China

52 países pronunciam-se contra ingerência nos assuntos internos da China

Na 44.ª sessão do Conselho de Direitos Humanos da ONU, o representante de Cuba leu uma declaração conjunta, em nome de 52 países, contra a ingerência nos assuntos internos, a propósito de Hong Kong.

Manifestante em Hong KongCréditos / South China Morning Post

«A não intervenção nos assuntos internos de estados soberanos é um princípio essencial consagrado na Carta das Nações Unidas e uma norma básica das relações internacionais», afirma-se no texto conjunto lido pelo representante de Cuba esta terça-feira, cujo número de signatários deve aumentar, segundo refere a agência Xinhua.

O documento indica que, «em qualquer país, o poder legislativo sobre assuntos de segurança nacional radica no Estado, o que em essência não é uma questão de direitos humanos».

Sublinha o «direito de cada país a salvaguardar a sua segurança nacional através de legislação» e saúda «as medidas relevantes tomadas para esse fim».

«Damos as boas-vindas à adopção da decisão, por parte do órgão legislativo da China, com vista ao estabelecimento e à melhoria do sistema legal e dos mecanismos de aplicação para a Região Administrativa Especial de Hong Kong (RAEHK), com o propósito de salvaguardar a segurança nacional», afirmam os signatários da declaração, que também apoiam a vontade reafirmada pelo país asiático de manter a política de «Um país, dois sistemas».

«Reiteramos que Hong Kong é uma parte inseparável da China, que os assuntos de Hong Kong são assuntos internos da China que não permitem interferências de forças externas», defende a declaração, que insta «as partes relevantes a deixar de interferir nos assuntos internos da China usando questões relacionadas com Hong Kong».

Legislação para conter a interferência externa

Na terça-feira, a Assembleia Popular Nacional (Parlamento) da China aprovou por unanimidade uma nova lei para reforçar a segurança nacional em Hong Kong. A lei, com seis capítulos e 66 artigos, estipula os crimes de organização e execução de actos de terrorismo, secessão, subversão do poder do Estado e de interferência externa possam ser punidos com penas de prisão entre dez anos e prisão perpétua.

Numa conferência de imprensa em Pequim, Zhang Xiaoming, subdirector do Gabiente de Assuntos de Hong Kong e Macau do Conselho de Estado, afirmou que lei pretende trazer tranquilidade a Hong Kong, «visa apenas um pequeno grupo de criminosos que põem a segurança nacional em perigo» e constitui «um mecanismo para conter as forças externas que interferem nos assuntos de Hong Kong», indica a Xinhua.

Zhang acrescentou que estão garantidos os direitos e liberdades dos habitantes de Hong Kong, bem como os direitos e os interesses legítimos dos investidores estrangeiros na região.

«Será a pedra angular sobre a qual irão assentar a prosperidade e a estabilidade de Hong Kong», defendeu o funcionário chinês.

A lei entrou em vigor às 23h (hora local) de terça-feira, depois de ter sido promulgada pela chefe de governo da RAEHK e publicada no boletim oficial.

Ver original em "AbrilAbril" na seguinte ligação:

https://www.abrilabril.pt/internacional/52-paises-pronunciam-se-contra-ingerencia-nos-assuntos-internos-da-china

A dualidade de critérios na questão dos direitos humanos nos EUA

 
 
Zhong Sheng | opinião
 

No dia 30, durante o 44º encontro do Conselho para os Direitos Humanos das Nações Unidas, Cuba fez um comunicado conjunto em nome de 53 países em apoio à legislação de segurança nacional na Região Administrativa Especial de Hong Kong (RAEHK).


“A legislação para a segurança nacional é do domínio do poder legislativo nacional, sendo um direito aplicável a qualquer país do mundo. Não se trata de uma questão de direitos humanos e, como tal, não deve ser discutida no Conselho de Direitos Humanos... Acreditamos que todos os países têm o direito de promulgar leis para garantir a segurança nacional”.

Trata-se de uma voz da justiça da comunidade internacional, contrapondo as recentes práticas condenáveis dos EUA e de outros países ocidentais que interferiram nos assuntos internos da China. Um dos princípios importantes da Carta das Nações Unidas refere precisamente a não interferência dos assuntos nacionais de países soberanos. O uso abusivo e duplicidade de padrões da questão dos direitos humanos apenas resulta em injustiça.

A Declaração Universal dos Direitos Humanos refere: todos exercem seus direitos e liberdades apenas sob as restrições estabelecidas pela lei. A única finalidade de determinar tais restrições é assegurar o devido reconhecimento e respeito pelos direitos e liberdades dos demais, adaptar à legitimidade da moralidade, ordem pública e ao bem estar universal em uma sociedade democrática.

Como é do conhecimento geral, desde junho do ano passado, organizações que advogam a “independência de Hong Kong” e a “auto-determinação” incitaram os manifestantes. Sob o apoio de forças externas, tentaram transformar Hong Kong num antro de violência. Os sucessivos incidentes não só levaram ao congelamento do trânsito, mas também ao encerramento de lojas, impactando a vida dos cidadãos. Nem mesmo direitos elementares como a vida e a propriedade puderam ser garantidos. Nenhum país poderá simplesmente ignorar estes atos de violação dos direitos humanos.

Hong Kong pertence à China. Ninguém se preocupa tanto com a prosperidade e estabilidade de Hong Kong como o governo chinês e a sua população. Ninguém presta mais atenção ao bem estar e aos direitos dos compatriotas de Hong Kong. O Estado de direito é um símbolo do progresso da civilização humana e uma garantia da manutenção dos direitos humanos. A Lei de Salvaguarda da Segurança Nacional estipula claramente os princípios do Estado de direito, incluindo o respeito e a proteção dos direitos humanos. A legislação não só afeta os direitos e liberdades desfrutados pelos residentes de Hong Kong de acordo com a lei, mas permite que os direitos legais e liberdades dos residentes de Hong Kong possam ser exercidos em um ambiente de segurança.

As medidas práticas da China para salvaguardar os direitos nacionais, respeitar e proteger os direitos humanos merecem o respeito da comunidade internacional. Sob o disfarce de "direitos humanos", os Estados Unidos e outros países ocidentais estão interferindo no comportamento da soberania da China e nos assuntos internos: trata-se de uma repressão política típica e uma grave violação do direito internacional e das regras básicas das relações internacionais.

Os comentários sobre questões de direitos humanos devem ser objetivos e justos. Os fatos provaram repetidamente que a China está constantemente resolvendo problemas de direitos humanos e os EUA constantemente criando novos problemas. Há já algum tempo que alguns políticos americanos têm vindo a ignorar os registros pouco abonatórios de direitos humanos no seu próprio país, servindo-se desta desculpa para interferir em Hong Konge Xinjiang. Fazem-no meramente por questões políticas, recorrendo a padrões duplos. É inequívoco que os EUA ignoram os direitos à vida e à saúde da sua população ao longo dos dois últimos meses, descartando a moralidade e responsabilidade expectáveis. Esse fato desqualifica os EUA de apontarem o dedo a outros países.

No dia 19 deste mês, a quadragésima terceira reunião do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas aprovou uma resolução que condena veementemente as agências policiais americanas de continuarem a cometer discriminação e violência racial contra africanos e pessoas de ascendência africana, citando o caso da morte de George Freud e o racismo estrutural no sistema de justiça criminal dos EUA. Também este mês, os Estados Unidos anunciaram que pretendiam impor sanções e restrições econômicas à entrada nos Estados Unidos de funcionários do Tribunal Penal Internacional e famílias envolvidas na investigação de crimes de guerra e crimes contra a humanidade, os quais envolvem militares e agentes de inteligência dos EUA na guerra no Afeganistão. Um especialista em direitos humanos da ONU emitiu uma declaração dizendo que a decisão sem precedentes do governo dos Estados Unidos de atacar e sancionar cada equipe do Tribunal Penal Internacional consiste em um ataque direto à independência judicial da instituição e também pode prejudicar o acesso das vítimas à justiça.

A crise dos direitos humanos exposta pelos Estados Unidos na resposta à epidemia do novo coronavírus é ainda mais alarmante. São relatados mais de 2,6 milhões de casos diagnosticados e quase 130.000 casos fatais. A taxa de mortalidade das minorias étnicas e de grupos de baixa renda é muito maior do que a dos grupos brancos. Philip Allston, especialista em direitos humanos da ONU, criticou: "Devido à negligência e discriminação de longo prazo, as pessoas de baixa renda e os pobres enfrentam um risco maior de serem infetados. A resposta federal caótica e focada na economia fracassou”. "Embora a epidemia global ainda seja grave, os Estados Unidos ignoraram completamente os apelos das agências de direitos humanos das Nações Unidas e do ACNUR para suspender o repatriamento forçado de dezenas de milhares de imigrantes para países com más condições médicas, causando desastres de saúde pública". De acordo com um relatório divulgado pelo governo da Guatemala em abril, quase um quinto das novas infeções por coronavírus do país "são de imigrantes repatriados dos Estados Unidos".

Alguns políticos dos EUA usam os direitos humanos como uma ferramenta de supressão política de outros países, sabotando a causa internacional dos direitos humanos. Se os Estados Unidos realmente pretendem a salvaguarda dos direitos humanos, deveriam abandonar a mentalidade de Guerra Fria e parar de se servirem deles como ferramenta para alcançar a hegemonia, encarar a questão doméstica dos direitos humanos e promover o diálogo e a cooperação sinceros nesta questão.
 
Diário do Povo Online | Web editor: Fátima Fu, editor

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https://paginaglobal.blogspot.com/2020/07/a-dualidade-de-criterios-na-questao-dos.html

Embaixador: o Reino Unido não tem direitos de ‘supervisão’ sobre Hong Kong

 
 

O embaixador chinês no Reino Unido, Liu Xiaoming, rejeitou na quarta-feira as acusações britânicas contra a lei de segurança nacional para a Região Administrativa Especial de Hong Kong (RAEHK) e clarificou a posição da China.


“As recentes afirmações do Reino Unido relativamente à lei de segurança nacional para a RAEHK são irresponsáveis e injustificáveis. Elas representam uma interferência petulante nos assuntos internos da China e são contrárias aos importantes princípios do respeito mútuo pela soberania, integridade territorial e não interferência nos assuntos internos, defendidos pela Carta da ONU e pelo Comunicado Conjunto do Reino Unido e China para o intercâmbio de embaixadores”, disse Liu durante um encontro com Simon McDonald, sub-secretário permanente do Ministério dos Assuntos Estrangeiros e da Commonwealth.

O primeiro-ministro Boris Johnson afirmou que o Reino Unido irá atribuir direitos de residência e a possibilidade de cidadania até 3 milhões de pessoas em Hong Kong, após a lei de segurança nacional ter sido ratificada.

O lado Chinês expressou profunda preocupação e forte oposição, segundo Liu acrescentou.

Ele reiterou que o conteúdo essencial da Declaração Conjunta Sino-Britânica visa assegurar que Hong Kong é devolvida à China.

“Nem uma palavra ou parágrafo da Declaração Conjunta dá ao Reino Unido qualquer responsabilidade sobre Hong Kong após a sua entrega. O Reino Unido não tem soberania, jurisdição ou direito de ‘supervisão’ sobre Hong Kong após a entrega. Hong Kong é uma região administrativa especial da China. Os seus assuntos são puramente do âmbito interno da China e não são passíveis a qualquer interferência externa”, asseverou Liu.

“É sempre o governo central de um país o responsável por garantir a segurança nacional. A lei de segurança nacional para a RAEHK é oportuna, necessária e razoável”, referiu Liu.

O diplomata acrescentou que a China permanece inabalável na sua determinação de assegurar a soberania, segurança e interesses de desenvolvimento nacionais, exortando o Reino Unido a parar com suas interferências nos assuntos de Hong Kong.

A Lei da República Popular da China para a Salvaguarda da Segurança Nacional na Região Administrativa Especial de Hong Kong, cuja entrada em vigor data de segunda-feira à noite, consiste em um esforço do governo central para combater a secessão, subversão e conluio com forças externas. Vários oficiais de Hong Kong, incluindo a chefe do executivo, Carrie Lam, manifestaram-se a favor da lei.
 
Diário do Povo Online  | Web editor: Fátima Fu, editor

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China e Índia avançam em negociações

 

247- Segundo o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Zhao Lijian, seu país e a Índia continuam atuando para implementar o consenso alcançado nas duas rodadas anteriores das negociações entre comandantes militares. Eles haviam feito progresso na tomada de medidas efetivas para desengajar as tropas e aliviar a situação na linha de frente onde houve combates.

"A China vê isso com bons olhos. Esperamos que o lado indiano trabalhe com o lado chinês em direção ao mesmo objetivo, mantenha uma comunicação estreita através dos canais militares e diplomáticos, alivie a situação e reduza a tensão ao longo da fronteira", disse o porta-voz, segundo a Xinhua.

 

Ver o original em 'Brasil24/7' na seguinte ligação:

https://www.brasil247.com/mundo/china-e-india-avancam-em-negociacoes

Contágio social:   guerra de classes microbiológica na China

por Colectivo Chuang [*]

 A fornalha

Wuhan é conhecida na gíria coloquial como um dos "quatro fornos" da China, devido ao seu Verão quente e húmido, opressivo, compartilhado com Chongqing, Nanjing e alternadamente Nanchange ou Changsha, todas elas cidades movimentadas com longas histórias e que margeiam o vale do rio Yangtze.

Das quatro cidades, Wuhan é ainda salpicada por fornos literais:   este complexo urbano maciço funciona como uma espécie de núcleo para indústrias do aço, betão e outras relacionadas com a construção na China. A sua paisagem pontilhada por altos-fornos de arrefecimento lento das restantes fundições estatais de ferro e aço, agora assolada pela super-produção e forçadas a uma nova ronda contenciosa de downsizings , privatizações e reestruturações gerais – o que resultou em várias grandes greves e protestos nos últimos cinco anos. A cidade é basicamente a capital da construção da China, o que significa que desempenhou um papel particularmente importante no período pós-crise económica global, uma vez que estes foram os anos em que o crescimento chinês foi animado pela canalização de fundos de investimento em projectos de infraestruturas e imóveis. Wuhan não só alimentou esta bolha com o seu excesso de oferta de materiais de construção e engenheiros civis como também, com isso, tornou-se por si própria uma cidade próspera no imobiliário. De acordo com os nossos cálculos, em 2018-2019, a área total dedicada à construção em Wuhan era equivalente à dimensão de toda a ilha de Hong Kong.

Mas agora este forno que impulsiona a economia chinesa no pós-crise parece, tal como nas suas fundições de ferro e aço, estar a arrefecer. Embora este processo se encontrasse em curso, a metáfora agora já não é simplesmente económica, pois a cidade outrora frenética foi selada há mais de um mês, as suas ruas esvaziadas por ordem do governo: "A maior contribuição que vocês podem dar é: não fiquem juntos, não provoquem caos", lê-se numa manchete no Diário de Guangming, dirigido pelo departamento de propaganda do Partido Comunista Chinês. Hoje, as novas avenidas do Wuhan e os reluzentes edifícios de aço e vidro que as coroam estão frias e vazias, quando acaba o Inverno durante o Ano Novo Lunar e a cidade estagna sob a contracção geral da quarentena. Isolar-se é um conselho saudável para qualquer pessoa na China, onde o surto do novo coronavírus (recentemente renomeado SARS-CoV-2 e a sua doença Covid-19 ) matou mais de duas mil pessoas – mais do que o seu antecessor, a epidemia de SARS em 2003. Todo o país inteiro está confinado, tal como ocorreu durante a SARS. As escolas estão fechadas e as pessoas encerradas nas suas casas por todo o país. Quase toda actividade económica cessou no feriado do Ano Novo Lunar, em 25 de Janeiro, mas a pausa foi estendida durante um mês a fim de conter a propagação da epidemia. Os fornos da China parecem ter cessado de fumegar ou, pelo menos, terem sido reduzidos a brasas suavemente incandescentes. Contujdo, de certo modo a cidade tornou-se outro tipo de forno, pois o coronavírus arde através da sua população maciça como uma febre evidente.

O surto tem sido incorrectamente acusado de tudo, desde a libertação conspirativa e/ou acidental de uma estirpe de vírus do Instituto de Virologia de Wuhan – uma alegação dúbia espalhada pelas redes sociais, particularmente através de publicações paranóicas de Hong Kong e Formosa no Facebook, mas agora enterrada por órgãos de imprensa conservadores e interesses militares no Ocidente – à propensão do povo chinês para consumir alimentos "sujos" ou "estranhos", pois o surto do vírus está ligado a morcegos ou serpentes vendidos num mercado húmido semi-ilegal especializado em fauna selvagem e outros animais raros (embora esta não fosse a fonte definitiva ). Ambos os temas principais exibem o evidente belicismo e orientalismo comuns em reportagens sobre a China e vários artigos apontaram este facto básico . Mas mesmo estas respostas tendem a focalizar apenas questões sobre como o vírus é percebido na esfera cultural, gastando muito menos tempo a investigar a dinâmica muito mais brutal que é obscurecida sob o frenesim da media.

Uma variante ligeiramente mais complexa compreende pelo menos as consequências económicas, mesmo quando exagera para efeito retórico as potenciais repercussões políticas. Aqui encontramos os suspeitos do costume, que vão desde os políticos tendencialmente belicistas até aos liberais alarmistas: agências de imprensa da National Review ao New York Times já insinuaram que o surto pode trazer uma "crise de legitimidade" ao PCC, apesar do facto de que praticamente não há cheiro a revolta no ar. Mas o cerne da verdade nestas previsões reside na compreensão das dimensões económicas da quarentena – algo que dificilmente poderia ser perdido por jornalistas com carteiras de acções mais espessas do que os seus crânios. Porque o facto é que, apesar do apelo do governo para se isolar, as pessoas podem em breve ser obrigadas a "reunir-se" para atenderem às necessidades de produção. De acordo com as últimas estimativas iniciais, a epidemia já fará com que o PIB da China abrande 5% este ano, abaixo da já marcada taxa de crescimento de 6% no ano passado, a mais baixa em três décadas. Alguns analistas disseram que o crescimento do primeiro trimestre poderia afundar 4% ou menos e que isso poderia desencadear uma recessão global de algum tipo. Foi colocada uma questão anteriormente impensável: o que é que acontece realmente à economia global quando o forno chinês começa a esfriar?

 Dentro da própria China, a trajectória certa deste acontecimento é difícil de prever, mas o momento já provocou um raro processo colectivo de questionamento e aprendizagem sobre a sociedade. A epidemia infectou directamente cerca de 80 mil pessoas (na estimativa mais conservadora), mas causou um choque na vida quotidiana de 1,4 mil milhões sob o capitalismo, aprisionadas num momento de auto-reflexão precária. Este momento, embora coberto de medo, ajudou a que todos fizessem em simultâneo algumas perguntas profundas: O que vai acontecer comigo? Os meus filhos, a minha família e os meus amigos? Teremos comida suficiente? Vou ser pago? Vou conseguir pagar a renda? Quem é responsável por tudo isto? De forma distorcida, a experiência subjectiva é um pouco parecida com a de uma greve em massa – mas que, pelo seu carácter não espontâneo, de cima para baixo e especialmente pela hiper-atomização involuntária, ilustra os enigmas básicos do nosso próprio presente político tão claramente estrangulado como as verdadeiras greves em massa do século anterior elucidaram as contradições da sua época. A quarentena funciona, portanto, como uma greve esvaziada das suas características mais comuns, mas capaz de causar um choque profundo tanto na psique quanto na economia. Este facto, por si só, é merecedor de reflexão.

Claro que a especulação sobre a iminente queda do PCC é um disparate previsível, um dos passatempos favoritos de The New Yorker e The Economist. Enquanto isso, os protocolos normais de repressão mediática estão em andamento, nos quais artigos de opinião abertamente racistas dos meios de comunicação de massas publicados nos meios de comunicação tradicionais são contrabalançados por um enxame de artigos de opinião na web que polemizam contra o orientalismo e outras facetas da ideologia. Mas quase toda esta discussão permanece no nível da representação – ou, na melhor das hipóteses, da política de contenção e das consequências económicas da epidemia – sem mergulhar em questões sobre, em primeiro lugar, como essas doenças são produzidas e muito menos distribuídas. Mas mesmo isto não chega. Agora não é o momento para um simples exercício " Scooby-Doo Marxista" de tirar a máscara do vilão para revelar que, sim, de facto, foi o capitalismo que causou o coronavírus! Isso não seria mais subtil do que os comentaristas estrangeiros que cheiram a mudança de regime. Claro que o capitalismo é culpável – mas como, exactamente, a esfera socioeconómica interage com a biológica, e que tipo de lições mais profundas podem ser tiradas de toda a experiência?

Nesse sentido, o surto apresenta duas oportunidades de reflexão: primeiro, é uma abertura instrutiva na qual podemos rever questões substanciais sobre como a produção capitalista se relaciona com o mundo não-humano a um nível mais fundamental – como, em suma, o mundo natural, incluindo o substrato microbiológico, não pode ser compreendido sem referência a como a sociedade organiza a produção (porque os dois não estão, de facto, separados). Ao mesmo tempo, é um lembrete de que o único comunismo que vale o nome é aquele que inclui o potencial de um naturalismo totalmente politizado. Em segundo lugar, podemos também usar este momento de isolamento para a nossa própria reflexão sobre o estado actual da sociedade chinesa. Algumas coisas só se tornam claras quando tudo tende a parar inesperadamente e um abrandamento deste género não pode deixar de tornar visíveis tensões anteriormente obscuras. Abaixo, então, exploraremos estas duas questões, mostrando não apenas como a acumulação capitalista produz tais pragas, mas também como o momento da pandemia é, ela própria, um caso contraditório de crise política, tornando visível para as pessoas o potencial e as dependências invisíveis do mundo à sua volta, ao mesmo tempo que oferecemos mais uma desculpa para a extensão ainda maior dos sistemas de controlo na vida quotidiana.

A produção de pragas

O vírus por detrás da actual epidemia (SARS-CoV-2) foi, tal como o seu antecessor SARS-CoV em 2003, bem como a gripe aviária e a gripe suína antes dela, gerado no elo da economia e da epidemiologia. Não é por acaso que muitos destes vírus têm nomes de animais: a propagação de novas doenças na população humana é quase sempre o produto daquilo a que se chama transferência zoonótica, que é um modo técnico de dizer que tais infecções saltam de animais para humanos. Este salto de uma espécie para outra é condicionado por coisas como proximidade e regularidade de contacto, que constrói o ambiente em que a doença é forçada a evoluir. Quando muda essa interacção entre humanos e animais, alteram-se igualmente as condições em que tais doenças evoluem. Por baixo dos quatro fornos, encontra-se, portanto, um forno mais fundamental que está por trás dos nós industriais do mundo: a panela de pressão evolutiva da agricultura capitalista e da urbanização. Isto proporciona o meio ideal para pragas cada vez mais devastadoras nascerem, se transformarem, e serem induzidas a saltos zoonóticos e, de seguida, transmitidas agressivamente à população humana. A isto acrescem processos igualmente intensivos que ocorrem à margem da economia, onde são encontradas estirpes "selvagens" por pessoas forçadas a incursões agro-económicas, cada vez mais extensas nos ecossistemas locais. O coronavírus mais recente, nas suas origens "selvagens" e na sua súbita propagação através de um centro fortemente industrializado e urbanizado da economia global, representa ambas as dimensões da nossa nova era de pragas político-económicas.

 A ideia básica é desenvolvida de modo mais completo por biólogos de esquerda como Robert G. Wallace, cujo livro Big Farms Make Big Flu , de 2016, defende exaustivamente a relação entre o agro-negócio capitalista e a etiologia das epidemias recentes, desde a SARS ao Ébola [1] . Estas epidemias podem ser vagamente agrupadas em duas categorias, a primeira originada no núcleo da produção agro-económica e a segunda no seu interior. Ao investigar a propagação do H5N1, também conhecido como gripe aviária, Wallace resume vários factores-chave da geografia das epidemias que se originam no núcleo produtivo:

As paisagens rurais de muitos dos países mais pobres caracterizam-se actualmente por agro-negócios não regulamentados pressionados contra bairros periféricos degradados. A transmissão não controlada em áreas vulneráveis aumenta a variação genética, com a qual o H5N1 pode desenvolver características específicas para o ser humano. Ao difundir-se em três continentes, o H5N1 em rápida evolução entra também em contacto com uma variedade crescente de ambientes socio-ecológicos, incluindo combinações locais de tipos de hospedeiros predominantes, modos de criação de aves de aviários e medidas de saúde animal. [2]

Esta propagação é, evidentemente, impulsionada pelos circuitos globais de produtos de base e pelas migrações regulares de mão-de-obra que definem a geografia económica capitalista. O resultado é "um tipo de selecção demográfica cada vez maior", através do qual o vírus encontra maior número de vias evolutivas em menor tempo, permitindo que as variantes mais aptas superem as demais.

Mas este é um ponto fácil de ser dito e é já comum na imprensa tradicional: o facto de que a "globalização" permite a propagação mais rápida de tais doenças – ainda que aqui com um acréscimo importante, observando como esse mesmo processo de circulação também estimula a mutação mais rápida do vírus. A verdadeira questão, porém, chega no início: antes de a circulação aumentar a capacidade de resistência a tais doenças, a lógica básica do capital contribui para colocar estirpes virais isoladas ou inofensivas em ambientes hipercompetitivos que favorecem os traços específicos que causam epidemias, tais como os rápidos ciclos de vida viral, a capacidade de salto zoonótico entre as espécies de transporte e a capacidade de desenvolver rapidamente novos vectores de transmissão. Estas estirpes tendem a destacar-se precisamente por causa de sua virulência. Em termos absolutos, parece que desenvolver mais estirpes virulentas teria o efeito oposto, já que matar o hospedeiro mais cedo dá menos tempo para o vírus se espalhar. A constipação comum é um bom exemplo deste princípio, que geralmente mantém níveis baixos de intensidade que facilitam a sua distribuição generalizada através da população. Mas em certos ambientes, a lógica oposta faz muito mais sentido. Quando um vírus tem inúmeros hospedeiros da mesma espécie, na proximidade imediata, e especialmente quando esses hospedeiros já podem ter ciclos de vida reduzidos, o aumento da virulência torna-se uma vantagem evolutiva.

Novamente, o exemplo da gripe aviária é um exemplo a considerar. Wallace salienta que os estudos demonstraram que "não existem estirpes endémicas altamente patogénicas [da gripe] em populações de aves selvagens, o último reservatório de quase todos os subtipos de gripe" [3] . Em vez disso, as populações domesticadas agrupadas em explorações industriais parecem apresentar uma relação clara com tais surtos, por razões óbvias:

Monoculturas genéticas crescentes de animais domésticos eliminam quaisquer corta-fogos imunitários que possam estar disponíveis para retardar a transmissão. Maior dimensão e densidade populacional facilita maiores taxas de transmissão. Tais condições sobre-lotadas enfraquecem a resposta imunitária. O alto rendimento, parte de qualquer produção industrial, fornece um abastecimento continuamente renovado de substâncias susceptíveis, o combustível para a evolução da virulência [4] .

E, claro, cada uma dessas características é um resultado da lógica da competição industrial. Em particular, a rápida taxa de "produtividade" em tais contextos tem uma vincada dimensão biológica: "Assim que os animais industriais atingem o volume certo, eles são mortos. Infecções de influenza residentes devem atingir rapidamente o seu limiar de transmissão em qualquer animal […] Quanto mais rápido os vírus são produzidos, maior é o dano para o animal." [5] Ironicamente, a tentativa de suprimir esses surtos através do abate em massa – como nos casos recentes de peste suína africana que resultaram na perda de quase um quarto do fornecimento mundial de carne de suíno – pode ter o efeito involuntário de aumentar ainda mais a pressão de selecção, induzindo assim a evolução das estirpes hipervirulentas. Embora tais surtos tenham ocorrido historicamente em espécies domesticadas, muitas vezes após períodos de guerra ou de catástrofe ambiental que exercem pressão acrescida sobre populações pecuárias, os aumentos na intensidade e virulência dessas doenças acompanharam inegavelmente a propagação da produção capitalista.

História e etiologia

 As pragas são, em grande medida, a sombra da industrialização capitalista, ao mesmo tempo que actuam como o seu prenúncio. Os casos óbvios de varíola, e de outras pandemias introduzidas na América do Norte, são exemplos muito simples, uma vez que a sua intensidade terá sido reforçada pela separação a longo prazo de populações na geografia física – e essas doenças já haviam, de qualquer modo, ganho a sua virulência através de redes mercantis pré-capitalistas e da urbanização precoce na Ásia e na Europa. Se, pelo contrário, olharmos para Inglaterra, onde o capitalismo surgiu primeiro no meio rural através do despacho em massa de camponeses da terra para ser substituída por monoculturas de gado, vemos os primeiros exemplos destas claras pragas capitalistas . Três pandemias diferentes ocorreram em Inglaterra do século XVIII, entre 1709-1720, 1742-1760 e 1768-1786. A origem de cada uma delas veio de gado importado da Europa, infectado por pandemias pré-capitalistas que habitualmente se seguiam a crises de guerra. Mas, na Inglaterra, o gado começava a concentrar-se de novas formas e a introdução do gado infectado atingiria a população de modo mais agressivo do que na Europa. Não é por acaso, assim, que os surtos se centraram nas grandes vacarias de Londres, que proporcionavam ambientes ideais para a intensificação do vírus.

Em última análise, cada um dos surtos foi contido através do abate precoce selectivo em menor escala, combinado com a aplicação de práticas médicas e científicas modernas – na essência, semelhantes à forma como as epidemias são combatidas actualmente. Este é o primeiro exemplo daquilo que se viria a tornar um padrão claro, imitando o da própria crise económica: colapsos cada vez mais intensos que parecem colocar todo o sistema num precipício, mas que acabam por ser superados por meio de uma combinação de sacrifícios em massa que iliba o mercado/a população e uma intensificação dos avanços tecnológicos – neste caso, práticas médicas modernas e novas vacinas, que muitas vezes chegam tarde demais, mas ajudam a desanuviar as coisas na esteira da devastação.

Este exemplo do berço do capitalismo deve ser acompanhado por uma explicação sobre os efeitos que as práticas agrícolas capitalistas tiveram na periferia. Enquanto as pandemias de gado da Inglaterra recém capitalista eram contidas, os resultados noutros lugares foram muito mais devastadores. O exemplo com maior impacto histórico é provavelmente o surto de peste bovina em África , que ocorreu nos anos 1890. A data em si não é coincidência: a peste bovina flagelou a Europa com uma intensidade que acompanhava de perto o crescimento da agricultura em larga escala, apenas controlada pelo avanço da ciência moderna. Mas o final do século XIX viu o auge do imperialismo europeu, resumido à colonização de África. A peste foi levada da Europa para a África Oriental pelos italianos, que procuravam alcançar outras potências imperiais, colonizando o Corno de África através de uma série de campanhas militares. Essas campanhas acabaram em fracasso, mas a doença espalhou-se pela população de bovinos e acabou por chegar à África do Sul, onde devastou a economia agrícola recém capitalista da colónia, matando até o rebanho da propriedade do auto-declarado supremacista branco, Cecil Rhodes. O efeito histórico maior foi inegável: matou 80-90% de todos os bovinos e resultou numa fome sem precedentes nas sociedades predominantemente de pastorícia da África subsariana. Este despovoamento foi seguido pela invasiva colonização da savana por arbustos de espinhos, o que criou o habitat para a mosca tsé-tsé, que tanto transporta a doença do sono como impede o pastoreio do gado. Isto levou a que o repovoamento da região após a fome fosse limitado e permitiu maior disseminação das potências coloniais europeias por todo o continente.

 Para além de induzir crises agrícolas periódicas e produzir as condições apocalípticas que ajudaram o capitalismo a ultrapassar os primeiros obstáculos, tais pragas também assombraram o proletariado no próprio núcleo industrial. Antes de voltar aos muitos exemplos mais recentes, vale a pena assinalar novamente que simplesmente não há nada de exclusivamente chinês no surto de coronavírus. As explicações sobre porque é que tantas epidemias parecem surgir na China não são culturais, mas sim questões de geografia económica. Isto é muito claro se compararmos a China com os EUA ou a Europa, quando estes eram centros de produção global e de emprego industrial em massa [6] . E o resultado é essencialmente idêntico, com todas as mesmas características. Os animais mortos no meio rural afitaram a cidade devido a más práticas sanitárias e a contaminação generalizada. Este tornou-se o centro dos primeiros esforços liberais-progressistas de reforma nas zonas de classe trabalhadora, ilustrados pela recepção do romance de Upton Sinclair, A selva , originalmente escrito para documentar o sofrimento dos trabalhadores imigrantes na indústria de embalagem de carne, retomado por liberais mais ricos, preocupados com as violações de saúde e as condições geralmente insalubres nas quais a sua própria comida era preparada.

Esta indignação liberal contra a "falta de limpeza", com todo o seu racismo implícito, ainda define o que podemos pensar como a ideologia automática da maioria das pessoas quando confrontada com as dimensões políticas de algo como o coronavírus ou a epidemia de SARS. Mas os trabalhadores têm pouco controlo sobre as condições em que trabalham. Mais importante ainda, embora as condições insalubres se filtrem fora da fábrica, através da contaminação do abastecimento alimentar, esta contaminação é na verdade apenas a ponta do icebergue. Tais condições são a norma para aqueles que trabalham nelas ou que vivem em povoações proletárias próximas e estas condições induzem declínios ao nível da população na saúde, que proporcionam condições ainda melhores para a propagação das muitas pragas do capitalismo. Vejamos, por exemplo, o caso da gripe espanhola, uma das epidemias mais mortais da história. Este foi um dos primeiros surtos de gripe H1N1 (relacionados com surtos mais recentes de gripe suína e aviária) e presumiu-se, desde há muito, que tinha sido diferente em termos qualitativos de outras variantes da gripe, dado o seu elevado número de mortes. Embora tal pareça ser verdade em parte (devido à capacidade da gripe de induzir uma reacção excessiva do sistema imunitário), revisões posteriores da literatura e pesquisas epidemiológicas históricas concluíram que pode não ter sido tão mais virulenta do que outras estirpes. Em vez disso, a sua elevada taxa de mortalidade foi provavelmente causada principalmente por má-nutrição generalizada, sobrelotação urbana e condições de vida geralmente insalubres nas áreas afitadas, o que impulsionou não só a propagação da própria gripe, mas também o cultivo de super-infecções bacterianas para além da viral subjacente [7] .

Por outras palavras, o número de mortes por gripe espanhola, embora retratada como uma imprevisível aberração no carácter do vírus, recebeu um impulso equivalente pelas condições sociais. Entretanto, o rápido alastramento da gripe foi facilitado pelo comércio global e pela guerra global, naquela altura centrada nos imperialismos que rapidamente se alteraram e sobreviveram à primeira guerra mundial. E, mais uma vez, encontramos a história familiar de como tal estirpe mortal de influenza foi inicialmente produzida: embora a origem exacta seja ainda um pouco turva, assume-se que tem origem em suínos domesticados ou em aves de aviário, provavelmente no Kansas. O momento e a localização são notáveis, uma vez que os anos que sucederam à guerra foram uma espécie de ponto de inflexão para a agricultura americana, que viu generalizada a aplicação de métodos de produção cada vez mais mecanizados, de tipo industrial. Estas tendências intensificaram-se na década de 1920 e a aplicação em massa de tecnologias como a ceifeira-debulhadora induziu quer a monopolização gradual, quer o desastre ecológico, cuja combinação resultou na crise do Dust Bowl e na migração em massa que se seguiu. A intensa concentração de animais que marcaria as explorações industriais posteriores ainda não tinha surgido, mas as formas mais básicas de concentração e de produção intensiva que já haviam criado epidemias de gado em toda a Europa eram agora a norma. Se as epidemias inglesas de bovinos do século XVIII foram o primeiro caso de uma praga pecuária claramente capitalista e o surto de peste bovina na África dos anos 90, o maior dos holocaustos epidemiológicos do imperialismo, a gripe espanhola pode ser entendida como o primeiro dos flagelos do capitalismo no proletariado.

Idade dourada

Os paralelos com o caso chinês actual são consideráveis. A COVID-19 não pode ser compreendida sem ter em conta as formas como a China, nas últimas décadas de desenvolvimento no e através do sistema capitalista global, moldou o sistema de saúde do país e o estado de saúde pública em geral. A epidemia, todavia nova, é semelhante a outras crises de saúde pública que aconteceram antes dela, com tendência a serem produzidas com quase a mesma regularidade das crises económicas e ser vistas de formas semelhantes na imprensa popular – como se fossem eventos aleatórios, "cisne negro", totalmente imprevisíveis e sem precedentes. A realidade, porém, é que essas crises de saúde seguem padrões caóticos e cíclicos de recorrência própria, que se tornam mais prováveis por uma série de contradições estruturantes da natureza da produção e da vida proletária sob o capitalismo. Tal como no caso da gripe espanhola, o coronavírus foi originalmente capaz de se manter e se espalhar rapidamente devido à degradação geral dos cuidados básicos de saúde na população em geral. Mas precisamente porque esta degradação ocorreu no seio de um crescimento económico espectacular, foi obscurecida por detrás do esplendor de cidades reluzentes e fábricas maciças. A realidade, no entanto, é que as despesas com bens públicos como saúde e educação na China permanecem extremamente baixas, enquanto a maioria das despesas públicas tem sido direccionada para infraestruturas de tijolos e argamassa – pontes, estradas e electricidade barata para a produção.

Entretanto, a qualidade dos produtos do mercado interno é muitas vezes perigosamente fraca. Durante décadas, a indústria chinesa produziu exportações de alta qualidade e alto valor, feitas com os mais altos padrões globais para o mercado mundial, como iPhones e chips de computador. Mas esses bens que restam para consumo no mercado interno têm padrões abissais, causando escândalos regulares e profunda desconfiança do público. Os muitos casos têm eco inegável em A Selva de Sinclair e noutras estórias da América da "Idade Dourada". O maior caso na memória recente, o escândalo do leite de melamina em 2008, deixou uma dezena de bebés mortos e dezenas de milhares hospitalizados (embora talvez centenas de milhares tenham sido afectados). Desde então, vários escândalos têm abalado o público regularmente: em 2011, quando se descobriu que o "óleo de esgoto" reciclado a partir de graxa era utilizado em restaurantes por todo o país ou, em 2018, quando vacinas defeituosas mataram várias crianças e, um ano depois, quando foram hospitalizadas dezenas de pessoas que receberam vacinas falsas de HPV . Histórias mais brandas são mais abundantes ainda, compondo um ambiente familiar para qualquer um que vive na China: mistura de sopa instantânea em pó cortada com sabão para manter os custos baixos, empresários que vendem porcos mortos por causas misteriosas em vilas vizinhas, fofocas detalhadas sobre quais lojas de rua mais provavelmente te vão fazer adoecer.

Antes da incorporação processual do país no sistema capitalista global, serviços como cuidados de saúde na China foram prestados (em grande parte nas cidades) sob o sistema danwei de benefícios baseados em empreendimentos ou (principalmente mas não exclusivamente no meio rural) por clínicas locais de cuidados de saúde, equipadas com numerosos médicos descalços , todos fornecidos gratuitamente. Os êxitos dos cuidados de saúde da era socialista , tal como os seus êxitos no domínio da educação básica e da literacia, foram suficientemente substanciais para que até os críticos mais severos do país tivessem de os reconhecer . A esquistossomose , que assolou o país durante séculos, foi essencialmente erradicada em grande parte do seu núcleo histórico, apenas para voltar a vigorar quando o sistema de saúde socialista começou a ser desmantelado. A mortalidade infantil desabou e, mesmo apesar da fome que acompanhou o Grande Salto em Frente, a expectativa de vida saltou de 45 para 68 anos entre 1950 e o início dos anos 80. A imunização e as práticas sanitárias gerais tornaram-se generalizadas e a informação básica sobre nutrição e saúde pública, assim como o acesso a medicamentos essenciais, era gratuito e disponível para todos. Enquanto isso, o sistema médico de "pé descalço" ajudou a distribuir conhecimento médico fundamental, embora limitado, a uma grande parte da população, ajudando a construir um sistema de saúde bottom-up robusto em condições de pobreza material agravada. Vale lembrar que tudo isso aconteceu numa época em que a China era mais pobre, per capita, do que o país médio da África subsariana de hoje.

Desde então, uma combinação de negligência e privatização degradou substancialmente este sistema, exactamente ao mesmo tempo que a rápida urbanização e a produção industrial não regulamentada de bens domésticos e alimentos tornou ainda mais necessária a generalização dos cuidados de saúde, para não falar da regulamentação alimentar, farmacêutica e de segurança. Hoje, a despesa pública da China com a saúde é de 323 dólares americanos per capita, de acordo com dados da Organização Mundial de Saúde. Este número é baixo mesmo entre outros países de "rendimento médio superior" e é cerca de metade do gasto pelo Brasil, Bielorrússia e Bulgária. A regulamentação é mínima a inexistente, resultando em numerosos escândalos como os acima referidos. Entretanto, os efeitos de tudo isto são sentidos mais fortemente pelas centenas de milhões de trabalhadores migrantes, para os quais qualquer direito a cuidados básicos de saúde se evapora completamente quando saem das suas cidades rurais (onde, no sistema hukou , são residentes permanentes independentemente da sua localização real, o que significa que os recursos públicos restantes não podem ser acessados noutros locais).

Ostensivamente, a saúde pública deveria ter sido substituída no final dos anos 90 por um sistema mais privatizado (embora gerido pelo Estado), no qual uma combinação de contribuições patronais e de trabalhadores proporcionaria cuidados médicos, pensões e seguro de habitação. Mas este sistema de segurança social sofreu de sub-pagamento sistemático, na medida em que as contribuições supostamente "requeridas" por parte dos empregadores são muitas vezes ignoradas simplesmente, deixando a esmagadora maioria dos trabalhadores a pagar. De acordo com a última estimativa nacional disponível, apenas 22% dos trabalhadores migrantes tinham seguro médico básico. A falta de contribuições para o sistema de segurança social não é, no entanto, um mero ato desastroso de patrões corruptos individualmente, sendo antes explicada pelo facto de margens de lucro reduzidas não permitirem quaisquer benefícios sociais. No nosso próprio cálculo , descobrimos que, pagar à segurança social num pólo industrial como Dongguan, os lucros seriam reduzidos a metade e muitas empresas seriam empurradas para a falência. Para compensar as enormes lacunas, a China instituiu um regime médico complementar básico para cobrir reformados e trabalhadores independentes, que apenas paga algumas centenas de yuans por pessoa por ano, em média.

Este sistema médico assediado produz as suas próprias terríveis tensões sociais. Vários profissionais de saúde são mortos todos os anos e dezenas são feridos por ataques de doentes com raiva ou, mais frequentemente, por familiares de doentes que morrem sob os seus cuidados. O ataque mais recente ocorreu na véspera de Natal, quando um médico em Pequim foi esfaqueado até à morte pelo filho de uma paciente que acreditava que a sua mãe tinha morrido devido a maus cuidados no hospital. Uma pesquisa junto a médicos mostrou que 85% dos mesmos havia experimentado violência no local de trabalho, e outra, de 2015, diz que 13% dos médicos na China haviam sido atacados fisicamente no ano anterior. Médicos chineses consultam quatro vezes mais pacientes por ano do que os médicos dos EUA, enquanto recebem menos de 15 mil dólares americanos por ano – em perspectiva, isso é menos do que o rendimento per capita (16.760 dólares americanos), enquanto nos EUA o salário médio do médico (cerca de 300.000 dólares americanos) é quase cinco vezes maior que o rendimento per capita (60.200 dólares americanos). Antes de ser extinto em 2016 e seus criadores serem presos, o projecto do blog de monitorização de manifestações, de Lu Yuyu e Li Tingyu , registou pelo menos algumas greves e protestos de profissionais de saúde todos os meses [8] . Eles também registaram dezenas de "incidentes de tratamento médico [protesto]" a cada mês, liderados por familiares de pacientes, com 368 registados em 2015.

