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Casino Estoril reabriu dia 8 de Junho

Em cumprimento com a 3ª fase de desconfinamento  o Casino do Estoril reabriu ontem, dia 8 de Junho, de acordo com as normas e recomendações da Direcção Geral de Saúde – DGS.

A sua reabertura foi reforçada com as directrizes recomendadas e aplicando todas as medidas de higiene e segurança adequadas, com o máximo rigor, de forma a garantir aos clientes, colaboradores e parceiros a sua segurança.

Reforçando as medidas de segurança o Casino Estoril aderiu ainda ao serviço COVID OUT, Selo de Confiança, Clean Surfaces Safe Places, emitido pelo ISQ, “o qual garante que foi efectuada a avaliação da eficácia das medidas implementadas e assegura que os locais são seguros.

O Casino Estoril Sol recebeu o Selo “Estabelecimento Clean & Safe” do Turismo de Portugal, a certificação é uma garantia de cumprimento das normas Sanitárias constantes da Direção Geral de Saúde e do Turismo de Portugal.

A empresa disponibilizou, ainda, aos seus colaboradores testes serológicos gratuitos que serão capazes de avaliar o nível de imunidade.

Em comunicado, o Casino Estoril, informa que “ao longo da nossa história, a nossa capacidade de reinvenção ajudou-nos a superar guerras, recessões, revoluções e pandemias. Porque um dos nossos maiores trunfos sempre foi a confiança. O acreditar que, apesar dos altos e baixos, tudo acaba sempre bem.

 

Ver original em 'Portal CASCAIS' na seguinte ligação:

https://www.portalcascais.pt/sociedade/casino-estoril-reabriu-dia-8-de-junho/

Clássicos do cinema português estão de volta na RTP1

A Canção de Lisboa, RTP1

A RTP1vai exibir, entre os dias 11 e 14 de junho, três clássicos do cinema português. A programação conta com os títulos A Canção de Lisboa, O Pátio das Cantigase O Pai Tirano.

O ciclo de clássicos do cinema nacional da RTP1inicia na quinta-feira (11), às 15h45, com o filme A Canção de Lisboa, de Cottinelli Telmo.A programação é interrompida na sexta-feira (12) e regressa no sábado (13), pelas 00h15, com O Pátio das Cantigas, de Francisco Ribeiro. Segue-se O Pai Tirano, de António Lopes Ribeiro, no domingo (14), pelas 15h30. De acordo com a promoção emitida pelo canal público, todos os filmes, lançados nos anos 40, serão emitidos em alta definição.

A Canção de LisboaDia 11 – 15h45

A Canção de Lisboa, RTPFotografia: RTP/Divulgação

No filme de Cottinelli Telmo, Vasco Leitão é estudante de Medicina que vive em Lisboa. Mantém-se graças à mesada das suas tias de Trás-os-Montes, que nunca vieram à capital e o consideram um excelente aluno, uma vez que ele lhes mandou dizer um que era doutor, exercendo num riquíssimo consultório. Porém, o protagonista troca facilmente os estudos pelos retiros de fado, arraiais, bailes e mulheres bonitas. Entre estas, destaca-se Alice, uma costureira do Bairro dos Castelinhos, que não agrada nada ao pai do jovem.

Entre várias peripécias, Vasco sofre também alguns azares: no mesmo dia que chumba no exame de final de curso, é posto pelo seu senhorio na rua e recebe uma carta das tias, anunciar a sua visita, a fim de conhecer Lisboa e de admirar a riqueza que promoveram ao sobrinho.

O Pátio das CantigasDia 13 – 00h15

O filme português de 1942 apresenta um típico pátio lisboeta, por altura das festas dos Santos Populares, onde um punhado de gente simples vive o seu quotidiano, os seus sonhos, desilusões, paixões, ciúmes e alegrias numa atmosfera quase encantada. Numa produção com vários protagonistas, são apresentados Alfredo (Carlos Otero) e Carlos (António Vilar), dois irmãos que namoram com as jovens Amália (Maria Paula) e Suzana (Graça Maria), também irmãs. Conhecemos ainda Narciso (Vasco Santana), Rufino (Ribeirinho), Rosa (Maria José das Neves), Evaristo (António Silva) e Celeste (Laura Alves), personagens que vivem a sua vida ao rubro e as romarias ainda mais.

