• Entrada
  • Partido Pessoas Animais Natureza

Partido Pessoas Animais Natureza

“Não há uma crise”. PAN desvaloriza desfiliações de ex-dirigentes

 

O porta-voz do PAN, André Silva, desvalorizou esta quinta-feira a desfiliação do eurodeputado Francisco Guerreiro e da deputada Cristina Rodrigues, rejeitando que o partido atravesse uma crise interna.

 

“Neste momento convocar um congresso a quente não é a melhor situação, não há uma crise”, afirmou André Silva, admitindo que o partido, “como é evidente”, vai fazer vai fazer uma reflexão interna sobre as desvinculações recentes.

O porta-voz falava aos jornalistas numa conferência de imprensa que decorreu na sede do PAN, em Lisboa, depois desta quinta-feira ter sido conhecida a decisão da deputada Cristina Rodrigues de se desfiliar do partido e passar a deputada não inscrita.

Antes da deputada, também o eurodeputado Francisco Guerreiro optou por deixar de representar o PAN no Parlamento Europeu, passando a independente.

Além destes dirigentes, que integravam a Comissão Política Nacional (CPN), também os Comissão Política Regional da Madeira se desfiliaram, a par de uma uma deputada municipal (e mulher de Francisco Guerreiro) e de um membro da concelhia de Cascais”.

“Não estamos a falar da saída de 500 pessoas, estamos a falar de sete pessoas”, observou o porta-voz do PAN, referindo por várias vezes que “todos os meses há filiações e desfiliações do partido”, algo que considerou “normal”.

André Silva considerou também que os eleitos e dirigentes que deixaram o partido “usaram o PAN como trampolim para chegar até estes lugares”. “Não deixa de ser curioso que Cristina Rodrigues e o eurodeputado que recentemente saíram do partido não abandonaram os seus cargos políticos remunerados, nenhum abdicou, continuando a prosseguir deste modo os seus interesses próprios e a sua agenda pessoal”, acusou.

Na intervenção que leu aos jornalistas, o deputado indicou igualmente que a desfiliação da deputada eleita por Setúbal nas últimas eleições legislativas, no ano passado, “mais não é do que a antecipação de um inevitável processo de retirada de confiança política do partido”. Apontando que o mal-estar “estava identificado”, André Silva assinalou que “estas situações em nenhum partido do mundo acontecem de um momento para o outro”.

“As pessoas revelarem-se nas suas verdadeiras intenções é um processo que vai acontecendo, e que aconteceu nos últimos meses”, destacou, observando que “esta situação seria inevitável”. Questionado se espera mais alguma desfiliação num futuro próximo, o porta-voz do PAN respondeu que não antecipa “mais nenhuma”.

ZAP // Lusa

 

 

Ver original em 'ZAP aeiou' na seguinte ligação:

https://zap.aeiou.pt/nao-ha-crise-pan-desvaloriza-desfiliacoes-ex-dirigentes-331835

PAN com mais uma baixa. Cristina Rodrigues deixa partido e passa a deputada não inscrita

 

A deputada Cristina Rodrigues, eleita por Setúbal nas últimas eleições legislativas, desvinculou-se do PAN e vai passar ao estatuto de não inscrita, acusando a direção do partido de a silenciar e condicionar a sua “capacidade de trabalho”.

 

“Hoje, de coração extremamente apertado, decidi desvincular-me do PAN, após ter dado tanto de mim a este partido. Infelizmente, não consigo adiar mais esta decisão e apenas a tomo por não ver outra saída e por acreditar que, ao adiá-la, poderia vincar ainda mais as divergências existentes e ser mais prejudicial para o partido, para mim e para as causas com que continuo a identificar-me”, afirma a parlamentar numa nota enviada à agência Lusa.

Cristina Rodrigues diz já não conseguir “lidar com a forma como o PAN tem sido orientado” e considera não ser possível “inverter esse rumo através dos atuais mecanismos internos”.

“Fui sentindo cada vez mais a minha voz silenciada e a minha capacidade de trabalho condicionada, o que culminou com o meu recente afastamento da Comissão Política Permanente do PAN, feito à minha revelia e sem aviso prévio”, indica também.

A deputada refere igualmente que se mantém na Assembleia da República como deputada não inscrita afirmando acreditar que pode “fazer a diferença”, orientando-se daqui para a frente “pelos princípios e valores” que a levaram “à causa pública e ao desafio parlamentar”.

Além de deputada, Cristina Rodrigues integrava a Comissão Política Nacional (CPN) do PAN.

Entre os argumentos para a sua saída do partido, aponta que “já há algum tempo que a estratégia definida pela direção tem primado por um afastamento face a princípios estruturais do PAN” e fala numa “clara centralização do poder” em que deixou de haver “tolerância para com a diferença” e em que “qualquer opinião divergente é rotulada de desleal”.

“Passou-se de um discurso construtivo, positivo, imbuído da vontade de fazer pontes e de dialogar, para um discurso agressivo que chega a colocar em causa pessoase não ideias, algo que contraria os estatutos do partido”, considerou a deputada, que era coordenadora do grupo parlamentar do PAN em várias comissões parlamentares.

Por outro lado, acusa a direção de “distanciamento face a medidas estruturais”, como o Rendimento Básico Incondicional, considerando que este tema “sempre viu a sua discussão bloqueada, algo que se tornou ainda mais evidente durante a primeira fase da pandemia”.

O mesmo sucede com a causa animal. Embora continue a ser abordada, é-o de forma residual, deixou de ser uma causa prioritária para o partido”, critica, assinalando que também quanto à Lei do Clima, “uma das bandeiras de campanha do PAN”, não foi tomada “qualquer diligência para a fazer avançar” depois de baixar a comissão.

“Encontramo-nos no final da primeira sessão legislativa e o partido tem descurado a possibilidade de dar cumprimento a este ponto do seu programa”, insiste.

No comunicado enviado à agência Lusa, Cristina Rodrigues assinala que os exemplos que deu “são três de vários que denotam alguma quebra do compromisso assumido para com os eleitores”.

“Também os funcionários do partido se podem, justamente, sentir defraudados, pois o PAN não aplica internamente medidas que defende, como a redução do horário de trabalho e o direito à desconexão profissional”, acusa.
Na nota, a dirigente salienta que esta decisão incluiu-se no lote daquelas “profundamente difíceis de tomar” e refere foi o culminar de uma situação de “desgaste”.

A saída de Cristina Rodrigues acontece depois de o PAN ter perdido a representaçãono Parlamento Europeu, com a desfiliação (na semana passada) do seu único eurodeputado, Francisco Guerreiro, que era também membro da CPN. No mesmo dia, também a deputada municipal em Cascais, membro da CPN e mulher do eurodeputado, Sandra Marques, se desvinculou desta força política.

Já na quarta-feira, o PAN perdeu também a representação na Madeira depois de os membros da Comissão Política Regional do arquipélago terem deixado o partido.

Todos estes dirigentes deixaram críticas à atuação da atual direção do PAN, liderada pelo porta-voz, André Silva.

// Lusa

 

Ver original em 'ZAP aeiou' na seguinte ligação:

https://zap.aeiou.pt/pan-baixa-cristina-rodrigues-partido-331724

Discussão acesa sobre falsos recibos verdes no PAN motivou saída de Guerreiro (e o PAN Madeira acaba)

André Kosters / Lusa

O porta-voz e cabeça de lista por Lisboa do partido Pessoas-Animais-Natureza (PAN), André Silva.

Foi uma troca acesa de palavras entre André Silva, líder do PAN, e Francisco Guerreiro, então eurodeputado único do partido, durante uma Comissão Política Nacional realizada a 30 de Maio que motivou a desvinculação do segundo. Uma discussão que acabou com a revelação incómoda do uso de falsos recibos verdes no PAN quando o partido é contra a prática.

