Paquistão

Exército indiano atinge posições paquistanesas com mísseis antitanque (VÍDEO)

Míssil indiano Agni-5 durante lanãmento (imagem referencial)
© AP Photo / Ministério da Defesa da Índia

Após violações de cessar-fogo pelo Paquistão ao longo da Linha de Controle, as tropas indianas atingiram posições do Exército paquistanês com mísseis antitanque e projéteis de artilharia em Jammu e Caxemira.

A agência de notícias indiana ANI divulgou um vídeo do que afirma ser um bombardeio pelo Exército indiano de posições paquistanesas.

 

​Fontes do Exército indiano: Recentemente, tropas do Exército usaram mísseis guiados antitanque e projéteis de artilharia para atingir posições do Exército paquistanês no setor de Kupwara. Isso foi uma resposta às violações de cessar-fogo pelo Paquistão, destinadas a fazer entrar infiltrados no território indiano em Jammu e Caxemira.

No mês passado, a Índia implantou mísseis antitanque Spike (ATGM), bem como outras armas, ao longo da Linha de Controle, reforçando a segurança na região, segundo o comandante do Exército indiano, general Manoj Mukund Naravane.

A Índia adquiriu estes mísseis, fabricados por Israel, em meio à escalada de tensão com o Paquistão, em fevereiro de 2019.

Em 2019 foram registradas mais de 3.000 violações do cessar-fogo pelos exércitos das duas partes na fronteira comum.

Além disso, as relações diplomáticas entre os dois países também pioraram significativamente após a decisão da Índia de revogar o status temporário de Jammu e Caxemira em agosto de 2019.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/asia_oceania/2020030615298228-exercito-indiano-atinge-posicoes-paquistanesas-com-misseis-antitanque-video/

Guerra nuclear entre Índia e Paquistão pode matar 100 milhões e teria impacto global

Explosão nuclear (imagem de arquivo)
© Depositphotos / Curraheeshutter

Um artigo publicado nesta quarta-feira prevê que uma guerra nuclear entre Índia e Paquistão causaria mais de 100 milhões de mortes imediatas, seguidas de fome em massa global à medida que o planeta entra em um novo período de resfriamento, com temperaturas não vistas desde a última Era Glacial.

O cenário estimado pelo trabalho mostra o ano é 2025, no qual militantes atacaram o Parlamento indiano, matando a maioria de seus líderes. Nova Déli retalia, enviando tanques para a parte da Caxemira controlada pelo Paquistão.

Temendo que seja invadida, Islamabad atinge as forças invasoras com suas armas nucleares no campo de batalha, desencadeando uma troca crescente que se torna o conflito mais mortal da história e envia milhões de toneladas de fumaça preta e espessa para a atmosfera superior.

O artigo com o cenário trágico aparece em um momento de renovadas tensões entre os dois rivais do sul da Ásia, que travaram várias guerras pelo território da maioria muçulmana da Caxemira e estão rapidamente construindo seus arsenais atômicos.

Atualmente, cada um deles tem cerca de 150 ogivas nucleares à sua disposição, e o número deverá subir para mais de 200 em 2025.

"Infelizmente, é oportuno porque a Índia e o Paquistão continuam em conflito pela Caxemira, e todos os meses você pode ler sobre pessoas morrendo na fronteira", afirmou à Agência AFP Alan Robock, professor de ciências ambientais da Universidade Rutgers, coautor do artigo no site Science Advances.

O primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, retirou a autonomia da parte da Caxemira controlada por Nova Déli em agosto, com seu homólogo paquistanês Imran Khan avisando na semana passada que a disputa poderia se transformar em guerra nuclear.

Confrontos entre muçulmanos xiitas e a polícia na região de Caxemira
© AP Photo / Dar Yasin
Confrontos entre muçulmanos xiitas e a polícia na região de Caxemira

Os dois países lutaram pela última vez em um conflito de fronteira em fevereiro, mas o embate arrefeceu depois que o Paquistão devolveu um piloto abatido à Índia.

Mortes em massa e resfriamento

Com base em suas populações atuais e nos centros urbanos que provavelmente seriam alvos, os pesquisadores estimaram que até 125 milhões de pessoas poderiam ser mortas se fossem usadas armas de 100 quilotons - mais de seis vezes a potência das bombas lançadas em Hiroshima.

Para referência, cerca de 75 a 80 milhões de pessoas foram mortas na Segunda Guerra Mundial. Mas isso seria apenas o começo.

A pesquisa constatou que tempestades de fogo em massa desencadeadas pelas armas nucleares em explosão poderiam liberar 16 a 36 milhões de toneladas de fuligem (carbono preto) na atmosfera superior, espalhando-se pelo mundo em semanas.

