Guerra e Paz

EUA discutem novo plano para enfrentar China no Indo-Pacífico

 Porta-aviões dos EUA Carl Vinson no oceano pacífico, em 30 de janeiro de 2017.
© REUTERS / Marinha dos EUA

Um plano para conter a China no Pacífico, no valor de US$ 3,6 bilhões (R$ 19,7 bilhões), foi apresentado pelo presidente do Comitê das Forças Armadas da Câmara dos Representantes dos EUA, Adam Smith.

A Iniciativa de Segurança no Indo-Pacífico compete com dois outros planos já existentes, no âmbito da Iniciativa de Dissuasão no Indo-Pacífico, propostos por outros membros do comitê.

"Nosso objetivo foi enviar um sinal aos nossos parceiros e aliados de que temos um compromisso duradouro com a região e que queremos coletivamente ajudar a lidar com todo o espectro de ameaças à segurança que nossos parceiros e aliados na região enfrentam", disse assessor do comitê aos jornalistas.

O plano de Smith é mais prescritivo que os outros e exige que o Pentágono produza uma série de análises antes que o Congresso reforce a presença americana no Pacífico. Os três planos competem para serem encaminhados ao Senado.

Tanto o plano de Smith quanto os outros dois representam esforços do Congresso para ajustar os gastos do Pentágono na região Ásia-Pacífico. O Secretário de Defesa, Mark Esper, definiu a China como principal adversário dos EUA na região.

A iniciativa proposta pelo congressista Mac Thornberry, do Texas, custa US$ 6 bilhões, que devem ser gastos em prioridades específicas, incluindo sistemas de defesa aérea e antimísseis, bem como em novas construções militares nos países parceiros.

Os planos foram inspirados na iniciativa Dissuasão na Europa, que consumiu US$ 22 bilhões (R$ 120,5 bilhões) desde a sua implementação, em resposta à reunificação da Rússia com a Crimeia em 2014.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/americas/2020062815766714-eua-discutem-novo-plano-para-enfrentar-china-no-indo-pacifico/

Washington navega em rota de colisão com a China

 
 

A partir deste mês, os EUA estão implantando três de seus porta-aviões simultaneamente para patrulhar o Pacífico no que foi projetado para ser uma clara ameaça à China. Cada grupo de ataque de transportadores compreende contratorpedeiros, aeronaves e submarinos. Os EUA têm 11 porta-aviões no total.


 
 
O contra-almirante Stephen Koehler, diretor de operações do Comando Indo-Pacífico, é citado como tendo dito sobre a implantação incomum. “As transportadoras e os grupos de transportadoras são grandes símbolos fenomenais do poder naval americano. Estou realmente empolgado por termos três deles no momento.”
 
Bonnie Glaser, diretora do Projeto China Power no Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais, admitiu que as operações eram provocativas, embora sugerissem que a realidade era de alguma forma um golpe de propaganda para Pequim. Ela disse: "Os chineses definitivamente o retratarão como um exemplo de provocações dos EUA e como evidência de que os EUA são uma fonte de instabilidade na região".
 
Esqueça a "representação" chinesa.  Parece claramente factual que Washington esteja aumentando a beligerância e a instabilidade no Pacífico.
 
A flexão muscular sem precedentes dos EUA ocorre num momento em que as relações políticas entre Washington e Pequim caíram numa nova Guerra Fria. O presidente Donald Trump está preparando a sua base de apoio com insultos racistas renovados contra a China devido à pandemia de coronavírus. Em recentes comícios em Oklahoma e Arizona, o presidente referiu a "Kung Flu" e uma "praga" enviada da China.

 
Enquanto isso, o secretário de Estado de Trump, Mike Pompeo, disse numa conferência on-line na semana passada que o governo de Pequim é um “ator desonesto” que ameaça supostos estados democráticos ocidentais. Pompeo exortou os aliados europeus a ficarem com os EUA contra a "tirania" da China.
 
Por seu lado, Pequim criticou Pompeo por espalhar o "vírus político" com uma "profunda mentalidade da Guerra Fria".
 
A histeria anti-China em Washington atingiu o pico da febre.  Parte disso decorre da necessidade do governo Trump do bode expiatório da China para sua própria gestão desastrosa da doença por coronavírus, que viu o número de mortos nos EUA ultrapassar 120.000, sem sinal de alívio. Isso representa quase um quarto do número de mortos no mundo, um número sombrio que provavelmente continuará aumentando nas próximas semanas, à medida que Trump tenta desesperadamente reabrir os negócios como de costume.
 
Depois, há a tendência subjacente mais longa do confronto estratégico.  Foi sob o presidente Barack Obama em 2011 que os EUA embarcaram num "pivô para a Ásia", anunciando o foco explícito na China como uma meta global percebida para o poder americano.
 
O governo Trump apenas seguiu essa agenda estratégica de confronto com a China. O que tende a demonstrar a natureza estrutural do poder político dos EUA, pelo qual os presidentes podem ir e vir, mas a política imperialista é posta num curso constante de um profundo planeamento estatal.
 
A personalidade ardente de Trump certamente adicionou combustível ao movimento anti-China com seu cavalo de guerra na guerra comercial, acusando a China de "estuprar" indústrias americanas e todos os tipos de outros supostos artifícios fraudulentos.
 
Isso foi antes da pandemia de coronavírus expor brutalmente a fragilidade do poder económico dos EUA e a chamada ilusão de Trump "Make America Great Again". Assim, um bode expiatório tinha que ser encontrado pelo "ultraje" de expor a arrogância americana como uma concha vazia.  Intensifique a China, um alvo de propaganda pronto para o imperialismo dos EUA.
 
Um estudo realizado esta semana pelo Instituto Nacional de Estudos do Mar da China Meridional, com sede na China, afirma que o governo Trump está empregando o poder militar dos EUA numa escala cada vez maior. Durante as duas administrações de Obama, a Marinha dos EUA realizou quatro operações de "liberdade de navegação" no Mar da China Meridional contestado. Sob Trump, o número de operações desse tipo chegou a 22, segundo o instituto.
 
O que é mais perturbador, no entanto, é que as linhas de comunicação entre comandantes militares americanos e chineses aparentemente foram drasticamente reduzidas desde que Trump tomou posse em 2017.
 
Isso significa que, com o aumento maciço da força militar dos EUA em torno da China no Mar da China Meridional e no Estreito de Taiwan, há um sério risco de algum incidente ou invasão percebida ficar fora de controle.  (Ainda temos que ver um acúmulo comparável da marinha chinesa na Califórnia ou na Virgínia.) Os navios de guerra americanos e chineses já enfrentaram perigosos acidentes.  Mas o que torna a situação atual ainda mais perigosa é o vácuo nas comunicações entre militares e as tensões tóxicas que o governo Trump deliberadamente acabou com Pequim.  A confiança está no fundo do poço, apesar das palavras amistosas de Trump para o presidente chinês Xi Jinping.
 
Washington não está apenas insinuando que a China é legalmente responsável por "dizimar a economia global". O governo Trump está exigindo que a União Europeia reduza suas relações económicas com a China. Todo tipo de calúnia é lançado em Pequim, desde o risco de segurança nacional com sua tecnologia de telecomunicações até a soberania nacional europeia, porque a China está investindo em projetos de infraestrutura na UE.
 
Dado que a UE é o maior parceiro comercial da China, essas demandas de Washington são um ataque direto aos interesses globais vitais de Pequim.
 
Fazer navegar uma armada dos EUA em direção à China não é uma manobra isolada - provocadora. É evidentemente uma configuração de hostilidade, variando de política económica e militar. É o clássico jogo de poder imperialista de um império decadente cuja mentalidade de soma zero é precursora da guerra.
 
 
© Imagem: REUTERS / US NAVY
 
*Finian CUNNINGHAM - Ex-editor e escritor de grandes organizações de média. Ele escreveu extensivamente sobre assuntos internacionais, com artigos publicados em várias línguas

EUA testam nova bomba inteligente StormBreaker guiada por laser ou GPS

Bomba Raytheon GBU-53 StormBreaker, também conhecida como Bomba de Pequeno Diâmetro II (SDB) (ilustração gráfica)
© Foto / Raytheon

A Raytheon, empresa do setor de defesa, lançou uma bomba GBU-53 a partir de um caça F/A-18E/F Super Hornet durante teste.

De acordo com a empresa, a bomba planadora GBU-53/B StormBreaker, de aproximadamente 113 kg, pode ser lançada em diferentes condições climáticas.

"A StormBreaker é a única arma que permite o piloto atingir alvos em movimento durante tempo ruim ou se tiver poeira ou fumaça na área", publicou a agência AP citando o diretor de programa da empresa Cristy Stagg.

A bomba poderá ser lançada tanto de caças Super Hornet como também do F-15E Eagle. O armamento também está sendo integrado ao novo caça F-35 Joint Strike.

Bomba moderna

Comentando o teste e as características do armamento, o jornalista especializado em tecnologias David Hambling disse na revista Forbes que a GBU-53/B StormBreaker supera as bombas mais antigas.

A razão disso seria um buscador de ondas de radar milimétricas combinado com um sensor infravermelho.

Além disso, para seu guiamento, a bomba usa tanto tecnologia a laser como dados de GPS.

Diferente de outras bombas, a StormBreaker também seria capaz de buscar autonomamente alvos logo após ser lançada de uma plataforma aérea.

Bomba aérea GBU-53/B StormBreaker da Raytheon

Bomba aérea GBU-53/B StormBreaker da Raytheon

Por sua vez, os funcionários da Raytheon envolvidos no desenvolvimento do armamento, que decorre desde 2010, acreditam que a bomba possa virar o jogo em um cenário de guerra por sua capacidade de busca de alvos.

Com combinação de sensores e algoritmos inteligentes, a StormBreaker pode analisar e classificar um grande número de alvos no terreno, escolhendo o prioritário.

Durante seu voo, sua trajetória pode ser alterada, já que mantém comunicação constante com a aeronave de lançamento.

A StormBreaker pode ser dotada de ogiva explosiva, de fragmentação ou de perfuração, aumentando sua eficiência contra tanques, prédios e tropas.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/defesa/2020062115737032-eua-testam-nova-bomba-inteligente-stormbreaker-guiada-por-laser-ou-gps/

Comitê do Senado dos EUA aprova US$ 10 milhões para prontidão de testes nucleares, afirma site

Um míssil nuclear ICBM Titan II desativado é visto em um silo no Missile Museum Titan (imagem referencial)
© AFP 2020 / BRENDAN SMIALOWSKI

O Comitê de Serviços Armados do Senado dos EUA aprovou uma emenda de investimento de ao menos US$ 10 milhões (R$ 51 milhões) para "projetos relacionados à redução do tempo necessário para executar teste nuclear, caso haja necessidade".

De acordo com o site The Hill, a emenda foi introduzida pelo senador Tom Cotton, sendo aprovada na semana passada. Sua aprovação foi divulgada pelo Comitê de Serviços Armados na quinta-feira (11), entretanto o comitê não divulgou o texto completo das emendas adotadas pela Lei de Autorização de Defesa Nacional (NDAA, na sigla em inglês).

"Uma explosão de testes nucleares nos EUA não ajudaria para conter os arsenais nucleares chineses e russos, bem como não criaria um ambiente melhor para as negociações [...] Pelo contrário, isso desencadearia testes nucleares globais e uma corrida armamentista", afirmou Daryl Kimball, diretor-executivo da Associação de Controle de Armas, em resposta ao projeto de Cotton.

Além disso, Kimball pediu ao Congresso dos EUA que "intervenha para impedir que os EUA utilizem os fundos dos contribuintes para retomar testes de armas nucleares".

Míssil balístico intercontitental Minuteman III é visto na base aérea de Minot, nos EUA (foto de arquivo)

© AP Photo / Charlie Riedel
Míssil balístico intercontitental Minuteman III é visto na base aérea de Minot, nos EUA (foto de arquivo)

No dia 25 de maio, em carta enviada ao secretário de Defesa Mark Esper, os democratas exigiram uma explicação sobre o plano de retomar os testes de armas nucleares do governo Trump, que foram interrompidos em 1992.

No mesmo mês, funcionários do governo Trump discutiram a ideia de retomar os testes nucleares com o objetivo de apoiar a posição de Washington nos diálogos com Pequim e Moscou em um novo acordo trilateral de controle de armas nucleares, segundo o The Washington Post.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/defesa/2020061615713698-comite-do-senado-dos-eua-aprova-us-10-milhoes-para-prontidao-testes-nucleares/

Mini bombas atómicas

Os preocupados com o CO2 , com a saude do planeta , com o futuro do ser humano ,não têm nada a dizer ? Haverá alternativa C , visto que dizem que B não há ?
“O Pentágono confirmou nesta semana que, pela primeira vez, armou alguns de seus submarinos com mísseis nucleares de longo alcance, que possuem menor poder destrutivo em comparação com as ogivas existentes.Essas chamadas “mini-armas nucleares” representam – apesar do nome de som diminuto – um risco acrescido de guerra nuclear.
Ler original aquiem inglês :https://www.strategic-culture.org/news/2020/02/07/us-deploys-mini-nukes-in-deplorable-threat-to-world-peace/
ou tradução em Francês:
Un papier très intéressant (07/02/2020) dans la suite de notre série « Nucléaire / Armements stratégiques ».
Le Pentagone a confirmé qu’il a, pour la première fois, armé certains de ses sous-marins avec des missiles nucléaires à longue portée qui ont un pouvoir de destruction plus faible par rapport aux ogives existantes. Ces « mini-nukes » représentent – malgré un nom évoquant une capacité de destruction moindre – un risque accru de guerre nucléaire.

L’ogive W76-2 nouvellement déployée et montée sur le système de missiles Trident aurait un rendement explosif de cinq kilotonnes, soit environ 1 % de la W76-1 existante. L’arme supposée à faible rendement est néanmoins un instrument de destruction massive colossale, équivalente à environ un tiers de la puissance de la bombe que les États-Unis ont larguée sur Hiroshima en août 1945 et qui a tué des dizaines de milliers de personnes. Ceci donne une idée de l’utilité du « mini-nuke », un missile apparemment plus facile à utiliser.
Cependant, avec une logique de type Docteur Folamour, le fonctionnaire du Pentagone John Rood a affirmé que le nouveau dispositif « améliorerait la sécurité des Américains car il éloignerait le danger d’une guerre nucléaire ». Il aurait également cité l’arme comme un moyen de dissuasion contre une prétendue agression russe. (Il est regrettable, voire absurde, que les responsables américains présentent incorrigiblement la Russie comme un croque-mitaine. Quand vont-ils évoluer ?)
Le Bulletin of Atomic Scientists, basé aux États-Unis, n’est pas de cet avis. Il affirme que le déploiement de telles armes augmente en fait le risque d’une éventuelle guerre nucléaire. En effet, les W76-2 à faible rendement lancés par les sous-marins américains de la classe Ohio ne pourront pas être différenciés des ogives Trident existantes. Par conséquent, le risque d’escalade vers une guerre nucléaire totale est accru.
La Russie a également condamné l’initiative américaine. Sergei Ryabkov, vice-ministre des affaires étrangères, a déclaré : « Les États-Unis sont en train d’abaisser le seuil de sécurité nucléaire et d’autoriser la possibilité de mener une guerre nucléaire limitée et de gagner cette guerre… c’est extrêmement alarmant. »
Le contexte plus large dans lequel l’administration Trump a dénoncé les traités sur le contrôle des armes est doublement troublant. L’année dernière, l’administration a abandonné le traité sur les forces nucléaires à portée intermédiaire (FNI), qui régit l’utilisation des missiles nucléaires à courte portée, ou tactiques. Jusqu’à présent, Washington a montré qu’il n’avait pas l’intention de prolonger l’accord New START avec la Russie régissant les armes stratégiques à longue portée, qui doit expirer l’année prochaine.
Le déploiement d’armes nucléaires à faible puissance dans le cadre de l’arsenal stratégique ne manquera pas de déstabiliser l’équilibre stratégique mondial. Moscou a averti à plusieurs reprises que Washington tente d’inciter à une nouvelle course aux armements.
Elle souligne que l’annulation des traités de contrôle des armements et l’arsenalisation de l’espace extra-atmosphérique par les États-Unis sont la preuve d’un véritable programme visant à provoquer une insécurité mondiale. [L’arsenalisation de l’espace désigne le fait de déployer en orbite de véritables armes et non plus de simples systèmes de soutien des opérations armées au sol. On oppose donc l’arsenalisation (weapo-nization), en projet, à la militarisation (militarization). NdT]
Il est tentant de spéculer que les États-Unis réagissent au développement par la Russie d’armes hypersoniques non nucléaires qui seraient capables d’échapper à tout système de défense anti-missile. Moscou maintient que son arsenal est axé sur une doctrine d’autodéfense et non sur un objectif de première frappe. En tout cas, il semble que les États-Unis, ayant réalisé qu’ils étaient perdants face à la Russie dans le développement d’armes hypersoniques non nucléaires, ont décidé d’élargir leurs options nucléaires. Cette décision annule des décennies d’engagements déclarés de non-prolifération.
Il faut également noter que cette semaine, le Kremlin a révélé qu’un appel urgent lancé par le président russe Vladimir Poutine aux cinq membres permanents du Conseil de sécurité des Nations unies pour qu’ils convoquent un sommet afin d’aborder la question de la paix internationale a été ignoré jusqu’à présent par Washington.
Le mois dernier, à un mémorial de l’Holocauste en Israël, Poutine a réitéré une proposition aux puissances fondatrices des Nations unies – les États-Unis, la Grande-Bretagne, la France, la Russie et la Chine – de consolider les efforts pour renforcer la sécurité mondiale, la non-prolifération et le contrôle des armes. Cette semaine, le Kremlin a déclaré que cet appel n’avait reçu aucune réponse des États-Unis (ou du Royaume-Uni) pour participer à un tel forum.
En outre, le mois prochain verra l’une des plus grandes manœuvres de guerre de l’OTAN jamais organisées en Europe, avec notamment un déploiement transatlantique massif de forces américaines. Le ministère de la défense russe a qualifié cette mobilisation massive comme étant comparable à une répétition pour une invasion de la Russie.
Le président Donald Trump avait précédemment déclaré son aversion pour la guerre nucléaire et avait appelé à la négociation d’un nouveau traité global de contrôle des armements entre les États-Unis, la Russie et la Chine.

 

Toutes les preuves empiriques montrent que la rhétorique américaine est complètement et lamentablement détachée de la réalité de ses pratiques menaçantes. Le monde s’oriente vers plus d’insécurité et de risque d’une guerre dévastatrice. Et la faute de cette épouvantable dynamique incombe entièrement à Washington.



 

Via: FOICEBOOK https://bit.ly/3hvdPmS

'Não somos policiais do mundo': Trump anuncia término da era de 'guerras sem fim' dos EUA

Presidente dos EUA, Donald Trump, saúda cadetes durante cerimônia de graduação da Academia Militar em West Point, Nova York, EUA, 13 de junho de 2020
© REUTERS / Mike Segar

O presidente norte-americano Donald Trump declarou que os EUA mudarão seu foco de travar "guerras sem fim" e de ser os "policiais do mundo", recuperando suas promessas de campanha de 2016 não cumpridas.

Washington está entrando em um "momento crucial" de sua história, disse o líder norte-americano falando na cerimônia de graduação da Academia Militar em West Point, realizada no sábado (13). "Estamos encerrando uma era de guerras sem fim."

"Não é dever das tropas americanas resolver conflitos antigos em terras longínquas que muitas pessoas nem ouviram falar. Nós não somos os policiais do mundo", comentou Trump.

Ao mesmo tempo, o presidente americano emitiu um aviso aos eventuais "inimigos" de seu país.

"Mas que os nossos inimigos fiquem avisados: se nosso povo for ameaçado, nunca, jamais hesitaremos em agir. E quando lutarmos, de agora em diante, lutaremos apenas para vencer", destacou.

Fuzileiros navais norte-americanos participam dos exercícios militares no oceano Pacífico

© Foto / Marinha dos EUA/ Chandler Harrell
Fuzileiros navais norte-americanos participam dos exercícios militares no oceano Pacífico

Trump também elogiou os esforços de seu governo na "reconstrução colossal" das Forças Armadas dos EUA.

"Depois de anos de cortes orçamentários devastadores e um Exército totalmente esgotado por essas guerras sem fim, investimos mais de US$ 2 trilhões [R$ 10,1 trilhões] na força de combate mais poderosa, de longe, no planeta Terra."

A declaração vem em meio a relatórios sobre os planos da Casa Branca de retirar 9.500 soldados da Alemanha, causando preocupação em alguns aliados dos EUA em relação ao papel "decrescente" dos EUA no cenário mundial.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/americas/2020061415704831-nao-somos-policiais-do-mundo-trump-anuncia-termino-da-era-de-guerras-sem-fim-dos-eua/

Marinha dos EUA envia 2 porta-aviões para o Pacífico em meio a tensões com China

USS Nimitz, foto de arquivo
© AP Photo / Vincent Yu

Washington enviou esta segunda-feira (8) dois porta-aviões para o Pacífico Ocidental, o USS Ronald Reagan e o USS Nimitz, em meio a crescentes tensões com a China na região.

Após o surto de coronavírus ter obrigado o porta-aviões USS Roosevelt a atracar no início deste ano no porto de Guam, os Estados Unidos iniciaram agora mais uma missão no Pacífico.

Nesta segunda-feira (8) o USS Ronald Reagan, com uma tripulação de 5.000 militares, saiu da sua base em Yokosuka, no Japão, para dar início a uma missão de patrulha, anunciou a 7ª Frota da Marinha dos EUA. O USS Nimitz deixou San Diego no mesmo dia, com uma tripulação de 8.000 militares.

https://twitter.com/USNavy/status/1270075801665441792?ref_src=twsrc%5Etfw
" data-uid="sitdc" data-loading-text="Loading...">
​Grupo de ataque de porta-aviões USS Nimitz da Marinha dos EUA irá conduzir operação de Segurança Marítima.

Todos os tripulantes envolvidos no destacamento foram testados duas vezes para o novo coronavírus durante uma quarentena de duas semanas antes do embarque, durante a qual alguns militares assintomáticos foram identificados e afastados dos navios, disse um oficial da Marinha ao The Wall Street Journal.

"Continuamos promovendo a segurança regional junto com nossos parceiros e mantendo um elevado estado de prontidão", disse o contra-almirante George M. Wikoff, comandante do grupo de ataque do porta-aviões USS Ronald Reagan, se recusando a indicar as áreas específicas de operação.

O Ministério da Defesa de Taiwan informou nesta terça-feira (9) que vários caças chineses entraram na zona de identificação de defesa aérea do país. Entretanto, o governo do Japão reportou que, em abril, um grupo de ataque liderado por um porta-aviões chinês foi avistado em viagem de regresso passando próximo da parte sul das ilhas japonesas.

No fim de maio, o Exército de Libertação Popular da China expulsou um navio de guerra dos EUA que havia entrado em águas territoriais chinesas perto das ilhas Paracel, no mar do Sul da China.

Tropas do comando chinês identificaram e monitoraram a rota do navio dos EUA, advertiram e expulsaram a embarcação, revelou Li Huamin, porta-voz do Comando de Treinamento Sul do Exército de Libertação Popular da China, citado pelo portal Global Times.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/asia_oceania/2020061115687778-marinha-dos-eua-envia-2-porta-avioes-para-o-pacifico-em-meio-a-tensoes-com-china/

Manobras navais da OTAN comandadas de Portugal iniciam no Báltico perto da Rússia (VÍDEO)

Navios militares da OTAN durante exercícios navais no mar Negro perto do porto romeno de Constanta
© AFP 2020 / DANIEL MIHAILESCU

OTAN iniciou exercícios navais de grande escala com a participação de 19 países na região do Báltico perto da fronteira da Rússia.

Primeiro Grupo Naval Permanente da OTAN (SNMG1) e Primeiro Grupo de Contramedidas de Minas Permanente da OTAN irão participar dos exercícios BALTOPS, as principais manobras com foco no âmbito marítimo no Báltico.

De acordo com o departamento de relações públicas das Forças Navais de Ataque e Apoio da OTAN, entre 7 e 16 de junho forças aéreas e marítimas de 19 aliados da OTAN e nações parceiras irão participar de eventos de treinamento que incluem defesa antiaérea, combate antissubmarino, interdição marítima e operações de contramedidas de minas.

Pela primeira vez os exercícios serão comandados em terra a partir do quartel-general, localizado em Lisboa, das Forças Navais de Ataque e Apoio da OTAN (STRIKFORNATO, na sigla em inglês) através de seu novo centro de operações marítimas.

Para garantir a segurança e a saúde dos militares participantes do exercício, as manobras da OTAN BALTOPS 2020 irão ocorrer exclusivamente no mar, avança portal Defense Blog.

​[Exercícios navais] BALTOPS 2020 começam hoje [7 de junho]!

Esta precaução permite às unidades reforçarem a cooperação operacional multinacional, assegurando ao mesmo tempo que as tripulações permaneçam saudáveis e prontas para manter a segurança regional permanente.

De acordo com а comandante da Sexta Frota dos EUA, vice-almirante Lisa Franchetti, os atuais exercícios no Báltico não são uma ameaça para nenhum país e não irão levar à escalada nas relações com a Rússia.

Nações participantes incluem Alemanha, Canadá, Dinamarca, Espanha, EUA, Finlândia, França, Grécia, Itália, Portugal, Turquia, Reino Unido, Suécia, entre outras, com 28 unidades marítimas, 28 aeronaves e 3.000 efetivos.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/defesa/2020060815674465-manobras-navais-da-otan-comandadas-de-portugal-iniciam-no-baltico-perto-da-russia-video/

Polônia quer abrigar 9.500 soldados dos EUA que Trump ordenou retirar da Alemanha

Soldados norte-americanos que participam dos exercícios militares Anaconda-16, Varsóvia, Polônia, junho de 2016
© AFP 2020 / Alik Keplicz

Após o presidente dos EUA ordenar a retirada de 9.500 militares da Alemanha, o premiê polonês, Mateusz Morawiecki, expressou esperanças de o Pentágono deslocar esses soldados para seu país.

Atualmente os EUA mantêm em solo alemão cerca de 34.500 militares, designados para permanecer no país de forma permanente.

Contudo, por ordem do presidente Donald Trump, o Pentágono planeja remover 9.500 militares do país.

Visando uma maior presença militar dos EUA no seu país, Morawiecki declarou em entrevista à rádio RMF 24:

"Eu tenho profunda esperança de que, como resultado de muitas conversações que tivemos [...] parte das tropas baseadas hoje na Alemanha e que estão sendo removidas pelos EUA [...] sejam enviadas para a Polônia."

Ainda de acordo com Morawiecki a decisão agora cabe ao governo americano.

Relações estreitas

A declaração do premiê vem logo após os EUA e a Polônia darem início aos exercícios militares Defensor da Europa 2020 nesta semana, após o evento ter sido adiado devido à pandemia do coronavírus.

No mês passado, a embaixadora dos EUA na Polônia, Georgette Mosbacher, afirmou que seu país poderia abrigar armas nucleares na Polônia caso a Alemanha deseje "reduzir a capacidade nuclear e enfraquecer a OTAN".

Também, no ano passado, a chancelaria polonesa afirmou que o contingente militar americano em seu país aumentou em mais de dez vezes desde 2015.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/defesa/2020060615669178-polonia-quer-abrigar-9500-soldados-dos-eua-que-trump-ordenou-retirar-da-alemanha/

Polônia começa treinamentos para receber tropas dos EUA em solo europeu

Brigada polonesa junto aos soldados da divisão norte-americana durante manobras Anakonda 16 da OTAN, Polônia
© REUTERS / Kacper Pempel

Anteriormente, os exercícios militares Defender Europe 20 foram adiados devido à pandemia do coronavírus.

Estes exercícios deveriam ser a maior transferência de tropas norte-americanas nos últimos 25 anos. De acordo com o planejamento estabelecido, 20 mil soldados norte-americanos iriam cruzar o oceano Atlântico para se unirem a outros nove mil já estacionados em território europeu.

Em março, o Comando Europeu dos EUA (EUCOM, na sigla em inglês) anunciou que o Pentágono interrompeu este processo devido ao risco de proliferação do coronavírus, consequentemente os exercícios Dynamic Front, Joint Warfighting Assessment, Saber Strike e Swift Response também foram cancelados.

Os EUA estariam reduzindo o número total de tropas envolvidas em manobras militares. De acordo com o planejado, a parte final do Defence Europe deveria ter ocorrido entre 20 de abril e 20 de maio nos territórios da Alemanha, Polônia e Países Bálticos, envolvendo 37 mil soldados de 18 países.

"Certamente, a epidemia alterou nossos planos, mas o principal é que nós nos adaptamos rapidamente à realidade atual. As tropas polonesas não perderam nem por um minuto sua prontidão de combate", anunciou o ministro da Defesa polonês, Mariusz Blaszczak.

O ministro agradeceu às tropas norte-americanas por "estarem presentes e treinarem conosco apesar dos problemas com os quais o mundo inteiro está lutando".

Os participantes dessas atividades militares buscam atestar "a possibilidade de coordenação de tropas polonesas e norte-americanas no âmbito de operações militares conjuntas".

O principal objetivo anunciado dos exercícios militares Defender Europe 20 é "aprimorar a prontidão estratégica e a interação através do desdobramento rápido de tropas dos EUA na Europa, assim como a verificação das capacidades dos países anfitriões para receber apoio aliado".

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/defesa/2020060415658329-polonia-comeca-treinamentos-para-receber-tropas-dos-eua-em-solo-europeu/

Cuidado com os oportunistas pandémicos do Pentágono

Mandy Smithberger *

Para colocar isto em perspetiva, no meio de uma pandemia, os codiretores do Projeto dos Custos da Guerra, da Universidade de Brown, referiram recentemente que as alocações para a Administração de Alimentos e Medicamentos, os Centros de Controle e Prevenção de Doenças e os Institutos Nacionais de Saúde para 2020 representaram menos de 1% do que o governo dos EUA gastou, apenas nas guerras no Iraque e no Afeganistão, desde o 11 de setembro.

 

Sem Título (30).jpg

Neste momento de uma crise sem precedentes, poder-se-ia pensar que aqueles que não são vencidos pelas consequências económicas e mortais do coronavírus se perguntariam: “O que podemos fazer para ajudar?”. Algumas empresas, de facto, dedicaram-se a fabricar máscaras e ventiladores para um sobrecarregado sistema médico. Infelizmente, quando se trata das principais autoridades do Pentágono e dos CEO que administram uma grande parte da indústria de armas, abundam os exemplos em que perguntam o que podem fazer para se ajudarem a si próprios.

É importante compreender como a indústria de defesa se saiu chocantemente bem nestes últimos quase 19 anos, desde o 11 de setembro. As suas empresas (recheadas de ex-militares e oficiais de defesa) receberam triliões de dólares em contratos governamentais, que usaram largamente no seu enriquecimento. Dados compilados pelo New York Times mostraram que os diretores executivos das cinco principais empresas militares-industriais receberam quase US $ 90 milhões em compensações, em 2017. Uma investigação, neste mesmo ano, efetuada pelo Providence Journal descobriu que, de 2005 até ao primeiro semestre de 2017 , as cinco principais empresas com contratos de defesa gastaram mais de US $ 114 biliões a recomprar as ações das suas próprias companhias e, assim, aumentaram o seu valor à custa do novo investimento.

Para colocar isto em perspetiva, no meio de uma pandemia, os codiretores do Projeto dos Custos da Guerra, da Universidade de Brown, referiram recentemente que as alocações para a Administração de Alimentos e Medicamentos, os Centros de Controle e Prevenção de Doenças e os Institutos Nacionais de Saúde para 2020 representaram menos de 1% do que o governo dos EUA gastou, apenas nas guerras no Iraque e no Afeganistão, desde o 11 de setembro. Embora quase todas as agências e indústrias governamentais imagináveis ​​tenham sofrido o impacto da propagação do coronavírus, o papel da indústria de defesa e militar na resposta à pandemia foi, na verdade, limitado. O uso, amplamente publicitado, de navios-hospitais militares em Nova York e Los Angeles, por exemplo, não só teve um impacto relativamente pequeno nas crises nessas cidades, mas também passou a servir como um símbolo de quão disfuncional realmente foi a resposta militar.

Dar a mão ao complexo militar-industrial no momento Covid-19

As exigências de usar o Ato de Produção de Defesa para direcionar empresas para produzir equipamentos necessários no combate à Covid-19 continuaram, provocando uma forte resistência das indústrias, preocupadas sobretudo e em primeiro lugar com os seus próprios lucros. Até o colunista conservador do Washington Post, Max Boot, apoiante de longa do aumento dos gastos do Pentágono, se retratou recentemente, observando como essas prioridades orçamentais enfraqueceram a capacidade de os EUA manterem os americanos a salvo do vírus. “Nunca fez qualquer sentido, como o orçamento de Trump para 2021 tinha inicialmente proposto, aumentar os gastos com armas nucleares em US $ 7 biliões, enquanto cortava em US $ 1,2 bilião o financiamento dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças”, escreveu ele. “Ou criar uma desnecessária Força Espacial, fora da Força Aérea dos EUA, enquanto se elimina a importante e vital diretoria de saúde global, inserindo-a noutro serviço, no interior do Conselho de Segurança Nacional”.

De facto, continuar a priorizar as forças armadas dos EUA só enfraquecerá ainda mais o sistema público de saúde do país. E para começo, chamar simplesmente médicos e enfermeiros nas reservas militares, como até o Secretário de Defesa Mark Esper apontou, prejudicará a resposta civil mais ampla à pandemia. Afinal, nas suas vidas civis, muitos deles trabalham agora em hospitais domésticos e centros médicos inundados por pacientes da Covid-19.

A situação atual, no entanto, não impediu solicitações de resgates financeiros por parte do complexo militar-industrial. A Associação Nacional de Defesa Industrial, um grupo comercial da indústria de armas, normalmente solicitava ao Pentágono que acelerasse contratos e prémios de US $ 160 biliões em fundos não obrigatórios do Departamento de Defesa para as suas empresas, o que envolvia atirar dinheiro pela porta fora sem ter em conta o mínimo cuidado ou a devida diligência.

Já sob fogo, no momento pré-pandémico, por grotescos problemas de segurança com os seus jactos comerciais, a Boeing, o segundo maior contratante do Pentágono, recebeu US $ 26,3 biliões no ano passado. Agora, essa empresa pediu um apoio ao governo de US $ 60 biliões. E, certamente, não ficará surpreendido ao saber que o Congresso já forneceu à Boeing parte do dinheiro desejado, na sua recente legislação sobre resgates financeiros. Segundo o Washington Post , foram negociados US $ 17 biliões nesse acordo com empresas “essenciais para manter a segurança nacional” (tendo, em particular, a Boeing em mente). Quando, no entanto, ficou claro que esses fundos não chegariam como um completo cheque em branco, a empresa começou a repensar. Agora, alguns membros do Congresso estão praticamente a implorar para ficarem com o dinheiro.

E a Boeing estava longe de estar sozinha. Mesmo com a disseminação do coronavírus a provocar conversações no Congresso sobre o que se tornaria um pacote de ajuda de US $ 2 triliões, 130 membros da Câmara já estavam a pedir fundos para comprar mais 98 caças Lockheed Martin F-35, o sistema de armas mais caro da história, ao custo de mais meio bilião de dólares, ou ao preço de mais de 90.000 ventiladores.

Da mesma forma, deveria ter sido absurdamente óbvio que este não era o momento de fomentar os gastos, já astronómicos, em armas nucleares. No entanto, a solicitação do orçamento de defesa deste ano para tal armamento foi 20% superior à do ano passado e 50% acima dos níveis de financiamento existente quando o presidente Trump assumiu o cargo. A agência que fabrica armas nucleares já tinha deixado US $ 8 biliões não utilizados  de anos anteriores e o chefe da Agência Nacional de Segurança Nuclear, responsável pelo desenvolvimento de ogivas nucleares, admitiu ao representante Susan Davis (D-CA) que a agência era, provavelmente, incapaz de gastar a totalidade do novo aumento.

No entanto, os apoiantes desse armamento continuam afoitos pela pandemia da Covid-19. De facto, a crise só parece ter fornecido mais uma desculpa para acelerar a concessão de uns estimados US $ 85 biliões à Northrop Grumman para desenvolver uma nova geração de mísseis balísticos intercontinentais (ICBMs), considerada a “perna coxa” da tríade nuclear da América. Mas como William Hartung, diretor do Projeto de Armamento e Segurança do Centro de Política Internacional realçou, tais ICBMs “são redundantes porque os invulneráveis mísseis balísticos lançados por submarinos​​são suficientes para impedir outros países de atacarem os Estados Unidos. E são perigosos porque operam em alerta de gatilho, com decisões de lançamento que são tomadas, nalguns casos, em poucos minutos. Isso aumenta o risco de uma guerra nuclear por acidente”.

E como o autor de livros infantis, Dr. Seuss, devia ter acrescentado: “Mas isso não é tudo! Oh, não, isso não é tudo”.  De facto, o gigante da defesa Raytheon também está a receber o seu pedaço do bolo, no momento Covid-19, por uma arma de longo alcance de US $ 20 a US $ 30 biliões, um míssil nuclear armado, de igual forma redundante. Isto mostra tudo o que é preciso saber agora sobre as prioridades de financiamento, que a empresa está, de facto, a receber esse dinheiro dois anos antes do previsto.

No meio da disseminação da pandemia, o Comando Indo-Pacífico das forças armadas dos EUA também viu uma oportunidade de usar o alarmismo do medo da China, um país oficialmente na sua área de responsabilidade, para obter um financiamento adicional. E, assim, está a tentar obter US $ 20 biliões que antes não haviam conseguido a aprovação  do Secretário de defesa, na proposta de orçamento do governo para o ano fiscal de 2021. Esse dinheiro seria destinado a duvidosos sistemas de defesa antimísseis e a uma igualmente duvidosa “Iniciativa de Dissuasão do Pacífico”.

Como não lidar com a Covid-19

Juntamente com aqueles resgates militares-industriais, houve o roubo de contribuintes americanos. Enquanto muitos americanos aguardavam ansiosamente os seus pagamentos de US $ 1.200 do pacote de ajuda e assistência do Congresso, o Departamento de Defesa estava a acelerar os pagamentos dos contratos à indústria de armamento.  Shay Assad, um ex-alto funcionário do Pentágono, chamou com precisão “roubo aos contribuintes” que indústrias com tantos recursos –, para não falar da capacidade de pedir dinheiro emprestado a taxas de juros incrivelmente baixas –, estivessem a ser tão rica e rapidamente recompensadas, em tempos difíceis. Entregar tais financiamentos a gigantes da defesa, neste momento, era como alguém dar à cabeça a um empreiteiro 90% dos custos de renovações, quando não estava claro se poderia pagar a próxima tranche da hipoteca. Precisamente agora, a indústria de defesa está a ter idêntico sucesso em convencer o Pentágono de que a prestação básica de contas deve ser atirada pela janela. Mesmo em tempos normais, é raro o governo federal negar dinheiro a um fabricante de armas gigante, a menos que o seu desempenho seja realmente ofensivo. A Boeing, no entanto, continua a encaixar-se perfeitamente nessa lista, com o seu interminável programa de construção do avião-tanque KC-46 Pegasus, basicamente um “posto de gasolina voador” destinado a reabastecer outros aviões no ar.

Como anotou o analista de segurança nacional Mark Thompson, meu colega no Projeto de Supervisão Governamental (POGO), mesmo após anos de desenvolvimento, aquele avião-tanque tem pouca esperança de cumprir a sua missão no futuro próximo. As sete câmaras com que o piloto conta para transferir o combustível do KC-46 para outros aviões têm tanto brilho e tantas sombras, que a possibilidade de raspar desastrosamente o revestimento furtivo dos F-22 e F-35 (ambos fabricados pela Lockheed Martin), enquanto o reabastecimento continua, é um perigo constante. A Força Aérea também ficou cada vez mais preocupada porque o próprio avião-tanque vaza combustível. No momento pré-pandémico, tais problemas e outros associados levaram aquele serviço a decidir reter US $ 882 milhões para a Boeing. Agora, porém, em resposta à crise da Covid-19, esses fundos estão, acredite-se ou não, a ser libertados.

Recorde-se todo este comportamento (e mais), quando se ouvem pessoas a sugerir que, nesta emergência de saúde pública, os militares devem ser colocados no comando. Afinal, estamos a falar da mesma instituição que, regularmente, administrou, mal, programas massivos de armas, como o programa de caças a jacto F-35, de US $ 1,4 trilião, já o sistema de armas mais caro de todos os tempos (com inúmeros problemas). Mesmo quando se trata de cuidados de saúde, os militares mostraram-se notavelmente ineptos. Por exemplo, as tentativas do Departamento de Assuntos dos Veteranos e do Departamento de Defesa para integrar os seus registos de saúde foram infamemente abandonadas, após quatro anos e gastos de US $ 1 bilião.

Ter alguém de uniforme no pódio não é, infelizmente, garantia de sucesso. De facto, vários veteranos foram rápidos em reprovar a ideia de liderança dos militares, neste momento. “Não coloquem os militares no comando de qualquer coisa que não envolva explosões, prevenção de explosões, ou o aparecimento num local como uma mensagem para outros de que estaremos lá para explodir com coisas e com eles, se necessário for”, escreveu um deles.

Aqui está um vídeo de Camp Pendleton de fuzileiros navais sem máscara na fila para cortar o cabelo, durante a pandemia”, tuitou outro . “Então, que tal o 'não'?”. Aquele vídeo de tropas sem máscaras ou distanciamento social chocou, até, o Secretário da Defesa Esper, que pediu uma interrupção no corte de cabelo aos militares, o que só serviu para ser contrariado pelo presidente do Estado-Maior Conjunto, desesperado para manter os cortes regulamentares no momento da pandemia. Isso inspirou uma ridicularização dos “heróis do corte de cabelo” no Twitter.

Infelizmente, quando a Covid-19 se espalhou pelo porta-aviões USS Theodore Roosevelt , aquele barco tornou-se emblemático de quão impreparada mostrou ser a atual liderança do Pentágono no combate ao vírus. Apesar de, pelo menos, terem sido reportados 100 casos a bordo – 955 tripulantes, no final, testaram positivo para a doença e o suboficial, Charles Robert Thacker Jr., morreria por causa disso – os líderes seniores da Marinha foram lentos a responder. Por sua vez, mantiveram aqueles marinheiros muito próximos e numa situação insustentável de risco crescente. Quando um mail, expressando as preocupações do comandante do navio, capitão Brett Crozier, chegou à imprensa, ele foi rapidamente removido do comando. Mas, enquanto os seus chefes não apreciaram a sua defesa da tripulação, os seus marinheiros apreciaram. Ele deixou o barco com uma  despedida de herói.

Tudo isto não quer dizer que alguns militares dos EUA não tenham tentado avançar com as pastas da Covid-19. O Pentágono, por exemplo, firmou contratos para construir instalações de “cuidados alternativos”, para ajudar a aliviar a pressão nos hospitais. A Universidade de Serviços Uniformizados das Ciências da Saúde já está a permitir que os seus médicos e enfermeiros se juntem aos militares. Vários meses depois desta crise, o Pentágono usou finalmente o Ato de Defesa da Produção para lançar um processo de produção de US $ 133 milhões em máscaras cruciais para o respirador N95, e de US $ 415 milhões de unidades de descontaminação para cuidados intensivos N95. Mas trata-se de atos modestos, no meio de uma pandemia e num momento em que os resgates, fraudes e atrasos sugerem que o complexo militar-industrial não se mostrou capaz de uma concretização efetiva, mesmo para as suas próprias tropas.

Entretanto, os bandidos de Beltway, que compõem esse complexo, encontraram uma notável oportunidade para garantirem muitos dos seus sonhos esperanças. O seu sucesso em colocar os seus desejos e lucros à frente da verdadeira segurança nacional dos americanos já era suficientemente claro no impressionante orçamento pré-pandémico de US $ 1,2 trilião na segurança nacional. (Enquanto isso, é claro, as principais estruturas médicas federais foram subfinanciadas ou dissolvidas nos anos da administração Trump, minando a segurança real do país). Esse tipo de gastos desproporcionais ajuda a explicar por que é que a nação mais rica do planeta se mostrou tão incapaz até de fornecer o necessário equipamento de proteção individual aos profissionais de saúde da linha da frente, bem como os testes necessários para tornar este país seguro.

A indústria de defesa pediu muito, e recebeu, neste momento de crescentes casos de doenças e mortes . Embora haja, indubitavelmente, um papel a desempenhar nesta crise pelos grandes fabricantes de armas e pelo Pentágono, eles mostraram ser qualquer coisa, mas não eficazes instituições líderes na resposta a este momento. Chegou a hora do complexo militar-industrial pagar de volta a um público americano que foi mais do que generoso com ele.

Finalmente, não estará também na hora de reduzir o orçamento da “defesa” e colocar mais dos nossos recursos na verdadeira crise de segurança nacional que temos nas mãos?

Este artigo apareceu pela primeira vez no  TomDispatch .

* Mandy Smithberger  é a diretora do Centro para a Defesa da Informação no Projeto sobre Supervisão Governamental.

Fonte:https://www.counterpunch.org/2020/05/06/beware-the-pentagons-pandemic-profiteers/, publicado e acedido em 2020/05/06

Tradução do inglês de PAT

 

Ver original em 'Pelo Socialismo' na seguinte ligação:

https://pelosocialismo.blogs.sapo.pt/cuidado-com-os-oportunistas-pandemicos-95269

[Manlio Dinucci] O EXÉRCITO USA RETOMA AS GRANDES MANOBRAS NA EUROPA

                                   
                                                  US ARMY EUROPE
                                                        EXERCISES
                          (Clicar para ver todos os exercícios de guerra em 2020)
 
O Exército dos EUA na Europa, “após cuidadosa avaliação e planificação”, decidiu que efectuará na Polónia, de 5 a 19 de Junho, o exercício Allied Spirit , no âmbito da grande manobra estratégica Defender-Europe 20 (Defensor da Europa 2020). Participarão 4.000 soldados americanos de unidades blindadas e de infantaria, apoiados por 2.000 polacos.
O exercício, que deveria ter acontecido em Maio, foi adiado porque, devido ao Covid-19, o Defender-Europe 20 foi parcialmente modificado. Mas, especifica o US Army Europe, quando em Março, foi suspenso o envio de forças dos Estados Unidos, “mais de 90% dos equipamentos destinados ao Defender-Europe 20 já estavam a bordo de aviões e navios com destino à Europa”.
No total, chegaram mais de 3.000 equipamentos, a começar por tanques, aos quais foram adicionados mais de 9.000 veículos blindados e outros veículos provenientes dos depósitos “pré-posicionados” que o Exército USA mantém na Alemanha. Dos Estados Unidos chegaram mais de 6.000 soldados, incorporados por milhares de outros estacionados na Europa.
Apesar do “ajuste devido ao Covid-19”, comunica o Exército o US Army, “muitos dos objectivos de prontidão estratégica foram ralizados”. Anuncia portanto, que, para compensar o tempo perdido, “o US Army Europe está a planear exercícios complementares nos próximos meses, baseados em muitos dos objectivos originais do Defender-Europe 20 para aumentar a prontidão e a interoperabilidade das forças USA e aliadas”.
O Allied Spirit faz parte de uma série de exercícios nesse quadro estratégico de nítida função anti-russa. Não é por acaso que ocorre na Polónia. Segundo, o que se estabeleceu na Declaração Militar assinada pelo Presidente Trump e pelo Presidente Duda da Polónia, em Setembro passado - os Estados Unidos estão a aumentar fortemente a sua presença militar. O número de soldados que mantém em permanência, através de um sistema de rotação, foi acrescido de 4.500 para 5.500.
 
Em Poznan, o US Army instala um verdadeiro quartel general de divisões numa base avançada.
Em Drawsko Pomorskie, as forças armadas USA abrem um Centro de Treino de Combate.
Em Wrocław-Strachowice, a US Air Force constrói um grande aeroporto de desembarque.
Em Lask, a US Air Force transfere uma equipa de aviões pilotados remotamente, incluindo drones Reaper.
Em Powidz, uma brigada aérea de combate.
Tanto em Powidz como em Lubliniec, as Forças USA de Operações Especiais estabeleceram as suas bases.
 
Num localidade ainda a ser determinada, será destacada em permanência a equipa de combate de uma brigada blindada USA. Todo o equipamento já está armazenado em Bergen-Hohne, na Alemanha. O US Army Europe também comunica que a 173ª Brigada Aerotransportada, com sede em Vicenza, está a planear operações nos Balcãs e na região do Mar Negro, enquanto o 10º Comando de Defesa Aérea e de Mísseis participará em exercícios no Báltico.
A US Air Force comunica que os três tipos de bombardeiros estratégicos convencionais e nucleares de dupla capacidade USA - B-2 Spirit, B-1B Lancer e B-52H - realizaram em Maio, missões na Europa, a partir dos Estados Unidos. O que demonstrou que “a pandemia do Covid-19 não comprometeu a prontidão e o alcance dos bombardeiros estratégicos dos EUA”.
Estes factos, ignorados pelo principais meios de comunicação social que tinham anunciado o cancelamento do Defender-Europe 20 devido ao Covid-19, confirmam que os USA não cancelaram, mas apenas remodelaram a operação estratégica, prolongando-a.
Permanece o objectivo de Washington de aumentar a tensão com a Rússia, usando a Europa como primeira linha do confronto, o que permite aos Estados Unidos reforçar a sua liderança sobre os aliados europeus e orientar a política externa e militar da União Europeia, na qual 22 dos 27 membros pertencem à NATO, sob comando USA.
Manlio Dinucci
il manifesto, 26 Maio de 2020
---------------------------------------------------
Tradutora: Maria Luísa de Vasconcellos
Email: luisavasconcellos2012@gmail.com
 
 

Ver o original em 'Manuel Banet' (clique aqui)

OTAN | Aliados apelam aos EUA para que não se retirem do Tratado de Céus Abertos

 
 
Numa reunião de emergência realizada na sexta-feira (22), todos os aliados da OTAN teriam apelado aos Estados Unidos para não deixarem o Tratado de Céus Abertos, informa a agência AMNA.

Após os EUA terem anunciado sua retirada do Tratado de Céus Abertos na sexta-feira (22), os chanceleres dos países-membros da OTAN realizaram uma reunião urgente para discutir a "salvação" do tratado internacional. Alemanha insistiu para que os EUA revissem sua posição, segundo informa a agência grega AMNA.

Chanceleres da Alemanha, Bélgica, Espanha, Finlândia, França, Itália, Luxemburgo, Países Baixos, Portugal, República Tcheca e Suécia assinaram um comunicado onde expressaram seu "lamento pelo anúncio do governo dos EUA sobre sua intenção de se retirar do Tratado de Céus Abertos".

"O Tratado de Céus Abertos é um elemento fundamental do quadro de consolidação de confiança que foi criado nas últimas décadas com o objetivo de melhorar a transparência e a segurança abrangendo a zona euro-atlântica", diz o comunicado publicado no site do Ministério das Relações Exteriores da França.

 
Entretanto, o secretário-geral da aliança, Jens Stoltenberg, declarou que a "implementação seletiva da Rússia de suas obrigações no âmbito do Tratado de Céus Abertos tem prejudicado a contribuição deste importante Tratado para a segurança e estabilidade na região euro-atlântica" e apelou para que país volte a implementar suas obrigações.

"O retorno da Rússia ao cumprimento é a melhor maneira de preservar os benefícios do tratado", afirmou Stoltenberg em comunicado publicado no site da OTAN na sexta-feira (22).

O chefe da aliança lembrou que "os aliados pediram à Rússia que cumprisse totalmente o tratado desde a Cúpula de Gales em 2014, um apelo que repetiram na Cúpula de Varsóvia em 2016 e na Cúpula de Bruxelas em 2018".

"Os aliados da OTAN e os países associados mantiveram contactos com a Rússia, tanto das capitais quanto da OSCE [Organização para Segurança e Cooperação na Europa] em Viena", para trazer Moscovo "de volta ao cumprimento o mais rápido possível".

Além disso, segundo Stoltenberg, os países da OTAN "permanecem abertos ao diálogo no Conselho Rússia-OTAN sobre redução de riscos e transparência".

EUA anunciam saída

Na quinta-feira (21), o presidente dos EUA, Donald Trump, confirmou que seu governo abandonará o Tratado de Céus Abertos e explicou que a decisão se dará por supostas violações do acordo por parte da Rússia.

No entanto, o presidente mencionou a possibilidade de reverter essa decisão ou elaborar um acordo semelhante, se a Rússia cumprir o tratado novamente.

Por sua vez, o secretário de Estado dos Estados Unidos, Mike Pompeo, afirmou em comunicado que seu país deixará o Tratado de Céus Abertos dentro de seis meses a partir desta sexta-feira (22).

O vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia, Alexandr Grushko, afirmou que a Rússia respeitará o Tratado de Céus Abertos enquanto permanecer em vigor e confia que outros Estados-partes farão o mesmo.

O Tratado de Céus Abertos, assinado em 1992 em Helsínquia, permite que observadores militares realizem voos desarmados de vigilância aérea para obter imagens de movimentos de tropas e navios em um vasto território, da cidade canadense de Vancouver ao porto de Vladivostok, no Extremo Leste da Rússia.

Hoje, esse documento, em vigor desde 2002, possui 34 signatários, incluindo a Rússia, que o ratificou em maio de 2001.

Sputnik | Imagem: © AP Photo / Virginia Mayo
 

Ver o original em 'Página Global' na seguinte ligação:

https://paginaglobal.blogspot.com/2020/05/otan-aliados-apelam-aos-eua-para-que.html

EUA destroem deliberadamente quadro global de estabilidade estratégica

Retirada dos EUA do Tratado de Céus Abertos é um estratagema deliberado que visa a destruição do sistema de estabilidade estratégica e segurança no mundo, afirma representante oficial do MRE russo.

