Covid-19

Os ignorados e os invisíveis

(José Pacheco Pereira, in Público, 30/05/2020)

Pacheco Pereira

A pandemia,, que poderia ter tido um efeito de revelação da realidade, acaba por não o ter, não por causa do excesso de visibilidade de alguns, mas pelo seu exacto contrário, a invisibilidade de outros. Porque, em Portugal, em que qualquer manifestação de preconceito rácico ou étnico é de imediato condenada, é-se indiferente aos preconceitos sociais. Na verdade, há muita comunicação dos segundos com os primeiros, algum do racismo é muito mais resultado da força dos preconceitos sociais do que de uma recusa da raça ou da etnicidade, mas isso não convém ao chapéu do anti-racismo.

Os preconceitos sociais já cá estavam antes, e vão continuar depois. São uma marca de uma sociedade muito desigual, com uma forte inveja social, com muita pobreza e exclusão e com uma cultura cívica muito débil. Tudo isto se reflecte na força de um olhar social, que torna uns intocáveis e outros, alvo de comportamentos depreciativos, de desprezo, de ridículo ou, pura e simplesmente, de não-existência, são ignorados. A comunicação social, que acha que está acima destas coisas, está profundamente impregnada de preconceitos sociais, que vêm da sociedade e que não são sentidos como sendo preconceitos, mas como um pano de fundo inconsciente que faz valorizações e menorizações, sem se ter sequer consciência do que se está a fazer.

Não é preciso ir mais longe do que ver a forma como são tratados criminosos ou acusados de crimes de colarinho branco, com diferenças culturais e sociais sobre o modo como são apresentados, mesmo quando se enunciam os seus crimes. Ricardo Salgado nunca será tratado como Sócrates, Vara ou Lima, que têm em comum terem vindo “de baixo” e terem subido à custa da política e da corrupção. Aliás, esta é uma velha tradição de diferenciação social em que, por exemplo, o O Independente era exímio. Não tocava nos facilitadores que sabiam comer à mesa, e vestir-se à inglesa, mas atacava com desprezo social os políticos de “meia branca”, que vinham da província e que não tinham os pergaminhos daquilo a que o jornal chamava, de forma, aliás, errada e ignorante, a “velha riqueza”. Passemos adiante, para os dias da peste.

Os dias da pandemia mostraram, mais uma vez, a força dos preconceitos sociais no modo como duas comunidades atingidas pela crise económica são tratadas:  e a . Os artistas, trabalhadores da cultura, músicos, actores, “criativos”, etc., são um sector em que predomina o trabalho precário, e foram de imediato atingidos pelo confinamento e pelo encerramento dos espectáculos. Mas, sem contestar a dureza da crise, têm várias coisas a seu favor: uma é a grande visibilidade na comunicação social, um tratamento muito favorável (capas, variadas fotografias, artigos, etc., por exemplo só no PÚBLICO), que funciona como forma de pressão sobre o poder político, que tende a responder a quem tem mais voz mediática.

Acresce que é um sector fortemente subsidiado por Governos e autarquias, em que não há qualquer escrutínio, porque este é difícil para certas actividades criativas, mas também porque a pequenez do meio favorece o silenciamento das críticas por parte dos pares. Se apenas uma pequena parte das críticas que são feitas em privado, em conversas, fosse pública, ver-se-ia como é feito um julgamento muito duro das qualidades criativas e do valor de muitas “obras” e “artistas”, mesmo descontando a inveja do sucesso alheio, que também é muita. Acresce o facto de muitos serem jovens e, queira-se ou não, os jovens têm sempre uma vantagem . Mas a cultura é hoje um sector económico e mesmo industrial, e pode e deve ser tratado sem o mito da intangibilidade da criação, que é também uma expressão corporativa.

Em contraste, o sector dos feirantes e itinerantes, constituído, na maioria dos casos, por pessoas mais velhas e famílias inteiras, viu-se, de um dia para o outro, sem modo de vida. São os feirantes propriamente ditos, mas também os que fazem a vida com diversões de Verão, que transportam de terra em terra carrosséis, carrinhos de feira, circos, e vendedores itinerantes, todos dependendo de ajuntamentos e de “feiras”. Não é uma vida fácil e há nela muita pobreza.

Fizeram manifestações e houve algumas notícias sobre eles, mas nem de perto nem de longe com o mesmo tratamento e destaque que tiveram as manifestações da cultura e, acima de tudo, sem qualquer empatia. Muito são nómadas, , o que, numa sociedade sedentária, significa serem tratados como “feios, porcos e maus”, em contraste com o mundo glamoroso da cultura. O seu meio e os seus clientes, pela província fora, são também gente de poucas posses, que não compra a roupa em lojas finas, e que não come em restaurantes da moda, mas no meio de mesas de tábuas e bancos de madeira, ou ao lado das carrinhas, no meio do barulho e da poeira. Milhares de portugueses vivem assim a sua vida de trabalho, muito mais necessitados, com mais bocas para comer e menos visibilidade. São ignorados, socialmente invisíveis, por isso mais maltratados.

Poderia escrever o jornal inteiro com exemplos do papel dos preconceitos sociais na exclusão social. É por isso que, mesmo no meio das dificuldades, a crise não toca a todos. Não, toca mais a uns do que a outros. E nós ajudamos a que seja assim.

 

 

Ver original em 'A Estátua de Sal' (aqui)

Mais 13 mortos e 257 infetados com covid-19 em Portugal

 
 
Há mais 13 óbitos associados à covid-19, 257 novos casos diagnosticados e mais 275 doentes recuperados nas últimas 24 horas.
 
No total, Portugal já registou 32203 casos de infeção (dos quais, 19186 já recuperaram) e 1396 óbitos associados ao novo coronavírus.

Com uma subida total de 257 casos confirmados no país, a região de Lisboa e vale do Tejo vê o número de infeções aumentar em 231 casos (89,9% dos novos casos foram nesta região). O Norte teve mais 14 casos, o Centro 11 e o Algarve mais um caso positivo.

Analisando a distribuição geográfica dos óbitos, quatro ocorreram no Norte do país, uma no Centro e oito em Lisboa e Vale do Tejo.

Na distribuição de casos por concelho, saliente-se a subida dos concelhos de Lisboa, Amadora (total de 831), Odivelas (total de 534) e Sintra (total de 1173). A capital continua a ser o concelho com maior número de infetados, com 2365 casos já identificados. O Porto de 1354 casos, Gaia 1558, Braga 1225, Valongo 757, Gondomar 1083 e Matosinhos 1277.

O país tem, neste momento, 514 pessoas internadas com covid-19, das quais 63 em Unidades de Cuidados Intensivos, uma diminuição de três casos em ambos os valores.

Olhando para a faixa etária dos óbitos no país, mais de 900 ocorreram no grupo acima dos 80 anos, logo seguido para faixa 70-79, com mais de 250 casos. 

Jornal de Notícias


 
Covid-19 | Região de Lisboa com média de 85% dos novos casos na última semana

A ministra da Saúde, Marta Temido, afirmou este sábado que a região de Lisboa e Vale do Tejo teve durante a última semana uma média de mais de 85% dos novos casos no país.
 
A taxa de letalidade global da covid-19 em Portugal é agora de 4,3% e, acima dos 70 anos, é de 17%, assinalou a ministra da Saúde.
 
"De acordo com os dados mais recentes, a média do RT, ou seja, a média de transmissão da doença para outros ao longo do tempo, foi de 1,02%" entre 23 e 27 de maio. A nível regional, no norte o RT é de 0,93, no Centro é de 0,98 e em Lisboa e Vale do Tejo é de 1,5", referiu Marta Temido.

Sobre a região de Lisboa e Vale do Tejo, a ministra afirmou na generalidade há uma tendência decrescente em todo o país com exceção da Área Metropolitana Lisboa, onde se verifica um "crescimento de novos casos, com destaque para os concelhos de Amadora, Lisboa, Loures, Odivelas e Sintra". "Desde meados de maio que o número de novos casos nesta zona se mantém alto e nos últimos oito dias representou em média mais de 85 por cento dos novos casos no país", apontou.

"Se estiverem com sintomas, por favor não vão trabalhar"

"É essencial tomar medidas específicas, tendo em conta as características de novos casos identificados nesta área. A estratégia envolverá ao longo dos próximos dias o reforço do rastreio da infeção nas atividades em que se tem verificado maior incidência, por exemplo em áreas ligadas a construção civil ou abastecimento; da testagem de todas as pessoas em vigilância, a determinação do confinamento obrigatório dessas pessoas e a identificação de locais alternativos para o confinamento domiciliário quando as condições de habitabilidade não são suficientes", explicou a ministra, que acredita que "a estratégia irá permitir reduzir o número de contágio".

E deixou um apelo: "Se estiverem com sintomas, se estiverem com doentes, por favor não vão trabalhar", pediu, prometendo que irão ser encontradas alternativas para que a ausência ao trabalho seja devidamente compensada.

"Não passa pela cabeça de ninguém dizer que determinado grupo é culpado"

Questionada sobre o número de infetados no setor da construção, Marta Temido respondeu que "ao longo da pandemia temos tido focos de doença e preocupação, que agora estão em alguns grupos de atividade laboral". "Falamos dos mais velhos, depois de um conjunto de grupos vulneráveis, de pessoas institucionalizadas em residências para idosos e agora de grupos de trabalho. Mas não passa pela cabeça de ninguém dizer que determinado setor profissional é culpado pela disseminação da doença. Há um conjunto de aspetos associados com a organização do trabalho", acrescentou Marta Temido.

Ainda não se sabe qual é o universo do setor da construção que está infetado, mas haverá nos próximos dias um "esforço muito significativo de testagem nestas áreas". A diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, avançou com um número provisório de pelo menos 140 casos na construção civil. No entanto, lembrou que a testagem vai continuar e que na próxima semana os números deverão aproximar-se mais da realidade.

"Precisamos de falar com as pessoas, já não vale a pena decretar mais medidas"

"Estão previstas algumas reuniões que decorrerão amanhã e na segunda-feira com agentes de diversos níveis de responsabilidade para coordenar uma atuação pedagógica para adequada higiene pessoal, adequada higienização dos espaços e medidas de distanciamento social. O objetivo é trabalhar no terreno. É necessária intervenção na rua, a solução passa por cada um dos indivíduos. Precisamos de falar com as pessoas, já não vale a pena decretar mais medidas", disse a ministra da Saúde.

Sobre a situação no Hospital Beatriz Ângelo em Loures, Marta Temido disse que está a estabilizar, mas revelou que nove das dez camas de cuidados intensivos estão ocupadas. Há um total de 58 camas destacadas para doentes infetados. A ministra garantiu ainda que os outros hospitais da região "estão preparados para apoiar se for necessário".

Sobre os casos de infeção em bairros sociais, a ministra ressalva que as autoridades de saúde estão a avaliar se as máscaras e equipamentos de proteção chegam à população.

Graça Freitas diz que é aconselhável conviver

Questionada sobre a utilização das esplanadas, a diretora-geral da Saúde sublinhou que as pessoas podem estar nesses locais e permanecer na rua, desde que cumpram as regras. Graça Freitas diz que é aconselhável conviver, mas sempre com distância social, usando máscara, higienizando as mãos e sem partilhar objetos, como copos e garrafas. "Não podemos ir à esplanada como no verão passado", alertou, pois só assim se conseguem quebrar as cadeias de transmissão e fazer com que a vida social e económica possa ser retomada em segurança.

"Estamos a preparar alternativas domiciliárias para grupos específicos da população. O que estamos a considerar é uma ação conjunta das autoridades para em Lisboa e Vale do Tejo as estruturas sejam direcionadas para a população-alvo, como alternativa à habitação que não reúne condições", voltou a frisar Marta Temido.

Sobre o material que não cumpre os requisitos definidos pelas autoridades de Saúde, a ministra salientou que têm sido identificadas "situações em que os equipamentos não cumprem as regras e o que se tem feito é retirar esse produtos, que são devolvidos".

É preciso "bom senso" nos cafés para ver o futebol

Questionada sobre a lista da Grécia que exclui Portugal dos países cujos turistas já podem visitar o país a partir de 15 de junho, a ministra respondeu que não compete ao Governo português opinar sobre essa matéria.

Sobre o regresso do futebol na próxima quarta-feira, Marta Temido referiu que não estão previstas medidas adicionais para evitar ajuntamentos em cafés e restaurantes, mas "é importante sublinhar que sendo as competições transmitidas em canal fechado, é preciso ter alguns cuidados" e o Governo confia no bom senso das pessoas e no cumprimento estrito das regras por parte de adeptos e dos proprietários de cafés e restaurantes.

Decorreu este sábado a habitual conferência de imprensa relativa à atualização diária da situação da pandemia de covid-19 em Portugal, com a presença da ministra da Saúde, Marta Temido, e da diretora-geral da DGS, Graça Freitas.

Segundo o boletim epidemiológico deste sábado, Portugal regista mais 13 mortes, num total de 1396, e mais 257 infetados, num total de 32.203.

No total, Portugal já registou 32203 casos de infeção (dos quais, 19186 já recuperaram) e 1396 óbitos associados ao novo coronavírus. Com uma subida total de 257 casos confirmados no país, a região de Lisboa e vale do Tejo vê o número de infeções aumentar em 231 casos (89,9% dos novos casos foram nesta região). O Norte teve mais 14 casos, o Centro 11 e o Algarve mais um caso positivo.
 
Tiago Rodrigues | Jornal de Notícias
 
Imagens: 1 - Miguel A. Lopes / Lusa; 2 - José Sena Goulão / Lusa
 

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Portugal | A maior mentira da pandemia

 
 
Paulo Baldaia | TSF | opinião
 
Chegou a ser comovente a forma como encaramos o início da Covid-19, tratando o novo coronavirus como uma coisa democrática que não fazia distinções sociais, ameaçando de igual forma pobres e ricos. Ainda há quem pense assim, porque de facto, apanhados pelo vírus, as consequências seriam iguais para ricos e para pobres. E seria assim, se o vírus circulasse apenas por países com sistemas nacionais de saúde que acodem democraticamente a todos. Mas como sabemos, uma coisa é viver na Europa e outra bem diferente é viver na América Latina, em África e até mesmo nos Estados Unidos da América, onde o sistema de saúde se encarrega de distinguir ricos e pobres.
"Não houve o mínimo de igualdade entre os que mantiveram a totalidade do seu rendimento, os que o perderam parcialmente e os que o perderam de todo."
Neste país onde é suposto ter corrido tudo muito bem, aqui em Portugal, é verdade que evitámos o colapso do SNS, mas também por cá se percebeu que o vírus perdia a sua característica democrática sempre que era preciso tomar decisões. O confinamento, por exemplo, não foi para todos, obrigando muitos profissionais mal pagos, como caixas de supermercados, recolha do lixo, enfermeiros e pessoal auxiliar nos hospitais, forças de segurança, todos esses trabalhadores foram sujeito a riscos muito maiores que todos aqueles que puderam recolher-se em sua casa. Mesmo para os que ficaram em casa, não houve o mínimo de igualdade entre os que mantiveram a totalidade do seu rendimento, os que o perderam parcialmente e os que o perderam de todo.
"O que agora se está a passar em Portugal mostra que o vírus pode ser muito democrata, nós como sociedade é que deixamos muito a desejar."
Chegamos a este momento e percebemos que o vírus se mantém capaz de fazer adoecer pobres e ricos, mas a sociedade encarrega-se de contrariar esse espírito solidário, não fornecendo a uma enorme massa trabalhadora das periferias das grandes cidades, Lisboa à cabeça, uma rede de transportes que não os coloque em perigo. E os mais pobres dos pobres vivem em casas sem condições, muitos emigrantes a viverem amontoados em quartos, bairros inteiros colocados em perigo...
 
O que agora se está a passar em Portugal, com os mais pobres a serem vítimas quase em exclusivo da Covid-19, mostra que o vírus pode ser muito democrata, nós como sociedade é que deixamos muito a desejar.
 

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Brasil ultrapassa Espanha em número de mortes

 
 
O Brasil registou, até sexta-feira à noite, mais 1124 mortes devido à pandemia de covid-19, elevando para 27.878 os óbitos no país. 

O aumento fez com que o Brasil seja agora o quinto país com mais mortes, depois de ter ultrapassado Espanha (27.121).

O Brasil é o segundo país com mais casos de infecção detectados (465.166), apenas atrás dos Estados Unidos. Foram identificados 26.928 novos casos de infecção na sexta-feira, um novo recorde diário.
 
José Volta e Pinto | Público

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Portugal | "Isto não é uma constipação. Jovens podem transmitir a pessoas de risco"

 
 
A Direção-Geral da Saúde e o Ministério da Saúde realizaram a já habitual conferência de imprensa relativa à evolução da pandemia de Covid-19 em Portugal.

Está prevista para a próxima segunda-feira, dia 1 de junho, a reabertura de centros comerciais por todo o país. A medida está a ser avaliada, esta sexta-feira, em Conselho de Ministros. Relativamente ao risco de contágio nessas unidades comerciais, Graça Freitas defende que está dependente "do comportamento" das pessoas e da "capacidade de supervisão". 
 
De acordo com a diretora-geral da Saúde, a decisão de reabrir os shoppings, sobretudo na região de Lisboa, compete ao Conselho de Ministros, que está reunido no Palácio Nacional da Ajuda. "Não sabemos qual vai ser a decisão. O risco depende do comportamento das pessoas", até porque, "mesmo com os centros comerciais encerrados, não se consegue evitar a concentração noutros espaços e até mesmo ao ar livre. A questão é a capacidade de supervisão de acesso e do comportamento de pessoas neste espaço", disse.

Neste sentido, a responsável deixou um apelo ao "comportamento cívico", recordando que em Lisboa "tem-se assistido a concentrações para além do que seria desejável".

A diretora-geral da Saúde fez ainda um balanço da evolução da pandemia de Covid-19 em Lisboa e Vale do Tejo (LVT), detalhando que há 4.400 doentes ativos e que, até ao momento, 5.700 infetados já recuperaram e voltaram à vida normal. Quanto ao número de mortos, "o balanço à data é que, infelizmente, 346 pessoas morreram em Lisboa desde que começou a epidemia".

Com efeito, LVT apresenta uma "situação complexa porque tem diversas causas. Temos, de facto, surtos que se concentram em várias circunstâncias", nomeadamente "seis grandes obras que empregam cerca de 130 doentes, o que não quer dizer que estes tenham contraído todos a infeção na obra". Há ainda 340 casos da doença causada pelo novo coronavírus em empresas, destacando-se aqui o surto na Azambuja.

Há ainda, prosseguiu, "focos relacionados com lares e bairros". Portanto, "a situação é multivariada, há casos isolados, há casos em ambiente familiar e surtos associados a infraestruturas, como lares, construção, empresas e bairros".
"As pessoas jovens de facto têm tendência a ter doença ligeira, mas isto não é uma constipação. Não se esqueçam que, se passarem por Covid-19, podem transmitir a pessoas de risco. Vão perpetuar a transmissão (Graça Freitas)"
Perante os casos de Covid-19 na população mais jovem que têm sido divulgados, Graça Freitas realçou que "há uma tendência para aliviar o comportamento. A única forma de evitar o contágio é evitar contacto contacto físico e aglomerados", sendo aqui de salientar a importância do uso das máscaras como medida adicional de prevenção.

"As pessoas jovens de facto têm tendência a ter doença ligeira, mas isto não é uma constipação. Não se esqueçam que, se passarem por Covid-19, podem transmitir a pessoas de risco. Vão perpetuar a transmissão". A responsável deixou assim um apelo à população jovem, para que "altere o seu comportamento", impedindo a "cadeia de transmissão onde pode ser apanhado um idoso ou um doente". 

SNS e o reforço de "cerca de três mil profissionais"

O Serviço Nacional de Saúde (SNS) foi reforçado com cerca de três mil profissionais, entre os quais 125 médicos e mais de 900 enfermeiros, devido à pandemia da covid-19, revelou o secretário de Estado da Saúde.

"Foram contratados no âmbito ao combate à Covid-19 cerca de 3 mil profissionais de saúde (...). Estamos mais capacitados, mais preparados, com maior resposta no SNS quer para atividade Covid, quer para atividade não Covid. Temos de continuar este caminho, vamos com certeza continuar a percorre-lo", disse António Lacerda Sales.

Dificuldade de agendamento de consultas?

Sobre as dificuldades que têm sido relatadas no agendamento de consultas, agora que foi retomada a atividade assistencial, o governante reforçou que o Ministério da Saúde tem "apelado e continua a apelar para que as pessoas não tenham medo" de frequentar unidades de saúde, já que "os circuitos são seguros. Estão reunidas as condições de segurança".

Lacerda Sales vincou ainda que, "de acordo com aquilo que é o nosso sistema organizacional de capilaridade entre espaços de saúde, estamos a fazer recuperação" da atividade através de diversas formas, entre as quais a deslocação de equipas ao domicílio.

Têm ainda sido realizadas "consultas hospitalares de forma descentralizada, sem prejuízo dos planos locais ou regionais da retoma da atividade”, enfatizou.

Questionada sobre a utilização de praias fluviais, a diretora-geral da saúde revela que os princípios impostos para as praias de mar e piscinas ao ar livre se aplicam a todos os outros tipos de praias. 

Notícias ao Minuto

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Cascais soma mais 5 novos infectados aumentando para 551 casos

 

No relatório de hoje, da Direcção Geral da Saúde (DGS) registou 5 novos casos no número de infectados com o COVID-19 no Concelho de Cascais, subindo para 551 casos confirmados em Cascais.

Os dados da DGS publicados hoje registam  mais 257 casos de COVID-19 em Portugal, sendo o total actual de 32.203 casos confirmados.

CASOS CONFIRMADOS
DIA 24 25 26 27 28 29 30
Nº CASOS 30623 30788 31007 31192 31596 31946 32203
VARIAÇÃO 152 165 219 285 304 350 257

 

Os casos suspeitos tiveram um aumento de 2.373 casos passando para um total de 323.663 casos suspeitos. O número de casos confirmados é de 32.203o que representa um aumento de 257 casos em relação ao dia de ontem.

CASOS SUSPEITOS
DIA 24 25 26 27 28 29 30
Nº CASOS 309.966 311.223 313.886 316.364 318.810 321.290 323.663
VARIAÇÃO 1.382 1.257 2.663 2.478 2.446 2.480 2.373

 

A aguardar o resultado laboratorial temos 2.134casos.

Estão sob vigilância pelas autoridades de saúde 28.813 casos, registando-se um acréscimo de 896casos em relação ao dia de ontem.

Nas últimas 24 horas registaram-se 275 novos casos de recuperados, aumentado o total para 19.186 casos.

Na caracterização clínica registam-se 514 casos de internamento e 63 em unidades de cuidados intensivos (UCI).

Do lado das piores noticias temos 13 óbitos nas últimas 24 horas, elevando este número para um total de 1.396 óbitos.

ÓBITOS
DIA 22 23 24 25 26 27 28 29 30
NºÓBITOS 1.289 1.302 1.316 1.330 1.342 1.356 1.369 1.383 1.396
VARIAÇÃO 12 13 14 14 12 14 13 14 13

Fonte de Dados: Direcção Geral da Saúde

 

 

Brasil tem mais de 100 crianças e jovens até 19 anos mortos pela Covid-19

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247 - O Brasil tem 141 crianças e jovens até 19 anos mortos por conta do coronavírus, de acordo com o último boletim do Ministério da Saúde. Foram ao menos 42 vítimas menores de um ano. O dado foi publicado no portal G1.

As regiões Norte e Nordeste registram a maior parte dos casos de jovens mortos pela doença. O estado de Pernambuco teve o maior número de vítimas abaixo de 19 anos. São 22 casos.

De acordo com a plataforma Worldometers, que disponibiliza o ranking mundial de confirmações da Covid-19, o Brasil está na segunda posição, com tem 468,3 mil casos. Tem, ainda, o quinto maior número de mortes (27,9 mil).

 

Coronavírus: com mais de 468 mil casos confirmados, Brasil tem 28 mil mortes

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247 -As secretarias estaduais de saúde divulgaram, até a manhã deste sábado (30), cerca de 468.338 mil casos confirmados da Covid-19 e 27.944 mortes provocadas pela doença no Brasil. O levantamento é do portal G1.

O último balanço do Ministério da Saúde, divulgado nesta quarta-feira (29), informa 27.878 mortos e 465.166 casos de contágio no país.

O Brasil ultrapassou a Espanha em número de vítimas fatais da Covid-19, segundo balanço global da universidade norte-americana Johns Hopkins. O país ocupa agora a quinta posição no ranking mundial de quantidade de mortes provocadas pela doença, acrescenta a reportagem.

 

Funcionário do Fed diz que pandemia da COVID-19 piora desigualdade nos EUA

The impact of the COVID-19 crisis on homelessness - EPHA

Washington, 28 mai (Xinhua) -- A pandemia da COVID-19 está piorando a desigualdade de renda e raça nos EUA, afirmou o presidente do Federal Reserve Bank of Philadelphia, Patrick Harker, nesta quinta-feira.

"Esta crise de saúde não mudou tanto as coisas como simplesmente expostas e, em alguns casos, acelerou as tendências que já estavam presentes em nossa sociedade", disse Harker, em suas observações preparadas para um evento virtual sobre a reinvenção das comunidades.

"Os Estados Unidos entraram nesta crise em um lugar perturbadoramente desigual, assolado por sérias disparidades de renda, riqueza e oportunidades", disse Harker, acrescentando que o Census Bureau calculou que a desigualdade de renda em 2018 teve o nível mais alto nos 50 anos desde que a medição foi iniciada.

Harker observou que a pandemia da COVID-19 apenas aumentou essas disparidades, já que o vírus está afetando algumas comunidades mais do que outras.

"Na Filadélfia, mais da metade dos que morreram de COVID-19 foram afro-americanos, apesar dos afro-americanos comporem apenas cerca de 40% da população da cidade. Essa é uma tendência que tem sido observável em todo o país", disse ele.

Pesquisadores do Fed na Filadélfia também descobriram que os com maior risco de perder o emprego devido à pandemia já tinham uma renda desproporcionalmente baixa, segundo Harker.

"Em outras palavras, como uma crise tanto de saúde quanto econômica, a COVID-19 tem o efeito cruel de ferir aqueles que já eram mais vulneráveis", destacou ele.

"A desigualdade americana é um desafio moral e ético para o credo fundador do nosso país", acrescentou o funcionário do Fed. "À medida que esta crise continua, devemos redobrar nossos esforços para corrigir alguns dos grandes desafios subjacentes à nossa sociedade."

O número de casos de COVID-19 nos Estados Unidos ultrapassou 1,7 milhão na quinta-feira, com o número de mortos passando de 100 mil, de acordo com a Universidade Johns Hopkins. Fim

Ver original em "XINHUA Português" na ligação seguinte:

http://portuguese.xinhuanet.com/2020-05/29/c_139098494.htm

Covid-19 | Mais de 26 mil novos casos e 1.156 mortos em 24 horas no Brasil

 
 
O Brasil registou nas últimas 24 horas 1.156 mortos e 26.417 novos infetados pelo novo coronavírus, sendo o terceiro dia consecutivo em que o país regista mais de mil óbitos, informou na quinta-feira o executivo.

Segundo o Ministério da Saúde, está ainda a ser investigada a eventual relação de 4.211 óbitos com a covid-19.
 
O país sul-americano totaliza agora 26.754 vítimas mortais e 438.238 casos confirmados desde o início da pandemia, registada oficialmente no país no final de fevereiro.

Na quinta-feira, o Brasil registou também o maior número diário de infetados de sempre pelo novo coronavírus (26.417).

De acordo com a tutela da Saúde, o país já registou a recuperação de 177.604 pacientes infetados e 233.880 continuam sob acompanhamento.

São Paulo continua a liderar a lista dos estados com o maior número de casos, concentrando 6.980 óbitos e 95.865 pessoas diagnosticadas com covid-19.

Segue-se o Rio de Janeiro, que conta oficialmente com 4.856 mortos e 44.886 casos confirmados.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 357 mil mortos e infetou mais de 5,7 milhões de pessoas em 196 países e territórios.

Mais de 2,2 milhões de doentes foram considerados curados.

Notícias ao Minuto | Lusa | Imagem: © Lusa

Leia em Notícias ao Minuto: 
 
 
 

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Covid-19: EUA com 1.297 mortos nas últimas 24 horas

 
 
Os Estados Unidos registaram 1.297 mortes causadas pela covid-19 nas últimas 24 horas, elevando para 101.573 o total de óbitos no país desde o início da epidemia, indicou um balanço da Universidade Johns Hopkins.

Opaís contabilizou mais de 22 mil novas infeções nas últimas 24 horas, de acordo com os números contabilizados pela universidade norte-americana, sediada em Baltimore (leste), até às 20:30 de quinta-feira (01:30 de hoje em Lisboa).
 
Os Estados Unidos contam mais de 1,7 milhões de casos confirmados, desde final de fevereiro, altura em que se registou a primeira morte no país.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 357 mil mortos e infetou mais de 5,7 milhões de pessoas em 196 países e territórios.

Mais de 2,2 milhões de doentes foram considerados curados.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Depois de a Europa ter sucedido à China como centro da pandemia em fevereiro, o continente americano passou a ser o que tem mais casos confirmados (mais de 2,6 milhões, contra mais de dois milhões no continente europeu), embora com menos mortes (mais de 153 mil, contra mais de 175 mil).

Para combater a pandemia, os governos mandaram para casa 4,5 mil milhões de pessoas (mais de metade da população do planeta), paralisando setores inteiros da economia mundial, num "grande confinamento" que vários países já começaram a aliviar face à diminuição dos novos contágios.
 
Notícias ao Minuto | Lusa | Imagem: © Lusa
 
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Merkel rejeita convite de Trump para participar do G7 presencialmente

A chanceler alemã, Angela Merkel, durante uma coletiva de imprensa para falar sobre o novo coronavírus.
© AP Photo / Markus Schreiber

A chanceler alemã Angela Merkel rejeitou o convite do líder norte-americano, Donald Trump, para participar da cúpula do G7 pessoalmente. A informação foi divulgada pelo porta-voz do governo alemão, Steffen Seibert.

"A chanceler federal [Angela Merkel] aprecia o convite do presidente Trump à cúpula do G7 no final de junho em Washington. No momento, considerando a situação geral da pandemia, ela não pode confirmar sua participação pessoal ou sua viagem a Washington", disse Seibert.

A cúpula do G7 foi originalmente agendada para o período entre 10 e 12 de junho, e posteriormente foi adiada para o final de junho.

Na semana passada, Trump disse a repórteres que a reunião provavelmente ocorrerá na Casa Branca, embora parte da cúpula possa ser realizada em Camp David.

Atualmente, os Estados Unidos são o país mais afetado pela expansão da COVID-19. Até o momento, mais de 1,7 milhão de casos de coronavírus foram confirmados nos EUA, sendo que mais de 102.700 pessoas morreram.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/europa/2020053015639967-merkel-rejeita-convite-de-trump-para-participar-do-g7-presencialmente/

O sucesso de Cuba com a Covid-19 explicado de dentro

Cuba é um dos países com um dos sistemas de saúde de maior reconhecimento no mundo e, durante a pandemia da Covid-19, isso foi demonstrado mais uma vez. É o que os números apontam: no dia 2 de maio, havia 67 mortos e uma proporção de seis por milhão de habitantes. Situação muito melhor que as de Portugal (102) e Alemanha (81), sem falar da Suécia (265), EUA (205) ou Espanha (540 para cada milhão). Em Cuba, seis. A média mundial, 31. E na Espanha, 540. Em decorrência de seu prestígio, os cubanos têm 28 mil médicos em missões internacionais há anos e, durante a atual epidemia, uma equipe foi a Andorra para colaborar. O Estado espanhol não permitiu que uma parte dessa equipe chegasse a Valência e à Catalunha, conforme solicitado.

As diferenças já são vistas nos longos e detalhados relatórios médicos publicados pelo Ministério da Saúde cubano. Segundo o informe de 2 de maio, uma pessoa havia morrido, 2.744 estavam hospitalizadas e 6.515 seguiam sendo monitoradas em casa. Esses relatórios explicam, sem dar nomes, caso a caso – os casos críticos, os graves e os óbitos. Todos. Por exemplo, o falecido citado no material é apresentado da seguinte forma:

“Faleceu cidadão cubano de 58 anos, procedente do Centro de Proteção Social do município de Cotorro. Ele tinha um histórico patológico pessoal de alcoolismo, doença pulmonar obstrutiva crônica. Ele foi internado por apresentar diarreia e cárie. O exame físico revelou acentuada deterioração física e nutricional, presença de sibilos nos dois campos pulmonares, estabilidade hemodinâmica. Apresentou repentinamente dispneia súbita, bradicardia, hipotensão e cianose. Ele teve uma parada cardiorrespiratória, foram realizadas manobras de ressuscitação cardiopulmonar que não foram eficazes. Lamentamos profundamente os eventos e transmitimos nossas sinceras condolências aos familiares e amigos.”

Um por um, casos críticos, sérios e positivos da Covid-19 são explicados nos relatórios diários. Algo inimaginável em nossa terra.

“Somos fortes na prevenção”

Há alguns dias, o Ministério da Saúde de Cuba relatou os três medicamentos que utiliza nos casos mais graves. Eles são o antirretroviral Kaletra, o Interferon Alfa-2b e a cloroquina. Contudo, a grande força do sistema cubano não é a tecnologia ou recursos de ponta. É a saúde pública, medicina básica e prevenção. Explica àVilaWeb a Dr.ª Tania González Vázquez, médica de atenção básica no bairro El Vedado, em Havana, e professora da Universidade de Ciências Médicas da Escola Latino-Americana,: “Nós em Cuba somos fortes na prevenção, o que nos ajudou muito com a Covid-19. Usamos drogas monoclonais ou até homeopatia, algumas gotas sublinguais que estimulam o sistema imunológico e que já usávamos contra a dengue. Fazemos terapia antecipatória para impedir que os pacientes piorem, usamos retrovirais, antibióticos e o Interferon Alfa-2b por via intramuscular. Também o Oseltamivir. Tudo isso ajuda na prevenção. Porque parte do sucesso é que não esperamos os casos se agravarem. Em Cuba, por conta do bloqueio, contamos com menos recursos ainda. A situação piorou, mas temos treinamento e estamos preparados para trabalhar sem recursos. É a população, por exemplo, que tem feito as grossas máscaras de tecido com três camadas; substituindo as luvas, muitas vezes, escassas”.

A Dr.ª González trabalha na policlínica de Corinthia, em Havana, que atende 22 mil pessoas com 23 escritórios. Ela pessoalmente cuida de 1.033 pessoas, das quais 342 são idosas, abrangendo 417 famílias: “Dividimos as policlínicas em duas zonas: uma para pacientes com problemas respiratórios e outra para outras doenças. As duas zonas não se comunicam. Na nossa, tivemos nove casos e duas mortes”.

“Ficar em Cuba foi uma boa ideia”

Desde 2015, Lena Solà Nogué, nascida em Barcelona, ​​passa longas temporadas residindo em Cuba, pois trabalha no estúdio do artista plástico Wilfredo Prieto. Semanas atrás, ela teve que decidir se deveria passar a pandemia na ilha ou retornar à Catalunha: “No final, decidi ficar aqui e acho que foi uma boa ideia”, disse àVilaWeb. “Vivo muito mais relaxada que vocês (na Espanha). Observo que há um controle muito mais rigoroso aqui e não o descontrole que tenho visto dos governos europeus. Cuba tem muitas falhas, mas, em tempos de crise ou emergências, é um país que dá bons resultados. Você vê isso com ciclones ou furacões, com poucos mortos, e agora vimos novamente. Sob esse disfarce de ruína, a saúde funciona. De outra maneira, mas funciona. As pessoas aqui têm muito mais conhecimentos médicos básicos do que nós. A população, em geral, é mais informada.”

Estes são alguns aspectos-chave do sucesso da gestão da Covid-19 na ilha.

Confinamento

“As pessoas são obrigadas a ficar em casa e, se você precisar sair, terá que usar uma máscara. Por outro lado, há bairros ou edifícios isolados. Você não pode entrar nem sair, e eles são controlados pela polícia. As pessoas obedecem ao confinamento? Temos de tudo, pois não há percepção de risco. Acontece sempre. Todo mundo acredita que ‘não será a minha vez’”, diz a Dr.ª González. “Acho que, em Barcelona, o confinamento foi feito muito tardiamente, enquanto aqui, com somente quatro casos, as coisas realmente começaram a fechar”, diz Lena Solà. “Porém, mesmo antes que as autoridades tenham dito, todo mundo se adiantou. As pessoas pediram que as escolas fossem fechadas antes das autoridades. Caminhões com megafones alertam para que saídas desnecessárias sejam evitadas e controlam para que todos usem máscara ou saiam em grupo. A maioria não pode ir trabalhar.”

Crianças

“As crianças devem estar em casa e receber as aulas pela televisão. Das 8h às 9h, são dadas as aulas de um curso; das 9h às 10h, de outro e assim por diante. E assim as aulas continuaram. Apesar de haver cada vez mais pessoas que usam telefones celulares e têm acesso à Internet por dados móveis, o que mais funciona é, principalmente, a televisão. Todo mundo a assiste. E as crianças hoje em dia acompanham seus cursos pela televisão”, diz Lena Solà.

Pesquisas

“Vamos às casas das pessoas, pois nem todo mundo tem telefone ou celular e, sem entrar, perguntamos se têm sintomas, desconforto, quantas pessoas vivem lá, se há pessoas mais velhas ou se tiveram contato com casos confirmados. Casa por casa. Fazemos isso com toda a população. Como são muitas pessoas, não só os estudantes de enfermagem foram mobilizados, mas também a população que perdeu o emprego. Eu vou, por exemplo, junto a um trabalhador de uma companhia telefônica e um professor universitário. Ambos me ajudam com a pesquisa. Eles trabalham comigo, mas a universidade e a companhia telefônica pagam a eles 60% de seus salários”, diz a médica.

Centros de isolamento

“Junto da atenção primária e os hospitais, existem centros de isolamento. Alguns são pequenos hotéis ou escolas que se voluntariaram. Para lá, vão pessoas que não apresentam sintomas, mas que sabemos que entraram em contato com os pacientes. Ou em contato com pessoas não infectadas, mas que, por sua vez, tiveram contato com casos confirmados. Nós as isolamos 14 dias em casas para duas pessoas e as monitoramos. Caso elas apresentem sintomas, vão para o hospital. E se não, quando saírem do centro de isolamento, eu as acompanharei em casa”, afirma Solà.

Hospitais

“Começamos a utilizar plasma de pacientes recuperados. É usado em pacientes muito graves e tem dado bons resultados. Já fizemos isso com o Ebola”, diz a médica.

Aeroportos

“Medimos a temperatura de todos que entraram no país e os colocamos nos centros de isolamento por 14 dias, apresentando sintomas ou não, com monitoramento diário. E, para aqueles com mais de 60 anos, damos estimuladores de células. Depois que esses viajantes recebem alta, também os monitoramos em casa”, afirma a médica. “Os cubanos, quando entram no país, antes de pegar a bagagem, precisam passar por umcheck-up médico e depois são mandados a um consultório. Isso sempre aconteceu, não é de agora. Toda vez que entravam, antes de pegar suas malas, tinham que explicar onde estiveram”, conclui Lena Solà Nogué.

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Covid-19 matou menos do que a gripe em Portugal (e foi graças à quarentena)

 

Até agora, a pandemia de covid-19 foi menos mortal do que algumas das ondas mais letais de gripe dos últimos anos, de acordo com os dados da Direcção-Geral da Saúde (DGS). Mas, ainda assim, a infecção provocada pelo coronavírus levou a um aumento das mortes no país.

 

Portugal conseguiu evitar o cenário trágico de países como Espanha e Itália, onde as mortes devido à covid-19 chegaram a triplicar a mortalidade verificada em picos de gripe em anos anteriores.

A DGS conta 2.700 mortes por semana no pico da covid-19, o que constitui um número inferior ao registado no início do ano e desde 2017 nos picos da gripe, de acordo com dados divulgados pelo Jornal de Negócios.

Este resultado terá sido conseguido devido às medidas de confinamento impostas pelo Governo a 19 de Março.

