O “caos” na Saúde, dizem eles

A direita portuguesa é incapaz de auto-organizar-se mas tem competências em agitprop. É inábil e arcaica nos seus arranjos partidários, mas capaz na propaganda e manipulação da opinião, quando se trata de defender os interesses da classe que representa.

caos na saúde
Isabel do Carmo* in 'Público'
E, no entanto, O perfil da Saúde do país em 2019, relatado pela independente OCDE, diz o contrário. Diminuiu o número de mortes por causas evitáveis, o que decerto é devido ao elevado grau de vacinação de crianças e adultos com mais de 65 anos, superior à média da União Europeia (OMS/Unicef, 2018, Eurostat 2017), e as hospitalizações evitáveis, abaixo da média da UE, sugerem cuidados primários eficazes (dados relativos a 2017).

A direita portuguesa é incapaz de auto-organizar-se mas tem competências em agitprop. É inábil e arcaica nos seus arranjos partidários, mas capaz na propaganda e manipulação da opinião, quando se trata de defender os interesses da classe que representa. Deste modo escolhe palavras-chave ou palavras de ordem, que repete liturgicamente, ritualmente, para que se transformem em “verdades”. Durante oito anos ouvimos a palavra bancarrota aplicada ao Governo de 2005-2011. E agora ouvimos a palavra caos aplicada à saúde.

O uso do termo bancarrota, aplicado à crise vivida pelo nosso país a partir de 2008, insere-se num claro estilo populista. Tudo era explicado como se não houvesse uma crise mundial económica e sobretudo financeira, como se o caso Lehman Brothers dos EUA não tivesse existido, como se houvesse apenas o caso português, devido a um governo, por sinal do Partido Socialista (PS), que seria fraudulento, tinha gasto o dinheiro e ele tinha desaparecido dos bancos. As acções criminalizadas de um primeiro-ministro diabolizado eram habilidosamente sobrepostas à tal “bancarrota” do Estado numa construção causa-efeito. Diga-se de passagem que os responsáveis do PS nunca explicaram nada disto e passaram adiante por questões tácticas.

Esta campanha, organizada na base de uma palavra, abusou da credulidade de uma população que está habitual e historicamente afastada do que se passa no Mundo, que maioritariamente não lê as análises das questões internacionais e vê noticiários na televisão que dão mais tempo ao futebol do que aos problemas políticos e económicos mundiais. O terreno é esse e os que organizam o discurso bem o sabem. O “povo” ouviu o que queria ouvir: havia uma razão simples e clara para explicar as agruras que estava a passar. Chama-se a esta cena populismo. 

Prevista e depois consumada a derrota política, dois outros termos chave ocuparam a propaganda: “carga fiscal” e “caos na saúde”. Várias vezes por dia, em vários meios de comunicação, nacionais e locais. Era interessante que um estudo académico quantificasse. No espectro político da direita, a Iniciativa Liberal repete-os para os mais “finos” e o Chega para o “Povo”. Quanto à “carga fiscal”, é evidente que se tivermos mais produção e menos desemprego há mais rendimento fiscal, mas isso não afecta os de menor rendimento. Não é meu propósito falar do que compete aos respectivos especialistas, embora a explicação seja acessível a todos os cidadãos, se alguém quiser e puder explicar em termos claros e meios apropriados (televisão, horas nobres, sem discurso de “economicês”).

Mas é do “caos” na saúde que aqui se trata. Quem tem um infarto de miocárdio ou um AVC e vai às urgências de um hospital e depois é internado e tratado, acha que a saúde está num “caos”? Aqueles a quem é diagnosticado um cancro e depois são seguidos e tratados nos IPO de Lisboa, Coimbra e Porto ou nos Hospitais Centrais acha que a saúde está num “caos”? Aqueles que têm diabetes e são seguidos nos hospitais ou nos Centros de Saúde em consultas especializadas, com medicamentos ou gratuitos ou de baixo preço, acham que a saúde é um “caos”?

