Moçambique

Moçambique alcança progressos na proteção da vida selvagem, mas os desafios continuam, diz relatório

Maputo, 3 mar (Xinhua) -- A proteção da vida selvagem e da biodiversidade em Moçambique vem registrando progressos significativos na última década, mas os conflitos entre humanos e animais continuam sendo um desafio, disse a Administração Nacional das Áreas de Conservação (ANAC) na terça-feira.

Falando no Dia Mundial da Vida Selvagem, o diretor de Serviços de Proteção e Aplicação da Lei da ANAC, Carlos Lopes Pereira, disse à rádio nacional RM que houve uma diminuição no número de caça furtiva, principalmente para as espécies protegidas, como elefantes e rinocerontes.

Após um período de graves perdas, o número de elefantes e rinocerontes nos parques nacionais está se estabilizando, disse o diretor.

Entretanto, os conflitos entre humanos e animais permanecem, como nos últimos cinco anos 420 pessoas foram mortas por animais e só no último ano houve 42 mortes e 44 feridos, disse Pereira.

Além disso, ele lamenta que não se pode quantificar o impacto na segurança alimentar, pois os animais selvagens também destroem as plantações e instalações de produção de alimentos.

Como um esforço para aumentar a conscientização sobre a proteção da vida selvagem, as autoridades moçambicanas estão lançando uma campanha com o tema "A caça furtiva rouba de todos nós", e também há projetos destinados a reduzir a luta por espaço entre humanos e animais.

Ver original em "XINHUA Português" na ligação seguinte:

http://portuguese.xinhuanet.com/2020-03/04/c_138842523.htm

Por Moçambique…

escola-mocambique.jpgFocados na nossa realidade educativa, típica de um país europeu com uma estrutura etária envelhecida, causa alguma estranheza olhar os problemas e as preocupações vividos, neste sector, nos países em vias de desenvolvimento.

É o caso de Moçambique, um país com 28 milhões de habitantes e mais de sete milhões de estudantes só no ensino primário, que corresponde a sete anos de ensino obrigatório. Destes, a grande maioria ficará apenas com a escolaridade básica, não alcançando sequer o secundário.

Neste país africano, a luta não é para reter na escola os alunos mais velhos que lá não querem andar. O objectivo é que quem quer continuar a estudar tenha condições efectivas para o fazer, em vez de entrar precocemente no mercado de trabalho ou casar precocemente.

Com o novo ano lectivo prestes a começar – o que é normal nos países do hemisfério sul – anunciam-se os modestos progressos ao nível da contratação de mais professores, essenciais para baixar o número de alunos por turma e melhorar as condições do ensino e aprendizagem.

O novo ano letivo, que arranca este mês em Moçambique, vai contar com 8,4 milhões de alunos no ensino geral, um aumento de 4,7% quando comparado com 2019, anunciou hoje o Instituto Nacional de Desenvolvimento de Educação (INDE).

Do total de 8.411.201 alunos inscritos para o novo ano letivo, que arranca em 31 de janeiro, 7.084.217 são do ensino primário e 1.326.713 do ensino secundário.

Isamel Nheze avançou ainda que o Ministério da Educação espera, este ano, contratar cerca de 12 mil professores para responder aos desafios que o sistema enfrenta a nível do país.

“Este número foi proposto para atender a expansão da rede escolar e para reduzir ligeiramente o rácio alunos/professor nas escolas primárias e a redução da carga horária por professor no ensino secundário”, acrescentou.

Uma das principais preocupações do Ministério da Educação em Moçambique são as desistências devido a casamentos prematuros e gravidezes precoces, principalmente em zonas rurais.

De acordo com dados oficiais, nos últimos cinco anos, cerca de 14 mil alunas abandonaram as aulas em Moçambique devido a gravidezes precoces e, deste total, 1.081 contraíram casamentos prematuros.

Será que pára-quedistas europeus irão saltar sobre Maputo?

por Ruptures
'. Após as eleições em Moçambique a União Europeia intimou a comissão eleitoral desse país a que "se explicasse" sobre alegadas irregularidades.

Em Moçambique, o presidente cessante, Filipe Nyusi, foi reeleito em 15 de Outubro com 73,5% dos votos, contra 21,5% para o seu principal opositor, do movimento Renamo (antiga guerrilha apoiada pelos ocidentais, que em 1992 se transformou em partido político).

Nas eleições legislativas que desenrolaram em simultâneo, o partido no poder desde a independência do país – a Frelimo, do qual saiu o presidente reeleito – conservou a maioria absoluta.

