Irão

EUA avisam a Grécia: ajuda a navio iraniano será vista como apoio ao terrorismo

O petroleiro iraniano Grace 1
© REUTERS / Jon Nazca

Autoridades americanas alertam a Grécia de que qualquer ajuda prestada ao petroleiro iraniano Adrian Darya será vista como apoio a uma organização terrorista.

No último dia 18, o petroleiro iraniano Adrian Darya partiu de Gibraltar. De acordo com as autoridades americanas, o navio estaria transportando petróleo para a Síria. Atualmente o Adrian Darya navega em direção ao porto de Kalamata, na Grécia.

O petroleiro, antes chamado de Grace 1, foi renomeado para Adrian Darya. Após a saída da embarcação de Gibraltar, um funcionário do Departamento de Estado dos EUA declarou à Grécia que qualquer tentativa de prestar assistência ao navio iraniano será considerada apoio a uma organização terrorista, publicou a Reuters.

Além disso, segundo Washington, a organização terrorista em questão seria a Guarda Revolucionária Islâmica (GRI), uma divisão das Forças Armadas do Irã. Washington afirma que o Adrian Darya estaria dando suporte à GRI na Síria.

Tensões

Em 2018, os EUA impuseram novas sanções contra o comércio do petróleo iraniano após Washington ter abandonado unilateralmente o Plano de Ação Conjunta, um acordo internacional mais conhecido como acordo nuclear iraniano.

Em abril de 2019, os EUA declararam a Guarda Revolucionária do Irã como organização terrorista, além de culpá-la pelos recentes incidentes com navios-tanque no golfo Pérsico.

Atualmente Washington tenta formar uma coalizão militar para patrulhar o estreito de Ormuz. Alguns países aliados recusaram-se a participar. O Irã considera tal coalizão uma ameaça à sua segurança.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/europa/2019082014409060-eua-avisam-a-grecia-ajuda-a-navio-iraniano-sera-vista-como-apoio-ao-terrorismo/

Irã aconselha Coreia do Norte a não confiar nos EUA

Chanceler do Irã Mohammad Javad Zarif
© AP Photo / Petr David Josek

Teerã aconselhou Pyongyang a não confiar nos EUA e planeja a visita do seu ministro das Relações Exteriores, Mohammad Javad Zarif, a Pyongyang.

"Os EUA provaram não ser confiáveis para o diálogo, tanto na saída do JCPOA [Plano de Ação Conjunto Global], quanto nas negociações com a Coreia do Norte", afirmou na segunda-feira o vice-ministro iraniano das Relações Exteriores, Abás Araqchi, durante uma reunião com uma delegação parlamentar norte-coreana.

Ministro das Relações Exteriores do Irão Mohammad Javad Zarif
© Sputnik / Grigory Sysoev
Ministro das Relações Exteriores do Irão Mohammad Javad Zarif

O principal instrumento dos EUA contra os países independentes, como o Irã e a Coreia do Norte, são as sanções econômicas, ressaltou o vice-ministro, adicionando que as restrições foram incapazes de quebrar de alguma forma a determinação dos dois estados.

Além disso, Araqchi também anunciou que Teerã estaria disponível para desenvolver os laços políticos entre os dois países e disposto a preparar a visita de Zarif a Pyongyang.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/oriente_medio_africa/2019082014406764-ira-aconselha-coreia-do-norte-a-nao-confiar-nos-eua/

Teerã adverte Washington que detenção de seu petroleiro terá graves consequências

Petroleiro iraniano Grace 1
© AFP 2019 / JORGE GUERRERO

O Ministério do Exterior do Irã advertiu que qualquer tentativa de deter o petroleiro Adrian Darya (que antes se chamava Grace 1) nas águas internacionais terá graves consequências.

O porta-voz da chancelaria iraniana, Abas Musavi, disse que tal tentativa poderia comprometer a segurança de navegação.

"Através dos canais oficiais, particularmente por via da Embaixada da Suíça em Teerã, o Irã avisou o governo dos EUA de que haveria consequências graves", destacou o porta-voz.

A Suíça representa os interesses diplomáticos dos EUA no Irã.

O petroleiro Grace 1 segue a sua viagem após mudar de nome para Adrian Darya e trocar de bandeira (para iraniana).

No entanto, o governo de Gibraltar esclareceu ontem (18) que, de acordo com a legislação vigente no território britânico, não pode manter detido o navio com petróleo iraniano, apesar do pedido dos EUA.

Um tribunal dos EUA emitiu no dia 15 de agosto um mandato para deter o Grace 1. De acordo com o Departamento de Justiça estadunidense, o tribunal decidiu que o petroleiro, a carga e o dinheiro a bordo estão sujeitos a confisco devido à violação de leis dos EUA, nomeadamente fraude bancária e lavagem de dinheiro.

O navio permanecia detido desde 4 de julho pelas autoridades de Gibraltar, acusado de transportar petróleo bruto do Irã para a Síria, afirmações negadas por Teerã.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/oriente_medio_africa/2019081914403436-ira-adverte-eua-que-detencao-de-seu-petroleiro-tera-graves-consequencias/

Irã está pronto a enviar navios de guerra para escoltar petroleiro Grace 1, diz almirante

Petroleiro iraniano Grace 1 no estreito de Gibraltar
© REUTERS / Jon Nazca

Caso necessário, o Irã pode organizar a escolta do petroleiro Grace 1 com navios de guerra, declarou o comandante da Marinha iraniana, almirante Hossein Khanzadi.

"Não planejamos enviar navios a Gibraltar para escoltarem o Grace 1, mas logo que recebermos tal requerimento do governo iraniano, a Marinha estará pronta para enviar sua frota", declarou o almirante, citado pela agência Mehr.

Grace 1 detido em Gibraltar

Em julho, as autoridades de Gibraltar suspeitaram o petroleiro iraniano de violar as sanções da União Europeia (UE) contra a Síria. No âmbito da investigação foram detidos o capitão, o imediato do navio e mais dois membros da tripulação, para além do próprio navio.

Na quinta-feira (15) o embaixador do Irã em Londres declarou que o petroleiro iria deixar Gibraltar. A libertação do navio foi considerada pelo Irã como uma vitória da diplomacia e fracasso da política da Casa Branca.

No sábado, os EUA emitiram uma ordem de apreensão do petroleiro devido a violações de várias leis norte-americanas. Mas a exigência foi recusada pelas autoridades de Gibraltar devido à ausência de fundamentos para a detenção e à diferença dos regimes de sanções dos EUA e da UE contra o Irã. 

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https://br.sputniknews.com/oriente_medio_africa/2019081814402120-ira-esta-pronto-a-enviar-navios-de-guerra-para-escoltar-petroleiro-grace-1-diz-almirante-/

Comandante iraniano revela o que trava inimigos de invadir Irã

Exercícios militares no Irã com lançamento de míssil terra-mar Saegheh
© AP Photo / Fars News Agency/Mehdi Marziad

EUA estão formando uma coalizão para patrulhar e garantir a segurança de navegação marítima no golfo Pérsico e no estreito de Ormuz, mas até agora só o Reino Unido e Israel mostraram interesse em aderir.

O poder defensivo fornecido pela indústria militar nacional iraniana obrigou os "inimigos" do país islâmico a reconsiderarem suas ameaças contra Teerã, disse o chefe da Organização da Indústria Naval do Ministério da Defesa, contra-almirante Amir Rastegari, relata Mehr News.

Rastegari recordou na sexta-feira (16) o estado deplorável da indústria de defesa do país antes da Revolução de 1979, apontando para a forte dependência do Irã do equipamento militar estrangeiro e de milhares de assessores estrangeiros. Hoje, depois de quatro décadas de sanções, o país atingiu a autossuficiência no campo da defesa.

"Todos os armamentos fabricados ao longo da última época se baseiam nas capacidades nacionais iranianas. Os filhos desta pátria fabricaram mísseis balísticos, superfície-superfície, superfície-ar, superfície-mar", disse o comandante, enumerando os diversos sistemas de armas desenvolvidos pelos engenheiros iranianos ao longo da última década, incluindo tanto equipamento de engenharia reversiva como sistemas totalmente novos que, segundo o contra-almirante, estão em condições de igualdade perante o equipamento das principais potencias militares do mundo.

Forças Armadas do Irã estão atentas e prontas

"Hoje […] as Forças Armadas estão atentas e prontas", disse ele. "Até há poucos anos, os inimigos ameaçavam o Irã 'tendo a opção militar sobre a mesa', mas agora falam em 'evitar uma guerra', mostrando a força da nação iraniana", acrescentou Amir Rastegari.

Por fim, o militar salientou que os EUA têm se refreado da ideia de invadir Irã, "não por bondade", mas devido ao medo de errar, tendo em conta as capacidades militares do Irã.

Nos últimos meses, em meio ao aumento das tensões na região, o Irã apresentou vários misseis, drones e sistemas de defesa antiaérea, bem como outro tipo de equipamentos de fabricação nacional.

Recentemente, os EUA anunciaram a formação de uma coalizão conhecida como Operação Sentinela, a fim de escoltar petroleiros e outras embarcações mercantes no estreito de Ormuz e no golfo Pérsico.

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https://br.sputniknews.com/oriente_medio_africa/2019081714398658-comandante-iraniano-revela-o-que-trava-inimigos-de-invadir-ira/

EUA avisam sobre 'sérias consequências' para todos que se associarem ao petroleiro Grace 1 do Irã

Petrolero iraniano Grace 1 em Gibraltar
© REUTERS / Jon Nazca

O Departamento de Estado dos EUA ameaçou revogar os vistos das tripulações que ajudem o Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica (IRGC) a transportar petróleo.

Morgan Ortagus, porta-voz desta entidade governamental estadunidense, voltou a lembrar nesta quinta-feira (15) que os EUA consideram o Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica como uma organização terrorista.

"Os tripulantes que ajudem o IRGC no transporte de petróleo a partir do Irã podem perder o direito de obter vistos ou de entrar nos Estados Unidos [...] A comunidade marítima deve estar ciente de que o governo dos EUA tem a intenção de revogar os vistos concedidos aos membros destas tripulações", destacou a porta-voz ao comentar a liberação do petroleiro iraniano Grace 1, informa France24.

"Os EUA estimam que o petroleiro Grace 1 estivesse ajudando o IRGC com o transporte de petróleo do Irã para a Síria. Isto poderia resultar em sérias consequências para qualquer indivíduo associado com o Grace 1", avisou a porta-voz do Departamento de Estado dos EUA.

Estados Unidos, "continuarão utilizando todas as ferramentas à sua disposição para negar ao Irã e a seus aliados os recursos necessários para participarem em atividades malignas e desestabilizadoras na Síria e em outros lugares", ressaltou Morgan Ortagus.

Liberação do petroleiro iranino Grace 1

Ontem (15), as autoridades de Gibraltar libertaram o petroleiro iraniano Grace 1, apesar de o Departamento de Justiça dos EUA ter solicitado no mesmo dia a Gibraltar a abertura de um novo procedimento legal para que o navio permanecesse detido.

O petroleiro em questão foi apreendido no mês passado, sob suspeitas de transportar 2,1 milhões de barris de petróleo para a Síria, em alegada violação das sanções da União Europeia.

De acordo com o ministro-chefe do Gibraltar, Fabian Picardo, Teerã apresentou "por escrito uma garantia oficial" de não violar as restrições econômicas da União Europeia.

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https://br.sputniknews.com/oriente_medio_africa/2019081614396219-eua-avisam-sobre-serias-consequencias-para-todos-que-se-associarem-ao-petroleiro-grace-1-do-ira/

Ataque ao Irão seria ataque à Rússia -- Pepe Escobar

 
 
Pepe Escobar, Asia Times
 
A Rússia está avançando meticulosamente nos movimentos sobre o tabuleiro de xadrez eurasiano, movimentos que têm de ser observados em conjunto, com Moscovo propondo ao Sul Global abordagem diametralmente oposta às sanções, ameaças e guerra económica que lhes faz o ocidente. Aqui vão três exemplos recentes.
 
 
Moscovo destaca que “o trabalho prático de lançar o processo para criar um sistema de segurança no Golfo Persa” deve começar com “consultas bilaterais e multilaterais entre partes interessadas, incluindo países da região e também de fora dela,” além de organizações como o Conselho de Segurança da ONU, Liga Árabe, Organização de Cooperação Islâmica e Conselho de Cooperação do Golfo.
 
O passo seguinte deve ser uma conferência internacional sobre segurança e cooperação no Golfo Persa, seguida do estabelecimento de organização dedicada à tarefa – com certeza nada que se assemelhe à imprestável Liga Árabe.
 
A iniciativa russa deve ser interpretada como uma espécie de contrapartida e ainda mais como complemento da Organização de Cooperação de Xangai, que finalmente começa a desabrochar como corpo de segurança, económico e político. Conclusão inevitável é que os principais agentes da OCX – Rússia, China, Índia, Paquistão e, em futuro próximo, Irão e Turquia – serão fortes agentes influenciadores na direção da estabilidade regional.
 
O Pentágono não vai gostar.
 
 
Manobras, baby, manobras
 
Quando o comandante da Marinha Iraniana Hossein Khanzadi visitou recentemente São Petersburgo para a celebração do Dia da Marinha Russa, o Comandante do Estado-maior das Forças Armadas do Irão e o Ministério da Defesa da Rússia assinaram um memorando de entendimento sem precedentes.
 
Khanzadi acertou ao destacar que o memorando “pode ser considerado ponto de virada nas relações entre Teerão e Moscovo ao longo da trajetória de defesa.”
 
Resultado direto disso é que Moscovo e Teerão, antes de março de 2020, farão um exercício de manobras navais conjuntas no – e onde poderia ser?! – Estreito de Ormuz. Como Khanzadi disse à agência de notícias IRNA: “O exercício pode ser feito na parte norte do Oceano Índico, que flui para o Golfo de Omã, no Estreito de Ormuz e também no Golfo Persa.”
 
A Marinha dos EUA, que planeia uma “coligação internacional” para garantir a “liberdade de navegação” no Estreito de Ormuz – liberdade que o Irão sempre, historicamente, garantiu – não vai gostar. Nem a Grã-Bretanha, que prefere “coligação europeia”, mesmo com o Brexit aproximando-se.
 
Khanzadi também observou que Teerão e Moscovo estão profundamente envolvidas em como reforçar a cooperação de defesa no Mar Cáspio. Já houve no passado exercício de manobras no Cáspio, mas nunca, até agora, no Golfo Persa.
 
Exercício conjunto O Distrito Militar Oriental da Rússia participará do exercício antiterroristas da Associação de Nações do Sudeste Asiático (ANSA) na Tailândia e na China, no início do próximo mês. Segundo o Distrito Militar Oriental, o treinamento é parte das “preparações para uma fase prática de exercício de manobras antiterrorismo da ANSA na China.” Dentre outras coisas, significa que soldados russos estarão usando armamento pesado chinês.
 
Esses exercícios incluem grupos táticos ‘mistos’ que tentam libertar reféns presos em prédios oficiais; busca e descarte de explosivos; reconhecimento interno e externo de radiação e reconhecimento químico e biológico.
 
Deve-se interpretar tudo isso como interação direta entre práticas da OCX e da ANSA, complementando o aprofundamento da interação entre a União Económica Eurasiática e a ANSA.
 
Esses três desenvolvimentos ilustram o quanto a Rússia está envolvida num largo espectro, do Mar Cáspio e do Golfo Persa até o Sudeste da Ásia.
 
Mas o elemento chave ainda é a aliança Rússia-Irão, que deve ser lida como um nodo chave no massivo projeto de integração da Eurásia no século 21.
 
O que o Secretário de Segurança Nacional da Rússia Nikolai Patrushev  disse claramente naquele recente histórico encontro trilateral, ao lado do Conselheiro de Segurança Nacional da Casa Branca John Bolton e do Conselheiro de Segurança Nacional de Israel Meir Ben-Shabbat Jerusalém deve ser ouvido com atenção: “O Irão sempre foi e continua a ser nosso aliado e parceiro, com o qual estamos consistentemente desenvolvendo relações bilaterais e também dentro de formatos multilaterais.”
 
Com isso se descarta a infindável especulação, sem qualquer base real, de que Moscovo estaria “traindo” Teerão em vários fronts, da guerra económica de terra arrasada desencadeada pelo governo Donald Trump, à resolução da tragédia na Síria.
 
Para Nur-Sultan e o Comitê Constituinte Sírio
 
E isso nos leva à continuação do processo de Astana sobre a Síria. Moscovo, Teerão e Ankara estarão em reunião trilateral em Nur-Sultan, capital do Cazaquistão, possivelmente na gigantescamente significativa data de 11 de setembro, segundo fontes diplomáticas.
 
Realmente importante nessa nova fase do processo de Astana, contudo, é a instalação do Comité Constituinte Sírio. É coisa já acertada desde janeiro de 2018 em Sochi: um comité – que reunirá representantes do governo, da oposição e da sociedade civil, cada grupo com 1/3 dos assentos com direito a voto – competente para redigir a nova Constituição da Síria.
 
A única solução possível e viável para a tragédia infindável da guerra por procuração contra a Síria será, pois, construída por Rússia, Irão e Turquia. Isso inclui a aliança Rússia-Irão. E isso inclui e expande a visão da Rússia quanto à segurança do Golfo Persa, ao mesmo tempo em que sinaliza na direção de uma Organização de Cooperação de Xangai expandida no Sudeste da Ásia, atuando como mecanismo de pacificação pan-asiático e séria frente anti-OTAN.
 
Em Oriente Mídia | Traduzido por Vila Mandinga
 
 
[1] A única referência que encontrarmos a esse documento, com link para o texto em várias línguas, aparece na página do Ministério de Relações Exteriores da Rússia, acima indicada. Não conseguimos confirmar a informação de que o documento teria sido “oficialmente aprovado pela ONU”, mas essa informação repete-se em várias publicações em todo o mundo. Talvez a aprovação tenha a ver com o fato de que o documento foi apresentado em Moscou, dia 23 de julho, pelo Representante Especial do presidente Putin para Oriente Médio e África e vice-ministro de Relações Exteriores Mikhail Bogdanov, em reunião da qual participaram representantes de estados árabes, do Irã, da Turquia, dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança, da União Europeia, da Liga Árabe e dos países BRICS com representação em Moscou, como se lê na versão em inglêsde artigo sobre o assunto (orig. em russo) publicado na página do Ministério de Relações Exteriores da Rússia [NTs
 
 
 
 
 

Irã aumenta reservas de urânio enriquecido para 370 Kg

Central nuclear de Bushehr, no Irã.
© AFP 2019 / BEHROUZ MEHRI

O Irã aumentou suas reservas de urânio de baixo enriquecimento em até 370 quilos segundo divulgou a Organização de Energia Atômica do Irã.

A declaração foi dada à mídia local, nesta terça-feira (13), através do porta-voz da organização, Behrouz Kamalvandi.

Já no dia 8 de maio, Teerã havia declarado que estava suspendendo uma série de compromissos no âmbito do Plano Conjunto de Ação Integral (JCPOA), como no caso das reservas de urânio enriquecido.

"Neste momento temos um bom ritmo de produção [de urânio], e nossas reservas excederam 300 quilos em 60 [kg] no mínimo, até 70 [kg] no máximo, o volume crescerá rapidamente", disse Kamalvandi. conforme citado pela agência de notícias IRNA.

O JCPOA foi assinado em 2015 entre Irã, China, França, Alemanha, Rússia, Reino Unido, Estados Unidos, Alemanha e União Europeia.
O acordo exigiu que o Irã diminuísse seu programa nuclear e reduzisse suas reservas de urânio. Em troca, as sanções econômicas impostas sobre o país foram levantadas.

Em maio de 2018, os EUA deixaram o acordo de forma unilateral e reimpuseram as sanções sobre o Irã. Nos últimos meses, após diversos alertas, Teerã começou gradualmente a abandonar suas obrigações do JCPOA.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/oriente_medio_africa/2019081314383509-ira-aumenta-reservas-de-uranio-enriquecido-para-370-kg/

Líder supremo do Irã declara apoio aos rebeldes Houthis no Iêmen

A televisão estatal do Irã reportou que o líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei, declarou apoio ao rebeldes Houthi no Iêmen.

Segundo publicou a agência AP, Khamenei se encontrou com o porta-voz do movimento Ansalarah, Mohammad Abdul Salam. O Ansalarah é também referido como Houthi. O encontro entre ambos aconteceu em Teerã nesta terça-feira (13).

Khamanei afirmou que a Arábia Saudita, os Emirados Árabes Unidos e seus apoiadores, pretendem fraturar o Iêmen. Segundo ele, o Iêmen "deve se manter firme contra a conspiração", conforme citou a AP.

Uma coalização liderada pela Arábia Saudita, que inclui forças dos Emirados Árabes Unidos, tem combatido as forças do movimento Houthi na região norte do Iêmen desde 2015. A coalização realiza incursões em apoio ao presidente iemenita, Abdel Rabbo Mansour Hadi.

O Iêmen é um dos países árabes mais pobres do mundo e segue devastado pelo conflito. A crise humanitária no país levanta preocupação da Organização das Nações Unidas (ONU). O conflito iemenita também é visto como uma guerra de procuração entre Irã e Arábia Saudita.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/oriente_medio_africa/2019081314383470-lider-supremo-do-ira-declara-apoio-aos-rebeldes-houthis-no-iemen/

Irã insta governo indiano a tomar medidas na Caxemira

Mohammad Javad Zarif e Narendra Modi, respectivamente, chanceler do Irã e premiê da Índia.
© REUTERS /

O governo do Irã pediu à Índia que tome medidas para normalizar a situação em Jammu e Caxemira.

A declaração partiu do Ministério das Relações Exteriores do Irã, nesta terça-feira (13). A chancelaria iraniana manifestou preocupações com supostas restrições enfrentadas pelos muçulmanos na região.

A declaração também cita relatos sobre a situação de segurança em vários distritos de Jammu e Caxemira, bem como as "restrições" religiosas enfrentadas pela comunidade muçulmana no local.

O Ministério enfatizou que a Índia deveria adotar medidas que retornem a região ao normal e permitam que as pessoas exerçam seus direitos naturais.

Em 5 de agosto, o presidente da Índia, Ram Nath Kovind, assinou um decreto removendo o status especial de Jammu e Caxemira, que foi concedido à região pelo artigo 370 da constituição indiana.

A nova iniciativa do governo federal da Índia divide em dois territórios da união. O Paquistão condenou a iniciativa da Índia e o primeiro-ministro paquistanês, Imran Khan, a comparou à ideologia nazista.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/asia_oceania/2019081314383454-ira-insta-governo-indiano-a-tomar-medidas-na-caxemira/

Pompeo diz que tempo para agir contra o Irã está acabando

Secretá de Estado americano, Mike Pompeo, falando sobre o Irã
© AP Photo / Alex Brandon

O Secretário de Estado americano alertou que o tempo para esmagar o Irã está acabando. Para ele, o Irã está fraco mas, daqui a 15 meses, o embargo de armas sobre o país chegará ao fim.

Mike também ressaltou que após o fim do prazo, o líder das Forças Quds da Guarda Revolucionária do Irã, Qasem Soleimani, voltaria a poder fazer viagens internacionais.

O relógio está batendo. O tempo que sobra até ao termo do embargo de armas imposto pela ONU ao Irã e a proibição de viajar de Qasem Soleimani está terminando.

Exortamos nossos aliados e parceiros a aumentar a pressão sobre o regime até ele parar com seu comportamento desestabilizador.

A postagem de Pompeo gerou as mais diversas reações. Alguns usuários da rede criticaram o governo iraniano através de saudações ao ex-xá Reza Pahlavi. Até mesmo manifestantes de Hong Kong apoiaram a mensagem do Secretário de Estado.

No entanto, outros usuários condenaram a mensagem de Pompeo dizendo que, se os Estados Unidos não tivessem saído do acordo nuclear com o Irã, "não teria havido nenhum problema". Outros ainda disseram que os EUA estavam claramente preocupados com a possibilidade de o Irã ser capaz de se defender da agressão americana, e que a "ameaça" era inteiramente imaginária.

Os EUA têm feito esforços no campo político para a formação de uma coalização internacional destinada a "policiar" o estreito de Ormuz. No entanto, alguns aliados tradicionais do país têm recusado enviar forças para o golfo Pérsico.

As tensões entre Teerã e Washington aumentaram logo após a saída dos EUA do acordo nuclear com o Irã em 2018. Além disso, nos últimos meses foram registrados ataques contra petroleiros no golfo Pérsico. Os EUA acusam o Irã de estar por trás desses ataques.

Por sua vez, o Irã teve um de seus navios-tanque apreendido em Gibraltar pelo Reino Unido. Enquanto isto, o país persa também apreendeu navios no estreito de Ormuz sob a alegação de que estes estariam contrabandeando petróleo.

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https://br.sputniknews.com/oriente_medio_africa/2019081314381943-pompeo-diz-que-tempo-para-agir-contra-o-ira-esta-acabando/

Reino Unido envia navio de guerra ao golfo Pérsico em meio à escalada de tensões com Irã

Destróier HMS Duncan (foto de arquivo)
© AP Photo / Tim Ireland

Os EUA propuseram criar uma coalizão internacional para garantir a segurança de navegação no golfo Pérsico, frente ao aumento incontrolado das tensões entre Washington e Teerã.

Nesta segunda-feira (12) o Reino Unido enviou para o golfo Pérsico o navio de guerra HMS Kent no âmbito da missão naval liderada pelos estadunidenses.

A Marinha Real britânica irá operar ao lado da Marinha dos EUA, para alegadamente garantir a segurança de navegação dos navios mercantes no estreito de Ormuz, em meio às tensões com o Irã.

"A nossa principal atenção está firmemente focada na redução das atuais tensões. No entanto, estamos empenhados em manter a liberdade de navegação e assegurar a navegação internacional, é esse o objetivo da participação nesta operação", disse Andy Brown o comandante do navio.

O HMS Kent vai substituir outro navio britânico, o destróier HMS Duncan, que tem estado posicionado na região.

Missão de segurança marítima no golfo Pérsico

No dia 5 de agosto, o Reino Unido se juntou à missão de escolta de petroleiros organizada pelos EUA. As autoridades britânicas sublinharam que não houve quaisquer mudanças na política de Londres relativa ao Irã, e que o país não irá aderir as sanções de Washington contra Teerã.

Os Estados Unidos têm apelado reiteradamente para a criação de uma coalizão no golfo Pérsico no intuito de proteger a navegação, após um petroleiro britânico ter sido apreendido pelas forças do Irã no mês passado.

As tensões se intensificaram nos últimos meses, especialmente após o Irã deter o petroleiro de bandeira britânica Stena Impero no estreito de Ormuz em 19 de julho. A embarcação foi detida sob acusações de violar as leis de navegação marítima.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/oriente_medio_africa/2019081314381432-reino-unido-envia-navio-de-guerra-ao-golfo-persico-em-meio-a-escalada-de-tensoes-com-ira/

Militares de porta-aviões dos EUA afirmam 'estar prontos para atacar' Irã se ordenados

USS Abraham Lincoln realiza exercícios conjuntos na área de responsabilidade do Comando Central dos EUA, no mar Arábico, 1º de junho de 2019
© Sputnik / Brian M. Wilbur

Oficiais dos EUA, em serviço no porta-aviões USS Abraham Lincoln e instalados em uma base naval americana em Bahrein, deram entrevista ao canal Sky News.

Militares dos EUA afirmaram que a missão é impedir que o Irã ataque alvos americanos, mas acrescentaram que também estão prontos para lançar ataques ofensivos se forem ordenados.

"Uma grande parte da dissuasão é a prontidão que apoia essa dissuasão. Estamos prontos para defender os EUA e seus interesses se for pedido [...] Meu trabalho é estar aqui, estar pronto, deter e defender se necessário", disse o contra-almirante Michael Boyle, comandante do Carrier Strike Group 12.

O USS Abraham Lincoln foi enviado para o Oriente Médio em maio devido ao que Washington alegou ser um "número de indicações e avisos preocupantes e de escalada" do Irã. O porta-aviões não passou pelo estreito de Ormuz, uma via fluvial estratégica que liga os produtores de petróleo bruto do Oriente Médio a mercados mundiais cruciais.

"Para a nossa missão aqui, que é a dissuasão, estamos no lugar que precisamos estar. As pessoas conhecidas no Irã sabem que somos mais dissuasores aqui do que no golfo Pérsico, porque a partir desta posição podemos alcançá-los e eles não podem chegar até nós. Na analogia de um pugilista, temos um alcance excessivo a partir do ponto onde estamos agora", acrescentou Boyle.

De acordo com Sky News, as aeronaves do porta-aviões deveriam ter atingido vários alvos iranianos em junho, quando Teerã abateu um drone espião dos EUA que teria violado o espaço aéreo iraniano e ignorado os comandos para deixar a área.

Na época, o presidente norte-americano, Donald Trump, voltou atrás de atacar a 10 minutos do lançamento, explicando que a morte de cerca de 150 iranianos seria desproporcional à perda de um veículo aéreo não tripulado.

Planos de Washington

Os Estados Unidos enviaram o grupo de ataque do porta-aviões USS Abraham Lincoln e uma força-tarefa de bombardeiros para o golfo Pérsico em maio, no que o assessor de Segurança Nacional, John Bolton, descreveu como uma mensagem "clara e inequívoca" ao Irã de que qualquer ataque aos interesses americanos ou dos seus aliados seria recebido com "força implacável".

Além disso, os EUA propuseram a formação de uma coalizão marítima internacional e convidaram vários países europeus, incluindo Alemanha, França e Reino Unido, juntamente com outras nações, como Japão, Coreia do Sul e Austrália, para se juntarem a eles. Embora alguns deles tenham manifestado relutância em participar da iniciativa, Reino Unido aderiu à missão.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/oriente_medio_africa/2019081214379086-militares-de-porta-avioes-dos-eua-afirmam-estar-prontos-para-atacar-ira-se-ordenados/

Israel busca inflamar conflito ou até guerra entre países do golfo Pérsico -- especialista

 
 
Irão advertiu Israel e os EUA quanto à formação de uma coligação naval no golfo Pérsico liderada por Washington.
 
Na passada quinta-feira, o ministro da Defesa iraniano, Amir Hatami, disse que esta decisão teria "consequências desastrosas" para a região.
 
Hatami realizou conversas telefónicas com os seus homólogos do Kuwait, Omã e Qatar, instando-os a resistir às tentativas dos EUA de aumentar a presença norte-americana no golfo Pérsico.
 
Washington está tentando formar uma coligação conhecida como Operação Sentinel, em meio às crescentes tensões, a fim de escoltar os petroleiros e proteger a navegação no estreito de Ormuz.
 
 
Seyed Hadi Borhani, professor na Universidade de Teerão e especialista em países do Médio Oriente, expressou sua opinião sobre a participação de Israel nesta coligação.
 
"Israel não tem qualquer interesse no setor energético, ou em qualquer outro setor na região, ele [Israel] não tem nada aqui que possa proteger. No entanto, Israel persegue outros interesses. Penso que ele está buscando inflamar um conflito, ou até mesmo uma guerra, entre os países do Golfo tais como o Irão e a Arábia Saudita, disse Borhani.
 
Falando sobre a possível reação das autoridades iranianas às ações de Israel, o especialista salientou que Teerão encara isso como uma ameaça séria.
 
"Para o Irão, Israel é o inimigo principal e, se ele se aproximar da fronteira iraniana ou ameaçar os interesses de Teerão, as ações das autoridades iranianas serão rápidas e consequentes, o que resultará numa pressão significativa sobre Israel. No fim, as autoridades iranianas irão determinar o rumo político em relação a Israel e farão tudo o que estiver ao seu alcance para impedi-lo de entrar na região", ressaltou o professor iraniano.
 
Esta semana, o ministro israelita das Relações Exteriores disse que seu país estava prestando assistência à coaligação naval liderada pelos EUA que se está formando no Médio Oriente, prestando vários tipos de apoio ao nível de informações.
 
Spunik | Foto: © AFP 2019 / Ebrahim Nourozi
 
 

Ver o original em 'Página Global' na seguinte ligação:

https://paginaglobal.blogspot.com/2019/08/israel-busca-inflamar-conflito-ou-ate.html

Macron pretende que fala com o Irão por conta dos EUA

 

Segundo a imprensa, o Presidente francês, Emmanuel Macron, teria proposto ao seu colega iraniano, Xeque Hassan Rohani, encontrar-se com o Presidente Donald Trump durante a Cimeira (Cúpula-br) do G7 em Biarritz, no fim de Agosto.

Muito embora nenhuma delegação iraniana tenha sido convidada para esta reunião diplomática.

Reagindo violentamente, Donald Trump twittou: «O Irão tem graves problemas financeiros. Eles querem desesperadamente conversar com os Estados Unidos, mas recebem sinais confusos da parte de todos aqueles que pretendem representar-nos, incluindo o Presidente francês Macron........ Eu sei que Emmanuel quer agir bem, como todos os outros, mas ninguém fala pelos Estados Unidos, à excepção dos próprios Estados Unidos. Ninguém está autorizado, seja de que maneira for, sob qualquer forma que seja, a representar-nos!».

Este incidente acontece quando a França tentou criar uma força militar de vigilância do tráfego petrolífero no Estreito de Ormuz e o Reino Unido exigiu que os Estados Unidos pudessem participar nela.





