Dossiê: União Europeia em reflexão

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Mário Centeno alerta União Europeia para riscos de "fragmentação"

Página Global 31 Mar. 2020

 
 
O ministro das Finanças português e presidente do Eurogrupo emitiu um aviso aos seus parceiros da zona euro, sobre uma potencial "fragmentação", se não houver resposta ao "choque colossal", provocado pelo covid-19.
 
João Francisco Guerreiro, em Bruxelas | Diário de Notícias
 
Mário Centeno já avisou os ministros de toda a União Europeia que deverão estar abertos à "discussão de propostas concretas, justificadas e eficazes, que possam ajudar a intensificar a resposta" da zona euro à crise do coronavírus". Uma crise da qual toda a Europa "sairá com níveis de dívida muito maiores", defende o ministro das Finanças português e presidente do Eurogrupo num documento interno, que fez chegar na segunda-feira ao Eurogrupo.
 
No texto já consultado pelo DN, Mário Centeno nunca chega a referir-se explicitamente à emissão de dívida conjunta. Mas, salienta que a União Europeia deve "estar aberta a considerar alternativas", quando os " ...
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A REAÇÃO DA UE À CRISE É UM DESASTRE EM CURSO

Página Global 31 Mar. 2020

 
 
Ricardo Paes Mamede | Diário de Notícias | opinião
 
Não venho falar da decisão de alguns países de proibirem a exportação de equipamentos essenciais para conter a propagação do vírus noutros Estados membros. Nem da gafe monumental da presidente do Banco Central Europeu. Nem do "discurso repugnante" do ministro das Finanças holandês. Nem da dificuldade em decidir em tempo útil sobre a emissão de dívida conjunta. A incapacidade da UE para lidar com os impactos económicos do covid-19 estão para lá da falta de qualidade dos líderes ou da enésima expressão dos egoísmos nacionais a que a UE nos habituou na última década. O problema europeu é bem mais profundo do que isto. E é um desastre em curso.
 
Existe um modo eficaz de lidar com os problemas económicos que estão a desenvolver-se a cada dia que passa: o financiamento directo pelo banco central dos esforços nacionais de combate à crise.
 
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As bolsas colapsaram, um vendaval de protestos contra Lagarde. O BCE: ?Os governos gastam mais nas crises?. Por Roberto Ciccarelli

franciscogtavares in 'A Viagem dos Argonautas' 31 Mar. 2020

Berlim encontro refazer o muro

Um mês de março intenso em reuniões, em tragédias, em desacordos afirmados, em acordos adiados, em ameaças feitas e desfeitas ou adiadas, tudo isto se passou na União Europeia que se mostra claramente impotente face à tragédia Covid 19 e à crise financeira que nos bate à porta com uma enorme violência.

Um relato destes dias que mais parecem dias de loucura é o que aqui vos  queremos deixar nesta pequena série de textos intitulada A Europa impotente face à perspetiva de uma tragédia global ?

31/03/2020

JM

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Seleção e tradução de Júlio Marques Mota

Texto 1. As bolsas colapsaram, um vendaval de protestos contra Lagarde. O BCE: ?Os governos gastam mais nas crises?.

Roberto Ciccarelli Por Roberto Ciccarelli

Publicado por Il Manifesto em 13/03/2020 (ver aqui)

Reações em cadeia. Wall Street cai como caiu em 1987, a Bolsa Italiana afunda-se como nunca antes da queda dos títulos da dívida pública italiana e da controvérsia sobre as pala...

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Ci salviamo da soli

Ladrões de Bicicletas (João Rodrigues) 31 Mar. 2020

 bandeiraUE arder

Aparentemente, é o que muitos italianos andam a dizer depois de queimarem a bandeira da UE, ao som do hino do seu país: salvamo-nos sozinhos, em português.

 



Diz que é uma tendência nas redes sociais, de resto alinhada com uma sondagem eurocéptica recente. Esta sondagem foi realizada antes da reunião do conselho europeu, onde as fracturas geradas pela zona euro foram, uma vez mais, expostas de forma bem sórdida.

Mesmo alguns dos mais entusiastas federalistas já chegaram, tarde e a más horas, à conclusão que se impunha, embora mantenham um resíduo de arrogância. Tem a palavra Yanis Varoufakis, em declarações ao Daily Telegraph: ?Não creio que a UE seja capaz de fazer outra coisa que não seja fazer-nos mal. Opus-me ao Brexit, mas agora cheguei à conclusão que os britânicos fizeram o que estava certo pelas razões erradas.?

O povo inglês estava certo e por isso logo lhe agradecemos. Razões houve muitas, como sempre. Infelizmente, ...
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Ai sobreviverá, sobreviverá

in 'Estátua de Sal' 30 Mar. 2020

(Daniel Oliveira, in Expresso Diário, 30/03/2020)

Daniel Oliveira
 

O que seria de nós sem a União Europeia? Como combateríamos este vírus, que não conhece fronteiras, sem uma rede solidária coordenada por Bruxelas? Se em vez da compra conjunta de mascaras e ventiladores, a partilha de meios e pessoal médico, estivesse cada um a tentar salvar-se por si? O que seria de nós se a Europa não existisse para garantir uma resposta rápida ao pânico económico, dando garantias de que as dívidas que agora se vão acumular estão seguras? O que seria de nós se a Europa não estivesse já a desenhar um plano de reação à recessão que aí vem e que até um idiota como Donald Trump percebe ser urgente?

Seria o que está a ser porque a União Europeia não cumpriu, com exceção de gestos de solidariedade entre nações sem intervenção de Bruxelas (como este), nenhuma destas funções. É a China que aproveita a diplomacia médica para ganhar influência. Como na cris...

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O que se seguirá?

Abril de Novo Magazine 29 Mar. 2020

Mapa UE28_2014

 

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A saída de cena da União Europeia em tempos de coronavírus, por muito que se diga que os isolamentos nacionais se processam em articulação com as instituições europeias, é temporária e estender-se-á apenas, muito provavelmente, pelo período da pandemia.

Depois disso a União renascerá no seu esplendor, pronta a tornar-se indispensável para lidar com a crise económica, financeira e social decorrente da crise sanitária.

Será a ocasião já não de socorrer os cidadãos, mas de estabelecer mecanismos para que estes sejam os instrumentos da recuperação económica de acordo com os parâmetros habituais, isto é, em benefício dos grandes interesses privados, incluindo os financeiros.

Então, os países que não responderam às aflições italianas estarão prontos a unir-se na disseminação da austeridade, da limitação de direitos laborais elementares, do desemprego, da contenção salarial e do maior desprezo ainda pelos horários de trabalho, enf...

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Italianos queimam bandeiras da UE em sinal de protesto em meio à pandemia da COVID-19 (VÍDEOS)

in 'Sputnik Brasil' 29 Mar. 2020

Confinados em casa ou desafiando a quarentena em plena rua, italianos queimam bandeiras da UE em sinal de protesto contra a alegada falta de solidariedade europeia.

Enquanto a Europa dá as costas à Itália em plena pandemia da COVID-19, alguns italianos tomaram medidas, queimando simbolicamente a bandeira da União Europeia e concluindo o ato com a frase: "ci salviamo da soli" ("Vamos nos salvar sozinhos").

 

#VamosNosSalvarSozinhos #RadioSavana

Bandeiras da UE de tecido, de papel, ou mesmo impressas em casa por computador, tudo serve para mostrar desagrado face à inação das instituições europeias, já havendo quem apele a um Italexit, inspirando-se no Brexit.

 

A União Europeia mostra aquilo que sempre foi: um covil de usurários interessados apenas no nosso dinheiro. Não existe nenhuma solidariedade europeia, apenas traição. Vamos pôr um fim neste pesadelo.
Nós italianos #VamosNosSalvarSozinhos

A Itália, ...

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O futuro não deve ser pós-nacional

Ladrões de Bicicletas (João Rodrigues) 28 Mar. 2020

Ao assistir às justas declarações de António Costa sobre mais uma provocatoriamente intrusiva posição do governo holandês, consolidei duas convicções: em primeiro lugar, a maioria dos social-democratas europeus passa a nossa desgraçada vida a pedir às relações internacionais um tipo de solidariedade que só as relações nacionais lhes podem dar; em segundo lugar, arranjos excessivamente supranacionais, conformes à expansão das forças de mercado, são uma fonte de inimizades entre os povos.

É claro que não se obtém na escala europeia aquilo que se perdeu na escala nacional. Pelo contrário, a escala da UE, em geral, e do Euro, em particular, tem sido a melhor forma de minar qualquer social-democracia digna de registo.

Quando no outro dia vi António Costa a defender, em entrevista ao Público, que os países de leste crescem mais porque não têm o constrangimento do Euro,percebi que há factos que começam a ser digeridos no topo. Temo que seja tarde demais...