A Renamo denunciou fraudes maciças e exigiu uma anulação dos escrutínios. Ela foi apoiada neste sentido por diferentes grupos de observadores estrangeiros, nomeadamente aqueles enviados pela União Europeia.

Consequentemente, em 8 de Novembro, a UE publicou um comunicado indignado, denunciando nomeadamente "votações fraudulentas, votos múltiplos, invalidações deliberadas de votos da oposição". Ela indignou-se igualmente com "taxas de participação improváveis" e com "um número significativo de contagens anormais".

Bruxelas portanto intimou a Comissão Eleitoral a que "se explicasse" sobre estas irregularidades e exortou o Tribunal Constitucional do país a "corrigir algumas (sic) delas".

Teria sido mais simples para a UE que se substituísse directamente ao referido Tribunal Constitucional moçambicano.

É de notar que num outro continente a reeleição do presidente boliviano Evo Morales foi igualmente contestada pela oposição liberal. Esta última antecipou-se várias horas à contagem, em 20 de Outubro, e fez descer os seus partidários à rua. A União Europeia, assim como os Estados Unidos, rapidamente exigiram que os eleitores retornassem às urnas. Diante dos tumultos e motins a favor da oposição no interior da polícia e do exército, o presidente anunciou a sua demissão em 10 de Novembro. Por enquanto, Bruxelas permanece silenciosa diante deste golpe de Estado de facto .

Os vinte e sete devem doravante "aprender a empregar a linguagem da força" – Ursula Von der Leyen

O ditame da União Europeia a Moçambique foi formulado na véspera do dia em que a futura Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, fez um discurso em Berlim – por ocasião do trigésimo aniversário da queda do Muro – na qual ela declarou que os 27 doravante deveriam aprender a "empregar a linguagem da força" pois "hoje o soft power não é suficiente se quisermos nos afirmar no mundo como europeus". Confirmou os comentários feitos anteriormente pelo próximo Alto Representante da UE para a política externa (ler o editorial da recente edição da Ruptures ), o socialista espanhol Josep Borrell.

Aguarda-se portanto com impaciência uma iniciativa forte neste sentido. Por exemplo um "grupo de batalha" da UE (agrupamentos militares multinacionais que nunca foram utilizados até hoje) que saltaria sobre Maputo a fim de fazer prevalecer os resultados eleitorais desejados?

11/Novembro/2019

Este artigo encontra-se em https://resistir.info/ .

Ver original em 'RESISTIR.INFO' na seguinte ligação:

https://resistir.info/africa/mocambique_11nov19.html

Moçambique | Nyusi pede ajuda a Putin

 
 
Nyusi pede ajuda da Rússia para sair do “modelo económico deliberadamente instituído para perpetuar a transferência de matérias-primas e capitais”
 
Filipe Nyusi pediu nesta quinta-feira (24) a ajuda de Vladimir Putin para que Moçambique deixe fazer “parte de um modelo económico deliberadamente instituído para perpetuar a transferência de matérias-primas e capitais”. Um dos assuntos principais que o Presidente da República levou para a primeira Cimeira Rússia-África foi a busca de novos empréstimos comerciais para financiar a continuidade da ENH como acionista dos projectos de gás natural na Área 1 e 4 da Bacia do Rovuma.
 
Com as portas dos bancos ocidentais praticamente fechadas devido as dívidas ilegais, diante da relutância chinesa em novos financiamentos o Presidente Nyusi deslocou-se esta semana à Sochi para fechar com o banco VTB a renegociação do empréstimo inconstitucional da empresa Mozambique Asset Managment (MAM) e obter novos empréstimos que permitam a Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH) libertar-se dos parceiros ocidentais nos projectos de gás natural da Bacia do Rovuma.
 
“Senhor Presidente Putin, a pujança económica e empresarial e a acumulada experiência técnico científica da Rússia constituem uma base sólida para promoção de parcerias mutuamente vantajosas em diferentes campos. Em Moçambique podemos destacar os sectores de agricultura e agro-processamento, energia e infra-estruturas, nomeadamente as ferrovias e portos, sector da indústria e hidrocarbonetos, pescas, turismo, transportes e comunicações, entre outros”, começou por afirmar o Chefe de Estado moçambicano na sessão plenária da primeira Cimeira Rússia-África.
 
