Betão

Os malabarismos do senhor do costume

28 JANEIRO 2020
Carlos Carreiras veio, recentemente, publicar numa das suas páginas de Facebook, um gráfico destinado a criar a algumas mentes menos avisadas a ideia de que o número de licenciamentos urbanísticos diminuiu desde que chegou à CMC e foi particularmente baixo enquanto Piteira Lopes assumiu o pelouro. Evidentemente, apesar de Carlos Careiras apregoar em letras garrafais que tal é a verdade, não deixa de ser uma verdade bastante coxa.
Esperar-se-ia de um contabilista um pouco mais de rigor e de menos demagogia mas é também sabido que Carreiras prefere a demagogia à frieza de certos números ou constatações e que o mesmo sabe que há muitas formas de vender um produto. Com efeito, antes de mais, importa realçar que se trata de número de licenciamentos e não de número de fogos licenciados ou de superfícies (comerciais ou habitacionais) licenciadas, o que é bem diferente. Basta uma contabilização rápida do número de fogos de alguns empreendimentos em Cascais para se perceber que o gráfico dá uma ideia errada da realidade. Vejamos, só no sector de luxo ou extra-luxo:
- One Living: 84 apartamentos;
- Bayview: 35 apartamentos;
- Bloom Marinha: 85 apartamentos;
- Maria Pia: 14 apartamentos;
- Marinha Prime: 55 apartamentos;
- Avencas Ocean View: 9 apartamentos;
- Quinta de S. Gonçalo: 54 apartamentos;
- Hotel Cidadela Cascais: (além do hotel propriamente dito) 10 moradias e 28 apartamentos;
- Nau Cascais: 28 apartamentos;
- Santa Marta Residences: 10 apartamentos;
- Villa Praia: 4 apartamentos;
- Lumen: 5 apartamentos;
- Casas da Areia: 7 apartamentos;
- Castelhana Residences: 6 apartamentos;
- Estoril Villas: 9 apartamentos;
- Lazúli Cascais Residences: 6 apartamentos;
- Edifício Teatro Cascais: 21 apartamentos.
- Monte Estoril Ocean Residence: 14 apartamentos.
- Villa Montrose: 23 apartamentos;
- Monte Estoril Apartments: 12 apartamentos;
- Estoril Villas: 9 apartamentos;
- Casas da Areia: 7 apartamentos;
- Villa Praia: 4 apartamentos;
- Villa dos Melros: 12 apartamentos;
- Bicuda Urban Village: 9 apartamentos;
- Pinhal do Guincho Villas: 6 apartamentos;
- Villa Marinha: 9 apartamentos;
- Quinta Pedra d’Água: 11 apartamentos;
- Villa Sofia: 5 apartamentos;
- Estoril Terrace: 7 apartamentos;
- Villa Vista Bella Estoril: 4 apartamentos;
- Casas do Picadeiro: 4 lotes.
 
A referência aqui feita a apartamentos engloba as moradias e não tem em conta as áreas dos respetivos lotes. Os empreendimentos referidos são apenas alguns dos que foram licenciados e construídos nos últimos anos. Não se trata de uma lista, de forma nenhuma, exaustiva e engloba apenas empreendimentos situados nas zonas mais sensíveis, designadamente do ponto de vista ambiental, como a zona da Marinha-Guincho-Bicuda-Areia-Birre. Fora do sector de luxo, a CMC anunciou a construção, no Bairro Marechal Carmona de 443 apartamentos. Na Nova SBE, a construção foi licenciada numa área de 90.000 m2, tendo já, só para alojamento, 122 quartos, conta dispor de mais 100 nos próximos 2 anos e de 300 estúdios em 2020 (https://www2.novasbe.unl.pt/pt/life-at-nova-sbe/alojamento). Além disso, só o Alagoa Office Retail corresponde a um licenciamento de 15.000 m2 para escritórios e o “magnífico” mono da Chabad, na Costa da Guia, privatizou uma área de 5.000 m2, destruindo uma zona verde que há muito era reclamada pelos moradores para equipamento desportivo/lazer e jardim. Assim, numa conta rápida, facilmente se atinge o número de 1694 unidades de alojamento, o que corresponderia, grosso modo, à totalidade dos licenciamentos dos últimos 6 anos no quadro apresentado por Carlos Carreiras, sem contabilizar as legalizações de AUGI’S (áreas urbanas de génese ilegal) e sem contar com os licenciamentos de áreas comerciais, de hotéis e de todos os outros licenciamentos realizados no concelho. Atente-se que, só na Aldeia de Juzo, e dentro do segmento de luxo, há mais 123 anúncios de casas/moradias novas à venda (https://casa.trovit.pt/moradia-aldeia-juzo), além de estarem previstos diversos hotéis para o concelho (Sana Estoril, Legacy, Hilton, etc.) e empreendimentos a quem a CMC isentou, em vários casos, o pagamento de milhões, e de a CMC estar a fazer tudo para licenciar mais de 939 apartamentos só na Quinta dos Ingleses, em Carcavelos. Ou seja, é evidente que o quadro apresentado como sendo “A VERDADE” mais não é do que um logro, destinado a tentar enganar papalvos. O mesmo só seria, de resto, importante se revelasse quantas unidades de alojamento foram licenciadas, a que área correspondem a totalidade dos licenciamentos efetuados sob os mandatos que exerceu e em que zonas se situam os mesmos… É por isso que, quer Carreiras queira, quer não, este executivo (Carreiras, Pinto Luz e Piteira Lopes) já tem na consciência coletiva, de facto, o sinal mais: mais destruição de espaços verdes; mais descaracterização da Vila; mais atentados ao património; mais construção em cima da costa; mais trânsito; mais poluição; mais caos; mais gentrificação; mais golden visas e lava-jatos; mais empreiteiros; mais betão; mais Judas. E muito menos Cascais.
Outros artigos de PEDRO JORDÃO
 
