Dossiê Religiões da 'pós-modernidade'

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“Sob os nossos olhos” (7/25)O Daesh realiza o sonho dos Irmãos Muçulmanos : o Califado

/ REDE VOLTAIRE 04 Ago. 2019

Concluímos a publicação da parte do livro de Thierry Meyssan, «Sous nos yeux» (Sob os nossos olhos), consagrada aos Irmãos Muçulmanos. Neste episódio, a Irmandade realiza com o Daesh (E.I.) o seu sonho de restabelecer o Califado. Este primeiro Estado terrorista consegue funcionar durante dois anos com a ajuda ocidental.

Este artigo é extraído do livro Sob os nossos olhos.
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O Daesh torna-se conhecido pelos seus actos de tortura e degolamentos em público.

14— O Daesh e o Califado

Inicialmente, os membros da Frente Al-Nusra(Alcaida na Síria) são Sírios que tinham ido combater no Iraque após a queda de Bagdade, em 2003. Eles voltam à Síria para participar na operação planificada contra a República, a qual será, em definitivo, adiada para o mês de Julho de 2012. Durante dois anos —até 2005—, eles beneficiaram da ajuda da Síria que os deixou circular livremente pensando que combatiam o invasor norte-americano. No entanto, ficou claro logo que que o General David Petraeus chegou ao Iraque que a sua real função seria a de combater os xiitas Iraquianos, para grande deleite dos ocupantes. Em Abril de 2013, o Emirado Islâmico no Iraque, do qual eles são oriundos, é reactivado sob o nome de Emirado Islâmico no Iraque e no Levante (ÉIIL). Os membros da Frente Al-Nusra, que se apropriaram de grandes porções da Síria, recusam então reintegrar a sua casa-mãe.

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“Sob os nossos olhos” (6/25)Primeiros reveses dos Irmãos Muçulmanos

/ REDE VOLTAIRE 27 Jul. 2019

Prosseguimos a publicação do livro de Thierry Meyssan, «Sous nos yeux» (Sob os Nossos Olhos). A sorte dos acontecimentos dá uma volta neste episódio. O Presidente Americano-Egípcio Mohamed Morsi é derrubado no seguimento de manifestações monstras, enquanto que a tomada de Damas falha.

Este artigo é extraído do livro Sob os nossos olhos.
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Apesar dos 40. 000 homens envolvidos, os Irmãos Muçulmanos não conseguem tomar a capital síria. Longe de apoiar os «libertadores», a população resiste e a operação é um fiasco.

11— A «Primavera Árabe» na Síria

Desde 4 de Fevereiro, dia da abertura da reunião do Cairo, a coordenação da «Primavera Árabe» na Síria é assegurada pela conta de Facebook Syrian Revolution 2011. O enunciado é suficiente para compreender que a operação deveria derrubar rapidamente a República Árabe Síria, tal como foi o caso com outras «revoluções coloridas» uma vez que o objectivo não é mudar as mentalidades, mas unicamente as equipas dirigentes e algumas leis do país. No próprio dia da sua criação, a conta

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"A Religião dos Fracos"

Carlos Fiolhais in 'De Rerum Natura' 25 Jul. 2019



Início do livro "A Religião dos Fracos", de Jean Birbaum, que acaba de sair na Gradiva


«O crente é o espelho do crente»

Uma vez que os dominantes precisam de ter a última palavra, os guerreiros da jihad não descuram as conclusões. No final das proclamações que fazem, introduzem aquilo a que os manuais de retórica chamam «cláusula», isto é, uma fórmula explosiva que conclui o discurso impressionando o auditório. Neste caso, o procedimento é tanto mais poderoso porque o orador pronuncia as suas derradeiras palavras: os mais célebres vídeos jihadistas exibem um homem que morre depois de ter matado. Aqueles que acaba de eliminar não eram dignos de existir, e ele próprio se prepara para conhecer o sacrifício absoluto. Desde logo, matar outro e matar‑se a si abre‑lhe o caminho de uma sobrevida, ou seja, uma vida mais elevada, mais real, mais intensa. Perante a câmara, o soldado do Califado reivindica o gesto. Está convencido de que as palavras que utiliza serão as palavras do fim: fim dos infiéis, fim da perversão, fim da História. E este fim coincide com um início radical, o advento do Reino divino...
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“Sob os nossos olhos” (5/25)Os Irmãos Muçulmanos como membros do Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca

