Iraque

Milícia curda acusa a Turquia de estabelecer bases militares no Iraque

Militares turcos na fronteira entre a Turquia e Iraque
© AFP 2020 / Mustafa Ozer

Grupos de milícias curdas acusaram a Turquia de estabelecer bases militares na região norte do Iraque.

A medida seria parte de uma ofensiva de Ancara contra o Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), segundo publicou a emissora Al Arabiya neste domingo (28).

Segundo um porta-voz do grupo de milícias, as tropas turcas já chegaram a 40 quilômetros do território iraquiano como parte da Operação Claw-Tiger, informou a emissora. A milícia considera a invasão turca uma violação da soberania iraquiana.

© AP Photo / Yasin Bulbul
O presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, discursa em uma reunião do seu partido em Amasya, Turquia, em 28 de janeiro de 2018

Na sexta-feira (26), o Ministério da Defesa Nacional da Turquia informou que um dos soldados do país morreu em confrontos com as tropas do PKK no norte do Iraque. Outros soldados das forças especiais turcas foram enviados para a região em 21 de junho deste ano.

Ancara designou o PKK como organização terrorista e lançou uma ofensiva contra os curdos em meados de junho deste ano. O Ministério das Relações Exteriores do Iraque já emitiu duas vezes notas de protesto ao embaixador turco sobre o que Bagdá considera que são violações da soberania do país.

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https://br.sputniknews.com/oriente_medio_africa/2020062815767921-milicia-curda-acusa-a-turquia-de-estabelecer-bases-militares-no-iraque/

Base com militares dos EUA no Iraque é atingida por mísseis

Soldado americano na base de Taji
© AFP 2020 / ALI AL-SAADI

Um míssil de médio porte atingiu a base militar de Taji, no Iraque. As instalações abrigam as forças da coalizão, liderada pelos EUA, segundo a emissora Al Arabiya.

Nenhum ferimento ou dano foi relatado, acrescentou a emissora.

Em março, mais de 15 mísseis de tamanho médio atingiram a base de Taji. Três soldados morreram e mais 12 ficaram feridos como resultado do ataque.

Após o ataque, os EUA realizaram ataques aéreos a cinco depósitos de munição pertencentes à rede xiita Kataib Hezbollah no Iraque. Seis pessoas foram mortas em ataques aéreos norte-americanos contra várias instalações no país, incluindo contra um aeroporto em construção em Kerbala, segundo as autoridades iraquianas.

O exército iraquiano condenou o ataque dos EUA por "violar os princípios de cooperação". Além disso, os incidente gerou tensões com o Irã, acusado por EUA pelo ataque contra as forças da coalizão.

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Foguetes atingem pela 2ª vez base iraquiana hospedando tropas dos EUA, relatam militares

Soldados norte-americanos Soldados norte-americanos na base militar Taji, que recebe tropas iraquianas e norte-americanas, e está localizado ao norte da capital Bagdá (imagem de arquivo) de guarda no Campo Taji, que recebe tropas iraquianas e norte-americanas, e está localizado ao norte da capital Bagdá (imagem de arquivo)
© AFP 2020 / ALI AL-SAADI

Neste sábado (14), uma base iraquiana que hospeda tropas estrangeiras foi atingida por foguetes, informaram autoridades iraquianas.

Mais de 30 foguetes atingiram as tropas da coalizão ao norte da capital Bagdá, relatou o jornal militar americano Stars and Stripes, citando funcionários iraquianos. Este é o segundo ataque somente nesta semana contra a base militar Taji.

Segundo relatos dos militares iraquianos, o ataque de foguetes à base Taji feriu gravemente vários militares.

De acordo com uma declaração, alguns foguetes atingiram o quartel da coalizão, enquanto vários outros caíram em uma pista usada pelas forças iraquianas. As fontes militares informaram que vários foguetes caíram dentro da base causando o acionamento das sirenes.

Relatos não confirmados nas mídias sociais iraquianas disseram que até 20 foguetes Katyusha haviam sido disparados contra a base.

Caminhão carregado com foguetes Katyusha é visto depois de dez foguetes terem atingido a base militar de Taji, que abriga também as forças dos EUA, ao norte de Bagdá, no Iraque, 12 de março de 2020

© REUTERS / Célula de Segurança da Mídia Iraquiana/Handout
Caminhão carregado com foguetes Katyusha é visto depois de dez foguetes terem atingido a base militar de Taji, que abriga também as forças dos EUA, ao norte de Bagdá, no Iraque, 12 de março de 2020

Outro ataque semelhante à base militar Taji ocorreu na quarta-feira (11), matando três pessoas, incluindo dois americanos, e deixando uma dúzia de feridos.

Os soldados mortos foram identificados como um especialista do Exército americano de 27 anos, um sargento da Força Aérea americana de 28 anos e um cabo reservista britânico de 26 anos.

Os EUA e o Reino Unido retaliaram pelo ataque, lançando ataques aéreos às bases iraquianas que acolhem as milícias xiitas iraquianas, que o Pentágono responsabilizou pelo ataque.

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O PROTESTO DE 4 MILHÕES DE IRAQUIANOS

 
 
Pelo menos quatro milhões de iraquianos protestaram quarta-feira contra a presença de tropas estrangeiras no seu país (portuguesas inclusive).
 
A "livre" imprensa ocidental, como não podia silenciar o acontecimento como de costume, optou por minimizá-lo.
 
O jornal O Público, por exemplo, menciona apenas algumas dezenas de milhares . Assim vai a desinformação que eles nos administram.
 
4milhoes
 
PÚBLICO:
 
dezenasdemilhares
 
 
telesur
 

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https://paginaglobal.blogspot.com/2020/02/o-protesto-de-4-milhoes-de-iraquianos.html

OTAN concorda em expandir missão no Iraque sem permissão de Bagdá

Soldados e bandeira da OTAN
© REUTERS / Ints Kalnins

OTAN concordou "em princípio" em reforçar sua missão de treinamento no Iraque após reunião em Bruxelas. Contudo, devido à crescente interferência estrangeira no país, Iraque está relutante em aprovar o plano.

"A OTAN está no Iraque a convite do governo iraquiano e nós só ficaremos no Iraque enquanto formos bem-vindos. Porque a OTAN respeita plenamente a soberania e a integridade territorial do Iraque […] Tudo o que fizermos estará em estreita consulta e coordenação com o governo iraquiano", afirmou o secretário-geral da aliança militar, Jens Stoltenberg, quando perguntando se Bagdá tinha aprovado o projeto.

Devido à morte do general iraniano Qassem Soleimani a mando dos EUA em janeiro, quando ele ia se encontrar com o premiê iraquiano Adil Abdul, os iraquianos estão mais céticos do que nunca sobre a presença de tropas estrangeiras no país.

O assassinato provocou uma votação no Parlamento iraquiano exigindo a expulsão nó só das tropas norte-americanas, mas de todas as estrangeiras, embora o governo ainda não tenha dado seguimento ao movimento.

Apaziguar situação

A missão foi suspensa após o assassinato de Soleimani, mas Stoltenberg afirmou que o treino seria retomado "o mais depressa possível", não oferecendo detalhes sobre o estado das conversações com os oficiais iraquianos.

Como os EUA permanecem sendo o Estado-membro mais poderoso e influente da OTAN, a externalização da missão de treino para a aliança pode não fazer muito para apaziguar os iraquianos, desconfiados depois de repetidas violações da "soberania e integridade territorial" do país.

Tropas americanas durante cerimônia militar no Iraque (foto de arquivo)
© AFP 2019 / ALI AL-SAADI
Tropas americanas durante cerimônia militar no Iraque (foto de arquivo)

Anteriormente, o secretário de Defesa norte-americano, Mark Esper, declarou que a expansão da missão da OTAN permitiria a Washington reduzir a sua "presença" militar no Iraque e reimplantar essas tropas para outros locais.

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Os Estados Unidos anunciam três novas bases militares no Iraque depois de os iraquianos terem pedido a sua retirada total

 
Alan Macleod    09.Feb.20  
 
Menos de uma semana depois de milhões de iraquianos terem saído às ruas para exigir que os Estados Unidos deixassem o seu país de uma vez por todas, este anunciou que planeia construir três novas bases no Iraque, segundo o serviço de informação militar Breaking Defense. Os três locais escolhidos - Erbin, Sulimania e Halabja - estão extremamente próximos ao Irão e Halabja (onde ocorreu em 1988 o ataque com armas químicas) encontra-se a apenas 13 quilómetros da fronteira.
 

Ver o original em ODiario.info (clique aqui)

Novo primeiro-ministro iraquiano assume e promete proteger país de interferência externa

Novo primeiro-ministro do Iraque, Mohammed Tawfiq Allawi, faz seu primeiro discurso à nação
© REUTERS / Iraqi PM Media Office

O novo primeiro-ministro do Iraque, Mohammed Tawfiq Allawi, disse neste sábado (1°) que protegerá o país de "qualquer ingerência externa" e não permitirá que se converta em "arena de distintos conflitos". 

"Prometo proteger o Iraque de qualquer ingerência externa e não permitir que o país se converta em um arena para ajuste de conta de distintos conflitos", afirmou Allawi em seu primeiro discurso. Ele foi designado hoje ao cargo pelo presidente iraquiano, Barham Salih. 

Sua candidatura foi apoiada pelos maiores blocos do Parlamento. O novo premiê foi ministro das Comunicações do governo de Nouri al-Maliki de 2006 a 2007 e de 2010 a 2012. 

Desde outubro do ano passado vem ocorrendo manifestações contra o governo no Iraque, as maiores desde a queda de Saddam Hussein em 2003. 

Segundo o presidente, mais de 600 pessoas morreram e cerca de 50 mil ficaram feridas nos protestos. 

Os manifestantes pediam a renúncia do governo, a quem responsabilizam pelo desemprego, corrupção e ausência de serviços básicos. 

Protestos contra indicação de novo premiê

Apesar do apontamento do novo primeiro-ministro, houve protestos neste sábado contra a indicação de Allawi em algumas cidades do país, como a capital Bagdá. 

No final de dezembro de 2019, Salih enviou uma carta ao Parlamento declarando que estava disposto a deixar o cargo devido à controvertida situação em torno do posto de primeiro-ministro. 

As manifestações levaram à renúncia Adel Abdul Mahdi em novembro do ano passado, mas ele permaneceu no cargo até que um substituto fosse apontado.

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'Nada além de miséria': iraquianos sabem que 'serão as vítimas' do conflito orquestrado pelos EUA

Manifestantes na capital iraquiana de Bagdá protestam contra a presença dos EUA no país
© REUTERS / Thaier al-Sudani

Quase um milhão de iraquianos saiu às ruas para protestar contra a presença das tropas dos EUA no seu país após a decisão do Parlamento do Iraque de expulsá-las.

Enquanto as demonstrações foram rotuladas no passado como protestos apoiados pelo Irã, um especialista em antiguerra disse à Sputnik que este protesto em particular enviou uma mensagem clara a Washington.

Medea Benjamin, cofundadora do grupo pacifista Code Pink, em entrevista à Sputnik International, discutiu as manifestações no Iraque e protestos globais antiguerra que estão agendados para acontecer neste fim de semana.

Benjamin afirmou ser óbvio que os recentes protestos têm como alvo Washington e não podem ser erroneamente interpretados como manifestações organizações pelo Irã, por serem de autoria de "xiitas iraquianos que querem ver o seu país livre de tropas estrangeiras".

"Existe um sentimento popular genuíno que as tropas norte-americanas representam perigo ao povo iraquiano, que elas não trouxeram nada além de miséria por quase duas décadas. E o assassinato de Soleimani [chefe da Força Quds do Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica] no território iraquiano torna muito claro aos iraquianos que eles serão as vítimas de uma escalada iniciada pela administração do presidente Trump contra Irã, e iraquianos não querem que isso aconteça", explicou a ativista.

Benjamin salientou que a recusa dos EUA de cumprir a decisão do Parlamento iraquiano de expulsar as tropas norte-americanas do país pode agravar ainda mais as tensões na região. Segundo a ativista, nos protestos havia cartazes escritos em inglês contendo mensagens entrelinhas "levem os seus filhos do Iraque para casa ou comecem a preparar os caixões".

 

Esta é uma manifestação enorme que está decorrendo na capital iraquiana de Bagdá, onde mais de um milhão de pessoas exigiu o fim da ocupação militar americana no seu país. O Parlamento do Iraque votou com 170 a favor e 0 contra pela expulsão das tropas dos EUA. Trump se recusou a dar ouvidos, agora as pessoas estão nas ruas.

"Haverá ataques a soldados americanos por parte dos iraquianos que manifestaram o seu desejo claramente", alertou.

No entanto, é pouco provável que a administração do presidente dos EUA Donald Trump respeite a soberania do governo iraquiano e retire militares estadunidenses, ponderou.

"Mesmo que Donald Trump tenha prometido e dito [durante a campanha eleitoral] que retiraria as tropas dos EUA do Oriente Médio [...], ele acha que retirando as tropas do Iraque estaria, assim, cedendo ao Irã em vez de se submeter à vontade do povo iraquiano", argumentou Benjamin.

Em 3 de janeiro, os Estados Unidos realizaram um ataque de drone perto do Aeroporto Internacional de Bagdá, no Iraque, que matou o general iraniano Qassem Soleimani e o líder da milícia xiita iraquiana Abu Mahdi Muhandis, entre outros.

As opiniões expressas nesta matéria podem não necessariamente coincidir com as da redação da Sputnik

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https://br.sputniknews.com/opiniao/2020012515047356-nada-alem-de-miseria-iraquianos-sabem-que-serao-as-vitimas-do-conflito-orquestrado-pelos-eua/

Uma multidão nas ruas de Bagdade exige a saída das tropas norte-americanas

Milhões de pessoas juntaram-se na capital iraquiana para denunciar a presença militar dos EUA no país. A mobilização é vista como a segunda grande marcha na história do Iraque contra a ocupação estrangeira.

Uma multidão exigiu a retirada total do Iraque das forças militares norte-americanasCréditos / Iraq & Middle East Updates

Iraquianos de «todas as províncias» juntaram-se em Bagdade esta sexta-feira, indica a PressTV, referindo-se à informação divulgada pela cadeia iraquiana al-Ahd. Os manifestantes exibiram cartazes e gritaram palavras de ordem contra os Isreal e os EUA, e a exigir a expulsão das forças militares norte-americanas.

Sobre o número de participantes na marcha, o comandante da Polícia Federal iraquiana, Jafar al-Batat, afirmou que havia «mais de um milhão de pessoas a manifestar-se nas ruas de Bagdade». Por seu lado, o portal Iraq & Middle East Updates afirmou que a marcha tinha «mais de oito quilómetros de ruas cheias de gente» e referiu-se a «milhões de iraquianos que exigem a retirada total das forças norte-americanas do Iraque».

A mobilização desta sexta-feira surge na sequência do apelo feito na semana passada pelo clérigo xiita Moqtada al-Sadr para que os seus compatriotas realizassem uma «marcha de um milhão, forte, pacífica e unida, para condenar a presença americana e as suas violações».

Dirigindo-se aos iraquianos esta quinta-feira, al-Sadr pediu-lhes que defendam «a soberania e a independência do país», e que expulsem «os tiranos», refere a PressTV.

Recorde-se que o Parlamento iraquiano votou a favor de resolução em que se exige a retirada do país árabe das tropas norte-americanas e das demais forças por elas comandadas, no passado dia 5 de Janeiro, dois dias depois de Washington ter assassinado, nas imediações do aeroporto de Bagdade, o general Qassem Soleimani, comandante da Força Quds dos Guardiães da Revolução Islâmica iraniana, e Abu Mahdi al-Muhandis, subcomandante das Unidades de Mobilização Popular iraquianas (UMP; Hashd al-Shaabi, em árabe).

«Hora zero no confronto com os EUA»

Em declarações ao canal de TV libanês Al-Mayadeen, Jaafar al-Husseini, porta-voz do grupo de resistência Kata'ib Hezbollah (que integra as UMP), disse que serão usados «outros meios» contra as tropas norte-americanas se estas não saírem do país.

Por seu lado, Firas al-Yasser, membro da comissão política do movimento Harakat Hezbollah al-Nujaba, disse numa entrevista à agência iraniana Tasnim que as mobilizações de hoje marcam «um novo capítulo» nas relações do Iraque com os EUA. «Acreditamos que chegámos à hora zero no confronto com os EUA», afirmou.

Qais al-Khazali, líder do Asa'ib Ahl al-Haq, organização da resistência que também integra as UMP, referiu-se às manifestações de hoje como uma «segunda revolução», um século depois da Grande Revolução Iraquiana de 1920. Então, os iraquianos levaram a cabo enormes marchas contra a ocupação estrangeira, exigindo que os ocupantes britânicos saíssem do país.

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https://www.abrilabril.pt/internacional/uma-multidao-nas-ruas-de-bagdade-exige-saida-das-tropas-norte-americanas

Protestos no Iraque somam 600 mortos, diz presidente iraquiano em Davos

Manifestantes próximos à Embaixada dos EUA em Bagdá, no Iraque, no dia 31 de dezembro de 2019
© AP Photo / Khalid Mohammed

Mais de 600 iraquianos foram mortos desde o início dos protestos contra o governo no Iraque, em outubro de 2019.

O dado foi revelado pelo presidente do Iraque, Barham Salih, nesta quarta-feira (22), no Fórum Econômico Mundial, em Davos. Salih acusa criminosos como responsáveis pelas mortes de manifestantes.

"É devastador e doloroso, e até vergonhoso, que os atos de violência cometidos por foras da lei tenham levado à morte de mais de 600 manifestantes pacíficos inocentes, a maioria jovens, e muitos seguranças", afirmou Salih.

O presidente iraquiano ainda acrescentou que condena as mortes e que haverá punição contra os responsáveis.

"Não é preciso dizer que eu condeno esses crimes nos termos mais fortes, e os autores, mais cedo ou mais tarde, terão que ser tratados de acordo com a lei", disse.

O Iraque enfrenta protestos em todo o país desde outubro de 2019. O povo iraquiano saiu às ruas exigindo o fim do governo, além de reformas econômicas, melhores condições de vida, bem-estar social e combate à corrupção.

As manifestações levaram à renúncia do primeiro-ministro do país, Adel Abdul Mahdi, em novembro passado. No entanto, ele permanece no cargo até que um substituto seja apontado.

