portugal001Diferentes perspetivas informativas e opinativas sobre o país

Europa "não está livre de um novo ataque terrorista de larga escala"

 
 
O ISIS é uma "ameaça grave a curto e médio prazo" para a Europa
 
O diretor-geral do Serviço de Informações de Segurança (SIS), Adélio Neiva da Cruz, afirmou, esta terça-feira, em Braga, que a Europa "não está livre de um novo ataque terrorista de larga escala".
 
Neiva da Cruz alertou que a organização terrorista Estado Islâmico "continua a ser uma ameaça grave a curto e médio prazo", apesar da morte do seu líder, Abu Bakr Al-Baghdadi, divulgada em outubro.
 
"Continuamos a avaliar que a Europa não está livre de um novo ataque de larga escala nem essa hipótese está sequer excluída", vincou.
 
O diretor-geral do SIS falava na Universidade do Minho, durante um congresso internacional sobre "Prevenção, policiamento e segurança - Implicações nos direitos humanos", promovido pela Escola de Direito daquela academia.
 
Admitindo que a "derrota territorial" e, sobretudo, a morte do seu líder significaram um "golpe significativo" para o Estado Islâmico, Neiva da Cruz frisou que não consubstanciam "o fim ou a derrota da organização".
 
"A organização terrorista Estado Islâmico continua a ser uma ameaça grave a curto e médio prazo (...). Seria imprudente descansar", referiu, sublinhando que a morte de Abu Bakr Al-Baghdadi "não terá impacto nos planos da organização para a Europa".
 
 

No entanto, Neiva de Cruz considera que os estados estão hoje "coletivamente mais preparados do que nunca", já que...

Terrorismo

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O bom, o mau e o assustador nos serviços de saúde em Portugal

 
Ricardo Paes Mamede* | Diário de Notícias | opinião
 
 
Todos os dias há notícias sobre problemas nos serviços públicos de saúde em Portugal. São tão insistentes que ficamos sem saber se o Serviço Nacional de Saúde (SNS) está à beira do colapso ou se há quem queira fazê-lo pior do que está. O relatório "Health at a Glance 2019", publicado há dias pela OCDE, dá-nos uma ideia algo diferente. Permite-nos ver o bom e o menos bom do sistema no seu conjunto. Mostra-nos também o que há de assustador nas perspectivas de evolução do SNS.
 
A saúde em Portugal destaca-se em áreas como a obstetrícia, a vacinação e a oncologia. Temos uma das mais baixas taxas de mortalidade infantil da OCDE e somos dos países onde os partos são mais seguros. A percentagem de crianças com 1 ano vacinadas contra a difteria, o tétano, a tosse convulsa, o sarampo e a hepatite B é das mais elevadas. Portugal está também acima da média na taxa de sobrevivência ao cancro da mama, um indicador de qualidade da prevenção e dos tratamentos oncológicos. Todas estas são áreas em que predominam os serviços públicos.
 
O bom desempenho não se limita a algumas áreas de especialidade. Contrariando o senso comum, o tempo de espera por cirurgias em Portugal (pelo menos as consideradas no relatório) é hoje inferior à média da OCDE. Portugal destaca-se também pelos níveis relativamente reduzidos de mortalidade por causas que podem ser previstas ou...

Saúde

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Portugal | Acordos para puxar ou travar?

 
 
Manuel Carvalho Da Silva* | Jornal de Notícias | opinião
 
Estão aí as discussões sobre o salário mínimo nacional (SMN) e sobre política de rendimentos, temas que tenho pontualmente tocado neste espaço, mas que merecem aprofundamento.
 
O Governo parece querer fazer a gestão destes dois dossiers confinada ao espartilho da agenda e dos equilíbrios/desequilíbrios da Concertação Social. Tenho como certo que, se o debate e compromissos não forem muito para além desse espaço, não teremos acordos a puxar pelo desenvolvimento do país e das condições de vida da generalidade dos portugueses, mas sim a consolidar travagens.
 