 
Em 2018 o volume de exportações de Moçambique para a Rússia foi de 5,4 milhões de dólares norte-americanos, 4,1 milhões em tabaco. O nosso país gastou 79,6 milhões de dólares em importações russa, 64,1 milhões com a compra de trigo.
 
Nyusi disse que “Com as empresas russas, apoiadas pelo seu Governo, podemos explorar a elevada demanda de serviços para acelerar a diversificação das nossas economias e o processo de transferência de tecnologias”.
 
“Queremos que os nossos recursos sirvam efectivamente as nossas populações e não façamos parte de um modelo económico deliberadamente instituído para perpetuar a transferência de matérias-primas e capitais. Temos a consciência que não é um percurso curto e que se faça queimando etapas”, pediu o Presidente Filipe Nyusi.
 
Zona industrial russa usando portos e caminhos de ferro moçambicanos
 
Para além de agradecer a Putin pelas centenas de soldados que enviou a Moçambique para combaterem o “Al Shabaab” e pelo apoio da inteligência russa na “retumbante” vitória nas Eleições Gerais do passado dia 15, o @Verdade apurou que Filipe Nyusi terá selado a renegociação da dívida comercial e ilegal da empresa MAM com o VTB, que deixará de ter Garantia Soberana do Estado.
 
Além disso foram dados passos importantes as negociações de financiamento comercial das participações que a ENH precisa de concretizar para manter-se como accionista do projecto de exploração de gás natural na Área 1 da Bacia do Rovuma, agora liderado pela Total, e terá de realizar no próximo ano quando for tomada a Decisão Final de Investimento no projecto onshore da Área 4 que é liderado pela ExxonMobil.
 
Depois das ajudas eleitorais e militar o interesse imediato da Rússia passa pelo uso do nosso país como porta giratória de entrada e saída comercial com a África Austral onde já não existem barreiras comerciais. O ministro do Comércio russo, Denis Manturov, nomeou Moçambique como um dos países onde poderá ser edificada uma zona industrial especial, daí a presença fundamental de Carlos Mesquita na comitiva moçambicana que não só é o actual ministro dos Transporte e Comunicações mais um importante empresário portuário e de transportes rodoviários.
 
 Adérito Caldeira  | @Verdade

Ver o original em 'Página Global' na seguinte ligação:

https://paginaglobal.blogspot.com/2019/10/mocambique-nyusi-pede-ajuda-putin.html

Estado Islâmico reivindica ataque que fez 10 mortos em Moçambique

 
 
Autoridades moçambicanas e analistas consideraram no passado que envolvimento daquele grupo terrorista na violência armada no Norte de Moçambique era pouco credível. Novo ataque no início desta semana fez 10 mortos.
 
O grupo 'jihadista' Estado Islâmico (EI) reivindicou mais um ataque armado a um posto militar no Norte de Moçambique, ocorrido no início da semana e em que morreram pelo menos 10 pessoas, segundo mensagem difundida através da aplicação Telegram. Autoridades consideraram no passado envolvimento daquele grupo terrorista pouco credível.
 
A mensagem, que não integra o canal oficial do movimento terrorista, foi divulgada na quinta-feira (26.09) e é a segunda reivindicação de um ataque contra posições militares na província de Cabo Delgado que o grupo faz em cerca de uma semana.
 
Até ao momento, analistas e fontes no terreno contactadas pela Lusa, mas não identificadas pela agência de notícias, rejeitaram a ligação destes ataques no norte do país a movimentos terroristas internacionais de extremismo islâmico, apontando tensões locais nas comunidades como causa dos casos de violência. A mensagem fala dos agressores como "soldados do califado" que atacaram o "posto do exército cruzado moçambicano em Mbabu, há dois dias".
 
 
Apesar da grafia, o anúncio alinha-se com os confrontos entre homens armados e as forças de segurança, em Mbau, Mocímboa da Praia, que ocorreram na noite de segunda (23.09) para terça-feira (24.09) e em que além das vítimas, várias casas, incluindo a sede da Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo), partido no poder, foram incendiadas.
 
A reivindicação é acompanhada por uma foto de diversas metralhadoras AK alinhadas, juntamente com munições e outras armas que o grupo diz ter apreendido na sequência do ataque. "Confrontaram-se com uma variedade de armas" e a violência levou "à morte e ferimento de vários elementos", além de serem incendiadas "algumas casas de cruzados cristãos na vizinha do posto" do exército moçambicano, refere a mensagem.
 
As autoridades moçambicanas têm-se mantido em silêncio sobre os ataques em Cabo Delgado.
 