 

Essa reunião terá sido a gota de água numa relação que já estava saturada. E quando André Silva pediu esclarecimentos sobre as contas do PAN na Europa, Francisco Guerreiro respondeu com críticas por causa dos recibos verdes, pelo facto de o partido ter assessores pagos pela Câmara Municipal de Lisboa com recurso a esta prática.

Em causa estão cinco assessores do PAN, todos pagos pela Câmara Municipal de Lisboa a recibos verdes, conforme reporta o Observador.

Estes trabalhadores pagos pela autarquia faziam apenas serviços para o PAN durante a primeira legislatura do partido na Assembleia da República, como nota o Observador que apurou que “nunca puseram sequer os pés na Assembleia Municipal”.

Os assessores terão sido recrutados pelo partido através de anúncios no site Netempregos e as entrevistas de contratação foram feitas na sede do PAN em Lisboa, de acordo com a mesma publicação.

Uma fonte oficial da Câmara de Lisboa revelou ao Observador que o orçamento para contratações é distribuído conforme os resultados eleitorais dos partidos, sendo que os valores atribuídos são geridos por estes.

Publicamente, o PAN é contra o recurso a este tipo de procedimento, os chamados falsos recibos verdes.

Na reunião de 30 de Maio, muitos dos presentes “ficaram perplexos” com as revelações, de acordo com a Rádio Observador.

“A discussão nem sequer ficou gravada em áudio, nem faz parte da acta da reunião porque elementos do partido pediram que se parasse de gravar”, relata a estação, frisando que houve quem pedisse um inquérito, mas que a possibilidade foi afastada pelo tesoureiro do partido com “medo da implosão do PAN”.

PAN fica sem representação na Madeira

Francisco Guerreiro foi a primeira de uma série de demissões no PAN. A sua mulher, Sandra Marques, demitiu-se da Assembleia Municipal de Cascaise, agora, foi dissolvida a Comissão Política Regional do PAN na Madeira.

O partido fica, assim, sem qualquer representação na Madeira, depois de João Freitas, Ana Mendonça e Isabel Braz terem renunciado aos seus cargos. Em consequência, João Freitas também deixa a Comissão Política Nacional do PAN.

Os três elementos do PAN Madeira acusam a direcção que é liderada por André Silva de “excesso de autoridade”, de “estrangulamento financeiro” e de votar “contra os interesses dos madeirenses” no Parlamento nacional.

“Este não é o PAN em que acreditámos”, referem numa carta que é divulgada pelo Diário de Notícias da Madeira (DN Madeira).

Nesta missiva, João Freitas, Ana Mendonça e Isabel Braz falam de um “excesso de autoridade crescente imposto por um núcleo duro na direcção do partido, fechado sobre si próprio, que aos poucos vai assumindo o controlo total do PAN, que toma as decisões de forma unilateral, e não é minimamente tolerante com quem apresenta ideias diferentes ou que põe em causa o actual estado das coisas”.

Também criticam a queda de verbas atribuídas pelo partido à secção da Madeira, falando de uma descida para 1/4 dos valores de 2019 quando o PAN passou a ter acesso a mais dinheiro por ter aumentado a sua representação no Parlamento.

As votações do PAN na Assembleia da República são outro ponto de discórdia, salientando na carta que têm sido “quase sempre contra os interesses dos madeirenses”. A Comissão Política Regional só tem sido “informada e chamada a pronunciar-se sobre as matérias que têm a ver com as nossas ilhas no limiar dos prazos e depois de as decisões já terem sido tomadas”, criticam ainda.

ZAP //

 

Ver original em 'ZAP aeiou' na seguinte ligação:

https://zap.aeiou.pt/discussao-acesa-falsos-recibos-verdes-no-pan-motivou-saida-guerreiro-pan-madeira-331627

O que queremos, enquanto país e sociedade, aprender com a COVID-19?

Bebiana Cunha * - 20/06/2020
 

Partindo da crise – sanitária, económica, social e ambiental – que vivemos, fala-se numa fase pós-Covid-19 quando se deveria falar de um cenário “com” a Covid-19. E agora…?

44.000 cientistas indicam que Portugal se encontra no leque de 70 países a vermelho, isto é, países que têm que tomar novas medidas de combate ao surto rapidamente. Ao mesmo tempo, a grande maioria de nós necessita de retomar actividades profissionais por dependência dos rendimentos. Sem prejuízo de se debater o papel do trabalho na sociedade, importa planear politicamente como se irá garantir que não se atinge um ponto de não retorno na crise actual.

Na sociedade da informação e do hiperconsumismo mas também da empatia, da cooperação e do consumo consciente, como construímos um ponto de equilíbrio?Talvez partindo do início: a Covid-19 é um exemplo de surtoscom que possivelmente teremos que lidar no futuro, resultantes da forma como depredamos o ambiente, como nos relacionamos com a biodiversidade e como não investimos na prevenção da doença, nem promovemos a saúde. Ao mesmo tempo permitimos que a nossa economia se mantenha com fragilidades e dependências que não nos salvaguardam. A actual realidade traz em si uma quebra com a normalidade instalada e tem levado cada vez mais pessoas a concluírem que não é a essa normalidade que querem voltar. Lembramos, a este propósito, as várias cartas de cientistas e diversas personalidades que têm apelado aos decisores políticos nesse sentido. Muitos de nós anseiam por políticas de “regresso a um futuro sustentável”.

Antes desta crise, o índice de desenvolvimento humano em Portugal já evidenciava problemas acentuados de desigualdade, comparando-nos a países como EUA, Singapura e Coreia do Sul

Antes desta crise, o índice de desenvolvimento humano em Portugal já evidenciava problemas acentuados de desigualdade

Mas mais do que este despertar a que fomos sujeitos, importa perceber o caminho que queremos seguir enquanto sociedade e que aprendizagens tiramos da nossa convivência com a Covid-19. “Como é possível desenvolver uma economia num mundo em que produtos, serviços e conhecimento se tornaram globais?”, “Como fazê-lo com a perspetiva de que, caso não exista equilíbrio e sustentabilidade entre a economia e todos os que a compõem (pessoas, animais e natureza), os choques (pandemias, incêndios, desertificação) serão cada vez mais drásticos e prejudiciais?”, “Como fazê-lo num contexto em que existem organizações cujo objeto é naturalmente egoísta (a busca do lucro) com um crescente e já significativo poder sobre decisões políticas (lobbying, corrupção) e sobre os consumidores?”

Ora, acima de tudo numa altura em que sabemos que é preciso garantir respostas para todos os que perderam, importa garantir que aqueles que já pouco tinham, não passam a ser os que nada têm. Importa também garantir que se impulsiona a economia, apostando na produção local, na produção nacional em sectores estratégicos. Importa ainda assegurar que não ficamos tão dependentes do exterior, nomeadamente em sectores instáveis como o turismo, e que reinvestimos nele com uma visão sustentável, conscientes do seu potencial, nomeadamente ao nível do património natural e cultural. Não é muito difícil atentarmos nas políticas da Costa Rica ou na Nova Zelândia.

Nos desafios políticos que se avizinham, como o PEES e o Orçamento Suplementar, estaremos empenhados num plano estratégico de incentivo e de valorização do Ensino Superior, garantir profissionais especializados em saúde pública e que os profissionais de saúde mental e de nutrição também integram o SNS, apostando numa saúde de proximidade e preventiva. Lembrarmo-nos de Santa Bárbara apenas quando troveja não é uma boa solução!

