Segurança

Resgate em Grande Ângulo salva jovem em queda de 15 metros para as rochas

Bombeiros de Cascais em ação resgatam vítima da área rochosa (Foto BOMBEIROSCASCAIS)
Por Redação
18 julho 2019
Um jovem, que caiu em área rochosa, de cerca de 15 metros de altura, junto ao Farol Desig Hotel, foi resgatado com sucesso, há dias, pelos corpos de Bombeiros de Cascais e do Estoril.
 
O jovem, na casa dos 20 anos e funcionário, em estágio, naquela unidade hoteleira, ter-se-á desequilibrado de um muro, depois de ter ido despejar o lixo, disse, a Cascais24, Pereira da Terra, Capitão do Porto e Comandante Local da Polícia Marítima de Cascais.
 
Já segundo um post publicado no passado dia 10, na página oficial do Facebook dos Bombeiros de Cascais, este Corpo de Bombeiros “foi accionado esta noite, cerca da 01h00 da madrugada, para uma queda, junto ao Farol Design Hotel, nas imediações da Marina de Cascais”.
 
Na operação de resgate estiveram mobilizados os Bombeiros de Cascais e do Estoril (Foto BOMBEIROSCASCAIS)
“Chegados ao local, e após reconhecimento foi detectado uma vítima do sexo masculino, caído na zona das rochas, num desnível de aproximadamente 15 metros de altura”, adianta o post, segundo o qual “foi assim accionado o Veiculo Plataforma do Corpo de Bombeiros do Estoril, para auxiliar nas operações de evacuação da vítima”.
 
O homem, depois de resgatado e o seu estado avaliado no local, foi transportado ao Hospital de Santa Maria, em Lisboa. Não terá, felizmente, sofrido lesões graves e, entretanto, terá regressado ao trabalho.
 
Segundo a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, que registou o acidente como um trauma, nas operações estiveram empenhados onze operacionais, apoiados por quatro veículos, dos Bombeiros de Cascais e do Estoril, Polícia Marítima e a PSP de Cascais.
 

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https://www.cascais24.pt/p/blog-page_545.html

Dois feridos em agressões mútuas

Por Redação
18 julho 2019
Dois homens ficaram feridos na sequência de agressões mútuas, esta quinta-feira, ao início da madrugada, na via pública, no Penedo, Cascais, e tiveram necessidade de receber tratamento hospitalar.
 
Os intervenientes, alegadamente alcoolizados, agrediram-se mutuamente por motivos fúteis.
 
Fonte da PSP disse, a Cascais24, que os dois homens, na casa dos 30 anos, envolveram-se em agressões na rua Serpa Pinto e ambos foram transportados por duas ambulâncias à urgência do Hospital de Cascais.
 
A 56ª Esquadra da PSP (Trajouce) registou o incidente.
 
Já segundo a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, no local estiveram 6 operacionais, apoiados por 3 veículos.
 

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Ferido ao "agredir" carro da ex-namorada

Por Redação
16 julho 2019
Um homem ficou ferido, com cortes numa das mãos e teve que ser transportado ao Hospital de Cascais ao partir a murro o vidro do automóvel da ex-namorada, esta terça-feira, ao início da tarde, no estacionamento do CascaiShopping, em Alcabideche.
 
Ao partir, a murro, por alegada vingança, um dos vidros da viatura, estacionada num dos parques daquela grande superfície comercial, o homem sofreu vários cortes, tendo sido socorrido e transportados à unidade hospitalar pelos Bombeiros de Alcabideche.
 
O incidente registou-se pouco depois do meio-dia e o transporte do ferido, leve, ao hospital, foi confirmado, a Cascais24, por Miguel Jerónimo, Adjunto de Comando dos Bombeiros de Alcabideche, o qual, no entanto, escusou-se a adiantar mais pormenores, por desconhecer.
 
A GNR de Alcabideche registou o incidente e agora, a partir de queixa da dona do veículo danificado, deverá elaborar uma participação para o Ministério Público (MP) de Cascais.
 

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Piscina rebenta e estoira com muro e vedação de casa na Amoreira

                                                                                                                                                       (Foto BVAlcabideche)
Por Redação
13 julho 2019

O rebentamento de uma piscina plástica com cerca de 25 mil litros de água provocou, esta sexta-feira, ao início da tarde, o desabamento do muro e da vedação de uma habitação, na Amoreira.

O insólito acidente registou-se pouco depois do meio-dia, não sendo de descartar que na origem do acidente pudessem estar água em excesso na piscina e/ou a falta de estabilização da mesma na propriedade privada.
 
A verdade é que, na sequência da "explosão", a força das águas acabou por provocar o desmoronamento de um muro e de uma vedação da habitação.
 
José Palha Gomes
Águas e destroços caíram na via pública, que ficou obstruída.

O acidente não provocou acidentes pessoais.
 
Para proceder às operações de sinalização e de limpeza da via pública foi necessária a intervenção dos Bombeiros de Alcabideche, confirmou, a Cascais24, José Palha Gomes, comandante da corporação.
 
Para além dos Bombeiros de Alcabideche, que compareceram com quatro operacionais e um veículo - o VSAE01 - esteve no local uma equipa do Serviço Municipal de Proteção Civil de Cascais.
 
Ao todo, segundo a Autoridade Nacional e de Emergência de Proteção Civil, na operação estiveram empenhados seis operacionais, apoiados por dois veículos.

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Pais biológicos de menina "sequestrada" em liberdade estão proibidos de permanecerem nos concelhos de Cascais e de Oeiras

Por Redação
11 julho 2019
Os pais biológicos da menina que era escondida atrás de uma parede falsa no quarto da habitação, na região do Porto, sempre que alguma autoridade policial ou técnicos da Segurança Social apareciam a pedir informações, saíram em liberdade, com Termo de Identidade e Residência (TIR), apresentações semanais junto das autoridades da área da residência e proibição de contato com a menor e a mãe adotiva, bem como de permanecerem nos concelhos de Cascais e de Oeiras.
O casal, de 43 e 44 anos, ouviu esta quinta-feira, à tarde, as medidas de coação decididas pelo juiz de Instrução Criminal de Cascais, depois de ter sido detido, esta terça-feira, quando a menina, de 13 anos, foi encontrada e libertada na habitação, na União de Freguesias de Aldoar, Foz do Douro e Nevogilde por agentes da Esquadra de Investigação Criminal (EIC) da Divisão Policial de Cascais, que contaram com o apoio da Unidade Especial de Polícia e do Comando Metropolitano do Porto.
Durante o resgate da menor os agentes puderam constatar que estava confinada à permanência na residência, sem liberdade de movimentos para o exterior, não tendo sequer frequentado a escola no último ano letivo.
Segundo a PSP, “a menor encontrava-se num esconderijo do quarto, disfarçado por parede falsa, preparado propositadamente, ao que tudo indica, para ali ser ocultada, sempre que alguma autoridade policial ou outra instituição, se aproximavam do imóvel, sendo o espaço exíguo, sem qualquer tipo de luz e quase sem circulação de ar”. 
No entanto e ainda de acordo com a PSP, a menor encontra-se bem nutrida e, aparentemente, de boa saúde, ficando sob a alçada de técnicos da Segurança Social, assim como outros dois menores que também estavam na residência.
Após um período de institucionalização, a menor tinha participado num processo de adoção, concluído com sucesso, tendo sido acolhida por uma família de Oeiras.
Cerca de um ano depois, os pais adotivos participaram o seu desaparecimento, tendo desde logo as suspeitas recaído nos pais biológicos.
 

Nova sede da Divisão PSP de Cascais vai ser inaugurada na próxima semana

A nova Divisão Policial de Cascais está concluída e vai ser, finalmente, inaugurada (Foto PAULO FERNANDES)
            10 julho 2019


Ao fim de 20 anos de avanços e recuos, de polémicas e mil trapalhadas pelo meio, às quais não foi alheio um dos arguidos no Processo Marquês – Carlos Santos Silva, o amigo de José Sócrates - a nova Divisão Policial de Cascais da PSP vai ser inaugurada na próxima semana naquele que ficou conhecido pelo Edifício Amarelo, na avenida Engº. Adelino Amaro da Costa.
 
A inauguração está prevista para a próxima terça-feira, à tarde, com a presença do ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, e o amarelo pertence ao passado, não deixando, contudo, de ser curioso e até irónico que o que nasceu torto numa governação socialista acabou por ser endireitado pela mesma corrente política tantos anos depois. E, agora, com direito a créditos, aos quais também não é alheio o chamado governo local de Cascais, liderado pelo polémico e controverso Carlos Carreiras.
 
No edifício ficarão instaladas a sede da divisão da PSP, a funcionar há 60 anos rua Afonso Sanches, no centro histórico de Cascais, bem como a Esquadra de Investigação Criminal, provisoriamente instalada no Monte Estoril, e a Esquadra de Trânsito. 
Div de Cascais funcionou 60 anos na rua Afonso Sanches (Foto CASCAIS24)
A inauguração chegou a estar prevista para até ao final do primeiro trimestre de este ano, mas como acontece, em regra, com todas as obras públicas, houve atrasos.
A conclusão do edifício da PSP de Cascais custou 1.731.485,41 euros, com IVA incluído, de acordo com o contrato celebrado entre o município e a construtora nortenha ABB, ao qual Cascais24 teve acesso e que a 12 de julho de há dois anos foi visado pelo Tribunal de Contas.
O contrato celebrado a 5 de abril de 2018 entre o município e a construtora Alexandre Barbosa Borges SA, sediada em Marim, Barcelos, que venceu a adjudicação, por concurso público, ao qual concorreram outras 7 empresas, tinha um prazo de execução de 480 dias.
A construtora ABB é uma empresa de reconhecido mérito no mercado nacional e internacional, embora no seu passado recente tenha sido “assombrada” com a morte de cinco trabalhadores na queda de uma parede, durante as obras de recuperação do mercado do Livramento, em Setúbal, em julho de 2012.
Os mais de 1,7 milhões de euros e não 2,8 milhões, que o município de Cascais diz ter investido, serão devolvidos nos próximos 50 anos pela PSP. 

Negociata

A construção da sede da PSP de Cascais foi uma das 17 grandes obras que o MAI adjudicou entre 1996 e 1999 à Conegil, do Grupo HLC e do empresário Carlos Santos Silva, amigo do então Primeiro-Ministro José Sócrates, arguido no célebre processo Marquês.
As adjudicações foram feitas à época pelo GEPI, um gabinete do MAI então dirigido por António Morais - engenheiro que foi nomeado por Armando Vara para as funções quando era professor de Sócrates na entretanto extinta Universidade Independente e foi, entretanto, também acusado de corrupção no caso do processo Cova da Beira. 
Além de entregar a obra da futura sede da PSP de Cascais à Conegil, por 2,8 milhões de euros, António Morais adjudicou a sua fiscalização a Joaquim Valente, um autarca da Guarda e igualmente amigo de José Sócrates. 
A obra foi abandonada em 2002, com a falência da empresa com dívidas de 20 milhões de euros, dos quais 1,6 milhões ao Ministério da Administração Interna. Os trabalhos foram posteriormente retomados por um outro empreiteiro, que também a abandonou sem a acabar. 

Construtora

A construtora que agora concluíu as obras do futuro Comando da PSP, em Cascais, surgiu no mercado em 1968, sendo hoje uma sólida referência na área da construção civil, tanto no mercado português, como além-fronteiras, em países como a França, Líbia, Angola, Cabo Verde e Moçambique.
No seu portfólio, o grupo ABB conta com grandes clientes, grandes obras e projetos inovadores e é constituído por um amplo conjunto de empresas, de diferentes áreas de negócio: terraplanagens; infraestruturas; arranjos paisagísticos; construção civil e obras públicas; AVAC; estruturas metálicas; fornecimento de betão; pavimentações betuminosas; imobiliária; gestão de resíduos; agregados e rochas ornamentais, entre outros.

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Menina sequestrada pelos pais biológicos era escondida em parede falsa sempre que polícia e segurança social apareciam

 

Por Redação
10 julho 2019 (Em atualização)
Adotada por um casal de Cascais, uma menina de onze anos acabou por ser sequestrada pelos pais biológicos, que a escondiam atrás de uma parede falsa no quarto da habitação, na região do Porto, sempre que alguma autoridade policial ou técnicos da Segurança Social apareciam a pedir informações.
A menina foi encontrada e libertada esta terça-feira na habitação, na União de Freguesias de Aldoar, Foz do Douro e Nevogilde por agentes da Esquadra de Investigação Criminal (EIC) da Divisão Policial de Cascais, que contaram com o apoio da Unidade Especial de Polícia e do Comando Metropolitano do Porto.
Os pais biológicos, um casal de 43 e 44 anos foram igualmente detidos e transportados para Cascais para serem submetidos a primeiro interrogatório judicial.
Durante o resgate da menor os agentes puderam constatar que estava confinada à permanência na residência, sem liberdade de movimentos para o exterior, não tendo sequer frequentado a escola no último ano letivo.
Segundo a PSP, “a menor encontrava-se num esconderijo do quarto, disfarçado por parede falsa, preparado propositadamente, ao que tudo indica, para ali ser ocultada, sempre que alguma autoridade policial ou outra instituição, se aproximavam do imóvel, sendo o espaço exíguo, sem qualquer tipo de luz e quase sem circulação de ar”. 
No entanto e ainda de acordo com a PSP, a menor encontra-se bem nutrida e, aparentemente, de boa saúde, ficando sob a alçada de técnicos da Segurança Social, assim como outros dois menores que também estavam na residência.
Após um período de institucionalização, a menor tinha participado num processo de adoção, concluído com sucesso, tendo sido acolhida por uma família de Cascais.
Cerca de um ano depois, os pais adotivos participaram o seu desaparecimento, tendo desde logo as suspeitas recaído nos pais biológicos

 

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Dois agentes da PSP resgatam com sucesso mulher em risco de afogamento

Por Redação
08 julho 2019
Uma mulher, 40 anos, em risco de afogamento nas águas da praia de Carcavelos, foi resgatada com sucesso este domingo, ao final da noite, por dois agentes da PSP da 54ª Esquadra (Carcavelos) da Divisão Policial de Cascais.
 
Foi pelas 23h10, após terem conhecimento de que uma pessoa poderia atentar contra a sua própria vida na praia de Carcavelos, que os polícias convergiram rapidamente para o paredão.
Visualizaram, então, uma mulher a entrar no mar completamente vestida. 
 
Apesar de a terem tentado alcançar ainda no areal, quando chegaram à beira mar, a mulher encontrava-se a uma profundidade considerável, apenas com a cabeça à superfície. 
 
Não obstante os alertas dos polícias para que regressasse, a mulher continuou a afastar-se.
 
Sem outras alternativas, dado que a mulher estava em risco de afogamento, os agentes lançaram-se às águas e conseguiram alcançá-la.
Após um exaustivo regresso ao areal com a vítima e, entretanto, com o apoio dos Bombeiros de Carcavelos, foi possível fazer o seu transporte ao hospital de Santa Maria, em Lisboa.
 
Já depois de assistida, a mulher teve alta hospitalar.

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Incendiário violento detido em Cascais pela PJ em prisão preventiva

Por Redação
05 julho 2019
Um homem, de 51 anos, detido em Cascais pela Polícia Judiciária (PJ) de Lisboa e Vale do Tejo por fortes indícios da prática de crimes de incêndio, violência doméstica, tráfico de estupefacientes e posse de arma proibida, viu confirmada a prisão preventiva
Segundo anunciou esta sexta-feira a PJ, a investigação apurou que o crime de violência doméstica ocorria há alguns anos, tendo culminado com o atear de um fogo na porta da habitação da mãe da companheira do detido, em novembro do ano passado.
O incêndio colocou em risco as vidas da mãe e do padrasto, acamado, da companheira, só tendo sido extinto devido à pronta intervenção de vizinhos que o conseguiram dominar, apesar da porta ter sido consumida pelas chamas.
A Polícia Judiciária, nas diligências efetuadas ao longo de sete meses, recolheu evidentes indícios da prática do incêndio e da violência doméstica, bem como do cometimento de ilícitos de tráfico de estupefacientes e posse de arma proibida.
Submetido a primeiro interrogatório judicial, o homem viu confirmada a prisão preventiva, tendo recolhido ao Estabelecimento Prisional de Caxias.

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https://www.cascais24.pt/p/blog-page_884.html

Ataque a empresário rende 110 mil euros

Por Redação
05 julho 2019
Enquanto aguardava a chegada de um UBER à porta de casa, na rua Viana da Mota, em São Pedro do Estoril, um empresário, 55 anos, foi atacado esta quinta-feira, à tarde, a soco por um homem, que lhe roubou uma mochila com 110 mil euros destinados ao pagamento de salários.
 
O ataque, seguido de roubo, registou-se pelas 17h15 e foi extremamente rápido.
 
O assaltante, com cerca de 30 anos, abordou a vítima, apertando-lhe a mão e, de seguida, desferiu-lhe um soco no rosto. 
 
Ato contínuo, agarrou na mochila com o dinheiro e um computador Mac e colocou-se em fuga num veículo, marca Mercedes, que o aguardava com um cúmplice ao volante.
 
Com a chegada do UBER, o empresário ainda procurou na área localizar o Mercedes em fuga, mas sem sucesso.
 
Os 110 mil euros roubados tinham sido levantados em notas de 200 euros nesta quinta-feira no balcão do BPI, em Cascais.
 
O roubo foi participado pela vítima na 52ª Esquadra da PSP (Parede).
 
A investigação deverá ficar a cargo da Esquadra de Investigação Criminal da Divisão Policial de Cascais.

 

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https://www.cascais24.pt/p/blog-page_730.html

Andava a assaltar habitações enquanto aguardava julgamento por outros furtos

Por Redação
04 julho 2019
Um jovem, 24 anos que, depois de ter cumprido 9 meses de prisão preventiva por assaltos e, atualmente, aguardava em liberdade o julgamento, foi detido por agentes da PSP da Divisão Policial de Cascais por furtos qualificados em habitações na área da freguesia de São Domingos de Rana.
 
Segundo a PSP, "na sequência de uma apurada investigação ao fenómeno de furtos em residências na zona de S. Domingos de Rana, em Cascais, com arrombamento, logrando subtrair artigos de valor e quantias monetárias avultadas, foi possível identificar o suspeito e proceder à sua detenção através de Mandado de Detenção".
Numa busca efetuada ao domicílio do suspeito foi possível aos policiais da Esquadra de Investigação Criminal (EIC) confiscar três notas de 100 Escudos do Banco de Portugal, as quais faziam parte dE uma vasta coleção de moedas e notas, que haviam sido subtraídas de uma das residências assaltadas.
Referenciado pela PSP pela prática de roubos no concelho de Cascais, tendo inclusive cumprido nove meses de prisão preventiva por esses crimes, o suspeito aguardava atualmente em liberdade julgamento por outros processos.
Presente ao Tribunal Judicial de Lisboa Oeste, em Cascais, para ser submetido a primeiro interrogatório judicial, o suspeito viu decretada a medida de coação mais gravosa de prisão preventiva.

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https://www.cascais24.pt/p/blog-page_181.html

Detidos dois jovens por roubo no paredão da praia de Carcavelos

Presentes a primeiro interrogatório, os suspeitos ficaram em prisão preventiva.

 

O Comando Metropolitano de Lisboa da PSP deteve esta terça-feira, pelas 15h00, dois homens, com 18 e 22 anos de idade, por serem suspeitos da prática de crime de roubo.

Em comunicado, a PSP explica que uma equipa de intervenção rápida teve conhecimento de uma situação de roubo, com ameaça de uma faca, no paredão da praia de Carcavelos.

No local, os agentes apuraram que os dois suspeitos haviam roubado, sob ameaça de uma arma branca, telemóveis e carteiras a quatro jovens, colocando-se depois em fuga.

Após a recolha da descrição dos suspeitos, a PSP desenvolveu as diligências nas imediações, conseguindo intercetar os dois suspeitos na posse de todos os artigos roubados, bem como da faca utilizada para ameaçar as vítimas, sendo esta devidamente apreendida.

Os bens roubados foram recuperados e entregues aos seus legítimos proprietários.

Os detidos foram presentes aos serviços do Ministério Público do Tribunal da Comarca de Lisboa Oeste – Cascais, para primeiro interrogatório judicial, tendo-lhes sido aplicada a medida de coação mais gravosa de prisão preventiva, informa ainda a PSP. 

 

 

Veja esta notícia na seguinte ligação:

https://www.google.com/url?rct=j&sa=t&url=https://www.noticiasaominuto.com/pais/1281988/detidos-dois-jovens-por-roubo-no-paredao-da-praia-de-carcavelos&ct=ga&cd=CAIyGjM1OWU0MGI1YTZmYTE3NTk6Y29tOnB0OlVT&usg=AFQjCNE28qwuKesSBt58k3PniMVbyAlSlg

Inspectores da PJ revoltados com novo estatuto do Governo

Após 20 anos da aprovação do estatuto em vigor, o Ministério da Justiça deu a conhecer aos profissionais da Polícia Judiciária a nova versão. Sindicato diz que a proposta está «muito aquém» do esperado.

CréditosMÁRIO CRUZ / LUSA

Em declarações ao DN, Ricardo Valadas, presidente da Associação Sindical dos Funcionários de Investigação Criminal (ASFIC) da PJ, disse ter ficado em «choque» após ter lido a versão final da proposta do Governo para o novo estatuto, que classificou como um «péssimo ponto de partida» para as negociações.

«Com este estatuto, fica esfrangalhada qualquer estratégia de carreira de investigação criminal. Para quem lhe é exigido a vida pelo País, é um verdadeiro atentado, uma afronta, contra a carreira de investigação criminal, pondo em risco a sua independência», frisou Ricardo Valadas.

Para o dirigente sindical da PJ, «o que está agora na proposta, está muito, muito longe» do que era esperado pelos profissionais, tendo classificado as questões remuneratórias como «ultrajantes», devido à perda de remuneração, bem como a falta de quaisquer compensações pelo aumento das exigências aos inspectores.

Por outro lado, apesar de reconhecer a «abertura, que nunca houve antes, por parte do Governo», Ricardo Valadas afirmou que os profissionais estão desiludidos com a versão final que «ficou muito aquém» das reivindicações dos inspectores da PJ, sobretudo tendo em conta que o estatuto actual tem 20 anos e nunca foi actualizado.

Em Fevereiro passado, as três associações sindicais representativas dos funcionários da Polícia Judiciária realizaram uma greve parcial, entre os dias 5 e 12, contra a crónica falta de recursos humanos e materiais, o atraso na revisão das carreiras e na aprovação da nova lei orgânica desta polícia e a sucessiva recusa da tutela em promover a reposição dos escalões que foram congelados. 

À altura, o representante do ASFIC sublinhou que os quadros da PJ não se sentem valorizados, alertando para uma «carreira muito sacrificada», e que o problema está a levar à desmotivação dos quadros e ao abandono pelo «sector privado», pois «um inspector que acabe de ingressar nos quadros da PJ recebe o mesmo vencimento que um elemento com dez ou 20 anos de serviço».

Ver original em "AbrilAbril" na seguinte ligação:

https://www.abrilabril.pt/trabalho/inspectores-da-pj-revoltados-com-novo-estatuto-do-governo

Dois feridos em atropelamento em Cabeço de Mouro

Por Redação
08 maio 2019
Dois feridos, um deles grave, é o balanço de um atropelamento registado esta quarta-feira, pouco antes das dez horas da noite na estrada de Cabeço de Mouro, na freguesia de São Domingos de Rana.
 
O ferido grave é um homem, de 61 anos, que foi atropelado por uma viatura conduzida por uma idosa, de 73 anos, que também sofreu ferimentos.
 
2º. comandante Pedro Carvalho
Pedro Carvalho, segundo comandante dos Bombeiros de Carcavelos e São Domingos de Rana, disse, a Cascais24, que "o ferido grave foi transportado à urgência do Hospital de São Francisco Xavier" e a condutora do veículo, ferido considerado leve, à urgência do Hospital de Cascais.
 
Nas operações de socorro estiveram mobilizados 15 operacionais, apoiados por cinco veículos, dos Bombeiros de Carcavelos e São Domingos de Rana, a VMER e a PSP.
 

Ver o original em "CASCAIS24" na seguinte ligação::

http://www.cascais24.pt/p/blog-page_950.html

Roubo do século? Hackers levam mais de US$ 40 milhões em bitcoins de corretora

A empresa Binance, uma das maiores corretoras de criptomoedas do mundo, informou nesta quarta-feira (8), que hackers roubaram US$ 40,7 milhões (R$ 160 milhões) em bitcoins de sua plataforma.

De acordo com uma publicação no site da corretora, o presidente-executivo Zhao Changpeng comunicou que a empresa sofreu um prejuízo de 7 mil bitcoins, que foram roubadas de uma única carteira através de uma variedade de técnicas, "incluindo phishing, vírus e outros ataques".

"Foi lamentável que não tenhamos conseguido bloquear este saque antes de ser executado. Uma vez executado, o saque acionou vários alarmes em nosso sistema. Interrompemos imediatamente todos os saques depois disso", lê-se no comunicado da empresa.

Apenas a carteira de bitcoins foi afetada e, segundo a empresa, apenas 2% do total dessa criptomoeda saíram prejudicadas. Enquanto o restante dos fundos está aparentemente seguro.


Para cobrir a perda, a Binance declarou que os fundos dos usuários serão protegidos por ativos de reserva, e que ninguém sairá no prejuízo.

A Binance ressaltou que todos os depósitos e saques da bolsa permaneceriam suspensos enquanto a empresa realizava uma minuciosa revisão de segurança, que, segundo estimativas, levaria uma semana.

Somente em 2018, US$ 950 milhões em moedas eletrônicas foram roubados de bolsas de criptomoedas e serviços de infraestrutura, como carteiras - um aumento de quase 260% em relação ao ano anterior, segundo pesquisa da CiptherTrace, empresa de segurança cibernética sediada nos EUA.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/economia/2019050813835038-roubo-do-seculo-hackers-levam-mais-de-40-milhoes-bitcoins/

Sapadores contestaram alterações ao estatuto em frente ao Parlamento

Mais de uma centena de bombeiros sapadores de Lisboa estiveram concentrados esta segunda-feira, em protesto contra a proposta de estatuto acordada entre o Governo e duas estruturas representativas.

Bombeiros sapadores de Lisboa concentrados em protesto em frente à Assembleia da República, 6 de Maio de 2019CréditosJOSÉ SENA GOULÃO / LUSA

Em declarações à Lusa, António Pascoal, do Sindicato dos Trabalhadores do Município de Lisboa (STML/CGTP-IN), explicou que se tratou de um «movimento espontâneo» dos bombeiros que não concordam com o aval dado por duas entidades sindicais, nomeadamente a Associação Nacional de Bombeiros Profissionais e o Sindicato Nacional dos Bombeiros Profissionais.

«Os bombeiros estão contra o aval que estas duas estruturas sindicais deram ao documento proposta [do Governo] e como não concordam manifestaram-se, primeiro contra estas duas estruturas sindicais, junto ao quartel do comando, e agora no Parlamento», afirmou António Pascoal.

Segundo o dirigente, tanto a estrutura que representa, como o Sindicato dos Trabalhadores da Administração Local (STAL/CGTP-IN) estão contra a proposta defendida pelas outras duas estruturas que representam os bombeiros.

António Pascoal sublinhou que os sapadores estão contra, entre outros, o artigo que diz respeito à «disponibilidade permanente», adiantando que a redacção faz com que os bombeiros «nos dias de folga possam vir a trabalhar gratuitamente se a entidade patronal assim o quiser».

O dirigente frisou que os bombeiros estão ainda contra a intenção de a aposentação ser com mais seis anos do que o regime geral da função pública, lembrando que há regimes especiais, como os da GNR, PSP e militares, que «aos 55 anos permite que fiquem na reserva e não em linha de socorro».

«Os bombeiros passarem a aposentar-se aos 60 anos é inconcebível, impraticável. Vai colocar em risco a segurança dos bombeiros e das pessoas que socorrem. O socorro vai estar em causa», alertou.

