portugal001Diferentes perspetivas informativas e opinativas sobre o país

Racismo no desporto e violência nas escolas

Há um evidente oportunismo político em torno do caso Marega. Responsáveis políticos e desportivos que pouco ou nada fizeram, ao longo dos anos, para combater a violência das claques, a corrupção desportiva, a coacção, os insultos e as ameaças às arbitragens ou aos adversários, vêm agora mostrar suprema indignação e clamar contra os comportamentos racistas no desporto como estes se fossem novidade. Mas a verdade é que, não fosse o acto isolado e corajoso do jogador, abandonando o canto sob o protesto e a censura dos seus próprios companheiros, e ninguém daria importância aos grunhidos simiescos provenientes das bancadas.

O que sugere outras questões. Será que apenas os actos racistas são condenáveis naquilo que se normalizou como conduta das claques? Será que todo e qualquer insulto, desde que não tenha conotação racista, pode ser admitido nos recintos desportivos? E mais: será uma ofensa verbal a um jogador, ainda que de teor claramente racista, um crime de maior gravidade do que aquele que acontece quando um utente agride um médico ou um enfermeiro num hospital, ou um pai ou mãe levanta a mão contra o professor do seu filho?

Na minha opinião, todos estes actos são condenáveis. Mas a inacção que tem existido relativamente à violência nas escolas e nos hospitais – e que contrasta com a mão pesada que de imediato se ergue perante uma ofensa a um juiz ou um governante – não deve ser justificação para que não se actue perante o racismo nas bancadas dos estádios ou, de...

Violência

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O Perigo Amarelo & académicos de grande honestidade intelectual

anticomunismo virus

Agostinho Lopes


O PERIGO AMARELO .
«A China está a enfrentar uma crise sem precedentes. Temos de reconhecer que o número relativamente baixo de casos detetados fora da China resulta dos esforços intensos que o Governo chinês está a realizar para conter a emergência e proteger outros países». «Há outros exemplos da determinação da China em responder, desde a partilha rápida da sequenciação do genoma do vírus com a OMS e o mundo ao convite para uma equipa de especialistas internacionais liderada pela OMS, ir até à China e apoiar parceiros locais». Declarações do porta-voz da Organização Mundial de Saúde ao Expresso, Expresso Diário, 05FEV20.

 

Só lhes falta falarem do «perigo amarelo»! A propósito do coronavírus desencadeou-se nos media uma inacreditável campanha contra o Estado chinês e o Partido Comunista da China. A vesguice ideológica provocada pelas lentes grossas do anticomunismo tudo permite e tudo vale para levar a água ao moinho da pura propaganda anti-chinesa, quando não xenófoba. Vendo quem escreve, custa a acreditar no que se lê.     
Dois pontos de partida e de bom senso na abordagem do tema.
A opinião da OMS. Para lá do que acima se transcreve são inúmeras outras declarações dos seus responsáveis e especialistas, a começar pelo seu Director-geral. O que também se diz nos seus relatórios.
E as declarações do principal responsável do Estado chinês, reconhecendo problemas, falhas e fraquezas na resposta ao coronavírus, a...

Saúde, Direita

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O coronavírus e a comunicação social

(Carlos Esperança, 18/02/2020)

Há quem acuse a comunicação social de não fazer investigação, de substituir as notícias por opiniões e aguardar que, dos tribunais, lhe soprem revelações em segredo de Justiça para que os julgamentos se façam na praça pública quando se duvida de acontecer outro.

 

Desta vez, no que respeita ao coronavírus, os jornais mantiveram informados os leitores, a rádio não falhou noticiários e, ao mínimo sintoma, as televisões deslocaram jornalistas e meios técnicos para todos os hospitais onde eram internados viajantes de longo curso, familiares de alguém que tivesse visitado a China ou com qualquer hipótese de ter sido infetado pelo coronavírus.

Ao mínimo sinal de febre, tosse e mal-estar, afligiam-se as redações; na gripe de alguma estudante chinesa entraram em frenesim; a cada espera do veredicto do Instituto Ricardo Jorge ficaram de prevenção equipas noticiosas, mas a desolação foi tomando conta das redações. Um país sem o seu coronavírus, não é um país, é um offshore da pandemia, o deserto de notícias, a frustração de quem queria anunciar um coronavírus português, um evento que nos colocaria ao nível dos países mais avançados no contágio.

Só o público mal-agradecido se regozija com sucessivas deceções das expetativas de um ou dois coronavirusinhos que salvassem a honra cosmopolita do Portugal em inho.

Baldadas que foram 10 suspeitas, era no 11.º caso que rádios, televisões, jornais e redes sociais apostavam para salvar a...

Saúde, Comunicação

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Portugal vai continuar centralista e a acentuar assimetrias

O Parlamento chumbou as iniciativas para a criação de regiões administrativas e realização de um referendo, ignorando as consequências que têm vindo a resultar da centralização.