Ainda ao nível da educação, as desigualdades acentuaram-se e a transição digital tem que ser muito mais do que a aquisição de equipamentos. Também reinvindicamos o reforço de apoios às ONG e associações pelos direitos humanos, ambientais e de proteção animal, que continuamente se substituem àquelas que são as funções do Estado.

Por fim, não posso deixar de referir que quaisquer investimentos estruturais do Estado, como é o caso da TAP, só serão aceitáveis quando o Governo cumprir as suas bandeiras do combate às alterações climáticas, exigindo contrapartidas ambientais.

*Deputada do Grupo Parlamentar do PAN (Portugal)

Ver o original em 'Plataforma Media' na seguinte ligação:

https://www.plataformamedia.com/2020/06/20/o-que-queremos-enquanto-pais-e-sociedade-aprender-com-a-covid-19/

Deputada municipal e líder de bancada Sandra Marques desfilia-se do PAN

Por Redação
16 junho 2020
A deputada municipal e líder de bancada do PAN em Cascais, desde 2017, Sandra Marques, desfiliou-se esta terça-feira do partido e renunciou ao seu mandato autárquico por "estruturais discordâncias com o partido".
“A crescente centralização da acção política do partido, sobretudo no que decorre da interligação com os eleitos municipais demonstra a falta de aposta nas bases do partido. Esta centralização vai contra um dos princípios base do PAN que se ancora na descentralização e no debate plural de ideias” afirma a ex-deputada municipal.
 
Tendo sido líder de um mandato autárquico descentralizado, assente na construção de pontes entre a Esquerda e Direita, garantindo o cumprimento do programa eleitoral e demonstrando que é possível comunicar de modo assertivo sem violência a ex-deputada municipal do PAN em Cascais sai do partido por considerar que o mesmo se afasta dos seus princípios fundadores. A crescente centralização dentro do partido, a falta de estratégia autárquica (que se resume a uma secretaria de apoio nacional), o fraco interesse em descentralizar o debate político tal como a falta de orientação política nacional, demonstrado pela crescente agressividade comunicacional do PAN, fazem com que tenha abdicado também de estar presente na Mesa da Comissão Política Nacional e como membro deste órgão interno.
“Há mais de um ano que a Comissão Política Nacional tem adiado a criação de um regulamento para grupos de trabalho, por iniciativa dos filiados, dentro do partido. Algo que emanou do Congresso do PAN a 30 de março de 2019 e que até à data se encontra na gaveta” comenta Sandra Marques.
A saída é também motivada pela crescente polarização e extremar da comunicação do PAN, algo que também vai contra os princípios basilares do partido, segundo a ex-autarca. Esta que era uma das marcas distintivas do PAN fez com que saísse também da Mesa e da Comissão Política Nacional do partido. Esta divergência aliada à falta de dinâmica em descentralizar o debate e a acção política dentro do partido ditou o seu desvincular do PAN.
Em nota, e segundo os dados disponíveis, considerando os 27 deputados municipais eleitos em 2017, actualmente o PAN mantém apenas 24 lugares, sendo que 6 autarcas renunciaram e foram substituídos (Cascais, Almada, Loures, Amadora, Leiria e Sintra) e 3 tornaram-se não inscritos (ilha da Horta, Moita e Maia).

 
 

Ver o original em "CASCAIS24" na seguinte ligação::

https://www.cascais24.pt/p/blog-page_7550.html

PAN quer impedir que deputados exerçam cargos no desporto

 

O PAN quer impedir que deputados exerçam cargos em órgãos sociais de entidades desportivas, alargando o regime de incompatibilidades, segundo o projeto lei que deu esta sexta-feira entrada na Assembleia da República a que a agência Lusa teve acesso.

 

Esta iniciativa parlamentar ocorre menos de um mês depois de o presidente da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), Fernando Gomes, ter apresentado a deputada socialista Cláudia Santos como candidata à presidência do Conselho de Disciplina (CD) do organismo.

Com este projeto lei, o PAN pretende “conseguir caminhar progressivamente para um regime de exclusividade dos deputados, por via de uma limitação do regime de incompatibilidades e impedimentos previstos no estatuto dos deputados” e que não possam “integrar órgãos sociais de clubes, de federações ou ligas envolvidas em competições desportivas profissionais”.

André Silva, porta-voz e deputado do PAN, disse à Lusa que “esta proposta pretende transpor para o plano de funcionamento da Assembleia da República aquelas que foram as alterações que na legislatura passada se aprovaram relativamente aos magistrados judiciais e aos magistrados do Ministério Público (MP)”.

“Esta proposta assegura um reforço do compromisso dos deputados com o interesse público e com a credibilização das instituições democráticas, algo que, hoje, já é exigível aos deputados por força do Código de Conduta”, sublinhou André Silva, realçando a “necessidade de limitar as excessivas e pouco éticas ligações da política ao futebol”.

O deputado do PAN lembrou que “o futebol é um mundo marcado por uma grande falta de transparência, por um conjunto de suspeições e por controvérsias”, advertindo que “os deputados não devem estar envolvidos sob pena de descredibilizarem a Assembleia da República e de porem em causa a confiança dos cidadãos nos deputados e na política”.

Em caso de aprovação deste projeto lei, os deputados que integrem órgãos sociais de clubes, federações ou ligas envolvidas em competições desportivas vão dispor de 120 dias para renunciar aos cargos, sob pena de perda de mandato.

Cláudia Santos, que foi eleita para a Assembleia da República, nas últimas eleições legislativas, pelo círculo de Aveiro, foi convidada para suceder a José Manuel Meirim neste órgão federativo, no processo eleitoral que ainda não tem data marcada, mas para o qual já foi iniciado o processo de eleição dos delegados para a Assembleia Geral (AG) eletiva.

Em 7 de maio, a Assembleia da República considerou compatível que Cláudia Santos (PS) possa presidir ao CD da FPF, ao aprovar um parecer da comissão da Transparência, com o voto contra do PAN.

Não existe qualquer incompatibilidade ou impedimento no exercício cumulativo, pela senhora deputada Cláudia Santos, do mandato de deputada com a titularidade do cargo de presidente do CD da FPF”, lê-se no referido parecer, elaborado pelo deputado Paulo Rios de Oliveira (PSD), datado de 15 de abril e que foi aprovado naquela comissão parlamentar, em 7 de maio, com os votos a favor de PS, PSD, CDS-PP, CDU e Bloco de Esquerda e o voto contra do PAN.

Antes da votação, todos os partidos tinham dado o seu acordo ao parecer, segundo fonte parlamentar contactada pela Lusa.

“Ainda que o quadro legal não impeça um deputado de ocupar um cargo social na FPF, o PAN considera que, do ponto de vista ético e político, em face do compromisso para com a defesa do interesse público, da necessidade de salvaguardar a imagem externa do Parlamento, recomendava o bom-senso e a ética que tal não sucedesse”, afirmou, na altura, o porta-voz e deputado do PAN, André Silva.

Também o Bloco de Esquerda anunciou a apresentação de uma proposta para o regime de exclusividade dos deputados.

// Lusa

 

 
 

Ver original em 'ZAP aeiou' na seguinte ligação:

https://zap.aeiou.pt/pan-deputados-cargos-desporto-326157

Uma Quinta com filhos e enteados

                                                              06 DEZEMBRO 2019
O Trabalho municipal é por vezes invisível e não mensurável. Alguns problemas levam muito tempo a resolver, há muitas resistências e bloqueios e os meios de comunicação em Cascais (salvo muito raras excepções) não abordam praticamente nada do que é feito pelos membros da Assembleia Municipal. Assim, hoje, decidi falar-vos de um caso que me é muito querido e no qual temos estado a trabalhar arduamente. A melhoria das condições na Quinta do Pisão para Cascalenses e para os seus residentes não humanos. Esta Quinta que está localizada no Parque Natural de Sintra-Cascais foi recuperada pela Câmara Municipal de Cascais e conta, entre outros serviços, com biólogos especializados na preservação da biodiversidade local. A mesma tem sido um abrigo de vários animais resgatados de pecuária como equídeos, burros de raça Mirandesa, de Miranda do Douro, e de ovelhas de raça Campaniça, de Serpa. Os únicos animais, assumidos, de companhia são 2 cães de raça Serra d'Aires e 1 cabra anã. 
 
