Bloco de Esquerda

Quando os polos se atraem

Porque vivi ilusões esquerdistas até há cerca de quarenta anos creio compreender o que vai passando pela cabeça de Catarina Martins e outros bloquistas, quando transformam em ouro proletário o que não passa de pechisbeque de fancaria. Dos camaradas de então a muitos vi aterrarem nos partidos das direitas o que deu para perceber o quanto haviam servido os efetivos interesses da sua Classe ao quererem todos ultrapassar pela esquerda. Como foi exemplo paradigmático o biltre, hoje na Goldman Sachs, que chegou a roubar mobiliário da Faculdade de Direito, enviando-o para a sede do MRPP na Av. Pedro Álvares Cabral, havendo aí quem, com sensatez, mandou recambiar de volta tão «generosa» oferta. Ou quantos se proclamavam tão antirrevisionistas, que se aliavam às ultradireitas para combaterem os que diziam sociais-fascistas.

 

Tais exemplos demonstraram que os esquerdistas do meu tempo ou tinham a ingenuidade própria da pós-adolescência (o meu caso) ou norteavam-se por projetos pessoais, que viriam depois a explicitarem-se sem escrúpulo.

 

Naturalmente sinto tristeza quando vejo as gerações seguintes nada aprenderem com os erros das mais velhas. E, nesta altura, o Bloco está tão assustado com a possibilidade de se ver arredado dos corredores do poder perante a possibilidade da maioria absoluta do Partido Socialista, que não enjeita a oportunidade de associar-se a um movimento reivindicativo mais do que duvidoso, não vendo quão nocivo é essa oportunista manobra tática. Querendo evitar aquilo que considera um mal dá a mão a quem não tardaremos a encontrar nas hostes do Chega ou de qualquer outra coisa igualmente repulsiva. Se tais companhias incomoda o Bloco, que mais poderemos dizer?
 
 

Veja o original em 'Ventos Semeados':

https://ventossemeados.blogspot.com/2019/08/quando-os-polos-se-atraem.html

Portugal | Bloco quer cancelamento da visita de Bolsonaro. "Não é bem-vindo"

 
 
O BE considerou hoje inaceitável a visita a Portugal do presidente do Brasil, defendendo que o Governo português a deve cancelar porque Jair Bolsonaro "não é bem-vindo" ao país e mostra "constante desrespeito" pela democracia.
 
Numa nota do BE a que a agência Lusa teve acesso, o partido começa por se referir a afirmações de Jair Bolsonaro "a propósito da morte do ativista estudantil e militante político Fernando Santa Cruz, dado como desaparecido em 1974, em plena ditadura militar naquele país".
 
"Sabendo-se que está em preparação uma visita oficial do presidente da República do Brasil a Portugal, prevista para o início de 2020, o Bloco de Esquerda considera que esta, a concretizar-se, sinalizaria ao povo irmão do Brasil que o governo português é conivente com o constante desrespeito à democracia demonstrado pelo atual governo", critica.
 
Por isso, os bloquistas consideram "inaceitável a realização desta visita", deixando claro que "Jair Bolsonaro não é bem-vindo a Portugal e o Ministério dos Negócios Estrangeiros deve cancelar a visita o quanto antes".
 
Em 19 de julho, em entrevista à Lusa, na cidade cabo-verdiana do Mindelo, o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Ernesto Araújo, disse que o presidente brasileiro deverá visitar Portugal no início de 2020.
 
 
No comunicado enviado à Lusa o BE lembra: "Interpelando diretamente o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Felipe Santa Cruz, filho de Fernando Santa Cruz, Bolsonaro usou de ironia para dizer que 'um dia' contará ao presidente da OAB como o pai desapareceu 'no período militar', adiantando que Felipe Santa Cruz 'não vai querer saber a verdade'".
 
Depois, numa rede social, Bolsonaro afirmou que Fernando Santa Cruz não foi morto pelos militares, mas, sim, pela sua própria organização, a Ação Popular.
 
"As afirmações de Jair Bolsonaro causaram uma onda de indignação generalizada, até partilhada por muitos que o têm defendido e apoiado em outras ocasiões", apontam os bloquistas.
 
Perante estes factos, na perspetiva dos bloquistas, "os portugueses e o Governo não podem ficar indiferentes face a um presidente que, como diz nota da OAB, parece ignorar os fundamentos do Estado Democrático de Direito, entre eles 'a dignidade da pessoa humana, na qual se inclui o direito ao respeito da memória dos mortos'".
 
"O Bloco de Esquerda recorda ainda que este é apenas o episódio mais recente envolvendo um governo que tem sido marcado pelo desrespeito às comunidades indígenas, pelo aumento descomunal do desmatamento da Amazónia, pelos ataques à Educação e aos direitos dos trabalhadores", elenca ainda.
 
Notícias ao Minuto | Lusa
 
 

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Combater a emergência climática com uma economia que responde a toda a gente

Catarina Martins apresentou este domingo no Teatro Thalia o programa do Bloco para as próximas legislativas. Desta feita, sublinhou as propostas do partido para a emergência climática e para “uma economia que sirva toda a gente”. Propostas sustentadas e sustentáveis que criam emprego e melhoram as condições de vida.
A coordenadora do Bloco consideraque, nestas eleições, estão em confronto “duas ideias para Portugal”. Uma é a da direita e do centro “que Portugal é um país pequenino, que tem de obedecer a tudo o que Bruxelas diz e que, portanto, se for preciso tem de cortar nas pensões dos idosos para pagar os desmandos financeiros”.

O Bloco segue outro caminho. Apesar de nesta legislatura ter havido uma recuperação de rendimentos, sabe que vivemos num “país desigual” e que “ainda não conseguimos romper com a austeridade”. Por isso, sustenta o seu programa numa visão diferente: “a ideia de democracia económica que não deixa ninguém para trás, que reduz as desigualdades, que tem uma estratégia de resposta à emergência climática e que olha para o futuro”.

Com a preocupação de “responder pela vida das pessoas”, Catarina Martins apresentou dois dos eixos programáticos centrais do Bloco: a emergência climática e uma economia que sirva toda a gente.

A propósito da primeira das questões, a dirigente do Bloco lembrou o aquecimento global que já faz sentir os seus efeitos no nosso país: “em 2017, por exemplo, com os incêndios, sentimos a forma mais trágica que essas alterações podem ter”.

Responder este problema é urgente porque “com o clima não se negoceia, não dá para dizer que temos de fazer mais devagar ou mais tarde”. Por isso, “tem de ser agora”. E tem de ser diferente do que foi feito porque “faliu tudo o que foi feito até agora”: “a política dos pequenos passos, do vamos fazer devagar não serve. A política de dizer que a solução está em cada pessoa, nos seus comportamentos individuais, não serve. O capitalismo verde não serve”, acrescenta Catarina Martins.

E exemplifica: “taxar o gasóleo de quem não tem acesso aos transportes públicos coletivos só serviu para criar clivagens sociais e não resolveu nenhum problema” ou “o mercado de emissões de carbono não mudou o modelo de produção energética e as emissões de gazes com efeitos de estufa aceleram na última década”.

