Líbano

Segundo Hassan Nasrallah, os EUA querem provocar a fome no Líbano

Aquando de um discurso televisionado, em 16 de Junho de 2020, o Secretário-Geral do Hezbolla, Sayyed Hassan Nasrallah, desmentiu as alegações segundo as quais biliões de dólares teriam sido transferidos nos últimos meses do Líbano para o Irão ou para a Síria.

Pelo contrário, ele acusou um banco de ter transferido, ilegalmente, pelo menos 20 mil milhões (bilhões-br) de dólares do Líbano para os Estados Unidos provocando o colapso da libra libanesa.

A entrada em vigor no dia seguinte, 17 de Junho de 2020, da Lei Cesar (Cesar Act), que proíbe todo o comércio com a Síria, ou com Sírios, terá como consequência disseminar a fome no Líbano e na Síria.

Sayyed Hassan Nasrallah concluiu: «A Síria constitui o único corredor terrestre para o país do cedro, tanto no plano económico como no comercial. Eu peço ao Governo para não se submeter à lei de César, a qual busca matar à fome o Líbano e a Síria».


Tradução
Alva

Original em 'Rede Voltaire' na seguinte ligação:

https://www.voltairenet.org/article210375.html

O Hezbolla contra o Covid-19

 
 
No Líbano, o governo de Hassan Diab instaurou um recolher obrigatório e medidas sanitárias drásticas para lutar contra a epidemia quando as unidades de saúde do país dependem, quase exclusivamente, do sector privado. Os Partidos religiosos libaneses pró-EUA acusaram o Hezbolla de ter importado o Covid-19 desde o Irão para o país.
 
Neste contexto, o Hezbolla espontaneamente tomou a cargo a Saúde Pública no Sul do país, maioritariamente xiita. O Partido de Deus dispõe dos seus próprios hospitais, considerados como os melhores do Médio-Oriente. Ele anunciou a mobilização de 1.500 médicos, 3.000 enfermeiros e socorristas, assim como de 5.000 quadros de saúde e de serviços. Ele procede à desinfecção das cidades e movimenta-se a fim de informar a população.
 
A competência do Hezbolla em matéria de Saúde Pública vale-lhe regularmente o Ministério da Saúde libanês. Assim, o Professor Hamad Hassan é o seu actual titular.
 
Através da sua comunicação, o Hezbolla lembra que defendeu o país contra o agressor israelita em vez do Estado e que hoje em dia defende ainda os Libaneses contra a epidemia em lugar do Estado.
 
Por seu lado, os Estados Unidos que acusam o Partido de Deus de ser uma organização terrorista, apoiam a agressão israelita e não oferecem qualquer meio ao Governo diante da pandemia.
 
Voltairenet.org | Tradução Alva

Ver o original em 'Página Global' na seguinte ligação:

https://paginaglobal.blogspot.com/2020/04/o-hezbolla-contra-o-covid-19.html

Hezbolah diz que assassinato de Soleimani inicia novo tipo de guerra no Oriente Médio

247 - Durante um discurso televisionado neste domingo (5), Hassan Nasrallah, secretário-geral do movimento politico libanês da Resistência prestou homenagem ao general Soleimani, ao subcomandante das Unidades de Mobilização Popular, Abu Mahdi al-Mohandes, e outros combatentes, assassinados em uma operação dos Estados Unidos em Bagdá, capital do Iraque.

Esses crimes, ele disse, começaram um novo tipo de guerra na região. Nasrallah descreveu a ação norte-americana como um ataque aberto e descarado e cuja responsabilidade recai sobre o presidente dos EUA, Donald Trump, que deu a ordem para executá-lo, informa a Prensa Latina.

"Todas as tentativas anteriores de matar Soleimani falharam, mas agora eles conseguiram", disse o chefe do Hezbolá.

Neste domingo, o parlamento do Iraque votou uma lei para expulsar do país árabe mais de cinco mil militares dos EUA.

Segundo Nasrallah, se essa legislação não avançar, os combatentes iraquianos da resistência se encarregarão de remover todos os soldados estrangeiros.