*Os artigos de opinião publicados são da inteira responsabilidade dos seus autores e não exprimem, necessariamente, o ponto de vista de Cascais24.
 
 
 

Ver o original em "CASCAIS24" na seguinte ligação::

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A betonização de Cascais em detrimento do ambiente

Assistimos nos últimos anos a um aumento desmesurado de betonização de Cascais por todo o lado, construção e mais construção. Um dos mais recentes empreendimento de luxo o Bayview, que contempla também o novo Hipermercado Jumbo é a imagem clara do poder que os lóbis da construção detêm em Cascais, mas não ficamos por aqui, muitos mais há para enumerar.

A Nova SBE – School Of Buisiness And Economics da UNL, a construção nos antigos terrenos onde estava implementado o Hotel Nau, o sufoco de betão imposto aos moradores da Quinta Do Barão, com as construções nos terrenos da antiga fábrica da Legrand em Carcavelos e o consequente aumento do trânsito no bairro. O Plano de Reestruturação Urbanística de Carcavelos Sul (PPERUCS) / LOTEAMENTO DA QUINTA DOS INGLESES, mega construção quase em cima da Praia de Carcavelos. Na Costa da Guia a destruição de um pulmão verde e a construção de um enorme edifício de betão, no local do antigo Hotel Paris/Sana Estoril a construção de um edifício que por pouco não ocupa a Estrada Marginal, tal é a desproporção da volumetria em relação ao hotel que foi demolido e muitos exemplos mais poderia dar.

Não posso esquecer os projectos do aumento da construção na Marina de Cascais, falando-se já na construção de um hotel de apreciável volumetria.

Muitos destes empreendimentos destruíram espaços verdes, outros impedem a construção de espaços de veraneio que poderiam servir para aumentar e melhorar os espaços verdes de lazer e o bem-estar dos muitos Cascalenses.

O ambiente, e o bem-estar das populações foi relegado para segundo plano.

Na Costa da Guia, a construção do edifício da Associação Chabad Portugal, destruiu um enorme e excelente espaço verde, motivando revolta nos moradores da área envolvente que tentaram opor-se. No entanto, o Presidente da Câmara de Cascais, Carlos Carreiras, ignorou a vontade das populações e autorizou a destruição de muitas árvores, o que revoltou muitos moradores da Costa da Guia e de toda a área envolvente.

A contestação ao PPERUCS mantém-se, é um atentado ambiental em perfeito conluio entre a Câmara de Cascais e promotores imobiliários privados, o Presidente da Câmara ignorou completamente a enorme contestação que se gerou, ignorou o interesse publico, o bem-estar das populações e a salubridade ambiental.

As constantes derrocadas das arribas entre S. Pedro do Estoril e a Praia da Parede, têm vindo a manter-se ao longo de anos, principalmente na Área Marinha Protegida das Avencas (AMPA), e na Praia da Bafureira, que se encontra “interdita” vai para dois anos e a Câmara nada faz.