Vou a sessões falar sobre o Serviço Nacional de Saúde (SNS) e oiço o contrário: pessoas que tiveram ou têm estas doenças e que agradecem à existência do SNS a sua situação actual. Mas também oiço as que dizem perante um problema agudo ou sub-agudo: “Vou ao privado porque dizem que o SNS está um caos”, “tenho um seguro porque dizem que o SNS está um caos”. Não vou falar desses serviços privados, porque seria outro artigo. Mas deste “caos” de que se está a falar, dizem, repetem todos os dias. Dizem os jornais em manchetes, diz a televisão, diz a Ordem dos Médicos. Este clima atinge algo que é precioso – a relação utente ou doente com os serviços públicos e nomeadamente a relação médico-doente, que deve ir além da mera tecnocracia do diagnóstico e terapêutica.

Não são estranhas a este ambiente as recentes agressões a médicos dentro do SNS. E, no entanto, O perfil da Saúde do país em 2019, relatado pela independente OCDE, diz o contrário. Diminuiu o número de mortes por causas evitáveis, o que decerto é devido ao elevado grau de vacinação de crianças e adultos com mais de 65 anos, superior à média da União Europeia (OMS/Unicef, 2018, Eurostat 2017), e as hospitalizações evitáveis, abaixo da média da UE, sugerem cuidados primários eficazes (dados relativos a 2017). Há, de facto, problemas, alguns resolúveis a curto e médio prazo, outros difíceis de resolver: o aumento da esperança de vida é um bem adquirido por parte da humanidade. Mas mais vida significa mais doenças: osteoporose, doenças cardiovasculares, cancros. Significa mais terceira idade sozinha e vulnerável: em 2017 havia quase meio milhão de pessoas maiores de 65 anos a viverem sozinhas, mais do dobro do que em 1981 (INE, Pordata); as inovações medicamentosas e os dispositivos e equipamentos clínicos aumentaram de preço em flecha; felizmente, a preocupação das pessoas em relação à saúde e à prevenção também aumentou.

E o período da crise e da troika deixou uma herança na saúde que perdura – veja-se o artigo de autores portugueses publicado em 2018 em prestigiada revista internacional, Changes in socioeconomic position among individuals with mental disorders during the economic recession in Portugal: a follow-up of the National Mental Health Survey, precedido de outro de 2016 e agora premiado com o Prémio Fundação Pulido Valente.

Mas há outra questão, a mais forte, que atravessa os países e o sistema dominante – a Saúde tornou-se um negócio. A barbárie mercantil invadiu a Saúde na Europa como foi sempre nos EUA. Os serviços de saúde entraram na lógica da mercadoria e os cuidados passaram a falar a linguagem mercantil. Passa-se em outros países da Europa o que se passa em Portugal e a causa é a mesma: os privados escolhem e captam os médicos e o dinheiro para os serviços públicos está garrotado pela política hegemónica na Europa – o mercado, a concorrência, a desigualdade de facto como motor do “desenvolvimento”.

Em França, noticia o Le Parisien de 31.12.19 que o Instituto Francês de Sangue “procura desesperadamente recrutar profissionais” porque há “colheitas de sangue acumuladas por falta de médicos”. Diz Eric Jacquot: “Tal como os hospitais, as urgências e mesmo a medicina da cidade, temos muita dificuldade em encontrar novos colegas.” E a proposta é dispensar a presença de médicos… O prof. Bernard Granger, do Hôpital Cochin, presidente do Conselho Nacional de Psiquiatria, diz que o sistema de Saúde está “ameaçado” e cita “a desconfiança em relação aos profissionais”. Segundo ele, “o garrote que nos estrangula tem que ser desapertado”. E decorre “uma greve à codificação de 1000 médicos, quase todos chefes de serviço, que simboliza a rejeição do hospital-empresa”.

