Indonésia

Número de mortos aumenta para 43 em inundações na Indonésia, 390 mil ficam desalojados

 

As pessoas sentam-se nas barreiras rodoviárias no meio da água da enchente em Jacarta, Indonésia, em 2 de janeiro de 2020. (Xinhua/Agung Kuncahya B.)

Jacarta, 3 jan (Xinhua) -- Subiu para 43 o número de mortos nas inundações que atingiram a capital indonésia, Jacarta, e suas áreas periféricas, com mais de 390 mil pessoas enviadas para outras áreas, informou a Agência Indonésia de Mitigação de Desastres (BNPB) nesta sexta-feira.

A agência disse que as mortes foram causadas por afogamento, hipotermia, choque elétrico e deslizamentos de terra.

As chuvas torrenciais que atingiram a capital e suas áreas próximas desde a véspera do Ano Novo também atrapalharam os sistemas de transporte público.

As fortes chuvas na capital indonésia podem continuar até sábado, prevê a Agência Meteorológica, Climatológica e Geofísica da Indonésia.

Jacarta e seus arredores abrigam mais de 30 milhões de pessoas. Em 2007, as inundações de magnitude nessas áreas mataram pelo menos 80 com cerca de 320 mil pessoas sendo deslocadas.

Um motociclista anda de motocicleta em meio às águas da inundação em Jacarta, na Indonésia, em 2 de janeiro de 2020. (Xinhua/Agung Kuncahya B.)

Ver original em "XINHUA Português" na ligação seguinte:

http://portuguese.xinhuanet.com/2020-01/03/c_138676650.htm

Pelo menos 20 mortos e dezenas de feridos em novos distúrbios na Indonésia

 
 
Jacarta, 23 set 2019 (Lusa) - Pelo menos 20 pessoas morreram e dezenas ficaram feridas em novos distúrbios que eclodiram hoje na Papua, província da Indonésia, atingida pela violência desde meados de agosto, anunciaram fontes militares.
 
"A maioria morreu num incêndio", indicou um porta-voz militar, Eko Daryanto, acrescentando que o "balanço pode aumentar, uma vez que muitas pessoas ficaram presas em lojas em chamas".
 
Depois dos incidentes racistas contra a população melanésia, protestos e tumultos, às vezes mortais, ocorrem na Papua desde 19 de agosto tendo sido também relançados os pedidos de um referendo para a independência.
 
Segundo as autoridades, 16 pessoas morreram hoje na cidade de Wamena, onde várias centenas de pessoas participaram numa manifestação durante a qual edifícios foram incendiados.
 
 
Um soldado e três civis foram também vítimas mortais, em Jayapura, capital da província, de confrontos entre forças de segurança e manifestantes.
 
Cerca de 300 pessoas foram detidas, disse Eko Daryanto relatando 65 feridos.
 
Os estudantes reuniram-se em frente à Universidade de Jayapura para protestar contra o racismo.
 
No entanto, ocorreram confrontos com a polícia que disparou tiros de aviso para deslocá-los para outro local, de acordo com um jornalista da agência noticiosa France-Presse (AFP).
 
Em Wamena, a sede do departamento foi destruída devido a um incêndio bem como outros edifícios e lojas, constatou outro jornalista da AFP.
 
Anteriormente, um porta-voz da polícia, Dedi Prasetyo, disse que as autoridades "tomaram medidas para impedir que os tumultos aumentassem".
 
Os serviços de Internet foram parcialmente cortados na região, segundo um jornalista da AFP e o aeroporto de Wamena foi fechado, provocando o cancelamento de cerca de 20 voos, de acordo com os relatos da imprensa local.
 
Desde 19 de agosto, muitas localidades em Papua assistiram a manifestações, algumas degenerando em tumultos com edifícios em chamas e confrontos com a polícia.
 
A agitação começou em reação aos incidentes racistas contra estudantes de Papua na Surabaya, a segunda maior cidade da Indonésia na ilha de Java, tendo sido também relançados os pedidos para um referendo sobre a independência.
 
SYSC // ANP

Ver o original em 'Página Global' na seguinte ligação:

https://paginaglobal.blogspot.com/2019/09/pelo-menos-20-mortos-e-dezenas-de.html

Novo código penal da Indonésia pune sexo fora do casamento

Sessão no Tribunal Constitucional da Indonésia, em Jacarta, para discutir a ilegalidade do sexo fora do casamento e entre pessoas do mesmo sexo
© AP Photo / Tatan Syuflana

O novo código penal da Indonésia criminaliza o sexo fora do casamento e introduz severas penas para quem insultar a dignidade do presidente, mudanças que causaram grande protestos de organizações de direitos humanos.

Associações e a comunidade internacional afirmam que as medidas são um ataque às liberdades individuais básicas. A Indonésia é o país com a maior população muçulmana do mundo, mas também tem um grande número de cristãos, hindus e budistas. O movimento é visto como mais um passo de uma recente guinada rumo ao fundamentalismo religioso.

O código penal deve entrar em vigor na semana que vem. O parlamento e o governo chegaram a um acordo sobre o texto nesta quarta-feira (18). Segundo congressistas, as novas leis substituirão legislação adotada durante a colonização holandesa.

Criminalização indireta do homossexualismo

As leis também podem ser interpretadas como uma criminalização indireta do homossexualismo, pois o casamento gay não é reconhecido no país.

