China

i diz que China está pronta para ajudar EUA a combater COVID-19

(Comentário:
O governo estadunidense fez o mesmo em relação à China ou a qualquer outro país afetado?)
 

 

Beijing, 27 mar (Xinhua) -- A China entende a situação atual dos Estados Unidos em relação ao surto da COVID-19 e está pronta para fornecer apoio dentro de sua capacidade, disse o presidente chinês, Xi Jinping, em uma conversa por telefone com o presidente dos EUA, Donald Trump, nesta sexta-feira.

Ver original em "XINHUA Português" na ligação seguinte:

http://portuguese.xinhuanet.com/2020-03/27/c_138923072.htm

Pepe Escobar: China sairá da crise com economia maior do que a dos Estados Unidos

 

 

247 -O jornalista Pepe Escobar, em entrevista à TV 247, concordou com a visão de que a China sairá da crise do coronavírus como a primeira economia do mundo, deixando para trás os Estados Unidos.

“Será que não é possível que a China saia dessa crise como a primeira economia do mundo já em 2020?”, foi questionado o jornalista, que respondeu: “vai”.

Ele apontou a economia dos Estados Unidos em decadência como um dos fatores pelos quais os chineses podem se sobressair economicamente daqui em diante. “Primeiro porque a economia americana está implodindo, e está implodindo não só em fatores externos, cadeias de produção, mas internamente, além da guerra civil em Washington, que só acelera essa implosão. Ninguém fala mais de ‘vai ser Trump contra Biden em novembro’, e daí? Não vai mudar absolutamente nada porque agora tem um fator supra eleitoral que coloca em xeque todo o modelo, e coloca em xeque esse modelo de financialização absoluta e do sistema americano achar que a economia é Wall Street, não é a rua. A maior potência do mundo não tem um sistema de saúde, Cuba está dando uma lição para o mundo, é um negócio inacreditável”.

 

Em contrapartida, Pepe disse que a China não se colocará como grande potência econômica mundial ainda. Para ele, este processo passa ainda pelas conversas estratégicas com a Rússia. O jornalista ainda pontuou a corrosão da economia europeia. “Não, eles são muito sofisticados para isso. Agora que a operação militar, a guerra popular, está sendo vencida a inflexão já veio. Eles agora podem se dar ao luxo de enviar equipes para ajudar o próximo, para ajudar os italianos, os pequenos países aqui do sudeste da Ásia. Os russos estão contendo também à sua maneira e vão brevemente, daqui uns dois ou três meses, as conversas estratégicas de alto nível entre os dois vão se acelerar de novo e o projeto, que é multipolar, multilateral e que eles não vão mais seguir as regras ditadas pelo Ocidente, vai se acelerar cada vez mais. Isso está em paralelo a uma corrosão da União Europeia. O misto de impotência, arrogância e estupidez de Bruxelas e do Banco Central Europeu, isso está sendo visto agora pelos cidadãos europeus graficamente, na frente deles”.

Inscreva-se na TV 247 e assista à entrevista na íntegra:

 

Xi pede luta global total contra COVID-19 na cúpula extraordinária do G20

 

Beijing, 26 mar (Xinhua) -- O presidente chinês, Xi Jinping, pediu nesta quinta-feira (26) uma guerra global total resoluta contra o surto da COVID-19, quando os líderes do Grupo dos Vinte (G20) realizaram uma cúpula extraordinária virtual para coordenar a resposta multilateral contra a pandemia.

"É imperativo para a comunidade internacional fortalecer a confiança, atuar com unidade e trabalhar em conjunto em uma resposta coletiva", disse Xi ao discursar na cúpula via ligação de vídeo em Beijing.

Classificando as principais doenças infecciosas como o inimigo de todos, Xi disse que a comunidade internacional deve fortalecer abrangentemente a cooperação internacional e fomentar uma maior sinergia a fim de que toda a humanidade possa vencer a luta contra a doença infecciosa tão grande.

Nesta quinta-feira, o número global de mortos da COVID-19, uma doença causada pelo novo coronavírus, passava de 21 mil, e o número de infecções ultrapassava 480 mil, segundo uma conta da Universidade Johns Hopkins.

É a primeira vez que os líderes das 20 principais economias do mundo realizaram uma cúpula virtual desde que o mecanismo --que antes reunia apenas ministros das Finanças e chefes de bancos centrais-- foi elevado para ser a primeira plataforma do mundo para a cooperação econômica internacional, em 2008.

Enfatizando que o surto está se espalhando em todo o mundo e que a situação está afetando e instabilizando, Xi pediu que os países ajam rapidamente para conter a propagação do vírus.

Ele propôs que uma reunião dos ministros de Saúde do G20 seja convocada o mais cedo possível para melhorar o compartilhamento de informações, fortalecer a cooperação em medicamentos, vacinas e controle da epidemia, e cortar as infecções transfronteiriças.

Xi também propôs uma iniciativa de assistência da COVID-19 do G20 para o melhor compartilhamento de informações e coordenação de políticas e ações com o apoio da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Guiada pela visão de construir uma comunidade com um futuro compartilhado para a humanidade, a China estará mais que pronta para compartilhar suas boas práticas e fornecer a assistência que puder aos países atingidos pelo surto crescente, disse Xi.

Xi pediu que os países façam uma resposta coletiva ao controle e tratamento no nível internacional.

A China estabeleceu seu centro de conhecimento online da COVID-19 que é aberto a todos os países, disse o presidente chinês.

Ele disse que é imperativo que os países juntem suas forças e acelerem a pesquisa e o desenvolvimento de medicamentos, vacinas e capacidades de teste na esperança de alcançar avanços rápidos para o benefício de todos.

A cúpula foi presidida pelo rei da Arábia Saudita, Salman bin Abdulaziz Al Saud. O reino, que exerce a presidência do G20 este ano, disse que ele organizou a reunião extraordinária para avançar os esforços globais para lidar com a pandemia e suas implicações econômicas.

Os líderes dos membros do G20 se reuniram com seus homólogos de alguns países convidados, incluindo Espanha, Jordânia, Cingapura e Suíça, assim como das Nações Unidas, do Banco Mundial e de outras organizações internacionais, e de países de presidência de algumas organizações regionais.

Incluindo 19 países mais a União Europeia, os membros do G20 respondem por cerca de dois terços da população humana inteira e 86% do produto mundial bruto.

Máscaras doadas pela comunidade chinesa na Grécia ao governo grego são vistas em Atenas, Grécia, em 18 de março de 2020. (Foto por Wu Jiali/Xinhua)

O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde, Tedros Adhanom Ghebreyesus, diz que o surto da COVID-19 pode ser caracterizado como uma "pandemia", pois o vírus se espalha cada vez mais pelo mundo, em uma entrevista coletiva em Genebra, Suíça, em 11 de março de 2020. (Xinhua/Chen Junxia)

Especialistas médicos chineses conversam com médicos locais em Padova, Itália, em 18 de março de 2020. (Equipe de Especialistas Anti-Epidemia da China/Handout via Xinhua)

 

Ver original em "XINHUA Português" na ligação seguinte:

http://portuguese.xinhuanet.com/2020-03/27/c_138920891.htm

Líder da China oferece ajuda a Trump e EUA enfrentam onda de novos casos

Guerra comercial. Trump aplica novas tarifas à China - Renascença

PEQUIM/XANGAI (Reuters) - O presidente chinês, Xi Jinping, disse ao presidente norte-americano, Donald Trump, durante um telefonema que os EUA terão o apoio da China no combate ao coronavírus agora que os Estados Unidos encaram a perspectiva de se tornarem o próximo epicentro global da pandemia.

Atualmente, os EUA têm mais casos de coronavírus do que qualquer outro país, acumulando 84.946 infecções e 1.259 mortes. Hospitais de cidades como Nova York e Nova Orleans estão com dificuldade para lidar com a onda de pacientes.

A oferta de ajuda de Xi ocorreu em meio a uma guerra de palavras duradoura entre Pequim e Washington a respeito de vários assuntos, entre eles a epidemia de coronavírus.

Trump e algumas autoridades norte-americanas acusam a China de falta de transparência sobre o vírus, e em algumas ocasiões Trump se referiu ao coronavírus como o “vírus chinês”, já que ele surgiu no país asiático – o que enfureceu Pequim.

No telefonema, Xi reiterou a Trump que sua nação tem sido aberta e transparente a respeito da epidemia, de acordo com um relato da conversa publicado pelo Ministério das Relações Exteriores da China.

Trump disse no Twitter que debateu o surto de coronavírus “detalhadamente” com Xi.

“A China passou por muita coisa e desenvolveu um entendimento grande do vírus”, disse Trump. “Estamos trabalhando muito próximos. Muito respeito!”.

A China dá apoio directo a 89 países na luta contra a Covid-19

A China presta apoio a 89 países e 4 organizações internacionais na luta contra o novo coronavírus, revelou esta quinta-feira a Agência Internacional de Cooperação para o Desenvolvimento.

Especialistas de uma equipa médica chinesa e médicos italianos num hospital em Pádua, na região do Véneto, uma das mais atingidas pela epidemia do novo coronavírusCréditos / Xinhua

Um novo conjunto de programas de ajuda está a ser preparado, disse Deng Boqing, vice-director da Agência chinesa numa conferência de imprensa em Pequim.

«O apoio externo chinês na luta contra o vírus é a operação humanitária mais intensa e abrangente desde a fundação da República Popular da China, em 1949», disse, citado pela Xinhua, acrescentando que a China enviou pessoal e material médico para 28 países asiáticos, 16 europeus, 26 africanos, nove americanos e dez no Pacífico Sul.

Também o vice-ministro chinês dos Negócios Estrangeiros, Luo Zhaohui, destacou hoje o apoio que o seu país está a dar à comunidade internacional na luta contra a Covid-19, tanto ao nível do envio de especialistas e material médico como do acesso a conhecimentos, que a China faculta aos demais países – e organismos como a Organização Mundial da Saúde (ao qual a China doou 20 milhões de dólares) e a União Africana –, através de videoconferências, possibilitando assim a «actualização sobre as experiências surgidas na batalha interna» contra o novo coronavírus.

Uma equipa chinesa com pessoal médico enviada para o Iraque para ajudar a travar o surto de coronavírus, em Bagdade. Créditos: Khalil Dawood / Xinhua

Além do envio de especialistas a países muito afectados pela patologia, Luo sublinhou que a China manteve, desde o início do surto, uma atitude de «partilha de informação sobre o diagnóstico e o tratamento, de um modo transparente, aberto e oportuno», refere a Prensa Latina.

Neste sentido, deplorou acusações e atitudes discriminatórias por parte dos Estados Unidos em plena adversidade epidemiológica e exortou as autoridades do país a cooperarem.

Continuidade da cooperação internacional

O vice-ministro da Ciência e Tecnologia, Xu Nanping, referiu-se ao trabalho de empresas nacionais com as de países como Estados Unidos, Alemanha e Reino Unido na busca de uma vacina eficaz contra a Covid-19, garantindo a continuidade deste tipo de associações no futuro.

Por seu lado, o vice-director da Comissão Nacional de Saúde (CNS), Zeng Yixin, revelou que o plano de prevenção e controlo aplicado na China, bem como os procedimentos de diagnóstico e terapias que os pacientes recebem, e outros documentos técnicos foram compilados pelo organismo e estão disponíveis na Internet.

Numa conferência de imprensa esta quinta-feira em Pequim, Zeng referiu-se ainda aos mais de 200 cursos formação, sobre prevenção e terapia, facultados on line e em países onde a China tem especialistas a trabalhar, bem como a reuniões de nivel técnico, como a que foi promovida pela CNS e a OMS, na qual participaram especialistas de 77 países e à qual assistiram, pela Internet, mais de 100 mil pessoas.

Ver original em "AbrilAbril" na seguinte ligação:

https://www.abrilabril.pt/internacional/china-da-apoio-directo-89-paises-na-luta-contra-covid-19

Província oriental chinesa exporta mais de 11 milhões de máscaras

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Nanchang, 25 mar (Xinhua) -- A Província de Jiangxi, leste da China, exportou cerca de 11,43 milhões de máscaras e 130.000 trajes de proteção até 23 de março, de acordo com a alfândega de Nanchang, capital provincial.

A província ajudará os fabricantes de produtos médicos e aumentará as exportações de materiais de proteção, anunciaram as autoridades locais.

Jiangxi divulgou informações como preços e contatos de empresas em plataformas de comércio eletrônico transfronteiriço para ajudar esses fabricantes a receberem encomenda online.

A Alfândega de Nanchang também instalou janelas de serviço especiais para desembaraço de materiais de proteção médica. Fim

Ver original em "XINHUA Português" na ligação seguinte:

http://portuguese.xinhuanet.com/2020-03/25/c_138916103.htm

China envia terceiro grupo de especialistas médicos para Itália


 

Fuzhou, 25 mar (Xinhua) -- Uma equipe de 14 especialistas médicos da Província de Fujian, no leste da China, partiu em um voo fretado para a Itália na manhã desta quarta-feira para ajudar na luta do país europeu contra o surto da COVID-19.

A equipe é formada por especialistas de diversos hospitais da China e pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês) de Fujian, além de um epidemiologista do CDC nacional e um pneumologista da Província de Anhui.

Os especialistas dominam as áreas de terapia intensiva, sistema respiratório, doenças infecciosas, controle de infecções hospitalares, medicina tradicional chinesa e enfermagem.

Suas missões incluem o compartilhamento de experiências na prevenção e controle da COVID-19 com hospitais e especialistas locais e o aconselhamento sobre o tratamento.

Eles também fornecerão conhecimentos sobre a prevenção e o controle de doenças para as comunidades e os estudantes chineses na Itália e disponibilizarão para eles suprimentos de proteção e medicamentos tradicionais chineses.

A equipe trabalhará principalmente na região da Toscana.

 

Ver original em "XINHUA Português" na ligação seguinte:

http://portuguese.xinhuanet.com/2020-03/25/c_138915615.htm

Navio de guerra dos EUA atravessa estreito de Taiwan

Navio USS McCampbell (DDG 85) dos EUA no Golfo Pérsico
© AFP 2020 / HO / US NAVY / AFP

Um navio de guerra dos EUA passou pelo sensível Estreito de Taiwan nesta quarta-feira (25), disseram os militares dos EUA e de Taiwan.

A movimentação ocorre em meia a crescente tensão entre EUA e China, informa a agência de notícias Reuters. 

A embarcação estadunidense foi monitorada durante o trajeto pelas Forças Armadas de Taiwan, informou o Ministério da Defesa da ilha em comunicado, que classificou a movimentação como uma "missão comum".

Anthony Junco, porta-voz da Sétima Frota dos EUA, disse que o navio em questão é o Destróier USS McCampbel."O trânsito do navio através do Estreito de Taiwan demonstra o compromisso dos EUA com um Indo-Pacífico livre e aberto. A Marinha dos EUA continuará a voar, velejar e operar em qualquer lugar que a lei internacional permitir", disse ele.

Taiwan é um ponto sensível para a diplomacia chinesa já que Pequim nunca descartou o uso da força para controlar a ilha. O estreito de Taiwan separa a ilha da China e é uma fonte frequente de tensão.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/asia_oceania/2020032615375804-navio-de-guerra-dos-eua-atravessa-o-estreito-de-taiwan/

Xi diz que China está pronta para ajudar Brasil a combater COVID-19

Resultado de imagem para Xi Jinping, disse na noite de terça-feira que a China está pronta para prestar assistência dentro de suas capacidades para a batalha do Brasil contra

Beijing, 25 mar (Xinhua) -- O presidente chinês, Xi Jinping, disse na noite de terça-feira que a China está pronta para prestar assistência dentro de suas capacidades para a batalha do Brasil contra a COVID-19 e ajudar a conter a propagação global da doença do coronavírus.

Ele fez as observações em uma conversa por telefone com seu homólogo brasileiro, Jair Bolsonaro.

Em nome do governo e do povo chinês, Xi estendeu sinceras condolências e firme apoio ao governo e ao povo brasileiro em sua luta contra a COVID-19.

Observando que a doença eclodiu recentemente em muitas partes do mundo e vem se espalhando rapidamente, Xi disse que a prioridade agora é que os países fortaleçam a cooperação.

Defendendo o conceito de uma comunidade com um futuro compartilhado para a humanidade, e com uma atitude aberta, transparente e responsável, a China vem divulgando informações epidêmicas em tempo hábil, disse Xi.

A China, acrescentou, também vem compartilhando experiências de prevenção, controle e tratamento com a Organização Mundial da Saúde e a comunidade internacional sem reservas, e fazendo o seu melhor para prestar assistência a outras partes.

Xi disse que está acompanhando de perto o surto no Brasil e espera que o país contenha a propagação da epidemia o mais rápido possível.

Lembrando que a China e os países da América Latina e do Caribe realizaram na terça-feira uma videoconferência sobre a prevenção e o controle da epidemia, Xi disse que a China está pronta para prestar assistência dentro de suas capacidades para o Brasil e contribuir para conter a disseminação global da doença.

Xi ressaltou que a comunidade internacional já chegou a um consenso de que a China fez enormes sacrifícios na luta contra a COVID-19 e ganhou um tempo precioso para o mundo.

Como parceiros estratégicos abrangentes, disse ele, a China e o Brasil precisam manter o foco estratégico, apoiar-se mutuamente em seus respectivos interesses centrais e principais preocupações, e enviar conjuntamente à comunidade internacional uma mensagem de solidariedade e um sinal positivo de que estão na batalha contra a COVID-19 juntos.

Enquanto isso, os dois países devem avançar na cooperação prática em vários campos, melhorar a comunicação e a coordenação dentro dos quadros multilaterais como o G20 e o BRICS, e salvaguardar conjuntamente e avançar sua parceria estratégica abrangente, acrescentou Xi.

O presidente chinês disse estar confiante de que a China e o Brasil certamente vencerão unidos a doença e elevarão sua cooperação integral a níveis mais elevados.

Por sua vez, Bolsonaro disse que a epidemia da COVID-19 está se espalhando no Brasil, e que o lado brasileiro agradece à China por facilitar a compra de suprimentos médicos necessários na China.

O Brasil, acrescentou, espera aumentar o intercâmbio sobre a prevenção e controle da epidemia com a China, fazer esforços conjuntos contra a doença do coronavírus e conter sua disseminação no Brasil o mais rápido possível.

O presidente brasileiro disse que saúda o grande povo chinês, reiterando que a amizade e a parceria estratégica abrangente entre os dois países são indestrutíveis.

O Brasil está pronto para fortalecer a cooperação bilateral com a China e melhorar a comunicação e a coordenação dentro dos quadros multilaterais como o G20, de modo a fazer as devidas contribuições para combater a epidemia e revigorar a economia, disse ele.

Ver original em "XINHUA Português" na ligação seguinte:

http://portuguese.xinhuanet.com/2020-03/25/c_138914679.htm

Fundações chinesas doarão suprimentos médicos à América Latina

 

Suprimentos médicos doados pela Fundação Jack Ma e Fundação Alibaba são empacotados para a remessa no Aeroporto Internacional Baiyun de Guangzhou, capital da Província de Guangdong, sul da China, em 21 de março de 2020. (Xinhua/Tian Jianchuan)

Hangzhou, 24 mar (Xinhua) -- A Fundação Jack Ma e a Fundação Alibaba anunciaram planos de doar suprimentos médicos a 24 países latino-americanos para ajudá-los em sua batalha contra a propagação da COVID-19.

Dois milhões de máscaras, 400 mil kits de teste e 104 respiradores serão doados a 24 países latino-americanos, incluindo Argentina, Brasil, Chile, Cuba, Equador, República Dominicana e Peru.

"Enviaremos à longa distância e nos apressaremos! SOMOS UM!", disse Jack Ma, anunciando as promessas através de sua conta no Twitter.

 

Ver original em "XINHUA Português" na ligação seguinte:

http://portuguese.xinhuanet.com/2020-03/24/c_138911293.htm

China pede que EUA parem de politizar COVID-19

 

 

Beijing, 24 mar (Xinhua) -- A China pediu aos Estados Unidos que parem de politizar a COVID-19 e estigmatizar a China, disse Geng Shuang, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, nesta segunda-feira.

Geng fez o comentário em uma entrevista coletiva em resposta a uma pergunta sobre as alegações recentes do lado norte-americano.

O presidente dos EUA, Donald Trump, disse a repórteres em 21 de março que desejava que "a China tivesse nos dito mais sobre o que estava acontecendo na China". Enquanto isso, segundo reportagem, a Casa Branca está lançando um plano de comunicação entre diversas agências federais, com foco em acusar a China de orquestrar um encobrimento e criar uma pandemia global.

Geng disse que o lado chinês tomou conhecimento das reportagens relevantes e acrescentou que, em 20 de março, o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, acusou a China, a Rússia e o Irã de "realizarem campanhas de desinformação relacionadas à pandemia do coronavírus".

Chamando as acusações dos EUA de calúnia desajeitada, Geng enfatizou que a China vem mantendo a Organização Mundial da Saúde (OMS) e os países e regiões relevantes, incluindo os Estados Unidos, atualizados com sua situação epidêmica nacional de maneira aberta, transparente e responsável.

Os esforços da China vêm sendo apreciados pela comunidade internacional, disse Geng, acrescentando que o povo chinês lutou plenamente contra a COVID-19 nos últimos dois meses e ganhou um tempo precioso para outros países.

"Com trocas rotineiras de informações com a OMS e outros países, incluindo os Estados Unidos desde 3 de janeiro, a China anunciou o fechamento dos canais de saída de Wuhan em 23 de janeiro", assinalou o porta-voz.

Em 2 de fevereiro, o governo norte-americano anunciou sua decisão de proibir completamente os estrangeiros que visitaram a China nos últimos 14 dias de entrar no país, quando apenas dez casos confirmados eram registrados. Em 50 dias, o número subiu para cerca de 30 mil, disse Geng. "Que medidas efetivas os Estados Unidos tomaram nos 50 dias?"

Dizendo que os Estados Unidos desperdiçaram completamente o precioso tempo ganho pela China na luta com a COVID-19, Geng reiterou que a difamação, bode expiatório e a transferência de culpa para outros são imorais e irresponsáveis.

"Isso não ajudará de jeito nenhum o trabalho de prevenção da COVID-19 dos EUA e a cooperação global em controle da pandemia", enfatizou Geng.

A China pediu aos Estados Unidos que administrem bem seus próprios negócios e desempenhem um papel construtivo na cooperação internacional no combate à pandemia e na proteção da segurança de saúde pública global, disse o porta-voz.

Ver original em "XINHUA Português" na ligação seguinte:

http://portuguese.xinhuanet.com/2020-03/24/c_138911149.htm

China continuará aumentando apoio aos países africanos no combate à COVID-19

 

Beijing, 23 mar (Xinhua) -- A China continuará a aumentar seu apoio aos esforços dos países africanos no combate à COVID-19, garantiu nesta segunda-feira o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Geng Shuang.

Geng disse em uma coletiva diária que a ajuda de emergência do governo chinês com materiais anti-epidemia será entregue à África em lotes. O país também continuará a coordenar e incentivar as empresas e instituições privadas chinesas a fornecerem ativamente apoio anti-epidemia aos países africanos.

Geng observou que a China e a África são bons amigos, parceiros e irmãos, e ambos os lados sempre apoiaram e ajudaram um ao outro. "Desde o início da COVID-19 na China, os países africanos e organizações regionais têm dado forte solidariedade e valioso apoio às ações anti-epidemia da China de diferentes maneiras."

"A China presta estreita atenção à situação da epidemia na África e fornece ativamente aos países africanos e à União Africana (UA) vários tipos de assistência material, incluindo testes de reagentes e produtos de proteção médica", destacou Geng, acrescentando que alguns materiais já chegaram.

O porta-voz indicou que a China também organizou especialistas chineses para realizar videoconferências sobre a troca de experiência anti-epidemia com seus homólogos africanos, e mobilizou equipes médicas chinesas na África a participarem ativamente das ações contra o coronavírus nos países africanos onde trabalham.

Muitas empresas, organizações não-governamentais e cidadãos chineses que vivem na África também prestaram assistência ao continente, acrescentou Geng.

Ver original em "XINHUA Português" na ligação seguinte:

http://portuguese.xinhuanet.com/2020-03/24/c_138911199.htm

China pede maiores esforços de florestação

Escavadoras no local de projeto de florestação em Caigongtang no distrito de Chengguan, em Lhasa, capital da Região Autônoma do Tibet, sudoeste da China, em 15 de março de 2020. (Xinhua/Zhang Rufeng)

Beijing, 24 mar (Xinhua) -- A China pediu maiores esforços de florestação em meio ao surto da doença de novo coronavírus (COVID-19) para garantir que as metas de florestação sejam cumpridas este ano, de acordo com uma circular publicada pelo Gabinete Geral do Conselho de Estado.

Promover a florestação de uma maneira ativa e ordenada é uma parte importante para construir uma sociedade moderadamente próspera em todos os aspectos e realizar as metas de desenvolvimento econômico e social do 13º Plano Quinquenal. Também é uma medida importante para estimular o emprego e a renda dos mais pobres e vencer a batalha contra a pobreza, disse a circular.

As regiões com um baixo risco da epidemia da COVID-19 devem acelerar a florestação e as de risco médio devem dessincronizar as horas de trabalho para promover a florestação de um modo seguro e ordenado.

A circular pediu esforços para organizar os agricultores pobres a assumir mais trabalhos de florestação local a fim de elevar suas rendas e ajudar a erradicar a pobreza.

Ela exigiu que as autoridades locais ajustem os planos de florestação em uma maneira oportuna, façam disposições razoáveis baseadas em diferentes estações e garantam os fornecimentos suficientes de mudas.

A circular enfatizou mais esforços para implementar de forma flexível as atividades de plantação de árvore voluntária e promover a ecologização de agências governamentais, escolas, comunidades, quartéis, áreas de fábrica e de mineração, entre outros.

As autoridades em todo o país devem também melhorar a qualidade de florestação e proteger os êxitos atuais e fazer mais esforços na prevenção e controle de pestes como mariposas brancas americanas e gafanhotos do deserto, segundo a circular.

 

Ver original em "XINHUA Português" na ligação seguinte:

http://portuguese.xinhuanet.com/2020-03/24/c_138911189.htm

China | Os efeitos colaterais da epidemia - em Wuhan

 
 
João Pedrosa decidiu ficar na cidade chinesa que foi o epicentro do novo coronavírus. Agora, escreve no site da TSF sobre o estranho dia a dia em Wuhan.
 
Ao completar-se o segundo mês de bloqueio de Wuhan, as autoridades da província de Hubei anunciaram um conjunto de politicas para incrementar o emprego da região.
 
Estão incluídos subsídios às empresas e às agências de emprego para que estas criem oportunidades de trabalho.
 
O recrutamento de professores rurais, médicos e assistentes sociais será" alargado. É dado especial enfoque aos graduados universitários.
 
O pacote também inclui medidas de apoio dirigidas a estudantes do ensino superior, bem com aos que retornam à província, para que possam criar pequenos negócios.
 
As autoridades de Hubei em conjunto com outras províncias estão a identificar novas oportunidades de trabalho.
 
 
Para aqueles que encontrem dificuldades em obter ocupação laboral, apesar das medidas preconizadas, o governo local oferecerá empregos de assistência social.
 
Estima-se que Hubei abrigue cerca de 11 milhões de trabalhadores migrantes, dos quais 6 milhões exercem a sua atividade fora da província.
 
Cerca de 70% deles viajaram para as suas províncias de origem antes dos feriados do ano novo chinês e não puderam voltar a casa devido ao bloqueio implementado para conter a propagação da Covid-19.
 
Um projeto de assistência ao emprego foi lançado pela Liga da Juventude Comunista Chinesa (LJCC) para ajudar jovens de Hubei que foram vítimas de infeção com o novo coronavírus.
 
A cada jovem será facultado, caso necessite, uma carta de recomendação, informações de duas potencias vagas de emprego e um curso de formação gratuito. Este é um dos seis programas de apoio lançados pela LJCC.
 
Os interessados podem registar-se numa aplicação oficial da Liga, para que tenham acesso a vários subsídios.
 
Cerca de 6000 vagas de trabalho já foram facultadas.
 
Depois dos "mortos e dos feridos", há que tratar da vida.
 
Mantenham-se seguros e saudáveis!
 
João Pedrosa, em Wuhan | TSF| 23.03.20 | Imagem: © João Pedrosa

Ver o original em 'Página Global' na seguinte ligação:

https://paginaglobal.blogspot.com/2020/03/china-os-efeitos-colaterais-da-epidemia.html

China e Estados Unidos devem combater COVID-19 juntos, diz embaixador chinês

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Washington, 22 mar (Xinhua) -- Beijing e Washington estão "no mesmo barco" e devem combater juntos o coronavírus, afirmou Cui Tiankai, embaixador chinês nos Estados Unidos.

O surto da COVID-19 é um desafio de saúde pública global, disse Cui na terça-feira na série documental da HBO e site de notícias dos Estados Unidos, AXIOS, conforme uma transcrição divulgada pela Embaixada da China em Washington.

"Estamos realmente no mesmo barco", disse Cui. "Portanto temos que trabalhar juntos como parceiros para combater o vírus, restaurar a normalidade da economia, aumentar a confiança das pessoas em relação à economia mundial (e) desenvolver uma capacidade de responder a crises como essa".

O diplomata chinês expressou sua gratidão pelo suporte e assistência do povo norte-americano no combate da China ao coronavírus.

A China está disposta a trabalhar juntamente com outros países para lidar com esta crise global e fazer o que estiver ao seu alcance para ajudar os outros, disse Cui.

Ao comentar o ato de alguns políticos norte-americanos de classificar a COVID-19 como um "vírus chinês", Cui salientou que a Organização Mundial da Saúde (OMS) trabalha com certas práticas de nomeação de doenças, com a finalidade de evitar a estigmatização.

"Então, espero que todos sigam a regra da OMS", acrescentou.

É essencial rastrear a origem do coronavírus, "mas esse é um trabalho para os cientistas, não para diplomatas e nem para a especulação de jornalistas", disse o embaixador, enfatizando que tais especulações são muito prejudiciais e inúteis.

As relações China-EUA estão em um momento crítico, ponderou ele, dizendo que os dois países precisam fazer a escolha certa para o futuro de seus laços.

"Na verdade, não temos outra alternativa a não ser cooperar", prosseguiu ele.

Cui também expressou sua preocupação com a rápida propagação da COVID-19 nos Estados Unidos e disse que, "como os Estados Unidos são muito fortes em capacidade médica e em tecnologia, espero que aproveitem essas vantagens ao máximo, e coloquem todas suas forças para conter a epidemia o mais rápido possível".

Os casos confirmados e as fatalidades nos Estados Unidos atingiram 33.276 e 417, respectivamente, de acordo com os dados mais recentes da Universidade Johns Hopkins, atualizados no domingo às 18h43 (2243 GMT). Fim

Ver original em "XINHUA Português" na ligação seguinte:

http://portuguese.xinhuanet.com/2020-03/23/c_138908400.htm

O coronavírus e a propaganda anti-China

O deputado federal Eduardo Bolsonaro, filho do presidente da República, com seu abrangente conhecimento de intercambista e chapeiro nos EUA, tomou nessa semana a liberdade de nos dar uma aula de história, geopolítica, inteligência e diplomacia pelo Twitter. Disse: “Quem assistiu Chernobyl [sem dúvidas ele aprendeu tudo o que sabe sobre o tema assistindo à série, já que este era seumeio favorito para se preparar ao cargo de embaixador] vai entender o que ocorreu. Substitua a usina nuclear pelo coronavírus e a ditadura soviética pela chinesa. Mais uma vez uma ditadura preferiu esconder algo grave a expor tendo desgaste, mas que salvaria inúmeras vidas. A culpa é da China e liberdade seria a solução.”

