuitos políticos, sociais e profissionais, embutindo uma nova tecnologia de notação que permite uma exploração de dados pessoais permanente, insidiosa e invasiva. Todos, rigorosamente todos os nossos movimentos na internet, destacou, são anotados e organizados. Do mais simples ‘like’ de uma postagem no Facebook às pesquisas que fazemos no Google, tudo está sendo registrado, gerando dados, perfis e algoritmos.
 
Muita gente, assinalou o professor e pesquisador da Columbia University, descreve essa era como uma via que amplia os nossos acessos à verdade. Para Harcourt, porém, estamos longe disso. Pior, talvez na direção oposta. Esses sistemas de coleta de dados, defendeu, não nos dão a verdade, mas um sistema de exercício de poder e de dominação. A situação se agrava na medida em que tudo isso ocorre com a nossa entusiasmada colaboração. Vivemos uma sociedade expositiva, onde nós expomos livremente nossas informações mais íntimas e pessoais a um complexo sistema de segurança. Citando mais uma vez Foucault (“A Sociedade Punitiva, 1973) e Guy Debord (“A Sociedade do Espetáculo”), Harcourt observou que um dos traços definidores da modernidade é a transformação do espetáculo em vigilância.
 
 
No final da década de 1970, Foucault começou a trabalhar com as ideias de biopolítica, biopoder e pesquisas novas formas de vigilância e segurança. Hoje, apontou ainda Harcourt, temos uma nova forma de poder, o poder expositivo, concedido por nós mesmos generosamente. Não somos mais forçados a entrar numa arena ou numa cela para sermos vigiados. “Estamos nos expondo de forma espontânea. Nós, sujeitos digitais, nos expomos em frenesi”, disse o pesquisador. Cada clique no computador, cada site visitado, conteúdo curtido ou compartilhado está alimentando um complexo sistema de segurança onde os interesses de empresas privadas e do Estado estão entrelaçados. Quando a Microsoft colabora com a NSA (agência nacional de segurança dos Estados Unidos) ou com o FBI, observou, não estamos lidando apenas com o Estado. Este amálgama de interesses forma uma concentração oligárquica com um poder que desafia todos os limites democráticos construídos ao longo do século 20. Cada vez mais essas tecnologias alimentam um sistema de segurança e de vigilância.
 
Autor do livro “The Counterrevolution. How Our Government Went to War Against Its Own Citizens”, Bernard Harcourt vem pesquisando sobre como essa sociedade de exposição digital permanente representa o primeiro passo para a construção de uma nova política de contra-insurgência nos Estados Unidos e em outros países, que já está orientando a ação das forças de segurança. Estamos assistindo, defendeu, ao surgimento de um novo modelo de governo baseado na teoria e na prática da contra-insurgência. Não se trata apenas de uma passagem do Estado de Direito para um Estado de Exceção, alertou, mas da construção de um regime em que o campo de batalha onde se dá a aplicação de táticas de guerra de contra-insurgência não tradicionais é a própria população.
 
Esse modelo, afirmou ainda Harcourt, vem sendo construído desde antes dos atentados de 11 de setembro e tem nos serviços de inteligência seu alicerce principal. O alvo potencial desses serviços de inteligência é qualquer habitante do planeta. E as táticas de contra-insurgência envolvem desde o uso de drones para eliminar inimigos, militarização crescente do policiamento, distrações digitais de toda ordem e táticas de convencimento para ganhar corações e mentes.
 
Com o governo de Donald Trump, o desenvolvimento desse novo modelo de governo anda de mãos dadas com o que o pesquisador chamou de “contra-revolução americana”, uma mistura tóxica de supremacia branca, fascismo tradicional e grupos inspirados em novos movimentos europeus de extrema-direita. O pesquisador chamou a atenção para o fato de o discurso de Trump estar direcionado a alimentar essa nova direita americana, com ideias simples como a de que a heterossexualidade dos brancos estaria em perigo. Trump, como vem ocorrendo também no Brasil com Bolsonaro, se dirige a essa base de direita que está cada vez mais radicalizada. “Estamos assistindo nos Estados Unidos, em tempo real, supremacistas brancos definirem a agenda da presidência da República”, resumiu.
 
Segunda conferencista da noite, Zeynep Gambetti, professora de Teoria Política na Universidade de Bogazici, em Istambul, Turquia, também abordou a emergência de discursos e práticas racistas, sexistas e xenófobas, que alimentam e estimulam o ódio, e a crescente presença delas em governos como os de Erdogan, na Turquia, Trump, nos Estados Unidos, e Bolsonaro, no Brasil. A xenofobia, destacou, está alimentando políticas baseadas no medo e no ressentimento e aumentando a repressão contra aqueles grupos sociais que são apontados como inimigos. As políticas e discursos desses governos, acrescentou, estão descartando as contenções jurídicas e éticas e justificando ‘limpezas’ internas e expansões externas.
 
Para a pesquisadora, que teve o livro “Agir em Tempos Sombrios” recentemente publicado no Brasil pela editora Criação Humana, estamos assistindo também à emergência de um pós-fascismo, que não é meramente uma reedição do fascismo histórico com outra roupagem. Esse pós-fascismo, defendeu Zeynep Gambetti, é plenamente compatível com a antropologia neoliberal que prega a competitividade baseada no mérito e a destruição dos ‘fracos’ e ‘fracassados’. Os perdedores, resumiu, são a nova categoria dos não-humanos. Ela levantou algumas interrogações para refletir sobre a natureza do pós-fascismo: Por que é mesmo que o fascismo precisa de um Estado para funcionar hoje? Será que esse regime precisa que as massas participem de grandes marchas nas ruas quando há um exército de trolls à disposição nas redes sociais? “Trump foi levado ao poder graças à fama que construiu na TV e não por um movimento fascista. A comparação aqui é mais com Berlusconi do que com Mussolini”, afirmou.
 
Os processos de limpeza étnica, acrescentou, não precisam mais usar gás venenoso. Podem adotar práticas de check-point, como na Palestina, de detenções indefinidas, como ocorre em Guantánamo, ou de incêndios em florestas como está ocorrendo na Amazónia, como forma de deslocar populações tradicionais e abrir novos territórios de exploração. Em todas essas práticas, destacou Zeynep, há um nexo entre biopolítica, segurança e neoliberalismo. Para ela, a criação de inimigos existenciais é um traço definidor desse nexo, que pode se expressar por matanças diretas ou por massacres terceirizados, como é o caso dos incêndios na floresta amazónica. “Deixar alguém morrer pode ser exprimido hoje por meio de um discurso moralista que afirma que certas pessoas não merecem viver”.
 
O desenvolvimento do neoliberalismo no século 21, defendeu ainda, vem sendo marcado pelo avanço da terceirização e da individualização generalizada do risco, que não é só económico, mas se manifesta em ampla gama de incertezas que passam a fazer parte do cotidiano das pessoas. Na opinião da pesquisadora, há fenómenos semelhantes ocorrendo em diferentes regiões do planeta. Ela comparou, por exemplo, as realidades vividas hoje na Turquia e no Brasil. “Vejo muitas semelhanças. As noções de igualdade e de solidariedade firam retiradas dos nossos códigos de conduta e fomos contaminados por noções como a de os fracos não valem a pena”.
 
Zeynep citou três episódios ocorridos na Turquia que, para ela, ilustram o caráter do pós-fascismo no século 21. Em setembro de 2015, o governo impôs uma regra de emergência à população curda que vive na Turquia e bombardeou suas cidades. A Europa, lembrou a pesquisadora, endossou esses ataques onde ocorreram muitas mortes e violações de direitos. Ao mesmo tempo que promovia esse ataque, o governo turco anunciou um plano de US$ 4 biliões para reconstruir as cidades que estavam sendo destruídas. Os curdos foram removidos de seus lares para dar lugar a refugiados sírios. O negócio da guerra aconteceu praticamente ao mesmo tempo em que as bombas caíam na região.
 
O segundo episódio ocorreu em agosto de 2016, quando houve uma tentativa fracassada de golpe de Estado. Isso provocou uma grande ofensiva do governo turco contra opositores que, entre outras coisas, atingiu mais de 4.500 professores e fechou 15 universidades. As perseguições a professores envolveram demissões, confisco de passaportes e mesmo de propriedades. Cerca de 800 académicos (Zeynep entre eles) que assinaram um manifesto em defesa da paz foram processados e acusados de terrorismo, entre outras coisas. Por outro lado, acrescentou, hoje há uma proliferação de universidades privadas na Turquia, pertencentes a homens de negócios aliados do partido no poder.
 
O terceiro exemplo é o que está ocorrendo agora com a invasão do norte da Síria por tropas turcas. Segundo ela, deve-se olhar esse movimento, não só como uma ação política, mas também como um negócio. “O que justifica essa ação neste momento? Não houve nenhum ataque terrorista vindo dessa região curda na Síria. Por que atacar então? Na verdade, não há necessidade de uma justificação. A ação se justifica por si mesma. Se a Turquia entrou na Síria é porque deve haver alguma razão. A regra foi inventada pelo próprio ato”. Ao mesmo tempo que invade a Síria, Erdogan tem um projeto imobiliário gigantesco para colocar cerca de 2 milhões de refugiados sírios naquela região. Estimado em cerca de US$ 53 biliões de dólares, o projeto quer construir 140 vilas e dez cidades no território onde hoje estão os curdos. E esse projeto, destacou Zeynep, foi planejado antes da incursão militar, constituindo-se em mais um exemplo da tática neoliberal de usar guerras e desastres como meio para obter novos lucros.
 
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Carro entra dentro de café na Torre

Por Redação
26 outubro 2019
Um veículo ligeiro, desgovernado e, aparentemente para desviar-se de uma colisão com um outro, despistou-se contra a entrada principal do café Jacinto, na Torre, em Cascais, este sábado, ao final da tarde, não havendo registo de feridos.
 
Ao que parece, o conhecido estabelecimento de restauração, situado na rua dos Eucaliptos, na Torre, que é bastante concorrido, tinha acabado de encerrar as portas.
 
"Talvez por isso não hajam vítimas a lamentar", disse, a Cascais24, uma moradora, que frequenta diariamente o café.
 
O acidente registou-se pouco depois das seis horas da tarde.
 
O condutor, que vive na vizinha quinta da Bicuda e que escapou ileso ao violento embate, terá declarado posteriormente à PSP que "perdera o controlo do carro ao desviar-se de um outro veículo".
 
O automóvel acabou por irromper violentamente porta principal do café a dentro, imobilizando-se junto à máquina do tabaco.
 
"Foi um milagre, não haver ninguém", adiantou outro frequentador do café, acrescentando que "podia ter sido uma tragédia".
 
No local estiveram os Bombeiros de Cascais e a PSP, com um total de 8 operacionais, apoiados por 3 veículos.
 

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https://www.cascais24.pt/p/blog-page_319.html

INSegurança urbana: tendências globais, contradições portuguesas e tempos de crise

Apresenta-se aqui uma perspectiva crítica sobre as tendências recentes em torno da segurança urbana em Portugal, da dimensão global à nacional: do significado de segurança urbana aos paradoxos dos discursos globais a volta desta, enquadra-se o contexto nacional e debatem-se especificidades e contradições de políticas e discursos. Quais as relações entre políticas de (ou em nome da) segurança e democracia em tempos de crise e austeridade?

Segurança tem a ver com prevenção de riscos e ameaças em quase todos os âmbitos da vida humana (segurança industrial, segurança informática, segurança internacional…). E, embora a palavra segurança seja frequentíssima em debates públicos, a sua utilização padece de alguma vagueza: falamos muito da necessidade de segurança sem definir o que segurança é e o que significa ser mais seguro. Neste artigo falaremos de segurança urbana e definimo-la em torno de três vertentes. Segurança urbana é o direito individual de não ser vítima de actos violentos (crime, terrorismo) no espaço urbano. Segurança é também um objectivo de políticas, através das quais as instituições democráticas devem garanti-la. Finalmente, a segurança é uma demanda sociopolítica, entrelaçada com discursos mediático-políticos e sentimentos públicos de insegurança.

As relações entre estas três vertentes são complexas. Nem sempre percepções e demanda de segurança são racionais – por exemplo, em relação à violência sexual, existe mais preocupação com eventos extremamente raros (como a violência perpetrada por estranhos no espaço público) do que em relação a eventos muito mais prováveis (como a violência perpetrada por parceiros). Em consequência, as políticas, quando implementadas acriticamente como respostas aos sentimentos públicos, podem padecer de eficácia. Além disso, as percepções de segurança podem influenciar a opinião pública: é fácil utilizar, ou até fomentar, os medos públicos para criar consenso sobre políticas de cariz repressivo. Dadas as complexas relações entre essas três vertentes e a existência de paradigmas muito diferentes de políticas (da repressão à prevenção social), a segurança é, afinal, um tema eminentemente político, ou seja de confronto, debate e até conflito.

Como podemos, então, interpretar as tendências contemporâneas em torno da segurança urbana? Houve recentemente, sobretudo após os atentados terroristas de 2001, 2004 e 2005, uma presença crescente da segurança nos debates públicos. Mas, paradoxalmente, ao mesmo tempo que a preocupação com a violência crescia, as cidades ocidentais tornavam-se sempre mais seguras: desde o início da década de 1990, quase sem excepções, os actos de violência diminuíram constantemente nas cidades ocidentais – como frisou Zygmunt Bauman numa conferência de 2004, vivemos nas sociedades mais seguras da história, porém as mais assustadas.

É fácil sugerir que esta preocupação tenha a ver também com a utilização dos discursos sobre violência e terrorismo para justificar políticas como a omnipresença da videovigilância ou a militarização urbana [1].

Ao mesmo tempo, assistimos à progressiva despolitização do tema. Em vez de se questionar o papel das políticas, ou até as razões para o crime e a violência, as sociedades ocidentais aceitaram políticas implementadas em nome da segurança que reduziram os direitos cívicos – por exemplo, o «Patriot Act» de 2001 nos Estados Unidos, que veio limitar os direitos de expressão e a privacidade. A proliferação de sistemas de videovigilância nunca foi questionada, embora não existam evidências da capacidade dessas tecnologias de prevenirem o crime.

Segurança urbana à portuguesa: cinco temas e algumas contradições

Tendo em mente as questões globais, podemos agora questionar as tendências e contradições recentes em torno da segurança urbana em Portugal.