/ REDE VOLTAIRE 20 Jul. 2019

Nós prosseguimos a publicação do livro de Thierry Meyssan, «Sous nos yeux» (Sob os Nossos Olhos). Neste episódio, ele regressa ao primeiro semestre de 2011 no decurso do qual, apoiados pelos Estados Unidos e o Reino Unido, os Irmãos Muçulmanos se aproximaram ou acederam ao Poder na Tunísia, no Egipto e na Líbia.

Este artigo é extraído do livro Sob os nossos olhos.
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Ben Ali (Tunísia), Kadhadi (Líbia) e Mubarak (Egipto) eram, em 2011, três chefes de Estado às ordens de Washington (Kadhafi desde a sua reviravolta de 2003, os dois outros desde sempre). Apesar dos serviços prestados, eles foram varridos em proveito dos Irmãos Muçulmanos.

7— O início das «Primaveras Árabes» na Tunísia

A 12 de Agosto de 2010, o Presidente Barack Obama assina a directiva presidencial de Segurança n° 11 (PSD-11). Ele informa todas as suas embaixadas no Médio-Oriente Alargado para se prepararem para «mudanças de regime» [1]. Ele nomeia Irmãos Muçulmanos para o Conselho de Segurança Nacional dos Estados Unidos a fim de coordenarem a acção secreta no terreno. Washington vai colocar em acção o plano britânico da «Primavera Árabe». Para a Irmandade, chegou o momento de glória.

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“Sob os nossos olhos” (4/25)Os Irmãos Muçulmanos como auxiliares do Pentágono

/ REDE VOLTAIRE 12 Jul. 2019

Prosseguimos a publicação do livro de Thierry Meyssan, «Sous nos yeux» (Sobos Nossos Olhos). Neste episódio, ele descreve como a organização terrorista dos Irmãos Muçulmanos foi integrada no Pentágono. Ela foi ligada às redes anti-Soviéticas constituídas com antigos nazis durante a Guerra Fria.

Este artigo é extraído do livro Sob os nossos olhos.
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O Saudita Ousama Bin Laden e o seu médico pessoal, o Egípcio Ayman al-Zawahiri, publicam em 1998 «A Frente islâmica mundial contra os judeus e os cruzados». Este texto foi difundido pelo seu escritório no Londonistan ("Londristão"-ndT), o Advice and Reformation Committee. Al-Zawahiri organizou o assassínio do Presidente Sadate, depois trabalhou para os Serviços Secretos sudaneses de Hassan al-Turabi e Omar al-Bashir. Ele dirige agora a Alcaida.

5— Os islamistas nas mãos do Pentágono

No início dos anos 90, o Pentágono decide incorporar os islamistas —que até aí estavam unicamente na dependência da CIA— às suas operações. É a Operação

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as oito razões para um pouco religioso ódio “sunita-xiita”

Diario.info 06 Jul. 2019

Uma interessante resenha histórica da fractura sunita-xiita no islão, do seu peso na evolução da situação no Médio Oriente, e sobretudo do seu papel de bloqueio de uma perspectiva de resolução dos confrontos entre Estados cuja visão da realidade é distorcida por “um olhar metafísico”.


 

“Bombardear o Irão” tem sido desde há anos uma exigência do Reino da Arábia Saudita (RAS) aos EUA. Para o conseguir, contribuiu para a campanha eleitoral de Donald Trump, investiu largos milhões de dólares na economia militar dos EUA e até adaptou aos interesses de Washington o fornecimento de petróleo da OPEP ao mercado mundial. Achará que o presidente dos EUA tem um “preço” ou é homem de mão seu?

Mas, por que é que o principal país islâmico-sunita do mundo, a Indonésia, mantém boas relações com a República Islâmica xiita do Irão enquanto o RAS sonha com transformá-lo num monte de cinzas?