Os Estados Unidos, através de suas ações estão sistematicamente quebrando o quadro de estabilidade estratégica, afirmou a representante oficial do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova.

Em uma entrevista ao canal de televisão russo Rossiya 1 em 24 de maio, Maria Zakharova observou que os EUA estão se retirando de todos os acordos que lhes limitem a ação, como é o caso do Tratado de Céus Abertos.

"A estabilidade estratégica e todos as convenções que formaram sua base e que criaram um quadro jurídico para as ações dos Estados, tudo isso tem sido sistematicamente destruído pelos Estados Unidos [...] Isso mostra que os Estados Unidos [...] estão deliberadamente trabalhando na destruição do sistema de estabilidade estratégica", afirmou Zakharova.

A diplomata lembrou que o Tratado de Céus Abertos foi assinado em 1992, incluindo neste momento 33 países, após a saída dos EUA.

Os Estados participantes do acordo fazem voos de observação como medida de segurança coletiva e "de acordo com as cotas e regulamentos acordados", especificou a diplomata.

"Durante muitos anos, não houve nenhum problema global com este acordos. Todas as questões problemáticas eram resolvidas no âmbito de uma comissão especial", prosseguiu Zakharova.

Segundo a porta-voz, os EUA regressaram ao método habitual de campanhas públicas de culpabilização da Rússia.

Voo de reconhecimento conjunto sobre o território russo realizado pelos EUA e Alemanha

Voo de reconhecimento conjunto sobre o território russo realizado pelos EUA e Alemanha

"Em todos os problemas dos Estados Unidos, a culpa é de Moscou", afirmou ironicamente Zakharova.

A diplomata relembrou que os EUA se retiraram do Tratado de Mísseis Antibalísticos (ABM) em 2002 e que se recusaram a ratificar o Tratado de Proibição Completa de Testes Nucleares.

"Agora é a vez do Tratado de Céus Abertos. Ainda temos o START-III, que é o último que resta", previu Zakharova, para quem a explicação para esta posição dos EUA reside no seu conceito de exclusividade como país.

"Posicionar-se como um país que tem poderes especiais, que não está vinculado a obrigações e não joga segundo as regras é um conceito dos EUA que tem sido muito claro há décadas", disse ela.

Vale recordar que os Estados Unidos se retiraram do Tratado de Céus Abertos alegando incumprimento por parte da Rússia, não descartando o seu regresso caso Moscou "cumpra as suas obrigações".

Moscou rejeitou as insinuações, afirmando que se tratou de um mero pretexto para os EUA se livrarem das obrigações existentes.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/russia/2020052515620742-moscou-eua-destroem-deliberadamente-quadro-global-de-estabilidade-estrategica/

Possível teste nuclear dos EUA trará 'nova Guerra Fria', diz grupo ganhador do Nobel da Paz

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fala com repórteres na Casa Branca.
© AP Photo / Patrick Semansky

O grupo Campanha Internacional pela Abolição das Armas Nucleares (ICAN) criticou os Estados Unidos depois que surgiram relatos de que o governo do presidente norte-americano, Donald Trump, pode retomar os testes nucleares.

Na sexta-feira (22), o jornal Washington Post informou que membros da Casa Branca estariam discutindo a realização dos primeiros testes nucleares dos EUA desde 1992, diante de supostas ameaças da Rússia e da China.

"Um teste nuclear de Trump cruzaria uma linha que nenhum país pensou que os EUA voltariam a cruzar e está ameaçando a saúde e a segurança de todas as pessoas", disse a diretora executiva da ICAN, Beatrice Fihn, através de comunicado.

A declaração também relata que norte-americanos teriam problemas de saúde até os dias de hoje devido aos testes nucleares realizados pelo país no passado.

Teste de míssil de cruzeiro realizado em 18 de agosto na ilha de San Nicolas, na Califórnia, EUA

© AP Photo / Scott Howe
Teste de míssil de cruzeiro realizado em 18 de agosto na ilha de San Nicolas, na Califórnia, EUA

Fihn afirma ainda que a realização de novos testes iniciaria uma nova Guerra Fria e acabaria com qualquer chance de evitar uma nova corrida nuclear, concluindo o que ela chama de "erosão da estrutura global de controle de armas".

"Somente uma solução multilateral pode fortalecer os tratados bilaterais que Trump está destruindo. O TPNW [sigla em inglês para Tratado de Proibição de Armas Nucleares] é essa solução", afirmou a diretora executiva da ICAN.

Adotado na Organização das Nações Unidas (ONU) em 2017, o TPNW visa alcançar a eliminação total de armas nucleares no mundo. Para entrar em vigor, são necessários 50 estados para ratificá-lo. Até agora, 37 países o fizeram.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/americas/2020052415617118--possivel-teste-nuclear-dos-eua-torna-nova-guerra-fria-inevitavel-diz-grupo-ganhador-do-nobel/

Retirada dos EUA de Tratado de Céus Abertos obriga a reunião de emergência da NATO

Bombardeiros Rockwell B-1B Lancer da Força Aérea dos EUA

Os embaixadores dos Estados-membros da NATO foram convocados para uma reunião de emergência, esta sexta-feira, depois do anúncio da retirada dos Estados Unidos do Tratado de Céus Abertos, acusando a Rússia de o violar.

 

Os Estados Unidos informaram os parceiros internacionais que iriam retirar-se do chamado Tratado de Céus Abertos, que permite a mais de 30 países promover voos de observação desarmados sobre os respetivos territórios e que foi estabelecido há décadas para promover a confiança mútua, acusando Moscovo de não cumprir os termos do acordo.

O anúncio de retirada dos Estados Unidos prejudica as relações com a Rússia e deixou um rasto de desconforto em alguns aliados europeus, que beneficiam das imagens obtidas pelos voos do Céus Abertos.

Entretanto, os embaixadores dos países membros junto da NATO foram convocados para uma reunião de emergência para analisar a situação, depois de reações de preocupação por parte da Rússia e mesmo de uma admissão de possibilidade de recuo na intenção por parte do Presidente norte-americano, Donald Trump.

 
 

A diplomacia russa já tinha alertado para os riscos da decisão dos Estados Unidos. “A retirada dos Estados Unidos deste tratado significa não apenas um golpe para a fundação da segurança europeia, mas também para os mecanismos militares de segurança e para os interesses essenciais dos próprios aliados dos Estados Unidos”, reagiu o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Alexandre Grouchko.

Após esta reação de Moscovo, Trump admitiu que os Estados Unidos pudessem reconsiderar a decisão de sair do tratado, desde que a Rússia cumpra o estabelecido.

“A Rússia não cumpriu o tratado. Por isso, até que eles o cumpram, nós manteremos a decisão de sair. Mas há boas hipóteses de podermos fazer um novo acordo ou fazer alguma coisa para o recuperar”, disse aos jornalistas.

“O que eu acho que vai acontecer é que vamos sair e [os russos] vão querer voltar e fazer um acordo”, explicou o Presidente norte-americano.

A Administração Trump justificou a decisão de abandonar o Tratado de Céus Abertos (Treaty on Open Skies) pelo facto de a Rússia estar a violar o tratado, para além de argumentar que imagens recolhidas durante os voos podem ser obtidas mais rapidamente e com menos custos através dos satélites comerciais norte-americanos.

No entanto, a retirada de Washington deste tratado destinado a promover a confiança mútua entre os países signatários e evitar conflitos, deverá agravar as relações com Moscovo e suscitar críticas dos aliados europeus e de alguns membros do Congresso.

Em 1955, o Presidente dos EUA, Dwight Eisenhower, propôs que os EUA e a União Soviética permitissem voos de reconhecimento aéreo mútuos nos respetivos territórios.

Moscovo rejeitou inicialmente a ideia, mas o Presidente George H. W. Bush retomou a proposta em maio de 1989, e o tratado entrou em vigor em janeiro de 2002. 34 países assinaram o tratado, enquanto o Cazaquistão também se comprometeu com projeto, mas optou por não o ratificar até ao momento.

// Lusa

 
 
 

Ver original em 'ZAP aeiou' na seguinte ligação:

https://zap.aeiou.pt/retirada-eua-reuniao-emergencia-nato-325934

Donald Trump confirma saída dos Estados Unidos do Tratado de Céus Abertos

Avião de observação aérea Tu-214ON do Tratado Céus Abertos
© Sputnik / Maksim Blinov

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, decidiu retirar o seu país do Tratado de Céus Abertos, que permite o monitoramento periódico de seu território por aeronaves de outros países, de maneira a aumentar a confiança mútua.

De acordo com o chefe de Estado norte-americano, as motivações seriam o "fato" de que a Rússia estaria violando o acordo e porque as imagens obtidas durante esses voos de observação poderiam ser capturadas de maneira mais eficiente pelos satélites mantidos pelos EUA.

"A Rússia não aderiu ao tratado", disse Trump em conversa com repórteres, citado pela AFP. "Então, até eles aderirem, nós vamos ficar fora."

Segundo autoridades do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, não procede a acusação de que o país teria violado o tratado e Moscou rejeita qualquer tentativa de justificar uma saída citando alguma questão técnica desse acordo, que se mostrou uma base sólida para o aumento da segurança na Europa. 

 

​Mais cedo, o New York Times informou, citando fontes na Casa Branca, que os Estados Unidos planejam notificar a Rússia nesta sexta-feira (22) sobre sua saída do Tratado de Céus Abertos.

"A Rússia viola flagrante e continuamente suas obrigações sob o Céus Abertos e implementa o tratado de maneiras que contribuem para ameaças militares contra os EUA e nossos aliados e parceiros", afirmou mais cedo Jonathan Hoffman, assessor do secretário de Defesa norte-americano, Mark Esper.

Criado em 1992, o Tratado de Céus Abertos entrou em vigor no ano de 2002, sendo considerado, desde então, um importante dispositivo multilateral de monitoramento de possíveis atividades militares e, consequentemente, de aumento da segurança internacional. 

 

​​Para o vice-chanceler russo, Aleksandr Grushko, a saída dos EUA do acordo afetará os interesses de todos os outros 34 Estados-membros, incluindo os parceiros de Washington na Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN).

Mikhail Ulyanov, representante permanente da Rússia em organizações internacionais em Viena, destacou que o tratado funcionou por duas décadas garantindo transparência e alto nível de confiança em assuntos militares na região transatlântica. Mas a decisão do atual presidente norte-americano parece refletir a ideia de "nova era" no controle de armamentos do governo dos EUA, para quem isso deve significar "controle nenhum".

"Os Estados Unidos decidiram cortar mais um tratado multipartidário sobre controle de armas, desta vez, um que foi iniciado pelos próprios EUA", disse o diplomata.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/americas/2020052115607714-donald-trump-confirma-saida-dos-estados-unidos-do-tratado-de-ceus-abertos/

Pentágono lançará enorme frota de pequenos satélites que poderão cobrir todo o planeta

Satélite espacial orbitando a Terra (imagem referencial)
© Depositphotos / Andrey Armyagov

EUA estão desenvolvendo programa militar que visa lançar ao espaço grande frota de satélites de órbita baixa capazes de monitorar toda a superfície do planeta.

Atualmente, o Pentágono opera satélites de grande porte e de grande custo operacional.

Para reduzir os gastos e aumentar a eficiência de seu sistema de satélites em caso de um deles ser abatido ou vir a cair, os militares americanos decidiram pela criação de frotas de satélites pequenos, de baixo custo e que ocuparão a órbita baixa da Terra.

Para tanto, está em desenvolvimento o Projeto Blackjack que deverá lançar seus primeiros satélites já em 2020 e 2021, publicou a Agência de Projetos de Investigação Avançados de Defesa dos EUA (DARPA, na sigla em inglês).

Ideia civil?

A ideia teria partido do programa Starlink da SpaceX. Atualmente, o programa opera diversos satélites em órbita baixa e que visam prover acesso à Internet a qualquer lugar do globo.

De forma semelhante, os satélites do projeto militar poderão cobrir todas as regiões do planeta dando informações importantes para o Pentágono de forma rápida e precisa.

Além disso, em caso de conflito militar, se os EUA vierem a perder um de seus satélites, este poderia ser substituído por outro próximo.

Tal substituição seria difícil de realizar caso o país dependa somente de grandes satélites para suas operações.

Por sua vez, o sistema Pit Boss será usado para o gerenciamento da frota, excluindo assim a necessidade de interferência humana no gerenciamento.

O primeiro aparelho a ser lançado ao espaço será o Mandrake 1, que carregará a bordo chips de processamento de supercomputadores. Logo em seguida, será lançado o Mandrake 2, um par de satélites pequenos com ligações intersatélite.

Como parte do projeto, a primeira constelação de satélites deverá carregar sensores para passar dados via rádio às tropas, assim como auxiliar sistemas de navegação, localização e cronometragem.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/defesa/2020051715590524-pentagono-lancara-enorme-frota-de-pequenos-satelites-que-poderao-cobrir-todo-o-planeta/

Depressão global pode levar a uma nova guerra mundial?

Soldados utilizam equipamentos de proteção individual para desinfectar uma escola na cidade da Amadora, Portugal, 29 de abril de 2020
© AFP 2020 / Patricia de Melo Moreira

Professor de Harvard debate a possibilidade de uma depressão econômica, causada pela COVID-19, ocasionar uma nova guerra mundial.

A Grande Depressão de 1929 é normalmente apontada como uma das responsáveis pela eclosão da Segunda Guerra Mundial. Será que esse cenário vai se repetir com uma depressão econômica gerada pela COVID-19?

O professor de Relações Internacionais da Universidade de Harvard, Stephen M. Walt, acredita que os acontecimentos de 2020 colocam o ano como candidato para ser um dos piores da história da humanidade: pandemia, depressão econômica, praga de gafanhotos na África, praga de vespas nos EUA, retórica acirrada entre duas grandes potências mundiais – China e EUA, e, claro, a ameaça constante representada pelas mudanças climáticas.

"A única coisa que pode piorar esse quadro é uma guerra", escreveu Walt na revista norte-americana Foreign Policy.

No entanto, de acordo com o professor Barry Posen, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT, na sigla em inglês), a pandemia de COVID-19 tem mais potencial de gerar paz do que guerra.

Isso porque o novo coronavírus se mostrou capaz de enfraquecer todas as fontes de poder dos governos, tanto no curto quanto no médio prazo.

Filho vela seu pai, policial norte-americano vítima da COVID-19, em Glen Ridge, estado de Nova Jersey, EUA, 14 de maio de 2020

© REUTERS / Mike Seagar
Filho vela seu pai, policial norte-americano vítima da COVID-19, em Glen Ridge, estado de Nova Jersey, EUA, 14 de maio de 2020

Além disso, para conduzir uma guerra, é necessário aglomerar soldados em atividades de treinamento e combate, "o que não parece ser uma boa ideia durante uma pandemia", escreveu Walt.

Poder político

No entanto, governos malsucedidos no combate à pandemia podem procurar "bodes expiatórios" para desviar a atenção de seus cidadãos dos efeitos catastróficos da pandemia. Nos EUA, muitos acreditam que o presidente Donald Trump possa atacar a Venezuela ou o Irã justamente para isso, escreve Walt.

Repórter com máscara protetora durante conferência de imprensa do presidente dos EUA, Donald Trump, na Casa Branca, em Washington, 11 de maio de 2020

© REUTERS / Kevin Lamarque
Repórter com máscara protetora durante conferência de imprensa do presidente dos EUA, Donald Trump, na Casa Branca, em Washington, 11 de maio de 2020

Mas ele não acredita que isso possa, de fato, levar a uma guerra de grandes proporções.

"A aposta é muito alta, e se a guerra der errado, será a última martelada no prego do caixão de Trump", escreveu o professor.

Poder econômico

Para Posen, a COVID-19 também deve diminuir o fluxo de comércio entre países. As trocas comerciais têm sido um dos principais pontos de atrito das duas potências contemporâneas, China e EUA. Portanto, a diminuição do fluxo de mercadorias deve diminuir a possibilidade de guerra entre esses países.

Outra teoria que favorece o surgimento de guerras em momentos de depressão econômica é o "keynesianismo militar". A guerra gera demanda econômica e pode ser utilizada como instrumento de recuperação econômica por alguns países.

"O exemplo óbvio neste caso é a Segunda Guerra Mundial, que, de fato, ajudou os EUA a escapar do atoleiro da Grade Depressão [de 1929]", explicou Walt.

No entanto, o professor de Harvard não acredita que esse será um mecanismo viável para sairmos da crise econômica gerada pela COVID-19.

Funcionária de fábrica produz roupas médicas e máscaras de proteção na região de Novossibirsk, na Rússia, 20 de março de 2020

© Sputnik / Aleksandr Kryazhev
Funcionária de fábrica produz roupas médicas e máscaras de proteção na região de Novossibirsk, na Rússia, 20 de março de 2020

"O conflito teria que ter uma escala muito grande para gerar o estímulo [econômico] necessário, e é difícil imaginar um país preparado para iniciar uma guerra de larga escala, considerando que os níveis de endividamento já estão elevados", ponderou.

Ele lembra que mesmo a tentação de grandes potências militares de "conquistarem países ricos em petróleo" deve se reduzir em função da COVID-19, que derrubou os preços da commodity a níveis negativos.

Poder social

No entanto, o professor concede que as ameaças sociais impostas pela COVID-19 podem, sim, levar a uma guerra de larga escala no longo prazo.

"Uma depressão econômica consistente pode aumentar a probabilidade de guerra, caso fortaleça movimentos políticos fascistas ou xenofóbicos, que estimulem o protecionismo e o hipernacionalismo, o que dificulta a negociação entre os países", alertou.

Sobrevivente do Holocausto se emociona durante evento dedicado aos 75 anos da Libertação do Campo de Concentração de Auschwitz pelo Exército soviético na Polônia

© Sputnik / Aleksei Vitvitsky
Sobrevivente do Holocausto se emociona durante evento dedicado aos 75 anos da Libertação do Campo de Concentração de Auschwitz pelo Exército soviético na Polônia

No entanto, de acordo com o professor, não há motivos para apostarmos que a COVID-19 nos levará a uma guerra mundial. Por isso, poderemos focar os recursos da sociedade no combate à pandemia que, nesta sexta-feira (15), já deixou mais de 302 mil mortos e infectou 4.456.067 pessoas mundialmente, de acordo com a Universidade Johns Hopkins.

As opiniões expressas nesta matéria podem não necessariamente coincidir com as da redação da Sputnik

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/opiniao/2020051515584330-depressao-global-pode-levar-a-uma-nova-guerra-mundial/

EUA impulsionam gastos globais recordes em armas nucleares, expõe relatório

Explosão nuclear (imagem ilustrativa)
© Foto / Pixabay / geralt

Entre 2018 e 2019, Washington contribuiu com a maior parte do aumento mundial de US$ 7,1 bilhões (R$ 41,7 bilhões) em gastos nucleares, com US$ 5,8 bilhões (R$ 34,1 bilhões) em despesas adicionais.

De fato, esse valor é superior à participação americana nos gastos militares globais, que totalizaram 38% em 2019, de acordo com os últimos dados do Instituto Internacional de Estudos para a Paz de Estocolmo (SIPRI, na sigla em inglês).

A Campanha Internacional para a Abolição de Armas Nucleares (ICAN, na sigla em inglês) calculou que a Rússia, que tem mais ogivas do que os EUA, gastou US$ 8,5 bilhões (R$ 50 bilhões) nelas em 2019, o que equivale a um quarto do gasto nuclear americano, ficando atrás da China (US$ 10,5 bilhões; R$ 61,8 bilhões) e do Reino Unido (US$ 8,9 bilhões; R$ 52,3 bilhões).

Alarmados pelos esforços americanos de reforço do arsenal nuclear, especialistas chineses apelaram para a construção atômica drástica do arsenal da China.

Explosão de bomba atômica (foto de arquivo)
© flickr.com / Pierre J.
Explosão de bomba atômica (foto de arquivo)

Os receios de que os mísseis balísticos de médio alcance na Europa desencadeassem uma guerra nuclear global levaram ao Tratado INF de 1987, que proibiu a entrada deste tipo de armas no continente. Contudo, o governo do presidente norte-americano Donald Trump abandonou o tratado em 2019.

Oficialmente, sem forneceram provas, os EUA afirmaram que a Rússia o tinha violado. Autoridades norte-americanas argumentaram ainda que o INF era obsoleto de qualquer maneira, porque não se aplicava a outras potências nucleares, como a China.

A Marinha dos EUA lançou no início deste ano novas ogivas de baixo rendimento para mísseis lançados por submarinos, argumentando em uma série de documentos de posicionamento que isso tornava menos provável a guerra nuclear porque injetaria incerteza nos esforços russos de "escalar para desescalar", um conceito aparentemente baseado não na verdadeira doutrina russa, mas na ficção militar da era ocidental da Guerra Fria.

Apesar de a ICAN ter observado que seus números são estimativas com base em uma metodologia consistente, o verdadeiro custo das armas nucleares teria que incluir as despesas de compensação das vítimas de testes e limpeza da contaminação ambiental.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/defesa/2020051415577328-eua-impulsionam-gastos-globais-recordes-em-armas-nucleares-expoe-relatorio/

EUA 'ignoram' COVID-19 e retomam exercícios militares na Europa

Soldado norte-americano gesticulando enquanto as Tropas Autotransportadas dos EUA e Polônia saltam em exercícios conjuntos (foto de arquivo)
© AP Photo / Lukasz Szelemej

O comando da OTAN anunciou seus planos de conduzir manobras no território polonês após estas terem sido suspensas devido à pandemia

As Forças Armadas dos EUA conduzirão os exercícios Allied Spirit (Espírito Aliado) na Polônia de 5 a 19 de junho, apesar da pandemia de COVID-19, informou a Army Times, citando declaração do Comando do Exército dos EUA na Europa.

As manobras, que contarão com aproximadamente quatro mil soldados norte-americanos e dois mil poloneses, inicialmente foram planejadas para maio, com o objetivo de coincidir com o Defensor da Europa 2020, o exercício mais importante da Aliança desde a Guerra Fria, que foi suspenso devido ao surto de coronavírus.

"Foram tomadas todas as precauções relacionadas à COVID-19 para proteger a saúde das tropas participantes", indica o comunicado do Exército.

O Defensor da Europa 2020 visa praticar operações aéreas no território dos Estados bálticos e da Geórgia.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/defesa/2020051415576688-eua-ignoram-covid-19-e-retomam-exercicios-militares-na-europa/

EUA enviam bombardeiros nucleares para missões de 'dissuasão estratégica' no Pacífico (FOTOS)

Bombardeiro estratégico B-52 da Força Aérea dos EUA (foto de arquivo)
© AP Photo / Mindaugas Kulbis

Os EUA enviaram bombardeiros B-52 Stratofortress e B-2 Spirit para missões simultâneas na Europa e no Pacífico, enquanto os B-1B Lancer seguem no mar do Sul da China.

No dia 7 de maio, seis bombardeiros B-2 Spirit e B-52 Stratofortress foram enviados para as áreas do Comando Europeu e Indo-Pacífico para missões de "prontidão e controle global", segundo o Comando Estratégico dos EUA (STRATCOM, na sigla em inglês).

A STRATCOM comunicou que dois bombardeiros furtivos B-2 da base aérea de Missouri, dois B-52H da base aérea de Dakota do Norte e dois B-52H da base aérea de Louisiana haviam partido para conduzir as missões.

"A implantação dinâmica dos bombardeiros de longo alcance e aeronaves de apoio do STRATCOM norte-americano mostrou a capacidade dos EUA de conduzir dissuasão estratégica sincronizada em qualquer parte do mundo contando com uma força pronta e letal", afirmou o STRATCOM.

"Apesar do surto de COVID-19, estamos comprometidos com nossa missão em todos os domínios (aéreo, naval, terrestre, espacial e cibernético) contando com nossos aliados e parceiros", destaca.

Um bombardeiro B-52 Stratofortress da Força Aérea dos EUA se afasta de um KC-135 da 100ª Ala de reabastecimento aéreo, no Reino Unido, após receber abastecimento durante uma missão do bombardeiro estratégico no dia 7 de maio de 2020
Um bombardeiro B-52 Stratofortress da Força Aérea dos EUA se afasta de um KC-135 da 100ª Ala de reabastecimento aéreo, no Reino Unido, após receber abastecimento durante uma missão do bombardeiro estratégico no dia 7 de maio de 2020

Anteriormente, dois bombardeiros B-1B Lancer foram enviados à base aérea de Andersen em Guam, após embarcações chinesas "expulsarem" um destróier norte-americano das ilhas disputadas.

A Força Aérea do Pacífico (PACAF, na sigla em inglês) descreveu a missão como "dissuasão estratégica para reforçar a ordem internacional baseada em regras na região indo-pacífica".

Um B-1B Lancer do Nono Esquadrão Expedicionário de Bombardeio conduz uma missão de treinamento nas proximidades do Japão, onde foi integrado à Força Aérea de Autodefesa do Japão, 12 de maio de 2020
Um B-1B Lancer do Nono Esquadrão Expedicionário de Bombardeio conduz uma missão de treinamento nas proximidades do Japão, onde foi integrado à Força Aérea de Autodefesa do Japão, 12 de maio de 2020

Os EUA seguem tentando frear o avanço e a presença chinesa na região, e além dos bombardeiros, os norte-americanos ainda usam a pandemia contra a China.

Isso porque a administração Trump segue tentando "responsabilizar a China" pelo surto de COVID-19, alegando que Pequim organizou propositalmente a pandemia global e o colapso da economia dos EUA, chegando a sugerir que cientistas chineses haviam criado o vírus em laboratório. Entretanto, o Pentágono confirmou que não há qualquer evidência para acusar a China e que o vírus teria surgido de maneira natural.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/defesa/2020051315573771-eua-enviam-bombardeiros-nucleares-para-missoes-de-dissuasao-estrategica-no-pacifico-fotos/

Há outra pandemia, sabia?

...A PANDEMIA DE DESPESAS MILITARES

A pandemia de COVID-19 continua mas as despesas militares aumentam em todo o mundo, comandadas pelos Estados Unidos e a NATO, apesar de em 2019 já terem sido as mais elevadas em mais de duas décadas.

O secretário de Estado norte-americano pediu aos aliados mais 400 mil milhões de dólares para gastos de guerra numa altura em que são necessários enormes recursos para a saúde dos cidadãos e em que o desemprego ataca como um flagelo. 
Mas não nos preocupemos com isso porque alguém está a publicar anúncios de emprego: a NATO.

Manlio Dinucci, Il Manifesto/O Lado Oculto

Em cada minuto gastam-se quatro milhões de dólares no mundo para fins militares. É o que revelam os estudos mais recentes divulgados pelo SIPRI (Instituto Internacional de Estocolmo de Estudos da Paz): em 2019 as despesas militares mundiais quase atingiram os dois biliões de dólares (dois milhões de milhões), o nível mais elevado desde 1988 tendo em conta a inflação. Isto significa que que actualmente se gasta mais em armas, exércitos e guerras do que se gastava na última fase do confronto entre os Estados Unidos e a União Soviética e respectivas alianças. As despesas militares mundiais estão em vias de registar nova aceleração: num ano aumentaram 3,6% em termos reais. São comandadas pelos gastos militares norte-americanos que, com um aumento de 5,3% num ano, cresceram 732 mil milhões de dólares em 2019. Este valor representa o orçamento do Pentágono, incluindo operações de guerra. A estes números somam-se outras rubricas de cariz militar. O Departamento de Antigos Combatentes, que se ocupa dos militares na reserva, tem um orçamento anual de 217 mil milhões de dólares, em crescimento contínuo. A Comunidade de Inteligência, constituída por 17 agências, declara mais de 80 mil milhões de dólares anuais, que mais não são do que a ponta do iceberg da despesa real para operações secretas.  O Departamento de Segurança da Pátria tem uma despesa anual de mais de 70 mil milhões. O Departamento de Energia tem despesas anuais de 24 mil milhões para manter e modernizar o arsenal nuclear.
Tendo em conta estas rubricas, e ainda outras, as despesas militares reais dos Estados Unidos ultrapassam o milhão de milhões de dólares anuais. Por isso, as despesas da NATO, calculadas pelo SIPRI em 1,035 milhão de milhões em 2019, são portanto bastante mais elevadas.
As despesas militares da Rússia, 65 mil milhões em 2019, foram 11 vezes inferiores às dos Estados Unidos e 16 vezes mais baixas que as da NATO. O SIPRI calculou as despesas da China em 261 mil milhões de dólares, cerca de um terço das norte-americanas, apesar de o número oficial fornecido por Pequim ser da ordem dos 180 mil milhões.
Entre os países europeus da NATO, a França, a Alemanha e o Reino Unido tiveram despesas militares de 50 mil milhões de dólares cada. Ainda mais gastos em plena pandemia As despesas militares italianas, em 12º lugar na escala mundial, foram calculadas pelo SIPRI em 26 800 milhões de dólares em 2019. O que confirma substancialmente que os gastos italianos – aumentados mais de 6% no primeiro trimestre de 2020 em relação a igual período do ano anterior – ultrapassam os 26 mil milhões numa base anual - 72 milhões de euros por dia. Com base nos compromissos estabelecidos no quadro da NATO, essas despesas com a guerra irão continuar a crescer até uma média de 100 milhões de euros por dia. Os Estados Unidos, segundo anunciou o secretário de Estado Michael Pompeo, pediram aos aliados para alocarem mais 400 mil milhões de dólares de modo a reforçar as despesas militares da NATO. No interior da aliança comandada pelos Estados Unidos, a Itália está agregada aos mecanismos automáticos de despesa. Por exemplo, faz parte da “Land Battle Decisive Munitions Iniciative” para aquisição de munições cada vez mais sofisticadas e caras (mísseis, rockets, projécteis de artilharia) destinadas às forças terrestres. E faz parte com os Estados Unidos, França e Reino Unido do grupo que, com base num acordo concluído em Fevereiro, fornecerá “capacidades espaciais” à NATO numa gasta gama de actividades através dos seus próprios satélites militares. A Itália entra assim completamente no novo programa militar espacial da NATO preparado pelo Pentágono e pelos muito restritos encontros militares europeus com as mais poderosas indústrias aeroespaciais. Tudo isto surge na esteira do novo Comando Espacial criado pelos Estados Unidos para “defender interesses vitais norte-americanos no espaço, o próximo campo de batalha da guerra”. Toda esta situação implica mais despesas militares com dinheiros públicos numa altura em que são necessários enormes recursos para enfrentar as consequências socio-económicas da crise do coronavírus, designadamente o aumento do desemprego.  No entanto, há uma empresa que está a recrutar: a NATO, que em 29 de Abril lançou “um programa inovador para contratar jovens profissionais” aos quais promete “um salário competitivo” e possibilidades de carreira enquanto “futuros dirigentes e influenciadores”.

 

Ver original em 'Conversa Avinagrada' (aqui)

Massacre de Inhaminga foi o pior dos pesadelos

O 25 de Abril de 1974 interrompeu em Moçambique o maior massacre de toda a Guerra Colonial portuguesa em África. Um processo punitivo das forças militares e da PIDE sobre as populações de Inhaminga.

Soldados do exército português durante a guerra colonial. Foto de arquivoCréditos / Newsmuseum, Lisboa-Sintra

Passaram 46 anos, e esta pungente memória encontra-se descrita, ao pormenor, no livro Inhaminga - O último massacre, de Jorge Ribeiro.

«O costumeiro arrebanhar de força braçal para trabalho agrícola, utilizado como embuste; o desvario dos nossos colonos plasmado na sua organização civil armada, a OPVDCM, sob o absurdo lema "Prescindimos da Tropa!"; o desespero de uma PIDE feroz culpando continuamente o Exército pelo colapso iminente; e excessos, não poucos, pressentindo o fim. A intersecção de todas estas linhas de força produziu o terrível Massacre de Inhaminga», lê-se no preâmbulo deste livro publicado pelas Edições Afrontamento.

Dos capítulos que compõem Inhaminga - O último massacre – “O enquadramento da guerra”, “Os executores”, “O diário do massacre”, “O anjo da guarda das Forças Armadas» entre outros – , o capítulo “Trocar África pelo Vietname” estuda os jovens portugueses, sobretudo os de origem açoriana que, antes de serem recrutados em Portugal, fugiram para os Estados Unidos… e acabaram incorporados para o Vietname.

A Guerra Colonial portuguesa e a guerra americana no Vietname surgem ainda nesta obra através de um completo estudo comparativo entre os dois conflitos. Da lista de «responsáveis» nos governos de Lisboa destaca-se o economista Pinto Barbosa, ministro das Finanças (1955-1965) e governador do Banco de Portugal (1966-1974), que comentou depois de demitido: «A guerra nas colónias estimulou a economia, criou emprego. Nunca tivemos um período de crescimento como esse. A nossa regra de ouro foi cobrir as despesas com recurso aos impostos. E nunca com empréstimos».

Na Guerra Colonial morreram cerca de 11.500 militares portugueses.

Ver original em "AbrilAbril" na seguinte ligação:

https://www.abrilabril.pt/cultura/massacre-de-inhaminga-foi-o-pior-dos-pesadelos

Uma canção, 29 idiomas: pessoas de todo o mundo cantam hino à vitória na 2º Guerra Mundial (VÍDEO)

Pessoas cantam canção Dia da Vitória
© Foto / Our Victory

Em homenagem ao 75º aniversário da derrota do nazismo na Segunda Guerra Mundial, foi lançada uma iniciativa motivando pessoas de todo o mundo a cantar uma renomada canção soviética que homenageia o Dia da Vitória.

(Comentário:

A iniciativa é bem intencionada mas o português ficou muito fraquinho. Aquela 'bitória' não está à altura da sétima língua mais falada no Mundo... 😃)


 

A organização russa Nasha Pobeda (Nossa Vitória), empenhada em preservar a memória dos que participaram da guerra, divulgou um vídeo em que as pessoas cantam a popular música da era soviética "Dia da Vitória".

Mais de 1 milhão de pessoas participaram da iniciativa, que apresenta performances em diferentes línguas faladas nas antigas repúblicas soviéticas e nas faladas na Ásia e na Europa Ocidental.

"A união de todas as nações contra o inimigo salvou o mundo do fascismo. É por isso que o Dia da Vitória é um feriado para todas as pessoas ao redor do mundo", afirmou a organização.

A canção "Dia da Vitória" foi composta em 1975 para marcar o 30º aniversário da vitória na Segunda Guerra Mundial, um conflito global conhecido na Rússia como a Grande Guerra Pátria. Após seu lançamento, a música imediatamente conquistou o coração das pessoas e se tornou uma parte irrevogável das comemorações da data.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/sociedade/2020051115566537-uma-cancao-29-idiomas-pessoas-de-todo-o-mundo-cantam-hino-a-vitoria-na-2-guerra-mundial-video/

Pequim intensifica presença militar no mar do Sul da China em resposta aos EUA

O Liaoning é o único porta-aviões da Marinha da China. Inicialmente, o navio foi construído para a União Soviética como porta-aviões Riga da classe Kuznetsov. Após a dissolução da União Soviética, o navio foi comprado pela China em 1998, reconstruído e entrou em serviço da Marinha do Exército de Libertação Popular da China sob o nome de Liaoning em 2012
© AFP 2020 / STR

Pequim intensifica presença militar no mar do Sul da China devido às crescentes atividades dos EUA, que usam como pretexto a defesa da liberdade de navegação na região.

Washington e Pequim intensificaram suas atividades militares no mar do Sul da China ao longo de 2020 mesmo com a pandemia, que afetou parte da Marinha norte-americana.

Os EUA já conduziram aproximadamente 39 voos nas proximidades das fronteiras da China ou em territórios disputados neste ano. Por sua vez, a Marinha dos EUA realizou quatro missões nas águas disputadas do mar do Sul da China desde o início de 2020 sob pretexto da liberdade de navegação.

"Nossas forças voam, navegam e operam em águas internacionais do mar do Sul da China a nosso critério e de acordo com as normas marítimas e o direito internacional, mostrando a ampla diversidade de capacidades que temos disponíveis no Indo-Pacífico", comentou Fred Kacher, comandante do Grupo de Ataque Expedicionário 7.

O secretário de Defesa dos EUA, Mark Esper, afirmou que as operações das forças norte-americanas na região são uma maneira de "manter um grau de previsibilidade estratégica", ao mesmo tempo que criam um "maior grau de imprevisibilidade operacional" para a China.

Com isso, Pequim intensificou suas atividades na região em resposta às ações dos EUA, realizando um número de voos superior ao normal sobre os territórios disputados e outras áreas, como o estreito de Taiwan, além da presença do porta-aviões chinês Liaoning.

 

Novo navio Type 075 da Marinha chinesa
Novo navio Type 075 da Marinha chinesa

As águas do mar do Sul da China, que são disputadas por cinco países e Taiwan, mas na sua maioria são controladas por Pequim, são frequentemente cruzadas por navios da Marinha dos EUA que, segundo Washington, realizam operações de manutenção da liberdade de navegação.

A passagem de destróieres e porta-aviões dos EUA perto das ilhas disputadas desagrada ao governo chinês, que protesta contra o que afirma serem "provocações" e violações da soberania chinesa.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/defesa/2020051115566585-pequim-intensifica-presenca-militar-no-mar-do-sul-da-china-em-resposta-aos-eua/

8 de Maio: derrota total ou libertação da Alemanha?

 
 
O fim da Segunda Guerra foi seguido por uma batalha ideológica sobre culpa e responsabilidade históricas. Enquanto o lado ocidental foi aos poucos alinhando discurso, o Leste comunista sempre teve estratégia clara.
 
Em 8 de maio de 1945, as armas finalmente silenciaram na Europa. A Segunda Guerra Mundial, desencadeada pela Alemanha nazista em 1939, havia terminado no continente – na Ásia, continuaria até agosto. Com a capitulação incondicional da Wehrmacht, as forças armadas de Adolf Hitler, o derramamento de sangue, que custara milhões de vidas, se encerrava.

Para os países que formaram a coalizão internacional anti-Hitler – liderada por União Soviética, EUA, Reino Unido e França – o 8 de Maio é desde então, apesar de toda a carga negativa associada à guerra, também motivo de celebração. 

Ao mesmo tempo, o clima na Alemanha devastada pela guerra, dividida pelas potências vencedoras em quatro zonas de ocupação, era diferente. A derrota militar total foi acompanhada de um sentimento de culpa e vergonha. Ao invadir a Polónia, o Terceiro Reich desencadeou a guerra e se tornou culpado de crimes sem precedentes contra a Humanidade, sobretudo o extermínio sistemático de seis milhões de judeus.

Mas mesmo todo o horror causado pela guerra não foi suficiente para levar, nos anos seguintes a 1945, a enorme maioria dos alemães a pensar no 8 de Maio como um dia de libertação. Assim também foi nos países da Europa que, durante os seis anos de guerra, foram ocupados por soldados alemães. 

Finda a guerra, a situação era diferente: era a Alemanha, perdedora, que estava ocupada. E na guerra ideológica entre a União Soviética comunista e os aliados ocidentais democráticos, a divisão da Alemanha, mas também da Europa, se delineia.

 
"Nós sabíamos"

Em 8 de maio de 1949, exatamente quatro anos após o fim da Segunda Guerra Mundial, políticos de vários partidos se reuniram na pequena cidade de Bonn, no oeste alemão, para adotar a Lei Fundamental da República Federal da Alemanha, a Constituição a ser implementada nas zonas ocidentais.

Na ocasião, Theodor Heuss, que viria a ser o presidente da Alemanha Ocidental, refletiu sobre o fim da guerra: "Basicamente, 8 de maio de 1945 continua a ser o paradoxo mais trágico e questionável da história para cada um de nós. Por quê? Porque fomos, ao mesmo tempo, libertados e destruídos".
 
Em setembro de 1949, Heuss foi eleito o primeiro presidente alemão do pós-guerra. Três anos mais tarde, daria o exemplo, visitando o antigo campo de concentração de Bergen-Belsen.
"Os alemães nunca devem esquecer o que aconteceu com seu povo durante estes anos vergonhosos", disse, em referência ao Holocausto. "Nós sabíamos de coisas".
 

Um monumento ao Exército Vermelho

Enquanto políticos do alto escalão da Alemanha Ocidental se esforçavam para promover palavras e gestos sobre os crimes cometidos pelos alemães na guerra, a República Democrática Alemã (RDA), fundada em 7 de outubro de 1949, celebrava o culto estatal antifascista assumido pelo poder de ocupação soviético. 

Seu símbolo mais visível era o gigantesco memorial inaugurado no quarto aniversário do fim da guerra num cemitério de Berlim, lembrando a morte de mais de 5 mil combatentes do Exército Vermelho. No centro, um soldado segura uma criança no colo e pisa de coturno numa suástica nazista. 

Com o monumento, que chega a 30 metros de altura, as autoridades da RDA acabaram por moldar a linguagem visual da sua comemoração do fim da guerra. "O Libertador", como é chamada a figura gigante, representa a vitória da União Soviética, cujo sistema social, baseado na violência e na opressão, foi exportado pelo ditador Josef Stálin para o resto do leste europeu. 

Efeméride a serviço do Estado comunista

Nestas condições, a RDA se ergueu como um baluarte contra o fascismo e o imperialismo. Os inimigos estavam a oeste do Elba e do Atlântico: sobretudo a Alemanha Ocidental e os EUA. Na Alemanha Oriental, não havia espaço para uma abordagem autocrítica sobre a responsabilidade pelas atrocidades cometidas durante a era nazista. 

Walter Ulbricht tornou-se a figura determinante, que, em nome da União Soviética, impulsionou a unificação forçada dos comunistas (KPD) e social-democratas (SPD) para formar o Partido Socialista Unitário da Alemanha (SED).

Sob a sua liderança, o 8 de Maio como "Dia da Libertação" se tornou um ritual anual usado pela RDA para a propaganda estatal até o fim dos seus dias. A tônica sempre atendia aos desenvolvimentos ou objetivos políticos atuais. Ulbricht aproveitou, por exemplo, o décimo aniversário do fim da guerra para acertar contas com a adesão da Alemanha Ocidental à Otan. Num comício com 200 mil pessoas em Berlim Oriental, acusou o Ocidente de se opor à reunificação da Alemanha, enquanto a RDA, como "Estado pacífico e democrático", lutava por ela.

Início da reconciliação

Foram necessários mais cinco anos até que a elite política da Alemanha Ocidental mudasse decisivamente a sua opinião sobre o fim da guerra. Sob o chanceler federal Willy Brandt, o primeiro do Partido Social-Democrata, foram assinados em 1970 os Tratados de Moscou e de Varsóvia. A reconciliação com os antigos inimigos da União Soviética e da Polônia foi um marco na política de distensão. Um ano mais tarde, Brandt seria homenageado com o Nobel da Paz. 
Embora a palavra "libertação" esteja ausente no seu discurso de 8 de Maio, Brandt prestou uma homenagem ainda maior ao papel das mulheres, dos refugiados e dos deslocados internos na reconstrução da Alemanha. Elogiou especialmente "os compatriotas na RDA". Os alemães do leste, disse o chanceler, tiveram êxitos em maiores dificuldades e condições sociais "que não escolheram, êxitos de que se orgulham e que temos de reconhecer plenamente".

Guinada no discurso ocidental

Com Walter Scheel (FDP), ministro das Relações Exteriores de Willy Brandt e presidente a partir de 1974, o tom da Alemanha Ocidental sobre o significado do 8 de Maio mudou: "Fomos libertados de um jugo terrível, da guerra, do assassinato, da servidão e da barbárie", disse ele no 30º aniversário do fim da guerra na Europa. "Mas não esquecemos que esta libertação veio de fora, que nós, os alemães, não fomos capazes de nos livrarmos deste jugo". Ele afirmava também que a Alemanha não havia perdido a sua honra só em 1945, mas bem antes, em 1933, com a ascensão de Hitler ao poder.

Outro presidente alemão, Richard von Weizsäcker, chegou em 1985 a uma visão surpreendentemente semelhante. O discurso do democrata-cristão 40 anos após a guerra é geralmente considerado o maior e mais importante sobre o assunto – ainda que ele não tenha sido de modo algum o primeiro a falar explicitamente sobre o "Dia da Libertação". O chanceler Helmut Kohl (CDU) fez isso duas vezes no mesmo ano. Primeiro, em fevereiro, no seu "Relatório sobre o Estado da Nação na Alemanha Dividida", e em 21 de abril, na presença do presidente dos EUA, Ronald Reagan, no 40º aniversário da liberação do campo de concentração Bergen-Belsen.

"Encarar a verdade"

O que há de especial no discurso de Von Weizsäcker é que ele não excluiu ninguém quando falou do 8 de Maio como o "Dia da Libertação": "Ele nos libertou do sistema desumano da tirania nacional-socialista". 
Na outra parte da Alemanha, o governante da RDA, Erich Honecker, continuava a marcar o que considerava ser a linha divisória entre o Oriente e o Ocidente. A libertação do fascismo hitleriano, afirmava, tinha dado ao povo alemão a oportunidade de construir as suas vidas numa base completamente nova. "E esta oportunidade foi utilizada por nós", disse.

Ambos os Estados alemães só chegaram a uma avaliação semelhante sobre o fim da guerra após a queda do Muro de Berlim, em 9 de novembro de 1989. O único primeiro-ministro livremente eleito na RDA, Lothar de Maizière (CDU), governou durante alguns meses. No 45º aniversário do fim da guerra, em 1990, ele afirmou no Congresso Mundial Judaico em Berlim que o 8 de Maio lançou "longas sombras sobre a história do pós-guerra dos alemães" e mostrou também a sua "incapacidade de lamentar". 

Para ele, tratava-se de "saber viver honesta e vorazmente com esta história, de lembrá-la e ser lembrado por ela". As palavras de De Maizière soam quase como as de Weizsäcker no seu famoso discurso de 1985: "Neste 8 de Maio de hoje, olhemos nos olhos da verdade o melhor que pudermos."
Marcel Fürstenau (rpr) | Deutsche Welle
Imagem: Monumento em homenagem ao Exército Vermelho foi inaugurado em Berlim no quarto aniversário do fim da guerra

Ver o original em 'Página Global' na seguinte ligação:

https://paginaglobal.blogspot.com/2020/05/8-de-maio-derrota-total-ou-libertacao.html

75 anos da vitória sobre o nazi-fascismo. Obrigado!

75 anos
A 2 de Maio de 1945, culminando o imparável avanço do Exército Vermelho, a bandeira da União Soviética foi hasteada no Reichstag em Berlim e poucos dias depois a Alemanha nazi assinava a sua capitulação incondicional. O dia 9 de Maio de 1945, passou a ser conhecido como o «Dia da Vitória», porque simboliza a vitória sobre o nazi-fascismo e o seu sinistro projecto de exploração e opressão dos povos.
 
 

»A Guerra Sagrada«

"Levanta-te enorme país
Levanta-te para uma luta até à morte
Contra a sombria força fascista
Contra essas hordas malditas!

Que a nossa nobre ira
os arraste como uma onda
Isto é a guerra do povo
uma guerra sagrada!

Temos de derrotar o inimigo
e todas as suas ideias
os violadores e os saqueadores
e os torturadores também!

Que a nossa nobre ira
os arraste como uma onda
Isto é a guerra do povo
uma guerra sagrada!

As asas negras não ousarão
sobrevoar a nossa Pátria
e sobre os nossos vastos campos
o inimigo não ousará pisar!

Que a nossa nobre ira
os arraste como uma onda
Isto é a guerra do povo
uma guerra sagrada!

Aos vermes fascistas
vamos colocar uma bala na cabeça
A essa escoria da humanidade
vamos colocá-la num caixão forte!

Que a nossa nobre ira
os arraste como uma onda
Isto é a guerra do povo
uma guerra sagrada!"

Ver original em 'Manifesto 74' na seguinte ligação:

http://manifesto74.blogspot.com/2020/05/75-anos-da-vitoria-sobre-o-nazi.html

Uma “palavra” a Franco

 
Nestes 75 anos da vitória aliada na 2ª Guerra Mundial, convirá recordar que se deve à obstinação do ditador espanhol Francisco Franco, que, na reunião de Hendaye, terá convencido Hitler a não avançar até Gibraltar, o facto da Península ter sido poupada às consequências diretas do conflito.
 
Como é óbvio, se os alemães tivessem entrado em Espanha, nenhuma diplomacia “pelo meio dos pingos da chuva”, também chamada cinicamente “neutralidade colaborante”, teria evitado o envolvimento português na guerra ao lado do Eixo.
 
Por essa razão, que é puramente geopolítica, não tem o menor sentido o argumento de que “Salazar poupou os portugueses da guerra”, que alguns saudosistas procuram avançar, em tom atenuante, quando alguém fala, com razão, das décadas de malfeitorias do homem de Santa Comba. O qual, diga-se, anos depois, pela sua cegueira histórica, iria envolver o país em três guerras coloniais, convém já agora recordar.
 

Ver original em "duas ou três coisas" (aqui)

ONU insta mundo a relembrar lições da 2ª Guerra Mundial

Secretário-geral da ONU, António Guterres
© AP Photo / Khalil Senosi

O secretário-geral da ONU, António Guterres, pediu à comunidade internacional para recordar das lições da Segunda Guerra Mundial.

"No dia da memória e reconciliação o mundo presta homenagem a milhões de pessoas que morreram na Segunda Guerra Mundial e recorda seus sofrimentos. Não devemos esquecer o holocausto e outros crimes terríveis dos nazistas", ponderou Guterres em uma mensagem para homenagear as vítimas do conflito.

O secretário-geral da ONU agregou que a compreensão da importância da solidariedade internacional e dos valores humanos levaram à fundação da ONU, cuja missão principal é libertar as próximas gerações dos flagelos da guerra.

"Nosso mundo continua sofrendo as consequências dos conflitos. E mesmo durante a crise da COVID-19, somos testemunhas de novas tentativas de gerar divisões entre pessoas e propagar o ódio", alertou.

Ao comemorar o aniversário de 75 anos da derrota da Alemanha nazista, alertou Guterres, a humanidade deve lembrar das lições de 1945 e unificar esforços para acabar com a pandemia e construir um futuro de paz, segurança e dignidade.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/75-victory/2020050915556319-onu-insta-mundo-a-relembrar-licoes-da-2-guerra-mundial/

O dia da vitória

 
Estou a ver, ali adiante, a casa onde hoje vivo. Esta imagem é tirada de uma das varandas do edifício onde funcionava a embaixada britânica em Lisboa. Há três bandeiras, de três dos Aliados vitoriosos, nesse magnífico dia de 1945: Reino Unido, Estados Unidos da América e França. E houve também, como os relatos daquele dia o notam, pessoas que tinham na mão apenas um pau de bandeira, sem qualquer bandeira. Queriam simbolizar o outro vencedor da guerra, a União Soviética.
 

Ver original em "duas ou três coisas" (aqui)

8 de maio de 1945 – A capitulação alemã - 75.º aniversário

No dia de hoje, há 75 anos, a Alemanha nazi rendeu-se perante os aliados ocidentais e, no dia seguinte, ao exército soviético, tendo a guerra acabado mais tarde, com a rendição do Japão.

Hoje, esquecida a data e o pesadelo que custou a vida de milhões de pessoas, vítimas do nacionalismo, do racismo e da xenofobia, renascem os demónios totalitários que deram origem à maior tragédia do século XX. É a história a repetir-se num misto de farsa e de tragédia.

Evocar o dia 8 de maio é condenar a violência de Estado, denunciar o antissemitismo e homenagear as vítimas, todas as vítimas, de diversas origens, que ao longo dos séculos foram perseguidas por preconceitos religiosos, étnicos e culturais.

Não esqueçamos que a economia, à solta, cria as monstruosidades políticas de que necessita. Terá de ser a política a comandar a economia e não esta a determinar aquela.

As imagens de horror que aqui ficam são um grito de revolta contra a maldade de que os homens são capazes e a denúncia da vileza a que os Estados totalitários os conduzem.

Se não formos sempre vigilantes, acabaremos vigiados para sempre.

Ver original em 'PONTE EUROPA' na seguinte ligação::

https://ponteeuropa.blogspot.com/2020/05/8-de-maio-de-1945-capitulacao-alema-75.html

A bandeira vermelha em tempos de Coronavírus

Ángeles Maestro –Red Roja

Os processos revolucionários que, por diferentes razões, se desviaram dos seus objetivos iniciais, não morreram. Sobrevivem na memória e no coração dos seus povos e de todos os oprimidos no mundo. E o mais importante de tudo não são as derrotas, mas as tentativas temporariamente falhadas no inevitável caminho para derrotar a barbárie capitalista e iluminar a verdadeira História da humanidade.

 

Sem Título (22).jpg

A entrada do Exército Vermelho em Berlim, fixada na poderosa imagem do soldado pendurando a Bandeira Vermelha no Reichstag, marcou não só o fim da Segunda Guerra Mundial, mas também a ilustração de quais foram as forças decisivas capazes de derrotar o monstro nazi, engendrado pelo próprio capitalismo em crise.

A devastadora experiência da invasão alemã, juntamente com a memória viva da Revolução de Outubro e da subsequente vitória contra toda a reação internacional permitiram ao povo soviético entender qual é exatamente o dilema formulado por Rosa Luxemburgo, “Socialismo ou Barbárie” e em que medida a defesa da vida e a luta pelo socialismo são uma e a mesma coisa. Assim se construiu a mais heroica saga de todos os tempos.

Há outra imagem intimamente ligada à anterior, menos conhecida e até ocultada, mas que tem as mesmas raízes. No campo de extermínio de Mauthausen, em junho de 1941, ou seja, alguns dias após o ataque nazi à URSS, quando para aqueles que ali estavam presos parecia não haver aspirações futuras, criou-se a organização clandestina dos comunistas espanhóis nesse campo. À noite, nus, aproveitando o facto de os terem juntado no pátio para uma desinfeção, no lugar programado para aniquilar toda a esperança, tomam-se as primeiras decisões para criar a estrutura que, quatro anos depois, permitiria a libertação do campo pelos próprios prisioneiros.