Mas, ainda assim, a covid-19 teve um impacto no aumento da mortalidade em Portugal nos últimos meses. Em Março e Abril, morreram 21 mil pessoas, mais 13% do que a média registada no mesmo período entre 2009 e 2019, segundo os dados divulgados pelo Negócios.

O total de mortes desde o início do ano foi de 48,5 mil pessoas, mais 1% do que em 2019 e mais 6% do que a média entre 2009 e 2019.

“Este ano tivemos um inverno ameno. Sentimos algum impacto na mortalidade relacionado com a epidemia de gripe. No entanto, a partir de Março, detectámos um padrão de mortalidade diferente porque em vez de baixar, como seria natural, aumentava ligeiramente, e isso foi reportado às autoridades. Esse fenómeno foi ainda mais intenso em Abril”, explica ao Negócios a médica Ana Paula Rodrigues do Departamento de Epidemiologia do Instituto Ricardo Jorge, em Lisboa.

Esta especialista nota que “tivemos períodos de excesso de mortalidade, sobretudo nas regiões mais abrangidas pela epidemia e tudo indica que este padrão esteja relacionado com a covid-19″.

Todavia, a médica conclui que “em Portugal, travou-se o curso normal da epidemia” com as medidas de confinamento decretadas pelo Governo.

Confinamento salvou vidas e evitou colapso do SNS

O confinamento salvou vidas e evitou o colapso das unidades de cuidados intensivos dos hospitais públicos, mas é preciso continuar a capacitar serviços para eventuais novas fases da covid-19, nota secretário de Estado da Saúde, António Lacerda Sales.

Segundo o estudo da Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP), o número de doentes graves com covid-19 internados nas unidades de cuidados intensivos do Serviço Nacional de Saúde (SNS) seria o triplo na primeira quinzena de Abril sem o confinamento imposto pelo Governo em 19 de Março.

“Sem o ‘lockdown‘ decretado pelo Governo em meados de Março de 2020, as unidades de cuidados intensivos dos hospitais do SNS teriam tido que atender, entre 1 e 15 de Abril, uma avalanche de 748 doentes graves com covid-19, três vezes mais do que os 229 que precisaram desse tipo de cuidados”, lê-se na análise divulgada pela ENSP da Universidade Nova de Lisboa.

Para os investigadores da ENSP, “nesse cenário, as 528 camas de cuidados intensivos de que o SNS dispunha na altura poderiam não ter sido suficientes para atender a todas as necessidades, como aconteceu em Itália e em Espanha”.

“A acção antecipada deu tempo para o SNS adquirir equipamentos de protecção, aumentar a capacidade de testar e lidar com o aumento da procura hospitalar e de cuidados intensivos causada pela pandemia”, analisa ainda o estudo.

Os especialistas referem que “Portugal actuou cedo ao decretar o ‘lockdown‘ quando ainda só tinha registado 62 casos e nenhum óbito“, e que “os portugueses aderiram de forma efectiva às medidas de confinamento decretadas pelas autoridades, reduzindo a sua mobilidade em cerca de 80%”.

De acordo com o estudo, as medidas de confinamento contribuíram para que, nos primeiros quinze dias de Abril, Portugal tivesse registado menos 5.568 casos (-25%) de covid-19, menos 146 mortes (-25%), e menos 519 (-69%) internamentos em unidades de cuidados intensivos do que seria de esperar se não tivesse sido decretado o confinamento.

Portugal contabiliza 1.369 mortos associados à covid-19 em 31.596 casos confirmados de infecção, segundo o boletim diário da DGS divulgado na quinta-feira, 28 de Março.

O número de pessoas hospitalizadas subiu de 510 para 512, das quais 65 se encontram em unidades de cuidados intensivos.

O número de doentes recuperados é de 18.637.

ZAP // Lusa

 

Ver original em 'ZAP aeiou' na seguinte ligação:

https://zap.aeiou.pt/covid-19-matou-menos-do-gripe-portugal-327284

Cascais soma mais 4 novos infectados aumentando para 546 casos

 

No relatório de hoje, da Direcção Geral da Saúde (DGS) registou 4 novos casos no número de infectados com o COVID-19 no Concelho de Cascais, subindo para 546 casos confirmados em Cascais.

Os dados da DGS publicados hoje registam  mais 350 casos de COVID-19 em Portugal, sendo o total actual de 31.946 casos confirmados.

CASOS CONFIRMADOS
DIA 23 24 25 26 27 28 29
Nº CASOS 30471 30623 30788 31007 31292 31596 31946
VARIAÇÃO 271 152 165 219 285 304 350

 

Os casos suspeitos tiveram um aumento de 2.480 casos passando para um total de 321.290 casos suspeitos. O número de casos confirmados é de 31.946o que representa um aumento de 350 casos em relação ao dia de ontem.

CASOS SUSPEITOS
DIA 23 24 25 26 27 28 29
Nº CASOS 308.584 309.966 311.223 313.886 316.364 318.810 321.290
VARIAÇÃO 2.413 1.382 1.257 2.663 2.478 2.446 2.480

 

A aguardar o resultado laboratorial temos 1.568casos.

Estão sob vigilância pelas autoridades de saúde 27.917 casos, registando-se um acréscimo de 354casos em relação ao dia de ontem.

Nas últimas 24 horas registaram-se 274 novos casos de recuperados, aumentado o total para 18.911 casos.

Na caracterização clínica registam-se 529 casos de internamento e 66 em unidades de cuidados intensivos (UCI).

Do lado das piores noticias temos 14 óbitos nas últimas 24 horas, elevando este número para um total de 1.383 óbitos.

ÓBITOS
DIA 21 22 23 24 25 26 27 28 29
NºÓBITOS 1.277 1.289 1.302 1.316 1.330 1.342 1.356 1.369 1.383
VARIAÇÃO 14 12 13 14 14 12 14 13 14

Fonte de Dados: Direcção Geral da Saúde

 

 

Novos casos de covid-19 continuam a subir (e 92% são na Grande Lisboa)

 

Portugal regista hoje 1.383 mortes relacionadas com a covid-19, mais 14 do que na quinta-feira e 31.946 infectados, mais 350, segundo o boletim da Direcção-Geral da Saúde (DGS). A larga maioria dos novos casos continua a ser na região de Lisboa.

 

Em comparação com os dados de quinta-feira, em que se registavam 1.369 mortos, há um aumento de óbitos de 1%.

Relativamente ao número de casos confirmados de infecção (31.946), os dados da DGS revelam que há mais 350 casos do que na quinta-feira (31.596), representando uma subida de 1,1%.

A região Norte é a que regista o maior número de mortos (769), seguida da região de Lisboa e Vale do Tejo (346), do Centro (237), do Algarve (15), dos Açores (15) e do Alentejo, que regista um óbito, adianta o relatório da situação epidemiológica, com dados actualizados até às 24 horas de quinta-feira, mantendo-se a Região Autónoma da Madeira sem registo de óbitos.

O número de recuperados sobe para 18.911, mais 274 do que na quinta-feira. Isto significa que 59,2% das pessoas infectadas já recuperaram.

Mas segundo os números de hoje, há mais 62 casos activos da infecção num total de 11.652.

A taxa de mortalidade global mantém-se nos 4,3%, mas sobe para 16,9% na faixa acima dos 70 anos.

O relatório da DGS aponta que há 1.568 casos a aguardar resultados de testes laboratoriais e quase 28 mil pessoas sob vigilância das autoridades sanitárias.

Calamidade prolongada nas ilhas Terceira e São Miguel

O Governo Regional dos Açores decidiu prolongar o estado de calamidade nas ilhas de São Miguel e Terceira até 15 de Junho devido à covid-19, mas autorizou a retoma gradual das ligações aéreas e marítimas inter-ilhas.

“Estão criadas as condições para restabelecer, durante o próximo mês de Junho, um conjunto de actividades, de forma gradual e dentro dos condicionalismos que a actual situação ainda exige, em particular as relativas à mobilidade dos açorianos entre as ilhas do arquipélago, através dos transportes públicos aéreos e marítimos da responsabilidade, respectivamente, das empresas públicas SATA e Atlanticoline”, lê-se numa resolução do Conselho de Governo, publicada hoje em Jornal Oficial.

A decisão é justificada pelo facto de o número de casos recuperados da infecção pelo novo coronavírus ter registado “um crescimento contínuo”, existindo actualmente apenas dois casos positivos activos na ilha de São Miguel e apenas uma cadeia de transmissão local activa, “já restrita e sem disseminação”.

As ilhas Graciosa, São Jorge, Pico e Faial passam de situação de contingência para a situação de alerta, enquanto as ilhas de Santa Maria, Flores e Corvo, onde não se registaram até ao momento casos da covid-19, se mantêm em situação de alerta.

Desde o início do surto foram confirmados 146 casos da covid-19 nos Açores, tendo ocorrido 128 recuperações (em seis ilhas) e 16 óbitos (em São Miguel).

A ilha de São Miguel é a que registou mais casos (108), seguindo-se Terceira (11), Pico (10), São Jorge (sete), Faial (cinco) e Graciosa (cinco).

ZAP // Lusa

 

Ver original em 'ZAP aeiou' na seguinte ligação:

https://zap.aeiou.pt/novos-casos-covid-19-continuam-subir-92-sao-na-grande-lisboa-327317

Cientistas encontram vestígios do novo coronavírus em resíduos do esgoto em Portugal

Estação de Tratamento de Águas Residuais de Serzedelo, região norte de Portugal, uma das ETAR participantes do projeto COVIDETEC
© Foto / Divulgação / Grupo Águas de Portugal

Cientistas da Universidade de Lisboa encontraram vestígios do material genético do novo coronavírus em amostras coletadas em estações de tratamento de água do país. A pesquisa faz parte do COVIDETEC, projeto que quer criar um sistema de alerta precoce para a presença do vírus.

Em nota*, a Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa diz que "foram detetados vestígios do material genético de SARS-CoV-2 nas águas residuais monitorizadas, em linha com os resultados obtidos noutros projetos internacionais".

No final do mês de abril, uma pesquisa semelhante da Fiocruz, em parceria com a prefeitura de Niterói, no Rio de Janeiro, também identificou a presença do novo coronavírus em amostras coletadas na rede de esgoto da cidade.

Coordenado pela companhia Águas de Portugal, o COVIDETEC trabalha com amostras recolhidas em cinco Estações de Tratamento de Águas Residuais (ETAR), que atendem as áreas de maior densidade populacional do país, como as cidades de Lisboa e Porto. Estas também são as regiões que concentram o maior número de casos e vítimas da COVID-19 em Portugal.

Em resposta* à Sputnik Brasil, a companhia explica que o projeto "irá materializar-se numa ferramenta de deteção, quantificação, caraterização e modelação do vírus através da análise em ETAR. O objetivo do projeto é criar um sistema de alerta precoce da presença do agente etiológico da COVID-19 através da análise de águas residuais que possa contribuir para melhorar a resposta face a eventuais novos surtos da doença".

Através das análises, vai ser possível "conhecer o perfil de contaminação das águas residuais com material genético do vírus e sua relação com o número de infetados conhecidos", diz a companhia.

A ideia de analisar amostras da rede de esgoto se justifica, de acordo com os cientistas, pelo fato de que as pessoas infectadas, mesmo que não apresentem sintomas da COVID-19, excretam o vírus nas fezes. "Acresce que os indivíduos infetados excretam o vírus vários dias antes do aparecimento de sintomas, pelo que a implementação desta ferramenta de alerta precoce poderá contribuir de forma determinante para a implementação atempada de medidas de saúde pública preventivas nas populações das áreas geográficas em estudo", diz a nota da Faculdade de Ciências.

De acordo com os coordenadores, o projeto, iniciado no mês passado, vai ter duração de um ano e tem potencial para ser expandido pelo país. A iniciativa vai poder ser utilizada como ferramenta de alerta avançado, medindo a circulação do vírus na população antes que haja uma maior disseminação pelas comunidades.

A companhia Águas de Portugal explica que a rede de esgoto pode atuar como uma espécie de vigilante da situação, o chamado watchdog. "O objetivo final é usar as ETAR como watchdog da circulação de SARS-CoV-2 na população e estabelecer um sistema de alerta precoce que transfira informação para as autoridades competentes e contribua para melhorar a capacidade de preparação e de resposta do país face a eventuais novos surtos", diz a companhia.

De acordo com o boletim desta sexta-feira (29) da Direção-Geral de Saúde, Portugal tem 31.946 casos confirmados da COVID-19 e 1.383 mortes causadas pela doença. Os números vêm reduzindo e o país, que ganhou destaque internacional pelas ações de combate à pandemia, já está em fase de desconfinamento depois de quase dois meses em estado de emergência.

*As citações das fontes preservam a ortografia do português europeu

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/europa/2020052915637355-cientistas-encontram-vestigios-do-novo-coronavirus-em-residuos-do-esgoto-em-portugal/

Ampliação: Primeiro-ministro chinês enfatiza cooperação internacional no combate à COVID-19 e na restauração da economia

Li Keqiang represents China in Asean conference on Covid-19

Beijing, 28 mai (Xinhua) -- O premiê chinês, Li Keqiang, enfatizou na quinta-feira a importância da cooperação internacional no combate à COVID-19 e na restauração da economia para garantir a vitória sobre a epidemia.

A comunidade internacional está enfrentando agora os desafios duplos de conter a propagação do vírus e restaurar a economia e a ordem social, sublinhou Li em uma coletiva de imprensa após a conclusão da sessão legislativa nacional anual.

Observando que esses dois aspectos são contraditórios entre si, Li disse que isso necessita de esforços, especialmente a cooperação internacional, para encontrar um equilíbrio entre os dois objetivos conflitantes e explorar caminhos para avançar durante o processo.

Li disse que a China está aberta à cooperação internacional em pesquisa e desenvolvimento de vacinas, medicamentos e reagentes de teste para a COVID-19 e está disposta a compartilhar esses produtos com o mundo. Fim

Ver original em "XINHUA Português" na ligação seguinte:

http://portuguese.xinhuanet.com/2020-05/28/c_139096149.htm

Mais de 4.000 casos diários. Curva continua em trajetória ascendente em África

 

A curva epidémica da covid-19 continua a subir em África, com uma média de 4200 novos casos por dia, disse hoje o diretor do Centro de Controlo e Prevenção de Doenças da União Africana (África CDC).

 

“A curva continua a subir. Entre 21 e 27 de maio, houve 30 mil novos casos registados comparado com a semana anterior, em que tivemos registo de 21.700 novos casos. É um aumento de 1,4 vezes. Temos uma média de 4200 novos casos diários no continente”, disse o diretor do África CDC, John Nkengasong.

Nkengasong, que falava na conferência de imprensa semanal, a partir da sede da União Africana, em Adis Abeba, assinalou que parte deste crescimento é justificado pelo aumento do número de testes ao novo coronavírus realizados pelos países.

Quase um terço dos novos casos foi registado na África Austral (30%), seguida do Norte de África (24%), da África Ocidental (16%), África Central (15%) e África Oriental (13%).

Globalmente, o continente africano regista 124.482 casos acumulados de infecções pelo novo coronavírus e 3696 mortes, o que representa uma taxa de letalidade de 3%.

John Nkengasong sublinhou os progressos alcançados na realização de testes à covid-19, assinalando que o continente passou de menos 400 mil testes, no início de abril, para quase dois milhões atualmente.

“Desde abril, aumentámos significativamente o número de testes. Há países que hoje estão a fazer entre cinco mil e sete mil testes por dia. Até ao final desta semana, o África CDC terá distribuído 2,5 milhões de testes aos Estados-membros”, disse.

Apesar do progresso, o diretor do África CDC reconheceu que o continente está longe do nível ideal de testagem. “Com um continente de 1,2 mil milhões de pessoas, o nosso objetivo é testar 1% da população, ou seja, temos de fazer 12 milhões de testes. Estamos próximo dos dois milhões, ainda temos uma lacuna de dez milhões”, apontou.

Segundo o África CDC, o número de mortos subiu nas últimas 24 horas de 3589 para 3696 (+107), enquanto os casos de infeção aumentaram de 119.391 para 124.482 (+5091).

O número total de doentes recuperados subiu de 48.618 para 51.095 (+2477).

Norte de África é a região mais afetada

O Norte de África é a região mais afetada pela doença no continente, com 1708 mortos e 37.566 infectados. A África Ocidental regista 663 mortos e 31.279 infecções, enquanto a África Austral contabiliza 575 mortos e 27.858 casos, quase todos num único país, a África do Sul (25.937). A África Oriental regista 383 mortos e 13.850 casos registados e na África Central há 367 vítimas mortais em 13.939 casos.

Seis países – África do Sul, Argélia, Egito, Marrocos, Nigéria e Gana – concentram mais de metade (57%) das infeções no continente e mais de dois terços das mortes associadas à doença. O Egito é o país com mais mortos (816) e tem 19.666 infeções, seguindo-se a Argélia, com 623 vítimas mortais e 8857 infetados.

A África do Sul é o 3.º com mais mortos (552), continuando a ser o país do continente a registar mais casos de covid-19 (25.937). Marrocos tem 202 vítimas mortais e 7601 casos, a Nigéria regista 254 mortos e 8733 casos, enquanto o Gana tem 34 mortos e 7303 casos.

Macron pede “mais solidariedade” com África

Nesta quinta-feira, o Presidente francês, Emmanuel Macron, defendeu a necessidade de se dar uma “resposta coletiva” à crise económica desencadeada pelo novo coronavírus e de se mostrar solidariedade com os países de África.

“Nunca como hoje necessitamos tanto de uma ação coletiva e solidária”, disse Macron numa mensagem em vídeo ouvida na cimeira virtual organizada pelas Nações Unidas para discutir o financiamento das políticas de desenvolvimento face à pandemia.

O Presidente francês admitiu que a crise chegou a um ponto tal que muitos põem em causa o multilateralismo e a cooperação internacional, mas sublinhou que nada poderá sair desta situação com uma resposta isolada.

Macron acrescentou que o Governo de Paris tem três grandes prioridades que visam combater a desigualdade, garantir a saúde a todos e dar apoio aos países mais vulneráveis, pelo que a saída da crise deve focar-se também na luta contra as alterações climáticas e a proteção do meio ambiente.

Sobre a assistência às nações mais vulneráveis, Macron insistiu que tem de se dar uma atenção especial a África e garantiu que se não houver essa solidariedade devida ao continente, “toda a estratégia de desenvolvimento mundial irá fracassar”.

ZAP // Lusa

 

Ver original em 'ZAP aeiou' na seguinte ligação:

https://zap.aeiou.pt/curva-continua-trajetoria-ascendente-africa-327204

Na Alemanha, os primeiros recuperados já estão a perder a imunidade à covid-19

 

Passados três meses, os primeiros recuperados da Alemanha estão já a perder a imunidade à covid-19, de acordo com o médico que tratou os primeiros casos de infeção no país.

 

Clemens Wendtner, médico que tratou os primeiros casos de infeção pelo novo coronavírus na Alemanha, disse, em entrevista ao jornal espanhol El País, que tem observado “em alguns casos uma diminuição dos anticorpos neutralizadores”.

Segundo o médido, nenhum dos recuperados que ficou infetado em janeiro sofreu sequelas severas que todos os testes de anticorpos são reativos até agora. No entanto, passados três meses, “já vemos um potencial défice na imunidade”.

Questionado sobre o que isto pode significa para a saúde pública, Clemens Wendtner disse que só se saberá quão resistente é a imunidade se os recuperados voltarem a ter covid-19. No entanto, com menos anticorpos neutralizadores, há também menos proteção. “Existe um risco potencial de alguns desses pacientes serem reinfetados”, garantiu.

Segundo este médico, estes dados “importantes e procupantes” mostram que será difícil desenvolver uma vacina.

Em relação à evolução da doença nos meses de verão, Clemens Wendtner disse que o vírus deverá ter maior dificuldade em propagar-se no verão por causa dos “raios ultravioletas”. Com a chegada do outono, o frio e a humidade voltarão a aumentar o perigo de novos surtos.

As autópsias às vítimas mortais da covid-19 da Alemanha estão a revelar o comportamento do vírus no organismo humano. Além das inflamações nos pulmões, os médicos encontraram microtrombos, inflamações no fígado e nos gânglios linfáticos.

A Alemanha regista, no total, 180.458 infetados e 8.450 vítimas mortais por covid-19. O país começou o desconfinamento no início do mês, mas a taxa de contágio voltou a subir. Angela Merkel avisou que, se uma cidade registar mais de 50 novas infeções por 100 mil habitantes ao longo de sete dias, medidas mais rígidas de contenção deverão ser adotadas, afastando a possibilidade de um segundo confinamento a nível nacional.

ZAP //

 

 

Ver original em 'ZAP aeiou' na seguinte ligação:

https://zap.aeiou.pt/alemanha-recuperados-perder-imunidade-327227

Coronavírus: Brasil tem quase 441,3 mil casos confirmados e 26,7 mil mortes

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247 -As secretarias estaduais de saúde registraram, até a manhã desta quinta-feira (29), cerca de 441.315 mil casos confirmados da Covid-19 e 26.788 mortes provocadas pela doença no Brasil. O levantamento é do portal G1.

O último balanço do Ministério da Saúde, divulgado nesta quarta-feira (28), informa 26.754 mortos e 441.315 casos de contágio pelo novo coronavírus no país.

Os leitos de UTI no Amapá têm taxa de ocupação de 97,78%. Na região nordeste do país, outros estados também registraram taxas de ocupação dos leitos de UTI em 90% ou mais, como: Pernambuco (97%), Maranhão (94%) e Ceará (90%), destaca a reportagem.

 

O Brasil continua ocupando a segunda posição no ranking mundial de países com o maior número de infectados, atrás apenas dos Estados Unidos.

Brasil supera 25.000 mortes e 400.000 casos confirmados da COVID-19

Coronavírus: número de mortes no Brasil está acima do esperado | VEJA

Rio de Janeiro, 27 mai (Xinhua) -- O número de mortes no Brasil causadas pela doença do novo coronavírus (COVID-19) subiu a 25.598, enquanto os casos confirmados chegaram a 411.821, segundo o balanço oficial da epidemia divulgado nesta quarta-feira pelo Ministério da Saúde.

De acordo com os dados, nas últimas 24 horas foram registradas 1.086 mortes, superando a marca de mil mortes pelo segundo dia consecutivo. Além disso, há 4.108 óbitos que estão sendo investigados por suspeita de terem sido causados pela COVID-19.

Em relação ao número de pessoas contagiadas, nas últimas 24 horas foram registrados 20.599 novos casos positivos, fazendo o total chegar a 411.821, dos quais 166.647 já se recuperaram.

Os números divulgados nesta quarta-feira indicam que em menos de um mês o Brasil saltou de 91,6 mil casos confirmados em 1º de maio para mais de 400 mil, sendo que mais da metade dos diagnósticos ocorreu nas duas últimas semanas.

O estado de São Paulo (sudeste), o mais populoso e rico do país, segue liderando as estatísticas da COVID-19, com 6.712 mortes e 89.483 casos registrados, seguido pelo Rio de Janeiro (sudeste), com 4.605 óbitos e 42.398 contágios e Ceará (nordeste), com 2.671 mortes e 37.275 casos positivos.

Ver original em "XINHUA Português" na ligação seguinte:

http://portuguese.xinhuanet.com/2020-05/28/c_139094521.htm

Brasil tem 26.754 mortes por Covid-19, diz ministério

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247 -O balanço do Ministério da Saúde de casos confirmados e mortes provocadas pela Covid-19 mostram que o país registra 26.754 mortes. Nesta quarta eram 25.598.

Foram 1.156 registros de morte incluídos em 24 horas, sendo o terceiro dia consecutivo que o Brasil registrou mais de mil mortes por complicações da Covid-19 em 24 horas.

No total, o Brasil registra 438.238 casos confirmados, eram 411.821 na quarta-feira, o que significa que foram incluídos 26.417 casos em 24 horas.

 

Mais 13 mortes e 304 novos casos. Reabertura da economia em Lisboa questionada

 

 

Embora a região Norte continue a ser a mais afetada pela pandemia, a situação na região da Grande Lisboa tem piorado. O Governo está a estudar o adiamento de algumas medidas de reabertura da economia na região de Lisboa e Vale do Tejo.

 

O número de mortos e infetados em Portugal voltou a aumentar esta quinta-feira. Nas últimas 24 horas registaram-se mais 13 mortes e 304 novos casos, elevando os números para um total de 31.596 infetados pelo novo coronavírus e 1.369 vítimas mortais. Assim sendo, regista-se um crescimento de 0,97% dos casos positivos.

Os dados revelados hoje através do boletim epidemiológico divulgado pela Direção-Geral de Saúde ilustram ainda um aumento de 1% no número de óbitos. A taxa de letalidade global é de 4,33%.

Até ao momento, 512 pacientes estão internados em hospitais e 65 estão nos cuidados intensivos. Por outro lado, 11.078 pacientes estão em casa a recuperar. Há ainda 1.310 pessoas a aguardar resultados laboratoriais.

Além disso, o número de pacientes recuperados voltou a aumentar nas últimas 24 horas. Mais 288 pessoas recuperaram da doença, subindo para 18.637 pacientes curados em Portugal desde o início da pandemia.

A região Norte do país continua a ser a mais afetada pela pandemia, com um total de 16.718 infetados e 761 mortos. Segue-se a região da Grande Lisboa, cujo número de casos positivos tem aumentos nos últimos dias. Há um total de 10.320 pessoas infetadas e 340 vítimas mortais.

“A situação na região de Lisboa e Vale do Tejo mantém-se estável e o que se está a verificar é o que esperávamos: a existência de 200 a 300 casos de infeção diários. Nesta região, temos focos da doença, casos isolados e transmissão comunitária da doença”, disse a diretora-geral de Saúde, Graça Freitas, esta quinta-feira, em conferência de imprensa.

O Bairro da Jamaica é um dos principais focos, embora a situação esteja alegadamente controlada.

“Estão a ser tomadas medidas de carácter preventivo. A autoridade de saúde local pediu o encerramento dos cafés porque se juntavam muitas pessoas nesses espaços, as autoridades policiais podem vigiar esse encerramento mesmo em espaços ilegais”, disse ainda Graça Freitas.

O Presidente da República admitiu hoje que “a fotografia” da evolução da pandemia de covid-19 no país “é favorável”, mas admitiu preocupação com situação na região de Lisboa, onde tem crescido o número de infetados.

A “fotografia” da situação do país “é favorável”, “não há uma situação de descontrolo” em Lisboa e Vale do Tejo, mas sim de “atenção e preocupação”, afirmou Marcelo Rebelo de Sousa, no final de mais um encontro, o sétimo desde o início do surto, em março, com especialistas sobre a “situação epidemiológica da covid-19 em Portugal”.

Para Marcelo Rebelo de Sousa, na reunião de hoje “reconheceu-se o que há uma especial atenção e preocupação quanto à região de Lisboa e Vale do Tejo”, onde o indicador do risco de transmissibilidade – o R – “é ligeiramente superior”, de 1,01, acima da média nacional, inferior a 1. O R é o número médio de contágios causados por cada pessoa infetada.

“É patente aexistência de focos e surtos, mas que estão a merecer atenção e preocupação” por parte das autoridades, afirmou.

Além dos motivos de preocupação em Lisboa, a que se referiu pelo menos por três vezes, Marcelo Rebelo de Sousa destacou “aspetos positivos”, com o R abaixo de 1 nas duas regiões autónomas, Alentejo, Algarve, Norte e Centro.

Outro “aspeto positivo” foi a evolução do número de internados nos hospitais, nomeadamente em cuidados intensivos, que “continua com tendência decrescente” e com “menor pressão” sobre essas estruturas.

Reabertura da economia em Lisboa questionada

O deputado Ricardo Baptista Leite (PSD) adiantou esta quinta-feira que o Governo vai estudar a possibilidade de adiar, na região de Lisboa e Vale do Tejo, a aplicação de algumas das medidas previstas no âmbito da terceira fase de desconfinamento.

“Neste momento, a vigilância epidemiológica é de fundamental importância, assim como eventualmente, para esta região ou pelo menos para alguns dos concelhos, considerar-se o atrasar das medidas previstas para dia 1 de junho é algo que tem de ser debatido e foi assumido por parte do Governo que essa reflexão será feita antes do Conselho de Ministros de amanhã [sexta-feira]”, afirmou o social-democrata.

Baptista Leite falava aos jornalistas no final de mais um encontro com sobre a “situação epidemiológica da covid-19 em Portugal”, o sétimo desde o início da pandemia, em março, e indicou que alguns concelhos desta região estão a causar preocupação relativamente ao número de novos casos.

Questionado se se trata de uma reabertura do país por regiões, a duas velocidades, o deputado do PSD respondeu que “o Governo disse que iria ponderar eventualmente uma resposta diferenciada para a região de Lisboa, mas não foi taxativo nessa resposta”.

Esta é a sétima reunião deste género, com especialistas, Presidente, Governo, líderes partidários e parceiros sociais, e na qual foram apresentados e analisados os dados relativos às primeiras duas fases de desconfinamento, um dia antes do Conselho de Ministros se reunir para decidir sobre a terceira fase de reabertura, prevista para dia 1 de junho.

ZAP // Lusa

 

Ver original em 'ZAP aeiou' na seguinte ligação:

https://zap.aeiou.pt/reabertura-economia-lisboa-questionada-327073

NO CAMINHO CERTO

Covid-19: ministra espera todos os trabalhadores de lares e...
 
O país e o mundo vivem com a Pandemia que nos tem flagelado uma situação nova e inesperada para a qual ninguém estava preparado nem tinha soluções pré definidas para ocorrer aos profundos e gravíssimos problemas sanitários, económicos e sociais por ela gerados. A própria OMS vem alterando as suas recomendações de natureza sanitária à medida que se vai conhecendo o comportamento do vírus. E os países não podem deixar de aceitar as suas recomendações também elas falíveis dado o desconhecimento do comportamento do novo vírus.
 
O país viu-se assim confrontado com uma situação desconhecida para a qual teve de procurar soluções de combate à propagação do vírus e em todos os campos sociais de modo a atenuar os desastrosos efeitos da Pandemia. Foi uma aprendizagem urgente sem tempo para experimentações. E, naturalmente nem tudo terá decorrido da melhor maneira mas no essencial poder-se-á dizer, se comparado com as outras nações que nos rodeiam, que Portugal teve uma reacção aos efeitos da Pandemia que não envergonham o país, bem pelo contrário. Os índices económicos já conhecidos dizem-nos que quer o PIB quer o desemprego tiveram comportamentos melhores que a média dos países do euro.
 
A Suécia, para falar de um país que diz ter adoptado um comportamento favorável à chamada “imunidade de rebanho”, com alguns apreciadores entre nós, vai com mais de 4.000 mortos enquanto nós temos 1.3000, com 33.000 infectados enquanto nós vamos com cerca de 30.000. Não sei qual a imunidade de grupo que a Suécia alcança quando tem um número de infectados semelhante ao nosso. E quanto à situação económica e social não ganhou nada com a sua estratégia uma vez que o seu produto interno bruto (PIB) poderá contrair 9,7% em 2020, prevendo-se que o desemprego poderá atingir 8,8% em 2020, ou, no pior dos casos, a previsão poderá atingir 10,1%.
 
Muitas dúvidas persistem, acompanham-nos e irão permanecer neste desenvolvimento do comportamento do vírus ao longo do tempo. Muitas incógnitas haverá ainda por descobrir. Contudo, com respeito pelo inimigo e muita solidariedade entre todos, manifestada pelo cuidadoso comportamento social que deveremos ter, respeitando escrupulosamente as medidas de distanciamento físico social e o uso adequado das máscaras, seguramente que o país atravessará este difícil período sem os sobressaltos e a angústia que outros países vivem e ou já viveram. 
 

Ver o original em 'Classe Política ' (clique aqui)

O vírus e quem dele se aproveita (1)

A expansão dos vírus resulta de práticas irracionais de consumo e predação dos recursos do planeta, com o insano objeto da incessante acumulação de capital.

 

Para acelerar essa acumulação, os capitalistas encarregaram as classes políticas de alimentar o medo nas populações, para que aceitem o desemprego (depois da antecâmara do layoff), como fatalidade; e, como criminosos, vigiados e punidos por pretorianos armados.

 

De modo mais discreto, os capitalistas apresentam listas dos apoios que exigem do Estado. Nesse banquete, o vírus é apenas a toalha da mesa.

 

Sumário

 

1 – Algumas notas sobre os vírus

2 – A contabilidade do coronavírus

3 – As principais vítimas

 

0000000000 == 0000000000

 

1 – Algumas notas sobre os vírus

 

Existem 39 estirpes de coronavírus, desde que identificados em 1968. Entre aqueles, há sete vírus humanos conhecidos, dos quais três – descobertos depois de 2002 - podem ser mortais. A sua perigosidade resulta de um género de agulhas proteicas que podem introduzir-se nas células humanas do aparelho respiratório, provocando graves dificuldades; e isso, só foi tornado público a 4 de março último na revista Science, na sequência de investigação efetuada por cientistas chineses.

 

Nesse contexto, o vírus mostra-se perigoso para pessoas mais idosas, mais débeis e com várias patologias degenerativas, particularmente, as do foro respiratório. Daí toda o afã e a pouco digna competição recente para a aquisição de ventiladores.

 

Supõe-se que o surto inicial em Wuhan terá ocorrido quando o vírus transitou, para um homem dos seus 55 anos, no dia 17/11/2019. O vírus seria proveniente de morcegos; e, um pangolim-malaio terá sido o veículo de transporte para um ser humano. As 1100 espécies de morcegos são muito tolerantes aos vírus e, na sua presença, não adoecem, ao contrário do que acontece nos outros mamíferos; são pois, excelentes armazéns e também eficazes redistribuidores.

 

Dos três coronavírus humanos conhecidos e que podem induzir a morte, todos têm origem em morcegos. 

 

1 - O primeiro (SARS-CoV), surgiu em 2002, na China (Yunan), província que faz fronteira com o Myanmar, o Laos e o Vietnam: uma área montanhosa e florestada. Dos morcegos, passou para a civeta, um pequeno mamífero, muito apreciado na China e que intermediou a chegada aos humanos. O abate dos animais cativos fez desaparecer esse vírus que, entretanto infetara 8422 pessoas, das quais morreram 774, em 30 países. A sua taxa de letalidade foi de 10%; e acima da observada, a nível global, no momento presente;

 

2 – Em 2012 surgiu na Península Arábica o MERS-CoV que contagiou os humanos, tendo como intermediários, os dromedários. Teve uma baixa capacidade de contágio mas uma letalidade elevada (27%), afetando 2468 pessoas, das quais 851 morreram, em 27 países;

 

3 – O atual SARS-CoV 2 tem uma mais baixa letalidade (2 a 4%) mas uma grande capacidade de contágio: supõe-se que o intermediário terá sido o pangolim-malaio, que terá recebido o vírus de morcegos. Esta situação já provocou a proibição e criação e venda de animais selvagens em Wuhan, por cinco anos.

 

Esta sequência a que se seguiu a gripe das aves em 2004/05 e a gripe mexicana ou suína em 2009/10 não deixou dúvidas, junto dos cientistas, sobre o surgimento de uma futura crise sanitária; e a atual pandemia corrobora essa sensibilidade. Calcula-se que o atual e famoso SARS-CoV-2 possa chegar a mais de metade da Humanidade nos próximos anos; por outro lado, uma grande parte dos infetados poucos sintomas apresenta e 14% são assintomáticos.

 

Muitos fatores concorrem para o acima referido. A ciência só conhece 1% dos vírus dos animais selvagens e o surgimento de uma vaga de contágios é sempre uma surpresa, não admitindo uma real previsibilidade.

 

São múltiplos os factores susceptíveis de apresentar essas surpresas. O comércio e o consumo de animais selvagens; a desflorestação que prepara, em paralelo, com o aumento da área destinada á pecuária, o uso intensivo de nutrientes artificiais e de fármacos na produção de carne e de peixe em viveiros; as densidades populacionais enormes e crescentes nos espaços urbanos, associados à produção de lixos e de gases com efeito de estufa, resultantes da irracionalidade que preside à criação de áreas para o trabalho, outras para a habitação, outras para a educação, o lazer, para além da irracionalidade evidente nas deslocações em veículo próprio, muitas vezes apenas com o condutor nele contido, etc. E acrescente-se ainda, a mobilidade dos seres humanos, no âmbito do turismo e dos negócios que se processa sem quaisquer atitudes susceptíveis de deteção nos viajantes de elementos potencialmente contagiantes. 

 

O medicamento para a sida, quando apareceu, custava $ 10/15000 para a toma durante um ano, algo de inacessível para a esmagadora maioria dos infetados. Como na Índia não é permitido o direito de patente em caso de crise humanitária, foram disponibilizadas tomas com um custo diário de $ 1. Por outro lado, a Declaração de Doha em 2001 permite que, em caso de emergência, um país fabrique ou importe de países terceiros um dado medicamento. Na última Assembleia Mundial da Saúde, o dueto maravilha – Trump-Boris – constituiu a única oposição à disponibilidade como bem público dos fármacos para a covid-19, em detrimento das multinacionais.

 

Quanto a vacinas para a covid-19, os habituais ratinhos de laboratório não são utilizáveis em experiências uma vez que são imunes; perante a pressão para controlar a doença, admite-se o recurso a voluntários, apesar dos riscos que essas “cobaias” possam correr e dos efeitos que entre outras pessoas dali possam surgir. 

 

Referir-se prazos de 12/18 meses para a comercialização da vacina seria algo de inédito ou de burla, algo demasiado comum no capitalismo de hoje. Pode-se pensar na irresponsabilidade de gente como Trump, que decidiu tomar (durante algum tempo) hidroxicloroquina, um medicamento anti-malárico usado para os doentes com lúpus mas, sem validação das autoridades de saúde dos EUA para aplicação em caso de covid-19. Perante os comportamentos de um Trump ou, de um tal Bolsonaro, pode imaginar-se os danos possíveis que podem advir nos regimes políticos atuais - que nada têm de democráticos - e sobre os quais, as pessoas comuns não têm qualquer controlo.

 

A Humanidade é uma apenas mas, assim como é constituída por imensas culturas, línguas, crenças e hábitos, também os vírus e outras formas de vida microbiana são distintos, embora aparentados. A sua variedade e mutabilidade é grande e exige, certamente constante investigação e formas de evitar desequilíbrios danosos na expressão da biodiversidade; dai resulta que o bem-estar não pode ser visto apenas tendo como sujeito o ser humano mas integrar este último numa saúde global que inclua ecossistemas e animais. E é essencial que se perceba esse desiderato não cabe e está muito acima dos correntes cálculos financeiros de rendabilidade que orientam as meninges dos acionistas, dos especuladores financeiros, dos gestores de topo, fixados na valorização dos ativos; bem como dos membros das classes políticas que vivem em permanente concubinato com os primeiros; e ainda, dos media cujo funcionamento se baliza pelas receitas da publicidade e pelas medidas das audiências.

 

É necessário abandonar a narrativa vinda de religiões de que um ser divino qualquer, certamente como forma de combater o seu tédio, criou uma série de infraestruturas no planeta Terra que, uma vez terminadas, foram colocadas à disposição, ao serviço do ser humano, para que esta espécie crescesse e se multiplicasse (como aliás já aconteceria… para plantas e animais). Assim, um tal Bill Gates não respeita o desejo do Altíssimo quando entende que deve existir um decrescimento do número de seres humanos; e esse decrescimento, claro, não incluirá o citado e os seus abastados amigos que terão o dinheiro suficiente para reservar uma poltrona de onde possam assistir a esse genocídio não assumido.

 

A globalização não é apenas a dos mercados comerciais e financeiros u dos vírus; deve englobar todos os aspetos com incidência na vida e no bem estar, não só dos humanos mas também dos outros seres vivos; o que, por seu turno, exige uma atenção especial, por exemplo, á gestão da água, da atmosfera, dos recursos minerais e da geografia que o planeta construiu há milhões de anos.

 

2 – A contabilidade do coronavírus

 

Situemo-nos quanto às principais causas de morte humana, no mundo (valor diário) para se entender a relevância de cada uma delas. Por curiosidade, note-se que a mortalidade mundial diária é claramente superior, em 30/40000 óbitos, à mortalidade anual portuguesa.