Portugal é um dos países mais seguros do mundo. De acordo com os crimes registados [2] e com os resultados dos inquéritos de vitimização [3]. Os inquéritos de vitimização medem as taxas de pessoas que foram vitimas de crime em determinados prazos temporais., Portugal, como os outros países do Sul da Europa, tem das mais baixas taxas de crime violento do mundo.

Porém, Portugal é um país inseguro. O paradoxo da percepção da violência é evidente em Portugal, país cuja população é das mais preocupadas da Europa com o crime [4]. As razões para essa preocupação podem ser muitas: uma população envelhecida, sendo nas classes etárias mais avançadas que se concentra maior medo do crime; sentimentos de falta de confiança no futuro; presença visível, nas cidades, de pequenos crimes e incivilidades não directamente ligados com crime violento (prostituição, trafico de droga, vandalismo).

A comunicação social tem um papel neste fenómeno, por via da espectacularização dos (poucos) crimes violentos, especialmente evidente no ano de 2008. Nesse ano houve um aumento de crimes violentos – após uma redução em 2007 – e uma concentração durante o Verão de alguns crimes sensacionais na área metropolitana de Lisboa (um roubo de banco com reféns e uma série de carjackings). Alguns media lançaram uma campanha sobre a «vaga» de criminalidade, gerando um verdadeiro drama público [5]. Veja-se um editorial do jornal Correio da Manhã: «A violência está aí. Chegou para ficar e, diria eu, até para se revelar com mais incidência e frequência (…). O maior erro que temos cometido nesta área é o poder político ter sido venal, condescendente, até medroso» [6].

Transmite-se, sem fundamentação nenhuma, a mensagem de que a violência está destinada a aumentar e acusa-se a política de não ter sido suficientemente repressiva. Um «programa político» (de acordo com o titulo do editorial) que necessita da criação de um clima de medo. Efectivamente, um inquérito do Observatório de Segurança, Criminalidade Organizada e Terrorismo, de Setembro de 2008 evidenciou níveis sem precedentes de preocupação. Porém, no ano seguinte os crimes violentos regressaram aos valores de 2007, confirmando tratar-se de uma concentração casual – e os carjackings, uma vez detidos os pouquíssimos criminosos envolvidos, acabaram.

Portugal tem democratizado a segurança. Depois do 25 Abril, as forças de segurança foram objecto de sucessivas reformas, visando (re)construir confiança pública. A Lei 5/1999 remodelou a Polícia de Segurança Pública (PSP), dando-lhe um «cariz civilista» e uma organização afastada do modelo militar e próxima das estruturas da função pública [7]. Foram lançados programas de aproximação à população, patrulhamento de proximidade, equipas de apoio às vítimas e o programa «Escolas Seguras».

Porém, Portugal é um país centralizador e repressor. A segurança não faz excepção à centralização do Estado português. De acordo com a Lei de Segurança Interna (53/2008), o Estado é o responsável único nessa área. As reformas do aparelho policial não foram uniformemente eficazes, gerando uma geografia dissimétrica: o policiamento de proximidade concentra-se nos bairros de classe média, enquanto em outras áreas a acção se limita a resposta às situações de emergência [8]. Nos chamados bairros «difíceis», a acção policial é marcada por «rusgas» mediatizadas, num processo reprodutor de estigmatização. A política de segurança foi sujeita a significativas mudanças após a campanha mediática de 2008: a Nova Estratégia Nacional de Segurança visou uma maior capacidade reactiva das forças de polícia e foi lançado o Plano Nacional de Videovigilância.

E o poder local? Em resposta às demandas de descentralização, foram lançados em 2008 os contratos locais de segurança que, porém, davam às autarquias um papel de mero encaminhamento da informação e formulação de propostas, sem responsabilidades directas. As autarquias, visando ganhar espaço de acção, têm vindo a produzir uma panóplia de práticas, especialmente na Área Metropolitana de Lisboa onde há muita actividade e alguma inovação [9]. Por exemplo, a Câmara de Lisboa, promove o policiamento comunitário em duas áreas caracterizadas por sentimentos de insegurança (Alta de Lisboa e Galinheiras/Ameixoeira) e a Câmara de Cascais desenvolveu um Plano Estratégico de Segurança. Factor comum é a procura de dados alternativos aos produzidos ao nível nacional, de difícil acesso pelas autarquias. Estes processos levaram, em alguns casos, a conflitos de atribuição entre Estado central e autarquias, polícias nacionais e polícias municipais. Finalmente, não faltam contradições à escala municipal, como demonstra a acção da Câmara de Lisboa no bairro da Mouraria. Embora na direcção municipal de Planeamento se considere que as políticas de regeneração tem vindo a melhorar a segurança e suas percepções no bairro, a vereação responsável está a trabalhar desde 2010 num projecto de videovigilância que abrange a praça Martim Moniz e a avenida Almirante Reis, não obstante a Comissão Nacional de Protecção de Dados haver rejeitado o projecto duas vezes devido à escassa incidência de crimes.

Segurança, crise, austeridade: segurança para ou contra a democracia?

A persistência da crise económica europeia teve efeitos sobre as políticas de segurança urbana, especialmente no Sul da Europa, onde a austeridade tem sido mais intensa. As retóricas sobre a necessidade de consenso social nas «reformas» tiveram como contraponto os apelos ao fim do conflito social, o incremento de pressões securitárias e a compressão do espaço para a contestação, especialmente em Espanha [10].

O caso português é mais uma vez repleto de contradições. Houve uma reduzida priorização social do tema da segurança, que foi substituída pela preocupação com a situação económica [11]. Aliás, não houve um incremento de crime violento em consequência do aumento do sofrimento social e da pobreza.

Do lado das políticas, na primeira parte da crise, o crescimento de investimentos na segurança foi interpretado como uma reconfiguração neoliberal das funções do Estado [12]. O expressivo crescimento do sector da segurança privada, suportado por fundos públicos, seria parte deste processo. Porém, após o «Memorando de Entendimento» de 2011 também a área da segurança sofreu cortes significativos.

Embora na ausência de normas que limitem o direito de protesto, a Amnistia Internacional denunciou o uso excessivo da força policial [13] e foram sempre mais frequentes as alegações de violência racista por parte das polícias, especialmente em bairros informais ou áreas de interesse pela especulação imobiliária [14]. Em conclusão, embora com padrões bastante contraditórios, existem novas tendências repressivas em torno das políticas portuguesas da austeridade.

Quais as relações, por fim, entre segurança (nas suas três vertentes de direito, objectivo e demanda) e democracia? Sem segurança não pode haver espaço democrático mas, ao mesmo tempo, a política de segurança pode (e tem vindo a) comprimir o espaço de debate democrático, sobretudo ao limitar o acesso ao espaço público, lugar de excelência para a actuação das práticas de cidadania activa.

Especialmente em tempos de crise, austeridade e incremento de injustiça e sofrimento social, a existência de práticas de debate, contestação e protesto é essencial para a resiliência do regime democrático. Assim, estamos confrontados, mais do que nunca, com a necessidade de escrutinar as práticas institucionais de segurança: só através duma reflexão política e crítica podemos garantir que práticas e políticas de segurança protejam a democracia em vez de a atacar.

SIMONE TULUMELLO *

* Instituto de Ciências Sociais, Universidade de Lisboa (ICS-UL).


[1] Veja-se Stephen Graham (org.), Cities, War, and Terrorism. Towards an Urban Geopolitics, Blackwell, Malden, 2004.

[2] Dados dos Sistema de Segurança Interna e Instituto Nacional de Estatística (INE). Para uma síntese, cf. Simone Tulumello, «Local Policies for Urban Security and Spatial Planning in the Lisbon Metropolitan Area: The Cases of Lisbon, Cascais and Barreiro municipalities», Estudos e Relatórios ICS,n.º 5, 2014.

[3] International Crime Victim Surveys, disponíveis até 2004 em www.unicri.it/services/libra...

[4] Simone Tulumello, 2014, obra citada.

[5] Felipe Santos e Helena Machado, «A moral da justiça e a moral dos media: julgamentos mediáticos e dramas públicos», Oficina do CES, Dezembro de 2009.

[6] Francisco Moita Flores, «Programa Político (I)», Correio da Manhã, 7 de Setembro de 2008.

[7] Susana Durão, Patrulha e Proximidade. Uma Etnografia da Polícia em Lisboa, Almedina, Coimbra, 2008, p. 87.

[8] Susana Durão, «Polícia, segurança e crime em Portugal: Ambiguidades e paixões recentes», Etnográfica, Fevereiro de 2011, p. 138.

[9] Simone Tulumello, 2014, obra citada.

[10] Lydia Vicente e Patricia Goicoechea, «Gagged in the name of security», Open Democracy, 12 de Maio de 2015.

[11] A taxa de portugueses que apontam «crime e terrorismo» entre os dois maiores problemas desceu de 18% em 2008 para 4% em 2014, enquanto o desemprego passava de 43% para 66%. Dados Eurobarómetro, http://ec.europa.eu/public_opinion/....

[12] João Rodrigues e Nuno Teles, «Portugal e o neoliberalismo como intervencionismo de mercado», Le Monde diplomatique – edição portuguesa, Julho de 2008.

[13] Rita da Nova, «Amnistia Internacional aponta “uso excessivo da força” por parte da polícia portuguesa», Público, 23 de Maio de 2013.

[14] Vejam-se o trabalho da associação Habita no bairro da Santa Filomena, na Amadora (www.habita.info/search/label...), e a reportagem de James Fletcher na BBC (www.bbc.com/news/magazine-32...).

Ver o original em Le Monde Diplomatique PT (clique aqui)

Jovem proibido de partilhar casa e de contatar com mãe e avó que maltratava

                       25 outubro 2019
Suspeito de maltratar a mãe e a avó, esta de 74 anos,  um jovem, de 22 anos que, alegadamente, padece de anomalia psíquica, foi detido e libertado esta quarta-feira, mediante a proibição de contatar, por qualquer meio, com as vítimas e de permanecer na habitação que partilhava com as mesmas, no concelho de Cascais, apurou esta sexta-feira Cascais24. Para o Ministério Público (MP) do Núcleo de Cascais, “os fortes indícios recolhidos” apontam para que no dia 21 de outubro o arguido proferiu ameaças de morte à sua mãe e agrediu-a fisicamente, assim como maltratou psicologicamente a sua avó, de 74 anos. O jovem foi submetido a primeiro interrogatório judicial, em Cascais, por estar “fortemente indiciado pela prática de crimes de violência doméstica, ofensa à integridade física agravada e ameaça agravada”. Acabou por sair em liberdade. No entanto, ficou sujeito à medida de coação de proibição de contatar, por qualquer meio, com as vítimas (mãe e avó) e proibição de permanência na habitação onde o crime foi cometido ou onde habitava com as vítimas, por o Ministério Público (MP) ter verificado, em concreto, o perigo de continuação da atividade criminosa.


 

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Acusado de violência doméstica atrás das grades depois de desrespeitar medidas de coação de liberdade

                    24 outubro 2019
Um homem, que estava em liberdade desde setembro último, por suspeitas de violência doméstica, desrespeitou as medidas de coação e acaba de ser detido, de novo, por continuar a perseguir a vítima, tendo o juiz de Instrução Criminal de Cascais decretado a sua prisão preventiva, apurou Cascais24. O suspeito, que fora noticia em Cascais24 pela detenção e posterior saída em liberdade, foi detido esta quarta-feira e acabou por recolher ao Estabelecimento Prisional de Caxias.
Segundo os fortes indícios recolhidos pelo DIAP de Cascais, o arguido viveu maritalmente com a sua companheira durante 5 anos, durante os quais agrediu física e psicologicamente a mulher, tendo-se separado em janeiro último. No dia 17 de setembro, o homem foi sujeito a primeiro interrogatório judicial por estar fortemente indiciado da prática de um crime de violência doméstica e um crime de furto de que foi vítima a companheira. Ficou, então, sujeito às medidas de proibição de contato com a vítima, diretamente ou por interposta pessoa, ou por qualquer meio (telefone, eletrónico e outros). Outra das medidas de coação era não aproximar-se da residência da vítima ou de aí permanecer, medidas estas sujeitas a fiscalização eletrónica, com o Ministério Público, poucos dias depois, a deduzir acusação e mantendo a medida de coação aplicada inicialmente.  Aconteceu que, não obstante a medida de coação, o suspeito, entre os últimos dias  9 e 16   de este mês de outubro contatou a vítima, diretamente ou por interposta pessoa e dirigiu-lhe expressões intimidatórias. Esta perseguição, segundo o Núcleo de Cascais do DIAP, provocou natural “temor e inquietação à vítima”, motivo pelo qual o homem foi detido esta quarta-feira, submetido a interrogatório judicial e viu confirmada a prisão preventiva. Noticia relacionada 
+Agrediu companheira durante 5 anos 


 

Hacker Rui Pinto suspeito de ter espiado contas de email da Câmara de Cascais

                         24 outubro 2019
O hacker Rui Pinto, 30 anos, também é suspeito de ter espiado contas de email da Câmara Municipal de Cascais.
Pelo menos, é o que indica o relatório dos exames forenses feitosaos discos rígidos externos e aos computadores confiscados ao alegado fundador do Football Leaks, em Budapeste, na Hungria.
De acordo com os exames, traduzidos em relatório, na posse daUnidade Nacional de Combate ao Cibercrime e Criminalidade Tecnológica (UNC3T) da Polícia Judiciária (PJ), Rui Pinto terá acedido a, pelo menos, duas contas de email na Câmara Municipal de Cascais.
Por enquanto, a PJ não divulga a quem pertenciam estas contas e qual o objetivo do acesso ilegítimo, embora, apurou Cascais24, tudo aponte para que o alvo possa ter sido altos responsáveis do executivo camarário.
O relatório forense da PJ aponta ainda, que Rui Pinto terá entrado, ilegitimamente, em contas de email de escritórios de advogados, com destaque para CCA Ontier (43 contas), Vaz Serra & Associados (16) e PMLJ- a sociedade de advogados de João Medeiros, que representava o Benfica no caso E-Toupeira.
Rui Pinto terá, também, realizado ataques a quatro contas da Procuradoria-Geral da República, a três de Fernanda Sousa Miranda (antiga companheira de Pinto da Costa, presidente do FCPorto), a uma do Ministério da Administração Interna e a cinco da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) em Portugal.
No entanto, o relatório revela que os clubes de futebol foram os principais alvos da alegada espionagem de Rui Pinto.
Ao todo, o hacker entrou ilegalmente em 141 caixas de correio eletrónico de clubes de futebol.
O Benfica foi o mais visado, com 43 contas de email atacadas, com Atlético Madrid (19) e FC Porto (12 contas) a fecharem o pódio.
A PJ recolheu ainda indícios de ataques a 22 clubes estrangeiros, bem como de ataques a 32 contas da FIFA e a três emails da UEFA.
Quase 90% dos ataques, alegadamente protagonizados informaticamente por Rui Pinto, foram dirigidos a entidades em Portugal, revela, ainda, o relatório da PJ.
Rui Pinto criou em 2015 o site Football Leaks para, alegadamente, denunciar a corrupção e  esquemas criminosos no futebol europeu. 
No ano seguinte, começou a colaborar com alguns órgãos de jornalismo de investigação, nomeadamente com a revista alemã Der Spiegel.
Em janeiro último, Rui Pinto foi detido em Budapeste e extraditado para Portugal por suspeitas criminais e com base num mandado de detenção europeu. 
Em março foi colocado em prisão preventiva pelo Tribunal da Relação de Lisboa.
Em setembro, Rui Pinto foi acusado pelo Ministério Público de 147 crimes pelos quais aguarda julgamento.
 