Foi essa vontade inquebrantável de lutar e ter esperança, juntamente com a assunção da responsabilidade de cada um na tarefa coletiva de preparar o necessário parto de uma nova sociedade, que coloque como objetivo central o desenvolvimento de todas as capacidades de todos os seres humanos, que tornaram possível a vitória da URSS e tantas gestas ocultadas, como a de Mauthausen.

Hoje, quando nos depauperados  hospitais os doentes se amontoam devido à falta de recursos que foram engolidos pelo capital privado e quando há milhões de pessoas que perderam o seu emprego, enquanto se delapida a vitalidade, a inteligência e a criatividade daqueles que não têm recursos para as desenvolver, nestes difíceis momentos, a bandeira vermelha no Reichstag é a mais contundente afirmação de esperança no futuro. Porque a infeção é causada pelo coronavírus, mas a epidemia é o capitalismo.

Os processos revolucionários que, por diferentes razões, se desviaram dos seus objetivos iniciais, não morreram. Sobrevivem na memória e no coração dos seus povos e de todos os oprimidos no mundo. E o mais importante de tudo não são as derrotas, mas as tentativas temporariamente falhadas no inevitável caminho para derrotar a barbárie capitalista e iluminar a verdadeira História da humanidade.

maio de 2020

Fonte: enviado por mail

Tradução do castelhano de MFO

 

Ver original em 'Pelo Socialismo' na seguinte ligação:

https://pelosocialismo.blogs.sapo.pt/a-bandeira-vermelha-em-tempos-de-93795

Muitas iniciativas online para comemorar os 75 anos da vitória sobre o nazifascismo

A 4.ª Festa da Vitória e da Paz, e o desfile do «Regimento Imortal» não se realizam, dado o contexto de emergência sanitária. Mas «a importância da data» e o seu «significado actual» serão assinalados.

Imagem da 3.ª Festa da Vitória e da Paz, em Lisboa, em Maio de 2019Créditos / Associação Iúri Gagárin

«Não é possível realizar as iniciativas de rua com que a Associação Iúri Gagárin e a Associação Chance+, em colaboração com outras entidades, iriam celebrar o 75.º aniversário da Vitória da URSS e países aliados contra o nazi-fascismo», revela a Associação Iúri Gagárin no seu portal.

Assim, estes organismos decidiram alargar até 2021 o conjunto iniciativas – como exposições, colóquios, sessões – que já tinham começado e iriam decorrer até ao final deste ano, bem como promover iniciativas na Internet, «desde já e em torno do dia 9 de Maio». Para além disso, assim que for possível, pretendem analisar as possibilidades de reprogramação.

Iniciativas na Internet

Foto do álbum «O "Regimento Imortal" na Minha Janela» / Associação Iúri Gagárin

As iniciativas on-line dedicadas aos 75 anos da Vitória têm por base as páginas já existentes da Associação Iúri Gagárin e do «Regimento Imortal de Lisboa», explica o texto, acrescentando que «algumas das ideias são concretizadas por via da criação de novas páginas associadas a estas».

«Regimento Imortal de Lisboa online»

Foi aberto um álbum na página do Facebook do «Regimento Imortal de Lisboa», onde estão publicadas quase duas centenas de fotografias de combatentes da Grande Guerra Patriótica (familiares de pessoas que vivem em Portugal).

O «Regimento Imortal» na Minha Janela

Esta iniciativa conta com a participação de pessoas residentes em vários países. Quem deseja participar afixa, na janela de sua casa, fotografia(s) de familiares que combateram as tropas nazis e, depois, envia uma fotografia tirada junto à imagem afixada na janela, explica a Associação.

Maratona musical «Ecos da finda guerra»

Com esta maratona, as associações Chance+ e Iúri Gagárin pretendem «avivar a memória de um imenso património de canções», de que gostam, nas quais têm orgulho e que «se tornaram símbolos de coragem, firmeza, amor à pátria».

 
Imagem do canal de YouTube da Maratona Musical / Associação Iúri Gagárin

As condições de participação são detalhadas no portal da Iúri Gagárin, onde se afirma que os melhores vídeos serão integrados no vídeo-concerto comemorativo do Dia da Vitória, que está a ser organizado para dia 9 de Maio. Os primeiros trabalhos já estão publicados num canal do YouTube e no Facebook.

Concurso de declamação de poesia «Musa em capote de soldado»

Quem desejar participar deve: registar em vídeo, com boa qualidade e duração até cinco minutos, a declamação de um poema (ou excerto) relacionado com a Grande Guerra Patriótica (do tempo da Guerra ou contemporâneo), revela a Associação. Os vencedores receberão diplomas e presentes simbólicos.

Portugueses a cantar «Katiucha»
As associações Chance+ e Iúri Gagárin propõem este desafio sublinhando que «Katiucha», de Matvey Blanter, é talvez «a canção russa mais conhecida em todo o mundo», sendo, nalguns países, «um verdadeiro símbolo da Rússia e da URSS».

Para participar, é necessário gravar «Katiucha» (na íntegra, ou em excerto), em qualquer língua, e carregar o vídeo na página da maratona musical.

Vídeo-concerto «Vitória e Paz» e desfile online do «Regimento Imortal»

Os organizadores destas iniciativas anunciam que em breve darão a conhecer o link para a programação que estãos a preparar para o dia 9 de Maio, incluindo um desfile online do «Regimento Imortal» e o vídeo-concerto «Vitória e Paz».

Ver original em "AbrilAbril" na seguinte ligação:

https://www.abrilabril.pt/internacional/muitas-iniciativas-online-para-comemorar-os-75-anos-da-vitoria-sobre-o-nazifascismo

Despesas militares atingem valor mais alto desde Guerra Fria

Guerra ao Terror_montagem

Um relatório divulgado no dia 27 de Abril pelo Instituto Internacional de Investigação para a Paz de Estocolmo (SIPRI) revela que as despesas militares mundiais atingiram, em 2019, o valor mais alto desde o final da Guerra Fria.

No ano passado os gastos militares atingiram 1.773 mil milhões de euros(quase 9 vezes o Orçamento do Estado de Portugal), o que equivale a um aumento de 3,6 por cento.

Na liderança, com o maior orçamento, estão os EUA que, em 2019, aumentaram o orçamento 5,3 pontos percentuais.

As despesas militares norte-americanas representam 38 por cento dos gastos militares mundiais.

5 esquadra_Julho_2008.jpg

 

Via: O CASTENDO https://bit.ly/2SDZZ7e

 

Ver original em 'Abril de Novo Magazine' na seguinte ligação:

https://abrildenovomagazine.wordpress.com/2020/05/06/despesas-militares-atingem-valor-mais-alto-desde-guerra-fria/

Na linha da frente até ao fim

Por Manlio Dinucci

Giulietto Chiesa morreu algumas horas depois de concluir, no 75º Aniversário da Libertação e do fim da Segunda Guerra Mundial, a Conferência Internacional de 25 de Abril, “Libertemo-nos do Vírus da Guerra”. Uma conferência de transmissão ao vivo, organizada pelo Comitato No War No NATO, do qual era um dos fundadores, e pela Global Research (Canadá), o centro de pesquisa sobre a globalização, dirigido pelo Professor Michel Chossudovsky.
Vários oradores – da Itália e de outros países europeus, dos Estados Unidos à Rússia, do Canadá à Austrália – examinaram as razões subentendidas devido às quais a guerra nunca terminou desde 1945: a Segunda Guerra Mundial foi seguida pela Guerra Fria, depois houve uma série ininterrupta de guerras e o regresso a uma situação análoga à da Guerra Fria, que aumenta o risco de um conflito nuclear.
Os economistas, Michel Chossudovsky (Canadá), Peter Koenig (Suíça) e Guido Grossi (Itália), explicaram como é que as forças económicas e financeiras poderosas exploram a crise do coronavírus para dominar as economias nacionais e o que devemos fazer para impedir esse plano.
David Swanson (Director do World Beyond War, USA), o economista Tim Anderson (Australia), o fotojornalista Giorgio Bianchi e o historiador Franco Cardini, falaram sobre as guerras passadas e presentes, ligadas aos interesses dessas mesmas forças poderosas.
O perito em questões politico-militares, Vladimir Kozin (Russia), a ensaísta Diana Johnstone (Usa),  a secretária da Campanha para o Desarmamento Nuclear, Kate Hudson (Reino Unido), analisaram os mecanismos que aumentam a probabilidade de um conflito nuclear catastrófico.

John Shipton (Austrália), pai de Julian Assange e Ann Wright (USA), antiga Coronel do US Army, retrataram a situação dramática de Julian Assange, o jornalista fundador do WikiLeaks, detido em Londres, com o risco de ser extraditado para os Estados Unidos, onde o aguarda a sentença de prisão perpétua ou a pena de morte.
Giulietto Chiesa direccionou a sua intervenção sobre esse tema. Em resumo, estas são algumas passagens:
“O facto de que se queira destruir Julian Assange significa que, também nós, todos nós, seremos amordaçados, obscurecidos, ameaçados, incapazes de compreender o que está a acontecer no nosso país e no mundo. Isto não é o futuro, é o presente. Em Itália, o Governo organiza uma comissão de censuradores encarregados, oficialmente,  de ‘limpar’ todas as notícias que se afastem das notícias oficiais. É a censura do Estado, como é que pode ser chamado de outra maneira? Também a RAI, a televisão pública, institui uma ‘task-force’ contra as “fake news” para apagar o rasto das suas mentiras diárias, que inundam todos os seus écrans de televisão.
E há, ainda pior, os misteriosos tribunais muito mais poderosos do que esses caçadores de ‘fake news’: são o Google e o Facebook, que manipulam as notícias e, com seus algoritmos e truques secretos, censuram sem apelação. Já estamos cercados de novos tribunais, que apagam os nossos direitos.
Recordam-se do artigo 21 da Constituição Italiana?
Está escrito: “Todos têm o direito de manifestar livremente o seu pensamento”.
Mas 60 milhões de italianos são forçados a ouvir um único altifalante, que grita através dos sete canais televisivos do poder.
Por esse motivo é que Julian Assange é um símbolo, uma bandeira, um convite para a reconquista dos direitos civis, políticos e económicos, para nos acordar antes que seja tarde demais.
 
É indispensável unir as forças que temos, que não são assim tão pequenas, mas têm um defeito crucial: o de estar divididas, incapazes de falar a uma só voz. Precisamos de um instrumento que fale aos milhões de cidadãos que querem saber”.
Estas são as últimas palavras de Giulietto Chiesa. Confirmadas pelo facto de que, imediatamente após a transmissão, o vídeo da Conferência ficou obscurecido, porque “o seu conteúdo foi identificado pela comunidade do YouTube, como sendo inapropriado ou ofensivo para certos tipos de público”.
 
Manlio Dinucci
 

Via: FOICEBOOK https://bit.ly/2zROoLd

Há exatos 75 anos, Berlim foi tomada pelas tropas soviéticas durante 2ª Guerra Mundial

15526440 0 2 2046 2992 684x999 80 0 0 4e4cd93d7b6d2e97eefc4c43d84c1ebb.jpg

Depois de quase quatro longos anos de guerra e muito sofrimento, as tropas soviéticas tomavam Berlim há 75 anos no calor do maior conflito armado da história.

Apesar da dura resistência dos alemães, os soldados soviéticos lograram conquistar a capital da Alemanha nazista com sacrifícios imensuráveis.

O heroísmo dos militares soviéticos ficou gravado não só na memória de gerações, mas também em fotos, sendo a mais conhecida delas o hasteamento da bandeira vermelha sobre o Reichstag, sede do governo alemão.

Com a capitulação da capital alemã, a cidade se tornou palco de celebrações dos vitoriosos.

1552748400268120471000x7638000ce9cab4065f831b8a0f598b8bdfa1841jpg
155273760020482844720x1000800028d1ffa1183ca7f4836133bc3fe230bfjpg
1552759800319420451000x64080009d8ff7856d296511074d8af0856468d4jpg
1552732000300019541000x6518000b175aaf045c8bc96386584509ea664fcjpg
155272640020483012679x100080005f69538fb30d3cec8781d46536ac51a7jpg
1552754400300019571000x65280001d276722c72acda38b868fb706904422jpg
1552743000314820471000x650800096e1eb40ab7732b8d1c21558361aee33jpg
1552710000300020381000x6798000521818e4b9ea327b8dba3047760db144jpg
1552699000300019861000x66280007350bd42aea67d146632d690c65b70b6jpg
1552693600300019961000x6658000d647f507a0b68405f8df97393a1cf884jpg
1552715200348720481000x5878000e81062a5982aa8577eae5a46b4227fcdjpg
155272080020482945695x10008000224e3fd2d96254a24725bfd58596ccc0jpg
1552704200280220471000x730800065e0799b193649dfe99cf6ce9a743947jpg
1552687800300019271000x64280004895053ed2fc48f651869e452211b711jpg
155268260020462808728x100080005905b917740ebc2dab439a550761003ejpg
155267720028612047999x7158000294ca6bdc0a1d316a671bdbd2b827481jpg
1552671800338120481000x6058000b003b7fd19348fec0e0ac1da2c41741djpg
1552660400306020471000x6688000203f5800231f3a6a7db0289e1587659ajpg
155266600020482799731x10008000f475023577286c91b6fa8c652409cf76jpg
155265520026152045999x7828000308a0da29a7d1e1a238b7f6480132f24jpg
1552638400274720471000x74580009dcb6f84f6c51ff9bcddf1fb5fea7c1fjpg
155264940029742048999x6888000ef9df3c947b7a4fce583e24f32b5b208jpg
1552748400268120471000x7638000ce9cab4065f831b8a0f598b8bdfa1841jpg 155273760020482844720x1000800028d1ffa1183ca7f4836133bc3fe230bfjpg 1552759800319420451000x64080009d8ff7856d296511074d8af0856468d4jpg 1552732000300019541000x6518000b175aaf045c8bc96386584509ea664fcjpg 155272640020483012679x100080005f69538fb30d3cec8781d46536ac51a7jpg 1552754400300019571000x65280001d276722c72acda38b868fb706904422jpg 1552743000314820471000x650800096e1eb40ab7732b8d1c21558361aee33jpg 1552710000300020381000x6798000521818e4b9ea327b8dba3047760db144jpg 1552699000300019861000x66280007350bd42aea67d146632d690c65b70b6jpg 1552693600300019961000x6658000d647f507a0b68405f8df97393a1cf884jpg 1552715200348720481000x5878000e81062a5982aa8577eae5a46b4227fcdjpg 155272080020482945695x10008000224e3fd2d96254a24725bfd58596ccc0jpg 1552704200280220471000x730800065e0799b193649dfe99cf6ce9a743947jpg 1552687800300019271000x64280004895053ed2fc48f651869e452211b711jpg 155268260020462808728x100080005905b917740ebc2dab439a550761003ejpg 155267720028612047999x7158000294ca6bdc0a1d316a671bdbd2b827481jpg 1552671800338120481000x6058000b003b7fd19348fec0e0ac1da2c41741djpg 1552660400306020471000x6688000203f5800231f3a6a7db0289e1587659ajpg 155266600020482799731x10008000f475023577286c91b6fa8c652409cf76jpg 155265520026152045999x7828000308a0da29a7d1e1a238b7f6480132f24jpg 1552638400274720471000x74580009dcb6f84f6c51ff9bcddf1fb5fea7c1fjpg 155264940029742048999x6888000ef9df3c947b7a4fce583e24f32b5b208jpg

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/75-victory/2020050215527599-ha-exatos-75-anos-berlim-foi-tomada-pelas-tropas-sovieticas-durante-a-2-guerra-mundial/

Militares dos EUA matam civil a tiros na Síria

Militares americanos e rebeldes do Maghaweer al-Thawra, apoiado pelos EUA, em Al-Tanf, no sul da Síria (foto de arquivo)
© AP Photo / Hammurabi's Justice News

Militares norte-americanos mataram um cidadão sírio a tiros na província de Deir ez-Zor, informou a imprensa síria neste sábado (2).

De acordo com a agência SANA, soldados das forças de ocupação dos Estados Unidos abriram fogo contra um motorista após o veículo em que ele estava sair da estrada perto do campo de petróleo de Koniko, matando-o imediatamente, por motivos ainda desconhecidos.

Militares dos EUA mantêm o controle sobre alguns territórios das províncias sírias de Al-Hasakah e Deir ez-Zor, concentrando-se principalmente em áreas que abrigam campos de petróleo e gás. 

 

​Desde o início dessa ocupação, o governo sírio tem feito apelos para que as tropas estrangeiras não convidadas, entre as quais destacam-se as turcas e as americanas, deixem o país e devolvam os respectivos territórios ao poder central de Damasco, uma vez que sua presença na Síria é considerada uma violação flagrante da soberania do país e um desrespeito a princípios básicos do direito internacional.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/oriente_medio_africa/2020050215526030-militares-dos-eua-matam-civil-a-tiros-na-siria/

EIS UM “DESENHO” DA GUERRA NUCLEAR TÃO QUERIDA PELOS EUA

 
Os EUA provocam a China e a Rússia sistematicamente, atualmente como nem na chamada "guerra fria", fruto de um tresloucado e imbecil presidente que nada deve à estupidez e à falta de senso. Um desprezível sujeito que os eleitores norte-americanos catapultaram para inquilino da Casa Branca sem medirem as consequências do que Trump lhes reserva para o futuro. Está à vista do  que é capaz aquele execrável individuo, Trump, inimigo dos seus próprios cidadãos. Até parece que está a traçar um "desenho" da guerra nuclear por ele desejada, por consequência também os EUA. Do jornal Expresso fazemos notar a notícia que segue. (PG)  
 
 
Rússia ameaça com retaliação nuclear se os EUA recorrerem a mísseis balísticos
 
Departamento de Estado norte-americano disse na semana passada que a instalação de ogivas nucleares de baixa potência em mísseis balísticos lançados por submarinos ajudaria a combater possíveis novas ameaças da Rússia e da China
 
Governo russo rejeitou esta quarta-feira os argumentos dos EUA para o recurso a ogivas nucleares de baixa potência, avisando que se esse tipo de armas for usado contra a Rússia haverá uma retaliação nuclear total. O Departamento de Estado norte-americano disse na semana passada que a instalação de ogivas nucleares de baixa potência em mísseis balísticos lançados por submarinos ajudaria a combater possíveis novas ameaças da Rússia e da China.
 
O Governo dos EUA considera que Moscovo está a ponderar o uso de armas nucleares não estratégicas como forma de coerção em caso de conflito limitado, um argumento que a Rússia tem negado repetidamente.
 
Esta quarta-feira, o Ministério dos Negócios Estrangeiros russo disse que não aceita a versão segundo a qual essas armas "reduzem o risco de guerra nuclear", reforçando táticas dissuasivas. "Qualquer ataque envolvendo um míssil balístico lançado por um submarino dos EUA, independentemente das suas especificações, será visto como uma agressão nuclear", disse Maria Zakharova, porta-voz da diplomacia russa, numa conferência de imprensa.
 
"Quem gosta de teorizar sobre a flexibilidade do potencial nuclear americano deve entender que, de acordo com a doutrina militar russa, essas ações serão vistas como garantia de uso retaliativo de armas nucleares pela Rússia", concluiu Zakharova.
 
Os Estados Unidos e a Rússia abandonaram em 2019 o Tratado de Armas Nucleares de Alcance Intermédio (IMF), que tinha sido assinado em 1988, com vista a conter uma corrida armamentista, levando ambos os países a ameaçar o reforço do seu arsenal nuclear.
 
Expresso | Lusa

China pede a EUA que resolvam preocupação internacional sobre seus biolaboratórios

O Pentágono e as armas biológicas - Parte I - Dossier SUL

Beijing, 29 abr (Xinhua) -- A China pediu nesta quarta-feira aos Estados Unidos que levem a sério a preocupação da comunidade internacional sobre seus biolaboratórios nos países da ex-União Soviética e protejam a saúde e a segurança dos povos locais, disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Geng Shuang, nesta quarta-feira.

O funcionário fez as observações em uma coletiva de imprensa de rotina depois que um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores russo expressou tal preocupação.

A mídia estrangeira também divulgou que esses laboratórios são completamente liderados pelo lado americano e recebem ordens do Ministério da Defesa dos EUA para estudar doenças perigosas direcionadas a grupos específicos de pessoas ou mesmo realizar alguns projetos de pesquisa que são proibidos nos Estados Unidos.

"Os Estados Unidos estabeleceram uma série de laboratórios biológicos nos países da ex-União Soviética, mas mantiveram silêncio sobre suas funções, usos e fatores de segurança", disse Geng, observando que a medida despertou profunda preocupação entre as pessoas locais e os países vizinhos, e algumas pessoas exigem fortemente o fechamento dos laboratórios relevantes.

"Esperamos que o lado americano leve a sério a preocupação da comunidade internacional, considere a saúde e a segurança da população local de forma responsável e tome medidas concretas para reduzir as preocupações", disse ele.

 

Ver original em "XINHUA Português" na ligação seguinte:

http://portuguese.xinhuanet.com/2020-04/29/c_139018476.htm

COVID-19 desperta sonho de expansão asiática da OTAN

Soldados e bandeira da OTAN
© REUTERS / Ints Kalnins

Uma OTAN do Atlântico ao mar da China. Este é o sonho defendido por certos apoiadores da organização militar, que veem a crise da COVID-19 colocando Pequim como seu principal inimigo.

O desejo de criar uma "OTAN global", que surgiu no começo dos anos 2000, se fortalece com as críticas que a China tem recebido após a expansão da pandemia pelo planeta. A isto se somam manobras militares de Pequim em águas do mar do Sul da China, denunciadas pelos países limítrofes, como Vietnã, Filipinas, Malásia e, naturalmente, Taiwan.

Frente aos navios chineses, forças navais dos EUA e Austrália, um país associado da OTAN, realizam manobras na região. Para Washington, as provocações chinesas na área se multiplicaram desde o começo da crise da COVID-19. É uma pequena demonstração do que poderia supor uma extensão do clube além de sua zona tradicional de influência.

Asiáticos e, além disso, atlantistas

No entanto, recentemente Stoltenberg anunciou que a OTAN não iria se estender ao mar da China, rompendo assim a ilusão de alguns defensores desta estratégia no Japão, Coreia do Sul e Malásia, que desejam integrar uma aliança militar que, em seu Artigo 5, obriga todos seu membros a acudir em defesa de um de seus associados.

Caça estadunidense decola do porta-aviões USS Ronald Reagan para patrulhar águas internacionais perto do mar do sul da China

© AP Photo / Bullit Marquez
Caça estadunidense decola do porta-aviões USS Ronald Reagan para patrulhar águas internacionais perto do mar do sul da China

Uma projeção no Indo-Pacífico da OTAN seguirá no momento representando uma ilusão, mas não se sabe até quando. O ex-ministro das Relações Exteriores da França, Hubert Vedrine, considera que durante muito tempo não havia "espaço mental" para a China dentro da OTAN, mas, acrescenta que a questão é saber se um dia a aliança será capaz de se ocupar de assuntos na Ásia. Vedrine agora é membro do comitê responsável pelo estudo sobre o futuro da organização militar transatlântica.

A ambição asiática da OTAN ressurge poucos meses depois do presidente dos EUA, Donald Trump, considerar a instituição como "obsoleta". Pouco depois, o presidente francês, Emmanuel Macron, qualificou o bloco com palavras ainda mais duras, sentenciando "a morte cerebral" da associação militar.

As opiniões expressas nesta matéria podem não necessariamente coincidir com as da redação da Sputnik

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/opiniao/2020042815512339-covid-19-desperta-sonho-de-expansao-asiatica-da-otan/

Em meio ao coronavírus, especialistas militares pressionam UE a aumentar gastos com defesa

Militares da OTAN durante as manobras Spring Storm na Estônia
© REUTERS / Ints Kalnins

Analistas militares estão preocupados que o novo comprometimento europeu com a segurança continental pode ser reorientado devido à crise do coronavírus.

Em 8 de abril, o cenário foi discutido em um seminário virtual organizado pelo centro de estudos estratégicos IAI. Já na semana passada, especialistas alemães e poloneses analisaram os riscos de que o Fundo Europeu de Defesa seja reduzido, revela a publicação Defense News.

Já em 27 de abril, outros especialistas lançaram um apelo a políticos da União Europeia, argumentando que é necessário aumentar o orçamento militar, ao invés de diminuir os gastos com defesa em meio à COVID-19.

Com tantos empregos de alta qualificação na indústria da defesa, "um apoio específico a este setor será necessário para mitigar os efeitos da crise econômica e preservar o futuro da Europa a longo termo", divulgaram em um comunicado especialistas da Espanha, Itália, Reino Unido, França e Lituânia.

De acordo com comunicado, a União Europeia planeja reduzir o orçamento militar previsto para o período entre 2021 e 2027, como uma medida para limitar a recessão prevista por alguns economistas devido à pandemia da COVID-19. Além disso, economistas também alertaram que os impactos desta crise superariam os efeitos da crise financeira de 2008.

"Inevitavelmente, haverá um foco em setores críticos como energia e saúde. Acreditamos que o setor de defesa deveria ser incluído a outros setores críticos e uma versão revisada [do orçamento] deveria ser a oportunidade para garantir um orçamento verdadeiramente ambicioso para o Fundo de Defesa Europeu", consideram os especialistas.

Além de proteger empregos do setor, aumentar o fundo auxiliaria à UE enquanto "ameaças" crescem.

"De fato, a COVID-19, não irá interromper ou mitigar a piora do cenário de segurança internacional, que ameaça a segurança e interesses da Europa. Pelo contrário, provavelmente fará o mundo mais instável e inseguro", acrescenta o comunicado.

Agora, a UE deveria interromper qualquer plano de reduzir orçamento militar, o incrementando. "Conforme a Europa gradualmente emerge da pandemia, não pode haver um seguro 'novo normal' sem uma defesa europeia sólida", concluem.

O comunicado coincide com o relatório do Instituto Internacional de Paz e Segurança de Estocolmo (SIRI, na sigla em inglês), que calculou que os gastos globais com segurança aumentaram em 3,6% em 2019 - representando o maior aumento desde 2010.

As opiniões expressas nesta matéria podem não necessariamente coincidir com as da redação da Sputnik

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/opiniao/2020042815512171-em-meio-ao-coronavirus-especialistas-militares-pressionam-ue-a-aumentar-gastos-com-defesa/

Despesas militares mundiais atingem valor mais alto desde Guerra Fria

As despesas militares mundiais atingiram em 2019 o valor mais alto desde o fim da Guerra Fria, com os Estados Unidos (EUA) na liderança, segundo um relatório do Instituto Internacional de Investigação para a Paz de Estocolmo, divulgado esta segunda-feira.

 

Em 2019, os gastos militares atingiram 1.773 mil milhões de euros no mundo, um aumento de 3,6% num ano, o maior desde 2010. “As despesas militares atingiram o nível mais alto desde o final da Guerra Fria”, em 1989, referiu Nan Tian, investigador do Instituto Internacional de Investigação para a Paz de Estocolmo (SIPRI).

Segundo a agência Lusa, que cita a agência France Presse, o maior orçamento continua a ser o dos EUA, que aumentou 5,3% em 2019, para 677 mil milhões de euros, o que representa 38% dos gastos mundiais. Após sete anos em queda, as despesas militares do país recomeçaram a subir em 2018.

Logo a seguir aos EUA surgem a China –  com 241,4 mil milhões de euros, o que representa um aumento de 5,1% num ano -, a Índia – com 65,7 mil milhões de euros, mais 6,8% num ano, a Rússia e a Arábia Saudita. Esses cinco países juntos representam mais de 60% das despesas militares em todo o mundo.

A Alemanha, que ocupa o 7.º lugar, atrás de França, regista o maior aumento entre os países do ‘top 15’: os gastos aumentaram 10% em 2019, para 45,6 mil milhões de euros, em parte devido à maior perceção de uma ameaça russa, disseram os autores do relatório.

Na América do Sul, o total de gastos militares fixou-se, em 2019, em 48,8 mil milhões de euros, “relativamente estável” face ao ano anterior, com o Brasil a representar mais de metade do total deste valor.

Referindo que “o aumento das despesas militares acelerou nos últimos anos”, Nan Tian alertou que a tendência pode reverter devido à pandemia da Covid-19, que está a abalar a economia mundial. Enquanto o mundo caminha para uma possível recessão, defendeu uma reconsideração dos gastos militares face a setores como a Saúde ou a Educação.

“É muito provável que isto tenha um efeito real nos gastos militares”, vaticinou.

No entanto, lembrou o investigador, a História demonstra que uma diminuição das despesas militares num contexto de crise não dura muito tempo. “Podemos assistir a uma quebra nos gastos durante um a três anos e depois a um novo aumento”, indicou.

Lusa //

 
 
 

Ver original em 'ZAP aeiou' na seguinte ligação:

https://zap.aeiou.pt/despesas-militares-mundiais-valor-alto-guerra-fria-321346

Segunda agressão israelita contra território sírio numa semana

Pelo menos três civis morreram em cidades dos subúrbios de Damasco, na sequência do ataque, revelou a agência SANA, acrescentando que a maioria dos mísseis foi derrubada pelas defesas anti-aéreas.

Defesa anti-aérea síria responde a um ataque israelita sobre Damasco em Fevereiro deste anoCréditos / Twitter

Caças israelitas, sobrevoando o espaço aéreo libanês, lançaram um ataque, esta madrugada, contra zonas periféricas a sul da capital da Síria. A maior parte dos mísseis foi interceptada pelas baterias da defesa anti-aérea do Exército Árabe Sírio, informou a agência estatal SANA.

Pelo menos três civis foram mortos e outros quatro ficaram feridos depois de mísseis terem atingido as cidades de al-Hujaira e Al-Adliya, nas imediações de Damasco, revelou a mesma fonte, precisando que a agressão israelita foi perpetrada por volta das 5h da manhã.

Uma fonte militar disse à Al-Masdar News que o ataque visou também o bairro de Sayyeda Zaynab, cerca de seis quilómetros a sul de Damasco, onde se localiza a mesquita homónima e que é um importante local de peregrinação xiita, nomeadamente no actual período do Ramadão.

 

Há uma semana, as defesas anti-aéreas sírias enfrentaram uma agressão israelita sobre a região de Palmira, na região desértica da província de Homs, também lançada a partir do espaço aéreo libanês. No dia 31 de Março, ocorreu um ataque semelhante, na mesma província, depois de a aviação israelita ter novamente violado o espaço aéreo libanês – um facto comum nas agressões de Telavive e que o governo do Líbano denunciou junto das Nações Unidas.

As forças militares sionistas não costumam comentar estas acções frequentes sobre território sírio; quando o fazem, o pretexto é quase sempre eliminar alvos iranianos ou do Hezbollah.

O governo de Damasco denuncia que, com estes ataques, as forças israelitas deixam em evidência o seu apoio aos grupos terroristas no país árabe, cuja moral procuram erguer, à medida que vão sofrendo derrotas cada vez maiores no terreno.

Mais reforços para as bases ilegais dos EUA na Síria

Violando as leis internacionais, os EUA continuam a reforçar a presença de tropas e de material logístico no Nordeste da Síria e na região de al-Jazirah (a leste do rio Eufrates), onde mantêm diversas instalações militares ilegais e saqueiam o petróleo, o gás e outras riquezas naturais da Síria.

«Uma caravana com 30 viaturas militares carregadas com material bélico e logístico entrou na Síria a partir do Iraque e dirigiu-se para a cidade de Qamishli, na província de Hasaka», informa esta segunda-feira a SANA, com base naquilo a que chama fontes locais.

Segundo a agência, os camiões dirigiram-se para a base ilegal que Washington tem em Tell Baydar, nas imediações de Qamishli.

As autoridades sírias têm denunciado reiteradamente a presença das tropas dos EUA e de todas as forças de ocupação em território sírio, sublinhando o carácter ilegal dessa presença e condenando o «roubo» dos recursos naturais do país.

Ver original em "AbrilAbril" na seguinte ligação:

https://www.abrilabril.pt/internacional/segunda-agressao-israelita-contra-territorio-sirio-numa-semana

Trump instrui que Marinha destrua todas canhoneiras iranianas caso assediem navios dos EUA

Donald Trump anuncia suspensão temporária de imigração para os EUA

Washington, 22 abr (Xinhua) -- O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou na quarta-feira que instruiu a Marinha dos EUA a destruir qualquer canhoneira iraniana se assediar os navios americanos no mar.

"Eu instruí a Marinha dos Estados Unidos a abater e destruir qualquer e todas as canhoneiras iranianas caso assediem nossos navios no mar", tuitou Trump pela manhã sem mais detalhes dados posteriormente.

O vice-secretário da Defesa, David Norquist, disse mais tarde em uma coletiva no Pentágono que "todos os nossos navios mantêm o direito de autodefesa e as pessoas precisam ter muito cuidado em suas interações para entender o direito inerente à autodefesa".

John Hyten, vice-presidente do Estado-Maior Conjunto, acrescentou na mesma ocasião que as forças americanas responderão com força letal esmagadora para se defenderem, se necessário.

"Então, se você cruzar essa linha, sabemos o que é essa linha e vamos responder. Não precisamos de mais nenhuma direção para fazer isso. Acho que a mensagem do presidente foi clara e não precisamos de mais ações," advertiu.

A Marinha dos EUA denunciou na semana passada que 11 navios da Marinha da Guarda Revolucionária Islâmica Iraniana (IRGC) "realizaram repetidamente abordagens perigosas e assediadoras contra navios dos EUA que operam nas águas internacionais do Golfo da Arábia do Norte".

A Marinha da IRGC, no entanto, acusou as forças navais dos EUA de agirem repetidamente de forma "não profissional" no Golfo durante as últimas semanas, ameaçando a paz regional e dando origem a novos riscos.

Em um comunicado divulgado pela Press TV no domingo, a Marinha da IRGC afirmou que a presença "ilegal" das forças americanas na região é a fonte de insegurança na Ásia Ocidental.

"A única maneira de estabelecer uma segurança sustentável nesta região é a retirada completa dos americanos da Ásia Ocidental", diz o comunicado.

 

Ver original em "XINHUA Português" na ligação seguinte:

http://portuguese.xinhuanet.com/2020-04/23/c_139001257.htm

REVOLUÇÃO DE ABRIL – VALORES ESSENCIAIS À PAZ

revolucao de abril valores essenciais a paz 1 20200423 1785379436

O Povo Português vai, mais uma vez, comemorar e defender os valores democráticos instituídos pela Revolução iniciada a 25 de Abril de 1974, um dos mais importantes acontecimentos da nossa História, semente para as profundas transformações do nosso País, abrindo as portas para os valores da liberdade, da democracia, do desenvolvimento, do progresso social, da soberania e independência nacional, da paz e da cooperação, com importantes repercussões também a nível internacional.

O 25 Abril permitiu acabar com o fascismo e a guerra colonial, responsáveis pela repressão e miséria da grande maioria da população, conquistar liberdades políticas, sociais e sindicais, incluindo os direitos das mulheres, assim como combater e mais tarde eliminar o trabalho infantil e o analfabetismo.

Via:  CPPC – Conselho Português para a Paz e Cooperação https://bit.ly/3avWrdd

 

Ver original em 'Abril de Novo Magazine' na seguinte ligação:

https://abrildenovomagazine.wordpress.com/2020/04/23/revolucao-de-abril-valores-essenciais-a-paz/

Guerra e Armas Biológicas. Vários Factos e Algumas Questões

Frederico Carvalho    23.Abr.20

Quando os EUA e o seu aparelho de manipulação mediática global têm em marcha uma histérica campanha em torno da atribuição de responsabilidades pelo desencadeamento da actual pandemia, é particularmente esclarecedor o ponto da situação feito neste texto. Haverá provavelmente alguns ladrões a gritar “agarra que é ladrão”.

 

Via: ODiario.info https://bit.ly/2xUQlpk

 

Ver original em 'Abril de Novo Magazine' na seguinte ligação:

https://abrildenovomagazine.wordpress.com/2020/04/23/guerra-e-armas-biologicas-varios-factos-e-algumas-questoes/

A guerra no Pacífico, a agressão à China e a capitulação do Japão

 
 
Apesar das avassaladoras vitórias iniciais, a capacidade de guerra do Japão era muito inferior à capacidade dos EUA. E a economia norte-americana poderia financiar a guerra por muito mais tempo.
 
António Abreu* | opinião
 
O ataque a Pearl Harbour
 
Às 7h55 da manhã do domingo de 7 de Dezembro de 1941 (hora de Hawai), 3670 bombardeiros e aviões de combate japoneses atacaram os navios de guerra norte-americanos fundeados em Pearl Harbour (Porto das Pérolas) e as respectivas bases, deixando 2330 americanos mortos ou moribundos.
 
Pouco antes de atacar os Estados Unidos, o Japão já havia garantido o controle sobre a Indochina Francesa numa invasão rápida, que contou com pouca resistência das tropas coloniais da França. Quando o ataque a Pearl Harbour aconteceu, o governo japonês apresentou-o à sua população e aos seus aliados do Eixo como uma grande conquista. Entretanto, alguns membros do exército japonês sabiam que as conquistas obtidas em Pearl Harbour eram mínimas.
 
No dia seguinte, a 8 de Dezembro, os EUA e o Reino Unido declararam guerra ao Japão. A 11, os EUA declaram guerra à Alemanha e Itália, as quais responderam com igual declaração. A Bulgária, Eslováquia e Croácia procederam da mesma maneira em relação aos EUA e Reino Unido. A Roménia, que estava em guerra com o Reino Unido, declarou-a também aos EUA.
 
A 11 de Dezembro ampliou-se o anterior pacto militar entre as potências do Eixo, em que a Inglaterra, Itália e Japão se comprometiam em ir juntas até ao fim das hostilidades, em assinarem armistício só com o acordo entre as três, e continuarem depois juntas na construção de uma nova ordem mundial.
 
 
A invasão da China e os crimes dos japoneses
 
Na China, em 1911, tinha sido proclamada a República da China, depois do derrube pelo movimento nacionalista do imperador da dinastia Quing. A também chamada Revolução de Xinhai foi dirigida por Sun Yat-sen, fundador do Kuomintang e primeiro presidente das Províncias Unidas da China, em que os comunistas participaram.
 
Durante a Segunda Guerra Mundial registou-se uma segunda guerra com o Japão quando este voltou a invadir o país, que nacionalistas e comunistas derrotaram. Depois da guerra uma deriva de submissão ao imperialismo ocidental do governo levaria à revolução comunista de 1949.
 
Em 1931, o Japão ocupa a Manchúria e no ano seguinte institui o Manchukuo como Estado fantoche, governado pelo Imperador Puyi, que abdicara em 1912. A actuação de Chiang Kai-shek, que não oferecera resistência ao invasor, faz crescer a vontade contrária, dos comunistas, que continuavam a ser militarmente combatidos pelo generalíssimo.
 
Enquanto isso, Mao Tse-tung promovia a distribuição de terras aos camponeses e animava a resistência contra o Japão, atraindo as simpatias dos chineses.
 
Em 1936, Chiang Kai-shek foi aprisionado em Xian, capital de Shaanxi, pelas tropas do General Zhang Xueliang, no conhecido Incidente de Xi’an. Negociações até hoje mal conhecidas estabelecem o acordo entre nacionalistas e comunistas, que se unem na luta contra o Japão, a esta época já senhor absoluto de quase todo o norte do país.
 
Os comunistas, liderados por Mao Tsé-Tung, e os nacionalistas, liderados por Chiang Kai-shek, assinam um acordo em 22 de Setembro de 1937, pelo qual os comunistas abandonam seu projecto de um governo revolucionário, renunciando a insurgir-se contra o governo de Chiang Kai-shek que, pelo seu lado, comprometeu-se a suspender as operações anticomunistas. Desta maneira forma-se a Segunda Frente Unida.
 
Apesar da aliança, as forças chinesas não são fortes o suficiente para lutar contra o Exército Imperial Japonês e sofrem uma série de desastres no início do conflito.
 
O massacre de Nanquim foi um dos actos mais bárbaros dos militares japoneses. 57 mil soldados e civis foram executados. Milhares de mulheres chinesas foram então violentadas e mortas a tiros ou a golpes de baionetas em caso de resistência.
 
O furor homicida da soldadesca adquirira uma dinâmica própria e o roteiro de roubos, saques, torturas, raptos e estupros seguidos de assassinatos teve continuidade ainda por seis semanas, estendendo-se de 13 de Dezembro de 1937 até os finais Fevereiro de 1938. Os japoneses, como se fossem uma matilha de lobos famintos e desordeiros, percorriam as ruelas e praças da cidade em bandos de seis a doze soldados, disparando ou trespassando a quem quisessem ou desejassem.
 
Em Julho de 1937, sem declaração de guerra, o Japão inicia as hostilidades. Em menos de noventa dias os japoneses ocuparam a parte oriental do país, sem que o governo nacionalista pudesse impedi-los. Pequim e Tientsin caem em poder dos nipónicos.
 
A invasão japonesa na China resultou na segunda guerra sino-japonesa (1937-1945), na qual o Japão cometeu inúmeras atrocidades contra a população civil chinesa. As atrocidades do exército japonês foram desde os estupros em massa cometidos contra mulheres chinesas ao uso de bombas biológicas em partes da China e contra pacientes de hospitais, mortos à baioneta nas suas camas.
 
Depois da queda de Hong Kong, no Natal de 1941, cenas similares ocorreram em Java e Sumatra, as maiores ilhas das Índias Orientais Holandesas. O exército japonês manteve nas suas novas conquistas a tradição de selvajaria, estabelecida na China, em que se destacou o já referido massacre de Nanquim.
 
Os comunistas estimulavam acções de guerrilha, especialmente no norte da China. Mao Tse-tung queria poupar as suas tropas, tanto quanto possível, e continuou a consolidar as suas forças, para se preparar para uma eventual nova guerra contra as tropas de Chiang Kai-shek, após a derrota japonesa.
 
A China contou com o apoio americano na guerra após os Estados Unidos serem atacados pelos japoneses em Pearl Harbour, em 1941. Os norte-americanos forneceram armas e suprimentos aos exércitos chineses, principalmente aos nacionalistas liderados por Chiang Kai-shek. A segunda guerra sino-japonesa só acabaria em 1945, quando o Japão se rendeu aos Aliados.
 
Antes do início da Segunda Guerra Mundial, o Japão, durante a década de 1930, defendia a sua expansão territorial, a partir da força dos seus exércitos, para que fosse desenvolvido um projecto de colonização em todo o Extremo Oriente.
 
Esse projecto tornou-se evidente com o nacionalismo imperialista japonês, que se desenvolveu a partir da reformulação do ensino durante a Restauração Meiji (1868). O imperialismo japonês manifestou-se antes da Segunda Guerra Mundial, na primeira guerra sino-japonesa (1894-1895) em que o Japão conquistou a península da Coreia, que então pertencia à China. Esse ímpeto imperialista prosseguiu com a conquista da Manchúria e Port Arthur após a guerra russo-japonesa (1904-1905).
 
A partir de 1933, o Japão invadiu a China com a intenção de anexar a Manchúria oficialmente ao Império do Japão.
 
Os japoneses acabaram por ser expulsos pela conjugação da acção dos nacionalistas conservadores do Kuomintang, então dirigido por Chiang Kai-Shek, com os comunistas liderados por Mao Tsé-Tung.
 
A guerra no Pacífico
 
Depois de Pearl Harbour, atacado em 8 de Dezembro, de 1941, três outras ilhas foram bombardeadas nesse dia, Guam, Wake e Midway, enquanto, nessa mesma manhã, do outro lado do Mar da China, a Segunda Esquadra japonesa escoltava um comboio de navios de transporte de tropas da Indochina para a península da Malásia. Ao mesmo tempo, Singapura era bombardeada pelos japoneses.
 
No litoral da China, as tropas japonesas capturaram as guarnições americanas de Xangai e Tientsin.
 
As conquistas japonesas eram impressionantes. No dia 9 de Dezembro, o Japão ocupa Banguecoque e procederam a mais dois desembarques na Malásia, nas cidades costeiras de Singora e Patani. No meio do Pacífico, desembarcaram em Tarawa e Makin, nas Ilhas Gilbertas.
 
Ao fim de 3 dias de guerra, os japoneses tinham-se assenhoreado do sul do Mar da China e do Oceano Pacífico.
 
A 11 de Dezembro a Alemanha declarou guerra aos EUA. A 18 de Dezembro, a coberto de um intenso fogo de barragem, as tropas japonesas desembarcaram na ilha de Hong-Kong e no dia 20, desembarcaram na ilha de Mindanau, no arquipélago das Filipinas.
 
No início do conflito, o Japão conseguiu expandir o seu império de maneira avassaladora, derrotando sucessivamente tropas britânicas, americanas e holandesas instaladas no Sudeste Asiático. Conquistaram a Malásia, Birmânia, Singapura e Hong Kong aos britânicos, as Índias Orientais Holandesas aos holandeses, e as Filipinas aos americanos.
 
A expansão japonesa previa o confronto contra os Estados Unidos para os expulsar definitivamente da Ásia (os EUA possuíam bases e soldados instalados nas Filipinas). Isso garantiria ao Japão caminho livre para dominar o sudeste asiático e, assim, ter acesso aos recursos naturais dessas regiões.
 
Mas no ano seguinte, a 7 de agosto de 1942, os americanos lançaram a operação «Watchtower», a primeira contra-ofensiva aliada no Pacífico. A operação começou com o desembarque de 16 mil homens na ilha de Guadalcanal, das Ilhas Salomão. Fuzileiros norte-americanos travaram combates em terra em outras quatro ilhas mais pequenas.
 
Estalinegrado e Guadalcanal mostraram aos aliados que o Eixo podia ser batido nos campos de batalha.
 
Apesar das vitórias iniciais, a capacidade de guerra do Japão era muito inferior à capacidade americana. A economia norte-americana era muito superior à do Japão, e poderia financiar a guerra por muito mais tempo. Isso tornou-se claro a partir do segundo semestre, quando os Estados Unidos passaram a reconquistar todos os territórios ocupados pelo Japão entre 1940 e 1942.
 
Há historiadores que consideram a batalha naval de Midway o grande marco da viragem americana. Nessa batalha, a marinha americana afundou quatro porta-aviões japoneses e impôs outras pesadas perdas materiais à Marinha Imperial Japonesa. Nesse momento, o Japão perdeu boa parte da sua capacidade de guerra pelo mar e, diferentemente dos Estados Unidos após Pearl Harbour, não conseguiu recuperar-se.
 
O avanço americano, entretanto, aconteceu de maneira lenta. Cada reduto ocupado pelos japoneses era defendido de maneira obstinada, o que impunha pesadas perdas de soldados aos Estados Unidos. Apesar disso, novas vitórias aconteceram progressivamente nas batalhas de Guadalcanal, Tarawa, reconquista das Filipinas, Iwo Jiwa e Okinawa.
 
No Sudeste Asiático e no Pacífico os japoneses continuavam a dominar uma área enorme, das fronteiras da Índia às ilhas do Alasca: uma área de quase 4 milhões de quilómetros quadrados, com população de cerca de cerca de 150 milhões de pessoas, sem contar com os territórios anteriormente anexados.
 
Em 22 de Janeiro de 1943, porém, as tropas americanas e australianas desbarataram as últimas bolsas de resistência japonesas a oeste e a sul de Sanananda (Nova Guiné).
 
Exactamente na altura em que isto ocorria, os alemães eram pela primeira vez desalojados de uma das suas principais conquistas em terra firme no Norte de África. As forças alemãs e italianas do Norte de África foram afastadas de Tripoli e obrigadas a recuar para a Tunísia pela acção militar dirigida por Montgomery.
 
De 14 a 23 de Janeiro de 1943 realizou-se no norte de África a Conferência de Casablanca entre representantes dos EUA, com F. D. Roosevelt, e do Reino Unido, com Winston Churchill. Nela se decidiu o desembarque na Sicília, tendo-se considerado imprescindível que a União Soviética se incorporasse na luta contra o Japão, uma vez terminada a guerra na Europa. A Conferência concedeu plena responsabilidade política e militar ao Reino Unido nos Balcãs e Médio Oriente e aos Estados Unidos no Norte de África e no Extremo Oriente.
 
Em 28 de Março de 1943, o 8.º Exército inglês, que se encontrava perto da fronteira líbio-tunisina, renovou a ofensiva. Ao mesmo tempo, as tropas de Eisenhower empreenderam o ataque à parte ocidental de Tunes.
 
Em 12 de Maio, os soldados e oficiais alemães e italianos depuseram as armas, e com isso terminaram as operações do Norte de África.
 
Na Conferência de Teerão, realizada de 28 de Novembro a 1 de Dezembro de 1943, com a participação de Roosevelt, Churchill e Stalin, foi discutida a questão do timing das operações militares contra a Alemanha e a possibilidade de se negociar um acordo de paz. Foi também acordada nesta conferência a garantia da independência do Irão e o envio de ajudas económicas no período pós-guerra.
 
A partir do desembarque das tropas norte-americanas nas Filipinas, em Outubro de 1944, travaram-se as mais importantes batalhas navais da guerra. Os EUA acabaram por as vencer em Abril de 1945.
 
Aproveitando o momento favorável, o governo inglês apressou-se a desencadear, juntamente com o norte-americano, operações nas ilhas da Indonésia. Os ataques da aviação norte-americana tornaram-se sistemáticos desde Outubro de 1944 e atingiram grande envergadura na Primavera de 1945.
 
A última operação efectuada no teatro do Pacífico por forças dos Estados Unidos foi o desembarque de tropas norte-americanas em Okinawa em 25 de Março de 1945.
 
A derrota da Alemanha e a sua capitulação, foram um duro golpe para os nipónicos que viram condenados ao fracasso os seus planos anexionistas.
 
O governo japonês pensava que poderia manter a guerra durante muito tempo, chegando a tentar um novo conluio anti-soviético com os seus aliados.
 
O Japão possuía umas forças armadas descomunais. Os efectivos totais das suas tropas ultrapassava os cinco milhões de homens. Com o objectivo de defender as suas empresas dos ataques aéreos, os industriais nipónicos transferiram numerosas fábricas do Japão para a Manchúria, por eles ocupada desde 1932, e organizaram também a sua produção bélica, neste caso na Coreia, também ocupada.
 
As bombas atómicas
 
Em 1945, com o fim da guerra na Europa e com o Japão cercado pelas forças americanas, os Aliados reuniram-se em Ialta para debater o mapa da Europa no pós-guerra e os termos da rendição japonesa.
 
Diziam os representantes dos EUA que a invasão territorial do Japão resultaria em grandes perdas de vidas, mesmo maiores do que as que se tinham verificado na invasão da Normandia, no Dia D.
 
O Japão estava a ser castigado pelos bombardeamentos americanos sobre as grandes cidades, e estava com a economia falida. Apesar disso, recusou render-se. Os kamikazes lançavam-se sobre objectivos militares dos EUA.
 
2525 pilotos kamikaze morreram nesses ataques, causando a morte de cerca de 7 000 soldados aliados e deixando mais de 4 mil feridos. O número de navios afundados é controverso. A propaganda japonesa da época divulgou que os ataques teriam conseguido afundar 81 navios e danificar outros 195.
 
Apesar de, em desespero, os japoneses terem recorrido aos kamikazes, a deflagração de duas bombas atómicas contra seres humanos constituíram um grave crime contra a Humanidade.
 
Os EUA não queriam ir acabar a guerra no terreno, como defenderam em Ialta, para poupar a vida aos seus militares. Optaram, unilateralmente, por lançar as bombas atómicas sobre Hiroshima, provocando cerca de 247 mil mortos, e sobre Nagasaki, três dias depois, provocando cerca de 200 mil mortos e feridos, na sua grande parte civis. Pouparam em vidas militares, optaram por matar os civis.
 
Claro que essa horrível decisão dos EUA precipitou a rendição japonesa, mas a decisão americana de lançar bombas atómicas sobre civis foi considerada um crime de guerra e a anterior «confidência» de Truman, a Staline, de que os EUA dispunham «de uma nova arma com uma invulgar força destrutiva», serviu também para tentar assustar a URSS e conter a progressão das forças de esquerda nos territórios libertados no Ocidente e no Leste europeus. Antes disto, Churchill, conhecido pelas suas atitudes racistas, consideraria a possibilidade de utilizar gás venenoso em civis alemães, depois dos bombardeamentos a Londres pelo Terceiro Reich, contrariando as regras internacionais da guerra nessa altura.
 
Após o fim da guerra, o comando-geral do Japão foi entregue ao general americano Douglas MacArthur, e o território japonês foi ocupado pelos Estados Unidos até 1952.
 
Os Aliados também organizaram o Tribunal Militar Internacional para o Extremo Oriente, no qual juristas de diferentes nações aliadas julgaram os crimes de guerra cometidos por decisão das lideranças japonesas.
 
Conferência de Ialta e a possibilidade de uma nova ordem de paz no pós-Guerra na Europa
Como referimos, quando a vitória na Segunda Guerra Mundial já parecia certa, os Aliados reuniram-se de 4 a 11 de Fevereiro de 1945 em Ialta, na Crimeia. Churchill, Roosevelt e Stalin decidiram sobre fronteiras e esboçaram uma nova ordem de paz no pós-Guerra.
 
Foi aprovada uma declaração sobre a Europa libertada e discutiram-se várias questões, cuja solução não poderia ignorar que os soviéticos estavam às margens do rio Oder, no Leste alemão, e os americanos, na fronteira oeste da Alemanha.
 
Praticamente ocupada, a Alemanha já não estava em condições de resistir por muitas semanas. A Itália rendera-se, mas o Japão ainda resistia.
 