Se esse tipo de ataque (em que Soleimani e al-Mohandes morreram) permanecer impune, ele disse, o Oriente Médio estará exposto a futuras violações dos Estados Unidos e Israel.

Milhares protestam contra nomeação de novo primeiro-ministro libanês

Beirute, 19 dez (Xinhua) -- Milhares de manifestantes protestaram na noite de quinta-feira contra a nomeação de Hassan Diab como primeiro-ministro libanês, informou a Agência Nacional de Notícias.

 

Os manifestantes bloquearam estradas em Beirute, Akkar, Sidon, Nehme, Trípoli e outras regiões, queimando pneus e confrontando as forças de segurança.

 

As pessoas em algumas áreas até armaram tendas, prometendo não sair das ruas até a renúncia do novo primeiro-ministro, que é um aliado do Hezbollah.

 

No início do dia, Diab conseguiu garantir 69 de 128 votos no parlamento para formar um novo governo, encerrando os 50 dias de um impasse político no Líbano.

 

O Líbano precisa urgentemente de um governo capaz de lidar com a atual crise econômica e salvar o país de mais deterioração.

 

Ver original em "XINHUA Português" na ligação seguinte:

http://portuguese.xinhuanet.com/2019-12/22/c_138649557.htm

Reabertura aparente dos bancos libaneses

 

O banco central libanês autorizou, em 1 de Novembro de 2019, a reabertura de bancos privados. No entanto, ele limitou, por um período indefinido, a US $ 2.500 dólares semanais os saques e transferências para o estrangeiro. Esta medida aplica-se a todos, incluindo empresas e estrangeiros.

A revolta actual no Líbano começou com a crise de liquidez (impossibilidade de retirar dinheiro dos bancos e caixas eletrónicas), forçando o governo e o parlamento a adoptarem de urgência uma nova taxa, anulada logo de seguida.

Os 13 dias de tumultos causaram, pelo menos, três mortos. Todos os eixos rodoviários foram cortados por barreiras (barragens-br) e o aeroporto ficou inacessível. O Líbano acabou isolado do resto do mundo.

Tal como em 2005, a presença de Sérvios treinados por Gene Sharp (AEI / Otpor / Canvas) é comprovada nos locais [1].


[1] «La Albert Einstein Institution: no violencia según la CIA» («O Instituto Albert Einstein : a não-violência versão CIA»-ndT), por Thierry Meyssan, Red Voltaire, 10 de febrero de 2005.



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Os bancos libaneses instados a recapitalizar

 

 

O Banco Central libanês emitiu novas instruções para os principais bancos do país. Ele ordenou :
- não redistribuir aos acionistas os lucros obtidos em 2019;
- e aumentar em 10% os fundos próprios em relação a 31 de Dezembro de 2018, antes de 31 de Dezembro de 2019, depois em 10% antes de 30 de Junho de 2020.

Os fundos próprios dos 16 principais bancos (Banco Audi, BLOM Bank, Societé générale de banque au Líban (SGBL), Byblos Bank, Fransabank, Bankmed, Banco of Beirut (BOB), Banque Libano-Française (BLF), Creditbank, Credit Libanais, BBAC, IBL Bank, First National Bank (FNB), Lebanon and Gulf Bank, Lebanese Swiss Bank, Saradar) elevam-se a US $ 22 mil milhões (bilhões-br) de dólares. Esta recapitalização atingirá pois US $ 4,4 mil milhões de dólares.

A agência de notação de risco Fitch degradou o Bank Audi e o Byblos Bank de «CCC» para «CCC-».

A Moody’s baixou a notação da dívida libanesa para «Caa2».

Parece que alguns bancos privados aceitaram fazer transferências para o estrangeiro apesar das instruções do Banco Central.

Lembramos que é a crise de liquidez que está na origem da actual revolta no Líbano e não a adopção de uma taxa para a resolver. Após as sanções dos EUA visando cortar os financiamentos ao Hezbolla pela diáspora (e não pelo Irão), os 16 maiores bancos libaneses viram os seus lucros cair 6,6% no primeiro semestre de 2019.