O deputado, que poderia ter sido embaixador em Washington, causou uma crise diplomática com seutweet. A Embaixada da China respondeu: “Lamentavelmente, você é uma pessoa sem visão internacional nem senso comum, sem conhecer a China nem o mundo. Aconselhamos que não corra para ser o porta-voz dos EUA no Brasil, sob a pena de tropeçar feio”, instigando ainda o deputado a dar “uma guinada o mais rapidamente possível, já que a história nos ensina que quem insiste em atacar e humilhar o povo chinês, acaba sempre dando um tiro no seu próprio pé” e dizendo por fim que suas palavras soavam “familiares”, que não deixavam de ser “uma imitação de seus queridos amigos” (dos Estados Unidos) e que o deputado “ao voltar de Miami, contraiu, infelizmente, vírus mental, que está infectando a amizades entre os nossos povos.”

As palavras não “soam familiares” por acaso, nem a dureza da resposta foi imotivada. Não é só a imprensa dos Estados Unidos que tem tentado aplacar o coronavírus como um “vírus chinês” e responsabilizar o país pela doença, mas também o próprio presidente norte-americano, Donald Trump. Curiosamente, foi depois de um reforço nessa campanha anti-chinesa nos EUA que, no Brasil, liberais e conservadores passaram a atacar a China com veemência. Uma publicação do Movimento Brasil Livre pergunta “Quando a China será responsabilizada pelas doenças que espalha ao mundo?“, indo longe o suficiente para atribuir ao país a responsabilidade pela Peste Negra, que teve seu auge 700 anos atrás. Houve até jornalistas que, na sua paixão incandescente por procurar culpados no outro lado do mundo – talvez porque por aqui o presidente saía às ruas para aplaudir manifestantes e dizia que a pandemia era uma “gripezinha”  – declararam abertamente que “a culpa pela pela pandemia do coronavírus é do Partido Comunista da China”. E, para coroar a estupidez, nosso Ministro de Relações Exteriores, Ernesto Araújo, disse que a reação a embaixada chinesa foi “desproporcional” epediu que ela se desculpasse com o governo brasileiro – que não foi mencionado nem atacado em sua resposta ao filho do presidente.

A desinformação não é só grave por razões pragmáticas em relação à diplomacia ou ao comércio – a China é o principal parceiro comercial do Brasil, e também o país mais preparado hoje para auxiliar outros países durante a pandemia, incluindo o nosso – nem só pelos perigos evidentes em atrelar um problema dessa gravidade a um povo,como a OMS reconhece (já são vários os casos de pessoas com feições asiáticas, chinesas ou não, que foram atacadas em diversos países, e correntes que apontam o coronavírus como uma “arma biológica” da China parecem ser bastante populares). A desinformação é grave acima de tudo porque toma a forma de uma campanha coordenada por razões geopolíticas e econômicas; um tabuleiro de xadrez informacional de duas potências em meio a uma pandemia, no qual o Brasil se posiciona como linha auxiliar de Trump.

No dia 30 de janeiro, o Secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo,chamou o Partido Comunista da China de “ameaça central de nossos tempos”. A posição política de hostilidade contra a República Popular pode não ser exclusividade do governo e transcende divisões entre os partidos dos Estados Unidos, mas a hostilidade de alguns setores assume a forma de um ódio bestial, ultrapassando os interesses da defesa da hegemonia dos Estados Unidos para se apresentar como uma política de mobilização chauvinista.

AForeign Affairs, revista dothink tank mais influente da política externa dos Estados Unidos – oCouncil of Foreign Relations (CFR) – publicou artigos mais moderados e até críticos aos tons mais conspiracionistas utilizados para atacar a China, mesmo que igualmente preocupados com a projeção exterior dos chineses. A campanha virulenta de demonização dos chineses é articulada pelos elementos mais decadentes e vândalos da política externa dos Estados Unidos, que arrodearam Donald Trump. Estes procuram, como substituição para relações normais, associação direta com incendiários de outros países capazes de fazer ataques temerários contra a China. 

O discurso chauvinista serve tanto para incendiar as relações internacionais como para arregimentar forças nacionais entorno dos incendiários, tentando legitimar o governo e mobilizar a população através do medo e do ódio.

A origem do vírus

Uma das formas mais insidiosas de promover o chauvinismo e espalhar a desinformação é com especulações e afirmações inconsequentes sobre a origem do vírus. Nas pesquisas científicas ainda predomina o tom de dúvida sobre de onde veio este vírus. Foipublicado um estudo importante na revistaNature interrogando sobre as origens do coronavírus, e este não tem resposta conclusivas, só a devida construção científica da dúvida. O vírus passa por diversas mutações, inclusive nas transmissões entre humanos, e também por um processo de seleção natural.

Apesar de se discutir a possível origem zoonótica, não é certo como foi a transmissão e de qual animal ele pode ter vindo.

Os agitadores anti-China, no entanto, não estão interessados em expor essas dúvidas e questionamentos, pois sabem que isto não contribui para a mensagem chauvinista que eles querem fundamentar e não contribui para o objetivo de dirigir as frustração para um a figura mística de um culpado.

As posições mais francamente racistas que se espalham nas redes sociais culpam os chineses, transformam os corpos asiáticos em objeto de repulsa e apresentam supostos hábitos chineses como bárbaros e nojentos. No entanto, algumas posições públicas de supostos intelectuais e jornalistas, que dizem que o “Partido Comunista Chinês é o culpado”, também recorrem a distorções quando fazem afirmações sobre as condições sanitárias em mercados chineses sem oferecer contexto real e alegam que não existe segurança alimentar na China.

Um dos textos deste tipo, que vem sendo compartilhado, fala da “falta de condições sanitárias em um mercado de animais silvestres em Wuhan”, o que seria tanto um sinal da falta de segurança alimentar no país como a origem da pandemia.

O Mercado Atacadista de Frutos do Mar de Huanan, em Wuhan, não é um “mercado de animais silvestres”, mas um mercado de alimentos voltados para frutos do mar que entra em uma categoria que ocidentais chamam de “mercado molhado” (wet markets). O mercado tem 50,000 m² e mais de mil locatários, tendo em uma de suas zonas conhecida por vender animais exóticos. É preciso entender melhor o que são esses mercados, antes de comentar.

Antropólogos que trabalharam na pesquisa de doenças transmitidas de animais para seres humanos na China escreveram para oThe Conversationum artigo intitulado “Por que fechar os ‘mercados molhados’ chineses pode ser um erro terrível”, questionando as imagens distorcidas e preconceituosas da realidade chinesa:

“Esta imagem [dos mercados, conforme estereótipos da mídia ocidental] é muito falha, não só porque ela se baseia em sensibilidades ocidentais sobre o que é comível e o que não é, e que apresenta uma forma moderna de comércio de comida na China como ‘tradicional’, mas de forma mais prática, porque deturpa a realidade econômica e material desses mercados.”

Os antropólogos explicam que existem vários tipos desses mercados e seus produtos são muito menos “exóticos” do que as representações querem sugerir; e mais, que a maioria dos animais chamados de “selvagens” pela mídia ocidental são criados em cativeiro, como os patos-reais, as cobras e os sapos. Inclusive, apontam que a produção desse tipos pelos camponeses chineses é reflexo de mudanças de mercado nos anos 90, por pressões do mercado que incentivaram os pequenos produtores a escapar da produção industrial de larga escala (que promovia a integração vertical dos pequenos produtores) se movendo para uma produção que é melhor remunerada e atende a pequenos nichos.

A caça é ilegal na China na maioria dos casos, o que também incentivou a criação de certos tipos de animais chamados de “selvagens” ou locais.

Ainda é irônico que muitos dos pequenos produtores chineses tenham saído da produção de porco e galinha por efeito do vírus da doença de Newcastle (vdn), das aves, e o complexo respiratório suíno, respectivamente; os nichos específicos ofereceram uma saída viável e até lucrativa.

Afirmar que o estado chinês não pratica controles sanitários nestes mercados, ou que lá não existe política sanitária em geral, é espalhar uma mentira. É possível pesquisar medidas de inspeção e controle diversas, incluindo inspeções do Centro Chinês para o Controle e Prevenção de Doenças (conhecido pela sigla em inglês, CCDC), subordinado à Comissão Nacional de Saúde. Umapesquisa do PhD Christos Lynteris, de posição política um tanto crítica ao estado chinês, registrou controles periódicos nestes mercados, por exemplo.

(Foto: Xinhua/Fei Maohua)

Existem outros artigos científicos sobre a presença de regulação nesta área, comoeste artigo sobre sistemas de varejo na China. Em 2002 o governo chinês iniciou um programa de modernização dos “mercados molhados”, para transformá-los em “supermercados de comida”, programa que caminhou devagar devido à resistência dos consumidores, que preferem esse tipo de mercado por várias razões: a possibilidade de barganhar e a ideia de que é possível conseguir comidas mais frescas, dentre outras.

Segundo os autores, “o governo chinês tem tentado ativamente criar um sistema nacional moderno de abastecimento e logística, pois são considerados mais eficientes que o sistema tradicional de mercado”. A mudança é difícil por incluir grandes gastos com infraestrutura e o desafio de realocar os vendedores dentro de uma nova estrutura, com novas práticas.

Os liberais deveriam ser os primeiros a se informar sobre as dinâmicas do mercado chinês e saber que tentativas anteriores de aplicar uma abordagem totalmente proibitiva, de banir os mercados – em 2003 com a SARS e em 2013-14 com a gripe aviária H7N9 – levaram à explosão de um mercado negro incontrolável. Afinal, estamos falando de um tipo de mercado que abastece um grande número de consumidores chineses, em proporções que são maiores em algumas regiões. Em suma, o mercado já é controlado e regulado – diferente do que sugerem alguns.

Isto não quer dizer que medidas repressivas não são adotadas: em 2007, por exemplo, ocorreu uma campanha repressiva contra a venda e o consumo de civetas, conforme relatado pelaReuters.

É por razões como estas que a PhD em biologia e jornalista de ciência Chia-Yi Houescreveupara oThe Hill – jornal do coração de Washington D.C. – um artigo sobre como fechar os mercados pode não ser uma solução para prevenir surtos futuros.

“Pode ser tentador tentar atribuir culpa ou procurar por um conserto conveniente em uma emergência como este novo coronavírus de Wuhan, mas fazê-lo não vai ajudar as dezenas de milhares de pessoas já afetadas”, disse Chia-Yi, que ainda nos lembrou que o mercado de Wuhan pode não ser o lugar o vírus se originou.

A rigor, não é definitivamente comprovado que a origem do novo vírus é o mercado de frutos do mar de Wuhan. Um número significante dos primeiros casos – e acima de tudo o primeiro paciente de todos – não possuíam vínculos com o mercado. Do primeiro grupo de pacientes, 13 de 41 não possuíam relação com o mercado.

A revistaScience, da Associação Americana para o Avanço da Ciência,divulgou o dado sobre o número de pessoas sem relação com o mercado dizendo que é possível que o lugar não seja a origem da doença. A matéria citou um especialista em infectologia da Universidade de Georgetown, Daniel Lucey, que considera o número de pessoas sem relação com mercado muito alto, isto é, muito considerável: assim, provavelmente as infecções começaram antes desse primeiro grupo de pacientes, pela cidade de Wuhan – entrou no mercado, não saiu domercado. A matéria também cita o diretor de estudos de genoma de doenças infecciosas do instituto de pesquisa Scripps, Kristian Andersen, que vem analisando as sequências do vírus e considera a hipótese do vírus ter surgido fora do mercado inteiramente plausível.

O vírus pode sim, também, ter saído do contato com animais. Uma hipótese é que a mutação pode ter ocorrido em uma série de contaminações assintomáticas entre seres humanos. Textos que fazem referência a essa possibilidade até podem ser citados por alguém como o “bom liberal”, mas ele prefere dizer, em tom de revelação apocalíptica, que “cientistas já haviam previsto essa possibilidade” como se fosse um aviso ignorado pelos chineses, quando é bem sabido que a circulação diária de animais cria um ambiente propício para amplificação de diversos tipos de vírus. Isto estava colocado no debate público da China – por pessoas como o pesquisador que investigou o surto de SARS em 2003, Zhang Jinshuo, do Instituto de Zoologia da Academia de Ciências Chinesa -, mas a questão não é simples de se resolver.

A possibilidade de aparição de novos vírus é uma coisa óbvia; o que é difícil prever é onde aparecerão, quais serão suas características e efeitos em humanos, quando as mutações ocorrerão e que perigo podem oferecer ou não. Milhares de novos vírus e mutações são descobertos todo ano. Em 2016, por exemplo,um grupo de pesquisadores australianos e chineses descobriu 1,5 mil novos vírus, pesquisando infecções em aranhas e insetos. É possível que algum deles tenha a capacidade de “saltar” para humanos algum dia, mas não é tarefa fácil prevê-lo acertadamente.

O professor Robert G. Websterpublicou um artigo noThe Lancet em fevereiro de 2004, discutindo os “mercados molhados” como fonte de doenças respiratórias agudas. Ele nos lembra que esse tipo de “mercado de vivos” também existe nos Estados Unidos e que serve como sistema de vigilância, de alerta para novos vírus que podem ameaçar os animais e possivelmente seres humanos. Era esperado que eventualmente surgiria uma mutação de Coronavírus que tivesse uma transmissibilidade real entre seres humanos.

Sobre o debate a respeito do fechamento desses mercados a céu aberto, Webster lembrou que a ausência de mercados molhados de carne vermelha em Hong Kong – o que inclui as carnes de caça – não impediu que surtos de SARS tenham aparecido na cidade depois disso. O pesquisador afirma que fechar os mercados em um país, sem fechar no resto da Ásia, teria pouco impacto.

Podemos dizer que em 2004 já se sabia que o coronavírus, sendo um vírus de RNA, tinha capacidade para mutação e recombinação – portanto, “a próxima emergência do SARS CoV pode adquirir transmissibilidade real em seres humanos”, disse Webster. Além disso, um dos riscos era o vírus escapar de amostras mal manuseadas em laboratórios com baixa biossegurança. Fazer como um dos textos de propaganda e se referir a um artigo de 2007 dizendo que este “já alertava que havia reservatório de coronavírus em morcegos” como um aviso profético, além de ser trivial, pode ser desinformador. Dá um tom de jornalismo investigativo e denuncista incompatível com a realidade.

Estes textos de propaganda, quando fazem uma série denunciando o governo chinês, frequentemente transformam o trivial em algo tenebroso, assustador, a partir da interpretação. Dizem que o governo chinês “minimizou” o risco como se fosse irresponsável e não estivesse acompanhando o posicionamento de cientistas, que eram cuidadosos antes de saltar para conclusões.

Também foi alegado que o governo mandou destruir as amostras do novo corona, em tom sensacionalista, como se não o intercâmbio descontrolado de amostras, capaz de causar acidentes ou cair em laboratórios inadequados não fosse um perigo.

É especialmente desinformador se referir a morcegos quando estes não são uma iguaria em Wuhan, mas foram usados como referência da campanha de difamação da China no início da epidemia, em que imagens feitas em Palau se espalharam como se fossem feitas em Wuhan. Quando ocorreu o surto de Ebola, se especulou que a origem poderia ser um vilarejo que consumia morcegos, mas depois consideraram a possibilidade do contato de uma criança com fezes do animal em um brinquedo.

São diversas as formas pela qual um vírus pode passar pela chamada deriva antigênica, passando por várias tipos de ser vivo no caminho. A China é um país grande, com uma grande população e com uma larga história de urbanização – a diferença são suas dimensões, pois o surgimento de novos vírus é uma possibilidade em todo mundo. Quanto mais o tempo passa e o vírus viaja, mais ele se transforma.

Já existem até mesmo dúvidas sobre o surgimento do vírus na China: médicos na Lombardiafalam de uma “pneumonia estranha” afetando a região antes da crise; ademais, as próprias autoridades chinesas questionam as autoridades dos Estados Unidos sobre a possibilidade de pessoas mortas pelo coronavirus terem inflado a contabilidade das vítimas de influenza, antes da crise.

O agitador chauvinista, mancomunado com as intenções de Bolsonaro, não quer falar disso, ele só quer culpar o governo chinês. O agitador chauvinista não quer fazer questionamentos e ele nunca se escandalizou com a produção de porcos estar possivelmente por trás do surto de H1N1 em 2009, a “gripe suína”, que pode ter chegado a matar até 500 mil pessoas em estimativas altas. Sequer leva a sério sua própria referência ao tráfico de animais silvestres pelo mundo – onde os Estados Unidos aparecem como um dos principais compradores, de um contrabando que muitas vezes sai da China.

É tudo culpa das ditaduras

Larry Rohter – jornalista que ganhou grande notoriedade por ter chamado Lula de cachaceiro – é aplaudido pelos “bons liberais” por um texto naRevista Época que leva o título de “A pandemia tem um culpado: a China”.

O argumento de Rohter guarda alguns temas típicos do discurso liberal:  o “autoritarismo chinês” seria caracterizado por secretismo e ineficiência, que estariam por trás do desastre do coronavírus. Ao discutir coronavirus, pintam a imagem da “maligna ditadura chinesa”, como se o estado chinês como um ente que se sobrepõe à sociedade e não tivesse legitimidade: ele é produto da emancipação nacional da China no século XX, e mantém sua legitimidade graças a essa independência, a paz civil, o progresso social e também a mobilização, os mecanismos de contato político.

As pequenas falácias que acusam a “irresponsabilidade” dos chineses serão tratadas no decorrer do texto, mas primeiro precisamos expor seu sentido principal: culpar a China. Apesar do artigo deixar clara sua intenção de apontar um culpado, ele não percebe o quão ridículo é esse esforço.

(Foto: Xinhua/Deng Hua)

Sem pudor, até se associa a Eduardo Bolsonaro dizendo que este disse “verdades” quando fez suas declarações hostis à China. Segundo ele, a postura do governo chinês que é beligerante, não a de Eduardo Bolsonaro que é provocadora.

Os liberais diagnosticados com chauvinismo fascistóide apresentam aqui um dos seus sintomas iniciais: a negação. Repetiam que o que aconteceu em Wuhan não poderia acontecer em países ocidentais liberais e democráticos, referindo-se a noções como “confiança” e “eficiência” em contraposição ao que seriam limites insuperáveis de “ditaduras”, que são secretivas e movidas pelo interesse em estabilidade; agora que países europeus sofrem com a pandemia, contemplando o colapso do sistema de saúde e possivelmente de velhas instituições, os liberais em negação sentem a necessidade de reafirmar suas críticas contra a “ditadura” atribuindo um culpado.

Rohter às vezes é referido como exemplar, por prestígio. Em um exemplo do que não fazer em uma redação, desviando completamente o assunto e dando uma cambalhota para desmoralizar aqueles que denunciam o racismo contra os chineses, ele diz que “na verdade, se existe racismo, é por parte dos próprios chineses”, que vivem em um país com uma maioria étnica e que não são como “Brasil e Estados Unidos” que ele chama de “geleia geral” de “várias raças, etnias, povos e religiões”. A lógica é muito similar a de um marketeiro: o autor quer nos convencer, no fundo, que racistas são os chineses, quenão são como os Estados Unidos – um elogio da diversidade como fundamento para contribuir ao estereótipo de chineses bárbaros.

Larry Rohter conclui nesse contorcionismo: dizendo que se trata de uma elite “que acha que todo mundo que não éhan é inferior” e “brinca com a saúde do resto do mundo”. Para variar, está tentando engrossar um discurso que por semelhança associa a China ao nazismo, restando aos Estados Unidos ser o grande campeão do humanismo, da tolerância e da diversidade. As bandeiras mudam um pouco, mas é função é a mesma: recorre a uma imagem apelativa – a ditadura dos chineses racistas – para mobilizar sentimentos anti-chineses.

Acusar os chineses de racistas é um tempero marketeiro da imaginação de Larry Rohter, o que não deixa de ter um tom de hipocrisia. E ela é outro sintoma do liberalismo em crise: liberais acusam que o governo chinês foi irresponsável por ter iniciado a quarentena quatro dias depois do ano novo chinês, o que seria “tarde demais” – mas quando o governo chinês adotou as medidas de fechamento em Wuhan, o discurso liberal o atacava dizendo que eram medidas autoritárias, extremas, típicas de um regime autoritário e no limite ineficientes. Por sua vez, o ocidente estaria livre de tal necessidade por ser mais eficiente e ter sociedades “baseadas na confiança”.

Um exemplo éum artigo doThe Washington Post, publicado no dia 27 de janeiro, que caracteriza já no título o fechamento da cidade de Wuhan como “autoritarismo” (China’s coronavirus lock down – brought to you by authoritarianism; O ‘lock down’ contra o coronavírus da China – feito graças ao autoritarismo, em tradução livre). O banimento de viagens é chamado de “controverso” e um acadêmico sênior dothink tank Council of Foreign Relations, Yanzhong Huang, chamou as medidas de draconianas e disse que só o governo chinês poderia aplicá-las nessa extensão. Para eles as medidas podiam ser “sinal de resiliência do estado autoritário” e não existiam evidências fortes de que essa abordagem era efetiva. Huang é citado mais de uma vez para criticar as medidas como sem fundamento e que “exageram a resposta emocional, o que tende a exagerar o risco real trazido pelo vírus”.

O próprio Huang, no entanto, divulgou no dia 14 de março, em seuTwitter, uma pesquisa que afirma que, se não fossem as medidas tomadas em Wuhan, já no dia 19 de fevereiro haveriam 744,000 mil casos fora da cidade. Até agora, no dia 21 de fevereiro, se acumulam 307 mil casos, entre mortos, curados e infectados em todo o mundo (neste dia, 198 mil e 766 pacientes). A pesquisa foi feita por acadêmicos de várias universidades do mundo.

Assim o agitador chauvinista move suas posições sem mudar seu alvo: a China primeiro estava errada quando tomou uma atitude, depois estava errada por não ter tomado atitude antes. As democracias liberais se recusaram a tomar o mesmo tipo de medida na Itália, na Espanha, na Alemanha, na Suécia, na Inglaterra e nos Estados Unidos – relutaram e em alguns casos até desmoralizaram a possibilidade de uma quarentena, como vem fazendo Bolsonaro no Brasil, que vacila até mesmo para tomar as medidas de mitigação.

Depois de terem anunciado que a China fracassaria, se depararam com a crise devassando as democracias liberais enquanto a China conseguia algum sucesso: a solução agora é fechar os olhos para os fracassos das democracias liberais e jogar a culpa no Partido Comunista da China.

O liberal que faz pose de decente não é tão diferente do conspiracionista que acusa a China de ter criado o vírus deliberadamente. Ele só é mais refinado na hora de manufaturar culpa. 

O doutor Li Wenliang

Uma das notícias mais frequentemente repetida em meio à campanha – inclusive em grandes meios ocidentais – diz respeito à história de um médico de Wuhan, Li Wenliang, que publicou em sua conta da rede social chinesa WeChat uma série de informações sobre o novo vírus no dia 30 de dezembro, e que teve de assinar uma reprimenda em uma delegacia de polícia de Wuhan por espalhar boatos.

Em umartigo para a revistaForeign Policy no qual descreve Li como um “herói real da epidemia” e questiona a credibilidade dos dados chineses sobre o vírus,Laurie Garret diz que o caso “revelou o lado mais feio do Partido Comunista da China (PCCh) e seu terrível esforço para reescrever a história de uma epidemia notavelmente fora de controle. Li tratou de casos em dezembro em Wuhan, de onde o surto originou, e que se pareciam com casos de SARS, e disse a colegas no dia 30 de dezembro por meio de uma sala de chat de médicos. Dias depois, pelo assim chamado crime de espalhar boatos, Li e outros sete médicos foram levados à polícia chinesa e forçados a assinar um documento admitindo terem ‘espalhado mentiras’”, diz o texto que também cita “especialistas” que comparam a situação na China a Chernobyl e Li e os médicos ao “homem-tanque” do Massacre na Praça da Paz Celestial.

Mas ao contrário do que sugere a narrativa, Li não era um dissidente tentando espalhar a verdade em meio aos “terríveis esforços” do governo para contê-la. O médico – um oftalmologista, não um infectologista ou um pneumologista – era membro do Partido Comunista da China. E de acordocom o que ele mesmo declarou àCNN, seu objetivo não era que as mensagens fossem públicas. “Eu só queria avisar aos meus amigos da universidade para que tomassem cuidado”, disse. “Quando eu vi elas [as mensagens] circulando online, eu percebi que elas estavam fora do meu controle e que eu provavelmente seria punido”.

No mesmo dia em que Li fez sua publicação, a Comissão Municipal de Saúde de Wuhan emitiu documentos internos para hospitais orientando no combate ao que nessa altura ainda era uma pneumonia desconhecida. 

Depois de sua morte no dia 7 de fevereiro, decorrente da infecção por coronavírus, a Comissão Nacional de Supervisão abriu uma investigação para avaliar o caso de Li.De acordo com aXinhua, “os investigadores sugeriram que as autoridades supervisoras locais examinem a emissão da carta de reprimenda contra Li, que foi inapropriada e não respeitou os procedimentos pertinentes de aplicação da lei. De mesmo modo, insistiram à polícia a revogar a carta e fazer que os responsáveis prestem contas, publicando os resultados de forma oportuna”. 

O relatório também avaliou que Li “não pretendeu perturbar a ordem pública publicando mensagens no grupo de WeChat”, mas que as partes dos conteúdos repassados por ele sem verificação, em um momento em que a epidemia ainda não havia sido compreendida, “não correspondiam plenamente com a realidade”. Li Wenliang ainda assim foi homenageado pela Comissão Nacional de Saúde como um dos trabalhadores de saúde que combateram o coronavírus.

A estratégia chinesa: Breve história de uma grande guerra

A cidade de Wuhan, na província de Hubei, é um dos mais importantes polos industriais chineses, e foi o grande foco de infecção do vírus. Mas, em meio à crise do coronavírus, a cidade, além de polo industrial, poderia ter servido ao resto dos países do mundo como um grande laboratório de políticas de combate ao vírus, à qual poderiam olhar do conforto de um belvedere e se preparar para as crises que, mais cedo ou mais tarde, chegariam a seus territórios. 

(Foto: Xinhua/Cai Yang)

Até agora não se sabe quem foi o paciente zero do vírus na China. A dificuldade em encontrá-lo se dá em partes precisamente porque a doença no país, no momento em que começou a ser transmitida, era desconhecida para todo o mundo, inclusive para os chineses – situação completamente diferente da que a Europa, os EUA e o Brasil enfrentam.O siteLiveSciencenoticia no entanto que o primeiro caso identificado em retrospecto é do dia 17 de novembro, ou seja, 40 dias antes do dia 27 de dezembro, quando a doutora Zhang Jixian, chefe do departamento respiratório do Hospital Provincial de Hubei, ter informado às autoridades que um novo tipo de coronavírus estava causando a doença. Naquela altura, o número de infectados era de 180 – dado também só conhecido em retrospecto, já que a existência de uma nova doença sequer era conhecida.

É somente três dias depois, no dia 30, que o oftalmologista Li Wenliang faz suas tão comentadas postagens no WeChat. Neste mesmo dia, amostras de lavagem broncoalveolar foram coletadas de um paciente “com uma pneumonia de etiologia desconhecida” no Hospital Wuhan Jinyintan,de acordo com um relatório de uma missão da Organização Mundial da Saúde (OMS) no país. No dia seguinte, o escritório da OMS na China foi informado dos casos de uma doença desconhecida. “De 31 de dezembro de 2019 a 3 de janeiro de 2020, um total de 44 casos com pneumonia de etiologia desconhecida foram reportados à OMS pelas autoridades nacionais da China. Durante esse período, o agente causador não foi identificado”,diz um relatório da OMS do dia 21 de janeiro, que ressalta também que o vírus só foi reconhecido como um novo tipo de coronavírus no dia 7, e que no dia 12 o sequenciamento genético do vírus foi compartilhado com outros países, para “uso no desenvolvimento de kits de diagnóstico específicos”. 

Segundo Yanzhong Huang, a China possui o maior sistema digital de vigilância e notificação de doenças, que permite aos trabalhadores de base da saúde pública notificar qualquer coisa para as autoridades, mas ele argumenta que o sistema não funcionou dessa vez pela falta de protocolos para lidar com vírus, que não estava na categoria de patógenos conhecidos. 

No dia 20 a informação mais importante sobre o vírus foi confirmada: ele era transmissível entre humanos. Três dias depois, o governo chinês já havia estabelecido uma rígida quarentena na cidade de Wuhan, isolando completamente seus 11 milhões de habitantes e impedindo sua a saída.De acordo com a agência de notíciasNPR, naquela altura “cada lar podia enviar somente uma pessoa para a rua a cada três dias, para comprar mantimentos, e a temperatura de todos é checada antes de entrarem”. Ao longo dos dias, as restrições tornaram-se cada vez maiores, e foram impostas a outras cidades de Hubei.

O representante da OMS na China, Gauden Galea,declarou que àReuters que a decisão de isolar as cidades não foi uma recomendação da OMS, mas disse que a decisão era “sem precedentes na história da saúde pública”. Galea disse também que as autoridades deveriam esperar para ver quão efetiva a medida seria, mas disse que o passo “é um indicativo muito importante do compromisso para conter a epidemia na região onde ela está mais concentrada.”

A estratégia chinesa consistia no seguinte mote: “Se Wuhan vencer, Hubei vence. Se Hubei vencer, a China vence”. A política chinesa de supressão completa do foco da infecção,somada a medidas de mobilização em massa de voluntários e funcionários de saúde e construção de hospitais e abertura de novos leitos em tempo recorde, foi vitoriosa – a despeito de ter sido “sem precedentes” até para a OMS. No último dia 19, o paísoficialmente zerou a transmissão local do coronavírus. Essa história breve de dimensões homéricas é a história da luta por 81 mil pessoas infectadas no maior país do mundo por uma doença absolutamente desconhecida. Todo o resto do mundo poderia ter traçado seus planos a partir da luta chinesa. Já conhecíamos o inimigo, já sabíamos como ele se transmitia, já prevíamos seus perigos. Tínhamos informações do primeiro campo de batalha porque 3.249 chineses já haviam perecido nele.

A crise do liberalismo

A revistaForeign Affairs anuncia que a pandemia pode transformar a ordem global; diferente do que o grito dos chauvinistas quer sugerir, a verdade é que a China está ganhando uma vantagem geopolítica como líder na resposta à pandemia, tanto pelo exemplo de sua reação como pelo apoio concreto e articulação com os outros países que sofrem com a praga. Os Estados Unidos, por outro lado, parecem confusos, autocentrados, egoístas – perdem a legitimidade e a capacidade de oferecer bens globais e sequer estão oferecendo um modelo de reação em seu próprio país, vacilando perante o vírus com propostas de mitigação.

Até os liberais daForeign Affairs entendem: apesar dos racistas, dos chauvinistas e dos guerristas, a China ganha legitimidade – não uma Chernobyl, mas uma vitória. A China oferece materiais necessários e conhecimentos sem fazer exigências e imposições políticas: a dureza em suas palavras é só sobre a necessidade de uma política de supressão, de quarentena de verdade. Abordagem direta ao problema, honesta. Isso contrasta com a política intervencionistas dos Estados Unidos em particular e do atlantismo em geral, cuja mentalidade se apresenta em todos os seus discípulos e nos ataques contra a China: toda relação é enquadrada como parte de um conjunto de exigências de liberalização, afirmando os princípios do que alguns ainda se prestam a chamar de “Ocidente”.

De forma muito sugestiva, ao lado do auxílio chinês ao povo italiano, nós vemos a chegada do contingente de médicos enviados por Cuba – Cuba, mais uma vez, enviando uma vanguarda militante para a linha de frente enquanto um outro país dirigido por comunistas exerce uma influência global.

AForeign Policy diz que “a pandemia vai mudar o mundo para sempre”: dentre os doze pensadores solicitados para comentar, nós vemos os temas constantes da crise da hegemonia dos Estados Unidos e da morte abrupta da globalização.

Os liberais sentem esse processo e a própria fraqueza perante a pandemia. A frustração é muito grande e pode virar raiva, ou uma imensa vontade de sobreviver – não são eremitas procurando uma caverna para morrer, mas procuram a todo custo se agarrar à vida. Por isso os ataques irracionais. Não mentem por mera estultice.

A humanidade se enfrenta com uma praga, não pela primeira vez na história, e como eles reagem? – Procuram um culpado e fecham os olhos para o que não querem ver.