A fuligem, por sua vez, absorveria a radiação solar, aquecendo o ar e levando ao aumento da fumaça. A luz solar atingindo a Terra diminuiria de 20 a 35%, esfriando a superfície de 2 a 5 graus Celsius e reduzindo a precipitação em 15 a 30%.

A escassez mundial de alimentos se seguiria, com os efeitos persistindo até uma década.

"Espero que nosso trabalho faça as pessoas perceberem que você não pode usar armas nucleares, elas são armas de genocídio em massa", explicou Robock, acrescentando que o jornal deu mais evidências para apoiar o Tratado da ONU sobre a Proibição de Armas Nucleares, de 2017.

"Dois países com um número menor de armas nucleares do outro lado do mundo ainda ameaçam o planeta, então não é algo que possamos ignorar", concluiu.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/asia_oceania/2019100214591447-guerra-nuclear-entre-india-e-paquistao-pode-matar-100-milhoes-e-teria-impacto-global/

Paquistão adverte o mundo sobre uma possível guerra nuclear com a Índia

O Paquistão voltou a alertar a comunidade internacional sobre uma possível guerra nuclear com a Índia diante das crescentes tensões na Caxemira, disse Masood Khan, presidente da Azad Kashmir, setor administrado pelo Paquistão.

"Mesmo um conflito militar limitado pode levar à guerra nuclear", declarou Khan à Sputnik.

Ele acrescentou que seu país não está tentando iniciar uma guerra.

"Estamos prevendo um cenário realista para a comunidade internacional agir e pressionar a Índia a interromper seus atos ilegais", prosseguiu Khan.

Na opinião da liderança paquistanesa, na fase aberta de um conflito hipotético "outros países não estarão diretamente envolvidos".

"Se houver uma guerra entre a Índia e o Paquistão, será muito rápida e mortal. Será o armagedom. Centenas de milhões de pessoas morrerão no sul da Ásia, a radiação afetará 2,5 bilhões de pessoas em todo o mundo", alertou.

Um soldado do exército paquistanês de guarda no topo de uma área frontal na Linha de Controle (LOC), que divide a Caxemira entre o Paquistão e a Índia. (Arquivo)
© AP Photo / Anjum Naveed)
Um soldado do exército paquistanês de guarda no topo de uma área frontal na Linha de Controle (LOC), que divide a Caxemira entre o Paquistão e a Índia. (Arquivo)

Khan pediu ao Conselho de Segurança da ONU que se envolva na situação para canalizá-la através dos canais diplomáticos.
No início de agosto, a Índia aboliu a autonomia do estado de Jammu e Caxemira e aprovou a divisão dessa entidade em dois territórios a partir de 31 de outubro.

O Paquistão alertou que fará de tudo para combater uma mudança unilateral no status de Jammu e Caxemira, reconhecido internacionalmente como território em disputa.

As tropas dos dois países da Caxemira são separadas por uma fronteira militar, a chamada "linha de controle", que carece de reconhecimento internacional e na qual incidentes frequentes são registrados.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/asia_oceania/2019100214587270-paquistao-adverte-o-mundo-sobre-uma-possivel-guerra-nuclear-com-a-india/

Índia está pronta para avançar e ficar com lado paquistanês da Caxemira, diz ministro

Caxemira. Manifestantes paquistaneses entrarem em conflito com a guarda de fronteira da Índia em meados do mês de julho, em Srinagar
© AP Photo / Dar Yasin

Arriscando inflamar ainda mais tensões acerca da Caxemira, um ministro-chefe no estado indiano de Gujarat alertou o Paquistão sobre perder sua parte do estado contestado para Nova Déli, já que está pronto para 'reunir-se' antes da Índia anterior ao ano de 1947.

Islamabad "deve estar pronto para perder a Caxemira ocupada pelo Paquistão", disse o ministro-chefe de Gujarat, Vijay Rupani, segundo a mídia local, usando a expressão indiana para o território em disputa. A observação belicosa veio semanas depois que a Índia retirou a região de Jammu e Caxemira de seu status autônomo, o que, segundo o ministro, é uma abertura para reivindicações territoriais indianas.

"Agora, a Caxemira ocupada pelo Paquistão (PoK) também é nossa [...] Para realizar o sonho da Índia unida, estamos prontos para avançar para o PoK", declarou.

Ambos os países faziam parte da Índia britânica até a partição de 1947, que provocou divisões sectárias amargas entre hindus e muçulmanos e levou à disputa da Caxemira. Índia e Paquistão reivindicam a Caxemira na íntegra, mas controlam apenas partes dela.

Os dois países travaram uma série de guerras convencionais, juntamente com várias escaramuças nas fronteiras, mais recentemente em fevereiro. Naquela época, jatos indianos bombardearam o que Nova Déli disse serem campos do grupo insurgente islâmico Jaish-e-Mohammed (JeM), que havia realizado numerosos ataques terroristas em solo indiano. Islamabad respondeu com força, e as hostilidades finalmente evoluíram para bombardeios intensos de ambos os lados e combate aéreo aberto.