A desertificação do Interior é um problema com que o país se deparaCréditosJosé Miscaro / TrekEarth

O debate dos projectos de resolução do PCP e do BE, esta quarta-feira, já permitia antever o desfecho. Apesar dos ecos do poder local, com a maioria dos eleitos a reconhecer que a regionalização é o passo que falta para a consolidação do poder local democrático e a recusar a descentralização que o Governo impõe, os projectos acabaram chumbados. 

O diploma do PCP teve o voto contra de PS, CDS-PP, Chega e Iniciativa Liberal, e a abstenção de PSD e PAN. As restantes bancadas e a deputada não inscrita Joacine Katar Moreira votaram favoravelmente.

Os comunistas foram os primeiros a agendar um projecto de resolução a recomendar a adopção de um calendário que propunha que as assembleias municipais se pronunciassem até ao final deste ano sobre a criação em concreto das regiões e a realização de um referendo em 2021. 

Ontem, depois de afirmações como a do deputado do PS, José António Carneiro, que depois de enunciar o «compromisso com o objectivo da regionalização» deixou a ressalva de que «é preciso caminhar por terra firme», a deputada comunista, Paula Santos, perguntou: «De que receia o PS para, legislatura após legislatura, nunca ser o momento...

Regionalização

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  • (João Esteves) in 'Em Cada Rosto Igualdade'
  • Portugal

OS QUE MORRERAM NO TARRAFAL. 31 ROSTOS - 32 NOMES

* OS QUE MORRERAM NO TARRAFAL *
 
 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fotografias (de cima para baixo, da esquerda para a direita):
Abílio Augusto Belchior [Motorista, 1897-1937]
Albino António de Oliveira de Carvalho [Comerciante, 1884-1941]
Albino Coelho Júnior [Motorista, 1897-1940]
Alfredo Caldeira [Pintor decorador, 1908-1938]
Francisco do Nascimento Esteves [Torneiro de metais, 1914-1938]
António de Jesus Branco [Descarregador, 1906-1942]
António Guedes de Oliveira e Silva [Motorista, 1901-1941]
António Guerra [Empregado de comércio, 1913-1948]
Arnaldo Simões Januário [Barbeiro, 1897-1938]
Augusto da Costa [Operário vidreiro, 1901-1937]
Bento António Gonçalves [Torneiro mecânico no Arsenal do Alfeite,1902-1942]
Cândido Alves Borja [Marinheiro, 1910-1937]
Casimiro Júlio Ferreira [Funileiro, 1909-1941]
Damásio Martins Pereira [Servente, 1905-1942]
Edmundo Gonçalves [Ex-2.º Sargento, 1900-1944]
Ernesto José Ribeiro [Servente de pedreiro, 1911-1941]
Fernando Alcobia [Vendedor de jornais, 1914-1939]
Francisco José Pereira [Marinheiro, 1909-1937)]
Francisco Nascimento Gomes [Condutor, 1909-1943]
Henrique Vale Domingues Fernandes [Marinheiro, 1913-1942]
Jacinto de Melo Faria Vilaça [Marinheiro, 1914-1941]
Jaime da Fonseca e Sousa [Impressor da Casa da Moeda, 1902-1940]
João Lopes Dinis [Canteiro, 1904-1941]
Joaquim Marreiros [Marinheiro...

Memória

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Casas de luxo em Lisboa já são mais caras do que no Dubai

 

Em 2019, o mercado das casas de luxo atingiu um nível de preços semelhante a cidades como Miami, nos Estados Unidos, e Amesterdão, na Holanda.

 

De acordo com um estudo da consultora imobiliária Savills, citado pelo site Dinheiro Vivo, o mercado residencial de luxo na capital portuguesa já ultrapassa o de cidades como Madrid, Barcelona, Dubai e Cidade do Cabo.

E, de acordo com a análise desta consultora, em 2020, os valores do “top 5%” do mercado imobiliário de Lisboa vão continuar a subir, a par de cidades como Moscovo e Sidney, onde o preço do metro quadrado mais deverá crescer, com oscilações entre 6% a 7,9%.

Segundo o mesmo site, a Savills destaca o papel dos investidores estrangeiros, que em 2018 compraram 13% das casas vendidas em Lisboa, nomeadamente franceses, brasileiros e chineses (neste último caso por causa dos tão conhecidos vistos gold).

 
 

Para a consultora, a imposição de um limite aos vistos gold em Lisboa e no Porto, prevista no Orçamento do Estado deste ano, não deverá ter impacto no preço das casas, mas poderá criar insegurança nos investidores.

