Segurança

Presidente colocado em segurança no hotel Albatroz durante assalto de gang a loja com 5 feridos em Cascais

27 maio 2020
OPresidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, teve que ser colocado em segurança por agentes do Corpo de Segurança Pessoal da PSP, esta terça-feira, ao início da noite, no hotel Albatroz, em Cascais, por encontrar-se nas proximidades de incidentes marcados por um alegado assalto a um estabelecimento da rua Direita, do qual vieram a resultar cinco feridos, três dos quais agentes policiais, apurou Cascais24.
 
Os incidentes tiveram lugar por volta das oito horas da noite quando, em circunstâncias ainda por apurar, um gang, alegadamente formado por jovens africanos, terá procurado tomar de assalto um estabelecimento explorado por emigrantes indianos.
 
Em consequência dos confrontos, o lojista, indiano, 47 anos, teve que ser transportado pelos Bombeiros de Cascais à urgência do Hospital de Cascais.
 
Três agentes da PSP também ficaram feridos, embora apenas um deles tivesse necessidade de ser assistido mais tarde na mesma urgência hospitalar.
 
Segundo Cascais24 apurou, a PSP acabou por deter três suspeitos, um dos quais também teve necessidade de receber posteriormente tratamento hospitalar.
 
Ainda de acordo com o que Cascais24soube, o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa que circularia na altura entre as praias da Conceição e da Rainha, foi conduzido de imediato pelos agentes do Corpo de Segurança Pessoal para o interior do vizinho hotel Albatroz.
 
 


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PSP detém dois polícias suspeitos de integrar grupo criminoso violento

 

Dois polícias foram detidos numa operação que a PSP está a realizar, esta quarta-feira, em várias zonas do país, em particular em Lisboa e em Setúbal, no âmbito de uma investigação sobre um grupo criminoso violento com “atividades altamente lucrativas”.

 

Segundo um comunicado do Comando Metropolitano de Lisboa da Polícia de Segurança Pública (PSP), a investigação teve início há cerca de um ano, sob a direção do Departamento Central de Investigação e Ação Penal e o grupo, integrado por vários suspeitos, incluindo os dois polícias, tem atuado em várias zonas do território nacional.

Em causa estão crimes de associação criminosa, corrupção, favorecimento pessoal praticado por funcionário, extorsão, coação, detenção de armas proibidas e tráfico de estupefacientes.

“Neste momento, encontra-se em curso uma ação operacional, com extensão em várias zonas do país, destacando-se os distritos de Lisboa e Setúbal, dando-se cumprimento a vários atos processuais, através da realização de mais de 30 buscas”, refere o comunicado emitido esta manhã.

 
 

De acordo com o comando metropolitano, há a registar “quatro detidos, entre os quais dois polícias da PSP, bem como a constituição de mais de uma dezena de arguidos e diversas apreensões”.

Um dos suspeitos, refere ainda a polícia, está já desde novembro de 2019 em prisão preventiva, no âmbito de outro processo, por suspeita de tentativa de homicídio.

A PSP remete para mais tarde a divulgação de mais informações sobre a operação, denominada “Dupla Face”.

// Lusa

 
 
 

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Menor de 13 anos esfaqueado numa perna em rixa entre dois grupos na praia de Carcavelos. Polícia identifica 5 suspeitos

Por Redação
23 maio 2020
Um menor, 13 anos, foi esfaqueado numa perna, este sábado, ao final da tarde, durante uma rixa entre dois grupos, na praia de Carcavelos.
 
Considerado ferido leve, o menor foi transportado pelos Bombeiros de Carcavelos e São Domingos de Rana à urgência do Hospital de Cascais, confirmou, a Cascais24, Paulo Santos, comandante da corporação.
 
Entretanto, Rui Teixeira, Capitão do Porto de Cascais e Comandante Local da Polícia Marítima disse, a Cascais24, que foram identificados cinco suspeitos de envolvimento nos confrontos.
 
Os confrontos entre os dois grupos registou-se por volta das seis horas e meia da tarde, em circunstâncias que as autoridades vão agora procurar esclarecer.
 
Nos incidentes, que provocaram pânico entre outros banhistas, terão estado envolvidos mais de 20 jovens, que dispersaram à chegada dos agentes da Polícia Marítima e da PSP.
 

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PJ suspeita que idosa morta à facada deixou marcas no assassino

21 maio 2020
Os inspetores da Secção de Homicídios da PJ, que investigam o assassínio da idosa, 87 anos, na habitação, no Bairro dos Pescadores, em Cascais, não excluem a hipótese de que ela possa ter deixado marcas no assassino ao oferecer resistência antes de, fatalmente, ser atingida com uma facada no pescoço, apurou Cascais24.
“Apesar da sua avançada idade, tudo indicia de que a senhora terá lutado com o agressor, deixando-lhe provavelmente marcas, sobretudo ao nível dos membros superiores”, confidenciou, a Cascais24, fonte próxima da investigação.
Entretanto, o neto - um conhecido atleta olímpico do Sport Lisboa e Benfica, que possuía a chave da habitação e fez a macabra descoberta, esta terça-feira, à tarde, foi ouvido nas últimas horas como testemunha pelos inspetores da Secção de Homicídios da PJ de Lisboa e Vale do Tejo.
O homem, na casa dos 30 anos, seria visita frequente de casa da avó a ponto de possuir a chave da habitação e, inclusivamente, teria estado com a idosa pela última vez no sábado, sendo, à partida, a última pessoa que a viu com vida.
Este neto da vítima foi alertado na terça-feira, à tarde, pela cabeleireira da avó de que algo de estranho estaria a passar-se, pois a idosa não respondia aos toques na porta da habitação.
Já no local, o homem abriu a porta e deparou-se com a avó morta.
Francelina Santos, 87 anos, jazia num charco de sangue, com uma faca espetada no pescoço.
Apresentava, ainda, segundo as perícias forenses, sinais no corpo de ter oferecido resistência ao assassino.
Entretanto, todas as evidências sobre a autoria do crime apontam, segundo moradores e vizinhos, para um outro neto de Francelina Santos- um homem, 48 anos, que vive como sem-abrigo e com antecedentes de violência e de ameaças, quer à vítima, quer a vizinhos.
Este homem, que sofrerá de esquizofrenia, era presença constante junto da casa da avó, que lhe fornecia comida através da porta, sem, ao que parece, o deixar entrar na habitação.
No entanto, apurou Cascais24, a idosa há muito que não abria a porta a este neto e, ultimamente, sempre que ele aparecia, chamava a polícia, o que não terá acontecido de esta vez, apesar de haver quem assegure ter ouvido o suspeito pelas 6h30 de domingo aos gritos e aos pontapés à porta da habitação da avó, o que seria uma prática habitual quando a procurava para pedir comida ou dinheiro.
“Provavelmente, a senhora já estaria morta”, observou outra fonte a Cascais24.
Porém, só a autópsia ao corpo poderá determinar o dia e a hora aproximadas da morte, bem como a respetiva causa, embora, à partida, o uso da arma branca no pescoço da vítima, que ficou quase degolada, não ofereça grandes e/ou quaisquer dúvidas.
A PJ que espera resolver este caso de homicídio muito em breve continua, todavia, a procurar o neto suspeito, o qual, por coincidência ou não, deixou de ser visto no bairro desde segunda-feira e está a ser procurado na região.
Até ao momento e apesar de alguns “avistamentos”, as buscas para o localizar têm sido infrutíferas.
“Encontrar este sujeito é fulcral para a investigação”, observou fonte próxima da PJ.
 
 
 
 

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Sindicato da PSP quer salário de 1.250 euros (e não os atuais 789) para polícias em início de carreira

 

A Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP/PSP) defendeu esta quinta-feira um salário de 1.250 euros para os polícias em início de carreira, justificando o valor com as “exigências da missão”. Atualmente, os profissionais em início de carreira auferem 789 euros.

 

A posição consta num comunicado para dar as boas vindas aos 571 novos agentes, que na quarta-feira realizaram a cerimónia de final de curso, noticia a agência Lusa.

Na nota, ASPP dá conta que a maioria destes polícias vão ser colocados em Lisboa, onde existem dificuldades de alojamento e vão receber um salário base de 789 euros, além de lhes ser exigido que “deem a vida se preciso for”.

“O salário em início de carreira na polícia deveria ser no mínimo de 1.250 euros. Mais justo tendo em conta as exigências da missão”, defende o maior sindicato da PSP.

Para a ASPP, os novos polícias vão conhecer uma instituição “que não consegue encontrar instrumentos para motivar ou manter a motivação dos profissionais, que as perspetivas de carreira são quase nulas e que o apoio do poder político no desempenho da missão praticamente não existe”.

Segundo a Associação Sindical dos Profissionais da Polícia, a PSP enfrenta os mesmos problemas há anos. A ASPP apelou ainda ao Governo para rever “o mais breve possível alguns dos procedimentos internos”, nomeadamente carreiras, salários, sobretudo no início da carreira, direitos e as compensações a atribuir.

Ministro realça o contributo das forças de segurança

Nesta quinta-feira, o ministro da Administração Interna realçou o “contexto singular” em que decorreu o compromisso de honra dos 571 novos agentes da PSP, saudando a forma como as forças de segurança intervieram durante o estado de emergência.

Eduardo Cabrita presidiu à cerimónia de compromisso de honra dos 571 alunos do 15.º curso de formação de agentes e do 2.º curso de formação de agentes da banda de música da PSP, assistindo ao ato solene que decorreu na Escola Prática de Polícia, em Torres Novas (Santarém), em simultâneo com outros 37, em vários pontos do país, cada um com a presença de duas dezenas de alunos e sem a presença de familiares e amigos, devido às medidas decorrentes da pandemia da covid-19.

No discurso proferido numa parada quase vazia, com os novos agentes a guardarem uma distância de mais de dois metros entre si, o ministro afirmou que, durante o período de 45 dias do estado de emergência, num regime de exceção vivido pela primeira vez em democracia, as forças de segurança foram “decisivas” para a forma como as populações cumpriram as regras de confinamento.

Eduardo Cabrita realçou a forma “proporcional” e “adequada” da atuação policial, sublinhando que “nunca houve qualquer alegação de abuso de autoridade” e que a forma pedagógica, de aconselhamento e apoio às populações foi determinante para a aplicação das medidas de recolhimento, sem comprometer as liberdades, sinal de que Portugal vive numa “democracia madura”.

“Ao contrário do que alguns previam, neste período, a segurança foi mantida, a criminalidade baixou e a confiança dos portugueses nas instituições foi reforçada”, disse.

O ministro recordou que Portugal surgiu em 2019 no 3.º lugar no ranking do Global Peace Índex, subindo 15 lugares em cinco anos, afirmando-se “como um dos países mais seguros do mundo”. Eduardo Cabrita declarou que a entrada de 571 novos agentes na PSP se insere no esforço de “rejuvenescimento” desta força policial, lembrando que o plano plurianual de admissões aprovado no orçamento do Estado para 2020 prevê o recrutamento de mil novos agentes até 2023.

ZAP // Lusa

 
 
 

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Idoso de 80 anos sofre queimaduras em incêndio habitacional no Murtal

Por Redação
19 maio 2020
Um idoso, 80 anos, sofreu queimaduras graves, na sequência de um incêndio habitacional, esta terça-feira, ao início da noite, no Murtal.
 
Segundo disse, a Cascais24, Pedro Araújo, comandante dos Bombeiros de Parede, "o senhor apresentava queimaduras de 2º grau e depois de assistido no local pela VMER do Hospital de Cascais, foi transportado a uma unidade hospitalar".
 
Pedro Araújo, comandante dos Bombeiros de Parede
O alerta foi dado pouco antes das oito horas da noite para um incêndio habitacional, na avenida Infante D. Henrique, no Murtal.
 
O incêndio foi extinto pelos Bombeiros de Parede, que compareceram prontamente, com a ajuda de populares.
 
Nas operações de socorro estiveram mobilizados 12 operacionais, dos Bombeiros de Parede, a VMER do Hospital de Cascais e a PSP, apoiados por cinco viaturas.
 
Esta foi a segunda intervenção dos Bombeiros de Parede, em 24 horas, em incêndios habitacionais na sua área de jurisdição.
 
Já ontem, segunda-feira, à tarde, foram acionados para um incêndio na garagem de um edifício, na rua Os Maias, Alto do Mação, em Matarraque, conforme Cascais24 então noticiou.
 
O fogo, que deflagrou ao nível do piso menos 1, foi rapidamente dominado, mas os Bombeiros só tiveram acesso ao espaço horas depois de terem efetuado trabalhos de ventilação.
 
O trabalho dos Bombeiros no combate ao fogo na garagem, em Matarraque, foi bastante elogiado nas redes sociais
O fumo intenso chegou a causar algum alarme entre os moradores, os quais, mais tarde, nas redes sociais, elogiaram a rapidez na intervenção dos Bombeiros de Parede, que foram apoiados pela corporação de Carcavelos e São Domingos de Rana. 
 
 
Na garagem, que também serve de arrecadação, registaram-se danos no recheio e na rede de águas residuais, afirmou, esta terça-feira, a Cascais24, o comandante Pedro Araújo.
 
 
 
Multimédia
(Veja aqui a chegada dos Bombeiros de Parede à garagem em Matarraque)
 
 
 

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https://www.cascais24.pt/p/blog-page_1779.html

GNR combate corridas ilegais junto ao Autódromo e confisca 9 veículos

18 MAIO 2020
Forças da GNR do Comando Territorial de Lisboa lançaram, este sábado, uma operação de combate ao “street racing”, que desde há cerca de um ano tem vindo a ter por palcoa via interna, paralela à A16 e junto ao Autódromo do Estoril, tendo confiscado nove viaturas,oito das quais por alteração das características regulamentares dos veículos.
Recorda-se que as corridas ilegais e manobras perigosas na via pública, junto ao Autódromo, foram, em tempos, alvo de notícia no Cascais24 e segundo a qual o chamado “street racing” estava a pôr em causa a segurança da circulação rodoviária e, pelo barulho ensurdecedor dos veículos, perturbando a tranquilidade e o sossego noturno dos moradores dos vizinhos bairros Calouste Gulbenkian e Cruz Vermelha.
Também moradores da área tinham há algum tempo denunciado e pedido a intervenção do Ministério Público (MP) de Cascais para pôr fim a estas práticas marginais.
Este domingo, de madrugada, militares do Destacamento de Sintra, com o apoio do Destacamento de Trânsito de Carcavelos, desencadearam uma operação de envergadura, que culminou na apreensão dos 9 veículos e no levantamento de 14 autos de contraordenação.
Segundo a GNR, das 9 viaturas apreendidas, oito foram poralteração das características regulamentares dos veículos, com os proprietários a serem notificados para as submeterem a inspeção extraordinária.
Já relativamente aos 14 autos de contraordenação instaurados, sabe-se que oito foram por transformação de veículos com características não averbadas no Documento Único Automóvel; três por falta de seguro de responsabilidade civil obrigatório; um por falta de inspeção periódica válida e, finalmente, um por circulação sem matrícula. 
Ao todo, nesta operação, a força da GNR fiscalizou 35 viaturas.
Multimédia 
(vídeo publicado por CASCAIS24 em agosto de 2019)
 
Noticia relacionada 
 
 

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Quatro detidos depois de cerco e ameaças a agentes da PSP em Abóboda

Por Redação 
18 maio 2020
Quatro pessoas foram detidas, este domingo, às primeiras horas da manhã, em Abóboda, depois de terem cercado, injuriado e ameaçado agentes da PSP de Trajouce chamados por moradores incomodados pelos ruídos provocados por um ajuntamento de cidadãos com várias viaturas com música em alto volume, confirmou, a Cascais24, fonte oficial do Comando Metropolitano da PSP de Lisboa (Cometlis).
 
Os incidentes registaram-se por volta das seis horas da manhã na praceta Luís de Sá, em Abóboda, precisou a mesma fonte, segundo a qual "à chegada dos agentes da PSP os cidadãos concentrados com viaturas adotaram uma postura rude e agressiva, tendo inclusivamente cercado os polícias", que tiveram necessidade de pedir reforços.
 
A PSP havia sido alertada por moradores, incomodados com os barulhos provenientes do ajuntamento de cidadãos, a maioria dos quais transportavam-se em viaturas.
 
Para além de não terem acatado as ordens de dispersão, os cidadãos reagiram de forma agressiva para com os agentes policiais.
 
Já com a chegada de reforços, quatro pessoas acabaram por receber ordem de detenção por ameaças e coação, tendo sido conduzidas às instalações policiais, onde, segundo a mesma fonte, alguns deles "prosseguiram uma postura agressiva e ameaçadora" contra os agentes.
 
Tratam-se de quatro jovens, um com 27 anos, dois outros com 26 e um quarto com 23 anos.
 
Depois de identificados, foram libertados, devendo agora ser notificados pelo Ministério Público para comparecerem no Tribunal de Cascais.
 
 

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O SEF que tortura e mata, o SEF que viola a lei, o SEF que continua impune

 
São às dezenas as notícias sobre crimes cometidos por funcionários, inspectores e chefias do SEF.

 

Não será abusivo dizer que esta é a força inspectiva com mais suspeitas de corrupção em todo o país, envolvendo directamente, na esmagadora maioria dos casos, as chefias, ou melhor, em situações dirigidas pelas chefias, actuando sempre em total abuso de poder e aproveitando-se da impunidade que, ano após ano, impera, apesar das notícias que se tornam públicas. Pode cair um ou outro director, mas a rede está montada e, mais do que corrupção, porque estamos a falar de vidas e direitos humanos, estamos perante casos de crime organizado que, recentemente, resultaram em homicídio e tortura. Num caso que se tornou conhecido. Porque é bem possível que se tenham dado outros casos, atentos os contornos da barbaridade selvática passada no aeroporto de Lisboa.

De acordo com o jornal Público, o  cidadão ucraniano que morreu no SEF do aeroporto esteve 15 horas manietado com fita-cola e algemas. Foi visto assim por enfermeiros, inspectores, chefes. Ficou numa sala, preso, durante horas, com calças pelos joelhos e cheiro a urina. Médico que passou óbito não viu agressões e deu-a como morte natural. Auto de óbito do SEF também não refere qualquer lesão.

Segundo testemunhos à Polícia Judiciária, momentos antes de morrer, Ihor Homenyuk tinha as mãos atrás das costas presas com algemas de metal, além de algemas de pano. As mãos estavam roxas; os tornozelos amarrados e no corpo tinha as marcas de fita-cola; as calças estavam puxadas até aos joelhos, molhadas por urina, e assim ficou durante pelo menos oito horas.

Durante esse período em que esteve detido, inspectores, seguranças, enfermeiros, o médico que declarou o óbito entraram ou ficaram à porta da sala e viram-no assim.

Eu, como cidadã, quero e tenho o direito de saber, onde estão António Sérgio Henriques, director de fronteiras e Amílcar Vicente sub-director, e de que crimes serão acusados. Quero saber quem são os três inspectores, são trabalhadores do Estado que torturaram e mataram um homem, e quero saber porque é que estão em prisão domiciliária e não em prisão preventiva.

Quero saber porque é que ainda não se demitiu a Directora Nacional do SEF, Cristina Gatões, se, só em 2020 já houve um homicídio perpetrado pelo SEF e foram descobertos cerca de 300 requerentes de asilo a viver em Arroios em condições desumanas, com fome, sem qualquer cuidado sanitário face à pandemia (64 deles ao lado de uma delegação do SEF) com o conhecimento desta instituição e do Centro Português para Refugiados.

Quero saber porque é que o MAI não se pronuncia sobre este caso, não indicia um processo profundo de investigações a todos os inspectores que desenvolvem funções no CIT do aeroporto, a todos os diretores envolvidos.

Quero saber porque é que o MAI, apesar das múltiplas denúncias de advogados sobre as reiteradas violações dos direitos dos migrantes e requerentes de asilo, do impedimento da presença de advogado, da não apresentação a juiz, nunca fez nada.

Quero saber porque tenho esse direito, porque não quero viver num país que tortura pessoas, que as fecha numa sala, sem direitos, sem nada, as espanca, as humilha, as tortura até à morte e nada acontece aos responsáveis - a todos.

O SEF não pode continuar a agir impunemente, a desrespeitar os mais básicos direitos humanos, a fazê-lo sobretudo com as populações mais vulneráveis a quem já roubaram todos os direitos e humanidade.

Digam-me, se um dia forem vocês a entrar num qualquer país, se forem encaminhados para uma sala, não quererão que alguém esteja a exigir, do outro lado da porta, que nenhum direito seja violado? Exijam a responsabilidade e a justiça agora. Para Ihor e para muitos outros, aqui neste país, já é tarde demais.

 

Ver original em 'Manifesto 74' na seguinte ligação:

http://manifesto74.blogspot.com/2020/05/o-sef-que-tortura-e-mata-o-sef-que.html

Ucraniano esteve 15 horas preso numa sala. Enfermeiro diz que avisou SEF para o levarem ao hospital

 

O ucraniano que morreu no Centro de Instalação Temporária (CIT) do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) do Aeroporto de Lisboa esteve 15 horas manietado com fita-cola e algemas. 

 

Segundo a edição deste domingo do Público, Ihor Homenyuk, o ucraniano que faleceu no Centro de Instalação Temporária (CIT) do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) do Aeroporto de Lisboa, esteve manietado numa sala, durante 15 horas, com fita-cola, ligaduras e algemas de metal.

Por volta das 2h da madrugada do dia 12 de março, um dos enfermeiros que assistiu Ihor avisou os inspetores do SEF de que, “face à sua condição”, o homem precisava de cuidados médicos e devia ser levado a um hospital, o que acabou por não acontecer.

O diário dá conta de que, seis horas depois, o ucraniano detido, de 40 anos, estaria morto. Os três inspetores do SEF foram detidos e encontram-se atualmente em prisão domiciliária, por causa da pandemia de covid-19.

Segundo a descrição que o enfermeiro fez à Polícia Judiciária (PJ), Ihor esteve 15 horas preso numa sala e estava assustado: de cada vez que o enfermeiro se aproximava para lhe administrar medicamentos, Ihor protegia a face, que na altura já revelava uma escoriação no lado direito, com os braços. Além disso, tinha uma das mangas do casaco descosidas e tentou por várias vezes seguir o enfermeiro para fora da divisão.

Questionado pela PJ sobre se Ihor Homenyuk representava ou não uma ameaça, o mesmo enfermeiro respondeu que não lhe pareceu que o ucraniano fosse tornar-se violento.

O mesmo enfermeiro referiu que, antes de sair, viu o ucraniano manietado com fita-cola nas mãos e nos pés; avisou os seguranças que, não sendo aquele material maleável, ele não poderia ficar assim. Um dos seguranças confessou à investigação ter sido ele a fazê-lo.

Na ficha da ocorrência, a equipa médica escreveu que Ihor estava com agitação psicomotora, com suores e pele ruborizada com pequenas escoriações na face “sem hemorragia ativa”. No relatório, adiantam também ter alertado para a necessidade de ir ao serviço de urgência se a situação continuasse.

Os inspetores do SEF, suspeitos de matar à pancada o imigrante ucraniano, alegam que este já tinha sido agredido quando o viram pela primeira vez.

A tese da defesa alega que entre o momento em que os três inspetores estiveram com a vítima e esta ter sido encontrada, passaram-se oito horas sem que “se saiba se mais alguém entrou na sala ou se esteve com o imigrante”. Segundo uma fonte judicial consultada pelo Expresso, estas horas estão envoltas “numa nuvem”.

Em sequência deste caso, o ministério da Administração Interna anunciou que a direção de Fronteira de Lisboa, incluindo o diretor António Sérgio Henriques, foi demitida.

ZAP //

 
 
 

Ver original em 'ZAP aeiou' na seguinte ligação:

https://zap.aeiou.pt/ucraniano-15-horas-preso-sala-323598

Piloto de Parapente que caiu na Bafureira terá “cometido um crime”, diz presidente da Federação Portuguesa de Voo Livre

05 maio 2020
Eugénio de Almeida, presidente da Federação Portuguesa de Voo Livre, em telefonema para Cascais24, condenou esta terça-feira, à noite, o comportamento do piloto de parapente que caiu na praia da Bafureira – um homem, na casa dos 50 anos que, depois de resgatado pelos Bombeiros de Parede, foi transportado à urgência do Hospital de Cascais.
“A ser um piloto federado, cometeu um crime grave”, afirmou, a Cascais24, o presidente da respetiva federação, explicando que “naquele espaço é proibida a prática” e especificou que “existe uma estrada Marginal, um caminho ferroviário e, ainda, o aeródromo de Tires”.
Conforme Cascais24 avançou em Alerta, o homem caiu na Bafureira, mobilizando meios de socorro que o resgataram e, com ferimentos leves, o transportaram à urgência do Hospital de Cascais.

Pedro Araújo, comandante dos Bombeiros de Parede
Nas operações de resgate estiveram mobilizados os Bombeiros de Parede, a VMER do Hospital de Cascais e a Polícia Marítima de Cascais.
“O ferido, leve, depois de resgatado, foi removido pelas escadas da Bafureira e conduzido em ambulância de socorro pré-hospitalar ao Hospital de Cascais”, disse, a Cascais24, Pedro Araújo, comandante dos Bombeiros de Parede.

Federação alerta para atos negativos

Já há dias e, por ocasião da pandemia Covid19, a Federação Portuguesa de Voo Livre publicou na sua página oficial um alerta “para a possibilidade dos órgãos de comunicação social estarem particularmente atentos e que qualquer desobediência a estas normas pode ter uma repercussão enorme para as nossas modalidades”.

O comunicado publicado na página oficial da Federação
“Não queremos ser uma comunidade que se revele à sociedade por razões negativas, antes pelo contrário, queremos ser um bom exemplo para todos”, adianta a nota publicada na página oficial da Federação.
“Deste modo, solicitamos o teu contributo para que possamos sair desta pandemia de forma segura. Não queremos, por erro de alguns, contribuir para o retrocesso de todos à situação anterior em que nos encontrávamos. Não temos todos de ser os primeiros a voar. Alguns, mais pacientes, poderão esperar um pouco mais para que os menos moderados o possam fazer de imediato e assim estejamos todos em segurança”, refere o comunicado da Federação.
“Lembramos ainda aos pilotos que usam as praias para voar, que apesar desta decisão do Conselho de Ministros, os Capitães de Porto são a autoridade máxima desses locais e que podem não ter ainda levantado as restrições na sua área de jurisdição”, conclui a nota da Federação, não sem sublinhar que “por isso, já que ainda não foi possível estabelecer contatos eficazes com todas as instituições em causa, que a sua utilização seja devidamente articulada com a capitania em causa para cada um desses locais de voo”.
 
 

Ver o original em "CASCAIS24" na seguinte ligação::

https://www.cascais24.pt/p/blog-page_7528.html

Furto de motociclos “disparou” em abril e PSP avança com medidas preventivas

 
04 ABRIL 2020
O furto de motociclos aumentou no concelho de Cascais no período em que o País entrou no Estado de Emergência devido ao Covid19, apurou Cascais24.
Só em abril, segundo dados fornecidos pela PSP, foram registados 12 furtos de veículos de duas rodas da via pública, em diferentes pontos do concelho.
Um dos últimos furtos conhecidos teve lugar frente à habitação do proprietário, na avenida Infante D. Henrique.
O dono do motociclo, que pediu anonimato, disse, a Cascais24 que “as autoridades não estão a conseguir lidar” com a vaga de furtos e defende a “instalação de câmaras de segurança nas ruas”.

Motociclo furtado da avenida Infante D. Henrique, em Cascais
“A lei que  proíbe a instalação de câmara é ultrapassada, não condiz com o século XXI e 
torna as pessoas vulneráveis. A PSP não possui ferramentas para tratar da  segurança da melhor forma possível”, lamenta este munícipe, segundo o qual “neste momento de Covid19 câmaras de  segurança iriam proteger os cidadãos e os agentes da PSP”.
Os dados fornecidos a Cascais24 pela PSP indicam que em janeiro foram registados 4 furtos, em fevereiro 7, em março apenas 1 e em abril 12.
No entretanto e, ainda de acordo com fonte oficial da PSP, “do esforço e reforço de patrulhamento efetuado pela Divisão Policial de Cascais resultaram, até ao momento, duas detenções por furto de motociclos e/ou ciclomotores.
A PSP avança, também, com algumas medidas de prevenção e sugere “que estes veículos sejam guardados em parques e/ou locais fechados, de preferência com videovigilância, sem prejuízo do uso de dispositivos que dificultem ou impeçam a sua remoção”.
Já para os motociclos estacionados na via pública, a PSP sugere que os donos procurem parquear os veículos em lugares bem iluminados e onde haja uma frequente circulação de veículos e pessoas”.
Não obstante, os proprietários “devem usar sempre dispositivos que dificultem ou impeçam a remoção dos veículos, para além de os dotarem de dispositivos de corta corrente”.
 

Ver o original em "CASCAIS24" na seguinte ligação::

https://www.cascais24.pt/p/blog-page_2882.html

Apanhado pela PSP a assaltar Burger King de Abóboda a 150 metros de casa

Por Redação
29 abril 2020
Agentes da PSP de Trajouce detiveram um homem, 32 anos, que assaltou o Burger King, de Abóboda, a cerca de 150 metros da sua habitação. O suspeito tentou a sorte na segunda-feira, de madrugada, mas acabou por ser intercetado pelos agentes da 56ª Esquadra (Trajouce) da PSP quando estava a apenas 30 metros de alcançar a sua habitação, que dista cerca de 150 metros do estabelecimento da conhecida cadeia de restaurantes defast-food. O azarado larápio tinha, momentos antes, protagonizado uma primeira tentativa de assalto, que não terá corrido bem. Regressou minutos depois para consumar o assalto, tendo entrado nas instalações por meio de arrombamento da janela do drive. Na posse do suspeito, os polícias encontraram e confiscaram o produto do assalto: 321, 77 euros em numerário. Já com antecedentes criminais pela prática de crimes contra a propriedade, o homem foi submetido a primeiro interrogatório judicial no Tribunal de Cascais, tendo sido libertado mediante Termo de Identidade e Residência (TIR).
 

Ver o original em "CASCAIS24" na seguinte ligação::

https://www.cascais24.pt/p/blog-page_3960.html

Crimes caem para metade. Mas aumentam denúncias de violência doméstica por terceiros

 

Um relatório do Ministério da Administração Interna (MAI) sobre o segundo estado de emergência mostra que a denúncia de criminalidade caiu para mais de metade e que as queixas de violência doméstica baixaram. Contudo, aumentaram as denúncias desse tipo de caso feitas por terceiros em relação ao ano passado.

 

Segundo noticiou o Observador, o documento divulgado na terça-feira revela que, de 13 de março a 17 de abril, foram registados 1.105 crimes de violência doméstica e 61 pessoas foram detidas. No período homólogo de 2019 houve 1.692 queixas e 88 detenções pelo mesmo motivo.

Com o estado de emergência, ao invés de subir, o número de queixas por violência doméstica caiu 34,7% em Portugal, contrariamente ao que aconteceu noutros países. Mas essa diminuição não significa necessariamente que o número efetivo de crimes tenha diminuído, apontou o jornal.

O relatório indica que a Polícia de Segurança Pública (PSP), em conjunto com a Secretaria de Estado para a Cidadania e Igualdade, tem promovido formas alternativas ao telefone e ao 112 para dar o alerta e o contacto com amigos e familiares. A Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV) pediu especial atenção aos vizinhos, que podiam alertar.

As denúncias feitas por terceiros – familiares, amigos ou vizinhos – aumentaram em relação ao ano passado. Do total de 476 participações de violência doméstica feitas no segundo estado de emergência, 129 foram apresentadas “por terceiros” – uma subida de cinco pontos em relação a 2019.

Avaliado apenas o período de 03 e 17 de abril, as participações caíram 29% em relação às mesmas duas semanas de 2019. Em média, foram 32 queixas por dia. Os dados mostram ainda que a maior parte das vítimas (81.5%) são mulheres, a maior parte dos agressores (85%) são homens, como aconteceu também em 2019 e nos anos antes desse.

Álcool na estrada, furtos e carteiristas

Em relação à criminalidade geral, entre 13 de março e 17 de abril de 2019 houve 17.458 denúncias de crime e 2.786 detenções. No mesmo período deste ano, houve 7.852 situações e 1.104 detenções.

Os crimes de condução com taxa de alcoolémia igual ou superior a 1,2 gr/l caíram 82,9% entre 13 de março e 17 de abril, em comparação com o ano passado. Em 2019, nessas cinco semanas, foram detidas 1.007 pessoas com uma taxa de álcool criminosa no sangue, enquanto este ano foram 172.

Os furtos por carteirista diminuíram 91,9% e o mesmo aconteceu com os “furtos por oportunidade”, que caíram 82,5%. O MAI destacou ainda a queda nos crimes de “ofensa à integridade física voluntária simples”, que baixou 67,2%, e o “furto em veículo motorizado”, que caiu 58%.

Alguns crimes, porém, dispararam. É o caso das burlas por fraude bancária – que, segundo o MAI, está agora nos 67,6% – e os de desobediência – cresceram 94,3% entre 13 março e 17 de abril, em comparação com o ano passado.

Nos crimes que mais aumentaram constam ainda “outros roubos” (mais 114,3%), “outros crimes de perigo comum” (20%) e a “resistência e coação sobre funcionário” (12,8%).