Ver original na 'Rede Voltaire'



Irã chama postura dos EUA de 'incorreta' e pede mudança para fim das tensões

Hassan Rouhani.
© Sputnik / Sergey Guneev

Os Estados Unidos devem revisar sua política para o Oriente Médio e tomar medidas para diminuir as tensões na região, disse o presidente iraniano, Hassan Rouhani, durante a conversa telefônica com o emir do Qatar Sheikh Tamim bin Hamad Al Thani.

“Teerã acredita que a diminuição das tensões regionais é benéfica a todos e esperamos que os americanos percebam que o caminho que escolheram está incorreto, o que não terá nenhum vencedor. Eles têm que mudar seu comportamento”, disse Rouhani, conforme citado pelo serviço de imprensa presidencial.

O líder iraniano assinalou que “alguns países extrarregionais” estavam tentando desestabilizar a situação no Oriente Médio.

"O Irã se esforçou ao máximo nesse sentido e acredita que manter a segurança nessa região garante o desenvolvimento da região, bem como os interesses de seus povos", destacou Rouhani.

Ele ainda acrescentou que Teerã está pronta para negociar com nações amigas para garantir a paz e a estabilidade na região.

As tensões entre o Irã e os Estados Unidos voltaram a aumentar após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, retirar-se do Plano Conjunto de Ação Integral (JCPOA), em maio de 2018, e restabeleceu as sanções contra Teerã. As sanções atingem setores estratégicos do país, como a exportação de petróleo.

Desde então, os países têm trocado farpas e se acumulam incidentes na região do golfo Pérsico, como derrubada de um drone dos EUA e também ameaças de ataques militares contra Teerã por parte do Pentágono.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/oriente_medio_africa/2019081114375066-ira-chama-postura-dos-eua-de-incorreta-e-pede-mudanca-para-fim-das-tensoes/

'Será engolido pela ira': responsável iraniano adverte Israel de participar em plano dos EUA

Efetivos da Marinha de Israel durante treinamentos, foto de arquivo
© AP Photo / Ariel Schalit

O presidente do Parlamento iraniano, Hossein Amir Abdollahian, advertiu Israel sobre sua participação de uma coalizão naval que está sendo organizada pelos EUA.

Em seu Twitter, Amir Abdollahian afirmou que os israelenses sofrerão consequências se participarem da missão dos EUA e ainda aconselhou os Estados Unidos e seus aliados a abandonarem a ideia de sua campanha militar no Golfo Pérsico, argumentando que não trará paz e segurança à região, como afirmam.

"Se Israel entrar no estreito de Ormuz , será engolido pela ira da região e sua fumaça se levantará de Tel Aviv", disse ele.

"O Irã tem um papel vital na segurança do estreito de Ormuz. Qualquer coalizão militar liderada pelos EUA no estreito é uma repetição da ocupação do Iraque e do Afeganistão e uma escalada de insegurança na região", adicionou.

'Coalizão militar' no golfo Pérsico

As declarações do presidente do Parlamento vêm na esteira das advertências feitas pelo Ministério das Relações Exteriores do Irã em 9 de agosto. O porta-voz do ministério declarou nessa ocasião que o país consideraria a presença de qualquer coalizão militar externa no golfo Pérsico como uma "clara ameaça" e agiria em conformidade.

"No âmbito da política de dissuasão e defesa do país, a República Islâmica do Irã se reserva o direito de enfrentar esta ameaça e defender seu território", disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Abbas Mousavi.

Os EUA anunciaram planos para organizar uma coalizão militar naval com vista a garantir a segurança da navegação através do estreito de Ormuz, importante via de exportação de petróleo, após os recentes ataques a seis petroleiros no Golfo. Os EUA atribuíram os ataques ao Irã, apesar de Teerã o ter negado.

Washington apelou a vários países para que se juntassem à coalizão, mas poucos concordaram, tendo a Alemanha e o Japão declinado a proposta.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/oriente_medio_africa/2019081014371165-sera-engolido-pela-ira-responsavel-iraniano-adverte-israel-de-participar-em-plano-dos-eua/

Guerra com Irã colocaria em perigo sobrevivência de Israel, afirma comandante iraniano

Míssil Ghadr-H frente ao retrato do supremo líder iraniano, Ali Khamenei, Teerã
© AP Photo / Vahid Salemi

A existência de Israel será ameaçada de "colapso irreversível" se os EUA e seus aliados regionais optarem por iniciar uma nova guerra com o Irã, alertou o comandante do Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica, major-general Hossein Salami.

Falando em uma reunião militar na província de Kermanshah, no oeste do Irã, na quinta-feira (8), Salami indicou, citado pela agência IRNA e referindo-se a Israel, que "o inimigo sabe que qualquer nova guerra põe em perigo a sobrevivência do regime sionista, e será seguida pela sua queda irreversível".

"Os sionistas e alguns de seus aliados não mostram hoje um desejo de guerra porque eles sabem que se isso acontecesse, ela se moveria para suas terras", acrescentou Salami.

De acordo com o comandante, o "inimigo sabe" que uma força de resistência tem sido criada "na Síria, Líbano, Palestina e outros lugares", o que poderia ameaçá-los no caso de um conflito.

'Coalizão de demônios'

Esta semana, o ministro das Relações Exteriores israelense, Israel Katz, revelou que Tel Aviv estava prestando assistência à coligação naval liderada pelos EUA, que se está formando no Oriente Médio, prestando apoio com informações e em "outros campos não especificados".

Referindo-se à coalizão dos EUA e Reino Unido, a "coalizão de segurança marítima" formada no Oriente Médio, como uma "coalizão de demônios", Salami sugeriu que o Irã já estava envolvido em uma guerra com as grandes potências do Ocidente, enfrentando "pressões políticas e econômicas máximas, operações psicológicas, ataques culturais, apreensões econômicas e até ameaças à segurança e intimidação militar".

Na terça-feira (6), a mídia israelense informou que Tel Aviv tinha concordado em se juntar à coalizão liderada pelos EUA que se está formando no golfo Pérsico depois que o ministro israelense das Relações Exteriores, Israel Katz, se reuniu com uma "personalidade de alto nível" não nomeada dos Emirados Árabes Unidos para discutir a "ameaça iraniana".

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/oriente_medio_africa/2019080814363509-guerra-com-ira-colocaria-em-perigo-sobrevivencia-de-israel-afirma-comandante-iraniano/

Washington perde aliados e influência em meio às tensões com Irã, afirma jornalista

O jornalista norte-americano John Steppling falou com a Sputnik Internacional sobre a relação entre o Irã e as sanções impostas pelos Estados Unidos.

Recentemente, presidente iraniano, Hassan Rouhani, reiterou posicionamento de que se o presidente norte-americano, Donald Trump, quiser iniciar negociações com Teerã, será necessário retirar as sanções contra o país.

Com relação à situação das sanções, o jornalista acredita que todos os adeptos da linha dura anti-iraniana são o real motor da política norte-americana e eles não têm qualquer intenção de retirar as sanções, entretanto, Washington está sofrendo uma perda de aliados, como é o caso da Alemanha, que se recusou a participar de operação marítima na região.

Membros da Guarda Revolucionária do Irã navegam próximo a uma embarcação iraniana durante manobras ao longo do mar do Golfo e do mar de Omã.
© AFP 2019 / IRNA
Membros da Guarda Revolucionária do Irã navegam próximo a uma embarcação iraniana durante manobras ao longo do mar do Golfo e do mar de Omã

Já o Reino Unido tinha apenas um navio disponível para enviar e ninguém tinha certeza de qual navio seria, ou seja, Washington provavelmente conseguirá apenas atingir os civis com estas sanções, ressaltou o jornalista.

No momento, Estados Unidos enfrentam um grande problema, isso porque nenhum país europeu, ou seja, nenhum dos países da OTAN quer ser utilizado como escudo para defender os interesses norte-americanos, o que deixa os EUA expostos em um potencial conflito contra o Irã. Isso mostra que os EUA hoje têm pouca influência, bem como poucos aliados.

Apesar da pouca influência norte-americana, os iranianos temeriam um possível ataque saudita, como representante dos EUA, entretanto, seria quase improvável que Washington pudesse sustentar uma guerra, já que conta com um apoio limitado e o Reino Unido se parece com um cachorrinho de Washington, tendo uma relevância mínima na situação.

HMS Duncan, navio militar britânico enviado ao Golfo Pérsico em meio a tensões com o Irã. Foto de 12 de julho de 2019.
© AP Photo / Ben Sutton
HMS Duncan, navio militar britânico enviado ao Golfo Pérsico em meio a tensões com o Irã. Foto de 12 de julho de 2019.

A parceria dos EUA e do Reino Unido parece algo bom apenas no papel, já que os britânicos supostamente possuem apenas dois navios na região, que é patrulhada por embarcações iranianas, país que, por sinal, possui mísseis terrestres que podem atingir o estreito, do outro lado de Omã e dos EAU, além de possuir o controle das águas da região.

Dessa forma, a parceria dos EUA com o Reino Unido seria algo apenas cerimonial, completou o jornalista.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/oriente_medio_africa/2019080814360248-washington-perde-aliados-e-influencia-em-meio-as-tensoes-com-ira-afirma-jornalista/

Chanceler do Irã: aliados dos EUA têm vergonha de se unir à coalizão falha no golfo Pérsico

Destróier com mísseis guiados USS Carney (foto de arquivo)
© AFP 2019 / FELIX GARZA/Marinha dos EUA

Falando a repórteres nesta segunda-feira (5), o ministro das Relações Exteriores iraniano, Javad Zarif, afirmou que os EUA não conseguiram criar uma coalizão naval no golfo Pérsico.

Os Estados Unidos têm apelado repetidamente para criação de uma coalizão no golfo Pérsico no intuito de proteger a navegação após a apreensão de um petroleiro britânico por forças do Irã no mês passado.

"Os EUA estão sozinhos no mundo. Não conseguem criar uma coalizão [no golfo]", apontou Zarif. "Os países que são amigos deles têm vergonha demais de estar em uma coalizão com eles", adicionou.

O ministro acusou os EUA de serem responsáveis pelas tensões no golfo, o que, segundo ele, provocou "miséria". Para Zarif, Irã é o responsável pela segurança da região. Ele culpou o Reino Unido de estar envolvido no "terrorismo econômico" dos EUA contra a nação iraniana

Zarif também reiterou que a apreensão de um petroleiro iraniano pelos fuzileiros britânicos no mês passado foi um ato de pirataria e que o navio não estava a caminho da Síria. O chanceler também descreveu as sanções impostas pelos EUA a ele como um fracasso na diplomacia.

Tensões no golfo Pérsico

A declaração surge depois da imposição de sanções do Departamento do Tesouro dos EUA a Zarif na semana passada. Para o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Abbas Musawi, o chanceler iraniano foi sancionado, porque os EUA temem as habilidades de negociação do ministro.

As tensões no golfo Pérsico cresceram nos últimos meses, especialmente após o Irã apreender o petroleiro com bandeira britânica hasteada Stena Impero no estreito de Ormuz, em 19 de julho. O navio foi detido com acusação de violar as leis de navegação marítima.

O caso ocorreu após o petroleiro iraniano Grace 1 ter sido apreendido pelo Reino Unido sob acusação de violar as sanções impostas à Síria pela União Europeia.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/oriente_medio_africa/2019080514340917-chanceler-do-ira-aliados-dos-eua-tem-vergonha-de-se-unir-a-coalizao-falha-no-golfo-persico/

Apesar das sanções, países continuam comprando petróleo do Irã

Plataforma de petróleo em Soroush, Irã em 25 de Julho de 2005
© REUTERS / Raheb Homavandi

Pelo menos 12 petroleiros iranianos continuam a transportar petróleo para a Ásia e o Mediterrâneo, apesar das sanções dos EUA, revelou uma investigação do jornal The New York Times.

Mais de 70 petroleiros iranianos foram monitorados pelo jornal The New York Times através de imagens de satélite e outros recursos.

Depois de 2 de maio, data do início das sanções contra Teerã, 12 destes navios ainda forneciam petróleo. Metade deles transportou petróleo para a China, enquanto outros foram para o mar Mediterrâneo, podendo ter como destino a Síria e a Turquia.

"O fluxo contínuo de petróleo mostra a dificuldade que o governo Trump tem de utilizar as sanções, com o fim de acabar com as exportações de petróleo iranianas, após as divergências com seus aliados sobre a política a adotar a respeito do Irã", explica o jornal.

Segundo Richard Nephew, ex-funcionário da Casa Branca, o governo norte-americano não deve fazer ameaças ao Irã se não as pode pôr em prática.

"Isso demonstra que há limitações ao poder dos Estados Unidos. A China e outros países estão dispostos a não seguir as sanções dos EUA", disse Richard.

Em 2015 o governo Obama, em cooperação com a China, Rússia e outros países, elaborou um acordo com o objetivo de restringir as capacidades do programa nuclear iraniano, em troca da suspensão das sanções anteriormente aplicadas .

No entanto, em 2018 o presidente Trump decidiu retirar-se do acordo e impor novamente sanções ao Irã, gerando críticas por parte dos outros países.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/oriente_medio_africa/2019080414336443-apesar-das-sancoes-paises-continuam-comprando-petroleo-do-ira/

Guarda Revolucionária do Irã captura navio-tanque estrangeiro no golfo Pérsico

Membros da Guarda Revolucionária Irã navegam junto a uma embarcação iraniana durante manobras ao longo do mar do Golfo e do mar de Omã.
© AFP 2019 / IRNA

As tensões cresceram no golfo Pérsico após o Irã capturar um petroleiro britânico mês passado, acusando sua tripulação de violar as regras de navegação. Semanas antes, um navio-tanque iraniano havia sido detido em Gibraltar sob a acusação de quebrar sanções contra a Síria.

Hoje, o Irã bloqueou um navio-tanque estrangeiro no golfo Pérsico sob acusação de contrabando de petróleo para certos países árabes.

De acordo com o comandante da Guarda Revolucionária do Irã, Ramazan Zirahi, o navio transportava 700.000 litros de combustível. Os 7 tripulantes do navio também foram detidos, informou a Press TV.

O navio foi conduzido até Bushehr e o combustível foi entregue à Companhia de Distribuição de Produtos Petrolíferos Nacionais de Bushehr, conforme as leis do país.

Enquanto isto, a agência iraniana ISNA reportou que a embarcação foi detida no dia 31 de julho.

As tensões no golfo Pérsico cresceram nos últimos meses, especialmente após o Irã deter o navio-tanque de bandeira britânica Stena Impero no estreito de Ormuz, em 19 de julho. O navio foi detido sob acusação de violar as leis de navegação marítima.

O caso ocorreu após o petroleiro iraniano Grace 1 ter sido apreendido pelo Reino Unido sob acusação de violar as sanções impostas à Síria pela União Europeia.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/oriente_medio_africa/2019080414335453-guarda-revolucionaria-do-ira-captura-navio-tanque-estrangeiro-no-golfo-persico-/

Caças dos EUA supostamente armados com bombas patrulham golfo Pérsico em meio a tensões com Irã

F-15Es
© Foto : USAF

Caças dos EUA se juntaram a manobras de guerra marítima e de superfície no golfo Pérsico à medida que crescem as tensões com o Irã, reportou o Serviço de Distribuição de Informação Visual de Defesa (DVIDS, na sigla em inglês).

Instalados na Base Aérea de Al Dhafra, nos EAU, e ligados ao 336º Esquadrão de Combatentes Expedicionários, os caças F-15E Strike Eagles da Força Aérea dos EUA estão alegadamente equipados com bombas de fragmentação.

"A função [dos F-15E] é conduzir missões de patrulhamento aéreo de combate sobre o golfo Pérsico e fornecer escoltas aéreas para embarcações navais enquanto atravessam o estreito de Ormuz", de acordo com o DVIDS.

Segundo publicação, o F-15E é um "caça bifuncional projetado para realizar missões ar-ar e ar-terra e está atualmente conduzindo operações de Patrulhamento Aéreo de Combate Superficial (SuCAP) para garantir um comércio marítimo livre e aberto na região" do golfo Pérsico.

As manobras surgem no contexto dos esforços liderados pelos EUA para construir uma coalizão internacional que patrulhará o estreito de Ormuz enquanto as tensões com o Irã continuam aumentando drasticamente.

Variedade de armamentos

De acordo com o The Drive, algumas das aeronaves foram equipadas com dispensador de munição corrigida pelo vento (WCMD, na sigla em inglês), que é basicamente um sistema de navegação por GPS que pode transportar uma variedade de munições de fragmentação.

Além das bombas de fragmentação, diz-se que os F-15E transportam um par de mísseis AIM 120C de médio alcance e da classe ar-ar e dois mísseis AIM 9-X Sidewinder de curto alcance e orientados por radiação infravermelha.

As tensões já existentes na região se agravaram ainda mais no início de julho, quando o Irã apreendeu um petroleiro britânico no estreito de Ormuz, semanas após a apreensão de um navio iraniano ao largo da costa de Gibraltar.

Estratégia de 'pressão máxima'

Na sequência do incidente, os Estados Unidos anunciaram iniciativa de criação de uma força marítima, designada Operação Sentinela, para reforçar a segurança no golfo Pérsico, no estreito de Ormuz, no estreito de Bab el-Mandeb e no golfo de Omã, na sequência dos recentes "ataques de sabotagem" a petroleiros.

Com a estratégia americana de "pressão máxima" contra o Irã, o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, convidou a Alemanha, a França e o Reino Unido para a nova coalizão internacional, junto com Japão, Austrália, Noruega, Coreia do Sul e outros países, começando a receber resposta contrária da Alemanha e União Europeia pela discordância de uso de "pressão máxima".

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/oriente_medio_africa/2019080114321743-cacas-dos-eua-supostamente-armados-com-bombas-patrulham-golfo-persico-em-meio-a-tensoes-com-ira/

Irã está preparado para construir novas instalações de produção na Síria

Bandeira do Irã
 

O Irã está preparado para construir várias instalações de produção na Síria em um futuro próximo, revelou Amin Nahhas, secretário do comitê econômico conjunto Síria-Irã.

Segundo a agência iraniana de notícias IRNA, representantes de empresas sírias e iranianas realizaram conversações em Damasco para criar três empresas por meio do comitê econômico conjunto sírio-iraniano.

"Estamos considerando estabelecer indústrias muito modernas nos setores de construção, saúde, medicina e leite para quebrar as medidas coercitivas injustas impostas à Síria", disse Nahhas, conforme citado pela agência iraniana.

As novas fábricas incluirão uma unidade de produção para fórmula infantil, medicamentos contra o câncer e carros.

O comitê econômico conjunto Síria-Irã foi formado em janeiro, em um esforço para pavimentar o caminho para a criação de uma câmara de comércio conjunta Síria-Irã e impulsionar as relações econômicas bilaterais.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/oriente_medio_africa/2019073114318332-ira-instalacoes-siria/

Alemanha não descarta missão europeia de segurança no Golfo Pérsico

Helicóptero MH-60S voa enquanto o navio USS John C. Stennis chega ao Golfo através do estreito de Ormuz, 21 de dezembro de 2018 (imagem de arquivo)
© REUTERS / Hamad I Mohammed

O vice-porta-voz do governo alemão, Ultrike Demmer, disse nesta quarta-feira (30) que a Alemanha não descarta participar de uma missão naval de segurança europeia no estreito de Ormuz.

O Reino Unido conclamou uma missão europeia com o objetivo de garantir a segurança comercial de navios no estreito que é a porta de entrada e saída do Golfo Pérsico. A região concentra um terço de todo o transporte marítimo de petróleo do mundo.

A missão proposta pelo britânicos é uma resposta aos iranianos devido á apreensão de um petroleiro de bandeira britânica na região, o Stena Impero.

"Em princípio, o governo considera que ainda vale a menção da proposta de uma missão naval de proteção, e está em contato com os parceiros europeus, França e Reino Unido, principalmente", afirmou Demmer a repórteres.

De acordo com a imprensa, os EUA oficialmente propuseram nesta semana que a Alemanha se juntasse a uma coalizão norte-americana também o o objetivo de garantir a navegação comercial na região.

Apesar disso, os alemães afirmaram que não farão parte da campanha de "pressão máxima" que Washington exerce sobre o Irã.

A Alemanha tem mantido uma postura crítica à política dos EUA em relação ao Irã após a saída unilateral de Washington, em 2018, do Plano Conjunto de Ação Integral (JCPOA), o acordo nuclear iraniano.

Os signatários europeus do tratado de 2015 tem afirmado que querem manter o acordo.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/oriente_medio_africa/2019073114316992-alemanha-nao-descarta-missao-europeia-de-seguranca-no-golfo-persico/

Irã ameaça saída definitiva do acordo nuclear

Central nuclear de Bushehr, no Irã.
© AFP 2019 / BEHROUZ MEHRI

A terceira fase da suspensão pelo Irã de suas obrigações no âmbito do Plano de Ação Conjunto Global (JCPOA) pode ser a última, disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Abbas al Musawi, em entrevista ao jornal Farheekhtegan.

No domingo passado, representantes do "quinteto" (Alemanha, China, França, Reino Unido e Rússia), em uma reunião em Viena, apelaram ao Irã para que não inicie a terceira fase da suspensão de suas obrigações do acordo nuclear, planejada para os dias 4 e 5 de setembro.

"Acho que é o último adiamento para os participantes do acordo. Se os interesses do Irã não estiverem garantidos, daremos o próximo passo. Se não vermos um trabalho correspondente ao nosso, a República Islâmica do Irã não estenderá essas medidas [do acordo nuclear]", disse al Musawi.

Em julho de 2015, o Irã e seis mediadores internacionais - Rússia, Estados Unidos, Reino Unido, China, França e Alemanha - assinaram o Plano de Ação Conjunto Global (JCPOA), que impôs uma série de limitações ao programa nuclear iraniano com o objetivo de excluir sua possível dimensão militar, em troca da suspensão das sanções internacionais.

Embora a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) tenha confirmado que Teerã cumpriu o tratado, os EUA abandonaram o acordo em maio de 2018 acusando o Irã de estar continuando a desenvolvendo armas nucleares. Desde então, Washington restabeleceu uma série de sanções contra a República Islâmica.

Um ano após a retirada dos EUA do pacto nuclear, o Irã suspendeu parte de seus compromissos no âmbito do JCPOA e anunciou que continuará reduzindo suas obrigações progressivamente a cada 60 dias, a menos que outros signatários do acordo encontrem uma solução diplomática para evitar sanções dos EUA.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/oriente_medio_africa/2019073114316339-ira-ameaca-saida-definitiva-do-acordo-nuclear/

UE não participa da coalizão dos EUA no estreito de Ormuz

Helicóptero MH-60S voa enquanto o navio USS John C. Stennis chega ao Golfo através do estreito de Ormuz, 21 de dezembro de 2018 (imagem de arquivo)
© REUTERS / Hamad I Mohammed

A União Europeia não participa das negociações dos Estados Unidos com países europeus para a criação de uma coalizão para patrulhar o Estreito de Ormuz, disse nesta quarta-feira o porta-voz da Comissão Europeia para o Desenvolvimento e Cooperação Internacional, Carlos Martín Ruiz de Gordejuela.

Em 22 de julho, Washington declarou a intensão de criar uma coalizão para patrulhar o estreito de Ormuz, que conecta o golfo Pérsico e o golfo de Omã. Washington enviou convites ao Reino Unido, França, Alemanha, Noruega, Japão, Coreia do Sul e Austrália para se juntar à iniciativa.

"Acompanhamos a situação e pedimos moderação máxima e redução da escalada (das tensões), mas com relação às negociações, a União Europeia, como tal, não faz parte delas", disse o porta-voz sobre a iniciativa norte-americana referente ao estreito de Ormuz.

Ele acrescentou que a União Europeia apela ao respeito pela liberdade de navegação.

As primeiras propostas para integrar a coalizão foram feitas pelos EUA no final de junho durante as consultas ministeriais com os aliados da OTAN em Bruxelas.

Por outro lado, a França, o Reino Unido e a Alemanha pretendem lançar "uma iniciativa europeia" para garantir a segurança marítima no golfo Pérsico.

As discussões sobre uma missão naval conjunta para proteger navios comerciais na área começaram depois do Irã ter detido o petroleiro Stena Impero, que navegava sob a bandeira britânica no estreito de Ormuz.

Como Teerã reconheceu, Stena Impero foi preso em resposta à prisão de Grace 1, o petroleiro que foi detido no início deste mês em Gibraltar com um carregamento de petróleo iraniano.
Para o presidente do Irã, Hassan Rouhani, a presença de forças estrangeiras no golfo Pérsico é a principal causa das tensões regionais.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/oriente_medio_africa/2019073114315061-ue-nao-participa-da-coalizao-dos-eua-no-estreito-de-ormuz/

EUA e Irão empancados no marco zero das negociações -- Pepe Escobar

Ponto de estrangulamento do Estreito de Ormuz (Flickr)
 
Tudo é possível em matéria de insanidade geopolítica, quando se tem o President of the United States (POTUS) a anunciar em altos brados que podia disparar primeiro ataque nuclear para pôr fim à guerra no Afeganistão e “varrer da face da terra” o país todo numa semana. Mas que prefere não fazer isso, para não matar 10 milhões de pessoas.
 
À parte o fato de que nem um ataque nuclear jamais derrubaria o já lendário espírito de luta dos pashtuns afegãos, a mesma lógica pervertida – ordenar primeiro ataque nuclear como alguém ordena que lhe tragam um cheeseburger – também se aplica ao Irão, em lugar do Afeganistão.
 
Trump mais uma vez atira contra o próprio pé, ao declarar que uma potencial guerra no Golfo Persa “pode ir para um lado ou para o outro, e por mim tanto faz para que lado vá” – para delícia dos psicopatas que mantêm relações com o Departamento de Estado, que espalham a ideia de que o Irã estaria suplicando para ser bombardeado.
 
Não surpreende que todo o Sul Global – para nem falar da parceria estratégica Rússia-China – tenha aprendido a não confiar em coisa alguma que saia da boca ou de tuítos de Trump, tiroteio ininterrupto operado como tática de intimidação.
 
Pelo menos, está bem clara agora a impotência de Trump diante de adversário determinado, como o Irão: “Cada vez mais difícil para mim querer fazer acordo com o Irã.” O que sobra são clichês ocos, como “o Irão tem-se comportado muito mal” e “estado terrorista número um no mundo” – os mantras de passeata que emanam de Telavive.
 
Nem a guerra económica – ilegal – sem limites e o total bloqueio contra Teerão parecem bastar. Trump anunciou sanções extras contra a China, porque Pequim “aceita petróleo cru” do Irão. As empresas chinesas simplesmente ignorarão quaisquer sanções.
 
 
Tudo bem com ‘OK seja como for’
 
“OK seja como for” é exatamente o tipo de resposta esperada pela liderança em Teerão. O prof. Mohammad Marandi da Universidade de Teerão confirmou para mim que Teerão não ofereceu a Trump qualquer tipo de “renegociação” do acordo nuclear [ing. JCPOA] em troca do fim das sanções: “Não é renegociação. O Irão ofereceu-se para fazer avançar a ratificação de protocolos adicionais, se o Congresso remover todas as sanções. Seria grande vitória para o Irão. Mas os EUA jamais aceitarão.”
 
Marandi também confirmou que “nada de importante está sendo discutido” entre o ministro de Relações Exteriores do Irão Javad Zarif e o senador Rand Paul, negociador que Trump tenta agora introduzir nas negociações: “Bolton e Pompeo continuam no comando.”
 
O fato crucial é que Teerão rejeita qualquer nova negociação com a Casa Branca “sejam quais forem as circunstâncias”, como disse Hossein Dehghan, principal conselheiro militar do Supremo Líder Aiatolá Khamenei.
 
Dehghan mais uma vez deixou bem claro que, em caso de qualquer tipo de aventura militar, todas as bases do Império de Bases dos EUA em todo o Sudeste da Ásia passarão a ser considerados alvos.
 
É medida que se articula claramente às agora já consolidadas novas regras de engajamento, muito bem detalhadas pelo correspondente Elijah Magnier (ing. e traduzido ao português). Estamos todos em território de “olho por olho”.
 
E isso nos leva à alarmante expansão da demência das sanções, violentamente manifesta nos dois cargueiros iranianos carregados com milho e paralisados ao largo do sul do Brasil, porque a Petrobrás, com medo das sanções dos norte-americanos, recusa-se a reabastecer os navios.
 
O presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, fã fanatizado de Trump, fez do país, em menos de sete meses, uma neocolónia tropical dos EUA. Quanto às sanções dos EUA, Bolsonaro disse que “Estamos alinhados com as políticas deles. Fazemos o que temos de fazer”. Teerão, por sua vez, ameaçou cortar importações de milho, soja e carne do Brasil – $2 biliões por ano – se os cargueiros não forem abastecidos.
 
É desenvolvimento extremamente grave. O governo Trump não pode impor sanções – ilegais – ao comércio de alimentos. Agora, o Irão fica limitado quase completamente à permuta para obter alimentos – porque Teerão não pode operar através dos sistemas CHIPS-SWIFT de compensação de pagamentos via bancos. Se o suprimento de alimentos começa a ser bloqueado, significa que, mais dia menos dia, o Estreito de Ormuz pode também ser bloqueado.
 
Fontes do Departamento de Estado na avenida Beltway confirmaram que o mais alto escalão do governo dos EUA ordenou que Brasília detivesse no porto esse embarque de alimentos para o Irão.
 
Teerão conhece bem esses movimentos – parte da campanha de “pressão máxima” do governo dos EUA, cujo objetivo é matar de fome a população iraniana, num letal jogo da franga [ing. game of chicken, literalmente “jogo da galinha”].
 
O modo como isso pode acabar já aparece num comentário assustador que já citei numa das minhas colunas anteriores [“Irão parte para contrapressão máxima”, 23/6/2019, traduzido em O Empastelador]: “Se o Estreito de Ormuz for fechado, o preço do petróleo chegará a mil dólares o barris, representando mais d 45% do PIB global, derrubando o mercado de $2,5 quatrilhões de derivativos, e criando depressão mundial de proporções jamais vistas.”
 
Pelo menos, o Pentágono parece ter compreendido que guerra contra o Irão fará colapsar a economia mundial.
 
Agora, assunto completamente diferente
 
Então, no fim, mas nem por isso menos importante, há a guerra dos navios-tanques.
 
O analista holandês Maarten van Mourik observou que há discrepâncias significativas em torno do episódio de pirataria britânica em Gibraltar – que deu origem à guerra dos navios-tanques. O navio-tanque Grace 1 “foi pirateado por Marines da Marinha Real em águas internacionais. O Estreito de Gibraltar é passagem internacional, como o Estreito de Ormuz. Há apenas 3 milhas náuticas de águas territoriais em torno de Gibraltar, e essas também estão em disputa.”
 
Mourik acrescenta que, “O Grace 1 tem capacidade para 300 mil MT de petróleo cru, e limite máximo de calado de cerca de 22,2m; o último calado via AIS indicava que o petroleiro estava a 22,1 metros, ou seja, estava totalmente carregado. Ora, o porto de Banyas na Síria, onde se localiza o porto petroleiro offshore, tem profundidade máxima de 15m. Significa que de modo algum o Grace 1 pode atracar lá, sem antes ter descarregado em algum ponto. Sem ter descarregado provavelmente quantidade muito grande, de modo a subir para os limites necessários de calado.”
 
Isso se conecta com a recusa on the record, do ministro Javad Zarif, de Relações Exteriores, a informar para onde realmente navegava o Grace 1, sem confirmar que o destino fosse a Síria.
 
A resposta “olho por olho” do irã, com a tomada do Stena Impero que navegava sob bandeira britânica, evolui agora para um pedido dos britânicos, de que se organiza uma “missão de proteção liderada por europeus” no Golfo Pérsico, supostamente para proteger os navios contra a “pirataria de estado” iraniana.
 
Não surpreende que alguns já falem de sketch de Monty Python. Há aqui um Ministério de Confisco Pirado de Navios, que se separa da União Europeia, a qual suplica que a União Europeia meta-se numa “missão” diferente da campanha de “pressão máxima” dos EUA. E além disso, a missão não pode abalar o compromisso da Grã-Bretanha com a efetividade do acordo nuclear iraniano.
 
Dado que nações europeias não perdem chance de ostentar seu “poder” fracassante em todo o Sul Global, Grã-Bretanha, Alemanha e França parecem agora dedicadas à “missão” de “observar a segurança marítima no Golfo”, nas palavras do ministro de Relações Exteriores da França Jean-Yves Le Drian. Pelo menos, não será deslocamento de forças navais conjuntas – como Londres tanto queria. Diplomatas em Bruxelas confirmaram que o pedido agressivo inicial partiu de Londres, mas em seguida foi diluído. UE, OTAN e EUA não devem ser envolvidos – pelo menos, não diretamente.
 
Comparem agora tudo isso e o telefonema da semana passada entre o presidente do Irão Hassan Rouhani e o presidente da França Emmanuel Macron, com Teerão manifestando sua determinação de “manter todas as portas abertas” para o acordo nuclear. OK, mas com certeza não haverá portas abertas para o sketch à moda Monty Python.
 