António Pascoal avançou ainda que esta semana vão ser marcados plenários, entre 8 e 10 de Maio, para «agendar outras formas de luta».

Os Sapadores Bombeiros de Lisboa têm realizado múltiplas greves de 15 dias desde Dezembro passado em protesto contra a proposta de alteração à carreira, afirmando que esta irá «agravar a vida e o trabalho de milhares de bombeiros profissionais».

Com agência Lusa

Ver original em "AbrilAbril" na seguinte ligação:

https://www.abrilabril.pt/trabalho/sapadores-contestaram-alteracoes-ao-estatuto-em-frente-ao-parlamento

Populares apanham e entregam à PSP ladrão de esticão na Parede

Por Redação
03 maio 2019
Um homem, 37 anos, que tinha acabado de roubar, por esticão, a mala a uma mulher, na Parede, foi perseguido e apanhado por populares, que o entregaram à PSP.
O suspeito, através de um esticão, subtraiu a mala que a vitima trazia ao ombro, fugindo de seguida. 
A vitima, assustada, gritou por auxílio, fazendo com que vários populares a acudissem e perseguissem o suspeito, até que o conseguiram interceptar.  
A PSP, também alertada, rapidamente enviou uma patrulha móvel ao local e com o auxilio dos populares procedeu à detenção do suspeito.
Presente no Tribunal da Comarca de Lisboa Oeste, em Cascais, para ser submetido a primeiro interrogatório judicial, acabou por ser libertado, mediante apresentações periódicas.

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Fogo e explosão assustou Barrunchal de Manique

Por Redação
03 maio 2019
Um incêndio, seguido de, pelo menos, uma violenta explosão, que deflagrou esta sexta-feira, de manhã, num espaço a descoberto junto a um armazém de materiais de construção, assustou os moradores do Barrunchal de Manique, mas a pronta intervenção dos Bombeiros impediu que tomasse maiores proporções.
 
O fogo, de origem desconhecida, deflagrou depois das dez horas da manhã e destruiu materiais amontoados que estavam na área a descoberto junto ao armazém de materiais de construção e resíduos metálicos.
 
Densas camadas de fumo negro e uma explosão, registada ainda antes da chegada dos Bombeiros chegou a provocar algum sobressalto entre os moradores da área.
 
A pronta chegada dos meios de socorro impediu que o fogo alastrasse, tendo sido rapidamente dominado e extinto.
 
As chamas não chegaram a atingir o armazém e não obstante a proximidade de outras construções estas nunca terão estado em risco.
 
Nas operações, segundo disse, a Cascais24, Miguel Jerónimo, Adjunto de Comando dos Bombeiros de Alcabideche, estiveram mobilizados 21 operacionais dos corpos de Bombeiros de Alcabideche, Parede e São Pedro de Sintra, apoiados por 5 veículos.
 

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Idoso de 85 anos ameaça polícias porque não o trataram por "Senhor Engenheiro"

Por Redação
23 abril 2019
Um idoso, de 85 anos, em conflito com responsáveis por uma unidade hoteleira do Estoril, foi detido esta segunda-feira, à tarde, por ameaças e coação a agentes da PSP, entretanto chamados a intervir e que não o terão tratado por "Senhor Engenheiro".
 
A intervenção de agentes da 51ª Esquadra da PSP (Estoril) foi solicitada pelas duas horas da tarde, alegadamente porque, segundo o idoso, na unidade hoteleira recusavam-se a fornecer o livro de reclamações.
 
Já no local, em diálogo com ambas as partes envolvidas, os agentes ter-se-ão apercebido de que nunca teria havido recusa em fornecer o livro de reclamações.
 
Todavia, o idoso, bastante exaltado, não terá gostado da forma como os agentes da PSP o trataram, apenas por "Senhor".
 
"Senhor, não!. Senhor Engenheiro", terá defendido, por várias vezes, o exaltado idoso, como se os polícias tivessem a obrigação de saber qual a sua profissão que, aliás, atualmente é a de aposentado.
 
Não satisfeito, o homem ainda terá ameaçado e coagido os polícias de que "iria fazer queixa, porque conheço gente muito importante no Ministério Público".
 
Acabou por receber voz de detenção e, depois de identificado, notificado para comparecer junto dos Serviços do Ministério Público de Cascais.
 
Também no largo 7 de junho de 1364, na freguesia de São Domingos de Rana, agentes da 56ª Esquadra da PSP (Trajouce) detiveram um jovem, 18 anos, por injúrias, ameaças e coação a polícias no exercício das suas funções.
 
O jovem terá sido surpreendido com três outros, entretanto detidos por tráfico de estupefacientes, no interior de uma habitação desabitada.
 
Já no exterior, aos gritos, terá proferido várias ameaças aos agentes policiais, nomeadamente de que "os conhecia", "lhes fazia a folha" até porque "controlava os movimentos nas esquadras e dos carros patrulha".
 
O comportamento bastante hostil do jovem levou mesmo a que vários populares, alertados pelos seus gritos e sem que soubessem o que estava a acontecer, tentassem cercar os agentes da PSP e, assim, impedir, a sua ação como representantes da Autoridade do Estado de Direito, obrigando mesmo ao pedido de reforços.
 
Detido e identificado, foi libertado mais tarde e notificado para comparecer junto dos Serviços do Ministério Público junto do Tribunal de Cascais.
 

PSP vigia e protege Aeródromo de Tires

Por Redação
17 abril 2019
Vigiar e proteger o Aeródromo Municipal de Cascais, em Tires, é uma das missões dos agentes que integram o efetivo da Esquadra de Segurança Aeroportuária da PSP, inaugurada esta semana pelo chefe do governo local de Cascais, Carlos Carreiras, e pelo ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita.
Não é divulgado o número de efetivos que constituem esta Esquadra, tendo, no entanto, uma fonte da PSP assegurado, aCascais24, que “conta com os meios adequados ao cumprimento da sua missão”.
A construção da Esquadra Aeroportuária orçou em 280 mil euros e foi totalmente custeada pela Câmara Municipal de Cascais.
“Temos aqui pela primeira vez garantia da segurança efetiva, permanente e presente nesta infraestrutura aeroportuária que tem um impacto muito forte em toda a região e, acreditamos, também um contributo positivo para todo o País”, declarou Carlos Carreiras.
Já o ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, afirmou que “esta componente de segurança, quer na dimensão da Polícia de Segurança Pública, quer na atividade de acompanhamento do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, é fundamental para aquilo que é decisivo para o País”.
Ao efetivo da Esquadra Aeroportuária cabe manter a vigilância e a proteção da infraestrutura, através de medidas e procedimentos inerentes à prevenção e repressão dos atos de interferência ilegal contra a segurança da aviação civil.
Com esta nova unidade será implementado o Centro de Operações de Segurança do Aeródromo Municipal de Cascais, designado por “COSA”, operado pela Polícia de Segurança Pública, através da Divisão de Segurança Aeroportuária do Comando Metropolitano de Lisboa.

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Rui Pinto classifica Portugal como "repressivo para denunciantes"

"Portugal tentou tudo para evitar” que Rui Pinto denunciasse a corrupção
O português Rui Pinto, que denunciou alegados casos de corrupção e evasão fiscal no futebol, classificou Portugal como "um país repressivo para denunciantes", esperando mudanças com a lei hoje aprovada para proteger estas pessoas na União Europeia (UE).

"Portugal é um dos países europeus mais repressivos para os 'whistleblowers' [denunciantes]. Por isso, espero que a nova diretiva europeia possa mudar isto, num futuro próximo, e que dê coragem às pessoas que lutam contra a corrupção em todos os níveis", salientou Rui Pinto
Esta mensagem de Rui Pinto, que está preso em Portugal desde o passado dia 22 de março, foi lida na cerimónia de atribuição de um prémio europeu para denunciantes promovido pela Esquerda Unitária Europeia (GUE/NGL), do qual o 'hacker' português foi um dos vencedores.

 
A mensagem foi lida numa conferência de imprensa por outro denunciante, o auditor francês Antoine Deltour, que divulgou o escândalo financeiro LuxLeaks.
"Planeei denunciar tudo este ano, mas o mandado de detenção executado por Portugal precipitou tudo, incluindo os meus esforços para estabelecer uma colaboração vital com autoridades de outros países para investigar vários crimes", acrescentou Rui Pinto, referindo que "Portugal tentou tudo para o evitar, mas não conseguiu".
Sobre o prémio GUE/NGL, que distinguiu 'Jornalistas, denunciantes e defensores do direito à informação', Rui Pinto disse ser "uma grande honra" recebê-lo.

E vincou que fez "isto pelas pessoas, pela verdade e pela transparência".

"As autoridades portuguesas querem pintar-me como um criminoso e descredibilizam tudo o que fiz ao expor a criminalidade no futebol e noutros setores", lamentou.

Na declaração, Rui Pinto reiterou, assim, ter "receio de não ter um julgamento justo em Portugal".

"A decisão absurda que levou à minha detenção fortalece os meus medos", adiantou.

Através da plataforma eletrónica Football Leaks, o 'hacker' começou a divulgar, em 2015, milhares de documentos confidenciais de contratos e transferências do mundo do futebol, que davam conta desses esquemas de evasão fiscal.

Rui Pinto, hoje com 30 anos, foi entregue pelas autoridades húngaras à justiça portuguesa em março deste ano e encontra-se em prisão preventiva no âmbito de um inquérito titulado pelo Departamento Central de Investigação e Ação Penal, no qual está indiciado por seis crimes relacionados com acessos aos sistemas informáticos do Sporting e da Doyen Sports e com uma alegada tentativa de extorsão a este fundo de investimento.

Os vencedores do prémio do GUE/NGL foram anunciados à margem da sessão plenária do Parlamento Europeu, que decorre em Estrasburgo, França, e incluem também o fundador da organização Wikileaks, Julian Assange, e Yasmine Motarjemi, denunciante dos lapsos de segurança alimentar da Nestlé.

Hoje foi ainda aprovada no Parlamento Europeu, em Estrasburgo, a primeira lei europeia para os 'whistleblowers', visando uma proteção uniforme e elevada em toda a UE.

As novas regras preveem, por isso, canais de comunicação seguros (internos e externos) para as denúncias e medidas contra a intimidação e represálias.

No caso de Rui Pinto, o hacker não irá beneficiar diretamente da nova lei, sendo que não agiu no seio de uma organização, como prevê a diretiva, mas pode ser, ainda assim, abrangido pela ação em prol do interesse público, desde logo quando esta legislação é relacionada com outras existentes.

Lusa | em Notícias ao Minuto

 

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PSP de Cascais prende em lavandaria de Massamá burlão que deu golpe de 128 mil euros a idosa de Alcabideche

PSP de Cascais prende em lavandaria de Massamá burlão que deu golpe de 128 mil euros a idosa de Alcabideche
PSP de Cascais prende em lavandaria de Massamá burlão que deu golpe de 128 mil euros a idosa de Alcabideche
                                  16 abril 2019
Um cidadão brasileiro, 37 anos, suspeito de integrar uma rede transnacional de burlas informáticas, foi detido por agentes da Esquadra de Investigação Criminal (EIC) da PSP de Cascais por sobre o mesmo recaírem fortes suspeitas de burla qualificada, que lhe terão rendido cerca de 128 mil euros e de que foi vítima uma idosa, de 78 anos, a residir na freguesia de Alcabideche, apurouCascais24.
 
O suspeito, soube aindaCascais24, foi detido junto a uma lavandaria, em Massamá, Queluz, pelos polícias de Cascais, quando procedia ao levantamento de uma encomenda de telemóveis topo de gama, feita online no site da FNAC.
 
A lavandaria é alheia ao esquema, que o suspeito usaria apenas para levantar as encomendas que efetuava online e eram entregues por uma empresa de transportes.
 
PSP de Cascais prende em lavandaria de Massamá burlão que deu golpe de 128 mil euros a idosa de Alcabideche
Ao ser abordado pelos “Furões” da PSP de Cascais, o homem ter-se-á identificado com documentos falsos.
É suspeito da prática de crimes de burla informática, falsificação ou contrafação de documentos, acesso ilegítimo e detenção de arma proibida.
Segundo informou esta terça-feira a PSP, o suspeito foi intercetado e detido “no âmbito de uma investigação relacionada com vários movimentos bancários fraudulentos efectuados para a conta de terceiros, bem como pagamentos de serviços associadas a várias empresas, num total de 128.368,45€ (cento e vinte e oito mil, trezentos e sessenta e oito e quarenta e cinco cêntimos) de prejuízo patrimonial para o titular da conta”.
A vítima, soubeCascais24, foi uma idosa, de 78 anos, a viver na freguesia de Alcabideche e que, no dia 12, formalizou queixa policial ao verificar que lhe tinham desaparecido da conta 128 mil euros, a partir de movimentos feitos à sua revelia entre os dias 10 e 12.
Já no decurso de uma busca domiciliária à residência do suspeito, em Queluz, efetuada posteriormente, foi possível aos agentes de investigação criminal da PSP de Cascais confiscarem diversos objetos utilizados na prática delituosa, nomeadamente, computador, scanner, impressora, diverso material informático, telemóveis, carimbos, vários documentos falsos e, entre outros, pins de cartões de crédito e de débito.
PSP de Cascais prende em lavandaria de Massamá burlão que deu golpe de 128 mil euros a idosa de Alcabideche
De acordo com a PSP, este género de burla informática enquadra-se num “esquema bastante ardiloso, sendo que este suspeito é um dos membros de uma rede que opera a nível nacional e internacional”.
Depois de submetido a primeiro interrogatório judicial, o suspeito viu confirmada a prisão preventiva, tendo recolhido ao Estabelecimento Prisional de Caxias.

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TRÁFICO. Vendedores transportam pequenas doses para iludir a polícia

Por Redação
15 abril 2019
Um homem, de 35 anos, foi detido esta segunda-feira, ao início da madrugada, pela PSP, em Sassoeiros, Carcavelos, por transportar consigo e na viatura que conduzia o equivalente a 100 doses de haxixe.
 
O suspeito foi alvo de uma fiscalização rodoviária pela 1h55, por parte de agentes da PSP da 54ª Esquadra (Carcavelos).
 
O veículo que conduzia foi mandado parar na rua Funchal, em Sassoeiros.
 
O nervosismo manifestado ao ser abordado foi suficiente para que os agentes da PSP suspeitassem e efetuassem uma inspeção mais rigorosa.
 
Durante a revista foram encontradas doses de haxixe, quer na posse do próprio condutor, quer no interior do veículo.
 
Ao todo, a PSP confiscou haxixe no equivalente a 100 doses, que o suspeito terá alegado destinarem-se a consumo próprio, embora persistam dúvidas.
 
Foi identificado e notificado para comparecer junto dos Serviços do Ministério Público de Cascais esta terça-feira.
 
No concelho de Cascais, pelo menos, os vendedores de drogas, sobretudo leves, como é o caso do haxixe, porventura obedecendo a instruções dos traficantes, que controlam e dirigem o negócio, estão a optar por transportar consigo e/ou em viaturas nas quais circulam pequenas doses, por forma a escaparem a acusações de tráfico caso venham a ser intercetados pela polícia, apurou Cascais24.
 
O estratagema há muito que é conhecido pelas autoridades, mas tem vindo a acentuar-se nos últimos tempos, com vendedores intermediários intercetados a alegarem que as doses que transportam são para consumo próprio.
 
Recorda-se que, com a entrada em vigor da Lei nº. 30/2000, de 29 de novembro e artigos 2º nºs 1 e 2, a aquisição e detenção de estupefacientes e substâncias psicotrópicas constitui contra-ordenação, desde que não exceda a quantidade necessária para o consumo médio individual durante um período de 10 dias.
 
É nesta base que os vendedores de drogas leves têm direcionado o seu estratagema, na maioria das vezes difícil de desmontar pelas autoridades.
 

Homem de 64 anos apanhado a conduzir com 2,81 g/l de álcool pela PSP em Cascais

Por Redação
15 abril 2019
Um condutor, 64 anos, foi intercetado pela PSP de Cascais, esta sexta-feira, à noite, na avenida Engenheiro Adelino Amaro da Costa, tendo acabado por ser detido ao acusar uma taxa de 2,81 g/l de álcool no sangue, confirmou, a Cascais24, fonte do Comando Metropolitano da PSP de Lisboa (Cometlis).
 
O homem foi mandado parar por agentes da 50ª Esquadra da PSP (Cascais) pelas 22h45, alegadamente por condução irregular.
 
Com a viatura que conduzia imobilizada, foi identificado e submetido ao teste de alcoolemia.
 
Acusou uma taxa de 2,81 g/l de álcool no sangue, tendo recebido voz de detenção.
 
Depois de cumpridos os trâmites legais no departamento policial, o condutor foi notificado para comparecer junto junto dos Serviços do Ministério Público de Cascais.
 

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Portugal | A polícia que bate, mente e mata sem razão. E a justiça que a desculpa

Cargas de pancada por nada, 40 tiros num carro "por engano", esquadras inteiras a mentir em tribunal. E isto no 5º país mais pacífico do mundo. Que faria se não fosse.
Fernanda Câncio | Diário de Notícias | opinião
Vítor Bárcia, que terá hoje 30 anos, é agente da PSP. Há um ano, foi condenado a três meses, convertidos em multa de 680 euros, por ter dado, no meio da rua e sem razão, uma bofetada num jovem cidadão. Foi pelo menos isso que o Tribunal da Amadora deu como provado: que em 2016 ele e outros três agentes da esquadra da Amadora iam na rua, viram um homem que passava de bicicleta atirar uma beata para o chão, o mandaram parar e Bárcia, "sem que qualquer motivo o justificasse, desferiu uma chapada, de mão aberta, na face esquerda" do cidadão.

Apesar de todos os polícias terem sustentado em juízo que o gesto de Bárcia fora, por assim dizer, "em legítima defesa", por o jovem agredido, "numa atitude agressiva e provocatória", ter "encostado a sua cabeça à do agente, tendo este último empurrado o corpo daquele na zona da cara, o que fez apenas com o intuito de salvaguardar a sua integridade física", o tribunal considerou que mentiam: "Uma certeza exagerada, como pormenores muito coincidentes, num relato algo forçado e, por isso, próprio de quem quer convencer de uma realidade que não ocorreu. (...) A postura corporal, os silêncios e concreta verbalização do discurso apresentado pelas testemunhas de defesa não foi de molde a convencer o tribunal da realidade por si relatada."


Temos portanto um tribunal que afirma preto no branco que quatro polícias mentiram em juízo - sem que daí, aparentemente, advenha qualquer consequência. Aliás, nem sequer, a crer na decisão, serviu o processo para que o condenado demonstrasse arrependimento em relação ao crime cometido: o tribunal lamenta isso mesmo, considerando que os seus atos são "inaceitáveis" e "causadores de alarme social".

Certo é que nem a sentença foi muito pesada nem os atos implicaram até agora consequências de maior para Bárcia, que já em 2015, de acordo com outra decisão do Tribunal da Amadora (esta da semana que passou), tinha, com colegas -- não se sabe se os mesmos --, dado um arraial de porrada num homem de 36 anos.

O Público contou a história na sexta-feira: Bárcia e colegas da esquadra de Alfragide - tristemente famosa pelo processo em que a maioria dos seus efetivos foram acusados de tortura, sequestro e discriminação racial, e cujos acontecimentos tiveram lugar apenas dois meses antes do caso vertente --, fizeram uma rusga a um restaurante. O tribunal deu como provado que mandaram os clientes sair com a ordem "tudo lá para fora, caralho". Tendo um dos clientes manifestado desagrado pelos modos, encostaram-no a uma parede para o revistar. Tendo este comentado que se tratava de "uma atitude de broncos" e que eram uma "cambada de burgessos", algemaram-no e levaram-no preso.

Logo na carrinha de transporte Bárcia e mais agentes começaram a agredi-lo com murros e pontapés. Chegados à esquadra, um agente - que não foi identificado -- levou-o para a casa de banho e mandou-o tirar a roupa e, nu, fazer flexões. A seguir Bárcia e mais agentes bateram-lhe com os cassetetes. A tareia durou até que o advogado do homem chegou. Ficou com trauma na face e nos ossos do nariz, edema facial e hematomas e escoriações no corpo.

Apesar de claramente todos os agentes presentes terem participado ou sido cúmplices dos crimes - o tribunal fala de "conjugação de esforços com os outros agentes" - pelos vistos só Bárcia foi acusado e condenado. Apesar do óbvio tratamento degradante a que a vítima foi submetida, a acusação não foi além das ofensas à integridade física. E não parece ter existido imputação de denúncia caluniosa e falsificação de documento, apesar de ser fácil perceber que o auto de notícia da detenção só podia ser uma obra de ficção: o homem espancado foi a tribunal acusado de três crimes de ofensa à integridade física qualificada e dois de injúrias agravadas (num caso e noutro, a agravação é garantida pelo facto de as alegadas vítimas serem polícias), tendo sido absolvido de tudo menos das injúrias.

Temos pois aqui mais um caso não só de brutalidade policial por parte de vários elementos de uma esquadra mas também de mentira concertada, sem que desses factos resulte qualquer consequência ou ilação: o único condenado é mais uma vez Bárcia, que levou uma pena de dois anos e oito meses (suspensa, pois claro) e está obrigado a pagar dez mil euros ao ofendido. Decisões das quais naturalmente irá recorrer e em relação às quais até agora, de acordo com o Público, a PSP não terá reagido.

Há que concluir que para a justiça portuguesa, mesmo quando se atreve a condenar polícias, está fora de questão a "prevenção geral" - que neste caso implicaria não só sinalizar de forma veemente a inadmissibilidade da brutalidade policial como penalizar a cultura de encobrimento e mentira que resulta provada nestes e noutros casos.

Tão fora de questão que noutro caso em julgamento, o de agressões perpetradas por agentes da PSP há dois anos em pleno Tribunal da Amadora, o procurador encarregado do caso disse, nas alegações finais, que Hugo Correia, um subcomissário da esquadra da Brandoa que é também acusado de ter martelado o auto de notícia acusando a vítima de ter sido o agressor, tem "diminuição de culpa" porque o fez "em autodefesa".

Trata-se então de um conceito alargado, especificamente para polícias, de "legítima defesa", que inclui até a mentira. Aquilo que para qualquer cidadão será uma agravante - mentir e acusar outros para se safar - pelos vistos no caso de um agente da autoridade pode ser atenuante.

Não pode pois surpreender-nos saber que a morte de Ivanice Costa, em novembro de 2017, atingida por um dos mais de 40 tiros disparados por um grupo de agentes da PSP contra o carro em que seguia no lugar do pendura, foi considerada "legítima defesa" apesar de nem ela nem o condutor do veículo estarem armados. Diz a investigação que o condutor desobedeceu à ordem de paragem e "fez marcha-atrás aos ziguezagues na direção dos agentes." E que estes, apesar de a marcha ser para trás e na direção dos agentes, terão, de acordo com o relatório da Inspeção-Geral da Administração Interna sobre o caso (que também os iliba) disparado "pela parte da frente e lateral do veículo".

Há de haver uma explicação lógica para isso, como para o facto de se dispararem mais de 40 tiros sobre um carro por "se achar" - foi a própria PSP que o admitiu - que se tratava do veículo usado por assaltantes de caixas multibanco na Margem Sul, os quais tinham conseguido escapar a uma perseguição policial nessa noite.

Como há de haver uma explicação lógica para a Direção Nacional da PSP ter instaurado inquéritos disciplinares por excesso de uso da força a dois agentes que intervieram no Bairro da Jamaica a 20 de janeiro e em relação aos quais a mesma Direção Nacional certificou, no dia dos acontecimentos, que a equipa "teve de usar da força estritamente necessária para por cobro às agressões."

Há explicações para tudo, até para o facto de a PSP nunca se explicar. E para nada mudar.

 

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Um ferido grave e dois leves em colisão com capotamento em bairro de Tires

Por Redação
11 abril 2019
Um ferido grave e dois leves foi o balanço de uma colisão entre dois veículos ligeiros, esta quinta-feira, à noite, no Bairro Além das Vinhas, em Tires, confirmou, a Cascais24, Pedro Araújo, comandante dos Bombeiros de Parede.
 
Na sequência da colisão, um dos veículos acabou por capotar, tendo as equipas de socorro necessidade de proceder à sua estabilização e resgate, sem que, contudo, houvesse necessidade de desencarceramento.
 
Comandante Pedro Araújo
De acordo com o comandante Pedro Araújo, o ferido grave, um homem, foi transportado para o Hospital de Santa Maria, em Lisboa e os outros dois, leves, assistidos na urgência na urgência do Hospital de Cascais.
 
Segundo Cascais24 apurou, o ferido grave terá necessidade de ser submetido a cirurgia plástica para reconstrução de um dos membros superiores.
 
Nas operações de socorro estiveram mobilizados 15 operacionais, apoiados por 6 veículos, dos Bombeiros de Parede e de Carcavelos e São Domingos de Rana, a VMER do Hospital de Cascais e a brigada de acidentes da PSP.
 
Para já, não são conhecidas as causas do acidente.

Idosa feita refém em ataque noturno de encapuzados a habitação em Murches

Idosa feita refém em ataque noturno de encapuzados a habitação em Murches
Por Redação
11 abril 2019
Uma idosa, de 76 anos, foi atacada por dois encapuzados, que entraram no seu domicílio, em Murches, esta quinta-feira, de madrugada e fizeram-na refém durante cerca de uma hora até fugirem com valores em ouro calculados em largas centenas de euros.
 
O ataque à residência da idosa, segundo confirmou, a Cascais24, fonte da GNR, teve lugar por volta das duas horas da madrugada.
 
Os assaltantes, dois encapuzados, de acordo com a mesma fonte, terão tocado à porta da habitação, uma moradia, pedindo auxílio para certa situação aflitiva.
 
A idosa, 76 anos, terá aberto a porta e nesse altura sido neutralizada pelos dois encapuzados, que a arrastaram pela habitação em busca de valores.
 
Idosa feita refém em ataque noturno de encapuzados a habitação em Murches
Os atacantes noturnos não empunhariam qualquer tipo de arma, quer branca ou de fogo e valeram-se, perante a indefesa vítima de ameaças e coação física.
 
A septuagenária terá sido feita refém dos encapuzados durante cerca de uma hora, vivendo um autêntico pesadelo.
 
Já depois dos assaltantes terem abandonado a habitação, a vítima acionou o 112, pedindo auxílio, tendo comparecido uma patrulha móvel da GNR de Alcabideche, que registou o assalto, que agora deverá vir a ser investigado pelo Núcleo de Investigação Criminal (NIC) do Destacamento da Guarda Republicana de Sintra.
 
A idosa, que não terá sido agredido, foi, no entanto, posteriormente assistida na urgência do Hospital de Cascais, por estar visivelmente emocionada e em choque.
 

Ver o original em "CASCAIS24" na seguinte ligação::

http://www.cascais24.pt/p/blog-page_214.html

GNR estraga "negócio" na cadeia do Linhó

Por Redação
10 abril 2019
A GNR de Alcabideche pode ter travado um negócio de drogas e de telemóveis entre reclusos do Estabelecimento Prisional do Linhó ao fazer uma busca à casa de uma mulher, que estaria encarregue de fazer introduzir haxixe e equipamentos de comunicação naquela cadeia de alta segurança.
A mulher, de 46 anos, foi intercetada esta segunda-feira pelo Corpo da Guarda Prisional a tentar introduzir naquela cadeia 197 doses de haxixe, dissimuladas no vestuário, bem como três celulares.
Acabou por ser entregue, sob detenção, à GNR de Alcabideche.
Posteriormente e, na sequência de uma busca realizada pelos militares da GNR à residência da suspeita, no concelho de Sintra, foi apreendido diverso material, designadamente telemóveis e outros equipamentos (caixas, auscultadores e carregadores).
Segundo a GNR, trata-se de equipamentos que “a suspeita intencionava introduzir no interior” do estabelecimento prisional.
As autoridades presumem que a mulher introduzisse droga e telemóveis, que entregaria a um recluso que visitava, o qual faria depois o seu “negócio” interno entre companheiros de reclusão.
A mulher foi submetida esta terça-feira a primeiro interrogatório judicial no Tribunal de Cascais, tendo-lhe sido aplicadas as medidas de coação de apresentações semanais no posto policial da área de residência e de proibição de entrada em qualquer estabelecimento prisional do País.

