Censura

Facebook vai proibir mensagens de ódio e moderar publicações políticas

26/06/2020
 

O Facebook anunciou hoje que vai proibir as mensagens de ódio nos anúncios e sinalizar as publicações de políticos que violem as regras da rede social, numa mudança de posição relativamente à moderação de conteúdos ‘online’.

A plataforma irá agora remover anúncios que afirmem que pessoas de certas origens, etnias, nacionalidades, sexo ou orientação sexual representam uma ameaça à segurança ou saúde de outros, anunciou o diretor da empresa, Mark Zuckerberg, num discurso divulgado através do seu perfil do Facebook.

Há várias semanas que o Facebook enfrenta uma pressão crescente da sociedade civil, bem como de alguns dos seus empregados, utilizadores e clientes, para melhor regular os conteúdos que incitam ao ódio.

Mark Zuckerberg adiantou que serão assinaladas todas as mensagens de políticos que quebrem as regras da rede social, incluindo as do Presidente norte-americano, Donald Trump.

O diretor da empresa tinha-se recusado anteriormente a tomar medidas relativamente a mensagens de Trump que sugeriam falsamente que os votos por correspondência levariam à fraude eleitoral nos Estados Unidos.

O Twitter, pelo contrário, colocou, nas mesmas mensagens, o rótulo “verifique os factos”.

Banidas serão também as falsas alegações destinadas a desencorajar o voto, tais como histórias sobre agentes federais que verificam o estatuto legal dos cidadãos em locais de votação.

A empresa assegurou, por outro lado, estar a aumentar a sua capacidade de aplicação da lei para remover falsas informações sobre as condições dos locais de votação nas 72 horas anteriores às eleições presidenciais de novembro nos EUA.

As ações do Facebook e do Twitter caíram hoje drasticamente depois de a Unilever, empresa de marcas como Ben & Jerry’s Ice Cream e Dove, ter dito que irá suspender a publicidade no Facebook, Twitter e Instagram pelo menos até ao final do ano.

O fabricante europeu de produtos de consumo disse que a decisão visa protestar contra a quantidade de discurso de ódio ‘online’.

A Unilever defende que a atmosfera polarizada que se vive nos Estados Unidos, antes das eleições presidenciais de novembro, colocou a responsabilidade de agir sobre as marcas.

“Decidimos que a partir de agora, pelo menos até ao final do ano, não iremos gerir publicidade das nossas marcas em plataformas de notícias das redes sociais Facebook, Instagram e Twitter nos EUA”, disse a Unilever.

“Continuar a anunciar nestas plataformas nesta altura não acrescentaria valor às pessoas e à sociedade’, acrescentou a empresa.

As ações tanto do Facebook como do Twitter caíram cerca de 7% na sequência do anúncio da Unilever.

A empresa, que tem sede nos Países Baixos e Reino Unido, junta-se a um conjunto de outros anunciantes que se retiram das plataformas ‘online’.

O Facebook, em particular, tem sido alvo de um movimento crescente de suspensão de publicidade para pressionar a empresa a fazer mais para evitar que conteúdos racistas e violentos sejam partilhados na sua plataforma.

Em reação à decisão da Unilever, Sarah Personette, vice-presidente de soluções globais para clientes no Twitter, disse que a “missão da empresa é garantir o debate público e assegurar que o Twitter é um lugar onde as pessoas podem fazer ligações humanas, procurar e receber informação autêntica e credível, e expressar-se livremente e em segurança”.

Ver o original em 'Plataforma Media' na seguinte ligação:

https://www.plataformamedia.com/2020/06/26/facebook-vai-proibir-mensagens-de-odio-e-moderar-publicacoes-politicas/

A caça às bruxas

(Comentário:
Pode-se fingir que não se vê ou achar que é pouco significativo. MAS, de facto, a censura cresce no 'digital' e os senhores deputados da Nação parecem nem reparar que o direito à liberdade de expressão consagrado na Constituição portuguesa é posto frequente e crescentemente em causa, no território português, como se isso nada significasse. Alguns talvez pensem que a liberdade de expressão só respeita ao seu próprio direito de se exprimirem. Provavelmente perceberão tarde demais que estão enganados.)

abrildenovomagazine.wordpress.com is no longer available. This blog has been archived or suspended in accordance with our Terms of Service. For more information and to contact us please read the message in your dashboard.   image 
Em quarta-feira, 24 de junho de 2020, 13:13:20 WEST
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Era através do Abril de Novo Magazine que eu conseguia colocar no facebook os postes dos meus blogues censurados; logo por acaso o “WordPress.com" bloqueou o Abril de Novo Magazine.
Eu não acredito em bruxas, mas que as há, há.

Ver o original em As palavras são armas (clique aqui)

CADA QUAL VÊ A TELEVISÃO QUE QUER (?!)

(Comentário:

Comentar para quê? É tão óbvio!)

Technology is NOT 'Neutral' | Intellectual Takeout

Pedro Pezarat Correia
 

Total de presenças nas três estações: PSD 11;  PS 9;  CDS 4;  BE 3;  Livre 2;  PCP 1;  IL 1.

Liberdade de informação?  O telespectador, tem razões para se sentir manipulado.

A informação na comunicação social é hoje dominada pelos telejornais, isto é. a informação televisiva (aparte as redes sociais mas esse é outro universo). A que acresce, com tempo de antena alargado, a chamada grande informação na RTP 3, SIC N e TYI 24, em horário nobre posterior ao noticiário das 20h00. Aí pontificam os comentadores, os opinion makers, em painel, frente-a-frente ou com tribuna pessoal, em geral convidados por critério partidário. Têm estatuto de residentes com lugar cativo no programa e, quando não podem comparecer, o substituto é alguém do mesmo partido. Penso que a ninguém escapará a tendenciosa seleção dos convidados, longe de refletir o mosaico partidário nacional e que, dado o seu peso na formação da opinião pública, viola um valor essencial da democracia, o direito a uma informação isenta.
Fiz um apanhado semanal, não exaustivo mas que penso revelador, do horário nobre daqueles três canais e distingo três tipos de programas: debate em painel (DP) normalmente três convidados além do moderador: frente-a-frente (FF) com dois participantes; comentador de cátedra (CC) com presença individual e sem contraditório.
Nesta análise não entram programas cujos analistas sejam jornalistas da estação ainda que alguns se comportem como opinion makers partidários, convidados ad hoc especialistas em temas específicos, ou experts do futebol que aí adquirem a notoriedade que depois os lança na política, apesar de ter a convicção de que, se entrassem, acentuariam o desequilíbrio partidário das presenças. Excluo ainda três programas do tipo DP, na RTP 3 "O Último Apaga a Luz" á 6a feira, na SIC N “O Eixo do Mal" à 5.a feira e “O Governo Sombra” ao sábado. Passam já fora de horário nobre, são um misto de comentário e humor sarcástico e não julgo que os participantes, quase todos jornalistas, sejam convidados por identificação partidária.
Eis o que verifiquei, indicando a área partidária em que o participante se posiciona (alguns não tenho a certeza mas não andarei muito longe, assinalo com ?):
1. Na RTP 3 predominam os FF em benefício do bloco central:
 
2ª feira - Honório Novo (PCP) e Diogo Feio (CDS)
- Ricardo Paes Mamede (BE?) e Fernando Alexandre (PSD)
3. a feira - Inês Medeiros(PS) e Taborda da Gama (PSD)
4. a feira - Teixeira Lopes (BE) e Pedro Duarte (PSD)
5. a feira - Marcai Grilo (PS) e Nobre Guedes (CDS)
6. a feira - Vale de Almeida (PS) e Pedro Norton (PSD?)
Sábado - Rui Tavares (Livre) e Ricardo Arroja (IL)
Domin - Pedro Adão e Silva (PS) e Pedro Norton (PSD?)
- João Soares (PS) e Poiares Maduro (PSD)
 
Tem ainda à 3.a feira um DP, “O Outro lado”, com Ana Drago (Livre?). Pedro Adào e Silva (PS) e José Eduardo Martins (PSD)
 
Total de presenças PSD 7, PS 6, BE 2, Livre 2, CDS 2, PCP 1 e IL 1.
2. A SIC N dá preferência a CC também com opção pelo bloco central:
 
3.a feira - José Miguel Júdice (PSD)
6.a feira - Francisco Louçã (BE)
Domin - Marques Mendes (PSD)
- Ana Gomes (PS)
 
Total de presenças PSD 2, PS 1, BE 1.
A TVI 24 prefere também a CC mas com exclusividade ao arco da governação:
2,a feira - Fernando Medina (PS)
5.a feira - Manuela Ferreira Leite (PSD)
Domin - Paulo Portas (CDS)
Tem ainda um DP à 3.a feira, “Circulatura do Quadrado”, com Jorge Coelho (PS), Pacheco Pereira (PSD) e Lobo Xavier (CDS)
 
Total de presenças PS 2, PSD 2, CDS 2.
Total de presenças nas três estações: PSD 11; PS 9; CDS 4; BE 3; Livre 2; PCP 1; IL 1.
 
Sem comentários, apenas uma nota chocante: à exceção de Louçã não há qualquer voz à esquerda do PS na SIC e na TVI! O arco da governação deixou raízes.

Liberdade de informação? Para quem escreve nos jornais ou pontifica nas rádios e televisões não há censura, é certo. Mas a comunicação tem dois pólos, o emissor e o recetor. Pode o emissor não ser condicionado mas o panorama acima mostra que o recetor, o telespectador, tem razões para se sentir manipulado.

Em tempo de ditadura discutia-se, num fim de tarde e em conversa de café, a liberdade de imprensa. Um fiel salazarista, contra a opinião da maioria, protestava: "Não há liberdade de imprensa? Essa é boa, cada um compra o jornal que quer!”
Pois é. Hoje também cada um vê a televisão que quer.
22 de Junho de 2020
 
 
 
 
 

Governo Bolsonaro acumula diversas medidas para reduzir transparência

Planalto tentou mudar duas vezes a Lei de Acesso à Informação, além de buscar ocultar dados sobre a pandemia do coronavírus

O governo do presidente Jair Bolsonaro acumula desde janeiro de 2019 ao menos 13 medidas para dificultar ou sonegar informações do país, segundo levantamento feito pela Folha.

No período, o governo federal tentou mudar duas vezes a LAI (Lei de Acesso à Informação), esconder pesquisas da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) sobre drogas e tirar os dados da violência policial do anuário sobre direitos humanos.

Leia mais em Folha de S.Paulo.

Ver o original em 'Plataforma Media' na seguinte ligação:

https://www.plataformamedia.com/2020/06/22/governo-bolsonaro-acumula-diversas-medidas-para-reduzir-transparencia/

Câmara do Porto proíbe espetáculo de Bruno Nogueira na noite de São João

(Comentário
O municipalismo está cada vez mais perigoso.
E ainda há quem confunda municipalização com descentralização...Fazem muito mal.)
 
 
 

O concerto “Deixem Passar o Pimba”, com Bruno Nogueira e Manuela Azevedo, agendado para a noite do dia 23 estava já esgotado e com esta medida da autarquia, que proíbe o funcionamento de todas as salas de espetáculo, não se poderá realizar.

O presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira, decidiu proibir o funcionamento das salas de espetáculo na noite do dia 23, a noite de São João. O espetáculo “Deixem Passar o Pimba” com Bruno Nogueira e Manuela Azevedo, está agendado para essa noite, às 21.00 no Coliseu do Porto e tinha já a lotação esgotada com todos os bilhetes vendidos, segundo a produtora Força de Produção. Com este despacho da autarquia, o espetáculo não se poderá realizar. A imagem publicada pelo site oficial do município para ilustrar o despacho não deixa dúvidas, sendo do Coliseu do Porto.

O despacho esta sexta-feira assinado por Rui Moreira determina, “com fundamento em relatório emitido pelo Serviço Municipal de Proteção Civil do Município do Porto, o encerramento das salas de espetáculos e recintos similares, a partir das 19h00 do dia 23 de junho e até às 8h00 do dia 24 de junho.”