É necessária portanto uma mudança estrutural que passa por uma “transição energética”. Medida emblemática desta são “as cidades sem carros”. Catarina Martins esclarece que não se trata de “proibir a utilização do carro de ninguém” mas sim de promover políticas para que “possamos dispensar os carros”. A importância estratégica das medidas sobre este tema vêm do facto de que 70% das emissões de gases com efeitos de estufa “têm a ver com o setor da energia” e, destas, “24% estão relacionadas diretamente com os transportes”, informa a coordenadora do Bloco que pensa que “mudar os transportes é a chave para mudar a forma de produzir energia”.

A apresentação das medidas concretas do Bloco começou assim pelas áreas metropolitanas de Lisboa e Porto, onde “temos metade da população concentrada”. Nestas deu-se um “passo muito importante nesta legislatura: a redução do passe social”, processo no qual o Bloco se “empenhou se muitíssimo mas que Catarina Martins considera insuficiente “quando as pessoas não têm os transportes públicos de que precisam”.

Sobre a área metropolitana de Lisboa o programa estabelece zonas centrais sem automóveis, mais e melhor metropolitano, que deve ser requalificado “até 2029”. Como para o metro de Lisboa está prevista a expansão através de uma linha circular, a coordenadora do Bloco lembrou que depois da abstenção do PS no parlamento, “não há um único partido que seja a favor” desta proposta que classificou como um projeto megalómano de Fernando Medina ao qual é necessário contrapor um metro que chegue “onde as pessoas precisam”.

Para além disto, o Bloco propõe que se requalifiquem as linhas de comboio de acesso a Lisboa, que se aumente e frota da Carris em 20%, a expansão metro sul do tejo, silos de estacionamento e novas linhas de ferrovia ligeira à volta de Lisboa. O Bloco fez as contas ao pacote das suas medidas e contabilizou 680 milhões de euros mas, esclarece, “250 já estão previstos na linha circular”, há apoios comunitários para este tipo de medidas e investimentos como a renovação de autocarros da Carris para transporte elétrico têm ganhos a prazo.

Parte da receita para a Área Metropolitana do Porto repete-se: também se quer as zonas centrais sem automóvel, requalificar o metro, criar silos de estacionamento, integrar o metro com as linhas ferroviárias adjacentes e aumentar a frota dos STCP em 20%. Neste caso a fatura ascende a quatro mil e 200 milhões em dez anos.

Mas o Bloco não se limita a apresentar propostas para as áreas mais povoadas do país. Por isso, lembra, o programa de redução dos preços dos passes sociais foi “desequilibrado” e “mal desenhado”, uma vez que “financia com 17 euros cada pessoa nas áreas metropolitanas” mas apenas 3 quem está fora delas. Catarina Martins lembrou que o Bloco foi “o único” partido que defendeu a redução na mesma medida do passe de quem começa o seu percurso fora da área metropolitana. O programa de redução dos passes é ainda considerado insuficiente sem “horários que sirvam as pessoas”. Para o Bloco, é preciso “um tarifário que tem de caminhar para a gratuitidade” para que o transporte público seja a forma normal de deslocação.

Daí que, no resto do país, o Bloco proponha “tirar da gaveta” alguns dos projetos que foram sendo adiados como o sistema de mobilidade do Mondego e a ligação tram-train do Algarve.

Para além disso, o Bloco aposta no plano ferroviário nacional que foi chumbado pelo Partido Socialista e pela direita mas é urgente num país que “perdeu 30% das suas linhas férreas”. São 9 mil milhões de euros a investir em duas décadas. É preciso uma rede eletrificada, que todas as capitais de distrito ligadas por linha férrea, ligações funcionais por linha férrea entre portos, aeroportos, plataformas regionais, fronteiras e acesso a pessoas com mobilidade reduzida. O objetivo é chegar aos 40% do transporte em ferrovia.

E criar emprego. O projeto do Bloco iria, segundo a sua coordenadora, criar “cinco mil novos postos de trabalho diretos”. Para isso é preciso investir para que seja em Portugal que “se faça material circulante e não haja aumento das importações”.

É preciso uma reconversão industrial

Outro dos grandes poluentes é o setor industrial que produz 25% das emissões. O Bloco propõe medidas que passam pela “medição mensal dos setores que poluem mais”, neste caso as celuloses, a siderurgia e os cimentos. Catarina Martins recorda que “há hoje tecnologia para isso”. Assim, é “preciso uma fiscalização séria” pelo que se deve criar uma Inspeção Geral das emissões industriais. O Bloco quer ainda acabar com a produção de automóveis com combustíveis fósseis até 2025.

Aumentar a propriedade pública florestal

Os incêndios que aumentaram são, considera o Bloco, parte dos “fenómenos climáticos extremos” que são também potenciados por um “território ao abandono”. É preciso cadastro da propriedade rústica, controlo público e gestão pública de propriedades abandonadas, uma vez que “o estado português só tem 3% da propriedade florestal”, enquanto na Europa a média é 55%.

O Bloco opõe-se à perspetiva do PS que propôs que “propriedades abandonadas fossem para uma empresa pública para depois serem vendidas a privados”. Pelo contrário, “precisamos de aumentar a propriedade pública florestal para haver um trabalho de intervenção real”.

No setor da floresta urge ainda aumentar os recursos humanos e “uma reflorestação que diminua a área do eucalipto”. Apesar de ter sido travada “a liberalização do eucalipto que tinha sido feito por Assunção Cristas”, ainda preciso reduzir a mancha do eucalipto.

No setor da água há que criar medidas para mitigar os efeitos das cheias e das secas e alterar as barragens que temos (que “não foram feitas de acordo com as exigências atuais”), acabar com as políticas de promoção do uso da água na agricultura, reduzir a produção agrícola com alto consumo de água, criar plano de reestruturação fluvial de forma a “recuperar a biodiversidade” e renegociar os caudais mínimos de água internacionais.

O Bloco propõe ainda, para além do sucesso que foi o alargamento da tarifa social da água, estabelecer um consumo mínimo garantido e fazer com que municípios que privatizaram a água voltem a ter um sistema público.

Precisamos de uma agricultura que não seja contra as pessoas mas com as pessoas

O Bloco apostará numa “agricultura diferenciada” contra a produção intensiva e superintensiva que “é um problema” que deve ser limitado. É preciso também “obrigar à criação de corredores ecológicos e limitar os fito-farmacêuticos, promover a diversidade da floresta.

A agricultura deve ser também uma ocupação na qual há trabalho com direitos. Catarina Martins realçou que é uma área “em que mais aumenta produtividade e em que os trabalhadores menos ganham” e há uma “atuação efetiva de exploração e humilhação de trabalhadores migrantes com que nós não podemos pactuar”.

Por outro lado, o Bloco propõe que a Política Agrícola Comum passe a servir para a transição ecológica ao contrário do que tem feito. Para a coordenadora do Bloco, esta “tem servido todas as más práticas”.