ZAP //

 
 

Ver original em 'ZAP aeiou' na seguinte ligação:

https://zap.aeiou.pt/crimes-metade-denuncias-violencia-domestica-terceiros-321786

Cidadão brasileiro baleado depois de esfaquear agente da PSP está em situação irregular em Portugal

28 abril 2020
O cidadão brasileiro, 37 anos que, esta segunda-feira, à tarde, agrediu com uma facada no tórax um jovem agente da PSP, 26 anos, em Carcavelos, acabando por ser atingido a tiro numa perna por um colega de patrulha móvel, encontra-se em situação irregular no País.
A situação irregular do cidadão brasileiro foi confirmada, esta terça-feira, pelo Comando Metropolitano da PSP de Lisboa, vulgo Cometlis, a partir de informação do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF).
O homem mantêm-se internado, sob custódia policial, no Hospital de São Francisco Xavier, no Restelo, em Lisboa, devendo assim que tiver alta ser presente à autoridade judiciária competente para as convenientes medidas de coação.
Já o jovem agente da PSP esfaqueado teve alta hospitalar depois de assistido na mesma unidade hospitalar, encontrando-se, à partida, afastado do serviço com baixa médica.
Conforme Cascais24 avançou, ontem, em primeira mão, os incidentes registaram-se depois das três horas da tarde na habitação onde o homem vive com a mãe, na rua de Olivença, em Carcavelos.
O pedido de socorro inicial foi feito para os Bombeiros de Carcavelos e São Domingos de Rana pela mãe do homem que, segundo ela, “estaria instável e alterado”.

Paulo Santos, comandante dos Bombeiros de Carcavelos e S. Domingos de Rana
“As duas bombeiras, tripulantes da ambulância de socorro pré-hospitalar, ao chegarem ao local aperceberam-se de que não estavam reunidas as condições de segurança para intervirem e com natural receio de que a sua integridade física poderia estar em risco, foi decidido acionar a PSP”, confirmou, a Cascais24, Paulo Santos, comandante do Corpo de Bombeiros.
Os três agentes da patrulha móvel da 54ª Esquadra (Carcavelos) ao chegarem foram confrontados com um “comportamento violento do indivíduo e, no momento em que o abordaram para fazer a sua condução até à ambulância, puxou de uma faca, espetando-a no peito de um dos polícias”, diz a PSP.
O homem, de seguida “empunhou outra faca e, tendo-lhe sido ordenado que as largasse, o mesmo não obedeceu, avançando novamente na direção dos polícias, pelo que foi efetuado recurso à arma de fogo para neutralizar a ameaça contra a vida e integridade física dos agentes, através de disparo na perna do agressor”, informa, ainda, a PSP, segundo a qual “não obstante ser atingido, o mesmo continuou a empunhar as facas, pelo que foi utilizado gás pimenta, possibilitando a sua imobilização”.
Agente da PSP esfaqueado e cidadão brasileiro ferido com tiro na perna acabaram por ser transportados pelos Bombeiros de Carcavelos e S. Domingos de Rana à urgência do Hospital S. Francisco Xavier.
Segundo a PSP, “foi dado conhecimento à Inspeção-Geral da Administração Interna”, a qual deverá agora abrir um inquérito ao agente policial que efetuou o disparo, embora tudo indicie ter-se tratado de um ato flagrante de legítima defesa, quer do próprio agente, quer do colega entretanto esfaqueado.
Entretanto e, relativamente a notícias postas a circular em alguns órgãos de Comunicação Social, a PSP não dispõe até ao momento de qualquer confirmação de que o cidadão brasileiro possa sofrer de alegados distúrbios psíquicos, disse uma fonte a Cascais24.
 
Noticia relacionada
 

Ver o original em "CASCAIS24" na seguinte ligação::

https://www.cascais24.pt/p/blog-page_3412.html

Agente da PSP de Carcavelos dispara para defender colega esfaqueado

Em informação avançada pelo Correio da Manhã um agente da PSP foi esfaqueado, esta tarde, dia 27 de Abril, por um homem que acabou por ser baleado pelo colega de patrulha da vítima.

A situação ocorreu em Carcavelos, em Cascais, após a PSP ter sido chamada pelos elementos dos bombeiros que se encontravam no local para ajudar num caso de internamento compulsivo.

Os elementos da corporação de bombeiros tiveram de pedir a presença dos agentes da autoridade por considerarem que não tinham condições de segurança.

No local a patrulha da PSP presenciou que um homem, com cerca de 30 anos e com problemas psiquiátricos estava a ser agressivo com a mãe acabando por golpear um dos agentes, com 26 anos, no tórax.

O outro agente da PSP presente disparou um tiro na perna do agressor em defesa do colega.

Os dois feridos foram de imediato transportados para o Hospital Francisco Xavier, em Lisboa, para tratamento dos ferimentos.

 

Ver original em 'Portal CASCAIS' na seguinte ligação:

https://www.portalcascais.pt/sociedade/agente-da-psp-de-carcavelos-dispara-para-defender-colega-esfaqueado/

Despiste com fuga de condutor condiciona trânsito em Manique

Por Redação 
15 abril 2020
O trânsito em Manique de Baixo, no sentido descendente, está condicionado desde pouco antes das duas horas da tarde, devido ao despiste, com fuga do condutor, de um veículo que, entretanto, derramou óleo no asfalto.
 
O despiste registou-se junto ao restaurante "Pão Mole", perto da calçada do Vital, em Manique de Baixo.
 
O veículo, marca Peugeot 208, cor preto, despistou-se contra o muro de uma habitação depois de ter galgado o passeio e de uma travagem bastante violenta que foi ouvida por alguns moradores.
 
O condutor, um homem na casa dos 30 anos, que terá escapado ileso, abandonou o local apeado, embora existam testemunhas que o terão visto a entrar numa outra viatura junto à rotunda.
 
A dianteira do Peugeot ficou completamente destruída e, em consequência do despiste, foi derramado óleo no asfalto.
 
Até que o veículo seja removido e a estrada limpa, o trânsito foi desviado para o largo do Rossio.
 
A GNR foi, entretanto, acionada.
 
 

Ver o original em "CASCAIS24" na seguinte ligação::

https://www.cascais24.pt/p/blog-page_384.html

PSP reforça policiamento para acabar com clima de insegurança em Trajouce

14 abril 2020
Em Trajouce, a nordeste do concelho de Cascais, vive-se um aparente clima de insegurança, com moradores e comerciantes a queixarem-se de assaltos, atos de vandalismo e tráfico, alegadamente protagonizados por um “bando de delinquentes” que estará a atuar impunemente e tem por hábito concentrar-se no largo do Chafariz – área central onde predomina o comércio, junto à estrada nacional, que atravessa esta localidade da freguesia de São Domingos de Rana. Fonte oficial da PSP, no entanto, assegurou a Cascais24 que “está a investigar alguns acontecimentos recentes” e que “reforçou o policiamento”.
Um morador, que pediu o anonimato, denunciou, a Cascais24, que o sentimento de insegurança é vivido desde há cerca de seis meses, mas que “piorou a partir de fevereiro último” e atribui o receio em que moradores e comerciantes vivem o dia-a-dia a “um grupo de jovens” que ocupou uma casa no centro de Trajouce, de onde o dono, sem sucesso, os tentou expulsar, tendo sido ameaçado”.
“Antes desta casa, ocuparam outra junto ao chafariz”, revela o mesmo morador, segundo o qual trata-se de um local onde o tráfico e o consumo são feitos a “olhos nus”. Ainda segundo este residente, a perseguição e agressão a pessoas é frequente.

Garrafa alegadamente usada como "cocktail molotov"
Um outro morador denunciou, a Cascais24, que a semana passada um “bando de delinquentes tentou assaltar um café com recurso a um pé-de-cabra mas fugiu, deixando o pé de cabra no sítio, para além de ter pegado fogo à fachada de um edifício e de um café com recurso a Cocktail molotov”.
Ainda de acordo com o mesmo residente, trata-se dos mesmos indivíduos que “destruíram duas montras de estabelecimentos na mesma localidade e estão referenciados pela PSP de Trajouce”.  
“A população anda com medo porque este bando de marginais ameaça as pessoas com facas e parece estar impune  de qualquer crime”, conclui este morador, que defende o reforço de efetivos policiais.
O alegado líder de este gangue, responsável pelo clima de insegurança vivido em Trajouce, será um jovem, 21 anos que, a 27 de março último, foiagredido à machadada por dois desconhecidos, em plena luz do dia, na rua Carlos António Almeida e que, entretanto, terá tido alta hospitalar.
E, em Trajouce, há mesmo quem, em nome da população local e passado o estado de emergência em que o País vive, ameace organizar uma “manifestação popular contra a insegurança”.

Polícia investiga “represálias” e reforça policiamento

Fonte oficial do Comando Metropolitano da PSP de Lisboa (Cometlis) assegurou, a Cascais24, que “não foi registado qualquer assalto a estabelecimento nos últimos tempos, nem actos de vandalismo”.
A PSP salvaguarda, porém, terem sido registados “danos num estabelecimento e residência” do respetivo proprietário, “sendo que as investigações seguem os seus trâmites legais”.
Os atos são, alegadamente, atribuídos a “alguns cidadãos”, que permanecem no largo de Trajouce junto ao estabelecimento, um café, o que tem originado “represálias” para o respetivo dono.
Já referindo-se à agressão do dia 27 de março, “perto do largo de Trajouce”, a PSP adiantou que, neste momento, está em investigação.
Finalmente, a PSP assegurou, a Cascais24, que “em virtude destes acontecimentos, foi reforçado o policiamento no local, tendo-se verificado que não tem sido registada qualquer ocorrência que obrigue à sua intervenção”.
O policiamento e a segurança pública está a cargo da 56ª Esquadra, sediada em Trajouce que, em 2007, substituiu a GNR, ocupando as mesmas instalações.
Ao nível da Divisão Policial de Cascais é a Esquadra com maior número de efetivos, sendo certo, também, que é aquela que tem à sua responsabilidade, comparativamente com as restantes, a maior área geográfica.

Junta quer mais efetivos e deslocalização da Esquadra

A presidente da Junta de Freguesia de São Domingos de Rana, Fernanda Gonçalves, afirmou, a propósito, a Cascais24, que“há já alguns anos a esta parte que temos reivindicado o reforço de meios e efetivos na 56ª esquadra”.
A autarca, que afirma haver “uma colaboração mútua entre a Junta e a PSP”, relembrou, mesmo, que a Junta de Freguesia a que preside “já propôs a deslocalização da esquadra para outro local mais aberto e de fácil deslocação para os diversos locais da freguesia”.

Fernanda Gonçalves, presidente da Junta de São Domingos
Fernanda Gonçalves enviou mesmo, a Cascais24, a ata de uma reunião do Conselho Municipal de Segurança, na qual pede mais efetivos policiais e propõe a aquisição do antigo edifício da Rodoviária para ai ser instalada a Esquadra”.
Na mesma reunião, a presidente da Junta apelava ao reforço de meios na 56ª Esquadra, uma vez que abrange uma das maiores freguesias do País e os meios são escassos, tanto a nível de mobilidade, como a nível de efetivos.
 
 
 
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Duas jovens envolvem-se em agressões na Aldeia SOS e acabam no hospital

Por Redação
13 abril 2020
Duas jovens envolveram-se em agressões físicas, este domingo de Páscoa, à tarde, na Aldeia SOS de Bicesse e tiveram necessidade de ser transportadas à urgência do Hospital de Cascais.
 
No entanto, as jovens, com 17 anos, sofreram ferimentos leves em consequência das agressões mútuas e regressaram mais tarde à instituição que as alberga.
 
Motivos fúteis poderão ter estado na origem do confronto, registado por volta das cinco horas da tarde.
 
O transporte das jovens à unidade hospitalar foi efetuado pelos Bombeiros de Alcabideche em duas ambulâncias pré-hospitalares, confirmou, a Cascais24, fonte dos Bombeiros de Alcabideche.
 
Também a GNR de Alcabideche fez deslocar à Aldeia SOS de Bicesse uma patrulha móvel, que registou a ocorrência e, agora, deverá encaminhar a respetiva participação para a Comissão de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ) e para o Ministério Público.
 
Já segundo a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, no local estiveram seis operacionais, apoiados por três veículos, dos Bombeiros e GNR de Alcabideche.
 
Contatada esta segunda-feira, à tarde, por Cascais24, a diretora da Aldeia SOS de Bicesse, Sandra Maximino, escusou-se a prestar declarações sobre o incidente.
 

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Capitão do porto de Cascais detido por violência doméstica. Foi exonerado

Capitão-tenente, que chefiava também a Polícia Marítima do concelho, é arguido por violência doméstica sobre a mulher, médica da Marinha. Foi detido pela PSP após ter alegadamente agredido a companheira há duas semanas.
 
Rui Pereira da Terra era o comandante da Polícia Marítima de Cascais
 

O capitão-tenente Rui Pereira da Terra foi exonerado do cargo de comandante do Capitania do Porto de Cascais após ter sido detido pela PSP por suspeitas da prática de crime de violência doméstica, em que a vítima, a sua mulher, integra também os quadros da Marinha.

O ex-comandante da Capitania de Cascais, que estava no cargo desde 2017, foi detido pela PSP na sequência de uma situação de violência doméstica. Terá agredido a mulher e chamado a atenção de vizinhos que alertaram a PSP. Segundo apurou o DN, passou mesmo uma noite sob detenção até ser presente a um juiz. Constituído arguido, ficou em liberdade sob medidas de coação relativas ao contacto com a alegada vítima. Trata-se da sua mulher, uma primeiro-tenente médica infecciologista da Marinha que exerce nos Hospital das Forças Armadas. O casal tem três filhos.

A decisão de exoneração foi tomada pelo Almirante Chefe do Estado-Maior da Armada, que é o topo hierárquico da Autoridade Marítima Nacional (AMN), no dia 26 de março, através de uma portaria, tendo no dia seguinte sido nomeado o atual comandante da Capitania do Porto de Lisboa, o capitão de mar e guerra João Coelho Gil, para a chefia de Cascais, acumulando o comando das duas capitanias. Rui Terra deixou também o cargo de comandante da Polícia Marítima de Cascais, que é um órgão de investigação criminal.

Sem processo disciplinar

Contactada pelo DN, a Marinha confirmou a exoneração, notando que foi efetuada a pedido do seu oficial, e também a nomeação do comandante da Capitania de Lisboa para acumular Cascais, afirmando tratar-se de "um ato administrativo interno",

"Na sequência de um facto pessoal ocorrido, o Capitão-tenente Pereira da Terra, decidiu pedir a exoneração do cargo de Capitão do Porto de Cascais, o qual foi de imediato aceite, em 26 de março de 2020, evitando assim qualquer impacto nas importantes funções de Capitão do Porto e na imagem da Autoridade Marítima Nacional", respondeu a AMN, entidade que é o topo hierárquico das tarefas a executar pela Marinha, pela Direção-Geral da Autoridade Marítima e pelo Comando-Geral da Polícia Marítima, em âmbito nacional, nos espaços de domínio público e marítimo.

Para já, não há procedimento disciplinar em curso e o capitão-tenente permanece ao serviço na Marinha. A AMN "continua a acompanhar o evoluir da situação, sendo que, na eventualidade de ocorrer algum facto em âmbito judicial que exija uma avaliação, esta será oportunamente efetuada", foi a resposta por escrito enviada ao DN.

Em março, quando já vigorava o estado de emergência no país, a PSP comunicou a ocorrência à AMN e é esse o conhecimento que a entidade diz ter do caso. O processo-crime está em fase de inquérito e a Marinha irá aguardar os desenvolvimentos. Só tomará outras medidas após uma comunicação do Ministério Público, que pode ser uma acusação ou arquivamento dos autos.

Poucos dias antes desta exoneração, Rui Terra ainda assinava editais na Capitania do Porto de Cascais. Agora, na página de internet da AMN, já consta João Coelho Gil como comandante da Capitania do Porto de Cascais.

Rui Pereira da Terra tem 41 anos e cresceu na Horta, nos Açores, onde se distinguiu depois como velejador. Somou vários títulos na Vela enquanto adolescente e nos anos seguintes ao serviço do Clube Naval da Horta. Está na Marinha desde 1997 e como oficial foi comandante de várias embarcações militares. Na sua folha de serviços constam vários louvores, medalhas e distintivos.

 

Veja aqui a notícia

Portugal | Ministro: "inaceitável e uma vergonha", morte de ucraniano no SEF

Igor morre no SEF, três inspetores detidos no domicilio
 
 
Caso de ucraniano morto é "inaceitável e uma vergonha", diz Cabrita. Vai haver mudanças profundas no SEF do aeroporto
 
As mudanças profundas do SEF no aeroporto de Lisboa foram anunciadas pelo ministro da Administração Interna, na sequência do caso da morte de um cidadão ucraniano. Eduardo Cabrita disse que "este é um caso inaceitável" e "uma vergonha" para o país.
 
ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, disse esta segunda-feira que vai haver "mudanças profundas no modelo de funcionamento do Centro de Instalação Temporária do SEF no aeroporto de Lisboa, na sequência do caso da morte de um cidadão ucraniano.
 
Sem concretizar, o ministro adiantou que haverá mudanças no plano da organização do modelo de funcionamento Centro de Instalação Temporária do Serviço Estrangeiros e Fronteiras (SEF) no aeroporto de Lisboa, onde o cidadão ucraniano morreu alegadamente após a agressão por inspetores do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF).
 
"As decisões administrativas foram tomadas de imediato e haverá mudanças profundas daquilo que é o funcionamento dessa estrutura para pessoas que são impedidas de entrar no país", disse.
 
"Este é um caso inaceitável e é uma vergonha para um país que é um exemplo de como bem tratar migrantes, bem acolher", disse Eduardo Cabrita em entrevista à Rádio Renascença.
 
 
35 mil efetivos nas estradas a partir desta segunda-feira
 
Também à Renascença, Eduardo Cabrita adiantou que a partir desta segunda-feira vão estar nas estradas, em ações de fiscalização, 35 mil efetivos da PSP, GNR e SEF.
 
"Vão funcionar em regras de espelho, com alteração do sistema de turnos, de modo a tentar garantir o mínimo de contacto e o máximo de operacionalidade", disse.
 
O decreto de renovação do estado de emergência prevê um período em que a circulação em Portugal vai estar limitada, entre as 00:00 da quinta-feira e as 24:00 de segunda-feira, de forma a condicionar ao máximo deslocações durante o período pascal devido ao risco de contágio por covid-19.
 
Há 100 agentes infetados com o novo coronavírus
 
Eduardo Cabrita contou também que o número de casos positivos de covid-19 identificados em agentes da PSP não coloca em causa a operacionalidade das forças de segurança.
 
"Há 100 agentes infetados, entre efetivos da PSP e da GNR. Temos um sistema de prioridade em testes que permite rapidamente despistar os contactos desses agentes. Tal determinava a colocação em inoperacionalidade de 630 militares e agentes", disse.
 
Na entrevista à Rádio Renascença, o ministro abordou igualmente o repatriamento dos tripulantes do navio de cruzeiro MSC Fantasia, proveniente do Brasil, que acostou no Porto de Lisboa com 1.338 passageiros, maioritariamente da União Europeia, Reino Unido, Brasil e Austrália, a bordo.
 
Todos os passageiros do cruzeiro já foram repatriados, com exceção de alguns tripulantes.
De acordo com Eduardo Cabrita, alguns tripulantes foram repatriados no fim de semana e os que faltam deverão ser em breve a retirada ou para saber se o barco sai de onde está.
O Governo está em conversações com a empresa para resolver o problema num curto prazo.
 
Diário de Notícias | Lusa
 
Leia em Diário de Notícias:
Homicídio no aeroporto. O imigrante ucraniano que morreu à guarda do SEF no aeroporto de Lisboa terá sido espancado durante pelo menos 20 minutos por três polícias deste serviço de segurança, segundo testemunhas ouvidas pela PJ. Agonizou 10 horas, durante as quais foi visto por várias pessoas.

 

Ver o original em 'Página Global' na seguinte ligação:

https://paginaglobal.blogspot.com/2020/04/portugal-ministro-inaceitavel-e-uma.html

PSP vai utilizar câmaras portáteis em drones no estado de emergência

 

A PSP vai utilizar 20 câmaras portáteis de videovigilância, 18 das quais vão ser instaladas em ‘drones’, durante o estado de emergência devido à pandemia de covid-19, anunciou esta quinta-feira o Ministério da Administração Interna (MAI).

Em comunicado, o MAI refere que o secretário de Estado Adjunto e da Administração Interna, Antero Luís, autorizou a utilização de câmaras de videovigilância portáteis e a sua instalação em veículos aéreos não tripulados da PSP durante o estado de emergência.

Segundo o MAI, o despacho autoriza a utilização de 20 câmaras portáteis de videovigilância, 18 das quais instaladas em veículos aéreos não tripulados.

O recurso a este meio foi proposto pelo diretor nacional da PSP com o objetivo de “proteção da segurança das pessoas e bens, públicos ou privados, e prevenção da prática de crimes em locais em que exista razoável risco da sua ocorrência”.

 
 

O MAI sublinha que a utilização das câmaras móveis abrange, na área de responsabilidade da PSP, os locais de grande concentração e circulação de pessoas, nomeadamente os acessos a terminais rodoviários e ferroviários, locais de prática desportiva, parques e jardins públicos e as cercas ou cordões sanitários.

O MAI garante que esta autorização prevê as recomendações feitas pela Comissão Nacional de Proteção de Dados (CNPD), designadamente que a utilização das câmaras de videovigilância terá lugar durante a vigência do estado de emergência e que deve ser objeto de aviso prévio, com especificação da zona abrangida, sua finalidade e responsável pelo tratamento de dados, pelos meios habituais de divulgação.

Dando seguimento às recomendações da CNPD, O MAI refere que, exceto na vigilância das cercas ou cordões sanitários, a utilização em concreto das câmaras portáteis, acopladas a veículos aéreos não tripulados, deve ser previamente comunicado ao gabinete do secretário de Estado da Adjunto e da Administração Interna para validação, não sendo também permitido a captação e gravação de som, nem a utilização de câmaras ocultas.

“Durante a utilização das câmaras acopladas a veículos aéreos não tripulados, deverá ser ativada a luz que identifica a presença da aeronave por forma a reforçar a dimensão informativa. Deverá ser assegurado que a captação de imagens salvaguarde a privacidade daqueles que se encontram nas respetivas habitações ou outros edifícios destinados a ser utilizados com reserva”, são outras indicações prevista na autorização.

Integridade das imagens deve ser garantida

O MAI refere também que o diretor do Departamento de Informações Policiais da PSP é responsável pela conservação e tratamento dos dados, a integridadedasimagens gravadas deve ser garantida e todas as operações e anomalias detetadas deverão ser objeto de registo, o qual deve ser preservado por um período mínimo de dois anos.

O Ministério da Administração Interna sublinha ainda que devem ser garantidos os direitos de acesso e eliminação, em conformidade com a legislação em vigor. No parecer, que não é vinculativo, a CNPD levantou algumas objeções a este pedido da PSP.

A presidente da Comissão Nacional de Proteção de Dados, Filipa Calvão, que assina o documento, diz que o pedido da PSP está delimitado no tempo, que é aquele que durar o estado de emergência decretado pelo Presidente da República, mas adverte que tal delimitação já não se verifica quanto aos locais onde poderão ser usadas tais câmaras, para controlar movimentos de pessoas, nomeadamente.

“Quanto ao seu âmbito territorial, apenas se esclarece [no pedido enviado à CNPD] que se pretende utilizar o sistema de videovigilância em apoio à atividade operacional desenvolvida para garantir” a execução do estado de emergência, diz a comissão.

O país encontra-se em estado de emergência desde 19 de março, tendo a Assembleia da República aprovado esta quinta-feira o seu prolongamento até 17 de abril.

Portugal regista hoje 209 mortes associadas à covid-19, mais 22 do que na quarta-feira, e 9.034 infetados (mais 783), segundo o boletim epidemiológico divulgado pela Direção-Geral da Saúde (DGS).

// Lusa

 
 
 

Ver original em 'ZAP aeiou' na seguinte ligação:

https://zap.aeiou.pt/psp-vai-utilizar-camaras-portateis-drones-no-estado-emergencia-317242

Este artigo não é sobre a COVID-19, é sobre um crime bárbaro seguido de uma aberração

(Daniel Oliveira, in Expresso Diário, 31/03/2020)

Daniel Oliveira
 

Foi em meados de março, ainda não havia estado de emergência mais já o país estava concentrado na epidemia. Um ucraniano a quem não foi permitida a entrada no país e esperava para embarcar para a Turquia, terá provocado distúrbios no Centro de Instalação Temporária (CIT) do Aeroporto de Lisboa. Faltam algumas peças no puzzle, mas sabe-se que a dada altura foi levado para uma sala de assistência médica por três inspetores do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF). Segundo a TVI, os três homens terão espancado o imigrante até à morte, com recurso a pontapés, mesmo quando ele não podia resistir. Foi encontrado no dia 12, em agonia, algemado de barriga para baixo. Segundo a Policia Judiciária, os três suspeitos tentaram ocultar os factos. A autópsia foi conclusiva: o homem foi alvo de agressões que levaram à asfixia e provocaram a sua morte.

A gravidade deste caso é tal que levou à imediata demissão do diretor e subdiretor do SEF de Lisboa (Aeroporto) e à abertura de processos disciplinares aos dois dirigentes e, claro, aos envolvidos. Não fosse a COVID-19, este seria o tema de debate desta semana. O que me faz pensar em todos os abusos que nos estarão a escapar neste momento. Como a democracia pode mesmo estar suspensa por falta de atenção. Muito para lá do que estipula o estado de emergência.

É importante perceber que o CIT é um espaço temporário onde, apesar do nome pomposo, ficam detidas pessoas que não têm qualquer possibilidade de defesa, invisíveis a todos e sem tempo ou conhecimentos para fazer valer os seus direitos. A Provedora de Justiça chamou-lhe “no man’s land contemporâneo”. Aquelas pessoas estão muito mais desprotegidas do que qualquer prisioneiro. Esses conseguem ter contacto com o exterior e com advogados. Estes imigrantes nem reclusos são. E, em violação das regras das Nações Unidas, até crianças ali são detidas, em condições totalmente desadequadas para menores. Se isto é assim em tempos normais, imaginem agora, com a arbitrariedade tolerada por quase todos e para quase todos. Imaginem o que estes três inspetores podem já ter feito a outros imigrantes.

Tudo isto é especialmente triste quando o governo decidiu, como medida extraordinária, regularizar a situação de todos os imigrantes que estavam à espera de autorização de residência. Medida que levou Roberto Saviano, o autor de “Gamorra” que vive com um alvo da mafia nas costas, a escrever que “em Lisboa nasce uma nova Europa”. Infelizmente, a velhíssima Europa nunca desiste.«

Como se a história não fosse suficientemente macabra, a decisão tomada pelo tribunal é ainda mais extraordinária: a juíza decidiu que os três suspeitos aguardariam o julgamento em casa. Em prisão domiciliária, que é como estamos todos neste momento. O argumento para esta decisão terá sido o de evitar qualquer tipo de infeção nas prisões. Compreendo, mas este caso tem uma gravidade que obrigaria a outro tipo de abordagem, com uma quarentena em estabelecimento prisional, no hospital-prisão ou noutro espaço qualquer. Não estamos a falar de um crime comum, mas de um homicídio de violência extraordinária. Não estamos sequer a falar de criminosos comuns, mas de pessoas que terão matado ao serviço do Estado. O facto dos alegados homicidas serem agentes da autoridade e a vítima ser alguém incapaz de se defender torna o crime muitíssimo mais grave, pondo em causa a segurança do Estado e a confiança nas instituições e na lei.

Há guardas prisionais que entram e saem todos os dias das prisões e sempre houve presos com especial proteção. Ex-polícias, por exemplo. É difícil acreditar que era impossível prender estes três suspeitos de um crime bárbaro, mantendo-os distantes dos restantes reclusos durante o período de quarentena. O que parece é que a juíza tratou este caso como trataria um outro crime qualquer. E isto está longe de ser um crime banal.

O país não aceitaria, e com toda a razão, que três cidadãos com fortíssimas suspeitas de ter espancado a pontapé até à morte um polícia fossem mandados para casa. A gravidade é a mesma, por envolver um homicídio de extrema violência e pôr em causa o respeito dos cidadãos pela autoridade do Estado.

As prisões são uma bomba relógio. Graças às inaceitáveis condições em que estão presos milhares de cidadãos (sim, são cidadãos), esta pandemia pode levar à prda de muitas vidas. Sou obviamente sensível a isso. Mas, perante este perigo, a ministra da Justiça recusou, por agora, libertar alguns reclusos, como recomenda a ONU. Poderíamos estar a falar de presos em fim de pena ou com crimes de menor gravidade. Espanha colocou em casa autores de crimes com penas inferiores a dois anos.

A ministra vai decidir esta semana o que fazer, mas explicou que “é importante considerar a natureza dos crimes praticados” e o “sentimento de insegurança que uma medida destas pode eventualmente causar ao nível da população”. Não me ocorrem muitas coisas mais graves do que três agentes da autoridade pontapearem até à morte um homem indefeso em instalações do Estado. Se estes suspeitos (com fortíssimos indícios, como diz a PJ) estarem em liberdade – que é como estão, realmente, neste momento – não cria alarme social, quer dizer que estamos mesmo preparados para tudo. E isto não é estado de emergência, é estado de anarquia e arbitrariedade. Com a decisão desta juíza, foi dado o pior sinal às autoridades num momento em que aceitámos reforçar-lhes os poderes e limitar as nossas liberdades.


Ver original em 'A Estátua de Sal' (aqui)

Noticias pandémicas

ASAE no terreno para combater especulação de preços em produtos de...

A ASAE mobilizou hoje mais de 120 inspetores, em todo o país, para apurar indícios de especulação nos preços de produtos mais procurados em tempos de pandemia e decidiu instaurar nove processos-crime. Em causa estão variações de preços de 300% a 480%
Foram identificados 250 operadores em ilícitos e abrangidos 1328 . Entre os produtos mais atingidos pela especulação estão o álcool, gel desinfetante e máscaras de proteção individual.

Via: FOICEBOOK https://bit.ly/39zOPpo

Ver original em 'Abril de Novo Magazine' na seguinte ligação:

https://abrildenovomagazine.wordpress.com/2020/04/01/noticias-pandemicas/

Câmara e Águas de Cascais alertam para assaltos com falsos cortes de água

Por Redação
28 março 2020
Embora, oficialmente, ainda não tenha sido registado nenhum caso no concelho de Cascais, a Câmara e a empresa Águas de Cascais lançaram um alerta para prevenir os munícipes contra assaltos a habitações, a pretexto de falsos cortes de água e/ou falhas no abastecimento.
Este alerta no concelho de Cascais surge depois de a PSP estar a investigar uma vaga de assaltos a casas, na área metropolitana de Lisboa, em que os ladrões fazem-se passar por técnicos de empresas de água e outras, envergando mesmo coletes falsos.
A estratégia passa por aceder aos contadores dos imóveis, que são desligados. Depois tocam à campainha, fazendo-se passar por técnicos. Quem abre a porta, normalmente é empurrado com violência, com os ladrões a roubarem os bens, nomeadamente dinheiro e telemóveis.
Isabel Costa, do Gabinete de Comunicação da empresa Águas de Cascais afirmou, a Cascais24, que “a Câmara e a empresa optaram por lançar um alerta dirigido à população, por forma a prevenir eventuais casos que possam surgir”.
“Neste momento, a Águas de Cascais não tem conhecimento oficial de qualquer assalto no concelho com este ou outro modus operandi em que o nome da empresa tenha sido utilizado para a prática de ilícitos, mas mais vale prevenir”, concluiu.
Perante qualquer situação suspeita de corte de abastecimento, a Câmara e a empresa Águas de Cascais aconselham a pessoa a contatar a Águas de Cascais através da Linha Falhas de Abastecimento (21.0008009) a funcionar 24horas.


 

Ver o original em "CASCAIS24" na seguinte ligação::

https://www.cascais24.pt/p/blog-page_7756.html

Andava de madrugada na rua com pistola transformada e drogas na bolsa

Por Redação
26 março 2020
Um homem, 36 anos, foi detido esta terça-feira, de madrugada, pela PSP, em Cascais, por andar na via pública com uma pistola adaptada e várias doses de drogas leves e duras.
O suspeito foi abordado pelos polícias pelas quatro horas e meia da madrugada.
Transportava numa bolsa uma arma de fogo transformada, calibre 6,35 m/m, bem como 63 doses de cocaína, 43 outras de haxixe e 10 doses de heroína, aparentemente destinadas ao tráfico.
Segundo a PSP, o homem foi constituído arguido e sujeito a Termo de Identidade e Residência (TIR).
Foi libertado e notificado para comparecer posteriormente no Tribunal Judicial de Cascais.