As relações atingiram outra baixa no mês passado, quando a Índia revogou o status de governo autônomo de Jammu e Caxemira.

A Índia alega que a medida é necessária para conter o terrorismo e impulsionar a economia da Caxemira, mas o Paquistão insiste que é ilegal e corre o risco de provocar violência na região. Eventualmente, os dois lados se envolveram em uma guerra prolongada de palavras, ameaçando-se com medidas coercitivas.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/asia_oceania/2019091614525380-india-esta-pronta-para-avancar-e-ficar-com-lado-paquistanes-da-caxemira-diz-ministro/

Paquistão promete 'resposta mais completa possível' à Índia na Caxemira

Um soldado indiano olhando pelo binóculo a 200 km da Linha de Controle que separa Índia e Paquistão (foto de aqruivo)
© AFP 2019 / PRAKASH SINGH

O Paquistão não quer uma guerra, mas prometeu responder "ao inimigo" de forma mais "completa possível", declarou o primeiro-ministro do país, Imran Khan.

Em uma mensagem por ocasião do Dia da Defesa, que é comemorado todos os anos em homenagem aos sacrifícios dos soldados paquistaneses na guerra de 1965 contra a Índia, Khan disse que o Paquistão novamente enfrenta uma situação semelhante.

Segundo o político, a Índia está "demonstrando novamente posições agressivas na Linha de Controle - a fronteira militar estabelecida entre Índia e Paquistão" - e alterando o status de Jammu e Caxemira.

"Para o Paquistão, a Caxemira é uma veia jugular. Alterar seu status coloca desafios à segurança e à integridade do Paquistão", disse Khan em sua mensagem. Ele acusou a Índia de estabelecer um "reino de terror" para o povo da Caxemira.

Em outra mensagem, o general Qamar Bajwa, chefe do exército paquistanês, disse que o povo e as forças armadas do Paquistão estão "dispostas a sacrificar tudo por seus irmãos da Caxemira".

O Parlamento da Índia retirou a autonomia de Jammu e de Caxemira, de maioria muçulmana, no início de agosto. Islamabad, desde então, alerta que a medida pode provocar uma guerra. A Índia diz que as mudanças na Caxemira são uma questão interna e rejeita a posição do Paquistão.

Tanto a Índia como o Paquistão reivindicam a região de Caxemira, que continua dividida entre os dois países desde que se libertaram do domínio colonial britânico em 1947.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/asia_oceania/2019090714491613-paquistao-promete-resposta-mais-completa-possivel-a-india-na-caxemira/

Pelos direitos do povo da Caxemira!

 
 
Segundo uma resolução da ONU datada de 1947, apopulação local deveria decidir o futuro da Caxemira por meio de um plebiscito acerca da independência do território. Tal plebiscito nunca aconteceu.
 
António Abreu | AbrilAbril | opinião
 
1.Desde que o novo primeiro-ministro Narendra Modi foi eleito, ficou claro que actuaria numa linha dura, nomeadamente contra as aspirações dos caxemires, tendo-se então manifestado politicamente próximo de Trump e de Netanyahu, ambos abertamente anti-muçulmanos.
 
Com uma alteração constitucional, Modi acabou por voltar a permitir aos não-caxemires, aos não muçulmanos, comprarem terras nesse estado, dificultando uma futura negociação com o Paquistão, tal como Israel fez com os seus colonos em território palestino.
 
 
2. A Índia e o Paquistão mantêm um conflito há décadas em torno da Caxemira, estado montanhoso dos Himalaias. Ambos têm armas nucleares.
 
O império inglês dividiu, em 1947, a Índia, em Índia e Paquistão, e nessa divisão os caxemires, mais próximos da população muçulmana do Paquistão, ficaram integrados na Índia. Por outro lado, a parte norte da Caxemira (Aksai Chin) ficou integrada na China.
 
A ONU determinou à Índia que realizasse um referendo que apurasse se os caxemires queriam integrar o Paquistão, mas a Índia recusou realizá-lo como era previsível. Independentemente do referendo, há caxemires que querem um estado independente enquanto a maioria opta por se juntar ao Paquistão. Por outro lado, o Paquistão, com o apoio do seu tradicional aliado – os EUA – acolheu terroristas do Daesh expulsos da Síria e permitiu a sua acção na Caxemira.
 
A Índia tem concentrados na fronteira mais de 500 mil soldados e polícias paramilitares na sua Caxemira, cujos 12 milhões de habitantes confrontam um governo indiano descrito por vários visitantes como corrupto e brutal. O Paquistão tem aí concentrados 250 mil soldados seus. Na Índia, os caxemires só têm o apoio dos hindus e siques, que ali são uma minoria. Desde 1989, após uma rebelião, terão morrido cerca de 42 mil pessoas.
 