União Europeia, Dossiê: União Europeia em reflexão, Nacionalismos e Patriotismos



Costa considera anti-UE e "repugnante" declaração de ministro holandês

Página Global 27 Mar. 2020

 
 
O primeiro-ministro, António Costa, qualificou, esta sexta-feira, de "repugnante" e contrária ao espírito da União Europeia (UE) uma declaração do ministro das Finanças holandês pedindo que Espanha seja investigada por não ter capacidade orçamental para fazer face à pandemia.
 
"Esse discurso é repugnante no quadro de uma União Europeia. E a expressão é mesmo essa. Repugnante", disse António Costa quando questionado sobre a declaração do ministro das Finanças holandês, Wopke Hoekstra, na conferência de imprensa que se seguiu ao Conselho Europeu extraordinário de hoje.
 
Hoekstra afirmou, numa videoconferência com homólogos dos 27, que a Comissão Europeia devia investigar países, como Espanha, que afirmam não ter margem orçamental para lidar com os efeitos da crise provocada pelo novo coronavírus, apesar de a zona euro estar a crescer há sete anos consecutivos, segundo fontes europeias citadas na imprensa europeia.
 
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A única União na Europa é a dos mercados

Ladrões de Bicicletas (José Gusmão) 27 Mar. 2020

?Um Ministro das Finanças alemão é um Ministro das Finanças alemão, a filiação partidária não tem qualquer papel.? 
Olaf Scholtz, Ministro das Finanças da Alemanha, SPD, aquando da sua indigitação

O verniz estalou na reunião do Conselho Europeu. A reunião do Eurogrupo anterior terminou em impasse. A reunião do Conselho reforçou-o, na medida em que as posições de parte a parte foram muito mais públicas e significativas.

Começando pelo conteúdo: as propostas em cima da mesa eram a emissão de Eurobonds versus empréstimos do Mecanismo Europeu de Estabilidade com a respectiva condicionalidade (nome eurocrata para programas de austeridade). Os termos do confronto são já de si deprimentes: de um lado, os Corona Bonds, uma resposta comum mínima e provisória, cujas vantagens em relação ao programa PEPP anunciado pelo BCE seriam sobretudo potenciais:1) a sua futura transmutação em eurobonds permanentes ou, mais interessante e menos provável, a possibilidade de o...

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O ECLIPSE AMEAÇADOR DA UNIÃO EUROPEIA

Página Global 21 Mar. 2020

 
 
A pandemia do novo coronavírus, como nenhuma outra situação, expõe a União Europeia como uma entidade que não existe para servir as pessoas mas para servir-se delas em favor dos interesses de castas.
 
José Goulão | AbrilAbril | opinião
 
União Europeia desapareceu, tragada pelas incidências da pandemia do novo coronavírus. Habituada a criar crises humanitárias em casas alheias, não sabe agora como lidar com um drama sanitário interno e responde da mesma maneira que perante as vagas de refugiados de que é responsável: barrica-se e, cá dentro, é cada um por si. Muito federalista quando se trata de cumprir o catecismo neoliberal contra os cidadãos, a União Europeia eclipsa-se quando é necessário socorrê-los.
 
Fustigada pela crise entre as crises, a Itália pediu à Comissão Europeia a activação do Mecanismo de Protecção Civil para poder contar com a ajuda dos Estados membros no combate à epidemia. Nesta Europa da «solidar...
União Europeia, Dossiê: União Europeia em reflexão, Covid-19



Para o caixote do lixo

Ladrões de Bicicletas (João Rodrigues) 20 Mar. 2020


O melhor que se pode esperar da UE neste contexto é mesmo que não atrapalhe os Estados, onde realmente está a acção que conta na resposta a esta crise.

A Comissão Europeia decidiu reconhecer por uma vez a realidade. As regras orçamentais foram suspensas e as ajudas de Estado foram flexibilizadas. Dois pilares centrais desta UE tiveram de ceder momentaneamente.

É preciso insistir: o défice é uma variável endógena e as regras europeias das ajudas de Estado destinavam-se a trancar as vantagens dos mais fortes.

Entretanto, confirma-se, uma vez mais, a fórmula já clássica: soberano é quem define a regra e a sua excepção. Temos de ser nós, neste rectângulo, a ter este poder.

Um dos grandes desafios mais tarde será mesmo garantir que estes e outros constrangimentos bárbaros nunca mais voltam do caixote do lixo da história da economia política e da política económica.

 

Ver original em 'Ladrões de Bicicletas' (aqui)

Economia política, União Europeia, Dossiê: União Europeia em reflexão



A solidariedade europeia

Abril de Novo Magazine 14 Mar. 2020

Resultado de imagem para Comissão covid União europeia

Cada um por si .
Muitas palavras , e pouca uva. O habitual.
O plano da Comissão a partilhar por toda a União europeia  é cerca de 15 vezes menos  que o programa do governo Alemão apenas reservado às empresas alemãs !
O governo alemão ,pela voz do seu ministro das finanças Olaf Scholz anunciou um plano apelidado de bazooka de empréstimos do banco publico de desenvolvimento KfW de 550 milhares de milhão de euros , enquanto o da Comissão atinge apenas os 37 milhares de milhão ! A isto os beatos europeistas chamam solidariedade europeia!
Segunda feira na reunião do Eurogrupo Centeno anunciará maravilhas ,?um largo conjunto de medidas?e uma ?flexibilidade sem limites? de despesas para lutar contra o coronavírus que não contarão para o calculo do défice Orçamental.
Fazendo apelo aos recursos do alfabeth vão se entreter a explicar que estão a tomar medidas para que a crise seja em V e não se transforme em U ou em L Isto é que seja de curto prazo e não de...

União Europeia, Dossiê: União Europeia em reflexão



Covid-19 e política monetária: Lagarde, a pirómana

Ladrões de Bicicletas (Paulo Coimbra) 13 Mar. 2020

Christine Lagarde foi Directora-Geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), entre Julho de 2011 e Novembro de 2019 e é, desde esta data, Presidente do BCE.

Nesta qualidade, na sua conferência de imprensa de ontem, quando, no contexto da forte subida da taxa de juro exigida pelos mercados ao financiamento da dívida pública italiana, é inquirida acerca das medidas que o BCE estaria preparado para assumir se os spreads das dívidas públicas subissem, Lagarde responde: ?nós não estamos aqui para eliminar [close] spreads. Isso não é a função ou a missão do BCE?.

O resultado? De um dia para o outro, um acréscimo de 9,6% e de 12,5% no custo de financiamento das dívidas públicas italiana e portuguesa. Para começar.


A senhora Lagarde agiu como uma incendiária.Se o sistema monetário da zona euro não fosse absolutamente disfuncional, o BCE não poderia deixar de atuar como prestamista de último recurso - função primordial de qualquer banco central que mereça a des...

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Os britânicos vão passar a comer galinha lavada com cloro?

Página Global 02 Mar. 2020

 
 
"Se os britânicos passarem a comer galinha lavada com cloro, a divergência entre o Reino Unido e a UE terá sido substantiva"
 
Entrevista a Bernardo Ivo Cruz, editor da The London Brexit Monthly Digest, sobre o estado das relações entre o Reino Unido e a União Europeia um mês depois da saída dos britânicos da organização que integravam desde 1973.
 
O The Guardian dava o exemplo do frango lavado com cloro para mostrar o quão complicado podem ser as negociações entre o Reino Unido e a União Europeia para definir a relação pós-Brexit. É um exagero?

O frango lavado com cloro é mais uma das expressões que entrou no léxico britânico com o Brexit, já que enquanto que os Estados Unidos permitem que frangos lavados com cloro entrem no mercado, a União Europeia proíbe-o por razões de saúde pública. A questão que se coloca até ao final das negociações (seja em julho, em dezembro, em 2021 ou mesmo em 2022) é saber qual o grau de diverg...
Reino Unido, Dossiê: União Europeia em reflexão



Eurobarómetro 92

Vitor Dias in "O Tempo das Cerejas" 24 Fev. 2020

Não sei bem porquê
mas a confiança na União
Europeia já teve melhores dias
a vermelho = confiança na UE
a azul = não confiança na UE
(gráfico incompleto por razões de largura)
- 59% dos inquiridos portugueses dizem ter confiança na UE e 33% dizem não ter;
-na média da UE a 28 (rectângulo verde) são 43% que têm confiança e 47% que não têm;
- note-se que na Rep. Checa, Espanha, Itália, Grécia, França e Reino Unido a não confiança é superior à confiança.
pergunta sobre se a sua voz conta na UE
(azul de acordo ;vermelho desacordo)

imagem da UE
vermelho = negativa; amarela=neutro;
azul = positiva)
 

Ver original em "O Tempo das Cerejas" (aqui)

União Europeia, Dossiê: União Europeia em reflexão



Está na hora de a Europa assumir responsabilidades

Página Global 17 Fev. 2020

 
 
Isolada geopoliticamente, mas forte em termos económicos, a UE deverá entrar na nova década tornando-se finalmente um interveniente global independente, defendendo as suas instituições e os seus valores, afirma o cientista político Cas Mudde.
 