 
 

Ver o original em "CASCAIS24" na seguinte ligação::

https://www.cascais24.pt/p/blog-page_5203.html

PSP trava assaltante escondido em casa de banho antes de furtar 600 euros de restaurante em Carcavelos

Por Redação
25 março 2020
Um homem, 29 anos que, esta quarta-feira, ao final da madrugada, assaltou o restaurante Alkimia Madeirense, onde entrou através do telhado, foi detido por agentes da PSP da 54ª Esquadra (Carcavelos), escondido na casa de banho, no final de um cerco policial que durou cerca de meia hora e que impediu o furto de mais de meio milhar de euros, apurou Cascais24.
O assaltante, que terá inicialmente tentado forçar a porta de entrada, acabou por escalar o imóvel e alcançar o telhado, tendo, de seguida, retirado algumas telhas. Depois destruiu o teto falso e alcançou o interior do conhecido restaurante, situado na rua Júlio Moreira, em Carcavelos.
O alarme da presença de intruso, ligado a uma empresa de segurança, foi acionado e, alertada a PSP, uma patrulha móvel avançou para o local, tendo os agentes vislumbrado à sua chegada a presença de um vulto dentro do restaurante.
Os agentes da PSP da 54ª Esquadra (Carcavelos) montaram um cerco e, ao fim de cerca de meia hora, com a chegada dos proprietários, acederam ao interior, acabando por surpreender o assaltante refugiado na casa de banho, confirmou, a Cascais24, fonte do Comando Metropolitano da PSP de Lisboa (Cometlis).
O assaltante não ofereceu resistência.
Caso tivesse praticado o assalto com sucesso, teria furtado cerca de 600 euros em dinheiro, distribuídos pela caixa registadora e por um cofre no escritório, soube, ainda, Cascais24.
Na sua posse, os polícias confiscaram-lhe uma lanterna, uma caixa de ferramentas e 3 porta-chaves.
O homem é suspeito de três outros assaltos a estabelecimentos e a uma viatura, desde há cerca de uma semana na área de Carcavelos.
Conduzido, sob detenção, ao departamento policial, o assaltante acabou por ser libertado, devendo ser notificado em breve para comparecer junto dos serviços do Ministério Público de Cascais.
 
 
 
 

Ver o original em "CASCAIS24" na seguinte ligação::

https://www.cascais24.pt/p/blog-page_8437.html

Hackers usam falso sorteio do Lidl para sacar informações pessoais e bancárias

SMS fraudulento que um munícipe de Cascais recebeu este sábado (Foto CASCAIS24)
Por Redação
09 março 2020
A pretexto de falsos sorteios, em que o prémio é um Iphone 11 ou um Samsung S20, piratas informáticos, aparentemente organizados, têm estado a utilizar o nome da marca Lidl para sacar informações pessoais e bancárias de milhares de cidadãos.
Se no seu telemóvel receber este SMS oriundo do número 627955: “Lidl-Ganhou o sorteio! O Iphone 11 ou o novo Samsung S20; um deles é seu! Peca-o aqui: (e segue o link fraudulento) ignore!
Já em fevereiro último este falso sorteio tinha merecido por parte do Lidl um alerta, no qual a empresa anunciava que “um falso sorteio  que está a ser divulgado, em nome do Lidl pede às pessoas para inserirem dados pessoas num “website fraudulento” para concorrerem ao concurso, cujo prémio é um Iphone 11 ou um Samsung S20”.
Ainda de acordo com o alerta do Lidl, “estas empresas atuam de forma aleatória, aproveitando-se de informações armazenadas no browser do utilizador com base em pesquisas ou visitas realizadas em sites que costuma visitar de modo a promover este tipo de fraude denominada "Phishing".
“Estamos a envidar todos os esforços internamente para que sejam aplicadas as medidas necessárias no sentido de evitar a propagação deste tipo de situações”, referia o Lidl, que recomendava que “para sua segurança evite carregar em qualquer link, assim como disponibilizar informação pessoal como dados de cartões bancários, contacto telefónico, e-mail, etc”.
O Lidl Portugal relembra que todas as suas “campanhas, passatempos ou promoções estão disponíveis no site oficial em www.lidl.pt, no Facebook "Lidl Portugal" e no Instagram oficial.

Entretanto, o Lidl informou que está a fazer todos os esforços para eliminar o ‘website’ fraudulento”, o que, pelos vistos, até ao momento, ainda não foi conseguido com sucesso.

 
No ano passado, Portugal foi o segundo país europeu onde mais utilizadores foram vítimas de phishing- uma técnica ilegal que os piratas informáticos utilizam para obter dados pessoais.
 
Um relatório da Kaspersky Lab aponta que 22,6% dos clientes portugueses que usam o sistema de proteção desta empresa especializada em cibersegurança foram atacados desta forma. Só o Brasil foi mais visado: 28,28%.
Os dados apontam que Portugal registou um aumento de 5,9 pontos percentuais neste tipo de ataques, ao contrário de outros países, como o Brasil ou a Austrália, que registaram uma ligeira diminuição.

Ainda assim, a nível mundial, o sistema anti-phishing foi utilizado 482,5 milhões de vezes.
Quatro vezes mais do que os conteúdos maliciosos (120,3 milhões) que foram detetados através de spam (mensagens não solicitadas). 
A este nível, Portugal surge na 16ª posição dos países mais afetados em 2018, com 1,6% dos ataques, que na maioria das vezes utilizam a imagem das grandes empresas. 

Os hackers simulam comunicações legítimas, sobretudo de portais da internet e entidades financeiras, como bancos ou sistemas de pagamento: Microsoft, Facebook e PayPal foram as três organizações mais utilizadas.


A ideia é que os clientes preencham os seus dados pessoais em páginas fictícias, partindo do princípio de que são legítimas.
 
 

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https://www.cascais24.pt/p/blog-page_1806.html

Constituído arguido polícia suspeito de agredir mulher na Amadora

 

O agente da PSP, acusado por uma mulher de agressão durante a sua detenção, na Amadora, foi constituído arguido por ofensas à integridade física qualificada.

 

De acordo com o jornal Público, o agente da PSP, acusado de ter agredido uma mulher na Amadora, em janeiro, foi constituído arguido por ofensas à integridade física qualificada. O Ministério Público entende que há indícios suficientes da agressão.

Logo na semana em que o incidente ocorreu, a mulher ficou indiciada do crime de resistência e coação sobre agente da autoridade e sujeita à medida de coação de termo de identidade e residência.

A mulher alega ter sido agredida numa paragem de autocarros e dentro da viatura da PSP em direção à esquadra de Casal de São Brás, na Amadora. A polícia afirma, por sua vez, que esta reagiu de forma “agressiva” e que o agente utilizou “a força estritamente necessária para o efeito face à sua resistência”.

Resultado de imagem para agredido uma mulher na Amadora

O relatório de urgência do Hospital Fernando Fonseca, onde a detida foi assistida, a que o jornal teve acesso, sinalizou-a como “muito urgente”, com “face deformada por hematomas extensos”.

O diário avança que as diligências continuam e que o processo judicial se encontra em segredo de justiça. O caso está também a ser investigado, a pedido do Ministério da Administração Interna, pela Inspeção-Geral da Administração Interna (IGAI).

ZAP //

 
 
 

Ver original em 'ZAP aeiou' na seguinte ligação:

https://zap.aeiou.pt/constituido-arguido-policia-amadora-312962

Apanhada a conduzir com 2,93 g/l de álcool de madrugada no Estoril

Por Redação
06 março 2020
Uma mulher, 54 anos, foi detida esta sexta-feira, ao início da madrugada, pela PSP, no Estoril, por conduzir com 2.93 g/l de álcool no sangue. A condutora foi mandada parar na rua de Macau, pouco antes da uma hora da manhã, no decurso de uma operação rodoviária de rotina. Ao abordarem a mulher, os agentes ter-se-ão apercebido do forte cheiro a álcool e decidiram submeter a condutora ao respetivo teste quantitativo, que acusou 3.08 g/l de álcool no sangue. Submetida pouco depois ao teste qualitativo, este acabou por acusar a taxa de 2.93 g/l de álcool no sangue. Identificada na 51ª Esquadra da PSP (Estoril), a mulher foi proibida de conduzir nas 12 horas seguintes e libertada mediante notificação para comparecer no Tribunal de Cascais para responder por um crime de condução sob efeito do álcool.
 
 

Ver o original em "CASCAIS24" na seguinte ligação::

https://www.cascais24.pt/p/blog-page_762.html

Violência policial contra brasileiras em Lisboa gera repercussão no parlamento português

Polícia portuguesa (imagem ilustrativa)
© Sputnik / Caroline Ribeiro

Uma intervenção policial que terminou com duas mulheres brasileiras agredidas depois de uma festa de carnaval em Lisboa resultou em ação de deputados no parlamento de Portugal.

Parlamentares do Bloco de Esquerda questionaram formalmente o Ministério da Administração Interna, responsável pela gestão da Polícia de Segurança Pública (PSP), sobre quais medidas serão tomadas para apuração dos fatos. No texto, o partido considera que os agentes da PSP agiram de forma "violenta" contra as duas mulheres, com uma conduta "agressiva e excessiva", que "não é justificável nem tolerável".

O caso ocorreu na noite do último domingo (23) e ganhou repercussão ao longo da semana em Portugal. Vídeos compartilhados em redes sociais mostram trechos da intervenção de um grupo de cerca de seis policiais na rua próxima ao bar onde tinha sido realizada a festa.

A primeira vítima tem 28 anos, é estudante de graduação e mora em Portugal há três anos. Ela prefere não ser identificada, mas conta à Sputnik Brasil que os policiais chegaram por volta de 21h, quando ainda havia gente na rua.

"Ninguém entendeu, pois não estava havendo confusão. Eu estava com uma amiga e ela foi perguntar ao policial o que estava acontecendo. Ele respondeu que a nossa festa tinha acabado, mas agora a deles ia começar. Depois disso começou a pancadaria, eles começaram a bater nas pessoas com cassetetes", disse.

A estudante conta que não demorou muito para que fosse atingida.

"Eu estava andando normal na rua, para sair, quando levei uma cacetada no braço. Nem vi de onde veio. Estava com um copo de plástico na mão e meu reflexo foi jogá-lo para me defender. O copo foi em direção aos agentes. Já tinham me acertado e depois que o copo voou ele (um policial) veio com tudo na minha cabeça com o cassetete. Nessa pancada, minha cabeça já abriu, e ele vinha pra me bater mais, só não conseguiu porque eu segurei o cassetete com as duas mãos. Então ele me pegou pelo pescoço. Daí acho que desmaiei, porque eu não vi a Taiane nem escutei o tiro", acrescentou.
 

A estudante é a que aparece no vídeo usando uma camiseta rosa. Taiane Barroso, de 33 anos, editora do jornal de uma associação comunitária em Lisboa e residente em Portugal há dois anos é a segunda vítima, que aparece fantasiada de abelha.

"A gente tava conversando, bem feliz, fim de carnaval. Tava bem cheio, porque a festa extrapolou para a rua. Eles [policiais] chegaram e começaram a desobstruir a rua, mas sem pedir, já batendo com o cassetete. Passaram alguns ônibus de turismo, vazios. Nisso as pessoas foram ficando apertadas no beco e eu ouvi uma gritaria e uma mulher caída no chão. Eram cinco policiais em cima de uma mulher. E em volta dela, eles fizeram um círculo, e ninguém conseguia chegar até ela. Eu furei essa barreira e abracei ela", conta Taiane à Sputnik Brasil.

Como mostra o vídeo, Taiane foi imobilizada pelo pescoço e depois derrubada no chão. Logo em seguida, vê-se o policial efetuando um disparo para cima.

"Ele estava claramente desorientado. Depois foram me empurrando até o outro lado, vários homens tentaram falar com eles, dizendo 'peraí, nada a ver'. Fiquei em estado de choque e comecei a chorar falando 'levaram ela'. Meu amigo me tirou muito rápido de lá e a área já tinha esvaziado", diz Taiane.

Depois da confusão, a estudante conta que foi colocada pelos policiais em uma ambulância que passava pelo local e levada para um hospital. "Me algemaram dentro da ambulância. Eu perguntava por que fizeram isso comigo e eles ficavam calados", conta. 

No hospital, diz ter recebido apenas cuidados básicos no ferimento da cabeça. Em seguida, foi levada para uma delegacia, autuada por agressão contra policiais e orientada a comparecer no dia seguinte em tribunal. Ao chegar lá, foi informada de que a denúncia será arquivada.Ferimentos em estudante brasileira causados por intervenção policial em Lisboa

© Foto / cedida por Taiane Barroso
Ferimentos em estudante brasileira causados por intervenção policial em Lisboa

As duas vítimas se reencontraram dois dias depois. Taiane acompanhou a estudante para um novo atendimento no hospital. "No primeiro não fizeram nenhum exame. Ela precisava de raio-x e tomografia, voltamos por isso. Os hematomas dela estão piorando. Eu fiz raio-x", conta Taiane.

Justificativa

Em nota enviada à Sputnik Brasil, o Comando Metropolitana de Lisboa, unidade da PSP, diz que foi chamado ao local por causa de "distúrbios, ruído e ocupação da via pública com impedimento da normal circulação de pessoas e viaturas". O texto diz que as pessoas subiam nos veículos que tentavam passar, situação que "para além de provocar danos nas viaturas que passavam, era claramente perigosa para a integridade física de todos os cidadãos presentes".

"Reunidas as condições para efetuar uma intervenção com segurança, foi o grupo advertido que deveria desobstruir a via. Em função do incumprimento generalizado da advertência, foi necessário repor a ordem para desobstruir a via, recorrendo ao uso da força para fazer dispersar as pessoas. Durante este processo, uma mulher agrediu um polícia, razão pela qual foi manietada e detida", lê-se na nota.

De acordo com a nota, o tiro foi dado por causa das tentativas de impedir a detenção da estudante, além do "incumprimento reiterado das ordens que estavam a ser transmitidas e da hostilidade dessas pessoas para com os policiais, foi efetuado um disparo de advertência para o ar, em segurança, que permitiu cessar os comportamentos hostis e efetuar a detenção da agressora".

No questionamento para o Ministério da Administração Interna, o Bloco de Esquerda considera que o disparo "parece configurar uma evidente violação dos princípios da necessidade e da proporcionalidade que devem reger o uso de armas de fogo pelas forças de segurança e que constam do respetivo regime jurídico".

Caso semelhante

No dia 19 de janeiro, um outro caso gerou repercussão. Cláudia Simões, mulher negra com dupla nacionalidade, angolana e portuguesa, foi detida com violência por um agente da PSP chamado pelo motorista de um ônibus, porque Cláudia não pagou a passagem da filha.

A mulher conta ter sido espancada ainda depois da detenção, dentro da viatura, enquanto era levada para a delegacia.

 

​O caso de Cláudia está sendo investigado, por ordens do Ministério da Administração Interna, e já houve manifestações públicas de apoio à mulher.

As duas brasileiras, assim como Cláudia, estão sendo acompanhadas por entidades de apoio à vítimas e pretendem avançar com denúncias contra a polícia. "Eu pensei que ia morrer", diz a estudante. "A gente vai entrar com uma queixa para que sejam punidos e haja justiça. Todas as pessoas que me veem ficam horrorizadas com meu estado. É inaceitável", completou.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/europa/2020022815275041-violencia-policial-contra-brasileiras-em-lisboa-gera-repercussao-no-parlamento-portugues/

Corpo de homem encontrado junto às rochas a sul da praia de Parede

Por Redação
27 fevereiro 2020
O corpo de um homem foi encontrado, esta quinta-feira, ao final da manhã, junto aos rochedos a sul da praia de Parede.
 
O alerta para o aparecimento do corpo foi dado para as autoridades pelas onze e meia da manhã.
 
A vítima, ainda por identificar, mas que aparenta ter entre 40 e 50 anos, apresentava algumas escoriações na cabeça e no tórax, que as autoridades, à partida, atribuem a consequência de queda ou, então, de ter sido arrastado pelas águas contra as rochas.
 
Segundo Cascais24 apurou, não existem, aparentemente, suspeitas de crime, motivo pelo qual a Polícia Judiciária (PJ), que chegou a ser acionada, não compareceu no local.
 
O corpo acabou por ser removido, para autópsia, para o Gabinete Médico Legal da Guia, em Cascais.
 
Em declarações a Cascais24, Rui Pereira da Terra, comandante do Comando Local da Polícia Marítima de Cascais, afirmou que a causa da morte e o período temporal em que ter-se-á registado, só poderá ser determinada pela autópsia.
 
Nas operações estiveram envolvidos 9 operacionais, apoiados por 5 veículos, dos Bombeiros de Parede, Polícia Marítima e VMER.
 

Ver o original em "CASCAIS24" na seguinte ligação::

https://www.cascais24.pt/p/blog-page_3701.html

Suspeito de violência doméstica tentou atropelar ex-mulher e filha menor

Por Redação
26 fevereiro 2020
Um homem, suspeito de violência doméstica e que, inclusivamente, tentou atropelar a ex-mulher e uma filha menor, foi detido e presente esta segunda-feira ao Juiz de Instrução Criminal de Cascais para primeiro interrogatório, tendo sido libertado com as medidas de coação de proibição de contatar, por qualquer meio, direta ou indiretamente com a vítima e a proibição de permanecer e de aproximar-se da residência a menos de 500 metros, sendo ambas as medidas monitorizadas por meio de controlo eletrónico.  Segundo o DIAP de Cascais, o arguido está indiciado pela prática de um crime de violência doméstica, dois crimes de ofensa à integridade física grave qualificada na forma tentada e dois crimes de condução de veículo a motor sem habilitação legal. Os fortes indícios recolhidos indiciam que manteve uma relação com a sua companheira, entre 2015 e 2019, da qual tiveram dois filhos menores.
Durante o relacionamento o arguido, por várias vezes, agrediu a companheira com bofetadas, apertos de pescoço e proferiu afirmações que a ofenderam e lhe provocaram medo, fazendo-a recear pela sua vida e integridade física.
No ano passado, na sequência do fim do relacionamento, o arguido passou ainda a perseguir a vítima, rondando a sua residência e local de trabalho, controlando as suas rotinas e enviando várias mensagens intimidatórias.
De acordo com o Ministério Público (MP) de Cascais, o arguido “tentou também atropelar a vítima e uma filha menor que a acompanhava, dirigindo a viatura que conduzia em direção a elas”.


 

Ver o original em "CASCAIS24" na seguinte ligação::

https://www.cascais24.pt/p/blog-page_5766.html

“COLARINHO BRANCO”. PJ investiga negócios entre Câmara e Marina

21 Fevereiro 2020
A Polícia Judiciária (PJ), através das Unidades Anticorrupção e de Informação Financeira, está a investigar a forma como o cidadão brasileiro Benjamin Katz, sobre quem pendem alegações noticiadas na imprensa brasileira que o envolverão em lavagem de dinheiros, adquiriu as ações da MarCascais, concessionária da Marina, bem como o acordo entre esta sociedade concessionária e o município de Cascais, apurou Cascais24.
Inspetores da Brigada Anticorrupção estiveram há dias nos Paços do Concelho e outros da Unidade de Informação Financeira (UIF) na própria Marina a recolher informação para o inquérito em curso, que estará a ser dirigido pelo Departamento Central de Investigação de Ação Penal (Diapão).
No entanto, a presença dos inspetores de ambas as unidades não foi confirmada nem desmentida a Cascais24pela PJ.
O nome de Benjamin Katz tem surgido frequentemente nos últimos anos na Imprensa brasileira, como estando alegadamente envolvido em processos financeiros polémicos naquele país, nos quais funcionaria como “testa de ferro”.
Porém, as autoridades, nomeadamente a Polícia Federal, ainda não terá logrado acusar Benjamin Katz dos alegados ilícitos financeiros de que é suspeito.
O próprio Benjamin Katz terá mesmo processado a Google, que foi forçada pela via judicial a eliminar da internet o seu nome por o dar como alegadamente implicado em crimes financeiros no Brasil.
O cidadão brasileiro adquiriu a Marina de Cascais em 2013.
Em julho do ano passado, ao lado do presidente Carlos Carreiras, esteve presente no IV Encontro Fora da Caixa, Economia = Mercado x (Conhecimento & Cultura), centrado na análise dos temas do urbanismo e das cidades do futuro, que decorreu no Centro de Congressos do Estoril.
Benjamin Katz afirmou, então: “"A legislação portuguesa não é má. O que é ruim é a burocracia. É algo que tem que ser ultrapassado".
O empresário parece estar fortemente apostado em investir em Cascais.
A própria mulher, Priscila Szafir, irmã gémea do ator brasileiro Luciano Szafir (ex-marido da apresentadora Xuxa) é proprietária e designer das jóias Pricci, que abriu no antigo posto de turismo, em Cascais, uma joalharia com a sua marca, além de ter pontos de venda em vários hotéis de luxo.
 
 

Ver o original em "CASCAIS24" na seguinte ligação::

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SUSPEITO DE ROUBO. PSP apanha jovem que cortou pulseira eletrónica

Por Redação
19 fevereiro 2020
Um jovem, 17 anos, em prisão domiciliária por crimes de roubo e que, há dias, cortou a pulseira eletrónica, foi detido esta terça-feira, de manhã, na Parede, por agentes da Esquadra de Investigação Criminal da PSP de Cascais.
 
O adolescente está indiciado por crime de roubo na via pública e desde janeiro que estava em prisão domiciliária, com pulseira eletrónica, a aguardar o desenrolar do inquérito, a cargo do Ministério Público de Cascais.
 
No entanto, há dias, o jovem decidiu cortar o dispositivo da pulseira eletrónica, que o mantinha limitado ao nível de movimentos à habitação. O alerta vermelho foi dado pelos serviços de Reinserção Social, que controlam este dispositivo.
 
Esta terça-feira, de manhã, agentes da Esquadra de Investigação Criminal acabaram por deter o jovem para ser, de novo, presente ao Tribunal de Cascais para aplicação de novas medidas de coação, que poderão agora passar pela mais gravosa: a prisão preventiva.
 

Ver o original em "CASCAIS24" na seguinte ligação::

https://www.cascais24.pt/p/blog-page_5528.html

Carros vandalizados em Caparide

Por Redação
16 fevereiro 2020
Pelo menos, três veículos ligeiros foram vandalizados, este domingo, de madrugada, na travessa da Escola, em Caparide.
 
Vidros partidos e portas esventradas, provavelmente com recurso a um arranca pregos, foi o cenário que os donos do carros encontraram esta manhã.
Aparentemente, nada terá sido furtado dos respetivos interiores.
 
Os estragos materiais são bastante elevados.

Ao que parece, os donos ainda não terão formalizado queixa junto das autoridades policiais.
 
A oficial de serviço ao Comando Metropolitano da PSP de Lisboa (Cometlis) disse esta tarde, a Cascais24, "não existir, ainda, qualquer registo policial" dos alegados atos de vandalismo.

Ver o original em "CASCAIS24" na seguinte ligação::

https://www.cascais24.pt/p/blog-page_316.html

Portugal | Aprovada proposta do PCP para mais 2500 elementos para PSP e GNR

 
 
O parlamento aprovou hoje uma proposta do PCP para a admissão em 2020 de 2.500 novos elementos na PSP e na GNR, de acordo com uma faseamento a propor pelo Governo, ouvidos os sindicatos e associações do setor.
 
A proposta do PCP foi aprovada com a abstenção do PSD e os votos a favor de todos os outros partidos, enquanto a proposta do Bloco de Esquerda com o mesmo objetivo foi rejeitada.
 
Os deputados também aprovaram uma proposta de lei do PSD, de alteração da Lei de Programação de Infraestruturas e Equipamentos das Forças e Serviços de Segurança tutelados pelo Ministério da Administração Interna (MAI).
 
O diploma propõe, "para efeitos de acompanhamento pela Assembleia da República", que o Governo inclua no Relatório Anual de Segurança Interna (RASI) um capítulo contendo "a informação necessária ao controlo da execução das medidas previstas na atual lei, designadamente a pormenorização das dotações respeitantes a cada projeto, dos contratos efetuados no ano anterior e das responsabilidades futuras deles resultantes".
 
Numa nota justificativa junta à proposta de alteração do Orçamento do Estado para 2020 (OE2020), o PCP salienta que "as forças e serviços de segurança, e particularmente as de maior dimensão e com maiores responsabilidades no combate à criminalidade em geral e à garantia da segurança e tranquilidade das populações, têm vindo, desde há vários anos, a perder efetivos em termo reais".
 
"Para garantir as reposições do número de efetivos existentes há uma década, impõe-se um grande esforço de admissão de novos profissionais nestas forças de segurança" e, nesse sentido, "o PCP considera que, para 2020, se impõe um objetivo exigente de recrutamento que não se traduza do adiamento de uma reposição de efetivos que tem caráter urgente".
 
 
Já o diploma do PSD "estabelece a programação das medidas respeitantes aos investimentos na modernização e operacionalidade das forças e serviços de segurança sob a tutela do MAI para os anos de 2017 a 2021, bem como o financiamento, a forma de execução e as regras em matéria de acompanhamento dessa execução".
 
"Com a presente alteração pretende-se uma informação mais detalhada quanto ao cumprimento da programação e dos objetivos que foram definidos na lei, designadamente quanto à execução dos projetos de infraestruturas e equipamentos nela previstos", lê-se na proposta.
 
Nesta alteração ao OE 2020, o PSD quer que o artigo 4.º da Lei n.º 10/2017, de 03 de março (Lei de Programação de Infraestruturas e Equipamentos das Forças e Serviços de Segurança do MAI) tenha a seguinte redação: para efeitos de acompanhamento por parte da Assembleia de República, o Governo deve incluir no RASI "um capítulo contendo a informação necessária ao controlo da execução das medidas previstas na presente lei, designadamente a pormenorização das dotações respeitantes a cada projeto, dos contratos efetuados no ano anterior e das responsabilidades futuras deles resultantes".
 
Notícias ao Minuto | Lusa | Imagem: © iStock
 
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Mata pombos a tiro em área residencial

Por Redação
04 fevereiro 2020
Um homem, responsável pela manutenção de uma conhecida unidade hoteleira da região, é suspeito de “entreter-se” com a sua arma de pressão de ar a matar pombos na área habitacional onde vive, em Cascais. A denúncia partiu de uma vizinha, que captou imagens de, pelo menos, um pombo abatido pelos chumbos feitos a partir do segundo andar da casa habitada pelo suspeito e, para além de Cascais24, enviou fotos para a PSP, Fiscalização Municipal, PAN e outras entidades.
 
Em causa, diz, para além da “crueldade” manifestada com esta atitude, o suspeito deixa um sentimento de insegurança na área habitacional onde vive. 
 
 
 
 
“Não posso sentir-me segura, dado que quem atira desta forma cruel a um animal indefeso é cobarde o suficiente para atirar a pessoas”, sublinha a queixosa. “As pessoas decentes pedem aos vizinhos para não darem comida aos pombos, não atiram sobre eles”, acrescenta a moradora, segundo a qual “este tipo de selvagens devem ser controlados com as armas que usam”.  A “caça” aos pombos aos tiros registou-se nas traseiras  da rua Engenheiro D. António Castelo Branco, em Cascais, referencia a moradora, altamente indignada e que identifica o presumível autor, cuja identidade omitimos, nos emails enviados às diferentes entidades junto das quais denúncia esta atuação, que também pode constituir um elevado risco para a segurança e integridade física de moradores.
 
 
 
 
 
 

Portugal | "Vamos exigir que os polícias não tenham comportamentos discriminatórios"

 
 
O novo diretor nacional da PSP disse hoje (03.02) que quer responsabilizar os agentes que tenham "comportamentos discriminatórios" e extremistas e defender "os bons polícias que, muitas vezes, são injustamente atacados na praça pública".
 
"Vamos exigir que os polícias cumpram com a lei, que os polícias respeitem os direitos liberdades e garantias, que os polícias não tenham comportamentos discriminatórios e extremismo de qualquer tipo", disse aos jornalistas o superintendente-chefe Manuel Augusto Magina da Silva, no final da sua tomada de posse no Ministério da Administração Interna.
 
O novo diretor da Polícia de Segurança Pública adiantou que vai também "defender os bons polícias e os polícias que, muitas vezes, são injustamente atacados na praça pública quando apenas cumpriram as suas funções e os regulamentos que estão em vigor".
 
Questionado sobre a atuação policial no caso da detenção de uma mulher na Amadora em 19 de janeiro, Magina da Silva afirmou que aquilo que viu no vídeo foi "um polícia a cumprir as suas obrigações e as normas que estão em vigor na PSP", não tendo visto "qualquer infração".
 
"Há uma atuação legal e legítima por parte de um agente da autoridade. Há uma resistência na condução para identificação e há efetivamente uma ação de resistência ativa contra o agente que decidiu proceder à detenção, que foi o que aconteceu. O que se passou depois, que não está documentado no vídeo, obviamente será devidamente esclarecido no âmbito do processo crime e o processo disciplinar a decorrer na IGAI", disse.
 
Na altura, o ministro da Administração Interna determinou à Inspeção Geral da Administração Interna (IGAI) a abertura de um inquérito para apuramento dos factos relacionados com a atuação policial na sequência da denúncia apresentada pela mulher detida contra o polícia de serviço, alegando ter sido violentamente agredida pelo agente.
 
No âmbito desta ocorrência, a organização SOS Racismo recebeu "uma denúncia de violência policial contra a cidadã portuguesa negra", indicando que a mulher ficou "em estado grave", resultado das agressões que sofreu na paragem de autocarros e dentro da viatura da PSP em direção à esquadra de Casal de São Brás, na Amadora.
 
O novo diretor nacional da PSP considerou importante "combater todas as formas de extremismo, radicalismo e discriminação, fora e dentro da Polícia de Segurança Pública".
 
Nesse sentido, frisou que pretende "responsabilizar os polícias que dolosamente ou de forma grave violem as suas obrigações legais e as instruções hierárquicas emitidas, nomeadamente no referente ao uso da força pública", bem como "defender os polícias injustamente acusados".
 
Magina da Silva, até agora número dois da PSP, tomou posse como diretor nacional da Polícia Segurança Pública e substitui Luís Farinha, que estava no cargo desde novembro de 2013 e cujo mandato já tinha terminado em novembro de 2019.
 
Notícias ao Minuto | Lusa | imagem: © Global Imgens
 
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Movimento Zero zangado com os polícias

Face à fraca adesão dos polícias à vigília que promoveu nos aeroportos nacionais, o Movimento Zero encerrou para reflexão.

CréditosNuno Fox / Agência Lusa

No breve comunicado do passado dia 23, os promotores do Movimento Zero (MZ) mostravam-se agastados com os polícias considerando que estes estarão poucos receptivos ao que dizem ser «uma cidadania activa». Nesse sentido, decidiram suspender temporariamente, a partir daquela data, o Grupo Movimento Zero no Telegram «para ponderação e refexão individual».

Entretanto, a Comissão de Polícias pela Dignidade e Dignificação dos Polícias (CPDDP), considera em comunicado que a «luta tem de prosseguir», aquilo que considera ser «a luta organizada e não de 'bocas para o ar'. A luta consequente e não de 'fogachos para notícias de comunicação social'. A luta com rosto». O comunicado critica «a acção convocada para os aeroportos» pelo MZ, no mesmo dia em que se desenvoviam outras acções convocadas pelas estruturas sindicais da PSP e da GNR, considerando que se trata de uma iniciativa divisionista promovida para enfraquecer a luta «nas esquadras e postos, nas divisões ou comandos territoriais».

A CPDDP sublinha ainda, no seu comunicado, numa crítica ao Ministério da Administração Interna, a necessidade de colocar na agenda do «diálogo social» a discussão em torno de questões concretas como o «subsídio de risco, tabela remuneratória, tempos para promoção, etc».

Ver original em "AbrilAbril" na seguinte ligação:

https://www.abrilabril.pt/nacional/movimento-zero-zangado-com-os-policias

Tribunal de Cascais ordena expulsão do País de jovem brasileiro suspeito de burla com alojamento local

Por Redação
30 janeiro 2020
OTribunal de Cascais ordenou a expulsão de território nacional de um jovem, 21 anos, cidadão brasileiro, suspeito da prática de burla com o aluguer de um apartamento, em regime de alojamento local, em Carcavelos.
O jovem foi detido, em flagrante delito, esta terça-feira, por agentes da Esquadra de Investigação Criminal da PSP de Cascais. Tinha alugado um apartamento por cinco dias em regime de alojamento local, tendo de seguida publicitado em plataformas online de aluguer de imóveis, propondo o aluguer pelo período de um ano, mediante o pagamento da renda mensal à qual acrescia o pagamento do mês de caução. Cautelosa, uma das vítimas, que havia contatado com o suspeito e acordado com o mesmo a realização de contrato de aluguer, procedeu, entretanto, a algumas pesquisas, pois teria sido defraudada anteriormente pelo mesmo método. As suas pesquisas levaram-na até ao verdadeiro proprietário do apartamento, que revelou a situação de aluguer em regime de alojamento local. No entanto, suspeitando estar a ser vítima de burla, formalizou queixa na Esquadra da PSP de Carcavelos, tendo a investigação passado para a alçada da Esquadra de Investigação Criminal, que encetou diligências de recolha de prova, vindo a presenciar o crime depois de o suspeito e vítima terem assinado um contrato de aluguer.
Na sequência da detenção, em flagrante delito, foram ainda efetuadas buscas domiciliárias, durante as quais os investigadores da PSP obtiveram mais elementos de prova, que vieram consubstanciar as suspeitas existentes. Por ser cidadão estrangeiro, foi contatado o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), que informou da situação irregular em território nacional do suspeito, contra o qual pendia uma ordem de expulsão do País. Esta ordem acabou por ser validada pelo Tribunal de Cascais, junto do qual o suspeito foi presente, tendo sido decretada a sua expulsão de território nacional, sem prejuízo de continuidade da investigação em sede de inquérito.
 
 
 

Portugal radical | Os sete minutos da detenção de Cláudia Simões

 
 
Aconteceu com uma mulher de pele escura, despoletado pela não apresentação do passe de viageens de uma criança que por lei até beneficia de viagens gratuitas (8 anos). Informou a mãe ao motorista que se havia esquecido do referido passe da criança – que parece que existe somente… parece que por nada.
 
Não estando pelos ajuste o motorista-cobrador da Vimeca solicitou a intervenção da polícia. Um polícia presente quis fazer a detenção da mulher, devido à falta de passe viagens da criança, quis algemá-la para a deter e levar para a esquadra. Com o que ela não concordou por considerar que tudo não passava de um exagero… e provável comportamento racista.
 
