• span itemprop="author creator" itemprop="name" data-byline-name="Inês Pedrosa e Melo"Inês Pedrosa e Melo
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Cantem-lhes os nomes

A «greatness of America» – aquela que o Trump quer trazer de volta – está baseada em tudo aquilo que torna impossível de nela viver. Os EUA são um país construído em cima de uma série de mitos.

Créditos/ D.R.

A América em 2020 é uma revolução em potência. Na rua, os nomes das vítimas de racismo e violência policial são cantados num pranto de grupo, um pranto desesperado que pede justiça; os lamentos ecoam por entre os participantes, lamentando um presidente que parece ter tornado a pandemia numa melhor oportunidade para levar a cabo a sua agenda conservadora, racista e xenófoba. Mas a indignação não é apenas uma herança do governo de Trump… Há muito que a América não está em paz.

«Whose streets?»

«Our streets!»

São quatro da tarde de um dia quente de Junho quando chego ao Dolores Park, no bairro de Mission, em São Francisco. Digo quase porque, mesmo às quatro em ponto, hora marcada para começar o protesto, as ruas estão já bem preenchidas e é difícil encontrar um espaço vazio por onde circular. 

É escusado dizer que as oportunidades para o distanciamento social são limitadas, mas essa parece ser a última das preocupações dos manifestantes.

Mesmo em frente ao parque fica o Mission High School, a escola secundária pública do bairro, e o colectivo de jovens que organizou o protesto – miúdos com 16, 17 anos, de altifalante em riste e a gritar a plenos pulmões pelos seus direitos – lembra-me que, com a idade deles, as minhas preocupações estavam bem longes de ser estas. Talvez seja essa mais uma instância de privilégio – o facto de poder ter tido uma adolescência relativamente tranquila e confortável, sem nunca ter sentido que a minha existência estava a ser posta em causa.

De cara tapada com uma máscara preta, óculos escuros e de cabelo apanhado, estou quase anónima. Não posso dizer que tenha sido de propósito, mas reconheço a vantagem de me conseguir perder na multidão. Trouxe o passaporte, os papéis em ordem, e agarro com força a mala (vivo em pânico de perder o passaporte).

«Estar no sítio errado à hora errada muda a vida de muita gente neste país… Já é sabido que, em muitos casos, podem ser separados da família, ou até acabar sem vida.»

Fui avisada várias vezes de que, caso a polícia decida prender ou perseguir de alguma forma os manifestantes, consequências sérias aguardam aqueles que não têm o privilégio de ser cidadãos americanos: para os imigrantes, estejam eles com vistos temporários (como é o meu caso), com autorização de residência ou até mesmo com estatuto de asilo, quaisquer eventuais detenções ou problemas legais podem levar a uma deportação e, com isso, podem não poder voltar a entrar no país. 

Eu própria não acreditava que isto fosse possível até ter lido e ouvido relatos de protestos em Los Angeles, histórias sobre como a polícia fechava estradas e quarteirões e impedia manifestantes de sair do local, obrigando-os a dirigir-se à esquadra. O meu plano era sair tranquilamente assim que sentisse que as coisas estavam a ficar «demasiado sérias».

E tal medo constante de perseguição é ainda pior se pensarmos que a Mission é um bairro historicamente ligado à comunidade imigrante oriunda da América Latina, um bairro que, lutas com a gentrificação à parte, depende significativamente de uma comunidade estrangeira – muita dela infelizmente ilegal, não fosse a política de imigração particularmente rígida dos Estados Unidos – para sobreviver. 

Estar no sítio errado à hora errada muda a vida de muita gente neste país… Já é sabido que, em muitos casos, podem ser separados da família, ou até acabar sem vida.

Da esquina onde me encontro, no cruzamento da 18th St com a Dolores St, uma voz ouve-se mais alto – uma jovem, não mais do que 18, 19 anos, pequena, que quase desaparece na multidão que a circunda, faz-se ouvir. «Say his name!», grita, e recebe um breve eco em resposta. Um grupo de vozes que se faz ouvir cada vez mais alto, por vários minutos, num diálogo que relembra a necessidade de repetir os nomes das vítimas de violência, nomes que, como muitos outros, seriam provavelmente esquecidos pela história. Estamos aqui hoje para evitar que isso mesmo aconteça.

«Say his name!»

«George Floyd»

«Say her name!»

«Breonna Taylor!»

«I can’t…»

«Breathe!»

«I can’t…»

«Breathe!»

Um helicóptero de um qualquer canal de televisão sobrevoa o parque. Há polícias de vigia em um ou outro telhado, presenças sombrias com caçadeiras nas mãos em pleno protesto pacífico. A multidão espera, um silêncio preenchido pelas vozes que ecoam nas ruas, os cochichos, alguém que tenta chamar uma pessoa do outro lado da rua, as conversas paralelas. 

Nas esquinas das ruas do bairro, nos quarteirões em torno, há bancas improvisadas: gente que distribui garrafas de água, máscaras para que não as tiver – surpreendentemente, não vejo ninguém sem máscara em nenhum momento –, desinfectante, lenços, pacotes de bolachas e frutos secos.

Ao longo da multidão, vejo essa solidariedade também no verso de vários cartazes políticos, com mensagens solidárias (e quem disse que a solidariedade não é política?): escritas a letras gordas, mensagens que anunciam a quem precisar que aqui há desinfectante, snacks, água. «Se precisares de ajuda, estou aqui para ti». De facto, se há coisa que nunca vi falhar na América foi um bom acto de generosidade.