A Conferência de Ialta, nas margens do Mar Negro, foi uma das três grandes conferências que determinaram o futuro da Europa e do mundo no pós-Guerra (além da de Teerão, em 1943, e da de Potsdam, em meados de 1945).
 
Apesar da influência da URSS na viragem da guerra, a Guerra Fria já começara e a questão da Polónia viria a ser motivo de acesa discussão na conferência. Depois da libertação pelos soviéticos, na Polónia já tinha sido constituído um governo que Roosevelt e Churchill queriam ignorar para impor um processo eleitoral. Acabaram por decidir que fossem incluídos no governo já formado alguns membros apontados por ambos.
 
Em relação à Organização das Nações Unidas, que viria a ser criada, decidiu-se a composição de um Conselho de Segurança com direito de veto. Quanto à Alemanha, as potências aliadas resolveram exigir a «capitulação incondicional» e o país ficou dividido em zonas de ocupação. A conferência decidiu sobre reparações e a desmontagem das instalações industriais do país. E foi consagrada a deslocação da fronteira soviética para ocidente, ficando a fronteira oriental da Alemanha ao longo dos rios Oder e Neisse.
 
A nova linha divisória viria a delimitar o que mais tarde foi designado em 1946 como Cortina de Ferro por Churchill que justificou, com essa linguagem, a divisão do mundo, transformando as relações futuras que deveriam ser pacíficas em quase 50 anos de Guerra Fria.
 
«De Sczecin, no Mar Báltico, até Trieste, no Mar Adriático, transcorre uma cortina de ferro pelo continente. Por trás desta linha estão todas as capitais da Europa Central e do Leste Europeu. Todas as cidades e suas populações estão sob influência soviética. Os acertos feitos em Ialta foram vantajosos demais para os soviéticos».
 
Entretanto ainda se realizaria a Conferência de Potsdam, de 17 de Julho a 2 de Agosto de 1945, em que participaram o norte americano Harry S. Truman, que sucedera a T.D. Roosevelt por morte deste, José Stalin e o britânico Clement Attlee, que derrotara Churchill em eleições. A conferência esteve virada para o período do pós-guerra, decidindo:
 
1. as indemnizações a pagar pela Alemanha às potências vencedoras;
2. a reversão das anexações realizadas pela Alemanha desde antes da guerra;
3. os objectivos comuns imediatos das potências ocupantes da Alemanha (desmilitarização, desnazificação, democratização e descartelização);
4. a divisão da Alemanha e da Áustria em zonas de ocupação, como anteriormente decidido na Conferência de Ialta, e idêntica divisão de Berlim e Viena em quatro zonas (americana, britânica, francesa e soviética). Posteriormente, em 1961, a zona aliada (americana, britânica, francesa) em Berlim seria isolada do resto da Alemanha Oriental, na sequência de incidentes contra a parte sob a administração da URSS, pelo Muro de Berlim, que completou a fronteira interna alemã;
5. o julgamento dos criminosos de guerra nazis em Nuremberg;
6. o estabelecimento da fronteira da Alemanha com a Polónia nos rios Oder e Neisse lLinha Oder-Neisse);
 
7. os termos da futura rendição do Japão.
 
A capitulação do Japão
 
A 9 de Agosto de 1945 o governo soviético, cumprindo os seus deveres de aliado, assumido na conferência de Ialta, na Crimeia, de Fevereiro de 1945, declarou guerra ao Japão e iniciou contra este uma operação em todas as frentes.
 
O exército soviético desembarcou nas ilhas Curilhas, entrou nas cidades de Harbin, Kirin, Chang-chung, Mukden, no Porto Artur e em Daire.
 
Na Manchúria as tropas japonesas entregaram-se e em duas semanas mais seriam libertados a Manchúria no seu todo, o norte da Coreia, o sul da ilha de Sacalina e as ilhas Curilhas.
 
Num mês, as forças armadas soviéticas aniquilaram o Exército de Kuangtung, a base das forças armadas do Japão.
 
Em 28 de Agosto começou o desembarque das tropas americanas no Japão.
 
Em 2 de Setembro de 1945, às 10h30, a bordo do navio de guerra norte-americano Missouri, fundeado na barra de Tóquio, foi assinada a acta de capitulação incondicional do Japão.
 
Este facto assinalava o fim da Segunda Guerra Mundial.
 
Ao leitor:
Este é o quarto de uma série de seis artigos que, entre Março e Maio de 2020, o autor consagra à celebração do 75.º aniversário da Vitória, sob a designação comum de «Lembrar o fim da Segunda Guerra Mundial sem reescrever a História». Foram anteriormente publicados A ascensão do nazismo aos ombros do capitalAs agressões nazis, da ocupação da Renânia à batalha de Moscovo e Da supremacia soviética ao fim da guerra na Europa.
 
 
Na imagem:Um navio de guerra norte-americano afunda-se após ter sido atingido por bombas japonesas, durante o ataque à base naval de Pearl Harbor, no Hawai, EUA, a 7 de Dezembro de 1941, que marcou a entrada dos dois países na Segunda Guerra Mundial. CréditosEnciclopédia Britânica / National Archives
 
Leia em AbrilAbril:
Os promotores desta contestação não se insurgem contra os moldes em que se realizará a cerimónia de celebração do 25 de Abril, mas sim contra a revolução e as conquistas que ela permitiu.

Ver o original em 'Página Global' na seguinte ligação:

https://paginaglobal.blogspot.com/2020/04/a-guerra-no-pacifico-agressao-china-e.html

Trump instrui Marinha a 'abater e destruir' qualquer barco do Irã que 'hostilizar' navios dos EUA

(Comentário:
A notícia merece atenção porque a situação algo desesperante em que ao governo dos EUA se encontra com o agravar da situação interna a múltiplos níveis (saúde, petróleo, economia, etc)  pode conduzir a que não lhe baste a fabricação de inimigos externos (OMS, China,..) e opte pela a criação de uma situação de conflito aberto cujas consequência seriam imprevisíveis.)
 
Trump autoriza Marinha dos EUA a abater navios do Irã | Mundo...
 

O presidente norte-americano, Donald Trump, deu luz verde à Marinha dos Estados Unidos para atacar e afundar pequenas embarcações militares iranianas se começarem a hostilizar navios militares estadunidenses.

 

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/americas/2020042215487631-trump-instrui-marinha-a-abater-e-destruir-qualquer-barco-do-ira-que-hostilizar-navios-dos-eua/

Vírus feito em laboratório pode dizimar metade da humanidade

 
Algumas pequenas alterações. Isso é tudo que foi necessário para que um grupo de pesquisadores holandeses transformasse o vírus H5N1 (conhecido como causador da gripe do frango ou gripe aviária) em algo que pode potencialmente acabar com metade da civilização como a conhecemos. Já haviam rumores sobre a pesquisa, como noticiado aqui mesmo no Tecmundo, mas agora os resultados finalmente serão divulgados.
 
De acordo com a revista especializada Science Insider, a nova variação do vírus é facilmente transmissível entre furões, que são animais que reagem de uma forma parecida à dos humanos em relação a gripe. A revista ainda afirma que outros estudos paralelos alcançaram os mesmos resultados nos Estados Unidos e em Tóquio.
 
Embora essa descoberta possa ser um grande passo no controle da transmissibilidade dos vírus, outros cientistas estão demonstrando suas preocupações com a chamada “pesquisa dupla”. Isso porque os resultados podem ser utilizados tanto para o bem, quanto para criação de armas biológicas e ataques terroristas caso as informações acabem vazando.
 
O vírus H5N1 sempre afetou os pássaros, mas nos últimos 10 anos passou a aparecer entre os humanos. Foram em torno de 600 casos diagnosticados, com mais de 500 mortes no mundo todo. A razão de que o vírus não se tornou comum é que ele não é transmissível entre humanos pelas vias aéreas. Ou ao menos não era, pois essa nova versão da ameaça proporciona justamente isso.
 
Em defesa ao projeto, o virologista holandês Ron Fouchier acredita que a publicação dos resultados ajudará a comunidade científica a estar preparada para o caso de ocorrer uma pandemia de H5N1. Por outro lado, não publicar irá deixar todos no escuro sobre como reagir ao problema.
 
Só nos resta esperar que esse vírus não caia nas mãos erradas, como foi o caso do anthrax (que aliás é muito menos perigoso que essa nova versão do H5N1).
 
Thiago Szymanski| Publicado em Tecmundo - 29.11.2011
 
Imagem: Vírus H5N1 // Daily Mail / Reuters

Ver o original em 'Página Global' na seguinte ligação:

https://paginaglobal.blogspot.com/2020/04/virus-feito-em-laboratorio-pode-dizimar.html

Gorbachev: cortar gastos militares é 'o mínimo' que líderes mundiais podem fazer contra COVID-19

Ex-presidente soviético Mikhail Gorbachev (foto de arquivo)
© AP Photo / Ivan Sekretarev

A pandemia de COVID-19 mostra que os governos que pensam em segurança em termos principalmente militares estão simplesmente desperdiçando dinheiro, disse o ex-líder soviético Mikhail Gorbachev em uma manifestação recente.

Os gastos com defesa devem ser reduzidos globalmente para financiar coisas de que a humanidade realmente precisa, acrescentou Gorbachev.

O último líder da URSS pediu ao mundo que se afastasse do poder nas questões internacionais. Ele continua especialmente preocupado com o tipo de ligação militar que ultimamente quase levou a uma guerra perigosa no Oriente Médio.

"O que precisamos urgentemente agora é repensar todo o conceito de segurança", escreveu ele, em um artigo publicado pela revista Time. "Mesmo após o fim da Guerra Fria, ela foi vista principalmente em termos militares. Nos últimos anos, tudo o que ouvimos são falas sobre armas, mísseis e ataques aéreos".

O surto da COVID-19 ressaltou mais uma vez que as ameaças que a humanidade enfrenta hoje são de natureza global e só podem ser tratadas pelas nações coletivamente. Os recursos atualmente gastos em armas precisam se preparar para essas crises, explicou Gorbachev.

Mulheres usando máscaras de proteção conversam em um hospital de Moscou, na Rússia

© REUTERS / Maxim Shemetov
Mulheres usando máscaras de proteção conversam em um hospital de Moscou, na Rússia

"Todos os esforços falharão se os governos continuarem a desperdiçar dinheiro alimentando a corrida armamentista. O objetivo primordial deve ser a segurança humana: fornecer comida, água e um ambiente limpo e cuidar da saúde das pessoas", afirmou.

"A primeira coisa que as nações devem fazer após o tratamento do coronavírus é se comprometer com uma desmilitarização maciça", prosseguiu o ex-líder soviético.

"Peço aos [líderes mundiais] que cortem os gastos militares em 10% a 15%. É o mínimo que eles devem fazer agora, como primeiro passo em direção a uma nova consciência, uma nova civilização", concluiu.

Gorbachev, o ex-líder da URSS, que é creditado por ter desescalado a Guerra Fria contra os EUA e por ter negociado uma redução drástica nos arsenais nucleares das duas potências, compartilhou suas opiniões e aspirações enquanto o número global de casos de COVID-19 superou a marca de dois milhões.

A pandemia levou a mais de 130 mil mortes e está projetada para mergulhar a economia mundial em uma recessão de magnitude nunca vista desde a década de 1920.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/russia/2020041715469403-gorbachev-cortar-gastos-militares-e-o-minimo-que-lideres-mundiais-podem-fazer-contra-covid-19/

GOVERNO DOS EUA TRAVOU GUERRA CONTRA SEUS PRÓPRIOS CIDADÃOS

 
 
Armas químicas e biológicas: Questões que exigem resposta do governo dos EUA
 
Global Research, April 12, 2020
 
Nos últimos 70 anos, o governo dos EUA travou uma guerra contra seus doenças , uma história repreensível de experimentos ilegais, antiéticos e imorais, expondo inúmeros civis americanos a procedimentos e patógenos mortais.
 
De acordo com uma investigação do Congresso dos EUA, no final da década de 1970:
 
“Pelo menos 500.000 pessoas foram usadas como sujeitos em experimentos de radiação, biológicos e químicos patrocinados pelo governo federal dos EUA em seus próprios cidadãos”.
 
Captura de tela: Tampa Bay Times, 7 de outubro de 2005
 
O Escritório de Prestação de Contas do Governo dos Estados Unidos emitiu um relatório em 28 de setembro de 1994, afirmando que, entre 1940 e 1974, o Departamento de Defesa dos Estados Unidos e outras agências de segurança nacional estudaram centenas de milhares de seres humanos em testes e experimentos envolvendo substâncias perigosas.
 
“Muitas experiências que testaram vários agentes biológicos em seres humanos, conhecidas como Operação Whitecoat , foram realizadas em Fort Detrick, Maryland, na década de 1950. Os seres humanos originalmente consistiam em homens recrutados como voluntários. No entanto, depois que os homens alistados fizeram uma greve para obter mais informações sobre os perigos dos testes biológicos. Não foram realizados acompanhamentos de anotações nem registros mantidos dos participantes. Mais tarde, os militares dos EUA alegaram ter informações de contato para apenas cerca de 1.000 dos participantes originais. [O] programa de defesa biológica dos Estados Unidos contém dezenas de divisões, departamentos, grupos de pesquisa, bio-inteligência e muito mais, de modo algum todos relacionados à “defesa” em qualquer sentido. ”
 
 
Do documento: Porquinhos-da-índia nucleares americanos : três décadas de experimentos com radiação em cidadãos dos EUA: Relatório preparado pelo Subcomité de Conservação e Energia da Energia, do Comité de Energia e Comércio, Câmara dos Deputados dos EUA, novembro de 1986: Gabinete de Impressão do Governo dos EUA, Washington, 1986, 65-0190
 
“Os seres humanos eram públicos ou populações em cativeiro que os pesquisadores poderiam considerar assustadoramente“ dispensáveis ​​”: idosos, prisioneiros, pacientes hospitalizados que sofrem de doenças terminais ou que podem não ter mantido suas faculdades completas para consentimento informado. … Nenhuma evidência de que o consentimento informado foi concedido. ... o governo encobriu a natureza dos experimentos e enganou as famílias das vítimas falecidas quanto ao que havia acontecido. … Os indivíduos receberam doses que se aproximavam ou até excediam os limites atualmente reconhecidos para a exposição à radiação ocupacional. As doses foram tão altas quanto 93 vezes a carga corporal (máxima) reconhecida ”. O artigo prossegue: "Alguns dos mais repugnantes ou bizarros desses experimentos estão resumidos abaixo".
 
Poucos americanos parecem cientes dos programas de experimentação humana de seu próprio governo, uma ladainha incontrolável de atrocidades executadas pela CIA e militares em uma população inocente e desinformada, sempre sem consentimento e com frequência com resultados trágicos.
 
 
Estes incluíram amplos programas de de controle da mente experimentos , interrogatório / experiências de tortura , infecção deliberada com doenças mortais ou debilitantes, a exposição à radioatividade grave e todos os tipos de patógenos químicos biológicos, bacteriológicos e tóxicos. Eles abrangeram lavagem cerebral, tortura, eletrochoque, agentes nervosos, drogas e hipnose exótica e experimentos cirúrgicos, incluindo lobotomias , e uma ampla gama de “pesquisas” farmacológicas, todas realizadas em vítimas civis inocentes, desinformadas e indefesas, que variam de bebés recém-nascidos a adultos.
 
As substâncias usadas - as “ferramentas de seu comércio” - incluíam LSD, heroína, morfina, benzedrina, maconha, cocaína, PCP, mescalina, metrazol, éter, gases nervosos VX e Sarin, produtos químicos tóxicos como sulfeto de zinco-cádmio e dióxido de enxofre, uma variedade de agentes biológicos, ácido sulfúrico, escopolamina, gás mostarda, isótopos radioativos e várias dioxinas da Dow Chemical. Eles também incluíram eletrochoques, estrógenos sintéticos, células cancerígenas vivas, órgãos sexuais de animais transplantados para seres humanos, transfusões de sangue de vaca e muito mais. As doenças transmitidas deliberadamente incluíam sífilis, gonorreia, hepatite, câncer, peste bubónica, beribéri, cólera, tosse convulsa, febre amarela, dengue, encefalite e febre tifóide, doença de Lyme, febre hemorrágica e muito mais.
 
Foram realizadas experiências em crianças, órfãos, doentes e deficientes mentais, prisioneiros que não tiveram escolha em participar. Os pacientes do hospital costumavam receber tratamento médico, mas eram usados ​​como sujeitos em experimentos mortais. (Veja Hornblum Allen M .; Newman Judith Lynn; Dober Gregory J. (2013). Contra a vontade deles: A história secreta da experimentação médica em crianças na América da Guerra Fria . Palgrave Macmillan. ISBN 978-0-230-34171-5 )
 
Nunca saberemos o número total de pessoas que morreram. Se você não se importa com pesadelos, faça uma pesquisa sobre o programa MK-ULTRA da CIA. Muitos desses experimentos continuaram até o final dos anos 90 e além, e muitas pessoas afirmam - e fornecem evidências - de que ainda continuam hoje.
 
Três dias após seu discurso de desrespeitar as táticas soviéticas, Allen Dulles aprovou o início do MK-Ultra , um programa secreto da CIA para "uso secreto de materiais biológicos e químicos". Os "valores americanos" criaram uma boa retórica, mas Dulles tinha planos muito maiores para a agenda da Agência na Guerra Fria.
 
As experiências de "controle da mente" do MK-Ultra geralmente se concentravam na modificação do comportamento por meio de terapia de choque elétrico, hipnose, polígrafos, radiação e uma variedade de drogas, toxinas e produtos químicos. Esses experimentos se baseavam em uma série de assuntos de teste: alguns que se voluntariaram livremente, outros que se ofereceram sob coerção e outros que não tinham absolutamente nenhuma idéia de que estavam envolvidos em um amplo programa de pesquisa em defesa. De meninos com deficiência mental em uma escola estadual, a soldados americanos, a "psicopatas sexuais" em um hospital estadual, os programas do MK-Ultra costumam atacar os membros mais vulneráveis ​​da sociedade. A CIA considerava os presos especialmente bons sujeitos, pois estavam dispostos a dar consentimento em troca de tempo extra de recreação ou sentenças comutadas. (Programa MK-ULTRA da CIA .)
 
Esses programas de pesquisa em humanos foram financiados pelo governo dos EUA e realizados principalmente pela CIA e pelas forças armadas, mas com total cooperação da maioria das principais universidades e hospitais. Eles eram altamente secretos, sua existência não descoberta até depois de muitos anos de operação. Diante de ordens judiciais para divulgar os registros, a CIA e os militares destruíram a maioria dos documentos, alguns sobrevivendo apenas a erros de arquivamento e comunicação, as evidências disponíveis cobrindo apenas uma parte minúscula das violações e atrocidades cometidas.
 
“De 1960 a 1971, o Dr. Eugene Saenger, radiologista da Universidade de Cincinnati, expôs pacientes pobres e principalmente negros à radiação do corpo inteiro. Eles não foram convidados a assinar formulários de consentimento, nem foram informados de que o Pentágono financiou o estudo . Os pacientes foram expostos, no período de uma hora, ao equivalente a cerca de 20.000 raios-X no valor de radiação.”
 
A maioria dos pacientes morreu, mas o Dr. Saenger recebeu recentemente uma medalha de ouro por "realizações na carreira" da Sociedade Radiológica da América do Norte.
 
A partir da década de 1950, crianças com deficiência mental na Willowbrook State School, em Staten Island , Nova York, foram infectadas intencionalmente com hepatite viral, alimentando-as com um extrato feito das fezes dos pacientes infectados. Saul Krugman, da Universidade de Nova York, prometeu aos pais de crianças com deficiência mental que seus filhos seriam matriculados em Willowbrook em troca da assinatura de um formulário de consentimento para os procedimentos que ele alegou serem "vacinas". Na realidade, os procedimentos envolviam infectar deliberadamente crianças com hepatite viral.
 
Lauretta Bender: O Psiquiatra Do Inferno . Lauretta Bender era neuropsiquiatra no Hospital Bellevue na década de 1940 e no início da década de 1950 e foi pioneira na terapia de eletrochoque em crianças pequenas que inevitavelmente regrediam a estados violentos e catatónicos, a maioria terminando morta ou na prisão. Mais tarde, Bender expandiu seus tratamentos para incluir o LSD e, apesar de sua brutalidade desumana, o NYT publicou um obituário brilhante quando ela morreu - como o fez para muitas dezenas de pessoas.
 
A partir de 1950, o Exército dos EUA realizou pelo menos 240 ataques de guerra biológica ao ar livre nas cidades americanas, liberando agentes nervosos e bactérias mortais do Alasca ao Havaí. A CIA liberou bactérias da tosse convulsa do mar perto de Tampa Bay, Flórida, causando uma epidemia que deixou dezenas de milhares de pessoas extremamente doentes e matando muitas outras. A Marinha dos EUA simulou ataques de guerra biológica pulverizando grandes quantidades de bactérias sobre São Francisco , nas quais muitos cidadãos morreram e incontáveis doenças graves do tipo pneumonia. Quando a informação vazou, fontes militares insistiram que as bactérias eram inofensivas, mas milhares incorreram em trato urinário grave einfecções respiratórias, pneumonia e outras doenças, infecções permanentes: “Até hoje, essas bactérias são uma das principais causas de morte entre os idosos da região de São Francisco”.
 
As forças armadas dos EUA realizaram cerca de 1.000 testes nucleares acima do solo para determinar os efeitos da radiação em uma população. O Serviço de Saúde Pública foi instruído a dizer aos cidadãos a favor do vento, a partir de testes com bombas nucleares, que os aumentos nos cânceres eram devidos à neurose, e Eisenhower ordenou que mulheres com doença de radiação, abortos espontâneos, perda de cabelo, leucemia e câncer no cérebro fossem informadas de que estavam sofrendo de " dona de casa ”.
 
Um documento secreto da AEC de 17 de abril de 1947, intitulado Medical Experiments in Humans, afirmava:
 
“É desejável que não seja divulgado nenhum documento que se refira a experimentos com seres humanos que possam ter uma reação adversa à opinião pública ou resultar em ações judiciais. Os documentos que cobrem esse trabalho de campo devem ser classificados como Secretos.”
 
Uma indicação da natureza insensível e obscena que sempre permeou o governo dos EUA:
A Kodak começou a receber reclamações de clientes sobre filmes embaçados , a causa do material de embalagem - as cascas de milho de Indiana contaminadas com radioatividade . O governo dos EUA concordou secretamente em fornecer à Kodak informações antecipadas sobre todos os testes nucleares futuros, incluindo “ distribuição esperada de material radioativopara antecipar a contaminação local”. As vítimas agora nos dizem: “. . . o governo alertou a indústria fotográfica e forneceu mapas e previsões de possível contaminação. Onde estavam os avisos aos pais de crianças nessas áreas? O governo protegeu os rolos de filme, mas não a vida de nossos filhos. Por que eles fizeram isso quando tinham todas as informações sobre pontos quentes e precipitação, e ainda assim não avisaram as pessoas deste país sobre os perigos inerentes às precipitação radioativas? ” O governo deles não contou a eles porque eles eram os porquinhos-da-índia nos testes.
 
Você pode ler sobre alguns dos casos mais proeminentes aquiaquiaquie aqui. Também o infame Projeto 100.000, de Robert McNamaraOperação DEWOperação LACProjeto SHADProjeto 112Doença de Lymegás nervoso e ovelha morta em Dugway.
 
E não foi apenas a Guerra contra a América
 
evidência acumulada do uso americano de armas biológicas na China e na Coreia do Norte está fora de disputa , mas o governo dos EUA mentiu sobre isso há 70 anos.
 
Também está documentado, sem dúvida, que os EUA realizaram uma campanha de décadas de guerra biológica contra a pequena Cuba, incluindo a distribuição de febre hemorrágica e a gripe suína que levou Cuba a matar todos os 500.000 porcos do país. Os americanos não apenas mentiram sobre isso por 70 anos, mas acusaram Cuba de ser "um estado pária" com um programa de guerra biológica. (1)
 
E não apenas Cuba. Os EUA usaram armas químicas e biológicas no Canadá, Filipinas, Porto Rico, Colômbia, Vietname, China, Coreia do Norte, Laos, Cambodja e muito mais.
 
*Larry Romanoff é um consultor de administração e empresário aposentado. Ele ocupou cargos executivos seniores em empresas de consultoria internacionais e possuía um negócio internacional de importação e exportação. Ele é professor visitante na Universidade Fudan de Xangai, apresentando estudos de caso em assuntos internacionais para as classes seniores do EMBA. Romanoff mora em Xangai e atualmente está escrevendo uma série de dez livros, geralmente relacionados à China e ao Ocidente. Ele pode ser contatado em: 2186604556@qq.com. Ele é pesquisador associado do Center for Research on Globalization (CRG) 
 
A fonte original deste artigo é Global Research
Copyright © Larry Romanoff , Global Research, 2020

Ver o original em 'Página Global' na seguinte ligação:

https://paginaglobal.blogspot.com/2020/04/governo-dos-eua-travou-guerra-contra.html

“Sejam mensageiros da vida em tempos de morte”

O papa Francisco fez um apelo para que as pessoas “não cedam ao medo” e se concentrem em uma “mensagem de esperança”, durante uma missa na véspera do domingo de Páscoa, em uma Basílica de São Pedro vazia, em meio à pandemia de coronavírus. Ele também pediu o fim das guerras.

 

 

A cerimônia, que normalmente acontece em uma igreja lotada com 10 mil pessoas, foi assistida por apenas duas dezenas, incluindo alguns assistentes de altar e um coro menor que o normal. Por causa do coronavírus, a celebração foi alterada, deixando de lado ações tradicionais, como o batismo de convertidos adultos e uma longa procissão no corredor principal da basílica.

O papa Francisco fez, durante a celebração neste sábado, uma comparação entre o trecho do Evangelho em que se relata a passagem em que o túmulo de Jesus é encontrado vazio no dia em que os cristãos acreditam que ele ressuscitou dos mortos e o estado incerto do mundo hoje por causa da pandemia de coronavírus.

“Também havia medo do futuro e tudo o que precisaria ser reconstruído. Uma memória dolorosa, uma esperança abreviada. Para eles, como para nós, era a hora mais sombria”, disse o papa em sua homilia.

Em países de todo o mundo, os católicos acompanharam o serviço papal ou missas rezadas por padres em suas próprias igrejas vazias e transmitidas pela televisão ou pela internet.

“Não tenham medo, não cedam ao medo: esta é a mensagem da esperança. Hoje é endereçada a nós. Essas são as palavras que Deus nos repete nesta mesma noite”, disse o pontífice.

O papa Francisco encorajou as pessoas a serem “mensageiros da vida em tempos de morte”, novamente condenando o comércio de armas e exortando aqueles em melhor situação a ajudar os pobres.

“Vamos silenciar os gritos de morte, sem mais guerras! Que possamos parar a produção e o comércio de armas, pois precisamos de pão, não de armas”, disse Francisco.


Agência Brasil | Texto em português do Brasil

Exclusivo Editorial Rádio Peão Brasil / Tornado

 
 
 
 
 
 

Ver original no jornal 'TORNADO' na seguinte ligação:

https://www.jornaltornado.pt/papa-francisco-sejam-mensageiros-da-vida-em-tempos-de-morte/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=papa-francisco-sejam-mensageiros-da-vida-em-tempos-de-morte

POR ONDE ANDA O PACIENTE ZERO?

 
 
A situação real desaconselha declarações peremptórias de que estamos perante um «vírus chinês». Os factos exigem uma investigação muito mais profunda e internacionalmente cooperativa.
 
José Goulão* | opinião
 
Mattia é um cidadão italiano de 38 anos de Codogno, Lombardia. Socialista e sociável, desportista que corre maratonas, extrovertido, saudável, certamente nunca mais esquecerá os primeiros meses de 2020. Não só por lhe ter nascido a filha, Giulia, já em Abril, mas também porque venceu o combate que travou de 19 de Fevereiro a 25 de Março contra o novo coronavírus SARS-CoV-2, que entretanto lhe vitimou o pai e atingiu ao de leve a esposa, Valentina. Não ficam por aqui os episódios em redor de Mattia: ele foi o quarto caso de COVID-19 em Itália, o «Paciente n.º 4»; mas como não teve qualquer contacto com a China nem com os três primeiros infectados na Lombardia, oriundos da cidade chinesa de Wuhan, foi considerado o «Paciente italiano n.º 1». A história de Mattia é suficiente para por em causa a versão oficial, adoptada pelos media corporativos, de que tudo terá começado no mercado de frutos do mar e animais exóticos de Huanan, na cidade chinesa de Wuhan. Há outros caminhos a percorrer para tentar descobrir o Paciente Zero da pandemia.
 
Caso semelhante ao de Mattia ocorreu na Coreia do Sul. Algumas semanas depois de identificados os primeiros 30 casos de COVID-19, todos eles com ligações conhecidas a Wuhan, foi detectado o mesmo tipo de infecção pulmonar numa mulher com 61 anos que nunca teve qualquer contacto com a China e com os primeiros diagnosticados no país. Passou a ser a «Paciente sul-coreana n.º 1», mais um caminho que diverge do mercado de Huanan e da narrativa do «vírus chinês», tão querida do presidente Trump e respectiva corte.
 
Uma narrativa de cariz propagandístico, sem qualquer suporte científico e que, como veremos, trava a procura honesta e necessária do Paciente Zero da pandemia e tenta impor uma versão oficial dos trágicos acontecimentos em curso, tão credível como as inventadas para cobrir o assassínio do presidente John Kennedy e os atentados de 11 de Setembro de 2001.
 
 
Constelação de focos de infecção
 
A pandemia do novo coronavírus não teve, portanto, um único foco de propagação: teve vários. Pelo que o Paciente Zero deve ser procurado a montante de todos eles, o que implica a cooperação das autoridades sanitárias e científicas de vários países – assim houvesse disponibilidade para isso em vez de verdades impostas por quem distorce a realidade.
 
Houve vários focos e, até ao momento, duas grandes vagas de infecção: uma antes de 25 de Janeiro, que atingiu cerca de 25 países; e uma segunda, a partir de meados de Fevereiro, que se expandiu para mais de cem países através do aparecimento de diferentes surtos praticamente simultâneos.
 
Poderá pensar-se que a primeira vaga teve, então, origem no mercado de frutos do mar de Huanan, em Wuhan, China.
 
No entanto…
 
O dr. Giuseppe Remuzzi, médico italiano, revelou num artigo publicado pela revista Lancet que em Dezembro, ou mesmo até em Novembro, vários médicos de família da região da Lombardia detectaram uma «pneumonia muito estranha» em circulação com os sintomas da COVID-19 e sem terem qualquer conhecimento do que estaria a passar-se na China mais ou menos na mesma altura.
 
E no dia 11 de Março, perante a Comissão de Saúde da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, o presidente do Centro de Controlo e Prevenção de doenças (CDC) norte-americano, Robert Redfield, admitiu que vários casos mortais da especialmente virulenta «temporada» de gripe comum, iniciada em Setembro, foram provocados pelo novo coronavírus – o que foi confirmado por exames póstumos.
 
De acordo com informações divulgadas pela estação de televisão CBS em 9 de Março, o surto atribuído à gripe comum nos Estados Unidos no segundo semestre de 2019 provocou 34 milhões de infectados, 350 mil internados e 20 mil mortes. Quantas terão sido provocadas pelo novo coronavírus e não diagnosticadas como tal, tendo em conta a admissão de Redfield?
 
A partir destes dados não é ousado recuar umas boas semanas na linha do tempo em busca do Paciente Zero, uma vez que o primeiro caso em Wuhan foi declarado em 1 de Janeiro de 2020, embora houvesse sinais da doença em Dezembro, ou mesmo em Novembro, segundo o jornal britânico Guardian.
 
China, Itália, Estados Unidos… Pode admitir-se que pelo menos em Novembro circulavam focos simultâneos de um novo coronavírus em três países de três continentes e muito distantes entre si.
 
O caso dos Jogos Mundiais Militares
 
A situação real desaconselha, portanto, uma declaração tão peremptória de que estamos perante um «vírus chinês». Os factos exigem uma investigação muito mais profunda e internacionalmente cooperativa.
 
Foi perante a insistência de Trump e do seu secretário de Estado, Michael Pompeo, em carregarem na tecla xenófoba que a China agitou as águas em estilo de balão de ensaio. Um porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Zhao Lijian, levantou a hipótese de o vírus ter sido levado para Wuhan pela representação dos Estados Unidos nos Jogos Mundiais Militares realizados naquela cidade entre 18 e 27 de Outubro. E convidou as autoridades norte-americanas a prestar esclarecimentos sobre as circunstâncias que envolveram a representação militar-desportiva.
 
Na verdade, o episódio da participação norte-americana nos jogos militares de Wuhan merece ser observado com alguma atenção.
 
A delegação, constituída por cerca de 300 membros, preparou-se nas imediações de Fort Detrick, no Maryland, que alberga os mais importantes laboratórios de guerra biológica dos Estados Unidos e nos quais se realizam investigações sobre o ébola, coronavírus e antraz. Estes laboratórios, de acordo com o New York Times, foram encerrados em Julho de 2019 por terem sido detectadas «falhas de segurança» pelo CDC, organismo presidido pelo atrás citado Robert Redfield.
 
Já em Wuhan, a representação norte-americana ficou alojada no Oriental Hotel, localizado a 300 metros do mercado de frutos do mar Huanan. Em 25 de Outubro, cinco membros da delegação foram assistidos num hospital de doenças infecciosas da cidade depois de terem manifestado problemas respiratórios acompanhados de febres elevadas. As autoridades chinesas certamente não levantarão problemas em facultar os processos dos cinco pacientes às autoridades sanitárias e científicas norte-americanas que estejam dispostas a procurar seriamente o Paciente Zero da pandemia.
 
Posteriormente, 42 trabalhadores do Oriental Hotel de Wuhan, onde estiveram os soldados-atletas norte-americanos, vieram a ser diagnosticados com COVID-19: foi o núcleo original da cidade e teve contacto com o primeiro grupo de sete pessoas associado ao mercado de Huanan.
 
Na sequência destes factos, um estudo publicado na revista Lancet revela que 13 dos 41 primeiros casos de COVID-19 diagnosticados em Wuhan não tiveram qualquer associação com o mercado.
 
Daniel Lucey, especialista em doenças infecciosas da Universidade de Georgetown, nos Estados Unidos, revelou à revista Science, depois de estudar o processo de deflagração do surto de Wuhan, que a primeira infecção deve ter sido originada em Novembro «ou mesmo antes».
 
As circunstâncias demonstram, portanto, que em Wuhan não houve apenas um foco de infecção. Mais uma contradição da tese da passagem do vírus de um morcego ou um pangolim para um ser humano no mercado de Huanan.
 
Reza a crónica desses dias que a delegação dos Estados Unidos aos Jogos Mundiais Militares fez mais turismo do que desporto. Treinou pouco e as performances desportivas deixaram muito a desejar: oito medalhas, nenhuma de ouro e 35.º lugar entre as nações participantes. Uma posição medíocre para uma potência que costuma servir-se das competições desportivas internacionais para projectar a imagem do seu poderio global. Nenhum representante norte-americano, masculino ou feminino, subiu ao pódio em modalidades como o atletismo e a natação. «Atletas de molho de soja» – assim ficaram conhecidos, segundo a imprensa chinesa.
 
A sucessão de factos e acontecimentos revela, portanto, que existiram focos de infecção independentes de COVID-19 em Itália, nos Estados Unidos e até mais do que um em Wuhan.
 
Há outras particularidades a registar: a estirpe de coronavírus de Wuhan não é a mesma de Itália, sendo esta idêntica à dominante nos Estados Unidos. Aliás, as variedades que circulam em países vizinhos da China, incluindo o próprio território chinês de Taiwan, não são as mesmas de Wuhan; mesmo na China continental, em regiões afastadas desta cidade, surgiram bolsas de uma estirpe diferente.
 
E o primeiro-ministro australiano assegura que a esmagadora maioria dos infectados no seu país, mais de 80%, resulta de contágios com origem nos Estados Unidos.
 
Na procura do Paciente Zero devemos usar «ciência e cooperação», defende Geng Shuang, outro porta-voz do Ministério chinês dos Negócios Estrangeiros. «É uma questão científica, é preciso ouvir opiniões científicas e profissionais».
 
No submundo dos morcegos
 
Onde estaria então o morcego – ou o pangolim – responsável por ter passado o vírus ao Paciente Zero, nos termos da tese tão cara a Trump e ao mainstream?
 
Penetrando um pouco no universo aterrador das armas de extermínio massivo não tardamos a perceber que as mentes perversas da guerra biológica têm uma preferência especial pelos morcegos.
 
Por exemplo, o Programa de Empenhamento Biológico Cooperativo (CBEP) da Agência para a Redução das Ameaças de Defesa dos Estados Unidos (DTRA) tem como objectivo procurar patógenos com importância militar em morcegos.
 
Em 2019 foi publicado um estudo financiado pelo governo dos Estados Unidos, através do Pentágono, sobre novas linhagens de coronavírus de morcegos. Incidiu sobre os coronavírus existentes em populações que circulam entre a China e o Casaquistão.
 
O Washington Post explicou aos seus leitores que o interesse do Pentágono em investir no potencial dos morcegos para espalhar doenças é suscitado pelo facto de «os russos fazerem o mesmo». Por isso, revela a revista Vice News, «os Estados Unidos gastaram milhões de dólares nos últimos anos a financiar pesquisas sobre morcegos, os vírus mortais de que podem ser hospedeiros – incluindo coronavírus – e como esses patógenos são transmitidos a humanos».
 
No topo norte-americano desta azáfama contaminadora está a DARPA – Agência de Projectos de Pesquisa avançada de Defesa – através dos seus 25 laboratórios de guerra biológica espalhados pelo mundo, sobretudo em países da antiga União Soviética – 11 dos quais na Ucrânia.
 
Foi na cidade ucraniana de Kharkiv, onde se situa um desses laboratórios, que em Janeiro de 2016, em apenas dois dias, 20 soldados ucranianos morreram de vírus da gripe e 200 foram hospitalizados. Dois meses depois foram registados, através da Ucrânia, 364 casos mortais provocados pela gripe suína H1N1. De notar que este vírus é idêntico ao da «gripe espanhola» de 1918-19 recentemente «ressuscitado» em laboratório por cientistas norte-americanos a partir de restos mortais de uma vítima recolhidos no Alasca.
 
Num trabalho de fundo recentemente publicado a jornalista Whitney Webb testemunha que em 2018 a DARPA gastou milhões de dólares em estudos realizados em laboratórios de países vizinhos da China e que resultaram na descoberta de novos coronavírus. Dez milhões de dólares foram destinados a «um projecto para identificar os mecanismos complexos da transição de um vírus de morcegos para seres humanos».
 
Cenários estratégicos desta actividade febril são os laboratórios que funcionam em Fort Detrick – o Instituto de Pesquisas Infecciosas do Exército (USAMRIID) e o Centro Nacional de Análise e Contramedidas de Defesa (NBACC) – precisamente as instalações encerradas pelo CDC em Julho e nas imediações das quais se preparou a equipa norte-americana enviada aos Jogos Militares Mundiais. Entre as 16 prioridades que se investigam nestas instalações está a caracterização de patógenos clássicos, emergentes e geneticamente modificados; e o estudo de patógenos mortais, incluindo ébola, antraz e coronavírus, no âmbito da ligação entre os morcegos e as armas biológicas.
 
Nada permite dizer que existe uma relação de causa e efeito entre o frenesim investigativo do terror biológico e o vírus que infectou o cidadão italiano Mattia, os trabalhadores do Oriental Hotel em Wuhan ou os frequentadores do mercado de frutos do mar e animais exóticos de Huanan. Quando a corporativa CNN, porém, cita agora agentes da inteligência norte-americana que teriam advertido para a circulação de um surto viral em Wuhan na segunda metade de Novembro é legítimo deduzir que os espiões saberiam até mais do que as próprias autoridades de Pequim.
 
O académico chinês Zhong Nanshan afirma, por seu lado, que «o surto foi identificado pela primeira vez na China mas isso não significa forçosamente que se tenha originado na China».
 
Por todas as razões e mais estas seria fulcral, em nome da saúde dos habitantes do planeta, descobrir o Paciente Zero desta pandemia que nos aterroriza; e também identificar as origens das três outras epidemias das quatro que já atingiram a China nos vinte anos incompletos que tem o século XXI.
 
Cooperação e Investigação precisam-se. Mas há quem as não permita ao mesmo tempo que manipula a realidade de maneira arrogante. Uma atitude que incita à reflexão, sobretudo quando estão milhões de vidas humanas em jogo.
 
*José Goulão, Exclusivo O Lado Oculto/AbrilAbril

Ver o original em 'Página Global' na seguinte ligação:

https://paginaglobal.blogspot.com/2020/04/por-onde-anda-o-paciente-zero.html

Secretário-geral da ONU apela ao cessar-fogo mundial; quase dois milhões de pessoas já apoiaram

Secretário-geral da ONU pede cessar-fogo global contra coronavírus...

Está aberto e com o objetivo de angariar dois milhões de assinaturas o apelo do secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, por um cessar-fogo mundial que suspenda hostilidades entre povos e nações que neste momento precisam cooperar para enfrentar a pandemia do novo coronavírus. Enquanto se escreve esta notícia, já há mais de 1,8 milhão de assinaturas no apelo circulado através do Avaaz. Leia o texto abaixo. Acesse e endosse o chamado clicando aqui.

 

A fúria do vírus ilustra a insensatez da guerra

Nosso mundo enfrenta um inimigo comum: a COVID-19.

O vírus não se importa com etnia ou nacionalidade, facção ou fé. Ataca a todos, de forma implacável.

Enquanto isso, conflitos armados seguem ativos em todo o mundo.

Os mais vulnerávies —mulheres e crianças, pessoas com descapacidades, os marginalizados e os deslocados— pagam o preço mais alto.

Estão também sob o maior risco de sofrer perdas devastadoras com a COVID-19.

Não esqueçamos que em países destroçados pela guerra, os sistemas de saúde colapsaram.  Profissionais de saúde, já poucos, têm sido frequentemente o alvo. Refugiados e outros deslocados por conflitos violentos estão duplamente vulneráveis. A fúria do vírus demonstra a insensatez da guerra.

É por isso que hoje estou apelando por um cessar-fogo global e imediato em todos rincões do mundo. É tempo de bloquear o conflito armado e focar, juntos, na verdadeira batalha das nossas vidas.

https://twitter.com/antonioguterres/status/1242155073981087744?ref_src=twsrc%5Etfw

 

Às partes em guerra, digo: Retirem-se das hostilidades. Coloquem de lado a desconfiança e a animosidade. Silenciem as armas; detenham a artilharia; parem os ataques aéreos. Isso é crucial para ajudar a criar corredores para a assistência que salva vidas. Para abrir importantes janelas à diplomacia. Trazer esperança a lugares entre os mais vulneráveis à COVID-19.

Tiremos inspiração das coalizões e diálogos que estão gradualmente surgindo entre rivais para promover abordagens conjuntas contra a COVID-19. Mas precisamos de muito mais.

Acabemos com a enfermidade da guerra e combatamos a doença que está assolando o nosso mundo.

Isso começa por parar os confrontos em toda a parte. Agora.

É disso que a nossa família humana precisa, agora mais do que nunca.

Fonte: Secretaria-Geral da ONU

Tradução: Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz

Leia o original em CEBRAPAZ (clique aqui)

A BIOGUERRA DOS EUA

 
 
Carta Aberta ao Presidente dos EUA, Donald Trump
 
– SARS-US, MERS-US, COVID-US
 
Larry Romanoff [*]
 
Perguntas que o governo dos EUA precisa responder:
 
1. Sobre o assunto do uso de armas biológicas dos EUA, na China e na Coreia do Norte, hoje, quase todos sabem a verdade, dado o enorme volume de evidências acumuladas além da discussão acalorada. Depois de mentir sobre esta questão, durante 70 anos, importar-se-ia de admitir, finalmente, o que fizeram? [1] [2] [3]
 
2. Na vossa campanha, durante décadas, de guerra biológica contra a pequena Cuba, incluindo a distribuição de febre hemorrágica e de gripe suína que levou Cuba a matar todos os 500.000 porcos do país, a evidência da responsabilidade dos EUA é esmagadora. Vocês não só mentiram sobre este assunto durante 70 anos, mas tentaram reverter a situação, acusando Cuba de ser "um estado marginalizado" com um programa de guerra biológica. Importar-se-ia de corrigir a falsidade das vossas acusações e, finalmente, admitir perante o mundo, o que fizeram? [4] https://www.caixinglobal.com/... [6]
 
3. Por favor, expliquem por que razão os EUA têm cerca de 400 laboratórios militares de armas biológicas espalhados em países (principalmente pobres e atrasados) em todo o mundo, incluindo novos laboratórios na Geórgia, Ucrânia, Moldávia, Arménia, Azerbaijão, Uzbequistão e Cazaquistão. Por que não os construíram no vosso território? Várias nações estão a exigir que desmontem esses laboratórios e os levem para casa, onde eles pertencem. Pensa cumprir? [7] [8] [9]
 
4. Em 2004, o Wenweipo de Hong Kong publicou um artigo intitulado "Primeiro surto de SARS suspeito nos EUA", citando a Associated Press e a Reuters sobre uma americana de 45 anos que ficou gravemente doente com sintomas típicos da SARS, alguns meses antes de um surto em Hong Kong e que morreu no espaço de um dia, e todo o hospital, bem como cerca de 80 pessoas com quem ela teve contacto terem sido colocadas em quarentena. O Wenweipo e pesquisadores chineses, virologistas russos e especialistas militares especularam que o vírus SARS-US era necessariamente produzido pelo homem e teria, quase certamente, escapado de um laboratório militar americano, tendo essa fuga sido encoberta pelos EUA. Poderia comentar, por favor? [10]
 
5. Pode explicar como é que a comunicação mediática ocidental (EUA) soube, imediata e unanimemente, que o SARS-US foi provocado por civetas/gato almiscarado, quando, de facto, durante meses ninguém no local sabia de nada e, mais tarde, quase todos no terreno suspeitaram de Fort Detrick como sendo a origem? O SARS-US foi lançado na China, na província de Guangdong, no entanto, infelizmente, o paciente zero viajou imediatamente para Hong Kong, poupando a China, mas devastando Hong Kong. Poderia comentar?
 
6. O COVID-US, como o SARS-US, parece ser especificamente chinês, 99,5% afectando apenas chineses étnicos, sem estrangeiros infectados em Wuhan ou na China, o que naturalmente suscita questões. A Universidade de Harvard - com financiamento visível das forças armadas dos EUA - conduziu uma série de "estudos" ilegais e escandalosamente anti-éticos na China (depois de ter sido especificamente proibida de fazê-lo), recolhendo subrepticiamente centenas de milhares de amostras de DNA de chineses e transferindo-as ilegalmente para fora do país. Foram feitas muitas perguntas sobre a aplicação (militar) dessas amostras. Poderia comentar? [11]
 
7. Por favor, pode explicar por que motivo é que o MERS-US explodiu na Coreia do Sul, no laboratório de armas biológicas JUPITR-ATD, na Base Aérea dos EUA em Osan, e por que razão mais de 100 soldados sul-coreanos ficaram, subitamente, em quarentena nessa base? [12]
 
8. Por favor, poderia explicar por que motivo o Ebola surgiu simultaneamente em três locais diferentes, a milhares de quilómetros de distância uns dos outros e cada um desses locais, a um passo de um laboratório militar dos EUA de armas biológicas? [13] [14] [15]
 
9. Por favor, poderia explicar por que razão as forças armadas dos EUA parecem estar a liderar com tanta força o surto da COVID-US na Coreia do Sul e por que é que os militares dos EUA têm contacto tão frequente, "hanging with a Jonestown outfit" [16] com o Culto religioso fanático Shincheonji, que tem sido a fonte da maior parte das infecções por COVID-USA na Coreia do Sul? Por favor, poderia também explicar a coincidência do MERS-US e do COVID-US que parecem ter sido originados, talvez, nos mesmos laboratórios JUPITR-ATD da mesma Base Aérea de Osan?
 
10. Comentou, recentemente, que poderia matar toda a população do Afeganistão em poucos dias. "O Afeganistão seria varrido da face da Terra. Teria desaparecido e sem usar armas nucleares. Teria desaparecido - literalmente, em 10 dias". Como é que estava, precisamente, a propor fazê-lo? Armas biológicas pareceriam ser a única alternativa. A Febre Hemorrágica Viral e o Hantavírus funcionaram, outrora, para os EUA na Coreia do Norte; devem funcionar novamente. Por favor, exemplifique minuciosamente. [17] [18] [19]
11. Por favor, poderia explicar à China e ao mundo, por que é que o CDC encerrou o laboratório de armas biológicas USAMRIID de Fort Detrick? Seria realmente devido, como alegou a comunicação mediática, a uma simples "falha na maneira de agir"? Fechar por contaminação maciça e/ou infecções, por que motivo é que aquele local enorme (80.000 metros quadrados) foi mantido impedido, durante seis meses de testes e de descontaminação, antes de ser permitido retomar apenas parcialmente, o trabalho? Poderia explicar, também, por que razão a maioria dos sites de notícias em inglês foi subitamente impedida de fazer qualquer referência ao encerramento de Fort Detrick, quando o coronavírus entrou em erupção em Wuhan? [20] [21]
 
12. Em Outubro de 2019, o seu país organizou o Evento 201 [NR] que, retrospectivamente, parecia ter sido uma simulação ao vivo, do surto de vírus que, pouco depois, ocorreu em Wuhan. Mais ainda, num documentário da Netflix, em 2019, intitulado "The Next Pandemic", Bill Gates previa uma pandemia resultante de um surto semelhante ao coronavírus – a começar num mercado chinês. Pode explicar essas coincidências visivelmente surpreendentes? Se o Evento 201 era um exercício civil inocente, por que é que a CIA estava envolvida como participante? Será que conduziram a simulação?
 
13. É estranho que nos meses anteriores ao surto do coronavírus (e, novamente, durante a epidemia), a China tenha sido atingida por quatro surtos virais inexplicáveis em rápida sucessão, vírus animais novos ou incomuns, que destruíram grande parte do gado e das aves de capoeira do país, causando muito impacto económico, danificando e exigindo a compra de grandes quantidades de produtos agrícolas dos EUA. Parece que a Mãe Natureza decidiu alinhar-se com a política externa dos EUA, não só unindo-se à sua guerra comercial e ajudando o seu esforço para "derrubar a China", mas a sua cumplicidade visível e sem precedentes, na escolha da pior época possível do ano e talvez da pior localização. Em sua opinião, essas meras coincidências seriam apenas uma questão de má sorte? Poderia comentar e prever quando esta situação irá acabar? [22]
 
14. Parece que a gripe suína que devastou o gado da China, em 2019, não foi um acto de Deus ou da natureza, mas foi praticada por pessoas desconhecidas a pilotar pequenos drones sobre as fazendas de porcos do país e a infectar milhares de locais, o que resultou no abate de mais de 100 milhões porcos. Parece –lhe fora do comum? Gostaria de comentar sobre os prováveis culpados? (Ver nota 2. acima) Por favor, note que os "gangues chineses" e os "especuladores de carne de porco" já estão fora de suspeita. [23]
 
15. Em relação ao COVID-US, não acreditamos que tenha sido trazido para a China por soldados infectados nos jogos militares de Wuhan. Se isso fosse verdade, todos os soldados estrangeiros teriam sido infectados primeiro e levado o vírus para os seus países de origem, mas os acontecimentos não progrediram nesta sequência. Por favor, conte-nos como pode ter acontecido? Claro que o povo chinês tem todo o direito de sabê-lo.
 
