• Início
  • Artigos
  • Portugal
  • Luta pela urgência de mais funcionários na Escola BS Oliveira Júnior

portugal001Diferentes perspetivas informativas e opinativas sobre o país

Partido de Santana Lopes já tem nome: “Aliança”

ALIANÇA

(Miguel Santos Carrapatoso, in Expresso, 18/08/2018)

ESTE É O SÍMBOLO DO NOVO PARTIDO DE SANTANA. CHEGA PARA CONSTRUIR ALIANÇAS. “UNIR RESPEITANDO A DIFERENÇA E AS DIFERENÇAS” É UM DOS SLOGANS

(Será que desta vez é que é a sério e Santana avança mesmo? A ver vamos. Apesar de, das outras vezes nunca ter mostrado o símbolo do novel partido, desta vez já mostra, e tudo.

Aguardam-se os desenvolvimentos dos próximos capítulos da saga do “menino guerreiro”.

Comentário da Estátua, 18/08/2018)


Nem siglas, nem alusões ao seu próprio nome, nem referências ao carácter ideológico. Simplesmente Aliança. Assim será batizado o novo partido de Pedro Santana Lopes, que arranca já no início da próxima semana com a recolha de assinaturas para se constituir formalmente como força partidária.

À memória vem de imediato a Aliança Democrática, que juntou Francisco Sá Carneiro (PSD), Diogo Freitas do Amaral (CDS) e Gonçalo Ribeiro Telles (PPM), a primeira grande coligação de centro-direita a vencer eleições legislativas em Portugal. Ao Expresso, Pedro Santana Lopes prefere não fazer comparações e explica o porquê do nome: “Mostra que viemos para construir e para unir, na política e no país”.

O objetivo assumido foi evitar rótulos e preconceitos ideológicos infundados, diz o ex-primeiro-ministro ao Expresso, apesar de se perceber que há uma base genética que tem que ver com as raízes do PSD. “Somos um partido personalista, liberalista e solidário. Europeísta, mas sem...

Partidos

Continuar a ler

  • Criado em .
  • Visualizações: 84

PSD prepara proposta para privatizar o SNS

 

O PSD de Rui Rio está a preparar uma proposta que visa essencialmente a privatização do Serviço Nacional de Saúde, cujo regime universal e gratuito incomoda o PSD desde a sua criação. A notícia é avançada pelo jornal Público que dá conta de um mal-estar na direção do PSD, uma vez que a proposta radical está longe de ser consensual mesmo nos mais próximos de Rio.

A proposta terá sido elaborada pelo Conselho Estratégico Nacional e está em linha com o discurso proferido por Rio no jantar de encerramento da sessão legislativa com o grupo parlamentar. Nesse dia, o líder do PSD terá afirmado a necessidade de “mudar o paradigma” notando que o Estado “não tem de fazer tudo”, abrindo assim a porta a uma maior prestação de cuidados por privados.

Recorde-se que à semelhança do que acontece com a educação, o papel dos privados no SNS é apenas supletivo, colmatando as lacunas do sistema. O que parece ser agora proposto como “mudança de paradigma” é a colocação dos prestadores privados em pé de igualdade e em concorrência com os prestadores públicos.

A atual maioria tem trabalhado para dotar o SNS de mais meios e recursos humanos por forma a preencher lacunas que durante anos têm sido colmatadas por privados, como acontece em áreas como a saúde oral ou os meios complementares de diagnósticos. Tal como na educação, todos os recursos que sejam desviados para privados são recursos que são retirados aos prestadores públicos e que podem...

Saúde, Partido Social Democrata, Dossiê: Revisão da Lei de Bases da Saúde

Continuar a ler

  • Criado em .
  • Visualizações: 878

A nova Lei de Bases da Saúde

JORGE ALMEIDAOpinião

Restabelecer a dedicação exclusiva em novos moldes é condição necessária para que o Serviço Nacional de Saúde seja viável.

Saúde, Dossiê: Revisão da Lei de Bases da Saúde

Continuar a ler

  • Criado em .
  • Visualizações: 180

Governo comunica alterações no primeiro dia da lei

Depois da pressa em legislar a transferência de competências para as autarquias, mediante pacto firmado entre PS e PSD, sem estudar o terreno, Governo anuncia alterações no primeiro dia da lei.

Eduardo Cabrita, ministro da Administração InternaCréditosAntónio Cotrim / Agência Lusa

A lei-quadro da transferência de competências para as autarquias locais e entidades intermunicipais foi publicada na quinta-feira em Diário da República e entrou ontem em vigor.

