Que credibilidade nos merecem as sondagens?

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                                                                              23 MAIO 2019
Dado que considero o exercício do voto como um acto solene da minha condição de cidadão, chocou-me a declaração com a qual a RTP1 abriu o noticiário das oito, na 2ª. feira, afirmando: “o PS ganha as eleições para as europeias com uma diferença de 10 pontos para o PSD”, que classifico de alarmante e evidente sintoma de como o governo de Costa controla e manipula a informação pública veiculada por aquele canal de TV.

Julgo que muito mal, ao governo e à RTP, consentir este oportunismo populista, quando projectam como concludente o que, apenas, se detem na interpretação unilateral de uma sondagem encomendada à Universidade Católica, justamente, para o Público e para a RTP.

Lembremos que na referida sondagem, foram inquiridas 1882 pessoas, que constituíram o universo estatístico construído no estrito critério da entidade que a levou a efeito ficando, por isso, passivo da credibilidade que cada um de nós muito bem lhe entender atribuir. Os resultados dão o PS como o partido mais votado nas europeias do próximo domingo, com 33% das intenções de voto, seguindo-se o PSD (23%), BE (9%), CDU e CDS (ambos com 8%) e PAN e Aliança (3%).

Ora, previsões … serão sempre previsões … e NUNCA resultados concretos … pois a verdadeira sondagem serão os resultados eleitorais!

Sem querer desvalorizar o significado académico e científico das sondagens, fico especialmente alertado para ver qual a proximidade destas previsões em relação aos resultados que forem apurados no dia 26, ou seja, se as divergências verificadas forem significativamente erradas, deitam por terra a competência e a credibilidade da Universidade Católica para o exercício de previsões políticas. Se isso acontecer, ou seja, se os resultados eleitorais divergirem consideravelmente das previsões, então teremos base para concluir que tudo isto não passa de uma farsa eleitoral, instrumentalizada por quem mais dela beneficia, traindo o povo que vê a sua boa fé manipulada ao sabor das conveniências de populistas habilidosos.

As eleições decidem-se nas urnas, com a vontade do povo, e não de uma qualquer outra forma que alguém queira inventar.

Muito mais do que o nosso conforto domingueiro, valerá o VOTO que todos nós iremos confirmar nas urnas, no próximo Domingo, dia 26 …… Para o bem do nosso futuro e do futuro dos nossos filhos!

+Sob o manto diáfano da fantasia... 
+Muito mal vai a Democracia em Cascais!
*Os artigos de opinião publicados são da inteira responsabilidade dos seus autores e não exprimem, necessariamente, o ponto de vista de Cascais24.

Ver o original em "CASCAIS24" na seguinte ligação::

http://www.cascais24.pt/p/dadoque-considero-o-exercicio-do-voto.html

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