A falta de vigilância na AMPA tem permitido que indivíduos munidos de espingardas de caça submarina e sem qualquer tipo de sinalização invadam partes da Área Protegida caçando/pescando peixe, moluscos e mariscos.

As ribeiras que carecem de apurada limpeza e onde ainda são despejados esgotos que vão desaguar nas praias ou perto delas, como é exemplo, a Ribeira da Praia dos Pescadores e por sua vez a Ribeira de Sassoeiros que desagua no meio da praia de Carcavelos.

O Paredão entre Cascais e a Praia da Azarujinha carece de arranjos, principalmente no pavimento e acessos, mas também de limpeza na sua generalidade.

Toda a orla costeira de Cascais carece de limpeza, quando falo da orla costeira não estou a falar só das praias, estou a falar de toda a orla costeira, locais onde se pratica pesca lúdica, miradouros e outros locais turísticos da costa de Cascais. De referir a deficiente limpeza das praias pois como muitos cascalenses vêm denunciando nas redes sociais, a limpeza é superficial o que se pode constatar se escavarmos a areia alguns centímetros, rapidamente se verifica a existência de beatas de tabaco, pequenos pedaços de plástico, cotonetes, etc.

No Guincho é hoje frequente os autocarros de turistas, quer nacionais quer estrangeiros, pararem entre a Praia da Crismina e os pesqueiros denominados Moniz, Margarida e Ponta Alta deixando para traz o lixo, nomeadamente garrafas de plástico, lenços de papel, embalagens de comida e outros.

As arribas entre o Farol do Cabo Raso e a Praia da Crismina deveriam ser locais interditos à circulação automóvel, tal não acontece e assistimos não só à destruição evidente da flora e das arribas no seu todo, como à proliferação de lixo que só é recolhido devido à boa vontade de alguns cidadãos em efectuarem esse trabalho.

As informações turísticas relativas a percursos pedestres, fauna e flora existente e normas ambientais que foram colocadas ao longo da costa, estão na sua maioria degradadas ou destruídas, deixando de cumprir a sua função servindo agora para grafitar.

Muitos mais exemplos poderiam ser elencados, quer na orla costeira quer no interior do Concelho. Facilmente se conclui que o ambiente está a ser relegado para segundo plano e o betão, os grandes negócios imobiliários avançam “de vento em popa”. É essa a vontade que quem governa em Cascais, assistimos por isso à betonização de Cascais em detrimento do ambiente.

 

António Lemos

 

Ver original em 'Portal CASCAIS' na seguinte ligação:

https://www.portalcascais.pt/comentadores-tematicos/ambiente/a-betonizacao-de-cascais-em-detrimento-do-ambiente/

Câmara de Cascais isenta cadeia Hilton de pagar compensações no valor de 2,5 milhões de euros

 
O executivo da Câmara Municipal de Cascais aprovou, em reunião de Câmara, a isenção do pagamento da compensação de 2,5 milhões de euros referente ao licenciamento, à cadeia Hilton, da construção de uma unidade hoteleira de 4 estrelas com vista privilegiada para a praia.
 

O projecto será realizado num terreno, ao lado do antigo Hospital Ortopédico José de Almeida, na Parede, e de cuja área total de construção estava prevista a cedência de 6.294,55 m2 para espaços verdes e 5.620,14 m2 para equipamentos de utilização colectiva.

Inicialmente, o grupo Hilton tinha solicitado o pagamento da compensação de 2,5 milhões de euros, em troca da cedência dos 11 mil metros quadrados do seu terreno, que o executivo camarário aprovou alegando razões excepcionais de carácter urbanístico, de acordo com o n.º 3 do artigo 5º do Regulamento Municipal de Compensação.

Os referidos 2,5 milhões foram apurados no âmbito das compensações à câmara, de acordo com o regulamento municipal em vigor, que é calculado com base no coeficiente de localização aplicado à fórmula prevista.

No mercado imobiliário, dados do INE, o valor médio de aquisição de habitação em Cascais é de 2.478 €/m2, o que valoriza os 11 mil metros quadrados em cerca de 27 milhões de euros.

Na última reunião de Câmara, do dia 14 de Janeiro, o Vice-Presidente, Miguel Pinto Luz, apresentou a proposta de isentar o pagamento da compensação, no valor de 2,5 milhões de euros, em virtude do promotor ter submetido uma certificação LEED, que aplica as melhores práticas a nível mundial de desenvolvimento sustentável, do ponto de vista ambiental, social e económico.

