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  • Autoridades venezuelanas prosseguem investigações sobre acções de golpistas

mundo001Diversos pontos de vista sobre assuntos de caráter global/mundial.

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Bolsonaro e o lança-chamas

«A suposta aplicação de sua filosofia [Paulo Freire] nas escolas públicas é alvo de críticas por parte do candidato à presidência, Jair Bolsonaro (PSL), para quem seus ensinamentos “marxistas” atrapalham o desenvolvimento dos alunos. Ao criticar o Ministério da Educação (MEC), disse que se eleito “vai entrar com um lança-chamas no MEC e tirar o Paulo Freire de dentro”».
Paulo Freire
- Pedagogia do oprimido –

Leia original em "As Palavras São Armas" (clique aqui)

Brasil, Educação

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  • Carlos Esperança in 'PONTE EUROPA'
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O cardeal do Rio de Janeiro e a Igreja católica

Ontem, percorri o mural de um padre católico ‘amigo’, que partilhou o meu texto «Brasil – Subsídios para a História da Pulhice Eclesiástica», antecedido de críticas vigorosas ao cardeal Orani Tempesta e omisso quanto ao que escrevi. E no Funchal!

Numerosos leitores seus, com uma única exceção, de apoio a Bolsonaro, execraram a conduta do cardeal e a da Igreja a que mostravam pertencer, sem a mais leve censura ao conteúdo ou à forma do que escrevi.

É de elementar justiça identificar o carácter polissémico do catolicismo e o percurso que grande parte dos seus crentes e clérigos fizeram. Não provam a existência de Deus, mas tornam a sua Igreja um culto melhor frequentado do que o de várias Igrejas evangélicas, sem merecer a torpeza de ser associada à implacável intolerância a que o islamismo está a conduzir os seus crentes.

Tiro, pois, o meu chapéu ao papa católico e a numerosos padres que procuram conciliar a crença com o respeito pelos direitos humanos e a militância por uma sociedade mais justa e tolerante, alheios à companhia de ateus e outros livres-pensadores onde, aliás, se encontram também homens e mulheres pouco recomendáveis.

Não pode, no entanto, a civilidade e humanismo de alguns sectores que acertam o passo com a modernidade e o humanismo, desculpar os primatas paramentados que o Concílio de Trento continua a formatar, especialmente os purpurados que João Paulo II legou.

É frequente um bispo perder a cabeça pelo barrete cardinalício, mas é imoral abdicar...

Brasil, Igreja

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  • Ivo Rafael Silva in 'Manifesto 74'
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A grande escolha não está no voto

Uma hipotética derrota de Bolsonaro não acabará com o fascismo, nem com os fascistas, no Brasil ou noutro país qualquer. Pelo contrário, a amplitude e dinâmica dos acontecimentos dos últimos meses permitiu à extrema-direita um crescimento de adesão e militância como provavelmente nunca tinha acontecido desde o fim da Segunda Guerra Mundial.

As questões às quais importa dar resposta, neste momento, são: Quem vai, depois do dia de hoje, seja qual for o resultado, prosseguir com a luta pela democracia? Uma massa difusa e desorganizada contra um oponente perfeitamente organizado e sustentado por oligarquias financeiras? E mesmo que se trate de uma força organizada e combativa, será em torno de quê ou de quem? De um ou dois partidos de nome e inspiração marxista mas que, nos últimos anos, se têm mostrado mais próximos da social-democracia (responsável pelo fortalecimento da extrema-direita) do que do socialismo? Ou estaremos perante uma oportunidade histórica para um novo e revolucionário começo na História do Brasil, que além de significar a derrota total do fascismo, signifique a vitória da democracia não exclusivamente política, mas sobretudo social, educativa e cultural? Poderá e quererá o povo brasileiro fazer essa luta pelo progresso alargado e pela total emancipação das suas classes mais desfavorecidas?

Por tudo isto, porque a escolha tem de ser mais, muito mais do que uma opção eleitoral, é necessário entender que urge estar com a democracia todos os dias e não...