Ontem também, o Ministério da Administração Interna anunciou que o prazo para as autarquias e entidades intermunicipais comunicarem que aceitam, ou não, assumir novas competências já em 2019 vai «ser prorrogado», para além de 15 de Setembro.

«A proposta de Orçamento do Estado para 2019 e os diplomas legais de âmbito sectorial irão estabelecer os termos e os prazos para a concretização da transferência das novas competências para as autarquias e entidades intermunicipais que as pretendam assumir, ainda em 2019, após deliberação dos seus órgãos nesse sentido», lê-se na nota do gabinete do ministro Eduardo Cabrita.

O diploma prevê que a transferência das novas competências «é efectuada em 2019, admitindo-se a sua concretização gradual», determinando a comunicação à Direcção-Geral das Autarquias Locais, até 15 de Setembro de 2018, de recusa da transferência das competências no próximo ano, após prévia deliberação dos seus órgãos.

No entanto, refere a nota do ministro da Administração Interna, como decorre da lei...

Governo, Municipalização

Continuar a ler

  • Criado em .
  • Visualizações: 76
  • Ladrões de Bicicletas (Nuno Serra)
  • Portugal

Sinais de mudança?

De acordo com o mais recente relatório do ICNF, com dados até 31 de julho, o número de incêndios rurais registados em 2018 representa 64% da média do último decénio (cerca de dez mil, no mesmo período). Um ano particularmente favorável em termos meteorológicos, até ao momento, ajuda a compreender esta diferença, a que não é também certamente estranho o esforço inaudito, ao longo do último ano, nos domínios da prevenção e do combate.

Um dos dados mais interessantes deste relatório provisório diz contudo respeito à redução, muito significativa, do número de incêndios registado em julho. Com efeito, se nos meses anteriores não se observam discrepâncias assinaláveis entre os valores de 2018 e da média do decénio (2008-2017), apesar das oscilações verificadas, o número de incêndios rurais registados no mês passado representa apenas 10% da média do decénio relativa a esse mês.


A hipótese que se coloca, neste sentido, é de poder estar em curso uma mudança muito relevante ao nível dos comportamentos, com a diminuição do número de «queimadas» (a principal causa de incêndios, ao contrário do que muitas vezes se pensa) para um patamar historicamente baixo, assim que começa a «época de fogos», com a entrada do verão. De facto, se o peso relativo dos incêndios registados em junho e julho (no total dos primeiros sete meses do ano) é de 53% na média do decénio (2008-2017), esse valor reduz-se para 23% em 2018.


A confirmar-se esta hipótese, num ano metereologicamente menos severo...

Incêndios

Continuar a ler

  • Criado em .
  • Visualizações: 54
  • Duarte Caldeira in AbrilAbril
  • Portugal

Comando especializado nos megaincêndios

Vai sendo tempo de se reconhecer que há uma nova geração de incêndios, designados megaincêndios, que exige uma doutrina especifica e formação especializada na função de comando estratégico das mesmas.

Estado da floresta após a passagem de um incêndio florestal na zona da Ribeira da Perna da Negra, na Serra de Monchique, no distrito de Faro, 4 de Agosto de 2018. Estão envolvidos no combate ao incêndio mais de 735 bombeiros, 196 meios terrestres, e 9 meios aéreosCréditosFilipe Farinha / Agência LUSA

Sabemos que cada vez com mais frequência teremos de enfrentar incêndios florestais severos, atendendo a todos os fatores que os potenciam, uns que não controlamos e outros que resultam de erros e omissões com muitos anos. Por isso e apesar da catástrofe dos incêndios de junho e outubro do ano passado, este ano não fomos surpreendidos pelos incêndios florestais que há muitos anos fazem parte do verão português.

Porém o que não se esperava é que depois de todas as medidas adotadas e os meios afetos este ano ao dispositivo de combate, ocorresse um incêndio que durasse sete dias, do qual resultou a perda de 27 mil hectares de floresta, trinta e nove feridos (um deles grave), 74 casas afetadas (33 de primeira habitação) e muitos outros prejuízos materiais.

A feliz circunstância de não se terem registado vítimas mortais, primeiro objetivo de qualquer sistema de proteção civil quando confrontado com eventos extremos, merece o devido destaque tendo em consideração a velocidade e...

