portugal001Diferentes perspetivas informativas e opinativas sobre o país

´Não renovação da PPP do Hospital de Loures assente em avaliação técnica

ppp Loures

Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo, que representa o Estado no contrato, justifica a decisão com a necessidade de introduzir alterações nas prestações de saúde.

Saúde, Política de saúde

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OS PORTUGUESES QUEREM O BEM DE ANGOLA?

aldeias destruidas
 
 
Pedro Tadeu | TSF | opinião
 
Os comentadores e atores políticos portugueses repetem-se em sentenças moralistas sobre como os políticos angolanos deviam atuar. Fizeram isso no tempo da presidência de José Eduardo dos Santos e fazem-no agora no tempo de João Lourenço.
 
A propósito da investigação angolana a Isabel dos Santos, ouvi ontem a antiga diplomata Ana Gomes dizer que as denúncias que ela protagoniza sobre o tema têm como objetivo primordial "o bem do povo angolano".
 
Essa frase implica uma visão paternalista sobre Angola pois admite que os angolanos não sabem conquistar o seu próprio bem sozinhos e, por isso, precisam de ajuda do lado português.
 
O que eu pergunto é isto: os portugueses podem dar lições a Angola?
 
Tenho muita dificuldade em dar lições de moral a quem, através do meu país, sofreu 400 anos de colonização violenta.
 
Tenho muita dificuldade em dar lições de moral a um povo que o meu país transformou no maior produtor de escravos de toda a história da África ocidental.
 
Acho que antes de, paternalmente, andarmos todos agora a felicitar o funcionamento do Estado de Direito em Angola, deveríamos lembrar-nos de como escrevemos e abusámos de leis injustas, quando estivemos a mandar nas colónias até há 45 anos, dedicados à tarefa de explorar a população negra de forma inaceitável, mesmo para os padrões da época.
 
Acho que antes de andarmos a bradar que a corrupção em Angola é uma...

Angola

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Portugal | O Livre para lá de Joacine: quem são as (novas) caras do partido?

 
 
Há sangue novo no Livre, mas também figuras com experiência que se estão a afirmar a nível interno. Embora privilegiem a paridade são mais mulheres a candidatar-se à direção, enquanto os homens preferem concorrer à Assembleia. Mas todos partilham a mesma visão – ecológica, de esquerda e europeísta – e prometem novos projetos para o partido que se quer "emancipar" e "renascer" após a atual crise
 
JORGE PINTO: DO PS PARA O LIVRE
 
É um dos principais rostos do Livre e o único elemento que integrou os três Grupos de Contacto (direção) que o partido teve desde a fundação. Natural de Amarante, Jorge Pinto interessou-se desde cedo pela política – foi militante do PS entre os 18 e os 25 anos, mas percebeu depois que os socialistas não representavam os seus "ideais de esquerda progressista, ecológica e europeísta". Foi então em 2013 que contactou Rui Tavares e se manifestou disponível para integrar o Livre, próximo das eleições primárias após ter privado com o fundador em jantares.
 
"Defendemos políticas e soluções sempre com base na perspetiva ecológica e social. Gostamos de utopias concretas que acreditamos que podem deixar de ser utopias face à nossa visão para uma sociedade mais integrada e sustentada", afirma o engenheiro ambiental, de 32 anos.
 
Foi um dos autores do “Manifesto para um futuro europeu”, e coordenou o “Desafio à Diáspora”, outro manifesto escrito por vários apoiantes do Livre que residem no estrangeiro. A...

Partido 'Livre'

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Portugal/Livre | O espelho invertido de Joacine

 
 
Inês Cardoso | Jornal de Notícias | opinião
 
Joacine Katar Moreira e a novela cheia de gritos em que se converteu o Livre poderiam ser apenas um caso de impreparação política. Ou efeito de lutas de egos e de uma personalidade inflamada e com tiques de arrogância a fazer lembrar ditos de Cavaco Silva que ficaram célebres - este fim de semana ouvimos Joacine afirmar que nada fez de errado "ainda", mas que por ser humana "se calhar" um dia há de errar.
 
A questão é que cada deputado ocupa um cargo público. Representa os portugueses e assume responsabilidades perante eles. Nessa medida, as declarações de Joacine merecem reflexão pela visão limitada que denotam do cargo. E pela noção tão insistentemente personalizada da representação parlamentar que acaba por assumir uma dimensão quase messiânica.
 