Leia mais em Diário de Notícias

Ver o original em 'Plataforma Media' na seguinte ligação:

https://www.plataformamedia.com/2020/06/19/camara-do-porto-proibe-espetaculo-de-bruno-nogueira-na-noite-de-sao-joao/

'A TV mente': os sistemáticos silenciamentos.

Discriminação
 
A pior manipulação e discriminação política é aquela que é feita pelo silenciamento.Há muito que está comprovada a eficácia que tem a omissão das posições que se pretendem combater.
O silenciamento de algumas forças políticas é a opção e a prática quotidiana da generalidade dos 'media' portugueses.
 
Por exemplo, no dia 11 de junho a RTP deu conta das reações dos Partidos com representação parlamentar ao discurso proferido, na véspera, pelo Presidente da República. Mas só ouviu alguns! O PCP, o PEV, a IL e o Chega foram omitidos como se não tivessem sido, todos eles, eleitos pelos portugueses para expressarem as suas posições.
Não se percebe qual foi o critério deste saneamento. Se a RTP pretende 'justificar-se' com a dispensabilidade dos "extremos" trata-se de uma idiotice grave sem qualquer base séria, constitucional ou legal.
É especialmente preocupante o tratamento informativo que a RTP (tal como as restantes televisões privadas) dispensa ao PCP, partido que, simpatize-se ou não com ele, tem uma evidente representatividade eleitoral e social além de uma história inalienável que o constituiu como um dos Partidos fundadores do atual regime democrático português.
É inegável que há um sistemático silenciamento desta força política nas análise e nos comentários habituais e que o tempo que lhe é atribuído no noticiário é consabidamente discriminado. O silenciamento das posições e iniciativas do PCP não é um incidente antes é uma prática constante e assumida pela RTP e pelos demais órgãos de comunicação.
Não se trata de concordar ou defender as posições do PCP. O importante é defender a liberdade de opinião e de expressão.
Obviamente conhecem-se as causas do anticomunismo e as raízes que há mais de dois séculos alimentam a luta contra o 'espectro' oriundo dos trabalhadores. Mas a História tem, também, demonstrado que a ostracização dos comunistas é sempre o primeiro passo para destruir a democracia e que quando os democratas se calam perante a marginalização (discreta ou violenta) dos comunistas é a liberdade e a democracia que acabam por perecer.
Nos tempos que correm é bom não olhar para o lado ou fingir que não se percebem os silenciamentos e discriminações imperantes nos órgãos de comunicação.
 
 
 
 
 
 

O "face" ensadeceu... (2)

Há uns anos, mais de nove, montei neste meu espaço uma exposição bem composta.

Pequena exposição - Figuras do meu imaginário de adolescente e rostos que me povoam a mente 

Tinha a dita uma sala de entrada "Sala de afectos" e duas galerias. A uma, designei-a por "Galeria das "Minhas Influências e Crenças" a outra "Os nossos Ódios de Estimação".

Com essa implantação pendurei por lá a parte da obra que poderia até ser minha se tivesse o seu traço, a sua criatividade e arte. As figuras, lá expostas, ainda constam do meu imaginário e os rostos que lá coloquei continuam a povoar-me a mente. Entre mim e o Fernando há cumplicidades de uma geração que passou pelos mesmo e de um empenhamento militante semelhante. Ambos teimamos em tornar o mundo melhor. O facebook coloca-se ao lado de quem não gosta disso, e calou-lhe o bicoe ao meu mantém-o calado. 

Estamos ambos censurados!

 

Ver original em 'Conversa Avinagrada' (aqui)

DECIDIMOS ABANDONAR O FACEBOOK DO IMPÉRIO DECADENTE DOS EUA

 
 
Considerando a censura cerrada que o Facebook tem efetuado ao Página Global ao longo dos anos (mais de 10), assim como a autores-colaboradores que participam nesta publicação - sendo o caso mais flagrante Martinho Júnior - decidimos não "alimentar" mais aquela rede social visivelmente controlada por administrações e organizações norte-americanas que não aprovam as referências que também aqui publicamos sobre os feitos e a reprovação de alguns dos seus crimes contra a humanidade, a sementeira de guerras, as suas injustiças contra seus próprios cidadãos, etc.
 
É longa a lista histórica que dá e sobeja para enunciar tais crimes, afinal posteriormente "lavados" por alguns órgãos de comunicação social aparentemente respeitáveis que usam e abusam da manipulação e das referidas "lavagens" de políticas e ações de guerra criminosa ao arrepio do Conselho de Segurança da ONU. 
 
Conclui-se que é por isso, pelas nossas divulgações fazendo eco de outras publicações e por artigos exclusivos de nossos colaboradores quando os apresentam e opinam, que o desagrado do Facebook vem sendo manifestado. Primeiro privando temporariamente a divulgação ali dos nossos títulos e agora privando completamente e desde há dias qualquer link de Página Global.
 
Por tudo isso e porque reprovamos e não aceitamos as extremas tendências censórias e antidemocráticas do Facebook decidimos abandonar aquela agência sinuosa e fraudulenta - denominada rede social - cada vez mais de propaganda do império decadente dos EUA e aderirmos à rede social do VK, para além de desde sempre também estarmos no Twitter, ligações cujo acesso encontram na barra lateral do PG.
 
Aos leitores, amigos e colaboradores do Página Global que usam o Facebook anunciamos que a partir de hoje não publicaremos mais nada após a publicação na integra desta comunicação. Retiraremos do Facebook amanhã tudo que tivermos de ligação e "alimento" àquela "rede social". A saber: a página, o grupo e toda e qualquer referência a que tenhamos aderido. Talvez ao Facebook só voltaríamos se e quando comprovasse regular-se por valores intrinsecamente democráticos, de respeito pela liberdade de manifestação, de expressão, de informação, etc. O que não acreditamos que aconteça porque o império  norte-americano está em queda acelerada e o desespero leva-o a ações criminosas e antidemocráticas que têm a reprovação de enorme percentagem da população mundial.
 
O Página Global agradece a todos(as) que nos têm acompanhado na referida "rede social" que a partir deste momento abandonamos e voltamos a esclarecer que amanhã, terça-feira, 31 de março, procederemos ao nosso abandono efetivo e definitivo. Por essa razão não devem perder tempo a ali nos procurarem. Estaremos no Twitter e no VK - ver barra lateral.
 
Um grande abraço de todo o PG
 
MM | PG

Ver o original em 'Página Global' na seguinte ligação:

https://paginaglobal.blogspot.com/2020/03/decidimos-abandonar-o-facebook-do.html

Já sei!

 Fui corrido do Facebook porque não contei a minha história, mas a das tropas dos EUA que a coberto do coronavírus estão a invadir a Europa com objetivos precisos (aqui).
 
Fui corrido do Facebook porque publiquei a solidariedade do governo chinês a auxiliar os italianos no combate ao COVID-19 e denunciei a angústia de milhões de norte-americanos sem condições para se tratarem. (aqui)e (aqui)
 
Fui corrido do Facebook porque não publiquei o que almocei, nem onde e denunciei a fome que o neoliberalismo provoca em todo o planeta.
 
Os “padrões do Facebook” não são os meus e as minhas “publicações” não se destinam a entreter e muito menos a bestealizar quem as possa ler.
 
O Facebook tem a faca, mas somos nós que temos o queijo na mão, e é nestes momentos de desnorte que podemos ver com mais clareza como atua e quem apunhala.

Via: as palavras são armas http://bit.ly/3d1DCkr

 

 

Ver original em 'Abril de Novo Magazine' na seguinte ligação:

https://abrildenovomagazine.wordpress.com/2020/03/14/ja-sei/

O "face" ensandeceu...

Ontem ao ir lá, fazer já não sei bem o quê, quando dei conta de o que lá tinha posto, tinha sido apagado... e não se limitara a eliminar dois ou três. Foi às carradas. 
Nem quis ver as opções...
E ainda agora me pergunto que raio de "padrões de comunidade" teria eu desrespeitado ao publicar isto? Isso, e tudo o resto!
_____________
ÚLTIMAS NOTÍCIAS: JÁ LÁ TÁ TUDO
SÓ QUE EU NÃO GANHEI PARA O SUSTO
 

Ver original em 'Conversa Avinagrada' (aqui)

Caetano critica onda de censura no Brasil: liberais agem como aiatolás

“Sou contra censura. Lancei É Proibido Proibir em 1968, em plena ditadura militar”, disse o cantor e compositor baiano.

 

 

Caetano Veloso concedeu entrevista ao Estadão para falar de seu novo projeto – um álbum em parceria com o jovem clarinetista Ivan Sacerdote, só com músicas do cantor e compositor baiano. O disco Caetano Veloso & Ivan Sacerdote estará disponível nas plataformas digitais a partir desta quinta-feira (16) e tem show de lançamento previsto para 8 de fevereiro, no Teatro Castro Alves, em Salvador (BA).

Depois de conversar com Caetano sobre o projeto, a repórter Adriana Del Ré o abordou, por e-mail, sobre a onda obscurantista de censura que cresce no Brasil. A jornalista lembrou duas “tentativas de censura” recentes: “ao beijo gay na HQ vendida na Bienal do Livro no ano passado e agora ao especial do Porta dos Fundos na Netflix”. Como esperado – ainda mais em tempos de trevas bolsonaristas –, a resposta foi um manifesto contra o retrocesso.

Sou contra censura. Lancei É Proibido Proibir em 1968, em plena ditadura militar”. Adorei a atitude de Felipe Neto em relação ao desenho do beijo gay. Vi o Especial de Natal do Porta dos Fundos com atraso. Mas ri à beça. Os atores são muito bons e as cenas irresistíveis”, afirmou Caetano.

Segundo o artista, é preciso valorizar a liberdade de expressão, mesmo quando suas manifestações soam como blasfêmias:

“Venho de uma família muito religiosa, mas sempre achei muita graça em humor blasfemo. Entendo que alguns devotos protestem. Mas censurar por razões religiosas, não!  Não estamos no Irão”.

Por fim, Caetano cutucou o presidente Jair Bolsonaro e seu discurso neoliberal, comandado pelo ministro da Economia, Paulo Guedes: “O Estado brasileiro tem agora liberais anglo-americanos inspirando a economia. Como pode querer tomar atitude de aiatolás?”.


Texto original em português do Brasil

Exclusivo Editorial PV / Tornado

 
 
 
 
 
 
 
 
 

Ver original no jornal 'TORNADO' na seguinte ligação:

https://www.jornaltornado.pt/caetano-critica-onda-de-censura-no-brasil-liberais-agem-como-aiatolas/

Facebook e Instagram decidem remover qualquer post em apoio a Soleimani

 

247 - Com o objetivo de cumprir sanções dos Estados Unidos, o Instagram e sua empresa controladora, o Facebook, estão removendo postagens que apóiam o comandante iraniano morto Qassem Soleimani. A informação é de um porta-voz do Facebook em comunicado à CNN Business sexta-feira. O Instagram também encerrou a conta de Soleimani na plataforma em abril passado.

"Operamos sob as leis de sanções dos EUA, incluindo aquelas relacionadas à designação do IRGC pelo governo dos EUA e sua liderança", disse um porta-voz do Facebook em comunicado.

Em protesto, o governo do Irã pediu uma ação legal em todo o país contra o Instagram. Também criou um portal em um site do governo para usuários do aplicativo enviarem exemplos de postagens removidas pela empresa, informou a mídia estatal iraniana.

 

 

Netflix recorre e Porta dos Fundos vence

Esta terça-feira, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro ordenou que a exibição do Especial de Natal Porta dos Fundos: A Primeira Tentação de Cristo, na Netflix seja “suspensa imediatamente”.

A decisão liminar foi concedida pelo desembargador Benedicto Abicair, da 6ª Câmara Cível do TJ-RJ, a pedido da Associação Centro Dom Bosco de Fé e Cultura — uma entidade conservadora católica.