Sob tais condições de desinvestimento público massivo do sistema de saúde, não é surpresa que a COVID-19 tenha tomado posse tão facilmente. Combinadas com o facto de surgirem novas doenças transmissíveis na China à taxa de uma a cada um a dois anos, as condições parecem predefinidas para que tais epidemias continuem. Tal como no caso da gripe espanhola, as condições de saúde pública geralmente precárias entre a população proletária ajudaram o vírus a ganhar terreno e, a partir daí, a espalhar-se rapidamente. Mas, novamente, não é apenas uma questão de distribuição. Também temos de compreender como foi produzido o próprio vírus.

Não há região selvagem

No caso do surto mais recente, a história é menos simples do que nos casos de gripe suína ou aviária, que estão claramente associados ao núcleo do sistema agro-industrial. Por um lado, as origens exactas do vírus ainda não são totalmente claras. É possível que tenha origem em suínos, que são um dos muitos animais domésticos e selvagens traficados no mercado húmido de Wuhan e que parecem ser o epicentro do surto, caso em que a ligação de causalidade pode ser mais semelhante aos casos acima referidos do que poderia parecer. A maior probabilidade, porém, parece apontar para o vírus originário de morcegos ou possivelmente cobras, ambos geralmente apanhados na natureza. Mesmo aqui existe uma relação, uma vez que o declínio na disponibilidade e segurança da carne de porco, devido ao surto de peste suína africana, fez com que o aumento da procura de carne fosse frequentemente satisfeito por estes mercados húmidos que vendem carne de caça "selvagem". Mas sem a ligação directa à agricultura fabril, será que se pode dizer que os mesmos processos económicos têm alguma cumplicidade neste surto em particular?

A resposta é sim, mas de uma forma diferente. Novamente, Wallace aponta não um, mas dois grandes processos através dos quais o capitalismo ajuda a gerar e desencadear epidemias cada vez mais mortais: o primeiro, esboçado acima, é o caso directamente industrial, em que os vírus são gerados dentro de ambientes industriais plenamente subsumidos pela lógica capitalista. Mas o segundo é o caso indirecto, que ocorre por expansão capitalista e extracção no meio rural interior, onde vírus antes desconhecidos são essencialmente colhidos de populações selvagens e distribuídos ao longo de circuitos de capital global. Os dois não são totalmente separados, é claro, mas parece ser o segundo caso que melhor descreve o surgimento da epidemia atual [9] . Neste caso, o aumento da demanda por corpos de animais selvagens para consumo, uso médico ou (como no caso de camelos e MERS) uma variedade de funções culturalmente significativas constrói novas cadeias globais de mercadorias de bens "selvagens". Noutros, cadeias de valor agro-ecológico pré-existentes simplesmente se estendem a esferas antes "selvagens", modificando ecologias locais e modificando a interacção entre o humano e o não-humano.

O próprio Wallace é claro sobre isso, explicando várias dinâmicas que criam doenças piores, apesar dos próprios vírus já existentes em ambientes "naturais". A expansão da própria produção industrial "pode empurrar alimentos selvagens cada vez mais capitalizados para o fundo da paisagem primária, dragando uma variedade maior de patogénicos potencialmente protopandémicos". Por outras palavras, à medida que a acumulação de capital subverte novos territórios, os animais serão empurrados para áreas menos acessíveis onde entrarão em contacto com linhagens de doenças anteriormente isoladas, enquanto esses animais se tornarão alvos para a mercantilização como "mesmo as espécies de subsistência mais selvagens estão a ser enraizadas em cadeias de valor de agrícola". Da mesma forma, esta expansão empurra os humanos para perto desses animais e desses ambientes, que "podem aumentar a interacção (e a transmissão) entre populações não-humanas selvagens e a ruralidade recém-urbanizada". Isso dá ao vírus mais oportunidades e recursos para sofrer mutações de uma forma que lhe permite infectar humanos, aumentando a probabilidade de transmissão (spillover) biológica. A geografia da própria indústria nunca é tão distintamente urbana ou rural, assim como a agricultura industrial monopolizada utiliza explorações agrícolas de grande e pequena dimensão: "na pequena exploração de um contratante [da exploração fabril] ao longo da borda da floresta, um animal alimentar pode capturar um agente patogénico antes de regressar a uma unidade de transformação na coroa externa de uma grande cidade."

O facto é que a esfera "natural" já está subsumida num sistema capitalista totalmente global que conseguiu mudar as condições climáticas de base e desgastar tantos ecossistemas pré-capitalistas [10] , que os restantes já não funcionam como no passado. Aqui está mais um factor causador, já que, segundo Wallace, todos esses processos de devastação ecológica reduzem "o tipo de complexidade ambiental com que a floresta interrompe as cadeias de transmissão". A realidade, então, é que é um erro pensar em áreas como a "periferia" natural de um sistema capitalista. O capitalismo já é global e já está a totalizar-se. Não há mais limite ou fronteira com uma esfera natural não capitalista além dela e portanto não há uma grande cadeia de desenvolvimento na qual os países "atrasados" sigam aqueles que estão à sua frente no caminho para cima da cadeia de valor nem qualquer verdadeira natureza selvagem capaz de ser preservada em algum tipo de condição pura e intocada. Em vez disso, o capital tem apenas uma região interior subordinada, ela própria totalmente canalizada para as cadeias de valor globais.

Este facto produz as condições necessárias para a transformação de linhagens virais "selvagens" em pandemias globais. Mas a Covid-19 não é a pior delas. Uma ilustração ideal do princípio básico – e do perigo global – pode ser encontrada no ébola. O vírus ébola [11] é um caso evidente de um reservatório viral existente a irradiar-se na população humana. As evidências actuais sugerem que os hospedeiros de origem são várias espécies de morcegos nativos da África Ocidental e Central, que actuam como portadores, mas não são eles mesmos afectados pelo vírus. O mesmo não se aplica a outros mamíferos selvagens, como primatas e antílopes pequenos, que periodicamente contraem o vírus e sofrem surtos rápidos e de alta mortalidade. O ébola tem um ciclo de vida particularmente agressivo além das espécies de reservatório. Através do contacto com qualquer um desses hospedeiros selvagens, os humanos também podem ser infectados, com resultados devastadores. Ocorreram várias grandes epidemias e a taxa de mortalidade da maioria foi extremamente elevada, quase sempre superior a 50%. O maior surto registado , que continuou esporadicamente entre 2013 e 2016 em vários países da África Ocidental, registou 11.000 mortos. A taxa de mortalidade dos doentes hospitalizados neste surto situou-se entre 57-59% e muito mais elevada para os doentes sem acesso a hospitais. Nos últimos anos, várias vacinas foram desenvolvidas por empresas privadas, mas mecanismos lentos de aprovação e direitos rigorosos de propriedade intelectual aliaram-se a falta generalizada de uma infraestrutura de saúde para desencadear uma situação em que as vacinas pouco fizeram para deter a epidemia mais recente , centrada na República Democrática do Congo (RDC) e agora o surto mais duradouro.

A doença é muitas vezes apresentada como se fosse um desastre natural – na melhor das hipóteses aleatório, na pior das hipóteses acusado pelas práticas culturais "não limpas" dos pobres que vivem na floresta. Mas o momento em que se dão estes dois grandes surtos (2013-2016 na África Ocidental e 2018-presente na RDC) não é uma coincidência. Ambos ocorreram precisamente quando a expansão das indústrias primárias começou a deslocar ainda mais as populações que vivem na floresta e a perturbar os ecossistemas locais. Na verdade, isso parece ser verdade para mais casos do que os recentes, uma vez que, como explica Wallace , "cada surto de Ébola parece estar ligado a mudanças capitalistas no uso da terra, incluindo o retorno ao primeiro surto em Nzara, Sudão, em 1976, onde uma fábrica financiada pelo Reino Unido fiou e teceu algodão local". Da mesma forma, os surtos em 2013 na Guiné ocorreram logo após um novo governo ter começado a abrir o país aos mercados globais e vender grandes áreas de terra a conglomerados internacionais de agro-negócios. A indústria do óleo de palma, notória pelo seu papel na desflorestação e na destruição ecológica em todo o mundo, parece ter sido particularmente culpada, já que as suas monoculturas devastam as robustas redundâncias ecológicas que ajudam a interromper as cadeias de transmissão e, ao mesmo tempo, atraem literalmente as espécies de morcegos que servem de reservatório natural para o vírus [12] .

Entretanto, a venda de grandes áreas de terreno a empresas agro-florestais comerciais implica não só a desapropriação dos locais das florestas onde vivem, mas também a perturbação das formas locais de produção e de colheita dependentes dos ecossistemas. Isso muitas vezes deixa os rurais já pobres sem escolha a não ser mobilizar-se pela floresta adentro, ao mesmo tempo que a sua relação tradicional com esse ecossistema foi interrompida. O resultado é que a sobrevivência depende cada vez mais da caça selvagem ou da colheita da flora e da madeira locais para venda nos mercados mundiais. Essas populações tornam-se, então, os defensores, para ira das organizações ambientalistas globais, que as decretam como "caçadores furtivos" e "madeireiros ilegais" responsáveis pela própria desflorestação e destruição ecológica, que as impeliu para tais actividades comerciais. Muitas vezes, o processo torna-se muito mais obscuro, como na Guatemala, onde paramilitares anti-comunistas que saíram da guerra civil do país se transformaram em forças de segurança "verdes", incumbidas de "proteger" a floresta contra a exploração madeireira ilegal, a caça e o narcotráfico, que eram os únicos negócios disponíveis para os seus residentes indígenas – que foram impelidos para tais actividades precisamente por causa da violenta repressão que tinham enfrentado contra esses mesmos paramilitares durante a guerra. [13] O padrão foi reproduzido em todo o mundo, exibido em publicações de media social em países de alto rendimento, celebrando a execução (muitas vezes literalmente capturados em flagrante) de "caçadores furtivos" por forças de segurança supostamente "verdes" [14] .

Contenção como um exercício de política de Estado

A Covid-19 chamou a atenção global com uma força sem precedentes. Ébola, a gripe aviária e a SARS, é claro, todas tinham o seu frenesim associados aos media. Mas algo sobre esta nova epidemia gerou um tipo diferente de poder de permanência. Em parte, isso deve-se quase certamente à escala espectacular da resposta do governo chinês, resultando em imagens igualmente espectaculares de megacidades esvaziadas, que contrastam fortemente com a imagem normal da China nos meios de comunicação social, a qual é superlotada e excessivamente poluída. Esta resposta foi também uma fonte frutífera para a especulação normal sobre o iminente colapso político ou económico do país, dado o impulso adicional das tensões que se mantêm na fase inicial da guerra comercial com os EUA. Isto alia-se à rápida propagação do vírus, para lhe conferir o carácter de uma ameaça imediatamente global, apesar da sua baixa taxa de mortalidade [15] .

No entanto, a um nível mais profundo, o que parece mais fascinante sobre a resposta do Estado é a forma como foi realizada, através dos meios de comunicação social, como uma espécie de ensaio geral melodramático, para a plena mobilização da contra-insurgência interna. Isto dá-nos uma verdadeira percepção da capacidade repressiva do Estado chinês, mas também enfatiza a incapacidade mais profunda desse Estado, revelada pela sua necessidade de se basear tão fortemente numa combinação de medidas de propaganda total, implementadas através de todos os canais dos meios de comunicação social e das mobilizações da boa vontade dos habitantes locais, sem qualquer obrigação concreta de cumprir. Quer a propaganda chinesa, quer a ocidental enfatizaram a real capacidade repressiva da quarentena, a primeira a narrá-la como um caso de intervenção governamental eficaz numa emergência e a segunda como mais um caso de invasão totalitária por parte do distópico estado chinês. A verdade não mencionada, porém, é que a própria agressão da repressão significa uma incapacidade mais profunda no Estado chinês, o qual está em grande medida ainda em construção.

Isto dá-nos uma janela para a natureza do Estado chinês, mostrando como está a desenvolver novas e inovadoras técnicas de controlo social e de resposta a crises que possam ser utilizadas mesmo em condições em que a maquinaria estatal básica é escassa ou inexistente. Tais condições, entretanto, oferecem uma imagem ainda mais interessante (ainda que mais especulativa) de como a classe dominante em qualquer país pode reagir quando crises generalizadas e insurreição activa causam rupturas semelhantes, mesmo nos estados mais robustos. O surto viral foi, em todos os aspectos, assistido por ligações deficientes entre os níveis do governo: a repressão de médicos "denunciantes" por funcionários locais contra os interesses do governo central, mecanismos ineficazes de notificação de hospitais e prestação extremamente deficiente de cuidados básicos de saúde são apenas alguns exemplos. Enquanto isso, diferentes governos locais voltaram ao normal em diferentes ritmos, quase completamente fora do controlo do estado central (excepto em Hubei, o epicentro). No momento em que se escreve, parece quase totalmente aleatório quais portos estão operacionais e que locais reiniciaram a produção. Mas esta bricolagem de quarentena fez com que as redes logísticas de longa distância cidade-cidade continuassem a ser perturbadas, uma vez que qualquer governo local parece ser capaz de simplesmente impedir que comboios ou camiões de carga passem pelas suas fronteiras. E esta incapacidade de base do governo chinês forçou-o a lidar com o vírus como se fosse uma insurreição, a desencadear uma guerra civil contra um inimigo invisível.

A máquina estatal nacional começou a funcionar realmente no dia 22 de Janeiro, quando as autoridades actualizaram as medidas de resposta de emergência em toda a província de Hubei e disseram ao público que tinham autoridade legal para criar instalações de quarentena, assim como para "recolher" todo o pessoal, veículos e instalações necessários para conter a doença ou para instalar bloqueios e controlar o tráfego (dessa forma, denunciando um fenómeno que sabia que aconteceria, independentemente de tudo). Por outras palavras, a utilização plena de recursos estatais começou, na verdade, com um apelo a esforços voluntários em nome dos habitantes locais. Por um lado, um desastre desta magnitude irá sobrecarregar a capacidade de qualquer Estado (ver, por exemplo, a resposta a furacões nos EUA). Mas, por outro lado, isto repete um padrão comum no Estado chinês em que o estado central, sem estruturas de comando formais e exequíveis de forma eficiente, que desçam até ao nível local, deve, ao invés, depender de uma combinação de apelos amplamente publicitados para que funcionários locais e cidadãos locais se mobilizem e de uma série de punições pós-factos feitas aos piores cumpridores (enquadrados como repressões à corrupção). A única resposta realmente eficiente está em áreas específicas, onde o estado central foca a maior parte de seu poder e atenção – neste caso, Hubei em geral e Wuhan especificamente. Na manhã do dia 24 de Janeiro, a cidade já estava sob efectivo bloqueio total, sem comboios dentro ou fora durante um mês depois que a nova estirpe do coronavírus foi detectada pela primeira vez. Os funcionários nacionais de saúde declararam que as autoridades sanitárias têm o poder de examinar e colocar em quarentena qualquer pessoa à sua discrição. Para além das grandes cidades de Hubei, dezenas de outras cidades por toda a China, incluindo Pequim, Guangzhou, Nanjing e Shanghai, lançaram bloqueios de gravidade variável nos fluxos de pessoas e bens dentro e fora das suas fronteiras.

Em resposta ao apelo do Estado central à mobilização, algumas localidades tomaram as suas próprias severas e bizarras iniciativas. As mais assustadoras encontram-se em quatro cidades da província de Zhejiang, onde foram emitidos passaportes locais a 30 milhões de pessoas, permitindo que apenas uma pessoa por agregado familiar saia de casa uma vez de dois em dois dias. Cidades como Shenzhen e Chengdu ordenaram que cada bairro fosse trancado e permitiam que prédios inteiros de apartamentos ficassem em quarentena por 14 dias se um único caso confirmado do vírus fosse encontrado dentro. Enquanto isso, centenas foram detidos ou multados por "espalhar rumores" sobre a doença e alguns que fugiram da quarentena foram presos e sentenciados a longas penas de prisão – e as próprias prisões estão agora a passar por um grave surto , devido à incapacidade dos responsáveis para isolar indivíduos doentes, mesmo num ambiente literalmente projectado para um isolamento fácil. Este tipo de medidas desesperadas e agressivas espelham os casos extremos de contra-insurgência, fazendo lembrar muito claramente as acções de ocupação militar-colonial em locais como a Argélia, ou, mais recentemente, a Palestina. Nunca antes foram conduzidos a esta escala nem em megacidades deste tipo, que abrigam grande parte da população mundial. A conduta da repressão oferece, assim, uma estranha lição para aqueles que pensam na revolução global, uma vez que ela é, essencialmente, um exercício de simulação liderado pelo Estado.

Incapacidade

Esta repressão específica beneficia do seu carácter aparentemente humanitário, com o Estado chinês capaz de mobilizar um maior número de habitantes locais para ajudar naquilo que é, essencialmente, a nobre causa de impedir a propagação do vírus. Mas, como é de esperar, tais repressões são sempre um retrocesso. A contra-insurgência é, afinal de contas, uma guerra desesperada, conduzida apenas quando se tornaram impossíveis formas mais robustas de conquista, apaziguamento e incorporação económica. É uma acção dispendiosa, ineficiente e discutível, traindo a incapacidade mais profunda de qualquer poder que esteja encarregado de implantá-la – sejam eles interesses coloniais franceses, o declinante imperium americano ou outros. O resultado da repressão é quase sempre uma segunda revolta, sangrenta devido ao esmagamento da primeira, e realizada de forma ainda mais desesperada. Aqui, a quarentena dificilmente reflectirá a realidade da guerra civil e da contra-insurgência. Mas mesmo neste caso, a repressão tem sido colmatada à sua maneira. Com tanto esforço do Estado centrado no controlo da informação e na propaganda constante, implantada por todos os aparelhos de media possíveis, a inquietude expressou-se em grande parte dentro das mesmas plataformas.

A morte do Dr. Li Wenliang, um dos primeiros a sinalizar os perigos do vírus, no dia 7 de Fevereiro, abalou cidadãos confinados nas suas casas por todo o país. Li foi um dos oito médicos tomados pela polícia por espalhar "informações falsas" no início de Janeiro, antes de contrair o vírus mais tarde. A sua morte provocou raiva nos internautas e uma declaração de arrependimento do governo de Wuhan. As pessoas começam a ver que o Estado é composto por funcionários e burocratas que não fazem ideia do que fazer, mas que ainda apresentam uma cara firme [16] . Este facto foi essencialmente revelado quando o responsável pela municipalidade de Wuhan, Zhou Xianwang, foi forçado a admitir na televisão estatal que o seu governo havia atrasado a divulgação de informações críticas sobre o vírus, após a eclosão de um surto. A própria tensão causada pelo surto, aliada àquela induzida pela mobilização total do Estado, começou a revelar à população em geral as fissuras profundas que estão por trás do retrato fino que o governo pinta de si mesmo. Por outras palavras, condições como estas expuseram as incapacidades fundamentais do Estado chinês a um número crescente de pessoas que, anteriormente, teriam admitido a propaganda do governo pelo seu valor facial.

Se fosse possível encontrar um único símbolo que exprimisse o carácter básico da resposta do Estado, seria algo como o vídeo acima [17] , filmado por um local em Wuhan e partilhado com a Internet ocidental através do Twitter em Hong Kong [18] . Essencialmente, ele mostra algumas pessoas que parecem ser médicos ou primeiros socorristas de algum tipo, dotados de equipamento de protecção total, a tirar uma fotografia com a bandeira chinesa. A pessoa que filmou o vídeo explica que eles estão fora daquele prédio todos os dias para várias operações fotográficas [19] . O vídeo capta os homens enquanto eles tiram o equipamento protector e ficam em volta conversando e fumando, até usando um dos equipamentos para limpar o seu carro. Antes de partir, um dos homens deita sem cerimónia o equipamento protector num caixote do lixo próximo, sem se incomodar em colocá-lo no fundo, onde não seria visto. Vídeos como este espalharam-se rapidamente antes de serem censurados – curtas lágrimas no véu fino do espectáculo sancionado pelo Estado.

A um nível mais essencial, a quarentena começou também a mostrar a primeira onda de reflexos económicos na vida pessoal das pessoas. O lado macroeconómico desta situação tem sido amplamente divulgado, com uma diminuição maciça do crescimento chinês a arriscar uma nova recessão global, especialmente quando acompanhada de uma estagnação contínua na Europa e de uma queda recente num dos principais índices de saúde económica nos EUA, que revela um declínio súbito da actividade empresarial . Em todo o mundo, as empresas chinesas e as que dependem fundamentalmente das redes de produção chinesas estão agora a analisar as suas cláusulas de "força maior" , que permitem atrasos ou cancelamento das responsabilidades implícitas para ambas as partes num contrato comercial quando este contrato se torna "impossível" de executar. Embora no momento seja improvável, a mera perspectiva causou uma cascata de pedidos para a restauração da produção em todo o país. No entanto, a actividade económica só regressou num padrão de retalhos, com tudo já a funcionar de forma regular em algumas áreas, enquanto noutras ainda se encontra em pausa indefinida. Actualmente, o dia 1 de Março tornou-se a data tentativa, na qual as autoridades centrais pediram que todas as áreas fora do epicentro da epidemia regressassem ao trabalho.

Porém, outros efeitos têm sido menos visíveis, embora possivelmente muito mais importantes. Muitos trabalhadores migrantes, incluindo aqueles que ficaram nas suas cidades de trabalho para o Festival da Primavera ou que puderam regressar antes de vários bloqueios serem implementados, estão agora presos num limbo perigoso. Em Shenzhen, onde a grande maioria da população é migrante, os moradores locais relatam que o número de sem-abrigo começou a subir. Mas as pessoas novas que aparecem nas ruas não são sem-abrigo a longo prazo, já que têm a aparência de terem sido literalmente despejadas lá, sem ter para onde ir – vestindo ainda roupas relativamente bonitas, sem estarem familiarizadas com os sítios onde dormir ao ar livre ou onde obter comida. Vários prédios na cidade têm sido alvos de um aumento de pequenos roubos, a maioria de comida entregue à porta dos moradores que estão em casa em quarentena. Em todo o lado, os trabalhadores estão a perder salários enquanto a produção está paralisada. Os melhores cenários de interrupção do trabalho são as quarentenas-dormitório, tais como as impostas na fábrica Shenzhen Foxconn , onde os que regressam ficam confinados nos seus quartos durante uma ou duas semanas, recebem cerca de um terço dos seus salários normais e, em seguida, são autorizados a regressar à linha de produção. As empresas mais pobres não têm essa opção e a tentativa do governo de oferecer novas linhas de crédito barato a pequenas empresas provavelmente pouco fará a longo prazo. Em alguns casos, parece que o vírus vai simplesmente acelerar tendências pré-existentes na deslocalização de fábricas, à medida que empresas como a Foxconn expandem a produção no Vietname, na Índia e no México, para compensar o abrandamento.

A guerra surreal

Entretanto, a inadequada resposta prematura ao vírus, a dependência do Estado em relação a medidas particularmente punitivas e repressivas para o controlar e a incapacidade do governo central em coordenar eficazmente as localidades, de forma a gerir simultaneamente a produção e a quarentena, indicam uma incapacidade profunda no cerne da maquinaria estatal. Se, como o nosso amigo Lao Xie argumenta , a ênfase da administração Xi foi colocada na "construção do Estado", parece que ainda há muito trabalho a fazer a esse respeito. Ao mesmo tempo, se a campanha contra a Covid-19 também pode ser interpretada como um exercício de simulação anti insurgência, é notável que o governo central só tenha capacidade de fornecer uma coordenação efectiva no epicentro de Hubei e que as suas respostas noutras províncias – até mesmo em lugares ricos e bem vistos como Hangzhou – permaneçam em grande parte descoordenadas e desesperadas. Podemos considerar isto de duas formas: em primeiro lugar, como lição sobre a fraqueza subjacente aos contornos rígidos do poder estatal e, em segundo lugar, como uma advertência sobre a ameaça adicional que é imposta por respostas locais descoordenadas e irracionais, quando a máquina central do estado é esmagada.

Estas são lições importantes para uma época em que a destruição causada pela acumulação interminável se estendeu tanto para cima no sistema climático global como para baixo nos substratos microbiológicos da vida na Terra. Tais crises só se tornarão mais comuns. À medida que a crise secular do capitalismo assume um carácter aparentemente não económico, novas epidemias, fomes, inundações e outras catástrofes "naturais" serão utilizadas como justificação para a extensão do controlo estatal e a resposta a estas crises funcionará cada vez mais como uma oportunidade para exercer novos e não testados instrumentos de contra-insurgência. Uma política comunista coerente deve compreender estes dois factos em conjunto. Ao nível teórico, significa entender que a crítica do capitalismo é empobrecida sempre que se rompe com as ciências duras. Mas, na prática, implica também que o único projecto político possível hoje é ser capaz de se orientar num terreno definido por um desastre ecológico e microbiológico generalizado e de operar nesse estado perpétuo de crise e atomização.

Numa China em quarentena, começamos a vislumbrar uma paisagem, pelo menos os seus contornos: ruas vazias no final do Inverno, mantidas numa fina e camada de neve imperturbável, rostos iluminados pelo telefone a espreitar para fora das janelas, barricadas a esmo com poucos enfermeiros ou polícias ou voluntários ou simplesmente atores pagos, encarregados de hastear bandeiras e dizer-te para colocares a tua máscara e voltares para casa. O contágio é social. Por isso, não devia ser uma verdadeira surpresa que a única forma de o combater, numa fase tão tardia, seja travar uma espécie de guerra surreal contra a própria sociedade. Não se juntem, não causem caos. Mas caos também pode ser construído isoladamente. Quando as fornalhas de todas as fundições arrefecem até se tornarem brasas crepitantes e depois cinzas frias na neve, os muitos desesperos menores não podem escapar daquela quarentena para gentilmente disseminarem-se num caos maior que um dia pode, como este contágio social, demonstrar-se difícil de conter.


1. Muito do que iremos explicar nesta secção é simplesmente um resumo mais conciso dos próprios argumentos de Wallace, orientado para uma audiência mais geral e sem a necessidade de "defender" os outros biólogos através da exposição de argumentos rigorosos e provas exaustivas. Para aqueles que contestarem as provas fundamentais, remetemos ao trabalho de Wallace e dos seus compatriotas.
2. Robert G Wallace, Big Farms Make Big Flu: Dispatch on Infectious Disease, Agribusiness, and the Nature of Science, Monthly Review Press, 2016. p. 52.
3. Ibid, p.56
4. Ibid, pp. 56-57
5. Ibid, p.57
6. Isto não quer dizer que as comparações actuais entre os EUA e a China não tenham carácter informativo. Uma vez que os EUA têm o seu próprio sector agro-industrial em grande escala, são eles próprios um enorme contribuinte para a produção de novos vírus perigosos, para não falar de infecções bacterianas resistentes aos antibióticos.
7. Ver: Brundage JF, Shanks GD, "What really happened during the 1918 influenza pandemic? The importance of bacterial secondary infections" The Journal of Infectious Diseases. Volume 195, Número 7, abril 2007. pp 1018–1028. The Journal of Infectious Diseases. Volume 196, Número 11, dezembro de 2007. p. 1717-1718, resposta do autor 1718-1719; e: Morens DM, Fauci AS, "The 1918 influenza pandemic: Insights for the 21st century". The Journal of Infectious Diseases . Volume 195, Número 7, abril de 2007, pp. 1018-1028
8. Leia "Picking Quarrels" na segunda edição do diário do colectivo Chuang, em chuangcn.org/journal/two/picking-quarrels/
9. À sua própria maneira, estes dois caminhos da produção pandémica espelham o que Marx chama de inclusão (subsumption) "real" e "formal" na esfera da produção adequada. Na inclusão real, o próprio processo de produção é modificado através da introdução de novas tecnologias capazes de intensificar o ritmo e a magnitude da produção – semelhante à forma como o ambiente industrial alterou as condições básicas da evolução viral, de tal forma que novas mutações são produzidas a um ritmo maior e com maior virilidade. Na inclusão formal, que antecede a inclusão real, estas novas tecnologias ainda não são implementadas. A invés disso, as formas de produção existentes anteriormente são simplesmente reunidas em novos locais que têm alguma interface com o mercado global, como no caso de trabalhadores de teares manuais serem colocados em oficinas que vendem o seu produto para o lucro – e isto é semelhante ao modo como os vírus produzidos em ambientes "naturais" são retirados da população selvagem e introduzidos em populações domésticas através do mercado global.
10. No entanto, é um erro equiparar estes ecossistemas aos "pré-humanos". A China é um exemplo perfeito, uma vez que muitas das suas paisagens naturais aparentemente "primitivas" eram, de facto, o produto de períodos muito mais antigos de expansão humana que dizimavam espécies que antes eram comuns no continente da Ásia Oriental, como os elefantes.
11. Tecnicamente, este é um termo abrangente para cinco ou mais vírus distintos, sendo que o mais mortífero deles é simplesmente chamado de vírus Ébola, o antigo vírus Zaire.
12. No caso específico da África Ocidental, ver: RG Wallace, R Kock, L Bergmann, M Gilbert, L Hogerwerf, C Pittiglio, Mattioli R e R Wallace, "Did Neoliberalizing West African Forests Produce a New Niche for Ebola", International Journal of Health Services, Volume 46, Número 1, 2016; E para uma visão geral mais ampla da ligação entre as condições económicas e o ébola, ver: Robert G Wallace e Rodrick Wallace (Eds.), Neoliberal Ebola: Modelling Disease Emergence from Finance to Forest and Farm, Springer, 2016; E para a declaração mais directa do caso, embora menos académica, ver o artigo de Wallace, ligado ao supramencionado: "Neoliberal Ebola: the Agroeconomic Origins of the Ebola Outbreak" Counterpunch, 29 de julho de 2015, em www.counterpunch.org/...
13. Ver Megan Ybarra, Green Wars: Conservation and Decolonization in the Maya Forest, Universidade da Califórnia Press, 2017.
14. É certamente incorrecto sugerir que toda a caça furtiva é conduzida pela população local em situação de pobreza no meio rural ou que todos os guardas florestais nas florestas nacionais de diferentes países operam da mesma forma que os antigos paramilitares anti-comunistas, mas os confrontos mais violentos e os casos mais agressivos de militarização florestal parecem essencialmente seguir este padrão. Para uma panorâmica abrangente do fenómeno, consulte a edição especial de 2016 do Geoforum (69) dedicada ao tópico. O prefácio pode ser encontrado aqui: Alice B. Kelly e Megan Ybarra, "Introduction to themed issue: 'Green security in protected areas'", Geoforum, Volume 69, 2016. pp. 171-175, em gawsmith.ucdavis.edu/...
15. De longe, a mais baixa de todas as doenças aqui mencionadas, o seu elevado número de mortes tem sido, em grande medida, o resultado da sua rápida propagação a um grande número de hospedeiros humanos, resultando num elevado número absoluto de mortes, apesar de ter uma taxa de mortalidade muito baixa.
16. Numa entrevista em podcast, Au Loong Yu, citando amigos no continente, diz que o governo de Wuhan está efectivamente paralisado pela epidemia. Au sugere que a crise não está apenas a dilacerar o tecido da sociedade, mas também a máquina burocrática do PCC, que só irá intensificar à medida que o vírus se propaga e se torna uma crise crescente para outros governos locais por todo o país. A entrevista é de Daniel Denvir do The Dig, publicada a 7 de Fevereiro, em www.thedigradio.com/podcast/hong-kong-with-au-loong-yu/
17. O vídeo pode ser visualizado em twitter.com/i/status/1227488058288697344 e chuangcn.org/2020/02/social-contagion/
18. O vídeo em si é autêntico, mas vale a pena notar que Hong Kong tem sido um ninho de atitudes racistas e teorias de conspiração direccionadas aos habitantes do continente e ao PCC. Por isso muito do que é compartilhado nas redes sociais por cidadãos de Hong Kong sobre o vírus deve ser cuidadosamente verificado com factos.

[*] O colectivo Chuang constitudo por um grupo de marxistas chineses e publica uma revista online dedicada anlise dos desenvolvimentos do capitalismo na China.   A palavra "Chuang" significa um cavalo a irromper atravs de um porto e, por extenso, escapar, atacar, actuar impetuosamente.

Este ensaio chins foi traduzido para inglês , castelhano , português e tambm aqui , alemo , russo , grego , italiano , árabe , farsi , turco e servo-croata .  O presente texto foi cotejado com algumas das tradues já efectuadas.

 

Ver original em 'RESISTIR.INFO' na seguinte ligação:

https://resistir.info/pandemia/contagio_social_p.html

CHINA AVISA ESTADOS UNIDOS SOBRE AS "LINHAS VERMELHAS"

O encontro falhado no Hawai em que Pompeo, apostando na estratégia errada, depois perdeu a cabeça

 

2020-06-30

M.K. Bhadrakumar, The Oriental Review/O Lado Oculto

Se no mundo actual de guerras de informação existe um assunto em que a Carnegie Endowment para a Paz Internacional, a CNN, o NEW York Times e o Washington Post podem estar de acordo com a agência chinesa Xinhua e a publicação oficial chinesa Global Times é o de que Michael Pompeo é o pior secretário de Estado da história dos Estados Unidos. E os danos estão feitos.

Há poucos dias, dois meios de informação oficiais de Pequim, o China Daily e o Diário do Povo, órgão do Partido Comunista, publicaram opiniões idênticas sobre a desonestidade, a falta de escrúpulos e de credibilidade de Pompeo como político e ser humano.

Os artigos foram publicados dez dias depois de o secretário de Estado norte-americano ter tomado a iniciativa de convidar Yang Jiechi, membro da Comissão política do Partido Comunista e principal responsável pela diplomacia da China, para uma delicada missão de tipo “kissingeriana” onde fossem traçadas as linhas vermelhas nas areias do relacionamento entre Pequim e Washington. O encontro realizou-se a 17 de Junho no Hawai.

Pompeo pretendia principalmente forçar Pequim a cumprir todos os aspectos do acordo comercial de Janeiro passado, através do qual a China se compromete com uma compra massiva de produtos agrícolas dos Estados Unidos, principalmente soja. Trata-se de uma questão extremamente importante para Trump, do ponto de vista pessoal, porque o lobby dos agricultores faz parte do seu “núcleo eleitoral” na perspectiva das eleições presidenciais de Novembro.

É difícil dizer exactamente onde falhou a missão de Michael Pompeo, mas os diplomatas norte-americanos entraram nas negociações com Yang na expectativa de obterem concessões provocando/ameaçando Pequim sobre Hong Kong, Taiwan e o Xinjiang - a chamada “questão uigur”.

Na realidade, na altura em que Pompeo e Yang se encontraram no Hawai o presidente Donald Trump assinou legislação sobre sanções contra a pretensa repressão dos uigures da China. (E em 25 de Junho o Senado dos Estados Unidos aprovou um projecto de lei sobre a lei de segurança de Hong Kong que permitiria aos Estados Unidos impor sanções contra a polícia de Hong Kong, as autoridades chinesas e bancos).

Erro de cálculo

Aparentemente, Pompeo estaria confiante numa situação de grande enfraquecimento da China devido ao impacto da pandemia de COVID-19 na sua economia, na política e na posição internacional; um quadro que teria abalado a liderança e o prestígio do Partido Comunista da China.

Pelo contrário, a delegação de Pequim no Hawai não reflectiu essa situação prevista por Pompeo; Yang rejeitou firmemente as pressões do secretário de Estado sobre Hong Kong, Taiwan e o Xinjiang, como sugerem as posições tornadas públicas pelo porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros.

Sem surpresa, a reacção do Departamento de Estado foi taciturna e evasiva. Numa conferência de imprensa posterior, no entanto, um alto funcionário desse organismo admitiu praticamente que a missão de Pompeo fora um fracasso.

Aliás o próprio Michael Pompeo mudou rapidamente a sua atitude logo que deixou o Hawai, passando da diplomacia para o comportamento de lobo guerreiro; lançou um ataque fulminante contra a China num discurso em Copenhaga em 19 de Junho, proferiu a seguir mais quatro declarações no mesmo tom e fez uma comunicação de “falcão” no dia 25 em Bruxelas. 

Pompeo comporta-se cada vez mais como alguém possuído. Pode ter traçado um plano para tentar desviar a atenção do fracasso da missão no Hawai, mas um comportamento tão excessivo e errático de um secretário de Estado norte-americano é invulgar, mesmo para os padrões de guerra fria.

Washington pisou o risco

De qualquer maneira, em 26 de Junho o Wall Street Journal (WSJ) pode ter dado uma explicação plausível para toda esta descarga de adrenalina. O jornal faz alusão a declarações circulando “discretamente” em Pequim para alertar Washington de que as compras de produtos agrícolas norte-americanos previstas na “fase um” do acordo comercial de Janeiro podem cessar completamente se os Estados Unidos ultrapassarem as “linhas vermelhas” – isto é, se Washington se intrometer em assuntos que o governo chinês considera “fora dos limites”.

Segundo o WSJ, que cita autoridades sob anonimato, Yang fez essa advertência a Pompeo durante a reunião no Hawai. “O lado norte-americano deve abster-se de ir longe demais na intromissão; as linhas vermelhas não podem ser ultrapassadas”, disse uma autoridade chinesa citada pelo jornal norte-americano.

O Global Times, órgão em inglês que reflecte a orientação do Partido Comunista da China, publicou também no dia 26 um comentário no mesmo sentido: o de que a equipa de Trump deve “mostrar mais boa vontade ou dar sinais positivos para compensar o impacto” das suas declarações irresponsáveis sobre a China “se quer evitar novas perdas num mercado com tantas incertezas”.

A China mais “assertiva”

Segundo o Global Times, o acordo comercial não é a única questão nas relações bilaterais “que exige esforços para eliminar dúvidas e preocupações. O governo dos Estados Unidos precisa de reflectir sobre todas as frentes de batalha que abriu contra a China nos últimos meses”, designadamente a repressão de empresas de elevada tecnologia como a Huawei, a ameaça de revogar o estatuto especial de comércio de Hong Kong e a guerra por causa dos voos militares.

O comentário conclui com a afirmação de que “apenas reflectindo e envidando esforços para remediar os danos provocados às relações Estados Unidos-China em várias frentes será possível que os laços económicos e comerciais bilaterais voltem ao normal”.

A China esclareceu de maneira mais pormenorizada a sua posição sobre os recentes sobrevoos militares dos Estados Unidos em Taiwan, sobre as mudanças de Washington a propósito das vendas de armas a Taipé e das diligências de Pompeo para que Taiwan possa ser representado como um Estado independente na Organização Mundial de Saúde (OMS) e outras acções.

O Global Times revelou que o Exército Popular de Libertação (EPL) da China enviou aviões militares para o espaço aéreo do Sudoeste de Taiwan por oito vezes apenas em Junho. Especificou que além das missões de reconhecimento e as que têm como objectivo interceptar aparelhos militares dos Estados Unidos que voem na região, o EPL está igualmente a realizar “operações de treino para impedir os potenciais reforços norte-americanos e japoneses oriundos das ilhas de Guam e Ryukyu através dos canais de Miyako, a Leste de Taiwan, e de Bashi, Balintang e Babuyan, a Sudoeste de Taiwan”.

O texto acrescenta que “o ELP poderia usar essas operações para bloquear efectivamente a área à presença de forças estrangeiras, garantindo que as forças do território de Taiwan fiquem circunscritas”.

Recorrendo a um lugar comum poderá dizer-se que a China está a ser mais “assertiva” do que anteriormente. Qual a razão? Será uma reacção injustificada, como pretendem fazer crer analistas norte-americanos e indianos, ou uma tentativa de encobrir fraquezas chinesas?

Na realidade, a China está a reagir a uma série de acções calibradas dos Estados Unidos para irritá-la, provocá-la, humilhá-la e ameaçá-la. A colocação de três porta-aviões da Marinha dos Estados Unidos com 100 mil toneladas no Oceano Pacífico pela primeira vez em três anos é a mais recente manobra desse

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https://www.oladooculto.com/noticias.php?id=821

Presidente chinês pede que membros do PCC tenham firmes ideais e convicções

Beijing, 30 jun (Xinhua) -- Xi Jinping, secretário-geral do Comitê Central do Partido Comunista da China (PCC), encorajou os membros do PCC a construírem firmes ideais e convicções e se esforçarem para cumprir a aspiração e a missão originais do Partido.

Xi, também presidente chinês e presidente da Comissão Militar Central, fez as observações em resposta a uma carta de 30 membros do Partido que são voluntários em um museu do Manifesto Comunista da Universidade Fudan, com sede em Shanghai.

O museu foi adaptado da antiga residência de Chen Wangdao, tradutor da primeira edição chinesa completa do Manifesto Comunista e primeiro presidente da Universidade Fudan após a fundação da Nova China.

Em sua resposta, Xi disse que a tradução de Chen há um século tem desempenhado um papel importante na orientação de um grande número de chineses aspirantes a estabelecer o grande ideal do comunismo e se dedicar à causa da libertação e do rejuvenescimento nacionais.

Xi falou da grande importância dos esforços ativos dos voluntários para compartilhar a história de Chen de buscar a verdade e difundir a teoria marxista, exortando-os a continuar o trabalho e a fazê-lo ainda melhor.

"Somente com uma crença firme é possível ir longe", disse Xi, acrescentando que é ainda mais necessário que os membros do PCC defendam sem hesitar os ideais e convicções e se esforcem incessantemente.

O presidente chinês pediu que todos os membros do PCC, especialmente os jovens, estudem conscientemente a teoria Marxista e as histórias do Partido, da Nova China, da reforma e abertura do país, e do desenvolvimento do socialismo, a fim de cultivar firmes ideais e convicções e cumprir a aspiração original e missão básica do Partido.

Ver original em "XINHUA Português" na ligação seguinte:

http://portuguese.xinhuanet.com/2020-06/30/c_139177993.htm

Hong Kong | Ativistas abandonam partido associado à causa independentista

 
 

Hong Kong, China, 30 jun 2020 (Lusa) - Vários ativistas proeminentes de Hong Kong anunciaram hoje que abandonaram o partido Demosisto, associado à causa independentista do território, minutos depois de ter sido noticiado que Pequim ratificara a controversa lei de segurança nacional.


Demosisto é uma organização política fundada em 2016 por Wong, Chow e Law, líderes estudantis que desempenharam um papel fundamental na chamada "Revolução dos Guarda-Chuvas", os protestos pró-democracia que Hong Kong viveu durante quase 80 dias em 2014.

"Um destino fatídico é nos apresentado, dificuldades pessoais são imprevisíveis e temos de as enfrentar com coragem. Anuncio a minha renúncia como secretário-geral do Demosisto e a minha partida do Demosisto. Realizarei o meu protesto a título pessoal", garantiu nas redes sociais o ativista Joshua Wong, falando mesmo no início de um "reinado de terror".

Mensagens semelhantes a anunciar a saída foram publicadas também por Nathan Law e Agnes Chow, membros fundadores da mesma organização política.

 
Wong também defendeu que "nem a lei de segurança nacional nem qualquer outra lei do mal vai congelar a vontade de Hong Kong" e considerou que os enormes protestos pró-democracia lançados há um ano contra o projeto de lei da extradição "despertou inúmeras pessoas".

Por sua parte, Law indicou que "as personalidades políticas estarão em maior perigo e é difícil prever sua segurança", embora tenha afirmado que "a luta do povo de Hong Kong não cessará e continuará com resistência constante".

No momento, o texto da lei de segurança ainda não foi divulgado, e a chefe do executivo de Hong Kong, Carrie Lam, disse hoje numa conferência de imprensa que "seria inapropriado" responder a perguntas sobre o conteúdo até que seja oficialmente ratificado.

