Município de Cascais

António Capucho acusa PSD Cascais de “cobardia política”

Por Redação
06 setembro 2019
António Capucho classificou, ao Cascais24, de “cobardia política” da Comissão Política da Secção do PSD de Cascais o parecer desfavorável à sua admissão na Concelhia de Cascais.
O histórico militante social-democrata e antigo presidente da Câmara de Cascais afirma, em comunicado enviado esta sexta-feira a Cascais24 de que “tomei conhecimento através da LUSA da aprovação pela Comissão Política da Secção de Cascais de uma "moção que dá parecer desfavorável à admissão na Concelhia de Cascais”.
“Não estranho a decisão, por razões que me abstenho de referir por agora”, sublinha António Capucho, segundo o qual “o processo entregue na sede nacional ainda não foi remetido à Secção de Cascais, pelo que a decisão é extemporânea”.
“Ignoro os fundamentos que têm obrigatoriamente de ser invocados para a recusa da minha admissão, escolhidos de entre os que constam no regulamento aplicável, mas não vislumbro que qualquer deles seja elegível”, refere o histórico militante. 
Segundo, ainda, António Capucho “nos termos do mesmo regulamento não se trata de uma decisão final, pois a recusa fundamentada seguirá para a Comissão Política Distrital e, se esta mantiver o parecer negativo, remete o processo ao Secretário-Geral e é a este que cabe decidir em definitivo sobre a admissão”.
 
“Indiquei a Secção de Cascais para a inscrição e não qualquer outra em que não tivesse qualquer dúvida sobre a emissão de parecer favorável (o que é possível nos termos do referido regulamento) porque aqui resido há 70 anos, porque estive na génese da implantação do PPD no Concelho, tendo presidido a várias Comissões Políticas Concelhias em acumulação com o cargo de Secretário-Geral, porque aqui fui militante de base activo e porque aqui derrotei o PS nas eleições autárquicas em três eleições subsequentes, sempre com maioria absoluta”, relembra António Capucho. 
“Lamento que, em manifesto gesto de cobardia política, a Secção não tenha correspondido à minha disponibilidade para participar na reunião a fim de justificar o meu pedido e esclarecer quaisquer dúvidas”, conclui na nota enviada a Cascais24.
 
 
 

Ver o original em "CASCAIS24" na seguinte ligação::

https://www.cascais24.pt/p/blog-page_342.html

Câmara paga multa de 200 mil euros por acesso ilegal à praia do Abano

 

                             22 agosto 2019
A Câmara Municipal de Cascais foi condenada a pagar 200 mil euros pela construção ilegal, a 17 de junho de 2009, de um acesso em betão à praia do Abano, era então presidente António Capucho e vice o atual presidente Carlos Carreiras, apurou Cascais24.  O pagamento da coima por contra-ordenação ambiental, levantada pelo Instituto de Conservação da Natureza e Florestas (ICNF) só terá sido feito depois do município ter interposto um recurso, que perdeu, junto da 9ª Secção do Tribunal da Relação de Lisboa. O acórdão da Relação, ao qual Cascais24 teve acesso, é de 15 de maio de 2014, e, para além do pagamento da coima aplicada, obrigava ainda o município a retirar o acesso, restituindo-lhe o seu acesso natural, o que só há alguns dias – cinco anos depois- começou a ser feito, com uma máquina municipal a destruir a camada de betão, a norte do restaurante “Abano”.  “O acesso, em cimento, tinha sido colocado ilegalmente, sem autorização do ICNF, tendo este Instituto movido um processo contra-ordenacional, que culminou na coima”, confirmou, esta quinta-feira, à tarde, fonte do ICNF, segundo a qual o “objetivo foi sempre preservar o Parque Natural Sintra-Cascais, no qual se insere a praia do Abano”.
 
Já segundo o acórdão do Tribunal da Relação, assinado pela juíza desembargadora Margarida Vieira de Almeida, e no qual são tecidas duras criticas aos responsáveis municipais, com esta conduta “o município de Cascais destruiu alguns exemplares das espécies florísticas”, além de danos na paisagem costeira. A praia do Abano está com uso suspenso desde 2017, suspensão que foi confirmada este ano, em 30 de maio, de acordo com comunicado da APA (Agência Portuguesa do Ambiente). Estranhamente, essa suspensão não vem referida em nenhuma das páginas oficiais da Câmara Municipal e do Turismo de Cascais, na qual continua a figurar como praia de uso balnear, vigiada e com posto médico/de socorros.  No local, contudo, não existem presentemente nenhumas indicações disso. Apenas no Restaurante “Abano” está fixada uma placa a informar que a praia não é vigiada. No meio de toda esta trapalhada, a boa noticia é que a praia do Abano está de novo a ter areia!
 
 
 
 

Quem é Amigo, Quem é?

                                                                                   26 JULHO 2019
Com pompa e circunstância, o Presidente da Câmara de Cascais fez questão de inaugurar um "Alojamento Local" no edifício onde em tempos funcionou o Tribunal, localizado no centro da Vila.
Refira-se que o "empreendimento de luxo", não  dispõe de mais que sete quartos, ou como é de bom tom dizer-se por estes lados, de sete suites.
Mas que mal tem um presidente de município descerrar uma placa a assinalar a sua benção  num empreendimento, hoteleiro ou imobiliário,  perguntarão aqueles que têm tido a paciência de me ler. Respondo já: Nada!
A não ser que a inauguração do Presidente se faça antes dos serviços da Câmara que ele dirige se pronunciarem sobre a qualidade da 'coisa', isto.é; antes de lhe passarem a licença de utilização.
A não ser também que o "Alojamento Local" não cumpra outra condição legal indispensável: o registo prévio no RNAL (Registo Nacional de Alojamento Local).
 
Claro que damos de barato o facto do Presidente Carlos Carreiras não ter antes achado de utilidade para o Concelho publicitar no site da Câmara a abertura e funcionamento de outros empreendimentos hoteleiros com igual  ou ainda maior capacidade para alojar os muitos turistas que nos visitam.
Senão, para que serviriam afinal as maiorias absolutas se um Presidente de Câmara não pudesse decidir em absoluto aquilo que e como lhe apetece?
Post Scriptum 1:
Não é que o facto tenha qualquer importância para a 'coisa' mas, ainda assim, sempre vos digo que o "empreendimento" é pertença da família A.Santo, provavelmente o maior promotor imobiliário de Cascais.
Post Scriptum 2:
Coitado do meu amigo Filipe, que se esqueceu que não devia pôr-se a apanhar sol na marquise antes da Câmara lhe passar a licença.
 
 
MULTIMÉDIA
A inauguração
 
 
 
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Carreiras perde ação e recurso contra vereador da CDU e munícipes é que vão pagar taxas de Justiça

Por Redação
09 julho 2019
O presidente do governo local de Cascais, Carlos Carreiras, acaba de perder no Tribunal de Relação de Lisboa o recurso que interpôs contra a decisão instrutória de um juiz de Instrução Criminal que tinha decidido não pronunciar o vereador da CDU Clemente Alves da prática de um crime de difamação agravada com publicidade e calúnia, apurou Cascais24.
O acórdão da Relação condena Carlos Carreiras, presidente da Câmara Municipal de Cascais, que veio a constituir-se assistente no processo e aufere mais de 3 mil euros mensais de salário pagos pelos munícipes cascalenses ao pagamento de custas do processo.
"Não vejo a decisão do Tribunal de Cascais, integralmente partilhada pelo Tribunal de Relação no Acórdão de 27 de Junho, como sendo uma vitória  pessoal. É, sim, uma derrota para alguém que, instalado no poder municipal, constantemente usa a calúnia e a ameaça de recurso aos tribunais para intimidar e cercear os direitos daqueles que não aceitam calar-se perante os abusos”, disse, a Cascais24, Clemente Alves, o vereador que, segundo analistas, "tem pautado a sua atuação nestes últimos dois mandatos por uma autêntica e verdadeira oposição" no executivo municipal, de maioria PSD/CDS, o que lhe "tem granjeado grande respeito e admiração junto de milhares de cascalenses". 
Ainda segundo declarações do vereador da CDU a Cascais24, “esta é uma vitória da Liberdade de Expressão e do direito das oposições de serem respeitadas no exercício pleno das competências para as quais os cidadãos as elegeram. É uma vitória da Democracia, contra os que se julgam donos dos direitos de todos".
Em causa neste processo está um post que o vereador da CDU publicou no Facebook, em junho de 2015, no qual afirmava que “ para meter nos bolsos de amigos uma mão cheia de milhões de euros através de uma mega-urbanização, em Areia-Birre, o Presidente da Câmara de Cascais iludiu a boa-fé de uma instituição internacional (a Fundação Aga Khan), que procurava um espaço para instalar a sua academia”.
Inconformado com a decisão do juiz de Instrução Criminal, que tinha optado por não pronunciar o vereador da CDU, Carlos Carreiras recorreu para o Tribunal de Relação de Lisboa, o qual, agora, por acórdão assinado pela juíza desembargadora Filipa Costa Lourenço, ao qual Cascais24 teve acesso, decidiu manter a decisão instrutória, condenando o presidente da Câmara Municipal de Cascais a pagar as respetivas taxas de Justiça.

Ver o original em "CASCAIS24" na seguinte ligação::

https://www.cascais24.pt/p/blog-page_701.html

Greve dos técnicos de diagnóstico e terapêutica pela revisão da tabela salarial

Os trabalhadores da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa estiveram em greve, em Alcoitão, pela valorização das carreiras.

Os trabalhadores de TSDT, ao serviço da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, estiveram em greve e concentraram-se ontem, no Centro de Medicina de Reabilitação de Alcoitão.Créditos / STFPSSRA

Os trabalhadores da carreira de Técnico Superior de Diagnóstico e Terapêutica (TSDT), ao serviço da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML), estiveram em greve e concentraram-se ontem, no Centro de Medicina de Reabilitação de Alcoitão, face à falta de resposta às suas reivindicações.

Esta acção de luta contou com a presença de Arménio Carlos, secretário-geral da CGTP-IN.

Arménio Carlos dirige-se aos trabalhadores em greve em Alcoitão Créditos

Segundo comunicado do Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais do Sul e Regiões Autónomas (STFPSSRA/CGTP-IN), com a contratação colectiva, era «expectável e exigível» que o reposicionamento destes trabalhadores na carreira de Técnico Superior tivesse em consideração a sua antiguidade na SCML, o que não se verificou.

Refere também que o processo de transição para a nova tabela salarial e os processos de progressão extraordinária de 2016 e ordinária de 2017 e 2018 criaram «enormes situações de injustiça», incluindo situações em que funcionários com menor tempo de casa ficaram em nível superior a funcionários com maior antiguidade.

«A forma como o processo de transição foi efectuado, criou situações de disparidade para com os outros trabalhadores da carreira Técnica Superior, que com o mesmo tempo de antiguidade se encontram posicionados em níveis superiores», acrescenta o comunicado. 

Para além desta situação, o sindicato alerta para o facto de a tabela salarial da carreira  de Técnico Superior ter 16 níveis, «o que torna quase impossível atingir o topo de carreira, uma vez que qualquer profissional que entre pelo nível 1, na melhor das hipóteses levará 45 anos a atingir o topo».

Ver original em "AbrilAbril" na seguinte ligação:

https://www.abrilabril.pt/greve-dos-tecnicos-de-diagnostico-e-terapeutica-pela-revisao-da-tabela-salarial

Foi Você Que Pediu Um PDM?

                                                                               12 JUNHO 2019
Discutiu-se na Assembleia Municipal, ocorrida na passada quarta-feira à mesma hora em que se disputava o Portugal-Suíça, o futuro do Bairro Irene e a nulidade das alterações ao Plano Diretor Municipal feitas pela Câmara em 2017.
 
O ambiente aqueceu, a fazer lembrar as reuniões daquele órgão do último mandato de José Luís Judas, com o povo na bancada exteriorizando a sua indignação com as decisões tomadas pelos eleitos locais.
 
Carlos Carreiras, respondendo a uma questão do Pedro Jordão, afirmou perentoriamente relativamente aos projetos em curso dos empreendimentos na antiga praça de touros e no quarteirão do Jumbo que “é óbvio que cumprimos o PDM!”.
 
Mas será que sim? O meu entendimento é que não. De maneira nenhuma.
 
Na sequência de uma denúncia da minha parte, o Ministério Público instigou a câmara a declarar a nulidade da alteração ao PDM feita em 2017. Isso conduziu à declaração de nulidade que a Câmara e a Assembleia Municipal não tiveram outro remédio senão subscrever.
 
Ficou assim em vigor o anterior PDM, mais restritivo para a construção na praça de touros, Jumbo e marina de Cascais.
 
No entanto, na praça de touros, destes três, o projeto que está mais avançado, é claramente violado o PDM. Mais precisamente a alínea iii) do número 4 do artigo 126 do regulamento do PDM, para quem estiver interessado em ir consultar. Neste documento estabelece-se taxativamente que “o número máximo de pisos acima da cota de soleira é cinco”. Não seis, como se verifica no projeto licenciado.
 
Ora, se não cumpre o PDM o licenciamento é nulo. Se o artigo 126 diz que são cinco pisos e se a Câmara licenciou seis, como se pode verificar pelos sites das imobiliárias que estão a vender os apartamentos, então a obra é ilegal.
 
A Câmara deveria assumir as consequências deste facto, o que passaria pela eliminação do último piso ou então, havendo terreno disponível, a redistribuição da sua área pelo terreno remanescente. Não se entende é o favor feito a privados.
 
Anular a área de construção representaria uma redução substancial do número de fogos, de carros e de trânsito gerado por este empreendimento, o que por si só seria bastante positivo.
 
Se a decisão fosse antes redistribuir a mesma área de construção pelo terreno sujeito à operação urbanística, haveria um aumento substancial da compensação a pagar pelos promotores ao município.
 
Permitir a construção em excesso lesa o município de diversas formas, inclusive financeiras.
 
Quanto ao projeto em curso no quarteirão do Jumbo, ainda em fase de licenciamento, o PDM agora estabelece que o número máximo de pisos acima da cota de soleira é de quatro. Curiosamente, as plantas disponibilizadas na “Porta de Frente” e na “Mercator”, responsáveis pela promoção e comercialização do edifício “Bayview Horizon”, continuam a referir seis pisos. Ou têm uma grande segurança que a Câmara vai cometer uma ilegalidade ou foi-lhes oferecida a garantia que o PDM seria alterado a seu gosto.
 
O que se passa no urbanismo em Cascais faz lembrar o pior dos tempos de José Luís Judas, com ilegalidades anunciadas e promotores imobiliários que parecem mandar na Câmara.
 
É assim ou não é, caro presidente? Sabe bem que é, pois caso contrário não perderia a oportunidade para nos processar. Essa, de resto, seria uma posição coerente com a defesa que vem apresentando da legalidade destes processos. Confesso que também seria uma forma de podermos prosseguir a apresentação das nossas convicções e de defendermos o interesse público e a nossa terra em tribunal.

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*Os artigos de opinião publicados são da inteira responsabilidade dos seus autores e não exprimem, necessariamente, o ponto de vista de Cascais24.

Cascais nasceu há 655 anos com os “pescadores de redes”

 
Por Redação
11 junho 2019
Os 655 anos da elevação de Cascais a Vila está a ser comemorado um pouco por todo o concelho com santos populares e marchas e diversas outras iniciativas de índole cultural, com o programa a encerrar com o 28º Encontro Europeu de Harley Davidson’s Baía de Cascais, entre os próximos dias 13 e 16.

Mas, independentemente do programa municipal que assinala estes 655 anos, o mais importante é dar a conhecer a história de Cascais.
Com uma vasta história repleta de pequenos incidentes, Cascais é uma vila com um ambiente que nos envolve desde o momento em que nela entramos, diz, a Cascais24, o historiador e arqueólogo de formação João Aníbal Henriques, que tem publicado vários trabalhos sobre os primórdios e a evolução da região ao longo dos tempos.
Segundo algumas teses, o nome de Cascais remonta provavelmente à época romana, tendo por base termos latinos como Cascales ou Cascanes, refere o historiador e também vereador independente, eleito nas últimas autárquicas, mas que, por motivos pessoais, viu-se forçado a pedir a suspensão temporária do mandato no ano passado, sem que tivesse oportunidade de  intervir com propostas de incentivos patrimoniais, contribuindo para a preservação da memória de Cascais e da sua história.
Historiador João Aníbal Henriques
“Desde as mais elaboradas até àquelas que se rodeiam de uma espessa auréola de melancolia, espelhando de sobremaneira a tradição popular, muitas tem sido apresentadas ao longo dos últimos séculos da nossa História”, refere João Aníbal Henriques, segundo o qual,“a título de exemplo, e porque é de facto aquela que até há poucos anos traduzia a forma de pensar dos pescadores desta pequena vila, vamos transcrever a do Dr. Pedro Lourenço de Seixas Barruncho, que na sua obra “Villa e Concelho de Cascaes”, publicada no ano de 1873 nos explica a origem deste topónimo da seguinte maneira: “Da origem do seu nome lemos em Bluteau, que a villa de Cascaes principiara haveria duzentos anos; que os primeiros que a habitaram foram pescadores de redes, os quais para as lançarem ao mar primeiro as mascaravam com folhas de aroeira, que se punham em molhos em tinas ou talhas grandes onde metiam as redes. Que se fora povoando a villa cada vez mais, e assim também as tinas e talhas, a que os pescadores chamavam casqueiros, parecendo que d’ahi vinha, por corrupção de vocábulo, o nome de Cascaes, originado no costume de perguntar uns aos outros – encascaste já?”

Porém, ainda de acordo com o historiador, “a mais verosímil, concreta e digna de consenso entre a generalidade dos historiadores que se dedicam ao estudo deste nosso concelho, parece ser a tese segundo a qual o topónimo de Cascais resultaria da evolução concreta de uma expressão amplamente Portuguesa: Cascal, ou seja, um local coberto de cascas ou conchas de marisco. Assim, o primeiro nome desta bonita vila terá sido o de “Aldeia dos Cascais”, o qual, por simplificação, se transformou em Cascais”. “Encontra-se atualmente comprovada a estada em Cascais de um aglomerado humano desde o aparecimento do Homem, no Paleolítico”, sublinha João Aníbal Henriques, que reforça existirem disso “vestígios estudados no Guincho e no Alto do Estoril, onde apareceram calhau rolados e utensílios datados desta época”. No entanto, esclarece o historiador, “mais interessantes são as necrópoles do Poço Velho, Alapraia e São Pedro do Estoril, de onde se retirou um importante espólio ao nível da cerâmica campaniforme”. “Desde o Século II a.C. que Cascais se encontra ocupado pelos romanos, e existem atualmente muitos vestígios dessa ocupação espalhados por todo o território municipal de Cascais”, precisa João Aníbal Henriques, que salvaguarda que
“ao contrário do que até aqui se pensava, também a ocupação Árabe teve a sua importância no devir Histórico do Concelho”.

“Durante a Época Medieval, já seria Cascais uma aldeia com alguns recursos humanos, coadjuvados, como não podia deixar de ser, por uma vasta rede de potencialidades económicas baseadas na prática da pesca e da caça especializada, principalmente do Açor”, revela o historiador
Também “a estada de vários dos nossos ilustres monarcas em Cascais encontra-se comprovada desde D. Afonso Henriques, que segundo reza a lenda, descansou e tomou o seu repasto matinal à sombra de uma centenária palmeira que ainda em meados do Século passado existia na travessa com o mesmo nome”, recorda João Aníbal Henriques, segundo o qual “D. Dinis e D. José dirigiram-se também aos meandros deste pequeno povoado, com o intuito, segundo dizem as lendas, de se banharem nas águas medicinais que são características da Praia da Poça, em São João do Estoril, e as de Santo António, na quinta com o mesmo nome a que Fausto Cardoso de Figueiredo, no início do Século passado, transformou numa das mais ilustres estâncias balneares da Europa, só comparada em qualidade com a “Cote d’Azur” Francesa”. E, ainda de acordo com o conhecido historiador, “daí em diante, resta-nos salientar o proeminente papel que cascais vai desempenhar, quando foi escolhida para albergar a Corte durante os meses do final do Verão e do Outono, assistindo-se nessa época à inauguração da iluminação pública a gás, do telefone, do telégrafo e do comboio. Acontecimento importante foi também a inauguração da luz elétrica, levada a cabo como presente de aniversário do Príncipe Real, e que marcou um ponto fulcral na História recente de Portugal”. “Passados estes anos dourados da sua História, Cascais é hoje a vila pacata que conhecemos, e que de uma maneira ou de outra, fazendo jus à sua essência cosmopolita, continua a atrair a atenção da generalidade da população Portuguesa e de milhares de estrangeiros que, sempre que podem, a utilizam como destino privilegiado de férias ou residência fixa”, conclui João Aníbal Henriques. 

Ver o original em "CASCAIS24" na seguinte ligação::

http://www.cascais24.pt/p/atual-os-655-anos-da-elevacao-de.html

Judiciária investiga negócios entre Misericórdia e Câmara de Cascais

Por Redação
10 junho 2019
Operações que, nos últimos anos, terão movimentado alguns milhões de euros em negócios entre a Misericórdia e a Câmara de Cascais estão a ser investigadas pela Unidade Nacional de Combate à Corrupção da PJ, apurou Cascais24.
 
Em causa, soube, ainda, Cascais24, poderão estar em causa suspeitas de corrupção, tráfico de influência e participação em negócio.
 
Entre outros negócios, realizados, pelo menos nos últimos seis anos entre Misericórdia e município, estarão a aquisição, desde 2017, por parte do município de alguns bairros sociais, entre os quais os Bairros Irene, Maria e Calouste Gulbenkian e, no ano passado, de um terço do Bairro Marechal Carmona.
 
Estas operações terão permitido à Misericórdia de Cascais liquidar todo o passivo bancário, sobretudo junto da Caixa Geral de Depósitos e, simultâneamente, o levantamento de hipotecas num valor que poderá ascender aos 8,8 milhões de euros.
 
A PJ investiga, ainda, no âmbito do mesmo inquérito, por delegação do Ministério Público, outros milhões que envolveram transações relacionadas com a venda da praça de touros de Cascais, soube, ainda, Cascais24.
 
 

Ver o original em "CASCAIS24" na seguinte ligação::

http://www.cascais24.pt/p/blog-page_147.html

A morte do BAIRRO IRENE tem prazo certo: 10 anos

                                                                              26 ABRIL 2019
Não vou falar do processo através do qual a Santa Casa da Misericórdia de Cascais “cedeu” à Câmara Municipal (CMC) aquilo que lhe tinham dado apenas para cuidar, nem da eventual ilegalidade do mesmo. Vou falar, sim, daquilo que agora está a ser feito pela CMC a quem vive lá há dezenas e dezenas de anos.
 