O desembargador afirma na decisão, que o pedido para retirar o programa do ar é “mais adequado e benéfico, não só para a comunidade cristã, mas para a sociedade brasileira, maioritariamente cristã, até que se julgue o mérito do agravo”.

A Justiça decretou ainda uma multa de 150 mil reais (33 mil euros) por cada dia que a Netflix demore a executar a ordem.

O programa, que estreou em Dezembro, tem revoltado religiosos no Brasil — culminando num ataque com bombas contra a sede da produtora dos comediantes.

O desembargador confessa ter assistido ao episódio “rapidamente” e diz que o roteiro “configura ato de intolerância religiosa e discurso de ódio, ao retratar, às vésperas do Natal, Jesus Cristo como um homossexual pueril, namorado de Lúcifer, Maria como uma adúltera desbocada e José como um idiota traído por Deus”, argumentando que o filme tem como intento primário “a depreciação da fé alheia”.

O especial motivou diversos abaixo-assinados sendo que alguns chegaram a atingir a marca de 1 milhão de assinaturas.

Por enquanto, a Netflix ainda não reagiu a esta ordem judicial e o conteúdo ainda pode ser visto.

Vários humoristas portugueses já reagiram nas suas redes socais:

Nuno Markl: “A isto chama-se censura, juventude. Não era suposto estarmos a falar dela em 2020, a não ser como matéria dos livros de História.”

Bruno Nogueira: “perigoso, grave e inacreditável”

Diogo Faro: “E agora, com a gravidade disto, já dá para assumir o cheiro a ditadura que vai no Brasil, ou ainda não chega?”

Na sequência da suspensão, a Netflix recorreu ao Supremo para continuar a exibir o especial de Natal do grupo humorístico Porta dos Fundos “A Primeira Tentação de Cristo”.

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, tomou a decisão esta quinta-feira, depois de, na quarta-feira, a exibição ter sido suspensa pelo juiz Benedicto Abicair, no Rio de Janeiro, atendendo ao pedido da associação católica Centro Dom Bosco de Fé e Cultura.

“Não se descuida da relevância do respeito à fé cristã (assim como de todas as demais crenças religiosas ou a ausência dela). Não é de se supor, contudo, que uma sátira humorística tenha o condão de abalar valores da fé cristã, cuja existência retrocede há mais de 2 (dois) mil anos, estando insculpida na crença da maioria dos cidadãos brasileiros”, justifica Dias Toffoli na decisão, segundo o site da Globo.

 

Ver original em 'Portal CASCAIS' na seguinte ligação:

https://www.portalcascais.pt/sociedade/netflix-recorre-e-porta-dos-fundos-vence/

Porta dos Fundos: depois do terror, a censura

 

Nestes tempos terríveis e perigosos há uma observação única e fundamental a se fazer sobre a proibição de "A Primeira Tentação de Cristo," do Porta dos Fundos, que ontem teve sua exibição proibida por decisão do desembargador Benedito Abicair, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.

Trata-se de uma iniciativa incompatível com o regime de democracia e liberdade em que o país escolheu viver a partir da Constituição de 1988, escrita por constituintes eleitos pelo voto direto de brasileiros e brasileiras.

Ali se diz, no parágrafo IX do artigo 5, que "é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença".

Para reforçar a mesma ideia, 215 artigos adiante os constituintes voltaram ao assunto para sublinhar: "é vedada toda e qualquer censura de natureza política, ideológica e ou artística".

Este fato que conduz a uma verdade muito simples. Você pode ter gostado ou não do episódio.

Também pode considerar que, num país onde Bolsonaro tenta transformar o debate político numa guerra religiosa, é preciso evitar armadilhas que só interessam a quem trabalha pela pela treva cultural e pela manipulação política.

 

Neste momento, porém, a questão democrática e a defesa da liberdade ocupam o lugar essencial. Até porque há outro aspecto grave na decisão.
Embora o país não possua uma religião oficial, o caráter laico do Estado não esteja em discussão e a Constituição afirme que todos são iguais perante a lei, a proibição sugere um tratamento preferencial a uma religião específica, apontando possíveis benefícios na proibição, "não só para a comunidade cristã, mas para a sociedade brasileira, majoritariamente cristã".

Por fim, o contexto do absurdo. A proibição foi anunciada uma semana depois da sede do Porta dos Fundos ter sofrido um ataque terrorista, motivada pelo mesmo episódio agora censurado. Numa confissão de crime, o cidadão flagrado pelos vídeos que registraram o atentado deixou o país para não ser preso e encontra-se foragido na Rússia, a 11 500 quilômetros de distância.

Vamos reconhecer. Embora sejam medidas de caráter inteiramente diferente, que não permitem qualquer comparação, a bomba e a censura se aproximam pela mesma na mensagem de intolerância.

 

"Os ares democráticos não admitem censura", recorda o ministro Marco Aurélio de Mello, do STF.

Alguma dúvida?

Ver o original em 'Brasil24/7' na seguinte ligação:

https://www.brasil247.com/blog/porta-dos-fundos-depois-do-terror-a-censura

Brasil | Quem deu a ordem de censurar sites?

 
 
Você provavelmente ainda não se deu conta disso, mas a gente vai te falar: a sua provedora de internet – aquela para a qual você paga seus boletos todo mês – está controlando que tipo de sites você vai ou não ver. E não estamos falando de sites com conteúdo flagrantemente criminoso ou ilegal. 
 
Estamos falando de sites com informações públicas sobre direitos reprodutivos e sobre como fazer um aborto seguro. Ao sonegarem esse tipo de informação, as empresas contribuem para a estatística: em 2016, foi registrada uma morte a cada duas tentativas de aborto. Tente acessar este site agora: https://www.womenonwaves.org/pt/
 
 
Nesta semana, mostramos aqui no Intercept que a Vivo e a NET/Claro, as duas maiores provedoras de internet banda larga do país, fazem exatamente isso: elas bloqueiam o acesso de seus clientes ao site Women on Waves, que fornece assistência e informações sobre aborto seguro. Para você ter uma ideia, só outros quatro países fazem o mesmo tipo de bloqueio: Arábia Saudita, Irã, Turquia e Coreia do Sul.
 
A gente foi, então, perguntar para as empresas por que elas censuram esse conteúdo. Isso porque, apesar de o aborto ser crime no Brasil (exceto nos casos de anencefalia, estupro ou risco) compartilhar informações sobre aborto seguro não é crime. Nós já publicamos, a revista AzMina já publicou (e foi atacada por isso), até a Organização Mundial da Saúde tem o beabá do aborto seguro disponível na internet. Por que o Women on Waves é bloqueado? As operadoras responderam com uma notinha de duas linhas que diz que o bloqueio aconteceu por causa de uma ordem judicial e que elas não comentam decisões da justiça. Uma notinha vaga que desperta outras perguntas: quem pediu esse bloqueio? Partiu de quem? As operadoras de telefonia recorreram? O processo está em segredo de justiça? Por quê? Não sabemos. No caso do bloqueio ao Women on Waves, a situação é grave porque o conteúdo não é criminoso. Por causa de uma ordem judicial que não sabemos de onde veio e nem o seu teor – mas podemos imaginar o que a provocou, já que a censura se agravou em 2019 –, milhões de brasileiros vão ficar privados do acesso a informações de interesse público sobre saúde reprodutiva feminina. Trata-se de uma censura a um site que, a rigor, é legal. Depois da publicação da reportagem – que se concentrou só na banda larga fixa –, recebemos relatos de leitores que relataram que o bloqueio também acontece na Tim. Ou seja, é mais grave do que relatamos. Nós perguntamos ao Sinditelebrasil, que representa as telecoms, o número do processo que motivou a censura. Ninguém respondeu. Sem transparência, você fica sem saber as razões das operadoras esconderem um site de você. Pior: fica sem saber, também, se há outros sites que estão sendo censurados sem nenhum aviso ou explicação. O que mais a Vivo, NET/Claro e a Tim  estão tentando impedir que seus clientes acessem? E por quê? Sugerimos que vocês perguntem às telecoms nas redes sociais. Talvez com pressão pública elas tomem coragem de nos contar a verdade. Marquem o TIB: a gente quer saber o que elas respondem. FACEBOOK:
Tim: https://twitter.com/TIMBrasil Por fim: quem tiver alguma pista ou ideia de que processo seria esse que derrubou o site, por favor, responda a este e-mail. Estamos apurando, mas vocês podem nos ajudar. Obrigada!
 
Tatiana Dias                                       
Editora Sénior
 
Nathália Braga
Estagiária de Jornalismo
 
O Intercept Brasil não vai parar de investigar o judiciário, as grandes corporações, políticos e governos. Junte-se a nós na luta por informação e transparência. FAÇA PARTE DO TIB  The Intercept Brasil

O Facebook aderiu à guerra virtual contra o povo palestino

por MPR [*]

Censura sionista no Facebook. No dia 9 de Outubro o Facebook eliminou a página do Centro Palestino de Informação (PIC) sem sequer contactar seus administradores.

A página contava com quase cinco milhões de seguidores no Facebook e, para os provocadores ao serviço de Israel nas redes sociais, era outro inimigo a abater.

Assim, o Facebook tornou a demonstrar seu servilismo para com o Tel Aviv e o seu apoio ao racismo e ao apartheid.

Segundo um documento obtido por The Electronic Intifada, o governo israelense financiou uma campanha mundial de propaganda para manipular os estrangeiros e lutar contra o movimento palestino BDS (Boicote, Desinvestimento, Sanções)[1] .

Israel formou um exército de milhares de provocadores financiados parcialmente pelo Ministério de Assuntos Estratégicos. Para ocultar a sua participação, o Ministério admitiu que trabalha com grupos que lhe servem de camuflagem e não querem expor seus vínculos com Tel Aviv.

Uma das plataformas on line deste tipo é Act II , que tem 15 mil membros activos. Trata-se de uma aplicação móvel que recruta provocadores para uma guerra virtual às mensagens pró palestinas no Facebook [2] .

Contudo, Israel nunca teria alcançado seus objectivos se o Facebook não se houvesse somado oficialmente ao governo de Tel Avi na sua guerra virtual contra os palestinos.

Em 2014 Sohaib Zahda foi o primeiro palestino detido pelo exército israelense por inserir uma mensagem nas redes sociais. Iniciou-se assim uma nova estratégia para reprimir o que Israel considera um "incitamento". Desde então, a campanha de detenções estendeu-se a centenas de palestinos, principalmente jovens artistas, poetas e estudantes.

A partir do ano seguinte Israel começou a pressionar seriamente o Facebook. As detenções de palestino por mensagens no Facebook abriram uma nova janela às práticas de Israel, revelando o lado mais escuro das redes sociais.

Israel construiu rapidamente uma legal para as detenções. Só em 2015 foram abertos 155 processos, proporcionando uma cobertura legal que foi explorada como parte do seu acordo posterior com o Facebook. O juízes recorreram ao artigo 144 D.2 do Código Penal israelense de 1977 ("incitação à violência e ao terror") para a repressão nas redes sociais.

Como é habitual, a estratégia israelense começou com uma campanha maciça de propaganda para criar uma pressão pública e mediática no Facebook. O governo israelense activou o exército de sicários que acabava de criar na Internet para dizer que o Facebook se havia convertido numa plataforma de ideias violentas que os palestinos exploravam sobre o terreno.

Quando em Setembro de 2016 o governo israelense anunciou sua vontade de trabalhar com o Facebook para "lutar contra o incitamento" à violência, a rede de Zuckerberg estava preparada para acabar com a liberdade de expressão que sempre havia prometido respeitar.

Após dois dias de conversações nas quais participaram, entre outros, o ministro do Interior israelense, Gilad Erdan, e o ministro da Justiça Ayelet Shaked, o governo israelense e o Facebook acordaram "combater o incitamento à violência nas redes sociais" [3] .