Segundo todos os observadores, a Caxemira, localizada no norte do subcontinente indiano, é disputada pela Índia e pelo Paquistão desde o fim da colonização britânica. As tensões na região têm início com a guerra de independência, em 1947, que resulta no nascimento dos dois Estados – a Índia, de maioria hindu, e o Paquistão, de maioria muçulmana. Segundo uma resolução da ONU datada de 1947, a população local deveria decidir a situação política da Caxemira por meio de um plebiscito acerca da independência do território. Tal plebiscito, porém, nunca aconteceu, e a Caxemira foi incorporada à Índia, o que contrariou as pretensões do Paquistão e da população local – de maioria muçulmana – e levou à guerra de 1947 a 1948. O conflito terminou com a divisão da Caxemira: cerca de um terço ficou com o Paquistão (Caxemira Livre e Territórios do Norte, hoje denominados Gilgit-Baltistão) e o restante com a Índia.
 
Em 1962, a República Popular da China conquistou uma parte de Jammu e Caxemira (Aksai Chin). No ano seguinte, o Paquistão cedeu aos chineses uma faixa dos Territórios do Norte. Um novo conflito, em 1965, não trouxe modificações territoriais.
 
Na década de 1990 o conflito serviu de justificação para a militarização da fronteira e para a corrida aos armamentos. A Índia e o Paquistão realizaram testes nucleares em 1998 e, em Abril de 1999, experimentaram mísseis balísticos capazes de levar ogivas atómicas, rompendo um acordo assinado meses antes. Os dois países estiveram à beira de uma guerra total.
 
O primeiro-ministro ultra-nacionalista da Índia, Atal Vajpayee, ordenou um pesado contra-ataque, que expulsou os separatistas em Julho. A derrota paquistanesa levou depois a um golpe militar, liderado pelo general Pervez Musharraf, que depôs o primeiro-ministro paquistanês Nawaz Sharif. Índia e Paquistão travaram na Caxemira, em 1999, um confronto que se estendeu de 3 de Maio a 26 de Julho do qual resultou uma vitória indiana e um número de mortos indeterminado – os dois lados do conflito apresentaram diferentes números.
 
3. O censo de 1901 da Índia Britânica revelou que os muçulmanos constituíam 74,16% da população total do Estado principesco de Caxemira e Jammu, frente a 23,72% de hindus e 1,21% de budistas. Os hindus encontravam-se principalmente em Jammu, onde formavam pouco menos de 80% da população. No vale de Caxemira, os muçulmanos eram 93,6% da população e os hindus, 5,24%. Tais percentagens mantiveram-se relativamente inalteradas nos últimos cem anos. Cerca de 40 anos depois, o censo de 1941 da Índia Britânica indicava que os muçulmanos formavam 93,6% da população do vale de Caxemira e os hindus, 4%. Em 2003, a percentagem de muçulmanos no vale de Caxemira era de 95% e 4% a de hindus. No mesmo ano, em Jammu, a percentagem de hindus era de 66% e a de muçulmanos, 30%.
 
A Caxemira é uma região do norte do subcontinente indiano, hoje dividida entre a Índia, o Paquistão e a China. O termo "Caxemira" descrevia historicamente o vale ao sul da parte mais ocidental do Himalaia. Actualmente, o termo «Caxemira» politicamente descreve uma área muito maior, que inclui as regiões de Jammu, Caxemira e Ladakh.
 
O nome da região é também sinónimo de material têxtil de alta qualidade, devido à lã de caxemira, produzida a partir do gado caprino da região.
 
4. Mesmo durante as décadas em que existiam salvaguardas constitucionais, Jammu e Caxemira conheceram pouca tranquilidade.
 
Em geral, os habitantes da Caxemira não querem que o território seja governado pela Índia, preferindo a independência ou a adesão ao Paquistão. O desemprego é muito elevado.
 
Os incidentes com o governo central têm sido frequentes. As incursões de Nova Déli na governação regional provocaram resistência. Houve confrontos armados na fronteira paquistanesa e, em duas ocasiões, os exércitos paquistanês e indiano travaram breves guerras. Uma resistência armada na década de 1980, buscando a autodeterminação da Caxemira, encontrou forte retaliação militar indiana. As baixas foram pesadas, um conflito de baixo nível persistiu e as forças de segurança muitas vezes atacaram manifestantes populares desarmados.
 
Já nos anos 1980, guerrilheiros separatistas passaram a actuar na Caxemira indiana e mais de 25 mil pessoas morreram desde então. A Índia acusou o governo paquistanês de apoiar os guerrilheiros – favoráveis à unificação com o Paquistão – e intensificou a repressão. A situação continua tensa, pois além do conflito com o Paquistão, existe um movimento pró-independência na Caxemira.
 