 

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Carros ardem de madrugada em diferentes locais de Cascais

 
                       23 outubro 2019
Dois veículos estacionados na via pública foram destruídos pelo fogo, em diferentes locais de Cascais e com um curto intervalo de duas horas, esta quarta-feira, de madrugada.
 
A origem dos incêndios é suspeita, motivo pelo qual a PSP, que inicialmente registou as ocorrências, acionou a Polícia Judiciária (PJ) de Lisboa e Vale do Tejo, que efetuou durante o dia a recolha de vestígios.
 
A investigação está entregue à Secção de Crimes de Incêndio", confirmou, a Cascais24, fonte da Polícia Judiciária (PJ). Para já, as autoridades afastam a suspeita de uma "ação concertada" e de existir uma conexão entre os dois casos.
 
O primeiro alerta surgiu meia hora depois das três horas da madrugada. 
 
"Inicialmente, o alerta era para um incêndio em edifício devoluto, mas, afinal, era um carro abandonado que estava a arder", disse, a Cascais24, João Loureiro, comandante dos Bombeiros de Cascais.
 
O veículo, um "Ford Escort", ardeu por completo na rua Joaquim Franco de Matos, perto do Cascais Villa.
 
O segundo alerta para fogo em veículo foi registado pouco antes das seis horas da manhã.
 
A viatura, um "Fiat Punto", encontrava-se estacionada na rua das Encostas, no Cobre.
 
No combate aos dois incêndios, que destruíram por completo os veículos ligeiros com um curto intervalo de duas horas, em diferentes locais da freguesia de Cascais, estiveram mobilizadas guarnições dos Bombeiros de Cascais.
 
 
 
 
 
 

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Suspeito de esbofetear companheira tenta agredir polícias com ferro e depois pede desculpa

Por Redação
21 outubro 2019
Um homem, 49 anos, suspeito de ter esbofeteado a companheira, este sábado, ao início da madrugada, em Carcavelos, tentou agredir com um ferro os agentes da PSP chamados a intervir e acabou detido, apesar de, a seguir, ter pedido desculpa pela atitude.
Fonte da PSP disse, a Cascais24, que o homem foi detido por violência doméstica e, ainda, resistência e coação aos agentes policiais.
Momentos antes da chegada dos agentes da 54ª Esquadra da PSP (Carcavelos), o homem teria esbofeteado a companheira, 45 anos, com a qual tem um filho, de 12, em comum, o qual, no entanto, não terá presenciado a agressão.
A PSP foi acionada por uma vizinha.
Já no quintal da residência da mãe do homem, este afastou-se e pegou num ferro grosso de grandes dimensões, que ameaçou lançar contra os polícias.
Dissuadido a pousar o ferro, o homem acabou por pedir desculpa aos agentes, atribuindo o seu comportamento a uma “exaltação” de momento.
O suspeito, que terá problemas crónicos com o álcool, terá, ainda, assumido as bofetadas desferidas no rosto da companheira.
Recebeu voz de detenção e foi notificado para comparecer junto dos Serviços do Ministério Público de Cascais.
 
 

Advogado detido no Estoril pela GNR enviava vídeos sexuais para filho de 14 anos a dizer tratar-se da mãe

                       18 outubro 2019
Um advogado, 46 anos, foi detido esta terça-feira, pela GNR, no Estoril, por ameaças à ex-mulher, também advogada, de publicar nas redes sociais vídeos de cariz sexual, alguns dos quais terá chegado a enviar ao filho de ambos, de 14 anos, apurou Cascais24. No âmbito de uma investigação de um crime de violência doméstica, os militares do Núcleo de Investigação e Apoio a Vítimas Específicas (NIAVE) do Comando Territorial da GNR de Lisboa apuraram que o suspeito ameaçava a ex-mulher, de 43 anos, também advogada e com domicílio na Malveira (Mafra), com a possibilidade de publicar vídeos de cariz íntimo nas redes sociais. O homem, cuja identidade Cascais24 omite, terá mesmo chegado a enviar para o filho do casal, separado e a viver com a mãe vídeos sexuais, procurando fazer crer que nas imagens era ela em relações com outros homens, soube, ainda, Cascais24. Referente a este mesmo casal, adianta, por sua vez, a GNR em nota oficial, “existeum outro processo de violência doméstica, desencadeado em 2016, no qual foi aplicada, como medida preventiva, a proibição de contactos e vigilância eletrónica, medida esta que entretanto se extinguiu”.
 
Submetido a primeiro interrogatório judicial no Tribunal Judicial de Sintra e, depois de ser mandado pela juíza, por duas vezes, ser retirado da sala, devido à sua "arrogância e agressividade", o suspeito viu confirmada a prisão preventiva, tendo recolhido ao Estabelecimento Prisional de Caxias.
 
 

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Polícia Marítima com duas viaturas todo-o-terreno cedidas pela Câmara

Por Redação
17 outubro 2019
O Comando Local da Polícia Marítima de Cascais conta com duas novas viaturas todo-o-terreno, cedidas pelo município.
As viaturas destinam-se a reforçar o dispositivo da Autoridade Marítima Local, nomeadamente em missões de patrulhamento, policiamento, fiscalização e apoio ao salvamento marítimo, na área da Capitania do Porto de Cascais.
De acordo com a Autoridade Marítima Nacional, estas viaturas permitem melhorar a resposta nos locais de difícil acesso, como praias, arribas e outros locais.
Ambas as viaturas vêm funcionalmente equipadas com todos os equipamentos de atuação policial, acrescidos de rádios dedicados à banda marítima, para coordenação das ocorrências e emergências.
A cerimónia de entrega, que decorreu esta segunda-feira, foi presidida pelo presidente da Câmara Municipal de Cascais, Carlos Carreiras, tendo estado presente o Chefe do Departamento Marítimo do Centro, Comandante Coelho Gil e o Capitão do Porto e Comandante-local da Polícia Marítima, Comandante Rui Pereira da Terra.
 

Assaltos a casas de oficiais da NATO em Cascais sob investigação

                              16 outubro 2019
Uma série de assaltos a moradias habitadas por oficiais e funcionários da NATO (Organização do Tratado do Atlântico Norte) no concelho de Cascais está a ser investigada por forças e serviços de segurança portugueses, sob a coordenação do Ministério Público, apurou Cascais24.
 
Os alvos têm sido moradias de oficiais e altos funcionários em comissão de serviço em Portugal.
 
Os assaltos, perpetrados por arrombamento, às habitações, têm sido protagonizados durante o dia, na ausência dos locatários.
 
Segundo Cascais24 soube, estes assaltos têm sido praticados nos últimos meses e não é conhecido o móbil dos furtos, nem os valores levados pelos intrusos, embora tudo aponte, à partida, para "assaltos normais a residências".
 
No entanto, uma fonte policial disse, a Cascais24, que "esta série de assaltos parece ser cirúrgica", visando objetivos que "desconhecemos", embora também possam "não passar de mera coincidência", por tratar-se de habitações de altos funcionários da NATO.
 
O próprio Serviço de Informações de Segurança (SIS) também tem estado a seguir o caso, bem como a Embaixada dos Estados Unidos, em Portugal.
 
Até ao momento, ainda não foram efetuadas detenções de suspeitos, o que, no entanto, pode vir a acontecer muito em breve.
 
 
 
 

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Fugitivo da Costa Vicentina capturado pela PSP em São Domingos de Rana

Por Redação 
08 outubro 2019
Um jovem, 26 anos, procurado para cumprir 4 anos e dois meses de prisão efetiva por ilícitos a que foi condenado pelo Tribunal de Santiago do Cacém, na Costa Vicentina, foi capturado pela PSP de Cascais, em São Domingos de Rana e entregue ao estabelecimento prisional.
 
Contra o indivíduo, agora capturado pelos agentes da PSP, pendia um mandado de detenção para cumprimento efetivo de pena de prisão.
 
Fonte policial disse, a Cascais24, que o jovem foi detido na freguesia de São Domingos de Rana.
 
Posteriormente, foi entregue para cumprimento da pena no Estabelecimento Prisional de Caxias.
 
A PSP não divulgou quais os ilícitos pelos quais o jovem foi condenado.
 

GNR confisca 21 quilos de percebe por captura proibida em Cascais

Por Redação
03 outubro 2019
AUnidade de Controlo Costeiro da GNR apreendeu, esta terça-feira, 21 quilos de percebe, Pollicipes pollicipes,com o valor estimado de 462 euros, junto ao farol do Cabo Raso e da praia da Cresmina, em Cascais, tendo identificado dois “apanhadores”. Recorda-se que esta espécie encontra-se em período de defeso, entre 15 de setembro a 15 de outubro, estando a sua apanha proibida. Durante uma operação de fiscalização, os militares detetaram dois homens a apanhar este bivalve e, para além dos 21 quilos confiscados, foram apreendidos dois escopros e de um fato de mergulho, utilizados para a prática da apanha. Na sequência da ação foram identificados os dois homens com 29 e 40 anos, e foram elaborados os respetivos autos de contraordenação, por pesca proibida, falta de licença e excesso de captura.
O total das coimas correspondem a um valor de 1 000 euros.   O percebe apreendido, por estar em boas condições para consumo humano, foi doado a uma instituição de solidariedade social, informou a Unidade de Controlo Costeiro da GNR.
 
 
 

Ministério Público requer recolha de ADN e expulsão de estrangeiros em rede de tráfico desfeita pela PSP de Cascais

                         02 outubro 2019
O Ministério Público (MP) acaba de requerer o julgamento em tribunal coletivo de seis arguidos, três deles estrangeiros, pela prática de crimes de tráfico de estupefacientes, de detenção de arma proibida, de coação e de introdução em lugar vedado ao público num inquérito em que foi coadjuvado pela PSP de Cascais.
A recolha de ADN aos arguidos, caso venham a ser condenados em pena concreta de prisão igual ou superior a três anos e a aplicação da pena acessória de expulsão do território nacional relativamente a três deles, constam do despacho de acusação no inquérito que foi dirigido pela 4ª Secção do Departamento de Investigação de Ação Penal (DIAP) de Sintra.
 

No essencial, segundo o Ministério Público (MP), está indiciado que, desde data anterior ao fim de março de 2019 que cinco dos arguidos, organizando-se entre eles estabeleceram, de comum acordo, as atribuições de cada um para conseguirem vender o produto estupefaciente, nomeadamente haxixe, auferindo contrapartidas monetárias”.
Em março de 2019 foram apreendidas aos arguidos grandes quantidades de haxixe e uma arma de fogo.
A apreensão de 51 quilos de haxixe, em placas e bolotas, foi feita por agentes da Esquadra de Investigação Criminal (EIC) da PSP de Cascais que, na altura e conforme Cascais24 então noticiou, detiveram, ainda, três homens, dois deles estrangeiros.
A operação, bem-sucedida dos investigadores criminais da PSP de Cascais, surgiu na sequência de “desentendimentos entre grupos rivais de traficantes”.
Na área de Benfica, em Lisboa, os policias intercetaram uma viatura com dois ocupantes, na qual transportavam um saco contendo diversas placas e bolotas de haxixe.
Já na posse posterior de quatro mandados de busca e apreensão, judicialmente autorizados para três domicílios e uma viatura, foi possível aos investigadores criminais da PSP de Cascais visualizarem e intercetarem um terceiro suspeito, na região de Pêro Pinheiro, concelho de Sintra.
O suspeito ainda tentou a fuga, mas foi perseguido, alcançado e detidos pelos polícias.
Este homem teria por função vigiar e guardar o produto estupefaciente que, entretanto, acabaria por ser encontrado. 
Na sequência da interceção dos suspeitos e das buscas efetuadas, os investigadores criminais da PSP conseguiram confiscar 51 quilos de haxixe, 4 mil euros em dinheiro, um revólver Smith & Wesson 38, 5 munições do mesmo calibre, diversos telemóveis e dezenas de cartões SIM.
Também um automóvel, no qual foi encontrada droga, foi confiscado pelos polícias.
Os dois cidadãos estrangeiros suspeitos encontram-se em situação irregular em Portugal, segundo apurou na altura a PSP junto do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF).
Quatro dos arguidos encontram-se, atualmente, em prisão preventiva.
 
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Polícia Municipal poderá ser alvo de recomendações da Justiça para não cometer alegados atropelos à lei

                           26 setembro 2019
A Polícia Municipal de Cascais poderá ser, muito em breve, alvo de recomendações por parte do Tribunal Judicial da Comarca de Lisboa Oeste, sediado em Sintra e do qual Cascais depende, visando orientações de jurisprudência que impeçam a alegada prática de ilegalidades à luz do Código de Processo Penal e Código Penal, apurou Cascais24.
Em causa estarão algumas atuações da polícia administrativa, que poderão configurar “ilegalidades”, nomeadamente, soube, ainda, Cascais24, relativas à detenção de cidadãos que, em operações de fiscalização rodoviária, acusam taxas de alcoolemia puníveis por lei.
 