Fontes citadas anonimamente pela imprensa de Hong Kong garantiram que o Comité Permanente da Assembleia Popular Nacional da China ratificou a lei, cuja minuta havia sido aprovada no mês passado na reunião anual daquele órgão legislativo.

Organizações que defendem os direitos humanos já expressaram oposição ao texto legal, que, segundo fontes citadas pelo diário de Hong Kong South China Morning Post, pode ser punido com pena de prisão perpétua por "atos de secessão, subversão, terrorismo e conspiração com forças estrangeiras para pôr em risco a segurança nacional".

"Neste momento chave para Hong Kong, é imperativo que a lei de segurança nacional não seja usada para atropelar os direitos humanos e minar as liberdades que diferenciam a cidade da China continental", disse a Amnistia Internacional em comunicado.

A Declaração Sino-Britânica de 1984, que articulou a transferência de Hong Kong das mãos britânicas para chinesas em 1997 (quarta-feira assinalam-se 23 anos) estabeleceu a manutenção por pelo menos 50 anos a partir dessa data de uma série de liberdades no território, que não existem na China continental.

A comunidade internacional, com os Estados Unidos e a União Europeia em destaque, para além de diversas ONG expressaram por mais do que uma vez o receio de que a lei sirva para silenciar vozes críticas em Hong Kong, após um ano de protestos na ex-colónia britânica.

Há duas semanas, um grupo de 86 organizações, incluindo a Amnistia Internacional e a Human Rights Watch, defendeu que a lei de segurança nacional da China devia ser abandonada porque ataca violentamente os direitos humanos e as liberdades de Hong Kong.

A imposição da lei em Hong Kong foi aprovada por Pequim a 28 de maio no encerramento da sessão anual da Assembleia Popular Nacional.

O documento surgiu após repetidas advertências do poder comunista chinês contra a dissidência em Hong Kong, abalada em 2019 por sete meses de manifestações em defesa de reformas democráticas e quase sempre marcadas por confrontos com a polícia, que levaram à detenção de mais de nove mil pessoas.

JMC // SB

Ver o original em 'Página Global' na seguinte ligação:

https://paginaglobal.blogspot.com/2020/06/hong-kong-ativistas-abandonam-partido.html

China pune milhares de funcionários por violar regras de frugalidade

Página Global: Campanha anticorrupção na China visa mais de 84.000...

Beijing, 29 jun (Xinhua) -- Um total de 14.506 funcionários chineses foram punidos em maio por violar as regras de frugalidade, disse no domingo o principal órgão anticorrupção.

Os funcionários estiveram envolvidos em 10.091 casos, diz um comunicado emitido pela Comissão Central de Inspeção Disciplinar do Partido Comunista da China e pela Comissão Nacional de Supervisão.

Os funcionários punidos incluem 43 de nível de sub-região ou equivalente, e 849 de nível distrital ou equivalente, segundo o comunicado.

Entre eles, 6.687 foram punidos por não cumprir com seus deveres de promover o desenvolvimento econômico e proteger o meio ambiente.

Um total de 5.707 funcionários foram punidos por hedonismo e conduta extravagante, incluindo aceitação de presentes e concessão de subsídios não autorizados.

Ver original em "XINHUA Português" na ligação seguinte:

http://portuguese.xinhuanet.com/2020-06/29/c_139174377.htm

"As decisões tomadas na China darão forma ao mundo do século XXI"

 

 
"As decisões tomadas na China darão forma ao mundo do século XXI"

A afirmação é de Peter Frankopan, o primeiro grande historiador do novo século, porque é quem, de forma mais rápida e plena, se deu conta de que os ventos do século XXI vem da Ásia e, em particular, da China. “Houve um tempo em que todos os caminhos levavam a Roma. Agora levam a Pequim”, como ele diz e reitera nos seus livros “O coração do mundo” e “As novas rotas da seda”, que eu tenho recomendado a todos a leitura, já há algum tempo.

Em várias entrevistas, agora, ele, professor de “história global” na Universidade de Oxford, reafirma o que já havia escrito nos livros: “As pandemias, as guerras e a mudança climática são os três principais disruptores da história.” Mas agrega que “durante esta crise também há muitos motivos para a esperança”.

Uma visão que o Ocidente não tem, fechado no seu eurocentrismo narcisista, que se considera o continente civilizado, o resto, povos bárbaros, amalgamando na catetoria de Oriente, a China, o Japão, o mundo árabe, o Paquistão, e tudo o mais.

“Alertei que todos deveríamos preparar-nos para os impactos sobre o dano que teria sobre o impacto inevitável que essa doença teria na economia e em nossas comunidades e, claro, também alertei sobre os danos que teria sobre o conceito de democracia em uma era em que os jovens em particular estão perdendo sua confiança nos líderes políticos e na democracia".

Sobre como a crise pandêmica afeta o cenário internacional e, em particular, a disputa hegemônica entre a China e os Estados Unidos, ele responde:

“É perfeitamente concebível uma imaginar um conflito entre os Estados Unidos e a China, e de fato ambos países passaram um tempo considerável conceitualizando como poderia se dar e com que resultados. Um conflito bélico em grande escala me preocupa porque é imprevisível. Em seu momento eu me dediquei a pensar sobre as hiper inseguridades e outras formas de desestabilização em que a concorrência pode se tornar intensiva. Da mesma forma, a falta de cooperação global é um problema maiúsculo, claramente; em especial em mundo em que os Estados Unidos estão rebaixando o papel que tirou durante décadas para unir a povos e estabelecer alianças, laços e amizades que podem ser muito efetivos. Tudo nos coloca perguntas muito significativas sobre nossas formas de vida, sobre nossa presunção sobre as liberdades e também sobre a importância das igualdades das igualdades que muitos acharam que eram sagradas”.

Sobre o “século asiático”:

“Creio que a maioria das sociedades da era moderna são bastante introvertidas; no Ocidente passamos muito tempo pensando em nós mesmos e que somos realmente importantes. E’ uma forma de narcisismo. Amamos olhar nosso próprio reflexo no espelho e admirar (e criticar) o que vemos. Mas há um preço a pagar por essa autoindulgência. Nos acostumamos a não prestar atenção à “grande foto” e, como resultado, nos sentimos perdidos em um mundo em que simplesmente não entendemos porque dedicamos tão pouco tempo a pensar sobre ele. As coisas mudaram rápido nas últimas décadas, mas só agora que estamos acordando e pensando em colocar perguntas que deveríamos estar nos perguntando há muitos, muitos anos: como tratar com a China e a Rússia, ou o Irã, ou a Arábia Saudita. Olhemos só para a Indonésia, as Filipinas, a Índia, o Paquistão e Bangladesh. Achamos que esses países são periféricos, sem interesse. Mas sua população somada é de quase 2 bilhões. O que acontece nesses lugares, bem ou mal, tem um impacto direto no preço do pão em Buenos Aires, o custo do petróleo em Ushuaia e as perspectivas dos agricultores nas pampa.”

Devemos colocar-nos dois tipos de perguntas:

“A primeira, quais são todos esses povos no mundo, que ignoramos durante tanto tempo? Que oportunidades e desafios nos colocam, individual e coletivamente? Como mudará o nosso mundo nos próximos anos? Como poderíamos entender e deveríamos conectar-nos com esses povos? O que nos vincula a eles? A segunda, qual é o nosso papel nesse mundo em mudança? Por que coisas tão básicas como a mobilidades são tão difíceis para nós? Por que tantas pessoas nos Estados Unidos, o país mais rico da Terra, não pode ter acesso a uma cobertura médica e por que mais de 20% das crianças vivem ali abaixo da linha da pobreza? Por que a polarização política é tão aguda no mundo desenvolvido? Por que aos Estados mais ricos e desenvolvidos lhes é tão difícil trabalhar juntos e cooperar entre si? Acho que não nos fazemos essas perguntas e menos ainda dedicamos tempo a respondê-las.”

Sobre se encontra algo esperançador, disse:

“Sim, muitas coisas. Os seres humanos somos resilientes, somos amáveis, somos otimistas, somos inteligentes, curiosos e sensíveis. Estas são coisas maravilhosas que nos separam dos restos dos animais. E durante esses períodos de encerramento forçado dos nossos países, quase todas as pessoas neste planeta destinaram tempo a pensar nas suas famílias, nas pessoas que amam e de que tem saudade, e afastando-se da ideia de que as coisas materiais nos fazem felizes. Assim, de fato, durante esta crise também há muitos motivos para a esperança, mesmo se tem sido um tempo doloroso e difícil para muitos.

Por prevenção e controle da Covid-19, China confina meio milhão de pessoas perto de Pequim

 

247 - Desde meados de junho, Pequim é atingida por um novo surto de Covid-19, descrito como "sério e complexo" pelo governo.

O país asiático havia praticamente contido a epidemia, mas o aparecimento de cerca de 300 novos casos na cidade, em pouco mais de duas semanas, alimentou o medo de uma segunda onda de contágios.

A prefeitura lançou uma grande campanha de diagnóstico, fechou escolas e pediu à população de Pequim que não deixe a capital. Também confinou milhares de pessoas que vivem em áreas residenciais consideradas de risco.

Neste domingo, as autoridades locais anunciaram o confinamento do cantão de Anxin, localizado a 60 quilômetros ao sul de Pequim, na província de Hebei. Onze casos relacionados ao foco epidêmico de Pequim foram relatados, de acordo com o jornal "Global Times".

A partir de agora, apenas uma pessoa por família poderá sair, uma vez por dia, para comprar alimentos e remédios.

O Ministério chinês da Saúde divulgou, neste domingo, 14 novos casos em Pequim nas últimas 24 horas, elevando o total para 311 desde o início desse novo surto.

 

Seu epicentro foi detectado no mercado atacadista de Xinfadi, no sul da cidade. A feira fornece produtos frescos, principalmente para supermercados e restaurantes.

Cerca de um terço dos novos casos relatados até agora está relacionado à seção de carne bovina e de cordeiro do mercado, informaram autoridades da prefeitura, em entrevista coletiva neste domingo.

"A situação epidêmica na capital é séria e complexa", disse o porta-voz da cidade, Xu Hejian.

 

Os testes de diagnóstico são dirigidos, sobretudo, para quem frequentava o mercado, funcionários de restaurantes, entregadores e moradores de áreas residenciais consideradas de risco.

Ao todo, 8,3 milhões de amostras foram coletadas, e 7,7 milhões, analisadas, relatou a prefeitura, segundo informações da AFP.

PCC, o arquiteto das realizações sociais e econômicas da China, diz analista

 

Havana, 26 jun (Xinhua) -- O Partido Comunista da China (PCC), que tem liderado o povo chinês em quase um século de esforços em prol do desenvolvimento nacional, fez uma contribuição notável para a ascensão da China, disse José Luis Robaina, pesquisador sênior do Centro de Estudos de Política Internacional de Havana.

O pesquisador fez a observação na ocasião do 99º aniversário de fundação do PCC em 1º de julho.

"O Partido Comunista da China é o arquiteto das realizações sociais e econômicas do país", disse ele à Xinhua em uma recente entrevista.

O partido desempenhou um "papel de liderança na libertação do país em 1949, sem nenhum outro apoio além dos esforços e persistência do povo chinês", destacou Robaina.

Graças à sua liderança, sem a qual a reforma e abertura da China a partir de 1978 não teria sido possível, a China se tornou a segunda maior economia do mundo que entrou numa "nova era de impressionante desenvolvimento social e tecnológico", acrescentou ele.

Robaina, de 73 anos, é uma testemunha do desenvolvimento econômico e social da China em diferentes épocas. Ele estudou a história chinesa na Universidade de Pequim entre 1963 e 1966, trabalhou como correspondente em Beijing para a agência de notícias Presan Latina de Cuba entre 1980 e 1989, e serviu como diplomata na Embaixada de Cuba entre 2001 e 2004.

Ele está impressionado com os "excelentes resultados" e o compromisso do PCC com a redução da pobreza em seu país, com uma população de 1,4 bilhão de habitantes.

"A China tem trabalhado duro para erradicar a pobreza até 2020... Nenhum país, exceto a China, teve a capacidade de tirar 800 milhões de pessoas da pobreza extrema", afirmou ele.

O trabalho bem-sucedido representa mais de 70% da redução da pobreza global, o que inegavelmente destaca os esforços do PCC, segundo Robaina.

Segundo o analista cubano, as políticas públicas adotadas pela China nas últimas décadas promoveram enormes progressos no desenvolvimento das áreas rurais e na melhoria do padrão de vida da população.

"É o resultado do trabalho conjunto do Partido Comunista da China, do povo chinês e do governo, além de empresas e organizações sociais", acrescentou.

No que diz respeito à pandemia da COVID-19, Robaina salientou que a China não só tem demonstrado uma "gestão eficaz de emergência de saúde pública, mas também tem liderado a cooperação internacional e os intercâmbios científicos".

"A China tem compartilhado dados científicos, enviado suprimentos médicos para países em desenvolvimento e desenvolvidos e feito pesquisas relevantes sobre a COVID-19", disse.

"Além disso, especialistas chineses estão trabalhando em uma vacina candidata, sem fins lucrativos, para combater a propagação da doença em todo o mundo", afirmou.

Robaina ressaltou que a China tem demonstrado um espírito de solidariedade e compromisso no combate aos desafios mundiais, de acordo com os valores que o PCC tem promovido.

Falando das relações Cuba-China, ele observou que este ano marca o 60º aniversário de estabelecimento das relações diplomáticas bilaterais, e que isto proporciona uma oportunidade para que os dois países continuem fortalecendo sua amizade de longa data.

"O Partido Comunista da China e o Partido Comunista de Cuba têm uma relação muito estreita, enraizada na fraternidade e na defesa comum da justiça nos fóruns internacionais", acrescentou o analista cubano, que acredita que "as relações bilaterais estão atualmente em seu mais alto nível ".

Foto aérea tirada em 25 de maio de 2020 mostra uma vista de Vilarejo de Chonglou, Dacai, no distrito autônomo da Etnia Maonan de Huanjiang, na Região Autônoma da Etnia Zhuang de Guangxi, no sul da China. (Xinhua/Zhou Hua)

Trabalhadores fazem máscaras em uma oficina no vilarejo de Aimian, distrito de Rongan, em Liuzhou, Região Autônoma da Etnia Zhuang de Guangxi, no sul da China, em 1º de março de 2020.(Xinhua/Huang Xiaobang)

Ver original em "XINHUA Português" na ligação seguinte:

http://portuguese.xinhuanet.com/2020-06/27/c_139170910.htm

Hong Kong opõe-se fortemente à aprovação do Senado dos EUA da chamada "Lei da Autonomia de Hong Kong"

 

 

Hong Kong, 27 jun (Xinhua) -- O governo da Região Administrativa Especial de Hong Kong (RAEHK) expressou nesta sexta-feira forte oposição à aprovação da chamada "Lei da Autonomia de Hong Kong" pelo Senado dos EUA.

Um porta-voz do governo pediu ao Congresso dos EUA que pare imediatamente de interferir nos assuntos internos da RAEHK e disse que a lei e as chamadas "sanções" são totalmente inaceitáveis e só prejudicarão as relações e os interesses comuns entre Hong Kong e os Estados Unidos.

Um porta-voz do governo exortou o Congresso dos EUA a parar imediatamente de interferir nos assuntos internos da RAEHK e disse que o ato e as chamadas "sanções" são totalmente inaceitáveis e só prejudicarão as relações e os interesses comuns entre Hong Kong e os Estados Unidos.

Desde o retorno à pátria, Hong Kong vem exercendo "o povo de Hong Kong administra Hong Kong" e um alto grau de autonomia em estrita conformidade com a Lei Básica, disse o porta-voz, enfatizando que o princípio de "um país, dois sistemas" tem sido implementado plenamente e com sucesso.

O governo da RAEHK continuará a implementar o princípio de "um país, dois sistemas" resolutamente de acordo com a Lei Básica, sublinhou o porta-voz.

O porta-voz ressaltou que muitos dos comentários sobre os assuntos da RAEHK no ato são seriamente enganosos e absolutamente infundados.

Em relação à acusação de pessoas envolvidas nos protestos ilegais, o porta-voz reiterou que Hong Kong tem um sistema judicial penal bem estabelecido e justo.

O artigo 63 da Lei Básica prevê que o Departamento de Justiça do governo da RAEHK controla processos criminais, livres de qualquer interferência, e os promotores sempre cumprem esse dever constitucional de forma independente e profissional, sem medo ou condições, disse o porta-voz.

As decisões do Ministério Público baseiam-se em uma avaliação objetiva de provas admissíveis e confiáveis e leis aplicáveis, feitas estritamente de acordo com o Código de Acusação que está disponível ao público, disse o porta-voz, observando que os casos não serão tratados de forma diferente devido às crenças políticas, demandas ou contextos das pessoas envolvidas.

"O povo de Hong Kong goza de extensos direitos e liberdades consagrados na Lei Básica. O 4º artigo da Lei Básica prevê que a RAEHK defende os direitos e liberdades dos residentes da RAEHK e de outras pessoas da região, de acordo com a lei. Além disso, os direitos humanos e as liberdades em Hong Kong estão totalmente protegidos pela Decreto de Direitos de Hong Kong e outras legislações", disse o porta-voz.

Quanto aos papéis do Departamento dos Assuntos de Hong Kong e Macau do Conselho de Estado e do Gabinete de Ligação do Governo Popular Central na RAEHK, o porta-voz esclareceu que eles representam o governo central ao qual a RAEHK se enquadra diretamente no Artigo 12 da Lei Básica.

Esses departamentos têm o poder e a responsabilidade sobre a implementação adequada e plena da Lei Básica e de "um país, dois sistemas", indicou o porta-voz, ressaltando que não há nenhuma intervenção nos assuntos que a RAEHK administra por conta própria, de acordo com a Lei Básica.

Quaisquer "sanções" impostas pela lei não criarão uma obrigação para as instituições financeiras sob a lei de Hong Kong, disse o porta-voz, instando o lado americano a agir de forma responsável ao abster-se de tomar medidas que possam afetar potencialmente as operações das instituições financeiras e o grande número de clientes que elas servem.

Ver original em "XINHUA Português" na ligação seguinte:

http://portuguese.xinhuanet.com/2020-06/27/c_139170822.htm

Xi espera mais estabilidade e maturidade nos laços China-UE na era pós-pandémica

 
 

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Texto corrigido de português do Brasil (br) para português original (pt) 
 
 

O presidente chinês, Xi Jinping, reuniu-se na segunda-feira por videoconferência com Charles Michel, presidente do Conselho Europeu, e Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia.


Desde o surto da COVID-19, a China e a União Europeia (UE) apoiaram-se e ajudaram-se mutuamente, afirmou Xi, notando que o país asiático está disposto a unir seus esforços com a Europa para impulsionar um relacionamento mais estável e maduro na era pós-pandémica e elevar seus laços a uma nova altura.

"A China quer paz em vez de hegemonia", disse Xi, acrescentando que a China não é apenas um país com uma longa história, mas também um país em desenvolvimento e cheio de vitalidade.

"No ponto de partida de todas as nossas políticas e trabalho é permitir que o povo chinês tenha uma vida feliz. Seguiremos firmemente o caminho do desenvolvimento pacífico", disse Xi, observando que a China apresenta "oportunidades, não ameaças".

 
Ele continuou dizendo que a China é "um parceiro, não um oponente" para o lado da UE, pois o país continuará aprofundando as reformas e expandindo a abertura, o que proporcionará à Europa uma nova fase de oportunidades de cooperação e espaço de desenvolvimento.

"Não há conflito de interesses fundamentais entre a China e a Europa. A cooperação supera de longe a concorrência e o consenso supera as divergências", disse ele, exortando os dois lados a respeitarem-se e a procurarem uma base comum enquanto reservam as suas diferenças.

Os dois lados devem aprimorar continuamente a compreensão e a confiança mútua, expandir interesses comuns em cooperação, resolver problemas difíceis no desenvolvimento e construir uma parceria estratégica abrangente China-UE com mais influência global.

O mundo, sob o impacto da pandemia, está passando por mudanças profundas e enfrentando fatores mais instáveis e incertos, enfatizou Xi, apelando a promover novas oportunidades em crises e criar novas perspectivas diante de mudanças nas circunstâncias.

Como duas grandes forças, mercados e civilizações no mundo, o que a China e a UE defendem, a que se opõem ou em que áreas cooperam terão significado global, disse Xi.

Os dois lados devem servir como forças principais para manter a paz e a estabilidade global, disse Xi, enfatizando que a China está disposta a comunicar-se com a parte europeia em questões importantes.

"Acreditamos que a UE continuará avançando na direção da unidade, estabilidade, abertura e prosperidade. A China está encantada ao ver que a UE dá uma contribuição construtiva à paz e à estabilidade internacionais e está disposta a fortalecer a cooperação estratégica com a UE para lidar conjuntamente com os desafios globais", afirmou ele.

Enquanto isso, a China e a UE devem servir como dois grandes mercados que promovem o desenvolvimento e a prosperidade global, disse Xi.

"As nossas duas principais economias devem desempenhar o papel de motores duplos da economia mundial, impulsionar a recuperação da economia global, apoiar conjuntamente uma retomada científica e ordenada do trabalho e da produção, fortalecer a coordenação da política macroeconómica e manter a estabilidade e a tranquilidade de cadeias industriais e de suprimentos globais", disse.

Os dois lados devem manter a abertura do mercado, acelerar a negociação do acordo de investimento China-UE, fortalecer a cooperação nos campos verde e digital e desenvolver uma parceria no desenvolvimento verde, disse Xi, exortando as duas partes a melhorar a cooperação no mercado de terceiros em África.

Além disso, a China e a Europa devem servir como duas grandes civilizações que aderem ao multilateralismo e ajudam a melhorar a governação global, disse o presidente chinês.

"Independentemente de como a situação internacional mudar, a China adotará o lado do multilateralismo e o conceito de governação global de ampla consulta, contribuição conjunta e benefícios compartilhados", afirmou Xi.

O líder chinês disse que o país aprecia a UE pela firme adesão ao multilateralismo, pela participação na cooperação internacional antipandémica e pelo aumento do investimento na Organização Mundial da Saúde e noutras instituições internacionais.

Xi disse que a China está disposta a fortalecer a coordenação e cooperação com a UE em importantes questões internacionais e regionais, fortalecer o diálogo e a cooperação na governação global da saúde pública e promover a construção de uma comunidade de saúde para todos.

Xi enfatizou que gostaria de manter uma comunicação estreita com os dois líderes da UE, avançar uma série de grandes agendas políticas China-UE e elevar as relações bilaterais a um novo nível.

Os dois líderes da UE disseram que a relação entre a UE e a China é cheia de vitalidade, enfatizando que somente através da cooperação o mundo pode lidar com os desafios globais, e apenas o diálogo e a consulta podem resolver conflitos e eliminar a instabilidade regional, pois o mundo está enfrentando grandes dificuldades e incertezas.

O lado da UE está pronto para conduzir um diálogo estratégico com a China para expandir o consenso de maneira franca, observaram eles.

Os líderes da UE manifestaram vontade de fortalecer a cooperação com a China em pesquisa e desenvolvimento de vacinas e na retomada do trabalho. A UE está pronta para expandir o comércio bilateral e pressionar por mais progresso na cooperação com a China no desenvolvimento verde e de baixo carbono, economia digital e outras áreas, disseram eles.

Eles disseram que a UE está disposta a chegar a um acordo de investimento com a China em  data próxima.

Eles também expressaram vontade de trabalhar com a China para superar os impactos da pandemia o mais rápido possível e promover a recuperação económica mundial.

De acordo com os dois líderes, a UE está comprometida com o multilateralismo e está pronta para melhorar a coordenação e cooperação com a China em segurança da saúde pública, mudanças climáticas, desenvolvimento sustentável, cooperação de terceiros em África e outras questões importantes no âmbito das Nações Unidas, da Organização Mundial do Comércio e do Grupo dos 20.

A UE trabalhará com a China para alcançar resultados bem-sucedidos nas principais agendas políticas acordadas pelos dois lados, segundo os dois líderes.

Xinhua | Pequim, 23 jun 2020 | Imagem: Xinhua/Wang Ye

Ver o original em 'Página Global' na seguinte ligação:

https://paginaglobal.blogspot.com/2020/06/xi-espera-mais-estabilidade-e.html

Fórum Macau quer ajudar a captar mais investimento chinês para Portugal

27/06/2020
 

O secretário-geral adjunto do Fórum de Macau defendeu hoje que os países de língua portuguesa, nomeadamente Portugal, devem aproveitar mais esta organização para captar investimento externo chinês, num debate virtual em que defendeu as oportunidades para as empresas.

“É evidente que Portugal tem todo o interesse, como qualquer dos países de língua portuguesa, em ter mais investimento chinês de raiz”, disse Rodrigo Brum durante um seminário virtual (‘webinar’) sobre “Macau e o futuro das relações económicas e comerciais entre Portugal e China”.

“O Fórum Macau é uma ponte evidente que pode ser explorada para os contactos com a China, e não é segredo que Portugal gostaria de atrair investimento no setor automóvel ou das baterias, e esses contactos podem ser feitos através do Fórum, que recentemente visitou instalações nesse ramo, maiores do que a Autoeuropa”, acrescentou o secretário-geral adjunto do Fórum Macau.

Para o responsável, a criação da área da Grande Baía, uma metrópole mundial que integra Hong Kong, Macau e nove cidades da província de Guangdong, numa região com cerca de 70 milhões de habitantes e com um Produto Interno Bruto (PIB) que ronda os 1,2 biliões de euros, é uma enorme oportunidade enorme.

“Na região em que Macau está inserido, da nossa janela vemos o território do lado, é uma região imensa com um potencial enorme; tem dificuldades, sim, às vezes até de entendimento, mas é nesses casos que se pode usar Macau, não como uma plataforma logística, mas como um intermediário favorável”, salientou o responsável, concluindo que “há inúmeras hipóteses de negócios, não é fácil, mas os resultados compensam”.

No ‘webinar’, Rodrigo Brum mostrou-se ainda favorável, respondendo a uma questão do presidente da Câmara de Comércio e Indústria Luso-Chinesa (CCILC), João Marques da Cruz, à criação de mais fundos para fomentar a relação entre a China e os países de língua portuguesa.

“Há condições para criar novos fundos, o atual tem regras muito precisas de capital de risco que não interessa aos países menos desenvolvidos e aos países que não têm uma bolsa a funcionar, por isso o que há a fazer é criar novos fundos, como um fundo de desenvolvimento efetivo”, defendeu.

Ver o original em 'Plataforma Media' na seguinte ligação:

https://www.plataformamedia.com/2020/06/27/forum-macau-quer-ajudar-a-captar-mais-investimento-chines-para-portugal/

Washington navega em rota de colisão com a China

 
 

A partir deste mês, os EUA estão implantando três de seus porta-aviões simultaneamente para patrulhar o Pacífico no que foi projetado para ser uma clara ameaça à China. Cada grupo de ataque de transportadores compreende contratorpedeiros, aeronaves e submarinos. Os EUA têm 11 porta-aviões no total.


 
 
O contra-almirante Stephen Koehler, diretor de operações do Comando Indo-Pacífico, é citado como tendo dito sobre a implantação incomum. “As transportadoras e os grupos de transportadoras são grandes símbolos fenomenais do poder naval americano. Estou realmente empolgado por termos três deles no momento.”
 
Bonnie Glaser, diretora do Projeto China Power no Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais, admitiu que as operações eram provocativas, embora sugerissem que a realidade era de alguma forma um golpe de propaganda para Pequim. Ela disse: "Os chineses definitivamente o retratarão como um exemplo de provocações dos EUA e como evidência de que os EUA são uma fonte de instabilidade na região".
 
Esqueça a "representação" chinesa.  Parece claramente factual que Washington esteja aumentando a beligerância e a instabilidade no Pacífico.
 
A flexão muscular sem precedentes dos EUA ocorre num momento em que as relações políticas entre Washington e Pequim caíram numa nova Guerra Fria. O presidente Donald Trump está preparando a sua base de apoio com insultos racistas renovados contra a China devido à pandemia de coronavírus. Em recentes comícios em Oklahoma e Arizona, o presidente referiu a "Kung Flu" e uma "praga" enviada da China.

 
Enquanto isso, o secretário de Estado de Trump, Mike Pompeo, disse numa conferência on-line na semana passada que o governo de Pequim é um “ator desonesto” que ameaça supostos estados democráticos ocidentais. Pompeo exortou os aliados europeus a ficarem com os EUA contra a "tirania" da China.
 
Por seu lado, Pequim criticou Pompeo por espalhar o "vírus político" com uma "profunda mentalidade da Guerra Fria".
 
A histeria anti-China em Washington atingiu o pico da febre.  Parte disso decorre da necessidade do governo Trump do bode expiatório da China para sua própria gestão desastrosa da doença por coronavírus, que viu o número de mortos nos EUA ultrapassar 120.000, sem sinal de alívio. Isso representa quase um quarto do número de mortos no mundo, um número sombrio que provavelmente continuará aumentando nas próximas semanas, à medida que Trump tenta desesperadamente reabrir os negócios como de costume.
 
Depois, há a tendência subjacente mais longa do confronto estratégico.  Foi sob o presidente Barack Obama em 2011 que os EUA embarcaram num "pivô para a Ásia", anunciando o foco explícito na China como uma meta global percebida para o poder americano.
 
O governo Trump apenas seguiu essa agenda estratégica de confronto com a China. O que tende a demonstrar a natureza estrutural do poder político dos EUA, pelo qual os presidentes podem ir e vir, mas a política imperialista é posta num curso constante de um profundo planeamento estatal.
 
A personalidade ardente de Trump certamente adicionou combustível ao movimento anti-China com seu cavalo de guerra na guerra comercial, acusando a China de "estuprar" indústrias americanas e todos os tipos de outros supostos artifícios fraudulentos.
 
Isso foi antes da pandemia de coronavírus expor brutalmente a fragilidade do poder económico dos EUA e a chamada ilusão de Trump "Make America Great Again". Assim, um bode expiatório tinha que ser encontrado pelo "ultraje" de expor a arrogância americana como uma concha vazia.  Intensifique a China, um alvo de propaganda pronto para o imperialismo dos EUA.
 
Um estudo realizado esta semana pelo Instituto Nacional de Estudos do Mar da China Meridional, com sede na China, afirma que o governo Trump está empregando o poder militar dos EUA numa escala cada vez maior. Durante as duas administrações de Obama, a Marinha dos EUA realizou quatro operações de "liberdade de navegação" no Mar da China Meridional contestado. Sob Trump, o número de operações desse tipo chegou a 22, segundo o instituto.
 
O que é mais perturbador, no entanto, é que as linhas de comunicação entre comandantes militares americanos e chineses aparentemente foram drasticamente reduzidas desde que Trump tomou posse em 2017.
 
Isso significa que, com o aumento maciço da força militar dos EUA em torno da China no Mar da China Meridional e no Estreito de Taiwan, há um sério risco de algum incidente ou invasão percebida ficar fora de controle.  (Ainda temos que ver um acúmulo comparável da marinha chinesa na Califórnia ou na Virgínia.) Os navios de guerra americanos e chineses já enfrentaram perigosos acidentes.  Mas o que torna a situação atual ainda mais perigosa é o vácuo nas comunicações entre militares e as tensões tóxicas que o governo Trump deliberadamente acabou com Pequim.  A confiança está no fundo do poço, apesar das palavras amistosas de Trump para o presidente chinês Xi Jinping.
 
Washington não está apenas insinuando que a China é legalmente responsável por "dizimar a economia global". O governo Trump está exigindo que a União Europeia reduza suas relações económicas com a China. Todo tipo de calúnia é lançado em Pequim, desde o risco de segurança nacional com sua tecnologia de telecomunicações até a soberania nacional europeia, porque a China está investindo em projetos de infraestrutura na UE.
 
Dado que a UE é o maior parceiro comercial da China, essas demandas de Washington são um ataque direto aos interesses globais vitais de Pequim.
 
Fazer navegar uma armada dos EUA em direção à China não é uma manobra isolada - provocadora. É evidentemente uma configuração de hostilidade, variando de política económica e militar. É o clássico jogo de poder imperialista de um império decadente cuja mentalidade de soma zero é precursora da guerra.
 
 
© Imagem: REUTERS / US NAVY
 
*Finian CUNNINGHAM - Ex-editor e escritor de grandes organizações de média. Ele escreveu extensivamente sobre assuntos internacionais, com artigos publicados em várias línguas

Mollywood vai ser a nova capital do cinema na China, com sede internacional em Macau

 
 

Foi oficialmente lançado o projecto que vai fazer de Macau e da vizinha ilha da Montanha a capital do cinema chinês. A iniciativa quer rivalizar com Hollywood, está estimada em biliões de dólares e anuncia-se como factor decisivo na diversificação económica da RAEM.


Empresa registada em Hengqin, sede das operações internacionais em Macau. É assim que se apresenta o Grupo Mollywood, que acaba de dar a conhecer o projecto que ameaça gerar ondas de choque no mundo do cinema. 

Wang Haige, o presidente do Grupo, foi ambicioso no lançamento da iniciativa, em Langfang, actual base das indústrias audiovisuais na China: Mollywood vai contribuir para a competitividade do cinema chinês, e dar início a um novo modelo de filmes com características chinesas. Para isso, assume-se como concorrente de Hollywood, de onde procurará atrair para Macau e Hengqin alguns dos seus cineastas.

A futura “Hollywood do Oriente” recebeu já manifestações públicas de apoio de mais de uma centena de figuras de destaque do cinema chinês, incluindo Jackie Chan, Yu Dong, Gong Yu, Sammo Hung, Wen Jun, Liu Jiang, Chen Baoguo, Gaowa Siqin e Gong Hanlin. O realizador Chen Kaige disse que “Mollywood vai rapidamente assumir-se como uma base para a comunicação e cooperação com a cultura tradicional chinesa e a coexistência de múltiplas culturas, desempenhando um papel activo na promoção das trocas culturais entre o Oriente e o Ocidente e do conhecimento mútuo entre civilizações”.

 
O projecto cobre diversas áreas, como produção e distribuição de filmes, indústria da música, grandes centros de dados, inteligência artificial, publicidade e marketing para o sector do entretenimento, comércio electrónico, exposições, moda, líderes de opinião e indústrias associadas. Trata-se, segundo os seus mentores, da criação de uma grande plataforma para a tecnologia global, em torno de um novo centro de cultura cinematográfica na nova era da informação, que servirá também de base experimental para a combinação das tecnologias da televisão e do cinema.

O investimento no projecto será na casa dos biliões de dólares, considerados determinantes para a futura diversificação da economia de Macau.

Wang Haige salientou que “Mollywood vai lançar uma série de políticas preferenciais para atrair companhias tecnológicas, instituições ligadas à televisão e ao cinema, celebridades, realizadores e investidores de todo o mundo, incluindo de Hollywood”, para aqui se estabelecerem e trabalharem.

Um primeiro projecto saído da nova “Hollywood do Oriente” foi muito recentemente listado na Base das Indústrias de Televisão e Cinema de Guohua.

Ver o original em 'Página Global' na seguinte ligação:

https://paginaglobal.blogspot.com/2020/06/mollywood-vai-ser-nova-capital-do.html

Oposição firme à interferência dos EUA nos assuntos internos da China

 

No dia 17 de junho, horário local, os EUA assinaram e aprovaram o projeto de lei “Política dos Direitos Humanos Uigur 2020”, difamando a situação dos direitos humanos em Xinjiang e atacando a política chinesa sobre a administração da região. O projeto em questão consiste em sabotagem da lei internacional e das normas básicas das relações internacionais. O governo e o povo da China manifestam forte indignação e firme oposição.

 
Vale lembrar que a questão de Xinjiang não está relacionada com os direitos humanos, etnias e religiões, como alegam os EUA, mas com a luta contra o terrorismo e o separatismo. Desde a década de 1990, forças separatistas, extremistas e terroristas têm estado envolvidas em milhares de incidentes violentos, causando perdas humanas e materiais avultadas, e privando a população local de vários dos seus direitos legítimos.
 
Para manter a paz e a tranquilidade sociais em Xinjiang, o governo chinês adotou um conjunto de medidas para pôr termo ao extremismo na região. Essas medidas não só são consentâneas com as leis chinesas, como assumem também o compromisso selado com a comunidade na luta contra o terrorismo e o extremismo, em concordância com a missão da ONU de implementar a Estratégia Global contra o Terrorismo e o Plano de Ação para Prevenir o Extremismo Violento. O efeito das medidas adotas pela China é visível: não foi registada a ocorrência de nenhum caso de terrorismo violento nos últimos três anos na Região Autónoma Uigur de Xinjiang. Foram, sim, garantidos os direitos à vida, saúde e desenvolvimento da população de todos os grupos étnicos.
 
O projeto de lei aprovado por Washington não respeita a realidade. Hoje em dia, povos de todos os grupos étnicos de Xinjiang convivem pacificamente e tranquilamente, sem conflitos religiosos. Em 2019, Xinjiang recebeu mais de 200 milhões de visitantes, atingindo uma taxa de crescimento económico de 6,2%. Em 2020, Xinjiang deverá erradicar a miséria e indigência.
 
A população uigur em Xinjiang aumentou para 11,65 milhões, ocupando 46,8% da população total da região autónoma. Existem 24 mil mesquitas em Xinjiang, ou seja, para cada 530 muçulmanos há em média uma mesquita.
 
Na 43ª sessão do Conselho dos Direitos Humanos da ONU, os delegados de vários países elogiaram a China por conquistar resultados na luta contra o terrorismo e extremismo em Xinjiang, bem como louvaram o país por manter uma atitude transparente, ao receber mais de 1000 diplomatas, funcionários de organizações internacionais, jornalistas e religiosos de visita à região.
 
Em 2019, embaixadores de 50 países na sede da ONU em Genebra enviaram uma carta para o presidente do Conselho dos Direitos Humanos da ONU e o alto comissariado para os Direitos Humanos, declarando que a China respeita e garante os direitos humanos na luta contra o terrorismo e extremismo. Durante a reunião da Terceira Comissão da 74ª Assembleia Geral da ONU, mais de 60 países enalteceram a China por obter grandes progressos em relação aos direitos humanos e à administração de Xinjiang, se opondo à intervenção nos assuntos internos do país por razão dos direitos humanos.
 
O chamado projeto de lei relacionado com Xinjiang pretende vilipendiar as medidas chinesas na luta contra o terrorismo, o separatismo e o extremismo, consistindo num duplo padrão na abordagem ao combate ao terrorismo e à defesa dos direitos humanos. Como todos sabem, os EUA provocaram nos últimos anos conflitos nos países islâmicos como Iraque e Síria, causando a morte de milhões de cidadãos inocentes. Além disso, os EUA vincularam o terrorismo a certos países, regiões e religiões, lançando interdições de viagem a nações cuja maioria populacional é muçulmana.
 
As pesquisas demonstram que 75% dos muçulmanos adultos nos EUA consideram que existe o fenómeno de discriminação contra a sua religião na sociedade americana, enquanto 69% dos americanos pensam o mesmo. Alguns políticos americanos engendraram sempre farsas por interesses políticos, provando que, ao invés de “defensores dos direitos humanos”, não passam de exibicionistas que ignoram factos, inventam mentiras e renegam a justiça.
 
A questão de Xinjiang é um assunto interno da China, não prevendo a possibilidade de interferência estrangeira. Instamos que os EUA corrijam imediatamente os seus erros e parem de prejudicar os interesses chineses através da aprovação deste “projeto de lei”. O governo e o povo chineses têm a firme determinação de salvaguardar a soberania, segurança e desenvolvimento do país. A intenção americana de desfazer as relações entre etnias da China é fútil, tal como a ingerência na estabilidade de Xinjiang e a contenção do desenvolvimento do país.   
 
Diário do Povo Online | Renato Lu, editor
 
 
*Texto corrigido de português do Brasil (br) para português original (pt) por PG
 
 

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China não ficará parada se EUA lançarem mísseis de alcance intermediário na Ásia-Pacífico, diz porta-voz

 

 

Beijing, 25 jun (Xinhua) -- Wu Qian, porta-voz do Ministério da Defesa Nacional, expressou nesta quarta-feira forte oposição a um plano dos EUA de implantar mísseis de alcance intermediário na região Ásia-Pacífico, advertindo que a China jamais ficará parada se tal plano prosseguir.

O porta-voz fez as observações em uma coletiva de imprensa em Beijing ao comentar sobre uma discussão dos EUA com o lado japonês de implantar mísseis de alcance intermediário em bases militares dos EUA no Japão.

Se os EUA avançarem com esta implantação, isso representará uma clara provocação à "porta da China", disse Wu, acrescentando que a China tomará todas as medidas necessárias para neutralizar resolutamente tal execução.

Wu também expressou a esperança de que o Japão e os países relevantes levem em consideração a manutenção da paz e a estabilidade regionais, ajam com cautela e não permitam a implantação de mísseis de alcance intermediário dos EUA dentro de seus territórios para evitar cair na trama geopolítica dos EUA.

 

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http://portuguese.xinhuanet.com/2020-06/25/c_139166735.htm

Vacina chinesa contra COVID-19 inicia teste clínico de fase 3 no exterior

 

Beijing, 24 jun (Xinhua) -- Uma vacina inativada contra a COVID-19 desenvolvida por uma empresa chinesa iniciou seu teste clínico de fase 3 nos Emirados Árabes Unidos, de acordo com o desenvolvedor, o China National Biotec Group (CNBG).

O teste clínico foi inaugurado oficialmente após a assinatura de um acordo de cooperação na terça-feira, durante uma videoconferência realizada em conjunto em Beijing, Wuhan e Abu Dhabi, disse a empresa, acrescentando que é a primeira vez que uma vacina desenvolvida pelo país asiático realiza pesquisas clínicas de fase 3 no âmbito internacional.

O CNBG cooperará com o Group 42 (G42), uma empresa de inteligência artificial e computação em nuvem com sede em Abu Dhabi, no ensaio clínico. Eles também cooperarão na produção local da vacina.

A vacina inativada desenvolvida pelo Instituto de Produtos Biológicos de Wuhan, sob o CNBG, completou seus ensaios clínicos de fase 1 e 2 na China.

Os resultados mostraram um bom histórico de segurança e não foram encontradas reações adversas graves nos ensaios clínicos. Os receptores de vacinas foram inoculados com duas injeções em diferentes procedimentos e as doses produziram altas titragens de anticorpos. Para aqueles que receberam duas injeções em um intervalo de 28 dias, a taxa de soroconversão de anticorpos neutralizantes chegou a 100%.

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http://portuguese.xinhuanet.com/2020-06/24/c_139164018.htm

Comentário: Parceria China-UE será mais estável e madura na era pós-pandêmica

Beijing, 24 jun Xinhua) -- A 22ª reunião de líderes China-União Europeia (UE) é o mais recente testemunho do grande potencial da parceria estratégica abrangente entra a China e a UE, também uma plataforma para iniciar as relações na era pós-pandêmica.

A reunião, realizada por meio de vídeo, demonstra como a China e a UE podem resistir à turbulência provocada pela pandemia do coronavírus e continuarão sendo parceiras verdadeiras e firmes apoiantes uma da outra.

A pandemia separa pessoas de diferentes países, mas não pode prejudicar a comunicação e a cooperação. A diplomacia por vídeo é um meio necessário para aprimorar a compreensão e a confiança mútuas e aprofundar os relacionamentos bilaterais e multilaterais neste período especial.

A China é uma parceira, e não uma oponente da UE, pois continuará aprofundando a reforma e expandindo a abertura, o que proporcionará à UE uma nova rodada de oportunidades de cooperação e espaço de desenvolvimento.

A China está injetando certeza nas relações bilaterais com a UE em um momento de incerteza.

Apesar de todas as mudanças ocorridas no mundo, a consagrada parceria China-UE ainda está cheia de vitalidade.