Outros ataques
 
grupo EI reivindicou pela primeira vez a 04 de junho uma ação no Norte de Moçambique, região afetada desde outubro de 2017 por ataques armados levados a cabo por grupos criados em mesquitas da região e que eclodiram em Mocímboa da Praia.
 
Como consequência já terão morrido, pelo menos, 200 pessoas, quase todas em aldeias isoladas e durante confrontos no mato, mas, nalgumas ocasiões, a violência já atingiu transportes na principal estrada asfaltada da região, bem como a área dos megaprojetos de exploração de gás - em que há várias empresas subempreiteiras são portuguesas.
 
Autoridades e analistas ouvidos pela Lusa têm considerado pouco credível que haja um envolvimento genuíno do grupo terrorista nos ataques, que vá além de algum contacto com movimentos no terreno.
 
Deutsche Welle | Agência Lusa

Pesquisa em biodiversidade descobre mil espécies de animais e plantas no centro de Moçambique

Maputo, 17 set (Xinhua) -- Mais de mil espécies de animais e plantas, incluindo várias novas espécies em Moçambique e outras potencialmente novas para a ciência, foram descobertas na província central de Manica, em Moçambique.

A descoberta, resultado de uma pesquisa de biodiversidade de duas semanas que ocorreu no fim de 2018, em uma seção de uma área de conservação pouco pesquisada chamada Chimanimani, foi anunciada em um comunicado pela Administração Nacional das Áreas de Conservação (ANAC) do país na terça-feira.

As descobertas incluem 231 espécies de aves, 176 plantas, 42 mamíferos, 22 espécies de anfíbios, 45 répteis e mais de 450 insetos, segundo o comunicado.

Segundo o documento, uma nova espécie de morcego pode ter sido descoberta em Moçambique, além disso uma espécie de rã, outra de lagarto, um tipo de grilo de arbusto possivelmente são inéditos para a ciência. Várias espécies de animais foram registradas pela primeira vez no país,

Especialistas enfatizaram a importância de proteger a rica biodiversidade desse cenário contra ameaças como a mineração, a exploração madeireira e o aumento demográfico.

A Reserva Nacional de Chimanimani é habitada há séculos e contém importantes sítios históricos, incluindo pinturas rupestres da Idade da Pedra e ruínas que datam da era do Grande Zimbábue dos séculos XIV e XV.

Juntamente com o Parque Nacional de Chimanimani do Zimbábue, a Reserva Nacional de Chimanimani é uma área transfronteiriça protegida que cobre aproximadamente mil quilômetros quadrados.

Ver original em "XINHUA Português" na ligação seguinte:

http://portuguese.xinhuanet.com/2019-09/18/c_138400923.htm

Moçambique | Campanha eleitoral decorre sem maiores incidentes

 
 
A plataforma da sociedade civil, "Sala da Paz", considerou este domingo (01.09) que o arranque da campanha eleitoral foi "satisfatório", mas aponta que se registaram alguns ilícitos eleitorais.
 
As eleições presidenciais, legislativas e provinciais de 15 de outubro próximo têm o concurso de quatro candidatos à Presidência da República, 26 partidos políticos aos 250 assentos no parlamento e aos 794 lugares das 10 Assembleias Provinciais.
 
A Comissão Nacional de Eleições (CNE) apelou aos partidos e candidatos para se distanciarem de actos de violência e de incitamento ao ódio.
 
"A violência eleitoral não é mais do que falta de argumentos, porque quem tem argumentos coloca os seus argumentos e sabe que as pessoas vão consumir esses seus argumentos," avaliou Paulo Cuinica, porta-voz do órgão.
 
 
Campanha presidencial
 
Os primeiros dois dias da campanha foram marcados pela realização de comícios, desfiles, contatos interpessoais, afixação de material de propaganda, e divulgação dos manifestos eleitorais.
 
Nas presidenciais, apenas os candidatos da FRELIMO e do Partido Acção do Movimento Unido para a Salvação Integral saíram à rua no primeiro dia da campanha.
 
Filipe Nyusi, que concorre à sua sucessão pelo partido no poder, disse num showmício na cidade da Beira que a paz continua a ser um de seus pilares de governação.
 
"Continuará na minha cabeça a palavra paz, como também vou meter mais uma palavra: emprego para a juventude," declarou.
 