A conflitualidade atenuou-se até 1989, mas pouco tempo depois ela regressou após a morte do líder rebelde Burhan Wani, de 22 anos, em combate com as forças de segurança. A difusão nas redes sociais dos vídeos sobre Wani constituíram um factor de acréscimo da mobilização contra a administração indiana, que começou logo no seu funeral com grande presença de pessoas, em que morreram mais de 30 pessoas.
 
Seguiram-se novas vagas de manifestações e atentados terroristas.
 
Uma onda de explosões terroristas matou dezenas de civis nas maiores cidades paquistanesas, entre o final de 1999 e o primeiro semestre de 2000. Fracassam negociações de paz entre o governo da Índia e os separatistas muçulmanos da Caxemira em Julho de 2000. Os combates recomeçam, assim como as acções terroristas nos territórios do Paquistão e da Índia. Em Agosto de 2000, o Hizbul Mujahidine, principal grupo separatista muçulmano na Caxemira, anunciou uma trégua unilateral. A Índia suspendeu as operações militares na Caxemira, pela primeira vez em 11 anos. Porém as negociações fracassaram face à recusa da Índia em admitir o Paquistão na negociação de paz.
 
O número de mortos no ano passado atingiu mais de 500 pessoas, incluindo civis, militantes e membros das forças de segurança.
 
5. A 5 de Agosto passado o governo indiano anunciou a revogação da autonomia constitucional do estado de Jammu e Caxemira.
 
O revogado artigo 370 garantia a Jammu e Caxemira um estatuto autónomo que lhe garantia Constituição própria, bandeira e independência para decidir sobre todas as questões excepto as relativas a defesa, comunicações e assuntos externos.
 
Cinco partidos de esquerda emitiram uma declaração conjunta condenando as medidas de Modi como «um ataque ao federalismo, uma característica fundamental da Constituição indiana» e convocaram um protesto nacional para 22 de Agosto. Um desses partidos, o Partido Comunista da Índia (Marxista) declarou que o governo está a tratar Jammu e Caxemira como um território ocupado. O secretário-geral do PCI (M), Sitaram Yechury, falando numa iniciativa de solidariedade com os caxemires, acusou o governo indiano de «converter Jammu e Caxemira na Palestina indiana».
 
Os comunistas indianos do PCI (M) e do Partido Comunista Indiano (PCI) têm sido apoiantes tenazes dos direitos dos caxemires e estão ao seu lado. A 9 de Agosto, poucos dias depois da revogação do artigo 370, o secretário geral do PCI (M) foi detido no aeroporto de Srinagar D. Raja, líder do PCI, quando ambos pretendiam aceder à cidade para visitar Yusuf Tarigami, líder local do PCI (M), que se encontrava em detenção domiciliária – à semelhança de outros dirigentes políticos da Assembleia de Jammu e Caxemira. Foram impedidos de aceder à cidade e obrigados a regressar a Nova Déli.
 
Também o Partido do Congresso declarou que «o partido Bharatiya Janata assassinou a constituição e assassinou a democracia». No dia 22 de Agosto o Partido do Congresso, com uma delegação presidida pelo seu líder, Rajiv Gandhi, juntou-se aos comunistas e a outros partidos (DMK, Trinamool e NCP) para de novo tentar aceder à cidade de Srinagar. Apesar de as autoridades nacionais terem garantido essa acessão, as autoridades locais nomeadas por Nova Déli voltaram a proibir a saída do aeroporto, após discussões acesas da delegação com as referidas autoridades.
 
No mesmo dia, um viajante proveniente da Caxemira dava ao canal Al Jazeera um relato em primeira mão da situação na região, onde vigora o recolher obrigatório e as comunicações se encontram bloqueadas: «A Índia fala de paz e tranquilidade na Caxemira. Eu vi o oposto».
 
A conflituosidade entre a Índia e o Paquistão aumentou após a alteração constitucional de Modi contra os caxemires. A China pretende apoiar a pacificação da região mas as declarações de Pequim dão sinal negativo à Índia pela revogação do estatuto especial daquele estado indiano.
 
6. Mais recentemente, depois do Ministro da Defesa da Índia, Rajnath Singh, ter afirmado que o seu país poderia abandonar a política de «não ser o primeiro» a utilizar armas nucleares, o porta-voz das forças armadas do Paquistão, general Asif Ghafoor, afirmou que a disputada região de Caxemira representa «um foco de tensão nuclear» e instou a comunidade internacional a procurar vias para resolver a situação.
 