Os plásticos são outra das preocupações ambientais do Bloco. Catarina Martins informa que em Portugal “introduzimos três vezes mais plásticos em circulação do que reciclamos”. Daí que defenda o fim do plástico de uso único e a redução de metade de embalagens de plástico nas bebidas até 2022, obrigando que haja “tara recuperável”, a proibição dos microplásticos, utilizados por exemplo na cosmética e a procura de soluções para as redes de pesca que passa por apoiar mudanças na pesca artesanal.

Propõem-se ainda “produtos mais duráveis, garantias durante mais tempo, comparticipações nas reparações de forma a “acabar com esta forma programada como tudo avaria cedo demais para obrigar a comprar um novo, quando não é preciso”.

Eletricidade é um bem essencial

Face a um setor da energia dominado “por grupos monopolistas, rentistas que dificultam a entrada de novos operadores ou a geração de energia para autoconsumo”, o Bloco quer, até 2030, aumentar em 50% a capacidade instalada de produção sustentável e novos mecanismos que permitam microgeração, cooperativas de produção, mecanismos que tornam mais democrática a produção da energia. É necessário ainda “apostar no fim do carvão”. Para isso quer-se encerrar a central de Sines até 2023 e a do Pego no final do contrato que é em 2021. Catarina Martins diz que “podemos fazê-lo sem nenhum risco para o abastecimento elétrico do país” e que devemos combater a sua transformação em centrais de biomassa porque estas criam produção para estas centrais: “o que seria se neste país a madeira queimada começasse a valer mais”, questiona.

Sobre as rendas excessivas neste setor, o Bloco quer eliminá-las seguindo as conclusões da comissão de inquérito, “os partidos votaram todos” adianta a coordenadora do Bloco assim “só não reduzimos o preço da energia em Portugal se não houver vontade política e coerência para o fazer”.

Seguir estas conclusões é recuperar os “750 milhões que já pagámos à EDP” e é “eliminar rendas para o futuro que já estão a ser criadas: 200 milhões”, através da eliminação de subsídios às novas barragens, reversão da extensão do subsídio às eólicas, corte no subsídio à interruptibilidade.

O Bloco insiste numa produção solar descentralizada e quer, até 2030, aumentar em 2 mil megawhats, a produção em edifícios públicos e permitir a produção para autoconsumo de famílias e empresas em 1.5 mil mw.

Para além disto, propõe descer o IVA da energia para 6%. E aqui Catarina Martins diz-se “espantada porque quando apresentamos a medida no orçamento eles votaram contra” e “foram PSD e CDS que o aumentaram para a taxa máxima”.

O Bloco defende ainda um aumento da eficiência energética na habitação pública. Isto porque há uma situação de “pobreza energética”, e “dados que nos envergonham” com pessoas que morrem no inverno, relata a dirigente do Bloco. Isto passa quer por fazê-lo nas casas da habitação social do Estado, chegando no “espaço de uma legislatura” 60 mil fogos de habitação pública com eficiência energética, um investimento sustentado, que garante condições de inclusão social e criaria sete mil postos diretos.

O Bloco pretende ainda passar do caráter simbólico da declaração de emergência climática aprovada no parlamento para as medidas concretas que “lhe dão sentido”. Luta assim por uma lei do clima com obrigação de cortar emissões, por um ministério da ação climática que coordene ações, por uma lei de bases da energia que enquadre este trabalho e por uma nova agência de energia capaz de impor medidas necessárias e de avaliar o que foi feito.

Uma economia para toda a gente

Sobre a questão da justiça na economia, Catarina Martins começou por salientar a importância de recuperar as pensões mais baixas: “há muita gente que trabalhou toda uma vida e não sai do limiar da pobreza”. São precisas também novas regras para o complemento social para idosos que retirem do cálculo os rendimentos dos filhos, uma “medida de respeito” fundamental.

Ainda no plano do aumento de rendimentos, a coordenadora do Bloco apresentou a proposta de aumentar o salário mínimo nacional que “continua a ser muito baixo”. Lembrando que “diziam que vinha aí o diabo” quando garantimos um aumento de cinco por cento ao ano, Catarina Martins avançou com a proposta de 650 euros no público e privado já em janeiro 2020 para não ficarmos com um salário mínimo “que não faz sair do limiar da pobreza”.

Vivemos num país de casas fechadas e tanta gente que precisa de casa

A habitação é outra das preocupações importantes para o Bloco. As propostas passam por “um programa de renda acessível mesmo”, ou seja com rendas entre os 150 a 500 euros de acordo com rendimentos e que coloque 150 mil casas para arrendar. Para isso, o Estado deve investir no património público que tem fechado e construir habitação. Os proprietários com poucos recursos e que aceitem colocar casas a arrendar a preços controlados devem ser apoiados na reabilitação das suas casas, um investimento de 1500 milhões de euros por ano que se recupera, segundo a coordenadora do Bloco no quinto ano depois de ter sido feito.

As contas do Bloco apontam ainda para a necessidade de mais 50 mil fogos para renda apoiada.

Centros das cidades com gente é poupança nas deslocações

O investimento na construção e reabilitação destas habitações corresponderia à criação de 50 mil a 70 mil postos de trabalho. Catarina Martins insiste que a “direita prometeu resolver o problema da habitação com a liberalização do arrendamento” mas “não o fez”. Assim, “é preciso eliminar todos os resquícios da lei Cristas e garantir nova lei do arrendamento que proteja os inquilinos”.

A lei de bases aprovada deu alguns passos mas o Bloco quer mais. Defende a “proteção dos inquilinos com contratos de oito anos, avançar com mecanismos de dação em cumprimento, ou seja, dar a casa e acabar a dívida do empréstimo.

Precisamos de serviços públicos capazes

Catarina Martins avança que “segurança é isso: saber que há os serviços públicos de que precisamos”. Acusa o governo do PS de “utilizar o investimento público para fazer o ajustamento e a gestão do deficite”, um investimento público que em 2018 foi mais ou menos equivalente ao de 2015 enquanto que “o aprovado pela Assembleia da República permitia ir mais longe”.

Segundo a coordenadora do Bloco, os serviços públicos têm deficits de investimento e de funcionários públicos. Uma vez que 20 mil reformam-se por ano e a política do “saem dois entra um” reforçou os problemas. O partido quer reverter a situação contratando 20 mil por ano e acrescentando mais 20 mil para setores estratégicos: a educação, a justiça, o SNS.

Não é possível mexer na economia se quase tudo foi privatizado

A privatização de setores estratégicos “retira instrumentos de soberania a um país para fazer decisões sobre economia”. Com base nesta ideia, o Bloco quer a recuperação de controlo público sobre a banca e sobre as empresas estratégicas de transportes e energia que foram privatizadas.

Catarina Martins apresentou o exemplo dos CTT, “uma empresa que dava lucro ao estado foi vendida por tuta e meia”, o que resultou em 69 estações encerradas, aumentos de reclamações de mais 122% e mais dividendos dados aos acionistas do que lucros da empresa. Ou seja, “andaram a dar o que foi construído pelo investimento público”, a “empresa está mais fraca”, e “maltrataram trabalhadores”, retrata a dirigente bloquista que remata: “é um assalto o que se fez aos CTT”. São assim duas as propostas do Bloco: nacionalizar as ações representativas e uma auditoria quer à gestão privada, quer às decisões do governo do PSD/CDS, nomeadamente sobre o banco CTT.

