Açores

Primeiro caso de Covid-19 nos Açores. Autoridades procuram passageiros de voo

 

Os Açores acabam de confirmar o primeiro caso para infeção pelo novo coronavírus, revelou esta madrugada a Autoridade de Saúde Regional.

A Autoridade de Saúde dos Açores anunciou, na madrugada deste domingo, que foi detetado o primeiro caso de resultado positivo para infeção pelo novo coronavírus.

Num comunicado divulgado na página do Gabinete de Apoio à Comunicação Social (GACS), a autoridade de saúde regional adiantou que se trata de uma mulher de 29 anos, residente na ilha Terceira, que terá estado em Amesterdão, na Holanda, e em Felgueiras, no continente português.

“Neste momento, apresenta situação clínica estável e está internada no Hospital de Santo Espírito da Ilha Terceira”, adianta-se na mesma nota informativa, acrescentando que “o resultado positivo aguarda contra-análise pelo Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge”.

A Autoridade de Saúde dos Açores referiu ainda que estão a decorrer os procedimentos definidos para “caso confirmado”, nomeadamente, a vigilância dos contactos mais próximos, bem como dos passageiros do voo Ryanair FR6037 Porto/Terceira, no qual a doente viajou a 9 de março.

“Os passageiros do referido voo que ainda não tenham recebido contacto da Autoridade de Saúde Regional devem ligar para a Linha de Saúde Açores – 808 24 60 24”, adverte-se na mesma nota do GACS.

Além deste caso positivo – o primeiro registado em território açoriano – a autoridade de saúde regional recebeu também os resultados das análises laboratoriais de outros sete casos suspeitos, que tinham sido reportados no sábado, mas que deram todos negativo.

A Autoridade de Saúde lembrou a necessidade de serem cumpridas “todas as recomendações já tornadas públicas” a este propósito, em especial a de, em caso de sintomas, as pessoas não procurarem um hospital ou uma unidade de saúde, mas ligarem para a Linha de Saúde Açores – 808 24 60 24.

Recorde-se que o Governo dos Açores elevou a região para o Estado de Contingência e solicitou ao primeiro-ministro que suspenda as ligações aéreas de passageiros entre o continente e a região autónoma, com exceção de situações pontuais, como forma de controlar o contágio.

A ministra da Saúde, Marta Temido, declarou sábado que Portugal entrou “numa fase de crescimento exponencial da epidemia”, no mesmo dia em que a Direção-Geral da Saúde (DGS) elevou o número de casos de infeção confirmados para 169. Em relação a sexta-feira, há mais 57 casos, o que corresponde ao maior aumento num dia em Portugal, que contabiliza 114 internados, dos quais 10 em unidades de cuidados intensivos.

O Governo declarou o estado de alerta no país, colocando os meios de proteção civil e as forças e serviços de segurança em prontidão, e anunciou a suspensão das atividades letivas presenciais em todas as escolas a partir de segunda-feira.

ZAP // Lusa

 
 
 

Ver original em 'ZAP aeiou' na seguinte ligação:

https://zap.aeiou.pt/primeiro-covid-19-acores-313858

O legado açoriano sob a lente de Ilka Portes

 
 
“Gosto muito da natureza porque me criei dentro dela, cavalgando , brincando.”  (Ilka Portes Correio Braziliense 05/07/86)
                                                                                                      
Carlos Roberto Saraiva da Costa Leite* | Porto Alegre | Brasil  
 
Nos idos dos anos 1990, o Dr. Duarte Mendes, então, Diretor do Gabinete de Emigração e Apoio às Comunidades Açorianas, contatou com Instituto Cultural Português, visando a uma parceria num projeto fotográfico.   
   
Ao ser indicada pela professora Santa Inèze Domingues da Rocha, a fotógrafa Ilka Portes (1937-2006) aceitou a proposta, cujo objetivo era registrar, por meio da fotografia, os aspectos arquitetônico, folclórico, religioso, antropológico e histórico das  cidades gaúchas de tradição açoriana. Assim nasceu a “Mostra Fotográfica da Presença Açoriana no RS”, que a  própria Ilka renominou com o título “Caminhos dos Açorianos no Rio Grande do Sul - Brasil.
 