O Pai TiranoDia 14 – 15h30

O Pai Tirano, RTPFotografia: RTP/Divulgação

A longa-metragem de António Lopes Ribeiro, exibida na RTP1, retrata a tempestuosa paixão de Chico Mega (Francisco Ribeiro), um jovem amador dramático, caixeiro nos Armazéns Grandella, por Tatão (Leonor Maia), uma simpática, empregada da Perfumaria da Moda. Ao descobrir que a sua amada está a voltar a sua atenção para outro homem, Artur de Castro (Arthur Duarte), Chico faz de tudo para ganhar o amor da jovem de novo. No entanto, durante o processo, o rapaz descobre uma série de equívocos entre a sua personagem e a vida real leva a um fabuloso jogo de duplos sentidos e primorosos diálogos numa comédia inesquecível.

Lê também: ‘Selma’ é exibido na televisão aberta

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Entrevista. António Manuel Ribeiro dos UHF: “Fizemos canções importantes no tempo certo”

UHF

António Manuel Ribeiro, vocalista dos UHF, esteve à conversa com o Espalha-Factos sobre o que podemos esperar num futuro próximo da banda. Perguntámos ao músico sobre como tem superado as adversidades causadas pela Covid-19 e houve tempo também para falar de certos episódios marcantes.

65 anos de vida e mais de 40 de carreira, António Manuel Ribeiro é uma figura incontornável do rock português. Devido às circunstâncias atuais provocadas pela Covid-19, a banda almadense foi forçada a cancelar ou adiar muitos dos seus concertos. Um deles seria o primeiro concerto em nome próprio em Paris no Bataclan, que foi remarcado para novembro deste ano.

O Espalha-Factos quis saber como o músico tem vivido estes tempos, como tem gerido os UHF e houve tempo também para recordar tempos de colaboração num conhecido jornal desportivo.

Creio que seja impossível começar esta conversa sem falar da pandemia da Covid-19 que o mundo vive neste momento. Dito isto, pergunto: como é que se tem adaptado o seu dia-a-dia, tanto a nível pessoal como profissional?

Enquanto criativo, ou seja, como escritor e compositor, não tem sido complicado trabalhar em casa, porque [antes da pandemia acontecer] já o fazia bastante. Desde o dia 6 de março que nós [UHF] não nos encontramos para tocar, nem sequer para ensaiar. No entanto, estamos a preparar-nos para isso. Estávamos a gravar um disco que ficou, mais ou menos, a meio. Nunca estive na minha vida, e já lá vão 41 anos e meio de carreira, tanto tempo sem tocar. No próximo dia 6 de junho faz três meses que estou “parado” e devo dizer que é estranho.

Portugal Somos Nós, uma canção dos UHF editada em 2010, foi utilizada, este ano, para uma campanha de sensibilização da RTP devido à pandemia. Alguma vez pensou que esse tema voltaria a ter pertinência agora adaptado a uma nova realidade?

Quando a canção saiu há 10 anos, ela foi “abafada” por outros temas que foram um sucesso desse disco [intitulado Porquê?]. Eu costumo dizer que é uma espécie de chapéu de sol que tapa tudo o resto. Na altura, tinhámos canções como O Vento Mudou e Viver para te ver que “esconderam” o resto do disco ao grande público. Em todo o caso, nós íamos tocando essa música  sobretudo em auditórios numa versão mais acústica. Quando o filme [da campanha] foi feito e vi o resultado final, senti-me emocionado. Alías, não me custa dizer: saíram lágrimas dos olhos. A intenção era aquela. Há 10 anos encontravámo-nos numa crise financeira brutal e agora estamos noutra, para a qual nunca estivemos preparados em que um país fecha-se e os todos países à volta também. [Senti] que era preciso tocar no ânimo das pessoas e dizer que isto não é um estado de derrota, mas sim temos de ter a capacidade de nos reconstruirmos, partindo do princípio que a alma e a força estão dentro de nós.