Já o candidato do partido Acção do Movimento Unido para a Salvação Integral, Mário Albino, prometeu num comício na cidade de Nampula, “primeiro respeitar a democracia, segundo respeitar os detentores do poder do Estado, para que eles também saibam retribuir”.
 
Por seu turno, o candidato presidencial do MDM, Daviz Simango, agendou o lançamento da sua campanha para este domingo (01.09) no Gurué, na província da Zambézia, centro do país.
 
Sabe-se que o candidato da RENAMO, Ossufo Momade, é esperado esta segunda-feira (02.09) em Maputo.
 
Os primeiros dois dias
 
A DW África perguntou a Dércio Alfazema da "Sala da Paz" que avaliação fazia do início da campanha.
 
"Nós consideramos que o arranque da campanha foi de todo satisfatório," respondeu.
 
Dércio Alfazema disse que aquela plataforma da sociedade civil que agrupa mais de 70 organizações não tem conhecimento de nenhuma situação de impedimento de realização de campanha nas regiões afectadas pelos ataques dos insurgentes em Cabo Delgado e nas zonas consideradas de risco devido às ameaças da autoproclamada "Junta Militar da RENAMO".
 
Alfazema apontou, no entanto, que se registaram algumas situações preocupantes - como é o caso da perda de vidas humanas em Pemba e Sofala, devido a acidentes de viação. Mencionou também "uma grande incidência de destruição de material de campanha a nível nacional, a colocação de panfletos em locais proibidos e há alguns indícios de uso de bens públicos".
 
Dércio Alfazema disse que a "Sala da Paz" constatou ainda indícios de intolerância na província de Gaza.  Informou que o partido "Nova Democracia" depois de comunicar à polícia a sua pretensão de realizar um comício viu o local indicado a ser ocupado por simpatizantes da FRELIMO, havendo suspeitas de envolvimento da corporação na fuga de informação.
 
Atraso na liberação de fundos
 
A "Sala da Paz" está também preocupada com o atraso no desembolso dos fundos do Estado para o financiamento da campanha. Segundo a lei, deviam ter sido disponibilizados até 21 dias antes do arranque deste processo. Para Dércio Alfazema, "isso está, de alguma forma, a trazer uma situação de injustiça - sobretudo em relação aos partidos que não têm representação na Assembleia da República".
 
Leonel Matias (Maputo) | Deutsche Welle

Casamentos forçados: Centenas de jovens resgatadas em Inhambane

 
 
Centenas de meninas que casaram antes da idade permitida por lei foram resgatadas nos últimos meses na província de Inhambane, sul de Moçambique. Um passo importante é reintegrá-las nas escolas, alertam especialistas.
 
A maior parte das meninas resgatadas vivem nos distritos de Jangamo, Panda, Govuro, Funhalouro e Mabote, zonas em que é comum a pobreza absoluta. Os casamentos precoces acabam por ser uma forma de os pais conseguirem dotes, que se traduzem em dinheiro, cabeças de gado, roupas e até bebidas alcoólicas, entre outras exigências.
 
Há várias organizações no terreno a resgatar raparigas que casaram antes da idade permitida por lei. Mas depois disso é preciso acompanhar os casos e reintegrar as jovens nas escolas, lembra Moisés Mutuque, gestor do projeto de saúde sexual e reprodutiva para adolescentes e jovens da organização não-governamental Plan International em Inhambane.
 
"É uma criança que faz parte de uma escola. Queremos fazer um trabalho de seguimento com a família onde a criança nasceu, com a famíla onde está casada e com o setor da educação, porque uma união prematura tem logo a seguir a consequência da gravidez", explica.
 
 
Muitas vezes, como forma de sobrevivência, as meninas são forçadas pela família a casar-se com jovens e homens nas comunidades. Mas também há casos de jovens que começam a namorar muito cedo e abandonam a casa dos pais para se casarem, ainda antes de atingirem a maioridade.
 
Henriques Bento conta que a sua filha foi obrigada a casar. No ano passado, os pais do suposto marido obrigaram a menina a fugir de casa, e, depois, ela ficou grávida. "Quando nós descobrimos, falamos com os pais porque a menina ainda é menor de idade. Fugiu daqui de casa (para se entregar ao jovem)", diz. Entretanto, a menina foi resgatada pela ONG Plan International.
 
Fatores culturais dificultam resgate
 
Olga Macupulane, presidente da Malhalhe, uma organização vocacionada para a promoção da rapariga nas comunidades, disse à DW África que o processo de resgate das meninas não tem sido fácil, sobretudo por causa de fatores culturais.
 