Cas Mude | Vox Europe
 
Depois de uma década de perturbações, 2020 será o início de uma década (e mais) de restauração, não do passado, mas de um futuro inspirado em valores do passado. Após desperdiçar muitos anos a negar a realidade, a Europa é obrigada a lidar tanto com o Brexit como com a falta de compromisso dos Estados Unidos, seja ele sob um segundo mandato de Trump ou sob um, menos provável, primeiro mandato de um novo presidente democrata. De qualquer das formas, a Europa tem de crescer e assumir responsabilidades após décadas a esconder-se por detrás do poder político, e sobretudo militar, dos Estados Unidos.
 
A boa notícia é que a Europa é suficiente forte para fazê-l...
União Europeia, Dossiê: União Europeia em reflexão



PERMANECER E REFORMAR REALMENTE SÓ SIGNIFICA "PERMANECER" ? por RICHARD TUCK

joaompmachado in 'A Viagem dos Argonautas' 07 Fev. 2020

 

?Remain and Reform? Really Just Means ?Remain?, por Richard Tuck

 

The Full Brexit, 7 de Julho de 2019

 

Selecção e tradução de Júlio Marques Mota

 

?Permanecer e Reformar? é um slogan sem sentido parecido com o de Tony Blair ?Duro com o crime, duro com as causas do crime?. Assim como Blair só aumentou o encarceramento sem se dirigir aos motivos sociais do crime, também os Remainers  não têm chance de reformar a UE ? de facto, eles não têm nenhuma ideia de como fazer isso.

 

?Duro com o crime, duro com as causas do crime?. ?Remain and Reform?. Tony Blair e os seus admiradores nunca estiveram perdidos quando se trata de slogans bem sonantes, mas profundamente desonestos. Como todos sabemos agora, o governo de Blair foi muito mais duro com o crime do que com as causas do crime, com a população prisional subindo de 60.000 para 80.000 durante o seu mandato, com pouco a mostrar em termos de qualquer redu...

União Europeia, Dossiê: União Europeia em reflexão



Pacto Ecológico Europeu: nem verde, nem ecológico, nem europeu

ODiario.info 22 Jan. 2020

A UE é hoje talvez o mais radical baluarte do neoliberalismo. Não seria assim de esperar que o seu Pacto Ecológico Europeu fosse outra coisa senão mais um esforço para aumentar lucros ao grande capital, embrulhado em mais uma operação de propaganda. O capitalismo não é nem nunca será ?verde?.


Inês Pereira    22.Ene.20

Na década de 30 a Administração Roosevelt adoptou o New Deal1. O objectivo, nesse tempo, era salvar o capitalismo da profunda crise em que se encontrava. Recentemente, a Comissão Europeia (CE) apresentou o chamado European Green Deal, traduzido para português como Pacto Ecológico Europeu. Hoje, como ontem, o que se pretende com o tal «Pacto» é maximizar o lucro dos grandes grupos económicos, instrumentalizando justas preocupações das populações com o ambiente e explorando ainda mais os trabalhadores e os povos.
Estamos, pois, perante uma enorme acção de propaganda da União Europeia (UE), isto porque o «Pacto» proposto...

Ambiente, União Europeia, Dossiê: União Europeia em reflexão



JEREMY CORBYN, UM POLÍTICO QUE SE DISTINGUE PELA SUA SERIEDADE ? PARA UM BREXIT DE ESQUERDA ? por COSTAS LAPAVITSAS

joaompmachado in 'A Viagem dos Argonautas' 12 Jan. 2020

 

Pour un Brexit de gauche, de Costas Lapavitsas

 

Contretemps, 5 de Agosto de 2019

 

Selecção e tradução de Júlio Marques Mota

 

 

epa05812065 Labour Party leader Jeremy Corbyn delivers a speech on Brexit in London, Britain, 24 February 2017. Corbyn outlined his party?s policy on Brexit. EPA/ANDY RAIN




Jeremy Corbyn recebe cada vez mais apelos  para transformar o Partido Trabalhista no Partido dos Remainers  [os defensores da permanência do Reino Unido na União Europeia]. Mas o cancelamento do Brexit tornaria a União Europeia e o seu dogma neoliberal ainda mais agressivos ? com consequências desastrosas para a esquerda de toda a Europa.

 

A nova base militante do Labour, embora hostil ao neoliberalismo, é bastante relutante em relação ao Brexit, pois teme que possa levar a um declínio das lutas feministas, anti-racistas, ecológicas ou solidárias com os migrantes. Neste artigo, Costas Lapavitsas defende a...

União Europeia, Reino Unido, Dossiê: União Europeia em reflexão



Para a União Europeia chegou o momento de utilizar a força

Página Global 01 Jan. 2020

 
 
Thierry Meyssan*
 
A nova Comissão Europeia anunciou claramente o seu projecto para a era da retirada dos EUA : voltar a dar à Europa Ocidental o domínio sobre o resto do mundo que ela exerceu do XVIº ao XIXº século. Ela dota-se para isso de uma ideologia de pacotilha utilizando a contra senso o vocabulário dos seus filósofos. Esta postura seria risível, se ela não pudesse conduzir à guerra.
 
A União Europeia ambiciona voltar a dar aos seus membros o estatuto que tinham adquirido, pela força, com os seus impérios respectivos. Tendo o mundo mudado, já não é mais possível basear a realidade colonial sobre o abismo educacional que separava os Selvagens da Civilização. Convêm, pois, formular uma nova ideologia que formate o domínio europeu de nobres ideais.
 
Essa existe já de maneira embrionária e é utilizada pelos Estados Unidos para justificar a sua própria leadership. Trata-se de a tornar mais coerente e de a apura...
União Europeia, Dossiê: União Europeia em reflexão



2020 pode ver uma nova União Europeia

Página Global 29 Dez. 2019

 
 
Com o Brexit, o balanço de poder na Europa está mudando. Agora, não é só o eixo franco-alemão que conta: a Alemanha terá que se voltar para o leste para manter sua influência.
 
Boris Kálnoky* | opinião
 
Em 2020, a União Europeia será menor, e a política dentro do bloco ficará mais dura. Neste ano que chega, ao que tudo indica, os britânicos vão se despedir definitivamente. E isso terá consequências para a estrutura de poder da Europa.
 
Há sinais de uma lenta saída do eixo franco-alemão como centro decisivo do poder e de um regresso a estruturas mais históricas. Isso inclui a formação de um bloco do centro-leste europeu, onde os Habsburgo governaram outrora: o chamado Grupo de Visegrado, de Hungria, Polónia, República Checa e Eslováquia ? além dos outros países da região, cada vez mais interligados a eles.
 
A Alemanha deve estar se perguntando qual é o seu lugar na Europa. A forma futura da União Euro...
União Europeia, Dossiê: União Europeia em reflexão



Esquerda, para onde vais?

Jorge Bateira in 'O TORNADO' 18 Dez. 2019

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Se a esquerda quer ser alternativa à extrema-direita, terá de romper com o neoliberalismo da UE e reorganizar-se.

 

 

Snacks de economia política #21

Esquerda, para onde vais?

 

Se a esquerda quer ser alternativa à extrema-direita, terá de romper com o neoliberalismo da UE e reorganizar-se para representar os ?de baixo?. Tem de estar presente, ser solidária com as comunidades pobres, para poder falar com credibilidade em nome de uma sociedade livre e justa.

 

Para saber mais:

 
 
 
 

 

Ver todos

 

Parceria editorial Rádio Transforma / Jornal Tornado


 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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União Europeia, Esquerdas, Dossiê: União Europeia em reflexão



A Europa e o liberalismo

in 'Estátua de Sal' 14 Dez. 2019

(Eldad Manuel Neto, 14/12/2019)

A UE tem os dias contados. As grandes economias mundiais estão nas mãos de nacionalistas poderosos. Todos eles possuem armamento esmagador. Rússia, China e EUA preparam a repartição da sua quota parte nesse aniquilamento. Com o BREXIT ganham um ponta de lança europeu nessa estratégia.

No seio da UE proliferam os partidos de extrema-direita financiados pelos chacais que a querem destruir.

 

A UE conta apenas com duas economias desenvolvidas e industrializadas. Todavia, toda a UE liquidou, há muito, o caminho da solidariedade e da justiça social. A maioria dos seus dirigentes são fiéis seguidores do capital em detrimento do trabalho e da dignidade humana. As centrais de poder da UE, nomeadamente o Eurogrupo, convergem nas estúpidas políticas de controlo do défice asfixiando cada vez mais as soberanias e os serviços públicos. O capitalismo nunca viveu fase mais concentracionária...

União Europeia, Dossiê: União Europeia em reflexão



A UE promove a extrema-direita

Ladrões de Bicicletas (Jorge Bateira) 12 Dez. 2019

Jorge Bateira UE


O primeiro passo para reduzir a extrema-direita à insignificância seria substituir as políticas de extrema-direita da UE por políticas de pleno emprego e reforço do Estado social. Como isso não vai acontecer ...