 

1

Cardiovascular diseases

48,742

2

Cancers

26,181

3

Respiratory diseases

10,724

4

Lower respiratory infections

7,010

5

Dementia

6,889

6

Digestive diseases

6,514

7

Neonatal disorders

4,887

8

Coronavirus*

4,850

9

Diarrheal diseases

4,300

   
 

Total diário

147118

                                              *Valor médio para o período 5/5-17/5

 

O quadro seguinte oferece uma comparação do impacto do coronavírus no mundo, com detalhe para os países mais atingidos ou, com maior relevância populacional. Assim, procedeu-se a três retratos da situação entre os dias 19 de abril e 19 de maio, tomando como indicadores, o peso dos casos confirmados de infeção no total da população; e as parcelas de óbitos ou de recuperações no total dos casos confirmados. Considerou-se também a relevância das situações de cada país no respetivo conjunto continental.

 

Casos covid (% pop.total)

 

Óbitos (% casos)

 

Recuperados (% casos)

 

19/04 /2020

05/05 /2020

19/05 /2020

 

19/04 /2020

05/05 /2020

19/05 /2020

 

19/04 /2020

05/05 /2020

19/05 /2020

 

   
     

Mundo

0,031

0,049

0,067

 

6,9

6,9

6,5

 

25,8

33,3

39,7

Europa

0,143

0,199

0,244

 

9,3

9,6

9,2

 

28,5

38,1

44,4

   Espanha

0,422

0,540

0,602

 

10,4

10,2

10,0

 

39,5

61,7

70,5

% Europa

18,3

16,8

15,3

 

20,4

17,8

16,6

 

25,3

27,2

24,2

   Itália

0,297

0,359

0,383

 

13,2

13,8

14,2

 

25,5

40,0

58,2

% Europa

16,4

14,3

12,4

 

23,2

20,3

19,3

 

14,7

15,0

16,3

   França

0,225

0,253

0,269

 

12,7

15,0

15,5

 

29,6

30,9

34,9

% Europa

14,2

11,4

9,9

 

19,3

17,7

16,8

 

14,7

9,3

7,8

Rússia

 

 

0,212

 

 

 

1,0

 

 

 

27,7

% Europa

 

 

16,9

 

 

 

16,9

 

 

 

10,5

GB

 

 

0,372

 

 

 

10,3

 

 

 

nd

% Europa

 

 

13,6

 

 

 

13,6

 

 

 

nd

América N e C

0,215

0,364

0,477

 

5,3

5,9

6,1

 

10,5

18,4

26,4

   EUA

0,223

0,372

0,479

 

5,3

5,8

6,0

 

9,2

16,2

23,1

    % Am N/C

93,3

93,3

93,3

 

93,7

93,7

93,7

 

81,9

81,9

81,9

Ásia

0,008

0,013

0,019

 

3,9

3,5

3,0

 

47,4

53,8

57,9

   China

0,006

0,006

0,006

 

5,6

5,6

5,6

 

93,1

93,9

94,3

% Ásia

22,0

14,1

9,6

 

31,8

22,7

17,9

 

43,3

24,6

15,7

   Irão

0,099

0,120

0,153

 

6,2

6,3

5,7

 

69,4

80,5

77,8

% Ásia

21,9

17,0

14,7

 

35,1

31,0

27,8

 

32,0

25,5

19,8

   Índia

0,001

0,004

0,009

 

3,2

3,4

3,1

 

15,1

28,6

40,5

% Ásia

4,4

8,4

13,0

 

3,6

8,3

13,3

 

1,4

4,5

9,1

   Turquia

 

0,160

0,189

 

 

2,8

2.8

 

 

56,5

65,3

% Ásia

 

22,1

17,7

 

 

17,2

16,3

 

 

23,2

22,8

América S

0,018

0,053

0,114

 

4,7

5,0

5,2

 

35,4

34,4

36,7

   Brasil

0,018

0,053

0,132

 

6,4

6,8

6,6

 

38,0

41,6

38,8

%   Am S

47,2

47,6

55,1

 

64,7

65,0

70,3

 

50,6

57,5

58,2

África

0,002

0,004

0,007

 

4,9

3,8

3,1

 

25,0

33,8

33,8

   África do Sul

0,006

0,014

0,033

 

1,7

2,0

1,9

 

29,8

36,3

36,3

%   Africa

13,8

15,2

18,7

 

4,8

7,8

11,3

 

16,5

16,3

16,3

   Egipto

0,003

0,007

0,014

 

7,4

5,4

4,8

 

23,1

24,0

28,1

%   Africa

13,8

14,5

14,8

 

20,7

20,4

22,7

 

12,8

10,3

10,2

Oceania

0,019

0,020

0,021

 

1,0

1,4

1,4

 

63,4

86,3

92,0

   Austrália

0,025

0,026

0,027

 

1,1

1,4

1,4

 

64,0

86,0

91,0

%   Oceania

81,2

81,2

81,5

 

85,4

82,8

82,6

 

82,0

80,9

80,6

 

Sinteticamente, extraem-se as seguintes conclusões:

 

  • As infeções confirmadas a nível mundial mais que duplicaram; passaram de 0.03l% em abril para 0.067% da população, em maio;
  • As maiores presenças da pandemia evidenciam-se na América do Norte e na Europa, com 0.477% e 0.244% da população total respetivamente, em meados de maio, com uma evolução mais pronunciada na primeira área continental. Nas outras massas continentais a parcela de casos confirmados de covid-19 é substancialmente mais baixa;
  • Na Europa, todos os países considerados têm coeficientes de infetados superiores à média continental (excepto a Rússia); e em todos se regista um crescimento dos casos de infeção, no total da população;
  • Espanha apresenta, a nível global, o indicador mais elevado de casos confirmados, muito à frente dos EUA que surgem num segundo lugar;
  • O peso relativo do conjunto formado por Espanha, França e Itália reduz-se, porque os respetivos surtos se evidenciaram mais cedo, ao contrário dos que atingiram mais tarde maiores graus de contaminação (Rússia e Grã-Bretanha);
  • No continente americano, a Norte e a Sul, mostra-se, não só a grande relevância dos EUA e do Brasil no total, como também o rápido crescimento do número de infetados no conjunto das populações. Uma parte dessa rápida evolução está, certamente nos preconceitos de figuras como Trump e Bolsonaro;
  • Na Ásia, apesar do “pioneirismo” observado para a China e para o Irão, os seus indicadores são muito mais baixos do que nas populações europeias e americanas, atingindo, respetivamente 0.006 e 0.153% das populações homólogas. A Índia parece ainda longe de iniciar a redução da importância do surto, ao contrário do que acontece com a Turquia;
  • Em África, a presença da infeção mostra-se crescente ainda que com baixa notoriedade entre os africanos. A dispersão revela-se quando se observa que os países mais afetados – África do Sul e Egipto – em conjunto detêm, em maio, apenas um terço dos casos;
  • Em maio, os óbitos, a nível global, representavam 6.5% dos infetados e, na Europa mostram-se acima dos 9%, claramente acima do observado nos outros continentes. Porém, a letalidade mais elevada regista-se em França e Itália, com 15.5 e 14.2%, respetivamente;
  • Quanto à representatividade no cenário europeu há uma grande proximidade entre o volume de óbitos em Espanha, Itália, França e Rússia;
  • Na Ásia e nas Américas as taxas de letalidade são muito inferiores às observadas para a Europa; e, por sua vez, a África e a Oceânia apresentam níveis ainda mais baixos;
  • Quanto aos casos de recuperação verifica-se um aumento generalizado do seu peso no total, o que significa uma progressão mais rápida das curas, comparativamente ao surgimento de novas infeções. Em termos globais, as curas aumentaram de 25,8 para 39.7% do total das infeções, durante o lapso de tempo em observação;
  • No âmbito do ponto anterior, no caso da Europa, sublinham-se os aumentos substanciais do indicador recuperações/infeções nos casos de Espanha e Itália; mas, muito mais modestos no caso da França;
  • Os EUA e o conjunto da América do Norte e Central, a despeito do aumento das taxas de recuperação continuam com os valores mais baixos do planeta – o que é mais gravoso se se pensar no enorme volume de infetados declarados. Torna-se interessante observar a evolução e as suas causas na gestão do surto, entre EUA, Irão e índia;
  • Inversamente, sublinha-se a rapidez como a China tornou marginal a parcela de infetados à espera de uma solução da sua situação; e a lentidão como no Irão tem evoluído a parcela das curas, como resultado do comportamento disparatado do clero xiita, ao contrário do observado para a Turquia;
  • Note-se que entre dois casos mais antigos – China e Irão – a sua   representatividade no contexto asiático, se reduz substancialmente no período aqui considerado.

3 – As principais vítimas

O surto de gripe A conduziu à existência de apenas 121 óbitos em Portugal; a que não será estranho o facto de 73% dos infetados ter menos de 30 anos. E, certamente, esse número não foi determinante para justificar a evolução da mortalidade entre 2009 (104434) e 2010 (105954) sabendo-se que o período de eclosão e acompanhamento do surto se registou nas últimas 18 semanas de 2009 e nas 6 primeiras de 2010, conforme o relatório acima referido. No entanto, constituiu o primeiro caso de declaração de pandemia por parte da OMS.

 

A gripe A fomentou um alarmismo desmesurado, com a ministra Ana Jorge, a referir mais um caso suspeito, algures num alto de serra, em cada noticiário. Quem foi vitimado pela gripe A protagonizou uma ida a um centro de saúde, onde estava montada uma área para os suspeitos e, seguidamente encaminhado para o hospital. Neste, quem se queixasse de tosse e/ou febre era encaminhado para um pavilhão, onde se encontravam contaminados e meros suspeitos, em ameno convívio e… contágio. A gripe A para quem a viveu, foi uma gripe como as típicas sazonais, nesta feita, trazida numa viagem ao Norte da Europa. Claro que não pretendemos com esta experiência, diminuir a virulência da atual covid-19.

 

No caso do coronavírus que invadiu as nossas vidas, a pandemia foi sabiamente aproveitada pela classe política para promover junto dos capitalistas um alívio do peso da mão de obra e da massa salarial em geral; e uns pagamentos públicos de responsabilidades privadas (os layoffs, por exemplo). Num país como Portugal, com tradição centenária no tráfico de força de trabalho, os capitalistas, em geral, nunca foram grandes investidores de poupanças próprias, excepto no capítulo do imobiliário; e, só tardiamente acabaram com a escravatura, por imposição inglesa, que foi, criativamente, substituída pelo trabalho forçado nas colónias. Após a descolonização e sem capacidades para copiar o neocolonialismo de ingleses e franceses, rapidamente os chamados empresários lusos se focaram em fundos públicos (particularmente comunitários) ou no tradicional laxismo quanto à cobrança de impostos e contribuições para a Segurança Social, construindo há décadas uma cultura de fuga, roubo e impunidade. Uma cultura tão longa no tempo e enraizada que se expressa num típico desabafo popular“ - no lugar dele (o incumpridor de deveres fiscais) eu faria o mesmo”.

Especialmente para quem apenas vê na pandemia o número de mortos, veja-se este quadro da situação em Portugal. Embora representem um terço dos contaminados, os mais velhos constituem 95.8% dos óbitos; e, pode-se especular sobre quantos destes falecidos, portadores de várias patologias debilitantes, teriam sobrevivido se não tivesse surgido a pandemia.

 

 

casos confirmados

óbitos

óbito/casos (%)

Total geral

31007

1342

4,33

60-69

3440

120

3,49

70-79

2514

261

10,38

> 80

4457

904

20,28

   Soma

10411

1285

12,34

   % do total

33,6

95,8

 

Recolha de dados 26/5/2020                             Fonte - DGS

 

Há várias razões para tal discrepância. Nas sociedades onde o mercado determina as vidas, as mortes são subprodutos da vida; mas que, por sua vez, constituem oportunidades de negócio. Os velhos, depois de anos (cada vez mais) de vida de trabalho, são tomados como uma subespécie olhada com complacência, como uma fonte marginal de acumulação de capital; mesmo que possam ser essenciais para a vida dos mais novos quando lhes deixam as suas casas, tomam conta dos netos e arredondam os proventos de filhos e netos desempregados ou com baixos rendimentos[1]

 

Por seu turno, os governos de criminosos neoliberais estão sempre à procura da aumentar a idade de reforma e reduzir o valor da pensão[2]. Nas sociedades de mercado, cada pessoa é um produto, uma mercadoria; e os mais velhos, tal como os doentes, são elementos com um custo social que afeta as contas públicas embora, em rigor, o seu pecúlio vitalício para a reforma constitua um adiantamento produzido durante a vida ativa e jamais um custo orçamental. Porém, as classes políticas – tal como os sindicatos – amalgamam tudo, não apresentando capacidade política, social e ética para colocar os fundos da segurança social, em estruturas administrativas específicas fora da gula corrupta das classes políticas.

 

Nas sociedades de mercado a consideração e o respeito para com os “mais velhos” - típicos de todas as sociedades, em todas as latitudes e em todas as eras – é letra morta. E, assim, os mais velhos, naturalmente portadores de patologias várias que os debilitam ou tornam mais dependentes, são empurrados para lares[3], antecâmaras de morte; muitas vezes em situações de grande debilidade física e/ou demência, entregues a instituições públicas, em condições lastimáveis ou, se privadas, perante a lógica do lucro que tende a elevar o preço ou a baixar a qualidade do serviço prestado. Há ainda a referir que, em Portugal, a qualidade e os cuidados nos lares é, em geral, baixa e, proliferam situações de lares ilegais, para as bolsas menos abonadas; e, cuja existência, em condições muitas vezes deploráveis, beneficia de uma tradicional benevolência corrupta de quem devia zelar pela qualidade de vida das pessoas, com a adequada prestação de serviços. Também no final da vida e perante diversas fragilidades, os mais velhos são fatores de acumulação de capital.

 

Não vamos reproduzir aqui dados sobre as variações da mortalidade no período 2016/20 para cada país da Europa divulgadas pela EuroMomo instituição na qual está presente, como representante português, o Departamento de Epidemiologia do Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge, uma respeitável instituição. 

 

Do mesmo modo, é público (Eurostat) o acesso à verificação da muito lenta evolução da mortalidade na Europa, há alguns decénios. Por exemplo, em Portugal, os valores brutos de mortalidade passaram de 102768 em 1990 para 113051 pessoas em 2018. Assim, tomando o último elemento, morrem por dia, em média, 310 pessoas, qualquer que seja a causa. Tendo ocorrido no dia 22/3 a primeira revelação pela DGS, dos óbitos causados pelo covid-19, o seu número a 27/5 era de 1886 vítimas, numa média diária que não chega a 10% do total, o que se dilui dentro das sazonalidades anuais.

No contexto europeu, calcula-se que no período entre a 10ª e a 20ª semana de 2020, os excessos sobre a mortalidade normal tenham sido de umas 155000 pessoas, das quais 142000 com mais de 65 anos; e, com uma distribuição muito assimétrica, temporalmente limitada, entre os países europeus, como se poderá observar no já referido banco de dados do EuroMomo. Na maioria dos países europeus, a ocorrência da pandemia não é visível na exposição dos dados ou, promove apenas uma fugaz descontinuidade face à evolução no período 2016/20, no âmbito do qual inserimos abaixo, como exemplo, as situações de França, Alemanha, Espanha e Portugal.

 

 

 

 

Incluímos ainda a distribuição dos óbitos diários, em França, desde 2010. Ali se observa um intervalo onde recai a esmagadora maioria das situações, a que se poderá chamar o intervalo da regularidade; e que convive com situações fora desse quadro de regularidade, que têm a sua própria probabilidade de acontecer, como qualquer canícula, cada chuvada diluviana, cada ventania ciclónica ou, inverno particularmente frio; sendo embora mais distanciados no tempo e não previsíveis com elevado grau de probabilidade, não deixam de ser “normais”.

 

             Mortalidade em França nos ultimos 60 anos. Vermelho: Covid. Amarelo: onda de calor 2003. Azul: Gripe 1969/70.

 

Por curiosidade e quanto às grandes epidemias do século XX-XXI, registamos:

 

Gripe espanhola (1918/19) – 40/50 M de mortos

HIV/Sida (1981 -- …) – 25/35 M

Gripe asiática (1957/58) – 1.1 M

Gripe de Hong-Kong  (1968/70) – 1M

Covid-19 (2020/…) – 354.4 m

Gripe suína (2009/10) – 200 m

Ebola (2014/16) – 11300

MERS (2012- …) – 850

SARS (2002/03) - 770

 

 Este e outros textos em:

 

http://grazia-tanta.blogspot.com/                              

http://www.slideshare.net/durgarrai/documents

 

https://pt.scribd.com/uploads

 

[1] A figura da avó inválida, rodeada de toda a família no momento do pagamento da pensão é bem caraterizada no filme “Feios Porcos e Maus” de Ettore Scola

[2] O PS tem altas responsabilidades nisso, com a introdução do factor de sustentabilidade sob o patrocínio de gente do coturno de Vieira da Silva e Pedro Marques. O primeiro, passou à reforma política, deixando a ligação ao caso Raríssimas e a representação familiar na sua filha; e o segundo, estagia no Parlamento Europeu para voltar para um posto mais relevante.

[3] Segundo a DGS, quando se cifrava em 820 o número total de mortes imputadas ao covid-19, 327 haviam ocorrido em lares . Por outro lado, em 2017, os lares tinham capacidade para 272000 pessoas (mais 116000 do que sete anos antes), num contexto de 2.2 M de pessoas com mais de 65 anosNo contexto europeu, calcula-se que no período entre a 10ª e a 20ª semana de 2020, os excessos sobre a mortalidade normal tenham sido de umas 155000 pessoas, das quais 142000 com mais de 65 anos; e, com uma distribuição muito assimétrica, temporalmente limitada, entre os países europeus, como se poderá observar no já referido banco de dados do EuroMomo. Na maioria dos países europeus, a ocorrência da pandemia não é visível na exposição dos dados ou, promove apenas uma fugaz descontinuidade face à evolução no período 2016/20, no âmbito do qual inserimos abaixo, como exemplo, as situações de França, Alemanha, Espanha e Portugal. Incluímos ainda a distribuição dos óbitos diários, em França, desde 2010. Ali se observa um intervalo onde recai a esmagadora maioria das situações, a que se poderá chamar o intervalo da regularidade; e que convive com situações fora desse quadro de regularidade, que têm a sua própria probabilidade de acontecer, como qualquer canícula, cada chuvada diluviana, cada ventania ciclónica ou, inverno particularmente frio; sendo embora mais distanciados no tempo e não previsíveis com elevado grau de probabilidade, não deixam de ser “normais”. Mortalidade em França nos ultimos 60 anos. Vermelho: Covid. Amarelo: onda de calor 2003. Azul: Gripe 1969/70. Por curiosidade e quanto às grandes epidemias do século XX-XXI, registamos: Gripe espanhola (1918/19) – 40/50 M de mortos HIV/Sida (1981 -- …) – 25/35 M Gripe asiática (1957/58) – 1.1 M Gripe de Hong-Kong (1968/70) – 1M Covid-19 (2020/…) – 354.4 m Gripe suína (2009/10) – 200 m Ebola (2014/16) – 11300 MERS (2012- …) – 850 SARS (2002/03) - 770 Este e outros textos em: http://grazia-tanta.blogspot.com/

http://www.slideshare.net/durgarrai/documents

https://pt.scribd.com/uploads [1] A figura da avó inválida, rodeada de toda a família no momento do pagamento da pensão é bem caraterizada no filme “Feios Porcos e Maus” de Ettore Scola [2] O PS tem altas responsabilidades nisso, com a introdução do factor de sustentabilidade sob o patrocínio de gente do coturno de Vieira da Silva e Pedro Marques. O primeiro, passou à reforma política, deixando a ligação ao caso Raríssimas e a representação familiar na sua filha; e o segundo, estagia no Parlamento Europeu para voltar para um posto mais relevante. [3] Segundo a DGS, quando se cifrava em 820 o número total de mortes imputadas ao covid-19, 327 haviam ocorrido em lares . Por outro lado, em 2017, os lares tinham capacidade para 272000 pessoas (mais 116000 do que sete anos antes), num contexto de 2.2 M de pessoas com mais de 65 anos

 

 

 

 

 


Ver o original em "GRAZIA TANTA" na seguinte ligação:

https://grazia-tanta.blogspot.com/2020/05/o-virus-e-quem-dele-se-aproveita-1.html

Portugal | A maioria dos trabalhadores da Sonae não foi testada

 
 
Apenas os trabalhadores de um dos armazéns da Sonae na Azambuja foram testados, apesar de mais de 3000 usarem a mesma entrada e partilharem diversos espaços interiores.
 
Apesar de ser reivindicação do Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços (CESP/CGTP-IN) há várias semanas, a empresa só anunciou o teste a todos os trabalhadores depois de ter vindo a público que existiam alguns casos de infecção de Covid-19.

O sindicato denuncia que, até ao momento, apenas estão a ser testados os trabalhadores de um dos armazéns onde os casos se verificaram.

Para o CESP, esta decisão «irresponsável», uma vez que exclui a maioria dos mais de 3000 trabalhadores do entreposto, que utilizam a mesma entrada nas instalações e partilham diversos espaços interiores, para além da já conhecida situação dos transportes públicos.

«Não bastava o anunciado prémio de 20% para todos os trabalhadores na "linha da frente", que afinal não é para todos, a Sonae volta a distorcer a realidade», afirma o a estrutura sindical, acrescentando que são necessárias medidas preventivas e «respeito» pelos que criam a riqueza da empresa e «assumem os riscos em tempos de crise».

Trabalhadores em greve com Arménio Carlos, então secretário-geral da CGTP-IN, e Isabel Camarinha, no entreposto da Azambuja, a 24 de Fevereiro de 2020.Créditos/ CESP
 
AbrilAbril
 
Leia em AbrilAbril:
 
 

Aluna infectada em escola de Odivelas

covid-teste«Um grupo de alunos e professores da Escola Secundária Braamcamp Freire, Pontinha, concelho de Odivelas, está em “vigilância activa” depois de uma estudante do 11.º ano ter testado positivo para a covid-19, confirmou o Ministério da Educação em resposta ao PÚBLICO.

Os alunos do 11.º e 12.º ano voltaram a ter aulas presenciais no passado dia 18, depois de as escolas terem estado encerradas dois meses devido à actual pandemia. Um alerta dirigido ao PÚBLICO dava conta de que a confirmação de um caso de infecção naquela escola tinha ocorrido nesta terça-feira. Mas segundo o ME, que cita informações da direcção do Agrupamento de Escolas Braamcamp Freire, de que a secundária é a escola sede, o teste positivo foi confirmado ainda na semana passada.

“As autoridades de saúde locais indicaram que os alunos que eram do mesmo grupo da turma da aluna, assim como os docentes que estiveram com eles, ficassem em casa, em vigilância activa, o que está a ser cumprido desde a semana passada”, informa o ME, acrescentando que “tanto os estudantes como os docentes, manterão as suas actividades em ensino não presencial”.» (in Público)

Com o desconfinamento a aumentar o número de novos positivos à covid-19, percebe-se a resistência do ME aos testes à população escolar forçada a regressar mais cedo às salas de aula. Seriam muitos mais a ter de voltar para novas quarentenas…

Sabendo-se que as faixas etárias mais jovens estão entre as que mais podem disseminar o novo vírus, desde logo porque os infectados são maioritariamente assintomáticos, este regresso às aulas pode potenciar o recrudescimento de novos casos. Nem tanto nas escolas, onde estão a ser tomados os cuidados que tornam o contágio pouco provável, mas sobretudo nas deslocações para a escola e nos espaços públicos exteriores às escolas onde os estudantes se reúnem e convivem, nem sempre com os devidos cuidados.

Os países que dão exemplo no combate à covid-19 nas Américas

 
 
Enquanto Brasil e Estados Unidos quebram tristes recordes em mortes e infecções por coronavírus, países como Paraguai, Uruguai e Costa Rica destacam-se pelas ações para conter o avanço da pandemia.
 
Com cerca de 2,3 milhões de casos confirmados, as Américas registam atualmente o maior número de infecções pelo coronavírus Sars-Cov-2 entre os continentes do mundo. No entanto, os dados de três países chamam atenção em nível regional e, em parte, global. De acordo com seus respectivos ministérios da Saúde, na Costa Rica foram registados 930 casos de covid-19  e 10 mortes; o Uruguai tem 22 mortes e um total de 769 casos; e as autoridades do Paraguai registram 862 infecções e 11 mortes.

Algo que os três países têm em comum é que seus governos agiram rapidamente, diz Carin Zissis, da organização Sociedade Americana/Conselho das Américas (AS/COA). A Costa Rica, por exemplo, foi o primeiro país da América Central em que foi registado um caso de covid-19 e, apesar de sua forte dependência do setor de turismo, em poucos dias, o país fechou suas fronteiras e restringiu as viagens.

O Uruguai declarou emergência de saúde e fechou as escolas no mesmo dia em que os primeiros casos foram confirmados. "Dos três países, é também o país com a maior taxa de testagem", afirmou Zissis à DW. O Paraguai, por sua vez, aplicou medidas de quarentena após a confirmação do segundo caso de contágio.

No entanto, como não são os únicos países latino-americanos que reagiram rapidamente à pandemia, Zissis também destaca fatores locais, como o facto de os três países terem populações relativamente pequenas. "Na América Latina, vimos que grandes áreas metropolitanas, como São Paulo e Cidade do México, são os epicentros."

 
Brasil, uma ameaça regional

Guillermo Sequera, diretor-geral de Vigilância Sanitária do Paraguai, faz uma avaliação positiva da fase de suspensão gradual das medidas de confinamento. Em entrevista à DW, ele citou o autor Roa Bastos, que descreveu o Paraguai como uma "ilha cercada por terra" e explica que é um país "com movimento e conectividade relativamente baixos com as grandes cidades do mundo. A conectividade global do território define a velocidade com que a epidemia é instalada."

No entanto, a resposta bem-sucedida do governo paraguaio ao coronavírus pode ser afetada pela gestão de crises na região. Na opinião de Guillermo Sequera, "o problema agora é o Brasil. Acreditamos que a Argentina está adotando medidas de defesa interna que acabam ajudando a região e nosso país. O que acontece no Brasil definirá o ritmo da epidemia regional e de todas as medidas não farmacológicas que estão sendo implementadas."

Na última segunda-feira (18/05), o presidente paraguaio, Mario Abdo Benítez, anunciou que, por serem os "focos mais vulneráveis", fronteiras e escolas serão os últimos a abrir. "Ainda não podemos abrir a fronteira enquanto houver disseminação significativa do vírus em nossos países irmãos e vizinhos", afirmou.
 
Luis Roberto Escoto, representante da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) no Paraguai, ressaltou que, nesse sentido, também é preocupante o número de cidadãos paraguaios que deseja retornar ao país. "Os esforços estão concentrados em organizar essas entradas de maneira mais fluída, ordenada, social e controlada do ponto de vista sanitário. A cooperação internacional também está apoiando o país a enfrentar esse grande desafio", disse o funcionário da Opas à DW.

Seu colega Giovanni Escalante Guzmán, representante da Opas no Uruguai, disse concordar que, em nível regional, o "principal desafio é a implementação de controle sanitário adequado e medidas preventivas frente à entrada de casos não diagnosticados na ampla fronteira que o país tem com o Brasil, principalmente em cidades binacionais como Rivera-Santana do Livramento e Chuí." 

Uruguai, uma história de sucesso

Segundo o especialista, "o país mostra uma evolução epidemiológica que indica que a pandemia de covid-19 está contida". Enquanto a taxa de mortalidade nos EUA é de 6%, no Uruguai, ela permaneceu estável em torno de 2,7%.

Entre os principais fatores que contribuíram para conter a propagação do vírus no país sul-americano, Giovanni Escalante mencionou "o nível sustentado de investimento público em saúde há mais de 15 anos" e destacou que "o Uruguai tem uma vantagem comparativa sobre outros países por sua solidez institucional, uma tradição democrática e cívica com uma importante credibilidade relativa em seus líderes, uma forte presença do Estado em áreas como saúde, seguridade social, sistema educacional e capacidade reguladora do setor privado."

Escalante também destacou a "civilidade da população que acatou e cumpriu as medidas restritivas sem a necessidade de torná-las obrigatórias." Também no caso da Costa Rica, o sólido sistema de saúde foi um fator-chave na luta contra a pandemia. Com 79,6 anos, a Costa Rica regista a maior expectativa de vida na América Latina, aponta Evelyn Gaiser, representante da Fundação Konrad Adenauer no país centro-americano. O Fundo da Seguridade Social da Costa Rica (CCSS) possui hospitais em todo o país e mais de 50 mil funcionários, o que equivale a um empregado para cada 100 habitantes.

Na opinião da especialista, a resposta costa-riquenha também se destaca por sua "agilidade e espírito de inovação". Em estreita cooperação com instituições privadas, o governo apostou em especialistas na área de tecnologia médica. As soluções inovadoras variam desde o desenvolvimento de equipamentos de proteção usando impressoras 3D até a implantação de um hospital especializado em covid-19 em apenas 11 dias, disse Gaiser à DW.

As medidas de contenção do coronavírus relativas aos portadores, no entanto, foram fortemente criticadas. Depois de detectar 50 casos de coronavírus em funcionários de transportadoras estrangeiras desde 5 de maio, a Costa Rica decidiu restringir a entrada de motoristas do exterior, o que gerou desconforto no setor privado e nos governos da América Central, que exigiram que a medida fosse suspensa.
 
Viola Traeder (ca) | Deutsche Welle
 

Ver o original em 'Página Global' na seguinte ligação:

https://paginaglobal.blogspot.com/2020/05/os-paises-que-dao-exemplo-no-combate.html

Documento do Departamento de Estado dos EUA sem peso nem credibilidade

 
 
Documento enganador não contém provas de ligação entre COVID-19 e laboratório, diz mídia australiana
 
Sydney, 26 mai (Xinhua) -- Um documento do Departamento de Estado dos EUA, que foi usado por alguns jornais australianos para vincular a COVID-19 a um laboratório, não contém provas sólidas, mas sim baseando-se em informações publicamente disponíveis, noticiou a Australian Broadcasting Corporation (ABC) na terça-feira.
 
O documento apareceu na mídia de propriedade da News Corp Australia no início deste mês e foi presumido como inteligência de alto nível de governo ocidental.
 
A embaixada dos EUA em Canberra realizou reuniões com autoridades australianas para esclarecer o documento como um pró-memória, destinado apenas ao uso nos bastidores, de acordo com a ABC.
 
"Um pró-memória é um documento diplomático que pretende ter um status essencialmente não oficial, quase negável e usado basicamente para gerar discussões com governos estrangeiros. Ele não tem grande peso ou credibilidade", disse à ABC Rory Medcalf, chefe da Faculdade de Segurança Nacional da Universidade Nacional da Austrália.
 
A ABC citou vários altos funcionários do governo australiano que pediram anonimato mas confirmaram a verdadeira natureza do documento, dizendo que ele era amplamente distribuído pelo Departamento de Estado dos EUA.
 
Outras áreas da mídia australiana, bem como líderes políticos, estão entre os que criticam o uso do documento para criar conteúdo enganoso e lançar calúnias infundadas contra o tratamento do surto da COVID-19 pela China e sua origem.
 
 
 

Ver o original em 'Página Global' na seguinte ligação:

https://paginaglobal.blogspot.com/2020/05/documento-do-departamento-de-estado-dos.html

Coronavírus: Brasil tem quase 395 mil casos confirmados e 24,6 mil mortes

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247 -As secretarias estaduais de saúde registraram, até a manhã desta quarta-feira (27), cerca de 394.507 mil casos confirmados da Covid-19 e 24.600 mortes provocadas pela doença no Brasil. O levantamento é do portal G1.

O último balanço do Ministério da Saúde, divulgado nesta terça-feira (26), informa 24.512 mortos e 391.222 casos.

Os leitos de UTI no Amapá têm taxa de ocupação de 97,78%. Na região nordeste do país, outros estados também registraram taxas de ocupação dos leitos de UTI em 90% ou mais, como: Pernambuco (97%), Maranhão (94%) e Ceará (90%), destaca a reportagem.

 

O Brasil continua ocupando a segunda posição no ranking mundial de países com o maior número de infectados, atrás apenas dos Estados Unidos.

Cascais soma mais 10 novos infectados aumentando para 534 casos

Covid 19 cascais

 

No relatório de hoje, da Direcção Geral da Saúde (DGS) registou 10 novos casos no número de infectados com o COVID-19 no Concelho de Cascais, subindo para 534 casos confirmados em Cascais.

Os dados da DGS publicados hoje registam  mais 285 casos de COVID-19 em Portugal, sendo o total actual de 31.292 casos confirmados.

CASOS CONFIRMADOS
DIA 21 22 23 24 25 26 27
Nº CASOS 29912 30200 30471 30623 30788 31007 31292
VARIAÇÃO 252 288 271 152 165 219 285

 

Os casos suspeitos tiveram um aumento de 2.478 casos passando para um total de 316.364 casos suspeitos. O número de casos confirmados é de 31.007o que representa um aumento de 219 casos em relação ao dia de ontem.

CASOS SUSPEITOS
DIA 21 22 23 24 25 26 27
Nº CASOS 303.811 306.171 308.584 309.966 311.223 313.886 316.364
VARIAÇÃO 2.586 2.360 2.413 1.382 1.257 2.663 2.478

 

A aguardar o resultado laboratorial temos 1.886casos.

Estão sob vigilância pelas autoridades de saúde 27.141 casos, registando-se um acréscimo de 749casos em relação ao dia de ontem.

Nas últimas 24 horas registaram-se 253 novos casos de recuperados, aumentado o total para 18.349 casos.

Na caracterização clínica registam-se 510 casos de internamento e 66 em unidades de cuidados intensivos (UCI).

Do lado das piores noticias temos 14 óbitos nas últimas 24 horas, elevando este número para um total de 1.356 óbitos.

ÓBITOS
DIA 19 20 21 22 23 24 25 26 27
NºÓBITOS 1.247 1.263 1.277 1.289 1.302 1.316 1.330 1.342 1.356
VARIAÇÃO 16 16 14 12 13 14 14 12 14

Fonte de Dados: Direcção Geral da Saúde

 

 

Personalidades pedem valorização das vidas dos idosos perante a pandemia

 
 
Em texto divulgado na Alemanha, políticos, cientistas e religiosos alertam contra seletividade nos sistemas de saúde em detrimento das pessoas mais vulneráveis e pedem "revolta moral" para "salvar vidas".
 
Personalidades da política, ciência e lideranças religiosas lançaram um apelo internacional pela valorização da vida dos idosos em meio a crise gerada pela pandemia do novo coronavírus, exigindo um "revolta moral".

"Toda a energia necessária deve ser investida para salvar o maior número de vidas e garantir a todos o acesso aos tratamentos", diz o texto publicado no último sábado (23/05) em anúncio no jornal alemão Frankfurter Allgemeine Zeitung, assinado, entre outros, pelo filósofo e sociólogo Jürgen Habermas.

"O valor da vida deve ser o mesmo para todos. Os que desvalorizam as vidas frágeis e debilitadas dos idosos abrem caminho para a desvalorização de todas as demais vidas", diz o texto. Entre os vários signatários estão o ex-presidente da Comissão Europeia e ex-premiê da Itália Romano Prodi, a ex-ministra alemã da Educação Annette Schavan e o arcebispo de Bolonha, Matteo Zuppi.

O texto alerta que em muitos países surge "um modelo perigoso" que consiste na seletividade dos sistemas de saúde, onde a vida dos idosos é considerada secundária. "Sua maior vulnerabilidade, a idade avançada e a possibilidade da existência de outras doenças, servem para justificar uma seleção em favor dos mais jovens e mais saudáveis", prossegue.

Se omitir e permitir que isso aconteça é algo humanamente e legalmente inaceitável, afirmam os signatários. "A ética democrática e humana se baseia em não fazer distinção entre as pessoas, mesmo no que diz respeito à idade." Eles alertam que isso poderá gerar uma divisão na sociedade baseada nas faixas etárias.

Em todas as culturas, existe a percepção de que as gerações mais velhas são fundamentais. "A aceitação da existência de valores diferentes termina por rasgar o tecido social da solidariedade entre as gerações e dividir a sociedade. Não podemos deixar morrer a geração que lutou contra as ditaduras e que trabalhou na reconstrução do pós-guerra e reergueu a Europa", diz o texto, que resulta do aumento das preocupações com o alto número de mortes entre idosos nos últimos meses.

Os signatários afirmam que a "revolta moral" se faz necessária para que possa haver uma "mudança de direção no tratamento dos mais velhos, de modo que aqueles em condições mais vulneráveis jamais sejam vistos como fardos ou, ainda pior, como inúteis."

Deutsche Welle | RC/dpa

Ver o original em 'Página Global' na seguinte ligação:

https://paginaglobal.blogspot.com/2020/05/personalidades-pedem-valorizacao-das.html

Coronavírus derrota generais de Bolsonaro

 
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247 - Em sua coluna na Folha de São Paulo nesta quarta-feira, o jornalista Nelson de Sá informa sobre o destaque que a agência Reuters dá à pandemia da Covid-19 no Brasil, que "passou os EUA em mortos por dia” e “pode passar de 125 mil mortos em agosto, diz estudo dos EUA”.

O jornalista da Folha relata que a Reuters fez "longa investigação", que mobilizou seis repórteres e saiu por New York Times e outros, mostrando como “Bolsonaro colocou generais para combater", ressaltando que o Brasil "está perdendo a batalha”.

A Reuters rememora que quando o general Braga Netto assumiu a Casa Civil, esta promoveu uma "intervenção" e diluiu a ordem do Ministério da Saúde para cancelar cruzeiros e eventos.

De acordo com a agência, foi o primeiro de vários movimentos em que “o poder foi mudando da Saúde para a Casa Civil liderada por um general do Exército”. Saíram dois ministros da Saúde e “o interino agora é outro general do Exército”. Ambos e vários outros liderados por “um ex-capitão de extrema direita do Exército”.

A Reuters também cita que Solange Vieira, “aliada de Paulo Guedes” no governo, disse, diante das projeções feitas pela Saúde em março: “É bom que as mortes se concentrem entre os idosos. Melhorará nosso desempenho econômico, reduzirá nosso déficit previdenciário.”

Nelson de Sá também comenta em sua coluna a repercussão na imprensa estrangeira dos ataques de Bolsonaro à liberdade de expressão no Brasil.

Ver o original em 'Brasil24/7' na seguinte ligação:

https://www.brasil247.com/midia/coronavirus-derrota-generais-de-bolsonaro

França anuncia suspensão do uso de hidroxicloroquina no tratamento da COVID-19

Comprimidos de hidroxicloroquina, medicamento usado contra malária e que está sendo testado contra a COVID-19
© AP Photo / John Locher

As autoridades francesas anunciaram nesta quarta-feira (27) a suspensão do uso da hidroxicloroquina no tratamento de pacientes com COVID-19, informa a AFP.

A decisão ocorreu depois que dois órgãos consultivos franceses e a Organização Mundial da Saúde (OMS) alertaram nesta semana que o medicamento - um tratamento para a artrite reumatóide e lúpus - mostrou ser potencialmente perigoso em vários estudos.

​França suspende uso de hidroxicloroquina em casos de COVID-19, diz governo

A urgência da pandemia levou alguns médicos a prescrever o medicamento, apesar da falta de estudos que demonstrassem sua eficácia contra o novo coronavírus.

A hidroxicloroquina é normalmente usada para tratar doenças autoimunes, enquanto a cloroquina é geralmente usada contra a malária.

A medida coincide com a decisão da OMS, do dia 25 de maio, de suspender temporariamente os testes clínicos do medicamento para revisar a segurança do tratamento, enquanto estudos recentes sugerem que o medicamento aumenta o risco de morte para os infectados pelo coronavírus, comunicou a agência de notícias.

A decisão foi tomada no âmbito do projeto Solidariedade, iniciativa internacional da OMS que busca tratamentos para a COVID-19.

