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A articulação do trabalho com a vida pessoal e familiar faz-se com medidas concretas e não com generalidades

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acompanharBasta de encenações!

A proposta do Governo para um “compromisso sobre a conciliação entre trabalho, vida familiar e pessoal”, está longe de responder de forma séria e eficaz à resolução de um problema central para os trabalhadores, as famílias e a sociedade.

Com efeito, a abordagem desta temática está subvertida quando o Governo persiste em manter a legislação laboral de direita, agravada com a proposta de revisão do Código do Trabalho, que generaliza a precariedade, desregula os horários de trabalho, põe em causa a contratação colectiva e o princípio do tratamento mais favorável e reduz os rendimentos.

Não há articulação possível entre a actividade profissional e a vida pessoal e familiar quando os trabalhadores estão reféns da unilateralidade patronal na definição dos horários, vivem angustiados perante a não renovação do contrato de trabalho, têm medo de exercer os seus direitos individuais e colectivos sob pena de serem sujeitos a assédio e despedimento, perante uma Autoridade das Condições de Trabalho (ACT) que, por norma, não é célere e eficaz na punição do patronato infractor.

Para a CGTP-IN, o respeito pela vida pessoal e familiar dos trabalhadores passa pela efectivação dos seus direitos individuais e colectivos constitucionalmente consagrados e por medidas objectivas que garantam a sua concretização, nomeadamente a revogação das normas gravosas da legislação do trabalho e a rejeição das propostas apresentadas pelo Governo para a sua revisão.

Acresce que a proposta do Governo consiste num conjunto de generalidades sem qualquer resultado prático a não ser o da manipulação da opinião pública, em vésperas de eleições para a Assembleia da República.

Por isso propusemos que as Confederações Patronais assumissem o compromisso de implementar, no sector privado, a dispensa dos trabalhadores para acompanhar os seus filhos, no primeiro dia de aulas, a exemplo do que foi anunciado para a Administração Pública. Uma proposta que ficou sem qualquer tipo de resposta. Este é um facto que demonstra a hipocrisia do patronato e confirma que o que dizem não condiz com o que fazem.

A CGTP-IN continuará empenhada em garantir às mulheres e homens trabalhadores as condições necessárias para assegurar a articulação do trabalho com a vida pessoal e familiar, mas não pactuará com encenações que mais não visam do que iludir os trabalhadores e as famílias para que tudo fique na mesma.

Estas são as razões porque a CGTP-IN se distanciou do denominado compromisso, o que não impede, antes exige, o direito de participar em todos os espaços em que este tema esteja em discussão. Razões que dão ainda mais força à exigência da efectivação dos direitos legais e contratuais nos locais de trabalho e à participação dos activistas sindicais na Assembleia da República, no dia 19 de Julho, para dizer NÃO à proposta de lei do Governo do PS que revê o Código do Trabalho.

DIF/CGTP-IN
15.07.2019

Ver original aqui

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Trabalho

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    A Câmara autopropagandeia-se com elas, claro.
    Na televisão vemos um dos organizadores do evento dizer que as Festas são muito boas para a "vila" (vila é o que a aritocratoburguesia local gosta de chamar a esta terra por estultas razões que estão devidamente caracterizadas) e que não têm nenhuns custos para os munícipes.

    Duvidamos mas ele argumenta que o dinheiro vem das verbas do jogo (Casino) e dos patrocinadores. Claro...
    Voltaram as Festas do Mar e vale a pena ir ver alguns dos espetáculos.
    A Câmara autopropagandeia-se com elas, claro.
    Na televisão vemos um dos organizadores do evento dizer que as Festas são muito boas para a "vila" (vila é o que a aritocratoburguesia local gosta de chamar a esta terra por estultas razões que estão devidamente caracterizadas) e que não têm nenhuns custos para os munícipes.

    Duvidamos mas ele argumenta que o dinheiro vem das verbas do jogo (Casino) e dos patrocinadores. Claro que as verbas do jogo são verbas dos munícipes (não são um 'dinheiro de bolso' para festejos e mais o que alguns queiram) mas, mesmo assim, duvidamos. Seria bom que oposição camarária tentasse (sabemos que é muito difícil conhecer as contas da Câmara) deslindar quanto é que os cascalenses pagam efetivamente por estas Festas.


    Ao ouvir o dito organizador percebia-se que a conversa era de jotinha de carreira (não obrigatoriamente do Carreiras, entenda-se) e fomos ver.

    Bastou googlar para nos aparecer à cabeça que o Dr. Bernardo Barros é um distinto Administrador Executivo da Empresa Municipal "CASCAIS DINÂMICA" (as empresas municipais, em geral, servem para fazer o que a Câmara deixa de fazer porque é mais fácil meter os boys e girls nestas empresas, pagas pelos munícipes, do que na própria Câmara) com um currículo com muitas derivações do seu enlace camarário (do "Americas Cup World Series - Cascais" à "NOVA SBE – Intensive Management Program " passando pelo "Sailors for the Sea Portugal – Presidente" e pela "Escola Superior de Hotelaria do Estoril (ESHTE) – Membro do Conselho Geral").

    Mas o que conta verdadeiramente é que, depois de uns anitos como escuteiro já em 2006 era " Conselheiro Distrital de Lisboa da JSD" e em 2010 passou a "Conselheiro Nacional da JSD"o que, entretanto, lhe permitiu ingressar como " Secretário Político do Vereador na Câmara Municipal de Cascais" até com "representação do Vereador em atos oficiais, visitas diplomáticas e conferências".

    A partir daí foi só subir. Em 2011 já estava na " Comissão Política Distrital de Lisboa do PSD" e logo (2012) passava para "Adjunto do Vice-Presidente da Câmara Municipal de Cascais" e, simultaneamente, para "Vice-Presidente da Associação de Turismo de Cascais (Associação de direito privado)", seguindo-se, em 2015, o atual lugar de "Administrador Executivo na Cascais Dinâmica" onde organiza as Festas do Mar.

    Nada nos move contra este distintíssimo quadro da esfera camarária cascalense. Provavelmente é uma excelente pessoa e um funcionário exemplar.

    Apenas se lamenta constatar que o poder político/administrativo é cada vez mais feito destas carreiras partidarizadas e clientelares.

    Certamente que há gente competente nos Partidos do velho "Arco da Governação" (os outros ficam de fora obviamente). Mas só há quadros competentes com o cartão destes Partidos ? Não há muita gente competente que não esteja em Partido nenhum ou que opte por outros dos muitos Partidos existentes ?

    É que isto, aqui por Cascais, tresanda.
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