Para ter um visto gold é preciso investir 500 mil euros na compra de imobiliário. Dos 8.125 vistos concedidos entre outubro de 2012 e novembro de 2019, 4.441 foram entregues a chineses e 858 a brasileiros.

ZAP //

 
 
 

Ver original em 'ZAP aeiou' na seguinte ligação:

https://zap.aeiou.pt/casas-luxo-lisboa-mais-caras-dubai-309698

Habitação

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Eutanásia aprovada desce à comissão

Projectos foram aprovados na generalidade e passarão agora à discussão na especialidade.

CréditosTiago Petinga / Agência LUSA

O Parlamento discutiu hoje cinco projectos de lei sobre a despenalização da eutanásia ou morte medicamente assistida, apresentados pelo PS, Bloco de Esquerda, PAN, PEV e Iniciativa Liberal.

Através de votação nominal, o projecto de lei do PS recebeu 128 votos a favor, o do Bloco teve 126, o do PAN 122, e os do PEV e IL receberam 115 cada um. 

Os direitos individuais

Da parte destes vários partidos, a questão foi remetida exclusivamente para a esfera dos direitos individuais, ignorando os problemas sociais e colectivos que se prendem com as situações em que hoje muitas pessoas se encontram na doença e no fim da vida.

Para além disso, os projectos colidem com o texto da Lei Fundamental, se se considerarem as disposições relativas à inviolabilidade do direito à vida e da integridade física e moral e o conceito de dignidade da pessoa. O texto constitucional exclui a consideração de que possa ser classificada como de dignidade inferior a vida de quem esteja em sofrimento, consequência de uma condição fatal e irreversível.

Isto contraria a argumentação dos defensores da legalização da eutanásia, que entendem estar a reconhecer-se um direito ou uma liberdade individual, uma vez que a Constituição define que o direito à vida é um direito fundamental, inalienável e irrenunciável.

Casos que suscitam...

Saúde, Assembleia da República

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A importância da motivação

Numa deslocação recente a uma “escola amiga”, os ministros Tiago Brandão Rodrigues e Pedro Siza Vieira fizeram e receberam os elogios da praxe, discorrendo as vulgaridades do costume acerca do assunto do dia: a internet segura.

Lá para o final da sessão, houve ainda oportunidade para alguns alunos assumirem o papel de jornalistas e questionarem os governantes sobre alguns temas de interesse para a comunidade escolar. Nomeadamente, as carências materiais da escola e a necessidade de algumas obras. A resposta do ministro Siza Vieira trouxe consigo o cunho de uma certa desfaçatez que se está a tornar imagem de marca deste governo:

“mais de que os edifícios e os equipamentos, o mais importante são os professores e os alunos motivados e, nesta escola, sentimos esse ambiente vivo e saudável”.

Portanto, fiquem lá com a vossa motivação toda, façam o que nós queremos e não nos chateiem. Ou ainda mais claro, se apenas com “motivação” já apresentam serviço, para que haveremos de gastar dinheiro convosco?

Ora tomem, queridos alunos, que já almoçaram…

Educação

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  • jorge rocha in 'Ventos Semeados'
  • Portugal

A inominável e parasitária criatura


Há muitas formas de abordar o debate quinzenal de ontem na Assembleia da República, mas um sobrepõe-se a todas as demais: enquanto as esquerdas mostraram-se veementes com o episódio criminoso de Guimarães, quando um bando de energúmenos manifestou o ignóbil racismo, que lhes vai nas turvas mentes, as direitas, pelo contrário, quedaram-se no silencioso comprometimento de quem se sabem confrontadas com assunto capaz de lhes estragar as estratégias futuras. Porque estas carecem de um imaginário coletivo analfabeto e emocionalmente orientado para as distrações suscitadas pelos preconceitos como forma de imporem opções ideológicas consonantes com os interesses de quem, na retaguarda, as financia. Por isso, quando sentem um enorme clamor a levantar-se em prol de um valor que lhes é estranho - a dignidade dos humilhados e ofendidos - sabem instável a estrutura de segmentação da sociedade em classes desiguais tão do seu agrado. Por isso silenciaram-se, acoitando-se na cobarde retirada de um  campo de batalha onde se sabiam em risco de um resultado hostil.

 

Houve, porém, o breve, mas elucidativo, momento de confronto entre António Costa e a inominável criatura, cuja presença no hemiciclo é, por si só, uma ofensa aos valores contidos no texto constitucional. Que aquele a quem Rui Tavares designa como “parasita” na sua crónica de hoje não tem a mínima pinga de decoro viu-se nas suas palavras, mas, sobretudo, na atitude corporal. Porque António Costa confrontou-o...

Assembleia da República

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  • Carlos Esperança in 'PONTE EUROPA'
  • Portugal

D. Aníbal e o infanção Passos Coelho

Numa pausa dos sais de fruto para a incontida azia que os corrói, os dois catedráticos, o do decreto e o do convite, fartos de desprezo e esquecimento, despertaram da letargia e surgiram nas televisões a azucrinar os ouvintes na defesa do referendo para a eutanásia.