A deputada não tem dúvidas de que o lugar que ocupa é seu, não do partido. De tal forma que considera ilegítima a possibilidade de renunciar, porque a sua voz é insubstituível. "Elegeram uma mulher que gagueja. (...) Elegeram uma mulher negra." Na sequência desta frase, vem mais uma tirada sobre a subvenção, que apesar do baixo nível é irrelevante para a tese de Joacine. Foi eleita por ser uma mulher negra que gagueja. A sua figura é em si mesma todo um programa.
 
Apesar dos sinais de abertura para fazer cedências, ficou claro que só um milagre, como referiu um dos dirigentes do Livre, permitirá manter a confiança política em Joacine...

Partido 'Livre'

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Portugal / Livre | A esperança de Joacine esvai-se em 27 votos

 
 
Não há como dizê-lo de outra forma: os membros do Livre estão tão fartos de Joacine Katar-Moreira que querem mesmo retirar-lhe a confiança política. Preferem perder tempo de antena, subvenção, a representação parlamentar a ter de continuar a confiar numa representante que dizem que já não os representa. 
 
Apostam fichas que conseguem ser de novo uma fénix renascida das cinzas, desde que o inferno que tem sido a relação com a deputada termine. Foi por isso que, por larga maioria, o congresso reconduziu grande parte dos dirigentes e que a nova Assembleia, que vai decidir o futuro da relação entre o Livre e Joacine, foi ou reconduzida ou garantida a maioria. Joacine chuta para a frente e pede “cedências de parte a parte” para evitar o inevitável. Já esgotou as oportunidades, responde-lhe a nova direção. “Só um milagre” num partido de ateus poderia levá-los a mudar de ideias.
 
Houve uma palavra dita várias vezes que foi um sinal político claro sobre o que decidiram os congressistas do que será o mandato dos órgãos do partido nos próximos dois anos: “continuidade”. A “continuidade” neste contexto significa que os novos órgãos vão terminar o trabalho dos que cessaram funções e levar a bom porto o divórcio com a deputada.
 
 

Num dia em que debateram as moções específicas que vão enquadrar a acção nas políticas do partido nos próximos dois anos, os congressistas ouviram vários dirigentes referir que o resultado das eleições...

Partido 'Livre'

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Ruas de Lisboa são decoradas para receber Ano Novo Chinês

Lisboa, 18 jan (Xinhua) -- Os atores executam dança de dragão e leão em um desfile realizado no sábado em uma das principais avenidas da capital portuguesa para saudar o próximo Festival da Primavera da China, uma celebração também conhecida como Ano Novo Lunar Chinês.

 

O próximo Ano Chinês do Rato começará no dia 25 de janeiro de 2020. O evento é comemorado no mundo inteiro pela comunidade chinesa.

 

Para a comunidade chinesa que vive em Lisboa, este é um dos eventos mais aguardados do ano, que também traz a oportunidade de mostrar ao povo português e a toda comunidade internacional que vive no país suas tradições, promovendo a riqueza da cultura chinesa.

 

Organizado pela Embaixada da China em Portugal, em conjunto com a Associação Luso-Chinesa de Comerciantes e Industriais e a Câmara Municipal de Lisboa, o Festival da Primavera Chinês de Lisboa combinou comida, música e dança tradicional.

 

Barracas de comida montadas em um dos lados da Alameda D. Afonso Henriques, em Lisboa, venderam ao público curioso algumas das delícias da China, como bolinhos de pão, rolinhos primavera, macarrão chinês e chá. Do outro lado da praça, as associações culturais chinesas exibiam fotografia e pintura.

 

No palco, entre os poucos grupos culturais chineses, estabelecidos em Lisboa, dois grupos de dança viajaram da China para participar de comemorações, um da província de Shaanxi e outro da escola Choi Nong Chi Tai em Macau. Eles trouxeram danças...

China

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PSD de Loures pede demissão de Marta Temido por causa da não renovação de PPP

(Comentário:

Como era de esperar os interesses do negócio da doença movimentam-se. E não é só no PSD...)