Incêndios

Continuar a ler

  • Criado em .
  • Visualizações: 34

Sobram Mujica e Che

daniel2

(Daniel Oliveira, in Expresso Diário, 16/08/2018)

O “Observador” titulava, na semana passada, que Evo Morales tinha triplicado a sua conta bancária em 12 anos de poder. A triplicação era de 18 para 51 mil euros, facilmente explicável para quem ocupa um cargo que garante as despesas de representação e um exemplo de frugalidade se comparado com a generalidade dos chefes de Estado. Já o vice-presidente duplicou: de dois mil para 3500 euros.

Para além da busca fácil de visualizações na internet, o bombástico anúncio da “triplicação” de rendimentos denuncia uma ideia: a de que um político de esquerda deve empobrecer. Pelo contrário, à direita tudo se permite porque não sendo supostamente moralista o político de direita está livre do julgamento moral e nada tendo contra o capitalismo o seu enriquecimento legal é sempre legítimo.

É por isto que, apesar de Robles não me interessar grandemente, o caso que o envolveu me interessou bastante. Porque a sua demissão, depois de uma pressão púbica e mediática que não deixou outra alternativa a um partido que sempre cavalgou algum moralismo político, institucionaliza esta duplicidade de critérios. Políticos de esquerda buscam uma coerente santidade, os de direita tratam da sua vida.

A crença na superioridade moral da esquerda, alimentada por ela e caricaturada pelos seus adversários, acaba sempre na esperança redentora do advento de um “homem novo”, puro de vícios e de cupidez. Eu, talvez mais modesto e menos religioso...

Teoria

Continuar a ler

  • Criado em .
  • Visualizações: 68

Quo vadis, Carvalho?

Graphic 17 08 2018 00 46 08

Manuel Carvalho, Amílcar Correia, Ana Sá Lopes, David Pontes e Tiago Luz Pedro assinam um editorial onde apresentam a sua visão para o novo ciclo do PúblicoOs compromissos da Direcção Editorial – o qual, como é inevitável numa inauguração, está cheio de boas intenções e melhores ideais. Os baluartes do mundo onde queremos viver, “democracia” e “liberdade”, são invocados de alto a baixo, deixando-se a garantia escrita de se ir “respeitar o Estado de direito”, defender os valores “da democracia liberal”, “das liberdades individuais”, “da fiscalização e controlo dos poderes”, entre outras promessas de arrebimbomalho. Fixe, da minha parte não se espalhará sequer a sombra de metade de uma dúvida acerca da autenticidade e integridade dos que publicaram tal manifesto.

Curiosamente, hoje também podemos ler o colunista mais popular do jornal onde o Carvalho é agora director em plenas funções, João Miguel Tavares, a descrever-se como “bom liberal“, uma piada que ele repete amiúde. Acontece que a popularidade deste senhor não tem qualquer relação com as noções de liberalismo disponíveis nas bibliotecas e discorridas nas universidades e quejandos. Ao contrário, a sua fama decorre exclusivamente da exploração de crimes cometidos por agentes da Justiça e mandantes na indústria da calúnia, à mistura com pulhices onde faz ufano a apologia do desprezo pelo Estado de direito e pelas liberdades individuais, colando-se a um poder policial e judicial que não questiona por concebê-lo como...

Comunicação

Continuar a ler

  • Criado em .
  • Visualizações: 26

Portugal | Saúde e Ensino – a violência no trabalho

Este é o resultado do individualismo e da competitividade agressiva no emprego, criados pelas políticas neoliberais com discursos violentos contra tudo o que cheire a espírito colectivo e solidário.
Jorge Seabra | AbrilAbril | opinião

Talvez por estarmos em Agosto, com redacções depauperadas, parecendo haver falta de notícias para além dos suores, do Sporting, de Trump e do incêndio de Monchique, nos últimos dias alguns estudos sobre agressões a profissionais da Saúde e do Ensino público ocuparam um inabitual espaço nos cabeçalhos de jornais.

O assunto é sério e reflecte muito do que está (e continua) mal no nosso país e na «Europa» que tem seguido o caminho de agressão ao «Estado Social», aberto por Tatcher e pela traição à social-democracia da «terceira via» de Blair, aprofundado no século actual pela «austeridade» do BCE e da troika.

Violência na Saúde...

«Casos de violência contra médicos e enfermeiros estão a aumentar» – surge a toda a largura na primeira página do Público de 11 de Agosto de 2018.

Um gráfico mostra que, há cerca de dez anos (2007), as notificações de incidentes de violência contra profissionais de Saúde eram de 35, passando, em 2017, a 678 (10% dos quais com agressão física), sendo no primeiro semestre deste ano já de 439, confirmando uma significativa subida.

Nada é realmente novo e, convém perceber – como é afirmado pelos entrevistados –, que os números representam apenas uma pequena ponta do...