Extrema direita

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  • Helena Damião in 'De Rerum Natura'
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A igualdade face aos direitos e a responsabilidade de a defender

Há uma geração a que julgo pertencer (sei que "geração" não tem um sentido inequívoco, não remete para um conjunto de ideias fixas associadas a uma etapa histórica concreta) que, considerou, de um modo algo ingénuo, os "direitos humanos" ou "direitos naturais" como adquiridos, no sentido em que não se se colocaria a hipótese de serem contestados, pelo menos no lado do mundo a que chamamos Ocidente. E se alguma tentativa se formasse nesse sentido haveria a racionalidade a superá-la.

Esta matriz de pensamento, que a educação ajudou a formar, orientava, substancialmente, o olhar para o mundo, fazendo acreditar (talvez no sentido efectivo de crença) não ser concebível, não ser possível um retrocesso civilizacional.

Eleanor Roosevelt a segurar o Cartaz com a
Declaração Universal dos Direitos Humanos (1949).
Ora, neste ano de 2018 em que passam setenta anos sobre a aprovação, por unanimidade, na Assembleia Geral das Nações Unidas, da Declaração Universal dos Direitos Humanos, um dos documentos mais marcantes do século XX e da história da Humanidade, é obrigatória a interrogação dessa esperança.

Emergem e afirmam-se movimentos, partidos, posições, opiniões, práticas... que atentam claramente contra esses direitos, que os negligenciam, que os anulam, que os particularizam, que os contextualizam, que os recusam, que os negam. E isto acontece nas instâncias que os deveriam defender: política, comunicação social, escola, universidade, polícia...

Direitos Humanos

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Pesadelo em Wall Street? Queda nas bolsas ameaça economia estadunidense

Bolsa de valores de Nova York (foto de arquivo)

Nesta semana os três principais índices bolsistas dos EUA mostraram uma queda acentuada e se situam em terreno negativo. Quais são as causas dessa queda e para quando é de esperar uma nova crise global?

Segundo a CNN, o índice NASDAQ, que agrega as principais tecnológicas norte-americanas como Apple, Amazon, Google e Facebook, sofreu uma queda de 4%, a maior queda desde agosto de 2011. O Dow Jones Industrial e o índice Standard & Poor’s 500 caíram 2,4% e 3% respetivamente. Essa queda provocou um efeito dominó que atingiu as principais bolsas asiáticas.


Os analistas do banco de investimentos norte-americano Goldman Sachs consideram que na primeira metade do próximo ano a bolsa dos EUA deixará de ser uma ferramenta de apoio à economia dos EUA e se converterá em um obstáculo.

Alec Young, diretor da pesquisa de mercados globais da FTSE Russell, opinou que a atual queda poderia ter sido causada por vários fatores econômicos, mas o principal responsável é a Reserva Federal (banco central dos EUA).

"Parece que a Reserva Federal planeja continuar a subir a taxa de juro, apesar dos crescentes sinais de desaceleração do crescimento global", disse ele ao portal Market Watch.

O professor da Universidade de Yale, Stephen S. Roach, considera por sua vez que o bem-estar da economia dos EUA poderia ser prejudicada pelo...

USA

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Advertência a Washington: ministro da Defesa chinês marca linha vermelha

A Guarda Costeira de Taiwan faz patrulha durante a visita do presidente taiwanês Ma Ying-jeou à ilha Pengjia no Mar da China Oriental, no norte de Taiwan, no sábado, 9 de abril de 2016.
© AP Photo / Chiang Ying-ying

As autoridades chinesas decidiram chamar a atenção para a crescente tensão em torno de Taiwan e voltar a marcar a linha vermelha nesse assunto. A mensagem de Pequim está dirigida aos EUA, dizem especialistas chineses e russos entrevistados pela Sputnik.

As Forças Armadas chinesas tomarão todas as medidas para evitar que Taiwan tente se separar formalmente da China, disse em 25 de outubro o ministro da Defesa chinês, Wei Fenghe, na cerimônia de abertura do fórum de segurança Xiangshan, em Pequim.


Segundo o vice-diretor do Instituto de Assuntos Asiáticos e Africanos da Universidade Estatal de Moscou, Andrei Karneev, é de fundamental importância que tenha sido o ministro da Defesa chinês quem fez as declarações sobre a situação em torno de Taiwan.

"Isso mostra que a solução militar desse assunto ainda não foi descartada por Pequim, embora seja dada prioridade ao diálogo pacífico entre as duas partes. Entretanto, a crescente cooperação militar entre os EUA e Taiwan está preocupando as autoridades chinesas."