Ver o original em "CASCAIS24" na seguinte ligação::

http://www.cascais24.pt/p/blog-page_815.html

Dois GNRs feridos ao intervirem em desacatos entre 20 civis no largo de Alvide


Por Redação
08 abril 2019
Dois militares da GNR ficaram feridos ao intervirem este sábado, à noite, em desacatos entre cerca de 20 civis no largo de Alvide, na freguesia de Alcabideche, apurou Cascais24.
 
Os militares, que tiveram necessidade de receber tratamento na urgência do Hospital de Cascais foram um guarda que integrava uma patrulha móvel do Subdestacamento de Alcabideche, acionada para o local e sofreu uma rotura muscular e um outro, do Destacamento de Intervenção, que trajava à civil e circulava pelo local e interveio em apoio aos camaradas, acabando por sofrer a fractura de duas costelas, confirmou, a Cascais24, fonte da GNR.
 
Os desacatos, alegadamente com origem no excesso do consumo de álcool, terão envolvido cerca de duas dezenas de civis, os quais acabaram por protagonizar cenas de pancadaria em pleno largo de Alvide, as quais só terminaram com a chegada da GNR e levando a maioria deles a colocar-se em debandada.
 
No entanto, os alegados agressores dos militares da GNR acabaram por ser neutralizados e detidos e foram esta segunda-feira, à tarde, presentes a primeiro interrogatório judicial junto dos Serviços do Ministério Público de Cascais.
 
 
 

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Assaltaram três carros em Aldeia de Juzo e fugiram mas foram apanhados na A5

Por Redação
28 março 2019
Dois jovens, na casa dos 20 anos, foram perseguidos e intercetados pela PSP esta quinta-feira, de madrugada, na saída da A5 para Porto Salvo (Oeiras), depois de terem assaltado três viaturas estacionadas no Bairro Chesol, em Aldeia de Juzo, Cascais.
 
 
À chegada de uma patrulha móvel da  PSP de Cascais, acionada pelo dono de um dos veículos, os "ratos de automóveis" colocaram-se em fuga, tomando a A5 e saindo na portagem para Porto Salvo, onde acabaram por ser intercetados por agentes da Esquadra de Investigação Criminal de Oeiras.
 
Os dois suspeitos faziam-se transportar numa carrinha alugada.

Agredia namorada grávida com socos e pontapés e ameaçava "passar-lhe o carro por cima"

Por Redação
28 março 2019
Um homem, 27 anos, que tinha um relacionamento de namoro, agredindo com frequência a socos e pontapés a sua namorada, que, entretanto, engravidara, ameaçando-a de que lhe passava com o carro por cima, foi detido pela PSP no Estoril.
 
Segundo a PSP, a gravidez foi detetada quando a vítima teve necessidade de receber assistência hospitalar, na sequência das agressões.
 
Por existirem suspeitas de que o suspeito pudesse ocultar na sua residência uma arma de fogo, foi ainda efetuada uma busca domiciliária, mas nada foi encontrado.
 
O detido foi presente ao Tribunal Judicial da Comarca de Lisboa Oeste, Núcleo de Sintra, para primeiro interrogatório judicial, tendo-lhe sido aplicada a medida de coação de proibição de contacto com recurso a meios de vigilância eletrónicos.

PSP captura gang que fez refém em ataque nocturno a moradia no Monte Estoril

PSP captura gang que fez refém em ataque nocturno a moradia no Monte Estoril
 
Por Redação
22 março 2019
Cinco jovens, entre os quais duas raparigas, foram detidos pela PSP, esta sexta-feira, ao final da noite, depois de terem tomado de assalto uma moradia no Monte Estoril e feito refém uma mulher, que foi amarrada de pés e mãos, enquanto seis outras pessoas lograram esconder-se e fechar-se num quarto.
 
O alerta chegou à central da PSP pelas 22h50.
 
Patrulhas móveis da PSP de Cascais e do Estoril convergiram para a habitação, tendo um dos suspeitos ainda sido intercetado e detido no interior da mesma. Estava na posse de duas armas brancas.
 
Os outros quatro colocaram-se em fuga à chegada da Polícia, acabando, no entanto, por ser perseguido, intercetados e detidos na área do Parque de Palmela.
 
PSP captura gang que fez refém em ataque nocturno a moradia no Monte Estoril
Durante a fuga um deles ficou ferido ao transpor uma muro com cerca de três metros de altura, tendo sofrido um entorse. Foi mais tarde transportado à urgência do Hospital de Cascais, onde foi assistido.
 
Os cinco suspeitos - três jovens com idades entre os 18 e os 27 anos e duas raparigas, uma de 18 e outra de 20 anos, todos oriundos da Margem Sul - acabaram por ser entregues a agentes da Esquadra de Investigação Criminal (EIC) para serem submetidos a primeiro interrogatório judicial esta sexta-feira.
 
Segundo Cascais24 apurou, o grupo assaltante introduziu-se na moradia, onde estavam quatro mulheres e três homens através da porta de frente, que tinha um vidro partido.
 
Já no interior, fizeram refém uma das mulheres, enquanto os restantes lograram refugiar-se num quarto, a partir do qual terão dado o alerta à PSP. 
 
À partida, nada terá sido roubado.
 

PJ investiga tiro de guarda nocturno que atingiu homem no pescoço no Monte Estoril

PJ investiga tiro de guarda nocturno que atingiu homem no pescoço no Monte Estoril
Por Redação
21 março 2019
A Secção de Homicídios da Polícia Judiciária (PJ) de Lisboa e Vale do Tejo está a investigar as circunstâncias que envolvem um incidente, a tiro, entre um guarda-nocturno e dois indivíduos, esta quarta-feira, de madrugada, na rua Alfredo Silva, no Monte Estoril.
 
O incidente registou-se pelas quatro horas da manhã.
 
Segundo o guarda-nocturno declarou à PSP nos momentos a seguir, passava pela rua Alfredo Silva quando avistou dois indivíduos junto a uma viatura, com comportamento suspeito.
 
Ainda de acordo com o vigilante da noite, ao aperceberem-se de que estavam a ser vigiados, os dois desconhecidos dirigiram-se à sua viatura.
 
Terá sido nessa altura que um dos desconhecidos "lhe apertou o pescoço", alegadamente através do vidro da janela do carro, o que o levou a efetuar um disparo contra o presumível agressor.
 
O homem terá sido atingido no pescoço.
 
O guarda-nocturno contou à PSP que a seguir arrancou a alta velocidade, dirigindo-se à PSP do Estoril, onde deu conhecimento do incidente.
 
Já a TVI, que denunciou o caso, diz que o guarda-nocturno  saiu da viatura, dirigiu-se aos dois indivíduos suspeitos e, a seguir, voltou ao seu veículo, tendo sido nessa altura atacado e disparado em alegada "legítima defesa". 
PJ investiga tiro de guarda nocturno que atingiu homem no pescoço no Monte Estoril
 
Entretanto, o homem baleado no pescoço deu entrada posteriormente na urgência do Hospital de Cascais, tendo o expediente acabado por ser elaborado pela GNR de Alcabideche, dado esta unidade hospitalar situar-se na área do seu dispositivo, onde a mesma conta com um posto avançado.
 
Por envolver uma arma de fogo, a investigação foi entregue à PJ, que agora irá averiguar as circunstâncias precisas em que tudo aconteceu na rua do Monte Estoril.

Assaltava com grande violência idosas à porta das habitações

Assaltava com grande violência idosas à porta das habitações
Por Redação
03 março 2019
Um homem, 35 anos, suspeito de assaltar com violência idosas junto às suas habitações, foi detido por agentes da Esquadra de Investigação Criminal da PSP de Cascais e viu confirmada pelo juiz de Instrução Criminal a prisão preventiva, tendo recolhido ao Estabelecimento Prisional de Caxias.
 
O suspeito, segundo informou este domingo a PSP, está indiciados por crimes de roubo e furto qualificado cometidos entre setembro do ano passado e janeiro último.
 
As vítimas eram todas mulheres idosas, que eram atacadas com "extrema violência" ao entrarem nas suas habitações.
 
O assaltante, que atuava pelo método de esticão, roubava malas contendo documentos pessoais, dinheiro e telemóveis.
 
Operava, preferencialmente, na área da União de Freguesias de Carcavelos e Parede.
 
Na busca que os agentes policiais efetuaram ao seu domicílio foram confiscados diversos documentos e o telemóvel pessoal do suspeito, bem como o automóvel que utilizava para fazer os roubos.

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Conflito entre pai e filha acaba no hospital

Conflito entre pai e filha acaba no hospital
Por Redação
03 março 2019
Uma discussão entre pai e filha, este domingo, de manhã, no domicílio, em Manique, obrigou ambos a receber assistência hospitalar, confirmou, a Cascais24, Miguel Jerónimo, Adjunto de Comando dos Bombeiros de Alcabideche.
 
O incidente registou-se pouco antes das onze horas da manhã na habitação que pai e filha partilham, perto da estrada das Neves.
 
O pai, de 83 aos, que sofreu uma lesão ocular, foi transportado ao Hospital de Santa Maria, em Lisboa.
 
Já a filha, de 49 anos que, alegadamente sofrerá de doença de foro psiquiátrico, deu entrada no serviço de psiquiatria do Hospital de Cascais.
 
No transporte às unidades hospitalares estiveram mobilizados quatro operacionais, apoiados por duas ambulância, dos Bombeiros de Alcabideche.
 
A GNR de Alcabideche, que também compareceu no local, registou a ocorrência.

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Pedófilo fugido de Cascais viveu nos últimos 15 anos em Badajoz

Segurança

Pedófilo fugido de Cascais viveu nos últimos 15 anos em Badajoz
Pedófilo fugido de Cascais viveu nos últimos 15 anos em Badajoz
                           01 março 2019
As autoridades espanholas detiveram em Badajoz, onde vivia há 15 anos com falsa identidade, o português José Manuel Andreia Soares, antigo colaborador da Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento e docente da Escola Superior de Comunicação Social, que era procurado desde que fugiu de sua casa, no Monte Estoril, em 2002, depois de condenado pelo Tribunal de Cascais a 3 anos e 8 meses de prisão por abuso sexual de uma criança de 9 anos, apurou Cascais24.
 
O fugitivo, contra o qual pendia uma Ordem Europeia de Detenção, foi agora descoberto e detido quando procurava obter carta de condução espanhola, exibindo documentos portugueses falsos.
 
Andreia Soares, atualmente com 79 anos, foi julgado e condenado por um coletivo do Tribunal Judicial de Cascais, por abuso sexual de uma criança de 9 anos, mas na altura o seu advogado recorreu do acórdão para o Supremo Tribunal de Justiça, o que lhe permitiu manter-se em liberdade depois de, ainda na fase de investigação o então juiz de Instrução Criminal de Cascais, Paulo Nunes, ter-lhe aplicado uma caução de 40 mil euros.
 
Pedófilo fugido de Cascais viveu nos últimos 15 anos em Badajoz
No entanto, o Supremo acabaria por dar razão à 1ª. instância, o que levou o 2º. Juízo Criminal de Cascais a emitir Ordem de Detenção de Andreia Soares.
 
É que, entretanto, o homem ausentara-se do seu domicílio, uma moradia no Monte Estoril, bem como de todos os locais que habitualmente frequentava em Portugal.
 
Desde logo as autoridades admitiram a fuga de Andreia Soares, porventura para Angola ou Estados Unidos. Afinal, esteve 15 anos aqui mesmo ao lado, em Badajoz.
 
O antigo colaborador da Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento e docente da Escola Superior de Comunicação Social foi investigado em 1998 pela Polícia Judiciária (PJ), que confiscou fotos e vídeos comprometedores na sua moradia do Monte Estoril.
 
A investigação da PJ revelou, então, que Andreia Soares teria abusado durante, pelo menos um ano da criança, o que, de resto, lhe veio a provocar "descontrolos psicológicos". Revelou, também, que a aproximação à criança foi facilitada pelo facto dele estar unido por relações profissionais e pessoais com os pais.
 
Andreia Soares, pela mão de Rui Machete, seu velho amigo dos tempos de universidade - também sua testemunha abonatória no julgamento, juntamente com o padre Vítor Melícias- foi dirigir o Centro para a Educação, Gestão e Investimento em Angola (CEGIA), um departamento da FLAD, que conciliou com a atividade de docente da Escola Superior de Comunicação.
 
Este à época "influente" suspeito foi detido pela primeira vez, para averiguações, na sede da FLAD, a 31 de março de 1998. Mais tarde, a 11 de maio, os inspetores da PJ voltaram à FLAD e conduziram Andreia Soares ao juiz de Instrução Criminal de Cascais, Paulo Nunes. Este, apesar do pedido de prisão preventiva feito pelo Ministério Público, decidiu libertar Andreia Soares mediante o pagamento da caução de 40 mil euros.
 

Semana da Proteção Civil no Shopping alerta para as “Alterações Climáticas”

Semana da Proteção Civil no Shopping alerta para as “Alterações Climáticas”
Por Redação
24 fevereiro 2019
Os riscos e a prevenção, em caso de emergência, para as Alterações Climáticas, constituem o tema da Semana municipal da Proteção Civil que, a partir de esta segunda-feira e durante uma semana, no CascaiShopping, em Alcabideche, vai procurar sensibilizar a população para a necessidade de adoção de uma cultura de Prevenção e Planeamento, através de demonstrações técnicas.
“Numa altura em que os fenómenos climatéricos extremos se vão tornando cada vez mais frequentes, a resposta à emergência tem de ser cada vez mais rápida, eficaz e concertada”, diz a organização- a Câmara Municipal de Cascais, que promove esta 5ª edição, prometendo demonstrações técnicas, grupos cinotécnicos, mass training, exposições e atuações musicais, demonstrações equestres e exercício de resposta a Emergência Civil… entre outras atividades.
 
Ponto alto da denominada Semana da Proteção Civil de Cascais é umSimulacro “Exercício de Catástrofe Externa“ a ter lugar na próxima quinta-feira, dia 28, dia em que o chamado Governo Local de Cascais, que organiza, aproveita também para entregar equipamentos do projeto "Mais Saúde" da Associação Humanitária de Bombeiros de Parede "Amadeu Duarte", no âmbito do Orçamento Participativo de há 3 anos.
 
Já no dia 1 de março, há lugar para umSeminário “ Alterações Climáticas- Resposta Local a um Problema Global”, enquanto no dia seguinte haverá demonstrações de suporte básico de vida, uma demonstração cinotécnica da PSP e uma ação de sensibilização “Comportamentos em caso de Agitação Marítima” a cargo do Comando Local da Polícia Marítima de Cascais.
Na Semana de Proteção Civil de Cascais participam todos os agentes de proteção civil – bombeiros e forças de segurança pública.

Ver o original em "CASCAIS24" na seguinte ligação::

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Pancadaria à saída de bar na Rebelva meteu chave de rodas e até raquete de ténis

Pancadaria à saída de bar na Rebelva meteu chave de rodas e até raquete de ténis
                                                                                                                                                     (Fotos CMTV/CM)
Por Redação
24 fevereiro 2019
Uma violenta cena de pancadaria, onde não faltaram uma chave de rodas e até uma raquete de ténis, provocou três feridos este domingo, de madrugada, no largo da Rebelva, em Carcavelos. A rixa envolveu cerca de duas dezenas de pessoas, que tinham acabado de sair do conhecido Boss Bar New Generation.
 
"Apenas dois feridos foram transportados ao hospital, um terceiro recusou o transporte", disse, a Cascais24, fonte do Comando Metropolitano da PSP (Cometlis) de Lisboa, segundo a qual "a polícia identificou quatro pessoas, entre as quais os dois feridos".
 
As idades dos envolvidos nesta cena de pancadaria oscilam entre, o mais velho, com 48 anos, e o mais novo com 29 anos.
 
Motivos fúteis terão estado na origem dos incidentes, registados pouco depois das quatro horas da manhã em pleno largo da Rebelva.
 
Foi, segundo apurou, ainda, o Cascais24, o segurança do bar que acionou as autoridades.
 
"Confirmo que foi o nosso segurança que, perante a gravidade da alteração de ordem pública, chamou a PSP", disse, a Cascais24, Luís Branco, diretor executivo da empresa de segurança LB.
 
Pancadaria à saída de bar na Rebelva meteu chave de rodas e até raquete de ténis
                                                                            (Foto CMTV/CM)
Antes da chegada da PSP, que terá sido forçada a efetuar quatro disparos de shotgun para o ar, podem ver-se num vídeo publicado em exclusivo pela estação CMTV/CM pormenores das cenas de violência que marcaram o final da madrugada na Rebelva.
 
Entretanto, a PSP procede a averiguações com vista a identificar todos os envolvidos nesta contenda e a apurar o que esteve na sua origem.
 
Os suspeitos podem incorrer num crime de participação em rixa, para além de ofensas à integridade física na forma qualificada.
 
 

Ver o original em "CASCAIS24" na seguinte ligação::

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Jovem burlão atua online a partir de casa em São Domingos de Rana

Jovem burlão atua online a partir de casa em São Domingos de Rana
Por Redação
22 fevereiro 2019
Um jovem, 21 anos que, a partir de casa, em São Domingos de Rana, é suspeito de praticar burlas online, foi detido esta quarta-feira pela GNR da Póvoa de Lanhoso (distrito de Braga), que fez deslocar a Cascais militares que, durante a sua intervenção, contaram com o apoio de agentes da Esquadra de Investigação Criminal (EIC) da Divisão Policial de Cascais, confirmou, a Cascais24 o tenente André Barreira, comandante do Destacamento da GNR de Póvoa de Lanhoso.
Durante a busca realizada pelos militares e autorizada judicialmente, foram confiscados importantes elementos probatórios, nomeadamente correspondência e equipamento informático, adiantou, a Cascais24, o tenente André Barreira, segundo o qual a investigação decorria há cerca de dois meses, na sequência de uma queixa formalizada por uma das alegadas vítimas, na Póvoa de Lanhoso.
No entanto, suspeita-se que existam algumas dezenas de vítimas do jovem, cujo esquema passava pela publicação online de anúncios de compra e venda de artigos.
Jovem burlão atua online a partir de casa em São Domingos de Rana
“Ao adquirir bens através de plataformas online de compra e venda de artigos, o suspeito falsificava o comprovativo de pagamento, não chegando a fazer a transferência do montante ao vendedor. Quando recebia o artigo vendia-o posteriormente a outras pessoas que estivessem interessadas”, explicou, a Cascais24, o comandante do Destacamento da GNR de Póvoa de Lanhoso, segundo o qual a “investigação continua para apuramento total das atividades e real dimensão das burlas alegadamente protagonizadas pelo suspeito, que “poderão ter vítimas em todo o País”.
Já com antecedentes criminais por burlas online, tendo chegado mesmo a cumprir prisão preventiva de seis meses, o jovem, que é classificado como “bastante inteligente e metódico” na sua atuação, foi libertado esta quinta-feira pelo tribunal de Póvoa de Lanhoso, mediante apresentações bissemanais na 56ª Esquadra (Trajouce) da PSP – departamento policial da sua área de residência.

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Polícia Marítima foi à escola de Carcavelos promover “Cidadania Marítima”

Polícia Marítima foi à escola de Carcavelos promover “Cidadania Marítima”
Por Redação
19 fevereiro 2019
Transmitir conselhos para uma cultura de segurança e boas práticas nas atividades balneares foi um dos objetivos de ações de sensibilização que o Comando local da Polícia Marítima de Cascais promoveu há dias junto de alunos e professores da Escola Secundária de Carcavelos.
Iniciativa no âmbito do programa “Cidadania Marítima”, estas ações foram dirigidas a cerca de 130 estudantes, acompanhados dos respetivos professores e decorreram no auditório daquele estabelecimento de ensino.
Polícia Marítima foi à escola de Carcavelos promover “Cidadania Marítima”
Nestas ações foram abordadas as diversas situações que ocorrem no mar, na praia e nas zonas adjacentes, contribuindo para um melhor esclarecimento sobre as funções dos agentes da Polícia Marítima.
Foram também transmitidos conselhos para uma cultura de segurança e boas práticas nas atividades balneares.
Os jovens tiveram ainda oportunidade de conhecer os meios terrestres e marítimos utilizados pela Autoridade Marítima Nacional, quando em serviço de policiamento e em socorro/salvamento, nas suas diversas ocorrências registadas em domínio público marítimo.

Juiz põe atrás das grades três dos membros de gang que assaltou Meu Super no Murtal

Juiz põe atrás das grades três dos membros de gang que assaltou Meu Super no Murtal
Por Redação
06 fevereiro 2019
Três dos membros do gang de quatro que, esta segunda-feira, conforme Cascais24 avançou em primeira mão, assaltou o supermercado Meu Super, no Murtal, e foi capturado 50 minutos depois por agentes da 52ª Esquadra (Parede) da PSP, viram confirmadas a prisão preventiva pelo juiz de Instrução Criminal de Cascais.
 
Um quarto membro, condutor do "Smart" usado no assalto e fuga, ficou com apresentações diárias no departamento policial da área do domicílio.
 
Os três suspeitos agora atrás das grades, que recolheram ao Estabelecimento Prisional de Caxias, estavam, ainda, referenciados pela polícia por roubos em farmácias, sequestros e furtos.
 
Esta segunda-feira, ao início da noite, o gang assaltou o supermercado Meu Super, no Murtal e colocou-se em fuga, levando a gaveta da caixa registadora com cerca de 100 euros em moedas, que a polícia veio a resgatar mais tarde num descampado junto ao Bairro da Cruz Vermelha, em Alcabideche.
 
Cerca de 50 minutos depois do assalto, o gang foi localizado, intercetado e os seus quatro membros detidos em Caparide, na sequência de uma perseguição movida por agentes de uma patrulha móvel da 52ª Esquadra (Parede) da Divisão Policial de Cascais.

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Junta e câmara estudam solução para travar mais atropelamentos em troço perigoso no centro de Alcabideche

Junta e câmara estudam solução para travar mais atropelamentos em troço perigoso no centro de Alcabideche
Por Redação
02 fevereiro 2019
A Junta de Freguesia de Alcabideche e o município estão a estudar a melhor solução para tornar menos perigoso para os peões o pequeno troço onde esta sexta-feira duas pessoas foram atropeladas, garantiu, a Cascais24, José Filipe Ribeiro, presidente da autarquia local.
A solução para impedir mais acidentes e assegurar a segurança, quer rodoviária, quer dos peões, poderá passar pela instalação de lombas, que obriguem os condutores a reduzir a velocidade ou, ainda, interditar o pequeno troço à circulação nos dois sentidos, passando a ter só um, no sentido descendente, como de resto acontece a partir da rua de Cascais.
Junta e câmara estudam solução para travar mais atropelamentos em troço perigoso no centro de Alcabideche
José Filipe Ribeiro tem entre mãos a melhor solução para troço perigoso
Esta segunda alternativa poderá ser a mais eficaz e segura e passa por obrigar o tráfego oriundo da rua Marquês Angeja, de quem vem do lado do Pisão, a virar, obrigatoriamente, à direita e para quem pretender seguir em direção ao CascaiShopping ou Atrozela, virar a seguir à esquerda, entrando na rua João Pires Correia, junto à Panisol e, mais à frente, virar, de novo, à esquerda, circulando pela rua Francisco Roquete, apanhando a seguir a via principal – a rua Cesaltina Fialho Gouveia, podendo ai tomar a direção do CascaiShopping ou de Atrozela.
Com esta medida, o tráfego rodoviário ficaria apenas com um sentido no troço perigoso da rua Cesaltina Fialho Gouveia, entre os cafés Refilão e Pipokas. Os próprios moradores que habitam naquele troço e cujas soleiras de portas dão diretamente para o asfalto teriam, certamente, também mais segurança, até com a instalação de um pequeno espaço pedonal.
Por outro lado, ninguém parece entender como é que só apenas aquele pequeno troço, em pleno coração da sede da vila de Alcabideche - e o mais perigoso-  tenha dois sentidos!
Junta e câmara estudam solução para travar mais atropelamentos em troço perigoso no centro de Alcabideche
Segundo Cascais24apurou, a condutora que esta sexta-feira, ao início da tarde, atropelou dois homens naquele local – o segundo atropelamento em menos de um mês – terá afirmado às autoridades que perdeu o controlo do veículo que conduzia ao desviar-se de um outro veículo, que circulava em sentido contrário. Os dois homens, um empresário da área da construção civil, de 52 anos, e um outro, de 49, ligado ao mesmo ramo, foram assistidos no Hospital de Cascais. O mais novo teve alta no mesmo dia e o mais velho este sábado, ao início da tarde, mas vai voltar ao hospital na próxima quinta-feira para ser submetido a intervenção cirúrgica a um dos pés, fraturado em três sítios. Noticia relacionada
+Duplo atropelamento em Alcabideche 

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Autocarro sofre avaria e larga combustível ao longo de avenida principal de Tires

Autocarro sofre avaria e larga combustível ao longo de avenida principal de Tires
Por Redação
30 janeiro 2019
Um autocarro da Scotturb provocou, esta quarta-feira, ao início da tarde, um derrame de combustível ao longo da avenida Amália Rodrigues, em Tires, mas a pronta intervenção de equipas de socorro impediu qualquer acidente, apurou Cascais24.
"Entre o Estabelecimento Prisional de Tires e o supermercado Lidl, um autocarro da empresa Scotturb sofreu uma avaria e espalhou gasóleo ao longo de toda a via", disse uma fonte da Proteção Civil Nacional.
O incidente registou-se pelas 12h30 e as equipas de socorro, que procederam ao corte e limpeza da via, só deram os trabalhos por concluídos pelas 14h55.
"A pronta intervenção das equipas impediu que a mancha de gasóleo ao longo da via pudesse provocar acidentes", explicou outra fonte.
Nas operações estiveram mobilizados quatro operacionais, apoiados por dois veículos, dos Bombeiros de Parede e da PSP, encarregue de regularizar o tráfego na área. 
 
Recorda-se que esta quarta-feira, de manhã, o derrame de combustível, com origem ainda desconhecida, aliado à chuva, provocou despistes, um deles fatal, ao longo da avenida Marginal.