1. Passam quatorze séculos sobre a invasão dos árabes procedentes das actuais terras da Arábia Saudita a um império persa exausto e decadente. Nem as bolas de cristal do seu rei dos reis o avisaram do devastador ataque que destruiria o único espaço em torno do Irão que este não conquistara (por ser deserto), nem do Ouro Negro que se escondia debaixo das suas areias. Durante os dois séculos de domínio árabe sobre o Irão, ocorreram numerosos movimentos populares e políticos para expulsar os ocupantes do poder. Embora o tenham conseguido, e um Irão cristão, mitríaco, budista e zoroástrico tenha sido islamizado, ele recusou a arabizar-se, mantendo a sua língua, a sua cultura e as suas tradições milenares,

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“Sob os nossos olhos” (3/25)Os Irmão Muçulmanos como força de apoio do MI6 e da CIA

/ REDE VOLTAIRE 05 Jul. 2019

Prosseguimos a publicação do livro de Thierry Meyssan, «Sob os nossos Olhos». Neste episódio, ele descreve a maneira como o Presidente Jimmy Carter e o seu Conselheiro de Segurança Nacional, Zbigniew Brzezinski, usaram as capacidades terroristas dos Irmãos Muçulmanos contra os Soviéticos.

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O Conselheiro de Segurança Nacional, Zbigniew Brzezinski, imaginou utilizar os Irmãos Muçulmanos para operações terroristas contra o governo comunista afegão; o que provocou a intervenção da URSS.

3— A Irmandade ao serviço da estratégia Carter/Brzeziński

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Sir James Macqueen Craig, especialista sobre o Médio-Oriente, convenceu o Reino Unido a utilizar os Irmãos Muçulmanos para operações secretas fora do Egipto. Foi também ele quem concebeu o plano das «Primaveras Árabes» no modelo da operação realizada em 1915 por Lawrence da Arábia.

Em 1972-73, um responsável do Foreign Office —e provavelmente do MI6—, James Craig, e o embaixador britânico no Egipto, Sir Richard Beaumont, começam um intenso lóbing para que o seu país e os Estados Unidos se apoiem nos Irmãos Muçulmanos não apenas no Egipto, mas em todo o mundo muçulmano contra os Marxistas e os Nacionalistas. Sir Craig será em breve nomeado embaixador de sua Majestade na Síria, depois na Arábia, e terá ouvidos atentos na CIA. Muito mais tarde, ele será o ideólogo das «Primaveras Árabes».

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“Sob os nossos olhos” (1/25)De 11-de-Setembro a Donald Trump

/ REDE VOLTAIRE 05 Jul. 2019

Iniciamos a publicação por episódios do livro de Thierry Meyssan, «Sob os nossos Olhos». Trata-se de contar por escrito de forma ambiciosa a História dos dezoito últimos anos a partir da experiência do autor ao serviço de vários povos. Este livro não tem equivalente, e não pode ter, na medida em que nenhum outro homem participou nestes acontecimentos sucessivos na América Latina, em África e no Médio-Oriente ao lado dos governos postos em causa pelos Ocidentais.

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«Todos os Estados se devem abster de organizar, de ajudar, de fomentar, de financiar, de encorajar ou de tolerar actividades armadas subversivas ou terroristas destinadas a mudar pela violência o regime de um outro Estado, assim como de intervir nas lutas intestinas de um outro Estado» _ Resolução 2625, adoptada a 24 de Outubro de 1970 pela Assembleia Geral das Nações Unidas

Preâmbulo

Nenhum conhecimento é definitivo. A História, como qualquer outra ciência, é uma constante interrogação sobre o que se acreditava ser certo e o que, considerando novos elementos, se modifica, ou seja, é até mesmo desmentido.

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O Estado relativamente laico e as capelanias absolutamente intoleráveis

in 'Estátua de Sal' 02 Jul. 2019

(Carlos Esperança, 02/07/2019)

Doentes, presos, militares e polícias, à semelhança de quaisquer crentes, podem recorrer aos ministros do culto das suas religiões, se isso lhes dá prazer ou conforto. Faz parte da liberdade religiosa, inerente a qualquer democracia.