O especialista não duvida que certas palavras do ministro são dirigidas precisamente aos EUA.

"Era a Washington a quem se referia Wei Fenghe quando disse que a China se opõe às provocações usadas para alcançar os interesses de certos países, às sanções arbitrárias unilaterais e às ações...

Guerra e Paz, China

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Perito da ONU nas questões da pobreza alerta para um tsunami de privatização desregulada

Philip Alston Publicámos em 24 de Setembro as páginas iniciais de um notável relatório sobre a situação social e democrática nos EUA. O relator, Philip Alston, é o mesmo de um novo relatório da ONU sobre as consequências sociais e humanas da vaga de privatizações de serviços públicos que percorre o mundo inteiro. Um importante documento que, vindo de onde vem, não pode ser lido apenas como mais um grito de alerta. A mercantilização pelo capitalismo de todos os direitos dos povos é outra prova da sua radical oposição à própria humanidade.


 

Segundo um novo relatório[1], a privatização generalizada de bens públicos em numerosas sociedades vem eliminando sistematicamente garantias de protecção de direitos humanos e aumentando a marginalização dos que vivem na pobreza.

Philip Alston, o Relator Especial da ONU sobre questões da pobreza extrema e dos direitos humanos, criticou a escala a que o Banco Mundial, o Fundo Monetário Internacional e mesmo a própria ONU promoveram de forma agressiva a generalizada privatização de serviços públicos, sem qualquer contemplação pelas implicações e consequências que essa orientação acarreta para os pobres. Criticou também grupos de defesa dos direitos humanos por não enfrentarem com a firmeza necessária os desafios que resultam dessa situação.

“A privatização dos sistemas de justiça, protecção social, prisões, educação, cuidados básicos de saúde e outros bens públicos essenciais não pode ser efectivada à custa da deitar pela janela...

Economia política

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Ameaçado de prisão, Roger Waters se coloca contra Bolsonaro em show de Curitiba (VÍDEO)

Roger Waters se apresenta em um concerto em Assago, na Itália

© AP Photo / Luca Bruno

O músico britânico Roger Waters voltou a se posicionar sobre o cenário eleitoral brasileiro na noite deste sábado em Curitiba, horas após a Justiça Eleitoral ameaçá-lo até mesmo de prisão em caso de manifestações políticas após as 22h da véspera do pleito presidencial.

Diante de um público de 41.480 pessoas no estádio Couto Pereira, Waters expôs no telão atrás do palco uma mensagem na qual explicava que uma determinação lhe havia sido imposto para que não falasse sobre política e pediu que todos respeitassem a lei.

"Essa é a nossa última chance de resistir ao fascismo antes de domingo", dizia um trecho da mensagem exibida aos curitibanos.


Ao final da mensagem, poucos segundos antes das 22h, apareceu o termo "Ele Não", que vem marcando os posicionamentos contrários aos candidato Jair Bolsonaro (PSL), que Waters já havia criticado anteriormente durante a sua turnê brasileira.

A manifestação do artista gerou gritos de apoio, com uma parte do público gritando "ele não", enquanto outra parte ofendeu Waters e gritou "mito", em sinal de apoio a Bolsonaro.

Além de criticar Bolsonaro, colocado ao lado de políticos populistas controversos como Donald Trump (EUA) e Recep Erdogan (Turquia), Waters prestou homenagens a vítimas da intolerância política que aflige o Brasil, como Moa do Katendê (Salvador) e Marielle Franco (Rio de...

Brasil

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Esse Brasil não!

mst

(Miguel Sousa Tavares, in Expresso, 27/10/2018)

Miguel Sousa Tavares

(Uma confidência para quem me segue: emocionei-me ao ler este magnífico texto, uma lágrima rebelde rolou-me brusca pela face. Miguel Sousa Tavares transmite-nos a mágoa e a raiva sincera de um democrata que ama a liberdade e que ama o Brasil, que eu, com pena minha, nunca visitei apesar de ter tido vários convites, de familiares que lá residem, para o fazer. 

Não, não chorei pelo Brasil, que como diz o texto não merece ser salvo pois já esbanjou o seu crédito de milagres. Chorei sim pela destruição dos valores da liberdade e da civilização que prezo, e também pelo futuro das minhas filhas. Futuro medonho que se está a perfilar aos nossos olhos e a desafiar a nossa impotência – lá, como cá também, ainda que noutros moldes. Por enquanto.