A China exortou a Índia e o Paquistão a evitar uma escalada de tensão entre os dois países, depois de aviões indianos terem entrado no espaço aéreo paquistanês e atacado uma localidade na zona de Caxemira. A China apelou aos dois países que se abstenham de recorrer a actos bélicos e, ao contrário, procurem melhorar as suas relações. «A Índia e o Paquistão são importantes estados do Sul da Ásia. Manter a cooperação e laços estáveis serve os interesses de ambos os países, mas também a paz e a estabilidade da região», declarou o governo chinês. Pequim convidou a Índia e o Paquistão a sentar-se à mesa de negociações o mais cedo possível.
 
Nos últimos meses decorre uma actividade diplomática neste sentido, com a Índia, o Paquistão, entidades governamentais da Caxemira e com a participação da ONU, da Rússia e dos EUA.
 
Na foto: Soldados indianos patrulham uma localidade em Jammu e Caxemira Créditos/ Twitter

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https://paginaglobal.blogspot.com/2019/09/pelos-direitos-do-povo-da-caxemira.html

Paquistão promete luta na 'arena internacional' pela Caxemira

Muçulmanos protestan na Caxemira contra medidas da Índia na região. Foto de 12 de agosto de 2019.
Dar Yasin

O ministro das Relações Exteriores do Paquistão, Shah Mehmood Qureshi, expressou o apoio paquistanês à Caxemira e prometeu lutar pela região da arena internacional.

A declaração surgiu nesta segunda-feira (12), durante uma coletiva de imprensa do chanceler na região da Caxemira administrada pelo Paquistão.

Qureshi ressaltou os esforços do primeiro-ministro do Paquistão, Imran Khan, para chegar aos líderes estrangeiros e propagar a visão paquistanesa sobre a situação na Caxemira. O chanceler mencionou que o país levará a questão ao Conselho de Segurança da ONU, conforme citou a emissora Geo News.

O ministro também anunciou uma visita do premiê paquistanês à região no dia 14 de agosto.

Na semana passada, o governo da Índia anunciou sua decisão de retirar a autonomia da região de Jammu e da Caxemira. Em resposta ao movimento, as relações entre Islamabad e Nova Delhi se deterioraram.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/asia_oceania/2019081214379303-paquistao-promete-luta-na-arena-internacional-pela-caxemira/

Paquistão quer levar caso da Caxemira à ONU com apoio chinês

 
Tensões aumentam na região da Caxemira, disputada por paquistaneses e indianos, depois que Nova Délhi decidiu retirar autonomia. Com interesses territoriais próprios, Pequim promete interceder no Conselho de Segurança.
 
O Paquistão anunciou neste sábado (10/08) que recorrerá ao Conselho de Segurança da ONU, com apoio da China, para denunciar a inesperada decisão da Índia de revogar o status especial da província de Caxemira, disputada por ambos os países, em meio ao aumento da tensão no território militarizado há uma semana.
 
Após serem informados que o Paquistão decidira levar o assunto à Organização das Nações Unidas, os chineses "não apenas decidiram nos apoiar no Conselho de Segurança, como também nomearam os seus funcionários que estarão com os nossos, lá", declarou em entrevista coletiva o ministro paquistanês do Exterior, Shah Mehmood Qureshi. "A China demonstrou mais uma vez que são nossos amigos para sempre", acrescentou, após visita oficial a Pequim.
 
 
A medida apresentada na segunda-feira pelo governo indiano, e aprovada pelas duas câmaras do Parlamento em dois dias, avivou mais uma vez as tensões entre Índia e Paquistão, países com arsenal nuclear e que já travaram duas guerras pela questão de Caxemira. Nova Délhi também isolou a região do mundo externo, impondo toque de recolher rigoroso e suspensão quase total das comunicações.
 
Qureshi acrescentou que seu país também considera apelar à Comissão de Direitos Humanos das Nações Unidas sobre a questão. "Quanto uma mudança demográfica é imposta pela força, isso se chama genocídio, estamos indo nessa direção.
 
A Índia planeia anular a cláusula constitucional que proibia estrangeiros de comprar propriedades no estado de Jammu e Caxemira. Assim, indianos do resto do país poderão adquirir terras e candidatar-se a empregos públicos lá. Há temores que isso provoque uma grande reviravolta demográfica e cultural na região de maioria muçulmana.
 
A decisão de retirar a autonomia, que permitiu durante 70 anos a Caxemira ter suas próprias Constituição, cidadania, bandeira e leis, foi rejeitada pela China por afetar uma parte do território que também reivindica como seu. "A resposta da China foi segundo as nossas expectativas. A China considera Jammu e Caxemira como um território em disputa. Agora estamos fazendo mais contatos diplomáticos", disse o chefe da diplomacia paquistanesa.
 
Islamabad reduziu as relações diplomáticas com a Índia, retirando unilateralmente seus embaixadores e cortando o comércio bilateral. Descartando por enquanto uma ação militar em resposta, o país garantiu que usará a via política e diplomática para reverter a ação indiana, que segundo o governo paquistanês viola a legislação internacional sobre um território em disputa.
 