A Quinta conta ainda com uma horta biológica certificada, a casa da Cal, uma eira, estábulos, e zonas de lazer. O projecto em si apoia actividades de cariz social e é conhecido como “Quinta Social” procurando, e bem, envolver as comunidades locais, com um modelo de gestão em prol da conservação da natureza inserido na paisagem. Este tem sidoreconhecido a nível internacional e é para o município um exemplo positivo de empreendorismo social e comunitário. Não obstante estas qualidades de parabenizar existem algumas considerações e melhorias que mereceram a nossa atenção nomeadamente no que concerne ao bem-estar animal, acessibilidade e mobilidade no espaço. Neste sentido o PAN Cascais tem trabalhado nesta matéria desde o ínicio da sua formação. Em  março de 2018 reunimos com o grupo de cidadãos “Voluntários que dão voz aos animais”. Estes resgataram o cavalo “Pipoca” que foi recebido na Quinta do Pisão. Um exemplo de cidadania activa, de pessoas que se preocupam e que tomam nas suas mãos a responsabilidade de fazer algo melhor, por mais pequeno que possa parecer. A nível municipal temos questionado o executivo, nomeadamente no que concerne às condições de bem-estar de alguns dos animais presentes na Quinta do Pisão, sob a Tutela da Cascais Ambiente na sequência de solicitações que nos chegam por via da sociedade civil. A pedido do Grupo Municipal do PAN, a Comissão do Ambiente, Mar e Alterações Climáticas visitou o local a 11 de maio de 2018 onde fomos muito bem recebidas/os pela Vereadora Joana Pinto Balsemão que explicou toda a abrangência deste projecto. Foi feita uma visita ao longo de todo o espaço pelo responsável do local e pelo director da Cascais Ambiente, o Dr.º João Cardoso e Melo, que foi clarificando as dúvidas dos grupos municipais. Durante a visita fomos informados da previsão de construção de uma estrutura de apoio na Eira, que poderia entre outras coisas, albergar as ovelhas em caso de intempérie extrema (conforme havíamos questionado e sugerido). No seguimento, relativamente aos cavalos resgatados que se encontram soltos no espaço, verificámos a ausência de qualquer abrigo para intempéries caso os equídeos precisassem de usar. Os estábulos existentes para apenas 2 ou 3 cavalos tinham pouca aragem e luz natural tal como não possuíam espaço suficiente para os mesmos se deitarem. Na Assembleia Municipal de Cascais, que teve lugar a 4 de junho de 2018, o PAN sugeriu melhorias e a reorganização desse espaço. Volvido um ano os estábulos têm agora melhores condições, aragem, luz natural através da existência de clarabóias e espaço suficiente para os cavalos se deitarem pelo que parabenizamos o executivo pela intervenção. No entanto não identificámos qualquer abrigo extra, nem o que estava previsto junto à antiga Eira para as ovelhas, nem um que pudesse auxiliar os cavalos soltos e assilvestrados ou os restantes burros. Algo ainda por concretizar. Focado na mobilidade dos visitantes e sabendo não serem permitidos veículos motorizados, segundo consta do site da Quinta do Pisão, à data em que questinámos o executivo, existia uma candidatura de financiamento para a aquisição de veículos de apoio à visitação para pessoas com mobilidade reduzida. Estava também previsto o uso de um tractor de modo a permitir o acesso à quinta em sistema de hop-in hop-off, para todos em geral mas que favorece este grupo em particular. Duas medidas de grande valor mas que ainda não vimos concretizadas. Outra importante medida, para que todas e todas se possam deslocar à Quinta e não apenas quem possui automóvel será, conforme referido aquando a visita, com a concordância dos grupos municipais presentes, a existência de um autocarro de preferência eléctrico que faça a ligação da Malveira e da Estação de Cascais até à Quinta do Pisão. Com este foco apresentamos uma recomendação que acabou por descer à Comissão do Ambiente Mar e Alterações Climáticas, foi trabalhada pelas restantes forças e finalmente seguiu para a Assembleia Municipal onde foi aprovada por unanimidade. A proposta que prevê melhorar as condições de bem-estar animal e de acessibilidade na quinta do Pisão contou com os seguintes pontos: I. Que as estruturas previstas de recuperar para apoio junto à Eira possam servir também de abrigo às ovelhas e cavalos existentes em caso de intempérie;
II. Reforce as 5 liberdades básicas dos animais presentes na Quinta;
III. Providencie condições para que os cidadãos com incapacidades motoras ou de avançada idade possam visitar e aceder ao espaço;
IV. Estude a possibilidade de incorporar em rotas de autocarros já existentes ou criando novas para o transporte de passageiros existentes até à Quinta.
 
 
Ficou de fora a construção de um abrigo aberto para os cavalos que se encontram soltos nos terrenos para que estes, se assim o entenderem, possam usar. Reforço que estes cavalos são animais resgatados, muitos dos quais sofreram maus-tratos antes de serem recebidos na quinta mas que não são cavalos silvestres. Este ponto não teve abertura de todos os grupos municipais representados na Comissão do Ambiente, Mar e Alterações Climáticas, o que colocou em causa qualquer avanço nesta matéria, pelo que o retirámos com vista a aprovação das restantes medidas. Perderam estes animais que terão de enfrentar mais um inverno rigoroso.. Cabe agora ao executivo camarário dar seguimento a esta recomendação aprovada em Assembleia Municipal dignificando a deliberação deste órgão. Da nossa parte não desistiremos da alocação dos abrigos para os cavalos que consideramos de extrema importância para que se possam proteger em casos de clima adverso seja ele frio ou quente. Também estaremos alerta para acompanhar e fiscalizar a aplicação ou não das medidas aprovadas.
*DEPUTADA MUNICIPAL DO PAN

Outros artigos de SANDRA MARQUES
 
*Os artigos de opinião publicados são da inteira responsabilidade dos seus autores e não exprimem, necessariamente, o ponto de vista de Cascais24.
 
 

Ver o original em "CASCAIS24" na seguinte ligação::

https://www.cascais24.pt/p/v-behaviorurldefaultvmlo_6.html

PAN apresenta proposta para criação de Lei de Bases do Clima

Manuel Farinha / Lusa

O líder do Partido das Pessoas, dos Animais e da Natureza (PAN), André Silva

O PAN entrega esta sexta-feira no Parlamento uma proposta para criar uma Lei de Bases do Clima com o objetivo de “garantir o cumprimento das metas e planos de redução de emissões”, para além da adaptação às alterações climáticas.

 

O partido liderado por André Silva justificou, à Lusa, a iniciativa legislativa com a necessidade de fazer “algo concreto e consequente para garantir” a existência e a sobrevivência das várias espécies, uma vez que não é possível que a ação se cinja “a meros planos e boas intenções”.

Assim, o PAN (Pessoas-Animais-Natureza) avança com uma proposta para uma Lei de Bases do Clima, iniciativa que, segundo o partido, “ultrapassa largamente o âmbito dos planos e estratégias de que o Portugal já dispõe”, desde logo porque uma lei “tem um caráter vinculativo, estabelece metas, objetivos e princípios” a que Portugal deve obedecer.