Ao DIAP de Sintra terão chegado informações de que nestas operações de fiscalização, quando o condutor acusa no teste inicial de álcool, o mesmo é conduzido às instalações da própria Polícia Municipal, onde, por sua vez, é submetido ao teste quantitativo, aguardando ai que o expediente seja elaborado e só depois é entregue, sob detenção, ao Orgão de Polícia Criminal (PSP ou GNR),dependendo da área onde foi intercetado e fiscalizado.
Segundo ainda Cascais24 apurou, será entendimento do Ministério Público que esta prática pode configurar uma “ilegalidade”.
“A partir do momento em que há motivo para detenção, a pessoa deve ser imediatamente entregue ao Orgão de Polícia Criminal da área”, explicou, a Cascais24, fonte da magistratura, segundo a qual “ao que tudo indicia, esta prática não tem sido seguida rigorosamente pela polícia administrativa em causa, que conduz nas suas viaturas pessoas às suas instalações, só procedendo mais tarde à sua entrega, sob detenção, ao Orgão de Polícia Criminal”.
Já um jurista contatado por Cascais24 afirmou que, “a confirmar-se esta atuação, ela poderá configurar, à luz dos Códigos de Processo Penal e Processo Penal, ilícitos que poderão ir desde abuso de poder, detenção ilegal até mesmo sequestro”.
“A Polícia Municipal, em Portugal, é uma polícia administrativa não é um Orgão de Polícia Criminal e ao exceder as suas competências pode ter sérios problemas”, concluiu a mesma fonte, não sem sublinhar que “a questão tem sido pacífica porque a generalidade das pessoas desconhece as leis!”.

Em maio do ano passado, por ocasião do início do estágio de 24 novos agentes, o presidente da Câmara Municipal de Cascais, Carlos Carreiras, alertara de que “a Polícia Municipal não é uma polícia de segurança, é uma polícia administrativa” com competências específicas.
 
Fique a conhecê-las:
 Segurança: Integra, em situação de crise ou de calamidade pública, os serviços municipais de proteção civil; denuncia os crimes que tiverem conhecimento no exercício das suas funções e elabora respectivo auto de notícia, bem como, adota os atos cautelares necessários e urgentes para assegurar os meios de prova, até à chegada do órgão de polícia criminal competente; detém e procede à entrega imediata à autoridade judiciária ou a entidade policial, os suspeitos de crime punível com pena de prisão em caso de flagrante delito, nos termos da lei processual penal;
 Policiamentos: Vigia os espaços públicos ou abertos ao público, designadamente de áreas circundantes de escolas; adota as providências organizativas apropriadas aquando da realização de eventos na via pública, que impliquem restrições à circulação rodoviárias; intervém em programas de prevenção destinados a públicos-alvo, designadamente, junto às escolas ou grupos específicos de munícipes;
 Trânsito: Regula e fiscaliza o trânsito rodoviário na área de jurisdição municipal; vigia os transportes urbanos locais; fiscaliza o cumprimento do Código da Estrada; deteta as viaturas abandonadas na via pública e promove a remoção de viaturas abandonadas para depósito municipal;
 Saúde Pública: Promove medidas de fiscalização geral no propósito de evitar ou suprir situações de insalubridade pública; fiscaliza o registo e licenciamento de canídeos (perigosos e potencialmente perigosos); sinaliza e acompanha as equipas camarárias na captura de animais errantes;
 Defesa e proteção da natureza e do ambiente: Vigia o Parque Natural Sintra-Cascais (mormente, na época de prevenção de fogos), jardins municipais e demais espaços verdes públicos, sob tutela camarária; fiscaliza as normas repeitantes às espécies arbóreas protegidas;
 Património municipal: Vigia os edifícios e equipamentos públicos municipais, ou outros temporariamente à sua disposição; promove a desocupação dos fogos municipais ocupados abusivamente; cria as condições de segurança necessárias para a execução dos despejos deliberados pela Câmara; apoia as ações de realojamento em perfeita articulação como os outros serviços camarários;
 Urbanismo e da construção: Fiscaliza a legalidade das obras urbanísticas; levanta os autos de notícia correspondentes às contraordenações; promove, executa e fiscaliza as ordens de embargo; executa os atos administrativos das autoridades municipais; elabora inquéritos e processos de contraordenação;
 Comércio e abastecimento: Acompanha as Inspeções Sanitárias, aos estabelecimentos, promovidas pelo veterinário municipal e Delegação de Saúde; fiscaliza o respeito do horário de funcionamento dos estabelecimentos de venda ao público e de prestação de serviços, bem como, o licenciamento da exploração de máquinas automáticas, mecânicas, elétricas e eletrónicas de diversão; promove ações de fiscalização das atividades de venda ambulante;
 Espaço público: Fiscaliza a ocupação da via pública pelo mobiliário urbano, pelos meios de publicidade e todas as atividades conexas (cargas e descargas, manutenção de bolsas de estacionamento, a ocupação de via pública com tapumes, andaimes, depósitos de materiais e equipamentos e contentores para realização de obras); fiscaliza e acompanha as intervenções na via pública, designadamente obras e outras operações urbanísticas; sinaliza, oficiosamente, todas as situações que reclamem a manutenção/reparação do espaço público;
 Diligências processuais: Procede à execução de comunicações, notificações, pedidos de averiguações e a audição por ordem das atividades judiciárias e dos órgãos municipais;
 Suporte à ação social: sinaliza, acompanha e encaminha situações que necessitam de intervenção social (v.g. sinalização dos sem-abrigo, acompanhamento da distribuição das refeições sociais)
 
 

Ver o original em "CASCAIS24" na seguinte ligação::

https://www.cascais24.pt/p/blog-page_658.html

Alarme pôs em fuga assaltantes da escola da Cidadela

Por Redação
25 setembro 2019
Desconhecidos assaltaram este domingo, à noite, a Escola Básica e Secundária da Cidadela, em Cascais, mas o sistema de alarme terá contribuído para os colocar em fuga sem que furtassem quaisquer materiais, não obstante terem vandalizado uma máquina de snack. 
Fonte próxima do Ministério da Educação confirmou, a Cascais24, a intrusão de desconhecidos no estabelecimento de ensino, sem que, contudo, conseguissem furtar quaisquer equipamentos.
 

A máquina de snack vandalizada pelos intrusos na Escola da Cidadela (Foto DR/Cascais24)
Os intrusos, que entraram nas instalações por meio de arrombamento, só terão tido tempo para vandalizar com uma pedra a máquina automática de snack.
Alertado, ainda, no domingo à noite, o coordenador da escola contatou com a PSP de Cascais, que fez deslocar uma brigada da Esquadra de Investigação Criminal (EIC).
Porém, dos intrusos nem rasto.
Também na sexta-feira, ao final da tarde, ter-se-ão registado desacatos no exterior do estabelecimento de ensino, mas fonte da PSP assegurou “não haver qualquer registo de semelhante ocorrência”.
A mãe de um aluno, que pediu o anonimato, denunciou a Cascais24 que os desacatos junto à escola serão recorrentes, embora muitos deles não reportados às autoridades policiais e em que são os “pais mais corajosos a acalmar os ânimos”.
Pais e encarregados de educação defendem a necessidade de, em certos períodos, a Escola Segura da PSP marcar presença junto à escola da Cidadela.
Este estabelecimento de ensino é frequentado por cerca de 1000 alunos do 5º. ao 12º anos e o caso mais grave de desacatos conhecidos ou, pelo menos, tornado público e noticiado por Cascais24, teve lugar há três anos.
 
Uma jovem, de 18 anos, aluna da Secundária da Cidadela, acompanhada da mãe e de um amigo, tinham saído de uma viatura e abordado violentamente uma colega, de 19 anos, acabada de sair do estabelecimento de ensino, envolvendo-se em violentas agressões.
Foi, então, graças à intervenção de dois militares da GNR de Alcabideche, que estavam com um detido no Tribunal de Cascais, nas proximidades, que foi possível acabar com a rixa no exterior do estabelecimento de ensino.
 

Ver o original em "CASCAIS24" na seguinte ligação::

https://www.cascais24.pt/p/blog-page_753.html

Jovem sem carta a conduzir carro furtado apanhado pela PSP em Cascais

 

Por Redação
20 setembro 2019
Um jovem, de 20 anos, foi detido esta quarta-feira, à tarde, pela PSP, em Cascais, por suspeita de furto de veículos e condução sem habilitação legal.
Já referenciado pela prática reiterada de furtos contra a propriedade e condução sem carta, o suspeito foi intercetado no âmbito de uma fiscalização rodoviária.
Os polícias apuraram, então, que o veículo que conduzia tinha sido furtado no passado dia 14, tendo sido, depois de apreendido, devolvido ao seu legítimo dono.
No seguimento das diligências policiais, foi ainda apurado que o suspeito usava regularmente um outro veículo, que também havia sido furtado no dia 10 de setembro.
 
Também esta viatura foi resgatada pelos polícias e, posteriormente, entregue ao seu legitimo proprietário.
 
Submetido a primeiro interrogatório judicial no Tribunal de Cascais, com o processo a baixar a inquérito, o jovem acabou por sair em liberdade.

 

Constitucional volta a chumbar «lei dos metadados»

O acesso indiscriminado das secretas a registos de comunicações voltou a ser chumbado pelo Tribunal Constitucional, que deu razão ao pedido de fiscalização pedido pelo PCP e subscrito por PEV e BE.

Os metadados, ou dados conexos, incluem toda a informação sobre comunicações electrónicas, excepto o seu conteúdoCréditosMiki Yoshihito / CC BY 2.0

O Tribunal Constitucional (TC) pronunciou-se esta quinta-feira pela inconstitucionalidade da chamada «lei dos metadados», impedindo o acesso indiscriminado das secretas a registos de comunicações, noticiou a Rádio Renascença (RR).

O acórdão já deu entrada na Assembleia da República, a qual terá, estipula o TC, «o ónus de concretizar, de forma rigorosa e precisa, quais os critérios susceptíveis de justificar, nos termos do artigo 3 da Lei Orgânica n.º 4/2017, o acesso, por entidades públicas, aos dados de base e de localização de equipamento dos cidadãos».

A chamada «lei dos metadados» permite aos serviços secretos o acesso a dados de comunicações entre pessoas sem ser no âmbito de um processo criminal.

«A exigência de autorização judicial não dá (…) garantias suficientes de que a ingerência na privacidade dos cidadãos se cinge ao mínimo necessário e proporcional» e a norma «remete para uma prerrogativa de avaliação do SIS e do SIED que frustra o equilíbrio que apenas o escrutínio judicial rigoroso de cada pedido de acesso pode assegurar», lê-se no acórdão.

A única excepção admitida pelos juízes é quando a intervenção das secretas seja feita com o objectivo de «prevenção de actos de sabotagem, espionagem, terrorismo, proliferação de armas de destruição maciça e criminalidade altamente organizada».

A decisão do TC veio dar razão às dúvidas do PCP sobre a «lei dos metadados», as quais originaram um pedido de fiscalização sucessiva da mesma por parte daquele partido, para a qual contou com o apoio de PEV e BE.

A Lei Orgânica n.º 4/2017, que «regula o procedimento especial de acesso a dados de telecomunicações e Internet pelos oficiais de informações do Serviço de Informações de Segurança [SIS] e do Serviço de Informações Estratégicas de Defesa[SIED]», foi aprovada em 19 de Julho de 2017 pelo PSD, pelo PS e pelo CDS-PP, com os votos contra do BE, do PCP e do PEV e a abstenção do PAN.

Em 14 de Agosto, o Presidente da República promulgou o diploma, alegando um «consenso jurídico atingido, para ultrapassar as dúvidas que haviam fundamentado anteriores pedidos de fiscalização preventiva da constitucionalidade».

No mesmo dia em que Marcelo Rebelo de Sousa promulgou o diploma, o PCP afirmou estar contra aquilo que considera «uma devassa da vida privada dos cidadãos portugueses» e manifestou a sua intenção de recorrer a «todas as formas possíveis para que a Constituição da República Portuguesa prevaleça», incluindo chamar o TC «a pronunciar-se sobre esta matéria».

«Tínhamos razão», afirma o PCP

A decisão do TC foi comunicada de imediato ao PCP, enquanto entidade responsável pelo pedido de fiscalização.

António Filipe (PCP) declarou à RR que «esta decisão do Tribunal Constitucional vem revelar que tínhamos razão ao suscitar o pedido de fiscalização sucessiva da constitucionalidade e de termos alertado para o facto de a legislação que foi aprovada pelo PS, PSD e CDS, e cuja fiscalização não foi solicitada pelo Presidente da República, violava de forma flagrante a Constituição».

O deputado sublinhou que a norma «deixa de vigorar automaticamente» e deixa de ser possível aos serviços de informação ter acesso a esse tipo de dados: «a lei tinha sido aprovada, foi promulgada pelo Presidente da República e estava em vigor, mas a decisão do Tribunal Constitucional é de declarar a inconstitucionalidade com força obrigatória geral, designadamente da norma que permitia acesso dos serviços de informação a dados de facturação detalhada das comunicações individuais».

O anúncio da lei, em Abril de 2017, despertou críticas de jornalistas e do Sindicato de Jornalistas, bem como da Associação Portuguesa de Juristas Democratas.

Ver original em "AbrilAbril" na seguinte ligação:

https://www.abrilabril.pt/nacional/constitucional-volta-chumbar-lei-dos-metadados

Agrediu companheira durante 5 anos

Por Redação
18 setembro 2019
Um homem, que durante cinco anos ameaçou e agrediu física e psicologicamente a companheira, foi detido em Cascais e, posteriormente, libertado sujeito a medidas de coação, que passam pela proibição de se aproximar da residência da vítima ou de aí permanecer, esta última fiscalizada eletronicamente, anunciou esta quarta-feira a Procuradoria-Geral Distrital de Lisboa do Ministério Público (MP).
O arguido foi detido pela PSP e apresentado ao Juiz de Instrução Criminal de Cascais para primeiro interrogatório judicial esta terça-feira.
As medidas de coação foram aplicadas por verificar-se os perigosos de continuação da atividade criminosa e de perturbação do inquérito.
Segundo o Ministério Público, o homem está “fortemente indiciado pela prática de um crime de violência doméstica e um crime de furto”.
 

Os fortes indícios recolhidos apontam para que o arguido, ao longo dos cinco anos que coabitou com a vítima, sua companheira, ameaçou-a e agrediu-a física e psicologicamente. 
Em 2019, após o términus do relacionamento entre ambos, o arguido continuou com os mesmos comportamentos, tendo ainda, em dada ocasião, subtraído o telemóvel da vítima.
O inquérito não está em segredo de Justiça e a investigação prossegue sob a direção do DIAP/ Núcleo de Cascais, Comarca de Lisboa Oeste, com a coadjuvação da PSP.
 