Comentário da Estátua de Sal, 27/10/2018) 


Amanhã, Deus vai provar que se fartou de ser brasileiro e vai dar ao Brasil o pior Presidente da sua história: Jair Bolsonaro. Vai dar-lhe um Presidente que pela sua boçalidade, pela sua arrogante ignorância e desprezo pela cultura e pelos simples valores daquilo a que chamamos sociedades civilizadas, pelo seu apelo ao ódio e à violência, pela sua indisfarçada vontade de perseguir os mais fracos e pobres dos brasileiros, de discriminá-los pela cor, pelo sexo, pela raça e pela classe social, deveria encher de vergonha aqueles que, de entre os seus votantes, são os mais bafejados pela fortuna e pela educação —

Brasil, Eleições

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Hoje, n"O LADO OCULTO "

AUTORRETRATO DE BOLSONARO EM DISCURSO DIRECTO



Luís O. Nunes, Rio de Janeiro; com The Intercept Brasil

“Lula e Haddad vão apodrecer na cadeia” e “a faxina agora vai ser muito mais ampla”, porque “esses marginais vermelhos vão sair da nossa pátria”. Estas foram algumas promessas do candidato à Presidência do Brasil, Jair Bolsonaro, proferidas na Avenida Paulista, em São Paulo, precisamente a uma semana da segunda volta das eleições, a realizar no domingo. Fascista, xenófobo, homofóbico, racista, Bolsonaro é tudo isto não porque os adversários o digam no calor de uma campanha eleitoral. É um autorretrato autêntico que ele vem construindo em mais de 20 anos de carreira política na Câmara dos Deputados e com uma coerência assinalável. Quem votar em Bolsonaro jamais poderá dizer que se enganou. Eis Jair Bolsonaro em discurso directo:

“Sou a favor sim de uma ditadura, de um regime de excepção”
 

1999, Câmara dos Deputados

Entrevistador: “Se fosse eleito hoje Presidente da República fecharia o Congresso Nacional?
“Sem a menor dúvida, daria o golpe no mesmo dia! Não funciona! E tenho a certeza de que pelo menos 90% da população ia fazer uma festa, iria bater palmas, porque não funciona. O Congresso hoje em dia não serve para nada, só vota o que o Presidente quer. Se ele é a pessoa que decide, quem manda, que tripudia sobre o Congresso, dê logo o golpe, parta logo para a ditadura! 
Programa Câmara Aberta, 23 de Maio de 1999

Brasil

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Brasil: a destruição do espaço público é o triunfo do poder absoluto do mais forte

Daniel

(Daniel Oliveira, in Expresso Diário, 26/10/2018)

Daniel Oliveira

Por andar a escrever bastante sobre o Brasil e por Gregório Duvivier (“Porta dos Fundos”) ter partilhado uma entrevista que lhe fiz nas redes sociais, tenho tido muitas reações de brasileiros que vivem em Portugal e no Brasil. Por essa via tive, há uns tempos, uma experiência antropológica interessante. Um brasileiro enviou-me um conjunto de “notícias” sobre a esquerda brasileira. Desde leis apresentadas no Congresso, com links não acessíveis por se tratarem de fotografias e com resumos onde se fala de “promoção do ateísmo” ou do ensino de que “ninguém nasce homem ou mulher”, até o já famoso “kit gay”. De forma pedagógica e paciente, fui enviando os links para as propostas de lei referidas, para que o meu interlocutor verificasse que os resumos eram falsos, e links para notícias que desmentiam o vídeo que ele me enviava da TV Record (da IURD).

Nem os links para as propostas de lei originais, nem o facto das notícias que lhe enviei virem de órgãos de comunicação social claramente de direita, como a “Veja” ou a “Globo”, ou de referência, como a “Folha de São Paulo” ou o “El País-Brasil”, demoveu o meu interlocutor. A cada conjunto de links que lhe enviava ele respondia-me com mais material de propaganda, notícias truncadas e teorias da conspiração. Tenho acompanhado os angustiantes e exasperantes debates que se vão fazendo nas redes sociais entre brasileiros. Das poucas vezes que se os dois...