O que se deve perguntar é a razão que justifica tanto radicalismo, tanto exagero, provavelmente tanto racismo. Se acaso a pele da mulher não tivesse aquele tom escuro, se fosse “branca” (raça superior?), ocorreria tanto radicalismo, tanto exagero? E porque é necessário um passe para viagens que são legalmente gratuitas?
 
Diz-se compreensivelmente, justificadamente que o racismo é estúpido – mas que ele existe todos sabemos, também a exigência de um passe é algo muito estúpido para uma criança a quem a lei reserva beneficio de gratuitidade nas viagens em transportes públicos. Igualmente estúpido foi a postura do motorista-cobrador, assim como a do elemento da PSP. E estúpida foi a reação da mãe da criança às posturas estúpidas do motorista-cobrador e do PSP.
 
Se fosse verdade que em Portugal não existe racismo e que o pomo da questão e atitudes não foi o racismo, então o que foi?
 
A seguir leia o constante no Jornal de Notícias de hoje, que o conduzirá ao visionamento de um vídeo de luta em parte semelhante a greco-romana. Prevaricadora (mãe da criança) a rebolar-se no chão em amálgama com um agente da PSP. Rebolanços no chão que só terminaram com a ajuda de populares que contribuíram para que o agente conseguisse algemar a senhora interveniente na luta radical gerada por mentes radicais, senão racistas. O que dificilmente será entendido por juízes igualmente radicais, racistas ou adeptos de exageros.
 
Além de tudo, o incidente mancha todos os intervenientes e a instituição PSP, mostrando, entre outras tendências e atitudes, quanto os seres humanos são capazes de se prestarem ao ridículo devido a mentes psicóticas e em certos lapsos de tempo ausentes de um pingo de humanidade e inteligência.
 
Entretanto houve uma criança a presenciar toda aquela cena execrável. Lembrem-se disso, pois é ainda o mais lamentável e condenável.

 

MM | PG

 
Leia e veja do Jornal de Notícias o texto e a ligação ao vídeo:

 

Os sete minutos da detenção de Cláudia Simões 

 

O JN teve acesso a um vídeo, de sete minutos, em que se vê um agente da PSP a deter Cláudia Simões, a mulher que se queixa de ter sido agredida pela Polícia e que foi constituída arguida por ofensas contra o elemento policial.
 
No vídeo vê-se que o PSP tenta dominar a mulher e queixando-se, várias vezes, de estar a sofrer mordidelas da mulher. Pede-lhe ainda que pare de resistir à detenção. Por outro lado, também se ouve a mulher a queixar-se de racismo por parte do agente e diz-lhe que nada fez, pedindo-lhe para a largar.
 
Alexandre Panda | Jornal de Notícias
 
 
Leia em Jornal de Notícias
 

Ver o original em 'Página Global' na seguinte ligação:

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Parque em Tires ganha nova iluminação e dá mais segurança a frequentadores

Por Redação
26 janeiro 2020
O município de Cascais instalou nova iluminação para garantir maior segurança noturna nos parques de estacionamento e infantil na área do antigo mercado, em Tires.
Mais iluminação, mais segurança
Alvo de requalificação, a área junto à casa do Grupo Coral Estrelas do Guadiana era apontada como “bastante escura” e, por isso, sinónimo de insegurança, embora até ao momento não existam registos de assaltos.
Os novos pontos de iluminação não só trouxeram mais visibilidade ao espaço, como, também e, sobretudo, mais segurança e confiança aos frequentadores.

Vereador Piteira Lopes
“Espero que esta nova iluminação, que agora foi instalada, possa contribuir para que as pessoas se sintam mais seguras e sintam uma melhor qualidade no parque”, afirmou, a propósito, o vereador Nuno Piteira Lopes que, entre outras, detém no executivo as áreas do licenciamento urbanístico, intervenção territorial e reabilitação urbana.
Apesar de reconhecer que este “é apenas um pequeno passo”, Piteira Lopes mostrou-se confiante de que “fará, com certeza, uma grande diferença no dia-a-dia das pessoas”.
 
 

Ver o original em "CASCAIS24" na seguinte ligação::

https://www.cascais24.pt/p/blog-page_1738.html

Portugal | O parto que o polícia afinal não fez e outras fábulas

 
 
Está para aparecer o primeiro comunicado da PSP e GNR que não assuma que agentes ao serviço da corporação fizeram tudo de acordo com a lei, as regras e a extrema bondade humana - mesmo que no fim se anuncie um inquérito. Noção, não se arranja?
 
Fernanda Câncio | Diário de Notícias | opinião
 
Em 15 de janeiro, o Comando Metropolitano da PSP enviou para as redações um tocante comunicado: um agente tinha ajudado uma mulher a dar à luz "em plena rua". Sob o título "Polícia auxilia parto em plena rua de Lisboa", lia-se uma descrição bastante pormenorizada: "Deparou-se com um aglomerado de pessoas em volta de uma mulher deitada no chão e em trabalho de parto. Aquando da ligação à emergência médica (112), e uma vez que já era visível a cabeça do feto/criança, a operadora foi-lhe dando indicações médicas a fim de continuar com o auxílio à progenitora, até à chegada dos meios de socorro."
 
Como boa história que era, foi de imediato publicada em váriosmedia, que, claro, a assumiram verdadeira: por que raio iria a PSP inventar tal coisa? Por que raio de facto, mas inventou.
Quer a SIC quer o DN falaram com pessoas que estiveram presentes e todas negaram que o agente se tivesse sequer aproximado da mulher. O técnico do INEM que deu indicações para o parto foi taxativo: não foi com um homem que esteve a falar. E dá-se o caso de o bebé - uma menina, e prematura - ter nascido "ao contrário", ou seja, por "parto pélvico", pelo que aquela de "já era visível a cabeça" demonstra que o agente nem viu a expulsão da criança.
 
Confrontada pela SIC, a PSP disse "manter integralmente as informações veiculadas" admitindo, porém, não ter sido o polícia que realizou o parto. Não foi enviado qualquer desmentido do comunicado; o porta-voz da Direção Nacional, a quem perguntei porquê, disse achar que "não valia a pena". Quando lhe disse que realmente não havia porquê, já que o problema do comunicado era apenas ser falso, riu-se. A seguir, assegurou que não se tinham dado conta, ao escrever, que estavam a dar uma ideia errada do que tinha acontecido, e que tinham aprendido com o caso.
 
 
Gostava de acreditar, juro que gostava. Mas tenho umas décadas de comunicados da PSP e da GNR na memória, mais ene exemplos de autos de notícia totalmente martelados - do género do subscrito pelo subcomissário Filipe Silva, que em 2015, em Guimarães, filmado em direto a agredir, por aquilo que parece razão absolutamente nenhuma, um adepto do Benfica e respetivo pai à frente dos respetivos filhos e netos, os acusava de o terem cuspido, rasgado o uniforme e agredido - e não vejo a PSP e a GNR mudar de modus operandi.
E o modus operandi é o de "alindar" os acontecimentos, de modo que pareça sempre que não há nada que se possa apontar aos agentes envolvidos, aliás pelo contrário: são sempre verdadeiros heróis, na fila para receber um louvor ou mesmo uma comenda (vá lá que o Presidente da República não foi a correr abraçar o polícia que "fez o parto em plena rua").
 
É aliás normal que assim seja, já que, explicou-me o porta-voz da PSP, os comunicados são baseados nos autos de notícia elaborados pelos agentes. E qual o agente que vai escrever no auto de notícia "dei uma carga de porrada completamente sem razão porque me passei da cabeça", ou "disparei três tiros na direção do carro porque achei uma ideia boa, ia lá imaginar que balas matam"?
 
Nos autos de notícia, os agentes usam sempre "a força muscular estritamente necessária", foram sempre antes agredidos ou empurrados ou insultados ou cuspidos ou qualquer outra coisa do género, nunca insultaram, nunca usaram palavrões, nunca trataram por tu, nunca exigiram identificação sem nos termos da lei estarem autorizados a fazê-lo, nunca revistaram sem o poderem fazer, e nunca puxaram da arma fora dos "condicionalismos legais". E se disparam e atingem alguém é sempre porque "houve tentativa de atropelamento", ou "o suspeito pareceu estar armado", ou "apontei para os pneus para imobilizar a viatura mas houve um ressalto e a bala mudou de direção", ou "empunhei a arma que julgava estar na posição de segurança e esta disparou-se".
 
Se eu sei isto, é claro que a hierarquia da PSP e da GNR estão carecas de o saber. Pelo que me é totalmente incompreensível que insistam em comunicar, com o peso, a responsabilidade e a obrigação de verdade que a instituição policial tem, versões de parte como se fossem factos verificados. Uma prática que se torna ainda mais ridícula e desprestigiante quando o próprio comunicado anuncia a abertura de um inquérito: que credibilidade esperam que se confira a um inquérito que parte de uma antecipada proclamação pela instituição de que tudo correu de acordo com as normas?
 
Percebo que, como o porta-voz da PSP me explicou, a instituição considere que deve fazer uma comunicação sobre as situações, por considerar ser esse o seu dever. Simplesmente esse dever de transparência e de esclarecimento deve ser isso mesmo: transparência e esclarecimento. E se querem comunicar - o que faz sentido - a versão do agente ou dos agentes envolvidos, devem tornar claro que é isso mesmo, uma versão. É muito fácil: separam aquilo que a instituição pode afirmar com segurança, por estar comprovado, e aquilo que é a narrativa dos agentes envolvidos: aí deve dizer-se "de acordo com o agente ou agentes".
 
Isto deverá ocorrer sempre, mas é particularmente importante em situações em que está em dúvida a legalidade e a legitimidade das ações policiais.
Tomando como exemplo o ocorrido no domingo à noite na Amadora, e o comunicado que foi sobre ele exarado na noite do dia seguinte: deveria ter o máximo de factos comprovados - a hora a que foi dado o alerta para o 112 ou a que o agente envolvido chamou reforços, mas também se este estava ou não em serviço, a que esquadra pertence, quantos agentes e carros-patrulha compareceram no local, quantas testemunhas foram identificadas, para que esquadra foi levada a mulher e quantos agentes seguiam com ela no carro, a que horas foi chamada a ambulância e por quem e quanto tempo levou esta a chegar. Isto é informação básica. E muita desta informação básica não está no comunicado.
 
O que lá encontramos são justificações para o uso da força, de resto confusas e duvidosas: empurrar ou falar de forma agressiva com um agente - é o que está no comunicado - justifica uma chave ao pescoço e uma imobilização brutal, como a que vemos nas imagens? É isso a "força estritamente necessária"? A chave ao pescoço é um procedimento muitíssimo perigoso, que pode causar lesões graves ou mesmo a morte. Se havia, como se diz no comunicado, pessoas que não a mulher a pontapear e a empurrar o agente, porque é que é a ela que decidiu deter e não a essas pessoas? E por que não vemos essas pessoas no vídeo, quando está empoleirado na mulher e a puxar-lhe o cabelo? Como se coaduna aquilo que vemos nas imagens com a certificação, no comunicado, de que "só com a chegada de reforço policial foi possível conter as pessoas no local"? Foi preciso "conter" mas não houve detenções de quem alegadamente agrediu o agente?
 
"A instituição tem de ter minimamente confiança nos seus funcionários", pontifica o porta-voz da PSP, perante as minhas objeções a comunicados que assumem as respetivas versões. Parece até uma frase sensata, se não repararmos que implica o inverso: um princípio de desconfiança em relação aos outros cidadãos. E o absoluto contrário daquilo que é função da polícia: esta existe para assegurar a legalidade, a paz social e a descoberta da verdade, não para preservar a sua imagem e o que considera (mal) ser o seu prestígio e "autoridade".
 
Enquanto a PSP e a GNR insistirem em fazer comunicados de fação, merecem por eles a mesma credibilidade que qualquer press release ou folheto de propaganda: zero. Já era altura de alguém reparar nesta vergonha.
 
*Jornalista

Ver o original em 'Página Global' na seguinte ligação:

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Outra vez arroz?

PSP Amadora
Pá, eu queria dizer-te isto de mansinho, mas não dá. Não dá! Se tu olhas para uma mulher com a cara toda esmurrada e começas logo a procurar justificar aquilo que lhe aconteceu, desculpando quem lhe fez aquilo, és uma besta.

"Ai mAs TeMoS dE cOnHeCeR oS dOiS lAdOs Da HiStÓrIa..."

Não, não temos, pá. Não temos. O que temos de saber é que um facínora com a nossa bandeira ao ombro espancou uma mãe à frente duma filha. Esta merda não o envergonha só a ele, não envergonha só a polícia, envergonha o país inteiro. E acontece, e continua a acontecer, uma vez, e outra, e outra, e os facínoras que fazem isto sabem que podem continuar a fazê-lo e vão continuar a fazê-lo porque a maioria da opinião pública - OU SEJA, TU - tem um respeitinho sagrado à polícia, fruto duma mentalidade de merda de submissão à repressão da lei e da farda, que 48 anos de fascismo impuseram a todo um povo. Para que é que queres ouvir o outro lado da história do brutal espancamento que lhe deixou a cara num bolo? Também fazes questão de ouvir o lado nazi do Holocausto, o lado salazarista do Tarrafal? É essa mania de merda de querer ficar a meio, em cima do muro, armado em mediador imparcial do conflito, que lhes dá espaço de manobra para fazerem o que fazem.

"Ai AgOrA tAmBéM é TuDo RaCiSmO!"

Sempre foi racismo, pá. Não havia era telefones com câmara de filmar e redes sociais. Eu lembro-me de ser chavalo e saber que um negro se suicidou na esquadra do Miratejo às cabeçadas ao lavatório: é o que consta do relatório oficial. Lembro-me de um toxicodependente ter conseguido sair da cela e se ter mandado das escadas abaixo várias vezes. A diferença entre "antes" e "agora" é que as vítimas começaram a ter voz.

"lÁ eStÁs Tu A aTaCaR a PoLíCiA!"

Acho que já te respondi a essa treta da última vez que houve um caso de violência policial. E da outra, e da outra, e da outra... Mas tu insistes sempre nessa tecla. E eu até podia aqui entrar numa conversa mais teórica, e dizer que em termos históricos e materialistas, a polícia nasce e existe como um corpo repressivo ao serviço do Estado, e que "O Estado é o produto e a manifestação do antagonismo inconciliável das classes". Podia, mas isso é conversa para outro dia. Hoje, basta dizer que condenar a actuação individual de um polícia ou da direcção nacional da PSP não é o mesmo que atacar TODOS os profissionais da polícia. Quando eu condeno acontecimentos como este e exijo que sejam punidos com mão pesada, isso também é proteger os polícias decentes de serem confundidos com os facínoras que, com a mesma farda, mancham a imagem de todos.

"mAs nÃo DeViA tEr ReSiStIdO!"

Porquê? Mas vivemos numa ditadura, num estado policial? Ninguém tem de obedecer a um polícia só porque ele é polícia. Há uns anos numa manif a polícia mandou dispersar e o meu pai disse "a Constituição dá-me o direito de me manifestar!", e o polícia respondeu "Eu quero é que a constituição se foda" e desceu o cassetete. Tu é que és obedientezinho à polícia, e se o bófia te mandasse baixar as calças e te enrabasse tu deixavas e no fim ainda agradecias. Nunca na vida ofereceste resistência a nada, nunca lutaste, nunca te manifestaste, e só por isso é que achas que és muito livre.

O escravo que não se mexe também não sente o peso das correntes.

André Solha 24.1.20

 

 

Ver original em 'Manifesto 74' na seguinte ligação:

http://manifesto74.blogspot.com/2020/01/outra-vez-arroz.html

Sindicato da PSP apaga publicação que insinuava que mulher detida na Amadora tinha “doenças graves”

Tiago Petinga / Lusa

 

O Sindicato Unificado da Polícia de Segurança Pública (PSP) eliminou uma publicação que tinha feito na sua página oficia de Facebook, na qual se referia ao caso de Cláudia Simões, a mulher que foi detida na Amadora, em Lisboa, em frente à filha num autocarro da Vimeca e acusa as autoridades de agressão.

 

Na publicação na rede social, que era acompanhada de algumas fotografias que retratavam o “estado” em que o agente terá ficado após a ocorrência, o sindicato dizia ainda esperar que este não tenha apanhado “doenças graves”.

“Foi neste estado que ficou hoje o colega, ao intervir numa ocorrência na Amadora. As melhoras ao colega e espero que as análises sejam todas negativas a doenças graves. Contudo a defesa da cidadã está a começar a ser orquestada pelo ódiomor de brancos. Está tudo bem, não se passa nada”, podia ler-se no post entretanto apagado.

Questionada pelo semanário Expresso, a a Direção Nacional da PSP assegura que não pediu que a publicação fosse retirada nem teve qualquer tipo de intervenção na situação.

“Um vez mais, vinco que aqueles são valores em que a instituição não se revê, no entanto da nossa parte não houve nada que ver com isso”, assegurou fonte da PSP, acrescentando, contudo, ser necessário “analisar” e, “eventualmente”, tomar medidas.

Entretanto, noticiou o jornal Público esta quinta-feira, a Inspetor-geral da Administração Interna (IGAI), já abriu inquérito ao sindicato em causa, “tendo solicitado à Direção Nacional da PSP que sobre a mesma se pronuncie”.

Trata-se de um processo administrativo que tem em conta “as notícias de violação grave dos direitos fundamentais de cidadãos por parte dos serviços e seus agentes que cheguem ao conhecimento da IGAI por eventuais violações da legalidade e, em geral, as suspeitas de irregularidades no funcionamento dos serviços, tendo em vista o exercício de controlo indireto ou a instauração de procedimento disciplinar nos casos de maior gravidade”.​

(dr) Twitter

 

O Sindicato Unificado, que é liderado por Ernesto Peixoto Rodrigues, assume-se como uma organização sindical “autónoma e independente do Estado, dos Governos, das confissões religiosas ou quaisquer organizações de natureza político ou partidárias”.

Ernesto Peixoto Rodrigues é um agente da PSP que foi em julho deste ano alvo de uma pena disciplinar de aposentação compulsiva por ter faltado ao serviço durante 83 dias consecutivos sem justificação. Foi também o número 10 na lista da coligação Basta!, que nas europeias de maio teve como cabeça de lista o atual líder do Chega, André Ventura.

A Associação Sindical dos Profissionais de Polícia repudiou esta quinta-feira o mediatismo criado sobre a detenção de uma mulher na Amadora, considerando que cabe à Justiça averiguar o sucedido e “julgar quem tiver que ser julgado”.

Em comunicado citado pela agência Lusa, a Associação Sindical dos Profissionais de Polícia (ASPP/PSP) afirma que “jamais compactuará com novos casos, semelhantes ao de Alfragide ou do Bairro da Jamaica, onde polícias viram a sua vida pessoal e profissional vilipendiada com a conivência leviana, quer por omissão, quer por ação, de entidades que tinham o dever acrescido colocar cobro e/ou não alimentar todos os julgamentos e mediatismo que tiverem lugar na praça pública”.

“À Direção Nacional da PSP, sem se pedir que tome partido por nenhuma das partes, exige-se que não se limite a esperar para reagir às questões colocadas pelos jornalistas e que seja mais proativa (como tanto exige ao seu efetivo) no tratamento deste tipo de casos, colocando as pessoas, independentemente da sua notoriedade social, no seu devido lugar, argumenta a ASPP/PSP na mesma nota de imprensa.

ZAP //

 

Ver original em 'ZAP aeiou' na seguinte ligação:

https://zap.aeiou.pt/sindicato-da-psp-apaga-publicacao-304355



 

{article “É um mal necessário”. Mulher que acusa PSP de agressão foi constituída arguida}

[title]

[image-intro][readmore text="Continuar a ler..."]{/article}

 

Grunhos à solta lá para os lados da Amadora

As reações corporativas dos polícias tentaram minimizar os efeitos negativos da notícia sobre a bárbara agressão a uma cidadã da Amadora, mas elas só demonstraram como os sindicatos representativos dessa classe profissional estão dissonantes do sentimento de uma grande maioria dos portugueses. Porque de pouco lhes vale virem lamentarem-se por terem má imprensa e pior opinião pública se não sabem dissociar-se de quem age com uma agressividade tal que não se justifica olhar para os seus associados como honrados servidores do interesse coletivo, porque até são internamente elogiados pelos comportamentos próprios dehooligans, senão mesmo de biltres neonazis.

 

Por muito que Cláudia Simões tenha mordido quem a agredia ou procurava sufocar, nenhuma pessoa pode sujeitar-se tal selvageria apenas porque a filha de oito anos se esquecera do passe em casa. Se foi esse o motivo fútil, que esteve na origem da intervenção policial, qual a estratégia policial perante algo consensualmente aceite como um delito? Encostam o arguido à parede e fuzilam-no sem sequer o levarem a tribunal?

 

Nesse aspeto não é só o polícia, cujo rosto conhecemos de uma gravação colhida no momento da agressão, que está em causa. Estão-no também os colegas que vieram apoiá-lo no carro-patrulha onde terão ocorrido as mais violentas agressões e, sobretudo, o pouco falado motorista do autocarro da Vimeca, que esteve na origem do incidente. Os telejornais quase nada disseram sobre ele, mas a imprensa escrita deu conta dos insultos racistas com que invetivou a passageira e a entregou ao primeiro polícia que encontrou. Que se saiba a transportadora ainda não veio anunciar que o terá suspendido para que responda perante o mais do que justificado processo disciplinar.

 

Este episódio, que importa ser rapidamente esclarecido, não deve possibilitar quaisquer contemplações com quem esteve, direta ou indiretamente, envolvido nos efeitos da «queda» da referida cidadã. O Estado não pode ignorar que a sociedade portuguesa integra uma percentagem não negligenciável de grunhos racistas, que importa controlar e punir sempre que passem das palavras injuriosas aos atos assassinos. E se eles se acoitam nas polícias, repetindo-se suspeitas quanto à infiltração de gente de extrema-direita no seu seio, então o trabalho do ministro Eduardo Cabrita ganha uma acuidade que importa apoiar sem reservas...

 

 

Jovem 19 anos anavalhado à saída de autocarro depois de contenda

21 JANEIRO 2020
Um jovem, 19 anos, foi anavalhado por um de dois outros jovens, de 16 e 17 anos, à saída do autocarro em cujo interior os três terão iniciado uma discussão, esta segunda-feira, ao final da tarde, nas proximidades do Hospital Cuf , na Pampilheira, em Cascais, apurou Cascais24.
 
Os três adolescentes terão entrado em conflito durante a viagem, no autocarro da Scotturb, mas foi quando saíram na paragem de acesso à rua Fernão Lopes, próxima da unidade hospitalar, que um deles foi golpeado com gravidade por um dos outros dois.
 
Um dos adolescentes terá sido perseguido e detido, pouco depois, por um funcionário da Polícia Judiciária (PJ), que o entregou à PSP.
 
Já o outro ter-se-á apresentado voluntariamente pelas onze horas da noite na 52ª Esquadra da PSP (Parede).
 
Ambos, no entanto, foram libertados, devido à ausência de flagrante delito e notificados para comparecer junto dos Serviços do Ministério Público de Cascais.
 
O jovem anavalhado foi inicialmente assistido e estabilizado por uma guarnição dos Bombeiros de Cascais, que o transportaram à urgência do Hospital de Cascais, onde foi submetido a intervenção cirúrgica.
 
Segundo Cascais24, o jovem encontra-se livre de perigo e terá mesmo regressado ao domicílio, onde recupera.
 
 
 
 

Ver o original em "CASCAIS24" na seguinte ligação::

https://www.cascais24.pt/p/blog-page_956.html

Governo ordena inquérito sobre detenção de mulher na Amadora

Miguel Pereira Da Silva / Lusa

 

O ministro da Administração Interna ordenou, esta quarta-feira, a abertura de um inquérito sobre a atuação policial na detenção de uma mulher na Amadora, que envolveu “agressões” e resultou numa denúncia contra o polícia de serviço.

 

Em comunicado, o Ministério da Administração Interna (MAI) refere que o ministro Eduardo Cabrita “determinou à Inspeção Geral da Administração Interna (IGAI) a abertura de um inquérito para apuramento dos factos relacionados com a atuação policial ocorrida domingo, na Amadora, após o pedido de intervenção do motorista de um autocarro de passageiros”.

O MAI adianta que a PSP “transmitirá à IGAI todos os elementos da averiguação interna que tem estado a realizar”.

Na segunda-feira, a mulher foi presente a um juiz de instrução criminal e foi constituída arguida, tendo ficado indiciada do crime de resistência e coação sobre agente da autoridade e sujeita à medida de coação de termo de identidade e residência. O polícia envolvido, por sua vez, não foi constituído arguido.

 
 

Na sequência da denúncia contra o polícia, a PSP também já iniciou a instrução de um processo de averiguações para proceder à averiguação formal das circunstâncias da ocorrência e de todos os factos alegados pela cidadã.

ZAP // Lusa

 
 
 

Ver original em 'ZAP aeiou' na seguinte ligação:

https://zap.aeiou.pt/mai-ordena-inquerito-mulher-amadora-303945

“É um mal necessário”. Mulher que acusa PSP de agressão foi constituída arguida

(Comentário:

Isto não é um pouco preocupante ? Serve para que os cidadãos confiem na polícia e, ou, na justiça?

A 'publicação' do "Sindicato Unificado da PSP não é um iniludível apelo ao racismo?

Está tudo bem ?)

Tiago Petinga / Lusa

 

Cláudia Simões, a mulher que apresentou uma denúncia contra um polícia que a terá detido violentamente, no domingo, na Amadora, foi constituída arguida.

 

De acordo com a Lusa, que cita a PSP, a mulher que diz ter sido brutalmente agredida por um agente ficou ainda sujeita à medida de coação de termo de identidade e residência.

Presente a um juiz de instrução criminal, a mulher ficou indiciada do crime de resistência e coação sobre agente da autoridade, enquanto o polícia envolvido “não foi constituído arguido”, adiantou fonte da Direção Nacional da Polícia de Segurança Pública.

“O caso transitou para processo comum [segue para investigação]”, disse fonte policial à Lusa, acrescentando que, devido às versões contraditórias da mulher e do polícia, está a decorrer um inquérito para averiguar as circunstâncias da ocorrência.

 

Neste âmbito, a investigação inclui o interrogatório de todas as pessoas envolvidas, assim como a identificação da “extensão dos ferimentos” da mulher detida e do polícia e quais as mazelas para o futuro, uma vez que foram ambos assistidos no Hospital Fernando da Fonseca, na Amadora.

Em declarações ao semanário Expresso, Ana Cristina Domingues, advogada de Cláudia Simões, diz que o facto de a sua cliente ter sido constituída arguida é um “mal necessário”.

“Há uma ideia generalizada de que a constituição como arguido é uma coisa negativa mas não o é necessariamente (…) Por exemplo, um arguido tem direito ao silêncio, enquanto se alguém estiver a ser ouvido como testemunha é sempre obrigado a falar. Ser arguido pode ser uma defesa”, explicou a advogada, precisando que a sua cliente estava no Hospital Amadora- Sintra, em Lisboa, quando recebeu o auto de constituição”.

Sindicato espera que agente não tenha “apanhado doenças graves

A página oficial do Sindicato Unificado da PSP no Facebook publicou esta terça-feira um texto no qual envia “as melhoras ao colega” que interveio “numa ocorrência na Amadora”.

Na publicação, que é acompanhada por algumas fotografias que mostram o “estado” em que terá ficado ao agente após a ocorrência, o sindicato diz ainda esperar que este não tenha apanhado “doenças graves”.

“Foi neste estado que ficou hoje o colega, ao intervir numa ocorrência na Amadora. As melhoras ao colega e espero que as análises sejam todas negativas a doenças graves. Contudo a defesa da cidadã está a começar a ser orquestada pelo ódiomor de brancos. Está tudo bem, não se passa nada”, pode ler-se na publicação.

Sindicato Unificado da Polícia de Segurança Pública

 

 

ZAP //


Fabian Figueiredo

 

Ver original em 'ZAP aeiou' na seguinte ligação:

https://zap.aeiou.pt/mulher-acusa-psp-agressao-constituida-arguida-303890

Prisão preventiva para cinco suspeitos de terem matado jovem cabo-verdiano

 
 
Ficaram em prisão preventiva os cinco suspeitos de terem matado o jovem cabo-verdiano em Bragança. O tribunal considera que o jovem foi agredido e assassinado pelo grupo por um motivo fútil.
 
Os cinco suspeitos da morte de um estudante cabo-verdiano em Bragança vão aguardar julgamento em prisão preventiva indiciados pelos crimes de homicídio qualificado e três tentativas de homicídio, determinou o tribunal, que afasta a motivação por ódio racial. A decisão, lida aos jornalistas cerca das 23:30 de sexta-feira por uma funcionária judicial, refere que depois do primeiro interrogatório judicial, o tribunal decidiu sujeitar todos os cinco arguidos a prisão preventiva.
 
O tribunal sustenta que a decisão, em síntese, "se traduz na afirmação da existência de fortes indícios da prática, por cada um dos arguidos, em coautoria material e concurso real, de quatro crimes de homicídio qualificado, um dos quais consumado, sendo dele vítima Giovani Rodrigues, e os restantes três na forma tentada", relativos às agressões aos outros três elementos do grupo de cabo-verdianos.
O estudante cabo-verdiano Giovani Rodrigues foi encontrado sozinho caído numa rua em Bragança em 21 de dezembro e acabou por morrer 10 dias depois, num hospital do Porto.
 
Segundo o tribunal, não foi "apurado qualquer indício no sentido de os factos praticados pelos arguidos terem sido determinados por ódio racial ou gerado pela cor, origem étnica ou nacionalidade das vítimas". A decisão esclarece que "a especial censurabilidade que, nesta fase indiciária, justifica a qualificação dos crimes assenta na circunstância de os arguidos terem sido determinados nas suas ações por motivo fútil e ainda por atuarem em grupo". Os cinco suspeitos, com idades entre os 22 e os 35 anos, alguns deles desempregados e todos residentes em Bragança, foram detidos pela Polícia Judiciária (PJ) na quinta-feira. Chegaram ao Tribunal de Bragança pouco depois das 15:00 de sexta-feira e começaram a ser ouvidos, segundo fonte judicial, por volta das 17:30. A PJ transportou os detidos ao tribunal depois de uma conferência de imprensa em que deu esclarecimentos sobre o crime. "Daquilo que é possível dizer, porque a investigação é dinâmica, na base dos factos estão motivos fúteis, motivos de uma desavença que ocorreu no interior do espaço lúdico e que teve, depois, desenvolvimento no seu exterior", afirmou o diretor nacional da PJ, Luís Neves, na conferência de imprensa "inédita" em Vila Real, a sede do departamento local da PJ, já que em Bragança não existe esta polícia. Os esclarecimentos dados pelo próprio diretor nacional seguiram-se a um comunicado a anunciar a detenção dos cinco suspeitos. Luís Neves acredita que foi detido o "núcleo duro que perpetrou as agressões" e referiu que os arguidos não possuem antecedentes criminais. "Contrariamente ao que foi veiculado em termos de redes sociais, não se trata de um crime entre nacionais de um país ou de outro, entre raças. Não se trata nada disso. Trata-se de um crime cometido por gente violenta, num determinado contexto", esclareceu Luís Neves. A morte do estudante levantou questões sociais e de inserção, pelo que o diretor nacional da PJ fez questão de salientar que Bragança é uma cidade segura e que o país é um "território de grande irmandade, neste caso, com o povo de Cabo Verde". Com a morte, o caso passou para a alçada da PJ que realizou "buscas domiciliárias, inquirições e interrogatórios de várias pessoas suspeitas de estarem envolvidas nos acontecimentos que determinaram a morte daquele jovem". Luís Neves adiantou que, durante a investigação "ininterrupta" feita após a comunicação do caso a esta polícia, foi recolhida prova testemunhal, ainda as declarações dos arguidos e "outros elementos de prova", que, por uma questão de sigilo, não quis revelar. A morte do jovem, que tinha chegado à região há pouco mais de um mês para estudar na escola de Mirandela do Instituto Politécnico de Bragança, motivou reações institucionais de Portugal e Cabo Verde. Os apelos à Justiça e à não violência traduziram-se também em marchas de homenagem ao jovem cabo-verdiano, no passado sábado. O funeral de Giovani Rodrigues realiza-se hoje no município de Mosteiros, na ilha cabo-verdiana do Fogo, de onde era natural. No dia 28 de janeiro está prevista uma homenagem ao estudante, durante as comemorações do dia do Politécnico de Bragança. RTP | Lusa, em 18.01.20
 

Ver o original em 'Página Global' na seguinte ligação:

https://paginaglobal.blogspot.com/2020/01/prisao-preventiva-para-cinco-suspeitos.html

Violador foge com 10 euros e ameaça jovem para não fazer queixa

Por Redação
16 janeiro 2020
O cadastrado que, a 10 de novembro último, junto a um parque infantil, na freguesia de São Domingos de Rana, assaltou sob a ameaça de uma navalha e acabou por violar uma rapariga, de 18 anos, ameaçou a vítima de que, caso “fizesse queixa” e ele “fosse preso, quando saísse da cadeia seria pior”, apurou Cascais24. O suspeito, 20 anos, com antecedentes por crimes de roubo, foi identificado e reconhecido por fotos e presencialmente em finais de dezembro último, conforme Cascais24 noticiou. No entanto, só no passado dia 8 foi detido, fora de flagrante delito, por inspetores da PJ e, indiciado pelos crimes de roubo, violação e coação na forma tentada, submetido a primeiro interrogatório judicial. Viu confirmada a prisão preventiva e recolheu ao Estabelecimento Prisional de Caxias. Na aplicação da medida de coação mais grave ficou suficientemente indiciado de que o arguido abordou a vítima e, ameaçando-a com uma navalha, obrigou-a à prática de atos sexuais de relevo.  Mais exigiu que a vítima lhe entregasse a sua carteira, de onde retirou 10€. Antes de abandonar o local, o arguido avisou ainda a vítima que “já estivera preso, que conhecia muita gente naquela zona, e que se a vítima fizesse queixa e o arguido fosse preso, quando saísse da cadeia seria pior”. Desde então que a vítima terá sofrido um grave distúrbio psicológico, estando a ser acompanhada por especialistas. Segundo o DIAP de Cascais, que prossegue a investigação do processo, sob segredo de Justiça, a aplicação da medida de coação de prisão preventiva ficou a dever-se à “verificação dos perigos de fuga, de continuação da atividade criminosa e de perturbação grave da ordem e tranquilidade públicas”.
 