(Foto: Xinhua/Marios Lolos)

Não por acaso, a histeria chauvinista é acompanhada por histeria anticomunista. O racismo entra em campo como força auxiliar: não um mero produto da ignorância das pessoas, mas uma excrescência ideológica baseada na comunicação irresponsável. Assim, tanto militantes insignificantes como elementos agressivos e ignorantes no meio de um povo são usados como armas em jogos de guerra.

O “liberal respeitável”, pacifista, vira um soldado e um propagandista dedicado a fundamentar a hostilidade internacional contra a República Popular da China. A única preocupação destes celerados é agitar o ódio dos ignorantes e dar motivos para uma guerra contra a China. O desinformador com pose de intelectual é pior do que o desinformador que se arrasta nas redes sociais falando absurdos.

Uma série de pretensos iluministas liberais, progressistas e social-democratas se revelam chauvinistas e colocam facas entre os dentes tão logo começam a balbuciar o discurso da “ameaça chinesa” – se convertem em brutais “guardiões da civilização”.

Na esquerda, já não são apenas intelectuais preguiçosos, deitados em suas camas de títulos, mas sicofantas imorais associados a este movimento chauvinista e racista contra os chineses. É típico: assim como no passado vários esquerdistas se uniram aos elementos mais reacionários de seus países contra a “ameaça soviética” e assim como o Partido Democrata nos Estados Unidos usou a histeria anti-russa, agora o movimento natural dos oportunistas é se juntar ao arregimentamento das fileiras contra a China.

Os gritos das falanges raivosas não podem mudar a verdade: as bases do liberalismo foram profundamente abaladas pela pandemia. O radicalismo neoliberal tem seus princípios ainda mais expostos como absurdos e até seus sacerdotes são obrigados a ceder. Isolados em nossas casas, testemunhamos nossa interdependência, a necessidade de organização e a exposição de alguns sistemas de poder, a começar pelas diferenças de classe. A coletividade existe.

Estão ridicularizados os que defendem o individualismo absoluto e questionam a própria ideia de coletividade, de interesses coletivos e de atuação coletiva – até ideias como as de interesse público e interesse nacional mostram sua relação com a realidade.

Mesmo um mercado tão poderoso, com corporações tão grandes, se mostra incapaz de enfrentar uma crise causada por um vírus. O mundo não se explica por “cada um cuidando de sua vida, vendendo e comprando aquilo que quiser”; as formas de organização da ação humana estão em primeiro plano, e a organização baseada no interesse financeiro expõe suas fragilidades.

Acima de tudo, e com o exemplo máximo na República Popular da China – dentre os vários exemplos inferiores que se espalham pelo mundo -, vemos a afirmação do princípio do político contra o princípio da economia e do comércio. A ação política por excelência mostra seu poder: não só na atuação de um estado forte, mas nas figuras de militantes voluntários do Partido Comunista em Wuhan.

Essa ação política não só se contrapõe ao fundamentalismo de mercado, mas também aos preceitos de moderação do liberalismo político, afirmando a necessidade da ação política decisiva no momento excepcional. A primazia do político também aparece, infelizmente, em sua face política, em dirigentes irresponsáveis que se recusam a enfrentar a doença de forma decisiva e se agarram ao liberalismo, que falam de liberdade enquanto o povo periga morrer tossindo e de fome – não existe ciência, nem saúde pública, nem medicina que cure os males de um péssimo líder.

Mais do que a esquerda, os liberais estão a contemplar assustados “a vitória das ideias imortais do comunismo”. Não a foice e o martelo, não o movimento comunista em sentido estrito, mas algo maior, mais profundo, uma lógica presente dentro dos seres humanos quando se deparam com sua existência coletiva. No limite, o comunismo como a consciência das necessidades humanas como o caminho para a liberdade, como representação ideal máxima dessa afirmação da vida contra o capital, da existência coletiva que se afirma através de uma atuação política consciente.

Isto é algo maior que o modelo chinês ou o Partido Comunista da China, ainda que eles expressem em alguma medida precisamente o triunfo da política e da planificação contra a anarquia de mercado.

No limite, é o princípio filosófico que esmaga os princípios liberais. Ao mesmo tempo, a confiança liberal na sua supremacia intelectual ou mesmo na supremacia do capitalismo é abalada enquanto as contradições dos interesses do trabalho com aqueles do capital se tornam uma fratura exposta em uma Europa que era tida como muito estável. Os liberais se revoltam ao perceber o comunismo como algo subjacente ao contato humano com essa realidade.

Tudo que é sólido desmancha no ar. E eles têm medo do ar, não por conta do vírus da doença, mas por medo de um outro tipo de vírus, um fantasma que ronda o mundo: o fantasma do comunismo. É um fantasma precisamente por ser muito maior do que o movimento comunista organizado, consciente, mas ainda assim capaz de assombrar a partir das reivindicações dos povos que exigem ação.

Se sentem ameaçados os liberais, quando vêem o individualismo e o mercado sendo engolidos na avalanche, mas isso não quer dizer que a ameaça vá se concretizar. Não veremos uma utopia no ano que vem. 

O liberalismo não está morto de uma vez por todas – as dinâmicas de transformação são mais complexas que isso. Se, apesar disso, nos atermos à metáfora da morte, veremos que ele caminhará entre nós em formas de morto vivo e não só na marcha de zumbis fascistas, mas também surgindo em roupagens social-liberais mais arrojadas. Haverá uma reação liberal saída de burguesias internacionais e baseada na defesa da globalização – possivelmente ligada a governos europeus -, que reforçará os discursos de tecnocracia e cooperação global arranhando “críticas ao capitalismo” no estilo do manifesto de Davos em 2019, com Klaus Schwabdefendendo “um novo tipo de capitalismo”, objetivoreafirmado pelos dirigentes empresariais em 2020. Afinal, até Macron discursou sobre a necessidade de se rever os princípios do neoliberalismo e preservar certos fundamentos da participação estatal na economia. É a alternativa do centro sistêmico tentando se reformar e conduzir os destinos da mudança.

Para além da filosofia, que também faz parte da realidade, os liberais e chauvinistas gritam por causa de uma realidade mais imediata: o sucesso da China em responder à crise pandêmica. Se adiantam querendo lidar com isso, enquanto o povo italiano, com auxílio chinês, tenta lidar com a cruz de seu calvário. 

No país onde nasceu Michelangelo, com uma população do tamanho da de Hubei, as Pietàs de um mundo globalizado sequer veem os corpos de seus filhos, que são levados em caminhões militares e cremados fora da cidade, enquanto os velhos são deixados em casa para morrer com os pulmões cheios d’água. 

A Itália é em si uma espécie de Pietà, mais jovem que o filho a quem deu à luz, abatida pela morte que carrega no colo e que agora – já é tarde – deverá carregar para sempre. Já morrem mais que na China: confirmou-se3.405 italianos mortos no mesmo dia em que os chineses comemoravam o fim da transmissão local

É para esse caminho que rumam todos os países cujos líderes preferem preservar mercados a salvar vidas, que riem da morte de seu povo, que querem mais a batalha no meio da pandemia do que a batalha contra a pandemia. Marias, que de antemão sabiam do destino de seus filhos, se tornam Pilatos em busca de um novo Jesus, pregando-o com estrelas amarelas em um fundo vermelho.

82 são os países a quem a China ofereceu ajuda no combate ao coronavírus. Em caixas de suprimentos enviadas à Itália há folhas de papelcom a seguinte inscrição: “Somos ondas do mesmo mar, folhas da mesma árvore, flores do mesmo jardim”. Nos Estados Unidos, manchetes buscam culpados no distante oriente; escaramuça dentro de uma guerra. No Brasil, um deputado, feito um cão, late com o pescoço apertado pela coleira de seu mestre, e seus filhotesestendem faixas: “Xi Jinping – Son of bitch – China virus”. Se “liberdade é a solução”, tomaremos ela como régua para medir a fila de cadáveres brasileiros ao final dessa dura jornada. Se nos faltar alguns metros, sabemos onde cobrá-los. E não será na China.

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Urgente: Xi diz que China enviará especialistas médicos para ajudar Sérvia a combater COVID-19

(BRF)CHINA-BEIJING-XI JINPING-SERBIAN PRESIDENT-MEETING (CN)

Beijing, 21 mar (Xinhua) -- A China fornecerá à Sérvia assistência em equipamento protetivo e instrumentos médicos e enviará um grupo de especialistas médicos para ajudá-la a conter melhor a epidemia da COVID-19, disse o presidente chinês, Xi Jinping, em uma mensagem recente de pêsames ao homólogo sérvio, Aleksandar Vucic.

Ver original em "XINHUA Português" na ligação seguinte:

http://portuguese.xinhuanet.com/2020-03/21/c_138902590.htm

China está disposta a ajudar Reino Unido a combater COVID-19, diz chanceler chinês

Beijing, 21 mar (Xinhua) -- O conselheiro de Estado e ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, disse na sexta-feira que a parte chinesa está disposta a colaborar com a parte britânica, que está realizando uma dura batalha contra a epidemia do novo coronavírus.

Wang fez as declarações durante sua conversa telefônica com o secretário das Relações Exteriores britânico, Dominic Raab.

Wang disse que a epidemia está surgindo em muitas partes do mundo, e que o número de casos confirmados nos países europeus como o Reino Unido está aumentando, pelo que a China expressa sua sincera solidariedade com a parte britânica e considera que o povo britânico pode se unir e finalmente superar a epidemia.

"Quando o povo chinês enfrentava o severo desafio da epidemia, a parte britânica estendeu a mão de ajuda, o que recordaremos no coração", disse Wang, que acrescentou que nesse tempo difícil, quando o Reino Unido está combatendo a epidemia, a China também está disposta a trabalhar junto com o Reino Unido.

A China ainda enfrenta uma árdua tarefa na prevenção e controle da epidemia, mas fará todo o possível para proporcionar um lote de suprimentos médicos à parte britânica e ajudará a facilitar a compra através dos meios comerciais, disse o chanceler chinês.

Também disse que a principal prioridade para a prevenção e controle da epidemia da China é evitar um rebote, e acrescentou que a China está disposta a empreender a prevenção e o controle conjuntos com o Reino Unido, e espera que a parte britânica possa fortalecer o controle fronteiriço, manter o fluxo fronteiriço essencial entre os dois países, e evitar as infecções cruzadas no maior grau possível.

Wang disse que a parte chinesa esteve compartilhando informação relacionada com a epidemia e cooperando com a comunidade internacional contra a epidemia de maneira aberta, transparente e responsável desde que começou sua luta contra o surto, e acrescentou que o país está fornecendo diversas formas de apoio a cerca de 100 países necessitados.

O que resulta alarmante é que algumas pessoas estão tratando de politizar a epidemia, de etiquetar o vírus e de estigmatizar a China, disse Wang, que acrescentou que esses atos prejudiciais escavarão a solidariedade e a cooperação da comunidade internacional e obstaculizarão os esforços conjuntos de todas as partes para combater a epidemia.

Wang disse acreditar em que todos os países, incluindo o Reino Unido, adotarão uma atitude objetiva e justa e resistirão a essa mentalidade de vistas curtas.

Ao assinalar que muitos chineses de exterior, incluindo estudantes chineses, trabalham, estudam e vivem no Reino Unido, Wang os descreveu como pontes de amizade entre os dois países.

Espera-se que a parte britânica conceda uma grande importância a eles e proteja sua saúde e segurança, e lhes proporcione atenção médica oportuna e necessária, acrescentou.

Raab elogiou os notáveis feitos da China no combate à epidemia, e agradeceu à China sua solidariedade com o Reino Unido e por proporcionar fornecimentos médicos e facilitar as compras.

Depois de assinalar que a parte britânica concede grande importância à experiência da China na luta contra a COVID-19, Raab disse que seu país está preparado para fortalecer a coordenação com a China e outros países na prevenção e controle da epidemia, a pesquisa e desenvolvimento de vacinas, e para ajudar aos países com sistemas médicos frágeis, para promover a cooperação internacional e lutar por uma pronta vitória sobre a epidemia.

O governo britânico não regulará esforços para garantir a saúde e segurança dos chineses de exterior em seu país, acrescentou.

Depois de expressar sua oposição à politização da epidemia, Raab enfatizou que a parte britânica está completamente de acordo com a posição da China de que a origem do vírus é um tema científico que exige opiniões científicas e profissionais.

Também pediu a todas as partes que trabalhem juntas para superar as dificuldades em meio à epidemia.

Ver original em "XINHUA Português" na ligação seguinte:

http://portuguese.xinhuanet.com/2020-03/21/c_138902604.htm

China trabalha para garantir o emprego contra impacto da COVID-19

 

Beijing, 21 mar (Xinhua) -- O Conselho de Estado da China emitiu uma diretriz para acelerar a recuperação de emprego e o manter estável para combater o impacto do surto da doença de novo coronavírus (COVID-19).

O documento delineou medidas em cinco aspectos, que são priorizar o emprego, ajudar os trabalhadores migrantes a voltar ao trabalho, expandir as oportunidades de emprego para os graduados, garantir a segurança social aos mais necessitados e melhorar os serviços de formação e emprego profissional.

Mais esforços, como redução de impostos e taxas, devem ser feitos para salvaguardar empregos, enquanto os investimentos em indústrias que podem criar mais empregos devem ser priorizados, afirmou a diretriz.

A diretriz pediu um melhor ambiente para o empreendedorismo, com uma cobertura mais ampla de empréstimos garantidos para as startups e apoio de políticas para investimentos de risco.

Para ajudar os trabalhadores migrantes a voltar ao trabalho, o país continuará com o transporte ininterrupto "ponto a ponto", além de estabelecer uma série de infraestrutura urbana e instalações de serviço público para ajudar os trabalhadores migrantes a encontrar trabalho nas suas proximidades.

Em termos de emprego para graduados, a diretriz disse que a escala de recrutamento para empresas estatais, instituições públicas e exércitos será ampliada, junto com matrículas em escolas de pós-graduação e postos de estágio profissional.

A diretriz também disse que o seguro-desemprego estará disponível mediante solicitação online até o final de abril, e deve ser concedido apoio oportuno a pessoas cujos empregos foram afetados pela epidemia, especialmente em áreas mais atingidas, como a Província de Hubei.

O país realizará formação profissional em uma maior escala, com foco em grupos-chave de trabalho, como trabalhadores migrantes, enquanto os serviços de emprego serão aprimorados, segundo a diretriz.

Foto mostra o sistema de entrevista de vídeo do Inspur Group para o recrutamento online. (Xinhua)

Ver original em "XINHUA Português" na ligação seguinte:

http://portuguese.xinhuanet.com/2020-03/21/c_138902635.htm

Von der Leyen diz que UE está grata pelo apoio da China

(Comentário:
Há diferenças! Enquanto os EUA fecharam as portas à Europa e impõem sanções económicas contra países afetados a China oferece ajuda. Para memória futura...)
 
Resultado de imagem para Ursula von der Leyen Li Keqiang

Bruxelas, 19 mar (Xinhua) - A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, disse quarta-feira que a União Europeia agradece o apoio da China, logo após uma conversa telefônica com o primeiro-ministro chinês, Li Keqiang.

 

Em um discurso gravado em inglês, francês e alemão, Von der Leyen disse que ela e Li concordaram que "a luta contra o coronavírus é global e que precisamos nos apoiarmos em momentos de necessidade".

 

Ela disse que a China não esqueceu a ajuda da UE em janeiro, quando o país asiático estava no centro do surto de coronavírus, agora a Europa é o centro da pandemia e precisa de suprimentos de proteção.

 

"Estamos aumentando nossa produção. Estamos convertendo novas linhas de produção, mas isso precisa de várias semanas", disse ela.

 

Na conversa por telefone com von der Leyen, Li disse que a China está firmemente com a Europa, apoia seus esforços contra a pandemia e facilitará a compra de suprimentos médicos por meio de canais comerciais.

 

Na quarta-feira, a Europa registrou 74.760 casos confirmados de COVID-19 e 3.352 mortes relacionadas, de acordo com um relatório diário da Organização Mundial da Saúde.

 

Ver original em "XINHUA Português" na ligação seguinte:

http://portuguese.xinhuanet.com/2020-03/21/c_138901985.htm

Como China está se tornando líder humanitário à escala global?

Presidente da China, Xi Jinping, visita pacientes e médicos no hospital Huoshenshan, em Wuhan, em 10 de março de 2020
© AP Photo / Xinhua / Xie Huanchi

Pico da epidemia na China parece ter sido ultrapassado. Tendo acumulado vasta e única experiência no tratamento e na manutenção de medidas de quarentena, o país está em condições de ajudar outros.

China disposta a ajudar

Em 18 de março, a China assegurou que iria intensificar a cooperação com a Rússia e os Países Baixos no combate à epidemia.

Em conversa telefônica com o premiê do Conselho de Estado chinês, Li Keqiang, Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, manifestou o desejo "que a China continue a prestar assistência e apoio".

Li Keqiang, por sua vez, assegurou que a China está firmemente ao lado da UE, apoiando seus esforços para combater a epidemia e facilitando a compra de material médico.

Kit para teste do novo coronavírus no Centro Médico de Harborview, em Washington, EUA, 29 de fevereiro de 2020

© REUTERS / David Ryder
Kit para teste do novo coronavírus no Centro Médico de Harborview, em Washington, EUA, 29 de fevereiro de 2020

No dia 18, o ministro chinês das Relações Exteriores, Wang Yi, em uma conversa telefônica com seu homólogo holandês, Steph Blok, anunciou a disponibilidade chinesa para ajudar ativamente este país na aquisição de material médico aligeirando, em particular, os procedimentos alfandegários e de transporte, cooperando no campo da medicina por via remota e intensificando o intercâmbio de especialistas.

Nesse mesmo dia, 12 especialistas médicos chineses chegaram a Milão, um dos focos mais graves da infecção pelo vírus, em um voo especial de Xangai que transportou mais de 17 mil toneladas de ajuda humanitária e médica, incluindo equipamentos utilizados em unidades de terapia intensiva, como ventiladores e monitores.

Já em Roma, foram entregues à Cruz Vermelha italiana máscaras médicas, kits de teste do coronavírus e outros itens de proteção antiepidêmica.

Igualmente em 18 de março, foram entregues 500.000 máscaras de proteção na Espanha, estando prevista a chegada para breve de 50.000 unidades de kits de teste de vírus doados pela China à Espanha.

Lidando com coronavírus à maneira chinesa

© Sputnik / Vitaly Podvitsky
Lidando com coronavírus à maneira chinesa

Em 18 e 19 de março, a China entregou à França um 1 milhão de máscaras e luvas cirúrgicas e a Polônia receberá da China mais de 10 mil kits de teste e dezenas de milhares de itens de proteção, como máscaras, óculos de proteção e sapatos.

Na UE é cada um por si

Já países como a Alemanha e a França anunciaram restrições à exportação de certos itens, como máscaras, para evitar a ruptura de seus próprios estoques.

A Sérvia, candidata à adesão à UE, foi um dos primeiros países a sentir na pele essa restrição, levando o presidente sérvio Aleksandar Vucic a afirmar amargamente que não existe solidariedade europeia.

"Não podemos importar bens, equipamento médico e medicamentos da UE por ordem das autoridades europeias. Essa ordem foi dada pelas mesmas pessoas que nos avisaram para não negociarmos com a China", afirmou Vucic, chamando na ocasião "irmão e amigo" ao presidente chinês Xi Jinping.

A Itália, um dos fundadores da UE, também está muito irritada com as instituições europeias. Tendo acionado o mecanismo de defesa civil da UE para fornecer equipamento médico e equipamento de proteção pessoal, nenhum dos outros 26 países respondeu ao apelo.

Seria um país terceiro, a China, a socorrer os italianos.

Europa pede ajuda à China

Georgy Engelhardt, especialista do Instituto de Estudos Eslavos da Academia de Ciências da Rússia, comentou a situação em entrevista à Sputnik China, salientando que na UE é cada país por si.

"Os países estão tomando medidas somente a nível interno e a eficácia dos mecanismos supranacionais da UE, pelo menos agora, não tem sido visível."

Médicos em fatos protectores transferem um paciente com coronavírus da unidade de terapia intensiva do Hospital Gemelli para o Hospital Columbus Covid em Roma, Itália, 16 de março de 2020

© REUTERS / Luigi Avantaggiato
Médicos em fatos protectores em um hospital em Roma, Itália

Para o especialista, o desagrado italiano deve-se ao fato de, sendo o país mais dramaticamente afetado pela pandemia na Europa, ele ter podido contar somente com o apoio da China.

"Uma coisa é quando falam de solidariedade europeia, outra é quando os Estados membros, não encontrando apoio dentro, voltam-se para a China, considerando-a como a única esperança", disse.

"O Ocidente critica a China, no entanto apela à sua ajuda, e a UE está agora numa situação em que todos estão por sua conta. Tudo isto nos lembra não o século XXI – o século da integração, do globalismo, da solução de problemas em comum – mas a fragmentação medieval", acrescentou.

Já Huang Weiping, especialista do Instituto de Economia da Universidade Popular da China, é da opinião que "se antes da epidemia muitos no Ocidente, incluindo a Europa, não queriam reconhecer as qualidades de liderança da China como ator global, agora a situação está mudando drasticamente".

A situação, porém, pode fortalecer as vozes daqueles que temem uma "ameaça chinesa", ao se depararem com este aumento de protagonismo.

Wang Peng, um especialista da Universidade Popular da China, afirmou à Sputnik por sua vez que "a rápida propagação da epidemia em outros países acaba por afetar os interesses chineses, pelo que esperamos sinceramente que todos os países sejam capazes de controlar a situação epidemiológica o mais rápido possível. Para que isso aconteça, é necessário que nos ajudemos uns aos outros. Claro que há alguma retórica antichinesa nesses países […] mas não devemos mesmo assim abandonar a cooperação pragmática com esses países".

Em 18 de março, na reunião do Comitê Permanente do Politburo do Comitê Central do Partido Comunista da China, o secretário-geral do Comitê Central do Partido Comunista da China, Xi Jinping, exigiu a intensificação do intercâmbio e cooperação com outros países no campo da resposta antiepidêmica, prometendo continuar a ajudar outros países até onde a China for capaz.

 

 

As opiniões expressas nesta matéria podem não necessariamente coincidir com as da redação da Sputnik

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/opiniao/2020031915349940-como-china-esta-se-tornando-lider-humanitario-a-escala-global/

Coronavírus na China: a luta pode se prolongar até julho

Enquanto o Brasil começa a viver de perto os efeitos do coronavírus e a combater a sua propagação no país, nós, aqui na China, estamos alguns meses mais adiante nessa dura e longa batalha contra esse inimigo comum da humanidade. Por isso, olhar para o exemplo chinês pode nos fornecer algumas pistas de para onde o futuro aponta.

 

 

O vírus foi detectado primeiramente na China ainda em dezembro de 2019, com as medidas de quarentena e fechamento de cidades sendo implantadas em janeiro deste ano. Em fevereiro, vivemos o pico da doença, com duas semanas inteiras vendo o número de infecções no país passar da casa dos 2 mil novos casos por dia. Várias vezes esse número chegou a passar dos 3 mil novos casos diários. Dadas as duras, mas acertadas, medidas de quarentena, superamos o pico da doença e entramos em março com a estabilização do número de transmissões e a queda no número de novos infectados. Atualmente, estamos registrando praticamente zero novos casos de infecção comunitária e um número cada vez maior de pessoas curadas recebendo alta dos hospitais.

O atual estágio da luta contra o vírus na China não é mais em relação à transmissão interna, nem mesmo em Wuhan, o epicentro da doença. Pode-se dizer que a China, no geral, já venceu a batalha contra o vírus. Entretanto, isso não significa que a luta acabou, ao contrário, estamos no estágio mais crucial desta longa batalha. Ao mesmo tempo em que vencíamos o vírus aqui dentro, o mundo começava a experimentar a propagação da doença. Isso fez com que o foco do controle da doença na China passasse então a ser o exterior, o que em termos práticos significa que a fase atual da luta é impedir a entrada do vírus vindo de fora do país e uma nova onda de infecções.

Para tal, a China já implementou diversas medidas que podem ser aprofundadas nos próximos dias como um possível cancelamento de todos os voos internacionais operados pelas companhias aéreas chinesas. E como o estágio atual é o combate ao vírus vindo de fora, as cidades de Pequim e Xangai e a província de Guangdong são o foco principal dessa batalha. Em Pequim, por exemplo, todos os voos internacionais com destino ao aeroporto internacional de Daxing foram transferidos para o aeroporto internacional de Pequim (PEK), onde o controle das pessoas que chegam está sendo feito de forma estrita.

Passado esse período de combate e controle dos casos vindos de fora, é provável que o governo chinês comece a abertura de Wuhan. Isso colocará o país em alerta por pelo menos um mês, período durante o qual será observado se a mobilidade das pessoas não se traduzirá em uma nova e inesperada onda de transmissão no país. Se tudo ocorrer bem, esse processo deverá se completar mais ou menos em junho. Ou seja, a China poderá dizer que está totalmente segura a partir de julho, a depender é claro da capacidade dos governos ao redor do mundo de combater a doença nos seus países.

Até lá, é provável que a ajuda chinesa no combate ao coronavírus aumente exponencialmente. E essa ajuda e expertise não deve ser ignorada. A experiência, os dados e capacidade de gerenciamento de crise acumulados pela China podem ser de grande valia para o mundo.

É claro que cada país terá de aprender a sua própria lição, e que não existe um único modelo eficaz para se combater o vírus. Mas, ter humildade para aprender com a China neste momento poderá valer muitas vidas e muito tempo. Se estamos falando de um vírus que começou em dezembro passado e deverá ser finalmente combatido mais ou menos em junho aqui na China, a pergunta que devemos fazer é se o mundo terá a mesma organização e resiliência econômica para aguentar tanto tempo de pressão. Por isso mesmo é que o exemplo da China nessa batalha deve ser observado de perto, afinal, ninguém melhor do que a China para nos ensinar algo neste momento sobre essa grande luta.


por Rafael Lima, Jornalista, mora em Pequim e trabalha na Agência de Notícias Xinhua  |  Texto em português do Brasil

Exclusivo Editorial PV / Tornado


 

 
 
 
 

Ver original no jornal 'TORNADO' na seguinte ligação:

https://www.jornaltornado.pt/coronavirus-na-china-a-luta-pode-se-prolongar-ate-julho/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=coronavirus-na-china-a-luta-pode-se-prolongar-ate-julho

Tentativa dos EUA de cortar cadeia industrial global é "irrealista e insensível", diz porta-voz

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Beijing, 18 mar (Xinhua) -- A tentativa dos EUA de cortar as cadeias industrial e de suprimentos globais é "irrealista e insensível", destacou nesta terça-feira o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Geng Shuang, em uma entrevista coletiva.

Um funcionário norte-americano disse na segunda-feira que a Casa Branca está preparando uma ordem executiva presidencial designada a trazer as cadeias de suprimentos médicos de países como China de volta aos Estados Unidos para reduzir sua dependência de medicinas estrangeiras.

A era da globalização significa interesses profundamente integrados e cadeias industriais e de suprimentos altamente interligadas, observou Geng, acrescentando que a formação e o desenvolvimento das cadeias industriais e de suprimentos globais são o resultado das forças do mercado e das escolhas de empresas.

Segundo ele, é irrealista e insensível tentar cortar as cadeias industriais e de suprimentos globais ou até mesmo apregoar as teorias de "mudança" ou "desacoplamento".

Em vez de resolver os próprios problemas dos Estados Unidos, tais palavras apenas causarão maiores danos às pessoas americanas, assinalou o porta-voz.

Como maior produtor de roupas de proteção e máscaras médicas do mundo, a China ocupa uma posição importante nas cadeias de suprimentos globais de materiais médicos e de prevenção epidêmica, apontou Geng.

"A situação de prevenção e controle de epidemias da China está ganhando uma tendência positiva, a recuperação do desenvolvimento socioeconômico está sendo acelerada e a capacidade de produção de materiais médicos e de prevenção epidêmica está se recuperando e melhorando de forma rápida."

"Isso não só fornece apoio e garantias para a operação segura e estável de cadeias industriais e de suprimentos globais em materiais médicos e de prevenção epidêmica, como também presta assistência à luta contra a COVID-19", enfatizou ele.

Geng disse que a China incentiva e apoia as fabricantes de equipamentos médicos, medicamentos e equipamentos de proteção a expandirem a produção para atender às necessidades estrangeiras de compras comerciais enquanto garante a demanda interna. Fim

Ver original em "XINHUA Português" na ligação seguinte:

http://portuguese.xinhuanet.com/2020-03/18/c_138890416.htm

O mundo após a pandemia

As reacções políticas à pandemia de Covid-19 deixam ver espantosas fraquezas das democracias ocidentais : preconceitos e ignorância. Pelo contrário, a China e Cuba aparecem como mais capazes de enfrentar o futuro.

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Os Presidentes Xi e Diaz-Canel em Novembro de 2018. Cuba instalou o laboratório de ChangHeber em Jilin que produz um dos medicamentos utilizados com êxito contra o Covid-19. Os dois «ditadores comunistas» conseguiram proteger melhor os seus concidadãos que os «democratas liberais».

O brusco encerramento generalizado das fronteiras e, em inúmeros países, de escolas, universidades, empresas e serviços públicos, assim como a interdição de ajuntamentos, modificam profundamente as sociedades. Em poucos meses, não voltarão a ser mais o que foram antes da pandemia.

Antes de mais, esta realidade modifica a nossa concepção da Liberdade; um conceito em volta do qual os Estados Unidos se ergueram. Segundo a sua interpretação —que são os únicos a defender— esta não teria limites. Todos os outros Estados do mundo admitem, pelo contrário, que não há Liberdade sem Responsabilidade; por consequência, eles afirmam que não se pode exercer a liberdade sem para tal definir os limites. Hoje em dia, a cultura dos EUA exerce uma influência determinante um pouco por todo o mundo. Ela acaba de ser contradita pela pandemia.

Fim da sociedade totalmente aberta

Para o filósofo Karl Popper, a liberdade numa sociedade mede-se pela sua abertura. Escusado será dizer que a livre circulação de pessoas, bens e capitais é a marca da modernidade. Essa maneira de ver prevaleceu durante a crise dos refugiados de 2015. É claro, sublinharam alguns desde há bastante tempo, que este discurso permite aos especuladores como George Soros explorar os trabalhadores nos países mais pobres. Ele prega o desaparecimento das fronteiras e, portanto, dos Estados, agora mesmo em direcção a um governo supranacional global futuro.

A luta contra a pandemia lembrou-nos de repente que os Estados existem para proteger os seus cidadãos. No mundo pós-Covid19, as «ONG sem fronteiras» deveriam, pois, progressivamente desaparecer e os partidários do liberalismo político deveriam lembrar-se que sem Estado «o homem é apenas o lobo do homem», segundo a fórmula de Thomas Hobbes. Seguir-se-á, por exemplo, que o Tribunal Penal Internacional aparecerá como um absurdo face ao Direito Internacional.

A reviravolta de 180 graus do Presidente Emmanuel Macron ilustra esta tomada de consciência. Há pouco tempo ainda, ele denunciava a «lepra nacionalista» que associava aos «horrores do populismo»; hoje em dia ele glorifica a Nação, única estrutura legítima de mobilização colectiva.

O Interesse Geral

A noção de Interesse Geral, que a cultura anglo-saxónica contesta desde a experiência traumática de Oliver Cromwell, é indispensável para nos protegermos de uma pandemia.

No Reino Unido, o Primeiro-Ministro Boris Johnson, tem dificuldade em decretar medidas coercivas por imperativo sanitário, visto o seu povo só admitir esta forma de autoridade em caso de guerra. Nos Estados Unidos, o Presidente Federal, Donald Trump, não tem poder para decretar a quarentena da população no conjunto do seu território, sendo esta questão da estrita competência dos Estados Federados. Ele é forçado a torcer os textos, entre as quais a famosa Stafford Disaster Relief and Emergency Assistance Act («A Lei Stafford de Assistência em Emergências e Alívio de Desastres-ndT»).