A isenção é atribuída ao abrigo da alínea e) do artigo 11.º do Regulamento Municipal de Compensação que refere que a Assembleia Municipal, mediante proposta fundamentada da câmara pode isentar de compensação, parcial ou totalmente, as construções urbanísticas que “constituam operações sustentáveis, devidamente atestadas, por entidades certificadas”.

A proposta foi aprovada por maioria tendo tido os votos contra dos vereadores do PS, Luís Miguel Reis e João Ruivo, e do vereador Clemente Alves da CDU.

 

Veja aqui a notícia

Em Cascais mora o Robin dos Bosques invertido

A maioria dos moradores em Cascais, sobretudo aqueles que vivem nas localidades do interior e que conseguiram comprar uma fatia de terreno para nele construírem as suas casas de família, sabem das tormentas que passaram. Primeiro para que a Câmara lhes legalizasse os terrenos e depois conseguir as autorizações de construção e habitação. Claro que ninguém se esqueceu das tormentas que passaram, dos anos de vida que empenharam e das fortunas que, por tudo e por nada, lhes foram exigindo para que pudessem seguir em frente na concretização do sonho.

Mas, sabemos todos, o Inferno que se faz para quem não nasceu bafejado pelo conforto das contas gordas nos bancos, ou das brutais dividas que a folgar neles podem contrair sabendo que outros lhas vão pagar, para estes todo o mundo é seu.

Na reunião da Câmara de Cascais de hoje, 14 de Janeiro, foi aprovado isentar do pagamento de compensação um promotor imobiliário que vai construir um hotel de 4 estrelas junto à Avenida Marginal, entre o Hospital José de Almeida e as Residências do Grupo Mello, na Parede.

Parede

De acordo com o Regulamento Municipal em vigor, para construir o empreendimento o promotor teria que entregar à Câmara 11.914,69m2 de terreno destinado a equipamentos de utilização colectiva e espaços verdes. Porém, em condições excepcionais, pode a Câmara determinar que, em vez dos terrenos destinados aos fins referidos, os promotores os compensem com o pagamento dum valor equivalente em numerário. Foi o que a seu tempo o promotor veio pedir e a Câmara prontamente acedeu, estipulando-lhe o valor da compensação em 2.553.503,36€, ou seja, 214,31€ por cada m2 de terreno que assim, passou para si em vez de ir para a Câmara.

Convém que se diga que por este preço ninguém consegue comprar terrenos nesta zona. Numa simples prospecção a lotes disponíveis na Parede, verificamos que, p.ex. um terreno localizado no interior da Vila, logo com muito menos valor que este junto à Marginal e com vista privilegiada para o mar, está à venda por 1.965,70€/m2. Se se aceitar tal valor como “razoável” e o aplicarmos à área que Câmara devia receber na compensação, então os nossos 11.914,69m2 valem a “módica quantia” de 23.420.696,70€!

Milhões a que, decerto tendo em conta a “relevância” do hotel que tanta falta faz a Cascais, o PSD e o CDS, que mandam na Câmara, decidiram conceder um desconto especial, fixando-o nos já referidos de 2.553.503,36€.

Ainda não satisfeito com a generosidade, o nosso “empreendedor” voltou à carga e veio pedir que, não já em vez da entrega do terreno, mas desta feita do dinheiro, a Câmara lhe aceitasse a apresentação a posterioridum certificado em como na construção e exploração do empreendimento iria aplicar as melhores práticas ambientais.

Como esforçados amigos do ambiente que todos sabemos que são, Carlos Carreiras, Pinto Luz e Cª, obviamente responderam que sim: a compensação passou a nada, zero em terreno e outro tanto em dinheiro.

 

Ver original em 'Portal CASCAIS' na seguinte ligação:

https://www.portalcascais.pt/analise-politica/clemente-alves/em-cascais-mora-o-robin-dos-bosques-invertido/

Protesto na Praia da Memória contra construção de hotel

Os subscritores do manifesto «Haja Memória, haja bom-senso!» denunciam a construção de um hotel na faixa costeira e exigem que seja encontrada uma outra localização a norte do concelho.

CréditosJosé Pedro Rodrigues

Algumas dezenas de cidadãos juntaram-se, esta manhã, em protesto contra a construção de um hotel na Praia da Memória, em Matosinhos. No seu manifesto são claros: «não somos contra a construção de hotéis», acreditando até fazer falta um hotel no norte do concelho.