Definidas as metas, nossa fotógrafa iniciou seu circuito pelas cidades gaúchas, onde, a partir de 1751-52 até 1758, estabeleceram-se os açorianos. Na primeira fase do projeto, Ilka se fez presente nas cidades de Rio Grande, São José do Norte, Tavares e Pelotas, analisando documentos oficiais e visitando museus e bibliotecas, além de contatar com os historiadores locais. Em seu roteiro de viagens, ela recebeu total apoio das prefeituras municipais em relação à pesquisa histórico-fotográfica e ao trabalho de registrar as imagens locais.
 
 
 
Concluída esta primeira etapa, ela seguiu em sua jornada que incluía os municípios de Viamão, Taquari, Santo Amaro (General Câmara), Triunfo e Rio Pardo. Com profundas raízes açorianas, estas cidades, inclusive Porto Alegre, foram eternizadas pelo registro de sua câmera fotográfica. Exceto Viamão e Rio Grande, as outras cidades não sofreram apenas a influência cultural dos açorianos, mas nasceram a partir desta presença. 
     
Encerrando o seu roteiro, ela também registrou imagens de Santo Antônio da Patrulha, Osório, Mostardas, Tramandaí, Cangunçu, Piratini e Torres. Nestas cidades, segundo o artigo, cujo título é Ilka Portes, publicado no jornal O Continente / suplemento cultural do Estado do Rio Grande do Sul, nº 22, de setembro de 1992, que pertence ao acervo do MuseCom, Ilka fotografou, com suas câmeras, as tradições açorianas, como a Festa do Divino, os Ternos de Reis, as Folias do Divino, além dos tradicionais moinhos, as rodas d’água, que são heranças açorianas em nosso Estado.
 
  
Visando a enriquecer, ainda mais, este trabalho fotográfico, o Instituto Cultural Português convidou o Dr. Miguel Frederico do Espírito Santo - atual presidente do Instituto Histórico e Geográfico do RS (IHGRGS) - para realizar uma acurada pesquisa sobre os açorianos no Brasil. Os textos, que ele produziu, foram adequados às 138 fotografias selecionadas para compor a exposição.
   
Em 31 de agosto de 1992, na cidade de Angra do Heroísmo, na Ilha Terceira, do Arquipélago dos Açores, inaugurou-se a exposição “Os Caminhos dos Açorianos no Rio Grande do Sul – Brasil.” Convidada pelo Governo Regional dos Açores, Ilka Portes esteve presente como convidada de honra. 
 
Itinerante, a exposição percorreu as nove ilhas dos Açores, além de ser exposta nas principais cidades das comunidades açorianas dos Estados Unidos e do Canadá, retornando a Portugal - via Funchal - na Ilha da Madeira.  Lisboa, Coimbra e Porto também foram incluidas no roteiro cultural.  
 
Nesta pesquisa, eu devo registrar a colaboração da historiadora e genealogista Marisa Guedes, que me enviou fotos e informações valiosas sobre a nossa fotógrafa. 
 
Nascida, em 1937, em Panambi (RS), Ilca Machado Portes (nome de batismo) era filha de Olivério Portes de Bastos e de Marina Machado Portes. Aos 12 anos, ganhou sua primeira máquina fotográfica da marca Champion num concurso realizado pela Rádio Farroupilha e Pó Royal. 
  
A partir de 1979, passou a viver em Porto Alegre. Fotógrafa desde 1952, seus trabalhos foram premiados no âmbito nacional e internacional.  Cinegrafista, fotógrafa, artista plástica, além de formada em Música, a arte de Ilka Portes retratou, principalmente, a presença açoriana, em nosso Estado, a figura do gaúcho e as paisagens rurais. Fotógrafa Oficial do Governo do Estado - durante o governo de Amaral de Sousa (1929-2012) - trabalhou também no MARGS e na Fundação Zoobotânica.  Em 1988, ela lançou o livro “A Brigada Militar na Revista do Globo de 1929 a 1967”. 
    
 Em 2006, após sofrer um AVC, Ilka Portes veio a falecer.   Neste mês de outubro de 2019, completam-se os 82 anos de nascimento desta gaúcha, que fez da arte de fotografar a razão de sua existência. 
 