O primeiro fez prova de vida, suspendendo algum Roteiro onde verte o ódio e convence os netos da sua utilidade para a literatura e a política, e o segundo desiludiu as fãs com a erosão provocada pelo esforço docente e a calvície.

Vieram os dois, com a habitual conivência, como nos tempos em que assustavam o país com a mudança de governo, para se vingarem de Rui Rio que lhes infligiu três derrotas e tem postura ética e sentido de Estado. Não os move a discussão de um assunto sério, une-os o ressentimento, o desespero de se verem desprezados e a vingança contra quem reconduziu o partido à matriz fundadora e enfrentou os serviçais em que apostaram.

Sofreram em silêncio a humilhação das sucessivas vitórias de Rui Rio no partido de que se julgaram donos e apareceram ruidosamente numa questão de consciência, ansiosos de causarem danos e cumprirem as piedosas instruções recebidas nas sacristias.

Os dois cúmplices de má memória continuam unidos, um no salazarismo que o moldou e o outro na nostalgia em que foi criado.

Nada acrescentaram à discussão em curso, apenas fizeram prova de vida substituindo o atestado médico por declarações públicas, para regressarem aos sítios de onde vieram e deixarem mais salubre o...

Direita

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Por que de racismo se fala

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Crónica lida na ‘Rádio Baia’
 

Por que de racismo se fala

 
A ciência revelou-nos o óbvio: Os Humanos não são divisíveis por raças. Há no entanto uns menos humanos que outros: os racistas.
Agosto. Lisboa é uma cidade sonolenta, aconchegada na modorra que o calor transporta. As ruas estreitas são canais de frescura, veias onde circulam os que lhe mantêm a tonicidade indispensável ao ritmo estival. Hora de almoço. Restaurantes e tascos de portas amordaçadas. No interior as cadeiras em exercícios de equilíbrio fazem o pino sobre as mesas, cenários de abandono cumprindo o calendário.
Aproveito as sombras somíticas que o sol do meio-dia nos permite. A cidade repousa, respira tranquilidade. O movimento é escasso. Sem pressas e muita curiosidade reparo na toponímia: “Conde Barão”. Sorrio. Conde e Barão... Que exagero! “Poço dos Negros”... Para quando a “Fonte dos Negros”? Pensei, matreiro, satisfeito pela ideia prenhe de malícia.
O olfato guia-me, não sei bem para onde; misturado com o podre das sarjetas chega um odor a peixe grelhado, sigo o filão, o cheiro encorpa, a curiosidade e a imaginação fundem-se em apetite, a mensagem vai-se tornando clara, começo a aperceber-me do tipo de pescado que me espera, mais uma ruela, ainda outra... E um recanto de cenário tipicamente alfacinha surge sem surpresa. No braseiro, à entrada da tasca, carapaus e sardinhas mostram-se fumegantes oferecendo-se a quem passa.
Cortadas a meio pelo sol que faz fronteira com a...

Racismo

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EUA apelam a União Europeia para usar 5G de concorrentes da Huawei

Funcionária da Huawei fala ao celular em escritório da empresa em Shenzhen, na China, em dezembro de 2019
© AP Photo / Mark Schiefelbein

Em visita a Lisboa, representante norte-americano expressou a vontade de que a UE adote a tecnologia 5G das principais concorrentes da Huawei, que considera igualmente avançadas tecnologicamente.

O diplomata norte-americano Robert Strayer disse, durante sua visita a Lisboa, que as tecnologias de rede 5G da Ericsson sueca, da Nokia finlandesa e da Samsung sul-coreana são tão avançadas tecnologicamente como a da Huawei, e devem ser usadas em lugar da gigante tecnológica chinesa.

Strayer, o vice-secretário adjunto para políticas cibernéticas, de comunicações internacionais e de informação do Departamento de Estado norte-americano, disse que era "necessário desmistificar" a noção de que a Huawei é mais avançada em 5G, exortando os países da UE a proibirem equipamentos de telecomunicações da empresa chinesa.

O alto responsável disse que os Estados Unidos estão encorajando os países europeus a pensar cuidadosamente sobre as implicações econômicas e de segurança de prosseguir com o uso da tecnologia da Huawei.

© AP Photo / Ng Han Guan
Criança brinca próxima ao logo da empresa Huawei, em Pequim (foto de arquivo)

Há muito tempo que as autoridades americanas sustentam que a Huawei tem se envolvido em atividades de vigilância a favor do governo chinês. As alegações têm sido fortemente negadas tanto pela empresa como por Pequim.

"Não há como mitigar totalmente qualquer tipo de risco, exceto o uso de vendedores confiáveis de...