Comunicação, Brasil

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Juízes holandeses substituem-se ao poder político

A histeria do aquecimento global
Pierre Lévy [*]
No dia 9 de Outubro o tribunal de recursos de Haia emitiu uma sentença aterradora, espantosa e particularmente perigosa. Ele ordenou ao governo dos Países Baixos que reduzisse as emissões de gás com efeito estufa (GEE) ainda mais drasticamente do que inicialmente previsto.

Em França, este veredicto foi classificado como "histórico" pelo coro quase unanimemente entusiasta das forças políticas e dos media que se dizem "de referência". Ele é "histórico" efectivamente, não tanto pelas suas implicações climáticas mas sim pelas jurídicas e políticas.

Em primeiro lugar, ele é de facto sem precedentes: em princípio, os tribunais estão destinados a aplicar a lei (não a produzir jurisprudência). Neste caso, os juízes não aplicaram o direito nacional, eles o criaram. Pois não há nenhum texto jurídico que prescreva uma obrigação quantificada de redução dos GEE.

O Tribunal de Haia – que confirmava um julgamento de primeira instância de Junho de 2015 – atenuou a ausência de texto normativo pela acumulação de referências a uma profusão de tratados e acordos internacionais: convenção quadro da ONU, protocolo de Quioto, plano de acção de Bali, acordos de Copenhague, Cancu e Durban. E, para fazer peso, até a convenção europeia dos direitos do homem...

Os juízes holandeses têm portanto conhecimentos científicos particularmente aguçados, a ponto de decidir que as emissões de GEE deverão ser reduzidas em pelo menos 25% daqui...

Ambiente

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Brasil: silenciar é mentir

De um lado, um democrata de provas dadas; do outro, um antidemocrata de convicções assumidas. A escolha é simples e é clara.

Francisco Assis | Público | opinião

Com tantas e tão importantes coisas a ocorrerem na Europasinto-me impelido a escrever, uma vez mais, sobre o Brasil. Por estes dias, que correm tumultuosos e quase insanos, não é só o destino imediato do seu país que está nas mãos do povo brasileiro. É algo bem mais vasto. Nem sempre é fácil destrinçar a linha, por vezes muito ténue, que separa a civilização da barbárie. O próprio movimento civilizacional engendrou historicamente múltiplas formas de barbárie. Há, porém, ocasiões em que essa demarcação se pode estabelecer com absoluta nitidez. Quando assim é, tudo se torna simultaneamente mais simples e mais dramático. Conhecemos alguns episódios da história europeia, penosamente trágicos, em que facínoras de índole antidemocrática e antiliberal se guindaram ao poder por via do voto popular. Não ignoramos o que daí resultou. É por isso mesmo que, no próximo domingo, os brasileiros terão de fazer uma escolha de consequências verdadeiramente globais. O triunfo de um celerado, cultor da violência, apólogo do liberticídio, da supressão dos direitos humanos, da erradicação do pensamento divergente, repercutir-se-ia muito negativamente por toda a humanidade.

A democracia é o regime da palavra: da palavra dialógica, da palavra como expressão de um conceito, como argumento, como forma de persuasão...

Brasil

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Dentro das redes do fascismo: duas semanas entre os grupos de WhatsApp de eleitores do Bolsonaro

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(Sebástian Valdomir, in Resistir, 23/10/2018)

 

– Ingressar nos grupos de WhatsApp e Telegram de Bolsonaro não é difícil. Sobretudo nos que foram ativados para o segundo turno e que tiveram como eixo a agitação digital nos estados e cidades do Nordeste do país, onde o candidato perdeu contra Fernando Haddad no primeiro turno.


Faltando poucos dias para o segundo turno das eleições no Brasil, foram conhecidos alguns detalhes da estratégia e funcionamento dos grupos de mensagens digitais da campanha de Jair Bolsonaro. O tema já vinha sendo abordado por analistas políticos e comunicacionais como uma peça relevante da sua campanha, mas sem maiores repercussões. Na semana passada, o The New York Times publicou uma coluna sobre o funcionamento da divulgação massiva de conteúdos falsos por grupos de mensagens, e finalmente, na quinta-feira (18/10), o diário Folha de São Paulo deu cobertura à conexão entre as empresas e o financiamento da estratégia de divulgação de notícias falsas contra o adversário de Bolsonaro, o petista Fernando Haddad.

