Cuba

Cuba envia três novas brigadas médicas para países africanos

O ministro dos Negócios Estrangeiros cubano, Bruno Rodríguez, anunciou a ida de três brigadas médicas para a Serra Leoa, Guiné Equatorial e São Tomé e Príncipe para unir esforços no combate à Covid-19.

 

CréditosEPA/AMPE ROGERIO / LUSA

O chefe da diplomacia cubana destacou, numa publicação na rede social Twitter, os elos que unem a Ilha ao continente africano e a necessária solidariedade em tempos de surto epidémico. «Num contexto que impõe cooperação e solidariedade, os nossos profissionais de saúde honram os laços históricos que nos unem a estas nações», escreveu.

São mais de 100 os profissionais cubanos que se despediram este domingo, na Unidade Central de Cooperação Médica de Cuba, na presença da vice-ministra da Saúde Pública, Marcia Cobas, segundo reportagem da televisão local.

Nesta cerimónia oficial, o chefe da brigada médica que chegará à Serra Leoa, Bernardo Quintero, descreveu a sua participação como «um dever e um privilégio». Onze médicos, cinco enfermeiros e um oficial administrativo, de oito províncias cubanas, partiram com o objectivo de combater a epidemia naquele país.

Por seu lado, a brigada que parte para a Guiné Equatorial é composta por 76 membros, enquanto outros 19 especialistas viajam para São Tomé e Príncipe.

Ver original em "AbrilAbril" na seguinte ligação:

https://www.abrilabril.pt/internacional/cuba-envia-tres-novas-brigadas-medicas-para-paises-africanos

Vietname doou a Cuba 5000 toneladas de arroz

A doação, oficializada a 17 de Abril último numa cerimónia em Hanói, foi concretizada esta semana em Haiphong, cidade portuária também no Norte do país asiático.

A doação que agora se concretizou foi oficializada em meados de AbrilCréditos / Cubadebate

O Partido Comunista, o Estado e o povo vietnamitas procederam à entrega das 5000 toneladas de arroz que tinham prometido a Cuba, para ajudar a Ilha a resolver as suas dificuldades alimentares em plena luta contra a Covid-19.

A entrega ocorreu na cidade portuária de Haiphong, a mesma onde, nos anos 60 e 70 do século passado, chegavam o acúçar e outros produtos cubanos em apoio a um povo que então combatia pela sua liberdade e independência, indica o portal Cubadebate.

Ao agradecer a doação, a embaixadora de Cuba, Lianys Torres, referiu que este gesto nobre e solidário é expressão das históricas relações de amizade especial e fraternidade entre os dois países.

A doação tornou-se oficial no passado dia 17 de Abril, numa cerimónia em Hanói em que a embaixadora recebeu uma carta do secretário-geral do Partido Comunista e presidente do Vietname, Nguyen Phu Trong, dirigida ao seu par cubano, Raúl Castro, e ao presidente da República de Cuba, Miguel Díaz-Canel.

Então, a diplomata cubana lembrou que, 59 anos antes, Cuba enfrentava a invasão da Baía dos Porcos e, em menos de 72 horas, derrotava-a. «Com esse mesmo espírito, o nosso povo está a enfrentar a Covid-19 e também a venceremos», afirmou Torres na altura, antecipando o que está a acontecer agora na Ilha.

Na mesma ocasião, o chefe do governo vietnamita, Nguyen Xuan Phuc, expressou o agradecimento do Vietname pelo permanente apoio e a solidariedade de Cuba para com o povo vietnamita, e disse que o seu país estará ao lado do país caribenho para o ajudar a aliviar a dureza do bloqueio e a enfrentar as dificuldades resultantes da pandemia.

Ver original em "AbrilAbril" na seguinte ligação:

https://www.abrilabril.pt/internacional/vietname-doou-cuba-5000-toneladas-de-arroz

Cuba destaca importância da cooperação internacional em meio a surto de coronavírus

Havana, 19 jun (Xinhua) - O ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodriguez, destacou na sexta-feira a importância da cooperação internacional e da solidariedade em meio aos esforços globais para combater o surto de coronavírus.

"Vivemos um tempo de solidariedade e de entender a saúde como um direito humano, um princípio essencial da resposta de nosso país à emergência de saúde", afirmou o ministro.

"Além do desafio de preservar a vida humana em condições de pandemia, é necessário reativar as economias de nossas nações", afirmou ele.

As observações foram feitas durante uma reunião virtual de alto nível convocada pelo Conselho de Ministros da Associação dos Estados do Caribe (ACS), a pedido do governo de Barbados.

Rodriguez disse que medidas coercitivas unilaterais tomadas pelos Estados Unidos contra a Venezuela e a Nicarágua dificultaram o acesso a suprimentos e medicamentos.

Cuba enviou equipes médicas e especialistas a 16 estados membros da ACS para ajudar a conter a propagação da pandemia nos países vizinhos da América Latina e do Caribe.

Fundada em 1994, a ACS visa promover vínculos comerciais, comércio e cooperação em áreas estratégicas como mudanças climáticas, desastres naturais, turismo e desenvolvimento sustentável.

 

Ver original em "XINHUA Português" na ligação seguinte:

http://portuguese.xinhuanet.com/2020-06/21/c_139155967.htm

Entidades demandam premiação brigada médica cubana; assista e apoie

Brigadas Medicas

Contingente Internacional de Médicos Especializados em Situações de Desastre e Epidemias Graves. Este é o nome da missão da Brigada Henry Reeve, criada em 2005 pelo pelo comandante Fidel Castro para levar assistência médica à nações sob graves riscos. Por reconhecer o tamanho da missão e as proezas alcançadas é que proliferam campanhas por todo o mundo demandando ao Comitê do Prêmio Nobel que a próxima galardoada seja a brigada internacionalista.

 

O portal de notícias Cuba Informaciónlista alguns dos vários links circulando pela Internet das diversas campanhas promovidas mundo afora, em apoio à brigada médica cubana.

A assinatura em apoio à campanha pode ser realizada clicando aqui, página de iniciativa da Rede de Intelectuais, Artistas  e Movimentos Sociais em defesa da Humanidade – capítulo Brasil, proposta pelo teólogo e filósofo Leonardo Boff. 

Estados Unidos, Itália, França, Grécia, entre tantos outros, são dezenas os países de onde a demanda parte, como relata a TeleSur, em 9 de junho:

 

As entidades e personalidades que promovem e aderem às campanhas ressaltam a valentia e o humanismo do povo cubano na assistência médica a populações sob maior risco, especialmente diante de epidemias como a de Ebola, que mais afetou o oeste africano em 2014 e 2015, e nos dias de hoje, enfrentando a pandemia de Covid-19. A abnegação dos valentes médicos e médicas cubanas que, em nome da solidariedade internacional, arriscam as próprias vidas, é um dos principais apelos ao restante das nações por maior cooperação e amizade entre os povos, sobretudo em tempos de crise.

Ressalte-se ainda que, como pontuou o Cônsul-Geral de Cuba em São Paulo Pedro Monzón em recente entrevista à TV Cebrapaz, Cuba implementa sua ação de solidariedade com dezenas de países em todo o mundo enquanto enfrenta o brutal bloqueio imperialista que os EUA mantêm sobre a ilha há seis décadas, preferindo adotar uma postura ofensiva e militarizada a cooperar com o restante do mundo. O contraste entre as políticas de um e de outro não podia ser maior.

 

Conforme ressalta Madeleine Sautié em artigo recente no Granma, são várias as proezas da brigada Henry Reeve, uma das mais de 30 brigadas cubanas levando assistência médica ao mundo com cerca de 2.500 profissionais, para enfrentar a pandemia enquanto países mais desenvolvidos preferem fechar-se em si mesmos. É composta por 36 médicos, 15 enfermeiros e um especialista em logística e conduziu cerca de 5.500 atendimentos médicos, 3.668 de enfermaria e 210 altas.

Seu trabalho foi reconhecido pela Organização Mundial da Saúde quando enfrentava o Ebola: a capacidade de resposta de Cuba em situações de crise e para ajudar as nações africanas afetadas pela epidemia foi classificada de incrível.

Assista o documentário sobre a Brigada Henry Reeve:

 


*Atualizada em 24 de junho para incluir a página de iniciativa da Rede de Intelectuais, Artistas  e Movimentos Sociais em defesa da Humanidade para apoiar a coleta de assinaturas.

 

Leia o original em CEBRAPAZ (clique aqui)

A Pátria os estreita em seu peito

medicos llegada italiaO aplauso com que cada noite são premiados os médicos cubanos que combatem sem descanso o vírus que hoje ameaça, ressoou em 8 e junho, duas horas antes, justamente quando pisaram na terra cubana os 52 integrantes da brigada médica cubana Henry Reeve, que partiu rumo a Lombardia, em 21 de março passado; um fato que marcaria, pela primeira vez, a presença na Europa desse contingente fundado por Fidel, para que Cuba iluminasse com seus profissionais da Saúde os mais lôbregos recantos do mundo

Do centro mesmo da pandemia, talvez do local que foi seu epicentro, retornaram nossos heróis, despojados de escudos e fanfarras, sem mais armas do que o conhecimento e a humildade, as que são precisas para se inserir em um cenário gemente, no qual minimizaram a queixa e a morte, e salvaram mais de 200 vidas.

Com uma amalgama de sentimentos, trazendo para seu país experiências inesquecíveis, levavam em suas mãos, cada um deles, as bandeiras de Cuba e da Itália, irmanadas para sempre na história, sem se importar quem pôs a dor e quem pôs a vida; sem gabar-se das mais de 5.500 atenções sanitárias que fizeram, sem mais louros que pôr no lugar que merece o nome da terra longínqua onde nasceram. São os médicos de Cuba! Não estejam espantados!

Com sorrisos nervosos e ocultos, flores vermelhas, saudações necessárias inusuais e próprias das medidas para sufocar a Covid-19, foram recebidos após a chegada mesma, e em um salão é escutado esse hino que cada noite nos faz tremer, aquele que nos mostra beijando o mundo, o que descreve os valentes, que veem na Pátria a humanidade toda.

Veem-se cantar atrás da máscara protetora, brilham mais seus olhos, alguns tiram os óculos. Todos se reconhecem na letra cantada.

A voz do presidente surpreende-os, embora não esteja presente, a fim de não violar os protocolos que rigorosamente foram estabelecidos para dar cabo da doença. Envia uma saudação virtual, dele e dos companheiros que o acompanham nesta guerra a morte contra a epidemia e em prol da vida do país. Põe ênfase na saudação maior, a do general-de-exército Raúl Castro Ruz, e do Partido Comunista de Cuba. Compartilha a alegria de vê-los retornar vivos, e com o dever cumprido.

«Gostaríamos imenso de poder abraçar, um a um, para lhes agradecer sua heróica missão», diz-lhes. E assegura que para isso vai haver tempo, e que poderá escutar suas anedota e as experiências vividas. Fala-lhes sobre o que eles representam: a vitória da vida sobre a morte, da solidariedade sobre o egoísmo, do ideal socialista sobre o mito do mercado. E lembra que eles demonstraram ao mundo uma verdade que os inimigos de Cuba pretenderam silenciar, a da fortaleza da Medicina cubana.

As mensagens, que continuam colmando as emoções encontram, por proposta do doutor Carlos Pérez, chefe da brigada, uma maneira de responder, e eles então cantam o Hino nacional, enquanto Cuba os contempla, orgulhosa.

O abraço longamente esperado, que agora somente é consumado com o coração, precisará esperar uns dias, pois há medidas sanitárias que não se podem deixar de cumprir. Um cordão humano, respeitando a distância aconselhada, recebe-os, na borda da estrada, no itinerário até o local da quarentena. E eles sentem que, nos abraços próximos, a Pátria os estreita em seu peito.

(Source: Granma)

Via: Cubadebate (Português) https://bit.ly/2UNREif

 

 

Ver original em 'Abril de Novo Magazine' na seguinte ligação:

https://abrildenovomagazine.wordpress.com/2020/06/15/a-patria-os-estreita-em-seu-peito/

Cuba homenageia a brigada médica candidata ao Prêmio Nobel da Paz

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247 -Com a sensação de que 'é aqui', 'cabe a mim' e 'são os meus', os ,médicos cubanos da Brigada Henry Reeve retornam da Itália, para onde foram há pouco mais de dois meses para colocar as mãos sobre a dor e trocar em ajuda e sobrevida a hecatombe na qual o coronavírus pretendeu transformar o já maltratado equilíbrio do mundo, escreve Madeleine Sautié no Granma .

"Se, para certos seres, basta estar a salvo do mal, do céu como único teto ou do abismo imposto pelas iniquidades sociais; se ser feliz se resume para eles o seu próprio bem-estar e a desgraça dos outros não conta, este não é o caso dos médicos cubanos.

Eles estão deixando um rastro de amor por onde passam e chegam a encontrar nos desvalidos um verdor que invalida a travessura da sorte. Eles vão aonde é mais difícil e necessário curar, e estão onde outros não quiseram manchar suas roupas brancas.

Eles têm a simples honra de serem os únicos que muitos dos infelizes “ninguéns” já viram, de lhes terem dado o milagre da sobrevivência, mesmo quando o mal que sofreram era curável. E eles têm o hábito abençoado de olhar para os doentes, de saber ouvi-los em outro idioma, de tocá-los onde dói, de surpreender com o tratamento caloroso e amigável, de restaurar, quando perdida, a esperança de permanecer vivo.

Aqueles que motivam especialmente estas linhas foram para a Lombardia nos dias em que a pandemia havia chegado há pouco tempo ao nosso país, e quando Cuba parecia estupefata com as imagens desoladas da Itália e da Espanha que a mídia mostrava. Com muitas dúvidas, carregadas de incerteza por viver uma cena sem precedentes, embora confiantes na eficiência do sistema de saúde cubano. As notícias que chegavam dessas terras distantes tornaram-se frequentes e doíam em nossos corações.

Acostumados como estamos em saber que Cuba sempre está naqueles lugares onde é urgente a assistência assistência, não nos surpreendemos que ao chamado feito pela região nortista da Itália, diante da escassez de pessoal para combater ali a Covid-19, a Brigada Henry Reeve – que venceu o ebola em terras africanas, para nos referir-nos às suas mais recentes proezas – partisse para sufocar a morte, com todo o amor e prontidão.

 

Quando vizinhos com destinos comuns "fecharam" suas portas para impedir a propagação do vírus, os nossos passos foram firmes e, com a simplicidade que vem do terreno em que se formaram, mostraram desapego e altruísmo.

Além dos números - 36 médicos, 15 enfermeiros e um especialista em logística; cerca de 5.500 atendimentos médicos, 3.668 de enfermaria e 210 altas a cargo de nossos profissionais naqueles lugares - há uma marca de quatro letras que nem as pessoas salvas nem o mundo jamais esquecerão, mesmo quando a vileza imperial insistir em desacreditar nossos heróis reais, aqueles que, à maneira de José Martí, são simplesmente bons e porque sentem um prazer interior ao fazer algo de bom.

Espalhados por todo o mundo, mais de 30 brigadas, com mais de 2.500 profissionais de saúde, estão lutando contra a pandemia da Covid-19. Aquela que retorna à sua pátria - a Brigada Henry Reeve - está repleta de experiências intensas nas quais o mais importante é salvar os outros do que pôr em risco a própria vida.

 

Não é à toa que vozes internacionais pedem hoje para a brigada que beija o mundo, o Prêmio Nobel da Paz. A proposta ainda está por ser verificada, mas há outra que não há como anular - a da recompensa que os distingue por oferecer a melhor coisa que seu país tem: a estatura de seu humanismo.

O prêmio do abraço do seu povo os espera".

Por Madeleine Sautié, noGranma

 

Ver o original em 'Brasil24/7' na seguinte ligação:

https://www.brasil247.com/mundo/cuba-homenageia-a-brigada-medica-candidata-ao-premio-nobel-da-paz

Cooperação médica cubana contra Covid-19 chega a 26 países

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247 -Segundo dados oficiais, Cuba enviou até agora a 26 países de diferentes regiões do mundo mais de 2.600 membros do contingente internacionalista Henry Reeve, especializado em situações de desastre e epidemias graves, organizados em 34 brigadas.

Estes são adicionados aos mais de 28 mil profissionais de saúde cubanos que já estavam em 59 países antes do aparecimento, no final de 2019, do novo coronavírus, informa Prensa Latina.

A brigada médica Henry Reeve, que partiu para o Kuwait, é composta por 96 médicos, 198 graduados em enfermagem e quatro especialistas em outras áreas da saúde, e se juntará a outro grupo de 36 profissionais que já estão servindo na nação do Golfo Pérsico, mediante solicitação do seu governo.

Enquanto isso, 11 médicos e 10 enfermeiros de 10 províncias cubanas viajaram para a Guiné Conacri, com a qual a maior das Antilhas aumentou sua solidariedade na luta contra o Covid-19 na África, o primeiro continente a receber colaboração médica cubana há 57 anos.

Mais de 70 organizações sociais, políticas e sindicais na Europa e na América Latina apoiam a convocação para atribuir o Prêmio Nobel da Paz às brigadas médicas cubanas que enfrentam o Covid-19 em várias partes do mundo.

Também políticos, intelectuais, jornalistas e cidadãos, incluindo os acadêmicos Ignacio Ramonet e Salim Lamrani e o deputado François-Michel Lambert, apoiaram a exigência de reconhecimento do contingente internacional cubano, criado em 2005, com o Prêmio Nobel.

Uma petição no portal francês MesOpinions.com, que tem cerca de 1.000 assinaturas, e um grupo no Facebook, com quase 2.500 membros, acompanham a plataforma a favor de conceder esse prêmio a profissionais de saúde cubanos com uma longa história de solidariedade em todas as latitudes.

China opõe-se à opressão política e sanções que os EUA fazem sobre Cuba

 
 
Opressão sob falso pretexto de antiterrorismo

Pequim, 3 jun (Xinhua) -- A China se opõe à opressão política e às sanções económicas impostas pelos Estados Unidos em Cuba sob o pretexto de antiterrorismo, disse na terça-feira o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Zhao Lijian.

Zhao fez as observações numa conferência de imprensa em resposta a uma pergunta sobre Cuba, que foi incluída em 13 de maio numa lista do Departamento de Estado dos EUA sobre países que supostamente não estão cooperando totalmente com os esforços dos EUA contra o terrorismo, o que foi rejeitado pelo Ministério das Relações Exteriores de Cuba.

"O terrorismo é o inimigo comum da humanidade. A China sustenta que a comunidade internacional deve trabalhar em conjunto para combater o terrorismo", afirmou Zhao.

"Dito isso, opomo-nos ao uso do antiterrorismo do lado dos EUA como pretexto para impor opressão política e sanções económicas a Cuba", disse ele, acrescentando que os Estados Unidos e Cuba, como vizinhos próximos, devem tratar-se com amizade e continuar a desenvolver relações normais Estado a Estado baseadas na igualdade e no respeito mútuo.

"Isso serve aos interesses dos dois países e ajudará a promover a paz e a estabilidade na América Latina", afirmou Zhao.
 
Xinhua | Imagem: © AP Photo / Alex Castro, File (imagem em Sputnik 2016)

Ver o original em 'Página Global' na seguinte ligação:

https://paginaglobal.blogspot.com/2020/06/china-opoe-se-opressao-politica-e.html

(Multimiídia) China se opõe à opressão política que EUA fazem em Cuba sob pretexto de antiterrorismo

 

Beijing, 3 jun (Xinhua) -- A China se opõe à opressão política e às sanções econômicas impostas pelos Estados Unidos em Cuba sob o pretexto de antiterrorismo, disse na terça-feira o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Zhao Lijian.

Zhao fez as observações em uma coletiva de imprensa em resposta a uma pergunta sobre Cuba, que foi incluída em 13 de maio em uma lista do Departamento de Estado dos EUA sobre países que supostamente não estão cooperando totalmente com os esforços dos EUA contra o terrorismo, o que foi rejeitado pelo Ministério das Relações Exteriores de Cuba.

"O terrorismo é o inimigo comum da humanidade. A China sustenta que a comunidade internacional deve trabalhar em conjunto para combater o terrorismo", afirmou Zhao.

"Dito isso, nós nos opomos ao uso do antiterrorismo do lado dos EUA como pretexto para impor opressão política e sanções econômicas a Cuba", disse ele, acrescentando que os Estados Unidos e Cuba, como vizinhos próximos, devem se tratar com amizade e continuar a desenvolver relações Estado a Estado normais baseadas na igualdade e no respeito mútuo.

"Isso serve aos interesses dos dois países e ajudará a promover a paz e a estabilidade da América Latina", afirmou Zhao.

 

Ver original em "XINHUA Português" na ligação seguinte:

http://portuguese.xinhuanet.com/2020-06/03/c_139110647.htm

O sucesso de Cuba com a Covid-19 explicado de dentro

Cuba é um dos países com um dos sistemas de saúde de maior reconhecimento no mundo e, durante a pandemia da Covid-19, isso foi demonstrado mais uma vez. É o que os números apontam: no dia 2 de maio, havia 67 mortos e uma proporção de seis por milhão de habitantes. Situação muito melhor que as de Portugal (102) e Alemanha (81), sem falar da Suécia (265), EUA (205) ou Espanha (540 para cada milhão). Em Cuba, seis. A média mundial, 31. E na Espanha, 540. Em decorrência de seu prestígio, os cubanos têm 28 mil médicos em missões internacionais há anos e, durante a atual epidemia, uma equipe foi a Andorra para colaborar. O Estado espanhol não permitiu que uma parte dessa equipe chegasse a Valência e à Catalunha, conforme solicitado.

As diferenças já são vistas nos longos e detalhados relatórios médicos publicados pelo Ministério da Saúde cubano. Segundo o informe de 2 de maio, uma pessoa havia morrido, 2.744 estavam hospitalizadas e 6.515 seguiam sendo monitoradas em casa. Esses relatórios explicam, sem dar nomes, caso a caso – os casos críticos, os graves e os óbitos. Todos. Por exemplo, o falecido citado no material é apresentado da seguinte forma:

“Faleceu cidadão cubano de 58 anos, procedente do Centro de Proteção Social do município de Cotorro. Ele tinha um histórico patológico pessoal de alcoolismo, doença pulmonar obstrutiva crônica. Ele foi internado por apresentar diarreia e cárie. O exame físico revelou acentuada deterioração física e nutricional, presença de sibilos nos dois campos pulmonares, estabilidade hemodinâmica. Apresentou repentinamente dispneia súbita, bradicardia, hipotensão e cianose. Ele teve uma parada cardiorrespiratória, foram realizadas manobras de ressuscitação cardiopulmonar que não foram eficazes. Lamentamos profundamente os eventos e transmitimos nossas sinceras condolências aos familiares e amigos.”

Um por um, casos críticos, sérios e positivos da Covid-19 são explicados nos relatórios diários. Algo inimaginável em nossa terra.

“Somos fortes na prevenção”

Há alguns dias, o Ministério da Saúde de Cuba relatou os três medicamentos que utiliza nos casos mais graves. Eles são o antirretroviral Kaletra, o Interferon Alfa-2b e a cloroquina. Contudo, a grande força do sistema cubano não é a tecnologia ou recursos de ponta. É a saúde pública, medicina básica e prevenção. Explica àVilaWeb a Dr.ª Tania González Vázquez, médica de atenção básica no bairro El Vedado, em Havana, e professora da Universidade de Ciências Médicas da Escola Latino-Americana,: “Nós em Cuba somos fortes na prevenção, o que nos ajudou muito com a Covid-19. Usamos drogas monoclonais ou até homeopatia, algumas gotas sublinguais que estimulam o sistema imunológico e que já usávamos contra a dengue. Fazemos terapia antecipatória para impedir que os pacientes piorem, usamos retrovirais, antibióticos e o Interferon Alfa-2b por via intramuscular. Também o Oseltamivir. Tudo isso ajuda na prevenção. Porque parte do sucesso é que não esperamos os casos se agravarem. Em Cuba, por conta do bloqueio, contamos com menos recursos ainda. A situação piorou, mas temos treinamento e estamos preparados para trabalhar sem recursos. É a população, por exemplo, que tem feito as grossas máscaras de tecido com três camadas; substituindo as luvas, muitas vezes, escassas”.

A Dr.ª González trabalha na policlínica de Corinthia, em Havana, que atende 22 mil pessoas com 23 escritórios. Ela pessoalmente cuida de 1.033 pessoas, das quais 342 são idosas, abrangendo 417 famílias: “Dividimos as policlínicas em duas zonas: uma para pacientes com problemas respiratórios e outra para outras doenças. As duas zonas não se comunicam. Na nossa, tivemos nove casos e duas mortes”.

“Ficar em Cuba foi uma boa ideia”

Desde 2015, Lena Solà Nogué, nascida em Barcelona, ​​passa longas temporadas residindo em Cuba, pois trabalha no estúdio do artista plástico Wilfredo Prieto. Semanas atrás, ela teve que decidir se deveria passar a pandemia na ilha ou retornar à Catalunha: “No final, decidi ficar aqui e acho que foi uma boa ideia”, disse àVilaWeb. “Vivo muito mais relaxada que vocês (na Espanha). Observo que há um controle muito mais rigoroso aqui e não o descontrole que tenho visto dos governos europeus. Cuba tem muitas falhas, mas, em tempos de crise ou emergências, é um país que dá bons resultados. Você vê isso com ciclones ou furacões, com poucos mortos, e agora vimos novamente. Sob esse disfarce de ruína, a saúde funciona. De outra maneira, mas funciona. As pessoas aqui têm muito mais conhecimentos médicos básicos do que nós. A população, em geral, é mais informada.”

Estes são alguns aspectos-chave do sucesso da gestão da Covid-19 na ilha.

Confinamento

“As pessoas são obrigadas a ficar em casa e, se você precisar sair, terá que usar uma máscara. Por outro lado, há bairros ou edifícios isolados. Você não pode entrar nem sair, e eles são controlados pela polícia. As pessoas obedecem ao confinamento? Temos de tudo, pois não há percepção de risco. Acontece sempre. Todo mundo acredita que ‘não será a minha vez’”, diz a Dr.ª González. “Acho que, em Barcelona, o confinamento foi feito muito tardiamente, enquanto aqui, com somente quatro casos, as coisas realmente começaram a fechar”, diz Lena Solà. “Porém, mesmo antes que as autoridades tenham dito, todo mundo se adiantou. As pessoas pediram que as escolas fossem fechadas antes das autoridades. Caminhões com megafones alertam para que saídas desnecessárias sejam evitadas e controlam para que todos usem máscara ou saiam em grupo. A maioria não pode ir trabalhar.”

Crianças

“As crianças devem estar em casa e receber as aulas pela televisão. Das 8h às 9h, são dadas as aulas de um curso; das 9h às 10h, de outro e assim por diante. E assim as aulas continuaram. Apesar de haver cada vez mais pessoas que usam telefones celulares e têm acesso à Internet por dados móveis, o que mais funciona é, principalmente, a televisão. Todo mundo a assiste. E as crianças hoje em dia acompanham seus cursos pela televisão”, diz Lena Solà.

Pesquisas

“Vamos às casas das pessoas, pois nem todo mundo tem telefone ou celular e, sem entrar, perguntamos se têm sintomas, desconforto, quantas pessoas vivem lá, se há pessoas mais velhas ou se tiveram contato com casos confirmados. Casa por casa. Fazemos isso com toda a população. Como são muitas pessoas, não só os estudantes de enfermagem foram mobilizados, mas também a população que perdeu o emprego. Eu vou, por exemplo, junto a um trabalhador de uma companhia telefônica e um professor universitário. Ambos me ajudam com a pesquisa. Eles trabalham comigo, mas a universidade e a companhia telefônica pagam a eles 60% de seus salários”, diz a médica.

Centros de isolamento

“Junto da atenção primária e os hospitais, existem centros de isolamento. Alguns são pequenos hotéis ou escolas que se voluntariaram. Para lá, vão pessoas que não apresentam sintomas, mas que sabemos que entraram em contato com os pacientes. Ou em contato com pessoas não infectadas, mas que, por sua vez, tiveram contato com casos confirmados. Nós as isolamos 14 dias em casas para duas pessoas e as monitoramos. Caso elas apresentem sintomas, vão para o hospital. E se não, quando saírem do centro de isolamento, eu as acompanharei em casa”, afirma Solà.

Hospitais

“Começamos a utilizar plasma de pacientes recuperados. É usado em pacientes muito graves e tem dado bons resultados. Já fizemos isso com o Ebola”, diz a médica.

Aeroportos

“Medimos a temperatura de todos que entraram no país e os colocamos nos centros de isolamento por 14 dias, apresentando sintomas ou não, com monitoramento diário. E, para aqueles com mais de 60 anos, damos estimuladores de células. Depois que esses viajantes recebem alta, também os monitoramos em casa”, afirma a médica. “Os cubanos, quando entram no país, antes de pegar a bagagem, precisam passar por umcheck-up médico e depois são mandados a um consultório. Isso sempre aconteceu, não é de agora. Toda vez que entravam, antes de pegar suas malas, tinham que explicar onde estiveram”, conclui Lena Solà Nogué.

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Díaz-Canel: a resposta de Cuba à pandemia foi «muito digna»

«Na luta contra a pandemia alcançámos um resultado digno, digníssimo, e mais nas condições em que o país o fez», afirmou o presidente de Cuba num encontro com cientistas responsáveis pelo combate à Covid-19.

Está-se a fazer ciência no meio de uma situação de contingência. afirmou Díaz-CanelCréditos / Estudios Revolución

Numa reunião que manteve, esta semana, com especialistas centrados no combate à epidemia, no Palácio da Revolução, em Havana, Miguel Díaz-Canel sublinhou que, antes de o surto epidémico chegar a território cubano, o país já tinha «uma situação complexa, económica e social, provocada pelo bloqueio e a Lei Helms-Burton».

Não obstante, afirmou, «o resultado científico que alcançámos deu ao país uma visibilidade e um prestígio tremendo, como componente fundamental no combate». «Não termos uma nova vaga é a quimera, e, naturalmente, chegar à vacina cubana o mais rapidamente possível», disse, citado pelo diário Granma.

No encontro, o presidente de Cuba deu particular ênfase «ao contributo da biotecnologia cubana para o combate à Covid-19», tendo-se referido ao papel que o anticorpo monoclonal Anti-CD6 e o péptido CIGB-258 têm para evitar a morte de pacientes em estado grave e crítico, depois de serem infectados com o coronavírus SARS-CoV-2, e para impedir que outros pacientes chegem a esses estados.

Graças aos resultados desses produtos biotecnológicos, em Cuba regista-se 1% de falecidos graves e críticos abaixo da média mundial e da América Latina e Caraíbas, sublinhou o chefe de Estado.

«No mundo, 80% dos pacientes que chegam ao estado crítico estão a morrer. Em Cuba, com a utilização desses medicamentos, 80% dos que chegam a estados críticos e graves estão a ser salvos», acrescentou.

«Isto é fruto da ciência cubana, do desenvolvimento do nosso sistema de Saúde e da integração que esse sistema pode alcançar para fazer frente à pandemia», afirmou Díaz-Canel, lembrando que «se está a fazer ciência no meio de uma situação de contingência» e que «isso tem um valor adicional».

Sistema de Saúde cubano não entrou em colapso

Na reunião, que teve lugar no final da semana, o decano da Faculdade de Matemática e Computação da Universidade de Havana, Raúl Guinovart, comentou que o país caribenho consegue passar pela pandemia com resultados favoráveis devido às medidas tomadas pelas autoridades.

O investigador disse que, antes de 30 de Março, «muitos críticos e não críticos» do país previam uma «situação muito mais complicada» para Cuba, tendo por base a noção de que «países ricos, com sistemas de Saúde com muitos mais recursos e não sujeitos a um bloqueio, tinham praticamente colapsado».

Ao invés, «o sistema de Saúde cubano conseguiu controlar a epidemia, não entrou em colapso e vai a caminho de erradicar» a doença, frisou.

Apesar de os dados serem positivos e o cenário na Ilha se afigurar favorável, o presidente cubano pediu aos cidadãos que mantenham a disciplina e a responsabilidade, de modo a evitar uma segunda vaga, considerando fundamental manter as medidas de higiene e distanciamento físico mesmo quando se passar à normalidade.

Ver original em "AbrilAbril" na seguinte ligação:

https://www.abrilabril.pt/internacional/diaz-canel-resposta-de-cuba-pandemia-foi-muito-digna

EUA e o seu estranho conceito de terrorismo

Melhores ofertas em voos para a Cuba | Air Europa

EUA vão incluir Cuba na lista de países que não cooperam na luta contra o terrorismo.

Não podemos dizer que a notícia cause estranheza, mas que constitui imensa desfaçatez é óbvio. Mas que lista é esta e qual a instituição credível e idónea que a publica?

Uma administração que alimenta focos de tensão a nível planetário, fornece equipamento e treino militar a grupos terroristas como é o caso do Daesh, ocupa países soberanos como é o caso do Iraque e da Síria, apoia o terrorismo na Venezuela como ainda recentemente se comprovou com a tentativa da invasão mercenária para derrubar um governo legitimamente eleito fala de combate ao terrorismo? …

Quem não servir os seus interesses usurpadores, aplica sanções unilaterais, não respeita o direito internacional, apodera-se de fundos de estados soberanos que se encontram em bancos americanos, incrementa um bloqueio genocida contra o povo cubano, e semeia o ódio entre as nações. O Imperialismo é maléfico, é criminoso.

Os argumentos do presidente Trump são bem conhecidos dos povos que lutam pela sua soberania.

É claro que sabemos que o conceito de terrorismo para os EUA do Sr. Trump não é o mesmo conceito dos combatentes pela Paz. Só é estranho, ou talvez não, que receba o apoio de muitos na Europa que hipocritamente empunham a bandeira da democracia.

Os EUA representam na actualidade o maior perigo à paz mundial tal é o seu envolvimento em conflitos de toda a ordem a nível planetário. Onde há guerra declarada lá estão os Yankees, e quando a guerra não é declarada são as ameaças, as sanções e a chantagem politica.

Os EUA provocam a guerra, Cuba apoia a vida e a saúde dos povos.

É bom que ninguém se esqueça disto!

Maio, 2020

Ver original em 'Abril de Novo Magazine' na seguinte ligação:

https://abrildenovomagazine.wordpress.com/2020/05/19/eua-e-o-seu-estranho-conceito-de-terrorismo/

Díaz-Canel: «Caso tivéssemos globalizado a solidariedade, tal como foi globalizado o mercado, a história teria sido outra

Discurso proferido pelo presidente da República de Cuba, Miguel Mario Díaz-Canel Bermúdez, na Cimeira Virtual do Movimento dos Países Não-Alinhados «Unidos contra a Covid-19», no formato do Grupo de Contato, no dia 4 de Maio de 2020, «Ano 62º da Revolução»

Miguel Díaz-Canel Bermúdez | internet@granma.cu

Maio, 2020

 

Cuba não vai abrir mão da sua vocação solidária, embora o governo dos Estados Unidos, por razões políticas, continue a atacar e obstaculizando a cooperação internacional que o nosso país oferece.

 

Discurso proferido pelo presidente da República de Cuba, Miguel Mario Díaz-Canel Bermúdez, na Cúpula Virtual do Movimento dos Países Não-Alinhados «Unidos contra a Covid-19», no formato do Grupo de Contato, no dia 4 de maio de 2020, «Ano 62º da Revolução»

(Tradução da versão estenográfica — Presidência da República)

Excelências:

Estimado presidente Ilham Aliyev:

Distintos Chefes de Estado e de Governo:

Agradeço ao Azerbaijão, Presidente do Movimento dos Países Não-Alinhados, por ter convocado esta reunião, para trocar sobre os esforços urgentes e necessários que nos permitam enfrentar a Covid-19.

Aproveito a ocasião para parabenizar a Uganda, que assumirá a Presidência do Movimento, a partir do ano 2022. Ao assegurar-lhe todo o apoio de Cuba, desejamos-lhe sucessos em sua gestão.

Devo denunciar, devido à sua gravidade, o ataque terrorista com um fuzil de assalto e mais de 30 impactos de bala, sofrido por nossa embaixada em Washington, em 30 de abril passado, e reclamar do Governo dos Estados Unidos uma investigação exaustiva e rápida, sanções severas e as medidas e garantias de segurança de nossas missões diplomáticas em seu território, tal como é obrigado, pela Convenção de Viena sobre as Relações Diplomáticas de 1961.

Excelências:

O Movimento dos Países Não-Alinhados demonstrou sua pertinência na situação atual. Isso é corroborado pelos comunicados adotados em apoio à Organização Mundial da Saúde e sobre a Covid-19, nos quais se promove a unidade global, a solidariedade e a cooperação internacional; fazem um apelo a afastar as diferenças políticas e a eliminar as medidas coercitivas unilaterais que violam o Direito Internacional e a Carta das Nações Unidas e limitam a capacidade dos Estados para enfrentar eficazmente a pandemia.

Reconhecemos o papel da Presidência azerbaijana do Movimento dos Países Não-Alinhados na materialização destas iniciativas.

A Covid-19 demonstrou ser um desafio global. Não distingue fronteiras, ideologias ou patamares de desenvolvimento. Portanto, a resposta também deve ser global e comum, superando as diferenças políticas.

Não é possível prever com exatidão a dimensão de suas consequências. O alto número de infetados e as vultosas perdas humanas mostram seu impacto devastador em um mundo cada vez mais interligado que, contudo, não foi capaz de enaltecer essa interligação de maneira solidária e hoje está pagando o preço de sua incapacidade para corrigir os graves desequilíbrios sociais. Digamo-lo com honestidade: caso tivéssemos globalizado a solidariedade, tal como foi globalizado o mercado, a história teria sido outra.

Está faltando solidariedade e cooperação. Esses são valores que não podem ser substituídos pela busca dos ganhos, motivação exclusiva daqueles que, prestando culto ao mercado, esquecem o valor da vida humana.

Quando são examinados com detalhe os acontecimentos que puseram em perigo a humanidade, nos últimos quatro meses, é indispensável mencionar os custosos erros das políticas neoliberais, que levaram à redução da gestão e das capacidades dos Estados, a excessivas privatizações e a esquecer as maiorias.

Esta pandemia veio a mostrar a fragilidade de um mundo fraturado e excludente. Nem os mais afortunados e poderosos poderiam sobreviver na ausência daqueles que com seu trabalho criam e sustentam as riquezas.

As crises múltiplas que está gerando auguram efeitos demolidores e perduráveis para a economia e para todas as esferas da sociedade.

A pandemia agrava os problemas prementes de um planeta cheio de profundas desigualdades, no qual 600 milhões de pessoas vivem na extrema pobreza e onde quase metade da população não tem acesso a serviços básicos de saúde, em cuja gestão o mercado se impõe, acima do nobre propósito de salvar vidas.

Entretanto, a despesa militar global ultrapassa os US$ 1,9 trilhão, do qual, mais de 38%, US$ 732 bilhões correspondem, no ano de 2020, aos Estados Unidos da América do Norte.

Compartilho o seguinte pensamento do Comandante-em-chefe da Revolução Cubana, Fidel Castro Ruz: «...em vez de investir tanto no desenvolvimento de armas cada vez mais sofisticadas, aqueles que têm os recursos para isso deveriam promover as pesquisas médicas e pôr ao serviço da humanidade os frutos da ciência, criando instrumentos de saúde e de vida e não de morte».

Vamos advogar, junto ao secretário-geral das Nações Unidas, pelo fim das guerras, incluídas as não-convencionais, para salvaguardar o direito à paz.

Rechaçamos as recentes e graves ameaças militares do Governo dos Estados Unidos contra a irmã República Bolivariana da Venezuela.

Reafirmamos a nossa solidariedade com o povo e com o Governo da Nicarágua, e rechaçamos as medidas que atentam contra seu direito ao bem-estar, a segurança e a paz.

As tentativas de impor novamente o passado colonial à Nossa América, declarando publicamente a vigência da Doutrina Monroe, estão na contramão da Proclamação da América Latina e o Caribe como Zona de Paz.

Neste complexo cenário, os Estados Unidos atacam o multilateralismo e desqualificam injustamente o papel das organizações internacionais, particularmente a Organização Mundial da Saúde.

Excelências:

Na 18ª Cúpula de Baku, em outubro de 2019, convocamos a fortalecer o Movimento, em face dos desafios internacionais, convictos de que só a unidade poderia salvar-nos. Cabe ao Movimento dos Países Não-Alinhados liderar as ações para a eliminação da impagável dívida externa que carregam nossos países e para o levantamento das medidas coercitivas unilaterais às que alguns de nós estamos submetidos, as que, junto aos efeitos socioeconômicos da Covid-19 ameaçam o desenvolvimento sustentável dos povos.

Devemos enfrentar o egoísmo e estar cientes de que a ajuda vinda do Norte industrializado será escassa; por isso devemos complementar-nos, partilhar o que temos, apoiar-nos mutuamente e aprender de experiências bem-sucedidas. Uma opção muito útil poderia ser retomar, futuramente, os encontros anuais dos ministros da Saúde do Movimento dos Países Não-Alinhados, no âmbito da Assembleia Mundial da Saúde.

Cuba está disposta a compartilhar suas experiências com os países do Movimento, aos quais nos unem laços históricos de amizade.

Para Cuba, o desafio tem sido descomunal. Meses antes que se espalhasse a pandemia da Covid-19, já vínhamos enfrentando um acirramento da política de bloqueio econômico, comercial e financeiro dos Estados Unidos, encaminhada a estrangular totalmente nosso comércio, o acesso aos combustíveis e as divisas.

Com enormes esforços e sacrifícios temos conseguido sustentar, nessas condições, o sistema de Saúde Pública universal, gratuito e de profissionais consagrados e de alta qualificação, reconhecidos mundialmente, apesar das campanhas grosseiras de difamação e de descrédito de poderosos adversários.

Em meio deste contexto asfixiante de guerra econômica, apareceram os primeiros sinais de alerta acerca da possibilidade de que a Covid-19 se transformasse em uma pandemia e isso elevou a magnitude dos desafios.

Imediatamente, foi elaborado um plano de medidas sustentadas em nossas forças fundamentais: um Estado organizado, responsável por zelar pela saúde dos seus cidadãos e uma sociedade com elevado grau de participação na tomada de decisões e na solução dos seus problemas.

Um desempenho de anos dedicando recursos a desenvolver e fortalecer a saúde e as ciências foi posto à prova, e a evolução da pandemia em Cuba nos últimos dois meses está demonstrando o que podem impactar as políticas de investimento social no confronto aos maiores e mais inesperados desafios.

Apesar das imensas restrições que nos impõe o prolongado bloqueio econômico, comercial e financeiro dos Estados Unidos, que convertem em um grande desafio cotidiano a manutenção do sistema de saúde pública e, particularmente, o confronto a esta pandemia, temos garantido o direito à saúde do povo cubano, com a participação da sociedade toda.

O desenvolvimento científico nos permitiu o tratamento bem-sucedido de múltiplas doenças transmissíveis, tanto no país quanto em outras nações. Nesta ocasião, a indústria farmacêutica intensificou a produção de medicamentos de testada eficácia na prevenção e confronto da Covid-19, que temos compartilhado com outros países.

Respondendo a solicitações recebidas, 25 novas brigadas de profissionais cubanos da saúde se incorporaram, no último mês, aos esforços de 23 países para combater a pandemia, acrescentando-se aos que já prestavam serviços em 59 Estados, muitos deles membros do Movimento dos Países Não-Alinhados.

Cuba não vai abandonar a sua vocação solidária, embora o Governo dos Estados Unidos, por razões políticas, continue atacando e impeça a cooperação internacional que nosso país oferece, o que coloca em risco o acesso de milhões de pessoas aos serviços de saúde.

Excelências:

É nossa responsabilidade juntar vontades e esforços para enfrentar este imenso desafio.

Vamos dar impulso à cooperação e à solidariedade internacionais. O empenho de todos será decisivo.

Vamos fazê-lo pelo direito à saúde, a paz e o desenvolvimento de nossos povos, respeitando os princípios da fundação do Movimento.

Vamos fazê-lo em prol da vida!

Muito obrigado.

 

Ver original em 'Abril de Novo Magazine' na seguinte ligação:

https://abrildenovomagazine.wordpress.com/2020/05/10/diaz-canel-caso-tivessemos-globalizado-a-solidariedade-tal-como-foi-globalizado-o-mercado-a-historia-teria-sido-outra/

Cuba, na vanguarda da investigação, recebe material médico da China

O Partido Comunista da China doou ao seu homólogo cubano material de protecção para o combate à Covid-19 na Ilha. Apesar do bloqueio, a investigação científica no país mantém-se na «linha da frente».

A China já realizou vários donativos de material médico a Cuba, para ajudar o país caribenho na luta contra a Covid-19Créditos / Xinhua

O material médico, avaliado em mais de 42 500 dólares, consiste em 6000 máscaras N95 (filtram até 95% das partículas de ar) e 60 mil máscaras de tipo cirúrgico, revela a agência Xinhua. A doação foi feita pelo Departamento Internacional do Partido Comunista da China e entregue esta quarta-feira pelo embaixador chinês em Havana, Chen Xi, ao vice-chefe de Relações Internacionais do Partido Comunista de Cuba, Ángel Arzuaga.

O material será colocado, na sua totalidade, à disposição do Sistema Nacional de Saúde da maior ilha das Antilhas. Chen Xi reconheceu o esforço do Estado e do povo cubanos na luta contra a epidemia, e destacou a solidariedade mútua que marcou as relações bilaterais ao longo de seis décadas.

«Este novo coronavírus não sabe de fronteiras nem nacionalidades. Só com o apoio mútuo nos poderemos proteger. Por esta razão, Cuba e China repudiam a politização e estigmatização da pandemia, que tantas vidas cobrou já», disse, citado pelo diário Granma, acrescentando que o seu país «venceu de forma gradual a Covid-19» e que acredita que «Cuba também o faça, graças às acções do governo e à disciplina do seu povo».

Por seu lado, Ángel Arzuaga agradeceu o gesto solidário, salientando que, «num momento em que a administração dos EUA incrementa o cruel e genocida bloqueio económico, comercial e financeiro» contra o país caribenho», criando «entraves à aquisição e transporte de material necessário para o combate ao SARS-coV-2, Cuba e China tornaram-se uma referência na cooperação tendo como base a igualdade e o respeito mútuo».

O governo e várias empresas do país asiático têm enviado para a ilha caribenha vários donativos de material sanitário destinado à luta contra o coronavírus SARS-CoV-2. Ontem mesmo, chegou a Havana um avião da Cubana de Aviación, proveniente da China, com 17 toneladas de material médico.

Contributo da Ciência é valorizado

Entretanto, a Prensa Latina destaca o facto de Cuba, mesmo com o bloqueio, ter atingido um elevado patamar ao nível da investigação científica e tecnológica na área da Saúde, o que lhe permite manter-se na vanguarda da luta contra a Covid-19.

Num encontro que manteve esta quarta-feira com trabalhadores na área da Ciência e Inovação Tecnológica que dirigem o combate à epidemia na Ilha, o presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, destacou o seu contributo decisivo para a Saúde Pública, tendo sublinhado que, em grande medida, foi graças ao trabalho destes cientistas e investigadores, ao êxito da biotecnologia cubana, que Cuba evitou o colapso nas salas de cuidados intensivos que ocorreu em muitos países.

Ver original em "AbrilAbril" na seguinte ligação:

https://www.abrilabril.pt/internacional/cuba-na-vanguarda-da-investigacao-recebe-material-medico-da-china

Venceremos

Na semana passada, vi finalmente uma breve peça num telejornal nacional, o da dois, sobre a ajuda cubana em tempos de Covid-19, com 200 médicos a chegarem de avião à África do Sul.

É realmente toda uma história que continua por diferentes meios e em diferentes circunstâncias: não foi por acaso que quando saiu da prisão Nelson Mandela foi logo visitar Fidel Castro. Pena que o ANC e os seus aliados não tenham querido ou conseguido fazer o mesmo investimento em saúde pública e noutras formas de capacitação das massas, aprisionados que ficaram numa versão do Consenso de Washington.