Depois de, em 2017, o Presidente da Câmara Municipal de Cascais ter dito que “queria ajudar” os moradores, muitos dos quais residem no Bairro há mais de 50 anos, está agora a Câmara, através da empresa municipal Cascais Envolvente, a forçar os mesmos a assinar contratos de arrendamento com cláusulas escandalosas e por um prazo ridículo, alegando que, se não os assinarem, poderão ser despejados das casas onde sempre viveram! É esta a conceção de “preocupações sociais” que a CMC revela.
 
Mais: há casos de pessoas que não sabem ler nem escrever a casa de quem funcionários da Cascais Envolvente se deslocam e fazem colocar o dedo em contratos cujo conteúdo e alcance as mesmas desconhecem e não entendem e cuja “assinatura” é depois reconhecida sabe-se lá por quem! Há casos de pessoas ameaçadas de lhes ser cortada a água e/ou a luz. Há casos de pessoas a quem, subitamente, é aumentado o valor da renda – quando nem ainda está verdadeiramente determinada a propriedade das casas!
 
Há sensivelmente dois anos foi perguntado às pessoas se estavam interessadas em comprar as casas ou em manterem o arrendamento. Hoje, recusam dar informações a quem solicita saber quando será a venda realizada. Aliás, elementos da Cascais Envolvente referiram até que a empresa e/ou a Câmara Municipal de Cascais podem não querer vender… 
 
Mas, como se tudo isso não bastasse, os contratos de arrendamento que têm vindo a ser impostos estabelecem claramente o prazo: 10 anos, renovável por períodos de 1 ano, podendo qualquer das partes opor-se à renovação. O que significa que a morte do Bairro é quase certa e tem prazo: 10 anos.
 
Mais: os ditos contratos contêm também cláusulas “de bradar aos Céus”! Veja-se, a título de exemplo a cláusula que estabelece que o inquilino “presta desde já o seu consentimento para a sua transferência, e do respetivo agregado familiar, para habitação de tipologia adequada ao mesmo, dentro do concelho de Cascais ou concelho limítrofe”, se a CMC “por razões de gestão do parque habitacional do Município de Cascais” declarar que tem necessidade que as casas sejam desocupadas! Ou a cláusula que, em caso de cessação do contrato, “houver evidências de danos na mesma, resultantes de obras não autorizadas ou de não realização de obras exigidas [pela CMC ao inquilino], [a CMC] tem direito de exigir (…) o pagamento das despesas por aquela suportadas com a realização das obras necessárias para reposição da habitação mas condições iniciais, acrescidas de 25% (vinte e cinco por cento) do valor das mesmas”!!!!
 
A estratégia da CMC está, pois, claramente definida: não interessa há quantos anos as pessoas lá residem; não interessa aquilo que as pessoas pagavam à Santa Casa ou se pagavam; não interessa se o negócio da CMC com a Santa Casa é ou não válido; não interessa o quanto as pessoas gastaram para melhorarem as suas habitações, obras que a Santa Casa nunca fez apesar de obrigada a tal; não interessa se as pessoas sabem ler ou compreendem os contratos que agora lhes são impostos. Interessa apenas ficar com um papel através do qual a CMC obtém o reconhecimento da sua posição de proprietária das casas e a certeza de quem, dentro de 10 anos, as pode tirar de lá. E, até, antes disso, enviando-as, no limite, para Sintra ou Oeiras.
 
A misericórdia existe mas não é certamente apanágio desta Câmara Municipal de Cascais!


*Os artigos de opinião publicados são da inteira responsabilidade dos seus autores e não exprimem, necessariamente, o ponto de vista de Cascais24.

Milhões de lucros ou de incompetência?

Milhões de lucros ou de incompetência?
                                                                              13 ABRIL 2019
Se a Câmara Municipal de Cascais fosse uma empresa que no final dum ano apresentasse lucros de 67,7 milhões de euros, seria caso para que os acionistas esfregassem as mãos de contentamento e, em gratidão, premiassem generosamente o Conselho de Administração que tão gordos dividendos lhes proporcionou.
 
Mas não é: a CM existe para satisfazer as necessidades colectivas dos munícipes, usando para isso os impostos, as taxas e tarifas; que devem ser proporcionais à capacidade de execução municipal e, também, dos recursos económicos das pessoas. E em 2018, a coligação PSD/CDS, cobrou às 210.000 pessoas que vivem em Cascais mais 67,7 Milhões de euros que aquilo que era necessário para fazer o que não foi feito.
 
Se há tanto dinheiro a sobrar, porque não se resolvem os problemas que nos afectam e complicam a vida?
 
Milhões de lucros ou de incompetência?
De facto, os tantos milhões que sobram nas contas da Câmara são uma parte dos 3.500 fogos de habitação social recenseados em falta, dos quais nenhum se construiu em 2018. São uma parte daquilo que a Câmara se “esqueceu” de investir para reparar o degradado parque habitacional social à sua guarda, com muitos dos moradores obrigados a pagar rendas que têm pouco de social.
 
O muito que sobra é, também, o muito que falta para que de vez se resolvam os graves problemas de saneamento que existem em bairros do interior, onde as fossas quando cheias ainda despejam para as ribeiras.
 
Os tantos milhões que sobejam são os equipamentos sociais que nos faltam. São os parques e zonas verdes que não temos na proximidade dos aglomerados habitacionais. São os pavilhões gimnodesportivos, os campos de jogos ao ar livre e as piscinas municipais que o PSD/CDS e Carlos Carreiras consideram que não fazem falta à população de Cascais, esta população que só num ano entregou à Câmara 67,7 Milhões de euros a mais que aqueles que os dirigentes políticos foram (in)capazes de usar.
 
Mas o que excede é também uma boa parte daquilo que ficou a faltar ao tecido empresarial de Cascais, constituído em cerca de 95% por micro, pequenas e médias empresas, responsáveis por quase 80% dos postos de trabalho aqui existentes. Empresários e empresas a quem a Câmara cobra, taxas e tarifas que chegam a custar entre 300 a 800% mais que as pagas nos concelhos vizinhos. Factores que contam quando se sabe que o rendimento líquido das empresas e dos trabalhadores que laboram em Cascais é mais baixo que a média das empresas sedeadas na demais Área Metropolitana de Lisboa.
Carlos Carreiras atreve-se a dizer que o formidável resultado nas contas da “empresa” que administra foi alcançado com a “descida dos impostos”!
 
Nada mais falso. As receitas directas de todas as rubricas, onde se contam as mais de 500 taxas, tarifas e impostos municipais, cresceram em 2018 em termos absolutos, tendo o IMI produzido mais 2 Milhões de euros, apesar da descida da taxa nominal em 0,01 ponto, para 0,37%. Tal como cresceram as receitas com multas de todas as espécies que castigam os munícipes incautos. O IMT cresceu para 74 Milhões de euros, reflectindo o escandaloso processo que tem levado à desenfreada especulação imobiliária e à imparável construção de novos fogos, no Concelho onde se estima que por cada um dos habitados existam 2,5 fogos desocupados, com mais uns milhares em rampa de lançamento para serem construídos.
 
Milhões de lucros ou de incompetência?
Quando fala na “descida dos impostos”, Carlos Carreiras parte do princípio que os munícipes ainda não deram conta que é em Cascais que se paga o IMI mais caro do país. Que não sabem que é aqui que a factura da água e do saneamento é recordista nacional entre as que mais custam a pagar. Que é aqui, apesar de toda a propaganda, que a mobilidade é mais difícil e mais cara para quem todos os dias tem de sair e entrar. Que é aqui que o custo de vida é mais alto que em qualquer outra parte do país.
 
Carlos Carreiras esquece-se de nos dizer, que a Câmara de Cascais é aquela que entre as 308 existentes em Portugal mais se governa com o dinheiro que provém directamente dos bolsos dos munícipes.
Aquilo que facto são os 67,7 milhões de euros a mais que a CM foi buscar ao rendimento dos cascaenses, é a medida da enorme incompetência da aliança política PSD/CDS/Carlos Carreiras para gerir e concretizar as necessidades e aspirações de melhor qualidade de vida que as 210.000 pessoas que cá vivem, e que tanto pagam, têm legítimo direito.

Ver o original em "CASCAIS24" na seguinte ligação::

http://www.cascais24.pt/p/se-cmc-fosse-uma-empresa-queno-final.html

Afinal a grossura importa?

Afinal a grossura importa?
                                                                            11 ABRIL 2019
O post no Facebook colocado pelo Senhor Presidente da Câmara de Cascais em relação ao cordão humano realizado no passado domingo em defesa da preservação da mata da Quinta dos Ingleses em Carcavelos leva-me a acreditar que para Carlos Carreiras há uma manifesta dúvida existencial.
Segundo a ideia exposta pelo Presidente da CMC o cordão anunciado pelos organizadores não passou de “um cordel de menos de uma centena de pessoas que nem conseguiam preencher um dos lados da referida quinta”.
Mas afinal é um problema de grossura ou de comprimento?
É que uma coisa é a diferença de grossura entre um cordão e um cordel outra, bem diferente, é o comprimento que um e outro possam ter…
Para Carlos Carreiras, afinal, é importante ser grosso e comprido e, caro leitor, gostos não se discutem.
Mas política, ordenamento do território, a preservação ambiental, devem ser discutidos.
Sem argumentos grosseiros, sem ideias muito compridas, mas privilegiando a objetividade, a seriedade dos argumentos e a defesa do bem comum.
Afinal a grossura importa?
Com cordão ou com cordel, mais comprido ou menos, o que falta a Carlos Carreiras é explicar as verdadeiras razões para atuar como atuou neste processo.
Baseando toda a atuação municipal no papão das eventuais indemnizações a suprir pela CMC, Carlos Carreiras usou todos os truques possíveis para garantir a aprovação deste aborto urbanístico à entrada de Carcavelos.
E a mesma veemência que coloca na defesa desta mega urbanização é a mesma com que se prontifica a demolir o Cascais Vila ou o antigo edifício do Hotel Nau. O pior será sempre o que o vai substituir…
Carlos Carreiras agarra-se sempre ao facto do primeiro acto administrativo datar de 1961 ou a existência de uma aprovação em 1985, na presidência de Helena Roseta.
Esquece, no meu ponto de vista, o que era Carcavelos em 1961 ou mesmo em 1985 e o que é hoje.
Naquela altura falava-se de Carcavelos sem a urbanização da Quinta da Alagoa, sem urbanização da Quinta do Barão, sem urbanização Nova de Sassoeiros, sem urbanização do Arneiro, Sem urbanização da Quinta da Bela Vista, sem Checlos, sem Quinta da Vinha, sem urbanização das Silveiras, sem urbanização da Quinta de S. Gonçalo, ou seja, sem menos umas dezenas de milhar de fogos e correspondentes habitantes na freguesia.
A tomada de decisões de uma Câmara, em cada momento, tem obrigatoriamente que ter em conta as necessidades da comunidade e a busca do respeito e do cumprimento do bem comum.
Escudar-se numa decisão tomada por outro executivo, com outro enquadramento que pode hoje estar completamente ultrapassado é, no mínimo, desonesto.
Afinal a grossura importa?
A decisão de Carlos Carreiras, com o argumento das indemnizações, esquece por completo o interesse dos atuais e vindouros habitantes de Carcavelos.
Por outro lado, este tique de Carreiras de contestar de forma truculenta e malcriada tudo e todos os que ousem discordar ou ter opinião diferente começa a ser um indicador preocupante.
Para Carlos Carreiras não importa as razões, justas ou erradas, de quem contesta. Para ele o acto de contestar é em si próprio uma blasfémia sobre a qual se deve invocar a fúria de todos os deuses…
Mas mais importante do que o número de pessoas que democraticamente quiseram demonstrar o que lhes vai na alma, mesmo contra a vontade do Senhor Presidente Carreiras, é o que as gerações vindouras dirão desta pouco avisada decisão imposta por Carlos Carreiras quando estiver concretizada.
O nó cego no tráfego de Carcavelos, as consequências escondidas no futuro da praia de Carcavelos, esses serão os verdadeiros e únicos critérios de análise deste acto.
Carcavelos NÃO vai ter saudades deste Presidente!

Outros artigos de RUI FRADE RIBEIRO
+Tudo em família+Os munícipes de Cascais também querem ser amigos de Carreiras!+Estacionamento: Um direito ou um negócio? 
+Nova Cascais- O betão, sempre o betão! 
+Cascais, a cegueira e a política! *Os artigos de opinião publicados são da inteira responsabilidade dos seus autores e não exprimem, necessariamente, o ponto de vista de Cascais24.


Ver o original em "CASCAIS24" na seguinte ligação::

http://www.cascais24.pt/p/o-post-no-facebookcolocado-pelo-senhor.html

Carreiras ameaça "não dar tréguas" aos contestatários da Quinta dos Ingleses

Por Redação
10 abril 2019
“Na Quinta dos Ingleses, como noutros assuntos, os novos demagogos fazem deliberadamente a única coisa que verdadeiramente lhes interessa: disseminar a ignorância e a dúvida. É esse o único negócio que lhes interessa. O meu compromisso é não lhes dar tréguas”. Quem o afirma e promete é Carlos Carreiras, chefe do governo local de Cascais, esta quarta-feira, na sua habitual coluna de opinião no Jornal I, referindo-se ao movimento contestatário que, este sábado, juntou na luta contra o betão mais de 300 pessoas em cordão humano, que nem a chuva, o vento e o frio conseguiram fazer demover.
 
Recém recuperado de problemas cardíacos, que levaram a internamento hospitalar, o presidente da Câmara de Cascais mostra-se agastado no artigo com toda a contestação à volta da Quinta dos Ingleses.
 
Adultos e jovens juntaram-se este sábado ao enorme cordão humano contra o betão frente às praia de Carcavelos
Antes, porém, acusa que toda esta contestação é “liderada por um militante de um suposto partido chamado Juntos Pelo Povo (que tem as suas origens na Madeira) e pela central de abaixo-assinados do PCP, uma coligação negativa autointitulada de “movimento” tem insistido em fazer oposição ao plano de pormenor”.
 
Carreiras salvaguarda, logo a seguir, querer “deixar claro que todas as oposições ao projeto são legítimas, desde que honestas e fundamentadas”, mas acrescenta que “há limites para a demagogia e para o populismo”.
 
“O Plano para a Quinta dos Ingleses arrasta-se há quase 60 anos”, diz o presidente, que recorda que vem dos tempos da ditadura e sobreviveu a vários executivos municipais que tentaram escapar às armadilhas de um processo complexo, que garantiu a privados direito de construção em 1961 e reforçou esses direitos por escritura pública em 1985”.
 
A chuva, o vento e o frio não demoveram mais de três centenas este sábado
Ainda de acordo com Carlos Carreira no seu artigo no Jornal I, “uma primeira versão do plano previa 2118 fogos, prédios de 14 pisos a 32 metros da Marginal e apenas 62 590 metros quadrados de espaços verdes”. E precisa: “Perante o bloqueio deste projeto, e estando reconhecidos por lei os seus direitos de construção, o privado colocou uma ação em tribunal contra o município”.
 
“Quando cheguei à presidência da Câmara de Cascais, em 2011, peguei neste dossiê e revimos todo o plano. Chegámos a uma solução que corta em 60% o número de fogos, corta a altura dos prédios para metade (7 pisos) na parte mais recuada e para 5 pisos na frente de mar, aumenta a distância à Marginal para mais do dobro (78 metros) e aumenta a área verde para mais de 10 hectares, criando em Carcavelos o maior parque urbano do concelho”, explica Carlos Carreiras no seu artigo de opinião que, de seguida, garante que “por má-fé, os putativos agitadores ignoram todos os constrangimentos que rodearam a elaboração do plano”.
 
E, finalmente, no seu contundente artigo de opinião, Carlos Carreiras sublinha que “por incompetência, acreditam que a câmara pode rasgar o plano ou até expropriar os terrenos, fingindo que não existe uma ação em tribunal que pode, muito provavelmente, condenar a câmara, a comunidade, a pagar 300 milhões de euros de indemnização. Uma pena que é cumulativa com o direito de edificação com o plano original, de construção massiva”.
 

“Advogado do diabo”

Já Tiago Albuquerque, porta-voz do movimento contestatário que luta pela preservação do único espaço verde junto à orla marítima do rio Tejo, na área metropolitana de Lisboa, considera que Carlos Carreiras “continua a utilizar a “cultura do medo”, através dos valores ultra especulativos, que diz que terá de pagar”.
 
Tiago Albuquerque
“Cada vez que fazemos uma acção, ele (Carlos Carreiras) aumenta. Do ano passado para este, já aumentou 100 milhões de euros, provando, assim, a teoria de especulação de “advogado do diabo”, diz Tiago Albuquerque.
 
Para o porta-voz do movimento contestatário que, este sábado, conseguiu reunir em torno da causa mais de três centenas de pessoas de várias faixas etárias, algumas delas figuras públicas, “os responsáveis já afirmaram que não se sensibilizaram e que o projeto continuará”.
 
“No entanto, salvaguardou, continuaremos a lutar por aquilo que consideramos uma justa causa, na defesa de um património que é único e pretendemos preservar a bem das gerações futuras”.
 

Ver o original em "CASCAIS24" na seguinte ligação::

http://www.cascais24.pt/p/blog-page_436.html

Cordão humano em Carcavelos contra a construção de mega-urbanização

Construção vai ocupar o que dizem ser o último espaço verde da linha da costa entre Cascais e Lisboa. Mesmo debaixo de chuva protestam.

 

Veja esta notícia na seguinte ligação:

https://www.google.com/url?rct=j&sa=t&url=https://sicnoticias.pt/pais/2019-04-07-Cordao-humano-em-Carcavelos-contra-a-construcao-de-mega-urbanizacao&ct=ga&cd=CAIyGjM1OWU0MGI1YTZmYTE3NTk6Y29tOnB0OlVT&usg=AFQjCNHIESrYwHszgyea-3p7Ygd5yIOZ2A

Manifestação Contra a Destruição dos Espaços Verdes Costa Guia

50673374 515819268906476 1003223907018211328 n

Sábado, 2 de fevereiro - 16.00h

na Costa da Guia

Organizado por SOS Costa da Guia

Manifestação contra a construção privada da Associação Chabad Portugal que já está a aniquilar e a vedar 5.000 m2 de espaço verde público contra a vontade dos moradores e frequentadores da Costa da Guia.

Porquê?
O que justifica este massacre ambiental em pleno séc.XXI?
Como é que uma Câmara Municipal que assinou e publicitou um Pacto para as Alterações Climáticas e o Compromisso para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU promove isto?
Um terreno verde cedido para equipamento público e agora "oferecido" (segundo o representante da Chabad em declarações à SIC) a uma associação privada que nada fez por Cascais.
O que justifica este tratamento de privilégio contra a vontade histórica dos moradores?
O que justifica mais betão aqui? 744 eur/mês num terreno que vale milhões?
Por 50 anos renováveis indefinidamente por períodos de 25 anos?
Porque é que os moradores e frequentadores, os seus filhos e netos, animais de estimação vão deixar de poder passear livremente neste espaço verde que era repleto de árvores com largas dezenas de anos e que foram selvaticamente abatidas?
É isto "Cascais elevada às pessoas"? Esta é uma causa de Tod@s!
Apareça, traga a família, o cão e ajude-nos a defender o que resta dos espaços verdes públicos de Cascais.Obrigado pelo seu apoio e partilha.

Manifestação Contra a Destruição dos Espaços Verdes Costa Guia

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Sábado, 2 de fevereiro - 16.00h

na Costa da Guia

Organizado por SOS Costa da Guia

Manifestação contra a construção privada da Associação Chabad Portugal que já está a aniquilar e a vedar 5.000 m2 de espaço verde público contra a vontade dos moradores e frequentadores da Costa da Guia.

Porquê?
O que justifica este massacre ambiental em pleno séc.XXI?
Como é que uma Câmara Municipal que assinou e publicitou um Pacto para as Alterações Climáticas e o Compromisso para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU promove isto?
Um terreno verde cedido para equipamento público e agora "oferecido" (segundo o representante da Chabad em declarações à SIC) a uma associação privada que nada fez por Cascais.
O que justifica este tratamento de privilégio contra a vontade histórica dos moradores?
O que justifica mais betão aqui? 744 eur/mês num terreno que vale milhões?
Por 50 anos renováveis indefinidamente por períodos de 25 anos?
Porque é que os moradores e frequentadores, os seus filhos e netos, animais de estimação vão deixar de poder passear livremente neste espaço verde que era repleto de árvores com largas dezenas de anos e que foram selvaticamente abatidas?
É isto "Cascais elevada às pessoas"? Esta é uma causa de Tod@s!
Apareça, traga a família, o cão e ajude-nos a defender o que resta dos espaços verdes públicos de Cascais.Obrigado pelo seu apoio e partilha.

Estacionamento: Um direito ou um negócio?