Saúde, Educação

Continuar a ler

  • Criado em .
  • Visualizações: 38
  • António Fernandes, em Braga in 'O TORNADO'
  • Portugal

Eles ainda comem tudo, no presente – II

O poder tem destas coisas. “Eles comem tudo eles comem tudo. Eles comem tudo e não deixam nada”. Como o disse e cantou José Afonso.

As sociedades atuais, com suporte tecnológico que dispensa o Homem, poderão ser sociedades de sucesso ou de retrocesso consoante as lideranças que tiverem:

  • Se tiverem lideranças com visão de solidariedade e respeito social. Terão sucesso.
  • Se tiverem lideranças com visão meramente economicista de pendor neoliberal. Terão retrocesso.

O que presumo estar a acontecer é haverem duas frentes em disputa pelas lideranças políticas nacionais:

  • Uma que defende a organização política e social do Estado assente numa maior distribuição da receita comum para a qual todos contribuirão de acordo com os seus rendimentos. Em que o cidadão percebe que, pagando impostos, está a salvaguardar a sua qualidade de vida presente e futura. Mas também percebe que, ao elevar o nível cultural existente, usufruindo de rendimento salarial ou outro compatíveis com o nível de vida balizado por fatores credíveis de satisfação avalizada, as suas ambições serão de sustentáculo ético e solidário para com a sociedade no seu todo e a fasquia dos valores sociais será sempre de um nível elevado para responder em tempo útil a todas as necessidades que cada vez vão serão de grau mais elevado. Em qualidade e eficácia ambientalmente sustentável.
  • E, uma outra que defende uma organização política e social do Estado assente no principio de que o...

Economia política, Teoria

Continuar a ler

  • Criado em .
  • Visualizações: 106

Carris quer impor taxa da UGT sobre não sindicalizados

A administração da Carris «não quer respeitar a livre opção dos trabalhadores em serem ou não sindicalizados», denuncia a Fectrans, que acusa esta de «ser um instrumento da UGT».

Acordo de empresa estava fechado e pronto a ser assinadoCréditos / CC0 1.0

«Em cada reunião que se faz com a administração da Carris, mais se comprova que esta está a ser um instrumento da UGT para impor novas regras na organização dos sindicatos», lê-se num comunicado aos trabalhadores.

A acusação parte da Federação Nacional dos Sindicatos dos Transportes e Comunicações (Fectrans/CGTP-IN), no seguimento das acções de ingerência da empresa que, após ter fechado um acordo com os sindicatos, faltando apenas a sua assinatura, passou a exigir uma taxa sobre trabalhadores não sindicalizados.

«Estamos perante uma manobra de chantagem sobre os trabalhadores e a administração tomou partido pela penalização dos trabalhadores para favorecer outras organizações com quem negociou e combinou esta cláusula», lê-se no comunicado.

A cláusula prevê que a adesão dos trabalhadores não sindicalizados ao novo acordo de empresa só seja possível com um pagamento destes aos sindicatos no valor de 0,4% do seu salário ilíquido.

Algo que desvirtua por completo o intuito do acordo, afirma a Fectrans, «de que todos os...

Trabalho

Continuar a ler

  • Criado em .
  • Visualizações: 47
  • in ENTRE AS BRUMAS DA MEMÓRIA
  • Portugal

Os nossos queridos comentadores



No Público de hoje, João Miguel Tavares compara Marine Le Pen com Boaventura Sousa Santos: «Dentro daquilo que são os meus valores fundamentais, Boaventura Sousa Santos e Marine Le Pen são apenas irmãos desavindos».
Diz muito mais, mas nem vou continuar a citá-lo. Preocupante é ver os que desceram logo à arena das redes sociais para o defender, em nome da sacrossanta liberdade de expressão. Alguns diriam com certeza o mesmo se JMT tivesse escrito que os ativistas do ISIS e o papa Francisco são apenas irmãos desavindos.

Assim vamos.
.

Leia original aqui

Extrema direita

  • Criado em .
  • Visualizações: 84

Fim da reforma obrigatória aos 70 anos com oposição da Frente Comum

A Frente Comum manifestou esta sexta-feira a sua «profunda discordância» com a intenção do Governo de acabar com a aposentação obrigatória, alertando que tal medida será factor de não rejuvenescimento.

Em comunicado, a Frente Comum dos Sindicatos da Função Pública afirma que está contra o fim da lei que obriga os funcionários públicos a aposentarem-se aos 70 anos, «em mais uma clara cedência ao PSD e CDS-PP» do Governo do PS.