 
 

Mulher sai por entre intervalo de carros estacionados e é brutalmente atropelada ao iniciar travessia da via em Cascais

A violência do atropelamento está patente na imagem (assinalada com circulo) em que a correia da mala da vítima ficou presa no lado direito capô do ligeiro (Foto CASCAIS24)

 

 
Por Redação
13 janeiro 2020
Uma mulher, 44 anos, a viver na Parede, foi atropelada com gravidade, esta segunda-feira, de manhã, na avenida Engenheiro. Adelino Amaro da Costa, em Cascais, depois de ter surgido por entre dois veículos estacionados e iniciado a travessia da via, fora de qualquer passadeira.
 
O acidente, algo brutal, registou-se na via descendente daquela avenida, pelas onze horas da manhã.
 
Uma testemunha disse, a Cascais24, que a transeunte surgiu na via depois de passar pelo "intervalo de dois carros estacionados", acabando por ser "apanhada" por um ligeiro, Seat Ibiza, que descia a avenida.
 
"O condutor nada pôde fazer", explicou, a Cascais24, outra testemunha, que não pôde garantir que, pela violência do embate, o ligeiro não circularia naquela via também com algum excesso de velocidade.
 
A violência do atropelamento ficou bem patente no local do acidente: a correia da mala que a vítima transportava à tiracolo ficou presa no capô do veículo que, ainda, apresentava o espelho retrovisor, lado direito, danificado.
 
A VMER do Hospital de Cascais chegou ao local depois dos Bombeiros, da moto do INEM e da PSP (Foto CASCAIS24)
A mulher, bastante ferida, foi inicialmente assistida e estabilizada pelos Bombeiros de Cascais e, posteriormente alvo dos cuidados do motociclo do INEM e da equipa da VMER do Hospital de Cascais.
 
Acabou por ser transportada, em estado muito grave, para a urgência do Hospital de São Francisco Xavier, no Restelo, em Lisboa.
 
Enquanto decorreram as operações de socorro, a movimentada avenida esteve interdita durante cerca de hora e meia à circulação rodoviária por agentes da PSP da 50ª Esquadra (Cascais) e da Secção de Trânsito, que registaram a ocorrência.
 

Excessos

Moradores da avenida Engenheiro Adelino Amaro da Costa mostraram-se indignados com mais este atropelamento, embora desta feita fora de uma das passadeiras.
 
"Circulam por aqui como de isto fosse um autódromo", afirmou uma delas.
 
(Foto CASCAIS24)
Já a diretora técnica da farmácia Cascais, situada a escassos metros, desabafou no local que "até nas passadeiras os atropelamentos têm vindo a suceder-se com condenável frequência", devido aos excessos, sobretudo de velocidade.
 
"Já enviei exposições à Câmara e à PSP, para que sejam encontradas soluções", comentou a farmacêutica junto de alguns populares.
 
"Estamos a aguardar que possam encontrar uma solução", concluiu. 
 
A solução, segundo apurou Cascais24, pode passar pela instalação de lombas na via, que "travem os excessos", o que moradores consideram uma "boa medida" para minimizar os atropelamentos naquela avenida.
 
 
 
 
 
 
 

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https://www.cascais24.pt/p/blog-page_4386.html

PJ prende suspeito de assalto e violação a jovem em São Domingos de Rana

Por Redação

12 janeiro 2020

Já foi identificado, detido e viu confirmada a prisão preventiva, o suspeito de, a 10 de novembro último, um domingo, ao início da noite, ter assaltado e violado uma jovem, 18 anos, em local ermo, da freguesia de São Domingos de Rana.

 
O suspeito, 20 anos, que vivia na região e possui antecedentes por crimes de roubo com arma branca, foi descoberto e detido pela Polícia Judiciária (PJ) de Lisboa e Vale do Tejo, tendo sido, inclusivamente, identificado e reconhecido pela vítima. Segundo Cascais24 apurou, o jovem suspeito estava referenciado pela PJ pela alegada prática dos crimes de violação, roubo e tentativa de coação desde finais de dezembro último, mas só esta sexta-feira a sua detenção foi divulgada.
 
Submetido a primeiro interrogatório judicial, viu confirmada a prisão preventiva, tendo recolhido ao Estabelecimento Prisional de Caxias.
Conforme Cascais24 avançou, então, em primeira mão, a jovem foi atacada e violada sob ameaça de uma faca, na via pública, perto de uma escola secundária.
 
Posteriormente, foi assistida e transportada, a partir da rua Serra da Estrela, em Matarraque, pelos Bombeiros de Parede à urgência do Hospital de Cascais.
 
Entretanto, a jovem que terá sofrido um grave distúrbio psicológico, tem estado desde então a ser acompanhada por especialistas.
 
Noticia relacionada
 
 

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https://www.cascais24.pt/p/blog-page_1272.html

PSP pediu videovigilância com inteligência artificial (mas Proteção de Dados não deixou)

A Polícia de Segurança Pública (PSP) pediu autorização ao Governo para instalar câmaras de videovigilância com inteligência artificial (IA) em pelo menos dois municípios. No entanto, o pedido foi chumbado pela Comissão Nacional Nacional de Proteção de Dados (CNPD).

 

Os sistemas de videovigilância com IA têm a capacidade de procurar pessoas através das suas características físicas, sexo, cores das roupas ou do cabelo. A videovigilância já existe em várias cidades do país, mas as câmaras de vídeo com esta nova tecnologia requeridas pela PSP para Leiria e Portimão foram chumbadas em pareceres vinculativos da CNPD, e assinados pela sua presidente, Filipa Galvão, que foi a relatora dos textos.

Em declarações à TSF, fonte da CNPD disse que esta foi a primeira vez que a entidade se pronunciou sobre o uso deste tipo de tecnologias em videovigilância, depois de os pareceres terem sido requeridos pelo Ministério da Administração Interna

Segundo os pareceres da CNPD, aos quais a TSF teve acesso, a videovigilância com IA representa um “elevado risco para a privacidade dos cidadãos, não só pela quantidade e pelo tipo de informação que é possível recolher, mas também pela opacidade do processo de padrões de análise” das imagens.

Em Portimão, o projeto previa 61 câmaras, 10 delas na cidade e 51 na Praia da Rocha. A videovigilância alargada na zona balnear levantou ainda mais dúvidas na CNPD por ser uma “área onde as pessoas estão mais expostas, pelo que maiores cautelas se impõem na utilização destes sistemas”.

Já em Leiria, o objetivo era instalar 61 câmaras. Porém, o sistema “implica um controlo sistemático em larga escala e o rastreamento das pessoas e dos seus hábitos e comportamentos, bem como a identificação das pessoas a partir de dados relativos a características físicas, sendo inegável o risco elevado para os direitos fundamentais à proteção dos dados e ao respeito pela vida privada”, bem como à privacidade e liberdade.

Acusando o sistema proposto pela PSP de ser “opaco” e de ter “falta de transparência”, a CNPD disse que não se percebem os objetivos de usar tanta tecnologia, sendo imprescindível que sejam revelados os fundamentos e os critérios.

A CNPD defendeu ainda que a utilização de IA na área da videovigilância tem de ser “precedida de ponderação especialmente rigorosa”, o que não aconteceu nos projetos apresentados pela PSP para Portimão e para Leiria.

ZAP //

 
 

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https://zap.aeiou.pt/psp-videovigilancia-inteligencia-artificial-protecao-dados-300943

Um detido em confrontos com forças de segurança em Adroana

Por Redação
04 janeiro 2020
Um jovem, 22 anos, foi detido esta sexta-feira, de madrugada, no Bairro Novo de Adroana, na freguesia de Alcabideche, no final de confrontos com as forças de segurança, apurou Cascais24.
 
Os incidentes tiveram lugar pelas duas horas da manhã, depois de moradores terem alertado a GNR para os ruídos provocados por uma festa.
 
A primeira patrulha móvel da GNR de Alcabideche ao chegar ao local teve que retirar, devido ao elevado número de pessoas agressivas, uma das quais ainda terá arremessado um petardo contra a traseira do veículo policial.
 
A GNR de Alcabideche teve que pedir reforços aos postos dependentes do Destacamento de Sintra, nomeadamente, Sintra, Colares e Pêro Pinheiro, soube, ainda, Cascais24.
 
E, na ausência de forças de intervenção, nomeadamente do Destacamento de Intervenção e do GIOP, da Unidade de Intervenção, ambos da GNR, teve, ainda, que pedir apoio à PSP, que enviou meios das Esquadras de Cascais e do Estoril.
 
Com a chegada de reforços, o numeroso grupo dispersou, tendo as autoridades no terreno reposto a ordem pública e a tranquilidade junto dos moradores do bairro.
 
Um jovem, de 22 anos, acabou, no entanto, por ser detido, por injúrias e resistência, apurou, ainda, Cascais24.
 
 
 
 

Ver o original em "CASCAIS24" na seguinte ligação::

https://www.cascais24.pt/p/blog-page_194.html

Eduardo Cabrita garante “toda a transparência” no financiamento das polícias

Mário Cruz / Lusa

O ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita

O ministro da Administração Interna (MAI) garantiu hoje agir com toda a transparência no financiamento das forças de segurança, em resposta à petição pública que quer uma comissão parlamentar de inquérito aos investimentos na GNR e PSP.

 

Questionado pela Lusa sobre a petição pública lançada a 18 de dezembro de 2019 pela Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP/PSP) para que o parlamento crie uma comissão de inquérito para apurar as reais condições de trabalho das polícias e o destino dos investimentos na PSP e GNR, Eduardo Cabrita disse que não iria pronunciar-se “sobre aquilo que são competências da Assembleia da República”.

Lembrou, no entanto, que a aplicação da Lei de Programação de Infraestruturas e Equipamentos das Forças e Serviços de Segurança, aprovada em 2017, “estabelece 450 milhões de euros de investimento, em várias componentes, entre 2018 e 2021″.

Há toda a transparência. Sempre que, com regularidade, vou à Assembleia da República e a próxima vez será no dia 15 deste mês, presto contas sobre o nível de execução da Lei de Programação”, frisou Eduardo Cabrita, em declarações, na Figueira da Foz, à margem da cerimónia de incorporação do 42.º curso de formação de 200 novos guardas provisórios da GNR.

O governante referiu que a referida legislação “tem várias componentes, umas de execução com um ciclo mais lento”, como obras em instalações, “outras com um nível de execução mais célere”, como armamento.

“E tem níveis intermédios, por exemplo nas viaturas, em que foi possível, com um concurso plurianual, que lancei em novembro de 2017, que nunca tinha sido realizado, permitiu estabelecer um nível de renovação do parque automóvel de mais de duas mil viaturas, cerca de mil para a Guarda Nacional Republicana, das quais mais de 500 foram já entregues, e continuaremos a fazê-lo ao longo do ano de 2020 e 2021″, observou o MAI.

“Toda a transparência, toda a vontade de prestar contas”, resumiu Eduardo Cabrita.

Em pouco mais de duas semanas, a petição pública decidida durante uma reunião da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP/PSP) para analisar o Orçamento do Estado (OE) para 2020 na área da segurança interna reúne 2.874 assinaturas.

Em comunicado divulgado na altura, a ASPP levanta dúvidas em relação ao real investimento que o Governo quer fazer na Polícia de Segurança Pública, considerando que muitas das propostas prevista no OE para 2020 “já estiveram em outros orçamentos do Estado, nomeadamente em 2018 e 2019″, e “não foram sentidos quaisquer impactos na instituição”.

Referindo-se à Lei de Programação de Infraestruturas e Equipamentos das Forças e Serviços de Segurança do Ministério da Administração Interna (MAI), o maior sindicato da PSP alega que já estava prevista em OE anteriores e “que praticamente não foi sentida, criando vários problemas em diversas áreas”.

// Lusa

 

Ver original em 'ZAP aeiou' na seguinte ligação:

https://zap.aeiou.pt/transparencia-financiamento-policias-300520

Seguranças colocam em fuga gang que planearia assalto noturno em Abóboda

Por Redação
21 dezembro 2019
Um grupo que, suspeita-se, estaria a planear um eventual assalto na garagem comum de um condominio, em Abóboda, colocou-se em fuga ao ser surpreendido por seguranças privados, este sábado, ao início da madrugada.
 
As autoridades policiais, apurou Cascais24, estão a investigar a presença do gang, constituido por cinco homens, na casa dos 40 anos e, ao que parece, todos com sotaque francês.
 
Os cinco membros do gang estariam posicionados em modo de espera, tudo levando a crer que estariam a planear um assalto, porventura com sequestro.
 
Ao serem surpreendidos pelos seguranças, os cinco homens colocaram-se em fuga em dois veículos de gama alta e, presumivelmente, ostentando matriculas estrangeiras.
 
Os seguranças da empresa de Cascais LB, que Cascais24 procurou este sábado contatar, mas sem sucesso, terão dado o alerta à PSP, que fez deslocar uma patrulha móvel da 56ª Esquadra (Trajouce). Cascais24 contatou, igualmente, com um administrador do condominio, mas este escusou-se a avançar com qualquer informação.
 
Por coincidência, este grupo foi detetado no mesmo condominio onde, no início de este mês, um outro gang, este de portugueses e ainda a monte, fez refém um condutor, obrigando-o a deslocar-se até uma caixa Multibanco, em Tires, onde foi coagido a levantar cerca de 200 euros.
 
Recorda-se que, depois de este assalto com sequestro, este grupo deixou de atuar, pelo menos até ao momento, porventura, assustado com noticias vindas a público, nomeadamente pelos alertas divulgados por Cascais24.
 
 
 

Ver o original em "CASCAIS24" na seguinte ligação::

https://www.cascais24.pt/p/blog-page_967.html

PJ apanha em Cascais suspeitos de roubar dados de cartões bancários

Por Redação
19 dezembro 2019
Uma investigação da Polícia Judiciária (PJ) iniciada em fevereiro do ano passado culminou agora, em Cascais, com a detenção de um homem e de duas mulheres, presumíveis autores de vários crimes de burla informática, acesso ilegítimo e branqueamento de capitais. Os suspeitos foram detidos pela Unidade Nacional de Combate ao Cibercrime e à Criminalidade Tecnológica (UNC3T), no âmbito de mandados de detenção emitidos pela 3ª.Secção do DIAP de Cascais. A investigação aos três suspeitos, um homem, 38 anos, e duas mulheres, 41 e 57 anos, iniciou-se em fevereiro de 2018, tendo na sua base uma participação que dava conta da utilização abusiva de dados de cartões bancários com posterior utilização fraudulenta para aquisição de bens e serviços. Foram utilizados e identificados vários dados de cartões bancários de instituições bancárias estrangeiras, bem como o uso de identidades falsas, as quais eram utilizadas para efetuar o registo em plataformas de “jogo online”.  “Na sequência da investigação criminal, foi possível determinar os locais da prática dos factos, identificar os titulares das contas bancárias utilizadas para receber os valores ilicitamente obtidos e proceder à detenção de todos os intervenientes do grupo criminoso”, revela a PJ que calcula em dezenas de milhares de euros o montante das burlas. Não são, ainda, conhecidas as medidas de coação.
 

Ver o original em "CASCAIS24" na seguinte ligação::

https://www.cascais24.pt/p/blog-page_8435.html

Limpeza de via depois de despiste mobilizou bombeiros durante 5 horas

 

 
 Por Redação
19 dezembro 2019
 
Os Bombeiros de Alcabideche estiveram mobilizados durante cerca de 5 horas em operações de limpeza de uma via da A16, perto do CascaiShopping, depois do despiste de um veículo ter provocado, esta quinta-feira, de madrugada, dois feridos que foram transportados ao hospital de Cascais.
 
O acidente registou-se pouco antes da uma hora da manhã.
 
Os dois feridos, leves, acabaram por ser estabilizados no local e transportados à urgência do Hospital de Cascais.
 
As operações só terminaram pelas 6h37 de esta manhã, depois dos Bombeiros terem efetuado durante 5 horas a limpeza da via, num troço com cerca de 600 metros, segundo disse, a Cascais24, José Costa, Segundo Comandante dos Bombeiros de Alcabideche.
 
No teatro das operações estiveram empenhados 16 operacionais, apoiados por 7 veículos, dos Bombeiros de Alcabideche e de São Pedro de Sintra.
 

Ver o original em "CASCAIS24" na seguinte ligação::

https://www.cascais24.pt/p/blog-page_960.html

Comboio faz um morto entre São Pedro e São João do Estoril e maquinista em choque foi parar ao hospital

Por Redação
18 dezembro 2019
Um homem, cerca de 40 anos, morreu esta quarta-feira, à tarde, vítima de atropelamento ferroviário, frente ao restaurante Choupana Gordinni, entre as estações de São Pedro e São João do Estoril.
 
Na sequência do atropelamento, o maquinista do comboio, que fazia a ligação entre Cais do Sodré e Cascais, entrou em choque e teve que ser assistido no local.
 
Foi assistido e estabilizado pelas equipas de socorro e transportado à urgência do Hospital de Cascais.
 
O acidente registou-se pouco antes das cinco horas e meia da tarde, em circunstâncias que a Divisão de Segurança de Transportes da PSP está a averiguar.
 
A vítima mortal ficou "completamente desfeita, praticamente irreconhecível", disse, a Cascais24 fonte próxima das equipas de socorro.
 
O corpo foi removido, para autópsia, pelos Bombeiros de Parede.
 
A circulação ferroviária na linha de Cascais esteve temporariamente interrompida, mas acabou por ser restabelecida, embora com todos os transtornos para os milhares de utentes, cerca de duas horas depois.
 
Houve, inclusivamente, a necessidade de substituir o maquinista do comboio envolvido no acidente. Também a Marginal, frente ao Choupana Gordinni sofreu alguns congestionamentos, sobretudo no sentido de Cascais e controlados pela PSP, devido ao movimento das equipas de socorro.
 
Nas operações de socorro a mais um trágico atropelamento ferroviário na área de São João do Estoril estiveram empenhados operacionais dos Bombeiros do Estoril, a moto do INEM e a VMER do Hospital de Cascais, bem como a PSP.
 
 
 

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Incendiário da Biscaia em liberdade depois de detido pela Judiciária

17 dezembro 2019
Um homem, 51 anos, foi identificado e detido pela Polícia Judiciária (PJ) de Lisboa e Vale do Tejo, por existirem fortes indícios da prática de um crime de incêndio florestal, ateado em Julho último, na Biscaia.
 
Já presente a primeiro interrogatório judicial, o arguido, que confessou a autoria do fogo posto, foi libertado, mediante a medida de coação de apresentações semanais no Subdestacamento da GNR de Alcabideche. O suspeito vive com um irmão na Biscaia, tem problemas de alcoolismo e, no desemprego, tem por hábito deambular pela região, andando a pedir junto dos habitantes locais e de turistas, tornando-se "vingativo" quando lhe são negados os pedidos. O incêndio colocou em risco uma área florestal com mato rasteiro, bem como várias construções e habitações.
 
Na altura,  só a pronta atuação dos Bombeiros de Alcabideche, que combateram e debelaram o fogo com celeridade, ainda no seu início, evitou que o mesmo tomasse maiores proporções. "A Polícia Judiciária, nas diligências efetuadas após a inspeção ao local do crime e correlacionando vários elementos de natureza probatória, recolheu evidentes indícios da prática do incêndio florestal pelo arguido", disse, a Cascais24, Álvaro Carreira, coordenador de Investigação Criminal, que está a dirigir a Secção de Crimes de Incêndio da PJ da Diretoria de Lisboa e Vale do Tejo.
Ainda de acordo com as declarações do coordenador de Investigação Criminal a Cascais24, "não foi possível relacionar o mesmo suspeito com um outro incêndio noturno" que, em setembro último, devastou cerca de meio hectare de mato, na Biscaia, e que, na altura foi combatido por 33 operacionais.


 
 
 
 
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Alegado “fiasco” nas buscas a mansão de milionário alemão suspeito de orgias



16 dezembro 2019
As buscas realizadas esta segunda-feira por inspetores da PJ à mansão, no Monte Estoril, e à sede da empresa, em Carnaxide, do milionário alemão Matthias Schmelz, suspeito de organizar orgias com menores e adolescentes, terão constituído um “fiasco”, apurou Cascais24.
 
Os inspetores da secção que investiga crimes sexuais na Diretoria de Lisboa e Vale do Tejo não terão encontrado matérias probatórias e comprometedoras nas buscas, que decorreram mais de um mês depois do escândalo ter sido tornado público e de outros tantos depois de queixas. 

“Porventura, porque foram tardias”, observou fonte policial.

Alegadamente ausente de Portugal, o próprio Matthias Schmelz, 59 anos, famoso pelos aspiradores Rainbow, publicou esta segunda-feira na sua página do Facebook um post, no qual afirma: 

Caros amigos,
lamento a instabilidade causada pelas buscas da PJ na nossa empresa e na minha casa mas podem ficar completamente descansados porque eles nao vao encontrar NADA o que me possa comprometer porque eu nao fiz nada do que estou a ser acusado. Tenho a minha consciencia tranquila. Obrigado mais uma vez pela vossa lealdade e pelo vosso apoio incondicional! Beijinhos & abracos, Matthias”.
APolícia Judiciária (PJ) de Lisboa e Vale do Tejo está a investigar as alegadas orgias com menores e adolescentes, presumivelmente organizadas pelo milionário famoso pelos aspiradores Rainbow, Matthias Schmelz, 59 anos, na sua mansão do Monte Estoril, que foi tomada de assalto em março último, em circunstâncias que Cascais24 avançou, então, em primeira mão.

 

A noticia da investigação ao empresário- que vive em Portugal desde 1993 e, entretanto, negou “ter praticado qualquer crime”, recusando fazer mais comentários - foi avançada, em exclusivo, pela TVI e assinada pelo jornalista de investigação Henrique Machado.

 

Segundo a TVI, “o rei dos aspiradores Rainbow é suspeito de ter organizado em sua casa, a um ritmo quase diário, orgias com raparigas, estudantes, a maioria de 16 e 17 anos – uma tem 14 –que contratava por telemóvel, via aplicação WhatsApp”. 

 

“Pagava em média, a cada uma, 500 euros por sessão de sexo, e juntava sempre duas menores, que normalmente eram amigas. Uma era a recrutadora, com quem o empresário contactava – e muitas das orgias ocorriam de dia, a seguir às aulas. Em cerca de dez envolvidas, mais de metade são menores. Matthias Schmelz chegava, inclusive, a parar os seus carros topo de gama à porta da escolas onde ia buscar as menores – algumas de classe alta e média alta, que vivem em condomínios com os pais e estudam em Lisboa e na linha de Cascais”, adiantou, então, a TVI.

 

A denúncia das alegadas orgias estão a ser investigadas desde há alguns meses pela Secção de Crimes Sexuais da PJ, sob a coordenação do DIAP de Lisboa.
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Polícias marcam novo encontro nacional

A Associação Sindical dos Profissionais de Polícia (ASPP/PSP) convocou para 9 de Janeiro um «Encontro Nacional, aberto a todos os polícias» para «decidir formas de luta a adoptar no dia 21 de Janeiro».

Os polícias exigem que o Governo dê uma resposta aos problemas do sectorCréditosNuno Fox / Agência Lusa

Esta convocatória resulta, segundo o comunicado da ASPP/PSP, «da postura intransigente por parte do Ministério da Administração Interna (MAI)», manifestada na reunião de ontem sobre «a forma de pagamento dos retroactivos dos suplementos remuneratórios devidos», após decisão favorável do Supremo Tribunal Administrativo à acção judicial interposta pela ASPP/PSP.

Enquanto o MAI se propõe pagar em quatro anos, a Associação Sindical considera que o pagamento deste valor, que se arrasta há anos, «deve ser pago integralmente e de uma só vez».

No encontro agendado para dia 9, em local a designar, serão decididas as formas de luta a adoptar em 21 de Janeiro, dia para o qual está agendada nova manifestação em frente à Assembleia da República.

Ver original em "AbrilAbril" na seguinte ligação:

https://www.abrilabril.pt/nacional/policias-marcam-novo-encontro-nacional

Recluso esfaqueado na cadeia do Linhó

Por Redação
10 dezembro 2019
Um recluso, 27 anos, foi esfaqueado com vários golpes, esta terça-feira, de manhã, no pátio do Estabelecimento Prisional do Linhó, acabando por ser assistido e transportado à urgência do Hospital de Cascais pelos Bombeiros de Alcabideche, apurou Cascais24.
 
Fonte prisional disse, a Cascais24, que a agressão registou-se depois das dez horas da manhã, no pátio do estabelecimento prisional, tendo o recluso sido golpeado com alguma gravidade por outro recluso, que recorreu a uma arma branca improvisada.
 
Não são conhecidas as razões da agressão, que terá envolvido outros reclusos.
 
O recluso esfaqueado apresentava vários golpes no tórax e na região lombar, disse, por sua vez, fonte hospitalar, acrescentando, no entanto, que "está livre de perigo".
 
José Palha Gomes, comandante dos Bombeiros de Alcabideche, também confirmou, a Cascais24, a intervenção da ambulância do INEM, cuja tripulação, depois de assistir e estabilizar o ferido, efetuou o transporte para a urgência do Hospital de Cascais.
 
No socorro, para além dos Bombeiros de Alcabideche, esteve envolvida a VMER daquela unidade hospitalar.
 
 

Ver o original em "CASCAIS24" na seguinte ligação::

https://www.cascais24.pt/p/blog-page_246.html

Portugal/PSP | Manuel Morais alvo de processo disciplinar por criticar André Ventura

(Comentário

Algo de muito grave se passa na PSP nomeadamente na sua direção quando quem alerta para o aproveitamento partidário/fascista que foi feito da manifestação tem um processo disciplinar e aqueles que andaram com o deputado/fascista Ventura ao colo são defendidos pela direção da PSP

Isto num chamado Estado de Direito Democrático é inaceitável, muito perigoso e destrói qualquer confiança na PSP.

Entretanto o pseudo-ministro da Administração Interna (o inefável E. Cabrita) assobia para o ar e diz redondilhas politicamente inócuas como de costume. Ao qu' isto chegou!)

 
 
 
 
A direção nacional da PSP abriu um processo disciplinar contra Manuel Morais, ex-dirigente sindical e agente do Corpo de Intervenção, por ter criticado a presença de André Ventura na manifestação de polícias, no passado dia 21 de novembro. Manuel Morais, cinco dias depois da manifestação confessou ao Expresso que "sentiu nojo... porque que André Ventura discursou durante o protesto dos policias". O agente do corpo de intervenção considera que o líder do partido chega assaltou a manifestação para promover a ideologia do partido Chega.
 
Manuel Morais justificou estas declarações na qualidade de um cidadão preocupado por ver André Ventura vestido com a T-Shirt do Movimento Zero a discursar no palco da organização, sem ser convidado pelos sindicatos que organizaram o protesto a defender ideias que promovem o castigo.
 
De acordo com o estatuto da PSP, os polícias não podem fazer declarações que violem a isenção ideológica e partidária.
 
Ao Diário de Notícias, a PSP confirma que está em curso um processo disciplinar contra Manuel Morais para perceber se estas declarações desrespeitam o estatuto da Policia de Segurança Publica.
 
Não é a primeira vez que este agente do Corpo de Intervenção está envolvido numa polémica acesa. Em maio, Manuel Morais denunciou que existe racismo e xenofobia nas forças de segurança.
 
Na altura, Manuel Morais era vice-presidente da Associação Sindical de Profissionais de Polícia de onde acabou por ser expulso, apesar ser membro da associação há 30 anos.
 
Francisca Van Dunem, a Ministra da Justiça, saiu em defesa de Manuel Morais este agente de 53 anos que deixou o ativismo sindical, mas que continua a pertencer à Associação "100 Violência".
 
Beatriz Morais Martins com Sara Beatriz Monteiro | TSF
Imagem: © Jorge Amaral/Global Imagens (arquivo)

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https://paginaglobal.blogspot.com/2019/12/portugalpsp-manuel-morais-alvo-de.html

Sindicalismo, sindicalismo policial, omertà

A manifestação dos agentes da PSP e da GNR de 21 de Novembro trouxe as chamadas forças de segurança para as primeiras páginas. Na sombra ficou a escandalosa absolvição, pouco tempo antes, de onze agentes da PSP que, há cinco anos, em Guimarães, espancaram colectivamente e cegaram um adepto de futebol. Num caso, os sindicatos organizaram o protesto por melhores remunerações e condições “de trabalho” dos agentes; noutro caso, um dirigente de um desses sindicatos fazia parte dos onze inculpados. De que direitos laborais falamos então quando se trata de forças policiais?

Não se pode falar de funções “de cidadania” ou de “segurança de todos nós” sem falar da função repressiva primordial que os corpos policiais têm num Estado como nosso.

Como corpo à parte, profissionalizado, separado da população, não controlado por ela, as polícias que temos são treinadas para verem qualquer acção sua, mesmo de simples manutenção da ordem pública, como um acto de repressão. Como sucede, por exemplo, nas Operações Stop, em que Portugal detém um lamentável recorde de violência e de mortes, ou como aconteceu no espancamento de Guimarães (2014), ou das agressões racistas na esquadra de Alfragide (2015), ou ainda no caso recente do bairro Jamaica (2019).

Repressão e impunidade

E é neste ponto que vale a pena insistir. Como forças repressivas do Estado, as polícias têm de gozar de um alto grau de impunidade. Têm de estar acima do cidadão. Têm de poder agir com violência sabendo que estão a coberto de represálias. Por isso o poder, de uma força geral, e as forças de direita em especial clamam sempre por mais apoio às funções repressivas das polícias, pondo de lado, em termos práticos, qualquer sentido de efectiva vigilância democrática. Chamam a isso “dignificação das forças de segurança”.

O sistema de Justiça actua no mesmo sentido, acabando por ser raros os casos de agentes levados a julgamento e ainda mais raros os de condenações. O respeito por direitos humanos e individuais, a que as polícias deveriam ser obrigadas, é na prática uma pregação que pouco vale, e que só vem a lume, quando vem, depois de cometidos os abusos.

É neste caldo que cresce o racismo, se tolera a brutalidade, se pratica tortura, e se exercita a violência gratuita — porque a própria violência gratuita tem a função de instilar o medo nas populações e convencer os agentes da sua impunidade.

O facto de o caso de Guimarães ter ido a julgamento é, pois, uma raridade, tal como o foi o dos espancamentos racistas na esquadra de Alfragide a seis jovens da Cova da Moura.

Alfragide, quatro anos depois

Este caso acabou, já este ano, com nove absolvições dos agentes da PSP (eram 17 arguidos) e a condenação de apenas um deles a pena de prisão efectiva (por reincidência nos mesmos crimes!) e sete a penas suspensas. Todos foram absolvidos da acusação de racismo e tortura.

Antes do julgamento, uma investigação da Inspecção Geral da Administração Interna (que deveria fiscalizar a acção das polícias) tentou, em 2017, ilibar sete dos 17 acusados, decisão que o Ministério Público e os advogados das vítimas não aceitaram, tão esmagadoras eram as provas. Entre esses sete estava um dos agentes que acabaria condenado na pena mais pesada.

Apesar disto, o juiz responsável pela investigação, José Manuel Vilalonga, foi recentemente promovido a subinspector-geral da IGAI e, nessas novas funções, foi encarregado de investigar um outro caso de agressão policial a um cidadão cabo-verdeano alvo de acção de despejo no bairro 6 de Maio, na Amadora. É difícil não ver nesta promoção a vontade do Estado de ter à frente da IGAI quem defenda os agentes, e não quem os fiscalize.

Lei do silêncio, cinco anos depois

O caso de Guimarães é mais sofisticado. Segundo a acusação, aquando de um jogo entre Boavista e Guimarães, onze agentes do Corpo de Intervenção da PSP do Porto (sem identificação) atacaram um adepto e espancaram-no a cacetete e a pontapé. Um dos acusados, Paulo Rodrigues, é dirigente sindical da PSP. O grupo cercou o indivíduo para que os transeuntes não vissem a cena. O agredido, advogado, ficou cego de um olho, e nunca mais exerceu advocacia.

Os factos da agressão ficaram comprovados. Simplesmente, no julgamento, os onze não prestaram quaisquer declarações protegendo-se mutuamente, num pacto que, entre a máfia ou a camorra dá pelo nome de omertà, ou lei do silêncio.

O tribunal não conseguiu apurar responsabilidades individuais e absolveu por isso todos eles, apesar de o juiz ter verberado a conduta “corporativa” dos agentes. Disse o juiz: “Os autores das bárbaras agressões estão aqui nesta sala, disso não tenho dúvidas”. O advogado de defesa dos agentes, esse, deu-se ao luxo de afirmar que nenhum deles era culpado, apenas tinham tido o azar de ser acusados por… estarem no seu local de trabalho a exercer as suas funções!