A China e a UE, que juntas representam um terço do produto interno bruto global, compartilham amplos interesses comuns no comércio e no investimento. O comércio bilateral entre os dois lados atingiu 4,86 trilhões de yuans (US$ 685,8 bilhões) em 2019, crescendo 8% em termos anuais, de acordo com a Academia do Conselho Chinês para a Promoção do Comércio Internacional.

Mais de 3,2 mil empresas chinesas investiram diretamente na UE no ano passado, criando 260 mil empregos para os habitantes em todos os Estados membros da UE. O número de trens de carga entre a China e a Europa alcançou um novo recorde de 1.033 em maio, um aumento anual de 43%, informou o China State Railway Group.

Isso é uma evidência sólida de que não há conflito de interesses fundamental entre a China e a UE, mas um espaço cada vez maior para cooperação mutuamente benéfica.

Há uma longa lista de tarefas para a China e a UE nos próximos dias. Independentemente das dificuldades que possam enfrentar, permanecerão comprometidas em defender o multilateralismo e o livre comércio, opondo-se firmemente ao unilateralismo e ao protecionismo, além de manter a paz e a estabilidade globais. A China expandirá de forma inabalável sua abertura e criará um ambiente de negócios orientado para o mercado e de classe mundial, com uma sólida quadro jurídico para empresas de todos os países.

Para a China e a UE, a cooperação supera de longe a concorrência e o consenso supera de longe o desacordo. Elas podem reservar diferenças através de uma comunicação construtiva, enquanto expandem um consenso com respeito mútuo.

Na era pós-pandêmica, é do melhor interesse da China e da UE trabalhar conjuntamente, buscar um relacionamento mais estável e maduro e elevar seus laços a novos patamares.

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Projetos cinematográficos China-Macau ‘Mollywood’ foram lançados

Nelson Moura - 24/06/2020
 

Um projeto de filme de Mollywood da China-Macau foi lançado na Base de Cinema e Televisão de Xianghe Guohua, na China, com o objetivo de se tornar um centro de cinema, música, produção de moda e comunicação para rivalizar com Hollywood e Bollywood, informou a Business Wire.

Sediado em Macau e registado em Hengqin, Wang Haige, Presidente do Grupo Mollywood, anunciou na cerimónia de lançamento que o projeto utilizará as vantagens e recursos das duas regiões, tanto para o mercado interno quanto para o internacional.

Mollywood também deve cobrir a produção e distribuição de televisão, indústria da música, grandes centros de dados, inteligência artificial, marketing e publicidade de entretenimento, comércio eletrónico, exposições criativas, entretenimento de moda, bases de KOL (celebridades das redes sociais) e criação de talentos.

Leia mais em inglês em Macau Business

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Xi pede esforços contínuos para combater as drogas

China prende 168 mil pessoas por crimes relacionados com drogas em...

Beijing, 23 jun (Xinhua) -- O presidente Xi Jinping pediu esforços para continuar com a dura postura antidrogas e a batalha popular contra as drogas, numa tentativa de fazer novos progressos no controle das drogas.

Xi, também secretário-geral do Comitê Central do Partido Comunista da China e presidente da Comissão Militar Central, deu a importante instrução para uma conferência realizada na terça-feira para elogiar organizações e indivíduos que se destacam no trabalho antidrogas no país.

Xi enfatizou que os problemas interligados das drogas no país e no exterior, bem como os crimes relacionados online e offline, estão colocando sérias ameaças à vida e à saúde das pessoas e à estabilidade social.

Devem ser realizados esforços antidrogas incessantes, decisivos e completos, disse Xi.

Observando a posição dura contra as drogas, ele ordenou que os comitês do Partido e os governos, nos vários níveis, melhorem o sistema de governança no controle de drogas e aprofundem a cooperação antidrogas internacional, a fim de dar maiores contribuições para manter a harmonia e a estabilidade social e proteger o povo e seus meios de subsistência.

O conselheiro de Estado, Zhao Kezhi, que também chefia a Comissão Nacional de Controle de Narcóticos da China, transmitiu as instruções de Xi na conferência e exigiu uma implementação fiel.

O evento reconheceu as importantes contribuições de 100 organizações e 100 indivíduos para o controle de narcóticos na China desde 2015.

O evento foi realizado em Beijing por vídeo e teleconferência antes do Dia Internacional Contra o Abuso e Tráfico Ilícito de Drogas, que é observado anualmente em 26 de junho.

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http://portuguese.xinhuanet.com/2020-06/23/c_139161335.htm

Continente chinês registra 22 novos casos de COVID-19

Beijing, 23 jun (Xinhua) -- A autoridade sanitária chinesa anunciou nesta terça-feira que recebeu relatos de 22 casos recém-confirmados de COVID-19 no continente chinês na segunda-feira, dos quais 13 foram transmitidos localmente e nove foram importados.

Todos os casos transmitidos localmente foram registrados em Beijing, informou a Comissão Nacional de Saúde em seu relatório diário.

Não foram notificados óbitos relacionados à doença na segunda-feira, segundo a comissão.

Até segunda-feira, os casos confirmados no continente tinham chegado a 83.418, incluindo 359 pacientes que ainda estavam em tratamento, com 13 em estado grave.

Ao todo, 78.425 pessoas tiveram alta após a recuperação e 4.634 pessoas morreram da doença, segundo a comissão.

Até segunda-feira, o continente chinês tinha registrado um total de 1.885 casos importados. Desses casos, 1.798 tiveram alta hospitalar após a recuperação, e 87 permanecem internados, incluindo um em estado grave. Não foram relatadas mortes dos casos importados.

A comissão reportou que dois novos casos suspeitos foram notificados em Beijing na segunda-feira, elevando o total de casos suspeitos para 15 no país.

De acordo com a comissão, 7.591 contatos próximos ainda estavam sob observação médica depois que 328 pessoas receberam alta médica na segunda-feira.

Também na segunda-feira, sete novos casos assintomáticos, incluindo cinco do exterior, foram registrados no continente. Um caso assintomático foi recategorizado como caso confirmado. Vinte e um casos assintomáticos foram liberados da observação médica, segundo a comissão.

A comissão informou que 99 casos assintomáticos, incluindo 59 do exterior, ainda estavam sob observação médica.

Até segunda-feira, 1.161 casos confirmados, incluindo cinco mortes tinham sido notificados na Região Administrativa Especial (RAE) de Hong Kong, 45 casos confirmados na RAE de Macau e 446 em Taiwan, incluindo sete mortes.

Ao todo, 1.078 pacientes em Hong Kong, 45 na RAE de Macau e 435 em Taiwan tiveram alta dos hospitais após a recuperação.

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http://portuguese.xinhuanet.com/2020-06/23/c_139160571.htm

China ajudará trabalhadores migrantes pobres a garantir empregos

Beijing, 23 jun (Xinhua) -- A China intensificará esforços para ajudar os trabalhadores migrantes pobres a encontrar ou garantir empregos.

A medida visa garantir que a força de trabalho migrante permaneça estável ou melhore este ano, de acordo com uma circular divulgada conjuntamente pelo Ministério de Recursos Humanos e Seguridade Social, o Ministério das Finanças e o Escritório do Grupo Dirigente de Alívio da Pobreza e Desenvolvimento do Conselho de Estado.

Deve-se dar prioridade à organização da força de trabalho desfavorecida para encontrar empregos fora do lugar de origem, e a distribuição de informações sobre empregos entre eles deve ser reforçada, segundo a circular.

Em meio aos esforços do país para vencer a batalha contra a pobreza, cerca de 27,51 milhões de trabalhadores migrantes pobres de 25 regiões provinciais deixaram suas terras natais para trabalhar até 31 de maio, representando mais de o total do ano passado, mostraram dados.

A circular destacou que o número total de trabalhadores migrantes pobres das regiões menos desenvolvidas no centro e oeste que trabalham nas regiões mais desenvolvidas no leste este ano não deve ser menor que o do ano passado. Fim

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http://portuguese.xinhuanet.com/2020-06/23/c_139160395.htm

Infecções assintomáticas da COVID-19 mostram resposta imune mais fraca, diz estudo

 

 

Beijing, 22 jun (Xinhua) -- Pesquisadores chineses revelaram que os casos assintomáticos da doença do novo coronavírus (COVID-19) têm uma resposta imune mais fraca em comparação com os sintomáticos.

Uma equipe de pesquisa da Universidade Médica de Chongqing estudou 37 casos assintomáticos, com idades entre 8 e 75 anos, que foram internados para quarentena no Hospital Popular de Wanzhou, no Município de Chongqing, sudoeste da China.

A equipe descobriu que a duração mediana do derramamento viral, definida como o intervalo do primeiro ao último esfregaço nasofaríngeo positivo, entre os casos assintomáticos foi de 19 dias, mais longa que os 14 dias entre pacientes com sintomas leves das 37 pessoas sintomáticas escolhidas como grupo de controle, segundo os resultados da pesquisa publicados na revista Nature Medicine.

Tanto na fase aguda (o período em que o RNA viral pode ser encontrado em uma amostra respiratória) quanto na fase de convalescença precoce (oito semanas após a alta hospitalar), os níveis do IgG, um anticorpo específico para a COVID-19, entre os casos assintomáticos foram significativamente menores em relação aos casos sintomáticos.

Além disso, 30 casos assintomáticos apresentaram redução nos níveis de anticorpos neutralizantes na fase de convalescença precoce, enquanto a mesma redução foi observada apenas em 23 casos sintomáticos.

Os resultados da pesquisa indicaram que os casos assintomáticos, em comparação com os sintomáticos, apresentaram resposta imune mais fraca à COVID-19.

A descoberta da redução do IgG e a neutralização dos níveis de anticorpos na fase de convalescença precoce podem contribuir para as estratégias de imunidade e inquéritos sorológicos, disse a equipe.

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http://portuguese.xinhuanet.com/2020-06/22/c_139158604.htm

China ameaça dar “resposta apropriada” a sanções dos EUA

A China ameaçou nesta terça-feira dar uma “resposta apropriada” à decisão dos Estados Unidos de classificar quatro meios de comunicação chineses como missões diplomáticas estrangeiras, acusadas de atuar como “canais de propaganda”

“Isto expõe a todos a hipocrisia da suposta liberdade de expressão e de imprensa que os Estados Unidos gostam de exibir”, declarou o porta-voz do ministério chinês das Relações Exteriores, Zhao Lijian.

“Pedimos aos Estados Unidos que rejeitem esta mentalidade de guerra fria e de viés ideológico. Em caso contrário, a China não terá opção a não ser dar uma resposta apropriada à medida”, completou o porta-voz.

Leia mais em ISTOÉ.

Ver o original em 'Plataforma Media' na seguinte ligação:

https://www.plataformamedia.com/2020/06/23/china-ameaca-dar-resposta-apropriada-a-sancoes-dos-eua/

China e Índia chegam a consenso para resolver conflitos armados em Ladakh

Soldados paramilitares indianos montam guarda enquanto um comboio do Exército indiano se desloca na rodovia Srinagar-Ladakh em Gagangeer, nordeste de Srinagar, Índia, 18 de junho de 2020
© AP Photo /

As negociações entre e a Índia e a China efetuadas nesta segunda-feira (22) em Moldo, decorreram em um ambiente cordial e terminaram com um consenso para cessar os combates e retirar as tropas.

"As conversas ao nível de comandante de corpo foram conduzidas em Moldo (no lado chinês da Linha de Controle Real em frente a Chusul, em Ladakh) em um ambiente cordial, positivo e construtivo. Houve um consenso mútuo para retirar as tropas. As modalidades de retirada de todas as áreas de atrito no leste de Ladakh foram discutidas e serão levadas adiante por ambos os lados", declarou o Exército indiano em declaração nesta terça-feira (23).

Soldados indianos descansam próximos a armamentos de artilharia em um acampamento durante percurso em direção a Ladakh, na região fronteiriça com a China.

© REUTERS / Stringer
Soldados indianos descansam próximos a armamentos de artilharia em um acampamento durante percurso em direção a Ladakh, na região fronteiriça com a China.

Os confrontos entre a Índia e a China ocorreram no dia 15 de junho na região de Ladakh, que faz fronteira com a China. O Exército indiano afirmou que 20 de seus soldados foram mortos, enquanto outros 80 ficaram feridos durante o incidente.

Desde a guerra de 1962 entre a Índia e a China, os dois países careciam de uma fronteira demarcada no Himalaia, o que tem causado os frequentes conflitos entre eles.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/asia_oceania/2020062315743580-china-e-india-chegam-a-consenso-para-resolver-conflitos-armados-em-ladakh/

Cúpula China-UE oferecerá certeza em tempo incerto

UE e China debatem comércio, investimentos e saúde em reunião...

pelo escritor da Xinhua Gao Wencheng

Beijing, 22 jun (Xinhua) -- Em meio à devastadora pandemia da COVID-19, a 22ª reunião de líderes China-UE, nesta segunda-feira, deve aumentar a confiança necessária na luta global contra o vírus e oferecer mais certeza em um momento de instabilidade sem precedentes.

Este ano marca o 45º aniversário das relações diplomáticas China-UE, e com cooperação e consenso sempre maiores que concorrência e diferença, a China e a UE provaram ser parceiras estratégicas abrangentes e de longo prazo.

Desde o início do surto da COVID-19, os líderes dos dois lados mantiveram uma comunicação e coordenação estreitas por meio de telefonemas, videoconferências e outros meios.

As trocas frequentes são uma prova de profunda confiança política mútua e estreita coordenação estratégica entre os dois lados, o que lançou as bases para uma cooperação concreta para superar a crise de saúde que o mundo enfrenta.

O apoio mútuo entre a China e a Europa lançou um exemplo para a batalha epidêmica global.

Quando a epidemia ocorreu na China, a UE e vários países europeus expressaram apoio à China e enviaram suprimentos urgentemente necessários. Quando o surto da COVID-19 começou na Europa em março, a China enviou prontamente suprimentos e equipes médicas para a Europa.

Após esse ímpeto, espera-se que a reunião de segunda-feira promova a cooperação na batalha contra o novo coronavírus nas áreas como compartilhamento de conhecimentos, bem como desenvolvimento de vacinas e medicamentos.

Como a pandemia da COVID-19 afeta severamente o mundo, uma cooperação mais estreita entre a China e a UE injetará mais confiança na retomada da economia global.

Os últimos anos testemunharam o aumento do protecionismo e sua ameaça de inviabilizar a economia mundial antes mesmo da pandemia da COVID-19. A epidemia infelizmente gerou algumas discussões sobre "dissociação".

Como a China e a UE permanecem firmes defensoras de uma economia mundial aberta, uma declaração conjunta da China e da UE para revitalizar suas economias servirá como exemplo para os outros.

A próxima cúpula China-UE também acontece em um momento em que a liderança da Organização Mundial da Saúde (OMS) na luta global contra a COVID-19 foi prejudicada pela retirada dos EUA da agência da ONU.

Nenhum país está imune à epidemia e a cooperação global é a única solução para a atual crise de saúde que a humanidade enfrenta.

Na luta contra a COVID-19, a China e a UE manifestaram claramente apoio ao papel de liderança da OMS, os quais são fortes defensores da melhora do sistema de saúde global e continuam sendo uma força contra o unilateralismo.

Há 45 anos, uma saudável parceria China-UE tem sido uma âncora essencial para a estabilidade e o desenvolvimento do mundo. No momento em que a pandemia da COVID-19 gerou tremenda incerteza, é mais importante do que nunca manter a relação China-UE sólida. O mundo depende disso. Fim

Ver original em "XINHUA Português" na ligação seguinte:

http://portuguese.xinhuanet.com/2020-06/22/c_139157826.htm

EUA fiscalizam meios de comunicação social chineses

A administração Trump afirmou hoje que Washington vai considerar como “missões externas” quatro meios de comunicação social chineses nos Estados Unidos, ação que pode forçar alguns jornalistas a abandonar o país e piorar as relações diplomáticas bilaterais.

Fontes do Departamento de Estado norte-americano, citadas pela agência noticiosa Associated Press (AP), adiantaram que os quatro meios de comunicação são “essencialmente megafones” do Partido Comunista Chinês (PCC) e que não devem ser tratados como os ‘media’ estrangeiros ordinários.

Segundo as fontes, às quatro instituições, entre elas a cadeia de televisão estatal chinesa CCTV, vai ser pedido que entreguem uma lista com os nomes de todos os que trabalham para os meios de comunicação social chineses nos Estados Unidos, bem como dos edifícios que compraram.

A ninguém está a ser dada a ordem para abandonar os Estados Unidos, realçaram as fontes, mas uma ação semelhante realizada em fevereiro contra cinco outros meios de comunicação social chineses precedeu um limite para o número de pessoas que poderiam trabalhar para esses grupos editoriais nos Estados Unidos.

Além da CCTV, as empresas de comunicação social são a China News (agência noticiosa), o diário People’s Daily e o Global Times.

“O Partido Comunista [chinês] não só detém o controlo operacional das entidades de propaganda como tem, também, o controlo editorial de todos os conteúdos”, disse o secretário de Estado adjunto para o Sudeste Asiático e Assuntos do Pacífico, David Stilwell.

“Esta designação de ‘missão externa’ é um passo óbvio para aumentar a transparência desta e de outras atividades de propaganda do Governo do PCC nos Estados Unidos”, acrescentou.

Em fevereiro, a administração Trump tomou idênticas ações contra a agência noticiosa Xinhua, a China Global Television Network, a China Radio International, a China Daily Distribution Corporations, que distribui o jornal com o mesmo nome, e a Hai Tian Development USA, que distribui o diário People’s Daily.

Depois, em março, a administração norte-americana limitou o número de jornalistas chineses no país de 160 para 100, depois de acusar Pequim de estar a “aumentar e a endurecer a vigilância, assédio e intimidações de jornalistas norte-americanos e de outros países na China.

A AP afirma estar ainda por conhecer o total de jornalistas que trabalha para as organizações que foram hoje citadas pela administração Trump.

No final do primeiro trimestre deste ano, segundo a AP, cerca de 75 jornalistas norte-americanos estavam autorizados a trabalhar no interior da China para os meios de comunicação social dos Estados Unidos.

Ver o original em 'Plataforma Media' na seguinte ligação:

https://www.plataformamedia.com/2020/06/23/eua-fiscalizam-meios-de-comunicacao-social-chineses-no-pais/

(Multimídia) Xinjiang, na China, cria 195 mil empregos para famílias atingidas pela pobreza

 

 

Urumqi, 20 jun (Xinhua) -- A Região Autônoma Uigur de Xinjiang, no noroeste da China, criou, de 2018 a abril deste ano, 195 mil empregos para famílias atingidas pela pobreza, disseram as autoridades locais na sexta-feira.

Um total de 135 mil empregos foi criado para residentes nas áreas profundamente empobrecidas de Kashgar e Hotan de 2017 a 2019, de acordo com o departamento de comunicação do governo regional.

Xinjiang adotou uma série de medidas para ajudar os moradores em situação de pobreza a encontrar empregos em suas cidades natais ou áreas próximas da região ou a iniciar negócios por conta própria nos últimos anos.

Também foram fornecidos ensino profissionalizante e serviços de orientação ao emprego para ajudar a melhorar as capacidades de trabalho dos residentes e a estabilidade no emprego. No final de 2019, havia 104 mercados de recursos humanos de nível municipal ou superior e 8.668 postos de trabalho e previdência social de nível rural. Eles prestaram serviços de emprego para mais de 20 milhões de residentes locais.

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http://portuguese.xinhuanet.com/2020-06/20/c_139154121.htm

Índia desloca tropas para fronteira com China e prepara-se para eventual escalada do conflito

Soldados paramilitares indianos montam guarda enquanto um comboio do Exército indiano se desloca na rodovia Srinagar-Ladakh em Gagangeer, nordeste de Srinagar, Índia, 18 de junho de 2020
© AP Photo /

Em meio a elevada tensão com a China na sequência das escaramuças fronteiriças entre tropas dos dois países que causaram 20 baixas indianas, Índia desloca tropas para zona em disputa.

A Índia estacionou várias aeronaves militares em bases aéreas próximas à fronteira com a China e deslocou vários helicópteros Apache com mísseis ar-superfície Hellfire, assim como helicópteros Chinook, para o leste de Ladakh, uma área em disputa com a China nos Himalaias.

Segundo informa The Times of India, o governo indiano está desta forma dando um claro sinal a Pequim que está pronto para uma escalada, caso a disputa pela zona fronteiriça descambe.

As forças foram mobilizadas para a área após o recente confronto entre as partes, que ceifou a vida de 20 militares indianos, mortos a pedradas e pauladas.

O jornal também noticiou que caças Su-30MKI, MiG-29 e Jaguar foram enviados para a área ao longo desta semana e que a China igualmente tem vindo a concentrar forças do seu lado da fronteira.

"A China cruzou nossas linhas vermelhas matando brutalmente 20 de nossos soldados em um ataque premeditado", segundo disse uma fonte militar citada pelo jornal, que garante que as tropas indianas estão "totalmente preparadas para qualquer escalada. Todas as medidas necessárias foram tomadas", afirmou.

Índia e China culpam-se mutuamente de provocarem o confronto de 15 de junho, mas ambos os lados declararam oficialmente que o conflito será resolvido pacificamente através dos canais diplomáticos.

Indianos durante funeral do soldado Satnam Singh morto durante embate entre tropas indianas e chinesas no vale de Galwan. Durante o conflito, 20 militares da Índia faleceram

© AFP 2020 / Narinder Nanu
Indianos durante funeral do soldado Satnam Singh morto durante embate entre tropas indianas e chinesas no vale de Galwan. Durante o conflito, 20 militares da Índia faleceram.

Contudo, o primeiro-ministro indiano Narendra Modi anunciou em 19 de junho ter dado ao Exército "total liberdade para tomar medidas corretivas" na área de fronteira para impedir qualquer violação do território indiano.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/asia_oceania/2020062015734723-india-desloca-tropas-para-fronteira-com-china-e-prepara-se-para-eventual-escalada-do-conflito/

Beijing relata 31 novos casos confirmados de COVID-19

 

 

Beijing, 17 jun (Xinhua) -- A capital chinesa relatou 31 novos casos confirmados de COVID-19 transmitidos localmente e seis novos casos assintomáticos na terça-feira, informou nesta quarta-feira a comissão municipal de saúde.

Até terça-feira, Beijing registrou 557 casos confirmados de transmissão local pela COVID-19, incluindo 411 que receberam alta do hospital após a recuperação e nove mortes. Ainda havia 137 pacientes recebendo tratamento médico e 12 caso assintomático sob observação médica.

Até o momento, foram notificados 174 casos importados de COVID-19 na capital chinesa, com um ainda hospitalizado.

Ver original em "XINHUA Português" na ligação seguinte:

http://portuguese.xinhuanet.com/2020-06/17/c_139145546.htm

Pequim cancela mais de 1.200 voos e fecha escolas para conter surto de coronavírus

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247 - Os dois aeroportos de Pequim cancelaram mais de 1.200 voos nesta quarta-feira (17), após a descoberta de 31 novos casos do coronavírus nas últimas 24 horas. A capital chinesa conta agora com 137 pessoas infectadas, desde o ressurgimento do surto da doença na última sexta-feira (12).

O gabinete do prefeito de Pequim considera o número de novas contaminações estável pelo quarto dia consecutivo. Mas as autoridades pediram aos moradores que evitem viagens "não essenciais" para fora da cidade e ordenaram o fechamento de escolas do ensino fundamental e secundárias, informa RFI.

Às 09h10 locais (22h10 de terça-feira em Brasília), 1.255 voos com partida e chegada nos aeroportos de Pequim foram cancelados, ou seja, 70% dos planejados originalmente, informaram os portais People's Daily e o China Daily.

Várias cidades começaram a impor uma quarentena obrigatória a todos os viajantes provenientes da capital chinesa. Os usuários de trens que reservaram passagens para viajar à capital ou partir de Pequim para outras localidades poderão solicitar um reembolso gratuito, informou o People's Daily.

Até o aparecimento desse novo foco de contaminação em Pequim, nenhum caso de coronavírus havia sido detectado em dois meses na capital chinesa, e os cidadãos estavam quase voltando a uma vida normal. Mas para impedir uma segunda onda epidêmica as autoridades estão agindo com intensidade.

O governo chinês lançou uma grande campanha de testes de diagnóstico após o ressurgimento do surto no mercado atacadista de Xinfadi, no sul da metrópole. Outros mercados de bairros adjacentes foram fechados preventivamente. Pelo menos 30 bairros residenciais na zona sul de Pequim foram isolados e seus moradores estão em quarentena. Atualmente, a cidade realiza mais de 90.000 exames diários de diagnóstico do novo coronavírus.

Desde meados de maio, a China, onde a epidemia apareceu no final de 2019, não registra mortes em decorrência da Covid-19.

Parte continental chinesa relata 40 novos casos confirmados de COVID-19


Beijing, 16 jun (Xinhua) -- A autoridade chinesa de saúde divulgou nesta terça-feira que recebeu relatos de 40 novos casos confirmados de COVID-19 na segunda-feira na parte continental chinesa, dos quais 32 foram transmitidos localmente e 8 foram importados.

Dos casos localmente transmitidos, 27 foram notificados em Beijing, quatro na Província de Hebei e um na Província de Sichuan, informou a Comissão Nacional da Saúde em seu relatório diário.

Na segunda-feira, sete pessoas receberam alta do hospital após a recuperação e não foram notificados óbitos relacionados à doença, segundo a comissão.

Até segunda-feira, os casos confirmados no continente chinês totalizaram 83.221, incluindo 210 pacientes que ainda estavam em tratamento, com cinco em estado grave.

Ao todo, 78.377 pessoas tiveram alta após a recuperação e 4.634 pessoas morreram da doença, segundo a comissão.

Até segunda-feira, o continente chinês havia relatado 1.845 casos importados. Desses casos, 1.752 tiveram alta hospitalar após recuperação e 93 permanecem internados. Não foram relatadas mortes dos casos importados.

A comissão comunicou que três novos casos suspeitos foram relatados na segunda-feira e havia atualmente quatro casos suspeitos.

De acordo com a comissão, 4.340 contatos próximos ainda estavam sob observação médica depois que 225 pessoas foram liberadas na segunda-feira.

Também na segunda-feira, seis novos casos assintomáticos, incluindo dois vindos do exterior, foram relatados na parte continental. Nenhum caso assintomático foi recategorizado como caso confirmado. Oito casos assintomáticos, incluindo um importado, foram liberados da observação médica, segundo a comissão.

A comissão reportou que 110 casos assintomáticos, incluindo 63 do exterior, ainda estavam sob observação médica.

Até segunda-feira, 1.112 casos confirmados, incluindo quatro mortes tinham sido notificados na Região Administrativa Especial (RAE) de Hong Kong, 45 casos confirmados na RAE de Macau e 445 em Taiwan, incluindo sete mortes.

Ao todo, 1.067 pacientes em Hong Kong, 45 em Macau e 433 em Taiwan tiveram alta de hospitais após a recuperação.

 

Ver original em "XINHUA Português" na ligação seguinte:

http://portuguese.xinhuanet.com/2020-06/16/c_139142932.htm

Cimeira UE-China em 22 de junho por videoconferência

União Europeia e China vão celebrar em 22 de junho, por videoconferência, uma cimeira que esteve agendada para março, mas foi adiada devido à pandemia da covid-19, anunciou hoje o porta-voz do presidente do Conselho Europeu.

“Na segunda-feira 22 de junho, o presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, vai celebrar a 22.ª cimeira UE-China juntamente com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, através de videoconferência”, anunciou o porta-voz na rede social Twitter.

No início do mês, a Comissão Europeia já indicara que estava a trabalhar com Pequim com vista à celebração de uma cimeira bilateral ao nível de líderes das instituições, tendo então fontes europeias avançado que a mesma deveria celebrar-se ainda em junho, mas depois do Conselho Europeu agendado para a próxima sexta-feira, 19 de junho.

Este encontro de alto nível entre os dirigentes de Bruxelas e Pequim é distinto da cimeira com a China que a presidência alemã do Conselho da UE, no segundo semestre do ano, tinha previsto celebrar em setembro, em Leipzig, e que a chanceler Angela Merkel decidiu no início deste mês adiar devido à pandemia da covid-19, para data a definir.

Ver o original em 'Plataforma Media' na seguinte ligação:

https://www.plataformamedia.com/2020/06/16/cimeira-ue-china-em-22-de-junho-por-videoconferencia/

Por que a China lançará uma nova companhia aérea?

Governo chinês quer aumentar turismo na região de Hainan

A segunda maior companhia aérea chinesa lançará uma nova empresa, mesmo que a pandemia do coronavírustenha causado um colapso global no setor de viagense no número de passageiros. Por trás do paradoxo, a estratégia é coerente com a retomada do consumo domésticono gigante asiático.

Não se trata uma aventura improvisada. Para lançar sua nova companhia aérea, a China Eastern Airlines reuniu fortes parceiros e aliados. Entre eles, a Juneyao Airlines (Shanghai) e, especialmente, a Trip.com, líder em viagens on-line no mercado chinês. Um projeto centrado em um dos principais destinos turísticos da China: a ilha de Hainan, apelidada de “pequena Tailândia”, com seus oito milhões de habitantes e seu status de zona franca (pouco ou nada taxada pelos impostos).

Leia mais em Folha de S.Paulo.

Ver o original em 'Plataforma Media' na seguinte ligação:

https://www.plataformamedia.com/2020/06/16/por-que-a-china-lancara-uma-nova-companhia-aerea/

Parte continental da China registra 57 novos casos confirmados de COVID-19

Beijing, 14 jun (Xinhua) -- A autoridade sanitária chinesa divulgou neste domingo que recebeu relatos de 57 novos casos confirmados de COVID-19 na parte continental da China neste sábado, dos quais 38 foram transmitidos internamente e 19 foram importados.

Entre todos os casos transmitidos internamente, 36 foram relatados em Beijing e dois na Província de Liaoning, informou a Comissão Nacional de Saúde em seu relatório diário.

Não foram notificados óbitos relacionados à doença ou novos casos suspeitos no sábado, segundo a comissão.

No sábado, duas pessoas tiveram alta hospitalar após recuperação.

Até sábado, os casos acumulados na parte continental da China haviam chegado a 83.132, incluindo 129 pacientes que ainda estavam em tratamento, e um em estado grave.

Ao todo, 78.369 pessoas tiveram alta após a recuperação e 4.634 pessoas morreram da doença, segundo a comissão.

Até sábado, a parte continental da China havia relatado 1.827 casos importados. Dos casos, 1.744 tiveram alta hospitalar após recuperação, e 83 permanecem internados, sem ninguém em estado grave. Não foram relatadas mortes dos casos importados. Havia dois casos suspeitos, disse a comissão.

De acordo com a comissão, 3.358 contatos próximos ainda estavam sob observação médica depois que 542 pessoas foram liberadas na sexta-feira.

Também no sábado, nove novos casos assintomáticos, incluindo seis vindos do exterior, foram registrados na parte continental da China. Dois casos assintomáticos foram recategorizados como casos confirmados, e dois foram liberados da observação médica, de acordo com a comissão.

A comissão relatou que 103 casos assintomáticos, incluindo 53 casos importados, ainda estavam sob observação médica.

Até sábado, 1.109 casos confirmados, incluindo quatro mortes haviam sido notificados na Região Administrativa Especial (RAE) de Hong Kong, 45 casos confirmados na RAE de Macau e 443 em Taiwan, incluindo sete mortes.

Um total de 1.061 pacientes na RAE de Hong Kong, 45 na RAE de Macau e 431 em Taiwan tiveram alta de hospitais após a recuperação.

 

Ver original em "XINHUA Português" na ligação seguinte:

http://portuguese.xinhuanet.com/2020-06/14/c_139138254.htm

Parte continental da China registra 57 novos casos confirmados de COVID-19

Covid-19: China ordena confinamento de urgência de onze bairros de...

Beijing, 14 jun (Xinhua) -- A autoridade sanitária chinesa divulgou neste domingo que recebeu relatos de 57 novos casos confirmados de COVID-19 na parte continental da China neste sábado, dos quais 38 foram transmitidos internamente e 19 foram importados.

Entre todos os casos transmitidos internamente, 36 foram relatados em Beijing e dois na Província de Liaoning, informou a Comissão Nacional de Saúde em seu relatório diário.

Não foram notificados óbitos relacionados à doença ou novos casos suspeitos no sábado, segundo a comissão.

No sábado, duas pessoas tiveram alta hospitalar após recuperação.

Até sábado, os casos acumulados na parte continental da China haviam chegado a 83.132, incluindo 129 pacientes que ainda estavam em tratamento, e um em estado grave.

Ao todo, 78.369 pessoas tiveram alta após a recuperação e 4.634 pessoas morreram da doença, segundo a comissão.

Até sábado, a parte continental da China havia relatado 1.827 casos importados. Dos casos, 1.744 tiveram alta hospitalar após recuperação, e 83 permanecem internados, sem ninguém em estado grave. Não foram relatadas mortes dos casos importados. Havia dois casos suspeitos, disse a comissão.

De acordo com a comissão, 3.358 contatos próximos ainda estavam sob observação médica depois que 542 pessoas foram liberadas na sexta-feira.

Também no sábado, nove novos casos assintomáticos, incluindo seis vindos do exterior, foram registrados na parte continental da China. Dois casos assintomáticos foram recategorizados como casos confirmados, e dois foram liberados da observação médica, de acordo com a comissão.

A comissão relatou que 103 casos assintomáticos, incluindo 53 casos importados, ainda estavam sob observação médica.

Até sábado, 1.109 casos confirmados, incluindo quatro mortes haviam sido notificados na Região Administrativa Especial (RAE) de Hong Kong, 45 casos confirmados na RAE de Macau e 443 em Taiwan, incluindo sete mortes.

Um total de 1.061 pacientes na RAE de Hong Kong, 45 na RAE de Macau e 431 em Taiwan tiveram alta de hospitais após a recuperação.

Ver original em "XINHUA Português" na ligação seguinte:

http://portuguese.xinhuanet.com/2020-06/14/c_139137997.htm

Xi diz que nenhum grupo étnico pode ser deixado para trás na erradicação da pobreza na China

Chinese Ethnic Groups, Ethnic Groups in China

Yinchuan, 9 jun (Xinhua) -- Xi Jinping, secretário-geral do Comitê Central do Partido Comunista da China, afirmou nesta segunda-feira que todos os grupos étnicos fazem parte da grande família da nação chinesa e que nenhum grupo étnico deve ser deixado para trás no combate do país à pobreza, na construção de uma sociedade moderadamente próspera em todos os aspectos e no impulso à modernização.

Xi fez as observações quando conversou com os residentes na praça do condomínio residencial Jinhuayuan, na cidade de Wuzhong, durante sua visita de inspeção à Região Autônoma da Etnia Hui de Ningxia, no noroeste da China.

O condomínio tem mais de 13 mil habitantes permanentes, dos quais quase metade pertence a grupos de minorias étnicas.

As pessoas de todos os grupos étnicos caminham de mãos dadas para uma sociedade moderadamente próspera em todos os aspectos, isso representa a boa tradição da nação chinesa e a grande força do sistema socialista com características chinesas, disse Xi.

"Com os esforços contínuos do Partido e do governo, assim como os esforços incansáveis do povo, os dias futuros serão certamente melhores e mais felizes", acrescentou Xi.

 

Ver original em "XINHUA Português" na ligação seguinte:

http://portuguese.xinhuanet.com/2020-06/09/c_139126136.htm

Propaganda e histeria no ocidente

por Andre Vitchek [*]

Drone leva o cão a passear. Se não fosse tão trágico, seria ridículo: os brigões políticos na América do Norte e na Europa furiosos, cuspindo injúrias e revirando os olhos, apontam os dedos em todas as direções, gritando incoerentemente: "China!", "Rússia!", "Venezuela e Cuba!", "Irão!"; "Tu, tu, e TU!".

A China e a Rússia estão silenciosamente a construir um novo mundo, que inclui infraestruturas totalmente novas, fábricas e bairros inteiros para o povo. Hospitais estão a ser construídos, assim como universidades, parques, salas de concerto e redes de transportes públicos. Ambos os países estão a fazer tudo isto de maneira rápida, silenciosa e com grande determinação. Apesar das sanções e embargos, eles nunca gritam de volta às bocas espumando raivosas dos gurus ocidentais da lavagem cerebral.

A diferença entre o Ocidente e os dois poderosos aliados no Oriente é enorme. De facto, não é uma diferença, mas um contraste total.

Não é que a China e a Rússia sejam países perfeitos. Não. A perfeição é deprimente e é dirigida por fanáticos religiosos (graças a Deus sem sucesso) e por revistas de moda. Eu nem sei o que realmente significa, filosoficamente – perfeição.

O que sei é que na China e na Rússia as pessoas vêm primeiro. Os seus padrões de vida estão no centro de quase todos os esforços das economias planeadas. Pequim e Moscovo e a maioria das suas burocracias existem para que as pessoas vivam mais e melhor, e tenham vidas mais significativas. As cidades e vilas são projetadas para que os cidadãos se tornem mais educados e saudáveis, enquanto desfrutam de uma vida cultural mais profunda.

Visitando a Rússia, de Vladivostok a Kaliningrado, e também a China, de Guangzhou a Urumqi, isto é claramente visível, inegável.

Os grandes media e os governos ocidentais pararam de fazer as perguntas básicas e impediram que outros as fizessem publicamente. Perguntas como: "O que realmente queremos da vida?" "Do que temos medo?" "Em que tipo de sociedade queremos viver?"

A sério: quer realmente morar num país onde você e sua família poderiam conduzir os mais recentes Maserati ou Lamborghini, numa estrada cercada por favelas infestadas? Desejaria fazer compras em centros comerciais com casas de banho decoradas a mármore e torneiras douradas, enquanto, apenas a 100 metros, as pessoas morrem sem saneamento básico e cuidados médicos decentes?

Desejaria viver numa bolha ou no seu exíguo país, que está indo muito bem, simplesmente porque colonizava territórios enormes e continua indiretamente a colonizá-los, neste exato momento? Ou num país que se orgulha de nunca ter colonizado ninguém diretamente, mas que "investe" no expansionismo ocidental desde há décadas e séculos. Note-se que desta vez não estou a nomear nomes, nem a apontar dedos. Deixo o leitor preencher os espaços em branco.

Podem chamar-me ingénuo, mas sempre pensei que a maioria das pessoas quer viver vidas seguras, plenas de conhecimentos e cultura, sem medo de adoecer, sem ondas de crimes que proliferam com a miséria, sem a preocupação de como vão pagar o telhado acima de suas cabeças, amanhã ou daqui a um mês, ou mesmo daqui a dez anos.

Quantas pessoas no Ocidente estão assustadas, petrificadas? Estou a falar de medos desnecessários; medos que poderiam ser facilmente eliminados? Quantos estão deprimidos, até desesperados; que se tornam suicidas com pílulas venenosas que lhes são dadas, para que possam manter-se dia a dia?

E quantas pessoas nas neocolónias estão a viver na absoluta miséria; em África e no Médio Oriente, na América Latina, Ásia e Oceânia?

Tudo isso é necessário? Não é tudo totalmente absurdo? Os grandes media e as universidades no Ocidente e nas suas colónias estão ao serviço de um regime, que consiste principalmente nas grandes empresas e nas suas fachadas de relações públicas – os chamados governos eleitos.

O funcionamento do sistema político ocidental quase nunca é abordado. De novo, não são feitas grandes perguntas. Incluindo uma das mais essenciais: "Por quê a maioria das pessoas na América do Norte e Europa que desprezam o seu próprio sistema, continua elegendo os mesmos indivíduos e partidos que dizem detestar? Por que continuam a ser enganados no tecer dos próprios laços que os prendem? "

Será isto realmente, liberdade e democracia?

 


Na Rússia e na China, as pessoas estão muito mais satisfeitas com os sistemas que possuem.

As pessoas também estão, quase sempre, muito mais satisfeitas com os sistemas revolucionários pelos quais lutaram e venceram, em países como Venezuela e Cuba, Irão e Bolívia antes que o Ocidente decidisse afastá-los, brutal e sem cerimonia. Obviamente, se sanções terríveis forem impostas, ou mesmo embargos; se planos de assassinato e ataques terroristas são desencadeados por mercenários ocidentais e seus aliados, a vida não pode ser feliz, equilibrada e agradável. Basta olhar para a Síria. Mas será culpa do socialismo ou do comunismo, culpa de sistemas que são diferentes?

Francamente: nenhum verdadeiro sistema comunista ou socialista teve a hipótese de florescer, ou se desenvolver, ininterruptamente. Eles sempre foram atacados, brutalizados e despedaçados pelos interesses ocidentais e seus exércitos, de aliados ou mercenários

E assim foi porque todos os sistemas comunistas lutaram com determinação contra o colonialismo, o imperialismo e a pilhagem.

Seria interessante ver o que aconteceria, se não tivessem existido intervenções, campanhas de difamação, embargos e guerra. Talvez a maioria dos países comunistas florescesse?

 


E, no entanto, apesar de todo esse horror imposto pelo Ocidente, a China e a Rússia estão florescendo.

A América do Norte e a Europa estão em pânico. Eles estão literalmente tremendo. Suas elites estão totalmente excitadas, tentando inventar novas fórmulas, novos insultos, para manchar os dois pioneiros globais.

O maior medo que eles têm é: e se o resto do mundo notar? E se alguns países começassem a mudar de lado e de alianças. Alguns países estão a fazer exatamente isso! Tudo está subitamente mudando, evoluindo. As coisas estão sendo discutidas agora, nas Filipinas e no México, no Quénia e em muitos outros lugares.

A maioria das pessoas nos países colonizados ainda está com muito medo de sonhar. Eles não se atrevem a acreditar que outro mundo é possível; que as tentativas de construir um planeta muito melhor não seriam novamente afogadas naqueles banhos de sangue habituais. Muitos são como reféns mantidos num subterrâneo imundo durante anos, não estão mais acostumados aos raios do sol, vivem com medo constante. A síndrome de Estocolmo parece estar omnipresente.

 


Nações imensas e inegavelmente bem-sucedidas, como China e Rússia, podem estar absolutamente, totalmente erradas? Podem ser completamente más? Lendo os media ocidentais, ouvindo funcionários do governo na América do Norte e na Europa, aqueles países são precisamente isso: enganosos, sinistros e perigosos para seu próprio povo e para o mundo.

Não há absolutamente nada de positivo escrito (no Ocidente) sobre nações que decidiram ou foram forçadas a seguir o seu próprio caminho: China, Rússia, mas também Coreia do Norte, Síria, Irão, Venezuela, Cuba e até a África do Sul.

Eles enfrentam uma enxurrada de negatividade, agressões cínicas e insultos. Todo sucesso é questionado e menosprezado. Quase todas as notícias são apresentadas com um ponto de interrogação sarcástico. Líderes são ridicularizados.

No Ocidente, o jornalismo praticamente morreu. Milhares de escribas são destacados pelos meios de comunicação corporativos, em busca dos "segredos mais sombrios" dentro da China, Rússia e outros países não ocidentais. As histórias positivas só podem ser destacadas se ocorrerem no Ocidente ou nas neocolónias do Império Ocidental.

Tudo isso porque o regime luta desesperadamente pela sua sobrevivência. Porque não pode mais inspirar ninguém. Não pode oferecer otimismo ou motivar com ideais entusiásticos. Manchar os seus oponentes é "o melhor que pode fazer".

A Rússia e a China não podem competir com o mecanismo de propaganda do Ocidente. E eles não tentam mais. Faziam-no, mas desistiram há já algum tempo.

 Em vez disso, estão a desenvolver novos conceitos sociais para seu povo, trabalhando na implementação de uma civilização ecológica e na melhoria dos padrões de vida de todos.