O SMN pode ser atualizado ano a ano mas essas atualizações devem inserir-se numa estratégia, onde não cabe mais a estagnação salarial que ainda marcou a última legislatura. O Governo, até agora, limitou-se a perspetivar um valor do SMN insuficiente para 2023 (750 euros), sem nada avançar de concreto sobre cinco grandes desafios cruciais para o país, que balizarão muito os conteúdos de uma verdadeira política de rendimentos: i) subida generalizada dos salários associada a rápida melhoria das qualificações e das carreiras profissionais; ii) alteração cirúrgica de mecanismos estruturais e legais que sustentam a injusta distribuição do rendimento do trabalho, condição necessária para se concretizar o aumento geral dos salários; iii) combate ao enviesamento e enfraquecimento das estruturas produtivas e incremento de atividades...

Trabalho

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Programa de Governo na área da saúde não responde às necessidades do país

Esta é a segunda parte de um estudo com o título “O agravamento das dificuldades do SNS, a falta de medidas no programa do atual Governo, o aumento das despesas das famílias com a Saúde e a explosão do negócio privado de saúde em Portugal à custa do SNS, da ADSE e das famílias.

 

 

Estudo –  2.ª Parte

A simples leitura do programa apresentado pelo atual  governo (XXII) leva à conclusão que não existe, por parte deste, a intenção de acabar com o subfinanciamento crónico que está a destruir o SNS pois o ponto do programa que se refere ao SNS – “Um SNS mais justo e inclusivo que responda melhor às necessidades da população (págs. 18-22 do programa) – não se encontra uma única palavra dedicada a este problema nem se vislumbra qualquer intenção de reforçar as transferências do OE para o SNS.

A situação de subfinanciamento do SNS vai continuar, não apenas pela omissão na parte do programa do atual governo dedicada ao SNS, mas fundamentalmente pelo que consta logo no inicio do programa, que constitui a trave mestra de toda a política futura, segundo o próprio governo, e que se transcreve para alertar todos os portugueses, que é a seguinte: “O cenário macroeconómico para os próximos quatro anos perspetiva-se marcado por um quadro de maior incerteza: a evolução da economia internacional face aos quatro anos anteriores; o contexto de abrandamento do crescimento da economia...

Economia política, Saúde

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Ministro quer justificar luta nas escolas com o fim da anterior solução política

Tiago Brandão Rodrigues, que não se lembra da luta dos auxiliares de educação na anterior legislatura ou no início deste ano lectivo, diz que a «nova vaga» de protestos se deve ao fim da chamada «geringonça».

Tiago Brandão RodriguesCréditosAntónio Pedro Santos / Agência Lusa

Em mais um dia de greve dos assistentes operacionais, em várias escolas do País, o ministro da Educação questionou aos microfones da TSF porque é que, tendo o Governo «injectado no sistema» mais assistentes operacionais e criado a bolsa de recrutamento «reclamada pelas comunidades educativas», surge agora uma nova «vaga de contestação».

Tiago Brandão Rodrigues chegou mesmo ao ponto de afirmar que «é muito sintomático que, só no momento em que se entendeu que não havia acordos parlamentares [...] é que este burburinho tenha acabado por surgir».

Ignorando os protestos ocorridos ao longo da anterior legislatura – basta entrar aqui para conhecer alguns – e os que têm vindo a marcar o início deste ano lectivo, o governante foi mais longe e afirmou que, «num determinado momento tivemos uma certa letargia», acrescentando que havia o entendimento de que o ano lectivo que se iniciou em Setembro começava «com paz» e «apaziguado».