TIC

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Portugal | SAÍDOS DO TÚMULO… ELES ANDAM AÍ!*

 
 
Passos Coelho reaparece e prefere falar do passado do que do futuro
 
Antigo primeiro-ministro elogiou coragem de Carlos Moedas mas evitou falar do futuro político do ex-comissário.
 
A apresentação do livro do ex-comissário europeu Carlos Moedas Vento Suão: Portugal e a Europa foi o pretexto para Pedro Passos Coelho revelar episódios de bastidores sobre a escolha, há seis anos, do seu então secretário de Estado-adjunto no Governo para o cargo em Bruxelas. Numa sala a transbordar – onde o passismo estava em peso – o antigo primeiro-ministro deixou apenas uma crítica ao actual Governo por ter escolhido a pasta dos fundos estruturais: “Não percebo porque é que o Governo a quis – somos grandes beneficiários dos fundos – a não ser para fazer propaganda no país, não serve para mais nada”.
 
Foi dos poucos recados directos que deixou ao actual Governo socialista. Mas, numa intervenção pontuada de ironia, Passos Coelho quis repor a sua perspectiva sobre o processo de escolha de Carlos Moedas para comissário europeu.
 
O antigo líder social-democrata recordou as reacções negativas do então líder do PS, António José Seguro, à indicação do ex-secretário de Estado, mas também a do actual primeiro-ministro António Costa, que acusou Moedas de ser “o mais ortoxodo” dentro do PSD. “Pareceram-me estas palavras um bocadinho exageradas. Não me parecia ser ortodoxo nem ter uma ideia tão tramontana sobre a...

Direita

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Pedro Nuno Santos criticado por querer mudar lei para que o aeroporto do Montijo avance

 

Os presidentes das câmaras da Moita e do Seixal condenaram hoje a proposta do ministro das Infraestruturas de revisão do quadro legal para a certificação do aeroporto no Montijo, acusando o Governo de estar disposto “a passar por cima de tudo”.

 

“As declarações não me surpreenderam porque vêm mostrar algo que está cada vez mais evidente: o Governo está a apostar em passar por cima de tudo e de todas as opiniões, de todos os pareceres, de todos os problemas, para aceder aos interesses e à vontade da Vinci [dona da ANA – Aeroportos de Portugal]”, disse à Lusa o presidente da Câmara da Moita, Rui Garcia (CDU).

O autarca referia-se à intervenção do ministro das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos, que hoje na Assembleia da República afirmou que o quadro legal para certificação do aeroporto no Montijo pela Autoridade Nacional da Aviação Civil (ANAC) “tem obviamente de ser revisto” e que era “incompreensível que fosse o presidente da Câmara da Moita a negar” uma oportunidade que afeta o país.

O governante falava depois de ter sido questionado pela deputada do Bloco de Esquerda Joana Mortágua e pelo deputado do PCP Bruno Dias sobre a notícia da TSF que avança que a ANAC é obrigada a chumbar o novo aeroporto no Montijo, uma vez que carece de parecer positivo de todos os municípios afetados.

 
 

Moita é um dos municípios que não deu parecer favorável à construção na Base Aérea n.º 6, no Montijo (Setúbal), e, na visão do presidente...

Transportes

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Portugal | Novo aeroporto: De "Pássaros não são estúpidos" a "avaliação rigorosa"

 
 
A construção desta infraestrutura voltou a estar no centro das atenções pelas consequências que poderá ter nos habitats e animais que vivem no estuário do Tejo.
 
Alberto Souto de Miranda, secretário de Estado adjunto e das Comunicações, saiu esta terça-feira em defesa do aeroporto do Montijo, num artigo de opinião divulgado no jornal Público. 
 
Ressalvando que "não há aeroportos sem impactos" e admitindo que o "risco mais sério são as colisões de aves com aviões", o responsável escreveu que "os pássaros não são estúpidos e é provável que se adaptem", sustentando que "este postulado arriscado é tão cientificamente sólido como o seu contrário: o de que eles não vão encontrar outras rotas migratórias, outras paragens estalajadeiras, como no Mouchão. Ciência sem dados comprovados não é ciência". 
 
As palavras de Alberto Souto de Miranda não passaram despercebidas no espaço público.
 
"Quem sou eu para duvidar da inteligência dos pássaros. Já quanto à lucidez de alguns titulares públicos que arriscam uma decisão destas confiando na superior “adaptação” dos ditos inteligentes com asas, enfim...", escreveu, nas redes sociais, Carlos Abreu Amorim, ex-deputado do PSD. 
 
No mesmo dia, a criação de uma petição por uma associação holandesa de defesa das aves acrescentou mais um possível entrave à construção do novo aeroporto do Montijo.
 
O...