Em vez de brigar, apontar dedos e insultar os oponentes, a Rússia e a China estão a avançar irreversivelmente. Esta marcha confiante é o que provavelmente salvará a humanidade do colapso iminente, da terrível agonia do canibalismo, promovido como "democracia" e "liberdade" pelo fundamentalismo do mercado ocidental e a ditadura brutal dos 1%.

 


A China e a Rússia podem não ser perfeitas, mas o que está a acontecer no Ocidente é monstruoso. O que acontece no novo tipo de colónias do Ocidente é simplesmente um crime contra a humanidade, da Papua Ocidental ao Médio Oriente, da República Democrática do Congo à Amazónia brasileira, para citar apenas algumas partes completamente saqueadas e arruinadas do mundo.

E há um silêncio total quando se trata desses crimes. Quanto a isto os media ocidentais são silenciosos, obedientes e disciplinados.

As partes arruinadas e feridas do mundo levitam silenciosamente em direção à Rússia e à China. Sofreram enormemente, durante décadas e séculos. Eles não têm mais lágrimas nos olhos; nem sangue nas veias. Eles não leem folhas de propaganda. Eles estão com cicatrizes, famintos e doentes. Eles precisam sobreviver, precisam de uma tábua de salvação, rapidamente. Eles precisam de um braço forte e determinado para se apoiar. Rússia e China estão lá, prontas para ajudar. Agora, imediatamente, incondicionalmente.

E eles sabem isso – em Londres, Washington, Paris, Berlim, Camberra, Otava! Eles sabem isso e fazem todo o possível para interromper o processo. Silenciar as vítimas. Para manter o controlo sobre o mundo. Para continuar saqueando. Decidir quem deve viver e quem deve morrer, quando e como.

Não é uma vida boa. Nada bom. Nem para o planeta, nem para a maioria das pessoas no Ocidente. As grandes questões precisam ser colocadas; as essenciais.

Rússia, China, Irão, Venezuela, Cuba – eles perguntam e respondem a essas questões, nem sempre por palavras, mas construindo as suas próprias sociedades, geralmente contra todas as probabilidades.

Quanto mais alto os propagandistas ocidentais gritam, mais claro se torna que têm medo. No fundo, sabem que estão errados e que seus dias estão contados.

Nem preciso escrever sobre o COVID-19 neste ensaio. Muitas pessoas que leiam estas linhas estão bem conscientes do terrível fracasso e da vergonhosa falta de solidariedade no Ocidente.

Da próxima vez, quando ouvirem gritos e insultos altos, cheire esse terrível mau hálito que surge e veja os dedos a apontarem para a Rússia e a China, procure uma cadeira, sente-se e calmamente, com muita calma, faça a si próprio pelo menos algumas perguntas básicas:

"É este o mundo em que quero viver?" "Se o mundo em que vivo me assusta, me frustra, me deixa infeliz, por que devo confiar em seus ideólogos e propagandistas?"

"Talvez a razão pela qual os governantes ocidentais odeiem, desprezem e temam países como a Rússia e a China, seja porque eles estão realmente fazendo algo essencialmente bom para o nosso planeta e o povo! Se sim, não deverei apoiá-los? "

[*] Filósofo, romancista, cineasta e jornalista investigação, tendo coberto guerras e conflitos em dezenas de países. É o criador de Vltchek's World in Word and Images . Alguns dos seus livros: China's Belt and Road Initiative: Connecting Countries Saving Millions of Lives . Escreve regularmente para "New Eastern Outlook."

O original encontra-se em journal-neo.org/...

 

Ver original em 'RESISTIR.INFO' na seguinte ligação:

https://resistir.info/crise/histeria_jun20.html

'NÃO SEJA TÍMIDO': China pede provas A senador dos EUA que acusou Pequim de sabotar vacina da COVID-19

Em Pequim, a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Hua Chunying, gesticula durante coletiva de imprensa em 29 de dezembro de2017.
© AP Photo / Mark Schiefelbein

Nesta segunda-feira (8), a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Hua Chunying, refutou as acusações de que a China está por trás de tentativas de sabotar o desenvolvimento da vacina COVID-19 nos países ocidentais.A porta-voz pediu ao senador estadunidense Rick Scott, responsável pelas alegações, que mostre as evidências que provam as acusações.

No domingo (7), Scott disse à emissora britânica BBC, em entrevista, que Pequim está tentando bloquear o desenvolvimento da vacina. O senador disse que Washington tem evidências colhidas pela "comunidade de inteligência", mas não forneceu mais detalhes.

"Esse legislador disse que os EUA têm evidências de que a China está tentando sabotar o desenvolvimento de uma vacina para a COVID-19 nos países ocidentais. Bem, se ele tiver essas evidências, apenas mostre-as. Não precisa ser tímido", disse Chunying, acrescentando que certos políticos dos Estados Unidos costumam espalhar "mentiras e boatos" contra a China.

A porta-voz também disse que o desenvolvimento da vacina não é uma corrida entre a China e os Estados Unidos, "mas entre a humanidade e o vírus".

Em Washington, o senador dos EUA, Rick Scott, usa uma máscara durante pausa em uma sessão sobre a COVID-19 no Comitê de Saúde, Educação, Trabalho e Pensões do Senado estadunidense, em 12 de maio de 2020..

© REUTERS / Carlos Barria
Em Washington, o senador dos EUA, Rick Scott, usa uma máscara durante pausa em uma sessão sobre a COVID-19 no Comitê de Saúde, Educação, Trabalho e Pensões do Senado estadunidense, em 12 de maio de 2020..
"Como o presidente Xi Jinping prometeu na 73ª Assembleia Mundial da Saúde, depois de ser desenvolvida e implementada, a vacina da COVID-19 da China se tornará um bem público global. Essa será a contribuição da China para melhorar a acessibilidade das vacinas nos países em desenvolvimento", disse Chunying, que desejou que Washington também fizesse a mesma promessa ao mundo.

Em maio, Robert O'Brien, assessor de segurança nacional do presidente dos EUA, Donald Trump, disse ter certeza de que Washington desenvolveria a vacina da COVID-19 primeiro que a China. No entanto, O'Brien também disse que os chineses podem tentar roubar as pesquisas sobre a vacina. Pequim chamou as acusações de infundadas.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/asia_oceania/2020060815676668--nao-seja-timido-senador-dos-eua-acusa-pequim-de-sabotar-vacina-da-covid-19-e-china-pede-provas/

“Relações da China com a maioria dos países melhoraram com a pandemia”

 

A China rejeitou no domingo que as suas relações com o resto do mundo tenham sido prejudicadas pela pandemia da Covid-19 e insistiu que foi transparente na partilha de informação sobre o novo coronavírus.

Na apresentação do livro branco sobre os esforços realizados pela China no combate à pandemia, o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros da China, Ma Zhaoxu, considerou que, “pelo contrário, as relações da China com a maioria dos outros países melhoraram com a pandemia”.

Leia mais em TSF

Ver o original em 'Plataforma Media' na seguinte ligação:

https://www.plataformamedia.com/2020/06/relacoes-da-china-com-a-maioria-dos-paises-melhoraram-com-a-pandemia/

Número de trens de carga China-Europa bate recorde em maio

 

Beijing, 6 jun (Xinhua) -- O número de trens de carga China-Europa atingiu o novo recorde de 1.033 em maio, um aumento de 43% em relação ao ano passado, informou o China State Railway Group na sexta-feira.

Um recorde de 93 mil TEUs (unidades equivalentes a 20 pés) de carga foram transportados pelos trens, um aumento anual de 48%.

O número de trens de partida subiu 47% ano a ano, para 556 no mês passado, enquanto o número de trens de volta subiu 39%, para 477.

Os serviços de trem de carga China-Europa tornaram-se um importante canal logístico para garantir um comércio sem obstáculos, já que os transportes aéreo, marítimo e rodoviário foram severamente afetados pela epidemia do novo coronavírus.

Os trens de carga também têm desempenhado um papel crucial na ajuda à luta contra a pandemia na Europa, enviando enormes quantidades de suprimentos médicos, como máscaras faciais e óculos de proteção.

Em maio, foram enviados suprimentos antiepidêmicos no total de 1,2 milhão de itens, com peso de 9.381 toneladas, pelos trens de carga para países europeus como Polônia, Itália, Espanha e França.

Ver original em "XINHUA Português" na ligação seguinte:

http://portuguese.xinhuanet.com/2020-06/06/c_139119231.htm

China lamenta decisão dos EUA de suspender voos chineses de passageiros

 

Beijing, 5 jun (Xinhua) -- A China lamenta a decisão dos Estados Unidos de suspender os programados voos de passageiros das transportadoras chinesas para e dos Estados Unidos, segundo um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores.

O porta-voz Zhao Lijian fez as observações na quinta-feira ao comentar um comunicado emitido na quarta-feira pelo Departamento de Transporte dos Estados Unidos, que anunciou a ordem de suspender os programados voos de passageiros de transportadoras chinesas para e dos Estados Unidos, efetiva em 16 de junho.

"Nós lamentamos a decisão dos Estados Unidos", disse Zhao em uma coletiva de imprensa. "Pelo que sei, a Administração Estatal de Aviação Civil da China está fazendo representações duras com o lado americano."

O porta-voz disse que a Administração tem mantido contato estreito com o Departamento de Transporte dos Estados Unidos sobre os arranjos de voos, com alguns progressos já obtidos.

O lado chinês anunciou ajuste de políticas relevantes, disse Zhao, expressando a esperança de que o lado americano não crie obstáculos aos esforços bilaterais para resolver os problemas.

Ver original em "XINHUA Português" na ligação seguinte:

http://portuguese.xinhuanet.com/2020-06/05/c_139116133.htm

China isola ainda mais Trump ao propor trabalho conjunto com Alemanha e União Europeia

 
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247 -O presidente chinês, Xi Jinping, disse na quarta-feira (3) que a China está disposta a trabalhar com a Alemanha e a União Europeia (UE) para fortalecer a cooperação estratégica, defender o multilateralismo, enfrentar os desafios globais e criar certeza para o atual mundo de incerteza.

Em uma conversa por telefone com a chanceler alemã, Angela Merkel, Xi observou que era a terceira vez desde o início do surto da Covid-19 que ele e Merkel falavam por telefone, o que reflete a profunda confiança política mútua e estreita comunicação estratégica entre os dois lados.

O lado chinês aprecia a posição racional e objetiva do governo alemão, bem como seu respeito pela ciência na questão da pandemia, disse Xi.

Ele acrescentou que a China está pronta para trabalhar com a Alemanha para apoiar o trabalho da Organização Mundial da Saúde (OMS), promover a cooperação internacional em quadros como as Nações Unidas e o Grupo dos 20, ajudar os países africanos a combater a doença e contribuir para salvaguardar a segurança global da saúde pública.

Destacando a necessidade de coordenar o controle de epidemia e o desenvolvimento econômico e social, Xi assinalou que a tendência geral da economia chinesa rumo a um crescimento estável a longo prazo com um momento sólido permanece inalterada.

A China, acrescentou ele, continuará comprometida com a abertura e expansão da cooperação com o resto do mundo e continuará a criar um ambiente favorável para as empresas alemãs aumentarem o investimento na China.

 

O recém-lançado arranjo de "via rápida" China-Alemanha ajudará as empresas de ambos os países a acelerar a retomada de negócios e a manter a estabilidade das cadeias industriais e de suprimentos internacionais, continuou.

O presidente chinês disse estar confiante em que a cooperação sino-alemã desempenhará seu devido papel em ajudar a tirar o mundo da recessão econômica em uma data precoce.

Observando que a Alemanha assumirá a presidência rotativa da União Europeia (UE) pelo segundo semestre deste ano, ele acrescentou que a China aprecia a disposição da Alemanha de promover ativamente o desenvolvimento dos laços China-UE.

 

Como uma série de eventos significativos das trocas políticas China-Alemanha e China-UE estão em discussão, a China está disposta a manter uma comunicação e coordenação próximas com a Alemanha e a UE para garantir o sucesso desses eventos e elevar as relações China-Alemanha e China-UE para níveis mais altos, acrescentou.

Segundo Merkel, a Alemanha atribui importância ao plano de desenvolvimento econômico e social elaborado nas "duas sessões" da China e está disposta a trabalhar com a China para promover a retomada do trabalho e da produção sem comprometer o controle do surto e aprofundar continuamente a cooperação econômica bilateral.

A Alemanha aprecia muito a declaração feita por Xi de que a vacina contra a COVID-19 da China se tornará um bem público global, disse ela, acrescentando que, nas circunstâncias atuais, melhorar a solidariedade internacional e o multilateralismo é muito importante para a luta global contra a pandemia.

A chanceler disse que a Alemanha está disposta a fortalecer o intercâmbio com a China e continuar a apoiar a OMS desempenhando seu importante papel, de modo a promover a cooperação internacional em segurança da saúde pública.

A Alemanha, acrescentou ela, espera manter o diálogo com a China e impulsionar a cooperação em relação a uma ampla esfera de áreas e questões e também está pronta para manter uma estreita comunicação com a China para materializar os eventos importantes da agenda Alemanha-China e UE-China e impulsionar o desenvolvimento de mais alto nível dos laços Alemanha-China e UE-China, informa aXinhua.

China opõe-se à opressão política e sanções que os EUA fazem sobre Cuba

 
 
Opressão sob falso pretexto de antiterrorismo

Pequim, 3 jun (Xinhua) -- A China se opõe à opressão política e às sanções económicas impostas pelos Estados Unidos em Cuba sob o pretexto de antiterrorismo, disse na terça-feira o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Zhao Lijian.

Zhao fez as observações numa conferência de imprensa em resposta a uma pergunta sobre Cuba, que foi incluída em 13 de maio numa lista do Departamento de Estado dos EUA sobre países que supostamente não estão cooperando totalmente com os esforços dos EUA contra o terrorismo, o que foi rejeitado pelo Ministério das Relações Exteriores de Cuba.

"O terrorismo é o inimigo comum da humanidade. A China sustenta que a comunidade internacional deve trabalhar em conjunto para combater o terrorismo", afirmou Zhao.

"Dito isso, opomo-nos ao uso do antiterrorismo do lado dos EUA como pretexto para impor opressão política e sanções económicas a Cuba", disse ele, acrescentando que os Estados Unidos e Cuba, como vizinhos próximos, devem tratar-se com amizade e continuar a desenvolver relações normais Estado a Estado baseadas na igualdade e no respeito mútuo.

"Isso serve aos interesses dos dois países e ajudará a promover a paz e a estabilidade na América Latina", afirmou Zhao.
 
Xinhua | Imagem: © AP Photo / Alex Castro, File (imagem em Sputnik 2016)

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(Multimiídia) China se opõe à opressão política que EUA fazem em Cuba sob pretexto de antiterrorismo

 

Beijing, 3 jun (Xinhua) -- A China se opõe à opressão política e às sanções econômicas impostas pelos Estados Unidos em Cuba sob o pretexto de antiterrorismo, disse na terça-feira o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Zhao Lijian.

Zhao fez as observações em uma coletiva de imprensa em resposta a uma pergunta sobre Cuba, que foi incluída em 13 de maio em uma lista do Departamento de Estado dos EUA sobre países que supostamente não estão cooperando totalmente com os esforços dos EUA contra o terrorismo, o que foi rejeitado pelo Ministério das Relações Exteriores de Cuba.

"O terrorismo é o inimigo comum da humanidade. A China sustenta que a comunidade internacional deve trabalhar em conjunto para combater o terrorismo", afirmou Zhao.

"Dito isso, nós nos opomos ao uso do antiterrorismo do lado dos EUA como pretexto para impor opressão política e sanções econômicas a Cuba", disse ele, acrescentando que os Estados Unidos e Cuba, como vizinhos próximos, devem se tratar com amizade e continuar a desenvolver relações Estado a Estado normais baseadas na igualdade e no respeito mútuo.

"Isso serve aos interesses dos dois países e ajudará a promover a paz e a estabilidade da América Latina", afirmou Zhao.

 

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http://portuguese.xinhuanet.com/2020-06/03/c_139110647.htm

Xi enfatiza forte sistema de saúde pública para proteger saúde do povo

Xi orders fortifying public health protection network - Xinhua...

Beijing, 2 jun (Xinhua) -- O presidente chinês Xi Jinping pediu na terça-feira esforços para desenvolver um forte sistema de saúde pública para proteger a saúde do povo.

Xi, também secretário-geral do Comitê Central do Partido Comunista da China e presidente da Comissão Militar Central, fez a observação ao presidir um simpósio com a participação de especialistas e acadêmicos.

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http://portuguese.xinhuanet.com/2020-06/02/c_139108714.htm

Wuhan testa cerca de 10 milhões de pessoas pelo coronavírus em meio mês

 

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Wuhan, 2 jun (Xinhua) -- Wuhan, na Província de Hubei, centro da China, testou 9.899.828 pessoas de 14 de maio a 1º de junho em uma campanha da cidade para analisar as infecções do novo coronavírus, de acordo com uma coletiva de imprensa na terça-feira.

Nenhum caso confirmado da COVID-19 foi descoberto no processo, disse Lu Zuxun, professor da Faculdade Médica Tongji, da Universidade Huazhong de Ciência e Tecnologia.

Ao mesmo tempo, 300 casos assintomáticos foram descobertos e mantidos em quarentena, além de 1.174 pessoas em contato estreito. Todos em contato estreito testaram negativos para infecção, de acordo com Lu.

A cidade lançou em 14 de maio uma campanha para fornecer testes de ácido nucleico para aqueles não testados anteriormente. Funcionários disseram que a medida visa reassegurar a sociedade no momento em que a cidade reabre suas fábricas, empresas e escolas.

A comissão de saúde da cidade disse que os testes são voluntários e grátis, com todos os custos pagos pelos governos municipal e distritais.

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http://portuguese.xinhuanet.com/2020-06/02/c_139108540.htm

Xi Jinping defende construção de forte sistema de saúde pública na China

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247 -Durante a realização nesta terça-feira (2), em Pequim, de um simpósio com especialistas e estudiosos, o presidente da China Xi Jinping, também secretário-geral do Comitê Central do Partido Comunista da China (PCCh) e presidente da Comissão Militar Central, defendeu o fortalecimento do sistema público de saúde.

Observando que a segurança do povo é o alicerce da segurança nacional, Xi pediu prontidão para os piores cenários, uma maior consciência dos perigos potenciais e esforços constantes para evitar os grandes riscos na assistência à saúde.

"Somente desenvolvendo um forte sistema de saúde pública, melhorando os mecanismos de alerta e resposta precoces, aumentando de forma abrangente a capacidade de prevenção, controle e tratamento, tecendo uma rede rigorosa de prevenção e controle e consolidando o muro da quarentena, podemos fornecer uma forte garantia para salvaguardar a saúde do povo", disse Xi.

O primeiro-ministro Li Keqiang e Wang Huning, membro do Secretariado do Comitê Central do PCCh, ambos membros do Comitê Permanente do Birô Político do Comitê Central do PCCh, participaram do simpósio.

Especialistas e estudiosos, incluindo acadêmicos da Academia Chinesa de Engenharia, como Zhong Nanshan, professor em sistema respiratório da Universidade Médica de Guangzhou, e Zhang Boli, chefe da Universidade de Medicina Tradicional Chinesa de Tianjin, palestraram e apresentaram sugestões no simpósio, destaca o Diário do Povo.

Ao pronunciar um discurso de grande importância, Xi observou que o Comitê Central do PCCh, diante da inesperada epidemia da Covid-19, levou em conta a situação geral, tomou decisões resolutas e insistiu em colocar a vida e a saúde da população em primeiro lugar.

 

Graças aos esforços conjuntos e integrais do povo chinês, bem como às medidas mais rigorosas, abrangentes e completas para a prevenção e controle epidêmicos, a China fez grandes conquistas estratégicas na batalha contra a Covid-19, disse Xi.

Em nome do Comitê Central do PCCh, Xi expressou gratidão aos especialistas e estudiosos por suas importantes contribuições para a contenção epidêmica.

O sistema de prevenção e controle de doenças serve como uma importante garantia para proteger a saúde das pessoas e a segurança de saúde pública, bem como para manter a estabilidade econômica e social, observou.

 

Xi exigiu esforços para tornar as medidas de prevenção de doenças mais calibradas e eficazes, pedindo uma maior reforma na simplificação de sistemas e mecanismos, no esclarecimento das funções e no aperfeiçoamento da competência profissional.

Xi ressaltou a necessidade premente de aumentar a capacidade de monitoramento e alerta epidêmico em estágio inicial para melhorar o sistema de saúde pública, incluindo esforços para um melhor sistema de monitoramento para epidemias e emergências de saúde pública, e um melhor mecanismo de monitoramento para doenças de causas desconhecidas e incidentes de saúde anormais.

Os comitês do Partido e governos de todos os níveis foram solicitados a colocar em prática os mecanismos de trabalho em saúde pública para o estudo e implantação regulares de prevenção e contenção epidêmicas.

Seguindo o princípio de que nada importa mais do que a vida das pessoas, a China mobilizou recursos sem precedentes em todo o país para tratar e resgatar os pacientes com Covid-19 em grande escala, disse Xi.

"De recém-nascidos a centenários, nunca deixamos de fora nenhuma pessoa infectada e nunca desistimos de nenhum paciente. Garantimos que ninguém se preocupe com as despesas de tratamento", apontou Xi.

Xi insistiu em aproveitar as experiências acumuladas na luta contra a Covid-19 e fazer inovações na realização de campanhas de saúde pública, enfatizando a transformação do saneamento ambiental para uma gestão abrangente da saúde em toda a sociedade.

Os comitês do Partido e governos em todos os níveis devem colocar o trabalho de saúde pública em sua lista de prioridades e explorar formas mais eficazes de mobilização, disse Xi.

Observando que a combinação da medicina tradicional chinesa (MTC) e medicina ocidental é uma das principais características da resposta chinesa à Covid-19, Xi instou a melhorar a capacidade de resposta emergencial e tratamento dos hospitais de MTC e a fortalecer a formação de profissionais de MTC para criar uma equipe nacional de MTC de alto calibre para prevenção e tratamento epidêmicos.

Xi ressaltou a necessidade de avançar na revisão de leis, incluindo a Lei de Prevenção e Controle de Doenças Infecciosas, para melhorar as medidas de resposta contra as principais doenças infecciosas emergentes e surtos repentinos.

Afirmando que a ciência e a tecnologia são armas afiadas na batalha da humanidade contra doenças, Xi disse que a humanidade não pode derrotar um grande desastre ou epidemia sem o desenvolvimento científico e a inovação tecnológica.

Ele pediu o aumento dos insumos científicos e tecnológicos no setor da saúde e a atração de mais talentos para pesquisa científica.

Desde o surto epidêmico, a China vem defendendo a visão de construir uma comunidade com um futuro compartilhado para a humanidade e trabalhando em estreita colaboração com a Organização Mundial da Saúde e os países relacionados, disse Xi.

Ele acrescentou que a China também compartilhou ativamente as informações sobre a epidemia e o vírus, bem como experiência e medidas de contenção, com a comunidade internacional. Forneceu suporte material e técnico a mais de 100 países e organizações internacionais da melhor maneira possível, disse ele.

Xi acrescentou que a China continuará a cumprir suas obrigações internacionais, desempenhar plenamente seu papel como o maior fornecedor mundial de materiais antiepidêmicos e trabalhar em conjunto para construir uma comunidade de saúde para todos.

Esquema dos EUA de impedir desenvolvimento da China está "fadado ao fracasso", diz porta-voz

 

 

Beijing, 2 jun (Xinhua) -- Qualquer tentativa ou observação do lado dos EUA para prejudicar os interesses da China receberá contramedidas resolutas, e o esquema de Washington de impedir o desenvolvimento da China está "fadado a falhar", declarou na segunda-feira o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Zhao Lijian.

Ele fez as observações quando solicitado a comentar sobre as acusações do presidente dos EUA, Donald Trump, numa série de questões que vão desde a legislação de segurança nacional da China para a Região Administrativa Especial de Hong Kong (RAEHK) até a pandemia da COVID-19 e o comércio e bilateral.

Chamando as alegações do líder dos EUA de "total desrespeito aos fatos", Zhao disse que os movimentos constituem uma interferência flagrante nos assuntos internos da China e minaram os laços bilaterais, que estão fadados a prejudicar os interesses da China e dos próprios Estados Unidos.

"A China se opôs resolutamente a tais acusações", disse o porta-voz.

A decisão da Assembleia Popular Nacional sobre o estabelecimento e a melhoria do sistema legal e dos mecanismos de aplicação da RAEHK para salvaguardar a segurança nacional visa implementar melhor o princípio "um país, dois sistemas" e manter a prosperidade e estabilidade a longo prazo em Hong Kong, disse o porta-voz, observando que os países estrangeiros não têm o direito de interferir e não devem fazê-lo.

"A intromissão grosseira dos Estados Unidos em nossa legislação vai completamente contra as leis internacionais e as normas básicas que regem as relações internacionais, e está fadada ao fracasso", disse Zhao.

O porta-voz disse que, há algum tempo, os Estados Unidos abusaram do conceito de segurança nacional e suprimiram maliciosamente as empresas chinesas sob falsas acusações.

As atuais ameaças de investigar as empresas chinesas listadas na bolsa dos Estados Unidos e as restrições aos vistos para estudantes chineses "violaram seriamente o princípio de concorrência de mercado" e "foram contrárias ao desejo comum dos dois povos de se engajarem em intercâmbios amigáveis", disse Zhao. "Isso prejudicará ainda mais as relações comerciais e a base social dos laços bilaterais."

Apesar do consenso internacional sobre a oposição à estigmatização e a promoção da cooperação unida nos esforços de resposta à COVID-19, Zhao comentou que os Estados Unidos têm feito acusações injustificadas contra a China e a Organização Mundial da Saúde. Esta foi uma tentativa de desviar a atenção do público e encobrir a verdade de sua resposta pandêmica atrapalhada.

"Tal movimento é imoral e nunca poderá nos enganar de forma alguma", disse Zhao.

Observando que a China e os Estados Unidos se beneficiam da cooperação e perdem com o confronto, Zhao disse que a China está comprometida em trabalhar com os Estados Unidos para desenvolver os laços bilaterais com base no não confronto, respeito mútuo e cooperação de ganhos recíprocos. "Ao mesmo tempo, a China protegerá resolutamente sua soberania, segurança e interesses de desenvolvimento."

"A China instou os Estados Unidos a corrigir seus erros imediatamente, descartar sua mentalidade da Guerra Fria e de jogo de soma zero, além do preconceito ideológico, lidar discreta e adequadamente com as questões relevantes e abster-se de ir longe demais no caminho errado", acrescentou Zhao.

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http://portuguese.xinhuanet.com/2020-06/02/c_139107424.htm

Governo chinês denuncia “doença crónica” do racismo nos Estados Unidos

 
O porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros chinês acusa os Estados Unidos de ter “padrões duplos”, por considerar como “heróis” os manifestantes “violentos” em Hong Kong.

O Governo chinês denunciou esta segunda-feira a “doença crónica” do racismo nos Estados Unidos, após a morte de George Floyd, um afro-americano sufocado por um polícia branco, que desencadeou protestos em todo o país.

agitação em várias cidades norte-americanas é um sinal da “gravidade do problema do racismo e da violência policial nos Estados Unidos”, afirmou Zhao Lijian, porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros da China, em conferência de imprensa.

Zhao comparou a violência nos Estados Unidos com a que abalou a região semi-autónoma de Hong Kong, no ano passado, em reacção à crescente influência de Pequim na antiga colónia britânica.

 
Segundo Zhao, a resposta dos Estados Unidos às manifestações contra a violência policial no seu território é “um exemplo dos padrões duplos do país”.

“Porque é que os Estados Unidos tratam os manifestantes violentos em Hong Kong e da chamada independência como ‘heróis’, enquanto chamam àqueles que denunciam o racismo de ‘rebeldes'”, questionou.

Pequim acredita que “forças estrangeiras” são responsáveis pelos distúrbios em Hong Kong e classifica os manifestantes mais radicais de “terroristas”.

A imprensa estatal chinesa tem também comparando as violentas manifestações antigovernamentais do ano passado em Hong Kong com as manifestações nos EUA.

Em editorial, o jornal oficial Global Times afirmou que os políticos dos EUA podem “pensar duas vezes” antes de comentarem novamente sobre questões em Hong Kong, sabendo que as “suas palavras podem sair pela culatra um dia”.

Um comentário da emissora estatal CCTV, no sábado, descreveu a violência entre a polícia e manifestantes nos EUA como um “copo de vinho amargo destilado pelos próprios políticos dos EUA”.

“O racismo nos EUA é uma cicatriz que não sarará”, apontou a televisão estatal chinesa.

Os protestos nos EUA, contra a morte do afro-americano George Floyd sob custódia policial em Minneapolis, são uma oportunidade para a China alegar padrões duplos e fazer contracríticas, face às frequentes acusações ao Governo chinês em questões de direitos humanos.

George Floyd, de 46 anos, morreu na noite de dia 25, em Minneapolis, após uma intervenção policial violenta, cujas imagens foram divulgadas através da internet.
Floyd foi detido por suspeita de ter tentado pagar com uma nota falsa de 20 dólares num supermercado.

Num vídeo filmado por transeuntes e divulgado nas redes sociais, é possível ver um dos agentes pressionar o pescoço de Floyd com o joelho durante vários minutos. Neste mesmo vídeo, vê-se Floyd a dizer ao polícia que não consegue respirar.

Desde então, várias cidades norte-americanas, incluindo Washington D.C. e Nova Iorque, têm sido palco de manifestações, com os protestos a resultarem frequentemente em confrontos com a polícia, acusada de agir de forma violenta.

Público | Lusa
 
 
Imagem: Governo de Xi Jinping está de costas voltadas com Donald Trump e acusa americanos de racismo JONATHAN ERNST

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China detêm mais de 11 mil suspeitos em meio à campanha de controle de narcóticos

Hurdles in drug fight remain for police - China - Chinadaily.com.cn

Beijing, 1º jun (Xinhua) -- A autoridade chinesa de controle de narcóticos combateu 10.715 casos criminais relacionados a drogas e prendeu 11.496 suspeitos em meio a uma campanha antidrogas de um ano, lançada em janeiro de 2020, informou o China Police Daily nesta segunda-feira.

Durante a repressão, foram confiscados um total de 11,4 toneladas de narcóticos e 794 toneladas de materiais para fabricação de drogas até 15 de maio, informou o jornal, citando números divulgados pela Comissão Nacional de Controle de Narcóticos da China.

Lançada pela comissão, a campanha especial tomou a Província de Yunnan, no sudoeste da China, como sua principal linha de frente na batalha contra as drogas.

Yunnan faz fronteira com o Triângulo Dourado, uma área famosa por sua associação com a produção e tráfico de drogas.

Apesar dos esforços contínuos para conter o crime relacionado às drogas ao longo da fronteira sudoeste nos últimos dois anos, o tráfico de drogas relacionada com o Triângulo Dourado vem aumentando, o que representa uma grande ameaça para a China, afirmou o relatório.

Um total de 34,8 toneladas de narcóticos proveniente do Triângulo Dourado foram apreendidos em 2019, um aumento anual de 18%, informou o jornal. Fim

Fantasma do Macartismo retorna aos Estados Unidos?

 

Beijing, 1º jun (Xinhua) -- A declaração do presidente dos EUA, Donald Trump, de que ele está considerando revogar os vistos de milhares de estudantes chineses não passa de uma simples politização dos intercâmbios de educação entre os dois países. Através de mentiras e insinuações, o governo Trump está destruindo a confiança entre a China e os Estados Unidos.

Durante meses, alguns políticos americanos têm usado a China como bode expiatório para se esquivar das responsabilidades por uma resposta incompetente à COVID-19 em meio a crescentes críticas públicas. Agora novamente eles passaram dos limites. É vergonhoso restringir e reprimir arbitrariamente os estudantes chineses nos Estados Unidos para atingir objetivos políticos.

A proibição de entrada de estudantes e pesquisadores chineses nos Estados Unidos quebrou a promessa da liderança americana de acolher estudantes chineses nos Estados Unidos. O líder dos EUA declarou anteriormente que seu país cuidaria bem do povo chinês que vive nos Estados Unidos, incluindo os estudantes chineses, durante uma conversa telefônica entre os chefes de Estado dos dois países em 27 de março. Obviamente, o lado dos EUA planeja renegar suas próprias palavras.

Mais seriamente, esse movimento racista expõe a mentalidade arraigada de jogo de soma zero e a mentalidade da Guerra Fria de alguns políticos americanos. Assemelha-se às narrativas anticomunistas nos tempos do Macartismo no final das décadas de 1940 e 1950 nos Estados Unidos.

Adotando as velhas táticas de exagerar a teoria de "espionagem", alguns políticos americanos tentam criar uma atmosfera de medo no setor de educação e podem tornar qualquer pessoa alvo de perseguição com base em alegações sem fundamento.

Se o lado americano adotar medidas que prejudiquem os direitos e interesses dos estudantes chineses, isso seria uma descarada perseguição política, discriminação racial e uma grave violação dos direitos humanos. A medida também contraria os ideais de abertura e liberdade dos quais os Estados Unidos afirmam ser os defensores.

Diante das ações equivocadas dos Estados Unidos, a China definitivamente tomará as medidas necessárias para proteger os direitos e interesses de seus estudantes de acordo com a lei.

A restrição educacional é a evidência mais recente de quão baixo e paranóico o atual governo se tornou. É um sinal de alerta de que os políticos egoístas e de mente fechada estão levando os Estados Unidos a uma era em que o racismo e a manipulação ideológica ressuscitam. A população dos EUA deve ter cuidado, pois o atual governo está colocando seu futuro em jogo.

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Viúva do médico Li Wenliang não quer o seu nome na rua da embaixada chinesa em Washington

 

A viúva do médico chinês que alertou para a existência do novo coronavírus em Wuhan está contra uma proposta de políticos norte-americanos para dar o nome do maridoà rua onde fica a embaixada chinesa em Washington.

 

Li Wenliang foi um dos médicos que, inicialmente, tentou alertar a comunidade médica para a existência de um novo coronavírus em Wuhan, na China. O profissional de saúde foi recriminado pela polícia, acusado de “espalhar rumores” e, num triste desfecho, acabou por morrer infetado.

Agora, conta o Diário de Notícias, a sua mulher, Fu Xuejie, está contra uma proposta de vários republicanos da Câmara dos Deputados e do Senado dos Estados Unidos para dar o nome do marido a uma rua em frente à embaixada chinesa em Washington.

Se esta proposta for aprovada, o endereço oficial da embaixada chinesa no noroeste de Washington será alterado de “3505 International Place” para “1 Li Wenliang Plaza“, avança o jornal.

“Fico triste por saber desta notícia. Wenliang era membro do Partido Comunista e amava profundamente a sua pátria. Se ele soubesse, não permitiria que outras pessoas usassem o seu nome para ferir a sua pátria“, escreveu a viúva, este sábado, nas redes sociais.

A morte de Wenliang provocou uma onda de revolta na China contra o Governo, tendo sido mesmo apelidado de herói nacional. Na altura, vários académicos e outras centenas de cidadãos assinaram uma petição na qual exigiam que seja protegido o direito à liberdade de expressão no país.

A nível global, segundo o último balanço da agência AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 370 mil mortos e infetou mais de seis milhões de pessoas em 196 países e territórios. Mais de 2,5 milhões de doentes foram considerados curados.

 

ZAP //

 

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“Firme contra-ataque.” China promete retaliar após decisões de Trump que visam o país

 

Donald Trump anunciou, na sexta-feira, que os Estados Unidos vão interditar a entrada de cidadãos chineses que representam um “risco” para a segurança do país. China promete retaliar.

 

A China prometeu, esta segunda-feira, retaliar contra a decisão dos Estados Unidos de limitar a entrada de cidadãos chineses no seu território e impor sanções comerciais a Hong Kong.

“Qualquer declaração ou ação que prejudique os interesses da China terá um firme contra-ataque”, afirmou Zhao Lijian, porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros da China, em conferência de imprensa. “A China pede aos Estados Unidos que corrijam imediatamente os seus erros e abandonem a mentalidade da Guerra Fria.”

Na sexta-feira, Donald Trump anunciou que os Estados Unidos vão interditar a entrada de cidadãos chineses que representam um “risco” para a segurança do país. A medida anunciada pelo Presidente norte-americano pode afetar estudantes chineses ligados a universidades vinculadas às forças armadas da China ou quadros do Partido Comunista Chinês.

Trump pediu ainda ao seu Governo que acabe com medidas comerciais preferenciais concedidas a Hong Kong, depois de Pequim ter aprovado uma controversa lei de segurança nacional na região semiautónoma.

Donald Trump pediu ainda aos seus funcionários que investiguem empresas chinesas listadas nas praças financeiras norte-americanas.

Os Estados Unidos passaram nos últimos anos a definir a China como a sua “principal ameaça”, apostando numa estratégia de contenção das ambições chinesas, que se traduziu já numa guerra comercial e tecnológica e várias disputas por influência no leste da Ásia.

A marinha norte-americana reforçou ainda as patrulhas no Mar do Sul da China, reclamado quase na totalidade por Pequim, apesar dos protestos dos países vizinhos, enquanto Washington tem reforçado os laços com Taiwan, que se assume como uma entidade política soberana, contra a vontade de Pequim, que ameaça “usar a força” caso a ilha declare independência.

ZAP // Lusa

 

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China exige que EUA parem de arranjar desculpas para restringir e reprimir estudantes chineses

 

 

Beijing, 30 mai (Xinhua) -- A China exigiu nesta sexta-feira que o governo dos EUA pare de arranjar desculpas para restringir e reprimir os estudantes chineses que estudam no país.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China Zhao Lijian fez as observações enquanto o governo norte-americano planeja cancelar os vistos de milhares de estudantes chineses.

Zhao apontou em uma coletiva de imprensa que a liderança dos EUA tinha dito que o povo americano respeita e ama muito o povo chinês e que os estudantes chineses são de grande importância para o negócio educacional dos EUA.

No campo das trocas culturais e interpessoais, o lado dos EUA proferiu uma série de palavras e tomou ações negativas e erradas, que dirigem completamente contra seus valores auto-proclamados de "abertura e liberdade", contra a opinião pública dos dois povos e contra a tendência das trocas internacionais de talentos, disse Zhao.

Isso causou um impacto grave em intercâmbios normais de cultura e pessoas entre os dois países, prejudicando a base social dos laços bilaterais, o que expôs que estão profundamente enraizadas em algumas pessoas dos EUA as mentalidades de Guerra Fria e de jogo de soma zero, salientou.

"As pessoas não podem deixar de perguntar se o macartismo na história norte-americana, de má fama, está voltando", disse Zhao.

Se os Estados Unidos tomarem medidas que prejudiquem os direitos e interesses legais dos estudantes chineses, não passará de perseguição política e discriminação racial e violação grave dos direitos humanos dos estudantes chineses, disse Zhao.

Ele instou o lado dos EUA a cumprir os compromissos relevantes de sua liderança e imediatamente deixar de inventar desculpas de qualquer tipo para restringir e reprimir deliberadamente os estudantes chineses nos Estados Unidos.

"Apoiamos os esforços dos estudantes chineses em salvaguardar seus direitos e interesses legais conforme a lei", afirmou Zhao.

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China | Duas reuniões fora do normal

 
 
David Chan* | Plataforma | opinião
 
Na passada quinta e sexta-feira tiveram lugar as «Duas Reuniões» da Assembleia Popular Nacional e da Conferência Consultiva Política do Povo Chinês, adiadas devido à pandemia. Apesar das sessões terem sido mais curtas do que o normal, o conteúdo não deixou de atrair a atenção do resto do mundo, especialmente tendo em conta que abordou tópicos como a redação de uma lei de segurança nacional para Hong Kong e a omissão da palavra “paz” nos conteúdos relacionados com Taiwan. Existem duas grandes questões no que diz respeito à lei de segurança nacional para Hong Kong: a primeira, sendo a própria promulgação de uma lei como esta na cidade e, a segunda, dizendo respeito à criação de agências dos órgãos de segurança nacional na região. Uma coisa é ter uma lei, outra é ter um órgão que garante que esta lei é seguida. Uma é impossível sem a outra. Mesmo com a certeza de que a promulgação de uma lei de segurança nacional em Hong Kong irá receber a oposição britânica, dos EUA e de outros países ocidentais, o ministro dos Negócios Estrangeiros chinês, Wang Yi, afirma que os problemas de Hong Kong são assuntos internos chineses, e por isso qualquer interferência internacional nas questões da cidade é um convite à humilhação. 
"Este ano o relatório não viu mais expressões como “um país, dois sistemas” e “Consenso de 1992” usadas em referência à questão de Taiwan"
Já o comentário do primeiro-ministro chinês, Li Keqiang, na parte do relatório do Governo relacionada com a questão de Taiwan foi diferente do normal. A principal mudança foi na palavra “paz”, atraindo a atenção não só de Hong Kong, Macau e Taiwan, como de todos os chineses no mundo, muitos assumindo que tal significa que a China continental está a preparar-se para uma unificação com Taiwan. 

Este ano o relatório não viu mais expressões como “um país, dois sistemas” e “Consenso de 1992” usadas em referência à questão de Taiwan. A principal mensagem deste relatório é que a posição chinesa em relação ao Governo de Taiwan não mudou, e que a unificação das duas regiões é de alta importância para o grande rejuvenescimento do povo chinês. O conceito “um país, dois sistemas” é um componente essencial da proposta chinesa para Taiwan, e por isso no passado o líder chinês afirmou que, segundo esta estratégia, Taiwan não precisará de alterar a estrutura social e forma de vida, podendo até manter as forças militares. 

O Consenso de 1992, tendo por base diálogo e consulta entre as duas regiões, irá continuar a assumir um papel relevante na recuperação e desenvolvimento de relações entre a China continental e Taiwan no futuro. No entanto, com o Partido Democrático Progressista de Taiwan a recusar-se a reconhecer tal acordo, a comunicação segundo o mesmo deixa de ser uma prioridade, e a decisão de retirar este acordo da estratégia representa apenas uma abordagem mais pragmática do governo chinês. 
 
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Ampliação: Primeiro-ministro chinês enfatiza cooperação internacional no combate à COVID-19 e na restauração da economia

Li Keqiang represents China in Asean conference on Covid-19

Beijing, 28 mai (Xinhua) -- O premiê chinês, Li Keqiang, enfatizou na quinta-feira a importância da cooperação internacional no combate à COVID-19 e na restauração da economia para garantir a vitória sobre a epidemia.

A comunidade internacional está enfrentando agora os desafios duplos de conter a propagação do vírus e restaurar a economia e a ordem social, sublinhou Li em uma coletiva de imprensa após a conclusão da sessão legislativa nacional anual.

Observando que esses dois aspectos são contraditórios entre si, Li disse que isso necessita de esforços, especialmente a cooperação internacional, para encontrar um equilíbrio entre os dois objetivos conflitantes e explorar caminhos para avançar durante o processo.

Li disse que a China está aberta à cooperação internacional em pesquisa e desenvolvimento de vacinas, medicamentos e reagentes de teste para a COVID-19 e está disposta a compartilhar esses produtos com o mundo. Fim

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http://portuguese.xinhuanet.com/2020-05/28/c_139096149.htm

A POLÍTICA DO CAOS E A SALVAGUARDA DO DEMOS

SIC Notícias | China diz que resolução dos EUA de apoio aos...
 
Estou sempre de olho atento ao que se passa no Extremo-Oriente, em particular na China, incluindo Hong Kong.
 
As forças do caos estão insatisfeitas; querem mais, muito mais: A sua única satisfação é a satisfação total, ou seja, a hegemonia mundial.
 
Nenhum poder, nos últimos vinte anos, se interpôs verdadeiramente entre as suas ambições megalomaníacas e o mundo.
 