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Portugal | Agressão da PSP "parece completamente desnecessária”, diz perita

Jurista analisou o vídeo do Jamaica e diz que agressões podem violar artigo de Tribunal Europeu dos Direitos Humanos. Em 2018, número de queixas bateu recorde e a PSP lidera a lista. Há mais abusos?
Joana Gorjão Henriques | Público | Foto: Daniel Rocha
Em 2018 a Inspecção-Geral da Administração Interna (IGAI) recebeu o maior número de queixas em sete anos, mostram dados revelados na quinta-feira. Tal como em anos anteriores, a PSP foi a força de segurança que mais queixas motivou, com 55% do total de 860 denúncias.
Analisando os números, percebe-se que quase um terço (172) das queixas contra agentes da PSP que chegaram à "polícia dos polícias" foi devido a ofensas à integridade física, ou seja, os cidadãos consideram ter sido exercida violência sobre si. 
Mas da análise percebe-se que a esmagadora maioria das denúncias não teve consequências: abriram-se 30 inquéritos, 24 destes foram convertidos em processos disciplinares mas 10 foram arquivados; houve apenas dois que resultaram em pena de suspensão a polícias, ou seja, 0,4%.
Qual será o destino da investigação da PSP e da monitorização da IGAI a casos como o que foi mostrado no vídeo em que agentes da PSP são vistos a agredir no domingo moradores do bairro da Jamaica — inicialmente um homem de 63 anos que leva dois socos e uma joelhada, e depois o filho — e em que a polícia diz ter sido também agredida?
“Essa agressão e ao outro homem parece completamente desnecessária”, diz ao PÚBLICO, em nome pessoal Julia Kozma, jurista e responsável pela delegação do Comité Antitortura do Conselho da Europa que visitou Portugal e concluiu que o país está no topo dos países da Europa Ocidental com o maior número de casos de violência policial, sendo os riscos de abuso maiores para afrodescendentes portugueses e estrangeiros. “Os agentes atacaram uma pessoa desarmada, que não mostrou agressividade, resistência à detenção ou algo similar”, afirma a perita a quem o PÚBLICO enviou o vídeo.
Para Kozma este é o exemplo de um caso em que “não é suficiente” ser “investigado apenas pela IGAI como uma infracção disciplinar”. “Tem que ser investigado nas instâncias criminais uma possível violação do artigo 3 do Tribunal Europeu dos Direitos Humanos” — que diz que, na interacção com agentes das forças de segurança, “qualquer recurso à força física que não seja estritamente necessário pela sua conduta diminui a dignidade humana” e viola o direito a não ser torturado nem sujeito a tratamento desumano e degradante. 
Como podemos ler os números gerais da IGAI? Será que mais queixas significa que as forças de segurança estão a cometer mais abusos? Qual o percurso que estas denúncias fazem? Estão a ser tomadas todas as medidas?
Para a perita é positivo existir um número recorde de queixas. Significa que “muitas potenciais vítimas confiaram” na instituição, mostra “que este organismo é facilmente acessível e inicia as investigações de modo adequado quando tem conhecimento de um caso”. Ressalva: “Mas se as potenciais vítimas começam a sentir que não vale a pena aproximarem-se da IGAI porque os alegados criminosos nunca são punidos, vão perder a confiança."
As decisões da IGAI devem ser tornadas públicas, defende — o Comité teve acesso à informação que pediu e achou que as investigações eram feitas de forma meticulosa. A IGAI só tem mandato para recomendar sanções e não pode proceder a investigações de índole criminal. “A grande questão é se algum dos agressores é levado a julgamento pelo Ministério Público. A tortura e o tratamento desumano — ataques físicos a pessoas detidas por agentes da polícia, por exemplo — são ofensas criminais e deveriam ser acompanhadas por investigações criminais. Provas importantes, como exames médicos forenses, só podem ser pedidos por procuradores do MP e se isto não é feito a investigação a este tipo de alegações raramente pode ser adequada”. A perita conclui: “Também criticámos a IGAI porque as investigações levavam muito tempo, às vezes anos. Para as potenciais vítimas não chega que um abusador possa ter sanções disciplinares passados tantos anos”.
Também Dalila Cerejo, socióloga e investigadora do Observatório de Violência e Género, afirma que o elevado número de queixas reflecte um sinal positivo. “Há um escrutínio cada vez maior das forças de segurança que muitas vezes têm que recorrer à força física. Essa legitimidade foi atribuída às forças policiais, depende da avaliação sobre a ocorrência. O que o número de queixas significa é que cada vez mais as pessoas são intolerantes à violência e cada vez mais usam uma forma legítima de expressar o seu desagrado, que é fazendo queixa. Permite que os cidadãos que se sentem injustiçados e lesados façam uso do seu direito.” Por outro lado, as queixas são também “um sinal saudável de que as pessoas não estão desligadas da sociedade em que se inserem”.
A socióloga acrescenta, porém, outro ponto importante: as instituições como IGAI e PSP têm de explicitar os trâmites dos processos e explicar se as queixas têm fundamento, “os funcionários não podem ser escrutinados e julgados pelo juízo público”. “O que se pretende é que as forças policiais sejam formadas de modo a terem um contacto cada vez mais eficaz e sensibilidade com os seus concidadãos.” Mas “nenhuma situação de violência deve passar incólume ao poder político que governa”. 
Para Carlos Pinto de Abreu, que presidiu ao Conselho dos Direitos Humanos da Ordem dos Advogados, “a questão mais complicada é sempre a prova, a identificação do agente que faz um disparo na esquadra e só tem como testemunhas outros agentes ou a situação que ocorre na rua em que as testemunhas fogem ou quando são chamadas e têm medo”. Daí a razão de o número de queixas ser muito maior do que os inquéritos, processos disciplinares ou sanções.
Deixa algumas recomendações em caso de agressão: primeiro, se a pessoa for detida tem direito a chamar um advogado a qualquer hora; se houver registo de imagens, deve pedir a sua preservação. Quando não há imagens, “é a prova diabólica”, comenta. “Mas isso não quer dizer que as pessoas não se queixem e que os tribunais não actuem ou que não haja da parte da Inspecção-Geral uma actuação e da própria polícia um cuidado com a gestão e direcção desses agentes que foram alvo de queixa. Imagine que há 10 queixas contra um polícia: algo está mal. E nem tudo tem de dar origem a processo-crime, é preciso verificar.”

Ver o original em 'Página Global' na seguinte ligação:

http://paginaglobal.blogspot.com/2019/01/portugal-agressao-da-psp-parece.html

Portugal | Tancos: quando se investigam os crimes cometidos?

Gil Prata | Jornal de Notícias | opinião
Diz o Ministério Público (MP) que em causa estão factos suscetíveis de integrarem crimes de associação criminosa, furto, detenção e tráfico de armas, terrorismo internacional e tráfico de estupefacientes.
Porém, agora já se diz ter sido desvalorizado, desde o início, o eventual crime de terrorismo internacional, apesar de esta informação contrariar tudo o que desde há 18 meses tem sido publicado. Certo é que, desde então, estão por investigar os crimes que efetivamente ocorreram com o desaparecimento do material de guerra nos paióis nacionais de Tancos, em 27 de junho de 2017, ou em consequência desse furto.
A investigação deste facto, que determinou a atualidade política, judiciária e militar, parece ter desdenhado do ordenamento jurídico nacional aprovado pelo órgão de soberania competente.
Já dissemos antes que havia grande probabilidade deste furto ter sido evitado, não obstante as deficiências de segurança militar existentes na altura. Falhou a comunicação neste caso concreto, apesar da relevância da matéria, e impediu-se assim o incremento de medidas de segurança militar ativas e passivas.
Falhada a prevenção, havia que investir na investigação em obediência ao normativo legal. Mas, também este não foi respeitado por quem tem de garantir o respeito pela legalidade. Crimes tipificados com natureza especial foram travestidos de crimes comuns para, desta forma, afastar o órgão de polícia criminal (OPC) primariamente competente para a sua investigação - a Polícia Judiciária Militar (PJM) - deferindo-a a outro órgão de polícia criminal, quando essa investigação deveria ter sido efetuada em cooperação institucional de ambas as polícias judiciárias e sob a dependência funcional do MP, tal como a lei de organização da investigação criminal (LOIC) estabelece.
O direito penal militar constitui, desde 2004, um direito penal especial em razão dos bens jurídicos tutelados. Conforme consagra o próprio Código Penal no seu artigo 40.º, a aplicação de penas visa a proteção de bens jurídicos. A especialidade do direito penal militar, codificado no código de justiça militar (CJM), é-lhe concedida precisamente pelos tipos de bens jurídicos que visa proteger.
Assim, o CJM consagra que constitui crime estritamente militar o facto lesivo dos interesses militares da defesa nacional e dos demais que a Constituição comete às Forças Armadas. A LOIC e o CJM atribuem competência específica à Polícia Judiciária Militar para a investigação dos crimes estritamente militares, não prevendo a possibilidade desta investigação ser deferida a qualquer outro OPC.
Mas parece haver autoridades judiciárias que ignoram ou não estão motivadas para proteger os interesses militares da defesa nacional. Aliás, até parece denotar-se algum complexo em relação ao universo do que é militar.
Em 27 de junho de 2017 foram cometidos crimes que são indesmentivelmente de natureza militar. Por determinação do MP, ficou a PJM impedida de proceder a diligências de investigação e não foram investigados por qualquer outro OPC, talvez porque a lei também os impede.
Então, eventuais crimes de furto de material de guerra, comércio ilícito de material de guerra, entrada ou permanência ilegítimas em instalação militar, dano em bens militares, extravio de material de guerra, abandono de posto, violação de segredo de Estado ou de corrupção ativa e passiva para a prática de ato ilícito deixaram desde há 18 meses de ser investigados em consequência do despacho da PGR que determinou a apensação do processo inicialmente investigado pela PJM no processo investigado pela PJ, OPC incompetente em razão do tipo de crimes.
Pensamos que não será necessário fazer-se mais referências ao resultado nefasto de tal decisão.
Salvo melhor opinião, continua a constatar-se nesta investigação a violação de ordenamento jurídico estruturante da justiça penal militar aprovado pelo órgão legislativo por excelência, a Assembleia da República. Consideramos que a tramitação irregular do processo e a indevida qualificação dos crimes poderá ter consequências no mesmo, invocáveis em qualquer fase do processo.
*Coronel paraquedista, ex-juiz militar, ex-subdiretor da PJM e docente da Academia Militar

Ver o original em 'Página Global' na seguinte ligação:

http://paginaglobal.blogspot.com/2019/01/portugal-tancos-quando-se-investigam-os.html

Racismo, violência policial e o programa do Goucha

Acha que a ida do Mário Machado ao Você na TV é grave? Eu também. Mas considero que há outros convites com efeitos perversos mais devastadores que têm merecido menos atenção. Esta senhora, comentadora residente no Você na TV, consegue condensar no seu discurso a maioria dos elementos de um discurso neo-fascista: a condenação da crítica ao Estado, a condenação da crítica às instituições que, como a polícia, corporizam esse mesmo Estado, a exaltação da nação, o apelo à revolta contra aqueles que, na sua perspetiva, pretendem atacar a unidade nacional e o instigar do ódio contra os políticos, pagos pelo “dinheiro de todos nós”. É uma campanha gratuita de ódio contra o Mamadou Ba, um ativista que dedica a sua vida ao essencial combate ao racismo. tvi02A presença destas figuras em espaços mediáticos como os programas da manhã é duplamente perigosa. Em primeiro lugar, porque falam sempre investidas de um argumento de autoridade. São sempre o “senhor doutor” ou a “senhora doutora” especialista na sua área. Este elemento, aliado a um espírito mais acrítico do público-alvo destes programas, conduz que as suas palavras sejam tomadas como legítimas e tidas como produto de um raciocínio meramente técnico. Em segundo lugar, são introduzidas por alguém da maior confiança dos espetadores – é a este propósito bom lembrar que muitos espetadores, muitos deles idosos e sugestionáveis, têm uma relação com os apresentadores dos programas da manhã, como Manuel Luís Goucha ou Cristina Ferreira, de grande carinho e proximidade. Por mais exótico que seja a personalidade que escutam, o facto de estar no “programa do Goucha” é percecionado como sendo alguém que merece a confiança do apresentador e, por conseguinte, a sua. Isto significa que a TVI e o Manuel Luís Goucha querem promover o fascismo? Não creio. Deve-se até notar que Manuel Luís Goucha tem um percurso marcado por posições globalmente progressistas. Significa apenas que o apelo aos piores instintos do ser humano, entre os quais o medo e o ódio à diferença, são muito rentáveis, porque proporcionam muitas audiências. E que os responsáveis televisivos não olham a meios para atingir fins. O perigo é óbvio, mas esses responsáveis ignoram-no de modo negligente – o espetáculo vem primeiro. O fascismo e o racismo que nunca abandonaram as profundezas do senso comum do cidadão português sentem-se legitimados a expressam-se livremente, suscitando um mecanismo que se auto-alimenta e dá audiências a programas que dependem de opiniões polémicas, de dar soluções fáceis a problemas complexos e de ir ao encontro dos instintos mais primários dos seus espetadores. E é por este meio que, pé ante pé, um discurso propenso a soluções autoritárias se consolida: o racista que não gosta de pretos mas tem receio de o dizer sente a sua posição normalizada e começa a assumi-lo abertamente, alavancando a expressão desassombrada de outros como ele; o cidadão comum, que acha que todos os problemas do país se resolveriam se os políticos ganhassem menos e não fossem corruptos, vê a sua perceção reconhecida; as pessoas começam a sentir que o único obstáculo à implementação das soluções simples que resolveriam os seus problemas são os seus representantes democráticos. Afinal, se eles e os “senhores doutores da televisão” estão de acordo, é porque é verdade – a democracia é só uma força de bloqueio que deve ser afastada. Daqui até ao apelo à vinda de uma figura autoritária e redentora que restaure “glorioso destino da pátria” é apenas um sopro. Sabemos que os tempos são perigosos quando temos de reafirmar os valores mais óbvios e que há muito pensávamos acima de qualquer discussão na sociedade. Por isso, sejamos claros: o racismo é um problema enraizado na sociedade portuguesa. A PSP, como parte dessa sociedade, é permeável à criação de bolsas racistas no seu seio e tem registo histórico desses processos. O caminho não passa por fingirmos que não é assim. Claro que a maioria dos polícias não são racistas: sabemos isso. Na sua maioria, são trabalhadores assalariados que desempenham uma tarefa imprescindível para a sociedade em condições salariais e materiais muitas vezes difíceis. Mas este reconhecimento não nos pode manietar a crítica àqueles que abusam do poder de autoridade que o Estado lhes confere para abusar de minorias raciais. Não reconhecer o racismo como um problema sistémico das forças de segurança que deve ser combatido é um erro. É imperioso ter uma estratégia de política pública para o combater. Os polícias dignos que se solidarizam com os seus colegas abusadores por instinto de defesa corporativa fazem um péssimo serviço à sua profissão e à imagem da polícia. Deveriam ser os primeiros a condenar aqueles atos e dizer que são atos não representativos da instituição a que pertencem. Infelizmente, poucos seguem este caminho. Não nos equivoquemos: é sempre possível existirem abusos por parte de qualquer grupo social. Mas a questão do poder é determinante. A obrigação do poder público é colocar-se ao lado do agente que tem a posição mais fraca na relação de forças. É por isso que o código de trabalho se deve colocar do lado do trabalhador contra o abuso do patrão – não significa que o trabalhador não possa incumprir nos seus direitos. Significa somente que tendo o patrão mais poder, a probabilidade de exercer abusivamente a sua ação é maior. O mesmo raciocínio se pode estender aqui: sendo a polícia o agente a quem a autoridade do Estado é conferida,a probabilidade de cometer abusos é maior e o Estado deve agir com mão férrea sobre os que abusam das suas funções. Porquê? Porque nos representam a todos nós. Num momento em que está tão na moda dizer que o “Estado falhou”, este é o melhor exemplo de um falhanço do Estado. Quando um polícia abusa da força contra um cidadão, fá-lo em nome de todos nós. E nós, como democratas, não podemos tolerar isso. Não é por acaso que os abusos policiais tendem a a acontecer em bairros onde as pessoas são mais pobres e as minorias étnicas são mais numerosas: é que, sendo mais marginalizadas pela sociedade, têm menos visibilidade e capacidade de queixa e isso potencia o abuso. Ou alguém acha que as consequências disciplinares de abusar da força contra o filho de um branco de classe média são iguais às de violentar a filha de um empregada de limpeza negra num bairro periférico? Nestes momentos, é também importante colocar-nos ao lado dos justos. Daqueles que dedicaram o seu percurso a prevenir o abuso e a trazer os de baixo ao de cima. A trazê-los à condição de cidadãos de plenos direitos. É por isso que quero expressar a minha admiração pública pelo Mamadou Ba, que dedica há muitos anos o melhor do seu esforço a defender os que menos têm voz na sociedade, os excluídos dos excluídos. A ação do Mamadou e do SOS Racismo tem sido inexcedível nesse combate. Poder-se-á ter excedido nas suas declarações? Porventura. Nenhuma generalização a partir de um grupo é boa. Mas esse desabafo mais imponderado não nos pode impedir de cerrarmos fileiras a seu lado na defesa de um país para todos, onde nenhum tipo de racismo, nem o explícito nem o latente, são tolerados. Vivemos tempos estranhos. Estejamos atentos.

Ver original em 'Ladrões de Bicicletas' (aqui)

Portugal | Queixas contra atuação das polícias atingem máximo de sete anos

O número de queixas aumentou 11,3% em 2018 face ao ano anterior
A Inspeção-Geral da Administração Interna (MAI) recebeu 860 queixas contra a atuação das forças de segurança em 2018, o valor mais alto dos últimos sete anos, revelam dados daquele organismo enviados à agência Lusa.
A PSP é a força de segurança com maior número de queixas, tendo dado entrada na IGAI 477 participações contra a atuação dos agentes da Polícia de Segurança Pública em 2018, seguindo-se a Guarda Nacional Republicana, com 270, o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, com 36, e outras entidades tutelados pelo Ministério da Administração Interna (25).
O número de queixas entradas naquele organismo que fiscaliza a atuação das polícias aumentou 11,3% em 2018 face ao ano anterior (mais 88).
Segundo os dados fornecidos à Lusa, a IGAI recebeu 5.437 queixas em sete anos. Em 2012, chegaram 817 denúncias, que subiram para 830 em 2013 e desceram para 711 em 2014.
No ano seguinte voltaram a subir para 717, em 2016 aumentaram para 730, voltando a subir em 2017 para 772 e no ano passado registaram novamente um aumento, situando-se nas 860.
As denúncias que chegaram conhecimento da IGAI em 2018 essencialmente através de queixas apresentadas por certidões de entidades judiciárias (431), cidadãos (213) e anónimos (116).
De acordo com a IGAI, mais de um terço das queixas da atuação das forças de segurança estiveram relacionadas com ofensas à integridade física, tendo dado entrada um total de 255, 172 das quais dirigidas a elementos da PSP e 73 a militares da GNR.
A violação de deveres gerais relacionados com procedimentos ou comportamentos incorretos praticados por polícias motivaram 175 participações (20,3%) da IGAI no ano passado, existindo também 251 queixas onde se engloba a categoria de violência doméstica.
Aquele organismo tutelado pelo Ministério da Administração Interna (MAI) registou ainda 52 queixas de assuntos de natureza interna ou profissional, 44 de abuso de autoridade, 66 de violação de deveres especiais relacionados com ilegalidades e omissões, seis por prática discriminatórias, três por detenção ilegal e duas por morte, não havendo detalhes sobre estes casos.
A PSP lidera todo o tipo de queixas apresentadas, à exceção de assuntos de natureza interna ou profissional, que foi a GNR.
Durante o ano passado, aquele organismo tutelado pelo MAI processou 1.483 denúncias contra polícias, 623 das quais transitaram de 2017 e 860 deram entrada em 2018.
Das 1.483 queixas analisadas, a IGAI concluiu 874, tendo transitado para este ano 609 processos, converteu em processos de natureza disciplinar quatro e arquivou 765 por inexistência de infração ou de indício, estando ainda em curso 609 processos disciplinares nas forças e serviços de segurança e instituições do MAI.
IGAI tem como missão assegurar as funções de auditoria, inspeção e fiscalização de todas as entidades, serviços e organismos tutelados pelo MAI.
Lusa | em TSF | Foto: Lusa

Os limites da violência policial

«Nós não sabemos exactamente o que aconteceu antes de uma equipa da PSP desatar a agredir cidadãos no bairro da Jamaica, no Seixal. Sabemos sim que o mundo não é a preto e branco, que há zonas cinzentas entre os que se dizem vítimas e os que são acusados de ser algozes.
Podemos por isso presumir que, como diz a polícia, algo como uma recepção dos agentes à pedrada pode ter acontecido. Mas, tivesse ou não acontecido esse gesto de provocação, nada explica e ainda menos justifica a forma desabrida e descontrolada como os agentes começaram a agredir as pessoas.
Sim, o vídeo dos acontecimentos que passou nos últimos dias tem tudo para ser duvidoso, como o provam os comentários associados que procuram apenas revelar uma parte do incidente, a parte das vítimas. Mas, mesmo que seleccionadas ou truncadas, essas imagens são comprometedoras da imagem de uma polícia de um país subordinado ao imperativo da lei.
Estamos cansados dos sucessivos comportamentos de agentes que dão origem a inquéritos, da mesma forma que não há paciência para os que usam essas atitudes abusivas e indignas de alguns, para criar a ideia genérica de que a PSP é um agrupamento de malfeitores habituado ao uso desproporcional da força para instigar o racismo larvar da sociedade portuguesa.
Só há uma forma de travar esses maniqueísmos e de proteger a necessária integridade da PSP: condenar sem reservas actos como o destes dias e exigir que tudo se esclareça. Não pode deixar de haver punições sempre que agentes da polícia dispam a farda e actuem como arruaceiros. Vendo apenas as imagens divulgadas, foi isso que aconteceu.
Pretender que a denúncia deste tipo de atitudes é uma forma de esvaziar a autoridade da polícia não passa, por isso, de pura demagogia. Ainda que se admita que em bairros como o da Jamaica (no qual o espaço físico degradado é em si mesmo uma agressão aos moradores e uma vergonha para a autarquia e para o Estado) haja uma cultura endémica que estimula a desobediência e o confronto com a polícia, não se pode aceitar que os agentes percam o controlo em situações nas quais não se aplica a necessidade da legítima defesa nem da manutenção da ordem pública.
De resto, é mantendo esse nível de exigência que melhor se consegue evitar a espiral de violência e destruição gratuita que se verificou na noite de segunda-feira e, em situações extremas, combate-la exemplarmente como se impõe.»
Manuel Carvalho

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Leia original aqui

Condenado a 6 anos por violência doméstica e violação detido pela PSP

Por Redação
10 janeiro 2019
Um homem, de 33 anos, foi agora detido pela PSP da Divisão Policial de Cascais para cumprir 6 anos de prisão efetiva pelos crimes de violência doméstica e violação de que, desde 2015, era vítima a mulher, atualmente com 38 anos.
O mandado de detenção para cumprimento da pena a que foi condenado em novembro do ano passado pelo Tribunal de Cascais foi cumprido pela Esquadra de Investigação Criminal (EIC), tendo o homem recolhido ao Estabelecimento Prisional de Caxias.
O julgamento e a condenação surgiu depois de uma investigação a cargo da Esquadra de Investigação Criminal da Divisão Policial de Cascais, a qual permitiu recolher prova suficiente para que o detido tivesse sido condenado por decisão transitada.
A primeira queixa da mulher contra o marido remonta a 2015. Para além do crime de violência doméstica, a vítima seria forçada a manter relações contra a sua vontade.
Por decisão judicial, durante alguns meses e por haver receio de represálias, a mulher chegou mesmo a ter acompanhamento policial entre casa e o emprego, apurou Cascais24.

 

Ver o original em "CASCAIS24" na seguinte ligação::

http://www.cascais24.pt/p/blog-page_121.html

Ilegal a viver em Cascais preso por tentativa de violação em Pedrogão Grande

Por Redação
09 janeiro 2019
Um homem, 29 anos, de nacionalidade brasileira e ilegal no País, mas a viver em Cascais, foi detido pela PJ de Coimbra e está em prisão preventiva, por “estar fortemente indiciado” da prática de um crime de violação, na forma tentada, de que foi vítima uma jovem, de 19 anos, em Pedrogão Grande, distrito de Leiria, anunciou esta quarta-feira a Procuradoria da Comarca de Leiria. O suspeito foi detido pela Polícia Judiciária (PJ) de Coimbra no passado dia 6 de janeiro. 
De acordo com o Ministério Público de Leiria, “dos autos resulta indiciado que, na noite de 5 para 6 de janeiro de 2019, pelas 3h00 da madrugada, junto ao terminal rodoviário de Pedrógão Grande, o arguido aproximou-se da jovem ofendida que se deslocava a pé, colocou as suas mãos em volta do pescoço desta e asfixiou-a, até a mesma perder a consciência. De seguida, arrastou-a para um parque subterrâneo ali existente. O arguido só não logrou concretizar os seus intentos - manter relações sexuais de cópula completa com aquela – face à intervenção de militares da GNR”.
Sede da Procuradoria da Comarca de Leiria na rua Tenente Valadim
Segundo a Procuradoria da Comarca de Leiria, “após a elaboração de requerimento por parte do Ministério Público, no dia 8 de janeiro de 2019, o arguido foi sujeito a primeiro interrogatório judicial no Juízo Central de Instrução Criminal de Leiria”.
“O arguido, de nacionalidade brasileira, encontra-se em situação irregular no nosso país”, diz a Procuradoria da Comarca de Leiria, segundo a qual “verificando-se a existência de perigo de continuação de atividade criminosa, perigo de perturbação da ordem e tranquilidade públicas e perigo de fuga, no primeiro interrogatório judicial, na sequência do requerido pelo Ministério Público, foi determinado que o arguido aguardasse os trâmites do processo sujeito, cumulativamente, às obrigações decorrentes do termo de identidade e residência (TIR) e em prisão preventiva, com a possibilidade desta medida ser substituída pela obrigação de permanência na habitação, com recurso de meios técnicos de controlo à distância (vigilância eletrónica)”.
A investigação prossegue sob direção do Ministério Público do Departamento de Investigação e Ação Penal de Leiria, com a coadjuvação da Polícia Judiciária (PJ) de Coimbra.


Fogo destrói cave da casa onde casal manteve filhos em cativeiro oito anos

Por Redação
04 janeiro 2019
Um incêndio que deflagrou, esta sexta-feira, quase ao final da tarde, destruiu a cave da casa onde um casal manteve durante oito anos os filhos em cativeiro, na rua Nova da Ribeira, na Amoreira, Alcabideche, apurou Cascais24.
A cave e a casa estão desabitadas desde que, em junho de 2015 e conforme Cascais24 avançou, à época, em primeira mão, o caso foi descoberto, deixando o País em choque, sobretudo pelas condições em que um dos dois filhos do casal, António Varela, o "Tó", sobreviveu oito longos anos em sequestro.
 
A mãe dos jovens quando foi detida em junho de 2015 (Foto CASCAIS24)
Esta sexta-feira, pouco antes das seis horas da tarde, um incêndio deflagrou na cave desabitada, mas cheia de lixo, que acabou por ser totalmente consumida pelas chamas.
 
As autoridades não excluem que o local estivesse a servir de abrigo a alguém que, por descuido, porventura de uma vela, pudesse ter ateado o fogo, não obstante quando chegaram não terem encontrado ninguém.
 
Nas operações estiveram mobilizados 10 operacionais, apoiados por três veículos, dos Bombeiros de Alcabideche, a GNR com quatro militares e um técnico do Serviço Municipal de Proteção Civil. Este foi o segundo incêndio habitacional, registado esta sexta-feira, em menos de cinco horas, na Amoreira. O outro, bem mais grave, registou-se na avenida do Ultramar, tendo resultado em seis pessoas intoxicadas, por inalação de fumos, entre os quais um menor e dois militares da GNR de Alcabideche, que lograram salvar das chamas uma idosa, de 78 anos e o seu canídeo.
MULTIMÉDIA
Quando o caso foi descoberto

GNRs de Alcabideche intoxicados salvaram idosa e canídeo das chamas na Amoreira

Por Redação
04 janeiro 2019
Foi ao salvarem uma idosa, de 78 anos, e um canídeo das chamas que lavravam na habitação, esta sexta-feira, à tarde, na Amoreira, que dois militares do Subdestacamento da GNR de Alcabideche sofreram intoxicação por inalação de fumos.
No incêndio, na avenida da Ultramar, outras quatro pessoas, entre as quais um menor, de 12 anos, ficaram intoxicadas.
Conforme Cascais24 avançou anteriormente, um dos intoxicados foi assistido no próprio local, mas os outros cinco, entre os quais os dois militares da GNR, de 33 e 42 anos, e a idosa, que também sofreu queimaduras, tiveram que ser transportados ao Hospital de Cascais
Numa nota divulgada ao final da tarde, a GNR informa que “após ser comunicado à GNR que decorria um incêndio numa habitação de um prédio de três andares, os militares deslocaram-se de imediato ao local, onde foram informados de que poderia estar uma idosa no seu interior”.
“Considerando que poderia estar em perigo uma vida humana, os militares arrombaram a porta, não conseguindo entrar devido à quantidade de fumo. Contudo, contornaram o prédio e escalaram até ao 1.º andar pelo exterior, partindo uma das janelas, o que permitiu encontrar a vítima num dos compartimentos. Com a chegada dos bombeiros foi possível retirar a vítima pela janela”, refere a GNR.

Ver o original em "CASCAIS24" na seguinte ligação::

http://www.cascais24.pt/p/blog-page_428.html

Uma criança e dois GNRs entre 6 intoxicados em fogo habitacional

Por Redação
04 janeiro 2019
Seis pessoas, entre as quais uma criança de 12 anos e dois militares da GNR,  foram vítimas de intoxicação, por inalação de fumoS, na sequência de um incêndio que deflagrou esta sexta-feira, ao princípio da tarde, no rés-do-chão de um edifício de cinco pisos, na Amoreira, na freguesia de Alcabideche.
 