Coisas diferentes com o mesmo nome

Portanto: Quando os sindicatos das polícias reclamam melhores salários e progressão nas carreiras, percebe-se. Mas quando exigem melhores condições “de trabalho” (carros, instalações, gás pimenta, algemas, coletes, mais efectivos, etc.) não estão a falar da mesma coisa que os camionistas, os estivadores, os operários da construção civil, os empregados de supermercados, as operárias têxteis, ou quaisquer outros trabalhadores.

E é a confusão acerca destas duas condições tão diferentes que permite a um qualquer polícia-dirigente-sindical, em dado momento, desculpabilizar as agressões policiais cometidas no Bairro Jamaica, ou apresentar-se de conluio com mais dez comparsas num pacto de silêncio para escaparem à Justiça (tudo em defesa da “corporação”) — e, dias depois, encabeçar uma manifestação clamando “Exigimos respeito”.

É ainda esta confusão que permite ao CDS, ao Chega e quejandos apoiar os polícias em protesto — incentivando de facto, a coberto das reivindicações de carácter sindical, o papel repressivo puro e duro dos corpos policiais.

Ver o original em 'Mudar de Vida' (clique aqui)

Os ecos da manifestação dos polícias

Continuam a fazer-se sentir os ecos da manifestação dos profissionais da PSP e da GNR e a participação e o apoio do Movimento Zero.

CréditosAntónio Pedro Santos / Agência Lusa

Desta vez, é a Comissão de Polícias pela Dignidade e Dignificação dos Polícias (CPDDP) que, no seu comunicado n.º 2, aborda o papel do Movimento Zero (MZ). Recorde-se que o Público, a 21 de Novembro de 2019, dava conta de um primeiro comunicado da CPDDP dirigido a delegados e dirigentes sindicais onde, segundo o referido jornal, afirmavam conhecer bem «alguns dos que se dizem activistas do Movimento Zero, não como defensores dos nossos direitos, mas como manipuladores dos seus colegas para os próprios interesses, quantas vezes ilegítimos», sublinhando que «a colagem política da extrema-direita ao Movimento Zero pôs a claro as interligações que existem com o Chega e o PNR, partidos de ideias fascistas».

No comunicado agora publicado, a referida Comissão acusa o MZ de falar da manifestação como se a tivesse convocado e de ao «fazerem apelos a uma manifestação respeitadora, pacífica, etc, pareciam meninos de coro», para «depois andarem a pedir para que se levasse sacos cama, para quê? Íamos acampar? Estava isso nos objectivos da manifestação?». A CPDDP acusa ainda o Movimento Zero de enviar emails «aos grupos parlamentares convidando-os a irem à manifestação como se fossem eles os organizadores e como se os grupos parlamentares pudessem responder a uma coisa sem rosto, sem responsabilidade legal».

A Comissão termina o comunicado com uma reflexão: «porque razão colegas nossos da PSP e da GNR têm sido objecto de processos disciplinares por dizerem no facebook, e sem ser no facebook, que falta pessoal, que o carro está avariado, etc., e outros assumidos como do Chega, escrevem os maiores impropérios e nada lhes acontece? Ou será que nos querem fazer de atrasados mentais?»

Também Manuel Morais afirmou ao Expresso que «houve um assalto de Ventura à manifestação, o que não é admiração para ninguém atento». Este agente da PSP, que é também antropólogo, exerceu durante vários anos o cargo de vice-presidente da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia, do qual se demitiu face a pressões exercidas sobre a direcção da ASPP quando se tornou público que a sua tese de mestrado chamava a atenção para a existência de racismo nas forças policiais.

Nessa entrevista ao Expresso, ao comentar a eventualidade de as ideias do Chega serem bem recebidas por muitos elementos da PSP e da GNR, Manuel Morais afirma que «os polícias sentem-se empolgados com estas ideias, que vão passando. Castigar mais quem comete um crime, culpar imigrantes, são ideias que já todos conhecem e que André Ventura aproveita muito bem».

Manuel Morais considera ainda, na entrevista ao Expresso, que muitos dos seus colegas «nem sabem no que se estão a meter ao juntarem-se ao Movimento Zero», sublinhando que este movimento está mais discreto: «antes ia-se ao perfil de Facebook deles e viam-se logo símbolos, frases nacionalistas. Agora têm cuidado. Há muitos apelos à discrição. Mas a ideologia continua lá».

Ver original em "AbrilAbril" na seguinte ligação:

https://www.abrilabril.pt/nacional/os-ecos-da-manifestacao-dos-policias

Portugal | Manifestação dos polícias – aproveitamento à custa alheia

 
 
O diálogo, a negociação, a persistência e a transparência constituem as balizas dentro das quais o sindicalismo relança a validação do seu projeto dinâmico no enquadramento de uma sociedade democrática.
 
Bernardo Colaço | AbrilAbril | opinião
 
Numa das muitas iniciativas da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP/PSP), tive a oportunidade de moderar em 2008 um Seminário sob o tema «Polícia – Profissão de Risco». De entre várias conclusões então tiradas, figurava a exigência da função policial como profissão de risco merecer expressa consagração legal. Como habitualmente e à semelhança de outras, esta reivindicação foi apresentada em tempo útil ao Governo e aos grupos parlamentares. Até hoje o Executivo está em débito para o cumprimento dessa medida, não obstante existir uma Recomendação Parlamentar neste mesmo sentido. De igual jeito, e como consequência da atividade sindical e associativo-profissional policial, pende na atualidade um Projeto de Lei no sentido de ser aprovado o Estatuto da Condição Policial, depois de um Projeto similar ter sido rejeitado na anterior legislatura, por grupos parlamentares, entre os quais, o do partido no poder, e que agora se apresentam solidários com a causa sindical policial.
 
Vem esta referência apenas para significar que, de um modo geral, as organizações representativas de profissionais da PSP e da GNR, enquanto unidades eleitas pela respetiva classe, têm sabido ativar-se na busca de soluções para as suas aspirações próprias e legítimas. Porém, este tipo de atividade num Estado de Direito Democrático tem as suas regras. Assim, o diálogo, a negociação, a persistência e a transparência constituem as balizas dentro das quais o sindicalismo relança a validação do seu projeto dinâmico no enquadramento de uma sociedade democrática. É aliás para tanto, que o artigo 55º da Constituição de República reconhece este formato organizativo como a via superior de consciência profissional.
 
 
Todavia, à sombra da permissividade da sociedade democrática aparecem movimentos algo abrangentes, que em dado momento e por mais variados motivos, podem demonstrar o “quanto” de sua insatisfação pela situação vivencial, exigindo em simultâneo que o poder político aja mais em conformidade com as expectativas sociais. A sua componente difusa, por vezes radicada no anonimato, é propícia para o cometimento de desregramentos e distúrbios podendo culminar em atos violentos. Só que esta contextualização nada tem a ver com o sindicalismo. Em certos casos, embora possa haver coincidência entre as exigências desses movimentos e as reivindicações dos sindicatos, essa coincidência pode não existir na habitual forma de atuação de uns e outros.
 
Neste aspeto, e ao contrário do entendimento do sr. ministro de Administração Interna, não há sindicalismo responsável. O sindicalismo é sempre responsável, portanto, incompatível com a ultrapassagem da linha vermelha para a sua atuação dentro do parâmetro democrático. De fora fica a arruaça – que pode bem ser o apanágio desses movimentos inorgânicos, não eleitos e anónimos, mas não de sindicatos ou associações profissionais, cujo comportamento está marcado por cânones de uma justaposição de solução de conflito e nunca pelo afrontamento.
 
No recente caso da “manif” policial do dia 21 de novembro, e pelo que se conhece das imagens televisivas, as pretensões do denominado Movimento 0, pese embora mantendo o anonimato dos seus dirigentes e da sua forma organizativa, aparentam coincidir com as da ASPP/PSP e da Associação dos Profissionais da Guarda (APG/GNR), que convocaram a manifestação. Ora, partindo da ideia de que o sindicalismo em geral pauta a sua conduta no contexto da lei – ter caráter não clandestino, ser fruto de um resultado eleitoral e adotar estatutos publicados, legalmente aprovados, não se vislumbra como uma formação inorgânica, por mais zeros que tenha, possa substituir um sindicato nos seus objetivos e, menos ainda, constituir uma mais valia nas suas finalidades, salvo se enveredar por caminhos que a lei não prevê nem aconselha. Mais, parece que o Movimento 0 quis viciar toda a filosofia e sentido da manifestação sindical, ao dar o palanquim do discurso (a carrinha da organização da manifestação) a um sr. Deputado que apareceu a fazer a afirmação de que o sindicalismo tradicional (numa implícita alusão à ASPP/PSP e APG/GNR) tinha os seus dias contados, daí decorrendo uma tentativa de desvirtuamento do próprio sentido da manifestação de polícias, que por natureza, tem de ser apartidária. Talvez aqui resida a motivação para colocar os blocos de betão a título preventivo.
 
No entanto, o melhor que aconteceu foi os organizadores, por esta altura, darem a manifestação por terminada. Ou seja, porem fim a um gesto a todas as luzes provocatório.
 
*O autor escreve ao abrigo do Acordo Ortográfico de 1990 (AE90)
 

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Portugal | “Senti nojo do assalto de André Ventura à manifestação” - PSP

 
 
“Senti nojo do assalto de André Ventura à manifestação”, diz o ex-dirigente sindical da PSP que denunciou racismo nas polícias
Manuel Morais, ex-vice-presidente do maior sindicato da PSP, esteve na manifestação dos polícias, mas a trabalhar. Afasta-se do Movimento Zero, cujo anonimato serve apenas para “os responsáveis se desresponsabilizarem”, e está preocupado com o que aí vem
 
Terem passado cinco dias* desde a manifestação de polícias não significa que ela tenha acabado. Depois de as autoridades terem revelado preocupações com a infiltração do Chega! no Movimento 0 (M0), que ficou com o papel principal do protesto organizado pelos sindicatos da PSP e da GNR, agora é Manuel Morais a sublinhar o alarme. Durante 30 anos vice-presidente da ASPP (Associação Sindical dos Profissionais da Polícia), o maior sindicato da classe, demitiu-se no ano passado após ter alertado, numa tese de mestrado, para a existência de racismo nas polícias. Desta vez, Manuel Morais esteve na manifestação, mas a trabalhar, o que lhe permitiu ver o protesto de fora. “Senti nojo. Houve um assalto de Ventura à manifestação, o que não é admiração para ninguém atento”, frisa ao Expresso. “Se este é o caminho, preocupa-me muito.”
 
Instado a comentar a notícia do Expresso sobre as ideias do Chega! estarem a ser bem recebidas entre muitos elementos da PSP e da GNR, muitos deles parte do M0, Manuel Morais não mostra surpresa. “Claro que estão. Os polícias sentem-se empolgados com estas ideias, que vão passando.” São elas “castigar mais quem comete um crime, culpar imigrantes, são as ideias que já todos conhecem”, elenca. E André Ventura “aproveita isto muito bem”. Manuel Morais vai pontuando a conversa com a frase: “falo apenas na condição de cidadão atento e preocupado”.
 
 
Os responsáveis pelo M0, que falam sempre de forma anónima, recusam a ideia de que são extremistas, assim como Ventura recusa colar-se a eles — diz que não sabe quem são. Porém, lembra Manuel Morais, “quando na manifestação apareceu o Telmo Correia [deputado do CDS], ninguém ligou. Quando apareceu o André Ventura, que nunca fez nada na vida, parecia que tinha chegado Deus.” O deputado único do Chega! esforçou-se por dizer que tudo foi “espontâneo”, mas há quem não acredite. “Ele tinha avisado que ia lá estar, era mais do que óbvio. Como é que os sindicatos não perceberam que ia acontecer?”, pergunta o ex-sindicalista. Alguns dos responsáveis até reagiram, como César Nogueira, presidente da Associação dos Profissionais da Guarda, que considerou “um erro” Ventura ter tomado a dianteira “numa manifestação apartidária”. Para Morais, “reagir depois de acontecer é tarde demais”.
 
ALGUNS AGENTES “NEM SABEM NO QUE SE ESTÃO A METER”
 
No sábado, o Expresso noticiou que a relação entre o M0 e o Chega! é tida pelas forças de segurança como “muito próxima”. Alguns dos líderes informais do M0 estão ligados ao partido de André Ventura — pelo menos um deles fez parte das listas do Chega! nas últimas legislativas — ou são membros da chamada direita nacionalista.
 
A colagem das forças policiais às ideias ultranacionalistas e de extrema-direita não é uma evidência para Manuel Morais, que estudou a atuação policial em zonas urbanas sensíveis, no âmbito da tese de mestrado acima citada. Também antropólogo, o agente acredita que muitos colegas “nem sabem no que se estão a meter” ao juntar-se ao M0 e ao aceitar a ligação ao Chega!. Estão longe de movimentos radicais ou de ideias extremistas. Sentem-se, simplesmente, “atraídos pela promessa de mais poder”. Outros não só estão próximos dessas ideias como parecem estar a ‘profissionalizar-se’. “São mais discretos”, explica Manuel Morais. “Antes ia-se ao perfil de Facebook deles e viam-se logo símbolos, frases nacionalistas. Agora têm cuidado. Há muitos apelos [dos responsáveis do M0] à discrição. Mas a ideologia continua lá.” Para o agente da PSP, o Movimento Zero não é nada além de uma forma de “desresponsabilização”, porque permite “dizer tudo e depois despir o fato”, sempre sob a capa do anonimato.
 
Ainda assim, Manuel Morais faz questão de lembrar que não é o único a pensar assim. “Estamos em minoria”, crê, mas não vê nas polícias nada diferente do que vê na sociedade. “As pessoas esqueceram-se do mal que certos movimentos nos fizeram. A falta de solidariedade, de preocupação com os problemas do outro, é transversal e é ensinada em casa.” Para Manuel Morais, “aquela ideia de que os impostos servem para pagar a pessoas que não fazem nada e passam o dia no café é como um credo.”
 
Atualmente desligado de qualquer atividade sindical, o agente avança que não participará em mais nenhuma manifestação, a não ser em trabalho. “Já fiz todas as manifestações que tinha a fazer.” Continuará a assistir-lhes, mas “muito preocupado” com “a nova dinâmica social”. A dar corpo a essas preocupações está o facto de um grupo sem rosto, “um grupo qualquer de indivíduos, sem formação de coisa nenhuma, conseguir direitos que os sindicatos, em 30 anos, não conseguiram”. Dá como exemplo o pagamento do trabalho policial em jogos de futebol, uma causa antiga da ASSP, em que “o corpo de intervenção era o único que não recebia”, ao contrário dos stewards e de outros elementos externos ao jogo. “Este grupo conseguiu reunir com o diretor nacional [da PSP, Luís Farinha], que prometeu que o problema seria resolvido.” E já está: “Agora, nos dias de reforço, em que nos chamam das folgas, já vamos receber”, avança o agente. É assim que, talvez inesperadamente, Manuel Morais e André Ventura coincidem numa ideia. Explica o agente da PSP: “Isto é a morte do sindicalismo.”
 
*João Diogo Correia | Expresso – 26.11.19
 

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A manifestação das Polícias

Afirmar o direito dos polícias à manifestação é uma banalidade que só a ignorância dos direitos dos cidadãos, que a Constituição consagra, ou as dúvidas sobre a natureza do nosso regime democrático, permitem.

Já a atitude de virarem costas à AR, o órgão nobre de qualquer democracia, cuja defesa lhes cabe, não sendo criminalmente punível, é civicamente ignóbil. Que virem as costas à sede do PS, partido no poder, compreende-se, mas que o façam contra o Parlamento, é repulsivo e significa que há polícias fascistas que devem ser desmascarados.

O Movimento Zero, agrupamento inorgânico, xenófobo e racista, conseguiu a liderança das reivindicações, com gestos e atitudes simbolicamente fascistas, de que o virar costas à AR foi sintomático. É um caso grave de polícia, a juntar ao gesto da mão que integra a coreografia do movimento extremista internacional ‘White Power’.

Na quinta-feira, 21 de novembro de 2019, foi assustadora a complacência dos polícias e guardas da GNR para com a apoteose que muitos dos seus camaradas dispensaram a um fascista intermitente, agora deputado à AR, permitindo a apropriação da manifestação e a injúria às reivindicações, tornando-as um confronto à legalidade democrática que lhes cabe defender.

Confundir uma reivindicação profissional com o desafio à autoridade democrática é um risco que o regime democrático não pode consentir, e é deplorável a complacência com os manifestantes, que viraram as costas a AR, de partidos que a viram ultrajada.

Por melhores que fossem as intenções de partidos antirracistas no apoio à manifestação dos polícias e militares da GNR, já deviam ter-se demarcado da solidariedade, com um comunicado a condenar a sua condução. O PS e o PSD foram os únicos partidos que não apoiaram a manifestação que coreografou a apoteose do deputado do Chega e foram os únicos que não se enlamearem numa exibição que excedeu a decência democrática e a ética profissional de militares e polícias à paisana.

Não há democracias eternas nem liberdades irreversíveis e os regimes democráticos são vulneráveis ao populismo e às derivas extremistas que emergem no mundo e infiltram as forças policiais e militares de numerosos países, incluindo os da Península Ibérica, de Espanha seguramente e, pelos vistos, de Portugal.

O apoio indiscriminado a qualquer manifestação dá a noção de que todas são justas, e que, independentemente da justiça das reivindicações, todas são possíveis de satisfazer.

Não se conquistam simpatias com solidariedades incondicionais e companhias suspeitas.

 

Ponte Europa / Sorumbático 

Ver original em 'PONTE EUROPA' na seguinte ligação::

https://ponteeuropa.blogspot.com/2019/11/a-manifestacao-das-policias.html

o fascismo que se infiltra na maçã

Manifestação de polícias (fonte)
 
 
"Zero" em linguagem gestual (fonte)
 
 
Símbolo do White Power (fonte)
 
 
Trago da Rita Dantas:
O fascismo é uma minhoca, não é?
Ai isso é!
Que se infiltra na maçã, não é?
Ai isso é!
Ou vem com botas cardadas ou com pezinhos de lã.
Não é? Ai isso é!
(Ségio Godinho)
 

Nesta questão da polícia, do movimento zero e da adopção de um gesto que nos últimos anos foi apropriado pela extrema-direita, há um grupo de pessoas a quem parece importante referir que o significado principal do gesto continua a ser "ok".
Acham essas pessoas que o gesto foi adoptado porque o movimento zero acha que está tudo ok? Que a usam na manifestação para contrariar as (aliás, em muitos casos justíssimas) reivindicações dos polícias, sinalizando gestualmente que está tudo óptimo? Claro que não. Então porque referem que o gesto quer originalmente dizer "ok"? Só para desconversar, suponho. De seguida essas pessoas argumentam que o gesto é usado para sinalizar "zero". E é aqui que a porca torce o rabo - existiu uma condenação histórica em Portugal, em que polícias foram condenados por violência racista. O movimento zero nasceu da revolta contra esta condenação - portanto de pessoas que leram aqueles autos e em vez de dizer "que comportamento vergonhoso, repudio-o com violência, não me identifico com estes colegas", sentiram necessidade de mostrar a sua solidariedade para com eles e as suas difíceis condições de trabalho. Então, vamos fazer as contas: solidariedade com acusados de violência racista, fazem movimento anónimo, chamam-lhe "zero", usam por coincidência chata gesto conotado com a extrema-direita. Coincidência? Aqui chegados, cada um acredita no que quer.
Eu acredito nisto: a escolha do nome e do gesto correspondente não pode ser ingénua. Era muito azar ou, dependendo de como o quiserem ver, muita sorte. Há coincidências na vida, mas parece-me demais. Já que muitos dos fãs do movimento zero não façam ideia do outro significado do gesto, não me custa nada acreditar. Acho até provável. O que temos aqui é um caso clássico de infiltração lenta da maçã com pézinhos de lã: junte-se um terreno fértil, uma classe numerosa descontente e frustrada e preconceitos estruturais transversais à sociedade portuguesa prontos a serem acionados. E uma vontade de fazer as coisas acontecer.
É por isso que não me espanta nada que o mesmo discurso e o mesmo apoio ao Zero (e ao Chega, o side-kick político-parlamentar) circule pelos grupos de professores, embora me deixe ainda mais triste. Tal como não me espanta a evolução do discurso "eu não sou de extrema-direita e não aceito ser acusado disso" -> "nada do que ele diz é mentira" -> "se isso é de extrema-direita, então que seja". Não há lições aqui: convinha não fertilizar o terreno, é verdade, mas já vamos tarde. Agora é partir para o combate por coisas que tínhamos dado por adquiridas e continuar a chamar os bois pelos nomes, exigindo de quem faz questão de desconversar que explique ao que vem.
 
 

Ver o original em Dois Dedos de Conversa - clicar aqui

200 novos militares para a GNR à espera de Centeno

O Governo do PS tem, por falta de autorização do ministro das Finanças, duas centenas de novos elementos a aguardar o curso que os permite incorporarem a GNR.

Créditos / GNR

O Ministério das Finanças tem pendente, «na secretária», a possibilidade de 200 novos militares incorporarem a GNR, porque está em falta a autorização financeira necessária para a realização da sua formação, noticia o JN.

O ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, tinha prometido em Maio deste ano – na cerimónia de juramento de bandeira do 41.º Curso de Formação de Guardas da GNR – o aumento do número de efectivos.

O curso para a formação destes militares está pronto a avançar, mas tal não sucedeu até ao momento, porque persiste a falta de autorização do Ministério das Finanças.

O aumento do número de efectivos foi uma das reivindicações em cima da mesa para a manifestação realizada no passado dia 21 de Novembro, que levou dezenas de milhares de profissionais das forças de segurança a Lisboa.

As associações sócio-profissionais da GNR avançam a necessidade de admitir no imediato milhares de novos elementos. César Nogueira, presidente da Associação dos Profissionais da Guarda (APG/GNR) lembra que já informou o Governo que, «nos próximos quatro anos, seria necessária a incorporação de mil guardas por ano», não só para colmatar as carências actuais, como também para fazer face à saída dos muitos militares que, devido à idade, estão perto da reforma.

Ver original em "AbrilAbril" na seguinte ligação:

https://www.abrilabril.pt/nacional/200-novos-militares-para-gnr-espera-de-centeno

Olhar para os polícias de outra maneira

(José Pacheco Pereira, in Público, 23/11/2019)

Pacheco Pereira

Os polícias vêm dos mesmos meios que hoje abandonam o Labour ou os democratas americanos, e sentem-se a perder autoridade e estatuto que tinham quando ser polícia significava um upgrade nessas comunidades.


 

Num editorial recente no New York Times, David Leonhardt comenta um artigo do Economist, referindo a mudança significativa que está a acontecer no comportamento eleitoral de comunidades de trabalhadores e operários em sítios como um porto da costa inglesa, onde  sempre se votou trabalhista, e no Ohio. No Reino Unido, vão votar em Boris Johnson e nos EUA em Trump, em grande parte porque têm a percepção que os partidos em que votavam tradicionalmente, o Labour e os Democráticos, já “não estão ao seu lado”. No caso inglês votaram no “Brexit” em massa e querem o Reino Unido fora da União Europeia, por temerem que o mercado único lhes roube o emprego e mude o seu modo de vida,  e, no caso americano, porque a retórica política de Trump em defesa das indústrias nacionais, do “empregue americano e compre americano”, parece proteger-lhes o emprego e o salário. As coisas não são bem assim, mas é o que parece e é o que eles “sentem”.

Num certo sentido, eles sentem a sua identidade social posta em causa por partidos muito mais receptivos a assentar as suas políticas noutras identidades, das mulheres na interpretação feminista, das comunidades LGBT, da raça negra, da ecologia “climática”, da miríade de identidades mais ou menos na moda, mais ou menos construídas  intelectualmente e que enchem o discurso da política mais radical, mas também impregnam partidos que eram tradicionalmente partidos mais atentos à classe do que ao género, escolha sexual,  ou raça. E sendo assim, não só não são entendidos como “não estando ao seu lado”, mas como estando contra eles.

Nesses artigos também é sublinhado que uma viragem à esquerda de partidos como o PS, ou o Labour (que tem uma das direcções mais esquerdistas dos últimos anos) ou os Democratas profundamente divididos nestas matérias, mas que nunca estiveram tanto à esquerda desde o New Deal, não resolve este crescente divórcio. Ou seja, quer a ala esquerda do PS que hoje abraça todas as causas das novas identidades, quer o Bloco de Esquerda, não conseguem travar o sentimento que “não estão ao lado” da mescla de gente que está cada vez mais radicalizada contra os partidos de governo, desde os lesados do BES, desde os “coletes amarelos”, até à juventude e aos idosos dos subúrbios, e que caminham em direcção a um populismo claramente antidemocrático. Até agora esse populismo habitava as redes sociais, agora chegou à rua e à Assembleia. Não adianta a política do epíteto e do esconjuro, só a política do “entendimento” no sentido weberiano do termo.

Em Portugal, se olharmos para o crescimento do Chega, este foi o único dos pequenos partidos que foi buscar votos fora de Lisboa, em áreas que votavam à esquerda.  E, embora tirasse votos ao CDS e ao PSD, presumo aliás mais ao segundo do que ao primeiro pela dimensão, o seu potencial de crescimento não está na competição com esses partidos, a não ser pela intermediação da abstenção zangada.

Daí que o único partido que é um travão ao Chega, é, imagine-se, o PCP, que é também o partido cujo eleitorado mais é sugado pelo Chega. Parece contraditório, mas não é, porque a fronteira está ali, porque ambos partilham de uma proximidade natural com aqueles que se sentem sem representação no sistema político. Com o enfraquecimento do PCP, cresce o Chega, mas na verdade quem dá “contexto” ao crescimento do Chega é o PS, o PSD e o Bloco.

Com o tempo, o Chega alargará o seu recrutamento, esgotada que esteja a expansão nas áreas comunistas, como aconteceu em França com a Frente Nacional, para as áreas da abstenção, do ressentimento social e da zanga com tudo e todos, muitas vezes mais relevante no plano simbólico do que real, mas exactamente por ser assim, mais eficaz.

Não é preciso ir mais longe do que olhar para os polícias. Houve um tempo em que as reivindicações policiais e da GNR eram expressas por sindicatos e associações de uma esquerda próxima do PCP e da CGTP, mas hoje a força dominante é o Movimento Zero cuja relação com o Chega se não existia já, é agora mais umbilical nos protestos das forças de segurança. Os polícias, por muito que hábitos e idiossincrasias simbólicas, em particular o sentimento de que são os que estão na linha da frente do combate ao crime e quando as coisas não correm bem, são abandonados à sua sorte, os aproximassem da direita mais radical, essa aproximação era minoritária no plano político. Até que as coisas mudaram. Os polícias vêm dos mesmos meios que hoje abandonam o Labour ou os democratas americanos, e sentem-se a perder autoridade e estatuto que tinham quando ser polícia significava um upgrade nessas comunidades.

E “quem está ao lado deles”? O Chega. Depois queixem-se.


Ver original em 'A Estátua de Sal' (aqui)

A extrema-direita a dar inquietante sinal de vida

 
Por singular paradoxo a despedida a José Mário Branco coincidiu na data com a da realização da primeira grande manifestação da extrema-direita em Portugal. E não há margem para colocar paninhos quentes para algo que incluiu insultos e pedidos de demissão do primeiro-ministro, quando os energúmenos passaram em frente à sede do PS no Largo do Rato ou, depois, ao virarem costas ao edifício do Parlamento quando entoaram o hino nacional. Ainda menos dúvidas sobram quando permitiram, e até facilitaram, que o deputado da extremíssima-direita tomasse a palavra e aproveitasse a ocasião para um breve comício. Ou sobretudo quando, como se vê na fotografia, usaram e abusaram do gesto habitualmente utilizado pelos suprematistas brancos norte-americanos e pelos neonazis europeus nos seus desfiles e celebrações.

 

Compreende-se mal que as instituições estejam a ser tão complacentes com quem viola ostensivamente a Constituição, assumindo o ideário explicitamente por ela proibido, e estando, ao mesmo tempo em funções policiais onde devem respeitar os órgãos de soberania, mostrarem-se neutrais em relação a todos os cidadãos e insuspeitadamente apartidários. Nesse sentido existem motivos de sobra para identificar e sujeitar a processos disciplinares com justa causa para despedimento os que se têm revelado avessos a essa conduta obrigatória.

 

Igualmente se estranha a passividade do Ministério Público - sempre tão apressado a iniciar inquéritos baseados em quaisquer denúncias anónimas sobre políticos de esquerda! - e que tem nas revelações dos dois fundadores do Chega mais do que motivos para apurar a fraude por ele cometida na recolha de assinaturas para se formalizar enquanto partido ou no relatório das contas da mais recente campanha eleitoral em que declarou despesas irrisórias sem se dar prova de quem pagou os vistosos cartazes espalhados por todo o país.

 

Quer isto dizer que não existe motivo de descontentamento para os polícias se manifestarem? Claro que existem, como sucede com quase todas as classes socioprofissionais do país. Mas não só soa a ridículo que haja grande perigo na profissão - o Relatório Anual da Segurança Interna demonstra terem apenas ficado seis agentes feridos num total de 45 mil efetivos (provavelmente nos pedreiros da construção civil os riscos de acidente de trabalho são bem maiores!) - como tardará a recuperar-se a sua imagem, quando se sabe existirem 19 sindicatos para 20 mil agentes da PSP, o que retirou da rua, e durante anos a fio, muitos «delegados sindicais» de associações que chegavam a ter quase tantos dirigentes quanto associados.

 

Diz o provérbio popular que quem não quer ser lobo não lhe veste a pele. Ora o que ontem aconteceu mostra uma realidade que se não for rapidamente atacada, e sem contemplações para com os prevaricadores, pode transformar as polícias naquilo que não queremos que elas sejam: exércitos armados e pagos para reprimirem aqueles que deveriam defender...

Veja o original em 'Ventos Semeados':

https://ventossemeados.blogspot.com/2019/11/a-extrema-direita-dar-inquietante-sinal.html

Em vez de sabonetes, Ventura vende polícias

(Bárbara Reis, in Público, 21/11/2019)

Quantos polícias estão na rua e, desses, quantos estão expostos a situações de risco que justifiquem o uso de colete antibala? Parece um segredo de Estado. O que se sabe é que a criminalidade violenta diminuiu 40% nos últimos dez anos e que, em 2018, dos 45 mil homens e mulheres que trabalham nas forças de segurança só houve seis feridos.


Não é por acaso que o deputado do Chega se agarra aos polícias com unhas e dentes. André Ventura fez Direito na Universidade Nova de Lisboa com 19 valores e doutorou-se no University College Cork, na Irlanda, que está 300 lugares acima da Nova nos rankings internacionais.

 

É por ser inteligente que Ventura sabe que usar os polícias é uma boa estratégia para ganhar poder. Alguns polícias terão votado no Chega — quando chumbou o registo inicial do partido, o Tribunal Constitucional disse que havia centenas de assinaturas de polícias. Mas isso é quase irrelevante. Há 45 mil pessoas nas forças de segurança e o Chega teve 67 mil votos. Mesmo que todas “as polícias” tivessem votado nele — hipótese absurda —, faltariam 22 mil eleitores.

Relevante é a forma como Ventura usa o marketing e manipula a realidade. E como, para esse objectivo, os polícias são presa fácil. Ventura quer chamar a atenção. Para ser notado, a cada frase que diz no Parlamento grita “é uma vergonha!” Na semana passada, disse que é “uma vergonha” haver polícias que compram “do seu próprio bolso” algemas, coletes de protecção balística e gás pimenta. O primeiro-ministro, António Costa, respondeu-lhe que devia “mudar de informador”, porque o informador que usava era “mau”. Esta semana, Ventura regressou ao tema e levou “as provas” para o Parlamento: facturas. “O primeiro-ministro mentiu aos portugueses: disse que os polícias não têm de comprar equipamentos para si. Aqui estão as facturas, de dezenas de polícias, da compra de material pago do seu bolso. Vergonha, sr. primeiro-ministro! Vergonha, sr. ministro da Administração Interna!”

São frases sexy para as redes sociais, mas é demagogia venenosa. Qualquer criança percebe que as facturas provam que os coletes foram comprados, mas não provam que os coletes sejam necessários. Alguém perguntou a Ventura se era mesmo preciso comprar aqueles coletes?

Em Portugal há 20 mil “efectivos” da PSP, 22.829 da GNR, 1224 da Polícia Judiciária, 859 do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras e 525 da Polícia Marítima: 45 mil “polícias”.

As facturas provam que há falta de coletes no país ou apenas que “dezenas de polícias” — num universo de 45 mil — compraram um colete diferente do que lhes é dado pelo Estado?

Os coletes de protecção balística são motivo de frustração entre alguns polícias — nisso Ventura está certo. Recolhi vários protestos nos últimos dias: os coletes são partilhados e atribuídos por carro de patrulha e por isso os “patrulheiros” recebem-nos sujos dos colegas do turno anterior. Apesar de serem usados em cima da farda, há queixas de que os coletes ficam suados e cheiram mal. Há coletes fora de prazo. Há coletes sem bolsos e isso é um problema no caso das fardas que não têm bolsos. Na GNR, há coletes para mulher, mas na PSP não. Isso é tudo verdade e merece respostas do Governo.

Coisa diferente é falar dos coletes à prova de bala como se fôssemos a Síria. Não estamos em guerra, não somos o Brasil, nem os Estados Unidos, onde há mais armas do que cidadãos e dezenas de polícias mortos por civis e centenas de civis mortos por polícias todos os anos.