Numa declaração posterior, o gabinete do ministro israelense do Interior reconheceu que ambas as partes haviam acordado "criar equipes para determinar a melhor maneira de supervisionar e eliminar o conteúdo incendiário". Isso significava que os conteúdo relacionados com a Palestina e Israel seriam filtrados, não só pelo Facebook como também pelos polícias israelenses.

O processo de selecção de objectivos segue sempre o mesmo percurso:
- os provocadores israelenses aparecem e comentam as publicações palestinas;
- denunciam as pessoas e os conteúdo supostamente ofensivos à equipe conjunta do Facebook e Israel;
- a plataforma digital envia recomendações sobre as contas marcadas para a censura;
- as contas palestinas e solidárias são apagadas ou eliminadas.

A censura foi devastadora para os palestinos, com muitas páginas eliminadas temporária ou permanentemente.

06/Novembro/2019

Ver também:

Ver original em 'RESISTIR.INFO' na seguinte ligação:

https://resistir.info/palestina/facebook_06nov19.html

Portugal | A direção do Benfica e a violação da Lei

 
 
Jornal de Notícias | editorial
 
A direção do Sport Lisboa e Benfica decidiu não passar a acreditação a um jornalista do Jornal de Notícias para o jogo de quarta-feira, frente ao Portimonense, e impedir o acesso ao Estádio da Luz, numa flagrante violação da Lei. O direito de acesso à informação foi ilegitimamente violado e é inegociável.
 
O repórter do JN, que se dedica praticamente em exclusivo a noticiar as atividades do clube, numa relação profissional clara e transparente ao longo dos anos, fez, mesmo assim, o que lhe competia: foi ao estádio para trabalhar e, impedido pela direção do clube, participou o caso às autoridades, para que este siga o seu caminho processual.
 
Pergunta o leitor: o que leva a direção de um clube a proibir a entrada de um repórter cuja missão é informar? Por escrito, a direção do Benfica só esta quinta-feira explicou, através da sua newsletter, que aguardava um esclarecimento da Direção do JN sobre declarações proferidas, na passada segunda-feira, por um jornalista numa conferência de Imprensa no Rio de Janeiro. Antes, sem que o clube tenha assumido formalmente as razões da proibição, o diretor de Comunicação ligou insistentemente para a Administração da Global Media, detentora deste diário, e para a Redação, exigindo um pedido de desculpa do JN, por escrito, mas que se manteria sob reserva.
 
 
Em causa estão considerações meramente pessoais de um outro jornalista do quadro do JN e expressas como tal na conferência de Imprensa do treinador Jorge Jesus, após o jogo frente ao CSA. Considerações pessoais que precederam a formulação de perguntas, essas sim objetivas. E que, como todas as opiniões, em nada vinculam o Jornal de Notícias, mas apenas quem as profere.
 
A opinião do jornalista em causa também não foi refletida em qualquer texto ou vídeo publicados pelo JN, tendo a notícia, na tradição secular da separação entre factos e opinião, respeitado todos os procedimentos e regras deontológicas inerentes ao exercício da profissão.
 
O Jornal de Notícias, instituição centenária, orgulha-se dos pergaminhos de isenção, imparcialidade, seriedade e honestidade que sempre pautaram esta marca, seja dos poderes económicos, religiosos, políticos ou clubísticos.
 
O Jornal de Notícias não confunde as instituições com quem temporariamente as representa. E não deixará, com maior ou menor dificuldade, de prosseguir a sua missão.

A Direção
 

Ver o original em 'Página Global' na seguinte ligação:

https://paginaglobal.blogspot.com/2019/11/portugal-direcao-do-benfica-e-violacao.html

A imprensa australiana contra a censura governamental

A imprensa australiana cobriu a tinta negra suas manchetes e passou anúncios nos canais de televisão para protestar contra a aplicação da lei de censura.

A Austrália, o Canadá, a Nova Zelândia e o Reino Unido tem uma legislação extremamente restritiva visando preservar segredos de Estado.

Vocês jamais ouvem falar de censura governamental nesses países, e por boa razão, já que ela é muito comum.

Três jornalistas estão sendo processados por ter revelado que :
- o governo pretendia usar os meios de interceptação dos «Cinco Olhos» (os quatro países acima mencionados mais os Estados Unidos) para espionar (espiar-pt) os cidadãos australianos.
- As Forças Especiais australianas cometeram crimes de guerra no Afeganistão.





Ver original na 'Rede Voltaire'



Resistir à censura é preciso

 

A censura às artes, à literatura e à cultura em geral, é uma das características mais marcantes dos regimes autoritários e fascistas. Não são poucos os momentos na história em que peças de teatro foram proibidas, livros foram queimados, ou “recolhidos”, filmes deixaram de ser exibidos. No Brasil, vivemos um desses momentos de obscurantismo. Precisamos ter consciência dele para que possamos somar forças e dizer não à censura. É preciso resistir às trevas neomedievais.

O episódio mais recente aconteceu com o brilhante grupo potiguar de teatro Clowns de Shakespeare, que teve a apresentação de sua peça Abrazos cancelada pela Caixa Cultural do Recife, após vencer a seleção em edital aberto pela instituição. Após o ocorrido, o grupo decidiu cobrar na Justiça os direitos previstos em edital, visto que a Caixa Cultural não apresentou justificativa adequada para o cancelamento. Abrazos é uma peça infantil sobre a “repressão ao abraço”, inspirada em “O Livro dos Abraços”, do escritor uruguaio Eduardo Galeano.

A peça leva os espectadores à jornada de um menino que vive em um país onde não é permitido às pessoas se abraçarem ou demonstrarem qualquer afeto uns com os outros. “É uma censura travestida com argumentos jurídicos”, afirma o diretor da peça, Marco França, em seu perfil no Instagram. E completa: “Vemos um momento de barbárie no país, onde a verba pública para pesquisa e educação são cortadas, livros são censurados, artistas estão sendo perseguidos e tendo suas obras censuradas. Não nos calarão”.

Este é apenas o episódio mais recente. Neste ano, sob o governo Bolsonaro e suas versões nos estados, o espaço para a censura tem se ampliado. No Rio de Janeiro, o prefeito Marcelo Crivella (PRB) censurou e mandou retirar da Bienal do Livro, obras com temática LGBT por causa de um beijo gay que ilustrava uma história em quadrinhos.

Em abril, poucos dias antes de reestrear no Festival de Curitiba, o premiado espetáculo A Mulher Monstro, da trupe Sem Cia. de Teatro, fundada em Natal (RN) e sediada também em Recife, foi censurado pela prefeitura de Curitiba. O pretexto da perseguição é político: a peça se baseia em declarações polêmicas de personalidades como o presidente Jair Bolsonaro. Apoiador do governo direitista, o prefeito Rafael Greca (DEM) proibiu a encenação do espetáculo no Memorial de Curitiba, um dos equipamentos municipais que abrigam sessões do festival, no Centro Histórico.

A peça já foi exibida na própria cidade, há dois anos, durante o Festival de Curitiba de 2017. Na ocasião, todas as sessões estavam lotadas – o que ajudou a promover o espetáculo. Desde então, a peça recebeu aclamação por onde passou: 12 cidades brasileiras, de sete estados, em três regiões do País, totalizando 62 sessões e 7 mil espectadores.

 

Mesmo sob perseguição, com prejuízos diante do veto autoritário e sofrendo ameaças nas redes sociais, a Sem Cia. de Teatro apresentou-se em local aberto, em defesa da arte, da liberdade e da democracia. “Como resistência, a apresentação teatral será no formato de rua e com livre acesso ao público”, informou o grupo, à época.

Em setembro, a exposição Queermuseu – Cartografias da Diferença na Arte Brasileira, foi cancelada pelo Santander Cultural, em Porto Alegre. Com foco temático em diversidade sexual, a mostra reunia 270 trabalhos de 85 artistas e foi suspensa após protestos nas redes sociais liderados pelo Movimento Brasil Livre (MBL). A queixa era de que as obras, assinadas por nomes consagrados como Adriana Varejão, Cândido Portinari e Lygia Clark, faziam apologia à pedofilia e à zoofilia. Uma tentativa do Museu de Arte do Rio (MAR) de trazer a mostra para a cidade foi desautorizada pelo prefeito Marcelo Crivella.

A livre expressão artística é alvo preferencial de ataques dos ultraconservadores, acolhidos pelo aparato jurídico-policial. Em Campo Grande (MT), a polícia apreendeu uma tela exposta no Museu de Arte Contemporânea do Mato Grosso do Sul, sob a mesma acusação de apologia à pedofilia. Um juiz também proibiu a peça Evangelho Segundo Jesus, Rainha do Céu, minutos antes da estreia, no Sesc Jundiaí, em São Paulo, também em setembro.

 

No Uruguai, a Embaixada brasileira, que patrocina um festival no país vizinho, proibiu a exibição de um espetáculo sobre a vida do grande artista Chico Buarque, sob pena de retirar o patrocínio.

A censura é o maior cerco à liberdade de expressão e à arte desde o fim da ditadura militar. A professora Carla Costa Dias, da Escola de Belas Artes (EBA) da UFRJ, considera o cenário muito preocupante. Em entrevista, ela afirmou que vivemos um um período de retrocesso. “Temos visto um movimento de direita crescente. O MBL é financiado por corporações exatamente para impor uma pauta ampla de cerceamento dos movimentos sociais. Esse mesmo grupo faz apologia do que chamo de ‘Escola Com Censura’, que busca limitar a ação dos professores e o pensamento”.

Os ataques diretos são apenas uma parte da perseguição à arte e à cultura. Outra parte vem do cerco financeiro às produções que não se encaixam no modelo ideológico dos neofacistas brasileiros. Os ataques à Ancine e à Funarte, a pressão para que boa parte dos artistas não tenham suas obras financiadas, seja pela Lei Rouanet ou por outros editais, também faz parte desse movimento para inviabilizar o pensamento crítico.

Está claro que precisamos de um amplo movimento em defesa da liberdade de expressão, das artes, da cultura e do pensamento crítico. Precisamos resistir, com ações e ideias. Nós, estudantes secundaristas, convidamos todos os setores incomodados com esse momento, para cerrar fileiras e garantir a liberdade em todas as suas formas de expressão.

Twitter recupera contas de oficiais cubanos, mas de Raúl Castro continua bloqueada

Dançarinas de flamenco tiram selfie durante o Festival Internacional de Balé que teve lugar em Havana, Cuba
© AP Photo / Ramon Espinosa

O Twitter restaurou algumas das contas da imprensa estatal de Cuba, de jornalistas e oficiais do governo que tinham sido bloqueadas, mas o perfil do líder do Partido Comunista, Raúl Castro, continua fora do ar.

Membros do governo cubano acusaram o Twitter, que tem sede nos Estados Unidos, de censura. Críticos do regime, no entanto, ironizaram o fato da reclamação partir de um partido que monopoliza a mídia na ilha e que praticaria a censura.

O Twitter não explicou como as contas teriam desobedecido as regras da rede social. Um porta-voz da companhia, no entanto, afirmou que usuários não podem amplificar ou prejudicar artificialmente conversas usando múltiplas contas.

“O Twitter finalmente nos devolveu nossas contas. Obrigado para aqueles que expressaram solidariedade”, afirmou Mariela Castro, filha de Raúl Castro e diretora do Centro Nacional de Cuba de Educação Sexual, citada pela agência Reuters. Ela também teve seu perfil retirado do ar.

O bloqueio aconteceu na quarta-feira (11), mesmo momento em que o presidente de Cuba, Miguel Diaz-Canel, fazia um pronunciamento na TV alertando para uma crise de energia causada pelas sanções americanas.

Uso de robôs contra e a favor do regime

Outras contas, no entanto, não foram desbloqueadas. O site Cubadebate informou que todos os seus perfis, em várias línguas, continuam fechados, assim como de seus diretores e jornalistas.

“É bem conhecido que em várias ocasiões o Twitter se coloca a serviço de operações de inteligência e de política externa do governo dos EUA. Não seria surpresa se esse fosse o caso agora”, acusou o site.