Segundo a estrutura, «tal medida apenas contribui para mais um ataque aos direitos dos trabalhadores da Administração Pública, potencia a degradação dos serviços, tendo como único propósito aumentar a idade de reforma».

É apontado ainda que «prolongar artificialmente a idade de trabalho será factor de não renovação e de não rejuvenescimento» da Administração Pública, com a Frente Comum a referir situações excepcionais de continuidade, mas que «devem ser avaliadas em cada caso concreto».

A Frente Comum denuncia ainda «a inexistência, uma vez mais, de qualquer negociação com esta estrutura [do Governo], relativa à proposta reivindicativa comum para 2019.

Nesse sentido, a organização sindical reafirma o «direito à aposentação, sem quaisquer penalizações», como ainda a «reposição da forma de cálculo das pensões e das condições gerais para aposentação com 36 anos de serviço, independentemente da idade», a salvaguarda de «regimes específicos consagrados ou a consagrar com condições de acesso mais favoráveis e a revogação do factor de...

Trabalho

Continuar a ler

  • Criado em .
  • Visualizações: 29

"Têm de levar mais, filhos da puta, morram." Ativistas antitourada agredidos em Albufeira

Vídeos mostram agressões a ativistas quando já dominados pela GNR, que é acusada de não ter identificado agressores e de manietar uma das ativistas e apagar conteúdo do seu telefone. Sexta-feira há outra tourada e está convocado novo protesto
“Filho da puta, filho da puta! Tens alguma coisa de vir para aqui? Não gostas, vai para casa!" Os gritos ouvem-se durante um curto vídeo filmado na quinta-feira, na praça de toiros de Albufeira. Nas imagens, um dos corredores que faz a ligação entre a arena e o exterior. Nele passam três homens, um dos quais de tronco nu, com dizeres nas costas, que caminha dobrado, algemado, conduzido por um militar da GNR. Durante o curto percurso, o detido é pontapeado duas vezes, nas costas e no peito, por dois homens, sem que o militar esboce gesto ou advertência. Um peão de brega, capa na mão, e um forcado assistem, assim como várias outras pessoas. Ninguém tenta parar as agressões; ninguém protesta. Passa outro detido, também de tronco nu com escritos, também agarrado por militar da GNR. Um homem, cabelo grisalho e camisola escura, aproxima-se a correr e com uma bandarilha desfecha três golpes no detido, na cabeça e nas costas. A seguir volta para trás, calmamente, sem que alguém o interpele.
"Stop torture"; "Stop bullfight"; "Love animals"; "Tourist boycott". São as palavras de ordem que os detidos escreveram no peito e nas costas, para uma ação em que um deles, o holandês Peter Janssen, 33 anos, é veterano e diz dirigir-se aos...

Animais

Continuar a ler

  • Criado em .
  • Visualizações: 248
  • jorge rocha in 'Ventos Semeados'
  • Portugal

Dá-se um chuto numa pedra e sai novo partido de direita...


Tempos houve em que, cirandando pelas ruas de Lisboa, dávamos um pontapé numa pedra e logo dela saía fadista.  Cresceram em número as sonoras criaturas até a oferta exceder em muito a procura, pelo que o fenómeno acabou por moderar-se.
Agora, perante o evidente sucesso da governação de António Costa, que tão difícil torna a vidinha de quem nela não se reconhece, repete-se o prodígio com novos partidos de direita. Aparecem aos molhos, por muito que se lhes adivinhe a condição de abortos sem viabilidade de singrarem com algum sucesso.
O «Público» de hoje anuncia mais outro, um tal Movimento 21, e dá-nos informações curiosas sobre a sua fundadora, uma desconhecida Sofia, que confessa ter apoiado o PSD durante vinte anos até nele entrar como militante, mas logo sair por mera birra, porque Passos Coelho terá descartado a possibilidade de a enviar como delegada a uma reuniãozita internacional. Terá então procurado outro projeto de partido, que depois de anunciado, nunca mais deu cor de si - a Iniciativa Liberal - mas como não lhe reconheceram mérito bastante para a colocarem em lugar ao sol, virou-lhes as costas. Agora anuncia-se responsável pela nova organização, confessa ter andado de namorico com Santana Lopes, embora também ele a tenha posto à margem, e já se vê capaz de concorrer às eleições para integrar uma suposta Geringonça de direita.
Programa, o do costume: menos Estado, menos impostos. Ou seja, menos serviços públicos de saúde, educação e...

