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Balanço de quatro anos de poder local em Cascais

 IMG 0018No dia 5 de maio realizou-se o debate, promovido pela Plataforma Cascais, sobre a realidade autárquica nos últimos quatro anos. Foi a ocasião para os eleitos locais das diversas forças políticas que pugnam por uma alternativa face ao atual poder político hegemónico em Cascais apresentarem a sua avaliação e os seus pontos de vista.

Apresentaram comunicações vereadores do PS, do PCP, do Movimento 'Ser Cascais' e os porta vozes, na Assembleia Municipal, da CDU e do BE..

IMG 0020A vereadora Teresa Gago, do PS, fez o primeiro balanço, sublinhando a coesão da oposição durante o atual mandato e a luta travada (e a travar) por uma maior clareza democrática, vincando a necessidade de acabar com a subsídio-dependência, e de desmascarar a forma enganosa como vem sendo usado, por exemplo, o orçamento participativo.

Referiu como a coligação PSD-CDS, apesar de não ter a maioria na Assembleia Municipal, tem aproveitado os poderes de inerência dos presidentes das Juntas para torpedear o sentido de voto das decisões nas Juntas de Freguesia, como no caso Carcavelos-Sul.

Deu exemplos da divergência entre o que a coligação no poder publicita e o que realmente se passa, em áreas como a educação, bastião tantas vezes mostrado, onde o orçamento passou de 16 para 11 milhões de euros, o mesmo se passando em outros campos, como na habitação e urbanismo, com uma diferença orçamental de 13 para 8 milhões de euros.

Falou ainda das lutas da oposição contra a prepotência instalada, o enorme défice democrático que se verifica, a intolerância democrática deste executivo, de que o exemplo mais recente será o episódio da detenção violenta do vereador Clemente Alves no início da semana.

Passada a palavra ao vereador Clemente Alves, este começou por saudar o diálogo que se vem desenvolvendo entre a oposição ao executivo PSD-CDS, liderado por um dirigente nacional, vice-presidente, do PSD que, com o parceiro CDS, vem utilizando o concelho de Cascais como balão de ensaio de diversas políticas retrógradas dessa coligação.

Lamentou os muitos recuos nas conquistas democráticas das populações do concelho, desde logo visíveis nas áreas da educação, transportes, cultura e diversas outras, salientando as "machadadas" desferidas nos serviços de verdadeiro interesse público, em benefício de empresas municipais que depois subcontratam os serviços de uma clientela amiga e fiel...

IMG 0058Por manifesta falta de tempo - controlado com algum rigor pela mesa...- não  pôde o vereador Clemente Alves desenvolver muito mais o extenso relatório que mostrou, não deixando, contudo, de sublinhar o que se vem passando com o urbanismo no concelho.

A vereadora Isabel Magalhães, do Movimento Ser Cascais, que caracterizou como um grupo independente de cidadãos, referiu as vantagens que um tal conjunto pode trazer, no exercício da cidadania, desde logo ao nível do desenvolvimento sustentado do concelho.

Vincou a necessidade de questionar o PDM aprovado, como condição para não deixar "perder a alma desta terra", sendo para tanto necessário exigir um planeamento capaz, ao contrário do que tem acontecido.

Para defender o futuro dos nossos filhos e netos considera obrigatório conseguir um nível diferente de representatividade.

Lamentou também a indignidade do atual poder instalado, com a arrogância, a intolerância, a violência que tem imposto, manifestando-se contra a agressividade que vai imperando, e que exige uma tomada de atitude comum, com novas formas de estar na política autárquica.

José Carlos Silva, porta-voz da CDU, destacou a oposição que tem sido feita pela formação que representa às negociatas, ao compadrio reinante.

Falou no afastamento das populações que a reorganização administrativa tem trazido, exemplificando com a menorização de alguns núcleos populacionais, como a Parede.

Citou também problemas nas acessibilidades, e a deficiente resposta que tanto tem prejudicado os residentes.

IMG 0075Denunciou as operações urbanísticas que têm sido beneficiadas à custa, além do mais, da "expropriação selvagem" de espaços e equipamentos públicos, em proveito de interesses privados.

Luís Salgado, representante do Bloco de Esquerda, começou por referir as vantagens da defesa coletiva, pela oposição, de interesses comuns das populações.

Referiu diversas iniciativas e propostas do BE durante o mandato que termina.

Sublinhou o esforço no reforço da coesão e da cidadania, nomeadamente na freguesia de SãoDomingos de Rana.

E questionou seriamente as prioridades da atual coligação à frente da Câmara.

Seguiu-se um interessante debate com diversos cidadãos com intervenções de muito interesse. As diferentes perspetivas apresentadas não iludiram a necessidade de convergências e de um percurso de entendimentos que reforce a capacidade de intervenção dos cidadãos na vida do seu concelho.

O próximo debate, sobre as perspetivas e propostas para o futuro autárquico, realiza-se no mesmo local (Junta de Freguesia de S. Domingos de Rana) no dia 19 de maio (sexta feira) às 21,00h.

As fotografias são da autoria de Adão Santos.

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