As palavras do titular da pasta da Educação não batem certo com a realidade relatada por muitas escolas a nível nacional, onde sobressaem denúncias como exaustão, precariedade e insegurança, a qual motivou a

Trabalho, Educação

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Greve contra falta de pessoal encerra várias escolas

Os funcionários não docentes de vários estabelecimentos de ensino, a nível nacional, estiveram em greve e exigiram o reforço do número de profissionais.

Greve de trabalhadores não docentes do Agrupamento de Escolas Eça de Queirós para manifestarem o seu descontentamento face à falta de acompanhamento a que estão sujeitas as crianças e jovens, exigindo o reforço de pessoal, 12 novembro 2019, em Lisboa.CréditosMANUEL DE ALMEIDA / LUSA

Para denunciar a grave falta de pessoal, os trabalhadores não docentes do agrupamento de escolas Eça de Queirós, do Parque das Nações (Lisboa), estão em greve, hoje e amanhã, entre as 7h e o meio-dia, no âmbito do protesto convocado pelo Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais do Sul e Regiões Autónomas (STFPSSRA/CGTP-IN).

A comunidade educativa também participou no protesto, concentrando-se em frente à EB1 e JI Vasco da Gama, estando previsto que amanhã se volte a concentrar em frente à EB1 e JI Parque das Nações.

Na escola Vasco da Gama há 13 assistentes operacionais para cerca de 600 alunos, estando alguns de baixa e outros deslocados para outros serviços. Francelina Pereira, da Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais do Sul e Regiões Autónomas (FNSTFPSSRA/CGTP-IN), explicou que o problema deste agrupamento é transversal à maioria das escolas públicas do País.

Segundo comunicado das estruturas sindicais, todas as escolas do agrupamento vivem «situações de...

Trabalho

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  • joaompmachado in 'A Viagem dos Argonautas'
  • Portugal

PROTEJO AFIRMA QUE ESPANHA VOLTOU A NÃO CUMPRIR O CAUDAL MÍNIMO NAS 2 ÚLTIMAS SEMANA DE OUTUBRO EM INÍCIO DO NOVO ANO HIDROLÓGICO DE 2019/2020

 

 

Segunda-feira, 11 de Novembro de 2019

O rio Tejo visto do castelo de Almourol

 

O proTEJO afirma que Espanha não cumpriu o caudal nas 2 últimas semanas do mês de outubro, entre os dias 14 e 28, mês em que se iniciou o novo ano hidrológico de 2019/2020. 
O caudal em falta é de 1.000.000 m3, volume apurado por terem sido enviados apenas 6.250.000 m3 e 6.750.000, respetivamente, na 3ª e 4ª semana de outubro, dos 7.000.000 m3 semanais acordados na Convenção de Albufeira(1).

 

 

Nas restantes semanas foi enviado apenas o caudal mínimo em resultado da ausência de reservas de água na barragem de Cedillo após o vazamento realizado em setembro. O proTEJO questionou o Senhor Ministro do Ambiente para saber se já foram pedidos esclarecimentos ao seu homólogo espanhol quanto a este incumprimento e que posição pretende tomar para evitar que estes incumprimentos se arrastem ao longo do ano hidrológico de 2019/2020.
“Será que valeu a pena o vazamento da barragem de Cedillo deixando os rios Pônsul e Sever a seco numa tentativa de cumprir burocrática e formalmente a Convenção de Albufeira quando agora Espanha inicia o novo ano hidrológico em situação de incumprimento?” questiona o porta voz do proTEJO.
A catástrofe do Alto Tejo poderia ter sido evitada através da aceitação de um pedido de Espanha para entrar em incumprimento do caudal mínimo anual, a título excecional e face ao problema excecional existente, acordando um conjunto de medidas de...

Água

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Portugal pode aprender com Espanha?

 
 
A crise política em Espanha ensina-nos que o país vizinho nada aprendeu com a experiência portuguesa.
 