Banca: quem paga, manda

O Bloco considera a banca estratégica. Desta forma, o Estado deve utilizar mecanismos de capital para assumir posições de controle e deve nomear gestores. Ao contrário do que tem sido feito: “entregar dinheiro público aos bancos para eles continuarem privados”, o que fez que com Portugal participasse no “mecanismo de concentração da banca europeia à custa do dinheiro público”.

Do ponto de vista bloquista, um novo mecanismo de resolução bancária introduziria o princípio “quem paga, manda”, contrastando com Banif e Novo Banco, exemplos de resoluções mal feitas em que Portugal “acabou por ser a cobaia das inovações europeias”.
O partido aposta igualmente num “programa estratégico para a banca controlada publicamente”.

Reestruturar a dívida e ter um sistema fiscal mais justo

Para pagar as suas medidas que aumentam o investimento 5%, descontando aquelas que se pagam a si mesmas, o Bloco estabelece duas vias: a reestruturação da dívida e uma sistema fiscal mais justo que, para além disso, é também um “mecanismo de justiça na economia”.

Na questão da reestruturação da dívida, o Bloco assume as propostas do grupo de trabalho com o governo. Nele, PS e Bloco concordaram que a dívida é “insustentável”. Só que o PS “aproveitou uma conjuntura de juros baixos para varrer o problema para debaixo do tapete”. E este aumentou quando as dívidas dos bancos passaram a ser públicas. Uma reestruturação da dívida permitiria uma poupança de dois mil milhões de euros, calcula o partido.

A reforma fiscal iria “acabar com benefícios que ninguém percebe”. Para o Bloco “quem paga demais é quem vive do seu trabalho”. Na senda da justiça fiscal, o Bloco não diz apenas “menos impostos, diz impostos mais justos”.

Quem viva do seu trabalho deve pagar menos, quem tem tido benefícios injustificados tem de pagar mais. A via da justiça neste particular é o “englobamento obrigatório do IRS”, o que significa que uma pessoa que tem rendimento de trabalho modesto e rendimento predial modesto deve pagar menos porque os rendimentos são baixos. Atualmente quem ganha muito tem rendimentos de capital ou predial em que paga menos do que 30%, o que pagaria se fossem rendimentos de trabalho.

Catarina Martins questiona: “porque é que o rendimento que é esforço do trabalho há-de pagar mais impostos do que o do capital ou do património”.

O englobamento faria assim um equilíbrio. Tal como é preciso também equilibrar IRS e IRC. A dirigente do Bloco relembrou que “o maior aumento de impostos de PSD e CDS reduziu o IRC” e, aliás, este tem vindo sempre a descer.

O caminho do Bloco é a introdução de um “novo escalão sobre a derrama estadual para empresas que ganham muito, que são muito grandes”. Este dinheiro deve financiar segurança social.

Para além disso, é preciso taxar as novas economias “que são muito poderosas”, através do chamado imposto Google. As novas empresas digitais geram muito lucro e não pagam imposto sobre o que ganharam. A proposta é de 3%, um imposto “modesto que começa um caminho”.

Taxar bens de luxo e tributar mais valias imobiliárias das empresas são ainda outras medidas deste pacote fiscal.

Esquerda.net | Foto: Paula Nunes

 

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Portugal - Europeias: O riso de Berardo "é o melhor retrato da elite medíocre"

A cabeça de lista do BE às eleições europeias, Marisa Matias, considerou hoje que o riso do empresário Joe Berardo quando, no parlamento, foi confrontado com a "sua delinquência financeira, é o melhor retrato da elite medíocre e parasitária".

O Bloco de Esquerda escolheu o Porto para o comício de hoje da campanha eleitoral - que começou com uma atuação do cantor Jorge Palma - e, no discurso, Marisa Matias defendeu a necessidade de uma "Europa de direitos contra a irresponsabilidade e contra os irresponsáveis".
"E por falar em irresponsáveis, ontem [sexta-feira], o país teve a oportunidade de ver um deles, em direto, na Assembleia da República. O riso de Berardo, quando confrontado com a sua delinquência financeira, é o melhor retrato da elite medíocre e parasitária", criticou.
A eurodeputada do BE - que volta a ser a cabeça de lista do partido às eleições de 26 de maio - referia-se à audição de sexta-feira do empresário Joe Berardo que, na comissão parlamentar de inquérito à recapitalização e gestão da CGD, afirmou que é "claro" que não tem dívidas, numa resposta à deputada bloquista Mariana Mortágua.



Para Marisa Matias, este "é também o retrato da impunidade que esta elite continua a beneficiar aqui e na União Europeia".

"Há dois países em Portugal, há o país de Berardo e há o país das trabalhadoras da Sioux. Em Portugal, um trabalhador deve mil euros ao banco, não consegue pagar e pode perder a casa; se um banqueiro deve mil milhões e não quer pagar, o que é que faz? vai rir-se para a Assembleia da República", condenou.

A primeira candidata bloquista referia-se aos trabalhadores desta empresa em Lousada, com quem se encontrou ao final da manhã de hoje, e que estão em vigília, uma vez que há uma ameaça de insolvência.

"Nós não nos enganamos de que lado estamos. Nós estamos do lado de quem defende os trabalhadores e não dos Berardos desta vida, nós estamos do lado de quem quer regular o sistema financeiro, nós estamos do lado de quem quer acabar com estes roubos", enfatizou.

Lusa | Notícias ao Minuto | Foto: Global Imagens

 

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Pouco cito o Pacheco Pereira... calhou hoje, desta maneira

O cartaz ao lado foi por mim escolhido para ilustrar o texto do Pacheco. Qual texto?
Ei-lo 
«A política de “identidades” e das “causas fracturantes” foi um processo que facilitou a passagem de grupos revolucionários a reformistas. Para o Bloco de Esquerda não está mal, porque isso facilita a aproximação com o PS, cuja ala esquerda pensa o mesmo. O Bloco rende-se àquilo a que Rosa Luxemburgo chamava “movimento” em detrimento dos “fins”, que considerava a essência do reformismo, ou seja, o abandono da revolução, neste caso a favor de uma miríade de “causas”.
Facilita igualmente a integração de grupos anti-racistas, feministas, LGBT, de defesa dos animais, antiespecistas, muitos dos quais são fortemente subsidiados por dinheiros públicos. Eles podem colocar o rótulo de anticapitalista em tudo isto, mas é pouco mais do que um rótulo.
Sendo a política de “identidades” uma forma de reformismo, daí não vem nenhum mal ao mundo. Porém, tem um efeito perverso cujos custos a esquerda ainda não percebeu que está a e vai pagar: é fazer espelho com a outra política de “causas” da direita radical, os movimentos antiaborto e anti-imigrantes, a islamofobia a favor da “civilização cristã”, a mulher dona de casa, o anti-intelectualismo, a defesa dos valores “familiares”, o lobby pró-armas nos EUA, ou “as meninas são de cor-de-rosa e os rapazes de azul” dos Bolsonaros, os pró-tourada, os homofóbicos, etc. Acantonados nas suas “causas”, cada uma reforça a outra, o SOS Racismo dá forças ao PNR e vice-versa, e fora do “meio” destes confrontos, a nova direita “alt-right” ganha sempre mais força...»
Pode ler tudo aqui

Ver original em 'Conversa Avinagrada' (aqui)

O “novo” Bloco de Esquerda

(Pacheco Pereira, in Sábado, 18/11/2018)

JPP

Pacheco Pereira

A arrogância política do Bloco de Esquerda é um dos limites naturais ao seu crescimento, porque inquina as suas posições e as torna sempre demasiado ofegantes e self-righteous, logo excessivas. A esta arrogância política acresce a arrogância moral que encalhou com sérios estragos no caso Robles. Mas o Bloco tem um papel na vida política portuguesa que é ser o PS de esquerda, o equivalente ao antigo PSU em França e ao PSIUP em Itália, o que torna essa fronteira entre o Bloco e o PS uma linha da frente de todas as batalhas.