 

não se percebe que os hospitais, prisões e quartéis tenham padres católicos privativos, os únicos que, na ditadura, tinham o monopólio desses espaços. É uma ofensa ao Estado laico e a prorrogação da regalia da Concordata de 1940, agora alargada às forças policiais, assinada no apogeu do fascismo, entre o Estado salazarista e o Vaticano de Pio XII, o Papa de Hitler.

Se o Estado permite que a Igreja católica domicilie os padres nos hospitais, prisões e quartéis, ainda que teoricamente aceite a invasão de outras confissões, não se percebe por que motivo os exclui das repartições de Finanças, centros de emprego, ministérios, autarquias, lojas do cidadão e outros organismos públicos.

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“Sob os nossos olhos” (2/25) - Os Irmãos Muçulmanos como assassinos

/ REDE VOLTAIRE 29 Jun. 2019

Prosseguimos a publicação do livro de Thierry Meyssan, «Sob os nossos olhos». Neste episódio, ele descreve a criação de uma sociedade secreta egípcia, os Irmãos Muçulmanos, depois a sua recriação após a Segunda Guerra Mundial pelos Serviços Secretos britânicos. Finalmente, a utilização deste grupo pelo MI6 para proceder a assassinatos políticos nesta antiga colónia da Coroa.

Este artigo é extraído do livro Sob os nossos olhos.
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Hassan el-Banna, fundador da sociedade secreta dos Irmãos Muçulmanos. Sabe-se pouco sobre a sua história familiar, apenas que eram relojoeiros; um ofício reservado à comunidade judaica no Egipto.

As «Primaveras Árabes»,
vividas pelos Irmãos Muçulmanos

Em 1951, os Serviços Secretos anglo-saxónicos constituíram, a partir da antiga organização homónima, uma sociedade secreta política : os Irmãos Muçulmanos.
Utilizaram-nos, sucessivamente, para assassinar personalidades que lhes opunham resistência, depois, a partir de 1979, como mercenários contra os Soviéticos. No início dos anos 90, incorporaram-nos na OTAN e nos anos 2010 tentaram levá-los ao Poder nos países árabes. Os Irmãos Muçulmanos e a Ordem sufi dos Naqchbandis são financiados, à escala de 80 mil milhões de dólares anuais, pela família reinante saudita, o que os transforma num dos mais importantes exércitos do mundo. Todos os líderes jiadistas, aqui incluídos os do Daesh (E.I.), pertencem a este dispositivo militar.

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O pecado das mães e dos pais – COMUNHÕES OU TRADIÇÕES? – por MÁRIO DE OLIVEIRA

joaompmachado in 'A Viagem dos Argonautas' 22 Jun. 2019

Ver original em 'A viagem dos Argonautas' na seguinte ligação:

https://aviagemdosargonautas.net/2019/06/23/__trashed-13/

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Pós-cristãs, pós-religiosas e pós-partidos políticos – COM OS POVOS ORGANIZADOS AO LEME – por MÁRIO DE OLIVEIRA

joaompmachado in 'A Viagem dos Argonautas' 13 Abr. 2019

 

Dizem-nos os sinais dos tempos que as sucessivas gerações do terceiro milénio são gerações maioritariamente pós-cristãs, pós-religiosas e pós-partidos políticos. Por mais que se danem as actuais elites do poder, as gerações do terceiro milénio, mulheres e homens, apresentam-se dispostas a abrir os seus próprios caminhos e a percorrê-los. Nem igrejas, nem partidos políticos lhes interessam mais. São tudo coisas das gerações dos milénios anteriores que trouxeram o mundo para o estado em que ele hoje desgraçadamente se encontra. E que não é um tipo de mundo que se apresente.