Entretanto, recomendo o artigo de Vijay Prashad num site brasileiro – “Ou o socialismo derrotará o piolho ou o piolho derrotará o socialismo”. Já agora, este historiador marxista publicou recentemente um igualmente recomendável opúsculo sobre Lenine, com uma versão na nossa língua.

No artigo, entre outros casos, Prashad refere o Vietname, o bravo país que derrotou o imperialismo norte-americano fez na semana passada 45 anos e que não só não tem qualquer morte por Covid-19, como ainda enviou material para o país que lançou sobre a Indochina mais bombas do que na Segunda Guerra Mundial. É caso para dizer, adaptando Che Guevara para tempos de Covid-19: um, dois, três, muitos Vietnames.

Confirma-se um ponto em que temos insistido: os nacionalismos anti-imperiais podem ser a melhor via para o internacionalismo e este padrão ocorre também na saúde, culminando na OMS. Liderada por Tedros Ghebreyesu, antigo ministro da saúde etíope, tem recusado um enfeudamento ao recorrente e perturbador obscurantismo armado que ronda pelo ocidente, agora à boleia de uma sinofobia crescente.

O internacionalismo, diga-se, não deve ser confundido com um cosmopolitismo de nenhures, um vazio político despovoado, puro moralismo para entreter elites numa certa imprensa dita de referência por cá. E eu até conheço notáveis filósofas liberais, caso de Martha Nussbaum, que se estão a afastar desta tradição cheia de equívocos, em nome de uma revalorização de um Estado nacional tão apoucado e deixado tantas vezes à imaginação dos inimigos do florescimento humano. A abordagem universalista das potencialidades humanas, de que Nussbaum é uma das proponentes com Amartya Sen, depende de Estados robustos, de comunidades enraizadas.

É preciso também dizer neste nosso rectângulo, nos nossos termos político-institucionais e tendo em conta as nossas melhores tradições progressistas: pátria ou morte, venceremos. E fá-lo-emos, entre outras (sobre)vivências socialistas, graças ao Serviço Nacional de Saúde e à ética profissional da ciência e do cuidado que o sustenta.

 

Ver original em 'Ladrões de Bicicletas' (aqui)

Intervenção do Presidente da Delegação Cubana, Miguel Díaz-Canel Bermúdez, Presidente da República de Cuba, na Cúpula Virtual do Movimento de Países Não Alinhados “Unidos contra o COVID-19”

 

4 de Maio de 2020

 

Excelências:

Caro Presidente Ilham Aliyev;

Chefes de Estado e de Governo eminentes;

Agradeço ao Azerbaijão, Presidente do Movimento Não-Alinhado, por convocar esta reunião para trocar os esforços urgentes e necessários que nos permitem enfrentar o COVID-19.

Aproveito esta oportunidade para felicitar Uganda, que assumirá a Presidência do Movimento a partir de 2022. Ao assegurar-lhe todo o apoio de Cuba, desejamos-lhe sucesso no seu governo.

Devo denunciar, devido à sua gravidade, o ataque terrorista com uma espingarda de assalto e mais de 30 feridos de bala sofridos pela nossa embaixada em Washington em 30 de Abril, e exigir que o Governo dos Estados Unidos conduza uma investigação completa e rápida, sanções e medidas severas e garantias de segurança de nossas missões diplomáticas em seu território, conforme exigido pela Convenção de Viena de 1961 sobre Relações Diplomáticas.

Excelências:

O Movimento Não Alinhado mostrou sua relevância na situação actual. Isso é corroborado pelos Comunicados adoptados em apoio à Organização Mundial da Saúde e ao COVID-19, que promovem a unidade global, a solidariedade e a cooperação internacional; estes pedem a separação de diferenças políticas e a eliminação de medidas coercitivas unilaterais que violam o Direito Internacional e a Carta das Nações Unidas e limitam a capacidade dos Estados de enfrentar efectivamente a pandemia.

Reconhecemos o papel da Presidência Azeri do Movimento Não-Alinhado na materialização dessas iniciativas.

O COVID-19 provou ser um desafio global. Não distingue fronteiras, ideologias ou níveis de desenvolvimento. Portanto, a resposta também deve ser global e conjunta, superando as diferenças políticas.

A extensão de suas consequências não pode ser prevista com precisão. O alto número de infectados e as altas perdas humanas mostram seu impacto devastador num mundo cada vez mais interligado que, no entanto, não foi capaz de aprimorar essa interligação de solidariedade e hoje paga o preço pela sua incapacidade de corrigir sérios desequilíbrios sociais. Vamos dizer honestamente: se tivéssemos a solidariedade globalizada como o mercado globalizado, a história seria diferente.

Falta solidariedade e cooperação. Esses são valores que não podem ser substituídos pela busca de lucros, uma motivação quase exclusiva daqueles que, adorando o mercado, esquecem o valor da vida humana.

Ao revisar os factos que colocaram a humanidade em risco nos últimos quatro meses, é essencial mencionar os onerosos erros das políticas neoliberais, que levaram à redução da gestão e das capacidades dos estados, privatizações excessivas e esquecimento da maioria.

Essa pandemia demonstrou a fragilidade de um mundo fraturado e exclusivo. Nem mesmo os mais afortunados e poderosos poderiam sobreviver na ausência daqueles que criam e sustentam a riqueza através de seu trabalho.

As múltiplas crises, que se geram, vislumbram efeitos devastadores e duradouros para a economia e todas as esferas da sociedade.

A pandemia agrava os problemas prementes de um planeta atormentado por profundas desigualdades, em que 600 milhões de pessoas vivem em extrema pobreza e onde quase metade da população não tem acesso a serviços básicos de saúde, em cuja administração o mercado é imposto. Além do nobre propósito de salvar vidas.

Enquanto isso, os gastos militares globais ultrapassam US $ 1,9 bilhão, dos quais mais de 38%, 732 bilhões, correspondem aos Estados Unidos da América em 2020.

Compartilho o seguinte pensamento do comandante em chefe da Revolução Cubana, Fidel Castro Ruz, e cito: “em vez de investir tanto no desenvolvimento de armas cada vez mais sofisticadas, aqueles com recursos para fazê-lo devem promover a pesquisa médica e a serviço da humanidade, os frutos da ciência, criando instrumentos de saúde e vida e não a morte”. Fim do compromisso.

Vamos defender, juntamente com o Secretário-Geral das Nações Unidas, o fim das guerras, incluindo guerras não convencionais, para salvaguardar o direito à paz.

Rejeitamos as recentes e graves ameaças militares do governo dos Estados Unidos contra a República Bolivariana irmã da Venezuela.

Reafirmamos nossa solidariedade com o povo e o Governo da Nicarágua e rejeitamos as medidas que ameaçam seu direito ao bem-estar, segurança e paz.

As tentativas de reimpor o passado neocolonial em Nossa América, declarando publicamente a Doutrina Monroe em vigor, violam a Proclamação da América Latina e do Caribe como uma zona de paz.

Nesse cenário complexo, os Estados Unidos atacam o multilateralismo e desqualificam injustamente o papel das organizações internacionais, em particular a Organização Mundial da Saúde.

Excelências:

Na XVIII Cúpula de Baku, em Outubro de 2019, convocamos o fortalecimento do Movimento diante dos desafios internacionais, convencidos de que apenas a unidade poderia nos salvar. Corresponde ao Movimento de Países Não Alinhados para liderar as ações para a eliminação da dívida externa impagável que nossos países carregam e para o levantamento das medidas coercitivas unilaterais a que alguns de nós estão sujeitos, os quais, juntamente com os efeitos socioeconómicos da COVID-19, ameaçam o desenvolvimento sustentável dos povos.

Devemos enfrentar o egoísmo e estar cientes de que a ajuda do Norte industrializado será escassa; portanto, devemos nos complementar, compartilhar o que temos, apoiar-se e aprender com as experiências bem-sucedidas. Uma opção útil seria retomar no futuro as reuniões anuais dos Ministros da Saúde do Movimento Não-Alinhado, no âmbito da Assembleia Mundial da Saúde.

Cuba está disposta a compartilhar suas experiências com os países do Movimento, aos quais estamos ligados por laços históricos de amizade.

Para Cuba, o desafio foi enorme. Meses antes do início da pandemia do COVID-19, já estávamos enfrentando uma escalada brutal da política económica, comercial e financeira de bloqueio dos Estados Unidos, com o objetivo de estrangular completamente nosso comércio e acesso a combustíveis e câmbio.

Com enormes esforços e sacrifícios, conseguimos sustentar nessas condições o sistema universal de saúde pública, gratuito e de profissionais altamente qualificados e estabelecidos, reconhecidos mundialmente, apesar das campanhas rudes e difamatórias de desacreditar os poderosos adversários.

Em meio a esse contexto sufocante de guerra económica, surgiram os primeiros sinais de alerta sobre a possibilidade de o COVID-19 se tornar uma pandemia e aumentar a magnitude dos desafios.

Imediatamente, foi elaborado um plano de medidas, com base em nossas forças fundamentais: Estado organizado, responsável por garantir a saúde de seus cidadãos e uma sociedade com alto grau de participação na tomada de decisões e na solução de seus problemas.

O trabalho de anos dedicando recursos para desenvolver e fortalecer a saúde e a ciência foi posto à prova e a evolução da epidemia em Cuba nos últimos dois meses está a mostrar o quanto as políticas de investimento social podem ter impacto no confronto maiores e mais inesperados desafios.

Apesar das imensas restrições que nos são impostas pelo prolongado bloqueio económico, comercial e financeiro dos Estados Unidos, que tornam a manutenção do sistema público de saúde e, em particular, o combate a esta pandemia num grande desafio diário, garantimos a direito à saúde do Povo Cubano, com a participação de toda a sociedade.

O desenvolvimento científico permitiu-nos tratar com sucesso diferentes doenças transmissíveis, tanto no país como noutras nações. Nesta ocasião, a indústria farmacêutica intensificou a produção de medicamentos de eficácia comprovada na prevenção e tratamento do COVID-19, que partilhamos com outros países.

Em resposta às solicitações recebidas, 25 novas brigadas de profissionais de saúde cubanos juntaram-se aos esforços de 23 países para combater a pandemia no último mês, juntando-se àqueles que já servem em 59 Estados, muitos deles membros do Movimento de países não-alinhados.

Cuba não abandonará a sua vocação de solidariedade, mesmo que o Governo dos Estados Unidos, por razões políticas, continue a atacar e a dificultar a cooperação internacional que nosso país oferece, o que põe em risco o acesso de dezenas de milhões de pessoas aos serviços de saúde.

Excelências:

É nossa responsabilidade unir vontades e esforços para enfrentar esse imenso desafio.

Vamos promover a cooperação internacional e a solidariedade. Os esforços de todos serão decisivos.

Façamos isso pelo direito à saúde, paz e desenvolvimento de nossos povos, com estrita adesão aos princípios fundadores do Movimento.

Vamos fazer isso pela vida toda.

Muito obrigado

Via: Home https://bit.ly/2Ws5ua5

 

Ver original em 'Abril de Novo Magazine' na seguinte ligação:

https://abrildenovomagazine.wordpress.com/2020/05/05/intervencao-do-presidente-da-delegacao-cubana-miguel-diaz-canel-bermudez-presidente-da-republica-de-cuba-na-cupula-virtual-do-movimento-de-paises-nao-alinhados-unidos-contra-o-covid-19/

Derrotar o imperialismo dos EUA em Playa Girón

 
 
Ramona Wadi* | Strategic Culture Foundation | 27 de abril de 2020
 
“Fizemos algumas coisas muito importantes, mas não nos proclamamos socialistas, nem proclamamos abertamente as doutrinas marxistas-leninistas. Girón acelerou o processo revolucionário.” 
 
As reflexões do líder cubano Fidel Castro sobre Playa Girón, discutidas com Ignacio Ramonet durante conversas que levaram à publicação da autobiografia do líder revolucionário, indicam a magnitude da derrota do imperialismo americano na invasão da Baía dos Porcos, que durou de 17 de abril a 19 de abril de 1961. Em menos de 72 horas, as forças revolucionárias cubanas derrotaram os 1.500 infiltrados treinados pela CIA.
 
O plano dos EUA de invadir Cuba e derrubar o governo e o processo revolucionários originados em 1960 pela Agência Central de Inteligência (CIA) durante a administração Eisenhower e herdados pela administração Kennedy. O objetivo era "promover a substituição do regime de Castro por mais um dedicado aos verdadeiros interesses do povo cubano e mais aceitável para os EUA de maneira a evitar qualquer aparência de intervenção dos EUA". Para conseguir isso, a CIA treinou dissidentes cubanos que moravam em Miami com o objetivo de realizar uma intervenção em Cuba com o objetivo de derrubar Fidel.
 
Após a derrota, o presidente JF Kennedy declarou : “Eu enfatizei antes que essa era uma luta de patriotas cubanos contra um ditador cubano. Embora não se esperasse que escondêssemos nossas simpatias, deixamos repetidamente claro que as forças armadas deste país não interviriam de forma alguma.”
 
 
Che Guevara e Fidel Castro
Os próximos comentários de Kennedy indicam a natureza da intervenção dos EUA na América Latina. “Mas uma nação do tamanho de Cuba é menos uma ameaça à nossa sobrevivência do que uma base para subverter a sobrevivência de outras nações livres em todo o hemisfério. Não é principalmente o nosso interesse ou a nossa segurança, mas o deles que está agora, hoje, em maior perigo. É por eles e por nós que devemos mostrar nossa vontade. ”
 
A derrota que os EUA sofreram nas mãos dos revolucionários cubanos consolidou preocupações imperialistas de que Cuba era capaz de influenciar uma transformação completa da região. Tais palavras, embora menos eloquentes, foram expressas por Henry Kissinger sobre o triunfo eleitoral de Salvador Allende e a transformação socialista que ocorreria sem a intervenção dos EUA.
 
Baseado em ajuda anterior à política externa dos EUA, em novembro de 1961, Kennedy assinou a Lei de Assistência Externa, que levou à criação da USAID, um programa que financia a subversão sob o pretexto de ajuda, sustentabilidade e desenvolvimento. Em Cuba, a USAID trabalha para "capacitar os cidadãos cubanos a trabalharem juntos de maneira independente e reduzir sua dependência do Estado". Por outras palavras, a USAID existe para criar bolsões de dissidência através das quais pode influenciar o abandono de princípios revolucionários. Nos últimos anos, a interferência da USAID foi amplamente divulgada através do caso de Alan Gross, um subempreiteiro envolvido em atividades de subversão em Cuba e divulgado mediante um acordo que previa o retorno dos demais membros dos Cinco Cubanos à ilha.
 
O próximo passo de Kennedy em fevereiro de 1962 foi ordenar o bloqueio ilegal a Cuba. Enquanto isso, na América Latina, os EUA adotaram os supostos objetivos da USAID de princípios humanitários e sustentabilidade para financiar a manutenção de ditaduras na América Latina e isolar Cuba no processo. Na região, o resultado foi uma rede terrorista de assassinatos, tortura e desaparecimentos forçados. Apesar das dificuldades económicas, a Revolução Cubana prevaleceu, com os EUA expressando cada vez mais uma premissa falsa de que a revolução chegaria ao fim com a morte de Fidel.
 
“Cuba pelos heróis que caíram em Giron para salvar o país da dominação estrangeira; Estados Unidos para mercenários e traidores que servem o estrangeiro contra seu país. ” Assim declarou Fidel na Segunda Declaração de Havana, em 4 de fevereiro de 1962.
 
A resposta cubana à invasão exibiu a unidade da revolução. Apesar das declarações de Kennedy tentando retratar os mercenários treinados pela CIA como patriotas cubanos, os EUA não conseguiram atrair um fragmento de apoio entre os cubanos, o que daria ao imperialismo a chance de trabalhar secretamente com o povo, como fazia em outros países do país. região como o Chile. Pelo contrário, a fixação dos EUA em eliminar Fidel resultou em mais de 600 planos bizarros, todos frustrados, assim como na ilha, os cubanos se educaram dentro de um sistema que praticava revolução e resiliência.
 
No aniversário deste ano, o presidente cubano Miguel Diaz Canel descreveu os eventos históricos como uma lição constante de mobilização revolucionária. Décadas desde o triunfo revolucionário e tendo sofrido o impacto da interferência e sanções económicas dos EUA, as diferenças entre a agressão dos EUA e o internacionalismo cubano só se tornaram mais pronunciadas. Os EUA ainda dependem da subversão para mudar o curso da Revolução Cubana, assim como em 1961 - calculando mal a lealdade do povo cubano. Nas palavras de Fidel, "eles podem ter acreditado em suas próprias mentiras e propaganda, e certamente subestimaram o povo cubano e nossos revolucionários cubanos".
 
© Imagem de topo: Wikimedia
 
*Ramona WADI
Ramona Wadi é pesquisadora independente, jornalista freelancer, revisora ​​de livros e blogueira. Sua escrita cobre uma variedade de temas em relação à Palestina, Chile e América Latina.

Ver o original em 'Página Global' na seguinte ligação:

https://paginaglobal.blogspot.com/2020/04/derrotar-o-imperialismo-dos-eua-em.html

Cuba enviou quase 1.500 médicos para fazer frente ao Covid-19 no mundo

 

Nas últimas semanas, 1.450 especialistas cubanos em saúde viajaram a vários países para contribuir na luta contra o Covid-19, uma pandemia que hoje afecta a grande maioria dos países.

Eles são membros do contingente de Henry Reeve, criado em 2005 pelo líder histórico de Cuba, Fidel Castro, para enfrentar situações de desastres e epidemias, como a do novo coronavírus.

Os quase 1.500 médicos e graduados em enfermagem compõem as 22 brigadas de saúde enviadas por Havana a pedido de governos de várias latitudes para ajudar a combater a doença.

A brigada itinerante mais recente chegou à África do Sul no dia anterior, composta por 217 profissionais.

Em Cuba, são considerados embaixadores da saúde e actualmente estão colocados em mais de vinte países da Europa, América Latina e Caribe, África e Médio Oriente.

Havana, 27 de Abril (Prensa Latina)

 

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Covid-19: Cuba envia 216 profissionais de saúde para a África do Sul

 
Um grupo de 216 profissionais de saúde partiu no sábado para África do Sul para ajudar na luta contra a covid-19, após um pedido de ajuda daquele país africano à ilha, segundo autoridades cubanas citadas pela EFE.
 
 
O grupo, composto por 85 médicos, 20 enfermeiros e 111 profissionais de várias áreas da saúde, viaja num voo especial da South African Airways, que deve chegar hoje a Joanesburgo.
 
A África do Sul é o quarto país africano a que acodem profissionais cubanos, devido à pandemia.
 
A brigada médica inclui especialistas de medicina geral, bioestatística, biotecnologia, técnicos e epidemiologistas, e faz parte do contingente internacional de emergências "Henry Reeve", que durante os últimos 15 anos prestou assistência em desastres naturais e crises sanitárias em cerca de 20 países.
 
Cada profissional foi cuidadosamente selecionado de acordo com a experiência e conhecimento na planificação, execução e gestão de casos clínicos, asseguraram as autoridades cubanas, citadas pela agência espanhola EFE.
 
Os profissionais cubanos seguirão para diversas províncias "segundo os planos estratégicos" do governo sul-africano, de acordo com a mesma fonte.
 
Cuba enviou pessoal médico para outros países africanos, como Cabo Verde ou Angola e Togo. No total, quase 1.500 especialistas cubanos saíram da ilha, desde o início da pandemia, para 21 nações da América Latina e Caribe, Europa, África e Médio Oriente, entre as quais Itália, Catar, México, Honduras, Venezuela, Haiti e Jamaica.
 
Segundo Havana, mais de 400.000 especialistas cubanos prestaram serviço em 164 países, até ao final de 2019.
 
Atualmente, há cerca ce 37.000 profissionais de saúde em 67 países, muitos deles com casos de covid-19.
 
O contingente médico internacional "Henry Reeve" foi criado pelo falecido presidente Fidel Castro em 2005 para ajudar o Estado de Nova Orleans (EUA), após a devastadora passagem do furacão Katrina, mas Washington recusou a ajuda.
 
Há cinco anos, a brigada "Henry Reeve" ajudou a controlar a epidemia de Ébola em África e o seu trabalho foi reconhecido pela Organização Mundial de Saúde (OMS) com um prémio em 2017.
 
A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 200.000 mortos e infetou mais de 2,8 milhões de pessoas em 193 países e territórios.
 
Perto de 800.000 doentes foram considerados curados.
 
Notícias ao Minuto | Lusa | Imagem: Lusa
 
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A pandemia mostra a necessidade de cooperação apesar das diferenças políticas

 
 
O impacto da COVID-19 já pode ser medido, e poderá ser avaliado no futuro, pela impressionante quantidade de pessoas infectadas, pelos números inaceitáveis de mortes, pelo indiscutível prejuízo à economia mundial, à produção, ao comércio, ao emprego e aos ganhos pessoais de milhões de pessoas. É uma crise que ultrapassa em grande medida o âmbito sanitário.
 
A pandemia chega e se propaga em um cenário previamente caracterizado pela brutal desigualdade económica e social, entre as nações e no seu interior, com fluxos migratórios e de refugiados sem precedentes; em que a xenofobia e a discriminação racial voltam a aflorar; e em que os impressionantes avanços da ciência e da tecnologia, particularmente em matéria de saúde, concentram-se cada vez mais no negócio farmacêutico e na comercialização da medicina, em lugar de estar voltado a garantir o bem-estar e a vida saudável das maiorias.
 
Chega a um mundo lastrado por padrões de produção e consumo, particularmente nos países mais industrializados e entre as elites dos países em desenvolvimento, que são reconhecidamente insustentáveis e incompatíveis com a condição limitada dos recursos naturais dos quais depende a vida no planeta.
 
Antes de identificar-se o primeiro enfermo, havia 820 milhões de pessoas famintas no mundo, 2 mil e 200 milhões sem serviços de água potável, 4 mil e 200 milhões sem serviços de saneamento geridos de forma segura e 3 mil milhões sem instalações básicas para  lavar as mãos.
 
Esse cenário é ainda mais inadmissível, quando se sabe que, no nível global, empregam-se por ano cerca de 618 mil e 700 milhões de dólares estadunidenses apenas em publicidade, e mais um bilião e 8 mil milhões de dólares estadunidenses em gasto militar e de armamentos, que são totalmente inúteis para combater a ameaça da COVID-19, com suas dezenas de milhares de mortes.
 
O vírus não discrimina entre uns e outros. Não distingue entre ricos e pobres, mas os seus efeitos devastadores se multiplicam ali, onde estão os mais vulneráveis, os de menos ganhos, no mundo pobre e subdesenvolvido, nos bolsões de pobreza das grandes urbes industrializadas. São sentidos com especial impacto ali, onde as políticas neoliberais e de redução dos gastos sociais limitaram a capacidade do Estado na gestão pública.
 
Faz mais vítimas, onde se cortaram as verbas governamentais dedicadas à saúde pública. Provoca mais prejuízo económico, onde o Estado tem poucas possibilidades ou carece de opções para resgatar os que perdem o emprego, fecham seus negócios e sofrem a redução dramática ou o fim de suas fontes de ganhos pessoais e familiares. Nos países mais desenvolvidos, provoca mais mortes entre os pobres, os imigrantes e, especificamente nos Estados Unidos, entre os afro-americanos e os latinos.
 
 
Como agravante, a comunidade internacional afronta essa ameaça global, numa ocasião em que a maior potência militar, económica, tecnológica e de comunicação do planeta pratica uma política externa dirigida a atiçar e promover os conflitos, as divisões, o chauvinismo e posições supremacistas e racistas. 
 
Num momento em que enfrentar globalmente a pandemia exige impulsar a cooperação e estimular o importante papel das organizações internacionais, particularmente da Organização das Nações Unidas (ONU) e da Organização Mundial da Saúde (OMS), o actual governo dos Estados Unidos ataca o multilateralismo e procura desqualificar a reconhecida liderança da OMS. Continua, ademais, em sua mesquinha intenção de aproveitar o momento, para impor o seu domínio e agredir a países de cujos governos discorda.
 
Disso, são exemplos ilustrativos, as recentes e graves ameaças militares contra a República Bolivariana da Venezuela e a proclamação, anteontem, pelo presidente dos Estados Unidos, do Dia e Semana Pan-americanos, de 14 a 18 de Abril, acompanhada de declarações neocoloniais e inspiradas na Doutrina Monroe, contra a Venezuela, Nicarágua e Cuba, em lembrança da Conferência Pan-americana, condenada 130 anos atrás por José Martí. Nesses mesmos dias, em 1961, ocorreram os combates de Praia Girón.
 
Outro exemplo é o ataque imoral e persistente contra o esforço cubano de oferecer solidariedade aos países que solicitaram cooperação para enfrentar a COVID-19. Em lugar de dedicar-se a promover a cooperação e estimular uma resposta conjunta, altos funcionários do Departamento de Estado daquele país dedicam o seu tempo a emitir declarações de ameaça contra aqueles governos que, ante o drama da pandemia, optam soberanamente por solicitar ajuda a Cuba.
 
Os Estados Unidos cometem um crime, e os seus funcionários sabem disso, quando, em meio a uma pandemia, ao atacar a cooperação internacional dada por Cuba, propõem-se a privar, a milhões de pessoas, do direito humano universal aos serviços de saúde.
 
A dimensão da actual crise nos obriga a cooperar e a praticar a solidariedade, mesmo reconhecendo diferenças políticas. O vírus não respeita fronteiras, nem ideologias. Ameaça a vida de todos, e é de todos, a responsabilidade de enfrentá-lo. Nenhum país deveria assumir que é suficientemente grande, rico ou poderoso, para defender-se por si só, em isolamento e ignorando os esforços e as necessidades dos demais.
 
É urgente compartilhar e oferecer informação de valor e confiável.
 
É preciso dar os passos que permitam coordenar a produção e distribuição de equipamento médico, meios de protecção e medicamentos, com um senso de justiça. Aqueles países com maior disponibilidade de recursos devem compartilhar com os mais afectados e com os que chegam à pandemia menos preparados.
 
Com esse enfoque, trabalha-se desde Cuba. Com ele, tenta-se oferecer a humilde contribuição de uma nação pequena, com escassas riquezas naturais e submetida a um longo e brutal bloqueio económico. Pudemos, durante décadas, acumular experiência no desenvolvimento da cooperação internacional em matéria de saúde, generosamente reconhecida pela Organização Mundial da Saúde e nossas contrapartes.
 
Nas últimas semanas, respondemos a solicitações de cooperação, sem nos determos a avaliar coincidências políticas ou vantagens económicas. Até o momento, foram enviadas, para unir-se ao esforço nacional e local de 20 países, 21 brigadas de profissionais da saúde, que se somam ou reforçam a brigadas de colaboração médica em 60 nações, as quais se incorporaram ao esforço de combater essa enfermidade onde já prestavam serviços.
 
Também compartilhamos alguns dos medicamentos produzidos pela ilha, os quais, segundo nossa prática, têm eficácia comprovada na prevenção ou tratamento da enfermidade. Adicionalmente, nosso pessoal médico participou, desde Cuba e via teleconferência, em consultas e debates sobre tratamentos específicos para pacientes ou grupos particulares destes, em vários países.
 
Esse esforço é realizado sem descuidar da responsabilidade de proteger a população cubana, o que se cumpre com rigor, apesar das imensas limitações  impostas pelo bloqueio económico, comercial e financeiro dos Estados Unidos. Quem desejar conhecer, encontrará os dados que sustentam esta afirmação, pois são públicos. Quem tiver um mínimo de decência, compreenderá que o bloqueio exerce uma pressão extraordinária sobre Cuba, quando esta busca garantir os insumos materiais e os equipamentos que sustentam o sistema de saúde pública e as condições específicas para enfrentar essa pandemia.
 
Um exemplo recente foi o de um carregamento de ajuda procedente da China, que não pôde chegar a Cuba, porque a empresa transportadora alegou que o bloqueio económico dos Estados Unidos o impedia. Diante disso, altos funcionários do Departamento de Estado tiveram o cinismo de declarar que os Estados Unidos, sim, exportam a Cuba, tanto medicamentos como equipamentos médicos. Não são capazes, porém, de respaldar essas falsidades com um único exemplo de alguma transacção comercial entre os dois países.
 
É sabido, e está mais que fundamentado, que o bloqueio económico é o principal obstáculo ao desenvolvimento de Cuba, para a prosperidade do país e para o bem-estar dos cubanos. Esta dura realidade, que se deve única e exclusivamente à obstinada e agressiva conduta do governo dos Estados Unidos, não nos impede  de oferecer nossa ajuda solidária. Não a recusamos a ninguém, nem mesmo a esse país que tanto prejuízo nos provoca, se fosse o caso.
 
Cuba está convencida de que o momento reclama cooperação e solidariedade. Sustenta que um esforço internacional e politicamente livre de preconceitos, para desenvolver e compartilhar a pesquisa científica e para trocar as experiências de diversos países no trabalho preventivo, na protecção dos mais vulneráveis e nas práticas de conduta social, ajudará a encurtar a duração da pandemia e a reduzir o ritmo das perdas de vidas. Crê firmemente que o papel e a liderança das Nações Unidas e da Organização Mundial da Saúde são imprescindíveis.
 
A expansão viral será detida, provavelmente, com mais rapidez e menos custo, se agirmos em conjunto. 
 
Ficará, então, a crise económica e social que vem provocando à sua passagem, e cujas dimensões ninguém é capaz de vaticinar com certeza.
 
Não se pode esperar esse momento, para unir vontades, com o fim de superar os grandes problemas e ameaças que encontraremos e responder aos que arrastamos desde antes de a pandemia começar a cobrar as primeiras vidas.
 
Se não se garante, aos países em desenvolvimento, o acesso à tecnologia, incluindo especialmente a do âmbito da saúde, que costuma concentrar-se nos países mais industrializados, e se estes não se dispõem a compartir, sem restrições ou egoísmos, os avanços da ciência e seus produtos, a imensa maioria da população do planeta ficará tão ou mais exposta que hoje, em um mundo cada vez mais interconectado. 
 
Se não se eliminam as medidas económicas coercitivas, motivadas por razões políticas, contra países em desenvolvimento, e se estes não forem exonerados da agoniante e impagável dívida externa e liberados da tutela impiedosa das organizações financeiras internacionais, não se poderá confiar na ilusão de que haverá uma melhor capacidade de resposta às desigualdades económicas e sociais, que, mesmo sem pandemia, matam milhões a cada ano, sem discriminar crianças, mulheres ou anciãos.
 
A ameaça à paz e à segurança internacional é real, e as agressões constantes contra determinados países a agravam.
 
É muito difícil esperar que o eventual fim da pandemia levará a um mundo mais justo, mais seguro e mais decente, se a comunidade internacional, representada pelos governos de cada país, não se apressar, desde agora, a conciliar e adoptar decisões que, até o momento, mostram ser obstinadamente evitadas.
 
Ficará também a incerteza sobre quão preparada estará a humanidade para a próxima pandemia. 
 
Ainda é tempo de actuar e de mobilizar a vontade dos que hoje têm a responsabilidade de fazê-lo. Deixar para as futuras gerações, poderá ser tarde demais.
 
» Declaração do Ministério das Relações Exteriores de Cuba - MINREX
 
Havana, 16 de Abril de 2020

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CUBA SALVA. SEM BLOQUEIO SALVARIA MAIS

 
 
Mercedes Martínez Valdês* | Diário de Notícias | opinião
 
Um dos pilares da política exterior do governo de Cuba, após do triunfo revolucionário de janeiro de 1959, tem sido o espírito internacionalista e solidário.
 
Com a figura do líder histórico Fidel Castro Ruz foram impulsionadas as práticas e ideias revolucionárias consequentes com esta máxima.
 
Já em maio do ano 1960, Cuba ofereceu ajuda médica internacional ao povo chileno, como consequência de um forte terramoto que assolou o país e causou grandes danos. De imediato, foi enviada uma brigada médica cubana, oito toneladas de equipamentos e produtos médicos e hospitalares, alimentos e roupa.
 
Posteriormente, também no mês de maio, mas de 1963, deslocaram-se 29 médicos, 4 estomatologistas, 14 enfermeiros e 7 técnicos para a República da Argélia, em resposta ao pedido do recém-nomeado Primeiro Ministro Ahmed Ben Bella. Desta maneira, deu-se início a primeira missão internacionalista do governo cubano.
 
Uma das principais tarefas da Revoluçâo foi o fortalecimento do sistema de saúde. Isto permitiu atingir a cifra de 8,2 médicos por cada milhar de habitantes. Uma das taxas mais altas do mundo, segundo o Banco Mundial.
 
Outra das fortalezas conquistadas tem sido a permanência de Cuba dentro dos 35 países, a nível mundial, com a taxa mais baixa de mortalidade infantil e dos primeiros na região latino-americana.
 
Graças às potencialidades deste sistema, mais de 400 000 profissionais do ramo tem prestado missão internacionalista e de cooperação em 164 países.
 
Ao escrever este artigo, são 593 os cooperantes que, organizados em quinze brigadas, dão assistência imediata para a detenção da pandemia COVID-19, em países como: Jamaica, São Vicente e Granadinas, Angola, República Togolesa, Andorra, Itália , dentre outros.
 
Tudo isto num contexto marcado pela nova campanha política e manobras de descrédito do governo dos Estados Unidos, para desestimular a cooperação de profissionais sanitários cubanos.
 
Contudo, isto não tem sido um freio para a cooperação. Recentemente, foi enviada uma segunda brigada médica para Itália, para reforçar as tarefas de contenção do COVID-19.
 
Mais da metade da equipa de profissionais enviados para o combate do coronavírus, em diferentes partes do mundo, se distinguiu pela prestação de serviços contra o Ébola em África Ocidental, e são membros da brigada "Henry Reeve", especializada em situações de desastres e graves epidemias.
 
Entanto, em Cuba, o sistema de atenção primária da saúde é o principal elo no controlo da pandemia.
 
A vigilância nos bairros é permanente e sistemática. Alem disso foram habilitados centros de evacuação e internamento, distantes das cidades, para o isolamento dos casos de suspeita da doença e atenção aos contagiados.
 
Tudo isto acontece numa pequena ilha das Caraíbas, bloqueada e hostilizada durante sessenta anos; mas onde prevalece a prática das relações internacionais sob a máxima da solidariedade e o humanismo. Os nossos médicos estão a espalhar amor, profissionalismo, humanismo, altruísmo e isto e feito com os países cujos governos têm solicitado o seu apoio, sem pedir pagamento, sem pedir nada em troca, em momentos que a humanidade o necessita.
 
Porque como disse o líder histórico Fidel Castro: "Nas relações internacionais praticamos a nossa solidariedade com factos não com belas palavras. (...) Eles expressam a pureza, o desinteresse, o espírito de solidariedade e a consciência internacionalista, que a Revolução tem forjado no nosso povo.
 
*Embaixadora de Cuba em Portugal

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Mais um golpe criminoso made USA

Cuba. Empresa dos EUA compra fornecedor de respiradores artificiais que suspende remessas devido ao bloqueio
 
A empresa americana Vyaire Medical Inc. comprou a IMT Medical and Acutronic, fornecedora de respiradores artificiais para Cuba, anunciando de imediato a suspensão comercial com Cuba “as diretrizes que temos é de suspender todas as relações comerciais com a Medicuba”.
 
Cuba tentou adquirir medicamentos e insumos em 60 empresas do país do norte, das quais apenas duas responderam, incluindo a Bayer, com a qual foi assinado um acordo que não pôde ser executado devido à proibição emitida pelo Departamento. do Tesouro dos EUA com a justificativa de que, supostamente, a sua permissão havia expirado.
 
Augusto Santos Silva e o governo PS navegam neste barco criminoso, madeUSA.

 

Via: as palavras são armas https://bit.ly/2V4TKL9

 

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O interferão cubano na China

Angel Guerra Cabrera *

A seleção pelas autoridades sanitárias chinesas do interferão cubano alfa 2B (IFRrec), entre outros 30 medicamentos, para combater o novo coronavírus Covid-19, não deveria surpreender.

De facto, existe no gigante asiático uma empresa mista sino-cubana, na província de Jilin, que, com tecnologia cubana, produz o fármaco desde 2007, que tem sido utilizado com bons resultados pelo sistema de saúde chinês para combater doenças virais, especialmente as hepatite B e C.

 

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O interferão alfa (IFNrec) é produzido com o uso de biotecnologia cubana na China

Foto: Sputnik.

A seleção pelas autoridades sanitárias chinesas do interferão cubano alfa 2B (IFRrec), entre outros 30 medicamentos para combater o novo coronavírus Covid-19, não deveria surpreender.

De facto, existe no gigante asiático uma empresa mista sino-cubana, na província de Jilin, que, com tecnologia cubana, produz o fármaco desde 2007, que tem sido utilizado com bons resultados pelo sistema de saúde chinês para combater doenças virais, especialmente as hepatite B e C.

O produto também pode ser usado para tratar infeções por HIV, a papilomatose respiratória causada pelo papiloma humano e condiloma acuminado.

O interferão alfa 2B tem a vantagem de, em situações como estas, ser um mecanismo de proteção; o seu uso evita que os pacientes com a possibilidade de agravamentos e complicações cheguem a essa fase e, finalmente,  morram”, afirmou o doutor em ciências Luis Herrera Martínez, um dos criadores do INF recombinante em Cuba e, atualmente, consultor científico e comercial do grupo empresarial cubano BioCubaFarma, detentor da patente, fabricante e distribuidor desse e de outros produtos da biotecnologia cubana.

Mas é natural que notícias como essa causem estranheza ou curiosidade em muitas pessoas, já que Cuba é um país pobre e subdesenvolvido, sujeito ao bloqueio impiedoso dos Estados Unidos, e isso pode levar a duvidar de que possua uma indústria biotecnológica de alcance internacional. Além disso, há a tremenda dificuldade de a maior das Antilhas ser um dos países sobre o qual o mecanismo da maquinaria mediática dominante mais desinforma.

Muitos mexicanos podem-no explicar melhor, nestes tempos em que comprovam diariamente a forma grotesca de como a maioria dos média nacionais e internacionais deforma a realidade da administração do governo do presidente Andrés Manuel López Obrador. São os mesmos média que também silenciam as conquistas económicas, sociais, humanísticas e científicas que Cuba alcança, no meio ao assédio redobrado de Washington, porque o seu interesse editorial é desqualificar esse país.

Por isso, muitos não sabem que, em 1965, Fidel Castro inspirou o surgimento do Centro Nacional de Investigação Científica (CNIC), onde muitos jovens licenciados em Medicina acudiram voluntariamente ao seu apelo para se formarem como investigadores. Gradualmente, foram surgindo novos centros de investigação, a partir da colheita do CNIC.

Até então, Fidel havia dado um enorme impulso ao desenvolvimento das ciências médicas e da investigação neste campo e procurava novas descobertas científicas e tecnológicas para fortalecer o sistema de saúde pública universal, criado pela Revolução Cubana. De forma que, em 1981, indagou do oncologista norte-americano, Randolph Lee Clark, que visitava Havana, o que havia de novo sobre a cura do câncer. O seu interlocutor falou-lhe de trabalhos que se vinham realizando com um novo medicamento chamado interferão, no Hospital Anderson e no Instituto Tumoral, no Texas, que ele dirigia.

O comandante interessou-se pela possibilidade de enviar profissionais cubanos para se familiarizarem com o novo produto, que só existia em alguns países do primeiro mundo, e Clark concordou em receber dois investigadores, algo possível na altura porque Trump não estava na Casa Branca. Os cubanos cumpriram a missão, mas não puderam trazer o INF no regresso à ilha, porque o centro hospitalar dos EUA o recebia da Finlândia, onde era produzido sob a direção do professor Kari Kantel, em Helsínquia.

Os enviados, convocados por Fidel na chegada a Cuba, explicaram-lhe a necessidade de um grupo de investigadores realizar um estágio no laboratório do Dr. Kantel, para aprender a produzir o INF de bancos de glóbulos. Entre o momento em que o líder da Revolução Cubana ouviu uma sugestão como essa e a partida dos investigadores para Helsínquia não passaram muitos dias.

Fidel, preocupado com a saúde de seus compatriotas como poucos chefes de Estado e, deve dizer-se, com humanidade, viu no novo produto a possibilidade de salvar muitas vidas. Isso explica não só a viagem de cinco cubanos e uma cubana ao centro de Kantel, na Finlândia, mas também o facto de, em menos de quatro meses após o seu regresso a Cuba, terem as primeiras quantidades de INF de bancos de glóbulos produzidos na ilha e, logo a seguir, de INF recombinante, que permite aumentar a produção e é o tipo indicado na maioria das enfermidades.

O aparecimento do INF na ilha coincidiu com uma grande epidemia de dengue, o que permitiu que vários casos graves fossem tratados com sucesso com o novo produto. Assim, em 1981, Cuba tornou-se o primeiro país do terceiro mundo a produzir INF.

Dessa iniciativa surgiu o Centro de Investigações Biológicas e, cinco anos depois, uma instituição com objetivos muito mais complexos e ambiciosos do ponto de vista científico: o Centro de Engenharia Genética e Biotecnologia.

O interferon é uma substância produzida por células do sistema imunológico dos animais vertebrados e pode ser produzido em grandes quantidades em laboratório. Refinado a partir de bactérias ou levedura chama-se-lhe recombinante e neutraliza as doenças virais mencionadas na primeira parte deste artigo. Também é útil para ajudar a combater certos tipos de câncer e outras doenças virais, como o Covid-19.

Quando a China decidiu usar o interferon alfa 2B (IFRrec) no combate ao Covid-19 não havia quantidades suficientes do medicamento nos armazéns da empresa sino-cubana Chang Heber. Explica a sua diretora executiva, Li Wenlan: “Ao saber do grave surto do novo coronavírus na China e da necessidade urgente do interferon original para a produção de medicamentos antivirais, o lado cubano adiou os seus anteriores pedidos de importação à China. Além disso, nomeou um grupo de especialistas cubanos para ajudar a China”. Como Cuba adiou a favor da China a receção de quantidades de IFRrec produzidas por Chang Heber, foi possível diminuir de 50 para 21 dias o tempo para disponibilizar uma certa quantidade do produto aos pacientes chineses.

A cooperação cubana foi mencionada numa conversa telefónica do presidente Xi Jinping com o seu colega cubano Miguel Díaz-Canel. Xi disse que a China aprecia muito o entendimento que o lado cubano e o próprio presidente Díaz-Canel demonstraram relativamente aos esforços da China contra a epidemia.

É muito interessante que nesta conversa, por volta de 28 de fevereiro, já o presidente chinês afirmava que “a tendência positiva” na prevenção e controle do Covid-19 “estava a ganhar força” e que o seu país tinha “total confiança, capacidade e certeza” de que  vencerá a batalha contra a epidemia. Os factos confirmaram a afirmação de XI, com a constante diminuição do número de infetados e falecidos na China – ultimamente quase exclusivamente em Hubei, cuja capital, Wuhan, é o epicentro da epidemia.

O facto de já terem encerrado os 16 hospitais provisórios autorizados em Hubei para o tratamento da doença e de, na segunda-feira, dia 5, só terem aparecido 19 casos em toda a China, dois deles importados, demonstra a robustez, o humanismo e a capacidade de resolver com eficiência problemas muito complexos, que caracterizam o sistema sociopolítico do gigante asiático, ao contrário do que afirmam as calúnias e mentiras racistas, anticomunistas e antichinesas dos média ocidentais hegemónicos.

Na conversa telefónica, Xi acrescentou que a China está disposta a continuar a cooperação com Cuba nos campos da medicina e do controle de epidemias. China e Cuba “são bons amigos, bons camaradas e bons irmãos, que podem depender um do outro em momentos difíceis e são tão próximos quanto os lábios e os dentes”.

O líder chinês lembrou que este ano se comemora o sexagésimo aniversário das relações diplomáticas bilaterais, acrescentando que o seu país aproveitará a oportunidade para elevar a novos níveis o intercâmbio e a cooperação em diferentes campos, desde um novo ponto de partida histórico.

Não me lembro de ter lido palavras mais calorosas do líder chinês para com outro país. Por seu lado, Díaz-Canel enfatizou que esta experiência demonstrou plenamente a capacidade de mobilização da China e as vantagens do sistema socialista. Acrescentou que a resposta oportuna e eficaz da China deu excelentes contribuições para controlar a propagação da epidemia, o que tem sido muito apreciado pela comunidade internacional, incluindo a ONU e a OMS.

O Dr. Luis Herrera disse que o interferão foi a inspiração da biotecnologia cubana. O comandante, sempre visionário, agarrou neste produto como se fosse uma alavanca e, à sua volta, desenvolveu a produção natural e criou as bases para o desenvolvimento intensivo da engenharia genética. O amadurecimento de uma indústria biotecnológica na ilha expressa-se com o surgimento do poderoso Grupo Empresarial Biocubafarma, que emprega mais de 22.000 trabalhadores, exporta para mais de 50 países, possui 1.800 patentes fora de Cuba e a sua renda anual é de cerca de 2.000 milhões de dólares, um item totalmente novo nas exportações cubanas, que, além disso, contribuiu substancialmente para a saúde do povo.

Entre as instituições inscritas no grupo estão o Centro de Engenharia Genética e Biotecnologia, o Centro de Produção de Animais de Laboratório, o Centro Nacional de Biopreparações, o Centro de Imunoensaios e o Centro de Imunologia Molecular. Cuba criou medicamentos exclusivos de muito prestígio: entre outros, o Heberprot-P, para a cura do pé diabético; a vacina CIMAvax-EFG C abriu uma esperança para a sobrevivência das pessoas que sofrem de câncer de pulmão; o PPG é principalmente usado para diminuir o colesterol, mas já se demonstrou que tem efeitos antiplaquetários, anti-isquémicos e antitrombóticos; o VA-MENGOC-BC é a única vacina eficaz no mundo que ataca os meningococos B e C.

*Angel Guerra Cabrera – jornalista cubano residente no México y colunista do diário La Jornada.

Fonte: http://www.cubadebate.cu/opinion/2020/03/15/el-interferon-cubano-en-china/#.Xm-7nKj7TIU, publicado em 2020/03/15, acedido em 2020/03/16

Tradução do castelhano de PAT

 

Ver original em 'Pelo Socialismo' na seguinte ligação:

https://pelosocialismo.blogs.sapo.pt/o-interferao-cubano-na-china-91446

'Calúnia total e infundada com implicações perigosas', diz Cuba sobre acusações de narcotráfico

Carro descapotável norte-americano clássico passando ao lado da embaixada dos Estados Unidos em meio a bandeiras cubanas hasteadas na Tribuna Anti-Imperialista, um palco no passeio marítimo de Malecon, em Havana, Cuba, 26 de julho de 2015
© AP Photo / Desmond Boylan

O chanceler cubano, Bruno Rodríguez Parrilla, e o embaixador do país nos EUA, Carlos Fernández de Cossío, expressaram seu desagrado sobre a incriminação norte-americana de narcotráfico com Venezuela.

Bruno Rodríguez Parrilla, ministro das Relações Exteriores cubano, rejeitou as acusações envolvendo Cuba em alegadas operações de tráfico de droga, emitidas por um funcionário do Departamento de Defesa dos EUA e publicadas na revista norte-americana Newsweek.

 

"Rejeito a suposta alegação de um alto funcionário não nomeado do Pentágono, citada pela Newsweek, de que a comunidade de serviços secretos tem provas de tráfico de droga entre Cuba e a Venezuela. É uma calúnia total e infundada, com implicações perigosas".

O artigo cita um alto funcionário anônimo do Pentágono como tendo afirmado haver provas de que o presidente venezuelano Nicolás Maduro estaria traficando droga entre a Venezuela e Cuba usando embarcações.