O governo cubano controla a mídia cubana. O jornalismo independente é tolerado, mas considerado ilegal, e muitos críticos do regime denunciam que sites oposicionistas são bloqueados.

Os meios de comunicação oficiais têm muitos perfis e frequentemente publicam artigos semelhantes ou iguais, o que poderia estar na raiz da proibição. Segundo dissidentes, existem contas falsas de apoio ao governo. Mas há quem aponte também o uso de robôs para criticar o regime.

De acordo com o Comitê para Proteção dos Jornalistas (CPJ, por sua sigla em inglês), Cuba é um dos 10 países que mais censuram no mundo. No entanto, nos últimos anos o governo socialista vem expandindo o acesso à internet.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/americas/2019091314513679-twitter-recupera-contas-de-oficiais-cubanos-mas-de-raul-castro-continua-bloqueada/

A NATO COMO POLÍCIA DE OPINIÃO

É necessário desarticular a carga de conteúdos verdadeiramente perigosos para a democracia e para a liberdade de expressão que esconde a queixa da NATO de manipulação nas redes sociais.
 
José Goulão | AbrilAbril | opinião
 
Centro de Excelência de Comunicação Estratégica da NATO queixa-se de manipulação nas redes sociais. E quando o Centro de Excelência de Comunicação Estratégica da NATO se queixa só há que esperar uma intensificação das acções policiais de censura na internet, com o pretexto de que as redes sociais são incapazes de se regularem a si próprias. O cerco às opiniões divergentes da doutrina oficial atlantista e europeísta aperta-se e a NATO afina mecanismos policiais para que não haja desvios à opinião única.
 
A notícia passa quase despercebida, pelo que é necessário desarticular a sua carga de conteúdos verdadeiramente perigosos para a democracia e a liberdade de expressão.
Os especialistas de manipulação de informação aglutinados no Centro de Excelência de Comunicação Estratégica da NATO, ou NATO StratCom, garantem que detectaram «buracos» nas redes sociais que poderiam ter permitido influenciar e manipular eleitores antes das eleições europeias de Maio. O que vale por dizer que certamente encontrarão agora mais «buracos» para envenenar eleitores na perspectiva de novas eleições gerais britânicas que, de facto, serão um novo referendo do Brexit; quem sabe ainda se os mesmos «buracos» não serão extensivos às eleições portuguesas de Outubro e por aí sucessivamente.
 
O NATO StratCom desconhece, em boa verdade, se os «buracos» detectados foram aproveitados para as eleições europeias. Só o Twitter terá facultado o acesso a um deles, designado Vkontakte1  e de origem russa (obviamente), que por acaso «não foi usado extensivamente», segundo Janis Sarts, o chefe dos censores militares concentrados em Riga.
Um coro de lamentos
 
O trabalho sobre a NATO e a manipulação da informação, posto a circular pelo website EUObserver, é um coro de lamentos sobre a suposta incompreensão que os polícias do NATO StratCom encontram nas redes sociais e nos gigantes informáticos Facebook, Twitter, WhatsApp, YouTube, Google e por aí adiante; o que os torna ineficazes quando se trata de impedir a criação dos «buracos» por onde se infiltrem informações e opiniões que contrariem as doutrinas oficiais do atlantismo e do europeísmo, definidas dogmaticamente como «valores universais».
 
Rolf Fredheim, identificado como o «cientista principal» da associação censória policial, lamenta, por exemplo, o «conflito de interesses» que dita a suposta inactividade do Facebook em matéria de controlo de opiniões. Uma vez que as receitas financeiras da rede social são ditadas pelo número de membros activos, então não há que esperar que esta faça auto-regulação de frequentadores, constata Fredheim. O que leva facilmente à conclusão de que a NATO irá tomar medidas para que a «regulação» se execute por outras vias e os «buracos» se fechem2.
 
«Não conhecemos os dados sobre a actividade» desenvolvida através dos supostos «buracos», mas «sabemos que houve», assegura Janis Starts. Valendo isso como uma verdade absoluta que justificará qualquer acção para corrigir a situação.
 
Um patamar superior de censura
 
A corrida ao controlo das opiniões divergentes da doutrina oficial é vertiginosa e, percebe-se agora, filtrada através de uma rede hierárquica de organismos no topo da qual estão os militares da NATO.
 
Como é do conhecimento geral, a União Europeia tem a sua Task Force de Informação Estratégica em funcionamento, também com o objectivo declarado de conter a «desinformação», isto é, a informação que se desvie da que tem a chancela oficial.
 
Naturalmente, o que imediatamente atrás ficou escrito é um exemplo de prática desinformativa porque a União Europeia e a NATO, segundo os seus axiomas, respeitam a liberdade de expressão e apenas combatem a manipulação efectuada através da Rússia.
 
Para que conste, por exemplo, é um exercício de propaganda russa dizer que a NATO destruiu a Líbia e fomenta a guerra na Síria;
ou que o tráfico de droga explodiu no Afeganistão desde a invasão da NATO;
ou que o golpe de 2014, patrocinado pela NATO e a União Europeia, fomentou a ascensão do nazismo na Ucrânia.
 
O que, na prática, equivale ao maniqueísmo em que se instalaram a União Europeia e a NATO: quem discorda das suas práticas concorda automaticamente com os russos – um conceito restritivo da liberdade de opinião próprio de quem se orienta por tentações ditatoriais.
 
O que se observa agora através das queixas do NATO Stratcom veiculadas pelo EUObserver é que os militares puxam dos galões e chamam a própria União Europeia à ordem, por ser demasiado contemporizadora com as redes sociais. Nada mais natural: a União Europeia é apenas o braço político da NATO, sobretudo nestes tempos em que a política se faz cada vez mais através da guerra.
 
De facto, a Task Force de Comunicação Estratégica da União Europeia tem acordos com várias redes sociais em matéria de fact-checking, como se Bruxelas delegasse nestas entidades parte da acção censória. E é assim que temos o Facebook em Portugal fiscalizado, desde 25 de Abril deste ano, pelo aparelho de um website designado Observador, que supostamente assegura a doutrina oficial mesmo sendo alinhado com a extrema-direita. O caso funciona como uma bússola fiável sobre o sentido em que funcionam estes mecanismos.
 
O NATO StratCom, porém, não tem a mesma confiança nesta maneira de controlar opiniões e não considera, por outro lado, que «o sistema de alarme rápido» montado ao nível de Bruxelas proporcione os resultados necessários. Tão pouco valida os sistemas montados pelas próprias redes sociais para impedir a suposta manipulação de informação.
Os censores de Riga têm esta posição baseada em experiência própria – é também por isso que a NATO vive em manobras militares permanentes.
 
No ano passado, segundo o trabalho publicado por EUObserver, uma equipa de especialistas de manipulação do NATO StratCom conseguiu enganar soldados da Letónia em exercícios através da aplicação de encontros íntimos Tinderconvencendo-os a divulgar as suas posições no terreno e a criar um grupo falso no Facebook. Segundo os promotores da experiência, a rede social demorou duas semanas a detectar a situação, sendo mais do que tempo para perder uma guerra.
 
Dizem os militares da central censória de Riga que são obrigados a seguir os metadados para detectar as origens da desinformação e liquidá-la no ovo. Convenhamos que, em bom rigor, o NATO Stratcom não precisa da auto-regulação das redes sociais para nada. Dar-lhes-ia, provavelmente, menos trabalho terceirizar a fiscalização, mas com o controlo das informações privadas de entidades e cidadãos alcançado pelas agências de espionagem dos Estados Unidos não haverá segredo que lhes escape. A grande irmandade universal da espionagem da vida pública e privada, que nos faz ver um agente russo em cada esquina e um manipulador chinês em cada semáforo, tem todos os meios necessários ao seu dispôr para filtrar opiniões.
 
O coro de queixas emitido pelo NATO StartCom é uma espécie de exercício de vitimização abrindo passagem a um grau superior de policiamento de opiniões e consciências tendo em conta a envergadura do «inimigo» e as cumplicidades que este consegue.
 
A internet é ainda uma espécie de última fronteira da liberdade de expressão e opinião, praticamente já inexistente no circo mediático convencional. E fronteiras, como se sabe, não são obstáculos que travem a NATO e os seus mecanismos de excelência.
 
 
 
 
1.Trata-se, muito simplesmente, de uma rede social de contactos do tipo Facebook, mas em língua russa, muito popular na Rússia, Ucrânia e Bielorrússia.
 
2.Rolf Fredheim parece ser capaz de medidas suficientemente eficazes para garantir a ausência de contraditório na internet. Uma breve pesquisa no Google por “Rolf Fredheim, NATO” não devolve qualquer artigo com uma visão minimamente crítica das ideias de Fredheim. O máximo que se consegue obter – se calhar por constituir uma publicação da Cambridge University Press – é a referência a um artigo da investigadora Julie Hemment intitulado «Red Scares and Orange Mobilizations: A Critical Anthropological Perspective on the Russian Hacking Scandal» (2017). Daí até à piada do primeiro de Abril desse ano do ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, dada em nota no referido artigo, com a respectiva ligação, vai um curto mas saboroso passo, que exemplifica o cenário de histeria informativa vivido no meio atlantista dos mainstream media.
 
Imagem: La República, Perú

Novas da Rede Voltaire

 
 
Thierry Meyssan*
 
Depois da colecta de fundos em favor da Rede Voltaire ter sido desviada ilicitamente por um banco, e de muitos outros bancos terem fechado ou recusado abrir uma conta para uma colecta, Thierry Meyssan faz o balanço sobre a situação legal e financeira da associação.
 
Há um mês, nós solicitamos a vossa ajuda a fim de pagar uma dívida que punha em risco a continuação do nosso trabalho. A quantia devida foi reunida em poucos dias, mas o "site" Internet que efectuava esta colecta não no-la encaminhou e de forma ilegal devolveu-a aos doadores.
 
Entretanto, recolhemos depois 26.000 euros numa conta aberta por Alain Benajam e na conta relacionada do PayPal.
 
O banco que gere (gerencia-br) essa conta, enervou-se com o ruído em torno da nossa conta-colecta e bloqueou qualquer transação, já que a lei lhe permite isso. Por fim, recuperamos este dinheiro e essa conta foi encerrada.
 
Negociamos com nosso credor. Transferimos-lhe o dinheiro já recolhido e obtivemos um adiamento para o restante, sabendo que os nossos leitores estão prontos para contribuir e que o problema não é de tesouraria, mas de transferência.
 
Estes repetidos problemas confirmam-nos a existência de uma lista negra internacional que nos impede por motivos políticos de beneficiar de serviços bancários.
 
 
Na linha de Voltaire, nunca dissociamos a análise política da defesa das liberdades fundamentais. É muito importante para nós fazer triunfar o Direito. Em 2001-03, fomos processados por uma empresa multinacional que nos exigia 1 milhão de euros, em danos e juros, por ter utilizado o nome da sua marca e o seu logotipo durante uma campanha de boicote. Com efeito, realmente, nós tínhamos denunciado o encerramento de uma fábrica (usina-br) rentável e excedentária porque os acionistas da firma desejavam investir o seu valor numa operação ainda mais rendosa. Do nosso ponto de vista, o direito de propriedade, como todos os direitos, tem limites e os proprietários não podiam colocar no desemprego centenas de trabalhadores, não por necessidade económica, mas unicamente por engodo financeiro. Este caso aparecia como a Panela de ferro contra a Panela de barro. Nós defendemos, então, na Justiça que o direito de expressão é mais importante que o direito das marcas, e que tínhamos fundamento em identificar nominalmente, e visualmente, essa multinacional pelo seu logotipo no contexto de um debate democrático. 
 
O Tribunal de Apelo de Paris deu-nos razão [1], e também ganhamos parcialmente no plano político uma vez que foi aprovada em França uma lei enquadrando este tipo de despedimento.
 
