Município de Cascais

Câmara de Cascais ameaça despejar septuagenários com dois filhos em plena pandemia

No Bairro Calouste Gulbenkian (antigo bairro da Cruz Vermelha), em Alcoitão, um casal septuagenário com dois filhos estão a ser ameaçados pela Autarquia de Cascais, a abandonar a sua habitação em pleno período da pandemia.

Após a recente aquisição da autarquia de 60 fogos no Bairro Calouste Gulbenkian à Santa Casa da Misericórdia de Cascais, o executivo de Cascais, através da empresa municipal Cascais Envolvente, tem desenvolvido várias iniciativas junto dos moradores para que estes abandonem as suas casas.

 

O casal Sendas é um dos residentes mais antigos do bairro, habitam à cerca de 40 anos naquela casa, e juntamente com outros moradores tem sido pressionados para sair da sua habitação.

Aníbal Sendas, 74 anos, vários problemas de saúde (grau de incapacidade de 90%), está indignado com a posição da Câmara em forçar a família a sair da sua casa em plena pandemia.

Os filhos do casal, um rapaz de 18 anos e uma rapariga de 28 anos, com um grau de incapacidade de 62%, são as suas maiores preocupações em relação ao futuro incerto.

Segundo os moradores, uma funcionária da Cascais Envolvente ameaçou o casal “que tinham até ao dia 28 de Junho para sair da habitação, data em que voltará com a GNR“.

Foram já vários os moradores que cederam à pressão dos funcionários da Cascais Envolvente e acabaram por aceitar as propostas para saírem das suas casas.

O bairro Calouste Gulbenkian foi criado na década de 70 para alojar pessoas oriundas das ex-colónias e funcionários prisionais da Cadeia do Linhó tendo a gestão ficado a cargo da Cruz Vermelha Portuguesa.

Os prédios adquiridos pela Câmara de Cascais à SCMC foram construídos pela Cruz Vermelha Portuguesa, no início da fundação do bairro, e atribuídos aos atuais moradores.

Em 1989 os terrenos, que pertenciam ao património do Estado, são cedidos a titulo definitivo à Santa Casa da Misericórdia de Cascais, conforme publicação em Diário da República (DR), com a indicação expressa que os referidos terrenos se destinavam a “habitação social e ao reordenamento de um parque habitacional degradado com construções clandestinas, com a faculdade de serem alienados, de acordo com o protocolo que se encontra arquivado no processo desta Direção-Geral“.

O mesmo documento publicado em DR (auto de cessão a título definitivo) estabelece que “aqueles terrenos voltarão à posse da entidade cedente (neste caso ao estado) se lhe for dada aplicação diversa da que consta no presente auto“.

O protocolo referido no auto de cessação, e assinado com a associação de moradores, compromete a SCMC a legalizar os prédios, que foram construídos pela Cruz Vermelha, e a proceder à sua recuperação garantindo que os andares seriam adquiridos pelos moradores pelo preço do custo das obras.

Tal situação nunca veio a ocorrer tendo recentemente a SCMC vendido vários terrenos no concelho de Cascais num processo polémico que engloba o Bairro Irene entre outros.

O PortalCascais, em mail  enviado ao vereador da Habitação e Desenvolvimento Social, Frederico Pinho de Almeida, apresentou as seguintes questões:

  • Com que base legal a Câmara está a proceder ao despejo?
  • Se esta situação resulta de alguma acção de despejo?
  • Qual a legitimidade da Câmara?
  • E se quando a Câmara adquiriu os 60 fogos à Misericórdia de Cascais já tinha intenção de despejar os moradores.

Até à publicação deste artigo a nossa redacção não obteve qualquer resposta.

 

 

Ver original em 'Portal CASCAIS' na seguinte ligação:

https://www.portalcascais.pt/sociedade/camara-de-cascais-ameaca-despejar-septuagenarios-com-dois-filhos-em-plena-pandemia/

Itália começa a trabalhar em primeiro parque eólico flutuante do Mediterrâneo

(Comentário:
Se o Município de Cascais tivesse ideias sérias e não se preocupasse só em apoiar o negócio do turismo era no desenvolvimento de uma estratégia virada para o mar que há muito devia ter apostado. mas para isso era preciso ver mais além do que o despesismo para eleições locais)
 

O primeiro parque eólico flutuante do mundo começa a tomar forma...

Roma, 18 jun (Xinhua) - Os desenvolvedores italianos começaram a trabalhar em um plano de 750 milhões de euros (840 milhões de dólares americanos) que criaria o primeiro parque eólico flutuante do Mar Mediterrâneo.

O chamado projeto 7Seas Med envolverá 25 turbinas eólicas flutuantes produzindo até dez megawatts de energia cada. Eles estarão localizados a cerca de 35 quilômetros da costa da cidade siciliana de Marsala, mas não serão visíveis da terra.

As autoridades italianas disseram que é necessário investir no tipo de tecnologia de ponta que o parque eólico representa, apesar da queda nos preços do petróleo durante a pandemia de coronavírus que torna essa fonte de energia extraordinariamente barata.

"Um plano ambicioso como esse é um investimento nos próximos 25 ou 30 anos e, portanto, deve visar além de uma queda temporária nos preços do petróleo", disse à Xinhua, Edo Ronchi, ex-ministro do meio ambiente italiano que agora é presidente da Fundação para o Desenvolvimento Sustentável.

Ronchi disse que o plano da Sicília, que é uma joint venture entre desenvolvedores italianos e o Copenhagen Offshore Partners, que tem experiência na construção de tais projetos no norte da Europa, faz parte de um esforço mais amplo para aumentar a produção de energia renovável, conforme exigido pelos acordos ambientais da União Europeia.

"Para alcançar as metas europeias para 2030, a Itália precisa desenvolver 9.000 megawatts de nova capacidade de energia renovável até 2030 e, portanto, um projeto como este, que produzirá 250 megawatts de energia, é indispensável", disse Ronchi.

O desenvolvimento de parques eólicos flutuantes é baseado em uma nova tecnologia, que permite que as turbinas trabalhem em águas muito profundas para que as elas sejam construídas no fundo do mar. É o caso da área ao largo da costa de Marsala, onde a água tem 300 metros de profundidade. As turbinas eólicas em alto mar não podem ser efetivamente ancoradas no fundo do mar a profundidades superiores a 50 metros.

Segundo Luigi Severini, engenheiro sênior do projeto Sicília, o local de 25 quilômetros quadrados foi escolhido por causa da velocidade do vento.

"Esta parte da costa da Sicília e parte da costa da Sardenha tem o maior potencial de energia eólica em todo o Mediterrâneo", disse Severini em entrevista.

Tecnicamente falando, ele disse que outra vantagem das turbinas flutuantes é que elas podem ser movidas quando necessárias, embora isso seja improvável neste caso, uma vez que elas serão ancoradas longe de pistas marítimas ou áreas de pesca comercial.

Severini disse que os próximos passos do projeto serão avaliar os impactos ambientais e obter as permissões necessárias dos governos locais. Ele disse que as turbinas serão instaladas a partir de 2023 e começarão a produzir energia no ano seguinte.

A tecnologia TetraSpar que será usada no parque eólico já produz cerca de 600 megawatts de energia em todo o mundo, mas o projeto da Sicília será o primeiro a usá-lo no Mar Mediterrâneo.

Ver original em "XINHUA Português" na ligação seguinte:

http://portuguese.xinhuanet.com/2020-06/20/c_139153513.htm

Carlos Carreiras em repouso em casa depois de “ligeiro acidente isquémico”

Por Redação
19 junho 2020
O presidente da Câmara Municipal de Cascais, Carlos Carreiras, encontra-se em repouso na habitação depois de, esta quinta-feira, ter sofrido “um ligeiro acidente isquémico”.
 
Foi o próprio que deu a notícia na sua habitual página pessoal do Facebook.
 
“Ontem 5ª feira tive um ligeiro sobressalto, na verdade um ligeiro acidente isquêmico transitório (AIT) que consiste numa alteração da função cerebral que, normalmente, dura menos de uma hora e é causada por um bloqueio temporário do fornecimento de sangue ao cérebro e que provocou mal estar, desequilíbrio e tonturas”, revela Carlos Carreiras.
 
SegundoCascais24 apurou, o chefe do executivo de Cascais efetuou uma série de exames e de análises no Hospital Cuf, não tendo sido necessário ficar internado.
 
“Os resultados são muito favoráveis e sem sequelas”, anuncia, acrescentando que, “por recomendação médica” ficou esta sexta-feira em casa.
 
No post, Carlos Carreiras promete, finalmente, “voltar à linha da frente” na próxima segunda-feira.
 
Em consequência, o autarca cancelou toda a agenda e, inclusivamente, esta sexta-feira foi substituído no Conselho Municipal de Segurança pelo vice-presidente Miguel Pinto Luz.
 
Já em março do ano passado, Carlos Carreiras tinha sofrido um “susto”, conforme, então,Cascais24avançou em primeira mão, devido a sintomas de enfarte, o que o obrigou a ser transferido do Hospital Cuf Cascais para a unidade Infante Santo, onde chegou a permanecer internado.
 
Carlos Carreiras, que completou no passado dia 7 de junho 59 anos, é presidente da Câmara Municipal de Cascais desde 2011, depois de ter sucedido a António Capucho e ter ganho os dois mandatos seguintes com maioria pela coligação “VivaCascais”.
 
 
 
 
 

Ver o original em "CASCAIS24" na seguinte ligação::

https://www.cascais24.pt/p/blog-page_4464.html

Covid-19: autarca de Cascais diz que pode haver quase dois mil casos

(Comentário:

O Presidente da CM Cascais aproveitou o Covid-19 para fazer campanha eleitoral e gastar muito dinheiro dos contribuintes. Isso ajudou alguma coisa no que respeita à Covid-19 ? Muito pouco como, infelizmente, atesta a evolução dos números relativos ao concelho.

Entretanto houve quem fizesse muito bons negócios por aqui. A massificação de testes serológicos em Cascais  de pouco serve (excepto para aumentar os lucro dos laboratórios privados que os fazem). Basta ver os comentários de muitas pessoas no facebook de Carlos Carreiras para se perceber os equívocos e as perigosas ilusões que estes testes criam nos cidadãos.

Mas como a Carlos Carreiras não basta o frenesim mediático que tem conseguido vem, agora, fazer o mesmo número alarmista com que vários outros 'ilustres autarcas' conseguiram maior projeção na comunicação social. Ele é que sabe, os números do Ministério da Saúde estão errados e afinal Cascais já tem milhares de infetados.

É triste a irresponsabilidade e o recurso ao 'medo' com que estes autarcas alimentam as suas 'pequenas' ambições)

Carlos Carreiras faz esta afirmação depois de serem conhecidos os resultados de alguns testes serológicos à população. Os números oficiais apontam para menos de 800 infetados

testes cascais
 

O presidente da Câmara Municipal de Cascais, Carlos Carreiras, admite que possam existir 1.900 pessoas infetadas com Covid-19 no concelho, quando os números oficiais apontam para 789 casos confirmados, segundo a última atualização das autoridades locais, que difere da última atualização da Direção-Geral da Saúde (730 casos).

Segundo o que foi escrito pelo autarca através das redes sociais, esta hipótese baseia-se na realização dos testes serológicos à população cascalense.

Ao todo, estão programados cerca de 20 mil testes, dos quais 6.500 já foram realizados. Carlos Carreiras revela que apenas 59 dos cidadãos testados acusaram positivo para algum tipo de contacto com a doença Covid-19, o que corresponde a 0,9% dos testes serológicos feitos.

Esta percentagem de cidadãos embora seja um número muito reduzido está em linha com o estudo realizado por amostragem que deu 0,7%, bem como com outros estudos europeus que apresentaram resultados entre 0,7% e os 1,1%", refere o autarca.

Foi o próprio Carlos Carreiras a fazer as contas, revelando que, se a taxa de incidência do vírus em Cascais for de 1%, isso significa que podem estar infetados 1.900 dos 214 mil habitantes do concelho.

O autarca refere que "este raciocínio vale para Cascais como para todo o país e significa que há muitos que não apresentam sintomas e que vamos ter de viver com o vírus ainda mais uns meses".

Aprender a viver com o vírus é respeitar as regras básicas de utilizar máscara, cumprir com o distanciamento social e observar todas as condições de higiene que tem sido recomendadas", acrescenta na publicação.

https://www.facebook.com/CarlosCarreiras/posts/3007127602727515?__xts__

 

 

Veja aqui a notícia

A educação e a realidade social do concelho de Cascais

Comentário:
Há quem se especialize em ver a realidade de pernas para o ar. Neste artigo, um assumido 'liberal', militante de um partido com algumas raízes iniludivelmente alimentadas pelo fascismo, sinaliza meia dúzia de verdades para, convenientemente, lê-las invertidas e concluir (erradamente) como lhe interessa .
De facto Cascais é o concelho do país com maior percentagem de alunos no Ensino Privado. Essa realidade, construída durante décadas, acontece por várias razões nomeadamente a existência, no concelho, de uma bolsa significativa de muito-ricos que querem pagar pela frequência de estabelecimentos particulares seletivos (mais ou menos,elitistas) e, sobretudo, porque os colégios têm beneficiado ao longo dos anos de muitos apoios extraordinários dados pela Câmara (subsídios, terrenos, instalações, promoção, etc) em contraponto a uma Escola pública subtilmente ostracizada.
 
Mas também é verdade que o crescimento local do setor privado se deve a várias dificuldades de resposta da Escola pública no concelho.
Durante anos a Câmara de Cascais foi a única, no país, que se recusou a utilizar os dinheiros disponibilizados pelo Estado (central) para expandir a rede pública de Jardins de Infância. Consequentemente prevaleceu no apoio à infância um enorme défice de resposta gratuita e de qualidade que foi sendo aproveitada pelos colégios, muitas vezes com apoios financeiros do erário público por via camarária.
Demasiadas instalações das escolas públicas de Cascais não tiveram, durante anos, a resposta que a Câmara deveria ou teria podido dar para solucionar problemas. São muitos os exemplos de obras que se arrastaram sem concretização, de instalações provisórias degradadas que se perpetuaram e de carências que não foram supridas nas escolas públicas em contraste com a disponibilidade com que a Câmara sempre tem acolhido a criação de novos colégios ou o apoio a remodelações, 'inovações' e 'projetos' dos já existentes.
 
A Escola pública em Cascais tem reconhecidas dificuldades por ter sido transformada numa "escola para os mais pobres" com todas as consequências sociais e educacionais que tal comporta. É significativo (como Miguel Barros reconhece) que, em geral, os alunos das escolas públicas de Cascais têm carências de apoio social escolar ao nível das situações mais precárias do país. Os exemplos que dá, nomeadamente de uma escola de Alcabideche que apresenta uma frequência social idêntica à de uma outra na Cova da Moura  ou do bairro da Jamaica, são apenas ilustrativos do que se passa em quase toda a rede de escolas públicas do concelho.
O ambiente e as condições de trabalho nas escolas públicas de Cascais ressentem-se deste processo histórico que, no concelho, as 'guetizou' como o  'parente pobre' complementar de uma rede de colégios lucrativos onde muitos pais, não apenas de 'classe média', fazem enormes esforços para manter os filhos atentos às dificuldades da Escola pública local.
 
É desta realidade que o ilustre liberal pretende concluir uma série de aparentes 'verdades' lapalicianas que mais não são do que mentiras inúmeras vezes repetidas.
Tem a vantagem de dizer, preto no branco, qual é o real ideário da direita, tantas vezes travestido de benevolentes preocupações sociais.
A conversa fiada sobre a excelência da gestão privada (de que provavelmente a Banca ou a PT são dos exemplos mais frutíferos), sobre a 'liberdade de escolha' (de que o vampirismo dos hospitais privados tem sido um claro indicador) e sobre o papel apenas regulador e fiscalizador do Estado (com a eficácia 'regulatória' que se tem visto face aos negócios 'concorrenciais' das gasolinas, da telecomunicações, das seguradoras, das empresas de comunicação etc etc etc) é apenas o disco rachado do neoliberalismo serôdio da ideologia dominante.
 
Mas, afinal, o que este porta-voz do liberalismo pretende é o mesmo de sempre: que o Estado (central ou local) seja o transfusor do dinheiro coletado a todos os cidadãos para o lucro privado de uns pouquíssimos (ditos "empreendedores).
Já cansa esta aristocrática convicção liberal de que o Povo é burro.
 
 
 


Colégio do Amor de Deus - Cascais | Cerimónia do hastear da...

O ensino básico e secundário em Cascais é um espelho da realidade social do concelho.

Cerca de 44% dos alunos dos três ciclos do ensino básico que frequentam escolas no concelho de Cascais, fazem-no no ensino privado, um valor muito superior ao dos concelhos limítrofes de Sintra (10%), Oeiras (13%) ou Lisboa (37%) (dados do Ministério da Educação, para o ano letivo de 2017/2018).

No ensino secundário os valores são mais baixos, mas mesmo assim significativos, com 29% dos alunos em Cascais nesse nível a frequentarem o ensino privado.

Em Cascais há uma clara preferência pelo ensino privado.  Isso é facilmente explicado pela grande variedade de oferta e pela saudável concorrência na oferta formativa e na atração dos melhores alunos. Ao mesmo tempo as famílias dispõem de uma ampla escolha (se para isso tiverem capacidade financeira) do tipo de ensino que desejam para as suas crianças.

No entanto, para muitas destas famílias, que optam pelo ensino privado em detrimento do público, este investimento na educação das suas crianças é um duplo esforço financeiro: por via dos seus impostos sustentam o ensino público (que não utilizam) e por via da mensalidade pagam o ensino privado (que preferem).

Para as famílias sem capacidade financeira resta apenas, por motivos estritamente ideológicos, uma escola do ensino público, escolhida administrativamente pelo Estado com base normalmente em critérios geográficos de residência ou local de trabalho dos encarregados de educação.

O resultado é uma segregação social fortíssima, precisamente o oposto da mobilidade e da inclusão social que se deseja.

Em Cascais, um dos concelhos de maior poder económico em Portugal, a escola básica de Alcabideche e a escola básica e secundária Matilde Rosa Araújo (em S. Domingos de Rana) tinham, respetivamente, 63% e 62% dos alunos a receber apoio social escolar, uma percentagem muito superior aos alunos que recebem apoio social escolar nas escolas próximas do Bairro da Jamaica no Seixal ou do Bairro da Cova da Moura na Amadora.

Deveria ser possível cada cidadão escolher que escola quer, privada ou pública, para os seus filhos, com a parte da mensalidade equivalente ao custo no ensino público paga pelo Estado.

Se as escolas públicas deixarem de ter alunos, que fechem ou mudem de gestão. Os impostos são fruto do trabalho dos cidadãos, a escolha devia ser deles, e não de um qualquer burocrata administrativo facilmente influenciável pelo ruído de associações sindicais controladas pelo PCP.

Ao mesmo tempo, é preciso enterrar o preconceito ideológico de que a escola é melhor gerida pelo Estado.

Em Cascais temos um exemplo paradigmático, neste caso o hospital, em que são privados que melhor gerem um serviço público. Temos de ter as nossas escolas públicas geridas por quem melhor sabe gerir escolas, sejam privados, públicos ou outra coisa qualquer.

Em paralelo, o Estado tem de reforçar o seu papel como regulador forte e supervisor exigente das escolas (públicas ou privadas), em articulação com as comunidades locais, garantindo a qualidade do ensino, a igualdade no tratamento dos alunos, a não discriminação e a segurança dentro e fora das escolas.

Temos de ser ambiciosos, só assim podemos fazer um bom trabalho. Temos de colocar a educação básica e secundária como uma das prioridades do concelho permitindo que qualquer criança, independentemente da zona onde mora ou do rendimento do agregado familiar, possa ambicionar estar na melhor escola de Cascais.

E devemos também trabalhar para que, em Cascais, tenhamos as melhores escolas do país.

 

Miguel Barros

 

Ver original em 'Portal CASCAIS' na seguinte ligação:

https://www.portalcascais.pt/analise-politica/miguel-barros/a-educacao-e-a-realidade-social-do-concelho/

Esclarecida a certificação das máscaras João Cordeiro queixa-se de perseguição política

18 mai, 2020 - 22:51 • Pedro Mesquita , Filipe d'Avillez 

in Radio Renascensa

O farmacêutico defende que a questão da certificação das máscaras está resolvida, mas não é claro ainda se podem ser distribuídas ou se é preciso esperar pela "luz verde" da ASAE.

Falta de certificação em cerca de três milhões de máscaras encomendadas pelo Governo. Foto: Pascal Rossignol/Reuters

João Cordeiro garante à Renascença que a questão das máscaras sem certificação já está clarificada e diz que a polémica em que se viu envolvido se deve a perseguição política.

Em causa está uma parte das três milhões de máscaras encomendadas pelo Governo e importadas da China por várias empresas, de acordo com contratos de ajuste direto. A empresa farmacêutica de João Cordeiro, a Quilaban, é responsável por uma parte dessa encomenda.

“Neste momento, como esperávamos, temos a situação totalmente clarificada. A empresa polaca que emitiu as certificações foi sujeita a várias falsificações de certificados e anulou todos os certificados que tinha emitido no mês de março e emitiu novos certificados, certificados esses que correspondem efetivamente à data em que as máscaras foram produzidas.”

Esclarecida a situação, importa agora saber se as máscaras já podem ser distribuídas. João Cordeiro diz que a questão não é clara, nem é nada com ele.

“As máscaras foram validadas pelos serviços partilhados do Ministério da Saúde, foram validadas pela DGS, mas infelizmente a entidade que tutela esta matéria, a ASAE, não esteve presente na reunião”, explica. Sobre se podem ser distribuídas, diz que “isso depende da decisão dos serviços partilhados e da DGS, se vão aguardar por uma decisão da ASAE, ou se vão assumir responsabilidades, isso já não é connosco.”

Perseguição política e farmacêutica

João Cordeiro lamenta a polémica que se desenvolveu em torno deste assunto, mas diz que no que lhe toca está a ser vítima de um acerto de contas pelo seu papel na introdução dos medicamentos genéricos em Portugal.

“Não tenho dúvidas que há aqui um acerto de contas. Quando fui presidente da Associação Nacional das Farmácias, defendi sempre a introdução dos medicamentos genéricos o mais rapidamente no mercado. Os verdadeiros problemas estão nos interesses que eu ataquei, porque durante 12 anos o mercado de genéricos não existiu por vontade exclusiva dos responsáveis políticos e da própria Assembleia da República, cuja Comissão de Saúde foi várias vezes alterando a legislação, sempre, mas sempre, a favor dos interesses da indústria farmacêutica”, diz, acrescentando que se refere a todos os partidos.

Em causa, diz, estão valores na ordem dos 4.800 milhões de euros. “Porque 400 milhões de euros de poupança vezes 12 anos em que não existiu mercado genérico, faça as contas.”

Mas João Cordeiro não se fica por aí, e diz que também está a ser vítima de um aproveitamento político de Carlos Carreiras, o presidente da Câmara de Cascais, onde Cordeiro foi vereador, pela oposição, durante quatro anos.

“Sempre estivemos muito tranquilos sobre esta matéria, lamentamos o aproveitamento que algumas pessoas fizeram. Em especial pessoas muito ligadas à Câmara de Cascais, que ainda hoje não se esqueceram do que foi a minha atuação durante a vereação de que fiz parte na Câmara de Cascais, denunciando gravíssimos problemas que se passaram na Câmara de Cascais. Houve um aproveitamento político do Dr. Carlos Carreiras, como é óbvio.”

Feita esta acusação, a Renascença contactou Carlos Carreiras, que reagiu dizendo que a acusação de Cordeiro não o surpreende. “Nós habituámo-nos ao mau perder do Dr. João Cordeiro durante quatro anos em que só fez insinuações, mentiras e participações. Em todas elas ficou demonstrado que a Câmara Municipal de Cascais tinha cumprido escrupulosamente não só as regras de boa gestão como também de procedimento legal.

“A mim não me surpreende nada essa atitude por parte do Dr. João Cordeiro”, conclui.

Veja aqui a notícia


Na página de um blogue criado pelo movimento de Carlos Carreiras para as 'campanhas sujas' contra quem critique a política do presidente camarário:
 
cascais em reflexão
 
 
 

COVID19. Carreiras revela “pressões” para reabrir Aeródromo de Tires

Por Redação
14 maio 2020
O chefe do executivo de Cascais, Carlos Carreiras, denunciou ter recebido nos últimos tempos “pressões” para reabrir ao tráfego aéreo o Aeródromo Municipal de Tires, encerrado na sequência das medidas de prevenção ao Covid19 no concelho e, na última reunião do executivo, revelou mesmo ter recebido um telefonema governamental a pedir uma “autorização especial” para que o espaço fosse aberto à linha aérea regional “Sevenair”, por forma a que membros do Governo pudessem embarcar com destino a outros pontos do País.
“As pressões têm sido muitas para reabrir o aeródromo em que uma grande maioria dos funcionários têm estado em teletrabalho, com todos os rendimentos assegurados”, revelou Carlos Carreiras que, simultaneamente, anunciou a sua reabertura para a próxima segunda-feira, dia 18, à semelhança da Marina de Cascais.
O presidente da Câmara Municipal de Cascais adiantou, mesmo, que ainda no dia 4 foi contatado “telefonicamente pelo chefe de gabinete do Secretário de Estado das Infraestruturas Aeroportuárias, porque havia um pedido da “Sevenair” para fazer um segundo voo, contratado pelo governo, mas que implicava que o aeródromo tivesse que funcionar até às oito da noite”.
O Secretário de Estado pretendia uma autorização especial de Carlos Carreiras para o voo regional.
“Ao que parece, a grande pressão que existe sobre a Sevenair tem a ver com alguns membros do Governo, dois ou três, que precisam de sair mais tarde de Lisboa e necessitam deslocar-se para outros pontos do País servidos por essa via regional”, concluiu Carlos Carreiras.
Por também depender da Autoridade Nacional de Aviação Civil (ANAC), a "autorização especial" não foi concedida.
 
 

Ver o original em "CASCAIS24" na seguinte ligação::

https://www.cascais24.pt/p/blog-page_5992.html

Cascais: negócios e abutres

(Comentário:
O debate sobre os ajustes diretos pode ser esclarecedor. No que à Câmara de Cascais respeita os gastos agora em causa são apenas uma parcela de um despesismo mal controlado que há muito pauta o funcionamento camarário.
Já agora, nesta matéria em tempos de Covid-19, seria também útil avaliar a natureza do negócio entre a CMC e os laboratórios de análises clínicas nomeadamente o de Germano de Sousa que tanta autopromoção publicitária tem feito à custa do erário público)
 

 

Ajustes diretos. PS contra-ataca PSD e assesta baterias a Cascais

 
 
 

Deputados socialistas questionam autarquia liderada por Carlos Carreiras sobre ajustes diretos de 10 milhões.

Depois de Rui Rio ter questionado António Costa sobre os contratos sem concurso público realizados pelo Ministério da Saúde (e pela Direção Geral de Saúde), no valor de dezenas de milhões de euros, no âmbito do combate à pandemia de covid-19 e de ter centrado nesse tema o último debate mensal com o primeiro-ministro no Parlamento, um grupo de deputados socialistas – entre os quais um dos representantes do PS na Assembleia Municipal cascalense – resolveu questionar Carlos Carreiras sobre os ajustes diretos feitos pela autarquia nas últimas semanas e que ascendem a 10 milhões de euros.

Recorde-se que António Costa, em resposta a Rui Rio, começou por dizer que quem questiona agora os ajustes diretos são os mesmos que condenaram as burocracias da contratação pública que obstaculizavam a existência de material de proteção e de combate à pandemia absolutamente essencial. E disse, inclusivé, que estaria ao lado dos autarcas que viessem a ser acusados de terem tomado a mesma opção em nome da defesa da saúde pública e dos seus munícipes.

Os deputados socialistas enviaram um requerimento ao presidente da Assembleia da República a questionar a Câmara de Cascais sobre 14 ajustes diretos adjudicados à Enerre Lda.

Miguel Matos, Ricardo Leão, Edite Estrela, Romualda Fernandes e Fernando Anastácio solicitam ainda o acesso a documentos, de forma a perceberem qual a razão para a “concentração de ajustes diretos” a esta empresa. Em resposta, num artigo de opinião que publicamos nesta edição do i, o presidente da Câmara de Cascais, Carlos Carreiras, escreve que “o desconfinamento está a chegar” e “com ele, regressados das suas quarentenas confortáveis, abutres sobrevoam a paisagem nacional à espera de ficar com os despojos mediáticos e políticos da crise” (ver pág. 24).

Os deputados socialistas sublinham que o valor em causa é “a quase totalidade das aquisições de bens de resposta à pandemia covid-19” por parte da autarquia, sendo 511 vezes superior “ao valor limite de ajustes diretos habitualmente permitido”. E lembram que foi Rui Rio quem, na sequência do referido debate parlamentar, sugeriu que o Ministério Público estivesse “muito atento” às adjudicações a empresas neste período.

“Perante este cenário e a invulgar concentração de ajustes diretos a uma só entidade, com todos os riscos, logísticos e não só, que isso acarreta, importa esclarecer o público se, de facto, o município de Cascais recebeu, por sua iniciativa ou iniciativa dos próprios, propostas de outros agentes económicos e se estas propostas estavam bem formuladas, se tinham um custo ou preço menor do que os praticados pela adjudicatária, Enerre, e se havia algum outro motivo para excluir ou preterir estas propostas em prol da proposta apresentada pela Enerre”, refere o documento.

 

Veja aqui a notícia


 

Não me escondo atrás de máscaras

13/05/2020

Dou a cara pelos meus cidadãos, por Cascais e por toda a sua resposta à crise. Dei a cara pela AML. Não dou, nem darei nunca, nem a cara nem a máscara pelos interesses económicos instalados.

Portugal experimenta, há três meses, a pior pandemia de que alguém tem memória. O desconfinamento está a chegar. E com ele, regressados das suas quarentenas confortáveis, abutres sobrevoam a paisagem nacional à espera de ficar com os despojos mediáticos e políticos da crise.

Um grupo de cinco deputados do Partido Socialista à Assembleia da República – Miguel Matos, Ricardo Leão, Edite Estrela, Romualda Fernandes e Fernando Anastácio –, a coberto de um expediente parlamentar, fizeram o obséquio de tornar público que tinham dirigido um “requerimento”, que ainda não recebi, mas cuja existência me foi dada a conhecer por uns pasquins digitais, onde se coloca uma série de dúvidas sobre o processo de aquisição de material de proteção individual por ajuste direto, feito pela Câmara de Cascais a uma empresa – que, de resto, já foi objeto de amplo escrutínio no espaço público. Processo em que a Câmara cumpriu todos os dispositivos legais e que será, naturalmente, avaliado pelo Tribunal de Contas.

Sentir-me-ia lisonjeado por tão súbito interesse de uma mão-cheia de deputados socialistas em Cascais não fosse dar-se o caso de o requerimento ter sido passado à comunicação social, com elevadas doses de insinuação, antes mesmo de ter chegado ao destino.

A narrativa utilizada e o modus operandi insidioso são reveladores de graves vícios políticos e da falta de caráter de quem os pratica.

Em primeiro lugar, a incompetência. Os senhores deputados têm o dever de conhecer o regime de exceção previsto pelo decreto-lei 10-A/2020. Ou será que não estudaram, na sua plena extensão, os atos legislativos que, em primeira mão, têm o dever de fiscalizar no âmbito das suas funções representativas?

Em segundo lugar, a incoerência. Os senhores deputados suspeitam dos processos de ajuste direto em Cascais, na ordem dos 3 milhões de euros, quando o Governo do seu partido usou de um procedimento semelhante para pagar múltiplos de três milhões de euros por equipamentos de proteção individual que ainda nem chegaram ao país. Espero pelo dia em que os média reportem a ação de um expedito grupo de deputados socialistas que exija ao Governo de António Costa explicações sobre os seus ajustes diretos. Afinal de contas, é para fiscalizar o Governo que estes senhores são eleitos.

Em terceiro lugar, a inconsistência. Todos eleitos pelo círculo de Lisboa, deveriam estes senhores deputados saber que a fatia de leão dos 14 contratos por ajuste direto, avaliados em mais de 10 milhões de euros – e que tantas dúvidas lhes parecem sugerir – teve como destino a totalidade das câmaras municipais da Área Metropolitana de Lisboa (AML). Câmaras do PS, do PSD e do PCP, cujos eleitores estes deputados supostamente representam. Percebe-se assim que não fazem ideia de como os seus constituintes se protegeram da crise. Mas eu explico: foi também através de Cascais, e das encomendas que atempadamente colocámos no mercado, que os cidadãos e profissionais de saúde, de lares de idosos e de forças de proteção civil da AML tiveram equipamentos de proteção individual contra o maldito vírus a tempo e horas.

Em quarto lugar, o tribalismo. Com o objetivo de lançar suspeitas sobre a Câmara de Cascais, boa parte da narrativa expositiva dos deputados socialistas é apoiada num artigo da revista Visão assinado por José Reis Santos. Historiador, articulista e sócio de uma empresa de brindes na Hungria, José Reis Santos garante no seu artigo (que respalda as dúvidas socialistas) ter apresentado à Câmara de Cascais uma proposta mais vantajosa para a aquisição de EPI’s – oferta que a autarquia teria ignorado para favorecer uma outra empresa. Cascais nunca recebeu tal proposta. E eu nunca tinha ouvido falar do sr. Reis Santos. Ao contrário dos deputados do PS, que certamente conhecem Reis Santos dos tempos em que ele era “ativista socialista europeu” e apoiante de José Sócrates, estando envolvido na sua reeleição como primeiro-ministro em 2009. Que ironia política suprema: na ânsia de acusar a câmara de favorecimento, deputados do PS socorrem-se das dores de um desfavorecido socialista a quem, certamente, os poderes públicos tinham o dever de ter provido um ajuste direto. Isto é a o grau zero da credibilidade política.

 
 
 

Fim de Emergência… (?)

 

Por opção, decidi não partilhar artigos de opinião no período de emergência que o país atravessou, tendo hoje, data em que escrevo, passado a estado de calamidade.

Assim, e ultrapassada que está esta primeira fase da Pandemia, cumpre olhar para o que foi feito, e como foi feito, e analisar à luz dos números e dos factos.

Cascais tem o 3º maior poder de compra per capita do país (fonte INE).

Cascais, em 2018, apresentou o 3º orçamento mais elevado, em Portugal, com um total de 219 Milhões de euros, apenas superado por Lisboa e pelo Porto (1º e 2º respetivamente).

70% das receitas do município têm origem em impostos e taxas cobradas aos seus cidadãos. Já quanto a despesas, Cascais ocupa também a 3ª posição, com um total de 185 milhões de euros no ano de 2018. Saldo positivo de quase 34 milhões de euros.

Ora se numa ótica empresarial seriam valores finais de orgulhar o acionista, numa ótica de entidade pública significa que há dinheiro que não está a ser aplicado e que podiam diminuir a cobrança de taxas e impostos. Em resumo, há recursos financeiros que não estão a ser capitalizados, nem colocados ao serviço do bem-estar da população.

Mas passemos para outros números… 850 mil máscaras que Cascais comprou (com dinheiros públicos, ou seja de todos quantos pagam impostos em Cascais) para serem utilizadas pela população e aumentar o nível de proteção da população.

O que tinha tudo para ser uma excelente medida, ficou-se pelo mais ou menos, pois as máscaras foram entregues, pasme-se, a IPSS para que estas pudessem vender (!?!?!?!?) à população a preço reduzido (0,70 euros cada).

Ou seja, ao invés de entregar as máscaras aos seus munícipes, uma vez que foram pagas com as receitas do município, que advêm em 70% de impostos dos seus munícipes, decidem aproveitar a situação para financiar algumas IPSS num valor que ascende a 650 mil euros.

As IPSS agradecem, e os residentes no município pagam duas vezes: com os seus impostos e com o pagamento à IPSS. E se considerarmos que são IPSS que já de si dependem fortemente do erário público para existirem e realizarem as suas funções, então vemos que há uma duplicidade de apoios.

Acresce que este último financiamento fugiu ao controlo da Assembleia Municipal (AM), mascarado de medida de exceção.

E quanto aos controlos democráticos da ação da autarquia, vemos que o Sr. Carlos Carreiras aproveitou a presente situação excecional para ele próprio se colocar em exceção, não dando o devido reporte à Assembleia Municipal dos gastos “extraordinários” que ia fazendo.

Qualquer alteração ao orçamento aprovado tem, legalmente, que ser aprovada pela AM. Este é outro facto a somar aos que já elenquei no início deste artigo.

Para que não se pudesse utilizar como desculpa uma suposta rigidez democrática que impedisse uma rápida e eficaz resposta às necessidades públicas, a Assembleia da República aprovou uma Lei (Lei 6/2020, de 10 de Abril) por unanimidade, e com efeitos a 12 de Março, que conferiu às Câmaras Municipais, e aos seus Presidentes, um conjunto meios legais para defender o interesse das populações. Apenas tinham que ir dando conhecimento às respetivas Assembleias Municipais das medidas tomadas para fazer face à emergência.

Ali se incluía a hipótese das Juntas de Freguesias aceitarem doações de bens (máscaras, luvas, etc) para dar resposta às necessidades das populações no combate à pandemia e prevenção da propagação da doença.

E aqui escrevo, não por ouvir dizer, mas por ser membro da AM de Cascais, com muita honra e responsabilidade, eleito pelo Bloco de Esquerda. Não foi remetida aos Grupos Municipais com assento na AM de Cascais, dentro das 48 horas subsequentes, as medidas tomadas para combater a pandemia e que deveriam ter sido comunicadas.

Tudo o que os eleitos foram sabendo, foi através da Comunicação Social.

Uma falha democrática grave do executivo camarário, que foge ao controlo e à transparência. Mas transparência não é algo a que o Sr. Carlos Carreiras e o seu executivo nos tenham habituado. Antes pelo contrário.

E pergunto, como já o fiz na Assembleia Municipal que decorreu por videoconferência no passado dia 15 de Abril: porque não foram as máscaras entregues às Juntas de Freguesia para serem distribuídas à população? É esse o órgão democrático mais próximo das populações, pelo que fazia todo o sentido que fossem essas autarquias locais a distribuir as mascaras. Não as IPSS, e não para venda.

Defendo que se oferecesse uma elevada quantidade de máscaras às IPSS, sem possibilidade de revenda, para que fossem distribuídas pelos lares e funcionários que continuaram, e bem, a cumprir as suas funções de apoio social… mas nunca para venda.

Na Assembleia Municipal de Abril, como acima fiz referência, o Executivo municipal falhou em trazer assuntos extraordinários para uma assembleia que foi convocada sob esse espectro, o da situação extraordinária que vivemos e das medidas extraordinárias que seriam necessárias. Ali acabou-se por apreciar 20 pontos, dos quais apenas 2 eram de facto urgentes e extraordinários.

Não devemos, com base nesta pandemia, unirmo-nos num unanimismo fictício, de medidas populistas e a fugir ao controlo democrático. A democracia não foi suspensa (por muito que alguns o queiram e o tentem) nem tão pouco a nossa obrigação de fiscalização e controlo democrático das ações executivas.

No que me diz respeito, e ao Bloco de Esquerda em Cascais, estaremos atentos, como sempre, na defesa dos interesses do município e dos munícipes, escrutinando a ação da Câmara, como nos compete.

Termino com um agradecimento a todas e todos trabalhadores municipais, todas e todos trabalhadores dos serviços de saúde, todas e todos dos serviços de segurança, que têm sido um exemplo de dedicação à causa pública e de serviço ao próximo… MUITO OBRIGADO! Desde sempre que sabemos do vosso valor!

 

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Cascais vai transformar parques urbanos em praias

(Comentário:

A Câmara de Cascais é muito incompetente em adotar medidas que melhorem a vida no concelho. Quase nada de estrutural tem sido feito neste território em acelerada betonização e desqualificação. Essencialmente a Câmara existe para a turistificação e para a subsídiodependencia.

Mas há uma coisa em que a Câmara é muito competente: dar nas vistas. Reconheça-se a sua capacidade para fazer 'fogachadas' e eventos que façam a comunicação falar sobre a Câmara e, sobretudo, sobre os seus dirigentes. Neste 'marketing' a Câmara esbanja Milhões.

Sistematicamente a Câmara tem promovido, direta e indiretamente, a destruição das zonas verdes. A resposta às necessidades de lazer é mínima e despesista mas, agora, para dar que falar anuncia que vai pôr os cascalenses com toalhas nos jardins. Talvez na Quinta Patiño ou na Quinta da Marinha porque o maior espaço verde que restava, a Quinta dos Ingleses, está reservado para construir torres de betão à beira mar.

E andam a gastar dos nossos impostos com estas 'brincadeiras'!)

 

 

cascais praia01

E se em vez de estender a toalha no areal a estendesse num parque verde? Em Cascais, estão a adaptar-se os parques urbanos a praias — sem areia, mas com água. Medida visa retirar pressão do litoral, uma vez que a lotação das praias será limitada devido à pandemia.

 
 

A Câmara de Cascais está a preparar os seus parques urbanos para criar pequenas praias, com zonas de água. Não, não haverá areia, e em vez de estender a toalha no areal poderá estendê-la nos relvados de 18 áreas verdes do concelho. E poderá refrescar-se em estruturas com água, colocadas especialmente para o efeito.

A medida visa “tirar pressão do litoral” face à fixação de limites da lotação das praias, que serão impostos devido ao surto da covid-19 e dar alternativas a quem não conseguir um lugar na areia, explica a vereadora com o pelouro do Ambiente, Joana Balsemão. 

A iniciativa “Faça praia no parque” arranca já esta sexta-feira, naquela que será uma experiência “piloto” em quatro parques: Parque Marechal Carmona, na vila, a Quinta da Alagoa e a Quinta de São Gonçalo, em Carcavelos, e o Parque do Penedo, em São Domingos de Rana.

Por isso, cada parque terá uma lotação máxima e haverá regras para a fruição do espaço: à chegada ao parque, cada pessoa ou família será encaminhada para um local, que estará delimitado. Esse espaço terá uma lotação, calculada com base na área útil (excluindo áreas florestadas e lagos) do parque, sendo que cada pessoa deverá ter para si cerca de 12 metros quadrados. 

A câmara está também a montar as “estruturas de refrescamento”, que funcionarão por aspersão de água da rede, para garantir a sua qualidade. Todo o processo está a ser acompanhado pela delegada regional de saúde, nota Joana Balsemão. E como esta iniciativa é, para já, considerada uma experiência piloto, o município quer fazer questionários aos utentes para perceber o que pode ainda “afinar”. 

Para assegurar que todos os veraneantes que quiserem ir estender a toalha ao parque terão acompanhamento, o município está a reforçar o número de voluntários. Neste momento, detalhou a vereadora, são já uma equipa com 180 jovens voluntários, que estão um pouco por todo o território, incluindo parques, paredão e praias, “que vão sensibilizando os utentes relativamente às regras de uso destes locais. Eles vão ser um alicerce importante desta iniciativa”, sublinhou. 

Na semana passada, a autarquia anunciou a reabertura do paredão e dos parques do concelho, depois de quase dois meses encerrados. A nota de reabertura veio acompanhada com alguns conselhos, que apelam a que seja mantida a distância física de dois metros entre pessoas e que se evitem os ajuntamentos com mais de dez pessoas, nestes espaços. No caso dos parques e espaços verdes, estes têm agora uma lotação máxima e não é permitida a utilização dos parques infantis nem dos bebedouros.

No paredão, a câmara aconselha a que siga os sentidos de circulação, mantendo o distanciamento. A prática de actividade física com mais de uma pessoa é permitida, mas não poderá circular de bicicleta. Por agora, o acesso às praias é permitido, mas ainda não se pode estender no areal. Quem for praticante de desportos na água também pode regressar à actividade. 
 