Carlos Fernández de Cossío, diretor-geral para os EUA do Ministério das Relações Exteriores cubano, também se pronunciou sobre a questão.

 

"Segundo a Newsweek, um 'alto funcionário' não identificado do Pentágono afirmou que houve transporte de drogas entre a Venezuela e Cuba. É uma declaração perigosa e irresponsável, totalmente infundada.

O governo dos EUA sabe perfeitamente que o 'alto funcionário' está mentindo".

Segundo a própria Newsweek, outros funcionários do governo dos EUA disseram que esta operação antidroga levada a cabo pela Casa Branca e centrada na Venezuela e Cuba apenas procura distrair das atenções da crise nos EUA gerada pelo novo coronavírus SARS-CoV-2.

EUA no Caribe

O presidente norte-americano Donald Trump anunciou em 1º de abril o envio de navios de guerra, aviões e tropas em uma operação antidroga na zona do Caribe, ao largo da costa da Venezuela, destinada a aumentar a vigilância e as apreensões de carregamentos de droga nesta região.

O anúncio desta operação antidroga coincidiu com uma "proposta" lançada por Washington, conhecida como o Quadro Transitório Democrático para a Venezuela, que apela à demissão do presidente venezuelano Nicolás Maduro, à constituição de um governo de transição e à realização de eleições.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/americas/2020040915432973-calunia-total-e-infundada-com-implicacoes-perigosas-diz-cuba-sobre-acusacoes-de-narcotrafico/

A comunicação social portuguesa esconde

 

Depois de expulsos Bolsonaro pede que regressem!

Brazil’s far-right government requested the return of thousands of Cuban doctors to help fight the coronavirus. Months ago, President Jair Bolsonaro smeared the doctors as “terrorists” and expelled them.

Por sua vez Macron esconde a solidariedade
 
Alerte ! Armées de seringues, les blouses blanches cubaines avancent vers la France
 
 
Le 21 mars, 41 députés français de tous bords (du LR à LFI) ont demandé au Premier ministre d’autoriser le renfort dans l’hexagone de médecins cubains.
Le 29 mars, 12 médecins, 26 infirmières et un technicien cubains sont arrivés en Andorre, minuscule principauté dont le coprince est Emmanuel Macron.
RFI nous apprend le 31 mars 2020 que « Le gouvernement français demande, en pleine crise du Covid-19, d’accueillir des médecins cubains sur son sol. La Martinique, la Guadeloupe, la Guyane et Saint-Pierre-et-Miquelon sont concernés ».
Bref, le gouvernement français demande l’aide cubaine en périphérie, là où ça ne se voit pas trop parce que, entre manger son chapeau et sauver des vies dans l’Hexagone, le choix est 
 

Via: FOICEBOOK https://bit.ly/3aMV2jg

 

Ver original em 'Abril de Novo Magazine' na seguinte ligação:

https://abrildenovomagazine.wordpress.com/2020/04/05/a-comunicacao-social-portuguesa-esconde/

Nem a pandemia cessa o bloqueio: Donativo de empresa chinesa não pôde chegar a Cuba

 
 
– Notícias como esta são omitidas pelos media corporativos
 
Carlos Miguel Pereira Hernández [*]
 
 
Para Cuba, as coisas são sempre mais difíceis. Nem em tempos de pandemia deixam os cubanos respirarem tranquilos
Em 13 de Março último Jack Ma, fundador do Alibaba, o gigante electrónico chinês e a fundação que tem o seu nome, anunciaram ao mundo a sua intenção de doar aos EUA 500 mil kits de detecção rápida do COVID-19 e de um milhão de máscaras, ignorando frases xenófobas e racistas do seu actual presidente. Antes disso já havia feito doações a outros países, como o Japão, Coreia do Sul, Itália, Irão e Espanha, considerados então como os que estavam expostos ao maior perigo, exprimindo assim seu apelo transparente para unir esforços nesta batalha dura e desigual. Um segundo envio de donativos para apoiar os trabalhos de prevenção na Europa chegou ao aeroporto belga de Liège em 16 de Março. Nesse mesmo dia informava-se também da chegada à Etiópia de outro carregamento destinado aos 54 países africanos. No dia seguinte, um voo de Hangzhou para Roma levava fornecimentos médicos para a Cruz Vermelha Italiana e anunciava-se que mais kits e máscaras iam a caminho. Nesse mesmo dia, outro avião chegava a Saragoça, Espanha, com outra carga de umas 500 mil máscaras e outros equipamentos médicos para apoiar o combate contra o novo Coronavírus. Nesse dia uma mensagem na conta de Jack Ma no twitter assegurava em castelhano #Estevirusloparamosentretodos. Um dia depois outro avião chegava a Liège para apoiar os esforços da Bélgica e da França. A agência chinesa XINHUA destacou que a fundação Jack Ma incrementava seus esforços para proporcionar mais apoio aos países afectados, especialmente a Itália, Bélgica, Espanha, Eslovénia, França, Áustria, Dinamarca, Alemanha, Irlanda e Países Baixos. No dia 19 chegava a vez de vizinhos asiáticos como a Indonésia, Malásia, Filipinas e Tailândia. No dia 21 mais fornecimentos de emergência para o Afeganistão, Bangladesh, Cambodja, Laos, Maldivas, Mongólia, Myanmar, Nepal, Paquistão e Sri Lanka. Dias depois envios semelhantes chegavam ao Azerbaidjão, Butão, Índia, Cazaquistão, Quirguistão, Uzbequistão e Vietname. Os países asiáticos já somavam 23. Em 22 de Março, à medida que a pandemia avançava, chegava a vez da América Latina e do Caribe. O novo tuite de Jack Ma anunciava o envio de 2 milhões de máscaras, 400 mil kits de diagnóstico rápido e 104 ventiladores para 24 países da região, dentre eles Cuba, Argentina, Brasil, Chile, Equador, República Dominicana e Peru. No dia 24 uma mensagem do embaixador chinês no Panamá confirmava a próxima chegada a esse país de 100 mil máscaras e 10 kits de diagnóstico, enquanto o seu colega em Havana confirmava o mesmo. Ainda em 30 de Março anunciavam-se envios adicionais de equipamentos tais como ventiladores, luvas e fatos médicos protectores. O hashtag #OneWorldOneFight tornou-se tendência nas redes.
 
BLOQUEIO IMPLACÁVEL CONTRA CUBA Contudo, entre tantas notícias e anúncios, um desses envios não pôde chegar ao seu destino final. Acontece que o seu transportador – uma empresa estado-unidense contratada para isso – recusou na última hora essa encomenda. Argumentou ela que as regulações do bloqueio económico, comercial e financeiro imposto contra o país de destino, reforçadas pela actual administração dos EUA, a impediam de fazê-lo. Assim, o nobre, descomunal e louvável esforço do fundador da Alibaba e da Fundação Jack Ma, que havia conseguido alcançar mais de meia centena de países de todo o mundo, não pode chegar ao solo cubano. Não lhes importou quão necessários poderiam ser esses recursos na batalha travada por esta pequena ilha do Caribe assediada e bloqueada. Mais uma vez, impõe-se o injusto, arbitrário e ilegal bloqueio que tudo perturba. Nosso agradecimento ao Sr. Ma por haver pensado em nós e pelos esforços que ainda faz para que a contribuição da sua fundação chegue por fim ao seu destino. As coisas para Cuba serão sempre mais difíceis. Por isso, cada êxito, cada pequeno passo em frente, converte-se num triunfo colossal contra os demónios.
 
Ver também:

Ver o original em 'Página Global' na seguinte ligação:

https://paginaglobal.blogspot.com/2020/04/nem-pandemia-cessa-o-bloqueio-donativo.html

'Pretexto oportunista': chanceler cubano condena operação militar dos EUA perto da Venezuela

Chanceler cubano, Bruno Rodríguez Parrilla
© AP Photo / Alex Brandon

A operação militar dos Estados Unidos perto da Venezuela representa uma ameaça à paz na região, afirmou o ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez Parrilla.

Em um tweet, o chanceler cubano observou que o envio de navios de guerra para perto da Venezuela e os movimentos de tropas especiais perto das fronteiras deste país sul-americano, através de um pretexto oportunista de combate ao narcotráfico, são uma violação do status da América Latina como uma zona de paz e constituem um grave perigo de guerra, escreve portal cubano Granma.

 

​Operação militar anunciada pelo governo dos EUA, que implica envio de navios de guerra para perto da Venezuela e movimentos de tropas especiais, constitui uma grave ameaça à paz de todos na região. Suposto combate ao narcotráfico é apenas um pretexto oportunista.

Na quarta-feira (1º), o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou a transferência de navios da Marinha para a região do Caribe visando intensificar as operações antidrogas após acusações de narcotráfico contra Nicolás Maduro.

A operação envolve navios de guerra da Marinha, aeronaves de vigilância com Sistema Aéreo de Alerta e Controle (AWACS, na sigla em inglês) e forças especiais terrestres.

Na quinta-feira (26), o procurador-geral dos Estados Unidos, William Barr, lançou acusações contra Maduro e vários altos funcionários venezuelanos, alegando que estariam envolvidos em narcotráfico.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/americas/2020040315411284-pretexto-oportunista-chanceler-cubano-condena-operacao-militar-dos-eua-perto-da-venezuela/

Nem em tempos de pandemia cessa o bloqueio:  Donativo de empresa chinesa não pôde chegar a Cuba

– Notcias como esta so omitidas pelos media corporativos

por Carlos Miguel Pereira Hernández [*]

Trump reforçou o bloqueio contra Cuba. 

Para Cuba, as coisas são sempre mais difíceis. Nem em tempos de pandemia deixam os cubanos respirarem tranquilos.

Em 13 de Março último Jack Ma, fundador do Alibaba, o gigante electrónico chinês e a fundação que tem o seu nome, anunciaram ao mundo a sua intenção de doar aos EUA 500 mil kits de detecção rápida do COVID-19 e de um milhão de máscaras, ignorando frases xenófobas e racistas do seu actual presidente. Antes disso já havia feito doações a outros países, como o Japão, Coreia do Sul, Itália, Irão e Espanha, considerados então como os que estavam expostos ao maior perigo, exprimindo assim seu apelo transparente para unir esforços nesta batalha dura e desigual.

Um segundo envio de donativos para apoiar os trabalhos de prevenção na Europa chegou ao aeroporto belga de Liège em 16 de Março. Nesse mesmo dia informava-se também da chegada à Etiópia de outro carregamento destinado aos 54 países africanos. No dia seguinte, um voo de Hangzhou para Roma levava fornecimentos médicos para a Cruz Vermelha Italiana e anunciava-se que mais kits e máscaras iam a caminho.

Nesse mesmo dia, outro avião chegava a Saragoça, Espanha, com outra carga de umas 500 mil máscaras e outros equipamentos médicos para apoiar o combate contra o novo Coronavírus. Nesse dia uma mensagem na conta de Jack Ma no twitter assegurava em castelhano #Estevirusloparamosentretodos. Um dia depois outro avião chegava a Liège para apoiar os esforços da Bélgica e da França. A agência chinesa XINHUA destacou que a fundação Jack Ma incrementava seus esforços para proporcionar mais apoio aos países afectados, especialmente a Itália, Bélgica, Espanha, Eslovénia, França, Áustria, Dinamarca, Alemanha, Irlanda e Países Baixos.

No dia 19 chegava a vez de vizinhos asiáticos como a Indonésia, Malásia, Filipinas e Tailândia.

No dia 21 mais fornecimentos de emergência para o Afeganistão, Bangladesh, Cambodja, Laos, Maldivas, Mongólia, Myanmar, Nepal, Paquistão e Sri Lanka. Dias depois envios semelhantes chegavam ao Azerbaidjão, Butão, Índia, Cazaquistão, Quirguistão, Uzbequistão e Vietname. Os países asiáticos já somavam 23.

Em 22 de Março, à medida que a pandemia avançava, chegava a vez da América Latina e do Caribe.

O novo tuite de Jack Ma anunciava o envio de 2 milhões de máscaras, 400 mil kits de diagnóstico rápido e 104 ventiladores para 24 países da região, dentre eles Cuba, Argentina, Brasil, Chile, Equador, República Dominicana e Peru. No dia 24 uma mensagem do embaixador chinês no Panamá confirmava a próxima chegada a esse país de 100 mil máscaras e 10 kits de diagnóstico, enquanto o seu colega em Havana confirmava o mesmo.

Ainda ontem, 30 de Março, anunciavam-se envios adicionais de equipamentos tais como ventiladores, luvas e fatos médicos protectores. O hashtag #OneWorldOneFight tornou-se tendência nas redes.

BLOQUEIO IMPLACÁVEL CONTRA CUBA

Contudo, entre tantas notícias e anúncios, um desses envios não pôde chegar ao seu destino final. Acontece que o seu transportador – uma empresa estado-unidense contratada para isso – recusou na última hora essa encomenda. Argumentou ela que as regulações do bloqueio económico, comercial e financeiro imposto contra o país de destino, reforçadas pela actual administração dos EUA, a impediam de fazê-lo.

Assim, o nobre, descomunal e louvável esforço do fundador da Alibaba e da Fundação Jack Ma, que havia conseguido alcançar mais de meia centena de países de todo o mundo, não pode chegar ao solo cubano. Não lhes importou quão necessários poderiam ser esses recursos na batalha travada por esta pequena ilha do Caribe assediada e bloqueada. Mais uma vez, impõe-se o injusto, arbitrário e ilegal bloqueio que tudo perturba.

Nosso agradecimento ao Sr. Ma por haver pensado em nós e pelos esforços que ainda faz para que a contribuição da sua fundação chegue por fim ao seu destino. As coisas para Cuba serão sempre mais difíceis. Por isso, cada êxito, cada pequeno passo em frente, converte-se num triunfo colossal contra os demonios.

Ver original em 'RESISTIR.INFO' na seguinte ligação:

https://resistir.info/cuba/bloqueio_01abr20.html

'Criminoso bloqueio' dos EUA impediu entrega de kits de testes para COVID-19 a Cuba, diz presidente

O navio de assalto anfíbio USS Kearsarge e o contratorpedeiro de mísseis guiados da classe Arleigh Burke, USS Bainbridge.
© AP Photo / Marinha dos EUA

Havana expressou seu repúdio por Washington ter bloqueado a chegada de kits de teste e ventiladores vindos da China para cuidar de pacientes com a COVID-19.

Uma empresa norte-americana havia sido escolhida para transportar para Cuba kits de teste da COVID-19 e ventiladores doados pelo magnata chinês Jack Ma, filantropo chinês e proprietário do gigante do comércio eletrônico Alibaba.

No entanto, depois cancelou a entrega no último momento devido a suas preocupações com a possibilidade de violar a Lei Helms-Burton de 1995 dos EUA, que reforçou as sanções contra Cuba, segundo a Agência de Notícias Xinhua. Os Estados Unidos mantêm um embargo comercial contra Cuba desde 1960.

 

O criminoso bloqueio do governo imperial viola os direitos humanos do povo cubano.

Cuba denuncia que a doação de material médico a Cuba para combater a COVID-19, da fundação chinesa Alibaba, não pôde chegar devido à regulamentação do bloqueio criminoso do governo dos EUA contra nosso povo.

Jack Ma disse em março que doaria os produtos a 24 países da América do Sul e Caribe, incluindo Cuba.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/americas/2020040215407347-criminoso-bloqueio-dos-eua-impediu-entrega-de-kits-de-testes-para-covid-19-a-cuba-diz-presidente/

Declaração dos Partidos Comunistas da América do Sul perante a Covid-19

Uma declaração conjunta, assinada pelos partidos comunistas da América do Sul, destaca o papel decisivo dos trabalhadores cubanos da saúde no enfrentamento da pandemia que está a devastar o mundo.

Estas organizações políticas saudaram a realização da Teleconferência de ministros da Saúde e ministérios das Relações Exteriores, convocada pela presidência pro-tempore mexicana da Celac, um espaço que elas consideram «o único onde todos os países de Nossa América se podem encontrar com a presença inestimável de Cuba», que eles descreveram como «vanguarda mundial em inovação médica e bioquímica e em ética humanística».

Além disso, participaram na Organização Pan-Americana da Saúde e uma delegação de alto nível da República Popular da China.

«A pandemia da Covid-19 revela tragicamente as deficiências nos sistemas de saúde da maior parte da região, resultado de políticas impopulares seguidas por governos neoliberais subordinados ao grande capital monopolista», afirmou o comunicado.

Via: Home https://bit.ly/3dQBLPN

 

Ver original em 'Abril de Novo Magazine' na seguinte ligação:

https://abrildenovomagazine.wordpress.com/2020/04/02/declaracao-dos-partidos-comunistas-da-america-do-sul-perante-a-covid-19/

França aceita ajuda médica cubana para combater COVID-19 em seus departamentos ultramarinos

Um contingente de emergência de médicos e enfermeiros cubanos chega ao aeroporto italiano de Malpensa após viajar de Cuba para ajudar a Itália a combater a propagação do coronavírus (COVID-19), perto de Milão, Itália, 22 de março de 2020
© REUTERS / Daniele Mascolo

Após a Itália e Andorra, a França, duramente atingida pelo SARS-CoV-2, acaba de aceitar ajuda médica de Cuba para seus territórios ultramarinos, confrontados com falta de médicos.

O governo francês acaba de aceitar em 31 de março, por decreto, receber a ajuda médica oferecida por Cuba, a fim de combater a propagação da pandemia de COVID-19, anuncia a RFI. Esta decisão visa suprir a falta de pessoal hospitalar em seus departamentos ultramarinos.

Os departamentos ultramarinos franceses da Martinica, Guadalupe, Guiana Francesa e Saint-Pierre-et-Miquelon, todos situados na América, beneficiarão assim da ajuda cubana, que permitirá também a Havana reforçar sua diplomacia através da cooperação médica internacional.

A senadora francesa eleita pela Martinica, Catherine Conconne (Partido Progressista da Martinica), que já tinha participado da revisão da lei de bases do sistema de saúde em 2019, saudou a iniciativa do governo francês.

"Foi tomada principalmente para fortalecer os nossos centros hospitalares universitários. Faltam algumas especialidades médicas e temos dificuldade em trazer médicos da Europa. Esta decisão nos permite beneficiar dos recursos fraternais cubanos. Então, para mim, isto é uma vitória, uma grande alegria. Que este decreto chegue em meio de uma crise de coronavírus é muito bom", afirmou a senadora à RFI.

Internacionalismo médico cubano

Esta ajuda é bem-vinda entre os médicos em serviço nestes departamentos franceses não só para enfrentar esta crise de saúde mas também para preencher o baixo número de médicos por habitante. Para Cuba, esta pandemia global é uma forma de promover sua medicina internacionalista.

Os primeiros passos foram dados por uma vintena de deputados franceses oriundos de diversos quadrantes políticos, que em 21 de março endereçaram uma carta ao premiê Edouard Philippe, exigindo ajuda médica cubana para fazer face ao COVID-19, relatou o jornal Le Figaro.

"Pedimos que peça ao governo cubano que disponibilize sem demora recursos médicos no âmbito da cooperação internacional para lidar com a emergência", refere a carta.

Os signatários deste apelo, em sua maioria pertencentes ao grupo de amizade França-Cuba na Assembleia Nacional, asseguraram na missiva que "o governo de Cuba declarou a sua disponibilidade para enviar uma brigada médica para as nossas regiões mais afetadas".

Michel Lambert, presidente do grupo e ex-membro do parlamento francês, citado pelo Le Figaro, afirmou que "Cuba desenvolveu, de fato, uma perícia rara na gestão de crises epidêmicas de saúde em todos os continentes. Cuba tem recursos humanos especializados prontos para agir".

A pequena ilha socialista caribenha, muito conhecida pela sua experiência na área da medicina, já tinha respondido ao apelo da Itália enviando em 21 de março para a Lombardia, a região mais afetada pela pandemia, uma equipa de 52 médicos e enfermeiros, alguns dos quais combateram a epidemia de ebola na África.

Segundo dados do Index Mundi, em 2019 Cuba era o país do mundo com o maior número de médicos per capita, com 8,19 médicos por 1.000 habitantes.

Esta é uma posição bem acima de outros países, como a Suécia, com 5,4 médicos por 1.000 habitantes, a Suíça (4,24), a França (3,23), os Estados Unidos (2,59) ou o Brasil (2,65).

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/europa/2020040115400918-franca-aceita-ajuda-medica-cubana-para-combater-covid-19-em-seus-departamentos-ultramarinos/

Cuba critica 'mentiras e insultos' dos EUA apesar da propagação do novo coronavírus

 
 
O país caribenho censurou a administração norte-americana por sua campanha contra médicos cubanos, que estão em muitos países afetados pela COVID-19, bem como seus contínuos ataques ao governo venezuelano.
 
Na quarta-feira (25), o Departamento de Estado dos EUA publicou no Twitter uma mensagem criticando o relacionamento dos médicos de Cuba com seu governo.
 
O governo de Cuba mantém a maior parte do salário que seus médicos e enfermeiros ganham enquanto servem em suas missões médicas internacionais, ao mesmo tempo que os expõe a condições de trabalho egrégias. Os países anfitriões que procuram a ajuda de Cuba para COVID-19 devem examinar os acordos e acabar com os abusos trabalhistas.
 
A mensagem refere-se às missões médicas cubanas na Bolívia, Brasil e Equador, que foram suspensas sob pressão de Washington, de acordo com as autoridades do país do Caribe.
 
O presidente Miguel Díaz-Canel chamou a campanha lançada pelo governo norte-americano para desacreditar a cooperação médica cubana em todo o mundo de "mentiras e insultos" e destacou a declaração feita pelo Ministério das Relações Exteriores do país sobre o assunto, em resposta às recentes declarações "particularmente ofensivas" do Departamento de Estado estadunidense.
 
"Chega de mentiras e insultos, a cooperação médica cubana tem uma elevada moral, que é suficiente para esmagar os insultos do império vulgar, cruel, assassino e prepotente."
 
 
 
Por sua vez, a declaração do Ministério das Relações Exteriores cubano afirma que "a campanha de descrédito do governo dos Estados Unidos é imoral em qualquer circunstância".
 
"É particularmente ofensiva para Cuba e para o resto do mundo, em momentos de uma pandemia que nos ameaça a todos, e quando todos deveríamos estar nos esforçando para promover a solidariedade e a ajuda aos necessitados", acrescenta o documento divulgado por Juan Antonio Fernández, subdiretor da Direção Geral de Imprensa, Comunicação e Imagem do Ministério das Relações Exteriores de Cuba.
 
A nota recorda que a comunidade internacional exige a partir da ONU unidade e cooperação, o fim das guerras e conflitos, a cessação e suspensão dos bloqueios e das medidas coercivas unilaterais.
 
"Deixemos de lado a mesquinhez e a hostilidade. A saúde é um direito humano. Isso é o que Cuba entende e faz", enfatiza a declaração da chancelaria.
 
Segundo os dados fornecidos pelo Ministério da Saúde Pública, dos 59 países onde existem brigadas médicas cubanas, o novo coronavírus tem presença registrada em 37 deles.
 
Brigadas médicas cubanas no Caribe
 
Três brigadas médicas cubanas partiram na quinta-feira (26) para as ilhas caribenhas de São Vicente e Granadinas, Dominica e Antígua e Barbuda para ajudar a lidar com a nova pandemia do coronavírus, que causa a doença COVID-19.
 
Os profissionais de saúde que estão partindo para estas três nações caribenhas receberam uma preparação abrangente para lidar com a pandemia, à que se soma a experiência de vários membros na participação de missões humanitárias de saúde anteriores, incluindo a luta contra o ebola na África, disse a doutora Danixia Novoa, chefe das brigadas, ao serviço de notícias da televisão cubana.
 
Os médicos e enfermeiros cubanos que vão às Caraíbas para ajudar a combater o novo coronavírus SARS-CoV-2 fazem parte do Contingente Internacional de Médicos Especializados em Situações de Desastre e Epidemias Graves "Henry Reeve".
 
Desde há vários dias, brigadas médicas da ilha que fazem parte do Contingente "Henry Reeve" têm viajado para a China, Venezuela, Nicarágua, Suriname, Jamaica, Granada e Itália para enfrentar a nova pandemia do coronavírus SARS-CoV-2.
 
Estas brigadas são constituídas por especialistas em clínica geral integrada, médicos clínicos, intensivistas, virologistas e epidemiologistas, muitos dos quais têm experiência no tratamento de doenças transmissíveis, e incluem alguns que participaram da luta contra a epidemia de ebola na África.
 
Conflito EUA–Venezuela
 
Na quinta-feira (26), o Departamento de Justiça dos Estados Unidos acusou Maduro e altos funcionários do seu governo de estarem envolvidos em um esquema de tráfico de droga.
 
"O Departamento de Justiça está anunciando a apresentação de uma acusação no Distrito Sul de Nova York contra quatro suspeitos, incluindo Nicolás Maduro, bem como o atual presidente da Assembleia Constituinte [da Venezuela, Diosdado Cabello], o ex-diretor da inteligência militar e um ex-general de alto escalão por seu envolvimento em narcoterrorismo", disse o procurador-geral estadunidense William Barr.
 
O ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, rejeitou as acusações de narcotráfico feitas pelo Departamento de Justiça dos EUA contra o chefe de Estado venezuelano.
 
"Condeno a imoral acusação dos EUA contra o presidente Nicolás Maduro e a Venezuela por narcoterrorismo. É baseada em mentiras sem vergonha. Mesmo na época da COVID-19, o governo dos EUA mostra que é a principal ameaça à paz e tranquilidade da nossa América".
 
Rodríguez, entretanto, disse que a acusação se baseia em "mentiras sem vergonha" e assegurou que mesmo em meio à pandemia mundial do novo coronavírus, que causa a COVID-19, os Estados Unidos continuam sendo o maior perigo para a região.
 
"Mesmo em tempos de COVID-19, o governo norte-americano mostra que constitui a principal ameaça à paz e tranquilidade da nossa América", disse o ministro das Relações Exteriores cubano.
 
O sistema de Justiça dos EUA está oferecendo US$ 15 milhões (R$ 75,9 milhões) em troca da captura do presidente venezuelano.
 
O ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Jorge Arreaza, garantiu que seu governo enfrentará "as mentiras" vindas de Washington.
 
Sputnik | Imagens: © REUTERS / Daniele Mascolo

Ver o original em 'Página Global' na seguinte ligação:

https://paginaglobal.blogspot.com/2020/03/cuba-critica-mentiras-e-insultos-dos.html

EUA pressionam países a rejeitar ajuda de Cuba durante pandemia de coronavírus

 

Do Morning Star, via GGN –Os Estados Unidos lançaram um ataque impressionante às missões de assistência médica de Cuba, com o governo Trump pressionando os países a rejeitá-los durante a pandemia de coronavírus.

Cuba desempenhou um papel de liderança na luta global contra o surto, enviando equipes médicas e ajuda a alguns dos países mais afetados, incluindo a Itália.

Também forneceu suprimentos do interferon alfa-2b, que se mostrou eficaz quando usado no tratamento de mais de 1.500 pacientes com coronavírus e é um dos 30 medicamentos escolhidos pela Comissão Nacional de Saúde da China para combater doenças respiratórias.

Mas Washington afirmou que o objetivo de Cuba não era impedir a propagação do Covid-19, mas recuperar o dinheiro perdido quando alguns dos países que pagam pela ajuda de seus médicos “abandonaram esse programa abusivo”.

A embaixada dos EUA em Havana acusou falsamente o governo cubano de “reter a maior parte do salário de médicos e enfermeiros em missões de ajuda internacional, expondo-os a terríveis condições de trabalho”.

O programa médico humanitário de Havana foi desenvolvido após a revolução de 1959 e trouxe cuidados de saúde para nações empobrecidas em todo o mundo.

Segundo o Ministério das Relações Exteriores de Cuba, mais de 600.000 médicos, enfermeiros e técnicos médicos foram enviados para mais de 160 países desde a década de 1960. Atualmente, o programa está ativo em cerca de 60 países.

Leia a íntegra no GGN

Cuba critica 'mentiras e insultos' dos EUA em meio a propagação do novo coronavírus

Um contingente de emergência de médicos e enfermeiros cubanos chega ao aeroporto italiano de Malpensa após viajar de Cuba para ajudar a Itália a combater a propagação do coronavírus (COVID-19), perto de Milão, Itália, 22 de março de 2020
© REUTERS / Daniele Mascolo

O país caribenho censurou a administração norte-americana por sua campanha contra médicos cubanos, que estão em muitos países afetados pela COVID-19, bem como seus contínuos ataques ao governo venezuelano.

Na quarta-feira (25), o Departamento de Estado dos EUA publicou no Twitter uma mensagem criticando o relacionamento dos médicos de Cuba com seu governo.

 

O governo de Cuba mantém a maior parte do salário que seus médicos e enfermeiros ganham enquanto servem em suas missões médicas internacionais, ao mesmo tempo que os expõe a condições de trabalho egrégias. Os países anfitriões que procuram a ajuda de Cuba para COVID-19 devem examinar os acordos e acabar com os abusos trabalhistas.

A mensagem refere-se às missões médicas cubanas na Bolívia, Brasil e Equador, que foram suspensas sob pressão de Washington, de acordo com as autoridades do país do Caribe.

O presidente Miguel Díaz-Canel chamou a campanha lançada pelo governo norte-americano para desacreditar a cooperação médica cubana em todo o mundo de "mentiras e insultos" e destacou a declaração feita pelo Ministério das Relações Exteriores do país sobre o assunto, em resposta às recentes declarações "particularmente ofensivas" do Departamento de Estado estadunidense.

 

"Chega de mentiras e insultos, a cooperação médica cubana tem uma elevada moral, que é suficiente para esmagar os insultos do império vulgar, cruel, assassino e prepotente."

Por sua vez, a declaração do Ministério das Relações Exteriores cubano afirma que "a campanha de descrédito do governo dos Estados Unidos é imoral em qualquer circunstância".

"É particularmente ofensiva para Cuba e para o resto do mundo, em momentos de uma pandemia que nos ameaça a todos, e quando todos deveríamos estar nos esforçando para promover a solidariedade e a ajuda aos necessitados", acrescenta o documento divulgado por Juan Antonio Fernández, subdiretor da Direção Geral de Imprensa, Comunicação e Imagem do Ministério das Relações Exteriores de Cuba.

A nota recorda que a comunidade internacional exige a partir da ONU unidade e cooperação, o fim das guerras e conflitos, a cessação e suspensão dos bloqueios e das medidas coercivas unilaterais.

"Deixemos de lado a mesquinhez e a hostilidade. A saúde é um direito humano. Isso é o que Cuba entende e faz", enfatiza a declaração da chancelaria.

Segundo os dados fornecidos pelo Ministério da Saúde Pública, dos 59 países onde existem brigadas médicas cubanas, o novo coronavírus tem presença registrada em 37 deles.

Brigadas médicas cubanas no Caribe

Três brigadas médicas cubanas partiram na quinta-feira (26) para as ilhas caribenhas de São Vicente e Granadinas, Dominica e Antígua e Barbuda para ajudar a lidar com a nova pandemia do coronavírus, que causa a doença COVID-19.

Os profissionais de saúde que estão partindo para estas três nações caribenhas receberam uma preparação abrangente para lidar com a pandemia, à que se soma a experiência de vários membros na participação de missões humanitárias de saúde anteriores, incluindo a luta contra o ebola na África, disse a doutora Danixia Novoa, chefe das brigadas, ao serviço de notícias da televisão cubana.

Um contingente de emergência de médicos e enfermeiros cubanos chega ao aeroporto italiano de Malpensa, perto de Milão, após viajar de Cuba para ajudar a Itália a combater a propagação da doença COVID-19

© REUTERS / Daniele Mascolo
Um contingente de emergência de médicos e enfermeiros cubanos chega ao aeroporto italiano de Malpensa, perto de Milão, após viajar de Cuba para ajudar a Itália a combater a propagação da doença COVID-19

Os médicos e enfermeiros cubanos que vão às Caraíbas para ajudar a combater o novo coronavírus SARS-CoV-2 fazem parte do Contingente Internacional de Médicos Especializados em Situações de Desastre e Epidemias Graves "Henry Reeve".

Desde há vários dias, brigadas médicas da ilha que fazem parte do Contingente "Henry Reeve" têm viajado para a China, Venezuela, Nicarágua, Suriname, Jamaica, Granada e Itália para enfrentar a nova pandemia do coronavírus SARS-CoV-2.

Estas brigadas são constituídas por especialistas em clínica geral integrada, médicos clínicos, intensivistas, virologistas e epidemiologistas, muitos dos quais têm experiência no tratamento de doenças transmissíveis, e incluem alguns que participaram da luta contra a epidemia de ebola na África.

Conflito EUA–Venezuela

Na quinta-feira (26), o Departamento de Justiça dos Estados Unidos acusou Maduro e altos funcionários do seu governo de estarem envolvidos em um esquema de tráfico de droga.

"O Departamento de Justiça está anunciando a apresentação de uma acusação no Distrito Sul de Nova York contra quatro suspeitos, incluindo Nicolás Maduro, bem como o atual presidente da Assembleia Constituinte [da Venezuela, Diosdado Cabello], o ex-diretor da inteligência militar e um ex-general de alto escalão por seu envolvimento em narcoterrorismo", disse o procurador-geral estadunidense William Barr.

O ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, rejeitou as acusações de narcotráfico feitas pelo Departamento de Justiça dos EUA contra o chefe de Estado venezuelano.

 

"Condeno a imoral acusação dos EUA contra o presidente Nicolás Maduro e a Venezuela por narcoterrorismo. É baseada em mentiras sem vergonha. Mesmo na época da COVID-19, o governo dos EUA mostra que é a principal ameaça à paz e tranquilidade da nossa América".

Rodríguez, entretanto, disse que a acusação se baseia em "mentiras sem vergonha" e assegurou que mesmo em meio à pandemia mundial do novo coronavírus, que causa a COVID-19, os Estados Unidos continuam sendo o maior perigo para a região.

"Mesmo em tempos de COVID-19, o governo norte-americano mostra que constitui a principal ameaça à paz e tranquilidade da nossa América", disse o ministro das Relações Exteriores cubano.

O sistema de Justiça dos EUA está oferecendo US$ 15 milhões (R$ 75,9 milhões) em troca da captura do presidente venezuelano.

O ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Jorge Arreaza, garantiu que seu governo enfrentará "as mentiras" vindas de Washington.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/americas/2020032715383514-cuba-critica-mentiras-e-insultos-dos-eua-em-meio-a-propagacao-do-novo-coronavirus/

Cuba protesta contra conduta ofensiva dos Estados Unidos em plena crise do coronavírus

 

247 - O Ministério das Relações exteriores de Cuba lançou nota nesta quinta-feira (26) em protesto contra a posição ofensiva dos Estados Unidos para com a cooperação médica internacional cubana, em dias de grande comoção no mundo devido à morte de milhares de pessoas diariamente devido ao novo coronavírus.

O texto descreve como imoral e ofensiva a campanha de descrédito movida pelo governo estadunidense contra as missões médicas cubanas no exterior, em um momento que exige esforços conjuntos para enfrentar a pandemia do coronavírus, informa o jornal Granma.

 

Cuba promove «a paz, a saúde e a vida»

A diplomacia cubana denunciou os obstáculos que os EUA colocam à luta contra a Covid-19, enquanto no mundo Cuba é vista como «modelo» e a sua cooperação como «esperança» face ao capitalismo.

Na fase da cooperação, quase 30% dos municípios brasileiros contavam apenas com o atendimento de médicos cubanos integrados no «Mais Médicos»Créditos / blogdomarioadolfo.com.br

O titular da pasta cubana dos Negócios Estrangeiros, Bruno Rodríguez, sublinhou esta quinta-feira que a administração liderada por Donald Trump dificulta o combate contra a pandemia, ao atacar países que practicam a solidariedade e a cooperação internacional.

Na sua conta de Twitter, Rodríguez considerou «lamentável» que, enquanto a doença ameaça a humanidade, Washington não ponha fim ao «ilegal sistema de medidas coercitivas unilaterais como o bloqueio a Cuba».

O ministro cubano reagiu desta forma à declaração do Departamento de Estado dos EUA, transmitida pela sua embaixada em Havana, que classificou a cooperação médica cubana como um «programa abusivo» e instou os países que recebem essa cooperação a rejeitá-la, apesar da pandemia provocada pelo coronavirus SARS-CoV-2.

 

Em simultâneo, Bruno Rodríguez destacou que Cuba «promove a paz, a saúde e a vida», acrescentando que o país está «orgulhoso dos profissionais da saúde que, em distintos recantos do mundo, se juntam à luta contra a Covid-19». Eles «encarnam a vocação humanista e solidária da Revolução cubana», frisou Rodríguez.

Em menos de 15 dias, o país caribenho enviou 11 brigadas médicas para combater a pandemia. Venezuela, Nicarágua, Suriname, Itália, Granada, Jamaica, Belize, Antígua e Barbuda, São Vicente e Granadinas, Dominica e Santa Lúcia são os países que receberam a cooperação cubana, revelou Eugenio Martínez, responsável para a América Latina e Caraíbas do Ministério cubano dos Negócios Estrangeiros.

«Cuba é modelo e esperança»

Numa entrevista à Prensa Latina, o académico indiano Surendra Singh Nagi afirmou que, em tempos de Covid-19 «Cuba é o modelo» e a «esperança que os povos querem para enfrentar a pandemia».

«No final de 2020, o coronavírus SARS-Cov-2 vai fazer com que as pessoas entendam cada vez mais que o capitalismo como sistema económico realmente fracassou e não é um sistema realmente apto para os seres humanos», acrescentou o professor.

Com o capitalismo na sua forma actual de «neoliberalismo cru e desumano», chegou-se a um momento em que «as pessoas percebem claramente por que razão em todos esses países com economias e estruturas supostamente avançadas as pessoas morrem em tão grandes números», defendeu Nagi.

Para este académico indiano, dentro de meses, um ano ou dois anos vai haver «transformações radicais a nível cultural, social e político». Registar-se-ão também «alterações na geopolítica devido ao novo coronavírus», disse à Prensa Latina Singh Nagi, que acredita que várias gerações irão aprender lições com os episódios que nos deixam o «momento histórico» que vivemos.

Ver original em "AbrilAbril" na seguinte ligação:

https://www.abrilabril.pt/internacional/cuba-promove-paz-saude-e-vida

Cuba | Primeiro secretário do PCC e o presidente ativaram os Conselhos de Defesa no país

Um grupo amplo de novas medidas para proteger o povo, e na trilha do Plano de Prevenção e Controle para o confronto ao Covid-19, mostraram a preparação e a profundidade de análise em cada uma das decisões a favor da vida dos cubanos

Autor: Granma | internet@granma.cu

Março, 2020

Foto: Estudio Revolución

 

Temos a nosso favor um sistema de saúde pública (…), um Partido e um Governo, que coloca os cubanos no centro de suas atenções. 

 

1- Todos os residentes cubanos que retornem ao país cumprirão isolamento por 14 dias, em centros habilitados.

2- É preciso dar muita informação ao viajante que esteja chegar a Cuba, desinfetar aviões, locais e bagagens. Os viajantes serão levados diretamente para centros de isolamento, em autocarros selecionados e controlados pela Polícia.

3- Não serão permitidas as concentrações de familiares nos aeroportos.

4- Os passageiros que retornem a Cuba só poderão trazer uma mala de mão e outra mala, a fim de tornar mais rápidas as operações nos aeroportos e nos locais de isolamento.

5- Será regulada a saída do país dos cubanos, com o propósito de cuidar da sua saúde e a das suas famílias. Somente serão autorizadas por causas humanitárias ou outras razões de peso maior.

6- Os turistas que ainda permanecem nos hotéis também estão em quarentena e é proibida a saída dessas instalações. Ainda, serão transferidos para os centros turísticos os visitantes que permanecem em casas de aluguer.

7- Suspendem-se as excursões a cidades, locais históricos, culturais e de natureza, bem como o aluguer de automóveis de turismo.

Via: Home https://bit.ly/2xs5sWF

 

Ver original em 'Abril de Novo Magazine' na seguinte ligação:

https://abrildenovomagazine.wordpress.com/2020/03/25/primeiro-secretario-do-pcc-e-o-presidente-ativaram-os-conselhos-de-defesa-no-pais/

Mais de 15 países querem remédio cubano que ajudou China a conter COVID-19

Médicos cubanos a caminho da Itália seguram imagem do falecido presidente cubano, Fidel Castro, durante cerimônia de despedida em Havana, 21 de março de 2020
© REUTERS / Alexandre Meneghini

Cuba recebeu solicitação de mais de 15 países para a compra do medicamento Interferon Alfa 2B, utilizado pela China no combate ao novo coronavírus.

O embaixador de Cuba em Moscou, Gerardo Peñalver, informou que Havana recebeu pedidos de mais de 15 países para adquirir a droga Interferon Alfa 2B, desenvolvida na ilha.

"Até o dia de hoje recebemos pedidos de mais de 15 países para comprar o medicamento, o que é um reconhecimento do desenvolvimento biotecnológico do nosso país", declarou o embaixador.

Peñalver lembrou que o medicamento foi utilizado com êxito na China para conter a pandemia do novo coronavírus.

O Interferon Alfa 2B é um medicamento recombinante com ação antiviral desenvolvido e produzido em Cuba.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/mundo/2020032515373529-mais-de-15-paises-querem-remedio-cubano-que-ajudou-china-a-conter-covid-19/

Emoção e revolta

Médicos cubanos enviados para Itália para ajudar luta contra pandemia image
Rússia envia uma centena de epidemiologistas para ajudar os italianos
22 Mar 2020 / 10:20 H.
 
 
O mínimo que se pode exigir e impor, é que os gangsters dos Estados Unidos levantem o boicote a um povo cujo crime tem sido o de ter em mais de sessenta países médicos a salvar vidas.
 
Que se promova um abaixo-assinado universal ou quaisquer outros meios ao dispor nas redes sociais para que os criminosos dos governantes estado-unidenses ponham fim ao criminoso boicote.
 
 
 

Ver o original em As palavras são armas (clique aqui)

Deputado bolsonarista diz que chegada de cubanos na Itália lembra “navios negreiros”

 

 

 

Revista Fórum -O vídeo dos médicos cubanos sendo recebidos com aplausos pela população italiana afetou o deputado bolsonarista José Medeiros (Podemos-MT), que não conseguiu segurar seu recalque, e tampouco seu racismo.

Em comentário completamente sem sentido, disse que a cena “faz lembrar a chegada dos navios negreiros”.

https://twitter.com/JoseMedeirosMT/status/1241747902411821056?ref_src=twsrc%5Etfwhttps://twitter.com/JoseMedeirosMT/status/1241747902411821056?ref_src=twsrc%5Etfw

Leia a íntegra na Fórum.

Expulsos do Brasil por Bolsonaro, médicos cubanos são aplaudidos ao desembarcar na Itália

 

247 – Os médicos cubanos, que foram expulsos do Brasil por Jair Bolsonaro, que deixou milhões de brasileiros sem atendimento médico para agradar Donald Trump e a extrema-direita dos Estados Unidos, foram ovacionados ao desembarcar em Roma, na Itália, para entrar com tudo na guerra contra o coronavírus. Confira a chegada dos cubanos e tweet do jornalista Kennedy Alencar:

https://twitter.com/AttuchLeonardo/status/1241778871541936135?ref_src=twsrc%5Etfw

 

 
https://twitter.com/KennedyAlencar/status/1241755501513318401?ref_src=twsrc%5Etfw

Médicos cubanos em Itália para combater o coronavírus

O governo de Cuba enviou 53 médicos e enfermeiros para a Lombardia, uma das regiões italianas mais afectadas pelo surto de Covid-19, para ajudar a combater a epidemia.

Créditos / elpais.cr

Em resposta ao alerta deixado na quinta-feira pelo director do Departamento de Medicina do Hospital Papa Giovanni XXIII, Stefano Fagiuoli, de que precisavam «desesperadamente» de médicos e enfermeiros, mas também de aparelhos de ventilação e equipamentos de protecção individual, uma equipa de profissionais de saúde cubanos chegou este sábado ao Norte de Itália.

https://twitter.com/CubaMINREX/status/1241123601656336384?ref_src=twsrc%5Etfw

A Prensa Latinainforma que esta equipa é altamente especializada no combate de epidemias, como o ébola, e vai trabalhar juntamente com médicos chineses no novo hospital de campanha da cidade de Bérgamo.

De acordo com o Ministério de Saúde Pública de Cuba, a ilha está a prestar apoio médico a 37 países afectados pela Covid-19. Esta semana chegaram equipas de profissionais cubanos à Venezuela, Nicarágua, Suriname e Espanha (Granada). 

Apesar do radical bloqueio económico, comercial e financeiro imposto pelos EUA, há cerca de 60 países que beneficiam da solidariedade das brigadas de saúde cubanas.

Ver original em "AbrilAbril" na seguinte ligação:

https://www.abrilabril.pt/internacional/medicos-cubanos-em-italia-para-combater-o-coronavirus

União Africana insta os EUA eliminar o bloqueio injustificado contra Cuba

De Addis Abeba, Etiópia, sede da União Africana (UA), a voz de solidariedade dessa organização foi levantada para reiterar a sua condenação ao bloqueio económico, comercial e financeiro imposto pelos Estados Unidos contra Cuba

Autor: José LLamos Camejo | internet@granma.cu

Fevereiro, 2020

     A União Africana contra o bloqueio de Cuba Foto: Twitter

 

De Addis Abeba, Etiópia, sede da União Africana (UA), a voz de solidariedade dessa organização foi levantada para reiterar a sua condenação ao bloqueio económico, comercial e financeiro imposto pelos Estados Unidos contra Cuba.

Uma resolução sobre o impacto das sanções e medidas coercitivas unilaterais, adotada pelos chefes de Estado e de Governo dos países que compõem a UA, aponta para o bloqueio dos EUA contra Cuba como o principal obstáculo à implementação na Ilha da Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU) para o Desenvolvimento Sustentável.

O texto condenatório do cerco dos EUA contra nosso país ecoou durante a 33ª Assembleia Ordinária de chefes de Estado e de Governo da União Africana, uma organização que iniciou as suas operações em 2002 e é composta por 55 países neste continente.

 

 

Ver original em 'Abril de Novo Magazine' na seguinte ligação:

https://abrildenovomagazine.wordpress.com/2020/03/18/uniao-africana-insta-os-eua-eliminar-o-bloqueio-injustificado-contra-cuba/

Western Union suspende envios de remessas para Cuba, exceto dos EUA

Esta é a 191ª medida que o governo dos EUA impõe ao povo cubano o objetivo de causar desânimo e desespero, de maneira que isso leve a responsabilizar as autoridades revolucionárias pelos efeitos causados por suas medidas unilaterais

Autor: Redação Digital | informacion@granma.cu

Fevereiro, 2020

Foto: Reuters

 

Outra reviravolta na sua política cruel, injusta e sem piedade com Cuba acaba de ser dada pela administração de Donald Trump: a Western Union suspendeu na quarta-feira as transferências financeiras para a Ilha, exceto as emitidas pelos Estados Unidos.

Prensa Latina destacou os anúncios feitos anteriormente pela entidade norte-americana, nos quais foi relatado que, devido às leis injustas do bloqueio, poderia perder a sua capacidade de operar com remessas para a Ilha maior das Antilhas de outros países do mundo.

Esta é a 191ª medida que o governo dos EUA impõe ao povo cubano o objectivo de causar desânimo e desespero, de maneira que isso resulte em responsabilizar as autoridades revolucionárias pelos efeitos causados pelas suas medidas unilaterais.

Ver original em 'Abril de Novo Magazine' na seguinte ligação:

https://abrildenovomagazine.wordpress.com/2020/03/18/western-union-suspende-envios-de-remessas-para-a-ilha-exceto-dos-eua/

Cretinos, acordem porra!

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Por vezes nem são más pessoas, dão de comer ao gato, fazem festas ao cão, mas quando se lhes fala de Cuba ou China abrem as garras ou ladram sem jeito nem sentido.
 