Ver o original em "CASCAIS24" na seguinte ligação::

https://www.cascais24.pt/p/blog-page_287.html

Polícia sinaleiro regressa a Cascais 50 anos depois

Por Redação
17 setembro 2019
Cascais volta a ter um polícia sinaleiro, 50 anos depois, numa iniciativa do Comando Metropolitano da PSP de Lisboa (Cometlis).
Chama-se Marco Graça, é agente principal da PSP e pertence à Esquadra de Trânsito e com o uniforme tradicional de polícia sinaleiro entrou em funções esta terça-feira, na chamada Baixa de Cascais, conforme Cascais24 avançou ontem em primeira mão.
Só lhe falta a tradicional peanha para o colocar, como os antigos, numa posição mais elevada e visível para condutores e peões.
No entanto, o novo polícia sinaleiro de Cascais vai ser itinerante e, segundo Cascais24 apurou, irá dividir a regulação de tráfego entre vários locais da Baixa de Cascais.
Agente Principal Marco Graça é o novo Polícia sinaleiro em Cascais
O Polícia sinaleiro de Cascais passará a integrar uma das áreas mais vivas do município, contribuindo para aumentar a confiança na Polícia e reforçar o sentimento de segurança dos munícipes e dos milhares de visitantes, nacionais e estrangeiros. 
Segundo a PSP, o irá contribuir, de forma indelével para reforçar a função policial como componente dinâmica da vida social, cultural e económica no município, no qual a PSP está implantada quase desde a sua fundação. 
O Polícia sinaleiro é um ícone histórico da PSP, que foi uma peça basilar do quotidiano citadino em matéria de mobilidade urbana e segurança rodoviária na primeira metade do século passado.
Em Cascais, a figura do Polícia sinaleiro existiu há cerca de 50 anos. Eram dois, à época, os então guardas da PSP, Agostinho e Alfredo, entretanto falecidos, que regulavam o tráfego na Marginal, na antiga entrada da vila de Cascais e, nos dias de mercado, no entroncamento junto à Caixa Geral de Depósitos, na atual avenida 25 de Abril.
 

Ver o original em "CASCAIS24" na seguinte ligação::

https://www.cascais24.pt/p/blog-page_876.html

Idosa desaparecida no Estoril e encontrada morta em Odemira esteve 3 meses à espera de ser identificada

 

Praia de Nossa Senhora, na Zambujeira do Mar, onde a idosa foi encontrada sem vida
Por Redação
16 setembro 2019
Uma idosa, 74 anos, dada como desaparecida desde maio último da sua habitação, no Bairro do Fim do Mundo, na Galiza, em São João do Estoril, foi encontrada morta, menos de um mês depois em Zambujeira do Mar, Odemira, e só agora foi identificada.
 
O corpo de Maria Alice de Jesus foi encontrado no dia 12 de junho em avançado estado de decomposição, numa rocha na praia de Nossa Senhora, em Zambujeira do Mar, freguesia de São Teotónio, no concelho de Odemira, segundo avança o jornal Lidador de Noticias.
A idosa tinha desaparecido, em circunstâncias misteriosas, sem deixar rasto. Em casa tinha deixado as chaves, a carteira e o telemóvel. Vizinhos e amigos estranharam, então, a sua ausência, e participaram às autoridades.
De acordo com os vizinhos e amigos, Maria Alice de Jesus era considerada uma pessoa “muito reservada”, que convivia “muito pouco com os amigos”.
A autópsia realizada entretanto no Gabinete Médico Legal de Beja, não revelou sinais de violência, tendo depois sido enviadas amostras para serem efetuados testes de ADN, que revelaram agora a identidade da idosa. 
 
Os familiares foram posteriormente chamados para fazer os testes de reconhecimento.
A idosa terá caído ao mar e o corpo foi arrastado pelas águas do Oceano Atlântico até à costa alentejana, tendo o corpo ficado encalhado numa escarpa, devido à maré cheia, onde depois viria a ser encontrado por um popular.
 
 
 

Os sistemas dos Elbitenses

A Elbit Systems Ltd. fundada em 1966, é uma gigantesca empresa internacional de sistemas eletrónicos de defesa com sede em Israel.

Tem atividades em sete países Europeus, Bélgica, França, Itália, Macedónia, Roménia, e UK conjunto que compõe este estranho ramalhete de bolbosas democracias.

USA, Brasil, Colômbia são a Copa das Américas dos Elbitenses e  ainda as asiáticas Filipinas.

A empresa, que tem muitas subsidiárias, com nomes que variam conforme o país que a contrata, actua nas áreas de sistemas de vigilância aeroespacial, terrestre, e naval, comando, controle, comunicações, computadores, vigilância e reconhecimento de espionagem (C4ISR), sistemas de aeronaves não tripuladas, eletro-óptica avançada, sistemas espaciais eletro-ópticos, conjuntos de guerra eletrónica, sistemas de inteligência de sinal (SIGINT), links de dados e sistemas de comunicação e rádios. Vai atualizando plataformas militares existentes, prosperando com tecnologias para aplicações na defesa, segurança nacional e aviação comercial e fornecendo uma gama de serviços de suporte, incluindo sistemas de treino para pilotos na Macedónia. Em 2016, tinha uns  quase 14 mil funcionários, a maioria especialistas em engenharia, mecânica, pesquisa e desenvolvimento e outras áreas técnicas e de computação. As ações da Elbit Systems são negociadas na Bolsa de Valores de Tel Aviv e na NASDAQ.

Prestigiadas instituições norueguesas, dinamarquesas e suecas afastaram-se dos Elbitenses com declarações públicas de que não queriam trabalhar com empresas que não respeitavam princípios de defesa dos direitos humanos.

Em 6 de dezembro de 2017, a Citizenlab publicou um relatório detalhado que mostrava que dissidentes e jornalistas etíopes nos EUA, Reino Unido e outros países eram alvo de sofisticados esquemas de vigilância/espionagem comerciais, fornecidos pela Cyberbit, um outro nome da Elbit. À pergunta colocada pela Human Right Watch sobre o assunto, a Cyberbit não negou a venda desse tipo de tecnologia e, claro, negou ter o que quer que fosse a ver com o mau uso que pudesse ser dado a quem lhe comprava equipamento.

Em dezembro de 2018, o Jerusalem Post informou que o banco inglês HSBC confirmou que iria deixar de trabalhar com a Elbit. O banco justificou sua decisão alegando que “apoia fortemente os princípios internacionais de direitos humanos quando eles se aplicam aos negócios”. O grupo Campanha de Solidariedade com a Palestina (PSC) considerou este divórcio entre a banca a a Elbit  uma vitória.

Em abril de 2019,  a AXA, uma empresa de investimento francesa, também declinou mais parcerias com a Elbit o que foi saudado por várias organizações internacionais.

Will Parrish, um jornalista investigador do norte da Califórnia (www.willparrishreports.com), avisa agora no The Intercept que a patrulha de fronteira dos USA contratou uma empresa militar israelita para colocar uma reserva nativa americana sob “vigilância persistente”.

As pessoas da nação Tohono O’odham, a tal reserva no Arizona, sempre viajaram livremente por essas terras suas, dizem habitantes locais mas, após anos de assédio por agentes da Patrulha de Fronteira, muitos têm medo de se aventurar longe de suas casas. "Agora não podemos ir a lado nenhum sem os grandes olhos israelo-americanos  observarem todos os seus movimentos”, dizem.

De acordo com Jay Stanley, um analista senior de política do American Civil Liberties Union’s Speech, Privacy, and Technology Project, a disseminação de tecnologias de vigilância persistentes é particularmente preocupante porque elas removem qualquer limite sobre quanta informação a polícia pode reunir sobre os movimentos de uma pessoa. “A fronteira é o local natural para o governo começar a usá-los, pois há muito mais apoio público para implantar esse tipo de tecnologia intrusiva lá”, disse ele.

Um grande olho nos vigia. Tão grande e tão intrusivo que nem o vemos.

Dissimula-se entre as nuvens que nos permitem sentar à sombra deste nosso descontentamento.

 

Ilustração: Vigilância elbitense,  de Beatriz Lamas Oliveira


Por opção do autor, este artigo respeita o AO90


 
 
 
 
 
 

Ver original em 'O TORNADO' na seguinte ligação:

https://www.jornaltornado.pt/os-sistemas-dos-elbitenses/

Matou jovem tatuador do Estoril e entregou-se à PJ 12 horas depois

Bernardo dos Santos Belém,  cuja grande paixão era a arte das tatuagens, morreu aos 26 anos
Por Redação
08 setembro 2019
“Divertido”, “alegre” e “amigo”, com uma enorme “paixão” pelas tatuagens, um “artista”, é como os amigos descrevem nas redes sociais Bernardo dos Santos Belém, o jovem de 26 anos, com estúdio de tatuagens no Estoril, esfaqueado mortalmente, esta sexta-feira, de manhã, no estacionamento frente à praia de Santo Amaro, em Oeiras.
Um amigo, de 22 anos, também do Estoril, que o acompanhava, foi igualmente golpeado, mas sobreviveu, depois de submetido a intervenção cirúrgica.
Bernardo e o amigo foram esfaqueados no final de uma noite de diversão, passada numa conhecida discoteca de Lisboa.
O conflito, por motivos fúteis, terá começado no estabelecimento de diversão noturna, mas o ajuste de contas teve o seu epílogo de forma sangrenta horas depois no estacionamento de Santo Amaro, junto à Marginal.
Saídos da discoteca, os dois amigos dirigiram-se ao McDonald`s, em Santo Amaro. No estacionamento ficou parado o carro de Bernardo Belém.
Foi ao dirigir-se para casa, em Nova Oeiras, na companhia de um amigo, que o alegado autor do crime avistou o veículo de Bernardo no estacionamento e decidiu fazer uma espera.
 

Bombeiros de Oeiras lavam o asfalto tingido de sangue das vítimas. Ao fundo, o carro de Bernardo Belém (Foto Nuno Pinto Fernandes/ Global Imagens)
Bernardo e o amigo foram esfaqueados com vários golpes. 
Deixando para trás os jovens em agonia e a esvaírem-se em sangue, o alegado autor do crime colocou-se em fuga na viatura do amigo.
Porém, uma testemunha anotou a matrícula e as características do carro em fuga.
Poucas horas depois, os “Furões” da PSP de Oeiras intercetavam o condutor, que saia da habitação acompanhado pelo pai. Acabou por ser libertado, dado não ter intervenção direta nas agressões. O jovem tatuador do Estoril tinha acabado por morrer no local e o amigo por sobreviver depois de submetido a intervenção cirúrgica no hospital de S. Francisco Xavier.
Cerca de 12 horas depois, ainda na sexta-feira, ao final da tarde, o principal suspeito pelo homicídio consumado de Bernardo Belém e pelo homicídio na forma tentada do amigo que então o acompanhava, entregou-se voluntariamente à Secção de Homicídios da Polícia Judiciária (PJ) de Lisboa e Vale do Tejo. Foi acompanhado de um advogado e depois de um primeiro contato com a PSP de Oeiras.
O suspeito, de 24 anos, acabou por ver este sábado confirmada a prisão preventiva. Pelo menos, nesta fase, de nada lhe valeu o argumento de que “não tinha intenção de matar” e que decidira entregar-se voluntariamente depois de “saber pelas notícias” que “uma das pessoas agredidas tinha morrido”. Já referindo-se a Bernardo dos Santos Belém, o jovem tatuador morto, um amigo escreveu nas redes sociais: “Valias mais de 5 estrelas, humilde, sempre bem disposto…O céu acabou por ganhar uma grande Estrela”.
 
 

Ver o original em "CASCAIS24" na seguinte ligação::

https://www.cascais24.pt/p/blog-page_928.html

PSP conclui investigação a rede de tráfico com suspeitos em preventiva

Por Redação
07 setembro 2019  (Em atualização)
Um inquérito a uma rede de tráfico de haxixe acaba de ser concluído pela Esquadra de Investigação Criminal da PSP de Cascais, com a detenção de mais três suspeitos, que ficaram em prisão preventiva, anunciou este sábado o Comando Metropolitano da PSP de Lisboa (Cometlis).
 
Nesta operação que levou à detenção, em flagrante delito, dos três suspeitos, com idades entre os 25 e os 30 anos, os policias confiscaram cerca de 1.200 doses de haxixe, 320 euros em numerário, uma balança de precisão, telemóveis e cartões SIM e, ainda, um automóvel, marca BMW, modelo 320d.
 
Estas detenções e apreensões foram feitas no decurso do cumprimento de três mandados de busca e apreensão domiciliárias, e quatro não domiciliárias, emitidos pela Autoridade Judiciária. 
 
Segundo a PSP, esta mais recente operação policial veio concluir as investigações do processo de tráfico de estupefacientes, à ordem do qual tinham, entretanto, sido detidos outros três suspeitos, dois deles cidadãos estrangeiros, bem como confiscados 51 quilos de haxixe, 4 mil euros em dinheiro, um revólver "Smith & Wesson 38, 5 munições do mesmo calibre, uma viatura ligeira de passageiros, telemóveis e cartões.
 
 
 

Ver o original em "CASCAIS24" na seguinte ligação::

https://www.cascais24.pt/p/blog-page_771.html

Idosa de 74 anos atropelada com gravidade no Pai do Vento

Equipas de socorro no local do atropelamento, no Pai do Vento (Foto BVAlcabideche)
Por Redação
05 setembro 2019
Uma idosa, 74 anos, foi atropelada com gravidade, esta quinta-feira, de manhã, no Pai do Vento, na freguesia de Alcabideche.
 
A septuagenária foi atropelada pouco antes das dez horas da manhã na rua das Calçadas, em circunstâncias que o Núcleo de Acidentes da GNR está a averiguar.
 
O condutor do veículo, que atropelou, manteve-se no local até à chegada do socorro e das autoridades policiais, tendo, alegadamente, assumido a responsabilidade pelo acidente.
 
Depois de assistida e estabilizada, a idosa foi transportada em estado grave para a urgência do Hospital de São Francisco Xavier, no Restelo.
 
Nas operações de socorro estiveram empenhados os Bombeiros de Alcabideche, com dois veículos, a VMER do Hospital de Cascais e, ainda, a GNR.
 