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Demissão de Saad Hariri

No Líbano, respondendo aos manifestantes, o Presidente (sunita) do Governo Saad Hariri anunciou a sua demissão e a do seu governo, em 29 de Outubro de 2019. De imediato os Estados Unidos convidaram o Presidente (Cristão) da República e o Presidente ( Xiita) da Assembleia Nacional a formar, sem demora, um novo governo.

Ao provocar esta situação, o povo libanês mostra-se particularmente versátil e esquece a maneira como havia elevado Saad Hariri ao Poder (a «revolução colorida» do Cedro).

Tecnicamente, o governo pode permanecer indefinidamente em «gestão de assuntos correntes», tal como aconteceu muitas vezes durante anos. Só uma mudança da Constituição pode permitir sair da crise. Esta foi engendrada pelos Franceses (1943) a fim dividir a população em 17 comunidades religiosas. Este sistema foi reforçado pela Arábia Saudita no final da guerra civil (1989), que especificou a distribuição de funções oficiais segundo a pertença dos cidadãos a tal ou tal comunidade. Progressivamente este sistema difundiu-se por toda a sociedade até à mínima função. Na prática, o Líbano apresenta-se como uma Democracia, mas não é, realmente, em absoluto nada disso.

Ora, este sistema está bloqueado de tal maneira que é impossível redigir uma nova Constituição sem provocar novas catástrofes. A passagem para um sistema laico, onde todos os cidadãos seriam iguais qualquer que fosse a sua filiação sectária, apenas é possível suspendendo a actual Constituição.

Desde há vários anos, personalidades de todas as comunidades trabalham para o estabelecimento de um poder militar de transição; sendo esta instituição a única a parecer neutra e a dispor de um certo apoio popular. Foi por isso que o antigo Chefe das Forças Especiais, o General Chamel Roukoz (um genro do Presidente da República), se demitiu a 28 de Outubro do Partido presidencial e da Assembleia Nacional. Este grande soldado, mas fraco político, poderia cobrir esta operação. Foi ele quem salvou o Líbano em 2006 contra os jiadistas do Fatah al-Islam e depois lutou contra os homens do Xeque Ahmed al-Assir durante a batalha de Sídon, em 2013, os da Alcaida durante a batalha de Ersal (2014) e ainda os do Daesh (E.I.) durante a de Rass Baalbek (2017).





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A geografia do Levante totalmente modificada

No Líbano, os bancos estão fechados desde há 10 dias atrás. As caixas automáticas já não estão aprovisionadas(estocadas-br). As manifestações sucedem-se por todo o país. O conjunto de eixos rodoviários está bloqueado por barreiras. Só é possível circular tomando pequenas estradas, se as conhecemos. O aeroporto está inacessível.

No Iraque, as manifestações (protestos-br) foram retomadas, particularmente nas zonas xiitas. A repressão causou mais de 200 mortos num mês. Tal como o Líbano desde 1943, o Iraque, desde 2005, tem uma Constituição que distribui o Poder segundo a pertença religiosa. Este sistema foi concebido pelos colonizadores para tornar estes países ainda mais dependentes apesar da sua independência oficial.

Na Síria, o aprovisionamento pelo Líbano tornou-se impossível devido ao corte do eixo Beirute-Damasco, mas o país é auto-suficiente no plano alimentar. O tráfego comercial foi restabelecido com a Turquia e novos produtos aparecem já nos mercados de Alepo.





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Saad Hariri renuncia ao cargo

O primeiro-ministro do Líbano, Saad Hariri, anunciou que vai entregar o seu pedido de demissão, não resistindo a 13 dias ininterruptos de protestos contra o Governo.

Hariri disse estar num «beco sem saída»CréditosWael Hamzeh / EPA

Saad Hariri convocou os jornalistas esta terça-feira para anunciar que está num «beco sem saída» e que vai entregar o pedido de demissão ao Presidente do Líbano, Michel Aoun.

Até ao anúncio de Hariri, o Governo não tinha conseguido atender as exigências dos populares que há 13 dias contestavam a elevada inflação no país, o aumento do custo de vida, a corrupção das elites e a tentativa de imposição de novos impostos, por parte do governo, designadamente sobre as mensagens enviadas através de aplicações online, como a WhatsApp. 