Não procuram analisar, compreender, mostrar um laivo de inteligência e sobretudo de sensibilidade.
 
Cuba sob boicote há décadas vai enviar médicos para enfrentar o Covid-19 no país europeu que armazena o maior arsenal atómico da NATO/USA.
 
«Itália e Espanha recebem apoio da China para combater o coronavírus  num avião carregado com 30 toneladas de suprimentos médicos e uma equipe de nove especialistas que ajudarão a combater o novo coronavíruss.»
 
Não acordem só quando já não tiverem máscaras, nem acesso a ventiladores, raciocinem, não hajam por reflexo condicionado e sobretudo façam por ser humanos.
 

Ver o original em As palavras são armas (clique aqui)

Cuba recebe cruzeiro britânico com passageiros infectados com Covid-19

As autoridades cubanas confirmaram que permitem a atracagem do cruzeiro britânico MS Braemar, onde segue um grupo de pessoas diagnosticadas com Covid-19, após pedido realizado pelo governo europeu.

As autoridades de Cuba afirmam que «são tempos de solidariedade, de entender a saúde como um direito humano, de reforçar a cooperação internacional»Créditos / @rolandoteleSUR

«Tendo em conta a urgência da situação e o risco para a vida das pessoas doentes, o governo de Cuba decidiu permitir a atracagem desta embarcação», lê-se num comunicado hoje emitido pelo Ministério cubano dos Negócios Estrangeiros e divulgado pelo diário Granma.

Em conjunto com as autoridades britânicas, ficou estabelecido que, uma vez que os viajantes cheguem a território cubano, se proceda ao «regresso seguro e imediato destes viajantes ao Reino Unido em voos charter», explica ainda o texto.

O documento destaca também que, para receber os cidadãos a bordo do navio, as autoridades da Ilha tomarão as medidas sanitárias estabelecidas nos protocolos da Organização Mundial da Saúde e do Ministério de Saúde Pública de Cuba.

A embarcação, pertencente à companhia Fred Olsen Cruise Lines, viajava pelo Mar das Caraíbas com mais mil pessoas a bordo, cinco das quais diagnosticadas com o novo coronavírus, referiu a empresa este domingo.

De acordo com a Prensa Latina, o cruzeiro andava à deriva depois de vários portos das Caraíbas lhe terem recusado a autorização para atracar desde o final de Fevereiro.

A Fred Olsen Cruise Lines informou ainda que, além dos doentes confirmados com Covid-19, há 20 passageiros e igual número de tripulantes, incluindo um médico, que estão isolados por terem sintomas de gripe.

O MS Braemar transporta 682 passageiros e 381 tripulantes. No sábado, chegou às Bahamas, mas as autoridades não lhe permitiram a atracagem. «Nenhum porto das Caraíbas quer aceitar o barco porque o tema do coronavirus Covid-19 é muito sensível», disse a empresa, citada pela Prensa Latina.

A autorização de Cuba segue-se a um pedido realizado pelo governo do Reino Unido no dia 13. «São tempos de solidariedade, de entender a saúde como um direito humano, de reforçar a cooperação internacional para fazer frente aos nossos desafios comuns, valores que são inerentes à prática humanista da Revolução e do nosso povo», frisa o texto do Ministério dos Negócios Estrangeiros de Cuba, país submetido a um bloqueio económico e financeiro pelos EUA há 60 anos.

Ver original em "AbrilAbril" na seguinte ligação:

https://www.abrilabril.pt/internacional/cuba-recebe-cruzeiro-britanico-com-passageiros-infectados-com-covid-19

Mundo corre, mas é Cuba que lidera testes de vacina contra o coronavírus

Rede Brasil Atual – No mundo todo, laboratórios públicos e privados, inclusive grandes corporações farmacêuticas e até startups do setor, investem no desenvolvimento de uma vacina capaz de proteger a população contra o coronavírus. Mas embora ainda não tenham chegado a um imunizante totalmente eficaz, os laboratórios de Cuba são os que estão em fases mais avançadas de testes.

“Cuba tem um sistema universal de saúde, com grande capacidade de organização e de coordenação de ações, de modo que é um país que tem condições de enfrentar essa situação como pouquíssimos países têm. A perspectiva em Cuba é muito melhor que em qualquer outro país que não tenha um sistema público universal”, disse o professor de Medicina na Pontifícia Universidade Católica (PUC) de Campinas, Pedro Tourinho, enfatizando que a vacina ainda está em desenvolvimento.

A doença, que já infectou mais de 120 mil pessoas em todo o mundo, matando mais de 4 mil, principalmente na China, Itália e Irã e foi classificada ontem (11) como pandemia pela Organização Mundial da Saúde (OMS), enfrenta resistência em Cuba. Três turistas italianos infectados que chegaram ontem à ilha foram isolados e segundo as autoridades não correm risco de morte.

O governo da ilha já havia tomado uma série de medidas para prevenção e controle do Covid-19. Entre elas, a certificação de instalações para isolamento e hospitalização, a produção própria de máscaras protetoras, realização de audiências de saúde em comunidades e locais de trabalho, e uma intensa campanha de comunicação para manter a população constantemente informada.

Treinamento

Segundo informou a revista Fórum, o vice-primeiro-ministro cubano, Roberto Morales Ojeda, disse que está ocorrendo atualmente a primeira parte do treinamento em controle e prevenção do Covid-19 pelos setores relacionados. Uma segunda, mais específica, deverá ocorrer brevemente. Uma comissão do ministério da Saúde Pública está atualmente em viagem pelo país, vistoriando as condições dos locais previstos no plano.

O vice-primeiro ministro mencionou outras providências essenciais, como a disponibilidade técnica de ambulâncias, que em algumas províncias cubanas é pequena e, portanto, o apoio de outro tipo de transporte deve ser fornecido para a transferência de doentes. Também ressaltou a possibilidade de aumentar as consultas sobre sintomas respiratórios e a necessidade de os médicos determinarem as etapas a serem seguidas em cada caso, para não sobrecarregar o sistema de saúde do país.

Cuba também criou um medicamento, o Interferon alfa 2B (IFNrec), produzido desde 25 de janeiro na sua fábrica Chang-Heber, localizada na cidade de Changchun, província de Jilin, na China, como forma de apoio ao governo chinês no combate ao coronavírus.

Até agora, o medicamento conseguiu curar mais de 1.500 pacientes e é um dos 30 medicamentos escolhidos pela Comissão Nacional de Saúde da China para curar a condição respiratória.

Vacina contra o coronavírus que já curou 1.500 pessoas é anunciada por Cuba

 Cuba vacina

O país de Cuba, responsável pela primeira imunização contra o câncer de pulmão no mundo, agora produz vacina contra o coronavírus, que já está sendo usado na China e curou um total de 1.500 pessoas.

O medicamento cubano é produzido na fábrica chinesa Chang-Heber, desde 25 de janeiro, sendo um dos 30 escolhidos pela Comissão Nacional de Saúde da China para curar a condição respiratória.

O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, comemorou no dia anterior ao uso do método de imunização, dizendo que: “Nosso apoio ao governo chinês e ao povo em seus esforços para combater o coronavírus”.

Mesmo com todos os embargos econômicos promovidos pelos EUA contra Cuba, os estudos desenvolvidos na ilha do Caribe receberam reconhecimento internacional. No ano de 2015, por exemplo, a Organização Mundial da Saúde (OMS) admitiu a capacidade de eliminação, graças a medicina cubana, da transmissão do HIV de mães para filhos, na gestação, durante o trabalho de parto, ou por meio da amamentação.

Cuba dá exemplo ao mundo com plano de prevenção ao coronavírus. País não tem infectados

 

247 - Como tudo o que se relaciona com saúde pública, Cuba da uma aula ao mundo de como tratar sua população. A eficácia das medidas adotadas por Cuba para a prevenção e controle do Covid-19 chama a atenção de um mundo em pânico diante da mais grave pandemia dos úlitmos anos.

A reportagem do site Geonotícias destaca que "segundo o ministro da Saúde Pública, José Ángel Portal Miranda, a Ilha continua sem casos confirmados do novo coronavírus que já afetou 104 nações. Até o momento, apontou o titular da Saúde, 30 viajantes foram admitidos para estudo e depois de lhes realizar sete novas análises especificamente para o Covid-19, que, como as oito anteriores, foram negativas, o país permanece sem a doença."

A matéria ainda acrescenta que "em uma conversação através de uma videoconferência com cada um dos governadores e o prefeito da Isla de la Juventud, foi avaliado o trabalho desenvolvido de forma mais intensa nos últimos dias nos aspectos do Plano de Prevenção e Controle, como a certificação de instalações para isolamento e hospitalização; a produção de protetores bucais no país; audiências de saúde em comunidades e locais de trabalho; o treinamento de todos os envolvidos; a atenção à população mais vulnerável e a campanha de comunicação para manter as pessoas constantemente informadas."

 

Cuba resiste

 

Estive três vezes em Cuba neste início do ano, a serviço da FAO. O país está seriamente afetado pelo bloqueio usamericano, agravado pela política agressiva de Trump. Faltam gás de cozinha e combustível para veículos. Os navios mercantes são ameaçados de sanções caso aportem em Cuba para descarregar seus containers. Todos os voos dos EUA à ilha estão suspensos por ordem da Casa Branca, exceto os que pousam em Havana.

Apesar de tudo, Cuba resiste. A população tem consciência de que o governo tudo faz para contornar as dificuldades, e que a culpa das carências é do bloqueio, que já dura 59 anos.

Em janeiro, participei do Cuba Sabe, evento internacional gastronômico que reuniu chefs e produtores de alimentos, com destaque para as culinárias cubana e italiana. Em início de fevereiro estive do seminário promovido pelo ministério da Agricultura daquele país e a FAO sobre soberania alimentar e educação nutricional. Hoje, Cuba importa 60% dos alimentos que consome, a um custo de US$ 2 bilhões/ano.

Participei ainda da Feira do Livro, dedicada este ano à literatura vietnamita, que funcionou a todo vapor. E do 12º Congresso Internacional de Educação Superior, que reuniu, em Havana, representantes de 45 países para debaterem a Agenda 2030 dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável.

Hoje, para obter divisas, Cuba depende da remessa de dinheiro feita por cubanos que vivem fora do país (cerca de US$ 1 bilhão/ano); dos contratos obtidos com o envio de médicos e professores a mais de 100 países; do turismo, que chegou a quase 5 milhões de visitantes/ano na época de Obama, e agora sofre redução (o que se reflete na produção de bens e serviços); e da exportação de produtos como vacinas, charutos e rum.

Em dezembro de 2019, Diaz-Canel, presidente do país, resumiu o garrote que tenta estrangular Cuba: “No 61º aniversário da Revolução, atiraram em nós para matar e, no entanto, estamos vivos.”

 

Os EUA nunca se conformaram de não ter pleno domínio sobre a ilha, como acontece a Porto Rico. Por isso, violam o direito internacional com declarado intuito genocida, como disse, em de abril de 1960, Lester D. Mallory, do Departamento de Estado: “A maioria da população apoia Castro. O único modo previsível de tirar-lhe apoio interno é através do desencanto e da insatisfação provenientes do mal-estar econômico e das dificuldades materiais. Há que empregar rapidamente todos os meios possíveis para debilitar a vida econômica de Cuba, de modo a provocar fome, desespero e a queda do governo.”

Os prejuízos causados pelo bloqueio, nos últimos 60 anos, somam US$ 138,843 bilhões. De abril de 2018 a março de 2019, houve perdas de US$ 4 bilhões, uma média de US$ 12 milhões/dia. Só em 2019, a Casa Branca adotou, contra a ilha, 85 medidas agressivas.

Ao deixar de receber por suas exportações, Cuba perdeu US$ 2,340 bilhões em um ano. Produtos de alta qualidade e reconhecida eficácia, como charutos e Heberprot-P (para regenerar a pele de diabéticos e evitar a amputação da parte afetada) estão proibidos de entrarem no mercado dos EUA. E este país impede que os demais exportem para Cuba qualquer produto que contenha 10% ou mais de componentes de origem
stadunidense, como matérias-primas, tecnologia, software etc Isso se reflete em setores básicos como alimentação, medicamentos e
transporte.

 

O bloqueio financeiro impede Cuba de obter financiamento externo para adquirir insumos e matérias-primas. Um cubano que padece de
descompasso cardíaco grave não pode dispor de equipamento de apoio
ventricular, o que lhe permitiria prolongar a vida até o transplante. Os EUA também dificultam o acesso à internet ao encarecer a conexão e condicionar o acesso a plataformas e tecnologias.

Na ONU, dos 193 países membros, 190 repudiaram o bloqueio em 2019, exceto EUA, Israel e, agora, Brasil. No entanto, quem haverá de punir Tio Sam? Mas ele aprendeu, ao ser derrotado pelos vietnamitas, que é possível derrubar governos, jamais um povo unido e decidido como
os cubanos.

Ver o original em 'Brasil24/7' na seguinte ligação:

https://www.brasil247.com/blog/cuba-resiste

Governo cubano atualiza plano de controle e prevenção do novo coronavírus

247 - O surto que acomete vários países no mundo motivou que no início da semana o Birô Político do Partido Comunista - em uma reunião liderada por seu Primeiro Secretário, General do Exército Raúl Castro Ruz - discutisse a adoção de novas medidas para conter o risco de introdução e disseminação do novo coronavírus em Cuba.

O presidente da República, Miguel Díaz-Canel Bermúdez, garantiu na reunião do Conselho de Ministros nesta quinta-feira (5) que foi realizado intenso trabalho de atualização e aprimoramento do Plano de enfrentamento da doença, apresentado em primeira versão na sessão do mês de janeiro, quando o contexto era diferente.

O que estamos fazendo agora, disse ele, até nos ajudará a adaptar o plano a outras situações epidêmicas que possamos ter no futuro, informa o jornal Granma.

 

China e Cuba estão juntas na luta contra o novo coronavírus

 

247 -.Os presidentes da China, Xi Jinping, e de Cuba, Miguel Díaz-Canel, estão juntos no combate à epidemia do novo coronavírus.

Xi disse que depois do início do surto da doença do coronavírus, Raúl Castro, primeiro-secretário do Comitê Central do Partido Comunista de Cuba, e Díaz-Canel manifestaram imediatamente sua solidariedade com o gigante asiático. O presidente cubano também realizou uma visita especial à embaixada chinesa em Cuba para expressar apoio à China.

Isso, apontou o presidente chinês, demonstra totalmente a profunda amizade tradicional entre China e Cuba.

 

De acordo com as diretrizes profissionais propostas pela Organização Mundial da Saúde (OMS), Cuba manteve intercâmbios e cooperações normais entre os dois países, o que significa respeito e apoio aos trabalhos de prevenção e controle da China, destacou Xi.

A China aprecia altamente o entendimento e o apoio do lado cubano e do presidente cubano aos esforços do país contra a epidemia, acrescentou, segundo informa a Xinhua.

Cuba assegura Ensino Superior a todos os alunos do Secundário

Os mais de 43 mil estudantes cubanos que frequentam actualmente o 12.º ano têm a garantia de poder continuar os estudos no Ensino Superior, de forma gratuita.

Universidade de HavanaCréditos / Yander Zamora

Segundo informação avançada por Maikel Ortiz Carmona, director do Ensino Pré-Universitário do Ministério da Educação cubano (Mined), numa conferência de imprensa, cerca de 30% das ofertas são pedagógicas e respondem às necessidades de cada território.

As provas finais do 12.º ano serão realizadas no mês de Março e as de admissão ao Ensino Superior estão marcadas para Maio.

«As revisões serão diferenciadas, de acordo com as necessidades de cada aluno, nas quase 400 escolas deste nível de ensino», explicou Ortiz Carmona, tendo em conta o «objectivo fundamental» de que todos possam ingressar na universidade.

O governante disse ainda que desde o passado dia 11 estão a ser transmitidas teleclasses: um sistema de revisão da matéria em suporte vídeo, com um total de 24 aulas por aluno, que se prolongam ao longo de oito semanas e também estarão disponíveis no Facebook.

Ortiz Carmona enunciou ainda o portal Cubaeduca, que oferece aos alunos a possibilidade de consolidar assuntos e consultar um experiente corpo docente.

Ver original em "AbrilAbril" na seguinte ligação:

https://www.abrilabril.pt/internacional/cuba-assegura-ensino-superior-todos-os-alunos-do-secundario

Embargo dos EUA contra Cuba prejudica empresas europeias

 
 
Lei americana que permite ações contra estrangeiros usando propriedades confiscadas em Cuba gera tensões com UE. Companhias europeias estão sendo processadas nos EUA, e seus executivos impedidos de entrar no país.
 
Desde que, em maio de 2019, o presidente americano, Donald Trump, renunciou à suspensão da chamada Lei Helms-Burton, a vida se tornou mais difícil para os empresários da Europa e de outras partes do mundo que fazem negócios com Cuba.
 
Ela permite ações jurídicas contra estrangeiros que usem propriedades confiscadas de cidadãos americanos durante a Revolução Cubana. O Capítulo 3º da lei, contudo, concede ao presidente autoridade para suspender as disposições legais, se for de interesse dos EUA e se promover a transição de Cuba para a democracia.
 
Entretanto, Trump considerou que as mudanças introduzidas pelo governo cubano são insuficientes e permitiu que expirasse a suspensão, antes concedida por seis governos americanos sucessivos. Uma primeira vítima famosa da decisão foi a companhia internacional de cruzeiros Carnival Cruise, processada sob a lei por violar o embargo dos EUA.
 
Agora, as medidas mais rígidas, incluindo pesadas ações de indenização e recusa de vistos para os EUA, estão ameaçando cada vez mais os empresários europeus, relata o enviado da União Europeia a Cuba, Albero Navarro, para quem é "ilegal o uso extraterritorial da sanção americana e uma violação do direito internacional".
 
Na opinião de Navarro, o Capítulo 3º da Helms-Burton pretende claramente promover os interesses egoístas de Washington. "O regulamento visa criar confusão no mundo dos negócios, forçar cada vez mais investidores a desistir e dizer: 'Não estou investindo em Cuba e, em vez disso, vou para Jamaica ou República Dominicana'. É uma clara tentativa dos EUA de matar a economia cubana."
 
 
Herança da Revolução
 
A UE criticou fortemente o Capítulo 3º, que permite a cidadãos americanos abrirem processo em tribunais dos EUA contra qualquer empresa estrangeira que use propriedades confiscadas em Cuba. Depois que Trump decidiu deixar a última suspensão expirar em 2019, foi iniciado um total de 20 ações judiciais, entre elas contra a rede espanhola de hotéis Meliá.
 
Na sequência da Revolução Cubana nos anos 1960, o governo comunista de Fidel Castro nacionalizou grandes empresas e propriedades anteriormente privadas. O Hotel San Carlos, no município de Cienfuegos, pertencente à família Mata, foi confiscado em 1962.
 
A família, que conseguiu fugir para os EUA, está agora processando uma série de empresas que usam o hotel de alguma forma, inclusive a atual operadora Meliáe outras 37 empresas, como os portais de reservas americanos Booking e Expedia, bem como a subsidiária alemã da Expedia, a Trivago. Várias empresas estatais cubanas também são alvo do processo.
 
Surpreendentemente, um tribunal federal dos EUA decidiu em janeiro que a rede Meliá e as outras empresas não americanas deveriam ser excluídas da ação coletiva – um ato deliberado da família Mata para acelerar os processos, concentrando-se nos réus americanos, explicou um advogado da família.
 
A decisão, porém, apenas complicou a situação, afirmam observadores, e o enviado da UE está intrigado com o que virá a seguir: "Até agora, não vimos uma única decisão judicial contra uma empresa europeia", explicou Navarro.
 
Deterioração das relações UE-EUA
 
A confusão sobre a política de sanções de Washington contra Cuba aumentou no início de fevereiro, quando a administração Trump decidiu implementar o Capítulo 4º da Lei Helms-Burton. Ele estipula que os EUA podem negar a entrada no país a indivíduos que "se beneficiem" da expropriação de bens de cidadãos americanos em Cuba. Segundo o governo, a medida também inclui altos funcionários de empresas e suas famílias.
 
No processo "Mata versus Meliá", isso resultou numa situação verdadeiramente bizarra: embora a rede de hotéis espanhola tenha sido legalmente excluída da ação, seu vice-presidente e diretor-geral, Gabriel Escarrer Jaume, está enfrentando sanções abrangentes.
 
Em outubro de 2019, a administração Trump ordenou que ele se demitisse de seus cargos e vendesse sua participação na empresa num prazo de 45 dias. Caso contrário, os vistos dele e de sua família seriam revogados. Para evitar isso, ele poderia fazer um acordo de compensação com a família Mata.
 
"A carta foi enviada em outubro e está em vigor desde novembro", relata Navarro, e acrescenta, referindo-se à decisão do tribunal sobre a Meliá em janeiro de 2020: "Eu não entendo por que a decisão [contra Jaume] continua sendo aplicada."
 
Navarro admite que os EUA têm direito legítimo de decidir quem entra ou não no país. Ao mesmo tempo, ele insta a administração Trump a "revogar sua decisão contra uma empresa que não foi condenada e nem faz mais parte de um processo judicial".
 
Segundo o encarregado, atualmente a UE está usando seus canais diplomáticos para transmitir esse argumento ao governo americano. Nenhum caso semelhante relativo a empresas europeias está pendente em tribunais dos EUA, mas o da Meliá causaria enorme incerteza entre as empresas europeias que fazem negócios com Cuba, acrescenta.
 
E, de fato, o regime de sanções dos EUA contra Cuba desgasta progressivamente os nervos das empresas, que já sofrem com atrasos de pagamentos cubanos devido ao estrangulamento financeiro americano da ilha caribenha. Ainda assim, algumas empresas estão tentando superar as dificuldades, afirmou Navarro, e as descreveu como "verdadeiros heróis".
 
Como reação à introdução da Lei Helms-Burton em 1996, a União Europeia estabeleceu um "estatuto de sanções" destinado a aliviar os efeitos da controversa lei. As empresas que sofrem prejuízos financeiros por sanções dos EUA podem processar a administração americana por danos nos tribunais europeus. Navarro observa, contudo, que a deterioração das relações bilaterais "ainda não havia atingido esse estado".
 
Andreas Knobloch (fc) | Deutsche Welle

Ver o original em 'Página Global' na seguinte ligação:

https://paginaglobal.blogspot.com/2020/02/embargo-de-eua-contra-cuba-prejudica.html

Cooperação cubana mostrou que um país pequeno pode fazer muito pela humanidade

O encarregado de negócios na Embaixada de Cuba no Brasil alertou numa entrevista para o «recrudescimento do bloqueio por parte dos EUA» contra o país caribenho, que afecta a cooperação médica.

Com a colaboração médica cubana, El Alto possui neuropediatria de vanguardaCréditos / bmcbolivia.com.bo

Numa entrevista recente concedida ao jornalista Beto Almeida, da TV Comunitária de Brasília, Rolando Gómez qualificou como «genocida» a campanha lançada contra a colaboração médica que o seu país desenvolve a nível mundial, sob um princípio de solidariedade e tendo como base o lema de José Martí, o herói nacional de Cuba, de que «Pátria é a humanidade».

Gómez, que é encarregado de negócios na Embaixada de Cuba em Brasília, sublinhou que esse princípio foi transformado pelo líder histórico da Revolução cubana, Fidel Castro, «em património do nosso povo». «Essa concepção filosófica, humanista, de solidariedade, Fidel inculcou-a desde o início do processo revolucionário [Janeiro de 1959] na Ilha», disse.

 

Rolando Gómez lembrou que o país quase ficou sem médicos no início da Revolução, porque a maioria deixou a Ilha; no entanto, «face ao apelo e a uma necessidade imperiosa do povo irmão da Argélia, enviou [para lá] uma brigada médica e todos os seus serviços», frisou.

No âmbito das mudanças que a Revolução propugnava, em termos de dar prioridade aos cuidados médicos primários, «foram sendo criadas escolas de medicina, foram-se formando médicos, especialistas, com uma concepção de serviço à população e de prestação com a maior qualidade possível», referiu.

Precisou que, na sequência de fenómenos naturais – como furacões, terramotos e epidemias surgidas em muitos países, na maior parte dos casos do Terceiro Mundo –, nasceu a «colaboração médica internacional de Cuba», que foi «um modo de mostrar ao mundo que um país pequeno e sujeito a um bloqueio é capaz de fazer tanto pela humanidade quanto poderiam fazer países desenvolvidos e com recursos».

Gómez defendeu que «esse foi o exemplo que Fidel transmitiu à humanidade» e que Cuba passa em termos solidários ao mundo, «que todos queremos que seja melhor». Neste sentido, insistiu que os médicos cubanos são formados no espírito do humanismo, de não encarar a medicina como um negócio, mas como um serviço à população.

Reconheceu que a exportação de serviços médicos se tornou o principal patamar financeiro para a Ilha, superando inclusive as verbas que entram no país caribenho a partir do turismo.

 

«E que decidiu Donald Trump? Atingir de qualquer forma esses recursos do país. Essa é a explicação. Tenta por todos os meios impedir que Cuba possa contar com as verbas da colaboração médica», disse o encarregado de negócios, denunciando que a campanha contra esta colaboração tem origem no «recrudescimento do bloqueio por parte dos EUA e na escalada das suas agressões» contra a maior ilha das Antilhas.

Assim, alertou que Washington pressiona vários governos para que ponham fim aos convénios firmados com Cuba e acabem com a colaboração médica cubana, presente em 65 países, apesar de os povos reconhecerem a qualidade dos profissionais cubanos.

A este título, Rolando Gómez lembrou que «o povo brasileiro conheceu» essa qualidade. «Aqui, nos 27 estados do país, chegaram a trabalhar 11 400 médicos da Ilha e sabe-se que se dedicavam por inteiro a cuidar dos seus pacientes», sublinhou.

«Solidaridade distingue Cuba como país»

«56 anos de cooperação médica cubana, com presença em 164 países e participação de mais de 400 mil colaboradores da saúde evidenciam os princípios que defendemos», escreveu hoje o ministro cubano dos Negócios Estrangeiros, Bruno Rodríguez, na sua conta oficial de Twitter.

«A solidariedade distingue-nos como país», disse, acrescentando: «Pômo-la em prática, como diria Fidel, "com actos, não com belas palavras".» Também a conta oficial de Twitter do Ministério destaca a cooperação médica cubana, que se evidencia igualmente pelo número de médicos estrangeiros que formou.

Recorde-se que a administração norte-americana tem nos ataques a esta cooperação um dos seus principais alvos, visando aprofundar um bloqueio que dura há quase 60 anos e que desde 2017 perseguiu com mais empenho transacções financeiras e compra de crude, bem como voos e cruzeiros.

Ver original em "AbrilAbril" na seguinte ligação:

https://www.abrilabril.pt/internacional/cooperacao-cubana-mostrou-que-um-pais-pequeno-pode-fazer-muito-pela-humanidade

Brigada médica e autoridades de Cuba ao lado da China na luta contra o coronavírus

A Brigada Médica Cubana na China reiterou o compromisso de continuar a trabalhar e de aprofundar os intercâmbios com a China no que respeita à epidemia de coronavírus 2019-nCoV.

Um grupo de doentes que estiveram infectados com o coronavírus e recuperaram festeja num hospital em Wuhan, na província chinesa de Hubei (6 de Fevereiro)Créditos / Xinhua

Yamira Palacios, que lidera a Brigada Médica Cubana na China, disse à Prensa Latina que a equipa vai continuar a prestar assistência médica nas instituições de saúde, tal como o faz há 14 anos, de forma ininterrupta.

«Continuaremos a contribuir para o bem-estar e a qualidade de vida, juntamente com os nossos irmãos médicos e trabalhadores chineses da saúde, que são um exemplo de trabalho, coragem e compromisso», sublinhou a médica cubana.

Palacios mostrou confiança na capacidade do gigante asiático para sair «vitorioso nesta batalha pela vida», pois o seu povo «luta, sabe agigantar-se perante as adversidades mais difíceis e está a mostrá-lo agora».

«Apoiamos a China, apoiamos Wuhan e todos os trabalhadores da saúde; são heróis anónimos e vencerão», insistiu.

Brigada Médica Cubana na China com médicos e outros trabalhadores da saúde chineses Créditos

Por outro lado, a médica destacou que a comunidade cubana está bem, protegida e a cumprir todas as medidas decretadas pelas autoridades sanitárias chinesas e pelo Ministério da Saúde Pública do país caribenho.

Palacios chefia o posto médico criado na Embaixada cubana em Pequim para reforçar os cuidados a cidadãos de Cuba na China, em plena situação de emergência relacionada com a epidemida do coronavírus, que, segundo a Prensa Latina, provocou 908 mortes e contagiou 40 171 pessoas.

Na semana passada, chegaram à China a pediatra infectologista Ileana Álvarez e o médico infectologista Rafael Arocha, ambos membros do Contingente Internacional de Médicos Especializados em Desastres e Grandes Epidemias «Henry Reeve».

Autoridades cubanas reconhecem os esforços da China contra o coronavírus

Numa mensagem publicada na sua conta de Twitter, o titular da pasta dos Negócios Estrangeiros, Bruno Rodríguez, reafirmou a solidariedade de Cuba com o gigante asiático e sublinhou o intercâmbio existente entre Havana e Pequim para travar o contágio, face à expansão do coronavírus 2019-nCoV.

Rodríguez referiu-se também à cooperação biotecnológica bilateral, uma vez que, desde 25 de Janeiro, a fábrica mista ChangHeber, localizada em Changchun, na província chinesa de Jilin, está a produzir o antiviral cubano Interferón alfa 2B recombinante, conhecido como IFNrec, e que é um produto líder da biotecnologia na maior ilha das Antilhas.

O medicamento é um dos cerca de 30 escolhidos pela Comissão Nacional de Saúde pela seu potencial para curar a doença respiratória, informou o embaixador de Cuba na China, Carlos Miguel Pereira.

O IFNrec aplica-se contra infecções virais provocadas pelo HIV, a papilomatose respiratória recorrente causada pelo vírus papiloma humano, o condiloma acuminado, e a hepatite B e C, bem como nas terapias contra vários tipos de cancro.

De acordo com dados divulgados pelas autoridades chinesas, a que a Xinhua faz referência, 3281 pessoas recuperaram do coronavírus, e diminuiu o número de pessoas contagiadas fora da província de Hubei e da sua capital, Wuhan, onde surgiu.

Ver original em "AbrilAbril" na seguinte ligação:

https://www.abrilabril.pt/internacional/brigada-medica-e-autoridades-de-cuba-ao-lado-da-china-na-luta-contra-o-coronavirus

Bloqueio dos EUA a Cuba na saúde: violação do direito à vida

 
 

Não há família cubana que não sofra consequências; do outro lado, o mundo está privado de utilizar as inovações de Cuba
 
O bloqueio dos Estados Unidos a Cuba é o regime de sanções mais injusto, severo e prolongado que já se aplicou contra um país.
 
O sistema de saúde cubano sofre graves consequências por essa política abusiva. Tem, por exemplo, dificuldade para adquirir medicamentos, matérias-primas, reagentes de laboratórios e outros insumos necessários para o funcionamento do setor farmacêutico. O governo cubano é forçado a obter esses materiais em mercados distantes e, muitas vezes, com o uso de intermediários, o que impõe o aumento dos preços nesse setor.
 
Apesar da estratégia destrutiva do governo dos EUA – e graças à política humanista da Revolução Cubana –, resultados no âmbito social foram alcançados, algo comparável ao de países desenvolvidos. 
 
O setor de saúde permaneceu, invariavelmente, entre as prioridades da revolução.
 
Tanto na Constituição de 1976 quanto na vigente, assegurar o estado de bem estar do povo vem sendo representado como um dever incondicional. A atual Constituição, em seu artigo 72, consagra a saúde pública como “um direito de todas as pessoas” e estabelece a responsabilidade do Estado em “garantir o acesso, a gratuidade e a qualidade dos serviços de atenção, proteção e recuperação”.
 
No entanto, os danos provocados pelas sanções contra Cuba no âmbito da saúde são inquestionáveis.
 
Mais do que valores e cifras, o verdadeiro impacto do bloqueio contra Cuba está no sofrimento, na angústia e no desespero que esta situação provoca nos pacientes e em seus familiares, ao não poder contar com o medicamento idóneo para o tratamento de uma doença e, em muitos casos, no momento necessário para salvar uma vida. Essa dor não poderá ser jamais quantificada, seu valor humano está acima de tudo.
 
Sobram os comoventes exemplos de como o bloqueio económico, comercial e financeiro imposto contra Cuba atenta contra a saúde do povo cubano, o que equivale a violar o seu direito à vida. 
 
Umas poucas mostras revelam a implacável perseguição a que é submetido o nosso país pelo governo dos Estados Unidos no terreno da produção de medicamentos. As seguintes são somente algumas das gestões comerciais realizadas pela indústria farmacêutica cubana e que foram frustradas pela iniciativa estadunidense.
 
A primeira foi a tentativa de comprar reagentes e matérias-primas farmacêuticas da empresa norte-americana Promega Corporation. O potencial fornecedor comunicou que “o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos aplica sanções comerciais que proíbem que as indústrias com sede nesse país vendam produtos e proporcionem tecnologia e/ou serviços a Cuba”.
 
Outra foi a tentativa de comprar um espectrofotómetro, equipamento utilizado em laboratórios para quantificação de substâncias e princípios ativos. A companhia estadunidense Bruker foi contactada e a resposta foi que eles não têm a possibilidade de fazer negócios com Cuba.
 
A tentativa de compra de stents expansíveis, utilizados no tratamento cirúrgico de conservação ou de salvamento de membros superiores e inferiores. Foi contactada a companhia estadunidense Stryker e, até o momento, não foi recebida nenhuma resposta. Essa prática de não oferecer resposta é um típico resultado das pressões do bloqueio.
 
Quando houve a tentativa de compra do medicamento Crizotinib, usado no tratamento de câncer de pulmão, a farmacêutica Pfizer Inc. negou a venda como resultado do bloqueio.
A Indústria Biofarmacêutica, um dos setores estratégicos da economia do país, é afetada a cada ano com perdas económicas milionárias na pesquisa, desenvolvimento, produção e comercialização de seus produtos, como consequência do bloqueio.
 
As medidas estadunidenses contra Cuba não apenas limitam nossos serviços médicos, a produção de medicamentos e o intercâmbio académico e científico, mas privam o povo dos Estados Unidos de receber os benefícios dos produtos biotecnológicos e farmacêuticos desenvolvidos em Cuba, novos e promissores para a saúde humana.
 
Nos últimos cinco anos, essa indústria cubana introduziu no mercado 62 medicamentos, 11 antibióticos, quatrocitostáticos para tratamento de câncer, quatro medicamentos para tratamento de dor e 2 antirretrovirais para tratamento de AIDS, entre outros; tanto para uso hospitalar quanto para comercialização (a preços subsidiados) em farmácias.
 
Em Cuba, existem 101 produtos biofarmacêuticos em diferentes fases de investigação e desenvolvimento, aproximadamente 1% dos medicamentos em desenvolvimento no mundo, número relevante considerando a população do nosso país. Cerca de 75% desses projetos possuem direitos de propriedade intelectual e são protegidos por patentes, e 26% são medicamentos potencialmente “de primeira classe”.
 
Apesar das dificuldades e adversidades que a Revolução enfrenta, a ciência e a inovação são o motor do desenvolvimento e uma alavanca para superar todos os desafios, como sempre pregava nosso Comandante Fidel Castro.
 
O direito à vida está incorporado no artigo 3º da Declaração Universal dos Direitos Humanos: “Todo indivíduo tem direito à vida, à liberdade e à segurança de sua pessoa”. O bloqueio provoca danos humanitários incalculáveis. Constitui uma violação flagrante, maciça e sistemática dos direitos humanos e se qualifica como um ato de genocídio, de acordo com as subseções B e C do Artigo 2 da Convenção para a Prevenção e Punição do Crime de Genocídio de 1948.
 
Não há família cubana que não sofra consequências.
 
Sob a luz dessa análise, poderíamos nos perguntar: é legal o bloqueio norte-americano contra Cuba? O bloqueio ou embargo, conforme se qualifica com o objetivo de remover seu escopo extraterritorial, não viola as disposições do Direito Internacional Humanitário, da Declaração dos Direitos Humanos, da Carta das Nações Unidas e do Artigo IV das Convenções de Genebra?
 
Uma simples leitura deste artigo nos permitirá alertar sobre as contínuas violações que se apoiam no privilégio de medidas destinadas a estrangular a economia das Antilhas, com o objetivo, também explícito, de matar de enfermidade um povo, semear descontentamento na população civil e minar o apoio ao processo revolucionário.
 
Se a Assembléia Geral das Nações Unidas, por 27 anos consecutivos, apoiou quase de forma unânime a resolução cubana contra o bloqueio imposto pelos Estados Unidos, é porque, à luz do Direito Internacional, esse é o maior crime de guerra executado contra um país em tempo de paz.
 
Maritza Camejo Castillo | Fonte: Brasil de Fato | Publicado em Vermelho
 
Imagem: Médicos cubanos dedicam-se a cuidr de pacientes nos lugares mais longíquos l Foto: Arakém Alcântara

*Maritza Camejo Castillo é de Havana, Cuba. Estudou licenciatura em Ciências Farmacêuticas, na Universidade de Havana, e fez mestrado em Tecnologia e Controle de Medicamentos, no Instituto de Farmácia e Alimentos da Universidade de Havana, e mestrado profissional internacional em Qualidade Farmacêutica, no Ministério da Indústria Básica. Atualmente trabalha no Consulado Geral de Cuba, em São Paulo.

Bloqueio dos Estados Unidos a Cuba é 'o mais prolongado e ilegal da história'

Fila de votação para eleição legislativa em Cuba, março de 2018.
© AP Photo / Ramon Espinosa

O bloqueio dos Estados Unidos a Cuba, imposto desde 3 de fevereiro de 1962, é o mais longo e ilegal da história, afirmou à Sputnik Mundo o diretor do Departamento de Assuntos Históricos do Palácio da Revolução de Cuba, Eugenio Suárez.

"O impacto destes 58 anos de bloqueio é conhecido muito bem por todos os cubanos, por nossos amigos e até pelos próprios inimigos, porque impactou todos os setores da nossa sociedade, principalmente o setor de saúde, por exemplo, onde foi bastante criminoso", comentou à Sputnik Mundo Suárez.

Os historiadores cubanos afirmam que esta medida, imposta por Washington apenas três anos após a Revolução Cubana em 1959, buscava gerar "desencanto e insatisfação" na população da ilha, criar mal estar econômico e dificuldades materiais para provocar um levante popular que derrubaria o governo comunista.

Um memorando secreto de 6 de abril de 1960, assinado pelo então subsecretário de Estado Lester D. Mallory, sugeria aplicar medidas para alcançar os objetivos políticos planejados.

"É necessário empregar rapidamente todos os meios possíveis para debilitar a vida econômica de Cuba [...] privá-la de dinheiro e abastecimentos, para reduzir seus recursos financeiros e salários reais, provocar fome, desespero e queda do governo", dizia o memorando assinado por Mallory.

O diretor do gabinete cubano argumenta que, apesar de o bloqueio ter um grande impacto na economia, "no aspecto espiritual uniu os cubanos, e essa unidade é a energia que nos permitiu chegar até hoje".

Com a aplicação da Lei para a Democracia Cubana (CDA, na sigla em inglês), mais conhecida como a Lei Torricelli, assinada em outubro de 1992, e a Lei para a Solidariedade Democrática e a Liberdade Cubana, conhecida como Lei Helms-Burton, aprovada em março de 1996, o bloqueio tomou corpo legal.

Com a chegada ao poder do presidente Donald Trump, em 2017, esta política de coerção se fortaleceu, com a imposição de novos regulamentos e proibições que buscam frear o desenvolvimento econômico da sociedade cubana.

As autoridades cubanas asseguram que os danos acumulados pelo bloqueio imposto por Washington durante quase seis décadas custaram US$ 922,6 bilhões (R$ 3,919 trilhões), tendo em conta a desvalorização do dólar frente o valor do ouro.

Considerando valores atuais, segundo essas mesmas fontes, os prejuízos foram de US$ 138 bilhões (R$ 586,3 bilhões) em 58 anos.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/americas/2020020415094604-bloqueio-dos-estados-unidos-a-cuba-e-o-mais-prolongado-e-ilegal-da-historia/

Cuba continua entre os países com menor taxa de mortalidade infantil

Na Ilha, continua a ser baixo o risco de morrer durante o primeiro ano de vida. Com um registo de 5 mortes por cada mil nados-vivos, Cuba permanece entre os 35 países com taxa mais baixa de mortalidade infantil.

Cuba permanece entre os países com a taxa de mortalidade infantil mais baixaCréditos / razonesdecuba.cu

Já é de há muito conhecido o empenho político das autoridades cubanas na área da Saúde e, em particular, no que respeita à das crianças. E, «nos momentos mais difíceis para o país», trata-se de «uma tarefa que requer e exige muito esforço, sacrifício, dedicação e empenho dos milhares de profissionais que trabalham na área dos cuidados materno-infantis», destaca o diário Granma.

Segundo dados preliminares facultados pela Direcção de Registos Médicos e Estatísticas da Saúde, no ano passado nasceram em Cuba 109 707 crianças, menos 6626 que em 2018, tendo-se registado uma taxa de mortalidade infantil de 5,0 óbitos por mil nados-vivos.

Noemí Causa Palma, directora de Assistência Médica do Ministério da Saúde Pública (Minsap), explicou ao Granma Internacional que o país continua «dentro dos 35 países com a taxa mais baixa de mortalidade infantil e entre os primeiros na região».

Como principais causas do registo do final de 2019 apontou complicações associadas ao parto prematuro e ao atraso do crescimento intra-uterino, tendo sublinhado que, apesar das medidas programadas e adicionais tomadas, não foi possível reduzir o seu impacto na mortalidade de crianças menores de um ano.

Trabalho persistente

Como elementos de destaque, referiu que, pelo terceiro ano consecutivo, a taxa de mortalidade por malformações congénitas manteve-se em 0,8 óbitos por mil nados-vivos – sendo que as províncias de Cienfuegos, Sancti Spíritus e o município especial Ilha da Juventude concluíram o ano sem mortes por este motivo.

«Este indicador é o melhor da região das Américas e é o resultado do trabalho realizado pelos serviços de Genética Comunitária, do desenvolvimento da rede nacional de genética médica e do programa nacional de prevenção de defeitos congénitos e doenças genéticas», afirmou a médica.

Também significativo é o facto de, em 2019, não ter havido registos de mortes maternas por hemorragia pós-parto, um problema persistente nos países em desenvolvimento e que Cuba conseguiu debelar graças ao trabalho multidisciplinar levado a cabo nos últimos três anos.

 
Taxa de mortalidade infantil por províncias Créditos

As províncias cubanas com a taxa de mortalidade infantil mais baixa em 2019, algumas das quais conseguiram manter o indicador abaixo de quatro, foram: Município especial Ilha da Juventude (2,3), Cienfuegos (3,5), Sancti Spíritus (3,6) e Camagüey (3,9).

Com o indicador da taxa de mortalidade entre quatro e cinco encontram-se as províncias de Granma (4,5), Pinar del Río (4,6), Villa Clara (4,6), Las Tunas (4,7) e Santiago de Cuba (4,8).

As que apresentam taxas de mortalidade infantil mais elevada são, de acordo com os dados divulgados pelo Ministério da Saúde Pública: Guantánamo (6,2), Havana (6,1), Ciego de Ávila (6,1), Artemisa (5,7), Mayabeque (5,5), Matanzas (5,2), Holguín (5,0).

Diversos municípios apresentaram uma taxa zero de mortalidade infantil (aqui indicados com a província a que pertencem): San Luis e Minas de Matahambre (Pinar del Río); Ciénaga de Zapata e Los Arabos (Matanzas); Encrucijada, Camajuaní, Caibarién e Cifuentes (em Villa Clara); Abreu e Rodas (Cienfuegos); Cabaiguán e La Sierpe (Sancti Spíritus).

Ainda Florencia e Majagua (Ciego de Ávila); Céspedes, Esmeralda, Sibanicú e Jimaguayú (Camagüey); Majibacoa (Las Tunas); Calixto García (Holguín); Media Luna (Granma); Caimanera, (Guantánamo).

Ver original em "AbrilAbril" na seguinte ligação:

https://www.abrilabril.pt/internacional/cuba-continua-entre-os-paises-com-menor-taxa-de-mortalidade-infantil

EM 1965 PASSOU POR ÁFRICA UM METEÓRICO CHE!

 
 
 
“Che fue maestro y forjador de hombres como el, y consequente com sus actos, nunca dejó de hacer lo que predicaba, ni de exigirse a si mismo mas de lo que exigia a los demás” – Fidel sobre o Che, a 17 de Outubro de 1997, no livro “Cómo era el Che”, de José Mayo, que me foi oferecido em Julho de 2013, pelo saudoso camarada e amigo Jorge Silva, “Sapo”. (http://www.fidelcastro.cu/pt-pt/node/71958http://www.fidelcastro.cu/pt-pt/node/731).
 
Há 55 anos o encontro do Che com  o MPLA, em Brazzaville.
 
01- … E o Che foi fiel a si mesmo (http://www.cubadebate.cu/noticias/2018/10/08/soy-el-che-guevara/#.W7vCPCaNxjo), em relação à sua passagem por África:
 
Para lá das missões diplomáticas da nova diplomacia revolucionária cubana (http://www.granma.cu/mundo/2014-03-11/de-brazzaville-a-la-paz-definitiva) que desempenhou na 1ª metade da década de 60 do século passado, ele espreitou sempre a janela sobre como, no continente-berço, lutar de armas na mão contra os poderes mais opressivos na Terra, os poderes conjugados da opressão colonial, neocolonial e do “apartheid”!... (http://www.cubadebate.cu/especiales/2018/10/08/che-guevara-revolucion-y-diplomacia-1959-1965/#.W7vAzSaNxjo).
 
Com a doutrina do foco, ele quis que os revolucionários africanos se juntassem a ele no Congo em época da rebelião simba (1963-1965) pois considerava o Congo como fulcral para África travar a luta progressista contra a opressão, tendo em conta o facto do colonialismo ter levado o continente ao estado de prostração, próprio duma ultraperiferia económica subdesenvolvida e à mercê do poderio do império sincronizado com as suas transnacionais!... (https://www.rebelion.org/noticia.php?id=236502).
 
As características do subdesenvolvimento impediram na época os africanos de alcançar, sob o ponto de vista ideológico e prático, essa insuperável capacidade de altruísmo, solidariedade e internacionalismo do Che (http://www.cubadebate.cu/opinion/2017/10/02/che-guevara-un-hombre-muchos-ejemplos/#boletin20171002), de seus comandados e de sua intrínseca visão de paz global mas, apesar do Comandante ter considerado a sua passagem pelo Congo como “la historia de un fracasso”, Cuba Revolucionária não perdeu o ensejo de se aliar àqueles que, depois da Argélia, continuavam em África a legítima saga da luta armada contra o colonialismo, o neocolonialismo e o “apartheid”! (http://www.cubadebate.cu/especiales/2017/05/25/el-che-guevara-tambien-era-africano/#.XgoXJyZCdjo).
 
Ao instalar a guerrilha no sul do Kivu, num território dos Grandes Lagos imediatamente a oeste do Ruanda, do Burundi e da Tanzânia (nas montanhas próximas da margem ocidental do Lago Tanganika), reforçando os progressistas que haviam seguido e apoiado Patrice Lumumba (“simbas”), que na época se haviam juntado a Pierre Mulele, Antoine Gozenga e Laurent Kabila, o Che tinha já a noção antropológica e cultural de que os Grandes Lagos, enquanto nó hídrico garante de espaço vital e sedentarismo, era decisivo para o continente que possuía as maiores extensões de desertos quentes do globo e com isso deu-nos, apesar do fim de sua missão, desde logo a primeira grande lição que perdura até nossos dias! (http://www.cubadebate.cu/especiales/2015/04/05/un-medico-en-la-guerrilla-africana-en-el-congo-aprendi-mucho-con-el-che/#.XgoZNyZCdjo).
 