Além da França, hospitais na Suécia também interromperam o uso da cloroquina em pacientes infectados com o coronavírus, em consequência de relatos de graves efeitos colaterais - como arritmias cardíacas e perda de visão periférica, segundo o site da UOL.

 

Farmacêutico mostra pílulas de hidroxicloroquina usadas para tratar paciente com COVID-19 em hospital em Liege, na Bélgica

© REUTERS / Yves Herman
Farmacêutico mostra pílulas de hidroxicloroquina usadas para tratar paciente com COVID-19 em hospital em Liege, na Bélgica

Apesar da recomendação, o Ministério da Saúde do Brasil declarou que não vai mudar sua recomendação para tratar o novo coronavírus com hidroxicloroquina. A diretriz do ministério recomendou que os médicos do sistema público de saúde prescrevam a cloroquina ou hidroxicloroquina desde o início dos sintomas do COVID-19.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/europa/2020052715629730-franca-anuncia-suspensao-do-uso-de-hidroxicloroquina-no-tratamento-da-covid-19/

OMS aprecia abertura da China ao se juntar para identificar origem da COVID-19

Vírus: OMS preocupada com excesso de procura de equipamentos de...

Genebra, 25 mai (Xinhua) -- A Organização Mundial da Saúde (OMS) disse nesta segunda-feira que aprecia a abertura da China de se juntar à comunidade científica internacional para identificar a origem do vírus e que essa missão científica deve consistir "na mistura adequada de especialistas científicos de uma perspectiva multinacional".

"Estivemos em discussões diárias sobre reunir as investigações científicas necessárias sobre a origem do vírus com nossos colegas na China", disse Michael Ryan, diretor do Programa de Emergências de Saúde da OMS, em uma entrevista coletiva em Genebra na segunda-feira.

"Acho que as autoridades da China, governos de todo o mundo e nós mesmos estamos muito interessados em entender a origem animal do próprio vírus. E estou muito satisfeito por receber uma mensagem muito consistente vinda da China, que é a abertura a essa abordagem", acrescentou.

"Portanto, acho que teremos muito prazer em continuar com essas discussões. Não acredito que ainda haja uma data para uma missão científica, mas estaremos ansiosos para fazer isso o mais rápido possível e com a combinação certa de especialistas científicos, de uma perspectiva multinacional, para se juntar a essa equipe", afirmou.

"Estamos em contato regular com nossos colegas na China e eles têm toda a experiência no país para fazer isso. Apreciamos a oportunidade de trabalhar com eles e com a comunidade internacional, para realmente entender as origens do vírus e a interface humana animal", disse a Dra. Maria Van Kerkhove, líder técnica do Programa de Emergências de Saúde da OMS.

Enquanto isso, Ryan disse que estava "satisfeito" ao ver as primeiras publicações em periódicos revisados por pares dos estudos de vacinas da China.

"Eu acho que em termos do número de publicações científicas vindas da China nos últimos meses é muito bom e o número de colaborações científicas entre instituições chinesas e instituições em todo o mundo também é um sinal muito positivo", disse ele.

No domingo, o conselheiro de Estado e ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, disse que o país está aberto a se juntar à comunidade científica internacional para identificar a origem do vírus, e que o processo deve ser profissional, imparcial e construtivo.

 

Ver original em "XINHUA Português" na ligação seguinte:

http://portuguese.xinhuanet.com/2020-05/26/c_139088620.htm

Relatório de empresa do Pentágono sobre origens da COVID-19 é "falso", diz mídia dos EUA

Washington, 25 mai (Xinhua) -- O relatório de uma empresa militar dos EUA de que o novo coronavírus foi vazado do Instituto de Virologia de Wuhan está "cheio de informações que estão simplesmente erradas", disse o The Daily Beast em uma reportagem recente.

"Há uma falha crítica no relatório", segundo um artigo publicado no site de notícias e opiniões dos EUA em 17 de maio, acrescentando que "algumas de suas evidências mais aparentemente persuasivas são falsas - comprovadamente falsas".

O documento em circulação foi produzido pelo MACE (Multi-Agency Collaboration Environment), da Sierra Nevada, uma das principais empresas contratadas pelo Departamento de Defesa, informou o The Daily Beast.

O documento de 30 páginas afirmava contar com publicações nas mídias sociais, imagens comerciais de satélite e dados de localização de telefones celulares para concluir que algum tipo de "evento perigoso" ocorreu no laboratório de Wuhan em outubro de 2019.

"Mas a reivindicação do relatório está centrada na falta de dados de localização para até sete telefones - e em muitos casos, menos que isso", disse o artigo. "É um tamanho de amostra muito pequeno para provar muita coisa."

"O surgimento do documento do MACE ocorre em meio a um esforço conjunto para culpar diretamente Beijing pela pandemia do coronavírus", segundo o artigo. "E sua existência é a confirmação de que os recursos do governo estão sendo dedicados à exploração dessa proposição, mesmo que a inteligência real permaneça muito menos conclusiva".

"Tudo sobre a evolução gradual ao longo do tempo indica fortemente que (o novo coronavírus) evoluiu na natureza e depois saltou espécies", disse Anthony Fauci, diretor do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas dos EUA, segundo a National Geographic.

"Quem escreveu este documento está claramente confuso sobre a natureza das informações de 'código aberto'. Não apenas as informações principais que ele contém não parecem ser de código aberto, mas uma simples pesquisa no Facebook pode refutar um dos princípios fundamentais da avaliação", disse Nick Waters, investigador sênior do Bellingcat, um canal de notícias investigativas de código aberto, citado pelo The Daily Beast.

"Talvez os autores devessem ter passado mais tempo testando suas análises, em vez de descobrir como desviar os olhos de Sauron (principal antagonista do Senhor dos Anéis) em um logotipo copiado e colado da internet", diz Waters.

Ver original em "XINHUA Português" na ligação seguinte:

http://portuguese.xinhuanet.com/2020-05/26/c_139088466.htm

Com mais de 1 mil óbitos em 24h, Brasil alcança mais de 24 mil mortes pelo coronavírus

Funcionária de hospital retira o corpo de uma vítima da COVID-19 no Rio de Janeiro
© REUTERS / Ricardo Moraes

O Brasil alcançou a triste marca de 24.512 mortes pelo novo coronavírus, segundo o mais recente balanço do Ministério da Saúde, divulgado na noite desta terça-feira (26).

O país registrou nas últimas 24 horas 1.039 óbitos, das quais 284 correspondem aos últimos três dias, enquanto as autoridades brasileiras ainda investigam outras 3.882 mortes.

Já os casos confirmados alcançaram a marca dos 391.222 – só entre segunda (25) e terça (26) foram adicionados 16.324 novos infectados pela COVID-19 nos 27 estados do país e no Distrito Federal.

Ainda de acordo com o Ministério da Saúde, 158.593 pacientes se recuperaram, e 208.117 estão sob acompanhamento médico.

Com a expansão do contágio, o Brasil continua na segunda posição entre os países com mais casos do novo coronavírus no planeta, atrás apenas dos EUA, que acumulam mais de 1,6 milhão de vítimas infectadas, de acordo com dados compilados pela Universidade Johns Hopkins.

Movimentação no Cemitério Parque Nazaré para enterros de COVID-19 (coronavírus) em Belém, no Pará

© Folhapress / Fotoarena
Movimentação no Cemitério Parque Nazaré para enterros de COVID-19 (coronavírus) em Belém, no Pará

Em relação ao número de vítimas fatais no mundo, o Brasil ocupa a sexta colocação, atrás de EUA (98.717), Reino Unido (37.130), Itália (32.955), França (28.533) e Espanha (27.117).

A COVID-19 já infectou mais de 5,5 milhões de pessoas ao redor do globo, ceifando as vidas de 348 mil pessoas, ainda segundo os dados da Universidade Johns Hopkins. Conforme informou a Organização Mundial da Saúde (OMS), após China, Europa e EUA, a América do Sul é o mais recente epicentro da doença, com destaque negativo para o Brasil.

O novo coronavírus segue avançando em uma curva ascendente na maior parte dos estados brasileiros, e as falhas no acesso ao atendimento hospitalar adequado e na adoção de medidas eficazes de distanciamento social fizeram um estudo na Universidade de Washington estimar que o Brasil tenha quase 126 mil mortes até o início de agosto, caso tudo siga como está.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/brasil/2020052615628122-com-mais-de-1-mil-obitos-brasil-alcanca-mais-de-24-mil-mortes-pelo-coronavirus/

Mais 14 mortos e 165 novos casos de covid-19 em Portugal

 
 
Portugal regista esta segunda-feira 1330 óbitos de covid-19 e 30788 casos confirmados de infeção pelo novo coronavírus. Há 17822 doentes recuperados
 
Dos 14 novos óbitos registados no boletim epidemiológico desta segunda-feira, "apenas seis ocorreram nas últimas 24 horas", explicou o secretário de Estado da Saúde, António Lacerda Sales, na conferência de imprensa diária sobre a pandemia em Portugal. "Os outros nove resultam da verificação dos certificados de óbito".

Graça Freitas, diretora-geral da Saúde, explicou que os médicos que registam os óbitos podem assinalar uma vítima como sendo um caso suspeito de covid-19 mas só após o resultado do teste ser positivo é que o caso é contabilizado no boletim epidemiológico.

A região Norte regista 744 vítimas mortais de covid-19 (mais seis em comparação com o boletim anterior), a região Centro tem 233 (mais duas) e Lisboa e Vale do Tejo tem 322 (mais seis). Alentejo (um), Algarve (15) e Açores (15) não registam novos óbitos. A Madeira não tem qualquer vítima mortal do novo coronavírus.

Por faixa etária, duas das novas vítimas mortais tinham entre 50-59 anos, três tinham entre 60-69 anos, cinco tinham entre 70-79 anos e quatro tinham mais de 80 anos.

Há 531 doentes internados (menos cinco) e 72 em unidades de cuidados intensivos (menos seis). Os doentes recuperados são no total 17822, ou seja, mais 273 do que no domingo.

Sandra Alves | Jornal de Notícias
 
 

Ver o original em 'Página Global' na seguinte ligação:

https://paginaglobal.blogspot.com/2020/05/mais-14-mortos-e-165-novos-casos-de.html

NECESSÁRIAS NOVAS MEDIDAS DE COMBATE AO SARS-COV-2

Covid19 26maio20
 
Por ser um vírus novo o Covid-19 não apresenta ainda certezas científicas definitivas sobre o seu comportamento ou o seu processo de transmissão. Considerado até aqui pela OMS como sendo um vírus com fácil transmissão através de superfícies contaminadas verifica-se agora, através de estudo recente na posse da OMS, que o vírus pode não ser transmissível através de superfícies e objectos pelo menos com a eficácia que antes a OMS lhe atribuía. Esta foi a comunicação que a OMS decidiu há poucos dias dar a conhecer.
 
 
Esta nova descoberta sobre o comportamento do vírus merece uma nova reflexão. Se o vírus tem tido uma propagação tão grande entre as várias comunidades pelo mundo fora, será seguramente porque a transmissão física social é muito eficaz e tem uma importância acrescida. E não será apenas o distanciamento físico social de metro e meio ou dois metros que impede, sobretudo em recintos fechados, a sua fácil propagação. Os especialistas admitem hoje que a transmissão do vírus pode dar-se com facilidade não apenas através de gotículas lançadas pela tosse mas também pela fala ou pela simples respiração de pessoa infectada. https://www.publico.pt/2020/04/28/ciencia/noticia/sarscov2-detectado-suspensao-ar-questao-transmissivel-1914128
 
Estes novos conhecimentos requerem portanto uma atenção redobrada quanto ao cumprimento do distanciamento físico social e sobretudo quanto à importância da utilização do uso das máscaras mesmo em espaços exteriores onde o distanciamento físico não seja respeitado como por exemplo nos passadiços ou nos passeios junto às praias onde o aglomerado de pessoas que se cruzam impossibilitam tal distanciamento. Em Espanha tornou-se na passada semana obrigatório o uso de máscaras no exterior neste tipo de situações.
 
Uma atenção redobrada merece também os recintos fechados onde nem sempre é possível o uso de máscara continuado como nos restaurantes apesar do distanciamento e do seu funcionamento a 50%. Sabendo hoje que o simples falar espalha aerossóis no ambiente fechado, que se mantêm no ar por longos períodos, medidas acrescidas deveriam ser tomadas. A obrigatoriedade de nestes espaços ser obrigatória a instalação de uma ventilação de exaustão do ar (com pressão negativa, à semelhança do que já existe para os espaços de fumadores) seria uma medida oportuna e que daria mais confiança aos utilizadores desses espaços.
 

Ver o original em 'Classe Política ' (clique aqui)

Covid-19 avança nos PALOP

 
 
Guiné-Bissau tem 64 novos casos. Doença chegou à província moçambicana de Nampula. Há mais infetados também em Angola e São Tomé e Príncipe. Cabo Verde realiza testes em massa na capital.
 
O número de infeções por Covid-19 na Guiné-Bissau aumentou para 1.178, este domingo (24.05), mantendo-se em seis o número de vítimas mortais, disse o Centro de Operações de Emergência de Saúde (COES) guineense.

"Nas últimas 48 horas foram detetados 64 novos casos de Covid-19 no país", afirmou o coordenador do COES, Dionísio Cumba, na conferência de imprensa diária sobre a evolução da pandemia no país, que não se realizou sábado devido a atrasos no trabalho do Laboratório Nacional de Saúde Pública.

O médico guineense disse também que o número de recuperados se mantém nos 42.

Em relação aos internamentos hospitalares, Dionísio Cumba confirmou que há 14 pessoas em estado grave.

"Há 12 em estado grave no Hospital Nacional Simão Mendes (em Bissau) a precisar de oxigénio, e dois em estado muito crítico no hospital de Cumura", disse.

Um dos internados no hospital de Cumura em estado crítico é um cidadão português que está infetado com o coronavírus e sofre de outras doenças.

 
Cabo Verde realiza testes em massa

Cabo Verde tem um acumulado de 371 casos de Covid-19 desde 19 de março, três óbitos e 142 doentes recuperados, mas apenas a ilha de Santiago apresenta ainda casos ativos da doença, num total de 236. No sábado (23.04), o Ministério da Saúde confirmou mais nove casos da doença.

Todos os 56 casos diagnosticados na ilha da Boa Vista já foram dados como recuperados, o mesmo acontecendo com os três casos em São Vicente.

A ilha de Santiago, a única do arquipélago em estado de emergência totaliza 312 casos (84% do total do país) diagnosticados da doença, dos quais 304 na Praia, o principal foco da pandemia no arquipélago.

Tendas instaladas nos bairros da capital estão a permitir a realização de testes rápidos em massa à presença do novo coronavírus.

"Estamos a fazer entre 100 a 150 testes por dia em cada bairro, dois ou três bairros por dia. É um teste rápido, 10 a 15 minutos", explicou à Lusa Evandro Lopes, do conselho local da Praia da Cruz Vermelha de Cabo Verde.

O teste é gratuito para a população, sendo o acesso prioritário aos que sabem que tiveram contato com pessoas infetadas.

Entretanto, os autocarros de transporte coletivo de passageiros voltam a circular a partir de segunda-feira (25.05) na cidade da Praia.
 
São Tomé e Príncipe regista 291 infetados

O número de pessoas com infeção pelo novo coronavírus em São Tomé e Príncipe aumentou para 291, depois que mais nove casos detetados em 30 testes rápidos realizados, anunciou o Ministério da Saúde no sábado (23.04).

De acordo com o boletim diário divulgado pela porta-voz do Ministério da Saúde, Isabel dos Santos, o país conta até agora com 291 casos de Covid-19, sendo que 16 estão internados.  

Na sexta-feira (22.05), o ministro da Saúde, Edgar Neves, tinha anunciado que das 603 amostras enviadas, há uma semana, para o Instituto Ricardo Jorge 176 deram positivos.

Moçambique anuncia 26 novos casos

Moçambique anunciou este domingo (24.05) mais 26 casos de infeção pelo novo coronavírus, o dia em que maior número foi acrescentado ao total acumulado, que ascende agora a 194 casos, referiu o diretor-geral do Instituto Nacional de Saúde (INS), Ilesh Jani.

"É a primeira vez que temos um número tão alto de casos num único dia. Houve semanas em que não tínhamos tantos casos", o que indica que a epidemia em Moçambique "está a entrar numa nova fase", com maior transmissão local, acrescentou.

O total acumulado subiu para 194, com 51 casos recuperados e sem mortes.

Dos 26 casos de hoje, nove pessoas não apresentam sintomas da doença e as restantes têm sinais leves a moderados.

Dos novos casos anunciados, 11 dizem respeito ainda ao foco de infeção no recinto de construção da zona industrial de processamento de gás natural, em Afungi, Cabo Delgado - nove devido a novos testes a trabalhadores essenciais e dois detetados em pessoas que já cumprem quarentena na capital provincial, Pemba.

Foram também anunciados os primeiros três casos na província de Nampula e mais um na província de Maputo.

Niassa, a norte, uma das províncias mais isoladas do país, e Zambézia, no centro, a segunda mais populosa do país, são as únicas que ainda não registaram oficialmente qualquer caso.

Angola regista 61 casos

No sábado (23.05), o secretário de Estado para a Saúde Pública de Angola, Franco Mufinda, anunciou mais um caso de infeção por Covid-19, de transmissão local, elevando o total para 61 e mais um óbito, somando quatro mortes.

O novo caso registado é de um cidadão angolano de 43 anos, morador em Luanda, relacionado com um doente ao qual estão associadas 19 infeções por transmissão local.

Foram recolhidas pouco mais de 10 mil amostras, das quais 61 positivas, 6.752 negativas e as restantes ainda em processamento.

Encontram-se internadas em quarentena institucional 1.156 pessoas e foi dada alta a 20, nas últimas 24 horas.

Em África, há 3.246 mortes confirmados em mais de 107 mil infetados em 54 países, segundo as estatísticas mais recentes sobre a pandemia no continente.
 
Deutsche Welle | Lusa

Brasil chega aos 363.211 casos da COVID-19 com 22.666 mortes

Covid-19: Brasil regista quase 800 mortes e ultrapassa os 11 mil...

Rio de Janeiro, 24 mai (Xinhua) -- O Brasil somou 653 mortes causadas pela COVID-19 nas últimas 24 horas, o que elevou o total de óbitos pela pandemia no país a 22.666, com 363.211 casos confirmados, segundo o balanço oficial divulgado neste domingo pelo Ministério da Saúde.

Com os 15.813 novos casos registrados nas últimas 24 horas, o Brasil manteve o segundo lugar mundial em número de infectados pelo vírus, atrás apenas dos Estados Unidos.

O Ministério da Saúde informou também que há 3.544 óbitos sob investigação, enquanto 149.911 pacientes foram curados do novo coronavírus até domingo.

São Paulo (sudeste), o estado mais rico e populoso do Brasil, com 46 milhões de habitantes, segue liderando as estatísticas: neste domingo chegou a 6.163 mortos e 82.161 casos.

O governo de São Paulo informou que a ocupação dos leitos destinados a pacientes da COVID-19 na rede pública está em 91,8%.

A fim de tentar combater a pandemia, o estado antecipou feriados na capital e decretou feriado em todos os seus municípios nesta segunda-feira, mas a medida não tem surtido o resultado esperado, já que a meta de aumentar a adesão ao isolamento social para pelo menos 55% não foi batida em nenhum dos dias do feriado prolongado até agora.

O estado do Rio de Janeiro (sudeste) é o segundo mais afetado, com 3.993 mortes e 37.912 casos, seguido pelo Ceará (nordeste), com 2.324 óbitos e 35.595 infectados.

Os outros estados mais afetados são Pernambuco (nordeste) e Pará (norte), com 2.200 e 2.148 óbitos, respectivamente, de acordo com o boletim do Ministério da Saúde. Fim

Ver original em "XINHUA Português" na ligação seguinte:

http://portuguese.xinhuanet.com/2020-05/25/c_139085732.htm

Brasil ignora OMS e mantém indicação da hidroxicloroquina para a COVID-19

Paciente exibe cartela de comprimidos da hidroxicloroquina em Nova Deli, na Índia
© AP Photo / Manish Swarup / File

O Ministério da Saúde declarou nesta segunda-feira (25) que não vai mudar sua recomendação para tratar o novo coronavírus com hidroxicloroquina, apesar da Organização Mundial da Saúde (OMS) ter decidido suspender os testes do medicamento por questões de segurança.

Como seu colega norte-americano Donald Trump, o presidente Jair Bolsonaro divulgou os supostos benefícios da hidroxicloroquina e um medicamento relacionado, a cloroquina, contra o novo coronavírus.

No entanto, estudos científicos questionaram sua segurança e eficácia contra a doença, incluindo uma publicada na sexta-feira (22) na respeitada revista médica The Lancet, que descobriu que as drogas realmente aumentavam o risco de morte.

Isso levou a OMS a suspender um ensaio clínico mundial de hidroxicloroquina como tratamento com COVID-19 nesta segunda-feira (25).

"Estamos calmos e não haverá mudanças na diretriz brasileira divulgada na semana passada", afirmou a secretária de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, Mayra Pinheiro, em entrevista coletiva.

A diretriz do ministério recomendou que os médicos do sistema público de saúde prescrevam cloroquina ou hidroxicloroquina desde o início dos sintomas do COVID-19.

A posição foi emitida logo após a renúncia do ex-ministro da Saúde, Nelson Teich, que não resistiu à insistência de Bolsonaro em receitar os medicamentos, apesar da falta de evidências sólidas. Ele foi o segundo ministro a deixar a pasta em menos de um mês.

Médicos em uma Unidade de Tratamento Intensivo (UTI), no Hospital Gilberto Novaes, em Manaus, 20 de maio de 2020

© AFP 2020 / Michael Dantas
Médicos em uma Unidade de Tratamento Intensivo (UTI), no Hospital Gilberto Novaes, em Manaus, 20 de maio de 2020

O Brasil, o país latino-americano mais atingido pela pandemia, emergiu como o mais recente ponto de infecções, com quase 375 mil casos - o segundo mais alto do mundo, depois dos Estados Unidos - e mais de 23 mil mortes.

Especialistas explicam sempre que a alta subnotificação no Brasil significa que os números reais provavelmente são muito mais altos.

A hidroxicloroquina é normalmente usada para tratar doenças autoimunes, enquanto a cloroquina é geralmente usada contra a malária. Estudos preliminares na China e na França geraram esperança de que os medicamentos pudessem ser eficazes contra o novo coronavírus.

Isso levou os governos a comprá-los a granel. Trump chegou a dizer na semana passada que estava tomando a hidroxicloroquina como medida preventiva, embora tenha dito no domingo (24) que havia terminado o tratamento.

Pinheiro questionou o estudo da revista Lancet, que analisou os registros médicos de 96 mil pacientes em centenas de hospitais.

"Não foi um ensaio clínico, foi apenas um conjunto de dados coletados de diferentes países e que não atende aos critérios de um estudo metodologicamente aceitável para servir de referência para qualquer país do mundo, incluindo o Brasil", avaliou ela.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/brasil/2020052615622826-brasil-ignora-oms-e-mantem-indicacao-da-hidroxicloroquina-para-a-covid-19/

Cascais regista 5 novos infetados aumentando para 520 casos

Covid 19 cascais

 

No relatório de hoje, da Direcção Geral da Saúde (DGS) registou 5 novos casos no número de infetados com o COVID-19 no Concelho de Cascais, subindo para 520 casos confirmados em Cascais.

Os dados da DGS publicados hoje registam  mais 165 casos de COVID-19 em Portugal, sendo o total atual de 30.788 casos confirmados.

CASOS CONFIRMADOS
DIA 19 20 21 22 23 24 25
Nº CASOS 29432 29660 29912 30200 30471 30623 30788
VARIAÇÃO 223 228 252 288 271 152 165

Os casos suspeitos tiveram um aumento de 1.257 casos passando para um total de 311.223 casos suspeitos. O número de casos confirmados é de 30.788o que representa um aumento de 165 casos em relação ao dia de ontem.

CASOS SUSPEITOS
DIA 19 20 21 22 23 24 25
Nº CASOS 298.501 301.225 303.811 306.171 308.584 309.966 311.223
VARIAÇÃO 3.052 2.724 2.586 2.360 2.413 1.382 1.257

 

A aguardar o resultado laboratorial temos 1.899casos.

Estão sob vigilância pelas autoridades de saúde 26.449 casos, registando-se um acréscimo de 121casos em relação ao dia de ontem.

Nas últimas 24 horas registaram-se 273 novos casos de recuperados, aumentado o total para 17.822 casos.

Na caracterização clínica registam-se 531 casos de internamento e 72 em unidades de cuidados intensivos (UCI).

Do lado das piores noticias temos 14 óbitos nas últimas 24 horas, elevando este número para um total de 1.330 óbitos.

ÓBITOS
DIA 17 18 19 20 21 22 23 24 25
NºÓBITOS 1.218 1.231 1.247 1.263 1.277 1.289 1.302 1.316 1.330
VARIAÇÃO 15 13 16 16 14 12 13 14 14

Fonte de Dados: Direcção Geral da Saúde

 

 

“Nenhuma era apenas um número”. NYT dedica toda a primeira página às 100.000 vítimas da pandemia

(dr) NYT

 

Mil nomes de pessoas numa primeira página. O jornal norte-americano The New York Times dedicou a primeira página da edição deste domingo a mil vítimas mortais da pandemia de covid-19, para assinalar a iminente passagem do número de 100.000 mortes nos Estados Unidos.

 

O New York Times dedica a sua primeira página à memória de mil pessoas que morreram devido à pandemia da covid-19 e evoca a vida de cada uma. “Estas mil pessoas representam apenas um por cento do total. Nenhuma delas era apenas um número”, escreve o jornal na capa, que se encontra totalmente preenchida por texto.

Os Estados Unidos são o país mais afetado pela pandemia do novo coronavírus, tanto em número de mortes quanto em casos, com 97.087 mortes para 1.621.658 casos, de acordo com os dados mais recentes. Segundo a agência noticiosa France-Presse, no sábado, os Estados Unidos registaram 1.127 novas mortes em 24 horas, e atravessar a marca de 100.000 mortes aparenta ser uma questão de dias.

Entre as vítimas mortais da covid-19 citadas pelo jornal The New York Times neste domingo, estão JoeDiffie, 62 anos, de Nashville, “estrela da música country distinguida por um Grammy”, e Lila A. Fenwick, 87 anos, de Nova Iorque, a “primeira mulher negra a formar-se na Harvard Law School”.

 
 

Da lista também constam MylesCoker, 69 anos, de Nova Iorque, que foi “libertada após ser condenada à prisão perpétua”, e Jordan Driver Haynes, 27 anos, de CedarRapids, Iowa, um “jovem generoso com um sorriso encantador”.

“Queria algo que as pessoas pudessem reler daqui a 100 anos para entender o peso do que estamos a passar”, disse Marc Lacey, chefe de redação do jornal norte-americano, para justificar a primeira página da edição deste domingo.

“Em vez dos artigos, fotografias ou gráficos que normalmente aparecem na primeira página do The New York Times, este domingo há apenas uma lista: uma lista longa e solene de pessoas cujas vidas foram perdidas devido à pandemia do coronavírus”, pode ainda ler-se no artigo que explica o projeto do NYT.

A passagem esperada da marca de 100.000 mortes por covid-19 surge no contexto de debates sobre o confinamento, quando vários estados se comprometem a facilitar as medidas restritivas decididas contra a propagação da doença.

https://twitter.com/AndrewSolender/status/1264551648178946049?ref_src=twsrc%5Etfw

 

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, candidato à reeleição em novembro, preocupado com a recuperação económica, está a pedir aos governadores democráticos que “libertem” o seu Estado, num desafio aos avisos dos consultores científicos.

No sábado à noite, o Presidente norte-americano escreveu na sua conta na  rede social Twitter “transição para maior”, usando o slogan com que defende a reabertura da economia, o que deu origem a muitos comentários discordantes.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 339 mil mortos e infetou mais de 5,2 milhões de pessoas em 196 países e territórios. Os Estados Unidos são o país com mais mortos (97.087) e mais casos de infeção confirmados (mais de 1,6 milhões).

ZAP // Lusa

 
 
 

Ver original em 'ZAP aeiou' na seguinte ligação:

https://zap.aeiou.pt/nenhuma-era-apenas-um-numero-nyt-dedica-toda-primeira-pagina-mil-vitimas-da-pandemia-326322

Inquérito Serológico Nacional à Covid-19 arranca hoje

Inquérito Serológico Nacional à Covid-19 arranca hoje

O Inquérito Serológico Nacional à Covid-19 que visa estimar a taxa de incidência da infeção pelo novo coronavírus na população residente em Portugal arrancou hoje em todo o país, anunciou o Instituto Nacional Ricardo Jorge (INSA)

Este inquérito de base populacional, que prevê a realização de cinco estudos epidemiológicos transversais, visa avaliar a presença de anticorpos contra o novo coronavírus (SARS-CoV-2) responsável pela Covid-19 na população residente em Portugal e monitorizar a sua evolução ao longo tempo.

Em declarações à agência Lusa, a coordenadora do inquérito, Ana Paula Rodrigues, afirmou que “o trabalho de campo arranca hoje oficialmente” em todo o país e tem a duração de três semanas.

Para a sua concretização, serão selecionadas 1.720 pessoas com 10 ou mais anos e 352 crianças até aos nove anos que recorram a um dos cerca de 100 laboratórios ou hospitais do Serviço Nacional de Saúde parceiros para a realização de análises laboratoriais de rotina.

Ana Paula Rodrigues, do Departamento de Epidemiologia do INSA, adiantou que será feita “uma monitorização muito apertada deste trabalho”, contabilizando diariamente quanto participantes já foram selecionados para fazer “alguns ajustes ao trabalho de campo” de maneira a que seja concluído no prazo previsto.

O inquérito tem como principal objetivo “estimar a taxa de incidência da infeção na população na população residente em Portugal”, sublinhou.

“Pretendemos depois ter esta estimativa por grupo etário, por região de saúde de maneira a podermos compará-las entre si, e um outro objetivo que é estimar a proporção das infeções que terão sido assintomáticas ou com sintomas muito ligeiros, isto é, pessoas que tenham anticorpos contra o novo coronavírus, mas que não tiveram sintomas nos dois meses anteriores”, explicou.

Segundo a investigadora, a estratégia para seleção dos participantes já foi usada em inquéritos serológicos anteriores, como o realizado “às doenças evitáveis por vacinação”, em que as pessoas quando vão fazer análises ao sangue de rotina aos seus laboratórios são convidadas a fazer a colheita para participar neste estudo.

“A participação consiste em dar uma quantidade muito pequenina de sangue, sem implicar uma picagem suplementar, e a resposta a um pequeno questionário de saúde para referir se a pessoa teve sintomatologia sugestiva da doença nos dois meses anteriores”, adiantou.

Os resultados deste primeiro estudo, que se constitui também como o estudo piloto deste inquérito serológico desenvolvido pelos departamentos de Epidemiologia e de Doenças Infeciosas do INSA, deverão ser tornados públicos ainda durante o mês de julho.

Segundo o INSA, os estudos transversais subsequentes serão realizados cerca de cinco meses após o primeiro estudo e posteriormente de três em três meses até um ano (total de quatro estudos), podendo estes trabalhos de investigação ser ajustados de acordo com o curso da epidemia de modo a responder às necessidades de informação de cada momento.

A informação e as amostras recolhidas serão codificadas no momento da recolha de modo a que os dados partilhados e divulgados não permitam a identificação individual do participante.

A participação no inquérito não terá qualquer custo para os participantes, que poderão ter acesso aos seus resultados caso assim o entendam, refere o INSA, que irá processar todas as amostras.

Portugal contabiliza 1.316 mortos associados à covid-19 em 30.623 casos confirmados de infeção, referem os últimos dados da Direção-Geral da Saúde (DGS), segundo os quais há 17.549 pessoas recuperadas.

Fonte: Lusa

 

Ver original em 'Portal CASCAIS' na seguinte ligação:

https://www.portalcascais.pt/sociedade/saude-sociedade/inquerito-serologico-nacional-a-covid-19-arranca-hoje/

Identificação da origem do vírus deve ser profissional, imparcial e construtiva, diz chanceler chinês

 

 

Beijing, 24 mai (Xinhua) -- A China está aberta para se juntar aos esforços da comunidade internacional científica para identificar a origem do vírus, e o processo deve ser profissional, imparcial e construtivo, disse neste domingo o conselheiro de Estado e ministro das Relações Exteriores do país, Wang Yi.

Wang fez as observações em uma coletiva de imprensa à margem da sessão legislativa nacional anual.

 

 

Ver original em "XINHUA Português" na ligação seguinte:

http://portuguese.xinhuanet.com/2020-05/24/c_139084047.htm

OS CONFINAMENTOS ESTÃO A FUNCIONAR – MAS NUNCA VOLTAREMOS AO “NORMAL”. por VICTOR HILL

 

The lockdowns are working – but we shall never get back to “normal”. por Victor Hill

Masterinvestor, 24 de Abril de 2020

Selecção e tradução de Júlio Marques Mota

 

 

Em cada semana de pandemia que passa, aprendemos novas lições – mas algumas nações estão a aprender mais depressa do que outras. A questão-chave para todos é quando é que os confinamentos  poderão ser em segurança com total descontracção – se é que alguma vez o poderão ser? Victor Hill está a analisar esta situação .

Boas notícias, más notícias

A boa notícia é que, à medida que os EUA e a Europa entram no segundo mês de confinamento, estão já a considerar  que o número de casos novos confirmados de Covid-19 pode já ter atingido o pico – o que significa que é provável que o número de vítimas mortais atinja o pico durante os últimos 10 dias de Abril.

A má notícia é que a saída dos confinamentos  não se fará de um dia para o outro. Na verdade, vai levar meses e não semanas a voltar à situação de pós-normalidade. Como resultado, na maioria das grandes economias, a atividade permanecerá em níveis significativamente abaixo do normal até ao terceiro trimestre, se não mesmo ao quarto trimestre de 2020. E isso significa que não haverá uma recuperação em forma de V.

Perto do pico?

Na semana passada perguntei como saberíamos que tínhamos atingido o pico no número de novos casos de Covid-19, a menos que puséssemos toda a gente à prova – o que, evidentemente, não vai acontecer. No entanto, admito agora que o número de novos casos que surgem com pacientes com sintomas graves que se apresentam nos hospitais pode representar uma amostra da população no seu conjunto, muitos dos quais terão sido infetados, mas continuam assintomáticos. Da mesma forma que podemos prever os resultados eleitorais com razoável precisão, através de sondagens a uma pequena amostra do total do eleitorado, podemos estimar a ampla propagação da infeção a partir do número de pessoas que ficaram doentes.

No fim-de-semana passado, foi-me enviada uma análise dos dados por um brilhante jovem economista. O que ele fez foi “suavizar” os dados, calculando o rácio entre os números dos casos diários contínuos de 5 dias e os novos casos comunicados diariamente. À medida que este rácio se aproxima de 1,0, podemos supor que atingimos, ou até passámos, os casos de pico – pelo menos da primeira vaga da pandemia. Isto porque este número se aproxima do valor R0 do vírus (ou seja, o quão contagioso é). Porquê um período móvel  de 5 dias? Porque, no início, o meu economista notou um surto em casos diários a cada 4-6 dias aproximadamente e isto correspondeu aos dados do período de incubação da China: este é o período em que as pessoas infetadas são mais contagiosas e têm maior probabilidade de propagar a doença.

O médico-chefe para a Inglaterra, Chris Whitty, declarou que existe aproximadamente um desfasamento de 11 dias entre a infeção e os testes. Se isso estiver correto, então, aqui no Reino Unido, passámos o pico de casos há cerca de duas semanas. Isto baseia-se em dois pressupostos principais. O primeiro é que o vírus se transmite de um caso infetado para outro em  explosões de 5 dias. Este é o período que vai desde a infeção até  à apresentação de sintomas – quando as vítimas se isolam, terminando assim a sua própria linha de transmissão. O segundo pressuposto é que podemos observar como o vírus é infecioso, ou fazer uma aproximação grosseira do valor R0, calculando o rácio de novos casos de há 5 dias atrás para os registados hoje. Quando o rácio de casos de 5 dias – ou R0 aproximado – é inferior a 1,0, cada caso propaga-se a menos de uma outra pessoa e o vírus começa a reduzir-se  à medida que é transmitido em quantidades cada vez menores.

NB: This has not been peer-reviewed.

A linha de tendência neste caso sugere que o número de novos casos registados diminuirá para zero dentro de cerca de oito dias após a sua publicação – por volta de 02 de Maio – o que é claramente irrealista e otimista. Mas é verdade que este é o caso do confinamento ter funcionado – mesmo que tenha sido, sem dúvida, imposto demasiado tarde. Outras nações estão a registar resultados semelhantes.

O Professor Carl Heneghan, do Centre for Evidence-Based Medicine da Universidade de Oxford, calculou que o pico do Reino Unido ocorreu já no dia 08 de abril. Um problema é que não só as práticas relacionadas com o registo de mortes por Covid-19 variam de país para país, como os números emitidos pela Public Health England não coincidem com os publicados pelo Instituto de Estatísticas, porque os primeiros apenas registam mortes pelo vírus ocorridas nos hospitais.

Relaxamento dos  confinamentos

Esta semana, a Alemanha, a Dinamarca e a Áustria anunciaram uma flexibilização limitada dos seus confinamentos, a ser introduzida gradualmente até ao início de maio. Houve longas filas de compradores fora das lojas de bricolage como na Áustria. Espanha, França e Grécia planeiam limitar as suas medidas de isolamento ao longo das próximas três semanas. A Itália, talvez o país europeu mais afetado, planeia uma reabertura gradual a partir de 4 de maio.

Nos EUA, onde o Covid-19 se encontra atualmente entre as três principais causas de morte diária juntamente com o cancro e as doenças cardíacas, está prevista uma trajetória semelhante. A maioria dos estados permanece sob ordens de permanência em casa até ao final de abril. As orientações de reabertura anunciadas pela Casa Branca na passada quinta-feira (16 de abril) são vagas e oferecem latitude aos Estados individualmente. Os Estados escassamente povoados com um fardo de doença relativamente modesto até agora poderiam muito bem começar a reabrir no início de maio

O que tem surpreendido a maior parte dos governos é a disponibilidade dos cidadãos para a restrição das suas liberdades civis. Isso explica-se em grande medida pelo princípio da autopreservação – embora exista uma minoria significativa de pessoas em todo o mundo que simplesmente não o conseguem. Geralmente, as pessoas receiam mais morrer de forma desagradável do que perder temporariamente os seus rendimentos.

A experiência chinesa – apesar de os números chineses serem questionáveis – continua a ser o nosso único modelo para a eficácia de um bloqueio prolongado. O encerramento de Wuhan começou em 23 de Janeiro e durou mais de 70 dias. Não se compreende bem como ou por que razão o vírus não chegou aos grandes centros populacionais de Pequim ou Xangai; nem como a China conseguiu manter a sua classe dirigente aparentemente não infetada. O virologista e laureado com o Prémio Nobel francês Luc Montagnier pensa que o vírus foi criado pelo homem e que provavelmente escapou acidentalmente de um laboratório em Wuhan. Se se acumularem provas para essa explicação, as consequências – económicas e geopolíticas – serão enormes.

O problema é que ninguém sabe ao certo se o vírus poderá voltar ou não numa segunda ou mesmo numa terceira vaga. Os dados que nos chegam de Milão esta semana são preocupantes – o número de novos casos está a aumentar novamente. As notícias que nos chegam da Coreia do Sul – um país que é um modelo de gestão pandémica – também não são tranquilizadoras. Alguns sobreviventes sucumbiram a uma segunda vaga de infeção.

Se a política é proteger o SNS, então qualquer potencial recrudescimento das infeções tem necessariamente de encerrar de novo a economia. Embora o verdadeiro escândalo no Reino Unido seja que, possivelmente, a maioria das vítimas desta peste morreu não nos hospitais de emergência Nightingale[1], mas em casas de repouso com avisos de DNR (Do Not Resuscitate) amarrados às suas camas.