 
 

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Pinto Luz contraria posição de Rio sobre media e lamenta demissões no Instituto Sá Carneiro

(Comentário:
Independentemente das suas boas, ou más, características pessoais (que, por princípio, merecem, relativamente a qualquer um, respeito e reserva) o político Miguel Pinto Luz é um exemplo típico dos dirigentes partidários produzidos 'em aviário'. Nasceu para a vida social numa qualquer J onde aprendeu os 'truques' todos da politiquice (não confundir com Política), cresceu no exercício de cargos e conspirações partidárias, especializou-se no uso da politiquice para singrar na vida. O culto do mediatismo faz parte da sua existência e por isso não perde qualquer pretexto para ter exibição pública.
Malhar "construtivamente" no Rio é uma aposta com futuro que deve ser gerida em 'lume brando'. Neste caso, é-lhe especialmente útil porque contribui para reforçar a aliança com a influente família Balsemão de que a cooptação de uma filha para a vereação da Câmara de Cascais constituiu um passo significativo.
O facto de Rui Rio ter, nesta matéria, alguma razão pouco interessa para as ambições de Pinto Luz)
 
 
Miguel Pinto Luz contrariou a posição de Rui Rio sobre as empresas de comunicação social, dizendo que "não são iguais" às de sapatos, e lamentou recentes demissões no Instituto Sá Carneiro.
 
 
 
 O ex-candidato à liderança do PSD Miguel Pinto Luz contrariou esta sexta-feira a posição de Rui Rio sobre as empresas de comunicação social, dizendo que estas “não são iguais” às de sapatos, e lamentou recentes demissões no Instituto Sá Carneiro.
 

Numa publicação na sua conta da rede social Facebook — à qual não quis acrescentar mais nada, contactado pela Lusa -, o vice-presidente da Câmara de Cascais nunca menciona o presidente do PSD, mas manifesta, de forma implícita, a sua discordância em relação à posição afirmada publicamente por Rui Rio sobre as empresas de comunicação social.

São fundamentais numa sociedade que se quer livre e democrática. Não, não são iguais a empresas de sapatos, com todo o respeito que esse setor me merece. São fulcrais para o equilíbrio de poder, para o escrutínio permanente e para a transparência que se quer de todas as decisões tomadas pelos diferentes órgãos de poder”, refere Miguel Pinto Luz.

Na quarta-feira, em entrevista à CMTV, Rui Rio voltou a criticar os apoios previstos pelo Governo à comunicação social, que passam pela compra antecipada de publicidade paga para compensar a perda de receitas publicitárias devido à pandemia de Covid-19, dizendo discordar de uma subsidiação especial para o setor.

As empresas de comunicação social são empresas iguais às que fabricam móveis, sapatos, têxteis. Se têm uma dificuldade, devem ter todos os apoios que existem para todas as empresas”, afirmou então o líder do PSD.

Rio acrescentaria mais tarde uma publicação na rede social Twitter sobre o assunto: “E equiparo também às de camisas, às de fraldas e às de máquinas de embalar. As empresas de comunicação social devem ter os mesmos apoios que todas as demais. Não devem ter nenhum privilégio especial. Com toda a frontalidade, é o que eu penso”.

Esta sexta-feira, no Facebook, Miguel Pinto Luz lamentou ainda as recentes demissões do presidente do Instituto Sá Carneiro, Luís Alves Monteiro, e do vice-presidente Mira Amaral, noticiadas pelo Observador, que refere que as saídas se deveram à falta de “suporte financeiro” para esta organização – vocacionada para a formação de quadros sociais-democratas – prosseguir a sua atividade.

“Não posso deixar, nesta fase, de dar uma palavra de solidariedade e agradecimento ao Luís Alves Monteiro e ao Luís Mira Amaral pelo trabalho que desenvolveram no Instituto Sá Carneiro. Este Instituto deveria ter um papel ativo na sociedade civil ao lançar temas, novas caras e forte debate no panorama português. Infelizmente, não é aproveitado, sendo agora alvo de forte desinvestimento”, critica Pinto Luz.

O vice-presidente da Câmara de Cascais deixa ainda uma palavra de elogio aos autarcas que têm estado na “linha da frente” no combate à Covid-19.

“O papel do autarca merece ser realçado, mas também aproveitado e potenciado. O PSD tem um conjunto de autarcas, em que destaco naturalmente Carlos Carreiras [Cascais], Salvador Malheiro [Ovar] e Ricardo Rio [Braga}, entre tantos outros, mas também o trabalho fantástico de Miguel Albuquerque, na ilha da Madeira. É património do PSD, esta qualidade de respostas. Um trabalho que merecia ser feito em rede”, aponta.

Em janeiro, Miguel Pinto Luz obteve 9,55% dos votos (3.030 votos) na primeira volta das eleições diretas do PSD, naquela que foi a primeira vez que concorreu à presidência do partido.

O vice-presidente da Câmara de Cascais ficou de fora da segunda volta, que Rui Rio venceu com 53,2% dos votos, contra 46,8% de Luís Montenegro.

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A incongruência elevada ao poder

06 MAIO 2020
Em Cascais, o executivo camarário é exímio em fazer uma coisa e dizer outra e/ou em dizer uma coisa e fazer outra, ou em dizer uma coisa e o seu contrário. É verdade que há zonas ventosas em Cascais mas, nos últimos tempos, não é seguramente por efeito da nortada que as opiniões mudam para o lado dos Paços do Concelho!
Vejamos:
1 – O Paredão: O Presidente da CMC começou por mandar fechar o paredão e as praias. Depois do brado que a decisão causou, constatou (ou alguém lhe disse) que não tinha competências para tal, nem ao abrigo do decreto do estado de emergência, nem enquanto autoridade da Proteção Civil. Veio, pois, rapidamente dizer que a decisão era da capitania. No dia 1 afirmou que reabriria no dia 18; afinal reabriu hoje. É o que se pode chamar de planeamento... A esse propósito, não teria sido preferível defender, desde o início e em particular agora, a manutenção da distância de segurança e o uso de máscaras em locais como o paredão, as praias e os parques?
2 – As máscaras: O Presidente da CMC veio dizer que (através da doação feita às IPSS com dinheiro dos munícipes) iriam vender máscaras a 0,70 cêntimos e a anunciar isso como um feito extraordinário. Após a montanha de críticas pelas filas que potenciavam o contágio, a violação de dados pessoais e a divulgação da notícia que muitas Câmaras com recursos bem menores as estavam a dar, começaram subitamente a proliferar máscaras gratuitas, distribuídas em ações levadas a cabo pelas Juntas de Freguesia, com o beneplácito e apoio manifesto da CMC. Agora, são vendidas anonimamente 4 a 0,25 cêntimos. Em breve, depois de se terem gasto tantos milhões (ainda não totalmente contabilizados) e, mais recentemente, 850 mil euros de verbas camarárias na aquisição de material para o fabrico de máscaras (como se não houvesse empresas portuguesas capazes de as fabricarem mais baratas e rapidamente!...), as máscaras abundarão aos milhares, sem que se saiba que uso dar-lhes, acumulando stocks em locais recônditos onde não seja fácil observar o dinheiro mal gasto.
3 – As ações: O Presidente da CMC proibiu as comemorações do 25 de Abril em Cascais mas depois aparece e divulga ações levadas a cabo sem o respeito pelo distanciamento social e algumas mesmo sem máscaras (a este propósito, veja-se o último artigo da Teresa Gago publicado neste jornal).
4 – O ambiente: Em Cascais os parques foram encerrados (até os simples bancos da Baía!), ao contrário do que sucedeu em Lisboa ou Oeiras. Certamente porque em Cascais a qualidade do ar é ótima e todos moram na Quinta da Marinha, com grandes jardins, campo de golf e piscinas privadas!... Ou então porque a população não precisa do ambiente. Na verdade, deve ser também isso que justifica que o betão continue imparável no concelho, que não haja campanhas para a colocação de máscaras e luvas no lixo; que estas se amontoem nas sargetas e vão parar ao mar; que a CMC tenha recusado o apoio, nessa matéria, da Associação Ambiental Cascaisea enquanto promove ações de limpeza por associações menos preparadas; que tenha havido desinfeções com um produto que, na verdade, é uma lixívia; que tenham morrido dezenas ou centenas de peixes ou que os esgotos, nomeadamente na zona da Guia, revelem a evidente falta de capacidade da ETAR para tratar os esgotos de tanta gente em casa!
5 – A ação “musculada”: Após uma chuva de críticas, o Presidente da CMC veio também dizer que não sabia, nem fora consultado sobre a ação “musculada” levada a cabo pelas forças de segurança no último fim-de-semana de estado de emergência. Dois dias depois do termo dessa ação, afirma na televisão (SIC Notícias) que o Conselho de Segurança Municipal trata desse tipo de questões e que funciona muito bem. Ora, ou bem que o Conselho de Segurança municipal (que a CMC integra) funciona bem e o Presidente conhecia a ação levada a cabo pelas forças de segurança, não sendo verdade o que o mesmo afirmara anteriormente; ou o Conselho de Segurança funciona mal e, então, há motivos para admitir que o Presidente a desconhecia previamente. O que não é melhor.
6 – A descentralização: Aliás, outra das incongruências resultou evidente nessa intervenção televisiva: apesar de anteriormente o Presidente da CMC elogiar o Governo pela descentralização promovida por este último, nomeadamente, na área das escolas e da orla costeira (e vamos ver onde isto nos levará!..., mas isso será objeto de outro artigo), agora vem contestar a decisão do Governo de lhe retirar competências sobre a polícia municipal! É manifesto que tudo o que seja retirar poder aflige o Presidente da CMC! O que não é de estranhar, quando o mesmo não tece o menor comentário negativo à obscena campanha difusora do medo recentemente lançada por gente muito próxima da CMC!
7 – A empresa que a CMC escolheu para adquirir máscaras e outro material faturou, numa semana, 14 milhões de euros, o equivalente ao triplo da sua faturação anual. A grande adquirente foi a CMC. Como se justifica isto???
Talvez tudo isto explique em parte que o sucesso de Cascais no controlo da pandemia tenha sido muito modesto, apresentando taxas por habitante infelizmente superiores, por exemplo, às de Sintra ou Oeiras (dados de início de maio).
Contudo, e independentemente dos casos (uns entre muitos) acima referidos, há que saber avançar e é isso que não se está a ver. O que se vê é apenas sempre e mais propaganda.
8 – As medidas para o futuro: Com efeito, a CMC, perante a magnitude da crise que se avizinha, não tomou medidas significativas de apoio à generalidade da população: não suspendeu o IMI; não reduziu significativamente o preço ou as taxas sobre a água; não está a promover devidamente o comércio de rua (não é seguramente a app desenvolvida que o fará!...); etc.. Em vez disso, entretém-se a comprar contentores, empilhadoras e baias (baias!!!). Para quê?
Anunciou, é certo, agora o aumento de até 100% da área das esplanadas. Mas é evidente que isso só funciona para alguns: a maior parte dos restaurantes e lojas não tem, nem pode ter esplanada; se as mesmas forem aumentadas ou colocadas em determinados locais, a passagem de peões fica impedida. Aliás, o facto de o pedido ser realizado através da e decidido também pela DNA Cascais é sintomático…
Pena é que não se promova decisivamente todo o comércio tradicional e de rua! Irão estes empresários locais engrossar o número de insolvências, despedimentos e/ou lay offpara aumentar a necessidade de ações de caridade no futuro?
De que está à espera a CMC para aprovar medidas que melhorem de facto a situação de toda a população?  
 
 
 
Outros artigos de PEDRO JORDÃO
 
*Os artigos de opinião publicados são da inteira responsabilidade dos seus autores e não exprimem, necessariamente, o ponto de vista de Cascais24.
 

Ver o original em "CASCAIS24" na seguinte ligação::

https://www.cascais24.pt/p/normal-0-21-false-false-false-pt-x-none_274.html

Ajustes diretos “é muito, muito mau”, disse Rui Rio. MP “existe para alguma coisa”

(Comentário:

Afinal este dirigente partidário revela a cada dia pouco mais ser do que um 'cacique' local com veia populista e ambição desmedida.

O oportunismo com que 'cavalga' entusiasticamente todos os temas mediáticos ilustra a ausência de pensamento estratégico e consistente.

Sobre o seu aproveitamento sem sentido dos 'ajustes diretos' feitos para combater a Covid-19 (quereria ele que o Estado demorasse 4 ou 5 meses para fazer concursos públicos internacionais?) pode Rui Rio começar por olhar para o que é feito pelo seu próprio Partido.

O Governo fez ajustes diretos no valor de quase 80 Milhões de euros para acudir a cerca de 10,2 Milhões de habitantes o que representa um custo de 7,2€ por pessoa enquanto a  Câmara de Cascais, dirigida pelo PSD mais o CDS, fez ajustes diretos no valor de 9,5 MIlhões para responder a cerca de 210 mil habitantes o que representa um custo de 45,3€ por pessoa,

Ou seja o PSD em Cascais fez ajustes diretos num montante 6 vezes superior aos do Governo. O que diz, então, o presidente do PSD sobre isso?

Obviamente que o recurso a ajustes diretos em tempo de pandemia não pode ser utilizado como 'arma de arremesso' populista)

O líder do PSD, Rui Rio

O líder do Partido Social Democrata (PSD), Rui Rio, afirmou estar muito preocupado com a possibilidade de o Executivo ter feito ajustes diretos, em negócios de milhões que envolveram favorecimentos. 

Em entrevista à CMTV, citada esta quinta-feira pelo ECO, Rio indicou que, caso essas suspeitas se confirmem, “é muito, muito mau”, recordando que o “Ministério Público existe para estas coisas”.

“Vejo muito, muito mal”, declarou, referindo-se à polémica em tornos dos ajustes direitos do Ministério da Saúde que rondam os 80 milhões de euros. “Uma coisa é percebermos que o Estado e as autarquias no auge da pandemia têm de comprar máscaras, testes, seja o que for, e não podem fazer um concurso público, consultar não sei quantos fornecedores, para a coisa estar resolvida dentro de cinco meses quando já não é preciso”.

“Temos efetivamente de dar um ajuste na lei para que haja proteção destas decisões que tinham de ser tomadas. Coisa diferente é quando são coisas de milhões e é do amigo daqui ou do amigo de lá”, sublinhou, numa referência às 17 aquisições por ajuste direto, superiores a um milhão de euros, a sete empresas, num montante total de 79,8 milhões.

 
 

E acrescentou: “Acho inadmissível que alguém, à custa de fazer ajustes diretos, começar a privilegiar amigos ou a ganhar algum dinheiro”. “Se isso aconteceu, ou vier a acontecer, é altamente reprovável e o PSD vai estar muito atento”, prometeu, declarando: “Espero que o Ministério Público esteja muito atento, porque acho isso inadmissível”.

“Para que são ajustes diretos para entregas dentro de muitos meses?”, questionou Rui Rio. “Agora o Ministério Público existe para alguma coisa”, concluiu, sem comentar situações em concreto, por “não querer fazer de juiz”.

O líder do PSD defendeu que, caso o número de infetados com coronavírus volte a aumentar dentro de semana e meia, deve-se voltar ao confinamento, o que terá um forte impacto. Por isso, “a amplitude do PSD para aprovar o OE suplementar é muito grande”, garantiu.

Relativamente ao Orçamento para 2021, reconheceu que “a situação do país é muito difícil”, não sendo possível ser “tão rigoroso quanto aos princípios” do partido. “Mas não vamos passar um cheque em branco. Venha a proposta e logo se vê”, salientou.

A retoma da atividade, na sua opinião, terá de ser feito privilegiando o investimento, preferencialmente o privado, alavancado por fundos comunitários, porque “investimento público com alto grau de importações cria emprego lá fora e a dívida fica em Portugal”.

Quanto à TAP, apontou para “uma intervenção estratégica”, “com limites”. “Se for só o Estado que lá mete dinheiro, então, tem de ser o Estado a comandar a empresa”. Não se trata de uma nacionalização, “mas de um aumento de capital que o privado não foi capaz de acompanhar”, frisou.

“Mas isso também não quer dizer que o Estado lá fique eternamente”, notou, sublinhando que “são os impostos das pessoas que lá vão entrar” e por isso, a entrada do Estado na TAP deve ser feita com “um plano de negócios e contas como deve de ser”.

ZAP //

 
 
 

QUEM VIVE EM CASCAIS PAGA MAIS PELA COVID-19. PORQUÊ?!

cascais covd19
 

 

Não se compreende!

A Câmara de Cascais lidera os gastos com a COVID-19 quando comparada com todos os outros municípios. No fim de Abril já tinham voado do erário público municipal mais de 9 milhões de euros!

Pergunta-se por que motivo os cascalenses são mais duramente onerados com os custos da resposta à pandemia.

Os cascalenses contribuem para o SNS através do Orçamento Geral de Estado e estão disponíveis para contribuir para a mitigação dos efeitos da crise sanitária, mas não às custas do erário público municipal 'esbanjado’ a pretexto da COVID-19.

Nota-se que em Cascais, ao contrário de outros municípios, não existiram medidas de ‘desagravamento’ fiscal das pessoas - como diminuição do IMI; diminuição da tarifa da água, etc. Os milhões de máscaras que nos dizem existir são vendidas (enquanto noutros municípios são oferecidas) – apenas existem iniciativas caritativas.

Pelo contrário, para as empresas existem medidas práticas de apoio, designadamente de manutenção da capacidade de tesouraria. Às famílias também daria jeito!

cascais covid19

 

Em Cascais apenas importa o apoio às empresas. Os munícipes que trabalham, que se lixem.
 

 
Ajustes diretos do Município de Cascais sobre a COVID19 constantes do portal BASE:contratos públicos onlineque se sabe serem apenas uma parte das despesas feitas pela Câmara neste domínio.
 

Objeto do Contrato

Tipo de Procedimento

Preço Contratual

Entidade(s) Adjudicante(s)

Entidade(s) Adjudicatária(s)

Data de Publicação

AQUISIÇÃO DE MÁSCARAS E LUVAS DE PROTEÇÃO, COVID19

Ajuste Direto

361 500.00 €

Município de Cascais

ENERRE - Produtos e Representações, Lda. (500732680)

19/03/2020

Aquisição de computadores portáteis- Covid-19

Ajuste Direto

70 895.60 €

Município de Cascais

CLARANET PORTUGAL S.A (503412031)

20/03/2020

AQUISIÇÃO DE MATERIAL DE PROTEÇÃO E TERMÓMETROS, COVID19

Ajuste Direto

1 178 900.00 €

Município de Cascais

ENERRE - Produtos e Representações, Lda. (500732680)

23/03/2020

Aquisição de testes rápidos COVID 19

Ajuste Direto

39 950.00 €

Município de Cascais

Daylife, Lda (513057641)

24/03/2020

Aquisição de lençóis e cobertores. COVID-19

Ajuste Direto

56 319.00 €

Município de Cascais

Comfort and Inovations Comércio Textil Lda. (507009711)

24/03/2020

AQUISIÇÃO DE MÁSCARAS CIRÚRGICAS/PROTEÇÃO, COVID19

Ajuste Direto

660 000.00 €

Município de Cascais

ENERRE - Produtos e Representações, Lda. (500732680)

24/03/2020

AQUISIÇÃO DE SERVIÇOS PARA ELABORAÇÃO DE PROJETO DE ARQUITETURA DOS ARMAZÉNS DA PROTEÇÃO CIVIL E ESTRUTURA OPERACIONAL DE EMERGÊNCIA DA CRUZ VERMELHA, NO ÂMBITO DA SITUAÇÃO DE PANDEMIA DE 2020 (COVID 19)

Ajuste Direto

26 000.00 €

Município de Cascais

Miguel Moura Cordeiro Arquitetura Unipessoal Lda. (515063525)

27/03/2020

Aquisição de tendas- Hospital de Campanha (COVID-19)

Ajuste Direto

55 000.00 €

Município de Cascais

ENERRE - Produtos e Representações, Lda. (500732680)

01/04/2020

Aquisição de testes de despiste ao Covid-19

Ajuste Direto

37 000.00 €

Município de Cascais

Nextpharma Lda. (510810454)

07/04/2020

Aquisição de botas de proteção e testes de despiste COVID 19

Ajuste Direto

285 000.00 €

Município de Cascais

ENERRE - Produtos e Representações, Lda. (500732680)

08/04/2020

AQUISIÇÃO DE DIVERSO MATERIAL DE PROTEÇÃO – AML - COVID19

Ajuste Direto

4 857 500.00 €

Município de Cascais

ENERRE - Produtos e Representações, Lda. (500732680)

08/04/2020

Aquisição de material de proteção para a AML – COVID19 - Proc. N.º 122 /DCOP/2020

Ajuste Direto

150 000.00 €

Município de Cascais

ENERRE - Produções e Representações, Lda (500732680)

09/04/2020

Aquisição de óculos de proteção - AML - Covid -19.

Ajuste Direto

140 000.00 €

Município de Cascais

Science4you, S.A. (508457467)

16/04/2020

AQUISIÇÃO DE PULVERIZADORES COM LIGAÇÃO À CORRENTE ELÉTRICA E COM BATERIA PORTÁTIL COVID-19

Ajuste Direto

140 500.00 €

Município de Cascais

Enerre, Produções e Representações, Lda. (500732680)

22/04/2020

AQUISIÇÃO DE MATERIAL DE PROTEÇÃO “COBRE CABEÇAS” EM TYVEK-COVID 19

Ajuste Direto

150 000.00 €

Município de Cascais

Enerre, Produções e Representações, Lda. (500732680)

22/04/2020

AQUISIÇÃO DE DIVERSO MATERIAL DE PROTEÇÃO - COVID19

Ajuste Direto

894 900.00 €

Município de Cascais

Enerre, Produções e Representações, Lda. (500732680)

23/04/2020

AQUISIÇÃO DE SACOS DE PAPEL E SAQUETAS DE ÁLCOOL “PAD” - COVID19

Ajuste Direto

92 000.00 €

Município de Cascais

ENERRE - PRODUÇÕES E REPRESENTAÇÕES, LIMITADA (500732680)

24/04/2020

Aquisição dos Serviços de Vigilância Humana - COVID19

Ajuste Direto

367 056.99 €

Município de Cascais

PSG, Segurança Privada SA (508170710)

27/04/2020

 

TOTAL de AJUSTES DIRETOS

9 562 521.59 €

   
      
 
 

Um vereador faz toda a diferença

27 ABRIL 2020
Estamos perante uma situação completamente nova nas nossas vidas. O COVID-19 obrigou-nos a alterar o nosso estilo de vida, e os dirigentes políticos aplicam as medidas para proteger as populações. Mas há pessoas que estão mais desprotegidas devido à sua condição social: as pessoas em situação de sem-abrigo.  Enquanto o SNS está a fazer a sua parte, as Câmaras Municipais utilizam os seus recursos que têm e aqui vemos quem agiu de forma preventiva e reativa. Por exemplo: Manuel Grilo, vereador pelo Bloco de Esquerda em Lisboa e com os pelouros Educação e dos Direitos Sociais, já tinha obra feita.  Em Novembrodo ano passado foi apresentado o projecto “Housing First”. O objectivo do projecto é angariar mais de 100 habitações para pessoas que se encontram em situação de sem-abrigo. E a obra nem sequer ficou por aqui. Reforçarammedidas de prevenção para a população de sem-abrigo da pandemia, e - que estão naturalmente mais expostas. E Cascais? Teve de agir de uma forma reativa e não foi por falta de propostas.
 
No passado dia 16 de Dezembro de 2019, o Bloco de Esquerda apresentou uma recomendação para a criação de uma Casa Albergue para receber pessoas sem-abrigo. Foi chumbadapelo executivo PSD/CDS com os argumentosusados a deixarem qualquer um espantado: desde a alegação de que uma medida como esta, de simples saúde pública que protege todos, acarretaria uma “emigração de sem-abrigos”, bem como os perigos de andarem a partir as casas de banho. E assim se inviabilizou uma proposta de simples racionalidade, que protegia quem dela necessitava e quem vive no concelho.  Entretanto, tiveram que agir, e bem, face à crise. Mas teve de surgir uma crise destas proporções para fazerem algo de simples e racional, que protege todos.  Aqui está a diferença. Um vereador em Lisboa fez mais pelas pessoas em situação de sem-abrigo do que uma Câmara que só reage quando a crise já cá mora.
*Membro da Coordenadora Concelhia de Cascais do Bloco Esquerda
 
Outros artigos de TIAGO TEIXEIRA
 
*Os artigos de opinião publicados são da inteira responsabilidade dos seus autores e não exprimem, necessariamente, o ponto de vista de Cascais24.
 
 

Ver o original em "CASCAIS24" na seguinte ligação::

https://www.cascais24.pt/p/normal-0-21-false-false-false-pt-x-none_62.html

Carlos Carreiras chama “Asno” a deputado da Assembleia da República

"Os insultos dizem mais de quem os dá do que de quem os recebe"

Carlos Carreiras chama “asno” a deputado da Assembleia da República

O presidente da Câmara Municipal de Cascais, Carlos Carreiras partilhou na sua página de facebook, o artigo do jornal electrónico Noticias ao Minuto, que noticia a opinião do deputado António Filipe do PCP, relativamente à comemoração do 25 de Abril.

Na noticia pode ler-se, “a extrema-direita lusa (…) está a perder a vergonha de assumir o seu ódio à democracia”, encorajada, por Trumps e Bolsonaros e alimentada por insanidades e esgotos a céu aberto que campeiam nas redes sociais e em alguma comunicação social”.

Carlos Carreiras, na partilha desta noticia deixa apenas um comentário ao Deputado António Filipe. O presidente da CMC apelida o deputado de “Asno”.

 

O deputado António Filipe reagiu na sua página de facebook, “O Presidente da Câmara Municipal de Cascais, na sua página no facebook apelidou-me de “asno”. Nem mais nem menos. Foi esse o seu comentário a uma opinião que expressei acerca das comemorações do 25 de Abril na AR.” afirma o deputado António Filipe.

Na mesma publicação o deputado António Filipe adianta ainda, “Escusado será dizer que este insulto destapou um chorrilho de comentários de quem confunde as redes sociais com as redes de esgotos. Em muitas décadas de vida política, tenho muitos adversários políticos e já participei em discussões bem acesas, mas nunca insultei pessoalmente ninguém. E também, talvez por isso, é a primeira vez que alguém com responsabilidades políticas me dirige um insulto pessoal.
Lamento e por aí me fico. Os insultos dizem mais de quem os dá do que de quem os recebe.”

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 Ver original em 'Portal CASCAIS' na seguinte ligação:

https://www.portalcascais.pt/sociedade/politica/carlos-carreiras-chama-asno-a-deputado-da-assembleia-da-republica/

Vereadora do PS propôs voto de pesar pela morte de Diogo Liberal que ajudou a salvar vidas no mar de Cascais

(Comentário:

Algumas das confusões e ambiguidadesda política local. A vereadora Isabel Guerra, um curto período após a eleição autárquica, aceitou assumir pelouros passando a integrar-se na maioria  camarária constituída pelo PSD e pelo CDS.

Aparece referida, nesta notícia, como "vereadora independente do PS". Ora, ainda que tendo ela sido eleita nas listas promovidas pelo PS desde que se integrou na maioria de direita certamente é, quanto muito, uma vereadora independente do PSD/CDS.

A pouca clareza com que são "cozinhadas" estas questões também é uma das razões do "pântano' democrático que se vive em Cascais)

 

 
Por Redação
23 abril 2020
A vereadora independente do PS, Isabel Guerra, propôs na última reunião ordinária do executivo de Cascais um voto de pesar pela morte trágica de Diogo Liberal, que caiu de uma arriba no Cabo Raso há uma semana e cujo corpo foi resgatado dois dias depois de uma gruta a "grande profundidade" por mergulhadores forenses da Polícia Marítima.
 
Isabel Guerra
De acordo com a vereadora, que detém as áreas da Comissão de Proteção de Crianças e Jovens de Cascais, Igualdade de Género e Inovação Social e interveio na reunião ordinária do executivo, por videoconferência, esta terça-feira,  "tratou-se da morte trágica de um conhecido cidadão de Cascais, com ligações ao mar".
 
Já o presidente do município, Carlos Carreiras, afirmou subscrever "o voto de pesar" e adiantou que "é sempre de lamentar a perda de alguém de forma tão brutal com as características humanas que o Diogo Liberal tinha".
 
Carlos Carreiras recordou, ainda, Diogo Liberal como "um grande ser humano, que era muito reconhecido entre os seus pares e a nível profissional".
 
Carlos Carreiras
"Associamo-nos todos no voto de pesar", concluiu o chefe do executivo, que recordou ter-se cruzado várias vezes com o cozinheiro, que trabalhava num conhecido restaurante de Cascais. 
 
Bastante conhecido e estimado em Cascais, Diogo Liberal, conhecido por "Malveirão", 36 anos, fazia parte da tribo do mar, surfava, mergulhava, pescava e foi nadador-salvador no Guincho, onde ajudou a salvar muitas vidas.
Noticias relacionadas
+Corpo de Diogo Liberal estava numa gruta com "alguma profundidade" 
 
   

 

Carreiras perde “paciência” e chama “demagogo e incompetente” a vereador do PS e “mentiroso” ao do PCP

Por Redação
22 abril 2020
A reunião ordinária do executivo de Cascais, que decorreu esta terça-feira por videoconferência, ficou marcada por alguns episódios, para uns “vergonhosos” para outros “caricatos”, com o presidente do município, Carlos Carreiras, a perder a paciência com os vereadores da oposição, chamando a um deles, João Ruivo, do PS, de “demagogo e incompetente” e de “mentiroso” a Clemente Alves, do PCP.
Curiosamente, o vídeo da reunião ordinária que começou a circular desde logo nas redes sociais, veio mais tarde a ser “removido pelo remetente” para, finalmente, voltar a ser publicado no final do dia no Youtube.
A polémica reunião, por videoconferência e com transmissão direta no Youtube foi inicialmente marcada pelo levantamento de várias questões abrangentes relacionadas com o Covid19 e não só, quer por parte do vereador comunista Clemente Alves, quer do vereador socialista Luís Miguel Reis e, mais tarde, também pelo vereador do PS João Ruivo.
As respostas dadas, quer pelo vice-presidente Carlos Pinto Luz, quer pelo presidente Carlos Carreiras e, em alguns casos, pelo vereador Frederico Pinho de Almeida, foram entendidas como “mais de ataque do que respostas objetivas às questões”.
O próprio chefe do executivo - o único de máscara de proteção em direto a partir dos Paços do Concelho, em Cascais - teceu duras críticas às questões levantadas pelo vereador do PS Luís Miguel Reis, ao qual aconselhou que “exercesse a sua influência junto do seu governo” e não com exigências ao município de Cascais, cuja ajuda governamental tem sido “quase nada ou nula”.
No entanto, a maior tensão surgiu quando o também vereador socialista João Ruivo interveio, questionando algumas matérias, como, por exemplo, a distribuição de máscaras de proteção etablets e routers fornecidos a algumas escolas, bem como à publicidade dada pelo município à empresa informática fornecedora através de um vídeo institucional. O presidente da Câmara de Cascais, Carlos Carreiras, interrompeu o vereador do PS, acusando-o de ser “demagogo e incompetente” e retirou-lhe a palavra, levando o socialista a afirmar que “não lhe reconhecia o direito legal de o fazer”.  Já em intervenções distintas, o diálogo com o vereador comunista Clemente Alves ficou marcado com o presidente Carlos Carreiras a chamar-lhe “mentiroso” e, na parte final, durante a votação de um dos pontos, a afirmar mesmo: “Não quero saber do seu voto para nada”.
 
Veja na íntegra o vídeo da reunião ordinária do executivo.
 
 
Nota do diretor de Cascais24
O diretor de Cascais24optou por publicar na íntegra o vídeo da reunião ordinária do executivo da Câmara Municipal de Cascais, que teve lugar esta terça-feira, por videoconferência e com transmissão direta no Youtube, por considerar que, independentemente do tempo do mesmo, que é longo, sem dúvida, deve merecer a atenção e a reflexão dos cascalenses! Cascais24 podia, a partir do vídeo em causa, efetuar cortes e colagens e, enfim, aproveitar os momentos mais polémicos e agitados de esta reunião e publicar. Mas, não. Em nome da transparência e para não sermos acusados, convenhamos que injustamente, à semelhança de situações passadas, em que alguns setores da vida politica e da sociedade civil cascalense teimam em conectar-nos, conforme as conveniências, com a esquerda e/ou a direita, decidimos publicar o vídeo em causa na íntegra, deixando aos milhares de leitores de Cascais24 as inalações que cada um ou o coletivo pode retirar sobre os assuntos trazidos a discussão nesta reunião e a forma como foram tratados pelos autarcas protagonistas, as suas atitudes e comportamentos. Na certeza, porém, de que os cascalenses mereciam melhor! Valdemar Pinheiro
Jornalista (CPJ nº. 376A)
 

POLÉMICA. Comentário de vereador do PCP no Facebook cria "faits divers" politico em Cascais

(Comentário:
Independentemente do 'fait divers' em torno de um comentário de facebook e do aproveitamento partidário dele feito o 'caso' é elucidativo do clima intimidatório que se vive neste concelho pela mão da coligação 'carreirista'. Críticas ou oposições à autocracia reinante tem regra geral como consequência o insulto, a intimidação, o caluniamento nos blogues e redes criadas para o efeito ou a a perseguição por outros diversos modos. Que o digam quantos (autarcas e cidadãos) por exercerem o seu direito de crítica se viram vilipendiados ou vítimas de perseguições judiciais.
O exercício da liberdade política em Cascais é muito difícil. O vereador Clemente Alves, concorde-se ou não com as suas posições partidárias, tem sido especialmente perseguido pela coligação totalitária perante a qual demasiados se vergam ou se calam.)
 
01 abril 2020
Ao partilhar na sua página do Facebook uma notícia sobre a aquisição, por parte do município, de um contentor frigorífico para eventual preservação de cadáveres de Covid19 no concelho e, em resposta a um comentário, ter escrito “A morte fica-lhe tão bem”, o vereador do PCP, Clemente Alves, tornou-se no centro de uma grande polémica local, mas em declarações, esta quarta-feira, à noite, a Cascais24, afirmou que “o comentário foi para uma caricatura que alguém colocou na minha página de Facebook e apenas se refere à caricatura em si e não ao que nela está caricaturado”.
No entanto, partindo do princípio de que o comentário do vereador comunista era dirigido ao presidente do município, Carlos Carreiras, o também vereador e presidente da concelhia de Cascais do PSD, Nuno Piteira Lopes, saiu em defesa do chefe do executivo e, esta quarta-feira, na sua página do Facebook anunciou que vai fazer uma “exposição ao Partido Comunista Português para que ponha fim à política de ódio, de vergonha e de insulto que enxovalha a história do PCP e tinge de negro a democracia em Cascais”.
Nuno Piteira Lopes considera, ainda, o comentário “moralmente abjeto, desumano e bem elucidativo da completa falta de escrúpulos do eleito do PCP em Cascais”.
Em defesa do chefe do executivo, Piteira Lopes escreve que, “Carlos Carreiras, concordando-se ou não, tem feito tudo o que pode para defender a vida dos cascalenses. Isso implica falar verdade e prever todos os cenários, sobretudo os piores, esperando o melhor. Carlos Carreiras, concorde-se ou não, tem dado a cara. Tem estado ao lado dos cascalenses. Todos os dias está na rua. Com quem trabalha, com os profissionais de saúde, com os motoristas, com todos. Carlos Carreiras, concorde-se ou não, não tem olhado a cores partidárias e tem ajudado outros concelhos, como o do Seixal e o de Setúbal, ambos dirigidos pelo PCP. E Clemente Alves? Alguém o viu?”.
Depois de afirmar que o vereador comunista estáescondido cobardemente atrás de um teclado”, tendo-se refugiado “lá longe, em Lamego, onde certamente pode continuar confortavelmente a "Luta", Nuno Piteira Lopes conclui que “na política, como na vida, não pode haver espaço para o ódio e para desejos de morte. Espero, por isso, que o PCP tome as devidas medidas com o seu representante em Cascais”.

PS condena…

O comentário do vereador Clemente Alves foi, também, alvo de crítica por parte do presidente da Concelhia do Partido Socialista (PS).
Em declarações, a Cascais24, Luís Miguel Reis considerou que “esta é uma situação que naturalmente condeno e não faz parte da minha forma de estar na política. A credibilização da ação política passa exatamente por fugir à crítica estéril e à fulanização”.
“Por mais que estejamos em campos opostos aquilo que nos divide são as políticas e as opções, pelo que entendo que jamais se devem exaltar as posições para o campo pessoal e muito menos com afirmações desse tipo que resvalam para a promoção das dimensões do extremismo e do ódio”, adiantou o presidente da estrutura concelhia do PS de Cascais.
"Vivemos hoje enquanto comunidade um momento profundamente atípico, que nos deve levar a todos para uma reflexão sobre aquilo que nos deve mobilizar e que nos deve igualmente afastar de questiúnculas e minudências que nada resolvem, na esperança que se dê palco ao que é importante e ao que procura promover o bem comum. As demais questões não devem ter palco”, conclui Luís Miguel Reis.

…E CDS também

Também o presidente da concelhia do CDS de Cascais, Frederico Kreye, repudiou o comentário de Clemente Alves.
“Na política não vale tudo. Desejar a morte a alguém, por muito que não se concorde com suas posições, não pode ter lugar no combate político, na sociedade que construímos e na sociedade que as gerações vindouras hão de construir”, diz o presidente do CDS em Cascais, segundo o qual “Cascais, Portugal e o Mundo enfrentam, hoje, um desafio sem precedentes e na luta contra o novo Corona Vírus, espera-se que os decisores políticos saibam pôr de parte as suas diferenças ideológicas e trabalhar em prol de um objetivo comum: o de proteger as pessoas”.

Ameaças de morte

O vereador Clemente Alves, que está ausente de Cascais, na sua terra natal, na região de Lamego, denunciou esta quarta-feira, à noite, a Cascais24, que tem vindo a ser alvo de ameaças de morte nas redes sociais.
 
O meu comentário foi para uma caricatura que alguém colocou na minha página de Facebook e apenas se refere à caricatura em si e não ao que nela está caricaturado”, começou por declarar Clemente Alves.
“Quanto a ameaças de morte, essas sim, tenho-as eu recebido e por sinal quase todas repetem a frase usada pelo vereador Piteira Lopes sobre a minha estada em quarentena na minha aldeia. Ameaças que não me atemorizar mas que não podem deixar de se ligar ao escrito do Sr. Vereador Piteira, que não sei se está a trabalhar a favor do Concelho que lhe paga o salário enquanto, ao mesmo tempo, se dedica a espreitar o que outros fazem ou não fazem nas redes sociais”, acrescenta Clemente Alves.
“Mas registo, com ironia, a parte final da mensagem daquele que também se assume como Presidente do PSD de Cascais e que diz ir pedir os meu partido para me puxar as orelhas”, conclui o vereador, em declarações a Cascais24.
Já uma fonte próxima do PCP, que pediu o anonimato, por não estar autorizado a prestar oficialmente declarações, afirmou que “o vereador Clemente Alves é um lutador, um homem íntegro e honesto com os seus ideais, que tem cumprido extraordinariamente a sua missão como vereador, na defesa dos interesses dos munícipes de Cascais, constituindo neste mandato praticamente a única oposição à maioria PSD/CDS em exercício no executivo municipal”.
“Tratando-se de uma pessoa com altos valores humanísticos, acreditamos que o seu comentário foi mal interpretado, sobretudo pelos seus inimigos, que criaram um caso político local, esses sim aproveitando-se da atual conjuntura em que vivemos”, concluiu a mesma fonte.
 

 
 

Ver o original em "CASCAIS24" na seguinte ligação::

https://www.cascais24.pt/p/blog-page_1515.html

Câmara de Cascais promove alteração ao PDM em plena crise pandémica

Câmara de Cascais promove alteração ao PDM em plena crise pandémica

 

Em comunicado enviado à nossa redação a Comissão Concelhia de Cascais do Partido Comunista Português manifesta o seu repúdio pelo comportamento da Câmara de Cascais em todo o processo relativo à alteração do Plano Director Municipal, em curso.

“O executivo PSD/CDS da CMC, liderado por Carlos Carreiras, sabendo que havia aprovado diversos planos de urbanização em desconformidade com o PDM vigente, tentou alterá-lo no sentido de o compatibilizar com os planos aprovados indevidamente” pode ler-se no comunicado do PCP.

De acordo com a nota enviada, o PCP de Cascais alega que após uma primeira tentativa de alteração gorada na sequência da intervenção do Ministério Público, que obrigou a declarar a nulidade da supressão do articulado do Regulamento o parâmetro urbanístico – “número de pisos acima da cota de soleira”, a Câmara de Cascais foi obrigada a seguir os trâmites normais para proceder a uma alteração do PDM, determinando a abertura de um período para participação pública.

A “Alteração Pontual” levada a cabo, apesar da grande maioria das participações entregues serem manifestamente discordantes, traduziu-se na eliminação dos parâmetros urbanísticos contemplados na primeira correcção material, que havia sido declarada ilegal.

Em momento oportuno a Câmara de Cascais, “por lapso não fixou o prazo de elaboração da Alteração Pontual”,  submetendo agora a proposta de Alteração Pontual do Plano Diretor Municipal de Cascais para discussão pública, por um período de 30 dias,  para a recolha de reclamações, observações ou sugestões, e fixar em 10 meses o prazo de elaboração da Alteração Pontual do Plano Diretor Municipal de Cascais à CCDRLVT, com efeitos retroactivos a 3 de setembro de 2019.

No texto enviado à comunicação social o PCP considera este processo pouco claro, alegando que a Câmara de Cascais, “aproveita a crise pandémica do COVID19 e o atual  Estado de Emergência declarado no País, para passar, entre os pingos da chuva, uma Alteração Pontual do PDM carregada de situações duvidosas que o PCP tem combatido e denunciado, desde o início”.

A Comissão Concelhia do PCP questiona “qual é o objectivo de uma participação pública que se realiza sob estas condições e num momento em que há apelos para as pessoas se manterem em casa?”.

 

 

Ver original em 'Portal CASCAIS' na seguinte ligação:

https://www.portalcascais.pt/sociedade/politica/camara-de-cascais-promove-alteracao-ao-pdm-em-plena-crise-pandemica/

Cascais compra material de proteção contra o vírus a empresa de brindes

Enerre copy

O material foi comprado a uma empresa de brindes publicitários, serigrafia, bordados, têxteis e fardamentos. Firma diz que material tem "certificações europeias".

A Câmara Municipal de Cascais fez, nos últimos dias, ajustes diretos de 2,7 milhões de euros para comprar material de proteção contra o novo coronavírus, mas essa aquisição foi feita à Enerre – Produções e Representações, uma empresa especializada em brindes publicitários, diz o Público (acesso pago). A autarquia justifica estes contratos com o facto de escolher empresa com as “melhores propostas e que cumprem o solicitado”. A firma sublinha que o material tem “certificações europeias”.
 

Foram, ao todo, três contratos: cerca de 445 mil, 1,45 milhões e 812 mil euros. Mas nos documentos não aparecem referidas as quantidades, tipologias e destinatários do material, apenas que foram comprados máscaras e luvas, fatos, óculos, termómetros e gel desinfetante… tudo de proteção. Questionada pelo Público, a autarquia explica que este material se destina a “hospitais do concelho, instituições particulares de solidariedade social, Câmara de Cascais, bombeiros, polícias, etc.”.

Quanto à escolha desta empresa, a Câmara refere que “recorre às empresas que fazem as melhores propostas e cumprem o solicitado” e que, neste caso, a Enerre tem como clientes como o Ministério da Defesa, hospitais privados e públicos. A Enerre, por sua vez, diz que todos os seus materiais têm “certificações europeias” e que, apesar de não ser especializada em produtos farmacêuticos, trabalha na área das importações e conta com uma equipa em Xangai que acompanha a produção nas fábricas chinesas do material necessário.

Ver original no jornal ECO

 

Veja aqui a notícia

Hilton, ultraje ou isenção danosa?

 

A Câmara Municipal de Cascais (CMC) apresentou à Assembleia Municipal (AM) uma proposta no passado dia 17 de Fevereiro de 2020 na Assembleia Municipal de Cascais, e que surgiu como o ponto nº 3 da ordem de trabalhos.