Porém, exigem que o «bom-senso» contrarie esta iniciativa de construir um hotel «na faixa costeira, destruindo as dunas que tão importante são na prevenção de catástrofes naturais e para a manutenção de uma biodiversidade única», pode ler-se no manifesto.

Denunciando o começo das obras, os subscritores afirmam que estas contrariam o PDM recentemente aprovado e que se baseiam em instrumentos de planeamento «obsoletos» e que «não respondem às necessidades actuais».

«Sendo do conhecimento geral o perigo de construir tão perto do mar e destruir a duna, estranha-se que esta obra tenha recebido parecer favoráveis de todas as entidades competentes e que a autoridade marítima não precisasse de ser consultada», referem.

Em declarações ao AbrilAbril, o vereador da CDU eleito no executivo municipal de Matosinhos, José Pedro Rodrigues, disse ter estado presente no protesto para «deixar uma palavra de solidariedade com o apelo que o movimento lançou para que se encontre um local alternativo no norte do concelho para a instalação da unidade hoteleira», frisando que «num momento em que decorrem conversações nesse sentido, a mobilização popular é importante para que todas as vozes contem em defesa do equilíbrio ecológico e da preservação da nossa costa».

Ver original em "AbrilAbril" na seguinte ligação:

https://www.abrilabril.pt/local/protesto-na-praia-da-memoria-contra-construcao-de-hotel

Abateram 5 tílias na Quinta do Barão

SINTO-ME CHOCADA ?
Ainda ontem a vereadora Filipa Roseta veio à obra perceber porque haviam sido derrubado árvores a semana passada e os ecopontos estavam a ser recuados, sem o seu conhecimento.
Constatámos que enquanto não houver novo estudo de trânsito e novo projecto, AVANÇA O PROJECTO ANTIGO com a Jacinto Osidoro de Sousa com DUAS VIAS, uma ROTUNDA ENORME a entrar para dentro do bairro e não alinhada à Estrada da Alagôa que neste projecto ainda é pedonal.
A Vereadora diz que não pode mandar parar a obra, e o abate de árvores que iam tentar conter para 3 foi feito no seu cenário mais negativo.
Meio dia depois de tentarmos o diálogo ontem à tarde, ABATERAM HOJE DE MANHÃ 5 TÍLIAS à entrada do mosso bairro !!! Haja respeito pelo diálogo !

Mais 500 casas de luxo em Cascais

(A destruição de Cascais prossegue aceleradamente

Ao invadir todos os espaços ainda livres esta nova onda de betão vem comprometer definitivamente a possibilidade de recuperar Cascais para a fruição dos que cá vivem e vem tornar insuportável a mobilidade cascalense.

Circular, sobretudo às 'horas de ponta', em Cascais, no Estoril, na Parede em Carcavelos ou em S. Domingos de Rana já é hoje um suplício. Cada mês que passa a situação piora e o que aí vem é o desastre iniludível.

Desde há anos a Câmara nada tem feito para melhorar a mobilidade no concelho (ao invés do que é propagandeado nas campanhas publicitárias do Mobi) e anuncia-se que, de futuro, nada poderá ser feito. O exemplo da 'entrada de Cascais' (Jumbo) mostra como a Câmara compromete definitivamente a possibilidade de serem adotadas medidas que melhorem a circulação rodoviária.

Este é um processo de gentrificaçãoque vende a retalho um território que poderia ser maravilhoso.

Comentário à seguinte notícia)

 

Pedro Lima in Exporesso

 

São apenas para os bolsos mais recheados: preços dos apartamentos novos à venda no centro da vila oscilam entre €740 mil e €3,49 milhões

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A explosão da procura imobiliária em Portugal, e em especial na zona de Lisboa, está a levar ao surgimento de uma série de novos projetos imobiliários virados para o segmento de luxo na zona mais central do concelho de Cascais, que vão acrescentar 500 novas casas nesta zona. A estimativa é da Câmara Municipal de Cascais com base nos projetos já licenciados.

São edifícios novos que vão surgir em espaços onde já havia construção degradada mas também nos poucos terrenos que estavam livres. Estão em diferentes estádios de desenvolvimento, com alguns já praticamente concluídos, outros em fase inicial e outros ainda prestes a arrancar. Alguns correspondem ao desbloquear de projetos que estavam na gaveta há vários anos, ou em litígio judicial ou à espera de uma boa oportunidade de valorização. E nos casos em que se aguardava por um bom momento de mercado, ele chegou com o aumento da procura, sobretudo a nível internacional, e com a consequente valorização dos preços do imobiliário nos últimos anos.