Com o vídeo vão sugestões de leitura. Agradeço a partilha.

Ver original em 'Ladrões de Bicicletas' (aqui)

Extrema direita, União Europeia, Dossiê: União Europeia em reflexão



Tratado de Lisboa: porreiro? Só para o grande capital

Página Global 11 Dez. 2019

 
Um Tratado que, inicialmente designado por «Constituição Europeia», representou um salto em frente no aprofundamento do processo de integração europeia e nos seus pilares neoliberal, federal e militar.
 
Inês Pereira | AbrilAbril | opinião
 
No dia em que Portugal assinalava a restauração da sua independência, um dia feriado recuperado na última legislatura depois de ter sido riscado pelo Governo PSD/CDS, os quatro dirigentes das principais instituições da União Europeia (UE) ? Banco Central Europeu, Conselho Europeu, Comissão Europeia e Parlamento Europeu ? assinalaram os 10 anos da ratificação do Tratado de Lisboa.
 
Um Tratado que, inicialmente designado por «Constituição Europeia», percorreu um longo caminho para chegar a Lisboa, não isento de contradições e com passagens por Maastricht, Amesterdão e Nice, e representou um salto em frente no aprofundamento do processo de integração europeia e nos seus pilares neoliberal, fed...
União Europeia, Dossiê: União Europeia em reflexão



A lição do Brexit e o verdadeiro desafio para o socialismo do século XXI na Europa ? Aprendendo com o Brexit (1ª parte). Por Costas Lapavitsas

franciscogtavares in 'A Viagem dos Argonautas' 10 Dez. 2019

2 Brexit e verdadeiro desafio

Seleção e tradução de Júlio Marques Mota

Aprendendo com o Brexit (1ª parte)

Uma posição socialista face à União Europeia

Costas Lapavitsas Por Costas Lapavitsas

Editado por Monthly Review em 1 de outubro de 2019 (ver aqui)

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Brexit, a União Europeia e a Esquerda

3 Aprendendo com o Brexit 1

Theresa May ?HMS Brexit? num gesto de força dirige HMS Brexit para um iceberg no exterior do Parlamento, com somente uma boia de salvação do voto popular para a salvar (15 janeiro de 2019). Photo credit: Avaaz (Flickr).

O livro The Left Case Against the EU (Polity, 2019) de Costas Lapavitsas é reconhecido como o principal trabalho de defesa do Lexit, o Brexit de esquerda, e das nações que deixam a União Europeia em geral. À luz do atual compromisso do Primeiro-Ministro britânico conservador Boris Johnson de sair da União Europeia até 31 de outubro, mesmo que isso signifique um Brexit sem acordo, o papel da esquerda assume uma importância crescente. Além disso, isto levanta questões da União Eu...

União Europeia, Reino Unido, Dossiê: União Europeia em reflexão



O euro é disfuncional? Boa questão

in 'Estátua de Sal' 27 Nov. 2019

(Vítor Lima, 26/11/2019)

Vejamos. A UE, como qualquer instituição capitalista é disfuncional, geradora de desigualdades, económicas e políticas. E o euro insere-se aí. Só que as desigualdades são dinâmicas espacialmente e, socialmente, em cada espaço.

 

Uma grande questão é que não há um pingo de esquerda na Europa, capaz de construir uma alternativa. Tempos atrás vi um texto dos trotskistas franceses com o apoio dos congéneres europeus (entre eles o conselheiro Louçã), muito ideológico mas desfasado da realidade. E aqui em Portugal, há anos que o PCP mingua em torno da sua fabulosa consigna do ?política patriótica de esquerda?; enquanto a Catarina vasculha no vasto leque de disfunções vigentes para as apresentar no próximo telejornal. E o Costa passados 4 anos, naturalmente, dispensou-os, como previ em 2015, (Ver texto aqui)

Ora sem movimentação social não há alternativa viável. E qualque...

União Europeia, Dossiê: União Europeia em reflexão



Como o euro ajudou a Alemanha a evitar tornar-se como o Japão. Por Martin Wolf

franciscogtavares in 'A Viagem dos Argonautas' 15 Nov. 2019

Espuma dos dias Alemanha e Euro

Seleção e tradução de Francisco Tavares

Como o euro ajudou a Alemanha a evitar tornar-se como o Japão

Berlim deveria estar grata por aquilo que a moeda única, e Mario Draghi, lhe deram.

Martin Wolf 2 Por Martin Wolf

Editado por The FTimes, OP Editorial, em 29/10/2019 (ver aqui)

Republicado em Gonzallo Rafo em 15/11/2019 (aqui)

42 Como o euro ajudou a Alemanha a evitar 1

 

?Pensar que dois e dois são quatro/ E nem cinco nem três/O coração do homem há muito que está dorido/ e durante muito tempo parece que esteve.?

 

Qualquer um que pensa sobre a economia precisa de recordar estas linhas do poeta inglês AE Housman. As coisas têm de fazer sentido. A questão é como.

As pessoas responsáveis pelas grandes economias não podem ignorar isto. A tragédia da zona euro, especialmente do papel da Alemanha na zona euro, é que a transição para a reflexão sobre a forma como as receitas e as despesas se agregam a nível da zona euro e a nível global não tem, até agora, ocorrido.

Isto explica, em parte, a host...

União Europeia, Alemanha, Dossiê: União Europeia em reflexão



DERIVA IMPERIAL SERÔDIA NA UNIÃO EUROPEIA

Página Global 15 Nov. 2019

 
 
As intenções marciais e mesmo imperiais da União Europeia serão reforçadas com seus novos dirigentes, sra. Ursula Von der Leyen e sr. Josep Borrell.
 
A primeira afirma que "a Europa deve aprender a falar a linguagem da potência" e que o "soft power" já não basta. O segundo afirma que "a Rússia, nossa velha inimiga, tornou-se novamente uma ameaça" e que doravante a UE "deveria utilizar a linguagem da força" ? o que exige o reforço das suas "capacidades militares" com verbas da ordem dos 10,5 mil milhões de euros.

Mas a estagnação da economia europeia, a começar pelo país da sra. Ursula, não deveria permitir tais arrogâncias serôdias. Estarão distraídos ou será uma fuga para a frente?
 

Ver o original em 'Página Global' na seguinte ligação:

https://paginaglobal.blogspot.com/2019/11/deriva-imperial-serodia-na-uniao.html

União Europeia, Dossiê: União Europeia em reflexão



A reserva de soberania e o futuro de Portugal

ODiario.info 30 Out. 2019

João Ferreira do Amaral    30.Oct.19

A União Europeia não é um mero prosseguimento da CEE sob outro nome. A UE é algo de novo e o seu estabelecimento em 1992, com a ratificação do tratado de Maastricht, representou um corte em relação ao que tinha sido até aí a evolução da integração europeia ocidental pós-II Guerra Mundial. As instituições europeias seguiram o caminho de prosseguir o alargamento dos mercados e de forçar uma suposta adaptação à globalização transferindo todo o impacte desta sobre o factor trabalho, seja a nível dos salários e direitos sociais, seja ao nível do emprego.


 

1. O modelo federal-neoliberal europeu
Comemora-se este mês o 60.º aniversário do Tratado de Roma. Ou, como muitos acrescentam, os 60 anos da União Europeia, anteriormente designada como Comunidade Económica Europeia (CEE).
Nada mais errado que este acrescento. De facto, a União Europeia não é um mero prosseguimento da CEE sob outro nome...

União Europeia, Dossiê: União Europeia em reflexão



UE insiste em restringir as opções de Portugal

Página Global 26 Out. 2019

 
 
O Governo ainda em funções recebeu da UE um pedido para actualizar o projecto orçamental para 2020 «tão cedo quanto possível», para que o coloque em linha com os garrotes das regras orçamentais europeias.

 

AbrilAbril | editorial

 
Não fosse haver ideias de, no próximo ano, serem definidas medidas orçamentais que fossem colocar o desenvolvimento do País e as populações como prioridades absolutas, a Comissão Europeia (CE) veio, terça-feira, instar o Governo a apresentar um plano orçamental à medida das limitações comunitárias.
 
Uma semana após o envio pelo Governo do projecto de plano orçamental para Bruxelas, foi hoje enviada ao ministro das Finanças uma carta que exige o seu rápido reenvio com alterações que correspondam às regras da União Europeia (UE) em matéria de saldo estrutural e de dívida pública. Mais uma vez procuram-se impor limitações e constrangimentos orçamentais q...
União Europeia, Dossiê: União Europeia em reflexão



Os 20 anos do euro: o problema das lentes a ?preto e zero?

Domingos Lopes in 'O Chocalho' 22 Out. 2019

O enquadramento actual e as reformas em curso promovem a divergência entre Estados ricos e pobres e asseguram que países como Portugal irão, lentamente, definhar. Seremos capazes de perceber o que esse percurso representa para o futuro do país e mudar de rumo?