Como se vê o Bloco é muito mais agressivo verbalmente com o PS do que o PCP, embora a fractura entre o PCP e o PS seja muito maior. PS e PCP vêem-se, como sempre se viram, como entidades distintas, que se aproximam e se afastam em função dos interesses de um e de outro sem se misturarem. Com o Bloco não é assim, estão demasiado perto, comem à mesma mesa, dormem na mesma cama.

A comunicação social, toda colada uma à outra partilhando a mesma “narrativa” sem diferenciação, diz -nos que o Bloco mudou, está preparado para ir para o governo, “amadureceu”, aburguesou-se”, des-radicalizou-se. Na verdade, esta mudança já se deu há muitos anos, e o que se passa agora é o desenvolvimento natural de algo que está na génese do Bloco e na hegemonia dos trotskistas no seu seio. Se há coisa parecida com o que é o Bloco é com o PSR.

Para isso ter acontecido deu -se uma perda de influência significativa da UDP entre os grupos fundadores, mais numeroso que os militantes que vieram do PSR, mas que, do ponto de vista táctico e estratégico, nunca “mandaram” no Bloco. Enquanto os herdeiros da UDP tinham ligações com o mundo sindical e operário, os do PSR tinham com os intelectuais e a juventude “radical chic”.

Enquanto os primeiros voltavam a sua atenção para a competição com o PCP e com a CGTP, os segundos interessavam-se, na velha tradição do trotskismo francês, pelo PS. Os primeiros tinham passado de moda, os segundos estavam na moda e conseguiram todas as cumplicidades necessárias, em particular na comunicação social.
É por isso que não há mudança, mas sim evolução na continuidade.


 O CV de Portas
Esta é uma versão divulgada por uma empresa que vende os seus serviços (dele) do currículo de Paulo Portas:

Paulo Portas é Vice-Presidente da Confederação de Comércio e Indústria de Portugal, para além de Presidente do Conselho Estratégico da Mota Engil para a América Latina. Desempenha também cargos de administração no board internacional de Petroleos de Mexico (Pemex) e faz ainda consultoria estratégica internacional de negócios, sendo para efeito founding partner da Vinciamo Consulting. Dá aulas de mestrado Geo Economics and International Relations na Universidade Nova e na Emirates Diplomatic Academy; dirige seminários sobre internacionalização e risco político para quadros de companhias multinacionais e é ainda presença frequente na televisão em comentários de política internacional e speaker da Thinking Heads em conferências. Foi ministro da Defesa, ministro dos Negócios Estrangeiros e Vice-Primeiro Ministro de Portugal.

Na verdade, o currículo devia começar no fim: foi pelos cargos políticos que teve em Portugal que Portas tem os vários empregos de lobista que elenca por todo o lado, do México a Angola, passando por Portugal. Se tivesse de fazer uma declaração de interesses, mesmo para presidente de uma Junta de Freguesia, e este fosse um País a sério nestas matérias, ele não podia ter nenhum cargo político em qualquer lugar da hierarquia de um Estado. Se fosse um estado a sério seria assim, mas suspeito que a carreira política de Portas esteja acabada. Ele entrará, voltará e sairá, o que é fundamental para um lobista, para refrescar os seus contactos e as suas informações.

Portas, como acontece com outros lobistas, não tem especial preparação para estas funções, se elas fossem definidas pelos seus títulos pomposos. Mas tem os contactos, e tem a informação que anos de governação em áreas sensíveis lhe deram. Aliás, como se viu no Ministério da Defesa, não a terá só na cabeça, mas no papel, visto que está por esclarecer o que aconteceu aos milhares de fotocópias que teria levado para a casa, em violação da lei. Mas nestas matérias, o País também não se toma a sério. Hoje bastava uma pen, é mais discreto.

Um homem que hoje se sente bem fazendo isto agora, já o fez antes, ou pelo menos posicionou-se para as poder fazer, depois de “sair da política”. Não é caso único. Mas é um caso dos mais sérios de promiscuidade entre a política e os negócios e os bolsos dele.

Ver original em 'A Estátua de Sal' (aqui)

Portugal | Bloco de Esquerda no próximo Governo? "Não vai acontecer"

Daniel Oliveira considera que, contrariamente ao que tem sido especulado pelos media e alimentado pelo próprio partido, o Bloco de Esquerda não terá lugar no próximo Governo.
No espaço de comentário que ocupa semanalmente na TSF, "A Opinião", o jornalista abordou a especulação sobre a entrada do Bloco de Esquerda (BE) para o Governo após as eleições. Daniel Oliveira considera que, perante uma convenção "pacífica" do partido, no último fim de semana, houve falta de assunto. "É o entretenimento que sobra", atira o comentador.

"Para o Bloco, é excelente: tira força ao voto útil no PS e dá força ao voto com utilidade no Bloco. Para a comunicação social, é excelente: dá assunto a uma convenção com pouco assunto e até permite efabular sobre possíveis ministeriáveis no partido. Só há um pequeno problema: não vai acontecer", declarou Daniel Oliveira.

O comentador defende que há três questões que impedem o Bloco de Esquerda de fazer parte do próximo Governo.

A primeira, segundo Daniel Oliveira, é tática. Uma vez que o PCP já deixou claro que não entrará num Governo do PS, pelo menos enquanto os socialistas mantiverem as suas posições em relação à Europa - o que, para os comunistas, obriga a uma governação "com um pé na direita" - também o BE não o fará.

"O Bloco nunca entregará ao PCP sozinho todo o capital de queixa contra o PS", acredita o jornalista.

A segunda, diz respeito ao programa do próximo Governo. Daniel Oliveira considera que, se o BE não entrou no Governo em 2015, não será agora que irá entrar - já que, na altura, o programa consistia em reversões e reposições, porém, o próximo programa já não será para "emendar o passado". "As divergências serão muito maiores", afirmou o comentador.

Por último, o BE não poderá formar Governo porque, no entendimento de Daniel Oliveira, "não tem quadros para dividir o Governo com o PS nem força social para resistir à erosão de entrar num Governo sem o PCP".

"O Bloco só alimenta a fantasia da possibilidade entrar no Governo porque isso reforça a sua posição nas próximas eleições", conclui o comentador.