Em Portugal, no ano passado, houve 13.981 participações de criminalidade violenta, uma descida de 8,6% em relação a 2017 e de 42,5% em relação a 2008. Os crimes violentos são 4,2% de todos os crimes. É o que diz o último Relatório Anual de Segurança Interna, feito pelas “polícias”. Foi também nesse documento que aprendi que, em 2018, “em resultado da actividade operacional, registaram-se, nas Forças de Segurança Pública, seis feridos com necessidade de internamento e 1159 feridos ligeiros”. Seis feridos em 45 mil “efectivos”.

Ventura sabe tudo isto, mas estes números não lhe interessam. Fala dos coletes antibala para dar nas vistas. Como David Bowie quis dar nas vistas no início da carreira e anunciou que era gay ou a psicóloga que esta semana publicou um livro cujo título é Como sobreviver a um chefe idiota. Nos truques da popularidade, é tudo simples.

Mais interessante seria saber quantos elementos da PSP estão em posições de risco no seu dia-a-dia, um risco que justifique o uso de um colete antibalístico. Todos os 20 mil polícias? Claro que não. Os polícias da Equipa de Prevenção e Reacção Imediata (EPRI), os motards da PSP, precisam de coletes. Os polícias da Unidade Especial de Polícia (UEP) também. Os GOI a mesma coisa. Como também para os “patrulheiros” de certos lugares, em certos dias, a certas horas. Mas não para todos. A polícia conhece os padrões de violência e é com base nessa análise que uns polícias recebem subsídio de risco e outros não. As necessidades de equipamento antibalístico são calculadas com base na mesma informação. Pode haver um tiroteio na Avenida de Roma a um domingo à tarde. Mas a probabilidade é de 0% ou de 50%?

O dinheiro público tem de ser distribuído com sabedoria. Em vez de discutir coletes antibala num país onde há poucas balas, Ventura podia propor soluções para tirar os 500 PSP e GNR que trabalham nas 128 cantinas policiais e podiam ser mais úteis na rua, um esforço que repetidos governos são incapazes de concretizar. Ou uma reforma que reduzisse a burocracia de uma profissão cuja essência é ser operacional.

Para falar de coletes, é preciso saber quantos polícias são “administrativos”, quantos estão na rua e, desses, quantos estão expostos a um risco razoável. Chateei meio Portugal à procura da resposta e do rácio ideal colete/operacionais definido pelo Estado. Não consegui. O MAI diz que há 18 mil operacionais da PSP, mas que “operacional não significa estar na rua”. São quantos? O Governo não responde. Há falta de coletes? O Governo não responde. Os que compraram coletes fizeram-no por capricho, ou conforto ou fetiche, mas não por necessidade? Quantos coletes estão fora de prazo? E gás de pimenta? O Governo responde que nos últimos meses comprou quatro mil coletes balísticos e “29 mil fatos e equipamento de protecção, como luvas, capacetes, bastões”, no valor de 15 milhões de euros. Mas não responde à pergunta simples: há falta de coletes? Se é mentira, deve ser desfeita. Se é verdade, deve ser assumido.

O vazio só ajuda ao populismo de Ventura. Fico com a sensação de que as polícias não querem dizer quantos dos 20 mil estão “na rua”, porque isso evidenciaria o seu sedentarismo e necessidade de reorganização radical. E que o Governo não quer dizer isso, porque exporia a incapacidade para impor a reforma. Uns a seguir aos outros, diferentes ministros de Administração Interna dizem que vão tirar os polícias da secretária e pô-los na rua. Mas não conseguem. Porquê?

Em vez de gritar que “é uma vergonha”, Ventura podia estudar qual o rácio ideal dos coletes, como fizeram os defensores do reforço do Orçamento do Estado na Saúde, quando pediram ao Governo para cumprir o rácio europeu de seis aceleradores lineares por milhão de habitantes (temos 3,98), essenciais para os doentes com cancro. Mas isso é pouco sexy e difícil de postar no Facebook. É mais eficaz criar alarme e confusão. Em vez de sabonetes, Ventura vende medo e polícias. É o que lhe dá lucro.


Ver original em 'A Estátua de Sal' (aqui)

Portugal | Movimento Zero é neofascista e infiltrou-se na PSP e GNR?

 
 
Na fotogaleria do Jornal de Notícias podemos ver imensas fotografias em que realmente Zero é palavra de ordem. 
 
Segundo afirmado na TSF e noutros órgãos de comunicação social, antes da realização da manifestação da PSP e da GNR, intervenientes-comentadores salientaram que o denominado Movimento Zero é omisso acerca dos seus responsáveis, não dão a cara, e que além disso suspeitam que façam parte de uma linha ideológica neofascista que se infiltrou na PSP e na GNR. Era então recomendado pelos comentadores naquela rádio que os agentes de autoridade a manifestarem-se não se deixassem manipular e se distanciassem do Movimento Zero. 
 
Pelo que o JN nos mostra a distanciação não aconteceu e as imagens na referida fotogaleria comprovam-no. Sendo assim há questões que devem ser esclarecidas, quem são os dirigentes do Movimento Zero? Até que grau forças político-partidárias estão infiltradas nas forças de segurança? (PG)
 

 

Imagens da manif dos polícias em que "Zero" é a palavra de ordem
 
Milhares de agentes da PSP e militares da GNR concentraram-se, ao início da tarde desta quinta-feira, no Marquês de Pombal, de onde partiram em direção à Assembleia da República, exibindo várias tarjas com mensagens dirigidas ao Governo.
 
"Zero" foi a palavra de ordem ouvida durante o percurso, em alusão ao Movimento Zero, um movimento social criado em maio deste ano por elementos da PSP e da GNR que dizem lutar pela "valorização, dignidade e respeito" das forças de segurança. Palavras que estão, inclusive, inscritas numa tarja branca grande que a primeira linha da manifestação carregou nas mãos até ao Parlamento, onde chegou por volta das 16 horas.
O grupo distribuiu t-shirts brancas que acabaram por ser usadas pela maioria dos agentes e militares que aderiram ao protesto.
 
Segundo fonte da organização, pelo menos 20 autocarros vindos da região Norte levaram manifestantes até Lisboa.
 
Entre as reivindicações da classe policial e militar da GNR está o pagamento do subsídio de risco, a atualização salarial e dos suplementos remuneratórios, e mais e melhor equipamento de proteção pessoal.
 
Jornal de Notícias | Imagens de Leonardo Negrão/Global Imagens 
 
 

Ver o original em 'Página Global' na seguinte ligação:

https://paginaglobal.blogspot.com/2019/11/portugal-movimento-zero-e-neofascista-e.html

Portugal | Manifestação PSP/GNR terminou, em 21 de Janeiro há mais

 
 
Foi anunciada como a maior manifestação de sempre dos polícias. Entre as reivindicações que motivaram o protesto, e além dos aumentos salariais, estão a atualização dos suplementos remuneratórios (que “há mais de 10 anos não são revistos”), o pagamento de um subsídio de risco e mais e melhor equipamento de proteção pessoal
 
Organização fala em 13 mil participantes
 
É hora de balanço. Enquanto os manifestantes dispersam, a organização fala em 13 mil participantes.
 
Há resistentes. Apesar do fim da manifestação ter sido decretado pela organização, algumas dezenas de pessoas permanecem junto à escadaria da AR.
 
“Cumprimos os objetivo da manifestação. Cá estaremos outra vez dia 21 de janeiro se o que pedimos não for cumprido”, adianta a organização. “Pedia a todos vocês que se lembrassem dos colegas que estão do outro lado, que estão ao serviço”, ouviu-se. E são Bento encheu-se de palmas.
 
“Tenho a certeza que muitos colegas que queriam estar aqui a manifestar-se, foram impedidos de participar porque tiveram aqui de montar a segurança. Parecia que estavam à espera que alguém lhes viesse bater”.
 
O hino, de novo
 
“Vamos dar por terminada esta manifestação e ouvir novamente o hino nacional”, diz a organização. Entretanto André Ventura é escoltado por membros da organização para sair do meio da confusão.
 
Marta Gonçalves | Hugo Tavares Silva | Expresso

Ver o original em 'Página Global' na seguinte ligação:

https://paginaglobal.blogspot.com/2019/11/portugal-manifestacao-pspgnr-terminou.html

PCP acusa Santa Casa de política “economicista” no hospital de Alcoitão

Por Redação
20 novembro 2019
“A notícia do encerramento do refeitório e do bar do CMRA após a realização de uma vistoria da Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) não é mais do que o resultado da gestão ruinosa feita pela administração da SCML”, denuncia esta quarta-feira, à noite, em nota enviada aos mídia, o Sector de Empresas de Cascais do PCP, que acusa ainda a Santa Casa de desenvolver uma política “economicista”, além de que “a prestação de cuidados médicos de excelência há muito que deixou de ser uma prioridade”.
Segundo esta estrutura do PCP, em causa está “uma gestão cada vez mais ligada aos interesses financeiros, como ficou demonstrado com a entrada no capital da Associação Mutualista Montepio Geral, e afastada do seu âmbito social”. 
 
“No CMRA a prestação de cuidados médicos de excelência há muito que deixou de ser uma prioridade para a administração da SCML”, denuncia o PCP, acrescentando que “para os profissionais de saúde e restantes trabalhadores daquele espaço o encerramento do refeitório não foi uma novidade, como também não são novidade as avarias constantes nos elevadores que atrasam a chegada dos utentes aos tratamentos, as casas de banho permanentemente encerradas, os balneários danificados e gelados, a falta de pessoal e material,  bem como as discriminações sobre os trabalhadores que os levou à luta e à marcação de algumas greves, ao longo dos últimos anos”. Ainda de acordo com a nota, a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML) apresentou no relatório de gestão e contas de 2018 resultados líquidos positivos de 33,3 milhões de euros, a que se somam os 42,4 milhões de 2017 e os 21,1 milhões de 2016”, um resultado líquido de quase 100 milhões de euros durante os últimos três anos que, como o próprio comunicado de SCML faz questão de salientar, reflecte “uma gestão sólida e prudente, que se traduz em contas robustas e sustentadas”. Na nota enviada, o Sector de Empresas de Cascais do PCP chama, ainda, a atenção, para um texto publicado na página oficial da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, no qual é afirmado que “o Centro de Medicina de Reabilitação de Alcoitão(CMRA) é reconhecido, nacional e internacionalmente, pelos cuidados especializados que disponibiliza no âmbito da Medicina Física de Reabilitação, em regime de ambulatório e internamento”, ao qual devemos acrescentar: graças aos seus profissionais de saúde”. O Sector de Empresas de Cascais do PCP “repudia a política encetada no CMRA pela Mesa da SCML que administra este equipamento de saúde de uma forma meramente economicista, fazendo uma gestão afastada dos interesses dos seus utentes e trabalhadores”, acrescenta a nota, segundo a qual “os sucessivos problemas com que o CMRA se tem debatido são demonstrativos que a saúde é um direito constitucional sobre a qual não podem pairar interesses privados que afastem o foco daquilo que deve ser a prioridade, as pessoas”. Noticia relacionada
+ ASAE fecha cozinha e cafetaria do hospital de Alcoitão por falta de higiene 
 
 

PSP apanha barman ilegal no País que também fazia de segurança por alegada ordem do patrão em discoteca do Estoril

Por Redação
20 novembro 2019
Um cidadão brasileiro, 52 anos, a trabalhar como barman numa discoteca do Estoril e em situação irregular no País, foi detido pela PSP que o surpreendeu a exercer funções de segurança por alegada ordem do responsável pelo clube noturno, 58 anos. Quer o barman, quer o responsável pela discoteca foram, segundo a PSP, detidos por “suspeita da prática do crime exercício ilícito de Segurança Privada”. Segundo a PSP, foi no âmbito da fiscalização de um estabelecimento de diversão noturna que os polícias “verificaram que no estabelecimento se encontrava um grupo de elementos pertencentes a uma empresa de segurança privada, sendo que um deles não possuía o uniforme em vigor nem tinha aposto cartão profissional”. Ainda de acordo com a PSP, “foi percetível que o suspeito efetuava o controlo de acesso a uma área do estabelecimento e, no momento da fiscalização, o mesmo afirmou estar a exercer um serviço adstrito ao elemento de segurança privada por ordem do responsável do estabelecimento, sendo que a sua função habitual é empregado de balcão/mesa”. Por o empregado ser cidadão estrangeiro, foi questionada a situação de permanência em território nacional junto do SEF, tendo-se apurado que, após efetuado o pedido de residência, o parecer foi negativo, encontrando-se assim em situação irregular no País.  Os dois homens foram notificados para comparecer em audiência de julgamento no Tribunal da Comarca de Lisboa Oeste - Cascais.
 
Ver o original em "CASCAIS24" na seguinte ligação::

https://www.cascais24.pt/p/blog-page_574.html

ASAE fecha cozinha e cafetaria do hospital de Alcoitão por falta de higiene

Por Redação
20 novembro 2019
As atividades da cozinha do refeitório e da cafetaria do Centro de Medicina de Reabilitação de Alcoitão – dois espaços explorados por duas empresas subcontratadas, uma das quais a Itau - foram suspensas esta segunda-feira, na sequência de uma operação de fiscalização da ASAE que, segundo Cascais24 apurou, detetou situações de incumprimento de requisitos gerais e específicos de higiene que, em alguns casos, poderão configurar grave atentado à saúde pública.  A Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, em nota divulgada, confirmou “a vistoria efetuada, na qual foram detetadas irregularidades” e assegurou que a “administração do CMRA encetou diligências para apurar responsabilidades” junto das empresas concessionárias dos espaços. Para além da presença de baratas, os inspetores da ASAE terão detetado, sobretudo na cozinha, a funcionar na cave do CMRA, “situações de incumprimento de requisitos gerais e específicos de falta de higiene, que podem ser consideradas atentatórias da saúde pública”. Fonte da ASAE disse, a Cascais24, que “assim que as situações anómalas detetadas sejam corrigidas, os espaços serão, de novo, alvo de fiscalização e, caso esteja tudo em conformidade, a suspensão é levantada e podem reabrir”. A mesma fonte escusou-se, no entanto, a precisar quais, em concreto, “as situações que precisam de ser corrigidas”. No entanto, ainda segundo Cascais24 soube, desta feita junto de fonte da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, prevê-se que, pelo menos o bar/cafetaria possa reabrir esta quinta-feira. Entretanto, as refeições aos funcionários e utentes do Alcoitão estão a ser asseguradas “externamente” e, segundo a Santa Casa “dentro de todas as normas de controlo de qualidade”.
 
A propósito de esta intervenção da ASAE, que terá surgido na sequência de uma denúncia, uma outra fonte fez notar a Cascais24 que “este é mais um problema da contratação pública” em Portugal, em que, em regra, “ganha quem oferece preços mais baixos, em detrimento da qualidade”. Porém, no caso do Centro de Medicina de Reabilitação de Alcoitão e, em particular das instalações onde funciona a cozinha, fala-se em “ausência de obras necessárias e de renovação de equipamentos e de outras matérias”. A comprová-lo estão as declarações à TVI, feitas anonimamente por um alegado funcionário com mais de 40 anos de serviço no Alcoitão, que fala “em obras que não têm sido feitas, inclusivamente na cozinha”, onde predominarão “coisas que não são usadas há 20/30 anos”.
 
 
 
 
 
 
 

Forças de segurança vão protestar até verem reivindicações atendidas

Milhares de profissionais da PSP e da GNR desfilaram até ao Parlamento para pressionarem o Governo a cumprir as reivindicações. Presidente da ASPP diz que protestos só terminam quando houver respostas.

CréditosJosé Sena Goulão / Agência Lusa

São vários e conhecidos os motivos da luta das forças de segurança, que esta quinta-feira desfilaram entre o Marquês de Pombal e a Assembleia da República, em Lisboa, com o lema «tolerância zero». 

O pagamento do subsídio de risco, a actualização salarial e dos suplementos remuneratórios, mais e melhor equipamento de protecção pessoal e o cumprimento do previsto no estatuto da PSP no que se refere à pré-aposentação, com a desvinculação dos polícias aos 55 anos (se assim o desejarem), são algumas exigências destes profissionais. 

Num comunicado, as organizações sindicais que promovem a iniciativa, designadamente a Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP/PSP), a Associação dos Profissionais da Guarda (APG/GNR) e estruturas mais representativas da PSP e da GNR, apelaram ao «bom senso» dos manifestantes, no sentido de que não tenham atitudes que «coloquem em causa o trabalho dos polícias que estão de serviço», nem aproveitem o protesto para fins que «desacreditem ou comprometam os seus verdadeiros motivos ou a condição policial dos profissionais da PSP e da GNR».

O objectivo, dizem, é demonstrar que o Governo do PS já não tem alternativa senão fazer cumprir de imediato os direitos dos agentes. Enquanto isso não acontecer, os protestos das forças de segurança vão continuar, assegurou esta tarde o presidente da ASPP. 

PCP já reapresentou projectos

Esta quarta-feira, o deputado comunista António Filipe afirmou no Parlamento que o PCP já reapresentou nesta legislatura projectos de lei sobre o Estatuto da Condição Policial, sobre as condições de higiene e segurança do trabalho das forças e serviços de segurança e sobre o horário de serviço na GNR. 

Relativamente ao chumbo de alguns destes diplomas na legislatura anterior, António Filipe admitiu que PS, PSD e CDS-PP «nada fazem nem deixam fazer», apesar de «não se cansarem de elogiar» os agentes de segurança. 

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Trabalhadores das pedreiras: «ou fazemos em segurança ou não fazemos»

Passado um ano dos trágicos acontecimentos nas pedreiras de Borba, os trabalhadores do sector dos mármores decidiram lançar uma campanha sobre segurança e saúde nos locais de trabalho.

Créditos / diariodosul.com.pt

Com o objectivo de exigir melhores condições de trabalho e um efectivo combate aos riscos profissionais, os trabalhadores do sector dos mármores, após a realização de diversos plenários nas empresas, decidiram, no Encontro Regional realizado neste fim-de-semana, em Bencatel (Vila Viçosa), lançar uma campanha sob o lema «Ou fazemos em segurança, ou não fazemos!», informou a Federação Portuguesa dos Sindicatos da Construção, Cerâmica e Vidro (Feviccom/CGTP-IN), em nota à imprensa.

A campanha sobre segurança e saúde nos locais de trabalho integrará medidas e acções concretas, para que «novos acidentes não se verifiquem» e para que as pedreiras de mármore deixem de ser «autênticos poços de morte, aos quais os trabalhadores descem todos os dias, sem saberem se regressam», lê-se no documento.

Assinala-se hoje um ano sobre os dramáticos acontecimentos ocorridos nas pedreiras de Borba que conduziram à morte de cinco pessoas, entre elas um trabalhador do sector dos mármores. Na antiga Estrada Nacional 255, que liga Borba a Vila Viçosa, colapsou um troço da via, arrastando para o interior de duas pedreiras, com uma profundidade de 50 metros, uma retroescavadora e duas viaturas civis.

Entretanto, há dez dias, a 9 de Novembro, um novo acidente de trabalho ocorrido numa pedreira de mármore, em Vila Viçosa, voltou a trazer para a ordem do dia o problema da falta de segurança nas pedreiras. Os trabalhadores denunciam que a falta de segurança para trabalhar «continua a ser uma realidade», que as responsabilidades continuam por apurar e que há mudanças concretas estão por efectivar.

O sindicato alerta para o facto de as condições de trabalho nas pedreiras continuarem a caracterizar-se por uma elevada insegurança, por baixos salários e pela ausência de mudanças «qualitativas» nas condições de trabalho. Simultaneamente, mantém-se a «inexistente ou ineficaz» inspecção e fiscalização por parte das entidades responsáveis, nomeadamente da Autoridade para as Condições de Trabalho (ACT), apesar da acção e intervenção dos trabalhadores e das propostas e exigências colocadas.

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Portugal | Secretas vigiam guerra por controlo das polícias

 
 
Movimentos anónimos disputam poder nas polícias que estava entregue aos sindicatos. A influência da extrema-direita preocupa serviços de informação.
 
Um novo grupo anónimo denominado "Comissão de polícias pela dignidade e a dignificação dos polícias" (CPDDP) acusa o "Movimento Zero" (M0), também anónimo e que junta elementos da PSP e GNR, de estar ligado a "forças políticas de extrema-direita", de "criar desacatos e violência" e de colocar "polícias contra polícias". As críticas, já rebatidas pelo M0, juntam-se a acusações do presidente do Observatório de Segurança e das associações sindicais de polícias. Esta "guerra" pela influência nas forças de segurança, em vésperas de uma manifestação nacional agudizou a atenção das secretas à situação.
 
O JN confirmou a preocupação dos serviços de informação com estes movimentos "inorgânicos" que irão vigiar com especial cuidado, durante a manifestação marcada para o próximo dia 21, em Lisboa, pelas associações sindicais. Elementos conotados com a extrema-direita e atos violentos são o principal foco.
 
Alexandre Panda e Roberto Bessa Moreira | Jornal de Notícias
 
Imagem: Paulo Jorge Magalhães/Global Imagens
 

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MISTÉRIO. PJ poderá esclarecer morte de mulher no Estoril nas próximas horas

O corpo de Carolina M foi encontrado este sábado na via pública, junto à habitação, na rua Fernando Pessoa (Foto CASCAIS24)
                        13 novembro 2019
A Polícia Judiciária (PJ) de Lisboa e Vale do Tejo está “empenhada em esclarecer todos os contornos do caso que envolve a morte de uma mulher”, Carolina M, 31 anos, cujo corpo foi encontrado este sábado, às primeiras horas da manhã, junto à habitação, na rua Fernando Pessoa, na Quinta da Carreira, em São João do Estoril, disse, a Cascais24, fonte da Direção Nacional da polícia portuguesa de investigação criminal. As próximas 72 horas poderão ser decisivas para separar a verdade da mentira e deslindar um caso com contornos bizarros, não obstante, nesta fase, os inspetores da Secção de Homicídios, que têm procurado reconstituir os últimos passos da vítima e de uma amiga, ainda não terem a certeza absoluta do que realmente aconteceu naquela madrugada, mantendo em aberto todas as hipóteses, as principais das quais suicídio ou homicídio. Segundo Cascais24 apurou, a vítima foi autopsiada esta terça-feira, de manhã, no Gabinete Médico Legal da Guia, em Cascais, mas de acordo com uma outra fonte da PJ “aguardam-se exames toxicológicos, que deverão demorar alguns dias”.  Entretanto, nas últimas horas os inspetores da Secção de Homicídios ouviram Filipe L, o namorado da vítima, e Joana M, que terá transportado na sua viatura naquele sábado de manhã o corpo desde junto de um dos campos do Estoril Praia, na Amoreira, até à rua Fernando Pessoa, na Quinta da Carreira, em São João do Estoril.  Filipe terá revelou que ele, Carolina e a amiga, Joana M, tinham ido jantar fora e ingerido álcool em excesso.
Altas horas da madrugada terá deixado as duas mulheres junto a um dos campos do Estoril Praia, na Amoreira, onde iriam encontrar-se com um alegado amigo de Joana M, desconhecendo o que aconteceu depois. 
Já numa primeira versão, fornecida às autoridades no dia da morte de Carolina, Joana M terá afirmado que tinha encontrado a amiga pendurada, com echarpe no gradeamento que delimita um dos campos do Estoril Praia, na rua Rio da Costa, na Amoreira.  A seguir transportou Carolina M no carro até junto da sua residência, na rua Fernando Pessoa, na Quinta da Carreira, onde veio a ser confirmado o óbito por parte das autoridades.  Carolina M, que deixa órfãos dois filhos, de 11 e 9 anos, entretanto entregues ao cuidado do pai, estava emigrada em Dublin, na Irlanda, onde trabalhava num hotel. Teria regressado ao Estoril há algum tempo.  Carolina e Joana manteriam um “relacionamento de amizade profundo”. Tratavam-se como “manas”, pelo menos nas redes sociais e onde a palavra “amor” estava sempre presente.  Carolina M não teria motivos para pôr fim à vida, afirmam alguns amigos, que pediram o anonimato.  “Nem quando lhe tiraram a custódia dos filhos, cuja guarda acabou por ganhar, alguma vez lhe passou pela cabeça suicidar-se, quanto mais agora, que recuperara a vida”, afirmam alguns amigos, pouco ou nada convencidos com uma eventual tese de suicídio. O corpo de Carolina M deverá ser entregue à família esta quarta-feira para que possa ser realizado o funeral.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

 
 
 

Um morto e um ferido na passagem de nível de São João do Estoril

Bombeiros procedem aos trabalhos de limpeza na passagem de nível (Foto CASCAIS24)
EMANUEL CÂMARA(Texto e fotos)
Um homem morreu trucidado por um comboio, e uma mulher que o tentou socorrer ficou ferida, esta segunda-feira, à tarde, na passagem de nível autonomizada de São João do Estoril. A vítima mortal terá sofrido uma queda na passagem de nível, acabando por ser colhida mortalmente por um comboio que tinha saído de Cascais com destino ao Cais do Sodré, em Lisboa. Uma mulher, que o terá tentado socorrer, acabou também por ser colhida pela composição, mas sobreviveu e, depois de estabilizada, foi transportada pelos Bombeiros do Estoril a uma unidade hospitalar, em Lisboa.
 
O acidente registou-se pouco antes das três horas da tarde. Nas operações de socorro estiveram empenhados 14 operacionais, apoiados por 7 veículos, dos Bombeiros do Estoril, da Parede, a VMER e a PSP. A circulação ferroviária esteve interrompida durante mais de uma hora nos dois sentidos, tendo sido retomada cerca das quatro horas e meia da tarde. Também a circulação rodoviária teve que ser desviada enquanto decorriam as operações de socorro. Segundo Cascais24 apurou, a vítima mortal foi removida do local por uma ambulância dos Bombeiros de Parede para o Gabinete Médico Legal da Guia, em Cascais.
 

 
Os atropelamentos ferroviários em São João do Estoril têm-se sucedido nos últimos tempos. Ainda no sábado, à tarde, o jovem ator Diogo Carmona, 22 anos, foi colhido por um comboio, entre as estações de São Pedro e São João do Estoril, tendo sofrido a amputação do pé direito. Já no passado dia 18 de este mês, na mesma noite em que caiu uma catenária no Monte Estoril, uma outra pessoa foi colhida cerca da meia-noite na estação de São João do Estoril.
 
 

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Na internet, eles querem neutralizar a revolta

 
 
Em conferência, especialista em vigilância adverte: empresas e Estado alimentam megassistema de segurança construído com nossos dados. Ele vai além da repressão: inclui táticas de distrações digitais para controlar corações e mentes
 
Marco Weissheimer, no Sul21 | em Outras Palavras
 
Em março de 1968, após a publicação de As Palavras e as Coisas, Michel Foucault falou em uma entrevista sobre como estava em curso a criação de uma sociedade de notação e de monitoramento. Algumas décadas antes do surgimento da internet e das redes sociais, Foucault identificou traços de um fenómeno que acabou assumindo dimensões globais e, hoje, atravessa as nossas vidas de modos que sequer percebemos bem. No final da década de 60, o filósofo francês identificou o surgimento de uma sociedade onde tudo estava sendo registado, o inconsciente, a sexualidade, sonhos, desejos, praticamente todas as dimensões da vida diária das pessoas. Uma das características da cultura contemporânea, assinalou, era o desenvolvimento de um sistema de notação universal.
 
Professor de Direito e de Ciência Política na Columbia University, de Nova York, Bernard Harcourt iniciou sua conferência, segunda-feira à noite (21), no 10º Congresso Internacional de Ciências Criminais, citando essa reflexão de Foucault que, em certo sentido, antecipou características que hoje se tornaram marcas de uma sociedade cada vez mais digital. O regime de datação universal vem sendo potencializado ao máximo pelas novas possibilidades tecnológicas. Trata-se de saber tudo, sobre cada um de nós, o tempo todo. Com o Teatro do prédio 40 lotado, Harcourt abriu o ciclo de conferências do Congresso promovido pelo Programa de Pós-Graduação em Ciências Criminais da PUC/RS, que tem como tema “Memória e Ciências Criminais”.
 
O mundo que está sendo construído nesta nova era digitalizada, no entanto, ao invés de promessas de emancipação, vem se apresentando com um horizonte sombrio onde a vigilância e a repressão por parte do Estado são práticas quotidianas e crescentes. Essa nova era digitalizada, afirmou Bernard Harcourt, capturou os circuitos políticos, sociais e profissionais, embutindo uma nova tecnologia de notação que permite uma exploração de dados pessoais permanente, insidiosa e invasiva. Todos, rigorosamente todos os nossos movimentos na internet, destacou, são anotados e organizados. Do mais simples ‘like’ de uma postagem no Facebook às pesquisas que fazemos no Google, tudo está sendo registrado, gerando dados, perfis e algoritmos.
 
Muita gente, assinalou o professor e pesquisador da Columbia University, descreve essa era como uma via que amplia os nossos acessos à verdade. Para Harcourt, porém, estamos longe disso. Pior, talvez na direção oposta. Esses sistemas de coleta de dados, defendeu, não nos dão a verdade, mas um sistema de exercício de poder e de dominação. A situação se agrava na medida em que tudo isso ocorre com a nossa entusiasmada colaboração. Vivemos uma sociedade expositiva, onde nós expomos livremente nossas informações mais íntimas e pessoais a um complexo sistema de segurança. Citando mais uma vez Foucault (“A Sociedade Punitiva, 1973) e Guy Debord (“A Sociedade do Espetáculo”), Harcourt observou que um dos traços definidores da modernidade é a transformação do espetáculo em vigilância.
 
 
No final da década de 1970, Foucault começou a trabalhar com as ideias de biopolítica, biopoder e pesquisas novas formas de vigilância e segurança. Hoje, apontou ainda Harcourt, temos uma nova forma de poder, o poder expositivo, concedido por nós mesmos generosamente. Não somos mais forçados a entrar numa arena ou numa cela para sermos vigiados. “Estamos nos expondo de forma espontânea. Nós, sujeitos digitais, nos expomos em frenesi”, disse o pesquisador. Cada clique no computador, cada site visitado, conteúdo curtido ou compartilhado está alimentando um complexo sistema de segurança onde os interesses de empresas privadas e do Estado estão entrelaçados. Quando a Microsoft colabora com a NSA (agência nacional de segurança dos Estados Unidos) ou com o FBI, observou, não estamos lidando apenas com o Estado. Este amálgama de interesses forma uma concentração oligárquica com um poder que desafia todos os limites democráticos construídos ao longo do século 20. Cada vez mais essas tecnologias alimentam um sistema de segurança e de vigilância.
 
Autor do livro “The Counterrevolution. How Our Government Went to War Against Its Own Citizens”, Bernard Harcourt vem pesquisando sobre como essa sociedade de exposição digital permanente representa o primeiro passo para a construção de uma nova política de contra-insurgência nos Estados Unidos e em outros países, que já está orientando a ação das forças de segurança. Estamos assistindo, defendeu, ao surgimento de um novo modelo de governo baseado na teoria e na prática da contra-insurgência. Não se trata apenas de uma passagem do Estado de Direito para um Estado de Exceção, alertou, mas da construção de um regime em que o campo de batalha onde se dá a aplicação de táticas de guerra de contra-insurgência não tradicionais é a própria população.
 
Esse modelo, afirmou ainda Harcourt, vem sendo construído desde antes dos atentados de 11 de setembro e tem nos serviços de inteligência seu alicerce principal. O alvo potencial desses serviços de inteligência é qualquer habitante do planeta. E as táticas de contra-insurgência envolvem desde o uso de drones para eliminar inimigos, militarização crescente do policiamento, distrações digitais de toda ordem e táticas de convencimento para ganhar corações e mentes.
 
Com o governo de Donald Trump, o desenvolvimento desse novo modelo de governo anda de mãos dadas com o que o pesquisador chamou de “contra-revolução americana”, uma mistura tóxica de supremacia branca, fascismo tradicional e grupos inspirados em novos movimentos europeus de extrema-direita. O pesquisador chamou a atenção para o fato de o discurso de Trump estar direcionado a alimentar essa nova direita americana, com ideias simples como a de que a heterossexualidade dos brancos estaria em perigo. Trump, como vem ocorrendo também no Brasil com Bolsonaro, se dirige a essa base de direita que está cada vez mais radicalizada. “Estamos assistindo nos Estados Unidos, em tempo real, supremacistas brancos definirem a agenda da presidência da República”, resumiu.
 
Segunda conferencista da noite, Zeynep Gambetti, professora de Teoria Política na Universidade de Bogazici, em Istambul, Turquia, também abordou a emergência de discursos e práticas racistas, sexistas e xenófobas, que alimentam e estimulam o ódio, e a crescente presença delas em governos como os de Erdogan, na Turquia, Trump, nos Estados Unidos, e Bolsonaro, no Brasil. A xenofobia, destacou, está alimentando políticas baseadas no medo e no ressentimento e aumentando a repressão contra aqueles grupos sociais que são apontados como inimigos. As políticas e discursos desses governos, acrescentou, estão descartando as contenções jurídicas e éticas e justificando ‘limpezas’ internas e expansões externas.
 
Para a pesquisadora, que teve o livro “Agir em Tempos Sombrios” recentemente publicado no Brasil pela editora Criação Humana, estamos assistindo também à emergência de um pós-fascismo, que não é meramente uma reedição do fascismo histórico com outra roupagem. Esse pós-fascismo, defendeu Zeynep Gambetti, é plenamente compatível com a antropologia neoliberal que prega a competitividade baseada no mérito e a destruição dos ‘fracos’ e ‘fracassados’. Os perdedores, resumiu, são a nova categoria dos não-humanos. Ela levantou algumas interrogações para refletir sobre a natureza do pós-fascismo: Por que é mesmo que o fascismo precisa de um Estado para funcionar hoje? Será que esse regime precisa que as massas participem de grandes marchas nas ruas quando há um exército de trolls à disposição nas redes sociais? “Trump foi levado ao poder graças à fama que construiu na TV e não por um movimento fascista. A comparação aqui é mais com Berlusconi do que com Mussolini”, afirmou.
 