Ricardo Sousa
 
euro001
 

O euro entranhou-se na vida dos portugueses. Os "benefícios" que lhe estão associados são conhecidos e continuam a aliciar.

O ?discurso pró-euro? e a ?sensação de liberdade? convencem: para 64% dos portugueses e dos cidadãos da Zona Euro, o euro é uma "coisa boa" ? o suficiente para as autoridades europeias declararem que a moeda única beneficia todos!

Contudo, é surpreendente que a maioria dos decisores políticos continue a ter uma perspectiva ?demasiado optimista? em relação ao euro. Essa perspectiva das ?elites? tem-se mantido historicamente.

União Europeia, Dossiê: União Europeia em reflexão



Europeus dizem a Bruxelas: nem Moscovo nem Washington

Página Global 27 Set. 2019

 
 
Um estudo divulgado pelo Centro Europeu de Relações Externas revela uma absoluta falta de sintonia entre a prática das instituições de Bruxelas e Estrasburgo e a opinião dos cidadãos.
 
esmagadora maioria dos cidadãos europeus defende a neutralidade da União Europeia no caso de deflagrarem conflitos armados entre os Estados Unidos e a Rússia ou a China. Esta não é a única matéria em que existe dissonância absoluta entre as políticas de Bruxelas e a vontade dos cidadãos, mas revela até que ponto as instâncias não-eleitas da União Europeia estão distantes da opinião dos cidadãos e, por consequência, do respeito pela democracia.
 
Um estudo publicado pelo Conselho Europeu de Relações Externas, um think tank com escritórios em sete capitais europeias vocacionado para o reforço do «europeísmo», não deixa dúvidas quanto às desconfianças que a maioria dos cidadãos europeus têm em relação não tanto à União mas, sobr...
União Europeia, Dossiê: União Europeia em reflexão



O Brexit, a UE e a democracia

Página Global 15 Set. 2019

 
 
Thierry Meyssan*
 
Para Thierry Meyssan, a política de Boris Johnson situa-se na perfeita continuidade da história britânica. Se nos referirmos aos escritos do Primeiro-ministro britânico e não às suas declarações de campanha, ela é muito mais guiada pelo perigo sentido face à nascença de um Estado supranacional continental que por uma vontade de independência económica.
 
A quando da dissolução da URSS, a França e a Alemanha tentaram conservar o seu lugar no mundo resolvendo o problema do seu tamanho face ao gigante norte-americano. Decidiram portanto reunificar as duas Alemanhas e de se fundirem conjuntamente num Estado supranacional : a União Europeia. Seguros, face à sua experiência de cooperação interestatal, acreditaram ser possível construir este Estado supranacional apesar do diktat do Secretário de Estado James Baker para alargamento forçado a Leste.
 
Durante os debates sobre o Tratado de Maastricht,os gaull...
União Europeia, Reino Unido, Dossiê: União Europeia em reflexão



EURO: As omissões do aluno Trichet. Por Jean-Luc Gréau

franciscogtavares in 'A Viagem dos Argonautas' 13 Set. 2019

 

Seleção e tradução de Júlio Marques Mota

Publicado por revista mensal Causeur.fr em maio de 2019

23 EURO As omissões do aluno Trichet 1

O ex-presidente do Banco Central Europeu, Jean-Claude Trichet, faz uma avaliação geralmente positiva do euro em Le Debat. Trata-se de esquecer que a moeda única contribuiu para aumentar as divergências entre os Estados-Membros. Com o desemprego em massa, a recessão e a dívida, a zona euro está à beira do desmantelamento.

________________________________________

O vigésimo aniversário do lançamento do euro em 1 de Janeiro de 1999 foi celebrado com discrição. No entanto, e sem esperar este prazo, um dos mais importantes protagonistas da experiência, o nosso compatriota Jean-Claude Trichet, traçou um balanço geralmente positivo: usando um dos estereótipos utilizados durante a crise de 2008, considerou a zona euro ?resiliente?[1].

 

As omissões do aluno Trichet

Neste artigo de pura oportunidade, escrito no rescaldo de um exercício de 20...

Economia política, União Europeia, Dossiê: União Europeia em reflexão



BREXIT OU OS ENXOVALHOS DA DEMOCRACIA

Página Global 13 Set. 2019

 
 
Entre Bruxelas e Londres não houve negociações, houve imposições unilaterais engendradas para que as consequências da saída fossem avassaladoras para a população britânica.
 
José Goulão | AbrilAbril | opinião
 
Brexit ou a saga da saída do Reino Unido da União Europeia é um episódio claro, e muito sério, de como é tratada a democracia, ou o que dela resta, no Ocidente que se afirma como fiel depositário dos direitos humanos e dos valores civilizacionais. A uma decisão límpida e democrática, como a assumida pelos britânicos no referendo sobre a permanência ou não na União Europeia, seguiu-se uma enxurrada de manobras, chantagens, humilhações, golpes sujos e baixos ? sempre desprezando os cidadãos ? para tentar reverter a decisão da consulta ou, pelo menos, tornar as suas consequências exemplares para qualquer país que deseje seguir pelo mesmo caminho.
 
Boris Johnson tem as costas largas. Acompanhando a co...
Reino Unido, Dossiê: União Europeia em reflexão



Viagem ao mundo da verdade única

Página Global 19 Ago. 2019

 
 
Para aos dirigentes europeus só existem a verdade de Bruxelas e a mentira do Kremlin. É preto ou branco, quem discorda de Bruxelas concorda com o Kremlin e com os terroristas islâmicos.
 
 
 
Uma viagem ao mundo da «estratégia de comunicação» da União Europeia e respectivas emanações é uma experiência indispensável para confirmar os indícios de que os dirigentes europeus convivem cada vez mais desconfortavelmente com a liberdade de opinião. Na verdade, como ilustra essa incursão, já encaram a informação como propaganda, o contraditório como um abuso e a liberdade como um delito. Está aberto o caminho para a imposição da opinião única, em que se baseiam todas as formas de censura, desde a dos coronéis à dos «fact-checkers» contratados a peso de ouro por Bruxelas.
 
As poucas linhas introdutórias que o leitor acaba de consultar são uma «desinformação», à luz da...
União Europeia, Censura, Dossiê: União Europeia em reflexão



Para quem é a entrega?

resistir.info 31 Jul. 2019

por Henrique Júdice Magalhães

Clique a imagem para ampliar. Em 1703, Portugal, à época uma potência decadente, assinou com a Inglaterra (potência ascendente) o Tratado de Methuen. A troco da isenção de tarifas no ingresso de vinhos portugueses em território britânico, a coroa lusitana cedeu perpetuamente à indústria inglesa seu mercado consumidor de tecidos – que incluía o Brasil. Em 1785, Lisboa ordenou a destruição de quase todos os bens de produção manufatureira existentes aqui [1] .

Em 1933, a Argentina firmou com a Inglaterra o Pacto Roca-Runciman. A troco do compromisso britânico de continuar comprando sua carne bovina desde que ela fosse mais barata que a de outros países, o governo argentino assegurou a frigoríficos ingleses 85% do setor frigorífico e ainda eliminou ou reduziu as tarifas de importação de 235 produtos britânicos, entre outras concessões. Arturo Jauretche definiu esse tratado como o "marco legal da colonização".

O tratado Mercosul – União Européia (UE) anu...

China, América Latina, USA, União Europeia, Dossiê: União Europeia em reflexão



A União Europeia avaliza a nomeação de quatro altos funcionários

Página Global 15 Jul. 2019

Thierry Meyssan*

Tendo-se tornado a União Europeia por força dos Tratados numa estrutura supra-nacional, como podem os Estados-membros designar altos funcionários que lhes darão ordens ? De facto, não o fazem, limitam-se a avalizar as escolhas da OTAN, discutidas entre a Alemanha e a França.

Em princípio, foi decidido pelos Estados Unidos, a Alemanha e a França, antes das eleições para o Parlamento Europeu, que o Presidente da Comissão seria o alemão Manfred Weber. Este havia-se comprometido a fazer cessar os trabalhos de construção do gasoduto Nord Stream 2 e a limitar a compra de hidrocarbonetos russos pela União em benefício do gás dos EUA, muito mais caro a produzir e a transportar.

Para adormecer os eleitores europeus, uma intensa propaganda assegurara que o Presidente da Comissão iria ser eleito de acordo com uma «regra democrática»: seria o cabeça de lista do mais importante grupo parlamentar eleito. E não havia dúvida de que seria Manfred...
União Europeia, Dossiê: União Europeia em reflexão



Os comissários de Bruxelas: ao serviço de si próprios e das multinacionais

03 Jul. 2019

 

As portas giratórias na Comissão Europeia
Os comissários de Bruxelas: ao serviço de si próprios e das multinacionais

por Bernard Gensane
09/11/2015

Dos comissários da época Barroso, um terço é agora influente membro executivo de grandes empresas.