De maneira a que os nossos problemas não se continuem a repetir, estamos a colocar em acção um sistema perene de colecta de fundos. Isso exigirá provavelmente mais de um mês e não poderá ser feito no lapso de tempo que nos é dispensado para reembolsar a nossa dívida.
 
Independentemente dessas démarches, desejamos apresentar queixa contra as duas empresas que gerem o sítio Internet de captação de fundos. A sua infracção não diz respeito unicamente à associação Réseau Voltaire, mas ao conjunto dos doadores, ou seja vós próprios : vocês remeteram dinheiro a este "site" Internet sob o compromisso de que ele nos seria transmitido.
 
Em vez disso, ele enviou-o de volta para vocês sob um falso pretexto. Nós consideramos que isso é um «abuso de confiança».
 
Um doador não foi reembolsado porque o cartão bancário que usou está agora fora de prazo. Precisou de reclamar esse dinheiro para o reaver. Um outro foi reembolsado sob a forma de crédito, mas não pode sacar dinheiro vivo, etc.
 
Para cobrir o resto da soma da nossa dívida, abrimos uma nova conta no PayPal, desta vez endossada à conta bancária do nosso advogado.
 
Pedimos-vos para aí depositar, com toda a urgência, a vossa contribuição a fim de que possamos continuar a manter vivo este sítio Internet e a apresentar-vos a nossa análise das relações internacionais.
 
Antecipadamente o nosso obrigado.
 
 
 
* Intelectual francês, presidente-fundador da Rede Voltaire e da conferência Axis for Peace. As suas análises sobre política externa publicam-se na imprensa árabe, latino-americana e russa. Última obra em francês: Sous nos yeux. Du 11-Septembre à Donald Trump. Outra obras: L’Effroyable imposture: Tome 2, Manipulations et désinformations (ed. JP Bertrand, 2007). Última obra publicada em Castelhano (espanhol): La gran impostura II. Manipulación y desinformación en los medios de comunicación(Monte Ávila Editores, 2008).
 
Notas:
[1] Ver nomeadamente : «Je Boycottte Danone», Bernard Edelman, Recueil Dalloz (2001); «Affaire jeboycottedanone.com, 30 avril 2003», Francine Wagner, Encyclopedia Universalis (2004); L’affaire LU : autopsie d’une crise d’un nouveau type, Catherine Malaval et Robert Zareder, Observatoire international des crises; Dehors les p’tits Lus, Monique Laborde et Anne Gintzburger, Flammarion (2005); Copyright and Free Speech: Comparative and International Analyses, Jonathan Griffiths and Uma Suthersanen, Oxford University Press (2005); The General Exception Clauses of the TRIPS Agreement: Promoting Sustainable Development (Cambridge Intellectual Property and Information Law), Edson Beas Rodrigues, Cambridge University Press (2012); American Exceptionalism, the French Exception, and Digital Media Law, Lyombe Eko, Lexington (2013); Trademarks and Social Media: Towards Algorithmic Justice, Danny Friedmann, Edward Elgar Pub (2015).

'Não vou chancelar a censura', diz secretário de Cultura ao pedir exoneração

O presidente Jair Bolsonaro empossa o ministro da Cidadania, Osmar Terra, durante cerimônia de nomeação dos ministros de Estado, no Palácio do Planalto
Agência Brasil/Valter Campanato

O secretário especial de Cultura do Ministério da Cidadania, Henrique Pires, afirmou que irá deixar o cargo após o presidente Jair Bolsonaro decidir barrar um edital de financiamento de séries de temas LGBT.

"Eu tenho o maior respeito pelo presidente da República, tenho o maior respeito pelo ministro, mas eu não vou chancelar a censura", disse Pires ao G1. "Eu não concordo com a colocação de filtros em qualquer tipo de atividade cultural. Não concordo como cidadão, e não concordo como agente público, você tem que respeitar a Constituição."

Bolsonaro suspendeu a liberação de verbas da Agência Nacional do Cinema (Ancine) para um edital que havia selecionado séries sobre "diversidade de gênero" e "sexualidade", a serem exibidas nas TVs públicas.

"É um dinheiro jogado fora. Não tem cabimento fazer um filme com esse tema", disse Bolsonaro.

O Ministério da Cidadania afirmou em nota, obtida pelo G1, que Pires "não estava desempenhando as políticas propostas pela pasta".

Confira a íntegra da nota emitida pelo Ministério da Cidadania:

"Ao contrário da versão divulgada pelo ex-secretário especial da Cultura José Henrique Pires o cargo foi pedido pelo ministro da Cidadania, Osmar Terra, na terça-feira (20), à noite, por entender que ele não estava desempenhando as políticas propostas pela pasta. O ministro se diz surpreso com o fato de que o ex secretário, até ser comunicado da sua demissão, não manifestou qualquer discordância à frente da secretaria. O secretário-adjunto e secretário de Fomento e Incentivo à Cultura, José Paulo Soares Martins, assume o cargo."

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/brasil/2019082114417241-nao-vou-chancelar-a-censura-diz-secretario-de-cultura-ao-pedir-exoneracao/

Viagem ao mundo da verdade única

 
 
Para aos dirigentes europeus só existem a verdade de Bruxelas e a mentira do Kremlin. É preto ou branco, quem discorda de Bruxelas concorda com o Kremlin e com os terroristas islâmicos.
 
 
 
Uma viagem ao mundo da «estratégia de comunicação» da União Europeia e respectivas emanações é uma experiência indispensável para confirmar os indícios de que os dirigentes europeus convivem cada vez mais desconfortavelmente com a liberdade de opinião. Na verdade, como ilustra essa incursão, já encaram a informação como propaganda, o contraditório como um abuso e a liberdade como um delito. Está aberto o caminho para a imposição da opinião única, em que se baseiam todas as formas de censura, desde a dos coronéis à dos «fact-checkers» contratados a peso de ouro por Bruxelas.
 
As poucas linhas introdutórias que o leitor acaba de consultar são uma «desinformação», à luz da «estratégia de comunicação» que a União Europeia tem vindo a por em prática desde que os chefes de Estado e de governo declararam a sua necessidade, numa cimeira em Março de 2015.
 
Uma «desinformação» porque, segundo a definição oficial chancelada pelos órgãos europeus, «distrai e divide, semeia a dúvida através da deformação e falsificação de factos para criar a confusão, mina a confiança das pessoas nos media, nas instituições e nos processos políticos estabelecidos».
 
A simples menção de que a União Europeia continua a dar mostras de uma propensão censória, fruto de uma opinião fundamentada de um jornalista, é inegavelmente uma «desinformação» porque pode «minar» a confiança dos leitores «nas instituições e nos processos políticos estabelecidos».
 
Contra isso age a União Europeia, defendendo-se através da sua «estratégia de comunicação», uma «abordagem coordenada em total conformidade com os nossos valores europeus e os nossos direitos fundamentais». Entre os quais figura, por ironia do destino, o direito de opinião.
 
 
Três mil milhões de euros de investimento
 
Esta é a ocasião em que o leitor pode supor: bom, contestar uma ideia não passa de uma fase de um debate, quanto muito de uma reprimenda moral, uma maneira talvez um pouco excessiva, é certo, de defender a narrativa oficial europeia perante opiniões que a contradizem.
 
Será mesmo assim?
 
A «estratégia de comunicação» europeia já tem o seu histórico desde 2015 através de uma coisa designada East StratCom Task Force (Task Force da Estratégia de Comunicação para Leste), associada ao Serviço Europeu de Acção Externa, e que neste ano de 2019 custa a módica quantia de três mil milhões de euros aos contribuintes europeus.
 
Os serviços da União montaram uma equipa de 16 pessoas a tempo inteiro, todas elas «com vasta experiência em áreas de comunicação» e falando muitas línguas, «entre elas o russo», para responder às opiniões que contradigam ou contrariem o discurso oficial da União Europeia e desmontá-las com supostas provas e argumentos.
 
Entre as opiniões a desmantelar estão, por exemplo, as que acusam as sanções norte-americanas de serem responsáveis pela crise na Venezuela, as que afirmam a presença de neonazis no actual poder ucraniano ou que consideram o Grupo dos Sete (G7) como uma emanação dos interesses que governam o mundo.
Caem nas más graças dos 16 verificadores ou fact-checkers aqueles que dizem ou escrevem que os Estados Unidos abandonaram o Tratado de Mísseis de Médio Alcance (INF) em benefício do seu próprio complexo militar e industrial, que a NATO fez a guerra contra a Jugoslávia violando o direito internacional ou que os «capacetes brancos» na Síria encenam ataques químicos para acusar o governo de Damasco – realidade mais do que provada.
É também uma violação «dos nossos valores europeus e dos nossos direitos fundamentais» negar – mesmo apresentando provas – que a Rússia derrubou o avião malaio que fazia o voo MH-17, dizer que Juan Guaidó usurpou a presidência na Venezuela ou que os protestos em Hong Kong são potenciados por agitadores com ligações ao estrangeiro.
 
EU vs Disinfo
 
Um dos espelhos da campanha permanente de propaganda e de divulgação da verdade única – a da União Europeia – é o website EU vs Disinfo, a União Europeia contra a desinformação.
 
Dia a dia, muitas vezes ao dia, ponto por ponto aqui podem encontrar-se as versões que incomodam a União Europeia e as verdades repostas pelos fact-checkers. É um facto que as provas e os argumentos por eles utilizados são débeis e, quase sempre, excertos de discursos ou declarações de dirigentes da União, da NATO, dos Estados Unidos, do próprio Donald Trump, como não podia deixar de ser. E quase todas as respostas começam com uma espécie de salmo decretando imediatamente a falsidade garantida da asserção: «este texto reproduz uma narrativa recorrente do Kremlin». E o resto vem por acréscimo, dir-se-ia desnecessário.
 
Por exemplo, sempre que EU vs Disinfo rebate o facto óbvio segundo o qual os Estados Unidos dinamitaram o Tratado INF recorre a uma receita padrão: em primeiro lugar, garante que se trata de «narrativa do Kremlin»; em segundo lugar recorda que foi Obama quem descobriu que a primeira violação do Tratado foi um ensaio de um míssil russo, embora o então presidente norte-americano, e o seu sucessor, não tenham apresentado qualquer prova; em terceiro lugar assegura que os ministros dos Negócios Estrangeiros da NATO assumiram a versão de Obama e Trump. Fica tudo dito e sentenciado sobre o assunto. Provas para quê?
 
Assim funciona o mecanismo. Umas vezes com o primarismo que se percebe pelo que atrás foi dito; em certas situações, porém, existe mais elaboração, não tanto pelo que se afirma mas pelo que os donos da verdade escondem. É o caso, por exemplo, da cumplicidade dos Estados Unidos e da NATO com o tráfico de órgãos humanos nos Balcãs envolvendo figuras do UCK, o grupo fundamentalista islâmico que foi transformado em governo no protectorado do Kosovo. EU vs Disinfo faz os desmentidos canónicos e omite – por óbvia conveniência – a história do relatório britânico que faz luz sobre o escabroso negócio. Um documento pendente há anos no Conselho da Europa, à espera de ser debatido.
 
Para que o processo de verificação da verdade seja «independente», a União Europeia assegura que actividades como as do EU vs Disinfo não têm a chancela que as distingue como «oficiais». Apesar de Bruxelas pagar três mil milhões só este ano e a título, como sublinha, de «investimento nos domínios da vigilância e da educação». Em boa verdade, trata-se de uma grande operação de «reeducação europeísta» a que é suposto nenhum de nós escapar se quiser estar do lado da verdade única e indiscutível.
 
Uma trama ardilosa
 
A União Europeia não assume que estes processos estejam relacionados com a preocupação generalizada de combater as opiniões contrárias e contraditórias. Nada disso, assegura Bruxelas, não se trata de impor uma verdade oficial, uma opinião única.
 
A «comunicação estratégica» foi criada e existe porque «a pressão propagandística da Rússia e dos terroristas islâmicos sobre a União Europeia não deixa de aumentar». Fica definido o pretexto.
 