Segundo a PressTv, o presidente do Parlamento libanês Nabih Berri afirmou logo pela manhã que a renúncia do governo em exercício liderada por Hariri não resolverá a profunda crise social e económica do Líbano e complicará ainda mais a situação.

Quem também não se mostrou favorável à demissão do governo foi o secretário-geral do Hezbollah, Sayyed Hassan Nasrallah, tendo no entanto denunciado que o povo líbanês não pode tolerar mais impostos e que a solução para os graves problemas que o país enfrenta não passa por ir ao bolso dos mais desfavorecidos. 

Ver original em "AbrilAbril" na seguinte ligação:

https://www.abrilabril.pt/internacional/saad-hariri-renuncia-ao-cargo

Em meio a protestos, premiê do Líbano renuncia ao cargo

 

O primeiro-ministro do Líbano, Saad Hariri, anunciou sua renúncia nesta terça-feira (29). O Líbano vive uma onda de protestos contra o governo e a renúncia de Hariri era uma demanda dos manifestantes.

O Líbano vive uma onda de protestos desde o dia 17 de outubro após anúncio do governo de aumentos de impostos sobre o tabaco e chamadas de internet.

Os manifestantes exigiam a renúncia do premiê Hariri, além de reformas políticas no país. Além dos protestos de rua há bloqueios em estradas e rodovias em todo o país. Bancos, escolas e universidades e também estão paralisados.

Já havia uma expectativa de que o premiê entregaria o cargo nesta terça-feira (29), e o próprio Hariri anunciou sua renúncia no Twitter.

 

 

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/oriente_medio_africa/2019102914705137-em-meio-a-protestos-premie-do-libano-renuncia-ao-cargo/

Protestos paralisam bancos no Líbano há 12 dias

Manifestante sentada sobre um poste carregando uma bandeira do Líbano em Beirute durante protestos no dia 20 de outubro.
© REUTERS / Ali Hashisho

Os bancos libaneses permaneceram fechados por 12 dias consecutivos em meio a protestos contra o governo em todo o país, informa um correspondente da Sputnik em Beirute.

O Líbano foi tomado por protestos de grandes proporções que começaram em 17 de outubro após o governo anunciar aumentos de impostos sobre o tabaco e em chamadas de Internet.

As manifestações cresceram desde então por demandas generalizadas, pela renúncia do governo e por reformas políticas. Além dos protestos de rua há bloqueios em estradas e rodovias em todo o país. Escolas, universidades e bancos também pararam de funcionar.

A Associação de Bancos do Líbano anunciou na segunda-feira (28) que atenderia os clientes apenas por meio de caixas eletrônicos e prometeu fornecer dinheiro suficiente para permitir que os cidadãos recebam seus salários.

Um gerente de um dos maiores bancos do Líbano disse à Sputnik que os bancos haviam interrompido os serviços devido ao risco de não conseguir lidar com toda a demanda existente.

Em resposta às manifestações, o governo anunciou medidas como a retirada do aumento de impostos e um plano de 17 pontos para lidar com o agravamento das condições econômicas. O plano inclui ideias potencialmente populares, como cortar salários de ministros e parlamentares, além de "devolver fundos desviados".

Apesar da resposta governamental, os manifestantes seguem nas ruas e direcionam críticas à estrutura de governo religioso-confessional do Líbano por gerar corrupção e tribalismo.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/oriente_medio_africa/2019102914705072-protestos-paralisam-bancos-no-libano-ha-12-dias/

Protestos continuam no Líbano contra más condições de vida

Pelo quinto dia consecutivo, há mobilizações em vários pontos do território libanês para protestar contra as difíceis condições de vida. O governo de Saad Hariri reúne-se para aprovar um pacote de reformas.

Centenas de milhares de pessoas participaram este domingo nos protestos em BeiruteCréditos / Voa News

Estima-se que este domingo um quarto da população libanesa (1,2 milhões de pessoas) tenha vindo para as ruas participar em manifestações de protesto contra a elevada inflação no país, o aumento do custo de vida, a tentativa de imposição de novos impostos, por parte do governo, e a corrupção das elites, informa a Prensa Latina.