Tratava-se de uma isenção de pagamento de compensação, como tantas outras já apresentadas na AM e que tinha como ponto de partida o facto de, no âmbito de um licenciamento para construção, não ser cumprida a cedência para espaços verdes públicos e para equipamentos de utilização colectiva.

Prevê o regulamento municipal que, nesses casos, seja a cedência substituída por uma compensação pecuniária a ser prestada pelo promotor.

No caso em concreto temos que o promotor é a cadeia de hotéis internacional Hilton, que ali pretende instalar um novo Hotel.

Ou seja, o Grupo Hilton, para construir um hotel em Carcavelos, teria que ceder ao município mais de dez mil metros quadrados para espaços verdes públicos e equipamentos de utilização colectiva. Não o fazendo, teria que indemnizar o município, ou seja a população de Cascais, em mais de 2 milhões de euros, a preços de base fiscal.

Mas Carlos Carreiras, assim como o PSD e o CDS acharam que o valor de compensação era demasiado alto, e propuseram uma isenção a ser dada ao grupo Hilton. Mas não propuseram 20%, ou 30%, ou 50% de isenção… não! 100% de isenção!!!

Resumindo, uma isenção de mais de dois milhões e meio de euros (€2.553.503,36), ao grupo Hilton para que não tenha que cumprir nem com as devidas cedências para espaços verdes públicos, nem para equipamentos de utilização colectiva, nem tão pouco pagar por não cumprir com aquela obrigação.

E qual é a justificação apresentada?

Uma “futura” certificação a apresentar pela entidade promotora de que é uma operação sustentável…?!

O problema é que não sendo o grupo Hilton um polo empresarial que ali se pretende fixar, nem ali pretendendo colocar a sua sede, a isenção fica apenas legitimada caso se se tratasse de uma operação com beneficio ambiental. O que não é!

Emprego? Toda a gente sabe que a hotelaria promove um emprego sazonal, de baixa qualificação e precário.

Se se tratasse de um apoio a uma PME ou a um grupo empresarial local ou regional, ainda se atenuaria o carater do pedido… e poderíamos ver interesse na referida isenção, mas apoiar com a isenção de mais de 2,5 milhões de euros um Grupo Empresarial que declarou um lucro anual em 2019 de 9,45 Mil milhões de Dólares (Hilton Worldwide Holdings Inc.)…?

Um grupo que em 2018 havia já tido um lucro na ordem dos 8,91 mil milhões de dólares???

 

É obsceno!

Numa era em que CEOs de grande empresas multinacionais se têm vindo a reunir para debater e alterar o conceito de capitalismo, para uma forma de capitalismo consciente, com utilidade e com retorno para a sociedade e para a comunidade, afastando-se do neoliberalismo criador de desigualdades e que aprofunda crises, vemos na acção de Carlos Carreiras um liberalismo ideológico puro e injustificado a ser praticado, quando se deveria pautar por acções mais amplas, mais abrangentes, potenciadoras de qualidade de vida.

Qualidade de vida não se resume a dinheiro nos cofres de um município já de si rico, para padrões nacionais, e que se dá ao luxo de não o querer receber, isentando da sua entrega precisamente aqueles que mais dinheiro têm…

Qualidade de vida é ter todas as estruturas e infraestruturas de apoio ao dia-a-dia para todas e todos, é garantir mais espaços verdes, mais equipamentos de utilidade pública…

É promoção de educação para emprego qualificado e sustentável, é promoção desse mesmo emprego sustentável, sem o impacto nefasto que o excesso e a massificação do turismo tem provocado… sem sujeitar quem reside no município às flutuações e especulações de um mercado imobiliário desregulado e sem sentido. Desordenado e puramente economicista!

Qualidade de vida é menos densificação e menos impacto no ambiente!

O que ganha Cascais com esta isenção? Sabemos que o Hilton ganha aquele valor… mas quem vive no município de Cascais o que ganha com esta isenção? Àgua mais barata? Menos trânsito? Melhor saúde? Mais e melhor educação? Mais emprego qualificado e de qualidade? Mais e melhor rede pública de cuidados continuados e paliativos?

Nada disso!!!

A proposta de isenção do pagamento dos 2,5 milhões de euros, que foi aprovada com os votos do PSD e do CDS, é um ultraje e menoriza todas e todos quantos vivem e trabalham diariamente em Cascais, que ali pagam os seus impostos e taxas e que dependem de serviços públicos municipais…

2,5 milhões de euros davam para criar duas creches municipais, ou para sustentar uma rede de creches públicas, uma por freguesia…

2,5 milhões de euros são mais de 1% do orçamento municipal de Cascais. É um quarto do valor dos transportes públicos gratuitos!

É muito dinheiro para abdicar dele, quando todos os outros têm que pagar!

É brincar e gozar com os contribuintes de Cascais!!!

Luís Salgado

 

Ver original em 'Portal CASCAIS' na seguinte ligação:

https://www.portalcascais.pt/analise-politica/luis-salgado/hilton-ultraje-ou-isencao-danosa/

Carlos Carreiras responsabiliza Basílio Horta pelo valor da tarifa da água em Cascais

Em reunião da Câmara Municipal de Cascais, realizada no dia 17 de Dezembro, o Presidente  Carlos Carreiras explicava aos vereadores da oposição que um dos motivos pelo qual não consegue reduzir as tarifas da água no concelho é da responsabilidade do Presidente da Câmara de Sintra, Basílio Horta.

Carreiras reclama que a retirada da licença de construção da ligação do 3º adutor ao depósito de água em Sintra, por parte de Basílio Horta, não permite reduções nas tarifas da água.

Na sua intervenção Carlos Carreiras garantiu que “em 2020 e 2021 não aumenta a água” mas que há ainda o problema do 3º adutor por resolver (estrutura da rede de abastecimento de água, transporta a água de um reservatório a um determinado lugar).

Esta situação surgiu após a construção do 3º adutor, cuja obra da estrutura da rede de abastecimento foi realizada, mas que nunca chegou a ser ligada ao reservatório construído em Sintra para abastecer o concelho de Cascais.

Para percebermos melhor o problema é necessário recordar que o abastecimento de águas de Cascais é proveniente de três origens: do sistema do adutor da Empresa das Águas Livres (EPAL), da água captada e tratada no concelho pela Águas de Cascais (AdC) e da água comprada aos Serviços Municipalizados de Água e Saneamento de Sintra (SMAS).

Por ano, Cascais necessita (dados 2017) de cerca de 19 milhões de m3 de água para consumo através do sistema de abastecimento da Águas de Cascais (AdC).

Gráfico retirado do relatório Matriz da Água de Cascais 2019

As três origens da  água aduzida ao sistema tem o seguinte peso: água adquirida à EPAL (90,6%), captações próprias e tratamento da AdC (9,1%), e água adquirida aos SMAS de Sintra (0,3%).

A água adquirida atualmente à EPAL entra em Cascais através de uma conduta adutora, situada no Bairro da Mina (São Domingos de Rana) na zona Este do concelho.

Para melhorar a rede de abastecimento e fazer face às novas necessidades do concelho foi construído um reservatório superior, na zona Nordeste do concelho, cuja água será fornecida pelo reservatório da EPAL de Vila Fria, e que através do 3º adutor irá fornecer água aos diversos reservatórios de Cascais.

E é precisamente a construção desse novo reservatório na zona Nordeste do concelho, em Trajouce, Sintra, que surge a polémica agora levantada pelo autarca de Cascais.

Carlos Carreiras alega que a construção do reservatório em Trajouce, Sintra, que será ligado ao 3º adutor para abastecer Cascais, tinha sido acordado com a Câmara de Sintra, durante o executivo de Fernando Seara, e que este projeto permitiria capitalizar reduções nas tarifas da água pelo efeito da diminuição do custo do transporte.

Para esse motivo a Câmara de Cascais comprou um terreno em Sintra, para construção do depósito de água, e licenciou a obra de ligação ao 3º adutor que foi aprovada ainda no mandato de Fernando Seara.

Nas suas alegações, Carlos Carreiras, explicou que o atual autarca de Sintra, Basílio Horta, retirou a licença emitida o que impossibilita a ligação do depósito ao 3º adutor.

E acrescenta que esta decisão  traduz-se num forte impacto financeiro para Cascais e inviabiliza a possibilidade de redução de custos no serviço de abastecimento de águas ao concelho.

O Portal Cascais enviou um email ao Presidente da Câmara de Sintra a pedir mais esclarecimentos, contudo, até ao momento não obteve resposta.

 

Intervenção na Câmara: https://www.cascais.pt/reunioes/camara/2019

 

Ver original em 'Portal CASCAIS' na seguinte ligação:

https://www.portalcascais.pt/economia/modernizacao-e-estruturas-sociedade/carlos-carreiras-responsabiliza-basilio-horta-pelo-valor-da-tarifa-da-agua-em-cascais/

Ambiente em Cascais: o que Carreiras diz e o que Carreiras faz

18 FEVEREIRO 2020
Com a crescente preocupação (finalmente) em torno das questões ambientais, as entidades públicas procuram aplicar medidas para reduzir a sua pegada ecológica. A Câmara Municipal de Cascais, através da empresa municipal Cascais Ambiente, tem espalhado a mensagem que uma das suas principais bandeiras é o Ambiente. Então vamos dissecar as “medidas ambientais” de Carlos Carreiras: o Aeródromo de Cascais, a Quinta dos Ingleses e a Quinta do Barão.
Expansão do Aeródromo de Cascais - O tema que tem estado em voga em Cascais. No passado dia 13 de Fevereiro, Carlos Carreiras organizou uma sessão de esclarecimento sobre as obras do Aeródromo de Cascais, em que o resultado final foi mais confusão e menos esclarecimento. Em menos de meia hora referiu não existiriam aviões diferentes do que estão actualmente a circular, mas entretanto contrariou-se dizendo que haveria mais...aviões. De resto, recomendo a leitura do artigo de Luís Salgado sobre este assunto.
 
Quinta dos Ingleses - Uma das maiores zonas verdes na linha costeira de Lisboa até Cascais está em risco devido ao projecto de urbanização. Está prevista a destruição de vários pinhais ou até a diminuição da praia de Carcavelos para construir...hotéis. Recomendo a consulta deste processo no site www.sosquintadosingleses.com.
Quinta do Barão - Uma das principais medidas da Câmara tendo em vista a descarbonização do concelho parece ser...o abate de árvores. Leu bem: árvores com mais de 20 anos foram ilegalmente retiradas, para alteração da circulação na zona. Ou seja: Mais carros e menos árvores. Nada como mais carros e menos árvores para contribuir para a descarbonização da economia, desígnio assumido por Portugal no Acordo de Paris.
 
Momento Zen: Carlos Carreiras acusa o Bloco de Esquerda de encerrar a praia de Carcavelos (2017). Devido às fortes chuvas que ocorreram no dia anterior, houve um galgamento de água suja, fazendo com que ratazanas mortas fossem parar à praia de Carcavelos. Quando o bom senso da preocupação com os cidadãos impera, qual é o passo a seguir? Qualquer pessoa antecipa a resposta: interditar a praia e garantir que as águas estavam limpas. Mas qual foi a reacção de Carlos Carreiras? Acusar o BE de fechar a praia para aproveitamento político. Acho que estamos conversados quanto às prioridades de Carlos Carreiras: primeiro, sair-se bem na fotografia, mesmo à custa de arriscar a saúde das pessoas. Depois, logo se vê. Então o que temos? Mais aviões, mais carros, menos árvores e menos bom senso…Não olhe para o que Carlos Carreiras diz, olhe para o que ele faz.  *Membro da Coordenadora Concelhia de Cascais do Bloco Esquerda
 
Outros artigos de TIAGO TEIXEIRA
 
*Os artigos de opinião publicados são da inteira responsabilidade dos seus autores e não exprimem, necessariamente, o ponto de vista de Cascais24.
 

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PCP promove iniciativa de esclarecimento com moradores da zona envolvente do aeroporto de Cascais

Em iniciativa realizada pelo Partido Comunista Português (PCP), estiveram na segunda-feira, dia 10 de Fevereiro, perto de uma centena de moradores da zona envolvente ao aeroporto de Cascais para debaterem as consequências das alterações em curso naquela infraestrutura aeroportuária.

 

No Bairro 16 de Novembro, Duarte Alves, deputado do PCP na Assembleia da República, Clemente Alves, vereador do PCP na Câmara de Cascais e Filipe Rua, membro do executivo da Concelhia de Cascais do PCP, com a responsabilidade de acompanhamento da Freguesia de São Domingos de Rana, puderam escutar directamente os moradores e as suas preocupações com este projecto da Câmara de Cascais denominado Plano de Urbanização da Área do Aeroporto de Cascais e a sua Envolvente (PUACE).

Durante o encontro foram levantadas muitas dúvidas, por parte dos moradores, das quais os representantes do PCP assumiram que iriam pedir esclarecimentos ao executivo.

Em declarações prestadas ao Portal Cascais o vereador, Clemente Alves, afirmou que “o PCP tudo fará para garantir o esclarecimento das populações e a defesa dos seus interesses“.

 

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Carlos Carreiras abre ciclo de conferências da Nova SBE a convite dos alunos de economia

 
O presidente da Câmara de Cascais, Carlos Carreiras, falou nesta segunda-feira, na abertura do ciclo de conferências da Nova SBE a convite dos alunos de economia, conforme adianta o site oficial da Câmara.
 
“Quando falamos em défices, quais são os défices que estamos a criar por não fazermos investimentos realmente relevantes?
Isso leva-nos a uma coisa que ninguém vai fazer que é a discussão da própria reforma do Estado. Cada um de nós, enquanto cidadão, tem de perceber o que é que está à espera de ter de retorno dos impostos que paga. Nós temos expectativas muito mais elevadas do que aquilo que o Estado tem capacidade de fazer. Se juntarmos a isso as questões ambientais, o consumo exagerado de recursos em relação ao que produzimos, já para não falar nas crises geoestratégicas, uma pessoa tem de ser um pessimista militante e irritante”, afirmou o autarca.
 
No atual sistema, explica Carlos Carreiras, não conseguiremos pagar a divida e promover um desenvolvimento sustentável.
 
“Mas não é só o Estado que aumenta cada vez mais a dívida. Se olharmos para o conjunto do Estado, famílias e empresas vemos que se deve três vezes e meia mais do que se produz.
 
Se isto fosse uma família, por exemplo, nenhuma poderia viver permanentemente a gastar três vezes e meia mais do que o que consegue arrecadar com salários. Pode ter um pico num mês, pode gastar mais porque comprou a casa ou o carro, agora não pode estar permanentemente nisto”, declarou Carlos Carreiras no seu discurso inaugural.
 
Segundo o autarca, “o que temos de definir é quais são as verdadeiras prioridades: investir na educação? Investir na Saúde? Ou andar por aqui a pensar que estamos numa zona de conforto mas que a prazo só nos vai criar desconforto”.
 
“Nós estamos um bocadinho a ser cozidos lentamente…estamos todos bem. E eu não acredito, sinceramente, que seja a minha geração ou até a geração mais velha que vão inverter este paradigma. Ou são os mais novos a dar a volta ou estamos mal”, declarou.
 
Num discurso para os estudantes de economia, Carlos Carreiras, elogiou a iniciativa que inseriu no âmbito da democracia participativa e colaborativa que, na sua opinião, “em nada põe em causa a democracia representativa, mas antes pelo contrário a reforça”.
 
“Quando os jovens debatem ideias diferentes, até por via das várias nacionalidades presentes na SBE, conseguem com essa diferenças valorizar novas ideias e, por isso, devem ser incentivados”, declarou.
 
“Nós, como portugueses, conhecemos aquela máxima dos nossos velhos marinheiros que dizia que se seguirmos sempre as mesmas rotas, os mesmos ventos, vamos chegar sempre aos mesmos sítios”.
 
“Eu sou daqueles que não estão satisfeitos. Isto implica mudar de rotas, seguir outros ventos, para chegarmos a sítios diferentes”, afirmou.
 
A “Economia Viva” é o maior ciclo de conferências sobre economia organizado por alunos em Portugal e decorre anualmente na Faculdade de Economia da Universidade Nova de Lisboa.
 
Ao longo de uma semana são debatidos temas diversos por académicos, especialistas, políticos e alunos. S.R.S.
 

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UM AEROPORTO EM CASCAIS, A QUEM INTERESSA?

Clemente Alves

Está a decorrer, até 23 de Fevereiro, o prazo de apreciação pública do Plano de Urbanização para a Área do Aeroporto de Cascais (PUACE), plano que, em nome da “segurança do Aeroporto”, esconde uma norma a impor desmedidos condicionantes no uso dos terrenos e das habitações localizados numa área dita de protecção, os quais, entre outras, deixam de poder serem transacionadas livremente.

Tal norma proíbe as operações de loteamento, a realização de obras de urbanização, de alteração, ampliação ou reconstrução nas habitações e terrenos privados.

A culminar o “cuidado” com que esta gestão autárquica trata os munícipes que não fazem parte do seu restrito círculo de interesses, o PSD e o CDS, com o beneplácito do PS que não se opõe, a Câmara impôs, pela “calada”, o direito de opção a seu favor sobre as propriedades, terrenos e habitações, localizados no chamado “perímetro de segurança”.

Aqueles que não suportem mais viver nas novas condições de funcionamento do aeródromo, que passou a ”Aeroporto”, e queiram sair dali, só vão conseguir desfazer-se das propriedades recebendo o valor que a Câmara lhes quizer pagar.

Este processo, claramente atentatório dos direitos e interesses dos milhares de residentes nos bairros localizados junto do aeródromo de Tires, começou há anos, com a revisão do Plano Director Municipal (PDM), elaborado sem que fosse desenvolvido qualquer processo da tão apregoada “democracia participativa” que possibilitasse aos munícipes saber como estavam a ser tratados os seus interesses.

Infelizmente, mais em particular quem vive em Tires e S. D. Rana, só agora estão a dar-se conta dos malefícios que os responsáveis pela gestão dos destinos da Câmara, o PSD e CDS, lhes andaram a arquitetar.

Face ao inesperado aumento do tráfego aéreo, à já verificada perda de qualidade de vida imposta pelo ruido dos motores dos jactos a passar sobre os telhados, que aterram e levantam voo paredes meias com as suas casas, largando toneladas de gases de exaustão altamente perigosos para a saúde, temendo pela segurança dos bens e das próprias vidas, os moradores nos bairros próximos do “Aeroporto de Cascais”, em Tires, estão a manifestar-se contra esta “menina dos olhos” do PSD e CDS, com a bênção do PS que nunca se opôs aos propósitos de Carlos Carreias e seus amigos.

Mas, será que Cascais necessita de um Aeroporto no seu território? Para quem?

O propósito de Carlos Carreiras e dos seus seguidores é o de trazerem para Tires todo o movimento de aviação executiva privada, de todos os jactos que até agora utilizam o Aeroporto de Lisboa.

Não é, pois, a pensar na possibilidade dos munícipes de Cascais passarem a voar a partir de Tires para outros destinos aquilo que está a mover o PSD e CDS. O que os move é a melhor “mobilidade”, o conforto e outras vantagens que vão proporcionar a alguns privilegiados que, aterrando e estacionando em Tires os seus aviões pessoais, vão aqui pagar tarifas muito mais baixas que as que que lhes são cobradas no Aeroporto de Lisboa.

Para que não nos debrucemos demasiado sobre as consequências de termos um Aeroporto à porta, para que não pensemos nos muitos inconvenientes e perigos do aumento do numero de aviões a passar-nos por cima das nossas casas, Carlos Carreiras, Pinto Luz e amigos empenham-se para nos convencerem da bondade da coisa, não poupando meios de propaganda, paga com muito dinheiro do nosso bolso, para quase só nos dizerem que o “Aeroporto de Cascais” até constitui um importante factor de geração de emprego qualificado. Dando, apenas, o exemplo da actual escola de pilotagem que “até já tem encomendado dois novos simuladores de voo para receberem mais alunos”.

É verdade que a escola de pilotagem constitui, quanto a nós, a mais importante mais-valia instalada. Escola que lá pode continuar e até ser ampliada, sem que isso dependa do alargamento das competências que o Aeródromo de Tires já tinha. Segundo especialistas, o acréscimo de utilização da pista para favorecer o tráfego de aviões privados pode, até, constituir-se num obstáculo à expansão da escola de pilotagem.

Se fosse genuína a preocupação de Carlos Carreiras com a criação de empregos e de riqueza no concelho, façamos nós o exercício de imaginar aquilo que poderia construir-se nos cerca de 200 hectares que o “Aeroporto de Cascais” ocupa em Tires.

Imagine-se, p.ex., o Parque Tecnológico, implantado numa área cuidada também para ser zona verde, que privilegiasse a instalação de indústrias limpas das novas tecnologias (o 5G está a aí para reinventar tudo), em vez do “Aeroporto”.

Quantas empresas de escala mundial nos iriam procurar para se sediar no “Parque Tecnológico de Cascais”, pagando aqui centenas de milhões de euros em impostos? Quantas dezenas de milhares de postos de trabalho qualificados se criavam para assegurarem um melhor futuro às gerações de jovens que agora são mandados emigrar?

O que sabem os cascalenses é que são eles mesmos, com o dinheiro das taxas, tarifas e impostos que pagamos à Câmara, mal governada pelo PSD e CDS, quem suporta o conforto e o benefício duma imensa minoria que pode tudo, até voar em avião privado.

Num tempo em que, em nome da preservação do ambiente, da qualidade de vida e da própria segurança das aeronaves, em todo o mundo cada vez se impõe mais a consciência da necessidade de deslocar os aeroportos para locais distantes das áreas urbanas, alegremente (?) Cascais avança no sentido contrário. Porquê?

Serão os autarcas do PSD, do CDS, e do PS que na Câmara e na Assembleia Municipal ora se abstêm ora votam de acordo com os primeiros, mais informados, mais prevenidos e inteligentes que todos os outros pelo mundo afora?

O que estes autarcas de olho cúpido têm em quantidade é uma oca e desmedida vaidade, que para ser satisfeita precisa de exibir constantemente que eles sim é que são excelentes, que eles é que estão acima e vão à frente do mundo, propagando sem cessar que cá, onde eles podem e mandam, até têm um “Aeroporto”.

 

Clemente Alves

 

Ver original em 'Portal CASCAIS' na seguinte ligação:

https://www.portalcascais.pt/analise-politica/clemente-alves/um-aeroporto-em-cascais-a-quem-interessa/

A mulher de César não basta ser honesta…

(Comentário:

Nada de novo nesta "oposição construtiva" onde se confirma que o pscascais  só fala quando melhor faria em estar calado. Mas é muito simpática a nota final sobre a gentileza, mútua como se compreende, entre o líder do PSD e o do pscascais)

 

No confronto partidário não pode e não deve valer tudo.

Quero neste artigo abordar a alegada relação perversa entre a prestação de serviços de uma agência de comunicação à CMC e respectivas empresas municipais, e a suposta utilização de recursos públicos para uma assessoria de imprensa no âmbito de uma candidatura interna no PSD.

Quando o caso foi divulgado pela comunicação social e proliferado pelas redes sociais, à semelhança de tantos outros casos, cada um fez aquilo que sabe fazer melhor, percorrendo e assumindo um conjunto de papéis que vão desde a posição de investigador, a inquiridor, terminando na posição de juiz.

Muitos esperaram desde logo que o PS Cascais cavalgasse em jeito de oportunismo a crítica fútil.

Enquanto líder de um partido que está actualmente na oposição até admito que pudessem esperar de mim uma actuação diferente, que “esfrangalhasse” o tema, procurando retirar dividendos políticos de uma suposta actuação menos digna, mas esse não é o meu perfil.

Fazê-lo seria o caminho mais fácil, mas contudo o menos correcto, até porque qualquer prestação leviana de um qualquer actor político nos caracteriza e adjectiva a todos descredibilizando a nobreza da actividade política.

Não é o meu perfil, nem é o registo onde quero colocar a actuação do PS Cascais.

A actuação do PS Cascais tem que se consubstanciar na diferenciação do projecto político e nunca por via da crítica estéril, de demagogias ou populismos.

Por isso o PS Cascais fez o que tinha que ser feito relativamente a este tema. Na primeira reunião de câmara a seguir à peça jornalística questionámos o Sr. Presidente, não sobre uma qualquer candidatura partidária, que esse é um outro palco que não cabe àquele órgão fiscalizar, mas relativamente à relação contratual entre o município e a empresa em questão.

Para o garante da total transparência nesta relação, solicitámos que nos fosse apresentada um relatório de todas as contratações feitas, bem como a manifestação das respectivas evidências. Aguardamos que numa próxima reunião seja tornada pública toda esta informação.

Aproveito ainda para referir que o Miguel Pinto Luz, Vice-Presidente da CMC, embora não o tivesse que fazer, fez questão de se deslocar ao gabinete do PS, onde apresentou-me todas as contas da sua campanha partidária, bem como as cartas que dirigiu quer ao jornalista que fez a peça em questão, quer ao Ministério Público.

Independentemente do caso em concreto, todos os intervenientes políticos com responsabilidades governativas ou em oposição têm a obrigação de ter uma conduta impoluta, transparente e permanentemente disponível para a clarificação da sua actuação. Assim como caberá ao respectivo poder judicial averiguar e esclarecer todas e quaisquer situações que se enquadrem no seu âmbito de actuação.

Estou certo que só assim poderemos assegurar a dignificação da actividade política e de todos os seus intervenientes.

Por isso a afirmação do Imperador romano Júlio César “A mulher de César não basta ser honesta, deve parecer honesta” contínua mais que nunca actual.

 

Ver original em 'Portal CASCAIS' na seguinte ligação:

https://www.portalcascais.pt/analise-politica/luis-miguel-reis/a-mulher-de-cesar-nao-basta-ser-honesta/

Freguesias exigem mais financiamento e reposição das extintas até 2021

(Comentário:

Há um estranho silêncio em Cascais quanto à recuperação das freguesias de Estoril e de Parede. Porquê ? A sua extinsão foi uma injustificada asneira.)


 

Os desafios que as freguesias enfrentam teceram o programa do XVII Congresso da Anafre. Serviços públicos, autonomia, financiamento e reposição de freguesias integram o leque de preocupações dos eleitos.

Não sendo uma estreia, uma das conclusões vertidas nas inúmeras moções apresentadas nos dois dias de Congresso da Associação Nacional de Freguesias (Anafre), em Portimão, é que os sucessivos governos mantêm a estratégia de desconsideração pelas freguesias, limitando-as, desde logo, nos planos administrativo e financeiro.

No segundo caso, a situação continuou a agravar-se com a aprovação do diploma, em Setembro de 2013, que estabelece o regime financeiro das autarquias. Mais propriamente o retrocesso na participação das freguesias nas receitas do Estado, contribuindo para tornar a sua situação financeira ainda mais débil. 

Neste sentido, as freguesias reivindicam uma nova Lei de Finanças Locais que, entre outros aspectos, contemple uma justa repartição de recursos entre os diferentes níveis de administração, com o reforço na participação de 3,5% no IRS, IRC e IVA, e utilize critérios justos na repartição horizontal do Fundo de Financiamento das Freguesias, utilizando todo o montante resultante da participação dos impostos do Estado. 

Da mesma forma, defendem que a nova legislação não deverá fazer depender de novas atribuições ou competências próprias a reposição da capacidade financeira das freguesias. 

Costa pressiona com descentralização

Para a abertura da reunião magna da Anafre, na passada sexta-feira, o primeiro-ministro levou a missão de convencer as freguesias a aceitarem a delegação de competências, que os eleitos autárquicos entendem melhor como transferência de encargos

«Adiar por medo é simplesmente dar a oportunidade àqueles que querem o centralismo de mais uma vez adiar a descentralização, que há muito já devia ter sido feita», argumentou António Costa. 

No âmbito da descentralização, que era precisamente o lema deste congresso, os eleitos exigem o reforço de verbas para suportar a transferência de competências, apesar da convicção de que só com a regionalização e a reposição de freguesias haverá condições para realizar uma verdadeira descentralização

O tema não agrada a António Costa, que continua a querer adiar a solução apontada pelo poder local. «No momento próprio, quando o País estiver maduro para essa discussão, seguramente voltará a discutir se quer ou não a regionalização», disse.

Reorganização que respeite populações

A reposição das freguesias extintas com a famigerada «Lei Relvas», à revelia da vontade manifestada pelos órgãos autárquicos e pelas populações, é outra grande aspiração dos eleitos. O objectivo é que o pronunciamento sobre as freguesias extintas em 2013 seja simples e rápido, de modo a estar concluído nas eleições autárquicas do próximo ano. 

Os órgãos autárquicos poderem concluir, de acordo com a vontade das populações, sobre a manutenção das agregações, ou pela extinção das freguesias criadas a regra e esquadro, é o ponto-chave das reivindicações apresentadas em Portimão.

Na intervenção de encerramento do congresso, o secretário de Estado da Descentralização e Administração Local, Jorge Botelho, anunciou que o Governo vai «retomar um processo para verificar o mapa de freguesias, através de um conjunto de critérios que estão objectivados e que agora é preciso consolidar para eventuais correcções».

Critérios apertados que, conforme análise já publicada pelo AbrilAbril, não satisfazem as aspirações das populações e dos eleitos, fazendo crer que será a luta das populações e dos respectivos órgãos autárquicos que permitirá a reposição das freguesias extintas contra a sua vontade.

 De acordo com a proposta de lei apresentada pelo Governo em Maio do ano passado, apenas as freguesias com mais de 1150 eleitores e uma área superior a 2% do território do concelho poderiam regressar à autonomia democrática.

Apenas nos casos em que distem mais de dez quilómetros em linha recta da sede do município, a exigência referente ao número de eleitores desce para 600. Esta condição é uma das que, de forma mais notória, revela a encenação do Governo do PS, uma vez que cerca de 900 freguesias já não possuem o número mínimo de eleitores apontado no diploma.

Recorde-se que, em Dezembro de 2016, PS, PSD e CDS-PP chumbaram na Assembleia da República os projectos de lei do PCP e do BE para a reposição de freguesias, dessa forma inviabilizando a reposição nas autárquicas de 2017.

Ver original em "AbrilAbril" na seguinte ligação:

https://www.abrilabril.pt/nacional/freguesias-exigem-mais-financiamento-e-reposicao-das-extintas-ate-2021

Freguesias exigem reposição das que foram extintas contra a sua vontade

(Comentário:

E em cascais? É agora que são finalmente repostas as freguesias de parede e Estoril estupidamente extintas contra a decisão da Assembleia Municipal?)


 

Arranca esta sexta-feira, em Portimão, o XVII congresso da Associação Nacional de Freguesias (Anafre). Descentralização e reposição de freguesias são dois dos temas em discussão.

Créditos / panoramio

«Freguesia: Mais próxima e solidária. Mais descentralização!» é o lema da reunião magna dos eleitos de freguesia que se realiza hoje e amanhã no Portimão Arena, no Algarve. Na mesa do debate estarão temas centrais como a autonomia do poder local, descentralização, lei das finanças locais e reposição de freguesias.

No âmbito da «inconsequente» reorganização administrativa do território, a Anafre apela a que a decisão seja devolvida às autarquias locais e respectivas populações para que a reposição das freguesias extintas em 2013, contra a sua vontade, aconteça a tempo das eleições autárquicas de 2021.

Recorde-se que, no anterior congresso da Anafre, o ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, anunciou que o Governo iria apresentar uma proposta de lei de criação de freguesias em nome do regresso «à normalidade democrática».

No entanto, o diploma apresentado pelo Executivo em Maio de 2019 constitui uma espécie de armadilha, dado que coloca novas agregações no prazo de dez anos e trava a reposição das que PSD e CDS-PP apagaram

Com a chamada «reforma administrativa», em que 1168 freguesias foram extintas, perderam-se cerca de 20 mil eleitos de freguesia, o que, conclui a Anafre, diminuiu a proximidade com os cidadãos não apenas nas freguesias rurais e do Interior, mas também nas urbanas e de maior dimensão.

Ver original em "AbrilAbril" na seguinte ligação:

https://www.abrilabril.pt/nacional/freguesias-exigem-reposicao-das-que-foram-extintas-contra-sua-vontade

Denúncia no DIAP de Cascais, de desvio de meios públicos para financiar a campanha de Pinto Luz

Denúncia Pinto Luz

Deu entrada ontem, dia 21 de Janeiro, no DIAP de Cascais, uma denúncia requerendo que o Ministério Público investigue se a campanha de Miguel Pinto Luz foi realizada a coberto do contrato celebrado entre a Nextpower e a empresa municipal Cascais Próxima.

A queixa apresentada pelo vereador da CDU, Clemente Alves, pretende que seja efetuada uma investigação ao contrato realizado pela Cascais Próxima com a Nextpower e se foram efetivamente prestados esses serviços.

A denúncia, a que Portal Cascais teve acesso, surge na sequência da última reunião de Câmara, do passado dia 14 de Janeiro, em que o Presidente da Câmara, Carlos Carreiras, e o Vice-Presidente, Miguel Pinto Luz, afirmaram desconhecer o contrato celebrado entre a Cascais Próxima e a Nextpower e que por esse efeito o tinham mandado anular.

Para o vereador Clemente Alves, esta tentativa de anulação levanta algumas suspeitas, pela forma apressada como se pretende realizar e sem ser confirmada a necessidade efetiva de prestação dos serviços contratados à empresa municipal.

Questionado sobre o contrato da sua campanha, pelo vereador da CDU, na reunião de Câmara, Miguel Pinto Luz respondeu “que só tinha que apresentar contas ao partido, recusando-se a demonstrar a existência de qualquer contrato com a Nextpower”.

Dos 20 pontos apresentados na denúncia, o vereador Clemente Alves, refere as ligações da agência de comunicação do candidato Pinto Luz, Nextpower, com as várias empresas municipais, como a Cascais Dinâmica, a EMAC – Empresa de Ambiente de Cascais, ETE – Empresa de Turismo do Estoril e a ESUC – Empresa de Serviços Urbanos de Cascais, onde foram realizados contratos no valor total de 600 mil euros.

Num dos pontos são apresentadas as ligações entre elementos da empresa Nextpower, como fazendo parte da Distrital de Lisboa do PSD, e o vereador Nuno Piteira Lopes, o Vice-Presidente Miguel Pinto Luz, e o Presidente da Câmara Carlos Carreiras.

No documento, a que o Portal Cascais teve acesso, é indicado que responsáveis da Nextpower, nomeadamente, Alexandre Luz, Bernardo Pessanha e Rodrigo Moita de Deus, que também fazem parte da empresa LPM (Nextpower e LPM têm a sede na mesma morada), terão prestado diversos serviços de consultadoria à Câmara de Cascais e empresas municipais durante vários anos.

Clemente Alves alega: “A utilização de meios públicos (designadamente, verbas) para o pagamento de uma campanha partidária do Vice-Presidente da autarquia de Cascais a ter sido realizada a coberto de um contrato realizado por uma empresa municipal constitui um desvio de fundos públicos para fins estritamente privados, sendo, consequentemente, um crime público”

Nos pontos apresentados são referidas, igualmente, as ligações de Rodrigo Moita Flores, como sócio do restaurante Sushi Del Mar, no Mercado da Vila, em instalações adjudicadas à empresa municipal DNA Cascais, da qual Pinto Luz é responsável.

Nas alegações finais, o vereador Clemente Alves solicita que se investigue “se existe algum pagamento de serviços feito diretamente por Miguel Pinto Luz à Nextpower para pagamento dos serviços da sua campanha eleitoral; se existe algum contrato celebrado entre Miguel Pinto Luz e a Nextpower para assessoria na campanha eleitoral; se elementos da Nextpower realizaram alguns serviços em instalações camarárias ou utilizaram pessoal camarário ou quaisquer outros meios para a realização de ações da campanha eleitoral de Miguel Pinto Luz”.

 

Ver original em 'Portal CASCAIS' na seguinte ligação:

https://www.portalcascais.pt/sociedade/politica/denuncia-no-diap-de-cascais-de-desvio-de-meios-publicos-para-financiar-a-campanha-de-pinto-luz/

Negócio entre Câmara de Cascais e agência de comunicação de Pinto Luz chega ao Ministério ...

 

às 21h16

Vereador comunista apresenta queixa. Contrato entre assessores de Pinto Luz e empresa municipal de Cascais levantou suspeitas. Carlos Carreiras assume que desconhecia adjudicação mas mandou anular a operação. Miguel Pinto Luz desmente todas as alegações e mostra faturas de como pagou à agência de comunicação NextPower
Miguel Santos Carrapatoso

Miguel Santos Carrapatosoin EXPRESSO

22.01.2020

 

Clemente Alves, vereador da CDU, fez chegar uma queixa ao Ministério Público para que proceda a uma investigação sobre o contrato celebrado entre a NextPower, agência de comunicação que fez a assessoria de imprensa da candidatura de Miguel Pinto Luz, e a Cascais Próxima, uma empresa municipal cascalense. Em causa está a alegada utilização de recursos públicos para suportar as despesas de campanha do vice-presidente da Câmara de Cascais, algo que Pinto Luz e a autarquia negam.

A denúncia surge depois de o Expresso ter noticiado que a Cascais Próxima celebrou um contrato com a NextPower no valor de €74 990 euros a 27 de dezembro de 2019, já depois do início da campanha interna do PSD e num período em que Miguel Pinto Luz era já assessorado pela referida agência de comunicação. A relação entre a empresa e a autarquia é, aliás, conhecida: a agência que assessorou o candidato já fez 12 contratos com a câmara e empresas municipais onde Pinto Luz é vice-presidente num valor de cerca de 600 mil euros. No total, em nove anos, a NextPower ganhou mais de dois milhões de euros em 50 contratos públicos por todo o país.

A questão foi levantada por Clemente Alves na reunião da Câmara a 14 de janeiro. Confrontados com os factos revelados, Carlos Carreiras, presidente da autarquia, e Miguel Pinto Luz, número dois, afirmaram desconhecer o contrato celebrado entre a Cascais Próxima e a Nextpower e revelaram que o tinham mandado anular com efeitos imediatos.

 

Veja aqui a notícia

Carlos Carreiras promete comboios gratuitos entre Cascais e Carcavelos

De acordo com o DN o presidente da Câmara Municipal de Cascais, Carlos Carreiras, após apresentação dos projetos para 2020 declarou, relativamente aos comboios entre Cascais e Carcavelos, “Se não chegarmos a acordo até Março, avançamos com os autocarros”.

“As equipas técnicas reuniram-se para saber qual o custo que a câmara teria de suprir, cerca de 500 mil euros” afirmou Carlos Carreiras.

Para o atual executivo uma das grandes apostas para 2020 será feita na área da mobilidade onde já começaram com a introdução da gratuidade nos transportes rodoviários dentro do concelho de Cascais.

A segunda fase será reforçar o número de autocarros e a frequência, conforme previsto no concurso internacional ganho pela empresa espanhola Martin, SA. Apenas a impugnação do concurso está a impedir a sua implementação que se espera ficar desbloqueada com a decisão judicial prevista para 29 de Janeiro.

O Executivo Camarário pretende ampliar a capilaridade da atual rede rodoviária, de forma integrada e garantindo as acessibilidades a todas as freguesias do concelho de forma eficiente e sustentável.

Ao nível do melhoramento da linha de comboio, entre Cascais e Cais do Sodré, o presidente da Câmara iniciou conversações com o ministro Pedro Nuno Santos, de quem tem uma boa impressão, e de quem espera uma maior agilização na resolução deste problema.

A grande preocupação está na deteriorização dos equipamentos ao longo dos anos, que acarretam problemas na área da segurança, e o tempo de implementação de uma nova solução, que pode ir entre 8 a 10 anos.

 

 

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Assembleia Municipal: um órgão verdadeiramente fiscalizador?

 

 

As autarquias locais constituem-se como um dos mais importantes pilares da democracia em Portugal. As autarquias vivem um profundo momento de transformação através de uma das maiores revoluções funcionais de que há memória: novas competências e atribuições a par de um novo referencial contabilístico, revolucionarão a forma como se organizam, dinamizam, trabalham e respondem aos desafios das populações.

Num momento em que o nível de exigência sobre as autarquias cresce sem precedentes, importa avaliar de que forma coexistem os dois órgãos municipais. Será que a Assembleia desempenha o seu papel fiscalizador relativamente ao Executivo municipal?

Num conjunto de matérias diversificadas analisadas é possível efetivamente aferir que o órgão que deveria concentrar um conjunto de competências e recursos com vista à execução do poder deliberativo e fiscalizador, fá-lo de forma insuficiente. Ora, se se denota um papel diminuto da Assembleia Municipal e das oposições no contexto autárquico, é importante refletir sobre os instrumentos de que dispomos ou que alterações institucionais se poderão produzir, reforçando a importância e ferramentas do órgão fiscalizador.

A título de exemplo importa referir os escassos meios com que os grupos municipais se deparam. O membro da Assembleia Municipal não se dedica em exclusivo a essa nobre função e enfrenta uma multiplicidade de temas e contextos técnicos. Com exceção do município de Lisboa, que atribui assessores aos grupos municipais, não existem verbas que permitam, por exemplo, solicitar análises técnicas em temas de manifesta complexidade.

Em segundo lugar é também oportuno refletir sobre a inerência e direito de voto dos Presidentes das Juntas de Freguesia na Assembleia. Este direito é potencialmente desvirtuador da representação proporcional dos partidos atribuída por via do voto dos cidadãos. Um partido em situação de maioria relativa na Assembleia, facilmente poderá obter maioria absoluta se considerar o voto dos seus Presidentes de Juntas de Freguesia.

A permissividade do RJAL sobre o prazo de disponibilização dos documentos relativos à ordem do dia é outra premissa que não é aceitável num regime democrático que se quer participado e transparente. Dois dias úteis é aquilo que a lei prevê como antecedência mínima para quaisquer documentos. Orçamento, Prestação de Contas, Plano Diretor Municipal e tantos outros documentos de manifesta dimensão e complexidade estão reduzidos a dois dias de análise.

Poderíamos ainda atingir um conjunto muito vasto de outras questões, como a ineficácia do Estatuto do Direito de Oposição, a permissividade das alterações orçamentais ou a parca informação da certificação legal de contas. Alterações cirúrgicas no atual modelo ou uma alteração total do modelo de governação?

Mais de quarenta anos após a instalação do poder local democrático importa refletir cabalmente sobre o atual modelo de governação municipal – o único onde elegemos diretamente o órgão deliberativo e executivo – e promover uma discussão política séria e transparente sobre o reforço das competências da Assembleia Municipal, numa lógica de compromisso comum para o aprofundamento da democracia local.

 

Alexandra Domingos

Deputada Municipal do PS
 

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Campus de Carcavelos também vai receber pólo de Medicina

Mudança enquadra-se no projecto “Baía do Conhecimento”, com o qual se pretende avançar já este ano. Estão previstos investimentos também na marina de Cascais e no aeródromo de Tires.

Nova

 

Depois da Nova School of Business and Economics (SBE), o campus de Carcavelos também terá um pólo de Medicina, onde se pretende concentrar a Escola Superior de Alcoitão (ESSA), a Nova Medical School - ou Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa – e a sua parceira Advanced Health Education (AHED). A confirmação foi dada, esta quinta-feira, num encontro com jornalistas promovido pela Câmara Municipal de Cascais para a apresentação das principais iniciativas para 2020.

A mudança esteve em cima da mesa durante os últimos meses, como confirmou ao PÚBLICO, João Sàágua, o reitor da Universidade Nova de Lisboa, em Outubro do ano passado. Agora, a decisão está tomada e é para avançar já este ano.

Na apresentação, Miguel Pinto Luz, vice-presidente da câmara, afirmou que está planeada a criação de equipamentos modernos para o ensino da Medicina, entre os quais vários laboratórios e também mais alojamento e residências universitárias. Depois, José Ferreira Machado, o vice-reitor da Universidade Nova de Lisboa, sublinhou a importância da inovação no ensino, não só na produção de conhecimento científico, mas também ao nível da formação, mais concretamente para formar “médicos mais humanizados”, disse.