Continuar a ler

  • Criado em .
  • Visualizações: 58
  • António Fernandes, em Braga in 'O TORNADO'
  • Portugal

Eles ainda comem tudo, no presente – I


Os saudosistas do passado no presente, não tendo vivido nenhum dos períodos críticos da História passada, presumem que tudo eram facilidades tal e qual como o foram para si num estádio em que os seus progenitores lhes quiseram proporcionar tudo aquilo que não tiveram.

E por isso, dentro do possível, num contexto político favorável de crescimento económico e de inovação tecnológica que os libertou para um maior e melhor acompanhamento da sua família, foi possível aos progenitores protegeram e apoiaram em tudo aquilo que lhes foi possível, os seus descendentes, mas também, os seus ascendentes, de forma cuidada demonstrando estar à altura da vertiginosa mudança que se operou nos seus hábitos, usos e costumes, ajustando-se aos tempos. Tempos de maior exigência e de aprendizagem, para suprir o atraso geral, em que o escolar era o mais relevante por ser a base de suporte, relativo à Europa, e fazerem as mudanças estruturais de que no tempo o País necessitou para acompanhar essa mesma Europa. A Europa do Conhecimento; da expansão económica; do desenvolvimento tecnológico; da investigação científica; da liberdade, da democracia e da justiça social.

Para isso criaram as condições necessárias à formação intelectual e cultural dos seus descendentes de forma a os capacitar para uma realidade que desconheciam, mas que sabiam ser a melhor.

Tarefa para a qual sabiam não estar suficientemente preparados ao nível da literacia mas que, e por o saberem, a...

Cidadania

Continuar a ler

  • Criado em .
  • Visualizações: 34
  • Nélson Abreu, em Los Angeles in 'O TORNADO'
  • Portugal

10 formas de os cidadãos democratizarem a Economia e a Política

Os portugueses não querem retórica vazia e partidária de pseudo-Messias políticos que servem o sistema “pay-to-play” evidentes nos governos alternantes dos partidos dominantes das últimas décadas. 

A nação precisa formas concretas e viáveis para reverter o caminho neoliberal sinistro das últimas décadas (poder concentrado nas grandes empresas) sem retornar aos erros comunistas (poder concentrado em no Estado central). Que podemos fazer, como cidadãos, para abrir o caminho para uma democracia vibrante com uma economia justa e sustentável?

Tal como a Internet é uma rede de-centralizada de informação e as redes energéticas inteligentes, também são de-centralizadas, o poder e dever de decisão e fiscalização das grandes decisões orçamentais e políticas devem ser de-centralizadas – deixando para associações destas regiões temas de colaboração nacional (e.g. defesa, relações internacionais).

Aqui apresentamos 10 tipos de acções que você pode tomar para promover o poder e prosperidade local ou comunitário, contribuindo para a justiça sócio-económica e a (sua e nossa) independência da ditadura da Banca do medo, do materialismo, da divisão e da distracção. Cidadãos independentes podem criar livres associações nas comunidades e a nível dos municípios ou super-conselhos que podem ser o novo centro de gravidade do poder.

Os Portugueses sabem que os partidos do arco do poder apresentaram-se incapazes de resistir os seus amos – os poderes...

Cidadania

Continuar a ler

  • Criado em .
  • Visualizações: 26
  • jorge rocha in 'Ventos Semeados'
  • Portugal

Quanto pior melhor?


Que chatice!, terão pensado os corifeus, que comandam os diversos coros sintonizados em cantilenas mediáticas contra o governo. Estava o verão a compor-se graças ao esforço dos incendiários, possibilitando a saída da toca dos predadores em forma de «especialistas» a multiplicarem-se pelos telejornais, quando caiu nas redações a notícia do inesperado aumento do Produto Interno Bruto, acima da média europeia com a qual continuamos a convergir.
Tivesse havido uma estagnação, senão mesmo um recuo no crescimento, e não faltariam vozes tonitruantes a anunciarem o fim do estado de graça usufruído pelo governo. Assunção Cristas acreditaria ver chegado o seu amanhã cantante, fiada na cumplicidade dúctil de Santana e na tolhida impotência do cinzento Rio. Os números arrefeceram-lhes - uma vez mais! - os anseios.
O crescimento do PIB interliga-se com o do aumento do emprego, o valor máximo da confiança dos consumidores desde que o indicador existe, e o do crescimento do consumo privado. Virando costas ao desânimo dos anos entroikados, os portugueses olham o futuro na expetativa de nele encontrarem uma qualidade de vida mais próxima das suas aspirações. Por isso desprezam os que lhes prometem desgraças horrendas e os incitam a regressarem à conduta de pobrezinhos e com muito respeitinho pelas elites, tal como lhes exigiam Salazar e os seus subsequentes acólitos. Os que espumam de raiva quando ouvem António Costa insurgir-se contra os rendimentos obscenos dos...