Por isso, mesmo apesar da lei que proíbe os casamentos precoces, ainda há muito trabalho pela frente para se ultrapassar este problema.
 
"Conseguimos resgatar algumas crianças que tenham tido uniões forçadas no passado, que possam voltar a escola. É um processo longo. Não é fácil porque tem a ver com questões culturais de cada comunidade como forma de dignificar a família. Nós podemos ter a lei que contrapõe isso, mais ainda temos muito que fazer", explica Olga Macupulane.
 
Luciano da Conceição (Inhambane) | Deutsche Welle
 

Ver o original em 'Página Global' na seguinte ligação:

https://paginaglobal.blogspot.com/2019/08/casamentos-forcados-centenas-de-jovens.html

Moçambique | Junta Militar da RENAMO considera nulo acordo de paz

Membros da Junta Militar da RENAMO na Gorongosa
Braço armado do partido acusa o atual líder, Ossufo Momade, de estar a serviço da FRELIMO e promete usar violência se não houver acordo com o Governo. Grupo também ameaça impossibilitar as eleições de 15 de outubro.
 
 
A autoproclamada Junta Militar da Resistência Nacional Moçambicana (RENAMO) considerou nulo este sábado (17.08) o Acordo de Paz e Reconciliação assinado entre o Governo moçambicano e o principal partido de oposição no país.
 
O braço armado da RENAMO liderado pelo major-general Mariano Nhongo acusa Ossufo Momade de estar ao serviço do Governo da Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO) e de violar o espírito dos acordos de paz celebrados pelo líder histórico do partido opositor Afonso Dhlakama, falecido em 2018.
 
"A Junta Militar da RENAMO determina e manda publicar oficialmente a partir de hoje a destituição imediata do atual presidente da RENAMO, Ossufo Momade, e anuncia a nulidade de todos os acordos que Momade assinou com o Governo da FRELIMO", lê-se numa nota do grupo, que está reunido na Gorongosa, no centro de Moçambique, para eleger um novo líder.
 
Na nota, o grupo que se descreve como uma estrutura militar da RENAMO "entrincheirada nas matas" com 11 unidades militares provinciais reitera que não vai entregar as armas no quadro do acordo de paz assinado com o Governo sob a liderança de Ossufo Momade, acrescentando que vai assumir oficialmente todos os poderes de decisão e administração ligados à Desmilitarização, Desarmamento e Reintegração (DDR) da RENAMO.
 
O general Mariano Nhongo, que lidera a auto-proclamada junta militar, diz que o grupo vai decidir se há condições ou não para a realização das eleições de 15 de outubro, e garantiu que o grupo é capaz de impossibilitar o escrutínio.
 
 
Traição e subornos
 
João Machava, porta-voz da facção armada, diz que da parte militar ninguém foi consultado pelo líder do partido sobre o acordo de paz, por isso, consideram-no inútil. Machava acusou Ossufo Momade de "traidor e corrupto" e disse que o líder da RENAMO aceitou "o suborno da FRELIMO". O braço armado anunciou que vai partir para a violência, caso não haja uma negociação com o Governo. 
 
"O Governo deve negociar com a RENAMO, porque a RENAMO somos nós, os militares que temos as armas. As consequências e os problemas serão do Governo, já não serão de Ossufo, porque nós que estamos nas matas com as armas", afirmou.
 
Questionado sobre o número de armas em sua posse, o porta-voz da junta militar frisou: "Temos muitas armas em todo o território nacional". O grupo exige a renúncia de Ossufo Momade, acusando-o de estar a "raptar e isolar" oficiais da RENAMO que estiveram sempre ao lado do antigo líder do partido Afonso Dhlakama, que morreu a 03 de maio do ano passado.
 
"Ossufo Momade não foi eleito para vender a RENAMO e destruir o seu Estado Maior General à preço de banana, mas sim foi eleito para dar continuidade e proteger os interesses superiores da nação, pelas quais a RENAMO lutou desde 1977", diz ainda o texto que acusa Ossufo Momade de ter raptado oficiais que eram leais a Dhlakama.
 
"Grupo de desertores"
 
A conferência da junta militar da RENAMO arrancou este sábado na Gorongosa e junta comandantes de cinco províncias. O objetivo é escolher o novo presidente da RENAMO que vai renegociar o processo de DDR com o Governo antes da entrega das armas. O nome deve ser escolhido na próxima segunda-feira (19.08). 
 