Pedro Tadeu | TSF | opinião
 
Os resultados eleitorais de abril deram à esquerda política espanhola a possibilidade de formar uma solução governativa semelhante à da geringonça portuguesa, ou seja, uma solução que permitisse aos socialistas fazerem um governo com apoio parlamentar para as questões principais do Unidas Podemos e de outras formações de esquerda.
 
Se tivesse havido uma geringonça espanhola, provavelmente o maior problema que a Espanha enfrenta - a questão da Catalunha - teria uma possibilidade de solução. E as eleições de ontem teriam sido evitadas.
 
Mas o Unidas Podemos quis ter ministros, não aceitou estar apenas no Parlamento, e o PSOE não abriu a porta a uma possibilidade de entendimento mínimo.
 
Com os resultados de ontem à noite, a esquerda, se quiser governar, terá agora de encontrar um entendimento entre o PSOE, o Unidas Podemos, o MAS (uma cisão do Podemos), os independentistas da Catalunha da ERC e um dos 12 pequenos partidos do novo Parlamento.
 
É uma missão impossível, pois arranjar nesta altura uma solução política com a ERC significaria admitir a independência da Catalunha.
 
Como o PSOE fez toda a campanha tentando demonstrar que era totalmente contra o independentismo catalão (tanto quanto os partidos à direita, o Partido Popular e o VOX) entraria...

Espanha

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Cervejaria Galiza: trabalhadores impedem retirada de material

Cerca de 15 funcionários da cervejaria, no Porto, encontram-se em protesto no interior do restaurante para defender o pagamento dos salários em atraso contra a intenção da gerência de alienar o património.

Créditos / Sindicato de Hotelaria do Norte

Em declarações à Lusa, João Pedro Santos, funcionário há sete anos do estabelecimento, indicou que nas instalações da Cervejaria Galiza estão neste momento entre «dez a 15 trabalhadores», alguns com «40 anos de casa».

Segundo João Pedro Santos, a acção de protesto começou depois de um colega ter passado no local, que se encontra fechado à segunda-feira, e ter visto uma empresa transportadora a «retirar o material» e a «mudar a fechadura do restaurante».

«Estavam a tentar roubar ou desviar isto tudo. O colega viu pessoal aqui dentro a descarregar coisas, nomeadamente, fogões da cozinha e bebidas», referiu. 

À Lusa, o funcionário adiantou que a acção se vai prolongar «até obterem uma resposta» que assegure os postos de trabalho. «Queremos assumir o nosso posto. Queremos ter uma resolução do que se passa. Temos o nosso posto de trabalho em risco e queremos os nossos direitos», salientou João Pedro Santos.

No passado sábado, «todos os 25 trabalhadores» da Cervejaria Galiza estiveram em greve visando denunciar «as manobras da patroa e a descapitalização da empresa», defender a sua viabilização e a garantia dos postos de trabalho.

Em declarações à Lusa, Nuno Coelho, dirigente do Sindicato de Hotelaria do Norte...

Trabalho

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UE - Portugal | Pierre Moscovici a jogar ao Monopólio

 
 
As afirmações do titular da pasta dos Assuntos Económicos são bem reveladoras do jogo do «nós» e do «eles» em que Bruxelas se move. «Eles», os países que se submetem, e «nós», os que definimos como devem viver esses países. 
 
AbrilAbril | editorial
 
O comissário europeu Pierre Moscovici admitiu que as previsões da Comissão Europeia para Portugal nos últimos anos têm sido pessimistas mas que, tal como no jogo do Monopólio, «é melhor que o erro da banca seja a nosso favor do que o inverso». 
 
As afirmações do titular da pasta dos Assuntos Económicos, esta quinta-feira, são bem reveladoras do jogo do «nós» e do «eles» em que Bruxelas se move. «Eles», os países que (com as devidas excepções) se submetem e são obrigados a cumprir a agenda neoliberal, e «nós», os que definimos como devem viver esses países, em termos financeiros e, necessariamente, em termos sociais. 
 