Isso foi devidamente confirmado pelo vice-ministro de Relações Exteriores do Irão Abbas Araghchi, que disse que o Irão “não permitirá perturbações na navegação nessa área sensível”, enquanto o vice-presidente do Irão Eshaq Jahangiri rejeitava a noção de haver alguma “força-tarefa europeia conjunta” protegendo a navegação internacional: “Esse tipo de coaligações e a própria presença de estrangeiros na região já geram insegurança.”
 
Historicamente, o Irão sempre foi perfeitamente capaz de proteger esse Santo Graal Pentagonês – a “liberdade de navegação” – no Golfo Persa e no Estreito de Ormuz. Garantido que Teerão não precisa de ex-potências coloniais para promoverem qualquer liberdade por ali. Nada mais fácil do que o enredo desandar: a atual alarmante escalada no conflito só está acontecendo por causa da obsessão da “arte da negociação” que só pensa em impor ao Irão guerra económica ilegal total.
 
Traduzido por Vila Mandinga
 
 

https://paginaglobal.blogspot.com/2019/07/eua-e-irao-empancados-no-marco-zero-das.html

Irã incentiva China e outros aliados a comprarem mais petróleo em meio a sanções dos EUA

Um operário entra na refinaria de petróleo de Teerã, ao sul da capital.
© AP Photo / Vahid Salemi

As importações chinesas de petróleo iraniano caíram em cerca de 60% em junho em comparação com o ano anterior depois de os EUA terem reintroduzido sanções contra a república islâmica em maio.

O vice-presidente iraniano Eshaq Jahangiri apelou à China, o principal parceiro econômico do seu país, e aos outros aliados iranianos para comprarem mais petróleo à república islâmica, informou ontem (29) a SHANA, a agência de notícias do Ministério do Petróleo do país.

"Mesmo sabendo que os nossos parceiros tais como a China estão enfrentando determinadas restrições, nós esperamos que eles sejam mais ativos na compra do petróleo iraniano", disse Jahangiri ao diplomata chinês Song Tao, informa portal turco Hurriyet.

O dirigente iraniano fez notar que os EUA têm tentado criar uma impressão de que eles podem acabar totalmente com as vendas do petróleo iraniano, o que levaria ao colapso da economia do país islâmico, mas felizmente, apesar de estar um ano sob o embargo dos EUA, a situação econômica do Irã permanece estável.

Crescente pressão econômica dos EUA

Anteriormente Teerã anunciou que suspenderia parcialmente as suas obrigações do Plano Conjunto de Ação Integral (JCPOA, ou acordo nuclear) e deu aos países europeus signatários – entre os quais a França, o Reino Unido e a Alemanha – um prazo de 60 dias para salvar o acordo.

As tensões entre EUA e Irã têm aumentado bastante desde maio de 2018 quando os estadunidenses abandonaram unilateralmente o acordo nuclear iraniano. Para além disso, os norte-americanos reimpuseram as sanções que haviam sido suspensas anteriormente pelo acordo.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/oriente_medio_africa/2019073014304588-ira-incentiva-china-e-outros-aliados-a-comprarem-mais-petroleo-em-meio-a-sancoes-dos-eua/

Irão: a guerra imperial por um fio

 
 
Um mundo à beira do precipício. Acordo diplomático, longamente negociado, foi rompido. A megapotência sufoca um país mais frágil, porém altivo. Envia tropas. Provoca. Uma fagulha pode detonar um conflito global. Como deter a escalada?
 
Joe Cirincione e Mary Kaszynski, no Lobelog | Outras Palavras | Tradução: Gabriela Leite e Simone Paz
 
Não é simulação. Uma nova guerra no Oriente Médio vem aí, quiçá muito em breve. Somente uma ação política dramática dos cidadãos e líderes políticos estadunidenses poderia detê-la.
 
O Presidente Trump diz que não quer entrar em guerra com o Irã. Talvez todo esse medo da guerra seja só outro impulso neurótico. Ou pode ser que ele acredite que está, definitivamente, numa simulação de “fogo e fúria”, assim como fez antes com a Coreia do Norte, em que ele ameaça com uma guerra e com o “fim do Irão”, somente para recuar e depois dar palestras. Seu último descaso sobre a alegação dos ataques aos navios petroleiros no Golfo, referindo-se a eles como “de pouca importância”, mostram que esse é, sem dúvida, o seu jogo.
 
Mas quanto mais ele entra nessa, mais difícil fica de sair. Não aposte que isso vá desaparecer sem consequências. Os aliados mais próximos de Trump (e seus parceiros de negócios) na região — Arábia Saudita, Emirados Árabes e Israel — insistem para que haja ataques militares. “O próximo passo lógico”, segundo um editorial de um proeminente jornal saudita, “deveria ser de ataques cirúrgicos”. Seus conselheiros mais próximos na Casa Branca, o Departamento de Estado, e a Fox News também querem guerra, e afirmam isso repetidamente. Relacionam-na explicitamente aos “40 anos de agressões iranianas”. Habilmente alimentam os repórteres com pitadas de rumores e “inteligência” selecionada para que relatem as “atividades malignas” do Irão na região. Com a aprovação ou ignorância de Trump, deram uma série de passos, a começar pela revogação imprudente e desnecessária do acordo anti nuclear do Irão, para provocar um conflito.
 
 
Sua provocação está funcionando. Oficiais da inteligência dos EUA disseram que uma postura militar recente do Irão “é em resposta aos passos agressivos da administração ao longo dos dois últimos meses”. Mas em uma outra espiral de conflito, as ações dos EUA são ignoradas nas declarações oficiais. “A Estratégia de Segurança Nacional lista o Irão como uma das quatro principais ameaças, e nós só precisamos ter clareza de que temos capacidade de privá-los desse tipo de atividade, ameaçando vidas e instalações norte-americanas, ameaçando o mercado internacional de petróleo”, disse o Assessor de Segurança Nacional, John Bolton, sobre a nova implantação de mil tropas norte-americanas para o Golfo, e acrescentou que “eles estariam cometendo um erro grave se duvidassem da determinação do presidente sobre isso.”
 
O Secretário de Estado Mike Pompeo, enquanto isso, está trabalhando noite e dia para estabelecer as bases para os ataques militares. Em uma reunião de instruções a portas fechadas, recentemente, com membros do Congresso, Pompeo sugeriu que a Autorização para Uso de Força Militar de 2001 — a autoridade legal para a guerra no Afeganistão — permite que a administração lance ataques militares contra o Irão. Ele visitou os quartéis generais do Comando Central dos EUA em Tampa, na Flórida, na terça-feira, e está coordenando com os rivais regionais e religiosos do Irão.
 
Com a retórica subindo a temperaturas muito quentes, Trump talvez esteja sendo coagido para entrar em uma guerra que não entende ou não deseja. Príncipes árabes e radicais dirão a ele que ele não pode mais recuar, ou parecerá fraco. Vão prometer a ele que um pequeno ataque de “nariz sangrento” irá “restaurar a dissuasão” e fazer com que o Irão desista. É fácil, sussurrarão, a não ser, é claro, que o presidente esteja com medo de atacar…
 
É um método clássico de manipular indivíduos profundamente inseguros. Pense nos insultos de “frango” (“covarde”) que sempre afetaram o personagem de Michael J. Fox do filme De Volta para o Futuro, Marty McFly, a cometer as desventuras mais insensatas. Nesse caso, Trump vai causar estragos não com a cronologia ficcional dos fatos, mas com o Oriente Médio inteiro, além da economia global.
 
O resto do mundo observa, descrente. Mesmo para esse governo, o nível de imoralidade e duplicidade é de tirar o fôlego. Toda a América, a maior parte dos europeus e os aliados asiáticos estão profundamente céticos em relação às reivindicações da equipe de Trump, à necessidade de forças militares, e à estratégia por trás dessa crise autoescalante.
 
Neste ano, desde que Trump se afastou dos compromissos dos EUA no acordo antinuclear com o Irão, prometendo um “acordo melhor”, o governo falhou em alcançar qualquer de seus objetivos com o Irão e deteriorou severamente a credibilidade norte-americana. Estabeleceu um recorde mundial para a escala e frequência de mentiras ditas em vários pódios, em entrevistas e via Twitter. A Guarda Revolucionária Iraniana pode, inclusive, estar por trás dos ataques, mas não se pode confiar nesse governo para provar isso. Apenas uma investigação independente poderá mostrar a verdade.
 
Aliados dos EUA e a vasta maioria dos antigos oficiais e especialistas em segurança nacionalapoiam o acordo antinuclear do Irão. Negociado através de muitos anos com aliados da Europa, China e Rússia, o acordo foi um triunfo da diplomacia internacional. Bloqueou com sucesso todos os caminhos do Irão para fabricar a bomba, sem provocar um conflito militar. O acordo funcionou. O Irão finalizou suas atividades nucleares perigosas, e submeteu-se às mais intrusivas inspeções e monitoramento de regime que existem hoje.
 
Apesar da revogação de Trump — tecnicamente, os EUA estão violando o acordo, dado o fato de que não há nenhum mecanismo de retirada — os europeus e iranianos têm mantido vigente o tratado. O Irão permanece em conformidade total, de acordo com a inteligência dos EUA e de Israel, e segundo os relatórios da Agência Internacional de Energia Atómica.
 
Isto é o que Trump tem ouvido de seu secretário de defesa, diretor da inteligência nacional e diretor da CIA, que atestou repetidas vezes que o acordo está funcionando. Trump dispensou as avaliações profissionais.
 
Líderes europeus foram até Washington para implorar a Trump que continuasse no tratado, alertando que isso seria vital para a segurança da Europa. Trump os ignorou. Encorajado por Pompeo (um crítico de longa data do Irão) e por Bolton (um torcedor férreo da guerra do Iraque), Trump violou o acordo, voltou a impor sanções que os EUA haviam prometido retirar, e embarcou numa campanha de “máxima pressão” para deixar o Irão de joelhos.
 
Agora, provocado e sem os benefícios Económico prometidos no acordo, o Irão — como já era previsto — anunciou que em breve começará a violar alguns limites. Embora lamentável e desnecessário, estes são passos relativamente menores e reversíveis. Não há risco de que o Irão recorra a uma bomba, mesmo com o pequeno aumento do urânio pouco enriquecido que acontecerá em breve.
 
Esta não é uma crise nuclear, certamente nada que não possa ser resolvido com o simples retorno dos EUA ao acordo nuclear. Esse retorno manteria todos os limites em seus devidos lugares e realizaria o objetivo que Trump diz querer: privar o Irã da capacidade de construir uma bomba nuclear.
 
Se o governo continuar a provocar o Irão, porém, isso se tornará uma nova crise nuclear, totalmente criada por Trump.
 
Felizmente, uma estratégia alternativa vem se construindo. Tanto a Câmara como o Senado apresentaram uma legislação que poderia barrar uma guerra ilegal e não autorizada com o Irão. Todos os principais candidatos presidenciais democráticos têm se comprometido publicamente a reintegrar o acordo antinuclear, voltando assim às conversas diplomáticas com o Irão e nossos aliados, reconstruindo a credibilidade norte americana e sua liderança global. Ativistas, organizações de veteranos e massivos grupos de movimentos estão se mobilizando para prevenir uma guerra que faria com que as guerras contra o Iraque e o Afeganistão parecessem apenas um aperitivo.
 
Estes ativistas e líderes políticos sacaram a idiotice da estratégia Pompeo-Bolton: a de que, de algum jeito, o Irão seria tão poderoso, a ponto de ser a fonte de todo o mal no Médio Oriente, porém, tão frágil, que com um pequeno ataque de mísseis de cruzeiro a uma usina nuclear civil iraniana, seria derrubado. Mas será que o público norte americano está tão sobrecarregado com os repetidos ultrajes de Trump que fracassará em compreender o perigo real do momento atual?
 
Esta é uma corrida entre a paz e a guerra, entre a razão e a fantasia. A menos que aqueles que defendem a paz e a razão aumentem significativamente seus esforços, os EUA irão, mais uma vez, enganados e conduzidos a uma guerra desnecessária, de consequências catastróficas.
 
———————
-- Joseph Cirincione é presidente do Fundo Ploughshares, uma fundação de segurança global e apresentador do podcast “Press the Button”.

-- Mary Kaszynski é diretora de política adjunta do Fundo Ploughshares e colaboradora do “Press the Button”.
 
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https://paginaglobal.blogspot.com/2019/07/irao-guerra-imperial-por-um-fio.html

Quando EUA têm porta fechada na cara

Quando EUA têm porta fechada na cara

O secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, declarou que o Irã se recusou a recebê-lo.

Antes, em uma entrevista, Pompeo exprimiu a ideia de visitar o país e "falar diretamente com o povo iraniano".

Segundo o secretário, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Javad Zarif, frequentemente visita os Estados Unidos e aproveita seu "direito de falar livremente". Então, em uma postagem no Twitter, Pompeo lamentou: "Será que a realidade do regime do Khamenei é tão ruim que ele não pode me deixar fazer o mesmo em Teerã?"

O secretário Pompeo queria que o povo iraniano ouvisse a verdade "sem filtro, na íntegra".

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/charges/2019072914298047-quando-eua-tem-porta-fechada-na-cara/

Face ao Irão, Londres defende as suas sobras do Império

 
 
Thierry Meyssan*
 
Para Thierry Meyssan, a subida de tensões no Golfo não tem nada a ver com um pretenso perigo iraniano. É, na realidade, a segunda parte da política anti-imperialista iraniana de Mossadegh, antes dos mulás. Londres, tal como em 1952, está pronta a ir para a guerra para defender as suas indevidas vantagens económicas. Mas atenção, se os Britânicos então ganharam, alguns anos mais tarde eles perderam no Suez em proveito dos Norte-Americanos.
 
No fim da Segunda Guerra mundial, o Reino Unido relutava em abandonar o seu Império. Criou por todo o lado bancos centrais independentes para continuar a pilhar as suas antigas colónias, assim que estas se tornavam independentes, e sociedades para se apoderar da metade das riquezas nacionais.
 
O Primeiro-ministro do Xá, Mohammad Mossadegh, não suportou que Londres confiscasse o petróleo do seu país e que roubasse 50% dos lucros via Anglo-Iranian Oil Company (AIOC). Foi por isso que ele nacionalizou esta companhia. Ora, ela era propriedade do Ministério britânico da Marinha e Londres temeu que este exemplo se propagasse a todo o terceiro mundo.
 
Visto do Ocidente, o Irão é um perigoso contestatário.
Defendendo o seu Império, o Primeiro-ministro de Sua Majestade, Winston Churchill convenceu o seu parceiro dos EUA, o Presidente Dwight D. Eisenhower, a derrubar Mossadegh. Foi a Operação conjunta do MI6 e da CIA : «AJAX», sob a direcção de Kermit Roosevelt e Herbert N. Schwarzkopf. O primeiro era o neto do Presidente Theodor Roosevelt que colonizou a América Latina, e o segundo era o pai do General Norman Schwartzkopf, o qual dirigirá a Guerra do Golfo contra Saddam Hussein.
 
A seguir, os Anglo-Americanos instalaram o General Fazlollah Zahedi como Primeiro- ministro e montaram uma cruel polícia política, a SAVAK, reciclando nisso antigos criminosos da Gestapo nazi. O povo iraniano pagou cara a sua vontade de real independência.
 
A operação AJAX foi um êxito para os Anglo-Americanos. Ela forneceu o modelo para as falsas revoluções visando mudar os regimes recalcitrantes, mas, acima de tudo, ela adiou a libertação (liberação-br) dos povos colonizados por 35 anos.
 
Assim, logo que os mesmos Estados Unidos derrubaram o Xá Reza Pahlevi, que preparava uma subida mundial dos preços do petróleo via OPEP, eles acreditaram fazer prova da mesma habilidade ao organizar a sua sucessão junto com a França : o regresso do Imã Rouhollah Khomeini. Mas os cowboys jamais conseguiram atingir a mesma subtileza que os seus mentores ingleses. Catrapum, o Irão tornou-se de novo o campeão da luta anti-imperialista que já havia sido antes do regime islâmico.
 
É esse conflito que ressurgiu actualmente. Tal como sob Mossadegh, a produção petrolífera iraniana afundou-se perante as ameaças ocidentais. A Royal Navy (Marinha Real-ndT) apreendeu um petroleiro iraniano (o Rose Mary em Julho de 1952, o Grace1 agora em 2019, em Gibraltar). Como sempre, os Britânicos alegam ter o Direito pelo seu lado, mas o que têm é nada mais do que a sua arrogância. Com Mossadegh, acusavam o Irão de exportar o seu petróleo como tendo sido roubado (porque recusavam aceitar a nacionalização), hoje acusam-no de violar as sanções europeias (ora, precisamente, estas violam o Direito Internacional).
 
Se o conflito terminar com vantagem dos Britânicos, isso adiará, durante várias décadas, a libertação dos povos colonizados, se ele der vantagem aos Iranianos, abrirá a via a um mundo transformado.
 
Poderia, no entanto, emergir uma via intermédia. Muito embora Londres e Washington fossem aliados em 1952, eles entraram progressivamente em competição e os Estados Unidos apoderaram-se, em 1957, de uma parte do Império Britânico por ocasião da crise do Suez. À época, Washington participou nas negociações britânicas com Gamal Abdel Nasser, observou a reaproximação dos Franceses com Ingleses e Israelitas, mas só agiu quando eles lançaram a sua irreparável expedição. Hoje em dia, os Estados Unidos estão também bastante distantes do Reino Unido e poderiam aproveitar um passo em falso de Londres para «salvar a paz» afastando-o do Golfo. Os conselheiros britânicos estão presentes na Arábia Saudita, no Barém, nos Emirados, em Omã e no Catar.
 
Washington persegue dois objectivos face ao Irão. O primeiro é destruir as suas estruturas estatais, como fez no Afeganistão, no Iraque e na Líbia, e tentou fazer na Síria. É a estratégia Rumsfeld / Cebrowski. O segundo, visa controlar as exportações de hidrocarbonetos iranianos de maneira a regular o mercado mundial. É a estratégia Trump/Pompeo. A dialética sobre o programa nuclear não passa de uma retórica de bazar que toda a gente sabe que é fantasmagórica.
 
Pode ser que atascado num Brexit, chegado tarde demais e tornado impossível de gerir, Whitehall teime em defender as sobras do Império. A implosão do governo de Theresa May torna-o susceptível de ceder à mínima aventura.
 
 
* Intelectual francês, presidente-fundador da Rede Voltaire e da conferência Axis for Peace. As suas análises sobre política externa publicam-se na imprensa árabe, latino-americana e russa. Última obra em francês: Sous nos yeux. Du 11-Septembre à Donald Trump. Outra obras : L’Effroyable imposture: Tome 2, Manipulations et désinformations (ed. JP Bertrand, 2007). Última obra publicada em Castelhano (espanhol): La gran impostura II. Manipulación y desinformación en los medios de comunicación(Monte Ávila Editores, 2008).
 
 

https://paginaglobal.blogspot.com/2019/07/face-ao-irao-londres-defende-as-suas.html

Irã acusa países vizinhos de esgotar possibilidade de diálogo

Segundo Teerã, países vizinhos tornaram muito difícil administrar crises regionais
© Sputnik / Anton Bystrov

O Irã acusou os países vizinhos neste sábado de tornar, com suas ações "arrogantes", qualquer diálogo "impossível", escreve a agência AFP.

"Alguns países da região não apenas removeram todas as oportunidades para discutir, com ações e comportamentos apressados ​​e arrogantes, mas também tornaram muito difícil administrar crises regionais", disse o secretário do Conselho Supremo da Segurança Nacional iraniana, Ali Chamkhani, durante a visita a Teerã do ministro das Relações Exteriores de Omã, Yussef bin Alawi. Chamkhani, no entanto, não especificou a que países ele fazia referência. 

​"O ministro das Relações Exteriores [de Omã] pediu para não recorrerem a mecanismos militares para resolver as diferenças políticas entre os países em conflito, e também salientou a necessidade de observar as leis de segurança na região e no estreito de Ormuz, em particular, e não tomar medidas que levariam ao agravamento da crise."

As tensões no Golfo vêm aumentando desde a retirada unilateral dos EUA do acordo nuclear iraniano de 2015 e a retomada de sanções norte-americanas contra a República Islâmica. Os Estados Unidos e a Arábia Saudita também acusaram o Irã de estar por trás de ataques e sabotagem contra petroleiros no Golfo em maio e junho, alegações desmentidas por Teerã.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/oriente_medio_africa/2019072714284150-ira-acusa-paises-vizinhos-de-esgotar-possibilidade-de-dialogo/

Face ao Irão, Londres defende as suas sobras do Império

Para Thierry Meyssan, a subida de tensões no Golfo não tem nada a ver com um pretenso perigo iraniano. É, na realidade, a segunda parte da política anti-imperialista iraniana de Mossadegh, antes dos mulás. Londres, tal como em 1952, está pronta a ir para a guerra para defender as suas indevidas vantagens económicas. Mas atenção, se os Britânicos então ganharam, alguns anos mais tarde eles perderam no Suez em proveito dos Norte-Americanos.

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Ripostando ao apresamento do «Grace 1» no Estreito de Gibraltar pelos Britânicos, os Iranianos apresam o «Stena Impero» no de Ormuz.

No fim da Segunda Guerra mundial, o Reino Unido relutava em abandonar o seu Império. Criou por todo o lado bancos centrais independentes para continuar a pilhar as suas antigas colónias, assim que estas se tornavam independentes, e sociedades para se apoderar da metade das riquezas nacionais.

O Primeiro-ministro do Xá, Mohammad Mossadegh, não suportou que Londres confiscasse o petróleo do seu país e que roubasse 50% dos lucros via Anglo-Iranian Oil Company (AIOC). Foi por isso que ele nacionalizou esta companhia. Ora, ela era propriedade do Ministério britânico da Marinha e Londres temeu que este exemplo se propagasse a todo o terceiro mundo.

Visto do Ocidente, o Irão é um perigoso contestatário.

Defendendo o seu Império, o Primeiro-ministro de Sua Majestade, Winston Churchill convenceu o seu parceiro dos EUA, o Presidente Dwight D. Eisenhower, a derrubar Mossadegh. Foi a Operação conjunta do MI6 e da CIA : «AJAX», sob a direcção de Kermit Roosevelt e Herbert N. Schwarzkopf. O primeiro era o neto do Presidente Theodor Roosevelt que colonizou a América Latina, e o segundo era o pai do General Norman Schwartzkopf, o qual dirigirá a Guerra do Golfo contra Saddam Hussein.

A seguir, os Anglo-Americanos instalaram o General Fazlollah Zahedi como Primeiro- ministro e montaram uma cruel polícia política, a SAVAK, reciclando nisso antigos criminosos da Gestapo nazi. O povo iraniano pagou cara a sua vontade de real independência.

A operação AJAX foi um êxito para os Anglo-Americanos. Ela forneceu o modelo para as falsas revoluções visando mudar os regimes recalcitrantes, mas, acima de tudo, ela adiou a libertação (liberação-br) dos povos colonizados por 35 anos.

Assim, logo que os mesmos Estados Unidos derrubaram o Xá Reza Pahlevi, que preparava uma subida mundial dos preços do petróleo via OPEP, eles acreditaram fazer prova da mesma habilidade ao organizar a sua sucessão junto com a França : o regresso do Imã Rouhollah Khomeini. Mas os cowboys jamais conseguiram atingir a mesma subtileza que os seus mentores ingleses. Catrapum, o Irão tornou-se de novo o campeão da luta anti-imperialista que já havia sido antes do regime islâmico.

É esse conflito que ressurgiu actualmente. Tal como sob Mossadegh, a produção petrolífera iraniana afundou-se perante as ameaças ocidentais. A Royal Navy (Marinha Real-ndT) apreendeu um petroleiro iraniano (o Rose Mary em Julho de 1952, o Grace1 agora em 2019, em Gibraltar). Como sempre, os Britânicos alegam ter o Direito pelo seu lado, mas o que têm é nada mais do que a sua arrogância. Com Mossadegh, acusavam o Irão de exportar o seu petróleo como tendo sido roubado (porque recusavam aceitar a nacionalização), hoje acusam-no de violar as sanções europeias (ora, precisamente, estas violam o Direito Internacional).

Se o conflito terminar com vantagem dos Britânicos, isso adiará, durante várias décadas, a libertação dos povos colonizados, se ele der vantagem aos Iranianos, abrirá a via a um mundo transformado.

Poderia, no entanto, emergir uma via intermédia. Muito embora Londres e Washington fossem aliados em 1952, eles entraram progressivamente em competição e os Estados Unidos apoderaram-se, em 1957, de uma parte do Império Britânico por ocasião da crise do Suez. À época, Washington participou nas negociações britânicas com Gamal Abdel Nasser, observou a reaproximação dos Franceses com Ingleses e Israelitas, mas só agiu quando eles lançaram a sua irreparável expedição. Hoje em dia, os Estados Unidos estão também bastante distantes do Reino Unido e poderiam aproveitar um passo em falso de Londres para «salvar a paz» afastando-o do Golfo. Os conselheiros britânicos estão presentes na Arábia Saudita, no Barém, nos Emirados, em Omã e no Catar.

Washington persegue dois objectivos face ao Irão. O primeiro é destruir as suas estruturas estatais, como fez no Afeganistão, no Iraque e na Líbia, e tentou fazer na Síria. É a estratégia Rumsfeld / Cebrowski. O segundo, visa controlar as exportações de hidrocarbonetos iranianos de maneira a regular o mercado mundial. É a estratégia Trump/Pompeo. A dialética sobre o programa nuclear não passa de uma retórica de bazar que toda a gente sabe que é fantasmagórica.

Pode ser que atascado num Brexit, chegado tarde demais e tornado impossível de gerir, Whitehall teime em defender as sobras do Império. A implosão do governo de Theresa May torna-o susceptível de ceder à mínima aventura.





Ver original na 'Rede Voltaire'



Mundo deveria agradecer o Irã por proteger o golfo Pérsico, diz Rouhani

Hassan Rouhani.
© Sputnik / Sergey Guneev

O presidente do Irã, Hassan Rouhani, lembrou à comunidade global que deveria agradecer o trabalho de Teerã em preservar a segurança no golfo Pérsico e no estreito de Hormuz, enquanto enfatizava que um navio-tanque britânico foi apreendido por motivos legais.

A Guarda Revolucionária do Irã (IRGC) recentemente apreendeu uma embarcação de bandeira britânica no estreito de Hormuz, alegando que violou a lei marítima. O incidente ocorreu após a captura pela Grã-Bretanha de um petroleiro iraniano na costa de Gibraltar há algumas semanas.

O Reino Unido disse que a embarcação transportava petróleo para a Síria, violando as sanções da União Europeia (UE), algo que a República Islâmica nega.

"O estreito de Ormuz tem uma localização muito importante, não deve ser considerado uma brincadeira e não é um lugar para [qualquer] país ignorar as regulamentações internacionais", disse Rouhani em uma sessão do gabinete na quarta-feira.

Rouhani também elogiou o trabalho "muito preciso e profissional" feito pelo IRGC em apreender o navio britânico porque "recusou todas as ordens e advertências".

Membro da Marinha do Irã, dispara do convés do destróier de mísseis guiados Jamaran, durante exercício no golfo Pérsico, Irã (imagem de arquivo)
© AP Photo / IIPA, Ebrahim Norouzi
Membro da Marinha do Irã, dispara do convés do destróier de mísseis guiados Jamaran, durante exercício no golfo Pérsico, Irã (imagem de arquivo)

"Acredito que o mundo inteiro deve ser grato à Guarda Revolucionária por garantir a segurança do golfo Pérsico", acrescentou.

Ele ressaltou que proteger o estreito de Ormuz e o golfo Pérsico está principalmente nos ombros do Irã e "não é da conta dos outros".

"Não deixaremos ninguém ter falta de disciplina no golfo Pérsico e no estreito de Ormuz, mas não estamos à procura de tensões militares", prosseguiu o presidente iraniano.

Rouhani enfatizou que a República Islâmica não quer brigar com o Reino Unido, e se este último libertar o petroleiro iraniano em Gibraltar, receberá uma resposta igual de Teerã.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/oriente_medio_africa/2019072514275726-mundo-deveria-agradecer-o-ira-por-proteger-o-golfo-persico-diz-rouhani/

Pentágono considera enviar porta-aviões e caças ao estreito de Ormuz

Helicóptero MH-60S voa enquanto o navio USS John C. Stennis chega ao Golfo através do estreito de Ormuz, 21 de dezembro de 2018 (imagem de arquivo)
© REUTERS / Hamad I Mohammed

O presidente dos EUA, Donald Trump, informou recentemente que o Pentágono está pronto para responder a qualquer ameaça do Irã e também para enviar o porta-aviões USS Abraham Lincoln ao golfo Pérsico.

"Estamos prontos para o pior cenário, mas estamos preparados para que o bom senso prevaleça. Mas estamos muito preparados", disse Trump, tendo em conta que os navios mercantes americanos continuarão a transitar pela região de conflito.

Como os EUA e o Reino Unido tencionam tomar medidas militares para garantir a segurança dos seus navios mercantes ao atravessarem o estreito de Ormuz, isso poderia incluir o envio de um porta-aviões e de vários aviões de combate para proteção.

As tensões aumentaram depois que o Irã deteve um petroleiro britânico e publicou o vídeo da detenção. Como consequência, o ministro britânico das Relações Exteriores, Jeremy Hunt, anunciou que estava tomando medidas sobre essa questão.

"É com profunda tristeza que anunciamos que vamos endurecer a presença internacional no Golfo", disse Hunt.

Forças na região

No dia 22 de julho, o governo do Reino Unido solicitou a formação de uma "missão naval europeia" para proteger os navios de carga que atravessam o estreito de Ormuz, "independentemente da pressão dos EUA sobre o Irã".

"Formaremos uma missão naval liderada pela União Europeia para apoiar a navegação segura de navios e tripulações nesta região vital", complementou o chanceler britânico.

Na terça-feira (23), o ministro das Relações Exteriores da França, Jean-Yves Le Drian, também afirmou que seu país está trabalhando com parceiros europeus para garantir a segurança marítima no golfo Pérsico.

Navio de guerra iraniano Alborz no Estreito de Ormuz
© AP Photo / Agência de Notícias Fars, Mahdi Marizad
Navio de guerra iraniano Alborz no Estreito de Ormuz

Em junho, Teerã e Washington chegaram à  beira de um conflito depois que a República Islâmica derrubou um drone americano, quase provocando um ataque retaliatório que o presidente americano Donald Trump cancelou em último minuto.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/oriente_medio_africa/2019072414269428-pentagono-considera-enviar-porta-avioes-e-cacas-ao-estreito-de-ormuz/

Pirataria britânica agrava perigo de guerra no Golfo Pérsico

golfo de omaAo mandar apresar um petroleiro iraniano em Gibraltar, no que deviam ser águas territoriais espanholas, o Governo britânico talvez só quisesse dar mais uma prova de alinhamento com o batuque guerreiro de Donald Trump e John Bolton. Mas a provocação tem consequências e elas estão à vista. A guerra está mais próxima.

O acto de pirataria contra o petroleiro iraniano foi bem uma metáfora militar-naval do Brexit. Theresa May no melhor estilo irresponsável de David Cameron, arquitecta um gesto agressivo para galvanizar uma plateia ululante, saudosa do império vitoriano que ditava por todo o lado a sua vontade segundo a lei da canhoneira. A irresponsabilidade leva-a a ignorar que pode haver reacções por parte do Irão ou a perguntar-se que reacções serão essas. E leva-a, acessoriamente, a ignorar que também o Governo espanhol se sentirá provocado e que a União Europeia nunca poderá tomar partido por um membro cessante contra um membro que permanece.

A partir daqui tudo se enreda. Londres não podia invocar o embargo dos EUA contra o Irão como motivo para apresar o petroleiro iraniano, porque oficialmente o Reino Unido continua a ser, tal como a União Europeia, subscritor do acordo nuclear com o Irão, e portanto não promotor do embargo norte-americano. Tinha portanto de inventar um outro pretexto e foi encontrá-lo num outro embargo, o da Europa contra os fornecimentos à Síria: o navio, afirmou o Foreign Office, transportava petróleo para a Síria e isso não pode ser (bem semelhante ao MNE português, quando inventa um pretexto para suspender a concessão de vistos a cidadãos iranianos).

O Irão nega que o navio transportasse petróleo para a Síria e, na verdade, caberia aos piratas britânicos explicarem, à vista de um mapa mundi, como o Irão se terá lembrado de fazer passear o seu petróleo pelo Estreito de Gibraltar, em vez de o entregar de alguma forma muito mais directa à vizinha Síria. E é duvidoso que a União Europeia, encurralada pela dupla provocação britânica, contra o Irão e contra a Espanha, possa confirmar que o apresamento foi feito em nome do seu embargo.

Mas há pior ainda, para a desastrada iniciativa britânica. Londres procura recuperar as boas graças de Donald Trump depois de um embaixador britânico demasiado lúcido o ter descrito como um idiota, e de uma saborosa inconfidência ter deixado transpirar para o público esse veredicto. A reconciliação é tanto mais necessária quanto a oligarquia britânica, depois de se cobrir de ridículo em sucessivas votações inconclusivas sobre o Brexit, se prepara para uma saída desordenada da União Europeia e precisa, mais do que nunca, de facilidades concedidas pelos EUA. Acontece que o acto de pirataria cometido em Gibraltar nem a esse nível lhe serviu de alguma coisa.