Deixemos de lado o facto de o EU vs Disinfo defender os «capacetes brancos», um grupo terrorista islâmico associado à al-Qaida, manifestando assim uma apreciável aptidão para os golpes de rins.
 
Esta maneira de glosar a «ameaça russa» leva-nos, de facto, muito mais longe, ao desenvolvimento de uma manobra insidiosa por parte dos propagandistas oficiais da União.
 
No quadro por eles montado só existem a verdade de Bruxelas e a mentira do Kremlin. É preto ou branco, quem discorda de Bruxelas concorda com o Kremlin e com os terroristas islâmicos.
 
Ou seja, qualquer jornalista que, exercendo com independência a sua profissão, chegue a factos e forme opiniões que não coincidam com as da União Europeia estará a servir o Kremlin ou os terroristas islâmicos – o cúmulo do delito de opinião.
 
Denunciar a situação na Venezuela, revelar que os Estados Unidos e outros países da NATO são responsáveis pela guerra contra a Síria, dizer que a invasão do Iraque se baseou em mentiras, demonstrar que as guerras da NATO contra a Jugoslávia e a Líbia, por exemplo, violaram o direito internacional e humanitário, afirmar que o regimento nazi Azov faz parte da estrutura político-militar da Ucrânia, provar que os Estados Unidos e países da União Europeia estiveram por detrás do golpe de 2014 na Ucrânia, manifestar a opinião de que a Europa é um refém militar dos Estados Unidos através da NATO são verdades consabidas, mas para a União Europeia não passam de mentiras que reflectem os inaceitáveis pontos de vista do Kremlin. Isto é, qualquer jornalista ou está com Bruxelas ou está com Moscovo. Nem vale a pena dedicar-se ao seu trabalho, investigar, procurar provas, consultar fontes. Basta-lhe seguir o que diz a União Europeia e estará a cumprir a sua missão; caso contrário identifica-se com Moscovo, incorrendo em delito de opinião.
 
A «comunicação estratégica» da União Europeia não está verdadeiramente incomodada com a propaganda de Moscovo. A «ameaça russa» funciona, hoje como ontem, de pretexto para que a maneira de a União Europeia olhar para si própria e para o mundo seja inquestionável; tal como inquestionáveis são a NATO, a vontade dos Estados Unidos, o G7, o FMI, no limite o regime neoliberal. Quem escapar a este redil, mesmo brandindo provas irrefutáveis, será uma espécie de marginal, talvez mesmo um terrorista. Tais provas não lhe valem de nada. Do outro lado, como no EU vs Disinfo, estão fontes e argumentos definitivos, impossíveis de bater ou rebater como, por exemplo, «uma ONG venezuelana», a «Constituição da Venezuela» interpretada por Guaidó, o «Grupo de Lima», a lei ucraniana «proibindo nazismo e comunismo», as sentenças de Federica Mogherini, o website Bellingcat, financiado pela NATO. Nada mais fiável e objectivo.
Ao pé da engrenagem de propaganda em desenvolvimento na União Europeia os coronéis da censura salazarista e caetanista eram incipientes e burgessos artesãos.
 
Imagem e texto também em O Lado Oculto

A censura da União Europeia já está em marcha

O processo de evolução da UE no sentido de um super-Estado centralizador prossegue. É evidente que esse super-Estado não pode ser outra coisa senão uma entidade opressora das liberdades. A linha de criminalização do comunismo é um dos indícios. A constituição de uma censura das opiniões publicadas é outro.

Quem ler o “Relatório sobre a elaboração de um plano contra a desinformação” apresentado pela Comissão Europeia em 14 de Junho ficará chocado ao verificar que a criação de uma autoridade de censura à escala da União Europeia já está muito adiantada.

Segundo o documento, ainda pouco divulgado, a difusão de informações consideradas por Bruxelas como falsas e perigosas passará a ser punida em breve através de sanções como o congelamento de contas e a proibição de viajar.

No documento da Comissão Europeia, pelo qual é igualmente responsável Federica Mogherini, ponta de lança da política externa, a palavra “desinformação” é definida como um processo tendo como objectivo “distrair e dividir, semeando a dúvida através da deformação e a falsificação de factos para criar a confusão e minar a confiança das pessoas nas instituições e nos processos políticos estabelecidos”. Neste caso, não se trata de por o acento nos grandes grupos mediáticos que, dia-após-dia, desviam a atenção dos factos reais e deformam a verdade com o objectivo de estabilizar as relações de poder existentes. Um desinformador a combater é, pelo contrário, alguém que os ponha em causa e revele como funcionam as
instituições.

Nesta luta para estabilizar o domínio (do capital) investem-se milhões para criar, segundo a Comissão Europeia, “uma abordagem coordenada em total conformidade com os nossos valores europeus e os nossos direitos fundamentais”. A autoridade, conhecida sob a designação de “Task Force for Strategic Communication”, fiscaliza o respeito pelos verdadeiros valores europeus com a ajuda dos chamados verificadores de factos (executores de
Fact Check), os novos censores.

Nas vésperas das recentes eleições europeias, a Comissão conseguiu arrancar aos gigantes da internet como Google, Facebook, Twitter e – um pouco depois – Microsoft um “código de conduta voluntário de luta contra a desinformação” no quadro de acordos de cooperação, mas não sem ameaçar com acções judiciais se os resultados não forem satisfatórios até ao fim de 2019.

Um sistema de alerta precoce da União Europeia para identificar as informações falsas reforça igualmente a sua cooperação com as organizações globalizadas da estrutura económica e militar ocidental, os “parceiros internacionais como o G7 e a NATO”.

Teia censória e inimigo a Leste

Dentro da Task Force para a Comunicação Estratégica funciona a “East StratCom Task Force”, activa desde Março de 2015, quando foi preciso criar uma hegemonia ocidental sobre o discurso relacionado com a crise ucraniana.

As imagens inquietantes dos combatentes da direita radical na Praça Maidan, em Kiev, utilizando bombas incendiárias e (depois) armas de fogo contra as forças da ordem deveriam ser apresentadas como expressão de uma aspiração à democracia e à liberdade. A tarefa não foi fácil, uma vez que as reportagens dos meios de comunicação russos em inglês, alemão, francês e espanhol desmontavam essa narrativa.

O arranque da autoridade de censura na União Europeia tem, portanto, as suas raízes na crise ucraniana de 2014.

Desde então, quase todos os países da União Europeia formaram grupos de trabalho sobre os media cuja tarefa consiste em observar e combater principalmente os meios de comunicação russos.

No final de 2015, a União Europeia acelerou o seu ritmo, quando a maioria dos votos no Parlamento Europeu deram carta branca e importantes meios financeiros à Task Force. O comunicado de imprensa declarou:

“A pressão propagandística por parte da Rússia e dos terroristas islamitas sobre a União Europeia não deixa de aumentar. Esta pressão pretende torpedear a verdade, expandir o medo, provocar a dúvida e dividir a União Europeia”. Portanto, é necessário envolver com maior vigor a Task Force anteriormente criada para “investir nos domínios da vigilância e da
educação”.

Menos de um ano depois, o presidente francês, Emmanuel Macron, lançou a ideia de transformar a difusão de notícias falsas numa infracção punível.

Esta ideia ainda não se concretizou, mas os observatórios à escala da União Europeia estão a postos desde Outubro de 2018; e um “sistema de alerta precoce” funciona desde Março de 2019.

Como pode ler-se na página 3 do relatório da Comissão, os dados recolhidos pelos membros da Task Force revelam “uma actividade sustentada e pronunciada de desinformação oriunda de fontes russas”. Os temas sobre os quais, segundo o relatório, a desinformação é difundida são, designadamente, “a colocação em causa da legitimidade democrática da União e os debates sobre migrações e soberania”, isto é, as grandes debilidades de Bruxelas.

Os verificadores de factos encarregam-se, portando, de dissimular essas fraquezas. De acordo com as suas próprias estatísticas, seguiram 998 “casos de desinformação” desde o início de 2019 (até meados de Junho), ou seja duas vezes mais que no mesmo período do ano anterior.

Além da procura da verdade, os censores da UE atribuíram-se como missão fiscalizar e, se necessário, suprimir as inserções publicitárias nas plataformas online. Isto aplica-se, por um lado, aos que utilizam meios astuciosos infectos para aumentar o número de clics; e, por outro lado, aos meios de comunicação indesejados. No relatório da Comissão pode ler-se o seguinte: “as três plataformas online (Facebook, Google, Twitter) intensificaram os esforços para aumentar a transparência da publicidade política”; além disso, “Facebook, ao contrário de Google e Twitter, estendeu a transparência à publicidade temática, mas a sua eficácia suscita dúvidas”. Os assuntos estudados incluem imigração, os valores políticos, os direitos civis e sociais, bem como a política externa e de segurança. As grandes empresas norte-americanas de internet decidiram banir os anunciantes que não lhes convêm (ou que não convêm à União Europeia) e fechar as respectivas contas. RT (Russia Today) e Sputnik já
sentiram esses efeitos com o Twitter em fins de Outubro de 2017.

A NATO está em missão de paz. Ponto final.

Sejamos então sérios e minuciosos. A Comissão Europeia documenta cada “caso de desinformação”. Expõe meticulosamente a pretensa inverdade, o meio de difusão e os resultados da “verificação dos factos” (Fact Check).

O exame da lista disponível no plano “UE contra Desinfo” mostra claramente o objectivo do “Plano de Acção da UE contra a desinformação”: impor a visão de Bruxelas nos domínios da política, da economia e da sociedade. Os verificadores concentram-se, entre outros aspectos, na “nação russa”.
Quando, por exemplo, a publicação Sputnik Deutschland informou em 7 de Junho que:

“O presidente russo, Vladimir Putin, rejeitou as especulações sobre uma eventual unificação entre a Rússia e a Bielorrússia. Segundo Putin, isso não pode acontecer. Não se coloca a questão da unificação destes dois países e ‘vou dizer porquê. Porque a história se desenvolve de uma maneira em que o nosso povo unido – e eu creio que os bielorrussos, os russos e os ucranianos são o mesmo povo, já o disse várias vezes – vive em diferentes países onde se formaram Estados diferentes’, declarou Putin no Fórum Económico Internacional de S. Petersburgo”.

Os verificadores de factos da União Europeia retiveram desta citação de Putin apenas a frase intercalar “eu creio que os bielorrussos, os russos e os ucranianos são o mesmo povo”. E gritam: Desinformação! Qualificam o ponto de vista do presidente russo como “narrativa pró-Kremlin”, reflectindo uma “ideologia imperial e irredentista”. Deste modo, tentam retirar legitimidade ao ponto de vista russo sobre questões culturais e geopolíticas e afirmam o seu próprio ponto de vista como o único legítimo.
Um ponto de vista que corresponde ao avanço económico da União Europeia e à expansão militar da NATO para Leste e, portanto, às ideias de integração ocidental - que devem afirmar-se a par da desintegração a Leste.

Quando no dia anterior, 6 de Junho, a cadeia alemã RT.deutsch acusou Berlim de desacreditar sistematicamente os meios de comunicação russos, os censores da Task Force gritaram: Desinformação! Para o provar citaram Steffen Seibert, o porta-voz do governo, que respondeu assim ao reparo russo: “Quem faz tais acusações absurdas conhece mal a Alemanha e as suas ideias sobre a liberdade de imprensa”. Verdadeiramente. E por aqui se ficam as “informações” avançadas na luta contra a desinformação.

Eis ainda mais dois exemplos de “fact checking” bruxelense para supostamente denunciar desinformações russas, ilustrando assim em que direcções a liberdade de expressão se vai transformando. Os dois dizem respeito à NATO.

Em 5 de Junho, Sputniknews.org mencionou que “em Março de 1999 foi lançada uma guerra da NATO contra a República Federal da Jugoslávia, em violação do direito internacional”. O serviço da verdade da União Europeia reagiu de pronto: Desinformação!… Para explicar, ao-fim-e-ao-cabo, que “a principal razão da campanha da NATO foi acabar com a repressão e a violência e forçar Milosevic a retirar a sua polícia e as suas forças paramilitares”.