No entanto, segundo disse, a Cascais24, Miguel Jerónimo, Adjunto dos Bombeiros de Alcabideche, só cinco dos intoxicados tiveram necessidade de ser transportados à urgência do Hospital de Cascais.
 
Os seis intoxicados, por inalação de fumos, têm idades entre os 12 e os 78 anos, acrescentou Miguel Jerónimo.
 
O incêndio deflagrou pouco depois da uma hora da tarde na habitação, que ficou totalmente destruída. Não é conhecida a causa do fogo.
 
As densas camadas de fumo, que envolveram todo o edifício, situado na avenida do Ultramar não só intoxicaram residentes como, também, dois militares  de uma patrulha móvel do Subdestacamento da GNR de Alcabideche que, ao chegarem antes dos bombeiros, procuraram efetuar o resgate dos moradores.
 
O edifício acabou por ter que ser evacuado.
 
A intervenção de 14 operacionais, apoiados por seis veículos, dos Bombeiros de Alcabideche impediu que as chamas atingissem outras frações do edifício.
A fração atingida pelo incêndio ficou destrída, tendo os moradores das outras frações regressado às suas casas depois dos bombeiros terem procedido à ventilação do edifício.
Para além dos Bombeiros de Alcabideche e da GNR, estiveram no local a VMER do Hospital de Cascais e o serviço municipal de Proteção Civil.

PSP apanha em flagrante trio a assaltar vulcanizadora em Abóboda

 Por Redação
02 janeiro 2019
A PSP de Trajouce surpreendeu, em flagrante, três indivíduos que estavam a assaltar esta quarta-feira, de madrugada, a vulcanizadora Auto Barão, em Abóboda, na freguesia de São Domingos de Rana, confirmou, a Cascais24, fonte do Comando Metropolitano da PSP de Lisboa (Cometlis).
 
Os suspeitos, de 23, 29 e 33 anos, que viajavam numa carrinha, marca Mercedes, foram surpreendidos pelas três horas e vinte e cinco minutos da madrugada por uma patrulha móvel da 56ª. Esquadra (Trajouce) da PSP.
 
Tinham investido com uma outra viatura, estacionada, contra um dos vidros da fachada da vulcanizadora e estavam a furtar quatro jantes de um BMW, imobilizada no interior das instalações, bem como um computador portátil do escritório.
 
O dono da vulcanizadora calculou em quase dois mil euros o montante do produto do assalto, o qual, no entanto, foi logo resgatado pelos agentes da PSP.
 
Os três suspeitos, todos oriundos de fora do concelho de Cascais, foram detidos e o Mercedes, que será propriedade de um deles, confiscado.
 

Ver o original em "CASCAIS24" na seguinte ligação::

http://www.cascais24.pt/p/blog-page_530.html

Feridos em colisão eram crianças que viajavam em carro em fuga desde o Fim do Mundo por suspeita de tráfico de drogas

 

Por Redação
01 janeiro 2019
Os três feridos leves na colisão registada esta terça-feira, ao final da tarde, junto do CascaiShopping, em Alcabideche, entre um Volkswagen Golf em fuga à polícia e um BMW foram três três crianças, de 4 meses, dois e 5 anos, apurou Cascais24.
 
As três crianças, que foram transportadas à urgência pediátrica do Hospital de Cascais pelos Bombeiros de Alcabideche, viajavam no Volkswagen Golf que, momentos antes, tinha sido intercetado a efetuar alegadamente transações de droga no Bairro do Fim do Mundo, na Galiza, em São João do Estoril.
Intercetado por uma brigada da Esquadra de Investigação Criminal, o condutor, pai das crianças, colocou-se em fuga desenfreada, desobedecendo a sucessivas ordens de paragens.
Na fuga, o Volkswagen Golf entrou na A5 na rotunda da Galiza, perto da Escola Superior de Turismo, acabando, uns quilómetros mais à frente, por sair na rotunda perto do Hospital de Cascais, tomando a direção, a alta velocidade, da A16.
Todavia, mais à frente, acabou por entrar na faixa paralela à A16 e por colidir com um veículo, marca BMW, que estava a circular por uma das saídas do estacionamento do CascaiShopping.
Em consequência, o BMW acabou por capotar, sem que o condutor sofresse ferimentos.
A colisão provocou, no entanto, ferimentos leves nas três crianças que seguiam no Volkswagen Golf e que vieram a ser evacuadas para o Hospital de Cascais pelos Bombeiros de Alcabideche.
Já no local, os agentes da PSP detiveram o condutor do Volkswagen Golf, um homem, de 29 anos, e a mulher, de 27 anos, que viajava a seu lado.
 
O homem não possuía carta de condução e a mulher foi detida por transportar estupefacientes na mala, disse, a Cascais24, fonte do Comando Metropolitano da PSP de Lisboa (Cometlis).
 
"As três crianças são filhas do casal suspeito, que foi detido", acrescentou o Oficial de Serviço do Cometlis, segundo o qual "estão em curso diligências para apurar todos os pormenores do caso". As crianças, depois de assistidas, foram entregues aos cuidados de um familiar.
Entretanto, o casal suspeito deverá ser submetido a primeiro interrogatório judicial.
 
 
 

Fuga à PSP acaba em colisão com 3 feridos junto ao CascaiShopping

Por Redação
01 janeiro 2019
Um veículo que vinha a ser perseguido pela polícia, colidiu com um outro, que saia de uma das vias do CascaiShopping, em Alcabideche, provocando neste primeiro dia do novo ano cinco feridos, três dos quais foram conduzidos ao Hospital de Cascais, apurou Cascais24.
 
O incidente registou-se esta terça-feira, ao final da tarde, causando grande aparato na área.
Uma fonte disse, a Cascais24, que um ligeiro, com dois suspeitos, estava a ser perseguido por investigadores da Esquadra de Investigação Criminal da PSP de Cascais, tendo colidido e provocado o capotamento de um outro ligeiro, que saia de uma das vias do CascaiShopping.
Em consequência do embate, cinco pessoas sofreram ferimentos leves, mas apenas três foram transportadas pelas ambulâncias dos Bombeiros de Alcabideche à urgência do Hospital de Cascais. Os outros dois feridois terão recusado o transporte.
Entretanto, segundo Cascais24 apurou, os dois ocupantes do veículo que estava a ser perseguido acabaram por ser detidos pelos agentes policiais.
Ainda não são conhecidos os motivos pelos quais os suspeitos estavam a ser perseguidos pelos agentes da Esquadra de Investigação Criminal.

PSP deteve autor de 6 roubos violentos condenado a 5 anos de prisão

Por Redação
29 dezembro 2018
Um jovem, de 18 anos, condenado a 5 anos de prisão efetiva pela prática de seis roubos violentos, foi detido esta quinta-feira pela PSP, que o conduziu à cadeia de Caxias para cumprimento da pena.
Segundo a PSP, o jovem foi detido na freguesia do Estoril, na sequência de um mandado de detenção.
O detido foi condenado por decisão transitada em julgado em novembro último pela prática de seis crimes de roubo, todos eles praticados em 29 de novembro do ano passado.
A condenação surgiu na sequência de uma investigação da Esquadra de Investigação Criminal da Divisão Policial de Cascais iniciada com a detenção, em flagrante delito, de um outro indivíduo (co autor) em 30 de novembro de 2017.

 

Ver o original em "CASCAIS24" na seguinte ligação::

http://www.cascais24.pt/p/blog-page_535.html

Agridem dono de café à porta de casa para roubar saco com raspadinhas e 100 euros

Por Redação
28 dezembro 2018
Um homem, de 54 anos, dono de um café, foi violentamente agredido durante o assalto de que foi vítima por parte de dois desconhecidos, esta sexta-feira, de madrugada, à porta de casa, em Matarraque, na freguesia de São Domingos de Rana.
 
Fonte policial disse, a Cascais24, que a vítima foi atacada violentamente com murros e pontapés quando, por volta da uma hora e meia da manhã, ia a entrar para o edifício onde vive, depois de ter estacionado a sua viatura, na rua Pedro Álvares Cabral, em Matarraque.
 
Os dois assaltantes, que deixaram o comerciante bastante maltratado, roubaram um saco com raspadinhas avaliadas em 400 euros e mais 100 euros em moedas.
 
De seguida, entraram numa viatura que o comerciante ainda tentou intercetar, tendo desistido quando um dos assaltantes lhe apontou uma arma de fogo.
 
O comerciante acabou por ser socorrido pelos Bombeiros de Carcavelos e São Domingos de Rana, que o transportaram à urgência do Hospital de Cascais.
A PSP, através da 56ª Esquadra (Trajouce) registou o assalto, que foi comunicado à Brigada Antirroubo da Polícia Judiciária (PJ) de Lisboa e Vale do Tejo, agora encarregue da investigação.

Coordenadora da proteção civil municipal deixa cargo e garantia de que “Cascais pode dormir descansado”

Por Redação
27 dezembro 2018
A coordenadora da Proteção Civil de Cascais, Maria do Céu Garcia, abandonou este mês o cargo e, a partir de janeiro, vai assumir novas funções no Aeródromo Municipal de Tires, através da sua empresa municipal de origem, a Cascais Dinâmica, confirmando-se, assim, a notícia avançada em novembro em primeira mão por Cascais24.
No último conselho municipal de segurança, no qual esteve presente, Maria do Céu Garcia não quis deixar de garantir que “Cascais pode dormir descansado” e que “está tudo perfeitamente controlado, os polícias interagem e cooperam num objetivo comum”.
Para Maria do Céu Garcia, “o único dado que me preocupa continua a ser o aumento da violência doméstica, que nos deve preocupar a todos enquanto sociedade. E também a condução sob o efeito do álcool, ambos têm vindo a aumentar consideravelmente no concelho. Continua-se a consumir muito álcool, mas isso é uma questão de civilidade, é uma questão de boas práticas e também de fiscalização e de repressão que temos que fazer no terreno”.

Confirma-se a noticia do Cascais24
Segundo Cascais24 apurou, Maria do Céu Garcia poderá ter como tarefa nos novos desafios a enfrentar no Aeródromo de Tires a instalação do posto da PSP e do SEF em regime de permanência, o que vem traduzir-se numa maior e mais apertada fiscalização nas chegadas e partidas, pondo fim, espera-se, à impunidade com que “a criminalidade organizada e transnacional, nas suas mais diversas vertentes”, vem utilizando aquele espaço na última década e meia.
Maria do Céu Garcia, 57 anos, foi nomeada em janeiro último coordenadora da proteção civil municipal de Cascais.
Antiga adjunta da presidência do município cascalense, Maria do Céu Garcia terá decidido abandonar o cargo por sentir-se "desgastada profissionalmente" e necessitar de "mais tempo para a sua vida pessoal".
Maria do Céu Garcia, que é considerada por vários setores da vida cascalense como uma "excelente relações públicas", foi nomeada em outubro de 2013 adjunta do gabinete de apoio à presidência da Câmara de Cascais, deixando nessa altura a empresa municipal Cascais Dinâmica.
Carlos Mata
O cargo de Maria do Céu Garcia está, entretanto, a ser assegurado interinamente pelo diretor do Serviço de Proteção Civil Municipal, Carlos Mata que, segundo vários setores da vida cascalense, reúne consenso e todas as condições para lhe suceder.
No entanto, a decisão final cabe ao presidente do executivo, que é, simultaneamente, o responsável número 1 pela proteção civil no concelho, Carlos Carreiras, o qual, apurou Cascais24, está a ponderar alguns nomes, entre os quais o de um coronel da GNR, cuja presença tem sido bastante assídua nos últimos tempos nos Paços do Concelho.

Ver o original em "CASCAIS24" na seguinte ligação::

http://www.cascais24.pt/p/blog-page_300.html

Sem deixar a pista fria

Não foram apenas os civis que estranharam tamanha previsão das polícias nacionais de que dois milhões de portugueses se iriam manifestar nas ruas de 17 localidades do país, vestindo os Coletes Amarelos.Também a maior associação sindical da PSP, a ASPP, critica a forma como essa avaliação foi feita.  Num artigo no jornal Contacto, aponta-se o dedo à mobilização de 19 mil polícias e guardas republicanos, num contingente próximo da proporção da verificada em França após o descalabro no Arco do Triunfo. Na dúvida não houve dúvida: jogou-se pelo seguro, diz o presidente da ASPP. Mas este tipo de jogada tem riscos e custos:
Para a ASPP estão em causa duas coisas fundamentais: "Por um lado, a segurança do país, quem faz um erro deste tamanho, pode perfeitamente achar que não há perigo de terrorismo e haver; por outro lado, existe um erro da utilização abusiva de meios, os 19 mil polícias que foram mobilizados não recebem mais um euro que seja, e foram mobilizados e obrigados a trabalhar para nada. Quando nós, os polícias, cometemos um erro somos alvo de uma série de procedimentos disciplinares, às vezes chegamos a ser punidos quatro vezes. Quem cometeu este erro, tem de ser responsabilizado".      
E por isso vai escrever ao primeiro-ministro António Costa. 

Ver original em 'Ladrões de Bicicletas' (aqui)

Coletes amarelos: Fracasso apesar do "apoio" da PSP

A iniciativa que tentava reproduzir os acontecimentos em França com os coletes amarelos redundou em fracasso. E isso aconteceu apesar da promoção feita, consciente ou inconscientemente, pela própria Polícia de Segurança Pública (PSP). Com vários dias de antecedência, o comando da PSP libertou uma nota à agência Lusa em que previa "manifestações de grande dimensão em todo o país".  
"Vamos ter manifestações de grande dimensão em todo o país e mandam as regras do bom senso ter pessoal operacional", disse à Lusa o porta-voz da Direcção Nacional da PSP, intendente Alexandre Coimbra, adiantando que a preocupação neste momento se prende com a dimensão do evento e não com qualquer informação de possíveis confrontos. 
Dois dias antes do dia de protesto, a PSP - de novo - divulgou o mapa das manifestações programadas, com locais e horas previstas. Previa-se que as tais manifestações de grandes dimensões ocorressem em 17 pontos do país: Lisboa, Porto, Aveiro, Braga, Viseu, Viana do Castelo, Setúbal, Coimbra, Santarém, Castelo Branco, Bragança, Évora, Faro, Guarda e Leiria. Também foram formalmente comunicadas manifestações nas regiões autónomas dos Açores e da Madeira. Com base nessa informação, o JN até fez uma infografia:
Publicado no JN
Houve mesmo sites que usaram uma expressão equívoca, mas que até correspondia à realidade: "PSP divulga locais de manifestações". E não fez só isso: previu que a maior manifestação seria no Marquês de Pombal em Lisboa, onde estão previstas “centenas de pessoas” e - pasme-se! - que é de lá que deverá partir um desfile em direcção à Assembleia da República durante a manhã.O que nunca aconteceu... Estas informações foram prestadas - parece - depois de contactos entre a PSP e os organizadores das manifestações (este link foi desactivado e mais ninguém escreveu sobre isso). Mas fê-lo no Porto e Braga e estava programa reunir-se com os promotores em Lisboa.  Ao contrário do que se disse depois - que se tratava de um movimento convocado nas redes sociais, inorgânico - afinal havia organizadores e até um auto-proclamado Movimento dos Coletes Amarelos de Portugal (MCAP). Como escreveu o Expresso, citado pela radioalfa:
O movimento tem várias faces e perfis no Facebook, mas tanto quanto é possível perceber terá começado em novembro através de um grupo de camionistas, que lançou a ideia de um protesto nacional nas redes sociais. A ideia terá ganho força própria e, paralelamente ao Mcap, surgiu também o “Vamos parar Portugal”. Os dois movimentos começariam a ‘agir’ em conjunto nas redes sociais até que, na semana passada e depois de terem sido noticiadas as ligações do “Vamos Parar Portugal” a grupos da extrema direita, “cortaram relações”, diz a fonte contactada pelo Expresso.
Enquanto os promotores queriam "amplifiar o descontentamento", a PSP parecia fazer parte desse dispositivo. Como se já não bastasse, a PSP informou a comunicação social de que iria chamar os seus agentes que estivessem em folgas e créditos de tempo. Era preciso mobilizar 20 mil polícias!  Como foi dito, era um "dispositivo adequado", mas que se pedia que tudo fosse pacífico... Tudo isto é ainda mais de espantar quando se sabia que as movimentações programadas estavam a ser aproveitadas para o lançamento de iniciativas da extrema-direita, como forma de entrar em força em Portugal. A PSP estava no meio deles, para melhor os seguir através de agentes infiltrados, foi a informação prestada oficialmente. Mas havia uma mensagem: o MCAP nada tem a ver com a extrema-direita:
A PSP tem debaixo de olho, há mais de duas semanas, todos os grupos organizadores do protesto "Vamos parar Portugal", que começou a ser preparado nas redes sociais há mais de quatro semanas e pretende replicar, sexta-feira, por cá, os efeitos dos "coletes amarelos" de França. A monitorização está a ser feita através de grupos no WhatsApp, em redes sociais e pequenas reuniões que têm sido realizadas nos últimos dias, apurou o JN junto de elementos da força de segurança - que tem este protesto sob sinal vermelho sem o "tentar desmobilizar". O país pode parar amanhã. Ou não. Para já, uma das principais conclusões da PSP é que não se confirma a alegada ligação à extrema-direita dos mentores do Movimento Coletes Amarelos Portugal (MCAP) - que organiza o protesto. "Aquilo que tem sido identificada é uma militância organizada, sem ideologia e muito populismo", apurou o JN.
Todas estas informações oficiais da PSP - como era de esperar - espalharam-se como fogo pelo feno. Os meios de comunicação social reproduziram estas informações oficiais e - consciente ou inconscientemente - acabaram por participar na convocação das manifestações. Foi mesmo um programa lançado com a sustentação da totalidade comunicação social. Foi na rádio, nas televisões (RTP ou  TVI), até nos bombeiros e aos confins da lusofonia. Depois da PSP, divulgar o mapa das manifestações, cada órgão nas referidas localidades e cidades e estradas amplificavam o que se passava na zona. As autarquias criavam novas notícias ao reagir ao anunciado. Difundiam-se conselhos para evitar... os protestos. Até as que ficavam de fora do protesto, difundiam a novidade. Até se difundia o escudo da PSP na promoção das manifestações... Tudo já era dado como adquirido. Veja-se o Expresso, citado pela radioalfa:


Uma marcha lenta e buzinão na ponte 25 de Abril e no IC 19, que permite o acesso dos automóveis vindos da linha de Sintra para Lisboa. No Marquês de Pombal, nas portagens de Alverca da Autoestrada do Norte e nas da A8 que recolhe o trânsito da zona do Oeste que vem para a capital ou na entrada da Ponte Vasco da Gama no sentido Sul/Norte. A partir das sete da manhã da próxima sexta feira, todas estas vias de acesso a Lisboa vão ser alvo de ações do “Movimento Coletes Amarelos de Portugal”.
Tudo esta propagação era mais do que expectável. Se o objectivo era evitar que se desse um evento de elevadas proporções, então a estratégia adoptada foi a contrária. Porque a PSP é uma fonte oficial, policial e com contactos com com outras formas de segurança, tida pois como credível. Tudo parecia, pois, haver um apoio informal da PSP à manifestação, pelo menos a julgar pelas páginas na internet que lhe são dirigidas (ver Movimento da PSP apoioa manifestações dos coletes amarelos?). E - claro está! - a dimensão e velocidade da propagação começou  inquietar politicamente. Membros do governo começaram a ficar "muito preocupados". Como se afirmava no Público:
Um membro do Governo admitiu ao PÚBLICO a sua preocupação com a possibilidade de os protestos virem a ter uma adesão significativa, nomeadamente na sequência da revolta dos "coletes amarelos" em França e com a reacção de Macron. Ou seja, o facto de o Presidente francês ter cedido a algumas das revindicações feitas pelos manifestantes, nomeadamente o aumento de 100 euros no salário mínimo, pode eventualmente levar os portugueses a acharem que vale a pena protestarem porque há exemplos de governos a cederem sob a pressão da rua.
A revista Sábadofazia eco dos receios do Governo de que as "manifestações possam ser infiltradas por movimentos extremistas e por criminosos comuns, que provoquem violência, destruição e roubos". Mas depois de tudo isto, o resultado final foi um autêntico fiasco. Para uma manifestação altamente promovida pela comunicação social - que não contou com o apoio sindical das duas centrais sindicais - o desfecho foi risível. Em muitos locais, como em Lisboa e Coimbra, havia mais polícias do que manifestantes. Dito isto, há uma questão que não se deve afastar: Há razões para o surgimento de um movimento popular de coletes amarelos em Portugal. E mais tarde ou mais cedo isso pode acontecer. A desvalorização continuada do trabalho, a desarticulação do aparelho de Estado (na Saúde, na Justiça, etc.), a desarticulação e progressiva desvalorização pela lei das formas regulares de representação sindical, a atomização da relação cívica, a corrupção larvar que se pressente nas relações financeiras com o Estado, a cobertura oficial do que se passa no sistema financeiro, a injustiça que representa o actual sistema judicial, a ampliação das desigualdades sociais, etc., etc., tudo isso está a cavar um fosso enorme entre a classe política e o povo. A social-democracia está a suicidar-se. Veja-se o que foi recolhido pela JN:
Ao JN, Hirondino Isaías, membro do PS de Lisboa, que faz parte da organização, garantiu que o MCAP começou na Região Oeste, com "gente simples, trabalhadora, sem ligações à extrema-direita". "Há uma insatisfação geral e queremos mostrar à classe política que o sistema tem de mudar e responder a uma necessidade de credibilidade", disse. Num encontro em Setúbal, terça-feira, entre as 20 pessoas, estavam casais com filhos, trabalhadores portuários e jovens. Não há só uma razão: "É tudo: salários baixos, reformas pequenas, a corrupção...". O sucesso do protesto pode depender da adesão de camionistas. Para já, nenhuma associação do setor participa.
Se desta vez parecia haver uma forte penetração da extrema-direita, possivelmente a esquerda deveria começar a pensar se não quer estar nesse movimento. Porque todas as razões que levaram franceses à rua, existem em Portugal. Resta saber se a esquerda quer a direita e a extrema-direita a capitalizar esse movimento ou não.  Mas isso fica para outro post. 

Ver original em 'Ladrões de Bicicletas' (aqui)

Judiciária deteve jovem que lançou fogo a carro do patrão por vingança na Parede

Por Redação
21 dezembro 2018
Um jovem, de 21 anos que, esta terça-feira, pelas quatro horas da manhã, ao atear fogo ao carro do patrão, que ficou destruído, acabou também por causar a perda total de outros três veículos e a destruição parcial de três outros, um dos quais comercial, parqueados num terreno baldio, situado a poucos metros do quartel dos Bombeiros de Parede, foi detido pela Polícia Judiciária (PJ) de Lisboa e Vale do Tejo.
O suspeito, que terá agido por vingança, por uma alegada divida laboral, continua, no entanto, em liberdade, depois da autoridade judicial ter-lhe aplicado como medidas de coação apresentações periódicas e a proibição de contatos.
O jovem terá ateado fogo, com recurso a um "acelerante bastante forte", ao automóvel do patrão que, juntamente com mais de uma dezena de outros veículos estavam no baldio que é usado como parqueamento de uma oficina de reparação.
Judiciária salienta interveção decisiva dos Bombeiros de Parede
"Graças à sua deteção rápida e ao combate atempado e eficaz por parte dos bombeiros da Parede, o incêndio foi extinto, facto que impediu que o sinistro tivesse consequências muito mais graves, nomeadamente o alastramento a outras viaturas que também se encontravam estacionadas no local", refere a Polícia Judiciária (PJ) em nota divulgada esta sexta-feira.


Pedro Araújo, comandante dos Bombeiros de Parede
Já Pedro Araújo, comandante dos Bombeiros de Parede, disse, a Cascais24, que "o fogo eclodiu com grande intensidade e, para além de tentar salvar os veículos parqueados, os bombeiros conseguiram, com sucesso, impedir que as chamas atingissem, a Norte, vegetação e uma moradia".
De acordo com a PJ, "as diligências imediatamente realizadas permitiram a identificação e localização do presumível autor, o qual terá agido por vingança" e, segundo uma fonte da polícia portuguesa de investigação criminal revelou, a Cascais24, "na sua origem esteve uma alegada dívida". 

Ver o original em "CASCAIS24" na seguinte ligação::

http://www.cascais24.pt/p/blog-page_618.html

Gritos de cliente abortam assalto a loja chinesa e colocam ladrões em fuga

A loja na Torre alvo de assalto frustrado esta terça-feira ao final da tarde
Por Redação
19 dezembro 2018
Dois desconhecidos, ambos com lenços a cobrir-lhes os rostos e empunhando armas de fogo, presumivelmente de brincar, tomaram de assalto esta terça-feira, ao final da tarde, uma loja chinesa, na Torre, mas acabaram por colocar-se em fuga, aparentemente assustados com os gritos de uma cliente.
A tentativa de assalto à loja "Bazar da Torre", na rua Joaquim Ereira, na Torre, foi protagonizado pelas sete horas e meia da tarde, segundo confirmou, a Cascais24, fonte do Comando Metropolitano da PSP de Lisboa (Cometlis).
Enquanto um dos suspeitos ficou a vigiar junto à porta, o cúmplice entrou no estabelecimento e apontou uma arma de fogo ao peito de uma cliente, exigindo-lhe a carteira, ao mesmo tempo que pedia ao dono da loja para lhe entregar todo o dinheiro que estava na caixa registadora.
Porém, um outro cliente ter-se-á apercebido que as armas empunhadas pelos assaltantes eram falsas e na sequência dos seus gritos os dois desconhecidos, assustados, colocaram-se em fuga apeada na direção do Bairro da Torre.
 
Segundo o dono da loja e os dois clientes, os assaltantes envergavam roupas desportivas e tinham lenços a tapar-lhes os rostos.
 
Acionada, a PSP de Cascais fez deslocar uma patrulha móvel, que registou a tentativa de assalto.
 
Todavia e, independentemente de as armas empunhadas pelos assaltantes serem ou não falsas, o caso foi comunicado à Brigada Antirroubo da Polícia Judiciária (PJ) de Lisboa e Vale do Tejo, que tomou a seu cargo a investigação para identificar os suspeitos.
 

Ver o original em "CASCAIS24" na seguinte ligação::

http://www.cascais24.pt/p/blog-page_948.html

Socado na escola sofre fratura de nariz

O jovem ficou com o nariz fraturado (Foto TVI24)
Um jovem, de 14 anos, sofreu a fratura do nariz ao ser alegadamente agredido por três colegas numa escola do Agrupamento de Escolas Frei Gonçalo de Azevedo, na freguesia de São Domingos de Rana.
 
A agressão, segundo a mãe do jovem declarou à TVI24, registou-se no dia 29 de novembro último, quando o filho ia a entrar para a sala de aula.
 
Segundo a mãe, o filho foi "agarrado por dois colegas e agredido por outro".
 
Sofreu a fratura do nariz e foi inicialmente assistido na urgência pediátrica do Hospital de Cascais, tendo sido posteriormente transferido para São Francisco Xavier.
 
Ainda em declarações à TVI24, a mãe denuncia que "ninguém está a fazer nada, ninguém assume responsabilidades" e o filho "não vai às aulas por medo" e "vai ter que frequentar sessões com um psicólogo".
 
"Exijo que os agressores saiam da escola", afirmou, revoltada.
Já a direção executiva do Agrupamento de Escolas Frei Gonçalo de Azevedo assegurou, entretanto, que "foi instaurado um processo disciplinar e suspenso preventivamente o aluno que alegadamente terá dado um soco ao colega".
A violência em ambiente escolar tem vindo a aumentar (Foto arquivo)
A direção da escola informou, ainda, que o caso foi participado à PSP de Trajouce e o Ministério da Educação foi informado.
Recorda-se que, não obstante as campanhas e os programas da Escola Segura, a violência em ambiente escolar tem vindo a aumentar, criando uma séria preocupação, quer entre responsáveis pelos estabelecimentos de ensino, quer entre pais e encarregados de educação.