O objetivo do partido que agora tem um grupo parlamentar com quatro deputados é “determinar e garantir o cumprimento das metas e planos de redução de emissões e de adaptação às alterações climáticas”.

 
 

“Pretendemos com este projeto de lei não só dar ambição internacional no combate às alterações climáticas, mas, sobretudo, que os planos e estratégias tenham resultados efetivos”, refere André Silva.

A proposta da Lei de Bases do Clima apresentada pelo PAN defende que, em matéria de redução de emissões e de adaptação às alterações climáticas, seja adotada “uma abordagem integrada e alargada no horizonte temporal”, ou seja, “30 anos no caso da redução de emissões e 50 anos no caso da adaptação às alterações climáticas”.

O partido pretende ainda distribuída a “responsabilidade por setores de atividade, ao estipular a elaboração de planos setoriais”, devendo os planos nacionais e setoriais ser apresentados à Assembleia da República a cada cinco anos.

Caberá a uma comissão independente de peritos, de reconhecido mérito em termos científicos, a criar no âmbito desta proposta de enquadramento legal, a apresentação de um relatório anual quanto ao estado de cumprimento da lei à Assembleia da República”, adianta ainda o partido.

ZAP // Lusa

 
 

Ver original em 'ZAP aeiou' na seguinte ligação:

https://zap.aeiou.pt/pan-lei-bases-do-clima-294261

Portugal | PAN (mas para que lado)?

 
 
Miguel Guedes* | Jornal de Notícias | opinião
 
Os debates televisivos entre os líderes dos partidos com assento parlamentar estão a ser um doce aperitivo para a tranquilidade de uma eleição com vencedor antecipado. Resta saber por que números se traduzirá a vitória do PS e, decorrentemente, como estará a saúde da democracia portuguesa nos próximos quatro anos: truncada por uma maioria autocrata ou saudável pela necessidade de convergências.
 
Fundado em 2009 com o nome "Partido pelos Animais" (PPA), inscreve-se oficialmente no Tribunal Constitucional, dois anos depois, com o nome de "Partido pelos Animais e pela Natureza" (PAN). Hoje, o P de "Partido" lê-se como P de "Pessoas" e esse é o melhor encontro com a realidade que o PAN consegue promover. O PAN, mais do que o partido que pretende ser, traduz-se num grupo de pessoas que ainda não se libertou da sua génese puramente animalista e ambientalista onde as pessoas são, sobretudo, a sigla de uma agenda. As pessoas como adenda, na ausência de partido.
 
O PAN é um partido simpático, é difícil não concordar com a maioria das suas propostas ambientais e não duvido que seja constituído por muita gente de convicções e esforço. Mas a leitura do seu programa eleitoral, amplamente dissecado esta semana, prega-nos bons sustos. A proposta (entretanto emendada) onde o PAN previa a obrigatoriedade de reconciliação (em sessões semanais) entre criminoso e vítima (ou seus familiares) em crimes violentos, está longe de ser apenas um lapso ou erro grosseiro. É uma aberração. Corresponde a uma visão animalesca da vida onde o Homem pode ter um mundo de regras e possibilidades que o PAN nunca admitiria aplicar a animais. O PAN tem apenas uma década de história mas a sua falta de posicionamento ideológico acaba por tornar transparente a impreparação para alavancar verdadeiras mudanças estruturais em política.
 
Em linguagem musical, PAN é a abreviatura usada para "panorâmica", ou seja, traduz a possibilidade de conduzir o som para a direita ou para a esquerda. Não podemos ser condescendentes até o PAN decidir ao que vem e como. Em entrevista ao "Expresso", entre muitas outras hesitações, André Silva não consegue apontar um único erro à governação de António Costa. Isto não é Esquerda, Direita ou Centro; é colagem. O PAN é a muleta perfeita para António Costa governar em minoria com uma maioria absoluta. Um simulacro que pode ir a votos em Outubro.
 
*Músico e jurista

O autor escreve segundo a antiga ortografia

Ver o original em 'Página Global' na seguinte ligação:

https://paginaglobal.blogspot.com/2019/09/portugal-pan-mas-para-que-lado.html

Protocolo do Estado... a que isto chegou!

Francisco Seixas da Costa
 
Proposta do programa eleitoral do PAN:
 
“3. Determinar como regra que todas as refeições nos eventos promovidos pela administração directa e indirecta do Estado são vegetarianas, com a possibilidade de providenciar alternativa com produtos de origem animal a quem o solicitar, dando assim cumprimento às recomendações da ONU e seguindo o exemplo holandês”.
 
Deixo uma imagem do que, no futuro, poderá ser um jantar de Estado no Palácio da Ajuda.
 

Ver original em "duas ou três coisas" (aqui)

Espera-se a todo o momento um manifesto de apoio da Ordem dos Veterinários ao projecto do PAN.... e os donos dos cães votarão ao lado dos donos dos gatos!

Em Janeiro de 2016 eu publicava um diálogo e considerava-o uma conversa improvável, para logo a seguir deixar a interrogação se o seria ou não. Prestaram-se à encenação a "Mula" e a "Kiara". A imagem era da Marta Lopes e a montagem do avô dela. Mais de três anos passados, o que era improvável encaminha-se para uma elevada probabilidade. Cães e gatos tomaram consciência de classe e, mais que isso, influenciarão de forma determinante o resultado das urnas... não há ambulâncias p´ra ninguém. O INEM que espere!
Espera-se a todo o momento um manifesto de apoio da Ordem dos Veterinários ao projecto do PAN.
 

Ver original em 'Conversa Avinagrada' (aqui)

PAN vê chumbadas em Cascais propostas para provedor dos animais e preservação da biodiversidade

 
 
Por Redação
26 julho 2019
O PAN viu chumbadas, esta segunda-feira, pela coligação Viva Cascais (PSD e CDS-PP) em sede de Assembleia Municipal, duas propostas, uma para criar um observatório do bem estar animal no concelho de Cascais que englobasse a figura do provedor dos animais e a realização de um fórum público para debater as políticas públicas em torno da protecção destes seres, e uma outra relacionada com a preservação da biodiversidade.
 
"Em reunião de Assembleia Municipal de Cascais, PSD e CDS rejeitaram duas propostas do PAN Cascais relacionadas com o bem-estar animal e a preservação da biodiversidade", lamenta, em comunicado, o PAN.
 
"Considerando a importância dos polinizadores na preservação da biodiversidade, e relacionando com a proximidade do Parque Natural Sintra-Cascais, o PAN propôs a criação de abrigos e corredores para polinizadores no concelho, refere o PAN.
 
"A recomendação propunha também a formação dos técnicos da divisão do Ambiente para a bio construção e manutenção destes abrigos, tal como a criação de um programa de monitorização e avaliação do impacto destes abrigos e corredores e o desenvolvimento de uma estratégia integrada local para a proteção de insectos, incluindo o desuso de pesticidas nocivos para os insectos polinizadores", precisa a nota divulgada esta quinta-feira.
 
“As cidades estão estéreis de biodiversidade e esta proposta garantiria uma melhor harmonia e preservação ecológica em Cascais. Porém, houve falta de visão política para a aprovar” defendeu Inês Campos, deputada municipal do PAN.
 
Na mesma sessão foi também rejeitada a proposta do PAN, por parte do PSD e CDS, para criar um observatório do bem estar animal no concelho de Cascais que englobasse a figura do provedor dos animais e a realização de um fórum público para debater as políticas públicas em torno da protecção destes seres. 
 
“Acreditamos que a sociedade civil deve ter um papel mais activo na formação e delineação de políticas públicas em torno da protecção de todos os animais no concelho” afirmou, por sua vez, Sandra Marques, deputada municipal do PAN em Cascais.
 