16. Foi provado, conclusivamente, que a COVID-US não se originou no mercado de Wuhan, nem em Wuhan, nem na China. Além do mais, as estirpes do vírus na maioria das nações, são diferentes daquela que contaminou Wuhan. Por favor, poderia comentar, à luz das suas declarações sobre o "vírus chinês"? [24]
 
17. Da mesma maneira, as pessoas em Itália e no Irão gostariam de saber como é que estirpes diferentes do vírus podem ter viajado para os seus países. Mais ainda, o mundo inteiro interroga-se por que razão houve duas grandes ondas de infecção global, a primeira infectando 25 países ao mesmo tempo por volta de 25 de Janeiro e a segunda, com 85 países a experimentar simultaneamente vários surtos domésticos explosivos, à distância de alguns dias uns dos outros, por volta de 25 de Fevereiro – e, principalmente, por uma estirpe diferente da estirpe que afectou a China. Visto que só os EUA têm todas as diversas estirpes, parece que estas infecções devem ter tido origem no seu país. Poderia explicar como é que isso pode ter acontecido? [25]
 
18. De acordo com o exposto acima, o Japão, a Coreia do Sul, a Itália e o Irão relataram que os seus surtos internos de COVID-US não tiveram casos confirmados de exposição à China, mas mostraram ligação com os Estados Unidos. De maneira semelhante, a Austrália alega que 80% das suas infecções vieram dos EUA, outros países também identificaram infecções que foram fabricadas na América. Além do mais, as enormes erupções reprimidas em Washington e Nova York eram de origem inteiramente doméstica, sem ligação comprovada com a China. Por favor, como explica estes factos? [26] [27] [28]
 
19. A China, a Itália e várias outras nações da Ásia e da Europa documentaram agora provas de que o COVID-US circulava nas suas populações, durante vários meses antes do surto em Wuhan. O Japão e Taiwan documentaram a prova de que vários japoneses foram infectados no Havaí, no final de Setembro de 2019. Por favor, poderia abordar e explicar estas situações? [29] [30]
 
20. Há dois anos, John Bolton demitiu todo o grupo executivo responsável pela coordenação da resposta à pandemia, estripando a infraestrutura de defesa contra doenças infecciosas do seu país. À luz dos acontecimentos actuais, pode explicar as acções de Bolton e a sua aprovação? O Sr. também reduziu o financiamento ao CDC, eliminando 80% dos seus esforços globais de prevenção de doenças; por outras palavras, o departamento que poderia ter ajudado outras nações a detectar e a controlar as epidemias que sofreram mais tarde. Mais especificamente, uma epidemiologista importante do CDC foi incorporada na agência de controlo de doenças da China, mas eliminou a posição dela e trouxe-a de volta para os EUA, pouco antes do surto de vírus em Wuhan. Por favor, queira explicar por que razão a retirou naquele momento específico? [31] [32] [33]
 
21. Sobre o COVID-USA, por que motivo é que o CDC proibiu testar os americanos? Por que é que o CDC se recusou a testar mesmo aqueles que já estavam numa Unidade de Cuidados Intensivos e num ventilador? Seria para impedir que os americanos soubessem da epidemia já espalhada no país deles? Por que é que a Dra. Helen Chu emitiu uma ordem ameaçadora de "cessar e desistir" para parar de testar as zaragatoas nasofaríngeas que a sua equipa de pesquisa da gripe havia recolhido no Estado de Washington, a partir de Outubro de 2019? Foi para impedir que surgisse o conhecimento de que o vírus já circulava livremente meses antes? Este ponto é pertinente porque, normalmente, a razão pela qual não fazemos uma pergunta em particular é porque já sabemos a resposta, e a razão pela qual não fazemos a pergunta publicamente, é porque não queremos que mais ninguém saiba a resposta. [34]
 
22. O Director do CDC, Robert Redfield, admitiu que as mortes por gripe nos EUA eram realmente do coronavírus. Quantas das 35 milhões de infecções e 20.000 mortes foram diagnosticadas erradamente? Será que foi acidental? Quando a causa da morte foi descoberta nas autópsias, por que razão é que as informações foram mantidas em segredo? Por que é que as famílias das vítimas falecidas foram informadas de que morreram de gripe, quando os atestados de óbito diziam "coronavírus"? [35]
 
23. Tenho muitos relatos de americanos em Washington, Nova York, Califórnia, Maryland, Virgínia e outros Estados, que alegam a existência de infecções, principalmente na parte final de Dezembro de 2019, mas várias no início de Setembro, todas descrevendo sintomas persistentes, semelhantes com o COVID -US.
 
"Tenho a certeza que recebeu milhares de e-mails, mas queria que soubesse o quanto gostei e acreditei no seu artigo. Estou a tentar encontrar essas informações online. Acredito firmemente que sou um dos cidadãos dos EUA que tiveram esse vírus em Dezembro de 2019. Por favor, continue a sua pesquisa."
 
"Moro no sudoeste da Pensilvânia. Fiquei doente muito rapidamente, em 23 de Dezembro, no trabalho. Pensei que estava com gripe, embora fosse diferente de tudo que já tive antes. Em retrospectiva, vejo que tinha todos os sintomas do coronavírus".
 
"Foi de 30 de Setembro de 2019 a 9 de Outubro de 2019, que o meu marido foi hospitalizado."
 
Poderia comentar sobre a existência visível e generalizada, do COVID-US nos Estados Unidos, a partir de Setembro de 2019?
 
24. A OMS salientou que o mais importante era "testar, testar, testar", mas os EUA são o único país que se recusou firmemente a testar, usando muitas desculpas que parecem coxas e suspeitas, em retrospectiva. O Dr. Ashish Jha, do Instituto Global de Saúde de Harvard, disse que a "resposta dos Estados Unidos tem sido péssima. É difícil imaginar como eles poderiam ter feito pior. Ainda somos o único país importante do mundo que [não está a fazer] testes generalizados para o coronavírus. (...) Isto é uma loucura, dada a nossa capacidade técnica e científica". Por favor, poderia comentar? [36]
 
25. O Sr. deu a si mesmo a nota máxima ao lidar com esta crise, dizendo: "Eu daria nota 10. Considero que fizemos um óptimo trabalho". Gostaria de explicar como chegou a esse número? Entretanto, até o New York Times discordou desta afirmação, dizendo: "A falha em explorar o estudo da gripe [Dra. Helen Chu], detalhada aqui pela primeira vez, foi apenas uma de uma série de oportunidades perdidas pelo governo federal de garantir mais testes generalizados durante os primeiros dias do surto, quando a contenção teria sido mais fácil". Por favor, poderia comentar? [37] [38]
 
26. A sua Casa Branca e a comunicação mediática dos EUA fizeram muitos gracejos sobre a proximidade da Universidade de Wuhan com o mercado de marisco – onde vocês alegaram que o surto de vírus se tinha originado. Por favor, solicite a um dos seus funcionários que faça uma pesquisa no mapa sobre o seguinte endereço – Trade Tower I, No. 568, Jianshe Avenue, Jianghan District, Wuhan 430022. [39] Agora, peço-lhe, importa-se de escrever um parágrafo sobre o seguinte tema: "Consulado Geral dos EUA próximo – de maneira suspeita – do mercado de marisco em Wuhan"?
 
27. No início de Março, o Sr. declarou surpreendentemente, tornar secretas, todas as informações e reuniões da COVID-US, com toda a comunicação a ser reencaminhada pela Casa Branca e coordenada com os funcionários do NSC. Somente indivíduos portadores de uma habilitação de segurança podem participar nas reuniões secretas, sem telemóveis e sem computadores. Os membros da equipa excluídos alegaram que foram informados que a informação sobre o vírus era secreta "porque tinham a ver com a China". Por favor, pode comentar a necessidade de um secretismo tão extremo (enquanto condena a China por falta de transparência) e explicar porque razão lidar com uma epidemia de vírus no seu país, tem algo a ver com a China? [40] [41] [42]
 
28. Os virologistas são unânimes em afirmar que o primeiro acto após um surto de um agente patogénico (natural ou artificial) é encontrar a fonte e localizar o 'paciente zero', para interromper a infecção na sua origem. Todos os países principais fizeram grandes esforços nesse sentido – excepto os EUA, que não fizeram nenhum esforço visível de qualquer tipo. Por favor, poderia explicar por que é que procedem assim?
 
29. Há vários meses, as autoridades médicas e estatais chinesas, italianas e iranianas pedem colaboração internacional para localizar o arquétipo genético preciso dos surtos globais e identificar a verdadeira origem do vírus. Como toda a Humanidade deseja desesperadamente as respostas, será que os EUA estão a cooperar nesse esforço?
 
30. Os media dos EUA fIzeram um grande alarido sobre a China punir o suposto autor das denúncias, Li Wenliang, com alguns media a inventarem afirmações falsas de que ele foi forçado a confessar e até foi preso. A narrativa oficial, é claro, é que os Estados Unidos valorizam os seus denunciantes, enquanto os chineses são maus com os deles. Mas hoje, Li Wenliang é um herói nacional na China. Gostaria de comentar e comparar a sua posição com as de Edward Snowden, Julian Assange e Chelsea Manning?
 
31. Está documentado que a vossa Radio Free Asia criou e divulgou amplamente as mentiras de que a Universidade de Wuhan é um laboratório de armas biológicas e o coronavírus escapou de lá. Como a Radio Free Asia faz parte integrante da vossa máquina de desinformação e se reporta a Mike Pompeo, ele ou o Sr. gostariam de comentar sobre essa difamação evidente?
 
32. A sua Casa Branca e a sua comunicação mediática tentaram denegrir a China com acusações e insinuações de um péssimo registo de fugas de agentes patogénicos biológicos, se bem que a China tivesse tido apenas duas ou três pequenas evasões, há cerca de 10 anos e nada desde então. No entanto, o vosso CDC verifica que, entre 2005 e 2012, os EUA tiveram 1.059 casos de roubo ou fugas de agentes patogénicos perigosos que infringiram o controlo. Um a cada três dias, durante sete anos. Por favor, poderia comentar sobre essa disparidade? [43] [44] [45]
 
33. Um teste de vírus na China custa menos de 100 dólares e é pago pelo Governo. Nos EUA, o custo do mesmo teste varia entre1.500 e 3.000 dólares e tem ser pago pelos pacientes – que podem não ter seguro de saúde. Por favor, pode comentar sobre a utilidade relativa do sistema de saúde dos EUA e, por favor, poderia referir a quem é que o mesmo sistema pode interessar?
 
34. Este é o calendário documentado da China, referente ao surto da COVID-EUA:
 
– 26/Dezembro/2019: Jixian Zhang detecta quatro infecções por pneumonia anómala em Wuhan e refere-as ao CDC da província, no dia seguinte. As autoridades provinciais informam imediatamente o CDC nacional que se prepara para activar os protocolos de resposta à pandemia. Ainda não haviam sido agrupadas ou identificadas, infecções anteriores.
 
– 30/Dezembro/2019: o CDC nacional da China notifica a OMS.
– 31/Dezembro/2019: A OMS relata publicamente o novo surto de vírus.
– 7/Janeiro/2020: os virologistas chineses identificam o vírus e confirmam a determinação completa da ordem ou sequência dos elementos do genoma, cinco dias depois.
 
À luz do exposto, explique a sua argumentação de que as autoridades médicas chinesas "encobriram" o surto e "protelaram essa informação ao mundo, durante dois meses" de tempo de preparação. O atraso de dois meses alegado significaria que a China teria de notificar o mundo, em Outubro, de um vírus que não iria surgir senão seis semanas depois. Por favor, pode explicar detalhadamente as suas reivindicações?
 
35. Se fosse atribuída à China toda a narrativa acima e se o SARS, o MERS, a SIDA, o EBOLA, a gripe das aves, a gripe suína e o COVID-19 irrompessem primeiro nos EUA, o Sr. afirmaria que isto era prova cabal de que a China era a responsável. Não é de surpreender que grande parte do mundo, hoje, esteja naturalmente a tender acolocar esses surtos à sua porta. Gostaria de comentar?
 
36. O Sr. Pompeo deu instruções à equipa global do Departamento de Estado para culpar vigorosamente a China pelo COVID-US, embora eu acredite que o Sr. Pompeo tenha sido registado a afirmar que o governo "mente, engana e rouba" para atingir os seus objectivos. Se a memória não me trai, ele admitiu publicamente que a mentira é uma das capacidades americanas mais poderosas, espalhando acusações infundadas como que despejar água suja em água limpa para obter uma mistura poluída. Como o Sr. Pompeo funciona da maneira que o Sr. gosta, agradecia que comentasse em que medida partilha a filosofia dele? [46] [47]
 
37. Pompeo deu ordens específicas à equipa global do Departamento de Estado para retratar os EUA "em todas as entrevistas" como "A maior nação humanitária da História do Mundo". Recentemente, o Sr. alargou as sanções contra o Irão, impedindo a compra de fornecimentos de materiais médicos críticos, e garantiu que o Banco Mundial recusaria o apelo da Venezuela de pedido de empréstimo para financiar a assistência médica. Enquanto a China, a Rússia e Cuba enviaram material e médicos para quase 100 países em todo o mundo, os EUA não prestaram assistência a ninguém. Essas acções parecem incoerentes com a sua auto-imagem de uma "grande nação humanitária", parecendo ao mundo que os EUA são uma nação quase selvagemmente desumana. Por favor, poderia reformular essa discrepância visível?
 
38. Muitas pessoas no Irão e na Venezuela, também estão agora a morrer todos os dias, como consequência directa das suas políticas. Por favor, pode explicar qual é o prazer que resulta em matar essas populações?
 
39. Notícias recentes informaram que o Sr. ligou para o Presidente da pequena Coreia do Sul a implorar fornecimentos médicos. Isto parece um pouco patético, mas talvez possa explicar. Relata que a China está a enviar milhares de toneladas de fornecimentos médicos para os EUA. Poderia comentar sobre a posição de que o mundo devia tratar os EUA como os EUA tratam o Irão e se recusam a enviar qualquer coisa?
 
40. A pandemia da gripe "espanhola" de 1918, que matou de 20 milhões a 50 milhões de pessoas, provou ter sido originada nos EUA e propagada em todo o mundo por sigilo e imprudência. A pandemia do H1N1, de 2008, também se originou nos EUA e espalhou-se pelo mundo pelas mesmas causas, o seu CDC, durante seis meses foi incapaz ou não quis identificar o agente patogénico, mantendo o segredo e promovendo a desinformação, causando entre 200.000 a 500.000 mortes prematuras em todo o mundo. O HIV-AIDS também teve origem nos EUA e a sua disseminação simultânea em dois outros continentes ainda é um assunto de intenso debate. Gostaria de comentar a culpabilidade dos EUA nessas epidemias mortais? Tem intenção de pedir desculpa ao mundo pelo vosso descuido? Apoiaria acções judiciais colectivas a favor das vítimas?
 
Epílogo
 
Acredito que a verdade sobre a COVID-US acabará por surgir. Deve haver muitas pessoas com conhecimento pessoal da fonte e do método de distribuição. O que precisamos agora é de mais um corajoso Edward Snowden ou Chelsea Manning para deixar escapar as informações. Veremos, então, como os EUA realmente valorizam os seus denunciantes.
 
Notas:
(5) William Blum, Killing Hope: U.S. Military and CIA Interventions Since World War II [Common Courage Press, 1995]).
(10) Os links originais já não estão activos. Seria necessária uma busca no arquivo para localizar os artigos Wenweipo, AP e Reuters
(11) Why Didn't Any Americans Die From SARS? https://www.caixinglobal.com/...
(15) The Ebola Strain Links African Outbreak To A Lab Escape; http://www.rense.com/
(16) Uma descrição de Shincheonji de uma amiga chamada Kate.
(27) O Primeiro Ministro australiano, Scott Morrison, fala durante uma conferência de imprensa conjunta com a Primeira Ministra da Nova Zelândia, Jacinda Ardern, na Admiralty House, em Sydney, Austrália, em 28 de Fevereiro de 2020./Reuters
(39) Contribuição de um amigo online cujo nome desconheço.
 
 
Ver também:
 
[*] Consultor de administração e empresário aposentado. Ocupou cargos executivos especializados em empresas de consultoria internacionais e possuía uma empresa internacional de importação e exportação. Professor Visitante da Universidade Fudan de Shangai, apresenta estudos de casos em assuntos internacionais a executivos especializados. Pode ser contactado através do email: 2186604556@qq.com.
 
O original encontra-se em www.veteranstoday/...
e a tradução de Luisa Vasconcellos em paulcraigrobertstranslations.blogspot.com/...
 
 

Ver o original em 'Página Global' na seguinte ligação:

https://paginaglobal.blogspot.com/2020/04/a-bioguerra-dos-eua.html

Secretário-geral da ONU reitera apelo por cessar-fogo global durante luta contra a COVID-19

 

 

Nações Unidas, 3 abr (Xinhua) -- O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, disse na sexta-feira que a comunidade internacional deve se concentrar apenas na batalha contra seu inimigo comum da pandemia COVID-19, que está varrendo o mundo inteiro e trazendo enormes impactos socioeconômicos.

"O apelo de cessar-fogo global está ressoando em todo o mundo", disse Guterres em uma coletiva de imprensa virtual.

Dez dias atrás, o chefe da ONU pediu por um cessar-fogo imediato "em todos os cantos do mundo" para reforçar a ação diplomática, ajudar a criar condições para a entrega de ajuda para salvar vidas e trazer esperança para os lugares que estão entre os mais vulneráveis à pandemia da COVID-19.

"A pandemia está tendo profundas consequências sociais, econômicas e políticas, inclusive as relacionadas à paz e segurança internacionais", disse ele na ocasião. "Deve haver apenas uma luta em nosso mundo hoje: nossa batalha compartilhada contra a COVID-19."

Segundo o chefe da ONU, seu apelo de cessar-fogo global foi endossado por "um número crescente de Estados-membros, cerca de 70 até agora, parceiros regionais, entidades não estatais, redes e organizações da sociedade civil e todos os mensageiros da paz da ONU e defensores dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável".

"Líderes religiosos...somaram sua voz da moral em apoio a um cessar-fogo global, assim como os cidadãos através da mobilização popular online", acrescentou o chefe da ONU.

"Um número substancial de partes em conflitos expressou sua aceitação pela chamada", observou.

Enquanto isso, o chefe da ONU ressaltou que "há uma enorme distância entre declarações e ações - entre tornar as palavras em paz real e na vida das pessoas".

"Há enormes dificuldades para a implementação, pois os conflitos se alastram por anos, a desconfiança é profunda, com muitos destruidores e muitas suspeitas", disse ele. "Em muitas das situações mais críticas, não vimos nenhuma desistência nos combates -- e alguns conflitos até se intensificaram."

O secretário-geral, portanto, pediu "esforços diplomáticos robustos para enfrentar esses desafios".

"Para silenciar as armas, devemos levantar as vozes para a paz", disse Guterres.

Falando sobre o "intenso impulso diplomático", ele citou uma série de exemplos para ilustrar seu ponto de vista.

"No Iêmen, apesar do apoio expresso a um cessar-fogo por parte do governo, Ansar Allah e muitas outras partes -- incluindo o Comando das Forças Conjuntas -- o conflito aumentou", disse ele, acrescentando que seu enviado especial para o Iêmen "está trabalhando nos preparativos para convocar as partes para discutir a gestão da crise COVID-19 e um mecanismo de cessar-fogo nacional".

Na Síria, onde as primeiras mortes relacionadas à COVID-19 já foram relatadas, Guterres disse que seu enviado especial apelou para um cessar-fogo nacional "completo e imediato" para permitir um esforço total contra a COVID-19.

"O cessar-fogo de Idlib anteriormente negociado pela Turquia e pela Federação Russa está em vigor", disse ele. "Mas é essencial que um cessar-fogo permanente em todo o país entre em vigor para permitir expansões no acesso humanitário a todos que sofrem na última década."

Guterres também falou sobre os desenvolvimentos relacionados a seu apelo de cessar-fogo na Líbia e no Afeganistão.

"Pedi a todos aqueles que podem fazer a diferença que façam essa diferença: instar e pressionar os combatentes ao redor do mundo a abandonarem as armas", disse ele.

Falando sobre a urgência do cessar-fogo e do combate à pandemia, o secretário-geral disse que "há uma chance de paz, mas estamos longe disso. E a necessidade é urgente. A tempestade COVID-19 está chegando a todos esses teatros de conflito."

"O vírus mostrou o quão rapidamente ele pode se mover através das fronteiras, devastar países e acabar com vidas", disse o chefe da ONU. "O pior ainda está por vir."

"Precisamos fazer todo o possível para encontrar a paz e a unidade que nosso mundo precisa desesperadamente para combater a COVID-19... Devemos mobilizar cada gota de energia para derrotá-la", disse Guterres.

O chefe da ONU também disse a repórteres na coletiva de imprensa virtual que um cessar-fogo é uma oportunidade para a diplomacia rumo a paz, para as negociações políticas e para os próximos passos em direção à paz permanente.

"O cessar-fogo tem um valor em si para evitar a morte de pessoas e para permitir que a doença seja combatida de forma mais eficaz, mas o cessar-fogo deve ser visto como um primeiro passo para a paz permanente", observou Guterres.

Vítima de minas terrestres está em sua casa no distrito de Midi, Província de Hajjah, Iêmen, em 24 de fevereiro de 2020. De acordo com as Nações Unidas, milhares de minas terrestres, artilharia não detonada e outros explosivos de guerra foram deixados durante o atual conflito no Iêmen. (Foto: Mohammed Alwafi/Xinhua)

Uma menina com deficiência em sua casa na cidade de Aleppo, norte da Síria, em 10 de março de 2020. Cerca de 4,8 milhões de crianças nasceram na Síria desde que o conflito começou há nove anos. Mais 1 milhão nasceram como refugiados nos países vizinhos. Eles continuam a enfrentar as consequências devastadoras de uma guerra brutal, informou o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) neste domingo. (Foto: Hummam Sheikh Ali/Xinhua)

Ver original em "XINHUA Português" na ligação seguinte:

http://portuguese.xinhuanet.com/2020-04/04/c_138947108.htm

Um milhão de assinaturas apoia apelo da ONU para cessar-fogo mundial

 

Uma petição lançada pela ONG Avaaz, em apoio ao apelo da ONU para um cessar-fogo mundial, devido à pandemia de covid-19, atingiu, esta quinta-feira, um milhão de assinaturas, numa altura em que os conflitos não diminuem.

 

No encontro diário com a imprensa, o porta-voz das Nações Unidas, Stephan Dujarric, congratulou-se com esta iniciativa. “Estamos muito felizes em ver a quantidade de pessoas que aderiram a esta petição. É importante colocar pressão nos combatentes”.

A petição online foi lançada a 30 de março e respondeu ao apelo lançado por António Guterres, secretário-geral das Nações Unidas, para um cessar-fogo mundial. Se em alguns países, como Filipinas, Camarões, Iémen ou Colômbia, os grupos armados mostraram-se prontos para cessar as hostilidades, a verdade é que não materializaram essas intenções.

“Infelizmente as hostilidades continuam na maior parte das zonas onde nos encontramos”, disse Laetitia Courtois, representante do Comité Internacional da Cruz Vermelha, junto da ONU. “Os combates continuam e os feridos continuam a chegar aos hospitais que têm o nosso apoio, por exemplo, no Sudão do Sul”, acrescentou.

Segundo Laetitia Courtois, o cessar-fogo permitiria aos agentes humanitários continuar a trabalhar em melhores condições e ter um impacto maior no momento da crise pandémica provocada pelo novo coronavírus.

No passado dia 24, Guterres pediu um cessar-fogo imediato em todos os conflitos mundiais para preservar a vida de civis perante a “fúria” da pandemia. “Está na hora de terminar os conflitos armados e de nos concentrarmos na verdadeira luta das nossas vidas”.

O novo coronavírus já infetou mais de um milhão de pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 51 mil. Dos casos de infeção, cerca de 190 mil são considerados curados.

ZAP // Lusa

 
 
 

Ver original em 'ZAP aeiou' na seguinte ligação:

https://zap.aeiou.pt/milhao-assinaturas-cessar-fogo-mundial-317291

Conta-nos o NY Times

O Pentágono ordenou à sua guarda pretoriana que planeasse uma escalada dos combates americanos no Iraque, emitindo, na semana passada, uma diretiva para preparar uma campanha destinada a destruir um grupo de milícias, supostamente apoiado pelo Irão que, dizem os americanos, ameaçou mais ataques contra as tropas ocupantes.

 

 

Mas o principal centurião dos Estados Unidos no Iraque alertou que essa campanha pode ser sangrenta e contraproducente e corre o risco de guerra aberta com o Irão.

Num memorando contundente e sem margem para graças, na semana passada, o comandante, general Robert P. White, escreveu que uma nova campanha militar exigiria que mais uns milhares de tropas americanas fossem enviadas para o Iraque e desviasse recursos do que tem sido, supostamente, a principal missão militar americana lá: treinar tropas iraquianas para combater o Estado Islâmico.

A diretiva do Pentágono e a resposta do general White – ambas comunicações militares internas classificadas – foram descritas por várias autoridades americanas que tiveram conhecimento direto de seu conteúdo. A troca de invetivas decorre no meio de uma luta fervorosa dentro do governo Trump qual a futura a política em relação ao Irão e o curso da guerra americana no Iraque, que começou há pouco mais de 17 anos atrás.

Algumas autoridades, incluindo o secretário de Estado Mike Pompeo e Robert C. O’Brien, assessor de segurança nacional, vêm pressionando por novas ações agressivas contra o Irão e as suas proxy/forças – e veem, pelo binóculo, uma oportunidade de tentar destruir grupos de milícias que não são as que apoia.

Aproveitando a aflição que o Covid 19 lançou no Irão, líderes militares, incluindo o secretário de Defesa Mark T. Esper e o general Mark A. Milley, presidente do Estado Maior Conjunto, têm receio de uma forte escalada militar, alertando que pode desestabilizar ainda mais o Oriente Médio no momento em que o presidente Trump disse que espera reduzir o número de tropas americanas na região. Ainda assim, autoridades americanas disseram que Esper autorizou o planeamento de uma nova campanha no Iraque – mesmo quando os militares estão a regressar a casa e diminuem a sua presença no combate ao terrorismo – para oferecer opções a Trump no caso previsível de grupos de milícias apoiados pelo Irão intensificarem os seus próprios ataques contra tropas americanas (teriam confidenciado dois altos funcionários da Casa Branca).

Durante uma reunião do Salão Oval em 19 de março, Trump não tomou uma decisão sobre a possibilidade de autorizar a nova campanha no Iraque, mas permitiu que o planeamento continuasse, segundo autoridades americanas.

Um porta-voz do Conselho de Segurança Nacional se recusou a comentar. Sean Robertson, porta-voz do Pentágono, disse num comunicado:

A Operação Inherent Resolve está no Iraque a “convite do governo iraquiano” (??) e continua focada na parceria com as forças de segurança iraquianas com o objetivo comum de derrotar permanentemente os remanescentes do ISIS. Não vamos discutir hipóteses ou deliberações internas.”

Eu não percebi quando e qual governo iraquiano convidou os americanos para lá assentarem arraiais. Teria sido em 19 de março de 2003?

O debate continuará, entre os Prós e os Contras, já que as principais autoridades do Pentágono e altos comandantes em todo o mundo também estão a expressar preocupações crescentes sobre os casos de coronavírus a expandir-se rapidamente nas fileiras militares, ameaçando potencialmente a capacidade das forças armadas de enviar tropas prontas para o combate.

Talvez para fazer o contraponto do bom senso. E ainda bem!

O secretário-geral da ONU, António Guterres, defendeu esta terça-feira uma estratégia mundial concertada e coordenada para combater a propagação do novo coronavírus, alertando para as potenciais consequências trágicas desta pandemia que é, essencialmente, “uma crise humana”.

Mas muitos humanos ainda não perceberam a mensagem que nos está a chegar do futuro.


Por opção do autor, este artigo respeita o AO90



 

 

 
 

Ver original no jornal 'TORNADO' na seguinte ligação:

https://www.jornaltornado.pt/diretiva-do-pentagono-conta-nos-o-ny-times/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=diretiva-do-pentagono-conta-nos-o-ny-times

EUA modernizam armas nucleares estacionadas na Alemanha

 
 
Washington estacionou armas nucleares em toda a Europa para intimidar Moscovo. Na Alemanha, o Parlamento aprovou retirada de bombas americanas em 2010, mas elas não só serão mantidas, como também modernizadas.
 
Em vista aérea, os campos ao redor da Base Aérea de Büchel se estendem como uma colcha de retalhos verde-marrom, pontuada por pequenos vilarejos e bosques que compõem a região do Eifel, no oeste da Alemanha. Observando mais de perto as imagens de satélite, veem-se várias dezenas de hangares camuflados. Vários metros sob a terra, encontra-se um segredo cuidadosamente guardado: depósitos subterrâneos com bombas nucleares americanas da época da Guerra Fria.
 
O número exato de bombas armazenadas nos depósitos subterrâneos na base aérea é desconhecido. As estimativas variam entre 15 e 20, e sua localização é um segredo de Estado. Tão secreto que a residente Elke Koller, farmacêutica aposentada, só descobriu sua existência por meio de reportagens da mídia em meados dos anos 1990 apesar de ser membro do Partido Verde local, na época.
 
Ela disse à DW ter ficado "completamente chocada" ao saber da existência dessas bombas. Desde então, tornou-se manifestante convicta, organizando marchas e manifestações locais contra os artefatos nucleares.
 
O governo alemão nunca confirmou oficialmente a existência das bombas nucleares em Büchel. De fato, os parlamentares corriam o risco de ser processados por divulgação de segredo de Estado, caso reconhecessem oficialmente sua localização.
 
Publicamente, Berlim só admite fazer parte do que é oficialmente chamado Acordo de Compartilhamento Nuclear.
 
No caso de um ataque nuclear, os militares americanos que vigiam as bombas localizadas na base aérea alemã com a ordem de atirar em qualquer intruso acoplariam a bomba aos aviões-caças alemães e ativariam o código. Em seguida, as equipes alemãs embarcariam no que os iniciados chamam de "missão de ataque", conduzindo as bombas americanas ao seu destino.
 
Essa seria, de fato, a primeira vez que as equipes chegariam mais perto das bombas bem guardadas: de acordo com um piloto, que falou com a DW sob condição de anonimato, eles treinam apenas com maquetes. Esse acordo bombas americanas vigiadas por soldados americanos numa base alemã, mas transportadas por tripulações e aviões das Forças Armadas alemãs, a Bundeswehr remonta à Guerra Fria e à estratégia de dissuasão nuclear da Otan, destinada a conter a União Soviética. Ainda hoje, a postura nuclear da aliança atlântica é parte integrante – alguns diriam: fundamental – de sua composição estratégica.
 
Basicamente, o Acordo de Compartilhamento Nuclear prevê que os Estados-membros da aliança militar não possuidores de armas nucleares participem do planeamento e treinamento para o emprego delas pela Otan. Além disso, segundo afirmam as autoridades Estados, isso garante que seus pontos de vista sejam levados em consideração por países com capacidade nuclear, incluindo os EUA. Embora seja desconhecido o número exato de bombas americanas armazenadas na Europa, as estimativas indicam aproximadamente 150. Alemanha, Bélgica, Holanda e Itália fazem parte do acordo de compartilhamento. Com exceção das em solo italiano, todas as bombas estão localizadas a poucas centenas de quilómetros entre si outra.
 
 
 
2010: Parlamento pressiona por retirada
 
Em março de 2010, o Bundestag (câmara baixa do Parlamento alemão) aprovou uma resolução interpartidária instando o governo a trabalhar "enfaticamente" no sentido de conseguir que seus aliados americanos retirem todas as armas nucleares da Alemanha. Isso foi seguido pelo apelo do então presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, de criar um mundo livre de armas nucleares. Uma década depois, no entanto, esse objetivo parece cada vez mais ilusório, após a anexação da Crimeia pela Rússia em 2014 e o investimento em mísseis de médio alcance com capacidade nuclear. Agora, em vez de trabalhar pela remoção das bombas, as Forças Armadas dos EUA deverão modernizá-las.
 
Tobias Lindner, deputado federal da oposição pelo Partido Verde, chamou depreciativamente o Acordo de Compartilhamento Nuclear da Alemanha de "uma contribuição simbólica cara, perigosa e antiquada para ter voz na Otan". Diante do que ele chama de "defesa aérea russa de última geração", Lindner defende que a Otan invista num moderno sistema de defesa antimísseis e sensores de reconhecimento.
 
Lindner disse achar improvável que a Rússia se deixe impressionar, , pelas bombas lançadas pelos caças Tornado da Alemanha, que foram introduzidos pela primeira vez na década de 1980. Eles provavelmente precisariam ser reabastecidos para conseguir jogar sua carga sobre a Rússia - se conseguissem passar pela defesa aérea russa sem ser abatidos. A frota de Tornados da Alemanha está chegando rapidamente ao fim de sua vida útil, e o custo de manutenção de uma esquadra para missão nuclear aumenta de exponencialmente. Isso também acarreta a escassez de aviões em condições de voo, necessários para o Acordo de Compartilhamento Nuclear e outras missões.
 
Mas esse vertiginoso preço é um investimento que vale a pena? O deputado verde Lindner não se mostra convencido, mas admite que - apesar de ser membro da comissão parlamentar de defesa -simplesmente não sabe de que tipo de compartilhamento de informações com as potências nucleares, particularmente os EUA, a Alemanha participa.
 
Ele lamenta que o Berlim não informe o Parlamento - mesmo que confidencialmente - sobre os assuntos discutidos no Grupo de Planeamento Nuclear, composto pelos ministros da Defesa de todos os Estados-membros da Otan (com exceção da França), independentemente de integrarem ou não do Acordo de Compartilhamento Nuclear. Mas é difícil avaliar se os países integrantes do compartilhamento nuclear (Itália, Alemanha, Bélgica, Holanda) recebem mais informações do que os demais ou se suas opiniões são realmente consideradas por Washington, dado que muitas reuniões na Otan acontecem em nível informal.
 
Esse é um argumento frequentemente apresentado por autoridades e políticos alemães a favor do compartilhamento nuclear. Porém isso "é uma fantasia completa", segundo Hans Kristensen, diretor do Projeto de Informação Nuclear da Federação de Cientistas Americanos e um dos principais especialistas em compartilhamento e armas nucleares.
 
"Nunca ouvi ninguém da Força Aérea Americana, do Comando Estratégico ou do Departamento de Defesa dos EUA dizer que, de alguma forma, leva em consideração visões específicas alemãs sobre o uso de armas nucleares", diz o especialista. Se a Alemanha saísse do acordo de compartilhamento, "teria exatamente a mesma capacidade de influenciar a opinião dos EUA em questões nucleares" que tem agora.
 
Esse ponto de vista não é partilhado por Heinrich Brauss, tenente-general reformado do Exército alemão, que serviu na Otan como secretário-geral adjunto de Política e Planejamento de Defesa até 2018: segundo ele, se a Alemanha decidir se retirar do pacto, os demais países europeus integrantes provavelmente seguirão o exemplo, o que "abalaria o Acordo de Compartilhamento Nuclear da Otan e a divisão de encargos - ou talvez até o aniquilasse completamente".
 
Segundo o militar da reserva, os EUA estariam então muito menos inclinados a compartilhar qualquer informação sobre questões de política e planejamento nuclear: "Na pior das hipóteses, seríamos completamente privados de qualquer informação privilegiada relativa à nossa própria segurança."
 
"Capacidades significativamente melhoradas"
 
Por enquanto, no entanto, apesar da clara maioria de seus cidadãos se opor firmemente às armas nucleares, parece improvável que a Alemanha deixe o acordo em breve. Em vez disso, deverá receber bombas modernizadas. Kristensen explicou que as armas nucleares armazenadas em Büchel são do tipo B61-3 ou B61-4, implantado no fim dos anos 80 e início de 90, e estão chegando ao fim de seu ciclo.
 
O programa de modernização prevê que as bombas antigas sejam desmontadas e as novas entregues a sítios militares americanos nos EUA e em todo o mundo, e é extremamente caro.
 
"É a bomba de queda livre mais cara que os EUA já construíram", segundo Kristensen. "Houve quem calculou que seria mais barato construir a bomba de ouro maciço."
 
A nova bomba, B61-12, terá "capacidades significativamente melhoradas", informa Kristensen: ela está equipada com um kit de cauda, permitindo que seja direcionada e atinja seu alvo com precisão muito maior, de 30 a 60 metros. As bombas atuais são simplesmente lançadas do avião, enquanto as com kits de cauda se guiam uma vez lançadas.
 
Coca-Cola ou bombas
 
Muitos especialistas temem que isso torne mais atraente o emprego da bomba, pois, em vez de destruir uma região inteira, pode atingir um alvo preciso. Embora admitindo que o argumento proceda, do ponto de vista militar, Kristensen ressalva politicamente ainda seria difícil romper o tabu nuclear em vigor desde 1945.
 
Ainda não está claro quando a Alemanha receberá as bombas, pois houve um atraso na produção dos artefatos nos EUA, devido a problemas na reprodução de componentes. Kristensen estima que levará até pelo menos 2022, talvez 2024, até cheguem a Büchel e outros locais europeus.
 
Mas, de acordo com o piloto que falou à DW, os primeiros testes para integração da arma nos caças alemães Tornado estão programados para 2020. Depois de a atualização do software ser testada, ele poderá ser instalado em toda a frota estacionada em Büchel. Apenas um pequeno círculo está a par do processo de modernização. O informante diz duvidar que sequer o comandante alemão de Büchel esteja informado sobre a chegada das bombas: sempre que um avião americano chega à base aérea, todo o aeroporto é fechado. "É tudo tão secreto que nunca se sabe se o avião estava carregado com Coca-Cola ou bombas."
 
Naomi Conrad, Nina Werkhäuser (ca) | Deutsche Welle
 
Imagens: 1 - Vsta aérea da Base Aérea de Büchel;  2 - Modelo da nova bomba, B61-12

Ver o original em 'Página Global' na seguinte ligação:

https://paginaglobal.blogspot.com/2020/03/eua-modernizam-armas-nucleares.html

Navio de guerra dos EUA atravessa estreito de Taiwan

Navio USS McCampbell (DDG 85) dos EUA no Golfo Pérsico
© AFP 2020 / HO / US NAVY / AFP

Um navio de guerra dos EUA passou pelo sensível Estreito de Taiwan nesta quarta-feira (25), disseram os militares dos EUA e de Taiwan.

A movimentação ocorre em meia a crescente tensão entre EUA e China, informa a agência de notícias Reuters. 

A embarcação estadunidense foi monitorada durante o trajeto pelas Forças Armadas de Taiwan, informou o Ministério da Defesa da ilha em comunicado, que classificou a movimentação como uma "missão comum".

Anthony Junco, porta-voz da Sétima Frota dos EUA, disse que o navio em questão é o Destróier USS McCampbel."O trânsito do navio através do Estreito de Taiwan demonstra o compromisso dos EUA com um Indo-Pacífico livre e aberto. A Marinha dos EUA continuará a voar, velejar e operar em qualquer lugar que a lei internacional permitir", disse ele.

Taiwan é um ponto sensível para a diplomacia chinesa já que Pequim nunca descartou o uso da força para controlar a ilha. O estreito de Taiwan separa a ilha da China e é uma fonte frequente de tensão.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/asia_oceania/2020032615375804-navio-de-guerra-dos-eua-atravessa-o-estreito-de-taiwan/

FRENTE AO COLAPSO. UMA TENTAÇÃO PERIGOSA, de JOSÉ LUÍS FIORI e WILLIAM NOZAKI

 

 

Em momentos como este, é bom lembrar aos “cruzados” uma velha lição da história, a respeito das “guerras santas”, entre pequenos “peões militares” terceirizados pelas grandes potências: depois que começam, elas não costumam ter fim.

 

J.L. Fiori, Geopolítica e Fé, JB, janeiro de 2019

 

_____________

Selecção de Camilo Joseph

 

Basta ligar dois pontos para desenhar uma reta. Mas no caso da economia brasileira, são muitos pontos numa mesma direção, apesar de que as autoridades insistam em desconhecê-lo, iludindo-se com a ideia de uma “retomada” que nunca existiu e nem nunca esteve no horizonte. Tudo isso muito antes e independentemente da epidemia de coronavírus, da guerra de preços do petróleo e da recessão mundial que deverá ocorrer piorando a situação. De forma que hoje, a única dúvida que existe é se o desastre a frente assumirá a forma de uma estagnação prolongada, acompanhada da destruição da indústria e de seu mercado de trabalho, ou a forma pura e simples de um colapso, com a desintegração progressiva da infraestrutura, dos serviços públicos e do próprio tecido social.

Tudo isto se reflete no crescimento pífio do PIB brasileiro dos últimos três anos, mas muito mais ainda no declínio continuado da taxa de investimento da economia, que era de 20,9% em 2013, e que hoje é de 15,4%, a despeito do golpe de Estado, da reforma trabalhista, da reforma da previdência e das privatizações. Ao contrário do prometido, a economia não só não cresceu, como aumenta a cada dia a “fuga de capitais”, que nos últimos três meses já é maior do que em todo o ano de 2019. A esperança depositada nos investidores internacionais também esmaeceu com a notícia de que, em 2019, o Brasil simplesmente desapareceu do Índice Global de Confiança para Investimento Estrangeiro, da consultoria americana Kearney, que indica os 25 países mais atraentes para os investidores internacionais. O mesmo índice em que o Brasil ocupava a 3a posição nos anos de 2012 e 2013, tendo caído para o 25º em 2018, e do qual foi simplesmente eliminado na hora das grandes reformas ultraliberais de Paulo Guedes, que supostamente iriam atrair os grandes investidores internacionais.

Este quadro só deve piorar com a nova crise econômica mundial que se anuncia, com o avanço da pandemia do coronavírus e com o início de uma nova guerra de preços na indústria do petróleo. As agências financeiras privadas e os organismos internacionais já estão prevendo uma redução do investimento global na ordem de 15%, e uma queda do PIB mundial na ordem de 1,9%, com a possibilidade de uma recessão mundial no primeiro semestre de 2020, que pode prolongar-se no segundo semestre, tanto na Europa como nos Estados Unidos. Neste momento, o que domina é o pânico e a incerteza, mas o pior ainda pode estar por vir.

Tudo isso deverá ocorrer no período das eleições presidenciais norte-americanas, quando o presidente Donald Trump busca sua reeleição. Desde agora, bem no início da crise que se anuncia, o presidente americano parece que já está perdendo apoios, segundo pesquisa publicada pelo jornal Financial Times. E é exatamente aqui que pode estar se gestando a grande “tentação” do presidente Trump e que poderá se transformar numa catástrofe para a América Latina nos próximos meses. Afinal, é nessas horas, sobretudo no caso de um presidente americano que busca sua própria reeleição, que é comum a aposta em alguma iniciativa de “alto teor” explosivo, como é o caso de guerras ou ações militares que façam esquecer a agenda desfavorável e que sejam capazes de mobilizar o sentimento comum de identidade nacional e patriotismo dos norte-americanos.

O problema é que o “menu de alternativas” à disposição do presidente Donald Trump é bastante limitado, e parece que só existe uma opção capaz de unificar o establishment norte-americano, cooptando inclusive as principais lideranças do Partido Democrata, qual seja, o cerco, o bloqueio naval ou o ataque direto à Venezuela, em tempo de driblar a epidemia, a recessão e a crise de sua indústria do petróleo. E foi exatamente isto que Donald Trump anunciou no seu discurso sobre o Estado da União, frente ao Congresso Americano, mesmo sem entrar em detalhes. Devendo-se anotar que este foi o único momento em que ele foi aplaudido de pé, e em conjunto, por todos os congressistas, republicanos e democratas.

É exatamente aqui, na preparação dessa operação militar americana, que se inscreve a encenação do jantar do presidente Trump na sua casa de praia, com seu vassalo brasileiro, que ele despreza de forma visível, mas que vem lhe entregando sem contrapartida tudo o que lhe é solicitado – inclusive o novo acordo militar RDT&E, que deverá servir de “guarda-chuva” para todas as ações militares conjuntas no futuro próximo, englobando o tensionamento com a Venezuela. Trata-se de um Acordo que começou a ser negociado logo depois do Golpe de Estado de 2016, pelo Departamento de Defesa dos EUA em conjunto com o Ministério de Defesa do Brasil, e que acaba de ser assinado pelos representantes brasileiros, de forma emblemática, diretamente com o Comandante Craig Faller, chefe do Comando Sul das Forças Armadas dos EUA para a América Latina e o Caribe.

Na ocasião da assinatura, o Almirante Craig declarou: “assinamos um acordo histórico hoje, que abrirá caminho para o compartilhamento ainda maior de experiências e informações. Trabalhamos muito próximos das nações aliadas”, além disso fez referências explícitas à Venezuela e à Bolívia (conforme jornal Valor de 08/03/2020).

É interessante chamar atenção para o papel do General Braga Neto, que participou das negociações deste Acordo e que depois foi Comandante do Estado Maior do Exército brasileiro, antes de assumir recentemente a Casa Civil da Presidência da República, colocando-se ao lado do general Luiz Eduardo Ramos, que era o Chefe do Comando Militar do Sudeste e hoje ocupa a Secretaria do Governo, como cabeças visíveis de um governo “paramilitar” que já conta com 2.897 integrantes das FFAA, alocados em inúmeros órgãos da administração pública federal, muito mais do que durante toda a ditadura militar de 1964 (segundo Portal 360).

Além disso, do ponto de vista econômico, merece atenção neste período recente a forma como a política e os gastos da Defesa têm crescido, na contramão da política econômica ultraliberal do Ministério da Economia. Basta dizer que foi exatamente no período recente de 2019-2020 que o Ministério da Defesa brasileiro teve seu maior orçamento histórico, R$ 115 bilhões em média. E só a Empresa Gerencial de Projetos Navais (Emgepron), vinculada à Defesa e à Marinha, foi capitalizada em R$ 7,6 bilhões, passando por um projeto de revisão de sua atuação e escopo que lhe permite coordenar e executar projetos estratégicos não apenas da Marinha, mas também do Exército e da Aeronáutica. Seguindo esta linha, cabe sublinhar que o próprio acordo RDT&E, parece ter sido apenas um passo a mais de uma estratégia que já passou por outros acordos anteriores com as FFAA norte-americanas, como é o caso do Master Information Exchange Agreement (de troca de informações tecnológicas militares), o Acquisition and Cross-Servicing Agreement (de apoio logístico e de serviços militares) e o Space Situational Awareness (de uso do espaço exterior e aéreo para “fins pacíficos”).

Vários movimentos militares que parecem convergir e coincidir com o documento divulgado recentemente pelas FFAA, no qual elas definem, a partir de seu próprio arbítrio, os cenários da política de defesa brasileira até 2040, com a escolha da França como principal inimiga estratégico do Brasil. Uma escolha que surpreendeu aos menos avisados, mas que parece perfeitamente coerente com o objetivo central e imediato da preocupação das FFAA brasileiras, que é a Venezuela, e agora também a Guiana, devido a sua descoberta recente de imensas reservas de petróleo off-shore. Além disso, a escolha da França como principal inimigo facilita a provável denúncia futura do acordo de cooperação militar do Brasil com a França, em torno da construção do primeiro submarino nuclear brasileiro, que provavelmente será substituído por um novo projeto conjunto com os próprios Estados Unidos. É dentro dessa mesma perspectiva que se deve enquadrar também o acordo já assinado com os EUA de liberação do lançamento de foguetes e satélites na Base de Alcântara, de venda da Embraer para a Boeing, de transformação do Brasil em aliado preferencial extra-OTAN, o que significa, no limite, a transformação progressiva do Brasil em um “protetorado militar” dos EUA.

Mais ainda, é dentro dessa mesma “ofensiva final” contra a Venezuela, anunciada pelos Estados Unidos e apoiada pelo Brasil, que se pode entender a nomeação do General Mourão para o comando unificado do Conselho da Amazônia, do qual foram excluídos todos os governadores civis da região, que assim ficam afastados de todo tipo de informação e decisão, inclusive na eventualidade de que que o Brasil seja convocado pelos norte-americanos para garantir o cerco amazônico da fronteira venezuelana. Uma situação que parece cada vez mais exequível depois que o Brasil retirou seus diplomatas e cônsules das cidades fronteiriças da Venezuela, e depois que o governo brasileiro notificou vários funcionários e diplomatas venezuelanos de que devem abandonar o território brasileiro no prazo de 60 dias. Uma ruptura diplomática sem precedentes, que só costuma ocorrer em caso de escaladas militares ou de preparação para a guerra.

Dadas as características próprias da sociedade americana, não é impossível que essa ofensiva militar – muito provável – possa “salvar” a eleição de Donald Trump, numa conjuntura de forte recessão econômica. O mesmo se pode dizer com relação ao governo “paramilitar” brasileiro, que poderia passar a governar por “decreto” e por cima do Congresso Nacional, em caso de uma “emergência de segurança nacional” desse tipo. No entanto, se o Brasil quiser obedecer e seguir atrás dos Estados Unidos, os responsáveis por tal insensatez devem ter claro para si que estarão entrando em um tipo de conflito internacional do qual o Brasil nunca participou, envolvendo de forma direta as três maiores potências militares do sistema mundial.

Deve-se ter bem claro, além disso, que o Brasil não dispõe de armamentos, nem de capacidade financeira e logística para enfrentar as forças armadas venezuelanas, a menos que se restrinja ao mesmo papel simbólico, subalterno e pontual que teve ao lado dos Estados Unidos na Segunda Guerra, e na invasão de Santo Domingos, em 1965. Mas, se mais à frente – e isto é muito provável – as FFAA brasileiras receberem e aprenderem a utilizar o armamento americano mais sofisticado que deve lhes ser repassado pelo novo acordo RDT&E, e decidirem utilizá-lo contra um vizinho latino-americano, seria muito importante que esses senhores que pretendem tomar uma decisão de tamanha gravidade, em nome do povo brasileiro, tenham muito claro o que estão fazendo e quais as consequências do seu ato de vassalagem, para o longo prazo da história do Brasil e da América Latina. Porque eles serão os responsáveis, frente à História, por terem trazido a guerra em grande escala para um continente que foi sempre pacífico, e por terem contribuído com os Estados Unidos para transformar esta região da América do Sul num novo Oriente Médio. Com a diferença que, neste caso, não será concedido ao Brasil o lugar que Israel ocupa na política externa americana. Pelo contrário, o mais provável é que o Brasil se transforme num novo Iraque de Saddam Hussein, que foi usado pelos americanos durante uma década de guerra contra o Irã, e que depois foi destruído pelos próprios Estados Unidos. Quase da mesma maneira com que os Estados Unidos utilizaram os Talibãs na sua guerra contra a URSS, na década de 80, e depois os bombardearam durante 20 anos antes de trazer seus jovens de volta para casa, deixando para trás um Afeganistão completamente destroçado.

 

Março de 2020

 

José Luís Fiori é professor titular do Programa de Pós-graduação em Economia Política Internacional (IE-UFRJ); pesquisador do Instituto de Estudos Estratégicos do Petróleo, Gás e Biocombustíveis (INEEP).
William Nozaki é professor da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo e diretor técnico do Instituto de Estudos Estratégicos do Petróleo, Gás e Biocombustíveis (INEEP).

 

Ver original em 'A viagem dos Argonautas' na seguinte ligação:

https://aviagemdosargonautas.net/2020/03/20/frente-ao-colapso-uma-tentacao-perigosa-de-jose-luis-fiori-e-william-nozaki/

EUA colocam saúde pública em risco ao não cancelar exercícios militares na Europa, diz especialista

Soldados dos EUA e do Reino Unido lado a lado após uma coletiva de imprensa sobre os exercícios militares Defender 2020, em Bruek, na Alemanha
© AP Photo / Soeren Stache

A decisão dos EUA de prosseguir com os exercícios militares Defensor da Europa 2020 (Defender Europe 2020), mesmo durante a propagação do novo coronavírus, mostra que, para evitar dar sinal de fraqueza, Washington está preparada para colocar a saúde pública em risco.

Os planos para a edição de 2020 dos exercícios militares Defensor da Europa 2020 previam a movimentação de 20.000 militares norte-americanos, o maior envio de efetivos dos EUA para o velho continente dos últimos 25 anos.

No entanto, os planos foram prejudicados pela pandemia do novo coronavírus, que já infectou mais de 245 mil pessoas ao redor do mundo e fez 10 mil vítimas fatais.

No dia 13 de março, as transferências de militares dos EUA para a Europa foram interrompidas. Nesta segunda-feira (16), o comandante militar dos EUA na Europa informou que os exercícios seriam "reduzidos em escala e escopo".

Até esta quarta-feira (18), o Pentágono já havia confirmado 80 casos de coronavírus em suas fileiras, incluindo 49 militares em serviço ativo. Casos também teriam sido detectados entre funcionários da OTAN em Bruxelas.

Ameaça para a saúde

Pat Elder, membro do grupo Mundo Além da Guerra (World Beyond War, em inglês), acredita que os EUA nunca iriam cancelar a realização de exercícios militares desta monta para não "admitir a derrota".

"Os propagandistas que estão por trás da postura belicista irracional do Exército [dos EUA] nunca 'cancelariam' completamente os exercícios. Isso poderia demonstrar fraqueza", disse.

Elder acredita que essa decisão de Washington irá colocar em risco a saúde daqueles que irão participar das manobras em função da propagação do coronavírus.

Soldados durante exercícios da OTAN

© AP Photo / Alik Keplicz
Soldados durante exercícios da OTAN

"Os EUA estão levando a ideia de 'dissuasão' a um limite absurdo. E fazem isso [...] para justificar seus crescentes gastos militares", disse.

A ex-agente especial do FBI e ativista do grupo Mulheres Contra a Loucura Belicista (Women Against Military Madness, em inglês) Coleen Rowley lembra que os exercícios previstos para decorrer no Ártico e na Coreia do Sul foram cancelados e o mesmo deveria ser feito com o Defensor da Europa 2020.

"A pandemia é terrível, mas serve para nos dar uma lição sobre como a guerra é estúpida, uma vez que nenhum arsenal militar, ou mesmo nuclear, consegue combater essa ameaça microscópica" representada pelo novo coronavírus, argumentou Rowley.

Ela nota que os EUA não estão se mostrando capazes de combater a COVID-19 em território nacional, mas seguem com os planos de mobilizar militares para exercícios no exterior.

Agressão contra Rússia

Os exercícios Defensor da Europa 2020 não passam de uma "ação agressiva" contra a Rússia, acredita o copresidente do Bureau pela Paz Internacional, Reiner Braun.

"Eu acredito que o que a OTAN está fazendo com os Defensor da Europa 2020 é uma ação agressiva contra a Rússia. Eles não querem iniciar uma guerra amanhã, mas estão se preparando para a guerra. De outra forma não seria necessário fazer um exercício desses na fronteira russa", disse.

Braun lembra que a fase ativa dos exercícios foi marcada para coincidir com as comemorações, na Rússia, do aniversário dos 75 anos da vitória na Segunda Guerra Mundial.

Soldados russos durante parada militar, na Praça Vermelha, no dia 7 de novembro. Vladimir Putin garantiu que a Rússia seguirá atenta à modernização de suas forças armadas

© Sputnik / Alexander Zemlianichenko
Soldados russos durante parada militar, na Praça Vermelha, no dia 7 de novembro. Vladimir Putin garantiu que a Rússia seguirá atenta à modernização de suas forças armadas

"A grande provocação é que eles vão fazer isso em maio, bem quando a Rússia, seguindo a tradição soviética, celebra os 75 anos do aniversário da libertação da Europa. É totalmente inaceitável realizar essas manobras neste período", disse Braun.

Observadores russos

No início de março, o ministro da Defesa da Polônia emitiu um comunicado no qual informou que a Rússia poderia observar parte dos exercícios realizados na Polônia.