*Pesquisador e coordenador do setor de imprensa do   MuseCom
 
-- As imagens pertencem ao acervo pessoal da historiadora Marisa Guedes 
 

Ver o original em 'Página Global' na seguinte ligação:

https://paginaglobal.blogspot.com/2019/10/o-legado-acoriano-sob-lente-de-ilka.html

Portugal | Furacão Lorenzo. Nos Açores as tempestades só dizem até já

 
 
Às três da madrugada, eram cinco as ocorrências registadas, agora o número já ultrapassa as 120 e são 39 os desalojados. A reportagem durante as horas que antecederam a chegada do furacão Lorenzo e, agora que o pior passou, na sua despedida. Será? Nos Açores as tempestades nunca dizem adeus, apenas até já
 
Melissa Canhoto tem 34 anos e está há nove em São Miguel. Nasceu nos Estados Unidos, na Califórnia, mas tem “toda a família” nas Flores – “pai, mãe, primos, tios”. “Falei agora com os meus pais e está muito escuro mas nada diferente de um dia normal de inverno nas Flores”, dizia-nos pouco depois das 20h dos Açores desta terça-feira, mais uma hora em Portugal continental. Melissa e a irmã, que mora em Aveiro, estão preocupadas com os pais e à partida tinham razão para isso: o “Lorenzo” chegaria madrugada dentro e embora viesse no nível 1 na escala que mede a intensidade dos furacões, chegou a ser 5 (o máximo) mas oscilou regularmente entre o nível 3 e 4 nos dias que antecederam a sua chegada ao arquipélago português.
 
O pai de Melissa tem apenas 8% de visão e a mãe tem “problemas de locomoção”. “Mesmo com estas dificuldades estiveram a preparar tudo ontem para a chegada do furacão, estiveram na limpeza do quintal e a reforçar as janelas com trancas”, conta, orgulhosa, a filha.
 
Na ilha em frente, o Corvo – a mais pequena do arquipélago, com cerca de 450 habitantes -, Rosa é figura conhecida: é ela que prossegue a tradição das típicas barretas do Corvo, o produto mais genuíno da ilha, que lhe foi ensinado pela sua mãe, falecida já este ano, e que tem no cineasta e músico Gonçalo Tocha, por exemplo, um dos seus mais reconhecidos promotores. O contacto na terça-feira foi diferente e Rosa já sabia que o motivo era o “Lorenzo”: “O dia foi tranquilo. Neste momento [22h dos Açores] o vento já dá ares da sua graça, mas por enquanto nada de preocupante. Vamos esperar pelo período entre as 04h e as 08h”.
 
 
“A MALTA É SUPER RIJA”, MAS…
 
Pouco depois das 23h, o direto da RTP/Açores a partir da ilha das Flores não deixava margem para dúvidas: o “Lorenzo” já se fazia sentir, em concreto na intensidade do vento e na perturbação que este causou no direto. Melissa reconhece que as imagens não foram reconfortantes: “Falei com um amigo que tem os pais na freguesia de Ponta Delgada das Flores e também já sentem o vento. Como está cá em São Miguel, também ele está preocupado”. Rosa, no Corvo, dizia que a essa hora as rajadas iam nos 80 kmpor hora, mas isso, para corvina, “não é nada”. “A malta aqui é super rija. Se fosse este vento, não havia problema. Vamos ver se sempre chega aos 200 por hora que falam”. Por esta altura, o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) avançava que o centro do furacão – o local onde a pressão atmosférica é mais baixa – iria passar a 100 km das Flores cerca das 06h. Os portos dos grupos Central (Pico, Faial, São Jorge, Graciosa e Terceira) e Ocidental (Flores e Corvo) já se encontravam encerrados, e nisto a transportadora aérea açoriana SATA já havia cancelado para hoje mais de 20 ligações interilhas e pelo menos um voo entre Lisboa e a Horta e vice-versa. Em São Miguel, das ilhas menos afetadas, era ainda assim evidente que algo de diferente se passava, com rajadas pouco comuns de vento.
 