                                                                                 10 DEZEMBRO 2018
Em Cascais a tarifa de estacionamento voltou a aumentar.
Hoje as cidades e as vilas em Portugal e por essa Europa fora estão quase sempre pejadas de parquímetros ou de outras formas de estacionamento pago. As novas gerações, que sempre viveram no meio de uma floresta de parquímetros, tomam como boa e irreversível esta necessidade de pagar a utilização de um espaço público.
Os primeiros parquímetros terão sido instalados em Portugal na cidade de Lisboa nos anos 60. Outras cidades e vilas foram adotando o mesmo modelo com o argumento de tarifar as zonas de estacionamento nas zonas centrais com caraterísticas comerciais para aumentar a rotatividade dos lugares de estacionamento. Afinal esta necessidade específica em meia dúzia de locais tornou-se numa mancha de óleo que passou a cobrir cada nesga de estacionamento, tendo mesmo chegado a zonas eminentemente habitacionais.
O estacionamento é afinal um direito do cidadão ou podemos considerar um serviço prestado pela autarquia sujeito à respetiva tarifação?
No meu ponto de vista o estacionamento é um direito do cidadão que lhe está a ser coartado pelos vários municípios por exclusiva responsabilidade das câmaras e a manifesta incompetência que estas e os seus serviços urbanísticos alardeiam!
Quando fui autarca em Cascais nos finais dos anos oitenta, era usual as operações urbanísticas aprovadas considerarem um lugar e meio de estacionamento por fogo.
Esta era a consideração teórica.
Por vezes, a troco de “compensação financeira” as câmaras diminuíam este rácio recebendo uma contrapartida financeira, usualmente muito mais barata para o construtor do que garantir a ocupação de espaço e a respetiva construção do estacionamento.
Moral da história, nos últimos 40 anos, o boom da construção em Cascais foi acompanhado com habilidades deste tipo.
Se em Cascais tivermos um rácio de um lugar de estacionamento por fogo já será “muito bom”!
Azar dos Távoras, a evolução económica ditou que hoje em média por fogo serão dois ou três carros. Percebe-se assim a extrema falta de estacionamento que se verifica nos centros das cidades e vilas e também nas zonas residenciais.
E as câmaras, e os senhores autarcas não quiseram ver o erro que no passado as autarquias tinham cometido, tratando de, em vez de emendar o erro criando mais estacionamento para os munícipes, optaram por transformar o espaço público numa fonte de receita, invadindo cada centímetro quadrado com parquímetros.
Ficamos a perceber que a Lei da oferta e da procura também se aplica ao “bem estar das populações” …
As zonas residenciais são selvas à noite. Cada centímetro quadrado de passeio é ocupado com carros estacionados. Os peões têm que circular na via pública e as pessoas com mobilidade reduzida o melhor é ficarem em casa.
Perante as queixas, vem uma brigada da Câmara ou da Junta de Freguesia colocar mais uns pilaretes e com isto reduzir mais meia dúzia de lugares de estacionamento.
Muda-se a política de contentorização, colocam-se uns contentores subterrâneos e, claro, à custa de mais dois ou três lugares de estacionamento.
Custa assim tanto perceber que o problema do estacionamento não se resolve com tarifação mas com a construção de mais estacionamentos?
Eu moro num prédio com 28 fogos. Não tem garagem e dispõe em frente ao imóvel de 10 lugares de estacionamento. Eram 12 mas dois foram ocupados com uns contentores de RSU subterrâneos…
Se em média considerarmos 2 viaturas por fogo estamos a falar de 56 viaturas! Com estas contas, 46 estão a mais…
Poderão dizer-me que quando comprei o imóvel já sabia com o que contava.
É verdade.
Mas enquanto cidadão não tenho direito a parquear a minha viatura perto da minha residência?
Quem cometeu o erro de planeamento, a Câmara Municipal, não tem a obrigação de corrigir o erro e garantir as condições mínimas aos munícipes?
Quando a Câmara aumenta desmesuradamente uma determinada área urbana e as condutas de abastecimento de água não têm capacidade de transporte da totalidade da água necessária o que é que a Câmara faz? Passa a tarifar cada litro de água com preço diferente para racionar o consumo ou trata de construir uma nova conduta para aumentar a capacidade de transporte de água?
Porquê soluções diferentes, abastecimento de água e estacionamento, quando se tratam de problemas semelhantes devidos à incapacidade de um correto planeamento urbano da Câmara Municipal?
O estacionamento é um direito dos cidadãos.
Pagamos IMI, pagamos IUC, e ainda temos que pagar parquímetros? Porquê?
Estamos a chegar ao tempo em que temos que dar valor e a oportunidade a nos podermos indignar com a forma como os autarcas eleitos representam os nossos direitos.
Eu quero ter estacionamento suficiente junto à minha residência!
Eu quero ter estacionamento suficiente junto às zonas comerciais nos centros das vilas e das localidades!
Eu quero ter estacionamento suficiente junto às estações de comboios e dos terminais rodoviários.
Eu quero ter estacionamento suficiente junto aos edifícios oficiais onde tenho que tratar de assuntos oficiais.
Eu quero ter estacionamento suficiente para poder ir ao Hospital ou ao Centro de Saúde.
Eu quero ter direito ao estacionamento da minha viatura. De forma gratuita!  
Eu quero autarcas que me representem e resolvam os meus problemas, não que inventem formas de me criar problemas adicionais!
E você, caro leitor, quer, ou para si assim está bem?... Outros artigos de RUI FRADE RIBEIRO
+Nova Cascais- O betão, sempre o betão! 
+Cascais, a cegueira e a política!

Ver o original em "CASCAIS24" na seguinte ligação::

http://www.cascais24.pt/p/normal-0-21-false-false-false-pt-x-none_75.html

COMO UMA BOA IDEIA PODE DAR TÃO MAU RESULTADO!

in PENSAR MAIS CASCAIS

 

 Volto ao Orçamento Participativo em Cascais para tentar discutir o que poderia ser e o que afinal é.
Mais uma vez, salvo um projeto de passeios numa rua na Freguesia de S. Domingos de Rana e um parque infantil e um jardim em Abóboda os restantes projetos são outra vez investimentos propostos em escolas, corporações de bombeiros e coletividades.
Não se entende.
Não se entende que uma ideia bonita de reativar a participação dos cidadãos no município onde vivem se transforme numa competição entre várias corporações de bombeiros, várias escolas e várias coletividades!
A Câmara Municipal de Cascais, que deveria ter uma ideia clara sobre a valia das pretensões destas coletividades e associações, chuta para uma espécie de concurso para ver quem tem mais votos.
Se a cozinha da escola A tiver mais votos do que a remoção do amianto da escola B, azar para os alunos e os familiares da escola B que vão respirar umas fibras cancerígenas pelo menos mais um ano!
É triste, que um cidadão mais ou menos consciente, como eu me considero (perdoem-me a eventual soberba desta consideração!...), seja obrigado a assistir ao triste espetáculo em que isto se transforma e à conivência de um assinalável número de cidadãos.
O Orçamento Participativo deveria ser um veículo para a tomada de consciência da população em geral e da sua organização em volta de projetos que pudessem trazer significativas melhorias para a vida da comunidade.
Sinceramente gostaria de ver projetos que surgissem de necessidades sentidas por uma comunidade e que se organizassem para atingir um objetivo através do OP. Seriam interessantes projetos que olhassem para a inexistência de passeios em várias localidades (Abóboda, Trajouce, por exemplo), ou que olhassem para a reorganização viária e a melhoria da mobilidade (o cruzamento do Arneiro onde de manhã e à tarde perdemos meia hora das nossas vidas ou o cruzamento da estrada S. Domingos de Rana - Mem Martins com a estrada de Manique no centro de Trajouce ou ainda o cruzamento na Igreja de S. Domingos de Rana que seria tão fácil e barato resolver) ou ainda a criação de estacionamento no centro da Parede, de Alcabideche ou de Cascais.
O Orçamento Participativo deveria ser uma espécie de casting de novas pessoas com a capacidade de dinamizar projetos na comunidade, de revigorar os laços entre as pessoas e a sua afirmação como comunidade.
Aqui jaz o verdadeiro problema da fantochada em que o executivo camarário transformou o Orçamento Participativo em Cascais. O aparecimento de pessoas com ideias, e com dinâmica para envolver outros cidadãos num determinado projeto é perigoso para quem quer continuar no poder, para quem quer continuar a mandar sem muitas perguntas ou opiniões.
Já houve, nos idos anos setenta uma maioria silenciosa.
Em Cascais é mais uma maioria adormecida…

Leia original aqui

Crime ambiental na Estrada da Rebelva

SEJA UM REPÓRTER CASCAIS24 E ENVIE-NOS A SUA NOTICIA, FOTOGRAFIA OU VÍDEO PARA: cascais24.cidadaoreporter@gmail.com
JOSÉ COELHO MARTINS (Texto
30 novembro 2018
A estrada da Rebelva representa um problema enorme de tráfego e de saúde pública. Os automobilistas são confrontados com enormes filas de trânsito nesta estrada bastante poluída e ruidosa. Os moradores sofrem com o ruído, poluição e risco de acidentes.
As rotundas da Rebelva e de S. Domingos de Rana são autênticos bloqueios à fluidez do trânsito, criando um péssimo ambiente de vida a quem aqui reside e dificultando a vida aos automobilistas. 
Desde há 3 anos que os moradores insistem com a Câmara Municipal de Cascais em vão, com mails, reuniões e presenças pessoais em reuniões públicas do executivo e da Assembleia Municipal, recebendo sempre não respostas ou respostas evasivas e irresponsáveis. 
Estou a chegar à conclusão que se trata de um esforço inglório, pois esta gente que está no executivo camarário funciona com um nível de autocracia total, a par de um total desrespeito pelos cidadãos.
Problemas graves não são resolvidos, como é o caso vertente, mas parecem ser atribuídas facilidades a grupos particulares para explorarem projetos privados comerciais e lucrativos, de que destaco as obras em curso do empreendimento da firma A. Santo em S. Miguel das Encostas, de uma generosa volumetria e capacidade de alojamento habitacional (http://www.saomiguel-residence.pt/), a Universidade Nova em Carcavelos e as obras em curso no antigo espaço da Legrand na Rebelva  que julgo envolverem um enorme complexo empresarial ligado à Nestlé, aparte outros em planeamento e que ainda não são do domínio público.
Ou seja, o executivo camarário assume-se como o "dono disto tudo" e pretende que não reste nem um metro quadrado de terreno livre nesta zona, com isso criando um permanente e insolúvel problema  de tráfego, com os inerentes índices de poluição e ruído, numa zona/estrada que é maioritariamente composta por residências, em particular moradias unifamiliares.
Tudo se conjuga, obviamente, para que o aumento muito vincado de pessoas e viaturas a circular nesta estrada, atualmente a principal via de acesso à A5 aqui utilizada, transforme este local num verdadeiro Inferno. As próprias obras rodoviárias em curso associadas ao empreendimento no espaço da antiga Legrand parecem configurar ainda mais problemas.
Seria de esperar da vereadora do Ambiente, arqª.Joana Balsemão e/ou do presidente da Cascais Ambiente, engº. Luís Capão, uma posição algo contrastante com este estado de coisas, mas não! 

Alinham pelo mesmo diapasão! 

Nem a plantação de arvoredo ao longo desta via (Estrada da Rebelva) e da Av. Conde de Riba de Ave está contemplada para uma minoração do impacto ambiental. O que vemos por aqui, e cada vez mais, é betão, alcatrão e  viaturas.

O que não temos por aqui é um controlo da qualidade do ar! MUITO GRAVE!
Tal poderão constatar no texto publicado pelo vereador não executivo, Sr. Clemente Alves, no jornal Cascais24, cujo link se apresenta:
Parece que a Câmara Municipal de Cascais é advogado em causa própria nesta questão do ambiente, não havendo qualquer outra entidade a intervir nesta matéria em termos de fiscalização, controlo, supervisão e punição dos responsáveis. MUITO GRAVE!
É urgente que se faça alguma coisa!...
A autocracia e arbitrariedade de gestão que é exercida nesta autarquia não é compatível com a vida democrática e com a legítima aspiração da população residente a usufruir de um mínimo de qualidade de vida, que os seus impostos e contribuições justificam.

Ver o original em "CASCAIS24" na seguinte ligação::

http://www.cascais24.pt/p/normal-0-21-false-false-false-pt-x-none_61.html

Estudo revela reduzido envolvimento dos cidadãos no poder local - Diário de Notícias - Lisboa

(A realidade do exercício do Poder nos Municípios deveria ser mais conhecida.

A imagem que o lóbi partidário dos autarcas procura impor está longe de ser a real. Não é verdade que,ao nível local, haja hoje maior participação cívica , que exista melhor utilização de recursos ou que o Poder Local seja mais democrático. Pelo contrário (e Cascais é disso um infeliz exemplo) a democracia municipal e o conhecimento publico sobre a governação é muito mais pobre nos concelhos do que ao nível nacional.

No estudo referido nesta notícia Cascais aparece como o campeão nacional da abstenção eleitoral. Triste recorde que evidencia o desinteresse instalado face a um poder autárquico que pouco preza os cidadãos e assenta a sua sobrevivência num incontrolado despesismo de festarolas, subsidiodependencias e eventos.

Comentário à seguinte notícia )

 

Resultado de imagem para cascais camara

O estudo "Qualidade da governação local em Portugal" vai ser apresentado hoje na Jornada do Poder Local, que se realiza em Portalegre, e foi coordenado por Luís de Sousa, do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, e por António Tavares, da Universidade do Minho.

Para fazerem uma análise global à qualidade da governação dos municípios portugueses, os autores criaram um índice de qualidade da governação local, com as cinco dimensões "Voz dos Cidadãos e Prestação de Contas", "Estabilidade Política", "Acesso e Regulação do Mercado", "Estado de Direito e Prevenção da Corrupção" e "Governação Local".

Os autores salientam a evolução muito positiva registada pelo poder local, principalmente nos últimos anos, mas concluem que o grau de envolvimento dos munícipes e entidades locais, nomeadamente nas assembleias municipais, ainda fica aquém do esperado.

"Apenas em 10% dos municípios se pode falar de uma sociedade civil vibrante", realçam, acrescentando verificar-se uma capacidade "ainda reduzida" de escrutínio dos eleitos locais pelos munícipes e membros da oposição.

Segundo o estudo, 86 municípios realizam Orçamentos Participativos (OP), tendo sido aplicados nestas iniciativas 55 milhões de euros entre 2015 e 2017.

"Ainda assim, o envelope financeiro de despesas de capital dedicado aos OP é diminuto, com o valor médio alocado a situar-se nos 3,7%", realçam os autores.

Neste campo da voz dos cidadãos nos municípios, Ponta Delgada (com um índice de 86.09), Proença-a-Nova (com 83.52) e Leiria (com 83.11) encabeçam a lista dos 25 municípios com desempenho mais elevado apresentada no estudo, na qual a média é de 26.53 e o valor mínimo obtido (não identificado) foi de -92.80.

Já quanto à transparência financeira dos municípios, esta tem um nível "genericamente elevado", com grande número de documentos disponíveis e facilmente acessíveis.

Na dimensão da "Estabilidade Política, a taxa média de participação eleitoral dos portugueses ronda os 53%, mas este valor esconde realidades muito díspares entre as taxas mais elevadas, registadas em Arronches e em Lajes das Flores (acima dos 80%) e a mais baixa, em Cascais, onde apenas 37% dos eleitores foram votar.

No mandato 2013-2017, 269 municípios tinham governos maioritários, o que se traduziu "numa grande estabilidade política ao nível local".

Os autores salientaram ainda que "a alternância partidária não gera ruturas na estabilidade política, o que sugere continuidade política mesmo em casos de rotatividade no executivo".

Nesta dimensão, destacam-se Pampilhosa da Serra (com um índice de 165.60), Ourique (138.86) e Marvão (137.42) numa lista em que o desempenho médio é de 33.61 e o mínimo de -67.74.

O estudo revela ainda que a qualidade da governação local é "um fenómeno complexo", com "várias dimensões interligadas", e que "a qualidade e a eficácia dos serviços municipais estão também relacionadas com o respeito pelo Estado de Direito e prevenção da corrupção", que por seu lado está "associada a uma maior transparência das instituições e a uma maior intervenção dos munícipes na vida política".

Ver o original aqui

Miguel Pinto Luz: “A educação é o instrumento que os governos têm ...

Uma entrevista 'enternecedora' (haverá quem a ache assustadora)
Miguel Pinto Luz é o vice presidente da Câmara de Cascais que Carlos Carreiras tem querido promover a líder do PSD. Como se sabe é mais um daqueles 'jotinhas' que cresceu (fez-se, claro!) a fazer 'política' auto-antevendo-se com uma carreira compensadora.

Nesta entrevista ilustra como os dirigentes camarários locais vivem num mundo em que a propaganda é mais verdadeira do que a realidade.

Só três notas:

  • em Cascais não houve descentralização mas apenas um processo de municipalização (transferência de competências para a Câmara) o que é o oposto de descentralizar;
  • os milhões de euros que diz serem investimento da Câmara não o são porquanto a maior parte desse dinheiro é pago pela Administração Central sendo a Câmara apenas um intermediário que recebe de um lado para distribuir por outros;
  • são vários os estudos que explicam como a Escola não está a promover nenhuma mobilidade social. Muito em especial o sistema escolar em Cascais (maioritariamente privado) é um reprodutor da desigualdade social.

Compreende-se o deslumbramento do entrevistado com a Nova Escola de Negócios à beira mar plantada (com os impostos dos cascalenses). Esta Escola da Fundação do 'Pingo Doce' (mais de metade da entidade proprietária desta Escola pertence à família Soares dos Santos) é a coqueluche do ideário neoliberal e a esperança daqueles que ambicionam ver florescer milhentos 'jotinhas' capazes de levar por diante, em Portugal, um projeto de austeridade para quem trabalha com cada vez mais lucros para os que se consideram 'donos disto tudo' (os DDTs da banca e de outros negócios).

Não sabemos se o entusiasmo de Miguel Luz com a vinda da Singularity U (uma vendedora de mercado ficcionista) decorre de alguma promessa do Sr.Ray Kurzweil em lhe aumentar as competências através algum híbrido bio-tecnológico ou de lhe garantir a imortalidade.

Uma análise de conteúdo à entrevista podê-la-ia sintetizar em três palavras "deslumbramento pela desigualdade".

Comentário à seguinte entrevista: )

Jerónimo Martins.jpgO entrevistado, deslumbrado com a NOVA Escola de Negócios "Pingo Doce", quer vê-la crescer muito.

 

in 'Jornal Económico'

 

Cascais é sede de um município com 210 mil habitantes, repartidos por quatro freguesias: Alcabideche, Carcavelos e Parede, Cascais e Estoril e São Domingos de Rana. O município, onde estão instalados mais de 150 estabelecimentos de ensino, muitos dos quais privados, assinou com o Governo, em maio de 2015, um Contrato Interadministrativo de Delegação de Competências, no âmbito do âmbito do Programa Aproximar Educação.

Que prioridade atribui a Câmara de Cascais à Educação?

É a prioridade máxima. De facto, a Educação é o instrumento que, em nosso entender, os governos – ao nível central, ao nível regional e ao nível local – têm para  garantir mobilidade social. Portanto, oferecermos níveis de Educação e qualidade na administração dessa Educação de alto nível é uma prioridade máxima para nós. Nesse sentido, temos feito investimentos sucessivos em todos os níveis educacionais. Somos um concelho sui generis, com uma grande percentagem de estudantes no ensino privado, por isso mesmo, temos que ainda fazer um esforço maior para garantir igualdade de oportunidades a todos aqueles que usufruem do sistema de Educação no concelho de Cascais.

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No ano letivo 2018/2019, qual foi o vosso investimento na escola pública?

Cascais foi um dos concelhos que assumiu a descentralização, portanto, tem maiores responsabilidades na gestão do sistema de Educação público. Temos 21 mil estudantes no ensino público e investimos este ano, para preparar o ano letivo 2018/2019, cerca de 2,2 milhões de euros. A verba anda sempre nesta ordem de grandeza, um pouco mais nuns anos, um pouco menos noutros, mas demonstra bem o grau de prioridade que atribuímos à Educação.

A Nova SBE instalou-se em Carcavelos este ano letivo. Em que medida esse investimento pode ser a mola impulsionadora de um pólo de crescimento ligado à economia do conhecimento no concelho?

O grande driver, a grande mola, para utilizar a sua expressão, para o desenvolvimento é o talento e a Nova SBE é uma das melhores escolas de negócios do mundo e em Portugal é líder destacada nessa área do conhecimento. Ou seja, temos em Carcavelos, hoje, cerca de três mil alunos que são os melhores ao nível nacional, mas também internacional, porque cerca de 50% desses alunos são estrangeiros que nos garantem um nível de talento capaz de desempenhar o papel dessa mola impulsionadora da economia do crescimento de que nós precisamos. Essa foi a estratégia: atrair a melhor escola. Continuamos a atrair outras e, por isso, espero nos próximos anos poder anunciar outras iniciativas deste tipo, porque entendemos que num país como Portugal, o ensino e o ensino universitário, particularmente, pode ser um eixo muito importante em termos de exportações. Na Austrália, por exemplo, o ensino é o segundo maior setor exportador. Portanto, num mundo globalizado, ainda para mais numa Europa de Schengen e numa Europa pós-Bolonha, garantimos um mercado de milhões e milhões de potenciais estudantes que podem deslocalizar-se para Cascais neste espaço idílico, nesta paisagem única, com uma escola de excelência, com professores de excelência para ser também eles parte dessa mola impulsionadora da economia do conhecimento.

A Câmara, associada à Nova SBE e à associação Beta-i, acaba de trazer para o concelho a Singularity University. Que significado tem o projeto?

Nós fomos buscar a Singularity para Portugal e o pólo é na Nova SBE. A Singularity, além de ter cursos a partir de Portugal, é a prova que a Nova SBE funcionou como mola, uma mola que continua  a ser acionada, atraindo mais e mais projetos; projetos que são eles próprios catalizadores de mais talento. O projeto da Singularity é um bom exemplo daquilo que queremos vir a fazer no futuro, mas não é o único. Temos um outro projeto com a Nova BE que é o Data Science for Social Goodligado às ciências dos dados, que utiliza a análise de big data e algoritmos de inteligência artificial para encontrar soluções para alguns dos problemas mais importantes do século XXI.

A Nova SBE tem 3000 alunos e quer duplicar o número numa década. O concelho tem capacidade de alojamento para isso?

Temos, neste momento, cerca de mil residências universitárias a serem licenciadas por projetos privados, mas isto é só o início de um processo. Iremos brevemente apresentar o Plano Municipal de Habitação, que contemplará medidas para a área da juventude, para a área dos empreendedores, para a área dos jovens casais. Acreditamos que no curto, médio prazo, teremos a resposta cabal para o problema do alojamento dos estudantes que escolhem, agora, Cascais para desenvolver o seu futuro.

Algum outro projeto para breve na área do Ensino Superior?

Há vários, mas, neste momento, não podemos ainda revelar quais são os projetos que poderão vir para Cascais nos próximos tempos, porque temos compromissos de confidencialidade. Estamos a trabalhar e seguramente 2019 trará novidades nessa área.

O Concelho de Cascais concede incentivos fiscais a quem quer investir na área da Educação? 

Não. Por norma, não temos uma regra generalizada. Posso dizer, por exemplo, que a Nova SBE foi isentada pela Assembleia Municipal e pela Câmara Municipal do pagamento de taxas e impostos municipais, mas foi um caso específico, porque entendemos que a Nova era estratégica para o concelho de Cascais.

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Balsemão cria um grupo de Bilderberg à portuguesa em Cascais

Sessão fundadora será ainda em Novembro e a direcção conta com onze personalidades, entre empresários, banqueiros, gestores de topo e milionários, como Paula Amorim, Leonor Beleza, Carlos Carreiras, Francisco Pedro Balsemão, António Ramalho e Carlos Gomes da Silva.

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Depois de ter deixado o conselho director do grupo de Bilderberg em 2015 passando a sua pasta a Durão Barroso, Francisco Pinto Balsemão decidiu agora criar um clube restrito semelhante em Portugal, que terá a sua sessão fundadora ainda este mês, com cerca de meia centena de participantes.

Chama-se Encontros de Cascais e pretende ser um fórum de pensamento estratégico em que personalidades essencialmente da sociedade civil procuram discutir soluções para os problemas que o país e a Europa enfrentam. No grupo restrito de fundadores há gestores de topo, milionários, empresários e banqueiros.

O antigo primeiro-ministro e fundador do grupo Impresa desenhou um fórum português à semelhança do grupo mundial a que pertenceu durante 32 anos e no qual se assumiu como um dos membros com mais prestígio já que ali permaneceu por mais tempo do que muitos outros elementos do steering committee (comité de direcção) que integrava.