Os Grandes Lagos e a bacia do grande Congo, se houvesse uma guerrilha consequentemente irradiadora e com vontade de vencer, seria um ponto de partida para África a fim de sacudir uma a uma todas as cadeias que a amarravam ao passado e por isso Cuba Revolucionária, que acompanhou o sentido geoestratégico do Che sem desperdiçar os laços com o movimento de libertação em África, superou as espectativas na aproximação que passou a levar a cabo, desde o 1 de Janeiro de 1965, há 55 anos! (http://www.cubadebate.cu/opinion/2010/04/24/a-casi-medio-siglo-de-la-guerrilla-del-che-en-el-congo/#.XgoYnyZCdjo).
 
 
 
Quando prestei a minha modesta homenagem a Fidel, por altura do seu passamento físico, evocando essa saga “de Argel ao Cabo”, (http://paginaglobal.blogspot.com/2016/12/de-argel.html) também não perdia de vista essa meteórica passagem do Che pelo Congo, inaugurando a primeira linha da frente informal, entre Dar es Salam e Brazzaville, sem dúvida a primeira linha da frente contra a internacional colonial-fascista que dominava por meio escondida, meio envergonhada procuração do império, a África Austral, a África Central e a Oriental! (http://paginaglobal.blogspot.com/2016/12/de-argel.html).
 
Dar es Salam e Brazzaville eram duas capitais progressistas no meio da devassa colonial, neocolonial e do “apartheid” e por isso constituíam na década de 60, duas pequenas plataformas que mereciam o melhor dos aproveitamentos: estender em direcção a sul e contra o colonial-fascismo internacional, a luta armada de libertação em África, fluindo desde logo dos principais concentrados de água interior do continente (Grandes Lagos e Bacia do Congo)!...
 
… Por essa razão, sob a orientação de Fidel e aproveitando o sentido geoestratégico do Che, (https://www.counterpunch.org/2015/10/02/ches-economist-remembering-jorge-risquet/) Cuba Revolucionária reforçou com alguns dos seus melhores filhos (grande parte deles descendentes de escravos mobilizados sobretudo em Santiago de Cuba e nas administrações orientais da maior das Antilhas) as duas Colunas do Che: a Coluna Um no sul do Kivu e com rectaguarda de apoio na Tanzânia e a Coluna Dois, comandada por Jorge Risquet, instalada em Brazzaville e impedindo desde logo que o governo progressista de Massemba Debat fosse derrubado por qualquer tentativa de carácter neocolonial lançada da margem esquerda do arco crítico do Congo. (http://www.cubadebate.cu/opinion/2019/10/10/el-che-vive-en-africa/#boletin20191010).
 
 
02- O encontro do Comandante Che Guevara com os angolanos conforme testemunho dos militantes do MPLA em Brazzaville, (https://www.taylorfrancis.com/books/e/9780203009246/chapters/10.4324/9780203009246-6) levou à não adopção da proposta para combater no Congo no âmbito do foco irradiador de guerrilhas e a fim de levar a cabo a luta de libertação em África e isso tem além do mais uma justificação séria, para além da posição oficialmente anunciada: o MPLA havia sofrido amargas experiências em Leopoldville até 1964 (o ano em que Cuba estabeleceu relações diplomáticas com o Congo, Brazzaville) e isso estava bem fresco nas memórias e nas práticas de então. (https://books.google.co.ao/books?id=QHWGwG71hzMC&pg=PA82&lpg=PA82&dq=o+che+com+o+mpla+em+brazzaville&source=bl&ots=RBN-ywCDUM&sig=ACfU3U1R6eGVxwhAuQHI4UIJQx9Feoy85w&hl=pt-PT&sa=X&ved=2ahUKEwir79Gqt93mAhXMbsAKHTWYAMcQ6AEwA3oECAkQAQ#v=onepage&q=o%20che%20com%20o%20mpla%20em%20brazzaville&f=false).
 
Eram os tempos de “Vitória ou Morte” que não foi apenas o boletim quinzenal do MPLA: vitória atravessando o rio para Brazzaville, a fim de finalmente levar a luta armada para dentro de Angola sem empecilhos neocoloniais directos e morte continuando em Leopoldville, na armadilha tornada artificioso pântano pelo império, seus interesses e seus apaniguados locais (Kasavubu e Mobutu)!…(http://paginaglobal.blogspot.com/2016/11/uma-longa-luta-em-africa-i.html).
 
Depois a própria experiência do Comandante Che Guevara e sua Coluna Um no Kivu, “frente oriental”, mesmo sendo “la historia de un fracaso”, teve leituras que radiografaram os tempos, conforme esta da autoria do próprio Che no Epílogo do seu testemunho “Pasajes de la guerra revolucionaria: Congo”, página 347 (http://www.sanildefonso.org.mx/expos/elche/https://www.infobae.com/america/cultura-america/2018/01/08/tras-los-pasos-del-che-en-el-congo/):
 
“El único hombre que tiene autênticas condiciones de dirigente de masas me parece que es Kabila.
 
En mi critério, un revolucionário de completa pureza, si no tiene certas condiciones de conductor, no puede dirigir una Revolución, pero un hombre que tenga condiciones de dirigente no puede, por esse solo mérito, llevar una revolución adelante.
 
Es preciso tener seriedade revolucionaria, una ideologia que guie la acción, un espirito de sacrifício que acompanhe sus actos.
 
Hasta ahora Kabila no há demonstrado poseer nada de eso.
 
Es joven y pudiera ser que cambiara, pero me animo en dejar en un papel que verá la luz dentro de muchos años mis dudas muy grandes de que pueda superar sus defectos en el medio en que actua.
 
Los otros dirigentes conocidos serán casi todos barridos por los hechos.
 
Los nuevos probablemente estén hoy en el interior, empezando a escribir la verdadeira historia de la liberación del Congo.
 
Jenero de 1966.”
 
… Imaginem a radiografia que foi feita pelos revolucionários cubanos e por Jorge Risquet, sobre a personalidade dos principais dirigentes do MPLA, desde aquele encontro de há 55 anos em Brazzaville e no momento em que atravessar o caudaloso Congo entre duas capitais que socio-politicamente estavam tão distantes uma da outra, marcava a vitória da vida sobre a morte, marcava a lógica com sentido de vida do movimento de libertação em África, que tomo a liberdade de não me cansar de chamar a atenção!
 
No Iº Volume de “Agostinho Neto e a libertação de Angola – 1949 – 1974 – arquivos da PIDE-DGS” (http://www.angop.ao/angola/pt_pt/noticias/politica/2012/8/36/Fundacao-apresenta-obra-Agostinho-Neto-libertacao-Angola,a913ca69-123f-4549-8b57-1ca4a257cdc1.html), lembra-se assim a páginas 204 e 205 “a visita do Che Guevara”, a 2 de Janeiro de 1965 e as suas imediatas repercussões:
 
“Che Guevara visitou o Congo Brazzaville em 1.1.1965 encontrando-se com o MPLA e com Agostinho Neto. Agostinho Neto pediu instrutores militares para treinar os guerrilheiros em Cabinda e para preparar colunas para penetrarem até Nambuangongo e Dembos, na IªRegião.
 
Che Guevara visitou a base das Pacaças em Cabinda.
 
 
Che Guevara veio avaliar a possibilidade de criar um foco guerrilheiro no coração de África que irradiasse a luta revolucionária armada em todo o continente. O MPLA conhecedor das dificuldades de intensificar a luta armada no seu próprio país, não aderiu à estratégia de Che Guevara.
 
Cuba enviou em finais de 1965, uma esquadra de 6 instrutores que ficaram em Cabinda sob o comando do então capitão Rafael Moracen Limonta (mais conhecido por Quitafusil pelas suas façanhas na guerrilha em Cuba). Os instrutores cubanostreinaram 3 colunas que ficaram conhecidas por Camilo Cienfuegos e Camy, que reforçaram a Iª Região e a Ferraz Bomboko que fo abrir a IIIª Região na fronteira com a Zâmbia.
 
Nessa altura Jorge Risquet era chefe do Batalhão Patrice Lumumba com 260 homes, que ficou no Congo Brazzaville, durante 2 anos, para defender o governo de Massamba-Débat ante a ameaça de invasão das forças de Mobutu Seko e Moisés Tchombé e de mercenários que enfrentaram a rebelião lumumbista. Do lado dos lumumbistas de Laurent Kabila, nos confins orientais do Congo Leopoldville, estava a Coluna Um, com 120 homens , comandada por Che Guevara.
 
 Mais tarde Agostinho Neto enviar para Cuba, para estudarem e obterem formação militar, António dos Santos França (Ndalu), Henrique dos Santos (Onambwe), Rui de Matos, Saydi Vieira Dias Minfas e outros”.
 
Traumatizado com a expulsão do Congo-Leopoldville em tão dramáticas circunstâncias, teria sido no entanto importante para o MPLA ter acompanhado com algum representante a meteórica Coluna Um do Che no sul do Kivu, a fim de que essa experiência se pudesse juntar à sua própria experiência…
 
… Tem algumas vezes faltado a alguns dirigentes do movimento de libertação em África, ver para além das colinas que cercam a sua acção imediata e a médio prazo: falta acima de tudo a leitura e muito longo prazo e daí as vantagens que o neoliberalismo acabou por ganhar com tanta e tão nefasta expressão nos nossos dias!... (http://paginaglobal.blogspot.com/2017/03/aprender-com-historia.htmlhttps://paginaglobal.blogspot.com/2019/12/angola-nao-e-prova-do-choque-nem-da.html).
 
Essas são também razões para eu sublinhar a necessidade premente de mudança de paradigma, quando após mais de 40 anos de independência, se continua a pensar e a agir no âmbito da mentalidade e geoestratégia dos que chegaram pelo mar desde Diogo Cão, ao invés de garantir uma geoestratégia para um desenvolvimento sustentável, (http://paginaglobal.blogspot.pt/2016/01/geoestrategia-para-um-desenvolvimento.html) com consciência crítica e alicerçando-a a partir da fulcral região central das grandes nascentes a fim de, combatendo gritantes assimetrias, se poder começar a actuar de forma programada e com projecções a muito longo prazo, introduzindo urgentes acções dentro dos rarefeitos triângulos do interior (com muito baixa densidade humana de ocupação), do enorme quadrilátero angolano! (http://paginaglobal.blogspot.com/2017/03/maturacao-da-amizade-afro-cubana.html).
 
 
03- As duas Colunas do Che em África contribuíram para a vocação do movimento de libertação na direcção sul, apesar de haver tanto por superar em relação ao objectivo de transformar o grosso dos combatentes em irredutíveis e consequentes revolucionários, passando mesmo assim da linha da frente informal entre Dar es Salam e Brazzaville, para a plataforma irradiante de outra linha da frente informal que a partir de 1964 começou a ser praticável na Zâmbia e a partir dela!
 
É evidente que houve insuperáveis excepções de comportamento entre os militantes do MPLA, particularmente os dirigentes da cúpula (entre eles, os que chegaram a Angola depois do 25 de Abril e foram tão importantes para a prossecução da República Popular de Angola, destaco entre como exemplos de marxismo-leninismo, Agostinho Neto, Lúcio Lara, Iko Carreira, Dibala… )… (http://www.angonoticias.com/Artigos/item/36034/neto-foi-uma-pessoa-extraordinaria-presidente-de-sao-tome-e-principe;https://www.theguardian.com/world/2016/feb/29/lucio-lara-obituary).
 
… Mas o comportamento liberal, estando escondido entre outras correntes e tendências dentro do próprio MPLA (algumas delas com firmes propósitos e princípios), pouco a pouco foi vindo ao de cima, particularmente após a morte física de António Agostinho Neto, a 17 de Setembro de 1979! (https://sites.google.com/site/tchiweka/Home/livros-editados-1/tchi80-testemunhos/contribuicao-para-o-album-fotografico).
 
Por isso creio que se está a perder na questão do amadurecimento das respostas que dão sequência ao movimento de libertação em África, ao sentido tão arguto quão sublimado da geoestratégia do Che no continente, ao considerar o Congo como fulcral espaço vital para irradiar os esforços progressistas em África e às exemplares provas de vida dos dirigentes que cito como excepcionais num rumo que tanto tem a preservar como a (re)criar! (https://paginaglobal.blogspot.com/2015/10/cuba-40-anos-com-operacao-carlota.html).
 
À medida que se consolidava essa vocação que unia os movimentos de libertação da África Austral, passando da luta contra o colonialismo para a luta contra o baluarte do “apartheid”, sem descurar a necessidade de luta contra os regimes neocoloniais (particularmente o de Mobutu no Zaíre), alicerçou-se a conjuntura dos Países da Linha da Frente e da própria SADC!
 
De facto não houve previsão para o crescimento e consequências das tendências liberais dentro do âmago do movimento de libertação em África (daí também muitas das interrogações do Che sobre a qualidade dos combatentes), por que foram aparentemente, sob o ponto de vista comportamental, insuficientes as radiografias que foram feitas sobre o “homem novo que veio das matas” (https://www.youtube.com/watch?v=7kBZZQ22V5s), que logo que chegou às cidades de então (meados da década de 70 do século passado), a primeira coisa que fez (em grande parte dos casos), foi procurar novas esposas e novas famílias, correndo o risco de, perdendo suas raízes revolucionárias com isso fortalecer as invisíveis linhas de velhas assimilações!…
 
Estou certo que, se revolucionário cubano algum levanta hoje esta questão como eu aqui a estou a levantar, é por que Cuba continua firmemente empenhada, ou mais empenhada ainda, honrando Fidel, o Che e os Comandantes de sua Revolução, a saldar sua dívida para com a humanidade! (http://www.cubadebate.cu/especiales/2019/05/25/contribucion-de-cuba-a-la-liberacion-de-africa-la-causa-mas-bella-de-la-humanidad/#.XgoE5SZCdjo).
 
Os revolucionários cubanos são as pessoas mais incomodadas, mais conscientemente incomodadas com o estado da humanidade e do planeta e é com a espectativa desse exemplo falar por si perante todos os demais, que os revolucionários cubanos, honrando a sua própria história feita de laços antropológicos, culturais e acontecimentos numa memória de séculos e a partir de tanta opressão, são por vezes tão parcos em críticas em relação aos que eles avaliam melhor que ninguém: o que significa o estado de subdesenvolvimento global e o que significa sobreviver nos países que compõem a cauda dos Índices de Desenvolvimento Humano!
 
Martinho Júnior -- Luanda, 1 de Janeiro de 2020
 
Imagens:
01- “After the defeat of the Kwilu rebellion, rebel remnants continued to be active in certain parts of the country. These had little impact on the government, however, and were confined to rural areas. The rebellion had significant casualties. Those killed in ANC pacification operations have not been concretely established, with 60–70,000 killed by ANC operations to suppress the Kwilu Rebellion alone. In the next few years, small outbursts of violence continued around the Kwilu region, although without the planning and coordination of the rebellion itself. In 1968, president Mobutu lured Mulele out of exile with the promise of amnesty. However, when Mulele returned expecting safety, he was publicly tortured and execute” – https://www.wikiwand.com/en/Kwilu_Rebellion;
02- “El Che Guevara desembarca en el oriente de lo que hoy es la República Democrática del Congo con una docena de cubanos negros el 24 de abril de 1965. El pequeño cuerpo expedicionario cruza el lago Tanganica de este a oeste a partir del puerto de Kigoma, en Tanzania, y atraca en Kibamba”… “El Che Guevara y sus hombres abandonan el país el 21 de noviembre. Tres días más tarde, Mobutu toma el poder.” – https://www.taringa.net/+info/el-che-en-el-congo-la-historia-de-un-fracaso_xm7xd;
03- Route Lubonja - Lulimba, Secteur de Nganja, territoire de Fizi, Sud Kivu, Republique Democratique du Congo – foto de Stefan Roman, recolhida do Google Earth – https://lh5.googleusercontent.com/p/AF1QipMif4CnHVdhZNvMCspH-j6pLdge_s3FCoTHeTQz=h1440;
04- Agostinho Neto e militantes do MPLA recebem a visita de Che Guevara – http://m.mpla.ao/mpla/agostinho-neto;
05- Primeira visita de Fidel a Angola.  Foi recebido no aeroporto de Belas por Agostinho Neto . Angoleños e cubanos destacaram o humanismo do líder da Revolução cubana, Fidel Castro, em ocasião de cumprir-se 40 anos  de sua primeira visita a Angola  del 23 ao 27 de março de 1977. Para o general Antonio dois Santos Franza Ndalu, Fidel Castro mudou a história para melhor, marcou a história durante sua vida. Em opinião do general cubano Rafael Moracén, Fidel Castro sentia aos angoleños no sangue, no coração. Sempre lhes ofereceu o duplo ou o triplo das coisas que pediam em apoio primeiro para conseguir a independência e depois durante a guerra civil (1975-2002), explicou Moracén, quem foi agregado militar cubano em Luanda durante a década dos 90. – https://tudoparaminhacuba.wordpress.com/2017/03/24/primeira-visita-de-fidel-a-angola/
 
Em aditamento:
. Fidel hace 20 años: “¡Gracias, Che, por tu historia, tu vida y tu ejemplo!” (`Videos) – http://www.cubadebate.cu/especiales/2017/10/17/fidel-hace-20-anos-gracias-che-por-tu-historia-tu-vida-y-tu-ejemplo/#boletin20171017
. Falleció el Héroe de la República de Cuba Harry Villegas, el “Pombo” de la guerrilla del Che en Bolivia (+Video) – http://www.cubadebate.cu/noticias/2019/12/29/fallecio-el-heroe-de-la-republica-de-cuba-harry-villegas-el-pombo-de-la-guerrilla-del-che-en-bolivia/#.Xgo3TiZCdjo
 
 

Ver o original em 'Página Global' na seguinte ligação:

https://paginaglobal.blogspot.com/2020/01/em-1965-passou-por-africa-um-meteorico.html

60 anos de um injusto e criminoso Bloqueio

Com a entrada no ano de 2020, não podemos deixar de assinalar os 60 anos de Bloqueio imposto pelo Imperialismo contra uma das nação que se pode orgulhar de ser das mais respeitadoras dos Direitos Humanos; realidade que tem sido reconhecida pelas Nações Unidas.

Apesar de todas as dificuldades que inevitavelmente este acto criminoso coloca ao Povo Cubano a economia da maior ilha das Caraíbas não decresceu no ano de 2019.

Esta afirmação foi feita na Assembleia Nacional do Poder Popular por Alejandro Gil Fernández, ministro da Economia e Planeamento.

Tal realidade representa indubitavelmente uma clara vitória do Povo Cubano face à intensificação do Bloqueio imposto pelo Imperialismo Norte Americano.

 

Ver original em 'Abril de Novo Magazine' na seguinte ligação:

https://abrildenovomagazine.wordpress.com/2020/01/11/60-anos-de-um-injusto-e-criminoso-bloqueio/

Cuba volta a ter primeiro-ministro após 43 anos

 
 
O ministro do Turismo cubano, Manuel Marrero, foi hoje designado como primeiro-ministro, cargo extinto em 1976 e recuperado na nova Constituição aprovada em abril.
 
Manuel Marrero, 56 anos, foi nomeado pelo parlamento sob proposta do Presidente de Cuba, Miguel-Díaz Canel, que foi aprovada por unanimidade pelos deputados.
 
Na mesma sessão parlamentar será designado um vice-primeiro-ministro e conhecida a composição completa do novo Governo.
 
Marrero, o primeiro chefe do Governo de Cuba após um hiato de 43 anos, foi ministro do Turismo durante 16 anos, tendo sido responsável por um dos setores mais importantes da economia do país.
 
O cargo de primeiro-ministro foi assegurado pelo líder histórico Fidel Castro entre 1959 e 1976. Neste último ano, a Constituição elevou-o a Presidente, eliminado o cargo de primeiro-ministro.
 
Notícias ao Minuto | Lusa
 
Leia em Notícias ao Minuto: 

Ver o original em 'Página Global' na seguinte ligação:

https://paginaglobal.blogspot.com/2019/12/cuba-volta-ter-primeiro-ministro-apos.html

A Revolução Cubana vista em O Irlandês

 
 
De passagem, filme de Martin Scorsese aborda estratégia da máfia, ao apoiar invasão na Baía dos Porcos. Para recuperar seus lucrativos cassinos e prostíbulos, criminosos e governo Kennedy armaram anticastristas. Fracasso foi retumbante
 
Gustavo Barbosa | Outras Palavras
 
O fim do ano chegou com uma estreia de peso na Netflix: O Irlandês, megaprodução que subverteu a lógica dos lançamentos comerciais ao estrear em uma plataforma de streaming ao invés das salas de cinema.
 
Dirigido por Martin Scorsese, o filme, que tem Robert De Niro, Joe Pesci e Al Pacino em seu elenco, conta a história de um motorista de caminhão que se envolve com a máfia. Durante suas três horas e meia, Frank Sheeran, o irlandês do título interpretado por De Niro, vive os dramas de quem não consegue se ver além de uma mera bucha de canhão do gangsterismo norte-americano da segunda metade do século passado.
 
O filme é excelente. Este artigo, porém, pretende abordar não o núcleo da trama, mas um de seus apêndices: as cenas que mostram a revolta da máfia com a Revolução Cubana por ter sido enxotada de Havana junto com seus cassinos (convém lembrar que a relação entre a máfia e a ilha caribenha dos tempos de Fulgêncio Batista foi mostrada também em O Poderoso Chefão).
 
Sem rodeios, uma de suas passagens mostra como a máfia contribuiu com apoio logístico e armamento pesado para a invasão da Baía dos Porcos, em 1961, ocasião em que a própria população cubana pegou em armas e pôs os invasores para correr. O episódio foi responsável por alavancar a fama e o prestígio internacional da revolução liderada pelos irmãos Castro e por Ernesto Che Guevara.
 
 
Mas do que se tratou tal invasão?
 
Em 17 de março de 1960, Dwight Eisenhower, então presidente dos EUA, ordenou a criação de um exército de cubanos exilados. A partir daí, deu-se início ao treinamento que culminou no primeiro confronto direto entre os dois países após 1959.
 
Com barcos, armas e equipamentos de comunicação fornecidos pela CIA, a invasão foi liderada por Howard Hunt, veterano que participou do golpe na Guatemala que derrubou o presidente Jacobo Arbénz, em 1954. O desembarque ocorreu em uma praia pantanosa conhecida como Playa Girón. Mesmo com uma formidável rede de espiões e com armamento de ponta, em menos de três dias a invasão foi derrotada.
 
Uma cena do filme traz um noticiário televisivo abordando o assunto. O apresentador informa como Fidel Castro humilhou os EUA – a conclusão é do próprio âncora -, que ainda teve que lidar com críticas da comunidade internacional por ter enviado grupos paramilitares armados à ilha. Russell Bufalino, mafioso interpretado por Joe Pesci, não esconde sua frustração ao perceber que nada adiantou dar bazucas às milícias anticastristas.
 
Bufalino é quem organiza o engajamento da máfia na campanha presidencial de John Kennedy, chegando a fraudar votos em troca da retomada de seus negócios na ilha “para nosso pessoal recuperar cassinos, autódromos, barcos de camarão e tudo o mais que tinham em Havana”, explica Sheeran enquanto expõe as verdadeiras razões do entusiasmo de seu chefe. Foi sob a gestão de Kennedy que a invasão ocorreu.
 
Bufalino sonhava com o retorno à época em que Cuba era um grande prostíbulo a serviço dos EUA. Um escoadouro do dinheiro sujo da máfia. Para isso, contou com o compromisso de Kennedy, que até a batalha de Playa Girón procurou esconder as intenções de um confronto bélico com Fidel Castro. Em sua primeira tentativa, no entanto, percebeu a dificuldade que seu país teria em fazer a recém-criada pátria cubana voltar a ser colônia.
 
Mas isso é só uma nota de rodapé. Alguns poucos minutos no latifúndio de tempo que é a obra de Scorsese – mas também um bom motivo para assistir a ela.
 
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Ver o original em 'Página Global' na seguinte ligação:

https://paginaglobal.blogspot.com/2019/12/a-revolucao-cubana-vista-em-o-irlandes.html

Cuba afronta EUA: inaceitável que questionem 'profissionalismo e altruísmo' de nossos médicos

Médicos com bandeiras de Cuba e do Brasil em aeroporto de Havana
© REUTERS / Stringer

Ato "infame e criminoso" contra povos que precisam de assistência médica. Assim qualificou a chancelaria cubana a campanha dos Estados Unidos que busca impedir a cooperação médica internacional fornecida por Cuba a 65 países.

"A cruzada dos Estados Unidos contra a cooperação médica internacional é um ato infame e criminoso contra os povos necessitados de assistência médica, que não poderão contar com o apoio solidário dos 29 mil profissionais de saúde cubanos, que, com enorme sacrifício e compreensão de seus familiares, oferecem serviços atualmente a 65 nações", segundo declaração divulgada no site da chancelaria cubana.

O texto denuncia ações empreendidas pelos Estados Unidos, que englobam "uma campanha contra a colaboração médica oferecida pela Cuba e combinada com a ameaça de sanções a políticos cubanos e pressões contra os Estados que precisam [da assistência médica]", denuncia o texto.

Washington acusa Cuba de uma suposta "escravidão moderna" dos médicos que integram o programa, o que Havana considera uma "alegada ingerência dos EUA nos assuntos internos de países", onde trabalham os médicos cubanos.

Segundo a declaração, a perseguição norte-americana começou pela América Latina e forçou a interrupção dos programas de cooperação cubanos no Brasil, Equador e Bolívia.

Além disso, o governo cubano aponta que estas ações têm o propósito de "sabotar os acordos bilaterais assinados com estes [países], privando-os dos serviços e dos recursos humanos altamente qualificados".
Médico cubano Miguel Pantoja se despede da paciente Vera Dias em Alexandria, Goiás, em 22 de Novembro de 2018
© AFP 2019 / Evaristo Sá
Médico cubano Miguel Pantoja se despede da paciente Vera Dias em Alexandria, Goiás, em 22 de Novembro de 2018

A chancelaria cubana considera ser "imoral e inaceitável que sejam questionados a dignidade, o profissionalismo e o altruísmo dos mais de 400 mil colaboradores cubanos que, em 56 anos, cumpriram missões em 164 nações".

As Brigadas Médicas cubanas estiverem presentes na luta contra o ebola na África, a cegueira na América Latina e Caribe, a cólera no Haiti e a participação do Contingente Internacional de Médicos Especializados em Desastres e Grandes Epidemias Henry Reeve no Paquistão, Indonésia, México, Equador, Peru, Chile, Venezuela, entre outros.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/americas/2019120614859480-cuba-afronta-eua-inaceitavel-que-questionem-profissionalismo-e-altruismo-de-nossos-medicos/

Cuba honrou «os que trazem alívio» no Dia da Medicina Latino-americana

Para assinalar o 3 de Dezembro, Cuba voltou a homenagear os trabalhadores do sector e a lembrar as grandes conquistas do país nesta área, num momento em que os EUA atacam a colaboração médica cubana.

Com a colaboração médica cubana, El Alto, na Bolívia, teve neuropediatria de vanguarda; com o golpe, os especialistas cubanos foram perseguidos e saíram do país andinoCréditos / bmcbolivia.com.bo

A iniciativa central do Dia da Medicina Latino-americana, que decorreu no Complexo Científico Ortopédico Internacional Frank País García, no município de La Lisa (Havana), contou com a presença do ministro da Saúde Pública, José Angel Portal, o secretário-geral da Central dos Trabalhadores de Cuba, Ulises Guilarte de Nacimiento, bem como de outros dirigentes e profissionais do sector.

Um deles foi o médico e secretário-geral do Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Saúde, Santiago Badía, que interveio para afirmar que «o internacionalismo foi um princípio da saúde pública cubana ao longo do seu desenvolvimento» e que «esteve presente como pilar indiscutível do prestígio» por ela alcançado no mundo, refere o portal cubadebate.cu.

Badía destacou que «os profissionais da saúde em Cuba são formados para valorizar com especial sensibilidade a vida dos pacientes, sem se imiscuir em questões de política interna de nenhum dos países em que prestam os seus serviços».

«É por isso isso que apenas podemos qualificar como injustos e inaceitáveis os ataques constantes contra a nossa colaboração médica por parte do governo dos Estados Unidos», disse.

Neste sentido, denunciou que as acções norte-americanas «visam denegrir o trabalho altruísta que, em quase seis décadas, foi protagonizado por mais de 400 mil profissionais do sector em 164 países».

Dia para lembrar as conquistas da Saúde em Cuba

No dia 3 de Dezembro, celebra-se o nascimento do cientista cubano Carlos J. Finlay (1833-1915), que, em 1881, descobriu o agente transmissor da febre amarela. Durante cerca de três décadas a data foi conhecida, em Cuba, como Dia da Medicina Americana, mas, com o triunfo da revolução, institui-se como Dia da Medicina Latino-americana e do Trabalhador da Saúde, sendo ocasião para homenagear todos os trabalhadores que se dedicam à promoção, preservação e restabelecimento da saúde, dentro ou fora de país.

A data serve também para ressaltar os principais avanços e conquistas na área da Saúde na maior ilha das Antilhas, entre os quais se destacam dados como: manter há dez anos a taxa de mortalidade infantil abaixo de cinco por cada mil nados-vivos, reduzir a mortalidade neonatal para 2,1 por cada mil nados-vivos e aumentar a sobrevivência infantil até aos cinco anos de vida em 99,5%.

Por outro lado, o país caribenho desenvolve há quase seis décadas diversos programas de ajuda e colaboração médica internacional, de que é exemplo o «Barrio Adentro», na Venezuela, com a participação de 147 mil especialistas.

Também se destaca a Operação Milagre, que melhorou a visão a mais de três milhões de pacientes de 35 países da América Latina e das Caraíbas, e o combate à epidemia do ébola em África, refere a Prensa Latina.

Segundo dados oficiais, em cinco décadas e meia de cooperação, Cuba esteve presente em 164 países, contando para tal com mais de 400 mil profissionais, realizou 1900 milhões de consultas e 13 777 000 intervenções cirúrgicas.

Ver original em "AbrilAbril" na seguinte ligação:

https://www.abrilabril.pt/internacional/cuba-honrou-os-que-trazem-alivio-no-dia-da-medicina-latino-americana

Portugal | Parlamento retira Cuba da lista de países amigos

 
 
Com o PCP ausente, os deputados da Comissão de Negócios Estrangeiros retiraram Cuba e Arábia Saudita da lista de Grupos Parlamentares de Amizade. Comunista João Oliveira considera que deliberação "não é aceitável".
 
Os deputados da Comissão de Negócios Estrangeiros retiraram esta terça-feira uma série de países da lista de Grupos Parlamentares de Amizade, organismos da Assembleia da República importantes para a diplomacia com países amigos de Portugal. Numa reunião que não contou com a presença de deputados do PCP, dois dos países retirados são Cuba e Arábia Saudita, apurou a SÁBADO. À SÁBADO, o presidente da comissão Sérgio Sousa Pinto explica que a exclusão de Cuba deve-se à "falta de reciprocidade": "Cuba não tem grupo de amizade com Portugal". Ora, a reciprocidade é um dos dois requisitos necessários previstos no regulamento dos Grupos Parlamentares de Amizade. Outros dois membros efetivos da comissão parlamentar confirmaram a decisão: "Sob o ponto de vista legal, de acordo com o regulamento que preside, há duas condições: uma é a reciprocidade na amizade e outra é terem parlamentos plurais", conta um deputado. 
 
É a primeira vez na história da democracia portuguesa que Cuba é retirado da lista de Grupos Parlamentares de Amizade. A decisão pode ser polémica: o tema não estava na ordem de trabalhos e nesta reunião não estava presente qualquer deputado comunista, o partido mais próximo ideologicamente daquele país. À SÁBADO, o coordenador do PCP na comissão, João Oliveira, disse que "essa matéria não constava da ordem de trabalhos": "Se houve alguma deliberação, ela não é regular nem aceitável." Fonte oficial do PCP acrescentou à SÁBADO ainda que o partido vai "diligenciar para que seja revertida a decisão", para voltar a incluir Cuba na lista de Grupos Parlamentares de Amizade.
"É uma das relações mais antigas da Assembleia da República", lamentou a mesma fonte. "Tanto quanto sabemos houve vários grupos parlamentares que não deram consenso à não aplicação das regras. O grupo parlamentar do PCP não deu a essa como a nenhumas outras, no passado e presente, que foram solicitadas", concluiu.
 
Alexandre R. Malhado | Sábado | Imagem: Tiago Petinga/Lusa
 

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Médicos cubanos estão na mira dos EUA para fortalecer embargo à ilha

Médicos cubanos são recepcionados no aeroporto de Havana, após se retirarem da Bolívia, em 16 de novembro de 2019
© REUTERS / Sringer

Governos próximos aos EUA na América do Sul estão revogando os convênios com médicos cubanos: Equador, Brasil e Bolívia já adotaram a medida. Em meio à mudanças de governo no continente, EUA aumentam pressão contra o programa da ilha caribenha.

A presença de médicos cubanos na América Latina se tornou praticamente regra desde 2004, quando o governo da ilha criou o programa Missão Milagre, que realiza convênios para o fornecimento de serviços de saúde a preços competitivos.

Cuba forma mais médicos do que a ilha demanda, por isso tem excesso de oferta de serviços de saúde. Alguns países da América Latina, como o Brasil, vivem a situação oposta: há excesso de demanda e número insuficiente de médicos para atendê-la.

Os convênios, no entanto, estão sendo cancelados por países com governos próximos a Washington: o Brasil cancelou o seu programa em 2018. Recentemente, em 13 novembro de 2019, o Equador fez o mesmo. 

Médico cubano Miguel Pantoja se despede da paciente Vera Dias em Alexandria, Goiás, em 22 de Novembro de 2018
© AFP 2019 / Evaristo Sá
Médico cubano Miguel Pantoja se despede da paciente Vera Dias em Alexandria, Goiás, em 22 de Novembro de 2018

O governo de fato da Bolívia tomou medida similar, em 15 de novembro, e recebeu elogios do Secretario de Estado dos EUA, Mike Pompeo:

"A Bolívia agora se junta ao Brasil e ao Equador no reconhecimento de Cuba como uma ameaça à liberdade", declarou Pompeo.

O Chanceler cubano, Bruno Rodriguez, rebateu as declarações de Pompeo em um tweet:

​O Secretário de Estado dos EUA ataca mais uma vez a cooperação médica internacional cubana. Tenta desviar a atenção e esconder a intervenção aberta e ingerência dos EUA na Bolívia, e fabricar novos pretextos para aumentar a agressão contra Cuba. 

Em 2019, os EUA intensificaram a campanha contra o programa. Em julho deste ano, Washington acusou o programa de Cuba de promover o "tráfico de pessoas".

Refeitório da residência dos médicos cubanos no Uruguai
© Sputnik / Yaima Rodríguez Turiño
Refeitório da residência dos médicos cubanos no Uruguai

Cuba nega as acusações, alegando que os convênios trazem recursos essenciais para que a ilha "financie o seu próprio sistema de saúde amplo e gratuito", declarou a chancelaria.

Convênios vão contra embargo

Os Estados Unidos têm imposto sanções amplas à ilha de Cuba desde 1960, o que constitui no embargo comercial mais duradouro da história moderna.

O envio de médicos cubanos a países terceiros gera recursos para Cuba: segundo o governo de Havana, em 2018, Cuba arrecadou US$ 6,3 bilhões (cerca de R$ 27 bilhões) com os programas de exportação de serviços de saúde.

Jovens jogam futebol em Havana Velha, Cuba
© Sputnik / Maria Plotnikova
Jovens jogam futebol em Havana Velha, Cuba

A entrada anual desse montante em divisa estrangeira na ilha suaviza o impacto das sanções norte-americanas, neutralizando parcialmente os resultados da política dos EUA no longo prazo.

Os programas de exportação de serviços de saúde de Cuba existem há mais de 50 anos, mas foram intensificados após 2004. Em 2018, o país tinha cerca de 50.000 profissionais de saúde espalhados por 67 países.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/americas/2019113014835708-medicos-cubanos-estao-na-mira-dos-EUA-para-fortalecer-embargo-a-ilha/

Agradecimento dos mais humildes é a maior recompensa da Brigada Médica cubana

Cuba decretou o regresso imediato de todo o pessoal da Brigada Médica na Bolívia, após a detenção arbitrária de 4 dos seus membros. O segundo grupo de cooperantes chegou a Havana esta segunda-feira.

Desde sábado à noite, chegaram a Cuba 431 dos mais de 700 membros da Brigada Médica na BolíviaCréditos / cubanet.org

Em pouco mais de 24 horas, aterraram no Aeroporto José Martí, em Havana, dois voos provenientes da Bolívia com 431 profissionais cubanos da saúde, internacionalistas que prestavam diversos serviços nesta área no país andino-amazónico.

O mais recente chegou na madrugada desta segunda-feira, com 207 cooperantes cubanos a bordo, incluindo os quatro que foram detidos arbitrariamente na quarta-feira da semana passada em El Alto, na Área Metropolitana de La Paz.

«Sentimos uma profunda consternação pela violência desencadeada na Bolívia. Vocês foram vítimas do ódio e do acosso injustificado de quem nada tem a ver com esse povo agradecido», afirmou o vice-ministro cubano da Saúde Pública, Alfredo González, à chegada do pessoal médico.

O funcionário afirmou que ninguém poderá pôr em causa as missões internacionalistas que os cubanos levaram a cabo nas circunstâncias mais adversas, de terremotos, furacões e epidemias, e dirigindo-se aos 207 cooperantes acabados de chegar a Havana, acrescentou: «O mais belo da obra por vocês desenvolvida é o exemplo de elevada sensibilidade humana, entrega sem limites e altruísmo que em todo o momento entregaram a esse povo irmão.»

Roteiro seguido pelos inimigos de Cuba

O vice-ministro disse ainda que, perante os ataques aos médicos e à Revolução Cubana, «não se ajustam outros qualificativos que não sejam os de injustos e inaceptáveis», informa o portal Cuba Debate.

 

«Trata-se de um roteiro que está a ser seguido pelos nossos inimigos, sob a direcção do governo dos Estados Unidos, que pretende apagar o exemplo e denegrir o trabalho altruísta que, ao longo de 60 anos, os profissionais da saúde cubanos edificaram», frisou.

Neste contexto, Alfredo González reafirmou a decisão de continuar a colocar à disposição dos povos que assim o solicitarem a ajuda solidária dos colaboradores da saúde cubanos, tendo ainda sublinhando que o governo cubano irá garantir o regresso ao país de todos os membros da Brigada Médica na Bolívia.

«O agradecimento dos mais humildes» é a maior recompensa

Em nome dos cooperantes, o médico Lester Pérez Hernández afirmou que a maior recompensa do corpo médico cubano «é e será sempre o agradecimento dos mais humildes, dos mais necessitados, dos muitas vezes esquecidos», e vincou o «carinho incondicional» que sentirão pelo povo boliviano: «um povo que fizemos nosso e não há campanha manipuladora que consiga esconder o nosso único fim: melhorar a saúde das bolivianas e dos bolivianos», destacou.

Os primeiros 224 elementos dos mais de 700 que integravam a Brigada Médica na Bolívia chegaram a Havana no sábado à noite. Recentemente, as autoridades cubanas decretaram o regresso imediato de todo o seu pessoal médico no país sul-americano, depois de quatro membros da Brigada terem sido detidos, no dia 13, pela Polícia boliviana em El Alto, quando se dirigiam para casa com o dinheiro levantado num banco para pagar serviços básicos e os alugueres dos 107 membros da Brigada nessa região.

Foram também detidos, na sexta-feira passada, a chefe da Brigada Médica na Bolívia e mais cinco colaboradores, que acabaram por ser libertados ao final do dia, na sequência da denúncia de Cuba e da pressão internacional.

Em 13 anos de presença da Brigada na Bolívia – desde o início da governação de Evo Morales –, passaram pelo país andino 17 648 profissionais da saúde cubanos, que realizaram mais de 73 milhões de consultas e 1 529 301 intervenções cirúrgicas, informa o Cuba Debate.

Ver original em "AbrilAbril" na seguinte ligação:

https://www.abrilabril.pt/internacional/agradecimento-dos-mais-humildes-e-maior-recompensa-da-brigada-medica-cubana

Cuba e China assinam acordo de cooperação em rádio e televisão

Havana, 15 nov (Xinhua) -- O Instituto Cubano de Rádio e Televisão (ICRT) e a Administração Nacional de Rádio e Televisão da China assinaram nesta quarta-feira um acordo de cooperação para trocar conteúdo de transmissão.

O acordo pavimenta o caminho para a exibição de programas cubanos na China e vice-versa.

"Um acordo de parceria tão importante como o que assinamos hoje é um reflexo de como também estamos fortalecendo e impulsionando os laços na criação de conteúdo", disse Alfonso Noya, presidente do ICRT durante a cerimônia de assinatura.

Nie Chenxi, chefe da Administração Nacional de Rádio e Televisão da China, concordou que o acordo tem grande significado cultural e político e entregou a Noya um drone doado ao sistema de televisão cubano, assim como materiais audiovisuais chineses para o público do país.

A cooperação bilateral em transmissão de mídia começou em 2013, quando Cuba iniciou gradualmente a transição da TV analógica para a digital com a ajuda técnica e financeira da China.

Ver original em "XINHUA Português" na ligação seguinte:

http://portuguese.xinhuanet.com/2019-11/15/c_138557246.htm

EUA expandem sanções contra entidades de Cuba

Bandeiras nacionais de Cuba e EUA
© AP Photo / Ramon Espinosa

Os Estados Unidos acrescentaram cinco entidades pertencentes às forças armadas cubanas à sua lista de sanções que proíbem transações financeiras diretas.

O anúncio foi feito pelo secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, nesta sexta-feira (15), enquanto Cuba comemora o aniversário de 500 anos de Havana.

"Hoje, estou anunciando uma atualização da lista de restrições de Cuba para adicionar cinco entidades de propriedade de militares cubanos à lista de entidades com as quais as transações financeiras diretas são proibidas", diz o comunicado.

O Departamento de Estado explicou que os Estados Unidos geralmente proíbem transações financeiras diretas com entidades e subentidades porque elas "beneficiariam desproporcionalmente os serviços ou pessoal militar, de inteligência e segurança cubanos às custas do povo ou empresas privadas cubanas em Cuba".

No início de outubro, a administração de Donald Trump suspendeu os voos comerciais dos EUA para Cuba, exceto para Havana.

Desde 2016, os Estados Unidos adotam uma política rígida em relação à Cuba, restringindo viagens, aumentando o embargo econômico e impondo sanções a Raul Castro, líder do Partido Comunista de Cuba.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/americas/2019111514782674-eua-expandem-sancoes-contra-entidades-de-cuba/

O mundo novamente com Cuba

A Assembleia Geral da ONU voltou a aprovar, de forma esmagadora, a resolução que pede o fim do bloqueio a Cuba. A diplomacia cubana sublinhou o «indiscutível isolamento dos Estados Unidos».

Resultado da votação, na Assembleia Geral das Nações Unidas, da resolução apresentada por Cuba contra o bloqueio imposto pelos EUA, a 7 de Novembro de 2019Créditos / HispanTV

A resolução «Necessidade de pôr fim ao bloqueio económico, comercial e financeiro imposto pelos Estados Unidos da América a Cuba» foi aprovada, esta quinta-feira, com 187 votos a favor e as abstenções da Colômbia e da Ucrânia. Apenas se opuseram ao levantamento do bloqueio os Estados Unidos, Israel e o Brasil. A Moldávia não exerceu o seu direito ao voto, pelo que não entrou na contagem da votação.

Trata-se da 28.ª vez consecutiva, desde 1992, que a grande maioria dos estados-membros das Nações Unidas pede, na sua Assembleia Geral, o levantamento do cerco imposto por Washington à ilha caribenha há quase seis décadas.

Quadro da votação, na Assembleia Geral da ONU, sobre a resolução contra o bloqueio imposto a Cuba pelos EUA Créditos

Na véspera do dia de votação, mais de 40 representantes de países e organizações internacionais, como o Movimento de Países Não Alinhados e o Grupo dos 77 mais China (G77+China), pronunciaram-se contra o bloqueio e exigiram o fim da sua aplicação.

Diplomatas e altos representantes de vários países condenaram o recrudescimento da política hostil, bem como as medidas coercitivas unilaterais impostas pelos Estados Unidos a Cuba.

Ao intervirem – lembra a Prensa Latina –, denunciaram de modo reiterado o aumento das agressões de Washington contra a maior ilha das Antilhas e sublinharam que o cerco norte-americano representa o principal obstáculo ao desenvolvimento sustentável de Cuba, constituindo além disso uma violação dos direitos humanos de todo um povo.

Fortes pressões e chantagens dos EUA

Apesar da rejeição esmagadora do cerco a Cuba na Assembleia Geral das Nações Unidas desde 1992, a administração norte-americana não só insiste na sua política hostil como a incrementa. Para além disso, à semelhança de outros anos, os EUA voltaram a exercer fortes pressões e chantagens sobre vários países – sobretudo os latino-americanos – para que alterassem o seu posicionamento relativamente ao bloqueio.

Tais medidas e manobras de bastidores foram denunciadas pelo ministro cubano dos Negócios Estrangeiros, Bruno Rodríguez, que lembrou ainda o fracasso da representação dos EUA nas Nações Unidas, o ano passado, na tentativa de emendar e alterar a natureza do documento, e, desse, modo, enfraquecer o apoio a Cuba.

De acordo com dados oficiais divulgados pelas autoridades cubanas, o cerco imposto por Washington a Cuba há quase seis décadas provocou prejuízos superiores a 922 630 000 000 de dólares. No entanto, destacou o diplomata cubano, «os danos humanos causados por essa política genocida são incalculáveis».

No debate sobre a resolução, o ministro cubanos dos Negócios Estrangeiros afirmou que os Estados Unidos não têm «qualquer autoridade moral para criticar o seu país ou outro qualquer em matéria de direitos humanos», tendo apresentado diversos dados sobre pobreza, desigualdade, apoios sociais, saúde, educação, violência, racismo ou repressão que fazem dos EUA um dos maus exemplos, a nível mundial, no que aos direitos humanos respeita.

Na sua conta de Twitter, Bruno Rodríguez, referiu-se ainda à votação como «uma outra contundente vitória de Cuba, do seu povo heróico», que reflecte um «indiscutível isolamento dos EUA».

Ver original em "AbrilAbril" na seguinte ligação:

https://www.abrilabril.pt/internacional/o-mundo-novamente-com-cuba

'Aberração': comunidade internacional apoia Cuba para acabar com bloqueio dos EUA

Las banderas de Cuba y EEUU (archivo)
© AP Photo / Ramon Espinosa

Representantes de mais de 30 países e grandes organizações internacionais condenaram nesta quarta-feira na Assembleia Geral da ONU o bloqueio econômico, comercial e financeiro que os Estados Unidos impõem a Cuba há quase 60 anos.

"Ao apertar o parafuso da sanção e do bloqueio econômico, financeiro e energético da ilha, Washington impede os direitos inalienáveis dos cidadãos cubanos de viver com dignidade e escolher seu próprio modelo de desenvolvimento socioeconômico", disse o vice-ministro de Relações Exteriores da Rússia, Alexander Pankin, em seu discurso.

Nos dias 6 e 7 de novembro, Cuba apresenta à Assembleia Geral da ONU o relatório sobre a resolução 73/8 desse órgão internacional, intitulado "A necessidade de acabar com o bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto pelos Estados Unidos da América contra Cuba".