Um homem, vestido da cabeça aos pés com um fato de Homem-Aranha, nariz e boca convenientemente tapados como exigem as novas regras de coexistência em via pública, trepa corajosamente um andaime de um prédio em obras. Não estivesse ele a trepar a parede e a pairar alguns metros acima de multidão, provavelmente passaria despercebido. Há coisas mais estranhas em São Francisco.

Enquanto o homem avança andaime acima, alguém grita da turba: «Save us, Spider-Man!». O homem, que trepa destemido o edifício de três andares, exclama: «I’ll save you, California!». As pessoas aplaudem.

«Verdade seja dita, não sei se é possível argumentar que a América alguma vez teve justiça… E muito menos paz.»

Um grito de protesto recomeça. As vozes levantam-se por entre a multidão, escapam por entre as máscaras, não há bocas visíveis mas sim vozes que ecoam por detrás de barreiras de tecido: assim tem funcionado o protesto na última hora, que ainda não andou do mesmo sítio por ter ficado acordado que apenas andaríamos a partir das cinco.

Fico a pensar no incrível esforço de grupo que é manter aquela multidão unida, parada no mesmo sítio, aquilo que a trouxe até ali, que a faz aguentar o calor e que, momentos mais tarde, a faz andar. Entretanto já passa das cinco, e as pessoas movem-se; caminham em direcção à esquadra de polícia, uns quarteirões à frente, e mais tarde seguirão pela cidade fora.

«No justice…»

«No peace!»

«No justice…»

«No peace!»

Verdade seja dita, não sei se é possível argumentar que a América alguma vez teve justiça… E muito menos paz. Como pode um país nascido da expansão colonial, de um crescimento económico ilimitado, construído à base do trabalho escravo e que durante anos alimentou. 

A «greatness of America» – aquela que o Trump quer trazer de volta – está baseada em tudo aquilo que a torna impossível de viver. Os Estados Unidos da América são um país construído em cima de uma série de mitos, concebido sob o mote dos direitos individuais acima de todos os outros.

Em quase quatro anos do governo Trump, parece que a principal coisa que o Trump faz é colocar em causa todo o progresso pela igualdade e pelo bem-estar social que tem sido conquistado atè à data.

O mais triste tem sido ver como, em plena pandemia e com alguns dos números mais elevados de infectados e de mortes, o presidente parece mais preocupado em utilizar a grave situação actual para promover as suas problemáticas políticas de discriminação do que em aprovar medidas de contenção e que limitem o avanço do vírus.

O mais reconfortante deste momento tem sido ver os movimentos sociais a ganhar tracção e a converterem-se, a pouco e pouco, em medidas práticas, tomadas por parte dos governos locais e federais, de instituições que governam a nossa existência em sociedade. 

Graças aos protestos do Black Lives Matter, várias cidades americanas prometeram retirar financiamentos à polícia e dirigir esses dinheiros públicos para outros serviços.

Em Minneapolis, por outro lado – a cidade onde vivia George Floyd, uma das vítimas desencadeadoras das recentes manifestações – o departamento de polícia vai ser encerrado e reestruturado segundo um modelo mais horizontal e comunitário.

As repercussões na cultura são impossíveis de negar e, com a internet e as redes sociais, criou-se um movimento de solidariedade mundial; movimento esse não apenas de apoio ao movimento Black Lives Matter na América, mas um pouco pelo mundo fora. Levou-nos – ou pelo menos deveria levar-nos – a questionar o racismo e as desigualdades estruturais na nossa própria sociedade. Portugal, afinal, não é imune ao racismo. Muito pelo contrário – ele é o alicerce de uma parte significativa da nossa história.

É difícil, claro, saber exactamente se medidas como estas surgem apenas como uma reacção momentânea, ou se existe uma verdadeira vontade de mudança estrutural. Sendo eu céptica e pessimista, como boa portuguesa, tendo para a primeira hipótese. Mas se houver, a longo prazo, boas medidas que advenham de atitudes menos moralmente límpidas – será que podemos fechar os olhos?

Deixei a manifestação já depois de ela ter passado pela esquadra do bairro de Mission, mas antes de ela se deslocar pelo resto da cidade. Dez mil pessoas começaram a marcha e cerca de trinta mil terminaram-na, já quando ela se espalhou pelas ruas e ocupou a cidade. Em plena fase de distanciamento social, não faltaram as críticas a todos aqueles que participaram, de que tínhamos colocado em causa todo o trabalho até aquele momento, que provavelmente tínhamos contribuído ainda mais para a propagação do Covid-19 na cidade. As pessoas encolhem os ombros, ajeitam as máscaras e deslocam-se aos locais de teste mais próximos. 

«Valeu a pena», ouço um manifestante que, como eu, se afasta a passos lentos da multidão, talvez com pena de se ter de ir embora, com vontade de continuar a lutar mas a questionar-se sobre a sua própria segurança. «Agora vou ter de ficar duas semanas em casa de quarentena, mas valeu a pena. Vale a pena lutar por aquilo em que se acredita. Há coisas que se sobrepõem ao vírus. São as vidas – talvez não as nossas, mas as de muitos que estão em risco se nos deixarmos andar assim».

Ver original em "AbrilAbril" na seguinte ligação:

https://www.abrilabril.pt/internacional/cantem-lhes-os-nomes

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