E quando uma semana mais tarde, a 10 de Junho, a edição italiana de Sputnik declarou que a NATO põe em perigo o sistema de segurança mundial com o seu reforço militar, os verificadores estavam mais uma vez presentes para gritar: Desinformação!

*Jornalista e editor austríaco com vários livros publicados em alemão pelas Edições Promedia, designadamente “Guerra dos Balcãs: dez anos de destruição da Jugoslávia” e “A ditadura do capital. Perda de soberania na era post-democrática”.

Fonte: www.nachdenkseiten.de/O Lado Oculto; https://www.oladooculto.com/noticias.php?id=465

Divulga o endereço[1] deste texto e o de odiario.info[2] entre os teus amigos e conhecidos

References

  1. ^ endereço (www.odiario.info)
  2. ^ odiario.info (odiario.info)

Ver o original em ODiario.info (clique aqui)

TIPO DE GOLPES QUE VÊM DE LONGE...

TIPO DE GOLPES QUE VÊM DE LONGE...
O Facebook está ativo e demonstra desagrado pelo que é publicado pelo coletivo do Página Global, não só na nossa página e grupo mas nas contas pessoais de cada um de nós, integrantes naquela chafurdice manipuladora que procuramos trazer à tona realidades contundentes que ocorrem planetáriamente.

Pelo visto continuaremos a desagradar ao Facebook... que não nos permite publicar conteúdos constantes no PG. Personificando um ataque censório e estúpido, bem ajustado à personalidade e prática tão repetitiva dos EUA "dono do mundo e disto tudo".

De Martinho Júnior:

Em Angola, a CIA não tinha que derrubar o Presidente José Eduardo dos Santos, com Luaty, ou Guaidó algum, como aconteceu com o Soares-Carluccy e o 25 de Novembro em Portugal em relação ao 25 de Abril!...
CENSURADO PELO FACEBOOK NESTES TERMOS:
"caution-traingle
Esta publicação desrespeita os nossos Padrões da Comunidade, pelo que só tu a podes ver."

Apontamento de Martinho Júnior, Luanda 

A Justiça australiana censura todos os artigos no caso Pell

A Justiça Australiana emitiu uma proibição de publicação do que quer que seja (gag order) sobre o caso de George Pell.

O Cardeal Pell, antigo arcebispo de Sidney e depois prefeito do Secretariado para a Economia da Santa Sé (isto é, Ministro das Finanças do Estado da Cidade do Vaticano e da Igreja Católica), foi julgado em Melbourne, em Dezembro de 2018 e condenado por pedofilia. Ele deveria estar encarcerado.

Uma centena de médias receberam uma carta de Kerri Judd, Chefe de acusação do Estado de Victoria, proibindo-os de difundir a notícia.

A censura dos média é comum na Austrália, nos Estados Unidos, em Israel e mais ainda no Reino Unido. Ela pode ser decidida pelo Judiciário para proteger certas vítimas, mas também pelo Executivo sem ter que dar explicações.

Neste caso, num país onde os católicos são muito minoritários, ignora-se as razões para esta obrigação de silêncio após o julgamento.





Ver original na 'Rede Voltaire'



O regulamento terrorista que tramita no Parlamento Europeu

(In Resistir, 27/02/2019)

(Mais um assunto omitido pela nossa comunicação social. O Parlamento Europeu prepara-se para impor e legalizar a censura na comunicação social e na internet, páginas, blogues, Facebook, sem qualquer controlo dos tribunais, desde que as publicações sejam consideradas “terroristas” pelas polícias! Como na definição de “terrorismo” pode caber tudo e mais alguma coisa, tal é a porta aberta para o livre arbítrio e para calar as vozes politicamente incómodas.

Será que a minha página no Facebook e o meu blog já estão a ser alvo, em antecipação, de tal legislação? Será que censuram a Estátua de Sal por a considerarem uma voz “terrorista”? Se é isso, ficam a nu os perigos que ameaçam a liberdade de expressão, na “democrática” União Europeia.

Estátua de Sal, 27/02/2019)


 
Em Setembro de 2018, sob a influência da França e da Alemanha, a Comissão Europeia propôs um regulamento “relativo à prevenção da difusão on line de conteúdos de carácter terrorista. 

Este novo regulamento imporá a todo actor da Web (alojadores de blogues ou de vídeos, sítios da imprensa, pequenos fóruns ou grandes redes sociais:

  • Bloquear na mesma hora qualquer conteúdo assinalado como “terrorista” pela polícia (sem autorização prévia de um juiz) e portanto ficar à sua disposição 24 horas por dia 7 dias por semana.

  • Adiantar-se aos pedidos da polícia detectando por si mesmo os conteúdos ilícitos com a ajuda de ferramentas de filtragem automática.

Se um sítio web não respeitar estas regras ele se arrisca a uma multa de até 4% do seu volume de negócios. 

Delegação da censura aos gigantes da web 

De um ponto de vista técnico, económico e humano, só um punhado de actores – os gigantes da web – poderão respeitar obrigações tão estritas. 

Os outros actores (comerciais ou não) não terão outra opção senão cessarem suas actividades ou submeterem-se às ferramentas de moderação (filtragem automática e listas de bloqueio) desenvolvidas pelo Facebook e Google desde 2015 com o apoio da Comissão Europeia. 

Estas multinacionais tornar-se-ão portanto os juízes do que pode ser dito na Internet. A estrutura rica, variada e descentralizada da web é destinada a desaparecer. 

Censura dos discursos políticos 

No direito da União Europeia, a noção de infracção “terrorista” é voluntariamente ampla, cobrindo os actos de pirataria ou de destruição maciça de bens (ou a simples ameaça de fazê-lo) cometidos para influenciar uma decisão política ou desestabilizar instituições. 

Deixar à polícia e não ao juiz o poder de decidir o que é um conteúdo “terrorista” poderia levar à censura de opositores políticos e de movimentos sociais. 

A obrigação de por em vigor medidas proactivas, com a ameaça de multas pesadas, terá como efeito motivar os actores da web a adoptar uma definição do terrorismo o mais ampla possível a fim de não serem sancionados. 

Uma lei inútil 

Este regulamento “anti-terrorista” não permitirá sequer atingir seu objectivo ostensivo: impedir que o Daesh ou a Al Qaeda difundam sua propaganda junto a pessoas já seduzidas pelos seus discursos. 

Parece absurdo precisar ainda repetir:   na Internet, não importa qual a lei de bloqueio pois ela pode ser contornada pelas pessoas que desejam aceder às informações censuradas. Os únicos efeitos desta lei serão seus danos colaterais: o grande público certamente não terá mais de sofrer os conteúdos terroristas, mas tão pouco terá conhecimento das informações censuradas abusivamente. 

Exijamos a rejeição do texto 

Sob a cobertura do solucionismo tecnológico, este regulamento joga com o medo do terrorismo para melhor enquadrar a expressão na Internet e limitar as oposições. 

Devemos pedir a rejeição deste texto

  • A censura de Estado não deve poder ser determinada senão por um juiz. 
  • Nenhuma censura automatizada deve ser imposta aos actores da web. 
  • A luta contra o terrorismo jamais deverá ser um pretexto para censuras as oposições políticas.

No dia 21 de Março de 2019 será a primeira votação sobre este texto, na comissão de “liberdades civis” do Parlamento Europeu (60 deputados). As eleições europeias vindo logo após, tratar-se-á provavelmente da nossaúltima oportunidade de fazer com que este texto seja rejeitado. 

Apelemos aos deputados europeus 

Pode telefonar aos deputados de segunda a sexta-feira, entre as 9h00 e as 18h00. Se tiver um assistente ao telefone, não hesite em lhe falar, pedindo-lhe para partilhar vossa opinião com o seu deputado. 

Entre os 60 deputados da comissão “liberdades civis”, só oito vêem de países de língua francesa [1] . Todos os outros compreenderão o inglês: mesmo que o vosso nível de inglês não seja muito bom, não se sinta envergonhado de lhes falar. 

Basta uma discussão bastante simples, do tipo: “Hello, my name is […]. I am calling about the Anti-Terrorism Regulation. I think it will destroy freedom of speech. There must be no censorship without the authorization of a judge. Internet censorship must not be outsourced to Internet giants. Reject this text. I will watch your decision”. 

Para ir mais longe 

Convidamos a ler nossa análise pormenorizada do futuro regulamento, mostrando sua génese, suas implicações técnicas e políticas assim como o estado do seu debate no Parlamento Europeu. 

Notas 
[1] E apenas um de língua portuguesa:   a deputada Ana Gomes (PS), tel. +32.228.45.824, anamaria.gomes@europarl.europa.eu, @AnaGomesMEP 

Ver também: 

Ver original em 'A Estátua de Sal' (aqui)

Prisão de jornalista iraniana nos EUA viola liberdade de imprensa

Em comunicado divulgado na quarta-feira (16), a União de Rádios e TVs Islâmicas condenou o “tratamento discriminatório e o assédio” a que foi submetida Marzie Hashemi, apresentadora de TV e documentarista da rede de notícias iraniana em Inglês Press TV, desde que foi presa no último domingo (13) nos Estados Unidos.

Hashemi, nascida nos Estados Unidos, foi detida sem acusação na chegada ao Aeroporto Internacional de Saint Louis-Lambert, na cidade de Saint Louis (Estado do Missouri). A jornalista, que viveu vários anos no Irão e se converteu ao islamismo, viajou para os Estados Unidos para visitar seu irmão doente e outros parentes.

No comunicado, a União de Rádios e TVs Islâmicas denunciou a prisão da jornalista, destacando que isto “viola a liberdade de imprensa” e culpou as autoridades dos EUA pelas consequências desse comportamento “discriminatório”.

O sindicato exigiu que os EUA liberassem imediatamente a jornalista e que respeitem seus direitos humanos e profissionais.

O sindicato pediu que os meios de comunicação e organizações internacionais expressem sua solidariedade com a jornalista.

O ministro iraniano do Exterior, Mohammad Javad Zarif, disse que foi um “jogo político inaceitável” a prisão da jornalista e ressaltou que a medida viola a liberdade de expressão.


Texto em português do Brasil

Exclusivo Editorial Brasil247 (com Hispan TV)/ Tornado


Ver original em 'O TORNADO' na seguinte ligação:

https://www.jornaltornado.pt/prisao-marzie-hashemi-jornalista-iraniana-nos-eua-viola-liberdade-de-imprensa/

Os empregados de limpeza da net

Graphic_24_09_2018 23_24_56.jpg
Se têm 40 minutos, e se são do tempo em que os animais já não falavam mas os portugueses ainda percebiam francês, dediquem-nos a esta reportagem, feita com enorme precaução e sigilo sobre os milhares de pessoas que, em Manila, nas Filipinas, fazem a limpeza da web. São empresas subcontratadas pelas grandes empresas da web nossas conhecidas incluindo, naturalmente, Facebook. Um funcionário experimentado chega a visualizar 25 mil imagens por dia, das quais uma parte significativa é eliminada: decapitações, atrocidades, terrorismo (de 37 organizações deve ser tudo eliminado), pornografia, sexo, etc. seguindo o guião que cada uma das empresas fornece. Não podem dizer o que fazem, o que ganham, onde trabalham. Muitos desistem e ficarão com sequelas psicológicas ou mesmo psiquiátricas para toda a vida.
Este trabalho é feito por denúncias e há milhões por dia. Eventualmente por meio de busca. 
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Leia original aqui

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        Um debate que provavelmente vai ganhar dimensão.
        Legalização da prostituição - petição apresentada na A.R
        Gravação da reunião na Assembleia da República
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      • Homicidal Cops Caught On Police Radio
        #TheJimmyDoreShow
        Homicidal Cops Caught On Police Radio
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        •05/06/2020
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