Nuno Fox / Lusa

A ministra da Saúde, Marta Temido

O PSD de Loures pediu, este domingo, a demissão da ministra da Saúde, num comunicado em que manifesta “profunda preocupação” com a não renovação da parceria público-privada (PPP) no Hospital Beatriz Ângelo.

 

Para a concelhia do PSD de Loures, não resta outra opção à ministra da Saúde, Marta Temido, que não a demissão. “Não nos resta alternativa senão pedir à Senhora Ministra da Saúde que tome uma atitude responsável, e se demita”, escreve a concelhia, em comunicado.

Em causa as notícias avançadas no último fim de semana sobre a não renovação da parceria-público-privada (PPP) do Hospital Beatriz Ângelo, em Loures.

O PSD de Loures considera que “estas medidas em nada estão relacionadas com a melhoria da gestão e qualidade do serviço prestado aos utentes”, mas que resultam de uma “deriva ideológica e cedência do Governo PS à extrema-esquerda radical“, lembrando que “a geringonça e os seus vícios vieram para ficar”.

“A gestão ruinosa deste governo tem resultado em cuidados médicos necessários que são adiados sine die, falta de recursos técnicos e humanos que chegam a levar ao encerramento de serviços de urgência em várias unidades de saúde, todas elas de gestão integralmente pública e com os resultados que estão à vista”, referem na mesma nota.

O comunicado argumenta ainda que isso é o que os...

Saúde, Política de saúde

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Morreu o cineasta e resistente antifascista Henrique Espírito Santo

Foi nos cineclubes, «grande movimento cultural de massas que muito incomodou a PIDE e o fascismo», que Henrique Espírito Santo se formou e descobriu o seu amor pelo cinema. Morreu este domingo, aos 87 anos.

Créditos / Cinemateca

Nascido em 18 de Novembro de 1931, em Queluz, concelho de Sintra, Henrique Espírito Santo foi um apaixonado pelo cinema. Tal como recordava ontem a Cinemateca Portuguesa, esta figura incontornável do Cinema Novo português foi «cineclubista de formação, antifascista militante por convicção, director de produção e [...] formador de toda uma geração de profissionais de cinema na área da produção».

Crítico de cinema em várias publicações, Henrique Espírito Santo foi professor na Escola de Cinema do Conservatório Nacional e director de produção do Centro Português de Cinema, que marcou o movimento renovador das décadas de 1960 e 1970. Trabalhou com cineastas como Luís Filipe Rocha, José Álvaro Morais, José de Sá Caetano, Solveig Nordlund, Jorge Silva Melo, João Mário Grilo e Alberto Seixas Santos.

Nos anos 50 e 60, dirigiu o Cineclube Imagem com José Fonseca e Costa, tendo sido ambos presos pela PIDE (Polícia Internacional e de Defesa do Estado) e acusados de «actividades subversivas». Do Aljube seguiram para Caxias, onde Henrique Espírito Santo, que aí fica um ano e meio, encontra Vasco Granja, outro cineclubista. 

Os cárceres do fascismo não os atemorizam e Henrique Espírito Santo participa como director de produção nos...

Cultura

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Diplomatas portugueses salvaram entre 60 mil e 80 mil vidas durante a II Guerra Mundial

Carlos Botelho / Flickr

 

Os diplomatas portugueses terão salvo entre 60 mil a 80 mil refugiados do regime nazi, maioritariamente judeus, durante o período da II Guerra Mundial, estimou a historiadora Irene Flunser Pimentel em entrevista à agência Lusa.

 

Além de Aristides Sousa Mendes, o cônsul de Portugal em Bordéus, que em Julho de 1940 desobedeceu às ordens do chefe do Governo, Oliveira Salazar, concedendo milhares de vistos, outros diplomatas tiveram intervenção direta no salvamento de judeus e outros refugiados em diferentes momentos, entre os anos 30 do século XX e o final da guerra, em 1945.

“Há vários diplomatas que escrevem ao Ministério dos Negócios Estrangeiros, cujo ministro é o próprio Salazar, dizendo que não podiam dizer a palavra ‘não’”, contou a historiadora, com vários livros editados sobre este período, entre os quais Salazar, Portugal e o Holocausto (em co-autoria com Cláudia Ninhos).