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https://br.sputniknews.com/oriente_medio_africa/2020012215037503-protestos-no-iraque-somam-600-mortos-diz-presidente-iraquiano-em-davos/

EUA novamente acusados de levar elementos do Daesh para o Iraque

Segundo as acusações, os EUA estão a transferir terroristas do Daesh da Síria para o Iraque com o intuito de forçar o Parlamento iraquiano a recuar na decisão de pedir a saída das tropas norte-americanas.

A Síria e a Rússia têm acusado frequentemente os EUA de colaboração com o DaeshCréditos / Sputnik News

Qusai al-Anbari, dirigente da Organização Badr na província iraquiana de Anbar, afirmou este domingo, em declarações à agência em língua árabe al-Ma'alomah, que as forças militares dos EUA estão a transferir os combatentes do Daesh (também conhecido como Estado Islâmico) da Síria para a região fronteiriça iraquiana.

«Os norte-americanos estão a trabalhar no sentido de confundir a situação de segurança e trazer o Daesh com uma nova designação» para o Iraque, denunciou o funcionário do Badr na província de Anbar (Oeste do Iraque).

Explicou ainda que, apesar de as tropas norte-americanas terem impedido à parte ocidental do deserto de Anbar, as unidades populares iraquianas conseguiram eliminar por completo o Daesh dessa região.

Após o terreno ter sido sido desminado, acusa al-Anbari, os militares norte-americanos estacionados próximos da zona estão a ajudar os elementos do Daesh a movimentar-se, tendo para isso aberto corredores. Numa primeira fase, precisa – citado pela HispanTV –, as forças dos EUA recorreram a helicópteros para transportarem dirigentes do Daesh para a região.

A acusação é apoiada pelo especialista iraquiano em segurança Karim al-Khikani, que, em declarações à mesma agência, disse que os combatentes do Daesh foram treinados nas bases sírias de Hasaka e al-Tanf, numa região que os EUA ocupam ilegalmente, junto à fronteira com a Jordânia e o Iraque.

Citado pela Fars News, al-Khikani afirmou que, com este movimento, Washington pretende apresentar o Iraque no Conselho de Segurança das Nações Unidas como «primeira ameaça para a segurança global», de modo a justificar a permanência das suas tropas no país árabe a longo prazo.

De acordo com informação obtida pelos serviços de segurança iraquianos, os EUA usaram helicópteros Apache e Chinook para transferir terroristas do Daesh da Síria para a província iraquiana de Anbar, tendo como objectivo prepará-los para criar insegurança no país.

Recorde-se que o Parlamento iraquiano aprovou no passado dia 5 de Janeiro uma resolução com vista à saída das forças militares norte-americanas que actualmente instaladas no país árabe.

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ROUBO DE US$35 MIL MILHÕES AO IRAQUE

 
 
 
O presidente Trump ameaça roubar os 35 mil milhões de dólares do Iraque que estão depositados no Federal Reserve de Nova York. 
 
"Disse-lhes que se formos embora [do Iraque] nos pagarão. Pagarão por embaixadas, pistas de aviação, reembolsarão tudo o que gastámos", disse o chefe da Casa Branca. "Agora temos US$35 mil milhões dos seus fundos nas nossas contas. Creio que pagarão, do contrário este dinheiro permanecerá na conta", acrescentou.
O precedente disto foi, no tempo em que Paul Bremer era o vice-rei do Iraque, o roubo do Fundo de Reserva iraquiano (dinheiros da exportação de petróleo no tempo de Saddam Hussein que ficaram congelados devido ao bloqueio). Esse dinheiro, que serviria para reconstruir o Iraque destruído pela agressão dos EUA, foi dilapidado pela Halliburton e outros monopólios dos EUA.
A prática do roubo vai-se tornando um hábito do imperialismo. Recentemente o Banco da Inglaterra apreendeu as reservas-ouro da Venezuela que estavam depositadas em Londres. E nos EUA o governo Trump tomou a empresa CITGO da sua proprietária, a companhia de petróleo da Venezuela.
 

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O lugar do Iraque no Grande Jogo entre EUA e Irão

A sina do Iraque actual é ser, além de um país ocupado, terreno onde se trava uma guerra ainda não declarada entre países terceiros: EUA, Israel e Irão. Num Médio Oriente em que, além dos EUA e do seu aliado sionista, os alinhamentos das variantes sunita e xiita do Islão – entre outros factores - tornam ainda mais complexa a questão.

Se desde 2003 os EUA e a República Islâmica do Irão (RII) coabitaram no Iraque, partilhando o poder sem quase nenhum atrito, o que é que de repente provocou um confronto directo entre ambos no solo desse país ferido? A curiosa coexistência fez com que, por exemplo, exista um aparelho de inteligência que realiza actividades “anti-iranianas” e outro, o Ministério da Informação, que faz o contrário. Calculem quantos agentes duplos podem cruzar-se atravessar num mesmo edifício num país corrupto!

“A mim agrada-me a paz”, respondeu Donald Trump à pergunta sobre se iria haver um ataque militar contra o Irão por causa do ataque à embaixada dos EUA em Bagdad. Até agora, o presidente resistiu às pressões dos NeoCon, de Israel e do complexo militar-industrial, que recorreram a multiplas provocações para o empurrar para a guerra. Israel, depois de atacar até 200 vezes nos últimos dois anos as bases das forças pró-iranianas na Síria, começou em Julho passado a lançar mísseis sobre as milícias iraniano-iraquianas das Unidades de Mobilização Popular (UMP) em território iraquiano. O último em 29 de Dezembro, em que os Estados Unidos também participaram, matando 24 dos seus homens.

“Ontem à noite tomamos umas medidas para deter uma guerra” é a frase enigmática que Trump pronunciou logo depois de assassinar Gasem Soleimani, e dado que Teerão não tinha qualquer plano para enfrentar os Estados Unidos, ele estava a referir-se a impedir um ataque maciço de Israel sobre as sedes das UMP no Iraque, o que teria provocado uma grande guerra envolvendo o Irão e os EUA? Se é assim, é possível que o presidente dos Estados Unidos tenha oferecido a cabeça do chefe iraniano da rede anti-israelense de Quds (”Sagrada”, nome árabe de Jerusalém”), em troca de Tel Aviv renunciar a essa loucura? Após a Operação Babilónia de 1981, na qual Israel bombardeou um reactor nuclear no Iraque, é a primeira vez que volta a atacar este país, e com total impunidade, como de costume. Israel está com pressa de acabar com o Irão, não está seguro da reeleição de Trump, e os democratas prometeram resgatar o acordo nuclear com o Irão se recuperarem o poder em Novembro. John Kerry lembrou ao Congresso que foi Netanyahu quem aconselhou os EUA a invadir o Iraque, com argumentos falsos.

Trump precisa do dinheiro do lobby judaico para a sua campanha eleitoral. Em 2016, o magnata de casinos judeu Sheldon Adelson doou US $ 25 milhões com a condição de que enfrentasse o Irão, e se fosse com a bomba nuclear melhor ainda, dissera. “Manter as forças militares dos EUA no Médio Oriente já não é pelo petróleo; é para proteger Israel”, confessou Trump em Novembro de 2018, embora não tenha revelado as razões desse estranho relacionamento.
A televisão iraquiana informou que Soleimani caiu numa emboscada: tinha sido convocado para ir buscar uma suposta mensagem dos EUA depositada nos seus contactos em Bagdad. Segundo o general iraniano Ali Fadavi, Trump tinha enviado uma mensagem a Teerão pedindo “proporcionalidade na sua represália”, justamente aquilo que ele ia fazer, aplicando a Lei do Olho por Olho: matar um alto cargo dos EUA, não centenas deles numa guerra. Nesse sentido, o jornal Independent em persa afirma que o ataque do Irão às bases dos EUA no Iraque foi acordado e que o seu pessoal fora evacuado antes dos disparos.
Mesmo assim, esta guerra tem a sua “lógica” e este tipo de pactos não poderá impedi-la. A guerra econômica, política e psicológica contra o Irão entra na sua fase bélica, embora de momento de baixa intensidade.

O que procura o Irão no Iraque?

Centenas de anos antes do nascimento dos EUA, os actuais territórios do Iraque eram uma província do Império Persa, e Bagdad (”Jardim da Justiça” em persa) era um paraíso terrestre. O Irão perde-o para o Império Otomano numa guerra no século XVI, e os otomanos entregaram-no ao Império Britânico na Primeira Guerra Mundial. Será em 1979 e com a revolução iraniana que os EUA organizam uma série de golpes de Estado na região, garantindo os seus interesses: no Iraque, levam ao poder Saddam Hussein, chefe dos serviços de informações e assassino de milhares de comunistas e outros democratas iraquianos, enquanto outro presidente profundamente anticomunista, o aiatolah Khomeini, é transferido de França para o Irão, país com uma poderosa esquerda e uma ampla fronteira com a URSS. A recém-instalada teocracia de extrema-direita, depois de abortar a revolução democrática, enfrenta três inimigos: União Soviética, Iraque e Israel. Este último leva a sério a intenção de Khomeini de atravessar o Iraque com as suas tropas para chegar a Jerusalém e devolvê-la aos muçulmanos (não aos palestinos). Ao não vencer Saddam na guerra de 1980-1988, a RII abandona esse sonho e atribui à Força Quds a missão de proteger o regime islâmico de Israel com uma cintura de segurança - estendida desde o Afeganistão ao Iraque, passando pela Síria, Gaza e Líbano, enquanto converte ao pragmatismo e à realpolitik (com Israel e os EUA) os seus princípios de política externa. E aí está o chamado “dilema de segurança”: Não é justamente esse expansionismo do xiismo iraniano uma das razões das ameaças à segurança do Irão?
Em 1991, quando tanto Saddam Husein como a URSS desaparecem, a RII conseguiu expandir a sua influência em toda a região, incluindo o Iraque. O facto de Bush ter instalado uma teocracia xiita em Bagdad foi um presente de Allah para a RII e um pesadelo para Israel, Turquia e Arábia Saudita. Muitos dos seus novos responsáveis tinham estado exilados no Irão de Khomeini, embora, ao contrário de outras potências estrangeiras, a RII não só tenha trabalhado entre a elite iraquiana para obter favores, como também tenha criado meia dúzia de milícias que organizam dezenas de milhares de homens armados, e uma vasta rede social e religiosa diante perante a qual se apresenta como uma “alternativa benigna” ao domínio dos EUA.
O nível de influência do Irão no Iraque é tal que, em 30 de Outubro, o primeiro-ministro Abdul Mahdi - rosto da aristocracia castrense iraquiana - declarou que se ia demitir para antecipar as eleições parlamentares. Mudou de ideia dois dias depois, após um encontro com Soleimani em Bagdad: resistirá às pressões do “inimigo”, referindo-se a dezenas de milhares de manifestantes sem água, sem luz e sem trabalho.
O Iraque é o maior parceiro comercial do Irão, onde a RII neutraliza as sanções impostas por Trump, e é daí que ele acede à Síria, e dali ao Líbano e Palestina. Nenhuma medida fará com que a RII dissolva a Força Quds, apesar de enfrentar a pior crise política e económica da sua história. De momento, seguirá a mesma política que na Síria: não responder aos ataques de Israel e dos EUA, além do necessário para fazer face à sua base social. A prioridade dos aiatolás no Iraque é impedir um governo hostil.

O Iraque nos projectos dos EUA

A queda de Pahleví mostrou aos EUA que os fantoches não estão a salvo da sublevação popular. De modo que Henry Kissinger apresentou sua doutrina de Dual Containment Policy “a política de dupla contenção”: haveria que travar o desenvolvimento económico, social, político e militar do Iraque e do Irão, - as principais reservas do petróleo do planeta, localizadas na proximidade da URSS e da China-, condenando-os ao subdesenvolvimento para os poder submeter a longo prazo. Ok! Como conseguir isso?

Entre 1980 e 1988 impõem a ambos os países uma guerra devastadora, que mata um milhão de jovens, deixa milhões mutilados e destrói grande parte da infraestrutura dos seus países. Três anos depois, coincidindo com o fim da URSS, os EUA lideram o ataque de cerca de 40 países ao minúsculo Iraque numa grande guerra de patranha e anuncia a Nova Ordem Mundial, dirigida pelo capitalismo dos EUA. Em 2003, remata a missão com o objectivo de:

• Encontrar uma saída para a dívida externa dos EUA.

• Animar o negócio de armas que deixou de ganhar dinheiro com o desaparecimento do “inimigo vermelho”.

. Privar os palestinianos do único país árabe que os defendia; Saddam foi um déspota e um reaccionário, mas foi também firmemente anti-Israel. Com a sua execução, o país judeu ganhou acesso ao petróleo iraquiano através da região curda.

• Converter o Iraque, localizado no coração do Médio Oriente, numa colónia, instalando aí a maior embaixada do mundo, a partir da qual o sinistro John Negroponte (o promotor do Batalhão 3-16 em Honduras) e Robert Ford organizarão o “divide e governa” através dos esquadrões da morte xiitas e sunitas, para afundar o país num caos controlado que dura até hoje. Ford foi depois enviado para Damasco em Janeiro de 2011 como embaixador dos EUA: não foi nessa data que começaram a explodir os carros-bomba e a guerra dos contra na Síria? Os EUA têm 12 bases militares no Iraque. Mais tarde, os EUA-Israel desmantelarão outros estados árabes: Líbia e Síria.

No entanto, os EUA falharam em desnacionalizar os 112.000 milhões de barris de petróleo iraquiano. Mais ainda, a China é o principal comprador do seu petróleo bruto, e é desde 2014 também o maior investidor estrangeiro no país e o seu principal parceiro comercial. Washington não perdoará Mahdi, por converte o Iraque no primeiro país da região a assinar um pré-acordo com Beijing para se integrar no megaprojecto da Rota da Seda.

Os EUA podem perder o Iraque, como aconteceu com o Paquistão, um dos pilares do seu domínio na Ásia Central: violaram a sua soberania enviando os seus drones que mataram milhares de pessoas “à procura do espírito de Bin Laden” e humilharam os seus líderes: o assalto à suposta casa do terrorista saudita foi a cereja no topo do bolo, que provocou a queima de dezenas de comboios da NATO que transportavam comida e munições para os 300.000 soldados no Afeganistão. No final, o “País dos Imaculados” (é o que o Paquistão quer dizer em persa e urdu) fez uma viragem radical em direcção à China.

Os EUA não serão capazes de expulsar a RII do Iraque, a menos que 1) consigam colocar no poder um homem forte sunita anti-iraniano, que depois de provocar um banho de sangue assuma o poder absoluto em todo o Iraque, ou 2) enviem de novo milhares de “jihadistas” sunitas e, após uma longa guerra civil, dividam o país em mini-estados.

A grande guerra entre os EUA e o Irão só terá início quando Washington ou Tel Aviv cruzarem a Linha Vermelha de atacar o território iraniano. Até lá o campo de batalha permanecerá o solo de outras nações, sobretudo o Iraque.

Fonte: https://blogs.publico.es/puntoyseguido/6210/el-lugar-de-iraq-en-el-gran-juego-entre-eeuu-e-iran/[1]

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References

  1. ^https://blogs.publico.es/puntoyseguido/6210/el-lugar-de-iraq-en-el-gran-juego-entre-eeuu-e-iran/ (blogs.publico.es)
  2. ^endereço (www.odiario.info)
  3. ^odiario.info (odiario.info)

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EUA ameaçam cortar acesso do Iraque às receitas do petróleo caso Bagdá insista na retirada de tropas

Soldados dos EUA se dirigem à avião para deslocamento no Iraque (foto de arquivo)
© AP Photo / Hubert Delany III

O Iraque pode perder acesso às suas contas em dólares se insistir na retirada das tropas dos EUA de seu território. Após aprovação da lei que permite a Bagdá solicitar a retirada de forças estrangeiras, Donald Trump ameaçou responder com sanções.

A parlamentar iraquiana Majida al-Tamimi, membro do Comitê de Finanças do parlamento, disse que, caso o Iraque insista na retirada das tropas, pode perder o acesso aos seus recursos depositados em contas no banco central dos EUA.

Além disso, a parlamentar aponta que os EUA poderão exercer pressão sobre certas empresas para que interrompam suas atividades na indústria petrolífera do Iraque. O país árabe é o segundo maior produtor mundial da OPEP.

Trabalhador iraquiano no campo de petróleo Nihran Bin Omar, ao sul de Bagdá (foto de arquivo)
© AP Photo / Nabil al-Jurani
Trabalhador iraquiano no campo de petróleo Nihran Bin Omar, ao sul de Bagdá (foto de arquivo)

O Departamento de Estado já teria alertado o governo iraquiano sobre a possibilidade de bloquear seu acesso aos recursos depositados em contas nos EUA, conforme reportou a Bloomberg.

No dia 5 de janeiro, o parlamento iraquiano aprovou uma lei que autoriza o governo a pedir a retirada de forças estrangeiras do país. A medida, interpretada por muitos como dirigida aos EUA, levou Donald Trump a ameaçar Bagdá com sanções:

"Se eles nos pedirem para sair, e se isso não for feito de uma maneira muito amigável, iremos impor as sanções mais duras que eles já viram, que farão as sanções contra o Irã parecerem brandas", ameaçou o presidente dos EUA.

Desde então, os EUA não responderam aos pedidos de Bagdá para negociar um eventual processo de retirada das tropas.

O efeito imediato do bloqueio das contas do Iraque em dólares seria uma forte desvalorização da moeda iraquiana, o dinar.

Eventualmente, o governo do Iraque teria que converter as suas transações comerciais para euros, o que demandaria longas negociações com bancos europeus, informou Tamimi.

O Iraque foi alvo de um duro embargo financeiro e comercial entre 1990 e 2003, quando os EUA depuseram Saddam Hussein.

Iraquiano troca dinares iraquianos por dólares, logo depois da retirada de embargo de mais de 10 anos imposto ao país pelo Conselho de Segurança da ONU (foto de arquivo)
© AP Photo / Jassim Mohammed
Iraquiano troca dinares iraquianos por dólares, logo depois da retirada de embargo de mais de 10 anos imposto ao país pelo Conselho de Segurança da ONU (foto de arquivo)

As sanções, impostas pelo Conselho de Segurança da ONU, geraram uma das mais sérias crises humanitárias da década de noventa, e incluíram a criação de programas emergenciais como o "petróleo por alimentos".