Precisavam de um «novo Pearl Harbour» e tiveram-no num 11 de Setembro. Ó quão fatídica data, pois nela se tinha inaugurado, o golpe em 1973, para derrubar o socialismo Latino Americano, no Chile de Allende, que passou a ser o modelo de golpe militar fascista de Pinochet e das forças da CIA. 
 
Passou a ser também o modelo de aplicação do neo-liberalismo, onde «liberalismo» tem apenas o significado de não haver limites - de qualquer espécie - para o capital. 
 
Mas, o domínio sem partilha do Globo está ainda dependente de conseguirem manter em cheque, para depois derrubarem, o outro super-poder. Por isso têm de construir uma narrativa diabolizante doutra civilização, cinco vezes milenária, que se transformou e se adaptou, mas que não está interessada em dominar o resto do mundo. 
 
Tem adentro de fronteiras o suficiente para garantir um nível de vida decente e mesmo além disso, para a sua população. 
Basta que não caia na irracionalidade do «mercado livre», uma aberração ideológica e lógica. 
[Como já escrevi, Adam Smith e outros idealizavam um modelo teórico, sem que se traduzisse nos factos da sociedade e economias reais, tanto do seu tempo como de todos os tempos. Por isso, o próprio conceito de «mercado livre», resulta de um equívoco ou de uma distorção, para permitir o domínio do mais forte sobre o mais fraco. Não é realmente nada do que os liberais do século XVIII sonharam. ]
 
A essência do poder na China de hoje é de um poder totalitário. Não há dúvida nisso. 
 
É verdade que, havendo meios materiais quase infintos, um poder - seja qual for a sua caracterização - é sempre derrubável: com meios diversos subversivos, desestabilizadores, conjugados com sanções e demonizações, para impedir indignação ou solidariedade (porque o público está amedrontado). 
Mas, o que não é possível é, instaurar um regime genuíno, democrático, de respeito pelos direitos humanos, resultando de actos de subversão inspirados e subsidiados do exterior, que em geral culminam com uma guerra e uma invasão. 
Felizmente para os chineses, o regime presente está bem forte. 
Os Rockefeller, Rotheschilds, Gates, Soros, e outros, vêm a conquista do Império do Meio como sua «jóia da coroa», aquela vitória que os iria realmente erguer à situação de «senhores do mundo» por mil anos. 
Este sonho de ditadores imperiais, da antiguidade aos nossos dias, não se poderá realizar. 
 
Porque a existência da espécie humana estará em jogo. Ou, por outras palavras, se tal acontecer, será depois da humanidade passar por uma guerra nuclear (total, pois não é concebível - todos os estrategas sabem-no perfeitamente - uma guerra nuclear limitada). 
 
Mas uma guerra nuclear deixará um planeta inabitável: estéril em muitas zonas e mesmo nas zonas que aparentem ser habitáveis, efeitos de longo prazo, como os níveis de radiações e de elementos radioactivos, tornarão a vida humana não sustentável.
 
A loucura da oligarquia mundialista (que alguns erroneamente chamam de«elite») é completa. Estão -  conscientemente - a encaminhar para o abismo a civilização e a natureza que os sustenta. 
 
Ofuscados pela sua incapacidade de obterem o comando sem partilha, semeiam o caos e pensam no seu delírio que do caos possa nascer a ordem. Pois a IIª Lei da Termodinâmica, a Física toda, dizem que o caos só pode originar mais caos. 
 
O que eles pretendem, semear a morte e a destruição, para se alimentarem dos despojos, será como «abutres». 
 
Mas, nem sequer serão abutres no sentido ecológico, pois estes se alimentam de carniça (cadáveres); os abutres desempenham um papel importante na saúde dos ecossistemas... são tão importantes como as gazelas ou os beija-flor, ou outros animais «simpáticos»! 
 
Nós vivemos todos hipnotizados, iludidos, intoxicados com ideologias caducas, quando o real está mesmo diante dos nossos olhos! 
 
Esta denegação, persistente incapacidade de reconhecer o real, é a verdadeira prisão dos povos. 
 
Se tivéssemos a noção clara de como estamos a entregar (incondicionalmente!) o poder a predadores e psicopatas, que têm nenhuma consideração pelas nossas vidas, saúde, ou dignidade... as construções de poder (no Ocidente, Oriente, Sul ou Norte) iriam ser rapidamente desmontadas. 
 
Elas desfaziam-se, como cenários de circo que deixaram de servir, depois de terminado o espectáculo, depois de apagadas as luzes multicolores, tal como as músicas, os cheiros e a agitação, que davam vertigens.
 
  
 

Ver o original em 'Manuel Banet' (clique aqui)

Huawei desapontada com decisão da juíza do Canadá sobre caso de Meng Wanzhou

China alerta para graves consequências caso executiva da Huawei...

Shenzhen, 28 mai (Xinhua) -- A gigante chinesa de tecnologia Huawei expressou nesta quinta-feira a decepção com a decisão de uma juíza canadense sobre o caso contra Meng Wanzhou, diretora financeira da companhia.

"Nós expressamos repetidamente confiança na inocência de Meng. A Huawei continua com Meng em sua busca por justiça e liberdade", disse Huawei em um comunicado.

"Esperamos que o sistema judicial do Canadá acabe por provar a inocência de Meng", de acordo com o comunicado. "Os advogados de Meng continuarão trabalhando incansavelmente para que a justiça seja cumprida."

Uma juíza canadense decidiu na quarta-feira que o caso de extradição contra Meng pode prosseguir.

Segundo a decisão, o caso de Meng atende ao padrão de extradição canadense da chamada "dupla incriminação".

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Zhao Lijian, pediu na terça-feira que o Canadá corrija imediatamente seu erro, liberte Meng e garanta seu retorno seguro à China.

Zhao declarou que os Estados Unidos e o Canadá abusaram de seu tratado bilateral de extradição e tomaram arbitrariamente medidas compulsórias contra um cidadão chinês sem causa.

"Isso é um grave incidente político que viola grosseiramente os direitos e interesses legítimos do cidadão chinês."

Ver original em "XINHUA Português" na ligação seguinte:

http://portuguese.xinhuanet.com/2020-05/28/c_139094616.htm

China pede que Canadá liberte imediatamente Meng Wanzhou

Explained: Huawei′s Meng Wanzhou US extradition trial | News | DW...

Beijing, 27 mai (Xinhua) -- O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China pediu na terça-feira que o Canadá corrija imediatamente seu erro, liberte Meng Wanzhou (executiva da Huawei) e garanta seu retorno seguro à China.

O porta-voz Zhao Lijian fez as observações um dia antes do tribunal canadense divulgar a decisão sobre o caso de Meng Wanzhou.

"A posição da China sobre o caso é consistente e clara", disse Zhao.

Os Estados Unidos e o Canadá abusaram do tratado de extradição bilateral e tomaram arbitrariamente medidas compulsórias contra uma cidadão chinesa sem justa causa, disse Zhao: "Este é um incidente político sério que viola fortemente os direitos e interesses legítimos da cidadã chinesa".

O governo chinês se mantém firme em salvaguardar os direitos e interesses legítimos dos cidadãos chineses, disse Zhao. "O lado canadense deve corrigir imediatamente seu erro, libertar Meng e garantir seu retorno seguro à China o mais cedo possível, para evitar danos contínuos às relações China-Canadá".

 

Ver original em "XINHUA Português" na ligação seguinte:

http://portuguese.xinhuanet.com/2020-05/27/c_139090970.htm

Detenção de executiva da Huawei no Canadá é 'grave incidente político', diz embaixada da China

Diretora financeira da empresa chinesa Huawei, Meng Wangzhou, durante sessão na Suprema Corte da Colúmbia Britânica, em Vancouver, no Canadá, 23 de janeiro de 2020
© REUTERS / Jennifer Gauthier

A Embaixada da China no Canadá condenou a decisão da Justiça canadense pela detenção da diretora financeira da Huawei, Meng Wanzhou, como um "grave incidente político".

Nesta quarta-feira (27), a Suprema Corte da Colúmbia Britânica, no Canadá, negou o pedido da defesa de Meng para encerrar um processo de extradição para os Estados Unidos.

Meng, filha do fundador e CEO da Huawei, Ren Zhengfei foi presa em 1º de dezembro de 2018 no Aeroporto Internacional de Vancouver, a pedido do governo dos EUA. A executiva é acusada pelas autoridades norte-americanas por suposto papel na violação de sanções contra o Irã.

"Todo o caso é inteiramente um grave incidente político", disse o porta-voz da missão diplomática chinesa através de um comunicado nesta quarta-feira (27).

A embaixada chinesa também acusou os EUA de tentarem derrubar empresas chinesas de alta tecnologia e disse que o Canadá está agindo como cúmplice da injustiça, acrescentando que a China se opõe fortemente à decisão da Justiça local e que insta as autoridades canadenses a libertarem imediatamente a executiva da Huawei.

Moradores usando máscaras verificam seus celulares perto de um anúncio para smartphones 5G do gigante tecnológico chinês Huawei em Pequim, 8 de março de 2020

© AP Photo / Ng Han Guan
Moradores usando máscaras verificam seus celulares perto de um anúncio de Huawei

Durante o dia, autoridades canadenses, incluindo o ministro das Relações Exteriores do Canadá, François-Philippe Champagne, e o ministro da Defesa Nacional, Harjit Sajjan, afirmaram que a decisão foi "independente".

O ministro da Justiça do Canadá ainda pode se recusar a extraditar Meng se a ordem de extradição for considerada uma violação dos valores canadenses, de acordo com a decisão proferida pela juíza Heather Holmes.

O Departamento de Justiça dos EUA alega que Meng cometeu transgressões financeiras ao enganar o conglomerado financeiro multinacional HSBC, aprovando mais de US$ 100 milhões (cerca de R$ 527 milhões na cotação atual) em transações que violavam as sanções dos EUA ao Irã entre 2010 e 2014.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/americas/2020052715631880-detencao-de-executiva-da-huawei-no-canada-e-grave-incidente-politico-diz-embaixada-da-china/

CHINA: UM PAÍS, DUAS SESSÕES, TRÊS AMEAÇAS

 
 

2020-05-25

As duas importantes sessões do Congresso Nacional do Povo em Pequim incidiram sobre o posicionamento da China em relação à guerra fria que tem sido movida contra o país pelos Estados Unidos e o Ocidente em geral, acelerada com as incidências da pandemia de COVID-19. O Congresso deu alento a uma recuperação e a um relançamento económico rápido no plano interno como base material e tecnológica para concretizar os grandes projectos sociais domésticos e as acções internacionais estabelecidos e em desenvolvimento. Algumas coisas vão mudar no plano internacional, a começar por Hong Kong.

Pepe Escobar, Asia Times/O Lado Oculto

Os principais destaques das duas sessões do XIII Congresso Nacional do Povo de Pequim já são do domínio público.  

Em resumo: nenhuma meta de PIB para 2020; um défice orçamental de pelo menos 3,6% do PIB; um bilião (um milhão de milhões) de yuans em títulos especiais do tesouro; cortes de taxas/impostos corporativos em 2,5 biliões de yuans; um modesto aumento do orçamento de defesa de 6,6%; estruturas governamentais a todos os níveis comprometidas em "apertar o cinto".

O objectivo, como está previsto, é colocar a economia doméstica da China pós-Covid-19 no caminho do crescimento sólido em 2021.

Previsivelmente, todo o foco na esfera anglo-americana tem sido apontado para Hong Kong – uma vez que será estabelecido um novo marco legal, a ser aprovado na próxima semana, concebido para evitar a subversão, a interferência estrangeira "ou quaisquer actos que ponham seriamente em risco a segurança nacional". Afinal, como salienta um editorial do Global Times, Hong Kong é uma questão de segurança nacional extremamente sensível.

Este é um resultado directo das conclusões da missão de observação chinesa baseada em Shenzhen e que faz a análise das acções de vários “quinta colunistas” e dos “blocos negros” armados que quase conseguiram destruir Hong Kong no Verão passado.

Não é de se admirar que a frente anglo-americana “ combatente da liberdade” esteja inflamada. As coisas vão mudar. Acabaram-se os almoços grátis, acabaram-se os protestos pagos. Sem “blocos negros”. Sem mais guerra híbrida. Pai Pequim vai adoptar uma nova maneira de fazer as coisas.

As três ameaças

É absolutamente essencial posicionar as duas sessões no contexto geopolítico e geoeconómico mais abrangente e incandescente da nova guerra fria de facto - incluindo a guerra híbrida - entre os Estados Unidos e a China.

Concentremo-nos num insider norte-americano: o ex-conselheiro de segurança nacional da Casa Branca, tenente-general HR McMaster, autor da perspectiva Battlegrounds: The Fight to Defend the Free World (A Luta para Defender o Mundo Livre).

Esta é a abordagem mais clara em termos de como o "mundo livre", em pentagonês, encara a ascensão da China. Chame-se-lhe a visão do complexo industrial-militar de vigilância-e-media. 

Pequim, segundo McMaster, está a seguir uma política de "cooptação, coerção e ocultação" centrada em três eixos: o Made in China 2025; Novas Rotas da Seda, ou Iniciativa Cintura e Estrada (ICE); e uma "fusão civil-militar" - indiscutivelmente o vector mais "totalitário", centrado na criação de uma rede global de inteligência em espionagem e ataques cibernéticos. 

Chamemos-lhes as três ameaças 

Independentemente das atitudes adoptadas pelas elites de Washington, o Made in China 2025 permanece vivo e de boa saúde.

[...]

 

Continuar a ler em 'O Lado Oculto' (aqui)

Sanções? Trump promete anúncio 'muito forte' sobre China

Donald Trump, presidente dos EUA
© AP Photo / Tom Brenner

O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que fará um anúncio muito forte sobre a China até o final desta semana, indicando que o assunto pode se tratar de uma punição ao país asiático.

"Estamos fazendo algo. Acredito que acharão muito interessante. Porém não vou falar disso hoje", afirmou Trump ao responder uma perguntar sobre as sanções contra a China pelas ações contra Hong Kong.

Trump adicionou que "é algo que todos escutarão antes do final de semana [...]", enfatizando que se trata de algo "muito forte".

Anteriormente, a secretária de imprensa da Casa Branca, Kayleigh McEnany, afirmou que o presidente está descontente com as ações da China em Hong Kong.

Na semana passada, o legislativo chinês propôs um projeto de lei para proibir atividades subversivas em Hong Kong, mesmo com a retomada dos protestos em meio à COVID-19.

 

O assessor de Segurança Nacional dos EUA, Robert O'Brien, declarou em uma entrevista à emissora NBC, que Washington pode impor sanções contra a China caso Pequim "tome" Hong Kong mediante a lei de segurança nacional, que será votada nesta quinta-feira (28).

Como forma de protesto, os sindicatos de Hong Kong convocaram uma greve geral para esta quarta-feira (27).

Pequim, por diversas vezes, declarou que a interrupção em Hong Kong é resultado da interferência estrangeira.

O projeto de lei sobre a segurança nacional em Hong Kong proibiria qualquer manifestação de separatismo, bem como qualquer tipo de instigação para derrubar o governo central e a interferência externa nos assuntos do país.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/asia_oceania/2020052715629221-sancoes-trump-promete-anuncio-muito-forte-sobre-china/

Nova estratégia econômica anunciada por Xi Jinping indicaria preparo chinês 'para o pior cenário'

O presidente da China, Xi Jinping, e o primeiro-ministro da China, Li Keqiang, chegam ao Congresso Nacional do Povo, em Pequim, no dia 22 de maio de 2020.
© REUTERS / CARLOS GARCIA RAWLINS

A China vai dar prioridade ao mercado interno, pressionado pelas consequências da pandemia de coronavírus e pela guerra comercial com os Estados Unidos.

A mudança de estratégia econômica anunciada pelo presidente chinês, Xi Jinping, representa para alguns analistas um sinal de que o gigante asiático está se preparando para o pior, conforme indica jornal South China Morning Post.

De acordo com especialistas, o apelo do líder chinês para dar especial atenção ao desenvolvimento do mercado interno e não às exportações, é reflexo da profundidade desta mudança.

Segundo cientista econômico independente Hu Xingdou, trata-se de "uma espécie de preparo para o pior cenário possível, incluindo a deterioração [das relações] com os Estados Unidos". Além disso, o analista opina que tal cenário poderia inclusive levar Pequim a se distanciar do mundo ocidental.

O presidente chinês, Xi Jinping, afirmou aos principais conselheiros econômicos que a China inicia um novo plano de desenvolvimento, no qual o mercado interno desempenhará papel principal, informa o jornal.
Líder chinês estaria priorizando a demanda interna para alcançar autossuficiência.

"Para o futuro, devemos tratar a demanda interna como ponto de partida e de apoio à medida que aceleramos a construção de um sistema completo de consumo interno, e promovemos consideravelmente inovação em ciência, tecnologia e em outras áreas", salientou Xi Jinping, citado pela agência Xinhua.

Anteriormente, o primeiro-ministro da China, Li Keqiang, afirmou que o governo chinês pretende criar nove milhões de novos empregos até o final de 2020, para situar a taxa de desemprego nas cidades do país em 5,5%.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/economia/2020052715629187-nova-estrategia-economica-anunciada-por-xi-jinping-indicaria-preparo-chines-para-o-pior-cenario/

OMS aprecia abertura da China ao se juntar para identificar origem da COVID-19

Vírus: OMS preocupada com excesso de procura de equipamentos de...

Genebra, 25 mai (Xinhua) -- A Organização Mundial da Saúde (OMS) disse nesta segunda-feira que aprecia a abertura da China de se juntar à comunidade científica internacional para identificar a origem do vírus e que essa missão científica deve consistir "na mistura adequada de especialistas científicos de uma perspectiva multinacional".

"Estivemos em discussões diárias sobre reunir as investigações científicas necessárias sobre a origem do vírus com nossos colegas na China", disse Michael Ryan, diretor do Programa de Emergências de Saúde da OMS, em uma entrevista coletiva em Genebra na segunda-feira.

"Acho que as autoridades da China, governos de todo o mundo e nós mesmos estamos muito interessados em entender a origem animal do próprio vírus. E estou muito satisfeito por receber uma mensagem muito consistente vinda da China, que é a abertura a essa abordagem", acrescentou.

"Portanto, acho que teremos muito prazer em continuar com essas discussões. Não acredito que ainda haja uma data para uma missão científica, mas estaremos ansiosos para fazer isso o mais rápido possível e com a combinação certa de especialistas científicos, de uma perspectiva multinacional, para se juntar a essa equipe", afirmou.

"Estamos em contato regular com nossos colegas na China e eles têm toda a experiência no país para fazer isso. Apreciamos a oportunidade de trabalhar com eles e com a comunidade internacional, para realmente entender as origens do vírus e a interface humana animal", disse a Dra. Maria Van Kerkhove, líder técnica do Programa de Emergências de Saúde da OMS.

Enquanto isso, Ryan disse que estava "satisfeito" ao ver as primeiras publicações em periódicos revisados por pares dos estudos de vacinas da China.

"Eu acho que em termos do número de publicações científicas vindas da China nos últimos meses é muito bom e o número de colaborações científicas entre instituições chinesas e instituições em todo o mundo também é um sinal muito positivo", disse ele.

No domingo, o conselheiro de Estado e ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, disse que o país está aberto a se juntar à comunidade científica internacional para identificar a origem do vírus, e que o processo deve ser profissional, imparcial e construtivo.

 

Ver original em "XINHUA Português" na ligação seguinte:

http://portuguese.xinhuanet.com/2020-05/26/c_139088620.htm

Estrategistas militares dos EUA aconselham guerra psicológica contra a China

 

Enquanto as forças armadas dos EUA voltam sua atenção do Oriente Médio para o conflito com a Rússia e a China, os planejadores de guerra americanos estão aconselhando que os Estados Unidos expandam bastante suas próprias “operações psicológicas” online contra Pequim.

Um novo relatório do Financial Times detalha como os altos escalões de Washington estão planejando uma nova Guerra Fria com a China, descrevendo-a menos como a Terceira Guerra Mundial e mais como um conflito em que os países “se chutam debaixo da mesa”. Na semana passada, o general Richard Clarke, chefe do Comando de Operações Especiais, disse que as “missões de captura e morte” que os militares realizaram no Afeganistão eram inapropriadas para este novo conflito, e as Operações Especiais devem avançar para campanhas de influência cibernética.

O analista militar David Maxwell, um ex-soldado de Operações Especiais, defendeu uma guerra cultural generalizada, que incluiria o Pentágono comissionando o que ele chamou de  romances de “Tom Clancy taiwanês”, com o objetivo de demonizar a China e desmoralizar seus cidadãos, argumentando que Washington deveria “transformar em arma” a política de filho único da China, bombardeando o povo chinês com histórias de mortes em tempo de guerra de seus filhos únicos e, portanto, sua linhagem.

Uma tática não muito diferente foi usada durante a Primeira Guerra Fria contra a União Soviética, quando a CIA patrocinou uma enorme rede de artistas, escritores e pensadores para promover críticas liberais e social-democratas da URSS, sem o conhecimento do público e, às vezes, até dos próprios artistas.

Fabricando consenso

No espaço de apenas alguns meses, o governo Trump deixou de elogiar a resposta da China à pandemia do COVID-19 para culpá-la pelo surto, sugerindo até que paguem reparações por sua suposta negligência. Apenas três anos atrás, os norte-americanos tinham uma visão neutra da China (e nove anos atrás era fortemente favorável). Hoje, as mesmas pesquisas mostram que 66% dos norte-americanos não gostam da China, com apenas 26% mantendo uma opinião positiva do país. Quatro em cada cinco pessoas apoiam uma guerra econômica em grande escala com Pequim, algo que o presidente ameaçou decretar na semana passada.

Leia também: O coronavírus e a propaganda anti-china

A imprensa corporativa também está fazendo sua parte também, constantemente enquadrando a China como uma ameaça autoritária aos Estados Unidos, em vez de uma força neutra ou mesmo um aliado em potencial, levando a uma onda de ataques racistas anti-chineses dentro dos EUA.

Reequipando para uma guerra intercontinental

Embora os analistas avisem há muito tempo que os Estados Unidos “levam a pior” em simulações de guerra quente com a China ou mesmo com a Rússia, não está claro se se trata de uma avaliação sóbria ou de uma tentativa egoísta de aumentar os gastos militares. Em 2002, os EUA realizaram um teste de guerra de invasão do Iraque, onde foram derrotados catastroficamente pelo tenente-general Paul Van Riper, comandando as forças iraquianas, levando todo o experimento a ser anulado no meio do caminho. No entanto, a invasão subsequente foi realizada sem perda maciça de vidas americanas.

O pedido de orçamento do Pentágono para 2021, publicado recentemente, deixa claro que os Estados Unidos estão reorganizando uma possível guerra intercontinental com a China e / ou a Rússia. Ele pede 705 bilhões de dólares para “mudar o foco das guerras no Iraque e Afeganistão e uma ênfase maior nos tipos de armas que poderiam ser usadas para enfrentar gigantes nucleares como Rússia e China”, observando que isso exige “sistemas de armas mais avançadas e de ponta, que proporcionam maior capacidade de impasse, letalidade aprimorada e direcionamento autônomo para o emprego contra ameaças de pares próximos em um ambiente mais contestado”. Os militares receberam recentemente o primeiro lote de ogivas nucleares de baixo rendimento, que, de acordo com especialistas, confundem a linha entre conflitos convencionais e nucleares, tornando muito mais provável um exemplo completo desse último.

Uma questão bipartidária

Não houve resposta significativa dos democratas. De fato, a equipe de Joe Biden sugeriu que toda a política industrial dos Estados Unidos girasse em torno de “competir com a China” e que sua “principal prioridade” fosse lidar com a suposta ameaça que Pequim representa. O ex-vice-presidente também atacou Trump pela direita na questão China, tentando apresentá-lo como uma ferramenta de Pequim, lembrando como Clinton o retratou em 2016 como um ativo do Kremlin. (O candidato do Partido Verde, Howie Hawkins, prometeu reduzir o orçamento militar em 75% e fazer um desarmamento unilateral).

Ainda assim, as vozes que suscitam preocupação com uma nova corrida armamentista são poucas e distantes. O ativista veterano da deproliferação Andrew Feinstein é uma exceção, dizendo:

“Nossos governos gastam mais de 1,75 trilhão de dólares todos os anos em guerras, armas, conflitos… Se pudéssemos empregar esse tipo de recurso para enfrentar a crise de coronavírus que estamos vivendo atualmente, imagine o que mais poderíamos estar fazendo. Imagine como poderíamos estar combatendo a crise climática, como poderíamos enfrentar a pobreza global, a desigualdade. Nossa prioridade nunca deve ser guerra; nossas prioridades precisam ser saúde pública, meio ambiente e bem-estar humano.”

No entanto, se o governo vai lançar uma nova guerra psicológica contra a China, é improvável que vozes anti-guerra como a de Feinstein venham a aparecer muito na grande imprensa.

 

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A nova estratégia anti-chinesa de Washington

 
 
Thierry Meyssan*
 
Independentemente da histeria anti-chinesa do grupo que impôs as respostas políticas sanitárias ocidentais à epidemia de Covid-19, esta demonstrou a dependência ocidental dos produtos manufacturados chineses. Esta constatação conduz a Administração Trump a passar de uma vontade de reequilíbrio das trocas comerciais para um confronto militar, sem chegar, no entanto, ao recurso à guerra. A sabotagem de Rotas da Seda tem assim oficialmente início.

Uma das consequências da epidemia de Coronavirus é que os Ocidentais verificaram a sua dependência face às capacidades de manufacturação chinesas. Nem os Europeus, nem os Norte-Americanos, estavam à altura de fabricar os milhões de máscaras cirúrgicas que entendiam ser urgente distribuir à sua população. Tiveram que ir comprá-las na China e bateram-se várias vezes entre si, até aos terminais de aeroporto, para as levar para casa em detrimento dos seus aliados.

Neste contexto de salve-se quem puder geral, a liderança dos EUA sobre o Ocidente já não fazia nenhum sentido. É por isso que Washington decidiu não reequilibrar mais as relações comerciais com a China, mas opor-se à construção das Rotas da Seda e ajudar os Europeus a relocalizar uma parte da sua indústria. Poderia tratar-se de um ponto de viragem decisivo: a interrupção parcial do processo de globalização que tinha começado com o desaparecimento da União Soviética. Mas, atenção : não se trata de uma decisão económica que questione os princípios do livre comércio, sim de uma estratégia geopolítica de sabotagem das ambições chinesas.

Esta mudança de estratégia fora anunciada pela campanha, não só económica mas também política e militar, contra a Huawei. Os Estados Unidos e a OTAN temiam que, se a Huawei ganhasse os contratos ocidentais para a instalação da G5, o Exército chinês poderia interceptar as comunicações. Acima de tudo, sabiam que se os chineses controlassem estes mercados, se tornariam tecnicamente os únicos a poder avançar para a etapa seguinte [1].

 
Não se trata de uma adesão da Administração Trump aos fantasmas da “Alvorada Vermelha” [2]. cuja obsessão anti-chinesa se baseia num anti-comunismo primário, mas, antes na tomada de consciência dos gigantescos progressos militares de Pequim. Claro, o orçamento do Exército Popular de Libertação é insignificante comparado ao das Forças Armadas dos EUA, mas, precisamente a sua estratégia muito frugal e os seus progressos técnicos permitem-lhe hoje em dia desafiar o monstro norte-americano.

No fim da Primeira Guerra Mundial, os Chineses do Kuomintang e do Partido Comunista comprometeram-se, em conjunto, em reunificar o seu país e tirar desforra por um longo século de humilhação colonial. Uma figura do Kuomintang, Chang Kaï-chek, tentou eliminar o Partido Comunista, mas acabou vencido e exilou-se em Taiwan. Mao Zedongprosseguiu esse sonho nacionalista enquanto guiava o Partido Comunista numa transformação social do país. No entanto, o seu objectivo permaneceu sempre, e acima de tudo, de carácter nacionalista, como o demonstrou a guerra sino-russa pela ilha Zhenbao, em 1969. Nos anos 80, o Almirante Liu Huaqing (o que reprimiu na Praça de Tienanmen a tentativa de Golpe de Estado de Zhao Ziyang) concebeu uma estratégia para empurrar os Exércitos dos EUA para fora da zona cultural chinesa. Isso está a ser pacientemente posto em prática desde há quarenta anos. Sem nunca chegar à guerra, Pequim estende a sua soberania territorial no Mar da China e aí assedia a marinha dos EUA. Já não está longe o dia em que essa se terá que retirar, deixando a China recuperar Taiwan pela força.

Após a dissolução da URSS, o Presidente George Bush Sr considerou que os Estados Unidos já não tinham rivais e que era tempo de ganhar dinheiro. Ele desmobilizou um milhão de soldados e abriu a via da globalização financeira. As multinacionais dos EUA transferiram as suas empresas para a China, onde os seus produtos começaram a ser fabricados por inúmeros trabalhadores não-qualificados, remunerados vinte vezes abaixo dos operários norte-americanos. Progressivamente, quase todos os bens consumidos nos EUA eram importados da China. A classe média dos EUA empobreceu, enquanto a China formou os seus trabalhadores e se enriquecia. Graças ao princípio do livre comércio, o movimento estendeu-se a todo o Ocidente, depois ao mundo inteiro. O Partido Comunista decidiu restaurar um equivalente moderno à antiga Rota da Seda e, em 2013, elegeu Xi Jinping para concretizar este projecto. Assim que ele estiver concluído, se chegar a ser, a China poderá ter o quasi-monopólio de fabrico de produtos manufacturados do mundo inteiro.

Ao decidir sabotar as Rotas da Seda, o Presidente Donald Trump tenta empurrar a China para fora de sua própria zona cultural, tal como esta empurra os EUA para fora da sua. Para isso, ele poderá contar com os seus «aliados», cujas empresas estão já devastadas pelos excelentes produtos chineses a baixo preço. Por causa disto, alguns deles tiveram já revoltas populares como a dos Coletes Amarelos, em França. No passado, a antiga Rota da Seda fazia chegar à Europa produtos desconhecidos, enquanto as actuais rotas encaminham os mesmos produtos que os produzidos na Europa, mas muito mais baratos.

Contrariamente a uma ideia feita, a China poderia renunciar às Rotas da Seda por motivos geoestratégicas, seja qual for o montante dos seus investimentos. Já o fez no passado. No século XV, ela pensara abrir uma Rota da Seda marítima e enviara, à frente de uma formidável armada, o Almirante Zheng He, «o eunuco das três jóias», até à África e ao Médio-Oriente, antes de se retirar e, depois, afundar a sua gigantesca frota para nunca mais voltar.

O Secretário de Estado Mike Pompeo viajou em pleno confinamento para Israel. Ele tentou convencer os dois futuros Primeiros-Ministros, Benjamin Netanyahu (colonialista judeu) e o seu Vice, e nem por isso menor adversário, o General Benny Gantz (nacionalista israelita), a interromper os investimentos chineses no país. [3]. As empresas chinesas controlam já metade do sector agrícola israelita e deverão controlar nos próximos meses 90% das suas trocas comerciais. Mike Pompeo deverá, de forma idêntica, dedicar-se a convencer o Presidente egípcio, Abdel Fattah el-Sissi. Com efeito, o Canal de Suez e os portos israelitas de Haifa e de Ashdod deveriam tornar-se os terminais da moderna Rota da Seda no Mediterrâneo.

Após diversas tentativas, a China levando em conta a instabilidade do Iraque, da Síria e da Turquia renunciou a fazer por eles passar uma das rotas. Um acordo tácito foi alcançado entre Washington e Moscovo para deixar uma bolsa jiadista, em qualquer lugar da fronteira sírio-turca, a fim de desencorajar os investimentos chineses nesta zona. Moscovo entende basear a sua aliança com Pequim em Rotas da Seda que atravessem o seu próprio território e não os países ocidentais. Esse é o projecto da «Grande Parceria Eurasiática» do Presidente Vladimir Putin [4].

Volta-se repetidamente ao mesmo dilema (« a armadilha de Tucídides ») : face à ascensão de uma nova potência (a China), a potência dominante (os Estados Unidos) deve, ou lançar-lhe uma guerra (como Esparta face a Atenas), ou ceder um espaço ao recém-chegado, quer dizer, aceitar a divisão do mundo.

Thierry Meyssan* | Voltairenet.org |  Tradução Alva

*Intelectual francês, presidente-fundador da Rede Voltaire e da conferência Axis for Peace. As suas análises sobre política externa publicam-se na imprensa árabe, latino-americana e russa. Última obra em francês: Sous nos yeux. Du 11-Septembre à Donald Trump. Outra obras : L’Effroyable imposture: Tome 2, Manipulations et désinformations (ed. JP Bertrand, 2007). Última obra publicada em Castelhano (espanhol): La gran impostura II. Manipulación y desinformación en los medios de comunicación (Monte Ávila Editores, 2008).
 
Notas:
[1] «Huawei», Rede Voltaire.
[2] “O Covid-19 e a Alvorada Vermelha”, Thierry Meyssan, Tradução Alva, Rede Voltaire, 28 de Abril de 2020.
[3] “A "Rota da Seda" passará pela Jordânia, Egipto e Israel”, “A Rota da Seda e Israel”, Thierry Meyssan, Tradução Alva, Rede Voltaire, 30 de Outubro de 2018.
[4] «Discurso de Serguei Lavrov en el ‎74º periodo de sesiones de la Asamblea General de la ONU», por Sergéi Lavrov, Red Voltaire , 27 de septiembre de 2019.
 

Ver o original em 'Página Global' na seguinte ligação:

https://paginaglobal.blogspot.com/2020/05/a-nova-estrategia-anti-chinesa-de.html

Legislação de segurança nacional é uma benção para Hong Kong

 
 
Hong Kong -- Quando a máxima legislatura da China iniciou a deliberação  num projeto de decisão sobre o estabelecimento e a melhoria do sistema legal e dos mecanismos de aplicação da Região Administrativa Especial de Hong Kong (HKSAR) para salvaguardar a segurança nacional, alguns países e políticos ocidentais estão repetindo antigas reivindicações caluniosas contra a China.

Eles demonizaram a ação da China como um "sinal de morte" e um "ataque abrangente" ao alto grau de autonomia do HKSAR, afirmando que a legislação minaria o princípio de " um país, dois sistemas " e pressionaram a China a "respeitar os direitos e liberdades" de Hong Kong.

Tais observações são totalmente contrárias aos factos e princípios legais e não têm credibilidade alguma. A legislação é realmente uma forte salvaguarda da estabilidade e prosperidade a longo prazo de Hong Kong.

Algumas forças ocidentais anti-China conspiraram com os manifestantes de Hong Kong na tentativa de perturbar a cidade e antagonizar a China, desafiando a linha de fundo do princípio "um país, dois sistemas".

A escalada da violência e das atividades terroristas em Hong Kong minou a pátria, a segurança política e pública em Hong Kong e ameaçou o seu estado de direito e as vidas e propriedades dos residentes de Hong Kong.

 
Os Estados Unidos assinaram a Lei de Direitos Humanos e Democracia de Hong Kong de 2019 em novembro do ano passado, intensificando a sua interferência nos assuntos da China em Hong Kong.
 
As forças da "independência de Taiwan" conspiraram contra as que defendiam a "independência de Hong Kong", colocando riscos à soberania e à integridade territorial da China.

As atividades das forças estrangeiras para se intrometerem nos assuntos de Hong Kong estão entre os próprios objetivos da legislação de segurança nacional de Hong Kong.

O governo chinês continuará protegendo os interesses legítimos de outros países em Hong Kong, de acordo com a lei, bem como os interesses legítimos de investidores estrangeiros.

 
No entanto, Hong Kong não deve ser transformada numa entidade política independente ou semi-independente, nem pode ser usada como base para secessão, subversão, infiltração e sabotagem contra a China.

Proteger a segurança nacional é uma responsabilidade que não pode ser evitada ou ignorada por nenhum governo. A segurança nacional protege o bem-estar dos mais de 7 milhões de habitantes de Hong Kong e cria o ambiente seguro e harmonioso necessário para o progresso económico e social de Hong Kong.

Para alguns países e políticos ocidentais, é melhor terem cautela  nas suas palavras e ações e absterem-se de minar a segurança nacional da China e a prosperidade de Hong Kong.

Xinhua | China Daily | opinião

Título original:
 

Ver o original em 'Página Global' na seguinte ligação:

https://paginaglobal.blogspot.com/2020/05/legislacao-de-seguranca-nacional-e-uma.html

Aqueles que rotulam China como hegemônica são aqueles que se recusam a renunciar à hegemonia, diz chanceler

 

Beijing, 25 mai (Xinhua) -- Aqueles que sempre procuram rotular a China como hegemônica são precisamente aqueles que se recusam a deixar a hegemonia, disse no domingo o conselheiro de Estado e ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi.

Wang fez as observações em uma conferência de imprensa à margem da sessão legislativa nacional anual em resposta a uma pergunta se a diplomacia da China está ficando mais dura e mais agressiva.

Não importa como o panorama internacional mude, a China sempre segue a política externa independente de paz, e permanece comprometida com a paz, o desenvolvimento, a cooperação e o espírito ganha-ganha, disse Wang.

"Nunca escolhemos uma luta ou intimidarmos os outros, mas, ao mesmo tempo, temos princípios e coragem", disse ele. "Nós certamente lutaremos contra qualquer calúnia maliciosa para defender a honra e a dignidade nacionais."

Wang disse que as decisões sobre os assuntos globais devem ser tomadas através de consultas, e não por um ou dois países. "Nunca buscaremos a hegemonia na arena global, não importa o quão desenvolvida a China se torne."

 

 

Ver original em "XINHUA Português" na ligação seguinte:

http://portuguese.xinhuanet.com/2020-05/25/c_139085733.htm

Chefe da diplomacia da UE diz que mundo está no início do 'século asiático'

Bandeira nacional da China
© AFP 2020 / Isaac Lawrence

Chefe da diplomacia da União Europeia (UE) apelou a uma estratégia mais robusta em relação à China em meio a sinais de que a Ásia está substituindo os EUA como centro do poder global.

O chefe das Relações Exteriores da UE, Josep Borrell, disse hoje (25) durante a conferência anual com os embaixadores alemães, que "os analistas falam há muito sobre o fim de um sistema liderado pelos americanos e a chegada de um século asiático. Isso agora está acontecendo diante de nossos olhos".

A notícia vem relatada no jornal de Hong Kong South China Morning Post e dá conta que Borrell considera que a pandemia deveria ser encarada como um provável ponto de viragem na mudança de poder do Ocidente para o Oriente e que para a UE a "pressão para escolher um dos lados está crescendo".

Borrell acrescentou que o bloco de 27 nações "deve seguir seus próprios interesses e valores e evitar ser instrumentalizado por um ou por outro".

Reconhecendo que o crescimento da China é "impressionante", Borrell afirmou que as relações entre Bruxelas e Pequim "nem sempre foram baseadas na confiança, transparência e reciprocidade".

Mulher usando máscara contra coronavírus olha para globo mostrando a China, em Wuhan, na província de Hubei, 15 de abril de 2020

© AP Photo / Ng Han Guan
Mulher usando máscara contra coronavírus olha para globo mostrando a China, em Wuhan, na província de Hubei, 15 de abril de 2020

Para Borrell, "só temos uma chance se lidarmos com a China com disciplina coletiva", observando ele que a próxima cúpula UE–China neste outono poderia ser uma oportunidade para fazê-lo.

"Precisamos de uma estratégia mais robusta para a China, o que também requer melhores relações com o resto da Ásia democrática", acrescentou o chefe da diplomacia da UE.

Falando na mesma conferência, realizada este ano por vídeo devido à pandemia, o ministro alemão das Relações Exteriores, Heiko Maas, ecoou o apelo de Borrell por uma maior transparência da China, referindo-se à política de informação de Pequim durante os primeiros estágios do surto do vírus.

A Alemanha assume em julho a presidência rotativa de seis meses da UE.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/asia_oceania/2020052515621846-chefe-da-diplomacia-da-ue-diz-que-mundo-esta-no-inicio-do-seculo-asiatico/

Identificação da origem do vírus deve ser profissional, imparcial e construtiva, diz chanceler chinês

 

 

Beijing, 24 mai (Xinhua) -- A China está aberta para se juntar aos esforços da comunidade internacional científica para identificar a origem do vírus, e o processo deve ser profissional, imparcial e construtivo, disse neste domingo o conselheiro de Estado e ministro das Relações Exteriores do país, Wang Yi.

Wang fez as observações em uma coletiva de imprensa à margem da sessão legislativa nacional anual.

 

 

Ver original em "XINHUA Português" na ligação seguinte:

http://portuguese.xinhuanet.com/2020-05/24/c_139084047.htm

China e EUA devem alcançar coexistência pacífica apesar de diferentes sistemas, diz chanceler

Ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi (foto de arquivo)
© Sputnik / Ilia Pitalev

Wang Yi, chefe da diplomacia da China, disse que seu país e os EUA estão "à beira de uma guerra fria" e que Pequim não tem intenção de pagar qualquer indenização pela COVID-19.

Ainda de acordo com a autoridade, "a China não tem intenção de mudar, muito menos de substituir os EUA" na arena internacional.

Em declarações feitas por vídeoconferência hoje (24), Wang Yi afirmou que seu país "mantém-se preparado para trabalhar com os EUA em espírito de cooperação e respeito mútuo".

Para ele, ambos os países "irão ganhar com a cooperação, mas perder com a confrontação". Além disso, a China e os EUA "precisam começar a coordenar" políticas macroeconômicas tanto para suas economias como para a global.

Ao mesmo tempo, Wang Yi alertou que as duas potências estão "à beira de uma guerra fria".

Hong Kong

Comentando o retorno das tensões em Hong Kong, o chanceler chinês afirmou que, ao invés de estarem preocupadas, as pessoas deveriam estar mais confiantes na estabilidade de Hong Kong.

Enquanto moradores do ex-território britânico protestam contra novas leis sobre segurança nacional apoiadas por Pequim, Wang Yi afirmou que a nova legislação "não impactará nas liberdades, bem como nos direitos e interesses das empresas estrangeiras", mas que as leis de segurança devem ser impostas "sem qualquer demora".

Coronavírus

Enquanto os EUA acusam a China de cometer erros no contexto da pandemia, Wang Yi afirmou que seu país está pronto para unir esforços com a comunidade internacional para encontrar a origem do coronavírus.

Contudo, ele alertou que tal processo não deve ser político. Além disso, ações judiciais contra a China devido à pandemia não teriam base legal, e quem deseja que a China pague compensações pela propagação do SARS-CoV2 "está sonhando", segundo Yi.

 

 

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/asia_oceania/2020052415617287-chanceler-chines-eua-e-china-estao-a-beira-de-guerra-fria/

PORQUE XI NÃO VAI REPETIR OS ERROS DA DINASTIA MING, por PEPE ESCOBAR

OBRIGADO A PEPE ESCOBAR, PATRÍCIA ZIMBRES, ASIA TIMES, BRASIL247, ALAINET E A TODOS OS QUE TENHAM CONTRIBUÍDO PARA ESTE TRABALHO

 

Obrigado `à Wikipedia e a Bazonka

 

 

Why Xi won’t repeat Ming Dynasty mistakes, por Pepe Escobar

Asia Times, 11 de Maio de 2020

Selecção de João Machado

 

Xi Jinping dirige aos chineses mensagem de Ano Novo Foto: Xinhua

 

A China aprendeu com a sua riquíssima história e está a aplicar essas lições para voltar a aparecer como uma grande potência do século 21.

Agora que a guerra híbrida 2.0 contra a China, turbinada por uma sinistra campanha de desinformação, atinge seu pico febril, as Novas Rotas da Seda, ou Iniciativa Cinturão e Rota, continuarão a ser incessantemente demonizadas como o proverbial e maligno plano comunista para dominar econômica e geopoliticamente o mundo “livre”.