"O estado precisa proteger os cidadãos de comportamentos que são contrários aos preceitos supremos de Deus", afirmou Nasir Djamil, do Partido da Justiça e Prosperidade, citado pela agência Reuters. De acordo com o parlamentar, líderes de todas as religiões foram consultados para a elaboração das medidas, e a ideologia fundadora da Indonésia se baseia na fé em Deus.

Chefe de aldeia pode apresentar queixa

O novo código diz que "homens e mulheres que vivam juntos" sem serem casados podem ser presos por seis meses e multados em cerca de R$ 3.200, o que representa três meses de salários para boa parte da população.

Para que um processo seja aberto, basta que um chefe de aldeia registre queixa junto à polícia e os pais ou filhos do acusado não protestem. Cônjuges, pais e filhos também podem pedir abertura de investigação. Segundo outro parlamentar, Teuke Taufiqulhadi, os chefes locais têm poder para acusar pois "a vítima do adultério também é a sociedade".

As novas propostas, no entanto, estão sendo muito criticadas por diversas organizações, organismos internacionais e ativistas. A ONG Instituto para a Reforma da Justiça Criminal afirmou que milhões de indonésios podem ser prejudicados. A associação indicou que 40% dos jovens do país têm relações sexuais antes do casamento.

Leis valem para estrangeiros

O conjunto de leis estipula pena de um ano de prisão caso um parente próximo faça uma queixa de um familiar que fez sexo fora do casamento. Além disso, o código estabelece detenção para quem cometer "atos obscenos", definidos como a violação das normas de decência por meio de "luxúria ou sexualidade", seja por heterossexuais ou gays. As leis também valem para estrangeiros.

As penas de prisão para mulheres que praticam aborto podem chegar a quatro anos, com exceção de casos de estupro ou risco de vida. As leis introduzem ainda multas para quem promover métodos contraceptivos, e seis meses de prisão para discussões não autorizadas sobre "instrumentos de abortamento".

Crime contra a honra do presidente

Por fim, o parlamento adotou novamente o crime de ofensa contra a dignidade e a honra do presidente e vice-presidente da Indonésia. Em 2006, essa lei tinha sido abolida pela Corte Constitucional. Insultar o governo e as instituições estatais também podem render ao infrator penas de detenção.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/asia_oceania/2019091814531694-novo-codigo-penal-da-indonesia-pune-sexo-fora-do-casamento/

Presidente indonésio propõe mudança da capital do país para o Bornéu Oriental

 
 
 
Jacarta, 16 ago 2019 (Lusa) -- O presidente indonésio, Joko Widodo, propôs hoje formalmente a mudança da capital do arquipélago de Jacarta para o Bornéu devido à elevada taxa demográfica e a problemas relacionados com o afundamento dos solos.
 
O chefe de Estado pediu apoio aos deputados sobre o assunto, durante um discurso que decorreu no Parlamento no âmbito das celebrações do 74.º aniversário da independência que se assinala no sábado.
 
Widodo pediu "apoio formal" aos deputados "para mudar a capital nacional (Jacarta) para Kalimantan", o nome indonésio da ilha que o país comparte com a Malásia e o reino do Bornéu.
 
"A capital não é apenas um símbolo de identidade nacional, mas é também a representação do progresso da nação", disse o chefe de Estado durante o discurso que foi transmitido pela televisão sublinhando que a decisão pode ajudar também a alcançar objetivos de "igualdade económica".
 
Widodo não especificou o local exato na ilha do Bornéu para onde pretende mudar a capital da República da Indonésia nem adiantou uma data para iniciar o processo apesar de o governo já ter defendido anteriormente que a primeira fase da mudança deve começar em 2024.
 
Em maio, o presidente visitou a parte indonésia da ilha e várias cidades candidatas a acolher a nova capital, entre as quais a zona conhecida como Bukit Soeharto, situada a 40 quilómetros da capital provincial do Bornéu Oriental, Balikpapan.
 
 
O chefe de Estado prometeu até ao final do ano anunciar o nome da nova capital administrativa do país, sendo que Jacarta, na ilha de Java, vai continuar a ser o centro financeiro e empresarial da Indonésia.
 
Na zona metropolitana de Jacarta vivem cerca de 30 milhões de pessoas que habitam igualmente as cidades satélites que rodeiam uma das capitais mais poluídas do mundo onde, por exemplo, os problemas de trânsito automóvel provocou prejuízos consideráveis ao Estado.
 
Devido às fortes chuvas e à extração de águas subterrâneas, as inundações provocam perigosos afundamentos de solos, sobretudo no norte de Jacarta.
 
A proposta sobre a mudança da capital procura igualmente ajudar a "redistribuir a riqueza no arquipélago" onde a maioria da concentração populacional está nas ilhas de Java e Sumatra, enquanto que ilhas como o Bornéu estão menos desenvolvidas.
 
Os planos de mudança da capital foram sempre considerados pelos vários governos da Indonésia desde o mandato de Sukarno que governou a República da Indonésia entre 1945 e 1967.
 
PSP // SB
 
 
 

Ver o original em 'Página Global' na seguinte ligação:

https://paginaglobal.blogspot.com/2019/08/presidente-indonesio-propoe-mudanca-da.html

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