Chamar a atenção sobre esse tema agora não é menos importante, mas a reação da sociedade e da Justiça sobre o fato em si acontece tarde demais, sobretudo porque se trata de uma estratégia que vem sendo implementada há pelo menos três anos.

Ingressar nos grupos de WhatsApp e Telegram de Bolsonaro não é difícil. Sobretudo nos que foram ativados para o segundo turno e que tiveram como eixo a agitação digital nos...

Extrema direita, Brasil, TIC

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Justiça Eleitoral: Roger Waters pode ser preso se fizer manifestação política em show

Roger Waters durante um show em Barcelona

A Justiça Eleitoral do Paraná advertiu o cantor Roger Waters sobre as restrições de manifestações políticas, segundo a lei eleitoral, a partir das 22h do dia da véspera das eleições, informou Globo.

O show do astro de rock será realizado às 21h30 deste sábado, no Estádio Couto Pereira, em Curitiba. 

Em caso de manifestação pública a favor ou contra de um dos candidatos, entre 22h e meia-noite, uma multa poderá ser aplicada. Em caso de manifestação política após meia-noite, o ato passa a ser definido como boca de urna e há possibilidade de prisão.

A decisão da Justiça de Curitiba foi declarada após pedido do Ministério Público Eleitoral, que anexou reportagens sobre shows de Roger Waters no Brasil, durante os quais se posiciona contra a candidatura de Jair Bolsonaro. 

A apresentação de Curitiba será a penúltima da turnê de Waters no Brasil. Se não for preso, o último show será realizado na terça-feira, dia 30, em Porto Alegre.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na sequinte ligação::

https://br.sputniknews.com/noticias-eleicoes-2018-brasil/2018102712534621-justica-roger-waters-politica-preso/

Brasil

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Trump após ataque a sinagoga em Pittsburgh: 'EUA devem endurecer pena de morte'

Presidente dos EUA, Donald Trump, discursa durante uma sessão da Assembleia Geral, em Nova York, em 26 de setembro de 2018

O presidente dos EUA considera a possibilidade de introduzir a pena de morte por crimes semelhantes ao tiroteio na sinagoga Árvore da Vida, registrado hoje em Pittsburgh, Pensilvânia.

O presidente Donald Trump sugeriu tornar as leis dos Estados Unidos mais severas para perpetradores que cometeram tiroteios em massa, incluindo a introdução da pena de morte, informou a Reuters.

"Quando pessoas [cometem tiroteios em massa], elas devem receber a pena de morte… Eles [o Congresso] devem colocar a pena de morte em voga", disse ele.


Ao mesmo tempo, Trump rejeitou as alegações de que o ataque tenha relação com uma suposta frouxidão das leis de controle de armas nos EUA. Ele expressou a opinião de que o ataque poderia ter terminado de forma diferente se a sinagoga tivesse guardas armados dentro. De acordo com a agência de notícias, Trump acrescentou que segurança armada dentro dos locais de culto é "certamente uma opção".

Ele aproveitou a oportunidade para denunciar crimes de ódio que ocorrem nos EUA e pedir uma mudança no cenário atual.

"É uma coisa terrível o que está acontecendo com o ódio, em nosso país e, francamente, em todo o mundo. Algo tem que ser feito", disse ele.

Pelo menos quatro mortes foram confirmadas até o momento no tiroteio. O atirador, supostamente armado com fuzil AR-15, abriu fogo enquanto...

USA

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  • Jornal Tornado in 'O TORNADO'
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O «efeito Bolsonaro» destrói famílias brasileiras

De fato estas eleições criaram um clima atípico no Brasil. Muito tem se falado nos últimos dias que milhares de famílias brasileiras brigaram por divergências políticas. Partidários de Fernando Haddad (PT) e Jair Bolsonaro (PSL) dificilmente conseguem chegar em um acordo, dado o tom autoritário do discurso do candidato da direita.

São comuns relatos na internet de que irmãos, tios e sobrinhos, e até pais e filhos discordam de tal forma que o diálogo se torna insustentável. Os partidários de Haddad se defendem dizendo que o discurso racista, homofóbico e machista de Bolsonaro extrapola a agenda política e vai no cerne da questão humana.

O capitão da reserva é conhecido, não de hoje, por seu posicionamento preconceituoso, ao qual ele acrescenta agora, a perseguição política de seus opositores.