O PÚBLICO confirmou junto de fonte próxima de Francisco Pinto Balsemão que este convidou para o grupo de fundadores dos Encontros de Cascais a empresária Paula Amorim, presidente do Grupo Amorim; Isabel Mota, presidente da Fundação Calouste Gulbenkian; Leonor Beleza, presidente da Fundação Champalimaud; Carlos Carreiras, presidente da Câmara de Cascais; Francisco Pedro Balsemão, presidente da Impresa; António Lagartixo, partner na Deloitte Portugal & Angola; Vasco de Mello, presidente do grupo José de Mello; Pedro Penalva, presidente da AON, um grupo de serviços de gestão de riscos, corretagem de seguros e recursos humanos; António Ramalho, presidente do Novo Banco; e Carlos Gomes da Silva, presidente da comissão executiva da Galp Energia.

Paula Amorim e Isabel Mota foram precisamente as personalidades portuguesas convidadas por Durão Barroso para a reunião de Bilderberg deste ano, que decorreu em Junho na cidade italiana de Turim. Leonor Beleza fora levada por Balsemão para a reunião daquele grupo em 2007, na Turquia; Vasco de Mello acompanhou-o em 1999, em Sintra, na única vez que o grupo de Bilderberg reuniu em Portugal. Carlos Gomes da Silva esteve em Dresden, na Alemanha, já a convite de Barroso, em 2016 (com a antiga ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque).

Política fica de fora

O objectivo deste novo fórum é reunir algumas das figuras mais marcantes da sociedade portuguesa, com acção sobretudo nas área económica, financeira, social, educacional, que possam ajudar a definir os caminhos e estratégias para que o país tenha uma economia mais forte, mais justa e mais amiga dos empresários e das empresas – ou não fossem os protagonistas ligados ao mundo empresarial. Mas não só. Conhecendo o passado intervencionista de Balsemão, estarão também em cima da mesa discussões sobre o regime democrático, as garantias de liberdade, igualdade e solidariedade.

A intenção é tentar manter a política fora destes encontros – pelo menos no seu sentido formal, ou seja, personalidades que ainda ocupem cargos políticos. A presença de Carlos Carreiras explica-se pela sua proximidade a Balsemão mas essencialmente por ser a vila que acolhe as actividades deste grupo.

Para o encontro anual, cada um dos onze fundadores convidará quatro personalidades que podem ser nacionais ou estrangeiras. Olhando para a lista de fundadores, Balsemão fez questão de escolher personalidades com um leque de idades, de interesses, de proveniência e sectores diversos. Há nitidamente quem esteja ainda no primeiro terço da sua carreira mas com currículo promissor; há quem lide com o mundo empresarial desde sempre; há quem tenha feito quase toda a carreira no grupo em ascendeu e chegou ao topo.

O que ali se passa, ali fica

As regras de funcionamento dos Encontros de Cascais são em tudo semelhantes a Bilderberg, que as mantém desde a sua criação, em 1954, no hotel holandês que lhe deu o nome. Um grupo restrito de fundadores convida outras personalidades (neste caso português, quatro) para um conjunto de conferências fechadas que duram alguns dias.

Os encontros não têm qualquer cobertura mediática e a divulgação do que ali se conversa baseia-se nas chamadas Chatham House Rules, em que se pode citar a informação discutida mas sem identificar a fonte - normalmente, porém, o que é dito e o que se passa nas reuniões mantém-se apenas entre os presentes.

Apesar de normalmente se saber que temas são abordados nos encontros de Bilderberg, o secretismo faz com que sejam sempre levantadas questões acerca das verdadeiras intenções dos participantes. Especialmente porque se trata sempre de gente com poder – seja económico, social, político ou mediático – e em muitos casos de nível mundial.

O núcleo de onze fundadores dos Encontros de Cascais terá um mandato de três anos, renovável uma vez. Este núcleo funciona como o steering committee de Bilderberg, ou, em português, o conselho director, tendo como missão propor e aprovar temas para discutir no plenário anual, assim como os convidados e oradores das quatro sessões desse plenário.

Segredo do «milagre da gestão privada» na Saúde desvendado

A «eficiência» da gestão do Hospital de Cascais, entregue à Lusíadas Saúde, é usada para defender as PPP. Um dos segredos é contratar enfermeiros a recibos verdes e pô-los a fazer 60 horas por semana.

Há enfermeiros com horários mensais de 250 horas por mês, uma média de 62 horas e meia por semanaCréditos

A denúncia consta de um documento entregue ao Ministério da Saúde pela Ordem dos Enfermeiros, a que a Lusa teve acesso. Numa visita à unidade de saúde, a estrutura detectou situações de enfermeiros que estão contratados através de recibos verdes para assegurarem 250 horas mensais (62,5 horas por semana). O horário de trabalho no sector público, incluindo para os enfermeiros do Serviço Nacional de Saúde (de que faz parte o Hospital de Cascais) tem como limite as 35 horas semanais.

Esta realidade ajuda a explicar como é possível que a gestão hospitalar assegurada por privados, como é o caso do Hospital de Cascais, consiga garantir lucros para os grupos económicos a quem estão entregues, enquanto as restantes unidades muitas vezes se debatem com dificuldades para assegurar o seu funcionamento regular.

O documento denuncia ainda a existência de serviços em que, durante o período nocturno, existe apenas um enfermeiro de serviço.

O Hospital de Cascais surgiu em lugar cimeiro em vários indicadores do polémico ranking da Entidade Reguladora da Saúde, divulgado há cerca de duas semanas. Em Agosto, o Governo aprovou a renovação por dois ano do contrato iniciado em 2009, através do qual a gestão do Hospital de Cascais foi entregue à Lusíadas Saúde, detida pela empresa brasileira Amil, do grupo norte-americano UnitedHealth Group, uma das maiores transnacionais do sector.

Ver original em 'AbrilAbril' (aqui)

AFINAL PARA QUE SERVE UMA JUNTA DE FREGUESIA?

Authors: Rui Ribeiro in PENSAR MAIS CASCAIS

 
Tenho ideias próprias sobre este assunto que me acompanham há algumas dezenas de anos sem grandes alterações.

 

Gosto do conceito de freguesia, da proximidade das populações, de existir uma amplificação da voz do munícipe, da auscultação da sua vontade, da representação de raiz mais local no governo do município.

 

Já tive o privilégio de estar numa câmara municipal como vereador, em Cascais, e lidar com gerações mais antigas de Presidentes de Junta que representavam cabalmente esta ideia de representação dos fregueses e de lhes dar voz junto do executivo da Câmara.

 

Óscar Guimarães em Cascais, Vitor Silva em S. Domingos de Rana, Fernando Mesquita em Carcavelos, uns do mesmo Partido de que eu fazia parte, outros de Partidos da oposição, não se lhes notava diferença na forma como defendiam os interesses dos seus fregueses junto da Câmara.

 

E percebia-se com clareza que para eles, primeiro estavam os fregueses e depois a filiação partidária!

 

Mais tarde, no mandato autárquico de José Luís Judas em Cascais, pude acompanhar de perto a ação irreverente que Fernando Mesquita colocou na defesa dos interesses de Carcavelos junto da Câmara, tendo sido em muitos momentos das poucas vozes que se insurgia face ao descalabro que a gestão de Judas introduziu na administração do território em Cascais.

 

Mas os tempos, e a melhoria remuneratória dos Presidentes de Junta nas freguesias de maior população, trouxeram um arrefecimento na defesa dos interesses dos fregueses e um “aquecimento dos interesses” de garantir uma remuneração sem sobressaltos e sem guerras com pessoas que possam ter uma palavra a dizer na recondução no cargo.

 

Não me canso de trazer à colação o exemplo mais caricato a que assisti com o número efectuado pela anterior Presidente da União de Freguesias de Carcavelos Parede, Zilda Costa e Silva, quando, mandatada em assembleia de Freguesia para votar contra o Plano de Pormenor Sul de Carcavelos resolveu, “em consciência”, votar a favor.

 

Foi uma clara traição à população de Carcavelos mas valeu-lhe agora um lugar na Administração da Empresa Municipal Cascais Ambiente…

 

Hoje pergunto-me “Para que serve uma Junta de Freguesia?

 

Para além do benefício claro do Presidente e do salário que aufere, qual é o real benefício para as populações das freguesias?

 

Qual o valor acrescentado pela Junta de Freguesia e pelo seu executivo?

 

Em Cascais, em todas as suas Freguesias e Uniões de Freguesia afirmo com convicção que o valor acrescentado é ZERO!

 

Aquelas estruturas, geridas pela Câmara, não teriam comportamento ou eficácia diferentes!

 

Hoje existem em Cascais 3 executivos liderados pela coligação PSD/CDS e uma, S. Domingos de Rana, pelo PS. Quem estiver de fora, e avaliar as intervenções públicas nota diferenças? As quatro comportam-se como se não tivessem que representar os seus fregueses e limitam-se a abanar a cabeça à vontade da Câmara e posar nas fotos dos múltiplos eventos que decorrem no município.

 

S. Domingos de Rana faz-me confusão. A freguesia mais atrasada de Cascais, onde as condições básicas ainda se encontram muito debilitadas, onde a mobilidade é uma vergonha, a ausência de passeios nas localidades, e a capacidade da Presidente em reclamar melhores condições para a sua freguesia é nula? Nem o facto de ser de um Partido de oposição lhe aguça o apetite?

 

E Carcavelos, onde fui autarca na Assembleia de Freguesia no mandato anterior é um caso confrangedor!

 

Querem conhecer a atividade do executivo da Junta neste primeiro ano?

 

Deixo-vos 3 sugestões:

 

Um filme, eventualmente produzido pela CMC que está a passar nas redes sociais…

 

 

Depois da sua visualização, encontram alguma palavra ou ideia que tenha efetivamente sido realizada pela Junta e não pela Câmara? Eu não encontrei.

 

E porque razão isso acontece?

 

Muito provavelmente porque o executivo pouco ou nada tem para apresentar que tenha sido efetivamente realizado por si!

 

Deixo-vos ainda as sugestões de consultarem o sítio na internet…

 

e a página do facebook

 

No sítio da internet informação desatualizada de eventos das associações e coletividades da freguesia. E iniciativas da Junta? Zero.

 

No facebook quem quiser saber a previsão do tempo ou os dias em que a EDP ou os SMAS vão fazer obras na via pública ainda lá encontra qualquer coisa, o resto, porque não existe, não aparece!

 

É muito pobre!

 

A capacidade reivindicativa em nome da população desapareceu e no lugar dela apareceu a função de comissário do Presidente da Câmara.

 

Não é nada que os tempos de alheamento da vida social que hoje todos ou quase todos prosseguimos não justifique, mas esta incapacidade de ouvir em vez de doutrinar é muito perigosa!

 

Atrevo-me a afirmar que se é para isto que elegemos executivos de Junta de Freguesia mais vale pouparem-nos esse trabalho.

 

Se é para ser apenas uma caixa de ressonância do poder em Cascais, afinal PARA QUE SERVE UMA JUNTA DE FREGUESIA?

 

PS:

 

Para mim este caso é especialmente marcante porque conheci o atual Presidente há muitos anos e posso dizer que um episódio que se passou com ele e com o pai dele num Plenário do PSD por volta de 2012 foi a última razão que me levou a tomar a decisão de abandonar o PSD.

 

Nesse Plenário, primeiro Nuno Alves e depois o pai, Fernando Alves, tiveram a “ousadia” de tecer críticas a Carlos Carreiras, na altura Presidente da Concelhia de Cascais do PSD. A forma como especialmente Fernando Alves foi humilhado por Carlos Carreiras, com acusações torpes que colocaram em causa a honra e a postura de um homem com dezenas de anos de provas dadas de militância partidária, incomodou-me sobremaneira e fez-me olhar à minha volta. Dos setenta e cinco presentes naquele Plenário, mais de cinquenta eram funcionários da Câmara ou das empresas municipais!

 

Com uma assembleia de militantes assim constituída, é impossível mudar o poder.

 

E pouco tempo depois escrevi a minha carta de demissão.

 

Nuno Alves chegou a participar em conversas e reuniões em estive presente onde se discutiam alternativas ao poder instalado pelo grupo de Carreiras e em que assumia uma posição muito crítica à postura e aos métodos de Carlos Carreiras.

 

Em seis anos passou de conspirador a apoiante indefectível.

 

Numa primeira fase ganhou o núcleo de Carcavelos do PSD, foi candidato ganhador para o executivo da União de Freguesias de Carcavelos Parede e passou a ser um apoiante convicto de Carlos Carreiras, não se eximindo a sair em defesa do “chefe” em casos onde já o ouvi ter opinião bem diferente não há muitos anos…

 

Eu sei que todos podemos mudar de opinião e respeito isso, seja em que circunstâncias forem.

 

Se há o costume de dizer que só os burros não mudam de opinião, pois que seja eu o burro nesta situação!

 

Leia original aqui

Promotores imobiliários explicam ação contra Cascais, Estado e ...

Claro, às vezes há coincidências...

Afinal o  que querem é que a Câmara (com os nossos impostos) exproprie «com cabeça» (significa bem pago) os terrenos.
Sabendo-se da estreita ligação de Rodrigo Moreira Rato ao Clube Naval de Cascais e a vários outros eventos sempre bem apoiados pela Câmara parece haver boas expectativas para estes diligentes empresários do turismo.

Pois se eles até se oferecem para «a reconstrução daquela zona natural» (seria isso que pretendiam fazer com o betão e o campo de golfe?). Provavelmente vão integrar-se no "voluntariado" a que a Câmara fez apelo.

Não há como um incêndio para fazer despontar tantas convicções ecológicas !

Comentário à seguinte notícia:


 

Os dois promotores imobiliários, que apresentaram uma ação em tribunal contra a Câmara Municipal de Cascais (CMC), o Estado Português e o Turismo de Portugal, explicam que a mesma não foi colocada na sequência do incêndio do fim de semana que atingiu Sintra e Cascais e que destruiu quase 500 hectares do parque natural. "Foi uma enorme e infeliz coincidência", garantiu ao DN Rodrigo Moreira Rato, gestor da Prontohotel e a Quinta do Guincho,

Segundo soube o DN, a Prontohotel e a Quinta do Guincho colocaram a ação antes do incêndio de dia 6 de outubro, mas o município só foi notificado dia 9 da mesma, três dias após os incêndios. As duas empresas pedem uma indemnização de 13 milhões de euros por danos causados, visto que queriam construir um hotel de 4 estrelas e um campo de golfe em terreno de 40 hectares entre Guincho e Malveira da Serra, precisamente na zona afetada pelos incêndios.

"Metemos a ação antes dos incêndios, foi uma enorme e infeliz coincidência a área ter sido afetada pelos incêndios. Foi uma decisão tomada depois de a Câmara nos comunicar a caducidade das licenças de construção, foi por isso, não foi por causa dos incêndios", explicou ao DN Rodrigo Moreira Rato, garantindo que pretende fazer parte da reconstrução da área ardida: "Tenho imensa pena e tristeza em ver o estado em que ficaram os terrenos, quero mais é participar na reconstrução e ser solução para esta tragédia que aconteceu."

O gestor das empresas garantiu mesmo que já disse isso mesmo a mesmo ao presidente da CMC, mas é preciso entender que as empresas que representa saíram prejudicadas num processo que se arrasta desde 1996:"Falei hoje mesmo com Carlos Carreira e expliquei-lhe o contexto e o timingda ação. Se Cascais considera que neste momento aquele não é um empreendimento turístico que faça sentido, tudo bem, mas é preciso entender que as empresas saíram prejudicadas em todo o processo. "

Rodrigo Moreira Rato mostrou assim abertura para chegar a um acordo e resolver um caso com mais de 22 anos. "A Câmara está a fazer o que acredita ser melhor para proteger os valores para os quais foram eleitos. Quero que se sentem connosco. A expropriação não é algo que me faça confusão, mas tem de ser feita com cabeça. Eu gostava de fazer parte da reconstrução daquela zona natural."

Ver o original aqui

Dois promotores imobiliários põem ação contra Cascais e Turismo ...

Tão estranho?!

Mas estes terrenos não estavam protegidos da construção ? Então agora querem que paguemos por ter ardido um terreno onde não podiam construir ?
São estes terrenos que o Presidente da Câmara se apressou a dizer que ia comprar para reflorestar ?

Já estão a transformar o incêndio em mais um grande negócio à custa dos contribuintes de Cascais?

Tudo isto cheira, de facto, a esturro...

Comentário à seguinte notícia:


Dois promotores imobiliários apresentaram uma ação em tribunal contra a Câmara Municipal de Cascais, o Estado Português e o Turismo de Portugal, na sequência do incêndio do fim de semana que atingiu Sintra e Cascais e que destruiu quase 500 hectares do parque natural.

Segundo soube o DN, a Prontohotel e a Quinta do Guincho pedem uma indemnização de 13 milhões de euros por danos causados, visto que queriam construir hotel de 4 estrelas, campo de golfe e 235 habitações em terreno de 40 hectares entre Guincho e Malveira da Serra, zona afetada pelos incêndios de 6 de outubro.

Ao DN, Carlos Carreiras disse desconhecer os fundamentos e quem desencadeou a ação, mas confirmou que o município foi notificado da mesma, lembrando que já deu "aval" a um conjunto de medidas que visam evitar a especulação imobiliária nas áreas ardidas.

Em causa o facto de alguns terrenos terem sido colocados à venda logo após o incêndio, como o DN noticiou. "Temos dito e redito: connosco o Parque Natural não está para negociações. Construção zero significa construção zero. O que nós pretendemos é evitar que isso [especulação] venha a acontecer e para isso há um conjunto de medidas complementares. Fiz um despacho em que não ficam autorizadas construções", revelou o autarca.

Leia a notícia na íntegra no Diário de Notícias.

Ver o original aqui

Câmara de Cascais convida voluntários a reflorestar a serra de Sintra

Graphic 11 10 201817 36 42É difícil acreditar!

Uma Câmara que, graças aos elevados impostos,  tem uma disponibilidade de Milhões de euros como nenhuma outra, que tem milhares de trabalhadores, na Câmara e nas várias empresas municipais. Uma Câmara que gasta rios de dinheiro em propaganda e eventos que só beneficiam os empresários do turismo.

Vem esta Câmara fazer apelo ao 'voluntariado' (trabalho gratuito) para reflorestar os terrenos ardidos ?! Então isso não é uma clara competência da empresa "Cascais Ambiente" (ou se preferirem da Cascais Próxima que nos cobra tanto dinheiro e onde estão principescamento empregados tantos "boys") ?

Pode parecer muito simpático e 'criativo' mas trata-se.aqui, de recorrer à boa vontade das pessoas para a Câmara se furtar a assumir aquilo que é uma sua absoluta responsabilidade. Ou seja, os nossos impostos servem para eventos de luxo, festas e festarolas, marketing e subsidiodependência mas quando é necessário para uma ação útil vem o Presidente da Câmara apelar ao trabalho gratuito dos munícipes. E depois ainda são capazes de dizer que é uma "ação cívica" e pedagógica. É triste!
Voluntariado não pode ser mais uma forma de explorar o trabalho e de contribuir para o desemprego.

Comentário á seguinte notícia:


 

 

A Câmara Municipal de Cascais lançou um apelo para constituir um grupo de voluntários para iniciar os processos de limpeza e reflorestação do Parque Natural Sintra-Cascais.

Na página oficial do Facebook, o município afirma que não vai “esperar mais tempo” para iniciar a reflorestação. “Neste sábado, ‘por cada árvore levada pelo fogo, duas os cascalenses plantarão’”, pode ler-se na publicação.

Graphic 11 10 201817 37 48Carlos Carreiras, presidente da Câmara de Cascais, já tinha anunciado, durante a visita a algumas das áreas afetadas pelo incêndio que no dia 6 e 7 de outubro fustigou o Parque Natural Sintra-Cascais, que iria ser constituído um grupo de voluntários para ajudar na limpeza de terrenos e na reflorestação da área ardida.

O autarca avançou, em declarações ao Diário de Notícias, que caso os proprietários não colaborem com a reflorestação, há a “hipótese de evoluir para expropriações”. “Será feita posse administrativa da mesma maneira que se faz quando um edifício não é mantido pelos seus proprietários”.

Os trabalhos de limpeza e reflorestação estão agendados para este sábado. "Vamos proceder ao corte das árvores ardidas que vão ser deixadas no terreno para servirem de barreira de contenção das terras quando vierem as chuvas", explica Carreiras.

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Cascais. “Os eventos têm um papel muito importante na promoção”

Uma notícia curiosa que ajuda aperceber porque razão os cascalenses (através da Câmara Municipal) gastam uma grande parte das receitas dos impostos camarários em eventos, festas e festarolas.

Tudo a bem do negócio do turismo!...

Na realidade Cascais tem esta 'originalidade' de uma população inteira (pressionada com elevadíssimos impostos) andar a pagar para o êxito de vida de uma minoria que gravita em torno do turismo.

A conversa fiada de que o turismo é um fator de desenvolvimento do concelho só engana os incautos.

O emprego que o turismo promove é, em geral, mal pago e bastante precário, as empresas turísticas não investem no melhoramento do concelho (pelo contrário aproveitam-se dos dinheiros públicos) e desviam recursos que faltam para um efetivo desenvolvimento harmonioso e sustentado do concelho.

Mesmo a maioria dos eventos que a Câmara suporta abundantemente são em geral dirigidos às minorias que se auto-consideram uma elite e àquelas que interessam ao turismo. A generalidade dos cascalenses são ostensivamente marginalizados nos seletos eventos que pagam mas não frequentam. Basta analisar os Milhões de euros com que a Câmara subsidia o Clube Náutico, as Conferências e Congressos de reduzido interesse, as iniciativas motorizadas, os eventos hípicos, e as 'fogachadas' desportivas de 'elite'.

A 'taxa turística' que o presidente da Câmara promoveu é também um exemplo desta lógica de 'Robin dos Bosques' ao contrário. Pressupostamente deveria ser uma compensação que o turismo daria para compensar os cascalenses pela perturbação/prejuízo que causa. Mas não,em Cascais a 'taxa turística' serve integralmente para benefício dos negociantes do turismo. Como é comprovado nesta entrevista,  «as receitas[da 'taxa'] são exclusivamente aplicadas na promoção turística» isto é, servem para aumentar o lucro de quem é, assim, aliviado de fazer, à sua custa, a promoção do produto que vende.

Transformaram este concelho num maná para os 'amigos'.