Lições de aprendizagem

O historiador Niall Ferguson (não confundir com o epidemiologista Neal Ferguson do Imperial College London) escreveu recentemente[2]  que as pragas tendem a ser más notícias para  os grandes impérios com fronteiras porosas; enquanto as cidades-estado que podem fechar os seus portões têm-se saído muito melhor ao longo da história. E nesta atual pandemia de coronavírus, as nações pequenas e ágeis parecem ter-se saído melhor do que as grandes e populosas.

Israel, Taiwan e Nova Zelândia serão considerados, depois de tudo isso ter terminado, como estudos de caso de contenção pandémica. Países escassamente povoados têm vantagem sobre os densamente povoados e as áreas rurais são menos propensas a infeções do que as urbanas. Por exemplo, a República da Irlanda, que realmente tem apenas uma grande metrópole – Dublin, com cerca de 560.000 pessoas – tem uma taxa de mortalidade  por mil pessoas de cerca da metade da do Reino Unido. E a Nova Zelândia, um país de língua inglesa com cerca de cinco milhões de pessoas com uma cultura social e política muito semelhante à do Reino Unido, é digna de análise.

O governo neozelandês sob a liderança de Jacinda Ardern decidiu impor um confinamento apertado desde muito cedo contra a progressão do vírus no país. Todos os neozelandeses receberam uma avaliação de risco abrangente que delineia o que se espera deles em quatro níveis de alerta. Estes são: Nível 1 – Preparar; Nível 2 – Reduzir; Nível 3 – Restringir; Nível 4 – Eliminar. O país foi colocado imediatamente num confinamento de Nível 4, no entendimento de que seria relaxado gradualmente ao longo do tempo, de acordo com o sucesso em conter a doença.

Tive uma sessão de Zoom com um primo em Auckland durante o fim-de-semana e ele compreende exatamente qual é a estratégia de saída. A literatura que o governo da Nova Zelândia divulgou ao seu povo é clara e precisa – muito mais impressionante do que a carta que recebemos do nosso Primeiro-Ministro. A Nova Zelândia teve até agora (quinta-feira à tarde) 1.451 casos confirmados e apenas 16 mortes.

A Nova Zelândia proibiu visitantes da China  desde o início de fevereiro, mesmo antes de ter tido um único caso do vírus. A Austrália encerrou completamente as suas fronteiras. Em contrapartida, o Reino Unido recusou-se a fechar as suas fronteiras – têm chegado voos de Heathrow e de outros pontos quentes da China, Irão, Itália e de outros pontos quentes da Covid-19 todos os dias deste ano. As suas cargas de passageiros viajam então para o centro de Londres nas linhas de tubos de incubação do Senhor  Khan,  que está paralizado.

Desde março, a Nova Zelândia tem sido única a procurar não só aplanar a curva dos casos de coronavírus, como a maioria dos outros países tem procurado fazer, mas também a eliminar o vírus por completo. Os testes Covid-19 estão generalizados. Os compradores de supermercados estão mesmo a ser testados aleatoriamente e, caso sejam positivos, os seus contactos são rastreados. O sistema de saúde não tem sido sobrecarregado. Os novos casos atingiram o seu auge no início de abril.

Isto não é ciência de foguetes – é, em grande parte, senso comum.

A tirania dos “especialistas

Num artigo detestável para o New Statesman na semana passada, Caelainn Hogan citou um investigador irlandês, sem dizer o seu nome, que primeiro que tudo,  eles [os britânicos] disseram-nos  durante o  Brexit para não ouvirmos os peritos… Agora vão tentar transferir as culpas para a comunidade científica…

Haverá muito tempo para recriminar e culpar depois do vírus ter sido vencido. Por agora, noto que, na realidade, a classe política britânica tratou a comunidade científica com uma reverência bajuladora que não merece. O que me parece é que não vejo ninguém ser suficientemente corajoso para dizer que os “especialistas” têm  enviesamentos cognitivos inerentes [à sua ideia de especialistas], mesmo que não estejam conscientes deles. Este foi o tema de Daniel Kahneman  em Thinking Fast and Slow, um dos livros mais influentes sobre economia comportamental dos últimos anos.

O psicólogo Paul Slovic, que influenciou muito Kahneman, considera que um efeito heurístico leva as pessoas a “deixar que os seus gostos e aversões determinem as suas crenças sobre o mundo”. Se estiver inclinado para uma ação governamental forte para combater o coronavírus, acreditará que os benefícios do confinamento  são substanciais e que os seus custos podem ser geridos.

O economista americano Barry Brownstein escreveu na semana passada que a cobertura mediática do impacto do coronavírus é tendenciosa para a novidade e a pungência. A reação emocional resultante molda as nossas estimativas dos riscos, que incluem os riscos para a saúde determinados pelos confinamentos  – como o tratamento cancelado para as pessoas que sofrem de cancro, que conduzirá certamente a um aumento da mortalidade.

A quantificação dos riscos não é objetiva; e os peritos têm exatamente os mesmos preconceitos cognitivos que os não peritos. Além disso, os peritos são sempre demasiado confiantes nas suas próprias hipóteses, porque lhes é constantemente dito que eles são peritos – na realidade, que são magos. Além disso, se se reúnem dois peritos, estes  são suscetíveis de pensar em grupo. A sabedoria popular diz-nos que os grupos são mais inteligentes do que os indivíduos; mas há muitas provas psicológicas de que os grupos podem ser estúpidos porque são culpados de enviesamentos  de confirmação. Ou seja, eles procuram inconscientemente informações que confirmam as suas intuições subjacentes. O resultado é fazer com que qualquer opinião dissidente pareça  excêntrica.

Sem dúvida que o Professor Whitty sabe muito mais sobre epidemiologia do que eu (ou você); mas, como explica James Surowiecki em A Sabedoria das Multidões: nada  prova verdadeiramente  que alguém se possa tornar especialista num domínio  tão amplo como a tomada de decisões ou a política.

Lições da Segunda Guerra Mundial

No seu livro A Máquina de Guerra Britânica, o Professor David Edgerton explica como a função pública britânica convenceu os políticos, no início da Segunda Guerra Mundial, de que haveria milhões de mortes de civis britânicos a curto prazo em consequência do bombardeamento de civis pela Luftwaffe. Já em setembro de 1939 os hospitais foram esvaziados e começou a evacuação em massa de crianças das grandes cidades.

A estimativa inicial do Gabinete de Guerra era de 50 mortos e feridos por tonelada de bombas lançadas. O Ministério do Interior elevou então esta estimativa para 72 mortos por tonelada de bombas lançadas, com base na análise dos ataques aéreos nazis a Barcelona, em março de 1938. O Professor Edgerton escreve: “Algumas provas também de Barcelona sugerem dezassete baixas por tonelada, mas isso foi ignorado. O Ministério da Aviação advertiu Neville Chamberlain de que haveria 2,5 milhões de baixas nas primeiras dez semanas da guerra.

Já em fevereiro de 1939 estavam a ser emitidos abrigos Anderson – produzidos em massa com ferro canelado – e máscaras de gás para as classes trabalhadoras. Previsivelmente, os trabalhistas  argumentavam que estas proteções eram inadequadas e exigiam que se fizesse mais. Mas quando chegou, o bombardeamento foi muito menos mortal do que se esperava. O Professor Edgerton estima que o número final de mortos durante o Blitz foi de 2-3 mortos por tonelada de bombas lançadas. No entanto, isso ainda representa 150.000 a 200.000 vidas perdidas.

A minha avó viu  a minha mãe e as suas duas irmãs mais novas saírem de  Paddington no desolador mês de janeiro de 1940. Ninguém sabia para onde elas iam. Acabaram por ir parar a Northampton. Mais tarde, nunca falaram dos três anos e meio que lá passaram, embora eu soubesse que tinham estado  separadas. Quem me dera ter pensado em perguntar-lhes – mas agora é demasiado tarde, pois já se foram todos embora.

Regressaram a Londres no final de 1943, quando o Ministério do Interior flexibilizou a sua política de evacuação – mesmo a tempo dos ataques massivos já quase no fim de guerra que quase matavam toda a gente numa  noite. Isso são peritos para si.

No outro dia estava a cortar a relva e, de repente, veio-me à cabeça uma imagem de três jovens mulheres num comboio em direção a um destino desconhecido e a um futuro incerto. Senti uma punhalada de angústia no peito.

Quanto ao meu pai, ele foi enviado para Exeter. Ele não se importou nada com a família anfitriã e – literalmente – pegou numa bicicleta (que eu suspeito que ele terá roubado ) e voltou para Londres. Uma vez aí,  foi a uma estação de recrutamento da RAF, onde mentiu sobre a sua idade (tinha apenas 17 anos). Algumas semanas mais tarde, estava no Old Queen Mary, a funcionar então como um navio de transporte de tropas, em direção ao Canadá. Ele passou a maior parte da Guerra a voar  sobre os Grandes Lagos.

Há alguns anos a minha parceira  e eu estávamos em digressão pela Califórnia e ficámos no Queen Mary I, que agora serve como um hotel boutique em Long Beach, nos subúrbios espalhados de Los Angeles. Depois de um jantar reconhecidamente bíblico, voltei para a minha “cabana”; e, enquanto olhava atentamente para  os longos corredores, concebi a extraordinária  ideia  de que o meu pai estava presente ao meu lado.

Não tenho a certeza se acredito em fantasmas ou espíritos. Mas, como disse Hamlet: Há mais coisas no Céu e na Terra/ Do que se sonha na tua filosofia, Horatio.

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[1] Nota do tradutor.  Os  NHS Nightingale Hospital, são hospitais públicos criados em 2020 especificamente para tratar  a pandemia coronavirus.

[2] [i] Corona Wars. The Spectator, 18 April 2020.

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Para ler este artigo de Victor Hill no original clique em:

The lockdowns are working – but we shall never get back to “normal”

Ver original em 'A viagem dos Argonautas' na seguinte ligação:

https://aviagemdosargonautas.net/2020/05/24/crise-do-covid-19-e-a-incapacidade-das-sociedades-neoliberais-em-lhe-darem-resposta-xlvii-os-confinamentos-estao-a-funcionar-mas-nunca-voltaremos-ao-normal-por-victor-hill/

«Relaxamento» nos comboios sobrelotados?

Para a ministra da Saúde, é o «relaxamento nas pausas do trabalho» que explica os novos casos em Lisboa e não o facto de milhares de pessoas irem para o trabalho em comboios que não cumprem a lotação exigida.

Marta Temido, ministra da Saúde, na conferência de imprensa diária, a 23 de Maio de 2020.CréditosANTÓNIO PEDRO SANTOS / LUSA

«Tudo leva a indicar que não serão os incumprimentos das regras gerais pelas estruturas laborais que estarão a originar provavelmente estes focos, mas, sim, algum relaxamento, alguma descontração, nos momentos que não são momentos de trabalho formal», disse ontem a ministra da Saúde, Marta Temido, em relação ao aumento do número de casos na região de Lisboa e Vale do Tejo.

Não será ingenuamente que a ministra escolhe apontar o dedo ao que fazem os trabalhadores nas suas pausas, contrapondo esses momentos ao tempo de trabalho efectivo, onde as medidas de segurança seriam cumpridas e não haveria lugar a contágio.

Os trabalhadores, fora da «tutela» do patrão, põem-se em risco quando vão almoçar juntos, põem-se em risco quando trocam de roupa. Sugere ainda que «há indícios» de que alguns vêm juntos de carro, utilizando transportes colectivos mas não transportes públicos...

Marta Temido coloca-se, sem hesitações, do lado dos patrões e utiliza os seus argumentos. Não apresentando provas que suportem as suas insinuações, estas não passam de um posicionamento com uma intenção velada: desviar as atenções do facto de muitas empresas não garantirem as normas de protecção aos seus empregados e de o Governo não garantir que os transportes públicos permitam deslocações feitas em segurança.

Ver original em "AbrilAbril" na seguinte ligação:

https://www.abrilabril.pt/nacional/relaxamento-nos-comboios-sobrelotados

No público, o vírus não entra?

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Cerca de 70% das creches abriram. 54 funcionários testaram positivo

«...o Governo revela que dos 29 mil funcionários que fazem parte desta rede 27 mil foram testados — os que ainda restam são aqueles que trabalham nas creches que apenas irão abrir portas no dia 1 de Junho, garante…» (in Público)

Porque é que nas creches, e mesmo não sendo obrigatório, quase todo o pessoal docente e não docente foi já testado ao novo coronavírus, e nem nas escolas secundárias, que estão em aulas há uma semana, nem nos jardins de infância públicos, que abrirão no início de Junho, se sente essa necessidade? Será que, por ser educação pública, o vírus não entra?

Ou é apenas a velha tendência de o Estado recomendar ou exigir aos empregadores privados e do terceiro sector ou que não é capaz de impor a si próprio?

O que me parece é que nas creches e jardins de infância privados haverá sempre alguém responsável a quem, se for caso disso, se assacarão as respectivas responsabilidades. Já no Estado, entre ministérios da Educação e da Saúde, secretarias de Estado, direcções-gerais, delegações regionais e direcções escolares, haverá sempre formas de empurrar a batata quente de uns para os outros, diluindo responsabilidades.

Mas há outra explicação. No complexo processo do desconfinamento gradual, os critérios económicos e políticos tendem a prevalecer sobre os de saúde pública até há pouco dominantes. Ressurge a tentação perigosa de construir, à custa dos outros, a imunidade de grupo que nos protegerá a nós. Neste novo contexto, um pouco mais ou menos profissionais da educação infectados serão, na gestão macro destas coisas, uma estatística irrelevante.

Secretário de vigilância do Ministério da Saúde afirma que deixará cargo na segunda-feira

Secretário de vigilância em Saúde, Wanderson de Oliveira, em coletiva de imprensa sobre atualizações de dados do boletim epidemiológico diário, relacionados ao novo coronavírus (Covid-19), no salão oeste do Palácio do Planalto, em Brasília (DF)
© Folhapress / Fatopress

O secretário Nacional de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Wanderson de Oliveira, anunciou que pretende deixar o cargo nesta segunda-feira (25).

Defensor do isolamento social, durante a gestão de Mandetta, Oliveira foi um dos que mais participou das ações de enfrentamento à pandemia e ficou conhecido em função de aparições diárias nas entrevistas coletivas sobre a situação da COVID-19 no país.

Ele chegou a pedir demissão no dia 15 de abril, antes da demissão do ministro da Saúde Henrique Mandetta, mas permaneceu no cargo a pedido do seu ex-chefe. Nelson Teich, que também já deixou a chefia da pasta, também solicitou sua permanência no cargo.

Após a saída de Teich, o secretário de vigilância informou seu desligamento ao ministro interino da Saúde, Eduardo Pazuello. Oliveira é servidor do Hospital das Forças Armadas de Brasília, e se reapresentará à instituição.

"Apesar de sair da função de Secretário de Vigilância em Saúde, continuarei ajudando ao Ministro Pazuello nas ações de resposta à pandemia. Somos da mesma instituição, Ministério da Defesa e conosco é missão dada, missão cumprida", disse Wanderson, citado pelo G1.

Oliveira é doutor em epidemiologia e passou 15 dos mais de 20 anos de sua carreira no Ministério da Saúde. Antes do novo coronavírus, ele coordenou a resposta do país à síndrome da zika congênita e à pandemia de influenza. É especialista em epidemiologia pela Escola de Saúde Pública Johns Hopkins, também nos Estados Unidos, e é professor da escola da fundação Oswaldo Cruz, em Brasília.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/brasil/2020052415617994-secretario-de-vigilancia-do-ministerio-da-saude-afirma-que-deixara-o-cargo-na-segunda-feira/

Cascais sobe para 515 casos com 15 novos infectados

 

No relatório de hoje, da Direcção Geral da Saúde (DGS) registou 15 novos casos no número de infetados com o COVID-19 no Concelho de Cascais, subindo para 515 casos confirmados em Cascais.

Os dados da DGS publicados hoje registam  mais 152 casos de COVID-19 em Portugal, sendo o total atual de 30.623 casos confirmados.

CASOS CONFIRMADOS
DIA 18 19 20 21 22 23 24
Nº CASOS 29209 29432 29660 29912 30200 30471 30623
VARIAÇÃO 173 223 228 252 288 271 152

Os casos suspeitos tiveram um aumento de 1.382 casos passando para um total de 309.966 casos suspeitos. O número de casos confirmados é de 30.623o que representa um aumento de 152 casos em relação ao dia de ontem.

CASOS SUSPEITOS
DIA 18 19 20 21 22 23 24
Nº CASOS 295.449 298.501 301.225 303.811 306.171 308.584 309.966
VARIAÇÃO 1.350 3.052 2.724 2.586 2.360 2.413 1.382

 

A aguardar o resultado laboratorial temos 2.115casos.

Estão sob vigilância pelas autoridades de saúde 26328 casos, registando-se um acréscimo de 198casos em relação ao dia de ontem.

Nas últimas 24 horas registaram-se 9844 novos casos de recuperados, aumentado o total para 17549 casos.

Na caracterização clínica registam-se 536 casos de internamento e 78 em unidades de cuidados intensivos (UCI).

Do lado das piores noticias temos 14 óbitos nas últimas 24 horas, elevando este número para um total de 1.316 óbitos.

ÓBITOS
DIA 16 17 18 19 20 21 22 23 24
NºÓBITOS 1.203 1.218 1.231 1.247 1.263 1.277 1.289 1.302 1.316
VARIAÇÃO 13 15 13 16 16 14 12 13 14

 

Fonte de Dados: Direcção Geral da Saúde

 

 

Cientistas estimam datas exatas do fim da pandemia em diversos países

Pessoas com máscaras em uma rua de Nova York durante pandemia, nos EUA
© Sputnik / Brian Smith

Pesquisadores da Universidade de Tecnologia de Singapura previram matematicamente as datas exatas em que diversos países ao redor do mundo podem estar livres do coronavírus.

Cientistas da Universidade de Tecnologia e Design de Singapura criaram um complexo modelo matemático que, com base na atual tendência dos casos, prevê a data exata em que a pandemia terminará nos EUA, Reino Unido e em outros países ao redor do mundo.

Modelo matemático SIR

Este modelo matemático, aplicado à epidemiologia, denominado modelo SIR (suscetíveis — infetados — recuperados), se baseia em dados atualizados diariamente de diferentes países, de forma a estimar as curvas do ciclo epidemiológico e as datas de fim da pandemia, informa o tabloide britânico Daily Mail.

O modelo prevê a trajetória de propagação do vírus ao longo do tempo, enquanto acompanha o número real de novos casos confirmados por dia em um determinado país.

Pessoas durante distanciamento social em círculos feitos em parque no bairro do Brooklyn, em Nova York, durante a pandemia, 17 de maio de 2020

© AFP 2020 / Johannes Eisele
Pessoas durante distanciamento social em círculos feitos em parque no bairro do Brooklyn, em Nova York, durante a pandemia, 17 de maio de 2020

Sendo as previsões atualizadas de forma contínua com os dados mais recentes, as previsões podem ser modificadas sempre que se prevejam alterações nos cenários a longo prazo.

O fim da pandemia pode ser determinado se os cálculos, que são apenas estimativas, forem precisos.

Contudo, os pesquisadores observaram que as previsões são apenas estimativas e estão sujeitas a mudanças, quer devido à complexidade do vírus, quer em função de outros fatores, incluindo as restrições e protocolos de testes em vigor em um país.

Apesar disso, as estimativas apontam que o fim da pandemia poderia ocorrer logo em julho em alguns países, enquanto para outros a data está mais adiante mas sempre até ao final do ano.

Assim, por exemplo, para Portugal os cientistas estimam o fim da pandemia para 18 de julho, para Singapura em 19 de julho, Reino Unido em 30 de setembro e Itália em 24 de outubro.

O estudo prevê que os EUA e o segundo país mais atingido, o Brasil, só conhecerão o fim da pandemia em meados de novembro, caso as atuais medidas permaneçam em vigor e não surja nenhuma vacina.

Perigo de relaxamento

No entanto, a universidade alertou para o fato de se tratar de um modelo de previsões que deve ser observado com prudência, frisando que "qualquer excesso de otimismo com base em algumas datas finais é perigoso, por poder afrouxar a disciplina e controles e causar o retorno do vírus e da infecção", refere o Daily Mail.

 

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/ciencia_tecnologia/2020052415617630-cientistas-estimam-datas-exatas-do-fim-da-pandemia-em-diversos-paises/

Díaz-Canel: a resposta de Cuba à pandemia foi «muito digna»

«Na luta contra a pandemia alcançámos um resultado digno, digníssimo, e mais nas condições em que o país o fez», afirmou o presidente de Cuba num encontro com cientistas responsáveis pelo combate à Covid-19.

Está-se a fazer ciência no meio de uma situação de contingência. afirmou Díaz-CanelCréditos / Estudios Revolución

Numa reunião que manteve, esta semana, com especialistas centrados no combate à epidemia, no Palácio da Revolução, em Havana, Miguel Díaz-Canel sublinhou que, antes de o surto epidémico chegar a território cubano, o país já tinha «uma situação complexa, económica e social, provocada pelo bloqueio e a Lei Helms-Burton».

Não obstante, afirmou, «o resultado científico que alcançámos deu ao país uma visibilidade e um prestígio tremendo, como componente fundamental no combate». «Não termos uma nova vaga é a quimera, e, naturalmente, chegar à vacina cubana o mais rapidamente possível», disse, citado pelo diário Granma.

No encontro, o presidente de Cuba deu particular ênfase «ao contributo da biotecnologia cubana para o combate à Covid-19», tendo-se referido ao papel que o anticorpo monoclonal Anti-CD6 e o péptido CIGB-258 têm para evitar a morte de pacientes em estado grave e crítico, depois de serem infectados com o coronavírus SARS-CoV-2, e para impedir que outros pacientes chegem a esses estados.

Graças aos resultados desses produtos biotecnológicos, em Cuba regista-se 1% de falecidos graves e críticos abaixo da média mundial e da América Latina e Caraíbas, sublinhou o chefe de Estado.

«No mundo, 80% dos pacientes que chegam ao estado crítico estão a morrer. Em Cuba, com a utilização desses medicamentos, 80% dos que chegam a estados críticos e graves estão a ser salvos», acrescentou.

«Isto é fruto da ciência cubana, do desenvolvimento do nosso sistema de Saúde e da integração que esse sistema pode alcançar para fazer frente à pandemia», afirmou Díaz-Canel, lembrando que «se está a fazer ciência no meio de uma situação de contingência» e que «isso tem um valor adicional».

Sistema de Saúde cubano não entrou em colapso

Na reunião, que teve lugar no final da semana, o decano da Faculdade de Matemática e Computação da Universidade de Havana, Raúl Guinovart, comentou que o país caribenho consegue passar pela pandemia com resultados favoráveis devido às medidas tomadas pelas autoridades.

O investigador disse que, antes de 30 de Março, «muitos críticos e não críticos» do país previam uma «situação muito mais complicada» para Cuba, tendo por base a noção de que «países ricos, com sistemas de Saúde com muitos mais recursos e não sujeitos a um bloqueio, tinham praticamente colapsado».

Ao invés, «o sistema de Saúde cubano conseguiu controlar a epidemia, não entrou em colapso e vai a caminho de erradicar» a doença, frisou.

Apesar de os dados serem positivos e o cenário na Ilha se afigurar favorável, o presidente cubano pediu aos cidadãos que mantenham a disciplina e a responsabilidade, de modo a evitar uma segunda vaga, considerando fundamental manter as medidas de higiene e distanciamento físico mesmo quando se passar à normalidade.

Ver original em "AbrilAbril" na seguinte ligação:

https://www.abrilabril.pt/internacional/diaz-canel-resposta-de-cuba-pandemia-foi-muito-digna

'Ou você toma cloroquina ou não tem nada', diz Bolsonaro

Presidente Jair Bolsonaro ajusta a sua máscara em frente ao Palácio da Alvorada, em Brasília (DF)
© REUTERS / Adriano Machado

O presidente Jair Bolsonaro voltou a defender o uso cloroquina neste sábado (23) e afirmou, na entrada do Palácio da Alvorada, que ou "você toma" a substância "ou não tem nada". 

"Até porque não tem outro remédio. É o que tem. Ou você toma cloroquina ou não tem nada. O que eu fico chateado também é que quem não quer tomar, não toma", disse na porta do Palácio da Alvorada, onde parou para conversar com apoiadores, segundo publicado pelo jornal Estadão. 

No local, havia um grupo de pessoas que carregava uma faixa enaltecendo o medicamente: "Graças a Deus fomos curados da COVID usando a cloroquina. Fechados com Bolsonaro". 

O chefe de Estado também voltou a citar uma suposta história da Segunda Guerra, quando soldados feridos teriam recebido água de coco na veia devido à falta de sangue. 

"Então, o cara pegou água de coco e meteu na veia dele. E deu certo. Se fosse esperar um protocolo, uma comprovação científica, iam morrer milhares", afirmou.

Governo liberou substância

Na última quarta-feira (20), o Ministério da Saúde divulgou protocolo liberando o uso da cloroquina e da hidroxicloroquina em pacientes com sintomas leves da COVID-19, 

A utilização das substâncias vinha sendo defendida desde o início da epidemia por Bolsonaro, apesar da resistência dos ex-ministros da Saúde Luiz Henrique Mandetta e Nelson Teich. 

O uso da substância não tem eficácia comprovada contra a doença causada pelo novo coronavírus. O Conselho Federal de Medicinal, embora tenha liberado a cloroquina no tratamento da COVID-19, não recomenda sua utilização. A Sociedade Brasileira de Infectologia recomenda o uso do medicamento apenas em casos estritamente controlados.

Pesquisa realizada com 96 mil pacientes sobre o uso da cloroquina para tratamento do coronavírus, publicada na sexta-feira (22) na revista The Lancet, indicou que seu uso não apresenta benefícios no combate à COVID-19. Além disso, o estudo mostrou que a substância pode provocar arritmia cardíaca durante hospitalização.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/brasil/2020052315616752-ou-voce-toma-cloroquina-ou-nao-tem-nada-diz-bolsonaro/

França | CORONAVÍRUS: EM QUE PAÍS DE “SABUJOS” VIVEMOS NÓS? – por YVES ROUCAUTE

 

Coronavirus: dans quel pays de “salauds” vivons-nous? por Yves Roucaute

Atlantico, 30 de Abril de 2020

Selecção e tradução de Júlio Marques Mota 

 

ludovic MARIN / AFP / POOL

 

Yves Roucaute analisa a crise sanitária do coronavírus, a gestão da pandemia pelo Governo e as deficiências da sociedade francesa.

Em que país de “sabujos” (Sartre) vivemos nós? Onde é possível que um quarteirão de ministros e um presidente desfilem nos meios de comunicação social orgulhosos do número de pessoas mortas pelo Covid-19, com um dos três recordes mais mortíferos do mundo, em breve à frente da Espanha incompetente, recuperando o atraso em relação à Itália, à frente dos Estados Unidos, mesmo tendo em conta o número de habitantes? Onde nem culpados nem responsáveis, as mesmas pessoas continuam a congratular-se perante os milhares de sepulturas mal fechadas por ter havido eleições em 15 de Março e em plena pandemia, levando, de 17 a 20 de Março, a uma sobre-mortalidade de +16%, na semana seguinte de +35% e, 14 dias depois, a um pico de +59,6% desconhecido no mundo? Onde as mesmas pessoas, com uma soberba sem paralelo, ousam impor uma política de desconfinamento, ao ponto de quererem mandar as crianças à escola no dia 11 de maio, apesar da discordância de todos os cientistas?

Sim, em que país de “sabujos” vivemos nós onde a pergunta “porque é que na Áustria, Dinamarca, Noruega, República Checa, China, Coreia… as pessoas podem sair ou começar a sair do confinamento? Porque não nós e há tantas pessoas mortas aqui”? Onde é que as autoridades com uma forte rigidez psicológica  preferiram organizar a desinformação que mata, assistidas por comités de peritos às suas ordens, defendendo a suficiência de “gestos de barreira”, já que outros invocam os espíritos da floresta, em vez de estarem a pôr a nu  a sua incompetência? Transmissões de covid19 ?  Dá-se até 3 horas por via aérea, até 3 dias por metais e plásticos, até 4 horas por caixas de cartão … As soluções da Alemanha, Noruega, Áustria … ? Simples. Lavar as mãos? Certamente. Mas acima de tudo, máscaras FFP2 que protegem de 98,9% a 100%, luvas a 100% e análises ao sangue para rastrear e isolar a doença. Doente? Confinamento. Dúvidas? Confinamento. Ausência de máscaras e luvas? Confinamento. Têm máscaras FFP2, luvas, testes negativos e o confinamento teve os seus efeitos? Pode sair e fazer as suas compras, ver os seus amigos, tal como todas as pessoas de Hong Kong que andam pelas ruas e mercados, conhecer os seus familiares e amigos, ir trabalhar e divertir-se.

Sim, em que país de “sabujos” vivemos nós em que a procura dos prestadores de cuidados é menos importante do que as variações da libido de um presidente que precisa de ir ao Panoramix da esquina  para decidir sobre a qualidade de um medicamento, em vez de deixar os médicos livres de escolher os seus cuidados médicos? Onde um porta-voz do governo afirmou que usar uma máscara implicava tão complicados   “gestos técnicos” que ela própria não os sabia aplicar, o que fazia rir 1,4 mil milhões de chineses, incluindo crianças pequenas, mas não famílias francesas de luto?

Em que país de sabujos  vivemos nós, onde as Cosette [1]foram  proibidas  de ir visitar os  Jean Valjeans envelhecidos, mesmo que pudessem usar máscaras e luvas? Onde os  ataques crescentes às liberdades e ao amor pelos outros por parte de uma tecnocracia que ainda não forneceu máscaras gratuitas, que não alertou ainda quanto às luvas,  que  ainda não fornece testes ou respiradores, mas produz regulamentos repressivos, impede as importações de meios de sobrevivência não carimbados pela administração, finge rastrear computadores portáteis e tenta fazer a população sentir-se culpada, culpando-a pela sua própria negligência?

Em que país de “sabujos” é mais importante manterem-se  fiéis às suas  decisões e salvarem os seus lugares  do que salvar vidas de forma pragmática? Onde se multiplica a desinformação governamental ao ponto de afirmar que as máscaras seriam inúteis porque o coronavírus seria “tão pequeno” que lhes escaparia pelas malhas? Porquê dá-las então aos médicos, se isso  é inútil? Foram proibidos de vender ontem, porquê colocá-los então hoje à venda, com mímicas desdenhosas indicando que é necessário dá-las ao bom povo que as reclama, mas que são inúteis? As máscaras FFP2, que protegem mais de 98,7% contra partículas de 0,03 a 1,1 mícron, e o coronavírus tem cerca de  0,125 mícron de diâmetro, deixariam de proteger quando chegassem a França? Ou será que o coronavírus voltará a ficar mais pequeno quando atravessar a fronteira, assustado com as declarações do Presidente e do seu governo? Em França, o vírus não se propagaria pelo ar através das gotículas respiratórias , que são obviamente maiores e que são um pouco como o carro com motorista que transporta alguns dos nossos “sabujos”? Mais uma vez uma exceção francesa, as mesmas gotículas respiratórias, como bolas do jogo à petanca, cairiam no chão ao  saírem  da boca, incluindo da boca  dos mentirosos autorizados, em vez de ficarem em suspensão no ar num periodo de tempo que pode ir até às três horas? Isso explicaria porque é que dois chineses têm de usar máscaras mesmo que estejam a cem metros de distância, mas não dois franceses que, graças à operação do Santo Espírito de Eliseu  que transforma as gotículas em chumbo, têm apenas de estar a um metro de distância, ou mesmo dois, segundo o rito francês, novo e aceite?

Em que país de “sabujos” vivemos nós onde estes “gordos cheios de si” (Sartre de novo) da tecnoestrutura continuam surdos, desde fevereiro, aos alertas e informações científicas e recusam-se a admitir que falharam? Confinamento, máscaras, luvas, testes: era isto que estávamos a dizer quando o governo pediu às pessoas para tossirem para  o  braço, para ficarem a um metro de distância e lerem os regulamentos! Soluções cuja eficácia foi tornada pública pela China e pela Coreia logo após o declínio acelerado da pandemia, em 27 de fevereiro. Comprovado pelo trabalho publicado pela Anestasia Patient Safety Foundation, desde 12 de fevereiro, laboratórios em Hamilton, Princeton, UCLA, Harvard, Instituto de Saúde dos Países Baixos…Trabalho que eu próprio, como epistemólogo e cidadão, em várias ocasiões  referi  modestamente. Trabalhos acessíveis a todos os peritos, mesmo aos mais preguiçosos, através do MedRxiv e dos sítios universitários que arquivam as pré-publicações e as publicações científicas. E isto muito antes das eleições autárquicas.

Sim, em que país vivemos nós, onde os “sabujos” de ontem continuam a vender esperanças de vacinas para daqui até  18 meses, sorrisos diários e fantoches mecânicos no nosso caminho da cruz? Será que gostam da sensação de forçar 66 milhões de cidadãos a serem privados da sua liberdade de movimentos e de terem o poder de dar cabo dos nossos  sonhos? Será que gostam da sensação de serem o Estado, esse monstro quimérico, cínico e frio, sobre o qual nenhum contrapoder parece poder impor a voz da razão, quanto mais a da consciência? De incarnarem  este “poder” mágico-religioso que decide tudo, desde a abertura dos escritórios  até às permissões  de saída, organizando a “sociedade de controlo” (Deleuze) sobre os cidadãos, os seus corpos, as suas vidas?

Este país de “sabujos ” não é o meu país. O país que amo e no qual vivo, apesar do inverno do espírito, aplaude os cuidadores de saúde e todos aqueles que, grandes ou pequenos, enfrentam a morte para salvar as nossas vidas. É a terra da generosidade que espalha o calor suave dos seus corações, desde o professor ao  empresário, desde o agricultor ou  trabalhador da distribuição até  ao idoso a viver em lares e na situação de dependência. É a França republicana que vibra ao ritmo desta fraternidade livre que tem iluminado toda a humanidade desde 1789. É o país  da verdadeira moral que diz “a humanidade,  de acordo, a humanidade em primeiro lugar”, respondendo às exigências da consciência esclarecida  pela ciência.

O país em que vivo é o verdadeiro país, a verdadeira França. Que desconfia daqueles  que vivem noutros locais, neste simulacro de França, o simulacro dos “sabujos”. Porque aqui as crises não podem ser geridas do topo da parafernália à força de  discursos distribuídos como pão abençoado a um rebanho atordoado. Aqui perdoa-se  a ignorância e o erro, mas a dignidade faz parte do  corpo e a igualdade de direitos toma o lugar do simples chapéu. Aqui, mais do que em Roma de outrora, é curta a distância entre o Capitólio e  a Rocha Tarpeia, onde os culpados eram  atirados à morte. E quem pensa   ter chegado ao Eliseu está apenas por vezes a caminho do Tártaro, que não é um prato  mas sim um inferno dirigido pelos deuses. Onde se colocam também  aqueles que se pensam como tal.

__________

[1] Cosette e Jean Valjean são personagens de Os Miseráveis de Vitor Hugo.

 

Fonte: Yves Roucaute, Sitio Atlantico, Coronavirus : dans quel pays de “salauds” vivons-nous ? Texto publicado em 30 de abrl de 2020 e disponível em:

https://www.atlantico.fr/decryptage/3589223/coronavirus–dans-quel-pays-de-salauds-vivons-nous–virus-maladie-covid-19-hexagone-france-societe-confinement-deconfinement-economie-technostructure-administration-chine-hong-kong-wuhan-yves-roucaute

 

Ver original em 'A viagem dos Argonautas' na seguinte ligação:

https://aviagemdosargonautas.net/2020/05/23/crise-do-covid-19-e-a-incapacidade-das-sociedades-neoliberais-em-lhe-darem-resposta-xlvi-os-estragos-da-crise-coronavirus-em-que-pais-de-sabujos-vivemos-nos-por-yves-rouca/

Vacina contra o Covid-19: Sanofi, ou a mercantilização extrema da saúde. Por Martine Orange

 

Seleção e tradução de Francisco Tavares

Martine Orange 

Por Martine Orange

Publicado por Mediapart (Vaccin contre le Covid-19: Sanofi, ou la marchandisation extrême de la santé) em 14/05/2020 (ver aqui)

 

Ao declarar que reserva as suas vacinas para os Estados Unidos, o grupo francês Sanofi lança uma luz dura sobre o que aconteceu no mundo da saúde: a vacina contra o Covid-19 tornou-se um desafio de guerra comercial, de luta entre potências.

Era outro tempo, outro mundo. Em 1954, o investigador americano Jonas Salk, o descobridor da vacina contra a poliomielite, anunciou, quando a sua vacina foi lançada no mercado, que renunciava a patentear a vacina, em nome da defesa da humanidade. “Podemos patentear o sol?” respondeu aos repórteres perplexos que o investigador estivesse a abdicar de uma fortuna.

Penso que os conhecimentos biológicos proporcionam analogias úteis para compreender a natureza humana (…) As pessoas pensam na biologia em termos práticos como os medicamentos, mas a sua contribuição para o nosso conhecimento dos sistemas vivos e de nós próprios será igualmente importante no futuro (…) É muito mais importante cooperar e colaborar. Somos co-autores com a natureza do nosso destino“, explicou ele mais tarde.

À luz das observações de Jonas Salk, as declarações do director da Sanofi, Paul Hudson, na quarta-feira, à Bloomberg, segundo as quais a vacina Covid-19 seria reservada prioritariamente aos Estados Unidos, ilustram o fosso que nos separa dos velhos valores do mundo académico e médico. Já não há lugar à colaboração, ao conhecimento partilhado, ao bem comum.

Os cuidados de saúde caíram no domínio da mercantilização ao longo das últimas décadas. É um negócio. As grandes Farmacêuticas, as grandes multinacionais dos medicamentos que dominam o sector, já não têm qualquer escrúpulo em relação à patenteação de seres vivos, de tudo o que a natureza criou. Podiam ter patenteado o sol e exigido royalties por isso.

120 M Orange Vacina contra o Covid19 Sanofi ou a mercantilização extrema da saúde 1

Sede das Nações Unidas, Nova Iorque, Estados Unidos da América. Brian Smith / Sputnik / AFP

Com o Covid-19, no entanto, esta evolução é ainda mais assustadora. No final de Abril, a Assembleia Geral da ONU bem pode ter adoptado uma declaração apelando à mais ampla cooperação internacional na luta contra a pandemia, nomeadamente a universalidade da vacina a nível mundial, mas a China e os Estados Unidos decidiram o contrário. Vacinas, testes, medicamentos, tudo o que pode ajudar a combater a pandemia está a tornar-se uma guerra comercial, uma luta entre potências.

Desde o início da pandemia, Donald Trump anunciou que a descoberta da vacina tinha de ser um sucesso americano, uma ilustração do “América Primeiro”, tema de que ele fez sua campanha permanente. Wall Street aplaudiu, sendo a saúde, juntamente com o agroalimentar, considerada pelo mundo financeiro como o setor mais seguro nestes tempos incertos, uma área onde há milhares de milhões a fazer, seja o que for.

Nesta luta pela supremacia, o Presidente americano está pronto para tudo. No início de Fevereiro, a imprensa alemã revelou que o Governo americano tinha tentado deitar as mãos a um pequeno laboratório alemão, apresentado como promissor na investigação contra o Covid-19, e reservar para si o trabalho. “A Alemanha não está à venda”, respondeu o Governo alemão com dureza. Perante o protesto geral, o Governo americano tinha recuado.

Mas não desistiu: pendurou milhares de milhões de dólares em financiamentos para atrair as maiores empresas farmacêuticas não americanas. Muitos cederam às sirenes de dinheiro. Especialmente porque, se forem bem sucedidos, têm garantia de total liberdade sobre o preço da sua vacina, uma vez que os preços dos medicamentos não estão regulamentados nos Estados Unidos. Isto pode traduzir-se em milhares de milhões em lucros.

É neste contexto que a Sanofi estabeleceu uma parceria com a sua concorrente GlaxoSmithKline num projecto financiado pelos Estados Unidos para desenvolver uma vacina e produzir 600 milhões de doses anuais, pelo menos inicialmente, se a sua investigação sobre uma vacina for bem sucedida.