É perda de tempo discutir com simplórios. Para que possa haver um debate informado, o importante é encontrar as raízes mais profundas da estratégia de Pequim – o que os chineses aprenderam com sua rica história e como eles vêm aplicando essas lições para ressurgir como uma grande potência no jovem século XXI.

Comecemos pela maneira como o Oriente e o Ocidente, no passado, se posicionavam no centro do mundo.

A primeira enciclopédia histórico-geográfica chinesa, o Clássico das Montanhas e do Mar, do século II A.C., nos diz que o mundo era o que existia sob o sol (tienhia). Formado por “montanhas e mares” (shanhai), o mundo foi disposto entre “quatro mares” (shihai). Uma única coisa não muda nunca: o centro. E seu nome é o “Reino do Meio” (Zhongguo), ou seja, a China.

É claro que os europeus do século XVI, tendo descoberto que a Terra era redonda, viraram a centralidade chinesa de cabeça para baixo. Mas na verdade nem tanto assim (ver, por exemplo, este mapa sinocêntrico do século XXI, publicado em 2013).

O princípio de um imenso continente cercado por mares, o “oceano exterior”, parece ter tido origem na cosmologia budista, na qual o mundo é descrito como um “lótus de quatro pétalas”. Mas o espírito sinocêntrico era forte o suficiente para descartar e prevalecer sobre qualquer cosmogonia que porventura o contradissesse, tal como a budista, que colocava a Índia no centro.

Vejamos agora a Grécia Antiga. Seu centro, com base na reconstituição de mapas de Hipócrates e Heródoto, situava-se no Mar Egeu, destacando a tríade Delfos-Delos-Jônia. A grande cisão entre Oriente e Ocidente data do Império Romano do século III. E começa com Diocleciano, centrada exclusivamente na geopolítica.

A sequência é a seguinte: em 293, Diocleciano instaura uma tetrarquia, com dois Augustos e dois Césares, e quatro prefeituras. Maximiano Augusto é encarregado da defesa do Oeste (Occidens) a partir da “prefeitura da Itália”, com capital em Milão. Diocleciano assume ele próprio a defesa do Leste (Oriens), a partir da “prefeitura do Oriente”, que tinha Nicomédia como capital.

A religião política foi somada a esse novo complexo político-militar. Diocleciano funda as dioceses cristãs (dioikesis, em grego, em homenagem a ele), em um total de doze. Já existe uma diocese do Oriente – basicamente o Levante e o norte do Egito.

Não há diocese do Ocidente. Mas há uma diocese da Ásia: basicamente o que hoje corresponde à região ocidental da Turquia mediterrânea, herdeira das antigas províncias romanas na Ásia. Isso é bem interessante: o Oriente é situado a leste da Ásia.

O centro histórico, Roma, é apenas um símbolo. Não há mais centro. Na verdade, o centro vem pendendo para o Oriente. Sob Constantino, Nicomédia, a capital de Diocleciano, é rapidamente substituída pela vizinha Bizâncio, rebatizada como Constantinopla, que o novo imperador quer transformar na “nova Roma”.

Quando o Império Romano do Ocidente cai, em 476, o Império do Oriente continua existindo.

Oficialmente, ele só se transformará no império bizantino no ano de 732, enquanto o Sacro Império Romano – que, como sabemos, não era nem sagrado, nem romano e nem sequer um império – ressurge com Carlos Magno, em 800. A partir de Carlos Magno, o Ocidente passa a se ver como “Europa” e vice-versa: o centro histórico e o motor desse vasto espaço geográfico que, posteriormente, alcançou e incorporou as Américas.

 

O almirante superstar 

 

Estamos ainda imersos no debate – literalmente – oceânico travado entre os historiadores sobre o contexto e a miríade de razões que levaram multidões, a partir de fins do século XV, a se lançarem freneticamente ao mar – de Colombo e Vasco da Gama a Magalhães.

Mas o Ocidente costuma esquecer o verdadeiro pioneiro: o icônico Almirante Zheng He, originalmente chamado Ma He, um eunuco e muçulmano hui da província de Yunnan.

Seu pai e seu avô haviam peregrinado a Meca. Ele cresceu falando mandarim e árabe e aprendendo muito sobre geografia. Aos 13 anos de idade, ele foi colocado na casa de um príncipe Ming, Zhu Di, membro da dinastia que havia ascendido ao poder em 1387.

Educado como diplomata e guerreiro, Zheng He converteu-se ao budismo sob seu novo nome, embora tenha sempre permanecido fiel ao Islã. Afinal, como pude ver por mim mesmo quando visitei comunidades hui em 1997, ao tomar um desvio da Rota da Seda a caminho do mosteiro Labrang, em Xiahe, o Islã Hui é um sincretismo fascinante que incorpora budismo, taoísmo e confucionismo.

Zhu Di derrotou o Imperador em 1402, tomando o nome de Yong Le. Um ano mais tarde, ele já havia concedido a Zheng He o título de almirante, encarregando-o de supervisionar a construção de uma grande frota destinada a explorar os mares que circundavam a China. Ou, mais precisamente, o “Oceano Ocidental” (Xiyang): ou seja, o Oceano Índico.

Assim, de 1405 a 1433, ao longo de cerca de três décadas, Zheng He liderou sete expedições marítimas partindo de Nanquim, no rio Yangtze e, tirando partido dos ventos monçônicos, chegando até a Arábia e o Leste da África. Elas passaram por Champa, Bornéu, Java, Malaca, Sumatra, Ceilão, Calicute, Hormuz, Aden, Jeda/Meca e Mogadishu, chegando à costa leste da África ao sul do Equador.

Zheng He comandava verdadeiras armadas, por vezes com mais de 200 navios, incluindo 72 de alto mar, levando até 30 mil homens e grandes quantidades de mercadorias preciosas para vender: seda, porcelana, prata, algodão, produtos de couro, utensílios de ferro. O navio principal da primeira expedição, capitaneado por Zheng He, tinha 140 metros de comprimento, 50 metros de largura e uma tripulação de mais de 500 homens.

Essa foi a Rota da Seda Marítima original, que vem sendo recriada agora no século XXI. Ela foi acoplada a um outro ramal da Rota da Seda terrestre: afinal, os tão temidos mongóis batiam em retirada, havia novos aliados por todo o caminho até Transoxiana, e os chineses conseguiram firmar tratados de paz com o sucessor de Tamerlane. Assim, as Rotas da Seda voltaram a crescer rapidamente. A corte Ming enviou diplomatas a toda a Ásia – Tibé, Nepal, Bengala, e até mesmo ao Japão.

O principal objetivo dessas navegações pioneiras chinesas sempre deixou perplexos os historiadores ocidentais. Em essência, essas expedições eram uma mistura diplomática, comercial e militar. Era importante que a suserania chinesa fosse reconhecida – e materializada com o pagamento de tributos. Mas, antes de qualquer outra coisa, o objetivo era comercial: não é de admirar que os navios tivessem cabines para mercadores.

A armada recebeu o nome de Frota do Tesouro – embora denotasse ser mais uma questão de prestígio que uma operação de captura de riquezas. Yong Le era muito hábil em termos de poder brando e economia – ele assumiu o controle do comércio ultramarino impondo um monopólio imperial sobre todas as transações. Essa, portanto, foi uma aplicação ampla e inteligente do sistema tributário chinês – nas esferas comercial, diplomática e cultural.

Yong Le, na verdade, seguia as instruções de seu predecessor Hongwu, fundador da dinastia Ming (“Luzes”). Conta a lenda que Hongwu ordenou que um bilhão de árvores fossem plantadas na região de Nanquim para suprir a construção de uma marinha.

Em seguida ocorreu a transferência da capital de Nanquim para Pequim, em 1421, e também a construção da Cidade Proibida. Tudo isso custou muito dinheiro. Por mais que as expedições navais fossem caras, seus lucros, é claro, foram de grande utilidade.

Yong Le queria criar estabilidade para a China – e para toda a Ásia – com o estabelecimento de uma Pax Sinica. Essa estabilidade não seria imposta à força, mas com diplomacia aliada a uma sutil demonstração de poder. A Armada era o porta-aviões da época, com canhões bem visíveis embora raramente usados, e praticando a “liberdade de navegação”.

O que o imperador queria era conquistar aliados entre os governantes locais e, para tal, ele usava de intriga e de comércio, mais que do choque e do medo provocados por batalhas e massacres. Por exemplo, Zheng He proclamou a suserania chinesa sobre Sumatra, Cochinchina e Ceilão. Ele privilegiava um comércio equitativo, de modo que nunca houve um processo de colonização.

Ao contrário: antes de cada expedição, durante a etapa de planejamento, emissários dos países a serem visitados eram convidados à corte Ming, onde eram regiamente tratados.

 

Os saqueadores europeus 

 

Compare-se isso à colonização europeia liderada uma década mais tarde pelos portugueses, nessas mesmas terras e nesses mesmos mares. Entre uma cenoura (pequena) e uma vara (muito longa), os europeus praticavam o comércio usando, principalmente, de massacres e conversões forçadas. Postos comerciais logo foram convertidos em fortes e instalações militares, algo que as expedições de Zheng He jamais tentaram.

Aliás, Zheng He deixou tão boas recordações que foi divinizado com o nome chinês de San Bao, que significa “Três Tesouros”, em lugares do Sudeste Asiático como Malaca e Ayutthaya, no Sião.

Então veio o que só pode ser descrito como o sadomasoquismo judaico-cristão, focado em impor o sofrimento como virtude e único caminho para alcançar o Paraíso. Jamais ocorreria a Zheng He que ele e seus marinheiros, bem como as populações com as quais ele entrou em contato, teriam que pagar tamanho preço.

Então, por que tudo acabou, e tão subitamente? Em poucas palavras, Yong Le ficou sem dinheiro em razão de suas aventuras imperiais. O Grande Canal – ligando o rio Amarelo com as bacias do Yangtze– custou uma fortuna. O mesmo se deu com a construção da Cidade Proibida. A receita das expedições não foi suficiente.

E assim que a Cidade Proibida foi inaugurada, ela pegou fogo, em maio de 1421. Mau agouro. Segundo a tradição, isso significava desarmonia entre o Céu e o soberano, um acontecimento fora dos padrões astrais. Os confucionistas culpavam os conselheiros eunucos, muito próximos aos mercadores e às elites cosmopolitas que cercavam o imperador. E, para piorar as coisas, as fronteiras do sul estavam inquietas, e a ameaça mongol, na verdade, não havia chegado ao fim.

O novo imperador Ming, Zhu Gaozhi, ditou a lei: “O território da China produz todos os bens em abundância; então, por que haveríamos de comprar no exterior bugigangas sem o menor interesse?”

Seu sucessor, Zhu Zanji, foi ainda mais radical. Até 1452, uma série de éditos imperiais proibiram o comércio exterior e as viagens para fora do país. Toda e qualquer infração era considerada pirataria e punida com a morte. Ainda mais grave, o estudo de línguas estrangeiras foi banido, bem como o ensino do chinês a estrangeiros.

Zheng He morreu (em inícios de 1433? 1435?) bem a caráter, em alto mar, ao norte de Java, quando voltava da sétima e última expedição. Os documentos e os mapas usados nas expedições foram destruídos, bem como os navios.

Foi assim que os Ming repudiaram o poderio naval e retornaram ao velho confucionismo agrário, que preferia a agricultura ao comércio, a terra aos mares e o centro às terras estrangeiras.

 

Retirada naval nunca mais

 

A lição que pode ser extraída daí é que o formidável sistema naval tributário montado por Yong Le e Zheng He foi vítima de seus excessos – gastos estatais em demasia e turbulência camponesa – bem como de seu próprio sucesso.

O que ocorreu em menos de um século, das expedições de Zheng He até o recuo da dinastia Ming, se mostrou um divisor de águas tremendo na história e na geopolítica, prefigurando o que viria a acontecer logo em seguida, no longo século XVI, a era em que a Europa começou a tentar e por fim conseguiu dominar o mundo.

Uma imagem é forte. Enquanto os oficiais de Zheng He, em 1433, navegavam ao longo da costa leste da África até seu extremo sul, as expedições navais portuguesas davam início a suas aventuras no Atlântico, avançando pouco a pouco rumo ao sul ao longo da costa oeste africana. O mítico Cabo Bojador foi conquistado em 1434.

As sete expedições Ming cruzaram todo o Sudeste da Ásia e o Oceano Índico, começando em 1403 e se prolongando por quase três décadas. Apenas meio século depois, em 1488, Bartolomeu Dias conquistaria o Cabo da Boa Esperança e, dez anos mais tarde, em 1498, Vasco da Gama chegaria a Goa.

Imaginem um “e se?” histórico: os chineses e os portugueses chocando-se uns contra os outros em terras swahili. Afinal, em 1417 foi a vez de Hong Bao, o eunuco muçulmano que era imediato de Zheng He; e em 1498, a vez de Vasco da Gama, orientado pelo “Leão do Mar” Ibn Majid, seu lendário mestre navegador.

Os Ming não eram obcecados por ouro e especiarias. Para eles, o comércio deveria se basear em trocas equitativas no quadro do tributo. Como Joseph Needham provou conclusivamente em obras como Science and Civilization in China, os europeus queriam os produtos asiáticos muito mais que os orientais queriam os produtos europeus, “e a única maneira de pagar por eles era o ouro”.

Para os portugueses, as terras “descobertas” eram todas território de colonização potencial. E, para tal, os poucos colonizadores precisavam de escravos. Na China, os escravos serviam em trabalhos domésticos, no máximo. Para os europeus, tratava-se da exploração maciça de força de trabalho em plantações e em minas, muito especialmente no que se referia às populações negras da África.

Na Ásia, ao contrário do que fez a diplomacia chinesa, os europeus partiram para o massacre. Usando de tortura e mutilações, Vasco da Gama e outros colonizadores portugueses lançaram-se a uma verdadeira guerra de terror contra populações civis.

Essa diferença estrutural de importância máxima está na raiz do sistema mundial e da organização geo-histórica do mundo atual, como analisado por craques da geografia como Christian Grataloup e Paul Pelletier. Os países asiáticos não tiveram que administrar – nem sofrer – as repercussões da escravatura.

Então, em um período de apenas algumas décadas, os chineses abdicaram de manter relações mais estreitas com o Sudeste Asiático, a Índia e o Leste da África. A frota Ming foi destruída. A China abandonou o comércio ultramarino e recolheu-se em si mesma para se concentrar na agricultura.

Mais uma vez: a conexão direta entre a retirada naval chinesa e a expansão colonial europeia é capaz de explicar o desenvolvimento do processo dos dois “mundos” – o Ocidente e o centro chinês – instaurado já no século XV.

Em fins do século XV, não havia mais arquitetos chineses capazes de construir grandes navios. O desenvolvimento de armamentos também havia sido abandonado. Em poucas décadas, o mundo chinês perdeu sua vasta dianteira tecnológica sobre o Ocidente. E, mais tarde, a China pagaria um imenso preço, simbolizado no inconsciente chinês como “o século da humilhação”.

Todo o exposto acima explica uma série de coisas. Como Xi Jinping e a atual liderança fizeram seu dever de casa. Por que a China não irá reprisar uma remixagem da era Ming e bater novamente em retirada. Por que e como a Rota da Seda terrestre e a Rota da Seda marítima estão sendo revivificadas. Por que não haverá novas humilhações. E, acima de tudo, por que razão o Ocidente – em especial o Império Americano – recusa-se terminantemente a aceitar o novo curso da história.

 

– Pepe Escobar é jornalista e correspondente de várias publicações internacionais Para o Asia Times

 

Tradução de Patricia Zimbres, para o 247

 

13 de maio de 2020

Poderá também ler este trabalho de Pepe Escobar clicando em:

https://www.brasil247.com/blog/por-que-xi-nao-vai-repetir-os-erros-da-dinastia-ming

https://www.alainet.org/es/node/206564

 

Ver original em 'A viagem dos Argonautas' na seguinte ligação:

https://aviagemdosargonautas.net/2020/05/23/porque-xi-nao-vai-repetir-os-erros-da-dinastia-ming-por-pepe-escobar/

China ameaça "retaliar" em caso de sanções norte-americanas

 
Pequim, 21 mai 2020 (Lusa) -- A China avisou hoje que adotará "medidas de retaliação" se o Congresso dos Estados Unidos aprovar sanções contra Pequim, que é responsabilizada por Washington pela pandemia de covid-19.

"Somos firmemente contra esses projetos de lei e aprovaremos uma resposta firme com medidas de retaliação" se o Congresso norte-americano as aprovar, advertiu o porta-voz da Assembleia Nacional Popular (ANP, o parlamento chinês), Zhang Yesui, numa conferência de imprensa.

Em Washington, os senadores republicanos apresentaram em meados de maio um projeto de lei que dá o poder ao Presidente norte-americano, Donald Trump, para impor sanções à China se Pequim não esclarecer completamente a forma como se desencadeou a pandemia de covid-19.

O vírus surgiu em fins do ano passado em Wuhan, cidade no centro da China, que só viria a ser colocada em confinamento a partir de 23 de janeiro já deste ano por um período de dois meses e meio.

A pandemia estendeu-se, depois, a todo o mundo, contaminando mais de cinco milhões de pessoas, que levaram à morte cerca de 330 mil infetados, tendo mais de 1,8 milhões de infetados recuperado.

 
A administração Trump tem acusado as autoridades chinesas de ter tardado em alertar o mundo para a epidemia e de ter dissimulado a amplitude na China.

Tanto Trump como o secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, manifestaram abertamente suspeitas de que Pequim escondeu um suposto acidente num laboratório de virologia em Wuhan, que estará na origem da pandemia.

Em resposta, Pequim acusou Washington de tentar fazer da China um "bode expiatório" e de desviar as atenções para a amplitude do número de infetados nos Estados Unidos, de longe o país mais afetado pela pandemia.

"Não é uma atitude responsável dissimular os seus próprios problemas e acusar os outros. Jamais aceitaremos processos judiciais injustificados nem pedidos de indemnização", declarou Zhang Yesui, horas antes da abertura da sessão anual da ANP.

O contágio de covid-19 praticamente parou na China, em que, segundo o balanço mais recente, dá conta de quase 83.000 casos de contaminação, 4.634 deles mortais.

Depois de a Europa ter sucedido à China como centro da pandemia em fevereiro, o continente americano passou a ser o que tem mais casos confirmados (mais de 2,2 milhões contra cerca de dois milhões no continente europeu), embora com menos mortes (mais de 133 mil contra mais de 169 mil).

Os Estados Unidos são o país com mais mortos (93.439) e mais casos de infeção confirmados (mais de 1,5 milhões).

Seguem-se o Reino Unido (36.042 mortos, perto de 251 mil casos), Itália (32.330 mortos, mais de 227 mil casos), França (28.132 mortos, mais de 181 mil casos) e Espanha (27.940 mortos, mais de 233 mil casos).

A Rússia, com menos mortos do que todos estes países (3.099), é, no entanto, o segundo país do mundo com mais infeções (mais de 317.500), seguido pelo Brasil (mais de 291.500 casos e 18.859 mortes).

Por regiões, a Europa soma mais de 169.900 mortos (quase dois milhões de casos), Estados Unidos e Canadá mais de 99.500 mortos (mais de 1,6 milhões de casos), América Latina e Caribe mais de 33.900 mortos (mais de 612 mil casos), Ásia mais de 13.100 mortos (mais de 399 mil casos), Médio Oriente mais de 8.400 mortos (mais de 309 mil casos), África mais de 2.900 mortos (mais de 95.500 casos) e Oceânia com 128 mortos (mais de 8.400 casos).
 
JSD // EL
 

Ver o original em 'Página Global' na seguinte ligação:

https://paginaglobal.blogspot.com/2020/05/china-ameaca-retaliar-em-caso-de.html

FMI diz que experiência da China no combate à COVID-19 oferece lições valiosas

Egypt's $2.8 billion IMF pandemic financing carries interest rate...

Washington, 21 mai (Xinhua) -- A China foi o primeiro país a tomar ações muito fortes e é o primeiro a sair da crise da COVID-19, por isso há muitas lições valiosas a serem aprendidas com sua experiência, disse o Fundo Monetário Internacional (FMI) nesta quinta-feira.

"A China, claramente, tem tomado ações muito fortes para combater a pandemia", destacou o porta-voz da entidade, Gerry Rice, em uma coletiva de imprensa virtual.

"O que eles fizeram amplamente na frente monetária e fiscal, claro, em que muitos outros países tomaram medidas fortes nessas áreas, e a maneira como a China está deixando a economia se ajustar a essas novas e difíceis circunstâncias, o que, novamente, é algo que todos os países precisam fazer", afirmou Rice.

O porta-voz do FMI disse que a China está avançando em algumas áreas, o que pode levar lições para outras. "Por exemplo, em sistemas de pagamento eletrônico, comércio eletrônico, ligando empresas muito pequenas a mercados e consumidores", salientou ele.

"Acho que a experiência da China é muito importante de se olhar, à medida que essa crise global evolui", ressaltou Rice.

Ele também apontou que a China tem um papel importante a desempenhar na ajuda ao mundo e aos países mais carentes, em particular, observando que a China se comprometeu a apoiar a Iniciativa de Alívio da Dívida do Grupo dos Vinte para os países de baixa renda.

O porta-voz do FMI saudou a "contribuição muito generosa" da China e de uma série de outros países para o Fundo Fiduciário de Contenção e Alívio de Catástrofes (CCRT, em inglês), que pode fornecer algum alívio da dívida aos países membros mais pobres do FMI.

Rice exaltou que, sob a CCRT renovada, 27 países receberam até agora alívio imediato em suas obrigações de pagamento ao credor multilateral. "Estamos procurando triplicar esse alívio da dívida ao FMI", prometeu ele.

Na coletiva de imprensa, o porta-voz também observou que o FMI recebeu pedidos de financiamento de emergência de 102 países, dos quais 59 haviam sido aprovados até quarta-feira. Fim

Ver original em "XINHUA Português" na ligação seguinte:

http://portuguese.xinhuanet.com/2020-05/22/c_139077516.htm

China melhorará e fortalecerá sistema legal para saúde pública, diz porta-voz

China prepara leis de segurança nacional para Hong Kong

Beijing, 22 mai (Xinhua) -- A China fortalecerá sua legislação de saúde pública e espera revisar e aprovar o projeto da lei de biossegurança recém-formulada neste ano, disse Zhang Yesui, porta-voz da terceira sessão da 13ª Assembleia Popular Nacional (APN), em uma entrevista coletiva na quinta-feira.

O Comitê Permanente da APN planeja formular ou revisar 17 leis relacionadas à saúde em 2020 e 2021 e atualizar 13 leis relacionadas à saúde em devido tempo, informou Zhang.

"A China tem mais de 30 leis sobre a saúde pública, que geralmente resistiram ao teste da epidemia da COVID-19 e desempenharam um papel positivo", assinalou Zhang, acrescentando que ainda há alguns elos fracos e deficiências no quadro jurídico.

Uma das principais tarefas do Comitê Permanente da APN a seguir é fortalecer ainda mais a legislação da saúde pública do país por formular e revisar leis relacionadas, disse ele.

O Comitê Permanente da APN acelerará a revisão da lei de conservação de animais selvagens na esperança de submetê-la à revisão na segunda metade do ano, continuou.

O Comitê Permanente da APN também agilizará a revisão das leis de prevenção de epidemias de animais e saúde de fronteira e quarentena, enquanto avaliará cuidadosamente as leis de prevenção e controle de doenças infecciosas e resposta a emergências, entre outras, para revisão e aperfeiçoamento, acrescentou o porta-voz.

Ver original em "XINHUA Português" na ligação seguinte:

http://portuguese.xinhuanet.com/2020-05/22/c_139076564.htm

China se opõe firmemente às vendas de armas dos EUA a Taiwan

 

Beijing, 21 mai (Xinhua) -- A China se opõe firmemente às vendas de armas dos EUA para a região chinesa de Taiwan, disse na quinta-feira Ma Xiaoguang, porta-voz do Departamento dos Assuntos de Taiwan do Conselho de Estado.

A China se opõe resolutamente a que Estados Unidos tenham laços militares ou qualquer outra forma de contato oficial com Taiwan, disse Ma.

Ma fez as observações ao responder a uma pergunta sobre a aprovação do Departamento de Estado dos EUA de um plano para vender armas no valor de US$ 180 milhões para Taiwan.

"A autoridade do Partido Progressista Democrático de Taiwan comprou repetidamente armas dos EUA com o dinheiro dos contribuintes. Isso só prejudicará a paz e a estabilidade através do Estreito de Taiwan e prejudicará os interesses do povo de Taiwan", disse ele. Fim

Ver original em "XINHUA Português" na ligação seguinte:

http://portuguese.xinhuanet.com/2020-05/21/c_139076139.htm

EUA ameaçam aumentar repressão à Huawei caso empresa contorne novas restrições de venda de chips

Bandeira dos EUA e smartphone com o logotipo da rede Huawei e 5G em uma placa-mãe de computador, 29 de janeiro de 2020
© REUTERS / Dado Ruvic

O Departamento de Comércio dos EUA anunciou novas restrições de venda de semicondutores à Huawei e Departamento de Estado diz estar analisando "as tentativas de contornar as regras".

O Departamento de Comércio dos EUA impôs licenças obrigatórias a produtores mundiais para a venda de semicondutores à Huawei que sejam feitos usando tecnologia dos EUA. A regra não cobre os chips que são enviados diretamente para os clientes da Huawei, o que gera preocupações nos EUA de que a empresa possa se aproveitar dessa lacuna.

As autoridades norte-americanas indicaram que podem restringir ainda mais as leis que visam limitar as vendas globais de chips ao gigante tecnológico chinês.

Na semana passada, o Departamento de Comércio dos EUA anunciou uma nova regra que exige que as empresas estrangeiras obtenham uma licença norte-americana para poderem vender semicondutores à Huawei fabricados com tecnologia dos EUA.

A restrição expandiu o controle de Washington sobre o fornecimento de chips, que anteriormente cobria apenas equipamentos fabricados nos Estados Unidos. A TSMC, sediada em Taiwan, uma das principais fornecedoras de chips para a filial de semicondutores HiSilicon da Huawei, já suspendeu novas encomendas para cumprir as regras dos EUA.

Tanto a Huawei como a China criticaram a nova proibição, e Pequim ameaçou retaliar. Um mês antes do anúncio da nova restrição, a Huawei tinha começado a reduzir a produção de chips em Taiwan e a transferi-la para a China continental.

O presidente da China, Xi Jinping, e o primeiro-ministro da China, Li Keqiang, chegam ao Congresso Nacional do Povo, em Pequim, no dia 22 de maio de 2020.

© REUTERS / CARLOS GARCIA RAWLINS
O presidente da China, Xi Jinping, e o primeiro-ministro da China, Li Keqiang, chegam ao Congresso Nacional do Povo, em Pequim, no dia 22 de maio de 2020.

As novas licenças do Departamento de Comércio só se aplicam a chips concebidos pela Huawei, e não incluem as entregas diretas aos clientes da companhia chinesa, algo que os observadores da indústria chamam de lacuna.

Em resposta à pergunta se os EUA iriam fazer algo para tapar essa lacuna, Christopher Ashley Ford, funcionário do Departamento de Estado, disse aos repórteres na quarta-feira (20) que a própria regra forneceria ao governo "muito mais informações para fundamentar as decisões de controle de exportação, à medida que avançamos e tentamos encontrar a resposta certa para esses desafios, inclusive por meio de adaptação, se necessário, se a Huawei tentar contornar nossas regras de alguma forma".

Um funcionário do Departamento de Comércio, Cordell Hull, disse no mesmo briefing que os reguladores "vão analisar as tentativas de contornar as regras".

A administração Trump explorou várias outras formas de pressionar a Huawei, proibindo a empresa de concorrer a licitações do governo norte-americano e de fazer negócios com corporações dos EUA.

Ações anti-Huawei anteriores

Em dezembro de 2018, a diretora financeira da companhia chinesa, Meng Wanzhou, foi detida no Canadá e levada a tribunal com o objetivo de ser extraditada para os EUA sob acusação de fraude financeira com empresas que teriam violado proibições de comércio com o Irã. O Departamento de Justiça dos EUA ordenou a investigação.

Os EUA justificam as ações dizendo que a Huawei roubou propriedade intelectual e está espionando em nome do governo chinês, embora nenhuma evidência tenha sido liberada até agora para apoiar essas alegações, que tanto a Huawei quanto a China negam.

De acordo com muitos especialistas, a repressão contra a Huawei se encaixa em uma estratégia mais ampla de procurar minar a crescente influência política e econômica de Pequim.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/ciencia_tecnologia/2020052215609905-eua-ameacam-aumentar-repressao-a-huawei-caso-empresa-contorne-novas-restricoes-de-venda-de-chips/

O Mundo nunca mais vais ser o que já foi...

 CHINA VAI CONTRA ATACAR “ONDE MAIS DÓI”
 
A China está preparada para tomar uma série de medidas de resposta contra um plano dos Estados Unidos para bloquear o envio de semicondutores destinados à empresa chinesa de telecomunicações Huawei. Entre essas acções estão a de colocar empresas norte-americanas numa “lista de entidades que não são dignas de confiança”, a imposição de restrições a empresas norte-americanas como a Apple e a interrupção de compra de aviões à Boeing. As informações foram divulgadas por uma fonte próxima do governo de Pequim.
«Foi a segunda vez em apenas dois dias que as autoridades de Pequim sublinharam a intenção de reagir contra os Estados Unidos; e a primeira em que uma fonte associada ao governo citou empresas norte-americanas específicas. A reacção surge na sequência da sucessão de ataques de Washington contra a China, suficientes para provocar o que parece ser “um tsunami” de descontentamento entre as autoridades oficiais chinesas e também nos círculos de negócios.
Pequim já anteriormente reagira à acumulação de acções litigiosas nos Estados Unidos contra a China a propósito de alegadas responsabilidades chinesas na disseminação da pandemia de COVID-19 e, nesse sentido, está a ponderar tomar medidas preventivas punitivas contra indivíduos e entidades norte-americanas.
De acordo com análises que circulam na capital chinesa, os últimos movimentos de Pequim manifestam uma intenção de resposta de igual para igual no âmbito do aumento de tensão em curso entre as duas maiores economias do mundo e que tem repercussões políticas e económicas.
Muito recentemente o governo Trump fez adiar o embarque de semicondutores para a Huawei produzidos por fabricandos globais de chips. O Departamento do Comércio dos Estados Unidos informou que o adiamento decorre da alteração das regras de exportação e da lista de entidades envolvidas, de modo “a atingir estrategicamente a aquisição de semicondutores por parte da Huawei que resultem directamente de softwares e tecnologias norte-americanas”, de acordo com uma informação oficial.

Fazê-los “sentir onde mais dói”
“A China tomará contramedidas vigorosas para defender os seus direitos legítimos” no caso de os Estados Unidos avançarem com a intenção de alterar as regras e de impedirem que fornecedores essenciais de chips, incluindo a TSMC de Taiwan, vendam esses produtos à Huawei, disse uma fonte próxima do governo em declaração exclusiva ao Global Times.
As medidas incluem agregar as empresas norte-americanas envolvidas à “lista de entidades que não são dignas de confiança” da China, impor restrições ou iniciar processos nesse sentido a empresas norte-americanas como a Qualcomm, a Cisco e a Apple, de acordo com as leis chinesas sobre Revisão de Cibersegurança e Antimonopólio; Pequim pode também suspender a compra de aviões à Boeing.
As empresas citadas – Apple, Qualcomm, Cisco e Boeing – são todas altamente dependentes do mercado chinês.
“A China devem implementar essas contramedidas de maneira a que os Estados Unidos não ousem pedir por uma milha depois de terem entregado uma polegada”, disse He Weiwen, um ex-alto funcionário comercial e membro do Conselho Executivo da Sociedade Chinesa para Estudos da Organização Mundial de Comércio.
Nesse sentido, aconselhou a China a promover “investigações completas sobre empresas norte-americanas relevantes” e “fazê-las sentir onde mais lhes dói”.
Medidas punitivas contra grandes empresas dos Estados Unidos como a Qualcomm, Cisco e Apple” são como “bombas nucleares”, comentaram analistas.
“A China deverá iniciar uma interminável série de investigações sobre essas empresas, fazendo pairar espadas sobre as suas cabeças, o que diminuirá a confiança dos investidores e reduzirá as suas receitas no mercado chinês”, revelou uma outra fonte que desejou manter o anonimato. No primeiro trimestre de 2020 o mercado chinês representou 14,8% das receitas totais da Apple.

Uma reacção em cadeia na economia dos Estados Unidos
Os analistas económicos consideram que se os chips fabricados por essas empresas norte-americanas não puderem ser vendidos no mercado chinês, uma das suas mais importantes fontes de receitas, isso tornaria extremamente difícil às empresas tecnológicas dos Estados Unidos recuperar o investimento. Algumas poderão ficar atoladas nessas perdas.
A indústria de chips é uma das principais actividades exportadoras dos Estados Unidos e um dos poucos sectores que ainda gera superavit comercial, impulsionado, em grande parte, pelo crescimento de vendas na China, de acordo com um trabalho publicado pelo The Wall Street Journal; segundo este texto, a proibição de vendas de chips à China pode custar aos fabricantes norte-americanos a perda de receitas da ordem dos 36 mil milhões de dólares.
“O que também irá gerar uma reacção em cadeia atingindo outras actividades a montante e a jusante da produção de chips nos Estados Unidos”, sublinhou a fonte.

Boeing em queda livre
Quanto à Boeing, a China poderá anular todas as encomendas feitas ao grupo se os Estados Unidos insistirem nas suas posições, mesmo que isso implique que algumas empresas chinesas tenham de pagar pela quebra de contratos, disse uma fonte do sector da aviação ao Global Times.
Se a Boeing perder as encomendas chinesas, tratando-se de uma empresa à beira da falência só poderá salvar-se recorrendo à ajuda do governo dos Estados Unidos, acrescentou a fonte; salientou ainda que além das encomendas que já existiam a China poderia ainda contratar a compra de mais de cem aparelhos ao grupo norte-americano, num valor de mais de quatro mil milhões de dólares anuais.
A “dor” de que falam as fontes chinesas decorrente das respostas em preparação em Pequim atingirá não apenas as empresas citadas, como a Apple, a Cisco e a Boeing, mas também outras menores, provavelmente mais vulneráveis.
A maioria das empresas norte-americanas incluídas na lista das “entidades que não são dignas de confiança” são mais pequenas que os gigantes citados e altamente dependentes de empresas chinesas, disse Gao Lingyun, um especialista da Academia Chinesa de Ciências Sociais e próximo do governo de Pequim.
“Trata-se de empresas vulneráveis a medidas restritivas”, afirmou. “Do lado chinês, os custos da imposição de sanções são baixos; porém, a maioria dessas empresas norte-americanas de menores dimensões poderão ficar à beira do colapso”, acrescentou Gao. Essas contramedidas poderão, portanto, servir como um aviso “de primeiro nível” ao lado norte-americano.
O Ministério do Comércio da China anunciou há um ano que divulgará a sua própria lista de entidades estrangeiras que comprometem seriamente os interesses legítimos das empresas chinesas.
Essa lista de entidades “que não são dignas de confiança” incluirá organizações estrangeiras, indivíduos e empresas que bloqueiam ou encerram cadeias de abastecimentos ou adoptam medidas discriminatórias por razões não comerciais e cujas acções colocam em risco os negócios de empresas chinesas, consumidores e empresas globais. Uma vez integrada na lista, uma empresa enfrentará as medidas legais e administrativas consideradas necessárias; e a população chinesa será informada da situação.

Taiwan sofre por tabela
Especialistas revelaram que os procedimentos administrativos para a concretização dessas contramedidas serão os seguintes: as empresas chinesas informam as autoridades relevantes sobre os comportamentos inadequados de empresas norte-americanas em termos de mercado; os reguladores recebem, investigam e reúnem provas desses comportamentos; depois decidirão em conformidade se revogam as licenças de actuação dessas empresas na Chinas ou se se irão impor outras penalidades.
As restrições impostas à Huawei são um lembrete firme de que Taiwan não pode confiar nos Estados Unidos como parceiro comercial ou económico, disse Tom Fowdy, analista britânico de relações políticas e internacionais. Sublinhou, a propósito, que a Casa Branca pressionou a empresa taiwanesa TSMC a investir nos Estados Unidos e, poucas horas depois de dado esse passo, decidiu restringir os negócios com a Huawei em que também aquela está envolvida.
“É um comportamento extraordinariamente desonesto”, declarou Fowdy.
A Taiwan Semicondutor Manufacturing Co ou TSMC – a terceira maior fabricante de chips do mundo – anunciou recentemente que pretende construir uma fábrica de semicondutores de 12 mil milhões de dólares no Arizona no início do próximo ano, segundo a CNN. No entanto, de acordo com as mais recentes medidas norte-americanas de controlo das exportações, empresas estrangeiras como a TSMC que usem equipamentos de chips dos Estados Unidos têm de solicitar uma licença antes de enviarem componentes para a Huawei.
“O que o governo de Washington está efectivamente a fazer é forçar a TMSC a diminuir os seus negócios na Ásia devido a interesses específicos da política externa norte-americana, o que é extremamente traiçoeiro e desprezível”, afirmou Tom Fowdy.
Apesar de tudo, a China está a agir passivamente e em termos defensivos, protegendo os seus interesses legítimos, uma vez que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, montou uma conspiração contra a China a pretexto da pandemia de COVID-19. Em 6 de Maio, Trump prorrogou por mais um ano a ordem executiva assinada em 2019 em que declara uma “emergência nacional” que impede as empresas norte-americanas de usarem equipamentos de telecomunicações fabricados por entidades que representem “um risco contra a segurança nacional”, informou a Reuters.
A decisão foi concebida para atingir directamente as empresas chinesas Huawei e ZTE Corp.
Os Estados Unidos fracassaram na intenção de liquidar a Huawei com uma proibição que se prolongou por mais de um ano; e também estão cientes de que quanto mais durar a proibição maior será o custo a pagar pelas empresas norte-americanas, pelo que o tiro está prestes a sair pela culatra.
Por isso, o Departamento do Comércio dos Estados Unidos está prestes a assinar uma nova regra que permitiria a empresas baseadas no país trabalharem com a Huawei na definição de padrões para as redes 5G, informou a Reuters em 7 de Maio.
Analistas chineses consideram, porém, que não existe qualquer gesto de boa vontade nesta medida. Ela significa apenas que os Estados Unidos perceberam os custos de se recusarem absolutamente a cooperar com o maior contribuinte de patentes para a tecnologia de próxima geração, a 5G. As empresas norte-americanas estão a ficar bem atrás da Huawei nas patentes 5G.

Resposta assente na experiência
A China “documentou-se muito bem” sobre as ameaças e técnicas de repressão praticadas por Washington contra empresas chinesas, incluindo a Huawei, durante anteriores fases de confronto; por isso, possui agora um amplo conjunto de contramedidas nas mãos que podem atingir com precisão a economia dos Estados Unidos, disse Gao Lingyun. Daí, acrescentou, que se os Estados Unidos continuarem por esse caminho a China reagirá certamente sem qualquer hesitação.
“Adoptando contramedidas, a China acabará por beneficiar a situação entre Pequim e Washington, pois as relações e o comércio entre os dois países apenas podem voltar ao normal quando for derrotada a pequena fracção de políticos norte-americanos que prejudicam as relações bilaterais”, disse Gao.

Global Times/O Lado Oculto
 

Ver original em 'Conversa Avinagrada' (aqui)

Por que as relações entre EUA e China atingiram ponto tão baixo?

Pedestre passa por muro grafitado com imagem do presidente da China, Xi Jinping, e dos EUA, Donald Trump, em Berlim, Alemanha, 29 de abril de 2020
© AP Photo / Markus Schreiber

A Sputnik explica por que as relações entre os EUA e a China estão em um ponto tão baixo e investiga se há risco de conflito militar entre as duas potências econômicas mundiais.

Nesta semana, a comunidade internacional se reuniu em assembleia na Organização Mundial da Saúde (OMS) para debater estratégias de combate à pandemia de COVID-19.

Mas os esforços foram parcialmente minados por uma renovada campanha anti-China, conduzida pelos EUA, cujo recrudescimento surpreendeu especialistas. O presidente norte-americano, Donald Trump, ameaçou inclusive romper relações diplomáticas com a China.

A China, por sua vez, passou a responder de maneira ríspida às acusações de que é alvo. Essa nova postura chinesa foi apelidada pela mídia local de "diplomacia do lobo guerreiro".

Porta-voz do ministério das Relações Exteriores da China, Geng Shuang, durante briefing, em Pequim (foto de arquivo)

© AP Photo / Andy Wong
Porta-voz do ministério das Relações Exteriores da China, Geng Shuang, durante briefing, em Pequim (foto de arquivo)

Por que as relações entre EUA e China vão tão mal? Existe risco das duas maiores economias do mundo entrarem em conflito armado? A Sputnik Brasil conversou com dois especialistas para entender o que está por trás da troca de acusações entre Pequim e Washington.

Campanha eleitoral nos EUA

Para começo de conversa, é necessário considerar que o presidente dos EUA, Donald Trump, está em plena campanha eleitoral.

Para o professor do Insper e membro do Grupo de Análise da Conjuntura Internacional da USP Carlos Eduardo Lins da Silva, a retórica dura de Trump "tem muito mais a ver com a campanha eleitoral [nos EUA] do que com qualquer mudança programática de política externa".

"Trump precisa mostrar a seus eleitores que ele é duro tanto com a China, quanto com a Rússia. E para ele não há nada mais prioritário do que reeleger-se", disse Lins da Silva à Sputnik Brasil.

No entanto, independentemente da reeleição, há consensos bipartidários nos EUA em torno da necessidade de conter a China, acredita Bruno Hendler, coordenador do curso de Relações Internacionais da Universidade Federal de Santa Maria.

Presidente dos EUA, Donald Trump, usa óculos protetores durante visita a fábrica de máscaras em Phoenix, no Arizona (EUA), 5 de maio de 2020

© AFP 2020 / Brendan Smialowski
Presidente dos EUA, Donald Trump, usa óculos protetores durante visita a fábrica de máscaras em Phoenix, no Arizona (EUA), 5 de maio de 2020

"Os EUA conduzem uma política de Estado voltada para a contenção geopolítica da China. A estratégia é constante, mas a tática pode variar de governo para governo", disse Hendler à Sputnik Brasil.

Interdependência econômica?

As economias de China e Estados Unidos são mutuamente dependentes e já estiveram tão conectadas que especialistas acreditavam que, entre os dois países, havia uma situação de destruição econômica mútua assegurada: "Se um quebrasse, o outro também quebraria", explicou Hendler.

Essa interdependência, no entanto, vem mudando e favorece cada vez mais a China, acredita Hendler. "A China não é mais aquele país que vende produtos de baixo valor agregado para serem consumidos a preços baixos nos EUA."

"Temos três grandes fases da interdependência [...] Na primeira fase, nos anos 80 e 90, ela é favorável aos EUA. Na segunda fase, nos anos 2000, é uma interdependência virtualmente simétrica, ou equilibrada. A partir da crise de 2008, no entanto, ela vem se tornando gradualmente mais favorável para a China", explicou Hendler.

Depois da crise de 2008 nos EUA, a China teria percebido a necessidade de diminuir sua dependência dos consumidores norte-americanos e passado a investir em seu mercado interno.

Chinesas usam smartphones em parque da capital chinesa, Pequim, 14 de maio de 2020

© AP Photo / Ng Han Guan
Chinesas usam smartphones em parque da capital chinesa, Pequim, 14 de maio de 2020

Neste momento, a "China para de comprar títulos da dívida pública dos EUA" para investir "em empresas nacionais de infraestrutura e tecnologia de ponta". Essas "campeãs nacionais" vão receber apoio de bancos de fomento chineses.