Ver o original em "CASCAIS24" na seguinte ligação::

http://www.cascais24.pt/p/blog-page_821.html

Da ilusão da segurança

«Estava, como habitualmente, nos trabalhos da sessão plenária de Estrasburgo quando soube, ainda antes de ser notícia, que estava a haver um tiroteio no centro da cidade. É impossível não sofrer quando há tragédias, quando há mortes e ferimentos graves de pessoas que se limitavam a viver a sua vida ou a fazer o seu trabalho. É também evidente que toca ainda mais fundo quando, entre as pessoas atingidas, estão pessoas de quem sabemos os nomes, conhecemos ou nos cruzámos, como o jornalista italiano que estava a fazer a cobertura do mercado de Natal ou o músico polaco que integrava o movimento da música pela paz.
Talvez pelo facto de estar a decorrer o mercado de Natal, que é dos mais visitados do mundo, e na sequência das manifestações dos coletes amarelos, à chegada para a esta sessão plenária esperava-nos um aparato de "segurança" muito superior ao habitual. Os acessos ao Parlamento com mais controlo, a ter de se mostrar identificação não apenas à entrada como antes de entrar no perímetro da instituição, e a verificação das carteiras e das mochilas em cada um dos acessos ao centro da cidade, mas alargando o perímetro do centro em relação ao ano anterior. Ainda assim, o tiroteio aconteceu.
Pensei bastante sobre isto. O tiroteio decorreu na altura do ano em que a cidade está mais vigiada e, teoricamente, mais protegida. Esta coisa de nos armarmo-nos até aos dentes e de com isso se promover uma ideia de suposta segurança não é mais do que isso, armarmo-nos até aos dentes e promover uma ideia de suposta segurança. Como? Com mais militares nas ruas, mais forças policiais, mais seguranças, mais armas. Vê-los cria a ilusão e essa imagem naturaliza-se como sendo "a segurança". Devo confessar que a mim sempre me pareceu um sinal de profunda insegurança e que não percebo a ideia de que mais armas na rua são sinónimo de mais segurança. Pergunte-se aos familiares e aos amigos dos milhares de pessoas que todos os anos perdem a vida nos Estados Unidos ou no Brasil como é que encher as ruas de armas lhes trouxe mais segurança. Pergunte-se aos familiares e amigos das mulheres assassinadas todos os anos em Portugal ou em Espanha se ter armas em casa lhes trouxe mais segurança.
Do mesmo modo, custam-me as leituras simples. Quer saber-se sempre qual a nacionalidade dos criminosos e das vítimas. Quando se confirma, como até hoje, que a nacionalidade de todos os criminosos é europeia, vai-se até à origem. A origem serve para confirmar que têm família não europeia, de preferência do Médio Oriente ou de África. Já quanto às vítimas, ficamo-nos pela referência restrita da nacionalidade, de preferência europeia. E de que serve isto? Serve para alimentar outra ilusão, a de que se acabarmos com as migrações acabamos com a insegurança.
Ambas as teses não são apenas falsas, são perigosas. Não resolvem nenhum dos problemas estruturais que vivemos e agravam-nos. Há algum tempo, eu escrevia que a UE até poderia sobreviver a uma crise social, mas não sobreviveria a uma crise identitária. Eis que estamos perante uma equação que as junta e não se vê solução à vista. As políticas que nos trouxeram aqui são as mesmas que vendem estas ilusões. Demos a volta à equação e comecemos por duas outras premissas: só a paz nos pode salvar da guerra, só a eliminação das desigualdades nos pode salvar da insegurança. Que tal ter antes estes pontos de partida?»
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Leia original aqui

CSI da Judiciária investiga fogo que matou mulher e fez 12 intoxicados em habitação

Fogo deixou impressionante rasto de destruição na habitação (Foto DR/ Cascais24)
Por Redação
14 dezembro 2018
Peritos do Laboratório de Polícia Científica da Polícia Judiciária (PJ) foram chamados a investigar a origem do incêndio que, esta sexta-feira, de manhã, provocou um morto e 12 intoxicados, entre os quais 4 crianças e dois agentes da PSP, no primeiro andar de um edifício de habitação social, na rua da Fidelidade, em São Domingos de Rana, apurou Cascais24.
 
A vítima mortal é uma mulher, de 60 anos, locatária da habitação onde o fogo deflagrou e cujo corpo foi removido ao início da tarde pela auto maca da PSP para o Gabinete Médico Legal da Guia para ser submetido a autópsia.
Fontes contatadas por Cascais24 não confirmaram nem desmentiram que a mulher tenha ficado carbonizada no incêndio, que deflagrou pouco depois das nove horas da manhã.
Pedro Carvalho, que dirigiu e coordenou a operação
À exceção dos dois agentes da PSP 56ª Esquadra (Trajouce), que sofreram intoxicação, por inalação de fumos, ao tentaram resgatar moradores do edifício e que foram assistidos no local, 10 outras pessoas, entre as quais 4 crianças e seis adultos, com a mesma sintomatologia, tiveram necessidade de ser assistidas nas urgências do Hospital de Cascais, disse, a Cascais24, Pedro Carvalho, Segundo Comandante dos Bombeiros de Carcavelos e São Domingos de Rana, que dirigiu e coordenou as operações.
 
O incêndio, que deflagrou no primeiro andar do edifício de habitação social de três pisos foi pronta e eficazmente combatido pelos corpos de Bombeiros de Carcavelos e São Domingos de Rana, Alcabideche e Parede, os quais, no entanto, não lograram impedir a sua destruição, embora tivessem conseguido impedir que as chamas alastrassem e tomassem proporções mais dramáticas.
Equipas de socorro no local (Foto DR/ Cascais24)
 
"A fração afetada ficou sem condições de habitabilidade", revelou, por sua vez, Carlos Estibeira, da Proteção Civil Municipal de Cascais, segundo o qual "os três moradores desalojados serão realojados pelo município".
Já os moradores das restantes frações puderam regressar às suas habitações, depois de os Bombeiros terem procedido à ventilação de todo o edifício e da equipa de uma empresa de gás natural ter procedido a vistorias de segurança.

Pânico

O incêndio causou momentos de grande pânico, não só entre os moradores do edifício, como naqueles que lhe estão contíguos e em toda a área envolvente.
Dois agentes da PSP foram assistidos no local, mas os restantes intoxicados tiveram que ser evacuados para o Hospital (Foto DR/Cascais24)
Enquanto chamas alterosas lavravam na habitação, densas camadas de fumo envolveram todo o interior e exterior do edifício, onde havia ainda pessoas a dormir, como foi o caso de uma criança, que foi resgatada às costas, como "um saco de batatas", pelos Bombeiros.
Subintendente da PSP de Cascais Francisco Marques
Segundo o Subintendente Francisco Marques, Adjunto do Comando da Divisão Policial de Cascais, "a PSP realizou todos os procedimentos neste caso, nomeadamente criando um perímetro de segurança por forma a facilitar o trabalho e a intervenção das equipas de socorro".
Nas operações de combate a este incêndio estiveram mobilizados 48 operacionais, apoiados por 20 veículos, dos Bombeiros de Carcavelos e São Domingos de Rana, Parede e Alcabideche, a moto do INEM e a VMER do Hospital de Cascais, a PSP e a Proteção Civil Municipal.
A PSP montou um perímetro de segurança para facilitar o trabalho das equipas de socorro (Foto DR/ Cascais24)
 
 

Ver o original em "CASCAIS24" na seguinte ligação::

http://www.cascais24.pt/p/blog-page_778.html

Jovem membro de gang capturado pela PSP no final de perseguição rocambolesca

Por Redação
13 dezembro 2018
Um jovem, de 17 anos, suspeito de integrar um gang oriundo de Lisboa e responsável por assaltos violentos na via pública a estudantes no concelho de Cascais, foi detido esta quarta-feira, à tarde, no final de uma rocambolesca perseguição apeada movida por agentes da PSP de Carcavelos, que começou perto da estação ferroviária de São João do Estoril e terminou nas rochas junto à orla marítima, apurou Cascais24.
 
Momentos antes, o jovem, na companhia de outros quatro, tinha roubado o telemóvel a uma menor, que ficou em choque.
 
Alertada via rádio, a patrulha móvel da PSP que circulava na avenida Marginal convergiu de imediato para o local onde estava a menor, à qual tinha-se, entretanto, juntado um popular que a tentava acalmar.
 
Informados que um dos suspeitos tinha fugido em direção à Marginal, os agentes, na posse da sua descrição, desenvolveram de imediato buscas para o localizar.
 
O jovem, entretanto também perseguido, mas sem sucesso, por alguns populares, veio a ser visualizado pelos agentes, mas continuou a fuga apeada, tendo, inclusivamente, saltado de uma altura de cerca de 5 metros para as rochas, junto à orla marítima, acabando por ser alcançado e detido.
 

Agente ferido

Durante a perseguição, em que os agentes ainda terão efetuado para o ar disparos de borracha de shotgun, mas sem sucesso, um dos policias terá ficado ferido.
 
A perseguição ter-se-á desenrolado por uma área rochosa bastante escorregadia, tendo um dos policias caído e sofrido algumas escoriações.
 
Segundo uma fonte, foi assistido no local pelos Bombeiros do Estoril, não tendo necessidade de ser transportado à unidade hospitalar.
 

Cinco roubos

A PSP veio a apurar que o gang do qual o jovem faz parte teria protagonizado esta quarta-feira, com um curto intervalo de menos de hora e meia, pelo menos quatro assaltos violentos a estudantes na área de São João do Estoril.
 
Já na 51ª. Esquadra (Estoril) para onde foi conduzido sob detenção, o suspeito foi reconhecido por algumas vítimas que, acompanhadas dos pais, formalizavam queixa.
 
O próprio jovem terá confessado a sua participação nos assaltos na via pública e cujo móbil principal era o roubo de dinheiro e de telemóveis.
 

Gang perigoso

O gang, que é oriundo de Lisboa, é considerado perigoso pelas autoridades policiais.
É constituído por cinco jovens que, em regra, pratica os roubos sob a ameaça de arma branca, com a qual neutraliza as vítimas.
 
Para além de roubos no concelho de Cascais, o grupo também tem atuado no concelho de Oeiras, estando a ser investigado pela Esquadra de Investigação Criminal local por, pelo menos, três assaltos na via pública e pelo furto de uma viatura.
 
A PSP procura agora identificar e localizar os restantes membros do gang.
 
 
 
 
 

Bombeiros do concelho de Cascais garantem socorro a 100% mas não partilham informação com CDOS

Por Redação

12 dezembro 2018

Desde as zero horas de sábado que os cinco corpos de Bombeiros do concelho de Cascais não partilham informação das ocorrências com o CDOS de Lisboa.

“O socorro está completamente assegurado, só que não é reportada informação ao CDOS”, disse, a Cascais24, uma fonte dos Bombeiros do concelho de Cascais, segundo a qual “os corpos de bombeiros do concelho continuam a funcionar normalmente e, como até aqui, a prestar o socorro às populações”.
Na sequência da anunciada reestruturação da Autoridade Nacional de Proteção Civil, os 435 Corpos de Bombeiros Voluntários portugueses reclamam, através da respetiva Liga, uma direção nacional autónoma e independente de Bombeiros e com orçamento próprio, que diminua os custos e aumente a eficácia.
A Liga dos Bombeiros Portugueses tem, no total, 470 associados, distribuídos por corporações de voluntários (435), municipais (19), privativos (nove), batalhão de sapadores bombeiros (um), companhias de sapadores bombeiros (cinco) e regimento de sapadores bombeiros (um) distribuídos por todos os distritos do Continente e Ilhas.
Entretanto, o ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, considera que a suspensão da comunicação das ocorrências promovida pela Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP) é ilegal e coloca em causa a segurança das pessoas ao afetar a coordenação de meios de resposta.
A Liga dos Bombeiros Portugueses contesta e assegura que não “há qualquer risco na prestação do socorro”.
Este boicote na partilha de informação aos CDOS nacionais por parte da maioria dos corpos de Bombeiros do País, surge depois do mega protesto de bombeiros voluntários portugueses na Praça do Comércio, em Lisboa.
Recorda-se que os corpos de Bombeiros Voluntários portugueses constituem a maior força de Proteção Civil no País.  Noticia relacionada 
+Corpos de Bombeiros de Cascais nos protestos por mais "dignidade e respeito" 
+EDITORIAL. A maior força de Proteção Civil do País 

Ver o original em "CASCAIS24" na seguinte ligação::

http://www.cascais24.pt/p/blog-page_368.html

Jovens de 16 anos capturados pela PSP são suspeitos de nove assaltos violentos a farmácias e outros estabelecimentos

Armas e máscaras contam-se entre o material confiscado aos dois jovens suspeitos
Por Redação
06 dezembro 2018
Os dois jovens, ambos de 16 anos, detidos, em flagrante, pela PSP durante o assalto, esta segunda-feira, à farmácia Ribeiro do Arneiro, em São Domingos de Rana, conforme Cascais24 avançou em primeira mão, são suspeitos de, pelo menos, 7 assaltos a farmácias, um restaurante e um posto de combustíveis, informou, esta quinta-feira, o Comando Metropolitano da PSP de Lisboa (Cometlis).
Os suspeitos, um jovem brasileiro e outro oriundo de um país de Leste Europeu, foram surpreendidos por agentes da 56ª Esquadra da PSP (Trajouce) quando, encapuzados e um deles armado com uma faca, assaltavam a farmácia situada na avenida Esmeraldas.

Noticia da captura dos suspeitos avançada em primeira mão por Cascais24
Posteriormente, na sequência de várias diligências, a cargo da Esquadra de Investigação Criminal, foi possível relacionar os jovens com, pelo menos, nove crimes de roubo e um de furto qualificado em interior de estabelecimento, sendo que sete foram cometidos em farmácias, um em estabelecimento de restauração e bebidas e outro em posto de abastecimento de combustível. 
Os dois jovens atuavam preferencialmente nas áreas de   S. Domingos de           Rana, Parede e Carcavelos, Alcabideche, Oeiras e Mem Martins, em Sintra.
Nos assaltos faziam sempre uso de facas, com as quais intimidavam os funcionários e clientes que estavam no interior das farmácias ou outros estabelecimentos, roubando o dinheiro da caixa e, em alguns roubos, carteiras e telemóveis de clientes.
Submetidos a primeiro interrogatório judicial no Tribunal de Cascais, os dois jovens viram confirmada a prisão preventiva, tendo ambos recolhido ao estabelecimento Prisional de Caxias.
Com estas detenções, a PSP acredita ter posto fim a uma recente vaga de ataques violentos, protagonizados com especial incidência no concelho de Cascais, que começavam a criar algum alarme social e devolvido um pouco mais de segurança e tranquilidade à comunidade. 

Prisões | Taxa de presos em Portugal aumentou, revela relatório da UE

Apesar de haver muitos reclusos no país, a percentagem de mulheres presas diminuiu, a par da taxa de presos estrangeiros

A população prisional em Portugal aumentou 12% entre 2005 e 2014/2015. A conclusão é do relatório “Prisões na Europa 2005-2015”, publicado ontem pelo Conselho da Europa e que analisa o panorama penitenciário de 47 países europeus.

Mas esse não foi o único indicador a piorar: as penas longas e o número de dias de reclusão aumentaram 13%, a sobrelotação/densidade prisional cresceu 11 %, assim como o ratio de presos por guardas prisionais, que revelou um aumento com os mesmos pontos percentuais.  Mas também há boas notícias:  o orçamento total destinado à administração prisional aumentou 9%, enquanto a média de idades dos reclusos por cá subiu 4%. A percentagem de mulheres presas diminuiu 11% e a taxa de presos estrangeiros baixou 5%. Por outro lado, a taxa de libertação diminuiu 2%.

Segundo o estudo, a par de Portugal, Inglaterra, País de Gales, Escócia e Espanha afirmam-se pela negativa, sendo ainda assim superados pela Albânia, Geórgia, Lituânia, antiga República Jugoslava da Macedónia, Montenegro e Turquia, que registaram as maiores taxas de crescimento de reclusos.

Entre as conclusões do documento é ainda dito que, em 2005, apopulação prisional estava a decrescer na maioria dos países – excluindo territórios como Inglaterra, País de Gales, Escócia, Espanha e Portugal.

Quanto à distribuição geográfica das taxas de reclusão por 100 mil habitantes na Europa, o estudo revela que se manteve estável ao longo dos dez anos tidos em conta.

Do grupo dos países com melhores números destaca-se a Alemanha, a Holanda, a Estónia e a Letónia – que no período dos dez anos conseguiram baixar a taxa de reclusão, respetivamente, de 95,7 para 77,4, de 94 para 53, de 327,4 para 210,3 e de 313 para 223,4.

Beatriz Dias Coelho | Jornal i | Foto: Dreamstime

Ver o original em 'Página Global' na seguinte ligação:

http://paginaglobal.blogspot.com/2018/12/prisoes-taxa-de-presos-em-portugal.html

PSP captura assaltantes de farmácia

Por Redação 
04 dezembro 2018 
Em atualização
Dois jovens, ambos com 16 anos, foram detidos, em flagrante, esta segunda-feira, à tarde, por agentes da PSP de Trajouce, quando assaltavam a farmácia "Ribeiro do Arneiro", em São Domingos de Rana, apurou Cascais24.
Os suspeitos, encapuzados e um deles armado com uma faca, entraram na farmácia, situada na avenida Esmeraldas, pelas duas horas e meia da tarde.
No entanto, acabaram por ser surpreendidos, ainda no interior da farmácia, por agentes da PSP da 56ª. Esquadra (Trajouce), da Divisão Policial de Cascais.
 
Segundo Cascais24 apurou, os assaltantes não terão esboçado qualquer resistência, em grande parte devido ao factor surpresa por parte dos polícias.
 
Neste momento, as autoridades ainda investigam a hipótese dos dois jovens estarem envolvidos na recente vaga de assaltos violentos a farmácias, entre as quais a própria "Ribeiro do Arneiro", que foi assaltada no passado dia 20 de novembro.
 

Ver o original em "CASCAIS24" na seguinte ligação::

http://www.cascais24.pt/p/blog-page_480.html

Greve de quatro dias dos guardas prisionais com adesão a rondar os 80%

O Sindicato Nacional do Corpo da Guarda Prisional (SNCGP) afirma que a greve de quatro dias teve uma forte adesão, pela revisão do estatuto e dos novos horários prejudiciais ao trabalho prisional.

O protesto dos guardas prisionais contra os novos horários prolonga-se há mesesCréditos / AbrilAbril

A adesão à greve de quatro dias, que teve início no sábado meia-noite e terminou ontem à mesma hora, obteve uma elevada adesão na maioria dos 49 Estabelecimentos Prisionais (EP) espalhados pelo País.

De acordo com os dados do SNCGP, a greve afectou os três turnos de serviço dos guardas prisionais em diversas prisões, tendo atingido uma adesão total no Estabelecimento Prisional (EP) de Guimarães, EP de Angra do Heroísmo (Açores) e EP da PJ Porto.

Dados adicionais apontam as seguintes adesões: Braga (94,70%), Caxias (94,80%), Covilhã (95,50%), Faro (91%), Guarda (98%), Leiria para reclusos jovens (97,50%), Lisboa (98,80%), Montijo (92,80%), Paços de Ferreira (98,20%), Sintra (91,30%), Santa Cruz do Bispo/masculinos (91,10%), Torres Novas (93,30%), Vale de Judeus (94%) e Viana do Castelo (94,70%).

Por outro lado, as adesões mais baixas ocorreram nos Estabelecimentos Prisionais de Ponta Delgada (34,60%), Setúbal (40%) e Chaves (41,20%).

Jorge Alves, presidente do SNCGP, adiantou que o sindicato vai realizar uma vigília, entre das 18h de quinta-feira e as 10h de sexta-feira, junto à Presidência da República. O objectivo é pedir a intervenção de Marcelo Rebelo de Sousa, face à recusa do primeiro-ministro António Costa, que a 22 de Novembro disse que não autorizava a negociação do estatuto.

Por sua vez, os guardas prisionais exigem a retoma imediata das negociações com o Governo sobre o estatuto profissional, que aborda matérias importantes como a revisão do horário de trabalho, o descongelamento das tabelas salariais, o cumprimento da equiparação ao estatuto da PSP e o pagamento do subsídio de turno.

Guardas prisionais rejeitam culpa por motim em Lisboa

Em declarações à Rádio Renascença,Jorge Alves rejeitou a responsabilidade pelo motim registado na Ala B do Estabelecimento Prisional de Lisboa, referindo que já ocorreram outras situações similares ao longo do ano e que nada tiveram a ver com plenários.

«A Direção-geral [de Reinserção e Serviços Prisionais] está a aproveitar a situação para atirar a responsabilidade para cima do sindicato e do corpo da guarda prisional, o que é lamentável. Não reconhece que o novo horário criou muitos constrangimentos aos visitantes e aos reclusos visitados», afirmou.

«Existe um excessivo número de visitantes para entrar, que têm de ser revistados e controlados, registando-se casos em que as pessoas só entram 15 minutos antes de a visitar acabar. Existe uma guarda feminina para revistar 400 mulheres por dia e isto é todos os dias, não é por causa do plenário», acrescentou.

O presidente do SNCGP frisa ainda que é «triste» considerar que o plenário está na origem da situação. «A direção-geral não invocou o plenário nas últimas quatro ou cinco vezes que a Ala B se amotinou. Desde que o novo horário de trabalho entrou em funcionamento, em Janeiro, o EPL foi o local onde os reclusos mais se manifestaram», salientou.

Com agência Lusa

Ver original em "AbrilAbril" na seguinte ligação:

https://www.abrilabril.pt/trabalho/greve-de-quatro-dias-dos-guardas-prisionais-com-adesao-rondar-os-80

PSP volta abusar da força na Baixa da Banheira

É mais uma agressão protagonizada pela PSP contra o jovem Sandro de Jesus, agora da Baixa da Banheira, pouco tempo depois da saída dos relatórios Comissão Europeia contra o Racismo e a Intolerância (ECRI) e do Comité Europeu para a Prevenção da Tortura (CPT) do Conselho da Europa que deram nota da existência de prática reiterada do uso e abuso da violência por parte das forças de segurança.

Transcrevemos o comunicado que o SOS Racismo fez chegar à nossa redacção.

Segue aqui a descrição dos acontecimentos escritos pela própria vítima. É mais uma agressão protagonizada pela PSP contra o jovem Sandro de Jesus, agora da Baixa da Banheira, pouco tempo depois da saída dos relatórios Comissão Europeia contra o Racismo e a Intolerância (ECRI) e do Comité Europeu para a Prevenção da Tortura (CPT) do Conselho da Europa que deram nota da existência de prática reiterada do uso e abuso da violência por parte das forças de segurança.

Curiosamente, pese embora o reconhecimento nos dois relatórios acima referidos da existência de vários casos de violência policial publicamente conhecidos, o mais gritante sendo o da Esquadra de Alfragide, com quase todos os seus elementos arguidos num processo em julgamento neste momento por violência, tortura, sequestro e discriminação racial, o Estado Português insiste na negação. Inacreditavelmente, na apresentação do 4º Relatório para o Conselho da Europa relativo à Convenção para Proteção das Minorias Nacionais às associações, o Estado afirmou que “não foram registadas nenhumas ocorrências de crimes de homicídio e ofensa física determinados por ódio racial ou motivados pela cor da pele no período em questão (2013-2016). “No occurrences were recorded regarding crimes of homicide and physical offense determined by racial hatredor generated by colour for the period in question (2013-2016).”

Esta atitude de negação das autoridades só ajuda a reforçar a permeabilidade do uso desproporcional da força e do abuso da violência por parte das forças de segurança bem como o sentimento de impunidade que grassa no seu seio. Este caso que temos agora em mão que é apenas um de muitos que não chegam ao conhecimento público é mais uma prova de que não podemos continuar a assobiar para o lado sobre a cultura de violência racista que se vai instalando nas forças de segurança. A incúria, a inercia e a desvalorização dos crimes racistas perpetrados por agentes de autoridade é uma ameaça aos valores democráticos de liberdade e de igualdade de tratamento perante a lei.

Não é, de todo, não “querendo ver” o que se vai passando ou desculpabilizando estas atitudes de violência como a que vem descrita aqui, que se consegue combater efectivamente este racismo e a violência policial a ele associado.

O SOS já remeteu a queixa sobre o ocorrido à Comissão para a Igualdade contra a Discriminação Racial (CICDR), esperando que esta actue com a maior diligencia e celeridade.

Já é tempo que este e os muitos casos de violência policial conhecidos obriguem a que, de uma vez por todas, se tome uma iniciativa legislativa para criminalizar o racismo conforme várias recomendações de organizações internacionais e nacionais, no sentido de tornar a lei mais dissuasora para os perpetradores e protectora para as vítimas.

Pelo SOS Racismo, Mamadou Ba e José Falcão

Depoimento

Eu perdi o meu Cartão Viva Lisboa onde fazia o meu carregamento mensal, mas fazia-me acompanhar do recibo do pagamento do Passe.

No dia 26/11/2018 quando estava a regressar da escola para ir para casa, usado o comboio como meio de transporte, tendo em conta que apenas tinha o recibo de pagamento, fui ter com o senhor revisor explicado a minha situação, dizendo que tinha perdido o passe mas que tinha o recibo como comprovativo, ele convidou-me a sair do comboio não me dando ouvidos, dizendo que não queria saber.

Não sai porque era um direito meu permanecer dentro do comboio, aliás como qualquer outro indivíduo que pagou o bilhete.

O senhor revisor mandou parar o comboio e disse aos passageiros para me “agradecerem” pois era eu o responsável pelo comboio estar parado.

As pessoas começam a mandar vir comigo dizendo coisas bastantes

desagradáveis.

Entretanto chegou a polícia da Banha da Banheira que se dirigiu a mim dizendo para sair pois eu não tinha direito de estar ali dentro por não tinha título válido.

Tornei a mostrar o recibo é voltei a explicar a minha situação. Já tinha ido ver do passe perdido, mas que só no prazo de 3 dias a uma semana é que poderia ter direito a um outro passe.

Mesmo assim mandaram-me sair.

Eu não queria pois não tinha nada de mais. Simplesmente estava a tentar ir para casa pois tinha acabado de sair da escola.

Entretanto fui vendo que o ambiente estava muito tenso e, por causa das atitudes das pessoas para comigo, resolvi sair.

Mal cheguei cá fora, o senhor agente Álvaro Ferreira agarrou-me pelo casaco bruscamente.

Eu disse que me estavam a magoar, que não era preciso nada daquilo pois eu

não era nenhum criminoso.

Logo de seguida, obrigaram-me a ir contra as grades que cercam a estação da Baixa da Banheira, deram vários apertos nos braços, no pescoço, pontapés, colocaram-me as algemas e, logo de seguida, atiraram-me ao chão com brutalidade. Voltaram-me a levantar e, continuando a agressividade, levaram-me para dentro do carro puxando-me pelos cabelos e, imediatamente, levai um soco na face do lado esquerdo.

Chorei pois nunca tinha passado por isto.

Chegado à esquadra fui ofendido por polícias em que se incluíam dois agentes, Álvaro Ferreira e o outro que não consegui identificar que me tinham ido buscar à estação.

Chamaram gay e bicha.

Conjuntamente com o agente António Bento, fui levado para uma sala onde as agressões verbais continuaram.

O senhor agente António Bento tirou-me o meu telefone e obrigou-me a apagar

as gravações em áudio dos nomes que me chamaram as fotos da agressão.

Entretanto apareceu a minha professora, que já estava a par de tudo o que tinha acontecido.

Ela foi falar comigo, ficando depois à minha espera.

Logo de seguida, após ter saído da esquadra, fui ao hospital onde fui observado e me fizeram exames.

Apresentei queixa contra os agentes por danos psicológicos e físicos.