O sangue que lhes corre nas veias e o sopro que as faz correr são os da fecundidade e do cuidado, da proximidade, da relação, da ciência, do humano, das práticas políticas, das práticas económicas outras. Sem que o Dinheiro lhes diga o que hão-de fazer. Nascem e vêm ao mundo para o transformar. De selvagem em humano. De humano em fraterno. Por mais que se danem os clérigos e os pastores, os governos e os partidos políticos, as gerações do terceiro milénio nascem determinadas a rasgar os seus próprios caminhos. E todos, felizmente, alternativos. Caminhos ainda não abertos, por isso, ainda não andados. Em que o Ter é gerido pelo Ser. A Política praticada destrona o Poder e derruba todos os seus tronos e palácios. Para dar lugar à Maiêutica.

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FRATERNIZAR – A pergunta que ninguém ousa formular -IGREJAS: UM BEM OU UM MAL ESTRUTURAL?! – por MÁRIO DE OLIVEIRA

joaompmachado in 'A Viagem dos Argonautas' 05 Jan. 2019

 

Com o terceiro milénio acabado de chegar à maioridade, as igrejas cristãs são hoje olhadas-experimentadas como um Bem ou um Mal estrutural entre os povos? Houve tempos em que a Europa e o Ocidente se orgulhavam das suas raízes cristãs. Os países onde elas estavam plantadas orgulhavam-se de serem outras tantas mátrias-pátrias dos grandes valores morais, das grandes virtudes cristãs, terras de mártires, de heróis e de santos. Até Martinho Lutero, séc. XVI, que introduz no coração da Cristandade o vírus da divisão, reina e impera a igreja católica de Roma, definida pelo imperador Constantino e o seu Credo de Niceia-Constantinopla, como ‘una, santa, católica e apostólica’. As populações, formatadas pelos clérigos, não tinham escolha. Nasciam católicas, viviam católicas, morriam católicas. E nem depois de morrer, deixavam de ser católicas. Ou no céu, onde, desde então, passam o tempo a ver deus e a louvá-lo numa liturgia sem fim. Ou no purgatório, onde as suas ‘almas’ tinham de arder por...

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FRATERNIZAR – O QUE ESPERAR DA GERAÇÃO NASCIDA NO ANO 2000? – por MÁRIO DE OLIVEIRA

joaompmachado in 'A Viagem dos Argonautas' 22 Dez. 2018

 

Depois de dois mil anos de (in)civilização ocidental cristã que tem estado aí só para roubar, matar e destruir os povos e o planeta, a geração nascida no ano 2000 e que completa 19 anos em 2019 apresenta-se disposta a pôr fim a todos estes crimes e pecados institucionalizados. Vistos desde o início do terceiro milénio, estes dois milénios têm tudo de pré-história. Com as minorias privilegiadas ao comando das nações e dos Estados. Conseguem, desse modo, branquear todos os seus crimes e pecados. Que apresentam como outros tantos feitos gloriosos e virtudes heróicas. Condecoram e premeiam os seus mais eficientes carrascos institucionais armados e não armados. E canonizam como santos e mártires os seus clérigos e sacerdotes, frades e monges e casais cristãos ricos que erguem Misericórdias e Hospitais para os pobres produzidos por eles próprios. Dois mil anos de cristianismo são dois mil anos de horrores. Cometidos sob a presidência do papa de Roma, ou Santo Padre. Tudo nomes e títulos p...

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Allahu Akbar!

Carlos Esperança in 'PONTE EUROPA' 12 Dez. 2018

“A jihad [guerra santa] é o teu dever sob qualquer governante, seja ele ímpio ou devoto” (hadith, geralmente invocado para justificar ataques aos infiéis e apóstatas).

“Deus é grande” não é só o grito selvagem que precede uma carnificina, é a apoteose da demência mística, o sintoma da intoxicação divina pelo mais boçal dos livros sagrados.

Deus podia ter sido uma ideia interessante, mas converteu-se num pesadelo cujo nome, em árabe, remete para o mais implacável dos homólogos que alimentam o proselitismo dos desvairados da fé. Alá consegue ser o pior dos avatares monoteístas.

O islamismo, plágio tosco do judaísmo e do cristianismo, ditado pelo arcanjo Gabriel ao “beduíno analfabeto e amoral”, como lhe chamou Atatürk, ao longo de vinte anos, entre Meca e Medina, deu origem à mais sombria mutação do deus abraâmico.