Com efeito, na política externa norte-americana a avidez doutrinária de Bolton por uma nova guerra (não aprendeu nada com o desaire do seu antigo patrão, George W. Bush, no Iraque) ainda tem de suplantar o pragamatismo cínico de Mike Pompeo. E o árbitro da contenda – um idiota, como sentenciou o embaixador britânico – mantém para a política externa um comportamento tão errático como para a sua campanha contra as quatro congressistas democratas, que um dia aponta ao escárnio da sua habitual plateia ululante, e no outro diz ter protegido contra os excessos dessa plateia.

E, se Donald Trump continua por enquanto sem optar por um dos dois rumos que lhe são propostos na sua Administração, isso tem que ver com o horror do vazio que uma parte do seu séquito experimenta depois de ter partido quase toda a louça que havia para partir. Ao denunciar o acordo nuclear com o Irão, desobrigou o regime dos ayatollahs de todos os compromissos que este tinha assumido quanto ao desenvolvimento do nuclear. Teerão anunciou depois, unilateralmente, que mantinha esses compromissos na medida em que as outras potências signatárias do acordo também continuassem a cumprir a sua parte.

Mas, como as declarações dessas potências, nomeadamente as europeias, não eram mais do que palavreado vazio e cumplicidade efectiva com o embargo norte-americano, Teerão anunciou depois que retomaria o enriquecimento de urânio acima dos níveis previstos no acordo. Os protestos norte-americanos perante este anúncio foram apenas cómicos, porque no fundo redundavam em exigir ao Irão o respeito por um acordo de que os EUA já se tinham afastado.

Neste momento, a algazarra belicista dos EUA assenta sobre uma base cada vez mais frágil — o que não a torna menos perigosa. Com efeito, todas as suas apostas para o Médio Oriente estão a fracassar. O famoso plano para a Palestina não tem “interlocutor”, nem mesmo a subserviente Autoridade Palestiniana, porque é um plano de colonização e apartheid na sua forma mais crua. A Turquia está em rota de colisão com a NATO e de aproximação com a Rússia. A Arábia Saudita teve de assistir, há duas semanas, à deserção dos Emiratos Árabes Unidos, seu único aliado efectivo na guerra genocida que leva a cabo no Iémen.

É, portanto, normal o Pentágono e a CIA terem percebido que, à vista de uma possível guerra contra o Irão, o pesadelo interminável da guerra no Iraque fará a figura de uma brincadeira de crianças. E, tendo ambos percebido isto, é normal que procurem a todo o transe desdramatizar a legítima retaliação iraniana sobre dois navios de pavilhão britânico. Para além do envio de tropas norte-americanas para a Arábia Saudita, ambos evitam uma escalada que possa conduzir rapidamente o Irão a bloquear o Estreito de Ormuz, ou simplesmente a criar uma insegurança tal para a navegação no Estreito, que leve governos como os da Noruega e do Reino Unido a aconselharem outras rotas, muito mais longas e caras.

Tudo isso é mau para os negócios e pode precipitar a economia mundial numa crise imparável. Só por esse motivo, os protestos britânicos contra o Irão tiveram até agora um apoio tão circunspecto de uma Administração Trump que ainda não decidiu o que fazer. Mas a História também nos mostra que o imperialismo é, por natureza, aventureiro, e que frequentemente se decide pela fuga para a frente. Nesse momento — se esse momento chegar, e ele nunca esteve tão perto — todas as CIAs e todos os Pentágonos se porão incondicionalmente ao seu serviço.

Ver o original em 'Mudar de Vida' (clique aqui)

Chanceler do Irã chama sanções dos EUA de 'terrorismo econômico'

Chanceler do Irã Mohammad Javad Zarif
© AP Photo / Vahid Salemi

O chanceler do Irã, Javad Zarif, em discurso, chamou as sanções econômicas dos Estados Unidos contra seu país de "terrorismo econômico".

A declaração foi durante o discurso do chanceler a reunião ministerial do Escritório de Coordenação do Movimento dos Não-Alinhados. Zarif também afirmou que as sanções são ilegais e que os EUA buscam incentivar violência e intimidação entre civis com as medidas.

"Terrorismo é o uso de violência e intimidação contra civis em busca de objetivos políticos. Os EUA estão envolvidos no terrorismo econômico. Isso não pode ser chamado de 'sanções', pois não são projetadas para promover as leis. Elas, de fato, violam a lei". disse Zarif em uma postagem no Twitter.

A relação entre os EUA e o Irã vem se deteriorando desde que o presidente norte-americano, Donald Trump, deixou o Plano Conjunto de Ação Integral (JCPOA), conhecido como acordo nuclear com o Irã, de forma unilateral.

Desde então, em uma série de medidas restritivas, Washington colocou quase todos os principais setores econômicos do Irã sob sanções.

Em maio deste ano, Teerã anunciou sua a que suspenderia parcialmente suas obrigações no JCPOA e deu aos outros signatários - França, Alemanha, Reino Unido, Rússia e União Europeia - 60 dias para salvar o acordo.

Após o fim do prazo, em 7 de julho, o Irã disse que começaria a enriquecer urânio além do nível de 3,67%, estabelecido no JCPOA, alertando que abandonaria gradualmente - a cada 60 dias - seus compromissos no acordo.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/oriente_medio_africa/2019072114252077-chanceler-do-ira-chama-sancoes-dos-eua-de-terrorismo-economico/

Trump junta no Golfo Pérsico a doutrina de Obama com a doutrina Carter

Para os EUA, o Golfo Pérsico é um nó geoestratégico fundamental. Desde o final da 2ª Guerra Mundial que ali se instalaram, mantendo-se graças a uma enorme força militar de ocupação e à aliança com alguns dos regimes mais reaccionários à face da Terra. Hoje, se a presença militar aumentou ainda, manter essas alianças pode tornar-se mais difícil. Os povos não aceitam para sempre ser dominados, e as classes dominantes podem encontrar junto de outros parceiros melhores vantagens económicas. Infelizmente, para os EUA resta sempre o caminho da guerra.

“Se qualquer movimento de jogadores no tabuleiro piora a situação para todos, a única forma de ganhar é não jogar” diria a teoria dos jogos, embora o imperialismo viciado em guerra actue por inércia, porque faz parte da sua natureza. E a guerra que os EUA estão a preparar contra o Irão será um jogo de soma zero, já que envolve um terceiro jogador: nada menos do que o colosso chinês. Portanto, mais do que nas vastas fronteiras terrestres do Irão, semeadas com bases militares dos EUA, é no Golfo Pérsico (GP) e no Oceano Índico que estão tendo lugar as provocações para uma guerra contra o Irão, onde a China tem grandes interesses.
Apesar de Donald Trump e Ali Khamenei insistirem em que não procuram a guerra, John Bolton lançou uma movimentação militar esmagadora sob o pretexto de um relatório do Masad (um dos inventores das armas de destruição em massa no Iraque!), para acusar Irão de planear ataques terroristas nestas águas. A tensão aumentou com o estranho evento no dia 20 de Junho, quando um drone americano (possivelmente) viola o espaço aéreo do Irão e os Guardiões da Revolução Islâmica (GRI) o abatem. Quando o mundo esperava uma reacção contundente dos EUA, o seu presidente volta novamente a troçar da inteligência de quem o ouve contando ter ordenado o bombardeamento do Irão, mas que dez minutos perguntou a alguém que passava por ali “quanto iranianos irão morrer?” “150, senhor”, respondeu esse alguém. Portanto, «Pare o bombardeamento!” ordena o compassivo Trump (que sem pestanejar já matou milhares de civis na Síria, Iémen e Iraque), por ser ‘desproporcional,’ uma vez que o Irã poderia ter abatido uma aeronave tripulada que se seguiu o drone, mas não o fez, pelo que o mesmíssimo presidente dos Estados Unidos agradece aos iranianos. Perguntas:
- É possível que Trump não tenha avaliado as baixas humanas, os danos materiais do bombardeamento e a possível reacção do exército iraniano antes da ordem?
- É proporcional a sua ameaça de que seria o “fim oficial” do Irão - isto é, 80 milhões de almas - no caso de Teerão abandonar o acordo nuclear?
- É possível que o drone quisesse provocasse uma reacção militar do Irão, sem a autorização de Trump, e que ele impedisse uma maior escalada? Há também rumores no Irão de que a acção imprudente do GRI foi sem a permissão de Khamenei.

Porquê no Golfo Pérsico?

O relacionamento de Washington com esta região que alberga quase metade do petróleo mundial passou por várias etapas:
1. Com o fim da Segunda Guerra Mundial os EUA, cuja economia não dependia do petróleo importado, estabeleceu seu controlo sobre o GP com dois objectivos:
2. a) Obter vantagens sobre a URSS (um dos principais produtores e exportadores mundiais de petróleo e gás), garantindo o acesso dos seus aliados capitalistas a essas reservas.
3. b) estabelecer o controlo sobre a Europa e o Japão, tornando-os dependentes do seu estatuto de polícia do GP: sacrificará a vida aos povos desta região, com golpes de Estado e guerras, para uma Europa de bem-estar.
4. A derrota no Vietname fará com que os EUA tire um tempo sabático e reduza a sua presença militar no GP: a doutrina Nixon proporá o projecto de Twin pillars (pilares gémeos) em que o Irão e a Arábia Saudita, armados até aos dentes, velarão pelos interesses dos EUA. Sim, o chamado “mundo livre” versus países socialistas incluiu semelhantes ditaduras.
5. Com a queda do Xá do Irão e a tomada do poder pelas forças marxistas no Afeganistão em 1978, uns EUA democratas elaborarão outra estratégia: declaram o GP feudo militar dos EUA. Assim, a doutrina Carter pretendia impedir o efeito borboleta das mudanças produzidas na zona.
- O fim da URSS, em 1991, convida Washington a consolidar o seu domínio sobre o GP, semeando a região de bases militares, para além de desmantelar o Estado iraquiano e convertê-lo numa colónia, entre outros objectivos. A ocupação do Afeganistão sob o pretexto do 11S acontece alguns meses após o nascimento da Organização de Cooperação de Xangai (SCO) em Julho de 2001, por iniciativa da China e da Rússia, que pôs fim ao efémero unilateralismo dos EUA.
- Em 2009, o presidente Obama elabora a sua estratégia: O Regresso à Ásia, o santo e a senha para conter a China, a único potência capaz de arrebatar aos EUA o seu estatuto de superpotência. Pelo que pacifica as suas relações com o Irão, assinando o acordo nuclear e armando Israel e Arábia Saudita até aos dentes, com a ideia de levar as tropas a cercar a China, assumir o controlo do Estreito de Malaca, fortalecer sua presença no Afeganistão, impedir uma aliança entre a China e a Índia (a temível Chindia) e cortar as veias que levam o petróleo para este país, lançando guerras contra o Sudão, a Líbia. Não tem sucesso de todo: Israel e Arábia farão todo o possível para reter as tropas dos EUA na zona e continuar a ameaçar o Irão. A guerra contra a Síria e o Iémen, os incessantes atentados no Afeganistão e no Iraque, e continuando a acusar Teerão de “ocultar” um programa nuclear secreto fazia parte dessa conspiração.
2016: um Donald Trump anti-chinês e a sua equipa NeoCon anti-iraniana pretenderão devolver aos EUA sua hegemonia planetária unilateral lutando contra a China e o Irão ao mesmo tempo, a partir do espaço compartilhado por ambos: o GP.
A China não representa uma ameaça militar para uns EUA com cerca de 900 bases militares fora de seu país, onze frotas navais, quase um milhão de efectivos ocupando outros países, e que com 5% da população mundial tem um orçamento militar sete vezes maior que o colosso asiático que alimenta 20% dos seres humanos que vivem neste planeta.

A China no Golfo Pérsico

Foi em 1978, quando Deng Xiaoping pôs fim à divisão maoísta do mundo entre “revolucionários e antirrevolucionários” e desideologizou a política externa da China, estabelecendo relações diplomáticas com o mundo inteiro. Desde então, o GP ganhou nova relevância para a China, em dois aspectos principais:
- Pelas suas reservas de petróleo: O ritmo do crescimento económico chinês desde 1978 não teve precedentes na história moderna. Desde 2010 é o maior consumidor de energia do mundo, e metade vem do GP. As bicicletas são substituídas por carros particulares, aumentando a dependência energética do país para mais milhões de barris de outras nações, que também os estão comprando com o yuan, assestando um duro golpe no petrodólar. A segurança do Estreito de Ormuz, onde passam diariamente 20 milhões de barris de petróleo rumo à Ásia (China, Japão, Índia, Coreia do Sul, entre outros) é vital para os seus destinatários: Pequim agradece os EUA por o manterem aberto, e não têm qualquer intenção de desafiar o poder militar dos EUA na zona. A possível autossuficiência energética dos EUA apenas os protege dos caprichos do mercado, não fará com que perca o controlo sobre as reservas mundiais. A singularidade da política de Trump é que não quer o petróleo de outros países, o que ele procura é apropriar-se dos seus clientes, entre eles a China.
- Por ser fundamental na Iniciativa da Rota da Seda (IRS). O novo modelo de negócios chinês, uma espécie de Plano Marshall, sem limite de tempo, e com investimento previsto de 1,4 milhões de milhões de dólares, que inclui cerca de 80 países, significa uma remodelação dos fundamentos do comércio global; baseia-se, diz, na sua filosofia de Taijí: “Tudo me serve e eu sirvo a todos”. Mediante a criação de parcerias entre as suas empresas e os estados ou geminando cidades chinesas com os países com base na proximidade ou complementaridade na produção de mercadorias (como a província de Hebei com o Cazaquistão, a província de Gansu com o Irão, Hubei com o Egipto, etc.), a China deslocaliza a sua mega produção, beneficiando o desenvolvimento do seu próprio país, e não o de empresas privadas. Neste avanço, entrou também na zona exclusiva dos EUA: os países do Conselho do Golfo Pérsico (GCC), que lhe fornecem petróleo e em troca recebem todos o que necessitam: desde o véu e turbante à nanotecnologia e armas: Riad comprou-lhe mísseis balísticos CSS2, sim, uma vez que a CIA comprovasse que não poderiam transportar ogivas nucleares. De facto, desde 2017, a China ultrapassou os EUA como o maior parceiro comercial da Arábia Saudita, com a qual assinou contratos no valor de 65 milhares de milhões de dólares. No Iraque, colónia militar dos EUA, a China assinou em 2019 um investimento de 10 mil milhões de dólares. A sua política de alugar portos estratégicos do mundo tem nome: Colar de Pérolas, que consiste numa cadeia de portos-chave espalhados pelo mundo, desde o Gwadar do Paquistão (que a liberta do Estreito de Malaca) até o Chabahar do Irão, que outorga um lugar privilegiado em relação à Índia. Assim, cria uma interdependência económica com o seu parceiro. A sua estratégia assemelha-se à sigilosa Longa Marcha de Mao, embora desta vez o percurso tenha o tamanho do planeta.

As medidas da China para se proteger

Face às ameaças dos EUA, a China:
- Criou uma parceria estratégica com a Rússia. A política de Trump de Nixon ao contrário, aliando-se à Rússia contra a China, não produziu resultados: desde Stalin nunca as relações entre as duas potências foram tão próximas.
- Tem a carta de ser o principal fornecedor de terras raras do mundo, além de 12.000 milhões de dólares em títulos do Tesouro dos EUA.
- Armazenou cerca de 500 milhões de barris, para o caso de…
- Traçou vários oleodutos e gasodutos desde a Ásia Central e da Rússia para o seu território. Na verdade, mesmo que uma das razões para a ocupação do Afeganistão pela NATO tenha sido apropriar-se do gás do Turquemenistão - a quarta reserva do mundo -, foi a China quem, construindo um gasoduto de 7.000 quilómetros, canalizou o Ouro Azul turcomano para o seu território.
- Tem o maior parque de energia solar do mundo e tem planos para construir novas centrais nucleares.

Teerão entre os EUA e a China

O Irã converteu-se em 1970 no primeiro país do GP a reconhecer a República Popular. Seguiram-no os países árabes nos anos oitenta e noventa, principalmente a afastar Pequim do regime do aiatola Khomeini, que recebia armas chinesas (e americanas e russas) na sua guerra contra o Iraque.
Apesar de o Irão ser fundamental na Estratégia do sul global da China, e de o petróleo iraniano ser, em comparação com os países árabes satélites dos EUA, uma aposta mais segura, o presidente Xi não vai confrontar-se com Trump, seu principal parceiro comercial, pela República Islâmica, que representa apenas 1% do comércio exterior da China. Pequim apoiou as sanções dos EUA contra o Irão por seu programa nuclear (também não vetou as que Bush impôs ao povo iraquiano nos anos 90), e recusou-se a elevar o seu estatuto de observador na OCS a ser membro de pleno direito.
A China avança sem colonizar nem ocupar países. Atinge seus objectivos através do método sereno e subtil da acupuntura, em vez de ataques cirúrgicos.
Trump, no seu empreendimento no GP, não tem um plano B: todas as opções estão em cima da mesa.

Fonte: http://blogs.publico.es/puntoyseguido/5856/trump-fusiona-en-el-golfo-persico-la-doctrina-obama-con-la-doctrina-carter/
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EUA anunciam operação para proteger rotas de navegação no Oriente Médio

USS Mount Whitney, navio da sexta frota dos EUA (imagem de arquivo)
© AP Photo / Efrem Lukatsky

Washington está trabalhando em uma operação multinacional para garantir a navegação livre e segura nas principais rotas de navegação no Oriente Médio, anunciou o Comando Central dos EUA (Centcom).

"O Comando Central dos EUA está desenvolvendo um esforço marítimo multinacional, a Operação Sentinela, para aumentar a vigilância e a segurança das principais vias aquáticas no Oriente Médio e garantir a livre navegação à luz dos recentes eventos na região do golfo Pérsico", diz o comunicado.

De acordo com o comunicado, o objetivo da Operação Sentinela é "promover a estabilidade marítima, garantir a passagem segura e reduzir as tensões nas águas internacionais ao longo do golfo Pérsico, do estreito de Ormuz, do estreito de Bab-el-Mandeb e do golfo de Omã".

'Vigilância do domínio marítimo'

"Embora os Estados Unidos estejam comprometidos em apoiar essa iniciativa, as contribuições e a liderança dos parceiros regionais e internacionais serão necessárias para que tenha sucesso", lê-se no aviso.

"Este marco de segurança marítima permitirá às nações fornecer escolta aos seus navios abandeirados, aproveitando a cooperação das nações participantes para a coordenação e maior consciência e vigilância do domínio marítimo", adiciona a declaração.

A nota ainda informa que Washington continua coordenando "com os aliados e parceiros na Europa, Ásia e Oriente Médio os detalhes e as capacidades necessárias para que a Operação Sentinela permita a livre navegação na região e proteja as rotas de navegação vitais".

Crise nas relações

Em meados de julho, o chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas dos EUA, general Joseph Dunford, anunciou que os EUA pretendem criar uma coalizão militar internacional para monitorar as águas estratégicas ao redor do Irã e do Iêmen.

O anúncio do Centcom sobre a operação surgiu após a Guarda Revolucionária iraniana ter detido no estreito de Ormuz dois petroleiros, o britânico Stena Impero e o liberiano Mesdar, embora este último tenha sido liberado horas depois e continuado sua jornada.

O navio britânico, acusado pelo Irã de violar regras internacionais, desviou-se de sua rota para a costa iraniana e "não está mais sob o controle da tripulação", segundo a empresa operadora. A bordo do petroleiro Stena Impero estão os 23 membros da tripulação, incluindo três cidadãos russos, bem como cidadãos da Índia, Letônia e Filipinas.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/oriente_medio_africa/2019072014241160-eua-anunciam-operacao-para-proteger-rotas-de-navegacao-no-oriente-medio/

Irão apreende petroleiro britânico no Estreito de Ormuz

O Corpo de Guardas da Revolução Islâmica anunciou ter apreendido um petroleiro de bandeira britânica por violar os regulamentos marítimos internacionais ao cruzar o Estreito de Ormuz.

O petroleiro britânico «Steena Impero» encontra-se retido no Irão, depois de ter sido apreendido no Estreito de Ormuz pela marinha da Guarda Revolucionária iraniana em 19 de Julho de 2019. Foto de arquivo.Créditos / The Defense Post

A Marinha do CGRI anunciou que o petroleiro britânico Stena Impero foi capturado na noite de sexta-feira por violar os regulamentos marítimos internacionais ao cruzar o Estreito de Ormuz.

O petroleiro do Reino Unido foi apreendido pelas forças da Marinha do IRGC «na primeira zona naval, a pedido da Organização Portuária e Marítima do Irão (OPMI) na província de Hormozgan, segundo comunicado da Sepah News (em persa) difundido através da Iran Front Page News.

Segundo a mesma fonte, a embarcação britânica foi levada para o porto e entregue à OPMI a fim de serem iniciados os devidos processos legais e judiciais.

 

Ver original em "AbrilAbril" na seguinte ligação:

https://www.abrilabril.pt/internacional/irao-apreende-petroleiro-britanico-no-estreito-de-ormuz

Irã sugere inspeções nucleares mais profundas em troca de alívio de sanções dos EUA

A usina nuclear Bushehr no Irã
© AP Photo / Vahid Salemi, file

O ministro de Relações Exteriores do Irã, Mohammad Javad Zarif, disse que ofereceu aos EUA a possibilidade de dar à agência nuclear da ONU acesso imediato e expandido a todas as partes do programa nuclear iraniano em troca do levantamento das sanções estadunidenses.

Falando a repórteres em Nova York na quinta-feira, Zarif afirmou que Teerã chegou a Washington com uma oferta "substancial" que o levaria a concordar com inspeções nucleares robustas pela Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) quatro anos do previsto.

Essas inspeções detalhadas são previstas pelo Protocolo Adicional ao acordo nuclear de 2015, um acordo suplementar que o Irã deveria ratificar em 2023. O protocolo garante à AIEA "direitos ampliados de acesso a informações e locais", fornecendo assim "ferramentas adicionais para verificação" da conformidade do Estado com o acordo.

Especificamente, permite que o verificador "obtenha uma visão mais completa" dos programas, estoques, planos e comércio nuclear do estado.

A verificação do protocolo pelo parlamento iraniano, o Majlis, deveria ter coincidido com o levantamento das sanções dos EUA contra Teerã - o que é improvável que aconteça depois que os EUA se retiraram do acordo em maio passado. Apesar da saída de Washington, o Irã manteve sua parte no trato, e observou o Protocolo Adicional, embora sem ratificá-lo.

Zarif rejeitou a noção de que a oferta era mais de natureza simbólica.

"Não é sobre operações fotográficas. Estamos interessados ​​em substância", sentenciou.

Chanceler do Irã Mohammad Javad Zarif
© AP Photo / Petr David Josek
Chanceler do Irã Mohammad Javad Zarif

'Se eles ligarem, nós negociaremos'

O presidente dos EUA, Donald Trump, indicou repetidamente que cabe ao Irã dar o primeiro passo na reconciliação, dizendo em maio que "se eles ligarem, nós negociaremos". Mas quase ao mesmo tempo, ele soltou ameaças de "obliteração como você nunca viu antes" e "fortes sanções" - e agora que um caminho a seguir foi sugerido por Teerã, as esperanças de que Washington as considere permanecem escassas.

Na ausência de reação oficial de Washington, autoridades norte-americanas anônimas confirmaram o fato, dizendo à Reuters que a proposta do Irã é uma manobra para assegurar o alívio de sanções enquanto, ao mesmo tempo, ainda planeja produzir uma arma nuclear.

Em solo, a estratégia dos EUA tem sido mais consistente do que a retórica de Trump. Milhares de tropas extras, um grupo de ataque, uma bateria de mísseis e bombardeiros estratégicos foram enviados para a região, enquanto o Irã está sendo acusado de bombardear petroleiros no golfo de Omã, alegações que Teerã nega.

Em outro surto na quinta-feira, os EUA alegaram ter derrubado um drone iraniano no estreito de Ormuz, que, de acordo com Trump, se aproximou de um navio da Marinha dos EUA. O incidente, negado pelos iranianos, veio um mês depois que o Irã abateu um drone norte-americano na mesma via navegável.

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https://br.sputniknews.com/oriente_medio_africa/2019071914239852-ira-sancoes-inspecoes-eua/

Líder supremo do Irã diz que prisão do navio iraniano em Gibraltar não vai ficar 'sem respostas'

Aiatolá Ali Khamenei fala em Teerã, Irã (arquivo)
© AP Photo / Escritório do líder supremo iraniano

O líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, declarou que o seu país não deixará sem resposta a detenção do petroleiro iraniano Grace 1 no Estreito de Gibraltar.

"O governo britânico cometeu um ato de pirataria e atacou um de nossos navios (...) A República Islâmica e os membros do establishment iraniano não deixarão esse ato abominável sem resposta", escreveu Khamenei em sua conta no Twitter.

Em 4 de julho, as autoridades de Gibraltar (território britânico ultramarino) detiveram o petroleiro Grace 1, acusado de transportar petróleo bruto iraniano para a Síria, fato negado por Teerã.

​Gibraltar explicou que a prisão foi feita depois de receber informações de que "o navio Grace 1 estava agindo descumprindo as sanções impostas pela União Europeia à Síria".

Por sua vez, o chanceler espanhol, Josep Borrell, declarou que as autoridades de Gibraltar capturaram a embarcação a pedido dos Estados Unidos.

O Ministério das Relações Exteriores do Irã fez um protesto contra o embaixador do Reino Unido em Teerã, enquanto o porta-voz do ministério iraniano, Abbas Musavi, disse que Teerã considera a captura do petroleiro inadmissível por causa de sanções não baseadas em resoluções da ONU.

Já o vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Abás Araqchí, reiterou várias vezes que o petroleiro detido no Estreito de Gibraltar não transportava petróleo para a Síria.

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https://br.sputniknews.com/oriente_medio_africa/2019071614221916-lider-supremo-do-ira-diz-que-prisao-do-navio-iraniano-em-gibraltar-nao-vai-ficar-sem-respostas/

Paris, Londres e Berlim apelam ao fim da escalada de tensão com o Irão

A França, o Reino Unido e a Alemanha, os três signatários europeus do acordo nuclear iraniano de 2015, reuniram-se no domingo para "impedir a escalada das tensões e retomar o diálogo", indica um comunicado conjunto.

“Estamos preocupados com o risco de que o acordo não seja cumprido, sob a pressão das sanções impostas pelos Estados Unidos e após a decisão do Irão de não aplicar mais várias das normas centrais do acordo", refere o texto comum, distribuído pela Presidência francesa.

"Os nossos três países estão profundamente preocupados com os ataques a que se assistiu no Golfo Pérsico e com a deterioração da segurança na região. Acreditamos que chegou o momento de agir de maneira responsável, e de encontrar formas de parar a escalada de tensão e retomar o diálogo".

França, Reino Unido e Alemanha apelam a todas as partes interessadas para que analisem "as possíveis consequências das suas ações".

"São urgentemente necessários sinais de boa vontade, de todas as partes", lê-se no comunicado conjunto, hoje divulgado.

O Irão começou a ultrapassar os limites do enriquecimento de urânio, como resposta à decisão do Presidente norte-americano, Donald Trump, de retirar os Estados Unidos do acordo nuclear, no ano passado.

O acordo de 2015 foi assinado pelo Reino Unido, Alemanha, França, União Europeia, Estados Unidos, Irão, China e Rússia.

Trump também impôs sanções duras às exportações de petróleo do Irão, agravando a crise económica que fez com que a sua moeda caísse drasticamente.

Num telegrama publicado hoje pelo Mail on Sunday (Sunday Mail), o ex-embaixador do Reino Unido nos Estados Unidos, Kim Darroch, disse que o Presidente Donald Trump abandonou o acordo nuclear com o Irão como um ato de "vandalismo diplomático", para ofender o seu antecessor, o Presidente Barack Obama.

Darroch renunciou na semana passada ao cargo, depois de o jornal publicar outros telegramas diplomáticos relacionados com os Estados Unidos.

A Casa Branca respondeu recusando-se a lidar com o embaixador.

Notícias ao Minuto | Lusa

 

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https://paginaglobal.blogspot.com/2019/07/paris-londres-e-berlim-apelam-ao-fim-da.html

França propõe que EUA suspendam sanções contra o Irã, diz emissora

Líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, perto de um sistema 3 Khordad que teria sido usado para abater um drone militar americano
© REUTERS / Handout

A França apresentou uma abordagem em fases para aliviar a tensão entre Estados Unidos e Irã. Parte da proposta consiste em Washington suspender as sanções contra Teerã, que em troca reduziria sua presença na região.

O processo de reconciliação em várias etapas inclui a reintrodução de isenções por parte dos Estados Unidos para o comércio de petróleio iraniano com 8 países, informou nesta segunda-feira (15) o canal libanês al-Mayadeen, citando fontes da diplomacia francesa.

As isenções foram retiradas pelos EUA em uma tentativa de bloquear o comércio de petróleo iraniano, o que prejudica diversos países, como China e Japão.

As medidas fazem parte da escalada de tensões entre Irã e EUA, que tiveram início quando, em 2018, o presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou a saída unilateral de seu país do Plano Conjunto de Ação Integral (JCPOA), também conhecido como acordo nuclear iraniano. Em seguida, Washington reintroduziu sanções econômicas sobre o Irã, que haviam sido retiradas em decorrência do JCPOA, assinado em 2015.

Em maio deste ano, o Irã respondeu às medidas dos EUA, anunciou que descontinuaria parte de suas obrigações no acordo e deu um prazo de 60 dias aos países europeus para que tomem medidas para salvar o JCPOA. O prazo acabou no dia 7 de julho.

A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) confirmou na semana passada que o Irã está enriquecendo urânio para além dos níveis do acordo. Teerã disse que continuará aumentando o enriquecimento se outros signatários, como a França, não o protegerem das sanções dos EUA.

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Irã se diz pronto para conversas com os EUA caso sanções sejam retiradas

Neste domingo (14), o presidente do Irã, Hassan Rouhani, afirmou que seu país está pronto para negociar com os Estados Unidos caso Washington suspenda as sanções impostas a Teerã e desista do "assédio moral".

Mais cedo Alemanha, França e Reino Unido pediram por diálogo entre os signatários do Plano Conjunto de Ação Integral Conjunto (JCPOA). Os três países afirmaram que o acordo corre riscos de desmoronar devido às sanções dos EUA contra o Irã e a recente decisão de Teerã de cessar parcialmente com suas obrigações no acordo.

“Estamos sempre prontos para negociação. Eu lhes digo nesta hora e neste momento para abandonar a intimidação, levantar as sanções e retornar à lógica e à sabedoria. Estamos prontos”, disse Rouhani, conforme citado pela agência de notícias Mehr.

Rouhani acrescentou que o Irã mudou sua abordagem de "paciência estratégica" para "ação recíproca" e responderia a qualquer passo de Washington relacionado ao acordo nuclear.

Em 8 de maio de 2018, o presidente dos EUA, Donald Trump, retirou unilateralmente seu país do JCPOA e impôs rodadas de sanções econômicas ao Irã.

Após um ano, Teerã decidiu suspender parcialmente as obrigações do acordo e deu aos outros signatários - França, Alemanha, Reino Unido, Rússia, China e União Europeia - 60 dias para salvar o acordo, facilitando as exportações e o comércio de petróleo com o Irã.

Em 7 de julho, quando o prazo expirou, o vice-chanceler iraniano, Seyed Abbas Araghchi, anunciou que seu país estava pronto para começar a enriquecer urânio além do nível de 3,67%, estabelecido pelo JCPOA. O Irã também estabeleceu que abandonará gradualmente seus compromissos nucleares a cada 60 dias.

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'Vandalismo diplomático': Trump teria abandonado acordo com Irã por 'inveja' de Obama

Barack Obama e Donald Trump conversam com a imprensa durante reunião na Casa Branca, em Washington, 10 de novembro de 2016
© AP Photo / Pablo Martinez Monsivais

O embaixador britânico em Washington acredita que Donald Trump abandonou o acordo nuclear com o Irã, porque foi associado a seu antecessor, Barack Obama, segundo documentos vazados publicados neste sábado (13).

"O governo está determinado a um ato de vandalismo diplomático, aparentemente por razões ideológicas e de personalidade - foi o acordo de Obama", escreveu o embaixador Kim Darroch em um telegrama diplomático em maio de 2018.

O telegrama foi incluído em um segundo lote de relatórios vazados publicados pelo jornal Mail on Sunday, o primeiro dos quais causou a renúncia de Darroch no começo da semana. Separadamente, o jornal Sunday Times informou que uma investigação do governo sobre o vazamento identificou um funcionário público como responsável.

Trabalhando com autoridades do Centro Nacional de Segurança Cibernética, parte da agência de espionagem GCHQ e do MI6, a investigação se baseou em um suspeito que tinha acesso a arquivos históricos do Ministério do Exterior, destacou o jornal.

Os primeiros relatos vazados de autoria de Darroch foram publicados no final de semana passado, provocando grandes turbulências entre o Reino Unido e seu aliado mais próximo. O embaixador teria descrito a Casa Branca como "inepta", levando Trump a afirmar que o embaixador era um "tolo pomposo" com quem ele não iria mais lidar.