Um levantamento da ONG, Corporate Europe Observatory , cuja razão de ser é estudar os grupos de pressão que operam em Bruxelas, estabeleceu uma lista dos ex-membros da Comissão presidida por Durão Barroso tendo encontrado chorudas situações em empresas multinacionais.

A porosidade entre a Comissão e estas grandes empresas é tal que constituem um único e o mesmo mundo. Assim, quase não ficamos surpreendidos ao saber que a Comissão estava perfeitamente ao corrente das tramoias em larga escala da Volkswagen e que o Parlamento tinha decidido votar contra uma Comissão de inquérito antes de autorizar uma margem de tolerância para as emissões de gasóleoque continuarão a matar cerca de 100 m...

União Europeia, Dossiê: União Europeia em reflexão



A ignóbil porcaria

in 'Estátua de Sal' 03 Jul. 2019

(Rui Tavares, in Público, 02/07/2019)

Rui Tavares

No pino do Verão de 1901, os partidos então dominantes na monarquia portuguesa decidiram juntar esforços para alterar a lei eleitoral de forma a contrariar a ameaça de crescimento dos republicanos e de um novo partido ?regenerador liberal?. Chamou-se a essa manobra a ?Ignóbil Porcaria?.

 

Pois bem, o que acabou de se passar no Conselho Europeu foi uma ignóbil porcaria à escala europeia. Talvez os envolvidos não tenham ainda noção disso, talvez alguns até estejam convencidos das suas boas intenções, ou queiram convencer-nos delas, mas a verdade é que se não quiserem chamar-lhe ?ignóbil porcaria? chamem-lhe ?conchavo vergonhoso? ou outro qualquer sinónimo.

Pior do que isto era impossível. Os europeus foram votar há pouco mais de um mês, aumentando até as taxas de participação em resposta a um apelo para que se socorresse o projeto europeu...

União Europeia, Dossiê: União Europeia em reflexão



«Consenso de Bruxelas» ou a UE exposta: «novos cargos», velhas políticas

in AbrilAbril 02 Jul. 2019

O processo mediatizado em torno das «novas» caras para a direcção das instituições da UE confirmam um amplo consenso para a prossecução das políticas que têm prejudicado as populações dos estados-membros.

Ilustração de Irene SáCréditosIrene Sá

O compromisso agora alcançado introduz a novidade de o Partido Socialista Europeu (PSE) e o Partido Popular Europeu (PPE) passarem a incluir os designadados «liberais», estendendo a estes o «Consenso de Bruxelas». Aqueles dois partidos a isso foram obrigados perante os resultados eleitorais para o Parlamento Europeu (PE).

O desfecho que agora se afigura em torno das diferentes propostas a designar para a chefia da Comissão Europeia (CE), Banco Central Europeu (BCE), Conselho Europeu (CE) e PE confirma que os países com maior peso na União Europeia (UE) acertaram posições, uma vez mais, para criarem condições para o desenvolvimento da política que tem sido seguida até aqui.

Assim, os processos de n...

União Europeia, Dossiê: União Europeia em reflexão



Nos vinte anos do euro

Ladrões de Bicicletas (Jorge Bateira) 26 Jun. 2019

Partilho alguns parágrafos de um texto que escrevi para um livro que tarda em sair: Ascensão e Queda da UE: uma avaliação negativa dos 20 anos do euro, capítulo de Ética, Economia e Sociedade, eds. Sandra Lima Coelho e Gonçalo Marcelo (Porto: Universidade Católica Editora - Porto) [no prelo]

 

É dedicado àqueles que querem que o euro sobreviva mais vinte anos até que o país se transforme numa estância turística subdesenvolvida; um território (não um País) onde a maioria dos nossos netos só encontrarão empregos precários com salários de subsistência.

 

"Em boa verdade, a gestação da crise começou logo após o Tratado de Maastricht com a preparação para a entrada na moeda única. Os países da periferia abdicaram da desvalorização das suas moedas ficando a sua competitividade determinada pela evolução dos custos internos. Sendo a inflação o factor decisivo, cedo se percebeu que a Alemanha conseguia fazer evoluir os seus cu...
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A propósito dos resultados das eleições europeias

resistir.info 04 Jun. 2019

por Rémy Herrera

A dizer a verdade, os resultados das eleições europeias de 25-26 de maio, poucas surpresas revelaram. Por toda a parte, ou quase, os partidos da extrema-direita obtiveram pontuações boas, ou mesmo muito boas. A tendência não é nova, à escala do continente. Confirma-se, consolida-se. E inquieta. O Rassemblement National (RN, ex-Frente Nacional) de Marine Le Pen foi o vencedor em França, com 23,3% dos votos expressos, enquanto que, em Itália, a Liga do Norte (Lega Nord per l'indipendenza della Padania) do atual ministro do Interior e vice-presidente do conselho de ministros italiano, Matteo Salvini, registou 34,3% dos votos. Para além dos 22 franceses do RN e dos 28 italianos da Liga, o grupo "Europa das nações e das liberdades" contaria igualmente três deputados do Partido da Liberdade da Áustria (Freiheitliche Partei Österreichs), três do partido nacionalista Intérêt flamengo (Vlaams Belang) e um do partido populista estoniano (Eesti...

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É verdade, (também eu) entro na campanha! - I

in 'Alpendre da Lua' 10 maio 2019

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Ver original em 'Conversa Avinagrada' (aqui)

União Europeia, Dossiê: União Europeia em reflexão



Esta Europa e as nações

Domingos Lopes in 'O Chocalho' 09 maio 2019

UE001A Europa enquanto continente político-geográfico é o resultado da afirmação das nações. Foram elas que fizeram da Europa o continente mais avançado em termos de conquistas políticas, sociais, culturais e ambientais.

Também é verdade que foram algumas delas que arrasaram o continente a ferro e fogo em guerras que explodiram no século passado e assumiram dimensões mundiais.

Foi essa horrenda devastação que gerou a ideia de uma Europa de nações a viver em paz e em cooperação.

Neste nosso tempo as nações não passaram à História, estão aí, nalguns casos exacerbadas por líderes que delas se servem para combater rumos que os seus povos rejeitam. Os mais ?europeístas? como Merkel ou Macron pensam em primeiro lugar na Alemanha e França respetivamente e veem o continente à luz dos seus interesses.

A Europa continua a assentar nas nações e só a sua união voluntária de baixo para cima e não imposta de cima para baixo pode permitir a cooperaçãoà e...

União Europeia, Dossiê: União Europeia em reflexão



A União Europeia, no momento e no futuro

/ REDE VOLTAIRE 08 maio 2019

Os cidadãos da União Europeia, que deverão eleger o seu parlamento a 25 e 26 de Maio, aprestam-se a fazer a pior escolha. Observando os seus problemas imediatos, eles hesitam entre as diversas prioridades. Mas, se pelo contrário, analisassem um extenso período da sua história, eles compreenderiam a origem dos seus problemas sociais, económicos e políticos e, sem qualquer dúvida, decidiriam de forma diferente.

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Na sequência da Segunda Guerra Mundial, em 1947, o Embaixador George Kennan concebeu a política de contenção (containment[1] e o Presidente Harry Truman formou as instituições de segurança nacional (CIA, Comité conjunto permanente dos Chefes de Estado-Maior, Conselho Nacional de Segurança) [2].

Washington e Londres viraram-se então contra Moscovo (Moscou-br), o seu anterior aliado. Cogitaram criar uma nacionalidade anglo-saxónica comum e decidiram incorporar a Europa Ocidental ao seu estandarte criando para isso os «Estados Unidos da Europa...

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O euro tem 20 anos: quem são os perdedores? quem são os ganhadores? ? Parte II

estatuadesal in 'A Viagem dos Argonautas' 06 maio 2019


O euro tem 20 anos: quem são os perdedores? quem são os ganhadores?

Mesmo 20 anos após a sua introdução, o euro continua a ser controverso. No presente trabalho utilizou-se o método do controlo sintético para analisar quais os países que beneficiaram e os que perderam  com a criação do euro

? A Alemanha é de longe o país que mais beneficiou com a introdução do euro: de 1999 a 2017, com um ganho de quase  1,9 milhão de  milhões  de euros. Isto corresponde a cerca de 23.000 euros por habitante. Além da Alemanha  só os Países Baixos beneficiaram substancialmente com a introdução do euro.

? Nos primeiros anos após a introdução do euro, a Grécia beneficiou massivamente  do euro, mas sofreu perdas significativas desde 2011. Durante todo o período, o saldo é levemente  positivo em +2 mil milhões de euros, ou seja, +190 euros por habitante.

? Em todos os outros países estudados, o euro levou a uma queda na prosperidade...

União Europeia, Dossiê: União Europeia em reflexão



As quatro crises perante a União Europeia

in 'Estátua de Sal' 02 maio 2019

(Alexandre Abreu, in Expresso Diário, 02/05/2019)

Alexandre Abreu

Enfrentamos atualmente quatro crises decisivas. Todas elas possuem uma dimensão europeia fundamental. São elas a crise ambiental e climática, a crise humanitária às portas da União Europeia, a crise de fragmentação política e ascensão da extrema-direita, e a crise da cooperação e solidariedade do projeto europeu. A forma como as enfrentarmos será decisiva para o nosso futuro coletivo.