Este projecto enquadra-se na denominada “Baía do Conhecimento”, empreendimento que pretende reunir faculdades de diferentes áreas no mesmo espaço. O objectivo é criar uma comunidade estudantil com 20 mil universitários em 2021, segundo aponta a câmara municipal.

Além disso, no horizonte do projecto está também a possibilidade de integrar a Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Estoril e a Faculdade de Direito da Universidade Nova de Lisboa. Contudo, esta possível transferência já mereceu, em Julho do ano passado, uma carta aberta de Bacelar Gouveia, presidente do Conselho Científico da Nova Direito, a criticar a hipótese

No mesmo encontro, foram ainda apresentadas outras novidades relativas ao concelho de Cascais. Quanto às obras na marina, que estavam previstas arrancar no final de 2018, projecta-se agora que comecem no primeiro semestre do ano corrente. Será levada a cabo a remodelação de uma área total de 23.700 m2, que por sua vez vai passar a contar com um hotel de cinco estrelas da Sofitel e com 60% de novos espaços comercializados, entre eles de restauração, escritórios e coworking.

O aeródromo de Tires também será alvo de investimento, neste caso de três milhões de euros, e de várias mudanças. Miguel Pinto Luz divulgou que será criado um novo terminal, e anunciou também a instalação de uma nova torre de navegação e de mais hangares

 

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Câmara de Cascais isenta cadeia Hilton de pagar compensações no valor de 2,5 milhões de euros

 
O executivo da Câmara Municipal de Cascais aprovou, em reunião de Câmara, a isenção do pagamento da compensação de 2,5 milhões de euros referente ao licenciamento, à cadeia Hilton, da construção de uma unidade hoteleira de 4 estrelas com vista privilegiada para a praia.
 

O projecto será realizado num terreno, ao lado do antigo Hospital Ortopédico José de Almeida, na Parede, e de cuja área total de construção estava prevista a cedência de 6.294,55 m2 para espaços verdes e 5.620,14 m2 para equipamentos de utilização colectiva.

Inicialmente, o grupo Hilton tinha solicitado o pagamento da compensação de 2,5 milhões de euros, em troca da cedência dos 11 mil metros quadrados do seu terreno, que o executivo camarário aprovou alegando razões excepcionais de carácter urbanístico, de acordo com o n.º 3 do artigo 5º do Regulamento Municipal de Compensação.

Os referidos 2,5 milhões foram apurados no âmbito das compensações à câmara, de acordo com o regulamento municipal em vigor, que é calculado com base no coeficiente de localização aplicado à fórmula prevista.

No mercado imobiliário, dados do INE, o valor médio de aquisição de habitação em Cascais é de 2.478 €/m2, o que valoriza os 11 mil metros quadrados em cerca de 27 milhões de euros.

Na última reunião de Câmara, do dia 14 de Janeiro, o Vice-Presidente, Miguel Pinto Luz, apresentou a proposta de isentar o pagamento da compensação, no valor de 2,5 milhões de euros, em virtude do promotor ter submetido uma certificação LEED, que aplica as melhores práticas a nível mundial de desenvolvimento sustentável, do ponto de vista ambiental, social e económico.

A isenção é atribuída ao abrigo da alínea e) do artigo 11.º do Regulamento Municipal de Compensação que refere que a Assembleia Municipal, mediante proposta fundamentada da câmara pode isentar de compensação, parcial ou totalmente, as construções urbanísticas que “constituam operações sustentáveis, devidamente atestadas, por entidades certificadas”.

A proposta foi aprovada por maioria tendo tido os votos contra dos vereadores do PS, Luís Miguel Reis e João Ruivo, e do vereador Clemente Alves da CDU.

 

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Por uma Gestão Autárquica mais imparcial

 

Alguém que circule junto do edifício dos Paços do Concelho, no centro da vila de Cascais, junto de algumas das sedes das juntas de freguesia do concelho, e noutros locais onde existem serviços autárquicos não pode deixar de reparar no estacionamento, na via pública, reservado à “CMC” ou à “Junta de Freguesia”.

A sensação que fica para um cidadão que vê o espaço público apropriado em benefício de alguns privilegiados, e em face de um tratamento desigual que lhe é imposto, é de uma profunda desconfiança em relação à isenção e imparcialidade do funcionamento da autarquia. A confiança dos cidadãos nas suas instituições é uma premissa fundamental da democracia, que não pode ser minada por exemplos como este.

Não se compreende o motivo pelo qual um colaborador da CMC ou da Junta de Freguesia pode ter direito a lugar reservado na via pública só para ir para o trabalho, enquanto esse direito não existe para os restantes cidadãos.

Também não se compreende a escolha de prioridades que é a presença da polícia municipal que impede a utilização por terceiros dos lugares reservados à presidência da CMC na Avenida Dom Carlos, enquanto que, um pouco por todo o concelho, se assiste à utilização abusiva dos estacionamentos reservados a pessoas com deficiência, ou dos locais de carga e descarga.

Para uma autarquia que apregoa o uso de transportes públicos, a sensação que fica é que os (insuficientes) transportes públicos. mesmo gratuitos, são bons para os outros (normalmente os que, por questões económicas, de idade ou outras, não podem utilizar o transporte individual), enquanto que para alguns privilegiados membros da gestão autárquica existe estacionamento reservado nos locais mais convenientes.

A gestão autárquica devia ser o exemplo das boas práticas de equidade, e não dar o exemplo de que uns são mais iguais que os outros. A mentalidade da gestão autárquica tem de mudar para que seja, em relação aos cidadãos que representa, um modelo de isenção e imparcialidade.

A Iniciativa Liberal acredita que Cascais merece melhor, e que melhor é possível.

 

Miguel Barros

 

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Carlos Carreiras apoia Montenegro para "pôr fim ao 'Socialistão'"

(Comentário:

Seria original Carreiras não manipular conceitos para enganar os crédulos.

O socialismo, na suas múltiplas tendências, é uma corrente política que, orientada para a igualdade social, defende a posse pública dos principais meios de produção por oposição à realidade do modelo de exploração capitalista.

Obviamente que Portugal(ao contrário do que refere a Constituição da República)é um país capitalista sem qualquer natureza socialista ou mesmo socializante.

A mentirola do "socialistão" de Carreiras (provavelmente aprendida com o amigo Ventura) é só para ludibriar incautos.

Hoje,no PSD, todos são ferrenhos defensores do atual CAPITALISTÃO e há muito se esqueceram que Sá Carneiro prometia o caminho para o "socialismo em liberdade".)


Carlos Carreiras, presidente da maior câmara social-democrata do país, declarou apoio a Luís Montenegro, na segunda volta das diretas do PSD, para acabar com o "Socialistão" em Portugal, depois de ter apoiado Miguel Pinto Luz no sábado passado.

 
Num artigo intitulado "Luís Montenegro: uma escolha social-democrata", publicado hoje no jornal "i", Carlos Carreiras considerou que Luís Montenegro "oferece um PSD renovado, com capacidade de combate e vontade de pôr fim ao "Socialistão" em que Portugal se está a tornar".
 

"Luís Montenegro nunca foi daqueles que acharam que um voto no PS era melhor do que um voto num companheiro seu; nunca andou em comícios do PS; nunca apoiou nem participou em candidaturas que não fossem do PSD. E Rui Rio e os seus apoiantes podem dizer o mesmo?", questionou.

O presidente da Câmara Municipal de Cascais afirmou que, nestas eleições, os sociais-democratas têm de escolher entre um "novo PSD, grande e democrático, moderno e aberto às forças da sociedade civil, capaz de capitanear sem complexos todo o centro-direita no combate ao socialismo infantil" ou um PSD condenado a ser "moço de recados do Partido Socialista".

Para Carlos Carreiras, o PSD atual, liderado por Rui Rio, não existe como alternativa, é "a antítese do projeto de Sá Carneiro" e está "a milhas do partido grande, de Cavaco Silva, e reformista, de Pedro Passos Coelho."

No sábado, data marcada para a segunda volta das diretas do PSD, Carlos Carreiras declarou assim que irá votar naquele que apelidou como "social-democrata de todas as horas", Luís Montenegro.

Na segunda-feira, foram vários os apoiantes de Pinto Luz, vice de Carreiras na câmara de Cascais, que declararam apoio a Luís Montenegro, como os antigos secretários-gerais do PSD Miguel Relvas e Matos Rosa, o antigo vice-presidente do partido, Marco António Costa, os líderes das distritais de Lisboa e de Setúbal, Ângelo Pereira e Bruno Vitorino, e o deputado e presidente da distrital da JSD de Lisboa, Alexandre Poço.

Em sentido contrário, o ex-ministro Mira Amaral, o cientista Carvalho Rodrigues e os deputados Ana Miguel Santos e Nuno Carvalho (que foram cabeças de lista nas últimas legislativas em Aveiro e Setúbal, respetivamente) passaram do apoio a Pinto Luz para o voto no atual presidente e recandidato, Rui Rio.

O atual presidente do PSD, Rui Rio, foi o candidato mais votado na primeira volta das diretas de sábado com 49,02% dos votos e Luís Montenegro conseguiu 41,42%, de acordo com os números finais disponíveis no site do PSD.

Miguel Pinto Luz, o terceiro candidato mais votado, obteve 9,55% (3.030).

Leia Também: Há "correlação direta" entre apoios de Rio e listas de deputados

 

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Em Cascais mora o Robin dos Bosques invertido

A maioria dos moradores em Cascais, sobretudo aqueles que vivem nas localidades do interior e que conseguiram comprar uma fatia de terreno para nele construírem as suas casas de família, sabem das tormentas que passaram. Primeiro para que a Câmara lhes legalizasse os terrenos e depois conseguir as autorizações de construção e habitação. Claro que ninguém se esqueceu das tormentas que passaram, dos anos de vida que empenharam e das fortunas que, por tudo e por nada, lhes foram exigindo para que pudessem seguir em frente na concretização do sonho.

Mas, sabemos todos, o Inferno que se faz para quem não nasceu bafejado pelo conforto das contas gordas nos bancos, ou das brutais dividas que a folgar neles podem contrair sabendo que outros lhas vão pagar, para estes todo o mundo é seu.

Na reunião da Câmara de Cascais de hoje, 14 de Janeiro, foi aprovado isentar do pagamento de compensação um promotor imobiliário que vai construir um hotel de 4 estrelas junto à Avenida Marginal, entre o Hospital José de Almeida e as Residências do Grupo Mello, na Parede.

Parede

De acordo com o Regulamento Municipal em vigor, para construir o empreendimento o promotor teria que entregar à Câmara 11.914,69m2 de terreno destinado a equipamentos de utilização colectiva e espaços verdes. Porém, em condições excepcionais, pode a Câmara determinar que, em vez dos terrenos destinados aos fins referidos, os promotores os compensem com o pagamento dum valor equivalente em numerário. Foi o que a seu tempo o promotor veio pedir e a Câmara prontamente acedeu, estipulando-lhe o valor da compensação em 2.553.503,36€, ou seja, 214,31€ por cada m2 de terreno que assim, passou para si em vez de ir para a Câmara.

Convém que se diga que por este preço ninguém consegue comprar terrenos nesta zona. Numa simples prospecção a lotes disponíveis na Parede, verificamos que, p.ex. um terreno localizado no interior da Vila, logo com muito menos valor que este junto à Marginal e com vista privilegiada para o mar, está à venda por 1.965,70€/m2. Se se aceitar tal valor como “razoável” e o aplicarmos à área que Câmara devia receber na compensação, então os nossos 11.914,69m2 valem a “módica quantia” de 23.420.696,70€!

Milhões a que, decerto tendo em conta a “relevância” do hotel que tanta falta faz a Cascais, o PSD e o CDS, que mandam na Câmara, decidiram conceder um desconto especial, fixando-o nos já referidos de 2.553.503,36€.

Ainda não satisfeito com a generosidade, o nosso “empreendedor” voltou à carga e veio pedir que, não já em vez da entrega do terreno, mas desta feita do dinheiro, a Câmara lhe aceitasse a apresentação a posterioridum certificado em como na construção e exploração do empreendimento iria aplicar as melhores práticas ambientais.

Como esforçados amigos do ambiente que todos sabemos que são, Carlos Carreiras, Pinto Luz e Cª, obviamente responderam que sim: a compensação passou a nada, zero em terreno e outro tanto em dinheiro.

 

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https://www.portalcascais.pt/analise-politica/clemente-alves/em-cascais-mora-o-robin-dos-bosques-invertido/

NextPower: Agência de campanha de Pinto Luz com contratos em Cascais

Segundo informação do Expresso a empresa que assegura a comunicação e assessoria da campanha de Miguel Pinto Luz à liderança do PSD assinou um contrato de 75 mil euros com uma empresa municipal de Cascais em 17 de dezembro de 2019. E os contratos celebrados com empresas municipais de Cascais não ficam por aqui, tendo nos últimos anos faturado 558 mil euros, conforme informação disponível na base.gov.pt (quadro abaixo).

Fonte: base.gov.pt (Serviços adjudicados à empresa NextPower)

Questionados pelo Expresso a empresa de comunicação NextPower garantiu não existir “qualquer conflito de interesses”.

A NextPower foi criada em 29 de Julho de 2009 tendo como sócio a Boston Media e a gerência a cargo de João Filipe Poças Paixão Martins. Em 30 de Outubro a NextPower passa a sociedade por quotas, detida pela Boston Media e Rodrigo Moita de Deus.

Em poucos meses conseguem contratos com o Estado, municípios e empresas do estado tendo faturado mais de um milhão de euros em 3 anos.

À NextPower e Boston Media junta-se a LPM, que entretanto consegue contratos com a Empresa de Turismo do Estoril no total de 1,2 milhões de euros para o desenvolvimento de um estudo da marca Estoril em 2012.

Fonte: base.gov.pt (Serviços adjudicados à empresa LPM)

Desde 2008 a LPM faturou 5,5 milhões de euros em contratos com o Estado.

A forte ligação entre as duas empresas, LPM e NextPower, passa pela partilha das mesmas instalações, no escritório 49, da Avenida Infante D. Henrique e os responsáveis Alexandre Luz, que foi adjunto de Paulo Vistas na Câmara Municipal de Oeiras, e Alexandre Borges.

Por responder está Miguel Pinto Luz que desafiado pelo Expresso em apresentar uma cópia do contrato dos serviços de assessoria da NextPower optou por não responder.

 

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PSD. Agência de comunicação do candidato Pinto Luz tem contratos de €600 mil em Cascais

Agência que assessora candidato fez 11 contratos com a câmara e empresas municipais onde Pinto Luz é vice-presidente mas diz não haver “incompatibilidade”

 

A empresa que assegura a comunicação e assessoria de Miguel Pinto Luz assinou um contrato de 75 mil euros com uma empresa municipal de Cascais, autarquia onde Pinto Luz é vice-presidente, a 17 de dezembro de 2019. Não é caso único: existem mais 11 contratos celebrados entre a agência e empresas do universo autárquico cascalense, todos disponíveis no Portal Base, plataforma online onde estão reunidos os contratos públicos. No total, em nove anos, a NextPower ganhou mais de dois milhões de euros em 50 contratos públicos. A autarquia e empresas municipais de Cascais contribuíram com mais de 600 mil euros.

Ao Expresso, a NextPower garantiu não existir “qualquer conflito de interesses” e escusou-se a comentar a relação contratual com Miguel Pinto Luz. “Não cabe à agência comentar assuntos de natureza profissional sujeitos à devida confidencialidade”, sublinhou fonte oficial. Sobre a posição de Miguel Pinto Luz, nem uma palavra. O Expresso desafiou o candidato a esclarecer a questão, a dizer qual era o valor e objeto do contrato da candidatura com a NextPower e a facultar, em tempo útil, uma cópia do contrato celebrado entre as partes. Apesar da insistência do Expresso, a candidatura de Miguel Pinto Luz optou por não responder às questões.

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Pague menos IMI em 2020

Pague menos IMI em 2020

Todos os proprietários de imóveis em Portugal gostariam de ver o volume de imposto (IMI) pago ser menor e os proprietários Cascalenses não são excepção.

Por isso o Portal Cascais decidiu dar algumas dicas aos nossos leitores que ajudem a pagar menos IMI em 2020.

Solicitar uma reavaliação do IMI

Muitos são os contribuintes portugueses a pagar IMI a mais, sem o saber. Para tal, pode efectuar um pedido às finanças para reavaliação de IMI de forma completamente gratuita através do portal das finanças. Este pedido pode ser efectuado de 3 em 3 anos.

Se este pedidos for efectuado até 31 de dezembro de 2019, irá pagar menos IMI em 2020, caso contrário terá de esperar mais um ano para baixar o valor do seu imposto.

Contudo, por vezes pode não compensar esta actualização, pelo que sugerimos a utilização de um simulador para verificar se vai ficar a pagar menos IMI.

Deverá confirmar se reúne os requisitos necessários para beneficiar de uma isenção de IMI.

Estão isentos de IMI os imóveis de reduzido valor patrimonial, rústicos ou urbanos, destinados a habitação própria e permanente de sujeitos passivos de baixos rendimentos.

Se o rendimento anual bruto total não for superior a € 15.295,00 (IAS x 14 x 2,3), considera-se que o agregado familiar tem baixos rendimentos. A totalidade dos prédios rústicos ou urbanos do agregado não pode ultrapassar os € 66.500,00 (IAS x 14 x 10).

Esta isenção é automaticamente considerada pelas Finanças.

Isenção temporária de IMI

Os imóveis destinados a habitação estão isentos de IMI nos 3 anos subsequentes à sua aquisição desde que de valor inferior a € 125.000,00 e que o agregado familiar não tenha obtido, no ano anterior, um rendimento coletável superior a € 153.000,00.

Algumas autarquias promovem benefícios fiscais na taxa de IMI aos seus munícipes. No caso da Câmara Municipal de Cascais, o pacote fiscal municipal para 2020 prevê:

1 – Baixar a taxa de IMI para 0,35%, referente a 2019 a cobrar em 2020;

2 – Desconto por cada filho:Aplicar a dedução fixa (em €) ao valor apurado de IMI a
pagar, consoante o número de dependentes e conforme n.º 1 do artigo
112.º-A do CIMI, na sua redação vigente, da seguinte forma:
Número de dependentes a cargo Dedução fixa (em €):
1 ……………………………………………….. 20€
2 ……………………………………………….. 40€
3 ou mais …………………………………… 70€

3 – Aplicar isenção de IMI por um período de 5 anos a contar do ano, inclusive, da conclusão da reabilitação, aos imóveis situados em ARU, podendo ser renovada por um período adicional de 5 anos, conforme n.º 7 do artigo 71.º EBF;

4 – Aplicar isenção de IMI para prédios urbanos objeto de reabilitação
urbanística, pelo período de 3 anos a contar do ano, inclusive, da emissão
da respetiva licença camarária (n.º 1 do artigo 45.º EBF);

5 – Minorar em 20% a taxa de IMI aplicável a prédios urbanos arrendados
para habitação, conforme n.º 7 do artigo 112.º do CIMI, na sua redação
vigente, aos requerimentos válidos que deram entrada na Câmara Municipal
de Cascais até 31 de julho de 2019, conforme previsto no Pacote Fiscal
Municipal de 2019; É intenção desta Câmara Municipal manter este benefício para o IMI de
2020 a cobrar em 2021, para todos os munícipes que reúnam mais uma
vez as condições exigidas e nas áreas abrangidas, pelo que poderão ser
entregues os respetivos requerimentos até 31 de julho de 2020. (Anexo 1
à Proposta n.º 1216/2019 – Pacote Fiscal para 2020).

Ainda em Cascais, recordamos que se é proprietário de um prédio urbano e que o mesmo se encontre degradado poderá ver o seu IMI majorado.

1 – Majorar em 30% a taxa de IMI aplicável a prédios urbanos degradados,
nos termos do n.º 8 do art.º 112.º do CIMI, na sua redação vigente, considerando-se como tais os que, face ao seu estado de conservação, não cumpram satisfatoriamente a sua função ou façam perigar a segurança de pessoas e bens, de acordo com o levantamento efetuado pela DREU;

Ver original em 'Portal CASCAIS' na seguinte ligação:

https://www.portalcascais.pt/economia/pague-menos-imi-em-2020/

Motor Passion processa Câmara Municipal de Cascais

O Motor Passion Museum, idealizado por Duarte Lopo Cancella de Abreu, moveu uma acção contra a Câmara Municipal de Cascais onde é pedida uma indemnização no valor de 270 mil euros, alegando “inúmeros e avultados prejuízos”, após o município ter colocado um ponto final na parceria que desde 2014 uniu as duas entidades com vista à criação na cidade do Motor Passion Museum (MPM).

Segundo o Expresso, o contacto feito com a Câmara Municipal de Cascais confirmou “o seu afastamento do projecto, decisão justificada por Marco Espinheira, diretor do Futuro da Câmara Municipal de Cascais pelo facto de ter percebido “que a sociedade em questão não tinha condições para levar a cabo o que inicialmente tinha apresentado”. “Não acredito que exista o investimento necessário”, concluiu Marco Espinheira, acrescentando que a autarquia mantém o interesse em desenvolver um museu automóvel: “Temos a firme intenção de o criar e vamos continuar à procura de um projecto vencedor, como Cascais merece”.”

Duarte Lopo Cancella de Abreu, mantém que o projecto se tornou “inviável, dada a ineficácia da gestão dos investimentos prometidos pela autarquia”. “Da nossa parte”, insiste, “conseguimos apoios, asseguramos colecções, e inclusivamente investimos capitais próprios”.

Duarte Cancella de Abreu, sublinha uma relação “desgastante” com a autarquia, com inicio  em 2014, momento em que diz ter sido convidado pelo presidente Carlos Carreiras para criar o museu. O diretor do Futuro da CMC contesta “Não foi assim que aconteceu”, afirma, alegando que o projeto foi apresentado à câmara e esta concordou avançar.

Segundo apurou o Expresso, das negociações mantidas, Cancella de Abreu explica ter ficado acordado que, além da cedência do espaço, a câmara custearia os estudos e projetos de adaptação, bem como a realização das obras. Com a concordância do município, afirma, ficou ainda pendente “a celebração de um protocolo” que oficializasse os termos da parceria, “documento que nunca chegou a ser assinado”.

Dada a dimensão das instalações a ocupar, ficou também assente que o museu partilharia o edifício com o Museu de Arte Urbana e Contemporânea de Cascais (MARCC), outro projeto resultante de uma parceria da CMC, neste caso com o artista Alexandre Farto, conhecido como Vhils. A concretização deste museu, que chegou a ter a inauguração anunciada para setembro de 2018, continua a ser uma incógnita. Marco Espinheira promete novidades “muito em breve”, enquanto os representantes de Vhils disseram ao Expresso que, apesar da “proposta e dos contactos iniciais, o plano não vai avançar”.

A ruptura foi oficializada por email, assinada pelo vice-presidente da câmara, Miguel Pinto Luz, recebida em maio deste ano. A mesma onde foi requisitada à sociedade Motor Passion que entregasse “todos os espaços” que ocupava, adianta Cancella de Abreu.

Segundo apurou o PortalCascais.pt a Motor Passion ainda anuncia no seu site como parceiro institucional, a Câmara Municipal de Cascais

Ver original em 'Portal CASCAIS' na seguinte ligação:

https://www.portalcascais.pt/economia/desenvolvimento-economico-sociedade/motor-passion-processa-camara-municipal-de-cascais/

E prestar contas, não?!...

                                                              02 DEZEMBRO 2019
Em Cascais, com a liderança de Carlos Carreiras na Câmara Municipal, perdeu-se definitivamente o hábito de prestar contas do exercício do poder autárquico aos munícipes. Sei, ou sinto, que hoje a maioria das pessoas não se quer dar ao trabalho de escrutinar o mandato que entregou pelo voto ou que, porque deixou de acreditar, não foi sequer votar.  Para quem gosta de política, este seria o sinal de alarme para investir em envolver as pessoas nas decisões e na informação pública das razões das medidas tomadas e depois os resultados obtidos.  Para quem, como o grupo que manda em Cascais, gosta de usar a política para benefício próprio, não só não é um problema, como é algo que pretendem incentivar cada vez mais. Quanto maior for a distância entre os eleitores e as decisões da administração “melhor se administra” a seu bel-prazer.  Prestar contas dá trabalho e algumas decisões de administração pública em Cascais, que temos acompanhado nos últimos tempos, só com uma boa dose de imaginação e capacidade inventiva se conseguem explicar!  As opções de desenvolvimento urbanístico são chocantes. Não percebo a razão que levou a aprovar a intervenção urbanística à entrada de Cascais nem que interesse público possa estar por detrás de tal decisão. Já os interesses privados são evidentes… As opções de desenvolvimento da mobilidade são opacas. Ninguém consegue perceber que modelo de mobilidade se pretende implementar nem que ferramentas serão consideradas para garantir essa mobilidade.
Investimento em estradas zero. Mesmo os projetos estruturantes, alguns com dezenas de anos com projetos, nada. A conclusão das vias longitudinais sul e norte, a variante à estrada nacional 247 no eixo Abóboda Trajouce, e o cuidado mais fino em algumas localidades a precisar de urgente revisão de trânsito, (Abóboda, Trajouce, Cabeço de Mouro, Amoreira, Sassoeiros, Arneiro, Cascais) são alguns exemplos de muitos em que tropeçamos em Cascais. O investimento em transporte público é uma medida a aplaudir, mas também sobre isso é urgente prestar contas. O que é prioritário? Investir meio milhão de euros numa viatura não tripulada para deslocar(?) meia dúzia de pessoas da Universidade para a estação de Carcavelos ou investir em melhorar os transportes nas muitas zonas ainda cinzentas do concelho? E o investimento já realizado permitiu transportar quantas pessoas? Quanto está a custar ao erário público por pessoa transportada esta solução implementada? E as muitas zonas do concelho onde o estacionamento continua a ser um caos e manifestamente insuficiente para as necessidades? E as zonas do concelho que por artes mágicas de estacionamento livre passa para estacionamento pago?
A política de habitação agora anunciada é um grande ponto de interrogação. Anunciar-se com pompa e circunstância investimentos em habitação para estudantes antes de pensar nos problemas que ainda existem para os que já habitam o concelho só demonstra que a política em Cascais é feita virada para fora, virada para as televisões e os jornais, ignorando os problemas e os anseios dos que pagam impostos em Cascais. E não fica claro quem faz o investimento, se o município se os investidores no betão… Em apenas três exemplos da gestão camarária ficam tantas perguntas sem resposta. Agora que está na moda falar-se de saúde poderia dizer que precisávamos de um especialista em medicina interna para avaliar os problemas e um cirurgião para operar e resolver esses problemas mas, afinal, Carreiras, Pinto Luz e Piteira são apenas…anestesistas!
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Câmara faz obra urgente na muralha da Marginal para impedir tragédia

Por Redação
19 novembro 2019
“A segurança das pessoas e bens é primordial e é prioritária”, defendeu, esta terça-feira, o chefe do governo local de Cascais, Carlos Carreiras, ao anunciar que o município vai avançar com o projeto de intervenção urgente, orçado em 150 mil euros, na muralha degradada que separa a Marginal do paredão marítimo, entre a rotunda de São Pedro do Estoril e o cruzamento de Parede. Os trabalhos, numa extensão de cerca de 300 metros, iniciam-se esta quarta-feira e deverão prolongar-se até sábado, prevendo-se que nesta altura seja levantada a interdição à circulação rodoviária imposta esta segunda-feira, à noite, na faixa mais à direita, naquele troço da avenida Marginal.
 
Para o chefe do executivo municipal que, esta terça-feira, de manhã, visitou a área,“Portugal tem um histórico de facilitismo que está na origem de graves acidentes, inclusivamente com perdas de vidas e, face à análise técnica e da observação local, a Câmara Municipal de Cascais não podia ficar de braços cruzados”. No entanto, a recuperação estrutural da muralha está orçada em cerca de dois milhões de euros e envolve a Infraestruturas de Portugal e a Agência Portuguesa do Ambiente.
 
Dado o atraso nesta recuperação e o agravamento do estado de degradação da muralha, que serve de contenção à Estrada Nacional 6, ao longo de, pelo menos, 300 metros de extensão e receando um maior risco para a segurança também devido às condições meteorológicas, o município decidiu avançar com uma intervenção urgente por forma a impedir uma eventual tragédia. Recorda-se que a decisão de encerrar a faixa mais à direita, no sentido de Lisboa, naquele troço da Marginal surgiu depois de uma “atenta análise local e com o suporte técnico de pareceres do Serviço Municipal de Proteção Civil de Cascais, que constatou a “haver um risco objetivo para a segurança de quem circula naquela via”.
 
 
 

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AUDITORIA. Erros de 900 mil euros na gestão de fundos próprios da Junta de Freguesia de Carcavelos e Parede

Por Redação
27 outubro 2019
O relatório da auditoria às contas da União de Freguesias de Carcavelos e Parede, que tardava em ser conhecido, foi apresentado e discutido esta terça-feira, em Assembleia de Freguesia, tendo revelado que são necessários “ajustamentos” que, “a serem efetuados (…) os fundos próprios geridos pela autarquia seriam reduzidos em 894.896€. Pedida por alegadas irregularidades na contabilidade e nos recursos humanos da Junta de Freguesia no mandato de 2013 a 2017, a auditoria que foi realizada pela empresa BDO, por proposta da Assembleia de Freguesia, concluiu agora terem existido alegados erros nos fundos próprios da autarquia. Distribuído aos partidos políticos no dia 27 de  setembro último, o relatório da BDO explana ainda a forma como o desfalque da Junta de Freguesia da Parede foi integrado nas contas da União das Freguesias.
 

Ricardo Pires
“O que o relatório demonstra é que havia fundamento para a Assembleia pedir a auditoria, nomeadamente porque os fundos próprios estavam empolados em quase 900 mil euros”, afirmou, entretanto, Ricardo Pires, líder dos Socialistas na Freguesia. Ainda segundo Ricardo Pires, “do nosso ponto de vista é preciso que o PSD e CDS assumam os erros e apresentem contas retificadas e verdadeiras.” Face a um conjunto de matérias, com possível gravidade, por esclarecer no relatório e ainda o ponto de situação da auditoria de junho, agora conhecido, que se queixa da “difícil obtenção e disponibilização” de documentos e de “vicissitudes de agendamento dos trabalhos” com serviços da Junta, a bancada socialista propôs a realização de uma nova sessão extraordinária da Assembleia de Freguesia com a presença da auditora BDO e do técnico oficial de contas da Junta, proposta que foi aprovada.  “O ponto de situação de junho que hoje conhecemos e que o Executivo na altura recusou-se a disponibilizar à Assembleia é alarmante”, diz Ricardo Pires, segundo o qual “as omissões no relatório são demasiado óbvias para não merecerem um esclarecimento cabal na próxima Assembleia”. “O PS não descansará até obter a verdade toda”, concluiu Ricardo Pires. 
A antiga presidente Zilda Silva e o sucessor Nuno Alves
A autarquia, que tem estado no centro e alvo da auditoria da BDO é liderada desde as últimas autárquicas, há dois anos, por Nuno Alves, que sucedeu à polémicaZilda Costa Silva que, em 2013, assumiu a liderança da então constituída União de Freguesias de Carcavelos e Parede pela coligação “Viva Cascais” - PSD/CDS-PP. 
 
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Porquê o Urbanismo?

                                                                     27 OUTUBRO 2019
De cada vez que um edifício de interesse histórico é demolido ou que a Câmara aprova um prédio com andares a mais, aparece sempre alguém a dizer que o dono do terreno tem o direito a fazer aquilo que quiser na sua propriedade. Defendem o primado absoluto do direito individual sobre o interesse vasto e difuso do bem geral.
A total aversão à intervenção do Estado que existe em certos sectores chega ao ponto de se defender que este  nem sequer se deve meter em assuntos como o urbanismo, onde obviamente o que está em está em causa é o interesse geral da comunidade. A ideia é apelativa e agradável aos ouvidos. Até transmite uma aura de liberdade.  Mas será mesmo assim? É obvio que não. Uma ausência total de regras urbanísticas, ou o não respeito reiterado pelas mesmas, leva a graves consequências para o território que afecta todos e cada um dos seus habitantes, incluindo aqueles que numa primeira fase são beneficiados pela ausência de regras.  1.  Sem me deter muito sobre a óbvia necessidade de existirem infraestruturas comuns que têm capacidade limitada,existem recursos ambientais que também eles são limitados. Se cada um os utilizar como quiser o seu espaço o ambiente ficará insuportável para todos. Infelizmente existem muitos exemplos em Portugal de territórios que, fruto de um mau urbanismo, ficaram totalmente desqualificados e desvalorizados.
Um dos exemplos mais prementes será a Costa da Caparica: Uma praia fantástica, perto de uma capital europeia e com um enquadramento natural invejável. No entanto, a construção feita à vontade de cada um, os parques de campismo que parecem campos de refugiados, o espaço público desmazelado e a ausência de zonas agradáveis para além da própria praia, destruíram aquele território. Outro exemplo é ainda mais perto de Lisboa: Sacavém, onde em tempos dei aulas. Um espaço sobrelevado com uma soberba vista para o estuário do Tejo, mas que a construção desregrada desqualificou irremediavelmente. É isto que tememos que aconteça a Cascais. Por isso também nós nos insurgimos cada vez que uma urbanização com andares a mais é aprovada ou de cada vez que a Câmara permite que não se respeite o património histérico do concelho. A crescente desregulação urbanística, deixando o território entregue à vontade dos construtores, pode levar a que o concelho entre num ponto de não retorno de desqualificação.Tal como Sacavém ou a Costa da Caparica. É por isso fundamental que a gestão do território seja pensada como um todo e as decisões pontuais inseridas na estratégia geral. Não caso a caso, como actualmente acontece, alterando pontualmente o plano director à vontade do promotor. Potenciando a descricionariedade na decisão e abrindo a porta à corrupção. 2. Por algum motivo acontece que país nenhum do mundo é liberal no urbanismo. Nem mesmo os mais liberais dentro dos liberais. Veja-se o que se passa na Holanda ou na Inglaterra. No primeiro caso, são as próprias autarquias que, assumindo o papel de promotor urbanístico, delimitam o espaço, repartem os lotes, constroem as infraestruturas e vendem a quem queira construir. Na ultra liberal Inglaterra os planos municipais determinam entre outros o estilo arquitectónico das novas construções que o particular tem de respeitar. Claro que se regras semelhantes fossem aplicadas em Portugal não demoraria muito até que alguém viesse dizer que estávamos de volta ao gonçalvismo e à usurpação dos direitos de propriedade por parte do Estado. 
3. Que regra seguir? Impõe-se dizer que na verdade existem leis boas em Portugal em matéria de urbanismo, só falta quem as aplique. A possibilidade de as próprias autarquias tomarem a iniciativa na urbanização está prevista, designadamente naquilo que a lei denominou os planos de pormenor. No entanto, nunca ou quase nunca este instrumento é utilizado pelas autarquias, sendo por regra os próprios promotores que elaboram os planos, à medida das suas vontades e com estudos de impacto ambiental feitos à sua medida. Tomar a iniciativa neste domínio, permitindo que o território seja pensado e estruturado a bem de todos, é fundamental para que Cascais mantenha a sua qualidade de vida que ainda a diferencia dos outros municípios da Área Metropolitana de Lisboa. Ainda é possível reverter muitas das decisões erradas em matéria de urbanismo tomadas nos últimos anos. 4. Ainda vamos a tempo de ter uma política urbanística em Cascais. O Plano Director Municipal tem de ser rigoroso na definição dos índices de construção permitidos para cada lote de terreno, alterando-se as regras que atualmente permitem a descricionariedade do decisor.E que abrem a porta à corrupção. Temos de decidir que modelo de desenvolvimento urbano queremos para o concelho: Queremos mais condomínios fechados com jardim ou mais vivendas? Queremos que a Câmara imponha regras estéticas na arquitectura das casas particulares, ou cada arquitecto é livre de criar? Pode cada proprietário dispôr livremente do seu lote, mesmo que nele exista uma construção com mais de cem anos, ou a Câmara deve proteger o património? E a construção em altura, deve ser permitida, desincentivada, ou mesmo impedida? Creio que se queremos manter alguma qualidade arquitectónica em Cascais, temos de impor limites claros à construção,  rejeitando nova edificação em altura e preservando o património construído. Temos de travar com vigor a quase ausência de regras com que a Câmara gere o urbanismo e que tem levado a uma rápida desqualificação do território.
 
Outros artigos de JOÃO SANDE E CASTRO

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Low level

 
                                                         24 OUTUBRO 2019
“Low level”para ser à moda de Cascais ou, para os que ainda não incorporaram o estilo, nível baixo, nível mesmo muito rasteiro, é o que tem de comum o trio que efetivamente manda nos destinos de Cascais.  Mandar é uma forma de expressão. Quem manda nisto tudo precisa sempre de fieis executores que não se importem de fazer de conta. Este é claramente o papel desempenhado por Carlos Carreiras, Miguel Pinto Luz e Nuno Piteira. Carlos Carreiras está em fim de ciclo. Não o afirmo pelas sucessivas demonstrações de que tem que sair por razões de saúde, mas porque as suas decisões na Câmara assim o demonstram. A tentativa de “fraude administrativa” com o PDM que a queixa apresentada por João Sande e Castro no Ministério Público obrigou Carreiras a fazer marcha atrás, a aprovação do Plano de Pormenor Sul de Carcavelos, a aprovação do empreendimento no Jumbo à entrada de Cascais, o empreendimento na Praça de Touros de Cascais, a Legrand em Carcavelos, é a clara demonstração da “pressa em ir ao pote” que a seguir “quero ir embora tratar da minha vidinha”.
Vejam quem está por detrás destes projetos e logo percebem quem manda, de fato, em Cascais! Miguel Pinto Luz é o ideólogo dos três, mas tem uma ambição desmedida e Cascais tem fronteiras estreitas para o seu desmesurado ego. Enquanto “não estão reunidas as condições para se candidatar à Presidência dos EUA” vai-se candidatando à Presidência do PSD. Cascais só fará parte do seu futuro se nada mais aparecer, entretanto. Nuno Piteira, agora promovido a Vereador do Urbanismo (que Deus tenha piedade do pessoal de Cascais!) é um paradigma de difícil compreensão. Enquanto Carreiras é um espertalhaço e Miguel Pinto Luz um iluminado cheio de ideias, Nuno não se lhe conhece qualidade evidente e, talvez por isso, o seu lugar no trio se mantenha inquestionável. Já basta dois com opiniões, quanto mais três!... Não se pense que só têm defeitos! Carreiras é um obstinado para atingir os objetivos que se propõe, Pinto Luz é uma lufada de ar fresco a pensar o futuro e a incorporação da tecnologia no nosso dia a dia e Nuno Piteira não se importa de pôr em prática o que lhe mandarem sem perguntas ou dúvidas pertinentes. Mas falta nos três uma caraterística que, no meu ponto de vista, devia ser a primeira, a mais importante, e neles é completamente inexistente – COLOCAR EM PRIMEIRO LUGAR OS INTERESSES E A VONTADE DOS MUNÍCIPES DE CASCAIS! Para Carreiras, Pinto Luz e Piteira o munícipe não interessa, exceto na altura em que precisam do seu voto para legitimarem a sua continuidade em Cascais. As suas principais decisões, são todas elas, baseadas em outros interesses que não os dos munícipes. O projeto á entrada de Cascais nos terrenos do Jumbo interessa aos munícipes de Cascais? Vão poder entrar em Cascais com uma nova solução de trânsito? As novas habitações vão resolver algum problema aos nossos filhos que gostavam de continuar a viver em Cascais? Vai haver mais estacionamento naquela zona e, já agora, gratuito? Não, não, não e não! Há um empresário que vai faturar uns milhões, há um conjunto de vistos gold que vão comprar apartamentos a preços pornográficos, e alguém que autorizou esta vergonha vai ficar bem visto… Tem tantas semelhanças com o que se passou no fim de festa de José Luís Judas e a lista do PS que mandou em Cascais no final dos anos noventa que até assusta! Cascais voltou ao baixo nível, ou parafraseando Pinto Luz, “Low Level”.
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António Capucho acusa PSD Cascais de “cobardia política”

Por Redação
06 setembro 2019
António Capucho classificou, ao Cascais24, de “cobardia política” da Comissão Política da Secção do PSD de Cascais o parecer desfavorável à sua admissão na Concelhia de Cascais.
O histórico militante social-democrata e antigo presidente da Câmara de Cascais afirma, em comunicado enviado esta sexta-feira a Cascais24 de que “tomei conhecimento através da LUSA da aprovação pela Comissão Política da Secção de Cascais de uma "moção que dá parecer desfavorável à admissão na Concelhia de Cascais”.
“Não estranho a decisão, por razões que me abstenho de referir por agora”, sublinha António Capucho, segundo o qual “o processo entregue na sede nacional ainda não foi remetido à Secção de Cascais, pelo que a decisão é extemporânea”.
“Ignoro os fundamentos que têm obrigatoriamente de ser invocados para a recusa da minha admissão, escolhidos de entre os que constam no regulamento aplicável, mas não vislumbro que qualquer deles seja elegível”, refere o histórico militante. 
Segundo, ainda, António Capucho “nos termos do mesmo regulamento não se trata de uma decisão final, pois a recusa fundamentada seguirá para a Comissão Política Distrital e, se esta mantiver o parecer negativo, remete o processo ao Secretário-Geral e é a este que cabe decidir em definitivo sobre a admissão”.
 
“Indiquei a Secção de Cascais para a inscrição e não qualquer outra em que não tivesse qualquer dúvida sobre a emissão de parecer favorável (o que é possível nos termos do referido regulamento) porque aqui resido há 70 anos, porque estive na génese da implantação do PPD no Concelho, tendo presidido a várias Comissões Políticas Concelhias em acumulação com o cargo de Secretário-Geral, porque aqui fui militante de base activo e porque aqui derrotei o PS nas eleições autárquicas em três eleições subsequentes, sempre com maioria absoluta”, relembra António Capucho. 
“Lamento que, em manifesto gesto de cobardia política, a Secção não tenha correspondido à minha disponibilidade para participar na reunião a fim de justificar o meu pedido e esclarecer quaisquer dúvidas”, conclui na nota enviada a Cascais24.
 
 
 

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Câmara paga multa de 200 mil euros por acesso ilegal à praia do Abano

 

                             22 agosto 2019
A Câmara Municipal de Cascais foi condenada a pagar 200 mil euros pela construção ilegal, a 17 de junho de 2009, de um acesso em betão à praia do Abano, era então presidente António Capucho e vice o atual presidente Carlos Carreiras, apurou Cascais24.  O pagamento da coima por contra-ordenação ambiental, levantada pelo Instituto de Conservação da Natureza e Florestas (ICNF) só terá sido feito depois do município ter interposto um recurso, que perdeu, junto da 9ª Secção do Tribunal da Relação de Lisboa. O acórdão da Relação, ao qual Cascais24 teve acesso, é de 15 de maio de 2014, e, para além do pagamento da coima aplicada, obrigava ainda o município a retirar o acesso, restituindo-lhe o seu acesso natural, o que só há alguns dias – cinco anos depois- começou a ser feito, com uma máquina municipal a destruir a camada de betão, a norte do restaurante “Abano”.  “O acesso, em cimento, tinha sido colocado ilegalmente, sem autorização do ICNF, tendo este Instituto movido um processo contra-ordenacional, que culminou na coima”, confirmou, esta quinta-feira, à tarde, fonte do ICNF, segundo a qual o “objetivo foi sempre preservar o Parque Natural Sintra-Cascais, no qual se insere a praia do Abano”.
 
Já segundo o acórdão do Tribunal da Relação, assinado pela juíza desembargadora Margarida Vieira de Almeida, e no qual são tecidas duras criticas aos responsáveis municipais, com esta conduta “o município de Cascais destruiu alguns exemplares das espécies florísticas”, além de danos na paisagem costeira. A praia do Abano está com uso suspenso desde 2017, suspensão que foi confirmada este ano, em 30 de maio, de acordo com comunicado da APA (Agência Portuguesa do Ambiente). Estranhamente, essa suspensão não vem referida em nenhuma das páginas oficiais da Câmara Municipal e do Turismo de Cascais, na qual continua a figurar como praia de uso balnear, vigiada e com posto médico/de socorros.  No local, contudo, não existem presentemente nenhumas indicações disso. Apenas no Restaurante “Abano” está fixada uma placa a informar que a praia não é vigiada. No meio de toda esta trapalhada, a boa noticia é que a praia do Abano está de novo a ter areia!
 