Darroch renunciou na quarta-feira, dizendo que agora é "impossível" fazer o seu trabalho.

Em maio de 2018, o então ministro britânico de Relações Exteriores Boris Johnson foi a Washington para tentar convencer Trump a não abandonar o acordo com o Irã. Em um telegrama enviado depois, Darroch supostamente indicou que havia divisões na equipe de Trump sobre a decisão, e criticou a Casa Branca por falta de estratégia de longo prazo.

Boris Johnson em Moscou.
© Sputnik / Alexey Filipov
Boris Johnson em Moscou.

"Eles não podem articular nenhuma estratégia de 'dia seguinte'; e os contatos com o Departamento de Estado nesta manhã não sugerem nenhum tipo de plano para alcançar parceiros e aliados, seja na Europa ou na região", escreveu ele.

Ele relatou que o secretário de Estado Mike Pompeo, durante suas conversas com Johnson, "fez algum distanciamento sutil conversando sobre 'a decisão do presidente'". O jornal informou que, de acordo com Darroch, Pompeo também sugeriu que ele tentou, mas não conseguiu "vender" um texto revisado para Trump.

Em 2015, Estados Unidos, China, Reino Unido, França, Rússia e Alemanha assinaram um acordo com o Irã para limitar seu programa nuclear em troca de um levantamento parcial das sanções econômicas internacionais.

Trump há muito criticou o acordo e retirou os Estados Unidos em 8 de maio de 2018.

Assim como uma investigação do governo sobre os vazamentos, a polícia também está investigando uma potencial violação da Lei dos Segredos Oficiais.

A Polícia Metropolitana de Londres provocou uma condenação generalizada neste sábado, após uma advertência aos jornalistas de que a publicação de documentos vazados poderia ser uma questão criminal.

Johnson, que agora está na corrida para suceder Theresa May como primeiro-ministro, disse que os meios de acusação teriam um "efeito inibidor no debate público".

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Reino Unido / Irão: «Grace 1» e «British Heritage»

 

O «Grace 1», um petroleiro iraniano navegando sob pavilhão panamense, foi arrestado ao largo de Gibraltar pela Royal Navy (Marinha Inglesa- ndT), a 4 de Julho de 2019. Esta operação viola a lei internacional que garante a liberdade de circulação nos estreitos marítimos.

- O Reino Unido justifica a sua acção por suspeitas de que o Irão encaminha petróleo para a Síria apesar da interdição da União Europeia (da qual ainda faz parte).
- O Conselheiro de Segurança Nacional dos EUA, John Bolton, qualificou esta operação de «excelente notícia».
- O Irão denunciou isto como um «acto de pirataria».
- A Espanha (que não reconhece a legitimidade britânica sobre a sua colónia de Gibraltar) denunciou-a como uma operação comanditada pelos Estados Unidos (o que Londres desmentiu) e «examina as consequências que isso pode ter sobre a sua soberania».

O antigo Comandante da Guarda da Revolução, Mohsen Rezaei, apelou ao seu país para tomar uma medida de retorsão equivalente contra um navio britânico.

O Presidente Hassan Rohani pareceu ter-lhe seguido a ideia, durante um discurso televisionado, a 10 de Julho.

Algumas horas mais tarde, quatro embarcações dos Guardas da Revolução pararam um navio britânico da BP, o British Heritage, no Estreito de Ormuz. Eles não o arrestaram e não violaram, assim, o Direito Internacional, unicamente ameaçaram fazê-lo. Deixaram o petroleiro seguir o seu caminho após a fragata britânica de escolta, o HMS Montrose, se ter declarada pronta para o combate.

Ver original na 'Rede Voltaire'



Câmara dos Deputados dos EUA aprova emenda que proíbe Trump de atacar Irã sem aprovação do Congresso

Prédio do Congresso dos EUA em Washington
© AP Photo / Susan Walsh

A Câmara dos Representantes dos EUA aprovou uma emenda que proíbe o presidente Donald Trump de lançar qualquer ataque ao Irã sem autorização prévia do Congresso.

A emenda, incluída na Lei de Autorização de Defesa Nacional de 733 bilhões de dólares, foi votada a favor por 251 legisladores e contra 170, segundo o jornal USA Today.

"Nenhum fundo federal pode ser usado para qualquer uso de força militar dentro ou contra o Irã, a menos que o Congresso tenha declarado guerra ou promulgado uma autorização estatutária específica para tal uso de força militar ", diz a emenda proposta pelos representantes Matt Gaetz do Partido Republicano e Ro Khanna do Partido Democrata.

A medida foi comemorada por organizações não-governamentais que se opõem a uma escalada da guerra com o Irã.

"Somos gratos que os membros da Câmara dos Representantes deram esse passo importante, que deve ser incluído no texto final da autorização de gastos com defesa. O Congresso deve continuar usando todos os instrumentos à sua disposição para bloquear definitivamente a marcha em direção à guerra. Presidente] Donald Trump e [Conselheiro Nacional de Segurança] John Bolton ", diz um comunicado conjunto assinado por diversas organizações.

No mês passado, Washington estava prestes a lançar um bombardeio contra o Irã depois que Teerã derrubou um avião militar dos EUA.

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Irã exige libertação imediata de petroleiro apreendido pelo Reino Unido, segundo relatos

Petroleiro Grace 1
© REUTERS / Stringer

O petroleiro iraniano havia sido apreendido pelo governo do território britânico de Gibraltar, sob suposta acusação de violar as sanções internacionais.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Abbas Mousavi afirmou que o país exige que os britânicos libertem o petroleiro imediatamente.

"Este é um jogo perigoso e tem consequências... os pretextos legais para a captura não são válidos. A libertação do petroleiro é do interesse de todos os países [...]", afirmou Mousavi.

"As potências estrangeiras devem deixar a região, pois o Irã e outros países regionais são capazes de garantir a segurança da região", completou.

O conflito entre os dois países aumentou depois de o governo de Gibraltar ter apreendido o petroleiro iraniano, que supostamente transportava petróleo para a Síria.

Navio de abastecimento iraniano Kharq no porto do Sudão, outubro de 2012
© AFP 2019 / ASHRAF SHAZLY
Navio de abastecimento iraniano Kharq no porto do Sudão, outubro de 2012

Por sua vez, Londres afirma ter sido avisada pelos EUA de que o petróleo estava a caminho da Síria, violando as sanções da UE.

Teerã nega as alegações de que o navio estaria transportando petróleo para a Síria. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Mohammad Javad Zarif, afirmou que a apreensão do petroleiro iraniano Grace 1 equivale a "pirataria" e “cria um precedente perigoso”.

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Gibraltar prende capitão de petroleiro iraniano

A polícia de Gibraltar prendeu o capitão e imediato do super petroleiro iraniano Grace 1, que havia sido apreendido por supostamente violar as sanções da União Europeia contra à Síria, informou a emissora Sky News nesta quinta-feira (11).

Em 4 de julho, fuzileiros navais britânicos e autoridades de Gibraltar tomaram o petroleiro por supostamente transportar petróleo para a Síria. Segundo o ministro-chefe de Gibraltar, Fabian Picardo, essas medidas foram tomadas por causa de "informações que deram ao governo de Gibraltar motivos razoáveis ​​para supor que Grace 1 estava agindo em desafio às sanções da UE "contra à Síria".

O Ministério das Relações Exteriores iraniano convocou o embaixador do Reino Unido para protestar contra a decisão, e seu porta-voz, Abbas Mousavi, disse que Teerã considerava inaceitável a tomada do petroleiro porque as sanções em questão não eram baseadas em decisões da ONU.

O ministro das Relações Exteriores da Espanha, Josep Borrell, afirmou que o navio havia sido apreendido a pedido dos EUA. Ao mesmo tempo, o vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, negou a informação de que o petroleiro detido havia transportava petróleo para os sírios. 

Gibraltar é um território britânico ultramarino no extremo sul da Península Ibérica, adjacente à Espanha, com uma população de cerca de 32.000 habitantes. O território é autônomo em todos os assuntos - incluindo a tributação - exceto política externa e defesa, que estão sob a jurisdição do governo do Reino Unido. O Reino Unido e a Espanha disputam Gibraltar há mais de 300 anos depois do território ter sido cedido por Madri pelo Tratado de Utrecht.

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Sanções contra o Irã vão aumentar 'substancialmente', diz Trump

Presidente dos EUA Donald Trump na cúpula do G20 em Osaka
© REUTERS / Kazuhiro Nogi / Pool

Os Estados Unidos pretendem impôr sanções econômicas adicionais contra o Irã, disse o presidente dos EUA, Donald Trump, por meio de um comunicado nesta quarta-feira (10).

"As sanções serão aumentadas em breve, substancialmente!", disse Trump em sua conta oficial no Twitter.

O presidente norte-americano também acusou o Irã de enriquecer "secretamente" o urânio em "total violação" ao acordo nuclear internacional de 2015, o Plano Conjunto de Ação Integral (JCPOA).

O JCPOA abriu o caminho para inspeções da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) no Irã. Porém, em maio de 2018, Trump anunciou a saída dos EUA do acordo do acordo, reimpondo sanções ao Irã.

No início do mês, o Irã anunciou que começaria a enriquecer urânio acima do nível permitido pelo acordo.

O porta-voz da AIEA, Fredrik Dahl, confirmou à Sputnik na segunda-feira (8) que o Irã está enriquecendo urânio acima de 3,67% - o nível estabelecido pelo JCPOA.

Aumento das tensões entre Teerã e Washington

No final de junho, o Irã abateu um drone de vigilância dos EUA afirmando que a aeronave violou o espaço aéreo iraniano. Já os EUA afirmam que o drone foi abatido sobre águas internacionais no Estreito de Ormuz.

Após o incidente, Trump chegou a ordenar ataques contra o Irã, mas desisitiu no último minuto por considerar que se tratavam de uma resposta desproporcional.

Ao invés dos ataques, Trump afirmou que revelaria novas sanções sobre o gabinete do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei.

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Teerã alerta que bases regionais dos EUA estão 'ao alcance' dos mísseis iranianos

Imagem alterada digitalmente mostra lançamento de quatro mísseis em algum local não revelado no deserto iraniano (foto de arquivo)
© AFP 2019 / Sepah News

O ministro dos Assuntos Culturais e Sociais do Irã, Hossein Nejat, advertiu que o Irã poderia destruir os porta-aviões norte-americanos no golfo, caso os EUA ataquem o Irã.

"As bases americanas estão ao alcance dos nossos mísseis [...] Nossos mísseis destruirão os seus porta-aviões se eles cometerem algum erro", advertiu Nejat na terça-feira (9), acrescentando que "os americanos estão bem cientes das consequências de um confronto militar com o Irã".

O ministro também afirmou que a guerra não está na "agenda de Trump" e que o presidente dos EUA quer "arrastar Teerã para negociar através da máxima pressão", noticia o jornal al-Masdar News.

"O Irã colocou em risco a segurança de Israel e agora está perturbando a Arábia Saudita, a América e Israel. Teerã está combatendo a guerra nas fronteiras do inimigo e não em suas fronteiras", continuou Nejat.

A declaração veio após as observações do primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, que alertou que o Irã está dentro do alcance dos caças israelenses F-35.

"O Irã ameaçou recentemente com a destruição de Israel […] Ele deve se lembrar que esses aviões podem alcançar qualquer lugar no Oriente Médio, incluindo o Irã, e certamente a Síria", disse Netanyahu em uma base da Força Aérea Israelense na terça-feira.

A afirmação do alto responsável israelense veio uma semana depois que Mojtaba Zolnour, presidente da Comissão de Segurança Nacional e Política Externa do Parlamento iraniano, afirmou que, se os EUA atacarem o Irã, "restará apenas a Israel meia hora de vida útil".

Saída unilateral do acordo iraniano

As tensões entre Washington e Teerã têm se exacerbado desde maio de 2018, quando os Estados Unidos anunciaram a saída do acordo nuclear iraniano de 2015, apesar de o Irã cumprir o acordo de não desenvolver armas nucleares, conforme comprovado pela Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).

A retirada dos EUA levou os outros signatários do acordo, incluindo a Rússia, China e várias potências europeias, a desenvolverem esforços para tentar recuperar o tratado.

Após a retirada unilateral americana, os EUA reinstituíram uma série de sanções que haviam sido levantadas contra o Irã nos termos do acordo nuclear. Além disso, Washington também introduziu novas sanções contra Teerã.

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EUA planejam criar coalizão para 'liberdade de navegação' em águas estratégicas do Irã e Iêmen

Washington desenvolveu um plano para criar uma coalizão militar internacional destinada a garantir a navegação nas águas estratégicas do Irã e do Iêmen, disse o general americano Joseph Dunford.

"Estamos engajados agora com uma série de países para ver se podemos formar uma coalizão que garanta a liberdade de navegação tanto no estreito de Ormuz quanto no Bab al-Mandab", disse o chefe do Estado-Maior Conjunto dos EUA, citado pela agência Reuters.

"Por isso, penso que, nas próximas semanas, iremos identificar quais as nações que têm vontade política para apoiar essa iniciativa e depois trabalharemos diretamente com as Forças Armadas para identificar as capacidades específicas que a apoiarão", acrescentou o general da Marinha americana.

As autoridades iranianas têm condenado os EUA por cauda da sua presença militar no golfo, chamando-a de "a mais fraca da história".

Anteriormente, o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, disse que, durante sua visita aos Emirados Árabes Unidos, discutiria a formação de uma coalizão internacional entre os países do golfo Pérsico, Europa e Ásia para fazer frente ao Irã.

Aumento da presença dos EUA na região

No final de junho, Teerã pediu à comunidade internacional que influenciasse os EUA para que estes parassem as ações desestabilizadoras no golfo Pérsico. O pedido foi feito em uma carta enviada ao secretário-geral da ONU, António Guterres.

Dias após o pedido, a Força Aérea dos EUA enviou aviões furtivos F-22 para a base aérea no Qatar a fim de "defender as forças e os interesses da América" na região, já que as tensões com o Irã estavam se intensificando.

A implantação das aeronaves foi realizada após o presidente americano Donald Trump ter ameaçado o Teerã com uma "força esmagadora" e "aniquilação" em consequência da derrubada do drone militar norte-americano pelo Irã.

Navio de guerra iraniano Alborz no Estreito de Ormuz
© AP Photo / Fars News Agency, Mahdi Marizad
Navio de guerra iraniano Alborz no Estreito de Ormuz

Em maio, ao completar um ano após o anúncio de Trump de retirar unilateralmente Washington do acordo nuclear iraniano de 2015 (fato que aumentou as tensões entre os EUA e Irã), os líderes iranianos disseram que o país suspenderia alguns de seus compromissos no âmbito do acordo nuclear, citando a aparente incapacidade dos outros signatários de resistir à pressão dos EUA.

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https://br.sputniknews.com/oriente_medio_africa/2019071014183829-eua-planejam-criar-coalizao-para-liberdade-de-navegacao-em-aguas-estrategicas-do-ira-e-iemen/

Irão: «Não haverá acordo melhor do que o alcançado em 2015»

O ministro iraniano dos Negócios Estrangeiros, Mohammad Javad Zarif, afirmou que o acordo celebrado em 2015 foi «o melhor» e que Donald Trump fez uma «burrice» ao sair dele, instigado pela «Equipa B».

Uma mulher passa junto a um mural numa parede da antiga embaixada dos EUA em TeerãoCréditos / hindustantimes.com

O diplomata iraniano escreveu ontem na sua conta de Twitter que cada vez fica mais claro que «não haverá acordo melhor» que o Plano de Acção Conjunto Global (JCPOA, na sigla em inglês), sobre as actividades nucleares pacíficas do país persa.

Javad Zarif acusou a «Equipa B» de ter convencido o presidente norte-americano, Donald Trump, a optar pela «loucura de matar o JCPOA com o terrorismo económico» para assim «obter um acordo melhor», refere a HispanTV.

A «Equipa B» a que o diplomata iraniano se referiu esta segunda-feira e cuja actividades «anti-iranianas» tem denuciado de forma reiterada é composta pelo conselheiro de Segurança Nacional da Casa Branca, John Bolton; o príncipe herdeiro saudita, Muhamad bin Salman Al Saud; o seu homólogo dos Emirados Árabes Unidos, Muhamad bin Zayed Al Nahyan; e o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu.

EUA saem do JCPOA e repõem sanções

Já depois de concretizada a saída dos EUA, no dia 8 de Maio, do Plano de Acção Conjunto Global (JCPOA, na sigla em inglês), que foi subscrito em 2015 pelo Irão e pelo Grupo 5+1 (os cinco membros com assento permanente no Conselho de Segurança das Nações Unidas – EUA, Reino Unido, França, Rússia e China – e a Alemanha), o secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, deixou clara a abordagem do seu país relativamente ao Irão: aumentar a pressão financeira e impor-lhe as «sanções mais fortes de sempre», caso Teerão se recusasse a aceitar as exigências feitas ao nível da sua política interna e externa.

Teerão teria não só de abandonar a título definitivo qualquer programa relacionado com a actividade nuclear, renegociando o acordo como Washington entendia, como também de alterar a política externa regional, na medida em que os EUA – e o seu fiel amigo Israel – considera o Irão uma amaeaça aos seus interesses no Médio Oriente.

Nos termos do acordo firmado em Julho de 2015, o Irão pode desenvolver o seu projecto nuclear com fins pacíficos e enriquecer urânio até 3,67%, sendo o excedente enviado para a Rússia. Em pelo menos dez ocasiões, especialistas da Organização Internacional de Energia Atómica (OIEA) confirmaram que Teerão respeitava o que está estipulado no acordo.

No entanto, Donald Trump ameaçou sair do acordo praticamente desde que chegou à Casa Branca, considerando que subscrever o JCPOA foi «o pior que os EUA podiam ter feito». Três meses depois do anúncio de saída do acordo, Trump assinou uma ordem executiva repondo as sanções que haviam sido levantadas ao país asiático três anos antes.

Irão volta a enriquecer urânio acima dos 3,67%

Em Maio último, o governo iraniano anunciou que, caso os signatários europeus do JCPOA não respeitassem as suas obrigações para salvaguardar o pacto, o Irão voltaria a enriquecer urânio acima dos 3,67%; deixando, no entanto, a porta aberta ao diálogo.

Este domingo, Teerão anunciou que, findo o prazo de 60 dias dado aos parceiros europeus no acordo para que tomassem medidas práticas que compensem o país pelos danos causados pelas sanções que lhe são impostas por Washington, tomou a decisão de aumentar o nível de enriquecimiento de urânio – algo que foi confirmado ontem pela OIEA.

Reino Unido, França e Alemanha reagiram instando Teerão a não avançar para um enriquecimento de urânio superior aos 3,67%, alertando o país persa para «consequências» (não especificadas) que podem advir desse passo.

Numa conferência de imprensa que deu esta segunda-feira em Teerão, Abbas Mousavi, porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros, advertiu os países europeus contra qualquer resposta «estranha», sublinhando que o Irão poderá ponderar «voltar atrás», tal como as potências europeias exigem, se estas responderem «positivamente às exigências» iranianas.

As diplomacias da Rússia e da China também expressaram preocupação com o passo dado pelo Irão, que agora enriquece urânio até 4,5%, e solicitaram às partes uma saída diplomática para a situação.

Geng Shuang, porta-voz do Ministério chinês dos Negócios Estrangeiros, afirmou esta segunda-feira que o «bullying unilateral [por parte dos EUA] é um tumor que só gera mais problemas e crises em todo o mundo», tendo acrescentado que «a pressão máxima exercida pelos Estados Unidos sobre o Irão é a raiz da actual crise nuclear iraniana», indicam a PressTV e a Prensa Latina.

Ver original em "AbrilAbril" na seguinte ligação:

https://www.abrilabril.pt/internacional/irao-nao-havera-acordo-melhor-do-que-o-alcancado-em-2015

China responsabiliza EUA por crise do acordo nuclear no Irã

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Geng Shuang durante um briefing diário no escritório do Ministério das Relações Exteriores em Pequim (arquivo)
© AP Photo / Andy Wong

A China lamentou a decisão do Irã de reduzir ainda mais o cumprimento de seus compromissos com o acordo nuclear de 2015.

Ao mesmo tempo, o governo do país asiático atribui a culpa pela atual crise à pressão excessiva dos Estados Unidos, conforme declaração desta segunda-feira (8) de Geng Shuang, porta-voz da chancelaria chinesa.

O Irã anunciou em maio que havia descontinuado parcialmente seus compromissos sob o Plano Conjunto de Ação Integral (JCPOA) e deu à Europa 60 dias para garantir que os interesses do Irã fossem protegidos pelo acordo.

O prazo dado pelo Irã aos países europeus expirou no domingo (7), e Teerã anunciou que o país estava preparado para começar a enriquecer urânio além do limite de 3,67% - que foi o estabelecido pelo JCPOA.

"Eu gostaria de enfatizar que a 'pressão máxima' exercida pelos EUA é a causa da recente crise. Os EUA não apenas se retiraram do acordo, mas também estabeleceram mais e mais obstáculos para o Irã e outras partes [do acordo] através de sanções unilaterais", disse Geng em uma coletiva de imprensa, conforme citação do Ministério.

"Garantir a implementação plena e efetiva do JCPOA é tanto a exigência da resolução do Conselho de Segurança da ONU quanto a única maneira viável de aliviar as tensões e resolver esse problema", afirmou Geng.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/oriente_medio_africa/2019070814179257-china-responsabiliza-eua-por-crise-do-acordo-nuclear-no-ira/

Chanceler iraniano apela a três países da UE a apoiarem Irã frente às ações unilaterais dos EUA

Ministério das Relações Exteriores do Irã, Mohammad Javad Zarif
© AP Photo / Petr David Josek

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Mohamad Javad Zarif, pediu que à França, Alemanha e Reino Unido, o chamado grupo UE-3, apoie o Irã frente às ações unilaterais dos EUA.

"Hoje, o Irã está adotando sua segunda rodada de medidas corretivas de acordo com o artigo 36 do JCPOA. Nos reservamos o direito de continuar tomando medidas legais nos termos do JCPOA para proteger nossos interesses contra o terrorismo econômico dos EUA”, escreveu o ministro em sua página no Twitter.

​Ele acrescentou que "todos esses passos só são reversíveis no caso de acordo do UE-3". Essas declarações de Zarif apareceram em meio à decisão iraniana de aumentar o enriquecimento de urânio acima do limite estabelecido (3,67%) no acordo JCPOA.

Para o ministro iraniano, os três países do UE-3 violaram suas obrigações fixadas no JCPOA após a retirada dos EUA do pacto nuclear e "deveriam, no mínimo, apoiar politicamente as medidas corretivas do Irã, conforme o artigo 36" deste acordo.

​"O UE-3 não tem pretexto para evitar uma posição política firme a fim de preservar o JCPOA e resistir ao unilateralismo dos EUA", disse Zarif.

Reação europeia

Enquanto isso, a Alemanha e seus parceiros estão preocupados com as declarações do Irã sobre o enriquecimento de urânio. O Ministério das Relações Exteriores da Alemanha pede a Teerã que suspenda quaisquer passos que não correspondam aos compromissos do JCPOA.

"Temos apelado por diversas vezes ao Irã no âmbito do UE-3 e em nome da União Europeia a não tomar medidas que abalem mais o acordo nuclear", refere o comunicado do ministério

EUA: sanções contra Irã e retirada do acordo

O vice-ministro das Relações Exteriores do Irã também disse, em comunicado à imprensa, que os EUA podem voltar às negociações sobre o acordo nuclear se retirarem as sanções contra o seu país.

"Se necessário, os EUA podem regressar a essas conversações [entre o Irã e o grupo 4+1, criado para negociar o programa nuclear do Irã]", disse o vice-ministro.

Ele notou que isso não significa formar novamente o grupo 5+1, adicionando que os EUA se retiraram do JCPOA, por isso o conceito político "5+1" não existe mais.

Passos do Irã

Além de ter excedido o limite de 300 quilos de urânio enriquecido até um máximo de 3,67%, o Irã anunciou em 7 de julho que não irá cumprir o grau de enriquecimento de urânio especificado no acordo nuclear e que reduzirá suas obrigações no prazo de 60 dias.

O artigo 36 da PAIC define um mecanismo para a resolução de divergências em relação a possíveis violações do acordo.

Se a questão não for resolvida de forma satisfatória para o queixoso e se o queixoso considerar que se trata de um incumprimento importante, ele pode considerar que é razão significativa para deixar de cumprir os seus compromissos no âmbito do JCPOA, completamente ou em parte, ou relatar ao Conselho de Segurança das Nações Unidas que, em sua opinião, o assunto constitui um incumprimento significativo.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/oriente_medio_africa/2019070714173673-chanceler-iraniano-apela-a-tres-paises-da-ue-a-apoiarem-ira-frente-as-acoes-unilaterais-dos-eua/

Irã recomeça enriquecimento de urânio e pode se retirar do acordo nuclear

Bandeiras do Irã
© Sputnik / Anton Bystrov

As autoridades iranianas anunciaram que o país começaria o enriquecimento de urânio a níveis superiores ao permitido pelo acordo nuclear (3,67%) já na segunda-feira.

O vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, anunciou a decisão durante a reunião do governo com representante da Organização de Energia Atômica do Irã.

Prazo de 60 dias

Enquanto isso, Teerã diz dar 60 dias aos países subscritores do acordo nuclear para compensarem os impactos adversos da retirada unilateral pelos Estados Unidos.

Araqchi disse que os europeus ainda não atenderam às exigências do Irã, inclusive em relação a um canal de pagamento direto não monetário com o Irã conhecido como INSTEX.

"Hoje estamos dando o segundo passo [...] Nossos compromissos sobre o nível de enriquecimento foram reanalisados e estamos reduzindo nossos compromissos a esse respeito", disse o vice-ministro ao canal Press TV.

Ele também informou que o ministro das Relações Exteriores Javad Zarif enviou uma carta à alta representante da União Europeia para Relações Exteriores e Política de Segurança, Federica Mogherini, sobre a decisão do Irã.

"Se essas oportunidades não forem utilizadas, ninguém deverá duvidar de nossa seriedade , de que a redução de nossos compromissos vai continuar a cada 60 dias", notou Araqchi.

Retirada do acordo é possível

A redução de compromissos do Irã pode levar à retirada completa do acordo nuclear, mas a República Islâmica empreende todos os possíveis para que isso não aconteça, também declarou Araqchi.

 "A redução dos nossos compromissos decorre paralelamente à manutenção do JCPOA, não à sua destruição, mas essa tendência pode levar à cessação da nossa participação no acordo", afirmou o vice-ministro.

Daqui a 60 dias Teerã anunciará que compromissos no acordo nuclear serão reduzidos.

O Plano de Ação Conjunto Global (JCPOA), aprovado unanimemente pelo Conselho de Segurança da ONU em 2015, entrou em vigor por um período de 10 anos e estabelece que Teerã se compromete a não possuir mais que 300 kg de urânio enriquecido até 3,67%, a não produzir urânio altamente enriquecido e plutônio militar ao longo de 15 anos.

Reação da Rússia

O presidente do comité internacional do Conselho da Federação, Konstantin Kosachev, disse à Sputnik que as exigências do Irã sobre a manutenção do acordo nuclear são justificadas e que os EUA têm a responsabilidade pela manutenção do convênio.

"O JCPOA inicialmente foi 'implodido' pelos EUA, e depois os europeus adiaram o cumprimento da sua parte dos compromissos. A criação do mecanismo de pagamentos INSTEX se atrasou infundadamente e é ainda uma grande questão saber se vai finalmente começar a funcionar ou não", disse Kosachev.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/oriente_medio_africa/2019070714172589-ira-recomeca-enriquecimento-de-uranio-e-pode-se-retirar-do-acordo-nuclear/

'Ato de terrorismo': presidente do Irã sobe o tom contra sanções dos EUA

O presidente iraniano, Hassan Rouhani, disse neste sábado (6) que as sanções impostas a Teerã pelos EUA são um "ato de terrorismo".

Rouhani também alertou a comunidade internacional de que a continuidade de tal "guerra econômica" afetaria o mundo inteiro, conforme publicou seu serviço de assessoria de imprensa.

"A continuação desta guerra econômica pode levar a outras ameaças na região e no mundo", disse Rouhani, segundo o comunicado.

As afirmações fizerram parte de uma conversa telefônica com o presidente da França, Emmanuel Macron, a quem o presidnete iraniano também cobrou esforços da União Europeia para preservar o acordo nuclear do Irã, do qual os Estados Unidos se retiraram há um ano.

Em maio de 2018, o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou que os Estados Unidos se retirariam do Plano Conjunto de Ação Integral (JCPOA) devido às supostas violações do acordo pelo Irã.

Logo depois de deixar o JCPOA, os Estados Unidos reimpuseram sanções econômicas contra o Irã - que haviam sido levantadas como parte do acordo nuclear.

Já em maio deste ano, o Irã anunciou que o país suspendeu parcialmente suas obrigações sob o acordo nuclear. Teerã também deu início a um prazo de 60 dias - até 7 de julho - para que os outros signatários do acordo encontrassem uma maneira de proteger o Irã da pressão de sanções dos EUA, mantendo o JCPOA.

No início da semana, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Mohammad Javad Zarif, confirmou que o país já ultrapassou o limite de 300 quilos do JCPOA de estoque de urânio pouco enriquecido.

O Irã também alertou que, caso as condições apresentadas não sejam alcançadas, a partir de 7 de julho o país começaria a enriquecer urânio acima do limite de 3,67% previsto pelo JCPOA.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/oriente_medio_africa/2019070614172252-ato-de-terrorismo-presidente-do-ira-sobe-o-tom-contra-sancoes-dos-eua/

Irã desvenda rede de espionagem na infraestrutura nuclear

Teerã
© Sputnik / Vladimir Fedorenko

O Irã revelou uma rede de espionagem que recolhia dados sobre as infraestruturas nuclear e de defesa, informou a mídia iraniana.

A agência Fars, citando um representante do poder judicial do país, Gholam Hossein Esmayeeli, declarou que as autoridades do Irã conseguiram desmantelar uma rede de espionagem que recolhia dados sobre as infraestruturas nuclear e de defesa.

"Os membros do grupo [de espionagem] foram identificados no ano passado devido ao trabalho dos serviços de segurança iranianos. Os agentes desse grupo foram detectados em centros secretos iranianos, incluindo em centros nucleares e de defesa e em infraestruturas do Estado. A maioria deles foi detida", informou ele.

Ele acrescentou que dois dos espiões foram sentenciados a longas penas de prisão.

Além disso, Esmayeeli também referiu que os tribunais militares concluíram a investigação dos processos dos restantes membros da célula de espionagem. Ele ressaltou que o promotor público exigiu que eles fossem condenados à pena capital.

Anteriormente, a organização judicial das Forças Armadas do Irã informou que um funcionário da área de defesa, que colaborava com a Agência Central de Inteligência (CIA, na sigla em inglês) dos EUA e espiava a favor dos Estados Unidos, foi executado no Irã.

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https://br.sputniknews.com/oriente_medio_africa/2019070214152024-ira-desvenda-rede-de-espionagem-na-infraestrutura-nuclear/

China ignora sanções dos EUA e 'abre porta' para petróleo iraniano, indica mídia

Petroleiro no porto de Bandar Abbas, no sul do Irã (foto de arquivo)
© AFP 2019 / ATTA KENARE

Anteriormente, o presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou que não haveria uma extensão das isenções envolvendo o petróleo iraniano.

Isso envolveria o fornecimento do petróleo iraniano para a China, Índia, Japão, Coreia do Sul e Turquia, ameaçando esses países com sanções, caso comprem o produto iraniano.

O petroleiro iraniano Salina atracou no Complexo de Refino e Química Jinxi, China, perto de Pequim, aparentemente desafiando as sanções norte-americanas sobre exportações de Teerã, segundo o The Washington Times.

Trump mostra a ordem executiva assinada que aumenta sanções contra o Irã, 24 de junho
© AP Photo / Alex Brandon
Trump mostra a ordem executiva assinada que aumenta sanções contra o Irã, 24 de junho

O portal Bourse & Bazaar, que acompanha a economia iraniana, relatou que o navio de médio porte Suezmax, pertencente à empresa estatal iraniana de petroleiros, deixou o terminal iraniano em maio e chegou ao porto de Jinzhou no dia 20 de junho.

Espera-se que diversos outros petroleiros iranianos transportem petróleo para a China nas próximas semanas, entretanto, autoridades do país asiático não comentaram o assunto.

O petroleiro iraniano teria iniciado o transporte de petróleo para a China no dia 2 de maio, mesmo dia em que as isenções para os compradores de petróleo iraniano estavam prestes a expirar.

Anteriormente, Donald Trump anunciou que a isenção não seria prorrogada e que sanções seriam aplicadas aos países que comprassem o petróleo iraniano.