Um dos casos esquecidos, frisou, é o de José Augusto Magalhães, ministro plenipotenciário (chefe de missão diplomática) em Marselha: “Ele explica porque não pode obedecer a uma circular e pede a demissão”. A circular em causa impedia os cônsules de concederem vistos a cidadãos que estavam impedidos de regressarem livremente aos países de origem, o que visava os judeus.

 
 

“Houve vários tipos de atitudes”, explicou, recordando outro caso. Agenore Magno, italiano, cônsul honorário em Milão, que a partir de 1938 concedeu vários vistos a...

Extrema direita, Memória

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  • jorge rocha in 'Ventos Semeados'
  • Portugal

A derrota final e definitiva no horizonte de Rui Rio


Não faltam comentadores que hoje aventem a possibilidade de Rui Rio estar fadado a acumular sucessivas vitórias internas até à inevitável derrota final. Mas não se pressentiriam possibilidades mais risonhas para Luís Montenegro se tivesse sido ele o vencedor. Porque o problema maior das direitas portuguesas reside na incapacidade em vislumbrarem estratégias de futuro, presas que estão aos modelos de pensamento do passado.

 

Esgotada a ideologia democrata-cristã, que está em total divergência com as práticas do capitalismo puro e duro da financeirização vigente - e Andreotti em Itália representou o exemplo maior da adaptabilidade dessa corrente de pensamento à influência crescente das diversas mafias, sejam as relacionadas com o crime organizado, seja com a sua réplica no funcionamento dos bancos! - essas direitas estão condenadas a replicarem as formatações de efémero sucesso no passado, mas retumbantemente derrubadas tão-só demonstrados os becos para que arrastaram quantos lhes sofreram os efeitos. Daí que sobre a assombração fascista do Chega, a fúria privatizadora da Iniciativa Liberal ou as lógicas híbridas constatáveis nas diversas candidaturas às lideranças do CDS ou do PPD.

 

Se ponderarmos qual o pensamento político de Rui Rio não lhe vislumbramos uma fácil definição. À frente da Câmara do Porto foi um mero tecnocrata, que procurou gerir os recursos com alguma competência, mas tendo culturalmente uma ação devastadora, que a nada reduziu os...

Partido Social Democrata

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Concentração na Assembleia em defesa dos transportes públicos

A decisão surgiu num debate entre trabalhadores e utentes, organizado pela Fectrans, onde se discutiram as «justas aspirações de mobilidade das populações».

Créditos

No âmbito do encontro, organizado pela Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (Fectrans/CGTP-IN), com o tema «Melhores infraestruturas e transportes, só possível com os trabalhadores», foi decidida a realização de uma concentração de organizações de trabalhadores e utentes, no próximo dia 5 de Fevereiro, em frente à Assembleia da República.

No debate concluiu-se que, num quadro em que o Governo anuncia um excedente orçamental para o ano 2020, a sua proposta de Orçamento do Estado «fica longe de corresponder às legítimas expectativas dos trabalhadores e da população», refere a estrutura sindical em nota enviada à imprensa.

«Um orçamento que, não resolvendo os muitos problemas existentes no sector dos transportes, compromete o inadiável aumento da oferta necessário para responder às justas aspirações de mobilidade das populações», pode ler-se no documento.





Ver original em "AbrilAbril" na seguinte ligação:

https://www.abrilabril.pt/trabalho/concentracao-na-assembleia-em-defesa-dos-transportes-publicos

Transportes

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Montijo não é uma boa opção para novo aeroporto

A Plataforma Cívica Aeroporto BA6 – Montijo Não! alerta que a construção de um novo aeroporto deve ter em conta a defesa de opções estratégicas para o País, em articulação com a defesa do ambiente.

Créditos / Dinheiro Vivo

A Plataforma de cidadãos vem, em nota enviada à imprensa, reiterar que os interesses presentes e futuros do País devem prevalecer na decisão da construção do novo aeroporto.

O comunicado foi elaborado na sequência da audição do ministro das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos, sobre o Orçamento do Estado (OE) para 2020, que reiterou a intenção de avançar com a solução de um novo aeroporto no Montijo.

Ao posicionamento do ministro, a Plataforma contrapõe com factos históricos relativos à questão, recordando que, desde 2007, «e após uma grande discussão pública e forte contestação de diversas entidades», teve de se «encontrar uma localização alternativa à Ota». E, consequentemente, houve «a decisão política, em 2010, de aceitar a localização do novo aeroporto de Lisboa em terrenos públicos do Campo de Tiro de Alcochete».