Embora não seja propriamente uma novidade, o discurso dá uma ideia do jogo jogado pela União Europeia, onde a soberania – monetária mas também orçamental – é coisa do passado, imperando os dogmas da redução do défice tanto quanto possível, independentemente das consequências para o desenvolvimento dos países e para a vida das populações. 
 
 

Neste sentido, Pierre Moscovici elogiou ontem o desempenho alcançado por Portugal em termos de crescimento económico (obtido através de medidas como a reposição de rendimentos aos...

União Europeia

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O agravamento das dificuldades do SNS

Esta é a primeira parte de um estudo com o título “O agravamento das dificuldades do SNS, a falta de medidas no programa do atual Governo, o aumento das despesas das famílias com a Saúde, e a explosão do negócio privado de saúde em Portugal à custa do SNS, da ADSE e das famílias.

 

 

É um estudo extenso com 16 páginas, onde utilizando um conjunto numeroso de dados e gráficos divulgados por entidades oficiais (OCDE, INE; Eurostat, governo, etc.), e analisando o programa do atual governo na área da saúde, procuro explicar as causas das graves dificuldades que atualmente enfrentam o SNS e ADSE no acesso a cuidados de saúde, assim como os riscos futuros que correm o SNS e à ADSE, apontando algumas propostas de solução apenas como contributos para a reflexão e debate publico.

E divulgo este estudo, como refiro na introdução ao próprio estudo, pensando que ele pode ser útil a todos os que estão interessados em defender o SNS e a ADSE pois contém informação e dados importantes, que andavam dispersos, mas que são necessários para quem queira estudar a saúde em Portugal, e para um debate fundamentado sobre a situação do SNS e da ADSE. Espero que assim seja, mas só aqueles que o lerem é o que poderão dizer. E gostaria que o dissessem.

 

Este estudo embora seja extenso é, no entanto, constituído principalmente por gráficos e quadros com dados oficiais de fácil leitura e interpretação. Ele tem como objetivo dar a conhecer, de uma forma...

Economia política, Saúde

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  • Ladrões de Bicicletas (João Ramos de Almeida)
  • Portugal

Fraca ambição?

 
 
Fonte: Contas Nacionais,  INE
Há dias, o primeiro-ministro (PM) anunciou a intenção de forçar uma subida do salário médio acima do seu valor "anterior à crise".

Disse António Costa:

Tem de haver um aumento geral do conjunto dos salários, de forma que o peso do conjunto dos salários no PIB se aproxime daquele que existia antes da crise, ou seja, que haja um maior equilíbrio na riqueza produzida entre aquilo que são os ganhos das empresas e aquilo que é a remuneração do Trabalho, de quem permite às empresas ganhar aquilo que estão a ganhar. (...) É verdade que, na última legislatura, o SMN subiu 20% e que, segundo o INE ontem divulgou, nos últimos anos, o conjunto dos salários médios subiu 11,3% em Portugal. Foi importante. Mas a verdade é que o rendimento médio ainda está abaixo daquilo que era o valor anterior à crise. 

É de louvar a preocupação do Governo para com uma mais equilibrada repartição do valor criado e pela recuperação do seu peso "antes da crise". Na verdade, tem sido uma longa travessia no deserto, em que, desde a criação do euro, se verifica um continuado "ataque" ao peso dos salários no PIB - nomeadamente com a criação do Código do Trabalho de 2003 e versões posteriores. As medidas adoptadas desde 2010, sobretudo em 2012, aprofundaram essa queda. E afinal sem os resultados estruturais anunciados.

Mas as declarações do PM merecem umas notas críticas.

Fonte: INE, Quadros de Pessoal, actualizados com...