O primeiro-ministro do Paquistão, Imran Khan, pediu o apoio de "vários líderes mundiais", disse Qureshi. "Provavelmente hoje, falarei com o ministro do Exterior da Indonésia, que é membro do Conselho de Segurança. Na segunda-feira, também falarei com o ministro do Exterior da Polónia, que preside o Conselho de Segurança", antecipou.
 
Deutsche Welle | AV/ap, efe
 

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China pretende pacificação na Caxemira

A situação na Caxemira preocupa a China. Esta pretende apoiar a pacificação da região mas as declarações de Pequim dão sinal negativo à Índia pela revogação do estatuto especial daquele estado indiano.

O ministro dos Negócios estrangeiros do Paquistão, Shah Mahmood Qureshi, esteve em Pequim, República Popular da China, para uma visita de emergência, durante a qual reuniu com o seu homólogo chinês, Wang Yi, a 9 de Agosto de 2019.CréditosDing Lin / Xinhua

O ministro dos Negócios Estrangeiros da República Popular da China e membro do Conselho de Estado daquele país, Wang Yi, declarou ontem que «deve ser evitada qualquer acção unilateral que possa complicar a situação na Caxemira», segundo reporta a agência Xinhua.

A China e o Paquistão são «parceiros estratégicos em todas as ocasiões», têm-se sempre «entendido e apoiado mutuamente nos seus interesses fundamentais», naquela que Wang Yi considerou «uma boa tradição que ambos os países devem continuar a acarinhar», continuará a apoiar firmemente o Paquistão na salvaguarda dos seus legítimos direitos mando ainda que «a China continuará a apoiar firmemente o Paquistão na salvaguarda dos seus legítimos direitos» e a exigir que aquele país seja tratado com justiça em matéria de assuntos internacionais.

As declarações foram feitas à margem das conversações mantidas com o seu homólogo paquistanês, Shah Mahmood Qureshi, durante a visita especial e de emergência deste diplomata à capital chinesa para explicar a visão, posição e contra-medidas do Paquistão sobre os recentes desenvolvimentos na região da Caxemira.

Ver original em "AbrilAbril" na seguinte ligação:

https://www.abrilabril.pt/internacional/china-pretende-pacificacao-na-caxemira

Não somos todos humanos?

Aasiya Noreen Bibi (Asia Bibi, Junho de 2009)

  1. O apartheid religioso

O nosso estudo realizado no âmbito do “South Asia Democratic Forum” (SADF) sobre a perseguição às minorias e nomeadamente o apartheid religioso praticado pelo Paquistão publicado há alguns meses é, perdoem-me a imodéstia, o mais sintético, melhor e mais actual que se pode consultar na web em língua inglesa sobre o pior sistema de violação de direitos humanos existente no planeta e que apareceu finalmente nos visores da opinião pública internacional a propósito da exigência do assassínio de Aasiya Noreen Bibi, mais conhecida como Asia Bibi.

Asia Bibi, cristã, teve a ousadia de beber água pelo mesmo copo das mulheres muçulmanas e, pior ainda, quando confrontada com o crime ousou formular a pergunta que lhe valeu a sentença de morte: ‘Não somos todos humanos?’

A resposta, por parte do sistema jihadista paquistanês, assente num rigoroso apartheid é, inequivocamente: não!

A comunidade internacional exultou quando, finalmente, um tribunal declarou Asia Bibi inocente. E a verdade é que o sistema judicial construído pelo Estado Islâmico ao longo das décadas, torna obrigatória a condenação à morte do que quer que seja considerado blasfemo, e como é o clero fanático que faz ultimamente a interpretação do que é blasfémia, pensar na igualdade de direitos da humanidade pode bem ser considerado blasfémia.

Trata-se, no entanto, de um dos vários logros com que se atira poeira para os olhos da opinião pública, porque ainda ninguém foi executado ao abrigo da lei – e o sistema judicial tenta fazer crer que as regras do “Estado de Direito” herdadas da colonização britânica são ainda válidas – mas centenas de vítimas foram assassinadas assim que libertadas depois de acusadas de blasfémia.

E é por isso que o acordo assinado entre as autoridades formais e o Tehreek-i-Labaik (TLP) – organização fanática animada pelo “deep state” a quem Imran Khan deve o poder – pelo qual seria negada a autorização a Asia Bibi para deixar o país, não deveria surpreender ninguém: é o assassínio pelas hordas fanáticas como se pratica há muito, sob o silêncio quando não a cumplicidade da comunidade internacional.