Embora seja na Quinta da Marinha que agora se desenvolve o maior projeto — o Bloom Marinha, com 88 casas, que vão de T1 a T6 — é mais perto do centro de Cascais que a maior parte das novas casas se concentram. O Expresso identificou alguns dos projetos mais relevantes (ver infografia), a que se juntam outros de menor dimensão. No total, nos projetos identificados, são mais 332 apartamentos no centro de Cascais e na zona do Monte Estoril, que está a ele colada.

Portugueses estão a comprar mais

Miguel Pinto Luz, vice-presidente da Câmara Municipal de Cascais, refere que grande parte destes cerca de 500 novos apartamentos e moradias de um segmento muito alto que estão a surgir na freguesia de Cascais e Estoril não estão a ser — ou não vão ser — comprados para funcionarem como casas de férias e sim para as pessoas ali viverem em permanência. “Há muita gente que se está a mudar para Cascais. E não são só estrangeiros, há muitos portugueses”, afirma.

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Rafael Ascenso, diretor-geral da mediadora imobiliária Porta da Frente/Christie’s, confirma o aumento das vendas a clientes portugueses nesta zona. “Nos últimos quatro anos houve uma evolução grande no nosso mix de clientes. Se antes 85% das vendas eram a estrangeiros, hoje essa percentagem está nos 60%.” Em 2017 a Porta da Frente vendeu empreendimentos em Cascais a pessoas de 35 nacionalidades e este ano vai à volta de 28. De entre eles destacam-se os brasileiros, seguindo-se o mercado francês, sueco, sul-africano e chinês, assim como o do Médio Oriente. “Mais recentemente, passaram a haver bastantes europeus, nomeadamente italianos e ingleses, assim como americanos.”

O gestor destaca o facto de não haver aqui muito espaço para reabilitar ou construir de novo, ao contrário de Lisboa. Isto porque a vila está limitada pelo mar e pelo Parque Natural Sintra-Cascais, que impede a construção em muitas zonas. “Ao contrário de Lisboa, que tem muito para oferecer, em Cascais não há muito espaço”, acrescenta. Admitindo que a procura vai manter-se nesta zona, considera que ainda haverá oferta para os próximos dois anos. “A partir daí talvez possa haver escassez.” No entanto, adverte para o facto de a procura depender de fatores externos. “Se todos os anos tivermos alterações legais no imobiliário, nomeadamente com o aumento de impostos ou a ideia de acabar com os vistos gold, a procura diminuirá.”

Projetos concentrados no centro

O maior empreendimento já em curso na zona mais central do concelho chama-se One Living e ocupará o espaço da Praça de Touros de Cascais. Um projeto com 84 apartamentos cujas obras já arrancaram — são visíveis no local escavadoras e camiões — e que deverão terminar em 2020. Perto dali está outro projeto já bastante avançado, numa das principais avenidas de Cascais, a Avenida 25 de abril — o Santa Marta Residences — com 10 apartamentos.

No largo da estação de comboios está já a avançar outro projeto — com duas gruas a destacarem-se nos céus. Trata-se do Edifício Náutico, ocupa o espaço do antigo Hotel Nau e terá 28 apartamentos.

O maior de todos estes empreendimentos na zona central de Cascais e Monte Estoril, com 146 apartamentos, ainda está para vir: trata-se da requalificação de todo o espaço onde está o Jumbo de Cascais e algumas vivendas devolutas, mesmo à entrada da vila. “Está tudo aprovado, as obras devem começar em janeiro”, afirma Miguel Pinto Luz.

Não muito longe dali, do outro lado da Avenida de Sintra, mesmo em frente ao centro comercial Cascais Villa, há terrenos desocupados com algum espaço. Um mais recuado pertence ao construtor Américo Santo. Outro, que confina também com essa avenida, mais próximo da Avenida Marginal, foi comprado por mais de €7 milhões por um investidor individual num leilão feito há duas semanas. E ao lado, na Avenida Dom Pedro, está um outro terreno pertencente a um fundo inglês. “Têm um loteamento aprovado há muitos anos, para 7 ou 8 mil metros quadrados, mas até agora não apareceu ninguém”, explica o vice-presidente da Câmara de Cascais.