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/oriente_medio_africa/2020011214998014-eua-ameacam-cortar-acesso-do-iraque-as-receitas-do-petroleo-caso-bagda-insista-na-retirada-de/

EUA avisam que não pretendem mais sair do Iraque

Sputinik –Após o assassinato do general iraniano Soleimani e de dois outros líderes militares pró-iranianos, ação que não foi autorizada pelo governo iraquiano, o Parlamento do Iraque adotou uma moção para que todas as forças militares estrangeiras sejam retiradas do país, incluindo as tropas norte-americanas.

O Departamento de Estado dos EUA anunciou que qualquer nova delegação enviada ao Iraque irá discutir o retorno a uma parceria de "cooperação estratégica" em vez da retirada de tropas do país.

"No entanto, é necessária uma negociação entre os governos dos Estados Unidos e Iraque, não somente em relação à segurança, mas também à nossa parceria financeira, econômica e diplomática", afirma a entidade.

O comunicado de imprensa observa que Washington busca ser "um amigo e parceiro de um Iraque soberano, próspero e estável", enquanto afirma que a presença militar norte-americana no país persistirá com o objetivo de lutar contra o Daesh (organização terrorista proibida na Rússia e outros países) e proteger os norte-americanos, iraquianos e parceiros da coalizão liderada pelos Estados Unidos.

O Departamento de Estado também anunciou que discutiria o envolvimento da OTAN no Iraque com a delegação da Aliança durante um encontro que ocorrerá em 10 de janeiro. Além disso, o comunicado informa que a discussão está sendo tomada em linha com o último apelo do presidente Trump para que a OTAN se envolva mais em questões do Oriente Médio.

Iraque tenta expulsar tropas dos Estados Unidos

Em 5 de janeiro, o Parlamento do Iraque votou durante uma sessão extraordinária pela expulsão da presença militar estrangeira do país, incluindo as tropas norte-americanas que foram convidadas em 2014 para auxiliar no combate contra o grupo terrorista Daesh.

"O governo iraquiano deve trabalhar para eliminar a presença de quaisquer tropas estrangeiras em solo iraquiano e proibi-las de usar sua terra, espaço aéreo ou marítimo por qualquer razão", expressa a resolução do Parlamento.

A decisão do Parlamento veio como resposta aos ataques aéreos conduzidos pelos Estados Unidos em território iraquiano sem discutir ou ao menos notificar Bagdá sobre os mesmos. O último ataque, que desencadeou o voto, matou o general Qassem Soleimani e dois proeminentes líderes militares iraquianos.

Porém, os Estados Unidos não anunciaram oficialmente qualquer intenção de retirar suas forças do país. Ainda assim, após o voto, uma carta começou a circular na mídia, em que Washington informa Bagdá que se prepara para uma futura retirada.

Mark Milley, presidente do Estado-Maior Conjunto dos EUA, esclareceu mais tarde que a carta foi enviada por "engano" e que não reflete a realidade, ainda que seja "genuína".

DUAS SEMANAS QUE ARREPIARAM O MUNDO

Antes que a enxurrada de desinformação produzida pela comunicação social corporativa mistifique a história oficial destes dias de guerra, caos e ilegalidade na cena internacional é altura de descodificar a cadeia de acontecimentos para que seja possível distribuir responsabilidades e invalidar mentiras. Se os Estados Unidos da América, como é habitual e natural, sobressaem como os artífices de uma trama que ameaça o planeta, é importante notar que o “nosso mundo civilizado”, com a NATO e a União Europeia à cabeça, não fazem figura de inocentes. Aliás, nem o governo da República Portuguesa se salva.
 
Já poucos terão presente que esta escalada de guerra dos Estados Unidos contra o Iraque e o Irão – ao que parece agora militarmente amainada – se iniciou em 27 de Dezembro com um suposto ataque da organização paramilitar iraquiana xiita Kataeb Hezbollah contra uma base ocupada por tropas norte-americanas no Iraque, provocando a morte de um contratado civil e ferimentos em quatro militares.
 
E aqui começa a história a ser mal contada.
 
Em momento algum, até hoje, as fontes oficiais e oficiosas norte-americanos prestaram informações adicionais sobre este incidente, por exemplo divulgando a identidade do falecido, a entidade para a qual trabalhava e os nomes dos feridos.
 
No dia seguinte veio a “resposta” norte-americana: caças F-15 bombardearam cinco bases do Kataeb Hezbollah no Iraque e na Síria, instalações que foram e continuam a ser fulcrais no combate contra o Isis ou Estado Islâmico e a al-Qaida. Desenhava-se aqui uma tendência: punir organizações ou entidades que contribuem para tentar desmantelar o terrorismo que descende directamente do que foi criado no Afeganistão por Bin Laden e a CIA em coordenação com outros serviços secretos, designadamente os britânicos, sauditas e paquistaneses.
 
O pormenor mais intrigante da “resposta” militar norte-americana levanta ainda outras fortes suspeitas sobre a versão dos acontecimentos difundida por Washington. As bases do Kataeb Hezbollah atingidas pelos bombardeamentos situam-se a mais de 500 quilómetros das instalações onde supostamente terá morrido o mercenário e foram feridos os quatro soldados. É de admitir, portanto, que o grupo paramilitar iraquiano não seja responsável pela acção, como o próprio garante; e que o suposto “ataque com rockets” não tenha passado de uma provocação que qualquer reminiscência do Isis ainda seja capaz de executar.
 
A acção terrorista norte-americana gerou reacções imediatas e espontâneas sobretudo no Iraque. O Kataeb Hezbollah é uma facção do bloco designado Unidades Populares de Mobilização (PMU), milícias associadas ao segundo maior grupo do Parlamento iraquiano. Além disso, integra operacionalmente o exército regular do país. Com esta representatividade não espanta que se tenham formado importantes manifestações contestando o bombardeamento norte-americano e tendo como alvo a Embaixada dos Estados Unidos. Em momento algum, porém, houve invasão das instalações diplomáticas, ao contrário do que foi afirmado pelos media corporativos ecoando as mensagens de propaganda emanadas do Departamento de Estado em Washington.  
 
Um acto de guerra
Os protestos, porém, serviram como novo pretexto para alimentar a escalada.
 
Invocando os focos de violência em torno da embaixada – motivo que depois desapareceu, para ser substituído por uma mentira que continua a ser repetida – os Estados Unidos assassinaram, em 3 de Janeiro, o general Qasem Soleimani, comandante da organização Al-Qods (Jerusalém) da Guarda Revolucionária do Irão. 
 
Demonstrando que conhecia ao milímetro os movimentos do general, o Pentágono enviou um drone Reaper contra o conjunto de viaturas que transportava Soleimani do aeroporto internacional de Bagdade para uma reunião com o primeiro-ministro iraquiano, Adel Abdul al-Mahdi.
 
No ataque morreram também o número dois do PMU do Iraque e um destacado dirigente do Hezbollah libanês, organização que integra o governo do Líbano.
 
Os Estados Unidos tinham acabado de cometer um acto de guerra contra três Estados Soberanos.
O Iraque protestou oficialmente contra o evidente ataque à sua soberania.
E o Irão prometeu reagir.
Logo acudiu a chamada “comunidade internacional”, praticamente a uma voz e com uma só palavra de ordem: “contenção” – pedida a todas as partes, agressor e agredidos.
 
Do “nosso mundo civilizado” não se ouviu qualquer condenação do acto de barbárie.
 
A NATO, pela voz do secretário-geral Stoltenberg, garantiu que não estava envolvida mas fora informada e sabia de tudo. E recomendou ao Irão, país vítima de uma agressão primária que rasgou também o direito internacional, o cuidado de “abster-se de violência e provocações”
 
O primeiro ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, assegurou que se tratava de “um acontecimento americano” no qual o seu país não deveria ser “misturado”. E, no entanto, a operação replicou os muitos “assassínios selectivos” praticados pelo Estado sionista, principalmente na Faixa de Gaza. Netanyahu ameaçou ainda o Irão com uma “resposta retumbante” no caso de atacar alvos israelitas.
 
O secretário-geral da ONU, António Guterres, falou mais ou menos do sexo dos anjos, na impossibilidade de discorrer, por uma vez, das alterações climáticas: “O caldeirão de tensões conduz cada vez mais países a tomar decisões imprevistas com imprevistas consequências e risco profundo de erros de cálculo”, declarou. 
 
Concluiu ainda que “as tensões geopolíticas estão ao nível mais elevado deste século”, coisa que ainda ninguém tinha percebido.
 
Não se ouviu, no entanto, qualquer comentário de Guterres quando o Departamento de Estado norte-americano se recusou a emitir um visto ao ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Javad Zarif, que pretendia deslocar-se à sede das Nações Unidas, em Nova York, para explicar os acontecimentos. Uma recusa que deveria suscitar reacções exemplares da ONU, uma vez que viola o tratado celebrado entre esta organização e os Estados Unidos que regula, desde 1947, o funcionamento das Nações Unidas na cidade norte-americana.
 
A Rússia e a Turquia, em declaração conjunta, admitiram que as atitudes dos Estados Unidos no Médio Oriente são “ilegais”.
 
Guerra para calar negociações
O general Soleimani não era apenas um general admirado no seu país. Ficou conhecido como brilhante estratego do combate travado internacionalmente contra o Estado Islâmico – praticamente dizimado – e a al-Qaida - em vias de sofrer uma esmagadora derrota na Síria e em fase de transferência para a Líbia.
 
O assassínio de Qasem Soleimani confirma, portanto, a tendência norte-americana para ajustar contas com pessoas, entidades e organizações que combatem o terrorismo oriundo do tronco comum afegão. O que não surpreende, porque o Estado Islâmico e a al-Qaida desempenharam – e desempenham – funções de braços armados dos Estados Unidos e da NATO em guerras como as do Iraque, da Síria e da Líbia.
 
O primeiro-ministro do Iraque revelou, entretanto, que o general Soleimani se deslocara a Bagdade para se encontrar com ele próprio e entregar a resposta do governo do Irão a uma iniciativa da Arábia Saudita, na qual o Iraque serviu de mediador, e que tinha o objectivo de reduzir as tensões entre Teerão e Riade. Uma aproximação entre o Irão e a Arábia Saudita é fulcral para qualquer processo de pacificação em todo o Médio Oriente; por outro lado, seria um obstáculo à estratégia de “guerra sem fim” conduzida pelos Estados Unidos na região.
 
A intenção da administração norte-americana de fazer abortar negociações desenvolvidas entre Teerão e Riade através de Bagdade é muito mais do que uma simples suspeita.
A versão norte-americana sobre a viagem de Soleimani é diferente: o general iria preparar ataques contra alvos militares e interesses norte-americanos. Nem o secretário de Estado Pompeo nem o presidente Trump, em múltiplas intervenções, conseguiram ir além da formulação abstracta desta teoria, apesar de instados a apresentar pormenores. A acusação a Soleimani acaba por revelar-se uma deslavada e repetida mentira.
 
Vítima de uma agressão norte-americana contra o seu próprio território, o Parlamento iraquiano decidiu, por unanimidade, expulsar as tropas estrangeiras e revogar o pedido de assistência de uma coligação internacional com base na NATO, fundada com o alegado intuito de combater o Isis ou Estado Islâmico.
 
A NATO suspendeu as operações em solo do Iraque. O primeiro-ministro al-Mahdi recebeu uma carta norte-americana – com versões em inglês e em árabe – manifestando disponibilidade para acatar a decisão. Como os textos têm conteúdos diferentes nas duas línguas, o chefe do governo do Iraque pediu esclarecimentos. Então os Estados Unidos argumentaram que a carta não deveria ainda ter sido enviada, pelo que não existe resposta oficial à posição soberana de Bagdade.
 
Tanto quanto se sabe, a versão oficial de Donald Trump é a de que não tenciona retirar as tropas do Iraque. O assunto vai dar ainda muito pano para mangas.
 
A reacção iraniana
O Irão não tinha outra opção que não fosse a de reagir ao acto de guerra norte-americano. Por razões de dignidade e soberania, por necessidades internas e por lhe ser facultada pelo direito internacional.
 
Teerão começou por anunciar que deixa de respeitar os limites de enriquecimento de urânio impostos pelo acordo nuclear internacional 5+1, do qual os Estados Unidos já se tinham retirado.
E o circo da “comunidade internacional” voltou a reagir a preceito, argumentando que, agora sim, o Irão iria avançar para a bomba nuclear – circunstância que passou a valer propagandisticamente como se o regime iraniano já tivesse entrado no “clube atómico”, pronto a “varrer Israel do mapa”, como se ouviu a circunspectos analistas.
 
O filme começou, uma vez mais, a ser rodado ao contrário, escondendo que Israel é a única potência nuclear do Médio Oriente em condições de “varrer vizinhos do mapa”, actividade em que tem muita e proveitosa experiência.
 
A NATO garantiu que “não permitirá que o Irão tenha armas nucleares”. Donald Trump assegurou que “o Irão jamais terá armas nucleares”. Afinal, apesar dos “distanciamentos”, NATO e Trump, Trump e NATO actuam a uma só voz.
 
Na madrugada de 8 de Janeiro, o Irão bombardeou então duas bases iraquianas ocupadas por tropas norte-americanas. Na sua conta twitter, o chefe da diplomacia iraniana, Javad Zarif, explicou que “a resposta foi proporcional” ao ataque sofrido e o Irão abster-se-á de novos ataques.
 
As narrativas em torno deste ataque, porém, estão longe de serem coincidentes e de estarem concluídas.
Circulam informações, por um lado, de que antes da operação o Irão contactou o Iraque e este país os Estados Unidos a tempo de serem tomadas precauções para evitar baixas. Alguns mísseis, inclusivamente, teriam sido preparados para evitar danos.
 
Existem, porém, informações completamente diferentes. O Irão teria procedido exactamente como os Estados Unidos na altura do assassínio de Soleimani: informou o Iraque praticamente em cima da execução do ataque.
 
A versão oficial de Donald Trump é a de que o ataque não causou baixas nas tropas norte-americanas ou iraquianas.
 
Trump e os seus amigos
O presidente norte-americano fez um balanço oficial dos acontecimentos num “discurso à nação” proferido na manhã (de Washington) de dia 8, quarta-feira. Anunciou novas sanções contra o Irão, além de estar “a avaliar outras opções de resposta”. De momento, a escalada militar parece entre parêntesis, embora permaneçam todas as circunstâncias que conduziram a esta nova fase da agressão norte-americana. 
 
Trump pediu “maior envolvimento da NATO”, não especificando em quê relativamente à situação criada, confirmando assim a “decepção” transmitida por Pompeo perante a reacção da aliança ao assassínio de Soleimani. Ficou implícita, através desta abordagem, a obrigatória disponibilização de meios atlantistas para o que quer que se siga na guerra sem fim sustentada pelos Estados Unidos na região do Médio Oriente.
 
Donald Trump parece estar ainda a avaliar os resultados da situação, como manobra de diversão do impeachment, e as suas repercussões na campanha para as eleições de Novembro deste ano.
Além da pressão do impeachment, que em última análise será travado pela maioria republicana do Senado, Trump está sob pressão do Congresso por não ter comunicado previamente a operação contra Bagdade e por não dispôr de qualquer autorização válida para travar uma guerra contra o Irão. Alguns congressistas consideram este facto como a razão de maior peso para um impeachment de um presidente.
 
Apesar da agressividade, o discurso de Trump soou a recuo: está colocado perante a exigência de retirada das tropas do Iraque, as pressões do Congresso, a multiplicação de manifestações em dezenas de cidades do país contra a guerra, a denúncia das mentiras sobre Soleimani na própria comunicação social dominante e também a possibilidade de as versões sobre avultadas baixas militares ganharem terreno se forem, de facto, fundamentadas.
O ataque cerrado no discurso contra Obama, personificando na circunstância o Partido Democrático, confirma que a agressão contra o Irão integra os planos de Donald Trump para tentar retomar a iniciativa frente ao impeachment e desenvolver a campanha eleitoral.
 
A campanha “América primeiro” parece ter derivado para as campanhas de guerra como suporte da propaganda político-eleitoral, ao leme das quais, sem horizonte estratégico, vão Pompeo e os seus cristãos sionistas, os fundamentalistas evangélicos de Pence e as manobras sionistas do genro de Trump, Jarred Kushner, em sintonia absoluta com o primeiro-ministro de Israel.
 
Estando Trump e Netanyahu ambos acossados internamente, tanto em termos políticos como de justiça, a associação de circunstâncias não joga a favor da redução de tensões mas sim da sua exploração ao ritmo das batalhas político-jurídicas que se seguem nos Estados Unidos e em Israel.
 
O cenário mundial está assim refém das necessidades e interesses próprios dos Estados Unidos e seu satélite israelita – ou vice-versa – em plena guerra intercapitalista.
Enquanto a União Europeia prega a “contenção” ao Irão; e o governo português, na velha tradição de bom e respeitador aluno, esteve mudo perante a manobra terrorista que consumou o assassínio do general Soleimani mas já teve voz para condenar o ataque de retaliação conduzido pelo Irão. Comentários dispensam-se.
 
As duas últimas semanas foram exemplares da situação arrepiante a que a chamada “comunidade internacional” deixou que o mundo fosse conduzido pelas mãos de sociopatas incuráveis. 
 
 
Por José Goulão, n´O LADO OCULTO
*A versão inicial deste artigo, e que poderá já ter sido conhecida por alguns leitores, foi alterada. As referências alusivas aos dados em poder do jornalista israelita Jack Khoury foram suprimidas a pedido deste. As informações contidas na sua página de twitter - entretanto cancelada - fazendo alusão à existência de 224 militares norte-americanos feridos recebidos num hospital de Telavive são falsas. Khoury informa que a sua conta de twitter foi alvo de um acto de pirataria de que resultou a inserção de informações não verificadas ou inexistentes. Pelo facto peço desculpa aos leitores.
 

Ver original em 'Conversa Avinagrada' (aqui)

EUA querem discutir retorno à parceria estratégica com Iraque em vez de retirar tropas

Bandeiras dos Estados Unidos e de Israel sendo queimadas por participantes do funeral do major-general iraniano Qassem Soleimani
 

Após o assassinato do general iraniano Soleimani e de dois outros líderes militares pró-iranianos, ação que não foi autorizada pelo governo iraquiano, o Parlamento do Iraque adotou uma moção para que todas as forças militares estrangeiras sejam retiradas do país, incluindo as tropas norte-americanas.

O Departamento de Estado dos EUA anunciou que qualquer nova delegação enviada ao Iraque irá discutir o retorno a uma parceria de "cooperação estratégica" em vez da retirada de tropas do país.