Em Beirute, a praça Riad al-Solh tem sido o epicentro das manifestações e voltou a sê-lo ontem, segundo a AlManar, que dá conta de grandes manifestações ainda em cidades como Trípoli, no Norte do país, e Tiro, no Sul.

Hoje, quinto dia dos protestos – que rebentaram na quinta-feira passada, após ser conhecida a intenção do governo de taxar as mensagens através de aplicações como a WhatsApp –, várias estradas permanecem cortadas pelos manifestantes em cidades como Beirute, Jounieh, Trípoli, Sídon, Tiro e Nabatiyeh.

Executivo reunido

A sessão do executivo libanês, que é presidida pelo presidente do país, Michel Aoun e teve início às 11h (locais), conta com a presença de todos os ministros, à excepção de Violet al-Safadi e dos quatro ministros do Partido das Forças Libanesas que integravam o governo e se demitiram no sábado.

Em cima da mesa está o pacote de reformas do primeiro-ministro, Saad Hariri, que, na sexta-feira passada, deu aos ministros do seu governo um prazo de 72 horas para apresentarem um plano de reformas visando o reforço das finanças do país e assegurar a «ajuda económica externa» – que, segundo a PressTV, deve implicar a privatização de serviços (nomeadamente o sector das telecomunicações), o envolvimento dos bancos na «ajuda» e a redução dos salários de ministros e deputados.

Antes de a sessão começar, o presidente libanês disse à imprensa estar solidário com os protestos dos manifestantes, que «expressam o sofrimento das pessoas», mas considerou injustas as acusações de corrupção contra toda a classe política por igual.

A palha que derrubou o camelo

No sábado, o secretário-geral do Hezbollah, Sayyed Hassan Nasrallah, disse que a taxa proposta foi a palha que vergou o lombo do camelo, querendo com tal significar que a actual crise «não é nova» e que resulta de factores que se têm vindo a acumular «nos últimos dez ou 20 anos».

Nasrallah, que não se mostrou favorável à demissão do governo, disse ainda que o povo libanês não pode tolerar mais impostos e tarifas, sublinhando que a solução para os graves problemas que o país enfrenta não passa por ir ao bolso dos mais desfavorecidos, informam a Al-Mayadeen e a PressTV.

Valorizou as manifestações como «espontâneas e transparentes», pondo de parte a tese da «conspiração estrangeira», mas avisou os manifestantes para estarem alerta, para não se deixarem manipular.

Ver original em "AbrilAbril" na seguinte ligação:

https://www.abrilabril.pt/internacional/protestos-continuam-no-libano-contra-mas-condicoes-de-vida

Hostilidades na fronteira Israel-Líbano podem evoluir para guerra?

Forças de paz da ONU mantêm suas bandeiras em pé ao lado das bandeiras do Hezbollah e do Líbano nos locais onde escavadores israelenses estão trabalhando.
© AP Photo / Hussein Malla

Especialistas explicaram se seria possível a primeira escalada de hostilidades na fronteira entre Israel e Líbano, desde a retirada das forças israelenses do território libanês, resultar em uma grande guerra.

Em entrevista à Sputnik Árabe, o chefe do Centro de Informação Libanês, Salem Zahran, disse que "o Hezbollah tem demonstrado sua capacidade de conduzir operações militares, mesmo depois de várias medidas de segurança do Exército israelense".

"Israel está perdido. Seu exército não pode localizar o povo do Hezbollah que conduziu a operação", acrescentou o cientista político libanês.

Na opinião do especialista em política regional libanesa, Rafaat al Badawi, o Hezbollah mostrou a Israel que pode conduzir operações militares por causa de sua experiência e habilidades.

Olho por olho, dente por dente

"Há aqui uma mensagem pessoal para Netanyahu de que é necessário aderir às normas internacionais de combate, que estas últimas foram violadas repetidamente", explicou Rafaat.

"Israel não precisa de guerra. Esta é uma questão de simples ataque e de proteção do seu território, nada mais. Olho por olho, dente por dente, uma nova equação da política regional. Onde quer que o ataque seja feito, seja em terra, mar ou ar, haverá uma resposta simétrica", acrescentou o especialista libanês. 