A solução de construção do novo aeroporto em Alcochete, segundo a organização, é a única que tem uma «Declaração de Impacte Ambiental decidida e aprovada», que se encontra em vigor até ao próximo dia 9 de Dezembro de 2020.

A Plataforma cívica reitera que a opção de Alcochete «só não avançou porque, na sequência da privatização da ANA, a concessionária não quis e porque o Governo aceitou essa posição, em vez de defender os...

Ambiente, Transportes

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  • Ana Alexandra Gonçalves in 'Triunfo da Razão'
  • Portugal

A esperança que se desvaneceu

Resultado de imagem para Partido livre

O Partido Livre e a candidata Joacine Katar Moreira pareciam estar a dar um contributo positivo para o pluralismo da democracia portuguesa. Pareciam. Ora, a realidade veio mostrar um lado profundamente obscuro daqueles que representam amiúde quem nunca se sentiu verdadeiramente representado.
Joacine, depois de muita gritaria que objectivamente não dignifica quem quer que seja, ficou de fora da direcção do partido e o mal-estar continua a ser estar à vista de todos.
Há indiscutivelmente uma componente messiânica na postura da única candidata eleita pelo Livre. Pelo caminho percebe-se que o cargo de deputado e a importância de representar sobretudo os tais que nunca se sentiram verdadeiramente representados é pouco importante para a deputada. Pelo caminho percebe-se que quer a deputada, quer até certo ponto o próprio partido, não compreendem o mal que causam à própria democracia. Afinal de contas, a eleição de Joacine representa esperança para quem habitualmente não a tem e o enriquecimento de uma democracia que se quer plural.
Em suma, Livre e Joacine Katar Moreira conseguiram, e paradoxalmente depois de conseguirem um mandato, fazer pior à democracia do que alguma vez se esperaria.

Ver o original em 'Triunfo da Razão' na seguinte ligação:

http://triunfo-da-razao.blogspot.com/2020/01/a-esperanca-que-se-desvaneceu.html

Partido 'Livre'

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Prisão preventiva para cinco suspeitos de terem matado jovem cabo-verdiano

 
 
Ficaram em prisão preventiva os cinco suspeitos de terem matado o jovem cabo-verdiano em Bragança. O tribunal considera que o jovem foi agredido e assassinado pelo grupo por um motivo fútil.
 
Os cinco suspeitos da morte de um estudante cabo-verdiano em Bragança vão aguardar julgamento em prisão preventiva indiciados pelos crimes de homicídio qualificado e três tentativas de homicídio, determinou o tribunal, que afasta a motivação por ódio racial.

A decisão, lida aos jornalistas cerca das 23:30 de sexta-feira por uma funcionária judicial, refere que depois do primeiro interrogatório judicial, o tribunal decidiu sujeitar todos os cinco arguidos a prisão preventiva.
 
O tribunal sustenta que a decisão, em síntese, "se traduz na afirmação da existência de fortes indícios da prática, por cada um dos arguidos, em coautoria material e concurso real, de quatro crimes de homicídio qualificado, um dos quais consumado, sendo dele vítima Giovani Rodrigues, e os restantes três na forma tentada", relativos às agressões aos outros três elementos do grupo de cabo-verdianos.
O estudante cabo-verdiano Giovani Rodrigues foi encontrado sozinho caído numa rua em Bragança em 21 de dezembro e acabou por morrer 10 dias depois, num hospital do Porto.
 
Segundo o tribunal, não foi "apurado qualquer indício no sentido de os factos praticados pelos arguidos terem sido determinados por ódio racial ou gerado pela cor, origem étnica ou nacionalidade das...

Crime, Segurança

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A Educação no OE 2020

Tiago 001

É certo e sabido que a Educação continuará a ser uma não-prioridade deste Governo, o que está patente, logo à partida na nulidade política que colocaram à frente do ministério.