"No entanto, é necessária uma negociação entre os governos dos Estados Unidos e Iraque, não somente em relação à segurança, mas também à nossa parceria financeira, econômica e diplomática", afirma a entidade.

 

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/oriente_medio_africa/2020011014992873-eua-quer-discutir-retorno-a-parceria-estrategica-com-iraque-em-vez-de-retirar-tropas/

Iraque pede que EUA enviem representantes para acertar retirada de tropas estrangeiras

Bandeira dos EUA astiada na fronteira entre Iraque e Síria, em Feeshkhabour (foto de arquivo)
© AP Photo / Khalid Mohammed

O primeiro-ministro interino do Iraque, Adel Abdul Mahdi, pediu ao secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, que seu país enviasse representantes para acordar a retirada das tropas estrangeiras do Iraque.

"Abdul Mahdi exigiu que o secretário de Estado dos EUA envie ao Iraque os representantes dos EUA para desenvolver um mecanismo para implementar a resolução do Conselho de Representantes [Parlamento] do Iraque sobre uma retirada segura das forças [estrangeiras] do território da país", diz o comunicado do escritório de Mahdi que a Sputnik teve acesso.

Foi acrescentado também que as partes examinaram os últimos acontecimentos na região e expressaram seu desejo de evitar um aumento nas tensões e uma guerra aberta.

Ao mesmo tempo, Mahdi enfatizou que o Iraque aspira manter "boas relações com os países e amigos vizinhos".

Tropas americanas sendo deslocadas para o Iraque (foto de arquivo)
© AFP 2019 / capitão do Exército dos EUA Robyn Haake
Tropas americanas sendo deslocadas para o Iraque (foto de arquivo)

Segundo o comunicado, durante a conversa telefônica o secretário de Estado Mike Pompeo, por sua vez, disse que os EUA respeitam a soberania do Iraque.

O Parlamento iraquiano aprovou em 5 de janeiro por maioria de votos a retirada das tropas estrangeiras e defendeu o fim da cooperação com as forças da coalizão internacional contra o Daesh (organização terrorista proibida na Rússia e em outros países).

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/oriente_medio_africa/2020011014992745-iraque-pede-que-eua-enviem-representantes-para-acertar-retirada-de-tropas-estrangeiras/

Iraque pede que Estados Unidos retirem suas tropas do país

247 - O primeiro-ministro iraquiano, Adel Abdul Mahdi, pediu ao secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, que envie uma delegação ao seu país para formular o mecanismo que viabilize a execução da resolução do Parlamento que determina a retirada de tropas.

"O primeiro-ministro disse que forças americanas entraram no Iraque e os drones dos EUA estão voando no espaço aéreo sem a permissão das autoridades iraquianas, o que é uma violação dos acordos bilaterais", informa Russia Today citando a AP.

Abdul Mahdi disse tambem que o Iraque rejeita todas as violações de sua soberania, incluindo o ataque do Pentágono que assassinou na quinta-feira da semana passada o general iraniano Qassem Soleimani no aeroporto de Bagdá e criticou Teerã por ter reagido ao crime de Washington atacando bases militares estadunidenses em território iraquiano.

 

“O pessoal está sereno”

No país que Durão Barroso ajudou a destruir conjuntamente com Aznar, Blair e o outro criminoso chefe da matilha, Bush ou Trump o que vem dar ao mesmo, os agressores batem em retirada.
Mike Pompeo na última visita às alegres comadres, mantém  o Costa na fogueira, à prova de bala.
 
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image  «Até aqui, os militares portugueses tinham de andar dentro da base com o colete à prova de bala e o capacete sempre à mão. Hoje, quando circulam, têm de andar com o colete envergado, não vá haver algum rocket que caia lá dentro, e o capacete, arma pessoal e óculos.»
“O pessoal está sereno” conclui o chefe do Estado-Maior do Comando Conjunto para as Operações Militares, general Marco Serronha, o que não é de estranhar porque “O povo é sereno” como nos dizia o Almirante, que celebrizou o vernáculo “bardamerda”.
O Governo português ao serviço da NATO, pseudónimo dos EUA, tem militares comandados por espanhóis cumprindo rasteira e “serenamente” tarefas a que se submeteu.
 QUE VERGONHA!
 

Ver o original em As palavras são armas (clique aqui)

Após vitória do Irã, clérigo xiita do Iraque diz que conflito terminou

Por Ahmed Aboulenein

BAGDÁ (Reuters) - O influente clérigo xiita iraquiano Moqtada al-Sadr disse nesta quarta-feira que a crise pela qual o Iraque está passando acabou após a retórica de redução da tensão entre Irã e Estados Unidos, e exortou as milícias a não realizarem ataques.

Um novo governo iraquiano, forte, capaz de proteger a soberania e a independência do país deveria ser formado nos próximos 15 dias e conduzir uma eleição antecipada, disse o clérigo populista em comunicado, acrescentando, no entanto, que os iraquianos ainda devem procurar expulsar tropas estrangeiras.

“Peço às facções iraquianas que sejam ponderadas, pacientes e não iniciem ações militares, e calem as vozes extremistas de alguns elementos desonestos até que todos os métodos políticos, parlamentares e internacionais estejam esgotados”, disse ele.

"Trump me pediu para mediar com o Irã e depois assassinou meu convidado", diz Primeiro Ministro do Iraque

247- O primeiro-ministro iraquiano em exercício, Adel Abdul-Mahdi, recomendou que tropas dos Estados Unidos saiam do país. Em discurso ao Parlamento, Abdul-Mahdi afirmou que o general iraniano Qasem Soleimani tinha viajado para Bagdá com o objetivo de entregar uma mensagem do Irã à Arábia Saudita sobre uma proposta para diminuir as tensões na região.

Soleimani deveria se encontrar com o primeiro-ministro na manhã em que foi assassinado. As informações foram publicadas no Et Urbs Magna.

A revelação destrói a alegação dos EUA de que eles tomaram “ação defensiva decisiva” para impedir um ataque supostamente orquestrado por Soleimani.

O assassinato pode gerar conflitos de proporções incalculáveis, até porque o Irã disse que não vai mais respeitar limites para o enriquecimento de urânio.

Por sua vez, o Itamaraty afirmou que é preciso combater o terrorismo, numa clara submissão aos Estados Unidos, do governo Donald Trump. A posição de Jair Bolsonaro pode prejudicar o comércio com o Irã, o principal importador de milho do Brasil.

 

Retaliação: Parlamento do Iraque aprova expulsão de tropas dos EUA no país

"Nunca pensei que veria o parlamento do Iraque expulsando as forças americanas", disse jornalista do New York Times que trabalhou por quatro anos em Bagdá
 
 

Em sessão especial realizada neste domingo (5), o parlamento do Iraque aprovou uma resolução que pede para o governo expulsar as forças norte-americanas do país. Trata-se de uma retaliação ao assassinato, em Bagdá, do Qasem Soleimani, comandante da Força Al Quds, a unidade especial da Guarda Revolucionária do Irã.

Além da expulsão das tropas dos Estados Unidos, a resolução pede ainda que o governo proíba as forças estrangeiras de usar terra, espaço aéreo ou água por qualquer motivo e que sejam cancelados quaisquer pedidos de ajuda do Iraque ao governo dos Estados Unidos.

 
 

Após a invasão do Iraque em 2003 e a derrubada de Saddam Hussein, as tropas norte-americanas se retiraram oficialmente do país em 2011. Elas voltaram ao país a partir de 2014, no entanto, após um acordo entre Bagdá e Washington para combater o Estado Islâmico. Atualmente, há cerca de 5 mil soldados dos EUA no Iraque.

A resolução aprovada pelo parlamento iraquiano surpreendeu a jornalista do The New York Times, Farnaz Fassihi, que por quatro anos dirigiu o escritório do Wall Street Journal em Bagdá durante a guerra civil. “Nunca pensei que veria o parlamento iraquiano expulsando as forças americanas. Nem Soleimani poderia sonhar com isso”, escreveu pelo Twitter.

Retaliação do Irã 

 

Em carta enviada ao Conselho de Segurança das Nações Unidas, o Irã afirmou que os EUA cometeram um “ato de guerra” e que “a resposta para uma ação militar é uma ação militar”. “É um um óbvio exemplo de terrorismo de Estado e, como um ato criminoso, constitui uma violação grosseira dos princípios fundamentais do direito internacional”, disse o embaixador Majid Takht Ravanchi.

 

Bombardeios

Neste sábado foram registrados ataques aéreos em território iraquiano que lançaram bombas próximas à Embaixada dos EUA em Bagdá e próximas a uma base militar que abriga tropas estadunidenses. Não houve registro de mortos e a autoria do ataque ainda não foi reivindicada. Em seguida, uma base militar de forças pró-Irã na fronteira da Síria com o Iraque também foi atacada

 
 

Parlamento do Iraque quer expulsar militares dos EUA do país

Votação ocorreu este domingo. Estão 5 mil operacionais norte-americanos em território iraquiano.       [e alguém se lembre que também lá estão 30 portugueses]

in Mundo ao Minuto
 
Parlamento do Iraque quer expulsar militares dos EUA do país
 

O parlamento do Iraque votou favoravelmente à expulsão dos militares norte-americanos do país, avança a Associated Press. Esta resolução, de acordo com a agência de notícias, quer colocar um ponto final no acordo com Washington, que levou tropas norte-americanas ao Iraque para ajudar a combater o Estado Islâmico.

A votação, que ocorreu este domingo, teve lugar dois dias depois de uma ofensiva dos Estados Unidos que levou à morte do general iraniano Qassem Soleimani, em solo iraquiano. Este acontecimento levou à escalada da tensão no Médio Oriente. 

Recorde-se que também o líder do grupo xiita libanês Hezbollah, Hassan Nasrallah, pediu hoje para que o Iraque seja libertado da "ocupação" dos EUA. "O nosso pedido, a nossa esperança, o que é esperado dos nossos irmãos no parlamento iraquiano é [...] adotar uma lei exigindo a saída das forças americanas do Iraque", afirmou Nasrallhah, durante um discurso divulgado por uma estação libanesa.

Já a coligação internacional liderada pelos EUA anunciou este domingo a suspensão das suas atividades de apoio e treino às tropas iraquianas, para se concentrar na proteção das bases estacionadas no Iraque, segundo um comunicado oficial.

No mesmo ataque que tirou a vida a Soleimani morreu também Abu Mehdi al-Muhandis, o 'número dois' da coligação de grupos paramilitares pró-iranianos no Iraque, conhecida como Mobilização Popular (Hachd al-Chaabi), além de outras seis pessoas.

Estão 5 mil operacionais norte-americanos em território iraquiano.

 

Iraque inicia preparo para retirada de tropas estrangeiras, afirma porta-voz militar

Autoridades iraquianas deram início ao preparo para retirada das forças estrangeiras do país, declarou o porta-voz militar iraquiano, Abdel Karim Khalaf, em uma coletiva de imprensa em Bagdá nesta segunda-feira (6).

O porta-voz indicou que "o governo iraquiano restringiu o movimento terrestre e aéreo das forças militares da coalizão internacional, além de não permitir o movimento das mesmas onde quer que seja".

"O governo do Iraque se preparou para o início da retirada das tropas norte-americanas do Iraque. As atividades da coalizão internacional no Iraque serão limitadas a aconselhamentos, armamentos e treinamentos de militares, já as forças armadas sairão do Iraque [...] Os últimos ataques norte-americanos foram uma insensatez que não pode ser abafada", expressou Khalaf em entrevista ao canal Al-Jazeera.

De acordo com Khalaf, os norte-americanos realizaram operações sozinhos, sem notificar o Estado-Maior iraquiano.

No dia 3 de janeiro, os EUA realizaram um ataque aéreo contra o aeroporto internacional nos subúrbios de Bagdá em que mataram o major-general iraniano Qassem Soleimani e outras 11 pessoas. A ação não contou com a autorização das autoridades iraquianas, provocando indignação do governo e rechaço à presença norte-americana.

Desde então, a região vive uma nova escalada de tensões, em uma troca constante de acusações entre os Estados Unidos e Irã, que pode eclodir em um enfrentamento militar entre os dois países.

 

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/oriente_medio_africa/2020010614976079-iraque-iniciou-preparo-de-retirada-de-tropas-estrangeiras-afirma-comandante-iraquiano/

Alemanha suspende patrulhamento de contingente militar no Iraque

Soldados alemães entram em avião de transporte Transall C-160
© AP Photo / Jan Pitman

A Alemanha anunciou a suspensão pouco depois de o Parlamento iraquiano aprovar uma resolução pondo "fim à presença das tropas estrangeiras no solo iraquiano", bem como a proibição de "utilizar o solo, espaço aéreo ou águas".

Em meio às tensões entre Washington e Teerã, Berlim decidiu cessar o patrulhamento de suas forças militares no Iraque como parte da Coalizão Internacional Contra o Estado Islâmico (CJTFOIR, na sigla em inglês), liderada pelos EUA.

"Devido aos recentes desenvolvimentos no Iraque, o inspetor geral das Forças Armadas Unificadas da Alemanha, [Eberhard] Zorn, decidiu suspender a mudança regular do contingente dos soldados alemães da CJTFOIR", informa comunicado das Forças Armadas.

A medida foi tomada poucas horas depois de o Parlamento iraquiano aprovar a resolução pondo fim à presença das tropas estrangeiras em solo iraquiano e proibição da utilização do solo, espaço aéreo ou águas territoriais sob qualquer circunstância.

Soldados alemães em frente de veículo de trasporte de tropas Boxer depois de exercícios no sul da Alemanha, 23 de maio de 2016
© AFP 2019 / CHRISTOF STACHE
Soldados alemães em frente de veículo de trasporte de tropas Boxer depois de exercícios no sul da Alemanha, 23 de maio de 2016

No dia 2 de janeiro, um ataque aéreo eliminou o general Qassem Soleimani, líder das forças curdas da Guarda Revolucionária iraniana.

O Pentágono confirmou a autoria do ataque, realizado com mísseis sob a supervisão do presidente dos EUA, Donald Trump.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/oriente_medio_africa/2020010614974373-alemanha-suspende-patrulhamento-de-contingente-militar-no-iraque/

EUA dizem que estão 'desapontados' com decisão que pede saída de tropas americanas do Iraque

Canhão americano M777 howitzer em ação (foto de arquivo)
© AP Photo / Sgt. Paul Sale

Os EUA expressaram "desapontamento" com a decisão do Parlamento do Iraque de pedir a saída de todas as tropas estrangeiras do território iraquiano, entre elas as forças norte-americanas. 

Os Estados Unidos mantêm forte presença no Iraque desde a invasão aprovada pelo então presidente George W. Bush, em 2003. 

A votação no parlamento ocorreu neste domingo (5) e agora precisa de autorização do governo. 

"Os Estados Unidos estão desapontados com a ação tomada hoje no Conselho de Representantes do Iraque. Enquanto aguardamos mais esclarecimentos sobre a natureza legal e o impacto da resolução de hoje, instamos fortemente os líderes iraquianos a considerar a importância da relação econômica e de segurança em andamento entre os dois países, e da presença contínua da Coalizão Global para Derrotar o Daesh [grupo terrorista proibido na Rússia e vários outros países]", afirmou o porta-voz do Departamento de Estado norte-americano, Morgan Ortagus. 

A resolução do Parlamento também determinou a retirada do apoio iraquiano à coalizão internacional contra o terrorismo liderada pelos EUA. 

O presidente norte-americano, Donald Trump, por sua vez, disse que os EUA só deixarão o Iraque se Bagdá pagar por uma base aérea instalada no território iraquiano. Além disso, ameaçou impor sanções contra o Iraque. 

Compromisso com 'Iraque soberano e estável'

"Nós acreditamos que é do interesse mútuo dos Estados Unidos e do Iraque continuar a combater o Daesh juntos. Essa administração permanece compromissada com um um Iraque soberano, estável e próspero", afirmou o porta-voz. 

A tensão no Oriente Médio aumentou desde a morte do general Qassem Soleimani e Abu Mahdi al-Muhandis, comandante-adjunto de um grupo de milícias xiitas iraquianas, em um ataque ordenado pelo presidente dos Estados Unidos. A ação ocorreu nos arredores de Bagdá, próximo ao aeroporto internacional da capital. 

Milhares de pessoas saíram às ruas do Iraque e do Irã neste sábado e domingo para prestar homenagens aos dois líderes. Autoridades iranianas prometeram vingar a morte de Soleimani, considerado umas das pessoas mais influentes da região.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/americas/2020010514973615-eua-dizem-que-estao-desapontados-com-decisao-que-pede-saida-de-tropas-americanas-do-iraque/

Suécia e Dinamarca suspendem missões militares no Iraque após morte de Soleimani

Militares das Forças Armadas da Suécia na ilha de Gotlândia, Suécia (arquivo)
© REUTERS / TT News Agency/ Soren Andersson

As forças armadas da Suécia e da Dinamarca suspenderam suas missões de treinamento no Iraque após o assassinato do comandante da força de elite Quds, do Corpo da Guarda Revolucionária do Irã, Qassem Soleimani.

O general iraniano foi morto na última sexta-feira, em Bagdá, em um ataque aéreo realizado pelos Estados Unidos, como forma de retaliação a supostas provocações que, segundo Washington, Teerã estaria promovendo no Oriente Médio. A ação levou a um aumento das tensões na região, gerando preocupações sobre uma possível escalada da violência. 

 

​"Sempre há um risco aumentado ao participar de um esforço. Nossa equipe é muito bem treinada, mas, no momento, pausamos as operações porque a segurança de nossa equipe é mais importante", explicou Kristina Swaan, porta-voz do Ministério da Defesa da Suécia, país que mantém 70 conselheiros militares no Iraque, onde atua, a convite das autoridades locais, desde agosto de 2015.

Assim como a Suécia, a Dinamarca também decidiu suspender o treinamento das forças iraquianas em razão do aumento das tensões na região, conforme anunciou a Defesa dinamarquesa, citada neste sábado pela mídia local. 

 

​Mais cedo, a agência Reuters informou, citando uma carta de um oficial do Exército da Alemanha, que todas as operações de treinamento realizadas pelos EUA e seus aliados no Iraque seriam suspensas, por decisão do tenente-general norte-americano Pat White, que comanda a coalizão internacional responsável pela Operação Decisão Inerente (OIR, na sigla em inglês).