 

A crise ambiental inclui a ameaça crítica das alterações climáticas mas também a extinção em massa provocada pela ação humana, a produção e libertação no ambiente de milhões de toneladas de plástico e outros resíduos, a desflorestação, a degradação dos solos e a destruição de habitats. É a mais critica de todas as crises porque coloca em questão a própria sobrevivência a prazo da espécie humana. Na sua origem está um modelo de organização socioeconómica assent...

União Europeia, Dossiê: União Europeia em reflexão



Europeias. Entre a Europa Social e a Europa Neoliberal

António Fernandes, em Braga in 'O TORNADO' 02 maio 2019

As diretivas comunitárias e todas as linhas gerais de orientação política e económica para os Estados membros que, mesmo sendo autónomos na sua aplicação, nunca serão verdadeiramente independentes porque a coesão europeia assim o dita por manifesta necessidade de estabilidade política e social se auto sustentar.

Nessa perspetiva, os socialistas e outras correntes ideológicas agrupadas no Aliança Progressista dos Socialistas e Democratas, para manter o rumo do progresso económico na União Europeia em que a qualidade e condição de vida das populações são a essência da sua existência, terão de aumentar a sua representação de forma a direcionar a ?agulha? politica que tem vindo a adulterar o principio elementar da consistência social da União desde que os partidos políticos conservadores assumiram a liderança Grupo do Partido Popular Europeu.

São sobejamente conhecidos os motivos que estiveram na origem e trajeto da EU sendo que n...

União Europeia, Dossiê: União Europeia em reflexão



O euro tem 20 anos: quem são os perdedores? quem são os ganhadores? ? Parte I

estatuadesal in 'A Viagem dos Argonautas' 28 Abr. 2019


O euro tem 20 anos: quem são os perdedores? quem são os ganhadores?

Mesmo 20 anos após a sua introdução, o euro continua a ser controverso. No presente trabalho utilizou-se o método do controlo sintético para analisar quais os países que beneficiaram e os que perderam  com a criação do euro

? A Alemanha é de longe o país que mais beneficiou com a introdução do euro: de 1999 a 2017, com um ganho de quase  1,9 milhão de  milhões  de euros. Isto corresponde a cerca de 23.000 euros por habitante. Além da Alemanha  só os Países Baixos beneficiaram substancialmente com a introdução do euro.

? Nos primeiros anos após a introdução do euro, a Grécia beneficiou massivamente  do euro, mas sofreu perdas significativas desde 2011. Durante todo o período, o saldo é levemente  positivo em +2 mil milhões de euros, ou seja, +190 euros por habitante.

? Em todos os outros países estudados, o euro levou a uma queda na prosperidade...

União Europeia, Dossiê: União Europeia em reflexão



Somos (que) Europa? O discurso do PS para as europeias

Ladrões de Bicicletas (Vicente Ferreira) 26 Abr. 2019


A pouco mais de um mês das eleições europeias, o cenário que temos é pouco auspicioso. Aos ataques cruzados entre alguns candidatos somam-se a falta de ideias à direita (exceção feita a Nuno Melo, que descobriu que ?a Europa é aqui?, talvez pelo número de faltas que deu em Bruxelas enquanto eurodeputado) e o empenho astuto do PS em tornar o voto numa avaliação ao governo. Sobre a Europa, muito pouco, daí que os momentos de confronto de ideias mereçam atenção redobrada. Recentemente, o cabeça de lista do PS, Pedro Marques, participou no podcast 'Perguntar Não Ofende' para uma conversa com Daniel Oliveira acerca da visão do PS sobre o projeto europeu. Sobre esta conversa e as propostas dos socialistas, deixo algumas notas:

1. Marques começa por defender a necessidade de obrigar a Alemanha a cumprir as regras europeias, evitando que continue a acumular excedentes acima dos limites impostos pelo Tratado Orçamental? ?temos que ser tão duros com os países...
Partido Socialista, União Europeia, Dossiê: União Europeia em reflexão



A União Europeia, o outro inimigo dos Coletes Amarelos

estatuadesal in 'A Viagem dos Argonautas' 24 Abr. 2019


A União Europeia, o outro inimigo dos Coletes Amarelos 


(Eugène Favier-Baron, 25/01/2019)

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É assim que o Presidente ?jupiteriano? se encontra encurralado entre a contestação social no seu pais e a pressão orçamental da União Europeia

As observações hostis da Comissão Europeia sobre os Coletes Amarelos não suscitaram a atenção dos meios de comunicação social franceses. No entanto, são muito significativas, porque as aspirações sociais deste movimento são contrárias à orientação liberal da União Europeia.

O risco que os Coletes Amarelos representam para o equilíbrio orçamental da França não escapou à vigilância contabilística de Bruxelas, que rapidamente enviou lembretes a Emmanuel Macron, que foi considerado demasiado recetivo ao movimento. Assim, o Presidente ?jupiteriano? encontra-se prisioneiro num verdadeiro dilema, entre o protesto social no seu país e a pressão orçamental na Europa. Uma análise das principais orientações de po...

União Europeia, França, Dossiê: União Europeia em reflexão



A CRISE ORGÂNICA de ITÁLIA ? por THOMAS FAZI

joaompmachado in 'A Viagem dos Argonautas' 24 Abr. 2019

 

Italy?s Organic Crisis, by Thomas Fazi
American Affairs, 20 de Maio de 2018
Selecção e tradução de Júlio Marques Mota
 

O marxista italiano Antonio Gramsci cunhou o termo ?crise orgânica? para descrever uma crise que difere das crises financeiras, económicas ou políticas ?comuns?. Uma crise orgânica é uma ?crise abrangente?, abrangendo a totalidade de um sistema ou ordem que, por qualquer razão, deixou der ser  capaz de gerar consenso social (em termos materiais ou ideológicos). Tal crise põe a nu contradições fundamentais no sistema que as classes dominantes não são capazes de resolver. As crises orgânicas são ao mesmo tempo económicas, políticas, sociais e ideológicas? em termos gramaticais, são crises de hegemonia ? e geralmente levam à rejeição de partidos políticos estabelecidos, políticas económicas e sistemas de valores. No entanto, estas crises não levam necessariamente  ao colapso rápido da ordem dom...

Itália, União Europeia, Dossiê: União Europeia em reflexão



Europa, I love you

Página Global 24 Abr. 2019

Pedro Ivo Carvalho | Jornal de Notícias | opinião

Se a Europa fosse uma autoestrada, nós seríamos um condutor em contramão de pé atado ao acelerador.Quanto mais a Europa entra nas nossas vidas, maior é a nossa propensão para fugirmos dela.
É como rodopiar sem sair do sítio: os portugueses parecem ter as vistas políticas limitadas ao retângulo e os partidos fazem tudo para alimentar essa lógica circular, nivelando por baixo as expectativas que reservam para si próprios. Porque, na verdade, todos têm mais a perder do que a ganhar. As europeias estão condenadas a ser um tubo de ensaio para as legislativas.Um meio caminho andado para um lugar qualquer. E este ano, infelizmente, vamos continuar fiéis à tradição. Basta uma curta viagem pelo território para nos apercebermos de como o desinteresse generalizado se traduziu numa enorme vacuidade dos slogans, em particular de PS, PSD e CDS, que ora ensaiam trôpegas declarações de amor ao ideário europeu, ora tentam...
União Europeia, Dossiê: União Europeia em reflexão



Contra a sonsice, o relativismo e a desmemória

Ladrões de Bicicletas (João Rodrigues) 16 Abr. 2019


Se a Primeira Guerra Mundial foi uma expressão brutalmente violenta das rivalidades entre as principais potências imperialistas europeias, a Segunda Guerra Mundial viu a radicalização do imperialismo transportada para o continente europeu sob a forma genocida do nazi-fascismo. Este projecto imperialista foi derrotado por uma coligação aliada, onde a União Soviética desempenhou um papel crucial, bem como toda uma resistência anti-fascista nas zonas ocupadas. O apego a sentimentos nacional-populares enraizados foi uma componente vital desta luta, bastando ler as pungentes Cartas de Fuzilados, escritas por membros da resistência francesa antes do derradeiro sacrifício, para o aferir.