 

Ver o original em "CASCAIS24" na seguinte ligação::

https://www.cascais24.pt/p/blog-page_747.html

Quem são os radicais afinal?

                                                                               26 JULHO 2019
A nossa casa está a arder” diz, e bem a jovem Greta Thumberg. A Casa está a arder, a cozer e a derreter. A arder juntamente com o milhão de espécies em risco da cada vez mais eminente sexta extinção em massa.
Recentemente, umaonda de calor afetou a Califórnia, nos Estados Unidos, e já causou a morte de centenas ou milhares de mexilhões, que foram encontrados na costa do Pacífico completamente cozidos e com as conchas queimadas. Osglaciares continuam a derreter a uma velocidade vertiginosa.
Não apenas Greta, mas tantos outros jovens (os mais prejudicados) unem-se agora para tentar salvar o planeta. Basta ver a adesão à manifestação “Jovens pelo Clima”, que aumenta de ação em ação.
As Alterações Climáticas e o flagelo da poluição e do lixo são, a meu ver, a pedra basilar, a pedra roseta para todos os outros temas e problemas da sociedade e do mundo.Um artigo no The Guardian refere inclusivamente que os “direitos humanos podem não sobreviver à Crise Climática que se vive”.
Numartigo da Visão, o nutricionista Pedro Graça dizia o seguinte:
“Há uns meses atrás ouvi um importante responsável da área da agricultura afirmar que a defesa do meio ambiente necessitava de uma estratégia global e sensata e não devia ser confundida com pequenas ações radicais. Estas pequenas ações assemelhavam-se a aperitivos, como um prato de tremoços, que nunca resolveriam situações mais gerais como as que vivemos atualmente. Pois permita-me discordar. Não apenas porque as “estratégias globais sensatas” significam habitualmente manter tudo na mesma, mas porque o consumo de tremoços e outros pequenas ações são a chave para o cidadão agir e para tornar melhor a saúde do nosso planeta.”
Não só subscrevo esta afirmação, como acrescento e a estendo a outros responsáveis partidários: porque dizer (e escrever) que os nossos gestos não ajudam"um milímetro" o ambiente é simultaneamente uma irresponsabilidade e uma estratégia para manter os mesmos velhos hábitos, sempre na perspectiva do “Eu até já faço mas não é por aí”.
Sabemos que mudar custa, mas não sejamos ingénuos: não é um “salvador”, um Governo ou um Estado que vai mudar o paradigma, por muito que nos queiram convencer disso. São esses sem dúvida, mas também somos todas e todos nós. A luta pela nossa sobrevivência tem duas frentes: a coletiva e a individual, que é cada vez maissustentada por estudos científicos.
Muito se tem falado no combate às alterações climáticas e em temas relacionados com a ecologia, mas não se pode falar verdadeiramente de ambiente sem se falar do que não é popular mas é urgente: o veganismo, o vegetarianismo ou no mínimo a drástica redução de produtos de origem animal. Porque os hábitos de consumo e a Crise Climática estão interligados. O consumo excessivo destes produtos está literalmente a colocar o planeta em risco. A indústria agropecuária é responsável por grande parte das emissões de CO2, destruição de solos e esgotamento de recursos hídricos e aquíferos.Por exemplo, 1 kg de carne emite tanto CO2 como andar 150 km de carro, ou ainda, usando o mesmo kg de carne, são necessários cerca de 15000 litros de água para o produzir até chegar ao prato. É assim tão radical deixar de comer carne, sabendo que existem alternativas saudáveis e muito mais sustentáveis? Outro tema controverso e nada popular é o das sobre-pescas. Estima-se queem 2050 haverá mais plástico nos oceanos do que peixe. Em parte devido ao excesso de plástico mas também a diminuição de peixe. Insistimos em continuar a viver acima dos nossos recursos, a pescar acima dos valores aceitáveis para o equilíbrio dos ecossistemas.Todas e todos nós podemos ajudar a colmatar estes números eliminando ou reduzindo o consumo de peixe.
Na vanguarda desta temática, acompanhando acrescente procura e aumento de vegetarianos em portugal, o PAN conseguiu ao longo destes 4 anos incluir a opção vegetariana obrigatória em todas as cantinas públicas.Esta medida teve enormes repercussões no ambiente e eco lá fora.
Para ajudar numa transição saudável, a Direção-Geral de Saúde já tem dois manuais para quem deseja uma equilibrada e vegetariana paraadultos e para crianças.
A Greta é uma ativista climática e como tal é também ela vegana e um exemplo a seguir, apesar da maior parte das pessoas por desconhecimento ou conveniência nunca o referirem.  É curioso que o ano em que o parlamento Portuguêsdeclarou o estado de emergência climática é tambémo ano do veganismo. Não tenhamos dúvidas: “Comer é um ato político” e o ativismo sério começa no prato. Da parte do PAN, estamos a fazer o nosso trabalho. Com a eleição de um Eurodeputado, conseguimos lugar na Comissão do Orçamento, na Comissão das Pescas e um lugar comoprimeiro Vice-Presidente da Comissão Europeia da Agricultura. É nestas 3 comissões que grande parte do combate à Crise Climática pode ser feito.
Voltando às ações de cada um quero dar como exemplo a seguinte frase: “é só uma garrafa de plástico”,disseram 7 Billiões de pessoas. O peixe e o sal contêm pequenas partículas de plástico e estima-se que cada um de nós ingira cerca de70 000 partículas de plástico por ano
Este flagelo é tão grande que já existemilhas de plástico no Pacífico e mesmo no Atlântico. Este ano uma equipa de investigadores descobriu na Madeira e nos Açores um novo tipo de poluiçãocausada pelo plástico em algumas rochas. Foramencontradas partículas de plástico no fundo do mar durante um mergulho de profundidade. As tartarugas marinhas confundem sacos de plástico com alforrecas, acabando por morrer. Baleias são encontradas mortas com toneladas de plástico no seu interior. Toda a vida marítima está em risco mas não só,no Japão por exemplo veados estão a morrer devido ao lixo deixado pelos turistas. O PAN apresentou propostas para que os sacos de plástico fossem mais caros e isso acabou por reduzir e muito o seu consumo. Cada vez mais existem alternativas como os sacos reutilizáveis ou de panom é uma questão de hábito. Será assim tão radical?  Na mesma linha, o PAN conseguiu ver aprovada a sua proposta de Tara Recuperável, que brevemente entrará em vigor. Mas não basta. Temos mesmo de reduzir o consumo de plástico e acabar com os descartáveis que se usam uma única vez eperduram no tempo, fazer ações de limpeza, sensibilizar as pessoas à nossa volta para este flagelo.
 