 
 
 

Quem é Amigo, Quem é?

                                                                                   26 JULHO 2019
Com pompa e circunstância, o Presidente da Câmara de Cascais fez questão de inaugurar um "Alojamento Local" no edifício onde em tempos funcionou o Tribunal, localizado no centro da Vila.
Refira-se que o "empreendimento de luxo", não  dispõe de mais que sete quartos, ou como é de bom tom dizer-se por estes lados, de sete suites.
Mas que mal tem um presidente de município descerrar uma placa a assinalar a sua benção  num empreendimento, hoteleiro ou imobiliário,  perguntarão aqueles que têm tido a paciência de me ler. Respondo já: Nada!
A não ser que a inauguração do Presidente se faça antes dos serviços da Câmara que ele dirige se pronunciarem sobre a qualidade da 'coisa', isto.é; antes de lhe passarem a licença de utilização.
A não ser também que o "Alojamento Local" não cumpra outra condição legal indispensável: o registo prévio no RNAL (Registo Nacional de Alojamento Local).
 
Claro que damos de barato o facto do Presidente Carlos Carreiras não ter antes achado de utilidade para o Concelho publicitar no site da Câmara a abertura e funcionamento de outros empreendimentos hoteleiros com igual  ou ainda maior capacidade para alojar os muitos turistas que nos visitam.
Senão, para que serviriam afinal as maiorias absolutas se um Presidente de Câmara não pudesse decidir em absoluto aquilo que e como lhe apetece?
Post Scriptum 1:
Não é que o facto tenha qualquer importância para a 'coisa' mas, ainda assim, sempre vos digo que o "empreendimento" é pertença da família A.Santo, provavelmente o maior promotor imobiliário de Cascais.
Post Scriptum 2:
Coitado do meu amigo Filipe, que se esqueceu que não devia pôr-se a apanhar sol na marquise antes da Câmara lhe passar a licença.
 
 
MULTIMÉDIA
A inauguração
 
 
 
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Carreiras perde ação e recurso contra vereador da CDU e munícipes é que vão pagar taxas de Justiça

Por Redação
09 julho 2019
O presidente do governo local de Cascais, Carlos Carreiras, acaba de perder no Tribunal de Relação de Lisboa o recurso que interpôs contra a decisão instrutória de um juiz de Instrução Criminal que tinha decidido não pronunciar o vereador da CDU Clemente Alves da prática de um crime de difamação agravada com publicidade e calúnia, apurou Cascais24.
O acórdão da Relação condena Carlos Carreiras, presidente da Câmara Municipal de Cascais, que veio a constituir-se assistente no processo e aufere mais de 3 mil euros mensais de salário pagos pelos munícipes cascalenses ao pagamento de custas do processo.
"Não vejo a decisão do Tribunal de Cascais, integralmente partilhada pelo Tribunal de Relação no Acórdão de 27 de Junho, como sendo uma vitória  pessoal. É, sim, uma derrota para alguém que, instalado no poder municipal, constantemente usa a calúnia e a ameaça de recurso aos tribunais para intimidar e cercear os direitos daqueles que não aceitam calar-se perante os abusos”, disse, a Cascais24, Clemente Alves, o vereador que, segundo analistas, "tem pautado a sua atuação nestes últimos dois mandatos por uma autêntica e verdadeira oposição" no executivo municipal, de maioria PSD/CDS, o que lhe "tem granjeado grande respeito e admiração junto de milhares de cascalenses". 
Ainda segundo declarações do vereador da CDU a Cascais24, “esta é uma vitória da Liberdade de Expressão e do direito das oposições de serem respeitadas no exercício pleno das competências para as quais os cidadãos as elegeram. É uma vitória da Democracia, contra os que se julgam donos dos direitos de todos".
Em causa neste processo está um post que o vereador da CDU publicou no Facebook, em junho de 2015, no qual afirmava que “ para meter nos bolsos de amigos uma mão cheia de milhões de euros através de uma mega-urbanização, em Areia-Birre, o Presidente da Câmara de Cascais iludiu a boa-fé de uma instituição internacional (a Fundação Aga Khan), que procurava um espaço para instalar a sua academia”.
Inconformado com a decisão do juiz de Instrução Criminal, que tinha optado por não pronunciar o vereador da CDU, Carlos Carreiras recorreu para o Tribunal de Relação de Lisboa, o qual, agora, por acórdão assinado pela juíza desembargadora Filipa Costa Lourenço, ao qual Cascais24 teve acesso, decidiu manter a decisão instrutória, condenando o presidente da Câmara Municipal de Cascais a pagar as respetivas taxas de Justiça.

Ver o original em "CASCAIS24" na seguinte ligação::

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Greve dos técnicos de diagnóstico e terapêutica pela revisão da tabela salarial

Os trabalhadores da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa estiveram em greve, em Alcoitão, pela valorização das carreiras.

Os trabalhadores de TSDT, ao serviço da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, estiveram em greve e concentraram-se ontem, no Centro de Medicina de Reabilitação de Alcoitão.Créditos / STFPSSRA

Os trabalhadores da carreira de Técnico Superior de Diagnóstico e Terapêutica (TSDT), ao serviço da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML), estiveram em greve e concentraram-se ontem, no Centro de Medicina de Reabilitação de Alcoitão, face à falta de resposta às suas reivindicações.

Esta acção de luta contou com a presença de Arménio Carlos, secretário-geral da CGTP-IN.

Arménio Carlos dirige-se aos trabalhadores em greve em Alcoitão Créditos

Segundo comunicado do Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais do Sul e Regiões Autónomas (STFPSSRA/CGTP-IN), com a contratação colectiva, era «expectável e exigível» que o reposicionamento destes trabalhadores na carreira de Técnico Superior tivesse em consideração a sua antiguidade na SCML, o que não se verificou.

Refere também que o processo de transição para a nova tabela salarial e os processos de progressão extraordinária de 2016 e ordinária de 2017 e 2018 criaram «enormes situações de injustiça», incluindo situações em que funcionários com menor tempo de casa ficaram em nível superior a funcionários com maior antiguidade.

«A forma como o processo de transição foi efectuado, criou situações de disparidade para com os outros trabalhadores da carreira Técnica Superior, que com o mesmo tempo de antiguidade se encontram posicionados em níveis superiores», acrescenta o comunicado. 

Para além desta situação, o sindicato alerta para o facto de a tabela salarial da carreira  de Técnico Superior ter 16 níveis, «o que torna quase impossível atingir o topo de carreira, uma vez que qualquer profissional que entre pelo nível 1, na melhor das hipóteses levará 45 anos a atingir o topo».

Ver original em "AbrilAbril" na seguinte ligação:

https://www.abrilabril.pt/greve-dos-tecnicos-de-diagnostico-e-terapeutica-pela-revisao-da-tabela-salarial

Foi Você Que Pediu Um PDM?

                                                                               12 JUNHO 2019
Discutiu-se na Assembleia Municipal, ocorrida na passada quarta-feira à mesma hora em que se disputava o Portugal-Suíça, o futuro do Bairro Irene e a nulidade das alterações ao Plano Diretor Municipal feitas pela Câmara em 2017.
 
O ambiente aqueceu, a fazer lembrar as reuniões daquele órgão do último mandato de José Luís Judas, com o povo na bancada exteriorizando a sua indignação com as decisões tomadas pelos eleitos locais.
 
Carlos Carreiras, respondendo a uma questão do Pedro Jordão, afirmou perentoriamente relativamente aos projetos em curso dos empreendimentos na antiga praça de touros e no quarteirão do Jumbo que “é óbvio que cumprimos o PDM!”.
 
Mas será que sim? O meu entendimento é que não. De maneira nenhuma.
 
Na sequência de uma denúncia da minha parte, o Ministério Público instigou a câmara a declarar a nulidade da alteração ao PDM feita em 2017. Isso conduziu à declaração de nulidade que a Câmara e a Assembleia Municipal não tiveram outro remédio senão subscrever.
 
Ficou assim em vigor o anterior PDM, mais restritivo para a construção na praça de touros, Jumbo e marina de Cascais.
 
No entanto, na praça de touros, destes três, o projeto que está mais avançado, é claramente violado o PDM. Mais precisamente a alínea iii) do número 4 do artigo 126 do regulamento do PDM, para quem estiver interessado em ir consultar. Neste documento estabelece-se taxativamente que “o número máximo de pisos acima da cota de soleira é cinco”. Não seis, como se verifica no projeto licenciado.
 
Ora, se não cumpre o PDM o licenciamento é nulo. Se o artigo 126 diz que são cinco pisos e se a Câmara licenciou seis, como se pode verificar pelos sites das imobiliárias que estão a vender os apartamentos, então a obra é ilegal.
 
A Câmara deveria assumir as consequências deste facto, o que passaria pela eliminação do último piso ou então, havendo terreno disponível, a redistribuição da sua área pelo terreno remanescente. Não se entende é o favor feito a privados.
 
Anular a área de construção representaria uma redução substancial do número de fogos, de carros e de trânsito gerado por este empreendimento, o que por si só seria bastante positivo.
 
Se a decisão fosse antes redistribuir a mesma área de construção pelo terreno sujeito à operação urbanística, haveria um aumento substancial da compensação a pagar pelos promotores ao município.
 
Permitir a construção em excesso lesa o município de diversas formas, inclusive financeiras.
 
Quanto ao projeto em curso no quarteirão do Jumbo, ainda em fase de licenciamento, o PDM agora estabelece que o número máximo de pisos acima da cota de soleira é de quatro. Curiosamente, as plantas disponibilizadas na “Porta de Frente” e na “Mercator”, responsáveis pela promoção e comercialização do edifício “Bayview Horizon”, continuam a referir seis pisos. Ou têm uma grande segurança que a Câmara vai cometer uma ilegalidade ou foi-lhes oferecida a garantia que o PDM seria alterado a seu gosto.
 
O que se passa no urbanismo em Cascais faz lembrar o pior dos tempos de José Luís Judas, com ilegalidades anunciadas e promotores imobiliários que parecem mandar na Câmara.
 
É assim ou não é, caro presidente? Sabe bem que é, pois caso contrário não perderia a oportunidade para nos processar. Essa, de resto, seria uma posição coerente com a defesa que vem apresentando da legalidade destes processos. Confesso que também seria uma forma de podermos prosseguir a apresentação das nossas convicções e de defendermos o interesse público e a nossa terra em tribunal.

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*Os artigos de opinião publicados são da inteira responsabilidade dos seus autores e não exprimem, necessariamente, o ponto de vista de Cascais24.

Cascais nasceu há 655 anos com os “pescadores de redes”

 
Por Redação
11 junho 2019
Os 655 anos da elevação de Cascais a Vila está a ser comemorado um pouco por todo o concelho com santos populares e marchas e diversas outras iniciativas de índole cultural, com o programa a encerrar com o 28º Encontro Europeu de Harley Davidson’s Baía de Cascais, entre os próximos dias 13 e 16.

Mas, independentemente do programa municipal que assinala estes 655 anos, o mais importante é dar a conhecer a história de Cascais.
Com uma vasta história repleta de pequenos incidentes, Cascais é uma vila com um ambiente que nos envolve desde o momento em que nela entramos, diz, a Cascais24, o historiador e arqueólogo de formação João Aníbal Henriques, que tem publicado vários trabalhos sobre os primórdios e a evolução da região ao longo dos tempos.
Segundo algumas teses, o nome de Cascais remonta provavelmente à época romana, tendo por base termos latinos como Cascales ou Cascanes, refere o historiador e também vereador independente, eleito nas últimas autárquicas, mas que, por motivos pessoais, viu-se forçado a pedir a suspensão temporária do mandato no ano passado, sem que tivesse oportunidade de  intervir com propostas de incentivos patrimoniais, contribuindo para a preservação da memória de Cascais e da sua história.
Historiador João Aníbal Henriques
“Desde as mais elaboradas até àquelas que se rodeiam de uma espessa auréola de melancolia, espelhando de sobremaneira a tradição popular, muitas tem sido apresentadas ao longo dos últimos séculos da nossa História”, refere João Aníbal Henriques, segundo o qual,“a título de exemplo, e porque é de facto aquela que até há poucos anos traduzia a forma de pensar dos pescadores desta pequena vila, vamos transcrever a do Dr. Pedro Lourenço de Seixas Barruncho, que na sua obra “Villa e Concelho de Cascaes”, publicada no ano de 1873 nos explica a origem deste topónimo da seguinte maneira: “Da origem do seu nome lemos em Bluteau, que a villa de Cascaes principiara haveria duzentos anos; que os primeiros que a habitaram foram pescadores de redes, os quais para as lançarem ao mar primeiro as mascaravam com folhas de aroeira, que se punham em molhos em tinas ou talhas grandes onde metiam as redes. Que se fora povoando a villa cada vez mais, e assim também as tinas e talhas, a que os pescadores chamavam casqueiros, parecendo que d’ahi vinha, por corrupção de vocábulo, o nome de Cascaes, originado no costume de perguntar uns aos outros – encascaste já?”

Porém, ainda de acordo com o historiador, “a mais verosímil, concreta e digna de consenso entre a generalidade dos historiadores que se dedicam ao estudo deste nosso concelho, parece ser a tese segundo a qual o topónimo de Cascais resultaria da evolução concreta de uma expressão amplamente Portuguesa: Cascal, ou seja, um local coberto de cascas ou conchas de marisco. Assim, o primeiro nome desta bonita vila terá sido o de “Aldeia dos Cascais”, o qual, por simplificação, se transformou em Cascais”. “Encontra-se atualmente comprovada a estada em Cascais de um aglomerado humano desde o aparecimento do Homem, no Paleolítico”, sublinha João Aníbal Henriques, que reforça existirem disso “vestígios estudados no Guincho e no Alto do Estoril, onde apareceram calhau rolados e utensílios datados desta época”. No entanto, esclarece o historiador, “mais interessantes são as necrópoles do Poço Velho, Alapraia e São Pedro do Estoril, de onde se retirou um importante espólio ao nível da cerâmica campaniforme”. “Desde o Século II a.C. que Cascais se encontra ocupado pelos romanos, e existem atualmente muitos vestígios dessa ocupação espalhados por todo o território municipal de Cascais”, precisa João Aníbal Henriques, que salvaguarda que
“ao contrário do que até aqui se pensava, também a ocupação Árabe teve a sua importância no devir Histórico do Concelho”.

“Durante a Época Medieval, já seria Cascais uma aldeia com alguns recursos humanos, coadjuvados, como não podia deixar de ser, por uma vasta rede de potencialidades económicas baseadas na prática da pesca e da caça especializada, principalmente do Açor”, revela o historiador
Também “a estada de vários dos nossos ilustres monarcas em Cascais encontra-se comprovada desde D. Afonso Henriques, que segundo reza a lenda, descansou e tomou o seu repasto matinal à sombra de uma centenária palmeira que ainda em meados do Século passado existia na travessa com o mesmo nome”, recorda João Aníbal Henriques, segundo o qual “D. Dinis e D. José dirigiram-se também aos meandros deste pequeno povoado, com o intuito, segundo dizem as lendas, de se banharem nas águas medicinais que são características da Praia da Poça, em São João do Estoril, e as de Santo António, na quinta com o mesmo nome a que Fausto Cardoso de Figueiredo, no início do Século passado, transformou numa das mais ilustres estâncias balneares da Europa, só comparada em qualidade com a “Cote d’Azur” Francesa”. E, ainda de acordo com o conhecido historiador, “daí em diante, resta-nos salientar o proeminente papel que cascais vai desempenhar, quando foi escolhida para albergar a Corte durante os meses do final do Verão e do Outono, assistindo-se nessa época à inauguração da iluminação pública a gás, do telefone, do telégrafo e do comboio. Acontecimento importante foi também a inauguração da luz elétrica, levada a cabo como presente de aniversário do Príncipe Real, e que marcou um ponto fulcral na História recente de Portugal”. “Passados estes anos dourados da sua História, Cascais é hoje a vila pacata que conhecemos, e que de uma maneira ou de outra, fazendo jus à sua essência cosmopolita, continua a atrair a atenção da generalidade da população Portuguesa e de milhares de estrangeiros que, sempre que podem, a utilizam como destino privilegiado de férias ou residência fixa”, conclui João Aníbal Henriques. 

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Judiciária investiga negócios entre Misericórdia e Câmara de Cascais

Por Redação
10 junho 2019
Operações que, nos últimos anos, terão movimentado alguns milhões de euros em negócios entre a Misericórdia e a Câmara de Cascais estão a ser investigadas pela Unidade Nacional de Combate à Corrupção da PJ, apurou Cascais24.
 
Em causa, soube, ainda, Cascais24, poderão estar em causa suspeitas de corrupção, tráfico de influência e participação em negócio.
 
Entre outros negócios, realizados, pelo menos nos últimos seis anos entre Misericórdia e município, estarão a aquisição, desde 2017, por parte do município de alguns bairros sociais, entre os quais os Bairros Irene, Maria e Calouste Gulbenkian e, no ano passado, de um terço do Bairro Marechal Carmona.
 
Estas operações terão permitido à Misericórdia de Cascais liquidar todo o passivo bancário, sobretudo junto da Caixa Geral de Depósitos e, simultâneamente, o levantamento de hipotecas num valor que poderá ascender aos 8,8 milhões de euros.
 
A PJ investiga, ainda, no âmbito do mesmo inquérito, por delegação do Ministério Público, outros milhões que envolveram transações relacionadas com a venda da praça de touros de Cascais, soube, ainda, Cascais24.
 
 

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A morte do BAIRRO IRENE tem prazo certo: 10 anos

                                                                              26 ABRIL 2019
Não vou falar do processo através do qual a Santa Casa da Misericórdia de Cascais “cedeu” à Câmara Municipal (CMC) aquilo que lhe tinham dado apenas para cuidar, nem da eventual ilegalidade do mesmo. Vou falar, sim, daquilo que agora está a ser feito pela CMC a quem vive lá há dezenas e dezenas de anos.
 
Depois de, em 2017, o Presidente da Câmara Municipal de Cascais ter dito que “queria ajudar” os moradores, muitos dos quais residem no Bairro há mais de 50 anos, está agora a Câmara, através da empresa municipal Cascais Envolvente, a forçar os mesmos a assinar contratos de arrendamento com cláusulas escandalosas e por um prazo ridículo, alegando que, se não os assinarem, poderão ser despejados das casas onde sempre viveram! É esta a conceção de “preocupações sociais” que a CMC revela.
 
Mais: há casos de pessoas que não sabem ler nem escrever a casa de quem funcionários da Cascais Envolvente se deslocam e fazem colocar o dedo em contratos cujo conteúdo e alcance as mesmas desconhecem e não entendem e cuja “assinatura” é depois reconhecida sabe-se lá por quem! Há casos de pessoas ameaçadas de lhes ser cortada a água e/ou a luz. Há casos de pessoas a quem, subitamente, é aumentado o valor da renda – quando nem ainda está verdadeiramente determinada a propriedade das casas!
 
Há sensivelmente dois anos foi perguntado às pessoas se estavam interessadas em comprar as casas ou em manterem o arrendamento. Hoje, recusam dar informações a quem solicita saber quando será a venda realizada. Aliás, elementos da Cascais Envolvente referiram até que a empresa e/ou a Câmara Municipal de Cascais podem não querer vender… 
 
Mas, como se tudo isso não bastasse, os contratos de arrendamento que têm vindo a ser impostos estabelecem claramente o prazo: 10 anos, renovável por períodos de 1 ano, podendo qualquer das partes opor-se à renovação. O que significa que a morte do Bairro é quase certa e tem prazo: 10 anos.
 
Mais: os ditos contratos contêm também cláusulas “de bradar aos Céus”! Veja-se, a título de exemplo a cláusula que estabelece que o inquilino “presta desde já o seu consentimento para a sua transferência, e do respetivo agregado familiar, para habitação de tipologia adequada ao mesmo, dentro do concelho de Cascais ou concelho limítrofe”, se a CMC “por razões de gestão do parque habitacional do Município de Cascais” declarar que tem necessidade que as casas sejam desocupadas! Ou a cláusula que, em caso de cessação do contrato, “houver evidências de danos na mesma, resultantes de obras não autorizadas ou de não realização de obras exigidas [pela CMC ao inquilino], [a CMC] tem direito de exigir (…) o pagamento das despesas por aquela suportadas com a realização das obras necessárias para reposição da habitação mas condições iniciais, acrescidas de 25% (vinte e cinco por cento) do valor das mesmas”!!!!
 
A estratégia da CMC está, pois, claramente definida: não interessa há quantos anos as pessoas lá residem; não interessa aquilo que as pessoas pagavam à Santa Casa ou se pagavam; não interessa se o negócio da CMC com a Santa Casa é ou não válido; não interessa o quanto as pessoas gastaram para melhorarem as suas habitações, obras que a Santa Casa nunca fez apesar de obrigada a tal; não interessa se as pessoas sabem ler ou compreendem os contratos que agora lhes são impostos. Interessa apenas ficar com um papel através do qual a CMC obtém o reconhecimento da sua posição de proprietária das casas e a certeza de quem, dentro de 10 anos, as pode tirar de lá. E, até, antes disso, enviando-as, no limite, para Sintra ou Oeiras.
 
A misericórdia existe mas não é certamente apanágio desta Câmara Municipal de Cascais!


*Os artigos de opinião publicados são da inteira responsabilidade dos seus autores e não exprimem, necessariamente, o ponto de vista de Cascais24.

Milhões de lucros ou de incompetência?

Milhões de lucros ou de incompetência?
                                                                              13 ABRIL 2019
Se a Câmara Municipal de Cascais fosse uma empresa que no final dum ano apresentasse lucros de 67,7 milhões de euros, seria caso para que os acionistas esfregassem as mãos de contentamento e, em gratidão, premiassem generosamente o Conselho de Administração que tão gordos dividendos lhes proporcionou.
 
Mas não é: a CM existe para satisfazer as necessidades colectivas dos munícipes, usando para isso os impostos, as taxas e tarifas; que devem ser proporcionais à capacidade de execução municipal e, também, dos recursos económicos das pessoas. E em 2018, a coligação PSD/CDS, cobrou às 210.000 pessoas que vivem em Cascais mais 67,7 Milhões de euros que aquilo que era necessário para fazer o que não foi feito.
 
Se há tanto dinheiro a sobrar, porque não se resolvem os problemas que nos afectam e complicam a vida?
 
Milhões de lucros ou de incompetência?
De facto, os tantos milhões que sobram nas contas da Câmara são uma parte dos 3.500 fogos de habitação social recenseados em falta, dos quais nenhum se construiu em 2018. São uma parte daquilo que a Câmara se “esqueceu” de investir para reparar o degradado parque habitacional social à sua guarda, com muitos dos moradores obrigados a pagar rendas que têm pouco de social.
 
O muito que sobra é, também, o muito que falta para que de vez se resolvam os graves problemas de saneamento que existem em bairros do interior, onde as fossas quando cheias ainda despejam para as ribeiras.
 
Os tantos milhões que sobejam são os equipamentos sociais que nos faltam. São os parques e zonas verdes que não temos na proximidade dos aglomerados habitacionais. São os pavilhões gimnodesportivos, os campos de jogos ao ar livre e as piscinas municipais que o PSD/CDS e Carlos Carreiras consideram que não fazem falta à população de Cascais, esta população que só num ano entregou à Câmara 67,7 Milhões de euros a mais que aqueles que os dirigentes políticos foram (in)capazes de usar.
 
Mas o que excede é também uma boa parte daquilo que ficou a faltar ao tecido empresarial de Cascais, constituído em cerca de 95% por micro, pequenas e médias empresas, responsáveis por quase 80% dos postos de trabalho aqui existentes. Empresários e empresas a quem a Câmara cobra, taxas e tarifas que chegam a custar entre 300 a 800% mais que as pagas nos concelhos vizinhos. Factores que contam quando se sabe que o rendimento líquido das empresas e dos trabalhadores que laboram em Cascais é mais baixo que a média das empresas sedeadas na demais Área Metropolitana de Lisboa.
Carlos Carreiras atreve-se a dizer que o formidável resultado nas contas da “empresa” que administra foi alcançado com a “descida dos impostos”!
 
Nada mais falso. As receitas directas de todas as rubricas, onde se contam as mais de 500 taxas, tarifas e impostos municipais, cresceram em 2018 em termos absolutos, tendo o IMI produzido mais 2 Milhões de euros, apesar da descida da taxa nominal em 0,01 ponto, para 0,37%. Tal como cresceram as receitas com multas de todas as espécies que castigam os munícipes incautos. O IMT cresceu para 74 Milhões de euros, reflectindo o escandaloso processo que tem levado à desenfreada especulação imobiliária e à imparável construção de novos fogos, no Concelho onde se estima que por cada um dos habitados existam 2,5 fogos desocupados, com mais uns milhares em rampa de lançamento para serem construídos.
 
Milhões de lucros ou de incompetência?
Quando fala na “descida dos impostos”, Carlos Carreiras parte do princípio que os munícipes ainda não deram conta que é em Cascais que se paga o IMI mais caro do país. Que não sabem que é aqui que a factura da água e do saneamento é recordista nacional entre as que mais custam a pagar. Que é aqui, apesar de toda a propaganda, que a mobilidade é mais difícil e mais cara para quem todos os dias tem de sair e entrar. Que é aqui que o custo de vida é mais alto que em qualquer outra parte do país.
 
Carlos Carreiras esquece-se de nos dizer, que a Câmara de Cascais é aquela que entre as 308 existentes em Portugal mais se governa com o dinheiro que provém directamente dos bolsos dos munícipes.
Aquilo que facto são os 67,7 milhões de euros a mais que a CM foi buscar ao rendimento dos cascaenses, é a medida da enorme incompetência da aliança política PSD/CDS/Carlos Carreiras para gerir e concretizar as necessidades e aspirações de melhor qualidade de vida que as 210.000 pessoas que cá vivem, e que tanto pagam, têm legítimo direito.

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http://www.cascais24.pt/p/se-cmc-fosse-uma-empresa-queno-final.html

Afinal a grossura importa?

Afinal a grossura importa?
                                                                            11 ABRIL 2019
O post no Facebook colocado pelo Senhor Presidente da Câmara de Cascais em relação ao cordão humano realizado no passado domingo em defesa da preservação da mata da Quinta dos Ingleses em Carcavelos leva-me a acreditar que para Carlos Carreiras há uma manifesta dúvida existencial.
Segundo a ideia exposta pelo Presidente da CMC o cordão anunciado pelos organizadores não passou de “um cordel de menos de uma centena de pessoas que nem conseguiam preencher um dos lados da referida quinta”.
Mas afinal é um problema de grossura ou de comprimento?
É que uma coisa é a diferença de grossura entre um cordão e um cordel outra, bem diferente, é o comprimento que um e outro possam ter…
Para Carlos Carreiras, afinal, é importante ser grosso e comprido e, caro leitor, gostos não se discutem.
Mas política, ordenamento do território, a preservação ambiental, devem ser discutidos.
Sem argumentos grosseiros, sem ideias muito compridas, mas privilegiando a objetividade, a seriedade dos argumentos e a defesa do bem comum.
Afinal a grossura importa?
Com cordão ou com cordel, mais comprido ou menos, o que falta a Carlos Carreiras é explicar as verdadeiras razões para atuar como atuou neste processo.
Baseando toda a atuação municipal no papão das eventuais indemnizações a suprir pela CMC, Carlos Carreiras usou todos os truques possíveis para garantir a aprovação deste aborto urbanístico à entrada de Carcavelos.
E a mesma veemência que coloca na defesa desta mega urbanização é a mesma com que se prontifica a demolir o Cascais Vila ou o antigo edifício do Hotel Nau. O pior será sempre o que o vai substituir…
Carlos Carreiras agarra-se sempre ao facto do primeiro acto administrativo datar de 1961 ou a existência de uma aprovação em 1985, na presidência de Helena Roseta.
Esquece, no meu ponto de vista, o que era Carcavelos em 1961 ou mesmo em 1985 e o que é hoje.
Naquela altura falava-se de Carcavelos sem a urbanização da Quinta da Alagoa, sem urbanização da Quinta do Barão, sem urbanização Nova de Sassoeiros, sem urbanização do Arneiro, Sem urbanização da Quinta da Bela Vista, sem Checlos, sem Quinta da Vinha, sem urbanização das Silveiras, sem urbanização da Quinta de S. Gonçalo, ou seja, sem menos umas dezenas de milhar de fogos e correspondentes habitantes na freguesia.
A tomada de decisões de uma Câmara, em cada momento, tem obrigatoriamente que ter em conta as necessidades da comunidade e a busca do respeito e do cumprimento do bem comum.
Escudar-se numa decisão tomada por outro executivo, com outro enquadramento que pode hoje estar completamente ultrapassado é, no mínimo, desonesto.
Afinal a grossura importa?
A decisão de Carlos Carreiras, com o argumento das indemnizações, esquece por completo o interesse dos atuais e vindouros habitantes de Carcavelos.
Por outro lado, este tique de Carreiras de contestar de forma truculenta e malcriada tudo e todos os que ousem discordar ou ter opinião diferente começa a ser um indicador preocupante.
Para Carlos Carreiras não importa as razões, justas ou erradas, de quem contesta. Para ele o acto de contestar é em si próprio uma blasfémia sobre a qual se deve invocar a fúria de todos os deuses…
Mas mais importante do que o número de pessoas que democraticamente quiseram demonstrar o que lhes vai na alma, mesmo contra a vontade do Senhor Presidente Carreiras, é o que as gerações vindouras dirão desta pouco avisada decisão imposta por Carlos Carreiras quando estiver concretizada.
O nó cego no tráfego de Carcavelos, as consequências escondidas no futuro da praia de Carcavelos, esses serão os verdadeiros e únicos critérios de análise deste acto.
Carcavelos NÃO vai ter saudades deste Presidente!

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Carreiras ameaça "não dar tréguas" aos contestatários da Quinta dos Ingleses

Por Redação
10 abril 2019
“Na Quinta dos Ingleses, como noutros assuntos, os novos demagogos fazem deliberadamente a única coisa que verdadeiramente lhes interessa: disseminar a ignorância e a dúvida. É esse o único negócio que lhes interessa. O meu compromisso é não lhes dar tréguas”. Quem o afirma e promete é Carlos Carreiras, chefe do governo local de Cascais, esta quarta-feira, na sua habitual coluna de opinião no Jornal I, referindo-se ao movimento contestatário que, este sábado, juntou na luta contra o betão mais de 300 pessoas em cordão humano, que nem a chuva, o vento e o frio conseguiram fazer demover.
 
Recém recuperado de problemas cardíacos, que levaram a internamento hospitalar, o presidente da Câmara de Cascais mostra-se agastado no artigo com toda a contestação à volta da Quinta dos Ingleses.
 
Adultos e jovens juntaram-se este sábado ao enorme cordão humano contra o betão frente às praia de Carcavelos
Antes, porém, acusa que toda esta contestação é “liderada por um militante de um suposto partido chamado Juntos Pelo Povo (que tem as suas origens na Madeira) e pela central de abaixo-assinados do PCP, uma coligação negativa autointitulada de “movimento” tem insistido em fazer oposição ao plano de pormenor”.
 
Carreiras salvaguarda, logo a seguir, querer “deixar claro que todas as oposições ao projeto são legítimas, desde que honestas e fundamentadas”, mas acrescenta que “há limites para a demagogia e para o populismo”.
 
“O Plano para a Quinta dos Ingleses arrasta-se há quase 60 anos”, diz o presidente, que recorda que vem dos tempos da ditadura e sobreviveu a vários executivos municipais que tentaram escapar às armadilhas de um processo complexo, que garantiu a privados direito de construção em 1961 e reforçou esses direitos por escritura pública em 1985”.
 
A chuva, o vento e o frio não demoveram mais de três centenas este sábado
Ainda de acordo com Carlos Carreira no seu artigo no Jornal I, “uma primeira versão do plano previa 2118 fogos, prédios de 14 pisos a 32 metros da Marginal e apenas 62 590 metros quadrados de espaços verdes”. E precisa: “Perante o bloqueio deste projeto, e estando reconhecidos por lei os seus direitos de construção, o privado colocou uma ação em tribunal contra o município”.
 
“Quando cheguei à presidência da Câmara de Cascais, em 2011, peguei neste dossiê e revimos todo o plano. Chegámos a uma solução que corta em 60% o número de fogos, corta a altura dos prédios para metade (7 pisos) na parte mais recuada e para 5 pisos na frente de mar, aumenta a distância à Marginal para mais do dobro (78 metros) e aumenta a área verde para mais de 10 hectares, criando em Carcavelos o maior parque urbano do concelho”, explica Carlos Carreiras no seu artigo de opinião que, de seguida, garante que “por má-fé, os putativos agitadores ignoram todos os constrangimentos que rodearam a elaboração do plano”.
 
E, finalmente, no seu contundente artigo de opinião, Carlos Carreiras sublinha que “por incompetência, acreditam que a câmara pode rasgar o plano ou até expropriar os terrenos, fingindo que não existe uma ação em tribunal que pode, muito provavelmente, condenar a câmara, a comunidade, a pagar 300 milhões de euros de indemnização. Uma pena que é cumulativa com o direito de edificação com o plano original, de construção massiva”.
 

“Advogado do diabo”

Já Tiago Albuquerque, porta-voz do movimento contestatário que luta pela preservação do único espaço verde junto à orla marítima do rio Tejo, na área metropolitana de Lisboa, considera que Carlos Carreiras “continua a utilizar a “cultura do medo”, através dos valores ultra especulativos, que diz que terá de pagar”.
 
Tiago Albuquerque
“Cada vez que fazemos uma acção, ele (Carlos Carreiras) aumenta. Do ano passado para este, já aumentou 100 milhões de euros, provando, assim, a teoria de especulação de “advogado do diabo”, diz Tiago Albuquerque.
 
Para o porta-voz do movimento contestatário que, este sábado, conseguiu reunir em torno da causa mais de três centenas de pessoas de várias faixas etárias, algumas delas figuras públicas, “os responsáveis já afirmaram que não se sensibilizaram e que o projeto continuará”.
 
“No entanto, salvaguardou, continuaremos a lutar por aquilo que consideramos uma justa causa, na defesa de um património que é único e pretendemos preservar a bem das gerações futuras”.
 

Ver o original em "CASCAIS24" na seguinte ligação::

http://www.cascais24.pt/p/blog-page_436.html

Cordão humano em Carcavelos contra a construção de mega-urbanização

Construção vai ocupar o que dizem ser o último espaço verde da linha da costa entre Cascais e Lisboa. Mesmo debaixo de chuva protestam.

 

Veja esta notícia na seguinte ligação:

https://www.google.com/url?rct=j&sa=t&url=https://sicnoticias.pt/pais/2019-04-07-Cordao-humano-em-Carcavelos-contra-a-construcao-de-mega-urbanizacao&ct=ga&cd=CAIyGjM1OWU0MGI1YTZmYTE3NTk6Y29tOnB0OlVT&usg=AFQjCNHIESrYwHszgyea-3p7Ygd5yIOZ2A

Manifestação Contra a Destruição dos Espaços Verdes Costa Guia

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Sábado, 2 de fevereiro - 16.00h

na Costa da Guia

Organizado por SOS Costa da Guia

Manifestação contra a construção privada da Associação Chabad Portugal que já está a aniquilar e a vedar 5.000 m2 de espaço verde público contra a vontade dos moradores e frequentadores da Costa da Guia.

Porquê?
O que justifica este massacre ambiental em pleno séc.XXI?
Como é que uma Câmara Municipal que assinou e publicitou um Pacto para as Alterações Climáticas e o Compromisso para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU promove isto?
Um terreno verde cedido para equipamento público e agora "oferecido" (segundo o representante da Chabad em declarações à SIC) a uma associação privada que nada fez por Cascais.
O que justifica este tratamento de privilégio contra a vontade histórica dos moradores?
O que justifica mais betão aqui? 744 eur/mês num terreno que vale milhões?
Por 50 anos renováveis indefinidamente por períodos de 25 anos?
Porque é que os moradores e frequentadores, os seus filhos e netos, animais de estimação vão deixar de poder passear livremente neste espaço verde que era repleto de árvores com largas dezenas de anos e que foram selvaticamente abatidas?
É isto "Cascais elevada às pessoas"? Esta é uma causa de Tod@s!
Apareça, traga a família, o cão e ajude-nos a defender o que resta dos espaços verdes públicos de Cascais.Obrigado pelo seu apoio e partilha.

Manifestação Contra a Destruição dos Espaços Verdes Costa Guia

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Sábado, 2 de fevereiro - 16.00h

na Costa da Guia

Organizado por SOS Costa da Guia

Manifestação contra a construção privada da Associação Chabad Portugal que já está a aniquilar e a vedar 5.000 m2 de espaço verde público contra a vontade dos moradores e frequentadores da Costa da Guia.

Porquê?
O que justifica este massacre ambiental em pleno séc.XXI?
Como é que uma Câmara Municipal que assinou e publicitou um Pacto para as Alterações Climáticas e o Compromisso para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU promove isto?
Um terreno verde cedido para equipamento público e agora "oferecido" (segundo o representante da Chabad em declarações à SIC) a uma associação privada que nada fez por Cascais.
O que justifica este tratamento de privilégio contra a vontade histórica dos moradores?
O que justifica mais betão aqui? 744 eur/mês num terreno que vale milhões?
Por 50 anos renováveis indefinidamente por períodos de 25 anos?
Porque é que os moradores e frequentadores, os seus filhos e netos, animais de estimação vão deixar de poder passear livremente neste espaço verde que era repleto de árvores com largas dezenas de anos e que foram selvaticamente abatidas?
É isto "Cascais elevada às pessoas"? Esta é uma causa de Tod@s!
Apareça, traga a família, o cão e ajude-nos a defender o que resta dos espaços verdes públicos de Cascais.Obrigado pelo seu apoio e partilha.

Estacionamento: Um direito ou um negócio?

                                                                                 10 DEZEMBRO 2018
Em Cascais a tarifa de estacionamento voltou a aumentar.
Hoje as cidades e as vilas em Portugal e por essa Europa fora estão quase sempre pejadas de parquímetros ou de outras formas de estacionamento pago. As novas gerações, que sempre viveram no meio de uma floresta de parquímetros, tomam como boa e irreversível esta necessidade de pagar a utilização de um espaço público.
Os primeiros parquímetros terão sido instalados em Portugal na cidade de Lisboa nos anos 60. Outras cidades e vilas foram adotando o mesmo modelo com o argumento de tarifar as zonas de estacionamento nas zonas centrais com caraterísticas comerciais para aumentar a rotatividade dos lugares de estacionamento. Afinal esta necessidade específica em meia dúzia de locais tornou-se numa mancha de óleo que passou a cobrir cada nesga de estacionamento, tendo mesmo chegado a zonas eminentemente habitacionais.
O estacionamento é afinal um direito do cidadão ou podemos considerar um serviço prestado pela autarquia sujeito à respetiva tarifação?
No meu ponto de vista o estacionamento é um direito do cidadão que lhe está a ser coartado pelos vários municípios por exclusiva responsabilidade das câmaras e a manifesta incompetência que estas e os seus serviços urbanísticos alardeiam!
Quando fui autarca em Cascais nos finais dos anos oitenta, era usual as operações urbanísticas aprovadas considerarem um lugar e meio de estacionamento por fogo.
Esta era a consideração teórica.
Por vezes, a troco de “compensação financeira” as câmaras diminuíam este rácio recebendo uma contrapartida financeira, usualmente muito mais barata para o construtor do que garantir a ocupação de espaço e a respetiva construção do estacionamento.
Moral da história, nos últimos 40 anos, o boom da construção em Cascais foi acompanhado com habilidades deste tipo.
Se em Cascais tivermos um rácio de um lugar de estacionamento por fogo já será “muito bom”!
Azar dos Távoras, a evolução económica ditou que hoje em média por fogo serão dois ou três carros. Percebe-se assim a extrema falta de estacionamento que se verifica nos centros das cidades e vilas e também nas zonas residenciais.
E as câmaras, e os senhores autarcas não quiseram ver o erro que no passado as autarquias tinham cometido, tratando de, em vez de emendar o erro criando mais estacionamento para os munícipes, optaram por transformar o espaço público numa fonte de receita, invadindo cada centímetro quadrado com parquímetros.
Ficamos a perceber que a Lei da oferta e da procura também se aplica ao “bem estar das populações” …
As zonas residenciais são selvas à noite. Cada centímetro quadrado de passeio é ocupado com carros estacionados. Os peões têm que circular na via pública e as pessoas com mobilidade reduzida o melhor é ficarem em casa.
Perante as queixas, vem uma brigada da Câmara ou da Junta de Freguesia colocar mais uns pilaretes e com isto reduzir mais meia dúzia de lugares de estacionamento.
Muda-se a política de contentorização, colocam-se uns contentores subterrâneos e, claro, à custa de mais dois ou três lugares de estacionamento.
Custa assim tanto perceber que o problema do estacionamento não se resolve com tarifação mas com a construção de mais estacionamentos?
Eu moro num prédio com 28 fogos. Não tem garagem e dispõe em frente ao imóvel de 10 lugares de estacionamento. Eram 12 mas dois foram ocupados com uns contentores de RSU subterrâneos…
Se em média considerarmos 2 viaturas por fogo estamos a falar de 56 viaturas! Com estas contas, 46 estão a mais…
Poderão dizer-me que quando comprei o imóvel já sabia com o que contava.
É verdade.
Mas enquanto cidadão não tenho direito a parquear a minha viatura perto da minha residência?
Quem cometeu o erro de planeamento, a Câmara Municipal, não tem a obrigação de corrigir o erro e garantir as condições mínimas aos munícipes?
Quando a Câmara aumenta desmesuradamente uma determinada área urbana e as condutas de abastecimento de água não têm capacidade de transporte da totalidade da água necessária o que é que a Câmara faz? Passa a tarifar cada litro de água com preço diferente para racionar o consumo ou trata de construir uma nova conduta para aumentar a capacidade de transporte de água?
Porquê soluções diferentes, abastecimento de água e estacionamento, quando se tratam de problemas semelhantes devidos à incapacidade de um correto planeamento urbano da Câmara Municipal?
O estacionamento é um direito dos cidadãos.
Pagamos IMI, pagamos IUC, e ainda temos que pagar parquímetros? Porquê?
Estamos a chegar ao tempo em que temos que dar valor e a oportunidade a nos podermos indignar com a forma como os autarcas eleitos representam os nossos direitos.
Eu quero ter estacionamento suficiente junto à minha residência!
Eu quero ter estacionamento suficiente junto às zonas comerciais nos centros das vilas e das localidades!
Eu quero ter estacionamento suficiente junto às estações de comboios e dos terminais rodoviários.
Eu quero ter estacionamento suficiente junto aos edifícios oficiais onde tenho que tratar de assuntos oficiais.
Eu quero ter estacionamento suficiente para poder ir ao Hospital ou ao Centro de Saúde.
Eu quero ter direito ao estacionamento da minha viatura. De forma gratuita!  
Eu quero autarcas que me representem e resolvam os meus problemas, não que inventem formas de me criar problemas adicionais!
E você, caro leitor, quer, ou para si assim está bem?... Outros artigos de RUI FRADE RIBEIRO
+Nova Cascais- O betão, sempre o betão! 
+Cascais, a cegueira e a política!