Um encontro entre os líderes norte-americano e chinês deve ocorrer na cúpula do G20 no Japão, onde discutirão diversos assuntos, como Irã e a guerra comercial entre os dois países.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/economia/2019062814130403-china-ignora-sancoes-dos-eua-e-abre-porta-para-petroleo-iraniano-indica-midia/

O jogo de Washington à volta do Irão

Thierry Meyssan*
Mais do que a Síria, é agora o Irão quem está no cerne do confronto Leste-Oeste. Incrédulo. o público assiste a volte-faces quotidianos de Washington naquilo que parece ser, erradamente, uma escalada para uma guerra entre os dois países. Ora, não é nada disso que se trata. Felizmente, os dois Grandes mostraram nos dois últimos 75 anos que são razoáveis e, assim, souberam sempre recuar antes de chegar a poderem destruir-se mutuamente.
Aparentemente sobe a tensão entre Washington e Teerão. Como é seu costume, o Presidente Trump manobra para os dois lados. Assim, em 21 Junho, ele foi quase até ordenar o bombardeamento do Irão, minutos antes de recuar no ataque aos seus alvos. No entanto, este comportamento, que muitas vezes permitiu a Donald Trump reclamar êxito no Ocidente, é ineficaz face à psicologia persa [1]. Mas trata-se realmente de impressionar o Irão?

A atitude dos Norte-Americanos deve ser compreendida tendo em vista não apenas a sua política para o Médio-Oriente, mas, sobretudo a mundial [2]. Mais do que um conflito com o Irão, é o equilíbrio Leste-Oeste que se joga à volta dele.

-- Desde a Segunda Guerra Mundial, a primeira preocupação dos Estados Unidos foi a sua rivalidade com a União Soviética, depois com a Rússia. A partir da primeira Conferência de Genebra (Junho de 2012), à margem do conflito sírio, Moscovo (Moscou-br) propõe-se como garante da paz regional ao lado e em igualdade de circunstâncias com Washington. Este reequilíbrio das relações internacionais havia sido imaginado sob os auspícios do antigo Secretário-geral da ONU, Kofi Annan. O acordo assinado em Genebra —na presença de outros membros permanentes do Conselho de Segurança, mais a Turquia pela OTAN e o Iraque, o Kuwait e o Catar pela Liga Árabe, mas na ausência de todos os protagonistas sírios— não aguentou mais do que uma semana. Este fracasso levou Kofi Annan a retirar-se da frente do palco e conduziu à entrada em guerra de membros da OTAN contra a Síria.

Foi este projecto que foi reexaminado pelos três Conselheiros Nacionais de Segurança norte-americano, israelita e russo, a 24 de Junho, e que poderá por fim à estratégia destrutiva Rumsfeld/Cebrowski [3]. Sem dúvida, John Bolton resistiu, Meir Ben-Shabbat avaliou a direcção do vento, e Nikolai Patrushev ironizou sobre as vantagens comparativas das derrotas dos EUA com os sucessos militares russos.

É neste contexto —e de modo nenhum em função da sua afinidade pró-israelita— que os Estados Unidos imaginaram o «Deal do Século» (Acordo do Século-ndT) na Palestina, cujos primeiros elementos económicos acabam de ser revelados e serão discutidos em Manama.

-- A segunda preocupação dos Estados Unidos, vis-à-vis do Irão, é a do Pentágono : impedir a retoma do programa nuclear que eles haviam proposto ao Xá Reza Pahlevi. Ora, contrariamente aos comentários ignorantes da imprensa ocidental, o Irão já não busca dotar-se de bomba atómica desde que o Imã Khomeini condenou as armas de destruição maciça como incompatíveis com a sua concepção do Islão. Pelo contrário, tal como o atestam —muito bem apesar dele— os arquivos secretos revelados por Benjamin Netanyahu, todas as suas pesquisas dizem respeito ao fabrico de um gerador de ondas de choque e exclusivamente sobre este assunto [4]. É certo, um tal gerador pode entrar na composição de uma bomba atómica, mas tal como mostraram as inspeções da Agência Internacional de Energia Atómica, esse não é o objectivo visado pelo Irão.

Não sabemos qual é a ambição de Teerão e por que motivo o Pentágono bloqueia isso.

-- A terceira preocupação dos Estados Unidos é a da Administração Trump: relançar o emprego doméstico, o que implica, ao mesmo tempo, reequilibrar as suas trocas comerciais, nomeadamente com a China, e manter os preços do petróleo a nível da rentabilidade do seu petróleo de xisto (cerca de US $ 70 dólares o barril). É por isso que se opõem às vendas iranianas, venezuelanas e sírias no mercado internacional, até 2025, e tentam bloquear o acesso dos hidrocarbonetos russos à União Europeia [5].

Acontece que a Rússia —cujos hidrocarbonetos representam o essencial dos seus recursos financeiros— tenta frenar a baixa dos preços. Ela assinou um acordo nesse sentido com a OPEP e reduz voluntariamente a sua própria produção, o que explica porque é que retarda o inevitável confronto com Washington sobre este assunto, aguardando, assim, a constituição da nova Comissão Europeia. Se Bruxelas ceder novamente a Washington e proibir a importação de gás russo, Moscovo aceitaria uma baixa de preços a fim de escoar a sua produção e, de facto, provavelmente arruinará a indústria de petróleo de xisto dos EUA. O baralho seria então virado do avesso e os Estados Unidos já não teriam mais interesse em opor-se às vendas iranianas, venezuelanas e sírias.

Acontece também que a China poderá decidir reduzir as suas exportações para os Estados Unidos e vendê-las no seu mercado interno, agora florescente. No entanto, isso suporia que ela possa aprovisionar sustentadamente a sua economia em energia a um preço inferior ao do mercado actual. Enquanto Bruxelas chiando se verga perante a interdição dos EUA em poder comprar petróleo iraniano, Pequim enfrenta Washington e tenta prosseguir as suas importações, muito embora a um ritmo muito mais lento. Para evitar ter que reagir, Washington pretende autorizar a China a comprar pequenas quantidades de petróleo iraniano. Um verdadeiro acordo, mesmo tácito, poderá, ao mesmo tempo, permitir que os EUA, o Irão e a China se desenvolvam.
Thierry Meyssan* | Voltaire.net.org | Tradução Alva
*Intelectual francês, presidente-fundador da Rede Voltaire e da conferência Axis for Peace. As suas análises sobre política externa publicam-se na imprensa árabe, latino-americana e russa. Última obra em francês: Sous nos yeux. Du 11-Septembre à Donald Trump. Outra obras : L’Effroyable imposture: Tome 2, Manipulations et désinformations (ed. JP Bertrand, 2007). Última obra publicada em Castelhano (espanhol): La gran impostura II. Manipulación y desinformación en los medios de comunicación(Monte Ávila Editores, 2008).

Notas:
[1] “Venezuela, Irão : Trump e o Estado Profundo”, Thierry Meyssan, Tradução Alva, Rede Voltaire, 22 de Maio de 2019.
[2] “A nova Grande Estratégia dos Estados Unidos”, Thierry Meyssan, Tradução Alva, Rede Voltaire, 26 de Março de 2019.
[3] “O projecto militar dos Estados Unidos pelo mundo”, Thierry Meyssan, Tradução Alva, Rede Voltaire, 22 de Agosto de 2017. The Pentagon’s New Map, Thomas P. M. Barnett, Putnam Publishing Group, 2004.
[4Shock Wave Generator for Iran’sNuclear Weapons Program:More than a Feasibility Study, David Albright & Olli Heinonen, Fondation for the Defense of Democracies, May 7, 2019.
[5] “Geopolítica do petróleo na era Trump”, Thierry Meyssan, Tradução Alva, Rede Voltaire, 9 de Abril de 2019.

 

Ver o original em 'Página Global' na seguinte ligação:

https://paginaglobal.blogspot.com/2019/06/o-jogo-de-washington-volta-do-irao.html

Rússia considera 'inaceitável' culpar o Irã pelas tensões no Oriente Médio

Nikolai Patrushev durante um encontro com Vladimir Putin. Foto de arquivo
© Sputnik / Sergei Guneev

É errado rotular o Irã como a principal ameaça para o Oriente Médio, advertiu uma alta autoridade de segurança da Rússia, ao mesmo tempo em que enfatizou que os dados produzidos pelos EUA não são suficientes para culpar os iranianos pelos recentes ataques de petroleiros.

"O Irã foi e continua sendo nosso aliado e parceiro", declarou nesta terça-feira o secretário do Conselho de Segurança da Rússia, Nikolai Patrushev.

"Nesse sentido, quaisquer tentativas de retratar Teerã como a principal ameaça à segurança regional, quanto mais incluí-lo junto ao Daesh e outras organizações terroristas, são inaceitáveis para nós", acrescentou.

O alto funcionário fez suas declarações em Jerusalém após uma reunião com o conselheiro de segurança nacional do presidente estadunidense Donald Trump, John Bolton, e seu colega israelense, Meir Ben-Shabbat, ambos os quais entraram em confronto com os russos sobre suas opiniões sobre o Irã.

Os EUA culpam Teerã por atacar dois petroleiros no golfo de Omã em 13 de junho (que o Irã nega), e anunciaram novas sanções em resposta ao fato de o Irã ter derrubado um avião não tripulado dos Estados Unidos que violou seu espaço aéreo na semana passada.

Bolton acusou a República Islâmica de uma "rodada de provocações violentas" no exterior, incluindo "ameaças ao fornecimento global de petróleo". O Irã é "uma fonte de beligerância e agressão no Oriente Médio", prosseguiu. A mesma postura foi expressa pelo primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, que disse que o Irã "intensificou" os ataques contra Tel Aviv e Washington.

Petroleiro após ter sido atacado no golfo de Omã, 13 de junho de 2019
Petroleiro após ter sido atacado no golfo de Omã, 13 de junho de 2019

Como evidência do suposto envolvimento iraniano nos ataques ao petroleiro, o Pentágono compartilhou um vídeo granulado do que disseram ser marinheiros iranianos removendo uma mina que não funcionou bem do casco do navio. Nikolai Patrushev descartou a gravação como "informação de baixa qualidade" que, por si só, "não permite que nenhuma decisão seja tomada".

"Deve haver uma investigação objetiva, e não apenas colocar a culpa em alguém, mas na verdade descobrir o que aconteceu", avaliou.

Moscou há muito pede que todos os lados demonstrem moderação e tenham uma abordagem equilibrada ao conflito, sem ameaças e sanções. O ministro de Relações Exteriores, Sergei Lavrov, ponderou que a nova rodada de restrições dos EUA ao Irã "envia um sinal de que a situação está caminhando para um cenário muito ruim".

Lavrov afirmou que a situação atual o "lembra" do início de 2003, quando os EUA tentaram construir um caso para a invasão do Iraque. Naquela época, Washington afirmou que o líder iraquiano Saddam Hussein estava estocando armas de destruição em massa, o que se comprovou falso pós-invasão.

"Todos nos lembramos de como isso terminou", finalizou.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/oriente_medio_africa/2019062614117310-russia-ira-tensoes-oriente-medio/

Sobre bandeiras falsas e pretextos para a próxima guerra. Por Doug Casey

False flag

Seleção e tradução de Júlio Marques Mota

Sobre bandeiras falsas e pretextos para a próxima guerra

Doug Casey Por Doug Casey

Publicado por International Man em 22 de junho de 2019 (ver aqui)

Republicado por Gonzallo Rafo (ver aqui)

Falsas bandeiras

International Man: As pessoas que olham para lá da narrativa dominante dos eventos históricos muitas vezes encontram o termo ataque sob “falsa bandeira “. O que é que isso significa exatamente? Quem é que utiliza essa tática?

Doug Casey:Vamos definir esse termo com precisão. O Dicionário Oxford define uma bandeira falsa como “Um ato político ou militar orquestrado de tal forma que parece ter sido realizado por uma parte ou entidade que não é de facto a responsável por esse mesmo ato”.

O conceito de bandeiras falsas ganhou má reputação nos meios de comunicação e nos círculos governamentais e talvez com a população em geral, porque elas passaram a ser associadas a teorias da conspiração. E a “teoria da conspiração”, válida ou não, é usada como pejorativa. Embora haja definitivamente algumas pessoas que gostam de andar com chapéus de folha de alumínio, o establishment gosta de rotular qualquer crença que não siga a linha do Partido como uma teoria da conspiração.

Na verdade, as falsas bandeiras fazem todo o sentido no mundo para alguém que quer começar uma guerra ou que precisa de uma cobertura para algum outro empreendimento criminoso. O senhor nunca quer ser visto como o agressor ou o mau da fita. O senhor quer sempre poder culpar alguém sobre o que está a acontecer. Se o senhor está interessado em iniciar uma guerra, o senhor quer parecer como sendo a parte inocente que está a ser prejudicada, a fim de colocar a população do seu lado.

Dizem que na guerra, a verdade é a primeira vítima. Usar uma bandeira falsa para disfarçar a criminalidade é nisso uma parte essencial. E não é apenas um dos dois maiores partidos numa guerra que usa bandeiras falsas. Pode ser um terceiro interessado que está a procurar criar problemas entre os outros dois.

Vou usar uma analogia do recreio da escola. Às vezes um terceiro vai ter com o Billy e diz que Joey está a falar mal dele. O mesmo vai depois ter com Joey e diz que Billy está a falar mal dele. Um “terceiro” pode criar um monte de antagonismos mútuos onde não existiam antes. Há muitas variações na rotina da falsa bandeira.

Eu diria que a maioria das guerras são iniciadas com bandeiras falsas de uma forma ou de outra, onde o verdadeiro criminoso está disfarçado.

As pessoas que dirigem os estados-nação nunca são do mais alto carácter moral. Na verdade, quando se trata de líderes políticos, a escumalha sobe ao topo. Estas pessoas são necessariamente maquiavélicas e capazes de tudo para se manterem no poder; têm de o ser para poderem chegar ao topo, ao ninho das serpentes políticas. Mesmo que uma pessoa seja basicamente decente quando entra na política, ela inevitavelmente será corrompida pelo seu ambiente – e pelo facto de que é esperado que ela exerça poder e use a força para preservar os interesses do Estado. Você pode esperar deles principalmente muita duplicidade e hipocrisia.

 

International Man: Houve muitos exemplos de eventos de falsa bandeira que mudaram o curso da história – levando a guerras, intervenções militares e convulsões políticas. O que acha de alguns dos exemplos históricos mais notáveis, como o Golfo de Tonkin, por exemplo?

Doug Casey: Esse é um excelente exemplo. O Golfo de Tonkin foi inteiramente fabricado pela administração Johnson, que estava a procurar uma desculpa para invadir o Vietname.

Na história recente, quando os japoneses precisaram de uma desculpa para invadir a China em 1931, fabricaram o chamado Incidente de Mukden, a destruição de uma linha férrea na Manchúria. Quando os alemães invadiram a Polónia, em 1939, fabricaram o que é conhecido como o Incidente de Gleiwitz, vestindo os soldados alemães com uniformes polacos para fazer parecer que os polacos eram os agressores. Em 1962, os EUA criaram a Operação Northwoods, que planeou todo o tipo de incidentes – disparar contra um avião americano, afundar navios americanos – para culpar Cuba. Essa conspiração, felizmente, nunca foi executada.

Este é um procedimento operacional padrão quando se quer iniciar uma guerra. O senhor precisa de um casus belli – uma causa de guerra – mas quer culpar o outro.

Mais recentemente, veja-se a Guerra do Golfo de 1991, que foi simplesmente uma questão de criminosos no Iraque a tentar expulsar os criminosos que governavam o Kuwait, principalmente a família Sabah. Os meios de comunicação social divulgaram de imediato a notícia de que os soldados iraquianos estavam a tirar bebés kuwaitianos das suas incubadoras nos hospitais e a colocá-los num chão frio para poderem enviar as incubadoras de volta para o Iraque.

Depois descobriu-se que a fonte desta informação era a filha do embaixador do Kuwait, que nunca deu uma entrevista subsequente. Foi tudo uma mentira, mas antes que a verdade viesse ao de cima, o mal já estava feito.

Não se pode acreditar em nada do que se ouve sobre uma guerra, nem nos relatos sobre uma guerra. A guerra psicológica é tão importante quanto a guerra propriamente dita, certamente no mundo de hoje.

 

International Man:Parece que quase não importa que a verdade se saiba a longo prazo. Mas então o dano já está feito. Desde que a propaganda sirva o seu propósito de criar a reação pretendida a curto prazo, isso é o que realmente interessa.

Outro exemplo recente disso é na Síria, onde um incidente suspeito provocou uma resposta militar direta dos EUA.

O famoso jornalista de investigação Seymour Hersh afirmou que um suposto ataque com armas químicas na Síria, supostamente cometido pelo presidente sírio Bashar al-Assad, foi de facto um evento de falsa bandeira encenado, projetado para desencadear a intervenção militar dos EUA. O que pensa disto?

 Doug Casey:Hersh é um dos poucos repórteres que faz investigação original e pensa por si próprio. Não havia nada para o governo sírio e Assad lançarem esses ataques químicos. Eles estavam bem cientes de que isso só prejudicaria a sua imagem. Para já não falar de que as armas químicas são quase tão perigosas para as pessoas que as lançam quanto são para as pessoas contra quem são lançadas. Além disso, esses ataques eram militarmente completamente desnecessários.

Então, parece-me que é outra bandeira falsa lançada por quem sabe que partido fará passar o governo de Assad como um muito mau governo. Para fazer de Assad um novo diabo, como Saddam. Assad não é nenhum santo, mas é uma consequência natural de tentar manter juntas dezenas de grupos religiosos e étnicos antagónicos. Mas isso é outra história, para outra conversa.

Aliás, as pessoas esquecem que Assad foi nosso aliado na Guerra do Golfo de 1991. Ele foi nosso aliado subsidiado naquele momento, assim como o próprio Saddam foi um aliado dos EUA no momento em que lançou uma guerra contra os iranianos nos anos 80.

O facto é que os americanos sabem pouco sobre qualquer coisa que se passe no exterior, além do que eles veem ou ouvem na TV e outros meios de comunicação de massa. A maioria das “reportagens” é apenas uma repetição dos comunicados de imprensa oficiais.

 

International Man: Recentemente, dois petroleiros foram atacados perto do Estreito de Ormuz, no Golfo Pérsico. O governo dos EUA disse que foi o Irão. O Irão disse que foi um ataque de falsa bandeira. O que é que acha? O senhor acha que em breve veremos um evento suspeito ser usado como um casus belli para outra guerra no Oriente Médio?

Doug Casey: Eu diria que as chances dos iranianos terem feito isso são poucas ou nenhumas. A última coisa que os iranianos querem é parecer que estão a tentar interromper um quarto do fornecimento de petróleo do mundo e talvez provocar os EUA para atacar o Irão. Eles não têm nada a ganhar com isso. Então, é uma questão de cui bono (a quem beneficia).

Poderiam ser os sauditas que fabricaram isso; eles são inimigos do Irão, mas têm um exército completamente inútil. Eles preferem enganar os americanos para que façam a luta. Poderiam ser os israelitas. Eles são muito antagónicos em relação ao Irão, que é o último país da região capaz de criar um desafio militar contra eles.

Poderia ser outra terceira parte que não estamos sequer a pensar neste momento, que beneficiaria se os EUA ficassem atolados em mais uma guerra batendo nos iranianos.

Sou cético em relação a tudo o que leio nos jornais ou vejo na televisão. As chances são excelentes, as explosões de petroleiros foram fabricadas, torcidas ou deformadas.

Vale a pena mencionar que a Marinha dos EUA não tem o seu lugar no Golfo Pérsico ou perto dele, assim como as marinhas chinesas ou russas não têm o seu lugar na Califórnia ou no Golfo do México, a 20 milhas da costa americana.

Isto é pura provocação. Os EUA recebem muito pouco petróleo do Golfo Pérsico. A maior parte desse petróleo vai para a Ásia – os chineses, os indianos e os japoneses. Este não é o nosso problema.

Os EUA não são o polícia do mundo, e o resto do mundo não gosta que lhe deem ordens. Os EUA estão -se a colocar em posição de provocar uma grande guerra. Mas isto não será apenas mais uma guerra desportiva, como as do Afeganistão e do Iraque.

 

International Man:O que diz sobre a natureza do governo dos EUA – ou de qualquer governo – que usaria uma bandeira falsa para fazer aceitar uma guerra aos seus cidadãos?

Doug Casey:Bem, deixe-me dizer novamente, a maioria das pessoas nos altos níveis de governo são na verdade personalidades criminosas que são capazes de fazer absolutamente seja o que for.

Quando isto se complica tornando-se um “nós” contra “eles”, será muito perigoso para qualquer um, num ou no outro país, manifestar-se contra a guerra. Até mesmo H.L. Mencken ficou em silêncio quando os EUA entraram na Primeira Guerra Mundial, embora fosse óbvio que o nosso envolvimento foi fomentado por Woodrow Wilson – que perseguiu os opositores que se manifestaram abertamente contra a entrada na guerra. As possibilidades de que o senhor seja rotulado de traidor e ser preso – ou preso pela multidão – são extremamente altas quando o primeiro tiro é disparado.

Como disse Randolf Bourne, “A guerra é a saúde do Estado.”

A guerra é sempre destruidora da liberdade individual e aumenta sempre o poder do Estado.

 

International Man:É verdade que a guerra pode levar a consequências negativas imprevisíveis para as liberdades civis em casa. O que é que as pessoas podem fazer para se protegerem?

Doug Casey:Você não quer estar num país que está a travar uma grande guerra. Você quer estar num país neutro e isolado – embora a natureza da próxima grande guerra faça com que não haja quase nenhum lugar seguro para se esconder. Mas alguns lugares serão mais seguros do que outros. Na verdade, o seu maior perigo pode não ser “o inimigo”. O seu maior perigo podem ser os seus chamados concidadãos.

É muito importante ter um apoio. Qualquer coisa pode dar errado em qualquer lugar.

Qualquer pessoa que disponha de meios deve ter uma segunda residência fora do seu país de origem, e talvez uma segunda cidadania e um segundo passaporte. Nunca se sabe quando é que um governo pode decidir reunir os suspeitos habituais. E durante a guerra todos e qualquer um é suspeito. Nesse momento é mais sensato sair imediatamente, fugir.

 

Nota do Editor:Astensões com o Irão podem explodir em breve. Nos últimos 2 meses, seis petroleiros foram atacados perto do Estreito de Ormuz. E ontem, o Irão admitiu ter abatido um drone americano que, segundo ele, estava a sobrevoar o seu espaço aéreo. A situação pode disparar e ficar fora de controle muito em breve e fazer com que os preços do petróleo subam durante a noite.

O próximo choque petrolífero pode estar muito mais perto do que muitas pessoas pensam.

 

Ver original em 'A viagem dos Argonautas' na seguinte ligação:

https://aviagemdosargonautas.net/2019/06/25/sobre-bandeiras-falsas-e-pretextos-para-a-proxima-guerra-por-doug-casey/

Chanceler do Irã zomba das palavras de Trump sobre 150 vítimas, lembrando passado nuclear dos EUA

Ministro das Relações Exteriores do Irão Mohammad Javad Zarif
© Sputnik / Valeriy Melnikov

As tensões entre os EUA e o Irã chegaram a um estado de incandescência após a derrubada do drone estadunidense na quinta-feira (20) pelas forças iranianas.

Mohammad Zarif, ministro das Relações Exteriores do Irã, assinalou nesta terça-feira (25), citado pela agência de notícias iraniana IRIB, que o seu país não está preparado para prosseguir um programa de armamento nuclear "por causa das nossas visões religiosas", ao contrário dos EUA.

Mohammad Zarif apontou para o fato de os EUA terem no passado amplamente usado seu arsenal nuclear, referindo especialmente as declarações recentes de Donald Trump de ter cancelado o ataque militar contra o Irã, porque de outra forma teria morto 150 pessoas.

"Estava mesmo preocupado com 150 pessoas? Quantas pessoas é que [os EUA] já mataram com as armas nucleares?" - perguntou retoricamente Zarif, em uma aparente alusão aos bombardeamentos atômicos devastadores de Hiroshima e Nagasaki, em agosto de 1945, que puseram fim à Segunda Guerra Mundial.

O presidente dos EUA informou nesta segunda-feira (24) que as novas sanções aplicadas ao Irã visam como alvo o líder supremo do país, aiatolá Ali Khamenei, e o seu círculo próximo.

Na semana passada, Teerã derrubou um drone espião americano RQ-4 Global Hawk, que, de acordo com a República Islâmica, teria violado o espaço aéreo do país. No entanto, os militares norte-americanos afirmaram que o veículo não pilotado estava voando no espaço aéreo internacional no estreito de Ormuz .

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/oriente_medio_africa/2019062514116064-chanceler-do-ira-zomba-das-palavras-de-trump-sobre-150-vitimas-lembrando-passado-nuclear-dos-eua/

Jornal revela desenvolvimento de 'planos clandestinos' dos EUA para conter Irã

Emblema da CIA em sua sede em Langley, Virgínia, EUA
© AP Photo / Carolyn Kaster

Oficiais da inteligência e militares dos EUA estão trabalhando em "planos adicionais clandestinos" para combater a agressão iraniana no golfo Pérsico, informa mídia.

Segundo o jornal The New York Times, os planos impulsionados pela Casa Branca visariam desenvolver novas opções para ajudar a deter Teerã sem escalar as tensões ao ponto de uma guerra convencional. Além disso, de acordo com oficiais dos EUA, a Casa Branca solicitou que militares e agentes de serviços secretos fornecessem opções para operações que fossem coerentes com as operações do Irã.

The New York Times indica que os oficiais não forneceram detalhes das operações que a Casa Branca está considerando, mas, de acordo com o jornal, podem ser inclusos ataques cibernéticos, operações secretas clandestinas para desativar barcos que os EUA afirmam que foram usados por Teerã em ataque a navios, bem como operações dentro do Irã para fomentar grande agitação.

Segundo o jornal, a CIA há muito tempo vem desenvolvendo planos "para responder às provocações do Irã". Vale destacar que foi noticiado anteriormente que o presidente dos EUA, Donald Trump, autorizou operações cibernéticas ofensivas nos sistemas de computadores do Irã, que são usados para controlar o lançamento de mísseis. Os ataques cibernéticos foram iniciados na noite de quinta-feira (20) pelo Comando Cibernético dos EUA.

Agravamento das relações

A nova onda de agravamento das relações entre o Irã e os EUA aconteceu quando o Corpo de Guardiões da revolução Islâmica (IRGC) afirmou ter derrubado um drone Northrop Grumman RQ-4 Global Hawk dos EUA que teria invadido seu espaço aéreo na província de Hormozgan, perto do estreito de Ormuz.

EUA não negaram que um dos seus drones foi derrubado, mas deram outras informações. Segundo a NBC News, o Comando Central das Forças Armadas dos EUA (CENTCOM) negou que o seu drone tinha invadido o espaço aéreo iraniano alegando que não havia drones americanos no espaço aéreo do país. "Nenhum drone americano estava operando no espaço aéreo iraniano", afirmou o porta-voz do CENTCOM, capitão Bill Urban.

Washington acusa Teerã de ter atacado dois petroleiros nas proximidades do estreito de Ormuz. Após o episódio, o presidente dos EUA, Donald Trump, decidiu enviar mais 1.000 soldados para o Oriente Médio.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/oriente_medio_africa/2019062414109064-jornal-revela-desenvolvimento-planos-clandestinos-eua-conter-ira/

Arábia Saudita adverte para riscos de guerra contra Irã

Navios de guerra da Marinha do Irã
© AP Photo / Agência de Notícias Fars, Mahdi Marizad

O ministro das Relações Exteriores da Arábia Saudita, Adel Jubeir, disse que uma possível guerra entre o Irã e os Estados Unidos seria perigosa para todos, mas acusou Teerã de escalar as tensões na região do Golfo.

"Todo mundo está tentando evitar a guerra na região. A guerra seria perigosa para todos. No entanto, a escalada sempre veio do lado iraniano. O Irã atacou petroleiros no Golfo, não uma, mas duas vezes. O Irã usou mísseis balísticos e drones através dos Houthis contra oleoduto e aeroporto da Arábia Saudita", disse Jubeir à emissora France 24.

O ministro ressaltou que cabe ao Irã reduzir as tensões, já que o país estaria envolvido "em comportamento agressivo e manobras ameaçadoras".

As tensões entre os Estados Unidos e o Irã vêm aumentando desde o ano passado, quando Washington abandonou o acordo nuclear de 2015 celebrado entre Teerã e as potências mundiais.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/oriente_medio_africa/2019062314107410-arabia-saudita-ira-riscos-alerta/

Pompeo pretende montar 'coalizão internacional' contra Irã

O secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, anunciou neste domingo sua viagem para Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos, onde pretende organizar uma coalizão contra o Irã.

Pompeo enfatizou que queria discutir com os aliados "como ter certeza de que todos estamos estrategicamente alinhados e como podemos construir uma coalizão global".

"Estou partindo hoje. Nossas primeiras paradas serão no reino da Arábia Saudita e nos Emirados Árabes Unidos, dois grandes aliados no desafio que o Irã apresenta [...] e veremos como podemos construir uma coalizão global, não apenas com todos os estados do golfo, mas na Ásia e na Europa, com quem entende este desafio e que está preparado para enfrentar o maior estado patrocinador de terrorismo do mundo", disse Pompeo aos jornalistas antes de embarcar.

Mais cedo, Pompeo prometeu aumentar a pressão econômica e diplomática sobre o Irã até Teerã escolher a diplomacia sobre a "violência".

As tensões entre os Estados Unidos e o Irã vêm aumentando desde o ano passado, quando Washington abandonou o acordo nuclear de 2015 celebrado entre Teerã e as potências mundiais.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/oriente_medio_africa/2019062314107392-pompeo-coalizao-internacional-ira-terrorismo/

Prontidão militar do Irão vira grande surpresa para os EUA -- analista

A prontidão militar do exército do Irão foi uma surpresa para os Estados Unidos, considera o analista.

O analista Ali Reza Rezahah, especialista em política internacional dos EUA, observador político e colunista do centro analítico do líder supremo do Irão KHAMENEI.IR, comentou em entrevista à Sputnik Persa o incidente com o drone norte-americano derrubado sobre o golfo de Omã.

"O principal nesse acidente foi que o Irão definiu uma 'linha vermelha', e essa 'linha vermelha' é a violação da fronteira e a invasão do território do Irão. O Irão disse isso muitas vezes e avisou que qualquer drone de reconhecimento ou outra aeronave de caráter militar que invada o território do país seria imediatamente atacado pelos sistemas de defesa antiaérea", disse ele.

De acordo com Ali Reza Rezahah, o Irão está pronto para dar uma resposta decidida e os EUA devem entender que a invasão pelo drone do seu espaço aéreo não é uma brincadeira.
"As tropas norte-americanos já por muitas vezes, inadvertidamente ou por engano, violaram a fronteira e os militares iranianos sempre atuaram com muita precisão e profissionalismo nesses casos", declarou o analista.

Ele recorda que é bem conhecido que o Irão em política externa segue abordagens bem ponderadas.

"O único lado que realiza uma política agressiva e provocatória são os EUA", disse o especialista.

Que papel desempenhou incidente com drone norte-americano?

O acidente com o drone mostra que o Irão pretende se defender em qualquer dos casos.

"Quanto ao [presidente dos EUA] Trump, em condições de aproximação das eleições presidenciais e tendo em conta a passada campanha eleitoral decorreu sob o slogan de reprovação do [ex-presidente dos EUA] George Bush pela 'guerra vergonhosa' no Iraque, é pouco provável que ele [Donald Trump] queira entrar em uma nova guerra da qual ele depois não conseguirá sair”, revela o analista.

Ali Reza Rezahah opina que, caso Donald Trump não entenda isso, as pessoas de bom-senso na elite política dos EUA vão lhe explicar isso.

"Os americanos [...] não esperavam que seu drone fosse derrubado tão rápido. A prontidão militar e a precisão da defesa antiaérea iraniana foram uma grande surpresa para os EUA", disse ele.

A posição forte do Irão na região mostra que o país é capaz de realizar uma manobra militar poderosa e os EUA sabem isso melhor do que os outros, considera o analista.

"Quanto à guerra com o Irão, é necessário ver como Trump pode beneficiar dela no último ano do seu mandato presidencial. Nas vésperas das eleições presidenciais não quaisquer há razões racionais para iniciar essa guerra. Uma guerra com o Irão será não só dispendiosa, mas também levará ao aumento catastrófico dos preços do petróleo", concluiu ele.

Ver o original em 'Página Global' na seguinte ligação:

https://paginaglobal.blogspot.com/2019/06/prontidao-militar-do-irao-vira-grande.html

A guerra contra o Irão está em movimento

A ofensiva dos EUA prossegue em todo o lado, subservientemente acompanhada pelos seus vassalos. Os episódios contra o Irão integram uma estratégia de guerra híbrida, tão do agrado dos estrategos actuais do establishment e que está em andamento na Venezuela. Mas a estratégia actual integra também elementos já muito vistos: as acusações de um ataque iraniano a petroleiros reproduzem os “incidentes” do golfo de Tonquim, com barbas de 55 anos. Mas ainda há quem prefira ser enganado.