Disse há bocado que os UHF não têm ensaiado, mas tem protagonizado atuações nas redes sociais que foram apelidadas como Momentos Musicais Caseiros. Que balanço faz desta iniciativa?

Eu comecei a escrever alguns textos no Facebook em março e reparei que as pessoas estavam muito vulneráveis e que precisavam de pontes para a “normalidade”. No mês seguinte, eu decidi começar a fazer essas atuações na minha casa, com toda a segurança e com pouca gente. Só eu, o meu baterista [Ivan Cristiano] que também canta e uma pessoa para ajudar nas emissões para o Facebook e Instagram. Foi aí que se estabeleceu a ligação, a ponte que referi há pouco, melhor dizendo, restabeleceu-se. São nestes momentos que percebemos que nós, enquanto banda, somos importantes nas vidas das pessoas. Não é apenas um momento de moda, é mais do que isso. Fazemos parte do imaginário de várias gerações que residem em Portugal e não só. No última emissão, que foi a décima que fizemos, chegámos a portugueses que estão ainda mais afastados dessa “normalidade”, porque não estão no seu país de origem. Os nossos “momentos musicais caseiros” têm servido para isso mesmo: para juntar pessoas.

Como músico experiente e veterano do rock, sente alguma confusão em atuar para uma câmera sem público à sua frente? Sei que já gravou vários concertos para a televisão, mas acredito que isto seja um pouco diferente…

Quando estamos em televisão, estamos a comunicar para a câmera mas é óbvio que são experiências diferentes. Há uma grande secura, [isto é] não há comunicação, não há palmas. No mês de abril, nós [UHF] e outros artistas fomos convidados pela Câmara Municipal do Seixal para atuar numa carrinha que andava pelas ruas de forma incógnita. Isto foi feito para as pessoas não saírem de casa com o intuito de acompanhar os concertos. Confesso que duvidei um pouco do conceito mas lá me convenci. Chamou-se “Abril pela Rua” e aconteceu uma coisa fantástica: começámos a ouvir as palmas das pessoas vindas das janelas e das varandas. Parecia que estávamos a regressar à vida.

Os UHF tinham marcado um concerto no Bataclan para abril, mas acabou por ser adiado para dia 29 de novembro. Seria a primeira vez que iriam atuar nessa sala?

Sim, será a primeira vez que vamos atuar no Bataclan. Tocámos em Paris, a maior parte das vezes, ao ar livre. Lembro-me também que atuámos numa sala muito bonita e mágica chamada Bobino. O Bataclan tem aquele simbolismo de tudo o que aconteceu de negativo… [pequena pausa] Aliás, nós estávamos a gravar uma nova canção chamada Au Bataclan porque é o tributo que nós vamos levar a Paris. Será também a primeira vez que iremos atuar em nome próprio nessa cidade.

Se não se importar, quero falar de outros assuntos. Quando estava a preparar a entrevista encontrei um vídeo promocional num jornal desportivo e referiu que chegou a trabalhar nesse mesmo jornal. Era jornalista ou tinha uma outra função? Que memórias é que guarda desses tempos?

Comecei como colaborador e depois já escrevia páginas inteiras. Estive lá quatro anos, foi um tempo de aprendizagem muito bom. Nessa altura, já estudava [na faculdade de] Letras [de Lisboa] mas é diferente da prática. Gosto sempre de contar a primeira reportagem que fiz e foi um pesadelo. Um dia fui finalmente chamado e disseram-me “vais fazer uma reportagem sobre um festival de Halterofilismo em Almagra”. Respondi “Eu não sei nada disso” e o chefe de redação afirmou “Não faz mal. Quando chegares lá, perguntas” [risos]. Depois aconteceu algo de curioso. Quando voltei para o jornal para escrever a peça para depois entregar ao chefe de redação, ele pegou no lápis, começou a correr [pelo texto]… não escapou nada [risos]. Quando somos universitários, pensamos que sabemos umas coisas, mas na prática [pequena pausa] o contacto direto foi enternecedor e foi assim que aprendi a escrever. Acho que o poder da síntese num poema pode relacionar-se com o jornalismo. Quando fazemos umas headlines temos que contar uma história e por isso acho que há semelhanças entre ambos. Aprendi bastante, muito mesmo!