No entanto, esta realidade não reduz a utilidade do voto no BE e no PCP, na opinião de Daniel Oliveira: "Continuam a ser um contrapeso fundamental para que o PS governe mais à esquerda."

"Não é por acaso que o presidente da CIP pediu maioria absoluta para os socialistas. António Saraiva explicou que, assim, o PS se livra destes e pesos e, assim, mais leve, poderá governar à Sócrates", atirou.

Texto: Rita Carvalho Pereira | na TSF | Com audio
 

Ver o original em 'Página Global' na seguinte ligação:

http://paginaglobal.blogspot.com/2018/11/portugal-bloco-de-esquerda-no-proximo.html

A realidade não é suave

No Público garantem que o Bloco suavizou discurso anti-Europa. Perante tal rigor ideológico, eu pergunto: será que o BE é contra uma mera expressão geográfica? Na realidade, é de União Europeia que falamos e logo do efeito da ideologia europeísta. No Público, salvo excepções, nunca tivemos direito a mais nesta área. Por cá, o europeísmo está também ao serviço de uma narrativa: o BE está em vias de se transformar numa espécie de verdes alemães, o sonho de uma certa elite nacional dita progressista e que se imagina no centro do império. Acontece que estamos na periferia europeia e por essa razão bem material tal tipo de cooptação pode ser mais difícil. E já nem falo da cultura política socialista existente no BE, bem como da existência de outra força, o PCP, que é igualmente parte da alternativa (aliás não é por acaso que a defesa de uma regressão ideológica no BE está fortemente articulada com o discurso anti-comunista). Na realidade, a moção da maioria parece confirmar a necessária viragem soberanista do BE - “só a recuperação de esferas fundamentais da soberania permite responder às crises” -, oriunda da convenção de 2105, em plena ressaca do golpe financeiro perpetrado pela UE na Grécia. Isto nota-se, por exemplo, no saudável distanciamento em relação ao Syriza e na constatação, na prática política, do fim dessa farsa inventada pela Comissão Europeia que são os partidos europeus. Embora, devido às regras, as moções do BE sejam excessivamente curtas, não permitindo o desenvolvimento das hipóteses políticas formuladas, creio que esta passagem da moção da maioria é relevante e ajuda a contrariar uma narrativa que diz mais sobre a ideologia dos seus proponentes do que, e esta é a aposta de quem está de fora, sobre este partido: “Com a capitulação dos seus defensores institucionais, desapareceram as propostas de uma reforma progressista da União Europeia. Só é possível uma política alternativa à austeridade e ao neoliberalismo na rutura com os tratados, o que implica um confronto com o diretório europeu. O balanço da chantagem europeia contra a Grécia é claro: se não dispuser de uma alternativa soberana fora do euro, um governo de esquerda, mesmo com apoio social maioritário, perde o espaço negocial e cede perante o ultimato.”

Ver original em 'Ladrões de Bicicletas' (aqui)

Os dias da Esquerda Plural.

Parece-me perfeitamente legítimo que o BE queira crescer, queira diferenciar-se programaticamente, queira ir para o governo. E que faça tudo isso em preparação das próximas eleições.
O que já não me parece normal é que o BE esqueça que passou estes anos de maioria da esquerda plural a tentar arrecadar para si tudo o que de bom foi feito por este governo e este parlamento, e ao mesmo tempo a tentar assacar ao PS tudo aquilo que falta fazer ou que não era tão bom como os nossos desejos.
A Esquerda Plural só é possível se formos capazes de preservar as nossas diferenças e, ao mesmo tempo, ir encontrando caminhos comuns para fazer avançar o país e a vida concreta das pessoas. Para isso não cabe a pretensão de alguns a serem "a verdadeira esquerda" e todos os outros serem pura ilusão e engano. O BE sempre tratou o PS com essa arrogância - a mesma arrogância que, é certo, também existe aqui e ali no PS.
Devemos estar disponíveis para o debate - e a luta - política no seio da Esquerda Plural, porque só daí pode vir a força real. Da discussão nasce a luz, como diz o povo. Mas é inaceitável a ideia de que tudo o que foi possível nestes anos foi conseguido contra o PS - como pretendem certos discursos na Convenção do BE.
Como socialista, estou disposto ao debate. Sempre estive, como defensor que sou desta solução há décadas. Mas esse debate implica aprender alguma coisa com a realidade. Por exemplo, quando o BE continua a criticar o governo do PS por conciliar os compromissos europeus com os compromissos internos, devemos perguntar-nos se os portugueses teriam ganho mais com o estilo confrontacional do Syriza de Varoufakis ou se foi preferível ser duro quando foi necessário (assim travámos as sanções de Bruxelas) e construtor quando possível. Julgo que os portugueses têm uma resposta clara a essa questão.
Em suma: respeito a diversidade da Esquerda Plural (que é a minha esquerda), respeito a diferença dos outros partidos da maioria - mas não creio que sirva essa Esquerda Plural que se faça do PS o grande adversário.
Porfírio Silva, 11 de Novembro de 2018
 

Ver original em "Machina Speculatrix" (aqui)

Catarina Martins revela tensões com o PS mas assume vontade de fazer parte do Governo

No discurso de encerramento da Convenção do BE, Catarina Martins realçou desgosto nos «desacordos» com o PS e afirmou que quer «mais força para fazer parte do Governo».

CréditosJOSÈ SENA GOULÂO / LUSA

A coordenadora do BE, Catarina Martins, manifestou hoje a certeza de que o seu partido alcançará «a força para ser parte de um Governo quando o povo quiser» e manifestou que «os próximos tempos vão exigir muito mais», considerando ainda que a última legislatura ficou marcada por avanços mas também marcada por «desacordos» com o PS.

No que toca a avanços, a coordenadora do BE passou em revista várias das medidas conseguidas nesta legislatura, que estavam longe de corresponder ao programa do PS, realçando o papel de todos os partidos na solução política, como no plano da recuperação de rendimentos.

Num momento em que o Orçamento do Estado para 2019 está em plena fase de discussão na especialidade, na Assembleia da República, Catarina Martins voltou a destacar ainda alguns dos objectivos do seu partido, como o combate às rendas do sector energético ou a introdução da chamada «taxa Robles» sobre a especulação imobiliária.

Afirmando que no BE «gostamos de contratos escritos», referindo-se aos «desacordos» com o PS, Catarina Martins realçou ainda «momentos difíceis nesta legislatura». Nomeadamente, «​negociações prejudicadas por interesses económicos ilegítimos, houve desacordos sobre acordos», realçando o caso da redução da TSU para os patrões e o caso mais recente em que uma medida acordada entre ambas as partes (Taxa Robles) foi recusada e criticada no dia seguinte por António Costa.

Para a próxima legislatura, a coordenadora do BE destacou um total de cinco áreas de intervenção: Serviço Nacional de Saúde; no reforço do Estado Social; Ambiente; Energia e Banca; na criação de uma entidade reguladora da transparência.