Governo

Continuar a ler

  • Criado em .
  • Visualizações: 68

O jornalismo português é burro?

tadeu1

(Pedro Tadeu, in Diário de Notícias, 15/08/2018)

Não sei se o caro leitor ou leitora se apercebeu mas, em São Tomé e Princípe, antiga colónia portuguesa, há dois ex-ministros suspeitos de tentarem um golpe de Estado e pessoas presas há poucos dias por, alegadamente, estarem a preparar um atentado.

Não sei se o caro leitor ou leitora tem conhecimento que o líder da coligação partidária que detém o Governo em Timor-Leste, Xanana Gusmão, escreveu uma carta ao Presidente da República, Francisco Guterres Lu-Olo, onde se diz preocupado com “a saúde mental e política” do Chefe de Estado, que lhe faz oposição política naquela antiga colónia portuguesa.

Não sei se o leitor ou leitora leu a notícia destas declarações do Presidente da República de Moçambique, Filipe Nyusi: “Algumas pessoas que foram capturadas e interrogadas dizem que estão a matar outras pessoas devido ao desemprego e à pobreza”. O espanto e a indignação do líder político da antiga colónia portuguesa decorre dos assassinatos de dezenas de pessoas e da onda de violência que desde outubro do ano passado assustam as populações de alguns distritos do norte de Moçambique.

Talvez o leitor ou a leitora tenha conhecimento que Macau, território chinês que foi administrado por Portugal, vai ter daqui a dois anos, segundo uma previsão do Fundo Monetário Internacional, o maior PIB “per capita” do mundo.

Eventualmente o leitor ou a leitora sabe da verdadeira 

Comunicação, C.P.L.P.

Continuar a ler

  • Criado em .
  • Visualizações: 193
  • Ladrões de Bicicletas (João Ramos de Almeida)
  • Portugal

Alocução aos socialistas

Continuemos nas leituras de férias.

Desta vez, citando a intervenção de António Sérgio, no banquete de celebração do 1º de Maio, em 1947:

"(...) Aos nossos socialistas, quanto a mim, compete-lhes resistirem ao tradicional costume de se empregarem espertezas e competições de pessoas para apressar o momento em que hão-de chegar ao poder, e nunca considerarem as outras secções democráticas (as outras orientações do esquerdismo) como suas competidoras numa corrida para a meta, como suas concorrentes num mercadejar político, na grande feira tumultuosa das ambições de mando.

Não, meus amigos, não. A esses outros democratas (ou só políticos ou sociais) deveis vós tratá-los como colaboradores fraternos para as partes comuns dos vossos programas de acção (em, Portugal pode havê-las, essas tais partes comuns, pelo atraso económico em que o País se encontra); e isto, ainda no caso dos demais democratas não usarem convosco do mesmo modo. Antes de tudo, buscai prestigiar-vos ante a nação inteira pelo timbre moral da vossa alma cívica; porque (como acreditais, creio eu) não é indispensável conquistar o poder para se influir de facto na orientação do Estado.

Governareis de facto (ainda que seja por intermédio de outros) se souberdes enunciar algumas ideias níticas - práticas precisas, pontuais, concretas, - de acordo com a orientação que a nossa época exige (a da planificação económica para o bem comum, ou seja, portanto a da planificação socialista)  se tratardes de...

Partido Socialista

Continuar a ler

  • Criado em .
  • Visualizações: 67

Tribunais

campus

(Dieter Dellinger, 14/08/2018)

Esta manhã a Antena 1 dizia que os tribunais estão a funcionar sem meios. Falta papel de fotocópias, impressoras, oficiais de justiça e outros funcionários além de magistrados.
É verdade. Os magistrados estão em guerra contra eles próprios, isto é, contra o Estado de que fazem parte e sentenciam sempre contra o Estado, ou seja, contra eles próprios.