Economia política

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Joker

(Daniel Oliveira, in Expresso, 09/11/2019)

 

Se André Ventura fosse um político como os outros, a divulgação da sua tese seria mortífera. Alguém que, no espaço de apenas cinco anos, defende que há uma expansão excessiva dos poderes policiais e depois cria um partido que se assume como “securitário”; celebra sermos um dos primeiros países a acabar com a pena de prisão perpétua e depois defende a sua reintrodução; e lamenta a associação superficial da comunidade islâmica ao terrorismo e depois propõe medidas drásticas para reduzir a sua presença na Europa diz o que é: um oportunista sem convicções.

Uma coisa é a ciência e outra é a opinião, disse Ventura em sua defesa. E assim explica porque afirma, na sua tese, que Portugal é “um dos países mais seguros do mundo” e, no seu programa eleitoral, que sofre de uma “insegurança crónica”. Num caso baseou-se em relatórios, noutro baseou-se na perceção. Isto não é a diferença entre ciência e opinião, é a diferença entre políticos sérios e demagogos. Os primeiros baseiam-se em dados fiáveis, os segundos na perceção que ajudam a criar. Não preciso explicá-lo a Ventura. Escreveu-o na sua tese, quando disse que o “populismo penal” resulta do “processo pelo qual os políticos aproveitam, e usam para sua vantagem, aquilo que creem ser a generalizada vontade de punição do público”.

Como André Ventura não é um político normal, isto não o afeta, reforça-o. Para os seus apoiantes...

Extrema direita

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  • Ladrões de Bicicletas (Ana Santos)
  • Portugal

Da troika à habitação



Na próxima semana terão lugar dois colóquios internacionais em Lisboa: dos efeitos da troika à questão da habitação. Para mais informações, incluindo sobre inscrições gratuitas, sigam as ligações. Pela minha parte, apresentarei duas comunicações na linha de dois livros recentes: A financeirização do capitalismo em Portugal e A nova questão da habitação em Portugal. Estes dois temas estão ligados por uma regressiva economia política que ainda não foi superada, longe disso.

Ver original em 'Ladrões de Bicicletas' (aqui)

Habitação

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Greve dos funcionários das escolas porque «o problema é nacional»

Os trabalhadores não docentes exigem o fim da precariedade e a contratação de pessoal para suprir as dificuldades presentes nas escolas por todo o País, razão que motiva a greve nacional convocada para dia 29 de Novembro.

Créditos

A Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais (FNSTFPS/CGTP-IN) marcou hoje uma greve nacional dos trabalhadores não docentes das escolas para o dia 29 de Novembro, em protesto contra a «falta crónica» destes funcionários.

«Este é um problema nacional para o qual exigimos ao novo Governo do PS a responsabilidade política de, no imediato, garantir uma escola pública universal e inclusiva com respeito pelos direitos dos trabalhadores e dos alunos e a concretização de uma política de recursos humanos que resolva, de forma duradoura, a falta crónica de trabalhadores não docentes», afirma a federação em comunicado.

Nesse sentido, a federação decidiu convocar uma greve nacional dos trabalhadores não docentes dos agrupamentos de escolas e de estabelecimentos de ensino não agrupados da rede pública para o próximo dia 29 de Novembro, que se acrescenta às paralisações que têm ocorrido em dezenas de escolas desde o início do ano lectivo, pelas mesmas razões.

A estrutura sindical sublinha que a falta de pessoal não docente se arrasta «sem solução há anos, apesar das promessas dos sucessivos governos do PS, do PSD e do CDS-PP e que no presente ano lectivo se agravou».

Esta situação...

Trabalho, Educação

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Pedreiras de mármore não podem ser «poços de morte»

Depois de mais um acidente mortal ocorrido no passado sábado, o sindicato do sector denuncia as perigosas condições de trabalho e exige medidas urgentes da parte das entidades responsáveis.

Trabalhadores concentrados em frente do Ministério do TrabalhoCréditos / Feviccom

O acidente de trabalho que ocorreu no sábado de manhã motivou o comunicado do Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias de Cerâmica, Cimentos e Similares, Construção, Madeiras, Mármores e Cortiças do Sul e Regiões Autónomas (STCCMCS/CGTP-IN) que condena as condições de trabalho deste sector. 