Ver o original em "CASCAIS24" na seguinte ligação::

http://www.cascais24.pt/p/normal-0-21-false-false-false-pt-x-none_75.html

COMO UMA BOA IDEIA PODE DAR TÃO MAU RESULTADO!

in PENSAR MAIS CASCAIS

 

 Volto ao Orçamento Participativo em Cascais para tentar discutir o que poderia ser e o que afinal é.
Mais uma vez, salvo um projeto de passeios numa rua na Freguesia de S. Domingos de Rana e um parque infantil e um jardim em Abóboda os restantes projetos são outra vez investimentos propostos em escolas, corporações de bombeiros e coletividades.
Não se entende.
Não se entende que uma ideia bonita de reativar a participação dos cidadãos no município onde vivem se transforme numa competição entre várias corporações de bombeiros, várias escolas e várias coletividades!
A Câmara Municipal de Cascais, que deveria ter uma ideia clara sobre a valia das pretensões destas coletividades e associações, chuta para uma espécie de concurso para ver quem tem mais votos.
Se a cozinha da escola A tiver mais votos do que a remoção do amianto da escola B, azar para os alunos e os familiares da escola B que vão respirar umas fibras cancerígenas pelo menos mais um ano!
É triste, que um cidadão mais ou menos consciente, como eu me considero (perdoem-me a eventual soberba desta consideração!...), seja obrigado a assistir ao triste espetáculo em que isto se transforma e à conivência de um assinalável número de cidadãos.
O Orçamento Participativo deveria ser um veículo para a tomada de consciência da população em geral e da sua organização em volta de projetos que pudessem trazer significativas melhorias para a vida da comunidade.
Sinceramente gostaria de ver projetos que surgissem de necessidades sentidas por uma comunidade e que se organizassem para atingir um objetivo através do OP. Seriam interessantes projetos que olhassem para a inexistência de passeios em várias localidades (Abóboda, Trajouce, por exemplo), ou que olhassem para a reorganização viária e a melhoria da mobilidade (o cruzamento do Arneiro onde de manhã e à tarde perdemos meia hora das nossas vidas ou o cruzamento da estrada S. Domingos de Rana - Mem Martins com a estrada de Manique no centro de Trajouce ou ainda o cruzamento na Igreja de S. Domingos de Rana que seria tão fácil e barato resolver) ou ainda a criação de estacionamento no centro da Parede, de Alcabideche ou de Cascais.
O Orçamento Participativo deveria ser uma espécie de casting de novas pessoas com a capacidade de dinamizar projetos na comunidade, de revigorar os laços entre as pessoas e a sua afirmação como comunidade.
Aqui jaz o verdadeiro problema da fantochada em que o executivo camarário transformou o Orçamento Participativo em Cascais. O aparecimento de pessoas com ideias, e com dinâmica para envolver outros cidadãos num determinado projeto é perigoso para quem quer continuar no poder, para quem quer continuar a mandar sem muitas perguntas ou opiniões.
Já houve, nos idos anos setenta uma maioria silenciosa.
Em Cascais é mais uma maioria adormecida…

Leia original aqui

Crime ambiental na Estrada da Rebelva

SEJA UM REPÓRTER CASCAIS24 E ENVIE-NOS A SUA NOTICIA, FOTOGRAFIA OU VÍDEO PARA: cascais24.cidadaoreporter@gmail.com
JOSÉ COELHO MARTINS (Texto
30 novembro 2018
A estrada da Rebelva representa um problema enorme de tráfego e de saúde pública. Os automobilistas são confrontados com enormes filas de trânsito nesta estrada bastante poluída e ruidosa. Os moradores sofrem com o ruído, poluição e risco de acidentes.
As rotundas da Rebelva e de S. Domingos de Rana são autênticos bloqueios à fluidez do trânsito, criando um péssimo ambiente de vida a quem aqui reside e dificultando a vida aos automobilistas. 
Desde há 3 anos que os moradores insistem com a Câmara Municipal de Cascais em vão, com mails, reuniões e presenças pessoais em reuniões públicas do executivo e da Assembleia Municipal, recebendo sempre não respostas ou respostas evasivas e irresponsáveis. 
Estou a chegar à conclusão que se trata de um esforço inglório, pois esta gente que está no executivo camarário funciona com um nível de autocracia total, a par de um total desrespeito pelos cidadãos.
Problemas graves não são resolvidos, como é o caso vertente, mas parecem ser atribuídas facilidades a grupos particulares para explorarem projetos privados comerciais e lucrativos, de que destaco as obras em curso do empreendimento da firma A. Santo em S. Miguel das Encostas, de uma generosa volumetria e capacidade de alojamento habitacional (http://www.saomiguel-residence.pt/), a Universidade Nova em Carcavelos e as obras em curso no antigo espaço da Legrand na Rebelva  que julgo envolverem um enorme complexo empresarial ligado à Nestlé, aparte outros em planeamento e que ainda não são do domínio público.
Ou seja, o executivo camarário assume-se como o "dono disto tudo" e pretende que não reste nem um metro quadrado de terreno livre nesta zona, com isso criando um permanente e insolúvel problema  de tráfego, com os inerentes índices de poluição e ruído, numa zona/estrada que é maioritariamente composta por residências, em particular moradias unifamiliares.
Tudo se conjuga, obviamente, para que o aumento muito vincado de pessoas e viaturas a circular nesta estrada, atualmente a principal via de acesso à A5 aqui utilizada, transforme este local num verdadeiro Inferno. As próprias obras rodoviárias em curso associadas ao empreendimento no espaço da antiga Legrand parecem configurar ainda mais problemas.
Seria de esperar da vereadora do Ambiente, arqª.Joana Balsemão e/ou do presidente da Cascais Ambiente, engº. Luís Capão, uma posição algo contrastante com este estado de coisas, mas não! 

Alinham pelo mesmo diapasão! 

Nem a plantação de arvoredo ao longo desta via (Estrada da Rebelva) e da Av. Conde de Riba de Ave está contemplada para uma minoração do impacto ambiental. O que vemos por aqui, e cada vez mais, é betão, alcatrão e  viaturas.

O que não temos por aqui é um controlo da qualidade do ar! MUITO GRAVE!
Tal poderão constatar no texto publicado pelo vereador não executivo, Sr. Clemente Alves, no jornal Cascais24, cujo link se apresenta:
Parece que a Câmara Municipal de Cascais é advogado em causa própria nesta questão do ambiente, não havendo qualquer outra entidade a intervir nesta matéria em termos de fiscalização, controlo, supervisão e punição dos responsáveis. MUITO GRAVE!
É urgente que se faça alguma coisa!...
A autocracia e arbitrariedade de gestão que é exercida nesta autarquia não é compatível com a vida democrática e com a legítima aspiração da população residente a usufruir de um mínimo de qualidade de vida, que os seus impostos e contribuições justificam.

Ver o original em "CASCAIS24" na seguinte ligação::

http://www.cascais24.pt/p/normal-0-21-false-false-false-pt-x-none_61.html

Estudo revela reduzido envolvimento dos cidadãos no poder local - Diário de Notícias - Lisboa

(A realidade do exercício do Poder nos Municípios deveria ser mais conhecida.

A imagem que o lóbi partidário dos autarcas procura impor está longe de ser a real. Não é verdade que,ao nível local, haja hoje maior participação cívica , que exista melhor utilização de recursos ou que o Poder Local seja mais democrático. Pelo contrário (e Cascais é disso um infeliz exemplo) a democracia municipal e o conhecimento publico sobre a governação é muito mais pobre nos concelhos do que ao nível nacional.

No estudo referido nesta notícia Cascais aparece como o campeão nacional da abstenção eleitoral. Triste recorde que evidencia o desinteresse instalado face a um poder autárquico que pouco preza os cidadãos e assenta a sua sobrevivência num incontrolado despesismo de festarolas, subsidiodependencias e eventos.

Comentário à seguinte notícia )

 

Resultado de imagem para cascais camara

O estudo "Qualidade da governação local em Portugal" vai ser apresentado hoje na Jornada do Poder Local, que se realiza em Portalegre, e foi coordenado por Luís de Sousa, do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, e por António Tavares, da Universidade do Minho.

Para fazerem uma análise global à qualidade da governação dos municípios portugueses, os autores criaram um índice de qualidade da governação local, com as cinco dimensões "Voz dos Cidadãos e Prestação de Contas", "Estabilidade Política", "Acesso e Regulação do Mercado", "Estado de Direito e Prevenção da Corrupção" e "Governação Local".

Os autores salientam a evolução muito positiva registada pelo poder local, principalmente nos últimos anos, mas concluem que o grau de envolvimento dos munícipes e entidades locais, nomeadamente nas assembleias municipais, ainda fica aquém do esperado.

"Apenas em 10% dos municípios se pode falar de uma sociedade civil vibrante", realçam, acrescentando verificar-se uma capacidade "ainda reduzida" de escrutínio dos eleitos locais pelos munícipes e membros da oposição.

Segundo o estudo, 86 municípios realizam Orçamentos Participativos (OP), tendo sido aplicados nestas iniciativas 55 milhões de euros entre 2015 e 2017.

"Ainda assim, o envelope financeiro de despesas de capital dedicado aos OP é diminuto, com o valor médio alocado a situar-se nos 3,7%", realçam os autores.

Neste campo da voz dos cidadãos nos municípios, Ponta Delgada (com um índice de 86.09), Proença-a-Nova (com 83.52) e Leiria (com 83.11) encabeçam a lista dos 25 municípios com desempenho mais elevado apresentada no estudo, na qual a média é de 26.53 e o valor mínimo obtido (não identificado) foi de -92.80.

Já quanto à transparência financeira dos municípios, esta tem um nível "genericamente elevado", com grande número de documentos disponíveis e facilmente acessíveis.

Na dimensão da "Estabilidade Política, a taxa média de participação eleitoral dos portugueses ronda os 53%, mas este valor esconde realidades muito díspares entre as taxas mais elevadas, registadas em Arronches e em Lajes das Flores (acima dos 80%) e a mais baixa, em Cascais, onde apenas 37% dos eleitores foram votar.

No mandato 2013-2017, 269 municípios tinham governos maioritários, o que se traduziu "numa grande estabilidade política ao nível local".

Os autores salientaram ainda que "a alternância partidária não gera ruturas na estabilidade política, o que sugere continuidade política mesmo em casos de rotatividade no executivo".

Nesta dimensão, destacam-se Pampilhosa da Serra (com um índice de 165.60), Ourique (138.86) e Marvão (137.42) numa lista em que o desempenho médio é de 33.61 e o mínimo de -67.74.

O estudo revela ainda que a qualidade da governação local é "um fenómeno complexo", com "várias dimensões interligadas", e que "a qualidade e a eficácia dos serviços municipais estão também relacionadas com o respeito pelo Estado de Direito e prevenção da corrupção", que por seu lado está "associada a uma maior transparência das instituições e a uma maior intervenção dos munícipes na vida política".

Ver o original aqui

Miguel Pinto Luz: “A educação é o instrumento que os governos têm ...

Uma entrevista 'enternecedora' (haverá quem a ache assustadora)
Miguel Pinto Luz é o vice presidente da Câmara de Cascais que Carlos Carreiras tem querido promover a líder do PSD. Como se sabe é mais um daqueles 'jotinhas' que cresceu (fez-se, claro!) a fazer 'política' auto-antevendo-se com uma carreira compensadora.

Nesta entrevista ilustra como os dirigentes camarários locais vivem num mundo em que a propaganda é mais verdadeira do que a realidade.

Só três notas:

  • em Cascais não houve descentralização mas apenas um processo de municipalização (transferência de competências para a Câmara) o que é o oposto de descentralizar;
  • os milhões de euros que diz serem investimento da Câmara não o são porquanto a maior parte desse dinheiro é pago pela Administração Central sendo a Câmara apenas um intermediário que recebe de um lado para distribuir por outros;
  • são vários os estudos que explicam como a Escola não está a promover nenhuma mobilidade social. Muito em especial o sistema escolar em Cascais (maioritariamente privado) é um reprodutor da desigualdade social.

Compreende-se o deslumbramento do entrevistado com a Nova Escola de Negócios à beira mar plantada (com os impostos dos cascalenses). Esta Escola da Fundação do 'Pingo Doce' (mais de metade da entidade proprietária desta Escola pertence à família Soares dos Santos) é a coqueluche do ideário neoliberal e a esperança daqueles que ambicionam ver florescer milhentos 'jotinhas' capazes de levar por diante, em Portugal, um projeto de austeridade para quem trabalha com cada vez mais lucros para os que se consideram 'donos disto tudo' (os DDTs da banca e de outros negócios).

Não sabemos se o entusiasmo de Miguel Luz com a vinda da Singularity U (uma vendedora de mercado ficcionista) decorre de alguma promessa do Sr.Ray Kurzweil em lhe aumentar as competências através algum híbrido bio-tecnológico ou de lhe garantir a imortalidade.

Uma análise de conteúdo à entrevista podê-la-ia sintetizar em três palavras "deslumbramento pela desigualdade".

Comentário à seguinte entrevista: )

Jerónimo Martins.jpgO entrevistado, deslumbrado com a NOVA Escola de Negócios "Pingo Doce", quer vê-la crescer muito.

 

in 'Jornal Económico'

 

Cascais é sede de um município com 210 mil habitantes, repartidos por quatro freguesias: Alcabideche, Carcavelos e Parede, Cascais e Estoril e São Domingos de Rana. O município, onde estão instalados mais de 150 estabelecimentos de ensino, muitos dos quais privados, assinou com o Governo, em maio de 2015, um Contrato Interadministrativo de Delegação de Competências, no âmbito do âmbito do Programa Aproximar Educação.

Que prioridade atribui a Câmara de Cascais à Educação?

É a prioridade máxima. De facto, a Educação é o instrumento que, em nosso entender, os governos – ao nível central, ao nível regional e ao nível local – têm para  garantir mobilidade social. Portanto, oferecermos níveis de Educação e qualidade na administração dessa Educação de alto nível é uma prioridade máxima para nós. Nesse sentido, temos feito investimentos sucessivos em todos os níveis educacionais. Somos um concelho sui generis, com uma grande percentagem de estudantes no ensino privado, por isso mesmo, temos que ainda fazer um esforço maior para garantir igualdade de oportunidades a todos aqueles que usufruem do sistema de Educação no concelho de Cascais.

Pinto Luz 2.jpg

No ano letivo 2018/2019, qual foi o vosso investimento na escola pública?

Cascais foi um dos concelhos que assumiu a descentralização, portanto, tem maiores responsabilidades na gestão do sistema de Educação público. Temos 21 mil estudantes no ensino público e investimos este ano, para preparar o ano letivo 2018/2019, cerca de 2,2 milhões de euros. A verba anda sempre nesta ordem de grandeza, um pouco mais nuns anos, um pouco menos noutros, mas demonstra bem o grau de prioridade que atribuímos à Educação.

A Nova SBE instalou-se em Carcavelos este ano letivo. Em que medida esse investimento pode ser a mola impulsionadora de um pólo de crescimento ligado à economia do conhecimento no concelho?

O grande driver, a grande mola, para utilizar a sua expressão, para o desenvolvimento é o talento e a Nova SBE é uma das melhores escolas de negócios do mundo e em Portugal é líder destacada nessa área do conhecimento. Ou seja, temos em Carcavelos, hoje, cerca de três mil alunos que são os melhores ao nível nacional, mas também internacional, porque cerca de 50% desses alunos são estrangeiros que nos garantem um nível de talento capaz de desempenhar o papel dessa mola impulsionadora da economia do crescimento de que nós precisamos. Essa foi a estratégia: atrair a melhor escola. Continuamos a atrair outras e, por isso, espero nos próximos anos poder anunciar outras iniciativas deste tipo, porque entendemos que num país como Portugal, o ensino e o ensino universitário, particularmente, pode ser um eixo muito importante em termos de exportações. Na Austrália, por exemplo, o ensino é o segundo maior setor exportador. Portanto, num mundo globalizado, ainda para mais numa Europa de Schengen e numa Europa pós-Bolonha, garantimos um mercado de milhões e milhões de potenciais estudantes que podem deslocalizar-se para Cascais neste espaço idílico, nesta paisagem única, com uma escola de excelência, com professores de excelência para ser também eles parte dessa mola impulsionadora da economia do conhecimento.

A Câmara, associada à Nova SBE e à associação Beta-i, acaba de trazer para o concelho a Singularity University. Que significado tem o projeto?

Nós fomos buscar a Singularity para Portugal e o pólo é na Nova SBE. A Singularity, além de ter cursos a partir de Portugal, é a prova que a Nova SBE funcionou como mola, uma mola que continua  a ser acionada, atraindo mais e mais projetos; projetos que são eles próprios catalizadores de mais talento. O projeto da Singularity é um bom exemplo daquilo que queremos vir a fazer no futuro, mas não é o único. Temos um outro projeto com a Nova BE que é o Data Science for Social Goodligado às ciências dos dados, que utiliza a análise de big data e algoritmos de inteligência artificial para encontrar soluções para alguns dos problemas mais importantes do século XXI.

A Nova SBE tem 3000 alunos e quer duplicar o número numa década. O concelho tem capacidade de alojamento para isso?

Temos, neste momento, cerca de mil residências universitárias a serem licenciadas por projetos privados, mas isto é só o início de um processo. Iremos brevemente apresentar o Plano Municipal de Habitação, que contemplará medidas para a área da juventude, para a área dos empreendedores, para a área dos jovens casais. Acreditamos que no curto, médio prazo, teremos a resposta cabal para o problema do alojamento dos estudantes que escolhem, agora, Cascais para desenvolver o seu futuro.

Algum outro projeto para breve na área do Ensino Superior?

Há vários, mas, neste momento, não podemos ainda revelar quais são os projetos que poderão vir para Cascais nos próximos tempos, porque temos compromissos de confidencialidade. Estamos a trabalhar e seguramente 2019 trará novidades nessa área.

O Concelho de Cascais concede incentivos fiscais a quem quer investir na área da Educação? 

Não. Por norma, não temos uma regra generalizada. Posso dizer, por exemplo, que a Nova SBE foi isentada pela Assembleia Municipal e pela Câmara Municipal do pagamento de taxas e impostos municipais, mas foi um caso específico, porque entendemos que a Nova era estratégica para o concelho de Cascais.

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Ver o original aqui

Balsemão cria um grupo de Bilderberg à portuguesa em Cascais

Sessão fundadora será ainda em Novembro e a direcção conta com onze personalidades, entre empresários, banqueiros, gestores de topo e milionários, como Paula Amorim, Leonor Beleza, Carlos Carreiras, Francisco Pedro Balsemão, António Ramalho e Carlos Gomes da Silva.

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Depois de ter deixado o conselho director do grupo de Bilderberg em 2015 passando a sua pasta a Durão Barroso, Francisco Pinto Balsemão decidiu agora criar um clube restrito semelhante em Portugal, que terá a sua sessão fundadora ainda este mês, com cerca de meia centena de participantes.

Chama-se Encontros de Cascais e pretende ser um fórum de pensamento estratégico em que personalidades essencialmente da sociedade civil procuram discutir soluções para os problemas que o país e a Europa enfrentam. No grupo restrito de fundadores há gestores de topo, milionários, empresários e banqueiros.

O antigo primeiro-ministro e fundador do grupo Impresa desenhou um fórum português à semelhança do grupo mundial a que pertenceu durante 32 anos e no qual se assumiu como um dos membros com mais prestígio já que ali permaneceu por mais tempo do que muitos outros elementos do steering committee (comité de direcção) que integrava.

O PÚBLICO confirmou junto de fonte próxima de Francisco Pinto Balsemão que este convidou para o grupo de fundadores dos Encontros de Cascais a empresária Paula Amorim, presidente do Grupo Amorim; Isabel Mota, presidente da Fundação Calouste Gulbenkian; Leonor Beleza, presidente da Fundação Champalimaud; Carlos Carreiras, presidente da Câmara de Cascais; Francisco Pedro Balsemão, presidente da Impresa; António Lagartixo, partner na Deloitte Portugal & Angola; Vasco de Mello, presidente do grupo José de Mello; Pedro Penalva, presidente da AON, um grupo de serviços de gestão de riscos, corretagem de seguros e recursos humanos; António Ramalho, presidente do Novo Banco; e Carlos Gomes da Silva, presidente da comissão executiva da Galp Energia.

Paula Amorim e Isabel Mota foram precisamente as personalidades portuguesas convidadas por Durão Barroso para a reunião de Bilderberg deste ano, que decorreu em Junho na cidade italiana de Turim. Leonor Beleza fora levada por Balsemão para a reunião daquele grupo em 2007, na Turquia; Vasco de Mello acompanhou-o em 1999, em Sintra, na única vez que o grupo de Bilderberg reuniu em Portugal. Carlos Gomes da Silva esteve em Dresden, na Alemanha, já a convite de Barroso, em 2016 (com a antiga ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque).

Política fica de fora

O objectivo deste novo fórum é reunir algumas das figuras mais marcantes da sociedade portuguesa, com acção sobretudo nas área económica, financeira, social, educacional, que possam ajudar a definir os caminhos e estratégias para que o país tenha uma economia mais forte, mais justa e mais amiga dos empresários e das empresas – ou não fossem os protagonistas ligados ao mundo empresarial. Mas não só. Conhecendo o passado intervencionista de Balsemão, estarão também em cima da mesa discussões sobre o regime democrático, as garantias de liberdade, igualdade e solidariedade.

A intenção é tentar manter a política fora destes encontros – pelo menos no seu sentido formal, ou seja, personalidades que ainda ocupem cargos políticos. A presença de Carlos Carreiras explica-se pela sua proximidade a Balsemão mas essencialmente por ser a vila que acolhe as actividades deste grupo.

Para o encontro anual, cada um dos onze fundadores convidará quatro personalidades que podem ser nacionais ou estrangeiras. Olhando para a lista de fundadores, Balsemão fez questão de escolher personalidades com um leque de idades, de interesses, de proveniência e sectores diversos. Há nitidamente quem esteja ainda no primeiro terço da sua carreira mas com currículo promissor; há quem lide com o mundo empresarial desde sempre; há quem tenha feito quase toda a carreira no grupo em ascendeu e chegou ao topo.

O que ali se passa, ali fica

As regras de funcionamento dos Encontros de Cascais são em tudo semelhantes a Bilderberg, que as mantém desde a sua criação, em 1954, no hotel holandês que lhe deu o nome. Um grupo restrito de fundadores convida outras personalidades (neste caso português, quatro) para um conjunto de conferências fechadas que duram alguns dias.

Os encontros não têm qualquer cobertura mediática e a divulgação do que ali se conversa baseia-se nas chamadas Chatham House Rules, em que se pode citar a informação discutida mas sem identificar a fonte - normalmente, porém, o que é dito e o que se passa nas reuniões mantém-se apenas entre os presentes.

Apesar de normalmente se saber que temas são abordados nos encontros de Bilderberg, o secretismo faz com que sejam sempre levantadas questões acerca das verdadeiras intenções dos participantes. Especialmente porque se trata sempre de gente com poder – seja económico, social, político ou mediático – e em muitos casos de nível mundial.

O núcleo de onze fundadores dos Encontros de Cascais terá um mandato de três anos, renovável uma vez. Este núcleo funciona como o steering committee de Bilderberg, ou, em português, o conselho director, tendo como missão propor e aprovar temas para discutir no plenário anual, assim como os convidados e oradores das quatro sessões desse plenário.

Segredo do «milagre da gestão privada» na Saúde desvendado

A «eficiência» da gestão do Hospital de Cascais, entregue à Lusíadas Saúde, é usada para defender as PPP. Um dos segredos é contratar enfermeiros a recibos verdes e pô-los a fazer 60 horas por semana.

Há enfermeiros com horários mensais de 250 horas por mês, uma média de 62 horas e meia por semanaCréditos

A denúncia consta de um documento entregue ao Ministério da Saúde pela Ordem dos Enfermeiros, a que a Lusa teve acesso. Numa visita à unidade de saúde, a estrutura detectou situações de enfermeiros que estão contratados através de recibos verdes para assegurarem 250 horas mensais (62,5 horas por semana). O horário de trabalho no sector público, incluindo para os enfermeiros do Serviço Nacional de Saúde (de que faz parte o Hospital de Cascais) tem como limite as 35 horas semanais.

Esta realidade ajuda a explicar como é possível que a gestão hospitalar assegurada por privados, como é o caso do Hospital de Cascais, consiga garantir lucros para os grupos económicos a quem estão entregues, enquanto as restantes unidades muitas vezes se debatem com dificuldades para assegurar o seu funcionamento regular.

O documento denuncia ainda a existência de serviços em que, durante o período nocturno, existe apenas um enfermeiro de serviço.

O Hospital de Cascais surgiu em lugar cimeiro em vários indicadores do polémico ranking da Entidade Reguladora da Saúde, divulgado há cerca de duas semanas. Em Agosto, o Governo aprovou a renovação por dois ano do contrato iniciado em 2009, através do qual a gestão do Hospital de Cascais foi entregue à Lusíadas Saúde, detida pela empresa brasileira Amil, do grupo norte-americano UnitedHealth Group, uma das maiores transnacionais do sector.

Ver original em 'AbrilAbril' (aqui)

AFINAL PARA QUE SERVE UMA JUNTA DE FREGUESIA?

Authors: Rui Ribeiro in PENSAR MAIS CASCAIS

 
Tenho ideias próprias sobre este assunto que me acompanham há algumas dezenas de anos sem grandes alterações.

 

Gosto do conceito de freguesia, da proximidade das populações, de existir uma amplificação da voz do munícipe, da auscultação da sua vontade, da representação de raiz mais local no governo do município.

 

Já tive o privilégio de estar numa câmara municipal como vereador, em Cascais, e lidar com gerações mais antigas de Presidentes de Junta que representavam cabalmente esta ideia de representação dos fregueses e de lhes dar voz junto do executivo da Câmara.

 

Óscar Guimarães em Cascais, Vitor Silva em S. Domingos de Rana, Fernando Mesquita em Carcavelos, uns do mesmo Partido de que eu fazia parte, outros de Partidos da oposição, não se lhes notava diferença na forma como defendiam os interesses dos seus fregueses junto da Câmara.

 

E percebia-se com clareza que para eles, primeiro estavam os fregueses e depois a filiação partidária!

 

Mais tarde, no mandato autárquico de José Luís Judas em Cascais, pude acompanhar de perto a ação irreverente que Fernando Mesquita colocou na defesa dos interesses de Carcavelos junto da Câmara, tendo sido em muitos momentos das poucas vozes que se insurgia face ao descalabro que a gestão de Judas introduziu na administração do território em Cascais.

 

Mas os tempos, e a melhoria remuneratória dos Presidentes de Junta nas freguesias de maior população, trouxeram um arrefecimento na defesa dos interesses dos fregueses e um “aquecimento dos interesses” de garantir uma remuneração sem sobressaltos e sem guerras com pessoas que possam ter uma palavra a dizer na recondução no cargo.

 

Não me canso de trazer à colação o exemplo mais caricato a que assisti com o número efectuado pela anterior Presidente da União de Freguesias de Carcavelos Parede, Zilda Costa e Silva, quando, mandatada em assembleia de Freguesia para votar contra o Plano de Pormenor Sul de Carcavelos resolveu, “em consciência”, votar a favor.

 

Foi uma clara traição à população de Carcavelos mas valeu-lhe agora um lugar na Administração da Empresa Municipal Cascais Ambiente…

 

Hoje pergunto-me “Para que serve uma Junta de Freguesia?

 

Para além do benefício claro do Presidente e do salário que aufere, qual é o real benefício para as populações das freguesias?

 

Qual o valor acrescentado pela Junta de Freguesia e pelo seu executivo?

 

Em Cascais, em todas as suas Freguesias e Uniões de Freguesia afirmo com convicção que o valor acrescentado é ZERO!

 

Aquelas estruturas, geridas pela Câmara, não teriam comportamento ou eficácia diferentes!

 

Hoje existem em Cascais 3 executivos liderados pela coligação PSD/CDS e uma, S. Domingos de Rana, pelo PS. Quem estiver de fora, e avaliar as intervenções públicas nota diferenças? As quatro comportam-se como se não tivessem que representar os seus fregueses e limitam-se a abanar a cabeça à vontade da Câmara e posar nas fotos dos múltiplos eventos que decorrem no município.

 

S. Domingos de Rana faz-me confusão. A freguesia mais atrasada de Cascais, onde as condições básicas ainda se encontram muito debilitadas, onde a mobilidade é uma vergonha, a ausência de passeios nas localidades, e a capacidade da Presidente em reclamar melhores condições para a sua freguesia é nula? Nem o facto de ser de um Partido de oposição lhe aguça o apetite?

 

E Carcavelos, onde fui autarca na Assembleia de Freguesia no mandato anterior é um caso confrangedor!

 

Querem conhecer a atividade do executivo da Junta neste primeiro ano?

 

Deixo-vos 3 sugestões:

 

Um filme, eventualmente produzido pela CMC que está a passar nas redes sociais…

 

 

Depois da sua visualização, encontram alguma palavra ou ideia que tenha efetivamente sido realizada pela Junta e não pela Câmara? Eu não encontrei.

 

E porque razão isso acontece?

 

Muito provavelmente porque o executivo pouco ou nada tem para apresentar que tenha sido efetivamente realizado por si!

 

Deixo-vos ainda as sugestões de consultarem o sítio na internet…

 

e a página do facebook

 

No sítio da internet informação desatualizada de eventos das associações e coletividades da freguesia. E iniciativas da Junta? Zero.

 

No facebook quem quiser saber a previsão do tempo ou os dias em que a EDP ou os SMAS vão fazer obras na via pública ainda lá encontra qualquer coisa, o resto, porque não existe, não aparece!

 

É muito pobre!

 

A capacidade reivindicativa em nome da população desapareceu e no lugar dela apareceu a função de comissário do Presidente da Câmara.

 

Não é nada que os tempos de alheamento da vida social que hoje todos ou quase todos prosseguimos não justifique, mas esta incapacidade de ouvir em vez de doutrinar é muito perigosa!

 

Atrevo-me a afirmar que se é para isto que elegemos executivos de Junta de Freguesia mais vale pouparem-nos esse trabalho.

 

Se é para ser apenas uma caixa de ressonância do poder em Cascais, afinal PARA QUE SERVE UMA JUNTA DE FREGUESIA?

 

PS:

 

Para mim este caso é especialmente marcante porque conheci o atual Presidente há muitos anos e posso dizer que um episódio que se passou com ele e com o pai dele num Plenário do PSD por volta de 2012 foi a última razão que me levou a tomar a decisão de abandonar o PSD.

 

Nesse Plenário, primeiro Nuno Alves e depois o pai, Fernando Alves, tiveram a “ousadia” de tecer críticas a Carlos Carreiras, na altura Presidente da Concelhia de Cascais do PSD. A forma como especialmente Fernando Alves foi humilhado por Carlos Carreiras, com acusações torpes que colocaram em causa a honra e a postura de um homem com dezenas de anos de provas dadas de militância partidária, incomodou-me sobremaneira e fez-me olhar à minha volta. Dos setenta e cinco presentes naquele Plenário, mais de cinquenta eram funcionários da Câmara ou das empresas municipais!

 

Com uma assembleia de militantes assim constituída, é impossível mudar o poder.

 

E pouco tempo depois escrevi a minha carta de demissão.

 

Nuno Alves chegou a participar em conversas e reuniões em estive presente onde se discutiam alternativas ao poder instalado pelo grupo de Carreiras e em que assumia uma posição muito crítica à postura e aos métodos de Carlos Carreiras.

 

Em seis anos passou de conspirador a apoiante indefectível.

 

Numa primeira fase ganhou o núcleo de Carcavelos do PSD, foi candidato ganhador para o executivo da União de Freguesias de Carcavelos Parede e passou a ser um apoiante convicto de Carlos Carreiras, não se eximindo a sair em defesa do “chefe” em casos onde já o ouvi ter opinião bem diferente não há muitos anos…

 

Eu sei que todos podemos mudar de opinião e respeito isso, seja em que circunstâncias forem.

 

Se há o costume de dizer que só os burros não mudam de opinião, pois que seja eu o burro nesta situação!

 

Leia original aqui

Promotores imobiliários explicam ação contra Cascais, Estado e ...

Claro, às vezes há coincidências...

Afinal o  que querem é que a Câmara (com os nossos impostos) exproprie «com cabeça» (significa bem pago) os terrenos.
Sabendo-se da estreita ligação de Rodrigo Moreira Rato ao Clube Naval de Cascais e a vários outros eventos sempre bem apoiados pela Câmara parece haver boas expectativas para estes diligentes empresários do turismo.

Pois se eles até se oferecem para «a reconstrução daquela zona natural» (seria isso que pretendiam fazer com o betão e o campo de golfe?). Provavelmente vão integrar-se no "voluntariado" a que a Câmara fez apelo.

Não há como um incêndio para fazer despontar tantas convicções ecológicas !

Comentário à seguinte notícia:


 

Os dois promotores imobiliários, que apresentaram uma ação em tribunal contra a Câmara Municipal de Cascais (CMC), o Estado Português e o Turismo de Portugal, explicam que a mesma não foi colocada na sequência do incêndio do fim de semana que atingiu Sintra e Cascais e que destruiu quase 500 hectares do parque natural. "Foi uma enorme e infeliz coincidência", garantiu ao DN Rodrigo Moreira Rato, gestor da Prontohotel e a Quinta do Guincho,

Segundo soube o DN, a Prontohotel e a Quinta do Guincho colocaram a ação antes do incêndio de dia 6 de outubro, mas o município só foi notificado dia 9 da mesma, três dias após os incêndios. As duas empresas pedem uma indemnização de 13 milhões de euros por danos causados, visto que queriam construir um hotel de 4 estrelas e um campo de golfe em terreno de 40 hectares entre Guincho e Malveira da Serra, precisamente na zona afetada pelos incêndios.

"Metemos a ação antes dos incêndios, foi uma enorme e infeliz coincidência a área ter sido afetada pelos incêndios. Foi uma decisão tomada depois de a Câmara nos comunicar a caducidade das licenças de construção, foi por isso, não foi por causa dos incêndios", explicou ao DN Rodrigo Moreira Rato, garantindo que pretende fazer parte da reconstrução da área ardida: "Tenho imensa pena e tristeza em ver o estado em que ficaram os terrenos, quero mais é participar na reconstrução e ser solução para esta tragédia que aconteceu."

O gestor das empresas garantiu mesmo que já disse isso mesmo a mesmo ao presidente da CMC, mas é preciso entender que as empresas que representa saíram prejudicadas num processo que se arrasta desde 1996:"Falei hoje mesmo com Carlos Carreira e expliquei-lhe o contexto e o timingda ação. Se Cascais considera que neste momento aquele não é um empreendimento turístico que faça sentido, tudo bem, mas é preciso entender que as empresas saíram prejudicadas em todo o processo. "

Rodrigo Moreira Rato mostrou assim abertura para chegar a um acordo e resolver um caso com mais de 22 anos. "A Câmara está a fazer o que acredita ser melhor para proteger os valores para os quais foram eleitos. Quero que se sentem connosco. A expropriação não é algo que me faça confusão, mas tem de ser feita com cabeça. Eu gostava de fazer parte da reconstrução daquela zona natural."

Ver o original aqui

Dois promotores imobiliários põem ação contra Cascais e Turismo ...

Tão estranho?!

Mas estes terrenos não estavam protegidos da construção ? Então agora querem que paguemos por ter ardido um terreno onde não podiam construir ?
São estes terrenos que o Presidente da Câmara se apressou a dizer que ia comprar para reflorestar ?

Já estão a transformar o incêndio em mais um grande negócio à custa dos contribuintes de Cascais?

Tudo isto cheira, de facto, a esturro...

Comentário à seguinte notícia:


Dois promotores imobiliários apresentaram uma ação em tribunal contra a Câmara Municipal de Cascais, o Estado Português e o Turismo de Portugal, na sequência do incêndio do fim de semana que atingiu Sintra e Cascais e que destruiu quase 500 hectares do parque natural.

Segundo soube o DN, a Prontohotel e a Quinta do Guincho pedem uma indemnização de 13 milhões de euros por danos causados, visto que queriam construir hotel de 4 estrelas, campo de golfe e 235 habitações em terreno de 40 hectares entre Guincho e Malveira da Serra, zona afetada pelos incêndios de 6 de outubro.

Ao DN, Carlos Carreiras disse desconhecer os fundamentos e quem desencadeou a ação, mas confirmou que o município foi notificado da mesma, lembrando que já deu "aval" a um conjunto de medidas que visam evitar a especulação imobiliária nas áreas ardidas.

Em causa o facto de alguns terrenos terem sido colocados à venda logo após o incêndio, como o DN noticiou. "Temos dito e redito: connosco o Parque Natural não está para negociações. Construção zero significa construção zero. O que nós pretendemos é evitar que isso [especulação] venha a acontecer e para isso há um conjunto de medidas complementares. Fiz um despacho em que não ficam autorizadas construções", revelou o autarca.

Leia a notícia na íntegra no Diário de Notícias.

Ver o original aqui

Câmara de Cascais convida voluntários a reflorestar a serra de Sintra

Graphic 11 10 201817 36 42É difícil acreditar!

Uma Câmara que, graças aos elevados impostos,  tem uma disponibilidade de Milhões de euros como nenhuma outra, que tem milhares de trabalhadores, na Câmara e nas várias empresas municipais. Uma Câmara que gasta rios de dinheiro em propaganda e eventos que só beneficiam os empresários do turismo.

Vem esta Câmara fazer apelo ao 'voluntariado' (trabalho gratuito) para reflorestar os terrenos ardidos ?! Então isso não é uma clara competência da empresa "Cascais Ambiente" (ou se preferirem da Cascais Próxima que nos cobra tanto dinheiro e onde estão principescamento empregados tantos "boys") ?

Pode parecer muito simpático e 'criativo' mas trata-se.aqui, de recorrer à boa vontade das pessoas para a Câmara se furtar a assumir aquilo que é uma sua absoluta responsabilidade. Ou seja, os nossos impostos servem para eventos de luxo, festas e festarolas, marketing e subsidiodependência mas quando é necessário para uma ação útil vem o Presidente da Câmara apelar ao trabalho gratuito dos munícipes. E depois ainda são capazes de dizer que é uma "ação cívica" e pedagógica. É triste!
Voluntariado não pode ser mais uma forma de explorar o trabalho e de contribuir para o desemprego.

Comentário á seguinte notícia:


 

 

A Câmara Municipal de Cascais lançou um apelo para constituir um grupo de voluntários para iniciar os processos de limpeza e reflorestação do Parque Natural Sintra-Cascais.

Na página oficial do Facebook, o município afirma que não vai “esperar mais tempo” para iniciar a reflorestação. “Neste sábado, ‘por cada árvore levada pelo fogo, duas os cascalenses plantarão’”, pode ler-se na publicação.

Graphic 11 10 201817 37 48Carlos Carreiras, presidente da Câmara de Cascais, já tinha anunciado, durante a visita a algumas das áreas afetadas pelo incêndio que no dia 6 e 7 de outubro fustigou o Parque Natural Sintra-Cascais, que iria ser constituído um grupo de voluntários para ajudar na limpeza de terrenos e na reflorestação da área ardida.

O autarca avançou, em declarações ao Diário de Notícias, que caso os proprietários não colaborem com a reflorestação, há a “hipótese de evoluir para expropriações”. “Será feita posse administrativa da mesma maneira que se faz quando um edifício não é mantido pelos seus proprietários”.

Os trabalhos de limpeza e reflorestação estão agendados para este sábado. "Vamos proceder ao corte das árvores ardidas que vão ser deixadas no terreno para servirem de barreira de contenção das terras quando vierem as chuvas", explica Carreiras.

Ver o original aqui

Cascais. “Os eventos têm um papel muito importante na promoção”

Uma notícia curiosa que ajuda aperceber porque razão os cascalenses (através da Câmara Municipal) gastam uma grande parte das receitas dos impostos camarários em eventos, festas e festarolas.

Tudo a bem do negócio do turismo!...

Na realidade Cascais tem esta 'originalidade' de uma população inteira (pressionada com elevadíssimos impostos) andar a pagar para o êxito de vida de uma minoria que gravita em torno do turismo.

A conversa fiada de que o turismo é um fator de desenvolvimento do concelho só engana os incautos.

O emprego que o turismo promove é, em geral, mal pago e bastante precário, as empresas turísticas não investem no melhoramento do concelho (pelo contrário aproveitam-se dos dinheiros públicos) e desviam recursos que faltam para um efetivo desenvolvimento harmonioso e sustentado do concelho.

Mesmo a maioria dos eventos que a Câmara suporta abundantemente são em geral dirigidos às minorias que se auto-consideram uma elite e àquelas que interessam ao turismo. A generalidade dos cascalenses são ostensivamente marginalizados nos seletos eventos que pagam mas não frequentam. Basta analisar os Milhões de euros com que a Câmara subsidia o Clube Náutico, as Conferências e Congressos de reduzido interesse, as iniciativas motorizadas, os eventos hípicos, e as 'fogachadas' desportivas de 'elite'.

A 'taxa turística' que o presidente da Câmara promoveu é também um exemplo desta lógica de 'Robin dos Bosques' ao contrário. Pressupostamente deveria ser uma compensação que o turismo daria para compensar os cascalenses pela perturbação/prejuízo que causa. Mas não,em Cascais a 'taxa turística' serve integralmente para benefício dos negociantes do turismo. Como é comprovado nesta entrevista,  «as receitas[da 'taxa'] são exclusivamente aplicadas na promoção turística» isto é, servem para aumentar o lucro de quem é, assim, aliviado de fazer, à sua custa, a promoção do produto que vende.

Transformaram este concelho num maná para os 'amigos'.

Comentário à seguinte notícia:


in 'Dinheiro Vivo'

Ana Rita Rebelo 29.09.2018 /
Cascais tem beneficiado do crescimento do turismo em Lisboa. Os eventos têm sido a principal aposta para lançar o destino internacionalmente
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Foi como uma bola de neve. A chegada de mais pessoas a Lisboa levou a um progressivo interesse pelos municípios periféricos, potenciando novos investimentos, sobretudo no setor do turismo.

“Essa proximidade é uma vantagem”. Quem o reconhece é Duarte Nobre Guedes, presidente da Associação de Turismo de Cascais (ACT). Porém, na perspetiva do dirigente, o concelho tem mais trunfos do que somente a capital aos pés. “Deve ser o destino turístico com mais oferta diversificada numa área restrita e tão perto de uma capital da Europa”, resume ao Dinheiro Vivo com um sorriso.

Nos meses tradicionalmente menos turísticos, Nobre Guedes explica que o combate à sazonalidade na Linha faz-se através dos eventos. “Têm um papel muito importante na promoção” do destino, salienta.

O mais próximo do calendário custou meio milhão de euros e é uma estreia. Cascais vai receber a primeira edição do Estoril Classics Week, uma iniciativa que pretende recuperar a tradição automobilística, de 2 a 7 de outubro, e cuja organização está a cargo da ACT. O programa inclui cinco provas de clássicos – Rally de Portugal Histórico, Concurso de Elegância ACP 2018, Fórmula 1 Classic, World GP Bike Legends e a Historic Endurance.

Para seduzir mais visitantes, chamaram antigos campeões mundiais de diferentes modalidades. Nomes como o de Wayne Gardner, Phil Read e Freddie Spencer, ex-motociclistas e campeões W, tal como o ex-piloto de rali Stig Blomqvist, e o ex-piloto de rali e duas vezes campeão do mundo, Miki Biasion.

Duarte Nobre Guedes estabelece metas ambiciosas: “Cascais e Estoril vão entrar no mapa dos clássicos”. O presidente da ACT quer encher o Autódromo e os jardins do Casino do Estoril com quase 45 mil pessoas, vindas de diferentes partes do mundo, para assistir às provas.

Na sequência deste evento, adianta que “já várias pessoas marcaram estadias em hotéis para o ano”.

Bons ventos do turismo

Na hotelaria, a quantidade de oferta pouco ou nada mudou nos últimos 20 anos. “Temos 34 hotéis, num total de sete mil camas, dos quais 15 são de cinco estrelas e fazem toda a diferença, porque têm um preço três vezes superior aos restantes”, contabiliza Nobre Guedes. E acrescenta: somam-se outras cinco mil camas em unidades de alojamento local.

Conta, ainda, que quando a taxa turística começou a ser discutida em Cascais não fez finca pé. “Fui um dos apologistas”, chega mesmo a dizer, vincando a forma pacífica como decorreram as negociações com os privados.