Veja-se o exemplo da Celtejo. Poluíu o Rio Tejo e o Estado está a gastar milhões para limpar o rio das lamas provenientes daquela celulose. Contudo, a empresa foi apenas admoestada por ter provocado tanto prejuízo e nada teve de pagar.
Por causa de um pequeno terreno no Lumiar, a CML foi condenada a pagar milhões de indemnização injustamente porque cumpriu o que devia, só que a uns metros mais acima por causa da urbanização.
Agora com a suspensão da exploração petrolífera, o Estado pode ser condenado a pagar 2.400 milhões de euros de indemnização como teve de pagar por causa do TGV que não foi feito.
Os magistrados não estão consciencializados que são o Estado e que este não é o Partido que num intervalo de tempo, não muito longo, governa e não paga indemnizações.
No caso BPN, os criminosos ladrões saíram sem pagar. No caso BES, os magistrados por nítida má fé quiseram meter aquilo no processo Sócrates, criando uma situação impossível de resolver.
Não condenaram o Novo Banco e o Salgado a indemnizar diretamente os lesados, pelo que é o Estado a pagar, incluindo aqui os próprios...

Justiça

Continuar a ler

  • Criado em .
  • Visualizações: 72
  • Ladrões de Bicicletas (Nuno Serra)
  • Portugal

A mão invisível do «pleno» emprego

No debate sobre a recomposição do mercado de trabalho nem sempre é valorizado o efeito que a criação de emprego e a queda do desemprego geram - por si só - em termos de reequilíbrio das relações laborais. Se a existência de um «exército de reserva» de mão-de-obra constitui, para a direita, um instrumento essencial de compressão do trabalho, a favor dos interesses do capital, a redução do universo global de desempregados potencia, em sentido inverso, dinâmicas que favorecem um mercado de trabalho mais justo e equilibrado.


Têm surgido de facto, com crescente frequência, sinais de dificuldade das empresas em encontrar mão-de-obra disponível, com diferentes níveis de qualificação e em distintos setores (como sucede no caso da construção ou do turismo). Um dos indicadores que ilustram esta inversão entre a oferta e a procura é a relação entre pedidos e ofertas de emprego registados pelo IEFP: como mostra o gráfico aqui em cima, se em junho de 2013 se atingiu um valor acima dos 80 pedidos por oferta, em 2018 esse rácio assume o valor mais baixo desde 2011, com cerca de 24 pedidos por oferta de emprego.


Embora a criação de postos de trabalho esteja menos dependente da construção e de atividades relacionadas com o turismo (como mostra o gráfico e ao contrário do que muitas vezes se pensa), a verdade é que estes e outros setores têm contribuído para um segundo efeito que decorre da redução significativa do desemprego: o acesso e o regresso, ao mercado de trabalho, de...

Economia política, Trabalho

Continuar a ler

  • Criado em .
  • Visualizações: 79
  • Ladrões de Bicicletas (Diogo Martins)
  • Portugal

O Passado Não Fica Lá Atrás: Desemprego, Salários e Segurança Social


Vários autores deste blog têm procurado mostrar que as crises económicas não são episódios isolados cujos efeitos negativos se circunscrevem ao estrito tempo da sua duração. Reflexos das crises económicas como o desemprego, a emigração, a degradação dos serviços públicos ou o investimento não realizado persistem ao longo do tempo por canais nem sempre óbvios ou identificáveis em leituras breves de dados de conjuntura macroeconómica.

Um dos possíveis canais de transmissão das crises para o futuro é o impacto do desemprego no sistema de pensões.

O sistema de pensões português é um sistema de repartição, em que os descontos efetuados pelos trabalhadores são utilizados para financiar a proteção social e as pensões presentes. É, com efeito, um sistema assente num forte pilar de solidariedade intergeracional, que robustece o sentimento de pertença do trabalhador à sociedade onde se insere. Ao efetuar o desconto salarial (11% de TSU, no caso português), o trabalhador não está a reservar essa porção do seu salário para seu usufruto individual futuro: está a custear as pensões das gerações que construíram a sociedade que hoje o acolhe e o rendimento dos cidadãos que foram atirados para situações de exclusão ou fragilidade, como o desemprego e a doença. É, pois, um exemplo maior de como as políticas públicas podem favorecer o sentimento de solidariedade e pertença, devendo ser olhado com particular atenção por todos os que o pretendem preservar.

O desemprego...

Trabalho, Segurança Social

Continuar a ler

  • Criado em .
  • Visualizações: 89

Últimos posts

Itens com Pin
Atividades Recentes
  • Vasco Graça updated his profile
    Publicação sobre moderação
    Item de fluxo publicado com sucesso. Item passa a ser visível no seu fluxo.
Aqui ainda não existem atividades
LOGO4 vert01
A Plataforma Cascais - movimento cívico é um grupo aberto de cidadãos, autónomo de quaisquer interesses económicos, religiosos ou partidários.
Todas as publicações deste site refletem apenas as opiniões dos seus autores e não responsabilizam a PC-mc
exceto quando expressamente assinadas por esta.
 

SSL Certificate
SSL Certificate