No plano internacional, depois do anúncio de ontem que Marisa Matias vai encabeçar a candidatura ao parlamento europeu, a coordenadora do BE reiterou que a União Europeia está em crise, realçando o crescimento da extrema-direita pela Europa. Todavia, enquanto que as ameaças passadas de sanções a Portugal foram rechaçadas, o apoio do BE a futuras sanções sobre outros estados-membro foi omitido.

Ver original em 'AbrilAbril' (aqui)

BE anuncia cabeça-de-lista às eleições para o Parlamento Europeu

Catarina Martins anunciou esta manhã, no arranque da convenção do BE, que vai propor o nome de Marisa Matias para encabeçar a lista às eleições do próximo ano.

Vista geral da XI Convenção Nacional do Bloco de Esquerda que decorre em Lisboa. 10 de Novembro de 2018CréditosJosé Sena Goulão / Agência LUSA

A actual deputada deve, assim, repetir o lugar que ocupou em 2014, quando se tornou na única representante do BE no Parlamento Europeu, depois de ter sido eleita pela primeira vez em 2009.

As eleições para o Parlamento Europeu estão agendadas para o final de Maio do próximo ano e, até agora, o único cabeça-de-lista já conhecido era Nuno Melo, pelo CDS-PP.

No discurso de abertura da convenção do BE, a coordenadora Catarina Martins, que deve ser reconduzida, passou em revista algumas das medidas conseguidas nesta legislatura que estavam longe de corresponder ao programa do PS, nomeadamente no plano da recuperação de rendimentos.

Num momento em que o Orçamento do Estado para 2019 está em plena fase de discussão na especialidade, na Assembleia da República, destacou ainda alguns dos objectivos do seu partido nesse processo, como o combate às rendas do sector energético ou a introdução da chamada «taxa Robles», sobre a especulação imobiliária.

No entanto, sobre esta última, não adiantou nada em relação ao muito pouco que se conheçe desde que foi anunciada pelo BE como tendo acordo do Governo – o que foi prontamente desmentido por António Costa.

Para além dos objectivos no plano orçamental, Catarina Martins referiu-se ainda às alterações à legislação laboral e à Lei de Bases da Saúde, ambos os processos actualmente em curso no Parlamento, e aos transportes como áreas em que o BE espera respostas do Executivo ainda antes das legislativas do próximo ano.

Ver original em 'AbrilAbril' (aqui)

Convenção do Bloco inicia-se em Lisboa

O BE reúne, neste fim-de-semana, a sua convenção nacional, em Lisboa. Depois do entusiasmo com o grego Syriza e com o espanhol Podemos, traz convidados italianos para antecipação do encontro.

Bloco regressa ao Pavilhão do Casal Vistoso, em Lisboa, para a sua XI ConvençãoCréditos

A reunião magna do BE, que se realiza mais uma vez no Pavilhão do Casal Vistoso, em Lisboa, tem início este sábado, mas esta noite realiza uma sessão com representantes italianos e dirigentes bloquistas.

O discurso de encerramento está agendado para domingo à hora do almoço. Não sendo previsíveis alterações na coordenação do BE, deverá ficar a cargo de Catarina Martins.

Ao nível da orientação política, também não são esperadas surpresas. A disputa protagonizada pelas principais correntes internas em 2014 não se deve repetir, pelo menos até às próximas eleições legislativas. Os resultados eleitorais e a participação do BE na actual solução política permitiu afastar desentendimentos, e as principais figuras surgem agora unidas em torno de uma das moções apresentadas à convenção.

Para além da análise da situação nacional – e à entrada de um ano em que estão agendadas eleições para o Parlamento Europeu e para a Assembleia da República –, o BE assume a desilusão com o governo do Syriza, na Grécia, e mesmo com o Partido da Esquerda Europeia, de que foi um dos mais entusiásticos membros até há poucos anos.

Sobre o mundo do trabalho, as parcas referências registam lamentos por uma «perda de sindicalização», e apontam como objectivo a organização e o fortalecimento de uma corrente bloquista no seio da central sindical unitária e de classe, a CGTP-IN, e dos seus sindicatos.

Ver original em 'AbrilAbril' (aqui)

BE acusa Governo de arrogância. “Centeno é força de bloqueio”

Mortágua diz que há uma "mudança visível" na atitude do Governo, com a aproximação das eleições legislativas. Sobre o Orçamento, revela que houve uma atitude de confronto por parte do Executivo.
O PS mudou. Quem o diz é Mariana Mortágua. Em entrevista ao Expresso(acesso pago), a deputada sublinha que, com a aproximação das eleições legislativas, o Executivo de António Costa tem revelado uma “postura um pouco mais arrogante”. Sobre o Orçamento do Estado para 2019, a bloquista revela que houve uma atitude de confronto por parte do Governo e deixa duras críticas ao ministro das Finanças. “Centeno é uma força de bloqueio a mais avanços”, diz.
Com a discussão do Orçamento do Estado para o próximo ano à porta, Mariana Mortágua revela que houve “alguma falta de empenho” do Governo para que as negociações pudessem acontecer de forma antecipada. Mais, a economista realça que se verificaram “algumas atitudes” por parte do Executivo que “provocaram um certo choque na maioria parlamentar”, nomeadamente no que diz respeito às longas carreiras contributivas, às rendas da energia, aos professores e às leis laborais.
Ainda assim, a deputada nota que, não é por terem sido feitas “em cima do momento”, que as conversações estão comprometidas e reforça que já se perspetivam bons resultados “em alguns campos”. Mortágua identifica duas preocupações essenciais do seu partido: o reforço do investimento público na saúde e nos transportes.

Por outro lado, a deputada deixa duras críticas ao ministro das Finanças, acusando-o de ter na cabeça “mais preocupações com a sua carreira internacional” do que com o Orçamento do Estado português.
Neste sentido, Mariana Mortágua sublinha que Mário Centeno tem mantido algumas contradições, isto é, ao mesmo tempo que “defende a política europeia até ao limite, diz que o sucesso dos resultados se devem a uma política de devolução dos rendimentos que a UE não queria”.
A deputada conclui que “Centeno é uma força de bloqueio a mais avanços dentro do Governo” e enfatiza que foi por isso que ainda não avançaram uma “série de investimentos que são muito necessários ao país”.
ECO – Economia Online
 

Ver o original em 'Página Global' na seguinte ligação:

http://paginaglobal.blogspot.com/2018/09/be-acusa-governo-de-arrogancia-centeno.html