Fim da liberdade infinita do empresariado

No plano económico, não será possível continuar a seguir a teoria de Adam Smith «laissez-faire, laissez-aller» depois de se ter fechado compulsivamente todo o tipo de empresas, de restaurantes a estádios de futebol. Teremos que admitir limites à sacrossanta livre empresa.

A luta contra a pandemia lembrou-nos que o Interesse Geral pode justificar o questionar de qualquer actividade humana, seja ela qual for.

Disfunções

Por ocasião desta crise, percebemos igualmente as disfunções das nossas sociedades. Por exemplo, o mundo inteiro está consciente que a pandemia foi vivida primeiro na China, mas que este país a controlou e que levantou as medidas coercivas que havia tomado no início. No entanto, raros são os que sabem como os Chineses venceram o Covid-19.

A imprensa internacional ignorou os agradecimentos do Presidente Xi Jinping ao seu homologo cubano, Miguel Díaz-Canel, em 28 de Fevereiro passado. Ela não referiu, pois, o papel do Interferon Alfa 2B (IFNrec). Ele evocou, pelo contrário, o uso do fosfato de cloroquina, o qual já se utiliza contra o paludismo. Nada de nada também sobre o estado das pesquisas em matéria de vacinas. A China deverá estar a ponto de efectuar os primeiros ensaios em humanos no fim de Abril, sendo que o laboratório do Instituto de Pesquisa de Vacinas e Soros de São Petersburgo já finalizou cinco protótipos de vacina.

Estes esquecimentos explicam-se pelo egocentrismo das grandes agências de notícias. Quando acreditamos viver numa «aldeia global» (Marshall McLuhan), apenas somos informados acerca do microcosmo ocidental.

Este desconhecimento é explorado por grandes laboratórios ocidentais que se dedicam a uma concorrência desenfreada em matéria de vacinas e de medicamentos. Tudo se passa como nos anos 80. À época uma epidemia de «pneumonia de gays», identificada em 1983 como sendo a SIDA (AIDS-br), provocava uma hecatombe nos meios homossexuais de São Francisco e de Nova Iorque. Quando ela apareceu na Europa, o então Primeiro-ministro francês, Laurent Fabius, retardou a utilização do teste de despistagem dos EUA de modo a que o Instituto Pasteur tivesse o tempo preciso para desenvolver o seu próprio sistema e o patentear. Este escândalo de negócio graúdo provocou milhares de mortos suplementares.

A geopolítica após a pandemia

A epidemia de histeria que acompanha a do Covid-19 mascara a actualidade política. Quando a crise tiver terminado e as pessoas recuperarem a sua tranquilidade, o mundo será talvez bastante diferente. Na semana passada, mencionamos a ameaça existencial que o Pentágono fazia pairar sobre a Arábia Saudita e a Turquia, ambos destinados a desaparecer [1]. A resposta de um e do outro foi a de ameaçar os Estados Unidos com as piores calamidades —o colapso da indústria do petróleo de xisto pelo primeiro, uma guerra com a Rússia pelo segundo— ; duas apostas muito arriscadas. Estas ameaças são tão graves que elas devem receber rapidamente uma resposta, e não demorará provavelmente três meses.



[1] “Que alvo após a Síria ?”, Thierry Meyssan, Tradução Alva, Rede Voltaire, 11 de Março de 2020.



Ver original na 'Rede Voltaire'



É altura de Portugal pedir ajuda à China -- Médicos de Língua Portuguesa de Macau

 
Macau, China, 17 mar 2020 (Lusa) -- O presidente da Associação de Médicos de Língua Portuguesa de Macau (AMLPM) defendeu hoje à Lusa que esta é a altura de Portugal pedir ajuda à China para combater o surto de Covid-19.
 
 
"A Itália já pediu ajuda à China. Espanha já pediu ajuda à China. Portanto, eu penso que se calhar o Governo português, antes que seja tarde, vai precisar de equipamentos, que são insuficientes. Será uma altura apropriada também de pedir ajuda às autoridades chinesas", defendeu José Manuel Esteves.
 
"Porque a China está a ultrapassar este grande embate, que foi a epidemia no seu território. As fábricas estão a arrancar, estão a produzir os ventiladores, estão a produzir as máscaras, estão a produzir equipamentos de proteção aos milhões, mas a procura a nível mundial é muita e está na altura de Portugal se pôr na fila e tentar também ter acesso ao que é produzido" e que "vai fazer falta em Portugal dentro de uma semana ou dentro de duas semanas", salientou o cirurgião.
 
Uma das hipóteses poderá passar por utilizar o papel de Macau enquanto plataforma de cooperação sino-lusófona, mas a abordagem direta a Pequim poderá ser privilegiada.
 
"Se calhar utilizando a plataforma que é Macau ou se calhar abordando diretamente o Governo central da China. Obviamente penso que em Macau há uma predisposição da própria sociedade (...). Mas simultaneamente, parece que seria apropriado o próprio Governo de Portugal fazer um pedido de ajuda formal através dos canais diplomáticos à China para uma outra dimensão", explicou.
 
Afinal, frisou, o líder da AMLPM, Portugal pode vir a necessitar, mas, como disse, a concorrência para [garantir] essa ajuda vai ser enorme".
 
 
Hoje, o chefe do Governo de Macau anunciou que, a partir das 00:00 de quarta-feira (16:00 de terça-feira em Lisboa), só vai permitir a entrada na cidade aos residentes do território, da China continental, Hong Kong e Taiwan e aos trabalhadores não residentes de Macau.
 
Antes, na segunda-feira, as autoridades decidiram avançar para quarentena a quase todos aqueles que entrassem no território, de forma a conter casos importados, uma medida que entrara em vigor às 00:00 (16:00 de segunda-feira em Lisboa) e imposta a todos as pessoas que viajaram em países nos 14 dias anteriores à entrada no território, com exceção da China continental, Taiwan e Hong Kong.
 
Depois de 40 dias sem novos casos de Covid-19, Macau registou entre segunda-feira e hoje três novos casos importados, de Portugal, Espanha e Reino Unido.
 
Antes destas confirmações, Macau registava dez casos de infeção com o vírus da Covid-19, tendo todos já recebido alta hospitalar. Agora, são 13 o número de pessoas em Macau infetadas desde que o surto começou.
 
O coronavírus responsável pela pandemia da Covid-19 infetou mais de 180 mil pessoas, das quais mais de 7.000 morreram.
 
Das pessoas infetadas em todo o mundo, mais de 75 mil recuperaram da doença.
 
O surto começou na China, em dezembro, e espalhou-se por mais de 145 países e territórios, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.
 
Depois da China, que regista a maioria dos casos, a Europa tornou-se o epicentro da pandemia, com mais 67 mil infetados e pelo menos 2.684 mortos.
 
A Itália com 2.158 mortos registados até segunda-feira (em 27.980 casos), a Espanha com 491 mortos (11.191 casos) e a França com 148 mortos (6.663 casos) são os países mais afetados na Europa.
 
Face ao avanço da pandemia, vários países adotaram medidas excecionais, incluindo o regime de quarentena e o encerramento de fronteiras.
 
Em Portugal, a Direção-Geral da Saúde (DGS) elevou hoje número de casos confirmados de infeção para 448, mais 117 do que na segunda-feira, dia em que se registou a primeira morte no país.
 
JMC // JH

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https://paginaglobal.blogspot.com/2020/03/e-altura-de-portugal-pedir-ajuda-china.html

(Multimídia) Mais províncias chinesas ficam livres de casos de COVID-19

 

Chongqing, 15 mar (Xinhua) -- O Município de Chongqing, no sudoeste da China, tornou-se o mais recente em um grupo de regiões de nível provincial que reduziu a zero o número de pacientes com COVID-19.

Após se recuperar, o último paciente com COVID-19 em Chongqing, um homem de 52 anos, recebeu alta de um hospital no distrito de Changshou por volta das 11h da manhã, reportou a comissão municipal de saúde.

Chongqing que registrou um total de 576 casos confirmados do novo coronavírus, incluindo seis mortes, não relatou novas infecções por 19 dias consecutivos.

Na tarde do sábado, a Província de Hunan, no centro da China, também testemunhou seu último paciente com COVID-19 sair do hospital.

A paciente de sobrenome Liu recebeu um buquê de flores e tirou uma foto em grupo com médicos e enfermeiros depois de ser liberada de um hospital em Changsha, capital de Hunan.

Tanto Chongqing como Hunan são vizinhos da província mais atingida, Hubei, e enfrentaram árduas tarefas para impedir uma transmissão generalizada nas comunidades locais.

De acordo com uma contagem inicial da Xinhua, 11 regiões de nível provincial no continente chinês estão livres de novas infecções pelo coronavírus após seus últimos pacientes com COVID-19 receberem alta hospitalar.

As 11 regiões incluem Tibet, Qinghai, Xinjiang, Shanxi, Yunnan, Fujian, Jiangsu, Jiangxi e Anhui, além das mais recentes adições de Hunan e Chongqing.

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http://portuguese.xinhuanet.com/2020-03/15/c_138880437.htm

China envia mais especialistas para ajudar Irã a combater o coronavírus

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Hefei, 15 mar (Xinhua) - Mais dois especialistas voluntários enviados pela Cruz Vermelha da China partiram para o Irã no sábado à noite para ajudar o país a combater o surto do novo coronavírus, divulgaram fontes da Cruz Vermelha da Província de Anhui.

Os dois especialistas médicos do Primeiro Hospital Afiliado da Universidade de Ciência e Tecnologia da China em Hefei, capital provincial de Anhui, pegaram um voo da Mahan Air do Irã de Guangzhou para Teerã.

Eles se juntarão a outros cinco especialistas voluntários chineses que estão trabalhando no Irã desde 29 de fevereiro. Eles planejam ficar lá até 29 de março.

"Aproveitaremos a experiência da China para tratar pacientes no Irã e faremos nossa parte na luta do Irã contra o novo coronavírus", disse Wang Dongsheng, um dos dois especialistas. Ele trabalhou também em Wuhan, o epicentro do surto na Província de Hubei.

 

Ver original em "XINHUA Português" na ligação seguinte:

http://portuguese.xinhuanet.com/2020-03/15/c_138880127.htm

Covid-19: Médico leva paciente de 87 anos a ver o pôr-do-sol

As fotos do pôr-do-sol podem ser comoventes, embora alguns possam considerá-las um cliché.

No entanto, a imagem de um médico ao lado da cama de um paciente de 87 anos, gravemente doente, que foi levado para aproveitar a luz do dia, tornou-se popular nas redes sociais.

Foi a primeira vez que o paciente Covid-19 em Wuhan, província de Hubei – o centro do surto – teve a oportunidade de assistir a um pôr do sol do lado de fora da enfermaria durante seu mês de tratamento no Hospital Renmin da Universidade de Wuhan.

“O idoso ficou fechado na ala de isolamento por quase um mês, o que o deixou um pouco deprimido. Eu pensei que os raios do sol poderiam animá-lo ”, disse o seu médico, Liu Kai.

O médico disse que parou a cama do hospital, com rodas, do lado de fora no caminho de volta de uma tomografia computorizada na tarde de quinta-feira. O paciente foi internado em 9 de Fevereiro. Ele precisou de oxigénio e não teve vontade de conversar com ninguém, disse Liu. Mas, sob os cuidados do seu médico de 27 anos e dos seus colegas que foram ajudar Wuhan, a condição do paciente melhorou bastante.

Fonte: China Daily

A ideia de fazer uma pausa para apreciar o pôr do sol surgiu da parte do médico, e o paciente deu a sua aprovação.

“Desde que chegámos a Wuhan, trabalhamos em turnos o tempo todo. Eu também queria aproveitar o pôr do sol por um minuto que fosse ”, disse ele.

“Embora passássemos apenas cinco minutos do lado de fora, o humor do paciente melhorou e ele adormeceu logo depois de voltar.”

Enquanto a imagem ganhava popularidade na internet, os internautas chamavam de “a cena mais quente durante a epidemia” que haviam visto, com muitos expressando os seus melhores votos para os trabalhadores médicos e o paciente.

“O paciente, que também é violinista, agora está a recuperar e começa a cantar todos os dias”, disse Liu.

Fonte: China Daily

 

Ver original em 'Portal CASCAIS' na seguinte ligação:

https://www.portalcascais.pt/sociedade/cidadania-sociedade/covid-19-medico-leva-paciente-de-87-anos-a-ver-o-por-do-sol/

(Multimídia) Continuação das sanções dos EUA contra Venezuela em meio à pandemia vai contra o espírito humanitário, diz porta-voz chinês

 

Beijing, 14 mar (Xinhua) -- A prática dos Estados Unidos de prosseguir com as sanções contra a Venezuela enquanto países de todo o mundo estão lutando conjuntamente contra a pandemia da doença causada pelo novo coronavírus (COVID-19) vai contra o espírito humanitário básico, assinalou na sexta-feira o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Geng Shuang.

Geng fez as declarações durante uma entrevista coletiva ao comentar o discurso pronunciado na quinta-feira pelo presidente venezuelano, Nicolás Maduro, no qual disse que as sanções dos Estados Unidos afetaram gravemente os esforços domésticos de prevenção da epidemia na Venezuela e pediu que os Estados Unidos eliminem imediatamente as sanções injustas e ilegais contra seu país.

É bem sabido que as sanções americanas contra a Venezuela deterioraram gravemente a economia do país e a vida da população, causando problemas que incluem dificuldades para que o povo venezuelano obtenha serviços médicos, disse Geng.

Neste momento crítico em que os governos e povos do mundo estão combatendo conjuntamente a pandemia da COVID-19, a prática americana de continuar massacrando a Venezuela com suas pesadas sanções vai contra o espírito humanitário básico, indicou.

A China sempre apelou pela solução pacífica da questão da Venezuela através do diálogo o mais breve possível e a criação de condições para o desenvolvimento normal da Venezuela, disse Geng, acrescentando que a China se opõe à interferência nos assuntos internos de outros países, às sanções unilaterais e à chamada "jurisdição de braço longo".

"Pedimos que os Estados Unidos trabalhem com a comunidade internacional, deixem de interferir nos assuntos internos da Venezuela o mais rápido possível e eliminem as sanções unilaterais para beneficiar a paz, a estabilidade e o desenvolvimento da Venezuela", indicou Geng.

Ver original em "XINHUA Português" na ligação seguinte:

http://portuguese.xinhuanet.com/2020-03/14/c_138877630.htm

China e República da Coreia estabelecem mecanismo conjunto para lutar contra COVID-19

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Beijing, 14 mar (Xinhua) -- A China e a República da Coreia estabeleceram na sexta-feira um mecanismo conjunto de resposta e cooperação sobre a COVID-19 e realizaram a primeira videoconferência.

A missão é implementar o importante consenso alcançado pelos chefes de Estado dos dois países, fortalecer a comunicação e a colaboração bilaterais, coordenar os esforços de prevenção e controle dos dois países, a fim de conquistar uma pronta vitória sobre a epidemia em favor da saúde e bem-estar dos dois povos, e ao mesmo tempo manter e impulsionar os intercâmbios e a cooperação bilaterais.

O mecanismo será liderado pelos dois ministérios de Relações Exteriores e integrado pelas agências governamentais responsáveis pela saúde, educação, alfândegas, imigração e aviação civil.

Durante a videoconferência, os participantes elogiaram os esforços de controle em ambos os países e a cooperação entre seus departamentos correspondentes. Eles discutiram as prioridades e as medidas de cooperação concretas para o próximo passo e concordaram em reunir-se novamente em vista do desenvolvimento da epidemia.

 

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http://portuguese.xinhuanet.com/2020-03/14/c_138877470.htm

China contribuirá mais à batalha global contra COVID-19

 

Foto tirada em 28 de fevereiro de 2020 mostra suprimentos médicos doados pela comunidade local dos chineses ao centro de emergência em Piemonte, Itália. (Foto: Wang Hongxia/Xinhua)

Beijing, 13 mar (Xinhua) -- A China ampliará ainda mais a cooperação internacional e oferecerá ajuda a outros países e regiões em sua luta contra a doença causada pelo novo coronavírus (COVID-19), afirmou nesta quinta-feira Li Xingqian, funcionário do Ministério do Comércio, em uma entrevista coletiva online.

"Sempre recordaremos a sincera ajuda oferecida por outros países e organizações internacionais à China na árdua luta contra a epidemia", expressou Li.

"Enquanto supera suas próprias dificuldades, a China oferecerá assistência conforme a sua capacidade aos países pertinentes, especialmente aos países e regiões afetadas severamente pelo vírus".

A China ampliará ainda mais a cooperação internacional e regional e compartilhará com o mundo sua experiência na prevenção e controle da epidemia, reiterou Li.

O governo chinês continuará incentivando suas empresas a exportar máscaras e outros suprimentos médicos para fazer suas devidas contribuições para a batalha global contra a COVID-19, segundo o funcionário.

 

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http://portuguese.xinhuanet.com/2020-03/13/c_138873526.htm

“Covid-19: a falência de um sistema”

 

“Covid-19: a falência de um sistema”
Por Bruno GUIGUE
Nós teremos lido de tudo, visto tudo, ouvido tudo: “o regime chinês faliu”, a China está “à beira do abismo”, o ”sistema desaba”, Xi Jinping está “politicamente em perigo” e “caiu na armadilha”, a “ditadura está cambaleando”, o “totalitarismo está a abalar” e “admite o seu fracasso”, “nada será como dantes”.
Uma coisa é certa, de facto, nada será como dantes, por uma boa razão: a República Popular venceu claramente a epidemia em dois meses.
 
As aves agoirentas dirão que é falso, que os números são falsificados, que a epidemia pode aumentar. Mas especialistas internacionais dizem o contrário, e os factos falam por si. O número diário de novas infeções é agora 50 vezes maior no resto do mundo do que na República Popular da China. Dos 80.000 casos registados desde janeiro neste país, 70.000 pacientes já estão curados. As restrições de viagem estão sendo gradualmente suspensas e a atividade económica está aumentando.
Entendemos que essa realidade entristece os inimigos da China que pululam nos media do mundo “livre”, mas vai ser é necessário que o façam. A China conseguiu o que nenhum país jamais conseguiu: vencer uma epidemia pela mobilização massiva da sociedade e do Estado.
Depois de assinalar o vírus à OMS em 31 de dezembro de 2019, a China iniciou a batalha. Sem precedentes na história, o confinamento de 50 milhões de pessoas desde 23 de janeiro, abrandou a propagação da epidemia. Aparecendo de mascara na televisão em 8 de fevereiro, o presidente Xi decretou “uma guerra do povo contra o novo demônio”.
Dezenas de milhares de voluntários afluíram a Hubei, dezenas de hospitais foram construídos em poucas semanas, milhares de equipas foram enviadas para rastrear contatos entre os doentes e quem os envolvia. Apenas um exemplo: no final das festividades do Ano Novo Chinês, 860.000 pessoas regressaram a Pequim. O governo ordenou que ficassem em casa por duas semanas e o município mobilizou 160.000 guardas para garantir o cumprimento dessa ordem.
Se a epidemia está recuando, não é porque fizessem rodar os moinhos de orações, é porque o povo chinês fez esforços gigantescos.
Na Europa critica-se a China, tergiversa-se, “privilegia-se a economia” e, enquanto isso, a pandemia espalha-se. Em 2009, o vírus H1N1, que apareceu no México e nos EUA, infetou 1.600.000 pessoas e matou 284.000 em todo o mundo. Washington brilhou pela sua nulidade no tratamento dessa pandemia, e os media ocidentais olharam para o lado. Hoje, teremos que admitir que o nosso sistema está inoperante, enquanto o socialismo chinês demonstrou novamente a sua superioridade. Porque para combater tal ameaça, ainda é necessário ter um Estado. Mas onde está a nosso? A saúde pública é a sua prioridade? Seria capaz de construir novos hospitais, agora mesmo que está empenhado em destruir os que existem?
Num país onde a propriedade pública é negativa, onde os serviços públicos foram privatizados e desmantelados, onde o Estado é um refém voluntário dos meios financeiros, seriamos capazes de efetuar 10% do que os chineses têm feito? É verdade que em Pequim não se aplicam as regras neoliberais, os bancos obedecem ao governo, os bens públicos pesam 50% da riqueza nacional, o Estado obriga-se a cumprir e é julgado por 800 milhões de Internautas, quanto à sua capacidade de resolver os problemas, ele sabe que é responsável pelo interesse nacional, que o seu mandato só será renovado se provar com factos e não com palavras. Ditadura totalitária, este sistema?
Estranha ditadura, onde o debate é permanente, os erros denunciados, as manifestações frequentes, as instituições sujeitas a críticas. Será um regime totalitário, porque compele populações inteiras a uma contenção maciça que, segundo todos os especialistas, é a única medida eficaz? É sem dúvida um sistema imperfeito, mas funciona e tem em conta os seus erros. Enquanto no nosso país, a autossuficiência substitui a autocrítica, o denigrimento do outro substitui a responsabilidade e o blá-blá-blá permanente a ação eficaz.
O editorialista do “Le Monde”, esse corifeu da ciência, tem toda a razão: “é a falência de um sistema”. Salvo que o sistema em falências não é o que pensamos.

Ver o original em As palavras são armas (clique aqui)

Trens de carga China-Europa mantêm operação estável apesar da epidemia

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Nanjing, 12 mar (Xinhua) -- Apesar do surto do novo coronavírus, os trens de carga China-Europa mantêm a operação estável, levando produtos a granel para o exterior, informaram as autoridades aduaneiras chinesas.

Com US$ 3,8 milhões em carga, um trem cheio de eletrodomésticos e peças de automóveis partiu para Moscou no sábado, segundo a Alfândega de Nanjing, na Província de Jiangsu, no leste da China.

Em 2020, os trens de carga China-Europa já fizeram mais de 200 viagens na Província de Jiangsu, um aumento anual de 30%. Os vagões que deixaram a cidade de Lianyungang transportaram mais de 10 mil contêineres padrão nos primeiros dois meses.

"Com alto nível de mecanização e sem contato direito entre as pessoas, os trens de carga têm vantagens nas exportações durante a epidemia", disse Zhang Fan, diretor-geral de uma empresa de frete na província.

"Criamos guichês de atendimento e canais verdes especiais para os trens China-Europa, para garantir que não haja nenhum atraso no transporte em meio ao surto do vírus", disse Wang Shoujun, um funcionário da Alfândega de Nanjing.

Nos primeiros dois meses deste ano, 1.132 viagens de trens de carga China-Europa foram feitas, alta anual de 6%, de acordo com a Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma.

Iniciado em 2011, esse serviço ferroviário é uma parte significativa da Iniciativa do Cinturão e Rota para impulsionar o comércio sino-europeu. Fim

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http://portuguese.xinhuanet.com/2020-03/12/c_138870760.htm

China divulga diretrizes sobre prevenção e controle da COVID-19 nas escolas

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Beijing, 12 mar (Xinhua) -- A China lançou uma série de diretrizes sobre a prevenção e controle da doença causada pelo novo coronavírus (COVID-19) em jardins de infância, escolas primárias e secundárias e instituições de ensino superior, de acordo com o Ministério da Educação da China.

As diretrizes incluem o conhecimento básico do vírus, a construção de sistemas de prevenção e controle da epidemia nas escolas e o trabalho de prevenção e controle da epidemia nas escolas antes e depois da reabertura.

Iniciadas pelo ministério com o objetivo de orientar científica e meticulosamente as escolas para prevenir e controlar o vírus, as diretrizes foram divulgadas pela Editora Médica do Povo e podem ser baixadas online gratuitamente.

As diretrizes também estão disponíveis no site oficial do ministério (www.moe.gov.cn) e em sua conta oficial do WeChat (jybwb). Fim

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http://portuguese.xinhuanet.com/2020-03/12/c_138870570.htm

China regista número mais baixo de novos casos desde que há registo

 
 
Pequim, 12 mar 2020 (Lusa) - A China registou hoje 15 novos casos de infeção pelo Covid-19, o número mais baixo desde que iniciou a contagem diária, em janeiro, numa altura em que outros países lidam com novos focos do surto.
 
Até à meia-noite de quarta-feira (16:00 em Lisboa), o número de mortos na China continental, que exclui Macau e Hong Kong, subiu em 11, para 3.169. No total, o país soma 80.793 infetados.
 
A Comissão Nacional de Saúde informou que 62.793 pessoas receberam alta após terem superado a doença, até à data, restando 14.831 em tratamento.
 
Dez das onze mortes ocorreram na província de Hubei, epicentro da epidemia, onde surgiram também 8 dos 15 novos casos detetados a nível nacional.
 
Esses oito casos foram detetados na capital de Hubei, a cidade de Wuhan, de onde o vírus é originário, e sob quarentena desde 23 de janeiro passado.
 
No total, Hubei soma 3.056 mortes e 67.781 casos de infeção, a maioria a nível mundial.
 
Nas últimas 24 horas, foram detetados seis casos "importados" de fora do país, incluindo três na província de Guangdong, adjacente a Macau.
 
Segundo dados oficiais, 677.243 pessoas que tiveram contacto próximo com os infetados foram monitorizadas clinicamente desde o início do surto, entre as quais 13.701 ainda estão sob observação.
 
Uma das prioridades das autoridades chinesas é agora "protegerem-se contra a importação" de infeções de outros países, à medida que Itália, Irão ou Coreia do Sul lidam com um rápido aumento no número de infetados.
 
O surto de Covid-19 foi detetado em dezembro, na China, e já provocou mais de 4.500 mortos, entre mais de 124 mil pessoas infetadas numa centena de países e territórios.
 
JPI // JMC

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(Multimídia) Wuhan fecha todos os 16 hospitais temporários

 

 

Wuhan, 11 mar (Xinhua) -- Os últimos dois hospitais temporários em Wuhan, capital da província central chinesa de Hubei e epicentro do surto de coronavírus, foram fechados nesta terça-feira, marcando a desativação de todos os 16 hospitais temporários da cidade.

O último grupo de 49 pacientes saiu do hospital temporário de Wuchang às 15h30 do mesmo dia.

O hospital temporário, instalado no Estádio Wuchang Hongshan, entrou em funcionamento em 5 de fevereiro. Equipado com 784 leitos, recebeu um total de 1.124 pacientes, dos que 833 receberem alta e 291 foram transferidos para outros hospitais.

Outro hospital temporário que foi aberto nas proximidades em 14 de fevereiro também foi fechado à tarde nesta terça-feira após 26 dias de operação.

Com tratamento de medicina tradicional chinesa, o hospital improvisado no distrito Jiangxia de Wuhan foi instalado em um centro esportivo. Recebeu um total de 564 pacientes, 392 dos quais receberam alta após a recuperação.

Para tratar pacientes com sintomas leves e isolar a fonte de infecção, Wuhan converteu lugares públicos, como centros de exposições e ginásios, em 16 hospitais temporários.

Wang Chen, vice-presidente da Academia Chinesa de Engenharia e presidente da Academia Chinesa de Ciências Médicas, disse que a adaptação dos hospitais temporários demandou de um investimento mínimo de recursos e permitiu a expansão da capacidade de tratamento e atendimento de mais pacientes em um período reduzido de tempo.

Zhang Boli, membro da Academia Chinesa de Engenharia, disse que o fechamento de todos os hospitais temporários em Wuhan sugere que estas instalações terminaram suas tarefas históricas na batalha contra o coronavírus.

Os 16 hospitais temporários em Wuhan receberam um total de 13.000 pacientes e desempenharam um papel eficaz, acrescentou Zhang.

Uma paciente da COVID-19 abraça um profissional médico para se despedir, em um hospital temporário convertido do Estádio Wuchang Hongshan em Wuhan, em 9 de março de 2020. (Xinhua/Shen Bohan)

Funcionários limpam um hospital improvisado fechado em Wuhan, em 8 de março de 2020. (Xinhua/Xiao Yijiu)

 

 

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China faz progressos no combate ao coronavírus e ‘luta continua árdua’, diz Xi Jinping

Presidente chinês Xi Jinping visita a cidade de Wuhan pela primeira vez desde o cerco imposto para quarentena à área de origem do novo coronavírus

 

247 - Em visita nesta terça-feira (10) à cidade de Wuhan, onde se originou a epidemia, o secretário-geral do Comitê Central do Partido Comunista da China e presidente da República, Xi Jinping, pediu firmes, sólidos e meticulosos esforços de prevenção e controle.

O líder chinês disse que, graças ao trabalho árduo, a situação em Hubei e Wuhan tem mostrado mudanças positivas com progresso importante, mas a tarefa de prevenção e controle continua árdua, informa Xinhua.

Xi ressaltou que é necessário continuar a assumir a prevenção e o controle da epidemia como uma tarefa de importância primordial.

Elogiando os moradores de Wuhan, o presidente destacou que a tendência positiva no controle epidêmico não poderia ser conquistada sem seu sacrifício, devoção, perseverança e esforços.

Com suas ações concretas, os moradores de Wuhan demonstraram a força e o espírito da China, bem como o amor do povo chinês por sua família e nação, o que lhes permite permanecer unidos nos bons e maus momentos, disse Xi.

No Hospital Huoshenshan, a primeira escala de sua inspeção, Xi elogiou os profissionais de saúde como "os anjos mais belos" e "mensageiros de luz e esperança".

Os profissionais de saúde na linha de frente assumiram as missões mais árduas, manifestou Xi, chamando-os de "pessoas mais admiráveis na nova era" que merecem os mais altos elogios.

O presidente chinês conversou com os pacientes no hospital através de vídeo e expressou seus votos para sua rápida recuperação.

"Todas as medidas de prevenção e controle tomadas pelo Comitê Central do PCC contra o novo coronavírus têm como objetivo evitar a infecção de mais pessoas e salvar a vida de mais pacientes", ressaltou ele.

 

Ao se reunir com os representantes médicos no hospital, Xi salientou que a propagação do vírus foi basicamente controlada em Hubei e Wuhan, e atribuiu a conquista aos esforços de todo o Partido, de todo o país e de toda a sociedade.

"Mas vocês são os maiores heróis", disse Xi aos médicos.

Saindo do Hospital Huoshenshan, o líder chinês foi a um condomínio residencial. As pessoas em quarentena em casa acenaram para ele de suas varandas e janelas. Xi acenou de volta e expressou seus cumprimentos.

O presidente ressaltou a importância das comunidades na prevenção e controle da epidemia, exigindo que as organizações e membros do Partido na base desempenhem seus papéis-chave na contenção da propagação do vírus nas comunidades.

Ele enfatizou que confia rigorosamente no povo para vencer a guerra popular contra a epidemia.

Após a inspeção de campo, Xi presidiu uma teleconferência e fez um discurso importante.

O presidente afirmou que, desde o início do surto, o Comitê Central do PCC tomou as medidas mais abrangentes, mais rigorosas e mais completas de prevenção e controle para conter resolutamente a disseminação do vírus em Wuhan e Hubei.

"O sucesso inicial foi alcançado na estabilização da situação e na inversão da maré", disse ele.

Xi destacou que o tratamento médico deve ter prioridade máxima com o fim de melhorar a taxa de recuperação e reduzir a mortalidade na maior medida, sob o princípio de tratamento científico e direcionado.

Observando que a luta contra o vírus está em um momento crítico, o presidente ressaltou a importância de prevenir ainda mais a disseminação e a exportação de casos.

Ele pediu mais compreensão e tolerância para as pessoas em Hubei e Wuhan, já que algumas estão à flor da pele após muito tempo em auto-quarentena, bem como esforços para garantir o fornecimento de suas necessidades diárias.

A epidemia não afetará os fundamentos do desenvolvimento econômico estável, sólido e de longo prazo de Hubei, garantiu Xi, incitando a implementação de políticas e medidas para ajudar as empresas, estabilizar o emprego e criar mais postos de trabalho.

Chamando a resposta ao vírus de "teste" para o sistema e a capacidade de governança da China, que trouxe experiência e lições, Xi exigiu esforços para corrigir as deficiências e os elos fracos o mais rápido possível.

O presidente chinês exigiu que as organizações, membros e funcionários do Partido assumam responsabilidades, adotem sólidas medidas de prevenção e controle e melhorem suas capacidades neste teste.