O Governo dos EUA tem o direito de obter primeiro as vacinas porque investiu assumindo riscos. Será assim porque os Estados Unidos investiram para tentar proteger o seu povo, para tentar relançar a sua economia“, explicou Paul Hudson [CEO de Sanofi].

A declaração provocou um protesto deste lado do Atlântico. “O compromisso dos franceses de desenvolver um campeão no setor da saúde não pode levar a que os franceses prefiram outros mercados para lançar as suas vacinas”. Não pode haver ganhos sistematicamente privatizados e perdas ou investimentos sistematicamente transferidos para o esforço colectivo dos franceses“, afirmou o Partido Socialista. “Isto é nada mais e nada menos do que chantagem para obter mais ajuda pública“, denuncia o Observatório para a Transparência nas Políticas de Medicamentos.

Mas também causou grande preocupação. “Ninguém deve ser enviado para o fundo da fila de vacinação por causa do local onde vive ou do que ganha“, disse o Presidente sul-africano Cyril Ramaphosa, alarmado com a ascensão deste nacionalismo médico, desta guerra comercial em matéria de saúde, que é contrária aos compromissos da ONU.

Pressionado por todos os lados, o governo teve de reagir. Emmanuel Macron disse estar “emocionado“, recordando que “a vacina contra o Covid-19 deve ser um bem global” que deve ser “retirado das leis do mercado“, enquanto o primeiro-ministro disse que a Sanofi lhe tinha dado “todas as garantias de que a vacina seria distribuída em França“.

Com esta controvérsia, o Governo demonstra mais uma vez o seu amadorismo e a sua duplicidade de critérios. Como pode fazer de conta que sabe tudo? Ao contrário da Alemanha e da Grã-Bretanha, que concordaram em fornecer fundos significativos aos seus grupos farmacêuticos para os ajudar a financiar a sua investigação para o desenvolvimento de vacinas contra o Covid-19, a França optou por nada fazer, como a Mediapart relatou. Os programas de investigação em matéria de vacinas foram excluídos do primeiro concurso “flash Covid-19” para projectos de investigação pública.

Excepto para dizer que o Governo francês nada sabe, como é que se pode acreditar que nada sabia sobre o envolvimento da Sanofi no projecto americano sobre as vacinas? A declaração provocadora do CEO da Sanofi obrigou-o a reagir. Mas se ele não tivesse dito nada publicamente, teria o Governo ficado emocionado com esta situação?

Perante o clamor, a Sanofi defendeu-se hoje explicando que o seu chefe optou deliberadamente pela provocação para acordar os europeus. Numa altura em que os Estados Unidos e a China se puseram em ordem na batalha, a União Europeia mostra grande dificuldade em pôr em marcha programas comuns de investigação na luta contra o Covid-19.

Em 7 de Maio, Emmanuel Macron e Angela Merkel participaram numa importante teleconferência para financiar a investigação contra o Covid-19. Foram angariados cerca de 7,3 mil milhões de euros. Mas, nesta fase, nada de concreto foi comprometido. Na sequência das suas declarações, a Sanofi afirma ter iniciado “discussões muito construtivas com as autoridades da União Europeia e com os governos francês e alemão, entre outros” para realizar investigação na Europa.

 

Uma necessidade de solidariedade internacional

Isso significa que vai ter uma janela aberta para financiar a sua investigação com dinheiro público? Há muitos anos já, os sucessivos governos decidiram confiar no setor privado em matéria de saúde, abandonando todas as ambições da investigação pública francesa.

De ano para ano, a investigação pública vê os seus orçamentos diminuírem, como pele em curtimento, forçando os laboratórios públicos a mendigar subsídios e financiamentos a grupos privados. A Sanofi, tal como outros, fornece fundos ao Inserm, ao CEA e a vários hospitais universitários para financiar a sua investigação. Mas esta investigação é realizada no âmbito e sobre os temas definidos pelos grupos privados. E, evidentemente, são eles que beneficiam da propriedade intelectual e de todas as repercussões comerciais do trabalho realizado pelo setor público.

Todos acham isto normal. A mentalidade nos escalões superiores do governo há muito que leva a pensar que o público nunca vale nada. O público não sabe ter ideias, sucesso ou ambição. Pode ser despojado de todo o seu trabalho, sem que isso perturbe ou preocupe ninguém no ministério, nas universidades, no setor da saúde.

As descobertas financiadas pela Telethon, ou seja, por doações dos franceses, encontram-se assim em mãos privadas, tendo sido resgatadas por centenas de milhões, ou mesmo milhares de milhões mais tarde, sem que a investigação pública francesa estivesse associada, nem de perto nem de longe, aos benefícios comerciais.

Este desarmamento em relação ao setor privado tornou-se uma regra geral aceite a todos os níveis do Estado. Há anos que o Estado distribui dinheiro público, concedendo ajudas e ofertas fiscais de todo o tipo, sem pedir a mínima devolução ou contrapartida. Isto é ainda mais verdade quando se trata dos nossos campeões nacionais, que têm de estar “no jogo da competição global“.

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Paul Hudson, Director Geral da Sanofi. ERIC PIERMONT / AFP

A Sanofi é uma campeã nesta área. O terceiro maior grupo farmacêutico mundial e líder mundial em vacinas, é o produto da investigação pública e da fusão de grupos públicos (departamento Elf Aquitaine, Rhône-Poulenc). Deve igualmente o seu desenvolvimento à Segurança Social e à Agência Francesa de Medicamentos, que asseguram anualmente uma grande parte do seu volume de vendas. Além disso, recebe várias formas de ajuda.

A Sanofi é uma empresa francesa cuja actividade de investigação é financiada pelo Crédito Fiscal à Investigação (CIR) – um crédito fiscal anual de 150 milhões de euros – e pelo Crédito Fiscal à Competitividade do Emprego (CICE) – 13 milhões em 2013, passando para 24 milhões em 2018“, relembra o Partido Socialista. Mas aqui não se leva em conta o direito do governo francês de ter assumido riscos, como acaba de o fazer o CEO da Sanofi quanto ao governo dos Estados Unidos. Quando se trata de dinheiro público francês, é apenas uma questão de obrigação do governo e não de risco.

Apesar de ter recebido 1,5 mil milhões de euros em créditos fiscais à investigação durante dez anos, “a Sanofi eliminou mais de 2.800 postos de investigação no mesmo período e abandonou áreas inteiras, como a doença de Alzheimer. O laboratório não inova“, acusa por seu lado o Observatório para a Transparência na Política de Medicamentos.

Esta falta de controlo, esta atitude generalizada de deixa andar reflete-se precisamente na segurança sanitária. Foi preciso a pandemia do Covid-19, a cessação da produção de medicamentos na China, para que o governo se apercebesse de que 80% dos princípios ativos das drogas eram aí fabricados, que já não havia segurança de abastecimento.

Na sua busca do máximo lucro, a Sanofi tinha decidido há anos deslocalizar a sua produção de medicamentos que tinham caído no domínio público ou que não eram rentáveis para a Índia ou para a China, sem que ninguém a nível estatal o soubesse ou pedisse responsabilidades.

Uma vez terminada a controvérsia, há todos os motivos para recear que os velhos hábitos sejam retomados e que, em nome da defesa dos nossos campeões nacionais, o líder francês no setor da saúde fique isento de qualquer controlo e reciprocidade para poder enfrentar a concorrência global. Envolvida na guerra comercial mundial, a França corre mesmo o risco de cair no nacionalismo das vacinas, escondendo-se atrás da bandeira europeia.

No entanto, a crise do Covid-19 ensina-nos outra coisa: que é urgente tirar a saúde do domínio comercial, trazê-la de volta para o domínio dos bens comuns.

Só com solidariedade conseguiremos suster a marcha do Covid-19. Os países, os parceiros de saúde, os fabricantes e o setor privado devem trabalhar concertadamente para garantir que todos possam beneficiar dos frutos da ciência e da investigação“, insiste o Dr. Tedros Adhanom Ghebreyesus, Director-Geral da OMS, alertando para a probabilidade de o vírus continuar a ser uma ameaça global durante muito tempo, especialmente se muitos países, ou muitas pessoas, forem excluídos das vacinas ou medicamentos por não ganharem o suficiente.

Graças às campanhas massivas gratuitas, a varíola foi erradicada em todo o mundo e os danos causados pela poliomielite foram significativamente reduzidos. O sarampo, por outro lado, cuja vacina ainda está sob patente privada, continua a assolar o mundo. A aposta é alta: sem solidariedade internacional e sem a partilha de conhecimentos e medicamentos, a luta global contra o coronavírus corre o risco de anos de derrota.

 

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A autora: Martine Orange[1958 -], jornalista da área economia social em Mediapart desde 2008, ex-jornalista do Usine Nouvelle, Le Monde, e La Tribune. Vários livros: Vivendi: A French Affair; Ces messieurs de chez Lazard, Rothschild, um banco no poder. Participação em obras colectivas: a história secreta da V República, a história secreta da associação patronal, Les jours heureux, informer n’est pas un délit. Recebeu o prémio de ética Anticor em 2019.

 

 

 

 

 

 

 

Ver original em 'A viagem dos Argonautas' na seguinte ligação:

https://aviagemdosargonautas.net/2020/05/23/vacina-contra-o-covid-19-sanofi-ou-a-mercantilizacao-extrema-da-saude-por-martine-orange/

Portugal ultrapassa os 30 mil casos de covid-19 e regista mais 12 mortos

 
 
Portugal regista, esta sexta-feira, mais 288 novos casos de covid-19. Óbitos são agora 1289. Número de recuperados aumenta mais de mil em 24 horas.
 
Há mais 12 mortos associados à covid-19, segundo o boletim epidemiológico divulgado pela Direção-Geral da Saúde (DGS), esta sexta-feira. No total, o número de óbitos é de 1289.

Portugal ultrapassou os 30 mil casos de infeção confirmados. Há mais 288 novos casos, o que significa um total de 30200. Estão a aguardar resultado laboratorial dos testes à covid-19 2257 pessoas.

O número de recuperados aumentou 1138 desde o boletim de quinta-feira: são agora 7590.

Os 12 novos óbitos registados nas últimas 24 horas ocorreram na região Norte (mais oito), no Centro (mais um) e na região de Lisboa e Vale do Tejo (três). Alentejo (um), Algarve (15) e Açores (15) mantêm os valores anteriores e a Madeira não tem qualquer vítima mortal associada à covid-19.

Há 576 doentes internados (menos 32 do que na quinta-feira) e 84 em unidades de cuidados intensivos (menos oito).

Esta sexta-feira, há um novo concelho na lista dos que têm mais de mil casos de covid-19: Sintra passou de 957 para 1006 infeções.

No topo da lista está Lisboa (2107), seguindo-se Vila Nova de Gaia (1535), Porto (1337), Matosinhos (1257), Braga (1199) e Gondomar (1065).

Sandra Alves | Jornal de Notícias

Ver o original em 'Página Global' na seguinte ligação:

https://paginaglobal.blogspot.com/2020/05/portugal-ultrapassa-os-30-mil-casos-de.html

Brasil supera 20 mil mortes por COVID-19 após bater novo recorde de óbitos em um dia

Brasil supera 20 mil mortes por covid-19 e admite que não tem como...

Rio de Janeiro, 21 mai (Xinhua) -- O Brasil estabeleceu um novo recorde de mortes causada pela doença do novo coronavírus (COVID-19) em 24 horas, ao registrar 1.188 óbitos e chegar a 20.047 vítimas fatais, segundo o balanço oficial divulgado nesta quinta-feira pelo Ministério da Saúde.

Esta foi a segunda vez na semana que o Brasil registrou mais de mil mortes em 24 horas causadas pelo vírus, na terça-feira foram 1.179 e 3.534 óbitos suspeitos ainda estão em investigação, de acordo com o governo.

Por sua vez, o número de casos confirmados registrou um aumento de 18.505 novos contágios nas últimas 24 horas, totalizando 310.087.

Ainda segundo o balanço oficial, 164.080 casos seguem em acompanhamento e 125.960 pacientes já se recuperaram da doença.

O estado de São Paulo (sudeste), o mais populoso e rico do país, continua sendo o mais afetado, com 5.558 mortes e 73.739 casos, seguido pelo Rio de Janeiro (sudeste), com 3.412 óbitos e 32.089 infectados e Ceará (nordeste), com 2.161 mortos e 31.413 casos confirmados.

Completam a lista dos cinco estados mais afetados o Amazonas (25.367 casos e 1.620 óbitos) e Pernambuco (23.911 casos e 1.925 mortes).

 

Ver original em "XINHUA Português" na ligação seguinte:

http://portuguese.xinhuanet.com/2020-05/22/c_139078163.htm

Algumas coisas que aprendemos com esta crise

(Alexandre Abreu, in Expresso Diário, 21/5/2020)

A epidemia está longe de ter terminado e é cedo para tirarmos conclusões categóricas. A experiência histórica sugere que haverá provavelmente mais vagas até dispormos de uma vacina. A crise económica está apenas a começar e não vai ser ligeira. Mas há algumas coisas que podemos já aprender com a crise dos últimos meses e que é boa ideia começarmos já a registar e recordar, à medida que a vida começa a regressar à normalidade possível e antes que o manto do esquecimento se vá estendendo sobre a excecionalidade destes últimos meses.

 

O SNS, barreira contra a barbárie. Após anos decortes, subinvestimento e desperdício de recursos na contratualização muitas vezes irracional de serviços e meios de diagnóstico externos, o nosso Serviço Nacional de Saúde, público e universal, mostrou toda a sua qualidade técnica e humana e é um motivo de orgulho e tranquilidade para todos.

Ficou claro que quando as coisas apertam no domínio da saúde, não queremos estar dependentes de operadores privados que entram em lay-off porque esta crise não é suficientemente lucrativa, nem de seguros de saúde privados que alegam condições excecionais, muito menos à mercê de um sistema em que só quem pode pagar é que tem direito à saúde e à vida. Um Serviço Nacional de Saúde público, universal, gratuito e bem apetrechado é uma condição de civilização. Depois das palmas, devemos acarinhá-lo e dotá-lo dos recursos adequados.

Estamos tão seguros quanto o menos seguro de entre nós. Numa epidemia, quando alguns não têm possibilidade de aceder a cuidados de saúde, o risco aumenta para todos. Mas o mesmo sucede com a habitação em condições, ou com a segurança no emprego e no rendimento. Aqueles que, por falta de condições básicas de habitação e subsistência, não têm possibilidade de se resguardar adequadamente irão inevitavelmente expor-se a si e aos outros a riscos acrescidos e dificultar o controlo de qualquer surto epidémico. A habitação, o acesso ao emprego e a segurança no rendimento são, além de direitos humanos, fatores de saúde pública.

A sociedade existe e sem ela estamos perdidos. Quando recolhemos às nossas casas e limitámos os nossos contactos, quando nos vimos perante o risco de colapso dos sistemas de abastecimento, mas também quando neste contexto redescobrimos o valor e a importância da solidariedade e dos laços comunitários, percebemos que ninguém é uma ilhae que todos dependemosuns dos outros. A frase de Margaret Thatcher, “a sociedade não existe, só existem indivíduos e famílias”, além de objetivamente falsa, é um manifesto sociopata.

A produção local importa. A deslocalização da atividade produtiva no contexto da globalização vulnerabilizou trabalhadores e comunidades inteiras e criou absurdos ecológicos como os que levam legumes e fruta a dar a volta ao mundo antes de chegar às nossas mesas. No contexto desta crise, percebemos que a dispersão extrema das cadeias de valor é além do mais um fator de vulnerabilidade acrescida e que há muitas coisas – alimentos, medicamentos, equipamentos essenciais – que não podemos deixar de produzir. Devemos voltar a enraizar localmente a produção e desglobalizar aquilo que nunca devia ter sido globalizado.

A pobreza também faz perder anos de vida. No contexto do debate sobre o desconfinamento, foi argumentado por muita gente – de forma inteiramente correta – que a pobreza também mata. O argumento foi invocado para levar-nos a sair de casa e regressar à atividade, também em nome do valor maior da vida. Mas precisamente porque é inteiramente verdadeiro, este argumento deve ser levado às suas consequências. Combater a pobreza é também salvar vidas, e é também por isso que precisamos de reforçar as principais armas conhecidas contra a pobreza: serviços públicos universais e gratuitos e prestações sociais abrangentes e adequadas, financiadas por impostos progressivos. A nossa sociedade tem um nível de prosperidade suficiente para assegurar que ninguém vive na pobreza, só precisamos de distribuir melhor a riqueza que existe.

A importância da ciência. A ciência não é a revelação da verdade, mas é a busca sistemática pela correção do erro. É isso que a distingue das crenças. No contexto desta crise deparámos-nos com uma epidemia de boatos e desinformação e isso mostrou a importância da literacia científica para a nossa sociedade. A varíola, erradicada em 1979 graças à vacina, matou entre 300 e 500 milhões de pessoas só no século XX: números que ilustram a distopia catastrófica de um mundo em que o movimento antivacinas conquistasse mais adeptos. Essa e outras formas contemporâneas de obscurantismo são um perigo face ao qual devemos mobilizar-nos.

A política é indispensável. A política é o domínio das escolhas coletivas, que envolvem opções entre valores e interesses contraditórios. Quando o governo, após escutar os epidemiologistas que em geral apelavam à manutenção sine die do confinamento e os empresários e economistas que em geral apelavam ao desconfinamento imediato, optou por um rumo que procura conciliar de determinada forma os objetivos de controlo da epidemia e minimização da recessão, fez, bem ou mal, uma escolha política. Fê-lo com a legitimidade de quem foi eleito, de quem é escrutinado e limitado pelos outros órgãos de soberania e de quem vai continuar a ser avaliado pelos cidadãos. Ainda bem que assim é. A política não pode ser dispensada, nem as decisões coletivas delegadasem especialistas.

Quando é indispensável, o impossível torna-se alcançável. A pandemia de COVID-19 provocou, exigiu, algo que todos julgaríamos impensável: que mais de um terço da população mundial, e a grande maioria da população portuguesa, recolhesse a casa e reorganizasse profundamente a sua vida para responder a uma ameaça de saúde pública. Esta capacidade de responder coletivamente perante uma ameaça existencial é uma lição que devemos reter no contexto da resposta à crise climática, que pende igualmente sobre a vida e saúde de todos nós e dos nossos filhos e netos. É possível viver e produzir de maneiras diferentes. Sendo isso indispensável, temos mesmo de fazê-lo.

A liberdade que importa. Nas horas mais difíceis desta crise, foram-nos dados a perceber os sentidos mais profundos e fundamentais da liberdade. Não se trata da liberdade negativa de negociar e enriquecer. Trata-se da liberdade, de que temporariamente nos vimos privados, de nos movimentarmos como quisermos e estarmos com quem quisermos. Trata-se da liberdade, de que nunca considerámos abdicar, de nos expressarmos e participarmos nas decisões coletivas. E trata-se de nos mantermos livres da fome, livres da necessidade e livres do medo. São liberdades que se constroem em cooperação e não em competição, em segurança e não em precariedade, em sociedade e não cada um por si.


Ver original em 'A Estátua de Sal' (aqui)

Vietname há 36 dias sem contágios internos de Covid-19

O país asiático não regista novos casos de infecção de Covid-19, a nível interno, há 36 dias consecutivos, informou esta sexta-feira a Direcção Nacional para a Prevenção e o Controlo da doença.

O governo vietnamita afirmou que, sem desmontar determinadas medidas de prevenção, já é possível centrar-se na tarefa da recuperação da economiaCréditos / Nikkei Asian Review

Dos 324 pacientes infectados pelo vírus SARS-CoV-2, 266 foram curados e tiveram alta, revelou a Direcção Nacional para a Prevenção e o Controlo da Covid-19, acrescentando que todos os casos detectados no no Vietname desde 16 de Abril dizem respeito a cidadãos vietnamitas que foram repatriados de países onde a situação epidemiológica é complicada.

Os 58 pacientes ainda internados – em nove unidades hospitalares – estão a evoluir bem e vários já tiveram resultado negativo nos primeiros ou segundos testes de detecção do novo coronavírus, estimando-se que o número de recuperados possa aumentar nos próximos dias, segundo noticia a Prensa Latina.

Por seu lado, a Agência Vietnamita de Notícias (VNA) informa que 14 744 pessoas se encontram sob observação das autoridades sanitárias, em suas casas ou em hospitais, depois de terem tido contacto com doentes de Covid-19 ou terem regressado de países onde o quadro epidémico é considerado complicado.

O síndrome respiratório agudo severo não provocou qualquer morte no país da antiga Indochina. O caso mais grave – referente a um cidadão britânico de 43 anos, que ainda corre risco de vida – está a evoluir de «forma esperançosa».

Fontes do Hospital de Doenças Tropicais da Cidade de Ho Chi Minh indicaram que o paciente já não tem febre, apresenta uma pressão arterial estável e melhorias no estado do seu pulmão mais afectado. Nos últimos dias, teve resultado negativo cinco vezes nos testes de detecção do vírus SARS-CoV-2 e, na quarta-feira, foi declarado «livre de coronavírus».

Ainda assim, o seu estado de saúde continua a ser avaliado como «crítico» e os especialistas que o estão a tratar ainda ponderam a realização de um transplante de pulmões.

Recuperação da economia, dinamização do turismo nacional

Tendo em conta a melhoria sensível na situação epidemiológica do país, o governo vietnamita afirmou que, sem desmontar determinadas medidas de prevenção, já é possível às autoridades centrarem-se na tarefa da recuperação da economia.

A dinamização do sector do Turismo está entre as prioridades apontadas. Segundo as autoridades, o sector dá sinais de recuperação desde que, em Abril, houve evidência sobre o controlo da epidemia e foi decretada uma certa flexibização nas medidas de distanciamento social.

Autoridades, agências de viagens e companhias aéreas têm estado a promover pacotes destinados ao turismo nacional, com uma resposta muito boa – o que também evidencia a confiança dos vietnamitas nas medidas que têm estado a ser tomadas com vista ao controlo efectivo da Covid-19.

O Vietname registou uma quebra de 18% na entrada de estrangeiros no primeiro trimestre de 2020, por comparação com igual período de 2019, que se repercutiu numa quebra de rendimentos no sector do Turismo avaliada em 11%.

No entanto, a boa resposta do país do Sudeste Asiático à Covid-19 está a levar a que revistas do sector o apontem como primeiro destino – «seguro» – num cenário pós-pandemia, para lá das habituais referências à simpatia do povo, à beleza das paisagens e à excelência da comida.

Ver original em "AbrilAbril" na seguinte ligação:

https://www.abrilabril.pt/internacional/vietname-ha-36-dias-sem-contagios-internos-de-covid-19

HOJE | Mais 14 mortos e 252 novos casos de covid-19 em Portugal

 
 
Portugal regista, esta quinta-feira, 252 novos casos de covid-19 nas últimas 24 horas e há mais 14 mortos. O número de recuperados mantém-se em 6452.
 
Há 29912 casos de covid-19 em Portugal, ou seja, mais 252 novas infeções, segundo o boletim epidemiológico divulgado esta quinta-feira pela Direção-Geral da Saúde (DGS). O número de óbitos subiu para 1277, o que representa um acréscimo de 14 vítimas mortais em relação ao dia anterior - todas com mais de 80 anos.

Há registo de 717 mortos na região Norte (mais quatro), 232 no Centro (mais dois) e 297 na região de Lisboa e Vale do Tejo (mais oito). Alentejo (um), Algarve (15) e Açores (15) não têm registo de novos óbitos. A Madeira não tem nenhuma vítima mortal associada ao novo coronavírus.

O número de doentes recuperados mantém-se em 6452. Há 2125 pessoas a aguardarem resultado laboratorial dos testes à covid-19 (menos 280).

Estão internados 608 doentes (menos um) e há 92 (menos um) em unidades de cuidados intensivos.

Do total de casos confirmados (29912), há mais cinco infeções em pessoas com mais de 80 anos (4379). Destaque ainda para o acréscimo de 12 casos na faixa etária entre os 10 e 19 anos (955) e mais 10 crianças até aos 9 anos com infeção confirmada (547).

Geograficamente, Lisboa continua a ser o concelho com mais casos de covid-19: são 2076 (mais 30). Acima das mil infeções estão ainda Vila Nova de Gaia (1529, mais oito), Porto (1336, mais dois), Matosinhos (1250, mais cinco), Braga (1199, mais três) e Gondomar (1065, sem alterações desde quarta-feira).

Bem perto dos mil casos de infeção estão os concelhos de Sintra (957) e da Maia (926).

Sandra Alves | Jornal de Notícias

Ver o original em 'Página Global' na seguinte ligação:

https://paginaglobal.blogspot.com/2020/05/hoje-mais-14-mortos-e-252-novos-casos.html

Cascais regista mais 4 novos infetados, aumentando para 498 casos

 

No relatório de hoje, da Direcção Geral da Saúde (DGS) registou 4 novos casos no número de infetados com o COVID-19 no Concelho de Cascais, subindo para 498 casos confirmados em Cascais.

Os dados da DGS publicados hoje registam  mais 288 casos de COVID-19 em Portugal, sendo o total atual de 30.200 casos confirmados.

CASOS CONFIRMADOS
DIA 16 17 18 19 20 21 22
Nº CASOS 28810 29036 29209 29432 29660 29912 30200
VARIAÇÃO 227 226 173 223 228 252 288

Os casos suspeitos tiveram um aumento de 2.360 casos passando para um total de 306.171 casos suspeitos. O número de casos confirmados é de 30.200o que representa um aumento de 288 casos em relação ao dia de ontem.

CASOS SUSPEITOS
DIA 16 17 18 19 20 21 22
Nº CASOS 292.249 294.099 295.449 298.501 301.225 303.811 306.171
VARIAÇÃO 2.940 1.850 1.350 3.052 2.724 2.586 2.360

A aguardar o resultado laboratorial temos 2.257casos.

Estão sob vigilância pelas autoridades de saúde 26.198 casos, registando-se um aumento de 3.457casos em relação ao dia de ontem.

Nas últimas 24 horas registaram-se 1.138 novos casos de recuperados, aumentado o total para 7.590 casos.

Na caracterização clínica registam-se 576 casos de internamento e 84 em unidades de cuidados intensivos (UCI).

Do lado das piores noticias temos 12 óbitos nas últimas 24 horas, elevando este número para um total de 1.289 óbitos.

ÓBITOS
DIA 14 15 16 17 18 19 20 21 22
NºÓBITOS 1.184 1.190 1.203 1.218 1.231 1.247 1.263 1.277 1.289
VARIAÇÃO 9 6 13 15 13 16 16 14 12

Fonte de Dados: Direcção Geral da Saúde

 

 

Cientista é demitida por se recusar a manipular dados sobre COVID-19 da Flórida, diz imprensa

 

Washington, 20 mai (Xinhua) -- Uma cientista norte-americana que criou o site de dados da COVID-19 na Flórida foi demitida no início desta semana por se recusar a manipular os dados da forma que as autoridades estaduais precisam para reabrir a economia, de acordo com a reportagem de um jornal local.

O Florida Today informou na quarta-feira que Rebekah Jones, que era a arquiteta-chefe do painel de dados e vigilância da COVID-19 da Flórida, destinado a fornecer um panorama em tempo real da situação local do coronavírus, foi demitida na segunda-feira pelo Departamento de Saúde do estado depois que foi removida de seu cargo como gerente de Sistemas de Informação Geográfica em 5 de maio.

A reportagem citou Jones dizendo à emissora de televisão CBS-12 em West Palm Beach que, ela foi demitida porque se recusou a "mudar manualmente os dados para reforçar o plano de reabertura" como ordenado.

Jones não deu mais detalhes, segundo a notícia.

O jornal, que primeiro cobriu a remoção de Jones de seu cargo no comando do portal de dados COVID-19 da Flórida, disse que Jones confirmou sua demissão em um e-mail, escrevendo: "Eu trabalhei nisso sozinha, dezesseis horas por dia durante dois meses, a maioria das quais eu nunca fui paga, e agora que isso aconteceu eu provavelmente nunca vou ser paga."

A reportagem disse que em um e-mail enviado na sexta-feira para pesquisadores e outros usuários de dados, Jones alertou que poderia haver mudanças em relação à acessibilidade e transparência dos dados do painel da Flórida sobre COVID-19.

As reportagens dos meios de comunicação locais e outros sobre a demissão de Jones levantaram uma preocupação com a integridade dos dados da COVID-19 na Flórida, que são citados como a base científica para apoiar as decisões sobre a reabertura da economia local.

O governador da Flórida, Ron DeSantis, disse que teve como base a ciência sua decisão de começar a reabrir seu estado, e que o site de dados da Flórida havia sido elogiado por especialistas federais em saúde.

Captura da tela do website de dados sobre COVID-19 da Florida em 21 de maio de 2020. (Xinhua)

Ver original em "XINHUA Português" na ligação seguinte:

http://portuguese.xinhuanet.com/2020-05/21/c_139075106.htm

Covid-19: medidas a aplicar nas escolas

É o manual oficial da DGS, com as regras de prevenção e segurança aplicáveis às escolas secundárias e às creches em tempo de pandemia.

covid

Distanciamento físico, arejamento, limpeza e desinfecção dos espaços, gel desinfectante à discrição, uso obrigatório de máscara. Percursos restritos e devidamente sinalizados, salas e lugares fixos, horários desencontrados. Ah, e nada de salas em U, mesinhas postas para trabalhar em grupo ou alunos voltados uns para os outros. Para prevenir contágios, o velho modelo do autocarro, tão criticado pela pedagogia que já foi moderna, demonstra ser o mais eficaz.

As regras já eram conhecidas, mas surgem agora compiladas num documento oficial com a chancela da DGS.

Baixar aqui

 

Recomendação de Trump sobre coronavírus pode matar pessoas vulneráveis, alerta especialista britânico

 

 Londres, 20 mai (Xinhua) -- Um professor britânico alertou que a recomendação do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre tomar uma droga antimalária para se proteger contra o novo coronavírus "poderia matar pessoas vulneráveis", informou em seu site o jornal britânico Liverpool Echo.

Trump disse à imprensa na segunda-feira que tomou hidroxicloroquina, que ele disse que poderia ser um tratamento potencial para o coronavírus, diariamente, apesar das advertências de que o medicamento pode causar problemas cardíacos.

"Algumas semanas atrás, comecei a tomá-la", disse ele. "Tudo o que posso dizer é, até agora eu pareço estar bem."

Calum Semple, professor de saúde infantil e medicina de surto na Universidade de Liverpool, disse na terça-feira que ele não recomenda o medicamento especialmente para as pessoas com maior risco de doença grave, emitindo uma forte refutação à sugestão de Trump.

"A cloroquina é absolutamente contra-indicada para as pessoas que têm diabetes e estão tomando medicamentos contra a doença. Ela pode causar uma queda profunda no açúcar no sangue e isso pode levar à morte, OK? Então, vamos ser absolutamente claros sobre isso, isso não é algo que estamos recomendando particularmente para as pessoas com maior risco de doença grave", disse Semple, citado pelo Liverpool Echo.

"Ela também causa problemas para as pessoas com doença hepática e os idosos, que têm má função renal, eles estão com alto risco de efeitos colaterais da cloroquina também, então sinto muito, estou muito decepcionado por ouvir isso", acrescentou Semple.

A Administração de Alimentos e Medicamentos (FDA) dos EUA alertou no final de abril contra o uso da hidroxicloroquina ou cloroquina para COVID-19 "fora do ambiente hospitalar ou um teste clínico, devido ao risco de problemas de ritmo cardíaco".

"A hidroxicloroquina e a cloroquina não se mostraram seguras e eficazes para tratar ou prevenir a COVID-19", disse a FDA em um comunicado. "Elas estão sendo estudadas em ensaios clínicos para a COVID-19."

Separadamente, um estudo divulgado pela Administração de Saúde dos Veteranos dos EUA no mês passado sugeriu que o medicamento é ineficaz no tratamento dos pacientes com COVID-19 e descobriu que os dois resultados primários para os pacientes tratados com o medicamento eram a necessidade de ventilação mecânica e morte.

Uma trabalhadora médica coleta amostra de cotonete em um ponto de teste COVID-19 de drive-thru em Washington D.C., nos Estados Unidos, em 19 de maio de 2020. (Foto por Ting Shen/Xinhua)

Uma mulher com máscara passa pelo Capitólio dos Estados Unidos em Washington D.C., nos Estados Unidos, em 15 de maio de 2020. (Xinhua/Liu Jie)

 

 

Ver original em "XINHUA Português" na ligação seguinte:

http://portuguese.xinhuanet.com/2020-05/21/c_139074436.htm

Sem água e entregue à má sorte. Nos EUA, teme-se uma “carnificina” na Nação Navajo

A Nação Navajo é a maior reserva índia dos EUA, abrangendo territórios dos Estados do Arizona, Utah e Novo México.

Os navajo, o maior povo indígena dos EUA, arriscam ser vítimas de uma verdadeira “carnificina humana” devido à pandemia de covid-19. Na Nação Navajo, a maior reserva índia dos EUA, é impossível cumprir a mais básica recomendação contra a covid-19 – lavar as mãos com frequência -, uma vez que muitas pessoas não têm sequer água potável.

 

A Nação Navajo é a zona dos EUA onde há mais casos de infectados per capita, com um número de contágios superior a Nova Iorque (em termos de proporção das respectivas populações residentes).

A CNN avança que a Nação Navajo, onde vivem cerca de 170 mil pessoas, tem 4 mil casos de infectados confirmados, o que significa à roda de 2,304 casos de covid-19 por 100 mil pessoas.

Em comparação, Nova Iorque tem uma taxa de 1,806 casos por 100 mil pessoas.

 
 

Uma prevalência de casos que muitos associam à pobreza e à falta de condições gerais, inclusive à escassez de água potável. Há quem tenha que percorrer 30 quilómetros para encontrar uma fonte de água potável para beber, cozinhar ou simplesmente lavar as mãos.

Abrangendo o território de três Estados (Arizona, Utah e Novo México), a extensão de terras da Nação Navajo é uma pequena parte do território que, outrora, foi dos índios. Se fosse um Estado, seria o mais pobre dos EUA.

Quase 40% dos navajos que vivem na reserva não têm água potável, segundo dados apurados pela BBC Mundo. Muitas pessoas reutilizam água para lavar as mãos, o que põe em causa a manutenção de boas condições de higiene.

A electricidade é outro luxo que não chega a todos.

O território tem elevados índices de pobreza, problemas de drogas, de violência sexual e de desemprego, além de baixos níveis de educação e condições de habitação precárias. A falta de serviços de saúde é outro dilema que os locais enfrentam.

“Somos um deserto de comida”

Mas até o acesso a comida saudável é complicado. Há quem tenha que se deslocar 65 quilómetros para chegar ao supermercado mais próximo.

Somos um deserto de comida, os supermercados são poucos e as ofertas são escassas. Isto faz com que o distanciamento social seja mais difícil” e “por estarmos mal alimentados, podemos fazer menos frente ao vírus”, destaca em declarações à BBC Mundo a delegada Kanazbah Crotty do Conselho da Nação Navajo, um órgão que faz parte do governo da reserva.

“A comida mais acessível é a de pior qualidade e isso leva a que tenhamos altos índices de diabetes, de obesidade, de doenças cardiovasculares, que são condições que sabemos que influenciam na mortalidade do coronavírus”, aponta Kanazbah Crotty.

“Também temos problemas respiratórios e cancro porque temos minas de carvão e de urânio que são coisas que impactaram os nossos corpos durante anos e que debilitaram a resposta que podíamos ter contra o vírus”, diz ainda a delegada do Conselho da Nação Navajo.

Cerca de metade da população da reserva é obesa e quase um quarto sofre de diabetes, o que pode ajudar a explicar que haja uma grande taxa de mortalidade na faixa etária entre os 55 e os 65 anos de idade, ao contrário da maioria dos países, onde as mortes ocorrem, sobretudo, em pacientes com mais de 70 anos.

“A tempestade perfeita” para “carnificina humana”

Na análise da directora do Centro Johns Hopkins para a Saúde dos Índios Norte-Americanos, Allison Barlow, a pobreza e as dificuldades da Nação Navajo que se têm arrastado ao longo dos anos criaram “a tempestade perfeita” para que uma crise como a do coronavírus provoque uma “carnificina humana”, como destaca na BBC Mundo.

“O que vemos hoje é resultado de um sistema falido e disfuncional que se manteve geração após geração”, critica Allison Barlow, apontando o dedo à “inacção do Governo federal que não respeitou, durante anos, as condições dos acordos com estas nações”.

Após a usurpação de terras aos índios, o Governo dos EUA assinou com a Nação Navajo um acordo, onde se comprometia a disponibilizar-lhes serviços de Saúde, Educação e Segurança Social.

Mas, “na prática, o Governo federal falhou em financiar adequadamente e apoiar estes programas”, refere Allison Barlow. “O mau trato às comunicados índias foi uma constante”, quer com democratas, quer com republicanos na Casa Branca, diz.

“A covid-19 só trouxe à luz o sistema falhado em que o Governo dos EUA os obriga a viver”, conclui Allison Barlow.

“Circunstâncias que são frequentes em nações de África”

Há relatos de pessoas que perderam grande parte da família em poucas semanas devido à covid-19.

“Nestas comunidades, às vezes há quatro gerações na mesma casa, pelo que se um fica doente, os demais membros da família também ficarão”, destaca à BBC Mundo a médica brasileira Carolina Batista que integra uma equipa dos Médicos Sem Fronteiras que presta ajuda na reserva.

“Como podes implementar a básica e elementar medida de lavar as mãos quando não tens água corrente”, questiona ainda, em jeito de resposta para o dilema que os médicos enfrentam diariamente.

“O que muitos não esperavam é que circunstâncias que são frequentes em nações de África ou nações pobres da Ásia ou América Latina, também possam encontrar-se no país mais desenvolvido do mundo”, critica ainda Carolina Batista.

“Os hospitais são escassos e carentes de recursos e de pessoal”, lamenta ainda a médica brasileira.

Já a médica Michelle Tom, ex-basquetebolista profissional que voltou à Nação Navajo para ajudar o seu povo depois de se formar em Medicina, fala dos desafios que enfrenta, no seu dia-a-dia, num hospital do Arizona, na fronteira com a reserva. Falta de testes e de cardiologistas ou outros especialistas necessários para atender os casos mais complicados são algumas das situações que Michelle Tom cita num testemunho à BBC Mundo.

“Para toda a Nação Navajo, há apenas 25 camas de cuidados intensivos, pelo que muitos pacientes precisam de ser transferidos por ar para outros hospitais, a centenas de milhas daqui, e nesta doença, o tempo pode também significar a vida ou a morte”, desabafa.

ZAP //

 
 

Ver original em 'ZAP aeiou' na seguinte ligação:

https://zap.aeiou.pt/sem-agua-entregue-ma-sorte-nos-eua-teme-carnificina-na-nacao-navajo-325674

DGS confirma 70 casos positivos de covid-19 na Sonae da Azambuja

 

Setenta trabalhadores da empresa logística da Sonae localizada no concelho de Azambuja, distrito de Lisboa, testaram positivo à covid-19, disse esta quinta-feira a diretora-geral da Saúde, Graça Freitas.

 

“Os dois setores da Sonae que apresentaram casos positivos fizeram até à data 339 testes que permitiram identificar 70 pessoas positivas, sendo que estas 70 pessoas estão todas bem”, afirmou a diretora-geral da Saúde na conferência de imprensa diária.

Na quarta-feira, o presidente da autarquia, Luís de Sousa (PS), afirmou à agência Lusa que tinham, até então, testado positivo à covid-19 40 trabalhadores do entreposto da Azambuja da Sonae Mc, onde trabalham 800 pessoas.

Graça Freitas sublinhou que estes 70 funcionários são “trabalhadores jovens”, muitos dos quais vivem em conjunto em alojamentos por estarem deslocados, e “estão clinicamente bem, não estão internados”. A responsável disse ainda que as autoridades de saúde têm acompanhado de perto esta situação, para isolarem os contactos dos casos positivos.

 
 

Têm também sido feitos inquéritos epidemiológicos a famílias da zona e também outras empresas da área da Azambuja têm feito testes aos seus trabalhadores, que “até à data deram negativos”. “Creio que, entre as autoridades de saúde, as autoridades locais e a empresa [Sonae], estão a ser tomadas todas as medidas para confinar este surto e para não haver disseminação comunitária”, considerou.