O islamismo já foi mais tolerante do que o judaísmo e o cristianismo, o primeiro com a única vantagem de não ser prosélito, mas a decadência da civilização árabe transformou o monoteísmo do condutor de camelos no mais implacável e anacrónico dos três, e fonte da raiva e ressentimento contra o Ocidente.

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Sobre Saramago e Deus

Carlos Fiolhais in 'De Rerum Natura' 26 Nov. 2018


 
Com a devida vénia transcrevemos a crónica de  Anselmo Borges, padre e professor de Filosofia, publicada recentemente no DN:                                                                  
O Centro de Literatura Portuguesa da Universidade de Coimbra e a Câmara Municipal de Coimbra organizaram nos passados dias 8, 9 e 10 de Outubro, no Convento de São Francisco de Coimbra, um Congresso Internacional: “José Saramago: 20 anos com o Prémio Nobel”. Carlos Reis e Ana Peixinho pediram-me uma intervenção sobre Saramago e Deus. O que aí fica é uma breve síntese da minha fala nesse Congresso.
1. Numa entrevista dada a João Céu e Silva, uma das últimas, se não a última, Saramago referiu-se-me com admiração por ter lido e gostado do seu livro Caim. “Até fiquei surpreendido quando ouvi um teólogo — uma coisa é um teólogo e outra um padre — Anselmo Borges, dizer que tinha gostado do livro”. Mas na Net também se diz, e é verdade, que fui crítico por causa de alguma unilateralidade com que Saramago leu a Bíblia. Assim, a minha intervenção quer ser essencialmente um esclarecimento sobre essa minha dupla visão.
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Síria: a paz supõe a condenação internacional da ideologia dos Irmãos Muçulmanos

/ REDE VOLTAIRE 06 Nov. 2018

Enquanto vários projectos de paz na Síria circulam actualmente pelas chancelarias, Thierry Meyssan sublinha a sua inadaptação a este tipo de guerra. Segundo ele, partindo de uma análise truncada do conflito, os que acreditam estar a agir bem vão, não apenas falhar na resolução do problema, mas, sobretudo preparar a via para uma nova guerra. É imperativo tratar prioritariamente a questão ideológica.


 

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A Síria deverá atingir em breve o fim das hostilidades armadas no conjunto do seu território, à excepção de zonas ocupadas pela Turquia e pelos Estados Unidos. A imprensa internacional preocupa-se, agora, com o regresso dos refugiados, com a reconstrução das zonas devastadas, e em impedir o retorno dos jiadistas europeus.

Mas estas questões são secundárias em relação a outras duas.

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No dia a seguir ao 11 de Setembro de 2001, o Secretário da Defesa, Donald Rumsfeld, nomeou o Almirante Arthur K. Cebrowski como Director do Gabinete de Transformação de Forças. Ele ensinou imediatamente a sua doutrina, primeiro aos oficiais generais do Pentágono, depois nas diferentes academias militares. Ele permanece como a principal referência estratégica nos Estados Unidos, mesmo depois da eleição de Donald Trump.
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Fé customizada: Deus ou amigo imaginário? – por Leandro Karnal

Pensar Contemporâneo 05 Nov. 2018

O século 19 falava na morte de Deus e o século 20 enfatizou o vazio de sentido. A fé customizada e pouco desafiadora dominou o século 21 ao lado da emersão de uma nuvem tecnológica que paira sobre todos como o espaço intangível da sociabilidade e da existência. Seria um risco fenomenológico classificar a internet como o novo espaço do sagrado e do sentido? Quem seria o homem religioso do mundo líquido? Qual o espaço específico do Cristianismo no “Admirável mundo novo”?

Nesse fragmento do Café Filosófico – Fé Líquida, com Leandro karnal (vídeo na íntegra aqui)  o professor fala da customização da fé, de como Deus é entendido no homem contemporâneo. Assista o vídeo ou leia a transcrição logo abaixo.

