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O que o COVID-19 nos ensinou sobre o Neoliberalismo

Durante esta pandemia tem sido revelado o espectro dos efeitos do neoliberalismo. Nem todos os países e regiões serão afetados da mesma forma. Nem todas as pessoas serão afetadas da mesma forma.

 

 

por Nela Porobić Isaković, Liga Internacional das Mulheres pela Paz e Liberdade | Tradução de Teresa Gago

A pandemia de COVID-19 tem exposto os efeitos tóxicos do sistema que domina há já longo tempo todos os aspetos das nossas sociedades. O neoliberalismo, como ideologia económica inserida no capitalismo, tem causado a depleção dos serviços públicos; tem transformado o ensino e os cuidados de saúde em negócios que visam o lucro; tem permitido o açambarcamento de lucros à custa da desvalorização profissional e salarial dos trabalhadores; tem favorecido a lucratividade de um mundo militarizado por contraposição à promoção da segurança humana e do bem-estar social e tem agravado as desigualdades entre as pessoas e os países.

Durante esta pandemia tem sido revelado o espectro dos efeitos do neoliberalismo. Nem todos os países e regiões serão afetados da mesma forma. Nem todas as pessoas serão afetadas da mesma forma. As possibilidades de autoisolamento social; de realizar teletrabalho; de acompanhar o ensino dos filhos; de encher a dispensa; de aceder aos cuidados de saúde e de ‘reconstruir’ a vida após a pandemia dependerá da classe social, do género, da raça, da idade e da localização geográfica.

Estamos numa encruzilhada

Embora com escalas diferentes, os problemas serão idênticos. Haverá impacto no desemprego (as empresas já estão a pedir resgates financeiros); o aumento das necessidades de cuidados sobrecarregarão as mulheres; o estado de emergência proclamado em todo o mundo terá efeito nas nossas liberdades e nos direitos humanos; a nossa mobilidade será diferente. Mas enquanto não podemos agir diretamente sobre o metabolismo viral, poderemos, sim, utilizar este momento para iniciar a transformação da nossa sociedade. As escolhas com que nos deparamos – localmente, regionalmente, nacionalmente e globalmente, são sucumbir ao ‘capitalismo de desastre’ (1) e ao credo neoliberal de cada um por si ou utilizar esta oportunidade para construir sociedades que encorajem a solidariedade, a igualdade e o cuidado pelo ambiente e pelas outras pessoas. Podemos começar a transformar a forma como interagimos uns com os outros e com o ambiente para que a resposta à crise permita não somente ‘achatar a curva’ no que concerne à...

Neoliberalismo, Covid-19

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  • Ladrões de Bicicletas (João Ramos de Almeida)
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Afinar instrumentos

 
A informação vem do site do CESP - Portugal, sindicato filiado na CGTP e que pode ser vista na sua página do Facbook.

Nela se relata casos como da empresa Vasconcelos & Gonçalves (Giovanni Galli) que não pagou o salário aos seus trabalhadores e que agora recorreu ao lay-off. Segundo informação do CESP, a empresa teve 800 milhões de euros de lucro.

Este é o risco de um lay-off simplificado que, apressadamente, pela mão do ministro da Economia, Pedro Siza Vieira, seguiu os conselhos patronais e não cuidou do papel social das grandes empresas que são, aliás, as mais bem preparadas para recorrer  ao lay-off. E por isso, agora, temos o Estado a cuidar das margens brutas comerciais de firmas como o grupo FNAC, a a Adolfo Dominguez,  H&M, etc, etc...

Do ponto de vista da eficácia económica, trata-se apenas de desperdício de dinheiros públicos bastante escassos, mal orientados e sem objectivos traçados que se vejam. Talvez seja um sinal de que os mecanismos devem ser afinados para produzir bons e justos resultados.

A crise é excepcional, mas por que não será possível pensar devagar?

Ver original em 'Ladrões de Bicicletas' (aqui)

Crise 2020

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ECCE HOMO

Diário Digital Castelo Branco - Fundão: SCMF retoma Procissão do ...
 
No domínio do absurdo, onde a irracionalidade humana faz o seu campo e germina todo o tipo de bestealidades, há comportamentos que exemplificam o grão de areia que desperta no homem monstros adormecidos, ou até, acções que à luz do dia mostram a milenar sordidez escondida da natureza humana.
 