Uma imagem, biliões de ações diárias (beatas para a chão). E ainda dizem alguns sectores políticos que a mudança apenas se fará com a mudança de sistema. A questão é que o sistema somos todos nós, diariamente. As pequenas ações e a irresponsabilidade de quem acha que “por fazer pouco não muda nada”.
Somos muitas vezes apelidados de radicais. Mas a noção do que é radical é percecionada de diferentes formas. Exemplo disso é o projeto de Lei do PAN relativo ao fim a dar às beatas de cigarros,  recentemente aprovado no Parlamento. A proposta prevê coimas, mas também prevê a existência de cinzeiros em estabelecimentos. Tendo em conta de que as beatas já são amaior fonte de lixo mundial é assim tão radical esta proposta? Não será mais radical achar que liberdade individual é liberdade para sujar o que é de todos e de todas?  Radical é termos as ruas, os mares, as florestas cheias de beatas, isso sim é radical. 
Quando nós dizemos que  a “Nossa ideologia é a ecologia”, queremos, sim, mostrar que independentemente das ideologias obsoletas da velha dicotomia de esquerda/direita esta é a derradeira pedra basilar.  Volto a perguntar: será o PAN um partido Radical? Serão as medidas do PAN radicais? Serei eu também assim tão radical? Radical é saber de tudo isto e querer manter o Status Quo. Radical é manter tudo como está, mesmo perante a iminência da nossa própria sobrevivência.  Se ser radical é cuidar e proteger do que é de todas e todos, então sou radical e, sim, o meu partido também.
Cada gesto conta. Sem julgamentos, nenhuma destas mudanças é demasiado radical ou demasiado pequena. Todas são necessárias.
Faltam 10 anos para o ponto de não retorno, e cientistas de Harvard dizem que temos apenas 5 anos para salvar a humanidade das alterações climáticas. Radicalismos à parte, eu acredito que ainda vamos a tempo.
*DEPUTADA MUNICIPAL DO PAN

Outros artigos de SANDRA MARQUES
 
*Os artigos de opinião publicados são da inteira responsabilidade dos seus autores e não exprimem, necessariamente, o ponto de vista de Cascais24.
 

Ver o original em "CASCAIS24" na seguinte ligação::

https://www.cascais24.pt/p/normal-0-21-false-false-false-pt-x-none_85.html

Portugal | PIM PAN PUM

 
 
Para o PAN não é contraditório que o seu deputado na Assembleia da República intervenha contra os políticos, declarando que o regime falhou, como se ele mesmo não fosse um político em exercício.
 
 
Manuel Augusto Araújo

 

 | AbrilAbril | opinião
 
Nas eleições europeias surgiu em Portugal uma nova estrela: o PAN. Um inegável sucesso que, sem ser uma novidade no panorama político internacional, é um sério aviso de como o populismo faz e multiplica os seus caminhos num arco-íris plural e muito dispare de variadíssimas identidades que, desde algumas décadas, tem feito caminho por esse mundo fora. Um erro vulgar é associar os movimentos populistas à direita só porque ser essa a área onde têm adquirido mais visibilidade e angariado maior apoio popular. Há um populismo de esquerda que gera dividendos, como se viu nas últimas eleições europeias.
 
O que todos eles, de direita ou de esquerda, utilizam com uma desarmante facilidade e um êxito inquietante é oferecerem a solução para qualquer questão, por mais complexa que seja, em duas sonantes frases que se multiplicam, sobretudo nas redes sociais, angariando likes e emojis, sem que ninguém ou quase ninguém se preocupe em as escrutinar. Exploram com eficácia o grau zero social, que um consumismo desenfreado comunicacional e cultural foi instalando nas sociedades, uniformizando-as.
 
 
De Trump a Duterte, do 5 Estrelas a Bolsonaro, é uma lista em crescimento de todos diferentes mas todos com um inquietante traço comum que, simplificadamente, com os problemas que todas as simplificações acarretam, não apontam para a questão nuclear – a desenfreada exploração capitalista – e acabam por colocar em causa séculos de luta pela conquista de direitos sociais e políticos. Na superfície, por vezes, até parecem estar em campos antagónicos, aparentemente inconciliáveis nalgumas questões centrais para o futuro do nosso planeta como, para só citar uma, as questões ambientais, o que ilude a sua essência e os faz recrutar prosélitos nos mais diversos campos.
 
Uns utilizam partidos que fazem parte dos regimes políticos que estão no terreno. Outros fazem profissões de fé anti-regime afirmando-se contra os partidos tradicionais enquanto se organizam tal qual os partidos tradicionais, travestindo as suas estruturas para mimarem ser diferentes. Outros proclamam-se como não sendo de direita nem de esquerda, intitulam-se partidos de causas. Uma falácia velha e relha que tem desde sempre conquistado adeptos. A raiz mais comum do seu argumentário é a de libertarem as sociedades do seu viés ideológico vulgar aproveitando habilmente o descrédito da política e dos políticos junto das populações.
 
Muitos, como por cá o PAN, afiançam não ter ideologia, chegam mesmo a negar as ideologias com a mesma convicção com que São Pedro negou Cristo sem que isso o impedisse de ser o fundador da Igreja Católica e primeiro bispo de Roma, como se isso não fosse em si mesmo uma ideologia das mais retrógradas e reaccionárias. Têm a seu favor, com largos benefícios, os media mercenários ao serviço do pensamento dominante totalitário. Usam sem freio nem rédeas as redes sociais onde o idiota de aldeia se torna um sábio, na feliz síntese de Umberto Eco. A torto e a direito referem «regime», «sistema» e outras expressões usadas no discurso populista, expressões ambíguas que sugerem que é a democracia que gera a corrupção.
 
Na realidade são partidos apoiados e financiados, de forma directa ou indirecta, pelo sistema. Veja-se o esfalfado carinho que lhes é dedicado pelos media dominados pela plutocracia. Para esses partidos a política é um objecto de consumo. Os programas políticos são substituídos pelo marketing. Não se lhes pode negar o êxito.
 
O PAN lê com contumácia a cartilha dos populistas que soletram ideologia como se fosse uma blasfémia que separa as águas entre políticas. Uma rejeição que é o casulo de uma das mais perigosas ideologias estrumadas pelo corporativismo anti-regime. Ideologia que camaleonicamente se sabe adaptar aos tempos saltando ao eixo do totalitarismo para a democracia sem sair dos limites da cama elástica. O PAN, com a sua reclamada a-ideologia, tende a conglomerar sectores muito diversificados de muitos desiludidos, de muitos bem intencionados que se deslumbram com a árvore sem ver a floresta – e também de não poucos oportunistas.
 
Para o PAN não é contraditório que o seu deputado na Assembleia da República intervenha declarando que o regime falhou, o mesmo regime que lhe possibilitou ser eleito, fazendo intervenções contra a AR como se estivesse fora da AR, contra os políticos como se ele não fosse um político exercendo um cargo político.
 
O PAN cavalga as causas que estão mais na moda, no que está bem acompanhado por outros cruzados nessa maratona de captar votos em que o Bloco de Esquerda é o seu mais directo concorrente e com quem aprendeu alguns truques. Rapidamente assimilou como se apresentar como líder de iniciativas que não lideraram para na opinião pública aparecerem como os campeões de acções que nos últimos anos têm beneficiado os portugueses revertendo as políticas de direitas que desde o primeiro governo constitucional têm sido postas em prática. Muitas dessas lutas iniciaram-se ainda antes de eles existirem. Essas e outras acções tiram-nas da cartola com habilidade mandrake para as apresentar como novidade encabeçada por eles. Rapam o fundo do tacho do ruído da hipercomunicação afinada pelo pensamento dominante, que desveladamente os acarinha por saberem bem de mais que não põem em causa o sistema, por muito que o arranhem.
 
Começou por se apresentar como o partido do amor louco pelos animais (declaração de interesses: tenho um gato sobre-dotado que olha desconfiadamente para o PAN com os olhos do gato da gravura do Goya «O Sono da Razão produz Monstros») e rapidamente absorveu outras causas para extrair lucros especulativos.
 
Na agricultura defende a agricultura biológica abstractamente pela sua imagem pública e sem a mínima preocupação na necessidade e até urgência em a repensar cientificamente, porque no seu estado actual exige mais terra, segundo estudos recentes entre 25% a 110%, para produzir a mesma quantidade de alimentos, o que coloca em causa os ecossistemas sem estar demonstrado que produzam alimentos mais nutritivos. Isso pouco lhe interessa, como pouco lhe interessa que na agricultura biológica também se utilizem pesticidas tão tóxicos como os utilizados na agricultura convencional. O que conta é a repercussão que podem obter com a imagem saudável da agricultura biológica.
 