Disse que trabalhou quatro anos. Foi até quando mesmo?

Até 1980, porque depois os UHF passaram a ocupar mais tempo.

Recorda-se de alguma entrevista que tenha feito a algum atleta que lhe tenha marcado?

Foram alguns mas entretanto perdem-se com o tempo. Lembro-me de ter entrevistado o Hilário [da Conceição], antigo capitão do Sporting e um grande jogador. Anos mais tarde viria a conhecê-lo pessoalmente [sem estar em contexto de entrevistas]. Curiosamente não entrevistei ninguém do Benfica.

Voltando aos UHF e como referiu o clube de futebol, quero perguntar um acontecimento que, por vezes, é esquecido pelo grande público e tenho curiosidade em saber. Atuaram num festival, que creio que só teve uma edição, chamado Festival Rock Benfica no antigo estádio da Luz. Tem alguma história de bastidores que queira partilhar?

Nesse primeiro festival que aconteceu em 1988, posso contar que entrámos “a correr” e saímos “a correr”. Vou explicar: nessa noite tinhámos um outro concerto no norte do país no concelho de Vila Nova de Gaia e ainda não havia auto-estradas como há agora. Na altura tinhámos acabado de editar um disco muito forte que era o Noites Negras de Azul. Aceitámos tocar com uma condição: tinhámos de ser os primeiros a atuar. Penso que fomos a segunda banda a entrar em palco e o estádio estava a começar a encher. Os bastidores da música é isto mesmo: para cumprir e fazer com que as coisas resultem, há grandes sacrifícios que uma pessoa tem que fazer.

Quais são os planos futuros dos UHF?

Neste momento que estamos mais parados, tenho andado a trabalhar na reedição de um disco emblemático dos UHF. Gosto muito de ter essa função de editor, de pesquisa, de alinhamento, resmasterizar as canções, de trabalhar na capa. São coisas que me agradam porque é o meu mundo.

Pode dizer qual é o disco que está a remasterizar?
[risos] Não posso dizer por uma razão muito simples. As redes sociais mostram tudo e, hoje em dia, temos de guardar a surpresa e manter o mistério. Já vi umas apostas nas nossas redes sociais que estão muito próximas da verdade.

Para terminar: como é que explica a longevidade de uma banda como os UHF?

Fizemos canções importantes no tempo certo. À nossa volta, juntou-se um grupo muito forte de fãs e essas canções também não têm época. Às vezes espanto-me como as pessoas conseguem manter esses temas atuais porque nos pedem para tocarmos em concertos. Vivemos num tempo em que a música é de consumo rápido, tal como a canção ‘Chiclete’ dos Táxi retrata. Hoje em dia, há muitos artistas que nascem dentro de uma casa, que gravam discos dentro de um quarto e quando saem, duram muito pouco tempo e desaparece. Quando há densidade dentro das canções, elas são importantes para mais que uma geração, como tem sido o nosso caso.

O post Entrevista. António Manuel Ribeiro dos UHF: “Fizemos canções importantes no tempo certo” aparece primeiro no Espalha-Factos.

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https://espalhafactos.com/2020/06/05/antonio-manuel-ribeiro-dos-uhf-fizemos-cancoes-importantes-no-tempo-certo/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=antonio-manuel-ribeiro-dos-uhf-fizemos-cancoes-importantes-no-tempo-certo

Carnaval deve ser incluído na lista dos feriados obrigatórios

A proposta é d'«Os Verdes», que entendem que a consagração deste dia como feriado corresponderia às aspirações das populações, que hoje já o assumem como tal.