 
 
 

Ver o original em "CASCAIS24" na seguinte ligação::

https://www.cascais24.pt/p/blog-page_411.html

Sonae utiliza dados dos trabalhadores sem consentimento

Trabalhadores são pressionados para usar a ferramenta IOP, que dispõe sem a sua autorização dos dados pessoais para efeitos de marketing e os disponibiliza a outras empresas.

Paulo de Azevedo, presidente do Conselho de Administração da SonaeCréditosJosé Coelho / LUSA

O Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços (CESP/CGTP-IN), em comunicado, denuncia a ferramenta IOP (sigla para o inglês «Improving our People» – melhorar as nossas pessoas) e esclarece as suas intenções, que considera «perversas».

«A maioria dos trabalhadores desconhece que os seus dados pessoais e de celebração de contrato estão numa base de dados de terceiros, a empresa a quem a Sonae encomendou tal ferramenta», alerta o sindicato. Ainda no final de 2018, já depois de reunido várias vezes com a administração para resolver as preocupações denunciadas pelos trabalhadores, a estrutura sindical elaborou um documento informativo contendo uma minuta de recusa desse sistema.

Não obstante, para justificar e aumentar a utilização do IOP, a administração começou a canalizar para o sistema as avaliações e os recibos de vencimento, utilizando o argumento da «diminuição da pegada ecológica», o que está em contradição com a sua política distribuição em grande escala dos folhetos aos clientes.

O CESP acrescentou ainda no comunicado informações sobre vários parâmetros do sistema em questão, para contribuir para o esclarecimento dos trabalhadores. Afirmou que a fotografia e os dados pessoais são cedidos a outras empresas e usadas sem o consentimento dos trabalhadores, e que a progressão na empresa só foi retirada do perfil por intervenção do sindicato. 

O sistema dispõe também de um motor de busca que permite «encontrar todos os perfis criados para os trabalhadores» não garantindo assim a protecção dos seus dados, «numa espécie de rede social interna gerida unilateralmente pela empresa», lê-se na nota.

Os trabalhadores exigem o «direito de se opor ao tratamento dos seus dados pessoais para efeitos de utilização na ferramenta IOP ou de qualquer outra forma de prospecção», que sejam utilizados para «efeitos de marketing da empresa» ou comunicados a terceiros sem o seu conhecimento e consentimento, concluiu o sindicato.

Ver original em "AbrilAbril" na seguinte ligação:

https://www.abrilabril.pt/trabalho/sonae-utiliza-dados-dos-trabalhadores-sem-consentimento

Portugal | Centenas de novos crimes vão 'engordar' acusação contra Rui Pinto

 
 
As acusações do Ministério Público contra Rui Pinto não se vão limitar ao caso da Doyen / Sporting. As autoridades têm provas de "centenas" de outros crimes de acesso ilegal a e-mails
 
Cristiano Ronaldo, magistrados do Ministério Púbico - entre eles o anterior diretor do Departamento Central de Investigação e Ação Penal, Amadeu Guerra, e o procurador da República Pedro Verdelho -, escritórios de advogados (como o da Vaz Serra Associados e o da PLMJ, este último que defendeu o Benfica no caso 'E-Toupeira') e funcionários do Ministério da Administração Interna e da PSP estão entre alguns dos alvos da pirataria informática de Rui Pinto, cujos casos o Ministério Público (MP) quer incluir na acusação que terá de concluir até 22 de setembro.
 
O DN confirmou junto de fonte que está a acompanhar o inquérito, titulado pelo DCIAP, que o processo que começou com o caso da Doyen / Sporting e com o 'hacker' a ser indiciado e detido por acesso ilegítimo, violação de segredo, ofensa à pessoa coletiva e extorsão na forma tentada, pode ter um "considerável crescimento de volume, com parte das centenas de novos crimes entretanto detetados a integrarem o despacho de acusação" - cada acesso ilegal conta como um crime; e há muitos, a vários alvos.
 
Depois desta acusação, as autoridades vão preparar novos processos para completar a lista de alegados crimes e formularem novas acusações.
 
 
O MP já tinha tentado alargar o inquérito a estes novos crimes - detetados na análise da PJ ao material informático que foi apreendido a Rui Pinto - quando pediu ao juiz de instrução criminal que declarasse a especial complexidade do processo, o que daria mais seis meses à investigação, mas foi negado.
 
A procuradora responsável, Patrícia Barão, sustentava que "o sucesso da presente investigação depende do alargamento do respetivo prazo de inquérito, pois só assim é possível o cabal esclarecimento dos factos, com o apuramento da total dimensão da atuação do arguido Rui Pinto, a qual, demonstradamente, não se cingiu ao SCP e à Doyen, nem tão pouco a entidades desportivas".
 
Além das entidades já referidas, o MP descrevia também acessos ilegais a "organismos do meio futebolístico, tal como FIFA, Confederação Sul-americana de Futebol, Clube Desportivo Nacional e Futebol Clube do Porto".
 
Segundo a magistrada, da análise feita ao material informático "existem indícios da presença de muitas outras caixas de correio eletrónico, tendo sido possível determinar que o arguido se encontrava habilitado a usar software e ferramentas ofensivas destinadas a explorar acessos remotos ao sistema das vítimas que entendia poderem conter elementos que considerasse de interesse".
 
Apesar do indeferimento do tribunal, o MP acabou por conseguir juntar ao processo os novos crimes com uma oportuna 'ajuda' da Hungria. Isto porque o Mandando de Detenção Europeu (MDE) ao abrigo do qual Rui Pinto foi detido e extraditado pelas autoridades húngaras só dizia respeito ao processo da Doyen, o que, na prática, limitava a recolha de provas apenas às relacionadas com esse caso.
 
No entanto, na semana passada a Hungria deu luz verde ao pedido de Portugal para alargar o âmbito do MDE, o que na prática quer dizer que o MP já pode acrescentar quaisquer novos crimes detetados.
 
Rui Pinto, 30 anos, em prisão preventiva desde 22 de março, é defendido por várias entidades e personalidades internacionais, que o consideram um 'whistleblower' (denunciante) pelo seu papel na denúncia da corrupção no futebol, através da plataforma Football Leaks.
 
Apesar dos seus apoiantes, entre os quais a ex-eurodeputada Ana Gomes, garantirem que está a ajudar as autoridades de vários países a combater a corrupção no futebol, entre as quais as de França, criticando Portugal por não fazer o mesmo, fonte da investigação portuguesa garante que cá essa não tem sido a atitude do 'hacker': "Nunca colaborou", sublinha.
 
Valentina Marcelino | Diário de Notícias
 
 

Ver o original em 'Página Global' na seguinte ligação:

https://paginaglobal.blogspot.com/2019/09/portugal-centenas-de-novos-crimes-vao.html

PJ investiga suspeitas de fogo posto no Pisão

                         04 setembro 2019
A Polícia Judiciária (PJ) de Lisboa e Vale do Tejo está a investigar a origem suspeita de dois incêndios que, com um curto intervalo de três dias, deflagraram na área do Pisão, em Alcabideche, na área do Parque Natural Sintra e Cascais, apurou Cascais24.
 
O primeiro incêndio atingiu uma área de mato de cerca de mil metros quadrados e não chegou a pôr a risco o Centro Social do Pisão, entretanto protegido pelos Bombeiros.
 
Já esta segunda-feira, à noite, a poucos metros da primeira área flagelada, um novo incêndio, por detrás das instalações da construtora Jodofer, devastou uma área de cerca de 3 mil metros quadrados de pinhal.
 
"A ausência de vento acabou por facilitar o nosso trabalho", disse, a Cascais24, José Palha Gomes, comandante dos Bombeiros de Alcabideche, segundo o qual "não fora este factor, a situação podia ter-se complicado, apesar da intervenção musculada na primeira fase de combate".
 
Nas operações noturnas de combate a este segundo incêndio deflagrado na mesma área geográfica, estiveram empenhados 52 operacionais, apoiados por 15 veículos, dos Bombeiros de Alcabideche, Cascais, Estoril, Parede, São Pedro de Sintra e Almoçageme.
 
Cascais24,soube, entretanto, existirem fortes suspeitas de que os dois incêndios podem ter origem criminosa, até porque num dos incêndios foi visto na área um antigo pirómano, condenado e entretanto em liberdade. Noticia relacionada 
+Intervenção "musculada" dos Bombeiros trava fogo no Pisão 
 

Ver o original em "CASCAIS24" na seguinte ligação::

https://www.cascais24.pt/p/blog-page_645.html

Bombeiros de Alcabideche salvam felino de morte por asfixia

                         03 setembro 2019
Uma guarnição dos Bombeiros de Alcabideche salvou, in-extremis, um felino de morrer por asfixia, esta sexta-feira, pela manhã, em Adroana.
O alerta foi dado pelas 8h52, com a guarnição dos Bombeiros de Alcabideche, formada por José Carvalho, Fortunato Reis e José Pereira, e avançar para uma habitação na rua de São Francisco.
O felino, glutão, estava em risco de asfixia depois de ter enfiado o focinho numa pequena lata de ração. Tinha o crâneo e a mandíbula completamente bloqueados. 

Veja aqui o vídeo do salvamento!
 
Resgatado, foi colocado de seguida sobre uma mesa e, aqui, com um dos salvadores, José Carvalho, a segurá-lo, viu ser-lhe extraído por um outro bombeiro salvador, Fortunato Reis, com recurso a um alicate, a lata que tinha enfiada no focinho.
“Já está”, exclamou Fortunato Reis, no final da operação, ao extrair a lata que poderia ter asfixiado o felino, de nome “Branquela”. 
 
 
 
“Os bombeiros também servem para estas situações e é gratificante quando sabemos que fomos úteis e salvámos uma vida”, comentou, a propósito, José Palha Gomes, comandante dos Bombeiros de Alcabideche.
 
O Comandante dos Bombeiros de Alcabideche, em declarações a Cascais24, aproveitou para lançar um alerta aos donos de animais no sentido de “desfazerem-se das embalagens de ração, sobretudo daquelas que poderão constituir mais risco, como foi o caso, assim que consumidas, não as deixando ao alcance dos animais”.
 
 

Ver o original em "CASCAIS24" na seguinte ligação::

https://www.cascais24.pt/p/blog-page_512.html

Suspeito de 30 assaltos em 6 meses põe policias e comerciantes à beira de um ataque de nervos em Cascais

02 setembro 2019
Foi praticante de muay thai num conhecido ginásio da Torre e dedicava-se a outros desportos, mas caiu em desgraça desde que, alegadamente, começou a consumir drogas e, desde então que os assaltos noturnos passaram a constituir o seu modo de vida.
 
Tem 37 anos e, segundo Cascais24 apurou, é o presumível autor de, pelo menos, 30 assaltos noturnos a estabelecimentos desde o início do ano só na freguesia de Cascais.
 
Sempre que é apanhado pelos polícias, aos quais não oferece resistência, é identificado, constituído arguido e libertado, por indicação do Procurador de turno do Ministério Público.
 
Os agentes da PSP de Cascais e os comerciantes locais começam a ficar à beira de um ataque de nervos, devido à sucessão de assaltos, alegadamente protagonizados impunemente pelo suspeito. 
 
"Com este tipo à solta, ninguém pode dormir descansado", afirmou, a propósito, um comerciante de Cascais, que pediu o anonimato e segundo o qual "amanhã não sei se serei eu a ser acordado a meio da madrugada pela polícia a informar que o meu estabelecimento foi assaltado".
 
A última detenção, quase em flagrante delito, foi registada esta segunda-feira, de madrugada, pouco depois de ter abandonado um estabelecimento de restauração e bebidas no Paredão de Cascais.
 
Foi intercetado pelos polícias da 50ª Esquadra da PSP (Cascais) pelas 3h30, nas proximidades do estabelecimento assaltado por arrombamento, pouco depois do alarme ter sido acionado.
 
Na sua posse, o homem tinha garrafas de bebidas alcoólicas e algumas peças de vestuário, que pertenciam a alguns funcionários.
 
Segundo Cascais24apurou, entre os assaltos noturnos de que é suspeito e sob investigação da Esquadra de Investigação Criminal (EIC) contam-se cafés, restaurantes, outras lojas e até a agência do BPI, no centro de Cascais, onde terá entrado por meio de arrombamento de uma janela das traseiras.
 
 

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https://www.cascais24.pt/p/blog-page_392.html

Rede de Taiwan pagava 8 mil euros mensais por mansão na Pampilheira

01 setembro 2019
Era numa mansão, com muros altos, em área residencial de luxo na Pampilheira, em Cascais, e a pagar 8 mil euros de renda por mês, que uma rede chinesa mantinha em funcionamento, desde março, um call- center clandestino, com trabalho alegadamente escravo de 17 jovens recrutados em Taiwan para extorquir cidadãos da China continental. A mansão tinha sido alugada por seis meses e os jovens receberiam o equivalente a 740 euros/mês que seriam depositados nas suas contas de origem. Descansavam de dia e trabalhavam toda a noite. Não teriam autorização para sair para o exterior!
 

Manuela Santos, diretora da Unidade Nacional Contraterrorismo, que coordenou operação em Cascais
Libertados numa operação da Unidade Nacional Contra Terrorismo da PJ, os 17 jovens de ambos sexos, com idades entre os 20 e os 30 anos, regressaram, entretanto, ao país de origem, pois tinham viagem de ida e volta, disse, a Cascais24, Manuela Santos, diretora da Unidade Nacional Contra Terrorismo da PJ.
 
Na ofensiva, desenvolvida por 15 inspetores da PJ, foram, ainda, detidos dois chineses, um encarregue da logística, que fornecia alimentação e outros bens aos jovens e outro encarregue de supervisionar o trabalho e que retinha na sua posse os respetivos passaportes e telemóveis dos “trabalhadores”.
 
A PJ interveio a pedido das autoridades policiais de Taiwan que, inclusivamente, enviaram a Lisboa dois agentes do 7º Corpo de Investigação do Criminal Investigation Bureau (CBI), que acompanharam, como observadores, a operação portuguesa no sítio onde o call-center, usado internacionalmente para burlar e extorquir cidadãos da China continental tinha a sua base logística instalada.
 
Ainda segundo Manuela Santos,"o modus operandi, muito bem elaborado e treinado, implicava obrigar os jovens a fazerem-se passar por funcionários de autoridades policiais e governamentais chinesas que contactam as pessoas para as convencer que acederam a conteúdos proibidos na internet e tinham que pagar uma multa para não serem detidos".
 

