A ministra da Saúde descartou esta sexta-feira mudanças nas restrições impostas pela pandemia de covid-19 nos transportes públicos. As palavras de Marta Temido surgem depois do ministro das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos ter sugerido acabar com limites de lotação.

“As recomendações de saúde publica têm um caráter evolutivo, até em função daquilo que são as novas recomendações das organizações internacionais, mas neste momento não vejo motivo para podermos alterar aquilo que tem estado a ser definido”, afirmou a ministra, na conferência de imprensa regular sobre a evolução da pandemia no país.

Reconhecendo que o tema da concentração de pessoas em espaços fechados “suscita a maior preocupação” e que as autoridades de saúde e o governo têm sido “muito cuidadosos” nas decisões sobre esta matéria, Marta Temido lembrou que os transportes públicos acumulam “um número significativo de pessoas” e representam espaços “fechados e de difícil arejamento”, preferindo prudência na reavaliação das medidas.

“É um facto que há estudos que apontam no sentido de que não haja causalidade direta entre as viagens de transportes públicos e transmissão da infeção, porque é difícil identificar uma causalidade direta, mas há um risco por si só nessa circunstância e temos, na fase atual que ainda enfrentamos na pandemia, de ter a maior das cautelas na apreciação de alternativas”, vincou, assinalando que “outros países” também adotaram restrições nos transportes.

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