Comentário à seguinte notícia:


in 'Dinheiro Vivo'

Ana Rita Rebelo 29.09.2018 /
Cascais tem beneficiado do crescimento do turismo em Lisboa. Os eventos têm sido a principal aposta para lançar o destino internacionalmente
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Foi como uma bola de neve. A chegada de mais pessoas a Lisboa levou a um progressivo interesse pelos municípios periféricos, potenciando novos investimentos, sobretudo no setor do turismo.

“Essa proximidade é uma vantagem”. Quem o reconhece é Duarte Nobre Guedes, presidente da Associação de Turismo de Cascais (ACT). Porém, na perspetiva do dirigente, o concelho tem mais trunfos do que somente a capital aos pés. “Deve ser o destino turístico com mais oferta diversificada numa área restrita e tão perto de uma capital da Europa”, resume ao Dinheiro Vivo com um sorriso.

Nos meses tradicionalmente menos turísticos, Nobre Guedes explica que o combate à sazonalidade na Linha faz-se através dos eventos. “Têm um papel muito importante na promoção” do destino, salienta.

O mais próximo do calendário custou meio milhão de euros e é uma estreia. Cascais vai receber a primeira edição do Estoril Classics Week, uma iniciativa que pretende recuperar a tradição automobilística, de 2 a 7 de outubro, e cuja organização está a cargo da ACT. O programa inclui cinco provas de clássicos – Rally de Portugal Histórico, Concurso de Elegância ACP 2018, Fórmula 1 Classic, World GP Bike Legends e a Historic Endurance.

Para seduzir mais visitantes, chamaram antigos campeões mundiais de diferentes modalidades. Nomes como o de Wayne Gardner, Phil Read e Freddie Spencer, ex-motociclistas e campeões W, tal como o ex-piloto de rali Stig Blomqvist, e o ex-piloto de rali e duas vezes campeão do mundo, Miki Biasion.

Duarte Nobre Guedes estabelece metas ambiciosas: “Cascais e Estoril vão entrar no mapa dos clássicos”. O presidente da ACT quer encher o Autódromo e os jardins do Casino do Estoril com quase 45 mil pessoas, vindas de diferentes partes do mundo, para assistir às provas.

Na sequência deste evento, adianta que “já várias pessoas marcaram estadias em hotéis para o ano”.

Bons ventos do turismo

Na hotelaria, a quantidade de oferta pouco ou nada mudou nos últimos 20 anos. “Temos 34 hotéis, num total de sete mil camas, dos quais 15 são de cinco estrelas e fazem toda a diferença, porque têm um preço três vezes superior aos restantes”, contabiliza Nobre Guedes. E acrescenta: somam-se outras cinco mil camas em unidades de alojamento local.

Conta, ainda, que quando a taxa turística começou a ser discutida em Cascais não fez finca pé. “Fui um dos apologistas”, chega mesmo a dizer, vincando a forma pacífica como decorreram as negociações com os privados.

A taxa cobrada aos turistas que pernoitam em Cascais está em vigor desde 2017 e é de um euro por pessoa, por dormida, até ao máximo de sete noites. Ao contrário da taxa paga em Lisboa e no Porto, explica que “as receitas são exclusivamente aplicadas na promoção turística do destino”.

E quem procura o destino? “Os estrangeiros continuam em maioria”, refere. Os nacionais, por sua vez, representam 20% dos visitantes, enquanto os ingleses geram uma importante fatia de dormidas para o concelho, seguidos pelos franceses, espanhóis e norte-americanos que estão em franca expansão.

Ver o original aqui

Portugueses apontam ao pódio do Ironman de Cascais

Mais uma corrida em Cascais e, claro está, mais um exemplo para o Mundo.

Certamente os cascalenses vão em massa participar neste evento. E fazem bem porque vamos todos lucrar um bom dinheiro.

O presidente da Câmara diz que esta corrida vai dar para Cascais 7 Milhões de euros (é certo que se esqueceu de dizer quanto é que os cascalenses, através da Câmara, pagam pela realização desta prova...era interessante saber-se...)

Juntando com os 150 Milhões de euros/ano que anunciou como sendo o ganho dos cascalenses com a 'Nova Escola de Negócios e Economia' começa-se a perspetivar que cada cascalense não apenas vai deixar de precisar de pagar os impostos camarários como, certamente, ainda vai receber um bónus extra.

Assim sim, uma Câmara que se preocupa em fazer bons negócios para os cascalenses!

 

Comentário à seguinte notícia:


 

 

Ana Filipa Santos, Bruno Pais e João Silva prometeram esta sexta-feira dar tudo para conseguir subir ao pódio do Ironman Cascais 70.3, prova que decorre no domingo e vai contar com um número recorde de 2.657 participantes.

in Diário de Notícias

David Pereira/Lusa

A campeã nacional de triatlo longo e atleta do Rio Maior assumiu que participar nesta prova é já "um objetivo concretizado", reconhecendo que quer mais do que apenas estar presente.

"Seria extraordinário conseguir uma vitória e vou dar o melhor de mim para isso", afirmou Ana Filipa Santos.

Bruno Pais, que na quinta-feira anunciou o fim da carreira profissional, fará em Cascais a sua última prova nessa condição e garantiu que vai tentar repetir o terceiro lugar alcançado no ano passado.

"Quero dar o meu melhor e chegar ao final da prova feliz. Vão estar aqui alguns dos melhores atletas do mundo, será muito complicado entrar no pódio, mas se facilitarem eu agradeço e vou tentar aproveitar", disse o ainda triatleta do Estoril Praia.

Já João Silva, triatleta do Benfica, vai estrear-se nesta distância e, por isso, mesmo não quis alongar-se em prognósticos, garantindo, no entanto, que vai dar o seu melhor.

"É uma primeira competição nesta distância, por isso não tenho referências. A parte de bicicleta vai ser muito dura, assim como a corrida, e acredito que isso vai fazer a diferença no final", explicou.

O início da prova está agendado para as 07:27, na Baía de Cascais, com os homens a entrarem na água para os 1,9 quilómetros de natação, a que se seguirão as mulheres, três minutos mais tarde, às 07:30.

O percurso de ciclismo percorre toda a Avenida Marginal, passando por Oeiras, Alcântara, Estoril e seguindo depois para a Serra de Sintra, num total de 90,1 quilómetros. Para terminar, seguem-se os 21,1 quilómetros de corrida, que atravessarão a Vila de Cascais, entrando na Marginal e regressando à baía de Cascais.

Na conferência de imprensa de apresentação da prova esta sexta-feira, o diretor do Ironman 70.3 Cascais, Jorge Pereira, sublinhou que, tal como a primeira, a segunda edição da prova está esgotada, o que, considerou, "é revelador do sucesso desta prova", que entre os 2.657 inscritos terá 50 profissionais.

Carlos Carreira, presidente da Câmara Municipal de Cascais, que acolhe pela segunda vez a prova, assinalou o retorno esperado de sete milhões de euros e que a "criação de riqueza permite ter mais capacidade de apoiar os mais fragilizados".

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50 milhões de euros não chegam para resolver poblemas da linha ...

O Presidente da Câmara de Cascais tem dito tudo e o seu contrário sobre a Linha de Cascais.

Não fora a importância que o assunto tem para os cascalenses e as sucessivas posições e opiniões do PSD/CDS sobre o tema constituiriam apenas uma farsa.

Agora, nesta notícia somos informados que, pela primeira vez, Carlos Carreiras vem reconhecer que já há 50 Milhões de euros para melhorar a Linha do Estoril.

Antes dizia que o Governo não investia nadana Linha e que esta tinha morrido.

Se o Presidente da Câmara dispensasse alguma atenção ao 'marketing' que os seus propagandistas fazem no site da Câmara (de facto é sobretudo um site de publicidade à maioria PSD/CDS da CMC) há muito (pelo menos desde 7 de março) que saberia que o Governo ia investir 50 Milhões na Linha (está lá explicado preto no branco)  havendo até alguns especialistas a dizer que 35 Milhões seriam bastante para as mudanças necessárias.

Era bom que nesta matéria essencial para os cascalenses a retórica partidopropagandistica fosse substituída pela informação factual e por análises rigorosas.

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in Expresso

Quem o diz é o presidente da Câmara de Cascais, Carlos Carreiras, que esta manhã esteve presente no encontro "Conversas de Inovação", organizado pelo Expresso e pela BP, e que tinha como tema central a mobilidade

O presidente da Câmara de Cascais, Carlos Carreiras, considera que os €50 milhões que o Governo vai destacar para melhorar a linha de Cascais na reprogramação do Portugal 2020 (fundos comunitários) não chegam para resolver o problema. E lança críticas ao ministro das Infraestruturas, Pedro Marques. "Os números que o ministro fala não batem certo com os estudos. 50 milhões não dá para tudo. É uma gota que não resolve, atrasa um bocadinho o problema. Claro que aceitamos todo o investimento e ficamos satisfeitos com os 50 milhões, mas não é o investimento que a linha de Cascais necessita", disse esta quarta-feira de manhã no encontro "Conversas de Inovação", organizado pelo Expresso e pela BP, e cujo tema era "O Futuro da Mobilidade".

Para o governante social democrata, "não se consegue perceber a postura do Governo nesta matéria. Um documento que é do PS, e que fala do investimento em ferrovia, em momento algum fala na linha de Cascais". E acrescenta: "O ministro [Pedro Marques] cortou a conversa com as câmaras de Cascais e Oeiras, mas ele tem de assumir as suas responsabilidades".

De acordo com Carlos Carreiras, o Governo começou a resolver o problema pelo lado errado, ou seja, começou por baixar os preços dos passes em Lisboa, quando devia resolver primeiro o problema da mobilidade na periferia, nomeadamente para os milhares de pessoas que entram e saem de Lisboa todos os dias. E agora vai ter lançar um passe metropolitano mas que é mais caro que o passe de Lisboa.

"Começaram-se com as prioridades erradas. Apostou-se primeiro em resolver o problema dentro de Lisboa quando se devia resolver na periferia. E para que serve o passe metropolitano se as pessoas não se puderem transportar, se não há comboios", comentou.

O ministro Pedro Marques, que abriu esta conferência, já não estava no encontro quando Carlos Carreiras falou, mas na intervenção que fez mencionou que, apesar da reprogramação do Portugal 2020 apostar muito no transporte ferroviário de mercadorias, há também uma forte aposta no metro de Lisboa e do Porto e na linha de Cascais, ou seja, há "mais investimento nas mobilidades urbanas e suburbanas".

Esta questão da mobilidade urbana e suburbana e da necessidade das medidas tomadas neste âmbito terem de ser interligadas foi, aliás, um dos temas fortes desta segunda sessão dos debates das "Conversas de Inovação" onde estiveram ainda presentes o vereador do pelouro Mobilidade e Segurança da Câmara Municipal de Lisboa, Miguel Gaspar, o CEO do grupo Rangel, Nuno Rangel, e ainda o diretor comercial da BP Portugal, Jorge Gonçalves.

No encontro debateu-se ainda o papel da descarbonização na mobilidade, nomeadamente o impacto do carros elétricos, dos carros autónomos e de meios mais leves de transporte, como as bicicletas. Falou-se ainda de digitalização e do impacto da logística urbana (entrega de encomendas) no trânsito e, por isso, na mobilidade.

Temas que poderá ler com mais detalhe na edição deste sábado do semanário no caderno de Economia.

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Cascais ganha até 150 milhões por ano com chegada da Nova SBE

O deslumbramento mais ou menos propagandístico com a inauguração da 'Nova Escola de Negócios e Economia' vai de vento em popa.
O facto de haver uma faculdade em Cascais é positivo. O local pelo qual os cascalenses pagaram 10 Milhões de euros é uma má escolha sob diversos pontos de vista. Quanto à natureza desta faculdade e os objetivos que serve cada um formulará a sua opinião. Registamos apenas que o principal acionista da Fundação proprietária desta faculdade é o dono do Pingo Doce que, nestas coisas de formar quadros, não dá ponto sem nó.
 
A notícia do jornal 'Dinheiro Vivo' é uma delícia.
Como é seu hábito Carlos Carreiras faz jus da sua conhecida capacidade de reinventar a realidade. Para ele esta faculdade vai fazer «o concelho se afirmar como o “el dorado” do ensino superior em Portugal» (e no Mundo!), não vai causar quaisquer problemas de trânsito, não vai contribuir para o aumento do custo devida nomeadamente habitacional e vai trazer 150 Milhões de euros/ano para o concelho.
Bom negócio! Feitas as contas cada cascalense ganha, assim, cerca de 1200 euros ano.
Resta agora saber onde e quando podemos ir levantar este ganho ou se esta receita vai servir para deixarmos de pagar o IMI com que a Câmara nos tem andado a assaltar.
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A inauguração é no sábado mas a Nova em Carcavelos já está a funcionar. O DV falou com Carlos Carreiras sobre o impacto da universidade no concelho

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A fita ainda não foi cortada mas na universidade com vista para o mar o semestre já começou. Desde o início de setembro que o Campus da Nova SBE em Carcavelos recebe todos os dias mais de três mil alunos.

Com mais gente a entrar e a sair, o reforço dos acessos à zona foi uma das principais preocupações, e investimentos, do município que alberga o Campus. “Os primeiros dias não criaram nenhuma perturbação excecional”, garante Carlos Carreiras, presidente da Câmara de Cascais, em entrevista ao Dinheiro Vivo.

“O impacto da Nova na mobilidade do concelho começou a ser preparado há três anos. Criámos novas carreiras do Mobi Cascais para abastecer a universidade, fizemos ciclovias, reforçámos o número de bicicletas e estamos à espera das autorizações para introduzir o veículo autónomo”. O valor investido é “difícil de dizer” mas “foi dentro do previsto”.

Mas ainda não está tudo feito. Os acessos a Cascais já eram um problema antes de a Nova ser um projeto. O próximo passo para responder à procura passa por lançar um concurso internacional para a mobilidade rodoviária, já que na ferroviária a Câmara está de mãos atadas.

“Aí esperamos que o Governo, de uma vez por todas, assuma as suas responsabilidades e reforce a Linha de Cascais. O estado de desespero tal que qualquer coisa é bem-vinda”, apela Carlos Carreiras.

A alternativa ao comboio está estudada. “Coloca-se a possibilidade de garantir uma segunda alternativa pendular na movimentação entre Lisboa e Cascais. Isso passa pela construção de mais duas faixas na A5 que seriam dedicadas ao transporte coletivo rodoviário. Com isto a complementar a Linha de Cascais ficaríamos com o problema resolvido por largos anos”, sublinha o autarca.

O terreno expropriado

O maior investimento que a Câmara fez no novo Campus foi, no entanto, a compra dos terrenos onde a universidade foi construída. Após um longo processo de negociação com os proprietários, o município acabou por expropriar os terrenos em troca de dez milhões de euros.

“Os proprietários do terreno tinham expectativas de promoção imobiliária muito elevadas que não tinham qualquer adesão à estratégia do município, e isso levou-nos a avançar para a expropriação. Tivemos que avançar com o que a lei nos permitia oferecer, que era um valor manifestamente baixo, abaixo de um milhão de euros. Os proprietários queriam mais de 40 milhões. Chegámos a um acordo e o investimento da Câmara foi da ordem dos 10 milhões”, revela Carlos Carreiras.

Um valor razoável para quem espera um retorno até 15 vezes superior.

“O impacto económico da universidade não é fácil de estimar, mas por ano andará entre os 10% e 15% de incremento do PIB municipal, que é de mil milhões de euros, por isso serão cerca de 100 a 150 milhões, porque vai criar mais consumo e mais investimento”, antecipa.

Vinte mil a estudar em Cascais

A Nova ainda agora abriu mas Carlos Carreiras já pensa no futuro. Para o autarca, a vinda do Campus para Carcavelos é uma oportunidade para o concelho se afirmar como o “el dorado” do ensino superior em Portugal.

“Com a Nova passamos a ter três instituições de ensino superior e cerca de cinco mil alunos. Queremos no futuro chegar aos 20 mil, com mais instituições. Existe espaço e já temos projetos a decorrer nesse sentido”, revela.

Chegou a falar-se da instalação do curso de Medicina da Universidade Católica em Cascais, mas Carlos Carreiras garante que esse é um assunto encerrado, “por motivos alheios” à Câmara.

No entanto, antecipa o anúncio de um projeto “que vai ter ainda mais impacto que a Medicina na Católica”.

Pressão imobiliária “não existe”

Dos três mil alunos que estudam em Carcavelos, só uma pequena parte se terá mudado, efetivamente, para a freguesia. O que não impediu, no entanto, que os preços das casas na zona disparassem.

Carlos Carreiras rejeita, ainda assim, a ideia de pressão imobiliária em Carcavelos. “O que há é uma transferência dos estudantes que estavam em Lisboa, mas esses estudantes já tinham a sua solução resolvida. Neste momento estão a ser criadas residências para estudantes, com uma mais-valia para os investidores: estes alojamentos podem ser rentabilizados o ano todo. Quando os estudantes não estão, há procura turística para esses apartamentos”.

O autarca garante que a procura por alojamentos para estudantes está “estabilizada”, e que a criação de 2500 alojamentos “será mais do que suficiente”. Destes, está já a avançar a construção de 1500.

Quanto ao preço dos arrendamentos, que oscila entre os 400 e os 600 euros por um quatro, Carlos Carreiras afirma que “para os estudantes estrangeiros esses preços estão na média, média-baixa para o que estão habituados”. Descarta, assim, a ideia de uma universidade feita para as elites: “não é, mas se fosse até era bom”.

A reboque da Nova está já a ser gerado em Cascais um “ambiente que vai potenciar a atração de empresas”. Até porque a universidade vai ser uma incubadora de startups. Para já está a avançar a transformação da antiga fábrica da Legrand em polo empresarial, onde vão instalar-se empresas multinacionais, como a já confirmada Nestle.

Há ainda um projeto, adianta Carlos Carreiras, que prevê aproximar a Nova SBE da NATO, que no próximo ano também vai instalar na zona a sua escola de comunicações e sistemas de informação.

“Em conjunto com a Nova, a escola da NATO, ao ser transferida para ali, dará ao território uma grande força ao nível de empresas tecnológicas”, conclui.

A Nova SBE foi construída com recurso a financiamento colaborativo. Da meta de 50 milhões de euros foram angariados até ao momento 42,8 milhões.

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Reunião da Vereação da Câmara Municipal - 11-setembro.2018

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Os Vereadores da Câmara Municipal de Cascais reuniram no passado dia 11 com a seguinte agenda de trabalhos:

Das decisões que tomaram foi aprovada a seguinte minuta de ata ( a ta propriamente dita há-de demorar bastante e dela, estranhamente,  nãoé dado conhecimento público)

A próxima reunião é no dia 25 de setembro mas hoje, dia 20, ainda não foi divulgada a respetiva agenda de trabalhos.

 

Antiga Praça de Touros de Cascais vai receber habitação de luxo

(Os cascalenses devem alegrar-se com a promessa de mais betão e umas centenas de habitantes no centro da vila.
Betão, sim mas "de luxo" e com imenso verde...nas maquetes (nos projetos publicitados há sempre muitas árvores e os terraços são sempre  relvados),
Desta vez a Teixeira Duarte desloca-se de Oeiraspara Cascais para expandir os seus negócios (será que  Fernando Medina também lhe vai aqui comprarum apartamento?)
Parece que, finalmente,  a Santa Casa da Misericórdia de Cascaisvai receber mais uns Milhões para tapar o seu eterno buraco financeiro.
E quanto pagaram os cascalenses (dos seus muitos impostos) para todo este 'processo' ?    
Responda quem sabe...
 
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A Teixeira Duarte está a promover um projeto no último terreno de dimensão disponível no centro de Cascais, na antiga Praça de Touros. Frederico Valsassina é o arquiteto e a Porta da Frente Christie’s comercializa.


O projeto há muito tempo aguardado, o que iria localizar-se na antiga Praça de Touros de Cascais é agora revelado. O ONE Living será um empreendimento residencial de luxo que tem a assinatura do arquiteto Frederico Valsassina e promovido pela Teixeira Duarte.

A Porta da Frente Christie’s é a empresa de mediação responsável pela comercialização e Rafael Ascenso, diretor geral da mediadora  de imobiliário de luxo, reconhece que o One Living apresenta um conceito residencial único e raro. “Cada unidade do ONE Living é uma experiência: as Penthouses oferecem múltiplas zonas exclusivas para viver e conviver; as Sky Villas proporcionam a grandeza de uma moradia com a segurança de um apartamento; para quem privilegia um estilo de vida cosmopolita, terá as Urban Residences e finalmente estarão também disponíveis as Garden Villas, onde é explorado o privilégio de viver nos jardins privados de cada unidade”, refere. O responsável adianta ainda que o promotor e arquiteto exploram um conceito muito interessante: as moradias verticais: todo conforto e espaço de uma moradia aliada à segurança e comodidade de um apartamento.

A Teixeria Duarte refere igualmente que o ONE Living distingue-se pelas características únicas dos apartamentos, entre as quais áreas amplas, varandas generosas, salas com duplo pé-direito e jardins interiores. “Neste projeto todos os pormenores foram cuidadosamente pensados para uma vivência única e para transmitir aos seus residentes a sensação de viver numa moradia unifamiliar. Por outro lado, o ONE Living distingue-se pelo estilo de vida que proporciona, com mais de 10.000 m2 de zonas de lazer, convívio, rodeadas de espaços verdes. O ONE Living é o reflexo da forma da Teixeira Duarte desenvolver produtos imobiliários: tudo é pensado ao detalhe”, esclarece.

Rafael Ascenso, explica que este projeto nos terrenos da antiga Praça de Touros, é um local de eleição. Admite que a região da Gandarinha sempre foi das mais procuradas. “A sua centralidade e ao mesmo tempo a proximidade ao mar, ciclovia e a todas as infraestuturas desta região sempre atraíram portugueses e estrangeiros. É um projeto que se preocupou essencialmente com o bem-estar das famílias que vão habitar”, avança.

O diretor da Porta da Frente Christie’s salienta que os apartamentos foram dotados de grandes áreas interiores, vãos, grandes terraços e jardins privados. Infraestruturas de apoio como piscinas, ginásio, parque para crianças e todo um conjunto de acabamentos e equipamentos de última geração. “Neste sentido, pensamos que iremos atender tanto a clientes e famílias portuguesas como a estrangeiros”, esclarece.

De facto, as reservas desde o início das vendas de forma privada há cerca de três meses, demonstram  o sucesso do empreendimento. Rafael Ascenso revela que das 84 unidades já têm mais de 50 reservas com o pagamento de um sinal e a irá a partir da próxima semana começar a assinar os contratos promessa de compra e venda. “Por este número de reservas concretizadas podemos ver o grande interesse que este extraordinário projeto despertou tanto em compradores nacionais como estrangeiros de diversas nacionalidades. Tanto para habitação própria como para investimento – colocação no mercado de arrendamento de média e longa duração”, esclarece.