Jovens que trabalhavam no call center na Tailândia
Os inspetores da PJ confiscaram algumas notas comprometedoras, em mandarim, mas a maior parte delas estavam destruídas e guardadas em sacos de lixo preto espalhados pela casa. 
 
Os montantes extorquidos, pelo telefone, eram canalizados para um IBAN da organização alegadamente criminosa.
 
Na operação da PJ foram confiscados 25 telemóveis, outros tantos computadores portáteis e vários equipamentos wireless - as chamadas eram feitas com telemóveis sem cartões, só através de wi-fi
 
Entretanto, apurou Cascais24, na Tailândia, a polícia de Taiwan terá desmantelado nos últimos dias outra base, alegadamente a funcionar ao serviço da mesma rede.
 
 
 
A história da rede
Segundo o Criminal Investigation Bureau (CBI) de Taiwan, esta organização fraudulenta liderada por um homem, de sobrenome Yang operava desde abril do ano passado na cidade de Taoyuan, condado de Hsinchu.
 

Equipamentos confiscados na ofensiva em Taiwan
Foi naquela altura que Yang organizou uma sala de computadores para fraudes “Taobao”, fazendo com que “os trabalhadores”, disfarçados como funcionários de segurança pública da China e funcionários da Agência de Aplicação da Lei e outras agências governamentais, contatassem cidadãos chineses, por telefone, alegando estarem envolvidos num grande processo criminal por lavagem de dinheiro e exigindo que cooperassem com o processo de verificação de fundos para provar sua inocência.
 
Depois da rede obter as informações relacionadas com as contas bancárias das vítimas, o dinheiro era transferido para uma conta fictícia via Internet, e um homem com o sobrenome Su verificava o dinheiro obtido através de um centro de lavagem de dinheiro.
 

Força tarefa

Em Taiwan, a investigação do CIB iniciou-se depois da recolha de informações e sob a coordenação do promotor Huang Yi-Ling, do Ministério Público do Distrito de Hsinchu, em Taiwan, que decidiu formar uma força-tarefa.
 

Em maio último um investigador do CBI anunciava as primeiras investigações
As investigações do CBI culminaram, numa primeira fase, a 16 de janeiro último, na detenção de 18 suspeitos, incluindo Li ○ -Chiang, Su ○ -Sheng,  testas de ferro de mister Yang, na apreensão de uma chave USB chinesa, cartões China Union Pay, laptops, telefones celulares para contatos criminais, roteadores sem fio , manuais de instruções e outras matérias comprometedoras.
 
A investigação da força tarefa do CBI viria, ainda, a culminar a 25 de abril último na prisão do líder, mister Yang, mas por pouco tempo, pois seria libertado mais tarde.
 

Mudou a estratégia

Em liberdade, mister Yang reformulou o call center fraudulento, transformando-o em pequenas unidades de salas de fraude, cada uma acomodando de um a dois membros para fins de fraude e vida diária. 
 
Além disso, o acesso ao call center era feito por pessoal e veículos especiais, e os veículos de entrega foram deliberadamente rotulados como “indústria de engenharia” para enganar o público em geral. 
 
Entretanto e, enquanto a polícia de Taiwan lançava alertas públicos sobre a fraude, solicitando a quem recebesse uma ligação telefônica ou mensagem de texto suspeita para ligar para a Linha Direta Antifraude da Agência Nacional de Polícia 165, mister Yang instalava em Cascais a sua primeira base logística europeia, agora desmantelada em plena “produção” pela Unidade Nacional Contra Terrorismo da PJ sob coordenação do Ministério Público de Cascais.
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Intervenção "musculada" dos Bombeiros trava propagação de fogo no Pisão

Por Redação 
29 agosto 2019
Um incêndio, que deflagrou esta quinta-feira, à tarde, numa área de mato, no Pisão, Alcabideche, atingiu uma área de mil metros quadrados e só não assumiu maiores proporções graças à intervenção musculada dos meios de combate, confirmou, a Cascais24, José Palha Gomes, comandante dos Bombeiros de Alcabideche, que dirigiu as operações.
 
O fogo deflagrou pouco antes das cinco horas da tarde num terreno privado, não muito longe do Centro Social do Pisão, que não chegou a ter necessidade de ser evacuado, embora fosse protegido pelas forças terrestres no teatro das operações.
 
Comandante José Palha Gomes
Segundo o comandante José Palha Gomes, "o fogo foi combatido e dominado em 40 minutos, seguindo-se as operações de consolidação".
 
No combate ao fogo, as forças terrestres dos Bombeiros contaram com a intervenção de um helicóptero, que efectuou três descargas de água.
 
Nas operações estiveram mobilizados 38 operacionais, apoiados por 9 veículos, dos Bombeiros de Alcabideche, Cascais, Estoril e São Pedro de Sintra, uma equipa de Sapadores Florestais, além do meio aéreo e, ainda, da GNR de Alcabideche.
 
A origem do incêndio é desconhecida.
 
 
 
 
 

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https://www.cascais24.pt/p/blog-page_800.html

Judiciária captura casal ex-emigrante que atraia taxistas a ciladas para assaltos

Por Redação
27 agosto 2019
Um casal ex-emigrante, suspeito de ter assaltado um motorista de táxi, em Carcavelos, foi identificado, localizado e detido em Vila Franca de Xira pela Brigada Antirroubo da Polícia Judiciária (PJ) de Lisboa e Vale do Tejo e viu confirmada a prisão preventiva.
Também uma outra mulher foi detida pelos inspetores, mas acabou por sair em liberdade depois de submetida a primeiro interrogatório judicial, estando em curso ainda diligências para identificar um outro homem, também suspeito de integrar o quarteto que a PJ acredita ser responsável por uma vaga de assaltos à mão armada na região da Grande Lisboa.
Na sequência das diligências realizadas, que contaram com a colaboração da PSP, a Polícia Judiciária apreendeu a arma utilizada para a prática dos crimes, os telemóveis roubados e diversos outros objetos relacionados com os crimes praticados.
Para já, os três suspeitos, com idades entre os 31 e os 40 anos, estão fortemente indiciados pela prática de dois assaltos a motoristas de táxi, um no concelho de Cascais e outro em Loures.
 
 
O ataque ao motorista de táxi, em Cascais, registou-se no dia 21, de madrugada. O casal, fazendo-se transportar num veículo, abordou o motorista, de 63 anos, junto à rotunda do Hospital de Cascais, em Alcabideche. A mulher, que era a condutora, estava em lágrimas e alegava andar perdida com o marido. Procuravam, alegaram, a rotunda de S. Miguel das Encostas. 
Sensibilizado, o motorista ofereceu-se, então, para os conduzir até ao destino, dizendo-lhes para seguir o táxi.
Porém, chegado a Carcavelos o taxista foi abordado por um outro casal, que lhe agradeceu a ajuda e até lhe perguntou quanto queria receber pelo serviço. Recusou.
Foi, então, que o homem sacou de uma arma de fogo e lhe apontou à cabeça. O taxista reagiu, envolvendo-se em luta, mas acabou dominado a murros e pontapés, um deles na cabeça.
Com o motorista prostrado, o agressor acabou por roubar a carteira da vítima, com cerca de 100 euros e, ainda, as chaves do táxi.
O quarteto acabou por colocar-se em fuga e o taxista teve necessidade de ser assistido na urgência do Hospital de Cascais.
 
Em declarações a Cascais24, João Bugia, coordenador de Investigação Criminal, que está a dirigir a Brigada Antirroubo da PJ de Lisboa e Vale do Tejo, reconheceu que estes ataques a taxistas revelam um novo “modus operandi”.
Ainda segundo o coordenador de Investigação Criminal, “a Polícia Judiciária irá prosseguir as diligências no sentido de apurar o eventual envolvimento dos ora detidos em outros crimes semelhantes, bem como na identificação de outros suspeitos”.
 
 

Grupo foge com cofre em assalto "relâmpago" a supermercado

Polícia vedou local depois do assalto noturno (Foto CASCAIS24)
Por Redação
26 agosto 2019
Cerca de três minutos foi o tempo necessário para que um número indeterminado de indivíduos arrombasse com um carro a montra da loja da cadeia de supermercados Spar, em Matarraque, São Domingos de Rana, esta segunda-feira, de madrugada, e fugisse com um cofre contendo presumivelmente largas centenas de euros.
 
O assalto "relâmpago" foi registado pelas três horas da madrugada no supermercado instalado nas Galerias Valmor, na rua Fernão de Magalhães, em Matarraque.
 
Os assaltantes recorreram a uma viatura para arrombar a montra do supermercado, onde entraram rapidamente e furtaram um cofre com um montante ainda não revelado, mas que guardaria a receita do fim de semana.
 
A viatura usada no arrombamento da montra foi abandonada junto ao supermercado (Foto CASCAIS24)
Os assaltantes abandonaram junto às instalações a viatura usada no arrombamento e fugiram com o cofre numa outra, confirmou, a Cascais24, fonte da PSP.
 
O assalto noturno também foi confirmado esta segunda-feira, de manhã, por uma fonte do Spar, em Matarraque, a qual, no entanto, escusou-se a revelar o montante guardado no cofre levado pelos assaltantes que, segundo tudo indicia, teriam perfeito conhecimento dos chamados cantos da casa.
 
A PSP, que compareceu no local, registou a ocorrência.
 

Ver o original em "CASCAIS24" na seguinte ligação::

https://www.cascais24.pt/p/blog-page_277.html

Grupos à pancadaria à porta de bar no centro histórico de Cascais

Por Redação

21 agosto 2019

Arua Marques Leal Pancada, paralela aos Paços do Concelho, em Cascais, foi palco esta segunda-feira, de madrugada, de violência entre dois grupos junto a um conhecido bar, confirmou, a Cascais24, fonte do Comando Metropolitano da PSP de Lisboa (Cometlis).

 
Os incidentes entre os dois grupos registou-se pouco antes das cinco horas da manhã.
 
Segundo um grupo de cinco indivíduos, com idades entre os 24 e os 27 anos, o ataque foi feito por um outro grupo, contituido por um "número indeterminado" de outros indivíduos.
 
A PSP só tomou conhecimento dos incidentes quando o grupo dos cinco apareceu na 50ª Esquadra, situada não muito longe, para denunciar o ataque.
 
Dois dos elementos do grupo queixoso apresentavam algumas escoriações e hematomas, o que levou a PSP a acionar o 112 por forma a serem assistidos em unidade hospitalar. 
 
No entanto, os dois recusaram o transporte à unidade hospitalar.
 
"Comparecemos junto à 50ª Esquadra com duas ambulâncias, mas recusaram o transporte ao hospital", confirmou, a Cascais24, João Loureiro, comandante dos Bombeiros de Cascais. Um dos membros do grupo acabou por formalizar queixa contra desconhecidos por furto da sua carteira.
 
Segundo Cascais24 apurou, os incidentes violentos junto ao bar na rua Marques Leal Pancada têm vindo a tornar-se recorrentes, havendo registo de algumas intervenções policiais.
 
 

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https://www.cascais24.pt/p/blog-page_402.html

ONDE PÁRA A GNR? Corridas ilegais junto ao Autódromo colocam em causa segurança rodoviária e perturbam moradores

Por Redação
18 agosto 2019
A via interna, paralela à A16 e junto ao Autódromo do Estoril, tornou-se, aos sábados, de madrugada, palco de corridas ilegais de carros, o chamado “street racing”, pondo em causa a segurança da circulação rodoviária e, pelo barulho ensurdecedor dos veículos, perturbando a tranquilidade e o sossego noturno dos moradores dos vizinhos bairros Calouste Gulbenkian e Cruz Vermelha. Um morador de um dos bairros próximos denunciou, a Cascais24, que esta “situação tornou-se recorrente, desde há cerca de 3 meses” e manifestou-se indignado por as autoridades policiais “não atuarem em conformidade”. 
  
“Onde pára, afinal, a GNR?”, questiona, revoltado, este morador, que enviou a Cascais24 um vídeo das corridas, este sábado à noite, e partilhado nas redes sociais, nomeadamente no Instagram.  Cascais24 procurou contatar este domingo a comandante do Subdestacamento da GNR de Alcabideche, tenente Inês Rabaça, mas sem sucesso. Recorda-se que a vertigem da velocidade e o gosto de viver no limite levam cada vez mais condutores, sobretudo jovens, a participarem em corridas não autorizadas de carros, o chamado “street racing”, que tem provocado algumas mortes no nosso País. A nível nacional, as forças de segurança tem sugerido um conjunto de medidas preventivas para tentar pôr um travão a este fenómeno, mas também tem reconhecido sérias dificuldades em lidar com o problema. Já quem pratica o “street racing” considera que “as corridas nunca vão acabar”. Algumas corridas ilegais chegam mesmo a ser publicitadas nas redes sociais, nomeadamente no Instagram com os “pilotos” em prova, como é o caso das provas junto ao Autódromo do Estoril. A par dos carros, as corridas ilegais de motos de grande cilindrada também têm usado algumas vias de Cascais, nomeadamente a Marginal e o Guincho, havendo a registar, pelo menos, quatro mortos em acidentes nos últimos meses.
 
 

Ver o original em "CASCAIS24" na seguinte ligação::

https://www.cascais24.pt/p/blog-page_733.html

PSP trava a tiro homem armado que lançou pânico na feira de Carcavelos

Por Redação
17 agosto 2019
Um homem, 27 anos, de etnia cigana, armado com uma navalha de grandes dimensões, lançou o pânico no recinto da feira de Carcavelos, esta quinta-feira, colocando em debandada centenas de pessoas e só foi neutralizado e detido depois de agentes da PSP terem efetuado disparos de intimidação para o ar, apurou Cascais24. Na origem dos incidentes terão estado desentendimentos com outros feirantes. Completamente descontrolado e em fúria, o homem ameaçou e colocou em causa a integridade física de dezenas de pessoas, que conseguiram escapar às tentativas de agressão. Em pânico, centenas de pessoas colocaram-se em debandada, procurando refugiar-se. Agentes da PSP, em serviço remunerado no recinto, intervieram, mas perante a agressividade do homem acabaram por ter que efetuar alguns disparos de intimidação para o ar para o desarmar e neutralizar. Residente na freguesia de São Domingos de Rana, o homem acabou por ser algemado e detido, com os agentes policiais a terem que usar da força muscular estritamente necessária para o dominar. Foi submetido a primeiro interrogatório judicial, esta sexta-feira, junto dos Serviços do Ministério Público de Cascais, mas não é conhecida a medida coação. A tradicional feira de Carcavelos, realiza-se todas as quinta-feira e é frequentemente procurada pela classe média-alta para fazer compras, sobretudo adquirir todo o tipo de vestuário e objetos de marca a preços relativamente acessíveis.
 