Jogo semidiplomático

Para o ex-chefe da agência de inteligência israelense Nativ, Yakov Kedmi, uma escalada da situação e um desencadeamento de hostilidades em grande escala entre o Hezbollah e as Forças Armadas israelenses são pouco prováveis.

"O que está acontecendo hoje é um jogo semidiplomático normal, uma 'troca de cortesias'. Todos tentam provar ao seu povo que ninguém atacará impunemente o seu território. Além disso, temos eleições parlamentares em breve. O incidente na fronteira é o primeiro desde a Guerra do Líbano. Claro que tudo é possível no Oriente Médio. Mas nenhuma das partes está interessada em desencadear uma guerra 'fervente'. É pouco provável que essa 'troca de cortesias' dure mais de três dias", comentou Kedmi.

'Situação está se tornando explosiva'

O chefe do Departamento de Estudo de Israel e Comunidades Judaicas, Dmitry Mariasis, tem opinião contrária.

Mariasis destaca o grande poder do Hezbollah, que acumulou um "grande potencial de mísseis e experiência suficiente em operações de combate”, que conduziu e conduz na Síria.

"Como sabemos, os líderes israelenses afirmaram que qualquer reforço do Irã e dos grupos pró-iranianos, aos quais pertence o Hezbollah, constitui uma ameaça para a segurança do Estado de Israel. E esta é a linha vermelha que Israel não deixará ninguém atravessar. Aparentemente, ambos os lados já estão prontos para lutar. A situação está se tornando explosiva", ressalta.

Além disso, existem várias situações que podem ser interpretadas como uma razão para iniciar hostilidades em grande escala, como os ataques de mísseis do Líbano contra Israel, diz o especialista.

Soldados israelenses bloqueando estrada na fronteira com o Líbano na cidade de Metula, norte de Israel, 4 de dezembro de 2018
© AP Photo / Ariel Schalit
Soldados israelenses bloqueando estrada na fronteira com o Líbano na cidade de Metula, norte de Israel, 4 de dezembro de 2018

"Penso que vários atores externos, como os EUA, a Rússia e o Conselho de Segurança da ONU, terão de intervir de alguma forma e a nível político para influenciar a situação", conclui Mariasis.

Escalada de tensões

No dia 1º de setembro, o movimento libanês do Hezbollah disparou diversos mísseis antitanque contra instalações no norte de Israel, destruindo veículos blindados israelenses na área fronteiriça.

Em resposta, a artilharia israelense disparou durante quase duas horas mais de 40 mísseis contra assentamentos que ficam no sul do Líbano.

Beirute tem se oposto durante meses às operações israelenses contra Hezbollah em seu espaço aéreo, insistindo que elas violam a soberania do país e a Resolução 1701 do Conselho de Segurança da ONU, que tem como finalidade resolver o conflito Israel-Líbano de 2006.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/opiniao/2019090214470364-hostilidades-na-fronteira-israel-libano-podem-evoluir-para-guerra/

Irã acusa Israel de violar direito internacional ao atacar o sul do Líbano

Bandeira nacional do Irã
© REUTERS / Morteza Nikoubazl

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Abbas Mousavi, acredita que Israel violou o direito internacional ao bombardear o sul do Líbano neste domingo (1º).

"O bombardeio da parte sul do Líbano pelo regime que ocupa a Palestina [...] é uma violação aberta da soberania e integridade territorial de um país membro independente da ONU", diz a declaração de Abbas Mousavi.

Ele acrescentou que esse atentado, bem como as ações de Israel contra o Líbano na semana passada, representa uma ameaça à paz e à segurança internacionais e que, para o Irã, é uma violação do direito internacional.

Israel disparou mísseis contra vários alvos no sul do Líbano, depois que o movimento do Hezbollah destruiu um veículo blindado israelense na área de fronteira.

O Hezbollah disse que o ataque foi uma resposta a um ataque aéreo de drones lançado pelo Exército de Israel (IDF) na noite de sábado (31), que matou integrantes do Hezbollah e um miliciano iraniano.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/oriente_medio_africa/2019090214470237-ira-acusa-israel-de-violar-direito-internacional-ao-atacar-o-sul-do-libano/

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        Homicidal Cops Caught On Police Radio
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        •05/06/2020
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