Ambiente, Transportes

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  • Ladrões de Bicicletas (João Ramos de Almeida)
  • Portugal

Rumo e estratégia

Fonte: INE
 
Ana Catarina Mendes, líder da bancada parlamentar socialista, que estava ontem no Parlamento muito optimista, durante o debate quinzenal com o Governo, disse:

"Os números e os resultados da economia portuguesa desmentem a tese dita e repetida de que tudo está mal". Os dados do INE "revelam uma economia em convergência, resiliente e sustentável.""Portugal começou a crescer mais do que a Europa pela 1ª vez de que aderimos ao euro e o que era parecia improvável tornou-se agora habitual." O ano de "2019 foi já o 3º ano consecutivo de convergência". "Enquanto o crescimento na Europa tem desacelerado, o crescimento em Portugal não só resistiu como também acelerou". "Crescimento sustentado porque apoiado em investimento e exportações". A economia portuguesa "é hoje a campeã do crescimento europeu e os resultados divulgados pelo INE não são um acaso ou um milagre." "É um resultado de um país com rumo e com estratégia."

Depois desta intervenção, retomada pelo primeiro-ministro (lá iremos noutro post), gostava de deixar a imagem acima.

A "taxa de subtilização" - sofisma para designar taxa de desemprego em sentido lato (como antes se designava) - mede a proporção na população activa daqueles que ou estão desempregados; ou, sendo trabalhadores, gostariam de trabalhar mais horas (subemprego); dos inactivos que procuraram emprego, embora estivessem indisponíveis na semana do inquérito ao emprego; ou ainda os inactivos que, embora disponíveis, não...

Economia política, Governação

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Portugal não aceitará proposta de orçamento plurianual da UE, diz primeio-ministro

Lisboa, 18 fev (Xinhua) -- O primeiro-ministro de Portugal, António Costa, disse na terça-feira que seu governo não aceitará a proposta de orçamento da União Europeia (UE).

"Depois da rejeição unânime ontem pelos parceiros sociais, hoje, no debate no Parlamento, também todos os partidos políticos recusaram a proposta do Presidente do Conselho da UE para o orçamento da UE para 2021-2027", disse Costa em um tweet.

"Não aceitaremos esta prosposta", disse o primeiro-ministro no parlamento, citado pela Agência de Notícias Lusa, referente à proposta apresentada na sexta-feira pelo presidente do Conselho Europeu, Charles Michel.

Na UE, Portugal e a maioria dos Estados-membros estão contra qualquer corte na política de coesão e na Política Agrícola comum (PAC), enquanto a Áustria, Dinamarca, Países Baixos e Suécia, quatro dos chamados contribuintes líquidos, designados como "países frugais", recusam ir além de um envelope global de 1% do RNB.

O chamado quadro financeiro plurianual requer unanimidade no Conselho Europeu e depois precisa ser aprovado pelo Parlamento Europeu.

"Somos construtivos", disse o primeiro-ministro. "Mas não podemos aceitar que haja diminuição global do montante das verbas da coesão e que Portugal seja tratado injustamente".

António Costa sublinhou que o Conselho Europeu deve agir "não como fator de divisão, mas procurando desenvolver diálogo institucional", tendo em vista que o quadro financeiro plurianual tem de ser aprovado pelo Parlamento Europeu...

União Europeia

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É agressão, sim senhor!

Uma professora de 60 anos apresentou, esta segunda-feira, queixa no posto da Guarda Nacional Republicana (GNR) da Maia por ter sido agredida nas costas por um aluno. Segundo explicou fonte do Comando Territorial da GNR do Porto ao PÚBLICO, a docente terá sido agredida quando passava num dos corredores da Escola Secundária do Castêlo da Maia, no distrito do Porto, por volta das 16h30 desta segunda-feira.

Apesar de não ter visto o aluno a agredi-la, a professora identificou um dos jovens que frequenta o sétimo ano e que estava presente no corredor nesse momento como suposto autor da agressão. De acordo com a queixa apresentada no posto da GNR da Maia, terão sido outros alunos também presentes na altura a identificar o colega. A professora apresentou queixa nessa noite, por volta das 22h00, depois de se ter deslocado a uma unidade hospital privada localizada no concelho da Maia.

O PÚBLICO contactou a Escola Secundária do Castêlo da Maia que reencaminhou todos os esclarecimentos sobre o sucedido para o Ministério da Educação. Por sua vez, o Ministério avança que, de acordo com a informação que obteve por parte da Direcção da Escola, “o incidente ocorrido não constituirá um episódio de agressão, uma vez que não terá existido intencionalidade”. A tutela afirma que, de acordo coma versão da escola, o aluno estaria a atirar a chave do cacifo a outro colega, e atingiu a professora sem querer.

“Ainda assim, a escola tem em curso um...