Desde 1991, e pela 28ª ocasião consecutiva, Havana apresenta à comunidade internacional um relatório detalhando os principais efeitos dessa política unilateral de Washington aplicada de 1962 até hoje e que, segundo fontes oficiais, causou perdas econômicas no valor de US$ 138.843.400.000 a preços atuais.

Em suas palavras, o representante da Rússia enfatizou que "Washington ignora o papel construtivo e responsável de Cuba, sua autoridade merecida nos assuntos mundiais e a contribuição criativa para a promoção dos processos de integração regional".

Por seu lado, o representante permanente da China na ONU, Zhang Jun, lamentou que o cerco dos EUA a Cuba "permaneça apesar das resoluções apresentadas, esta medida causa numerosos danos e atrapalha as relações da ilha com outras nações".

O representante chinês enfatizou que seu país espera que "os EUA removam o bloqueio o mais rápido possível e os dois lados sigam a tendência de nosso tempo de manter relações interestaduais normais".

Encontro entre John F. Kennedy, o general David Shoup e o almirante George Anderson dedicado a Cuba, outubro de 1962
© AP Photo / William J. Smith
Encontro entre John F. Kennedy, o general David Shoup e o almirante George Anderson dedicado a Cuba, outubro de 1962

Por sua parte, o embaixador mexicano na ONU, Juan Ramón de la Fuente, ratificou o apoio de seu governo à reivindicação de Havana e lamentou a decisão de Washington de aplicar o Título III da Lei Helms-Burton que, segundo ele, "afeta não apenas o povo cubano, mas também países terceiros".

'Aberração no mundo de hoje'

Yashar Aliyev, representante permanente do Azerbaijão na ONU e em nome do Movimento Não-Alinhado (Mnoal), condenou as medidas coercitivas usadas pelos EUA contra Cuba como "uma ferramenta de pressão política, econômica e financeira".

"O bloqueio contra Cuba, mantido por quase 60 anos, é um exemplo do efeito adverso dessas medidas no bem-estar do povo, violando seus direitos humanos, incluindo o direito ao desenvolvimento", afirmou Aliyev.

Keisha McGuire, representante permanente de Granada junto à ONU, também falou em nome da Comunidade do Caribe (Caricom), que denunciou que o bloqueio dos EUA contra Cuba "viola o direito internacional e é um anacronismo e uma aberração no mundo de hoje".

Por seu lado, o representante da Palestina na ONU, Riad Mansur, em nome do Grupo dos 77 + China, rejeitou o ressurgimento do bloqueio econômico dos EUA contra Cuba e condenou sua natureza extraterritorial.

Outros grupos que apoiaram a reivindicação de Cuba de encerrar o bloqueio americano foram a Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN) e o Grupo Africano.

Representantes da Índia, Vietnã, Coréia do Norte, Filipinas, Mianmar, Laos, Indonésia, Jamaica, África do Sul, Nicarágua, Síria, São Vicente e Granadinas, Singapura e Tunísia também intervieram no plenário da Assembleia Geral da ONU.

Na sessão desta quinta-feira, será votado o relatório "Necessidade de encerrar o bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto pelos Estados Unidos da América contra Cuba", que por 27 ocasiões consecutivas contou com o apoio majoritário da comunidade internacional.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/americas/2019110714742181-aberracao-comunidade-internacional-apoia-cuba-para-acabar-com-bloqueio-dos-eua/

Até quando o bloqueio contra Cuba?

 
 
 
Mercedes Martínez Valdês* | Diário de Notícias | opinião
 
Há um conhecimento limitado da história e do alcance das ações do governo dos Estados Unidos contra a Revolução Cubana.
 
Tem sido sessenta anos de uma guerra económica extensiva e intensa, meticulosamente conduzida contra um pequeno país pela mais poderosa superpotência económica e militar que já existiu. Provocar a asfixia da economia, levar o povo ao desespero e impulsionar a rebelião contra o sistema sociopolítico construído desde 1959, é um objetivo atual e real contra Cuba.
 
Tem sido sessenta anos de uma guerra económica extensiva e intensa, meticulosamente conduzida contra um pequeno país pela mais poderosa superpotência económica e militar que já existiu. Provocar a asfixia da economia, levar o povo ao desespero e impulsionar a rebelião contra o sistema sociopolítico construído desde 1959, é um objetivo atual e real contra Cuba.
 
As estruturas do governo e do Congresso dos Estados Unidos desenvolveram para isso uma complexa rede de proibições, sanções e agressões contra Cuba que impossibilitam medir as suas consequências em termos humanos e que hoje atinge US $ 922 bilhões em danos quantificáveis. Esse cerco genocida constitui o principal obstáculo ao desenvolvimento da nação do Caribe e ao exercício normal das suas relações económicas, comerciais e financeiras com países terceiros.
 
A atual administração dos Estados Unidos deixou para trás o que fingia ser uma abordagem coerente de aproximação a Cuba. Sem ter em consideração a opinião pública dos Estados Unidos e dos próprios cubano-americanos, amplamente favoráveis aos laços com seu país de origem, pelo menos 187 medidas foram tomadas desde junho de 2017 contra a intenção de construir um relacionamento baseado no respeito à igualdade e soberania dos Estados. Uma taxa surpreendente de duas medidas por mês que teve como principal referência a aplicação integral da Lei Helms-Burton (Libertad Act / 1996).
 
 
Para citar apenas alguns exemplos, o governo do presidente Trump, optou por restringir as licenças de viagens dos cidadãos desde os EUA para Cuba; eliminou as operações de empresas de cruzeiros para portos cubanos; aguçou a perseguição e as sanções contra entidades bancárias; acossou empresas de seguros e transporte marítimos, a fim de limitar a entrada de combustível em Cuba; forçou empresas de países terceiros a cessar contratos de arrendamento com a companhia aérea Cubana de Aviación; baniu todos os voos dos Estados Unidos para destinos em Cuba, com exceção de Havana.
 
Da mesma forma, foi aprovada a negação de qualquer reexportação para Cuba de produtos estrangeiros contendo mais de 10% dos componentes dos EUA; impede a importação e exportação de medicamentos de primeira linha de Cuba para os Estados Unidos e vice-versa; promoveu campanhas de pressão e difamação sobre os serviços médicos cubanos que Cuba oferece no exterior e são impulsionadas ações judiciais nos tribunais dos EUA contra entidades que "traficam" com propriedades nacionalizadas em Cuba na década de 1960. Estas disposições atacam a liberdade de comércio e reforça a natureza extraterritorial das sanções contra Cuba, além de prejudicar as relações económicas e comerciais da ilha com a comunidade internacional.
 
No momento atual, e conforme solicitado pela Assembleia da República Portuguesa - no voto de Solidariedade n.º 143/XIII Sobre a necessidade de pôr fim ao bloqueio dos Estados Unidos da América à República de Cuba -, impõe-se ao governo dos EUA o cumprimento das 27 resoluções adotadas pela comunidade internacional no âmbito da Assembleia Geral das Nações Unidas e finalizar, sem qualquer condicionamento, sua política de bloqueio contra Cuba.
 
No próximo seis e sete de novembro, Cuba apresentará pela 28.ª vez perante a Assembleia Geral das Nações Unidas a resolução intitulada: "Necessidade de acabar com o bloqueio económico, comercial e financeiro imposto pelos Estados Unidos da América contra Cuba". Será outra vitória de David contra Golias, e uma nova oportunidade para o concerto de nações de perguntar: até quando?
 
*Embaixadora de Cuba na República Portuguesa
 

Ver o original em 'Página Global' na seguinte ligação:

https://paginaglobal.blogspot.com/2019/11/ate-quando-o-bloqueio-contra-cuba.html

Encontro anti-imperialista e de solidariedade reúne 789 entidades de 86 países em Havana; leia a declaração

Decorreu entre 1 e 3 de novembro em Havana o Encontro Anti-imperialista, de Solidariedade, pela Democracia e contra o Neoliberalismo, com 1.332 delegados de 789 organizações as mais diversas, vindas de 86 países. A presidenta do Conselho Mundial da Paz Socorro Gomes participou, assim como a diretora do núcleo baiano do Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz (Cebrapaz), Maria Ivone Souza. A representatividade do encontro foi expressiva, assim como o mote, Seguimos en LuchaPara mais informações acesse a página da Jornada Continental pela Democracia e Contra o Neoliberalismo e leia a declaração final do encontro a seguir ou baixe o texto clicando aqui.

 

Brasileiros Cebrapaz Encontro Anti-imperialista Havana 2019
Parte da delegação brasileira. Foto: Portal Vermelho

 

Encontro Anti-imperialista, de Solidariedade, pela Democracia e contra o Neoliberalismo
Havana, Cuba, 1 a 3 de Novembro de 2019
Declaração Final

Desde esta Cuba solidária, primeiro território livre da América, reconhecendo a heroica resistência de seu povo e as conquistas alcançadas em sessenta anos de Revolução, compartilhamos nossas lutas e esperanças, 1332 representantes de 789 organizações do movimento social e popular, de solidariedade; de redes, plataformas e articulações regionais e globais, de partidos políticos, parlamentares, religiosos e intelectuais de 86 países.

Chegamos de todos os cantos do mundo, com uma longa história de exercício da solidariedade, frente à agressividade imperialista contra a Revolução Cubana, comprometidos com todas as causas justas e como parte dos esforços de unidade na acção e das articulações de luta, para reunir-nos em Havana, no Encontro Anti-imperialista de Solidariedade, pela Democracia e contra o Neoliberalismo, de 1 a 3 de Novembro de 2019.

Vivemos um novo momento singular na história. Os povos nas urnas, nas ruas e nas redes sociais demonstram, com seu voto e seus protestos, o esgotamento da ofensiva imperial conservadora e restauradora neoliberal da direita oligárquica, em aliança com o fundamentalismo religioso, o poder mediático e o capital transnacional, que, pela mão do imperialismo norte-americano, em sua natureza depredadora, exclui amplos sectores da população, destrói a vida em harmonia com a natureza e coloca em perigo a espécie humana.

Os povos estão demonstrando que é possível derrotar a ofensiva imperial, que em seus propósitos recorre à criminalização do protesto social, ao confinamento e deslocação de populações, ao assassinato de líderes sociais e políticos, ao feminicídio, à perseguição a líderes de governos progressistas e à judicialização da política.

Abrem-se tempos de esperança. A unidade é vital e constitui um dever; a mobilização, um grito de ordem; a organização popular, uma tarefa iminente; e a integração, uma estratégia que nos conduzirá à vitória.

 

Neste momento crucial, comprometemo-nos a:

1. Fazer nossa a Declaração de Solidariedade com Cuba, aprovada neste Encontro, mobilizando-nos em ações permanentes, intensivas e sistemáticas de alto impacto mediático, contra a escalada agressiva do imperialismo ianque, como parte da Campanha Internacional “Mãos fora de Cuba”.

2. Exigir o levantamento do recrudescido, criminoso e genocida bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto a Cuba pelo governo dos Estados Unidos, e apoiar a Resolução que será apresentada na Assembleia Geral das Nações Unidas, nos dias 6 e 7 de Novembro de 2019, certos de outra contundente vitória da comunidade internacional.

3. Denunciar as ameaças e agressões de diversa natureza, sobre todos os governos soberanos que se negam a servir à potência hegemônica, que procura instalar bases militares em seus territórios e usurpar seus recursos estratégicos.

4. Reafirmar e defender a vigência da Proclamação da América Latina e Caribe como Zona de Paz.

5. Denunciar os graves riscos que entranha, para a América Latina, o Caribe e o mundo, a decisão de ativar o Tratado Interamericano de Assistência Recíproca (TIAR), orientado a respaldar militarmente o afã do governo dos Estados Unidos de reviver a Doutrina Monroe.

6. Expressar nossa firme solidariedade com a Revolução Bolivariana e Chavista, a união cívico-militar do povo e seu legítimo Presidente Nicolás Maduro Moros, que, através do diálogo com sectores da oposição, defende a paz na Venezuela e a soberania do país, frente às agressões de todo tipo do governo dos Estados Unidos e seus aliados.

7. Intensificar a mobilização em reclamo da imediata liberação do companheiro Luiz Inácio Lula da Silva, vítima da judicialização da política, que tem como objetivo a perseguição e encarceramento de líderes políticos de esquerda e progressistas latino-americanos.

8. Felicitar o povo do Estado Plurinacional da Bolívia, por sua vitória no processo eleitoral, e ao Presidente Evo Morales Ayma, por sua reeleição, como resultado das medidas em benefício popular e do crescimento econômico. Igualmente, denunciar as tentativas de golpe de Estado e de desestabilização, desatadas por sectores da oposição, instigados pelos Estados Unidos, contra a paz e a segurança cidadã na Bolívia.

9. Demandar a independência de Porto Rico, nação latino-americana e caribenha submetida há mais de um século à dominação colonial dos Estados Unidos, e cujo povo se revela vitorioso nas ruas, frente às políticas do governo anexionista.

10. Expressar nossa firme solidariedade com as nações do Caribe, em seu legítimo reclamo de reparação pelas sequelas da escravatura, assim como de um trato justo e diferenciado no enfrentamento à mudança climática, em correspondência com suas circunstâncias especiais e sua situação de maior vulnerabilidade.

11. Condenar as tentativas da administração estadunidense, de desestabilizar o governo da Nicarágua, e reiterar o direito de seu povo à Paz.

12. Apoiar a demanda histórica do povo argentino pela recuperação das ilhas Malvinas, território que legitimamente lhe pertence.

13. Denunciar aqueles governos que, seguindo os ditados do imperialismo ianque e as receitas do Fundo Monetário Internacional, impõem a sangue e fogo, a seus povos, políticas neoliberais de choque, aprofundando a injustiça social e afectando especialmente os sectores mais vulneráveis da sociedade. Condenar energicamente o uso da força e repressão para tentar esmagar os justos clamores dos movimentos sociais e populares.

14. Apoiar a vontade do povo colombiano de defender a implementação plena do Acordo Final de Paz, que contribua a pôr fim à insegurança física de líderes sociais, ex-combatentes e civis; bem como às causas que originaram o conflito.

15. Felicitar o povo argentino e seu presidente eleito, Alberto Fernández, pela merecida vitória nas urnas, que propicia uma derrota ao neoliberalismo e recupera a esperança e a dignidade dessa nação.

16. Saudar os resultados eleitorais da Frente Ampla do Uruguai e, ao mesmo tempo, ratificar nosso apoio e solidariedade no segundo turno das eleições, certos de sua defesa da democracia e do bem comum de seu povo.

17. Denunciar a intromissão do imperialismo nos assuntos internos dos países da África e Oriente Médio, a agressão e as guerras desatadas, sob a chamada cruzada contra o terrorismo, pelo controlo dos recursos naturais dessas regiões.

18. Apoiar a causa histórica de luta dos povos saarauí e palestino, por seu direito à livre determinação.

19. Exigir o fim da intervenção imperialista contra a Síria, e o pleno respeito a sua soberania e integridade territorial.

20. Saudar o processo de aproximação e diálogo intercoreano. Condenar as sanções unilaterais contra a República Popular Democrática da Coreia.

21. Rejeitar todas as formas de discriminação e violência por razões de género, cor da pele, crença religiosa, orientação sexual ou qualquer outra manifestação que atente contra a dignidade e integridade das pessoas, e chamar à solidariedade com suas agendas de luta, assim como reconhecer a contribuição dos movimentos de mulheres e feministas nos processos emancipatórios.

22. Defender os direitos dos povos originários a sua cultura, a seus territórios, tradições e costumes ancestrais. Expressar nosso apoio à comunidade de origem africana e às minorias linguísticas, religiosas e étnicas, na luta por suas reivindicações.

23. Reconhecer o protagonismo e compromisso de luta dos jovens, como fiéis continuadores do legado emancipador e internacionalista de nossos próceres.

24. Condenar energicamente a atual política anti-imigrantista dos governos dos Estados Unidos e da União Europeia, bem como toda manifestação de fascismo, xenofobia e racismo.

25. Denunciar a atual cruzada macartista do governo dos Estados Unidos e a campanha anticomunista que se realiza na Europa.

26. Convocar a luta global para defender os recursos naturais, a biodiversidade, a soberania e segurança alimentar, a mãe terra e as conquistas e direitos sociais.

27. Fortalecer a resposta à guerra cultural e simbólica que tem como espaço em disputa a subjectividade do ser humano, articulando a batalha mediática na Internet e nas redes sociais digitais, alimentando as redes da verdade frente à ofensiva da mentira do imperialismo neoliberal.

Portanto:

Reiteramos a importância de avançar na construção da unidade anti-imperialista das forças políticas de esquerda e dos movimentos sociais e populares, em relação à pluralidade, à diversidade e ao direito soberano dos povos de escolher livremente sua forma de organização política, econômica e social, convencidos de que a unidade é a única via para alcançar a vitória no enfrentamento ao principal inimigo dos povos: o imperialismo ianque e seus aliados.

Agradecemos ao povo, ao Governo da Ilha da Liberdade e da Unidade e ao Capítulo Cubano dos Movimentos Sociais, por sua hospitalidade e invariável solidariedade. Continuaremos junto de vocês, comprometidos com seu projecto social e com o compromisso de divulgar a verdade sobre esta invencível Revolução.

Este Encontro reafirma a vontade de luta de nossos povos e constitui um formidável estímulo a seguir adiante, conscientes de que continuaremos em resistência, até vencer.

Ante o plano desintegrador do imperialismo e da direita conservadora, oligárquica e neoliberal, oponhamos o plano integrador, soberano e digno de nossos povos. Unamo-nos para exigir nosso direito ao desenvolvimento, à vida e ao porvir. A unidade anti-imperialista é a táctica e a estratégia da vitória.

Senhores imperialistas, Mãos Fora de Cuba!

Os povos continuamos em luta!

Até a vitória sempre!

 

Leia o original em CEBRAPAZ (clique aqui)

EUA estariam tentando reverter votos contra Cuba na ONU

A denúncia sobre a tentativa de reversão dos votos foi realizada pelo chanceler cubano, Bruno Rodríguez Parrilla, que ainda ressaltou as pressões exercidas pelo governo dos EUA.

Segundo o chanceler cubano, os EUA vêm exercendo pressões para retirar o apoio internacional ao projeto da resolução que Cuba apresentará na ONU nos próximos dias 6 e 7 de novembro, contra o bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto por Washington desde 1962.

"O Departamento de Estado dos EUA está realizando intensas ações de pressão e chantagem contra os Estados-membros das Nações Unidas, com o propósito de reverter os votos da resolução da Assembleia Geral 'Necessidade de pôr um fim ao bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto pelos EUA contra Cuba'", aponta comunicado da chancelaria cubana.

O comunicado também cita que as declarações do chefe da diplomacia cubana assegura que está "distante de atender ao chamado da comunidade internacional que, durante mais de duas décadas, tem adotado esta resolução de maneira praticamente unânime". Para a chancelaria cubana, os Estados Unidos realizam manobras adicionais para dificultar sua adoção, exercendo pressão contra os países da América Latina.

​Eu denuncio que o Departamento de Estado dos EUA está realizando intensas ações de pressão, especialmente contra 6 países latino-americanos, para forçá-los a reverter seu voto a favor da resolução da AGNU que reclama o fim do bloqueio econômico, comercial e financeiro contra Cuba. 

O chanceler cubano também explicou que, na penúltima semana de outubro, foram convocadas pelo Departamento de Estado em Washington, as embaixadas de quatro países latino-americanos, com o objetivo de obter seu voto contra o projeto de resolução que Cuba apresentará na ONU contra os EUA.

Grafite de Fidel Castro em Cuba
© REUTERS / Enrique de la Osa
Grafite de Fidel Castro em Cuba

Além disso, ele denunciou a "pressão direta" exercida pelos norte-americanos contra as capitais de seis países latino-americanos, com o objetivo de reverter os votos.

O ministro cubano de Relações Exteriores expressou que a ilha sabe que "conta com o apoio unânime dos povos latino-americanos e do planeta" e espera que nenhum governo da região "se submeta às decisões anticubanas de Washington".

Em quase seis décadas das medidas unilaterais dos EUA contra Cuba, houve um prejuízo de mais de US$ 922.630 milhões (R$ 3,7 bilhões).

Desde 1991, Cuba expõe sua intenção diante da comunidade internacional de colocar fim a política hostil de Washington.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/americas/2019110514732768-eua-estariam-tentando-reverter-votos-contra-cuba-na-onu/

Contabilizados danos econômicos das últimas sanções dos EUA contra Cuba

Las banderas de Cuba y EEUU (archivo)
© AP Photo / Ramon Espinosa

Cuba teria perdido aproximadamente US$ 10 milhões (R$ 40 milhões) em consequências das últimas sanções norte-americanas.

Além disso, o setor de transporte aéreo deixará de transportar aproximadamente 40 mil passageiros até dezembro.

Esses são alguns dos danos econômicos sofridos pelo país, segundo publicação da Presidência cubana no Twitter.

"As últimas medidas aplicadas pelos EUA à aviação cubana indicam que, até dezembro, 40.000 passageiros deixarão de ser transportados, bem como haverá um prejuízo de 10 milhões em moeda conversível. Cuba informará sobre as opções para minimizar o impacto", destaca uma publicação da Presidência de Cuba no Twitter.

No dia 21 de outubro, entrou em vigor uma norma final que altera o Regulamento de Administração de Exportações (EAR). A norma muda a política de licenciamento de Cuba no EAR, estabelecendo uma política geral de indeferimento de arrendamento (leasing) de aeronaves às companhias aéreas estatais cubanas.

Em consequência das novas sanções norte-americanas, a companhia aérea cubana foi notificada por empresas de países terceiros da cessação dos contratos de arrendamento já assinados.

Bandeiras dos EUA e Cuba
© AP Photo / Ramon Espinosa
Bandeiras dos EUA e Cuba

De acordo com funcionários da Cubana de Aviación, foram cancelados os voos internacionais para Santo Domingo (República Dominicana), Cidade do México e Cancún (México), Caracas (Venezuela), Porto Príncipe (Haiti), Forte de França (Martinica) e Pointe-à-Pitre (Guadalupe).

Anteriormente, a administração do presidente dos EUA, Donald Trump proibiu a entrada de navios de cruzeiro em Cuba, além de limitar as remessas provenientes dos EUA. Também reduziu consideravelmente as possibilidades da população norte-americana de viajar para Cuba.

No próximo dia 6 de novembro, Cuba pretende apresentar na Assembleia Geral da ONU um relatório sobre a resolução 73/8, intitulada "Necessidade de pôr fim ao bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto pelos EUA contra Cuba".

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/americas/2019102514688727-contabilizados-danos-economicos-das-ultimas-sancoes-dos-eua-contra-cuba/

Xi envia congratulações a líderes cubanos

Beijing, 11 out (Xinhua) -- O presidente chinês, Xi Jinping, enviou nesta quinta-feira mensagens de felicitações aos líderes cubanos pelo sucesso de seu país na realização de uma extraordinária sessão legislativa da Assembleia Nacional do Poder Popular e pela eleição do presidente da República de Cuba.

Nas mensagens, enviadas respectivamente ao primeiro secretário do Comitê Central do Partido Comunista de Cuba, Raúl Castro Ruz, e ao recém-eleito presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, Xi, também secretário geral do Comitê Central do Partido Comunista da China, disse que, durante mais de meio século, os povos da China e de Cuba forjaram uma profunda amizade.

Os dois países tornaram-se bons amigos, bons parceiros e bons irmãos, que se tratam com sinceridade e confiança mútua e compartilham um destino comum.

Xi enfatizou que atribui grande importância ao desenvolvimento das relações China-Cuba e que está disposto a manter uma comunicação estreita com o primeiro secretário Raúl Castro para escrever em conjunto um novo capítulo da amizade entre os dois países na nova era.

O líder chinês também afirmou que está pronto para fazer esforços conjuntos com o presidente Díaz-Canel para expandir continuamente a amplitude e profundidade da cooperação bilateral e buscar o desenvolvimento estável e sustentado das relações bilaterais.

 

Ver original em "XINHUA Português" na ligação seguinte:

http://portuguese.xinhuanet.com/2019-10/11/c_138464015.htm

Itinerário de uma infâmia: os EUA contra a colaboração médica cubana

por Rosa Miriam Elizalde, Flor de Paz, Víctor Martínez [*]

Quando The New York Times publicou em 17/Março/2019 um artigo acerca dos médicos cubanos na Venezuela, a operação do governo Trump contra a cooperação internacional que Cuba oferece, já estava em andamento.

O New York Times ignorou o trabalho dos médicos cubanos na Venezuela, apesar de dezenas de milhares de pessoas terem servido naquele país desde há quase vinte anos. Uma contribuição notável que teve um impacto na melhoria dos indicadores de saúde da população da Venezuela. O jornal usou como fontes principais alguns médicos cubanos que abandonaram a sua missão naquele país sul-americano e acusaram o governo venezuelano de usar médicos e serviços de saúde cubanos para pressionar os eleitores.

O ministro da Saúde Pública de Cuba (MINSAP), José Ángel Portal, declarou na sua conta no Twitter: Não é aceitável questionar a dignidade, profissionalismo e altruísmo dos mais de 400 mil colaboradores cubanos que completaram missões em 164 países, trazendo o melhor conhecimento e o mais alto desempenho integral.

Menos de uma dezena de médicos, de credibilidade duvidosa, não são suficientes para manchar o excelente desempenho de dezenas de milhares.

Segundo os registos estatísticos do MINSAP consultados, os colaboradores cubanos da saúde trabalham actualmente em 67 países e " na esmagadora maioria das missões realizadas, as despesas foram assumidas pelo governo cubano. Da mesma forma, 35 613 profissionais de saúde de 138 países foram treinados gratuitamente em Cuba" , disseram fontes desse ministério.

A engrenagem de uma guerra suja

Durante quase seis décadas de actuação de profissionais de saúde cubanos que trabalham em todas as regiões do mundo, uma calúnia desta amplitude foi formulada pela primeira vez, utilizando o alarido do New York Times.

"Essa calúnia é articulada com base num pequeno número de falsos testemunhos e repleta das mentiras mais imaginativas, fantasiosas e repugnantes, intimamente ligadas à campanha dos EUA contra a Venezuela, que se baseia no uso de mentiras" , disse Eugenio Martínez Enríquez, director geral da América Latina e Caribe do Ministério das Relações Exteriores de Cuba, a Dominio Cuba .

Mais uma vez, as agências do governo dos EUA iniciam "notícias" para preparar as condições para uma acção ofensiva de larga escala, como a que foi tramada em Abril pelo Conselho de Segurança Nacional dos EUA contra a Venezuela : impedir e desprestigiar a cooperação internacional de saúde de Cuba, que possui um desempenho exemplar e reconhecido em todo o mundo.

A engrenagem já havia sido accionada em 17 de Abril de 2019 quando John Bolton, assessor de Segurança Nacional dos EUA declarou que "milhares de médicos cubanos na Venezuela estão a ser usados como peões por Maduro e seus patrocinadores cubanos para apoiar o seu reinado brutal e opressivo".

A sequência coordenada de tarefas da operação incorporou três senadores norte-americanos cujas posições sobre Cuba não deixam dúvida de que, longe de se preocuparem com questões humanitárias e de direitos humanos, pretendem derrubar o governo cubano que difamam diariamente.

Em 7 de Maio de 2019, os senadores dos EUA Marco Rubio, Rick Scott e Bob Menéndez, escreveram ao secretário de Estado Mike Pompeo para tomar medidas contra a cooperação de Cuba, especialmente contra a cooperação médica.

As intenções são explícitas, como pode ser lido nos fragmentos da carta tornada pública no âmbito da operação dirigida por Bolton e seu subordinado Mauricio Claver-Carone.

"Escrevemos para instar o Departamento de Estado a tomar medidas adicionais para combater o destacamento de médicos e pessoal médico do regime cubano em condições que representam trabalho forçado (...) Para os senadores, "a cooperação cubana é uma rede global de tráfico de pessoas que gerou milhares de milhões de dólares em receitas para o regime... Como o regime cubano perpetua esse esquema de ganhos com trabalho forçado, solicitamos que o Departamento de Estado forneça aos nossos gabinetes informações sobre os seguintes problemas: Devido à crescente quantidade de informações sobre como o destacamento de médicos e profissionais médicos do regime cubano representa trabalho forçado, que medidas a Administração está a tomar para restaurar o Programa de Liberdade Condicional para Profissionais Médicos Cubanos?"

O "Programa de Liberdade Condicional para Profissionais Médicos Cubanos ( Cuban Medical Professional Parole Program, CMPP ), posto em vigor em 2006, desactivado em Janeiro de 2017 no contexto do processo de restauração das relações Cuba-EUA durante o governo de Barack Obama, foi uma acção aberta do governo dos EUA para sabotar acordos de cooperação médica cubana com outros países, um pretexto para roubo de cérebros e comportamento desrespeitoso para com nações que soberanamente decidem acolher a ajuda dos profissionais de saúde cubanos.

Os EUA tentaram sabotar a cooperação internacional, particularmente entre países do Sul, por meio de incentivos e pressões para que os profissionais de saúde cubanos abandonassem as suas missões e emigrassem para os EUA, onde seriam legalmente admitidos juntamente com promessas de emprego na área do seu conhecimento. O "programa" não contempla substituir o trabalho dos médicos e técnicos cubanos por outros recursos humanos ou materiais, apenas privando aqueles que os recebem desses serviços.

Imediatamente após a carta dos senadores, o Departamento de Estado e a Agência dos EUA para o Desenvolvimento Internacional (USAID) emitiram agressivamente instruções às embaixadas dos EUA para prepararem as condições que permitissem controlar a cooperação cubana.

Pressões diplomáticas e legais

O director geral Eugenio Martinez Enriquez afirma a Dominio Cuba que as acções chegaram ao ponto de pressionar as autoridades nacionais através das embaixadas dos Estados Unidos:

"Temos conhecimento que em 2019, em pelo menos três países da América Latina e do Caribe, funcionários da Embaixada dos EUA solicitaram às autoridades dos países em que são credenciados, com carácter peremptório e de suspeição, dados precisos sobre a cooperação que Cuba oferecia. Devido às características dessas informações, podemos garantir que essas indicações foram enviadas a todas as embaixadas dos EUA na região.

Martínez acrescenta que "num país, as autoridades locais informaram diplomatas cubanos que 'um alto funcionário de Washington está interessado em saber imediatamente quantos médicos cubanos prestam serviços aqui e a quantidade de investimento que meu governo faz para cada médico, bem como os localização geográfica exacta".

Quase ao mesmo tempo, "noutro país, um alto funcionário do governo local mostrou ao embaixador cubano um e-mail da embaixada dos EUA escrito em inglês, que perguntava onde se encontrava a equipe médica cubana, que acordos a sustentavam e sua duração", afirmou o diplomata cubano.

As acções para atacar a cooperação cubana incluem outros instrumentos. A autoridade cubana menciona que "num país sul-americano, foram instaurados processos judiciais contra pelo menos seis colaboradores cubanos por suposta negligência médica, acções cuja origem partiu de conhecidos personagens com laços estreitos com a Embaixada dos EUA. Os casos foram declarados sem efeito pelos tribunais correspondentes."

Em perfeita sincronização, no mesmo dia em que os senadores dataram a sua carta, na terça-feira, 7 de Maio de 2019, organizações com escasso reconhecimento internacional, intentaram uma processo contra Cuba perante o Tribunal Penal Internacional (CPI) , que seus promotores consideram o resultado de um "trabalho metódico e completo "com base em declarações de "seres humanos reais que sofrem um novo tipo de escravidão". O processo descreve as "missões de cooperação internacionalista de Cuba como crimes contra a humanidade, contra a escravidão".

Almagro junta-se à engrenagem

Uma semana depois, com a operação a toda velocidade, o secretário-geral da Organização dos Estados Americanos organizou uma conferência na sede dessa organização em Washington DC sobre os supostos crimes contra a humanidade cometidos por Cuba.

Almagro, que prometeu converter a sua luta por derrubar o Governo de Cuba numa das prioridades da OEA , fez uma apresentação na sede da Organização em Washington , onde catalogou "as famosas missões dos médicos cubanos, que agem sob uma suposta solidariedade revolucionária", como "destinadas a procurar efeitos políticos nos seus destinatários, mais que a salvar vidas".

De acordo com a operação Bolton-Claver Carone-Rubio, Almagro acrescentou que as missões internacionalistas de Cuba "servem como uma ferramenta de intervenção na Venezuela, sob a cobertura de missões médicas, culturais e desportivas", servindo de porta-voz das orientações da campanha de Bolton: "As missões médicas (de Cuba) foram máscaras para a obtenção de moeda estrangeira pelo regime cubano, à custa do trabalho escravo dos médicos cubanos".

"Curiosamente, a conferência que Almagro organizou foi realizada na sede da organização, da qual mais de vinte de seus trinta estados membros desfrutam actualmente de um excelente relacionamento na área de cooperação com Cuba" , alerta Eugenio Martínez. A maioria desses países não apenas mantém a presença de trabalhadores de saúde cubanos, como também propõe aumentar essa cooperação. Nenhum desses governos compartilhou as acusações de Washington.

Mesmo assim, Almagro seguiu a linha do Departamento de Estado, como a actual subsecretária para o Hemisfério Ocidental, Kimberly Breier, anunciou numa reunião com desertores médicos do programa de saúde.

Na reunião no gabinete da Subsecretaria estavam Carlos Trujillo, embaixador dos EUA na OEA, e Philippe Lussier, burocrata encarregado de Cuba e Venezuela no Departamento de Estado.

Listas negras

Em 20 de Junho de 2019, o Departamento de Estado incluiu Cuba na pior das categorias do seu Relatório sobre Tráfico de Pessoas 2019. O documento ataca a cooperação médica internacional de Cuba e usa os seus argumentos como um pretexto para desqualificar o governo cubano.

Não há evidências de tais excessos. Cuba tem um desempenho exemplar no confronto com o tráfico de pessoas, reconhecido por instituições internacionais. Embora este flagelo não constitua um problema social, o governo cubano mantém uma política de tolerância zero, que é uma prioridade e é aplicada com uma abordagem multissectorial e multidisciplinar, com base nos seus três pilares básicos: prevenção, enfrentamento e protecção das vítimas. O Plano de Acção Nacional para a prevenção e enfrentamento do trafico de pessoas e a protecção das vítimas , foi aprovado em Fevereiro de 2017 e, um mês depois, o Relator Especial das Nações Unidas para os Direitos Humanos das Vítimas de Tráfico de Pessoas, especialmente mulheres e crianças, Maria Grazia Giammarinaro, que em nenhum momento questionou a natureza dos programas internacionais de cooperação médica de Cuba.

Restrições de vistos

O Departamento dos EUA continuou a sua operação e, em 26 de Julho de 2019, anunciou que imporia sanções com restrições de vistos a funcionários cubanos "responsáveis" por supostas "práticas trabalhistas de exploração e coerção", com as quais define o desempenho dos funcionários que dirigem as missões médicas cubanas.

"Toda essa campanha procura ocultar o valor humano e solidário da decisão pessoal e voluntária que dezenas de milhares de profissionais cubanos tomam quando viajam para outros países e servem em locais, geralmente remotos, com enorme sacrifício e apoio das suas famílias em Cuba. É vergonhoso e desprezível que o governo dos Estados Unidos se atreva a atacar um acto tão nobre", diz o director geral do MINREX, Carlos Fernández de Cossío.

Como as autoridades cubanas vinculadas ao Ministério da Saúde Pública explicaram em diversas ocasiões, diferentemente das empresas privadas, que obtêm lucros significativos para alguns destes tipos de contrato, em Cuba uma parte da receita derivada da contribuição dos países pelo serviços prestados, visa contribuir para a aquisição de medicamentos e operação de um dos melhores sistemas de saúde do mundo. Os médicos que cumprem a missão recebem a outra parte desse rendimento no exterior, juntamente com o salário integral que continuam obtendo em Cuba.

Em Novembro de 2018 , o MINSAP afirmou em comunicado que "os funcionários mantêm o emprego em todos os momentos e 100% de seu salário em Cuba, com todas as garantias trabalhistas e sociais, como os restantes trabalhadores do Sistema Nacional de Saúde".

No diálogo com Dominio Cuba Cossío acrescenta:

"O Departamento de Estado pretende difamar a legítima cooperação Sul-Sul praticada pelos países em desenvolvimento, da qual Cuba faz parte e da qual se orgulha. Esse esforço, no qual, sob os princípios da voluntariedade, centenas de milhares de profissionais cubanos participaram, teve o mérito de salvar ou contribuir para salvar a vida de milhões de pessoas e aliviar o de milhões que, sem essa contribuição, teriam enfrentado sérias dificuldades no acesso aos serviços de saúde."

Com relação à decisão dos EUA de criar uma lista de funcionários cubanos para aplicar sanções, o director geral do MINREX diz que "representa a primeira medida concreta, anunciada publicamente, contra as missões médicas cubanas". Desta maneira, o governo dos Estados Unidos manipula para fins políticos e tenta sabotar o que constitui um claro exemplo de cooperação Sul-Sul, cujos resultados positivos foram reconhecidos em mais de uma ocasião pela comunidade internacional e organizações multilaterais. A tentativa de apresentar o nobre esforço de Cuba como exemplo de tráfico de pessoas é pelo menos indecente, vergonhosa e carece de sustentação. Diante de um comportamento irresponsável, Cuba continuará a desenvolver o seu trabalho solidário e altruísta em favor dos menos favorecidos deste planeta."

Bolsonaro novamente em cena

Diligente, em 1 de Agosto de 2019, o presidente brasileiro Jair Bolsonaro deu a sua contribuição para a operação dos EUA. Como sempre, sem fornecer provas, ele acusou os médicos cubanos que participaram do extinto Programa Mais Médicos para o Brasil de irem para aquele país "para formar núcleos de guerrilha". O Presidente cubano respondeu chamando-o directamente de mentiroso .

Até hoje, Bolsonaro não ofereceu evidências, mas a imprensa do seu país recordou as "referências directas, depreciativas e ameaçadoras à presença" dos médicos cubanos, pelo então eleito Presidente do Brasil e as condições, ofensas e perguntas inaceitáveis aos profissionais cubanos responsáveis, por Bolsonaro, que forçaram o MINSAP em Novembro de 2018 a encerrar a participação de médicos cubanos no Programa Mais Médicos para o Brasil.

Segundo uma declaração do MINSAP daquela data, em cinco anos no Brasil, cerca de 20 mil médicos cubanos trataram 113 milhões de pacientes, em mais de 3 600 municípios, 700 dos quais com médico pela primeira vez na história.

O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento e a Organização Mundial da Saúde consideraram o Programa Mais Médicos para o Brasil como o principal exemplo de boas práticas em cooperação triangular e a implementação da Agenda 2030 com seus Objectivos de Desenvolvimento Sustentável .

O vice-presidente do Conselho de Estado, Roberto Morales Ojeda, que anteriormente era ministro da Saúde Pública de Cuba, em sua conta no twitter, escreveu: "Rejeitamos declarações ultrajantes do presidente Bolsonaro, os indicadores de saúde de Cuba e os 56 anos de cooperação médica em 164 países dão aval ao humanismo, altruísmo e preparação dos profissionais de saúde cubanos".

O ataque dos EUA continua. A Agência para o Desenvolvimento Internacional, agência norte-americana que concede fundos para programas de subversão em Cuba, abriu em 5 de Agosto uma oferta para organizações ou indivíduos optarem por receber 3 milhões de dólares para "desenvolver ferramentas de investigação, organização de dados e analise de informações sobre violações de direitos humanos, incluindo trabalho forçado de pessoal médico cubano exportado para o exterior".

A Chancelaria cubana (Ministério das Relações Exteriores de Cuba) "condenou veementemente" a operação cujo objectivo é "desacreditar e sabotar a cooperação internacional de Cuba no campo da saúde em dezenas de países e em benefício de milhões de pessoas".

"A campanha tem fundos milionários e a cumplicidade de vários grandes meios de comunicação e, em particular, jornalistas sem escrúpulos que sacrificam sua suposta imparcialidade e objectividade ao serviço dos interesses políticos do governo dos Estados Unidos", acrescenta o Ministério das Relações Exteriores.

O que virá a partir de agora? Talvez a resposta esteja no filme de Martin Scorsese, Casino , quando o mafioso diz que "existem três maneiras de fazer as coisas: a certa, a errada e a minha". Será necessário ver o que se segue neste infame itinerário e que nova maneira de fazer o clã Bolton-Claver Carone-Rubio empreenderá. O curso da colaboração médica cubana permanece o mesmo: "Cuba continuará como irmã do mundo, salvando vidas e buscando saúde", afirma o ministro.

[*] Jornalistas, cubanos.

O original encontra-se em www.cubadebate.cu/noticias/...

 

Ver original em 'RESISTIR.INFO' na seguinte ligação:

https://resistir.info/cuba/medicos_cubanos.html

'Melhora nas relações entre EUA e Cuba é irreversível, mesmo com Trump', diz chanceler

Embaixada dos EUA em Havana,Cuba
© AP Photo / Pablo Martinez Monsivais, Pool

O ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, disse nesta terça-feira (1) que a melhora das relações entre o país caribenho e os EUA é irreversível, apesar do atual governo americano. 

O ex-presidente Barack Obama promoveu ao lado do líder Raúl Castro uma aproximação diplomática e política entre as duas nações. No entanto, o atual presidente americano, Donald Trump, vem endurecendo o embargo contra Cuba, que tinha sido aliviado na gestão passada. 

"Eu me descreveria como extremamente otimista. Há uma tendência histórica irreversível", afirmou Rodríguez em entrevista concedida para a agência AP. 

Segundo o chanceler, mesmo que a administração Trump tenha cortado a comunicação com a ilha e pressione o governo cubano com restrições ao comércio de petróleo para o país, os avanços alcançados na época de Obama não podem ser desfeitos. 

Para Rodríguez, as relações entre Cuba e EUA não voltarão ao nível anterior a dezembro de 2014, quando Obama e Castro anunciaram que as duas nações iriam restabelecer relações diplomáticas, o que foi efetivado em julho de 2017 ao Cuba reabrir sua embaixada em Washington. Em 14 de agosto de 2015, foi a vez da embaixada americana em Havana ser reaberta oficialmente. 

'Comunidade cubana da Flórida apoia normalização das relações'

"Tem havido níveis de comunicação e mútua familiaridade entre os povos dos dois países que é irreversível", afirmou o ministro. 

Apesar disso, ele disse que Cuba está preparado para uma piora no diálogo durante a campanha presidencial nos EUA, pois, segundo o chanceler, Trump acredita que pode ganhar o apoio da comunidade cubana da Flórida ao endurecer as atitudes com o governo socialista. Para Rodríguez, no entanto, a crença é um "erro politico". 

"Eu acredito que está provado que a maioria dos Cubanos na Flórida apoiam um avanço na normalização das relações e um alívio do bloqueio, e quanto mais jovens são, mais apoiam isso", disse.

O chanceler também afirmou que Cuba vem tentando encontrar maneiras de comprar petróleo, apesar das tentativas contrárias do governo americano. Os EUA aplicaram sanções sobre embarcações que transportam o produto da Venezuela para Cuba. A medida, além de pressionar Cuba, busca diminuir as exportações venezuelanas e estrangular o governo de Nicolás Maduro. 

Em fevereiro de 2016, Estados Unidos e Cuba assinaram acordo autorizando a retomada de uma série de voos diários entre os países. Em 2017, no entanto, Trump impôs uma série de restrições para americanos viajarem para a ilha.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/americas/2019100114586343-melhora-nas-relacoes-entre-eua-e-cuba-sao-irreversiveis-mesmo-com-trump-diz-chanceler-/

TRUMP PROCURA NEUTRALIZAR CUBÁFRICA

 
 
1- As medidas de bloqueio a Cuba são muito mais extensivas do que as primeiras e muito legítimas leituras fazem, um pouco por todo o mundo progressista, o que aliás se vai poder fazer reflectir na 73ª Assembleia Geral da ONU. (https://operamundi.uol.com.br/politica-e-economia/54457/apos-60-anos-cuba-e-um-pais-livre-independente-e-dono-do-seu-destino-diz-raul-em-aniversario-da-revolucao).
 
Se de facto é importante levar em consideração a insularidade de Cuba para avaliar os jogos que se prendem ao fomento do bloqueio físico, orgânico e institucional, (http://www.granma.cu/cuba/2019-09-11/en-vivo-presidente-de-cuba-anuncia-medidas-para-la-coyuntura-energetica-del-pais-video-11-09-2019-15-09-41) a brutal administração republicana de Donald Trump vai muito mais longe e começou a actuar ofensivamente, conforme os “ensinamentos recolhidos” sobre como o presidente eleito do Brasil tratou insultuosamente o Programa Mais Médicos! (https://www.youtube.com/watch?v=hXHLXg8PTbE).
 
Uma das primeiras grandes medidas no “laboratório brasileiro” foi neutralizar ou mesmo impedir por completo os expedientes que Cuba implementava no Brasil por comum acordo com os governos anteriores de Lula e Dilma, em benefício das camadas mais marginalizadas do povo brasileiro, sobretudo no âmbito da educação e da saúde! (https://www.hispantv.com/noticias/cuba/393490/mas-medicos-brasil-bolsonaro-relaciones).
 
Cuba tem vindo a implementar proactivamente, no âmbito da educação e da saúde e desde 1959, acções de pendor ético e moral em benefício dos povos que estão na cauda dos Índices de Desenvolvimento Humano na América Latina, na imensa região Oceânica e Asiática e particularmente em África! (https://www.dw.com/pt-002/da-ilha-de-cuba-para-o-mundo-os-m%C3%A9dicos-cubanos-no-estrangeiro/a-46804295).
 
 
 
Os milhares de estudantes angolanos que estudaram em Cuba e são hoje conhecidos como “caimaneros” são uma das provas evidentes de todo esse processo que leva já largas décadas! (https://www.portaldeangola.com/2019/07/24/reinauguracao-do-monumento-angola-cuba-reforca-amizade/).
 
Essa luta vital de Cuba, que visa a superação humana sobre o crónico subdesenvolvimento do vasto sul Não-Alinhado, é um constante atentado ao poder dominante do império da hegemonia unipolar e se antes os democratas avançaram transversalmente num conjunto de medidas contra isso, a brutalidade “proteccionista” de Trump, inspirada no caso do Brasil, vai agora muito mais longe, por que visa que África seja cada vez mais aquele corpo inerte onde se poderá mais facilmente ir buscar os pedaços que esgotam em seis meses os recursos que a Mãe Terra poderia propiciar num ano, para que não seja irremediavelmente esvaída! (https://www.youtube.com/watch?v=_LGRrFUQL1o).
 
É esse o pendor da vocação protecionista da administração de Donald Trump que reduz tudo a uma desvairada competição ávida de poder em nome do “the americans first”, ávida de lucro, ainda que à custa de alienante inércia para a América Latina e África, ávida de impor as suas desvairadas razões, arrogantes razões e nunca consensuais razões! (https://www.publico.es/internacional/guerreros-vencieron-ebola.html).
 
O caso concreto de Bolsonaro inspirou Trump de modo a que, a para eles bem-sucedida operação de saída dos médicos cubanos do Programa Mais Médicos no Brasil, fosse a base da instrumentalização de muitas das políticas de proximidade da USAID na América Latina e em África, no sentido de reforçar o papel desse organismo manipulador e de ingerência, a fim de dar luta à vitalidade cubana nos seus tão justos quão legítimos relacionamentos externos vocacionados para a luta em defesa da vida! (https://www.africom.mil/media-room/Article/30547/africom-hosts-first-ever-usaid-mc2-workshop).
 
A administração brutal de Donald Trump fica não só escandalizada com o exemplo de Cuba e duma das mais reconhecidas Brigadas Médicas (Contingente de Médicos Especializados em Desastres e Grandes Epidemias) como a que leva o nome de Henry Reeves, um combatente internacionalista estado-unidense que lutou em benefício do povo cubano, mas também por que entende que o bloqueio a Cuba deve ser estendido a CubÁfrica! (https://www.novacultura.info/single-post/2016/09/01/Coopera%C3%A7%C3%A3o-M%C3%A9dica-Cubana-P%C3%A1tria-%C3%A9-Humanidade).
 