AS OCORRÊNCIAS, O “PERÍODO CRÍTICO” E O PRIMEIRO ADEUS
 
Primeiro, às 03h, foi Carlos Neves, da Proteção Civil, a falar em cinco ocorrências. Duas horas depois, foi a secretária regional da Saúde, que tem nos Açores a tutela a área, a indicar 15 ocorrências e dois desalojados, na ilha de São Jorge. Na delegação do IPMA de Ponta Delgada, a meteorologista Vanda Costa prepara-se, pouco antes das 06h, para entrar em direto para a RTP. Há dez anos na profissão, a açoriana de Santa Maria conta que o “trabalho maior” da entidade “é mesmo o da preparação, quando as pessoas querem estar devidamente informadas” sobre eventos como o “Lorenzo”. Nisto, são 06h30 e há “cortes de energia e na rede móvel” nas Flores e no Corvo e mais de 50 ocorrências, diz Carlos Neves, que voltou ao contacto com os jornalistas na ilha Terceira. Posteriormente, o mesmo responsável haveria de avançar que o mar levou parte do molhe e um edifício de apoio do porto das Lajes das Flores. E nisto são 08h e as ocorrências superam as 80, maioritariamente árvores ou ramos caídos, mas também desalojamentos vários – metade das ocorrências estavam ainda em resolução. Agora, a contagem já supera as 120 ocorrências e os 39 desalojados.
 
A noite vai longa e o “período crítico” é até às 09h do arquipélago. O presidente do Governo Regional dos Açores, Vasco Cordeiro, acompanha a partir das Flores toda a operação, tendo estado em contacto direto com o Governo da República sobre a situação – os restantes membros do executivo encontram-se desde terça-feira espalhados pelas outras oito ilhas, acompanhando os trabalhos junto das equipas de socorro locais.
 
O “Lorenzo” vai dar ainda trabalho aos açorianos até perto da hora de almoço. Posteriormente, o fenómeno dirige-se, ao que tudo aponta, para o Reino Unido. Mas, como diz o cancioneiro do arquipélago, “nestas ilhas de bruma, onde as gaivotas vão beijar a terra”, furacões e tempestades nunca dizem verdadeiramente adeus, apenas até já. Este já lá vai, dirão hoje de tarde a florentina Melissa e a corvina Rosa.
 
Pedro Primo Figueiredo, serviço especial da Agência Lusa para o Expresso | Foto: Rafael Marchante // Lusa

Ver o original em 'Página Global' na seguinte ligação:

https://paginaglobal.blogspot.com/2019/10/portugal-furacao-lorenzo-nos-acores-as.html

Novo sindicato nos Açores para unir e organizar os trabalhadores

Novo sindicato, SITACHT, filiado na CGTP-IN, tem representação de quatro sectores de actividade: Indústria Transformadora, Alimentação e Bebidas, Comércio, e Hotelaria e Turismo.

Créditos / SITACEHT/AÇORES

Em comunicado divulgado à imprensa, a direcção do Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Alimentação, Bebidas e Similares, Comércio Escritórios e Serviços, Hotelaria e Turismo dos Açores (SITACEHT Açores/CGTP-IN), afirmou que «os trabalhadores açorianos e as suas estruturas representativas cada vez mais têm de estar preparados para a luta».

«Os trabalhadores, unidos e organizados, são uma força inabalável, capaz de ultrapassar todos os obstáculos», frisou a direcção do novo sindicato cujo surgimento resulta de um processo de reestruturação sindical para «dar a devida resposta aos trabalhadores do sector privado, que abrange as nove ilhas dos Açores», sendo o primeiro sindicato regional nestas áreas.

O SITACEHT/Açores assume como principais objectivos a luta pela melhoria das condições de trabalho, o trabalho com direitos, o aumento dos salários, o combate à precariedade laboral, a defesa da contratação colectiva, a igualdade de género, as condições de saúde e segurança no trabalho e os serviços públicos de​​​​​​​ qualidade.

Considerando que o movimento sindical enfrenta «grandes desafios», o sindicato pretende assumir um papel e um espaço de intervenção «no combate permanente a todas as formas de exploração».

A estrutura sindical avalia como muito difícil a situação em que se encontram os trabalhadores açorianos, muitos dos quais «não têm outra alternativa senão emigrar», o que contribui para a diminuição da população, que no caso de algumas ilhas é «preocupante, porque poderá levar à sua desertificação».

«Cresce a desigualdade de que são vítimas os trabalhadores açorianos, que têm de suportar também um custo de vida agravado pela insularidade e agora pelo turismo, com rendimentos reduzidos, aumentando, assim, a disparidade remuneratória, com prejuízo da coesão social nacional.», pode ler-se na nota.

Ver original em "AbrilAbril" na seguinte ligação:

https://www.abrilabril.pt/trabalho/novo-sindicato-nos-acores-para-unir-e-organizar-os-trabalhadores

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