Também a Teixeira Duarte reconhece que o projeto está a ser um sucesso com cerca de 75% das unidades reservadas neste momento e com a previsão de nos próximos meses se consiga a total comercialização do empreendimento. “Este desempenho retrata muito bem a qualidade do produto/investimento, uma vez que a obra ainda está por iniciar”, admite.

A escolha do arquiteto Valsassina, resulta de uma parceria que dura há já vários anos e “são inúmeros os projetos imobiliários em Portugal e no estrangeiro que a Teixeira Duarte desenvolveu em colaboração com o arquiteto Frederico. Para além do histórico de sucesso, com vários prémios recebidos, assim como a sua arquitetura original e distintiva foram factores determinantes para esta associação”.

A procura exige projetos de qualidade

Rafael Ascenso refere que a procura exige projetos de grande qualidade e que marquem a diferença. “Em Cascais, ao contrário de Lisboa, não existem bairros e edifícios para recuperar. São raros. Daí que se tenha de construir nos poucos lotes ainda disponíveis para um projeto desta envergadura. Penso mesmo que este é um último lote de terreno de dimensão disponível no centro de Cascais”, considera.

O responsável adianta ainda que os últimos quatro anos foram realmente extraordinários. “Todos os anos houve um aumento na procura. Inicialmente dinamizado pelo mercado estrangeiro, e mais recentemente juntaram-se os portugueses. Isto fez com que a procura tivesse sempre sido superior à oferta e por isso os preços tiveram uma evolução bastante forte”. Atualmente pensa que no mercado global, a oferta está finalmente a nivelar com a procura e por isso os preços tenderão a estabilizar. Mas há exceções. E uma delas é Cascais. “Cascais tem um território muito limitado pelo mar e pelo parque natural. E ainda não tem edifícios e bairros para reabilitar. É por isso provável que a procura seja sempre superior à oferta e nesse sentido, para localizações excecionais como a do ONE Living, os preços tenham sempre uma evolução ascendente”, conclui.

Esta procura é também sentida e aproveitada pela Teixeira Duarte que avançou novos projetos que está a promover e construir. “Dentro dos vários projetos em desenvolvimento, o próximo residencial que será lançado a público será um produto imobiliário de segmento médio-alto em Benfica, o Fábrica 1921, e que prevê a reconversão das instalações de uma antiga Fábrica de têxteis em 250 apartamentos. É um projeto residencial sofisticado, moderno e cosmopolita que devolve a Fábrica à cidade e à modernidade, respeitando a memória do lugar”, conclui.

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Procura de alojamento dispara em Cascais com novo campus de Carcavelos

Os munícipes de Cascais já pagaram mais de 10 Milhões de euros para assegurarem a «Californian Way Of Life» (a imagem de estudantes em fato de banho com a prancha debaixo do braço é um mimo de marketing!) dirigida pela Fundação privada onde o Grupo Jerónimo Martins é maioritário.

Os custos finais deste precipitado e controverso negócio camarário continuam no secretismo da maioria do Executivo Municipal.

Mas compreende-se a satisfação com que a "Deputy Manager" anuncia que o os proveitos da especulação imobiliária vão de vento em popa.

Cabe aos carcavelenses e aos paredenses (mas também a todos os cascalenses) aguentar com o congestionamento do transito  e com o aumento do custo devida que esta simpática Escola de Negócios nos veio impor pela mão da Câmara.

E havia outras soluções bastante melhores !

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Segundo a plataforma de arrendamento para estudantes, o número de reservas aumentou 500% nos meses de junho, julho e agosto face a igual período do ano passado. Partilhar casa em Paço de Arcos já custa 447 euros.

Oeiras é a região onde a Uniplaces registou o segundo maior aumento no número de reservas, uma subida de 275% na procura face ao número de habitações arrendadas naquela zona no mesmo período do ano passado. Aqui, partilhar casa custa uma média de 442 euros.

Em Carcavelos, o aumento de 225% face ao ano passado resultou numa renda média mensal de 459 euros para o arrendamento de quarto em casa partilhada, a zona mais cara por se situar mais próxima das noas instalações.

Inês Amaral, Deputy Manager da Uniplaces em Portugal, explica que «os meses que antecederam a inauguração das novas instalações da Nova SBE refletiram um aumento na procura de opções de alojamento perto das novas instalações, mas também em toda a zona da linha. Por outro lado, alguns estudantes optaram por ficar em Lisboa em zonas com acesso à linha verde do metro, para mais facilmente acederem à universidade». Da parte da Uniplaces, «o objetivo é aumentar a oferta na plataforma, para conseguirmos responder à procura registada».

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Repavimentação da calçada junto ao CRID deixa muito a desejar!

 

Reportagem de MARIA JOÃO MENESES 
06/09/2018
Indignação é a palavra que me ocorre, com as obras de repavimentação em curso na rua de Faro, frente ao Centro de Reabilitação e Integração de Deficientes (CRID), no Alto da Castelhana, em Cascais.

Está a ser substituída a calçada antiga, por um pavimento que irá beneficiar os utentes e lojistas com incapacidade motora, nos acessos à fisioterapia e lojas circundantes.

Tudo estaria certo, não fosse o terem estreitado tanto o passeio que duas cadeiras de rodas não se podem cruzar.

Para além disso, a inclinação do pavimento vai obrigar os utentes a um esforço redobrado para se manterem no passeio.

O espaço alcatroado é grande o suficiente para que tivessem pensado num espaço dedicado a quem necessita de tratamento, bem como a quem transporta/aguarda os utentes.

Durante a semana o estacionamento é desordenado e não respeitam os traços de estacionamento de deficientes.

A cafetaria que tão útil se torna para quem aguarda por um utente do centro, deixou de ter espaço para esplanada.

As rampas abundam para uma área tão pequena; já tinham sido intervencionados os acessos às passadeiras junto à loja de material ortopédico e agora já estão a alterar tudo.

Alguém está a ganhar e alguns a pagar para estas alterações sem nexo, sem consulta de quem por aqui tem de passar o seu dia.

Indignação é o que me ocorre.

Ver original em 'CASCAIS24'

 

 

GERIR SERVIÇO PUBLICO NÃO É ISTO!

Authors: Rui Ribeiro in PENSAR MAIS CASCAIS

Lixo em Carcavelos
 As queixas vão aparecendo, algumas com forte veemência dos munícipes, acerca da recolha de resíduos, da limpeza urbana e da falta de qualidade do serviço prestado pelas empresas ou serviços municipais na zona da grande Lisboa.

Sintra é um foco, especialmente na zona mais rural, que já mereceu até reportagem televisiva.
 https://www.youtube.com/watch?v=Zst5EvqiNLc
Oeiras é, de há uns anos a esta parte, um exemplo de como é possível estragar um serviço municipal que já foi um exemplo nacional nos anos noventa!
Cascais, que criou a sua empresa Cascais Ambiente em finais de 2005, e a que tive a honra de estar ligado à sua criação e organização dos serviços presidindo ao seu conselho de administração inicial, foi um exemplo de excelência durante uma década, mas começa agora a apresentar sinais de desnorte e de falta de sintonia com os objetivos essenciais que uma empresa deste tipo deve atingir: servir bem os seus munícipes na busca de uma cada vez maior eficiência.
Qual é afinal o problema comum a estas empresas e serviços municipais?
Estado habitual da envolvente de ecopontos em Oeiras
A um dado momento parece haver aqui uma inversão de valores desprovidos completamente de sentido. De repente parece que deixa de ser a empresa a ter que servir de forma adequada os munícipes para passarem a ser os munícipes que têm que servir as empresas ou os serviços de limpeza urbana.
Cai no esquecimento quem paga a festa – os munícipes – e a forma estúpida e indecorosa como o fazem – em função do consumo de água e não em função da quantidade e tipo de resíduos produzidos!
Não há coisa mais irritante do que ver um responsável de uma destas empresas ou serviços a invocar como razão que são as pessoas que colocam indevidamente os resíduos ou que não combinam a sua recolha com os serviços! Como se a tarefa de disciplinar as boas práticas ou a sensibilização não fossem sua tarefa!
Mas a quem deve competir planear as tarefas, dimensionar os equipamentos e os recursos humanos para a prestação do serviço de forma adequada e pago pelos munícipes? Não serão estas tarefas da exclusiva competência da gestão destas empresas e serviços?
E a limpeza urbana? As “florestas” nos passeios? As sargetas por limpar?
Estado das sarjetas na Quinta do Marquês - Oeiras
Não me venham com histórias porque é possível fazer muito melhor! Aliás muito melhor por sensivelmente o mesmo custo!
Mas o exemplo tem que vir de cima.
A Administração destas empresas tem que estar envolvida. As pessoas das empresas têm que ser valorizadas para que sintam como seu o objetivo da excelência!
Isto pode parecer autoelogio, mas tenho que invocar o que foi a criação da Cascais Ambiente e a forma como do nada se criou uma empresa que rapidamente passou a ser um exemplo nacional.
A SUMA prestava um serviço caro e de qualidade sofrível. A Câmara de Cascais assegurava alguns serviços de forma direta com cerca de 140 funcionários, habituados a pouca pressão na quantidade e na qualidade do trabalho.
Com a anulação do contrato com a SUMA, empresa que se deu ao luxo de retirar papeleiras e contentores 15 dias antes do términus do contrato, foi preciso em tempo record adquirir equipamentos, viaturas, contentores, ecopontos, e recrutar funcionários, para juntar aos que vieram transferidos dos quadros da CMC.
Tínhamos tudo para que pudesse correr mal mas entre vontade, muito trabalho, motivação das pessoas e uma dose de sorte, a Cascais Ambiente iniciou a operação sem sobressaltos.
Ao fim de um ano de atividade, a Cascais Ambiente desenvolvia um trabalho de excelência, como Cascais nunca tinha conhecido, e pasmem-se, com uma poupança para os cofres da Câmara de 5 milhões de euros. Melhor serviço por muito menos dinheiro, o que se podia pedir mais?
Mas podia. E devia.
Não há nada pior do que tentar viver à custa dos louros do passado.
Uma empresa, seja qual for, deve estar sempre motivada para desenvolver ainda melhor as suas tarefas, e assegurar o controle adequado dos custos da sua atividade.
Penso que no caso de Cascais, o sucesso deslumbrou e perdeu-se o foco no objetivo principal.
Hoje, a importância já não é a da excelência do serviço prestado, do reconhecimento dos munícipes por se sentirem bem servidos em matéria de limpeza urbana, mas os prémios, os dias da limpeza, os concursos, o que der para aparecer na televisão!
Já não é o munícipe e o seu bem estar que interessa mas quantas vezes é citado o administrador na comunicação social ou é chamado à televisão!
A Cascais Ambiente atingiu a excelência com uma férrea gestão de recursos humanos quando começou atividade.
Com cerca de 420 funcionários em 2006 foi possível torná-la num motivo de orgulho e num exemplo nacional.
Quantos funcionários tem hoje?
Segundo o Relatório e Contas da Cascais Ambiente de 2017 são 686!
Quando se utilizam as empresas municipais para alimentar o séquito…
Passeios e valetas cheias de lixo e vegetação
(Abóboda - Cascais)
Com mais 63% do pessoal inicial seria de esperar que vivêssemos no céu! Só que todo este novo pessoal não me parece que esteja focado no serviço público. Muitos destes novos funcionários têm tarefas mais vocacionadas para a promoção de autarcas e de Partidos…
Hoje, a Cascais Ambiente parece dar mais importância aos concursos internacionais, aos eventos, colocando aí uma boa parte do esforço que falta depois para garantir que não se amontoam resíduos na envolvente dos contentores de RSU ou que os passeios estão limpos e não transformados em “montras de espécies arbóreas”!
Gerir serviço público não é isto!
Sintra sempre esteve à procura de conseguir ter um serviço de limpeza urbana aceitável, mas não tem conseguido. A extinção da HPEM e a sua incorporação nos SMAS de Sintra poderia ter sido uma janela de oportunidade, mas os problemas de planeamento e de fiscalização da atividade continuam a deixar muito a desejar e a povoar até reportagens televisivas.
Oeiras é uma pena. Transformar aquilo que já foi um dos melhores serviços de limpeza urbana, talvez o mais vanguardista nos idos anos 90, naquilo que hoje a população de Oeiras tem, é inconcebível. Lixo junto aos contentores, zonas residenciais com o lixo e as ervas nos passeios a amontoar-se por vezes por mais de um mês, são a demonstração que a gestão autárquica não se interessa pela qualidade de vida dos seus munícipes. Oeiras hoje, poderemos dizer sem exagero, que oferece o serviço de limpeza urbana da zona da grande Lisboa com pior qualidade!
Cascais também começa a dar preocupantes sinais de desleixo. A deficiente gestão da recolha, a inexistente sensibilização da população e o desleixo visível no interior do concelho, especialmente na Freguesia de S. Domingos de Rana (freguesia que Carreiras e a sua coligação continuam a não ganhar…) começa a ser um indicador negativo do que nos espera no futuro.
E ao “Zé Munícipe” resta uma de duas vias: conformar-se e deixar andar, participando às vezes em um dos eventos promovidos para a foto dos responsáveis autárquicos, ou indignar-se, exigir qualidade de serviço prestado, na exata medida do que paga mensalmente à sua autarquia!

Leia original aqui

 

Carlos Carreiras: O problema da descentralização é “o Governo ...

Prosseguindo a sua campanha para se fazer ouvir no espaço nacional Carlos Carreiras, que preside à Câmara de Cascais, deu uma entrevista ao jornal 'Público'.

Não tem qualquer substância significativa mas tem o interesse de confirmar alguns traços de avaliação do projeto de Carlos Carreiras.

1) Reduzir a política a uma linearidade próxima do discurso populista em que a propaganda e o 'sound bite' ilustram o total desmerecimento pela a inteligência das pessoas.

2) Diluir o PSD (embora dizendo que este deverá ser liderante) num bloco (que expressão tão Gramsciana !) de direita onde ele, carlos Carreiras, se antevê com um importante papel.

3) Assumir-se como o mais importante autarca do PSD (do bloco de direita)  e, desde já, anunciar que se vai recandidatar em 2021.

4) Fazer o 'jogo de sombras' de que não tem ambições políticas pessoais («tenho [em Cascais] um lugarzão») mas avisar que quer pôr os seus 'jovens' em posições de poder.

5) Definir uma fasquia muito elevada para o desempenho de Rui Rio  em que, nas próximas eleições, a direita teria que ser maioritária («tem de lutar para que o bloco em que se integra tenha o maior número de votos», «o PSD não pode arriscar ter um resultado tão fraco que lhe impossibilite duas coisas: que os deputados eleitos pelo partido, agregados aos eleitos por outras forças do nosso espaço político não sejam maioritários (...)»)

6) Continuar a repetir, sobre Cascais, as "verdades efabuladas" que pretende sejam assumidas como verdades mesmo que estejam muito longe o ser ( «negociámo-la [à descentralização] com o governo anterior, deu bons resultados, está a dar bons resultados em Cascais»)

Nada de novo!...mas bastante preocupante.

Comentário à seguinte entrevista:)

 


O presidente da Câmara de Cascais não deixou passar em branco a “ausência” do líder do PSD durante as férias e fez um alerta público. A Rui Rio pede agora mais combatividade para fora do partido porque, frisa, para ganhar, o PSD não pode agir, excluindo”

Em entrevista ao PÚBLICO, o presidente da Câmara de Cascais diz que vai escrever ao ministro Eduardo Cabrita e dizer que está disponível para aceitar toda a descentralização.

Sónia Sapage 9 de Setembro de 2018,

 

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A política, como a conhecemos até aqui, mudou. As maiorias absolutas são coisa do passado e os partidos contam menos do que os blocos. Por isso, o PSD tem de trabalhar para liderar o bloco da direita. É a tese de Carlos Carreiras, o presidente da Câmara de Cascais que foi vice-presidente de Pedro Passos Coelho e seu coordenador autárquico

 Ao PÚBLICO, o autarca, com 57 anos, diz que o PSD, se quer ser “o factor mobilizador e de liderança” de um “bloco de centro e de centro-direita não pode agir excluindo”.

O PSD fez bem em recentrar-se, colocando-se mais perto do PS?
A meu ver não precisa de se recentrar, nem de se esquerdizar, nem de se endireitar. O PSD tem o seu espaço que não se alterou. Nós tivemos a crise provocada pelo PS e o empobrecimento do país a um ponto de estarmos a abrir bancarrota e de termos de ir pedir dinheiro emprestado. Os socialistas foram pedir dinheiro emprestado, negociaram as imposições com a famosa troika e depois foi o PSD que teve de aplicar a carta negociada. E essa carta era dura. 

O PSD nunca se mostrou desagradado com essa função...
Era uma questão de responsabilidade. Hoje parece que foi há muito tempo e que foi tudo fácil, mas os nossos financiadores não disseram “tomem lá o dinheiro e gastem à vontade”. Disseram: “têm de aplicar estas medidas para receberem a próxima tranche”. Não era uma questão de estarmos a gostar muito. Não há nenhum político de esquerda, de direita, de centro, que goste de aplicar medidas que são duras para o povo que representa. Todos nos lembramos de um grande líder socialista que também teve de ser governo num momento de ajuda externa, Mário Soares, e que disse: “meus amigos, temos de pôr o socialismo na gaveta”. 

Durante o período da troika Passos Coelho pôs a social-democracia na gaveta?
Se a base principal da social-democracia é criarmos os mecanismos de geração de riqueza para a podermos distribuir pelos mais fragilizados e menos favorecidos, é verdade que, na altura, Portugal não gerava riqueza, antes pelo contrário, gerava pobreza. A preocupação do PSD teve, e que Pedro Passos Coelho teve, foi de que o impacto dessas medidas fosse menor nas classes mais frágeis e obviamente teve de ser maior - usando agora uma terminologia comunista - nas classes dominantes. Não sei se é pôr na gaveta ou não pôr na gaveta… Não acredito que alguma vez Mário Soares tenha posto o socialismo na gaveta. O que ele quis transmitir com essa frase foi que não estava em condições de poder aplicar aquilo em que acreditava.

Como define o estilo de liderança de Rui Rio?
Há traços muito comuns entre Rui Rio e Pedro Passos Coelho. São ambos homens de uma honorabilidade a toda a prova, têm valores éticos e morais muito fortes e isso é bom num líder, sobretudo em momentos como o que estamos a atravessar. Mas tem um estilo que eu pessoalmente não acompanho.

A que é que se está a referir?
Há uma questão que todos devemos ter em conta. Esta solução de Governo veio provocar o seguinte: não é a candidatura que ganha as eleições que necessariamente governa. Acabou com o voto útil. Cada bloco tem de valer no seu conjunto. Nem o PS lidera sozinho, precisa do PCP e do BE, ou pelo menos de um deles, para poder aspirar a ser governo, como o PSD também não voltará a liderar sozinho. Precisará de outros partidos dentro da sua área de intervenção para formar governo. O que esta solução de governo veio mostrar é que a escolha, mais do que entre partidos, vai ser entre blocos. O que cria a necessidade de, dentro de cada bloco, haver partidos que se afirmem para o liderar.

Um bloco à esquerda e outro à direita?
Prefiro dizer ao centro, centro-direita. O PSD é o partido que está em melhores condições para liderar esse bloco. Mas vai precisar do esforço de outros partidos para que o bloco tenha a maior votação e o maior número de deputados. Isso acontece se o PSD for capaz de apresentar um projecto mobilizador, em que as pessoas entendam quais os confrontos ideológicos que estão em cima da mesa e as consequências que têm na sua vida. Mas para ser esse factor mobilizador e de liderança, o PSD não pode agir, excluindo.

O líder do PSD está a excluir?
Senti necessidade de fazer um alerta no mês de Agosto porque achei que o PSD tinha de deixar de se preocupar com o interior do partido, deixar de pôr em causa os militantes e antigos dirigentes do PSD, e afirmar-se como oposição mais aguerrida. Não acho que o líder seja favorável ao Bloco Central, mas que deu sinais errados, isso deu... O PSD tem de recuperar.

Quando falava do estilo com que não se identificava era esse "amolecimento" em relação ao PS?
Hoje não podemos ser amorfos. Se há coisa que é conhecida em Rui Rio é a sua capacidade combativa e afirmativa. Se essa capacidade diverge para dentro do partido e para fora, está a perder forças para o que é verdadeiramente essencial.

O que espera da intervenção do líder no encerramento da Universidade de Verão do PSD?
Espero que se comece a construir a demonstração de que o PSD tem um projecto mobilizador, distintivo deste bloco das esquerdas, e que é capaz de ser um partido liderante dentro do bloco em que se integra.

Sem se deixar ofuscar pelo CDS e Assunção Cristas?
Não, não. Não vejo isso. Esse é o erro que o PSD não pode cometer. É óbvio que quer o CDS quer outras forças político-partidárias devem fazer tudo para afirmarem as suas ideias e o seu projecto. O nosso concorrente não é o CDS. Temos de fazer pela vidinha. O CDS fará o caminho dele. Todos farão pelo seu. E no fim, o bloco em que nós nos integramos tem de ter um maior número de deputados que o bloco das esquerdas. E o PSD, nesse bloco, tem de ser o partido liderante.

A que é que atribui a descida do PSD nas sondagens?
Nunca há uma resposta com segurança e simples. Sempre entendi as sondagens como uma indicação de tendência. Há ali uma tendência que é preocupante. Continuo a acreditar que nada está perdido. Vi com bons olhos as afirmações, não só do líder do partido, mas de outros vice-presidentes, a dizer: “nós queremos ganhar as eleições”. Mas não basta. Porque ou ganha com maioria absoluta, o que é irrealista...

Que cruel!
Seria de uma injustiça atroz estar a pedir isso ao líder do PSD. 

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Está a dizer que Rui Rio não consegue?
Não acredito que o próprio líder tenha essa expectativa. É preciso perceber que muita coisa mudou. O próprio espectro partidário português mudou.

Mas o PS está à beira da maioria absoluta em algumas sondagens...
Vamos ver. Não acredito que nos próximos largos anos haja um partido em condições de por si só ter maioria absoluta. Mas tem de lutar para que o bloco em que se integra tenha o maior número de votos.

Apareceu recentemente ao lado de Santana Lopes, que acabou de sair do PSD...
O almoço foi por uma razão pessoal minha, por ocasião do falecimento do meu pai. Ele quis que estivéssemos juntos, o que, obviamente, aprecio. Mas não sou inocente ao ponto de querer enganar alguém, dizendo que nesse almoço não se falou de política. O que tenho a dizer sobre a iniciativa de Santana Lopes é que sou PSD, continuarei PSD, não o acompanharei nessa aventura. Consigo compreender algumas razões. 

Acha que ele pode ter um papel no futuro da política? 
Ainda não sabemos. Ainda não foi a votos. Algum terá. Em muitos distritos seria uma grande ilusão pensar que podia eleger deputados, mas nos grandes círculos pode vir a ter deputados que serão absolutamente necessários para engrossar os deputados do CDS e do PSD e para construir uma alternativa de centro.