Até na Suécia os governos de centro-direita privatizaram o que puderam e o actual governo eleito em 2014 e reeleito em 2019 está a tentar reverter, com dificuldade, as consequências. Quanto ao Reino Unido, já muito aconteceu durante os governos conservadores e a Escócia quer a independência sobretudo para preservar o Serviço Nacional de Saúde. Vimos por aí nos meios de comunicação social a imagem revelada pelo Guardian da criança com pneumonia deitada no chão de um hospital público inglês. Logo acorreu o populista Johnson a pedir grandes e populares desculpas à família. É claro que tem um consultor de imagem. A nossa ministra, muito competente mas muito atacada, não tem claramente consultor de imagem.

 

Artigos relacionados

Portugal | A pobreza dá menos saúde
Portugal | A pobreza dá menos saúde     Inês Cardoso | Jornal de Notícias | opinião Muitos defensores de um confinamento rígido, prolong... 8 views Sat, 30 May 2020, 23:00:28
As verdadeiras vítimas de coronavírus: relações entre pessoas
As verdadeiras vítimas de coronavírus: relações entre pessoas     Pascal Sacré | Global Research, May 15, 2020   Somente o toque, a medicina e a fala pode... 92 views Fri, 22 May 2020, 14:58:39
Manifesto pela Saúde: as propostas do Bloco para reforçar já o SNS
Manifesto pela Saúde: as propostas do Bloco para reforçar já o SNS O Bloco de Esquerda apresenta neste manifesto um conjunto de medidas essenciais para o reforço do SNS, que devem ser i... 154 views Thu, 21 May 2020, 01:10:19
“Desmotivados”. ARS Norte não vai pagar horas extra a médicos de saúde...
“Desmotivados”. ARS Norte não vai pagar horas extra a médicos de saúde...     A Associação dos Médicos de Saúde Pública queixa-se da decisão da Autoridade Regional de Saúde (... 55 views Fri, 15 May 2020, 15:24:55
A situação do SNS e dos seus profissionais, a luta contra a Covid 19 e...
A situação do SNS e dos seus profissionais, a luta contra a Covid 19 e... Eugénio Rosa   No período de governos PS (2016/2020), o saldo negativo [do SNS] foi de -5.365 milhões €. Mesm... 24 views Fri, 15 May 2020, 14:28:03
SNS: nota positiva em tempos difíceis
SNS: nota positiva em tempos difíceis Em tempo de solidariedade e de muitas palmas aos trabalhadores do SNS, recrudesce, por entre algumas mentiras e ... 65 views Fri, 08 May 2020, 14:55:31

Saúde, Política de saúde

  • Criado em .
  • Visualizações: 232

Comentários (0)

There are no comments posted here yet

Deixe os seus comentários

  1. Posting comment as a guest. Sign up or login to your account.
0 Characters
Anexos (0 / 5)
Share Your Location

Publicações mais recentes

Filtrar por categoria
31, maio 2020

China | Duas reuniões fora do normal

em Mundo

por Página Global

    David Chan* | Plataforma | opinião   Na passada quinta e sexta-feira tiveram lugar as «Duas Reuniões» da Assembleia Popular Nacional e da Conferência Consultiva Política do Povo Chinês, adiadas devido à pandemia.…
31, maio 2020

Cascais soma mais 5 novos infectados aumentando para 551 casos

em Cascais

por Portal CASCAIS

  No relatório de hoje, da Direcção Geral da Saúde (DGS) registou 5 novos casos no número de infectados com o COVID-19 no Concelho de Cascais, subindo para 551 casos confirmados em Cascais. Os dados da…
31, maio 2020

PONTO – NEWSLETTER – INFORMAÇÃO SEM RUÍDO – PARCERIA com BRASIL DE FATO

em Mundo

por joaompmachado in 'A Viagem dos Argonautas'

  Selecção de Camilo Joseph   29 de maio de 2020   Olá,   o Brasil se torna definitivamente o epicentro mundial da pandemia de coronavírus, o que poderia ser evitado se tivéssemos um governo…
31, maio 2020