Segundo as mais fresquinhas informações vindas directamente das águas tépidas do Golfo de Omã, a marinha dos Estados Unidos descobriu fragmentos de minas que há uma semana terão danificado dois petroleiros que estavam de passagem pela região. E segundo as inscrições nelas registadas, agora sim não há dúvida de que o autor da maldade foi o Irão, há que castigá-lo. Razão tinham o presidente Trump e os seus guardas pretorianos Bolton e Pompeo, que juravam desde o primeiro momento ter pressentido as «impressões digitais» de Teerão no incidente.
Assim se definem hoje a guerra e a paz, os culpados e os inocentes, os juízes e os condenados em relações internacionais. Como o vídeo mal-amanhado apresentado pelo comando regional do Pentágono, e em cima do acontecimento, não convenceu ninguém da culpa do Irão – excepção feita ao Reino Unido, o mais aliado entre os aliados – eis que a incansável armada imperial, vasculhando cada polegada das águas do Médio Oriente, diz ter encontrado os despojos de uma verdade, agora sim, irrefutável. Mesmo que o proprietário japonês do navio acidentado tenha garantido que não houve quaisquer minas no casco, mas sim «um objecto voador», partindo daí para qualificar a teoria norte-americana como «falsa» e levando também o governo de Tóquio a afastar-se das maquinações bélicas do seu aliado de Washington.

União Europeia sem coragem política

Até os ministros dos Negócios Estrangeiros da sempre tão solícita União Europeia, dando sinais de desconcerto e de uma clamorosa falta de coragem política, optaram por pedir «provas independentes» susceptíveis de incriminar o Irão, como quem parte do princípio de que Teerão pode ter alguma coisa a ver com a encenação quando teria tudo a perder no caso de se dedicar a estas aventuras suicidas e inconsequentes de abrir rombos em navios alheios. O Irão, a quem o direito internacional confere toda a legitimidade para encerrar o Estreito de Ormuz e quase secar o fornecimento mundial de petróleo, só iria sofrer irreparáveis danos estratégicos se optasse por recorrer a crimes banais próprios de flibusteiros de meia tigela.
A alguns ministros dos Negócios Estrangeiros da União não bastou ainda terem sido ludibriados com o golpe na Venezuela; agora guardam alguma distância em relação aos procedimentos norte-americanos, mas são incapazes de dar um único passo para tentar travar um risco de guerra com repercussões imprevisíveis. Em nome da razão e dos direitos humanos que tantas vezes invocam têm o dever de se opor, desde já, a esta aventura criminosa em andamento.

Afinal há uma prova

Uma prova – esta sim autêntica, e já com dez anos de existência – do que está a passar-se por estes dias no Médio Oriente pode ser encontrada numa publicação de um dos pesos pesados da elaboração estratégica norte-americana, o Brookings Institution, no seu trabalho Que caminho para a Pérsia?1 , publicado em 2009. A dado passo pode ler-se:
«…Seria bastante preferível, antes de lançar os ataques aéreos, que os Estados Unidos pudessem citar uma provocação iraniana como justificação para realizá-los. Claramente, quanto mais sensacionalista, mais mortífera e mais improvável for a acção iraniana melhor será para os Estados Unidos. É claro que será muito difícil aos Estados Unidos incitarem o Irão a fazer tal provocação sem que o resto do mundo reconheça esse jogo, o que o prejudicaria».
E mais adiante:
«… No caso de Washington pretender tal provocação, poderia tomar acções que tornassem mais provável a possibilidade de o Irão a fazer (embora o risco de o processo ser demasiado óbvio poder anular a provocação). No entanto, se for deixado apenas ao Irão o movimento de criação da provocação, uma coisa em relação à qual o Irão tem sido muito reservado no passado, os Estados Unidos nunca saberão ao certo se virão a dispor da necessária provocação iraniana. De facto, ela poderá mesmo não acontecer de todo».
Em dois singelos parágrafos reconstitui-se a velha estratégia de «bandeira falsa» a que os Estados Unidos têm recorrido em quase todas as guerras que iniciam. Um método que pode ir buscar-se aos finais do século XIX, quando foi lançada a guerra contra o domínio espanhol em Cuba; ao episódio do navio Lusitânia, que abriu as portas à participação dos Estados Unidos na Primeira Guerra Mundial; a Pearl Harbour, idem aspas para a Segunda Guerra Mundial; ao caso do Golfo de Tonquim na guerra do Vietname; e sem esquecer, com as suas características muito próprias, a encenação sobre as armas de destruição massiva que estariam em poder do Iraque de Saddam Hussein.
É certo que os episódios com os petroleiros no Golfo de Omã não têm a consistência que a Brookings Institution recomenda, mas servem para provar que o quarteto fascista Trump-Pence-Bolton-Pompeo não parece preocupado com a qualidade e a credibilidade do pretexto para avançar.

Guerra híbrida

Para já os episódios contra o Irão – haja ou não os «bombardeamentos massivos», mas «limitados», norte-americanos ou israelitas de que já se fala – integram uma estratégia de guerra híbrida, tão do agrado dos estrategos actuais do establishment e que está em movimento na Venezuela, por exemplo.
Na frente iraniana, trata-se de juntar a desestabilização provocada pela ameaça latente de uma guerra convencional aos efeitos das sanções e embargos, capazes de colocar a economia de Teerão à beira do abismo por não vender petróleo, às conspirações internas para minar o regime, ao terrorismo propagandístico. Combinam-se assim múltiplas acções com uma sobrecarga de efeitos a que um país cada vez mais isolado terá muita dificuldade em resistir.
O embargo petrolífero, depois das mais recentes medidas de Washington, fechou praticamente a torneira das exportações de hidrocarbonetos iranianos. De tal modo que as autoridades de Teerão decidiram ultrapassar os limites de enriquecimento de urânio estabelecidos no Acordo Nuclear de Genebra – do qual os Estados Unidos se retiraram – para tentar contornar dificuldades energéticas suscitadas pelo descalabro económico.
Os responsáveis iranianos advertem, contudo, que esta medida será imediatamente suspensa se a União Europeia não acatar o embargo petrolífero imposto pelos Estados Unidos – uma atitude que depende assim da coragem política de Bruxelas que, como já se viu, é pouca ou nenhuma.
A guerra contra o Irão está, portanto, em movimento. Arbitrária, desumana, ilegal mas em relação à qual as Nações Unidas permanecem inactivas, a não ser pedindo «contenção às duas partes».
Duas partes? Agressor e vítima, juiz e condenado ao mesmo nível num conflito que só tem um sentido. É assim que age a chamada «comunidade internacional» perante a prepotência imperial.
O Irão está isolado; os Estados Unidos transformam as medidas decididas pelo seu governo fora-da-lei em leis de âmbito universal. De tal modo que, até ver, potências como a Rússia e a China não parecem dispostas a desafiá-las.
Na cena internacional o crime compensa. E o criminoso talvez nem necessite – embora a vontade seja muita – de recorrer à guerra convencional.
A guerra híbrida está a cumprir o seu papel.

Ver Pollack, Byman, Indyk e outros, Which Path to Persia - Options for a New American Strategy toward Iran, The Saban Center for Middle East Policy, Brookings Institution (Washington: 2009).

Fonte: https://www.abrilabril.pt/internacional/guerra-contra-o-irao-esta-em-movimento[1]

Divulga o endereço[2] deste texto e o de odiario.info[3] entre os teus amigos e conhecidos

References

  1. ^ https://www.abrilabril.pt/internacional/guerra-contra-o-irao-esta-em-movimento (www.odiario.info)
  2. ^ endereço (www.odiario.info)
  3. ^ odiario.info (odiario.info)

Ver o original em ODiario.info (clique aqui)

Trump e o Irão ou o adiamento do projeto do conselheiro de Segurança Nacional, John Bolton,

É preciso ser demasiado ingénuo ou excessivamente tolo para acreditar que Trump teria cancelado o ataque ao Irão porque morreriam 150 pessoas, e é demasiado perigoso ficar tranquilo com a capacidade do imprevisível PR da maior potência mundial para decidir a invasão de um país, com catastróficas consequências globais.

É tão pueril a desculpa de Trump para suspender a agressão como idiota a fanfarronice do ayatollah Khamenei a acusá-lo de salvar um avião dos EUA com 35 pessoas a bordo.
A acreditar na informação ou contrainformação, esteve tudo preparado para a tragédia e nada assegurado para que não venha a acontecer. Imaginar uma tal agressão em curso e suspensa porque, entretanto, Trump perguntou quantas pessoas iam morrer, é juntar um pesadelo com a mais idiota das desculpas.

Pela primeira vez na história dos EUA, Trump tem a rara faculdade de não distinguir os aliados dos adversários, tratando-os a todos como inimigos, ameaçando uns e outros e impondo condições a todos. Comporta-se como um dono de escravos, anterior a 1863, quando Abraham Lincoln a aboliu nos EUA, mas a diferença entre a grandeza épica e ética do 16.º presidente dos EUA e a deste tosco e amoral PR é incomensurável.

A União Europeia, onde ainda se preservam normas de decoro e um módico de respeito pelos tratados, vê-se confrontada com o poderoso biltre que a trata como protetorado e lhe exige obediência política, económica e geoestratégica.

Uma situação destas nunca tinha acontecido. A Europa sofreu invasões catastróficas ao longo da sua História, mas é a primeira vez que é humilhada por um país colonizado por europeus que julgávamos integrados no mesmo espaço civilizacional e na partilha dos mesmos valores éticos e democráticos. Para já, o anúncio da invasão ao Irão foi também uma advertência à UE para colaborar no boicote ao petróleo iraniano.

O maior favor que a União Europeia pode fazer a este biltre é desintegrar-se. Ele ajuda.

Ver original em 'PONTE EUROPA' na seguinte ligação::

https://ponteeuropa.blogspot.com/2019/06/trump-e-o-irao-ou-o-adiamento-do.html

Recado aos EUA: daremos 'resposta esmagadora' se formos atacados, alerta líder do Irã

Tropas da Guarda Revolucionária do Irã
© AP Photo / Ebrahim Noroozi, File

O presidente do Irã, Hassan Rouhani, afirmou que a República Islâmica não busca a guerra com os EUA, mas dará "uma resposta esmagadora" se for atacada.

"O Irã nunca iniciará uma guerra, mas dará uma resposta esmagadora a qualquer invasão", garantiu o líder iraniano.

Rouhani fez o comentário na noite desta quarta-feira, enquanto o primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, estava ao lado dele em uma entrevista coletiva em Teerã.

Rouhani também revelou que o Japão queria continuar a comprar petróleo iraniano, embora Tóquio tenha suspendido as sanções americanas.


"O Irã continuará comprometido com o acordo, que é importante para a segurança da região e do mundo. Teerã e Tóquio se opõem às armas nucleares", destacou.

Rouhani acrescentou: "Sempre que a guerra econômica parar, veremos um desenvolvimento muito positivo na região e no mundo".

O líder japonês está em Teerã em uma missão para acalmar as tensões entre os EUA e o Irã. Abe é o primeiro líder do Japão a visitar o Irã desde a Revolução Islâmica de 1979.

A administração do presidente estadunidense Donald Trump re-impôs pesadas sanções ao Irã depois de decidir se retirar do marco do acordo nuclear de 2015, um ano atrás. Os EUA implantaram recentemente um porta-aviões e bombardeiros B-52 no golfo Pérsico, o que aumentou o temor por uma guerra.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/oriente_medio_africa/2019061214048609-resposta-ira-ataque-eua/

Legislativo iraniano aprova lei de livre comércio com países da União Econômica Eurasiática

Um clérigo iraniano grita Morte à América no parlamento durante um discurso do presidente do Irã, Hassan Rouhani, em 4 de dezembro de 2016
© AP Photo / Vahid Salemi

Um projeto de lei, relacionada a um acordo sobre uma zona de livre comércio conjunta no contexto da União Econômica Eurasiática, foi aprovada por 174 votos a favor e 4 contra, informou a Agência de Notícias da República Islâmica (IRNA) neste domingo.

Segundo o parlamentar iraniano Ali-Akbar Karimi, citado pela IRNA, o projeto estimularia a cooperação com as nações euro-asiáticas e o mundo inteiro e que a adesão à União Econômica Eurasiática (UEE) servirá como um prelúdio para se juntar à Organização Mundial do Comércio (OMC).


Karimi também ressaltou que o desenvolvimento das zonas de livre comércio criaria empregos e atrairia investimentos estrangeiros para a República Islâmica.

A UEE, na sua forma atual, foi criada em 2015. A organização contempla a livre circulação de bens, serviços, capital e trabalho, determinada pelo tratado da organização e pelos acordos internacionais. Os estados membros incluem Armênia, Bielorrússia, Cazaquistão, Quirguistão e Rússia.

De acordo com os dados da organização, o PIB de todo o bloco atualmente é de cerca de US $ 1,9 trilhão.

Enquanto isso, a retomada das sanções dos EUA contra o Irã afetaram a economia iraniana. De acordo com relatos da mídia, a inflação disparou e a moeda despencou, muitos bens não estão disponíveis nas lojas locais e as importações estão muito caras ou indisponíveis.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/oriente_medio_africa/2019060914035951-ira-livre-comercio-uniao-eurasiatica/

Seriam precisos apenas 2 ataques para vencer guerra contra Irã, diz senador dos EUA

Porta-aviões norte-americano USS Abraham Lincoln (imagen referencial)
© AFP 2019 / Marinha dos EUA

Os Estados Unidos poderiam atingir vitória sobre o Irã não em um ataque, mas em dois, afirmou a jornalistas o senador republicano de Arkansas, Thomas Cotton.

O senador republicano de Arkansas, Thomas Cotton, disse que os Estados Unidos poderiam vencer uma guerra contra o Irã com "dois ataques", nem ao menos hesitando ao responder pergunta de jornalistas sobre possível conflito entre os países.


"Dois ataques, o primeiro ataque e o último ataque", disse com segurança Cotton, acrescentando que "bem, se o Irã atacar militarmente os Estados Unidos ou nossos aliados na região então eu certamente esperarei uma resposta devastadora."

O senador republicano sublinhou não ser a favor de ações militares contra o Irã, estando simplesmente explicando o que Washington faria se o conflito piorar.

A declaração do senador republicano sucede um recente envio norte-americano de um grupo de porta-aviões para perto da costa iraniana e bombardeiros B-52 para patrulharem o golfo Pérsico, mesmo o secretário de Estados dos EUA, Mike Pompeo, ter assegurado que a movimentação não ter nada a ver com preparo para guerra com iranianos.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/americas/2019051513882975-seriam-precisos-apenas-2-ataques-para-vencer-guerra-contra-ira-diz-senador-dos-eua/

Bolton diz EUA que podem lançar ataque próximo ao Irã

John Bolton, consejero de Seguridad Nacional de EEUU
© AP Photo / Cliff Owen

Os Estados Unidos estão enviando seu grupo de porta-aviões para perto do Irã com o objetivo de enviar uma mensagem a Teerã, disse o assessor de segurança nacional dos EUA, John Bolton.

"Em resposta a várias advertências e alertas preocupantes, os Estados Unidos estão enviando o porta-aviões USS Abraham Lincolne uma força-tarefa de bombardeiros à região do Comando Central dos EUA para enviar uma mensagem clara e inequívoca ao regime iraniano de que qualquer ataque aos interesses dos Estados Unidos ou dos nossos aliados será recebido com força implacável", disse o comunicado.


A força militar dos Estados Unidos está presente no Oriente Médio, incluindo o Egito na África e a Ásia Central, especialmente no Afeganistão e no Iraque. Suas forças são participam de campanhas militares na região.

Bolton acrescentou que Washington não está "buscando a guerra" com o Irã, mas está totalmente preparado "para responder a qualquer ataque, seja por procuração, pela Guarda Revolucionária Islâmica ou por forças iranianas".

As tensões entre Irã e Estados Unidos cresceram desde maio de 2018, quando o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, abandonou o acordo nuclear iraniano. Em menos de um ano, Washington lançou diversas sanções contra a República Islâmica, visando as esferas financeira, de transporte, militar e outras do país.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/oriente_medio_africa/2019050513815889-john-bolton-eua-ira-ataque-militar/

EUA-Irão: um passo à frente, um passo atrás

 

Em 8 de Abril de 2019, o Departamento de Estado designou como «Organização Terrorista Estrangeira» (Foreign terrorist organization — FTO) o Corpo dos Guardas da Revolução iraniano. Esta é a primeira vez que ele qualifica assim um braço de um Estado.

O Guia da Revolução, o Aiatola Ali Khamenei, nomeou, no dia 21 de Abril, o Brigadeiro-general Hossein Salami Comandante-em-chefe dos Guardas da Revolução.

O Departamento de Estado reconheceu, a 23 de Abril, ter instaurado excepções à designação dos Guardas da Revolução como organização terrorista. Essas excepções são particularmente opacas.

Os Guardas da Revolução controlam a exploração do petróleo iraniano.

A Casa Branca pôs fim, a 22 de Abril, às excepções da interdição para comprar hidrocarbonetos iranianos. Tinham sido autorizados a negociar por seis meses 8 Estados: a China, a Coreia do Sul, a Grécia, a Índia, a Itália, o Japão, Taiwan e a Turquia.

Os Estados Unidos irão punir toda e qualquer compra a partir de 1 de Maio. Sabendo que o petróleo é pago na entrega e que o tempo de transporte é, em princípio, de várias semanas, o embargo dos EUA irá também aplicar-se às cargas já em trânsito.

O General Alireza Tangsiri, dos Guardas da Revolução, declarou que se os Estados Unidos impedissem os petroleiros iranianos de circular no estreito internacional de Ormuz ele fecharia esta passagem, provocando uma crise mundial de abastecimento.

O porta-voz do Ministério chinês dos Negócios Estrangeiros (Relações Exteriores-br), Geng Shuang, declarou que o seu país considerava que o embargo dos EUA não lhe dizia respeito, sendo nulo segundo o Direito Internacional.

A Coreia do Norte continuaria em vias de negociar com Washington uma prorrogação da sua excepção.

Tendo os preços do Brent aumentado ligeiramente, o Departamento de Estado garante coordenar-se com a Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos para aprovisionar o mercado mundial.

Segundo o Barclays, a ausência do Irão (Irã-br) do mercado internacional deverá causar poucas perturbações. Segundo a Goldman Sachs, os preços deverão oscilar entre US $ 70 e US $ 75 dólares por barril.





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Arábia Saudita, Qatar e Emirados Árabes devem sua existência ao Irã, diz Rouhani

Hassan Rouhani, presidente do Irã
© AP Photo / Vahid Salemi

A Arábia Saudita, ao lado dos Emirados Árabes Unidos e do Qatar, não existiria hoje se o Irã tivesse apoiado os planos do líder iraquiano Saddam Hussein de ocupar esses Estados, afirmou o presidente iraniano Hassan Rouhani.

"Se não fosse a decisão racional do Irã de não cooperar com Saddam, não haveria vestígios desses países hoje", declarou Rouhani na quarta-feira.

"Eles devem sua existência hoje ao Irã", acrescentou.

Saddam Hussein invadiu o vizinho Kuwait em 1990, mas foi expulso vários meses depois pela coalizão liderada pelos EUA durante a Guerra do Golfo.

De acordo com Rouhani, Hussein "repetidamente enviou pedidos e mensagens", dizendo que o Iraque e o Irã dividiriam uma fronteira de 800 quilômetros no Golfo Pérsico.


Mohammad Javad Zarif, ministro das Relações Exteriores do Irã
© Sputnik / Mikhail Voskresensky

"Isso mostra que Saddam estava procurando ocupar a Arábia Saudita, Omã, os Emirados e o Qatar, além do Kuwait", relembrou o presidente iraniano, acrescentando que Hussein ofereceu "cooperação" nesses esforços.

Teerã recusou a proposta de Saddam e foi um dos primeiros a condenar seu ataque ao Kuwait, garantiu Rouhani, enfatizando que, ao fazê-lo, Teerã "salvou" Riad junto com outras nações do Golfo.

Aliada importante de Washington e grande compradora de armas fabricadas nos EUA, a Arábia Saudita é uma das principais rivais do Irã na região. Riad diz que o Irã ameaça sua segurança travando uma "guerra por procuração" no Iêmen e fornecendo mísseis que são lançados pelos rebeldes na Arábia Saudita.

O Irã nega todas as acusações e acusa os sauditas de cometer crimes de guerra durante a campanha de bombardeios que dura anos no Iêmen.

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China avisa sobre aumento de 'turbulência' com jogada dos EUA contra petróleo do Irã

Petroleiro no porto de Bandar Abbas, no sul do Irã (foto de arquivo)
© AFP 2019 / ATTA KENARE

O fim da isenção de sanções norte-americanas para compra de petróleo iraniano não agradou a grandes compradores do hidrocarboneto do Irã, dentre eles, a China.

Pequim criticou mais uma vez a decisão da administração do presidente norte-americano, Donald Trump, de sancionar a importação do petróleo iraniano, alertando sobre a possibilidade de consequências para a segurança do Oriente Médio.

"A China se opõe firmemente à execução norte-americana de sanções unilaterais e à chamada jurisdição armada duradoura", afirmou o porta-voz do MRE chinês, Geng Shuang, a repórteres, na terça-feira (23).


"A jogada relevante dos Estados Unidos vai intensificar a turbulência no Oriente Médio e a turbulência no mercado energético internacional", reforçou o porta-voz chinês.

Mais interiormente nesta semana, Shuang declarou que a China faria o que for necessário para proteger seus interesses comerciais que poderiam ser afetados pela recente decisão norte-americana de isentar as sanções contra petróleo iraniano.

Na segunda (22), Washington anunciou que vai pôr fim, em maio, à isenção das sanções sobre a importação de petróleo proveniente do Irã.

A isenção foi dada por um prazo de 180 dias pelos EUA para os oito principais compradores – China, Índia, Japão, Coreia do Sul, Taiwan, Turquia, Itália e Grécia, com o prazo terminado no dia 2 de maio.

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'Levante as sanções e peça desculpas se quiser conversar', diz líder iraniano aos EUA

Hassan Rouhani, presidente do Irã
© AP Photo / Vahid Salemi

Os EUA devem primeiro suspender as sanções e pedir desculpas, se quiserem se sentar para as negociações, afirmou o presidente do Irã, Hassan Rouhani, depois que Washington intensificou a "pressão máxima" sobre Teerã.

"A negociação só é possível se todas as sanções forem levantadas, eles peçam desculpas por suas ações ilegais e exista respeito mútuo", disse Rouhani nesta quarta-feira.


Ele afirmou que Teerã está aberto a negociações com Washington, mas os EUA simplesmente "não estão prontos para qualquer diálogo" e só procuram "subjugar o povo do Irã".

O líder supremo do Irã, Ali Khamenei, declarou que o país vai impedir qualquer tentativa dos EUA de bloquear seu comércio de petróleo.

"Os esforços dos EUA para boicotar a venda do petróleo do Irã não os levarão a lugar nenhum. Vamos exportar nosso petróleo tanto quanto precisamos e pretendemos. Eles devem saber que sua medida hostil não ficará sem resposta. A nação não fica ociosa diante de animosidades", escreveu no Twitter.

A advertência veio depois que o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, anunciou que Washington deixaria de emitir uma isenção de sanções para os compradores de petróleo iraniano. Isso foi feito como parte da campanha para aplicar "pressão máxima" sobre Teerã, disse ele.

"A pressão máxima sobre o regime iraniano significa pressão máxima. É por isso que os EUA não farão exceções aos importadores de petróleo iraniano. O mercado global de petróleo continua bem abastecido. Estamos confiantes de que permanecerá estável à medida que as jurisdições se afastarem do petróleo iraniano", comentou.

Os dois Estados permanecem em um impasse diplomático depois que o presidente Donald Trump retirou unilateralmente os EUA do Plano de Ação Integral Conjunto (JCPOA) no programa nuclear iraniano no ano passado. Os EUA então re-impuseram sanções aos setores energético e bancário do Irã.

O Irã criticou as sanções como ilegais segundo a lei internacional e prometeu retaliar se Washington tomar medidas para atacar seu carregamento de petróleo.

No início deste mês, os EUA listaram o Corpo de Guardas da Revolução Islâmica (IRGC) do Irã como uma "organização terrorista". Teerã respondeu do mesmo modo fazendo o mesmo com o Comando Central dos EUA (Centcom).

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EUA impõem novas sanções contra Irã

As bandeiras nacionais dos EUA e do Irã
© AP Photo / Carlos Barria

Os Estados Unidos sancionaram 31 pessoas e entidades por causa da suposta proliferação de armas de destruição em massa do Irã. A informação foi diculgada nesta sexta-feira (22) por funcionário de alto escalão da administração norte-americana.

"Hoje o Departamento do Tesouro e o Departamento de Estado estão anunciando que estamos designando 14 indivíduos e 17 entidades sob sanções contra os proliferadores de armas de destruição em massa e seus apoiadores", disse a fonte. 


"Essas 31 entidades estão ligadas à Organização para a Inovação e Pesquisa de Defesa do Irã", acrescentou. 

Washington impôs sanções a Teerã depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, decidiu em maio abandonar o acordo nuclear de 2015 com o Irã. A decisão de Trump de desistir do acordo — que foi negociado com outras cinco potências mundiais — tem dificultado as relações entre Washington e seus aliados europeus, que agora estão tentando evitar as sanções impostas pelos Estados Unidos.

Em fevereiro, a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) informou que, apesar da retirada dos EUA do acordo de 2015, o Irã ainda estava em total conformidade com seus compromissos com a não-proliferação.

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EUA querem guerra em todos os lugares do mundo, diz líder iraniano Khamenei

Aiatolá Ali Khamenei.
© Sputnik / Sergey Guneev

O líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, disse nesta quarta-feira considerar os Estados Unidos um país indigno de confiança e belicista, e pediu à vizinha Armênia que amplie seus laços com Teerã, apesar das pressões norte-americanas.

O Irã está lutando com as sanções impostas por Washington depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, abandonou um acordo nuclear de 2015 entre o Irã e seis grandes potências no ano passado, chamando-o de profundamente falho.

Washington disse a empresas internacionais que elas serão impedidas de entrar no sistema financeiro norte-americano se violarem suas sanções aos setores energético e bancário iranianos. O alerta deixou muitos países preocupados em fazer negócios com o Irã.


"Os americanos são totalmente indignos de confiança e querem sedição, corrupção, desacordo e guerra em todos os lugares. Eles são contra as relações entre o Irã e a Armênia", informou o site oficial de Khamenei durante uma reunião com o primeiro-ministro da Armênia, Nikol Pashinyan, em Teerã.

"Estamos comprometidos com boas relações com nossos vizinhos, mas autoridades norte-americanas como [o conselheiro de segurança nacional] John Bolton não compreendem as questões e relações humanas", declarou Khamenei. Bolton tem uma visão particularmente belicista do Irã na administração Trump.

O presidente Hassan Rouhani revelou anteriormente que o Irã está pronto para exportar mais gás para a Armênia.

O Irã acusou os Estados Unidos de iniciar uma "guerra econômica" contra ele, dizendo que as sanções estão impedindo o acesso dos iranianos a recursos vitais. O Tesouro dos EUA diz que as importações de remédios e alimentos estão isentas de sanções.

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Agência da ONU contradiz EUA e diz que Irã segue acordo nuclear descartado por Trump

A usina nuclear Bushehr no Irã (foto de arquivo)
© Sputnik / Valery Melnikov

O Irã permanece dentro dos limites-chave de suas atividades nucleares impostas por seu acordo de 2015 com grandes potências, apesar da crescente pressão das sanções recém-reimpostas dos EUA, informou nesta sexta-feira um relatório da agência nuclear da ONU.

Segundo a Agência Reuters, a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), que está policiando essas restrições nucleares, disse em um relatório trimestral confidencial que o Irã permaneceu dentro dos limites do nível ao qual pode enriquecer urânio, bem como seu estoque de urânio enriquecido.


A AIEA também repetiu sua declaração usual de que realizava as chamadas inspeções de acesso complementares — que muitas vezes são de curto prazo — em todos os locais no Irã que precisava visitar.

O presidente Donald Trump retirou os Estados Unidos do acordo nuclear com o Irã em maio passado, reimpondo as sanções dos EUA à economia do Irã e à indústria do petróleo que foram suspensas sob o acordo de 2015 nos meses que se seguiram.

As potências europeias que assinaram o acordo — França, Grã-Bretanha e Alemanha — tentaram acalmar os ataques contra Irã diante dessas sanções. Eles estão criando um novo canal para o comércio não-dólar com Teerã, mas diplomatas dizem que ele não será capaz de lidar com as grandes transações que o Irã diz que precisa para manter o negócio funcionando.

A criação desse canal, no entanto, irritou Washington por minar seus esforços para sufocar a economia do Irã em resposta ao programa de mísseis balísticos de Teerã e sua influência nas guerras na Síria e no Iêmen.


Na semana passada, o vice-presidente dos EUA, Mike Pence, convocou as potências europeias a seguir Washington na retirada do acordo, apesar de sua posição de longa data de que vale a pena manter o acordo enquanto o Irã mantiver o acordo.

O acordo suspendeu as sanções contra Teerã em troca de restrições às atividades nucleares de Teerã, com o objetivo de aumentar o tempo de que o Irã precisaria para fabricar uma bomba atômica, se quisesse fazê-lo. A República Islâmica disse há muito tempo que quer energia nuclear apenas para fins de energia civil.

O chanceler iraniano Mohammad Javad Zarif declarou nesta semana que os Estados Unidos têm uma "obsessão doentia" e "patológica" com o Irã, e acusou Pence de tentar intimidar seus aliados.

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O Irã fabricaria mísseis de precisão na Síria

 

De acordo com o 12º canal de televisão israelense, o Irã (Irão-pt) teria construído uma usina (fábrica-pt) de mísseis de precisão em Safita, distrito de Latáquia, na Síria.

A imprensa israelense (israelita-pt) supõe que esses mísseis —se a informação for precisa— sejam destinados à Resistência Libanesa, que os usaria para ameaçar Telavive (que vem atacando repetidamente o Líbano e continua violando seu espaço aéreo e marítimo quotidianamente).

Essa notícia surge quando os Guardas Revolucionários iranianos anunciaram dispor agora de mísseis de cruzeiro Hoveizeh, de um alcance de 1.350 km.

De acordo com o Anexo B da Resolução 2231 do Conselho de Segurança da ONU, o Irã não deve conduzir nenhuma «atividade ligada aos mísseis balísticos projetados para poder transportar ogivas nucleares, incluindo o uso de fogo recorrendo à tecnologia de mísseis balísticos». Os Ocidentais interpretam este texto como proibindo o desenho de qualquer míssil balístico, enquanto o Irã e inúmeros Estados acham que, em seu contexto, esta frase não é sobre mísseis em geral, mas sobre o uso de mísseis como vetores (vectores-pt) de ogivas nucleares [1].


[1] «Les tirs balistiques iraniens ne violent pas la résolution 2231», par Eshag Al Habib, Réseau Voltaire, 14 janvier 2019.



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Irã acusa EUA de apoiarem 'ditadores e carniceiros' que levaram ruína ao Oriente Médio

Mulher iraniana segura bandeira nacional enquanto passa por um muro representando a Estátua da Liberdade na parede da antiga embaixada dos EUA em Teerã (foto de arquivo)
© AFP 2018 / BEHROUZ MEHRI

O chanceler iraniano, Mohammad Javad Zarif, escreveu em sua conta do Twitter sobre as novas acusações americanas em relação ao Irã e acusou os EUA de apoiarem "ditadores e extremistas" na região do Oriente Médio.

"Os iranianos — incluindo os nossos compatriotas judeus — estão comemorando 40 anos de progresso apesar da pressão dos EUA, assim como Donald Trump acabou de fazer novamente acusações contra nós. A hostilidade dos EUA levou-os a apoiar ditadores, carniceiros e extremistas, que apenas trouxeram a ruína à nossa região", escreveu Mohammad Zarif.

​A declaração do chefe da diplomacia iraniana, feita no dia 5 de fevereiro, veio um dia após o comunicado do presidente dos EUA, Donald Trump, de que as  forças dos EUA irão permanecer no Iraque para monitorar o Irã.

O presidente iraniano Hassan Rouhani afirmou em resposta que esse comunicado (onde o Irã é mencionado) mostra as "mentiras americanas" relativamente ao combate ao terrorismo.  Anteriormente, o líder norte-americano havia culpado a República Islâmica de desempenhar um papel desestabilizador na região.


"No outono passado, implementámos as sanções mais duras impostas por nós a um país. Não vamos tirar os olhos de um regime que grita 'morte à América' e ameaça o povo judeu com genocídio. Nunca devemos ignorar o veneno do antissemitismo ou aqueles que propagam essa crença venenosa", disse Trump ao falar diante de ambas as câmeras do Congresso dos EUA no dia 5 de fevereiro.

Após a retirada de Washington do Plano de Ação Conjunto Global (JCPOA) em 2018, os EUA restabeleceram as sanções contra o Irã, visando atingir especificamente as exportações de petróleo de Teerã, as operações portuárias e as companhias de navegação iranianas, bem como as transações das instituições financeiras com o Banco Central do país árabe.

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Líder supremo do Irã ataca funcionários dos EUA: 'idiotas de primeira classe'

Aiatolá Ali Khamenei.
© Sputnik / Sergey Guneev

O líder supremo do Irã, Ali Khamenei, atacou políticos dos Estados Unidos, chamando-os de palhaços e idiotas não confiáveis, acrescentando ainda que a política norte-americana para Teerã só fez o país florescer.

Algumas autoridades americanas "fingem que estão loucas" e são "idiotas de primeira classe", afirmou Khamenei em um discurso na cidade de Qom, no centro-oeste do Irã, na última quarta-feira. Os comentários foram publicados posteriormente em sua conta no Twitter.