A caminho de Lisboa, mesmo na Marginal, estão mais dois projetos. Um deles — Vila Maria Pia — ainda não saiu do papel e está localizado no espaço onde existe um chalet, que será recuperado e transformado em quatro apartamentos. No total serão mais 14 apartamentos. O outro projeto “em cima” da Marginal é o Monte Estoril Ocean Residence, também com 14, que está praticamente concluído.

Não muito longe dali, um pouco mais acima, no Monte Estoril, está praticamente concluído também o projeto Vila Montrose, que tem 24 apartamentos. E está lá também o Monte Estoril Apartments, com 12, cuja construção, em curso, termina no próximo ano.

Ver o original aqui

Antiga Praça de Touros de Cascais vai receber habitação de luxo

(Os cascalenses devem alegrar-se com a promessa de mais betão e umas centenas de habitantes no centro da vila.
Betão, sim mas "de luxo" e com imenso verde...nas maquetes (nos projetos publicitados há sempre muitas árvores e os terraços são sempre  relvados),
Desta vez a Teixeira Duarte desloca-se de Oeiraspara Cascais para expandir os seus negócios (será que  Fernando Medina também lhe vai aqui comprarum apartamento?)
Parece que, finalmente,  a Santa Casa da Misericórdia de Cascaisvai receber mais uns Milhões para tapar o seu eterno buraco financeiro.
E quanto pagaram os cascalenses (dos seus muitos impostos) para todo este 'processo' ?    
Responda quem sabe...
 
Comentário à seguinte notícia:)
 

A Teixeira Duarte está a promover um projeto no último terreno de dimensão disponível no centro de Cascais, na antiga Praça de Touros. Frederico Valsassina é o arquiteto e a Porta da Frente Christie’s comercializa.


O projeto há muito tempo aguardado, o que iria localizar-se na antiga Praça de Touros de Cascais é agora revelado. O ONE Living será um empreendimento residencial de luxo que tem a assinatura do arquiteto Frederico Valsassina e promovido pela Teixeira Duarte.

A Porta da Frente Christie’s é a empresa de mediação responsável pela comercialização e Rafael Ascenso, diretor geral da mediadora  de imobiliário de luxo, reconhece que o One Living apresenta um conceito residencial único e raro. “Cada unidade do ONE Living é uma experiência: as Penthouses oferecem múltiplas zonas exclusivas para viver e conviver; as Sky Villas proporcionam a grandeza de uma moradia com a segurança de um apartamento; para quem privilegia um estilo de vida cosmopolita, terá as Urban Residences e finalmente estarão também disponíveis as Garden Villas, onde é explorado o privilégio de viver nos jardins privados de cada unidade”, refere. O responsável adianta ainda que o promotor e arquiteto exploram um conceito muito interessante: as moradias verticais: todo conforto e espaço de uma moradia aliada à segurança e comodidade de um apartamento.

A Teixeria Duarte refere igualmente que o ONE Living distingue-se pelas características únicas dos apartamentos, entre as quais áreas amplas, varandas generosas, salas com duplo pé-direito e jardins interiores. “Neste projeto todos os pormenores foram cuidadosamente pensados para uma vivência única e para transmitir aos seus residentes a sensação de viver numa moradia unifamiliar. Por outro lado, o ONE Living distingue-se pelo estilo de vida que proporciona, com mais de 10.000 m2 de zonas de lazer, convívio, rodeadas de espaços verdes. O ONE Living é o reflexo da forma da Teixeira Duarte desenvolver produtos imobiliários: tudo é pensado ao detalhe”, esclarece.

Rafael Ascenso, explica que este projeto nos terrenos da antiga Praça de Touros, é um local de eleição. Admite que a região da Gandarinha sempre foi das mais procuradas. “A sua centralidade e ao mesmo tempo a proximidade ao mar, ciclovia e a todas as infraestuturas desta região sempre atraíram portugueses e estrangeiros. É um projeto que se preocupou essencialmente com o bem-estar das famílias que vão habitar”, avança.

O diretor da Porta da Frente Christie’s salienta que os apartamentos foram dotados de grandes áreas interiores, vãos, grandes terraços e jardins privados. Infraestruturas de apoio como piscinas, ginásio, parque para crianças e todo um conjunto de acabamentos e equipamentos de última geração. “Neste sentido, pensamos que iremos atender tanto a clientes e famílias portuguesas como a estrangeiros”, esclarece.