A taxa cobrada aos turistas que pernoitam em Cascais está em vigor desde 2017 e é de um euro por pessoa, por dormida, até ao máximo de sete noites. Ao contrário da taxa paga em Lisboa e no Porto, explica que “as receitas são exclusivamente aplicadas na promoção turística do destino”.

E quem procura o destino? “Os estrangeiros continuam em maioria”, refere. Os nacionais, por sua vez, representam 20% dos visitantes, enquanto os ingleses geram uma importante fatia de dormidas para o concelho, seguidos pelos franceses, espanhóis e norte-americanos que estão em franca expansão.

Ver o original aqui

Portugueses apontam ao pódio do Ironman de Cascais

Mais uma corrida em Cascais e, claro está, mais um exemplo para o Mundo.

Certamente os cascalenses vão em massa participar neste evento. E fazem bem porque vamos todos lucrar um bom dinheiro.

O presidente da Câmara diz que esta corrida vai dar para Cascais 7 Milhões de euros (é certo que se esqueceu de dizer quanto é que os cascalenses, através da Câmara, pagam pela realização desta prova...era interessante saber-se...)

Juntando com os 150 Milhões de euros/ano que anunciou como sendo o ganho dos cascalenses com a 'Nova Escola de Negócios e Economia' começa-se a perspetivar que cada cascalense não apenas vai deixar de precisar de pagar os impostos camarários como, certamente, ainda vai receber um bónus extra.

Assim sim, uma Câmara que se preocupa em fazer bons negócios para os cascalenses!

 

Comentário à seguinte notícia:


 

 

Ana Filipa Santos, Bruno Pais e João Silva prometeram esta sexta-feira dar tudo para conseguir subir ao pódio do Ironman Cascais 70.3, prova que decorre no domingo e vai contar com um número recorde de 2.657 participantes.

in Diário de Notícias

David Pereira/Lusa

A campeã nacional de triatlo longo e atleta do Rio Maior assumiu que participar nesta prova é já "um objetivo concretizado", reconhecendo que quer mais do que apenas estar presente.

"Seria extraordinário conseguir uma vitória e vou dar o melhor de mim para isso", afirmou Ana Filipa Santos.

Bruno Pais, que na quinta-feira anunciou o fim da carreira profissional, fará em Cascais a sua última prova nessa condição e garantiu que vai tentar repetir o terceiro lugar alcançado no ano passado.

"Quero dar o meu melhor e chegar ao final da prova feliz. Vão estar aqui alguns dos melhores atletas do mundo, será muito complicado entrar no pódio, mas se facilitarem eu agradeço e vou tentar aproveitar", disse o ainda triatleta do Estoril Praia.

Já João Silva, triatleta do Benfica, vai estrear-se nesta distância e, por isso, mesmo não quis alongar-se em prognósticos, garantindo, no entanto, que vai dar o seu melhor.

"É uma primeira competição nesta distância, por isso não tenho referências. A parte de bicicleta vai ser muito dura, assim como a corrida, e acredito que isso vai fazer a diferença no final", explicou.

O início da prova está agendado para as 07:27, na Baía de Cascais, com os homens a entrarem na água para os 1,9 quilómetros de natação, a que se seguirão as mulheres, três minutos mais tarde, às 07:30.

O percurso de ciclismo percorre toda a Avenida Marginal, passando por Oeiras, Alcântara, Estoril e seguindo depois para a Serra de Sintra, num total de 90,1 quilómetros. Para terminar, seguem-se os 21,1 quilómetros de corrida, que atravessarão a Vila de Cascais, entrando na Marginal e regressando à baía de Cascais.

Na conferência de imprensa de apresentação da prova esta sexta-feira, o diretor do Ironman 70.3 Cascais, Jorge Pereira, sublinhou que, tal como a primeira, a segunda edição da prova está esgotada, o que, considerou, "é revelador do sucesso desta prova", que entre os 2.657 inscritos terá 50 profissionais.

Carlos Carreira, presidente da Câmara Municipal de Cascais, que acolhe pela segunda vez a prova, assinalou o retorno esperado de sete milhões de euros e que a "criação de riqueza permite ter mais capacidade de apoiar os mais fragilizados".

Ver o original aqui

50 milhões de euros não chegam para resolver poblemas da linha ...

O Presidente da Câmara de Cascais tem dito tudo e o seu contrário sobre a Linha de Cascais.

Não fora a importância que o assunto tem para os cascalenses e as sucessivas posições e opiniões do PSD/CDS sobre o tema constituiriam apenas uma farsa.

Agora, nesta notícia somos informados que, pela primeira vez, Carlos Carreiras vem reconhecer que já há 50 Milhões de euros para melhorar a Linha do Estoril.

Antes dizia que o Governo não investia nadana Linha e que esta tinha morrido.

Se o Presidente da Câmara dispensasse alguma atenção ao 'marketing' que os seus propagandistas fazem no site da Câmara (de facto é sobretudo um site de publicidade à maioria PSD/CDS da CMC) há muito (pelo menos desde 7 de março) que saberia que o Governo ia investir 50 Milhões na Linha (está lá explicado preto no branco)  havendo até alguns especialistas a dizer que 35 Milhões seriam bastante para as mudanças necessárias.

Era bom que nesta matéria essencial para os cascalenses a retórica partidopropagandistica fosse substituída pela informação factual e por análises rigorosas.

Comentário à seguinte notícia:


in Expresso

Quem o diz é o presidente da Câmara de Cascais, Carlos Carreiras, que esta manhã esteve presente no encontro "Conversas de Inovação", organizado pelo Expresso e pela BP, e que tinha como tema central a mobilidade

O presidente da Câmara de Cascais, Carlos Carreiras, considera que os €50 milhões que o Governo vai destacar para melhorar a linha de Cascais na reprogramação do Portugal 2020 (fundos comunitários) não chegam para resolver o problema. E lança críticas ao ministro das Infraestruturas, Pedro Marques. "Os números que o ministro fala não batem certo com os estudos. 50 milhões não dá para tudo. É uma gota que não resolve, atrasa um bocadinho o problema. Claro que aceitamos todo o investimento e ficamos satisfeitos com os 50 milhões, mas não é o investimento que a linha de Cascais necessita", disse esta quarta-feira de manhã no encontro "Conversas de Inovação", organizado pelo Expresso e pela BP, e cujo tema era "O Futuro da Mobilidade".

Para o governante social democrata, "não se consegue perceber a postura do Governo nesta matéria. Um documento que é do PS, e que fala do investimento em ferrovia, em momento algum fala na linha de Cascais". E acrescenta: "O ministro [Pedro Marques] cortou a conversa com as câmaras de Cascais e Oeiras, mas ele tem de assumir as suas responsabilidades".

De acordo com Carlos Carreiras, o Governo começou a resolver o problema pelo lado errado, ou seja, começou por baixar os preços dos passes em Lisboa, quando devia resolver primeiro o problema da mobilidade na periferia, nomeadamente para os milhares de pessoas que entram e saem de Lisboa todos os dias. E agora vai ter lançar um passe metropolitano mas que é mais caro que o passe de Lisboa.

"Começaram-se com as prioridades erradas. Apostou-se primeiro em resolver o problema dentro de Lisboa quando se devia resolver na periferia. E para que serve o passe metropolitano se as pessoas não se puderem transportar, se não há comboios", comentou.

O ministro Pedro Marques, que abriu esta conferência, já não estava no encontro quando Carlos Carreiras falou, mas na intervenção que fez mencionou que, apesar da reprogramação do Portugal 2020 apostar muito no transporte ferroviário de mercadorias, há também uma forte aposta no metro de Lisboa e do Porto e na linha de Cascais, ou seja, há "mais investimento nas mobilidades urbanas e suburbanas".

Esta questão da mobilidade urbana e suburbana e da necessidade das medidas tomadas neste âmbito terem de ser interligadas foi, aliás, um dos temas fortes desta segunda sessão dos debates das "Conversas de Inovação" onde estiveram ainda presentes o vereador do pelouro Mobilidade e Segurança da Câmara Municipal de Lisboa, Miguel Gaspar, o CEO do grupo Rangel, Nuno Rangel, e ainda o diretor comercial da BP Portugal, Jorge Gonçalves.

No encontro debateu-se ainda o papel da descarbonização na mobilidade, nomeadamente o impacto do carros elétricos, dos carros autónomos e de meios mais leves de transporte, como as bicicletas. Falou-se ainda de digitalização e do impacto da logística urbana (entrega de encomendas) no trânsito e, por isso, na mobilidade.

Temas que poderá ler com mais detalhe na edição deste sábado do semanário no caderno de Economia.

Ver o original aqui

Cascais ganha até 150 milhões por ano com chegada da Nova SBE

O deslumbramento mais ou menos propagandístico com a inauguração da 'Nova Escola de Negócios e Economia' vai de vento em popa.
O facto de haver uma faculdade em Cascais é positivo. O local pelo qual os cascalenses pagaram 10 Milhões de euros é uma má escolha sob diversos pontos de vista. Quanto à natureza desta faculdade e os objetivos que serve cada um formulará a sua opinião. Registamos apenas que o principal acionista da Fundação proprietária desta faculdade é o dono do Pingo Doce que, nestas coisas de formar quadros, não dá ponto sem nó.
 
A notícia do jornal 'Dinheiro Vivo' é uma delícia.
Como é seu hábito Carlos Carreiras faz jus da sua conhecida capacidade de reinventar a realidade. Para ele esta faculdade vai fazer «o concelho se afirmar como o “el dorado” do ensino superior em Portugal» (e no Mundo!), não vai causar quaisquer problemas de trânsito, não vai contribuir para o aumento do custo devida nomeadamente habitacional e vai trazer 150 Milhões de euros/ano para o concelho.
Bom negócio! Feitas as contas cada cascalense ganha, assim, cerca de 1200 euros ano.
Resta agora saber onde e quando podemos ir levantar este ganho ou se esta receita vai servir para deixarmos de pagar o IMI com que a Câmara nos tem andado a assaltar.
Comentário à seguinte notícia:
 
A inauguração é no sábado mas a Nova em Carcavelos já está a funcionar. O DV falou com Carlos Carreiras sobre o impacto da universidade no concelho

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A fita ainda não foi cortada mas na universidade com vista para o mar o semestre já começou. Desde o início de setembro que o Campus da Nova SBE em Carcavelos recebe todos os dias mais de três mil alunos.

Com mais gente a entrar e a sair, o reforço dos acessos à zona foi uma das principais preocupações, e investimentos, do município que alberga o Campus. “Os primeiros dias não criaram nenhuma perturbação excecional”, garante Carlos Carreiras, presidente da Câmara de Cascais, em entrevista ao Dinheiro Vivo.

“O impacto da Nova na mobilidade do concelho começou a ser preparado há três anos. Criámos novas carreiras do Mobi Cascais para abastecer a universidade, fizemos ciclovias, reforçámos o número de bicicletas e estamos à espera das autorizações para introduzir o veículo autónomo”. O valor investido é “difícil de dizer” mas “foi dentro do previsto”.

Mas ainda não está tudo feito. Os acessos a Cascais já eram um problema antes de a Nova ser um projeto. O próximo passo para responder à procura passa por lançar um concurso internacional para a mobilidade rodoviária, já que na ferroviária a Câmara está de mãos atadas.

“Aí esperamos que o Governo, de uma vez por todas, assuma as suas responsabilidades e reforce a Linha de Cascais. O estado de desespero tal que qualquer coisa é bem-vinda”, apela Carlos Carreiras.

A alternativa ao comboio está estudada. “Coloca-se a possibilidade de garantir uma segunda alternativa pendular na movimentação entre Lisboa e Cascais. Isso passa pela construção de mais duas faixas na A5 que seriam dedicadas ao transporte coletivo rodoviário. Com isto a complementar a Linha de Cascais ficaríamos com o problema resolvido por largos anos”, sublinha o autarca.

O terreno expropriado

O maior investimento que a Câmara fez no novo Campus foi, no entanto, a compra dos terrenos onde a universidade foi construída. Após um longo processo de negociação com os proprietários, o município acabou por expropriar os terrenos em troca de dez milhões de euros.

“Os proprietários do terreno tinham expectativas de promoção imobiliária muito elevadas que não tinham qualquer adesão à estratégia do município, e isso levou-nos a avançar para a expropriação. Tivemos que avançar com o que a lei nos permitia oferecer, que era um valor manifestamente baixo, abaixo de um milhão de euros. Os proprietários queriam mais de 40 milhões. Chegámos a um acordo e o investimento da Câmara foi da ordem dos 10 milhões”, revela Carlos Carreiras.

Um valor razoável para quem espera um retorno até 15 vezes superior.

“O impacto económico da universidade não é fácil de estimar, mas por ano andará entre os 10% e 15% de incremento do PIB municipal, que é de mil milhões de euros, por isso serão cerca de 100 a 150 milhões, porque vai criar mais consumo e mais investimento”, antecipa.

Vinte mil a estudar em Cascais

A Nova ainda agora abriu mas Carlos Carreiras já pensa no futuro. Para o autarca, a vinda do Campus para Carcavelos é uma oportunidade para o concelho se afirmar como o “el dorado” do ensino superior em Portugal.

“Com a Nova passamos a ter três instituições de ensino superior e cerca de cinco mil alunos. Queremos no futuro chegar aos 20 mil, com mais instituições. Existe espaço e já temos projetos a decorrer nesse sentido”, revela.

Chegou a falar-se da instalação do curso de Medicina da Universidade Católica em Cascais, mas Carlos Carreiras garante que esse é um assunto encerrado, “por motivos alheios” à Câmara.

No entanto, antecipa o anúncio de um projeto “que vai ter ainda mais impacto que a Medicina na Católica”.

Pressão imobiliária “não existe”

Dos três mil alunos que estudam em Carcavelos, só uma pequena parte se terá mudado, efetivamente, para a freguesia. O que não impediu, no entanto, que os preços das casas na zona disparassem.

Carlos Carreiras rejeita, ainda assim, a ideia de pressão imobiliária em Carcavelos. “O que há é uma transferência dos estudantes que estavam em Lisboa, mas esses estudantes já tinham a sua solução resolvida. Neste momento estão a ser criadas residências para estudantes, com uma mais-valia para os investidores: estes alojamentos podem ser rentabilizados o ano todo. Quando os estudantes não estão, há procura turística para esses apartamentos”.

O autarca garante que a procura por alojamentos para estudantes está “estabilizada”, e que a criação de 2500 alojamentos “será mais do que suficiente”. Destes, está já a avançar a construção de 1500.

Quanto ao preço dos arrendamentos, que oscila entre os 400 e os 600 euros por um quatro, Carlos Carreiras afirma que “para os estudantes estrangeiros esses preços estão na média, média-baixa para o que estão habituados”. Descarta, assim, a ideia de uma universidade feita para as elites: “não é, mas se fosse até era bom”.

A reboque da Nova está já a ser gerado em Cascais um “ambiente que vai potenciar a atração de empresas”. Até porque a universidade vai ser uma incubadora de startups. Para já está a avançar a transformação da antiga fábrica da Legrand em polo empresarial, onde vão instalar-se empresas multinacionais, como a já confirmada Nestle.

Há ainda um projeto, adianta Carlos Carreiras, que prevê aproximar a Nova SBE da NATO, que no próximo ano também vai instalar na zona a sua escola de comunicações e sistemas de informação.

“Em conjunto com a Nova, a escola da NATO, ao ser transferida para ali, dará ao território uma grande força ao nível de empresas tecnológicas”, conclui.

A Nova SBE foi construída com recurso a financiamento colaborativo. Da meta de 50 milhões de euros foram angariados até ao momento 42,8 milhões.

Ver o original aqui

Reunião da Vereação da Câmara Municipal - 11-setembro.2018

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Os Vereadores da Câmara Municipal de Cascais reuniram no passado dia 11 com a seguinte agenda de trabalhos:

Das decisões que tomaram foi aprovada a seguinte minuta de ata ( a ta propriamente dita há-de demorar bastante e dela, estranhamente,  nãoé dado conhecimento público)

A próxima reunião é no dia 25 de setembro mas hoje, dia 20, ainda não foi divulgada a respetiva agenda de trabalhos.

 

Antiga Praça de Touros de Cascais vai receber habitação de luxo

(Os cascalenses devem alegrar-se com a promessa de mais betão e umas centenas de habitantes no centro da vila.
Betão, sim mas "de luxo" e com imenso verde...nas maquetes (nos projetos publicitados há sempre muitas árvores e os terraços são sempre  relvados),
Desta vez a Teixeira Duarte desloca-se de Oeiraspara Cascais para expandir os seus negócios (será que  Fernando Medina também lhe vai aqui comprarum apartamento?)
Parece que, finalmente,  a Santa Casa da Misericórdia de Cascaisvai receber mais uns Milhões para tapar o seu eterno buraco financeiro.
E quanto pagaram os cascalenses (dos seus muitos impostos) para todo este 'processo' ?    
Responda quem sabe...
 
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A Teixeira Duarte está a promover um projeto no último terreno de dimensão disponível no centro de Cascais, na antiga Praça de Touros. Frederico Valsassina é o arquiteto e a Porta da Frente Christie’s comercializa.


O projeto há muito tempo aguardado, o que iria localizar-se na antiga Praça de Touros de Cascais é agora revelado. O ONE Living será um empreendimento residencial de luxo que tem a assinatura do arquiteto Frederico Valsassina e promovido pela Teixeira Duarte.

A Porta da Frente Christie’s é a empresa de mediação responsável pela comercialização e Rafael Ascenso, diretor geral da mediadora  de imobiliário de luxo, reconhece que o One Living apresenta um conceito residencial único e raro. “Cada unidade do ONE Living é uma experiência: as Penthouses oferecem múltiplas zonas exclusivas para viver e conviver; as Sky Villas proporcionam a grandeza de uma moradia com a segurança de um apartamento; para quem privilegia um estilo de vida cosmopolita, terá as Urban Residences e finalmente estarão também disponíveis as Garden Villas, onde é explorado o privilégio de viver nos jardins privados de cada unidade”, refere. O responsável adianta ainda que o promotor e arquiteto exploram um conceito muito interessante: as moradias verticais: todo conforto e espaço de uma moradia aliada à segurança e comodidade de um apartamento.

A Teixeria Duarte refere igualmente que o ONE Living distingue-se pelas características únicas dos apartamentos, entre as quais áreas amplas, varandas generosas, salas com duplo pé-direito e jardins interiores. “Neste projeto todos os pormenores foram cuidadosamente pensados para uma vivência única e para transmitir aos seus residentes a sensação de viver numa moradia unifamiliar. Por outro lado, o ONE Living distingue-se pelo estilo de vida que proporciona, com mais de 10.000 m2 de zonas de lazer, convívio, rodeadas de espaços verdes. O ONE Living é o reflexo da forma da Teixeira Duarte desenvolver produtos imobiliários: tudo é pensado ao detalhe”, esclarece.

Rafael Ascenso, explica que este projeto nos terrenos da antiga Praça de Touros, é um local de eleição. Admite que a região da Gandarinha sempre foi das mais procuradas. “A sua centralidade e ao mesmo tempo a proximidade ao mar, ciclovia e a todas as infraestuturas desta região sempre atraíram portugueses e estrangeiros. É um projeto que se preocupou essencialmente com o bem-estar das famílias que vão habitar”, avança.

O diretor da Porta da Frente Christie’s salienta que os apartamentos foram dotados de grandes áreas interiores, vãos, grandes terraços e jardins privados. Infraestruturas de apoio como piscinas, ginásio, parque para crianças e todo um conjunto de acabamentos e equipamentos de última geração. “Neste sentido, pensamos que iremos atender tanto a clientes e famílias portuguesas como a estrangeiros”, esclarece.

De facto, as reservas desde o início das vendas de forma privada há cerca de três meses, demonstram  o sucesso do empreendimento. Rafael Ascenso revela que das 84 unidades já têm mais de 50 reservas com o pagamento de um sinal e a irá a partir da próxima semana começar a assinar os contratos promessa de compra e venda. “Por este número de reservas concretizadas podemos ver o grande interesse que este extraordinário projeto despertou tanto em compradores nacionais como estrangeiros de diversas nacionalidades. Tanto para habitação própria como para investimento – colocação no mercado de arrendamento de média e longa duração”, esclarece.

Também a Teixeira Duarte reconhece que o projeto está a ser um sucesso com cerca de 75% das unidades reservadas neste momento e com a previsão de nos próximos meses se consiga a total comercialização do empreendimento. “Este desempenho retrata muito bem a qualidade do produto/investimento, uma vez que a obra ainda está por iniciar”, admite.

A escolha do arquiteto Valsassina, resulta de uma parceria que dura há já vários anos e “são inúmeros os projetos imobiliários em Portugal e no estrangeiro que a Teixeira Duarte desenvolveu em colaboração com o arquiteto Frederico. Para além do histórico de sucesso, com vários prémios recebidos, assim como a sua arquitetura original e distintiva foram factores determinantes para esta associação”.

A procura exige projetos de qualidade

Rafael Ascenso refere que a procura exige projetos de grande qualidade e que marquem a diferença. “Em Cascais, ao contrário de Lisboa, não existem bairros e edifícios para recuperar. São raros. Daí que se tenha de construir nos poucos lotes ainda disponíveis para um projeto desta envergadura. Penso mesmo que este é um último lote de terreno de dimensão disponível no centro de Cascais”, considera.

O responsável adianta ainda que os últimos quatro anos foram realmente extraordinários. “Todos os anos houve um aumento na procura. Inicialmente dinamizado pelo mercado estrangeiro, e mais recentemente juntaram-se os portugueses. Isto fez com que a procura tivesse sempre sido superior à oferta e por isso os preços tiveram uma evolução bastante forte”. Atualmente pensa que no mercado global, a oferta está finalmente a nivelar com a procura e por isso os preços tenderão a estabilizar. Mas há exceções. E uma delas é Cascais. “Cascais tem um território muito limitado pelo mar e pelo parque natural. E ainda não tem edifícios e bairros para reabilitar. É por isso provável que a procura seja sempre superior à oferta e nesse sentido, para localizações excecionais como a do ONE Living, os preços tenham sempre uma evolução ascendente”, conclui.

Esta procura é também sentida e aproveitada pela Teixeira Duarte que avançou novos projetos que está a promover e construir. “Dentro dos vários projetos em desenvolvimento, o próximo residencial que será lançado a público será um produto imobiliário de segmento médio-alto em Benfica, o Fábrica 1921, e que prevê a reconversão das instalações de uma antiga Fábrica de têxteis em 250 apartamentos. É um projeto residencial sofisticado, moderno e cosmopolita que devolve a Fábrica à cidade e à modernidade, respeitando a memória do lugar”, conclui.

Ver o original aqui

Procura de alojamento dispara em Cascais com novo campus de Carcavelos

Os munícipes de Cascais já pagaram mais de 10 Milhões de euros para assegurarem a «Californian Way Of Life» (a imagem de estudantes em fato de banho com a prancha debaixo do braço é um mimo de marketing!) dirigida pela Fundação privada onde o Grupo Jerónimo Martins é maioritário.

Os custos finais deste precipitado e controverso negócio camarário continuam no secretismo da maioria do Executivo Municipal.

Mas compreende-se a satisfação com que a "Deputy Manager" anuncia que o os proveitos da especulação imobiliária vão de vento em popa.

Cabe aos carcavelenses e aos paredenses (mas também a todos os cascalenses) aguentar com o congestionamento do transito  e com o aumento do custo devida que esta simpática Escola de Negócios nos veio impor pela mão da Câmara.

E havia outras soluções bastante melhores !

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Segundo a plataforma de arrendamento para estudantes, o número de reservas aumentou 500% nos meses de junho, julho e agosto face a igual período do ano passado. Partilhar casa em Paço de Arcos já custa 447 euros.

Oeiras é a região onde a Uniplaces registou o segundo maior aumento no número de reservas, uma subida de 275% na procura face ao número de habitações arrendadas naquela zona no mesmo período do ano passado. Aqui, partilhar casa custa uma média de 442 euros.

Em Carcavelos, o aumento de 225% face ao ano passado resultou numa renda média mensal de 459 euros para o arrendamento de quarto em casa partilhada, a zona mais cara por se situar mais próxima das noas instalações.

Inês Amaral, Deputy Manager da Uniplaces em Portugal, explica que «os meses que antecederam a inauguração das novas instalações da Nova SBE refletiram um aumento na procura de opções de alojamento perto das novas instalações, mas também em toda a zona da linha. Por outro lado, alguns estudantes optaram por ficar em Lisboa em zonas com acesso à linha verde do metro, para mais facilmente acederem à universidade». Da parte da Uniplaces, «o objetivo é aumentar a oferta na plataforma, para conseguirmos responder à procura registada».

Ver o original aqui

Repavimentação da calçada junto ao CRID deixa muito a desejar!

 

Reportagem de MARIA JOÃO MENESES 
06/09/2018
Indignação é a palavra que me ocorre, com as obras de repavimentação em curso na rua de Faro, frente ao Centro de Reabilitação e Integração de Deficientes (CRID), no Alto da Castelhana, em Cascais.

Está a ser substituída a calçada antiga, por um pavimento que irá beneficiar os utentes e lojistas com incapacidade motora, nos acessos à fisioterapia e lojas circundantes.

Tudo estaria certo, não fosse o terem estreitado tanto o passeio que duas cadeiras de rodas não se podem cruzar.

Para além disso, a inclinação do pavimento vai obrigar os utentes a um esforço redobrado para se manterem no passeio.

O espaço alcatroado é grande o suficiente para que tivessem pensado num espaço dedicado a quem necessita de tratamento, bem como a quem transporta/aguarda os utentes.

Durante a semana o estacionamento é desordenado e não respeitam os traços de estacionamento de deficientes.

A cafetaria que tão útil se torna para quem aguarda por um utente do centro, deixou de ter espaço para esplanada.

As rampas abundam para uma área tão pequena; já tinham sido intervencionados os acessos às passadeiras junto à loja de material ortopédico e agora já estão a alterar tudo.

Alguém está a ganhar e alguns a pagar para estas alterações sem nexo, sem consulta de quem por aqui tem de passar o seu dia.

Indignação é o que me ocorre.

Ver original em 'CASCAIS24'

 

 

GERIR SERVIÇO PUBLICO NÃO É ISTO!

Authors: Rui Ribeiro in PENSAR MAIS CASCAIS

Lixo em Carcavelos
 As queixas vão aparecendo, algumas com forte veemência dos munícipes, acerca da recolha de resíduos, da limpeza urbana e da falta de qualidade do serviço prestado pelas empresas ou serviços municipais na zona da grande Lisboa.

Sintra é um foco, especialmente na zona mais rural, que já mereceu até reportagem televisiva.
 https://www.youtube.com/watch?v=Zst5EvqiNLc
Oeiras é, de há uns anos a esta parte, um exemplo de como é possível estragar um serviço municipal que já foi um exemplo nacional nos anos noventa!
Cascais, que criou a sua empresa Cascais Ambiente em finais de 2005, e a que tive a honra de estar ligado à sua criação e organização dos serviços presidindo ao seu conselho de administração inicial, foi um exemplo de excelência durante uma década, mas começa agora a apresentar sinais de desnorte e de falta de sintonia com os objetivos essenciais que uma empresa deste tipo deve atingir: servir bem os seus munícipes na busca de uma cada vez maior eficiência.
Qual é afinal o problema comum a estas empresas e serviços municipais?
Estado habitual da envolvente de ecopontos em Oeiras
A um dado momento parece haver aqui uma inversão de valores desprovidos completamente de sentido. De repente parece que deixa de ser a empresa a ter que servir de forma adequada os munícipes para passarem a ser os munícipes que têm que servir as empresas ou os serviços de limpeza urbana.
Cai no esquecimento quem paga a festa – os munícipes – e a forma estúpida e indecorosa como o fazem – em função do consumo de água e não em função da quantidade e tipo de resíduos produzidos!
Não há coisa mais irritante do que ver um responsável de uma destas empresas ou serviços a invocar como razão que são as pessoas que colocam indevidamente os resíduos ou que não combinam a sua recolha com os serviços! Como se a tarefa de disciplinar as boas práticas ou a sensibilização não fossem sua tarefa!
Mas a quem deve competir planear as tarefas, dimensionar os equipamentos e os recursos humanos para a prestação do serviço de forma adequada e pago pelos munícipes? Não serão estas tarefas da exclusiva competência da gestão destas empresas e serviços?
E a limpeza urbana? As “florestas” nos passeios? As sargetas por limpar?
Estado das sarjetas na Quinta do Marquês - Oeiras
Não me venham com histórias porque é possível fazer muito melhor! Aliás muito melhor por sensivelmente o mesmo custo!
Mas o exemplo tem que vir de cima.
A Administração destas empresas tem que estar envolvida. As pessoas das empresas têm que ser valorizadas para que sintam como seu o objetivo da excelência!
Isto pode parecer autoelogio, mas tenho que invocar o que foi a criação da Cascais Ambiente e a forma como do nada se criou uma empresa que rapidamente passou a ser um exemplo nacional.
A SUMA prestava um serviço caro e de qualidade sofrível. A Câmara de Cascais assegurava alguns serviços de forma direta com cerca de 140 funcionários, habituados a pouca pressão na quantidade e na qualidade do trabalho.
Com a anulação do contrato com a SUMA, empresa que se deu ao luxo de retirar papeleiras e contentores 15 dias antes do términus do contrato, foi preciso em tempo record adquirir equipamentos, viaturas, contentores, ecopontos, e recrutar funcionários, para juntar aos que vieram transferidos dos quadros da CMC.
Tínhamos tudo para que pudesse correr mal mas entre vontade, muito trabalho, motivação das pessoas e uma dose de sorte, a Cascais Ambiente iniciou a operação sem sobressaltos.
Ao fim de um ano de atividade, a Cascais Ambiente desenvolvia um trabalho de excelência, como Cascais nunca tinha conhecido, e pasmem-se, com uma poupança para os cofres da Câmara de 5 milhões de euros. Melhor serviço por muito menos dinheiro, o que se podia pedir mais?
Mas podia. E devia.
Não há nada pior do que tentar viver à custa dos louros do passado.
Uma empresa, seja qual for, deve estar sempre motivada para desenvolver ainda melhor as suas tarefas, e assegurar o controle adequado dos custos da sua atividade.
Penso que no caso de Cascais, o sucesso deslumbrou e perdeu-se o foco no objetivo principal.
Hoje, a importância já não é a da excelência do serviço prestado, do reconhecimento dos munícipes por se sentirem bem servidos em matéria de limpeza urbana, mas os prémios, os dias da limpeza, os concursos, o que der para aparecer na televisão!
Já não é o munícipe e o seu bem estar que interessa mas quantas vezes é citado o administrador na comunicação social ou é chamado à televisão!
A Cascais Ambiente atingiu a excelência com uma férrea gestão de recursos humanos quando começou atividade.
Com cerca de 420 funcionários em 2006 foi possível torná-la num motivo de orgulho e num exemplo nacional.
Quantos funcionários tem hoje?
Segundo o Relatório e Contas da Cascais Ambiente de 2017 são 686!
Quando se utilizam as empresas municipais para alimentar o séquito…
Passeios e valetas cheias de lixo e vegetação
(Abóboda - Cascais)
Com mais 63% do pessoal inicial seria de esperar que vivêssemos no céu! Só que todo este novo pessoal não me parece que esteja focado no serviço público. Muitos destes novos funcionários têm tarefas mais vocacionadas para a promoção de autarcas e de Partidos…
Hoje, a Cascais Ambiente parece dar mais importância aos concursos internacionais, aos eventos, colocando aí uma boa parte do esforço que falta depois para garantir que não se amontoam resíduos na envolvente dos contentores de RSU ou que os passeios estão limpos e não transformados em “montras de espécies arbóreas”!
Gerir serviço público não é isto!
Sintra sempre esteve à procura de conseguir ter um serviço de limpeza urbana aceitável, mas não tem conseguido. A extinção da HPEM e a sua incorporação nos SMAS de Sintra poderia ter sido uma janela de oportunidade, mas os problemas de planeamento e de fiscalização da atividade continuam a deixar muito a desejar e a povoar até reportagens televisivas.
Oeiras é uma pena. Transformar aquilo que já foi um dos melhores serviços de limpeza urbana, talvez o mais vanguardista nos idos anos 90, naquilo que hoje a população de Oeiras tem, é inconcebível. Lixo junto aos contentores, zonas residenciais com o lixo e as ervas nos passeios a amontoar-se por vezes por mais de um mês, são a demonstração que a gestão autárquica não se interessa pela qualidade de vida dos seus munícipes. Oeiras hoje, poderemos dizer sem exagero, que oferece o serviço de limpeza urbana da zona da grande Lisboa com pior qualidade!
Cascais também começa a dar preocupantes sinais de desleixo. A deficiente gestão da recolha, a inexistente sensibilização da população e o desleixo visível no interior do concelho, especialmente na Freguesia de S. Domingos de Rana (freguesia que Carreiras e a sua coligação continuam a não ganhar…) começa a ser um indicador negativo do que nos espera no futuro.
E ao “Zé Munícipe” resta uma de duas vias: conformar-se e deixar andar, participando às vezes em um dos eventos promovidos para a foto dos responsáveis autárquicos, ou indignar-se, exigir qualidade de serviço prestado, na exata medida do que paga mensalmente à sua autarquia!

Leia original aqui

 

Carlos Carreiras: O problema da descentralização é “o Governo ...

Prosseguindo a sua campanha para se fazer ouvir no espaço nacional Carlos Carreiras, que preside à Câmara de Cascais, deu uma entrevista ao jornal 'Público'.

Não tem qualquer substância significativa mas tem o interesse de confirmar alguns traços de avaliação do projeto de Carlos Carreiras.

1) Reduzir a política a uma linearidade próxima do discurso populista em que a propaganda e o 'sound bite' ilustram o total desmerecimento pela a inteligência das pessoas.

2) Diluir o PSD (embora dizendo que este deverá ser liderante) num bloco (que expressão tão Gramsciana !) de direita onde ele, carlos Carreiras, se antevê com um importante papel.

3) Assumir-se como o mais importante autarca do PSD (do bloco de direita)  e, desde já, anunciar que se vai recandidatar em 2021.

4) Fazer o 'jogo de sombras' de que não tem ambições políticas pessoais («tenho [em Cascais] um lugarzão») mas avisar que quer pôr os seus 'jovens' em posições de poder.

5) Definir uma fasquia muito elevada para o desempenho de Rui Rio  em que, nas próximas eleições, a direita teria que ser maioritária («tem de lutar para que o bloco em que se integra tenha o maior número de votos», «o PSD não pode arriscar ter um resultado tão fraco que lhe impossibilite duas coisas: que os deputados eleitos pelo partido, agregados aos eleitos por outras forças do nosso espaço político não sejam maioritários (...)»)

6) Continuar a repetir, sobre Cascais, as "verdades efabuladas" que pretende sejam assumidas como verdades mesmo que estejam muito longe o ser ( «negociámo-la [à descentralização] com o governo anterior, deu bons resultados, está a dar bons resultados em Cascais»)

Nada de novo!...mas bastante preocupante.

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O presidente da Câmara de Cascais não deixou passar em branco a “ausência” do líder do PSD durante as férias e fez um alerta público. A Rui Rio pede agora mais combatividade para fora do partido porque, frisa, para ganhar, o PSD não pode agir, excluindo”

Em entrevista ao PÚBLICO, o presidente da Câmara de Cascais diz que vai escrever ao ministro Eduardo Cabrita e dizer que está disponível para aceitar toda a descentralização.

Sónia Sapage 9 de Setembro de 2018,

 

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A política, como a conhecemos até aqui, mudou. As maiorias absolutas são coisa do passado e os partidos contam menos do que os blocos. Por isso, o PSD tem de trabalhar para liderar o bloco da direita. É a tese de Carlos Carreiras, o presidente da Câmara de Cascais que foi vice-presidente de Pedro Passos Coelho e seu coordenador autárquico

 Ao PÚBLICO, o autarca, com 57 anos, diz que o PSD, se quer ser “o factor mobilizador e de liderança” de um “bloco de centro e de centro-direita não pode agir excluindo”.

O PSD fez bem em recentrar-se, colocando-se mais perto do PS?
A meu ver não precisa de se recentrar, nem de se esquerdizar, nem de se endireitar. O PSD tem o seu espaço que não se alterou. Nós tivemos a crise provocada pelo PS e o empobrecimento do país a um ponto de estarmos a abrir bancarrota e de termos de ir pedir dinheiro emprestado. Os socialistas foram pedir dinheiro emprestado, negociaram as imposições com a famosa troika e depois foi o PSD que teve de aplicar a carta negociada. E essa carta era dura. 

O PSD nunca se mostrou desagradado com essa função...
Era uma questão de responsabilidade. Hoje parece que foi há muito tempo e que foi tudo fácil, mas os nossos financiadores não disseram “tomem lá o dinheiro e gastem à vontade”. Disseram: “têm de aplicar estas medidas para receberem a próxima tranche”. Não era uma questão de estarmos a gostar muito. Não há nenhum político de esquerda, de direita, de centro, que goste de aplicar medidas que são duras para o povo que representa. Todos nos lembramos de um grande líder socialista que também teve de ser governo num momento de ajuda externa, Mário Soares, e que disse: “meus amigos, temos de pôr o socialismo na gaveta”. 

Durante o período da troika Passos Coelho pôs a social-democracia na gaveta?
Se a base principal da social-democracia é criarmos os mecanismos de geração de riqueza para a podermos distribuir pelos mais fragilizados e menos favorecidos, é verdade que, na altura, Portugal não gerava riqueza, antes pelo contrário, gerava pobreza. A preocupação do PSD teve, e que Pedro Passos Coelho teve, foi de que o impacto dessas medidas fosse menor nas classes mais frágeis e obviamente teve de ser maior - usando agora uma terminologia comunista - nas classes dominantes. Não sei se é pôr na gaveta ou não pôr na gaveta… Não acredito que alguma vez Mário Soares tenha posto o socialismo na gaveta. O que ele quis transmitir com essa frase foi que não estava em condições de poder aplicar aquilo em que acreditava.

Como define o estilo de liderança de Rui Rio?
Há traços muito comuns entre Rui Rio e Pedro Passos Coelho. São ambos homens de uma honorabilidade a toda a prova, têm valores éticos e morais muito fortes e isso é bom num líder, sobretudo em momentos como o que estamos a atravessar. Mas tem um estilo que eu pessoalmente não acompanho.

A que é que se está a referir?
Há uma questão que todos devemos ter em conta. Esta solução de Governo veio provocar o seguinte: não é a candidatura que ganha as eleições que necessariamente governa. Acabou com o voto útil. Cada bloco tem de valer no seu conjunto. Nem o PS lidera sozinho, precisa do PCP e do BE, ou pelo menos de um deles, para poder aspirar a ser governo, como o PSD também não voltará a liderar sozinho. Precisará de outros partidos dentro da sua área de intervenção para formar governo. O que esta solução de governo veio mostrar é que a escolha, mais do que entre partidos, vai ser entre blocos. O que cria a necessidade de, dentro de cada bloco, haver partidos que se afirmem para o liderar.

Um bloco à esquerda e outro à direita?
Prefiro dizer ao centro, centro-direita. O PSD é o partido que está em melhores condições para liderar esse bloco. Mas vai precisar do esforço de outros partidos para que o bloco tenha a maior votação e o maior número de deputados. Isso acontece se o PSD for capaz de apresentar um projecto mobilizador, em que as pessoas entendam quais os confrontos ideológicos que estão em cima da mesa e as consequências que têm na sua vida. Mas para ser esse factor mobilizador e de liderança, o PSD não pode agir, excluindo.

O líder do PSD está a excluir?
Senti necessidade de fazer um alerta no mês de Agosto porque achei que o PSD tinha de deixar de se preocupar com o interior do partido, deixar de pôr em causa os militantes e antigos dirigentes do PSD, e afirmar-se como oposição mais aguerrida. Não acho que o líder seja favorável ao Bloco Central, mas que deu sinais errados, isso deu... O PSD tem de recuperar.

Quando falava do estilo com que não se identificava era esse "amolecimento" em relação ao PS?
Hoje não podemos ser amorfos. Se há coisa que é conhecida em Rui Rio é a sua capacidade combativa e afirmativa. Se essa capacidade diverge para dentro do partido e para fora, está a perder forças para o que é verdadeiramente essencial.

O que espera da intervenção do líder no encerramento da Universidade de Verão do PSD?
Espero que se comece a construir a demonstração de que o PSD tem um projecto mobilizador, distintivo deste bloco das esquerdas, e que é capaz de ser um partido liderante dentro do bloco em que se integra.

Sem se deixar ofuscar pelo CDS e Assunção Cristas?
Não, não. Não vejo isso. Esse é o erro que o PSD não pode cometer. É óbvio que quer o CDS quer outras forças político-partidárias devem fazer tudo para afirmarem as suas ideias e o seu projecto. O nosso concorrente não é o CDS. Temos de fazer pela vidinha. O CDS fará o caminho dele. Todos farão pelo seu. E no fim, o bloco em que nós nos integramos tem de ter um maior número de deputados que o bloco das esquerdas. E o PSD, nesse bloco, tem de ser o partido liderante.

A que é que atribui a descida do PSD nas sondagens?
Nunca há uma resposta com segurança e simples. Sempre entendi as sondagens como uma indicação de tendência. Há ali uma tendência que é preocupante. Continuo a acreditar que nada está perdido. Vi com bons olhos as afirmações, não só do líder do partido, mas de outros vice-presidentes, a dizer: “nós queremos ganhar as eleições”. Mas não basta. Porque ou ganha com maioria absoluta, o que é irrealista...

Que cruel!
Seria de uma injustiça atroz estar a pedir isso ao líder do PSD. 

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Está a dizer que Rui Rio não consegue?
Não acredito que o próprio líder tenha essa expectativa. É preciso perceber que muita coisa mudou. O próprio espectro partidário português mudou.

Mas o PS está à beira da maioria absoluta em algumas sondagens...
Vamos ver. Não acredito que nos próximos largos anos haja um partido em condições de por si só ter maioria absoluta. Mas tem de lutar para que o bloco em que se integra tenha o maior número de votos.

Apareceu recentemente ao lado de Santana Lopes, que acabou de sair do PSD...
O almoço foi por uma razão pessoal minha, por ocasião do falecimento do meu pai. Ele quis que estivéssemos juntos, o que, obviamente, aprecio. Mas não sou inocente ao ponto de querer enganar alguém, dizendo que nesse almoço não se falou de política. O que tenho a dizer sobre a iniciativa de Santana Lopes é que sou PSD, continuarei PSD, não o acompanharei nessa aventura. Consigo compreender algumas razões. 

Acha que ele pode ter um papel no futuro da política? 
Ainda não sabemos. Ainda não foi a votos. Algum terá. Em muitos distritos seria uma grande ilusão pensar que podia eleger deputados, mas nos grandes círculos pode vir a ter deputados que serão absolutamente necessários para engrossar os deputados do CDS e do PSD e para construir uma alternativa de centro.

Havia razão para Pedro Duarte ter avançado?
Aqui tenho de fazer uma declaração de interesses: eu não sou candidato a nada a não ser a presidente da Câmara de Cascais nas próximas eleições.

Não é dos que querem um lugarzinho?
Não quero um lugarzinho. Tenho um lugarzão. A política, para mim, resume-se a Cascais, que me dá um enorme gozo, um enorme prazer e é nessa perspectiva que eu estou. Mas há toda uma nova geração que se quer afirmar e isso é legítimo.

É o autarca mais importante do PSD...
Espero ser o mais importante para os cascalenses. Mas, sim, Cascais é o maior município no país liderado pelo PSD e pelo CDS.

Exactamente, e sendo o autarca mais importante do PSD, quantas vezes Rui Rio já lhe ligou?
Até hoje, nunca falei com o líder do partido. Não foi só agora desde que ele é líder. Não nos conhecemos. Não valorizo isso.

O antigo líder não lhe ligava?
Mas estamos a falar de coisas completamente diferentes. Eu fazia parte da direcção nacional do partido. 

Não lhe ligava por questões autárquicas?
Sim, tinha uma participação mais efectiva.