Um bom camarada | Confiança e solidariedade para com Ricardo Robles

Este caso Robles está com maior duração que as pilhas Duracel. E há crítica dura, dura, dura. Afinal Robles acaba por ser vítima de si próprio pelas boas intenções e até ideologia (provavelmente), mas é bem provável que o “berço” faça incidir sobre ele a sua influência… E tudo deu nisto. E ele meteu os pés pelas mãos e as mãos pelos pés perante tais ataques acerca de sua postura de incongruência. Família obriga e o “berço” ainda mais. A não ser que nos desquitemos disso tudo, das raízes. O que é muito doloroso e complicado.
Robles merece confiança? Sim, claro, no seu histórico, nas suas intenções, nos seus pensamentos em prol de uma sociedade mais justa que aquela que nos espezinha atualmente. Apesar de tudo temos de reconhecer-lhe essa sua forma de estar politicamente. Falhou agora como cidadão de algumas posses e aí a direita apegou-se às criticas, passando uma esponja sobre as práticas de muitos dos seus militantes e seus dirigentes e/ou outros com responsabilidades. Afinal Ricardo Robles falhou pela primeira vez, algum dia aconteceria. Quem está solidário com ele, um bom camarada, é o deputado do BE José Soeiro, e disse-o ao Notícias ao Minuto. Leia a seguir.
Deste novelo que insistem em enrolar o BE, via Robles, gostaríamos de não ter de referir mais. Foi chão que deu uvas… mijonas. A direita tem de se lembrar que teve e tem (provavelmente) nas suas fileiras reconhecidos ladrões, montanhas de vigaristas e corruptos, que têm compadrios que, esses sim, lesam os portugueses pelas vantagens e favoritismos que a esses proporciona. O CDS deve lembrar-se sempre dos submarinos ou de Benavente, ou…. O PSD, então, nem se fala. O PS, upa, upa. Esses sim, deve-se dizer com toda a propriedade “é fartar vilanagem”. E isto, ao que julgamos saber, que de algum modo veio a público, mais uns quantos (poucos) que foram efetivamente condenados por uma justiça que tantas vezes é injusta por ser a favor dos ricos (influentes) e usar de marreta para os pobres e os remediados. Quando não usa do peso de um autêntico cilindro contra os fracos, querendo parecer forte…
Adeus Ricardo, a vida é dura e muitas vezes injusta. Assomos de incoerência e de ingenuidade não cabem na política quando aos antagónicos dá jeito. Há os que ficam felizes com o mal acontecido aos outros. Sempre assim será. Mas também há os solidários, os amigos e camaradas de facto. Sempre assim será. (MM | PG)


"Robles nunca falhou. Merece a minha confiança e solidariedade"
A polémica em torno do prédio de Alfama levou Ricardo Robles a renunciar, na segunda-feira, aos cargos de vereador da Câmara Municipal de Lisboa e de membro da comissão coordenadora da concelhia de Lisboa do Bloco de Esquerda.
Depois de noticiado que Ricardo Robles teve à venda um prédio em Alfama, Lisboa, por 5,7 milhões de euros, quando o tinha comprado por 347 mil euros, obloquista afastou-se dos cargos que desempenhava.
Nesta senda, o também bloquista José Soeiro saiu em defesa do colega de partido, garantindo que este “nunca falhou em nenhuma luta e em nenhuma proposta mesmo contra o que poderiam ser os seus próprios interesses ou os da família”.
Numa publicação feita na sua página de Facebook, José Soeiro dá alguns exemplos das lutas em que Robles esteve envolvido: “Manuais gratuitos, construção de creches, política de redução de riscos e salas de consumo, direitos LGBTQI+, políticas de saúde pública, início da recuperação das cantinas escolares para a responsabilidade pública, defesa da regulação do turismo ou o acordo que fez para que centenas de casas pudessem ser disponibilizadas pela autarquia a rendas acessíveis”.
E, por tudo isto, o bloquista garante que o agora ex-vereador do Bloco em Lisboa “mereceu e merece”toda a sua “confiança política e solidariedade”.
“A militância política dele, que vem de longe e de há muitos anos, foi sempre consistente e fiel ao seu programa. E não termina agora”, sublinha Soeiro que descreve como “prova de solidariedade” para com o partido o facto de Robles ter renunciado aos cargos que ocupava até ontem.
“Acho que o Ricardo tomou a decisão certa”, remata, desejando uma “excelente continuação de bom trabalho” a Manuel Grilo, o substituto de Robles.
Patrícia Martins Carvalho | Notícias ao Minuto | Foto: Reuters

Ver o original em 'Página Global':   http://paginaglobal.blogspot.com/2018/07/um-bom-camarada-confianca-e.html

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  • Voltaram as Festas do Mar e vale a pena ir ver alguns dos espetáculos.
    A Câmara autopropagandeia-se com elas, claro.
    Na televisão vemos um dos organizadores do evento dizer que as Festas são muito boas para a "vila" (vila é o que a aritocratoburguesia local gosta de chamar a esta terra por estultas razões que estão devidamente caracterizadas) e que não têm nenhuns custos para os munícipes.

    Duvidamos mas ele argumenta que o dinheiro vem das verbas do jogo (Casino) e dos patrocinadores. Claro...
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    Duvidamos mas ele argumenta que o dinheiro vem das verbas do jogo (Casino) e dos patrocinadores. Claro que as verbas do jogo são verbas dos munícipes (não são um 'dinheiro de bolso' para festejos e mais o que alguns queiram) mas, mesmo assim, duvidamos. Seria bom que oposição camarária tentasse (sabemos que é muito difícil conhecer as contas da Câmara) deslindar quanto é que os cascalenses pagam efetivamente por estas Festas.


    Ao ouvir o dito organizador percebia-se que a conversa era de jotinha de carreira (não obrigatoriamente do Carreiras, entenda-se) e fomos ver.

    Bastou googlar para nos aparecer à cabeça que o Dr. Bernardo Barros é um distinto Administrador Executivo da Empresa Municipal "CASCAIS DINÂMICA" (as empresas municipais, em geral, servem para fazer o que a Câmara deixa de fazer porque é mais fácil meter os boys e girls nestas empresas, pagas pelos munícipes, do que na própria Câmara) com um currículo com muitas derivações do seu enlace camarário (do "Americas Cup World Series - Cascais" à "NOVA SBE – Intensive Management Program " passando pelo "Sailors for the Sea Portugal – Presidente" e pela "Escola Superior de Hotelaria do Estoril (ESHTE) – Membro do Conselho Geral").

    Mas o que conta verdadeiramente é que, depois de uns anitos como escuteiro já em 2006 era " Conselheiro Distrital de Lisboa da JSD" e em 2010 passou a "Conselheiro Nacional da JSD"o que, entretanto, lhe permitiu ingressar como " Secretário Político do Vereador na Câmara Municipal de Cascais" até com "representação do Vereador em atos oficiais, visitas diplomáticas e conferências".

    A partir daí foi só subir. Em 2011 já estava na " Comissão Política Distrital de Lisboa do PSD" e logo (2012) passava para "Adjunto do Vice-Presidente da Câmara Municipal de Cascais" e, simultaneamente, para "Vice-Presidente da Associação de Turismo de Cascais (Associação de direito privado)", seguindo-se, em 2015, o atual lugar de "Administrador Executivo na Cascais Dinâmica" onde organiza as Festas do Mar.

    Nada nos move contra este distintíssimo quadro da esfera camarária cascalense. Provavelmente é uma excelente pessoa e um funcionário exemplar.

    Apenas se lamenta constatar que o poder político/administrativo é cada vez mais feito destas carreiras partidarizadas e clientelares.

    Certamente que há gente competente nos Partidos do velho "Arco da Governação" (os outros ficam de fora obviamente). Mas só há quadros competentes com o cartão destes Partidos ? Não há muita gente competente que não esteja em Partido nenhum ou que opte por outros dos muitos Partidos existentes ?

    É que isto, aqui por Cascais, tresanda.
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