Graça Freitas sublinhou ainda na mesma conferência de imprensa que a Sonae “tomou a decisão de disponibilizar mais meios de transporte aos seus trabalhadores, por forma a separá-los dentro do transporte para o local de emprego” onde, “nos setores em que eles trabalham, não há, pela natureza da tarefa, contacto entre as pessoas”.

A Sonae é a segunda empresa da Plataforma Logística de Azambuja onde foi detetado um número significativo de casos da covid-19.

Mais de 3.000 funcionários de saúde infetados

Durante a mesma conferência de imprensa, o secretário de Estado da Saúde revelou que há 3.317 profissionais de saúde infetados com o novo coronavírus, responsável pela doença covid-19, entre os quais 480 médicos e 1.088 enfermeiros.

Somam-se 935 assistentes operacionais, 159 assistentes técnicos e 105 técnicos superiores de diagnóstico e terapêutica infetados, revelou António Lacerda Sales, na conferência de imprensa diária de atualização de dados sobre a pandemia em Portugal.

António Lacerda Sales também revelou que os dados acumulados apontam para 1.071 profissionais de saúde recuperados. “Dou nota deste sinal de esperança de que o número de profissionais (recuperados) ultrapassou os 1.000 e são 1.071”, frisou.

Portugal contabiliza 1.277 mortos associados à covid-19 em 29.912 casos confirmados de infeção, segundo o último boletim diário da Direção-Geral da Saúde (DGS) sobre a pandemia. Relativamente ao dia anterior, há mais 14 mortos (+1,1%) e mais 252 casos de infeção (+0,8%). Das pessoas infetadas, 608 estão hospitalizadas, das quais 92 em unidades de cuidados intensivos, e o número de casos recuperados mantém-se nos 6.452.

ZAP // Lusa

 
 
 

11 novos casos de infetados registados em Cascais, passa para 494 casos

Covid 19 relatório cascais

 

No relatório de hoje, da Direcção Geral da Saúde (DGS) registou 11 novos casos no número de infetados com o COVID-19 no Concelho de Cascais, subindo para 494 casos confirmados em Cascais.

Os dados da DGS publicados hoje registam  mais 252 casos de COVID-19 em Portugal, sendo o total atual de 29.912 casos confirmados.

CASOS CONFIRMADOS
DIA 15 16 17 18 19 20 21
Nº CASOS 28583 28810 29036 29209 29432 29660 29912
VARIAÇÃO 264 227 226 173 223 228 252

Os casos suspeitos tiveram um aumento de 2.586 casos passando para um total de 303.811 casos suspeitos. O número de casos confirmados é de 29.912o que representa um aumento de 252 casos em relação ao dia de ontem.

CASOS SUSPEITOS
DIA 15 16 17 18 19 20 21
Nº CASOS 289.309 292.249 294.099 295.449 298.501 301.225 303.811
VARIAÇÃO 3.024 2.940 1.850 1.350 3.052 2.724 2.586

A aguardar o resultado laboratorial temos 2.125casos valor que diminuiu face ao dia anterior.

Estão sob vigilância pelas autoridades de saúde 22.741 casos, registando-se uma diminuição de 2.540casos em relação ao dia de ontem.

Nas últimas 24 horas não se registaram novos casos de recuperados, mantendo o total de 6.452 casos.

Na caracterização clínica registam-se 608 casos de internamento e 92 em unidades de cuidados intensivos (UCI).

Do lado das piores noticias temos 14 óbitos nas últimas 24 horas, elevando este número para um total de 1.277 óbitos.

ÓBITOS
DIA 13 14 15 16 17 18 19 20 21
NºÓBITOS 1.175 1.184 1.190 1.203 1.218 1.231 1.247 1.263 1.277
VARIAÇÃO 12 9 6 13 15 13 16 16 14

 

Fonte de Dados: Direcção geral da Saúde (DGS)

 

 

Portugal | Hoje morreram mais 16 pessoas por covid-19

 
 
Estão confirmadas 1263 mortes devido à Covid-19 em Portugal, mais 16 nas últimas 24 horas.

O número de pessoas infetadas pela doença é agora de 29660, mais 228  que no último boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde.

Até ao momento 6452 pessoas conseguiram recuperar, mais 21 desde o último balanço.

 

Ver o original em 'Página Global' na seguinte ligação:

https://paginaglobal.blogspot.com/2020/05/portugal-hoje-morreram-mais-16-pessoas.html

Especialistas europeus de saúde subestimaram o coronavírus

China A União faz a força_Mário Cruz Agência L

Especialistas encarregados de aconselharem a União Europeia sobre questões de saúde subestimaram o risco do coronavírus durante uma reunião em 18 de fevereiro, pouco antes da pandemia emergir no continente, noticiou o jornal El País nesta terça-feira (19).

O jornal espanhol afirma ter acessado as atas de uma reunião do conselho consultivo do Centro Europeu para Controle e Prevenção de Doenças (ECDC), com sede na Suécia, onde os participantes julgaram que o risco do vírus para a população era “baixo” e “baixo a moderado” para os sistemas de saúde.

A Europa havia detectado cerca de quarenta casos de coronavírus na época, a maioria importada por viajantes da Ásia. Mas três dias depois, um surto foi detectado na região da Lombardia, no norte da Itália, um país que agora ultrapassa 32.000 mortes por essa doença.

O representante espanhol no encontro, Dr. Fernando Simón, explicou nesta terça-feira que a pauta da reunião foi modificada para se concentrar apenas no coronavírus e garantiu que “em nenhum momento o risco foi subestimado, e que se falou sobre a ameaça existente naquele momento“.

Além disso, “o que foi avaliado não foi qual era o risco, que já sabíamos (…), mas quais seriam as medidas, não aquelas que gostaríamos de aplicar, mas aquelas que poderíamos usar“, afirmou o diretor de emergências sanitárias espanhol, encarregado de monitorar a crise em seu país.

Alguns países se destacaram por sua prudência durante essa reunião de dois dias. A Irlanda, com 1.547 mortes registradas na pandemia, anunciou que “declarou uma emergência de saúde e estocou” equipamentos de proteção individual para o pessoal de saúde, ao contrário de outros países que reconheceram encontrar problemas no mercado internacional.

A falta desses materiais foi especialmente aguda nos países mais afetados pela doença, como a Espanha, que tem mais de 27.000 mortes e mais de 51.000 profissionais médicos infectados.

A Alemanha anunciou na reunião que “distribuiu protocolos de testes de PCR para mais de 20 hospitais” e “realizou mais de 1.000 testes”. O país aplicou uma política sistemática de testes e até agora conseguiu conter o número de mortes por COVID-19 em 8.000.

O vírus foi subestimado“, disse Daniel López Acuña, ex-diretor da Organização Mundial da Saúde, ao El País.

Joan Ramón Villalbí, da Sociedade Espanhola de Saúde Pública e Administração Sanitária, indicou na mesma reportagem que as epidemias anteriores de coronavírus “SARS e MERS não apontaram em caso algum uma disseminação” como a do novo vírus.

O ECDC é responsável, entre outras coisas, por garantir “a detecção e análise precoces das ameaças emergentes na UE” e “ajudar os países do bloco a se prepararem para epidemias“.

Sublinhados meus

AQUI

 

Via: O CASTENDO https://bit.ly/2Zp7LFW

 

Ver original em 'Abril de Novo Magazine' na seguinte ligação:

https://abrildenovomagazine.wordpress.com/2020/05/21/especialistas-europeus-de-saude-subestimaram-o-coronavirus/

Estudo de anticorpos não comprova estratégia de imunidade de grupo na Suécia

Homem usa máscara para se proteger do coronavírus na Suécia
© AP Photo / Andres Kudacki

Somente 7,3% dos habitantes de Estocolmo, cidade mais afetada pela COVID-19 na Suécia, aparentam ter desenvolvidos anticorpos.

Menos suecos do que se imaginava desenvolveram anticorpos para a COVID-19, indicam testes realizados pela Autoridade Nacional da Saúde, levantando dúvidas sobre as esperanças do país de atingir a imunidade de grupo no futuro próximo.

O estudo mostra que só 7,3% dos moradores da capital sueca – a região mais afetada do país – desenvolveu anticorpos, ou seja, possui imunidade contra o novo coronavírus. Os testes foram realizados na última semana de abril.

Este dado chocou muitos pesquisadores, incluindo o professor da Universidade de Estocolmo Tom Britton, que inicialmente previu que a imunidade de grupo seria alcançada em algum momento de maio, alterando depois seu prognóstico para junho.

"Isto significa que minhas previsões e da Autoridade Nacional da Saúde podem estar completamente erradas", comentou o professor ao canal SVT. "Acredito que todos estariam muito mais felizes se mais anticorpos tivessem sido desenvolvidos", acrescentou.

Britton também frisou o fato de nem todos os já infectados possuírem necessariamente anticorpos. Ao menos, não a um nível que possa ser detectado pelos testes. Esta possibilidade também foi enfatizada pelo imunologista Petter Brodin.

"É possível que você tenha uma infecção leve e, portanto, anticorpos mensuráveis muito fracos", avaliou Brodin, salientando que os testes não são infalíveis.

Desde o começo da pandemia, políticos e autoridades sanitárias da Suécia têm divulgado mensagens contraditórias sobre a imunidade de grupo, alternando entre desacreditar a estratégia e considerá-la como a única possível.

De acordo com dados da Universidade Johns Hopkins (EUA), o país escandinavo apresenta mais de 31 mil contágios pelo coronavírus. A estratégia do país de manter escolas, restaurantes, bares e comércios abertos levou a críticas internas e externas devido a taxas de mortalidade superiores às dos países vizinhos.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/europa/2020052115605983-estudo-de-anticorpos-nao-comprova-estrategia-de-imunidade-de-grupo-na-suecia/

Trump volta a disparar contra China: 'Poderiam facilmente ter parado a praga'

Presidente dos EUA, Donald Trump, usa óculos protetores durante visita a fábrica de máscaras em Phoenix, no Arizona (EUA), 5 de maio de 2020
© AFP 2020 / Brendan Smialowski

O presidente norte-americano, Donald Trump, disparou mais um ataque verbal contra China, dizendo que Pequim poderia ter "facilmente" freado a pandemia e que agora está travando uma guerra de informação para escapar da responsabilidade.

Trump atacou Pequim em uma enxurrada de publicações no Twitter, aparentemente em resposta à recente declaração do porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Zhao Lijian, que acusou o líder americano de "tentar enganar o público, difamar os esforços da China e transferir a culpa da incompetência dos EUA" ao lidar com a crise da COVID-19.

 

​O porta-voz fala estupidamente em nome da China, tentando desesperadamente desviar a dor e a carnificina que seu país espalhou pelo mundo. Sua desinformação e ataque de propaganda a Estados Unidos e Europa é uma desgraça...

… Isso tudo vem de cima. Eles poderiam facilmente ter parado a praga, mas não o fizeram!

O comentário da chancelaria chinesa veio após o envio de uma carta da Casa Branca à Organização Mundial da Saúde (OMS), ameaçando suspender permanentemente o financiamento americano se a organização não fizesse melhorias substanciais. Zhao pediu à comunidade internacional que continue apoiando a organização.

"Implicando com a China enquanto evitavam e barganhavam suas próprias obrigações internacionais na OMS, os EUA obviamente calcularam mal a situação e fizeram um movimento mal direcionado", ponderou o porta-voz chinês.

A carta da Casa Branca à OMS repetiu uma série de argumentos que o presidente Trump fez nas últimas semanas, acusando a organização de apresentar um viés pró-China e de ajudar Pequim a encobrir a gravidade do surto de coronavírus.

 

Presidente da China, Xi Jinping, durante participação por videoconferência na Assembleia da Organização Mundial da Saúde (OMS), 18 de maio de 2020

© AFP 2020 / Organização Mundial da Saúde
Presidente da China, Xi Jinping, durante participação por videoconferência na Assembleia da Organização Mundial da Saúde (OMS), 18 de maio de 2020

Washington inicialmente congelou o financiamento à OMS em abril sob as mesmas alegações, prometendo fazer uma revisão de sua resposta à crise do coronavírus, enquanto pedia a Pequim que aumentasse suas contribuições para a organização.

A China rejeita as acusações de Trump e prometeu um financiamento adicional à organização de dois bilhões de dólares (R$ 11,3 bilhões) nos próximos dois anos.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/americas/2020052115603669-trump-volta-a-disparar-contra-china-poderiam-facilmente-ter-parado-a-praga/

Trump: maior número de casos da COVID-19 dos EUA é 'distintivo de honra'

Presidente dos EUA, Donald Trump, fala com executivos do setor de serviços, na Casa Branca, em Washington, 18 de maio de 2020
© REUTERS / Leah Millis

O presidente dos EUA respondeu às críticas sobre a suposta falta de testes realizados no país, dizendo que o elevado número de casos é porque "nossos testes são muito melhores".

Donald Trump tem enfrentado críticas generalizadas pelo que foi visto como uma resposta lenta à pandemia e atrasos na mobilização eficiente dos testes para COVID-19 em todo o país, o que foi dificultado pela falta de disponibilidade de equipamentos e suprimentos cruciais.

O presidente norte-americano afirmou durante a primeira reunião do gabinete na Casa Branca desde o surto da COVID-19 nos EUA, na terça-feira (19), que era "um distintivo de honra" o país ter o maior número de casos confirmados de coronavírus no mundo.

"A propósito, você sabe quando você diz que nós lideramos nos casos, isso é porque temos mais testes do que o resto do mundo. Então, quando temos muitos casos, eu não vejo isso como uma coisa ruim, eu vejo isso como, de certa forma, como sendo uma coisa boa, porque significa que nossos testes são muito melhores", disse Trump.

O presidente dos EUA, que estava respondendo a uma pergunta de repórteres sobre se ele estava introduzindo uma proibição de viagens contra Brasil principalmente devido ao aumento de casos de COVID-19 lá, acrescentou:

"Então eu vejo isso como um distintivo de honra. Realmente, é um distintivo de honra. É uma grande homenagem aos testes e a todo o trabalho que muitos profissionais têm feito."

Combate ao coronavírus

Os membros do gabinete norte-americano saudaram os esforços do presidente em lidar com a pandemia da COVID-19, com o vice-presidente Mike Pence, que tem liderado a força-tarefa para coronavírus, anunciando que todos os 50 estados americanos abriram parcialmente suas economias.

O povo americano "está respirando ar livre e fazendo isso com responsabilidade", afirmou Pence, citado pela emissora CNN.

O vice-presidente dos EUA, Mike Pence, gesticula durante o evento de criação da Força Espacial dos EUA.

© AP Photo / Evan Vucci
O vice-presidente dos EUA, Mike Pence, gesticula durante o evento de criação da Força Espacial dos EUA.

Um tweet do Comitê Nacional Democrata chamou 1,5 milhão de casos de COVID-19 de "completo fracasso da liderança" por parte do presidente.

As taxas de testes para coronavírus e o tratamento inicial da pandemia por parte da administração presidencial nos EUA têm sido criticados.

No final de abril, Trump afirmou em um briefing da força-tarefa da Casa Branca para coronavírus que as críticas à capacidade de testes do país para a COVID-19 eram "partidárias", acrescentando que "estamos lidando com política, estamos lidando com uma coisa chamada 3 de novembro, é chamada de eleição presidencial".

O presidente dos EUA atribuiu nesse mês responsabilidade aos estados.

 

Os estados têm que intensificar seus TESTES!

Até 19 de maio, os EUA haviam realizado 12,6 milhões de testes para coronavírus. Entre 300 mil e 400 mil testes foram realizados diariamente nos EUA na última semana, segundo os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês).

Estatísticas para os EUA

Atualmente, os Estados Unidos têm mais de 1,5 milhão de casos registrados de coronavírus, com o número de mortes em torno de 92 mil, de acordo com a Universidade Johns Hopkins.

Segundo Our World in Data, uma publicação científica baseada na Universidade de Oxford, Reino Unido, os EUA realizaram mais testes para a nova doença respiratória, por volume, do que qualquer outro país. No entanto, isto não é verdade em uma base per capita.

Os EUA estão na 38ª posição mundial em termos de testes por um milhão de pessoas, de acordo com o portal Worldometer. Isso os coloca à frente da Alemanha ou Coreia do Sul, mas atrás de Espanha, Portugal, Rússia, Itália ou Reino Unido.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/americas/2020052015602405-trump-maior-numero-de-casos-da-covid-19-dos-eua-e-distintivo-de-honra/

O neo liberalismo e a demagogia

 

 

Pela primeira vez, o Brasil registou mais de mil mortes por Covid-19 em um período de 24 horas. Segundo o Ministério da Saúde, 1.179 novos óbitos foram incluídos ao balanço divulgado nesta terça-feira 19, alcançando um total de 17.971.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante reunião de gabinete nesta terça-feira (19), disse que ainda está considerando interromper voos vindos do Brasil com destino aos Estados Unidos por conta da pandemia da Covid-19.
 
O País também bateu o recorde de novos casos registrados em apenas um dia (17.408), chegando a um total de 271.628 diagnósticos confirmados

Via: FOICEBOOK https://bit.ly/36gS9G6

 

Ver original em 'Abril de Novo Magazine' na seguinte ligação:

https://abrildenovomagazine.wordpress.com/2020/05/20/o-neo-liberalismo-e-a-demagogia/

[Manlio Dinucci] PLANO USA: Controlo Militarizado da População

Rockefeller Foundation Lays Out Massive COVID-19 Testing Action...
 
 
 
A Fundação Rockefeller apresentou o “Plano de Acção Nacional Covid-19”, indicando os “passos pragmáticos para reabrir os nossos locais de trabalho e a nossa comunidade”. No entanto, como aparece no título, não se trata apenas de medidas de saúde.

 

 
O Plano - para o qual contribuíram algumas das universidades de maior prestígio (Harvard, Yale, Johns Hopkins e outros) - prefigura um verdadeiro modelo social hierárquico e militarizado.

 

 
No topo, o “Conselho de Controlo da Pandemia, análogo ao Conselho de Produção de Guerra que os Estados Unidos criaram na Segunda Guerra Mundial”. Seria composto pelos “‘leaders’ do mundo dos negócios, do governo e do mundo académico” (assim enumerados por ordem de importância, em primeiro lugar, não os representantes do governo, mas os das finanças e da economia).

 

 
Este Conselho Supremo teria o poder de decidir produções e serviços, com uma autoridade semelhante à conferida ao Presidente dos Estados Unidos em tempo de guerra pela Lei de Produção de Defesa.

 

 
O plano prevê que sejam submetidos semanalmente ao teste Covid-19, 3 milhões de cidadãos dos EUA e que esse número deve ser elevado a 30 milhões de testes por semana, dentro de seis meses. O objectivo, a ser alcançado dentro de um ano, é atingir a capacidade de testar Covid-19 em 30 milhões de pessoas por dia. Para cada teste, prevê-se “um reembolso adequado, ao preço do mercado, de 100 dólares”. Assim, serão necessários, em dinheiro do erário público, “biliões de dólares por mês”.

 

 
A Fundação Rockefeller e os seus parceiros financeiros ajudarão a criar uma rede para o fornecimento de garantias de crédito e a assinatura de contratos com fornecedores, ou seja, com grandes empresas produtoras de medicamentos e equipamentos médicos.

 

 
  De acordo com o Plano, o “Conselho de Controlo de Pandemia” também está autorizado a criar um

 

 
“Corpo de Resposta à Pandemia”: uma força especial (não é por acaso que é denominada “Corpo” como o dos Marines/Fuzileiros Navais) com uma equipa de 100 a 300 mil componentes. Seriam recrutados entre os voluntários do Peace Corps e  dos Americacorps (oficialmente criados pelo Governo dos EUA para “ajudar os países em desenvolvimento”) e entre os militares da Guarda Nacional.(1)

 

 
Os membros do “Pandemic Response Corps” receberiam um salário bruto médio de 40.000 dólares/ano, para o qual está prevista uma despesa estatal de  4 a 12 biliões de dólares por ano.

 

 
O “Corpo de Resposta à Pandemia” teria, sobretudo, a tarefa de controlar a população com técnicas do tipo militar, através de sistemas de rastreio e identificação digital, nos locais de trabalho e estudo, nos bairros residenciais, nos locais públicos e de deslocação. Sistemas deste tipo - recorda a Rockefeller Foundation - são fabricados pela Apple, Google e Facebook.

 

 
De acordo com o Plano, as informações sobre os indivíduos, relacionadas com o seu estado de saúde e com as suas actividades, permaneceriam confidenciais “na medida do possível”. No entanto, todas seriam centralizadas numa plataforma digital co-gerenciada pelo Estado Federal e por empresas privadas. Com base nos dados fornecidos pelo “Conselho do Controlo da Pandemia”, seria decidido, periodicamente, quais as áreas que estariam sujeitas a ‘lockdown’ e por quanto tempo. Este é, em resumo, o plano que a Fundação Rockefeller deseja concretizar nos Estados Unidos e não só.

 

 
Se fosse efectivado, ainda que parcialmente, haveria uma maior concentração do poder económico e político nas mãos de elites ainda mais reduzidas, em prejuízo de uma maioria crescente que seria privada dos direitos democráticos fundamentais. Operação realizada em nome do “controlo Covid-19”, cuja taxa de mortalidade, segundo dados oficiais, até agora tem sido inferior a 0,03% da população dos EUA.

 

 
No Plano da Fundação Rockefeller, o vírus é usado como uma arma real, mais perigosa do que o próprio Covid-19.
Manlio Dinucci
 
 
(1) Mencionado na pag. 17 do PDF da 'The Rockefeller Foundation'.  
     
 
 
il manifesto, 19 de Maio de 2020

Tradutora: Maria Luísa de Vasconcellos 
Email: luisavasconcellos2012@gmail.com
Webpage: NO WAR NO NATO

Ver o original em 'Manuel Banet' (clique aqui)

Reino Unido lança teste de "cães detectores de COVID-19"

Cachorros treinam para detectar coronavírus pelo cheiro

Londres, 17 mai (Xinhua) - Cães farejadores devem ser treinados na Grã-Bretanha para detectar o COVID-19 antes que os sintomas apareçam nos seres humanos, de acordo com o Departamento de Saúde e Assistência Social.

Os cães, que conseguem detectar certos tipos de câncer com sucesso, serão submetidos a um treinamento intensivo para ver se conseguem detectar a doença antes que os sintomas apareçam, apoiados por 500.000 libras (605.185 dólares americanos) em financiamento do governo.

Pesquisadores da Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres (LSHTM) realizarão a primeira fase de teste em colaboração com a instituição de caridade Medical Detection Dogs e a Universidade de Durham.

O teste fará com que a equipe do Serviço Nacional de Saúde (SNS) dos hospitais de Londres colete amostras de odores de pessoas infectadas com novos coronavírus e não infectadas. Seis cães de detecção biológica serão submetidos a um treinamento completo para identificar o vírus a partir das amostras.

"Nosso trabalho anterior mostrou que a malária tem um odor característico e, com o Medical Detection Dogs, treinamos com sucesso cães para detectar com precisão a malária. Isso, combinado com o conhecimento de que doenças respiratórias podem alterar o odor corporal, nos deixa esperançosos de que os cães também possam detectar o COVID-19", disse o pesquisador da LSHTM, James Logan.

Ver original em "XINHUA Português" na ligação seguinte:

http://portuguese.xinhuanet.com/2020-05/19/c_139068656.htm

Dificuldades em se mover ou falar: OMS adverte sobre novos sintomas da COVID-19

Agentes de saúde checam sintomas de COVID-19, em Guarulhos (SP), 30 de março de 2020
© AP Photo / Andre Penner

A Organização Mundial da Saúde (OMS) relatou novos sintomas que também podem ser um sinal da doença COVID-19, atualizando o rol de indícios da enfermidade causada pelo novo coronavírus SARS-CoV-2.

Além dos sintomas mais comuns da doença já conhecidos – febre, tosse seca e cansaço, a OMS adicionou dificuldades de locomoção ou dicção.

A OMS decidiu atualizar a lista depois de serem reportados casos de pacientes que sentiram desconfortos como dificuldade para se mover ou para falar.

Deve-se levar em consideração, além dos sintomas acima enumerados, dores, mal-estar, congestão nasal, enxaqueca, dor de garganta, diarreia, perda de paladar e olfato, bem como erupções cutâneas e mudanças de cor das mãos e pés.

"Estes sintomas são geralmente leves e começam gradualmente. Alguns dos infectados apresentam apenas sintomas muito leves", refere o site oficial da OMS.

Funcionário da saúde de uma estação móvel de testes de coronavírus retira amostra de um paciente na vila de Enem, na república russa da Adigueia

© Sputnik / Nikolai Khizhnyak
Funcionário da saúde de uma estação móvel de testes de coronavírus retira amostra de um paciente na vila de Enem, na república russa da Adigueia

Contudo, chama a atenção para o fato de uma em cada cinco pessoas desenvolver uma condição grave e experimentar dificuldades respiratórias.

"As pessoas mais velhas e aquelas com antecedentes médicos, como pressão alta, problemas cardíacos ou pulmonares, diabetes ou câncer, são mais propensas a desenvolver manifestações graves da doença", adverte a OMS.

Em 15 de maio, o diretor de Emergências da OMS, Mike Ryan, afirmou em uma coletiva de imprensa virtual na sede da organização, em Genebra (Suíça), que, embora seja muito difícil prever como o novo coronavírus irá evoluir, a humanidade deveria se preparar "para viver com ele", pois ele poderia se tornar endêmico, retornando regularmente, informou a CBS.

"Este vírus pode se tornar apenas mais um vírus endêmico em nossas comunidades e este vírus pode nunca mais desaparecer. O HIV não desapareceu", disse Ryan. "Não estou comparando as duas doenças, mas acho que é importante que sejamos realistas. Acho que ninguém pode prever quando ou se esta doença vai desaparecer", afirmou Ryan, citado pela CBS.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/sociedade/2020051915597245-dificuldades-em-se-mover-ou-falar-oms-adverte-sobre-novos-sintomas-da-covid-19/

Brasil regista mais de 16 mil mortes pelo coronavírus e 241 mil casos

 
 
São Paulo mantém-se o epicentro da pandemia no país, concentrando o maior número de mortes (4.782)
 
O Brasil registou neste domingo (17) 485 novas mortes pelo novo coronavírus (covid-19) nas últimas 24 horas, totalizando 16.118. Até sábado (16), eram 15.633 mortes notificadas. A letalidade (número de mortes pela quantidade de casos confirmados) da doença no país está em 6,7%.
 
O país teve 7.938 novos casos confirmados e chegou ao total de 241.080. Até sábado, eram 233.142 infectados. O número de recuperados, de acordo com o boletim diário do Ministério da Saúde, chegou a 94.122, 39% do total de infectados. Outros 130.840 casos (54,3%) estão em acompanhamento. Háainda 2.450 mortes em investigação.
 
São Paulo mantém-se como epicentro da pandemia no país, concentrando o maior número de mortes (4.782).
 
O estado é seguido pelo Rio de Janeiro (2.715), Ceará (1.641), Pernambuco (1.516) e Amazonas (1.413).Foram registradas mortes no Pará (1.239), Maranhão (549), na Bahia (295), no Espírito Santo (285), em Alagoas (210), na Paraíba (194), em Minas Gerais (156), no Rio Grande do Norte (139), Rio Grande do Sul (142), Paraná (124), Amapá (119), Santa Catarina (83), Sergipe (77)Rondônia (74), Piauí (72), Goiás (70), Acre (60), Distrito Federal (59), Roraima (51), Mato Grosso (27), no Tocantins (31) e Mato Grosso do Sul (15).

São Paulo tem o maior número de casos confirmados (62.345), seguido de Ceará (24.255), Rio de Janeiro (22.238), Amazonas (20.328), Pernambuco (19.452), Pará (13.864), Maranhão (12.492), Bahia (8.443), Espírito Santo (6.744) e Santa Catarina (4.776).
 
Fonte: Agência Brasil – em Vermelho

Ver o original em 'Página Global' na seguinte ligação:

https://paginaglobal.blogspot.com/2020/05/brasil-regista-mais-de-16-mil-mortes.html

Portugal com mais 13 mortes, 173 novos casos e 1794 recuperados em 24 horas

 

Portugal regista hoje 1.231 mortes relacionadas com a covid-19, mais 13 do que no domingo, e 29.209 infetados, mais 173, segundo o boletim da Direcção Geral da Saúde (DGS). Nas últimas 24 horas, há mais 1794 recuperados.

 

Em comparação com os dados de domingo, em que se registavam 1.218 mortos, nesta segunda-feira constatou-se um aumento de óbitos de 1,1%.

Relativamente ao número de casos confirmados de infecção pelo novo coronavírus (29.209), os dados da DGS revelam que há mais 173 casos do que no domingo (29.036), representando uma subida de 0,6%.

A região Norte é a que regista o maior número de mortos (698), seguida da região de Lisboa e Vale do Tejo (279), do Centro (223), do Algarve (15), dos Açores (15) e do Alentejo, que regista um caso, adianta o relatório da situação epidemiológica, com dados actualizados até às 24 horas de sábado, mantendo-se a Região Autónoma da Madeira sem registo de óbitos.

 
 

O número de recuperados chega agora às 6430 pessoas, mais 1794 desde o último balanço.

Há 25.360 pessoas em vigilância e 2.260 aguardam resultados laboratoriais para saberem se estão infectadas.

Até agora foram registados 263.980 casos com testes negativos.

ZAP // Lusa

 
 
 

Ver original em 'ZAP aeiou' na seguinte ligação:

https://zap.aeiou.pt/325093-325093

Portugal | Proteção ou abandono?

 
 
Inês Cardoso | Jornal de Notícias | opinião

Não temos respostas únicas ou seguras, mas é tempo de refletirmos sobre como lidamos com o novo coronavírus sem deixar que ele mate a presença e o contacto de proximidade com aqueles que queremos proteger, particularmente os mais velhos.

É um caminho novo, que se faz a apalpar terreno, mas à medida que os dias passam torna-se particularmente penoso ver a imensa solidão a que muitos idosos estão expostos.

Não se trata apenas de quem vive em lares ou outras respostas institucionais. Há pessoas de 70 e 80 anos, ativas e habituadas a uma vida preenchida, que há dois meses não veem filhos e netos. Acontecerá em meio urbano, mas mais ainda nalguns ambientes rurais, quando as famílias estão separadas por centenas de quilómetros e à distância física se juntaram as barreiras psicológicas.

Nos tempos de incerteza que cruzamos, todas as reações são legítimas e compreensíveis. Mas importa refletir que o afastamento absoluto, única forma de prevenir o risco de covid, acarreta outros danos. Mais difíceis de medir, mas corrosivos. Os especialistas têm vindo a apontar sugestões concretas para um convívio em segurança. Um piquenique ou uma mesa colocada num quintal ou pátio são opções para refeições em família, sem que isso implique expor os outros a riscos. Há cuidados a ter, claro, mas nenhum é impeditivo de retomar contacto.

Importa ainda recordar que proteger os mais velhos pressupõe ouvi-los. Na ânsia de decidirmos por eles, acabamos por os menorizar e desrespeitar. Proteger não é decidir por alguém que tem plena capacidade para o fazer. Poderia parecer muito cómodo manter os grupos de risco isolados até que haja uma vacina. Mas seria uma absurda restrição da sua liberdade e vontade. Os nossos pais e avós precisam de particular cuidado, mas não que os infantilizemos. Ou que os abandonemos meses a fio, fechados numa redoma que não escolheram.

* Diretora-adjunta

Ver o original em 'Página Global' na seguinte ligação:

https://paginaglobal.blogspot.com/2020/05/portugal-protecao-ou-abandono.html

O que Washington fez prova ser um obstáculo na luta global contra a COVID-19

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Beijing, 17 mai (Xinhua) -- Enfrentando os severos desafios da pandemia da COVID-19, o mundo vem fazendo esforços conjuntos para combater a doença nos últimos meses, enquanto os Estados Unidos têm debilitado os empenhos globais para lidar com a crise.

 

INCOMPETÊNCIA NO ENFRENTAMENTO DA PANDEMIA

O número de casos de COVID-19 nos Estados Unidos ultrapassou 1,46 milhão com mais de 88 mil mortes até o domingo, de acordo com o Centro de Ciência e Engenharia de Sistemas da Universidade de Johns Hopkins, tornando o país o lugar mais duramente atingido em todo o mundo.

Resposta tardia, ignorância da ciência e má coordenação nacional têm representado o problemático desempenho do governo dos EUA nos esforços antiepidêmicos.

Em 31 de dezembro de 2019, os Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA (CDC) publicaram em seu site que as autoridades de saúde chinesas haviam relatado uma série de casos de doença respiratória aguda em Wuhan, Província de Hubei, no centro da China. Desde então, Washington tem recebido cada vez mais informações sobre a doença, mas não deu a devida importância.

Em 22 de janeiro, o presidente dos EUA, Donald Trump, disse à CNBC um dia depois de o CDC ter confirmado o primeiro caso de COVID-19 no país, que os Estados Unidos tinham a situação "totalmente sob controle", e que "iria ficar tudo bem".

Embora o governo dos EUA tenha declarado uma emergência de saúde pública para responder à COVID-19 no final de janeiro, as convenções democratas e republicanas ainda foram realizadas no estado americano de Iowa em fevereiro. As seguintes primárias presidenciais em muitos estados levaram a várias reuniões em massa.

Na coletiva de imprensa da Casa Branca em 28 de fevereiro, Trump disse que alguns meios de comunicação dos EUA estavam "fazendo tudo o que podem para espalhar o medo entre a população e eu acho que isso é ridículo e que eles são muito desacreditados".

Foi só em 16 de março que a Casa Branca mudou sua postura anteriormente de descaso e anunciou diretrizes contra a epidemia.

Anthony Fauci, diretor do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas, disse que se as diretrizes tivessem sido implementadas anteriormente, um período crucial na propagação exponencial do vírus teria sido mitigado e vidas americanas, salvas.

 

TRANSFERIR A CULPA E EVITAR RESPONSABILIDADES

Enquanto a China apela pela cooperação internacional na luta contra a COVID-19, Washington segue ocupado caluniando Beijing para desviar a atenção sobre sua própria resposta ineficiente à pandemia, avaliou um ex-diplomata sérvio.

Em 16 de março, Trump tuitou estigmatizando a China com acusações maliciosas, o que causou controvérsia e críticas dentro os Estados Unidos. Outros políticos de Washington também questionaram a transparência e acusaram a China de violar os direitos humanos por adotar as medidas necessárias de quarentena, e reforçaram o discurso racista.

Em 10 de maio, o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, levantou "evidências significativas" sobre a origem do vírus em Wuhan. No entanto, ele não especificou quais eram as evidências nem entregou qualquer prova concreta para validar suas alegações.

Trump também acusou a Organização Mundial da Saúde (OMS) de "gerenciar e encobrir severamente a propagação do coronavírus" em abril.

"Seu poder deve se concentrar em cuidar dos outros e organizar recursos para a prevenção de doenças - não em transferir a culpa, elevar as classificações de aprovação, acertar pontuações ou demonizar as pessoas por causa da etnia ou nacionalidade", mencionou uma carta assinada publicada pelo The New York Times por mais de 70 estudiosos em saúde pública dos Estados Unidos e da China.

 

INTERRUPÇÃO À LUTA NACIONAL E GLOBAL

Em vez de coordenar os esforços contra o inimigo comum, a administração dos EUA manteve suas próprias formas de agir contra a disseminação da COVID-19.

A nível nacional, não houve nenhum esforço "que tenha reunido nada como o financiamento, coordenação ou recursos reais que os especialistas de todo o espectro político dizem ser necessário para reabrir o país com segurança", disse um artigo publicado pelo The Atlantic.

A nível internacional, Trump anunciou em 14 de abril que seu governo suspenderia o financiamento para a OMS. O anúncio foi então recebido com forte reação e crítica em todo o mundo.

O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, disse que a OMS lamentou a decisão dos EUA, pedindo a todas as nações que se unissem na luta contra o inimigo comum.

"A decisão do presidente Trump de desfinanciar a OMS é simplesmente - um crime contra a humanidade", tuitou Richard Horton, editor-chefe da The Lancet, acrescentando que "cada cientista, cada profissional de saúde, cada cidadão deve resistir e se rebelar contra essa terrível traição da solidariedade global".

"Como é míope quando a cooperação global é mais necessária agora do que nunca", tuitou Lawrence Gostin, diretor do Instituto O'Neill de Direito Nacional e Global em Saúde na Universidade de Georgetown, referindo-se à decisão da Casa Branca. E Washington "abandonou totalmente" a liderança dos EUA em saúde global.

O que o governo dos EUA tem feito prejudicou severamente a cooperação internacional que o mundo precisa para neutralizar essa crise sanitária.

 

Ver original em "XINHUA Português" na ligação seguinte:

http://portuguese.xinhuanet.com/2020-05/17/c_139064246.htm

Europa deveria se precaver de 2ª onda da COVID-19 em vez de celebrar melhorias, diz diretor da OMS

Casal anda com máscaras como prevenção da COVID-19 no Reino Unido (foto de arquivo)
© AFP 2020 / TOLGA AKMEN

Europa deve se preparar para uma segunda onda mortal do coronavírus ao invés de celebrar diariamente reduções de infecções e mortes, alertou o diretor da OMS na Europa.

Hans Kluge, diretor da Organização Mundial da Saúde (OMS) na Europa, mostrou-se muito preocupado com a possibilidade de no próximo inverno do Hemisfério Norte um novo surto de coronavírus coincidir com outras doenças sazonais, como a gripe.

Precaver e não celebrar

Em entrevista ao The Telegraph, Kluge afirmou que o presente "momento deve ser de preparação e não de celebração", mesmo que o número diário de casos e mortes esteja diminuindo, pois isso não significava que a pandemia esteja chegando ao fim.

"Singapura e Japão entenderam cedo que este não é um momento para comemorar, é um momento para se preparar", afirmou Kluge.

Espanha, Itália, França e Reino Unido, todos gravemente atingidos pelo novo coronavírus, estão agora mostrando sinais positivos de recuperação.

Contudo, para o alto responsável da OMS, é necessário "fortalecer os sistemas de saúde, aumentando a capacidade de leitos para que os países estejam prontos para preparar mais pacientes e que os países deveriam usar este tempo sabiamente para aprender com a primeira onda de infecção e começar a fortalecer os sistemas de saúde pública".

"Isso significa capacitação em hospitais, unidades de cuidados primários e de terapia intensiva", ressaltou Kluge.

"É isso que os países escandinavos estão fazendo, não excluem uma segunda onda, mas esperam que ela seja localizada para poderem ultrapassá-la rapidamente", acrescentou.

Segundo o Daily Mail, a maioria dos cientistas concorda que haverá uma segunda onda do vírus, na ausência de uma vacina, só não sabendo onde e quando ocorrerá.

Hans Kluge se manifesta "muito preocupado com uma onda dupla no outono [no Hemisfério Norte] – uma segunda onda de COVID-19 e outra de gripe sazonal ou sarampo".

As suas declarações vão de encontro a preocupações manifestadas por outros especialistas, que receiam um reaparecimento do vírus no inverno do Hemisfério Norte, como resultado da sazonalidade ou do cancelamento das medidas de restrições e confinamento.

Um novo surto do coronavírus, acompanhado da gripe sazonal, colocaria em sérias dificuldades os diversos sistemas de saúde europeus.

Para o Daily Mail, ainda não está claro se o coronavírus é endêmico, ou seja, se circula em níveis iguais durante todo o ano, ou é sazonal, atingindo um pico nos meses mais frios do inverno.

Outros tipos de vírus, como aqueles que provocam os resfriados, aumentam acentuadamente nos meses de inverno.

Exemplo da gripe espanhola de 1918

Receios da possibilidade de uma segunda onda do SARS-CoV-2 têm sido assombrados pelo exemplo da pandemia da gripe espanhola de 1918, que teria matado 50 milhões de pessoas, mais do que as vítimas da Primeira Guerra Mundial, de 1914 a 1918.

A gripe espanhola veio em três ondas – primavera de 1918, outono de 1918 e inverno de 1919, escreve o Daily Mail.