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/oriente_medio_africa/2020010414969650-suecia-e-dinamarca-suspendem-missoes-militares-no-iraque-apos-morte-de-soleimani/

Um novo ano e um novo erro de política externa de Trump no Iraque

 
 
Medea Benjamin e Nicolas J. S. Davies | Global Research, January 03, 2020
 
É um ano novo, e os EUA encontraram um novo inimigo - uma milícia iraquiana chamada Kata'ib Hezbollah. Quão tragicamente previsível foi isso? Então, quem ou o que é o Hezbollah Kata'ib? Por que as forças americanas estão atacando? E para onde isso vai levar?
 
O Hezbollah de Kata'ib é uma das Unidades de Mobilização Popular (UGP) que foram recrutadas para combater o Estado Islâmico após o colapso das forças armadas iraquianas e Mosul, a segunda maior cidade do Iraque, caiu para o IS em junho de 2014. As seis primeiras UGP foram formadas por cinco milícias xiitas que receberam apoio do Irã, além da Companhia Nacional da Paz iraquiana de Muqtada al-Sadr, a reencarnação de sua milícia anti-ocupação do Exército Mahdi, que ele havia desarmado em 2008 sob um acordo com o governo iraquiano.
 
O Hezbollah Kata'ib era uma dessas cinco milícias xiitas originais e existia muito antes da luta contra o Estado Islâmico (EI). Era um pequeno grupo xiita fundado antes da invasão do Iraque pelos EUA em 2003 e fazia parte da resistência iraquiana durante toda a ocupação americana. Em 2011, supostamente havia 1.000 combatentes, que recebiam de US $ 300 a US $ 500 por mês, provavelmente financiados principalmente pelo Irão. Lutou ferozmente até as últimas forças de ocupação dos EUA serem retiradas em dezembro de 2011 e assumiu a responsabilidade por um ataque com foguete que matou 5 soldados americanos em Bagdad em junho de 2011. Desde a formação de uma PMU em 2014, seu líder, Abu Mahdi al-Muhandis, foi o comandante militar geral das UGP, reportando-se diretamente ao conselheiro de segurança nacional no gabinete do primeiro-ministro.
Na luta contra o EI, as PMUs proliferaram rapidamente. A maioria dos partidos políticos no Iraque respondeu a uma fatwa do Grande Ayatollah al-Sistani para formar e ingressar nessas unidades, formando suas próprias. No auge da guerra com o EI, as PMUs compreendiam cerca de 60 brigadas com centenas de milhares de combatentes xiitas e incluíam até 40.000 iraquianos sunitas .
 
No contexto da guerra contra o Estado Islâmico, os EUA e o Irã prestaram grande apoio militar à PMU e a outras forças iraquianas, e as peshmerga curdas do Iraque também receberam apoio do Irão. O secretário de Estado John Kerry se reuniu com o ministro das Relações Exteriores do Irã Mohammad Zarif em Nova York em setembro de 2014 para discutir a crise, e o embaixador dos EUA Stuart Jones disse em dezembro de 2014: “Vamos ser sinceros, o Irão é um vizinho importante do Iraque. Tem que haver cooperação entre o Irão e o Iraque. Os iranianos estão conversando com as forças de segurança iraquianas e estamos conversando com as forças de segurança iraquianas... Estamos confiando neles para fazer o desconflito.”
 
As autoridades americanas e a mídia corporativa estão falsamente pintando o Hezbollah Kata'ib e as PMUs como milícias independentes e renegadas no Iraque, apoiadas pelo Irão, mas são realmente uma parte oficial das forças de segurança do Iraque. Como um comunicado do gabinete do primeiro-ministro iraquiano deixou claro, os ataques aéreos norte-americanos foram um “ataque americano sobre as forças armadas iraquianas.” E estes não eram quaisquer forças militares iraquianas, mas as forças que têm suportado o peso de alguns dos combates mais ferozes contra o Estado islâmico.
 
A hostilidade aberta entre as forças americanas e o Hezbollah Kata'ib começou seis meses atrás, quando os EUA permitiram que Israel usasse bases americanas no Iraque e / ou na Síria para lançar ataques de drones contra o Kata'ib Hezbollah e outras forças da PMU no Iraque. Há relatos conflitantes sobre exatamente de onde os drones israelitas foram lançados, mas os EUA tinham controle efetivo do espaço aéreo iraquiano e eram claramente cúmplices dos ataques com drones. Isso levou a uma campanha do clérigo / político xiita Muqtada al-Sadr e de outros partidos e políticos anti-ocupação na Assembleia Nacional do Iraque para pedir mais uma vez a expulsão das forças americanas do Iraque, como fizeram com sucesso em 2011 e nos EUA. foi forçado a aceitar novas restrições ao uso do espaço aéreo iraquiano.
 
Então, no final de outubro, as bases americanas e a Zona Verde de Bagdad passaram por uma nova onda de ataques com foguetes e morteiros . Enquanto ataques anteriores foram atribuídos ao Estado Islâmico, os EUA culparam a nova rodada de ataques ao Hezbollah Kata'ib. Após um forte aumento nos ataques com foguetes contra bases americanas em dezembro, incluindo um que matou um empreiteiro militar dos EUA em 27 de dezembro, o governo Trump lançou ataques aéreos em 29 de dezembro que mataram 25 membros do Hezbollah Kata'ib e feriram 55. Primeiro-ministro Abdul -Mahdi chamou os ataques uma violação da soberania iraquiana e declarou três dias de luto nacional para as tropas iraquianas que as forças norte-americanas mataram.
 
Os ataques dos EUA também levaram a protestos maciços que cercaram a Embaixada dos EUA e a antiga sede de ocupação dos EUA na Zona Verde em Bagdad. As forças dos EUA na embaixada supostamente usou gás lacrimogéneo e granadas de efeito moral contra os manifestantes, deixando 62 milicianos e civis feridos. Após o cerco, o governo Trump anunciou que enviaria mais tropas para o Oriente Médio. Espera -se que aproximadamente 750 soldados sejam enviados como resultado do ataque à embaixada e outros 3.000 poderão ser enviados nos próximos dias.
 
A retaliação dos EUA estava fadada a inflamar as tensões com o governo iraquiano e aumentar a pressão popular para fechar as bases americanas no Iraque. De fato, se o Hezbollah Kata'ib é de fato responsável pelos ataques de foguetes e morteiros, essa provavelmente é exatamente a cadeia de eventos que eles pretendem provocar. Enfurecidos com o flagrante desrespeito do governo Trump pela soberania iraquiana e preocupados com o fato de o Iraque ser arrastado para uma guerra por procuração dos EUA com o Irão que ficará fora de controle, uma ampla faixa de líderes políticos iraquianos está agora pedindo a retirada das tropas dos EUA.
 
A presença militar dos EUA no Iraque foi restabelecida em 2014 como parte da campanha contra o Estado Islâmico, mas essa campanha foi encerrada substancialmente desde a quase destruição e reocupação de Mosul, a segunda maior cidade do Iraque, em 2017. O número de ataques e terroristas os incidentes ligados ao Estado Islâmico no Iraque diminuíram constantemente desde então, de 239 em março de 2018 para 51 em novembro de 2019, de acordo com o pesquisador do Iraque Joel Wing. Os dados de Wing deixam claro que o EI é uma força muito reduzida no Iraque.
 
A crise real que o Iraque enfrenta não é um EI crescente, mas os enormes protestos públicos, a partir de outubro, que expuseram a disfunção do próprio governo iraquiano. Meses de protestos nas ruas forçaram o primeiro-ministro Abdul-Mahdi a renunciar - ele agora está simplesmente atuando como zelador enquanto aguarda novas eleições. A severa repressão das forças do governo deixou mais de 400 manifestantes mortos, mas isso só aumentou ainda mais a indignação pública.
 
Essas manifestações não são dirigidas apenas contra políticos iraquianos individuais ou contra a influência iraniana no Iraque, mas contra todo o regime político pós-2003 estabelecido pela ocupação americana. Os manifestantes culpam o sectarismo do governo, sua corrupção e a influência estrangeira duradoura do Irão e dos EUA pelo fracasso em investir a riqueza petrolífera do Iraque na reconstrução do Iraque e na melhoria da vida de uma nova geração de jovens iraquianos.
 
O recente ataque ao Hezbollah Kata'ib realmente trabalhou a favor do Irão, tornando a opinião pública iraquiana e os líderes iraquianos mais solidamente contra a presença militar dos EUA. Então, por que os EUA colocaram em risco a influência que ainda tem no Iraque ao lançar ataques aéreos contra as forças iraquianas? E por que os EUA mantêm as 5.200 tropas americanas no Iraque, na base aérea de Al-Asad, na província de Anbar, e em bases menores em todo o Iraque? Já possui quase 70.000 soldados em outros países da região, pelo menos 13.000 no vizinho Kuwait, sua maior base estrangeira permanente depois da Alemanha, Japão e Coreia do Sul.
 
Enquanto o Pentágono continua insistindo que a presença de tropas dos EUA é apenas para ajudar o Iraque a combater o ISIS, o próprio Trump definiu sua missão como "também vigiar o Irão". Ele disse isso aos militares dos EUA no Iraque em uma visita de Natal em dezembro de 2018 e reiterou em uma entrevista da CBS em fevereiro de 2019 . O primeiro-ministro iraquiano Abdul-Mahdi deixou claro que os EUA não têm permissão para usar o Iraque como base para enfrentar o Irão. Tal missão seria claramente ilegal sob a constituição do Iraque de 2005 , elaborada com a ajuda dos Estados Unidos, que proíbe o uso do território do país para prejudicar seus vizinhos.
 
Nos termos do Acordo-Quadro Estratégico de 2008 entre os EUA e o Iraque, as forças dos EUA só podem permanecer no Iraque a “pedido e convite” do governo iraquiano. Se esse convite for retirado, eles deverão sair, como foram forçados a fazer em 2011. A presença dos EUA no Iraque agora é quase universalmente impopular, especialmente após os ataques dos EUA às forças armadas iraquianas que supostamente estão lá para apoiar.
 
O esforço de Trump para culpar o Irão por esta crise é simplesmente um truque para desviar a atenção de sua própria política confusa. Na realidade, a culpa pela crise atual deve ser colocada diretamente na porta da própria Casa Branca. A decisão imprudente do governo Trump de se retirar do acordo nuclear de 2015 com o Irão e reverter para a política dos EUA de ameaças e sanções que nunca funcionaram antes está saindo tão mal quanto o resto do mundo previu que seria, e Trump é o único culpado por isso - e talvez John Bolton.
 
Então, 2020 será o ano em que Donald Trump será finalmente forçado a cumprir suas promessas infinitas de trazer as tropas americanas para casa de pelo menos uma de suas intermináveis ​​guerras e ocupações militares? Ou será que a propensão de Trump por se dobrar em políticas brutais e contraproducentes só nos levará mais fundo em seu atoleiro pet de conflito cada vez maior com o Irão, com as forças sitiadas dos EUA no Iraque como peões em mais uma guerra invencível?
 
Esperamos que 2020 seja o ano em que o público americano finalmente olhe para a fatídica escolha entre guerra e paz com a visão 20/20, e que comecemos a punir severamente Trump e qualquer outro político dos EUA que opte por ameaças sobre a diplomacia, coerção sobre cooperação e guerra pela paz.
 
*Medea Benjamin é co-fundadora do CODEPINK for Peace e autor de vários livros, incluindo Inside Iran: The Real History and Politics da República Islâmica do Irão.
 
*Nicolas JS Davies é jornalista independente, pesquisador do CODEPINK e autor de Blood On Our Hands: a invasão e destruição americana do Iraque.
 
Imagem em destaque: Embaixada dos EUA no Iraque sitiada / Creative Commons
 
A fonte original deste artigo é Global Research
 
Copyright © Medea Benjamin e Nicolas JS Davies , Global Research, 2020

Ver o original em 'Página Global' na seguinte ligação:

https://paginaglobal.blogspot.com/2020/01/um-novo-ano-e-um-novo-erro-de-politica.html

Americanos fogem do Iraque após atentado terrorista comandado por Trump contra general iraniano

 

Sputinik –Dezenas de cidadãos dos EUA que trabalham para empresas petrolíferas estrangeiras na cidade iraquiana de Basra estão se preparando para deixar o país.

De acordo com informações recentes divulgadas pela Reuters, citando fontes de uma empresa petrolífera, a Embaixada dos EUA em Bagdá a todos os cidadãos estadunidenses que abandonem o país imediatamente, horas depois do assassinato do comandante iraniano Qasem Soleimani, um dos líderes da Guarda Revolucionária do Irã, em resultado do ataque aéreo realizado pelos EUA.

 

A evacuação dos funcionários não afetará as operações, produção ou exportação, segundo os representantes da petrolífera iraquiana.

General iraniano Qasem Soleimani, chefe da unidade Força Quds, foi morto na manhã da sexta-feira em um bombardeio do Aeroporto Internacional de Bagdá, no Iraque.

O Pentágono confirmou sua responsabilidade pela morte de Soleimani e disse que um dos objetivos do ataque foi impedir os futuros planos de ataque iranianos.

No Iraque gritou-se “abaixo os EUA e morte à América”

Foram estas as frases mais ouvidas junto à Embaixada dos EUA no Iraque. Os manifestantes iraquianos, enquanto gritavam, atearam fogo à vedação da embaixada situada no país que outrora foi governado por Saddam.

 

 

A Embaixada dos EUA no Iraque, localizada na chamada Zona Verde de Bagdad, foi alvo de violentos protestos na sequência dos ataques aéreos realizados pela aviação norte americana contra instalações do grupo de milícias chií Kataeb Hizbulá.

https://twitter.com/no_itsmyturn/status/1211952709844295681?ref_src=twsrc%5Etfw

 

 

Tear gas has been fired at those gathered at U.S. Embassy in Baghdad Iraq attempting to push them back, however the mob of thugs sent by Iran seem to be increasing. #GreenZone #Baghdad #IraqProtests #Iraq pic.twitter.com/Zg1axAlzTF

— BANDIT XRAY 🇺🇸 ⚔ (@BANDIT_XRAY) December 31, 2019

 

 

VIDEO: Protesters set fire to the outside walls of the US Embassy in Baghdad. – @IRaqiRev pic.twitter.com/gWJC0d5a8D

— Conflict News (@Conflicts) December 31, 2019

 

 

Segundo declarações de Al Amiri, comandante da milícia chií Al Hashd al Shaabi, pelo menos 25 iraquianos terão perdido a vida e 50 cidadãos terão ficado feridos.

Invasão do Iraque foi há 16 anos com cerca de 200 mil militares

A invasão ao Iraque organizada pelos EUA, na altura o presidente era George W. Bush, concretizou-se em Março de 2003. Os EUA (148 mil tropas), com o apoio da Inglaterra (45 mil tropas), Austrália (2 mil tropas), entre outros países, como o Kuwait e a Arábia Saudita que disponibilizaram os territórios, criaram uma coligação para derrubar Saddam Hussein, com a acusação de que Saddam tinha armas de destruição em massa.

Apesar dos relatórios da CIA (Central Intelligence Agency) indicarem que  Saddam Hussein não tinha armas de destruição em massa, o ex-presidente Bush avançou para a invasão militar porque havia vários acordos financeiros que garantiram a posse sob as reservas de petróleo.

Nos dias de hoje, mesmo depois de Saddam ter sido derrubado e enforcado por decisão de um tribunal nacional, o Iraque vive imensos problemas de ordem social e política e a presença de tropas dos EUA na região é contestada, como se observa nos vídeos, filmados em 31 de Dezembro do corrente ano.


 

 

 
 
 
 

Ver original no jornal 'TORNADO' na seguinte ligação:

https://www.jornaltornado.pt/no-iraque-gritou-se-abaixo-os-eua-e-morte-a-america/

Mais de 400 pessoas são mortas e 19 mil ficam feridas durante protestos no Iraque - ONU

 
 
Manifestantes protestam nas ruas do Iraque desde a primeira semana de outubro exigindo eleições livres, fim da corrupção generalizada, emprego e crescimento económico. Mais de 400 pessoas foram mortas e 19 mil ficaram feridas durante as manifestações.
 
A representante especial do secretário-geral da ONU para o Iraque, Jeanine Hennis-Plasschaert, falou ao Conselho de Segurança da ONU a partir de Bagdad na terça-feira (3). Segundo ela, as regras de atuação das forças de segurança no país foram alteradas para garantir a segurança dos manifestantes, mas “a realidade é que o uso de munição real continua, dispositivos não letais continuam sendo usados de formaindevida, e prisões e detenções ilegais ocorrendo”.
 
No domingo (1), o Parlamento iraquiano aceitou o pedido de renúncia do primeiro-ministro, Adel Abdel Mahdi. As Nações Unidas pedem que os responsáveis pelas mortes durante os protestos sejam identificados e julgados.
 
A representante especial do secretário-geral para o Iraque, Jeanine Hennis-Plasschaert, informou nesta terça-feira (3) ao Conselho de Segurança sobre as consequências dos protestos de rua que começaram na primeira semana de outubro.
 
Segundo ela, já morreram mais de 400 pessoas e mais de 19 mil ficaram feridas. A representante pediu que os responsáveis sejam identificados e julgados.
 
Motivos
 
Hennis-Plasschaert afirmou que os manifestantes estão “mostrando amor pelo seu país e identidade iraquiana”, mas “pagando um preço demasiado alto”.
 
Os protestos têm sido liderados por jovens que “expressam frustração com más perspectivas económicas, sociais e políticas”. Os manifestantes também criticam corrupção, interesses partidários, e interferências estrangeiras.
 
Hennis-Plasschaert disse que os manifestantes querem eleições livres, justas e credíveis, fim da corrupção generalizada e mais emprego e crescimento.
 
 
 
Futuro
 
Na semana passada, ela visitou um hospital em Bagdad, onde encontrou um jovem de 16 anos que ficou ferido durante os protestos. A mãe do menino contou que “a falta de perspectivas deixa os adolescentes desesperados”.
 
Hennis-Plasschaert disse que “esses jovens não se lembram de como a vida era horrível para muitos iraquianos na época de Saddam Hussein”. Apesar disso, “estão muito conscientes da vida que foi prometida após Saddam Hussein”, avaliou.
 
Ela também afirmou que os manifestantes “sabem perfeitamente que um futuro melhor é possível”.
 
Segundo a representante da ONU, “qualquer nação de sucesso precisa abraçar o potencial de seus jovens”, mas isso “é ainda mais importante no Iraque, que tem uma população muito jovem”.
 
Resposta
 
Sobre a resposta aos protestos, Hennis-Plasschaert afirmou que “os eventos saíram de controle logo na primeira noite” e que “as autoridades imediatamente usaram força excessiva”, destacou.
 