Tendo isto em conta, ontem fiquei inicialmente chocado (e olhem que não é fácil), mas após um momento de reflexão nada surpreendido, ao ler Tiago Moreira de Sá, responsável do PSD pelas relações internacionais, escrever o seguinte no Público: ?Em 1945, a Europa era constituída por e...
Liberdade, União Europeia, Dossiê: União Europeia em reflexão



Notas sobre o 'modelo económico-social europeu'

15 Abr. 2019

António Avelãs Nunes e1530112261787

por António Avelãs Nunes [*]
27.Novembro.2003

1. O texto que segue apresenta algumas reflexões do autor sobre o chamado modelo económico-social europeu.

2. Na minha óptica, um correcto modelo económico-social europeu pressupõe uma UE orientada por umas quantas opções fundamentais, que não a reduzam a um mercado único, com moeda única e plena liberdade de circulação de capitais.
        Temos de encontrar soluções que tornem as preocupações sociais compatíveis com a eficiência económica.
        Nenhum modelo ou sistema pode alguma vez considerar-se acabado, imutável. Também neste sentido me recuso a aceitar o fim da história.

3. A União Europeia deveria investir a sério na defesa da diversidade de culturas, na preservação do património histórico dos seus povos, na promoção das realizações da cultura europeia enquanto marca identificadora...

União Europeia, Dossiê: União Europeia em reflexão



UE, "Nós somos o povo!"

15 Abr. 2019

por Pierre Levy [*]

Londres, Berlim, Roma, Madrid, Bruxelas, Estocolmo. E Paris. Se um europeísta tivesse saído da UE há alguns anos e voltasse hoje, ficaria aturdido, desorientado e aniquilado. Para onde quer que olhasse, só descobriria ruínas e cataclismos...

Começando por um facto literalmente histórico: pela primeira vez, um país deixará a União Europeia depois o de ter decidido democraticamente. Certamente, os sobressaltos não acabaram. Mas, de uma maneira ou de outra, mesmo num momento um pouco mais tarde que o esperado por alguns, o Reino Unido recuperará o controlo sobre as suas leis, o seu dinheiro, as suas fronteiras.

A Alemanha, por sua vez, tem mergulhado desde as eleições de Setembro de 2017 numa instabilidade política duradoura. Eleições regionais calamitosas, coligação hesitante e renúncia forçada da patroa dos democratas-cristãos: ninguém se atreve a prever o fim deste caos que paralisa Berlim no cenário europeu.

Em Roma, o pe...

União Europeia, Dossiê: União Europeia em reflexão



Líderes da UE aceitam estender prazo para o Brexit até 31 de outubro

in 'Sputnik Brasil' 10 Abr. 2019

European Commission President Jean-Claude Juncker (R) talks with European Council President Donald Tusk ahead of a debate on the outcome of the latest European Summit on Brexit, at the European Parliament in Strasbourg, France, March 27, 2019

© REUTERS / Vincent Kessler

Líderes da União Europeia (UE) concordaram após uma cúpula de emergência em Bruxelas em adiar uma decisão sobre o Brexit, informou o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, concedendo à primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, a suspensão que havia solicitada por ela.

O prazo final do Brexit foi estendido para 31 de outubro, Tusk tuitou. Outra revisão está marcada para junho, indicou o primeiro-ministro maltês, Joseph Muscat.

Tusk anunciou que se reuniria com May para confirmar o acordo do governo do Reino Unido para a extensão do Artigo 50, embora ele mesmo não tenha divulgado a extensão da extensão. O Parlamento do Reino Unido apoiou a proposta de May de prorrogar o prazo para 30 de junho no início desta semana, en...

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BCE: um banco central faz-de-conta

Jorge Bateira in 'O TORNADO' 07 Abr. 2019

Zona Euro: Condenados a pagar as crises?

Snacks de economia política #11

BCE: um banco central faz-de-conta


Parceria editorial Rádio Transforma / Jornal Tornado


Ver original em 'O TORNADO' na seguinte ligação:

https://www.jornaltornado.pt/bce-um-banco-central-faz-de-conta/

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« A Arte da Guerra »O ?partido americano? nas instituições da União Europeia

/ REDE VOLTAIRE 19 Mar. 2019

O Parlamento Europeu acaba de adoptar uma resolução para que a União cesse de considerar a Rússia como um parceiro estratégico, mas mais como uma inimiga da Humanidade. Ao mesmo tempo, a Comissão adverte contra a ameaça chinesa. Tudo se passa como se os Estados Unidos manobrassem a União para fazê-la entrar na sua estratégia supremacista.

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Antiga Ministra dos Negócios Estrangeiros da Letónia e antiga Comissária Europeia da Agricultura, Sandra Kalniete trabalha desde a independência de seu país contra a União Soviética. É uma das autoras da Declaração de Praga (2008), condenando os crimes do comunismo. Compara o nazismo ao comunismo através do Grupo de Reconciliação das Histórias Europeias. E hoje prossegue o seu trabalho contra a Rússia.

?A Rússia já não pode ser considerada um parceiro estratégico e a União Europeia deve estar pronta para impor-lhe novas sanções se ela continuar a violar o Direito Internacional?: esta é a resolução aprovada pelo Parla...

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Portugal é um dos países que menos investe na União Europeia

Eugénio Rosa in 'O TORNADO' 17 Mar. 2019

Em % do PIB o investimento total e o público é inferior à média da U.E., e apesar disso, até Dez-2018 apenas utilizou 48,3% dos fundos comunitários que podia ter gasto no período 2014/2018, ficando por utilizar 8.927 Milhões ?

Neste estudo mostro, utilizando apenas dados oficiais do INE, do Eurostat e do ACD, que o investimento em Portugal quer total (público+privado)quer apenas público tem sido inferior à média dos países da União Europeia e que o novo investimento nem tem sido suficiente para compensar aquele que desaparece devido ao uso e ao envelhecimento. E que apesar desta insuficiência crónica de investimento, que gera atraso e emprego de baixa qualidade, e baixos salários, no período 2014/2018 do ?PORTUGAL 2020? apenas se utilizou 48,3% do total de fundos comunitários que o país podia utilizar neste período. E sem investimento não há crescimento económico e desenvolvimento sustentáveis, nem modernização de infraestruturas básicas (transport...

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Mercado único, política única

Ladrões de Bicicletas (Vicente Ferreira) 28 Fev. 2019

Esta semana, Jeremy Corbyn cedeu à pressão da ala liberal do Labour e anunciou o apoio do partido a um novo referendo sobre o Brexit. O apoio ao referendo agrada sobretudo aos que votaram pela permanência do Reino Unido na União Europeia e preferem evitar a rutura. No entanto, a manutenção do Reino Unido no Mercado Único implica o cumprimento de regras de concorrência que dificilmente são compatíveis com o Manifesto progressista do Labour. É isso que argumenta o economista grego Costas Lapavitsas, num artigo publicado na revista Jacobin em Agosto do ano passado.

Lapavitsas escreve sobre três pontos do programa de Corbyn que contrariam normas do Mercado Único europeu: (1) a política industrial, (2) as linhas da contratação pública e (3) o programa de nacionalizações.

A mudança radical da política industrial inscrita no Manifesto inclui um aumento significativo do investimento público para apoiar a produção nacional, o que enfrenta enormes dificuldades no quadro d...
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Algumas ideias pertinentes sobre o ser-se, ou não, europeísta

jorge rocha in 'Ventos Semeados' 24 Fev. 2019


No «Expresso» desta semana há uma entrevista com Marisa Matias, que me suscita acordo numa constatação, que ela não formula da mesma maneira como aqui o faço. Existe uma tentativa de separar águas entre quem é ou não é europeísta. Levado por esse maniqueísmo demasiado primário, eu tenho-me sentido a tender para quem, apressadamente, se qualifica de eurocético dado o comportamento de Bruxelas em ocasiões decisivas. Como quando quis impor aos países do sul um doloroso castigo por serem despesistas e, sobretudo, como destruiu um país (a Grécia) por ter havido a pretensão dos seus eleitores em buscarem solução política mais à esquerda. Ou como tem hostilizado ostensivamente a Rússia de Putin ao submeterem-se à agenda expansionista do Pentágono, que acolitado pela CIA e outras agências, vai conspirando para mudar sucessivos governos, ora na Ucrânia, ora na Venezuela (e com Mike Pompeo a prometer que não se ficarão por aqui!).
Nesse sentido a depu...
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A urgência de um «Grande Debate» sobre a União Europeia

in ODIARIO.INFO 27 Jan. 2019

Rémy Herrera*    28.jan.19

Em França, mesmo homens de direita querem centrar o ?Grande Debate? (que Macron diz estar aberto) na questão do euro. Assumem-no pela razão básica de que o projecto europeu não é reformável a partir de dentro, pela lógica que o opera, e deve ser desconstruído. Mas enganam-se ao imaginar que o caminho para sair da crise é capitalista. E é aí que reside toda a dificuldade de construir alternativas para os povos.


 

Uma recente e séria sondagem (1) muito revelou qual o estado de espírito actual dos franceses em relação à União Europeia. À pergunta que lhes foi colocada: ?A que unidade geográfica tem antes de mais o sentimento de pertencer?? 39% dos entrevistados responderam ?França,? 23% a sua ?cidade ou localidade,? 18% a sua ?região, província ou departamento,? 11% o ?mundo? (inteiro!) e finalmente, last and least, 6% a ?Europa?! A representação que alguém no Hexágono faz do idea...

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