  1. Asia Bibi

Asia Bibi tornou-se um caso exemplar exactamente pela rapidez da sua condenação – na generalidade os juízes não ousam absolver as vítimas e adiam por anos as sentenças com medidas processuais – e essa condenação obrigou a sociedade paquistanesa a confrontar-se com a realidade.

Num curto espaço de tempo, o Governador da província do Punjab, Salmaan Taseer – onde se deram os eventos – e o Ministro das Minorias Shahbaz Bhatti, pronunciaram-se contra a condenação. Foram ambos sumariamente assassinados!

O assassino de Salmaan Taseer foi um dos seus guardas, pertencente ao mesmo corpo de elite que ‘assegura’ a protecção das armas nucleares paquistanesas, Malik Mumtaz Qadri. A justiça condenou-o e executou-o, em segredo, não conseguindo contudo evitar que ele fosse transformado em herói, com direito a mausoléu e à veneração de incontáveis figuras públicas.

Compreende-se assim que o advogado de Asia Bibi tenha fugido do país e que o seu marido apele desesperadamente à obtenção de asilo para toda a família para tentar evitar o assassínio implícito que se encontra exarado no acordo entre o primeiro-ministro Imran Khan e os seus apoiantes do TLP.

  1. As responsabilidades da comunidade internacional

Claro que nada disto impediu a eleição do Paquistão como membro do “Conselho de Direitos Humanos” para o período de 2018-2020, na tradição de apaziguamento e cumplicidade com a violação sistemática dos direitos humanos a que nos habituou as Nações Unidas onde é a razão de Estado que mais ordena.

E nem as óbvias responsabilidades do Paquistão no 11 de Setembro, tanto antes como depois, levaram os EUA a entender o perigo do fanatismo islâmico paquistanês. Apesar das palavras claras de Donald Trump – o único presidente americano que ousou dizer o óbvio – tudo aponta para que a máquina burocrática americana esteja a voltar à mesma política suicida de sempre.

A esse propósito é bom lembrar as especiais responsabilidades da então Secretária de Estado americana Madeleine Albright que, como ficou documentado no relatório nacional americano sobre o 11 de Setembro, impediu a designação do Paquistão como Estado promotor do terrorismo e que tem a ousadia de querer vir agora explicar em livro o que é o ‘fascismo’, quando não o entendeu quando era essencial que o entendesse.

Mas nada ultrapassa em monstruosidade burocrática e estupidez a acção da União Europeia que encomendou a uma empresa afiliada à China – e usada pelo Estado chinês para a sua política de cooperação externa – o estudo do cumprimento pelo Paquistão de legislação internacional em matéria de direitos humanos e afins, estudo que, claro, concluiu pelo comportamento exemplar do Paquistão e pela continuação do estatuto comercial mais favorável concedido a um país terceiro.

A União Europeia – e muito em particular o Reino Unido – têm sido os principais fautores e financiadores externos de um sistema educativo que inculca o ódio e a discriminação às crianças e tem ignorado soberanamente as recomendações claras e precisas que o SADF lhe tem feito nesta matéria e têm também por essa razão responsabilidades acrescidas na situação presente.

Será que o mundo vai finalmente acordar para a maior fábrica de monstros que existe no planeta?

Ver original em 'O TORNADO' na seguinte ligação:

https://www.jornaltornado.pt/asia-bibi-nao-somos-todos-humanos/

Mídia: Clérigo conhecido como 'Pai do Talibã' é assassinado no Paquistão

Maulana Sami ul-Haq, chefe da Defesa do Conselho do Paquistão, uma coalizão de cerca de 40 partidos religiosos e políticos, fala durante uma conferência de imprensa em Islamabad (arquivo)
© AFP 2018 / AAMIR QURESHI

O estudioso religioso paquistanês e ex-senador Maulana Sami-ul-Haq, muitas vezes referido como o "Pai do Talibã", teria sido morto no Paquistão.

"Ele estava tentando chegar a um protesto em Islamabad, mas voltou para casa devido às estradas sendo bloqueadas. Ele estava descansando em seu quarto durante o tempo em que seu motorista/guarda saiu por 15 minutos. Quando o guarda retornou, encontrou Maulana Sami-ul-Haq morto em sua cama e seu corpo coberto de sangue", disse o filho de Sami, citado pelo canal de notícias paquistanês Geo.tv.


De acordo com seu vice, Yousaf Sha, Maulana estava visitando a capital Islamabad nesta semana, mas detalhes adicionais sobre o assassinato não foram esclarecidos.

Haq era uma figura política e religiosa proeminente no Paquistão. Foi membro do Senado do Paquistão de 1985 a 1991 e novamente de 1991 a 1997. Ele era chefe da Darul Uloom Haqqania, uma das maiores e mais influentes madraças (equivalente islâmico aos seminários católicos) do país, localizada em Akora.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/oriente_medio_africa/2018110212583321-taliba-assassinato-paquistao/

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