No seguimento da queda de uma máquina industrial carregada de pedras e do seu manobrador para o fundo da pedreira de mármore, em Vila Viçosa, desactivada e cheia de água, de uma altura de cerca de 30 metros, o STCCMCS vem uma vez mais denunciar «as penosas e gravosas» condições de trabalho. O sindicato refere que os trabalhadores do sector dos mármores «enfrentam situações inóspitas», em especial no interior das pedreiras, onde as temperaturas «chegam aos 50 graus de temperatura no Verão e onde quase se congela no Inverno».

«Passado quase um ano dos trágicos acontecimentos mortais ocorridos nesta zona do País, a falta de segurança para trabalhar continua a ser uma realidade e as responsabilidades continuam por apurar», pode ler-se na nota.

Responsáveis pelos licenciamento e fiscalização devem esclarecimentos

Segundo o sindicato, o licenciamento da actividade de exploração de mármore, que é da...

Trabalho

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Planetas, planetas anões e satélites

(José Pacheco Pereira, in Público, 09/11/2019)

Pacheco Pereira

 

Vários micropartidos chegaram à Assembleia. Não é tão novidade quanto se diz, mas revelam tendências de voto que são relevantes para a análise eleitoral, tanto mais que acompanham o encolhimento dos grandes partidos PS e PSD, que no seu conjunto estão a ficar longe do peso eleitoral que, em percentagem, tinham no passado, e acentuam o papel da ideologia nas escolhas, diminuindo o chamado “voto útil”.

Todos os partidos de poder, o PS, o PSD e o CDS, e mesmo o BE e o PCP sofreram essas consequências. Mas convém lembrar que não é assim tão difícil eleger um deputado, desde que o voto esteja muito concentrado, por exemplo em Lisboa. Veja-se o caso muito esquecido do PSN de Manuel Sérgio. Isto acentua o enorme falhanço da Aliança que, nesta ecologia eleitoral, tinha, à partida, algumas vantagens e perdeu tudo à chegada. O Chega é outra coisa, falaremos disso depois.

Se quisermos usar uma metáfora astronómica, deixamos de ter na Assembleia os planetas gigantes, que são gasosos e estão a perder muito gás e a aproximar-se dos seus núcleos sólidos, temos planetas propriamente ditos, temos planetas anões e temos satélites. Alguns planetas estão a passar a planetas anões, caso do CDS, e pode ser que alguns dos actuais anões passem uns a cometas e outros subam de categoria para planetas propriamente ditos. Esta legislatura vai ser decisiva para a sorte...

Assembleia da República

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  • jorge rocha in 'Ventos Semeados'
  • Portugal

Volta Lula!


Porque a noitada de ontem foi de pura diversão, comecei a manhã a procurar as imagens televisivas há muito esperadas: a da libertação de Lula.

 

Liguei para o Jornal-Síntese da SIC Notícias e o que deparei foi com um jantar do Sporting, uma reportagem sobre o jogo do Benfica neste fim-de-semana, a repetição das imagens sobre o caso da criança encontrada num ecoponto, os lucros da CGD e os prejuízos do Novo Banco. Sobre a notícia mais relevante de ontem, e que marcará significativamente o futuro próximo daquele que ainda é tido como um país-irmão, népia. E assim se comportam os responsáveis pelas edições das notícias, que nos são servidas ao pequeno-almoço! Que, afinal, em nada se distinguem dos que cuidam de no-las servir à hora do almoço ou do jantar!