O grande fenômeno de hoje não é o esvaziamento das religiões, que vão bem,
obrigado. Não é o fenômeno da morte de Deus que foi superado . O grande
fenômeno atual, com qual eu vou dialogar é a Customização da fé. Se eu disse

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Quando a fé entra na politica

12 Set. 2018

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A França e nós religião, religiões laicidade

12 Set. 2018

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  • Voltaram as Festas do Mar e vale a pena ir ver alguns dos espetáculos.
    A Câmara autopropagandeia-se com elas, claro.
    Na televisão vemos um dos organizadores do evento dizer que as Festas são muito boas para a "vila" (vila é o que a aritocratoburguesia local gosta de chamar a esta terra por estultas razões que estão devidamente caracterizadas) e que não têm nenhuns custos para os munícipes.

    Duvidamos mas ele argumenta que o dinheiro vem das verbas do jogo (Casino) e dos patrocinadores. Claro...
    Voltaram as Festas do Mar e vale a pena ir ver alguns dos espetáculos.
    A Câmara autopropagandeia-se com elas, claro.
    Na televisão vemos um dos organizadores do evento dizer que as Festas são muito boas para a "vila" (vila é o que a aritocratoburguesia local gosta de chamar a esta terra por estultas razões que estão devidamente caracterizadas) e que não têm nenhuns custos para os munícipes.

    Duvidamos mas ele argumenta que o dinheiro vem das verbas do jogo (Casino) e dos patrocinadores. Claro que as verbas do jogo são verbas dos munícipes (não são um 'dinheiro de bolso' para festejos e mais o que alguns queiram) mas, mesmo assim, duvidamos. Seria bom que oposição camarária tentasse (sabemos que é muito difícil conhecer as contas da Câmara) deslindar quanto é que os cascalenses pagam efetivamente por estas Festas.


    Ao ouvir o dito organizador percebia-se que a conversa era de jotinha de carreira (não obrigatoriamente do Carreiras, entenda-se) e fomos ver.

    Bastou googlar para nos aparecer à cabeça que o Dr. Bernardo Barros é um distinto Administrador Executivo da Empresa Municipal "CASCAIS DINÂMICA" (as empresas municipais, em geral, servem para fazer o que a Câmara deixa de fazer porque é mais fácil meter os boys e girls nestas empresas, pagas pelos munícipes, do que na própria Câmara) com um currículo com muitas derivações do seu enlace camarário (do "Americas Cup World Series - Cascais" à "NOVA SBE – Intensive Management Program " passando pelo "Sailors for the Sea Portugal – Presidente" e pela "Escola Superior de Hotelaria do Estoril (ESHTE) – Membro do Conselho Geral").

    Mas o que conta verdadeiramente é que, depois de uns anitos como escuteiro já em 2006 era " Conselheiro Distrital de Lisboa da JSD" e em 2010 passou a "Conselheiro Nacional da JSD"o que, entretanto, lhe permitiu ingressar como " Secretário Político do Vereador na Câmara Municipal de Cascais" até com "representação do Vereador em atos oficiais, visitas diplomáticas e conferências".

    A partir daí foi só subir. Em 2011 já estava na " Comissão Política Distrital de Lisboa do PSD" e logo (2012) passava para "Adjunto do Vice-Presidente da Câmara Municipal de Cascais" e, simultaneamente, para "Vice-Presidente da Associação de Turismo de Cascais (Associação de direito privado)", seguindo-se, em 2015, o atual lugar de "Administrador Executivo na Cascais Dinâmica" onde organiza as Festas do Mar.

    Nada nos move contra este distintíssimo quadro da esfera camarária cascalense. Provavelmente é uma excelente pessoa e um funcionário exemplar.

    Apenas se lamenta constatar que o poder político/administrativo é cada vez mais feito destas carreiras partidarizadas e clientelares.

    Certamente que há gente competente nos Partidos do velho "Arco da Governação" (os outros ficam de fora obviamente). Mas só há quadros competentes com o cartão destes Partidos ? Não há muita gente competente que não esteja em Partido nenhum ou que opte por outros dos muitos Partidos existentes ?

    É que isto, aqui por Cascais, tresanda.
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