Sandro de Jesus

Ver original em 'O TORNADO' na seguinte ligação:

https://www.jornaltornado.pt/psp-volta-abusar-da-forca-na-baixa-da-banheira/

Estudantes do Montijo em protesto são alvo de repressão policial

Um protesto contra a falta de funcionários na Escola Básica D. Pedro Varela, no Montijo, foi duramente reprimido pela PSP. Houve estudantes assistidos no local pelos bombeiros.

Cerca de uma centena de estudantes da Escola Básica D. Pedro Varela, no Montijo, que protestavam pela falta de funcionários, foram empurrados enquanto permaneciam concentrados junto ao portão. A acção policial sobre os estudantes motivou assistência por parte dos bombeiros locais.

Os estudantes contestavam a falta de investimento e desresponsabilização por parte do Governo, «que levou ao encerramento do bar, do polidesportivo e da papelaria por falta de funcionários», além da falta de «um sistema de aquecimento para todos» e a existência de estruturas de amianto.

Numa publicação no Facebook, afirmam que a PSP agiu «limitando as nossas liberdades democráticas e consequentemente o nosso direito constitucional de nos manifestarmos.  «Não aceitamos que nos limitam os nossos direitos. Nós respondemos com a luta, juntos pela democracia na escola», acrescentam.

Em nota de imprensa, os estudantes divulgam que decidiram marcar um novo protesto para amanhã, nos mesmos moldes, em defesa de melhores condições e dos seus direitos democráticos.

Ver original em "AbrilAbril" na seguinte ligação:

https://www.abrilabril.pt/nacional/estudantes-do-montijo-em-protesto-sao-alvo-de-repressao-policial

A (DES)VALORIZAÇÃO DA DIGNIDADE DO SER HUMANO

Meu artigo de opinião publicado hoje in "Diário as Beiras", com a alteração que fiz do título, acrescentando-lhe o prefixo entre parêntesis:
“Não é um vencido que se retira, é um enfastiado que se safa”.
Eça de Queiroz
Em resposta a Manuel Alegre, António Costa, sobre o pagamento de IVA a cobrar nos espectáculos taurinos, perora: “As civilizações também se distinguem pala forma como valorizam a dignidade do ser humano” (Público, 11/11/2018).
Escreveu Franz Kafz, autor do extraordinário  livro “O Processo” (1925), que” a solidariedade é o sentimento que melhor expressa o respeito pela dignidade humana”. É, portanto, num aspecto abrangente de solidariedade e dignidade humanas que me irei debruçar com fundamento em Mahatma Gandhi quando nos adverte ser contra a dignidade do homem obedecer a tiranias que o possam escravizar!
E haverá maior tirania que a democracia do quero, posso e mando que retirou, sem remissão, aos velhos, doentes e deficientes o usufruto de familiar de titular da ADSE por uma discutível e desumana rectroactividade de uma lei que os obriga a percorrer uma via sacra que os conduziu à cruz de terem que esperar por uma consulta hospitalar que pode demorar meses e meses e uma operação chegar depois do doente ter morrido. Não leitor não é ficção, mas pura e triste realidade!
Desçam à terra, e ponham as mãos na consciência senhores políticos preocupados com os seus umbigos cheios de mordomias. Depois, porque como sentenciou Charles Dickens, “o homem é um animal de hábitos”, reponham a situação anterior daqueles que já não têm idade de optarem por seguros de saúde que não caducam com reformas de que venham a auferir.
Com mais ou menos IVA, o país corre o risco de se tornar numa faena da ADSE com personagens humanas doentes, velhas e deficientes , perante partidos políticos (do CDS ao PCP) mudos e quedos como penedos e uma opinião pública apática que, com raras e honrosas excepções, a tudo assiste por julgar que a juventude é eterna e a doença é para os outros, nanja para eles?
Deste duelo argumentativo para adestrarem as espadas das respectivas razões, como se tratasse de uma grave situação nacional, entre um histórico do Partido Socialista, Manuel Alegre, e o primeiro-ministro, António Costa, deveriam, com maior razão, os portugueses de ser proibidos de comerem febras de porco em tradicional e selvagem matança em que o animal grunhe em sofrimento atroz sem a nobreza do touro que luta pela vida!
“Et pour cause”, sentindo-se como um pequeno David, sem funda, lutando contra a poderosa máquina do Estado, é um cidadão indignadoque desiste formalmente de lutar com a razão que tem como da mais elementar justiça contra uma causa que desvaloriza a dignidade do ser humano.

Ver original em 'De Rerum Natura' na seguinte ligação::

http://dererummundi.blogspot.com/2018/11/a-valorizacao-da-dignidade-do-ser-humano.html

Mãe com filho de 2 anos ao colo atropelada em passadeira na Madorna

Por Redação
23 novembro 2018
Um condutor, alegadamente "encadeado pelo sol" atropelou esta sexta-feira, de manhã, na Madorna, uma mulher que levava ao colo o filho, de 2 anos, confirmou, a Cascais24, Pedro Araújo, comandante dos Bombeiros de Parede.
 
A mulher, de 41 anos, e o filho, de dois anos, que levava ao colo, foram colhidos por um veículo ligeiro, pouco depois das nove horas da manhã.
 
O atropelamento registou-se numa passadeira da rua Mundial da Criança, frente ao restaurante "Henrique da Madorna".
 
Mãe e filho foram projetados cerca de dois metros.
 
A mulher, com traumatismo lombar, e a criança com traumas na face e no crânio, foram estabilizados no local e posteriormente transportados em ambulância dos Bombeiros de Parede ao Hospital de Cascais.
Nas operações de socorro foram mobilizados oito operacionais, apoiados por quatro veículos, entre os quais duas ambulâncias dos Bombeiros de Parede e PSP. 
 
No local, o condutor afirmou às autoridades que tinha ficado "encadeado pelo sol".
 
A Secção de Acidentes da PSP de Cascais procede agora a averiguações.
 

Pugilato entre angariadores para restaurantes faz um ferido

Por Redação
23 novembro 2018
Um ferido, que teve necessidade de ser assistido na urgência do Hospital de Cascais, foi o balanço de uma cena de pugilato entre dois funcionários de restaurantes no centro de Cascais, que procuravam angariar clientes, esta sexta-feira, à tarde.
 
O incidente registou-se pouco depois das três horas da tarde no Largo de Camões, no centro histórico da vila.
 
O ferido, apurou Cascais24, acabou por ser transportado por uma ambulância dos Bombeiros de Cascais à urgência hospitalar, segundo confirmou João Loureiro, comandante da corporação.
 
"Tratou-de de um ferido leve", concluiu o comandante.
 

GNR e MultiOpticas fazem rastreio visual a condutores na A5 em Carcavelos

Por Redação
21 novembro 2018
A Unidade Nacional de Trânsito da GNR, em parceria com a “MultiOpticas”, realiza esta quinta-feirauma ação de sensibilização rodoviária na A5, junto às portagens de Carcavelos, visando alertar os condutores para a importânciade manter uma acuidade visual compatível com a condução de veículos.
Nesta ação, que decorre entre as dez horas da manhã e o meio-dia no parque de estacionamento junto às portagens, no sentido Cascais para Lisboa, serãoproporcionados rastreios visuais,através do teste “Snellen” e de uma unidade móvel de rastreios com optometrista.
Segundo a GNR, esta ação tem como objetivo sensibilizare consciencializar os condutores para as consequências do encadeamento com a luz do sol ou devido à dificuldade de visão que não está corrigida com óculos, o que poderá potenciar a ocorrência de acidentes de viação, muitas vezes com consequências muito graves.
Entretanto, a GNR continua a alertar que os cuidados em manter uma boa visão são importantes para garantir:
  • Uma melhor perceção do ambiente envolvente: sinais rodoviários, peões, outros veículos, obstruções na via ou interrupções de trânsito;
  • Uma rápida e atempada reação a situações inesperadas, evitando acidentes;
  • A capacidade de conduzir em condições de luz variável.

Assaltaram farmácia com ameaça de chave de fendas e roubaram 2500 euros

Por Redação
21 novembro 2018
Duas mulheres e um homem, um deles sob ameaça de uma chave de fendas, roubaram 2.500 euros no assalto que protagonizaram esta segunda-feira, ao final da tarde, à farmácia Aisir, na Parede.
O trio, que atuou de rostos a descoberto, entrou pouco depois das sete horas da tarde na farmácia situada na avenida Gago Coutinho.
Sob a ameaça de uma chave de fendas e de coação física, as duas mulheres e o homem neutralizaram os três farmacêuticos e dois clientes presentes na altura.
Seguidamente, exigiram aos funcionários que entregassem todo o dinheiro existente nas caixas registadoras. 
 
Ao todo, roubaram cerca de 2.500 euros em numerário.
 
O ataque durou poucos minutos, tendo o trio assaltante encetado a fuga apeada.
A PSP, que compareceu na farmácia assim que foi dado o alerta, procura agora identificar, localizar e deter os assaltantes, encontrando-se a investigação a cargo da Esquadra de Investigação Criminal.

Tragédia de Borba

Talvez a
causa das causas


«Foi com a publicação do Dec-Lei 227/82 de 14 de Junho, que estas [as pedreiras] passaram a ter de pedir uma licença junto da tutela, na ocasião a Direcção-Geral de Minas. Essa legislação impunha que as pedreiras deveriam respeitar uma zona de segurança de cerca de 30 metros das estradas nacionais. As imagens mostram essa zona de defesa estava longe de ser cumprida»
-Público de hoje

Ver original em "O Tempo das Cerejas" (aqui)

PSP de Cascais com 7 novas viaturas

Por Redação
19 novembro 2018
Sete novas viaturas, adquiridas pelo município, foram entregues à Divisão Policial de Cascais, por ocasião das comemorações do 151º. aniversário  do Cometlis, que tiveram lugar durante quatro dias em Cascais.
As novas viaturas, destinadas ao patrulhamento, à investigação criminal e ao aeródromo de Tires, foram entregues no Palácio da Cidadela, onde esta sexta-feira decorreu a cerimónia oficial, presidida pelo ministro da Administração Interna.
Na oportunidade, o presidente da Câmara de Cascais, aludindo à grande carência de viaturas na área da Divisão Policial, afirmou que, “não sendo defensor da descentralização de competências do Estado Central para o Estado local na área da segurança, acredito que, ainda assim, podemos cooperar”.
Já na quarta-feira, no decurso do seminário “Impacto da Segurança no Turismo”, que decorreu na Casa de Histórias Paula Rego, o autarca tinha anunciado que a nova sede da Divisão da PSP de Cascais estará concluída no início do próximo ano. 
“Finalmente o concelho vai ter a nova Divisão da PSP, o que resulta de uma boa colaboração entre o governo, a autarquia e a PSP”, declarou Carlos Carreiras.
As novas instalações, na avenida Engenheiro Adelino Amaro da Costa vão albergar não só a sede da Divisão Policial, como, também, a Esquadra de Investigação Criminal e a Secção de Trânsito. Esta foi a segunda vez que o Comando Metropolitano da PSP de Lisboa (Cometlis) comemorou o aniversário em Cascais. A primeira teve lugar em 2012, quando completou 145 anos.

As comemorações começaram na terça-feira passada com um concerto da Banda Sinfónica da PSP, sob a direção do maestro Comissário Ferreira Brito e ao qual assistiram mais de 900 pessoas no Salão Preto e Prata do Casino Estoril. Este concerto contou, ainda, com a participação dos DAMA e do tenor Pedro Tavares.
O programa dos 151 anos do Cometlis continuaram na quarta-feira com o Seminário “O impacto da Segurança no Turismo”, que decorreu no Auditório Maria de Jesus Barroso, na Casa das Histórias Paula Rego.
Entretanto, entre esta sexta-feira e domingo cascalenses e turistas puderam visitar uma exposição de meios policiais, que esteve patente ao público na Baía de Cascais.  Noticia relacionada
+Comando Metropolitano da PSP de Lisboa escolhe Cascais para comemorar 151 anos 

Ver o original em "CASCAIS24" na seguinte ligação::

http://www.cascais24.pt/p/blog-page_394.html

Rusga em bar apanha revólver

Por Redação
19 novembro 2018
Uma pessoa foi detida e notificada para comparecer junto dos Serviços do Ministério Público no decurso de uma rusga a um bar e restaurante no centro de Cascais, que mobilizou este sábado, ao início da madrugada, agentes da PSP e inspetores do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) e, ainda, da Autoridade Tributária.
 
O alvo, segundo fonte policial disse, a Cascais24, foi um estabelecimento de restauração e bebidas no Jardim Visconde da Luz.
 
A operação conjunta iniciou-se pouco antes da uma hora da manhã e só foi concluída pelas três e meia da madrugada, adiantou a mesma fonte.
 
As autoridades identificaram várias pessoas e, pelo menos, a PSP acabou por deter uma delas, por posse de arma proibida- um revólver P.22 com 6 munições.
A operação, algo aparatosa, envolveu agentes da Esquadra de Investigação Criminal, da 50ª Esquadra de Cascais e da Equipa de Intervenção Rápida e inspetores da Delegação local do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras e da Autoridade Tributária.
 

Ver o original em "CASCAIS24" na seguinte ligação::

http://www.cascais24.pt/p/blog-page_343.html

Gang feminino que assaltava e agredia idosos integrava duas mulheres de Cascais

Por Redação
14 novembro 2018
Duas de cinco mulheres que integravam um grupo agora desmantelado pela GNR de Vila Franca de Xira, por furtos e roubos a idosos, vivem no concelho de Cascais, confirmou, a Cascais24, fonte do Comando Territorial de Lisboa.
Uma das mulheres vive em Cascais e outra em São Domingos de Rana, onde foram alvo de buscas domiciliárias, à semelhança das outras três, com domicílios conhecidos na Amadora, Mem Martins e Sintra.
As cinco mulheres, com idades entre os 30 e os 50 anos, são suspeitas de furtos e roubos de que foram vítimas dezenas de idosos na Área Metropolitana de Lisboa.
A investigação, a cargo do Núcleo de Investigação Criminal do Destacamento da GNR de Vila Franca de Xira, decorria desde há dois meses e culminou esta terça-feira com a detenção das mulheres e as respetivas buscas domiciliárias.
No decurso da investigação, os militares apuraram que as suspeitas abordavam idosos nas suas habitações, batendo à porta e pedindo um “copo de água”. Quando as vítimas acediam, as mulheres entravam nas residências e furtavam os bens discretamente ou ameaçavam os idosos, agredindo-os e retirando-lhes os artigos em ouro.
Nas buscas domiciliárias, em que participaram 100 operacionais da GNR e da PSP, foram confiscadaspeças em ouro e prata e relojoaria no valor aproximado de 7 mil euros, uma espingarda caçadeira, haxixe, uma balança de precisão, quatro telemóveis e 1200 euros em dinheiro.
As cinco detidas, a maioria das quais com antecedentes criminais relacionados com o mesmo tipo de crime e uma delas chegado a cumprir mesmo pena de prisão efetiva, serão submetidas a primeiro interrogatório judicial esta quinta-feira no Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Loures.
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Operação da GNR “Sintra Transformers” desfaz gang que furtava e transformava carros para corridas ilegais

Por Redação
13 novembro 2018
Um gang agora desmantelado pela GNR de Sintra, que furtava por encomenda e transformava veículos para corridas ilegais, também terá “garantidamente” praticado alguns furtos na região de Cascais, disse, a Cascais24, o capitão Ricardo Silva, que coordenou a operação à qual foi dado o nome de código “Sintra Transformers”, que culminou na detenção de 14 suspeitos e no resgate de 17 veículos ligeiros e quatro motociclos.
Nesta fase, no entanto, o responsável pela operação não soube precisar o número de furtos de veículos no concelho de Cascais praticado pelo grupo que operava em toda a região metropolitana de Lisboa.

Capitão Ricardo Silva, que coordenou a operação
A investigação, que agora culminou neste rude golpe ao grupo esteve a cargo do Núcleo de Investigação Criminal do Destacamento da GNR de Sintra, na dependência do Comando Territorial de Lisboa, e foi dirigido pela 4.ª Secção do Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Sintra.
Decorria há sete meses e visou a prática do crime de associação criminosa, furto qualificado, recetação, viciação de veículos e falsificação de documentos, em que o grupo procedia ao desmantelamento das viaturas, vendendo as peças para equipar carros modificados utilizados em corridas ilegais, na área da Grande Lisboa.
Durante a ofensiva policial, em que estiveram mobilizados 236 operacionais, incluindo efetivos da PSP, foram realizadas com sucesso 40 buscas, 14 das quais domiciliárias, cinco outras a oficinas e sucateiras e 21 a veículos. Esta ação foi desenvolvida em Lisboa, Sintra, Amadora, Odivelas e Alverca.
No decurso da operação, os militares lograram fazer a monotorização de um furto, por encomenda, de um Golf4, na região de Queluz, que também acabou por ser resgatado, ainda antes que o dono tivesse tomado conhecimento de que o seu carro tinha sido furtado.
Ao todo, os investigadores criminais da GNR de Sintra detiveram 14 homens, com idades entre os 19 e os 45 anos, na sua maioria com antecedentes criminais pelos mesmos ilícitos. Treze deles, um dos quais em flagrante delito, foram detidos por furtos qualificados e um por posse de droga. Todos eles foram presentes esta terça-feira ao Tribunal de Sintra, mas as medidas de coação só deverão ser conhecidas amanhã.

Alguns dos veículos confiscados
Para além de 17 veículos ligeiros, quatro motociclos e 78 acessórios, entre os quais centralinas e aparelhos de diganóstico, foram confiscados 20 documentos automóveis, 13 jantes com pneus e, ainda, 30 doses de haxixe, uma arma branca de fogo e cinco brancas, 46 telemóveis, cinco portáteis e três tablets e, finalmente, 980 euros em notas do Banco Central Europeu.
As forças da GNR no terreno e, ainda, durante esta ofensiva registaram 17 contraordenações ambientais, seis por detenção de cães de raça potencialmente perigosa, duas por falta de registo de canídeos, duas por falta de licenciamento de utilização de edifício ou suas infraestruturas, duas por incumprimento do registo SIRAP (resíduos), duas por realização de operações de tratamentos de veículos em fim de vida sem licença, um por incumprimento do destino final dos resíduos, outra por falta de vacinação antirrábica do canídeo e, finalmente, outra por descarga de óleos no solo.
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Falso pré-afogamento mobilizou Bombeiros e Polícia Marítima

Por Redação
06 novembro 2018
Bombeiros e Polícia Marítima foram acionados esta terça-feira, à tarde, para a praia das Moitas, em Cascais, na sequência de um alerta de pré-afogamento dado para o CODU, o qual veio a revelar-se ser um rebate falso.
 
O alerta foi dado pouco depois das quatro horas da tarde por alguém que viu "indivíduos no mar", um tanto aflitos sobre uma prancha de surf a tentarem alcançar uma embarcação semi-rígida desgovernada", contou, a Cascais24, Pereira da Terra, comandante Local da Polícia Marítima.
 
De acordo com o comandante da Capitania do Porto de Cascais, "tratava-se de uma embarcação, que se tinha desprendido de um veleiro fundeado na Baía e cujos tripulantes procuravam resgatar, recorrendo a uma prancha de surf".
No entanto, o alerta provocou a mobilização de meios dos Bombeiros de Cascais e da Polícia Marítima local, os quais, felizmente, acabaram por não ter necessidade de intervir. No entanto, conforme outra fonte fez notar, "este falso alarme acabou por demonstrar o nível de prontidão das equipas de socorro em caso de necessidade emergente de intervenção".
 

Ver o original em "CASCAIS24" na seguinte ligação::

http://www.cascais24.pt/p/blog-page_233.html

GNR procura condutora que atropelou idosa de 80 anos em Alvide

Por Redação
05 novembro 2018
Uma idosa, de 80 anos, foi atropelada esta segunda-feira, de manhã, em Alvide, por uma condutora que abandonou o local antes da chegada dos bombeiros e da GNR, apurou Cascais24.
 
"Neste momento, estamos a procurar identificar e localizar a condutora", confirmou, a Cascais24, fonte do Comando Territorial da GNR de Lisboa.
 
O acidente registou-se pouco antes das oito horas da manhã numa passadeira entre as ruas de São José e São Carlos, em Alvide.
 
Os Bombeiros de Alcabideche, quando chegaram, encontraram a idosa junto à paragem de autocarros, disse, por sua vez, a Cascais24, Miguel Jerónimo, Adjunto da corporação.
 
A octogenária foi posteriormente transportada à urgência do Hospital de Cascais e, segundo outra fonte, "apresentava ferimentos leves".
 
No local, para além dos Bombeiros, que fizeram deslocar dois meios auto, um deles a ambulância de socorro, compareceu uma patrulha móvel da GNR.
 
 

Ver o original em "CASCAIS24" na seguinte ligação::

http://www.cascais24.pt/p/blog-page_694.html

Agressões por causa de estacas de tendas lançou pânico no mercado de Adroana

Por Redação
05 novembro 2018
Uma contenda entre feirantes, este domingo, de manhã, lançou algum pânico entre os utentes da feira quinzenal de Adroana, na freguesia de Alcabideche, mas a pronta e eficaz intervenção de militares da GNR impediu que tomasse outras proporções, apurou Cascais24.
 
Os incidentes registaram-se pouco depois das onze horas da manhã e na sua origem terão estado divergências relacionadas com a colocação de estacas de suporte das tendas.
 
Pelo menos, três feirantes, com idades entre os 50 e mais de 60 anos, envolveram-se em confrontos, com luta corpo-a-corpo no solo, gerando confusão e pânico entre outros feirantes e utentes do recinto.
 
Porém, a presença de militares da GNR do Subdestacamento de Alcabideche, que intervieram de imediato, acabaram por pôr fim à alteração de ordem pública, entretanto criado no recinto.
 
Fonte do Comando Territorial da GNR de Lisboa confirmou, a Cascais24, que os três homens foram identificados, sendo agora o respetivo auto de noticia remetido para o Ministério Público de Cascais.
 
Já uma fonte dos Bombeiros de Alcabideche, que fez deslocar para o local duas ambulância de socorro informou que foram assinalados três feridos, com algumas escoriações, os quais, no entanto, recusaram o transporte para a unidade hospitalar.
 
A feira quinzenal de Adroana, na freguesia de Alcabideche, funciona em espaço autárquico, mas cedido em exploração à Santa Casa da Misericórdia de Cascais.

Ver o original em "CASCAIS24" na seguinte ligação::

http://www.cascais24.pt/p/blog-page_447.html

A complacência injustificada contra excessos policiais

Curiosamente tenho andado a ser contrariado nos argumentos por alguns amigos, que se consideram de esquerda, a propósito da atitude crítica contra alguns comportamentos policiais. Há quem não tenha visto mal nenhum na publicação das fotografias dos três foragidos, capturados em Gondomar, e defenda mão pesada sobre os autores de atos ilícitos numa evidente aproximação ideológica aos adeptos do jagunço brasileiro ou do ex-autarca laranja de Loures.
Diz o ditado que quem não quer ser lobo não lhe veste a pele. Ora esses amigos andam a envergar perigosamente as roupas fascistas, quando dissociam o crime das causas que lhe subjazem: este capitalismo em que se agrava a obscena desigualdade entre ricos e pobres e em que, não só se privam as classes mais baixas de ascenderem socialmente através da educação (daí a justeza das políticas deste governo no sentido de reduzir os custos das famílias com propinas e manuais escolares!), como lhes atira para diante dos olhos osgadgets de uma sociedade de consumo, que ambicionam ter, não importando o que se tenha de fazer para os adquirir.
As cenas lamentáveis dos polícias na tentativa da ocupação das escadarias da Assembleia da República (simbolicamente um golpe de Estado!) ou os sete casos, atualmente, em tribunal sobre comportamentos em que terão exorbitado as suas competências, são elucidativas de como algo vai podre nalgumas esquadras, havendo indícios de nelas se terem infiltrado militantes neonazis. Justifica-se, pois, o reparo de Pedro Bacelar de Vasconcelos quando, dias atrás no «Jornal de Notícias», se insurgia com a exagerada complacência que as forças de segurança merecem dos juízes dos nossos tribunais. Pelas responsabilidades de defesa dos valores republicanos com que se comprometem ao vestir a farda, os polícias que os violam merecem severa punição.
Há quem venha alegar com a falta de condições e de meios, que condiciona a sua atividade, mas não é de estranhar que estas «denúncias» só venham a público quando é o Partido Socialista quem está a governar e depois de um esforço orçamental, que já se concretizou na aquisição de mais de duas centenas de novas viaturas? É que não esqueço da reunião convocada para um Hotel da Costa da Caparica em que um dos principais líderes sindicais, agora tão ativo na contestação ao governo, apelava à votação no seu convidado de honra, esse Passos Coelho, que se preparava para substituir Sócrates à frente do governo. E muito menos as comprometedoras fotografias, que mostram outro desses líderes em amena reunião na sede do PNR...

 

Veja o original em 'Ventos Semeados':

https://ventossemeados.blogspot.com/2018/11/a-complacencia-injustificada-contra.html

Um manual de segurança digital para tempos sombrios

(Anarco Esporte Fino, in Resistir, 23/10/2018)

seguranca_digital

Nas últimas semanas, desde que a catástrofe Bolsonaro se consolidou no horizonte, diversas pessoas me procuraram para pedir dicas de segurança — e como tenho um longo histórico de ameaças recebidas por conta do meu trabalho tive que aprender uma coisa ou outra sobre como me proteger ao longo dos anos. Ainda, a invasão do grupo “Mulheres contra Bolsonaro” no Facebook me parece uma prova clara de que esse medo não é infundado.

Bem, para aqueles que estão engajados no ativismo digital a recomendação mais óbvia é a de que nunca utilizem seus nomes pessoais nas redes sociais, evitem ao máximo divulgar informações que possam lhes identificar, fotos, descrições da sua rotina pessoal, endereços que frequenta, etc… — “lives” que informem aos usuários a sua localização nem pensar.

Outro ponto fundamental, utilizem sistemas seguros para navegar na internet. Eu não diria nem para migrarem para o Linux (apesar de recomendar MUITO que o façam — voltaremos ao ponto), mas só de trocar do IE (Internet Explorer) pelo Firefox ou Waterfox já ajuda um pouco. Diria para evitar o Chrome, sobretudo após a notícia de que 17 extensões de VPN (Virtual Private Network) permitem o vazamento de dados DNS de usuários .

Fundamental: no Firefox (ou Chrome e Opera), utilizem as seguintes extensões

HTTPS Everywhere : ativa automaticamente o Hyper Text Transfer Protocol Secure —protocolo de transferência de hipertexto seguro.

Privacy Badger : Bloqueia anúncios e impede que sites rastreiem onde você está e o tipo de conteúdo que você visualiza na web.

uBlock Origin : Bloqueia anúncios de maneira eficaz e sem consumo excessivo de memória

Cookie AutoDelete : deleta automaticamente os cookies dos sites. Cookies são arquivos de textos utilizados pelos servidores para armazenar suas preferências como usuário.

Decentraleyes : Protege o usuário de rastreamento feito através de conteúdo acessado em sites.
Aqui vocês podem encontrar algumas dicas adicionais: https://www.privacytools.io/

E aqui vocês podem testar a segurança do seu browser: https://panopticlick.eff.org/

Por fim, recomendo MUITO que troquem o Windows por um sistema operacional mais seguro (Linux ou MacOs, com a diferença fundamental de que o primeiro é totalmente de graça, assim como seus programas). Sobre o Linux especificamente, estamos falando de um sistema operacional virtualmente imune a vírus e trojans (formas amplamente utilizadas para hackear um computador). Distribuições (“versões” do Linux) como Ubuntu , Mint ouManjaro são extremamente simples de se usar (mais até do que o Windows em vários contextos), completas e muito mais seguras. Aqui há um bom tutorial sobre como instalar o Ubuntu (mas que serve para a maioria das distribuições Linux).

No celular é importante que desabilitem as funções de instalar apps de “fontes desconhecidas” e “localização”. A exemplo dos computadores, recomendo que mudem o browser de navegação, utilizem o Brave ou Firefox Focus. Da mesma maneira que recomendei a substituição do Windows (e do MacOs) pelo Linux nos desktops, aqui recomendo que substituam o Android por outros sistemas, como o CopperheadOs (mais recomendável), LineageOS ou o Eelo (essa ainda em fase de testes). A instalação é um pouco mais complexa do que o Linux, mas nada de outro mundo.Aqui há um bom tutorial de como instalar o LineageOS .