Rodrigo de Paula é ilustrador e apresenta uma história ilustrada sobre um conflito familiar por questões políticas. Com desfecho trágico, a obra busca alertar sobre o risco do discurso totalitário dentro dos lares brasileiros.

Texto em português do Brasil

Exclusivo Editorial PV (RBA) / Tornado

Ver original em 'O TORNADO' na seguinte ligação:

https://www.jornaltornado.pt/o-efeito-bolsonaro-destroi-familias-brasileiras/

Brasil

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Brasil: virada histórica ou a arte de engolir elefantes (Público)


Brasil: virada histórica ou a arte de engolir elefantes

A virada histórica é possível. Mesmo que alguns tenham de engolir um elefante vivo, a digestão será muito mais fácil.
 
Público

Leia original em "As Palavras São Armas" (clique aqui)

Brasil

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Brasil | MPF abre investigação contra Paulo Guedes, guru de Bolsonaro

O guru econômico do candidato do PSL à Presidência da República é suspeito de cometer “crimes de gestão temerária ou fraudulenta”

O Ministério Público Federal abriu nesta quinta-feira (25) uma nova investigação contra Paulo Guedes, guru econômico de Jair Bolsonaro, candidato do PSL à Presidência da República.
De acordo com o jornal “O Globo”, o economista é suspeito de ter obtido “benefícios econômicos” a partir de possíveis “crimes de gestão temerária ou fraudulenta", que teriam sido cometidos em investimentos de fundos de pensão.
O Ministério Público quer saber se o guru de Bolsonaro aplicou valores captados dos fundos de pensão de maneira irregular, causando prejuízos milionários aos aposentados das estatais.

Guedes será intimado para prestar depoimento em Brasília no dia 6 de novembro. A operação já havia aberto uma investigação preliminar para apurar as suspeitas contra ele, no início deste mês de outubro, e acabou descobrindo uma outra possível fraude.
Outro lado

A defesa de Paulo Guedes nega irregularidades e fala em “perplexidade” com a instauração da investigação a “a 72 horas das eleições”.

Notícias ao Minuto

Foto: André Valentim | Divulgação

Ver o original em 'Página Global' na seguinte ligação:

http://paginaglobal.blogspot.com/2018/10/brasil-mpf-abre-investigacao-contra.html

Brasil

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  • Jornal Tornado in 'O TORNADO'
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A vitória do Haddad e da democracia no horizonte

A vitória do Haddad no 28 de outubro é uma possibilidade real. A torrente democrática e civilizatória que contagia o país nesses dias derradeiros da campanha parece ser irreversível.

A pesquisa Ibope [23/10] detecta tendências nitidamente favoráveis a Haddad e desfavoráveis ao candidato de extrema-direita:

  1. está aumentando a quantidade dos eleitores fidelizados do Haddad, enquanto mingua o contingente de eleitores decididos a votar em Bolsonaro;
  2. está aumentando a rejeição do extremista, ao passo que diminui a rejeição do Haddad;
  3. Haddad está crescendo na maior fatia do eleitorado [até 2 SM] e no nordeste;
  4. Haddad ultrapassou Bolsonaro na capital paulista, enquanto o talibã antipetista João Dória puxa o extremista de direita para baixo no maior colégio eleitoral do país; e
  5. a apenas 4 dias da eleição, 30% dos eleitores, a maioria que votou no Bolsonaro no primeiro turno, pode mudar de voto.

Cresce na sociedade a consciência a respeito dos riscos do nazi-bolsonarismo. O extremismo, a truculência e a violência disseminada pelos milicianos nazi-bolsonaristas e pelo próprio candidato assustam as pessoas e estão produzindo um sentimento de medo e pânico mesmo em quem pensava em votar nele.

Haddad conseguiu romper a bolha onde o candidato que foge de debates se esconde, e já se comunica e conquista a simpatia de um eleitorado entorpecido pelas mensagens de ódio, violência, preconceito, intolerância e incivilidade transmitidas via WhatsApp.

A...

Brasil, Eleições

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  • Porfirio Silva in "Machina Speculatrix"
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O nosso momento brasileiro.




Por uma questão de registo, deixo aqui pequenos apontamentos que publiquei alhures a propósito da iminência da segunda volta das presidenciais no Brasil de 2018.