Ainda assim o ministro é uma boa demonstração prática da tese governamental sobre a inutilidade das retenções. Pois nem o facto de ser repetente no lugar lhe permite aparecer em público com a lição bem estudada, demonstrando um mínimo de conhecimento, de autonomia de acção ou de iniciativa – qualidades que se esperariam encontrar num dirigente político, caso contrário os governos poderiam ser formados apenas com directores-gerais. Assim, limita-se a papaguear os que os secretários de Estado ou os assessores do seu gabinete lhe mandaram dizer…

Ficam, para memória futura, as linhas de acção que o Governo definiu, na apresentação do Orçamento de Estado, para o sector educativo:

Governação, Educação

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Portugal | A Justiça a intrometer-se no que só cabe à Política

 
 
Jorge Rocha* | opinião
 
Um dos paradoxos do nosso tempo português é o desfasamento significativo entre o comportamento dos eleitores e o das instituições, que se incumbem de algumas das mais importantes missões da nossa cidadania. Sociologicamente o país está tão à esquerda que a soma das direitas mal ultrapassa os 30%, mas existe um explicito cerco à ação do governo com uma intensidade bem maior do que a legitimada pelo voto e expressa na Assembleia da República.
 
Há, em primeiro lugar, a imprensa, toda ela dominada por quem a utiliza como a principal ferramenta da agenda ideológica da direita, sem que tal levante um justificado repúdio coletivo, apesar dessa manipulação informativa expressar-se quotidianamente na escolha dos assuntos abordados nos telejornais, na forma como eles são enviesados para conterem óbvia censura às eventuais insuficiências da governação e no convite a comentadores, quase todos eles oriundos da mesma trincheira política.
 
Existem depois coisas esdrúxulas como a UTAO, que vira as contas do avesso para produzir conclusões sem consistente fundamento, ou o Conselho das Finanças Públicas donde já se retirou a aventesma Teodora, mas só justifica a existência ao produzir umas larachas preditivas, que os acontecimentos acabam sempre por desmentir. Não é por acaso que as falácias destas duas entidades ganham maior destaque noticioso do que os sucessivos relatórios do Instituto Nacional de Estatística que, por...

Justiça

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Portugal | Sim, podemos produzir

 
 
Manuel Carvalho Da Silva* | Jornal de Notícias | opinião
 
O ato oficial da reabertura das oficinas da CP, sediadas em Guifões, mereceu a atenção na opinião pública até pelo justo relevo que o Governo lhe deu. Foi uma notícia recebida como boa surpresa, mas importa aproveitá-la para refletir sobre o que podemos produzir no nosso país.
 
Em 1995, cerca de um quarto dos portugueses que trabalhavam por conta de outrem, 951 mil, exerciam a sua atividade na indústria transformadora, setor estratégico para o desenvolvimento do país. Em 2017, restavam 715 mil, ou seja, cerca de 17% dos trabalhadores por conta de outrem. Neste espaço temporal, Portugal, que tanto necessitava de reforçar a sua industrialização, dado que a começou muito tarde e se encontrava em posição de país semiperiférico com baixa margem para a valorização da produção e do trabalho seguiu, em grande medida, o rumo oposto e desindustrializou-se.
 
Há quem diga que a desindustrialização é uma marca dos tempos modernos a que não podemos fugir. Mas, quando observamos o caso português, vemos que o desaparecimento de importantes empresas e subsetores da nossa indústria esteve ligado a um conjunto concreto de causas, nomeadamente: i) os termos da adesão à CEE (hoje UE) e as opções de políticas seguidas pelos governos, que colocaram atentismo nas orientações e no papel da UE, chamando modernidade a dinâmicas oportunistas de negócio e secundarizando responsabilidades que nos cabiam...

Desenvolvimento

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Portugal | Eleições no PSD: "Um voto a mais era suficiente", considera Rui Rio

 
 
Rui Rio considerou, nesta noite de sábado, que teve "uma vitória enorme". "Bastaria um voto a mais", afirmou, dizendo que agora é altura de "marcar a unidade". E admitiu que conta com Montenegro.
 
"Um voto a mais era suficiente". Para Rui Rio, já seria uma vitória. Mas, o líder do PSD conseguiu renovar o mandato com perto de dois mil votos a mais do que o seu adversário Luís Montenegro, o que considera traduzir-se numa "vitória enorme". "O resultado, para mim, é inequívoco, é claro!", afirmou Rui Rio, defendendo que os militantes votaram na "estabilidade". Os resultados provisórios indicam que Rui Rio obteve 16.420 votos (53,02%) e Luís Montenegro 14.547 (46,98%).
 