Havia razão para Pedro Duarte ter avançado?
Aqui tenho de fazer uma declaração de interesses: eu não sou candidato a nada a não ser a presidente da Câmara de Cascais nas próximas eleições.

Não é dos que querem um lugarzinho?
Não quero um lugarzinho. Tenho um lugarzão. A política, para mim, resume-se a Cascais, que me dá um enorme gozo, um enorme prazer e é nessa perspectiva que eu estou. Mas há toda uma nova geração que se quer afirmar e isso é legítimo.

É o autarca mais importante do PSD...
Espero ser o mais importante para os cascalenses. Mas, sim, Cascais é o maior município no país liderado pelo PSD e pelo CDS.

Exactamente, e sendo o autarca mais importante do PSD, quantas vezes Rui Rio já lhe ligou?
Até hoje, nunca falei com o líder do partido. Não foi só agora desde que ele é líder. Não nos conhecemos. Não valorizo isso.

O antigo líder não lhe ligava?
Mas estamos a falar de coisas completamente diferentes. Eu fazia parte da direcção nacional do partido. 

Não lhe ligava por questões autárquicas?
Sim, tinha uma participação mais efectiva.

Rui Rio convence o eleitorado do PSD? 
Espero bem que sim. Tenho uma forte convicção de que o PSD é um partido absolutamente necessário ao actual regime democrático. Se o PSD se fragilizar, põe em causa o próprio regime tal como o conhecemos.

Convence-o a si? Ou seja, em 2019 vai votar em Rui Rio ou espera que até lá muita coisa mude?
Não tenho a mínima dúvida de que em 2019 voto PSD. A questão aqui é que o PSD não pode arriscar ter um resultado tão fraco que lhe impossibilite duas coisas: que os deputados eleitos pelo partido, agregados aos eleitos por outras forças do nosso espaço político não sejam maioritários, e não pode arriscar não ser o partido liderante dentro do seu bloco.

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Os autarcas portugueses queriam a descentralização?
Os autarcas querem a descentralização. Sou favorável à descentralização. Acredito no municipalismo. Há quem defenda mais o regionalismo, em detrimento do municipalismo, mas eu não acompanho essa ideia, até porque acho que não temos dimensão para que isso possa acontecer. Sou a favor da descentralização, sempre o fui, negociámo-la com o governo anterior, deu bons resultados, está a dar bons resultados em Cascais e, portanto, sou o mais favorável possível. A Câmara Municipal de Cascais escreverá na próxima semana - não é obrigatório por lei, mas faço questão que seja uma posição assumida -, ao ministro Eduardo Cabrita, que está disponível para aceitar toda a descentralização. 

Antes de conhecer o envelope financeiro e os diplomas sectoriais?
O actual Governo herdou a descentralização que eu negociei com o anterior, nomeadamente na educação (que é o mais pesado financeiramente). E quer este Governo, quer o anterior têm cumprido com os meios necessários para exercer essa delegação de competências. No caso de Cascais já só estamos a falar em descentralização de verbas, de receber dinheiro que hoje em dia não recebemos.

O que está agora a empatar este dossier?
Estamos num momento que vai ser difícil repetir no futuro. Temos um primeiro-ministro que é um defensor da descentralização, um ministro que é um grande defensor, um secretário de Estado da Administração Local também, o senhor Presidente também. Tínhamos e temos o líder da oposição que é defensor da descentralização. O que a meu ver não funciona é o bloqueio em que o país vive neste momento que é o Governo PS estar refém do PCP e do BE, porque o PCP não é a favor da descentralização.

Mas esses partidos não estão no Governo.
Acho que já estão no Governo. Não são ministros, não são secretários de Estado, mas obviamente entraram nas estruturas do Estado central, muito especialmente o BE. Agora, perderam a vergonha e querem assumir que querem ser ministros. Já ouvi o líder comunista dizer que quer e já ouvi a líder, ou quem faz a representação da verdadeira liderança do Bloco de Esquerda, dizer que também quer. Se o Bloco das Esquerdas tiver mais deputados do que o bloco do centro e do centro direita, vai ser muito complicado prosseguir esta política para Portugal.

O PSD assinou um acordo de descentralização, assinou outro relativo a fundos estruturais. Devia assinar mais?
Todos estes grandes acordos de regime devem ter uma base estável, se não andamos sempre aos ziguezagues. Mas para isso, era preciso que o PSD fizesse uma negociação de que não se viesse a arrepender-se. Pelas palavras que eu tenho ouvido de responsáveis do PSD, chego à conclusão de que não houve negociação nenhuma. Foi aceitar o que havia. Não fizeram grandes questionamentos. Agora não se podem queixar, porque puseram lá a assinatura.

 

 

PSD. Carreiras apela a Rio para deixar de “andar aos pontapés aos seus companheiros”

(O presidente da Câmara de Cascais dedica-se a uma intensa atividade partidária e desdobra-se em iniciativas para ter espaço mediático.
Hoje é clara a sua opção por uma via populista para o PSD em oposição a Rui Rio.
Certamente iremos continuar a assistir à utilização da Câmara e das questões camarárias nesta guerra interna do PSD

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Bruno Gonçalves Luís Claro 27/08/2018  in 'jornal i'

Rui Rio está a ser criticado por desaparecer durante um mês. Volta no dia 1 de setembro para participar na Festa do Pontal e até vai jogar à bola

A notícia de que Rio Rio vai participar num torneio de futebol na Festa do Pontal foi o suficiente para Carlos Carreiras voltar a disparar contra o presidente do PSD. O autarca de Cascais aproveitou para apelar a Rio para que “deixe de andar aos pontapés aos seus companheiros de partido que tiveram responsabilidades no momento mais duro que Portugal viveu”.

Carreiras, que foi vice-presidente do PSD nos tempos de Passos Coelho, tem andado particularmente ativo nos últimos tempos. A ausência de Rui Rio, que desde o início do mês não tem atividade política, levou o autarca a questionar, num artigo no i, se o líder do PSD e os seus vice-presidentes “emigraram” ou “já deitaram definitivamente a toalha ao tapete”. Na sua página de Facebook, o presidente da câmara de Cascais agradeceu aos que lhe manifestaram apoio por estarem “preocupados com o estado a que a atual liderança está a levar o nosso partido”. Pelo meio, Carreiras, numa entrevista à rádio “Renascença”, defendeu que “estamos a chegar a um extremo em que a ausência do PSD do debate político e no encontrar de alternativas à atual solução coloca em causa o próprio regime”. 

A ausência de Rui Rio durante todo o mês de agosto desagradou a alguns sociais-democratas. Carreiras foi, porém, o único a dar a cara por esse descontentamento. David Justino, vice-presidente do partido, disse ao “Correio da Manhã que “só depois das férias do verão é que o PSD deve fazer oposição e não aproveitar a silly season para encher jornais”.

Rui Rio regressa no dia 1 de setembro para participar na Festa do Pontal. A rentrée do PSD terá contornos diferentes dos últimos anos. O objetivo é ser “um modelo mais próximo do início”, explica David Santos. “Voltámos mais ao campo, mais às atividades lúdicas e recreativas e ao arraial e ao piquenique que aqui iremos realizar”, diz, num vídeo de promoção da festa, o presidente do PSD/Algarve. O evento realiza-se este ano na Fonte Filipe, no concelho de Loulé, e outra das novidades, de acordo com o “Observador”, é um mini-torneio de futebol. Rui Rio vai jogar na equipa da direção nacional. Os autarcas sociais-democratas daquela região também vão a jogo.

O PSD garante que “o convívio e a interação dos militantes e simpatizantes são a nota de destaque, procurando uma Festa do Pontal mais próxima das suas primeiras edições, mas também uma homenagem ao interior, para o qual devemos olhar de forma mais intensa”. O custo do bilhete é reduzido para 5 euros e haverá autocarros gratuitos para transportar os militantes de outras zonas do Algarve. As mudanças na rentrée do PSD também foram feitas com o objetivo de reduzir os gastos. A última festa de passos A data da Festa do Pontal é outra das novidades. Com Passos Coelho realizava-se em meados de agosto no Calçadão de Quarteira. As últimas edições firam marcadas pelas críticas de Passos Coelho ao governo do PS com o apoio dos partido à sua esquerda. “Se os próximos dois anos de geringonça forem como os dois primeiros, teremos perdido uma legislatura a viver à conta do que se fez no passado e da conjuntura e nada a preparar o futuro”, disse, há um ano. Passos garantiu, no final do discurso, que voltaria em 2018. “Daqui a um ano cá estaremos. Cá estaremos em 2018 para dizer ao país o que pensamos”. Não só Passos não voltou como a festa mudou de sítio. 

BCP, Fidelidade e Luz Saúde engordam lucros da Fosun

(Foi com a este Grupo chinês que o presidente da Câmara de Cascais ofereceu a preço de saldo (daqueles que valem mesmo a pena) o antigo Hospital de Cascais. A 'justificação' para promover a criação de mais um Hospital privado no centro da vila foi a de que a Universidade Católica iria abrir ao lado (no antigo edifício do SMAS) um curso de Medicina para o que também lhe  dispensou com um aluguer 'muito vantajoso' o referido edifício.
Afinal não a Universidade Católica irá para Sintra (como aliás já se sabia à época) pelo que certamente a cedência do antigo Hospital à FOSUN perde qualquer pseudo-justificação.
Mas como tudo é muito opaco neste Município aguarda-se ainda a clarificação do negócio

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Os accionistas da Fosun lucraram cerca de 860 milhões de euros no primeiro semestre, um crescimento de 17% face ao mesmo período em 2017. O negócio da Saúde foi o que mais cresceu.

Créditos / Ntech News

Os cerca de 860 milhões de euros (6,86 mil milhões de yuans) comparam com o valor alcançado nos primeiros meses de 2017, onde a empresa lucrou 736 milhões de euros. De acordo com os dados divulgados pela companhia, o aumento de 17% foi ainda assim abaixo do crescimento alcançado no ano passado (33,6%).

O relatório e contas publicado pela Fosun, citado pelo Eco,refere que «o aumento do lucro atribuível aos accionistas da casa-mãe resultou principalmente do crescimento dos lucros das subsidiárias de seguros, onde está a Fidelidade, e financeiras, do lucro correspondente à posição no BCP [de que a Fosun é a maior accionista] e aos rendimentos dos investimentos associados aos negócios segurador e de banca».

O negócio da Saúde, onde se inclui o grupo Luz Saúde, de que Maria de Belém (PS) é consultora, foi o que apresentou maior crescimento entre as várias unidades de negócio da Fosun, tendo apresentado um resultado positivo de 828,9 milhões de yuans, ou seja, um crescimento de 31% face aos 631 milhões no período homólogo.

Ver original em 'AbrilAbril' (aqui)

Linha de Cascais: não desisto

(O colunista habitual devia exigir que o 'jornal i' assegurasse um revisor qualificado para depurar erros. Presentear os leitores com «ineludíveis» (em vez de iniludíveis) é daquelas situações que envergonha qualquer um. Escrever "somos brincados" em vez de "somos brindados" é irritante. Admite-se que da parte do articulista tenham sido 'gralhas' mas num jornal é inadmissível.


Como se vê pelo seu artigo o presidente camarário anda ocupadíssimo para se fazer notar. Na sua empenhada campanha contra Rui Rio junta-se ao CDS na defesa da privatização dos comboios, orgulha-se das PPP e, sobretudo (como é seu timbre), insulta as esquerdas e desdenha da inteligência de quem o lê.

A Linha de Cascais está mal. Mas a situação em que se encontra tem uma história e foi conscientemente produzida pela direita (com o PSD/CDS no governo e dirigentes do CDS à frente da CP) com vista a mais uma privatização a preço de saldo.

Obviamente que o presidente da Câmara há muitos anos que conhece o processo de destruição da CP mas é agora (quando algumas medidas de recuperação estão em curso) que lhe interessa usar o tema para fazer alarido. Acordou tarde mas quer parecer muito determinado.

Depois do fiasco do chamado "Mobi Cascais"  quer agora destruir rapidamente o que resta da Linha de Cascais. Como em 2019 a Câmara vai ter que abrir concurso para os transportes coletivos naturalmente seria 'interessante' para o negócio se a Linha também pudesse estar no 'bolo'. Compreende-se...

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29/08/2018 

Carlos Carreiras

Na linha política, a hipocrisia das esquerdas não tem supressões nem atrasos. É um comboio certinho.


Basta olhar para os jornais. Se dúvidas houvesse, as notícias dos últimos dias apenas mostram de forma implacável que os rumores sobre a morte da ferrovia em Portugal não são claramente exagerados. Já não são rumores de todo: são factos.

A CP não tem dinheiro para o combustível.

A Renfe, operadora espanhola, não aluga mais comboios a Portugal esvaziando a última boia de salvação na questão do material circulante.

Os passageiros das linhas nacionais, de norte a sul, queixam-se dos horários, de supressões à la carte, de carruagens vandalizadas, estações abandonadas e serviços tão degradados que nem o básico – digamos bilheteiras – funciona.

Os funcionários da manutenção dos comboios estão tão espremidos e a falta de material é tão grosseira que as condições de segurança, dizem-no eles, estão em causa.

E o i mostrou-nos que numa altura em que dezenas de milhares de turistas usam a Linha de Cascais, uma das mais belas do país, para acompanhar o percurso do Tejo para o Atlântico, o que o país tem para oferecer como cartão-de-visita são estações de comboio sujas, mal cheirosas e negligenciadas como se fossem terra de ninguém. Uma realidade triste, que há tempo demais faz parte do dia-a-dia de muitos portugueses.

Quando tudo levaria a crer que o governo está a fazer aquilo que é suposto fazer – resolver problemas –, eis que somos brincados com uma notícia espantosa no Boletim de Execução Orçamental: as cativações na ferrovia cresceram 20 milhões de euros de março para maio, totalizando cortes de 95 milhões de euros. E, para efeitos orçamentais, o ano ainda só vai a meio. O que significa que chegaremos ao fim de 2018 com um valor bem superior. Para ver se nos entendemos: o PS, apoiado pelo PCP e o BE, está a “resolver” os graves problemas da ferrovia nacional com mais austeridade e mais cortes cegos. Como é que o PCP e o BE ainda têm coragem de ensaiar o discurso de defensores do serviço público e do transporte coletivo? Na linha política, a hipocrisia das esquerdas não tem supressões nem atrasos. É um comboio certinho.

Temo que os próximos tempos nos tragam mais más notícias. Pelo que já temos e pelo que ainda está para vir.

Entramos em campanha eleitoral para as legislativas de 2019.

É irónico que o PS tenha utilizado a CP, um dos maiores fiascos da governação, como estação de partida na caça ao voto. Os socialistas foram de comboio a Caminha. Mas não viajaram em comboios quaisquer. Circularam com prioridade sobre os restantes e eram bonitos, confortáveis e arejados. Talvez os últimos exemplares da sua espécie na ferrovia portuguesa. Coisas de que os utentes dos caminhos-de-ferro já só têm uma memória longínqua. Para os militantes socialistas a pontualidade, o conforto, o melhor. Para os portugueses, os restos. O episódio é revelador de como o PS, um partido que continua a ser ostensivamente burguês, faz política descolado da realidade e das necessidades dos cidadãos.

Na Assembleia da República, no início desta semana, os partidos da esquerda chumbaram a proposta de criação de uma Comissão Permanente que debata os problemas e as soluções para a linha férrea. Com a exceção do PSD e do CDS, os partidos não querem que o Parlamento discuta os comboios. À boa maneira soviética: se não se fala esquece, se esquece nunca existiu. A crise da CP é uma não existência. Nada muito diferente daquilo que disse o secretário de Estado da tutela.

E por falar em sovietes, em Setúbal a câmara governada pelo Partido Comunista exige (mas é só conversa) o fim da concessão da Fertagus, depois de ter beneficiado dela.

Tudo isto é muito revelador. PS, BE e PCP não estão interessados em soluções para a ferrovia. O que os move é pura dominação ideológica.

Que haja partidos que não querem operadores privados nas linhas é uma preposição política válida. Válida se, e só se, for acompanhada de formas alternativas de financiamento do serviço de transporte público ferroviário de passageiros. Não podemos ficar, como até aqui, numa situação em que o operador público está falido, os portugueses desesperam, o governo não encontra solução e o BE e PCP bloqueiam a entrada de privados por histeria ideológica.

Este clima de guerrilha às empresas e a hostilidade ao privado tenderá a aumentar até às eleições. Caberá ao PS, ou pelo menos a parte dele, defender o país e a sua livre economia de mercado dos assaltos da extrema-esquerda. (A propósito, tem-se visto algo parecido na disputa do Hospital de Cascais, com o PCP e o BE a exigirem o fim de uma PPP que tem sido boa para público, boa para o privado e boa para os utilizadores).

O que mais me revolta e indigna é que perante todos os sinais evidentes e ineludíveis de rutura na ferrovia nacional, e na Linha de Cascais em particular, o governo continue a ignorar o sentido de urgência, fechando-se, calando-se e apenas ensaiando anúncios em que já ninguém acredita. Chega de negligência: é da vida de pessoas que estamos a falar. Se o governo tem uma insuficiência política executiva, resolva-a. Não espere por uma desgraça para fazer o que tem de ser feito, empurrado pelos acontecimentos e pela pressão mediática.

Em janeiro de 2019 a liberalização do transporte ferroviário dará a Portugal a oportunidade de ter outros operadores no país. Quanto à Linha de Cascais, é-nos indiferente se a solução é pública ou privada. O que interessa aos passageiros, e a mim em particular, é que haja uma solução que funcione, que projete o serviço para patamares de qualidade e que baixe o preço.

Há investidores para a Linha que garantem melhorar, e muito, o serviço (não me parece difícil), e manter ou reduzir o custo para os passageiros (também não parece nada difícil). Assim, ou o governo aceita esta solução ou avança com uma da sua própria lavra. Não podemos aceitar mais adiamentos e promessas não cumpridas. Não podemos é pactuar com a arrogância de desfazer os acordos do passado sem deixar promessa de solução para o futuro.

Ao longo de todo o mês de agosto, deixei neste espaço um retrato atual sobre a Linha de Cascais, não irei desistir de defender a Linha de Cascais. Não irei desmobilizar até que a situação se altere; passaremos a fiscalizar de forma permanente o estado da linha; apresentarei queixas a todas as entidades com responsabilidades; e recorrerei a todas as instâncias judiciais adequadas.

Estou certo que terei ajudado milhares de utentes.

Nenhum caminho ficará por caminhar.

*Escreve à quarta-feira

Ver o original aqui

Carreiras falha negócio “duvidoso” com Universidade Católica para Cascais

Governo aprova despesa para renovar gestão do Hospital de Cascais

size 960 16 9 unitedhealth6(O Hospital de Cascais, do qual o ministro Adalberto Campos Fernandes já foi gestor, vai continuar, após sucessivos adiamentos e declarações contraditórias, a ser administrado durante mais alguns anos,  por uma das maiores multinacionais seguradoras americana.
Através  da empresa 'Lusíadas Saúde', que que lhe pertence o UnitedHealth Groupprossegue com a Parceria Público Privada (PPP) que lhe garante a gestão do Hospital Dr. José de Almeida (Cascais).
O UnitedHealth Group é a maior seguradora na área da saúde, com interesses espalhados por muitos países figurando em quinto lugar na lista 'Fortune' das maiores corporações mundiais de base americana (15º incluindo as corporações não americanas). Em 2017 este grupo multinacional situava-se em 13º na referida lista estando agora à frente de 'gigantes' como a Amazon (8º), General Motors (10º), Ford (11º), JP Morgan Chase (20º), Boeing (27º), Microsoft (30º), Citigroup (32º).
Registe-se que os lucros líquidos declarados do UnitedHealth Group ascenderam, em 2017, a 9,2 milhares de Milhões de euros com as receitas declaradas de 175 milhares de Milhões de euros quando o Orçamento de Estadoportuguêspara 2018 contemplou, para a Saúde, um montante de 10,3 milhares de Milhões de euros.
Naturalmente estes indicadores não atestam qualidade mas comprovam a capacidade de amealhar muitos lucros com o negócio na saúde certamente a justificar que o chefe (CEO) do UnitedHealth Grouptenha recebido em 2017 (segundo a declaração oficial)  15,1 Milhões de euros (cerca de 1,3 Milhões por mês).
Obviamente que perante interesses desta monta há quem prefira 'empurrar com a barriga' e remeter para um próximo governo qualquer decisão sobre o futuro do Hospital de Cascais.
 
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O Conselho de Ministros aprovou hoje uma resolução que autoriza a despesa relativa à renovação, até ao máximo de mais três anos, do contrato de gestão do Hospital de Cascais Dr. José de Almeida.

Segundo o comunicado do Conselho de Ministros, a resolução aprovada “autoriza a realização da despesa inerente à renovação, por dois anos, eventualmente prorrogável por mais um ano, do contrato de gestão do Hospital de Cascais”.

No documento refere-se que a medida destinada à unidade explorada em regime de parceria público-privada com o grupo Lusíadas, desde 2009, uma vez “que caducaria, relativamente à entidade gestora do estabelecimento, em 31 de dezembro de 2018”.

A resolução aprovada inclui também, segundo o comunicado divulgado após a reunião do Conselho de Ministros, “a repartição dos encargos orçamentais correspondentes”.

O Governo já anunciou que o contrato de gestão com o grupo privado que gere o Hospital Dr. José de Almeida foi prolongado por dois anos, para dar tempo ao lançamento de um novo concurso para outra parceria público-privada.

O ministro da Saúde admitiu ainda que se os futuros concorrentes não respeitarem o novo caderno de encargos, o Governo está preparado para avançar com o processo de reversão para o Serviço Nacional de Saúde.

De acordo com o ministro Adalberto Campos Fernandes, o novo concurso vai ser mais exigente nas áreas da saúde mental, oncológica e VIH/Sida, admitindo-se ainda a ampliação do atual edifício para reforçar a assistência hospitalar a freguesias do município de Sintra.

Ver o original aqui

Os empatas

(O mais recente texto assinado pelo presidente da Câmara de Cascais constitui razão de justificada preocupação para os cascalenses.
Primeiro por evidenciar um acelerado pendor do autarca para reinventar a realidade de acordo com as suas necessidades cada vez mais convicto de que «em política, o que parece é».

Segundo por deixar antever que anda a congeminar com parceiros desconhecido a privatização da Linha do Estoril.

Este jogo mediático à conta da vida dos cascalenses insere-se numa ofensiva geral que está ser levada acabo pelo CDS e por setores do PSDque omitem que o anterior Governo desinvetiu completamente nos caminhos de ferro e que à frente da gestão destrutiva da CP têm estado conhecidos dirigentes do CDS e do PSD.
Na verdade a Linha do Estoril está muito mal mas alguns passos começaram a ser dados para a melhorar. Só agora o presidente da Câmara acordou para um problema que se agrava desde há 30 anos?