2- O AFRICOM garante a animação desse esforço de inteligência, ingerência e propaganda do lado leste do Atlântico Sul, pois dentro do AFRICOM, desde o projecto de sua constituição, são tidas como muito importantes as componentes operacionais civis, tendo em conta as imensas vulnerabilidades do continente africano e as imensas zonas consideradas de ausência de governo ou de ocupação sociopolítica e administrativa!... (https://fas.org/irp/congress/2007_hr/africom.html).
 
…A recolonização de África deveria ter um começo… (http://www.odiario.info/?p=1459).
 
Com um AFRICOM (https://www.africom.mil/) montado desse modo, a combinação dos esforços civis e militares vocaciona-se para moldar a paz à maneira não só dos interesses dominantes, mas também como um processo para, agenciando as elites africanas, incrementar acções que visem aumentar exponencialmente a sua própria esfera de influência, à custa de qualquer concorrência, mesmo aquela que tem sido advogada com ética e moral como a de Cuba em relação a África! (https://www.voltairenet.org/mot2299.html?lang=fr).
 
Os processos de assimilação que movem neste momento as acções de carácter capitalista neoliberal das antigas potências coloniais em direcção sobretudo a África, é uma vassalagem em estreita sintonia com os objectivos dessa “nova” acção da USAID, ou seja, dinamiza-se um reforço “partilhado”!
 
 
3- A USAID está instrumentalizada para lidar em campos como o da educação, o da saúde, o das culturas humanas mais marginalizadas, ou o das mais resistentes, de forma a aí neutralizar ou impedir, por tabela, a acção de outros e acima de tudo a acção da solidária e internacionalista Cuba, desde logo em benefício das comunidades mais desprotegidas.
 
A USAID ao combater as solidárias iniciativas cubanas na América Latina e em África, procura gerar e ocupar o espaço vazio sobre as cinzas que ficarem sobre a “terra queimada”! (https://www.usaid.gov/site-search/africa).
 
Um dos aspectos da guerra psicológica da brutal administração Trump em África vai nesse sentido “prático”, no fundo uma verdadeira prática de conspiração! (https://frenteantiimperialista.org/blog/2018/07/08/la-guerra-psicologica-del-imperio-de-la-hegemonia-unipolar-en-africa/).
 
A base da doutrina (se é que assim se pode chamar) de Bolsonaro, (https://outraspalavras.net/outrasmidias/acordo-tripartite-que-abriu-caminho-para-bolsonaro/) é um fundamentalismo religioso capaz de radicalização dos processos de disputa nos campos da educação e da saúde, inibindo muitas das acções em benefício das comunidades mais pobres e marginalizadas do Brasil, alienando-as e subvertendo-as no seu carácter e significado substantivo e conduzindo tudo numa via de fragilização delas, algo que aliás é acompanhado pelas suas acções que estão a acontecer na Amazónia Verde, depois do que já aconteceu na Amazónia Azul! (https://www.globalresearch.ca/bolsonaro-o-falso-nacionalismo-e-a-destruicao-do-brasil/5688619).
 
Nunca um poder dominante foi dialeticamente tão longe em relação a Cuba e isso significa que a brutalidade de Trump é um velado poder efectivamente nazi, com fundamentalista capacidade motivadora que subverte e aliena a ética e a moral! (https://www.globalresearch.ca/americas-enemies-whos-on-the-list/5619763).
 
O bloqueio a Cuba é assim algo que ultrapassa o físico, o orgânico e o institucional: é também já a tentativa que começa a ser posta em prática dum bloqueio sociocultural em toda a linha nas imprescindíveis linhas de conduta CubÁfrica!
 
Para além da consciência do voto contra os bloqueios a Cuba e à Venezuela Bolivariana, os africanos devem imediatamente ficar em alerta em relação à subversão “da paz que estamos com ela”!
 
Martinho Júnior -- Luanda, 24 de Setembro de 2019
 
Imagens:
01- A cooperação médica cubana faz-se praticamente em toda a África por que Cuba, além de sua vocação solidária e internacionalista, consegue-a levar a cabo nas melhores condições para benefício dos países que compõem a cauda dos Índices de Desenvolvimento Humano;
02- Quando surgem inesperadas ameaças como a ébola, ou algum desastre natural com graves consequências humanas, a Brigada Médica Henry Reeves é destacada, reforçando quase sempre outros destacamentos médicos cubanos já antes instalados no terreno;
03- Estatística da capacidade de trabalho dos médicos cubanos n Programa Mais Médicos, durante os cinco anos em que actuaram no Brasil;
04- A Brigada Médica Henry Reeves, especializada em catástrofes ou ameaças especiais inesperadas, tem respondido com disponível prontidão em qualquer parte do mundo;
05- O bloqueio brutal da administração republicana protecionista de Donald Trump, é também um bloqueio a CubÁfrica.
___________________

HÁ DEZ ANOS, A 2 DE JANEIRO DE 2009, O PÁGINA UM PUBLICOU ESTA MINHA INTERVENÇÃO QUE REPORTA ALGUNS ASPECTOS RELEVANTES DO PAPEL DE “CUBA DIGNA PÁTRIA DA HUMANIDADE”
 
 
MARTINHO JÚNIOR – 28.12.08
No momento em que Cuba celebra meio século de sua revolução, padrão de dignidade e de solidariedade, há outros ricos acontecimentos que se devem associar a essa celebração, pela sua indelével inscrição humana.
 
Cuba acaba de perfazer 47 anos livre do analfabetismo, que demorou cerca de 3 anos a erradicar.
 
Neste momento há outro estado da América Latina, um dos estados mais subdesenvolvidos da América, a Bolívia, que se apresta a declarar-se livre do analfabetismo, identificando-se com a pista intelectual e humana do Che, que hoje é lembrado como um imprescindível desde La Higuera.
Tudo isso foi conseguido na trilha dessa revolução que teve de se constituir em “lobby” para que desse poder e do carácter de sua representatividade, fosse hoje possível a inovação da democracia participativa consubstanciada já nos altos níveis alcançados pela consciência do seu povo, pela via do esmerado nível de educação e dos padrões de saúde que foram conseguidos ao longo das últimas gerações.)
Quando perfaz 50 anos, a revolução cubana inventaria a formação de 78.000 médicos e sublinha a passagem do esforço guerrilheiro dos seus primeiros anos para o estágio prestigioso de sua solidariedade, semeando educação e saúde pelos quatro cantos do mundo, demonstrando as possibilidades duma outra globalização alternativa.
Alguns detractores da solidariedade que é possível, dizem que aqueles que beneficiam dela, pagam-na, nada é de graça, mas ainda que assim seja, não será humanamente melhor essa via (infelizmente “alternativa”), que pagar as armas, as munições e as hecatombes de desigualdade que são apanágio dos “grandes mercados” para perpetuar o domínio de uns quantos sobre o resto da humanidade?
Acusam ainda outros detractores de que a socialização da revolução é para “nivelar por baixo” os padrões da sociedade… fazem até lembrar a Albânia de Enver Hoxa…
A revolução cubana prova no entanto o contrário, por que os padrões de educação e saúde alcançados, permitem um equilíbrio de nível muito elevado que se reflecte na consciência política, social e humana existente, que só não é ainda mais avançada, por que a compressão do bloqueio Norte Americano com sua guarnição psicológica, não lhe permite fazer ainda desabrochar todas as suas enormes potencialidades.
As possibilidades que estão a ser inventariadas da existência de petróleo em Cuba e nas águas circundantes, tendo em conta a posição geo estratégica da ilha no Golfo do México (sensivelmente entre o Texas, o Iucatão e o Lago Maracaibo), irão dar um dia outra capacidade acrescida à revolução cubana, que para além do incremento do PETROCARIBE, tem encetado nos últimos anos contactos com empresas da Rússia, da China, da Venezuela e até com a SONANGOL de Angola, que na primeira metade de 2008 esteve presente com uma delegação ao mais alto nível, acompanhando a deslocação do então ministro dos Petróleos.
Não houve “nivelar por baixo” em Cuba: soube-se procurar um equilíbrio regenerador de tal ordem que ele e por que a revolução cubana não é “tímida” face ao bloqueio, está acessível às nações mais marginalizadas, oprimidas e subdesenvolvidas da Terra, substituindo de forma inultrapassável as armas dos guerrilheiros revolucionários e progressistas dos primeiros anos.
A presença cubana em Timor Loro Sae, do outro lado do planeta em relação à posição geográfica de Cuba, é disso um bom exemplo.
A presença cubana em Angola, mesmo com erros e desvios que alguns apontam, comprova essa identidade que dá prioridade ao homem e sublinha eticamente o seu esforço, promovendo-o socialmente e Angola é disso um claro exemplo:
Quando foi necessário lutar contra o colonialismo em África, foi o próprio Che que se deslocou e encetou contactos com o movimento de libertação, vai fazer a 2 de Janeiro de 2009 precisamente 44 anos, para unir esforços e impulsos;
Quando foi necessário lutar contra o “apartheid”, foram as Forças Armadas Revolucionárias de Cuba que em peso se transferiram para este lado do Atlântico, dando sua contribuição para que Angola fosse efectivamente “trincheira firme” e se tornasse possível dar continuidade à luta de libertação na Namíbia, no Zimbabwe e na própria África do Sul, apesar das bombas atómicas na posse dos racistas e de suas terríveis ameaças;
Quando hoje se assiste às marcas da ideologia e prática neo liberal típica dos “mercados” da globalização impondo oligarquias de pendor feudal em pleno século XXI, a presença cubana com padrões bem definidos esforça-se por semear equilíbrios resgatando milhões do abismo em que se encontravam por via do subdesenvolvimento crónico a que historicamente foram votados e por via das guerras injustas que dilaceraram e ainda dilaceram os tecidos humanos desta África vilipendiada de há séculos a esta parte, para que hoje o saque seja ainda possível.
Para aqueles que preconizam a harmonia, há que lembrar-lhes que ela só se pode efectivamente edificar pela via da solidariedade humana, pelo impulso e abertura ao conhecimento das humanidades, pela dialéctica busca de equilíbrio com justiça social e que esse critério nada tem a ver com o egoísmo daqueles que se revêem no “mercado”, como uma fórmula de satisfação de suas próprias necessidades e poder que só conduzem ao “apartheid” económico que desponta com cada vez mais evidência, na geografia humana de nossas próprias cidades…
Cinquenta anos depois do início da revolução Cuba é, além do mais, pátria digna da humanidade!
 
 

Ver o original em 'Página Global' na seguinte ligação:

https://paginaglobal.blogspot.com/2019/09/trump-procura-neutralizar-cubafrica.html

EUA adotam sanções contra Raúl Castro por apoio ao governo de Maduro na Venezuela

Raúl Castro, Presidente de Cuba
© AP Photo / Sven Creutzmann

Os Estados Unidos impuseram sanções ao primeiro secretário do Comitê Central do Partido Comunista de Cuba, Raúl Castro, e sua família por envolvimento em violações de direitos humanos. A informação foi divulgada pelo secretário de Estado norte-americano Mike Pompeo.

"O Departamento de Estado oficialmente inclui na lista de sanções Raúl Modesto Castro Ruz, o primeiro secretário do Comitê Central do Partido Comunista de Cuba", diz o comunicado de Pompeo.

Pompeo destacou que os Estados Unidos também incluíram outros cidadãos cubanos na lista de sanções que estão envolvidos em violações de direitos humanos ou corrupção.

"Como primeiro secretário das Forças Armadas de Cuba, Castro é responsável pelas ações de Cuba para sustentar o antigo regime de Maduro na Venezuela por meio de violência, intimidação e repressão", disse o secretário de Estado Mike Pompeo em comunicado, reiterando a posição do governo Trump de que Maduro é ilegítimo.

"Em conjunto com os militares e agentes de inteligência de Maduro, membros das forças de segurança cubanas se envolveram em graves violações e abusos dos direitos humanos na Venezuela, incluindo tortura", completou o secretário de Estado.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/americas/2019092614565178-eua-adotam-sancoes-contra-raul-castro-por-apoio-ao-governo-de-maduro-na-venezuela/

CONTRA O BLOQUEIO A CUBA E À VENEZUELA!

 
 
 
No dia 12 de Setembro de 2019, na Liga Africana de Amizade e Solidariedade com os Povos (LAASP), ao Maculusso, em Luanda, membros da Associação de Amizade Angola-Cuba (AAAC), da Associação de Cubanos Residentes em Angola (ACRA), da Associação dos “Caimaneros” (ex-estudantes angolanos que se formaram em Cuba), do corpo diplomático acreditado em Luanda, assim como outros amigos que se identificam com a revolução cubana, manifestaram seu repúdio contra o bloqueio que tem sido incrementado nos seus termos mais sórdidos pela administração de Donald Trump contra Cuba!
 
Da minha parte, ao juntar-me aos angolanos que em solidariedade se manifestam desse modo em relação a Cuba, recordo que me identifico também com todos os que repudiam o simultâneo bloqueio e sanções contra a Venezuela Bolivariana!
 
Recordo que o efeito conjugado desses bloqueios e sanções a Cuba e Venezuela, afectam de diversos modos e por tabela os pequenos estados insulares que compõem o CARICOM (Caribean Community), esmagadoramente povoados por afrodescendentes!...
 
Além do mais Cuba e Venezuela conseguiram assumir-se como civilização nos termos possíveis para a antropologia cultural de que tanto carece a humanidade em época de globalização e, por essa razão de fundo, os dois estados, as duas nações e os dois povos, estão a ser combatidos severamente por aqueles que, cinicamente e em nome da civilização judaico-cristã-ocidental, gerem de facto a barbárie do capitalismo neoliberal e do consumismo que esgota o planeta!
 
 
 
1- Naquele dia, foram cinco as intervenções na iniciativa contra o bloqueio a Cuba, mas destaco, pela sua identidade e conteúdos, a dos três palestrantes: a do Professor Carlos Moncada, Presidente da ACRA, a do “caimanero” Professor António Pacavira, além do mais a entidade que está à frente do Instituto Médio Comandante Fidel de Castro e a do Professor Fernando Jaime, Secretário-Geral da Associação de Amizade Angola-Cuba…
 
Todos os intervenientes vincaram bem o que tenho levantado como essencial gravitação dialética: o que de facto pertence à cultura civilizacional possível para o século XXI e o que continua a pertencer atavicamente enquanto barbárie!...
 
As sínteses dos três palestrantes, ainda que breves nas suas intervenções, sublinharam ao interpretar o bloqueio e as sanções a Cuba, os factores e os aspectos relativos à educação e à saúde (chegando ao ponto de comprovar com os casos correntes, a sua estatística e as repercussões na América Latina e Caraíbas, tanto como em África), ou seja, quanto a barbaridade desequilibra ainda mais a humanidade e desrespeita ainda mais a Mãe Terra!
 
A questão tange o que se prende ao que dá corpo ao civilizacional, à ética e à moral, seguindo não só a abordagem histórica, mas também a abordagem antroplógica-cultural, pois o que está também em causa é o respeito que Cuba merece a todos os angolanos e a todos os africanos, pela dívida de reciprocidade que África tem para com a revolução cubana, algo que foi sustentado como preocupação essencial dos palestrantes que decidiram dirigir uma Nota à Embaixada dos Estados Unidos em Luanda, como “forma de repúdio ao embargo americano” (http://jornaldeangola.sapo.ao/sociedade/amigos-de-cuba-repudiam-o-embargo-contra-o-pais).
 
Para lá do imenso contributo à luta de libertação em África contra o colonialismo, o “apartheid” e a barbárie, Cuba tem assumido consequentemente a solidariedade para com África particularmente em relação à saúde e à educação, uma trilha de que todo o povo cubano tem sido, enquanto fiel intérprete revolucionário, substantivamente exemplar!
 
Essa opção civilizacional, ética e moral, não tem sido a que outros estados, outras nações e outros povos, soberbos detentores da verdade, conseguem traduzir nos relacionamentos para com Angola e para com África, salvo excepções de entidades com mérito que julgo ser meu dever também oportunamente ressalvar!
 
Esse esforço exemplar, eleva África ao patamar desse respeito civilizacional, ético e moral, por que bloquear e sancionar Cuba e a Venezuela Bolivariana, implica também fragilidades acrescidas para com África, que africano algum deve alegar desconhecer!
 
Quanto do que África, quanto do que Angola, têm a conhecer sobre si próprias, tem que ver com a solidariedade e o internacionalismo incondicional do povo revolucionário de Cuba e seus dignos dirigentes?
 
 
2- O exercício prático de interpretação da lógica com sentido de vida, foi feito desse modo e está em completa sintonia com as preocupações que em Cuba e na Venezuela Bolivariana se têm vindo a colocar como opção, por parte daqueles que a quente e na primeira linha, estão a enfrentar o bloqueio e as sanções que tão duramente atingem seus próprios povos!
 
O Presidente dos Conselhos de Estado e de Ministro de Cuba, Miguel Díaz-Canel Bermúdez, explicou recentemente ao programa Mesa Redonda, da Televisão Cubana, em directo para o mundo (http://www.granma.cu/cuba/2019-09-11/en-vivo-presidente-de-cuba-anuncia-medidas-para-la-coyuntura-energetica-del-pais-video-11-09-2019-15-09-41):
 
 
"Esto tiene que ver también con lo que está ocurriendo en el área de América Latina y el Caribe.
 
La administración de Trump ha fracasado en derrocar el gobierno bolivariano y eso ha hecho que culpe a Cuba de la situación venezolana.
 
Se muestran preocupados, entre comillas, por el pueblo cubano, cuando es su cultura cruel la responsable de los problemas que afectan nuestro país.
 
Recientemente anunciaron la implementación de nuevas medidas para que Cuba no tenga acceso a otras divisas.
 
Se empeñan en tratar de impedir llegar la llegada de combustible a Cuba.
 
Además, la aplicación de medidas unilaterales han limitado los contratos con navieras que suministraban recursos a Cuba. Hay entidades que se han retirado.
 
Esta situación ha hecho que exista una baja del diesel.
 
Cuando venía del Palacio vi que las paradas tenían mayor congestión que en los últimos meses, por eso tratamos de llevar esta situación al pueblo y explicarlo.
 
Los problemas son meramente energéticos, pero no es de abastecimiento.
 
Al país están llegando barcos con alimentos, hay barcos con harina de trigo, y esto es parte de las medidas que se han tomando en los últimos tiempos”.
 
...
 
“Nuestro pueblo seguirá siendo feliz, laborioso, creativo, alegre y bromista, incluso en la situación más difícil.
 
Con optimismo renovado nos entregamos a encontrar solución.
 
¡Aquí no se rinde nadie!
 
Esas palabas están en nuestras voluntades.
 
El mundo nos verá y admirará en la misma medida en que verá y condenará a nuestros adversarios.
 
Hoy son tiempos de patria muerte.”
 
 
3- Na Venezuela Bolivariana e através de todos os meios internos e externos, a consciência que se rege pela lógica com sentido de vida sujeita agora ao ignóbil bloqueio e às mais perversas sanções, reage e obriga a todos os que com consciência dialética justa se afirmam em defesa da civilização humana possível no século XXI, a se identificarem à sua causa face à barbárie! (http://razonesdecuba.cubadebate.cu/articulos/bloqueo-financiero-cronologia-de-una-estrategia-para-destruir-a-venezuela/).
 
O Ministro das Relações Exteriores da Venezuela deu a oportuna réplica em relação a John Bolton, na expectativa aliás que se fizesse um pouco de luz na própria administração do Presidente Donald Trump (https://es.euronews.com/2019/08/07/maduro-llama-a-la-movilizacion-contra-el-bloqueo-estadounidense):
 
“Sabemos que todo esto es por el petróleo, todos sabemos que es por la riqueza de Venezuela. Sr. Donald Trump, concéntrese en su campaña electoral. Sr. Donald Trump, concéntrese en las consecuencias del odio supremacista y del racismo.”
 
A Carta das venezuelanas e venezuelanos ao Secretário-Geral das Nações Unidas, que eu também assinei na Embaixada da Venezuela em Luanda a 10 de Agosto de 2019 e será apresentada antes da próxima Assembleia-Geral da ONU (file:///F:/INFORMAÇÃO/VENEZUELA/VENEZUELA%20-%20BLOQUEIO%20-%202019/Carta-de-las-venezolanas-y-los-venezolanos-al-Secretario-General-de-Naciones Unidas_compressed.pdf), é exemplar nesse sentido:
 
… “Cremos na solução pacífica dos conflitos.
 
 
Nunca fomos, não somos e nunca seremos, ameaça para algum povo do mundo, nem pretendemos dominar, ou explorar ninguém.
 
Pelo contrário, habitam em nós milhões de irmãos de todas as partes da América e do mundo, que constituem quase um quarto da nossa população.
 
Não cremos que o povo dos Estados Unidos tivesse outorgado mandato aos seus governos para agredir e invadir outras nações.
 
Estes todavia fizeram-no e fazem-no em nome dum Destino Manifesto que representam, como predisse Simão Bolivar, a verdadeira ameaça para a Nossa América nos últimos 150 anos, ao inundar-nos de ditadores e de misérias em nome da liberdade!”…
 
O povo cubano juntou-se ao povo venezuelano na assinatura dessa tão legítima quão lúcida, quão oportuna carta! (https://www.pacocol.org/index.php/noticias/solidaridad/9416-solidaridad-trabajadores-cubanos-suman-sus-firmas-a-11-millones-de-venezolanos).
 
Os africanos e os angolanos, particularmente os antigos combatentes que assumiram a luta de libertação em África, os membros das Associações representadas com tanta dignidade e clarividência a 12 de Setembro de 2019 na Liga Africana de Amizade e Solidariedade com os Povos (LAASP), devem cerrar fileiras pela trincheira comum da civilização contra a barbárie, devendo estar com isso cada vez mais firmes face à própria evolução da situação que por tabela afecta os estados, as nações e os povos em África como na América Latina e Caribe!
 
Para todos os que se colocam nessa trincheira de vanguarda num universo globalizado, sem dúvida que “Pátria é Humanidade”! (http://jornaldeangola.sapo.ao/sociedade/amigos-de-cuba-repudiam-o-embargo-contra-o-pais).
 
Martinho Júnior -- Luanda, 16 de Setembro de 2019
 
Imagens recolhidas por Martinho Júnior:
01- Intervenção na LAASP, a 12 de Setembro de 2019, da Embaixadora de Cuba acreditada em Angola, Esther Armentero;
02- Apresentação dos três oradores que intervieram a 12 de Setembro de 2019 na LAASP: Professores Fernando Jaime, Carlos Mondada e António Pacavira;
03- Entrega de alguns exemplares de “Apontamentos sobre África” na Embaixada da Venezuela Bolivariana em Luanda, no dia 8 de Maio de 2019;
04- Contra o bloqueio e as sanções dos Estados Unidos contra a Venezuela Bolivariana, “no mas Trump”, no dia 10 de Agosto de 2019;
05- Testemunho da assinatura da “Carta de las venezolanas y los venezolanos al Secretaria General de Naciones Unidas”, por parte do Embaixador da Venezuela acreditado em Angola, Marlon Labrador, no dia 21 de Agosto de 2019.

EUA expulsam dois diplomatas da missão de Cuba na ONU

Em comunicado, a missão de Cuba junto das Nações Unidas afirma que a medida «injustificada» da administração dos EUA visa provocar uma escalada e afectar o prestígio da diplomacia cubana no mundo.

Cartaz em Cuba contra o bloqueio imposto ao país pelos EUACréditos / RT

A administração norte-americana expulsou dois membros da missão diplomática de Cuba junto das Nações Unidas por, alegadamente, terem levado a cabo actividades contra a segurança nacional dos EUA.

Num tweet, a porta-voz do Departamento de Estado, Morgan Ortagus, confirmou a expulsão, bem como a restrição de movimentos aplicada a ambos os funcionários cubanos acreditados na ONU, que, tal como os seus familiares, ficam impedidos de se mover, em território norte-americano, fora da Ilha de Manhattan.

Num comunicado divulgado esta sexta-feira pela Prensa Latina, a delegação cubana na ONU rejeita «categoricamente a expulsão injustificada» – para a qual não foram apresentadas razões concretas – e afirma-se que estas acções visam conduzir ao encerramento das «embaixadas bilaterais».

Com isto, acrescenta o texto, pretende-se «justificar o reforço do bloqueio económico, financeiro e comercial genocida contra o povo de Cuba e dificultar a luta que a Ilha trava contra o mesmo nas Nações Unidas, precisamente quando se inicia o 74.º período de sessões da Assembleia Geral».

«A administração dos Estados Unidos pretende afectar o prestígio da diplomacia revolucionária cubana, recorrendo à vulgar calúnia de que os diplomatas da maior ilha das Antilhas realizaram acções incompatíveis com o seu estatuto», lê-se no documento, no qual a missão diplomática destaca que, «com estas acções, Washington intensifica a sua política hostil contra a Ilha, lançando-se abertamente numa via de provocação e de ingerência contra Cuba».

Afirmando que Cuba não será intimidada, «nem com estas nem com outras provocações», e que não irá renunciar à luta «pela sua independência e soberania», a missão diplomática sublinha ainda que a razão assiste a Cuba, que «conta com a unidade e a decisão de luta de todo o povo e o apoio da comunidade internacional».

Na sua conta de Twitter, o ministro cubano dos Negócios Estrangeiros, Bruno Rodríguez, também denunciou, esta quinta-feira, a expulsão dos funcionárias da missão de Cuba, sublinhando que se trata de uma acção «injustificada» que visa «provocar uma escalada diplomática» e «endurecer ainda mais o bloqueio» imposto pelos EUA à Ilha.

O bloqueio orquestrado por Washington, que tem provocado escassez de combustível no país caribenho, foi classificado por Bruno Rodríguez como «ilegal, criminoso e genocida», estando na origem de «uma violação massiva, flagrante e sistemática» dos direitos humanos do povo cubano.

Ver original em "AbrilAbril" na seguinte ligação:

https://www.abrilabril.pt/internacional/eua-expulsam-dois-diplomatas-da-missao-de-cuba-na-onu

Twitter recupera contas de oficiais cubanos, mas de Raúl Castro continua bloqueada

Dançarinas de flamenco tiram selfie durante o Festival Internacional de Balé que teve lugar em Havana, Cuba
© AP Photo / Ramon Espinosa

O Twitter restaurou algumas das contas da imprensa estatal de Cuba, de jornalistas e oficiais do governo que tinham sido bloqueadas, mas o perfil do líder do Partido Comunista, Raúl Castro, continua fora do ar.

Membros do governo cubano acusaram o Twitter, que tem sede nos Estados Unidos, de censura. Críticos do regime, no entanto, ironizaram o fato da reclamação partir de um partido que monopoliza a mídia na ilha e que praticaria a censura.

O Twitter não explicou como as contas teriam desobedecido as regras da rede social. Um porta-voz da companhia, no entanto, afirmou que usuários não podem amplificar ou prejudicar artificialmente conversas usando múltiplas contas.

“O Twitter finalmente nos devolveu nossas contas. Obrigado para aqueles que expressaram solidariedade”, afirmou Mariela Castro, filha de Raúl Castro e diretora do Centro Nacional de Cuba de Educação Sexual, citada pela agência Reuters. Ela também teve seu perfil retirado do ar.

O bloqueio aconteceu na quarta-feira (11), mesmo momento em que o presidente de Cuba, Miguel Diaz-Canel, fazia um pronunciamento na TV alertando para uma crise de energia causada pelas sanções americanas.

Uso de robôs contra e a favor do regime

Outras contas, no entanto, não foram desbloqueadas. O site Cubadebate informou que todos os seus perfis, em várias línguas, continuam fechados, assim como de seus diretores e jornalistas.

“É bem conhecido que em várias ocasiões o Twitter se coloca a serviço de operações de inteligência e de política externa do governo dos EUA. Não seria surpresa se esse fosse o caso agora”, acusou o site.

O governo cubano controla a mídia cubana. O jornalismo independente é tolerado, mas considerado ilegal, e muitos críticos do regime denunciam que sites oposicionistas são bloqueados.

Os meios de comunicação oficiais têm muitos perfis e frequentemente publicam artigos semelhantes ou iguais, o que poderia estar na raiz da proibição. Segundo dissidentes, existem contas falsas de apoio ao governo. Mas há quem aponte também o uso de robôs para criticar o regime.

De acordo com o Comitê para Proteção dos Jornalistas (CPJ, por sua sigla em inglês), Cuba é um dos 10 países que mais censuram no mundo. No entanto, nos últimos anos o governo socialista vem expandindo o acesso à internet.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/americas/2019091314513679-twitter-recupera-contas-de-oficiais-cubanos-mas-de-raul-castro-continua-bloqueada/

EUA endurecem sanções contra Cuba por 'apoio à Venezuela'

Bandeiras nacionais de Cuba e EUA
© AP Photo / Ramon Espinosa

Os EUA implementaram uma série de mudanças nas provisões financeiras contra Cuba para impedir que a ilha acesse moedas cambiais, em punição por seu apoio ao governo de Nicolás Maduro na Venezuela. A informação foi divulgada pelo Departamento do Tesouro.

O Departamento de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC) introduziu novas regras que "modificam certas autorizações relacionadas ao fornecimento de remessas a Cuba e eliminam a autorização para transações financeiras específicas conhecidas como transações de 'giro em U'".

O comunicado cita o secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, afirmando que Washington "responsabiliza o regime cubano por sua opressão ao povo de Cuba e seu apoio a outras ditaduras na região, como o ilegítimo regime de Maduro".

O Departamento do Tesouro ressalta também que com estas alterações os EUA negam a Havana o "acesso à casa de câmbio" como punição por seu "mau comportamento".

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/americas/2019090614487580-eua-endurecem-sancoes-contra-cuba-por-apoio-a-venezuela/

Novo ano lectivo em Cuba, onde a Educação é um baluarte

A escola José María Heredia, em Havana, foi palco da cerimónia nacional de abertura do ano lectivo, em que estarão envolvidos mais de 10 mil instituições, 160 mil professores e 1 700 000 estudantes.

Em Cuba, as crianças têm os seus direitos garantidos pela Constituição e pelas políticas públicas levadas a efeitoCréditos / juventudrebelde.cu

A alegria, a certeza de um novo período lectivo «superior» e o compromisso dos estudantes, professores e trabalhadores marcaram o início do novo ano na escola José María Heredia, no município de Diez de Octubre, em Havana, que acolheu, esta segunda-feira, o acto nacional da abertura.

Na cerimónia, em que estiveram representantes do Partido Comunista de Cuba, o secretário-geral da Central dos Trabalhadores de Cuba, Ulises Guilarte de Nacimiento, e os ministros da Educação, Ena Elsa Velázquez, e Indústria, Alfredo López Valdés, a directora da Educação na província de Havana, Yoania Falcón Suárez, defendeu que o ano lectivo que se inicia deve mostrar avanços nos indicadores que são expressão da qualidade da educação.

Para tal, disse, devem ser feitos mais esforços no sentido de solucionar os problemas não resolvidos. «A educação, na sua máxima expressão, destina-se à formação de melhores seres humanos, de cidadãos com valores éticos e morais», frisou, citada pelo diário Granma.

Falcón agradeceu a todos aqueles que, nos meses de Verão, colaboraram na reparação e manutenção dos estabelecimentos ensino, bem como na elaboração dos uniformes escolares e da confecção do material docente.

Mais de 1 700 000 estudantes

De acordo com os dados divulgados pelo Ministério cubano da Educação (Mined), mais de 1 700 000 estudantes cubanos iniciaram o ano lectivo 2019-2020, um número ligeiramente superior ao do ano anterior.

Ainda segundo o Mined, mais de 160 mil professores estarão a dar aulas. Para a ministra da tutela, o ano lectivo começa «com condições, uma vez que estão garantidos todos os recursos essenciais no país», refere o portal periodico26.cu.

Novos desafios para uma universidade de excelência

O início do ano lectivo «traz perspectivas renovadas» à Universidade de Camagüey, uma instituição de ensino «com notáveis contributos científicos, vitais para a economia do país e o desenvolvimento da sociedade cubana», informa a Prensa Latina.

A maior ilha das Antilhas, que faz da educação um dos seus baluartes, coloca especial ênfase na integração dos cursos pedagógicos no nível de ensino superior. A Universidade de Camagüey, com mais de 15 mil estudantes matriculados, contribui para essa área, dando também prioridade, entre os seus projectos, à questão da informatização.

Considerada uma instituição de excelência, a Universidade de Camagüey, constitui uma referência no âmbito da investigação e exemplo disso são os protocolos recentes firmados com a Universidade de Hebei (China) para liderar a criação de um Instituto de Inteligência Artificial em 2020.

Com 53 cursos e tendo formado mais de 1500 estudantes de diversos países, esta instituição da região central de Cuba é também uma referência ao nível da América Latina, uma vez que celebrou múltiplos convénios de colaboração com países como o México, a República Dominicana e o Peru.

Ver original em "AbrilAbril" na seguinte ligação:

https://www.abrilabril.pt/internacional/novo-ano-lectivo-em-cuba-onde-educacao-e-um-baluarte

CIA armou 638 planos para matar Fidel – e falhou em todos

Fidel Castro passou absolutamente incólume por mais de 600 planos de assassinato em sua vida.

Quem faz essa conta é Fabián Escalante, o “anjo da guarda” de Fidel, responsável pelo serviço de contrainformação cubano e pela segurança pessoal do comandante. Foram tantas as investidas patrocinadas pela CIA nesse período que Escalante decidiu reuni-las num livro: 638 Ways to Kill Castro (638 Maneiras de Matar Castro). A obra acabou virando documentário de TV, exibido na Inglaterra pelo Channel 4.

 

Tanto na telinha quanto nas páginas do livro, descobre-se que os americanos tiveram ideias incrivelmente mirabolantes para eliminar o líder cubano. Algumas jamais foram postas em prática. Outras só não mataram Fidel por sorte. O líder cubano acabaria morrendo só em 2016, aos 90 anos, de causas naturais.

“A CIA precisava eliminá-lo sem correr o risco de ser incriminada”, explicou o diretor do filme, Dollan Cannell, numa entrevista ao jornal britânico The Guardian. “Portanto, era melhor que ele não fosse assassinado de uma forma convencional, com arma de fogo.”

 

Já que era preciso literalmente inventar um instrumento que pudesse matá-lo, os agentes deram asas à imaginação. Um dos planos previa o envio de um charuto-bomba para Fidel, que explodiria em sua cara. O artefato até foi fabricado, mas nunca chegou perto do comandante. Além de fumar charutos, Fidel Castro gostava de mergulhar e praticar caça submarina. E a CIA viu aí, segundo Escalante, mais uma chance de emboscar o inimigo. Dois planos subaquáticos teriam sido elaborados pelos agentes.

Um deles era simples: contaminar uma roupa de mergulhador com um fungo letal. O outro, bem mais complicado: criar um molusco falso, enchê-lo de explosivos e colocá-lo à vista num recife de coral. Durante o mergulho, o comandante seria atraído por aquela criatura tão exótica. E viraria picadinho quando chegasse a certa distância. Documentos secretos liberados na administração Clinton provaram que os dois planos realmente foram traçados pela CIA – mas que, como tantos outros, não saíram do papel.

Até atentados de efeito moral passaram pela cabeça dos agentes americanos. Uma das ideias era contaminar os sapatos de Fidel Castro com tálio, um elemento químico altamente radioativo. O efeito da radiação faria cair os pêlos da barba, minando a autoconfiança do líder cubano e tornando-o mais vulnerável a outros ataques.

A CIA cogitou também espalhar um spray alucinógeno no estúdio de TV onde Fidel faria um pronunciamento à nação. Afetado pelas propriedades da substância, o comandante pagaria um mico histórico diante de toda a população, e ficaria desmoralizado demais para seguir governando. De novo, nada disso foi levado adiante.

Entre as tentativas de assassinato que ocorreram de fato, um dos casos mais famosos é o de uma suposta amante de Fidel contratada pela CIA. Num encontro íntimo, ela deveria dar um jeito de fazê-lo engolir uma cápsula de veneno. Mas as pílulas que a mulher levava na bolsa derreteram, escondidas num pote de creme para o rosto. Passar o cosmético na barba de Fidel, enquanto ele estivesse dormindo, não parecia ser boa ideia. E o plano, que tinha tudo para dar certo, acabou indo por água abaixo.


Em visita aos EUA, em 1959, Fidel ri de manchete de um jornal: “Toda a polícia em alerta – plano para matar Castro”

A última tentativa de matar Fidel Castro de que se tem notícia ocorreu em 2000, durante uma visita do comandante ao Panamá. Cerca de 90 quilos de explosivos, prontos para explodir, foram encontrados pelos seguranças de Fidel sob o palanque onde ele faria um discurso. Quatro homens, entre eles o exilado cubano e colaborador da CIA Luis Posada, foram presos naquela ocasião.

Uma das explicações para tantos planos de atentado é o tempo de permanência de Fidel no poder: 49 anos, de 1959 a 2008. As conspirações começaram logo após a revolução. Em março de 1960, o presidente americano, Dwight Eisenhower, já tinha aprovado um plano para derrubá-lo, que atingiria seu objetivo sem que os EUA precisassem invadir a ilha. A estratégia seria financiar a oposição a Fidel em território cubano e treinar 60 exilados, que se infiltrariam em Cuba com armas fornecidas pela agência. Se tudo desse certo, o comandante cairia em seis meses. Mas o plano não funcionou.

Assim que tomou posse na Casa Branca, em 1961, John Kennedy demonstrou especial interesse pelos planos da CIA para eliminar Fidel Castro. Foi em março daquele ano que Richard Bissell, diretor de operações encobertas da agência, apresentou-lhe a ideia de invadir Cuba por três praias localizadas na Baía dos Porcos. No mês seguinte, uma brigada composta de cerca de 1.400 exilados cubanos desembarcou na ilha. Novo fiasco, e dessa vez dos grandes, com as tropas de Fidel esmagando as forças invasoras e fazendo mais de mil prisioneiros.

Cada vez que se esquivava de uma armação, o comandante aproximava-se mais e mais da União Soviética. Em plena Guerra Fria, os EUA assistiam à construção de um regime comunista logo ali, no quintal da casa deles. Em novembro de 1961, Kennedy criou um comitê denominado Grupo Especial Ampliado e entregou a chefia ao irmão, Robert. Na prática, sua missão era uma só: eliminar Fidel.

“A CIA estava tão ocupada conduzindo aquelas ações que errou ao ver em Cuba uma ameaça crescente à segurança dos EUA”, escreveu o jornalista americano Tim Weiner em Legado das Cinzas: Uma História da CIA. O novo diretor da agência, John McCone, tinha assumido o cargo naquele mês e não sabia dos planos arquitetados pelo antecessor, Allen Dulles, e seu subordinado Richard Bissell. Disse ao presidente que apenas uma guerra derrubaria Fidel. E que a CIA não estava pronta para essa guerra. Kennedy ignorou o alerta e permitiu que os planos para assassinar o líder cubano seguissem em frente.

Determinada a eliminar Fidel, a central de inteligência acabaria se associando à máfia. Em abril de 1962, o gângster John Rosselli recebeu em Miami cápsulas contendo uma bactéria assassina. Elas deveriam ser dissolvidas no café ou no lenço do comandante. Só que o plano, para variar, não deu certo.

No ano seguinte, a agência recrutou um ex-revolucionário para dar cabo do líder. Rolando Cubela havia lutado ao lado de Fidel em Sierra Maestra e, àquela altura, ocupava um cargo no governo. Os agentes prometeram-lhe a arma que ele quisesse. Cubela escolheu um rifle com mira telescópica. Jamais recebeu a encomenda.

No dia 22 novembro de 1963, antes de o atentado ser consumado, o presidente Kennedy foi assassinado enquanto desfilava em carro aberto pelas ruas de Dallas, no Texas. Quem assumiu seu lugar na Casa Branca foi o vice, Lyndon Johnson, que nada sabia sobre os planos da CIA para eliminar Fidel.

“Poucas pessoas sabiam”, escreveu Tim Weiner. Quase quatro anos mais tarde, em 1967, o FBI (polícia federal norte-americana) entregou a Johnson um relatório que confirmava: a CIA tinha planejado várias vezes a morte de Fidel Castro e chegou a contratar os serviços da máfia para alcançar seu objetivo. O presidente teria comentado: “John Kennedy queria pegar Castro, mas Castro pegou Kennedy primeiro”.


por Iram Alfaia | Texto original em português do Brasil

Exclusivo Editorial PV / Tornado


 

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Trump estende a mão a Cuba

 

Depois de ter tentado, em vão, desestabilizar a Venezuela, o Presidente Donald Trump propôs, em 2 de Maio, na Fox Business, uma abertura económica em Cuba se ela retirasse as suas tropas da República Bolivariana.

Nos últimos cinco meses, a Administração Trump evoca a presença de 300.000 soldados cubanos na Venezuela, entre os quais 25.000 nos Serviços de Inteligência. É, sempre segundo a Administração Trump, esta pressão que impediria 90% dos militares venezuelanos de apoiar o autoproclamado presidente Juan Guaidó.

Na realidade, qualquer pessoa que tenha visitado o país pode constatar que apenas a proteção próxima do Presidente da República, ou seja, menos de cinquenta pessoas, está confiada a Cubanos. Jamais houve tropas cubanas na Venezuela, tal como Havana muitas vezes repetiu. Como sempre, por força da repetição, a propaganda torna-se tão evidente para todos que nos perguntamos se os Estados Unidos são ainda capazes de distinguir o que fingem da realidade.

No decurso dos últimos meses, os Estados Unidos limitaram as transferências de divisas entre os emigrantes cubanos e a ilha. Também anunciaram a entrada em vigor das sanções em relação a firmas do Canadá e da União Europeia, adoptadas em 1996, mas continuamente adiadas.

A abertura económica dos EUA permitiria encontrar um responsável pelo fracasso do golpe de Estado de Juan Guaidó e voltar à razão com Cuba.

Ver original na 'Rede Voltaire'



Assim como na baía dos Porcos, Cuba vai resistir às hostilidades dos EUA, diz Díaz-Canel

Presidente cubano reagiu ao recrudescimento das sanções norte-americanas contra a ilha anunciadas na quarta-feira

A vitória na baía dos Porcos, em abril de 1961, motiva e inspira Cuba a resistir à escalada na hostilidade dos Estados Unidos, afirmou nesta quinta-feira (18/04) o presidente cubano Miguel Díaz-Canel.

Às vésperas da comemoração do 58º aniversário da vitória contra uma invasão mercenária organizada por Washington na praia de Girón, e algumas horas após a Casa Branca ter anunciado nova medidas para recrudescer o bloqueio econômico, o presidente disse no Twitter que os cubanos “seguirão fiéis” ao histórico legado de Girón.

“O 58º aniversário da vitória de Praia Girón motiva-nos e inspira. Fiéis a seu histórico legado histórico, Cuba e a Revolução Cubana reiteram sua firme determinação de enfrentar e prevalecer ante a escalada agressiva dos Estados Unidos', escreveu.

Nesta quarta (17/04), a administração de Donald Trump reforçou o bloqueio imposto há quase 60 anos, com a ativação do Título III da Lei Helms-Burton, capítulo com o que aposta pela asfixia econômica como instrumento para uma mudança de regime.

Washington anunciou que aumentará as restrições às viagens dos norte-americanos a Cuba e limitará as remessas que enviam os cubanos residentes nos Estados Unidos a seus familiares.

O Governo de Cuba repudiou em uma declaração a agressividade da Casa Branca e chamou a comunidade internacional a tentar frear o que classifica de ambições imperiais dos EUA.

Prensa Latina | em Opera Mundi

Na foto: Diaz-Canel em visita ao Kremlin

 

Ver o original em 'Página Global' na seguinte ligação:

https://paginaglobal.blogspot.com/2019/04/assim-como-na-baia-dos-porcos-cuba-vai.html

A União Europeia ameaça acionar a OMC contra os Estados Unidos

 

Os Estados Unidos se preparam para aplicar o título III da Lei Helms-Burton (Cuban Liberty and Democratic Solidarity (Libertad) Act of 1996) autorizando os cidadãos dos EUA a reivindicar propriedades apreendidas em Cuba aquando da Revolução de 1959, 60 anos atrás.

Este dispositivo poderia declarar 200.000 reclamações como admissíveis.

Na realidade, as apreensões feitas por Cuba foram todas indenizadas (indemnizadas-pt) quando os proprietários apresentaram o pedido. No entanto, as grandes famílias que se haviam exilado nos Estados Unidos não aceitaram a Revolução, tentaram derrubar as novas autoridades e não reclamaram, em consequência, suas indenizações.

Se este dispositivo (validado pelo Presidente Bill Clinton) entrar em vigor, ele afetaria particularmente as cadeias de hotéis espanholas que possuem dois terços dos quartos em Cuba. Os antigos proprietários, que obtiveram a cidadania dos EUA, poderiam processar perante a Justiça dos EUA os investidores europeus e eventualmente confiscar seus bens em compensação.

Em 1996, a União Europeia e o domínio britânico do Canadá negociaram com o Presidente Clinton uma isenção da Lei Burton-Helms. Ela era renovada a cada seis meses desde então. A Administração Trump anunciou, em Janeiro, encurtar este período para 45 dias renováveis. Ela se prepara hoje para revogar definitivamente esta derrogação.

Segundo o El País, que teve acesso ao documento, a Alta Representante da União Europeia, Federica Mogerhini, escreveu ao governo dos Estados Unidos para indicar-lhe que, se isso acontecesse, ela acionaria a Organização Mundial do Comércio (OMC) [1]. Essa atuação, por seu turno, provocaria eventos em cascata, nomeadamente a apreensão, por recíproca, de ativos norte-americanos na União.

A entrada de uma queixa da União Europeia contra os Estados Unidos perante a OMC poderia, além disso, abrir reivindicações de todas as sociedades que sofreram bloqueios unilaterais de Washington com relação a terceiros países (o Irã, por exemplo).

Por sua vez, o Canadá realizou várias reuniões com o Secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, para expressar-lhe suas preocupações.


[1] «Bruselas amenaza a EE UU con represalias si reactiva el castigo a los inversores europeos en Cuba», Bernardo de Miguel y Amanda Mars, El País, 17 de Abril de 2019.



Ver original na 'Rede Voltaire'



Política dos EUA sobre propriedades em Cuba ameaça laços com UE

Governo Trump decide ativar dispositivo de lei que permite ações contra empresas estrangeiras que usam propriedades confiscadas em Cuba. Medida abre caminho para novas tensões com aliados europeus.
O governo do presidente americano Donald Trump decidiu aumentar a pressão contra Cuba ao permitir que cidadãos dos Estados Unidos processem empresas europeias que usam propriedades confiscadas durante a Revolução Cubana.
A grande mudança política prepara o terreno para novas disputas econômicas entre EUA e a Europa e marca um novo endurecimento na política de Washington para pressionar Havana devido ao apoio ao cubano ao governo de Nicolás Maduro, da Venezuela.

O conselheiro de Segurança Nacional dos EUA, John Bolton, anunciará a mudança política durante um discurso nesta quarta-feira (17/04) em Miami, onde residem milhares de exilados e imigrantes cubanos. No discurso, Bolton também anunciará novas sanções contra Venezuela e Nicarágua, dois aliados esquerdistas da Cuba comunista.


Lei Helms-Burton

A decisão dos EUA de encerrar duas décadas de isenção – parte da Lei Helms-Burton, de 1996 – pode expor empresas americanas, europeias e canadenses a bilhões de dólares em ações judiciais e minar as tentativas de Cuba de atrair mais investimentos estrangeiros. O país caribenho passa por uma crise econômica, em parte devido a cortes acentuados nos subsídios de petróleo venezuelano.