 

Elucidativo foi o silêncio do jagunço da IURD relativamente à notícia da decisão do Supremo Tribunal e seu subsequente desenvolvimento. A exemplo do seu émulo norte-americano, cujo impeachment será daqueles processos que não matam, mas moem, vê-se acossado por todos os lados, dada a completa incompatibilidade entre as suas competências e feitio com o cargo para que, absurdamente, foi eleito. Muitos dos que tudo fizeram para o promoverem - desde a Globo a alguns setores militares e da Justiça - já olham para o resto da América Latina e adivinham o que podem vir a esperar. Daí que não estranharia que o ainda ocupante do Palácio do Planalto andasse com insónias sem remédio. Porque deve sentir algo de...

Comunicação, Brasil

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  • Domingos Lopes in 'O Chocalho'
  • Portugal

O que nasceu na rua

Por mera ignorância, não sei como as mulheres, no tempo do nomadismo, pariam.

Sei que há mais de sessenta anos as mulheres de Amorim que trabalhavam na lavoura pariam e muitas vezes “perdiam” os filhos.

A razão de ciência decorre do facto de o meu vizinho, o Rafael, que era o sapateiro da aldeia, ter na oficina muitas caixas que traziam as formas para guiá-lo na arquitetura do sapato.

Acontecia que as mulheres estavam a trabalhar e, às vezes, davam conta que o que elas traziam no ventre tinha de sair.

Se havia tempo de chegar a casa, chegavam. Se não havia, não. As que chegavam a casa poderiam ter tempo de chamar a Tia Alice, e se ela estivesse em condições de se montar na carroça ou na bicicleta de quem a ia chamar, vinha.

Quando não podia vir a mulher ficava desamparada, como a mãe de Jesus deitada nas palhas, e seria o que Deus quisesse.

Às vezes a família da mãe tinha de ir pedir ao Rafael uma caixa e metia-o lá dentro, frio e já quase roxo. Então dava-o ao homem e este ia ao cemitério e fazia uma cova pequena e metia lá a caixa.

Não havia sinos a tocarem, nem de alegria, nem de tristeza. O morto, dizia-se não tinha alma por não ter sido batizado. E tudo voltava à mais quieta normalidade.

Os homens e as mulheres continuavam a fazer filhos. Muitos filhos porque viriam a ser o sustento da casa e da velhice de quem os gerara. Entre muitos algum haveria de ter a sopa para os velhos.

As mulheres que assim pariam faziam o que aprendiam a fazer. Só sabiam que...

Pobreza, "Casos"

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A TAP: como liquidar uma bela empresa

(Miguel Sousa Tavares, in Expresso, 09/11/2019)

Miguel Sousa Tavares

 

1 Episódio 1, passado com um familiar meu, no princípio desta semana, no voo TAP Toronto-Lisboa. Duração do voo de sete horas e meia, saída com uma hora de atraso, voo nocturno, com partida local à 1h e chegada a Lisboa às 11h. Constatando que o voo vai cheio, que não há espaço no banco e que há passageiros próximos que provavelmente vão incomodar com ruído toda a noite, o passageiro pergunta ao chefe de cabine se pode usar as milhas de que dispõe, mais dinheiro, se necessário, para obter um upgrade. A resposta deste, em tom altivo, é: “Não, não pode. E, em breve, já não poderá nem no balcão de embarque.” Considerando que se trata de uma empresa que registou 118 milhões de euros de prejuízos em 2018 e que no primeiro semestre de 2019 já vai em 120 milhões, trata-se de uma resposta adequada a toda uma inteligente estratégia empresarial.

Episódio 2, passado com um casal meu amigo, regressando de Cabo Verde pela TAP, na semana passada. Voo de quatro horas (médio curso), saindo às 13h20, com duas horas de atraso, mas atrasado mais duas, já com os passageiros a bordo, por força de um incidente causado por um passageiro, sentado na última fila, que queria mudar de lugar mas a quem a tripulação de cabine não fez a vontade, apesar de haver vários lugares vazios em turística. Preço do voo: 350 euros; refeição servida a bordo, como almoço uma...

Transportes, Privatização

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