Segundo ela, a investigação do governo está incompleta e ainda falta resposta para várias questões, como quem está atacando os meios de comunicação, raptando ativistas ou atirando sobre manifestantes.
 
Desde outubro, as regras de atuação das forças de segurança foram alteradas, mas “a realidade é que o uso de munição real continua, dispositivos não-letais continuam sendo usados de forma indevida, e prisões e detenções ilegais continuam ocorrendo”, comunicou.
 
Nas últimas semanas, o governo anunciou várias reformas nas áreas da habitação, desemprego, apoio financeiro e educação, mas a representante disse que são “vistos como irreais ou muito pouco e muito tarde”.
 
Situação política
 
Na conversa com o Conselho de Segurança das Nações Unidas, representante especial também atualizou os países-membros sobre a situação política do país.
 
O Parlamento aceitou a renúncia do primeiro-ministro, Adel Abdel Mahdi, no domingo, 1º de dezembro.
 
Na última terça-feira (3), o Parlamento pediu ao presidente, Barham Salih, que nomeie um novo primeiro-ministro dentro de 15 dias. Depois de ser conhecido o novo nome, ele terá 30 dias para formar um governo.
 
Hennis-Plasschaert afirmou, no entanto, que os líderes políticos precisam “promover soluções reais, em vez de abandonar um primeiro-ministro com pouco ou nenhum apoio”.
 
Segundo ela, “um governo não pode fazer sozinho” todo o trabalho necessário, que “é uma responsabilidade coletiva de toda a classe política”, apontou.
 
Outras ameaças
 
Os protestos dominam a agenda nacional, mas a representante diz que não se pode esquecer a luta contra o Estado Islâmico do Iraque e do Levante (ISIL/Da’esh).
 
Ela disse que, enquanto os líderes discutem, “um novo desastre está a caminho”.
 
Segundo Hennis-Plasschaert , a situação de deslocados internos e refugiados em assentamentos como al-Hawl não é sustentável e deixa evidente “uma falta chocante de pensamento internacional de longo prazo”.
 
Ao fim da conversa, a representante lembrou um encontro com o Grande Aiatolá Ali al-Sistani. Segundo o líder político, “a situação não pode continuar como estava antes das manifestações”.
 
A esse respeito, a representante afirmou que “novas e grandes oportunidades podem surgir a partir de uma crise”. Segundo ela, “o Iraque não é uma causa perdida” e “tem um imenso potencial”.
 
ONU - Publicado em 04/12/2019
 
 
Imagens: 1 - Protestos têm sido liderados por jovens que expressam frustração com más perspectivas económicas, sociais e políticas. Foto: ACNUDH.; 2 - Jeanine Hennis-Plasschaert, representante especial do secretário-geral para o Iraque, falou em 3 de dezembro com Conselho de Segurança sobre consequências dos protestos. Foto UNAMI.

Ver o original em 'Página Global' na seguinte ligação:

https://paginaglobal.blogspot.com/2019/12/mais-de-400-pessoas-sao-mortas-e-19-mil.html

Iraque, país mártir

Em 1963, os EUA ajudaram a continuar o longo pesadelo, que tem sido a vida no do Iraque, quando fomentaram  a queda do governo popular de Abdel Karim Kassem, que queria nacionalizar o petróleo iraquiano e criar programas de assistência social.

 

 

Lembra-lhes o que está agora a acontecer na Bolívia?

Naqueles anos 60 os EUA apoiaram então a ascensão de Saddam Hussein e apoiaram o seu regime ao longo dos anos, usando esse apoio como tática contra o Irão. Fizeram-no ignorando os horrores das perseguições políticas, tortura e execuções usadas pelo líder Sadam. Ignoraram a matança dos civis curdos na cidade de Halabja e os massacres de iraquianos xiitas, após a Guerra do Golfo.

Durante sessenta anos os EUA e a Grã-Bretanha desempenharam um papel central no fomento de desastres que destruíram a vida de gerações inteiras no Iraque e no Irão. Qualquer crítica ao papel que tem hoje o Irão não pode apagar as maléficas e erradas ações conjuntas de britânicos e americanos.

Crise atual

Hoje em dia vemos as notícias de sucessivas manifestações no Iraque contra o governo  presidido por Adel Abdul Mahdi, um dos protagonistas dos atuais acontecimentos

De acordo com notícias atuais emitidas pela Al-Jazeera mais de 300 pessoas foram mortas e milhares de outras ficaram feridas desde que os protestos contra o governo do Iraque eclodiram no início de outubro último provocados por uma raiva generalizada sobre a corrupção oficial, desemprego em massa e serviços públicos que nunca ultrapassaram a destruição que lhes foi infligida depois da invasão do Iraque pelos americanos. Manifestações em Bagdade e várias cidades no sul do Iraque, representam o maior desafio ao governo de um ano do referido primeiro-ministro Adel Abdul Mahdi.

Muitos manifestantes  dizem que as autoridades do país falharam em melhorar a vida de seus cidadãos, apesar de um período de relativa calma que se seguiu à derrota do Estado Islâmico do Iraque e do grupo armado Levant (ISIL ou ISIS) há dois anos.

O Iraque tem  40 milhões de habitantes dos quais 60% vivem com menos de  6 dólares por dia, segundo dados do Banco Mundial.

A miséria vivida por um país  que tem a quinta maior reserva  de petróleo do mundo.

O acesso a cuidados de saúde, educação, água potável e eletricidade são restritos e  grande parte da infraestrutura do país ficou inutilizada.

Al-Sistani pede reforma eleitoral

Na sexta-feira, o principal líder xiita do Iraque, o grande aiatolá Ali al-Sistani, pediu aos políticos do país que acelerassem a reforma das leis eleitorais, dizendo que as mudanças eram a única maneira de resolver a agitação mortal que se desenrolou nas últimas semanas.”Afirmamos a importância de acelerar a aprovação da lei eleitoral e da comissão eleitoral, porque isso faria que o país estaria a dar passos para sair da crise”.

O presidente do Iraque, Barham Salih, prometeu realizar uma eleição parlamentar logo que uma nova lei seja aprovada, numa tentativa de acalmar os manifestantes, mas não definiu nenhum cronograma para a votação. Mohammed Jamjoom, da Al Jazeera, informou em Bagdade que uma sessão parlamentar deve ocorrer no próximo sábado, durante a qual a lei de reforma eleitoral terá uma segunda leitura, abrindo caminho para uma possível votação parlamentar da legislação na próxima semana.

Mas os manifestantes desconfiam de tudo o que o governo diz.

Por isso  continuarão a aparecer nas ruas todos os dias independentemente das ameaças que lhes são feitas. Querem ver as promessas cumpridas e não só anunciadas.

Em resumo: Protagonistas iraquianos desta crise atual

  • O 1º Ministro  Adel Abdul Mahdi, 
  • o líder xiita do Iraque, o grande aiatola Ali al-Sistani
  • O presidente do Iraque, Barham Salih
  • O povo que invade as ruas em protesto

 

Antecedentes

A História do Iraque desde os tempos da dominação Otomana

Império OtomanoDe 1638 até até à  Primeira Guerra Mundial, o território do Iraque fez parte do Império Turco-Otomano.

A história moderna do Iraque começa com a última fase da regência Otomana, durante o século XIX. Até à década de 1830, o sultão otomano, sediado na capital Istambul, governava uma área vastíssima, que ia de Viena a Bassorá.

O verdadeiro poder, no que diz respeito ao atual Iraque, estava entre os poderosos líderes das tribos e  governantes locais convertidos ao Islão e que tinham a confiança de Istambul. No norte do atual Iraque, os lideres curdos sentiam-se praticamente livres. Os nómadas nunca sentiram o jugo otomano. Havia hostilidades e conflitos entre nómadas, árabes, turcos e persas que viviam na região o que impediu durante longo tempo  uma eventual unificação política.

O último líder muçulmano, um dos tais convertidos ao Islão, Daúde (1816-1831), iniciou importantes programas de modernização, que incluíram a construção de canais, indústrias, treino de 20 mil soldados e inicio da imprensa. Mas em 1831 uma  cheia devastou Bagdade, possibilitando que o sultão otomano Mhamude II estabelecido em Istambul, restabelecesse a soberania sobre o atual Iraque. O governo otomano foi instável. Bagdade teve mais de dez governadores entre 1831 e 1869.

Em 1869, no entanto, os otomanos reconquistaram a autoridade quando Midate Paxá foi indicado governador de Bagdade.

Midhat imediatamente iniciou um processo de modernização do atual Iraque nos moldes ocidentais. Reorganizou o exército, criou códigos penais e comerciais, secularizou o sistema educacional e melhorou a administração provincial. Midate estimulou a sedentarização das tribos nómadas com a venda de terras aos chefes tribais, o que reduziu a influência dos grupos que continuavam errantes. Os árabes começaram a experimentar as consequências dos novos e mais eficientes métodos administrativos otomanos, principalmente no recebimento efetivo de impostos. O grande crescimento do Império Otomano fez surgir na ressentida população um forte espírito nacionalista árabe, encorajado também pelas ambiciosas potências europeias.

 

Presença do Reino Unido e da Alemanha

Na última parte do século XIX, o Reino Unido e a Alemanha tornaram-se rivais no desenvolvimento comercial nesta área da Mesopotâmia. Os britânicos foram os primeiros a cheirarem o  interesse pela região. Em 1861 estabeleceram uma companhia de barcos a vapor no porto de Bassorá. Os alemães de Bismarck queriam construir o Caminho de Ferro do Oriente, ligando Berlim a Bagdade. Queriam também construir um caminho de ferro ligando Bagdade a Bassorá no Golfo Pérsico. Enquanto isso o Império Britânico consolidava-se no Golfo Pérsico protegendo lideres árabes locais. Também foi ocupando as costas de Omã, do Katar, dos agora Emiratos Árabes Unidos. Londres estendeu a seguir a mão para o Koweit um Emirato dependente de Bassorá. Investidores britânicos conseguem uma concessão para, em 1901, explorar campos petrolíferos do Irão.

Em novembro de 1914, no  início da Primeira Guerra Mundial o Império Otomano junta-se à Tríplice Aliança (Alemanha, Itália e Império Austro-húngara), dando motivo a que o Reino Unido envie tropas para proteger os seus interesses petrolíferos na região da Mesopotâmia, ou seja, no futuro Iraque.

Os turcos otomanos e os britânicos assinaram um armistício em outubro de 1918, mas o exército britânico continuou a mover-se para o norte até capturar Mossul ganhando controle sobre quase toda a Mesopotâmia.

O Iraque torna-se um protetorado britânico.

No plebiscito de agosto de 1921, controlado pelo britânico Colonial Office, a população das margens do Tigre e do Eufrates elegeram com 96% dos votos, Faiçal como  Rei do Iraque.

O novo monarca precisava construir sua base de apoio no Iraque. Ele concluiu essa tarefa principalmente ganhando apoio dos militares nascidos no Iraque que serviram no exército Otomano e dos árabes sunitas, líderes religiosos e comerciais em Bagdade, Bassorá e Mossul. Para ganhar apoio dos xiitas, das tribos sunitas  o rei, com apoio dos britânicos, deu aos chefes tribais amplos poderes sobre suas tribos, incluindo poderes judiciais e de coleta de impostos nos seus domínios tribais. Os líderes urbanos árabes sunitas e alguns chefes curdos dominaram o governo e o exército, enquanto que os chefes árabes xiitas e, em menor extensão, chefes árabes sunitas dominaram o parlamento, decretando leis que os beneficiavam. As classes mais baixas não tinham participação nos negócios de Estado. Faziam parte dessa classe os camponeses pobres e, nas cidades, a grande camada de jovens educados no ocidente, que eram economicamente vulneráveis e dependiam do governo para arranjar emprego. Esse último grupo, conhecido porefendiy, tornou-se mais numeroso e inquieto. Tanto a elite governante como  os efendiy abraçaram a ideia do movimento pan-arabista, que sonhava juntar todas as regiões árabes em um único e poderoso Estado. O Pan-arabismo era visto como meio de unir a maioria da diversificada população através de uma identidade árabe comum. A elite defendia alcançar o pan-arabismo através da diplomacia, com o consentimento britânico, enquanto que os efendiy desenvolveram uma ideologia radical,revolucionária e anti britânica/anti colonial.

O rei Faiçal I requereu solenemente que o mandato britânico sobre o qual o Iraque  fosse transformado num tratado de aliança entre duas nações. Apesar da Grã-Bretanha não ter terminado o mandato, em junho de 1922 foi assinado um tratado de aliança entre o Iraque e a Grã-Bretanha.

 
 

Em outubro de 1932 o Iraque entrou na Liga das Nações como um Estado livre e soberano, depois de dez anos de pressões e conversações com os britânicos que nunca deixaram nenhuma colónia de mão beijada.

Desde a independência até aos dias de hoje o Iraque sempre foi fortemente pressionado a apoiar o Reino Unido e nunca chegou a conhecer uma paz ou políticas genuinamente suas.

Durante a II Guerra Mundial, em  1942 o país transformou-se num importante centro de suporte logístico para as forças dos Estados Unidos e da Grã-Bretanha que operavam no Médio Oriente e de transbordo de armas para a União Soviética. Em 17 de janeiro de 1943 o Iraque declarou Guerra à Alemanha, sendo o primeiro país islâmico independente a fazê-lo. A Grã-Bretanha manteve a ocupação do Iraque até 1945.

Em 1953, foram feitas as primeiras eleições parlamentares por sufrágio direto. Restabeleceu-se o governo constitucional e Faiçal II cedeu formalmente o trono.

No dia 14 de julho de 1958 o exército Iraquiano fez um inesperado golpe de estado pan-arabista, liderado pelo general iraquiano Abdul Karim Kassem. O rei Faiçal,de 23 anos de idade, foi assassinado, juntamente com a sua família. O primeiro-ministro Nuri as-Said, que era tido como uma figura símbolo da ligação ao colonialismo do Reino Unido foi linchado nas ruas de Bagdade.

No seguimento do golpe de Estado de 1958 tiveram lugar algumas reformas sociais e democráticas. Foi aprovada uma nova constituição, foi permitida a formação de partidos e de sindicatos.

O petróleo foi nacionalizado, bem como outras indústrias, e foi lançada uma reforma agrária. Ao mesmo tempo era denunciado o pacto de Bagdade e estabelecidas relações próximas com a República Árabe Unida (15 de julho).

Abdul Kassem,  fez tentativas de ganhar a confiança do Ocidente mantendo a oferta de petróleo, mas sem qualquer sucesso.

Após o término do mandato britânico no Kuwait (junho de 1960), o Iraque reivindicou o território, declarando que a área fazia parte do Estado Iraquiano na época de sua formação. Convidadas pelo governante do Kuwait, forças britânicas entraram lá em julho. O Conselho de Segurança da ONU rejeitou um pedido iraquiano ordenando sua retirada.

OPERAÇÃO “LIBERDADE do IRAQUE” e presença americana

Foi lançada pelos Estados Unidos a 20 de março de 2003 no contexto e a pretexto da Guerra Global contra o Terrorismo. A invasão relâmpago durou uns escassos 21 dias e foi militarmente bem sucedida. Os americanos marcharam com apoio militar do Reino Unido, Austrália e Polónia.

O objetivo era derrubar o  regime baathista do ex amigo e tirano Saddam Hussein. O governo no poder foi destituído e o vice rei americano Paul Bremer foi entronizado.

E um novo descalabro atingiu a antiga Mesopotâmia. Como escrito no início deste artigo, quando vemos o que se passa nos dias de hoje com sucessivas manifestações no Iraque contra o governo  presidido por Adel Abdul Mahdi, um dos protagonistas dos atuais acontecimentos, vemos as consequências desastrosas da invasão e presença americana nos últimos 16 anos.


Por opção do autor, este artigo respeita o AO90


 
 
 
 
 

Ver original no jornal 'TORNADO' na seguinte ligação:

https://www.jornaltornado.pt/iraque-pais-martir/

China, e não o Irã, seria a real razão dos EUA estarem no Iraque, diz especialista

Líder chinês Xi Jinping (à direita) e premiê iraquiano Adel Abdul Mahdi (à esquerda) em Pequim
© AP Photo / Lintao Zhang

Comentando a crescente cooperação entre Iraque e China, Daniel J. Samet, especialista em Oriente Médio, escreveu um artigo para The Diplomat sobre as razões da presença dos EUA no Iraque.

Há décadas que as relações entre Washington e Teerã são ricas em suspeitas, tensões e acusações. Tendo isto como fundo, os EUA têm justificado sua presença militar em países do Oriente Médio, como na Arábia Saudita.

Além disso, apesar da insatisfação de Bagdá, o governo americano mantém tropas no Iraque alegando o combate a grupos terroristas.

Em artigo próprio escrito no portal The Diplomat, Daniel J. Samet analisa o que seria, segundo sua visão, a verdadeira razão de os EUA não se retirarem do Iraque, mesmo com a derrubada da família Hussein e o notável enfraquecimento do Daesh.

"Enquanto os EUA põem em foco as ambições iranianas, uma potência muito mais formidável entrou em cena. Em setembro, o premiê iraquiano, Adel Abdul Mahdi, disse que seu país estava se inserindo no projeto Nova Rota da Seda da China", escreveu Samet.

Desde então, segundo o especialista, as relações bilaterais entre o Iraque e a China têm experimentando um aprofundamento, processo que tem sido marcado há tempo com o Iraque se tornando o terceiro maior fornecedor de petróleo à China e um grande comprador de produtos de defesa do gigante asiático.

Nova Rota da Seda

As boas relações são fundamentais para o estabelecimento da Nova Rota da Seda, os corredores econômicos que ligam a China e seus parceiros.

Ainda segundo o especialista, as relações se tornaram tão próximas que após a China ser acusada de reprimir violentamente sua minoria muçulmana uigur, o Iraque não fez nenhuma nota de protesto, diferentemente de países do Ocidente.

"Para apaziguar o violador de direitos humanos em série, o Iraque foi um dos 50 países que elogiaram as políticas chinesas em Xinjiang [cidade uigur] após uma carta do Conselho de Direitos Humanos da ONU criticar a China pelo seu tratamento da minoria muçulmana uigur", disse o especialista.

Desta forma, apesar da presença americana no Iraque não ter resolvido os problemas de segurança do país e Washington continuar uma guerra contra o terrorismo que parece não ter fim, a crescente influência da China no Iraque seria o suficiente para Washington se manter no país árabe, segundo Daniel Samet.