"Nesse contexto, temos iniciativas como a Rota da Seda", que investe recursos chineses em países em desenvolvimento, e "bancos de fomento", como o Novo Banco de Desenvolvimento do BRICS.

Dessa forma, "a China tenta buscar outros mercados para ser menos dependente dos norte-americanos, e está sendo bem sucedida nisso".

Investimentos dos EUA na China

A retórica dura de Washington pode ser interpretada não como sinal de poder, mas de fraqueza. Os EUA seguem dependentes do mercado chinês, principalmente do retorno dos investimentos que suas empresas realizam na China.

"Os EUA estão muito vulneráveis porque não estão conseguindo conter o fluxo de investimentos que empresas norte-americanas fazem na China", explicou Hendler.

Em 2017, a renda total das companhias americanas na China foi estimada em US$ 544 bilhões (cerca de R$ 3 trilhões), recursos dos quais a economia dos EUA não pode prescindir.

"Enquanto a dependência da China em relação aos EUA diminui, a dependência dos EUA em relação à China aumenta cada vez mais", o que gera frustração em Washington, disse Hendler.

Empresas norte-americanas "do setor de entretenimento, da esfera de serviços e bens de consumo, seguem buscando o mercado chinês" em busca de melhores retornos.

Garota faz selfie durante reabertura de parque temático da Disney, em Xangai, na China, 11 de maio de 2020

© REUTERS / Aly Song
Garota faz selfie durante reabertura de parque temático da Disney, em Xangai, na China, 11 de maio de 2020

Essa frustração é expressa na "retórica dura" de Trump, que busca mobilizar seus eleitores e aliados europeus em uma campanha abrangente contra a China.

Pandemia de COVID-19

Se o relacionamento entre Pequim e Washington já estava bastante complicado em função das "guerras comerciais" travadas antes da COVID-19, a pandemia veio para complicar ainda mais esse quadro.

"A pandemia é uma oportunidade para endurecer o discurso em relação à China. É nítido que ela é usada como uma forma de populismo pelo Trump", acredita Hendler.

Lins da Silva nota que, apesar da "a China também se enfraquecer economicamente com a crise do coronavírus", ela está melhor posicionada para se beneficiar diplomaticamente da pandemia.

"[A China] tentará continuar ocupando o vácuo de liderança deixado por Trump nas organizações multilaterais e em diversas regiões do mundo, como África e América Latina", acredita Lins da Silva.

Vendedora de máscaras e protetores faciais fala com cliente em Nova York, EUA, 19 de maio de 2020

© REUTERS / Brendan Mcdermid
Vendedora de máscaras e protetores faciais fala com cliente em Nova York, EUA, 19 de maio de 2020

Hendler concorda, e acredita que a China utilizará o momento para impulsionar sua "diplomacia de saúde", voltada para países em desenvolvimento.

"A China tem uma política de exportações de serviços de saúde muito antiga. Com a COVID-19 eles estão exportando médicos e aumentando a sua projeção no sul global e na Europa", notou.

Os EUA, por outro lado, são o país mais afetado pela COVID-19 mundialmente e tomou algumas medidas pouco diplomáticas para garantir seu suprimento de equipamentos médicos, gerando atrito inclusive com França e Alemanha.

Agente de saúde se prepara para realizar teste de COVID-19 em criança, na cidade de Jian, província de Jiangxi, na China, 13 de maio de 2020

© AFP 2020 / STR
Agente de saúde se prepara para realizar teste de COVID-19 em criança, na cidade de Jian, província de Jiangxi, na China, 13 de maio de 2020

Portanto, os EUA podem sentir-se coagidos a recrudescer sua retórica contra a China e o clima "deve continuar tenso pelo menos até a eleição americana se realizar".

Conflito militar

Apesar da pandemia e das acusações mútuas, os especialistas não acreditam na eclosão de um conflito militar entre as duas potências.

"A possibilidade de um conflito aberto é mínima", acredita Hendler, que cita o "dilema nuclear" e lembra que "uma guerra aberta entre duas potências nucleares nunca aconteceu".

Além disso, apesar da retórica do presidente, "tem pessoas altamente qualificadas por trás da formulação da política externa norte-americana", que não apostam em uma guerra aberta com Pequim.

USS Barry navega pelo estreito de Taiwan, 23 de abril de 2020

USS Barry navega pelo estreito de Taiwan, 23 de abril de 2020

Lins da Silva argumenta que nem o presidente Donald Trump estaria interessado em um conflito militar de larga escala.

"Não vejo ameaça séria à segurança global nesse período, porque não interessa a Trump um conflito aberto e perigoso durante a sua campanha", concluiu Lins da Silva.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/sputnik_explica/2020052115606406-por-que-as-relacoes-entre-eua-e-china-atingiram-ponto-tao-baixo-/

Wuhan proíbe oficialmente consumo, venda e caça de animais selvagens

 

Wuhan, o epicentro da pandemia do novo coronavírus (covid-19), proibiu oficialmente o consumo, venda e caça de animais selvagens durante os próximos cinco anos, anunciaram esta quarta-feira as autoridades da cidade chinesa.

 

A proibição tem efeito imediato e aplica-se ao consumo e venda de animais selvagens, sejam estes capturados da natureza ou criados em cativeiro, detalham as autoridades locais num comunicado citado pela revista Newsweek.

As autoridades de Wuhan, que tem cerca de 11 milhões de habitantes, frisam ainda que a proibição se aplica também à caça de animais selvagens, definindo toda a região que abrange a cidade chinesa como um “santuário da vida selvagem“.

As exceções são apenas para “pesquisa científica, regulação populacional, monitorização de doenças epidémicas e outras circunstâncias especiais”, explicaram as autoridades, frisando que o decreto inclui também o comércio online de animais selvagens e dos seus derivados.

https://twitter.com/PDChina/status/1263153103785902080?ref_src=twsrc%5Etfw
 
 

 

De acordo com a mesma nota, foi ainda criado um apoio financeiropara agricultores e produtores para que estes deixem de criar animais selvagens.

A medida, nota a imprensa internacional, surge num momento em que o país asiático está a ser pressionado internacionalmente para acabar com a venda e consumo de animais selvagens, apontados como possíveis transmissores do novo coronavírus, que já matou mais de 320 mil pessoas em todo o mundo.

Os primeiro casos de covid-19 surgiram na cidade de Wuhan e há vários os estudos que apontam que o SARS-CoV-2 surgiu do consumo de animais selvagens oriundos de mercados clandestinos chineses, como o de Wuhan. Pangolins, morcegos, cobras, crocodilos eram alguns dos animais vendidos neste tipo de comércio.

A pandemia do novo coronavírus já matou pelo menos 323.370 pessoas e infetou mais de 4,9 milhões em todo o mundo desde dezembro, segundo um balanço da agência AFP.

ZAP //

 
 

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https://zap.aeiou.pt/wuhan-proibe-oficialmente-venda-caca-animais-selvagens-325671

Rússia e China continuarão a desenvolver laços estreitos, diz vice-chanceler russo

Moscou, 19 mai (Xinhua) -- A Rússia e a China continuarão a desenvolver seus laços estreitos e a cooperar na arena internacional, afirmou na segunda-feira o vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia Sergei Ryabkov.

Um elemento chave da agenda do país é a parceria estratégica abrangente de coordenação Rússia-China para uma nova era, "que aprofundaremos ainda mais", disse Ryabkov durante uma palestra online no Instituto Estatal de Relações Internacionais de Moscou.

Ele disse que as relações de confiança entre Moscou e Beijing determinam a necessidade de continuar uma estreita coordenação bilateral em plataformas internacionais, incluindo o Conselho de Segurança da ONU, o Grupo dos Vinte e o BRICS.

Não há agenda oculta nas relações Rússia-China e sua cooperação não se tem como alvo outros países, observou o alto funcionário russo.

Segundo Ryabkov, a Rússia considera a interação e o diálogo com a China como uma fonte importante para fortalecer suas próprias posições e segurança em diversas dimensões.

"Se os Estados Unidos esperam aproveitar a pandemia do coronavírus para prejudicar as posições da Rússia e da China na arena internacional, acho que essas expectativas estão erradas", disse Ryabkov.

 

 

Ver original em "XINHUA Português" na ligação seguinte:

http://portuguese.xinhuanet.com/2020-05/19/c_139069025.htm

China vencerá a batalha contra a pobreza como programado apesar da epidemia

Estratégia chinesa de erradicação da pobreza oferece novas...

Beijing, 19 mai (Xinhua) -- A China é capaz de cumprir sua meta de eliminação da pobreza este ano apesar do impacto da epidemia da COVID-19, declarou na segunda-feira Liu Yongfu, diretor do Escritório do Grupo Dirigente de Alívio da Pobreza e Desenvolvimento do Conselho de Estado.

Embora a epidemia traga novos desafios, a batalha chinesa contra a pobreza fez progressos positivos com os esforços de todos, disse Liu.

Até o final de 30 de abril, cerca de 97% das principais empresas e fábricas de alívio da pobreza haviam retomado a produção, enquanto 82% dos projetos de alívio da pobreza haviam sido reiniciados, informou o funcionário.

Segundo Liu, a China fortaleceu o apoio político para ajudar os trabalhadores migrantes presos em casa devido à epidemia a conseguir emprego localmente, como parte de seus esforços para impedir que as pessoas voltassem à pobreza.

As tarefas de alívio da pobreza do país estão quase concluídas, pois o número de pessoas empobrecidas caiu para 5,51 milhões no final de 2019 dos 98,99 milhões no final de 2012, com o número de municípios atingidos pela pobreza caindo para 52 em 2020.

Liu observou que a China acelerará os esforços para tirar os 52 municípios e 1.113 aldeias da pobreza, concentrando-se em satisfazer as necessidades das populações pobres em termos de educação obrigatória, atendimento médico básico, moradia segura e água potável. Fim

Ver original em "XINHUA Português" na ligação seguinte:

http://portuguese.xinhuanet.com/2020-05/19/c_139069045.htm

EUA dão ordem de zarpar a diversos submarinos no Pacífico como mensagem para China, diz mídia

Marinha americana enviou simultaneamente ao mar todos seus submarinos de primeira linha localizados no Pacífico em mensagem "incomum" supostamente destinada à China.

A mobilização da flotilha de submarinos dos EUA no Pacífico teria como objetivo a condução de "operações de resposta de contingência" no oeste do oceano.

Além disso, o movimento seria uma prova de que a força militar não perdeu capacidade de agir, mesmo durante a pandemia do coronavírus, publicou o portal Military.com.

O movimento teria contado com pelo menos sete submarinos, incluindo quatro submarinos de ataque com base em Guam, o USS Alexandria, com porto em San Diego, Califórnia, assim como diversos vasos baseados no Havaí.

Mensagem à China

Ainda de acordo com o portal, o Pentágono deseja ser flexível e imprevisível na competição de potências globais com a Rússia e a China.

"Nossas operações são uma demonstração de nossa vontade de defender nossos interesses e liberdades de acordo com o direito internacional", publicou a Marinha americana citando o contra-almirante Blake Converse, comandante da força de submarinos dos EUA no Pacífico.

É válido ressaltar que submarinos de ataque tiram vantagem de sua "invisibilidade" para torpedear navios, disparar mísseis e conduzir operações de vigilância enquanto o inimigo aplica esforços a sua procura.

"A força de submarinos da Frota do Pacífico continua letal, ágil e pronta para lutar esta noite", acrescentou Converse.

Contudo, a movimentação de embarcações dos EUA em certas regiões do Pacífico gera atritos em suas relações com Pequim.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/asia_oceania/2020051915597215-eua-dao-ordem-de-zarpar-a-diversos-submarinos-no-pacifico-como-mensagem-para-china-diz-midia/

Urgente: Vacina chinesa contra COVID-19 será bem público global quando disponível, diz Xi

China afirma que uma possível vacina que o país desenvolva será...
 
Beijing, 18 mai (Xinhua) -- O desenvolvimento e a implantação da vacina para COVID-19 na China, quando disponível, tornarão-se um bem público global, sendo a contribuição da China para garantir o acesso e a viabilidade da vacina nos países em desenvolvimento, discursou nesta segunda-feira, via videoconferência, o presidente chinês, Xi Jinping, na abertura da 73ª sessão da Assembleia Mundial da Saúde.
 

 

Segue o texto na íntegra do discurso:

Vencer a COVID-19 com Solidariedade e Cooperação e Construir uma Comunidade Global de Saúde para Todos

Discurso de Sua Excelência Xi Jinping, Presidente da República Popular da China,

na Abertura Virtual da 73ª Assembleia Mundial da Saúde

Beijing, 18 de maio de 2020

Senhor Presidente da Assembleia Mundial da Saúde,

Senhor Diretor-Geral da Organização Mundial da Saúde,

Senhores Representantes,

Primeiro, gostaria de salientar que é de extraordinária importância a realização da presente assembleia neste momento crítico da luta da humanidade contra a COVID-19.

O que estamos sofrendo é a emergência mais séria da saúde pública global desde o fim da Segunda Guerra Mundial. Pegando o mundo de surpresa, a COVID-19 atingiu 210 países e regiões, tendo afetado mais de 7 bilhões de pessoas e causado a perda de mais de 300 mil vidas preciosas. Queria expressar as condolências aos falecidos e a solidariedade aos seus familiares!

A história da civilização humana é também uma cronologia de lutas contra doenças e desastres. O vírus não respeita fronteiras, nem distingue raças. A comunidade internacional não recuou diante da feroz COVID-19 e povos de todos os países são unidos como um só e avançam com coragem, ajudando-se um a outro. Com amor e compaixão, forjamos sinergia extraordinária na luta contra a COVID-19.

A China, com árduos esforços e enormes sacrifícios, tem revertido a situação, conseguindo proteger a vida e a saúde do povo. Com atitude de abertura, transparência e responsabilidade, informamos tempestivamente a OMS e os países relacionados sobre a COVID-19, disponibilizamos na primeira hora a sequência genética do vírus, compartilhamos, sem reserva nenhuma, as experiências do controle e tratamento com todas as partes, e oferecemos todos os apoios e assistências dentro das nossas capacidades aos países em necessidade.

Senhor Presidente,

A contínua propagação do vírus nos exige maiores esforços de controle e tratamento. Queria fazer as seguintes propostas:

Primeiro, temos que fazer tudo que podemos para garantir o controle e tratamento da COVID-19. Esse é a tarefa primordial. Temos que priorizar sempre o povo e as suas vidas. Precisamos disponibilizar de maneira coordenada os recursos médicos e os suprimentos essenciais. Precisamos adotar medidas efetivas nas áreas-chave como a prevenção, a quarentena, a deteção, o tratamento e o rastreamento. Precisamos agir o mais rápido possível para conter a propagação transfronteiriça e a disseminação no mundo do vírus. Precisamos reforçar o compartilhamento das informações, trocar as boas experiências e práticas, realizar a cooperação internacional em matéria de métodos de teste, tratamento clínico, e desenvolvimento das vacinas e medicamentos, bem como continuar apoiando as pesquisas científicas sobre as fontes e via de transmissão do vírus.

Segundo, temos que apoiar o papel de liderança da OMS. A organização, liderada pelo Dr. Tedros, tem feito contributos importantes em conduzir e impulsionar a resposta global à COVID-19, e o seu trabalho excelente é altamente reconhecido pela comunidade internacional. Neste momento crucial, apoiar a OMS é apoiar a cooperação internacional e a batalha de salvar vidas. A China apela a que a comunidade internacional aumente o apoio político e financeiro à OMS, e mobilize recursos de todo o mundo para vencer o vírus.

Terceiro, temos que aumentar o apoio aos países africanos. Os países em desenvolvimento, particularmente os africanos, têm sistemas da saúde pública relativamente frágeis. Ajudá-los a aumentar a capacidade deve ser a nossa prioridade. A comunidade internacional deve oferecer mais apoios materiais, tecnológicos e de recursos humanos aos países africanos. A China tem enviado uma grande quantidade de suprimentos médicos para mais de 50 países africanos e a União Africana, além de 5 equipes de especialistas médicos para o continente. Em total, nas últimas 7 décadas, mais de 200 milhões de africanos têm recebido serviços médicos oferecidos pelas equipes médicas chinesas. Atualmente, ainda há 46 equipes médicas chinesas residentes na África que estão ajudando com os trabalhos de contenção no local.

Quarto, temos que reforçar a governança global da saúde pública. O homem vai vencer o vírus. No entanto, esta não pode ser considerada a última vez que uma grande emergência de saúde pública nos desafia. É importante melhorar o sistema de governança para a segurança da saúde pública mirando as lacunas e insuficiências expostas. Precisamos responder mais rapidamente às emergências da saúde pública e estabelecer centros globais e regionais de reserva de suprimentos anti-epidêmicos. A China apoia a ideia de fazer uma revisão abrangente da resposta global quando o vírus estiver sob controle, para resumir experiências e colmatar as insuficiências. O trabalho deve ser baseado na ciência e profissionalismo, liderado pela OMS e efetuado de maneira objetiva e imparcial.

Quinto, temos que recuperar o desenvolvimento econômico e social. Os países com condições podem reabrir, de maneira ordenada, os negócios e as escolas, uma vez que não afrouxem os trabalhos de contenção do vírus e observem as recomendações profissionais da OMS. Devemos reforçar a coordenação internacional de políticas macroeconômicas, garantir que as cadeias industrial e de suprimentos globais sejam estáveis e não sofram rupturas, e fazer o máximo para promover a retomada do crescimento econômico mundial.

Sexto, temos que reforçar a cooperação internacional. A humanidade é uma comunidade de futuro compartilhado. A solidariedade e cooperação são as armas mais poderosas para vencer a COVID-19. Esta é uma importante experiência que a comunidade internacional tem obtido nas lutas contra VIH/SIDA, Ebola, Gripe Aviária, Gripe A (H1N1) e outras grandes epidemias. A solidariedade e cooperação constituem o caminho correto que nos conduzirá a vitória sobre a COVID-19.

Senhor Presidente,

A China, orientada pela visão da comunidade de futuro compartilhado da humanidade, cumpre suas responsabilidades não só pela vida e saúde do próprio povo, como também pela segurança pública global. Para promover a cooperação contra a COVID-19, gostaria de anunciar o seguinte:

- A China vai oferecer em dois anos U$ 2 bilhões para apoiar a resposta à COVID-19 e o desenvolvimento econômico e social dos países afetados, sobretudo os em desenvolvimento.

- A China vai trabalhar com a ONU para estabelecer na China um armazém e hub de resposta humanitária global, com vistas a garantir o funcionamento da cadeia de suprimentos anti-epidêmicos e criar "canais verdes" de rápido transporte e desalfandegamento.

- A China vai estabelecer um mecanismo de cooperação para seus hospitais emparelharem-se com 30 hospitais africanos, acelerar a construção de quartel do centro de controle e prevenção da África para ajudar o continente a ficar mais preparado e ter maior capacidade de controle de doenças.

- Assim que a vacina chinesa esteja desenvolvida e aplicada, ela será disponibilizada como um bem público global. Será o que a China contribui para garantir a disponibilidade e acessibilidade de preço da vacina nos países em desenvolvimento.

- A China vai trabalhar com os outros membros do G20 para implementar a Iniciativa de Suspensão do Serviço da Dívida para os países mais pobres. A China está disposta a trabalhar com a comunidade internacional para dar maior apoio aos países severamente afetados sob grande pressão do serviço da dívida, para que eles possam ultrapassar as dificuldades atuais.

Que trabalhemos de mãos dadas para proteger a vida e a saúde de povos de todos os países, salvaguardar o planeta Terra - o nosso lar comum-, e construir uma comunidade global de saúde para todos!

Obrigado.

Ver original em "XINHUA Português" na ligação seguinte:

http://portuguese.xinhuanet.com/2020-05/18/c_139066921.htm

China agiu com «transparência e responsabilidade» face à Covid-19

O presidente chinês, Xi Jinping, afirmou na abertura da 73.ª Assembleia Mundial da Saúde que o seu país agiu com «abertura, transparência e responsabilidade» desde o início do surto de Covid-19.

O presidente chinês garantiu que, quando disponível, a vacina chinesa contra Covid-19 será «bem público global»Créditos / Xinhua

Discursando em Pequim e participando, por videoconferência, na sessão de abertura da Assembleia, esta segunda-feira, o presidente da China indicou que, de «forma oportuna e aberta», o país asiático forneceu à Organização Mundial da Saúde (OMS) e a muitos países a informação que reuniu sobre o coronavírus SARS-CoV-2, que provoca a doença conhecida como Covid-19.

«Partilhámos com o mundo a experiência acumulada sobre o controlo e o tratamento, sem reservas. Fizemos tudo o que era possível para apoiar e prestar assistência aos países mais necessitados», disse Xi – citado pela agência Xinhua – ao referir-se aos esforços da China para conter a propagação da doença.

Vacina como «bem público» e propostas para ultrapassar a Covid-19

Xi Jinping disse ainda que, se alguma das vacinas actualmente a serem desenvolvidas e testadas na China se tornar eficaz contra a Covid-19, o seu país pô-la-á à disposição do mundo como bem público, garantindo assim que se torna acessível e viável nos países em desenvolvimento.

O presidente chinês anunciou ainda que, até 2022, a China destinará dois mil milhões de dólares para apoiar o desenvolvimento socioeconómico de estados afectados pela pandemia e que criará um mecanismo para que os hospitais chineses colaborem com 30 centros de saúde em África no reforço da resposta a doenças contagiosas, informa a Prensa Latina.

Entre as propostas que apresentou com vista a ultrapassar o actual surto epidémico, defendeu que a OMS lidere sempre a resposta mundial à Covid-19, o reforço da área da saúde pública, a nível global, e destacou a necessidade de estreitar a cooperação internacional, a nível da saúde e económico.

Assembleia online

Na Assembleia abordam-se questões como o impacto e os efeitos da pandemia, por videoconferência e não no formato habitual: um encontro que reúne ministros da Saúde, em Maio, na sede da OMS, em Genebra (Suíça).

O «Combate mundial à Covid-19» é o tema principal deste ano da Assembleia Mundial da Saúde, em que participam delegações de todos os estados-membros da OMS. As suas funções principais consistem em determinar políticas, nomear o director-geral do organismo, supervisionar a política financeira e examinar e aprovar o projecto de orçamento, por programas.

Ver original em "AbrilAbril" na seguinte ligação:

https://www.abrilabril.pt/internacional/china-agiu-com-transparencia-e-responsabilidade-face-covid-19

China ameaça retaliar após restrições impostas pelos Estados Unidos à Huawei

 

A China classifica as restrições adotadas pelos Estados Unidos como “abuso do poder estatal” e ameaça retaliar.

 

O Ministério do Comércio da China disse, esta segunda-feira, que vai tomar “todas as medidas necessárias” para retaliar as restrições impostas pelos Estados Unidos ao uso de tecnologia norte-americana pelo grupo chinês das telecomunicações Huawei.

Em comunicado, o Ministério classificou as restrições adotadas por Washington como “abuso do poder estatal” e “violação dos princípios do mercado” e advertiu que constituem uma ameaça para a segurança da “cadeia industrial e de fornecimento global”.

“Os EUA usam o poder do Estado, recorrendo à desculpa da segurança nacional, e abusam das medidas de controlo sobre as exportações para oprimir continuamente e conter empresas específicas de outros países.” A China “vai tomar todas as medidas necessárias para salvaguardar, de forma determinada, os direitos e os interesses legítimos das empresas chinesas”, lê-se na mesma nota.

As novas regras estipulam que os fabricantes estrangeiros de semicondutores que usem tecnologia norte-americana devem obter licença para vender semicondutores fabricados para a Huawei.

 
 

O equipamento de design e fabrico de chips usado nas fábricas de semicondutores do mundo é fabricado sobretudo nos EUA, pelo que a nova regra afeta produtores estrangeiros que vendem para a Huawei e afiliadas, incluindo a HiSilicon, que projeta principalmente chipsets usados em telemóveis e estações base para redes sem fio da Huawei.

O Departamento de Comércio norte-americano disse que as empresas têm um período de carência de 120 dias para os chips já em produção.

A Huawei Technologies, a primeira marca global de tecnologia da China e líder no fabrico de equipamentos de rede e dispositivos móveis, está no centro de um conflito entre os Estados Unidos e a China motivado pelas ambições tecnológicas de Pequim.

Os Estados Unidos acusam a maior fabricante mundial de cooperar com os serviços secretos chineses. A Huawei nega a acusação e as autoridades chinesas dizem que o Governo de Donald Trump está a usar leis de segurança nacional para restringir um rival que ameaça o domínio exercido pelas empresas de tecnologia dos EUA.

ZAP // Lusa

 
 
 

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https://zap.aeiou.pt/china-ameaca-retaliar-huawei-325043

Chanceler russo critica tentativa dos EUA de culpar China pela COVID-19

 

Moscou, 16 mai (Xinhua) -- O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, criticou na sexta-feira as tentativas dos Estados Unidos de responsabilizar a China pela propagação do coronavírus.

"A justiça assume que ninguém deve acusar ninguém de nada sem provas", disse Lavrov em uma entrevista online para o grupo de comunicação RBK da Rússia.

Nenhum país deve acusar outro de cometer ações graves que tenham custado vidas humanas sobre a base de "altamente provável" sem apresentar fatos específicos.

Lavrov lembrou que a China relatou o surto do coronavírus, que atingiu Wuhan, no final de dezembro, então as alegações de que Beijing tentou ocultar informações relacionadas ao vírus são incorretas.

"É da maior importância desenvolver um antídoto e encontrar uma proteção contra esta ameaça, em vez de entrar na discussão de que, como o vírus apareceu em um determinado mercado, é preciso impor sanções a esse ou aquele país", disse Lavrov.

O chanceler indicou que todos os esforços no momento devem ser direcionados não para acusações, e sim para a colaboração e a criação de uma vacina o mais rápido possível.

Ver original em "XINHUA Português" na ligação seguinte:

http://portuguese.xinhuanet.com/2020-05/16/c_139062332.htm

Acusações dos EUA sobre resposta chinesa contra COVID-19 estão deslocadas

 
 
 
Washington, 12 mai (Xinhua) -- As acusações sobre as supostas falhas relacionadas à COVID-19 da China são na maioria deslocadas, destaca um relatório recente de um think tank norte-americano.
 
"Não houve grandes falhas na parte chinesa em alertar os EUA e a comunidade internacional de saúde pública", aponta o relatório de Sourabh Gupta, membro sénior do Instituto de Estudos China-EUA, em Washington.
 
O relatório indica que não houve atraso de três semanas no movimento chinês. Pelo contrário, as autoridades estavam focadas totalmente na investigação, isolamento e detecção da disseminação precoce da COVID-19.
 
"Para aqueles que alegam que o país não fazia nada durante os primeiros dias do surto, o ritmo frenético da resposta inicial da China repugna totalmente sua reivindicação", afirma o documento.
 
O texto salienta que Taiwan não alertou a Organização Mundial da Saúde (OMS) para evidências de transmissão interpessoal da COVID-19 em 31 de dezembro de 2019.
 
"O que Taiwan transmitiu à OMS em 31 de dezembro continha informações que não eram mais úteis do que o que a Comissão Municipal de Saúde de Wuhan já havia anunciado publicamente até essa data".
 
O relatório observa que um evento de pandemia que ocorre de cem em cem anos não se presta a um gerenciamento previsível e a soluções simples, e os Estados Unidos e a comunidade internacional têm a obrigação de considerar honestamente os factos da resposta precoce ao coronavírus da China.
 
"Não obstante o 'nevoeiro de guerra' inicial, a integridade da resposta e do sucesso inicial das autoridades chinesas, particularmente em termos de isolamento do vírus que provoca a doença e estabelecimento de ferramentas de diagnóstico, superam amplamente as falhas", afirma o documento.
 
À medida que as mortes pela COVID-19 continuam a aumentar nos Estados Unidos, alguns indivíduos do governo Trump tentam desesperadamente desviar as críticas sobre seus erros, culpando a China.
 
O coronavírus infectou mais de 1,35 milhão de pessoas nos Estados Unidos, com mais de 80.000 mortes, segundo uma contagem da Universidade de Johns Hopkins.
 
Xinhua

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https://paginaglobal.blogspot.com/2020/05/acusacoes-dps-eua-sobre-resposta.html

Farpas de EUA à China lesam ambas economias e impedem luta com futuras pandemias, avisam analistas

Bandeiras da China e dos EUA
© AP Photo / Andy Wong

Ataques da administração Trump à China podem reduzir drasticamente ou destruir a cooperação bilateral, ameaçando ambas economias e os esforços mútuos contra futuras pandemias, alertam especialistas.

Em 15 de maio, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Zhao Lijian, afirmou que seria melhor a China e os Estados Unidos cooperarem para acabar com a pandemia a fim de revitalizar suas respectivas economias.

A declaração de Lijian foi enunciada a seguir à ameaça de Trump, proferida em 14 de maio, que os Estados Unidos poderiam cortar completamente as relações diplomáticas com a China durante a crise atual da COVID-19.

Cooperação essencial

No início desta semana, legisladores norte-americanos propuseram um projeto de lei para sancionar Pequim se a China não fornecesse um relatório completo da epidemia em solo chinês, ao mesmo tempo que o FBI abriu uma investigação contra alegados ciberataques chineses visando impedir as pesquisas norte-americanas sobre o coronavírus.

Zhao Lijian refutou as acusações, frisando ser a China líder na pesquisa de opções de tratamento da COVID-19 e, ela sim, teria mais motivos para se preocupar com furto de informações.

Pequim já por diversas vezes reiterou que divulgaria mais informações sobre o surto quando fosse oportuno.

Michael T. Klare, professor de Estudos de Paz e Segurança Mundial em Hampshire College (EUA) e membro sênior da Associação de Controle de Armas, advertiu que considerar a China como bode expiatório pode destruir as perspectivas de uma recuperação econômica bem-sucedida após a pandemia do novo coronavírus.

"Neste momento em que o mundo inteiro está sofrendo as consequências do coronavírus, é essencial que todos os países cooperem para superar seus efeitos e prevenir futuras pandemias", comentou Klare à Sputnik Internacional.

Para o especialista, as consequências econômicas da pandemia estão se mostrando especialmente duras e poderiam ser melhor geridas através de esforços coordenados de recuperação por parte das grandes potências econômicas, especialmente os EUA, China, Japão e União Europeia.

Trump pondo fogo em todas as lembranças chinesas

© Sputnik / Vitaly Podvitsky
Trump pondo fogo em todas as lembranças chinesas

"Por estas razões, lamento os esforços da administração Trump para explorar as ansiedades públicas sobre a pandemia e demonizar a China, impondo novas sanções, impedindo assim os esforços de cooperação para superar os danos econômicos impostos pela pandemia", afirmou o analista.

"Isso só pode servir para prolongar os danos e impedir a cooperação na prevenção de futuras pandemias, o que devemos supor que é provável que ocorra", concluiu Klare.

Recuperação ameaçada

O diretor do Centro de Paz e Liberdade do Instituto Independente (EUA), Ivan Eland, opina que a retórica hostil da administração Trump contra a China está condenada a ser um tiro pela culatra, prejudicando as perspectivas de recuperação econômica dos EUA.

"É estúpido exacerbar ainda mais o marasmo econômico dos Estados Unidos ao reduzir a relação econômica mutuamente benéfica entre os dois países", observou Eland, para quem movimentações já em andamento no Congresso arriscam colocar Pequim e Washington em uma perigosa rota de colisão.

"Se o projeto de lei do [senador] Tom Cotton for aprovado, o qual fornecerá US$ 43 bilhões [R$ 251,98 bilhões] em armas adicionais dos EUA para a Ásia Oriental e acelerará a venda de armas para Taiwan, isso pode agravar ainda mais o déficit e a dívida dos EUA, arrastar mais a economia norte-americana e aumentar as tensões militares com a China, podendo mesmo levar à guerra", alertou.

Para o especialista, Trump está provocando confrontos com a China por razões de política interna, e não de política externa, como forma de aumentar suas próprias chances de reeleição.

"Trump está tentando fazer da China um bicho-papão para desviar a atenção de seus próprios fracassos em resposta ao surto pandêmico", garantiu Eland.

Eland concluiu alertando que a China, como nação poderosa, jamais permitiria que sua soberania fosse violada por uma investigação federal norte-americana sobre as origens do vírus.

As opiniões expressas nesta matéria podem não necessariamente coincidir com as da redação da Sputnik

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/opiniao/2020051615588919-farpas-de-eua-a-china-lesam-ambas-economias-e-impedem-luta-com-futuras-pandemias-avisam-analistas/

China pede cooperação com EUA após Trump ameaçar suspender relações

 
 
Pequim, 15 mai 2020 (Lusa) - A China apelou hoje a uma cooperação "mais próxima" com os Estados Unidos na luta contra a pandemia de covid-19, após o Presidente norte-americano, Donald Trump, ameaçar "interromper todas as relações" com Pequim.

"Manter relações estáveis entre a China e os Estados Unidos é do interesse fundamental dos dois povos e da paz e estabilidade no mundo", afirmou o porta-voz do ministério chinês dos Negócios Estrangeiros Zhao Lijian.

Zhao pediu maior cooperação entre o seu país e os Estados Unidos na luta contra o novo coronavírus.

Há várias semanas que Trump repete que o pesado número de mortes devido a infeção pela Covid-19 - mais de 300.000 em todo o mundo - poderia ter sido evitado se a China tivesse agido responsavelmente quando o novo coronavírus foi inicialmente detetado na cidade de Wuhan, no centro da China, no final do ano passado.

Questionado sobre possíveis medidas de retaliação, Trump, disse que "há muitas coisas" que pode fazer, inclusive "terminar com o relacionamento" entre Pequim e Washington.

"Se o fizéssemos, o que aconteceria? Pouparíamos 500 mil milhões dólares se rompêssemos todas as relações", afirmou Trump, sugerindo o fim do deficit comercial norte-americano no comércio com a China.

O Presidente dos EUA, que disse estar "muito dececionado" com a forma como Pequim geriu a crise, rejeitou a ideia de conversar diretamente com o homólogo chinês, Xi Jinping, para aliviar as tensões.

JPI // FPA | Imagem: Kevin Lamarque / Reuters

Ver o original em 'Página Global' na seguinte ligação:

https://paginaglobal.blogspot.com/2020/05/china-pede-cooperacao-com-eua-apos.html

Trump pondo fogo em todas as lembranças chinesas

 
Trump pondo fogo em todas as lembranças chinesas

O presidente norte-americano, Donald Trump, ameaçou interromper toda a relação sino-americana, e relembrou que a pandemia atual provou que ele estava certo em buscar a reestruturação das cadeias de suprimentos globais.

Em entrevista ao canal FOX Business, Trump disse que estava muito desapontado com o fracasso da China em conter a COVID-19, e que a pandemia havia deixado de lado seu acordo comercial de janeiro com Pequim, que ele já havia considerado uma grande conquista.

"Há muitas coisas que poderíamos fazer. Nós poderíamos fazer coisas. Poderíamos cortar toda a relação", ressaltou Trump, acrescentando que isso ajudaria os EUA a "economizar US$ 500 bilhões" (R$ 2,9 trilhões), referindo-se às importações anuais americanas provenientes da China.

O governo dos EUA está agora considerando maneiras de punir ou receber uma compensação financeira da China pelo fato de Pequim, segundo a Casa Branca, estar escondendo informações sobre o vírus.

Previamente, o chefe da Casa Branca em reunião com os governadores disse que poderia apoiar as sanções contra a China propostas pelo senador Lindsey Graham.

O Ministério das Relações Exteriores chinês emitiu um artigo refutando declarações das autoridades norte-americanas sobre o envolvimento do lado chinês na propagação do coronavírus.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/charges/2020051515584748-trump-pondo-fogo-em-todas-as-lembrancas-chinesas/

China considera retaliação contra sanções de projeto de lei dos EUA pela pandemia, noticia mídia

Mulher usando máscara contra coronavírus olha para globo mostrando a China, em Wuhan, na província de Hubei, 15 de abril de 2020
© AP Photo / Ng Han Guan

A China está extremamente insatisfeita com a posição dos EUA sobre o envolvimento de Pequim na propagação da COVID-19 e considera a imposição de sanções retaliatórias, noticia Global Times.

O país asiático manifestou fortes protestos e disse que o projeto ignora os fatos.

"A China não só responderá simbolicamente, como tomará contramedidas que serão dolorosas para eles", diz a publicação citada pelos analistas.

De acordo com o jornal Global Times, citando fontes, pelo menos quatro congressistas e duas organizações farão parte da lista de sanções.

Projeto de lei contra Pequim

Anteriormente, o republicano norte-americano Lindsey Graham declarou que apresentou ao Senado dos EUA um projeto de lei "sobre a responsabilidade pela COVID-19" relativo a sanções contra a China pela propagação do coronavírus.

"Eu respeito Lindsey Graham, e certamente vou considerar isso. O projeto de lei para sancionar a China — então eu certamente vou analisar isso. Eu não vi isso ainda”, disse o presidente norte-americano Donald Trump, segundo uma transcrição publicada no website da Casa Branca.

O documento propõe a introdução de restrições caso os chineses não apresentem um relatório completo, no prazo de dois meses, sobre o surto da doença, com oito senadores republicanos votando a seu favor.

O presidente dos EUA, Donald Trump, reunido com a liderança militar e a equipe de Segurança Nacional na sala do Gabinete na Casa Branca, em Washington D.C., EUA.
© REUTERS / Yuri Gripas
O presidente dos EUA, Donald Trump, reunido com a liderança militar sênior e a Equipe de Segurança Nacional

Embora os democratas dos EUA, que têm maioria na Câmara dos Deputados, não apoiem a ideia de impor sanções contra Pequim, Trump critica a China e reflete publicamente sobre como fazer com que o país "pague" pela pandemia. A China rejeita todas as acusações.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/asia_oceania/2020051415577769-china-considera-retaliacao-contra-sancoes-de-projeto-de-lei-dos-eua-pela-pandemia-noticia-midia/

China e EUA devem implementar conjuntamente o acordo comercial, diz porta-voz

Beijing, 13 mai (Xinhua) -- A China e os Estados Unidos devem trabalhar conjuntamente para implementar seu acordo comercial de primeira fase, seguindo o princípio de igualdade e respeito mútuo, disse nesta terça-feira Zhao Lijian, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês.

A conclusão do acordo comercial China-EUA de primeira fase atende aos interesses da China, dos EUA e do mundo, destacou Zhao em uma entrevista coletiva ao comentar uma pergunta relevante.

Os chefes das equipes de consulta comercial da China e dos EUA tiveram uma conversa por telefone em 8 de maio, concordando em trabalhar para criar uma atmosfera e condições propícias para a implementação do acordo comercial de primeira fase e se esforçar para mais progressos, segundo ele.

Ver original em "XINHUA Português" na ligação seguinte:

http://portuguese.xinhuanet.com/2020-05/13/c_139052869.htm

«É COVID-19, estúpidos»*

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É fácil desmontar a mentira, propalada profusamente por Trump e os escribas ao seu serviço, que a China ‘escondeu’ a doença.

Ela foi comunicada oficialmente à OMS no dia 31 de Dezembro (se tivesse sido mais tarde, seriaCovid-20…), quando havia poucas dezenas de casos de uma doença ainda desconhecida (WHO Situation Report 1).

Durante dois meses, quando parecia que a epidemia se confinava à China, Irão e países vizinhos, a comunicação social entretinha-se a denegrir a China e os seus esforços de contenção e combate à epidemia.

Tudo era ‘culpa do regime’.

Falavam do «momento Chernobil de Xi Jinping» e anteviam o «colapso».

Mas a realidade é que, com medidas firmes, apoiadas em mecanismos de protecção social, a China foi capaz de conter a epidemia essencialmente numa única província, e pode bem vir a ser dos países menos afectados (em relação à sua população) pela pandemia.

Não fez as manchetes, mas no final duma notícia do New York Times (20.3.20) lê-se que «não se conhece nenhum caso, entre os 42 000 trabalhadores da saúde enviados para Wuhan, de infecção com o coronavirus. Os Estados Unidos não estão a proteger os trabalhadores da saúde com a mesma determinação: parecem estar a traí-los».

* A frase já dita e repetida «é a economia, estúpido» foi da autoria do estratega de Bill Clinton nas eleições presidenciais nos USA de 1992,  James Carville, especialista em marketing político, que gizou a estratégia ganhadora de Clinton sobre Bush Pai.

 

Via: O CASTENDO https://bit.ly/3dyQtdw

 

Ver original em 'Abril de Novo Magazine' na seguinte ligação:

https://abrildenovomagazine.wordpress.com/2020/05/13/e-covid-19-estupidos/

China envia equipes médicas para Zimbábue, RDC e Argélia

Beijing, 12 mai (Xinhua) -- O governo chinês decidiu mandar equipes médicas para o Zimbábue, República Democrática do Congo (RDC) e Argélia para apoiar os países africanos na luta contra a pandemia da COVID-19, anunciou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Zhao Lijian, nesta segunda-feira.

As equipes, organizadas pela Comissão Nacional de Saúde, são compostas por especialistas selecionados pelos comitês de saúde da Província de Hunan, Província de Hebei e Município de Chongqing, respectivamente.

A equipe médica para o Zimbábue partiu na segunda-feira de manhã, e as equipes para a RDC e Argélia serão enviadas no futuro próximo, segundo Zhao.

Os países africanos deram um apoio valioso à China quando o país estava em um momento difícil na sua luta contra a epidemia, disse Zhao. No momento, a situação epidêmica na África ainda é grave e a China forneceu e continuará a fornecer várias formas de apoio e assistência aos países africanos dentro de suas capacidades.

O governo chinês ofereceu aos países africanos vários lotes de suprimentos médicos urgentemente necessários na luta contra a pandemia, e as localidades, empresas e organizações civis da China também ofereceram assistência, observou Zhao.

Além de enviar especialistas médicos para países africanos, a China realizou cerca de 30 reuniões de vídeo entre os especialistas médicos chineses e seus homólogos africanos, e as equipes chinesas realizaram cerca de 400 atividades de formação na África, com mais de 20.000 pessoas treinadas, acrescentou Zhao.

"A China continuará a fornecer mais materiais contra a epidemia aos países africanos de acordo com o desenvolvimento da pandemia e os desejos dos países africanos, fortalecer a cooperação em saúde pública e na prevenção e controle de doenças, e alcançar conjuntamente a vitória final na luta contra a epidemia", disse ele. Fim

Ver original em "XINHUA Português" na ligação seguinte:

http://portuguese.xinhuanet.com/2020-05/12/c_139049766.htm

China não registra por 26 dias novas mortes causadas pela COVID-19

 

Profissionais de saúde despedem-se do último grupo de pacientes COVID-19de um hospital que se recuperaram da doença em Beijing, capital chinesa, em 28 de abril de 2020. (Xinhua/Peng Ziyang)

Beijing, 11 mai (Xinhua) -- A China não reportou nenhuma nova morte causada pela doença do novo coronavírus (COVID-19) por 26 dias consecutivos até domingo, disse na segunda-feira Mi Feng, porta-voz da Comissão Nacional de Saúde.

No domingo, o número de casos graves de COVID-19 na parte continental da China caiu para menos de 10 pela primeira vez, e o número de casos confirmados importados do exterior baixou para menos de 100, disse Mi em uma coletiva de imprensa.

Sete regiões de nível provincial na parte continental relataram novos casos domesticamente transmitidos nos últimos 14 dias, com um aumento em infecções de agrupamento, de acordo com Mi.

O porta-voz pediu esforços para cortar as cadeias de transmissão através de identificação de fontes de infecção e rotas de transmissão e fortalecimento do rastreamento do contato, quarentena, tratamento e observação médica.

 

Ver original em "XINHUA Português" na ligação seguinte:

http://portuguese.xinhuanet.com/2020-05/11/c_139048010.htm

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