O porta-voz da Junta Militar, João Machava, disse que o novo presidente "vai ter a responsabilidade total e completa para negociar com o Governo a desmilitarização. Todo o processo de DDR". 
 
Na semana passada, o atual presidente da RENAMO considerou que as contestações à sua liderança resultam da ação de um "grupo de desertores indisciplinados", destacando a importância do acordo de paz para pôr fim aos confrontos. "Quando fomos ao congresso, abrimos espaço para que todos se candidatassem. O congresso elegeu Ossufo Momade. Não é através de um grupo de desertores indisciplinados que vamos definir a nossa linha", disse Momade.
 
O Acordo de Paz e Reconciliação Nacional foi assinado em 06 de agosto em Maputo pelo Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, e Ossufo Momade. O Governo moçambicano e a RENAMO já assinaram em 1992 um Acordo Geral de Paz, que pôs termo a 16 anos de guerra civil, mas que foi violado entre 2013 e 2014 por confrontos armados entre as duas partes, devido a diferendos relacionados com as eleições gerais.
 
Em 2014, as duas partes assinaram um outro acordo de cessação das hostilidades militares, que também voltou a ser violado até à declaração de tréguas por tempo indeterminado em 2016, mas sem um acordo formal.
 
Arcénio Sebastião, Agência Lusa, kg | Deutsche Welle
 
 
 
 

Ver o original em 'Página Global' na seguinte ligação:

https://paginaglobal.blogspot.com/2019/08/mocambique-junta-militar-da-renamo.html

Perez Metelo quer dizer-te isto

Queridos Amigos:

Começou ontem e prolonga-se até dia 10 de setembro a Recolha de Fundos 2018 em favor da Helpo, nas suas 421 Lojas.

Peço-vos que vão às compras à Loja Pingo Doce (LPD) que vos der mais jeito (um vez durante este período, que seja!…) e, ao pagar, comprem um vale de 1€ (lanche), 3€ (mochila) ou 5€ (manual escolar), em favor dos 21.000 meninos e meninas makuwas muito pobres, de aldeias no norte de Moçambique, que a Helpo ajuda a estender a sua escolarização tão longe quanto possível. Sem aprenderem a ler, escrever e contar bem em Português, nunca sairão da armadilha da pobreza extrema, que lhes calhou em Sorte, quando nasceram.

Passem a palavra a familiares e amigos!

Recolham um euro aqui, outro ali, entre quem quer dar o seu contributo mas não tenciona ir de propósito a uma LPD para o concretizar. Vão vocês e compram os vales por eles.

Cada euro é precioso para os nossos afilhados: cadernos, lápis, borrachas, afias, lanches, uma sala de aulas em alvenaria para poderem estar abrigados durante todo o ano letivo, uniformes, manuais e inscrições no secundário - nada disto cai do céu! Mas tudo isto são sementes de futuro que, convosco, vão dar frutos em número crescente!

Visitem o nosso site www.helpo.pt ou a nossa página HELPO ONGD, no Facebook e, se o vosso coração der um salto, façam-se padrinhos na Helpo.

Muito obrigado!

Leia o original em "Aspirina B" (clique aqui)

Alemanha "tem grandes expectativas" em relação à paz, diz Gerd Müller em Maputo

Em visita a Moçambique, ministro alemão da Cooperação Económica e para o Desenvolvimento prometeu apoio na implementação do processo de paz e encorajou o combate à corrupção. Agricultura será foco do investimento alemão.

O ministro alemão da CooperaçãoEconómica e para o Desenvolvimento, Gerd Müller, defendeu este domingo (26.08), em Maputo, que a chave para o desenvolvimento e futuro de Moçambique é a paz e tolerância entre todos os grupos que existem no país.

Müller, que efetua desde sábado (25.08) uma visita de dois dias a Moçambique, disse que "a implementação de todo o processo de paz exige de ambas as partes, o Governo e o maior partido da oposição, a RENAMO, que dêm passos que vão ao encontro um do outro".

O ministro considerou ainda importante que a RENAMO e outros partidos políticos tenham a oportunidade de apresentar e divulgar as suas posições.

A Alemanha "tem grandes expectativas em relação à implementação da paz," referiu Gerd Müller, falando a jornalistas.

O ministro prometeu o apoio de seu país na implementação do acordo de paz, recentemente assinado entre o Governo e a RENAMO - que prevê a desmilitarização, o desarmamento, e areintegração dos homens armados residuais da Resistência Nacional Moçambicana.