Xi Jinping visita Wuhan, onde começou a epidemia de coronavírus

 

 

247 - Em visita a Wuhan, onde se iniciou o surto de coronavírus, o presidente Xi Jinping se reúne nesta terça-feira (10) com pessoal médico da linha de frente, militares, voluntários, policiais, pacientes e moradores.

A cidade da região central do país, capital da província de Hubei, está totalmente isolada desde 23 de janeiro.

Nesta terça, a China registrou apenas 19 novos casos do coronavírus, o menor número desde que o governo começou a informar sobre as infecções, no dia 21 de janeiro, segundo a Comissão Nacional de Saúde.

 

O dado evidencia que a China está obtendo êxitos no controle da doença. Cerca de 70% de todos os infectados já foram curados.

Informações doG1

Xi Jinping vai a Wuhan inspecionar medidas que estão sendo tomadas contra novo coronavírus

Médicos protegidos verificam registros de paciente no hospital de Jinyintan em Wuhan, o epicentro do novo surto de coronavírus, na província de Hubei, China, 13 de fevereiro de 2020
© REUTERS / China Daily

O presidente da China, Xi Jinping, chegou nesta terça-feira (10) à cidade de Wuhan, epicentro da epidemia do novo coronavírus.

Segundo o jornal Global Times publicou no Twitter, Xi Jinping vai conduzir uma inspeção das medidas que estão sendo tomadas na província de Hubei e sua cidade, Wuhan, para controlar a epidemia do COVID-19.

Xi se reunirá com autoridades e moradores locais, além de agentes comunitários, médicos e membros do Exército da China, que estão dando apoio na luta contra a propagação da doença.

 

Presidente chinês Xi Jinping chega a Wuhan para trabalhar no controle epidêmico da COVID-19

O presidente chinês chega a Wuhan no momento em que a epidemia de COVID-19 no país tende a diminuir, com apenas 19 novos casos detectados em um dia e 17 mortes (todas na província de Hubei).

As autoridades de Wuhan já desmontaram a maioria dos hospitais temporários construídos na fase mais aguda da propagação e planejam fechar o restante ainda nesta semana.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/asia_oceania/2020031015312978-xi-jinping-vai-a-wuhan-inspecionar-medidas-que-estao-sendo-tomadas-contra-novo-coronavirus/

Testes clínicos de remédios para COVID-19 estão sendo realizados estavelmente, diz especialista chinês

 

 

Wuhan, 4 mar (Xinhua) -- Os testes clínicos de medicamentos com possíveis efeitos positivos contra a doença do novo coronavírus (COVID-19) estão sendo conduzidos estavelmente, e a China está disposta a compartilhar os resultados com o mundo, disse um especialista médico chinês nesta quarta-feira.

O teste para o remédio anti-HIV Lopinavir terminou, e os médicos chineses compartilharão os resultados com a Organização Mundial da Saúde e a comunidade internacional o mais cedo possível, disse o especialista em doença respiratória Cao Bin em uma coletiva de imprensa.

"Dois testes para Remdesivir estão sendo conduzidos com sucesso, e assim que terminarmos os testes estaremos muito felizes por compartilhar os dados com a comunidade internacional", disse Cao, que está liderando o programa de Remdesivir.

Ver original em "XINHUA Português" na ligação seguinte:

http://portuguese.xinhuanet.com/2020-03/04/c_138843322.htm

Sinofobia, ou o medo ocidental de encarar a China

 
 
Quarentena chinesa contra a epidemia impactou indústrias, bolsas de valores e comércio em todo o mundo. Ao mostrar-se frágil, país evidenciou ao Ocidente, ainda racista e desinformado, sua força e liderança global
 
Fernanda Ramone | Outras Palavras
 
Foi preciso a China adoecer, em passagem para a celebração do Ano Novo, para, aos poucos, surgir a percepção da elevada temperatura das relações de interdependência financeira, comercial, tecnológica e social que temos, enquanto países, da China.
 
A sinofobia manifestou-se, em primeiro plano, nas preocupações com as cifras, com as bolsas de valores, com os danos e fissuras monetárias. Seguiram-se críticas à construção de um hospital colossal em tempo recorde (aos olhos do ocidente acidental), e depois palpites em relação às medidas de quarentena. Tardou o olhar humano para a China, a oferta de qualquer apoio de solidariedade, que eventualmente acabou por surgir, antes que fosse tarde.
 
A epidemia alastrou-se aos meandros mais subtis dos desavisados – nem todos percebiam, até então, a dimensão da presença chinesa no seu quotidiano. A noção foi-se alterando, passando das camadas dos atingidos pelo “Made in China”, ou seja, todos aqueles consumidores de componentes, produtos, peças e artefatos que o país produz sem a tecnologia de ponta, chegando e afetando também os que consomem o “Created in China”, a produção desenvolvida com tecnologia chinesa e que abastece o mundo – as montadoras de automóveis, de celulares, de placas solares, as indústrias e fábricas em geral, que deixaram de conseguir entregar o produto final em função da paralisação da exportação. Com o país em quarentena, sem conseguir fabricar, deixaram de importar.
 
Em Madrid, a ausência da China levou ao cancelamento da maior feira de exibição de telefonia – sem a presença do país o cenário se esvaíra. Na Berlinale, o Festival de Cinema de Berlim, a indústria cinematográfica evidencia a força da influência da China – 118 empresas chinesas cancelaram a sua presença. E o mesmo aconteceu com a Suécia, Malásia, Japão, Suíça, Taiwan, Uzbequistão, que também não vão. E não se trata de ficção.
 
 
Realidade: já não se vive sem a China. Este ímpeto da presença e das conquistas chinesas são essenciais, ensinam-nos, através da crise, o valor daquilo que é invisível aos olhos. Os chineses superaram a SARS, em 2003, e estabeleceram-se manifestações de afeto público como legado – foi após o período de quarentena de inverno a que os estudantes foram submetidos que desabrocharam pelas ruas da capital de mãos dadas e beijinhos na face.
 
 
Em tempos mais remotos, 1899, Pequim sofreu com a epidemia de malária. Acreditava-se que a cura podia acontecer com sopa de pó de osso de dragão, pura mitologia para, na teoria, sugerir a ingestão de escapulas de boi e de partes internas da casca de tartaruga. A busca pelos cascos e as escavações levaram à origem das adivinhações, aos ossos-oráculos, encontrando-se um novo sítio arqueológico na cidade de Anyang, na província de Henan.
 
A China ensina, se regenera na própria tradição, se reinventa, mesmo com uma população de mais de um bilião. Os ossos-oráculos do século XXI provavelmente trarão uma nova concepção em relação ao modo como nos passaremos a relacionar com este país.
 
Os métodos, percalços e desafios que a própria nação terá de enfrentar em relação a questões como a disseminação de dados, de informações na conjuntura nacional e internacional, de modo a amadurecer e assumir o seu papel de protagonismo nesta Era de maior influência oriental, são fundamentais.
 
É fundamental a construção da sua imagem no século XXI, condizente com a sua autoprojeção de liderança, de Império do Meio, entretanto saindo da centralidade. A China precisa assumir o seu protagonismo e os seus desafios. Sim, a China, esse país milenar, habituado a caminhar o caminho do meio  – LaoZi – 老子, filósofo, velho mestre, cuja premissa filosófica estabelece a sua virtude, através de sua manifestação de mundo na via do mundo do que há de mais profundo na realidade.
 
Em miúdos, o país e sua população tinha a consciência histórica e um profundo sentimento nacionalista o descompasso se dava na comunicação, no expressar deste patriotismo desmedido ao mundo cá de fora.
 
Os chineses partem da premissa de que também os outros conheçam a grandeza do seu legado. Há ainda as próprias adaptações geracionais, ou seja, para aos antigos prevalece o comportamento ou a postura de modéstia diante da sabedoria, do conhecimento, a cultura do 哪里哪里( nălı nălí – resposta que se dá quando se recebe um elogio, por exemplo, e que traduzido à letra pode significar “é muito generoso da sua parte”). Já os millenialls, o contrário, a exacerbação das próprias qualidades, a autopromoção, o dizer muito, a eloquência.
 
Para ser acolhida, a China precisa de ser entendida nos momentos de crise e de fragilidade. Se isso não acontecer, continuaremos a ampliar a distância, a não compreensão. Não se trata de uma leitura simples, em especial tendo em conta a ainda muito presente supremacia das ideias e formação intelectual, artística, académica europeias e anglosaxónicas.
 
O sinofuturismo, esse movimento de compreender e reconhecer a presença da China como país de liderança e que dita as direções no cenário internacional atual, se aproxima latente e presente, impactando nas redes – redes de pessoas, redes sociais, de relacionamentos e transações transnacionais. A impactar e pontuar também em nós está o modo de operar chinês neste nosso tempo, nesta segunda fase da revolução tecnológica.
 
A quarentena chinesa é um tempo de repouso para que o mundo consiga respirar e se alinhar com o que já é a realidade no país. É curioso que tenham precisado de se mascarar para assim fazer o mundo notar o tamanho da intoxicação em pejorativos, em manifestações de racismo (oriental) e em antigos e ultrapassados achismos a que o ocidente se habitou a acreditar. A China é uma potência mundial, mas foi preciso mostrar-se frágil para evidenciar a sua força.
 
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Ver o original em 'Página Global' na seguinte ligação:

https://paginaglobal.blogspot.com/2020/03/sinofobia-ou-o-medo-ocidental-de.html

Batalha da China contra COVID-19 dá três importantes lições, diz revista

Beijing, 3 mar (Xinhua) -- Os esforços da China para conter a epidemia da COVID-19 fizeram uma grande diferença e dão três importantes lições para o mundo, disse a revista The Economist.

Como a doença do novo coronavírus está se espalhando para mais países, o que ela causa depende "muito do que os governos escolhem fazer, como a China mostra", disse a revista em um artigo principal.

Antes que o vírus se espalhasse muito para fora da Província de Hubei, centro da China e epicentro do surto, a China impôs a maior quarentena na história, fechando fábricas, interrompendo transportes públicos e instruindo o povo a ficar dentro de casa, notou o artigo.

"A ação elevou a consciência e mudou o comportamento", observou. "Sem ela, a China já teria registrado muitos milhões de casos e dezenas de milhares de mortes."

Mesmo que muitos países não possam copiar exatamente a China, "a sua experiência oferece três lições importantes -- conversar com o público, desacelerar a transmissão da doença e preparar sistemas da saúde para um aumento na demanda", indicou o artigo.

"A melhor hora para informar as pessoas sobre a doença é antes da epidemia", disse o artigo, acrescentando que até tentativas bem-intencionadas de aliviar a verdade são autoderrotistas, "porque elas espalham desconfiança, rumores e, finalmente, medo".

"Agora é o momento para persuadir os futuros 80% dos casos leves a ficar em casa e não correr para o hospital", sugeriu o artigo, notando que a experiência da China indica que cerca de 80% dos casos detectados serão leves.

"A segunda lição da China é que os governos podem retardar a propagação da doença", apontou o artigo. "Atenuar o pico da epidemia significa que os sistemas da saúde estão menos sobrecarregados, o que salva vidas."

"Quando os países tiverem menos casos, eles podem seguir cada um deles, rastreando os contatos e os isolando", notou o artigo.

Mas quando a doença está se espalhando na comunidade, "os governos precisam se preparar para o momento em que eles mudarão para o distanciamento social, o que pode incluir cancelamento de eventos públicos, fechamento de escolas, dessincronização de horas de trabalho e outros", sugeriu o artigo.

"A terceira lição é preparar os sistemas da saúde para o que está por vir", disse o artigo.

"Os hospitais precisam de suprimentos de roupões, máscaras, luvas, oxigênio e medicamentos", notou ele. "Eles precisam de um esquema para como reservar enfermarias e andares para pacientes da COVID-19, como agir se profissionais médicos ficarem doentes e como escolher entre os pacientes se estiverem sobrecarregados."

Notando que o vírus testará tanto os países ricos quanto em desenvolvimento, o artigo disse que como a China já comprou tempo para os governos se prepararem, "eles devem usá-lo."


Ver original em "XINHUA Português" na ligação seguinte:

http://portuguese.xinhuanet.com/2020-03/03/c_138839926.htm

Mais de 10 mil médicos militares trabalham na linha de frente da luta contra a COVID-19

Beijing, 2 mar (Xinhua) -- Quase 3 mil leitos foram montados por 63 hospitais militares designados para tratar pacientes com a doença do novo coronavírus (COVID-19), com mais de 10 mil médicos militares trabalhando na linha de frente, disse uma autoridade militar nesta segunda-feira.

Até domingo, os hospitais designados das forças armadas e as equipes médicas militares enviadas para a Província de Hubei, epicentro do surto, haviam tratado 4.450 pacientes da COVID-19, com 1 mil curados, disse Chen Jingyuan, um funcionário de saúde do Departamento de Apoio Logístico da Comissão Militar Central, em uma coletiva de imprensa em Beijing.

Três hospitais liderados pelos militares em Wuhan, capital de Hubei, trataram 3.467 casos graves da COVID-19 e curaram 689 pacientes, disse Chen.

Ao adotar um tratamento científico, os médicos militares deram importância à autoproteção, sem nenhuma infecção encontrada até agora, acrescentou Chen.

O Hospital Huoshenshan, um importante hospital temporário e um dos três hospitais liderados pelos militares em Wuhan, está funcionando bem, disse Chen.

Até domingo, deram entrada no hospital 1.597 pacientes com COVID-19, dos quais 611 tiveram alta após a recuperação.

O hospital tem aumentado sua capacidade de tratar casos graves. Além de duas seções de terapia intensiva, seções para casos comuns também começaram a aceitar pacientes graves, disse ele. Fim

Ver original em "XINHUA Português" na ligação seguinte:

http://portuguese.xinhuanet.com/2020-03/02/c_138835694.htm

China e Cuba estão juntas na luta contra o novo coronavírus

 

247 -.Os presidentes da China, Xi Jinping, e de Cuba, Miguel Díaz-Canel, estão juntos no combate à epidemia do novo coronavírus.

Xi disse que depois do início do surto da doença do coronavírus, Raúl Castro, primeiro-secretário do Comitê Central do Partido Comunista de Cuba, e Díaz-Canel manifestaram imediatamente sua solidariedade com o gigante asiático. O presidente cubano também realizou uma visita especial à embaixada chinesa em Cuba para expressar apoio à China.

Isso, apontou o presidente chinês, demonstra totalmente a profunda amizade tradicional entre China e Cuba.

 

De acordo com as diretrizes profissionais propostas pela Organização Mundial da Saúde (OMS), Cuba manteve intercâmbios e cooperações normais entre os dois países, o que significa respeito e apoio aos trabalhos de prevenção e controle da China, destacou Xi.

A China aprecia altamente o entendimento e o apoio do lado cubano e do presidente cubano aos esforços do país contra a epidemia, acrescentou, segundo informa a Xinhua.

Equipe China-OMS aponta resultados notáveis no bloqueio da transmissão homem-a-homem da COVID-19

 

 

Beijing, 25 fev (Xinhua) -- As respostas de saúde pública sem precedentes da China ao surto da COVID-19 produziram resultados notáveis no bloqueio da transmissão do vírus de humano para humano, prevenindo ou retardando centenas de milhares de casos, avaliou uma equipe composta por especialistas da China e da Organização Mundial da Saúde (OMS).

A avaliação foi apresentada em uma entrevista coletiva nesta segunda-feira em Beijing, depois que a equipe de 25 membros realizou uma viagem de pesquisa de campo de nove dias em Beijing, Guangdong, Sichuan e Hubei.

A China também desempenhou um papel muito importante na proteção da comunidade internacional, ganhando um tempo precioso para outros países adotarem medidas ativas de prevenção e controle e proporcionando-lhes uma valiosa experiência, disse a equipe.

A China está tomando medidas prudentes, faseadas e ordenadas para restaurar gradualmente a ordem nos setores social, econômico, educacional e de saúde, assinalou a equipe, acrescentando que outros países devem reavaliar rapidamente as medidas tomadas em relação à China.

Observando que este coronavírus é um novo patógeno, a equipe disse que são necessárias mais informações para entender melhor a dinâmica da infecção e a gravidade da doença, acrescentando que o trabalho global de prevenção e controle ainda enfrenta sérios desafios.

A equipe aconselhou os países a tomar medidas ativas de monitoramento, buscando realizar de forma precoce a detecção, o diagnóstico, a quarentena e o tratamento, além de rastrear estreitamente e colocar em quarentena os contatos próximos.

Países com casos importados ou com um aumento de casos são aconselhados a ativar imediatamente os planos nacionais de emergência para garantir que os governos de todos os níveis tomem as medidas de intervenção necessárias para bloquear a disseminação.

Segundo a equipe, os países devem estar preparados e elaborar planos de resposta emergencial e adotar medidas mais rígidas se for necessário.

Também pediu aos países que fortaleçam o intercâmbio de informações sobre a epidemia e permaneçam unidos para lidar em conjunto com os desafios trazidos pela COVID-19.

Ver original em "XINHUA Português" na ligação seguinte:

http://portuguese.xinhuanet.com/2020-02/25/c_138816548.htm

China não é "cordeiro silencioso" diante de insultos e difamações maliciosas, diz porta-voz

 

 

Beijing, 25 fev (Xinhua) -- Diante de insultos e difamações maliciosas, a China não será um "cordeiro silencioso", declarou nesta segunda-feira Zhao Lijian, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, citando um recente artigo do The Wall Street Journal.

Zhao fez as observações em uma coletiva de imprensa ao responder sobre o artigo depreciativo do jornal insultando a China.

De acordo com notícias, 53 funcionários do jornal enviaram recentemente um email aos seus executivos de alto escalão, pedindo que o título do artigo "China is the real sick man of Asia" (A China é o verdadeiro doente da Ásia) fosse revisto e um pedido de desculpas fosse dado aos ofendidos.

No entanto, um porta-voz do The Wall Street Journal afirmou que a posição do jornal não havia mudado.

"Há apenas um The Wall Street Journal no mundo, e se o jornal insiste em seguir seu próprio caminho, deve assumir as consequências", disse Zhao.

Ver original em "XINHUA Português" na ligação seguinte:

http://portuguese.xinhuanet.com/2020-02/25/c_138816471.htm

Chineses dizem ter desenvolvido vacina oral contra o coronavírus

Médicos em trajes de proteção inspecionam imagem de tomografia computadorizada em hospital no município chinês de Yunmeng, em Hubei, a província mais atingida pelo novo surto de coronavírus, em 20 de fevereiro de 2020
© REUTERS / Comunicação Científica NEXU

Grupo de pesquisadores da Universidade de Tianjin, na China, informaram ter desenvolvido vacina oral contra a doença causada pelo coronavírus, a COVID-19. A vacina, à base de levedura de cerveja, pode ser facilmente produzida em larga escala.

Nesta terça-feira (25), um grupo de pesquisadores da Universidade de Tinajin, na China, afirmou ter desenvolvido com sucesso uma vacina oral contra a COVID-19, informou o jornal Global Times.

O coordenador da pesquisa, professor Huang Jinhai, teria tomado quatro doses da vacina sem apresentar nenhum efeito colateral.

A universidade publicou um informe, no qual explica que a vacina reforça a defesa imunológica das mucosas nasal e oral.

A vacina foi desenvolvida à base de saccharomyces cerevisiae, ou levedura de cerveja. Por isso, ela pode ser produzida em larga escala, informou a universidade.

"A vacina tem um nível muito alto de segurança, é fácil de usar e pode ser rapidamente produzida em larga escala", disse Huang.

O professor acrescentou que o remédio também poderia ser aplicado como tratamento em pessoas já infectadas pelo coronavírus.

A equipe de Huang está procurando parceiros interessados em desenvolver os testes clínicos e acelerar o processo de verificação para disseminar o uso da vacina, informou o jornal.

A epidemia da doença COVID-19 teve início na cidade chinesa de Wuhan, na província de Hubei, e instou a comunidade médica e científica a buscar uma vacina contra o coronavírus causador da doença.

Duas drogas antivirais voltadas para pacientes infectados com o coronavírus estão em processo de testes. Um dos tratamentos combina duas drogas utilizadas contra o vírus do HIV, lopinavir e ritonavir, com a droga remdesivir, informou a Organização Mundial da Saúde.

Até esta terça-feira, as autoridades sanitárias chinesas reportaram mais de 80.000 casos de infecção por coronavírus no mundo, tendo 2.699 deles sido fatais. Além disso, perto de 40% dos indivíduos infectados já teriam se curado, ou seja, 27.671 pacientes.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/asia_oceania/2020022515261057-chineses-dizem-ter-desenvolvido-vacina-oral-contra-o-coronavirus/

Secretário Geral da ONU elogia povo chinês por 'contribuir para o bem da humanidade'

 António Guterres, Secretário-geral da ONU

247 -Em visita à sede da Organização Mundial da Saúde (OMS), o secretário geral da ONU, António Guterres, disse que, para prevenir e controlar a epidemia, muitos chineses sacrificam sua vida normal. Ele agradeceu a toda a população da China por sua abnegação.

Guterres acrescentou que, de acordo com as informações da OMS, o número de novos casos apresentou uma tendência decrescente desde o início de fevereiro. Ele espera que esse bom sinal continue.

Guterres também elogiou a OMS por acompanhar os novos surtos do coronavírus em todo o mundo, 24 horas por dia, e fornecer apoio aos governos da China e do resto do mundo para garantir o controle da doença.

 

A informação é da Rádio China Internacional.

China ignora sanções dos EUA e reafirma compromisso com a Venezuela

 

247 -O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Geng Shuang, anunciou que Pequim vai manter relações comerciais com a Venezuela, apesar das sanções unilaterais aplicadas pelos Estados Unidos ao país governado por Nicolás Maduro.

A declaração foi dada após Eliott Abrams, enviado especial da Casa Branca, declarar que Washington está tomando medidas para convencer os chineses a desistir da cooperação com a Venezuela, baseada majoritariamente na importação de petróleo.

Ao rebater o estadunidense, o porta-voz chinês fez questão de ressaltar que a China oferecerá apoio irrestrito à soberania venezuelana e à legitimidade do governo de Maduro, informa o Brasil de Fato.

 

Xi enfatiza esforços incessantes no controle da COVID-19 e coordenação com o desenvolvimento socioeconômico

 

Beijing, 23 fev (Xinhua) -- O presidente chinês, Xi Jinping, enfatizou neste domingo os esforços incessantes na prevenção e controle da epidemia da doença do novo coronavírus (COVID-19) e a coordenação no avanço do desenvolvimento econômico e social.

Xi, também secretário-geral do Comitê Central do Partido Comunista da China e presidente da Comissão Militar Central, fez as observações ao fazer um importante discurso em uma reunião em Beijing para avançar no trabalho de coordenação da prevenção e controle da COVID-19 com o desenvolvimento econômico e social.

A reunião foi presidida por Li Keqiang e contou com a presença de Li Zhanshu, Wang Yang, Wang Huning, Zhao Leji e Han Zheng.

Ver original em "XINHUA Português" na ligação seguinte:

http://portuguese.xinhuanet.com/2020-02/23/c_138811129.htm

China reforça combate à violência contra funcionários médicos

 

 

Pacientes curados do coronavírus se despedem a profissionais médicos antes de deixar o campus de Tangshan do Segundo Hospital de Nanjing, Província de Jiangsu, no leste da China, em 20 de fevereiro de 2020. (Xinhua/Ji Chunpeng)

Beijing, 23 fev (Xinhua) -- A China reforçou suas medidas para combater a violência contra trabalhadores médicos como parte de seus esforços para combater o surto do novo coronavírus, assinalou na sexta-feira o Ministério da Segurança Pública (MSP).

Até quinta-feira, a polícia chinesa já havia investigado 277 pessoas em 232 casos de agressão ao pessoal médico ou por perturbação da ordem, disse Li Jingsheng, diretor do departamento de administração de segurança do ministério, durante uma entrevista coletiva.

"Atualmente, o tratamento médico geral em todo o país está estável e em ordem", assinalou Li, que acrescentou que 27.000 processos entre médicos e pacientes foram resolvidos e que mais de 15.000 potenciais ameaças à segurança pública foram retificadas até quinta-feira.

Ao destacar que é uma tarefa vital para os órgãos de segurança pública proteger a segurança dos médicos, manter a ordem nos hospitais e garantir a prevenção e controle da epidemia, Li disse que um conjunto de ações foi adotado para frear a violência contra os médicos.

O MSP ordenou que os departamentos locais intensifiquem a presença da polícia nos arredores das instituições médicas, enviando 120.000 oficiais da polícia para vigiar 24 horas por dia os hospitais designados nacionalmente para os pacientes infectados pelo vírus.

O MSP se uniu à Comissão Nacional de Saúde, o Supremo Tribunal Popular e a Suprema Procuradoria Popular na publicação de uma circular que especifica diversos atos ilegais contra os médicos, incluindo humilhação, ataques e agressão, assassinatos e condutas que podem expor os trabalhadores médicos ao contágio, sendo que todas as infrações podem resultar em punições severas e inclusive em pena de morte.

Li também prometeu punir severamente os atos de disseminar deliberadamente o novo coronavírus, como pacientes infectados por vírus confirmados ou suspeitos, indo intencionalmente a um local público para espalhar o vírus, fazendo contato próximo com outras pessoas enquanto oculta a infecção ou recusando exames, isolamento e tratamento, levando a sérias consequências.

Ver original em "XINHUA Português" na ligação seguinte:

http://portuguese.xinhuanet.com/2020-02/23/c_138810317.htm

Empresas gradualmente reabrem à medida que a China avança na luta contra o coronavírus

 


Shenyang, 22 fev (Xinhua) -- As empresas estão gradualmente retomando as operações na China, à medida que o país avança na luta contra a epidemia da COVID-19.

Alguns grandes shoppings reabriram ao público após mais de 10 dias de fechamento nas ruas comerciais da cidade de Shenyang, capital da Província de Liaoning, no nordeste da China. Os consumidores agora podem ir às compras após alguns "procedimentos de verificação".

Apenas alguns dias atrás, avisos na frente dos shoppings informavam os consumidores sobre o fechamento por conta da epidemia.

Em um supermercado em Shenyang, os funcionários estavam medindo na entrada a temperatura dos clientes na sexta-feira. Todos os consumidores foram solicitados a escanear um código de barras para se registrar. O mercado possuía um amplo suprimento de carne, vegetais, frutas e óleo. Os residentes estavam fazendo suas compras com máscaras.

"Colocamos diferentes produtos em vários sacolas para os clientes escolherem, o que fosse mais conveniente", disse um funcionário do supermercado, que estendeu sua jornada de trabalho de quatro horas para oito horas por dia.

Os serviços de transporte público foram retomados em Shenyang e as autoridades disponibilizaram mais ônibus e aumentaram a frequência dos mesmos para atender à demanda.

"Quando o controle estava mais rígido, tinha que esperar mais de uma hora para pegar um ônibus", disse Li Ping, morador da cidade. "Agora que a situação está melhorando, ajustes adequados foram providenciados."

Na Província de Liaoning, muitas das rodovias fechadas foram liberadas novamente para tráfego em 17 de fevereiro.

Desde o surto do novo coronavírus, os governos chineses de diferentes níveis impuseram uma série de restrições rígidas em locais públicos para reduzir o risco de infecção.

De 3 a 19 de fevereiro, todos os locais fora de Hubei, epicentro do surto viral, tiveram uma redução no número de novas infecções confirmadas.

Sob tais circunstâncias, as coisas estão lentamente retornando aos trilhos em muitos lugares.

Em Hangzhou, capital da Província de Zhejiang, as autoridades organizaram trens especiais para levar os trabalhadores de volta a Hangzhou de várias províncias onde a epidemia está sob controle, já que muitos residentes de Hangzhou precisam regressar ao trabalho.

A Província de Jiangxi, no leste do país, fechou todos os pontos de inspeção estabelecidos nas entradas e saídas das rodovias para impedir e controlar a transmissão do vírus.

"Medidas de restrição, como o fechamento de distritos residenciais, são 'medidas especiais' tomadas para reduzir a transmissão do vírus e diminuir o fluxo populacional", disse Liang Qidong, especialista da Academia de Ciências Sociais de Liaoning, acrescentando que "Essas medidas foram bastante necessárias."

Ao passo que a China progredir em sua missão de conter a epidemia, as atividades econômicas e sociais gradualmente terão suas operações normalizadas, disse ele.

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http://portuguese.xinhuanet.com/2020-02/22/c_138808726.htm

Pesquisadores chineses desenvolvem kit de teste rápido de anticorpos para COVID-19

 

 

Nanjing, 21 fev (Xinhua) -- Os pesquisadores da Universidade de Nanjing e da Jiangsu Medomics Medical Technology Co. desenvolveram conjuntamente um kit de teste rápido de anticorpos para a detecção do novo coronavírus.

Ao identificar dois anticorpos para o vírus, IgM e IgG, o kit pode diagnosticar pacientes dentro de 15 minutos. O material foi posto em uso experimental nos hospitais e centros médicos na Província de Jiangsu, leste da China, segundo a companhia.

"O teste de ácido nucleico é atualmente o principal método para descobrir o vírus, mas necessita de mais tempo e a operação é mais complicada", disse Gao Yang, professor da Universidade de Nanjing.

Os dois anticorpos são sinais de infecção recente e o kit pode dizer se um suspeito está infectado com alta precisão, o que tem importante significado clínico e pode ajudar a controlar a propagação da doença, disse a companhia.

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http://portuguese.xinhuanet.com/2020-02/21/c_138806392.htm

China acelera desenvolvimento de vacinas contra coronavírus

 

 

Beijing, 21 fev (Xinhua) -- O vice-diretor da Comissão Nacional da Saúde, Zeng Yixin, revelou nesta sexta-feira que os cientistas chineses estão acelerando o desenvolvimento de vacinas contra o novo coronavírus adotando cinco abordagens tecnológicas.

As abordagens incluem vacinas inativadas, vacinas de sub-unidade de engenharia genética, vacinas de vetor de adenovírus, vacinas de ácido nucleico e vacinas que usam vírus da gripe atenuado como vetores, disse Zeng em uma coletiva de imprensa sobre a luta da China contra o surto do novo coronavírus.

"Estas abordagens estão sendo conduzidas simultaneamente", apontou Zeng, acrescentando que alguns projetos entraram na fase de teste em animais.

"Sob a premissa de garantir segurança, efetividade e acessibilidade (das vacinas), prevemos que até abril ou maio deste ano algumas vacinas possam entrar em testes clínicos ou, sob condições específicas, ser aplicadas para uso emergencial", ressaltou.

As equipes de pesquisa e desenvolvimento estão acelerando o desenvolvimento de vacinas com o fim de colocá-las em uso o mais cedo possível, salientou.

"Nossa meta é que, se exigido pela situação do surto, o uso emergencial das vacinas, assim como o processo de revisão e aprovação emergenciais, possa ser ativado de acordo com as leis", destacou Zeng.

Ver original em "XINHUA Português" na ligação seguinte:

http://portuguese.xinhuanet.com/2020-02/21/c_138806109.htm

China | Greve angelical

 
 
David Chan | Plataforma | opinião
 
Após o aparecimento do novo coronavírus em Wuhan, e da confirmação de alguns casos de infetados em Macau e Hong Kong, a China, além de medidas de controlo e prevenção, iniciou a construção de dois hospitais temporários a uma "velocidade chinesa" em menos de meio mês. Estes servirão de local de tratamento e isolamento para pacientes infetados e para casos suspeitos. Os Governos de Hong Kong e de Macau também implementaram algumas medidas de controlo e prevenção, com pessoas de todas as áreas a trabalhar em conjunto na luta contra o vírus.
 