Braun acredita que observadores russos seriam admitidos nos exercícios, mas que eles só poderiam assistir a uma parte reduzida das atividades.

"Eles somente mostram algumas áreas nas quais nada está acontecendo. Eles não mostram os movimentos internos e desdobramento dos exércitos", disse.

O Ministério da Defesa da Polônia ainda não confirmou se, mesmo após o início da pandemia de coronavírus, a Rússia poderá acompanhar os exercícios militares.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/defesa/2020032015352470-eua-colocam-saude-publica-em-risco-ao-nao-cancelar-exercicios-militares-na-europa-diz-especialista/

Chegam (via Açores) à Europa do vírus, os bombardeiros USA de ataque nuclear

 
 
Manlio Dinucci*
 
Devido ao Coronavírus, a American Airlines e outras companhias aéreas dos EUA cancelaram muitos voos para a Europa. No entanto, existe uma “companhia” USA que, vice-versa, os aumentou: a US Air Force.
Há poucos dias, “instalou, na Europa, uma task force de bombardeiros furtivos B-2 Spirit” Anuncia-o de Estugarda, o US European Command, o Comando Europeu dos Estados Unidos. Está, actualmente, sob as ordens do General Tod D. Wolters, da US Air Force, que é, ao mesmo tempo, o Chefe das Forças Armadas da NATO, como Comandante Supremo Aliado na Europa. O US European Command afirma que a task force, composta por um número desconhecido de bombardeiros provenientes da base de Whiteman, no Missouri, “chegou, em 9 de Março, ao Campo das Lajes nos Açores, em Portugal”.
 
O bombardeiro estratégico B-2 Spirit, o avião mais caro do mundo, cujo custo ultrapassa os 2 biliões de dolares, é o avião USA de ataque nuclear mais avançado. Cada um pode transportar 16 bombas termonucleares B-61 ou B-83, com uma potência máxima total equivalente a mais de 1.200 bombas de Hiroshima. Devido à conformação, revestimento e contramedidas electrónicas, o B-2 Spirit é difícil de detectar por radar (por esse motivo, é designado como “avião invisível”). Embora já tenha sido usado na guerra, por exemplo, contra a Líbia em 2011, com bombas não nucleares de alta potência, orientadas por satélite (pode transportar 80), foi projectado para penetrar nas defesas inimigas e efectuar um ataque nuclear de surpresa.
 
Estes bombardeiros, especifica o US European Command, “operarão a partir de várias instalações militares na área de responsabilidade do Comando Europeu dos Estados Unidos”. Esta área inclui toda a região europeia e toda a Rússia (incluindo a parte asiática). Isto significa que os bombardeiros USA mais avançados de ataque nuclear, operarão a partir das bases na Europa, perto da Rússia. Invertendo o cenário, é como se os bombardeiros russos mais avançados de ataque nuclear da Rússia, estivessem a manobrar a partir de bases em Cuba, perto dos Estados Unidos.
 
Torna-se claro o objectivo almejado por Washington: aumentar a tensão com a Rússia, usando a Europa como primeira linha do confronto. Isto permite a Washington fortalecer a sua liderança sobre os aliados europeus e orientar a política externa e militar da União Europeia, da qual 22 dos 27 membros pertencem à NATO, sob comando USA.
 
 
 
Isso é confirmado pelo facto de que eles transferem os seus bombardeiros mais avançados de ataque nuclear com o consentimento de todos os governos e parlamentos europeus e da própria União Europeia e com o silêncio cúmplice de todos os principais meios de comunicação europeus.
 
O mesmo silêncio caiu sobre o Defender Europe 20, o maior destacamento de forças USA na Europa desde o final da Guerra Fria, sobre os quais a comunicação mediática só falou, quando o US European Command anunciou que, devido ao Coronavírus, reduzirá os soldados USA que participam no exercício de 30.000 para um número impreciso, mantendo, no entanto,  os “nossos objectivos de maior prioridade”.
 
No âmbito de uma verdadeira psy-op (operação psicológica militar), vários órgãos de “informação”, também em Itália, lançaram-se imediatamente contra “as mentiras sobre o exercício Defender Europe” (La Repubblica, 13 de Março)   e, através das redes sociais, espalhou-se o boato de que o exercício foi praticamente cancelado. Notícias tranquilizadoras, reforçadas pela garantia, dada pelo US European Command, de que “a nossa preocupação primordial é proteger a saúde das nossas forças e a das forças dos nossos aliados”.
 
Apenas substituindo, na Europa, um número indeterminado de soldados USA por um número desconhecido de bombardeiros americanos de ataque nuclear, cada um com uma potência destruidora igual a mais de 1.200 bombas de Hiroshima.
 
il manifesto, 17 de Março de 2020
 
Publicado em No War No NATO | Manlio Dinucci | Tradução: Luísa Vasconcelos

Ver o original em 'Página Global' na seguinte ligação:

https://paginaglobal.blogspot.com/2020/03/chegam-europa-do-virus-os-bombardeiros.html

[Manlio Dinucci] Chegam à Europa do vírus, os bombardeiros USA de ataque nuclear

                   
 
 
 
Devido ao Coronavírus, a American Airlines e outras companhias aéreas dos EUA cancelaram muitos voos para a Europa. No entanto, existe uma “companhia” USA que, vice-versa, os aumentou: a US Air Force.
 
Há poucos dias, “instalou, na Europa, uma task force de bombardeiros furtivos B-2 Spirit” Anuncia-o de Estugarda, o US European Command, o Comando Europeu dos Estados Unidos. Está, actualmente, sob as ordens do General Tod D. Wolters, da US Air Force, que é, ao mesmo tempo, o Chefe das Forças Armadas da NATO, como Comandante Supremo Aliado na Europa. O US European Command afirma que a task force, composta por um número desconhecido de bombardeiros provenientes da base de Whiteman, no Missouri, “chegou, em 9 de Março, ao Campo das Lajes nos Açores, em Portugal”.
 
O bombardeiro estratégico B-2 Spirit, o avião mais caro do mundo, cujo custo ultrapassa os 2 biliões de dolares, é o avião USA de ataque nuclear mais avançado. Cada um pode transportar 16 bombas termonucleares B-61 ou B-83, com uma potência máxima total equivalente a mais de 1.200 bombas de Hiroshima. Devido à conformação, revestimento e contramedidas electrónicas, o B-2 Spirit é difícil de detectar por radar (por esse motivo, é designado como “avião invisível”). Embora já tenha sido usado na guerra, por exemplo, contra a Líbia em 2011, com bombas não nucleares de alta potência, orientadas por satélite (pode transportar 80), foi projectado para penetrar nas defesas inimigas e efectuar um ataque nuclear de surpresa.
Estes bombardeiros, especifica o US European Command, “operarão a partir de várias instalações militares na área de responsabilidade do Comando Europeu dos Estados Unidos”. Esta área inclui toda a região europeia e toda a Rússia (incluindo a parte asiática). Isto significa que os bombardeiros USA mais avançados de ataque nuclear, operarão a partir das bases na Europa, perto da Rússia. Invertendo o cenário, é como se os bombardeiros russos mais avançados de ataque nuclear da Rússia, estivessem a manobrar a partir de bases em Cuba, perto dos Estados Unidos.
 
Torna-se claro o objectivo almejado por Washington: aumentar a tensão com a Rússia, usando a Europa como primeira linha do confronto. Isto permite a Washington fortalecer a sua liderança sobre os aliados europeus e orientar a política externa e militar da União Europeia, da qual 22 dos 27 membros pertencem à NATO, sob comando USA.
 
 
Isso é confirmado pelo facto de que eles transferem os seus bombardeiros mais avançados de ataque nuclear com o consentimento de todos os governos e parlamentos europeus e da própria União Europeia e com o silêncio cúmplice de todos os principais meios de comunicação europeus.
 
O mesmo silêncio caiu sobre o Defender Europe 20, o maior destacamento de forças USA na Europa desde o final da Guerra Fria, sobre os quais a comunicação mediática só falou, quando o US European Command anunciou que, devido ao Coronavírus, reduzirá os soldados USA que participam no exercício de 30.000 para um número impreciso, mantendo, no entanto, os “nossos objectivos de maior prioridade”.
 
No âmbito de uma verdadeira psy-op (operação psicológica militar), vários órgãos de “informação”, também em Itália, lançaram-se imediatamente contra “as mentiras sobre o exercício Defender Europe” (La Repubblica, 13 de Março) e, através das redes sociais, espalhou-se o boato de que o exercício foi praticamente cancelado. Notícias tranquilizadoras, reforçadas pela garantia, dada pelo US European Command, de que “a nossa preocupação primordial é proteger a saúde das nossas forças e a das forças dos nossos aliados”.
 
Apenas substituindo, na Europa, um número indeterminado de soldados USA por um número desconhecido de bombardeiros americanos de ataque nuclear, cada um com uma potência destruidora igual a mais de 1.200 bombas de Hiroshima.
 
il manifesto, 17 de Março de 2020
 
--------
 
 
 
 
 
 
 
 
 
DECLARAÇÃO DE FLORENÇA
Para uma frente internacional NATO EXIT, 
em todos os países europeus da NATO
 
 
Manlio DinucciGeógrafo e geopolitólogo. Livros mais recentes: Laboratorio di geografia, Zanichelli 2014 ; Diario di viaggio, Zanichelli 2017 ; L’arte della guerra / Annali della strategia Usa/Nato 1990-2016, Zambon 2016, Guerra Nucleare. Il Giorno Prima 2017; Diario di guerra Asterios Editores 2018; Premio internazionale per l'analisi geostrategica assegnato il 7 giugno 2019 dal Club dei giornalisti del Messico, A.C.
 
Tradutora: Maria Luísa de Vasconcellos

Ver o original em 'Manuel Banet' (clique aqui)

Na Europa fechada pelo vírus, a União Europeia abre as portas ao exército USA

 
 
Manlio Dinucci | Global Research, March 10, 2020 | ilmanifesto.it
 
Os Ministros da Defesa dos 27 países da UE, 22 dos quais são membros da NATO, reuniram-se nos dias 4 e 5 de Março, em Zagreb, na Croácia. O tema central da reunião (na qual participou, em representação da Itália, o Ministro Guerini do Partido Democrata) não foi o de como lidar com a crise do Coronavírus, que bloqueia a mobilidade civil, mas como aumentar a “mobilidade militar”. O teste decisivo é o exercício Defender Europe 20 (Defensor da Europa 2020), em Abril e Maio.
 
O Secretário Geral da NATO, Stoltenberg, que participou na reunião da União Europeia, define-o como “o maior destacamento de forças americanas na Europa desde o fim da Guerra Fria”. Os 20.000 soldados que vêm dos EUA para a Europa – comunica o US Army Europe (Exército USA na Europa)- os 20.000 soldados que, juntamente a 10.000 já presentes e a 7.000 aliados da NATO, “espalhar-se-ão através de toda a região europeia”.
 
As forças USA transportam 33.000 peças de equipamento militar, desde armamentos pessoais a tanques Abrams. Portanto, são necessárias infraestruturas adequadas para o seu transporte. No entanto, há um problema evidenciado num relatório do Parlamento Europeu (Fevereiro de 2020): “Desde os anos 90, as infraestruturas europeias têm sido desenvolvidas exclusivamente para fins civis. No entanto, a mobilidade militar voltou a ser uma questão fundamental para a NATO. Dado que faltam à NATO os instrumentos para melhorar a mobilidade militar na Europa, a União Europeia, que dispõe dos instrumentos legislativos e financeiros para o fazer, desempenha um papel indispensável”.
 
O Plano de acção sobre mobilidade militar, apresentado pela Comissão Europeia, em 2018, prevê modificar “as infraestruturas que não estão adptadas ao peso ou às dimensões dos meios militares”. Por exemplo, se uma ponte não pode suportar o peso de uma coluna de tanques, deve ser reforçada ou reconstruída. Com base nesse critério, o teste de carga da nova ponte, que em Génova substituirá a ponte Morandi desmoronada, deveria ser realizado com tanques Abrams de 70 toneladas. Tais modificações, inúteis para uso civil, acarretam despesas pesadas para os países membros, com uma “possível contribuição financeira da União Europeia”.
 
A Comissão Europeia destinou para este fim, uma verba inicial de € 30 biliões, dinheiro público proveniente dos nossos bolsos. O Plano também prevê “simplificar as formalidades alfandegárias para as operações militares e para o transporte de mercadorias perigosas de tipo militar”. O US Army Europe solicitou a instituição de “uma Área Schengen militar”, com a diferença de que a circular não haverá pessoas, mas tanques.
 
O exercício Defender Europe 20 – foi dito na reunião de Zagreb – permitirá “identificar quaisquer obstáculos na mobilidade militar que a UE terá de remover”. A rede de transporte da União Europeia será testada por 30.000 soldados USA, que “se espalharão pela região europeia”, isentos das normas do Coronavírus. Confirma-o, o vídeo do US Army Europe sobre a chegada à Baviera, em 6 de Março, dos primeiros 200 soldados USA: enquanto na Lombardia, a algumas centenas de quilómetros de distância, se aplicam as normas mais severas, na Baviera – onde se verificou o primeiro contágio europeu do Coronavírus – os soldados USA, ao sair do avião, cumprimentam as autoridades alemãs e abraçam os seus companheiros, sem máscara. Surge, naturalmente, a pergunta: Será que talvez já estejam vacinados contra o coronavírus?
 
Também se pergunta que objectivo tem “o maior destacamento de forças USA na Europa, desde o final da Guerra Fria”, oficialmente, para “proteger a Europa de qualquer ameaça potencial” (com clara referência à “ameaça russa”), no momento em que a Europa está em crise devido à ameaça do coronavírus (até existe um caso no quartel general da NATO, em Bruxelas).
 
E como o US Army Europe comunica que “os movimentos de tropas e equipamentos, na Europa, durarão até Julho”, interrogamo-nos se todos os 20.000 soldados regressarão à sua pátria ou se uma parte permanecerá aqui, com os seus armamentos. Será que o Defensor não será o Invasor da Europa?
 
Manlio Dinucci
 
Tradutora: Maria Luisa Vasconcellos 
 
Foto por Capt. Ellen Brabo
 
The original source of this article is ilmanifesto.it
Copyright © Manlio Dinucciilmanifesto.it, 2020

Ver o original em 'Página Global' na seguinte ligação:

https://paginaglobal.blogspot.com/2020/03/na-europa-fechada-pelo-virus-uniao.html

Metade das exportações de armas dos EUA nos últimos cinco anos foi para Oriente Médio

Resultado de imagem para armas dos Estados Unidos

Estocolmo, 9 mar (Xinhua) -- Houve um aumento significativo nas exportações de armas dos Estados Unidos nos últimos cinco anos e a metade delas foi para o Oriente Médio, revelou o Instituto de Pesquisa da Paz Internacional de Estocolmo (SIPRI) em um relatório divulgado nesta segunda-feira.

Entre o período de 2010 a 2014 e o de 2015 a 2019, as exportações de importantes armas dos EUA -- o maior exportador de armas do mundo -- cresceram 23%, elevando sua participação no total das exportações globais de armas para 36%. De 2015 a 2019, as exportações totais de armas dos EUA foram 76% maiores do que as da Rússia, o segundo maior vendedor de armas do mundo. As principais armas transferidas dos EUA foram para 96 países e regiões, disse o relatório do SIPRI.

"A metade das exportações de armas dos EUA nos últimos cinco anos foi para o Oriente Médio e, entre as quais, a metade foi para a Arábia Saudita", disse Pieter D. Wezeman, pesquisador sênior do SIPRI, no relatório.

Enquanto as transferências internacionais de grandes armas de 2015 a 2019 aumentaram 5,5% em relação ao período de 2010 a 2014, os novos dados mostram que o fluxo de armas ao Oriente Médio aumentou, com a Arábia Saudita sendo o maior importador do mundo, segundo o estudo.

De 2015 a 2019, as importações de armas importantes pela Arábia Saudita aumentaram 130% em relação ao período anterior de cinco anos, representando 12% das importações globais no período. As importações de armas pelos países do Oriente Médio aumentaram 61% entre o período de 2010 a 2014 e o de 2015 a 2019, representando 35% das importações globais nos últimos cinco anos, de acordo com o documento.

"Apesar das amplas preocupações nos EUA e no Reino Unido sobre a intervenção militar da Arábia Saudita no Iêmen, tanto os EUA quanto o Reino Unido continuaram a exportar armas para a Arábia Saudita em 2015-2019. Um total de 73% das importações de armas da Arábia Saudita vieram dos EUA e 13% do Reino Unido", aponta o texto.

A pesquisa do SIPRI abrange conflitos internacionais, armamentos, controle de armas e desarmamento.

Ver original em "XINHUA Português" na ligação seguinte:

http://portuguese.xinhuanet.com/2020-03/10/c_138861326.htm

[Prof. Anthony Hall] QUEM OU O QUÊ INICIOU A EPIDEMIA DE CORONAVÍRUS ?

 
Num extenso artigo/dossier (ir para o link encimando este texto), o prof. Anthony Hall reúne um conjunto de evidências contraditórias, umas que chegaram ao conhecimento do público, outras não, assim como uma interessante análise do contexto da guerra surda que as principais potências travam no domínio da guerra biológica.
- Será o vírus de Wuhan um produto da natureza ou artificial?
- Será casual ou não a proximidade do foco inicial do vírus em relação ao instituto de virologia de Wuhan, que alberga um laboratório de nível de segurança 4 (apto para manipular estirpes letais e perigosas)?
O certo é que a media não tem ajudado, ora propalando os mitos sobre a origem do vírus originados pelo poder (nomeadamente, do governo chinês), ora outros mitos e histórias distorcidas por toda a espécie de propaganda e de desinformação, de sentidos contrários (ligadas à CIA, Mossad, meios governamentais e media russos, ou outras).
Muito interessante é a sua revelação da posição do  Dr. Boyle, principal negociador por parte dos EUA, na ONU da convenção sobre armas biológicas.
Um manancial de informação e de recortes de media, inteligentemente escrutinada.
O certo é que a necessidade de apurar o como este vírus veio a existir e disseminar-se inicialmente pode - com certeza - trazer pistas importantíssimas para o seu combate. Com efeito, a existência de  «reservatório(s) natural(ais)» é muito importante, caso a verdade seja que este vírus foi originado na natureza e foi acidentalmente transmitido dum hospedeiro animal para o ser humano.
Outro - completamente diferente - será o modo de combater o vírus, nos já infectados ou em prevenir o alastramento da infecção, caso efectivamente este vírus resulte de engenharia genética. 
Para além do perigo imediato da pandemia do vírus de Wuhan, que pode - segundo investigador chinês - chegar a contaminar uma percentagem da população mundial da ordem de 60%, existe outro perigo, ainda mais negro.
Com efeito, como já tinha relatado neste blog (CORONAVÍRUS DE WUHAN: BIO-ARMA ARTIFICIALMENTE FABRICADA?), há boas razões para suspeitar que os laboratórios de alta segurança biológica de várias grandes potências albergam ilegamente (mas com pleno conhecimento e anuência dos respectivos governos) programas de armas biológicas, cuja «justificação» ou pretexto é que precisam de estudar essas estirpes perigosas para contrariar um ataque inimigo com antídoto ou vacina apropriada...Mas, na realidade, os referidos laboratórios e Estados, estão simplesmente a violar a convenção da ONU que eles negociaram, assinaram e ratificaram.

Ver o original em 'Manuel Banet' (clique aqui)

O futuro da América cada vez mais armado

O Governo Federal dos Estados Unidos é responsável pela Defesa e Política Externa, bem como pela repressão de crimes federais e do seu julgamento. O novo orçamento prevê fechar grandes agências cujo papel é constitucionalmente da responsabilidade dos Estados federados. Escolhe não diminuir a despesa militar, embora as tropas americanas no Médio Oriente e em África devam "regressar à pátria" no decurso do último ano, do primeiro mandato do Presidente Trump. Longe disso, Washington ampliará o seu arsenal.

JPEG - 35.2 kb

O “Orçamento para o futuro da América”, apresentado pelo Governo dos EUA, mostra quais são as prioridades da Administração Trump no orçamento federal para o ano fiscal de 2021 (que inicia em 1º de Outubro deste ano).

Antes de tudo, reduzir as despesas sociais: por exemplo, corta 10% à atribuição pedida pelo Departamento de Saúde e Serviços Humanitários. Enquanto as mesmas autoridades da Saúde comunicam que só a gripe provocou nos USA, de Outubro a Fevereiro, cerca de 10.000 mortes confirmadas numa população de 330 milhões. Notícia silenciada pela comunicação mediática de destaque, a qual lança o alarme global para as 1.770 mortes causadas pelo coronavírus na China, um país com 1,4 bilião de habitantes que foi capaz de tomar medidas excepcionais para limitar os danos da epidemia.

Não pode deixar de haver a suspeita sobre a verdadeira finalidade da campanha mediática massacrante, a qual semeia o terror sobre tudo que é chinês, quando, na motivação do Budget USA, se lê que “a América enfrenta o desafio proveniente dos Estados nacionais rivais ressurgentes, em particular, a China e a Rússia”.

A China é acusada de “travar uma guerra económica com armas cibernéticas contra os Estados Unidos e contra os seus aliados” e “querer moldar à sua própria semelhança a região Indo-Pacífica, crítica para a segurança e para os interesses económicos USA”. Para que “a região seja libertada da má influência chinesa”, o Governo USA financia com 30 milhões de dólares o “Centro para o Desenvolvimento Global para combater a propaganda e desinformação da China”.

No contexto de “uma concorrência estratégica crescente”, o Governo USA declara que “o Budget dá a prioridade ao financiamento de programas que aumentam a nossa vantagem bélica contra a China, contra a Rússia e contra todos os outros adversários”. Para esse fim, o Presidente Trump anuncia que, “para garantir a segurança interna e promover os interesses USA no exterior, o meu Orçamento necessita de 740,5 biliões de dólares para a Defesa Nacional” (enquanto requer 94,5 biliões para o Departamento de Serviços de Saúde e dos Serviços Humanitários).

A atribuição militar compreende
- 69 biliões de dólares para operações bélicas no exterior,
- mais de 19 biliões para 10 navios de guerra
- 15 biliões para 115 caças F-35 e outros aviões,
- 11 biliões para melhorar as armas terrestres.

Para os programas científicos e tecnológicos do Pentágono, são solicitados 14 biliões de dólares, destinados ao desenvolvimento de armas hipersónicas e de energia directa, sistemas espaciais e redes 5G.

Estes são apenas alguns elementos de uma longa lista da despesa (com dinheiro público), que compreende todos os sistemas de armas mais avançados, com lucros colossais para a Lockheed Martin e para outras indústrias de guerra.

Ao orçamento do Pentágono, juntam-se várias despesas de carácter militar inscritas nos orçamentos de outros departamentos.
- No ano fiscal de 2021, o Departamento de Energia receberá 27 biliões para manter e modernizar o arsenal nuclear.
- Departamento de Segurança Interna também terá 52 para o seu próprio serviço secreto.
- Departamento de Assuntos dos Veteranos receberá 243 biliões (10% a mais do que em 2020) para os militares aposentados.

Tendo em conta estes e outros elementos, a despesa militar dos EUA superará, no ano fiscal de 2021, 1 trilião de dólares. A despesa militar dos Estados Unidos exerce um efeito motriz sobre a dos outros países que, no entanto, permanecem em níveis muito mais baixos. Mesmo tendo em conta só o orçamento do Pentágono, a despesa militar dos EUA é 3/4 vezes mais elevada do que a da China e mais de 10 vezes superior à da Rússia.

Deste modo, “o orçamento assegura o domínio militar USA em todas os sectores bélicos: aéreo, terrestre, marítimo, espacial e cyber-espacial”, declara a Casa Branca, anunciando que os Estados Unidos estarão, dentro em breve, capazes de produzir em duas instalações, anualmente, 80 ogivas nucleares novas.

“O futuro da América” pode significar o fim do mundo.





Ver original na 'Rede Voltaire'



[Manlio Dinucci] TRINTA MIL SOLDADOS USA NA EUROPA, SEM MÁSCARA

                 
Manlio Dinucci
 
Os Estados Unidos subiram o alerta do Coronavírus para a Itália, do nível 3 (“evitar viagens não essenciais”), elevando-o para 4, para a Lombardia e Veneto (“não viajar”), o mesmo que para a China. A American Airlines e a Delta Air Lines suspenderam todos os voos entre Nova York e Milão. Os cidadãos USA que vão à Alemanha, Polónia e outros países europeus, no nível de alerta 2, devem “adoptar precauções acrescidas”.
Há, no entanto, uma categoria de cidadãos USA isentos dessas normas: os 20.000 soldados que começam a chegar dos Estados Unidos aos portos e aeroportos europeus para o exercício Defender Europe 20 (Defensor da Europa 20), o maior destacamento de tropas USA, na Europa, nos últimos 25 anos. Compreendendo os que já estão presentes, participarão em Abril e Maio, cerca de 30.000 soldados USA, apoiados por 7.000 dos 17 países membros e parceiros da NATO, entre os quais, a Itália.
 
                     
 
A primeira unidade blindada chegou do porto de Savannah, nos EUA, ao de Bremerhaven, na Alemanha. Em resumo, chegam dos USA a 6 portos europeus (na Bélgica, Holanda, Alemanha, Letónia, Estónia) 20.000 peças de equipamentos militares. Outras 13.000 peças são fornecidas pelos depósitos pré-posicionados pelo US Army Europe (Exército dos EUA, na Europa), principalmente na Alemanha, Holanda e Bélgica. Tais operações, informa o US Army Europe, “requerem a participação de dezenas de milhares de militares e civis de muitas nações”.
                    
 
Chega, ao mesmo tempo, dos USA a 7 aeroportos europeus, o grosso do contingente dos 20.000 soldados. Entre estes, 6.000 da Guarda Nacional, provenientes de 15 Estados: Arizona, Flórida, Montana, Nova York, Virgínia e outros. No início do exercício, em Abril – comunica o US Army Europe - os 30.000 soldados USA “espalhar-se-ão por toda a região europeia” para “proteger a Europa de qualquer ameaça potencial”, com clara referência à “ameaça russa”.
 
                     
 
O General Tod Wolters - que comanda as forças USA, na Europa e, ao mesmo tempo, as forças da NATO como Comandante Supremo Aliado na Europa - assegura que “a União Europeia, a NATO e o Comando Europeu dos Estados Unidos trabalharam em conjunto para melhorar as infraestruturas”. Isto permitirá que os comboios militares se movam rapidamente, ao longo de 4.000 km de rotas de trânsito. Dezenas de milhares de soldados atravessarão as fronteiras para realizar exercícios em dez países. Na Polónia chegarão a 12 áreas de treino, 16.000 soldados USA com cerca de 2.500 veículos. Os pára-quedistas USA da 173ª Brigada, estacionados em Veneto e os italianos da Brigada Folgore, estacionados na Toscana, irão à Letónia para um exercício conjunto de lançamento de bombas.
O Defender Europe 20 está a ser efectuado para “aumentar a capacidade de instalar rapidamente uma grande força de combate dos Estados Unidos na Europa”. Portanto, desenvolvem-se com horários e procedimentos que tornam praticamente impossível sujeitar dezenas de milhares de soldados às regras de saúde do Coronavírus e impedir que, durante os períodos de descanso, entrem em contacto com os habitantes. Além do mais, o US Army Europe Rock Band realizará uma série de concertos gratuitos na Alemanha, Polónia e Lituânia, que atrairão um grande público. As 30.000 tropas USA que “se espalharão pela região europeia” estão, de facto, isentas das normas preventivas sobre o Coronavírus que se aplicam aos civis. Basta a garantia dada pelo US Army Europe de que “estamos a monitorar o Coronavírus” e que as “nossas forças estão de boa saúde”.
 
                   
 
Ao mesmo tempo, é ignorado o impacto ambiental de um exercício militar de tal envergadura. Participarão tanques USA Abrams, pesando 70 toneladas e com armadura de urânio empobrecido, que consomem 400 litros de combustível por 100 km, produzindo forte inquinamento para obter a potência máxima.
Em tal situação, o que fazem as autoridades nacionais e as da União Europeia, o que faz a Organização Mundial da Saúde? Além de tapar a boca e o nariz, colocam a máscara sobre os olhos.
 
il manifesto, 03 de Março de 2020
 
----------------
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
DECLARAÇÃO DE FLORENÇA
Para uma frente internacional NATO EXIT, 
em todos os países europeus da NATO
 
 
Manlio DinucciGeógrafo e geopolitólogo. Livros mais recentes: Laboratorio di geografia, Zanichelli 2014 ; Diario di viaggio, Zanichelli 2017 ; L’arte della guerra / Annali della strategia Usa/Nato 1990-2016, Zambon 2016, Guerra Nucleare. Il Giorno Prima 2017; Diario di guerra Asterios Editores 2018; Premio internazionale per l'analisi geostrategica assegnato il 7 giugno 2019 dal Club dei giornalisti del Messico, A.C.
 
Tradutora: Maria Luísa de Vasconcellos 
 
 

Ver o original em 'Manuel Banet' (clique aqui)

EUA realizam exercícios de comboio de navios no Atlântico pela 1ª vez desde Guerra Fria (FOTO)

Comboio de navios de guerra dos EUA e da Coreia do Sul (imagem referencial)
© AFP 2019 / MC1 JAY PUGH

Destróier USS Vella Gulf, o cargueiro Resolve e o navio de transporte de veículos USNS Benavidez foram relatados em exercício de comboio da Marinha dos EUA.

Entre as manobras, realizadas no oceano Atlântico, está a cooperação entre navios de guerra junto com um cargueiro, simulando o transporte de material necessário para um hipotético teatro de guerra.

Conforme publicou a revista online Defence Blog, o exercício é o primeiro do tipo a ser realizado no oceano pela Marinha americana desde a Guerra Fria, e contou com o destróier USS Vella Gulf, o cargueiro Resolve e o navio de transporte de veículos USNS Benavidez.

Abaixo foi publicada no Twitter uma foto que mostra a ação.

 

USS Vella Gulf escolta o navio de transporte de automóveis Resolve e o cargueiro Ro-Ro USNS Benavidez através do Atlântico.
Apesar da pequena escala, esta é a primeira vez que a Marinha americana faz escolta de navios mercantes para Europa desde 1986.

Comboios de navios

Grandes formações de navios, combinando cargueiros e embarcações de guerra, foram vitais durante a Primeira e Segunda Guerras Mundiais.

As formações visavam transportar material bélico e suprimento a cenários de guerra pelos oceanos.

"Em um conflito mundial real, grande parte do equipamento militar deve ser transportado pelo mar, o que torna operações de comboio uma habilidade crucial para ser mantida e praticada", citou as palavras do capitão da Marinha norte-americana Hans E. Lynch a mídia.

'Sexto braço militar'

Por sua vez, o comandante da Marinha dos EUA para a Europa, almirante James Foggo, declarou:

"Como eu já disse antes, a logística é o sexto braço do poder militar, e uma parte crítica de qualquer operação ou exercício bem-sucedido. A ponte transatlântica é tão importante hoje para o movimento de tropas e equipamento militar, suprimentos e material dos EUA para a Europa como foi em qualquer momento da história."

Ainda segundo o portal de notícias USNI News, a manobra faz parte dos exercícios conjuntos dos EUA com os outros países-membros da OTAN Defensor da Europa 2020.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/defesa/2020030215283260-eua-realizam-exercicios-de-comboio-de-navios-no-atlantico-pela-1-vez-desde-guerra-fria-/

Europa aumenta gastos com defesa por ter dúvidas em relação aos EUA

 
 
Países europeus aumentam seus gastos com defesa em meio a um cenário de dúvidas em relação ao compromisso militar dos Estados Unidos com o continente, de acordo com um relatório do Instituto Internacional de Estudos Estratégicos (IISS, na sigla em inglês).
 
O gasto de países europeus com defesa em 2019 foi de € 267 bilhões (R$ 1,25 trilhão), representando um aumento de 4,2% em relação ao ano anterior, conforme detalha o estudo anual sobre capacidades defensivas Militar Balance 2020, publicado na Conferência de Segurança de Munique.
 
Para a Europa, a Rússia representa a maior fonte de preocupações, especialmente nas regiões fronteiriças com o gigante euroasiático. O Pentágono tem reforçado sua presença no continente após a anexação da Crimeia em 2014.
 
Contudo, desde que Donald Trump assumiu a presidência norte-americana, a relação transatlântica tem passado por uma nova fase. Trump frequentemente acusa a Europa de se aproveitar dos Estados Unidos em termos de defesa, relata o portal Defense News. Neste contexto, o relatório do IISS argumenta que a presença de tropas dos EUA está perdendo seu brilho assim como os laços entre o país norte-americano e a Europa.
 
O diretor do IISS, John Chipman, afirma que "dentro e fora da OTAN, a chegada de equipes e equipamentos adicionais norte-americanos não é mais propriamente suficiente para dispensar as preocupações de aliados e parceiros sobre a estratégia dos EUA, comprometimento, ou mesmo deter oponentes".
 
Por outro lado, Jens Stoltenberg, secretário-geral da OTAN, ainda considera que o Ocidente, com a OTAN como sua maior organização de defesa, pode contar com os Estados Unidos. Em uma coletiva de imprensa, na Conferência de Segurança de Munique, Stoltenberg defendeu que o Ocidente mantém a habilidade de agir se necessário, citando a compromisso e presença de tropas norte-americanas na Europa como um grande suporte.
 
Sputnik | Imagem: © Sputnik / Satnislav Savelyev

Ver o original em 'Página Global' na seguinte ligação:

https://paginaglobal.blogspot.com/2020/02/europa-aumenta-gastos-com-defesa-por.html

EUA se preparam para instalar mísseis de curto e médio alcance na Europa e Ásia, diz Lavrov

Teste de míssil de cruzeiro realizado em 18 de agosto na ilha de San Nicolas, na Califórnia, EUA
© AP Photo / Scott Howe

O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, declarou na coletiva de imprensa concedida após a Conferência de Segurança de Munique que os EUA estariam se preparando para instalar mísseis antes proibidos pelo Acordo INF em territórios da Europa e Ásia e em ilhas no oceano Pacífico.

Moscou havia solicitado aos EUA que evitassem instalar mísseis dessas categorias próximo às fronteiras russas, após Washington ter se retirado do Tratado INF, que proibia o desenvolvimento e instalação de mísseis de curto e médio alcance.

Moscou acredita que o fim do acordo levaria à "degradação" do sistema internacional de controle de armamentos.

Apesar do alerta, o chanceler russo relatou ter discutido com o seu homólogo norte-americano, Mike Pompeo, sobre o regime internacional de controle de armas. Para Lavrov, existem mudanças construtivas na posição dos EUA sobre o tema.

"Claro, nós iremos discutir esses assuntos com a França, mas para que cheguemos a um acordo detalhado, precisamos de negociações multilaterais, de consultas multilaterais, que, claro, incluiriam os EUA – que destruíram o Tratado [INF] e agora estão se preparando para instalar essas armas, que eram proibidas, na Europa e também na Ásia – e eles não escondem isso", disse o ministro.

O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou a sua decisão de se retirar do acordo INF em 2 de fevereiro de 2019. Washington alegou que Moscou teria violado o acordo, assinado em 1987. A Rússia negou as acusações, apesar de ter expressado suspeitas similares em relação ao cumprimento do acordo por parte de Washington.

Após os EUA saírem do tratado em agosto, o Pentágono testou imediatamente um novo míssil de alcance intermediário, o que poderia indicar que os EUA teriam desenvolvido essa classe de armamentos antes mesmo de se retirarem do acordo.

Ministro das Relações Exteriores, Sergei Lavrov, durante conferência de imprensa sobre os resultados da Conferência de Segurança de Munique, no dia 17 de fevereiro de 2020
© Sputnik / Vitaly Belousov
Ministro das Relações Exteriores, Sergei Lavrov, durante conferência de imprensa sobre os resultados da Conferência de Segurança de Munique, no dia 17 de fevereiro de 2020

O acordo INF, assinado entre os EUA e a URSS no final da Guerra Fria, no ano de 1987, proibia ambas as partes de possuir ou desenvolver mísseis terrestres com alcance entre 500 e 5.500 quilômetros. O acordo era considerado um dos pilares da estabilidade estratégica e da segurança global.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/defesa/2020021715226887-eua-se-preparam-para-instalar-misseis-de-curto-e-medio-alcance-na-europa-e-asia-diz-lavrov/

O pensamento ignóbil de um deputado do CDS

Da discussão do estatuto do Antigo Combatente, sobre o qual me pronunciarei quando a AR o definir, retive uma frase do deputado Telmo Correia:

«O antigo combatente é quem serviu a pátria, quem honrou a nossa bandeira, quem esteve exposto a situação de risco, quem não desertou e quem não traiu».

Telmo Correia não sofreu a guerra e, na definição de «antigo combatente», nota-se a nostalgia colonialista, o apoio à guerra, a indiferença pelas vítimas dos movimentos de emancipação e a raiva a quem não quis morrer numa guerra injusta, inútil e criminosa.

O deputado do decadente CDS traz à memória a definição do grande humorista e desenhador, José Vilhena, que no dicionário cómico define ‘Patriota’: “o indivíduo que ama a sua pátria, não confundir com nacionalista, que ama também a pátria dos outros.”.

O deputado nacionalista, que ignora o que foi ver morrer camaradas, perder um soldado afogado nas águas revoltas do Zambeze, desaparecido sob a jangada que o transportava com centenas de outros militares, que não ouviu o ruído de um disparo de bazuca que, do corpo, deixou apenas as ancas e pernas de um amigo, que ignora que foi maior a coragem de quem desertou do que a de quem, como eu, ficou, o deputado atreve-se a chamar traidor a quem recusou integrar o exército de ocupação a que a ditadura obrigou.

Falar em quem esteve exposto a situações de risco, é ignorar os mosquitos, a matacanha, a água inquinada, os alimentos estragados, o medo, a angústia e a raiva de quem pagou o tributo de viver em ditadura com mais de quatro anos de vida sacrificada.

Há uma dívida, sobretudo para quem vive em condições precárias, pelo sofrimento que atingiu a minha geração, mas considerar serviço à pátria a opressão a pátrias alheias, e honrar a bandeira quem adiou a bandeira de outras pátrias, é reescrever a história e absolver a ditadura fascista. É chamar heróis às vítimas da guerra, enquanto não pode chamar traidores aos heróis que lhe puseram termo numa madrugada de Abril.

Como antigo combatente, com 4 anos e 4 dias de serviço militar obrigatório e 26 meses de guerra colonial em Moçambique, repudio, pelos que morreram inutilmente, pelo Dias que uma Berliet esmagou, pelo Moura que o rio Zambeze tragou, pelo Martins que a granada de bazuca despedaçou, pelos mortos do Catur, Massangulo, Malapísia e Leone, pelos 7481 mortos, 1852 amputados e 220 paraplégicos de três teatros de guerra, a definição fascista de quem não critica a ditadura, e considera que traiu quem desertou.

A reescrita da História é a via por onde circula a canalha fascista nostálgica das colónias e os que não viveram o drama da guerra. À força de repetirem as mentiras, as vítimas da ditadura hão de julgar que era a Pátria que defendiam e não o regime que as oprimiu.

Um milhão de refugiados das colónias, com o sofrimento, perda de bens e traumas com que fugiram, bem como os mortos do outro lado, deviam merecer respeito de quem faz julgamentos gratuitos da tragédia da guerra colonial, para os povos de Portugal, Angola, Moçambique e Guiné.

Há vítimas que nunca poderão ser ressarcidas, os mortos e, desses, sobretudo os pais e irmãos dos que partimos no tempo que por lá sofremos.

Ver original em 'PONTE EUROPA' na seguinte ligação::

https://ponteeuropa.blogspot.com/2020/02/o-pensamento-ignobil-de-um-deputado-do.html

A luta pela paz e a solidariedade internacionalista

DSC 0508João Barreiros
Membro do Conselho Nacional

Uma forte saudação a todos os delegados e delegadas a este nosso 14º Congresso da CGTP-IN. Um forte saudação ainda aos convidados internacionais que participam no nosso congresso e através deles os trabalhadores dos seus países.

Na nossa luta em Portugal, pelo desenvolvimento do país, pelos direitos, pelos salários, contra a precariedade, devemos ter em consideração a situação internacional e a forma como nos influencia. A situação mundial é marcada por uma profunda instabilidade, inseparável da crise estrutural do sistema capitalista. Muitos podem ler esta expressão como que considerando que o sistema capitalista caminha para o seu fim a curto prazo. A crise estrutural é da natureza do sistema capitalista, é causa e consequência do aprofundamento do seu carácter explorador, opressor, agressivo e predador. Está na raiz das crises cíclicas. Em Portugal temos exemplos claros de como o capitalismo, perante a crise tem encontrado sempre como solução o aprofundamento da exploração, a destruição de serviços públicos, a redução dos salários, o ataque à protecção social, à contratação colectiva e o alastrar da precariedade, atacando ainda a organização dos trabalhadores e o movimento sindical unitário.

O grau de exploração dos trabalhadores atingiu limites e consequências como nunca, e nunca se produziu tanta riqueza no mundo como hoje, nunca ela esteve concentrada em tão poucas mãos. No entanto a maioria dos trabalhadores está afastado do acesso a bens e direitos essenciais. A exploração dos trabalhadores segue lado a lado com o controlo dos recursos naturais e a guerra, que o imperialismo promove, e que são factores de destruição das economias e da pobreza que alastra no mundo.

A Paz é questão essencial para o desenvolvimento e o progresso económico, social e cultural da humanidade e para uma mais justa distribuição da riqueza. A ocupação da Palestina e a opressão do seu povo por parte de Israel, agravada por um chamado “Plano do Século” apresentado pelos EUA integra-se na escalada contra o direito internacional e a autodeterminação deste povo. Afirmamos a nossa solidariedade de sempre com o povo Palestino pelo direito a ter o seu estado nas suas fronteiras de 1967 com Jerusalém como capital. Estamos confiantes que a Palestina vencerá!

O povo Saarauí que continua a ver negado a constituição do seu estado no Saara Ocidental, luta pela qual tem a solidariedade activa da CGTP-IN por um Saara livre e independente.

No médio Oriente mantém-se a operação de desestabilização, agressão e ataque à soberania dos povos levado a cabo pelo imperialismo norte-americano e os seus aliados, particularmente Israel, e que afecta de forma particular a Síria que tem estado sobre agressão à sua soberania territorial. Desde este congresso o nosso mais firme apoio a todos os que lutam pela paz nos seus países. Paz sim, Guerra não.

A tensão na Península da Coreia, aliviada nos últimos anos com a aproximação entre os dois países, o retomar da militarização do Japão, as crescentes tensões entre Paquistão e Índia e as pressões e guerras económicas contra a China marcam o momento presente naquela zona do globo.

Na América Latina, com os EUA e os seus aliados a procurar repor a hegemonia territorial, atacando processos soberanos, impondo medidas e sanções, e que no quadro do continente é marcado por um lado pelo ascenso de forças neoliberais, de direita e extrema direita no Brasil, Colômbia, Perú, Equador, El salvador e Chile, pelos golpe na Bolívia mas também pela luta e resistência dos trabalhadores um pouco por todo o continente. Luta que muito valorizamos e saudamos. Acentuou-se nos últimos anos a escalada de desestabilização da Venezuela, com o aprofundamento de sanções e tentativas sucessivas de golpe de Estado e a manutenção, aprofundado agora pelo Presidente dos Estados Unidos da América, do criminoso bloqueio ao heróico povo de Cuba. Ao povo da Venezuela e de Cuba afirmamos, não estão sozinhos. E em particular ao povo cuba a nossa confiança que Cuba Vencerá.

No continente Europeu os trabalhadores e os povos vivem sobre uma forte ofensiva aos seus direitos, enquanto a União Europeia vem demonstrando o seu carácter federalista, militarista e neoliberal, aliada a uma política que procura impor uma Europa fortaleza e que nega o direito à vida e à segurança dos milhares de refugiados que procuram atravessar todos os anos o mediterrâneo. As melhores condições de vida que existem na Europa, resultado de um longo processo histórico onde os avanços em matéria de direitos no bloco socialista e a luta dos povos foi determinante. Mas estes avanços não correspondem às potencialidades nem a uma justa distribuição da riqueza, antes pelo contrário, entre o capital e o trabalho a opção da união europeia tem sido clara, transferir para o capital a riqueza produzida pelo trabalho, o que naturalmente nos convoca à luta por uma outra europa dos trabalhadores e dos povos, onde se respeite a soberania e os direitos dos trabalhadores.

A CGTP-IN inscreve nos seus princípios e objectivos a luta pela paz e pela solidariedade com os trabalhadores e os povos vítimas de embargos, bloqueios e agressões imperialistas. Em Portugal este tem sido o caminho a seguir em conjunto com as organizações do movimento da Paz, em particular o Conselho Português para a Paz e Cooperação.

Os tempos hoje são, para quem defende e se posiciona na luta pela paz a de afirmar os princípios da paz e da solidariedade. De exigir e dar combate ao militarismo e à corrida armamentista, por um mundo livre de armas nucleares e contra a instalação e permanência de bases militares estrangeiras, designadamente, na Península Ibérica. Afirmamos que a existência da NATO não tem justificação e exige-se a dissolução deste bloco-político militar. Da resolução pacífica dos conflitos, do respeito pela soberania e independências nacionais, da amizade e da cooperação entre os povos.

A CGTP-IN está profundamente comprometida com a causa da Paz e da Solidariedade. Lançamos o apelo a todas as estruturas do Movimento Sindical Unitário para que reforcem a luta pela paz e que contribuam para que no dia 30 de Maio se realize um grande encontro pela Paz na cidade de Setúbal.

Prosseguir a luta nas empresas e nos locais de trabalho, o reforço da nossa acção e da nossa luta é um contributo inestimável para o reforço da luta dos trabalhadores de todo o mundo na construção de um mundo de paz e solidariedade, numa sociedade diferente, mais fraterna e mais justa, uma sociedade livre da exploração do homem pelo homem.

Viva a luta dos trabalhadores.

Viva a solidariedade internacionalista.

Seixal, 15 de Fevereiro de 2020

Ver original aqui

Gastos militares mundiais têm maior aumento em 10 anos, mantendo EUA como líder

Lançamento de míssil balístico intercontinental, EUA
© REUTERS / Lucy Nicholson

De acordo com o relatório anual do Instituto Internacional de Estudos Estratégicos (IISS, na sigla em inglês), os gastos militares aumentaram 4% no ano passado a nível mundial – o maior aumento em uma década.

Segundo dados do instituto de pesquisa sediado em Londres, o aumento nos gastos é impulsionado principalmente pela concorrência militar dos EUA com a Rússia e a China.

Em 2019, as despesas com orçamentos militares cresceram em todo o mundo para níveis nunca vistos em uma década, tendo aumentado 4% em comparação com 2018. Os resultados da estatística coletados pelo IISS representam tanto a aquisição de armas como investimentos em investigação e desenvolvimento.

Segundo indica o relatório, nenhum dos 15 países que mais gastam com defesa mudou de posição desde o ano anterior, embora houvesse algumas pequenas mudanças. Os EUA continuam a dominar a lista, gastando mais do que os 11 países seguintes juntos, e quatro vezes mais do que o segundo maior gastador – a China.

Os orçamentos militares dos EUA e da China no ano passado viram ambos um aumento de 6,6%, para US$ 684,6 bilhões (R$ 2.96 trilhões) e US$ 181,1 (R$ 783 bilhões) respetivamente. O aumento das despesas dos EUA por si só foi mais do que o todo o orçamento de defesa do Reino Unido, aponta AFP.

Os 15 países que mais gastam com defesa a nível mundial, em dólares dos EUA
Os 15 países que mais gastam com defesa a nível mundial, em dólares dos EUA

No entanto, os gastos militares de outros países também aumentaram. Na Europa, com exclusão da Rússia, o crescimento coletivo dos gastos foi de 4,2%, comparando com 2018, fazendo os retornar aos níveis de despesa anteriores à crise financeira de 2008, o que causou reduções acentuadas nos orçamentos de Estado em todo o mundo.

A Rússia gastou US$ 61 bilhões (R$ 264 bilhões) em necessidades militares no ano passado. No entanto, de acordo com o portal Defense News, como Moscou adquire armamentos de empresas de defesa russas em rublos, o montante verdadeiro, quando se contabiliza a paridade do poder de compra, chega perto dos US$ 150 bilhões (R$ 649 bilhões). Porém, mesmo este valor aumentado representa apenas 21% daquilo que são os gastos militares dos EUA.

O aumento nos gastos, especialmente na pesquisa na área da defesa, reflete a mudança de prioridades de Washington, que no início de 2018 anunciou uma mudança em sua Estratégia Nacional de Defesa das operações de combate ao terrorismo em pequena escala por todo o mundo para uma "competição estratégica entre Estados" com Rússia e China.

O orçamento da China também sofreu aumentos na sequência de um plano definido por décadas para alcançar, igualar e superar as tecnologicamente mais avançadas forças militares dos EUA.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/defesa/2020021515223133-gastos-militares-tem-maior-aumento-em-10-anos-em-meio-a-corrida-armamentista-entre-china-e-eua/

Paz na Líbia? Se a Europa prepara outro ataque militar a África!

O directório das grandes potências europeias juntamente com outros interessados do mesmo calibre realizou em Berlim uma Conferência sobre a Líbia - sem a participação de qualquer representante líbio - convocada pela Alemanha. Do que se trata é, no fundamental, de um entendimento sobre o lacaio de serviço e a partilha do saque. Da Líbia e da restante África.


 

Nazanín Armanian    13.Feb.20

Em entrevista ao Der Spiegel, o Comissário para os Negócios Estrangeiros da União Europeia (UE), Josep Borrell, colocou a questão do envio de soldados para a Líbia para defender os “nossos interesses com mais força e, se necessário, com firmeza”. A forte presença da Turquia e da Rússia neste país dilacerado e a profunda crise política e económica na Europa deixaram Bruxelas muito nervosa, que desde a conspiração da NATO contra a Líbia em 2011 – as suas forças bombardearam o país durante sete meses -, a única coisa que fez foi subornar um bando mafioso chamado “guarda-costas líbios” para impedir, fosse como fosse, a chegada dos refugiados e migrantes feridos e torturados - nesta e em outras guerras imperialistas - à Europa.

“A situação no Sahel não é melhor, pelo contrário: toda a região é um barril de pólvora”, disse Borrel. É verdade que a Líbia é apenas um trampolim para um assalto integral a África, sob o pretexto da “luta contra o terrorismo”, já que ninguém aceitaria que o Mali (onde a Espanha tem tropas) possuísse Armas de Destruição Maciça. O comissário acredita que a Europa tem “muitas oportunidades para exercer o poder” e só precisa de ter vontade de o exercer.
Daí que se tenha realizado em Berlim, em Janeiro passado, uma conferência sobre a Líbia, convocada pela Alemanha.

Houve uma primeira conferência em Berlim

Foi em 1884, quando Otto von Bismark organizou a Conferência de Berlim sobre o Congo para uma nova partilha “civilizada” das colónias em África. Estiveram presentes as potências europeias, o Império Otomano e a Rússia czarista para assinar um “pacto de cavalheiros”, enquanto ocultavam o mar de sangue que corria em resultado das suas atrocidades no continente africano. No entanto, este tipo de acordos dura pouco, uma vez que os jogos de guerra interimperialistas são de soma zero, e os peixes grandes comem (a bem ou a mal), os pequenos. Pouco depois, os “cavalheiros civilizados” organizaram a carnificina da Primeira Guerra Mundial para uma nova partilha que durou apenas duas décadas, quando o general nazi Erwin Rommel pôs os pés na Líbia.

Hoje, com a profunda crise do sistema capitalista, a Alemanha exibe o seu regresso militar ao cenário mundial: a chanceler Merkel actualiza as Directrizes da Política para África redigidas em 2014, com as quais pretende aceder aos “recursos naturais” de África através de um incremento dos seus “compromissos” no continente. Todas as palavras vazias sobre “segurança”, “ajuda humanitária” e etc. são directamente postas em causa! Sabiam que o presidente da Alemanha Horst Köhler teve que se demitir em 2000 por sugerir que as suas tropas estavam no Afeganistão para “proteger os interesses económicos da Alemanha” e não para libertar as mulheres da burca nem para combater os Talibans? “Os mentirosos têm pouca memória!”, diz um ditado persa. O líder do Partido da Esquerda (Die Linke), Dietmar Bartsch, apoia a ocupação de África pelo seu país. Os alemães têm cerca de 1.000 soldados no Mali e uma base militar no Níger.

Também Boris Johnson mostrou a sua estatura ética ao dizer em 2017 que a Líbia poderia ser um Dubai, “apenas haveria que a limpar de cadáveres”. Sidney Blumenthal, o agente particular de informações de Hillary Clinton, no famoso e-mail que ela enviou a Hillary em 2 de Abril de 2011, observava que a Líbia tinha 143 toneladas de ouro e uma quantidade semelhante em prata, além de “recursos financeiros intermináveis”. Ou seja, os que nos acusam de “teoria da conspiração” quando revelamos a verdade que as guerras “humanitárias” escondem devem-nos um pedido de desculpas.

Hoje a Alemanha, que não participou na demolição do Estado líbio em 2011, devido aos seus suculentos contratos com o governo de Kadhafi, lidera a repartição do bolo.

A segunda conferência de Berlim

Aqui pode destacar-se o seguinte:
• Os que negociaram “paz” na Líbia não convidaram um único líbio para a reunião. O seu primeiro-ministro, Fayez al-Sarraj, que governa Trípoli e o senhor da guerra, o general Califa Haftar, que controla grande parte do país - nenhum deles representa o povo - estavam em Berlim trancados em um hotel e, se não fosse a insistência de Vladimir Putin nem sequer lhes teria sido concedido um visto.