"Os americanos devem estar bem cansados dos anos seguidos de cobertura alarmista sobre Saddam Hussein, a violência sectária e o Daesh. No entanto, agora não é hora de sair do país ou da região por esta razão. Onde os EUA pensam recuar, Xi [líder da China] e seu regime estão prontos para preencher o espaço vazio", escreveu Samet.

 

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/opiniao/2019110614740201-china-e-nao-o-ira-seria-a-real-razao-dos-eua-estarem-no-iraque-diz-especialista/

74 mortos em protestos contra o governo no Iraque

 

Manifestantes são vistos na praça Tahrir, em Bagdá, Iraque, no dia 27 de outubro de 2019. As autoridades iraquianas disseram no domingo que o número de mortos pela nova onda de protestos em todo o país por causa do desemprego, corrupção e falta de serviços públicos aumentou para 74 e mais de 3.600 feridos. (Xinhua/Khalil Dawood)

 

Bagdá, 27 out (Xinhua) -- As autoridades iraquianas disseram no domingo que o número de mortos pela nova onda de protestos em todo o país contra o desemprego, a corrupção e a falta de serviços públicos, aumentou para 74 e mais de 3.600 feridos.

 

Ali al-Bayati, membro do Alto Comissariado Independente do Iraque para os Direitos Humanos (CIDH), disse em comunicado que os confrontos entre os manifestantes e as forças de segurança de 25 a 27 de outubro deixaram 74 pessoas mortas.

 

Ele disse que a maioria das mortes foi causada por tiros com balas por guardas dos partidos políticos quando os manifestantes atacaram sua sede, além da asfixia pelo gás lacrimogêneo.

 

Al-Bayati também disse que um total de 3.654 manifestantes e membros da segurança foram feridos, principalmente devido ao gás lacrimogêneo, e a maioria deles já deixaram os hospitais.

 

Durante os três dias de protestos, até 90 prédios do governo, sedes políticas e particulares foram queimados por alguns indivíduos que queriam atrapalhar as manifestações de sua forma pacífica, acrescentou ele.

 

Segundo al-Bayati, as forças de segurança usaram gás lacrimogêneo, água quente, bombas de som e cassetetes para dispersar os manifestantes durante os confrontos em Bagdá e outras províncias.

 

Centenas de manifestantes se reuniram domingo na Praça Tahrir, no centro de Bagdá, no lado leste do rio Tigre, mas seu número aumentou à noite, disse uma fonte do Ministério do Interior.

 

Era óbvio que os protestos de domingo foram mais calmos do que nos últimos dois dias, já que os manifestantes fizeram apenas algumas tentativas de atravessar a ponte al-Jumhouriyah, nas proximidades, para chegar à Zona Verde, que abriga os principais escritórios do governo e algumas embaixadas estrangeiras, disse a fonte.

 

No entanto, confrontos também ocorreram quando a polícia de choque disparou bombas de gás lacrimogêneo e bombas de som para dispersar os manifestantes que tentaram atravessar a ponte al-Jumhouriyah e os empurrou de volta para a Praça Tahrir, acrescentou a fonte.

 

Os manifestantes também se reuniram em várias províncias do sul e do centro, mas nenhum conflito foi relatado entre os manifestantes e as forças de segurança.

 

Ver original em "XINHUA Português" na ligação seguinte:

http://portuguese.xinhuanet.com/2019-10/29/c_138512053.htm

Iraque rejeita presença de tropas dos EUA que deixaram Síria

Comboio de militares dos Estados Unidos deixando a Síria.
© REUTERS / AZAD LASHKARI

O Iraque rejeitou nesta quarta-feira (23) a presença de longo prazo de tropas dos Estados Unidos que cruzaram sua fronteira ao deixar o território da Síria.

O anúncio é uma aparente resposta ao secretário de Defesa dos Estados Unidos, Mark Esper, que está visitando o Iraque e havia afirmado que os militares permaneceriam no país. 

Depois de se encontrar com Esper, o primeiro-ministro Adel Abdul Mahdi reiterou uma posição já expressada anteriormente: as tropas dos Estados Unidos têm permissão para estar no país, depois de deixar a Síria, apenas de maneira transitória e sua permanência no território iraquiano não será aceita sem permissão. 

Em comunicado obtido pela agência de notícias Reuters, Abdul Mahdi disse que o Iraque está "tomando todas as medidas legais internacionais" para garantir que as tropas estadunidenses deixem o país conforme solicitado. Ele não forneceu mais detalhes. 

Esper havia dito inicialmente à imprensa que as tropas que se retirassem da Síria iriam ao oeste do Iraque para combater o Daesh (organização proibida na Rússia) e "ajudar a defender o Iraque", mas ele aparentemente mudou de posição nesta semana ao dizer que os militares voltariam ao seu país de origem. 

Esper também se encontrou na quarta-feira com seu homólogo iraquiano Najah al-Shammari. Eles discutiram a cooperação militar e "consultaram os eventos militares pelos quais a região está passando", afirmou o ministério da Defesa iraquiano em comunicado.

As tropas dos EUA ocuparam o Iraque de 2003 a 2011 e são profundamente impopulares em grande parte do país. Abdul Mahdi enfrenta uma crise por conta de violentos protestos anticorrupção nas últimas semanas, deixando-o com pouco capital político para defender os laços com Washington.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/oriente_medio_africa/2019102314681139-iraque-rejeita-presenca-de-tropas-dos-eua-que-deixaram-a-siria/

A guerra silenciosa Irã-EUA se transforma em um levante no Iraque

Os últimos dias mostraram que a guerra em andamento entre Estados Unidos e Irã está afetando intensamente toda a região. Isso já é evidente no Iraque, onde mais de 105 pessoas foram mortas e milhares feridas no desenrolar de manifestações que envolveram a capital Bagdá e as cidades xiitas do sul, incluindo Amara, Nassíria, Baçorá, Najaf e Carbala. Manifestações semelhantes podem vir a ocorrer em Beirute e outras cidades libanesas por conta das similaridades nas condições econômicas dos dois países. A crítica situação econômica do Oriente Médio oferece um terreno fértil para revoltas que podem levar ao caos generalizado.

O Iraque tem uma condição especial devido à sua posição, desde a ocupação norte-americana no país em 2003, de aliado tanto do Irã, como dos EUA. O primeiro-ministro Adil Abdul-Mahdi até agora tem se armado com o artigo 8 da Constituição, buscando manter o Iraque como um ponto de equilíbrio entre todos os países vizinhos e aliados, assim como prevenir que a região da Mesopotâmia vire um campo de batalha para conflitos envolvendo o EUA e o Irã, ou a Arábia Saudita e o Irã.

A despeito dos esforços das autoridades bagdalis, a deterioração da econômica doméstica no Iraque tem levado o país a uma situação comparável àquela dos países do Oriente Médio que foram atingidos pela assim chamada “Primavera Árabe”.

Alimentadas por queixas reais, incluindo a falta de oportunidades de emprego e a ampla corrupção, revoltas domésticas foram manipuladas por manipuladores hostis provenientes do estrangeiro, cuja intenção é gerar mudanças de regime; esses esforços vêm ocorrendo na Síria desde 2011. Bagdá acredita que países estrangeiros e da região se aproveitaram das demandas justas da população para implementar sua própria agenda, com desastrosas consequências para os países em questão.

Fontes do gabinete do primeiro-ministro iraquiano afirmam que “as recentes manifestações já eram planejadas alguns meses atrás. Bagdá estava trabalhando para tentar amenizar a situação no país, particularmente porque as demandas da população são legítimas. O primeiro-ministro herdou o sistema corrupto que tem se desenvolvido desde 2003; centenas de bilhões de dólares foram desviados para os bolsos de políticos corruptos. Além disso, a guerra ao terror não apenas usou todos os recursos do país, como também forçou o Iraque a emprestar bilhões de dólares para a reconstrução das forças de segurança e outras necessidades básicas”.

Dizem também que “as últimas manifestações presumidamente seriam pacíficas e legítimas, porque o povo tem o direito de expressar seu descontentamento, preocupação e frustração. No entanto, o desenrolar dos eventos mostrou uma diferença objetiva: 8 membros das forças de segurança foram mortos (1241 feridos), juntamente com 96 civis (5000 feridos), e muitos prédios do governo e de partidos foram incendiados e completamente destruídos. Esse tipo de comportamento desviou as reais reivindicações da população para um caminho desastroso: a criação de caos no país. Quem se beneficia da desordem no Iraque?”

A agitação nas cidades iraquianas coincide com uma tentativa de assassinato contra o comandante iraniano Qassem Soleimani. Fontes acreditam que a “tentativa de assassinato contra o comandante Qassem Soleimani, da Brigada Iraniana CGRI-Quds, não é mera coincidência, mas está relacionada aos eventos no Iraque”.

“Soleimani estava no Iraque durante a seleção dos líderes-chave do país. Ele tem muita influência, como os americanos que possuem seu próprio pessoal. Se Soleimani é removido, aqueles que podem estar por trás da recente agitação podem pensar que isso criará confusão suficiente no Iraque e no Irã, dando espaço para um possível golpe de estado realizado por militares ou encorajado por forças estrangeiras, Arábia Saudita e Estados Unidos, nesse caso. Matar Soleimani, nas mentes dos atores estrangeiros, pode levar ao caos, levando à redução da influência iraniana no Iraque”, afirmam as fontes.

As recentes decisões de Abdul-Mahdi o deixaram extremamente impopular com os Estados Unidos. Ele responsabilizou Israel pela destruição de cinco entrepostos das forças de segurança iraquianas, as Forças de Mobilização Popular (Hashd al-Shaabi), e pelo assassinato de um comandante na fronteira Iraque-Síria. Ele abriu a travessia em Alcaim (Al-Qa’im) entre Iraque e Síria, para o desgosto da embaixada norte-americana em Bagdá, cujos oficiais expressaram seu descontentamento aos oficiais iraquianos. Ele expressou o interesse de comprar o famoso sistema de mísseis S-400, além de outros equipamentos militares da Rússia. Abdul-Mahdi fez um acordo com a China para a reconstrução de infraestrutura essencial em troca de petróleo, e concedeu um acordo na área de eletricidade no valor de US$284 bilhões a uma companhia alemã ao invés de uma americana. O primeiro-ministro iraquiano se recusou a cumprir as sanções dos EUA e continua comprando eletricidade do Irã e permitindo a troca comercial que está trazendo grandes quantidades de capital estrangeiro e impulsionando a economia iraniana. E por último, Abdul-Mahdi rejeitou o “Acordo do Século”, sobre o conflito Israel-Palestina, proposto pelos Estados Unidos: ele está tentando servir de mediador entre o Irã e a Arábia Saudita, desse modo, mostrando sua intenção de se manter distante das políticas e objetivos dos EUA para o Oriente Médio.

Autoridades norte-americanas expressaram para diversos oficiais iraquianos sua completa insatisfação com a política de Abdul-Mahdi. Os americanos consideram que seu fracasso em conquistar o Iraque como um país de vanguarda contra o Irã é uma vitória para Teerã. Contudo, não é isso que o primeiro-ministro iraquiano está visando. Ele está genuinamente tentando manter-se distante da guerra EUA-Irã, mas é confrontado com dificuldades cada vez maiores.

Abdul-Mahdi assumiu o governo do Iraque com a economia em um nível catastrófico. Ele está fazendo um grande esforço em seu primeiro ano de governo, ainda que o Iraque seja considerado o país com a quarta maior reserva de petróleo do mundo. Um quarto dos mais de 40 milhões de habitantes do país vive na linha da pobreza.

AMarjaiya,  a mais alta instância religiosa xiita no Iraque, em Najaf, interveio para acalmar a situação, mostrando sua capacidade de controlar a multidão. Seu representante em Carbala, Saíde Ahmad al-Safi, enfatiza a importância de lutar contra a corrupção e criar um comitê independente para colocar o país de volta nos trilhos. Al-Safi afirmou que era necessário iniciar sérias reformas e pediu ao Parlamento, em particular “à maior coalizão”, que assumisse tal responsabilidade.

O maior grupo pertence ao Saíde Moqtada al-Sadr, com 53 deputados. Moqtada declarou – contrário ao que a Marjaiya esperava – a suspensão de seu grupo do parlamento ao invés de assumir as responsabilidades. Moqtada está pedindo eleições antecipadas, uma eleição onde não é esperado que ele reúna mais de 12 ou 15 deputados. Al-Sadr, que visitou a Arábia Saudita e o Irã sem qualquer objetivo estratégico, está tentando “montar no cavalo” das queixas da população para que assim possa obter vantagem das justas reivindicações dos manifestantes. Moqtada e os outros grupos xiitas que governam o país hoje, em aliança com as minorias curdas e sunitas, são os que devem responder às demandas do povo, e não se esconder atrás dos que estão na rua pedindo pelo fim da corrupção, por mais oportunidades de emprego, e por melhoria de suas qualidades de vida.

O primeiro-ministro Abdul-Mahdi não tem uma varinha mágica; o povo não pode esperar por muito tempo. Apesar de suas demandas serem justificadas, o povo “não está sozinho nas ruas. A maiorias dashashtags nas mídias sociais eram sauditas: indicando que a visita de Abdul-Mahdi à Arábia Saudita e sua mediação entre Riad e Teerã não o deixaram imune aos esforços de mudança de regime apoiados pela Arábia Saudita”, afirmou uma fonte. De fato, os vizinhos do Iraque deram fortes indicações ao primeiro-ministro de que a relação do Iraque com o Irã é mais saudável e estável das relações com países vizinhos. Teerã não conspirou contra ele, mesmo que fosse o único país cuja bandeira era queimada por manifestantes e insultada nas ruas de Bagdá durante os últimos dias de agitação.

A crítica situação econômica está deixando o Oriente Médio vulnerável à agitação. A maioria dos países está sofrendo devido às sanções que os EUA impuseram ao Irã e às monstruosas despesas financeiras com armas dos EUA. O presidente norte-americano, Donald Trump, está tentando fortemente esvaziar os bolsos dos líderes árabes e manter o Irã como o principal espantalho para drenar as finanças do Golfo. A guerra saudita no Iêmen também é outro fator que desestabiliza o Oriente Médio, deixando bastante espaço para tensão e confronto.

O Iraque parece orientado para a instabilidade como um dos aspectos da guerra multidimensional dos Estados Unidos com o Irã; os EUA estão demandando apoio e solidariedade dos países árabes e do Golfo para que apoiem seus planos. O Iraque não está em conformidade com todas as demandas americanas. O Parlamento e os partidos políticos iraquianos representam a maioria da população; a mudança de regime, portanto, é improvável, mas os países vizinhos e os EUA continuarão a explorar as reivindicações domésticas. Não está claro se Abdul-Mahdi conseguirá manter o Iraque estável. O queestá claro é que as tensões EUA-Irã não estão poupando nenhum país no Oriente Médio.

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30 mortos em manifestações no Iraque

Pelo terceiro dia consecutivo, foram duramente reprimidas manifestações no Iraque que causaram 28 mortos entre os manifestantes e 2 nas fileiras da polícia.

Os principais pontos quentes estão na província xiita de Dhi Qar e na capital Bagdade (Bagdá-br).

Os manifestantes protestam contra o desemprego de um quarto dos jovens e contra a corrupção omnipresente (onipresente-br) nas novas instituições políticas.

Estas manifestações sobrevêm quando Adel Abdel Mahdi é o Primeiro-ministro desde há um ano e quando começa a peregrinação xiita de Kerbala. A intervenção do Grande Aiatola Sistani na oração de sexta-feira, 4 de Outubro, é aguardada com grande expectativa.





Ver original na 'Rede Voltaire'



Presidente do Parlamento iraquiano compara corrupção ao terrorismo e apoia protestos

 
 
O presidente do Parlamento do Iraque, Mohammed al Halbusi, enfatizou a necessidade de combater a corrupção da mesma forma que o terrorismo.
 
O político anunciou a necessidade de "acabar com os confrontos entre manifestantes e serviços de segurança", prometendo que se juntaria aos protestos "se o Estado não puder atender às demandas dos manifestantes".
 
"A corrupção deve ser combatida tão seriamente quanto o terrorismo", disse Al Halbusi em seu discurso transmitido nos canais de televisão árabes.
 
Ele também anunciou que chefiará um novo comité de reforma criado para ajudar as autoridades a atender às demandas do povo iraquiano.
 
A maior coligação do parlamento iraquiano Al Mihwar Al Watani anunciou em 4 de outubro a suspensão de sua participação na legislatura em apoio aos manifestantes no país.
 
 
Por sua parte, o líder religioso do Iraque, o grande aiatolá Ali al Sistani, condenou o uso da violência durante manifestações no país e pediu às autoridades que tomassem "medidas práticas e claras" para combater a corrupção.
 
Horas antes, o primeiro-ministro iraquiano, Adil Abdul Mahdi, afirmou em um discurso transmitido na televisão que não há solução "mágica" para todos os problemas, mas que ele tentará aprovar uma lei sobre o pagamento de benefícios a famílias de baixa renda.
 
Ele também anunciou a criação de um comité para libertar manifestantes que haviam sido detidos anteriormente, e que aqueles que morreram durante as manifestações seriam reconhecidos como "mártires".
 
O diretor do Observatório Iraquiano de Direitos Humanos, Mostafa Sadoun, disse à Sputnik que 50 pessoas morreram e quase 2 mil ficaram feridas durante os protestos no Iraque.
 
Uma onda de protestos eclodiu no dia 1 de outubro em Bagdad, quando cerca de 1.500 pessoas se reuniram na Praça Tahrir, no centro da capital iraquiana, em frente à ponte Al Jumhuriya, que leva à zona verde, uma área fortificada onde estão localizados os prédios governamentais e missões diplomáticas.
 
Manifestações por falta de serviços básicos, desemprego e corrupção se espalharam no dia seguinte para outras províncias como Najaf, Di Car, Wasit e Babil.
 
O primeiro-ministro iraquiano decretou um toque de recolher a partir das 5 horas do dia 3 de outubro em Bagdá, assim como em outras províncias.
 
Sputnik | Foto: © AFP 2019 / Haidar Mohammed Ali
 

Ver o original em 'Página Global' na seguinte ligação:

https://paginaglobal.blogspot.com/2019/10/presidente-do-parlamento-iraquiano.html

“Paz e democracia” levada pelos EUA e Aliados ao Iraque é morte e falsa libertação

 
 
Protestos contra o governo no Iraque somam dezenas de mortos
 
Onda de manifestações populares denuncia corrupção estatal, alta taxa de desemprego e serviços públicos precários no país. Em quatro dias, confrontos violentos deixam quase 4 mil feridos, e centenas são detidos.
 