Educação

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Ministro considera “inaceitável” que TAP pague prémios em ano de prejuízos

 

O ministro das Infraestruturas e da Habitação considerou “inaceitável” que a TAP, empresa que “tem 100 milhões de euros de prejuízos” em 2019, atribua prémios a uma minoria de trabalhadores.

 

É uma falta de respeito para com a esmagadora maioria dos trabalhadores da TAP e para com os portugueses”, avançou o ministro das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos, em resposta ao deputado do PS, Hugo Costa, que questionou se é moralmente aceitável a atribuição de prémios na TAP face aos prejuízos da empresa.

Numa audição parlamentar na Comissão de Economia, Inovação, Obras Públicas e Habitação, o ministro disse que os prejuízos na TAP são “uma matéria que preocupa” o Governo, defendendo que o processo de reversão da privatização da companhia aérea de bandeira portuguesa foi “importante”, mas o histórico da empresa “se deve contar pelos dedos de uma mão os anos em que não deu prejuízo”.

O processo de reversão da privatização da TAP, em 2015, manteve o caráter privado da gestão em 100%, sublinhou o governante, explicando que a reversão garante que o Governo tenha uma palavra decidida na estratégia da empresa, mas não na gestão.

“No Conselho de Administração, a maioria é o do Estado. Na gestão, é 100% privada”, reforçou Pedro Nuno Santos, referindo que a decisão de atribuição de prémios aos trabalhadores “é uma questão da gestão”. “Foi dito à TAP que não permitiremos a atribuição de prémios”, avançou ainda.

Sobre os...

Transportes

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Parlamento aprova audição da Ministra da Saúde para prestar esclarecimentos sobre a nova PPP do Hospital de Cascais 

 

Parlamento aprovou hoje a audição da ministra da Saúde, Marta Temido, para prestar esclarecimentos sobre a decisão de lançamento de uma nova Parceria Público Privada (PPP) para o Hospital de Cascais.

Ministra da Saúde vai ser ouvida sobre lançamento de uma nova Parceria Público Privada para Cascais. Decisão partiu de requerimentos apresentados pelo BE e pelo PCP na Comissão de Saúde.

A decisão, aprovada por unanimidade, partiu de requerimentos apresentados pelo BE e pelo PCP na Comissão de Saúde.

O Conselho de Ministros aprovou na passada quinta-feira uma resolução que prevê uma nova Parceria Público-Privada (PPP) no Hospital de Cascais, esperando o Governo poder lançar o concurso “muito brevemente”.

No ‘briefing’ aos jornalistas, a ministra de Estado e da Presidência, Mariana Vieira da Silva, referiu que, face às alterações ao regime jurídico das PPP, que “veio atribuir ao Conselho de Ministros competências para a prática de vários atos” nesta matéria, a reunião do executivo aprovou uma resolução com decisões relativas aos hospitais de Loures, Cascais e Vila Franca de Xira.

“Estabelece os pressupostos de lançamento e adjudicação de um novo contrato de parceria para a gestão e prestação de cuidados de saúde no Hospital de Cascais, assegurando que os atos praticados anteriormente se encontram salvaguardados”, refere o comunicado.

O secretário de Estado Adjunto e das Finanças, Ricardo Mourinho Félix, explicou que...

Saúde

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Mareganismo

 

«Agora a questão é a eutanásia e a dra. Isabel Moreira, que encomendou o cérebro nos saldos do AliExpress, desdobra-se em variedades televisivas a explicar que a vida humana não é um direito absoluto.»

Alberto Gonçalves

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Ignoro se foi o autor quem decidiu o destaque mas é indiferente descobrir. No Observador, onde escreve a troco de dinheiro Alberto Gonçalves (suponho, embora não achasse impossível o contrário), decidiu-se que a melhor forma de estimular a leitura de um certo texto era destacar um insulto ad feminam. O efeito pretendido na audiência está concretizado no comentário ilustrativo.

Não foi a primeira vez que o valentão Gonçalves atacou a Isabel desta forma estereotipada, em que se usa o subtexto da diminuição intelectual e cognitiva das mulheres, tendo até já chegado mais longe no rancor e brutal estupidez ao aludir à vida pessoal do seu alvo. Não será a última. E isto leva-nos para o Marega.

Quem mete dinheiro no Observador pretende espalhar este tipo de violência no espaço público por ver nisso vantagens comerciais e/ou políticas. Logo, não estão disponíveis para qualquer discussão acerca da deontologia, ética e moralidade da prática que encomendam ao plumitivo – aliás, plumitivos, pois o posicionamento do projecto implica a exploração de uma retórica radical de direita onde a decência e a inteligência são substituídas pelo ódio e pela calúnia (as quais eles justificam acusando os “outros”, os “inimigos”, do mesmo). Nisso, a situação é...