Finalizando: recomendo que utilizem o Signal para enviar e receber mensagens (ele, inclusive, substitui o SMS); migrem do GMAIL para alguma plataforma criptografada, como o Protonmail ou — meu preferido — Tutanota . De fato, evitem ao máximo usar qualquer serviço da Google, inclusive seu mecanismo de busca.

É isso e que Oxalá nos proteja.

 

 

Fonte aqui

Ver original em 'A Estátua de Sal' (aqui)

Ataque de gang junto a escola de Parede foi "desforra" por contenda entre jovens na estação de comboios

Por Redação
02 novembro 2018
Uma contenda, há dias, na estação de comboios de Parede, entre um aluno da escola secundária Fernando Lopes-Graça e um outro adolescente, esteve na origem do ataque que, esta segunda-feira, à tarde, um grupo de 30 jovens protagonizou junto àquele estabelecimento de ensino, provocando três feridos leves, apurou Cascais24.
O ataque, registado em vídeo, foi tornado público esta quinta-feira pelo programa SOS24, da TVI24, conforme Cascais24avançou ainda ontem.
Há dias, um jovem aluno da escola esteve envolvido em confrontos com outro, junto à estação ferroviária de Parede, tendo ficado prometida uma "desforra" para "ajustar contas".
Esta segunda-feira, dia 29, pouco antes das quatro horas e meia da tarde, um gang constituído por cerca de 30 jovens fez uma espera junto à Escola Secundária Fernando Lopes-Graça, situada na avenida Cmdt Gilberto Duarte e Duarte, no Alto de Parede.
 
Em consequência dos incidentes, três jovens alunos daquele estabelecimento de ensino, dois de 15 anos e um outro, de 16 anos, sofreram ferimentos leves, devido a pontapés e murros, mas não careceram de ser transportados à urgência hospitalar, apesar da presença de uma ambulância de socorro dos Bombeiros de Parede.
 
Quando uma força da PSP, nomeadamente da Equipa de Intervenção Rápida, chegou ao local os membros do grupo agressor tinham-se, entretanto, colocado em debandada, não tendo sido à Polícia possível identificar ou deter nenhum deles.
 
A Polícia abriu um inquérito e reforçou o policiamento ao estabelecimento de ensino, nomeadamente através  da equipa da Escola Segura, disse fonte oficial da PSP a Cascais24.
 
O ataque de segunda-feira está a causar uma enorme preocupação entre pais, alunos e dirigentes da Secundária Fernando Lopes-Graça, que terão solicitado o reforço do policiamento.
 
Cascais24 procurou, esta sexta-feira, contatar com a direção da Escola Secundária Fernando Lopes-Graça, mas foi informado de que o diretor "estava ausente", outros "diretores em reunião" e para efetuar novo contato na próxima segunda-feira.
 
 

A barbárie está a avançar por cá mais depressa do que previsto

«O Sindicato Vertical de Carreiras da Polícia partilhou este sábado uma publicação no Facebook onde o Ministro da Administração Interna surge numa montagem junto às caras de três idosos espancados, sugerindo que essas serão as vítimas dos três fugitivos do Porto. (…)
Em primeiro plano aparece a fotografia de Catherine Smith, que foi estrangulada e espancada com uma trela quando passeava o seu cão em Tulse Hill, no sul de Londres, em 27 de julho do ano passado; o segundo caso diz respeito a John Charles Junyent, dono do restaurante La Botticella, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, que em 2015 foi espancado por um funcionário; a terceira imagem é de um idoso que há cinco anos foi espancado por criminosos que invadiram a sua casa, na cidade de Tremedal, no interior da Bahia, também no Brasil.»
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Leia original aqui

Aristóteles contra Hienas e Vilões – a propósito da justiça dos covardes

Agentes da polícia publicaram por estúpido orgulho, ou por vil ânsia de dinheiro, uma fotografia de três fugitivos amarrados e por terra. Exibiram-nos como troféus de caça à turba sedenta de sangue.

As redes sociais foram inundadas por reacções de aplauso pela justiça de pelourinho promovida pelos polícias travestidos em repórteres fotográficos, juízes e carrascos ad hoc , com o argumento de que essa era a boa justiça, para vingar as ofensas que haviam feito às vítimas, idosos que teriam assaltado.

A exposição e humilhação de acusados é uma prática antiga e universal, que aos poucos a consciência do conceito do bem, associando a moral à justiça, tem vindo a abolir. Mas continua verdadeira a afirmação de que “O homem é o lobo do homem”, uma frase cuja autoria é atribuída ao dramaturgo romano Platus, homo homini lupus, incluída no Leviatã, de Thomas Hobbes. Significa que o homem é o maior inimigo do próprio homem, apresenta-o como um animal selvagem, capaz das maiores atrocidades e barbaridades contra elementos da sua própria espécie, como as hienas, que comem membros da sua matilha e até da sua família. O homem é mais hiena que lobo.

As reacções dos justiceiros que ladram de longe nas colunas de comentários confirmam uma outra frase da sabedoria popular: “Se queres conhecer o vilão dá-lhe um pau para a mão”. O vilão significa o cobarde que só tem coragem quando está armado perante um indefeso, como era o caso da fotografia que suscitou tantos aplausos.

O volume dos apoiantes nas redes sociais e no mundo digital substitui as multidões que encheram os circos romanos para verem acusados serem lançados às feras, ou as que acorreram às praças para assistir à exposição e à morte na fogueira dos acusados de crimes vários pela Santa Inquisição. Na realidade, os exultantes com a promoção da fotografia de três homens amarrados e por terra justificam a observação de Aristóteles em Poética: “os homens contemplam com prazer as imagens das coisas que olhamos com repugnância, animais ferozes e cadáveres. […] tal é o motivo por que se deleitam perante as imagens e dirão, por exemplo: este é tal.”

Aristóteles escreveu há mais de dois mil anos sobre a virtude e, por extensão, sobre a justiça no livro «Ética a Nicómaco», sem qualquer sucesso, como provam as reacções dos defensores do linchamento dos acusados. “A virtude de um homem é ser humano. É ser racional. É distinguir-se dos animais por ser racional.” Leiam o que escreveram os adeptos da lei de Lynch e procurem neles algum resquício de razão e de reflexão. Encontrarão apenas perversidade.

A virtude do homem, em Aristóteles, é agir bem. É a disposição de fazer o bem, que ele considera ser a finalidade da existência do homem. Um homem virtuoso sabe que as escolhas corretas nascem do discernimento. Adianta:

os homens são responsáveis pela aplicação ou pela sua interpretação das normas que regem a vida em sociedade e por isso devem ser virtuosos. A virtude é a coragem. Não a temeridade. A coragem. Não a covardia. A virtude é a temperança, a magnificência, a liberalidade. Mas o que faz um homem virtuoso? A sua educação. Fazer o que é correto implica um grande esforço. O homem virtuoso pensa antes de agir. O homem virtuoso, ao evitar os excessos e as faltas, não se deixa dominar pelos desejos. Pelo contrário, domina-os. Compreende que, na vida social, os desejos individuais, não podem superar o bem comum.”

Quanto à Justiça, escreveu: “A Justiça é a excelência moral perfeita. O justo é aquele que respeita a lei e é correto. O injusto é o ilegal.” Simples, não é?

Como o homem é um animal social, é na sociedade que se percebe a necessidade da justiça e as violências causadas pela injustiça. Aristóteles afirma que o pior dos homens é aquele que põe em prática sua deficiência moral tanto em relação a si mesmo quanto em relação aos que fazem parte da sociedade. Já o melhor dos homens não é aquele que põe em prática sua excelência moral em relação a si mesmo, mas em relação ao próximo. Porque é mais difícil.

Não temos o poder de evitar a cólera, o medo, a inveja, ou o ódio, mas temos o poder, ou melhor, a disposição de agir quando a cólera, ou o medo, ou a inveja, ou o ódio, surgirem!”

A concepção de direito em Aristóteles está profundamente interligada com a sua concepção de justiça. O direito existe para que a justiça prevaleça. O direito existe para que o sistema normativo convirja para a realização da justiça. O direito existe para que um juiz o aplique com equidade.

Os defensores da exposição dos acusados dispensam o direito e os juízes.

Dois mil anos passados, perante as repugnantes reacções de aplauso à imagem dos três capturados, continua válida a frase desencantada, que julgo ser de Santo Agostinho:

O pior dos homens é aquele que, sendo mau, quer passar por bom; sendo infame, fala de virtude.”

Os vilões continuam a mostrar coragem apenas quando têm o pau na mão, e a virtude de serem mais hienas que lobos.

O populismo que por aí medra é reflexo da cobardia e da ausência de moral que o apoio a este tipo de manifestações revelam.

Ver artigo original em "O TORNADO"

Junta de Alcabideche oferece motociclo à GNR para reforço na segurança

Segurança

Por Redação
17/10/2018
A Junta de Freguesia de Alcabideche ofereceu ao Subdestacamento da GNR local um motociclo, por forma a reforçar os meios auto operacionais de segurança na região.
 
Trata-se de um motociclo, marca "Mcyles", modelo MJ, 125, que será usado nas vertentes das várias valências de segurança pública, a cargo daquele Subdestacamento Territorial.
 
Policiamento de proximidade, patrulhamento de escolas e notificações constituem as três áreas em que o motociclo poderá vir a ter utilização por parte dos militares da GNR de Alcabideche.
José Filipe Ribeiro
"Trata-se de uma iniciativa da autarquia local, que visa reforçar os meios de operacionalidade da força de segurança pública, encarregue do policiamento e da segurança dos fregueses de Alcabideche", disse, a Cascais24, José Filipe Ribeiro, presidente da Junta de Freguesia de Alcabideche.
De acordo com o atual chefe do executivo local de Alcabideche, "este foi, de resto, um compromisso assumido" pelo antecessor, Rui Paulo Costa, "ao qual temos o privilégio de dar seguimento e concluir".
 
Este motociclo é entregue, oficialmente, numa cerimónia a realizar esta sexta-feira, na qual estarão presentes o presidente da Junta de Alcabideche, José Filipe Ribeiro, e o Comandante do Comando Territorial da GNR de Lisboa, coronel Jorge Goulão.
 

Motas regressam 26 anos depois

É, a segunda vez, em 26 anos, que a GNR de Alcabideche é equipada com motociclos, depois de, em 1992, ter sido a primeira a receber, a nível do todo o dispositivo nacional da Guarda, duas motos, marca "Yamaha".
Patrulha do então Posto da GNR de Alcabideche nas "Yamaha" (Foto VALDEMAR PINHEIRO)
Foi em 1992 que, o então  Posto Territorial de Alcabideche, recebeu as duas motos, que o comandante na altura, 1.º Sargento Francisco Jorge Proença, destacou para o policiamento dos cerca de 30 estabelecimentos de ensino que, à época, tinha na área do seu dispositivo.
 
A funcionar na dependência da ainda Secção de Oeiras, sediada em Linda-a-Velha e sob o comando do então tenente João Nabais, só o Posto da GNR de Alcabideche abrangia todo o interior do concelho de Cascais, não só toda a freguesia, como, também, a da vizinha São Domingos de Rana - uma gigantesca área que, mais tarde, veio a ser entregue à PSP. Atualmente como Subdestacamento e na dependência do Destacamento de Sintra, a GNR de Alcabideche cobre apenas toda a freguesia, desde a Malveira da Serra até Manique de Baixo.
 

Portugal | A IGAI e as 40 balas

Fernanda Câncio | TSF | opinião
São 3h30 da manhã. A mulher entra às 4h00 no trabalho, no aeroporto de Lisboa. Sai de casa, entra num carro. Ao volante está um homem. Ainda na rua onde mora, a mulher é atingida a tiro.

Tem 36 anos. Saiu do Brasil, um país violento, para este, dos mais pacíficos. Mas é aqui que vai morrer. Num carro, a caminho do trabalho, quando uma de 40 balas disparadas por seis agentes da PSP a atinge no pescoço.

Nas notícias, a PSP dá a versão dos agentes: que confundiram o carro onde ia a mulher com o usado por assaltantes de um multibanco nessa mesma noite. Que estranharam o carro e o mandaram parar. Que não parou e tentou atropelá-los.

Por isso, dizem, dispararam. 40 vezes.

Foi a 15 de Novembro de 2017 e ainda está em investigação criminal. Mas na semana passada soubemos o resultado da investigação disciplinar, a cargo da Inspecção-Geral da Administração Interna, ou IGAI.

A IGAI concluiu que todos estes 40 tiros foram, e cito, "em situação de legítima defesa própria ou de terceiros, encontrando-se, como tal, justificados."

Mas diz também que para chegar a esta conclusão se socorreu do princípio "in dubio pro reo".
Ou seja, "na dúvida, decide-se a favor do réu".

Há portanto dúvidas. A IGAI tem dúvidas. Quais? Não sabemos, provavelmente nunca saberemos. A IGAI nunca publica os seus inquéritos e faz depender o acesso de um pedido que pode ou não ser aprovado.

A IGAI, criada em 1996 para combater a opacidade, o corporativismo e a cultura de encobrimento das polícias, para investigar com independência e transparência abusos de poder e violência, é hoje isto: uma instituição opaca, que se parece cada vez mais com o que visava combater.

Para fazer fé em tudo o que os agentes dizem, para fechar os olhos e justificar todas as acções policiais, não precisávamos da IGAI.

Não precisávamos da IGAI para arquivar o caso das agressões a jovens da Cova da Moura na esquadra de Alfragide, em 2015 - um caso que está a ser julgado porque o Ministério Público viu crimes onde a IGAI nada viu.

Não precisávamos da IGAI para enumerar agressões e detenções ilegais no pós manifestação de 14 de Novembro de 2012, para a seguir concluir nada poder fazer porque os agentes responsáveis tinham a cara tapada com capacetes e viseiras - e portanto não podiam ser identificados.

Não precisávamos da IGAI para nos dizer que, na dúvida, arquivou a morte de Ivanice Costa.

Desta IGAI, não há dúvidas, não precisamos. É altura de, como o Reino Unido, termos uma instância de investigação de abusos policiais verdadeiramente independente e transparente. Que queira realmente saber a verdade e combater os abusos. Contribuir para que as polícias portuguesas descubram, enfim, os direitos humanos.

*a autora não escreve segundo o Acordo Ortográfico de 1990

Em: "A Opinião" de Fernanda Câncio, na Manhã TSF
 

Ver o original em 'Página Global' na seguinte ligação:

http://paginaglobal.blogspot.com/2018/10/a-igai-e-as-40-balas.html

Tiro ao ministro da Defesa

Graphic_05_10_2018 01_14_47.jpgDesde que veio a público a notícia sobre o assalto ao paiol de Tancos que se lançou uma campanha para abater Azeredo Lopes. Primeiro, os editorais e colunistas da bronquite crónica berravam contra a ausência de bandidos pendurados em árvores nos dias, semanas e meses imediatamente a seguir. A culpa, garantiam, era do ministro da Defesa que não punia ninguém e se limitava a repetir que não era ele quem guardava os paióis nem ele quem investigava crimes no Ministério Público. Inadmissível e a merecer imediata demissão, regurgitavam fulanos que metem no bolso milhares de euros por mês para andarem a brincar aos jornalistas cheios de cagança contra os políticos que não gramam.

Depois, o Expresso lembrou-se de inovar e serviu de trampolim para se lançar no espaço público um suposto relatório de supostos serviços de informação militar onde se fazem comentários extraordinariamente coloridos – “ligeireza, quase imprudente”, “arrogância quase cínica”, “declarações arriscadas e de intenções duvidosas” – sobre Azeredo Lopes. O magnífico jornalismo do mano Costa e do Guerreiro-Poeta assegurava que era tudo verdade verdadinha, com 63 páginas (sessenta e três, senhores ouvintes) de bota-abaixo no ministro da Defesa nascidas da inteligência de “militares no activo e também na reserva”. Este pessoal altamente qualificado, e talvez demasiado inteligente para a quantidade de papel desperdiçado, ofereceu ao pagode três cenários “muito prováveis” para o episódio de Tancos, sendo eles: Tráfico de armamento para África (em específico, para a Guiné-Bissau e Cabo Verde)/ Um assalto promovido por mercenários portugueses contratados / Envolvimento de jihadistas a operar na Península Ibérica.

A hipótese de termos um maduro que gamou as armas sozinho para as guardar umas semanas na casa da avó e depois ir arrependido entregá-las à PJM com a ajuda da boa e disponível GNR de Loulé terá escapado aos nossos especialistas em segurança militar e contraterrorismo por óbvia interferência maligna de Azeredo Lopes no trânsito eléctrico das suas rarefeitas sinapses. Depois de todos os organismos ligados aos serviços de informação militar terem desmentido existir oficialmente esse relatório, o tiro ao ministro passou para o Parlamento, onde Azeredo foi chamado repetidamente para repetir que não era ele quem tinha de investigar o crime e que talvez fosse assim uma beca erradex estar a inventar responsáveis fechado no seu gabinete antes de as investigações terminarem.

Eis, hoje, que demos um salto quântico no fogo de barragem contra o alvo. O major Vasco Brazão aparenta ter disparado um morteiro que aterrou em cheio na peitaça do ministro. Será mais uma variante daquela cena linda e tão decente de vermos a imprensa a explorar fontes “portadoras de informações que não conheciam na totalidade”? Logo mais para a tardinha ficaremos a saber quais os danos, pois consta que Marcelo reunirá com Costa para tomarem decisões a respeito. Entretanto, temos uma história que vai de rocambolesco em rocambolesco, parecendo só ter uma linha condutora. Afastar alguém que, isso é factual, mostrou ter força para meter o poder militar a respeitar a legalidade civil.

Leia o original em "Aspirina B" (clique aqui)

História suprimida: como CIA e NSA ajudaram a criar o Google para espionar cidadãos?

Visitante tira foto com celular no stand do Google no âmbito do Congresso Mobile World, em 28 de fevereiro de 2017, em Barcelona
© AFP 2018 / LLUIS GENE

Devido à comemoração dos 20 anos do Google, a própria empresa e diversas mídias publicaram histórias relatando os principais momentos do gigantesco mecanismo de busca. Mas a narrativa de como a CIA e outras agências de espionagem dos EUA ajudaram a financiar sua criação foi silenciada.

No início da década de 90, agências de espionagem buscavam aperfeiçoar o rastreamento de atividades de grupos e indivíduos pelo mundo, foi então que a comunidade de inteligência dos EUA lançou essa iniciativa ousada.

A ânsia de criar um meio online que facilitaria a coleta de uma grande quantidade de dados pessoais de cidadãos, juntamente com a revolução computacional ocorrida no momento, fez com que a Agência Central de Inteligência (CIA) e a Agência de Segurança Nacional (NSA) realizassem uma estratégia. Tal colaboração lançaria várias empresas importantes de destaque, entre elas, a Google.

Negação plausível

Já em 1993, a Comunidade de Inteligência dos EUA (IC, na sigla em inglês) lançou os Sistemas de Dados Digitais Massivos (MDDS, em inglês), um programa de pesquisa e desenvolvimento.

"A demanda em constante mudança exige que a IC processe diferentes tipos e volumes de dados […] A equipe de gerenciamento da comunidade contratou um grupo de trabalho de sistemas massivos de dados digitais para atender às necessidades e identificar e avaliar possíveis soluções", afirmaram em um briefing.


Sob proteção da Fundação Nacional de Ciências (NSF, na sigla em inglês), as agências financiariam equipes para identificar "rastros digitais" de indivíduos e grupos, decifrando quaisquer padrões significativos e rastreando suas futuras trilhas digitais. Caso o projeto desse certo, um grande número de empresas de tecnologia se beneficiaria com isso, e a Google foi uma delas.

Além disso, foi alocada uma doação do MDDS a uma equipe de pesquisa em ciência da computação na Universidade de Stanford (em que participaram dois estudantes de pós-graduação prodígios na época, Sergey Brin e Larry Page) para criar "técnicas de otimização de consultas muito complexas, descritas usando a abordagem de 'grupos de consultas'".

Os resultados das pesquisas formaram exatamente o que a CIA e a NSA tanto esperavam — o Google, capaz de encontrar informações específicas em um vasto conjunto de dados.

Ao longo do desenvolvimento do mecanismo de busca, Brin informou regularmente sobre o progresso de seu projeto para o Dr. Bhavani Thuraisingham e o Dr. Rick Steinheiser, não estando nenhum deles ligados à Stanford.

"O fundador da Google, Sergey Brin, foi parcialmente financiado por este programa enquanto estudante de doutorado em Stanford, juntamente com seu assessor […] desenvolveram o Sistema Query Flocks que produziu soluções para mineração de grandes quantidades de dados armazenados em bancos de dados", escreveu Thuraisingham.

"A última vez que nos encontramos em setembro de 1998, Brin demonstrou-nos seu motor de busca que se tornou o Google logo depois", continuou.


Mentindo via Omissão?

A sugestão de que a CIA ajudou na criação da Google, de certa forma é quase tão antiga quanto a própria empresa, e é uma alegação que a empresa nega repetida e veementemente.

Por exemplo, em 2006, foi amplamente divulgado que a Google tinha um relacionamento de longa data com agências de inteligência dos EUA, recebendo financiamento da comunidade ao longo do seu caminho. Um porta-voz da empresa refutou fortemente as alegações, referindo-se a elas como "completamente falsas".

Além disso, o histórico oficialmente sancionado da empresa não faz referência à subvenção do MDDS, sendo o testemunho de Thuraisingham o único fato comprovatório do registro público de uma doação do MDDS a Brin e Page.

"A Google é uma empresa de mecanismos de busca cujo crescimento a trouxe para o primeiro nível […] Sua tecnologia principal, que permite encontrar páginas com muito mais precisão do que outros motores de pesquisa, foi parcialmente apoiada por esta concessão", escreveu.

Outro fato é um artigo de pesquisa de 1998 que nomeia Brin e Page como autores, referindo-se a Brin como parcialmente apoiado por um programa de dados digitais massivos, patrocinado pela NSF.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na sequinte ligação::

https://br.sputniknews.com/opiniao/2018092712311930-historia-suprimida-cia-nsa-ajudaram-criar-google-espionar-cidadaos/

Google confessa entrega não autorizada de dados dos usuários a terceiros

Página do Google em tablet (foto de arquivo)
© AFP 2018 / Damien Meyer

Representantes do Google confirmaram que dados de usuários estão disponíveis para desenvolvedores de aplicativos externos, de acordo com a Reuters.

Segundo a política de privacidade do Google, os usuários devem ser informados pelas empresas sobre a coleta e processamento de seus dados, porém, as extensões de publicidade no Gmail, assim como os e-mails, coletam informações sobre as pessoas, cita a agência de notícias.

Além disso, autoridades americanas descobriram que nem todos os desenvolvedores informam seus a consumidores quando leem correspondências ou quando transmitem dados deles a terceiros.

Senadores dos EUA solicitaram ao Google que enviasse uma lista de empresas violadoras, e a única resposta foi que a companhia usa verificações automáticas e relatórios de pesquisadores de segurança.

Em audiência marcada para o dia 26 de setembro, serão discutidas as questões referentes aos dados de segurança entre os senadores e representantes do Google, Apple, AT&T e Twitter.

Anteriormente, tornou-se conhecido o fato sobre o acordo entre Google e MasterCard, onde o sistema de pagamento forneceu durante anos dados de pagamento dos usuários à empresa de IT em questão. Desse modo, o Google Analytics determinava a eficácia da publicidade.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na sequinte ligação::

https://br.sputniknews.com/americas/2018092412285129-google-confessa-entrega-nao-autorizada-dados-usuarios-terceiros/

(In)segurança rodoviária

Até a Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária ser dotada dos indispensáveis meios para o cabal desempenho da sua missão, vamos continuando a assistir à trágica morte de portugueses nas estradas.

Créditos / autoblog

Entre 1 de janeiro e 7 de setembro do ano em curso morreram, vítimas de acidentes rodoviários, 335 portugueses. Nesse mesmo período, 1336 sofreram ferimentos graves e 26 982 ferimentos leves, em resultado de 88 679 acidentes.

Acresce a estes dados os referentes aos anos de 2016 e 2017, nos quais se registaram, respetivamente, 563 e 602 mortos.

Estes números evidenciam as elevadas perdas e o sofrimento humano que a eles está associado, e que não têm preço, tanto pela perda de vidas, como pelas sequelas provocadas pelas incapacidades resultantes dos acidentes.

Para além do exposto, sublinha-se o facto de estudos recentes estimarem em 1,2% do PIB o valor médio anual de destruição da riqueza produzida, em consequência da sinistralidade rodoviária do país.

Esta é uma área onde se pode constatar a falência total das políticas adotadas por sucessivos governos, ao longo dos últimos 20 anos.

Neste período foram desenvolvidos três modelos programáticos para enfrentar este flagelo: o Plano Integrado de Segurança Rodoviária (PISER), de 1998 a 2000; o Plano Nacional de Prevenção Rodoviária (PSPR), no período de 2003 a 2010; a Estratégia Nacional de Segurança Rodoviária (ENSR), de 2008 a 2015. Todos estes modelos registaram períodos anuais de aumento ou quebra de vítimas, que foram sendo, respetivamente, minimizados ou glorificados pelos decisores políticos em funções.

Entretanto, em 19 de junho de 2017 foi publicada em Diário da República a Resolução do Conselho de Ministros n.º 85/2017, que aprovou o Plano Estratégico Nacional de Segurança Rodoviária (PENSE 2020). Este novo plano de orientação política está alicerçado nos seguintes objetivos: melhorar a gestão da segurança rodoviária, tornar os utilizadores e as infraestruturas mais seguras, promover maior segurança dos veículos e melhorar a assistência e o apoio às vítimas.

Embora este documento revele uma qualidade superior aos que o antecederam – nomeadamente pelo envolvimento de muitas organizações, universidades e serviços na sua produção, bem como pela participação de cidadãos, associações e organizações cívicas durante a sua discussão pública – ele tem uma vulnerabilidade insanável: refiro-me à desadequação estrutural e à carência de recursos técnicos e humanos que a Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR) possui, neste momento, para liderar o processo de execução do Plano de Ação que o PENSE 2020 integra.

Deste modo, importa não ter grandes ilusões quanto aos resultados práticos do PENSE 2020, se o Ministério da Administração Interna, que tutela a área da Segurança Rodoviária, não decidir o robustecimento da ANSR e a atribuição, a esta entidade, dos indispensáveis meios para o cabal desempenho da sua missão.

Até lá, vamos continuando a assistir à trágica morte de portugueses nas estradas, perante a nossa indiferença coletiva (por habituação ou resignação), e a incapacidade de governantes em materializarem instrumentos transversais e integrados de combate eficaz a este problema de segurança interna e, simultaneamente, de saúde pública.

O autor escreve ao abrigo do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa de 1990 (AE90)

Ver original em 'AbrilAbril' (aqui)

DEVASSA, FACEBOOK E CENSURA

Se uma polícia política quisesse ter o levantamento de quem conhece quem; quem é amigo de quem; quem gosta de quem, não poderia inventar um instrumento melhor do que o Facebook.
Este instrumento de devassa da vida pública dos cidadãos veio potenciar a tarefa da espionagem da NSA e agências quejandas.
Mas quem mesmo assim não se importar em ser espionado e insistir em permanecer no Facebook ainda está sujeito à censura dos seus gestores anónimos. E isso não é de agora, como já em 2012 verificou Atilio Boron.
Entretanto, com a histeria que grassa no Estado Profundo dos EUA, o imperialismo intensifica a censura contra qualquer voz alternativa. É assim que o Facebook, obedientemente, acaba de encerrar tanto a página da Telesur como aquela em inglês da Venezuela Analysis. Nem mesmo páginas conservadoras, como o InfoWars, escapam aos censores do Facebook.
O medo a ouvir verdades paira sobre os EUA. Por isso a censura ali passou a ser uma política de Estado – e o capital monopolista que domina os media colabora nisso.

Ver também: Campanha Os meus dados são meus
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