Carnaval de Torres Vedras, 2012.CréditosDário Cruz

Os ecologistas entendem que é determinante incluir a terça-feira de Carnaval na lista dos feriados obrigatórios, consagrando-o no Código do Trabalho, uma vez que a realidade demonstra que este é «culturalmente um dia assimilado pelas pessoas como um verdadeiro feriado», que tem repercussões significativas do ponto de vista económico e social.

Hoje, a realidade é a de que em sectores como a Saúde e Justiça os trabalhadores não sabem se podem ou não agendar consultas ou diligências para este dia, porque persiste a incerteza se será ou não decidida ponte para esse dia. Mesmo o calendário escolar está organizado no pressuposto de que a terça-feira de Carnaval é dia feriado, determinando-se a interrupção do ano lectivo nesse período, com férias escolares.

Segundo «Os Verdes», a consignação deste dia como feriado obrigatório permitiria às famílias, aos operadores de turismo, aos serviços públicos e aos municípios saber antecipadamente como organizar-se neste período. O que daria uma resposta há muito esperada pelo facto de o Entrudo representar, no calendário cerimonial português, um dos mais importantes ciclos festivos do País.

Ver original em "AbrilAbril" na seguinte ligação:

https://www.abrilabril.pt/nacional/carnaval-deve-ser-incluido-na-lista-dos-feriados-obrigatorios

Crianças portuguesas brincam pouco e quase nunca fora de casa

Um inquérito feito sobre o padrão de brincadeira das crianças portuguesas revela que brincam pouco com os pais e quase nunca fora de casa. A situação desagrada a pais e crianças. Medidas públicas precisam-se.

Crianças brincam na rua. Milton Street, em Belfast, irlanda do Norte, 1969.CréditosDavid Lewis-Hodgson / Mary Evans Picture Library

De acordo com um estudo elaborado pela Escola Superior de Educação de Coimbra (ESEC) em parceria com o Instituto de Apoio à Criança e a publicação Estrelas e Ouriços, a maioria das crianças portuguesas até aos 10 anos só brinca entre duas a três horas por dia, durante a semana, e sobretudo na escola ou em casa. O hábito de brincar na rua, em companhia de outras crianças, perde-se irremediavelmente.

Segundo Rui Mendes, professor da (ESE-IPC) e coordenador do estudo Portugal a Brincar, declarou ao Notícias ao Minuto, «antigamente, havia mais espaços e mais possibilidades para a criança brincar ao ar livre», acrescentando que «o apanágio do sucesso, o ritmo desenfreado e o pensamento de que brincar não é sério apresentam consequências dramáticas para o desenvolvimento das crianças».

O estudo foi apresentado na primeira conferência Estrelas & Ouriços, que decorreu a 30 de Abril na Casa das Histórias Paula Rego, em Cascais, subordinada ao tema «Como brincam hoje as crianças portuguesas», e que teve como objectivo, segundo o Notícias ao Minuto, «promover a discussão sobre a forma como se brinca em Portugal». A mesma fonte refere que «os pais sentem que as crianças brincam pouco, a maioria do tempo lúdico está restrito ao espaço das escolas, é pouco o tempo para brincadeiras em casa e os jogos e actividades na rua passaram a ser algo residual».

A iliteracia motora

O mesmo professor, em declarações prestadas à Rádio Renascença (RR), afirma verificar-se um «nível de iliteracia em relação a certas atividades motoras muito simples». Rui Mendes explica: «Não deixa de ser complicado termos crianças com 10 anos que não sabem andar de bicicleta, ou com 9 anos com dificuldade em apertar os atacadores, ou que têm 10 anos e têm dificuldade em descer uma árvore que tem um metro de altura. Ou seja, aquilo que era algo perfeitamente básico do ponto de vista motor, passou a ser quase uma actividade radical».

Depois de sublinhar o alerta, lançado pelas Nações Unidas já em 2013, sobre «o valor do brincar no bem-estar, saúde e desenvolvimento da criança ser subestimado e desvalorizado», o artigo da RR reconhece: «A maioria dos pais diz que o tempo é fundamental para as crianças brincarem. E é o que elas não têm. Nem os pais».