Num discurso fundamentalmente focado em cortar com qualquer hipótese de Montenegro manter uma oposição interna à sua liderança, Rui Rio tentou chamar a si os críticos, em nome da unidade do partido. "Houve um momento para marcar a diferença. Vamos iniciar agora o momento para marcar a unidade", afirmou.
 
 

Ainda assim, não resistiu a uma piada sobre um pintainho e um galo, a deixar alfinetadas a Montenegro, garantindo que não prometeu nada em troca dos votos a mais que obteve neste sábado, e a mandar um aviso ao seu adversário.
 
"Para mim, cabem todos cá dentro, desde que estejam com seriedade e lealdade. O nosso adversário comum é o PS e a geringonça". No fim, quando questionado pelos jornalistas, admitiu acolher Montenegro na sua lideranças mas com a...

Partido Social Democrata

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Portugal supera marca histórica de 500 mil imigrantes residindo no país

 
 
Brasileiros são a maioria.Portugal atingiu um número recorde de imigrantes vivendo no país. O anúncio foi feito pelo governo nesta quarta-feira (15), durante debate no Parlamento sobre o Orçamento de Estado para 2020.
 
"Os dados preliminares levam a dizer que em 2019, pela primeira vez na nossa história, é ultrapassada a barreira do meio milhão de cidadãos estrangeiros a residir em Portugal. São cerca de 580 mil, eram 490 mil no final de 2018", disse o ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita.
 
De acordo com o ministro, só no ano passado foram concedidas 135 mil novas autorizações de residência pelo Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF).
 
Os dados foram apresentados em tom de otimismo, como resultado de uma série de políticas que fez com que o país tenha voltado a ser considerado atrativo no exterior. "Portugal, que durante séculos exportou portugueses para todo o mundo, com o ajustamento financeiro recuperou atratividade e credibilidade. E assumimos, para responder ao desafio demográfico, que precisamos que estrangeiros se radiquem em Portugal", disse Eduardo Cabrita.
 
Comunidade brasileira em crescimento
 
Entre o total, os brasileiros continuam sendo o maior grupo imigrante, com crescimento nos últimos dois anos. Dados do SEF fornecidos ao jornal português Público mostram que agora há 151 mil cidadãos do Brasil residindo legalmente no país, o maior número já registado. Em 2018 eram...

Migração

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Utentes exigem a reposição dos horários e das carreiras dos TST

Comissões de utentes de transportes de Almada, Montijo e Seixal repudiam recentes supressões de carreiras pela Transportes Sul do Tejo e pretendem conhecer um plano da empresa para a sua reposição.

A TST é parte integrante do grupo Arriva, que pertence ao Deutsche Bahn.CréditosMário Cruz / Agência LUSA

Comissões de utentes de transportes de Almada, Montijo e Seixal, que repudiam as supressões e cortes de frequência de carreiras anunciados a 6 de Janeiro passado pela Transportes Sul do Tejo (TST), apresentaram-se na passada quinta-feira, na sede da empresa, para uma reunião com a respectiva administração, mas foram informados da «indisponibilidade de agenda» da mesma para recebê-las.

Em comunicado, subscrito pela Comissão de Utentes dos Transportes da Margem Sul, Comissão de Utentes de Transportes do Seixal, Comissão de Utentes de Transportes Públicos Rodoviários de Montijo e Comissão de Utentes do Cais do Seixalinho, esclarece-se que a reunião fora solicitada à administração da transportadora a 13 de Janeiro passado, «com carácter de urgência», e tinha por objectivo «conhecer o plano da empresa» para repor «imediatamente» carreiras e horários.

«Com ou sem reunião e até à completa reposição dos horários», afirma-se no comunicado, «as comissões apelam a todos os utentes para que manifestem o seu desagrado junto daquelas entidades».

O comunicado da comissões de utentes de Almada, Montijo e Seixal refere que as mesmas «apresentaram queixa junto dos TST, mas também...

Transportes

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  • Ladrões de Bicicletas (Nuno Serra)
  • Portugal

Dia 25, sábado: Fórum de Inverno da Manifesto

Dedicado às questões da igualdade e da desigualdade, e privilegiando ângulos de análise e reflexão transversais (a economia, o território, e a tensão entre identidade e classe), realiza-se no próximo sábado, dia 25 de janeiro, a partir das 14h30, na FCSH (em Lisboa), o Fórum de Inverno da Manifesto.