O Título 3º da Lei Helms-Burton deu a americanos que fugiram de Cuba o direito de entrar com ações legais nos tribunais americanos contra empresas, em sua maioria europeias, que estariam operando a partir de propriedades que Cuba nacionalizou após a revolução de 1959.

Além de suspender a isenção, o governo Trump decidiu começar a aplicar o Título 4º da Lei Helms-Burton, que exige a recusa de visto americano para aqueles que "confiscarem ou 'traficarem' bens confiscados em Cuba reivindicados por cidadãos americanos".

Desde Bill Clinton, todos os presidentes dos EUA adiaram a ativação do Título 3º por preocupações de que a legislação provocaria disputas comerciais com aliados e uma série de ações judiciais em tribunais americanos que poderiam impedir qualquer acordo futuro com Havana sobre as propriedades nacionalizadas.

Cuba afirmou que reembolsaria os donos das propriedades nacionalizadas, mas somente se fosse ressarcida em bilhões de dólares em danos causados por um embargo comercial de seis décadas dos Estados Unidos.

UE alerta para disputa comercial

A União Europeia (UE), o maior parceiro comercial de Cuba, alertou para a possibilidade de desafiar os Estados Unidos na Organização Mundial do Comércio (OMC), caso Washington tente interferir nos laços comerciais entre Estados soberanos.

O enviado da União Europeia a Havana, Alberto Navarro, disse a repórteres que o bloco comunitário europeu "condena veementemente" a medida adotada pelo governo Trump. "Isso criará ainda mais confusão para os investimentos estrangeiros, que estão ajudando a criar empregos e prosperidade em Cuba", afirmou.

Em meio a disputas comerciais entre Washington e Bruxelas, o anúncio do governo Trump representa o mais novo atrito entre os EUA e seus aliados europeus, após a saída americana do acordo climático de Paris e do acordo nuclear com o Irã de 2015.

A Europa apoiou os Estados Unidos na pressão ao governo Maduro, mas iniciar uma batalha comercial e atingir a frágil economia cubana pode levar Washington a perder o apoio de importantes aliados europeus, como a Espanha.

Americanos linha-dura ignoram aliados

William LeoGrande, especialista em América Latina e professor da Universidade Americana em Washington, disse que os intervencionistas linha-dura do governo Trump adotaram uma política de mudança de regime para a Venezuela e Cuba.

"Eles esperam que, ao derrubar o governo venezuelano e cortar as exportações de petróleo para Cuba, eles possam provocar uma crise econômica em Cuba, que também causaria um colapso político", afirmou LeoGrande em entrevista à DW.

Segundo o especialista, a política do governo Trump tem como objetivo "afugentar empreiteiros e investidores estrangeiros, deixando Cuba sem capital necessário para o crescimento de sua economia e agravando sua crise econômica".

A Europa pressionou Washington a não suspender as isenções à Lei Helms-Burton, o que exporia empresas estrangeiras a processos judiciais em solo americano.

"Aparentemente, as preocupações da UE serão ignoradas, apesar dos esforços do bloco para ajudar a resolver a crise na Venezuela", disse LeoGrande. "É mais um exemplo do unilateralismo e desprezo do governo Trump pelos aliados tradicionais."

As relações entre Estados Unidos e Cuba se deterioram no governo Trump, após uma reaproximação histórica sob o governo de Barack Obama, quando os dois países restabeleceram relações diplomáticas, no fim de 2014.
Chase Winter (pv) | Deutsche Welle
Memória: Cuba, bordel dos EUA
Antes da revolução, Cuba era, para muitos americanos, sinónimo de jogos de azar, casas noturnas e outros tipos de entretenimento – como um jantar no Havana Yacht Club (foto). "Cuba era o bordel dos EUA", definiu mais tarde o cientista político americano Karl E. Meyer. Para a população, a ditadura de Fulgencio Batista, no entanto, significava principalmente estagnação, desemprego e pobreza.


 

Ver o original em 'Página Global' na seguinte ligação:

https://paginaglobal.blogspot.com/2019/04/politica-dos-eua-sobre-propriedades-em.html

Cuba reafirma soberania e independência face à «mentira e ameaças» dos EUA

O governo de Cuba pediu à comunidade internacional e aos norte-americanos que travem a escalada agressiva da Casa Branca, que aposta no recrudescimento do bloqueio económico imposto ao país caribenho.

Cartaz em Cuba contra o bloqueio imposto ao país pelos EUACréditos / RT

Numa declaração emitida ontem à noite pelo Governo Revolucionário, Cuba qualificou como «irracional» a política de hostilidade da administração de Donald Trump, tendo lembrado o isolamento internacional dos Estados Unidos no que respeita ao cerco que impõe à maior das ilhas das Antilhas há quase seis décadas.

«Os estados-membros das Nações Unidas, com toda razão ano após ano, reclamam de forma quase unânime o fim desta guerra económica», lê-se no documento com que o governo de Cuba respondeu às novas medidas de Washington, ontem anunciadas, para vergar Havana.

O secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, anunciou a activação do Título III da Lei Helms-Burton – uma iniciativa aprovada em 1996 e que visa levar à mudança de regime em Cuba, sobretudo por via da asfixia económica, colocando-o baixo tutela colonial.

Com a activação anunciada, os EUA autorizam a apresentação de processos judiciais em tribunais norte-americanos contra entidades cubanas e estrangeiras fora da jurisdicção dos EUA. Nno Twitter, Pompeo escreveu que, a partir de 2 de Maio, cidadãos norte-americanos podem abrir processos judiciais contra pessoas que negoceiem em «bens confiscados pelo regime cubano» – entenda-se «nacionalizados» pelo governo revolucionário de Cuba –, numa tentativa de travar o investimentoi estrangeiro no país caribenho.

O anúncio da activação desta «cláusula» gerou o repúdio quase imediato do Canadá e da União Europeia (UE), uma vez que parte substancial do investimento estrangeiro em Cuba é proveniente do país norte-americano e de estados-membros da UE.

Para além disso, o Conselheiro de Segurança Nacional, John Bolton, divulgou outras medidas restritivas para enfraquecer a economia de Cuba, voltando a limitar o envio de remessas dos cubanos residentes nos Estados Unidos para os seus familiares na Ilha, restringindo ainda mais as viagens de cidadãos norte-americanos a Cuba e anunciando mais sanções financeiras. A Nicarágua e a Venezuela também foram alvo do endurecimento das sanções impostas pelos EUA.

Recurso «à mentira e à chantagem», como de costume

Na declaração divulgada pelo Granma, o governo cubano acusa a administração norte-americana de pretender «justificar as suas acções, como já é hábito, com a mentira e a chantagem», nomeadamente no que respeita às relações bilaterais entre a Ilha e a República Bolivariana da Venezuela.

A este propósito, o documento afirma que «deve ficar claro que as calúnias dos EUA se apoiam numa completa e deliberada mentira», e que o país que «mantém mais de 250 mil soldados em 800 bases militares no estrangeiro» tem «provas mais que suficientes para saber que Cuba não tem tropas nem participa em operações militares de segurança na Venezuela».

O governo cubano sublinha que «nenhuma ameaça de represália», nenhum «ultimato ou chatangem» irão «alterar a conduta internacionalista» do país, do mesmo modo que não fizeram quando «Cuba apoiava os movimentos de libertação em África» e «os EUA apoiavam o ignominioso regime do apartheid».

Quando passam 58 anos sobre a Invasão da Baía dos Porcos e sobre «a primeira derrota do imperialismo na América», Cuba reafirma que «a sua soberania, independência e compromisso com a causa dos povos da América Latina e das Caraíbas não são negociáveis».

Ver original em "AbrilAbril" na seguinte ligação:

https://www.abrilabril.pt/internacional/cuba-reafirma-soberania-e-independencia-face-mentira-e-ameacas-dos-eua

Díaz-Canel: Cuba segue firme e decidida diante de agressões dos EUA

Embaixada dos EUA em Havana,Cuba
© AP Photo / Pablo Martinez Monsivais, Pool

O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, reiterou neste domingo a postura firme e decidida com a qual o seu país pretende seguir resistindo às pressões internacionais impostas pelos Estados Unidos.

Em declarações em sua conta no Twitter, o líder cubano destacou alguns dos muitos obstáculos impostos por Washington nos últimos 60 anos, após a revolução de 1959.

​"Falsos incidentes contra diplomatas, lei Helms-Burton, Doutrina Monroe, agora, a decisão de obstaculizar as viagens de cidadãos cubanos, linguagem ameaçadora, toda uma escalada agressiva contra a Revolução Cubana. Mas Cuba [segue] firme e decidida", disse Canel. 

No último 15 de março, a Embaixada dos EUA em Havana anunciou a redução do tempo para os vistos B2 concedidos a cidadãos cubanos que visitam os Estados Unidos, que agora terá três meses com uma única entrada. Até então, esses vistos eram concedidos com várias entradas e eram válidos por cinco anos.

A decisão foi duramente criticada pelo governo de Cuba, que a descreveu como mais uma maneira de intensificar as medidas coercivas contra a ilha  e uma maneira de impedir os contatos familiares entre os cidadãos cubanos que se encontram em lados diferentes do estreito da Flórida.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/americas/2019031713509720-resistencia-cubana-estados-unidos/

ODiario.info » Milhões validam a democracia de Cuba com o seu voto no referendo constitucional

No mesmo fim-de-semana em que os EUA e os seus aliados regionais procuravam uma escalada no golpe contra a Venezuela, os eleitores cubanos participavam em massa no referendo sobre a nova Constituição do país. Uma participação de mais de 80% dos inscritos dá expressão às profundas raízes populares da Revolução Cubana.

Milhões de cubanos votaram ontem para se pronunciarem sobre a nova Constituição da República, chamada às urnas que confirmou o seu apoio ao sistema democrático da ilha. Em ambiente de festa, num dia quente e sem chuva, os eleitores mobilizaram-se nas 15 províncias do país para responder à pergunta “Ratifica a nova Constituição da República?”.
Segundo a última nota emitida este domingo pela (CEN) Comissão Nacional de Eleições, até às 17:00, hora local, tinham exercido o seu direito de voto sete milhões 524 mil 318 cidadãos com mais de 16 anos, 81,53 por cento dos inscritos.
A CEN tem prevista para esta tarde uma conferência de imprensa para informar os resultados preliminares de um referendo qualificado de histórico, pela oportunidade de ratificar uma Carta Magna construído colectivamente, que encarna a irrevogabilidade do projecto socialista e amplia as garantias e os direitos dos cubanos.
Após o encerramento de mais de 24 mil secções de voto às 18:00, os membros das mesas procederam à abertura das urnas para a contagem dos votos, um processo que na ilha caribenha é público.
Nas secções de voto desta capital e do país, a Prensa Latina e outros meios de comunicação constataram uma forte maioria de votos reflectindo o apoio à nova Constituição, mas terá que se esperar até amanhã para saber os detalhes da contagem.
Depois de exercer seu direito de voto, o presidente Miguel Díaz-Canel assegurou que a lei das leis é um texto para o presente e o futuro da nação.
«Trata-se de um documento moderno e avançado, que nos permite desbloquear processos e avançar de uma forma mais determinada. Agora vem um amplo exercício legislativo, já o estamos a organizar e procuramos que no menor tempo possível possamos aprovar e implementar as leis que apoiem a Constituição», sublinhou.
A jornada eleitoral permitiu também que Cuba reiterasse seu apoio à Venezuela e ao presidente Nicolás Maduro, num momento em que os Estados Unidos intensificam a sua cruzada pela mudança de regime e ameaçam com a intervenção militar.
O próprio Diaz-Canel condenou a ingerência nos assuntos internos do país sul-americano e a cumplicidade com Washington de alguns governantes latino-americanos.
Por seu lado, o primeiro vice-presidente, Salvador Valdés, exigiu o respeito pelo direito dos venezuelanos a resolver de forma soberana as suas situações e pediu apego ao Direito Internacional e à Carta das Nações Unidas, cujos propósitos e princípios apostam pela paz, a igualdade de todos os Estados, a solução pacífica de controvérsias e a não-utilização ou ameaça do uso da força.
Depois de aprovada na Assembleia Nacional do Poder Popular em Dezembro e após a ratificação de hoje em referendo - como tudo parece indicar – a nova Constituição de Cuba entrará em vigor, uma vez proclamada, a partir de sua publicação no Diário Oficial da República, o que foi estabelecido nas Disposições finais do texto supremo.

Fonte: http://www.prensa-latina.cu/index.php?o=rn&id=255848&SEO=millones-validan-democracia-de-cuba-con-su-voto-en-referendo-fotos-y-video

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Ver o original em ODiario.info (clique aqui)

Povo cubano aprovou a nova Constituição da República

No referendo realizado este domingo, o povo cubano voltou a expressar amplo apoio à reforma constitucional: 86,85% dos votos emitidos, segundo os dados divulgados pela Comissão Eleitoral Nacional.

A nova Constituição de Cuba foi aprovada em referendo popular com mais de 86% dos votos expressosCréditos / cadenagramonte.cu

O já longo, amplamente participado e discutido processo de reforma da Constituição da República de Cuba culminou este domingo com a aprovação da nova Carta Magna em referendo popular.

A presidente da Comissão Eleitoral Nacional (CEN), Alina Balseiro Gutiérrez, revelou esta segunda-feira, em conferência de imprensa, que a participação no referendo sobre o novo texto constitucional foi de 84,41%, correspondente a 7 848 343 eleitores. Destes, 6 816 169 votaram «sim» – a favor da nova Constituição (86.85%) – e 706 400 votaram «não» (9,0%).

«Pelo que – de acordo com o artigo 137.º da Carta Magna vigente – foi ratificada a Constituição da República de Cuba, submetida a referendo constitucional no passado dia 24 de Fevereiro de 2019, pela maioria dos cidadãos com direito eleitoral», declarou a presidente da CEN, citada pelo CubaDebate.

Antes de ser submetida a referendo, a nova Carta Magna da Ilha foi aprovada, a 22 de Dezembro último, na Assembleia Nacional do Poder Popular. Essa aprovação, por seu lado, seguiu-se a um longo projecto de debate, discussão e emendas, que contou com ampla participação popular, em mais de 133 mil assembleias.

O texto reafirma o carácter socialista do sistema político, económico e social cubano, bem como o papel do Partido Comunista como força dirigente.

Amplia os direitos e garantias individuais, promove o investimento estrangeiro e introduz mudanças favoráveis ao mercado, no sentido de dinamizar a economia – sob controlo socialista.

Reconhece novas formas de propriedade (incluindo a privada), ao mesmo tempo que reitera o comunismo como objectivo do processo de transição socialista.

De “vitória” em “vitória” até ao fracasso final?

Há sessenta anos que os EUA atacam Cuba. O desequilíbrio de forças é enorme. Mas não conseguiram uma única vitória, por muito que procurem proclamá-las. A actual contraofensiva reaccionária na América Latina tem diferentes objectivos parcelares, nomeadamente a riquezas naturais e a recuperação das parcelas de dominação perdidas pelos EUA. Mas o seu alvo principal continua a ser a Ilha Heróica.

Os últimos dez, doze anos, foram testemunhas de sucessivos naufrágios de amplamente difundidos presságios sobre Cuba.

A cessação da chefia do Estado por Fidel, a sua morte, a assunção do governo por uma nova geração que não é a que fez triunfar a Revolução, as dificuldades económicas da Venezuela, têm sido motivo para que os media dominantes repetidamente prognostiquem o fim da Revolução Cubana.
Apoliticismo generalizado, grande quebra dos valores de solidariedade, economia subsidiada pelo chavismo, são algumas das coisas sobre Cuba que foram ditas e repetidas neste último período para estabelecer uma vez mais como prognóstico académico ou jornalístico os desejos pelos quais tem durante sessenta anos trabalhado o governo dos Estados Unidos.

Os factos têm afirmado algo de diferente: A saída de Fidel da chefia do Estado cubano não significou o colapso da Revolução e a sua morte trouxe para a primeira linha centenas de milhares de jovens que proclamavam “Eu sou Fidel”; desde Abril de 2018 há em Cuba um governo encabeçado por alguém nascido depois de 1959, cujo consenso entre o povo é cada vez maior; apesar da agressão dos EUA contra a Venezuela e o recrudescimento do bloqueio à ilha, não voltaram - como prognosticou a análise mediática – os apagões massivos e as carências do Período Especial que se seguiu ao colapso da União Soviética; o recente debate sobre uma nova Constituição para o socialismo cubano revelou um interesse e participação política que deveriam suscitar a inveja das democracias ocidentais, enquanto o impacto de um tornado que atingiu duramente bairros densamente povoados de Havana evidenciou uma grande vocação solidária na cidadania.

O que está agora a acontecer na envolvente geográfica cubana não é um sucesso da administração Trump. A contraofensiva conservadora na América Latina contou com os erros da esquerda, com a sua incapacidade de converter o governo em poder popular, e alterar os poderes fácticos que têm sido fundamentais para fazer regressar ao “equilíbrio” um sistema onde o poder mediático, judicial e económico todos os dias votam contra os interesses da maioria, mas qualquer análise de como se chegou à situação actual não pode ignorar o papel da estratégia de Washington na mesma. Começada com o golpe contra o presidente Zelaya em Honduras, passando pela guerra económica contra a Venezuela e a declaração do governo de Caracas como “ameaça incomum e extraordinária” para a Segurança Nacional dos EUA, a nomeação de Luis Almagro à frente da OEA e os processos de lawfare contra líderes progressistas na região, executados com juízes, promotores e jornalistas locais, mas formados nos Estados Unidos, teve a sua génese e articulação sob a presidência de Barack Obama.

Aqueles que, a partir de Miami, dirigem a política da Casa Branca para a América Latina, Marco Rubio e Mauricio Claver Carone, concertavam em Março de 2012 na ultraconservadora Heritage Foundation com o Gabinete «Cuba Broadcasting» de Barack Obama, e com um dos impulsionadores da sua nova política cubana, Carlos Saladrigas, como usar a internet para “descongelar uma ilha congelada no tempo”. Talvez tenhamos visto os resultados desta concertação acordo na enxurrada de Fake News que acompanhou a última parte do debate sobre a reforma constitucional cubana e mais proximamente o impacto do tornado que atingiu a capital cubana em 27 de Janeiro, o primeiro fenómeno climatológico extraordinário que chega a Cuba com serviço de internet 3G no telefones celulares.

Depois de conseguir reduzir os rendimentos pela colaboração médica no Brasil com as impopulares decisões de Jair Bolsonaro, de impactar negativamente as viagens de norte-americanos e canadianos por novas sanções ou “ataques sónicos” nunca provados, diminuir os fornecimentos de petróleo de Caracas a Havana como efeito da guerra económica anti-chavista e desencorajar o investimento estrangeiro directo com a ameaça da entrada em vigor do capítulo III da Lei Helms Burton, para os otimistas do “já está a chegar”, é muito fácil para quem não conheça Cuba supor que um fenómeno natural imprevisível e devastador geraria uma crise humanitária com milhares de pessoas em estado de fome e sede dormindo expostos à intempérie, pintando o quadro ideal para aqueles que, como The Wall Street Journal publicou, pretendem “romper os laços que unem a Venezuela com Ilha e afundar os regimes em ambos os países,” mas mais uma vez os desejos avançaram à frente das notícias: a tantas vezes insultada burocracia cubana conseguiu responder com mais eficácia do que a idealizada gestão do país com mais recursos do mundo que vimos em Porto Rico após o furacão Maria e em Nova Orleãs depois do Katrina.

Faltando poucos dias para o referendo constitucional de 24 de Fevereiro, alguém duvida que nesse período tão curto a mesma maquinaria tentará novas “vitórias,” sob a forma de “greve de fome”, “crise de imigração” ou “atentado à liberdade de expressão” E alguém duvida, além disso, que no dia 25 de Fevereiro eles estarão tentando justificar o seu enésimo fracasso?

Fonte: https://lapupilainsomne.wordpress.com/2019/02/15/usa-vs-cuba-de-victoria-en-victoria-hasta-el-fracaso-final-por-iroel-sanchez/

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References

  1. ^ endereço (www.odiario.info)
  2. ^ odiario.info (odiario.info)

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Depois de 60 anos de lutas, sacrifícios, esforços e vitórias, vemos um país livre, independente e dono do seu destino

Homenageando os 60 anos da Revolução Cubana, publicamos o discurso proferido em 1 de Janeiro por Raul Castro, primeiro secretário do Partido Comunista de Cuba. O diário.info saúda a heroica luta do povo cubano pelo socialismo, em Cuba como em qualquer outro lugar «única garantia da independência e soberania nacional» nos dias de hoje.

Discurso do primeiro secretário do Partido Comunista de Cuba, general do exército Raúl Castro Ruz, no acto político e cultural do 60 º aniversário do triunfo da Revolução Cubana, realizado na terça-feira em Santiago de Cuba

Santiagueras e Santiagueros;

Compatriotas de toda Cuba:

Reunimo-nos hoje para celebrar o 60º aniversário do triunfo revolucionário de Janeiro, e fazemo-lo novamente em Santiago de Cuba, berço da revolução, aqui no cemitério de Santa Ifigenia, onde se veneram os restos imortais de muitos dos melhores filhos da nação, muito perto dos túmulos do Herói Nacional, do Pai e da Mãe da Nação e do Comandante em Chefe da Revolução Cubana.

Não venho aqui para falar a título pessoal, faço-o em nome dos heroicos sacrifícios do nosso povo e dos milhares de combatentes que deram a vida durante mais de 150 anos de luta.

Parece incrível que o destino nos tenha reservado o privilégio de podermos dirigir-nos aos nossos compatriotas num dia como hoje, para comemorar seis décadas do triunfo em que, sob o comando de Fidel, pela primeira vez o povo cubano alcançou poder político e os mambises puderam realmente entrar vitoriosos em Santiago de Cuba, por coincidência 60 anos depois do estabelecimento do domínio absoluto do imperialismo norte-americano sobre Cuba.

Há alguns meses, em La Demajagua, reunimo-nos para lembrar o 150º aniversário do início das guerras pela independência de Cuba, em 10 de Outubro de 1868, data que marca o início da nossa Revolução, que sobreviveu a momentos de amargura e desunião, como o Pacto do Zanjón, e episódios luminosos como o protagonizado por Antonio Maceo no Protesto de Baraguá.

A Revolução reviveu, em 1895, graças ao génio e à capacidade de Martí de reunir os melhores e mais experientes da contenda dos 10 anos e preparar a “guerra necessária” contra o colonialismo espanhol.

Quando o exército colonial estava praticamente derrotado, com escassa moral combativa, cercado pelos mambises em quase toda a ilha e enfraquecido pelas doenças tropicais que, para citar apenas um exemplo, em 1897 que causaram 201.000 baixas entre os seus efectivos; a vitória foi usurpada com a intervenção norte-americana e a ocupação militar do país, que deu lugar a um longo período de opressão e a governos corruptos e servis aos seus desígnios hegemónicos.

Nem mesmo nestas circunstâncias difíceis se apagou a chama redentora do povo cubano, demonstrada nas figuras da estatura de Baliño, Mella, Villena, Guiteras e Jesus Menéndez, entre muitos outros que não se resignaram a viver afundados sob a afronta e o opróbrio.

Nem a Geração do Centenário, que sob a liderança de Fidel assaltou os quartéis de Moncada e Carlos Manuel de Céspedes, em 26 de Julho de 1953, estava disposto a tolerar, 100 anos depois do nascimento de Martí, crimes e abusos de uma tirania sangrenta totalmente subordinada aos interesses dos Estados Unidos.

Seguiram-se então momentos de profunda dor e tristeza, após o revés e o vil assassínio de muitos dos combatentes revolucionários que participaram nessas ações, denunciados corajosamente por Fidel na sua histórica defesa “A História me absolverá”, que se converteu em programa da Revolução. A poucos metros daqui jazem os restos dos caídos naquele 26 de Julho e outros mártires da gesta insurrecional, incluindo também os valentes jovens santiagueros da luta clandestina e os filhos desta cidade que caíram nas gloriosas missões internacionalistas.

Nos duros anos de aprisionamento e vexames não vacilou o fervor e o compromisso de reiniciar a luta, cresceram o prestígio e a autoridade do líder revolucionário para agregar novas forças contra a ditadura.

No exílio no México não se conheceu o descanso; serviu para preparar a próxima e decisiva etapa do combate que nos trouxe no iate Granma às Coloradas em 2 de Dezembro de 1956. A demora em chegar a costa cubana devido à perigosa navegação, não permitiu a sincronização prevista com o Levantamento de Santiago de Cuba, em 30 de Novembro, organizado pelo audaz e corajoso jovem dirigente do Movimento 26 de Julho, Frank País García, que ainda não tinha 22 anos, idade em que foi brutalmente assassinado pelos esbirros da tirania em 30 de Julho de 1957.

Nem o desastre de Alegria de Pio, que quase aniquilou os expedicionários, pôde extinguir o optimismo e a fé de Fidel na vitória, convicções que o levaram a exclamar em 18 de Dezembro, quando nos encontramos de novo, com apenas sete espingardas: Agora sim, ganhamos a guerra!

De Santiago de Cuba, em resultado dos incansáveis esforços do movimento clandestino liderado por Frank País, recebemos na Sierra Maestra o primeiro reforço de jovens combatentes, armas e munições, o que significou um contributo crucial para a capacidade de combate do nascente exército rebelde.

Prosseguiram meses de luta incessante, primeiro na Sierra Maestra e depois a luta estendeu-se a outras regiões, com a abertura de novas frentes e colunas, e com a derrota da grande ofensiva das tropas de Batista contra a Primeira Frente dirigida por Fidel, que marcou o início da contraofensiva estratégica e a viragem radical da guerra que levou à derrota do regime e à tomada do poder revolucionário.

Já em 8 de Janeiro de 1959, na sua chegada a Havana, o Chefe da Revolução expressava, (cito): “A tiranoa foi derrubada, a alegria é imensa e todavia há ainda muito a ser feito. Não nos enganamos acreditando que a partir de agora tudo será fácil, talvez no futuro tudo seja mais difícil “. (Fim de citação).

As premonitórias palavras de Fidel não tardaram a tornar-se realidade. Começou uma etapa de lutas que abalou os alicerces da sociedade cubana. Em 17 de Maio, a escassos quatro meses e meio do triunfo, no comando de la Plata, no coração da Sierra Maestra, foi promulgada a primeira Lei da Reforma Agrária em cumprimento do Programa de Moncada, facto que afetou os poderosos interesses económicos dos monopólios norte-americanos e da burguesia crioula, que redobraram as conspirações contra o processo revolucionário.

A revolução nascente foi submetido a todo o tipo de agressões e ameaças, como as ações de grupos armados e financiados pelo governo dos EUA, os planos de atentados contra Fidel e outros dirigentes, o assassínio de jovens alfabetizadores, muitos deles ainda adolescentes; a sabotagem e o terrorismo em todo o país com o terrível saldo de 3 478 mortos e 2 099 incapacitados; o bloqueio econômico, comercial e financeiro e outras ações políticas e diplomáticas para nos isolar; as campanhas de mentiras para denegrir a Revolução e seus dirigentes; a invasão mercenária de Playa Girón em Abril de 1961; a Crise de Outubro de 1962, quando os Estados Unidos preparavam a invasão militar de Cuba e uma lista interminável de actos hostis contra a nossa pátria.

Ninguém pode negar que a Revolução que nascia naquele Primeiro de Janeiro não teve, ao longo de 60 anos um momento de sossego, vamos já com 12 administrações norte-americanas que não cessaram o seu empenho em forçar uma mudança de regime em Cuba usando um ou outro caminho, com mais ou menos agressividade.

O povo heroico de ontem e hoje, orgulhoso da sua história e cultura nacionais, comprometido com os ideais e obra da Revolução, que conta já quatro gerações de cubanos, tem sabido resistir e vencer nas seis décadas de luta ininterrupta em defesa do socialismo, sempre assente na mais estreita unidade em torno do Partido e de Fidel.

Só assim se pode entender a façanha de ter resistido aos duros anos do período especial, quando fomos deixados sós no meio do Ocidente, a 90 milhas dos Estados Unidos. Então, ninguém no mundo teria apostado um centavo na sobrevivência da Revolução; no entanto, pôde-se na verdade suportar e superar o desafio sem violar um único um dos princípios éticos e humanistas do processo revolucionário e merecer o inestimável apoio dos movimentos de solidariedade, que nunca deixaram de acreditar em Cuba.

Agora, novamente, o governo norte-americano parece tomar o rumo do confronto com Cuba e de apresentar o nosso país, pacífico e solidário, como uma ameaça para a região. Apela à tenebrosa Doutrina Monroe para tentar fazer retroceder a história para a era vergonhosa em que governos submissos e ditaduras militares se associaram ao isolamento de Cuba.

De forma crescente, altos funcionários da actual administração, com a cumplicidade de alguns lacaios, difundem novas falsidades e pretendem culpar Cuba de todos os males da região, como se estes não fossem consequência de impiedosas políticas neoliberais que causam a pobreza, a fome, a desigualdade, o crime organizado, o tráfico de drogas, a corrupção política, o abuso e a privação de direitos aos trabalhadores, aos deslocados, a expulsão de camponeses, a repressão dos estudantes e precárias condições de saúde, educação e habitação para a grande maioria.

São os mesmos que declaram a intenção de continuar a forçar a deterioração das relações bilaterais e promovem novas medidas de bloqueio económico, comercial e financeiro para restringir o desempenho da economia nacional, causar restrições adicionais sobre o consumo e bem-estar do povo, obstaculizar ainda mais comércio exterior e reduzir o fluxo de investimento estrangeiro. Dizem estar dispostos a desafiar o Direito Internacional, infringir as regras do comércio e as relações económicas internacionais e aplicar mais agressivamente medidas e leis de carácter extraterritorial contra a soberania de outros Estados.

Reitero a nossa disposição de coexistir civilizadamente, apesar das diferenças, num relacionamento de paz, respeito e benefício mútuo com os Estados Unidos. Também indicamos claramente que nós, cubanos, estamos preparados para resistir a um cenário de confronto, que não desejamos, e esperamos que as mentes mais equilibradas no governo dos EUA possam evitá-lo.

Cuba é novamente acusada, quando está demonstrado que a dívida externa, os fluxos migratórios descontrolados, a pilhagem dos recursos naturais são o resultado do domínio das corporações transnacionais no continente.

A força da verdade frustrou as mentiras e a história colocou os factos e os protagonistas no seu lugar.

Apenas pode ser atribuído à Revolução Cubana e à epopeia escrita por este heroico povo a responsabilidade que emana do seu exemplo como símbolo de plena independência, de resistência vitoriosa, justiça social, altruísmo e internacionalismo.

Como parte de Nossa América, tem sido e será invariável o nosso respeito e solidariedade com as nações irmãs, nas quais trabalharam mais de 347 700 médicos e profissionais de saúde cubanos, muitos deles em lugares remotos e difíceis, e se formaram mais de 27 200 jovens como profissionais. Isso demonstra confiança em Cuba.

Há poucas semanas regressaram dignamente, com o reconhecimento e carinho de milhões de pacientes, sobretudo de zonas rurais e populações indígenas, milhares de médicos cubanos que prestaram serviço no Brasil, a quem o novo Presidente caluniou e rejeitou com o objectivo de destruir esse programa social e com isso dar cumprimento às orientações da ultra direita na Flórida, que sequestrou a política dos Estados Unidos em direção a Cuba com o beneplácito das forças mais reaccionárias do actual governo norte-americano.

60 anos após a vitória, podemos dizer que estamos curados de ter medo, não nos intimida a linguagem da força nem as ameaças, não nos intimidaram quando o processo revolucionário não estava consolidado, não conseguirão, nem de longe, agora que a unidade do povo é uma realidade indestrutível, porque se ontem éramos poucos, hoje somos todo um povo defendendo a sua Revolução (Aplausos).

No passado dia 26 de julho, aqui em Santiago, expliquei que se havia configurado um cenário adverso e novamente ressurgia a euforia dos inimigos e a pressa de concretizar os sonhos de destruir o exemplo de Cuba. Também sublinhei a convicção de que o cerco imperial estava a estreitar-se em torno da Venezuela, Nicarágua e do nosso país. Os factos confirmaram essa avaliação.

Depois de quase uma década de pôr em prática os métodos de guerra não convencional para impedir a continuidade ou retardar o retorno de governos progressistas, os círculos do poder em Washington patrocinaram golpes de Estado, primeiro um militar para derrubar em Honduras o Presidente Zelaya e depois enveredaram por golpes parlamentares-judiciais contra Lugo no Paraguai e Dilma Rousseff no Brasil.

Promoveram processos judiciais fraudulentos e politicamente motivados, bem como campanhas de manipulação e descrédito contra dirigentes e organizações de esquerda, fazendo uso do controlo monopolista sobre os meios de comunicação de massas.

Desta forma, conseguiram prender o companheiro Lula da Silva e privaram-no do direito de ser candidato presidencial do Partido dos Trabalhadores para evitar a sua segura vitória nas últimas eleições. Aproveito esta oportunidade para apelar a todas as forças políticas honestas do mundo que exijam a sua libertação e a cessação dos ataques e a acusação contra as ex. presidentes Dilma Rousseff e Cristina Fernández de Kirchner.

Aqueles que estão iludidos com a restauração da dominação imperialista na nossa região deveriam entender que a América Latina e o Caribe mudaram e o mundo mudou também.

Pela nossa parte, continuaremos a contribuir activamente para os processos de consenso e integração na região, baseados no conceito da unidade na diversidade.

Contribuímos para o processo de paz na Colômbia, a pedido expresso de seu governo, das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia e do Exército de Libertação Nacional, e continuaremos a fazê-lo, passando por riscos, queixas e dificuldades.

A autoridade política e moral de Cuba é baseada na história, no comportamento e no apoio unido, consciente e organizado do povo.

Portanto, nenhuma ameaça nos fará desistir da nossa solidariedade com a República Bolivariana da Venezuela.

As acções agressivas contra essa nação irmã devem cessar. Como já advertimos há muito tempo, a repetida declaração de que a Venezuela constitui uma ameaça para a segurança nacional dos Estados Unidos, o aberto apelo ao golpe militar contra o seu governo constitucional, os exercícios de treino militar desenvolvidos na proximidade das fronteiras da Venezuela, bem como as tensões e incidentes na área apenas podem conduzir a grave instabilidade e a consequências imprevisíveis.

A região assemelha a um grande prado em tempos de seca. Uma faísca poderia gerar um incêndio incontrolável que prejudicaria os interesses nacionais de todos.

É igualmente perigoso e inaceitável que o governo dos Estados Unidos sancione unilateralmente e proclame também a República da Nicarágua como uma ameaça à sua segurança nacional. Rejeitamos as tentativas da desacreditada OEA, Organização dos Estados Americanos, de interferir nos assuntos dessa nação irmã.

Face à Doutrina Monroe temos de aplicar e defender, para o bem de todos, os princípios da Proclamação da América Latina e do Caribe como Zona de Paz, assinada em Havana pelos Chefes de Estado e de Governo, que agora alguns aliados dos Estados Unidos pretendem ignorar.

O maior ensinamento que revolucionários e movimentos progressistas podem extrair da situação que se gerou é a de nunca negligenciar a unidade com o povo e não parar na luta em defesa dos interesses dos oprimidos, por mais difíceis que sejam as circunstâncias.

Para nós, nesta situação internacional complexa, preservam total validade as palavras do líder histórico da Revolução Cubana para apresentar o seu Relatório Central ao Primeiro Congresso do Partido em 1975, quando disse: “Enquanto existir o imperialismo, o Partido, o Estado e o povo prestarão a máxima atenção aos serviços de defesa. A guarda revolucionária nunca se descuidará. A história ensina com muita eloquência que aqueles que esquecem esse princípio não sobrevivem ao erro “. (Fim de citação).

Em correspondência com isso, continuaremos priorizando as tarefas de preparação para a defesa, em todos os níveis, no interesse de salvaguardar a independência, da integridade territorial, da soberania e da paz, a partir da concepção estratégica da Guerra de Todo o Povo, como está incluído na recém-aprovada Constituição da República.

É nosso dever preparar-nos completamente com antecedência para todos os cenários, incluindo os piores, não só militarmente, de modo a não deixar espaço à confusão e à improvisação que floresce naqueles a quem escasseia a vontade na hora de agir, e que com o optimismo e a confiança na vitória que Fidel nos legou e em estreita ligação com o povo, saibamos como encontrar a melhor solução para qualquer desafio que possa surgir.

Um desafio que enfrentaremos precisamente no ano que hoje começa, é a situação da economia, sobrecarregada por tensões no financiamento externo por causa dos condicionamentos sobre as receitas das exportações e o recrudescimento do bloqueio dos Estados Unidos e seus efeitos extraterritoriais.

Conforme expressou o nosso Ministro de Economia e Planeamento na última sessão da Assembleia Nacional, o custo para Cuba desta medida arbitrária, calculada de acordo com a metodologia internacionalmente aprovada, ascendeu no ano passado a 4 321 milhões de dólares, o equivalente a quase 12 milhões de danos em cada dia, dado que é negligenciado pelos analistas que costumam questionar o desempenho da economia nacional.

Independentemente do bloqueio e do seu reforço nós, cubanos, temos enormes reservas internas a explorar sem voltar a aumentar o endividamento externo. Para isso é necessário, em primeiro lugar, reduzir todas as despesas não essenciais e poupar mais, aumentar e diversificar as exportações, aumentar a eficiência do processo de investimento e potenciar a participação do investimento estrangeiro o qual, conforme indicado nos documentos de orientação do Partido, não é um complemento, mas um elemento fundamental para o desenvolvimento.

No mesmo cenário, a Assembleia Nacional, em 22 de Dezembro, o Presidente dos Conselhos de Estado e de Ministros, camarada Miguel Díaz-Canel Bermúdez, fez o balanço do estado da economia durante 2018 e do plano para este ano , onde ressaltou que a batalha econômica continua sendo a tarefa fundamental e a mais complexa, e acrescentava, é aquela que mais exige hoje de todos nós, porque é a mais esperada pelo nosso povo.

Com esse propósito, explicou que é necessária uma atitude mais proactiva, inteligente e concreta dos dirigentes, promovendo – e não travando ou retardando - soluções seguras e particulares para os problemas, com a busca contínua e intensa de respostas ágeis e eficientes. Ao mesmo tempo, pediu mais coerência com a Conceptualização do Modelo Econômico e Social e que fossem mais sistemáticos e precisos na implementação das Diretrizes da Política Econômica e Social do Partido e da Revolução.

É oportuno dizer que a direcção do Partido Comunista de Cuba apoia decididamente os pronunciamentos e as medidas tomadas pelo camarada Diaz-Canel à frente do Estado e do Governo desde que assumiu o cargo, incluindo o seu sistema de trabalho, baseado na visita ao territórios e comunidades; no vínculo com os colectivos e no intercâmbio directo com o povo, a promoção da prestação de contas através da imprensa e das redes sociais, bem como o controlo sistemático dos principais programas de desenvolvimento e a promoção de um estilo de direcção e gestão coletiva dos órgãos estaduais e governamentais.

Sem querer fazer uma avaliação apressada, posso afirmar que o processo de transferência para as novas gerações das principais responsabilidades corre bem, digo mais, muito bem, sem tropeços nem sobressaltos, e estamos seguros de que assim vamos continuar (Aplausos).

Aqueles jovens que tivemos então o privilégio de lutar sob o comando de Fidel, há mais de 65 anos, desde o Moncada, o Granma, o Exército Rebelde, a luta clandestina, Girón, o confronto com os bandos contrarrevolucionários, as missões internacionalistas e até ao presente, junto com o heroico povo cubano, sentimo-nos profundamente satisfeitos, felizes e confiantes de ver, com nossos próprios olhos, como as novas gerações assumem a missão de continuar a construção do socialismo, única garantia da independência e soberania nacional.

Passam 60 anos sobre o 1º de Janeiro de 1959, e no entanto a Revolução não envelheceu, continua sendo jovem e não é uma frase retórica, é uma confirmação histórica, uma vez que desde os primeiros momentos os seus protagonistas foram os jovens e assim tem sido ao longo destas primeiras seis décadas.

O processo revolucionário não está circunscrito à vida biológica daqueles que o iniciaram, mas à vontade e compromisso dos jovens que asseguram a sua continuidade. As novas gerações têm o dever de assegurar que a Revolução Cubana seja para sempre uma Revolução dos jovens e, ao mesmo tempo, uma Revolução Socialista dos humildes, pelos humildes e para os humildes (Aplausos).

Nesta significativa data não pode faltar a justa homenagem à mulher cubana, desde Mariana até hoje, sempre presentes nas nossas lutas pela emancipação da pátria e na construção da sociedade que hoje edificamos (Aplausos).

Companheiros e companheiros:

A segunda Sessão Ordinária da actual legislatura da Assembleia Nacional do Poder Popular aprovou a nova Constituição da República, que será submetida a referendo no próximo 24 de Fevereiro.

Anteriormente, por quase três meses, foi desenvolvido um amplo processo de consulta popular, em que os cidadãos livremente expressaram as suas opiniões sobre o conteúdo do projecto, levando à alteração de 60% dos artigos, evidência clara do carácter profundamente democrático da Revolução, onde as principais decisões que definem a vida da nação são elaboradas com a contribuição de todos os cubanos. Os nossos meios de comunicação forneceram uma cobertura detalhada durante o processo, o que me livra de me alargar sobre o assunto. Em poucos dias, o texto definitivo da nova Constituição começará a ser distribuído em folheto impresso.

Apenas quero acrescentar a garantia de que, mais uma vez, o nosso nobre e aguerrido povo demonstrará nas urnas em 24 de Fevereiro o apoio maioritário à sua Revolução e ao Socialismo, ratificando a Constituição no ano em que comemoramos o 150º aniversário da primeira Constituição de Cuba, aprovada em Guáimaro pelos iniciadores da guerra pela independência.

Após 60 anos de lutas, sacrifícios, esforços e vitórias, vemos um país livre, independente e dono do seu destino. Ao imaginar o amanhã, o trabalho realizado permite-nos vislumbrar um futuro digno e próspero para a Pátria.

Tendo em conta a heroica história de luta do povo cubano, em nome do nosso povo, com total optimismo e confiança no futuro, posso exclamar:

Viva para sempre a Revolução Cubana!

Muito obrigado

(Ovação)

Fonte: http://www.granma.cu/cuba/2019-01-01/tras-60-anos-de-luchas-sacrificios-esfuerzos-y-victorias-vemos-un-pais-libre-independiente-y-dueno-de-su-destino-01-01-2019-23-01-14[1]

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Cuba regista a mortalidade infantil mais baixa da sua história

Quando se assinalam os 60 anos do triunfo da Revolução, uma das principais conquistas do povo cubano – a Saúde Pública – continua a somar sucessos, neste caso na área materno-infantil.

Cuba atinge em 2018 a taxa de mortalidade infantil mais baixa da sua históriaCréditos / Periódico 26

Pelo 11.º ano consecutivo, Cuba mantém uma taxa de mortalidade infantil inferior a cinco por cada mil nados vivos. Para além disso, ao terminar o ano de 2018, constata-se um outro feito do país caribenho: pelo segundo ano consecutivo, atinge a taxa de mortalidade infantil mais baixa da sua história, com cerca de 4 mortes por cada mil nados vivos.

Relativamente ao ano anterior – quando se verificaram 4,044 óbitos por cada mil nados vivos –, em 2018 a taxa diminuiu em 0,081, passando para 3,963 óbitos por cada mil nados vivos, revela o diário Granma.

Os dados preliminares facultados a este diário pela Direcção de Registos Médicos e Estatísticas de Saúde referem que, em 2018, ocorreram 116 320 nascimentos em Cuba, mais 1349 que no ano anterior, e que houve 461 óbitos de crianças menores de um ano – menos quatro que em 2017.

«Não se chega a este número por inércia ou ao acaso. Há na sua génese a vontade tenaz de dar prioridade ao acesso universal à Saúde e ao desenvolvimento social inclusivo e humano», destaca o diário.

Medidas e muito trabalho para se chegar a este indicador

Em declarações ao Granma, o chefe do Departamento Materno-Infantil do Ministério da Saúde Pública (Minsap), Roberto Álvarez Fumero, sublinhou que houve inúmeras medidas que ajudaram a chegar ao actual indicador, como o aperfeiçonamento do programa do médico e da enfermeira de família – que está agora a celebrar 35 anos de existência –, ou o programa nacional de diagnóstico e prevenção de malformações congénitas e de doenças genéticas.

Estas acções, em conjunto com outras, permitiram ao país «manter por seis anos consecutivos a taxa de mortalidade infantil por malformações congénitas abaixo de um por cada mil nados vivos; 0,8 em 2018», disse.

Muito importante neste período foram o trabalho das salas de cuidados especiais perinatais, o desenvolvimento alcançado pela genética médica comunitária, os serviços de neonatologia, as terapias intensivas pediátricas, defendeu o especialista.

Os frutos alcançados resultam de um plano de medidas implementadas pelo Minsap desde o início de 2018 visando «melhorar o índice de mortalidade infantil» na Ilha, cujo sistema nacional de saúde é reconhecido a nível mundial.

Além do aumento da investigação, deu-se especial atenção à área da prevenção, trabalhando directamente nas questões que têm incidência no falecimento dos menores de um ano, nomeadamente: o crescimento intrauterino retardado, a prematuridade, os transtornos hipertensivos na gravidez e a diabetes, disse Álvarez Fumero.

Foi a dedicação do pessoal médico e de todos os trabalhadores na área da Saúde que permitiu alcançar os resultados que actualmente se mostram a nível nacional e que «confirmam a grandeza da obra da Revolução, no seu 60.º aniversário», sublinhou o responsável.

Várias províncias conseguiram manter a taxa de mortalidade abaixo do indicador três. Trata-se do município especial Ilha da Juventude (2,1), Camagüey (2,6), Cienfuegos (2,7), Granma (2,8), Sancti Spíritus (2,9) e Pinar del Río (3,0).

Ver original em "AbrilAbril" na seguinte ligação:

https://www.abrilabril.pt/internacional/cuba-regista-mortalidade-infantil-mais-baixa-da-sua-historia

Raúl Castro pede relação 'civilizada' com os EUA e libertação de Lula

Raúl Castro em registro de 2015.
© AP Photo / Ismael Francisco, Cubadebate via AP

Cuba está pronta para desenvolver relações respeitosas com os Estados Unidos, mas não aceita a "linguagem da força e ameaças", disse o primeiro secretário do Comitê Central do Partido Comunista de Cuba, Raúl Castro.

"Não somos intimidados pela linguagem da força e das ameaças. A unidade do povo é uma realidade indiscutível. Hoje somos um povo que defende a revolução [cubana]. No entanto, reitero nossa prontidão para uma convivência civilizada e relações respeitosas com os Estados Unidos", afirmou Castro na cidade de Santiago de Cuba, em um discurso por ocasião do 60º aniversário da Revolução Cubana, transmitido pelo canal de TV Telesur.

Ele também pediu a libertação do ex-presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, que cumpre pena de 12 anos de prisão por acusações de corrupção, e o encerramento de processo contra a ex-presidente Dilma Rousseff, acusada de usar fundos públicos indevidamente.


Após a vitória dos revolucionários cubanos sobre o regime apoiado pelos EUA em 1959, Washington rompeu relações diplomáticas com Cuba e impôs um embargo comercial ao país. Em 2014, Washington e Havana expressaram sua intenção de começar a trabalhar na normalização das relações bilaterais. Como resultado, muitas restrições ao comércio entre os dois países foram facilitadas pelo então presidente Barack Obama.

Em junho de 2017, o presidente dos EUA, Donald Trump, reverteu a política de seu antecessor e abandonou as tentativas de normalizar as relações com Havana. Desde então, Trump estabeleceu novos limites para os cidadãos norte-americanos que viajam para Cuba e proibiu pagamentos a uma organização ligada a militares que controla a indústria turística da ilha.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/americas/2019010213034605-raul-castro-aniversario-revolucao-relacao-eua-lula/

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