***

- 1 -
BREVE REFLEXÃO SOBRE O NOSSO MOMENTO BRASILEIRO


As pessoas medem-se pelas suas atitudes em momentos críticos. Os políticos também. A possibilidade de Bolsonaro se tornar presidente de Brasil é um desses momentos reveladores. Tem revelado a irresponsabilidade e a falta de sentido democrático de alguns políticos (mesmo quando se apresentam como comentadores). Aqueles que, dizendo-se de esquerda, recusavam votar em Macron para travar Le Pen, mostraram a sua falta de apego à democracia. Aqueles que, dizendo-se liberais ou conservadores, recusam o seu voto a Haddad para travar Bolsonaro, mostram o mesmo com outra conversa.

O que está em causa é a diabolização do PT, instilada, à custa de muita propaganda, por aqueles que se opõem às escolhas políticas do PT. As políticas que fizeram com que Lula tivesse mais de 70% de aprovação no fim dos seus mandatos, as políticas que tiraram dezenas de milhões de brasileiros da pobreza, essas são as políticas que certos sectores não perdoam ao PT.

É por serem contra a corrupção? Não brinquem connosco: a destituição da impoluta Dilma foi um verdadeiro golpe de Estado e não foi, certamente, por causa da corrupção. Ou, melhor, foi corrupção: corrupção da democracia, porque consistiu em roubar por vias ínvias o que o povo tinha decidida nas urnas. Pior: a...

Brasil

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  • Carlos Fiolhais in 'De Rerum Natura'
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CONTRA BOLSONARO


Porque temos muitos leitores no país irmão, do outro lado do Atlântico, esta é uma altura em que não posso ficar indiferente. Se fosse brasileiro - e sei que a decisão é apenas dos brasileiros - votaria contra Jair Bolsonaro (na imagem), isto é, em Fernando Haddad.
Por muitos pecados que a democracia tenha, não há alternativa à democracia.
Bolsonaro representa o pior da natureza humana. Defende abertamente a tortura e o assassínio. No que respeita à educação, cultura e ciência ele está no grau zero, pode ser considerado um analfabeto funcional. E não venham dizer que ele é uma novidade. Ele pertence ao sistema polítco brasileiro há muitos anos e o seu registo não é em favor da democracia e do desenvolvimento, que costumam estar juntas e passam necessariamente pela cultura, educação e ciência. O Brasil está hoje à beira do abismo: só lhe falta dar um passo em frente.
Conforme já ouvi dizer: vá votar, pois arrisca-se a que seja a última vez que o faz.

 

Ver original em 'De Rerum Natura' na seguinte ligação::

http://dererummundi.blogspot.com/2018/10/contra-bolsonaro.html

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Haddad pode surpreender na reta final, afirma especialista

Fernando Haddad, candidato a presidente pelo PT, durante participação no Festival Lula Livre, em São Paulo

Apesar do candidato de extrema-direita, Jair Bolsonaro, figurar como favorito no segundo turno do pleito no domingo (28), Fernando Haddad conseguiu diminuir a diferença de votos, conforme as últimas pesquisas.

O jornalista argentino Darío Pignotti destacou à Sputnik Mundo que nas próximas horas é esperada uma manifestação de apoio de Ciro Gomes ao candidato do Partido dos Trabalhadores. 


© AP Photo / Silvia Izquierdo

Na reta final para o segundo turno, o candidato petista está conseguindo reduzir a vantagem em relação a Jair Bolsonaro – é isso que sinalizam as sondagens. 

"Quanto mais se conhece Bolsonaro, menos se vota nele", disse Pignotti.

Ele apontou uma das causas dessa reviravolta nas eleições: o escândalo da propagação de notícias falsas contra Haddad por grupos favoráveis a Bolsonaro. 

Além disso, Pignotti ressaltou que a grande mídia começou a disparar críticas contra o capitão aposentado.

"Todos os principais jornais — Folha de São Paulo, Globo e Estadão — estiveram envolvidos no golpe híbrido contra Dilma Rousseff", destacou o jornalista, acrescentando que a mídia percebeu que criou terreno fértil para a extrema-direita crescer e que ela própria pode ser a próxima vítima de um regime autoritário, e não apenas os petistas e as minorias.

Pignotti disse que, depois da declaração de voto de Marina Silva em Haddad, a expectativa agora é que...

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