"Alguns funcionários dos EUA fingem que estão loucos. Claro que não concordo com isso, mas eles são idiotas de primeira classe".

"Às vezes o inimigo fala como um palhaço", continuou, observando que "uma autoridade dos EUA" disse recentemente que Teerã deveria aprender sobre a observação dos direitos humanos na Arábia Saudita.

"Como podemos chamá-lo, mas um palhaço?", prosseguiu.

Khamenei também escreveu que as sanções impostas ao Irã no passado permitiram à nação "florescer" e que o país "sairia desta fase".


No início desta semana, o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, alertou que Washington estará "redobrando" os esforços diplomáticos e comerciais para colocar "uma pressão real sobre o Irã" no futuro próximo.

Teerã e Washington estão presos em uma disputa diplomática desde que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, se retirou unilateralmente do Plano de Ação Integral Conjunto (JCPOA) sobre o programa nuclear iraniano. Ele chamou o acordo de "defeituoso em seu núcleo" e citou a desconfiança em relação ao Irã.

A ação de Trump foi criticada pela União Europeia (UE), Rússia e China, que também são signatários do acordo. A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), encarregada de monitorar o programa nuclear do Irã, informou que o país está cumprindo o acordo.

A Casa Branca reativou sanções contra a energia iraniana e o setor bancário, com funcionários indicando que as restrições visam a eliminar o comércio de petróleo de Teerã. A liderança da República Islâmica criticou as sanções como não provocadas e ilegais sob a lei internacional e prometeu retaliar.

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Irã não respeitará 'sanções ilegais' dos EUA, diz ministro do Petróleo

As bandeiras nacionais dos EUA e do Irã
© AP Photo / Carlos Barria

O ministro iraniano do Petróleo, Bijan Zanganeh, declarou nesta quinta-feira (10) que as sanções dos EUA contra seu país são "completamente ilegais" e que Teerã não irá cumprir com as restrições.

Durante uma coletiva de imprensa conjunta em Bagdá com seu colega iraquiano, Thamer al-Ghadhban, o ministro iraniano disse que o Irã não discutirá o volume ou o destino de suas exportações de petróleo enquanto permanecer sob as sanções dos EUA.


Ghadhban disse que o Iraque ainda não chegou a um acordo com o Irã para desenvolver campos de petróleo conjuntos. Ele também afirmou que o declínio nos preços globais do petróleo parou e que ele espera que os preços melhorem gradualmente.

Em meados de 2018, os EUA anunciaram sua saída de forma unilateral do acordo nuclear iraniano, seguido da reimposição das sanções aliviadas no acordo.

Em agosto e em novembro, dois pacotes de sanções dos EUA contra Teerã passaram a ter efeito de forma a forçar a negociação de um novo acordo. 

As restrições incluem medidas que tentam conter a indústria iraniana de petróleo. Apenas oito países — China, Grécia, Índia, Itália, Japão, Coreia do Sul, Taiwan e Turquia — receberam exceções temporárias das sanções sobre a importação de petróleo do Irã.

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Sanções dos EUA contra Teerã são 'terrorismo econômico', afirma presidente do Irã

Vista de Teerã
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As sanções dos EUA contra o Irã são exemplos flagrantes de "terrorismo econômico" e, ao perturbar a capacidade de Teerã de combater ataques terroristas, Washington coloca sua própria segurança em risco, disse o presidente iraniano Hassan Rouhani.

Ele observou ainda que as restrições impostas novamente por Washington visam "aterrorizar a economia" do Irã e ameaçar outras nações para cortarem o comércio e o investimento no país, segundo a mídia local.

Falando em uma conferência sobre segurança no sábado (8), Rouhani observou que as sanções podem fazer o tiro sair pela culatra, uma vez que minam os esforços de Teerã para combater o tráfico de drogas e os ataques terroristas.

"Eu aviso aqueles que impõem sanções que, se a capacidade do Irã de combater as drogas e o terrorismo for afetada […] vocês não estarão a salvo de um dilúvio de drogas, buscadores de asilo, bombas e terrorismo", advertiu o presidente iraniano.

Nas margens do evento, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Mohammad Javad Zarif, acusou os EUA de inundarem a região com armas, transformando-a em um "barril de pólvora".

"O nível de vendas de armas pelos norte-americanos é inacreditável e muito além das necessidades regionais", alertou Zarif, acrescentando que isso constitui uma política "muito perigosa" conduzida por Washington na região.


O presidente dos EUA, Donald Trump, impôs novamente sanções ao setor petroleiro e ao setor bancário de Teerã no início deste ano, depois de retirar seu país do Plano de Ação Conjunto (JCPOA, sigla em inglês) sobre o programa nuclear iraniano. Trump criticou o acordo como "inadequado em sua essência" e acusou Teerã de violá-lo secretamente.

Na semana passada, o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, acusou o Irã de testar um míssil balístico de alcance intermediário capaz de transportar ogivas nucleares. Sem confirmar ou negar o teste em si, os militares iranianos alegaram que todos os testes de mísseis visam fortalecer a defesa nacional. O chanceler Zarif criticou além disso as declarações de Pompeo como "hipocrisia", acrescentando que Washington violou a mesma resolução ao abandonar o acordo nuclear.

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Here we go again: US accuses Iran of hiding chemical weapons

30th November 2018 / United States
Here we go again: US accuses Iran of hiding chemical weapons

CNN reports last week that: “The Trump administration is set to accuse Iran of violating the international treaty that bars the use of chemical weapons.

The White House notified lawmakers on Friday that it would declare Iran is violating the 1997 Chemical Weapons Convention because it has kept the equipment and facilities needed to produce them, not because it is actively making or using such weapons.

Two senior US officials tell CNN that the charge will not trigger immediate penalties, but could be used as justification to file claims against Iran with international organizations going forward.”

P News Washington also reports that the announcement: “is part of the administration’s effort to isolate Iran after withdrawing from the landmark 2015 nuclear deal in May and earlier this month re-imposing all U.S. sanctions that had been eased under the accord. President Donald Trump and his top national security aides have vowed to impose a “maximum pressure” campaign against Iran to force it to halt destabilizing activities in the Middle East and beyond.”

For those of you that have read the newspapers and watched the horrors of America’s middle east slaughter, this comes straight out of the standard Washington regime change playbook.

Like Iraq and Syria before it, first comes the outraged human rights violations rhetoric we have become so used to, then the debilitating sanctions and international “pariah status” afforded to them – absolutely free of charge. For the final push comes unfounded chemical attack claims, a charge now being formally prepped and set in motion against Tehran by America and the West.

We have heard all this before, haven’t we?  There is no doubt that Iran is attempting to assert itself in the Middle East. There should be no doubt it has used some terrible strategies and tactics in its aims to do so, but still, don’t most countries do that?

After the AP first revealed a week ago that the U.S. is set to accuse Iran of violating international bans on chemical weapons, an American diplomat has told the global chemical weapons agency in The Hague that Tehran has not declared all of its chemical weapons capabilities.

In Britain, we had the highly publicised Chilcot report. Sir John Chilcot said (rather charitably): “We have concluded that the UK chose to join the invasion of Iraq before the peaceful options for disarmament had been exhausted. Military action at that time was not a last resort.”

The report criticised the way in which Tony Blair made the case for Britain to go to war. It was a false case, based on lies and the deception that Iraq had chemical weapons. It did not.

For ravaged, riven, destroyed Iraq, the Chilcot report did nothing. Lessons were not learned. We then enthusiastically engaged in Syria and in cold blood, willfully attacked Libya. Since then, British foreign policy and diplomacy in such matters has all but been destroyed by the Brexit debate.

Tony Blair, aided by the security services (on both sides of the Atlantic) and a totally complaint mainstream media took Britain into a catastrophic war which later led to the unleashing of al-Qaeda and Islamic State and killed hundreds of thousands of innocent civilians along the way. It also led to slaughter on the streets of Britain – our compensation being the crushing of civil liberties and a 360-degree surveillance state in the name of ‘national security’.

The Chilcot report also said Blair presented a dossier to the House of Commons that did not support his claim that Iraq had a growing programme of chemical and biological weapons. In other words, Blair lied. The action of the security services and compliance of the so-called ‘free-press’ were just as guilty of this maniacal cry for the culling of the innocent.

The population of Iraq is about 38 million. America’s attack was a human catastrophe, can you imagine what the same attack would look like with Iran’s population of 82 million who posses a real army and defences. It would literally be a bloodbath.

Ver o original em "TruePublica" (clique aqui)

'Temos guerra econômica entre EUA e Irã': especialista comenta últimas sanções

Técnico de petróleo iraniano verifica as instalações do separador de óleo no campo petrolífero de Azadegan, perto de Ahvaz, Irã (foto de arquivo)
© AP Photo / Vahid Salemi

Segundo o secretário de Estado dos EUA Mike Pompeo, Washington vai continuar a pressionar Teerã até que o Irã abandone seu "rumo revolucionário". O especialista Andreas Schweitzer deu sua opinião sobre as consequências das medidas restritivas dos EUA contra o Irã e empresários estrangeiros.

Segundo Andreas Schweitzer, diretor executivo da Arjan Capital, uma consultoria para empresas que planejam entrar no mercado iraniano, hoje em dia "temos uma guerra econômica entre os EUA e o Irã" e as sanções econômicas são uma arma dos EUA nessa guerra.

"A situação, sem dúvidas, é dramática para a economia iraniana e especialmente para o povo iraniano", disse Schweitzer à Sputnik Internacional.

Despois da introdução das sanções, as empresas multinacionais que têm grandes negócios nos EUA são obrigadas a reduzir a zero seus negócios com o Irã. Pelos termos estabelecidos pelos EUA, empresas e países que negociem com Teerã em qualquer nível estariam sujeitos a sanções americanas. Ao mesmo tempo, essa situação dá grandes oportunidades às empresas que não estão ligadas aos EUA.


Entretanto, os EUA concederão permissão temporária a oito países que querem continuar a importar petróleo iraniano.

"Os EUA acreditam que eles [esses oito países] vão negociar com ele [o Irã] de qualquer maneira, por isso possivelmente seja melhor aceitar isso em vez de iniciar mais uma nova luta com eles. A China não vai deixar de importar; os EUA precisam da China, que compra um terço do petróleo iraniano", explicou o especialista.

Quanto a possíveis medidas de retaliação do Irã, Schweitzer opina que o fechamento do estreito de Ormuz seria uma medida extrema.

"Um dos resultados, do ponto de vista dos EUA, é que a economia [do Irã] está sofrendo e a moeda iraniana desvalorizou cerca de 70%. Para ilustrar isto, em 2009 por um euro você recebia 10 mil riais, no ano passado você recebia 50 mil riais e hoje você recebe 150 mil riais; assim, todas suas importações são de três a quatro vezes mais caras que no ano passado, isso mata os negócios. Isso mata os negócios não apenas para os iranianos, mas também para os estrangeiros", revelou o analista.


Em maio, o presidente estadunidense Donald Trump anunciou que Washington sairia do acordo nuclear com o Irã, assinado mais cedo pelo seu antecessor Barack Obama. O mandatário também falou sobre a restauração de todas as sanções contra o país, inclusive as secundárias, ou seja, contra os países que negociam com o Irã. O primeiro pacote de medidas restritivas entrou em vigor a partir de 7 de agosto, enquanto o segundo, o mais vasto e referente às exportações do petróleo, entrou em vigor em 5 de novembro.

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EUA atingem Irã com novas sanções: saiba tudo sobre o mais recente pacote de restrições

As bandeiras nacionais dos EUA e do Irã
© AP Photo / Carlos Barria

Os Estados Unidos incluíram mais de 700 indivíduos e entidades, incluindo bancos, empresas aéreas e embarcações, na lista de sanções contra o Irã. A informação foi divulgada pelo Departamento do Tesouro em comunicado nesta segunda-feira.

"Hoje, em sua maior ação de um dia contra o regime iraniano, o Departamento de Controle de Ativos Estrangeiros do Departamento do Tesouro dos EUA sancionou mais de 700 indivíduos, entidades, aeronaves e embarcações", disse o comunicado.


Foi acrescentado que as sanções vão impor "uma pressão financeira sem precedentes sobre o regime iraniano", que permitirá "chegar a um acordo abrangente que impedirá permanentemente o Irã de adquirir armas nucleares e deter o desenvolvimento de mísseis balísticos".

Já o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, em uma entrevista coletiva, informou que os projetos civis de energia nuclear receberam isenções sob as novas sanções ao Irã, incluindo a usina de Bushehr.

Em entrevista coletiva nesta segunda-feira, Pompeo foi questionado perguntado sobre as três isenções emitidas para projetos de energia nuclear civil e se Bushehr era uma delas. 

"Há três, Bushehr é uma das três, mas vamos publicar um relatório ficha completa na próxima hora, que todos você poderão ver", disse ele.


Pompeo disse ainda que mais de 20 países já reduziram suas importações de petróleo do Irã, reduzindo as compras em mais de 1 milhão de barris por dia.

O secretário de Estado ressaltou que a continuação dos negócios com o Irã, contornando as sanções, acabará por ser uma decisão "muito mais dolorosa" do que a retirada do mercado iraniano.

“Mais de 20 países reduziram as importações de petróleo bruto a zero [do Irã]. O regime perdeu mais de 2,5 bilhões de dólares em receitas de petróleo desde maio”, acrescentou.

O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou em maio que Washington estava se retirando do acordo sobre o programa nuclear com o Irã. Ele também informou sobre a restauração de todas as sanções contra o Irã, incluindo as secundárias, isto é, contra outros países que fazem negócios com o Irã.
 

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Volume sem precedentes de petróleo iraniano desafia sanções e chega à China

Produção de petróleo
© AP Photo / Hasan Jamali

Um volume de petróleo iraniano sem precedentes vai chegar ao porto chinês de Dalian neste mês e no início de novembro, informou uma fonte iraniana citada pela Reuters.

O petróleo deve chegar à China antes de as sanções dos EUA contra o Irã entrarem em vigor.

Uma fonte na Companhia Nacional Iraniana de Petróleo informou que mais de 20 milhões de barris de petróleo estão sendo enviados a Dalian.

"Como nossos líderes disseram, será impossível impedir que o Irã venda seu petróleo. Temos várias formas de vendê-lo e quando os navios-tanque chegarem a Dalian, decidiremos se o vendemos a outros compradores ou à China", afirmou a fonte à Reuters.


Até agora, espera-se que um total de 22 milhões de barris de petróleo iraniano transportados em navios-tanque cheguem a Dalian entre outubro e novembro. Dalian normalmente recebe entre um e três milhões de barris de petróleo iraniano cada mês, segundo dados de janeiro de 2015.

O Irã é o terceiro maior produtor da OPEP. De momento, o número de compradores do petróleo iraniano está baixando devido à ameaça de sanções dos EUA contra suas exportações de petróleo, que entrarão em vigor em 4 de novembro. Teerã já armazenou petróleo em Dalian durante a última rodada de sanções em 2014. O combustível foi vendido à Coreia do Sul e à Índia. Algumas das maiores refinarias e instalações comerciais de armazenamento de petróleo chinesas estão localizadas em Dalian.

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UE convencerá EUA a não desligar Irã do sistema global de transações financeiras?

Bandeiras da União Europeia em frente à sede da Comissão Europeia em Bruxelas
© Sputnik / Aleksei Vitvitsky

O jornal Financial Times, informou que os ministros das Finanças da UE tentarão convencer a administração do presidente dos EUA, Donald Trump, a não privar o Irã do acesso ao sistema de pagamentos SWIFT.

A Sociedade de Telecomunicações Financeiras Interbancárias Mundiais, ou SWIFT (na sigla em inglês), é uma sociedade cooperativa internacional criada em 1973 por 248 bancos de 19 países e tem como principal objetivo padronizar as transações financeiras internacionais e criar um canal de comunicação entre os participantes.

O pedido de não afastamento do Irã do sistema de cooperação está planejado para ser feito durante as reuniões com o secretário do Tesouro dos EUA, Stephen Mnuchin, na sessão do Fundo Monetário Internacional (FMI) em Bali (Indonésia) nesta semana, segundo o jornal.


"Nossa pergunta é a seguinte: por que retirar todos os cabos elétricos de um prédio se você pode desligar as luzes", indagou um dos diplomatas europeus que participará da reunião. "Se você puder definir o banco [para sanções], então não há necessidade de forçar a SWIFT a desligar o Irã", disse ele.

A edição observa que "alguns funcionários e pessoas próximas à situação acreditam que Mnuchin vai querer agir em apoio ao SWIFT a fim de preservar o papel dos EUA no sistema global de transações".

Em agosto, o ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Heiko Maas, avisou que a União Europeia precisava criar um sistema equivalente ao SWIFT para proteger suas empresas das sanções impostas ao Irã pelos Estados Unidos.

Enquanto isso, o Teerã não exclui a possibilidade de elaborar um sistema paralelo ao SWIFT, declarou o vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi.

 

 

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EUROPA UNE-SE À RÚSSIA E À CHINA PARA CONTRARIAR AS SANÇÕES DOS EUA CONTRA O IRÃO

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A União Europeia, a Rússia, a China e o Irão anunciaram[1],  na ocasião da Assembleia Geral das Nações Unidas, que vão criar um Veículo de Propósito Especial, um canal soberano financeiramente independente, para contornar as sanções americanas contra Teerão[2] e permitir que o acordo «JCPOA» (Joint Comprehensive Plan Of Action) possa sustentar-se. Isto é um marco histórico[3], na medida em que a aliança dos EUA com a Europa está directamente a ser posta em causa. 

Há demasiados pontos de divergência objectiva entre os membros da NATO, relativamente a um número crescente de assuntos. Apenas alguns exemplos, do que recentemente tem acontecido:

- A Turquia, estrategicamente importante, firmou acordos com a Rússia, inclusive no plano de fornecimento de armamentos. 

- A China não tem qualquer problema comercial com a UE e seus estados-membros pelo que, nas sanções e guerra comercial  contra a China, os EUA estão à partida isolados; também estão isolados na sabotagem dos acordos firmados no seio da OMC. 

- Quanto à Rússia e as sanções causadas pelo conflito ucraniano e a Crimeia, cada vez mais existem vozes governamentais (Hungria, Itália...) a propor o levantamento das sanções. Igualmente a Alemanha, que precisa do gás natural russo e não cedeu à tentativa de intimidação americana de interromper o gasoduto pelo Báltico, projecto Russo-Alemão de grande significado. 

No entanto, nem tudo são rosas para o regime de Teerão. 
O rial já perdeu dois terços[4] do seu valor desde Maio, quando as primeiras sanções dos EUA foram accionadas. 
Várias grandes empresas ocidentais [Total, Peugeot, Allianz, Renault, Siemens, Daimler, Volvo...], apesar de terem negócios chorudos no Irão, foram obrigadas - pela pressão das sanções americanas - a retirar-se. Ficariam proibidas de actuar no mercado dos EUA se continuassem neste país.   No fundo, trata-se de uma corrida de velocidade, para as autoridades iranianas: quanto mais depressa cortarem os laços de dependência em relação ao Ocidente, mais as sanções dos EUA[5] e eventuais outros países serão ineficientes.

Nestes últimos anos temos visto o Irão aproximar-se da Organização de Cooperação de Xangai (uma espécie de embrião de «NATO euro-asiática»), tem participado na formação da zona de comércio livre euro-asiática e promovido a utilização das moedas respectivas dos países, nas trocas comerciais bilaterais (por exemplo, entre o Irão e a Índia). 

References

  1. ^ anunciaram (eeas.europa.eu)
  2. ^ sanções americanas contra Teerão (manuelbaneteleproprio.blogspot.com)
  3. ^ um marco histórico (www.zerohedge.com)
  4. ^ rial já perdeu dois terços (manuelbaneteleproprio.blogspot.com)
  5. ^ mais as sanções dos EUA (manuelbaneteleproprio.blogspot.com)

Leia original aqui

Os Emirados reivindicam o atentado em Ahvaz

Um atentado matou 24 pessoas e feriu 60 outras aquando de um desfile militar, a 22 de Setembro, em Ahvaz (Irão).

Ahvaz é a capital da região árabe do Khuzestão. Em 22 de Setembro de 1980, o Presidente Saddam Hussein tentou anexar esta população ao Iraque provocando a guerra Iraque-Irão. À época, a imensa maioria dos árabes iranianos resistiram à agressão estrangeira. O desfile militar de 22 de Setembro de 2018 marcava o aniversário dessa terrível guerra, financiada pelos Ocidentais contra a Revolução khomeinista.

Vários grupos organizam regularmente protestos e atentados no Khuzestão : O Partido da Solidariedade Democrática de Ahvaz (apoiado pela CIA e pelo MI6, tenta coligar as diversas minorias não-persas do Irão) A Organização de Libertação Ahvaz (apoiada pelos seguidores do falecido Saddam Hussein).

O atentado desta semana foi reivindicado tanto pela Frente Popular e Democrática dos Árabes de Ahvaz (suposta de agrupar diversas organizações pró-Iraquianas) como pelo Daesh (que publicou um vídeo dos kamikaze antes de sua actuação).

Lembremos que o regime de Saddam Hussein no Iraque abandonara o laicismo no quadro do seu programa de «Retorno à Fé». Durante a invasão dos EUA, os membros do Partido Baath foram banidos da política e o exército nacional foi dissolvido, enquanto o país era governado por xiitas ligados ao Irão. Sendo o antigo Vice-presidente Ezzat Ibrahim Al-Douri o grande mestre da Ordem de Nachqbandis (uma irmandade sufi), formou uma aliança com a CIA e o MI6 para integrar o Daesh (E.I.) com os seus homens e obter a sua revanche contra os xiitas. Por conseguinte, as duas reivindicações do atentado reenviam, por caminhos diferentes, para Washington e para Londres. É por isso que a República Islâmica do Irão acusou imediatamente os Ocidentais e os Estados do Golfo patrocinadores do terrorismo.

Ora, um dos conselheiros do Príncipe herdeiro dos Emirados Árabes Unidos, Mohammed bin Zayed, declarou que o seu país acabara de conseguir levar a guerra ao Irão, reivindicando, assim, publicamente o papel do país no atentado. Este tipo de declaração não é muito surpreendente no Médio-Oriente. Em 2015, o Presidente turco, Recep Tayyip Erdoğan, havia-se felicitado publicamente pelos atentados que tinha comanditado na Europa.

A posição dos Emirados Árabes Unidos mudou bruscamente, não por causa da guerra no Iémene (onde combatem contra os Hutis apoiados pelo Irão), mas por causa da ruptura do acordo EUA-Irão (JCPoA). No decurso das duas últimas décadas, a riqueza dos Emirados baseou-se na fuga às sanções dos EUA pelo Irão. O porto de Dubai tornara-se o centro desse tráfico. Agora, os dois países são inimigos e a questão da soberania de uma ilhota do Golfo ressurgiu.

O Presidente iraniano, o Xeque Hassan Rohani, prometeu uma «resposta terrível» aos Emirados, forçando o Ministro dos Negócios Estrangeiros (Relações Exteriores-br), Anwar Gargash, a recuar e a desmentir as declarações precedentes do seu governo.





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Erdogan: Turquia continuará comprando gás iraniano apesar das sanções dos EUA

Recep Tayyip Erdogan, presidente de Turquia (foto de arquivo)
© REUTERS / Osman Orsal

Ancara continuará comprando gás natural iraniano apesar das sanções dos EUA contra Teerã, declarou o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan.

Em sua entrevista exclusiva à agência Reuters, o presidente turco afirmou que a Turquia continuará comprando gás ao Irã não obstante as sanções de Washington.


Além disso, Erdogan disse que é impossível que os esforços de paz na Síria continuem enquanto o presidente atual sírio, Bashar Assad, estiver no poder, acrescentando que a retirada de "grupos radicais" já começou de uma nova zona desmilitarizada na região síria de Idlib.

O presidente turco comentou também a prisão do pastor norte-americano Andrew Brunson, suspeito de ter estado envolvido no golpe de Estado fracassado em 2016 na Turquia. Segundo ele, será a justiça turca e não os políticos que decidirá o destino do pastor.

Anteriormente, durante seu discurso perante a 73ª Assembleia geral da ONU, em Nova York, Erdogan afirmou que o uso de sanções econômicas como arma é inaceitável. Ele criticou duramente as guerras comerciais e afirmou que a Turquia defende o livre comércio e a livre circulação de pessoas e mercadorias.

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Irão: Esfandiar Rahim Mashaei condenado a 6 anos e meio de prisão

O antigo Director de gabinete de Mahmoud Ahmadinejad, Esfandiar Rahim Mashaei, acaba de ser condenado a cinco anos de prisão por complô contra a República Islâmica do Irão, um ano por propaganda contra o regime e seis meses por insultos aos depositários da autoridade pública. Ou seja, seis anos e meio no total.

Esfandiar Rahim Mashaei (à esquerda na foto) fora apresentado por Mahmoud Ahmadinejad (à direita) afim de lhe suceder, em 2013. No entanto, o Conselho dos Guardiões da Constituição rejeitara a sua candidatura qualificando-o de «mau muçulmano».

A filha de Mashaei desposou o filho mais velho de Ahmadinejad.

Ahmadinejad e Mashaei reclamam-se da Revolução anti-imperialista do Imã Khomeini e entraram, como ele, em conflito com o clero xiita (antes do seu retorno triunfal, o Aiatola fora rejeitado pelo alto clero que tinha apoiado o seu banimento pelo Xá Reza Pahlevi ).

O antigo Vice-presidente de Ahmadinejad, Hamid Baghaie, esse, fora já condenado a 15 anos de prisão, em Março de 2018, por acusações secretas e no seguimento de um julgamento secreto. Em 2017, ele tinha, por sua vez, tentado em vão apresentar candidatura à presidência da República com o apoio de Ahmadinejad. A sua candidatura fora igualmente rejeitada pelo Conselho dos Guardiões da Constituição.

O antigo Presidente Ahmadinejad foi colocado em residência vigiada após os motins anti-governamentais de Dezembro de 2017.

É todo o movimento laico —quer dizer favorável à separação das instituições políticas e religiosas—, que é assim decapitado pela Administração e pelos aliados do Xeque Hassan Rohani.





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A espetacular reviravolta do Xeque Hassan Rohani

Durante sua campanha eleitoral, o Presidente iraniano, Xeque Hassan Rohani, se havia comprometido a parar de apoiar a Síria. Efectivamente, desde o início de seu mandato, em Agosto de 2013, ele se havia abstido de enviar membros de seu governo à Síria e deixou o posto de embaixador em Damasco vazio por quase dois anos.

O apoio do Irã (Irão-pt) à Síria passou exclusivamente pelo Guia da Revolução, o Aiatola Ali Khamenei, que enviou regularmente seus assessores a Damasco, e pelos Guardiões da Revolução, que assessoram o Exército Árabe Sírio.

Ora, em 5 de Novembro de 2018, as sanções dos EUA contra os setores bancários e petrolíferos iranianos entrarão em vigor. Toda a política de aliança de Hassan Rohani com a Administração Obama será varrida. Constatando a recusa do Presidente Trump a qualquer compromisso e a incapacidade europeia para agir, o Xeque Hassan Rohani se resignou a mudar de política.

Em poucos dias, vários altos funcionários do governo iraniano viajaram a Damasco para levar seu apoio à República, entre os quais o Ministro da Defesa, o General Amir Hatami, em 26 de Agosto, e o Ministro das Relações Exteriores (Negócios Estrangeiros -pt), Mohammad-Javad Zarif, em 3 de Setembro

Agora, os dois ramos do poder iraniano apoiam Damasco.





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A máquina de guerra iraniana contra o Ocidente

O clero iraniano, que controla o Irão há quase quatro décadas, conseguiu juntar à sua tradicional capacidade de manipulação da informação ambas as tradições dos serviços secretos ocidentais e soviéticos, reconvertendo o aparelho dos serviços secretos do Xá, a SAVAK, e juntando-lhe a tradição dos do KGB, através da sua cooperação inicial com o partido comunista local Tudeh, antes de o extinguir.

  1. “Acção coordenada inautêntica”

Criando um novo termo típico do “newspeak” contemporâneo, “acção coordenada inautêntica” socialmente correcto, eufemístico e tortuoso, o Facebook – seguido de outras redes sociais – procedeu finalmente à desmontagem de centenas de “páginas fantasma” das suas redes sociais geridas pelas autoridades iranianas, algumas, como tornou público, datando de 2011, ou seja, que estiveram em serviço sem ser incomodadas durante pelo menos sete anos.

O mundo informativo tinha até aqui agido na presunção de que a Rússia era quase exclusivamente a única potência mundial que procedia à manipulação industrial da informação pública, quando era notório que o Irão é o principal protagonista nessa matéria.

Pela longevidade, pelo número e pela diversidade das formas assumidas pelas centrais de desinformação agora desmontadas, ficou claro que o Irão ultrapassa a Rússia nesta matéria, ficando também claro que os métodos das agências de ambos os países são semelhantes mas a acção não é necessariamente coordenada entre os dois países, embora seja esse o caso da guerra da Síria.

O clero iraniano, que controla o Irão há quase quatro décadas, conseguiu juntar à sua tradicional capacidade de manipulação da informação ambas as tradições dos serviços secretos ocidentais e soviéticos, reconvertendo o aparelho dos serviços secretos do Xá, a SAVAK, e juntando-lhe a tradição dos do KGB, através da sua cooperação inicial com o partido comunista local Tudeh, antes de o extinguir.

Durante estas décadas, as autoridades iranianas não mudaram essencialmente de táctica, juntando à violência organizada – de assassinatos dirigidos até à formação de verdadeiros exércitos paralelos como o faz no Líbano, Iraque, Síria e Iémen – a uma poderosa guerra de informação assente na compra de intelectuais, jornalistas e políticos e numa máquina sofisticada de desinformação que prossegue objectivos gerais de desestabilização e de expansionismo e específicos de destruição dos seus inimigos.

As redes sociais são apenas mais um palco onde as autoridades iranianas desenvolvem a sua política de desinformação. As ligações entre a principal central agora identificada, a “Liberty Front Press”, e vários jornais e fundações onde se apoiou o esforço de propaganda pelo acordo nuclear com o Irão, por exemplo, são por demais evidentes.

Por outro lado, não é possível separar a “guerra de informação” dos outros instrumentos de guerra que passam pela violência, como seja o terrorismo.

  1. O atentado terrorista de 30 de Junho

No dia 30 de Junho, as autoridades policiais alemãs, belgas e francesas desmontaram um atentado terrorista preparado pelas autoridades iranianas para Paris por ocasião da maior reunião anual da oposição iraniana. O atentado foi coordenado por um diplomata iraniano colocado na Áustria, contava com uma célula de apoio em Paris e foi protagonizado por dois iranianos residentes na Bélgica.

O atentado estava coordenado com uma campanha de desinformação que pretendia culpar as vítimas pelo atentado, apresentando os dois autores executantes como “dissidentes” da oposição iraniana, argumento que é de resto recorrente na actividade terrorista de Teerão. Esse mesmo argumento foi publicamente sugerido pelo Ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano e repetido pela imprensa europeia que costuma reproduzir o argumentário de Teerão.

Que as autoridades iranianas e os seus papagaios ocidentais tenham tido o desplante de argumentar dessa forma sem nunca retirarem a confiança ao seu diplomata e apesar de este ter sido apanhado em flagrante a fornecer o material para o atentado, diz muito sobre o à vontade com que as autoridades iranianas se movimentam na Europa.

Passados praticamente dois meses depois dos factos, e apesar do pedido de extradição feito pelas autoridades belgas às autoridades francesas e alemãs, apesar de muitas das vítimas potenciais do atentado se terem constituído como parte civil no processo, continua a não existir uma acusação e, sobretudo, não foram tomadas pela União Europeia quaisquer medidas de retaliação contra o regime iraniano.

  1. O apaziguamento europeu

A diplomacia europeia não só fez um total silêncio perante este atentado como, pior ainda, multiplicou os seus actos de apaziguamento em relação a Teerão.

A posição tomada pela União Europeia um mês após o atentado perante o acordo nuclear assenta numa monstruosa falsidade: que o objectivo da União Europeia é “assegurar que o programa iraniano permanece pacífico, como confirmado pela Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) em onze relatórios sucessivos.”

Como explicou o finlandês Olli Heinonen, que foi 27 anos funcionário da  AIEA e que trabalha hoje para a Fundação de Defesa da Democracia, a agência nunca declarou tal coisa. Na verdade, o que a agência constatou durante numerosos anos foi mesmo o contrário.

Mas para estes dirigentes europeus, tudo é válido para satisfazer os desejos de Teerão, inclusivamente pôr em marcha um programa de subvenção ao Irão, não dar qualquer resposta às acusações públicas de que o regime subornou dirigentes europeus para que estes apoiassem o acordo nuclear.

De acordo com algumas fontes citadas pelo “Maghreb Intelligence” é o departamento 157 dos serviços secretos iranianos que dirige as operações no interior da diplomacia europeia.

Indepentemente de saber quais os departamentos dos serviços secretos iranianos encarregados das várias operações de guerra antiocidental, creio que sem levarmos a sério a guerra que nos é feita pelo fanatismo islâmico orgânico da teocracia iraniana não é possível defender de forma eficaz os interesses europeus.

Ver artigo original em "O TORNADO"

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