No entanto, neste momento crucial, milhares de trabalhadores da área da saúde, membros da Autoridade Hospitalar de Hong Kong, iniciaram uma greve (no dia 3 de fevereiro), fugindo à luta contra o vírus. "Estou determinado em lutar pela erradicação de todas as doenças humanas, contribuir para a busca pela saúde perfeita, manter a honra da ciência médica, ajudar os feridos e doentes, não olhando a qualquer obstáculo, procurando o desenvolvimento da medicina e da saúde mental e física da humanidade". Este é o juramento que todos os alunos de medicina em Hong Kong fazem após terminarem a formação. Questiono- -me por isso quantos dos funcionários que participaram na greve se lembram desta promessa. A greve, iniciada pela Autoridade Hospitalar de Hong Kong, durou cinco dias e contou com a participação de 6700 funcionários, sendo 80 por censo enfermeiros e sete por cento médicos. Antes do início da greve, alguns trabalhadores demitiram-se quando receberam ordens para tratar dos casos confirmados ou suspeitos do coronavírus, outros tiraram "férias coletivas". Pelo menos quatro enfermeiros e um médico demitiram-se após o processo de lotaria da unidade de cuidados intensivos do Hospital Queen Elizabeth, e cerca de 90 enfermeiros dos hospitais Pamela Youde Nethersole, Lotung Pohai e Princess Margaret pediram baixa. Na sala de operações do hospital Pamela Youde Nethersole, de entre as 45 pessoas que deveriam ter estado a trabalhar no dia 1, 26 estiveram de baixa. Um dos representantes da greve, vestido de preto, afirma que os profissionais foram obrigados a tomar esta decisão, apoiada por uma multidão com caras cheias de lágrimas a gritar: "Greve salva Hong Kong". Mas como poderá esta greve salvar a cidade? Os que devem estar a chorar com esta situação são os pacientes de Hong Kong. A greve foi convocada pela Autoridade Hospitalar de Hong Kong, uma organização semelhante a um sindicato que foi criada no dia de Ano Novo. A primeira frase na apresentação é: "A Autoridade Hospitalar de Hong Kong está empenhada em enfrentar problemas políticos, problemas internos e problemas do sistema de saúde". Parece ser uma organização com fins políticos, e que organizou a greve para atacar o Governo. Todas as exigências têm apenas um foco: banir a entrada de nacionais do Continente em Hong Kong.
 
Esta é uma decisão que apenas cabe ao Governo, mas numa altura extremamente importante deste surto, é lamentável que estes "anjos vestidos de branco" usem as vidas dos pacientes como moeda de troca no seu jogo político. Esta greve afetou os hospitais públicos da cidade, mas terá valido a pena tendo em conta todos os recursos que o país está a investir na luta contra a epidemia em Wuhan? Terá valido a pena sacrificar os colegas que ficaram a tratar dos pacientes em vez de participarem na greve? Terá valido a pena pôr em risco a vida destes mesmos pacientes? Não é de espantar que o pedido de fundos tenha sido recebido com frieza.

Ver o original em 'Página Global' na seguinte ligação:

https://paginaglobal.blogspot.com/2020/02/china-greve-angelical.html

China lançará primeira vacina contra o coronavírus já em abril

 

Da revista Fórum – Autoridades chinesas anunciaram nesta sexta-feira (21) que a primeira vacina contra o Covid-19, a mutação mais recente do coronavírus, já está sendo testada, e poderia ser utilizada de forma mais massiva a partir de abril.

O grupo que trabalha no experimento é formado s investigadores chineses e estrangeiros, e vem trabalhando em uma solução a partir da descoberta de médicos de Wuhan de que o plasma de pacientes já recuperados do coronavírus, quando usado em transfusões aos que ainda padecem da doença, produzem uma recuperação súbita, na grande maioria dos casos.

O vice-ministro de Ciência e Tecnologia de China, Xu Nanping, informou, em coletiva de imprensa, que “os cientistas ainda pretendem realizar os últimos testes nas próximas semanas, para que este medicamento seja o mais eficiente e seguro possível, e esperamos que em abril ele já esteja pronto para ser utilizado”.

 

(Multimídia) Novo coronavírus pode transmitir via aerossol, dizem autoridades de saúde

 

Beijing, 19 fev (Xinhua) -- O novo coronavírus pode ser transmitido caso alguém esteja exposto a altas concentrações de aerossol em um ambiente relativamente fechado por um longo tempo, segundo as autoridades de saúde da China.

As gotículas respiratórias e a transmissão por contato próximo são as principais rotas de infecção pelo coronavírus, de acordo com a versão mais recente do plano de diagnóstico e tratamento, divulgado nesta quarta-feira pela Comissão Nacional da Saúde e pela Administração Nacional de Medicina Tradicional Chinesa.

A transmissão via aerossol foi recentemente adicionada ao plano, que foi atualizado para sua sexta edição.

A transmissão via aerossol refere-se à mistura do vírus com gotículas no ar para formar aerossóis, que podem flutuar por longas distâncias e causar infecção após a inalação.

O novo plano também sugere que os pacientes recuperados fiquem em casa e evitem contato próximo com outras pessoas por 14 dias para reduzir o risco de infecção por outros patógenos.

Os pacientes recuperados devem visitar um hospital para exames de saúde na segunda e quarta semana após a alta, determina o plano.

Até o final da terça-feira, 14.376 pessoas tiveram alta do hospital após a recuperação.

Pacientes infectados com a COVID-19 em condições graves também podem sofrer "falência de múltiplos órgãos", acrescenta o texto.

Ver original em "XINHUA Português" na ligação seguinte:

http://portuguese.xinhuanet.com/2020-02/19/c_138799196.htm

China | Xi destaca "progresso visível" em "momento crucial" no combate ao vírus

(Comentário:
Cada vítima é importante e o alarmismo que alguma comunicação social tem promovido impõe lembrar que na China que tem 1.400 Milhões de habitante foram, até hoje, hospitalizadas 74.185 pessoas por causa do Covid-19 e morreram 2.040 pessoas. Nos EUA, que tem uma população de 330 Milhões, foram, nos últimos 4 meses, hospitalizadas 210.000 pessoas por causa da gripe e morreram com esta doença 12.000 pessoas.
São doenças diferentes mas ambas preocupantes e contagiosas.)
 
 
 
O Presidente da China defendeu hoje que as medidas aplicadas pelas autoridades chinesas, para travar a propagação do novo coronavírus, estão a alcançar um "progresso visível", num "momento crucial" da crise que paralisou o país.
 
Xi Jinping afirmou, numa conversa por telefone com o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, que "graças a esforços árduos", existem "mudanças positivas" no combate ao surto e "as medidas de prevenção e controlo da China estão a alcançar progressos visíveis", de acordo com a agência de notícias oficial Xinhua.
 
"Desde o início do surto, a China deu prioridade à segurança e à saúde do seu povo, recorreu às suas vantagens institucionais e mobilizou todo o país, adotando medidas abrangentes, rigorosas e completas de prevenção e controlo", defendeu o líder chinês.
 
Segundo a agência, Xi agradeceu à rainha Isabel II de Inglaterra e a Johnson pelo apoio dado "na luta" da China contra o surto do Covid-19, observando que Londres enviou material médico para a China, o que "demonstra a amizade entre os dois países e os dois povos".
 
O surto, que paralisou a China, causou forte descontentamento popular, sobretudo após a morte do médico que alertou, inicialmente, para o novo coronavírus, mas que foi repreendido pela polícia.
 
Nas primeiras semanas após o início da crise, à medida que milhões de pessoas foram colocadas sob quarentena e o número de infetados aumentava em dezenas de milhares, as referências ao Presidente chinês desapareceram dos meios oficiais e a liderança chinesa passou a assumir uma postura coletiva, com o primeiro-ministro, Li Keqiang, a assumir o grupo de trabalho encarregado de lidar com o surto.
 
Durante a conversa com Johnson, Xi Jinping disse que a China "está confiante" de que atingirá as metas deste ano para o desenvolvimento económico e social, sobretudo a eliminação da pobreza extrema, um marco simbólico, numa altura em que o Partido Comunista Chinês, que governa o país desde 1949, celebra cem anos desde a fundação.
 
Milhões de trabalhadores deviam ter já regressado das terras natais, mas a rápida propagação do vírus obrigou muitos a permanecerem em casa, impedindo a reabertura de fábricas e negócios, com consequências imprevisíveis para o tecido empresarial da segunda maior economia do mundo.
 
O coronavírus Covid-19 provocou 2.004 mortos na China continental e infetou mais de 74 mil a nível mundial.
 
Além das vítimas mortais no continente chinês, há a registar um morto na região chinesa de Hong Kong, um nas Filipinas, um no Japão, um em França e um em Taiwan.
 
Notícias ao Minuto | Lusa | Imagem: © Lusa
 
Leia em Notícias ao Minuto:

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https://paginaglobal.blogspot.com/2020/02/china-xi-destaca-progresso-visivel-em.html

Vendas de carros da marca Hongqi da China sobem 142,7% em janeiro

Changchun, 19 fev (Xinhua) -- O principal fabricante de automóveis da China, FAW Group, disse na quarta-feira que a empresa vendeu 12.630 carros da sua icônica marca de sedã Hongqi, em janeiro, registrando uma alta de 142,7% em termos anuais.

Jiefang, uma marca de caminhão pesado, também registrou um crescimento de vendas anual de 56,7% em janeiro para 61.846 unidades.

O grupo tem trabalhado abaixo da sua capacidade no último mês devido à epidemia de novo coronavírus que afetou a produção enquanto mantém uma taxa de crescimento de vendas estável com 353.490 carros entregues aos compradores.

Para manter as vendas fortes, a Hongqi prolongou as garantias e reforçou os esforços de promoção online por fazer e postar vídeos curtos de marketing.

A Hongqi cumpriu sua meta de vendas de 2019 de 100 mil carros e duplicou o número de meta para 2020. A marca planeja lançar 21 novos modelos, a maioria elétricos ou híbridos combustível-elétricos, nos próximos cinco anos. Fim

Ver original em "XINHUA Português" na ligação seguinte:

http://portuguese.xinhuanet.com/2020-02/19/c_138798877.htm

China ignora EUA e segue cooperando com Venezuela

Bandeiras da Venezuela e China
© AP Photo / Elizabeth Dalziel

A China continuará cooperando com a Venezuela mesmo com as sanções impostas pelos EUA contra o país sul-americano, informa o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Geng Shuang.

Momentos antes, o enviado especial da Casa Branca, Elliott Abrams, assegurou que os EUA estão tratando de convencer a China e a Índia a deixarem de comprar petróleo venezuelano.

"Esperamos que os EUA tomem consciência dos fatos, deixem de abusar com sanções e outras medidas coercitivas, trabalhem com todas as partes para encontrar uma solução política ao problema venezuelano [...] A cooperação entre China e Venezuela continuará a se desenvolver", mesmo com as "mudanças", afirmou o porta-voz chinês.

Entretanto, o porta-voz afirmou que Washington deve apoiar o retorno de Caracas "a uma via normal de desenvolvimento".

"A cooperação entre China e Venezuela sempre decorreu de acordo com os princípios de igualdade, do benefício mútuo, uma cooperação próspera e regras do mercado", ressaltou o representante do Ministério das Relações Exteriores chinês.

Ele também recordou que a cooperação é "legal e benéfica para os povos de ambos os países, e por isso deve ser respeitada e protegida".

Sanções contra Rosneft

Além disso, a China também não concorda com as sanções impostas pelos EUA contra a Rosneft Trading S.A., filial da petroleira russa Rosneft, por sua atividade, citou Geng.

"Nós nos opomos a qualquer interferência nos assuntos internos de outros países, bem como estamos contra as sanções unilaterais e a jurisdição extraterritorial", afirmou o porta-voz da chancelaria.

 

Geng também afirmou que a China defende "solucionar os desacordos através de negociações em conformidade com os objetivos e princípios da Carta das Nações Unidas e as normas básicas das relações internacionais" e também a resolução do problema venezuelano através do diálogo e negociações.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/economia/2020021915234300-china-ignora-eua-segue-cooperando-com-venezuela/

Equipe conjunta de especialistas da China e da OMS começa inspeções de campo

 

Beijing, 18 fev (Xinhua) -- Uma equipe composta por especialistas da China e da Organização Mundial da Saúde (OMS) iniciou na segunda-feira inspeções de campo sobre a prevenção e controle do surto do novo coronavírus, disse um funcionário de saúde chinês.

A equipe irá a Beijing, à Província de Guangdong e à Província de Sichuan para realizar inspeções, disse Mi Feng, porta-voz da Comissão Nacional da Saúde (CNS), em uma coletiva de imprensa na segunda-feira.

Um simpósio foi realizado pela CNS no domingo, contando com a presença de cerca de 80 pessoas, incluindo membros da equipe de especialistas e representantes do mecanismo conjunto de prevenção e controle do Conselho de Estado, disse Mi.

No simpósio, o vice-diretor da CNS, Li Bin, informou os participantes sobre medidas de prevenção e controle em nível nacional, prometeu trabalhar com a comunidade internacional para enfrentar o desafio da epidemia e saudou sugestões da equipe de especialistas, de acordo com Mi.

Representantes dos ministérios e administrações do Conselho de Estado apresentaram seu trabalho de prevenção e controle. Os participantes falaram em videoconferência com a Província de Hubei, a região mais atingida pelo vírus, e discutiram a situação da epidemia, as medidas de controle e prevenção nas comunidades e áreas rurais, gestão de animais selvagens e desenvolvimento de medicamentos e vacinas.

A equipe conjunta de especialistas reconheceu as medidas de prevenção e controle da China, bem como a dedicação dos trabalhadores médicos chineses, disse Mi.

Durante a viagem de campo em Beijing na segunda-feira, a equipe visitou o Centro Chinês para o Controle e a Prevenção de Doenças, o Hospital Ditan e a Comunidade Anhuali no distrito de Chaoyang, e realizou intercâmbios técnicos com funcionários relacionados e Especialistas.

Nesta terça-feira os membros da equipe partirão para a Província de Guangdong e a Província de Sichuan

Uma coletiva de imprensa sobre a prevenção e o controle do surto do novo coronavírus é realizada pelo mecanismo de prevenção e controle do Conselho de Estado em Beijing, em 17 de fevereiro de 2020. (Xinhua/Pan Xu)

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http://portuguese.xinhuanet.com/2020-02/18/c_138794693.htm

Pacientes da COVID-19 tratados com plasma convalescente se recuperam e um recebe alta hospitalar

Beijing, 17 fev (Xinhua) -- O Ministério da Ciência e Tecnologia da China anunciou nesta segunda-feira que um paciente da COVID-19, entre os que estão atualmente sendo tratados com plasma convalescente, recebeu alta do hospital na cidade de Wuhan afetada pelo vírus.

Outro conseguiu andar e o resto ainda está se recuperando, revelou Sun Yanrong, da pasta, em uma coletiva de imprensa em Beijing.

A primeira dose do plasma convalescente de um paciente da COVID-19 curado foi coletada em 1º de fevereiro e a primeira pessoa severamente doente recebeu o tratamento em um hospital no distrito de Jiangxia em Wuhan em 9 de fevereiro, disse Sun.

Outros dez pacientes receberão a terapia do plasma convalescente esta semana, acrescentou Sun, pedindo que mais pacientes curados doem seu plasma.

Ver original em "XINHUA Português" na ligação seguinte:

http://portuguese.xinhuanet.com/2020-02/17/c_138792289.htm

Beijing construirá fábrica de máscaras em 6 dias

Beijing, 17 fev (Xinhua) -- Beijing transformará um edifício industrial em uma nova fábrica de máscaras em seis dias para atender à crescente demanda em meio ao surto do novo coronavírus.

A fábrica, que está sendo construída pela China Construction First Group, terá capacidade de produzir 250 mil máscaras por dia.

A construção começou na segunda-feira com trabalhadores alternando turnos para garantir que o projeto seja concluído no sábado. Para proteger os trabalhadores de potencial infecção, a empresa de construção mede a temperatura diariamente e cria áreas de habitação especiais para aqueles com sintomas, disse Song Chao, gerente de projetos da empresa.

Em meio à luta da China contra a epidemia, as máscaras têm sido muito procuradas por trabalhadores médicos, pessoal de controle de doenças e pelo público em geral.

O governo incentivou os fabricantes de suprimentos médicos a aumentar a produção, entre outras medidas, com o fim de resolver a falta de suprimento.

 

Ver original em "XINHUA Português" na ligação seguinte:

http://portuguese.xinhuanet.com/2020-02/17/c_138792029.htm

(Multimídia) Pacientes curados do coronavírus doarão plasma para salvar mais pessoas

 

Wuhan/Shanghai, 17 fev (Xinhua) -- Vinte pacientes recuperados doaram plasma para pessoas em condição severa em Wuhan, capital da província atingida pelo novo coronavírus (COVID-19), informou no domingo a equipe provincial de pesquisa científica da COVID-19.

Os doadores são médicos e enfermeiros que se recuperaram da doença por 10 dias no primeiro hospital popular do distrito de Jiangxia e no hospital de medicina tradicional chinesa.

Doze pacientes em condição severa receberam o tratamento de plasma. Um especialista do primeiro hospital popular do distrito de Jiangxia disse que os pacientes apresentaram melhora dos sintomas clínicos cerca de 12 a 24 horas após a recepção do tratamento.

"Nós estamos observando os resultados terapêuticos e melhorando nossos planos de tratamento", assinalou o especialista, acrescentando que a doação de plasma não prejudicará o doador depois que estiver curado por 10 dias.

Zhang Dingyu, chefe do Hospital de Jinyintan em Wuhan, um hospital designado importante para receber casos confirmados na cidade, pediu que os pacientes curados doassem plasma, pois os resultados iniciais indicaram a eficácia de produtos terapêuticos derivados de plasma convalescente ao curar os pacientes infectados em condições severas e críticas.

Em Shanghai, dados oficiais mostraram que 124 pacientes se recuperaram da COVID-19 e receberam alta hospitalar até a tarde de sábado, dos quais 14 demonstraram vontade de doar plasma para ajudar na pesquisa e tratamento do coronavírus.

Alguns pacientes recuperados consideram a doação uma forma de retribuir à sociedade depois que receberam tratamento oportuno e efetivo.

"Antes de receber alta do hospital, soube com as enfermeiras que posso doar plasma, o que acho muito útil", disse um paciente recuperado de sobrenome Liu, que está disposto a se tornar um doador.

"Fomos ajudados por outras pessoas e também queremos ajudar outros pacientes."

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http://portuguese.xinhuanet.com/2020-02/17/c_138791215.htm

China é 'ameaça crescente' e encabeça lista de adversários dos EUA, afirma chefe do Pentágono

Soldados do Exército de Libertação do Povo da China nas ilhas Nansha (Spratly), no mar do Sul da China (imagem de arquivo)
© REUTERS / Stringer

O secretário de Defesa dos EUA, Mark Esper, denominou a China como uma ameaça crescente à ordem mundial, provocando uma forte reação de Pequim, que por sua vez acusou Washington de se engajar em uma "campanha de difamação" contra o país asiático.

Durante a recente Conferência de Segurança realizada em Munique, na Alemanha, Mark Esper condenou a China de forma abrangente, dizendo que o país asiático estava no topo da lista de potenciais adversários do Pentágono, seguido pela Rússia e "Estados malfeitores" tais como a Coreia do Norte e o Irã.

"Eles tinham dito que até 2035 a RPC pretende concluir sua modernização militar, e até 2049 eles buscam dominar a Ásia como a preeminente potência militar global", disse o secretário de Defesa dos EUA, usando as iniciais do nome oficial da República Popular da China.

Esper alegou que China reprime o seu povo e ameaça os vizinhos, além de acusar Pequim de roubar tecnologias desenvolvidas no Ocidente na busca de ganhar "vantagem por quaisquer meios e a qualquer custo".

"Nós queremos que a China se comporte como um país normal", disse o secretário de Defesa, acrescentando que isso significava que "o governo chinês precisa mudar suas políticas e comportamentos".

"O Partido Comunista Chinês está se dirigindo ainda mais rápido e mais longe na direção errada – mais repressão interna, mais práticas econômicas predatórias, mais mão-dura e, o que é mais preocupante para mim, uma postura militar mais agressiva", afirmou.

Soldados do Exército Popular de Libertação da China (PLA) na parada militar comemorativa do 90º aniversário do exército chinês, julho de 2017
© REUTERS / China Daily
Soldados do Exército Popular de Libertação da China (PLA) na parada militar comemorativa do 90º aniversário do exército chinês, julho de 2017

Chefe do Pentágono aproveitou também para acusar Pequim de implantar uma "estratégia nefasta" por meio da gigante de telecomunicações chinesa Huawei.

Por sua vez, o ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, rejeitou no seu discurso na mesma conferência as denúncias dos EUA, acusando Washington de se engajar em uma "campanha de difamação" contra Pequim, aponta Al-Jazeera.

"Eu posso dizer categoricamente que todas as acusações contra a China são mentira", disse Wang, acrescentando: "Mas se substituirmos o sujeito da mentira de China para América, quiçá estas mentiras se transformem em fatos", reforçou.

A Conferência de Segurança de Munique foi realizada entre os dias 14 e 16 de fevereiro na Alemanha. O evento é celebrado anualmente e reúne diplomatas e autoridades da área de segurança de diversos países.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/defesa/2020021715227993-china-e-ameaca-crescente-e-encabeca-lista-de-adversarios-dos-eua-afirma-chefe-do-pentagono/

Adotadas várias abordagens no desenvolvimento de vacina contra COVID-19

 

Beijing, 16 fev (Xinhua) -- A China adotou múltiplas abordagens tecnológicas para acelerar o desenvolvimento de uma vacina contra a doença do novo coronavírus (COVID-19), informou no sábado um funcionário.

Para acelerar a pesquisa da vacina e aumentar a taxa de sucesso, a China está desenvolvendo múltiplas vacinas candidatas ao mesmo tempo, incluindo uma vacina inativada, uma de mRNA, uma de DNA, uma de proteína recombinante e uma de vetor de vírus, disse Zhang Xinmin, diretor do Centro Nacional para o Desenvolvimento da Biotecnologia da China, subordinado ao Ministério da Ciência e Tecnologia, em uma entrevista coletiva.

Algumas das vacinas candidatas já estão sendo provadas em animais, acrescentou Zhang.

A China defende a cooperação internacional no desenvolvimento de vacinas, disse Zhang, acrescentando que o desenvolvimento de vacinas no país se encontra em uma etapa similar aos esforços internacionais.

Zhang destacou também que a segurança da vacina deve ser uma prioridade máxima.

O desenvolvimento de vacinas segue procedimentos estritos e levará certo tempo para que os pesquisadores desenvolvam vacinas seguras e efetivas, disse Zhang.

Yan Jinghua, um pesquisador do Instituto de Microbiologia da Academia Chinesa de Ciências, disse na entrevista coletiva que uma vacina de proteína recombinante foi desenvolvida e está sendo testada em animais.

Yan disse que sua equipe conduziu uma pesquisa sobre o desenvolvimento de uma vacina para o MERS (Síndrome Respiratório do Oriente Médio) nos últimos anos e que aplicou estratégias e métodos similares na concepção de uma vacina contra a COVID-19.

Ver original em "XINHUA Português" na ligação seguinte:

http://portuguese.xinhuanet.com/2020-02/16/c_138788939.htm

China inicia produção do 1º medicamento contra o novo coronavírus

Médicos inspecionam imagem de tomografia computadorizada de paciente no Hospital Zhongnan da Universidade de Wuhan após surto do novo coronavírus em Wuhan, província de Hubei, China, 2 de fevereiro de 2020
© REUTERS / China Daily

A empresa farmacêutica chinesa Zhejiang Hisun Pharmaceutical iniciou a produção neste domingo do primeiro medicamento que poderia ajudar a combater o novo coronavírus, que desde o final de 2019 causou mais de 1.600 mortes no país, anunciou a administração da cidade de Taizhou, leste da China.

"Em 15 de fevereiro, o medicamento desenvolvido pela Zhejiang Hisun Pharmaceutical recebeu o endosso oficial da Administração Nacional de Alimentos e Medicamentos para entrar no mercado", informou a autoridade em comunicado.

A nota acrescentou que é o primeiro medicamento incluído na lista de medicamentos que pode ser eficaz no tratamento da doença.

A administração de Taizhou apontou que o medicamento era conhecido anteriormente como Favipiravir ou Avigan.

No sábado, o diretor do Centro Nacional de Biotecnologia da China, Zhang Xinmin, disse que alguns medicamentos antivirais, incluindo fosfato de cloroquina, favipiravir e remdesivir, estão passando por testes clínicos contra a pneumomia que o novo coronavírus produz.

Zhang também declarou que os cientistas chineses usam diferentes tecnologias para acelerar o desenvolvimento de uma vacina contra o novo coronavírus e várias vacinas já estão sendo testadas em animais.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/asia_oceania/2020021615225150-china-inicia-producao-do-1-medicamento-contra-o-novo-coronavirus/

(Multimídia) Chanceler chinês reúne-se com homólogo do Vaticano

 


Munique, Alemanha, 14 fev (Xinhua) -- O conselheiro de Estado chinês e ministro das Relações Exteriores, Wang Yi, reuniu-se na sexta-feira com o secretário para as Relações com os Estados do Vaticano, Paul Gallagher, à margem da 56ª Conferência de Segurança de Munique.

Referindo-se ao momento crítico em que a China está combatendo a epidemia causada pelo novo coronavírus, Gallagher, em nome do Papa Francisco e da Secretaria de Estado do Vaticano, transmitiu o respeito e o apoio da Santa Sé à China.

A China tem a sabedoria e a coragem para derrotar a epidemia em breve, acrescentou.

O Papa Francisco é familiar com a China e os intercâmbios entre os dois lados, disse ele, acrescentando que é de grande importância o acordo provisório sobre a nomeação de bispos assinado pelos dois lados em 2018, o que é contribuinte para a promoção do bem-estar dos católicos e do povo chinês, bem como para a paz mundial.

Por sua parte, Wang expressou sua gratidão a Gallagher por transmitir a solidariedade da Santa Sé.

Wang disse que o vírus é um inimigo comum da humanidade e a comunidade internacional deve dar as mãos para lidar com ele.

O atual surto foi efetivamente controlado, informou ele, acrescentando que a China, um grande país com uma civilização de 5.000 anos, passou por vários testes e tribulações na história.

O ministro chinês assinalou que o lado chinês acredita que o lado do Vaticano desempenhará um papel construtivo, levando a comunidade internacional a apoiar e cooperar com os esforços da China para combater a epidemia de maneira objetiva, racional e científica e salvaguardar conjuntamente a segurança de saúde global.

Observando que o Papa Francisco expressou publicamente seu amor e bênção pela China em várias ocasiões, Wang disse que este foi o primeiro encontro entre os ministros das Relações Exteriores da China e do Vaticano.

Esta é a continuação das trocas China-Vaticano ao longo do tempo e abrirá mais espaço para trocas bilaterais no futuro, acrescentou.

Segundo Wang, o acordo provisório sobre a nomeação de bispos é uma prática pioneira e produziu resultados positivos. A China está disposta a fortalecer ainda mais o entendimento, construir confiança mútua e impulsionar o momento de interação positiva entre os dois lados.

Durante a reunião, os dois lados também concordaram em ter uma visão mais ampla e trabalhar juntos para promover o respeito mútuo e a aprendizagem mútua entre diferentes civilizações, a fim de criar um mundo pacífico.

Ver original em "XINHUA Português" na ligação seguinte:

http://portuguese.xinhuanet.com/2020-02/15/c_138786867.htm

Ministro das Relações Exteriores chinês pede resposta internacional concertada à epidemia do novo coronavírus

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Berlim, 14 fev (Xinhua) -- O conselheiro de Estado e ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, pediu nesta quinta-feira uma resposta internacional concertada, bem como um entendimento, confiança e apoio mútuos além das fronteiras na luta contra a epidemia do novo coronavírus.

Wang deu as declarações durante uma entrevista coletiva conjunta com seu homólogo alemão, Heiko Maas, depois de participar da última rodada de diálogo estratégico China-Alemanha sobre assuntos diplomáticos e de segurança.

Desde o início do surto da epidemia, o governo chinês, com um alto senso de responsabilidade por seu povo e a comunidade internacional, tomou as medidas de prevenção e controle mais abrangentes, rigorosas e completas, afirmou ele.

Observando que a epidemia começou a ser controlada com trabalho árduo, Wang destacou que, exceto na Província de Hubei, o número total de novos casos confirmados da infecção em outras partes da China caiu por 10 dias consecutivos até a quinta-feira, com a taxa de recuperação aumentando e mais de 6.000 pacientes curados recebendo alta hospitalar.

Esses dados e fatos mostram que a epidemia está, em geral, controlável e tratável, disse o diplomata, acrescentando que, com o desenvolvimento de medicamentos eficazes, a China tem confiança total e é capaz de derrotá-la.

Desde o início da luta contra o novo coronavírus, a China adotou uma maneira aberta e transparente e cooperou com a Alemanha e outros países nos trabalhos de prevenção, apontou Wang. Os esforços chineses impediram efetivamente que o surto se espalhasse além do país, com o número de infecções fora da China representando menos de 1% das infecções no país, informou ele.

Notando que a Organização Mundial da Saúde e vários países em todo o mundo elogiaram os esforços da China, Wang assinalou que o país fez contribuições e sacrifícios para a manutenção da saúde pública global.

Quanto ao efeito da epidemia na economia, Wang disse que o impacto é temporário e que a China tentará minimizá-lo, expressando a crença de que, após o surto, a demanda do consumo reprimida será liberada rapidamente e o impulso econômico se recuperará fortemente.

Segundo ele, a China está confiante de que vai alcançar todas as metas estabelecidas para seu desenvolvimento socioeconômico este ano, concluir a construção de uma sociedade moderadamente próspera em todos os aspectos e erradicar a pobreza absoluta.

A epidemia não afetará a cooperação China-Alemanha, garantiu Wang, acrescentando que o fortalecimento da parceria bilateral em saúde e higiene trará novas oportunidades para as empresas alemãs.

Observando que a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, e Maas expressaram forte apoio à luta chinesa contra o vírus em várias ocasiões, Wang agradeceu ao governo e povo alemão por sua compreensão e ajuda.

 

Ver original em "XINHUA Português" na ligação seguinte:

http://portuguese.xinhuanet.com/2020-02/14/c_138784055.htm

China destina cerca de 26 bilhões de yuans para melhorar condições de trabalho de funcionários médicos

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Beijing, 14 fev (Xinhua) -- As autoridades chinesas destinaram 25,94 bilhões de yuans (US$ 3,71 bilhões) até esta quinta-feira para melhorar as condições de trabalho dos funcionários médicos no combate ao novo coronavírus, anunciou nesta sexta-feira Ou Wenhan, ministro assistente das Finanças.

O oficial deu a declaração em uma coletiva de imprensa em Beijing, acrescentando que o dinheiro foi usado para comprar equipamentos, materiais de proteção e atualizar as instalações nas instituições médicas.

Cada trabalhador médico e de prevenção epidêmica na linha de frente receberá um subsídio de 300 yuans ou 200 yuans por dia, de acordo com os níveis de perigo diferentes, que deve ser completamente coberto pelo financiamento central, segundo Ou.

Ver original em "XINHUA Português" na ligação seguinte:

http://portuguese.xinhuanet.com/2020-02/14/c_138783915.htm

Pesquisadores de Shanghai conseguem isolar o novo coronavírus

Resultado de imagem para coronavírus genoma

Shanghai, 14 fev (Xinhua) -- Uma equipe de pesquisadores em Shanghai anunciaram que eles isolaram e identificaram com sucesso a cepa do novo coronavírus da amostra de um paciente.

A equipe de cientistas da Faculdade Médica de Shanghai sob a Universidade Fudan e do Centro Municipal de Prevenção e Controle de Doenças de Shanghai. Eles completaram o sequenciamento e a análise do genoma.

É a primeira cepa do novo coronavírus isolada em Shanghai. Ela fornecerá recursos chave para o desenvolvimento de vacina, fabricação de medicamentos e mecanismos patogênicos após mais estudos, segundo os pesquisadores.

Wen Yumei, chefe da equipe e acadêmico da Academia Chinesa de Engenharia, disse que o isolamento do vírus ajudará a monitorar a variação do vírus em tempo real, a implementar a triagem de medicamentos e testes de neutralização de anticorpos e a acelerar o progresso de pesquisa da COVID-19.

Institutos de Shanghai estão pioneiros no desenvolvimento de vacinas e agentes contra o novo coronavírus. Alguns já conduziram ensaios pré-clínicos em animais.