Rui Rio convence o eleitorado do PSD? 
Espero bem que sim. Tenho uma forte convicção de que o PSD é um partido absolutamente necessário ao actual regime democrático. Se o PSD se fragilizar, põe em causa o próprio regime tal como o conhecemos.

Convence-o a si? Ou seja, em 2019 vai votar em Rui Rio ou espera que até lá muita coisa mude?
Não tenho a mínima dúvida de que em 2019 voto PSD. A questão aqui é que o PSD não pode arriscar ter um resultado tão fraco que lhe impossibilite duas coisas: que os deputados eleitos pelo partido, agregados aos eleitos por outras forças do nosso espaço político não sejam maioritários, e não pode arriscar não ser o partido liderante dentro do seu bloco.

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Os autarcas portugueses queriam a descentralização?
Os autarcas querem a descentralização. Sou favorável à descentralização. Acredito no municipalismo. Há quem defenda mais o regionalismo, em detrimento do municipalismo, mas eu não acompanho essa ideia, até porque acho que não temos dimensão para que isso possa acontecer. Sou a favor da descentralização, sempre o fui, negociámo-la com o governo anterior, deu bons resultados, está a dar bons resultados em Cascais e, portanto, sou o mais favorável possível. A Câmara Municipal de Cascais escreverá na próxima semana - não é obrigatório por lei, mas faço questão que seja uma posição assumida -, ao ministro Eduardo Cabrita, que está disponível para aceitar toda a descentralização. 

Antes de conhecer o envelope financeiro e os diplomas sectoriais?
O actual Governo herdou a descentralização que eu negociei com o anterior, nomeadamente na educação (que é o mais pesado financeiramente). E quer este Governo, quer o anterior têm cumprido com os meios necessários para exercer essa delegação de competências. No caso de Cascais já só estamos a falar em descentralização de verbas, de receber dinheiro que hoje em dia não recebemos.

O que está agora a empatar este dossier?
Estamos num momento que vai ser difícil repetir no futuro. Temos um primeiro-ministro que é um defensor da descentralização, um ministro que é um grande defensor, um secretário de Estado da Administração Local também, o senhor Presidente também. Tínhamos e temos o líder da oposição que é defensor da descentralização. O que a meu ver não funciona é o bloqueio em que o país vive neste momento que é o Governo PS estar refém do PCP e do BE, porque o PCP não é a favor da descentralização.

Mas esses partidos não estão no Governo.
Acho que já estão no Governo. Não são ministros, não são secretários de Estado, mas obviamente entraram nas estruturas do Estado central, muito especialmente o BE. Agora, perderam a vergonha e querem assumir que querem ser ministros. Já ouvi o líder comunista dizer que quer e já ouvi a líder, ou quem faz a representação da verdadeira liderança do Bloco de Esquerda, dizer que também quer. Se o Bloco das Esquerdas tiver mais deputados do que o bloco do centro e do centro direita, vai ser muito complicado prosseguir esta política para Portugal.

O PSD assinou um acordo de descentralização, assinou outro relativo a fundos estruturais. Devia assinar mais?
Todos estes grandes acordos de regime devem ter uma base estável, se não andamos sempre aos ziguezagues. Mas para isso, era preciso que o PSD fizesse uma negociação de que não se viesse a arrepender-se. Pelas palavras que eu tenho ouvido de responsáveis do PSD, chego à conclusão de que não houve negociação nenhuma. Foi aceitar o que havia. Não fizeram grandes questionamentos. Agora não se podem queixar, porque puseram lá a assinatura.

 

 

PSD. Carreiras apela a Rio para deixar de “andar aos pontapés aos seus companheiros”

(O presidente da Câmara de Cascais dedica-se a uma intensa atividade partidária e desdobra-se em iniciativas para ter espaço mediático.
Hoje é clara a sua opção por uma via populista para o PSD em oposição a Rui Rio.
Certamente iremos continuar a assistir à utilização da Câmara e das questões camarárias nesta guerra interna do PSD

Comentário à seguinte notícia:)

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Bruno Gonçalves Luís Claro 27/08/2018  in 'jornal i'

Rui Rio está a ser criticado por desaparecer durante um mês. Volta no dia 1 de setembro para participar na Festa do Pontal e até vai jogar à bola

A notícia de que Rio Rio vai participar num torneio de futebol na Festa do Pontal foi o suficiente para Carlos Carreiras voltar a disparar contra o presidente do PSD. O autarca de Cascais aproveitou para apelar a Rio para que “deixe de andar aos pontapés aos seus companheiros de partido que tiveram responsabilidades no momento mais duro que Portugal viveu”.

Carreiras, que foi vice-presidente do PSD nos tempos de Passos Coelho, tem andado particularmente ativo nos últimos tempos. A ausência de Rui Rio, que desde o início do mês não tem atividade política, levou o autarca a questionar, num artigo no i, se o líder do PSD e os seus vice-presidentes “emigraram” ou “já deitaram definitivamente a toalha ao tapete”. Na sua página de Facebook, o presidente da câmara de Cascais agradeceu aos que lhe manifestaram apoio por estarem “preocupados com o estado a que a atual liderança está a levar o nosso partido”. Pelo meio, Carreiras, numa entrevista à rádio “Renascença”, defendeu que “estamos a chegar a um extremo em que a ausência do PSD do debate político e no encontrar de alternativas à atual solução coloca em causa o próprio regime”. 

A ausência de Rui Rio durante todo o mês de agosto desagradou a alguns sociais-democratas. Carreiras foi, porém, o único a dar a cara por esse descontentamento. David Justino, vice-presidente do partido, disse ao “Correio da Manhã que “só depois das férias do verão é que o PSD deve fazer oposição e não aproveitar a silly season para encher jornais”.

Rui Rio regressa no dia 1 de setembro para participar na Festa do Pontal. A rentrée do PSD terá contornos diferentes dos últimos anos. O objetivo é ser “um modelo mais próximo do início”, explica David Santos. “Voltámos mais ao campo, mais às atividades lúdicas e recreativas e ao arraial e ao piquenique que aqui iremos realizar”, diz, num vídeo de promoção da festa, o presidente do PSD/Algarve. O evento realiza-se este ano na Fonte Filipe, no concelho de Loulé, e outra das novidades, de acordo com o “Observador”, é um mini-torneio de futebol. Rui Rio vai jogar na equipa da direção nacional. Os autarcas sociais-democratas daquela região também vão a jogo.

O PSD garante que “o convívio e a interação dos militantes e simpatizantes são a nota de destaque, procurando uma Festa do Pontal mais próxima das suas primeiras edições, mas também uma homenagem ao interior, para o qual devemos olhar de forma mais intensa”. O custo do bilhete é reduzido para 5 euros e haverá autocarros gratuitos para transportar os militantes de outras zonas do Algarve. As mudanças na rentrée do PSD também foram feitas com o objetivo de reduzir os gastos. A última festa de passos A data da Festa do Pontal é outra das novidades. Com Passos Coelho realizava-se em meados de agosto no Calçadão de Quarteira. As últimas edições firam marcadas pelas críticas de Passos Coelho ao governo do PS com o apoio dos partido à sua esquerda. “Se os próximos dois anos de geringonça forem como os dois primeiros, teremos perdido uma legislatura a viver à conta do que se fez no passado e da conjuntura e nada a preparar o futuro”, disse, há um ano. Passos garantiu, no final do discurso, que voltaria em 2018. “Daqui a um ano cá estaremos. Cá estaremos em 2018 para dizer ao país o que pensamos”. Não só Passos não voltou como a festa mudou de sítio. 

BCP, Fidelidade e Luz Saúde engordam lucros da Fosun

(Foi com a este Grupo chinês que o presidente da Câmara de Cascais ofereceu a preço de saldo (daqueles que valem mesmo a pena) o antigo Hospital de Cascais. A 'justificação' para promover a criação de mais um Hospital privado no centro da vila foi a de que a Universidade Católica iria abrir ao lado (no antigo edifício do SMAS) um curso de Medicina para o que também lhe  dispensou com um aluguer 'muito vantajoso' o referido edifício.
Afinal não a Universidade Católica irá para Sintra (como aliás já se sabia à época) pelo que certamente a cedência do antigo Hospital à FOSUN perde qualquer pseudo-justificação.
Mas como tudo é muito opaco neste Município aguarda-se ainda a clarificação do negócio

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Os accionistas da Fosun lucraram cerca de 860 milhões de euros no primeiro semestre, um crescimento de 17% face ao mesmo período em 2017. O negócio da Saúde foi o que mais cresceu.

Créditos / Ntech News

Os cerca de 860 milhões de euros (6,86 mil milhões de yuans) comparam com o valor alcançado nos primeiros meses de 2017, onde a empresa lucrou 736 milhões de euros. De acordo com os dados divulgados pela companhia, o aumento de 17% foi ainda assim abaixo do crescimento alcançado no ano passado (33,6%).

O relatório e contas publicado pela Fosun, citado pelo Eco,refere que «o aumento do lucro atribuível aos accionistas da casa-mãe resultou principalmente do crescimento dos lucros das subsidiárias de seguros, onde está a Fidelidade, e financeiras, do lucro correspondente à posição no BCP [de que a Fosun é a maior accionista] e aos rendimentos dos investimentos associados aos negócios segurador e de banca».

O negócio da Saúde, onde se inclui o grupo Luz Saúde, de que Maria de Belém (PS) é consultora, foi o que apresentou maior crescimento entre as várias unidades de negócio da Fosun, tendo apresentado um resultado positivo de 828,9 milhões de yuans, ou seja, um crescimento de 31% face aos 631 milhões no período homólogo.

Ver original em 'AbrilAbril' (aqui)

Linha de Cascais: não desisto

(O colunista habitual devia exigir que o 'jornal i' assegurasse um revisor qualificado para depurar erros. Presentear os leitores com «ineludíveis» (em vez de iniludíveis) é daquelas situações que envergonha qualquer um. Escrever "somos brincados" em vez de "somos brindados" é irritante. Admite-se que da parte do articulista tenham sido 'gralhas' mas num jornal é inadmissível.


Como se vê pelo seu artigo o presidente camarário anda ocupadíssimo para se fazer notar. Na sua empenhada campanha contra Rui Rio junta-se ao CDS na defesa da privatização dos comboios, orgulha-se das PPP e, sobretudo (como é seu timbre), insulta as esquerdas e desdenha da inteligência de quem o lê.

A Linha de Cascais está mal. Mas a situação em que se encontra tem uma história e foi conscientemente produzida pela direita (com o PSD/CDS no governo e dirigentes do CDS à frente da CP) com vista a mais uma privatização a preço de saldo.

Obviamente que o presidente da Câmara há muitos anos que conhece o processo de destruição da CP mas é agora (quando algumas medidas de recuperação estão em curso) que lhe interessa usar o tema para fazer alarido. Acordou tarde mas quer parecer muito determinado.

Depois do fiasco do chamado "Mobi Cascais"  quer agora destruir rapidamente o que resta da Linha de Cascais. Como em 2019 a Câmara vai ter que abrir concurso para os transportes coletivos naturalmente seria 'interessante' para o negócio se a Linha também pudesse estar no 'bolo'. Compreende-se...

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29/08/2018 

Carlos Carreiras

Na linha política, a hipocrisia das esquerdas não tem supressões nem atrasos. É um comboio certinho.


Basta olhar para os jornais. Se dúvidas houvesse, as notícias dos últimos dias apenas mostram de forma implacável que os rumores sobre a morte da ferrovia em Portugal não são claramente exagerados. Já não são rumores de todo: são factos.

A CP não tem dinheiro para o combustível.

A Renfe, operadora espanhola, não aluga mais comboios a Portugal esvaziando a última boia de salvação na questão do material circulante.

Os passageiros das linhas nacionais, de norte a sul, queixam-se dos horários, de supressões à la carte, de carruagens vandalizadas, estações abandonadas e serviços tão degradados que nem o básico – digamos bilheteiras – funciona.

Os funcionários da manutenção dos comboios estão tão espremidos e a falta de material é tão grosseira que as condições de segurança, dizem-no eles, estão em causa.

E o i mostrou-nos que numa altura em que dezenas de milhares de turistas usam a Linha de Cascais, uma das mais belas do país, para acompanhar o percurso do Tejo para o Atlântico, o que o país tem para oferecer como cartão-de-visita são estações de comboio sujas, mal cheirosas e negligenciadas como se fossem terra de ninguém. Uma realidade triste, que há tempo demais faz parte do dia-a-dia de muitos portugueses.

Quando tudo levaria a crer que o governo está a fazer aquilo que é suposto fazer – resolver problemas –, eis que somos brincados com uma notícia espantosa no Boletim de Execução Orçamental: as cativações na ferrovia cresceram 20 milhões de euros de março para maio, totalizando cortes de 95 milhões de euros. E, para efeitos orçamentais, o ano ainda só vai a meio. O que significa que chegaremos ao fim de 2018 com um valor bem superior. Para ver se nos entendemos: o PS, apoiado pelo PCP e o BE, está a “resolver” os graves problemas da ferrovia nacional com mais austeridade e mais cortes cegos. Como é que o PCP e o BE ainda têm coragem de ensaiar o discurso de defensores do serviço público e do transporte coletivo? Na linha política, a hipocrisia das esquerdas não tem supressões nem atrasos. É um comboio certinho.

Temo que os próximos tempos nos tragam mais más notícias. Pelo que já temos e pelo que ainda está para vir.

Entramos em campanha eleitoral para as legislativas de 2019.

É irónico que o PS tenha utilizado a CP, um dos maiores fiascos da governação, como estação de partida na caça ao voto. Os socialistas foram de comboio a Caminha. Mas não viajaram em comboios quaisquer. Circularam com prioridade sobre os restantes e eram bonitos, confortáveis e arejados. Talvez os últimos exemplares da sua espécie na ferrovia portuguesa. Coisas de que os utentes dos caminhos-de-ferro já só têm uma memória longínqua. Para os militantes socialistas a pontualidade, o conforto, o melhor. Para os portugueses, os restos. O episódio é revelador de como o PS, um partido que continua a ser ostensivamente burguês, faz política descolado da realidade e das necessidades dos cidadãos.

Na Assembleia da República, no início desta semana, os partidos da esquerda chumbaram a proposta de criação de uma Comissão Permanente que debata os problemas e as soluções para a linha férrea. Com a exceção do PSD e do CDS, os partidos não querem que o Parlamento discuta os comboios. À boa maneira soviética: se não se fala esquece, se esquece nunca existiu. A crise da CP é uma não existência. Nada muito diferente daquilo que disse o secretário de Estado da tutela.

E por falar em sovietes, em Setúbal a câmara governada pelo Partido Comunista exige (mas é só conversa) o fim da concessão da Fertagus, depois de ter beneficiado dela.

Tudo isto é muito revelador. PS, BE e PCP não estão interessados em soluções para a ferrovia. O que os move é pura dominação ideológica.

Que haja partidos que não querem operadores privados nas linhas é uma preposição política válida. Válida se, e só se, for acompanhada de formas alternativas de financiamento do serviço de transporte público ferroviário de passageiros. Não podemos ficar, como até aqui, numa situação em que o operador público está falido, os portugueses desesperam, o governo não encontra solução e o BE e PCP bloqueiam a entrada de privados por histeria ideológica.

Este clima de guerrilha às empresas e a hostilidade ao privado tenderá a aumentar até às eleições. Caberá ao PS, ou pelo menos a parte dele, defender o país e a sua livre economia de mercado dos assaltos da extrema-esquerda. (A propósito, tem-se visto algo parecido na disputa do Hospital de Cascais, com o PCP e o BE a exigirem o fim de uma PPP que tem sido boa para público, boa para o privado e boa para os utilizadores).

O que mais me revolta e indigna é que perante todos os sinais evidentes e ineludíveis de rutura na ferrovia nacional, e na Linha de Cascais em particular, o governo continue a ignorar o sentido de urgência, fechando-se, calando-se e apenas ensaiando anúncios em que já ninguém acredita. Chega de negligência: é da vida de pessoas que estamos a falar. Se o governo tem uma insuficiência política executiva, resolva-a. Não espere por uma desgraça para fazer o que tem de ser feito, empurrado pelos acontecimentos e pela pressão mediática.

Em janeiro de 2019 a liberalização do transporte ferroviário dará a Portugal a oportunidade de ter outros operadores no país. Quanto à Linha de Cascais, é-nos indiferente se a solução é pública ou privada. O que interessa aos passageiros, e a mim em particular, é que haja uma solução que funcione, que projete o serviço para patamares de qualidade e que baixe o preço.

Há investidores para a Linha que garantem melhorar, e muito, o serviço (não me parece difícil), e manter ou reduzir o custo para os passageiros (também não parece nada difícil). Assim, ou o governo aceita esta solução ou avança com uma da sua própria lavra. Não podemos aceitar mais adiamentos e promessas não cumpridas. Não podemos é pactuar com a arrogância de desfazer os acordos do passado sem deixar promessa de solução para o futuro.

Ao longo de todo o mês de agosto, deixei neste espaço um retrato atual sobre a Linha de Cascais, não irei desistir de defender a Linha de Cascais. Não irei desmobilizar até que a situação se altere; passaremos a fiscalizar de forma permanente o estado da linha; apresentarei queixas a todas as entidades com responsabilidades; e recorrerei a todas as instâncias judiciais adequadas.

Estou certo que terei ajudado milhares de utentes.

Nenhum caminho ficará por caminhar.

*Escreve à quarta-feira

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Carreiras falha negócio “duvidoso” com Universidade Católica para Cascais

Governo aprova despesa para renovar gestão do Hospital de Cascais

size 960 16 9 unitedhealth6(O Hospital de Cascais, do qual o ministro Adalberto Campos Fernandes já foi gestor, vai continuar, após sucessivos adiamentos e declarações contraditórias, a ser administrado durante mais alguns anos,  por uma das maiores multinacionais seguradoras americana.
Através  da empresa 'Lusíadas Saúde', que que lhe pertence o UnitedHealth Groupprossegue com a Parceria Público Privada (PPP) que lhe garante a gestão do Hospital Dr. José de Almeida (Cascais).
O UnitedHealth Group é a maior seguradora na área da saúde, com interesses espalhados por muitos países figurando em quinto lugar na lista 'Fortune' das maiores corporações mundiais de base americana (15º incluindo as corporações não americanas). Em 2017 este grupo multinacional situava-se em 13º na referida lista estando agora à frente de 'gigantes' como a Amazon (8º), General Motors (10º), Ford (11º), JP Morgan Chase (20º), Boeing (27º), Microsoft (30º), Citigroup (32º).
Registe-se que os lucros líquidos declarados do UnitedHealth Group ascenderam, em 2017, a 9,2 milhares de Milhões de euros com as receitas declaradas de 175 milhares de Milhões de euros quando o Orçamento de Estadoportuguêspara 2018 contemplou, para a Saúde, um montante de 10,3 milhares de Milhões de euros.
Naturalmente estes indicadores não atestam qualidade mas comprovam a capacidade de amealhar muitos lucros com o negócio na saúde certamente a justificar que o chefe (CEO) do UnitedHealth Grouptenha recebido em 2017 (segundo a declaração oficial)  15,1 Milhões de euros (cerca de 1,3 Milhões por mês).
Obviamente que perante interesses desta monta há quem prefira 'empurrar com a barriga' e remeter para um próximo governo qualquer decisão sobre o futuro do Hospital de Cascais.
 
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O Conselho de Ministros aprovou hoje uma resolução que autoriza a despesa relativa à renovação, até ao máximo de mais três anos, do contrato de gestão do Hospital de Cascais Dr. José de Almeida.

Segundo o comunicado do Conselho de Ministros, a resolução aprovada “autoriza a realização da despesa inerente à renovação, por dois anos, eventualmente prorrogável por mais um ano, do contrato de gestão do Hospital de Cascais”.

No documento refere-se que a medida destinada à unidade explorada em regime de parceria público-privada com o grupo Lusíadas, desde 2009, uma vez “que caducaria, relativamente à entidade gestora do estabelecimento, em 31 de dezembro de 2018”.

A resolução aprovada inclui também, segundo o comunicado divulgado após a reunião do Conselho de Ministros, “a repartição dos encargos orçamentais correspondentes”.

O Governo já anunciou que o contrato de gestão com o grupo privado que gere o Hospital Dr. José de Almeida foi prolongado por dois anos, para dar tempo ao lançamento de um novo concurso para outra parceria público-privada.

O ministro da Saúde admitiu ainda que se os futuros concorrentes não respeitarem o novo caderno de encargos, o Governo está preparado para avançar com o processo de reversão para o Serviço Nacional de Saúde.

De acordo com o ministro Adalberto Campos Fernandes, o novo concurso vai ser mais exigente nas áreas da saúde mental, oncológica e VIH/Sida, admitindo-se ainda a ampliação do atual edifício para reforçar a assistência hospitalar a freguesias do município de Sintra.

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Os empatas

(O mais recente texto assinado pelo presidente da Câmara de Cascais constitui razão de justificada preocupação para os cascalenses.
Primeiro por evidenciar um acelerado pendor do autarca para reinventar a realidade de acordo com as suas necessidades cada vez mais convicto de que «em política, o que parece é».

Segundo por deixar antever que anda a congeminar com parceiros desconhecido a privatização da Linha do Estoril.

Este jogo mediático à conta da vida dos cascalenses insere-se numa ofensiva geral que está ser levada acabo pelo CDS e por setores do PSDque omitem que o anterior Governo desinvetiu completamente nos caminhos de ferro e que à frente da gestão destrutiva da CP têm estado conhecidos dirigentes do CDS e do PSD.
Na verdade a Linha do Estoril está muito mal mas alguns passos começaram a ser dados para a melhorar. Só agora o presidente da Câmara acordou para um problema que se agrava desde há 30 anos?

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Carlos Carreiras

A Linha de Cascais tinha um investimento pronto a arrancar. Por obsessão ideológica e sob as más influências do PCP e do BE, o governo decidiu desfazer tudo o que estava feito

1. No gabinete do ministro Pedro Marques há razões para festejar. A estratégia do governo para as infraestruturas públicas em geral e para a ferrovia em particular não é nada menos que épica. Se, em Monchique - com dezenas de casas destruídas, populações em fuga ou retiradas à força de suas casas e a maior área ardida da Europa até ao momento -, o governo se achou no direito de reclamar um “sucesso”, uma supressãozinha de comboios aqui, uma falta de manutenção acolá, uma linha férrea nacional à beira do colapso ou uma CP completamente abandonada à sua sorte valem à ação de Pedro Marques, no mínimo, o epíteto de “êxito retumbante” - para pedir emprestado o vocábulo aos marketeiros socialistas. Tenho a certeza de que, por esse país fora, os portugueses que andam de comboio sentem bem na pele o sucesso da política do governo.

Há uns dias, um jornal escrevia que na Linha de Cascais, por exemplo, há infiltrações nas zonas dos passageiros ou que qualquer pessoa (assim tenha vontade) pode aceder ao maquinista porque até as fechaduras das cabinas de condução estão estragadas - isto para não falar de problemas de manutenção mais graves do material circulante e das falhas de horários e supressões sistemáticas com que os passageiros são brindados habitualmente.

Com tantos e tão assinaláveis feitos, Pedro Marques continua firme no seu rumo político. Resolve pouco, decide nada. E não é só no caso de Cascais: é um problema nacional.

Como já aqui se discutiu, a Linha de Cascais tinha um investimento preparado e pronto a arrancar. Por obsessão ideológica e sob as más influências do PC e do BE, o governo decidiu desfazer tudo o que estava feito. Esperámos três anos por uma alternativa. Que nunca chegou. E temo que nunca venha a chegar. A Linha de Cascais é um exemplo, entre dezenas, de um país feito refém das motivações ideológicas do governo de coligação das esquerdas. Isso é visível na morte da ferrovia de norte a sul, no mau estado da rodovia nacional, no colapso da saúde, na falta de tudo na justiça.

Para sermos justos, Pedro Marques não está sozinho. É mais um daquela espécie de representantes políticos que, em todos os partidos, tiram força à política executiva, degradam a autoridade do governo que supostamente servem e quebram os laços de confiança entre eleitores e instituições representativas. Gente que não faz História nem tão pouco fará parte dela. Empatas.

Portugal está cheio disto. No poder e na oposição.

2. Voltando à Linha de Cascais, e porque, no que depender da câmara, os cascalenses não ficarão sem transporte público coletivo de passageiros para Lisboa, estamos a fazer a nossa parte. Enquanto os empatas cruzam os braços perante a inevitabilidade da falência da linha de comboio, aqui trabalha-se para se encontrarem soluções que vão ao encontro das necessidades das pessoas. Dentro da nossa política de base local, a solucionar em Cascais problemas nacionais, estamos a dar passos muito concretos na captação de investidores para a linha. Há interessados e em breve podem formalizar-se propostas de grupos com capacidade técnica e poder de fogo financeiro para alavancarem a reforma desta importante infraestrutura ferroviária.

Tal como já acontece com o modelo de transporte público rodoviário no concelho, temos a garantia por parte destes investidores de que o modelo para a Linha de Cascais passará por dois eixos: melhoria da qualidade do serviço e baixa dos preços praticados, como estava, aliás, acordado no modelo anterior, proposto pelo governo de Pedro Passos Coelho. Os leitores mais céticos desconfiarão. Mas para esses deixo apenas uma ideia: se uma linha decadente e menos orientada para as necessidades dos passageiros do que para as do seu operador consegue ser uma das mais rentáveis da CP, imaginem o potencial de crescimento depois de feito o investimento que a torne mais segura, mais rápida, mais sustentável e verdadeiramente mais solução de mobilidade para as famílias. Tenho poucas dúvidas de que, perante uma oferta deste género, muitos cidadãos pensarão duas vezes antes de se aventurarem com o carro na A5 - para onde, valha a verdade, quase todos são empurrados por falta de alternativas -, onde viajam entre intervalos de congestionamento até ao entupimento final na entrada da capital.

3. Há gente que tem uma lata maior do que a dívida pública portuguesa. É o caso do dr. Louçã, homem com profícua obra na academia mas que, na vida política, se limitou a deixar Catarina Martins como legado. Poucochinho. O oráculo revolucionário, transformado em quadro do Banco de Portugal por António Costa, avisa-nos que vem aí “um novo colapso financeiro” no qual entraremos “em condições muito mais degradadas do que as que tínhamos em 2007-2008.” É preciso descaramento: então Francisco Louçã não é um dos pais da atual solução governativa? E não é Louçã um dos seus faróis políticos e ideológicos?

Qual Varoufakis, já faltou mais para o vermos na capa da “Paris Match” agarrado a uma flûte de champanhe francês.

4. Por falar em Louçã e Varoufakis, é injusto o ataque ao ministro Centeno pelas declarações sobre a saída da troika da Grécia. O governo Syriza, a tal janela de esperança para a Europa de que António Costa falava há uns anos, levou 11 anos a tirar a Grécia da bancarrota. O governo de Pedro Passos Coelho demorou três, baixando o défice socialista de mais de 11% para 3%. Retirou o país da falência socialista, mas não teve direito a elogios dos socialistas. Antes pelo contrário.

5. E já agora: onde anda o PSD, o seu líder e os seus vice-presidentes? Emigraram, já deitaram definitivamente a toalha ao tapete e apenas criticam e fazem oposição aos anteriores dirigentes do PSD? É que, em política, os empatas tendem a sobreviver, mas os seus representados perdem e sofrem.

Ver o original aqui

Proposta do Governo não reverte extinção realizada por PSD e CDS-PP

O novo mapa de freguesias que o Governo quer ter pronto antes das autárquicas de 2021 não deverá reverter a fusão realizada pelo anterior executivo, contra a vontade das populações.

Créditos / panoramio

Segundo divulga hoje o JN, a proposta de lei em que o Governo está a trabalhar não corresponde a uma reversão directa da medida antidemocrática imposta pelo anterior governo, ou seja, não permite reverter as freguesias extintas de acordo com a vontade expressa pelas populações e pelos órgãos autárquicos.

«O Ministério da Administração Interna ultima a proposta de lei que permitirá pôr fim à fusão, desde que se enquadre nos critérios a definir no diploma. O Executivo PS recusa uma desagregação automática, mesmo nos casos em que os autarcas se opuseram à agregação», refere o diário.

A informação é pelo menos consentânea com a actuação do PS no Parlamento, que, em Dezembro de 2017, juntamente com PSD e CDS-PP, chumbou o projecto de lei reapresentado pelo PCP, que defendia «a reposição automática e de princípio de todas as freguesias extintas com oposição, expressa ou tácita dos órgãos deliberativos chamados a pronunciar-se», e outro do BE.

Sobre os critérios ainda nada se sabe mas o JN admite como «balizas» as «enunciadas no relatório do grupo técnico, criado pelo Governo, para definir critérios de avaliação da reorganização», designadamente a prestação de serviços à população, a eficácia e eficiência da gestão pública ou a história e identidade cultural.

A confiar na informação divulgada, o novo mapa, que o Governo quer ter pronto antes das eleições autárquicas de 2021, não contribui para reverter o empobrecimento do regime democrático, imposto pelo governo anterior, e mantém o afastamento dos eleitos às populações.

No total foram 1167 as freguesias extintas pelo ministro dos Assuntos Parlamentares do governo de Passos Coelho, Miguel Relvas, em Setembro de 2011. Uma medida anticonstitucional elaborada a régua e esquadro, que os eleitos e as populações contestaram desde o primeiro dia.

Ver original em 'AbrilAbril' (aqui)

Obras no Metro irão interferir com a Linha de Cascais

O Presidente da Câmara de Cascais precisa de fazer-se ouvir. Compreende-se dado o clima incerto que se vive no PSD e a necessidade que o autarca tem de ganhar protagonismo e espaço político. Não se estranha, portanto, que tudo lhe sirva de pretexto para se evidenciar.

Agora veio falar das futuras obras no Metro de Lisboa. Aproveitou o ensejo para repetir inverdades (e meias-verdades) que já antes escrevera num jornal. Na realidade a situação da Linha do Estoril é má mas está em via de, pela primeira vez em 30 anos, poder melhorar porque foram contratados trabalhadores para a EMEF (reparações dos comboios) e porque estão afetos 50 Milhões de euros para obras na Linha.

Aparentemente Carlos Carreiras aparece agora preocupando-se pelo facto de que as obras no Metro de Lisboa poderão vir a trazer alguns transtornos ao funcionamento da Linha.  Pode até ter alguma razão porque importa salvaguardar que quaisquer umas das medidas transitórias que aconteçam durante o prolongamento do Metro não se repercutam negativamente na vida dos cascalenses.
Mas em Lisboa e noutras cidades fazem-se obras estruturais para melhorar os transportes públicos enquanto em Cascais apenas se gastam elevadas verbas com a propaganda ridícula ao Mobi. De facto a publicidade é muita mas medidas efetivas para melhorar a circulação, dentro do concelho e deste para  outros destinos, não existem e até, pelo contrário, muito está a  ser feito para que a situação vá piorar bastante nos próximos anos.

Há quantos anos não são feitas novas rodovias e nem sequer são concluídas as que estavam previstas ? Onde estão os parques de estacionamento subterrâneos gratuitos para que os cascalenses possam utilizar o comboio ou deslocar-se nos centros urbanos ?  Onde estão as indispensáveis obras (viadutos e desnivelamentos) indispensáveis para resolver o congestionamento de várias vias nevrálgicas? Porque são autorizados mega empreendimentos, como os da entrada de Cascais ou o PPERUCS, sem adequadas contrapartidas para melhorar a circulação ? Quais são os projetos  estruturais por que a Câmara se bate para, a prazo, superar os problemas de ligação a Lisboa (Oeiras, por exemplo, defende duas novas estradas alternativas à A5, há quem defenda uma nova linha de comboio entre Alcabideche e Lisboa)? Como é que vai ser resolvido o caos da Marginal quando, a partir de 2019, houver mais alguns milhares de utentes em consequência do muito betão em construção (e em perspetiva) no litoral ?

Fazer marketing e ter protagonismo é fácil. Produzir obra é mais difícil mas é o que importa.

(Comentário à seguinte notícia)


no jornal 'O SOL'

Linha de Cascais desviada devido à expansão do metro

Estudo de Impacto Ambiental mostra que o prolongamento do Metro de Lisboa vai trazer várias perturbações à cidade. Linha de Cascais  terá de ser desviada.

O alargamento da rede do Metro de Lisboa vai trazer vantagens à mobilidade na cidade, não só para quem nela habita mas também para quem vive em zonas circundantes e se desloca todos os dias à capital para trabalhar. No entanto, antes de se chegar ao objetivo final, várias zonas da cidade - umas mais do que outras, e nem todas às superfície - vão transformar-se num verdadeiro estaleiro e prejudicar diariamente quem cruza as suas ruas. É isso que prevê o Estudo de Impacto Ambiental ao prolongamento da rede do Metro de Lisboa entre o Rato e o Cais do Sodré, em consulta pública até 22 de agosto, período no fim do qual a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) avaliará os resultados.

«Uma obra desta natureza implica um forte congestionamento no trânsito das vias próximas das frentes de obra obrigando a um planeamento cuidado para minimizar a perturbação na mobilidade local. Ainda assim, há situações que são difíceis de ultrapassar, obrigando a executar algumas intervenções para além da simples programação dos circuitos a utilizar», enuncia o documento. Uma dessas situações verifica-se, por exemplo, na zona ribeirinha, na Avenida 24 de Julho, onde a intervenção - que, aí, será executada a céu aberto - vai obrigar ao desvio da linha de comboio - a célebre Linha de Cascais, que traz e leva milhares de pessoas à capital todos os dias. Como se lê no Estudo de Impacto Ambiental, «é proposto o desvio da linha de comboio, sendo uma das vias desviada para Norte (Av. 24 de Julho) e a outra via para Sul (Rua Cintura do Porto de Lisboa)».

AO SOL, o presidente da Câmara Municipal de Cascais lamenta que, «mais uma vez», haja «uma dupla injustiça sobre os utilizadores da Linha de Cascais: são penalizados na sua mobilidade pela ausência de obras na Linha e são penalizados pelas obras noutras infra estruturas. Esta situação é insustentável num dos maiores eixos pendulares do país».

De facto, já há vários anos que a Linha de Cascais se debate com a falta de investimento, como nota Carlos Carreiras. «O problema da linha de Cascais, infelizmente, é a falta de investimento. Os congestionamentos que temos sofrido radicam na ausência de trabalhos e não pela sua existência». À falta de investimento, junta-se a recentemente noticiada redução do número de comboios, medida que começa a vigorar a partir deste domingo e que, à Lusa, o Ministério do Planeamento e das Infraestruturas justificou como uma «prática corrente no sector dos transportes».

Para o autarca, «os trabalhos do Metro, uma vez que se desvia a linha, são uma oportunidade para fazer o que é preciso fazer» na Linha de Cascais, considera Carreiras.

Mas outros problemas vão advir do prolongamento do Metro de Lisboa, cujo início está previsto já para o próximo ano, 2019. O projeto pretende criar duas novas estações, Estrela e Santos, ligando, numa linha circular, a atual linha verde a parte da linha amarela - no total, o projeto ronda os 266 milhões de euros e resulta de um financiamento por fundos comunitários e o Banco Europeu de Investimento (BEI). Com a intervenção deixará de ser necessário, por exemplo, mudar de linha quando se quer ir do Rato para o Cais do Sodré.

Para isso, de acordo com o estudo elaborado pela Matos, Fonseca e Associados, será necessário conviver diariamente com obras durante três anos e meio. No entanto, a «duração das atividades críticas em termos de ruído, vibrações e poeiras, terá uma duração de 1,5 anos em cada frente de obra», nota o documento, que dá conta ainda de que a maioria das frentes de obras «não requer ocupação da via pública».

Para os casos em que a intervenção será feita a céu aberto, prevê-se, ainda assim, um processo faseado. «As ocupações das zonas a céu aberto entre o Regimento de Sapadores Bombeiros e o Cais do Sodré (galeria a céu aberto, PV218 [poço de ventilação/saída de emergência complementar] e estação Cais do Sodré) será faseada, de forma a minimizar as áreas a ocupar na via pública e respetivas durações, e manter o trânsito de superfície e o funcionamento das ocupações de subsolo, recorrendo aos desvios provisórios que forem necessários», lê-se. Pois é: depois de mais de um ano de obras numa das zonas mais movimentadas da capital, terminadas em março de 2017, o Cais do Sodré vai novamente ser ocupado por brocas, carrinhos de mão e betoneiras devido à construção de um novo átrio poente na estação Cais do Sodré.

E quanto tempo até ao fim do processo? «Prevê-se que o projeto seja construído em cerca de 4 anos e estima-se que tenha uma vida útil de 100 anos», lê-se.

De resto, além de «perturbações temporárias na circulação (pedonal, automóvel e linhas de elétrico e comboio), em resultado da ocupação de espaços públicos e dos desvios de tráfego que será necessário realizar» e de «uma degradação da qualidade do ar, em resultado das movimentações de terras e da circulação de viaturas e maquinaria», espera-se um aumento do ruído «devido à realização de trabalhos à superfície, envolvendo operações e equipamentos ruidosos», a par de «nos edifícios mais próximos das frentes de obra» se poderem fazer sentir vibrações percetíveis pelos seus ocupantes.

Na zona da Escola Secundária Pedro Nunes, que será uma das afetadas devido à construção de um poço de ventilação/saída de emergência, aponta-se a possibilidade, caso o ruído o justifique, de se deslocarem as «salas de aula para contentores localizados nas traseiras do edifício principal». Tal como o Pedro Nunes, as zonas junto ao antigo Hospital Militar e ao Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG) serão particularmente afetadas.

A obra fica completa com a construção de dois novos viadutos - os atuais vão continuar ativos - no Campo Grande, para fazer a ligação entre as estações Cidade Universitária, Campo Grande e Alvalade e Telheiras, Campo Grande e Quinta das Conchas.

E as vantagens?

Já diz o ditado: depois da tempestade, vem a bonança, e neste caso não é diferente. Os quatro anos de obras vão trazer um conjunto de vantagens que também estão contempladas no Estudo de Impacto Ambiental.

Além das mais-valias óbvias trazidas pelas duas novas estações, o documento aponta melhorias ao nível da ligação entre os vários tipos de transporte coletivo. «Da população residente global potencialmente abrangida pela alteração do Metro, num total de 402.493 pessoas, 47,2% pertence ao grupo que apresenta um ganho de frequência e diminuição de transbordos, 47,2% pertence ao grupo que apresenta um ganho de frequência e opções de entrada e 5,6% apresenta um ganho de frequência em paralelo com aumento de transbordos», lê-se.

Prevê-se, também, que o prolongamento do Metro de Lisboa resulte na aquisição de novos e melhores hábitos na população, relativamente à mobilidade. «Verifica-se que a utilização do transporte individual, do autocarro e do elétrico tem uma redução significativa, ao passo que aumenta a utilização de outros modos de transporte coletivo (transporte fluvial e ferroviário), para além do Metro. Este resultado indicia que a introdução da Linha Circular poderá alterar a forma como os utilizadores percecionam a qualidade do transporte coletivo na cidade de Lisboa», lê-se. E as previsões traçam um panorama animador: «A estimativa do número de pessoas que deixará de utilizar veículo próprio é de 1.232.276 no primeiro ano de operação (38.545.108 passageiros no período de 30 anos). Considerando-se uma taxa de ocupação por veículo de 1,2, este valor corresponde a um pouco mais de 1 milhão de circulações em transporte individual que deixam de ser realizadas logo no primeiro ano».

Finalmente, uma vez que na nova linha circular os comboios vao andar a 60 quilómetros por hora, em vez dos atuais 45 quilómetros por hora, os tempos de percurso entre as estações vão diminuir. Além disso, «os tempos médios de espera irão ser inferiores em todos os casos, exceto na Linha Vermelha, no período de ponta da manhã, que se irá manter».

Ver o original aqui

Autoridades em lar ilegal em São João do Estoril depois de alerta de técnico do INEM

Não é para detetar e resolver estas situações que a Câmara e a Junta de Freguesia têm serviços de ação social, um vereador e muitos funcionários ? O que andam a fazer? É preciso ser o INEM a encontrar tais casos e a polícia a resolvê-los?
(comentário à seguinte notícia)

Os idosos procuram muitas vezes lares ilegais porque não têm posses para pagar outros. © Leonel de Castro/Global Média
Ver notícia em DN (aqui)

As autoridades detetaram esta quarta-feira, à tarde, um lar alegadamente ilegal, a funcionar na rua Ferreira de Castro, nas Areias, em São João do Estoril, e desde então que estão a procurar realojar, pelo menos 9 pessoas idosas, confirmou, a Cascais24, o Oficial de Serviço ao Comando Metropolitano da PSP de Lisboa (Cometlis). O alerta para alegadas irregularidades foi dado depois de um Técnico de Emergência Médica, em serviço na moto do INEM, ter sido chamado ao local para prestar assistência a uma idosa, que chegou mesmo a ser transportada à urgência do Hospital de Cascais. Não são conhecidos mais pormenores, sabendo-se, no entanto, que o lar funciona numa moradia e que nas operações de resgate dos idosos e presumível encerramento das instalações estão mobilizadas a Segurança Social, Serviço Municipal de Proteção Civil e a PSP.

Leia o artigo completo em CASCAIS24 (clique aqui)

Impacte Ambiental da Operação de Loteamento da Quinta dos Ingleses - Carcavelos

PEPERUCS001Posição do 'FÓRUM CARCAVELOS' na "discussão pública" sobre o Estudo de Impacte Ambiental relativo ao PPERUCS (Plano de Pormenor de Reestruturação Urbanística de Carcavelos-Sul)

Cascais prossegue a luta contra o PPERUCS

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 Um grupo de cidadãos independentes de Carcavelos-Parede, aos quais a 'Plataforma Cascais' se associa,  apelou à realização de uma manifestação contra a construção prevista para o litoral de Carcavelos. No Sábado, 17 de março,  às 14,30 é tempo de defender Cascais com qualidade de vida.


Em 27 de maio de 2014 a Assembleia Municipal de Cascais aprovou o Plano de Pormenor do Espaço de Reestruturação Urbanística de Carcavelos-Sul (PPERUCS) que possibilita, designadamente, a construção desmedida de toda a Quinta dos Ingleses.

Este projeto foi aprovado em Assembleia Municipal por um voto, contra a vontade da maioria da população de toda a Freguesia de Carcavelos e Parede numa sessão em que, embora mandatada pela Assembleia de Freguesia para votar contra o mesmo, a então Presidente de Junta, Zita Costa Silva, votou favoravelmente esta obra megalómana.

Este projeto vai arrasar o pinhal e descaracterizar toda a costa do Estoril, colocar em risco de desaparecimento a praia de Carcavelos, afetando severamente o comércio local e acabar com o único e último espaço verde significativo junto a uma praia urbana de toda a costa dos concelhos de Cascais e Lisboa.

Por esse motivo, o grupo "Independentes de Carcavelos e Parede” está a organizar uma manifestação para mostrar o desagrado em relação ao projeto previsto para a Quinta dos Ingleses e à invasão do betão que está em marcha.

Neste contexto, estão todos convidados a participar numa ação – a realizar no próximo dia 17 de março de 2018, pelas 14:30 horas – que visa mostrar o descontentamento por esta enorme inversão de valores. O ponto de encontro é na Avenida Tenente Coronel Melo Antunes - no parque de estacionamento, de apoio à antiga feira de Carcavelos.

O grupo "Independentes de Carcavelos e Parede” pretende:

- Que a Câmara pare com a evolução do projeto, imediatamente;

- Que faça uma ampla discussão pública, com a divulgação precisa do Plano e durante o tempo necessário ao esclarecimento dos munícipes;

- Pôr em discussão pública os estudos independentes sobre o impacto ambiental;

- Ouvir a população através de um referendo;

- Reverter o processo ou, na pior das hipóteses, reduzir a área de construção de forma significativa;

- Criar um grande espaço verde público junto à praia, onde predominem as áreas de lazer, bem-estar e desporto ao ar livre e a simbiose entre o Homem e a Natureza.

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Mais sobre a manifestação aqui

 
 

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