• A Grécia foi excluída devido à pressão da Turquia. Os dois membros da NATO estão à beira de uma guerra por disputas sobre a distribuição de gás no Mediterrâneo oriental, cujo Fórum ignorou a Turquia.

• Fizeram a revisão das posições de cada um no continente africano para delimitar as suas zonas de interesse, evitando possíveis confrontos militares entre si (deixando que os seus exércitos privados de mercenários morram por eles).

• Decidiram, de momento, manter a integridade territorial da Líbia, embora dificilmente consigam reconciliar Haftar com Serraj, a menos que eliminem um deles da equação.

• Os ocidentais (excepto a Itália) e a Rússia, numa viragem radical, deixam de apoiar o ineficiente pseudo-governo de Trípoli para apostar no bando de Haftar, que vêm como “um guerreiro da África” face a Serraj, que é “um homem islâmico”.

• A Turquia e a Itália pretendem assumir o controlo das rotas de migração para se tornarem países imprescindíveis a tomar em consideração.

• A distribuição do saque - uns 48.000 milhões de barris de petróleo de alta qualidade - entre a Total francesa, a italiana Eni (a maior produtora de petróleo e gás da Líbia), a alemã BASF e Wintershall ou a Repsol espanhola dependerá resultado da batalha entre as potências.

• Os EUA conseguem cumprir parte do seu principal objectivo na Líbia: instalar a sede de parte do AFRICOM em terras líbias para desse modo conter a China e NATO-izar o Mediterrâneo, desmantelando dois estados hostis: Líbia e Síria. Embora considere este país como um “problema da Europa”, o Pentágono, tal como nos casos do Irão, Síria e Iraque, prossegue os planos do establishment, ignorando o presidente isolacionista.

• A preocupação dos europeus pelo envio de tropas turcas para a Líbia. Tayyeb Erdogan justifica-o com o facto de a Rússia ter enviado seu exército privado Wagner para a Líbia em apoio de Haftar - que conta com um forte apoio dos drones dos Emirados Árabes Unidos, mas carece de força no terreno -, alterando o equilíbrio de forças na guerra entre os dois bandos e seus patrocinadores. Se o Kremlin pensa que Haftar é a reencarnação de Kadhafi, está mais do que enganado, e não apenas porque esse ex-agente da CIA ter sido transferido dos EUA para a Líbia em Março de 2011 para destruir o Estado líbio. Em 13 de Janeiro, Putin e Erdogan receberam Haftar e Sarraj em Moscovo para assinar um acordo permanente de cessar-fogo. No último momento, o general mudou de ideia e saiu sem notificar os seus anfitriões: pensa que a única garantia de alcançar o poder é chegar a um acordo com os ocidentais ou continuar a guerra, que é um negócio chorudo.

A Líbia (a África em geral) é outro cenário da Terceira Guerra Mundial que, no século XXI, assume outro formato: é travada entre as potências mundiais no solo de terceiros e através dos seus exércitos privados.

Fonte: https://blogs.publico.es/puntoyseguido/6256/paz-en-libia-iisi-europa-baraja-otro-asalto-militar-a-africa/

 

Ver o original em ODiario.info (clique aqui)

Iniciativas pela paz e contra as armas nucleares em vários municípios

Por iniciativa do CPPC, Aljezur vai acolher uma exposição de artes plásticas entre 21 de Fevereiro e 14 de Março. Em Évora e Corroios (Seixal), houve conversas «sobre a paz» na semana passada.

Em Corroios, o CPPC explicou que a «ausência de desigualdades económicas, sociais, culturais e políticas é uma condição fundamental na construção da Paz»Créditos / CPPC

Por solicitação da Câmara Municipal do Seixal, Zulmira Ramos, da direcção do Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC), dinamizou uma «conversa sobre a paz» na Escola Básica 2/3 de Corroios.

A iniciativa, que contou com a participação de 12 alunos, decorreu no passado dia 7 e visou sublinhar, entre outros aspectos, que «além da ausência de acções beligerantes e de confrontos armados, a ausência de desigualdades económicas, sociais, culturais e políticas é uma condição fundamental na construção da Paz», informa o CPPC na sua página de Facebook.

No mesmo dia, mais a sul, o CPPC e a Câmara Municipal de Évora promoveram a realização de uma iniciativa sobre paz e desarmamento nuclear no Teatro Garcia Resende. A sessão, muito participada, contou com a intervenção de Frederico de Carvalho, investigador e membro da presidência do CPPC, que alertou para os perigos decorrentes da corrida aos armamentos, designadamente do armamento nuclear.

 
O Teatro Garcia de Resende, em Évora, foi palco de uma iniciativa sobre paz e desarmamento nuclear Créditos

Por seu lado, o presidente da Câmara Municipal de Évora, Carlos Pinto de Sá, referiu-se ao empenho do município na defesa da paz e na solidariedade com os povos, tendo destacado a visita recente à Palestina e a disponibilidade para continuar a apoiar actividades na defesa da paz.

Também interveio Ilda Figueiredo, presidente da direção do CPPC, que sublinhou alguns aspectos da programação de actividades convergentes na defesa da paz, nomeadamente no ano em que se assinalam os 75 anos do fim da Segunda Guerra Mundial, tendo dado particular atenção ao Encontro pela Paz que terá lugar a 30 de Maio em Setúbal, segundo informa o CPPC numa nota.

Exposição de artes plásticas em Aljezur

Dando sequência ao trabalho que o CPPC tem vindo a promover no Algarve, designadamente no que respeita à educação e cultura para a paz, estará patente, de 21 de Fevereiro a 14 de Março, na Galeria Espaço+, em Aljezur, uma exposição de artes plásticas subordinada ao lema «Pela Paz, contra as Armas Nucleares». Trata-se de uma parceria do CPPC com a Peace and Art Society e o Município de Aljezur.

«75 anos depois do holocausto de Hiroxima e Nagasaki, em 1945, quando os Estados Unidos da América lançaram duas bombas atómicas sobre as populações dessas duas cidades japonesas, causando centenas de milhares de mortos e efeitos que até hoje perduram, houve grande desenvolvimento do armamento nuclear e apenas 1% das ogivas nucleares actuais chegaria para destruir a civilização humana», lê-se no texto de divulgação da iniciativa.

Neste sentido, frisa a nota, «o desarmamento nuclear global é uma questão central na defesa da paz, para a sobrevivência da própria espécie humana e da manutenção da vida sobre a Terra».

Ver original em "AbrilAbril" na seguinte ligação:

https://www.abrilabril.pt/nacional/iniciativas-pela-paz-e-contra-armas-nucleares-em-varios-municipios

Pentágono cria novo quartel-general destinado a operações na Europa

Pentágono (imagem referencial)
© Foto / Pixabay / David Mark

O Exército dos EUA anunciou a criação de um quartel-general com um posto de comando operacional adicional na Europa.

Exército dos EUA criou um quartel-general complementar para coordenar as operações com os seus aliados na Europa, que ficaria localizado em Fort Knox, Kentucky.

A novidade foi dada pelo Gabinete de Imprensa do Exército dos EUA esta terça-feira, 11 de fevereiro.

"O 5º Corpo será composto por cerca de 635 militares, dos quais cerca de 200 serão afetados em regime rotativo, ao posto de comando operacional na Europa. O Quartel-General do 5º Corpo deverá ficar operacional no outono de 2020", informou o exército.

Segundo o alto comando norte-americano, a criação de um novo quartel-general permitiria implementar melhor a estratégia de defesa nacional dos Estados Unidos em geral e dos interesses de Washington e de seus aliados na Europa em particular.

O Wall Street Journal observa que esta novidade seria uma tentativa de fazer frente a eventuais ameaças vindas da Rússia.

Quartéis-Generais dos Corpos do Exército dos EUA

Atualmente, o Exército dos Estados Unidos tem três quartéis-generais – o do 1º Corpo, 3º Corpo e 18º Corpo - que servem de postos de comando para os teatros de operações em que as suas forças estejam envolvidas.

O Quartel-General do 1º Corpo está sediado em Fort Lewis, Washington; o do 3º Corpo em Fort Hood, Texas; e finalmente o do 18º em Fort Bragg, Carolina do Norte.

O 5º Corpo já existiu no Exército dos EUA, tendo sido desativado em setembro de 2013. A sua sede era em Wiesbaden, Alemanha, tendo sido criado na sequência das duas guerras mundiais e esteve ativo durante a Guerra Fria.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/europa/2020021315212457-pentagono-cria-estado-maior-adicional-destinado-a-operacoes-na-europa/

Pentágono eleva para 109 o número de militares com lesões cerebrais após ataque iraniano

 

O Pentágono elevou esta segunda-feira para 109 o número de militares norte-americanos com diagnóstico de traumatismo crânio-encefálico na sequência do ataque iraniano na base militar de Ain al-Assad, no Iraque, a 8 de janeiro.

 

Em comunicado, citado pela Reuters, o Pentágono afirma que são já 109 os militares com estes diagnóstico. Destes, precisa a agência noticiosa, 76 já regressaram ao serviço.

Inicialmente, as autoridades norte-americanas avançaram que o ataque levado a cabo pelo Irão não tinha causado nenhum morto ou ferido entre os militares norte-americanos.

Depois, foram surgindo outras informações que davam conta de dezenas de militares feridos após o ataque: a 24 de janeiro eram 30 militares, subindo este valor a 29 de janeiro para os 50. O mais recente balanço do Pentágono mais do que duplica este valor.

 

Esta lesão cerebral traumática pode prejudicar o raciocínio, a memória, a visão, a audição e outras funções. Em casos severos, observa o jornal norte-americano New York Post, pode resultar em coma, amnésia e até mesmo morte.

Durante a madrugada de 8 de janeiro, Teerão lançou mísseis contra as bases de Ain al-Assad e Erbil, no Iraque, onde estão estacionados alguns dos 5200 soldados norte-americanos, em retaliação pela morte do general iraniano Qassem Soleimani.

ZAP //

 
 
 

Ver original em 'ZAP aeiou' na seguinte ligação:

https://zap.aeiou.pt/pentagono-eleva-190-numero-militares-lesoes-cerebrais-307881

A minha própria e privada década infernal. Por Matt Farwell

Seleção e tradução de Júlio Marques Mota

 

 A minha própria e privada década infernal

Matt Farwell 

Por Matt Farwell

Publicado por The New Republic em 30 de dezembro de 2019 (ver aqui)

 

Bem-vindos àDécada Infernal, o nosso olhar sobre um período arbitrário de 10 anos que começou com uma grande efusão de esperança e terminou numa cavalgada para o  desespero.

8 A minha própria e privada década infernal 1

O autor em patrulha no Afeganistão na província de Paktika no verão de 2006

 

A morte de um irmão. Uma baixa honrosa. E uma reentrada terrível na vida civil.

Há uma década atrás, eu estava no inferno; agora estou a caminho de Paris. Todo o dia, toda a noite; voos baratos – Fayetteville, Frankfurt, França. Durante a nossa escala em Frankfurt, a minha noiva e o garoto decidem dizer-me que gostam da Alemanha, algo a ver com a limpeza, o aeroporto limpo e ordenado; notaram imediatamente isso, gostaram muito. Não menciono o rato que vi a correr pelo chão e debaixo de uma máquina de venda automática. Certamente não menciono a última vez que estive em Frankfurt. Estamos aqui para o Dia de Acção de Graças. Tenho muito por que estar grato.

Quando estivermos em Paris, o descanso já estará em ordem. Eles dormem aqui como pessoas normais. Eu levanto-me cedo. Vou buscar uma Coca-Cola Diet; bebo uma caixa dela por dia. Estou a dar uma volta. Estou a fazer um reconhecimento da rota – uma palavra francesa – a andar de metro para ver o caminho a percorrer até à ópera e depois voltar a pé. Se eu fizer assim, também posso olhar para a vigilância – outra palavra francesa – de uma maneira meio idiota. Visto tudo como um gag, um exercício mental, um jogo físico de Go, onde nunca vejo nenhuma das peças do adversário e perco a noção da minha própria metade do tempo. Faço-o onde quer que vá. Ainda estou bem com os pés na terra; estas pequenas coisas mantêm-me suficientemente relaxado para não me quebrar, para não me deixar ir abaixo, para não pensar noutras coisas. Isso é o que eu digo a mim mesmo. O passado ainda encontra um jeito de enganar qualquer fechadura que eu coloque no presente.

No meu último ano no Exército, aborrecido no meu quartel durante o meu passeio seguro pelos Estados Unidos depois da guerra, fiquei obcecado com o Inferno de Dante Alighieri. Li todas as traduções que pude e depois escrevi um mau manuscrito de romance sobre dois veteranos em Nova Iorque a reencenar a viagem de Dante e Virgil. Há uma estátua de Dante em Paris, lembro-me, no caminho em direção à Opera. Talvez possamos vê-la antes de partirmos. Está a decorrer uma maratona à minha volta. Só os corredores a sério estão a passar por mim agora, corpos longos e rijos com sapatos Dayglo e proteção ocular militante. Acima da minha cabeça, um céu encoberto de cinzento brilhante parece transformar-se num céu azul cheio de nuvens de tonalidades como as nuvens felizes de Bob Ross. Em frente para a ópera, por cima do Café de Paris, está um grande painel apresentando um prédio de 4 andares: uma espécie de reprodução de um quadro de Will Smith sobre prédio com quatro andares, de uma alvura beatificante no repouso do lótus, levitando sobre um manto elegante e estilizado, cor de açafrão, tendo por baixo uma lâmpada.com a seguinte expressão em inglês e em letras maiúsculas  GENIUS IS BORN CRAZY; a tradução francesa abaixo: LE GÉNIE EST FOU PAR NATURE. O anúncio é de Moncler, fabricante europeu de topo de gama em roupa tipo casual e desportiva.

Há uma década atrás, Will Smith produziu uma reinicialização do The Karate Kid. Eu estava no estado de Virgínia, à espera de sair do exército. Há dez anos, juntei-me ao Twitter. Há dez anos atrás, o meu irmão mais velho ainda estava vivo. Eu não tinha pensado seriamente em me matar desde esse período, o período antes dele ser morto naquele acidente de helicóptero, um dia depois do Dia da Marmota,

Não há canábis medicinal para mim nesta viagem; o meu cartão do Arkansas só funciona nos Estados Unidos. Quando me mudei para a Turquia, aos 6 anos de idade, pouco antes da primeira Guerra do Golfo e depois que o meu pai voltou ao serviço ativo na Força Aérea, este alugou um filme para a família ver, porque dizia na caixa que tinha sido realizado na Turquia. Aquele Expresso da Meia-Noite é na verdade realizado na Turquia embora ocorra principalmente dentro de uma prisão turca. Não me deu muitas pistas para a nossa nova casa, mas dissuadiu-me de contrabandear haxixe. Agora, em casa, utilizo o haxixe como comida ou fumo um charro para me acalmar; em Paris, em vez disso, tento sobretudo andar, passear.

Quase toda uma década. A notícia tinha sido breve – um acidente de helicóptero Black Hawk na Alemanha – e então eu soube. Passei a noite acordado no apartamento alugado pela minha futura ex-namorada, uma estagiária civil do Exército. Na manhã seguinte, o meu pai ligou-me para me informar da morte do meu irmão. Ele tinha sido avisado por soldados de uniforme a bater à porta no Arkansas.

Liguei ao comandante do meu irmão na Alemanha e solicitei respeitosamente que ele me desse ordens para escoltar os restos mortais do meu irmão de volta aos Estados Unidos para o enterro. Fiz as malas e preparei o meu uniforme. Recarreguei as receitas, preenchi a papelada. Voei da Virgínia para Frankfurt. A última vez que lá estive foi no R&R do Afeganistão, visitando o meu irmão e a sua família e fazendo uma viagem pela Europa durante duas semanas. Agora eu estava a conversar com o agente funerário do meu irmão, que era a minha boleia para o aeroporto.

8 A minha própria e privada década infernal 2

Do serviço memorial do Exército para Gary Marc Farwell, irmão do autor, em Stuttgart, Alemanha, 11 de fevereiro de 2010. Mark Reiker

 

Alguns dias depois, sou a última pessoa a embarcar no voo comercial para fora da Alemanha, utilizando o meu uniforme, seguindo as minhas ordens, e saudando o caixão do meu irmão enquanto ele é carregado no compartimento de carga. Não durmo uma noite inteira desde há dias; não vou descansar nesse mês. Eu bebo no avião e vejo o Inglorious Basterds.

Aterragem, Atlanta, o mesmo processo ao contrário, enquanto golpeia uma tempestade de neve esquisita. Todos os quartos de hotel estão reservados, o piloto do meu voo Delta deixa-me dormir no dele; há duas camas. Outra saudação na pista na manhã seguinte. Voa para Salt Lake City. As minhas tias e tios vêm ter comigo ao terminal. Assim como esperam os Patriot Guard Riders, motoqueiros de lá para escoltar o carro funerário até Idaho. Eu tenho pouca paciência para os Patriot Guard Riders. Pouco dormi. Tomo uma pílula e apanho uma boleia com o coveiro, seguindo as minhas ordens. Se alguma vez se sentir tentado a sentimentalizar os militares, imagine-se então estar a utilizar o mesmo fato de poliéster durante uma semana de viagem com agentes funerários e agentes de voos comerciais, tentando conseguir que a maior parte do seu irmão morto, seja guardada numa caixa debaixo de uma bandeira e a atravessar a alfândega com dignidade.

Saí do Exército alguns meses depois; a saída é oficial e tem a data de 26 de junho de 2010, mas estou em licença terminal há um mês, deixando crescer a barba, vivendo com um amigo em Brooklyn. Deixo o serviço com uma carta de repreensão de um general de três estrelas e uma carta de recomendação de um general de quatro estrelas, nenhuma das quais nunca ninguém me pediu desde então. Acho que vou voltar para a faculdade. Não poupei dinheiro do Exército – os 18.000 dólares em combate com o dinheiro de sangue foram gastos com todo o resto que eu tinha na bolsa de valores em 2008.

Uma semana depois de ser um veterano oficialmente dispensado – o departamento americano dos Veterans Affairs diz que eu tenho uma incapacidade relacionada com o serviço de 30%, PTSD (transtorno de stress pós-traumático); eles vão me avaliar mais alto com o tempo – recebo um segundo DUI (conduzir sob influência de drogas ou álcool), tendo batido com o meu caminhão numa árvore algures depois de Keswick, Virgínia, por estar a conduzir bêbado quando ia  buscar um outro amigo veterano em apuros. Vou para o hospital com um polícia atrás de mim, descubro uma alergia ao Haldol que envolve convulsões abdominais, e acabo por estar a ouvir Walker, Texas Ranger, enquanto estive amarrado, contorcendo-me, por quatro dias, a uma maca. Tive alta assim que souberem que a fratura das vértebras de compressão que sofri no acidente é estável, e saio do hospital e de Virgínia.

Voltei a morar com os meus pais, tenho aulas na Universidade do Arkansas e contratei um advogado que me conseguiu um acordo: 10 dias de prisão na Virgínia do Norte por ter sido apanhado a conduzir, pela segunda vez, embriagado, depois de enterrarmos os restos mortais do meu irmão e da sua equipagem em Arlington. O Exército não juntou todos os pedaços da primeira vez que o enterramos em Idaho, em fevereiro, daí que tenham feito um outro funeral, desta vez com a Old Guard. Nada de condução para mim durante anos, depois disso. Saio da prisão; no norte da Virgínia, sou hospitalizado mais uma vez após desmaiar algures  em Arlington – não posso recomendar a remoção do próprio cateter, caso esse ponto não esteja claro –  então sou preso duas vezes em dois dias consecutivos no Aeroporto Nacional Reagan. Uma das acusações é por “defraudar um estalajadeiro”, um dos estatutos mais antigos em vigor na Virgínia.

De volta a Paris, fora da agência do Crédit du Nord no Boulevard des Italiens, alguém pintou ANTICAPITALISTE com spray. Uma outra agência bancária próxima também traz uma mensagem, letras limpas em tinta vermelha, com um pé de altura: POLICE DE L’ETAT CHIEN DU PATRIARCAT. Uma corredora de maratona num hijab preto passa por mim, rápida e confiante no seu ritmo, e eu sigo-a, passando por uma loja de malas de mão, um clube de comédia, um bar de narguilé, e uma cervejaria. Estes são deixados intocados pelos graffitis.

Agora eu sei o caminho para a Ópera de ida e volta. Regresso à  minha família; é divertido ver Paris através dos seus olhos. Vemos o exterior da Ópera, tiramos fotos. Comemos queijo. Veremos o interior amanhã. O miúdo quer ver a Torre Eiffel. Ali, quatro soldados franceses patrulham as linhas turísticas. Usam boinas, mas têm capacetes juntamente com as carabinas e a carga de combate. Três dos soldados são homens, o quarto é uma  mulher. Todos carregam bem as suas armas, com confiança: profissionais sérios, patrulhando uma potencial zona de combate.

Qual é a sua incapacidade? Perguntam-me na bilheteira. PTSD [1], respondo eu. A guerra.

A senhora simpática dá-me um desconto no preço dos bilhetes quando lhe mostro o meu cartão de VA e peço o desconto para deficientes. Qual é a sua incapacidade? pergunta a bilheteira. PTSD, respondo eu. A guerra. Sorrio estranhamente para mostrar que tenho tudo sob controle o suficiente para chegar ao topo da Torre Eiffel. Ela não faz mais perguntas. A vista desde o topo da Torre Eiffel é espetacular; a criança tira-me uma foto, a mim e à minha noiva no meio de um beijo, com vista para o Sena. Subimos a um táxi para ir visitar o Sacré-Cœur. Ele deixa-nos na base da colina. Subimos, tirando fotos enquanto caminhamos. Lá dentro, toco num pouco de água benta – nunca dói – e poso ao lado de uma estátua de São Miguel Arcanjo, a matar o demónio. Lá fora, sinais oficiais e grafites de aviso contra os carteiristas. Descemos a colina para ir jantar.

Andei à deriva em 2011. Nova Iorque, São Francisco; relacionamentos de curto prazo, empregos de curta duração, estadias de curta duração em instalações psiquiátricas. Ala 1A, Fayetteville, Arkansas. São Francisco VA, uma noite de observação na ala fechada, levando a um mês de estadia no Campus Psiquiátrico de Menlo Park, em Palo Alto VA. Fui expulso do Programa de Recuperação de Trauma Masculino por voltar bêbado de uma licença de fim-de-semana, andando com uma mulher que conheci no Match.com. Mudei-me com aquela mulher, uma chefe com um bulldog; morávamos em San Jose e Santa Clara. Eu fui para Berkeley quando não deu certo, e os meus pais Gold Star compraram-me um bilhete de autocarro de volta ao Arkansas sem lugar marcado. Um artigo que escrevi chamou alguma atenção, e havia a possibilidade de mais trabalho de escrita. Eles deixaram-me ficar no quarto amarelo. Não imagino que tenha sido mais agradável para os meus pais do que para mim.

Se eu trabalho, não sou um perdedor. Se eu trabalho, não sou um inútil. Se eu trabalho, eu sou alguma coisa. No Twitter, contacto com o Michael Hastings. Ele interessa-se por mim e pela minha escrita. Em breve estou a trabalhar com ele numa história para a Rolling Stone sobre um soldado americano de Idaho que tinha sido feito refém pelos Talibãs, chamado Bowe Bergdahl. Trabalho nisso na primavera de 2012 e volto para a Universidade da Virgínia para um curso de verão, esperando terminar o meu curso, mas sem fazer muito esforço para ir às aulas. A história sai, e eu trabalho com Hastings numa outra peça, esta sobre um chefe de estação da CIA que tinha sido preso com um tubo de crack e uma arma em Virginia Beach quando estava em fuga dos federais.

8 A minha própria e privada década infernal 3

O autor no Posto Avançado de Dwochina, um posto de polícia de fronteira afegã perto da fronteira com o Paquistão, no verão de 2006. Cortesia de Matt Farwell

 

Eu passo aquele verão dormindo no sofá de uma estudante do Alabama até começarmos a dormir juntos. Eu participo num comício de reeleição do Barack Obama com Hastings em Charlottesville. Começamos a trabalhar noutra história, esta sobre o John Brennan. O ano passa rápido; foi a última vez que vejo Hastings no Memorial Day em D.C. Em junho, chumbei na minha turma de “Notícias e Realidade”. Hastings morre num acidente de carro em L.A., dois dias depois de me ligar e me dizer para estar pronto  para o FBI. Mudei-me para Berkeley com a mulher, a partir de  Alabama. A paranoia, o leitor pode imaginar, é alta; no Natal, estou de volta a um hospital psiquiátrico, Canyon View em Twin Falls, este presente de Natal oferecido  pelo meu pai depois de ter saído perfeitamente da sua camioneta vermelha enquanto fazia 45 na rodovia ao norte de Jackpot, Nevada, mas isso é outra história.

Quando saio daquele manicómio, alugo uma casa de dois andares no Arkansas com a mulher do Alabama, e uma revista masculina propõe-me cobrir um simpósio de psiquiatras, psicólogos e investigadores sobre traumas na praia de Turks e Caicos. Entre as conversas à beira da piscina e o sol na areia, eu bebo. Ao cobrir o encontro dos psiquiatras, sou também a cobaia deles, um boneco de demonstração do “método de contagem” e da “experiência somática”. Vou para casa, e ainda não me sinto curado. A mulher do Alabama sabe disso. No final de 2014, ela sai de casa e eu mudo-me para um apartamento. Ela deixa-me com uma gata chamada Marie Claire e nenhuma ilusão de que não é nada mais do que culpa minha.

Em 2015, a meio de uma década infernal, a minha vida é salva pelos editores da revista Playboy, e começo uma dura subida ao Monte Purgatório. A Playboy envia-me para Chicago, onde recebo um tratamento experimental de stress pós-traumático chamado bloco de gânglio estelado. Sou um humano bastante destruído para que uma agulha de nove polegadas enfiada no pescoço até a coluna possa não me fazer doer. A injeção no pescoço não resolve tudo – duvido que alguma vez algo possa fazê-lo – mas ajuda mais do que qualquer coisa que eu já tinha feito antes. Deixei de beber e disse ao meu psiquiatra que gostaria de sair da barra de salada de medicamentos psiquiátricos que a VA me pôs a tomar. Sofro mais quebras; em 2016 tenho um contrato para um livro sobre Bergdahl. Posso conduzir novamente. Tenho um Subaru Outback. Às vezes, Marie Claire vem comigo em reportagens sobre viagens. Eu ponho milhares de milhas em cima daquele carro. Leva muito tempo para o conselho de guerra de Bergdahl e mais tempo ainda para escrever o livro. Todo o tipo de coisas improváveis começam a acontecer – Donald Trump torna-se presidente, há um eclipse solar completo que atravessa 13 estados, e um amigo arranja-me um encontro às cegas com uma mulher em Fayetteville que funciona bem – ficamos noivos na primavera de 2019.

As escadas em espiral no Arco do Triunfo parecem transmitir a miséria da dupla hélice do DNA marcial francês nos seus bem gastos degraus em espiral, induzindo vertigens quando olho para baixo. A única maneira de eu chegar a qualquer lugar é agarrar o corrimão e olhar em frente, considerando cada passo seguinte de cada vez, ignorando o impulso de me atirar pelo centro aberto. Isto soa pior do que é. Tive pensamentos suicidas e agi sobre eles, mas apenas durante uma década – e isto é diferente. Ouvi dizer que as novas mães às vezes se imaginam a matar os seus filhos de maneiras horríveis, o que pode causar confusão e culpa: este fenómeno é explicado como uma função cerebral de proteção inconsciente evolutivamente sofisticada, e imaginando estas coisas horríveis também se imagina como se lhes responderá, ou não as fazer, e todos esses pensamentos horríveis tornam-se bons cumulativamente, enquanto preparam uma pessoa para todo o tipo de piores cenários que são improváveis até que não o sejam. Tento pensar em como tudo isso é um bom treino, como é o reconhecimento de rua ou, cada vez mais, como é andar a escrever sobre os incêndios que continuam a aumentar em casa e no estrangeiro.

Não estou a chorar porque estou triste, mas porque o que quer que tenha sido esta década, foi uma década em que eu tive sorte, enquanto outros estavam mortos.

Desço do Arco do Triunfo, volto a pôr os pés no chão e olhamos para a chama eterna colocada na base do Arco; Jackie Kennedy admirava o símbolo o suficiente para instalar uma réplica sobre o lugar de descanso de JFK em Arlington. No Metro, uma velha mulher, a mendigar, chora num estranhíssimo registo sonoro – meio choro infantil, meio ululação – e atinge-me assim mesmo. Deixando cair euros no copo dela, eu perco a cabeça. Tenho andado a encher a caixa desde a chama eterna. Acontece; os memoriais são poderosos. Não posso fazer muito mais do que chorar nesta altura. Não estou a chorar  porque estou triste, mas porque o que quer que tenha sido esta década, foi uma época em que tive sorte, enquanto outros estavam mortos. Eu tinha uma família, um lar, e uma chance de fazer da década seguinte o que eu quisesse.

Quando volto ao Arkansas, terminado o Dia de Ação de Graças, a década a findar, coloco uma cópia do Inferno, uma cópia do Purgatório e uma cópia do Paraíso que compramos na Shakespeare and Company, na prateleira alta ao lado da mesa onde escrevo. Esta semana, há greves em Paris. Protestos em massa. A prateleira está cheia de traduções de Dante: cópias do Inferno em baixo, Purgatório no meio, Paraíso em cima. A secretária bloqueia-me a visão de qualquer um dos tomos, a não ser o Paraíso enquanto estou a trabalhar; enquanto estou aqui e olho pela janela, não consigo ver o passado. Saí do Twitter há um ano atrás. Vejo a minha noiva e o nosso cão – 120 quilos de uma mistura de Anatolian Shepherd e St. Bernard que precisa de um passeio. Vejo o jardim que aqui plantei, e através das roseiras e toldos assim como das vicissitudes que estão para além dele, contra toda a lógica, vejo algo de melhor à minha frente.

 

____________________________

Nota

[1] PTSD:  Post-traumatic stress disorder

____________________________

O autor: Matt Farwell é autor de American Cipher. Um ex-soldado de infantaria do Exército durante cinco anos (incluindo 16 meses no Afeganistão) e um recém-formado da Universidade da Virgínia. É um escritor independente cujo trabalho tem aparecido em The New York Times, Vanity Fair, Rolling Stone, Men’s Journal, Playboy, e outras publicações.

Ver original em 'A viagem dos Argonautas' na seguinte ligação:

https://aviagemdosargonautas.net/2020/02/11/2009-2019-uma-decada-infernal-8-a-minha-propria-e-privada-decada-infernal-por-matt-farwell/

Conquista Mundial: A Cruzada Militar Global dos EUA desde 1945

 
Eric Waddel * | Global Research
 
Os Estados Unidos atacaram, direta ou indiretamente, cerca de 44 países em todo o mundo desde agosto de 1945, muitos deles muitas vezes. O objetivo declarado dessas intervenções militares tem sido efetuar "mudanças de regime". As capas dos "direitos humanos" e da "democracia" eram invariavelmente evocadas para justificar o que eram atos ilegais e unilaterais.
 
O objetivo dos Estados Unidos é proteger e reforçar os interesses nacionais, em vez de criar um mundo melhor para toda a humanidade. É uma “grande estratégia imperial” de dimensões globais projetada para garantir acesso ilimitado e desinibido, principalmente a recursos estratégicos, principalmente energia e mercados. Em vez de estabelecer uma presença colonial direta, a estratégia preferida é criar estados satélites, e isso exige intervenções militares constantes e frequentemente repetidas em países ao redor do mundo, independentemente de seu regime político.
 
Os governos eleitos democraticamente correm tanto risco quanto as ditaduras. Nos últimos anos, a tendência tem sido a de aumentar a interferência direta, pois menos desses países estão preparados para agir como aliados dispostos. De fato, os eventos de 2003 sugerem que o número de aliados americanos incondicionais e poderosos agora é reduzido para três: Grã-Bretanha, Austrália e Israel. A estratégia dos EUA é caracterizada, sempre que possível, pela invasão e pela criação de governos amigáveis ​​(fantoches). A atenção está concentrada, de preferência, em países relativamente pequenos e fracos, com o objetivo de alcançar uma vitória rápida.
 
 
Historicamente, esse processo de dominação do mundo pelos EUA tem sido caracterizado por:
 
(i ) intervenção militar direta com bombas e mísseis nucleares ou convencionais ,
(ii) intervenção militar direta com forças navais ou terrestres ,
(iii) intervenção militar indireta através de operações de comando e
(iv) a ameaça de recorrer a armas nucleares.
 
De um modo geral, três fases históricas podem ser identificadas:
 
- 1945-49: A luta soviético-americana pelo domínio europeu, terminando com a estabilização da fronteira entre os dois blocos e a criação da OTAN;
 
- 1950-1989: a Guerra Fria propriamente dita e, no contexto dela, o surgimento do grupo de nações não alinhadas;
 
- 1990 em diante: pós-Guerra Fria O primeiro período foi caracterizado por um grau significativo de intervenção militar dos EUA na Europa, o segundo por uma preocupação de confinar o bloco comunista dentro de suas fronteiras e impedir o surgimento de regimes pró-comunistas em outros lugares da Europa. o mundo e o terceiro se concentraram em ganhar o controle sobre as antigas repúblicas soviéticas e no Oriente Médio, rico em petróleo. O Oriente Médio, o Sudeste Asiático e o Caribe / América Central revelam-se Teatros Regionais preocupantes durante o período pós-Segunda Guerra Mundial.
 
A defesa inegociável e a promoção do “modo de vida americano” por meio de intervenções militares globais se formaram nos meses finais da 2ª Guerra Mundial e tiveram um grande custo para grande parte da população mundial. Embora a Alemanha tenha capitulado em maio de 1945 e a Organização das Nações Unidas tenha sido criada no mês seguinte, os EUA optaram por usar armas nucleares para colocar o Japão em pé.
 
O lançamento de duas bombas atómicas, respectivamente em Hiroshima e Nagasaki, em agosto daquele ano, resultou em cerca de 150.000 mortes imediatas e dezenas de milhares de feridos. Esse terrorismo nuclear foi rapidamente denunciado pela comunidade científica internacional e nenhuma outra nação recorreu ao uso de tais armas de destruição em massa. No entanto, os EUA brandem regularmente a ameaça de recorrer a eles, enquanto sob Bush eles foram restabelecidos como parte integrante do discurso nacional. Mas a história não termina com armas nucleares, pois os EUA também usaram, ao longo do último meio século, armas químicas e biológicas em sua busca pelo domínio global com, por exemplo, o recurso ao Agente Orange no Vietname e mofo azul, cana-de-açúcar. sujeira, peste suína africana etc. em Cuba.
 
Nesse contexto, o mapa das intervenções militares dos EUA desde 1945 conta apenas uma parte da história. Embora o alcance global do país seja aparente, a escala de violência militar não é totalmente revelada. Até 1.000.000 de pessoas foram mortas na operação de comando da CIA na Indonésia em 1967, no que foi, segundo o New York Times, “um dos assassinatos em massa mais selvagens da história política moderna”. Outros 100.000 foram mortos na Guatemala, no golpe organizado pela CIA. E o mapa não menciona intervenções militares nas quais os EUA tiveram apoio (por exemplo, Ruanda e Congo nos anos 90) como distintos de um papel de liderança, ou onde armas americanas foram usadas por forças militares nacionais, como em Timor Leste, onde, em pelas mãos dos militares indonésios, eles foram responsáveis ​​pela morte de cerca de 200.000 pessoas a partir de 1967.
 
Curiosamente, com relação ao comércio internacional de armas, foi o presidente Reagan quem anunciou, em 1981, que "os EUA vêem a transferência de armas convencionais... como um elemento essencial de sua postura de defesa global e um componente indispensável de sua política externa".
 
O Império dos EUA não conhece limites. Seu objetivo é a dominação política e militar do mundo. Sob o sistema norte-americano de capitalismo global, a demanda por energia e outros recursos vitais é ilimitada.
 
O "Roteiro para o Império" dos Estados Unidos não foi formulado pelo governo Bush, como sugerem alguns críticos. De fato, pouco há de “novo” no “Projeto para um Novo Século Americano”. É que a retórica pós-guerra dos direitos humanos e do desenvolvimento social e económico diminuiu, sendo substituída pela principal preocupação com a supremacia global por meio da força militar. O projeto imperial foi delineado logo após a 2ª Guerra Mundial. Fazia parte da “Doutrina Truman” formulada em 1948 por George Kennan, Diretor de Política e Planeamento do Departamento de Estado dos EUA:
 
“Temos 50% da riqueza do mundo, mas apenas 6,3% da sua população…. Nesta situação, não podemos deixar de ser objeto de inveja e ressentimento. Nossa verdadeira tarefa no próximo período é criar um padrão de relacionamentos que nos permita manter essa posição de disparidade. Deveríamos deixar de falar sobre a elevação dos padrões de vida, direitos humanos e democratização. Não está longe o dia em que teremos que lidar com conceitos de poder direto. Quanto menos formos prejudicados por slogans idealistas, melhor. ”
 
Postscript 2007
 
Em certo sentido, pouco mudou desde 2003. O próximo objetivo de intervenção militar já foi claramente identificado. De acordo com as mais recentes estatísticas oficiais de energia do governo dos EUA, é o Irão que ocupa o terceiro lugar entre os países ricos em petróleo do mundo e é o que apresenta o maior aumento nas estimativas comprovadas de reservas de petróleo no período 2005-2006.
 
Em outro sentido, no entanto, um novo retrato está começando a surgir, onde um país cansado e cada vez mais vulnerável à guerra está se movendo para a criação de uma fortaleza na América do Norte que abraça seu vizinho do norte. Mais uma vez a lógica é clara. O Canadá agora ocupa o segundo lugar, à frente do Irão e do Iraque, mas atrás da Arábia Saudita, em termos de reservas mundiais de petróleo, graças principalmente às areias betuminosas de Alberta. Um governo minoritário em Ottawa, dominado pelos interesses de Albertan, está conscientemente levando o Canadá à energia dos EUA e ao setor militar e estratégico. Ao fazer isso, o país está se unindo às fileiras do Reino Unido e da Austrália como um aliado inflexível dos EUA.
 
Se o alcance global está se tornando um empreendimento muito caro e perigoso, a fortaleza da América do Norte se torna uma alternativa cada vez mais atraente, principalmente quando o parceiro menor consente e é dócil.
 
*Eric Waddell é um ilustre autor e professor de Geografia com sede na cidade de Quebec
 
Anexo: 
MAPA, para ampliar, clique no link abaixo e amplie
 
A fonte original deste artigo é Eric Waddell
 
Copyright © Eric Waddell, Eric Waddell, 2020
 
Nota do Editor de GR
Este artigo, do professor Eric Waddell, foi publicado pela primeira vez há mais de 16 anos pela Global Research em dezembro de 2003, logo após a invasão e ocupação do Iraque pelas forças americanas e britânicas, com um pós-escrito adicionado em 2007. 
O artigo fornece uma perspectiva histórica incisiva sobre a "longa guerra" dos EUA contra a humanidade, que está sendo realizada sob um falso mandato humanitário.
Não tenhamos ilusões quanto à intenção dos EUA e de seus aliados.
Estamos lidando com a conquista mundial sob o disfarce de uma "Guerra Global ao Terrorismo".  -- Michel Chossudovsky, janeiro 2020

Ver o original em 'Página Global' na seguinte ligação:

https://paginaglobal.blogspot.com/2020/02/conquista-mundial-cruzada-militar.html

A Turquia prepara-se para a guerra contra a Síria e contra a Rússia

 
Durante o seu discurso aos parlamentares do seu partido, em 5 de Fevereiro de 2020, o Presidente Recep Tayyip Erdoğan designou sob a expressão “elementos amigos”, os membros das milícias turquemenas que formam o “Exército Nacional da Síria” (Jaych al-Watani as-Suri) e os da Al-Qaeda que se aliaram a grupos locais para formar a Organização de Libertação do Levante (Hayat Tahrir al-Cham).
 
Em princípio, nunca se reivindica um vínculo de autoridade sobre os seus representantes de maneira a não ter de assumir a responsabilidade dos seus actos. Ora o Hayat Tahrir al-Cham assassinou 4 oficiais do FSB russo em Aleppo, em 1 de Fevereiro.
 
Em seguida, ele reivindicou a legitimidade do destacamento militar turco na Síria em nome dos acordos de Adana. Este documento, datado de 20 de Outubro de 1998, termina a guerra turco-síria anterior. Nunca foi publicado. Nós publicamos uma versão não confirmada [1]. A Síria renuncia a ajudar o PKK de Abdullah Öcalan (que era uma organização pró-soviética) e autoriza o exército turco a atacar a artilharia curda que bombardearia o seu território, penetrando 5 km no interior da Síria. Considerando que o actual PKK/YPG (que se tornou uma organização pró-NATO) dispõe do material mais moderno, a Turquia estendeu, unilateralmente, o seu direito de perseguição a 30 km, durante a operação “Fonte de paz” (9 a 22 de Outubro de 2019).
 
Os acordos da Adana nunca autorizaram a instalação turca em toda a província de Idleb. No entanto, isso foi feito pelos acordos russo-turco de Sochi, de 17 de Outubro de 2018, que foram validados pela Síria [2]. No entanto, esses acordos previam a retirada de todos os “grupos terroristas radicais” (incluindo Hayat Tahrir al-Cham da zona desmilitarizada, antes de 15 de Outubro de 2018. Mas a Turquia não conseguiu – tal como os Estados Unidos antes dela - distinguir e separar os “radicais” (jihadistas) dos “moderados” (adversários democrátas). Consequentemente, o exército árabe sírio tenta, desde então, libertar a província de Idleb da ocupação jihadista.
 
Ao citar os acordos de Adana em vez dos acordos de Sochi, a Turquia reconhece ter falhado cumprir as suas obrigações perante a Rússia. Sobretudo, ela desperta o período em que as duas potências estavam a travar uma guerra secreta no contexto da Guerra Fria.
 
Também no mesmo discurso, o Presidente Erdoğan, brandindo a sua filiação na Confraria dos Irmãos Muçulmanos - matriz dos jihadistas (foto), prosseguiu dando um prazo à Síria, até 28 de Fevereiro de 2020, para abandonar as localidades que acabou de libertar e retirar-se para trás da linha de cessar-fogo de Sochi.
 
À tarde, um homem-bomba do Hayat Tahrir al-Cham fez-se explodir num prédio que albergava forças russas. Ainda não sabemos o resultado dessa operação, que entendemos que deveria ser assumida pela Turquia.
 
Trata-se de uma reviravolta completa da situação. Em 13 de Janeiro de 2020, os chefes dos serviços secretos turcos e sírios encontraram-se discretamente em Moscovo para estabelecer um processo de paz. [3] Mas, em seguida, para surpresa dos ocidentais, que estavam persuadidos da oposição dos sírios em Damasco, o exército árabe sírio lançou uma ofensiva vitoriosa em Idleb, libertando quinze cidades. Os Estados Unidos apoiaram então a Turquia, enquanto se retiravam de operações conjuntas com o seu aliado. A Turquia suspendeu, em 19 de Janeiro, a transferência de 30.000 jihadistas de Idleb (Síria) para Trípoli (Líbia), que tinha iniciado no final de Dezembro. Apenas 2.500 tiveram tempo para migrar.
 
Ao receber esta manhã, os embaixadores estrangeiros para entrega das suas credenciais, o Presidente russo, Vladimir Putin, advertiu-os. Declarou: “Infelizmente, a Humanidade está mais uma vez perto de uma linha perigosa. Os conflitos regionais multiplicam-se, as ameaças terroristas e extremistas aumentam, o sistema de controlo de armas está prestes a ser abolido.”
 
Estamos a caminhar, a curto prazo, para um conflito entre a Turquia, membro da NATO, e a Rússia, membro da OTSC/Organização do Tratado de Segurança Colectiva
 
 
Notas:
[1] “The Adana Security Agreement”, Voltaire Network, 20 October 1998.
[3] “A Rússia propõe um acordo à Síria e à Turquia”, Tradução Alva, Rede Voltaire, 20 de Janeiro de 2020.

Ver o original em 'Página Global' na seguinte ligação:

https://paginaglobal.blogspot.com/2020/02/a-turquia-prepara-se-para-guerra-contra.html

Rússia promete responder às principais manobras da OTAN na Europa

Militares do Exército dos EUA ao lado do sistema Patriot na base aérea de Siauliai, na Lituânia (foto de arquivo)
© AP Photo / Mindaugas Kulbis

A Rússia reagirá aos exercícios da OTAN Defender Europe, que devem ser realizados este ano e preveem o envio de tropas norte-americanas à Europa, declarou o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov.

"É claro que responderemos, não podemos ignorar esses processos, que são muito preocupantes, mas reagiremos de maneira a não criar riscos desnecessários", afirmou Lavrov em entrevista ao jornal russo Rossiyskaya Gazeta.

O diplomata lembrou que a OTAN "recruta", sob o pretexto de entrar na União Europeia (UE), para países neutros, como Finlândia e Suécia, para participar das manobras.

Segundo o ministro russo, os exercícios da OTAN, que serão realizados entre abril e maio, planejam movimentar na Europa mais de 30.000 unidades de equipamentos e mais de 20.000 militares dos EUA, além dos contingentes militares já implantados no país.

"No total, mais de 40.000 pessoas participam dessas manobras", explicou Lavrov.

Antes, o secretário-geral da OTAN, Jens Stoltenberg, disse que os exercícios do Defender Europe 2020 não são direcionados contra a Rússia.

Os exercícios reunirão 37.000 soldados e oficiais de 19 países da aliança atlântica. Os militares se mudarão para os territórios da Polônia e países do mar Báltico, e o território da Alemanha será o centro de logística durante a operação, informou a revista alemã Der Spiegel, citando o Comando Europeu dos Estados Unidos (EUCOM).

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/russia/2020020415097255-russia-promete-responder-as-principais-manobras-da-otan-na-europa/

Guerra nuclear | A política ‘100 segundos para a meia-noite’

 
 
A Arte da Guerra
 
 
Enquanto a atenção político-mediática estava concentrada na campanha eleitoral, em Itália, o ponteiro do “Relógio do Apocalipse” – o relógio simbólico que no Boletim de Cientistas Atómicos dos EUA indica a quantos minutos estamos da meia-noite da guerra nuclear – foi movido para a frente, para 100 segundos para a meia-noite. É o nível de alarme mais alto desde que o “Relógio” foi criado, em 1947 (como comparação, o nível máximo durante a Guerra Fria foi de 2 minutos para a meia-noite).
 
No entanto, em Itália, a notícia passou quase ignorada ou assinalada como uma espécie de curiosidade, quase como se fosse um jogo de vídeo (videogame).
 
Ignora-se o facto de que o alarme foi lançado por uma comissão científica da qual fazem parte 13 Prémios Nobel.
 
Eles advertem: “Estamos perante uma emergência real, um estado absolutamente inaceitável da situação mundial que não permite nenhuma margem de erro nem atraso imediato”. A crise mundial, agravada pela mudança climática, “torna realmente possível uma guerra nuclear, iniciada com base num plano ou por engano ou por simples mal entendido, a qual poria fim à civilização”.
 
A possibilidade de guerra nuclear – sublinham – foi acrescida pelo facto de, no ano passado, vários tratados e negociações importantes terem sido cancelados ou destruídos, criando um ambiente propício a uma corrida renovada aos armamentos nucleares, à proliferação e à redução do limiar nuclear.
A situação – acrescentam os cientistas – é agravada pela “ciber-desinformação”, ou seja, pela contínua alteração da esfera de informação, da qual dependem a democracia e a tomada de decisões, conduzida através de campanhas de desinformação para semear a desconfiança entre as nações e destruir os esforços internos e internacionais para promover a paz e proteger o planeta.
 
O que é que faz a política italiana nessa situação extremamente crítica?
 
A resposta é simples: cala-se. Domina o silêncio imposto pelo vasto arco político bipartidário, responsável pelo facto de que a Itália, país não nuclear, albergar e estar preparada para usar armas nucleares, violando o Tratado de Não Proliferação, que ratificou. Responsabilidade que se torna ainda mais grave pelo facto da Itália se recusar a aderir ao Tratado sobre a Proibição de Armas Nucleares (Tratado ONU),votado pela grande maioria da Assembleia das Nações Unidas.
 
No Artigo 4, o Tratado estabelece:
 
“Qualquer Estado parte que possua armas nucleares no seu território, possuídas ou controladas por outro Estado, deve assegurar a remoção rápida dessas mesmas armas”.
Portanto, para aderir ao Tratado ONU, a Itália deve solicitar aos Estados Unidos para removerem do seu território, as bombas nucleares B-61 (que já violam o Tratado de Não Proliferação) e de não instalar as novas bombas B61-12, nem outras armas nucleares.
 
Além do mais, como a Itália faz parte dos países (como declara a própria NATO) que “fornecem à Aliança, aviões equipados para transportar bombas nucleares – sobre os quais os Estados Unidos mantêm controlo absoluto – e pessoal treinado para esse fim”, para aderir ao Tratado da ONU, a Itália deveria pedir para ser isenta dessa função. O mesmo aplica-se ao Tratado sobre Forças Nucleares Intermédias (Tratado INF), destruído por Washington.
 
Tanto na sede da NATO, da União Europeia e da ONU, a Itália seguiu a decisão dos EUA, dando, essencialmente, luz verde à instalação de novos mísseis nucleares dos EUA no seu território. Isso confirma que a Itália não tem – por responsabilidade do vasto arco político bipartidário – tem uma política externa soberana, que responde aos princípios da sua Constituição e aos reais interesses nacionais. No comando que determina as orientações fundamentais da nossa política externa, está a mão de Washington, directamente ou através da NATO.
 
A Itália que, de acordo com o texto da sua própria Constituição repudia a guerra, faz parte da engrenagem que nos levou a 100 segundos para a meia-noite, da guerra nuclear.
 
Manlio Dinucci
 
Artigo original en italien:
Tradutora : Maria Luísa de Vasconcellos
The original source of this article is ilmanifesto.it
Copyright © Manlio Dinucciilmanifesto.it, 2020

Ver o original em 'Página Global' na seguinte ligação:

https://paginaglobal.blogspot.com/2020/01/guerra-nuclear-politica-100-segundos.html

Os 5 submarinos que podem destruir mundo em 30 minutos

A revista norte-americana National Interest listou os cinco submarinos capazes de destruir o mundo em 30 minutos: entre eles estão três submersíveis russos e dois americanos.

Alguns dos submarinos listados, segundo a edição, são tão poderosos que apenas um deles seria suficiente para "reduzir a cinzas radioativas" até 288 alvos do tamanho de uma cidade.

"De fato, estas embarcações e as suas cargas úteis poderiam acabar com a civilização humana em menos tempo do que o necessário para pedir uma pizza, caso uma Terceira Guerra Mundial começasse", lê-se no artigo.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/fotos/2020013015072268-os-cinco-submarinos-que-podem-destruir-mundo-me-30-minutos-fotos/

[Manlio Dinucci] A POLÍTICA '100 SEGUNDOS PARA A MEIA-NOITE'

                                 image
 
Enquanto a atenção político-mediática estava concentrada na campanha eleitoral, em Itália, o ponteiro do “Relógio do Apocalipse” - o relógio simbólico que no Boletim de Cientistas Atómicos dos EUA indica a quantos minutos estamos da meia-noite da guerra nuclear - foi movido para a frente, para 100 segundos para a meia-noite. É o nível de alarme mais alto desde que o “Relógio” foi criado, em 1947 (como comparação, o nível máximo durante a Guerra Fria foi de 2 minutos para a meia-noite). No entanto, em Itália, a notícia passou quase ignorada ou assinalada como uma espécie de curiosidade, quase como se fosse um jogo de vídeo (videogame).
Ignora-se o facto de que o alarme foi lançado por uma comissão científica da qual fazem parte 13 Prémios Nobel.Eles advertem:“Estamos perante uma emergência real, um estado absolutamente inaceitável da situação mundial que não permite nenhuma margem de erro nem atraso imediato”. A crise mundial, agravada pela mudança climática, “torna realmente possível uma guerra nuclear, iniciada com base num plano ou por engano ou por simples mal entendido, a qual poria fim à civilização”.
A possibilidade de guerra nuclear - sublinham - foi acrescida pelo facto de, no ano passado, vários tratados e negociações importantes terem sido cancelados ou destruídos, criando um ambiente propício a uma corrida renovada aos armamentos nucleares, à proliferação e à redução do limiar nuclear.
A situação - acrescentam os cientistas - é agravada pela “ciber-desinformação”, ou seja, pela contínua alteração da esfera de informação, da qual dependem a democracia e a tomada de decisões, conduzida através de campanhas de desinformação para semear a desconfiança entre as nações e destruir os esforços internos e internacionais para promover a paz e proteger o planeta.
O que é que faz a política italiana nessa situação extremamente crítica?
A resposta é simples: cala-se. Domina o silêncio imposto pelo vasto arco político bipartidário, responsável pelo facto de que a Itália, país não nuclear, albergar e estar preparada para usar armas nucleares, violando o Tratado de Não Proliferação, que ratificou. Responsabilidade que se torna ainda mais grave pelo facto da Itália se recusar a aderir ao Tratado sobre a Proibição de Armas Nucleares (Tratado ONU),votado pela grande maioria da Assembleia das Nações Unidas.
No Artigo 4, o Tratado estabelece:
“Qualquer Estado parte que possua armas nucleares no seu território, possuídas ou controladas por outro Estado, deve assegurar a remoção rápida dessas mesmas armas”.
Portanto, para aderir ao Tratado ONU, a Itália deve solicitar aos Estados Unidos para removerem do seu território, as bombas nucleares B-61 (que já violam o Tratado de Não Proliferação) e de não instalar as novas bombas B61-12, nem outras armas nucleares.
Além do mais, como a Itália faz parte dos países (como declara a própria NATO) que “fornecem à Aliança, aviões equipados para transportar bombas nucleares - sobre os quais os Estados Unidos mantêm controlo absoluto - e pessoal treinado para esse fim”, para aderir ao Tratado da ONU, a Itália deveria pedir para ser isenta dessa função. O mesmo aplica-se ao Tratado sobre Forças Nucleares Intermédias (Tratado INF), destruído por Washington.
Tanto na sede da NATO, da União Europeia e da ONU, a Itália seguiu a decisão dos EUA, dando, essencialmente, luz verde à instalação de novos mísseis nucleares dos EUA no seu território. Isso confirma que a Itália não tem - por responsabilidade do vasto arco político bipartidário - tem uma política externa soberana, que responde aos princípios da sua Constituição e aos reais interesses nacionais. No comando que determina as orientações fundamentais da nossa política externa, está a mão de Washington, directamente ou através da NATO.
A Itália que, de acordo com o texto da sua própria Constituição repudia a guerra, faz parte da engrenagem que nos levou a 100 segundos para a meia-noite, da guerra nuclear.
il manifesto, 28 de Janeiro de 2020
------
image
http://www.natoexit.it/en/home-en/ -- ENGLISH
http://www.natoexit.it/ -- ITALIANO
image DECLARAÇÃO DE FLORENÇA Para uma frente internacional NATO EXIT, em todos os países europeus da NATODANSK DEUTSCH ENGLISH ESPAÑOL FRANÇAIS ITALIANO NEDERLANDS
PORTUGUÊS ROMÎNA SLOVENSKÝ SVENSKA TÜRKÇE РУССКИЙ
Manlio DinucciGeógrafo e geopolitólogo. Livros mais recentes: Laboratorio di geografia, Zanichelli 2014 ; Diario di viaggio, Zanichelli 2017 ; L’arte della guerra / Annali della strategia Usa/Nato 1990-2016, Zambon 2016, Guerra Nucleare. Il Giorno Prima 2017; Diario di guerra Asterios Editores 2018; Premio internazionale per l'analisi geostrategica assegnato il 7 giugno 2019 dal Club dei giornalisti del Messico, A.C.
Tradutora: Maria Luísa de Vasconcellos
Email: luisavasconcellos2012@gmail.com
Webpage: NO WAR NO NATO

Ver o original em 'Manuel Banet' (clique aqui)

Exército europeu? UE já 'construiu as bases' para defesa comum -- von der Leyen

A Europa precisa de "capacidade militar confiável" para "definir o seu próprio futuro", declarou a chefe da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.
 