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http://portuguese.xinhuanet.com/2020-02/14/c_138783292.htm

Tratamento antivírus provado efetivo com aumento de pacientes recuperados, diz funcionária

 

Beijing, 13 fev (Xinhua) -- O aumento no número de pacientes recuperados infectados pelo novo coronavírus é um sinal positivo de que os tratamentos atuais estão obtendo resultados, disse Guo Yanhong, funcionária da Comissão Nacional de Saúde.

Ao todo, 5.911 pessoas infectadas receberam alta hospitalar após a recuperação até o final da quarta-feira, de acordo com um relatório diário da entidade.

Desde 7 de fevereiro, quase 500 pacientes saíram do hospital todos os dias após se recuperarem, observou Guo em uma entrevista coletiva realizada em Beijing na tarde desta quinta-feira.

Uma análise preliminar de 597 casos de alta hospitalar descobriu que cerca de 90% dos pacientes curados apresentavam sintomas leves, enquanto 10% estavam em condição severa ou gravemente doente, segundo ela.

"Mesmo os pacientes severos e gravemente doentes podem ser curados e receber alta hospitalar após um tratamento cuidadoso."

Citando a análise, Guo disse que os 597 infectados ficaram nos hospitais por uma média de 10 dias antes de receber alta.

 

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http://portuguese.xinhuanet.com/2020-02/14/c_138782870.htm

China envia mais de 20 mil médicos para ajudar no combate antivírus em Hubei

Beijing, 13 fev (Xinhua) -- Um total de 189 equipes médicas com mais de 21.569 trabalhadores médicos foram enviados para a Província de Hubei, centro da China, para ajudar a combater o surto do novo coronavírus a partir da quarta-feira, de acordo com a Comissão Nacional de Saúde da China.

Para apoiar ainda mais o trabalho médico em Hubei, mais de mil médicos, 1.681 enfermeiros e 213 especialistas de 17 regiões de nível provincial, incluindo Tianjin, Hebei e Shanxi, foram enviados na quarta-feira para 16 cidades e prefeituras além da capital provincial de Wuhan, como Enshi e o distrito florestal de Shennongjia, para ajudar na luta anti-epidemia local.

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http://portuguese.xinhuanet.com/2020-02/13/c_138780685.htm

Bancos da China oferecem US$ 50 bilhões em crédito para controle do novo coronavírus

 (Comentário:

À semelhança do que acontece em Portugal a Banca chinesa apoia as necessidades sociais...😊)

 
 

Beijing, 12 fev (Xinhua) -- Os bancos da China forneceram apoio de crédito no valor de mais de 349 bilhões de yuans (US$ 50,06 bilhões) até o meio-dia da terça-feira, com o fim de ajudar as empresas a restaurar a produção em meio à luta contra o surto do novo coronavírus.

Os bancos já reduziram as taxas de serviço bem como juros de empréstimos para empresas que sofreram o impacto do surto, informou a Associação dos Bancos da China.

Empresas dos setores de atacado, varejo, catering, logística e turismo, bem como fabricantes de trabalho intensivo que mais sofreram com o choque da epidemia serão beneficiados pelas políticas preferenciais, de acordo com a associação.

Enquanto isso, as instituições bancárias doaram 1,75 bilhão de yuans e suprimentos de 7,4 milhões de itens para o controle da epidemia.

A associação continuará orientando os bancos a fornecer mais apoio de crédito e melhores serviços financeiros em meio aos esforços da prevenção e controle da epidemia no país.

 

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http://portuguese.xinhuanet.com/2020-02/12/c_138777738.htm

China registra crescente taxa de recuperação da COVID-19

Beijing, 12 fev (Xinhua) -- A proporção de pacientes que se recuperaram da pneumonia do novo coronavírus na China aumentou para 10,6% nesta terça-feira em relação à taxa mais baixa de 1,3% em 27 de janeiro, revelou Mi Feng, porta-voz da Comissão Nacional da Saúde (CNS) nesta quarta-feira.

O número de pacientes curados registrou um crescimento relativamente rápido e a situação epidêmica também teve algumas mudanças positivas no geral devido às medidas reforçadas contra o vírus, disse Mi em uma coletiva de imprensa em Beijing.

O número reportado de novos casos da doença oscilou, mas mostrou uma tendência para baixo, destacou Mi.

O número de novos casos confirmados caiu do nível mais alto de 3.887 em 4 de fevereiro para 2.015 na terça-feira, assinalou ele.

Fora da Província de Hubei, epicentro do surto da COVID-19, os novos casos confirmados caíram por oito dias consecutivos, segundo a CNS.

O número de novos casos suspeitos também diminuiu do nível mais alto de 5.328 em 5 de fevereiro para 3.342 na terça-feira, apontou Mi, acrescentando que os números de novos casos confirmados e novos casos suspeitos caíram 48,2% e 37,3%, respectivamente.

De acordo com as estatísticas oficiais, 744 pessoas tiveram alta nesta terça-feira, incluindo 417 na Província de Hubei. Até o final do mesmo dia, 4.740 pessoas já haviam recebido alta hospitalar após a recuperação.

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http://portuguese.xinhuanet.com/2020-02/12/c_138777624.htm

Hubei pune quadros por incompetência no combate contra a epidemia

 

Trabalhadores comunitários recebem pacientes que se recuperaram da pneumonia pelo novo coronavírus no distrito de Wuchang, em Wuhan, Província de Hubei, no centro da China, em 11 de fevereiro de 2020. (Xinhua/Cheng Min)

Wuhan, 12 fev (Xinhua) -- A província chinesa de Hubei, severamente atingida pelo novo coronavírus, demitiu ou disciplinou um grupo de funcionários por violação das disciplinas de trabalho e fuga das responsabilidades na luta contra a epidemia, informou na quarta-feira a autoridade de inspeção disciplinar da província.

O anúncio não especificou o número de funcionários punidos, mas divulgou publicamente vários deles, cujas más condutas variam desde fugir do dever até quebra das regras de quarentena para realizar almoços ou jantares de negócios.

Sheng Congfeng, diretor do departamento municipal de cultura e turismo de Wuhan, foi removido do cargo por negligência. Ele foi acusado de visitar sua província natal de Anhui para passar férias no dia 23 de janeiro, sem solicitação prévia.

Zhang Xinfu, vice-diretor de uma escola primária no distrito de Tongcheng, foi expulso do Partido Comunista da China (PCC).

Zhang escondeu o fato de ter visitado o epicentro da epidemia, Wuhan, com sua esposa e insistiu em realizar uma festa de aniversário para seu pai em 22 de janeiro, com a participação de moradores locais e colegas. Dois dias depois, sua esposa foi diagnosticada com a pneumonia pelo novo coronavírus, enquanto Zhang se recusou a cooperar com a investigação.

 

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http://portuguese.xinhuanet.com/2020-02/12/c_138777454.htm

China pede melhores condições de trabalho e cuidados com pessoal médico

 

Profissionais médicos recebem uma paciente em um hospital temporário convertido do "Wuhan Livingroom" em Wuhan, na Província de Hubei, centro da China, em 10 de fevereiro de 2020. (Xinhua/Xiong Qi)

Beijing, 12 fev (Xinhua) -- As autoridades chinesas pediram melhora nas condições de trabalho e cuidados com o pessoal médico na linha da frente contra a pneumonia causada pelo novo coronavírus.

Segundo uma circular emitida conjuntamente pela Comissão Nacional de Saúde, Ministério dos Recursos Humanos e da Seguridade Social e Ministério das Finanças na terça-feira, o pagamento do subsídio deve ser garantido.

A circular pediu melhores cuidados humanísticos e ambiente de trabalho mais seguro para o pessoal médico, como também publicidade mais forte para grandes feitos de personalidades notáveis entre pessoal médico.

Notando que os esforços de prevenção e controle da epidemia estão em um momento crucial, a circular enfatizou a renovação de consultórios, salas de plantão e recepções e oferta de melhores serviços logísticos para trabalhadores médicos.

Ao destacar descanso adequado e proteção fortalecida individual para pessoal médico, a circular solicitou esforços para minimizar infecção adquirida em hospital, acrescentando que a intervenção e o aconselhamento psicológicos devem ser melhorados para reduzir a pressão psicológica do pessoal médico.

A circular demandou que os subsídios financeiros sejam fornecidos para equipes médicas na linha da frente e trabalhadores de prevenção de epidemia, e acesso fácil para identificar lesões de trabalho para pessoal médico.

O documento também sublinhou que aqueles que prejudicarem trabalhadores médicos serão punidos de acordo com a lei.

 

Ver original em "XINHUA Português" na ligação seguinte:

http://portuguese.xinhuanet.com/2020-02/12/c_138776756.htm

Partido Comunista da China promove mudança no governo de Hubei

Rua deserta na cidade de Wuhan, na província chinesa de Hubei, epicentro do surto do novo coronavírus
© REUTERS / Instagram / Emilia

Órgãos de mídia da China relataram nesta manhã que o secretário do Partido Comunista na província de Hubei, Jiang Chaoliang, foi liberado de suas funções nesta quinta-feira, sendo apontado para seu lugar o atual prefeito de Xangai, Ying Yong.

Hubei é o principal foco da doença respiratória que tem gerado grandes preocupações em todo o mundo desde o final do ano passado, a COVID-19, provocada pela infecção do novo coronavírus (2019-nCoV). 

 

​Atualmente, o número de mortos pelo novo coronavírus na província epicentro do surto já ultrapassa os 1.300, enquanto o número de casos é estimado em 48.200, segundo o novo tipo de diagnóstico anunciado ontem pelas autoridades chinesas.

A nova cepa de coronavírus foi detectada pela primeira vez em um mercado de frutos do mar em Wuhan no final de dezembro e, desde então, se espalhou para mais de 25 países. No final de janeiro, a Organização Mundial da Saúde declarou o surto uma Emergência Global de Saúde de Preocupação Internacional. 

 

​As autoridades globais suspenderam o tráfego aéreo para a China, aumentaram os controles nas fronteiras e nos aeroportos e colocaram os viajantes com leves traços de sintomas de gripe em alas isoladas sob quarentena rigorosa.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/asia_oceania/2020021315210232-partido-comunista-da-china-promove-mudanca-no-governo-de-hubei/

Xi Jinping promete vencer a guerra popular contra novo coronavírus

247 -Usando máscara, o presidente Xi Jinping visitou na segunda-feira (10), uma comunidade residencial, um hospital e um centro distrital para a prevenção e o controle de doenças em Pequim.

A inspeção aconteceu em um momento em que muitas pessoas fora do centro epidêmico da Província de Hubei retomaram o trabalho depois de um feriado prolongado.

Xi disse que a situação no momento continua sendo muito grave, mas expressou a confiança em que a China certamente poderá obter uma vitória completa na batalha contra a epidemia.

Primeiro Xi foi ao condomínio Anhuali, no distrito de Chaoyang, para conhecer a prevenção e o controle da epidemia em nível primário e enfatizou o papel do condomínio na efetiva contenção da propagação da epidemia.

No Hospital Ditan de Pequim, uma instituição designada para tratar a pneumonia causada pelo novo coronavírus, Xi inspecionou o tratamento dos pacientes hospitalizados no centro de monitoramento e falou com os profissionais de saúde em serviço através de uma conexão de vídeo.

Xi pediu que os profissionais de saúde continuem melhorando o plano de diagnóstico e tratamento, salvem os pacientes a todo custo e os lembrou de se protegerem bem.

Leia a íntegra da reportagem na Xinhua em português

“Mais poderoso do que qualquer ataque terrorista”. Coronavírus já fez 1.113 mortos

 

O número de mortos na China continental devido ao novo coronavírus aumentou para 1.113, informou esta terça-feira à noite a Comissão Nacional de Saúde chinesa. De acordo com as autoridades de saúde de Pequim o número total de mortos nas últimas 24 horas é de 97.

 

O número total de casos confirmados é de 44.653, dos quais 2.015 foram confirmados nas últimas 24 horas em território continental chinês. As autoridades chinesas acrescentaram ainda que 451.462 pacientes foram acompanhados por terem tido contacto próximo com os infetados, dos quais 185.037 ainda estão sob observação.

O balanço ultrapassa o da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS, na sigla em inglês), que entre 2002 e 2003 causou a morte a 774 pessoas em todo o mundo, a maioria das quais na China, mas a taxa de mortalidade permanece inferior.

O novo vírus, que provocou um morto em Hong Kong e outro nas Filipinas, afeta também o território de Macau – com nove casos – e mais de duas dezenas de países, onde os casos de contágio superam os 350.

A situação motivou a marcação de uma reunião de urgência de ministros da Saúde dos países da União Europeia para quinta-feira, em Bruxelas, enquanto a Organização Mundial de Saúde enviou uma equipa de especialistas para a China para acompanhar a evolução.

O diretor-geral da agência de saúde das Nações Unidas adverte que a primeira vacina para o vírus, entretanto batizado como COVID-19, só estará pronta daqui a um ano e meio. Um especialista da OMS em emergências de saúde advertiu que o vírus tem potencial para se espalhar mais rapidamente do que o ébola ou a SARS.

O coronavírus é “o pior inimigo que se pode imaginar” e representa uma ameaça global maior do que o terrorismo, alertou ainda a OMS.

Esta terça-feira registou-se ainda o número mais baixo de novos casos confirmados desde o início de fevereiro, além de ter sido a primeira vez que Hubei reportou menos de dois mil novos casos diários desde 2 de fevereiro, de acordo com o jornal chinês South China Morning Post.

Em Portugal, todos os seis casos suspeitos revelaram-se negativos.

Número de infetados em cruzeiro sobe para 174

O número de infetados com o novo coronavírus a bordo do cruzeiro Diamond Princess subiu para 174, segundo informações avançadas pelo Governo japonês, que mantém os passageiros e tripulantes em quarentena no barco atracado ao largo do país.

Há mais de uma semana que cerca de 3.600 pessoas estão em quarentena a bordo do navio por decisão do Governo japonês que pretende assim evitar novas infeções no país.

Os últimos números davam conta de 135 pessoas infetadas a bordo. Mas, entretanto, foram identificados 39 novos casos de contaminação, segundo dados avançados pelo ministro japonês da Saúde e citados pela agência de notícias France-Presse. Segundo o governante, um dos responsáveis pelas operações de quarentena também ficou infetado pelo vírus.

Na terça-feira, o Governo do Japão anunciou que ia permitir que os passageiros mais velhos e pessoas que sofrem de doenças crónicas pudessem deixar o cruzeiro em quarentena no porto de Yokohoma, Japão. Cerca de 80% dos 2.666 passageiros têm mais de 60 anos de idade e mais de 200 passageiros têm 80 anos ou mais.

Presidiários em quarentena no Reino Unido

Dois homens estão em quarentena no estabelecimento prisional de Bullingdon, em Bicester, a cerca de 100 quilómetros a norte de Londres depois de um deles ter desmaiado na cela por dificuldades em respirar.

Há suspeitas de que estejam infetados com o coronavírus. Ambos os homens fizeram análises mas, até ao momento, ainda não se sabe quais os resultados. Neste momento, estão isolados dentro de celas numa área da prisão cujo acesso está restringido por motivos de segurança.

Um deles foi recentemente transferido de uma prisão tailandesa, onde há 32 pessoas infetadas com o vírus, de acordo com a emissora britânica Sky News.

De acordo com a informação disponibilizada pelo site da Justiça britânica, o estabelecimento prisional de Bullingdon tem capacidade para 1.114 presidiários e recebe quem está ainda detido preventivamente, quem já está a cumprir pena e jovens entre os 18 e 21 anos que também foram condenados.

Apesar das suspeitas, a prisão continua em funcionamento.

ZAP // Lusa

 
 
 

Ver original em 'ZAP aeiou' na seguinte ligação:

https://zap.aeiou.pt/poderoso-ataque-terrorista-coronavirus-1113-mortos-308114

Wuhan elabora medidas mais estritas para conter propagação do vírus

 

Os trabalhadores médicos desinfectam uma ambulância que transfere pacientes infectados com o novo coronavírus no Hospital de Huoshenshan em Wuhan, na Província de Hubei, centro da China, em 8 de fevereiro de 2020. (Xinhua/Li Yun)

Wuhan, 11 fev (Xinhua) -- A sede de controle de epidemias de Wuhan, o epicentro do surto do novo coronavírus, emitiu dois avisos na manhã desta terça-feira para ajudar a conter a propagação do novo coronavírus.

Os casos suspeitos com sintomas leves, incluindo os pacientes com febre, devem ser colocados em quarentena e tratados em instituições médicas designadas próximas. Eles não devem procurar tratamento médico em outros distritos para conter a propagação do vírus, aponta um dos avisos.

O segundo determina que todas as comunidades residenciais serão fechadas a partir desta terça-feira, em uma tentativa de fortalecer ainda mais o controle da epidemia e minimizar o fluxo de pessoal. O texto acrescenta que todas as unidades de construção com pacientes confirmados ou casos suspeitos devem ser rigorosamente fechadas ou gerenciadas.

Wuhan, capital da Província de Hubei, no centro da China, registrou 1.552 novas infecções e 67 mortes nesta segunda-feira. A cidade planeja examinar todos os casos suspeitos locais da infecção pelo novo coronavírus até a terça-feira.

Ver original em "XINHUA Português" na ligação seguinte:

http://portuguese.xinhuanet.com/2020-02/11/c_138774504.htm

Medicamento cubano é usado na China para combater o novo coronavírus

 
 

247 -A China está usando, entre outros, um medicamento cubano para combater o novo coronavírus.

O medicamento cubano Interferon alfa 2B recombinante (IFNrec) é um dos principais produtos biotecnológicos da ilha, e está entre os 30 selecionados pela China para lidar com o novo coronavírus.

Segundo especialistas citados pela imprensa cubana, o medicamento é aplicado contra infecções virais causadas pelo HIV, papilomatose respiratória causada por vírus do papiloma humano, hepatite tipos B e C e condiloma acumulado. Também é eficaz em terapias contra diferentes tipos de câncer.

“Cuba reafirma sua solidariedade com o povo e o governo da China”, escreveu o ministro das Relações Exteriores, Bruno Rodríguez, em uma mensagem no Twitter, que enfatizou que “graças à cooperação biotecnológica bilateral, o antiviral cubano Interferon alfa 2B recombinante é um dos medicamentos usados ​​para enfrentar a epidemia “.

Por seu lado, o embaixador cubano na China, Carlos Miguel Pereira, disse em um artigo que a fábrica continuará trabalhando para lidar com o vírus. Pereira destacou a contribuição dos cientistas cubanos na “busca por complexos ou tratamentos de vacinas que apoiam o governo chinês e as pessoas em seus esforços para combater o coronavírus”.

As informações são do Resistência.

Hospitais chineses dão alta a 3.996 pacientes curados da infecção por novo coronavírus

 

Pacientes fazem exercício em um hospital temporário convertido do "Wuhan Livingroom" em Wuhan, Província de Hubei, centro da China, em 10 de fevereiro de 2020. (Xinhua/Xiong Qi)

Beijing, 11 fev (Xinhua) -- Um total de 3.996 pacientes curados do novo coronavírus recebeu alta dos hospitais até o final desta segunda-feira, anunciaram na terça-feira as autoridades de saúde chinesas.

Na segunda-feira, 716 pessoas saíram do hospital depois da recuperação, incluindo 427 na Província de Hubei, informou a Comissão Nacional de Saúde em seu relatório diário.

Até o final desta segunda-feira, 1.016 pessoas tinham morrido da doença e 42.638 casos confirmados da infecção pelo novo coronavírus haviam sido relatados em 31 regiões provinciais e no Corpo de Produção e Construção de Xinjiang na China.

Ver original em "XINHUA Português" na ligação seguinte:

http://portuguese.xinhuanet.com/2020-02/11/c_138773526.htm

Quatro milhões de trabalhadores lutam na linha de frente do controle da epidemia

 

 

Beijing, 11 fev (Xinhua) -- Quatro milhões de trabalhadores comunitários estão lutando na linha de frente de 650 mil condomínios urbanos e rurais após o surto da pneumonia causada pelo novo coronavírus, disse na segunda-feira o Ministério dos Assuntos Civis.

O funcionário Chen Yueliang disse numa coletiva de imprensa em Beijing que cada condomínio é vigiado por seis trabalhadores em média e que cada um deles serve 350 residentes.

Eles se encarregam do trabalho extremamente intenso de prevenção e controle de epidemia e trabalham duro, disse Chen.

Notando que compartilhar canetas e termômetros ao examinar o condomínio poderá trazer riscos de infecção cruzada, Chen sublinhou a tomada de medidas científicas de prevenção e controle nesses lugares, acrescentando que muitos trabalhadores agora realizam medição de temperatura via chamada, usando grupos de redes sociais e plataformas de informação, segundo Chen.

Para minimizar os riscos de infecção cruzada por contato estreito, informações relacionadas ao controle de epidemia em alguns condomínios são registradas em tempo real por meio do aplicativo WeChat, em vez de usar métodos tradicionais de registro em um pedaço de papel, disse ele.

Um trabalhador comunitário informa os residentes sobre exame de saúde no Distrito de Caidian, em Wuhan, na Província de Hubei, centro da China, no dia 7 de fevereiro de 2020. (Xinhua/Cheng Min)

 

Ver original em "XINHUA Português" na ligação seguinte:

http://portuguese.xinhuanet.com/2020-02/11/c_138773455.htm

«QUE MÃO HUMANA ESTARÁ POR DETRÁS DO CORONAVÍRUS?»

 
A pergunta está a tornar-se comum, perante as particularidades e as circunstâncias da epidemia de Coronavírus iniciada na cidade chinesa de Wuhan: tratando-se de uma mutação genética, de onde chegou a mão humana que contribuiu para desencadear a doença? Custa sempre admitir que haja pessoas e instituições capazes de atrocidades destas. Mas olhando um pouco para trás, recordando factos históricos conhecidos, admitidos e comprovados, identificando os seus autores e respectivos interesses, medindo os factos e coincidências podem antever-se respostas sem entrar pela gratuitidade da especulação. O Lado Oculto deixa este texto tentando contribuir para a reflexão informada sobre o tema.
Arthur González*, Pátria Latina/O Lado Oculto
Plum Island, laboratório militar secreto. Para quem conhece a história aterrorizadora da CIA, pejada de planos de acções encobertas para assassinar personalidades, espiar partidos políticos e seus dirigentes, executar golpes de Estado, desenvolver experiências para manipular a mente de seres humanos e trabalhar com agentes biológicos a fim de transmitir vírus contra pessoas, animais e plantas, não é inverosímil supor que também possa estar por detrás do perigoso Coronavírus, o causador da pneumonia de Wuhan, na China.
 
Não é novidade a guerra suja que os Estados Unidos executam contra a China, por considerarem este país como um perigo para a economia norte-americana. Daí o facto de presidente Trump aplicar medidas inéditas para asfixiar a China e evitar que avance como a maior potência económica mundial. Daí ter convertido Pequim no seu novo inimigo estratégico no cenário mundial.
 
Por isso não é de estranhar que os Estados Unidos possam estar por detrás do aparecimento do Coronavírus em Wuhan, obrigando a China a paralisar uma das suas regiões de maior desenvolvimento económico e uma população de mais de 11 milhões de habitantes, sendo a sua sétima cidade mais povoada e uma das nove cidades centrais da China, com conexões para todo o território nacional.
 
Wuhan é qualificada como o centro político, económico, financeiro, comercial, cultural e educativo da China central, além de ser um nó principal de transportes onde se unem dezenas de vias férreas, estradas e autoestradas, ligando a cidade a praticamente todo o país.
 
A sua localização permite, por outro lado, que seja um ponto também propício à rápida disseminação de uma epidemia em todo o país, o que obriga a perguntar: será por acaso que o vírus tenha surgido em Wuhan? Terá sido por essa razão que foi “seleccionada” para o introduzir entre os seus habitantes?
 
Afirma-se que o vírus é o resultado de uma mutação genética, algo em que os cientistas norte-americanos trabalham historicamente nos seus laboratórios militares de guerra biológica.
 
O pânico criado a nível mundial aconselha a que não se visite a China por causa da possibilidade de contágio, o que afecta a indústria turística do país, os investimentos estrangeiros e os intercâmbios comerciais.
 

Os antecedentes em Cuba

 
Cuba, por exemplo, tem sofrido múltiplos ataques biológicos desde há 60 anos. O primeiro caso conhecido é o da Operação Mangosta, aprovada em 18 de Janeiro de 1962 pelo presidente J.F. Kennedy e que na sua norma número 21 diz textualmente:
“A CIA proporá um plano até 15 de Fevereiro para provocar o fracasso das colheitas alimentares em Cuba…”
 
As linhas seguintes não foram desclassificadas pelas autoridades norte-americanas.
 
Em Junho de 1971 comprovou-se a presença em Cuba do vírus que causa a Febre Porcina Africana, o que jamais tinha acontecido na Ilha. Foi preciso sacrificar centenas de milhares de porcos para evitar a sua disseminação por todo o território nacional, com perdas económicas e alimentares de grande envergadura.
 
Em Abril de 1981 foram detectados em Havana vários casos de febre hemorrágica, provocando a morte de quatro crianças. Foi possível comprovar que se tratava de uma estirpe nova do vírus “Nova Guiné 1924”, serotipo 02, única no mundo naquela época, produzida em laboratório.
 
Em Agosto de 1981 detectou-se em Sancti Spiritus, província central de Cuba, o herpes vírus BHV2, endémico em África e isolado no laboratório de doenças incomuns em Plum Island, Estados Unidos. Esse agente viral é o causador da Pseudodermatose Nodular Bovina e afectou a produção de leite.
 
Em 1983, Eduardo Arocena declarou no tribunal de Nova York que o julgava por assassinar um diplomata cubano acreditado na ONU que, como agente da CIA, cumpriu a missão de introduzir germes patogénicos em Cuba quando na Ilha se combatia a epidemia de Dengue Hemorrágico.
 

A importância estratégica de Wuhan

 

A lista de acções semelhantes é ampla. Por isso, não é de estranhar que a China agora seja alvo desse trabalho sujo cultivado por responsáveis norte-americanos. [1]
 
Isto deve-se ao poder económico do gigante asiático; e Wuhan, em particular, é um território de amplas transformações industriais que possui três zonas de desenvolvimento nacional, quatro parques de desenvolvimento científico e tecnológico, mais de 350 institutos de investigação, 1.656 empresas de alta tecnologia, numerosas empresas e investimentos de 230 sociedades listadas na Fortune Global 500.
 
Em Wuhan situa-se a sede da mega empresa Dongfeng Motor Corporation, complexo industrial que fabrica automóveis e está associado a dezenas de institutos de educação superior, inclusive a Universidade de Wuhan, que em 2017 ocupou o terceiro lugar a nível nacional juntamente com a Universidade de Ciência e Tecnologia de Huazhong.
 
Nesse mesmo ano de 2017 a UNESCO declarou Wuhan “Cidade Criativa” no campo do design; hoje está classificada pela Globalization and World Cities Research Network como uma cidade beta mundial (regiões secundárias com impacto na economia global).
 
Os Estados Unidos já emitiram um aviso de viagem de nível 4 - depois de a Organização Mundial de Saúde (OMS) ter declarado a epidemia como uma emergência de saúde pública de preocupação internacional - aconselhando os seus cidadãos e residentes a não viajarem para a China.
 
O Departamento de Segurança Nacional informou que há 11 aeroportos seleccionados, designadamente o Aeroporto Internacional John F. Kennedy, o Aeroporto Internacional de Los Angeles e o Aeroporto Internacional Hartsfield-Jackson de Atlanta, através dos quais os viajantes procedentes da China podem entrar nos Estados Unidos
 
Por sua vez, o Departamento da Saúde declarou que “se os passageiros forem examinados e não mostrarem sintomas serão realojados no seu destino final, sendo-lhes solicitado que fiquem de quarentena no próprio domicílio”.
 
Para semear mais terror, foi nos Estados Unidos que teve origem a notícia de que “o coronavírus pode contagiar ainda sem sintomas”, segundo o critério do principal especialista norte-americano em doenças infecciosas. E em Hong Kong, onde os Estados Unidos têm conduzido as acções “independentistas”, trabalhadores da saúde declararam-se em greve para exigir ao governo que encerre a fronteira com a China continental.
 
Há ou não há razões para suspeitar que a mão dos Estados Unidos esteja por detrás da epidemia, sobretudo tendo em conta todos os antecedentes que a CIA tem em guerra biológica?
 
A China faz todos os possíveis para enfrentar a epidemia e construiu dois hospitais em tempo recorde, demonstrando ao mundo a vontade resolver o problema. Com essa iniciativa manifesta, ao mesmo tempo, a sua capacidade de resposta, algo que incomoda os Estados Unidos, que não seriam capazes de fazer algo semelhante.
 
Algum dia virá a conhecer-se a verdade; enquanto isso, a China continuará os seus passos firmes para tentar derrotar esta doença. Como disse José Martí:
 
“Não é possível que passem despercebidos pelo mundo a piedade incansável do coração e a limpeza absoluta da vontade”.
[1] O governo dos Estados Unidos fez experiências de guerra bacteriológica contra Coreia e a China na década de 1950. Este facto está comprovado no Report of the International Scientific Commission for the Investigation of the Facts Concerning Bacterial Warfare in Korea and China (764 páginas). *Jornalista cubano
 

Ver original em 'Conversa Avinagrada' (aqui)

Taxa de cura da infecção do novo coronavírus aumenta na China

Beijing, 10 fev (Xinhua) -- A proporção de pacientes curados da epidemia causada pela infecção do novo coronavírus na China subiu para 8,2%, ante o índice de 1,3% registrado em 27 de janeiro, anunciou nesta segunda-feira Mi Feng, porta-voz da Comissão Nacional de Saúde (CNS).

As taxas de recuperação na Província de Hubei e sua capital Wuhan, epicentro da epidemia, foram de 6,1% e 6,2%, respectivamente, em comparação com 1,7% e 2,6% em 27 de janeiro, revelou Mi Feng em uma entrevista coletiva realizada em Beijing.

"Os resultados mostram preliminarmente a eficácia do tratamento médico. Para Hubei e Wuhan, suas capacidades de tratamento médico foram notavelmente reforçadas graças ao apoio de equipes médicas vindas de todo o país e ao aumento de leitos hospitalares", disse Mi.

Neste domingo, 632 pacientes curados receberam alta, incluindo 356 em Hubei. O número acumulado de pessoas liberadas foi de 3.281 até o fim do mesmo dia.

Os casos confirmados na parte continental da China chegaram a 40.171 até domingo e 908 pessoas morreram devido à infecção pelo vírus.

Ver original em "XINHUA Português" na ligação seguinte:

http://portuguese.xinhuanet.com/2020-02/10/c_138771487.htm

China põe em funcionamento segundo hospital em tempo recorde

247 -Com a entrada da primeira equipe médica, o hospital Leishenshan começou a receber pacientes em 8 de fevereiro.

Em 25 de janeiro, enquanto a construção do Hospital de Huoshenshan (Montanha de Deus do Fogo) se iniciou, a cidade de Wuhan decidiu urgentemente construir outro Hospital, também em tempo recorde.

Em face do momento agudo da epidemia, a área total de construção do Hospital Leishenshan aumentou de 50.000 metros quadrados para 75.000 metros quadradose depois para quase 80.000 metros quadrados em apenas 6 dias, e o número de leitos aumentou de 1.300 para quase 1.600. O tamanho geral excede dois hospitais de Huoshenshan. Com referência à estrutura do hospital de campanha, o Hospital de Leishenshan tem principalmente área de habitação médica, área de assistência médica e área auxiliar.

A CNBC, um canal americano de TV a cabo, relatou o processo de construção do Hospital Leishenshan em forma de texto e vídeo, indicando que a velocidade de construção do hospital era comparável à do Hospital Xiaotangshan em Pequim em 2003.

O Jornal diário de observadores das Filipinas entrevistou uma historiadora de 84 anos, ela admirou o governo chinês por sua "eficiência em responder à necessidade de seu povo".