Emmanuel Macron diz que é tempo de pensar o impensável. Entrevista ao Financial Times

em Mundo

por franciscogtavares in 'A Viagem dos Argonautas'

Seleção e tradução de Francisco Tavares   Emmanuel Macron diz que é tempo de pensar o impensável. Entrevista ao Financial Times O presidente da França acredita que a pandemia do coronavírus transformará o capitalismo –…
31, maio 2020

A vingança do estado contra o mercado

em Mundo

por Brasil24/7

    A ascensão do neoliberalismo foi feito às custas de desqualificar o Estado. Que seria ineficiente, burocrático, arrecadador excessivo de impostos, que gastaria mal, que seria fonte da corrupção na sociedade. O Estado teria…
31, maio 2020

O espelho da pandemia

em Portugal

por Duarte Caldeira in AbrilAbril

Apesar de há 46 anos ter ocorrido uma revolução democrática e de o país ter evoluído em diversos indicadores, a Covid-19 revelou alguns problemas na sociedade que estão a montante da pandemia. A emergência sanitária…
31, maio 2020

CARTA DE BRAGA – “relato sobre as minhas algibeiras” por António Oliveira

em Mundo

por clara castilho in 'A Viagem dos Argonautas'

  ‘Aceito lições de quem é virtuoso, mas da Holanda, transformado no maior paraíso fiscal europeu, não aceito lições, era o que faltava! As lições aceito-as em alemão, não em flamengo!’ Este ‘desabafo’ de Romano…
31, maio 2020

Trabalhadores da Autoeuropa temem perda de centenas de postos de trabalho

em Portugal

por Lusa in ZAP

  A entidade coordenadora das Comissões de Trabalhadores da Autoeuropa assumiu hoje, em comunicado, recear a perda de centenas de empregos no parque industrial, que está sem condições para trabalhar sete dias por semana, após…
31, maio 2020

Ricos, pobres e mal agradecidos

em Mundo

por in 'Estátua de Sal'

(Miguel Sousa Tavares, in Expresso, 30/05/2020) Miguel Sousa Tavares Numa sociedade decente, os pobres têm direito a esperar que os impostos sobre os ricos não os deixem cair na miséria nem no abandono: não é…
31, maio 2020

Os ignorados e os invisíveis

em Portugal

por in 'Estátua de Sal'

(José Pacheco Pereira, in Público, 30/05/2020) Pacheco Pereira A pandemia,, que poderia ter tido um efeito de revelação da realidade, acaba por não o ter, não por causa do excesso de visibilidade de alguns, mas…
31, maio 2020

BE e CDS rejeitam “paraministros”. Só negoceiam com Costa e Centeno

em Portugal

por ZAP in ZAP

  O Bloco de Esquerda e CDS rejeitam negociações com “paraministros”, sublinhando que só discutem com membros do Governo, comentando a manchete do Expresso segundo a qual um gestor petrolífero está a assumir esse papel.…
31, maio 2020

Os adoradores do cao

em Mundo

por Abril de Novo Magazine

    Ajoelhados perante a “democracia” estadunidense, persignando-se frente ao dólar-cruz, os humanistas de máscara no bestunto olham-se nesse espelho onde escorre sangue e acham-se bonitos. No reflexo desse caco repugnante encontramos o Ministro dos…
31, maio 2020

Como idoso acho repugnante

em Portugal

por Abril de Novo Magazine

    Agostinho Lopes como idoso acho repugnante   Ou a suma hipocrisia. Há coisas que fazem revolver as tripas, sem ser comida estragada. No Público de 02MAI20 vem publicada a Opinião colectiva de um…
31, maio 2020

Os salazaristas e o neofascismo português

em Portugal

por Carlos Esperança in 'PONTE EUROPA'

  Os meus leitores habituais hão de ter notado que, cada vez que acuso a ditadura fascista, surgem salazaristas a defendê-la. As datas do opróbrio são para eles facadas, os crimes meros acidentes e a…
31, maio 2020