Sublinhe-se que não se lhe conhece uma única intervenção consistente sobre a política agrícola da PAC, que tem destruído sem contemplações o tecido agrícola nacional, permite culturas agressivas como as dos eucaliptais ou dos olivais intensivos, com a desafectação de terrenos agrícolas para especulação imobiliária turística, com a política da água e dos rios, com a pecuária, com todas essas ameaças não só ao mundo rural mas ao ambiente, eles que agora se vestem de verde ecológico reconvertendo-se em partido ambientalista porque isso está a render.
 
Defende as Terapias Alternativas, propondo mesmo que sejam incluídas no Serviço Nacional de Saúde (SNS), o que agravaria os já graves problemas orçamentais do SNS. Nem sequer se demarcam dos terapeutas alternativos que promovem o medo relativamente ao Plano Nacional de Vacinação. Nem querem saber dos estudos científicos sobre os benefícios ou a eficácia das Terapias Alternativas em confronto com outros tratamentos médicos. O que lhes interessa é o rufar dos tambores do limbo a-científico das redes sociais onde é consumida em grandes doses a quimicofobia sem critérios de avaliação que se devem usar – e cada vez mais rigorosos – sobre os tratamentos com fármacos.
 
É o populismo sem fronteiras que aplica noutras áreas como a investigação animal, questões energéticas, pecuária e alimentação, atirando a alvos fáceis de conquistarem aderentes como a caça ou as touradas (declaração de interesses: nunca cacei nem com uma fisga nem nunca assisti, nem sequer pela televisão, a uma tourada, contra os gostos de Lorca, Picasso ou Hemingway, que muito aprecio).
 
Agora andam a apanhar beatas com um furor tal que só lhes falta propor que se organizem operações stop para criminalizar os detentores de instrumentos de fumo que não sejam detentores de cinzeiros portáteis, já agora licenciados e sujeitos a imposto como no tempo do Estado Novo eram objecto os isqueiros (declaração de interesses: sou fumador, mea culpa, já devo ter plantado beatas no chão e tenho até beatas de estimação – mas essas são as cantadas por Jacques Brel).
 
Para esses ambientalistas é como se o gás mais relevante no efeito de estufa fosse o CO2 sem referir o metano (CH4), 60 vezes superior ao do dióxido de carbono e o óxido nitroso (N2O) quase 300 vezes superior, que a agricultura intensiva seja responsável por 25% das emissões de CO2, 60% de metano, 80% do óxido nitroso. A grande diferença é que o CO2 é essencial para a existência de vida na Terra, os outros são tóxicos, poluentes e agressivos.
 
Centrar a problemática das alterações climáticas na descabornização e nesse quadro na mobilidade eléctrica, leia-se automóveis ligeiros, quando circulam milhões de veículos pesados pelas estradas de todo o mundo, quando menos de metade dos navios de cruzeiro que aportam a Portugal têm um peso muitíssimo maior nas emissões de CO2 que toda a circulação automóvel, ou quando se atira para debaixo do tapete o comércio das cotas de carbono que afectam o desenvolvimento de 75% dos países subdesenvolvidos ou em vias de desenvolvimento, que só são responsáveis por 10% das emissões de CO2, é demagogia barata alinhada com os discursos (bem pagos!) género algores & obama sarl, com as variantes paroquiais guterres e os alarmes da jovem Greta Thunberg.
 
Alarmes justos, que só interessam aos pan’s pela repercussão mediática e pela mobilização de jovens que fomentou, o que explica, sem ser necessário recorrer a explicadores, o PAN ter proposto na AR uma revisão constitucional extraordinária para consagrar o direito de voto aos cidadãos maiores de 16 anos, com o argumento do combate à abstenção. É um tema que evidentemente merece discussão, até porque aos 16 anos um jovem português já pode trabalhar, pagar impostos e descontar; já pode receber um salário e administrar o que daí advier; já pode casar, mesmo que, em princípio, com autorização parental; já pode perfilhar; ser responsabilizado criminalmente; já pode pedir a mudança da menção de sexo no registo civil e alterar o nome; já pode interromper a gravidez, sem precisar de autorização parental, na escola já teve de fazer escolhas sobre o seu futuro. Não são essas as razões que moveram o PAN, não é isso o que lhe interessa debater. O objectivo é a pesca de arrasto nas águas abertas por uma ecologia de superfície que vulgarmente se classifica de ambientalista e que não é uma ecologia profunda, como bem expôs António Guerreiro num texto no Ípsilon, e a agitação juvenil que provoca.
 
A degradação ambiental e ecológica soma décadas sobre décadas e as políticas agrícolas, o (des)ordenamento dos territórios para ela muito têm contribuído. Agora anda a reboque de sensacionalismos polarizados na mediatização da descarbornização desde que continue enquadrada nos interesses das multinacionais. É essa a agenda dos acordos de Paris com uma metalinguagem que não age sobre as causas mas somente nos efeitos. Mas é o que está a dar dividendos eleitorais para os partidos de geração pan. Sopram as trombetas que os anunciam à entrada das galerias dos famosos, colam cartazes de grande formato «A Nossa Ideologia é a Ecologia» a concorrer com «Não há Planeta B».
 
Descobriram em passo de corrida, as eleições estão à porta, uma ideologia a rimar tonycarreiramente com ecologia. Sabem bem que às muitas intervenções do Partido Ecologista os Verdes (PEV) sobre questões ambientais e alterações climáticas os media dizem nada, faça-se uma estatística dos minutos que o PEV dedicou a esse tema na AR e as notícias editadas para se verificar essa realidade, enquanto para eles basta um pestanejar, um bater de orelhas para logo irem parar às ondas mediáticas. O PAN não se perde. Na cozinha tem uma boa reserva de fermento para fazer crescer votos. Já anda a pedalar activamente pelas ruas nas manifs, não as dos trabalhadores evidentemente, das que se coleccionam imagens nas televisões para multiplicar os andrésilvas que em muitas intervenções, nem todas faça-se justiça, responde de forma a-científica, a-tecnológica e popularucha às sérias ansiedades ambientais da população que não se resolvem com demagogias que não atacam o fundo das questões.
 
Para PAN mascarado de ambientalista, PUM! Para o populismo rasca do PAN, PIM!
 
 
 

https://paginaglobal.blogspot.com/2019/07/portugal-pim-pan-pum.html

Publicações mais recentes

Últimos posts (Cascais)

Itens com Pin
    Atividades Recentes
    Aqui ainda não existem atividades

    Últimos posts (País e Mundo)

    Itens com Pin
      Atividades Recentes
      • LEGALIZAÇÃO DAS CASAS DE PROSTITUIÇÃO

        Um debate que provavelmente vai ganhar dimensão.
        Legalização da prostituição - petição apresentada na A.R
        Gravação da reunião na Assembleia da República
        0
        0
        0
        0
        0
        0
        Publicação sobre moderação
        Item de fluxo publicado com sucesso. Item passa a ser visível no seu fluxo.
      • Homicidal Cops Caught On Police Radio
        #TheJimmyDoreShow
        Homicidal Cops Caught On Police Radio
        42 219 visualizações
        •05/06/2020
        0
        0
        0
        0
        0
        0
        Publicação sobre moderação
        Item de fluxo publicado com sucesso. Item passa a ser visível no seu fluxo.
      Aqui ainda não existem atividades
      LOGO4 vert01
      A Plataforma Cascais - movimento cívico é um grupo aberto de cidadãos, autónomo de quaisquer interesses económicos, religiosos ou partidários.
      Todas as publicações deste site refletem apenas as opiniões dos seus autores e não responsabilizam a PC-mc
      exceto quando expressamente assinadas por esta.
       

      SSL Certificate
      SSL Certificate