De facto, as reservas desde o início das vendas de forma privada há cerca de três meses, demonstram  o sucesso do empreendimento. Rafael Ascenso revela que das 84 unidades já têm mais de 50 reservas com o pagamento de um sinal e a irá a partir da próxima semana começar a assinar os contratos promessa de compra e venda. “Por este número de reservas concretizadas podemos ver o grande interesse que este extraordinário projeto despertou tanto em compradores nacionais como estrangeiros de diversas nacionalidades. Tanto para habitação própria como para investimento – colocação no mercado de arrendamento de média e longa duração”, esclarece.

Também a Teixeira Duarte reconhece que o projeto está a ser um sucesso com cerca de 75% das unidades reservadas neste momento e com a previsão de nos próximos meses se consiga a total comercialização do empreendimento. “Este desempenho retrata muito bem a qualidade do produto/investimento, uma vez que a obra ainda está por iniciar”, admite.

A escolha do arquiteto Valsassina, resulta de uma parceria que dura há já vários anos e “são inúmeros os projetos imobiliários em Portugal e no estrangeiro que a Teixeira Duarte desenvolveu em colaboração com o arquiteto Frederico. Para além do histórico de sucesso, com vários prémios recebidos, assim como a sua arquitetura original e distintiva foram factores determinantes para esta associação”.

A procura exige projetos de qualidade

Rafael Ascenso refere que a procura exige projetos de grande qualidade e que marquem a diferença. “Em Cascais, ao contrário de Lisboa, não existem bairros e edifícios para recuperar. São raros. Daí que se tenha de construir nos poucos lotes ainda disponíveis para um projeto desta envergadura. Penso mesmo que este é um último lote de terreno de dimensão disponível no centro de Cascais”, considera.

O responsável adianta ainda que os últimos quatro anos foram realmente extraordinários. “Todos os anos houve um aumento na procura. Inicialmente dinamizado pelo mercado estrangeiro, e mais recentemente juntaram-se os portugueses. Isto fez com que a procura tivesse sempre sido superior à oferta e por isso os preços tiveram uma evolução bastante forte”. Atualmente pensa que no mercado global, a oferta está finalmente a nivelar com a procura e por isso os preços tenderão a estabilizar. Mas há exceções. E uma delas é Cascais. “Cascais tem um território muito limitado pelo mar e pelo parque natural. E ainda não tem edifícios e bairros para reabilitar. É por isso provável que a procura seja sempre superior à oferta e nesse sentido, para localizações excecionais como a do ONE Living, os preços tenham sempre uma evolução ascendente”, conclui.

Esta procura é também sentida e aproveitada pela Teixeira Duarte que avançou novos projetos que está a promover e construir. “Dentro dos vários projetos em desenvolvimento, o próximo residencial que será lançado a público será um produto imobiliário de segmento médio-alto em Benfica, o Fábrica 1921, e que prevê a reconversão das instalações de uma antiga Fábrica de têxteis em 250 apartamentos. É um projeto residencial sofisticado, moderno e cosmopolita que devolve a Fábrica à cidade e à modernidade, respeitando a memória do lugar”, conclui.

Ver o original aqui

O betão para a antiga Praça de Touros

ISTO, esta enormidade, é o que vai ser construído no local da antiga praça de touros de Cascais!!!!!!!!!!!!

8 Também És Cascais 2018 08 08 17.49.50 copy

E venha mais betão

Este Luís Aguiar-Conraria que escreve no jornal da direita ( 'Observador' ) deve também ser um 'conselheiro' do presidente da Câmara de cascais. ?

8 Rui Frade Ribeiro 2018 08 08 17.34.33

Betão na Av Valbom

8 Cascais e Estoril 2018 08 08 17.24.24

Avenida Valbom, centro de Cascais. É esta a política de urbanismo seguida pela CMC - autorizar mamarrachos que destroem o caráter da Vila e a traça dos edifícios. Parabéns CMC por mais este atentado!

 

Os 'barretes' da Marina

Marina000

O vídeo a que o autor do post (Rui Ribeiro) se refere é este:

 

Com muito marketing os caixotes de apartamentos para aMarina de cascais perspetivam-se assim:
Marina001

O marketing faz deste milagres. Pinta-se de verde e desenham-se uns arbustos por cima dos caixotes e fica tudo tão bonitinho que nem parece que estão a betonizar ainda mais o litoral de Cascais.

Claro que quando construirem o verde passa ao verdadeiro cinzento

Marina002

 

 

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