A ex-ministra da Defesa da Alemanha e atual líder da Comissão Europeia, Ursula von der Leyer, declarou que a Europa já "construiu as bases para a União de Defesa Europeia".
 
A União de Defesa seria "complementar à OTAN e diferente dela", acrescentou. "Há um estilo europeu de conduzir a política externa e a política de segurança internacional, que tem o poder bélico como um instrumento importante [...] mas nunca como o único instrumento", declarou.
 
A Europa precisa de "capacidade militar confiável" para responder às crises da atualidade, declarou von der Leyer durante a sua participação no Fórum Económico de Davos, na Suíça.
 
A líder da Comissão Europeia ainda tratou de outro tema sensível na União Europeia, que é a proteção de dados pessoais, afirmando que o princípio de "proteção da dignidade digital da pessoa humana" deve prevalecer na Europa.
 
A regulamentação da privacidade poderá ser utilizada como base para a futura elaboração de legislação sobre inteligência artificial, acredita a alemã.
 
 
Pacto verde é uma 'estratégia de crescimento'
 
A líder da Comissão Europeia tratou de um outro tema importante para essa edição do Fórum Económico de Davos, que são os riscos Económico associados às mudanças climáticas.
 
"O Relatório Global de Risco, publicado pelo Fórum Económico Mundial, aponta que os cinco maiores riscos à economia são relacionados com as mudanças do clima", declarou.
 
A alemã anunciou a alocação de cerca de € 1 trilião (mais de R$ 4.600 bilhões) para investimentos sustentáveis na próxima década.
 
"O pacto verde europeu é a nossa nova estratégia de crescimento. Nós vamos, seguramente, fazer a transição de uma economia baseada em combustíveis fósseis para uma baseada na sustentabilidade e na economia digital", declarou.
 
Ela também elogiou a China por "dar os primeiros passos rumo ao estabelecimento de um sistema de compensação de CO2", reportou a DW.
 
As declarações de von der Leyen foram feitas durante o discurso proferido nesta quarta-feira (22) no Fórum Econômico de Davos, celebrado entre 21 e 24 de janeiro.
 
'Nuvem da Ciência'
 
Além dos temas de segurança e economia, a líder da Comissão Europeia declarou que os países do bloco estão trabalhando para criar um espaço virtual destinado à troca de informações científicas.
 
O projeto consiste na criação de uma "nuvem da ciência", na qual todas as informações sobre pesquisas científicas conduzidas na União Europeia ficariam armazenadas.
 
A nuvem seria um espaço virtual "de dados não personalizados", para o qual as empresas e os governos poderiam contribuir, a fim de usá-lo como um recurso para a inovação.
 
Cientistas europeus já estão criando uma "nuvem aberta da ciência", que permite armazenar informações científicas e acessar os dados obtidos por outros pesquisadores, declarou von der Leyen.
 
Sputnik | Imagem: © AP Photo / Sava Radovanovic

Ver o original em 'Página Global' na seguinte ligação:

https://paginaglobal.blogspot.com/2020/01/exercito-europeu-ue-ja-construiu-as.html

O Relógio do Juízo Final avança 20 segundos. Faltam 100 para o Apocalipse

O Boletim de Cientistas Atómicos anunciou, esta quinta-feira, que o Relógio do Julízo Final está mais próximo do apocalipse. Especialistas avançaram o relógio 20 segundos para alertar líderes e cidadãos de todo o mundo que a situação da segurança internacional está mais perigosa do que nunca.

 

O relógio, que é uma imagem figurada em que a meia-noite representa o “Juízo Final”, converteu-se num indicador universalmente reconhecido da vulnerabilidade do mundo às ações do homem e ao avanço da tecnologia para fins que podem levar à nossa destruição.

Os cientistas anunciaram que este marcador simbólico do fim do mundo está agora a 100 segundos da meia-noite. “A humanidade continua a enfrentar dois perigos existenciais simultâneos: guerra nuclear e mudança climática, que são agravadas por um multiplicador de ameaças, uma guerra cibernética da informação que mina a capacidade de resposta da sociedade”, escreveu a comunidade científica em comunicado.

Os especialistas lamentam que os líderes mundiais tenham minado tratados importantes sobre o controlo de armas nucleares no ano passado e criado “um ambiente propício a uma corrida armamentista nuclear renovada”.

https://twitter.com/BulletinAtomic/status/1220366498918731777?ref_src=twsrc%5Etfw

 

Os ponteiros do relógio avançavam, apesar do facto de os cientistas terem indicado que no ano passado a consciencialização pública cresceu sobre a crise climática “em grande parte devido a protestos em massa de jovens de todo o mundo”. No entanto, os investigadores acreditam que as ações do governo ainda estão longe de neutralizar o desafio.

O “Relógio do Apocalipse” foi criado em 1947 pelo artista Martyl Langsdorf, visando representar o grau de ameaça nuclear, ambiental e tecnológica à humanidade. À época, o relógio marcava 23h50, a dez minutos da meia noite que simboliza a ameaça máxima, o tempo de catástrofe nuclear.

Desde que foi criado, o relógio já foi ajustado 18 vezes. A vez em que esteve mais perto da meia-noite foi em 1953, quando os Estados Unidos e a então União Soviética estavam a desenvolver a bomba de hidrogénio. Por outro lado, em 1991, as mudanças políticas na Europa de Leste permitiram que os ponteiros fossem afastados da meia-noite para os 17 minutos.

ZAP //

 
 
 

Ver original em 'ZAP aeiou' na seguinte ligação:

https://zap.aeiou.pt/relogio-juizo-final-20-segundos-perto-apocalipse-304254

PORQUE OS EUA PRECISAM DA GUERRA?

– Despesas militares atingem níveis inéditos
– Empreiteiros da defesa vendem sucata ao governo dos EUA a preços exorbitantes
 
Vladimir Platov [*]
 
Em 2003 um sítio alternativo com sede na Bélgica, o Indy Media, publicou um artigo inteligente intitulado "Why America Needs War", escrito pelo renomado historiador e cientista político Dr. Jacques R. Pauwels.

Dado o facto de este artigo ter sido republicado recentemente por um conhecido e respeitado site de media alternativa, o Global Research , muita atenção foi atraída para as intermináveis guerras de Washington. No artigo acima mencionado, era declarado que as guerras são um terrível desperdício de vidas e recursos e, por esse motivo, a maioria das pessoas se opõe, em princípio, às guerras.

No entanto, com os EUA presos num estado perpétuo de conflito com outros actores internacionais, é de perguntar o que há de errado com os políticos americanos. Será que todos eles sofrem de alguma doença mental?

 
A razão porque os eventos que observamos no cenário global estão realmente a verificar-se é o facto de os EUA confiarem no que Pauwels descreve como a "economia de guerra" na qual os EUA se apoiam há mais de um século. Esta economia permite que indivíduos e empresas ricas se beneficiem da violência e do derramamento de sangue, o que os torna propensos a advogar guerras ao invés de resolver pacificamente os conflitos. Contudo, o artigo afirma que sem guerras quentes ou frias esse sistema não pode senão produzir o resultado esperado na forma de lucros cada vez maiores, que os ricos e poderosos da América consideram como seu direito inato. Está claro que os EUA não podiam escapar das garras da Grande Depressão sem entrar na Segunda Guerra Mundial, como foi afirmado no artigo acima mencionado:
 
 
Durante a Segunda Guerra Mundial, os possuidores de riqueza e altos executivos das grandes corporações aprenderam uma lição muito importante: durante uma guerra há dinheiro a ser ganho, muito dinheiro. Por outras palavras, a árdua tarefa de maximizar lucros – a actividade chave na economia capitalista americana – pode ser absolvida com muito mais eficiência através da guerra do que através da paz. No entanto, para isso é necessária a cooperação benevolente do estado.
 
 
Contudo, o povo dos Estados Unidos não percebeu esta mudança pois estava hipnotizado pelo crescimento rápido dos salários e pelas empresas em expansão que precisavam de um número cada vez maior de novos empregados. Por isso não houve uma oposição real ao belicismo dos EUA dentro do país, o que significa que Washington estará à procura de novos inimigos mesmo quando não tem nenhum. Isto resulta em que estados como Rússia, China, Irão, Coreia do Norte, Cuba e Venezuela – que estavam dispostos, num momento ou outro, a discutirem suas diferenças com os EUA – serem antagonizados e designados como uma ameaça para os EUA e sua segurança nacional.

Eis porque as despesas militares nos EUA continuam a disparar, com programas de investigação e desenvolvimento para os militares a receberem financiamentos sem precedentes. No entanto, o que está a ser apresentado como uma corrida rumo a maior segurança representa um desvio desavergonhado do dinheiro pago pelo contribuinte americano para os bolsos dos principais empreiteiros da defesa. Seria apenas lógico se o sistema legal dos EUA, ao invés de investigar relatos duvidosos da suposta intromissão da Rússia nas eleições estado-unidenses, examinasse mais atentamente como o dinheiro sangrento está a moldar o mundo da política dos EUA.

Recordemos que o orçamento militar dos EUA para 2020 atingiu pela primeira vez o montante assombroso de 750 mil milhões de dólares! [NR] Nas últimas décadas, os Estados Unidos investiram cerca de 30 mil milhões de dólares em vários programas de armas, todos eles com um grau ou outro de falha, de acordo com The National Interest.

Não faltam relatos dos media a mostrarem o completo fracasso das modernas armas americanas as quais, apesar das enormes quantias desperdiçadas no seu desenvolvimento, não podem proteger nem os Estados Unidos nem os seus aliados.

Por exemplo, The National Interest recentemente fez o esforço de fazer uma comparação entre o caça russo Su-35 e um total de quatro competidores americanos: F-15s, F-16s, F-22s e F-35s. A publicação chegou a uma conclusão decepcionante de que, apesar da maciça campanha publicitária que acompanhou o desenvolvimento do F-35, ele não pode aguentar-se diante dos seus equivalentes russos.

O malfadado F-35 foi incluído recentemente na lista das piores armas já produzidas pelo Exército dos EUA devido aos seus custos inacreditavelmente altos e questões de fiabilidade, diz o Business Insider. Portanto, não é de surpreender que, além do presidente da Turquia, Tayyip Erdogan, que anunciou sua intenção de comprar caças russos Su-35 e Su-57, em vez do material dos EUA, a Alemanha também tenha deixado claro que não tem intenção de adquirir esta caríssima catástrofe alada dos Estados Unidos. Para por mais lenha na fogueira, o portal americano We Are The Mighty (Nós somos os poderosos) listou recentemente um total de três caças russos entre os cinco jactos mais rápidos da história da aviação militar.

No mar, a situação não é melhor. No caso de um hipotético conflito militar entre os Estados Unidos e a Rússia, mesmo no Mar Negro, grupos de porta-aviões americanos seriam obliterados rapidamente por submarinos russos a diesel, sistemas de mísseis móveis terrestres e pequenos mas perigosos botes com mísseis. Isso antes mesmo de as unidades de aviação com base terrestre armadas com mísseis anti-navio hipersónicos baptizados como Dagger intervirem, afirma The National Interest. Outra publicação enfatiza que as corvetas russas de mísseis, que custam US$30 milhões por unidade, têm um alcance quatro vezes superior ao dos últimos destróiers e cruzadores dos EUA que têm um preço de 2 mil milhões de dólares.

Mas foram os sistemas americanos de defesa antimísseis, especialmente o Patriot, que recentemente se cobriram com uma vergonha escandalosa. Um ano atrás, o presidente Donald Trump anunciou que entre as novas prioridades do Pentágono a venda dos sistemas de defesa antimísseis dos EUA aos seus aliados era realmente muito alta. Para atingir esse objectivo, Washington tentou forçar aqueles estados que escolheram soluções muito mais eficazes – o S-300 e o S-400 da Rússia a repensarem sua decisão. Estas tentativas resultaram em Washington aprovar sanções contra alguns de seus aliados mais próximos, como a Turquia, a Índia e o Marrocos.

Enquanto isso, The National Interest admite que o novo S-500 russo é de longe o sistema de defesa aérea mais eficaz que existe, ao passo que The Hill reconhece que as armas hipersónicas da Rússia tornaram sem sentido sistemas de defesa antimísseis americanos como Patriot e THAAD.

Há um ano, os Estados Unidos anunciaram que uma rede de interceptores, radares e linhas de comunicação de mísseis terrestres e de superfície a um preço de 180 mil milhões de dólares poderia proteger o país de um ataque limitado lançado pela RPDC ou pelo Irão. No entanto, logo após esta declaração, sistemas de defesa aérea produzidos nos EUA não conseguiram repelir um ataque surpresa de drones às refinarias de petróleo sauditas, demonstrando portanto sua baixa eficácia. Ao mesmo tempo, não será descabido lembrar que um total de 88 lançadores do Patriot cobre a fronteira norte da Arábia Saudita, com mais três destróieres da US Navy armados com o sistema Aegis estacionados ao largo da mesma área. Nenhum destes sistemas respondeu ao ataque.

Mais uma vez, durante um ataque de retaliação lançado pelo Irão, os sistemas de defesa aérea americanos foram impotentes para abater um único míssil lançado contra duas bases americanas no Iraque.

É por isso que um certo número de clientes militares ocidentais recentemente tem dado passos para adquirir alternativas russas. Isto resultou de falhas graves nos sistemas de defesa aérea produzidos nos EUA, tais como o Patriot, cujos repetidos fracassos se tornaram aparentes recentemente em Israel, Arábia Saudita e Iraque. O último destes clientes foi a Coreia do Sul, que há muito demonstra forte interesse em jactos militares russos e sistemas de defesa aérea, mas não conseguiu adquiri-los devido à pressão exercida por Washington.

Estes factos mostram que os veículos e aeronaves militares publicitados pelos media ocidentais são bons só como sucata. Na verdade, isto tornou-se claro para toda a gente, quando Washington decidiu mostrar seus veículos blindados enferrujados na parada montada no ano passado para a comemoração do Dia da Independência.

 
16/Janeiro/2020
 
[NR] Para comparação:   O PIB português é da ordem dos 200 mil milhões de dólares.

Ver também:

[*] Especialista em Médio Oriente, colabora na revista New Eastern Outlook

O original encontra-se em www.globalresearch.ca/...

 

Ver o original em 'Página Global' na seguinte ligação:

https://paginaglobal.blogspot.com/2020/01/porque-os-eua-precisam-da-guerra.html

«Pela Paz, Guerra Não! Irão na Mira dos EUA»

pela paz guerra nao irao na mira dos eua 1 20200120 1230270987

«Pela Paz, Guerra Não! Irão na Mira dos EUA» foi o lema da sessão que, no final da tarde de 16 de Janeiro, encheu o salão da Casa do Alentejo, em Lisboa. Na mesa estavam, com o dirigente do CPPC Gustavo Carneiro, o jornalista José Goulão e o investigador Carlos Almeida, respectivamente membro da Presidência do CPPC e vice-presidente do Movimento pelos Direitos do Povo Palestino e pela Paz no Médio Oriente.

Nas várias intervenções procurou-se analisar o real significado do assassinato, pelos EUA, do general iraniano Qassem Soleimani, um dos principais estrategos da vitória sobre os grupos terroristas da AlQaeda e do chamado Estado Islâmico na Síria e no Iraque. Ficou evidente que se tratou de mais um passo – particularmente perigoso – para assegurar o predomínio regional norte-americano, que tem na região milhares de soldados e centenas de bases e instalações militares e frotas navais.

Realçando-se o carácter ilegal deste assassinato, cujas consequências para a paz na região, e não só, ainda continuam por se revelar, denunciou-se a poderosa mistificação mediática que envolve a abordagem das questões internacionais, com as quais se procura transformar agressores em agredidos e vítimas em carrascos.

Da sessão saiu uma firme exigência às autoridades portuguesas para que assumam um posicionamento coerente com a Constituição da República Portuguesa, o que exige uma ruptura firme com a submissão aos EUA, à NATO e à União Europeia que marca a actuação do actual governo, como dos anteriores. Portugal tem a obrigação de se bater pela paz, pelo desarmamento, pelo respeito pela soberania dos estados e pelos direitos dos povos. E isso não é compatível com as aventuras militares do imperialismo, motivadas pela intenção de controlar recursos energéticos, matérias-primas, mercados e zonas de importância geo-estratégica e condicionar o desenvolvimento de outros países.

Via: Início – CPPC – Conselho Português para a Paz e Cooperação http://bit.ly/2sJ8q7t

Ver original em 'Abril de Novo Magazine' na seguinte ligação:

https://abrildenovomagazine.wordpress.com/2020/01/20/pela-paz-guerra-nao-irao-na-mira-dos-eua/

França: 8 países apoiam missão naval de liderança europeia no estreito de Ormuz, entre eles Portugal

Navio de guerra iraniano Alborz no Estreito de Ormuz
© AP Photo / Agência de Notícias Fars, Mahdi Marizad

Em 2019, diversos países europeus começaram a discutir uma "missão marítima de segurança" no golfo Pérsico após aumento de tensões entre Reino Unido e Irã. Porém, a iniciativa aparentemente havia sido interrompida.

França, Portugal, Alemanha, Bélgica, Dinamarca, Itália, Grécia e Países Baixos expressaram apoio político para realização de uma missão naval europeia no estreito de Ormuz, anunciou o Ministério das Relações Exteriores da França nesta segunda-feira (20).

Desde o ano passado, Paris vem pressionando nações para criação de uma coalizão de segurança marítima liderada pela Europa no golfo Pérsico, após ter recusado a assinar acordo de uma coalizão semelhante com os Estados Unidos.

Enquanto isso, Reino Unido, Albânia, Arábia Saudita e Bahrain se juntaram à coalizão liderada pelos Estados Unidos, anteriormente batizada como Operação Sentinela, com Israel providenciando um apoio não especificado. A operação foi encarregada de proteger embarcações transitando pela rota comercial.

As tensões no golfo Pérsico recomeçaram a escalar em maio de 2019 após o anúncio de que os Estados Unidos enviariam um grupo de porta-aviões à região para conter "ameaça iraniana" aos interesses norte-americanos.

Cerca de um quarto de toda a produção mundial de petróleo é transportado diariamente pelo golfo Pérsico, tornando-o uma das principais artérias da economia mundial. Qualquer incremento de tensões entre Irã e Estados Unidos leva rapidamente a um aumento no preço do barril de petróleo.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/defesa/2020012015028619-franca-8-paises-apoiam-missao-naval-de-lideranca-europeia-no-estreito-de-ormuz-entre-eles-portugal/

“Se o Irão consegue atacar-nos, a China poderia fazer muito mais estrago” -- EUA

 
 
O congressista americano Mike Gallagher destacou que as defesas dos EUA no Pacífico estão sob risco, ao passo que alertou sobre as capacidades da China contra seu país.
 
"Se adversários mais fracos [referência ao Irão] estão usando armamentos menos sofisticados para nos atacar [no Oriente Médio], a China poderia fazer muito mais estrago na [região] do Comando das Forças Armadas dos EUA no Indo-Pacífico", declarou o deputado republicano da Câmara dos Representantes dos EUA, Mike Gallagher, em um evento naval realizado próximo a Washington, EUA.
 
Ainda segundo o congressista, se as Forças Armadas dos EUA não se focarem em ameaças em tempo real, a Estratégia de Defesa Nacional de seu país, que visa a "competição entre grandes potências" perderá o seu sentido, conforme publicou o portal Military.com.
 
Para Gallagher, o uso de bases fixas pelos militares americanos seria um erro estratégico, o que facilitaria ataques como os perpetrados pelo Irão no Iraque.
 
O bombardeio de mísseis iraniano também seria um exemplo da vulnerabilidade dos EUA, segundo o político. Ele classificou o pequeno número de bases dos EUA na região do Indo-Pacífico como perigoso.
 
"Dado o pequeno número de bases fixas que temos [no Indo-Pacífico], o sinal de alerta vermelho já está piscando", afirmou.
 
 
Estratégia contra a China
 
Com o intuito de aprimorar as defesas de Washington em face da China no Indo-Pacífico, Gallagher defendeu a ideia de um movimento contínuo das unidades militares de seu país nas ilhas da região.
 
A estratégia tem como objetivo dificultar um ataque chinês, em caso de guerra, ao passo que os "alvos americanos" estariam mudando de posição constantemente.
 
Sem contar o uso de "posições fantasmas", com criação de artefatos militares falsos para enganar o inimigo.
 
Sputnik | Imagem: © CC0

Ver o original em 'Página Global' na seguinte ligação:

https://paginaglobal.blogspot.com/2020/01/se-o-irao-consegue-atacar-nos-china.html

ESTÁ AÍ A IIIª GUERRA MUNDIAL!

 
 
 
2020 começou da pior maneira para a humanidade: ainda estalavam no ar os foguetes dos fogos de artifício das celebrações da passagem de ano, ainda se ouviam por toda a Terra os votos de Bom Ano e de Felicidades, quando em Bagdad, uma das cidades-mártir da região fulcral das tensões planetárias desde o início do século XXI, eram assassinados pelo imperador Donald Trump, combatentes que haviam sido dos maiores responsáveis pela derrota do caos e do terrorismo do Estado Islâmico na Síria e no Iraque.(https://www.brasil247.com/blog/os-eua-dao-o-pontape-inicial-nos-loucos-anos-20-declarando-guerra-ao-ira)
 
Está aí, com todos os seus transversalmente tenebrosos ingredientes, a IIIª Guerra Mundial!
 
No Médio Oriente Alargado está bem patente o que venho anunciando de há anos a esta parte: a "IIIª Guerra Mundial", assimetricamente variável e de não menos mortífera intensidade, que a qualquer momento pode proliferar até se tornar numa incontrolável escalada atómica!...
 
Todos os continentes se apresentam neste momento, duma forma ou de outra, com problemas e entre os problemas, alguns não têm mais humana solução!
 
Os Estados Unidos estão a escolher seu próprio caminho no Médio Oriente Alargado: há muito que estão a mais ali e em todas as partes do mundo onde disseminaram bases militares e expedientes operativos geradores de caos e terrorismo, ao invés de, acabando com os exércitos e os mercenários, fazerem proliferar responsáveis e dignas acções de paz!
 
Os Estados Unidos e seu cortejo de vassalos e cúmplices, são responsáveis pela fabricação de “inimigos úteis”, a fim de armadilhar os seus verdadeiros inimigos, numa espiral de violência que agora está mais a nu que nunca!
 
É no Médio Oriente Alargado onde se registam os maiores embates entre os que persistem no império da hegemonia unipolar disseminador de caos e terrorismo wahabita-sunita sob o sopro sionista, face à imparável expansão das integrações emergentes e multilaterais, que procuram estratégias de paz e integração, galvanizando a partir da história e do respeito multicultural, acima de tudo o imenso continente euro-asiático.
 
Agora a fasquia não é já ao nível da tensão hegemonia unipolar versus emergência multilateral: agora é entre os que rompem com todo o tipo de leis descendo ao surrealismo da barbárie em pleno século XXI e os que se prendem ao campo das leis e da legitimidade, numa precária defesa da civilização e da vida! (https://outraspalavras.net/geopoliticaeguerra/assim-os-imperios-cometem-suicidio/?fbclid=IwAR1d-9ocemBRBwiscguraaAl4R8glX8ewgpDEsPHX5wEJ-OuT6Qj1nAGvB0).
 
 
 
A RECESSÃO E A CRISE SÃO PRODUTOS DA MALHA QUE A GLOBALIZAÇÃO DO IMPÉRIO DA HEGEMONIA UNIPOLAR TECE!
 
01- A Iniciativa da Nova Rota da Seda fez 6 anos, precisamente numa altura em que a República Popular da China atinge os 70 anos de longevidade e constante emergência!... (https://vermelho.org.br/2019/10/03/a-nova-rota-da-seda-e-a-atual-encruzilhada-historica/).
 
Para melhor compreensão do que está em jogo entre a costa do Pacífico e a costa do Atlântico sob o prisma da emergência da República Popular da China, a síntese-analítica da autoria do pesquisador-especialista Diego Pautasso de que acima junto o link, revela com toda a propriedade a evolução da situação nas suas múltiplas implicações, nos seus desenvolvimentos práticos, nos seus cenários geoestratégicos e nas contramedidas que o império da hegemonia unipolar tece!…
 
Em todas as iniciativas integradas e integradoras, a República Popular da China procura marcar a cadência da paz, da segurança e da multiplicação dos negócios e investimentos comuns e com reciprocidade das vantagens!...
 
Sem paz não há negócios e a RPC não pretende converter em capitalismo neoliberal de desastre o que já está a fazer sob a intensa bandeira da paz!
 
Recomendo a todos ler, por que no centro da exposição está a compreensão histórica do imparável fortalecimento emergente da própria República Popular da China e, a partir dela, de toda a envolvência humana na Euro-Ásia e em África:
 
“O ponto inicial é compreender como a BRI” (“Belt and Road Initative”) “resulta de um complexo processo de reconstrução nacional iniciado com a Revolução de 1949.
 
A primeira geração de dirigentes liderada por Mao Tsé-tung tornou o país independente, retomou a integração territorial, lançou os alicerces da indústria de base e da infraestrutura física (transportes, comunicação e energia).
 
A segunda geração, tendo à frente Deng Xiaoping, lançou a política de Reforma e Abertura em meados dos anos 1970, retomando o processo acelerado de desenvolvimento, internalizando tecnologia, diminuído o atraso em relação aos países desenvolvidos e criando novos padrões institucionais para o país.
 
A terceira geração, sob a coordenação de Jiang Zemin (1993-2003), teve o desafio de resistir à conjuntura decorrente do colapso do campo soviético e ainda dar continuidade e aprofundar tais políticas iniciadas por Deng.
 
A partir do século XXI, com a quarta geração de Hu Jintao (2003-13) e a quinta de Xi Jinping (2013-…), a inserção internacional chinesa ganhou novos contornos.”
 
 
02- Tendo como fulcro o seu próprio território (a cabeça), o “BRI” (https://en.wikipedia.org/wiki/Belt_and_Road_Initiative) significa um processo de integração tentacular que se distende para além das fronteiras da República Popular da China por todo o imenso continente euro-asiático a ocidente, das costas do Pacífico às costas do Atlântico, desenvolvendo expedientes de “ganha-ganha” (https://orientalreview.org/2017/12/19/donald-trumps-win-lose-model-versus-xi-jinpings-win-win/) que, sob o ponto de vista económico, têm sido imparáveis, por que beneficiam desde logo da “atracção” pelos espaços vazios da Federação Russa e da Ásia Central, de rarefeita ocupação humana, mas de incalculáveis riquezas naturais!
 
 
Ao possibilitar o acesso ao Índico Norte a China por tabela procura propiciar a integração da Índia, com quem tem fronteiras mas onde, apesar de se começarem a esvair residuais diferendos, está-se apenas no limiar do aprofundar da integração recíproca (http://portuguese.xinhuanet.com/2019-10/12/c_138466714.htm)!
 
O corredor do Paquistão é a maior manobra de persuasão para evitar a guerra larvar entre o Paquistão e a Índia, com as três potências detentoras de suas próprias armas nucleares! (https://br.sputniknews.com/asia_oceania/2018020910478349-poder-nuclear-china-india-paquistao/).
 
Desde que se lançou a iniciativa, a Nova Rota da Seda (“Belt and Road” – https://eng.yidaiyilu.gov.cn/qwyw/rdxw/88273.htm) avança inexoravelmente no imenso continente euro-asiático (https://www.globalresearch.ca/new-silk-roads-china-kazakh-border/5696770), concentrando-se agora na plataforma decisiva que constitui a Ásia Central que integra a Sibéria Russa (praticamente dos Urais à costa do Pacífico da Federação Russa, com 13.500.000 km2 – https://www.britannica.com/place/Siberia) e os “5 satãs”: o Cazaquistão (o maior dos países constituintes da Ásia Central, com 1.052.089 km2 – https://www.britannica.com/place/Kazakhstan), o Tajiquistão (o mais pequeno país da Ásia Central e um dos mais críticos, com a área de 142.600 km2 – https://www.britannica.com/place/Tajikistan), o Kirguistão (com 199.945 km2 – https://www.britannica.com/place/Kyrgyzstan), o Uzbequistão (um país com 447.400 km2 – https://www.britannica.com/place/Uzbekistan), o Turcomenistão (com 491.210 km2 – https://www.britannica.com/place/Turkmenistan).
 
Esse nó dos “5 satãs” (com um total de 2.333.254 km2), está imediatamente a norte (https://www.brasil247.com/blog/rodando-pela-rodovia-pamir-o-coracao-agreste-da-asia-central) da região de tensão do Médio Oriente Alargado que se estende até à afectação crónica do “AfPaq” (Afeganistão e Paquistão), assim como do Índico Norte e Golfo Pérsico! (https://foreignpolicy.com/2015/10/16/the-definition-of-insanity-is-u-s-afpak-strategy/https://economictimes.indiatimes.com/topic/AFPAK).
 
O Irão (com 1.628.771 km2 – https://www.britannica.com/place/Iran) é, a sul, o guardião estratégico e de vanguarda dos expedientes de paz do “BRI” na Ásia Central e no “AfPak”, onde os Estados Unidos estão em crescente perda, ou em gritante insuficiência de argumentos, de opções e de acções, numa “decadência” que conduz à sua própria “asfixia” nessa crucialmente nevrálgica região! (https://moderndiplomacy.eu/2019/08/31/unjustified-hope-of-irans-central-asia-policy/).
 
A Índia, embora não participando na “BRI”, faz parte da “Organização de Cooperação de Shanghai” (http://eng.sectsco.org/) e do grupo BRICS (http://www.chinahoje.net/edicoes/?ano=5&numero=27), ou seja, já é parte de condutas de geometria variável, faltando pouco para preencher sua integração!
 
A “BRI” não tem paralelo (https://www.brasil247.com/blog/a-rodovia-pamir-a-estrada-no-telhado-do-mundo) e o proteccionismo exacerbado levado a cabo pela Administração de Donald Trump, conjugado com um leque de medidas financeiras internacionais (tirando partido do dólar enquanto centro de gravidade), económicas (proliferação de sanções e pressões de toda a ordem sobre alvos considerados de “desobedientes”), de inteligência (no âmbito da guerra psicológica implicada nas medidas de caos e de terror que dissemina) e militares (com mais de 800 bases espalhadas pelo mundo, na tentativa de cercar sobretudo a República Popular da China e a Federação Russa), é um aberrante contrassenso: ao “win-win” que a RPC leva a cabo, os Estados Unidos propõem-se em regime de exclusividade, ao exercício sulfúrico do “win-lose”!... (http://www.europereloaded.com/liberalism-is-the-problem-win-win-globalism-is-the-solution/).
 
 
03- Com o multilateralismo a estabelecer estratégias e cada vez mais nexos de integração procurando sempre vias de segurança e de paz, por que só assim se podem fazer proliferar investimentos e negócios no imenso continente euro-asiático, o império da hegemonia unipolar exclui, divide e dissemina estratégias de caos e terrorismo, para armadilhar as emergências multilaterais e justificar o exercício de intervenção maldita do seu poder de inteligência e militar, a única via de sua obcecada expressão! (https://paginaglobal.blogspot.com/2020/01/guerra-dos-eua-pela-dominacao-global.html#morehttps://www.voltairenet.org/article206513.html).
 
A integração que os Estados Unidos promovem nos e com seus expedientes é, à sua própria imagem e semelhança, com os mais execráveis e retrógrados regimes que há sobre a Terra: o sionismo concentrado em Israel, o fanatismo wahabita-sunita de que se servem as monarquias arábicas para se manterem no poder (https://www.voltairenet.org/article208343.html) e a ambiguidade insana do AfPaq, sujeitando-se às “filtragens” e “transversalidades” do “Inter-Services Intelligence”! (https://www.bbc.com/news/world-middle-east-49973217https://www.state.gov/u-s-relations-with-saudi-arabia/https://www.theguardian.com/world/inter-services-intelligence-isi).
 
Por muito poderoso que seja o império da hegemonia unipolar, a sua geoestratégia estando condenada à devassidão, dá consistência à barbárie, prolongando-a de crime em crime por manifesta incapacidade de relacionamentos em pé de igualdade (conforme à Carta das Nações Unidas) com as outras nações, estados e povos da Terra!... (https://www.voltairenet.org/article208774.html).
 
Por isso o exercício naval tripartido, envolvendo no Índico Norte e Golfo Pérsico o Irão, a Rússia e a China, foi no fecho de 2019, uma antecipação do “Yankees go home” que se está, no seu imediato a assistir desde as primeiras horas do ano 20! (https://www.hispantv.com/noticias/opinion/286942/alianza-rusia-iran-china-occidente-eeuuhttps://www.defesaaereanaval.com.br/naval/almirante-iraniano-revela-o-que-levou-russia-e-china-a-participar-de-manobras-navais-com-ira).
 
 
04- O que os colonos da conquista do oeste fizeram às nações autóctones da América do Norte, assim como o que fizeram em relação ao México, não teve alteração desde então no seu carácter, nos seus critérios e nos conteúdos práticos em relação ao resto do mundo, salvo para com vassalos e cúmplices de sua barbárie, que incluem organizações terroristas que como “inimigos úteis” espalham o caos nos continentes-alvo da sua incomensurável cobiça!
 
Por isso iniciativas como a “Belt and Road Initiative” (“BRI”), a “Shanghai Cooperation Organzation” (“SCO”), ou os BRICS, são alvos da sua hostilidade, com ementas subversivas que abrangem desde a manobra político-diplomática, a medidas económicas e financeiras, ou a medidas de guerra “assimétrica” e de “geometria variável” como as que estão em curso, tendendo a subir de intensidade à medida que a integração multilateral vai ganhando espaço e adeptos!
 
O golpe contra o Irão, que passa pelo Líbano, a Síria, o Iraque, a Líbia e o Iémen, golpe que vem sendo levado a cabo sincronizado com o plano de extinção da Palestina, é uma geoestratégia de ataque à “SCO” e ao “BRI” desde a projecção da implosão socialista dos tempos das sementes neoliberais de Ronald Reagan!
 
É também um evidente sinal de desespero face aos êxitos que a “BRI”, no quadro da geoestratégia chinesa, tão rapidamente vão acumulando desde o seu arranque há 6 anos!
 
É contra essa linha em progressão leste-oeste que se atravessam no caminho os Estados Unidos e sua dilecta coligação no Médio Oriente Alargado (com o sionismo e o radicalismo wahabita-sunita em primeiro plano), pelo que o Irão tornou-se no primeiro alvo a abater entre as duas barricadas!
 
A estratégia do Irão, integrada pelo General Qassem Soleimani, reconheceu-o desde os primeiros movimentos no princípio do século XXI, pelo que vocacionaram a resposta por antecipação e prevenção, no Líbano, na Síria, no Iraque, na Líbia e por fim no Iémen, tendo como alvo tático principal o Estado Islâmico, (acerca do qual há cada vez mais provas da velada engenharia do império da hegemonia unipolar, de seus vassalos e de seus cúmplices), reservando-se para o alvo estratégico que é Israel sionista e a Arábia Saudita wahabita-sunita!
 
O assassinato do general Qassem Soleimani pelo império da hegemonia unipolar, é apenas um evidente sinal de desespero de quem está contra a parede, sem alternativas, sem opçoes e vai acumulando de parada em parada, barreiras intransponíveis de resistência na imensidão euro-asiática, em cada vez mais espaços marítimos no mundo e na América Latina, o dilecto “quintal traseiro” das manobras de expansão e hegemonia!
 
A partir deste momento fica mais evidente que nunca que os “inimigos úteis” do império, construídos para armadilhar as mais sensíveis áreas continentais globais onde se estão a produzir os choques, só podem retardar o recuo unipolar e seu sulfuroso caudal de ingredientes (onde sobressaem o sionismo e o radicalismo wahabita-sunita)!
 
O papel do Irão no Médio Oriente Alargado salvaguarda a rápida progressão do “BRI” mais a norte e por isso não podia ser deoutra forma a aliança Irão-China-Rússia!
 
Desse modo são os termos da paz proposta pela República Popular da China na sua geoestratégia que agora perfez 70 anos, o principal inimigo e alvo dos Estados Unidos em relação ao qual se interpõe o Irão, quando antes se interpunha o “AfPak”… ou seja, tarde demais para quem se viciou na droga do capitalismo neoliberal que está a atingir em cheio e por dentro a própria aristocracia financeira mundial!
 
 
 
Martinho Júnior -- Luanda, 7 de Janeiro de 2020
 
Imagens:
01- Os membros do “Shanghay Cooperation Organization” são os principais artífices, seguindo doutrinas de paz, cooperação e integração do “Belt and Road Intiative”; pr isso são os alvos dilectos do império da hegemonia unipolar no imenso continente euro-asiático, entretanto sustidos na região de tensão do Médio Oriente Alargado – http://eng.sectsco.org/for_media/20180606/441009.html;


03- “Como disse Engdhal (2009, p. 127), o império de bases militares é a base do Império e sua política de full spectrum dominance.
Essas são as bases de uma espécie de arco de contenção do eixo sino-russo liderado pelos Estados Unidos baseado em múltiplas estratégias.
Inclui o avanço de alianças militares, como a expansão da OTAN, bem como uma gigantesca estrutura de projeção de força militar que cobre a Eurásia, compostas pelos Comandos do Pacífico (PACOM), Comando Europeu (EUCOM) e o Comando Central (CENTCOM) e um conjunto de aliados estratégicos.
Ademais, há, de cerca de 800 bases militares espalhadas pelo mundo, uma rede de bases militares estratégicas na Eurásia, na Coreia do Sul, Japão, Guam, Tailândia, entre outros.
Deve-se sublinhar ainda aliados regionais estratégicos, tais como Japão, Arábia Saudita, Azerbaijão, Geórgia, Israel, etc.
Os casos de Índia e Paquistão, por exemplo, oscilam entre a aproximação com Washington e com o eixo-sino-russo: por um lado o acordo nuclear indo-americano (2005) e a condição de Major non-NATO Ally (2004), respectivamente, e, por outro, a inclusão como membros da OCX.
A isso, somam-se as políticas de regime change através de desestabilizações como as ‘revoluções coloridas’, ocorridas na Sérvia (1999), Geórgia (2003), Ucrânia (2004-14), Quirguistão (2005).
Sem esquecer das intervenções militares diretas, cujos efeitos foram devastadores, como Afeganistão, Iraque, Líbia e Síria – essa salva pelo apoio russo.
Há ainda os países sob sanções e recorrentes ameaças militares, os casos de Coreia do Norte e Irã – inclusive com a implosão unilateral do acordo nuclear com o país persa.
Outro vetor de ingerência e desestabilização são os apoios aos movimentos separatistas na Chechénia, no Tibet, Xinjiang e de países vizinhos, como Baluchistão.
Por fim, mas não menos importante, há litígios com potencial para promover uma escalada militar, como são os casos de Taiwan, Mar do Sul da China, Península Coreana, entre outros. Ou seja, o arco começa na Ucrânia, passa pelo Cáucaso, atravessa o Oriente Médio e a Ásia Central, e culmina no Sudeste e Leste Asiáticos.” – https://vermelho.org.br/2019/10/03/a-nova-rota-da-seda-e-a-atual-encruzilhada-historica/;

04- Who's threatening who? Map of US military bases surrounding #Iran – https://www.pinterest.com/pin/386535580500992050/?lp=true;
05- Iran fired missiles Wednesday at Iraqi bases housing the US military, officials in Washington and Tehran said, in the first action of the Islamic republic's promised revenge for the US killing of a top Iranian general. – https://www.ibtimes.com/iran-fires-missiles-us-troop-bases-iraq-2897761.

O plano de Trump para militarizar o espaço

 
 
EUA investirão U$738 bi em nova Força Espacial que inclui satélites, aviões, espionagem e armas atómicas em órbita. Iniciativa fere acordos internacionais e pode levar China, Rússia e outros países a corrida armamentista ainda mais insana
 
Nazanín Armanian | Outras Palavras | Tradução: Rôney Rodrigues
 
Em 1983, Ronald Reagan, um fanático religioso e ator de cinema convertido em presidente dos EUA, lançou sua Guerra nas Estrelas com o código Excalibur: enviaria ao espaço cerca de 2.200 satélites equipados com armas de partículas subatómicas, ainda por inventar, e que com a velocidade da luz destruiriam as ogivas nucleares soviéticas, hipoteticamente lançadas em direção aos EUA. O projeto não se concretizou: custava cerca de 20 biliões de dólares e só serviria como um videojogo infantil.
 
Hoje, 34 anos depois, o Congresso dos EUA, de maioria democrata, aprovou um projeto de lei de “defesa”, com orçamento de 738 biliões de dólares, que inclui a criação da Força Espacial (FE), proposto por Donald Trump, outro “presidente por acidente” que afirma que o espaço é o “novo território de combate”.
 
Essa declaração de guerra ao mundo, como de costume, vem acompanhada por uma grande mentira: que “os EUA perderam a supremacia militar no espaço para a Rússia e a China” e não poderiam “sobreviver a um ataque furtivo da China” ou que o país de Mao “pode instalar uma base militar no pólo sul da Lua” e converter a Via Láctea em uma Rota da Seda espacial! Mas a versão oficial não relata que o maior ataque aos EUA, o 11 de Setembro, foi realizado por uma força “vinda da Idade da Pedra” e não por uma “espacial”?
 
Na verdade, os EUA seguem liderando o uso de satélites e a tecnologia militar espacial. Possuem 901 satélites (em comparação, China tem 280; Rússia, 150) e planeiam lançar mais 1.300. Mas o Madman de rosto alaranjado que reina em Washington acredita que as armas de destruição em massa existentes na Terra não são suficientes para acabar com todos os seres vivos do cosmo.
 
 
A Odisseia Espacial de Trump
 
Desde 1982 já existe o Comando Espacial da Força Aérea dos EUA, que emprega 36 mil pessoas. Trump propõe criar um órgão semelhante, pelos seguintes motivos:
 
1- Subornar a indústria de armamentos na reta para as eleições de 2020. O Congresso norte-americano, em um assalto sem precedentes ao dinheiro público, aprovou um adiantamento de 40 biliões de dólares para a implementação da FE, que contratará inicialmente 16 mil pessoas. A dimensão do que a indústria militar vai ganhar só é comparável com o que veio após o 11 de Setembro e a farsa da Guerra ao Terror. O fim da Guerra Fria havia fechado a torneira. Tiveram que inventar um novo inimigo contra quem lutar. Em 12 de setembro, os EUA dão um golpe em si mesmos, outorgando suas rendas a pistoleiros, que lançaram operações militares ilimitadas. Washington desfez-se das armas antigas, testou novas (como os drones), às custas da destruição de nações inteiras e da vida de centenas de milhões de pessoas, entre mortes, feridas, mutiladas, deslocadas e refugiadas.
 
Um dado revelador: os caças F-22, fabricados nos anos 1980 para enfrentar caças soviéticos semelhantes (que nem haviam sido construídos) nunca foram utilizados. E daí? A Lockheed Martin agora está construindo 2.443 aviões F-35, por 323 biliões de dólares. O negócio da “guerra perpétua” traz recursos permanentes para esse crime organizado, e também perdas permanentes, não apenas para as centenas de milhões de pessoas de outros Estados, mas para os próprios cidadãos norte-americanos. Segundo o Children’s Defense Fund, no país mais rico do planeta, 40 milhões de pessoas vivem abaixo da linha da pobreza – o dobro do que havia há cinquenta anos. Destes, 13 milhões são crianças.
 
O número de menores sem moradia, 1,5 milhões, é três vezes maior que durante a Grande Depressão da década de 1930. Ao orçamento do Pentágono, que é de 750 biliões de dólares para 2020, devem-se somar os 70 biliões destinados às 16 agências de inteligência, outros 70 biliões que vão para o Departamento de Segurança Nacional, mais 30 biliões designados para o Departamento de Energia, os 200 biliões para a Administração de Veteranos, e o que se destina a outros departamentos para fins militares, como o de Justiça, que recebe biliões de dólares para buscar “terroristas” fantasmas contra quem lutar. Por isso, chegou a mudar a definição de “terrorismo”, para poder incluir um número maior de pessoas de todo o mundo. Esse departamento está vinculado com a indústria carcerária – cujo negócio sem fronteiras vai de Guantánamo, em Cuba, até Bagram, no Afeganistão, passando pela Roménia e Polónia – encarregadas de praticar a pedagogia do terror norte-americano. Muitos são os buracos negros que absorvem o alimento, a saúde e o teto de milhões de pessoas no país.
 
2- Manter e ampliar a máquina de matar dos EUA, que vão deixando de ser a superpotência económica, comercial e tecnológica.
 
3- Privatizar o espaço, colocando uma portaria militar no céu para quais países, corporações e em quais condições poderão acessá-lo.
 
4- Converter em arma de guerra a própria galáxia, que já está militarizada, para manter seu domínio militar na Terra. De fato, a FE será um comando geográfico parecido com o Comando Europeu (EUCOM), o Africano (AFRICOM), o Central (CENTCOM), o Pacífico (PACOM), o Norte (NORTHCOM), o Sul (SHOUTHCOM) e o Estratégico (STRATCOM).
 
5- Colocar interceptadores de mísseis ou armas satelitais no espaço, com o objetivo de bloquear ou piratear sinais de dispositivos de outros países. Isso já se fará não apenas com aparatos electrónicos, mas também com armas antissatélites, aviões de combate equipados com laser, ogivas nucleares instaladas em órbita. Atentar contra as comunicações, a navegação aérea e outros serviços civis de outras nações.
 
6- Militarizar ainda mais a política exterior dos EUA: a demissão de Rex Tillerson [ex-secretário de Estado] colocou fim à diplomacia do governo Trump.
 
7- Colar Trump em alguma página da história por algo tão grande como o tamanho do universo (principalmente agora que não lhe venderam a Groenlândia) e também na mesma medida da estupidez de quem o aplaude iludido por “colocar botas (militares) na Lua” em 2024. É vital para a psique do estadunidense provinciano saber que está governando o mundo!
 
E porque os parlamentares do Partido Democrata apoiaram no projeto? Nos EUA, a economia baseada na guerra tem um nexo direto com a dependência política em relação ao militarismo. Muitos políticos, tanto republicanos quanto democratas, não estariam no Congresso sem o dinheiro das companhias de armas em suas campanhas.
 
Assim começou o Star Treck trumpiano
 
A FE não é algo apenas de Trump e sua família: cabe a ele apenas levar adiante essa nova fase da doutrina militar dos EUA. Após a Segunda Guerra, Washington acolheu cientistas nazistas, que presentearam os novos patrões com conhecimento técnico encharcado na ideologia do supremacismo. Em Redstone Arsenal, localizado em Huntville, o coração do militarismo espacial do mundo, fabricaram um míssil balístico para transportar armas atómicas. E quando em 1957 a União Soviética lançou o Sputinik, exibindo sua capacidade para explorar o espaço, os EUA aceleraram o projeto do presidente Eisenhower para criar, em 1958, a NASA, agência com aparência civil, que distrairia a atenção pública dos projetos espaciais com fins militares.
 
Em 1967, EUA, União Soviética e China e outros países assinaram o Tratado do Espaço Exterior, que autoriza a exploração e o uso do espaço exterior por todas as nações e proíbe que alguns possam reclamar soberania sobre ele ou implantar armas de destruição em massa — incluídas nucleares — ainda que tenham esquecido de impedir atividades militares no céu.
 
Em 2001, a China propôs à ONU um Tratado Preventivo contra uma corrida armamentista no espaço, mas não conseguiu a assinatura dos EUA. Seis anos depois, o regime de George W. Bush, formado por pessoas vinculadas a companhias de armas e petróleo, bloqueou a resolução da ONU sobre o controle de armas no espaço e revogou o Tratado sobre Mísseis Antibalísticos, assinado com a União Soviética em 1972. A Guerra do Golfo Pérsico de 1991 seria a “primeira guerra espacial”: nela, os EUA usariam satélites para atacar o Iraque com novas armas guiadas, como os drones. Agora, Trump rompe a primeira medida de controle de armas nucleares de médio alcance (INF), assinado em 1987 com a União Soviética e também o acordo nuclear com o Irã. Quer ter as mãos livres e “Make America Great”, com o assalto da indústria aeroespacial a Casa Branca e ao Congresso.
 
Os EUA não serão mais um país mais seguro. A China, que baseia sua política exterior na coexistência pacífica, pode ver-se empurrada a uma corrida armamentista, como a União Soviética nos anos 80; o que não apenas prejudica a China e a economia mundial, mas também provocará o que se chama de “modelo espiral”. Quando um país aumenta suas forças militares para garantir sua segurança, provoca grande preocupação em outros, que por sua vez se armam, diminuindo a segurança do primeiro.
 
Com um multimilionário charlatão no Salão Oval, a ameaça de uma guerra espacial é muito séria. E sabem porque não existe um movimento antimilitarista em todo o mundo?
 
Gostou do texto? Contribua para manter e ampliar nosso jornalismo de profundidade: OUTROS QUINHENTOS
 

Ver o original em 'Página Global' na seguinte ligação:

https://paginaglobal.blogspot.com/2020/01/o-plano-de-trump-para-militarizar-o.html

Bernie Sanders diz que Trump mente e empurra os EUA à guerra com o Irã

247 -No último debate entre pré-candidatos democratas antes das primárias, realizado na terça-feira (14) no estado de Iowa, Bernie Sanders lembrou que os EUA atacaram o Vietnã (1955) e o Iraque (2003) "com base em mentiras" e agora o inquilino da Casa Branca "também mente", e poderia envolver o país em uma nova guerra, desta vez com o Irã.

O senador democrata pelo estado de Vermont voltou a alertar que essa guerra poderia ser pior do que a do Iraque. “Os dois maiores desastres de nossa época que enfrentamos como nação foram as guerras no Vietnã e no Iraque. Ambas foram baseadas em mentiras (...) Agora, o que me assusta é ter um presidente que ainda está mentindo e poderia nos arrastar para uma guerra que seria pior que a do Iraque”, disse Sanders.

As informações são do site iraniano HispanTV

 

Publicações mais recentes

Últimos posts (Cascais)

Itens com Pin
    Atividades Recentes
    Aqui ainda não existem atividades

    Últimos posts (País e Mundo)

    Itens com Pin
      Atividades Recentes
      • LEGALIZAÇÃO DAS CASAS DE PROSTITUIÇÃO

        Um debate que provavelmente vai ganhar dimensão.
        Legalização da prostituição - petição apresentada na A.R
        Gravação da reunião na Assembleia da República
        0
        0
        0
        0
        0
        0
        Publicação sobre moderação
        Item de fluxo publicado com sucesso. Item passa a ser visível no seu fluxo.
      • Homicidal Cops Caught On Police Radio
        #TheJimmyDoreShow
        Homicidal Cops Caught On Police Radio
        42 219 visualizações
        •05/06/2020
        0
        0
        0
        0
        0
        0
        Publicação sobre moderação
        Item de fluxo publicado com sucesso. Item passa a ser visível no seu fluxo.
      Aqui ainda não existem atividades
      LOGO4 vert01
      A Plataforma Cascais - movimento cívico é um grupo aberto de cidadãos, autónomo de quaisquer interesses económicos, religiosos ou partidários.
      Todas as publicações deste site refletem apenas as opiniões dos seus autores e não responsabilizam a PC-mc
      exceto quando expressamente assinadas por esta.
       

      SSL Certificate
      SSL Certificate