Comunicação

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Carlos Costa vai ao Parlamento por causa do Luanda Leaks

 

Foi aprovado, esta quarta-feira, por unanimidade, na comissão parlamentar de Orçamento e Finanças, o requerimento para uma audição do governador do Banco de Portugal (BdP) no Parlamento no âmbito do Luanda Leaks.

Esta audição decorre de um requerimento feito pelo grupo parlamentar do Bloco de Esquerda, que considera “imperativo que o Banco de Portugal esclareça o acompanhamento que estará a fazer às atividades financeiras relacionadas com Isabel dos Santos em Portugal”. Tal passa pelo “apuramento de todas as responsabilidades nas falhas no sistema de prevenção do branqueamento de capitais do EuroBic”.

No dia 22 de janeiro, Isabel dos Santosabandonou a estrutura acionista do EuroBic, uma medida para “salvaguardar a confiança na instituição”, referia o banco, após a divulgação de documentos de uma investigação jornalística designada Luanda Leaks.

Além disso, o BE quer saber qual é o acompanhamento que o BdP está a fazer quanto “à avaliação da idoneidade dos acionistas e órgãos de administração do EuroBic no período que antecedeu a divulgação pública do caso”, bem como relativamente à “avaliação da operação de venda da participação de Isabel dos Santos no EuroBic, quanto à idoneidade de todos os envolvidos e aos potenciais riscos da operação em matéria de branqueamento de capitais e/ou de obstrução da justiça”.

“A investigação jornalística confirmou denúncias reiteradas da forma como Isabel dos Santos acumulou uma fortuna a partir do...

Banca

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Adesão total à greve dos estivadores

A greve dos estivadores do Porto de Lisboa teve início esta manhã e pretende denunciar os salários em atraso e a não aplicação das actualizações negociadas.

CréditosAndré Areias / Agência Lusa

O Sindicato dos Estivadores e Actividade Logística (SEAL) congratula-se com a adesão à greve – que afecta as empresas Liscont, Sotagus, Multiterminal e TMB (Terminal Multiusos) – e disse à Lusa que os trabalhadores foram empurrados para esta acção de luta devido ao incumprimento das actualizações salariais que estavam previstas e aos salários em atraso nos últimos 18 meses.

O presidente do SEAL, António Mariano, acusa as empresas de estiva de quererem acabar com a actual empresa de trabalho portuário, a Associação de Empresas de Trabalho Portuário de Lisboa (A-ETPL), criando outra em sua substituição, e efectivar um despedimento colectivo a abranger a maior parte dos trabalhadores do Porto de Lisboa.

«A situação financeira da A-ETPL só é desequilibrada porque os tarifários que eles [empresas de estiva] praticam, de cobrança do custo do estivador à empresa de trabalho portuário, mantém-se inalterado há 26 anos. Se tivesse sido actualizado, não era nos 65% da inflação, mas em 10 ou 15%, a empresa teria uma situação financeira excelente», defendeu.

Na sequência das declarações públicas do presidente da A-ETPL, Diogo Marecos – que afirmou que os estivadores têm salários acima da média e que podem atingir os cinco mil euros por mês –, António...

Trabalho, Luta

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  • Ladrões de Bicicletas (Nuno Serra)
  • Portugal

Uma geração chega?


O dado mais relevante da análise da votação no Chega, no âmbito da última sondagem do ICS/ISCTE para o Expresso/SIC (e na qual esta formação política atinge os 6%) é porventura o da distribuição etária das intenções de voto, em que «o partido quase não existe» na faixa entre os 18 e os 24 anos, registando-se em contrapartida um «apoio desproporcional» entre os 25 e 44 anos.

Como refere Pedro Magalhães, o eleitor do Chega parece de facto, nesta sondagem, desviar-se do «retrato-robô» do eleitor da extrema-direita por essa Europa fora. Isto é, do perfil de um eleitor do sexo masculino, com baixa instrução, desempregado, oriundo do operariado ou do pequeno empresariado e pequeno comércio (as «vítimas da globalização»). Nas habilitações, por exemplo, os dados apontam para um perfil em linha com o peso relativo do ensino superior (20%) e acima da média no secundário (cerca de 1/3 dos inquiridos que manifestam intenção de voto no Chega, contra os 23% registados). E apontam, ainda, para um eleitorado essencialmente urbano (a Grande Lisboa reúne 40% das intenções de voto no partido de Ventura) e mais politizado que o eleitorado do PSD e CDS-PP.

A explicação para este «desvio», face ao «retrato-robô», poderá portanto estar, no caso português, na «geração da precariedade». Isto é, em segmentos de população jovem portuguesa (25 a 44 anos) com elevados níveis de qualificação mas com empregos precários e mal-remunerados. Uma geração que sentiu na pele, como talvez nenhuma outra, a...

Extrema direita

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