Encontros separados

A implementação deste acordo foi o tema central de um encontro que o ministro alemão da Cooperação Económica e para o Desenvolvimento manteve este domingo com a chefe da bancada parlamentar da Resistência Nacional Moçambicana, Ivone Soares.

Gerd Müller abordou, igualmente, o processo de paz com o arcebispo da Beira, Dom Cláudio Dalla Zuanna.

Um dos pontos mais altos da visita a Moçambique foram as conversações que manteve com o Ministro da Economia e Finanças, Adriano Maleiane.

O governante alemão encorajou o Governo moçambicano a continuar a luta contra a corrupção e a implementar as recomendações do Fundo Monetário Internacional (FMI).

"Só assim é que vai voltar a haver a confiança dos investidores aqui no país," acrescentou.

Gerd Müller afirmou ainda que o ponto fulcral dos apoios da Alemanha a Moçambique, nos próximos dois anos, será a agricultura e os programas energéticos para as áreas rurais mais recôndidas.

"O solo moçambicano é produtivo e nós temos condições básicas para aumentar a produção e a produtividade agrícola. Desta forma, acreditamos que se pode combater a pobreza," disse o ministro alemão.

Um outro setor que vai continuar a merecer um forte apoio da Alemanha será a formação técnico-profissional dos jovens.

O ministro sublinhou que o seu país quer colaborar ainda com o Governo para que os resultados da exploração dos recursos naturais beneficiem as populações e o orçamento do Estado.

Por seu turno, o ministro moçambicano da Economia e Finanças, Adriano Maleiane, disse que o encontro serviu para fazer o balanço da cooperação entre os dois países e para preparar o próximo encontro bilateral agendado para outubro próximo, em Berlim.

Futuro da cooperação

Neste encontro, será aprovado o financiamento da Alemanha a Moçambique para os próximos dois anos.

"Nós temos um programa de cooperação de 2016, que termina este ano, num montante de 89.5 milhões de euros. Pedimos que o Governo alemão visse a possibilidade de aumentar este valor e também olhar para as eleições gerais de 2019, porque vão ser especiais. Temos um figurino diferente recentemente aprovado que vai exigir um esforço adicional e, então, o nosso Orçamento de Estado precisará ser apoiado," afirmou o ministro moçambicano.

Adriano Maleiane disse ainda que Moçambique tem uma cooperação "bastante boa" com a Alemanha em vários domínios. Destacou que a Alemanha é, por exemplo, o segundo maior contribuinte na área da educação.

A agenda do ministro alemão da cooperação económica e para o desenvolvimento incluiu uma deslocação à cidade da Beira - onde visitou o centro Polivalente DREAM da comunidade de Santo Egídio, um programa que beneficia do apoio da Alemanha há mais de 15 anos.

O ministro Gerd Müller visitou ainda o projecto costeiro da cidade da Beira, cuja reabilitação conta com o apoio da cooperação alemã, através do banco alemão de desenvolvimento (KFW).

Leonel Matias (Maputo) | Deutsche Welle

Publicações mais recentes

Últimos posts (Cascais)

Itens com Pin
    Atividades Recentes
    Aqui ainda não existem atividades

    Últimos posts (País e Mundo)

    Itens com Pin
      Atividades Recentes
      • LEGALIZAÇÃO DAS CASAS DE PROSTITUIÇÃO

        Um debate que provavelmente vai ganhar dimensão.
        Legalização da prostituição - petição apresentada na A.R
        Gravação da reunião na Assembleia da República
        0
        0
        0
        0
        0
        0
        Publicação sobre moderação
        Item de fluxo publicado com sucesso. Item passa a ser visível no seu fluxo.
      • Homicidal Cops Caught On Police Radio
        #TheJimmyDoreShow
        Homicidal Cops Caught On Police Radio
        42 219 visualizações
        •05/06/2020
        0
        0
        0
        0
        0
        0
        Publicação sobre moderação
        Item de fluxo publicado com sucesso. Item passa a ser visível no seu fluxo.
      Aqui ainda não existem atividades
      LOGO4 vert01
      A Plataforma Cascais - movimento cívico é um grupo aberto de cidadãos, autónomo de quaisquer interesses económicos, religiosos ou partidários.
      Todas as publicações deste site refletem apenas as opiniões dos seus autores e não responsabilizam a PC-mc
      exceto quando expressamente assinadas por esta.
       

      SSL Certificate
      SSL Certificate