 

Participam nesta edição Paulo Pedroso, Cláudia Joaquim e José Castro Caldas (num primeiro painel, dedicado às interligações entre a economia, o trabalho e a redistribuição), Teresa Barata Salgueiro, José Reis e João Ferrão (que partem do território, nas suas diferentes escalas, para pensar as desigualdades e políticas de igualdade), e Miguel Vale de Almeida e Nuno Ramos de Almeida (que refletem sobre a atual tensão, política e programática, à esquerda, entre identidade e classe). As sessões são moderadas por Eugénia Pires, Irina Gomes e Ana Drago.

A entrada é livre (inscrições aqui). Apareçam.

Ver original em 'Ladrões de Bicicletas' (aqui)

Esquerdas

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Se se metem com o futebol, levam!

(Pacheco Pereira, in Público, 18/01/2020)

 

Se eu olhar para a televisão sem som, o maior criminoso português e europeu é um homem com ar de adolescente tardio, com cabelo espetado para cima, completamente nerd.

Vejo esse homem-rapaz algemado, transportado por polícias de várias nacionalidades, com aspecto de ser um enorme risco de segurança, a julgar pelo aparato à sua volta, de um lado para o outro. O ar dele é de desafio e nunca faz aquela cena de esconder a cara. Pelo contrário, parece arrogante ou pelo menos indiferente ao que o rodeia, pelo que ainda mais criminoso me parece. Não me lembro de ver pedófilos, assaltantes, homicidas a serem expostos e “passeados” assim pelas polícias.

Se eu ligar o som, a televisão diz-me que esse homem se chama Rui Pinto e, segundo a última contabilidade (os números são um pouco confusos e estão a mudar todos os dias), cometeu seis crimes de acesso ilegítimo, um de sabotagem informática, 17 de violação de correspondência, 68 de acesso indevido e um de extorsão. É obra, é um hacker de sucesso, tem a carreira no ramo garantida quando sair da prisão, e usa os seus dotes para o crime, mas, que eu saiba, não feriu nem matou ninguém.

Fique claro que eu não tenho dúvida nenhuma de que o homem é um criminoso, mas o seu tratamento contrasta com aquele que é dado aos criminosos de colarinho branco, aos homens que falsificaram documentos, que manipularam registos bancários, que fugiram ao fisco, que...

Justiça, Negócio do futebol

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  • Beatriz Lamas Oliveira in 'O TORNADO'
  • Portugal

O comboio que nunca chegou

Pedro e Clara são irmãos gémeos. Vivem numa aldeia agreste mas bonita aos olhos dos dois irmãos. Cercada de serranias, um ribeiro bravio corre no fundo do vale.

 

 

Na aldeia de Carril Velho, ambos vivem com os pais e o Avô. A Avó Cremilde só conhecem de ouvir falar. O Avô foi ferroviário, e antes dele ferroviários tinham sido o bisavô e mesmo o trisavô. São a família dos Oeste, todos eles Pedro de primeiro nome. Conta o avô Pedro Oeste que, o primeiro da família de que há notícia com esse nome,era o tal trisavô Pedro, cujo pai, grande admirador das modernas formas de transporte teria dado o nome do então rei D. Pedro V que morrera jovem, aos 24 anos, e que tinha sido grande entusiasta dos caminhos de ferro.

A família Oeste é conhecida pelos “Ferros” e os meninos Pedro e Clara, no primeiro dia de escola tinham naturalmente declarado serem os irmãos Ferro. A Professora, que os via pela primeira vez, pois os meninos deslocavam-se, da aldeia onde moravam para a Vila de A-dos-Frades, onde ficava a escola básica, procurou na sua lista de novos alunos pelos nomes dos recém chegados. E de facto havia um Pedro e uma Clara, de Carril Velho, mas tinham o apelido Oeste.

_Meninos, expliquem-me aqui uma coisa: o vosso pai é Pedro Oeste a a vossa mãe é Teresa Moniz?

_ Sim, responderam os gémeos em coro.

_ Então o vosso nome, que vão aprender aqui a escrever, é Pedro Oeste e Clara Oeste.

Os gémeos olharam um para o outro e, envergonhados, riram...

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