Enquanto as tropas viajavam pelo mundo vindas de numerosos países para combater na Primeira Guerra Mundial, o vírus foi capaz de se espalhar rapidamente pelo globo.

A primeira onda do vírus foi particularmente mortal para as gerações mais velhas e vulneráveis, mas à medida que o número de casos diminuiu, as pessoas começaram a baixar a guarda, abrindo caminho para a segunda onda.

 

Mulheres mascaradas seguram macas perto de ambulâncias durante a pandemia da gripe espanhola em St. Louis, Missouri, Estados Unidos, outubro de 1918

© REUTERS / Biblioteca do Congresso dos EUA / Handout
Mulheres mascaradas seguram macas perto de ambulâncias durante a pandemia da gripe espanhola nos EUA

Acredita-se que a segunda onda, no outono do mesmo ano do primeiro surto, tenha sido ainda mais mortal do que a primeira, pois houve uma mutação do vírus para uma forma mais severa e, desta vez, afetando os jovens.

O vírus reapareceu na Austrália para a terceira onda, no inverno seguinte, antes de se espalhar novamente pelo mundo.

Embora não tenha sido tão grave quanto a segunda onda, foi mais mortal que a primeira.

 

Desconfinamento

Pouco a pouco, países europeus vão introduzindo medidas de flexibilização das restrições impostas devido à pandemia, abrindo gradualmente escolas, por exemplo, e dando fôlego à economia, com a reabertura de negócios até então tidos como não essenciais e a redução progressiva de teletrabalho.

Contudo, foram mantidas regras rigorosas de distanciamento social e uso de acessórios de proteção, como máscaras e luvas.

O epicentro do surto europeu está agora no leste, com o número de casos aumentando na Rússia, Ucrânia, Bielorrússia e Cazaquistão, segundo informou Hans Kluge.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/sociedade/2020051815593052-europa-deveria-se-precaver-de-2-onda-da-covid-19-em-vez-de-celebrar-melhorias-diz-diretor-da-oms/

Para lá da pandemia

A convite do Instituto Asiático para a Diplomacia e as Relações Internacionais, baseado em Kathmandu (Nepal), participei no passado dia 15 numa mesa redonda com diplomatas e académicos da região sobre as opções políticas para fazer face ao impacto económico da pandemia. Deixo aqui as minhas principais reflexões na matéria.

 

 

  1. Um impacto mais psicológico do que viral

Como nos diz o historiador francês da saúde Olivier Faure, o impacto da presente pandemia tem sido mais psicológico do que viral: durante o período de dois meses de seu maior impacto na França, a actual pandemia causou uma mortalidade menor do que a epidemia de gripe de 1968, sem alarme social comparável. Quanto à velocidade e âmbito de propagação, não há nada de especialmente diferente na actual pandemia em relação a várias das suas percursoras.

Em Portugal, equipas de investigação médica em Lisboa e no Porto concluíram que a mortalidade causada pelo pânico do vírus, que levou as pessoas a evitar hospitais e tratamentos médicos, causou possivelmente três a cinco vezes mais vítimas do que o próprio vírus. Os estudos apontam também para a probabilidade de a situação portuguesa não ser uma excepção. E este é apenas um de muitos danos colaterais causados pelas políticas de pânico postas em prática um pouco por todo o mundo.

As pessoas têm insistentemente apontado para a devastação económica causada pela resposta humana à pandemia, e isso alimentou a ideia de que as políticas usadas para lhe fazer face apenas tiveram custos económicos. Contudo, em termos de saúde, os seus custos foram enormes: o dano colateral à saúde causado pela reacção de pânico é maior do que o impacto do vírus e tem sido persistentemente subestimado.

  1. Uma guerra de desinformação

A segunda característica da actual pandemia é a desinformação maciça que a acompanhou. Aqui, é verdade que isso não é uma excepção na história das pandemias. A chamada “gripe espanhola” de há um século atrás foi chamada de espanhola não por ter vindo da Espanha – muito pelo contrário, a Espanha poderia ter sido um dos últimos países europeus a ser atingido pela pandemia – mas porque a Espanha, tendo sido um dos poucos países neutros na primeira Guerra Mundial, não impôs “censura de guerra” e, portanto, a imprensa espanhola falou sobre a pandemia quando tal não era possível nos países envolvidos na guerra.

A desinformação desta vez tem sido mais difundida e multifacetada. Até hoje, ainda não sabemos exactamente onde, como e através de quem se iniciou a pandemia, tendo as autoridades chinesas produzido informações contraditórias e insuficientes sobre o assunto. A ‘Organização Mundial da Saúde’ (OMS) começou por ocultar a realidade, minimizando seu impacto, para depois fazer explodir o pânico em todas as direcções. Até hoje, a OMS não revelou o resultado das suas missões de investigação sobre a origem da pandemia na China.

A desinformação maciça foi usada para criar pânico por razões geopolíticas, mas foi muito além disso. Muito do que se passou na presente pandemia seguiu o padrão de outras epidemias: afectou principalmente países temperados no final da primavera de inverno; desenvolveu-se de acordo com uma distribuição estatística normal; a sua disseminação contagiosa e taxa de mortalidade estão dentro dos parâmetros de outras passadas. No entanto, permanecem questões cruciais em aberto: a pandemia voltará uma segunda ou até mesmo uma terceira vez como aconteceu com a gripe espanhola; as sequelas desta pandemia confirmarão ser mais sérias e difundidas do que outras; porque razão alguns países tropicais foram especialmente afectados fora de tempo; devemos esperar novas pandemias desse tipo?

Além do falhanço geral das estruturas de governação mundial no fornecimento de informação e conselhos em tempo oportuno, precisas e responsáveis; além da desinformação geopolítica, divulgada principalmente pelas redes sociais, também nos deparamos com interesses comerciais usando os principais veículos da imprensa para distorcer consideravelmente a realidade.

Fez-se muita publicidade sobre uma vacina para esta pandemia. Pessoas responsáveis de primeiro plano sugeriram que os dispositivos de confinamento deveriam ser mantidos até que a vacinação esteja disponível, apesar de ser incerto se e quando essa vacina virá a ser uma realidade.

Com aparentes objectivos comerciais, houve também uma intensa campanha negativa contra a única medicação que apresenta provas de sua eficácia, num protocolo feito com substâncias conhecidas, amplamente utilizadas e testadas que estão no domínio público.

  1. A resposta ao actual colapso económico

O actual colapso económico foi o mais grave já alguma vez experimentado num espaço tão curto de tempo. A questão agora é saber por quanto tempo vai durar e quão forte será a recuperação, e isso dependerá crucialmente de confiança, visão e prioridades adequadas.

A confiança precisa de uma estrutura de governação internacional que seja vista como altamente competente, independente de interesses geopolíticos ou comerciais específicos, transparente, sujeita a um sistema de controlos e equilíbrios e com uma protecção robusta contra conflitos de interesses. Isto é particularmente importante com a OMS, mais do que com outras agências internacionais.

A confiança também precisa de uma avaliação equilibrada e informada dos desafios enfrentados pela humanidade. Temos visto o uso e o abuso de tácticas de choque pelo medo nos mais diversos aspectos do nosso quotidiano. O eminente microbiologista, epidemiologista e médico, professor Didier Raoult no seu livro de 2016 ‘Pare de ter medo’ antecipou as consequências dessas tácticas, que têm sido bastante evidentes na pandemia actual.

 

Os líderes responsáveis devem proscrever tácticas de inculcação de medo e devem antes realçar a importância de práticas de longo prazo para alcançar resultados, seja na saúde, no meio ambiente ou em outros assuntos.

Os instrumentos mais importantes para manter a saúde no planeta são: fornecer saneamento e educação, proteger o meio ambiente e promover uma dieta e actividade sãs e equilibradas. Essas devem ser as prioridades da OMS e de outros organismos internacionais.

Um dos muitos exemplos que podemos referir neste contexto é a poluição por micropartículas atmosféricas, que uma estimativa recente avalia ser a causa de cerca de nove milhões de mortes anuais precoces e que não encontram nenhuma atenção séria das autoridades sanitárias.

O comércio externo continua sendo um instrumento fundamental para promover o desenvolvimento e dar novas oportunidades ao mundo em desenvolvimento, mas é cada vez mais claro que deve ser considerado no contexto das prioridades humanas globais como estas que acabámos de referir. O respeito pelos animais selvagens e a pecuária em circunstâncias sanitariamente saudáveis são dois exemplos claros de condições para o desenvolvimento do comércio internacional.

Creio que só com base nestes princípios, um poderoso estímulo económico e financeiro acompanhado de um ambicioso pacote de reformas económicas como o que foi recentemente anunciado pelas autoridades indianas terá a capacidade de lançar a recuperação.


Webinar on The Global Economic Impact of COVID-19 and Policy Options

 

 


 

 

 
 
 
 
 
 
 
 
 

Ver original no jornal 'TORNADO' na seguinte ligação:

https://www.jornaltornado.pt/para-la-da-pandemia/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=para-la-da-pandemia

Covid-19 | Mais 13 mortes, 227 infetados e quase 500 recuperados em Portugal

 
 
Portugal registou, nas últimas 24 horas, mais 13 vítimas mortais por covid-19. Na sexta-feira, o número de óbitos tinha sido seis. No total, o novo coronavírus já matou 1203 pessoas no país.

De acordo com o boletim da Direção-Geral da Saúde (DGS) enviado este sábado, há mais 13 mortes por covid-19 em Portugal. Desde o início da pandemia, o novo coronavírus já matou 1203 cidadãos.

De sublinhar ainda que os internados voltaram a baixar: são agora 657, menos 16 do que ontem (673). Nos cuidados intensivos estão mais três pacientes (115 no total).

Foram registadas, nas últimas 24 horas, mais 494 recuperações. Há, agora, 3822 pessoas consideradas curadas desde o início do surto em Portugal.

No que toca às regiões, o Norte permanece como o mais afetado pelo vírus: são 684 (mais sete) mortes e 16282 (mais 64) doentes. Segue-se Lisboa e Vale do Tejo com 267 (mais cinco) vítimas mortais e 8097 (mais 146) infetados e o Centro com 221 mortes (as mesmas de ontem) e 3609 (mais 11) pessoas com o novo coronavírus.

No Algarve, registam-se 15 mortes (mais uma) e 356 (mais um) infetados. No Alentejo mantém-se apenas um óbito e 241 (mais um) infetados.

Desde o início do surto, morreram 618 (mais quatro) mulheres e 585 (mais nove) homens, a maior parte deles com mais de 80 anos.
 
Tiago Rodrigues | Jornal de Notícias

Ver o original em 'Página Global' na seguinte ligação:

https://paginaglobal.blogspot.com/2020/05/covid-19-mais-13-mortes-227-infetados-e.html

A ORIGEM DO VÍRUS

 
 
Segundo a One America News Network, Greg Rubini, perito em serviços secretos americanos, afirma que este novo coronavírus foi criado como uma arma biológica
 
David Chan | Plataforma | opinião
 
O Governo de Trump tem culpado a China por não ter conseguido controlar o surto, insistindo que a origem do vírus é um laboratório em Wuhan. Embora os peritos chineses neguem esta origem, salientando que os laboratórios em Wuhan não têm capacidade para tal e que o vírus tem origem natural, Mike Pompeo afirma ter provas suficientes para culpar a China, sem, no entanto, apresentar qualquer evidência concreta. Pelo contrário, investigadores de todo o mundo suspeitam cada vez mais de uma origem artificial, apontando para que tenha sido criado num laboratório de biossegurança de nível 3 na Carolina do Norte.

Segundo a One America News Network, Greg Rubini, perito em serviços secretos americanos, afirma que este novo coronavírus foi criado como uma arma biológica.

O mesmo partilha que este teve origem numa investigação do laboratório de biossegurança nível 3 na Carolina do Norte, liderada por Ralph Baric, e que o vírus foi depois transmitido desde este estado até à China, Itália e resto dos EUA, pelo chamado "Estado Profundo". Trump confirmou também a existência deste "Estado".

Num post no Twitter a 15 de março, Greg Rubini pergunta ao presidente americano a razão para este não ter informado a população sobre o facto de o vírus ter sido criado nos EUA. Ou sobre o facto de este vírus ter origem numa arma biológica.

A origem da epidemia parece assim ter sido propositada, e não um surto natural. Desde que o vírus começou a ser propagado que rumores sobre a origem artificial têm circulado e cientistas de todo o mundo têm trabalhado para resolver este mistério, e de facto alguns cientistas indianos no início do surto em fevereiro encontraram componentes do vírus do VIH no novo coronavírus, indicando a possibilidade de ter sido criado artificialmente. Desde então que a atenção do mundo está ainda mais focada na sua origem. Em meados de maio, cientistas analisaram também as evoluções de mutação genética do vírus, comparando-as com outros pacientes de Covid-19 pelo resto do mundo, e descobriam que o vírus extraído de um paciente de Washington estava em evolução há já mais de meio ano, concluindo que este teve origem nos EUA. Embora a ciência aponte para os EUA, ainda nada se encontra finalizado. Acredito que o melhor ainda está para vir.
 
 

Ver o original em 'Página Global' na seguinte ligação:

https://paginaglobal.blogspot.com/2020/05/a-origem-do-virus.html

Brasil registra 31.790 casos da COVID-19 entre profissionais da saúde

Brasil registrou 31,7 mil profissionais de saúde infectados pela...

Rio de Janeiro, 14 mai (Xinhua) -- O Brasil registrou 31.790 casos da COVID-19 entre os profissionais da saúde, enquanto outros 114.301 são considerados suspeitos e esperam resultados de exames, informou o Ministério da Saúde.

A informação foi dada em entrevista à imprensa nesta quinta-feira pelo secretário-executivo de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Eduardo Macário, ao apresentar dados do sistema criado para captar informações no Sistema Único de Saúde (SUS), a rede pública de saúde brasileira

Segundo Macário, até o momento, foram identificados 31.790 casos positivos e 114.301 suspeitos.

Do total dos casos positivos e suspeitos, 34,2% correspondem a técnicos e auxiliares de enfermagem, seguidos por enfermeiros, médicos e recepcionistas de hospitais.

Ver original em "XINHUA Português" na ligação seguinte:

http://portuguese.xinhuanet.com/2020-05/15/c_139059055.htm

Mais nove mortes e 187 infetados com covid-19 em Portugal

 
 
Portugal registou, nas últimas 24 horas, mais nove vítimas mortais por covid-19. Desde o início do surto já morreram 1184 infetados no país.
 
De acordo com o boletim da Direção-Geral da Saúde (DGS) enviado esta quinta-feira, há mais nove mortes por covid-19 em Portugal (ontem tinham sido registados 12 óbitos).

Desde o início da pandemia, o novo coronavírus já matou 1184 cidadãos. Em relação ao número de infetados, houve um aumento de 187 doentes nas últimas 24 horas (inferior ao crescimento de ontem, de 219). O número total de pessoas que contraíram SARS-Cov-2 é, assim, de 28319.

De sublinhar ainda que os internados voltaram a baixar: são agora 680, menos 12 do que ontem. Nos cuidados intensivos estão mais cinco pacientes (108 no total).

Foram registadas, esta quinta-feira, mais 16 recuperações. Há, agora, 3198 pessoas consideradas curadas desde o início do surto em Portugal.

No que toca às regiões, o Norte permanece como o mais afetado pelo vírus: são 674 mortes e 16166 doentes. Segue-se Lisboa e Vale do Tejo com 259 vítimas mortais e 7767 infetados e o Centro com 221 mortes (as mesmas de ontem) e 3569 pessoas com o novo coronavírus.

No Algarve, registam-se as mesmas 14 mortes e 354 infetados. No Alentejo mantém-se apenas um óbito e 238 infetados.

O concelho de Lisboa é o que regista mais casos no nosso país (1835), seguido de Vila Nova de Gaia (1463), Porto (1311), Matosinhos (1220) e Braga (1153).

Desde o início do surto, morreram 608 mulheres e 576 homens, a maior parte deles com mais de 80 anos.

Mariana Albuquerque| Jornal de Notícias
 

Ver o original em 'Página Global' na seguinte ligação:

https://paginaglobal.blogspot.com/2020/05/mais-nove-mortes-e-187-infetados-com.html

Bolsonaro defende isolamento vertical e uso da cloroquina para combater COVID-19

Rio de Janeiro, 13 mai (Xinhua) -- O presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, defendeu nesta quarta-feira o isolamento vertical e o uso da cloroquina como forma de combate à doença do novo coronavírus (COVID-19), que já deixou mais de 13 mil mortos no país.

Em declarações à imprensa, Bolsonaro reiterou seu desejo de que as pessoas voltem a trabalhar e que apenas as que fazem parte dos grupos de risco permaneçam em casa.

"No meu entender, desde o começo, deveria ter sido feito o isolamento vertical, cuidar das pessoas do grupo de risco e colocar o povo para trabalhar. No Brasil, para mim, o movimento equivocado é se preocupar apenas com a questão do vírus, há o desemprego do outro lado. O povo necessita trabalhar", acrescentou.

"Me coloco no lugar dessas pessoas humildes. Chegará um ponto em que este povo com fome irá para as ruas. O homem que está passando fome perde a razão. Vamos esperar chegar a este ponto para reagir? O povo tem que voltar a trabalhar", enfatizou.

Bolsonaro também afirmou que falará com o ministro da Saúde, Nelson Teich, para ampliar o uso da cloroquina em pacientes infectados com a COVID-19.

"Não é minha opinião porque não sou médico, mas muitos médicos no Brasil e em outros países entendem que a cloroquina pode e deve ser usada desde o início, inclusive sabendo que não há uma comprovação científica de sua eficácia. Mas como estamos em uma emergência e sempre foi usada desde 1955, agora, combinada com azitromicina pode ser um alento para esta quantidade de óbitos que estamos tendo no Brasil", comentou.

Segundo o último balanço divulgado nesta quarta-feira pelo governo brasileiro, a COVID-19 deixou pelo menos 13.149 mortos e 188.974 casos registrados no país. Fim

Ver original em "XINHUA Português" na ligação seguinte:

http://portuguese.xinhuanet.com/2020-05/14/c_139056136.htm

Brasil supera 13.000 mortes por COVID-19

 

Rio de Janeiro, 13 mai (Xinhua) -- O número de mortes causadas pela doença do novo coronavírus (COVID-19) no Brasil subiu para 13,149, com 188.974 casos confirmados, segundo o balanço oficial divulgado nesta quarta-feira pelo Ministério da Saúde.

Os dados indicam que nas últimas 24 horas foram registradas 749 mortes e 11.385 casos positivos do vírus no país. A taxa de letalidade da COVID-19 no Brasil está em 7%.

Segundo o governo, atualmente 97.402 pacientes estão sendo acompanhados e 78.424 já se recuperaram.

O estado de São Paulo (sudeste), o mais populoso do país, segue sendo o mais afetado pela epidemia, com 4.118 óbitos e 51.097 casos confirmados, seguido pelo Rio de Janeiro, com 2.050 óbitos e 18.728 registros do vírus e Ceará (nordeste), com 1.389 mortos e 19.156 casos positivos. Fim

Ver original em "XINHUA Português" na ligação seguinte:

http://portuguese.xinhuanet.com/2020-05/14/c_139056010.htm

Covid-19: Sobe o número de mortos em África e a situação nos PALOP

 
 
O número de mortos por causa da Covid-19 em África subiu para os 2.406, com quase 70 mil infetados em 53 países, segundo estatísticas mais recentes sobre a pandemia. Dos PALOP, a Guiné-Bissau é o país com mais vítimas. 
 
De acordo com o Centro de Controlo e Prevenção de Doenças da União Africana (África CDC), nas últimas 24 horas, o número de mortos por causa da Covid-19 subiu de 2.336 para 2.406, enquanto os infetados passaram de 66.373 para 69.578. O número total de doentes recuperados aumentou de 23.095 para 23.978.

O norte de África mantém-se como a região mais afetada pela doença, com 1.297 mortos e 23.683 infetados pela Covid-19.

Na África Ocidental há 428 mortos e ultrapassou as 20 mil infeções (20.603), enquanto a África Austral contabiliza 225 mortos e regista 12.259 casos, quase todos concentrados num único país, a África do Sul (11.350).

Os mais afetados

A pandemia afeta 53 dos 55 países e territórios de África, com seis países -- África do Sul, Argélia, Egito, Marrocos, Nigéria e Gana - a concentrarem cerca de metade das infeções pelo novo coronavírus e mais de dois terços das mortes associadas à doença.
 
O Egito é o país com mais mortos (544) e ultrapassou esta quarta-feira (13.05.) os 10 mil casos (10.093), seguindo-se a Argélia, que tem 515 mortos e 6.067 infetados. 

A África do Sul tornou-se o terceiro com mais mortos (206), continuando a ser o país do continente com mais casos da covid-19, com 11.350 infetados.

Marrocos totaliza 188 vítimas mortais e 6.418 casos, a Nigéria tem 158 mortos e 4.787 casos, enquanto o Gana tem 22 mortos, mas ultrapassou esta quarta-feira (13.05.) os cinco mil casos (5.127). Apenas o Lesoto e a República Saarauí continuam sem notificar casos da Covid-19.

Os PALOP

Entre os países africanos de língua portuguesa, a Guiné-Bissau é o que tem mais infeções, com 820 casos, e regista três mortos.

Cabo Verde tem 267 infeções e dois mortos e São Tomé e Príncipe regista 231 casos, tendo anunciado na terça-feira (12.05.) a sétima vítima mortal.

Moçambique conta com 104 doentes infetados e Angola tem 45 casos confirmados de Covid-19 e dois mortos

A Guiné Equatorial, que integra a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), mantém há mais de uma semana 439 casos positivos de infeção e quatro mortos, segundo o África CDC.

Mundo

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia já provocou mais de 290 mil mortos e infetou mais de 4,2 milhões de pessoas em 195 países e territórios. 

Mais de 1,4 milhões de doentes foram considerados curados.
 
Deutsche Welle | Lusa

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Morreram 12 pessoas em Portugal nas últimas 24 horas devido à Covid-19

 
 
Desde o último balanço, mais 12 pessoas conseguiram recuperar da doença.

Estão confirmadas 1175 mortes devido à Covid-19 em Portugal, mais 12 do que nas últimas 24 horas.

O número de pessoas infetadas pela doença é agora de 28.132, mais 219 do que no último boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde (DGS).

Há 692 pessoas hospitalizadas devido à Covid-19, 113 das quais estão internadas em unidades de cuidados intensivos.

Até ao momento, 3182 pessoas conseguiram recuperar da doença, mais 169 do que no último balanço.

Há ainda 26.278 pessoas em vigilância pelas autoridades de saúde e 2686 aguardam resultado laboratorial para saber se estão infetadas.

Quanto ao número de óbitos, é na região Norte que se registam mais mortes (667), seguida da região de Lisboa e Vale do Tejo (257), do Centro (221), dos Açores (15), do Algarve (14) e do Alentejo, que regista um único óbito, adianta o relatório da situação epidemiológica, com dados atualizados até às 24h00 de terça-feira. A Região Autónoma da Madeira continua sem registar mortes por Covid-19.

Inês André Figueiredo | TSF
 

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Portugal | A fase adulta da pandemia

 
 
Pedro Ivo Carvalho | Jornal de Notícias | opinião

Já todos conhecíamos os riscos de um regresso a uma normalidade que nunca será normal. Por isso não vale a pena fingirmos que fomos apanhados desprevenidos.

Não será possível recuperar um pouco da vida que nos foi sequestrada sem que haja contactos, sem que haja proximidade. É essa a ameaça, sempre foi essa a ameaça. O distanciamento social não é uma bolha para onde entramos ao sair de casa de manhã e de onde saímos imaculados ao final do dia. Será inevitável estarmos próximos, ainda que não demasiado.

Esta é a fase adulta da pandemia. Em que, passado o susto e o confinamento musculado, terá de imperar o bom senso, o sentido cívico, a responsabilidade individual. A maturidade. Não queiramos prolongar esta "ditadura social" para além do necessário. Ninguém está a pedir libertinagem, mas, que diabo, precisamos de espaço, de uma perspetiva, uma frincha, um horizonte que nos devolva o equilíbrio (emocional, físico) perdido. E precisamos muito, mesmo muito, de um raio de luz económico que pulverize o rasto sombrio deixado pelo desemprego, pelo desespero, pela fome.

Nenhuma cartilha sanitária sobre comportamentos coletivos pode ter a pretensão de querer ser aplicada de forma cega. Jamais teria uma eficácia transversal. A realidade é moldada por milhões de pessoas irrepetíveis. Haverá excessos. O país é muito desigual na forma como se defende e, sobretudo, na forma como capta as mensagens. E porque podemos ter de voltar à casa de partida caso tudo corra mal, é fundamental não negligenciarmos os cuidados: com as máscaras, com a higienização das mãos, enfim, com aquilo que tem sido a nossa vida em 2020.

Das autoridades de saúde esperamos linhas orientadoras claras. Das autoridades policiais uma fiscalização proporcional, não demasiado branda, não excessivamente intrusiva. Dos portugueses, só podemos esperar que voltem a estar à altura nesta fase da batalha em que começamos a sair das trincheiras para lutar com as armas que temos. As únicas armas possíveis.

* Diretor-adjunto

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Novo coronavírus poderá “nunca vir a desaparecer”, avisa OMS

 

O novo coronavírus pode tornar-se apenas outro vírus endémico, como o HIV, e “nunca vir a desaparecer”, referiu Mike Ryan, especialista da Organização Mundial da Saúde (OMS).

O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde, Tedros Adhanom Ghebreyesus, salientou esta quarta-feira que a saúde não pode ser transformada em arma e fez um minuto de silêncio pelos profissionais do setor que morrem “para salvar vidas”.

O alerta foi deixado um dia depois do Dia Internacional do Enfermeiro, mas também de um ataque a um hospital da organização Médicos Sem Fronteiras no Afeganistão, que matou mais de duas dezenas de pessoas, incluindo crianças e enfermeiras.

Numa conferência de imprensa online na sede da organização, em Genebra, Tedros Ghebreyesus afirmou que ficou chocado e muito triste com a notícia do ataque e acrescentou que os profissionais de saúde, e os civis, nunca deviam ser um alvo e que o mundo precisa de paz para a saúde e de saúde para a paz.

 
 

“Num momento de pandemia global peço a todos que deixem a política de lado e deem prioridade à paz, e que haja um cessar fogo global para terminar com a pandemia. A cada dia sem um cessar fogo há mais pessoas a morrer de forma desnecessária“, alertou na conferência de imprensa, destinada a dar conta da evolução do novo coronavírus.

Tedros Adhanom Ghebreyesus alertou para a vulnerabilidade das pessoas detidas face à covid-19 e lembrou também as últimas estatísticas mundiais para dizer que se por um lado hoje as pessoas vivem mais anos e com mais saúde, uma evolução especialmente em países pobres, por outro a taxa de progresso é muito lenta, com a covid-19 a piorar a situação.

Entre outros exemplos questionou como é que em 2020 em cerca de 55% dos países há 40 profissionais de enfermagem e obstetrícia para cada 10 mil pessoas.

Sobre a Assembleia-Geral da OMS, da próxima semana, disse que é uma oportunidade para todos os países se unirem para combater o novo coronavírus e provarem que o mundo é mais do que um grupo de países com bandeiras coloridas.

Na conferência de imprensa, o diretor executivo do Programa de Emergências em Saúde da OMS, Michael Ryan, disse que em abril foram registados 35 ataques a profissionais de saúde em 11 países, alguns deles não resultantes de situações de guerra, mas da parte de pessoas assustadas com a situação provocada pela covid-19.

Questionado pelos jornalistas, Michael Ryan disse que até ser retirada a declaração de pandemia em relação ao novo coronavírus “há muito caminho pela frente”.

“Os países estão agora a tentar encontrar uma nova normalidade e vamos estar assim muito tempo”, avisou, acrescentando que mesmo que a OMS reduzisse o nível de alerta a verdade é que o risco continua elevado em todo o mundo.

Michael Ryan avisou ainda que, em termos económicos, seria pior sair do confinamento e ter de voltar a ele por falta de medidas de precaução. E alertou que é difícil prever até quando o vírus vai existir, acrescentando que se pode mesmo “tornar-se endémico e nunca mais desaparecer”, como aliás aconteceu com a sida.

“É importante pôr isto em cima da mesa: este vírus pode tornar-se apenas outro vírus endémico na comunidade e nunca vir a desaparecer”, referiu o especialista.

“Julgo que é importante sermos realistas e não acho que alguém possa prever quando é que a covid-19 desaparecerá”, acrescentou. “Acho que não poderemos fazer promessas quanto a isto e apontar alguma data. Esta doença pode tornar-se um longo problema, ou não”, acrescentou Mike Ryan.

Questionado pelos jornalistas disse que não considera haver grandes riscos na abertura de fronteiras terrestres entre dois países que tenham o mesmo tipo de gestão da doença, avisando que “é mais complexo” abrir as fronteiras aéreas.

ZAP // Lusa

 
 
 

Ver original em 'ZAP aeiou' na seguinte ligação:

https://zap.aeiou.pt/novo-coronavirus-nunca-desaparecer-324376

América supera Europa em infetados e é novo foco mundial da pandemia

 
 
O continente americano ultrapassou esta terça-feira a Europa no número de infetados com a covid-19 ao registar cerca de 1,74 milhões de casos, tornando-se no novo foco mundial da pandemia.
 
AOrganização Mundial da Saúde (OMS) alertou que a América regista agora 1,74 milhões de casos confirmados de coronavírus e superou a Europa, que totalizava 1,73 milhões nas últimas horas e era, desde meados de fevereiro, o 'epicentro' da pandemia.
 
Contudo, as mortes por covid-19 no continente americano, que na segunda-feira ultrapassou a barreira dos 100 mil óbitos, são significativamente inferiores aos quase 160 mil registados na Europa, segundo dados divulgados pela OMS.

Os dados que a Universidade Johns Hopkins atualiza todos os dias ajudam a ter uma ideia sobre a evolução da doença e seu impacto sobre os índices de mortalidade nos países.

A instituição estimou que a taxa de mortalidade por 100 mil habitantes devido à covid-19 é de 24,66 nos Estados Unidos; 13,80 no Canadá; 12,56 no Equador; 6,13 no Peru; 5,96 no Panamá; 5,56 no Brasil; 2,83 no México; 1,72 no Chile; 1,21 em Honduras; 1,07 na Bolívia, 0,96 na Colômbia e 0,71 na Argentina.

Dada a magnitude dos números, a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) declarou-se "muito preocupada" com a velocidade com que a covid-19 está a propagar-se no continente americano, onde na última semana foram contabilizados mais 266.269 casos.

"Estamos muito preocupados com a rapidez com que a pandemia está a propagar-se. A nossa região levou três meses para atingir um milhão de casos, mas menos de três semanas para quase duplicar esse número", disse a diretora da organização, Carissa Etienne.

A diretora da OPAS alertou que, devido a esse crescimento na mortalidade e transmissão do vírus na América do Sul, os sistemas de saúde em grandes centros urbanos como Lima [Peru] ou Rio de Janeiro [Brasil] "estão rapidamente a ficar sobrecarregados".

De resto, os EUA registaram quase 1.900 mortes nas últimas 24 horas, um novo aumento no número diário de óbitos causados pela covid-19, após dois dias de declínio acentuado, de acordo com a contagem da Universidade Johns Hopkins.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 290 mil mortos e infetou mais de 4,2 milhões de pessoas em 195 países e territórios.

Mais de 1,4 milhões de doentes foram considerados curados.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Para combater a pandemia, os governos mandaram para casa 4,5 mil milhões de pessoas (mais de metade da população do planeta), encerraram o comércio não essencial e reduziram drasticamente o tráfego aéreo, paralisando setores inteiros da economia mundial.

Face a uma diminuição de novos doentes em cuidados intensivos e de contágios, vários países começaram a desenvolver planos de redução do confinamento e em alguns casos a aliviar diversas medidas.
 
Notícias ao Minuto | Lusa | © Lusa

Leia em Notícias ao Minuto: 

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https://paginaglobal.blogspot.com/2020/05/america-supera-europa-em-infetados-e-e.html

Brasil tem novo recorde de mortes causadas pela COVID-19 e chega a 12.400 número de óbitos

Rio de Janeiro, 12 mai (Xinhua) -- O Brasil estabeleceu um novo recorde de mortes causadas pelo novo coronavírus (COVID-19) no país nas últimas 24 horas, com 881 óbitos, o que elevou o total para 12.400, de acordo com o boletim oficial divulgado nesta terça-feira pelo Ministério da Saúde.

Segundo os dados do governo, houve 9.258 novos casos de COVID-19 nas últimas 24 horas, elevando para 177.589 o número de pessoas infectadas. Atualmente, há 2.050 mortes suspeitas que estão sendo investigadas.

O Ministério da Saúde divulgou também que 92.593 (52,1%) pacientes estão em acompanhamento e 72.597 (40,9%) já se recuperaram da doença.

O estado de Sao Paulo (sudeste), o mais populoso do país e epicentro da COVID-19 já registrou 3.949 mortes e 47.719 casos confirmados, seguido pelo Rio de Janeiro (sudeste), com 1.928 óbitos e 18.486 infectados, e Ceará (nordeste), com 1.157 mortes e 18.412 casos confirmados.

Ver original em "XINHUA Português" na ligação seguinte:

http://portuguese.xinhuanet.com/2020-05/13/c_139052971.htm

Não há condições, insiste a Fenprof

covid-desinfApesar dos esforços que estão a ser feitos para garantir a reabertura parcial das aulas em segurança, já daqui a cinco dias, a Fenprof não saiu convencida da reunião do passado dia 11 com responsáveis do ME.

Aparentemente, os equipamentos de protecção individual e os materiais de desinfecção e limpeza não faltarão e os assistentes operacionais estão a ser instruídos na sua correcta utilização. Mas a hipótese de realizar testes aos professores, alunos e funcionários que irão marcar presença nas escolas a partir do dia 18 continua a ser descartada pelas autoridades da Educação e da Saúde.

E às perguntas incómodas optam, como tem sido timbre desta equipa ministerial, por simplesmente não responder. O que. obviamente, não ajuda a induzir um clima de serenidade e confiança aos professores que serão em breve chamados às escolas.

A juntar a isto, a idade e as condições de saúde de muitos professores influem como factores de risco, ainda que isso não seja, na maior parte dos casos, reconhecido pelos responsáveis. Já os sindicatos, esses têm de desempenhar o seu papel, transmitindo os receios dos professores que representam e reivindicando tudo a que devem ter direito para garantir a sua saúde e segurança.

« Na reunião, a FENPROF insistiu na necessidade de se realizarem testes de despistagem da Covid-19 como condição para reforçar o sentimento de confiança daqueles que terão de partilhar espaços nas escolas e jardins de infância, mas também na necessidade de as escolas, para abrirem, necessitarem de um parecer favorável da autoridade de saúde local. A FENPROF contestou que, em sala de aula, se admitam distâncias entre alunos inferiores aos dois metros que são recomendados pela DGS para outros espaços, considerou insuficientes as máscaras como equipamento de proteção individual em jardim de infância e defendeu que nenhum professor deverá iniciar qualquer aula ou atividade presencial se não estiverem reunidas as devidas condições de proteção. A FENPROF vai editar um Manual de Procedimentos, Condições e Exigências para este momento de reinício de atividade presencial para perto de 200 000 pessoas nas escolas.

Para além de diversas informações concretas solicitadas pela FENPROF, houve três questões essenciais que ficaram sem uma resposta clara: se poderia ainda estar em cima da mesa uma alteração ao calendário previsto para a reabertura de escolas secundárias e jardins de infância, podendo mesmo não acontecer este ano letivo; se as regras para a abertura dos jardins de infância seriam semelhantes às estabelecidas para as creches que, como se sabe, são impraticáveis; se o Ministério da Educação admite a possibilidade de, face às dificuldades que têm sido sentidas este ano letivo, não se realizarem exames no ensino secundário, sendo adotada uma situação semelhante à do ensino profissional para acesso ao ensino  superior. A falta de clareza em relação a estas questões é reveladora da intenção de levar por diante o que está estabelecido e que constitui, para o Governo, o retomar da atividade e, simultaneamente, e a antecipação do próximo setembro.

A poucos dias da data prevista para a reabertura de escolas, a FENPROF reitera que a realização de testes é fundamental, devendo ser estabelecidas prioridades, começando pelas zonas em que a infeção mantém maior número de casos ativos, devendo, ainda, ser devidamente protegidos todos os membros da comunidade escolar e, principalmente, respeitadas as decisões de escolas que, através dos seus órgãos de direção, venham a aprovar regimes de organização distintos dos que o ME definiu, mas mais adequados à sua realidade específica. A FENPROF também alertou para dificuldades por que passarão docentes que, acompanhando os seus filhos, verão alterados horários, serviço distribuído e até o local de desempenho de funções. Chamou ainda a atenção para a necessidade de serem particularmente protegidos docentes com idades superiores a 60 anos ou portadores de doenças que, mesmo não estando inseridas no grupo de risco, fragilizam o seu sistema imunitário» (in fenprof).

Pandemia pode vir a matar indiretamente seis mil crianças por dia, prevê Unicef

 

A luta contra a covid-19 pode vir a provocar a morte de seis mil crianças por dia nos países mais pobres, nos próximos seis meses, vítimas colaterais da sobrecarga dos sistemas de saúde, alertou esta quarta-feira a Unicef.

De acordo com a agência Lusa, os números do Fundo das Nações Unidas para a Infância baseiam-se num estudo da universidade norte-americana Johns Hopkins, citada num comunicado da organização humanitária.

Segundo o pior de três cenários analisados no estudo, nos próximos seis meses poderão morrer até 1,2 milhões de crianças em 118 países, por causa de cuidados sanitários deficientes, provocados pela luta contra a propagação do novo coronavírus, explicou a agência da ONU em comunicado. Estes óbitos suplementares juntar-se-iam aos 2,5 milhões menores que morrem por semestre nestes países, atualmente.

No mesmo período, a luta contra a covid-19 poderá também provocar indiretamente a morte de 56.700 mulheres, devido à falta de acompanhamento antes e depois do parto, além das 144 mil vítimas que já se produzem por semestre. Um balanço que, a confirmar-se, aniquilaria “décadas de progresso na redução das mortes evitáveis de mães e crianças”, lamentou a diretora da Unicef, Henrietta Fore.

 

“Não podemos deixar as mães e crianças serem vítimas colaterais do combate ao vírus”, que já fez quase 290 mil mortos em todo o mundo, apelou a responsável.

O estudo da Universidade Johns Hopkins, publicado na Lancet Global Health, mostra que em países com sistemas de saúde precários a covid-19 perturba as cadeias de aprovisionamento de medicamentos e o acesso a alimentos, pressionando os recursos humanos e financeiros desses países.

As medidas instituídas para lutar contra o novo coronavírus, como o confinamento, o recolher obrigatório ou as restrições nas deslocações, e o receio de contágio das populações, reduzem as visitas aos centros de saúde e fazem diminuir o recurso a procedimentos médicos essenciais. Entre os serviços afetados estão o planeamento familiar, os cuidados pré e pós-natais, os partos, a vacinação e os serviços de prevenção e cuidados de saúde, apontou a Unicef.

Na nota, a organização sublinhou que mais de 117 milhões de crianças em 37 países poderão não ter sido vacinadas contra o sarampo, até meados de abril, por causa da interrupção nas campanhas de vacinação, provocada pela pandemia.

O sul da Ásia seria a região mais afetada, seguindo-se a África subsariana e a América do Sul, com falhas particularmente elevadas no Bangladesh, Índia, Brasil, República Democrática do Congo e Etiópia.

A nível global, segundo um balanço da agência AFP, a pandemia já provocou mais de 290 mil mortos e infetou mais de 4,2 milhões de pessoas em 195 países e territórios. A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Para combater a pandemia, os governos mandaram para casa 4,5 mil milhões de pessoas, encerraram o comércio não essencial e reduziram drasticamente o tráfego aéreo, paralisando setores inteiros da economia mundial.

Lusa //

 
 

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https://zap.aeiou.pt/unicef-pandemia-matar-indiretamente-seis-mil-criancas-dia-324142

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