Apesar da intensa repressão, manifestantes voltaram às ruas de várias cidades do Iraque neste sábado (05/10), enquanto autoridades do país tentam chegar a um consenso sobre como reagir às violentas manifestações antigoverno, que já deixaram quase cem mortos.
 
A onda de protestos em Bagdá e no sul do Iraque teve início na última terça-feira, inicialmente contra o desemprego crônico e os serviços públicos precários no país, mas acabou se transformando num movimento mais amplo, exigindo o fim da corrupção e uma mudança de governo.
 
Segundo a comissão de direitos humanos do Parlamento iraquiano, quase 4 mil pessoas ficaram feridas em confrontos com forças de segurança desde a terça-feira. Mais de 500 pessoas foram detidas. A cifra de mortos, de acordo com a comissão, é de 94 pessoas, sendo 55 em Bagdá. Na capital do país, 250 pessoas foram tratadas por ferimentos de bala.
 
A agência de notícias Reuters, por sua vez, fala em ao menos 81 mortos desde a terça-feira, sendo cinco nos protestos deste sábado. O veículo usa informações de fontes policiais e médicas e diz que não pôde verificar os números divulgados pela comissão do Parlamento.
 
Ao longo do dia, dezenas de pessoas se reuniram em torno do prédio do Ministério do Petróleo, no centro de Bagdá, enfrentando disparos efetuados por oficiais contra elas, segundo relataram correspondentes da agência de notícias AFP.
 
Os novos confrontos seguiram um dia de relativa calma, após autoridades terem levantado um toque de recolher na manhã deste sábado, com o tráfego voltando a correr normalmente no centro da capital iraquiana. Uma praça onde se reuniram manifestantes anteriormente amanheceu lotada com centenas de policiais e outros oficiais de segurança.
 
Tiros também foram disparados contra manifestantes na cidade de Nassiriya, onde ao menos 18 pessoas foram mortas durante a semana, segundo a Reuters.
 
Os distúrbios são os mais mortais no Iraque desde a declarada derrota do grupo jihadista "Estado Islâmico" (EI), em 2017, e têm abalado o governo do primeiro-ministro Adil Abdul-Mahdi, há apenas um ano no poder. Enquanto isso, o governo tem respondido com promessas vagas de reformas que dificilmente apaziguarão os iraquianos.
 
Em discurso na sexta-feira, visando restaurar a calma após dias de agitação civil, Abdul-Mahdi descreveu como "legítimas" as reivindicações dos manifestantes e prometeu que seu governo não faria "promessas vazias".
 
"Suas demandas por reformas e a luta contra a corrupção chegaram até nós", disse o premiê. "As demandas para combater a corrupção e a preocupação com o futuro dos jovens são demandas legítimas, e nós responderemos a todos os pedidos legítimos."
 
Ao mesmo tempo, Abdul-Mahdi usou seu discurso na televisão para pedir aos iraquianos que não sigam nenhum "defensor do desespero" e que não permitam que os protestos pacíficos se tornem violentos.
 
O Parlamento deveria se reunir às 13h (horário local) deste sábado para discutir a questão. O presidente da Casa, Mohamed al-Halbousi, disse que "a voz dos manifestantes estava sendo ouvida" e esperava debater temas como geração de empregos e esquemas de assistência social com os deputados.
 
Contudo, o Parlamento não conseguiu alcançar quorum, após o bloco de 54 parlamentares do clérigo Moqtada al-Sadr e outras bancadas terem boicotado a sessão. Sadr expressou apoio às manifestações com um pedido de renúncia do primeiro-ministro Abdul-Mahdi, e adiantou que seu bloco só retornará ao Parlamento quando o governo lançar um programa a favor do povo iraquiano.
 
Mas muitos manifestantes, principalmente homens jovens, insistem que seu movimento não está ligado a nenhum partido ou grupo religioso e menosprezam as recentes iniciativas de políticos. "Esses homens não nos representam. Não queremos mais partidos. Não queremos que ninguém fale em nosso nome", disse um manifestante na sexta-feira.
 
Segundo o Banco Mundial, a taxa de desemprego entre jovens no Iraque é de cerca de 25%. O país é classificado como a 12ª nação mais corrupta do mundo pela ONG Transparência Internacional.
 
Deutsche Welle | EK/afp/ap/dpa/rtr/ots

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https://paginaglobal.blogspot.com/2019/10/paz-e-democracia-levada-pelos-eua-e.html

Governador de Bagdá renuncia em meio a protestos contra o governo no Iraque

Manifestantes contra o governo no Iraque ateiam fogo em objetos para fechar via em Bagdá no dia 5 de outubro de 2019.
© AP Photo / Hadi Mizban

O governador de Bagdá, Falah Al Jazairi, anunciou sua renúncia devido aos protestos de massa contra o governo no país.

O Conselho Provincial da região votou pela adoção de sua renúncia, disse uma fonte do conselho à Sputnik neste domingo (6).

"O governador de Bagdá renunciou ao cargo no domingo e membros do Conselho Provincial votaram a favor de sua renúncia. Os candidatos têm cinco dias para enviar suas solicitações para o cargo", disse a fonte.

Protesto se espalharam por diversas cidades do Iraque desde o dia 1º de outubro. As manifestações foram reprimidas pelas forças de segurança do país, que usaram munição real, canhões de água e gás lacrimogêneo para dispersar manifestantes.

As manifestações pedem mudanças no governo iraquiano e adoção de medidas contra a corrupção e o desemprego. Os protestos deixaram 113 pessoas mortas em confrontos com forças de segurança e mais de 4 mil pessoas feridas.

Neste domingo (6), o governo do premiê iraquiano Adel Abdul Mahdi anunciou uma série de medidas para atender às reivindicações dos manifestantes.

Desde a quarta-feira (2), o governo também bloqueia a internet em várias regiões do país com o objetivos de dificultar a organizações das manifestações. Neste domingo (6), o sinal da internet foi parcialmente restaurado, restando o bloqueio sobre redes sociais populares no país.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/oriente_medio_africa/2019100614604801-governador-de-bagda-renuncia-em-meio-a-protestos-contra-o-governo-no-iraque/

Número de mortes sobe para 93 em protestos violentos no Iraque

O número de mortes nos protestos violentos de quatro dias na capital do Iraque e outras províncias do país subiu para 93, com quase 4 mil pessoas feridas.

Ali al-Bayati, membro da Alta Comissão Independente para Direitos Humanos do Iraque (IHCHR, em inglês), revelou neste sábado aos repórteres que o número de mortes causadas pela violência que acompanhou os protestos nos últimos quatro dias em Bagdá e outras províncias aumentou para 93, incluindo membros de segurança.

Ele apontou que pelo menos 3.978 pessoas ficaram feridas, a maioria manifestantes, à medida que os protestos violentos continuaram em Bagdá e outras cidades.

A IHCHR é uma comissão independente ligada ao parlamento do Iraque. Foi estabelecida pelas agências da ONU no país em cooperação com o governo iraquiano para promover e proteger os direitos de todo o povo local de acordo com os padrões internacionais.

Desde a terça-feira, centenas de iraquianos vêm participando dos protestos nas ruas em Bagdá e outras províncias do país. Eles expressaram sua raiva porque, mesmo após dois anos da derrota dos militantes extremistas do Estado Islâmico, milhões de pessoas ainda vivem em condições cada vez piores neste país rico em petróleo.

Os manifestantes exigem melhores vidas, oportunidades de emprego e serviços básicos. Eles culpam a corrupção vastamente difundida e a incompetência do governo pela deterioração da situação.

No início da manhã desta sexta-feira, o primeiro-ministro do Iraque, Adel Abdul Mahdi, pediu que os manifestantes se acalmem.

"Suas demandas pela reforma e a luta contra corrupção já chegaram a nós", disse ele em um discurso na televisão, prometendo que seu governo não fará "promessas vazias." Fim

Xi se reúne com premiê iraquiano para discutir cooperação bilateral e situação no Oriente Médio e região do Golfo

Beijing, 24 set (Xinhua) -- O presidente chinês, Xi Jinping, reuniu-se na segunda-feira com o primeiro-ministro iraquiano, Adel Abdul Mahdi, para discutir a cooperação bilateral e a situação na região do Oriente Médio e Golfo, no Grande Palácio do Povo, em Beijing.

Saudando a amizade tradicional entre os dois lados, Xi enfatizou que a China está pronta para trabalhar com o Iraque para elevar sua parceria estratégica bilateral a um novo patamar, a partir de um novo ponto de partida histórico.

Os dois países celebraram o 60º aniversário de estabelecimento dos laços diplomáticos no ano passado, observou o presidente. Este ano marca o 70º aniversário da fundação da República Popular da China.

Xi enfatizou que a China apoia firmemente os esforços iraquianos na salvaguarda da soberania nacional, independência, união e integridade territorial e se opõe à interferência de qualquer força externa nos assuntos internos do Iraque.

A China parabeniza o Iraque por sua significativa vitória na luta contra o terrorismo e está disposta a apoiar ativamente, ainda mais, o país em seus esforços de combate ao terrorismo e reconstrução, para alcançar a estabilidade e o desenvolvimento a longo prazo, disse ele.

A China foi o primeiro país a participar da reconstrução econômica iraquiana e continuou seu trabalho pelo mais longo período. A China é o país que tem projetos mais amplamente distribuídos no Iraque em termos de geografia e setores. As empresas chinesas continuaram operando no Iraque mesmo nas piores fases de situação de segurança, disse Xi.

A China está pronta para aprimorar a integração da Iniciativa do Cinturão e Rota com o plano de reconstrução do Iraque, disse Xi, observando que os dois lados podem impulsionar a cooperação em petróleo, infraestruturas e outros campos.

O presidente também pediu às duas civilizações antigas que melhorem ativamente os intercâmbios pessoais e culturais.

A China espera que o Iraque continue a tomar medidas tangíveis para garantir a segurança das instituições e dos cidadãos da China no país, disse Xi, observando que os dois países podem fortalecer a cooperação em segurança e aplicação da lei.

A atual situação no Oriente Médio e na região do Golfo é complicada e sensível, disse Xi, pedindo aos lados relevantes que se mantenham calmos, sejam comedidos e resolvam as diferenças e disputas através do diálogo, negociações e outros meios pacíficos para salvaguardar conjuntamente a paz e a estabilidade regionais.

A China manterá comunicações com o Iraque e outras partes envolvidas sobre a situação, disse o presidente.

Abdul Mahdi felicitou calorosamente o lado chinês pelo 70º aniversário da fundação da República Popular da China.

A China sempre salvaguardou firmemente sua própria soberania, independência e dignidade nacional e fez grandes progressos de desenvolvimento, disse o primeiro-ministro. No cenário mundial, a China desempenha um papel importante na proteção da paz, estabilidade e harmonia, acrescentou.

Como uma nação que passou por guerra e caos, o Iraque agradece sinceramente pelo valioso apoio da China aos esforços antiterroristas e de reconstrução do país, disse Abdul Mahdi.

O Iraque está pronto para aprofundar a cooperação pragmática bilateral em vários campos no âmbito do Cinturão e Rota, disse o primeiro-ministro iraquiano.

Quanto à situação regional, Abdul Mahdi disse que o Iraque está comprometido em aliviar as tensões e evitar guerra, e que seu país intensificará a comunicação e a coordenação com a China a esse respeito.

Abdul Mahdi fez uma visita oficial à China de 19 a 23 de setembro, a convite do primeiro-ministro chinês Li Keqiang. Fim

Ver original em "XINHUA Português" na ligação seguinte:

http://portuguese.xinhuanet.com/2019-09/24/c_138417635.htm

Administração Trump teria aprovado ataques de Israel no Iraque, contrariando Pentágono

Soldados do exército norte-americano na cidade de Bartela, perto de Mossul, Iraque
© REUTERS / Ammar Awad

Os EUA autorizaram Israel a atacar forças apoiadas pelo Irã no Iraque um dia depois que os líderes do Pentágono se distanciaram das operações, reportou mídia, citando fontes na Administração Trump.

"É nossa posição que se vizinhos de Israel permitem que um terceiro país maligno, que não compartilha uma fronteira com Israel, utilize o seu território soberano como terreno de posicionamento de armas perigosas cada vez mais sofisticadas, cujo único objetivo é atacar Israel, penso que esses governos, se não conseguem conter ou controlar esses elementos, terão de estar preparados para serem responsáveis por eles", disse um funcionário anônimo da administração Trump, citado pelo Washington Examiner.

"Seja o Líbano, a Síria ou o Iraque – eu acho que esta tem que ser a nossa mensagem muito clara a esses governos", acrescentou o responsável oficial, presumivelmente em referência à recente sequência de ataques israelenses suspeitos ou confirmados nesses países.

Esse é o sinal mais explícito de apoio da administração Trump às operações israelitas contra as milícias xiitas apoiadas pelo Irã no Iraque e contra o Hezbollah no Líbano, escreve a mídia.

"É a nossa posição que Israel só está agindo por causa da ação do Irã", observou a fonte, esclarecendo o que quis dizer com a referência a um "terceiro país maligno".

A declaração anônima se seguiu a comentários anteriores de funcionários americanos que Israel de fato realizou "vários ataques" recentemente no Iraque, com uma das fontes preocupada que Tel Aviv estava "empurrando os limites" da paciência iraquiana. Essa provocação, advertiu a fonte, pode fazer com que Bagdá exija que os cerca de 5.000 soldados americanos ainda posicionados no Iraque deixem o país.

Bandeira dos EUA tremulando na fronteira entre Iraque e Síria, em Feeshkhabour (arquivo)
© AP Photo / Khalid Mohammed
Bandeira dos EUA tremulando na fronteira entre Iraque e Síria, em Feeshkhabour (arquivo)

Durante esta semana, Israel teria realizado um ataque com drones contra depósitos de armas da milícia xiita iraquiana Unidades de Mobilização Popular (PMU) no Iraque. Além disso, drones israelenses entraram no espaço aéreo do Líbano e um deles causou danos a um centro midiático do Hezbollah no sul da capital, Beirute.

Iraque responsabiliza Israel pelos ataques

O primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu quebrou o silêncio de Tel Aviv sobre a série de ataques, não confirmando diretamente o envolvimento israelense, mas sugerindo que seus militares teriam recebido "liberdade de ação" sempre que seja necessário enfrentar a "ameaça iraniana".

Enquanto as autoridades israelenses ainda não confirmaram diretamente que Israel realizou ataques contra o Iraque, os legisladores iraquianos afirmaram que Tel Aviv foi "absolutamente" responsável por uma série de ataques contra a milícia xiita, acrescentando que Bagdá está se preparando para apresentar suas evidências ao Conselho de Segurança da ONU.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/oriente_medio_africa/2019083114463372-administracao-trump-teria-aprovado-ataques-de-israel-no-iraque-contrariando-pentagono/

Israel bombardeia no Iraque

O quotidiano kowaitiano Al-Jarida revelou que um bombardeamento efectuado por um drone israelita, que levantara de uma base norte-americana na Síria, atingira uma base iraniana no Iraque, a 20 de Julho de 2019.

Além disso, o canal de televisão saudita Al-Arabiya revelou que um bombardeio efectuado por um avião estrangeiro matara Guardas da Revolução iranianos no Iraque, nesse mesmo dia.

O quotidiano saudita baseado em Londres Asharq al-Awsat revelou que houve, na realidade, dois bombardeios israelitas, entre os quais um realizado por um F-35. Segundo um diplomata ocidental citado, essa acção visava um depósito de mísseis balísticos.

No ano passado, o Primeiro-Ministro israelita havia advertido que o seu país não hesitaria em bombardear no Líbano, na Síria e no Iraque alvos que julgasse estarem ligados aos Guardas da Revolução iranianos.





Ver original na 'Rede Voltaire'



O Iraque na encruzilhada

A coligação laica de Moqtada al-Sadr exigiu desculpas e a demissão do seu ex-aliado, o Primeiro-ministro iraquiano Haider al-Abadi, em resposta aos tumultos em Bassorá.

Moqtada al-Sadr, muito embora sendo um líder xiita, promete uma política de independência face ao Irão e aos Estados Unidos, ao mesmo tempo, e uma estratégia de aliança com as outras componentes religiosas iraquianas.

O Primeiro-ministro Haider al-Abadi foi imposto conjuntamente pelos Estados Unidos e pelo Irão, em 2014, apesar da eleição democrática de Nouri al-Maliki. Ele comprometera-se a seguir a política dos EUA durante o seu próximo mandato e anunciara que iria aplicar as sanções de Washington contra Teerão.

O Aiatola Ali al-Sistani, a outra grande figura xiita do país, apelou à constituição urgente de um novo governo para resolver a crise.

Os distúrbios que acabam de eclodir em Bassorá têm causas antigas e uma causa nova : o envenenamento da água corrente, agora muito mais salgada para ser bebida. Eles custaram a vida a catorze pessoas. Bassorá é o pulmão petrolífero do Iraque. Independentemente da crise da água e dos serviços públicos, ela será, portanto, afectada pela decisão de seguir ou de rejeitar as sanções dos EUA contra o Irão. É também uma cidade com uma grande maioria xiita. No entanto, o consulado iraniano e uma delegação iraniana no aeroporto foram brutalmente atacados.

Estes acontecimentos surgem quando o governo iraniano de Hassan Rohani parou de esperar pela ajuda europeia e toma à letra as sanções impostas pelo Presidente Trump. Ele acaba de se juntar aos Guardiões da Revolução para reforçar as suas posições militares no estrangeiro.





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Al-Abadi decreta estado de emergência no Iraque

As manifestações se sucedem no Sul do Iraque denunciando a falta de serviços governamentais.

O Primeiro-ministro, Haider al-Abadi, declarou o estado de emergência durante o fim de semana para impedir a extensão do movimento social à capital.

Os protestos começaram exigindo eletricidade. Atualmente, a temperatura ambiente é de 45 a 48 graus Celsius no Sul do país. É impossível trabalhar a esta temperatura sem ar condicionado.

Manifestações se têm desenvolvido para denunciar a falta de água potável e a presença de trabalhadores estrangeiros no setor de hidrocarbonetos quando o desemprego está no auge. Por fim, a questão da luta contra a corrupção, que havia dominado a campanha das eleições legislativas, voltou entre as reclamações.





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