 

Ver o original em "CASCAIS24" na seguinte ligação::

https://www.cascais24.pt/p/blog-page_307.html

Ladrões de bicicletas tramados por anúncio no OLX

Por Redação
17 agosto 2019
Dois jovens, ambos de 20 anos, foram detidos, em flagrante, por agentes da Esquadra de Investigação Criminal da PSP de Cascais quando, em Alcântara, Lisboa, encontraram-se com um alegado comprador de bicicletas que tinham furtado de um armazém, em Oressa, Sintra, e colocado à venda na plataforma online OLX. Os suspeitos terão furtado quatro bicicletas, avaliadas em 9 mil euros, de um armazém em Oressa, concelho de Sintra, onde entraram por meio de arrombamento da porta de entrada. Menos de 24 horas depois do furto, os suspeitos fizeram publicar no OLX a venda de duas das bicicletas. O proprietário, que vive no concelho de Cascais e acabou por ver o anúncio e reconhecer as bicicletas, contatou, então, com os suspeitos, mostrando-se interessado na compra. No entretanto, contatou com agentes da Esquadra de Investigação Criminal da PSP de Cascais. O encontro foi marcado para Alcântara, em Lisboa, e esta quarta-feira, à noite, comprador e agentes policiais compareceram. Os dois suspeitos receberam voz de detenção e logo na altura foram resgatadas duas das bicicletas que tinham colocado à venda na plataforma online. As outras duas foram resgatadas mais tarde, nas traseiras da habitação de um dos jovens suspeitos, também a viver em Oressa. Os dois suspeitos, um a residir em Oressa e outro em Queluz, foram constituídos arguidos e encontram-se em liberdade, a aguardar os ulteriores trâmites processuais.
 
 
 
 

Ver o original em "CASCAIS24" na seguinte ligação::

https://www.cascais24.pt/p/blog-page_577.html

Reclusos morrem à sexta-feira no Linhó

Por Redação
16 agosto 2019
Um recluso, de 33 anos, foi encontrado morto, esta sexta-feira, de manhã, na cela individual que ocupava no Estabelecimento Prisional de alta segurança do Linhó, na freguesia de Alcabideche.
 
É o terceiro recluso, desde o início do ano, encontrado morto, por enforcamento, sempre a uma sexta-feira, de manhã, naquela cadeia de alta segurança.
 
"Trata-se de uma infeliz coincidência", disse, a Cascais24, fonte próxima dos Serviços Prisionais, que pediu o anonimato.
 
O recluso foi encontrado enforcado na cela individual e o alerta dado pelas 8h37 de esta sexta-feira.
 
Embora tudo aponte para um alegado suicídio, a Polícia Judiciária (PJ) de Lisboa e Vale do Tejo  fez deslocar ao estabelecimento prisional uma brigada da Secção de Homicídios.
 
Já a 5 de abril último, uma sexta-feira, um outro recluso, 30 anos, foi encontrado morto na cela individual que ocupava no Estabelecimento Prisional do Linhó, confirmou, na altura, a Cascais24, a Direção Geral de Reinserção e Serviços Prisionais.
 
 
O alerta foi dado pelas 8h47, depois do recluso ter sido encontrado enforcado na respetiva cela.
Questionada, então, porCascais24, a Direção Geral de Reinserção e Serviços Prisionais confirmou que "os elementos da vigilância do Estabelecimento Prisional do Linhó, durante abertura matinal das celas , deram conta que um recluso se havia suicidado na sua cela de habitação individual".
 
Ainda segundo os serviços prisionais,  "os serviços clínicos do estabelecimento encetaram, de imediato, manobras de reanimação, ao mesmo tempo que era ativado o INEM, que veio a confirmar o óbito".
 
Finalmente e sem confirmar e/ou responder a outras questões levantadas porCascais24, os serviços prisionais concluíram que "como decorre do legalmente previsto, foram feitas as comunicações às autoridades policiais, judiciais e de saúde competentes, tendo o corpo sido encaminhado para autópsia".

 
Recorda-se que o Estabelecimento Prisional do Linhó é de alta segurança e a sua população prisional é, maioritariamente, constituída por reclusos condenados, na faixa etária dos 21 aos 30 anos.
 
 
 
 
 
 

 

Ver o original em "CASCAIS24" na seguinte ligação::

https://www.cascais24.pt/p/blog-page_798.html

Dois idosos atropelados na passadeira

Por Redação
16 agosto 2019
Dois idosos foram atropelados esta sexta-feira, de manhã, numa passadeira, na rua Carlos Anjos, em Amoreira e tiveram necessidade de ser transportados pelos Bombeiros de Alcabideche à urgência do Hospital de Cascais.
 
O duplo atropelamento registou-se pouco depois das onze horas da manhã numa passadeira junto ao supermercado Aldi, confirmou, a Cascais24, fonte dos Bombeiros de Alcabideche.
 
Os dois feridos, um homem, de 69 anos e uma mulher, de 66 anos, foram atropelados por um ligeiro e depois de estabilizados pelas equipas de socorro foram conduzidos à unidade hospitalar.
 
Nas operações de socorro estiveram empenhados 7 operacionais, apoiados por 4 veículos, dos Bombeiros de Alcabideche e a GNR, que registou a ocorrência.
 
 

Um dos maiores traficantes de armas do mundo é detido em Portugal

Armas usadas pelo crime organizado chegam pela Tríplice Fronteira, Norte do país e dos EUA (imagem referencial)
© AFP 2019 / Yasuyoshi Chiba

O maior traficante de armas da Bélgica e um dos maiores do mundo, Jacques Monsieur, foi detido na cidade portuguesa de Évora, onde estava escondido. As autoridades belgas preveem solicitar a sua extradição.

Nesta quinta-feira (15) a polícia federal da Bélgica declarou a prisão de Monsieur, também conhecido como "Marechal" ou "Raposa", que se crê ter estado envolvido no fornecimento de armas a participantes em quase todos os grandes conflitos dos últimos 35 anos.

A detenção foi efetuada por agentes da polícia portuguesa em uma fazenda próxima de Évora. A detenção foi possível graças à cooperação dos serviços de policiais franceses, belgas e portugueses, afirmou a agência.

O traficante de armas fugitivo foi encontrado devido a uma conta por pagar pelo transporte de cavalos de sua fazenda na França para Portugal. Esta pista permitiu que os investigadores o localizassem.

Monsieur deve se apresentar perante o juiz nesta sexta-feira (16).

Histórico criminal

O traficante belga, de 66 anos, havia sido condenado em 2018 a quatro anos de prisão por remessas ilegais de armas automáticas, veículos blindados, helicópteros e outros equipamentos utilizados em conflitos, bem como pelo fornecimento de armas à Líbia, Chade, Paquistão e Irão.

Jacques Monsieur foi condenado por tráfico de material militar para países em guerra, onde introduziu, entre 2006 e 2009, armas automáticas, munições e até tanques, helicópteros e aviões.

De acordo com a TVI, que cita a acusação, Monsieur vendeu 100 mil armas automáticas à Líbia; tanques e helicópteros à Guiné Bissau; material militar ao Irã, 200 mil armas automáticas e munições, helicópteros e outras aeronaves militares ao Chade (na época de sua guerra civil); e lança-foguetes e metralhadoras ao Paquistão.

Os meios de comunicações belgas consideram que o traficante esteve envolvido no fornecimento de armas no contexto de quase todos os grandes conflitos dos últimos 35 anos. Nos anos 80, era suspeito de fornecer armas ao Irã durante a guerra com o Iraque.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/europa/2019081614394978-um-dos-maiores-traficantes-de-armas-do-mundo-e-detido-em-portugal/

Suspeito de violência doméstica detido pela GNR tinha em casa armas ilegais

Por Redação
12 agosto 2019
A GNR deteve, em Alcabideche, um homem, 51 anos, por suspeita de exercer violência psicológica sobre a mulher, 50 anos, e confiscou-lhe na habitação duas armas de fogo e duas outras brancas, bem como 41 munições.
Segundo uma nota do Comando Territorial da GNR de Lisboa, divulgada esta segunda-feira, a detenção registou-se na sexta-feira na freguesia de Alcabideche e foi executada por militares do respetivo Subdestacamento.
Na sequência de uma denuncia, o suspeito foi intercetado na via pública.  Posteriormente, os militares efetuaram uma busca domiciliária, onde encontraram e confiscaram uma caçadeira, uma pistola, 41 munições e duas armas brancas de consideráveis dimensões.
Detido por suspeita de violência doméstica e posse ilegal de armas, o homem foi submetido no sábado a primeiro interrogatório judicial, tendo sido depois libertado, mediante Termo de Identidade e Residência (TIR).
 
 

Seis feridos em colisão entre ligeiro e autocarro na Parede

Por Redação
08 agosto 2019
Quatro feridos leves transportados à urgência do Hospital de Cascais e dois outros assistidos no local, foi o balanço de uma colisão entre um veículo ligeiro e um autocarro da Scotturb, esta quinta-feira, à tarde, no centro de Parede, confirmou, a Cascais24, Pedro Araújo, comandante dos Bombeiros de Parede.
 
O acidente registou-se pouco depois da uma hora da tarde no cruzamento entre a avenida da República e a rua José Elias Garcia.
 
Em consequência da colisão, ficaram feridos um ocupante do veículo ligeiro e três passageiros do autocarro, os quais, depois de estabilizados, foram transportados à urgência do Hospital de Cascais.
 
Dois outros feridos leves foram assistidos no local pelas equipas de socorro e não tiveram necessidade de ser encaminhados para a unidade hospitalar.
 
Nas operações de socorro estiveram envolvidos 18 operacionais, apoiados por 7 veículos, dos Bombeiros de Parede, com o apoio de Carcavelos e São Domingos de Rana, a moto do INEM e, ainda, a PSP, que registou o acidente e irá agora apurar as circunstâncias em que ocorreu.
 
 

Ver o original em "CASCAIS24" na seguinte ligação::

https://www.cascais24.pt/p/blog-page_433.html

Suspeito de agredir a mulher e a filha de 10 anos detido pela GNR em Alcabideche

Por Redação
06 agosto 2019
Um homem, 40 anos, foi detido este domingo, pela GNR, em Alcabideche, pelo crime de violência doméstica e viu confirmada a prisão preventiva.
 
Segundo uma nota do Comando Territorial da GNR de Lisboa, divulgada esta terça-feira, o homem foi detido pelos militares no domicílio, depois da mulher,34 anos e da filha de 10 anos, terem fugido de casa e pedido ajuda a uma vizinha.
Na sequência das diligências, foi possível apurar que o agressor exercia violência física e psicológica a ambas, tendoos militares verificadoque a mulher apresentavaferimentos.
O homem encontra-se em situação irregular emterritórionacional.
 
Submetido a primeiro interrogatório judicial junto do Tribunal de Cascais, acabou por ver confirmada a prisão preventiva, tendo recolhido ao Estabelecimento Prisional de Caxias.
 
 
 

https://www.cascais24.pt/p/blog-page_160.html

Quatro feridos um deles golpeado no pescoço com copo partido em rixa em café de Sassoeiros em final da Supertaça

Por Redação
05 agosto 2019
No café 2000, na rua Luís de Camões, em Sassoeiros, Carcavelos, o final da Supertaça disputada este domingo, à noite, entre Benfica e Sporting ficou marcado por quatro feridos, um dos quais agredido no pescoço com um copo partido, confirmou, a Cascais24, fonte policial.
 
Uma alegada troca de palavras entre um grupo constituído por cinco a seis indivíduos, com idades entre os 20 e os 30 anos, e duas mulheres, ambas cunhadas, que estavam no café, acabou em agressões violentas.
 
As mulheres foram agredidas a murro por membros do grupo e os respetivos maridos, que terão chegado entretanto, também não escaparam à fúria dos alegados agressores.
 
Um dos homens, 44 anos, marido de uma das mulheres, foi mesmo atingido com gravidade no pescoço com o copo partido por um dos agressores, para além de ferimentos no rosto e acabou por ter que ser transportado à urgência do Hospital de Santa Maria, em Lisboa.
 
Segundo fonte da PSP disse, a Cascais24, a rixa começou no interior do café e terminou com as violentas agressões no exterior.
 
De acordo com a mesma fonte, o grupo agressor colocou-se em fuga e, para além do ferido grave, transportado ao Hospital de Santa Maria, em Lisboa, um outro recorreu pelos seus próprios meios à urgência do Hospital de Cascais.
 
Aparentemente, as duas mulheres não tiveram necessidade de ser assistidas.
 
A PSP que compareceu no local e registou a ocorrência, comunicou o incidente à Polícia Judiciária (PJ) de Lisboa e Vale do Tejo por tudo indiciar de que a agressão com o copo partido pode configurar um crime de homicídio na forma tentada.
 
Entretanto, segundo Cascais24 apurou, também a Esquadra de Investigação Criminal da Divisão Policial de Cascais está em campo, na tentativa de identificar, localizar e deter os membros do grupo suspeito. "Não tenho tempo para estar na conversa, tenho a casa cheia de clientes", afirmou, esta segunda-feira, à tarde, o dono do café ao ser contatado por Cascais24.
 
 
 

Ver o original em "CASCAIS24" na seguinte ligação::

https://www.cascais24.pt/p/blog-page_224.html

Condenado a 12 anos de prisão por abuso sexual de menores detido pela PSP em Carcavelos

 

Por Redação
05 agosto 2019
Um homem, 32  anos, foi detido pela PSP, em Carcavelos, para cumprir 12 anos de prisão efetiva por abuso sexual de menores.
 
A detenção foi efetuada na sexta-feira, à tarde, por agentes da Divisão Policial de Cascais.
 
Contra o homem pendia um mandado de detenção para cumprimento de 12 anos de prisão.
 
O homem fora julgado e condenado pela prática de 7 crimes de abuso sexual de menores.
 
Recolheu ao Estabelecimento Prisional de Caxias.

 

Ver o original em "CASCAIS24" na seguinte ligação::

https://www.cascais24.pt/p/blog-page_985.html

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