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Carlos Carreiras

A Linha de Cascais tinha um investimento pronto a arrancar. Por obsessão ideológica e sob as más influências do PCP e do BE, o governo decidiu desfazer tudo o que estava feito

1. No gabinete do ministro Pedro Marques há razões para festejar. A estratégia do governo para as infraestruturas públicas em geral e para a ferrovia em particular não é nada menos que épica. Se, em Monchique - com dezenas de casas destruídas, populações em fuga ou retiradas à força de suas casas e a maior área ardida da Europa até ao momento -, o governo se achou no direito de reclamar um “sucesso”, uma supressãozinha de comboios aqui, uma falta de manutenção acolá, uma linha férrea nacional à beira do colapso ou uma CP completamente abandonada à sua sorte valem à ação de Pedro Marques, no mínimo, o epíteto de “êxito retumbante” - para pedir emprestado o vocábulo aos marketeiros socialistas. Tenho a certeza de que, por esse país fora, os portugueses que andam de comboio sentem bem na pele o sucesso da política do governo.

Há uns dias, um jornal escrevia que na Linha de Cascais, por exemplo, há infiltrações nas zonas dos passageiros ou que qualquer pessoa (assim tenha vontade) pode aceder ao maquinista porque até as fechaduras das cabinas de condução estão estragadas - isto para não falar de problemas de manutenção mais graves do material circulante e das falhas de horários e supressões sistemáticas com que os passageiros são brindados habitualmente.

Com tantos e tão assinaláveis feitos, Pedro Marques continua firme no seu rumo político. Resolve pouco, decide nada. E não é só no caso de Cascais: é um problema nacional.

Como já aqui se discutiu, a Linha de Cascais tinha um investimento preparado e pronto a arrancar. Por obsessão ideológica e sob as más influências do PC e do BE, o governo decidiu desfazer tudo o que estava feito. Esperámos três anos por uma alternativa. Que nunca chegou. E temo que nunca venha a chegar. A Linha de Cascais é um exemplo, entre dezenas, de um país feito refém das motivações ideológicas do governo de coligação das esquerdas. Isso é visível na morte da ferrovia de norte a sul, no mau estado da rodovia nacional, no colapso da saúde, na falta de tudo na justiça.

Para sermos justos, Pedro Marques não está sozinho. É mais um daquela espécie de representantes políticos que, em todos os partidos, tiram força à política executiva, degradam a autoridade do governo que supostamente servem e quebram os laços de confiança entre eleitores e instituições representativas. Gente que não faz História nem tão pouco fará parte dela. Empatas.

Portugal está cheio disto. No poder e na oposição.

2. Voltando à Linha de Cascais, e porque, no que depender da câmara, os cascalenses não ficarão sem transporte público coletivo de passageiros para Lisboa, estamos a fazer a nossa parte. Enquanto os empatas cruzam os braços perante a inevitabilidade da falência da linha de comboio, aqui trabalha-se para se encontrarem soluções que vão ao encontro das necessidades das pessoas. Dentro da nossa política de base local, a solucionar em Cascais problemas nacionais, estamos a dar passos muito concretos na captação de investidores para a linha. Há interessados e em breve podem formalizar-se propostas de grupos com capacidade técnica e poder de fogo financeiro para alavancarem a reforma desta importante infraestrutura ferroviária.

Tal como já acontece com o modelo de transporte público rodoviário no concelho, temos a garantia por parte destes investidores de que o modelo para a Linha de Cascais passará por dois eixos: melhoria da qualidade do serviço e baixa dos preços praticados, como estava, aliás, acordado no modelo anterior, proposto pelo governo de Pedro Passos Coelho. Os leitores mais céticos desconfiarão. Mas para esses deixo apenas uma ideia: se uma linha decadente e menos orientada para as necessidades dos passageiros do que para as do seu operador consegue ser uma das mais rentáveis da CP, imaginem o potencial de crescimento depois de feito o investimento que a torne mais segura, mais rápida, mais sustentável e verdadeiramente mais solução de mobilidade para as famílias. Tenho poucas dúvidas de que, perante uma oferta deste género, muitos cidadãos pensarão duas vezes antes de se aventurarem com o carro na A5 - para onde, valha a verdade, quase todos são empurrados por falta de alternativas -, onde viajam entre intervalos de congestionamento até ao entupimento final na entrada da capital.

3. Há gente que tem uma lata maior do que a dívida pública portuguesa. É o caso do dr. Louçã, homem com profícua obra na academia mas que, na vida política, se limitou a deixar Catarina Martins como legado. Poucochinho. O oráculo revolucionário, transformado em quadro do Banco de Portugal por António Costa, avisa-nos que vem aí “um novo colapso financeiro” no qual entraremos “em condições muito mais degradadas do que as que tínhamos em 2007-2008.” É preciso descaramento: então Francisco Louçã não é um dos pais da atual solução governativa? E não é Louçã um dos seus faróis políticos e ideológicos?

Qual Varoufakis, já faltou mais para o vermos na capa da “Paris Match” agarrado a uma flûte de champanhe francês.

4. Por falar em Louçã e Varoufakis, é injusto o ataque ao ministro Centeno pelas declarações sobre a saída da troika da Grécia. O governo Syriza, a tal janela de esperança para a Europa de que António Costa falava há uns anos, levou 11 anos a tirar a Grécia da bancarrota. O governo de Pedro Passos Coelho demorou três, baixando o défice socialista de mais de 11% para 3%. Retirou o país da falência socialista, mas não teve direito a elogios dos socialistas. Antes pelo contrário.

5. E já agora: onde anda o PSD, o seu líder e os seus vice-presidentes? Emigraram, já deitaram definitivamente a toalha ao tapete e apenas criticam e fazem oposição aos anteriores dirigentes do PSD? É que, em política, os empatas tendem a sobreviver, mas os seus representados perdem e sofrem.

Ver o original aqui

Proposta do Governo não reverte extinção realizada por PSD e CDS-PP

O novo mapa de freguesias que o Governo quer ter pronto antes das autárquicas de 2021 não deverá reverter a fusão realizada pelo anterior executivo, contra a vontade das populações.

Créditos / panoramio

Segundo divulga hoje o JN, a proposta de lei em que o Governo está a trabalhar não corresponde a uma reversão directa da medida antidemocrática imposta pelo anterior governo, ou seja, não permite reverter as freguesias extintas de acordo com a vontade expressa pelas populações e pelos órgãos autárquicos.

«O Ministério da Administração Interna ultima a proposta de lei que permitirá pôr fim à fusão, desde que se enquadre nos critérios a definir no diploma. O Executivo PS recusa uma desagregação automática, mesmo nos casos em que os autarcas se opuseram à agregação», refere o diário.

A informação é pelo menos consentânea com a actuação do PS no Parlamento, que, em Dezembro de 2017, juntamente com PSD e CDS-PP, chumbou o projecto de lei reapresentado pelo PCP, que defendia «a reposição automática e de princípio de todas as freguesias extintas com oposição, expressa ou tácita dos órgãos deliberativos chamados a pronunciar-se», e outro do BE.

Sobre os critérios ainda nada se sabe mas o JN admite como «balizas» as «enunciadas no relatório do grupo técnico, criado pelo Governo, para definir critérios de avaliação da reorganização», designadamente a prestação de serviços à população, a eficácia e eficiência da gestão pública ou a história e identidade cultural.

A confiar na informação divulgada, o novo mapa, que o Governo quer ter pronto antes das eleições autárquicas de 2021, não contribui para reverter o empobrecimento do regime democrático, imposto pelo governo anterior, e mantém o afastamento dos eleitos às populações.

No total foram 1167 as freguesias extintas pelo ministro dos Assuntos Parlamentares do governo de Passos Coelho, Miguel Relvas, em Setembro de 2011. Uma medida anticonstitucional elaborada a régua e esquadro, que os eleitos e as populações contestaram desde o primeiro dia.

Ver original em 'AbrilAbril' (aqui)

Obras no Metro irão interferir com a Linha de Cascais

O Presidente da Câmara de Cascais precisa de fazer-se ouvir. Compreende-se dado o clima incerto que se vive no PSD e a necessidade que o autarca tem de ganhar protagonismo e espaço político. Não se estranha, portanto, que tudo lhe sirva de pretexto para se evidenciar.

Agora veio falar das futuras obras no Metro de Lisboa. Aproveitou o ensejo para repetir inverdades (e meias-verdades) que já antes escrevera num jornal. Na realidade a situação da Linha do Estoril é má mas está em via de, pela primeira vez em 30 anos, poder melhorar porque foram contratados trabalhadores para a EMEF (reparações dos comboios) e porque estão afetos 50 Milhões de euros para obras na Linha.

Aparentemente Carlos Carreiras aparece agora preocupando-se pelo facto de que as obras no Metro de Lisboa poderão vir a trazer alguns transtornos ao funcionamento da Linha.  Pode até ter alguma razão porque importa salvaguardar que quaisquer umas das medidas transitórias que aconteçam durante o prolongamento do Metro não se repercutam negativamente na vida dos cascalenses.
Mas em Lisboa e noutras cidades fazem-se obras estruturais para melhorar os transportes públicos enquanto em Cascais apenas se gastam elevadas verbas com a propaganda ridícula ao Mobi. De facto a publicidade é muita mas medidas efetivas para melhorar a circulação, dentro do concelho e deste para  outros destinos, não existem e até, pelo contrário, muito está a  ser feito para que a situação vá piorar bastante nos próximos anos.

Há quantos anos não são feitas novas rodovias e nem sequer são concluídas as que estavam previstas ? Onde estão os parques de estacionamento subterrâneos gratuitos para que os cascalenses possam utilizar o comboio ou deslocar-se nos centros urbanos ?  Onde estão as indispensáveis obras (viadutos e desnivelamentos) indispensáveis para resolver o congestionamento de várias vias nevrálgicas? Porque são autorizados mega empreendimentos, como os da entrada de Cascais ou o PPERUCS, sem adequadas contrapartidas para melhorar a circulação ? Quais são os projetos  estruturais por que a Câmara se bate para, a prazo, superar os problemas de ligação a Lisboa (Oeiras, por exemplo, defende duas novas estradas alternativas à A5, há quem defenda uma nova linha de comboio entre Alcabideche e Lisboa)? Como é que vai ser resolvido o caos da Marginal quando, a partir de 2019, houver mais alguns milhares de utentes em consequência do muito betão em construção (e em perspetiva) no litoral ?

Fazer marketing e ter protagonismo é fácil. Produzir obra é mais difícil mas é o que importa.

(Comentário à seguinte notícia)


no jornal 'O SOL'

Linha de Cascais desviada devido à expansão do metro

Estudo de Impacto Ambiental mostra que o prolongamento do Metro de Lisboa vai trazer várias perturbações à cidade. Linha de Cascais  terá de ser desviada.

O alargamento da rede do Metro de Lisboa vai trazer vantagens à mobilidade na cidade, não só para quem nela habita mas também para quem vive em zonas circundantes e se desloca todos os dias à capital para trabalhar. No entanto, antes de se chegar ao objetivo final, várias zonas da cidade - umas mais do que outras, e nem todas às superfície - vão transformar-se num verdadeiro estaleiro e prejudicar diariamente quem cruza as suas ruas. É isso que prevê o Estudo de Impacto Ambiental ao prolongamento da rede do Metro de Lisboa entre o Rato e o Cais do Sodré, em consulta pública até 22 de agosto, período no fim do qual a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) avaliará os resultados.

«Uma obra desta natureza implica um forte congestionamento no trânsito das vias próximas das frentes de obra obrigando a um planeamento cuidado para minimizar a perturbação na mobilidade local. Ainda assim, há situações que são difíceis de ultrapassar, obrigando a executar algumas intervenções para além da simples programação dos circuitos a utilizar», enuncia o documento. Uma dessas situações verifica-se, por exemplo, na zona ribeirinha, na Avenida 24 de Julho, onde a intervenção - que, aí, será executada a céu aberto - vai obrigar ao desvio da linha de comboio - a célebre Linha de Cascais, que traz e leva milhares de pessoas à capital todos os dias. Como se lê no Estudo de Impacto Ambiental, «é proposto o desvio da linha de comboio, sendo uma das vias desviada para Norte (Av. 24 de Julho) e a outra via para Sul (Rua Cintura do Porto de Lisboa)».

AO SOL, o presidente da Câmara Municipal de Cascais lamenta que, «mais uma vez», haja «uma dupla injustiça sobre os utilizadores da Linha de Cascais: são penalizados na sua mobilidade pela ausência de obras na Linha e são penalizados pelas obras noutras infra estruturas. Esta situação é insustentável num dos maiores eixos pendulares do país».

De facto, já há vários anos que a Linha de Cascais se debate com a falta de investimento, como nota Carlos Carreiras. «O problema da linha de Cascais, infelizmente, é a falta de investimento. Os congestionamentos que temos sofrido radicam na ausência de trabalhos e não pela sua existência». À falta de investimento, junta-se a recentemente noticiada redução do número de comboios, medida que começa a vigorar a partir deste domingo e que, à Lusa, o Ministério do Planeamento e das Infraestruturas justificou como uma «prática corrente no sector dos transportes».

Para o autarca, «os trabalhos do Metro, uma vez que se desvia a linha, são uma oportunidade para fazer o que é preciso fazer» na Linha de Cascais, considera Carreiras.

Mas outros problemas vão advir do prolongamento do Metro de Lisboa, cujo início está previsto já para o próximo ano, 2019. O projeto pretende criar duas novas estações, Estrela e Santos, ligando, numa linha circular, a atual linha verde a parte da linha amarela - no total, o projeto ronda os 266 milhões de euros e resulta de um financiamento por fundos comunitários e o Banco Europeu de Investimento (BEI). Com a intervenção deixará de ser necessário, por exemplo, mudar de linha quando se quer ir do Rato para o Cais do Sodré.

Para isso, de acordo com o estudo elaborado pela Matos, Fonseca e Associados, será necessário conviver diariamente com obras durante três anos e meio. No entanto, a «duração das atividades críticas em termos de ruído, vibrações e poeiras, terá uma duração de 1,5 anos em cada frente de obra», nota o documento, que dá conta ainda de que a maioria das frentes de obras «não requer ocupação da via pública».

Para os casos em que a intervenção será feita a céu aberto, prevê-se, ainda assim, um processo faseado. «As ocupações das zonas a céu aberto entre o Regimento de Sapadores Bombeiros e o Cais do Sodré (galeria a céu aberto, PV218 [poço de ventilação/saída de emergência complementar] e estação Cais do Sodré) será faseada, de forma a minimizar as áreas a ocupar na via pública e respetivas durações, e manter o trânsito de superfície e o funcionamento das ocupações de subsolo, recorrendo aos desvios provisórios que forem necessários», lê-se. Pois é: depois de mais de um ano de obras numa das zonas mais movimentadas da capital, terminadas em março de 2017, o Cais do Sodré vai novamente ser ocupado por brocas, carrinhos de mão e betoneiras devido à construção de um novo átrio poente na estação Cais do Sodré.

E quanto tempo até ao fim do processo? «Prevê-se que o projeto seja construído em cerca de 4 anos e estima-se que tenha uma vida útil de 100 anos», lê-se.

De resto, além de «perturbações temporárias na circulação (pedonal, automóvel e linhas de elétrico e comboio), em resultado da ocupação de espaços públicos e dos desvios de tráfego que será necessário realizar» e de «uma degradação da qualidade do ar, em resultado das movimentações de terras e da circulação de viaturas e maquinaria», espera-se um aumento do ruído «devido à realização de trabalhos à superfície, envolvendo operações e equipamentos ruidosos», a par de «nos edifícios mais próximos das frentes de obra» se poderem fazer sentir vibrações percetíveis pelos seus ocupantes.

Na zona da Escola Secundária Pedro Nunes, que será uma das afetadas devido à construção de um poço de ventilação/saída de emergência, aponta-se a possibilidade, caso o ruído o justifique, de se deslocarem as «salas de aula para contentores localizados nas traseiras do edifício principal». Tal como o Pedro Nunes, as zonas junto ao antigo Hospital Militar e ao Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG) serão particularmente afetadas.

A obra fica completa com a construção de dois novos viadutos - os atuais vão continuar ativos - no Campo Grande, para fazer a ligação entre as estações Cidade Universitária, Campo Grande e Alvalade e Telheiras, Campo Grande e Quinta das Conchas.

E as vantagens?

Já diz o ditado: depois da tempestade, vem a bonança, e neste caso não é diferente. Os quatro anos de obras vão trazer um conjunto de vantagens que também estão contempladas no Estudo de Impacto Ambiental.

Além das mais-valias óbvias trazidas pelas duas novas estações, o documento aponta melhorias ao nível da ligação entre os vários tipos de transporte coletivo. «Da população residente global potencialmente abrangida pela alteração do Metro, num total de 402.493 pessoas, 47,2% pertence ao grupo que apresenta um ganho de frequência e diminuição de transbordos, 47,2% pertence ao grupo que apresenta um ganho de frequência e opções de entrada e 5,6% apresenta um ganho de frequência em paralelo com aumento de transbordos», lê-se.

Prevê-se, também, que o prolongamento do Metro de Lisboa resulte na aquisição de novos e melhores hábitos na população, relativamente à mobilidade. «Verifica-se que a utilização do transporte individual, do autocarro e do elétrico tem uma redução significativa, ao passo que aumenta a utilização de outros modos de transporte coletivo (transporte fluvial e ferroviário), para além do Metro. Este resultado indicia que a introdução da Linha Circular poderá alterar a forma como os utilizadores percecionam a qualidade do transporte coletivo na cidade de Lisboa», lê-se. E as previsões traçam um panorama animador: «A estimativa do número de pessoas que deixará de utilizar veículo próprio é de 1.232.276 no primeiro ano de operação (38.545.108 passageiros no período de 30 anos). Considerando-se uma taxa de ocupação por veículo de 1,2, este valor corresponde a um pouco mais de 1 milhão de circulações em transporte individual que deixam de ser realizadas logo no primeiro ano».

Finalmente, uma vez que na nova linha circular os comboios vao andar a 60 quilómetros por hora, em vez dos atuais 45 quilómetros por hora, os tempos de percurso entre as estações vão diminuir. Além disso, «os tempos médios de espera irão ser inferiores em todos os casos, exceto na Linha Vermelha, no período de ponta da manhã, que se irá manter».

Ver o original aqui

Autoridades em lar ilegal em São João do Estoril depois de alerta de técnico do INEM

Não é para detetar e resolver estas situações que a Câmara e a Junta de Freguesia têm serviços de ação social, um vereador e muitos funcionários ? O que andam a fazer? É preciso ser o INEM a encontrar tais casos e a polícia a resolvê-los?
(comentário à seguinte notícia)

Os idosos procuram muitas vezes lares ilegais porque não têm posses para pagar outros. © Leonel de Castro/Global Média
Ver notícia em DN (aqui)

As autoridades detetaram esta quarta-feira, à tarde, um lar alegadamente ilegal, a funcionar na rua Ferreira de Castro, nas Areias, em São João do Estoril, e desde então que estão a procurar realojar, pelo menos 9 pessoas idosas, confirmou, a Cascais24, o Oficial de Serviço ao Comando Metropolitano da PSP de Lisboa (Cometlis). O alerta para alegadas irregularidades foi dado depois de um Técnico de Emergência Médica, em serviço na moto do INEM, ter sido chamado ao local para prestar assistência a uma idosa, que chegou mesmo a ser transportada à urgência do Hospital de Cascais. Não são conhecidos mais pormenores, sabendo-se, no entanto, que o lar funciona numa moradia e que nas operações de resgate dos idosos e presumível encerramento das instalações estão mobilizadas a Segurança Social, Serviço Municipal de Proteção Civil e a PSP.

Leia o artigo completo em CASCAIS24 (clique aqui)

Impacte Ambiental da Operação de Loteamento da Quinta dos Ingleses - Carcavelos

PEPERUCS001Posição do 'FÓRUM CARCAVELOS' na "discussão pública" sobre o Estudo de Impacte Ambiental relativo ao PPERUCS (Plano de Pormenor de Reestruturação Urbanística de Carcavelos-Sul)

Cascais prossegue a luta contra o PPERUCS

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 Um grupo de cidadãos independentes de Carcavelos-Parede, aos quais a 'Plataforma Cascais' se associa,  apelou à realização de uma manifestação contra a construção prevista para o litoral de Carcavelos. No Sábado, 17 de março,  às 14,30 é tempo de defender Cascais com qualidade de vida.


Em 27 de maio de 2014 a Assembleia Municipal de Cascais aprovou o Plano de Pormenor do Espaço de Reestruturação Urbanística de Carcavelos-Sul (PPERUCS) que possibilita, designadamente, a construção desmedida de toda a Quinta dos Ingleses.

Este projeto foi aprovado em Assembleia Municipal por um voto, contra a vontade da maioria da população de toda a Freguesia de Carcavelos e Parede numa sessão em que, embora mandatada pela Assembleia de Freguesia para votar contra o mesmo, a então Presidente de Junta, Zita Costa Silva, votou favoravelmente esta obra megalómana.

Este projeto vai arrasar o pinhal e descaracterizar toda a costa do Estoril, colocar em risco de desaparecimento a praia de Carcavelos, afetando severamente o comércio local e acabar com o único e último espaço verde significativo junto a uma praia urbana de toda a costa dos concelhos de Cascais e Lisboa.

Por esse motivo, o grupo "Independentes de Carcavelos e Parede” está a organizar uma manifestação para mostrar o desagrado em relação ao projeto previsto para a Quinta dos Ingleses e à invasão do betão que está em marcha.

Neste contexto, estão todos convidados a participar numa ação – a realizar no próximo dia 17 de março de 2018, pelas 14:30 horas – que visa mostrar o descontentamento por esta enorme inversão de valores. O ponto de encontro é na Avenida Tenente Coronel Melo Antunes - no parque de estacionamento, de apoio à antiga feira de Carcavelos.

O grupo "Independentes de Carcavelos e Parede” pretende:

- Que a Câmara pare com a evolução do projeto, imediatamente;

- Que faça uma ampla discussão pública, com a divulgação precisa do Plano e durante o tempo necessário ao esclarecimento dos munícipes;

- Pôr em discussão pública os estudos independentes sobre o impacto ambiental;

- Ouvir a população através de um referendo;

- Reverter o processo ou, na pior das hipóteses, reduzir a área de construção de forma significativa;

- Criar um grande espaço verde público junto à praia, onde predominem as áreas de lazer, bem-estar e desporto ao ar livre e a simbiose entre o Homem e a Natureza.

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Mais sobre a manifestação aqui

 
 

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