Os processos de limpeza étnica, acrescentou, não precisam mais usar gás venenoso. Podem adotar práticas de check-point, como na Palestina, de detenções indefinidas, como ocorre em Guantánamo, ou de incêndios em florestas como está ocorrendo na Amazónia, como forma de deslocar populações tradicionais e abrir novos territórios de exploração. Em todas essas práticas, destacou Zeynep, há um nexo entre biopolítica, segurança e neoliberalismo. Para ela, a criação de inimigos existenciais é um traço definidor desse nexo, que pode se expressar por matanças diretas ou por massacres terceirizados, como é o caso dos incêndios na floresta amazónica. “Deixar alguém morrer pode ser exprimido hoje por meio de um discurso moralista que afirma que certas pessoas não merecem viver”.
 
O desenvolvimento do neoliberalismo no século 21, defendeu ainda, vem sendo marcado pelo avanço da terceirização e da individualização generalizada do risco, que não é só económico, mas se manifesta em ampla gama de incertezas que passam a fazer parte do cotidiano das pessoas. Na opinião da pesquisadora, há fenómenos semelhantes ocorrendo em diferentes regiões do planeta. Ela comparou, por exemplo, as realidades vividas hoje na Turquia e no Brasil. “Vejo muitas semelhanças. As noções de igualdade e de solidariedade firam retiradas dos nossos códigos de conduta e fomos contaminados por noções como a de os fracos não valem a pena”.
 
Zeynep citou três episódios ocorridos na Turquia que, para ela, ilustram o caráter do pós-fascismo no século 21. Em setembro de 2015, o governo impôs uma regra de emergência à população curda que vive na Turquia e bombardeou suas cidades. A Europa, lembrou a pesquisadora, endossou esses ataques onde ocorreram muitas mortes e violações de direitos. Ao mesmo tempo que promovia esse ataque, o governo turco anunciou um plano de US$ 4 biliões para reconstruir as cidades que estavam sendo destruídas. Os curdos foram removidos de seus lares para dar lugar a refugiados sírios. O negócio da guerra aconteceu praticamente ao mesmo tempo em que as bombas caíam na região.
 
O segundo episódio ocorreu em agosto de 2016, quando houve uma tentativa fracassada de golpe de Estado. Isso provocou uma grande ofensiva do governo turco contra opositores que, entre outras coisas, atingiu mais de 4.500 professores e fechou 15 universidades. As perseguições a professores envolveram demissões, confisco de passaportes e mesmo de propriedades. Cerca de 800 académicos (Zeynep entre eles) que assinaram um manifesto em defesa da paz foram processados e acusados de terrorismo, entre outras coisas. Por outro lado, acrescentou, hoje há uma proliferação de universidades privadas na Turquia, pertencentes a homens de negócios aliados do partido no poder.
 
O terceiro exemplo é o que está ocorrendo agora com a invasão do norte da Síria por tropas turcas. Segundo ela, deve-se olhar esse movimento, não só como uma ação política, mas também como um negócio. “O que justifica essa ação neste momento? Não houve nenhum ataque terrorista vindo dessa região curda na Síria. Por que atacar então? Na verdade, não há necessidade de uma justificação. A ação se justifica por si mesma. Se a Turquia entrou na Síria é porque deve haver alguma razão. A regra foi inventada pelo próprio ato”. Ao mesmo tempo que invade a Síria, Erdogan tem um projeto imobiliário gigantesco para colocar cerca de 2 milhões de refugiados sírios naquela região. Estimado em cerca de US$ 53 biliões de dólares, o projeto quer construir 140 vilas e dez cidades no território onde hoje estão os curdos. E esse projeto, destacou Zeynep, foi planejado antes da incursão militar, constituindo-se em mais um exemplo da tática neoliberal de usar guerras e desastres como meio para obter novos lucros.
 
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Carro entra dentro de café na Torre

Por Redação
26 outubro 2019
Um veículo ligeiro, desgovernado e, aparentemente para desviar-se de uma colisão com um outro, despistou-se contra a entrada principal do café Jacinto, na Torre, em Cascais, este sábado, ao final da tarde, não havendo registo de feridos.
 
Ao que parece, o conhecido estabelecimento de restauração, situado na rua dos Eucaliptos, na Torre, que é bastante concorrido, tinha acabado de encerrar as portas.
 
"Talvez por isso não hajam vítimas a lamentar", disse, a Cascais24, uma moradora, que frequenta diariamente o café.
 
O acidente registou-se pouco depois das seis horas da tarde.
 
O condutor, que vive na vizinha quinta da Bicuda e que escapou ileso ao violento embate, terá declarado posteriormente à PSP que "perdera o controlo do carro ao desviar-se de um outro veículo".
 
O automóvel acabou por irromper violentamente porta principal do café a dentro, imobilizando-se junto à máquina do tabaco.
 
"Foi um milagre, não haver ninguém", adiantou outro frequentador do café, acrescentando que "podia ter sido uma tragédia".
 
No local estiveram os Bombeiros de Cascais e a PSP, com um total de 8 operacionais, apoiados por 3 veículos.
 

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INSegurança urbana: tendências globais, contradições portuguesas e tempos de crise

Apresenta-se aqui uma perspectiva crítica sobre as tendências recentes em torno da segurança urbana em Portugal, da dimensão global à nacional: do significado de segurança urbana aos paradoxos dos discursos globais a volta desta, enquadra-se o contexto nacional e debatem-se especificidades e contradições de políticas e discursos. Quais as relações entre políticas de (ou em nome da) segurança e democracia em tempos de crise e austeridade?

Segurança tem a ver com prevenção de riscos e ameaças em quase todos os âmbitos da vida humana (segurança industrial, segurança informática, segurança internacional…). E, embora a palavra segurança seja frequentíssima em debates públicos, a sua utilização padece de alguma vagueza: falamos muito da necessidade de segurança sem definir o que segurança é e o que significa ser mais seguro. Neste artigo falaremos de segurança urbana e definimo-la em torno de três vertentes. Segurança urbana é o direito individual de não ser vítima de actos violentos (crime, terrorismo) no espaço urbano. Segurança é também um objectivo de políticas, através das quais as instituições democráticas devem garanti-la. Finalmente, a segurança é uma demanda sociopolítica, entrelaçada com discursos mediático-políticos e sentimentos públicos de insegurança.

As relações entre estas três vertentes são complexas. Nem sempre percepções e demanda de segurança são racionais – por exemplo, em relação à violência sexual, existe mais preocupação com eventos extremamente raros (como a violência perpetrada por estranhos no espaço público) do que em relação a eventos muito mais prováveis (como a violência perpetrada por parceiros). Em consequência, as políticas, quando implementadas acriticamente como respostas aos sentimentos públicos, podem padecer de eficácia. Além disso, as percepções de segurança podem influenciar a opinião pública: é fácil utilizar, ou até fomentar, os medos públicos para criar consenso sobre políticas de cariz repressivo. Dadas as complexas relações entre essas três vertentes e a existência de paradigmas muito diferentes de políticas (da repressão à prevenção social), a segurança é, afinal, um tema eminentemente político, ou seja de confronto, debate e até conflito.

Como podemos, então, interpretar as tendências contemporâneas em torno da segurança urbana? Houve recentemente, sobretudo após os atentados terroristas de 2001, 2004 e 2005, uma presença crescente da segurança nos debates públicos. Mas, paradoxalmente, ao mesmo tempo que a preocupação com a violência crescia, as cidades ocidentais tornavam-se sempre mais seguras: desde o início da década de 1990, quase sem excepções, os actos de violência diminuíram constantemente nas cidades ocidentais – como frisou Zygmunt Bauman numa conferência de 2004, vivemos nas sociedades mais seguras da história, porém as mais assustadas.

É fácil sugerir que esta preocupação tenha a ver também com a utilização dos discursos sobre violência e terrorismo para justificar políticas como a omnipresença da videovigilância ou a militarização urbana [1].

Ao mesmo tempo, assistimos à progressiva despolitização do tema. Em vez de se questionar o papel das políticas, ou até as razões para o crime e a violência, as sociedades ocidentais aceitaram políticas implementadas em nome da segurança que reduziram os direitos cívicos – por exemplo, o «Patriot Act» de 2001 nos Estados Unidos, que veio limitar os direitos de expressão e a privacidade. A proliferação de sistemas de videovigilância nunca foi questionada, embora não existam evidências da capacidade dessas tecnologias de prevenirem o crime.

Segurança urbana à portuguesa: cinco temas e algumas contradições

Tendo em mente as questões globais, podemos agora questionar as tendências e contradições recentes em torno da segurança urbana em Portugal.

Portugal é um dos países mais seguros do mundo. De acordo com os crimes registados [2] e com os resultados dos inquéritos de vitimização [3]. Os inquéritos de vitimização medem as taxas de pessoas que foram vitimas de crime em determinados prazos temporais., Portugal, como os outros países do Sul da Europa, tem das mais baixas taxas de crime violento do mundo.

Porém, Portugal é um país inseguro. O paradoxo da percepção da violência é evidente em Portugal, país cuja população é das mais preocupadas da Europa com o crime [4]. As razões para essa preocupação podem ser muitas: uma população envelhecida, sendo nas classes etárias mais avançadas que se concentra maior medo do crime; sentimentos de falta de confiança no futuro; presença visível, nas cidades, de pequenos crimes e incivilidades não directamente ligados com crime violento (prostituição, trafico de droga, vandalismo).

A comunicação social tem um papel neste fenómeno, por via da espectacularização dos (poucos) crimes violentos, especialmente evidente no ano de 2008. Nesse ano houve um aumento de crimes violentos – após uma redução em 2007 – e uma concentração durante o Verão de alguns crimes sensacionais na área metropolitana de Lisboa (um roubo de banco com reféns e uma série de carjackings). Alguns media lançaram uma campanha sobre a «vaga» de criminalidade, gerando um verdadeiro drama público [5]. Veja-se um editorial do jornal Correio da Manhã: «A violência está aí. Chegou para ficar e, diria eu, até para se revelar com mais incidência e frequência (…). O maior erro que temos cometido nesta área é o poder político ter sido venal, condescendente, até medroso» [6].

Transmite-se, sem fundamentação nenhuma, a mensagem de que a violência está destinada a aumentar e acusa-se a política de não ter sido suficientemente repressiva. Um «programa político» (de acordo com o titulo do editorial) que necessita da criação de um clima de medo. Efectivamente, um inquérito do Observatório de Segurança, Criminalidade Organizada e Terrorismo, de Setembro de 2008 evidenciou níveis sem precedentes de preocupação. Porém, no ano seguinte os crimes violentos regressaram aos valores de 2007, confirmando tratar-se de uma concentração casual – e os carjackings, uma vez detidos os pouquíssimos criminosos envolvidos, acabaram.

Portugal tem democratizado a segurança. Depois do 25 Abril, as forças de segurança foram objecto de sucessivas reformas, visando (re)construir confiança pública. A Lei 5/1999 remodelou a Polícia de Segurança Pública (PSP), dando-lhe um «cariz civilista» e uma organização afastada do modelo militar e próxima das estruturas da função pública [7]. Foram lançados programas de aproximação à população, patrulhamento de proximidade, equipas de apoio às vítimas e o programa «Escolas Seguras».

Porém, Portugal é um país centralizador e repressor. A segurança não faz excepção à centralização do Estado português. De acordo com a Lei de Segurança Interna (53/2008), o Estado é o responsável único nessa área. As reformas do aparelho policial não foram uniformemente eficazes, gerando uma geografia dissimétrica: o policiamento de proximidade concentra-se nos bairros de classe média, enquanto em outras áreas a acção se limita a resposta às situações de emergência [8]. Nos chamados bairros «difíceis», a acção policial é marcada por «rusgas» mediatizadas, num processo reprodutor de estigmatização. A política de segurança foi sujeita a significativas mudanças após a campanha mediática de 2008: a Nova Estratégia Nacional de Segurança visou uma maior capacidade reactiva das forças de polícia e foi lançado o Plano Nacional de Videovigilância.

E o poder local? Em resposta às demandas de descentralização, foram lançados em 2008 os contratos locais de segurança que, porém, davam às autarquias um papel de mero encaminhamento da informação e formulação de propostas, sem responsabilidades directas. As autarquias, visando ganhar espaço de acção, têm vindo a produzir uma panóplia de práticas, especialmente na Área Metropolitana de Lisboa onde há muita actividade e alguma inovação [9]. Por exemplo, a Câmara de Lisboa, promove o policiamento comunitário em duas áreas caracterizadas por sentimentos de insegurança (Alta de Lisboa e Galinheiras/Ameixoeira) e a Câmara de Cascais desenvolveu um Plano Estratégico de Segurança. Factor comum é a procura de dados alternativos aos produzidos ao nível nacional, de difícil acesso pelas autarquias. Estes processos levaram, em alguns casos, a conflitos de atribuição entre Estado central e autarquias, polícias nacionais e polícias municipais. Finalmente, não faltam contradições à escala municipal, como demonstra a acção da Câmara de Lisboa no bairro da Mouraria. Embora na direcção municipal de Planeamento se considere que as políticas de regeneração tem vindo a melhorar a segurança e suas percepções no bairro, a vereação responsável está a trabalhar desde 2010 num projecto de videovigilância que abrange a praça Martim Moniz e a avenida Almirante Reis, não obstante a Comissão Nacional de Protecção de Dados haver rejeitado o projecto duas vezes devido à escassa incidência de crimes.

Segurança, crise, austeridade: segurança para ou contra a democracia?

A persistência da crise económica europeia teve efeitos sobre as políticas de segurança urbana, especialmente no Sul da Europa, onde a austeridade tem sido mais intensa. As retóricas sobre a necessidade de consenso social nas «reformas» tiveram como contraponto os apelos ao fim do conflito social, o incremento de pressões securitárias e a compressão do espaço para a contestação, especialmente em Espanha [10].

O caso português é mais uma vez repleto de contradições. Houve uma reduzida priorização social do tema da segurança, que foi substituída pela preocupação com a situação económica [11]. Aliás, não houve um incremento de crime violento em consequência do aumento do sofrimento social e da pobreza.

Do lado das políticas, na primeira parte da crise, o crescimento de investimentos na segurança foi interpretado como uma reconfiguração neoliberal das funções do Estado [12]. O expressivo crescimento do sector da segurança privada, suportado por fundos públicos, seria parte deste processo. Porém, após o «Memorando de Entendimento» de 2011 também a área da segurança sofreu cortes significativos.

Embora na ausência de normas que limitem o direito de protesto, a Amnistia Internacional denunciou o uso excessivo da força policial [13] e foram sempre mais frequentes as alegações de violência racista por parte das polícias, especialmente em bairros informais ou áreas de interesse pela especulação imobiliária [14]. Em conclusão, embora com padrões bastante contraditórios, existem novas tendências repressivas em torno das políticas portuguesas da austeridade.

Quais as relações, por fim, entre segurança (nas suas três vertentes de direito, objectivo e demanda) e democracia? Sem segurança não pode haver espaço democrático mas, ao mesmo tempo, a política de segurança pode (e tem vindo a) comprimir o espaço de debate democrático, sobretudo ao limitar o acesso ao espaço público, lugar de excelência para a actuação das práticas de cidadania activa.

Especialmente em tempos de crise, austeridade e incremento de injustiça e sofrimento social, a existência de práticas de debate, contestação e protesto é essencial para a resiliência do regime democrático. Assim, estamos confrontados, mais do que nunca, com a necessidade de escrutinar as práticas institucionais de segurança: só através duma reflexão política e crítica podemos garantir que práticas e políticas de segurança protejam a democracia em vez de a atacar.

SIMONE TULUMELLO *

* Instituto de Ciências Sociais, Universidade de Lisboa (ICS-UL).


[1] Veja-se Stephen Graham (org.), Cities, War, and Terrorism. Towards an Urban Geopolitics, Blackwell, Malden, 2004.

[2] Dados dos Sistema de Segurança Interna e Instituto Nacional de Estatística (INE). Para uma síntese, cf. Simone Tulumello, «Local Policies for Urban Security and Spatial Planning in the Lisbon Metropolitan Area: The Cases of Lisbon, Cascais and Barreiro municipalities», Estudos e Relatórios ICS,n.º 5, 2014.

[3] International Crime Victim Surveys, disponíveis até 2004 em www.unicri.it/services/libra...

[4] Simone Tulumello, 2014, obra citada.

[5] Felipe Santos e Helena Machado, «A moral da justiça e a moral dos media: julgamentos mediáticos e dramas públicos», Oficina do CES, Dezembro de 2009.

[6] Francisco Moita Flores, «Programa Político (I)», Correio da Manhã, 7 de Setembro de 2008.

[7] Susana Durão, Patrulha e Proximidade. Uma Etnografia da Polícia em Lisboa, Almedina, Coimbra, 2008, p. 87.

[8] Susana Durão, «Polícia, segurança e crime em Portugal: Ambiguidades e paixões recentes», Etnográfica, Fevereiro de 2011, p. 138.

[9] Simone Tulumello, 2014, obra citada.

[10] Lydia Vicente e Patricia Goicoechea, «Gagged in the name of security», Open Democracy, 12 de Maio de 2015.

[11] A taxa de portugueses que apontam «crime e terrorismo» entre os dois maiores problemas desceu de 18% em 2008 para 4% em 2014, enquanto o desemprego passava de 43% para 66%. Dados Eurobarómetro, http://ec.europa.eu/public_opinion/....

[12] João Rodrigues e Nuno Teles, «Portugal e o neoliberalismo como intervencionismo de mercado», Le Monde diplomatique – edição portuguesa, Julho de 2008.

[13] Rita da Nova, «Amnistia Internacional aponta “uso excessivo da força” por parte da polícia portuguesa», Público, 23 de Maio de 2013.

[14] Vejam-se o trabalho da associação Habita no bairro da Santa Filomena, na Amadora (www.habita.info/search/label...), e a reportagem de James Fletcher na BBC (www.bbc.com/news/magazine-32...).

Ver o original em Le Monde Diplomatique PT (clique aqui)

Jovem proibido de partilhar casa e de contatar com mãe e avó que maltratava

                       25 outubro 2019
Suspeito de maltratar a mãe e a avó, esta de 74 anos,  um jovem, de 22 anos que, alegadamente, padece de anomalia psíquica, foi detido e libertado esta quarta-feira, mediante a proibição de contatar, por qualquer meio, com as vítimas e de permanecer na habitação que partilhava com as mesmas, no concelho de Cascais, apurou esta sexta-feira Cascais24. Para o Ministério Público (MP) do Núcleo de Cascais, “os fortes indícios recolhidos” apontam para que no dia 21 de outubro o arguido proferiu ameaças de morte à sua mãe e agrediu-a fisicamente, assim como maltratou psicologicamente a sua avó, de 74 anos. O jovem foi submetido a primeiro interrogatório judicial, em Cascais, por estar “fortemente indiciado pela prática de crimes de violência doméstica, ofensa à integridade física agravada e ameaça agravada”. Acabou por sair em liberdade. No entanto, ficou sujeito à medida de coação de proibição de contatar, por qualquer meio, com as vítimas (mãe e avó) e proibição de permanência na habitação onde o crime foi cometido ou onde habitava com as vítimas, por o Ministério Público (MP) ter verificado, em concreto, o perigo de continuação da atividade criminosa.


 

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Acusado de violência doméstica atrás das grades depois de desrespeitar medidas de coação de liberdade

                    24 outubro 2019
Um homem, que estava em liberdade desde setembro último, por suspeitas de violência doméstica, desrespeitou as medidas de coação e acaba de ser detido, de novo, por continuar a perseguir a vítima, tendo o juiz de Instrução Criminal de Cascais decretado a sua prisão preventiva, apurou Cascais24. O suspeito, que fora noticia em Cascais24 pela detenção e posterior saída em liberdade, foi detido esta quarta-feira e acabou por recolher ao Estabelecimento Prisional de Caxias.
Segundo os fortes indícios recolhidos pelo DIAP de Cascais, o arguido viveu maritalmente com a sua companheira durante 5 anos, durante os quais agrediu física e psicologicamente a mulher, tendo-se separado em janeiro último. No dia 17 de setembro, o homem foi sujeito a primeiro interrogatório judicial por estar fortemente indiciado da prática de um crime de violência doméstica e um crime de furto de que foi vítima a companheira. Ficou, então, sujeito às medidas de proibição de contato com a vítima, diretamente ou por interposta pessoa, ou por qualquer meio (telefone, eletrónico e outros). Outra das medidas de coação era não aproximar-se da residência da vítima ou de aí permanecer, medidas estas sujeitas a fiscalização eletrónica, com o Ministério Público, poucos dias depois, a deduzir acusação e mantendo a medida de coação aplicada inicialmente.  Aconteceu que, não obstante a medida de coação, o suspeito, entre os últimos dias  9 e 16   de este mês de outubro contatou a vítima, diretamente ou por interposta pessoa e dirigiu-lhe expressões intimidatórias. Esta perseguição, segundo o Núcleo de Cascais do DIAP, provocou natural “temor e inquietação à vítima”, motivo pelo qual o homem foi detido esta quarta-feira, submetido a interrogatório judicial e viu confirmada a prisão preventiva. Noticia relacionada 
+Agrediu companheira durante 5 anos 


 

Hacker Rui Pinto suspeito de ter espiado contas de email da Câmara de Cascais

                         24 outubro 2019
O hacker Rui Pinto, 30 anos, também é suspeito de ter espiado contas de email da Câmara Municipal de Cascais.
Pelo menos, é o que indica o relatório dos exames forenses feitosaos discos rígidos externos e aos computadores confiscados ao alegado fundador do Football Leaks, em Budapeste, na Hungria.
De acordo com os exames, traduzidos em relatório, na posse daUnidade Nacional de Combate ao Cibercrime e Criminalidade Tecnológica (UNC3T) da Polícia Judiciária (PJ), Rui Pinto terá acedido a, pelo menos, duas contas de email na Câmara Municipal de Cascais.
Por enquanto, a PJ não divulga a quem pertenciam estas contas e qual o objetivo do acesso ilegítimo, embora, apurou Cascais24, tudo aponte para que o alvo possa ter sido altos responsáveis do executivo camarário.
O relatório forense da PJ aponta ainda, que Rui Pinto terá entrado, ilegitimamente, em contas de email de escritórios de advogados, com destaque para CCA Ontier (43 contas), Vaz Serra & Associados (16) e PMLJ- a sociedade de advogados de João Medeiros, que representava o Benfica no caso E-Toupeira.
Rui Pinto terá, também, realizado ataques a quatro contas da Procuradoria-Geral da República, a três de Fernanda Sousa Miranda (antiga companheira de Pinto da Costa, presidente do FCPorto), a uma do Ministério da Administração Interna e a cinco da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) em Portugal.
No entanto, o relatório revela que os clubes de futebol foram os principais alvos da alegada espionagem de Rui Pinto.
Ao todo, o hacker entrou ilegalmente em 141 caixas de correio eletrónico de clubes de futebol.
O Benfica foi o mais visado, com 43 contas de email atacadas, com Atlético Madrid (19) e FC Porto (12 contas) a fecharem o pódio.
A PJ recolheu ainda indícios de ataques a 22 clubes estrangeiros, bem como de ataques a 32 contas da FIFA e a três emails da UEFA.
Quase 90% dos ataques, alegadamente protagonizados informaticamente por Rui Pinto, foram dirigidos a entidades em Portugal, revela, ainda, o relatório da PJ.
Rui Pinto criou em 2015 o site Football Leaks para, alegadamente, denunciar a corrupção e  esquemas criminosos no futebol europeu. 
No ano seguinte, começou a colaborar com alguns órgãos de jornalismo de investigação, nomeadamente com a revista alemã Der Spiegel.
Em janeiro último, Rui Pinto foi detido em Budapeste e extraditado para Portugal por suspeitas criminais e com base num mandado de detenção europeu. 
Em março foi colocado em prisão preventiva pelo Tribunal da Relação de Lisboa.
Em setembro, Rui Pinto foi acusado pelo Ministério Público de 147 crimes pelos quais aguarda julgamento.
 
 

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Carros ardem de madrugada em diferentes locais de Cascais

 
                       23 outubro 2019
Dois veículos estacionados na via pública foram destruídos pelo fogo, em diferentes locais de Cascais e com um curto intervalo de duas horas, esta quarta-feira, de madrugada.
 
A origem dos incêndios é suspeita, motivo pelo qual a PSP, que inicialmente registou as ocorrências, acionou a Polícia Judiciária (PJ) de Lisboa e Vale do Tejo, que efetuou durante o dia a recolha de vestígios.
 
A investigação está entregue à Secção de Crimes de Incêndio", confirmou, a Cascais24, fonte da Polícia Judiciária (PJ). Para já, as autoridades afastam a suspeita de uma "ação concertada" e de existir uma conexão entre os dois casos.
 
O primeiro alerta surgiu meia hora depois das três horas da madrugada. 
 
"Inicialmente, o alerta era para um incêndio em edifício devoluto, mas, afinal, era um carro abandonado que estava a arder", disse, a Cascais24, João Loureiro, comandante dos Bombeiros de Cascais.
 
O veículo, um "Ford Escort", ardeu por completo na rua Joaquim Franco de Matos, perto do Cascais Villa.
 
O segundo alerta para fogo em veículo foi registado pouco antes das seis horas da manhã.
 
A viatura, um "Fiat Punto", encontrava-se estacionada na rua das Encostas, no Cobre.
 
No combate aos dois incêndios, que destruíram por completo os veículos ligeiros com um curto intervalo de duas horas, em diferentes locais da freguesia de Cascais, estiveram mobilizadas guarnições dos Bombeiros de Cascais.
 
 
 
 
 
 

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Suspeito de esbofetear companheira tenta agredir polícias com ferro e depois pede desculpa

Por Redação
21 outubro 2019
Um homem, 49 anos, suspeito de ter esbofeteado a companheira, este sábado, ao início da madrugada, em Carcavelos, tentou agredir com um ferro os agentes da PSP chamados a intervir e acabou detido, apesar de, a seguir, ter pedido desculpa pela atitude.
Fonte da PSP disse, a Cascais24, que o homem foi detido por violência doméstica e, ainda, resistência e coação aos agentes policiais.
Momentos antes da chegada dos agentes da 54ª Esquadra da PSP (Carcavelos), o homem teria esbofeteado a companheira, 45 anos, com a qual tem um filho, de 12, em comum, o qual, no entanto, não terá presenciado a agressão.
A PSP foi acionada por uma vizinha.
Já no quintal da residência da mãe do homem, este afastou-se e pegou num ferro grosso de grandes dimensões, que ameaçou lançar contra os polícias.
Dissuadido a pousar o ferro, o homem acabou por pedir desculpa aos agentes, atribuindo o seu comportamento a uma “exaltação” de momento.
O suspeito, que terá problemas crónicos com o álcool, terá, ainda, assumido as bofetadas desferidas no rosto da companheira.
Recebeu voz de detenção e foi notificado para comparecer junto dos Serviços do Ministério Público de Cascais.
 
 

Advogado detido no Estoril pela GNR enviava vídeos sexuais para filho de 14 anos a dizer tratar-se da mãe

                       18 outubro 2019
Um advogado, 46 anos, foi detido esta terça-feira, pela GNR, no Estoril, por ameaças à ex-mulher, também advogada, de publicar nas redes sociais vídeos de cariz sexual, alguns dos quais terá chegado a enviar ao filho de ambos, de 14 anos, apurou Cascais24. No âmbito de uma investigação de um crime de violência doméstica, os militares do Núcleo de Investigação e Apoio a Vítimas Específicas (NIAVE) do Comando Territorial da GNR de Lisboa apuraram que o suspeito ameaçava a ex-mulher, de 43 anos, também advogada e com domicílio na Malveira (Mafra), com a possibilidade de publicar vídeos de cariz íntimo nas redes sociais. O homem, cuja identidade Cascais24 omite, terá mesmo chegado a enviar para o filho do casal, separado e a viver com a mãe vídeos sexuais, procurando fazer crer que nas imagens era ela em relações com outros homens, soube, ainda, Cascais24. Referente a este mesmo casal, adianta, por sua vez, a GNR em nota oficial, “existeum outro processo de violência doméstica, desencadeado em 2016, no qual foi aplicada, como medida preventiva, a proibição de contactos e vigilância eletrónica, medida esta que entretanto se extinguiu”.
 
Submetido a primeiro interrogatório judicial no Tribunal Judicial de Sintra e, depois de ser mandado pela juíza, por duas vezes, ser retirado da sala, devido à sua "arrogância e agressividade", o suspeito viu confirmada a prisão preventiva, tendo recolhido ao Estabelecimento Prisional de Caxias.
 
 

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Polícia Marítima com duas viaturas todo-o-terreno cedidas pela Câmara

Por Redação
17 outubro 2019
O Comando Local da Polícia Marítima de Cascais conta com duas novas viaturas todo-o-terreno, cedidas pelo município.
As viaturas destinam-se a reforçar o dispositivo da Autoridade Marítima Local, nomeadamente em missões de patrulhamento, policiamento, fiscalização e apoio ao salvamento marítimo, na área da Capitania do Porto de Cascais.
De acordo com a Autoridade Marítima Nacional, estas viaturas permitem melhorar a resposta nos locais de difícil acesso, como praias, arribas e outros locais.
Ambas as viaturas vêm funcionalmente equipadas com todos os equipamentos de atuação policial, acrescidos de rádios dedicados à banda marítima, para coordenação das ocorrências e emergências.
A cerimónia de entrega, que decorreu esta segunda-feira, foi presidida pelo presidente da Câmara Municipal de Cascais, Carlos Carreiras, tendo estado presente o Chefe do Departamento Marítimo do Centro, Comandante Coelho Gil e o Capitão do Porto e Comandante-local da Polícia Marítima, Comandante Rui Pereira da Terra.
 

Assaltos a casas de oficiais da NATO em Cascais sob investigação

                              16 outubro 2019
Uma série de assaltos a moradias habitadas por oficiais e funcionários da NATO (Organização do Tratado do Atlântico Norte) no concelho de Cascais está a ser investigada por forças e serviços de segurança portugueses, sob a coordenação do Ministério Público, apurou Cascais24.
 
Os alvos têm sido moradias de oficiais e altos funcionários em comissão de serviço em Portugal.
 
Os assaltos, perpetrados por arrombamento, às habitações, têm sido protagonizados durante o dia, na ausência dos locatários.
 
Segundo Cascais24 soube, estes assaltos têm sido praticados nos últimos meses e não é conhecido o móbil dos furtos, nem os valores levados pelos intrusos, embora tudo aponte, à partida, para "assaltos normais a residências".
 
No entanto, uma fonte policial disse, a Cascais24, que "esta série de assaltos parece ser cirúrgica", visando objetivos que "desconhecemos", embora também possam "não passar de mera coincidência", por tratar-se de habitações de altos funcionários da NATO.
 
O próprio Serviço de Informações de Segurança (SIS) também tem estado a seguir o caso, bem como a Embaixada dos Estados Unidos, em Portugal.
 
Até ao momento, ainda não foram efetuadas detenções de suspeitos, o que, no entanto, pode vir a acontecer muito em breve.
 
 
 
 

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https://www.cascais24.pt/p/blog-page_940.html

Fugitivo da Costa Vicentina capturado pela PSP em São Domingos de Rana

Por Redação 
08 outubro 2019
Um jovem, 26 anos, procurado para cumprir 4 anos e dois meses de prisão efetiva por ilícitos a que foi condenado pelo Tribunal de Santiago do Cacém, na Costa Vicentina, foi capturado pela PSP de Cascais, em São Domingos de Rana e entregue ao estabelecimento prisional.
 
Contra o indivíduo, agora capturado pelos agentes da PSP, pendia um mandado de detenção para cumprimento efetivo de pena de prisão.
 
Fonte policial disse, a Cascais24, que o jovem foi detido na freguesia de São Domingos de Rana.
 
Posteriormente, foi entregue para cumprimento da pena no Estabelecimento Prisional de Caxias.
 
A PSP não divulgou quais os ilícitos pelos quais o jovem foi condenado.
 

GNR confisca 21 quilos de percebe por captura proibida em Cascais

Por Redação
03 outubro 2019
AUnidade de Controlo Costeiro da GNR apreendeu, esta terça-feira, 21 quilos de percebe, Pollicipes pollicipes,com o valor estimado de 462 euros, junto ao farol do Cabo Raso e da praia da Cresmina, em Cascais, tendo identificado dois “apanhadores”. Recorda-se que esta espécie encontra-se em período de defeso, entre 15 de setembro a 15 de outubro, estando a sua apanha proibida. Durante uma operação de fiscalização, os militares detetaram dois homens a apanhar este bivalve e, para além dos 21 quilos confiscados, foram apreendidos dois escopros e de um fato de mergulho, utilizados para a prática da apanha. Na sequência da ação foram identificados os dois homens com 29 e 40 anos, e foram elaborados os respetivos autos de contraordenação, por pesca proibida, falta de licença e excesso de captura.
O total das coimas correspondem a um valor de 1 000 euros.   O percebe apreendido, por estar em boas condições para consumo humano, foi doado a uma instituição de solidariedade social, informou a Unidade de Controlo Costeiro da GNR.
 
 
 

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