Moro tem palestra cancelada na Argentina e critica 'intolerância' e 'polarização' no país

em Mundo

por in 'Sputnik Brasil'

© REUTERS / Agustin Marcarian Após ter palestra virtual que realizaria para Universidade de Buenos Aires cancelada, ex-ministro da Justiça Sergio Moro disse que "houve um misto de intolerância e de pressão política num cenário…
31, maio 2020

Mais 13 mortos e 257 infetados com covid-19 em Portugal

em Portugal

por Página Global

    Há mais 13 óbitos associados à covid-19, 257 novos casos diagnosticados e mais 275 doentes recuperados nas últimas 24 horas.   No total, Portugal já registou 32203 casos de infeção (dos quais, 19186…
31, maio 2020

Onde está a liberdade de imprensa nos EUA?

em Mundo

por Página Global

    Em Minneapolis, uma equipe da CNN foi presa ao noticiar sobre os protestos populares. Uma prática autoritária inaceitável, sobretudo num país que tanto ostenta sua preocupação com a liberdade, opina Carla Bleiker.  …
31, maio 2020

Série da Netflix revela falhas nas investigações sobre quem matou Malcolm X, em 1965

em Mundo

por Marcos Aurélio Ruy, em São Paulo in 'O TORNADO'

Quais as semelhanças entre as investigações dos assassinatos do importante ativista pela igualdade racial nos Estados Unidos, Malcolm X, em 1965, e da então vereadora do PSol, Marielle Franco, em 2018?     As investigações…
31, maio 2020

Trump e a censura nas redes sociais

em Mundo

por António Duarte

«Usuário assíduo do Twitter, onde conta com mais de 80 milhões de seguidores, o presidente dos EUA teve algumas de suas postagens recentes moderadas pelo microblog. Na última terça-feira (26), duas de suas publicações sobre…
31, maio 2020

União Europeia pede que EUA reconsiderem decisão de sair da OMS

em Mundo

por in 'Sputnik Brasil'

© REUTERS / Jonathan Ernst Neste sábado (30), o chefe de Relações Exteriores da União Europeia (UE), Josep Borrell e a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, pediram aos Estados Unidos por meio…
31, maio 2020

Portugal | A pobreza dá menos saúde

em Portugal

por Página Global

    Inês Cardoso | Jornal de Notícias | opinião Muitos defensores de um confinamento rígido, prolongado se possível até que haja vacina para a covid-19, insistem no argumento de que a economia não pode…
30, maio 2020

Recibos verdes e sócios-gerentes já podem pedir apoio relativo a maio

em Portugal

por Lusa in ZAP

  O formulário para os trabalhadores independentes e sócios-gerentes pedirem o apoio criado no âmbito da pandemia covid-19, relativo a maio, fica hoje disponível na Segurança Social Direta, podendo ser entregue até 9 de junho.…
30, maio 2020

Brasil tem mais de 100 crianças e jovens até 19 anos mortos pela Covid-19

em Mundo

por Brasil24/7

    247 - O Brasil tem 141 crianças e jovens até 19 anos mortos por conta do coronavírus, de acordo com o último boletim do Ministério da Saúde. Foram ao menos 42 vítimas menores…

Últimos posts (Cascais)

Itens com Pin
Atividades Recentes
Aqui ainda não existem atividades

Últimos posts (País e Mundo)

Itens com Pin
Atividades Recentes
  • Plataforma Cascais juntou-se ao grupo Conversando sobre o País e o Mundo
    Publicação sobre moderação
    Item de fluxo publicado com sucesso. Item passa a ser visível no seu fluxo.
Aqui ainda não existem atividades
LOGO4 vert01
A Plataforma Cascais - movimento cívico é um grupo aberto de cidadãos, autónomo de quaisquer interesses económicos, religiosos ou partidários.
Todas as publicações deste site refletem apenas as opiniões dos seus autores e não responsabilizam a PC-mc
exceto quando expressamente assinadas por esta.
 

SSL Certificate
SSL Certificate