Em resposta à necessidade da construção do Hospital Leishenshan, a CNN dos EUA citou o exemplo do médico de emergência, Dr. Solomon Kuah, que ajudou o Comitê Internacional de Resgate a coordenar a construção de hospitais de emergência durante um surto de Ebola na África Ocidental em 2014, indicando que o design da partição em camadas e distritos pode efetivamente compensar a escassez de hospitais existentes no resgate de pessoas infectadas, e a distinção entre pacientes com doença grave e leve, pacientes jovens e velhos é necessária.

 

Como estava no Festival da Primavera, e o tráfego em Wuhan estava fechado, a preparação de materiais e a montagem de trabalhadores ficou muito difícil. “Se houver uma chamada para a batalha, voltarei”, essas palavras foram inúmeras nos grupos de wechat das empresas como China State Railway Investment Construction Group e China Construction Steel Structure, etc.

O número de pessoas no local está aumentando constantemente, de 800 pessoas para 1.000 pessoas, 2.000 pessoas, até 5.000 pessoas. Em 4 de fevereiro, havia mais de 1.000 funcionários na administração e quase 8.000 operadores trabalhando dia e noite, mais de 1.400 conjuntos de equipamentos e veículos de transporte trabalham correndo contra o tempo, mais de 3.000 casas de painéis e 3.300 conjuntos de materiais de instalação mecânica e elétrica chegaram no local para a construção.

"Por trás da velocidade está a inovação da tecnologia de construção de nosso país", disse Wu Hongtao, secretário do Comitê do Partido Comunista do China da empresa China Construction Third Bureau First Engineering Co.,Ltd. A construção dos dois hospitais utiliza a tecnologia de montagem de ponta no setor, que maximiza o uso de produtos industriais montados, reduzindo a carga de trabalho no local e economizando muito tempo. Ao mesmo tempo, a construção no local e a elevação geral foram realizadas intercalamente para obter a máxima eficiência.Em apenas 10 dias, o Hospital Leishenshan foi construído, ajudando a superar a epidemia.

 

Por Tian Doudou e Han Chenglin, do Diário do Povo

Brigada médica e autoridades de Cuba ao lado da China na luta contra o coronavírus

A Brigada Médica Cubana na China reiterou o compromisso de continuar a trabalhar e de aprofundar os intercâmbios com a China no que respeita à epidemia de coronavírus 2019-nCoV.

Um grupo de doentes que estiveram infectados com o coronavírus e recuperaram festeja num hospital em Wuhan, na província chinesa de Hubei (6 de Fevereiro)Créditos / Xinhua

Yamira Palacios, que lidera a Brigada Médica Cubana na China, disse à Prensa Latina que a equipa vai continuar a prestar assistência médica nas instituições de saúde, tal como o faz há 14 anos, de forma ininterrupta.

«Continuaremos a contribuir para o bem-estar e a qualidade de vida, juntamente com os nossos irmãos médicos e trabalhadores chineses da saúde, que são um exemplo de trabalho, coragem e compromisso», sublinhou a médica cubana.

Palacios mostrou confiança na capacidade do gigante asiático para sair «vitorioso nesta batalha pela vida», pois o seu povo «luta, sabe agigantar-se perante as adversidades mais difíceis e está a mostrá-lo agora».

«Apoiamos a China, apoiamos Wuhan e todos os trabalhadores da saúde; são heróis anónimos e vencerão», insistiu.

Brigada Médica Cubana na China com médicos e outros trabalhadores da saúde chineses Créditos

Por outro lado, a médica destacou que a comunidade cubana está bem, protegida e a cumprir todas as medidas decretadas pelas autoridades sanitárias chinesas e pelo Ministério da Saúde Pública do país caribenho.

Palacios chefia o posto médico criado na Embaixada cubana em Pequim para reforçar os cuidados a cidadãos de Cuba na China, em plena situação de emergência relacionada com a epidemida do coronavírus, que, segundo a Prensa Latina, provocou 908 mortes e contagiou 40 171 pessoas.

Na semana passada, chegaram à China a pediatra infectologista Ileana Álvarez e o médico infectologista Rafael Arocha, ambos membros do Contingente Internacional de Médicos Especializados em Desastres e Grandes Epidemias «Henry Reeve».

Autoridades cubanas reconhecem os esforços da China contra o coronavírus

Numa mensagem publicada na sua conta de Twitter, o titular da pasta dos Negócios Estrangeiros, Bruno Rodríguez, reafirmou a solidariedade de Cuba com o gigante asiático e sublinhou o intercâmbio existente entre Havana e Pequim para travar o contágio, face à expansão do coronavírus 2019-nCoV.

Rodríguez referiu-se também à cooperação biotecnológica bilateral, uma vez que, desde 25 de Janeiro, a fábrica mista ChangHeber, localizada em Changchun, na província chinesa de Jilin, está a produzir o antiviral cubano Interferón alfa 2B recombinante, conhecido como IFNrec, e que é um produto líder da biotecnologia na maior ilha das Antilhas.

O medicamento é um dos cerca de 30 escolhidos pela Comissão Nacional de Saúde pela seu potencial para curar a doença respiratória, informou o embaixador de Cuba na China, Carlos Miguel Pereira.

O IFNrec aplica-se contra infecções virais provocadas pelo HIV, a papilomatose respiratória recorrente causada pelo vírus papiloma humano, o condiloma acuminado, e a hepatite B e C, bem como nas terapias contra vários tipos de cancro.

De acordo com dados divulgados pelas autoridades chinesas, a que a Xinhua faz referência, 3281 pessoas recuperaram do coronavírus, e diminuiu o número de pessoas contagiadas fora da província de Hubei e da sua capital, Wuhan, onde surgiu.

Ver original em "AbrilAbril" na seguinte ligação:

https://www.abrilabril.pt/internacional/brigada-medica-e-autoridades-de-cuba-ao-lado-da-china-na-luta-contra-o-coronavirus

União Africana expressa solidariedade com China em sua luta contra epidemia

Vista exterior da sede da União Africana em Adis Abeba, capital da Etiópia, em 28 de janeiro de 2015. (Xinhua/Zhai Jianlan)

Adis Abeba, 9 fev (Xinhua) -- A União Africana (UA) expressou no sábado sua solidariedade para com a China em sua luta contra o novo coronavírus.

"Com o espírito das sólidas relações existentes entre os Estados membros da UA e China, e conscientes dos laços e a cooperação historicamente fraternais entre ambas as partes, os ministros das Relações Exteriores dos países membros da UA expressaram sua solidariedade ao governo e povo da China em seus esforços para conter a propagação do novo coronavírus e abordar suas ramificações sanitárias", disse o Conselho Executivo da UA em um comunicado de imprensa divulgado no final de uma sessão realizada na sede da organização na capital etíope, Adis Abeba.

O comunicado afirmou a confiança dos países membros da UA na capacidade da China de conter a propagação do novo coronavírus. Os membros da UA "têm confiança na capacidade das autoridades chinesas de lidar com os desafios que esta epidemia representa e tomar medidas necessárias a respeito", disse.

"Eles estão convencidos de que as autoridades chinesas trabalharão em colaboração com todos os países por seu interesse comum na hora de enfrentar vários desafios humanitários, sociais e econômicos e conterão este novo vírus", acrescentou.

 

Ver original em "XINHUA Português" na ligação seguinte:

http://portuguese.xinhuanet.com/2020-02/09/c_138768416.htm

Autoridades chinesas enviam quase 12 mil profissionais de saúde a Hubei para ajudar no controle da epidemia

Beijing, 9 fev (Xinhua) -- As autoridades chinesas de saúde enviaram um total de 11.921 profissionais da saúde de todo o país para a Província de Hubei para ajudar na luta contra a pneumonia do novo coronavírus, de acordo com a Comissão Nacional de Saúde (CNS) no domingo.

Duas equipes médicas com mais de mil médicos e enfermeiros de Dalian e Jinzhou, da Província de Liaoning, no nordeste da China, embarcaram no sábado rumo à cidade de Wuhan, epicentro da epidemia, disse Mi Feng, um funcionário da CNS em uma entrevista coletiva em Beijing.

As duas equipes apoiarão os trabalhos de tratamento médico no hospital temporário recém-construído batizado de Leishenshan (Montanha do Deus do Trovão) em Wuhan, que é o segundo da cidade que replica o modelo de tratamento da SARS em Beijing, disse Mi.

Mi expressou o seu agradecimento aos milhares de profissionais da saúde e trabalhadores auxiliares nas linhas de frente da batalha contra a epidemia.

"É por causa da sua dedicação que venceremos a batalha contra a epidemia", disse ele.

Mi também pediu por maior atenção de toda a sociedade às pessoas heróicas nas linhas de frente.

O total de casos confirmados no continente chinês chegou a 37.198 no sábado. Ao todo 811 pessoas morreram da doença. Fim

Ver original em "XINHUA Português" na ligação seguinte:

http://portuguese.xinhuanet.com/2020-02/09/c_138768421.htm

China | Vírus: Número de mortos sobe para 722, ritmo de contágio aumentou

 
O número de mortos provocado pelo surto do novo coronavírus na China aumentou hoje para 722, anunciou a Comissão Nacional de Saúde chinesa, que registou um aumento de novos casos superior ao que se vinha verificando nos últimos dias.
 
Hoje contam-se mais 3.399 casos, enquanto na sexta-feira tinha havido 3.143 novas infeções, ao cabo de vários dias em que o número de novos casos tinha vindo a descer.
 
As autoridades de saúde estão a tratar 6.101 pacientes em estado grave e já deram alta a 2.050 pessoas que contraíram a pneumonia provocada pelo novo coronavírus, detetado pela primeira vez na cidade chinesa de Wuhan, na província central de Hubei.
 
Desde o começo do surto, já foram acompanhadas 345.498 pessoas por suspeita de infeção, 189.660 das quais continuam sob observação.
 
 
O médico chinês que deu o primeiro alerta sobre o surto do novo coronavírus morreu na quinta-feira, depois de ter contraído pneumonia na semana passada, anunciou o hospital onde estava internado.
 
O oftalmologista Li Wenliang de 34 anos, foi "infelizmente contaminado durante o combate à epidemia de pneumonia do novo coronavírus", afirmou, na sua conta na rede social Facebook, o hospital central de Wuhan.
 
A primeira pessoa a morrer por causa do novo coronavírus fora da China foi um cidadão chinês nas Filipinas.
 
Além do território continental da China e das regiões chinesas de Macau e Hong Kong, há outros casos de infeção confirmados em mais de 20 países.
 
A Organização Mundial de Saúde declarou em 30 de janeiro uma situação de emergência de saúde pública de âmbito internacional, o que pressupõe a adoção de medidas de prevenção e coordenação à escala mundial.
 
A doença foi identificada como um novo tipo de coronavírus, semelhante à pneumonia atípica, ou Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS, na sigla em inglês), que entre 2002 e 2003 matou 650 pessoas na China continental e em Hong Kong.
 
As pessoas infetadas podem transmitir a doença durante o período de incubação, que varia entre um dia e duas semanas, sem que o vírus seja detetado.
 
Notícias ao Minuto | Lusa | Imagem: © Lusa

Ver o original em 'Página Global' na seguinte ligação:

https://paginaglobal.blogspot.com/2020/02/china-virus-numero-de-mortos-sobe-para.html

Medicamento antiviral Remdesivir será aplicado em testes clínicos nesta quinta-feira

 

 

Beijing, 6 fev (Xinhua) -- O registro de testes clínicos do remédio antiviral Remdesivir foi aprovado e o primeiro grupo de pacientes com pneumonia infectados pelo 2019-nCoV deve começar a tomar o medicamento nesta quinta-feira, de acordo com uma conferência oficial realizada nesta quarta-feira.

A aprovação é apoiada conjuntamente pelo Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), Comissão Nacional de Saúde e Administração Estatal de Produtos Médicos.

O Remdesivir é um medicamento desenvolvido pela Gilead Sciences, uma empresa farmacêutica americana, revelou Cao Bin, chefe do programa de testes clínicos do medicamento, na conferência realizada pelo MCT no Hospital Jinyintan de Wuhan, na Província de Hubei, centro da China.

O medicamento demonstrou boa atividade antiviral contra a SARS e o coronavírus da MERS em anteriores experimentos com células e animais. Foram realizados no exterior testes clínicos contra infecções pelo Ebola. Em pesquisas domésticas relacionadas, o Remdesivir também demonstrou bom desempenho antiviral contra o 2019-nCoV no nível celular, afirmou Cao.

Neste primeiro momento, 761 pacientes foram incluídos no programa, que adotará um método de estudo randomizado, duplo-cego e controlado por placebo.

Os testes, liderados pelo Hospital da Amizade China-Japão e Instituto de Materia Medica da Academia Chinesa de Ciências Médicas (ACCM), serão realizados em vários hospitais de Wuhan, incluindo o Hospital Jinyintan.

Existe uma esperança sobre o medicamento, mas temos que esperar pelos resultados de sua eficácia real nos testes clínicos, destacou Wang Chen, vice-presidente da Academia Chinesa de Engenharia e presidente da ACCM.

 

Ver original em "XINHUA Português" na ligação seguinte:

http://portuguese.xinhuanet.com/2020-02/06/c_138761134.htm

Recebem alta 1.153 pacientes internados por coronavírus na China

 


Beijing, 6 fev (Xinhua) -- A Comissão Nacional de Saúde da China anunciou nesta quinta-feira que até o fim de quarta 1.153 pacientes infectados pelo novo coronavírus receberam alta hospitalar depois de terem se recuperado.

Na quarta-feira, 261 pessoas foram liberadas do hospital após recuperação da doença, informou a entidade em seu relatório diário.

Até o fim de quarta, 563 pessoas morreram e 28.018 casos de infecção pelo novo coronavírus foram confirmados em 31 regiões de nível provincial e no Corpo de Produção e Construção de Xinjiang na China.

Ver original em "XINHUA Português" na ligação seguinte:

http://portuguese.xinhuanet.com/2020-02/06/c_138760631.htm

Os chineses e o novo coronavírus (2019-nCoV)

A epidemia provocada por uma nova estirpe de vírus na China tornou-se - justificadamente – centro de intensa atenção mediática. Por um lado, porque se trata de uma situação efectivamente muito séria. Por outro porque tem trazido a público a imagem de uma notável eficiência na resposta chinesa. Por outro ainda, porque os media ocidentais encontram no problema e na resposta a ser dada ocasião para atacar, manipular informação e tentar lançar o pânico. Nada de novo.

Vladimir Marciac    05.Feb.20 

Odiario
 
Lembrete antes de virem meter medo e dar lições: segundo o Instituto Pasteur, em França morrem de gripe a cada ano entre 10.000 e 15.000 pessoas.
Em Agosto de 2003, a França sofreu uma onda de calor que causaria 15.000 mortos. O Presidente Chirac, em férias no Canadá, tardou a regressar. O ministro da Saúde, Jean-François Mattéi, de férias no Var, concedeu uma entrevista tranquilizadora à televisão na sua residência, “em traje casual” (blusa polo).

Quando da epidemia de Ébola na África Ocidental em 2014 - considerada como uma emergência máxima contra um vírus com uma taxa de mortalidade de 90% - o CDC americano (Center for Disease Control and Prevention) não levou menos de dois meses para obter a primeira amostra retirada de um paciente e identificar a sequência genómica completa.
O CDC levou mais de um mês e meio para desenvolver kits de identificação quando da gripe suína nos Estados Unidos em 2009 (vírus H1N1).
Em 20 de Janeiro de 2020, 15 trabalhadores médicos em Wuhan foram confirmados doentes e outro suspeito de ter contraído pneumonia causada pelo novo coronavírus. Um desses 16 pacientes está em estado crítico e os outros em estado estável. Segundo a Comissão Municipal de Saúde de Wuhan, todos são tratados isoladamente.

A resposta da China foi fulgurante.

Os chineses precisaram apenas de uma semana a partir da primeira amostra retirada de um paciente para concluir a identificação e o sequenciamento do coronavírus, que são essenciais. Decidiram de imediato publicar e depositar os resultados na biblioteca genómica, para que todo o planeta lhes tivesse acesso imediato. Com base nessa sequência, as empresas chinesas de biotecnologia produziram numa semana testes validados, mais outra primeira vez mundial.
Como estão os chineses a combater a propagação da pneumonia causada pelo novo coronavírus.
O presidente chinês Xi Jinping recebeu em Pequim na terça-feira, 28 de Janeiro de 2020, o director geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus. Informou-o das medidas científicas de prevenção e controlo implementadas e das medidas direcionadas para o problema. Para o presidente chinês, a China continua confiante e dispõe das capacidades necessárias para vencer a batalha final contra a propagação de pneumonia causada pelo novo coronavírus (2019-nCoV).
Por sua parte, Tedros disse estar satisfeito de ver o governo chinês “mostrar a sua determinação política através de várias medidas oportunas e eficazes tomadas para lidar com a epidemia”.
O secretário-geral da ONU, António Guterres, disse na segunda-feira, 27 de Janeiro de 2020, que as Nações Unidas apreciam os esforços da China para combater o novo coronavírus e têm total confiança na capacidade da China de controlar a epidemia.
Assim que essa epidemia apareceu, o governo chinês reagiu efectivamente. Oito dias foram suficientes para as autoridades chinesas determinarem a origem da epidemia de pneumonia causada pelo novo coronavírus. Seguiu-se, como mencionado acima, a partilha da sequência genómica com a OMS e os outros países. Depois, a pneumonia causada por vírus foi adicionada à lista de epidemias reconhecidas. E muito rapidamente as medidas preventivas foram implementadas. É nomeadamente o caso do encerramento temporário das vias que levam a Wuhan e da instalação de um hospital temporário na mesma cidade no espaço de 10 dias.
Foi lançada uma operação de intervenção rápida prevista em caso de incidentes de saúde de magnitude extraordinária. O nível 1 de alerta no plano de acidentes de saúde pública foi accionado em 30 províncias, municípios ou regiões autônomas, cobrindo uma população de mais de 1,3 milhares de milhões de pessoas. Equipas médicas e equipamentos provenientes de 29 províncias chegaram às áreas afectadas pela epidemia.
A construção dos dois hospitais temporários em Wuhan reflectiu igualmente a eficácia da prevenção e controlo da epidemia. O Hospital Huoshenshan, com capacidade para acomodar 1.000 pacientes, estará disponível em 3 de Fevereiro. A área do Hospital Leishenshan é expandida para cerca de 60.000 metros quadrados. Esta unidade de saúde terá 1.600 camas.

A situação é séria.

A epidemia continua ainda a propagar-se.
A situação recente mostra que o coronavírus tem uma forte capacidade de transmissão de humano para humano. A deslocação em larga escala da população antes do Festival da Primavera acelerou a sua propagação e ampliou o alcance da transmissão, o que representa uma ameaça directa para a vida e a saúde do povo chinês. Para as autoridades chinesas, como explicam os peritos médicos, a estratégia de prevenção e controlo que consiste em reduzir o fluxo de pessoas, aumentar a distância interpessoal e reduzir os contactos entre as pessoas é o melhor meio para interromper a via de transmissão do vírus e limitar efectivamente novos casos.
Nos últimos dias, desde o encerramento temporário das vias partindo de Wuhan até ao cancelamento de grandes concentrações e o prolongamento dos feriados do Festival da Primavera, as medidas de prevenção e de controlo adoptadas pela China têm sido difíceis de tomar, mas foram aplicadas resolutamente. Essas decisões reflectem igualmente uma atitude de alta responsabilidade pela segurança sanitária mundial. Todas as medidas adoptadas são conformes com as regras em vigor em matéria de prevenção e controlo de epidemias a nível internacional.
Em 27 de Janeiro, o primeiro-ministro chinês Li Keqiang, responsável pela prevenção e controlo da propagação do novo coronavírus, foi a Wuhan para uma inspecção durante a qual ordenou o envio de mais pessoal médico, particularmente de enfermeiros, e de abastecimento médicos a Wuhan.
Até a noite de 28 de Janeiro, quase 6.000 pessoas das equipas médicas do país chegaram à província de Hubei para apoiar a linha de frente da luta contra a epidemia. As empresas chinesas trabalham horas suplementares para fabricar equipamentos médicos, como máscaras e roupas de protecção médica. Os parceiros envolvidos estabeleceram vias de transporte “verdes” para os bens da actividade produtiva e vida quotidiana, a fim de garantir um aprovisionamento adequado do mercado e preços estáveis ​​nas áreas afectadas pela epidemia.
Os chineses estão a lutar com todas as forças contra essa epidemia que ameaça toda a humanidade. Essa luta requer coordenação e cooperação da comunidade internacional para ser enfrentada. As medidas de prevenção e controlo adoptadas pela China são radicais, rápidas, eficazes, públicas e transparentes. Todos os esforços dos chineses realizados até ao momento consistem em proteger, não apenas os próprios chineses, mas também toda a gente do mundo, que será afectada pelo resultado dessa batalha sem precedentes.

A ONU e OMS felicitam, os media ocidentais criticam

Entretanto, por “opacidade psicológica”, alguns meios de comunicação ocidentais espalham boatos (o Guardian estima em 100.000 o número de pessoas infectadas pelo coronavírus), atacam a China acusada de ter “reagido de forma desproporcionada” ou mesmo de ter “violado direitos humanos”.

É a arte mesquinha de tirar proveito do infortúnio dos chineses para incriminar os seus dirigentes. Se os chineses atribuíssem o mínimo interesse a esse tipo de crítica, se a levassem em conta, os nossos próprios media teriam dado um tiro nos nossos pés.

Fonte: https://www.legrandsoir.info/les-chinois-et-le-nouveau-coronavirus-2019-ncov.html

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References

  1. ^endereço (www.odiario.info)
  2. ^odiario.info (odiario.info)

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Alibaba abre plataforma eletrônica global para compras diretas de suprimentos médicos

 alibaba

Hangzhou, 5 fev (Xinhua) -- O gigante de comércio eletrônico chinês Alibaba lançou uma plataforma online para compras diretas de suprimentos médicos em todo o mundo para atender à demanda urgente no combate ao surto do novo coronavírus.

A plataforma busca combinar eficientemente a oferta com a demanda crescente nas regiões atingidas pela epidemia, especialmente hospitais. Empresas comerciais e produtoras de suprimentos médicos ao redor de todo o mundo podem publicar sua oferta de itens na plataforma para que o Alibaba os compre diretamente e envie os produtos para as linhas de frente.

Suprimentos de emergência como máscaras, roupas de proteção, óculos e luvas ainda são urgentemente necessários na China, apontou o Alibaba.

A companhia também publicou uma carta para agradecer aos doadores domésticos e estrangeiros.

A empresa destacou que as informações na plataforma são transparentes e serão combinadas com eficiência para garantir a entrega bem-sucedida e segura de suprimentos de emergência para os profissionais médicos. O Alibaba também coopera com empresas globais de logística para oferecer soluções de entrega mais rápidas entre países e regiões.

Em 25 de janeiro, o gigante de tecnologia montou um fundo especial de 1 bilhão de yuans (US$ 144 milhões) para suprimentos médicos para combater a epidemia. Até segunda-feira, o Alibaba transportou suprimentos, incluindo doações, para 18 hospitais em três províncias, entre elas Hubei. Fim

Ver original em "XINHUA Português" na ligação seguinte:

http://portuguese.xinhuanet.com/2020-02/05/c_138757995.htm

Caem pelo 2º dia seguido os novos casos suspeitos da infecção por novo coronavírus

 

 

Beijing, 5 fev (Xinhua) -- Caiu na terça-feira pelo segundo dia seguido o número de novos casos de suspeita da infecção por novo coronavírus na parte continental da China, segundo os dados da Comissão Nacional de Saúde.

A comissão informou nesta quarta-feira que recebeu ontem relatórios de 3.971 novos casos de suspeita de 31 regiões de nível provincial e do Corpo de Produção e Construção de Xinjiang, ante 5.072 casos relatados na segunda-feira e 5.173 no domingo.

Ver original em "XINHUA Português" na ligação seguinte:

http://portuguese.xinhuanet.com/2020-02/05/c_138757539.htm

(Multimídia) Recebem alta 892 pacientes internados por coronavírus na China

 

Os pacientes curados acenam adeus aos profissionais médicos do Primeiro Hospital Afiliado da Universidade de Zhengzhou em Zhengzhou, Província de Henan, centro da China, em 4 de fevereiro de 2020. Cinco pacientes de pneumonia infectados pelo novo coronavírus receberam alta hospitalar na terça-feira. (Xinhua/Li An)

Beijing, 5 fev (Xinhua) -- A Comissão Nacional de Saúde da China anunciou nesta quarta-feira que até o fim de terça 892 pacientes infectados pelo novo coronavírus receberam alta hospitalar depois de terem se recuperado.

Na terça-feira, 262 pessoas foram liberadas do hospital após recuperação da doença (125 em Hubei), disse a entidade em seu relatório diário.

Até o fim de terça, 490 pessoas morreram e 24.324 casos de infecção pelo novo coronavírus foram confirmados em 31 regiões de nível provincial e no Corpo de Produção e Construção de Xinjiang na China.

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http://portuguese.xinhuanet.com/2020-02/05/c_138757542.htm

Tratamento do novo coronavírus mostra-se efetivo à medida que as recuperações superam as mortes: diz Comissão Nacional de Saúde

Beijing, 5 fev (Xinhua) -- O número de pacientes recém-curados da pneumonia causada pelo novo coronavírus vem superando o de mortes pela doença desde 28 de janeiro, indicando que o tratamento abrangente que está sendo aplicado é eficaz, apontou a Comissão Nacional de Saúde da China (CNS).

Jiao Yahui, funcionária da CNS, explicou em uma coletiva de imprensa realizada em Beijing que, o tratamento sintomático e o antiviral para os pacientes infectados, juntamente com as terapias que combinam a medicina tradicional chinesa com a ocidental e os tratamentos de suporte, como o uso de ventilador, filtração sanguínea e oxigenação por membrana extracorpórea (ECMO) para os pacientes em estado grave, demonstraram-se efetivos.

"Aceleramos os processos de experimento e pesquisa sobre os métodos de tratamento no combate ao vírus, a fim de aplicar métodos eficazes às práticas clínicas o mais rápido possível", afirmou Jiao.

Pode haver algumas flutuações no número de pacientes que receberam alta e no número de novos óbitos, mas esse é um curso normal do desenvolvimento da patologia, acrescentou Jiao. Fim

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http://portuguese.xinhuanet.com/2020-02/05/c_138757442.htm

China pede cooperação internacional para combater coronavírus

Nações Unidas, 3 fev (Xinhua) -- A China pediu nesta segunda-feira por cooperação internacional para combater o novo coronavírus e destacou a necessidade de evitar reações exageradas, enquanto oficiais da ONU expressaram confiança na luta do país contra a epidemia.

O representante permanente da China na Organização das Nações Unidas, Zhang Jun, disse a repórteres à margem de uma reunião da entidade que é vital para a comunidade internacional manter a solidariedade e a cooperação para superar a epidemia.

A China aprecia o entendimento e o apoio das organizações internacionais, incluindo as Nações Unidas e a Organização Mundial da Saúde (OMS) e países relevantes, agradeceu Zhang.

"Pedimos a todos os países que adotem as recomendações da OMS, que não reajam de forma exagerada, não tomem medidas desnecessárias sobre viagens internacionais ou suspensão de voos etc, e que não pratiquem ações discriminatórias contra a China e os cidadãos chineses", destacou Zhang.

Ele observou que a situação continua desafiadora, mas garantiu: "estamos tomando todas as medidas para combater o surto, tratar os pacientes e controlar a propagação da epidemia".

O representante apontou que equipes médicas de toda a China se concentram em Wuhan neste momento crucial, novos hospitais entraram em funcionamento e um grande número de suprimentos médicos foi entregue.

"Mais vidas foram salvas e mais pacientes se recuperaram. Isso mostra que, diante do surto, a determinação do governo e do povo chinês é firme, e as medidas adotadas são oportunas, poderosas, sem precedentes e responsáveis, e os efeitos estão se mostrando", exaltou Zhang.

O subsecretário-geral do escritório de combate ao terrorismo da ONU, Vladimir Voronkov, expressou sua solidariedade, observando que o governo chinês tomou uma série de medidas e acredita que o país ultrapassará as dificuldades em um curto período de tempo.

Durante a sessão de abertura da reunião sobre segurança de eventos esportivos, o chefe da Aliança das Civilizações da ONU, Miguel Angel Moratinos, disse que aprecia e apoia o esforço feito pelo governo e pelo povo chinês na batalha contra a epidemia e acredita que a China superará as dificuldades.

Ver original em "XINHUA Português" na ligação seguinte:

http://portuguese.xinhuanet.com/2020-02/04/c_138755333.htm

Por que consumo de petróleo está diminuindo na China? Cientista político explica

Extração de petróleo
© CC0 / Pixabay

A demanda de petróleo na China diminuiu em cerca de 20%. Esta tendência tem afetado os mercados mundiais deste combustível, visto que o gigante asiático é o seu maior comprador no mundo.

Cientista político chinês Huang Xiaoyong indica, em entrevista à Sputnik China, as causas que poderiam estar por trás de a China estar importando menos petróleo.

Até muito recentemente, o país consumia por volta de 14 milhões de barris de petróleo diários. Para ter uma ideia, a sua demanda ultrapassava largamente o consumo conjunto deste tipo de hidrocarbonetos pela França, Alemanha, Itália, Espanha, Reino Unido e Japão.

As refinarias chinesas não paravam de aumentar as suas capacidades de produção. Em 2019, a agência Bloomberg Intelligence prognosticou que as capacidades de produção das refinarias independentes na China aumentariam em 1,52 milhões de barris por dia entre 2019 e 2021.

No entanto, com a baixa demanda, as refinarias tanto estatais como privadas não conseguem vender suas reservas. Este cenário ocorreu apesar de muitos agentes do mercado mostrarem otimismo em relação ao crescimento da atividade econômica na China após Pequim e Washington terem assinado a primeira fase do acordo comercial bilateral.

A maior refinaria de petróleo na China, do Sinopec Group, planeja reduzir a produção de petróleo entre 13% e 15% no corrente mês, enquanto as 18 empresas independentes que operam no país irão reduzir ou parar completamente o processamento de petróleo bruto após sobrelotarem seus depósitos.

Não há dúvida de que a redução da demanda de petróleo no país tem tudo a ver com o recente surto de coronavírus na China. Os residentes da cidade de Wuhan e de outras cidades chinesas ficaram proibidos de se deslocarem pelo país. Assim, o Ministério do Transporte da China informou que o número de viagens no país diminuiu 16,5% entre 10 e 30 de janeiro, comparado com o mesmo período no ano passado.

Refinaria da petroleira nacional chinesa CNPC, na cidade de Dalian, na província de Liaoning, China, em 22 de janeiro de 2020
© REUTERS / China Stringer Network
Refinaria da petroleira nacional chinesa CNPC, na cidade de Dalian, na província de Liaoning, China, em 22 de janeiro de 2020

Muitos negócios tais como lojas e cafés continuam fechados na província de Hubei, além de muitas fábricas terem cessado sua produção, prolongando as férias até 10 de fevereiro. Isto teve um impacto negativo sobre o transporte de cargas, que por sua vez levou à diminuição da atividade econômica e do consumo de combustível.

No entanto, existem outros fatores que conduziram à redução da procura de petróleo na China, disse à Sputnik China, Huang Xiaoyong, diretor do Centro de Estudos de Segurança Energética Internacional na Academia de Ciências Sociais da China.

"Atualmente, a China está realizando transformações qualitativas na sua estrutura de produção, regulando as indústrias que antes consumiam um maior volume de petróleo. Tendo em conta tudo isso, o sistema energético [do país] está mudando, estão sendo desenvolvidas outras fontes de energia, aumenta o consumo de gás. Todos estes fatores influenciam o crescimento da demanda de petróleo", explicou.

O Governo chinês começou a implementar uma nova política com o propósito de promover a utilização de fontes de energia mais ecológicas.

O cientista político considera que a situação deve voltar ao normal na segunda metade de 2020, quando a China resolver o problema relacionada com a epidemia.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/economia/2020020515099855-por-que-consumo-de-petroleo-esta-diminuindo-na-china-cientista-politico-explica/

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