O estudo Portugal a Brincar

O inquérito que serviu de base ao estudo produzido recolheu informação junto de 1466 famílias sobre «vários indicadores – o tempo dedicado a brincar, onde, como e com quem brincam as crianças, o papel dos brinquedos, as tecnologias e os jogos tradicionais», refere o Notícias ao Minuto.

Tempo dedicado a brincar

Dos 1466 pais inquiridos 25% refere que as crianças brincam diariamente, em média, entre duas a três horas. Uma percentagem quase igual (24,3%) refere cinco ou mais horas. Em 4,3% dos casos, porém, as crianças não brincam mais de uma hora por dia.

O inquérito apurou que os pais compreendem ser insuficiente o tempo de brincadeira dos filhos: 44,5% consideram como ideal que as crianças pudessem brincar cinco ou mais horas diárias.

Onde e como brincam as crianças

A maioria dos pais aponta o ambiente escolar – seja na escola (53,8%) ou em centros de actividades de tempos livres (4,5%) –, onde as crianças passam mais tempo diariamente, como o local preferido para as brincadeiras destas. Em segundo lugar vem o ambiente familiar – seja em casa dos pais (30,4%) ou dos avós (6,3%) e, por fim, a rua (2,2%).

Os pais parecem estar conscientes da necessidade de as crianças brincarem mais tempo na rua, em contacto com os elementos naturais e socializando no espaço público: 41,2% afirma que gostaria de mudar esta realidade e que a rua fosse o principal local de brincadeira.

Tendo em conta que as crianças manifestaram preferência por brincadeiras ou jogos ao ar livre (25,4%) e estas são também as preferidas dos pais (32,1%), torna-se evidente que apenas razões de contexto impedem que a vontade de ambos se concretize. São ainda mencionadas como brincadeiras favoritas das crianças e dos pais as de faz-de-conta, construção, e pintura ou desenho, sendo que os segundos destacam ainda os jogos de tabuleiro.

Com quem brincam as crianças

Mais de metade dos pais (55,3%) indicou que as suas crianças brincam com outras crianças da mesma idade, resposta condizente com o facto de as crianças brincarem sobretudo em ambiente escolar. Pouco mais de 21% das crianças têm brincadeiras em ambiente familiar, sendo 13,8% com os irmãos e apenas 7,3% com os pais em simultâneo. Uma percentagem ainda significativa de crianças brinca seja com crianças de outras idades (6,7%), seja sozinha (5,9%). Tal como as crianças, os pais também desejariam dedicar mais tempo à brincadeira com os seus filhos.

Durante a semana apenas 19,8% dos pais consegue brincar mais de 2 horas diárias com os filhos, 27,8% entre uma a duas horas e 45,6% não consegue brincar com os filhos mais de uma hora.

Ter brinquedos sem brincar

Não faltam brinquedos às crianças portuguesas, cujas ofertas, pelos pais, parecem substituir a falta de tempo para as brincadeiras com os filhos. O número de crianças portuguesas que não recebeu qualquer brinquedo o ano passado é insignificante (0,4%), enquanto 60% das crianças receberam mais de 10 brinquedos por ano, com 30,8% a receberem 15 ou mais brinquedos e 22,2% entre 10 e 15.

Se os pais que escolhem ocasiões especiais (aniversários, natal, prémios) para a oferta de brinquedos às crianças ainda ocupam a primeira posição (46,9%), cerca de 50% confirmaram fazerem-no ao longo do ano, sem necessitarem de um pretexto: semanalmente (4,4%), mensalmente (20,1%), trimestralmente (19,8%) e semestralmente (5,3%).

A funcionalidade (81,1%) preside à escolha da maioria dos brinquedos, o gosto pessoal da criança apenas sendo tido em conta em 6,5% dos casos.

 

Ver original em "AbrilAbril" na seguinte ligação:

https://www.abrilabril.pt/nacional/criancas-portuguesas-brincam-pouco-e-quase-nunca-fora-de-casa

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