Olho para o tempo e, talvez por estarmos na semana da Paixão, em quarentena, surge-me a imagem do Ecce Homo, depositada na igreja da Misericórdia do Fundão. É um ícone de Cristo, popularizado como o Senhor da Cana Verde, que na Quinta-Feira Santa, costumava passear pelas ruas da terra, sem música nem cantatas, como se fora o comum dos homens. Aproximo a memória dessa estatuária, e que vejo eu? Um Homem de mãos amarradas, despido de toda a dignidade, sofrendo humilhações e violências, a caminho da morte anunciada.
Se trago hoje o Ecce Homo à conversa, é porque a história do lento assassinato do cidadão ucraniano, Lhor Homenvuk, no aeroporto de Lisboa, às mãos e aos pés de três inspectores do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, não é só um crime hediondo, é uma vergonha que deve inquietar a consciência colectiva do país, e, nessa inquietação, confrontar-nos a todos com os fantasmas da indignidade.
 
 
O “Público” investigou o caso, consultou o processo, tentou reconstituir os instantes de martírio do emigrante, que saíra do seu país à procura de trabalho e de pão. Então, sabemos agora, que o algemaram atrás das costas, amarrando-lhe os cotovelos com...

Crime

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Genocídio, a ordem natural das coisas

As instituições europeias, moldadas pelo regime neoliberal único e global, têm-se dedicado a destruir os serviços públicos de saúde em nome do combate ao défice e da prevalência absoluta do euro.
 
 

A «repugnância» do primeiro-ministro da República Portuguesa com o comportamento do ministro das Finanças da Holanda é legítima, saudável, até catártica. Ao mesmo tempo, porém, é estranha e surpreendente. Porque o chefe do governo português não pode ignorar que a atitude de Woepke Hoekstra não é um caso isolado, uma birra pessoal: reflecte exactamente o espírito e a prática da União Europeia, dos quais Portugal vai tendo a sua dose de experiência própria. E quando António Costa afirma dramaticamente que «ou a União Europeia faz o que tem a fazer ou acabará» isso não passa de um banal e inócuo sound bite: sabe perfeitamente que a União Europeia não fará o que, no seu entender de ocasião, «tem a fazer» – salvar pessoas da tragédia do COVID-19 – e muito menos irá acabar por causa disso.

A posição do ministro das Finanças da Holanda, neste caso em relação à situação em Espanha, está perfeitamente sintonizada com as medidas económicas, financeiras e políticas contra os cidadãos tomadas pela União Europeia, por exemplo à sombra da crise iniciada em 2008-2009 e que continuam válidas – passando a fazer parte do acervo genético da instituição. O que as troikas e outras criaturas fizeram, designadamente contra os gregos e os portugueses, os comportamentos coloniais de...

Neoliberalismo, Covid-19

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As contas fazem-se agora

Miguel Guedes - Músico e Jurista

Miguel Guedes

É liberal mas, meses depois de uma bela campanha de outdoors, o Estado assumiu-se na sua natureza indispensável e o Mundo encarregou-se de desabar sobre o fim das ideologias.

É empreendedor mas o "espírito de equipa" da padaria que coze salários mínimos não permite que se aguente um mês de remunerações dos seus precários. É pseudocientista mas esta coisa das vacinas para a Covid-19 afinal dava muito jeito que avançasse rápido. É negacionista climático mas isto de ter a natureza a ensinar-nos tanto sobre o respeito que deixamos de ter pelo Mundo em forma de vírus dá um calor tremendo e um calafrio dos diabos. É racista ou xenófobo mas ver brancos, pretos e amarelos a lutar pela mesma dita sobrevivência enquanto seres humanos é uma lição só comparável a ver europeus e americanos a disseminarem conscientemente a infecção a uma velocidade bem superior à dos asiáticos. Estes tempos não são fáceis para ninguém, muito menos para estes.

Há quem queira, com engodos de enguia, confundir ajuste de contas com as contas que devemos fazer. Um previsível movimento a apoderar-se do espaço mediático que pretende convencer-nos que não é o momento para dividir opiniões ou para ter uma visão crítica sobre políticas. Uma espécie de "igreja do fim dos dias" que exige que as contas se façam no fim, quando tudo isto passar, quando a epidemia se for, quando todos estivermos bem e nos recomendarmos uns aos outros. Uma corrente de opinião que, em nome do humanismo de pacotilha...

Memória, Ideologia

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O Estado falhou com os idosos, mas foi muito antes da Covid-19

Notícias sobre a «negligência do Estado» em vários lares ignoram o facto de a maioria destas instituições pertencer a privados, designadamente IPSS ou misericórdias. E aqui reside a falha com os idosos.

Créditos / Notícias UP

No âmbito da pandemia de Covid-19, que convoca sobretudo os mais velhos e vulneráveis, recentemente, uma reportagem da RTP dava conta do «desespero» vivido em vários lares de idosos, particularmente a Norte, seja pela má comunicação com as autoridades de saúde, pelo esgotamento dos funcionários das instituições geriátricas, que nalguns casos estão a trabalhar quase 24 sobre 24 horas, ou pela falta de um plano nacional para os lares. 

A maior parte dos «equipamentos sociais», em Portugal, onde se integram os lares de idosos, são propriedade de associações, instituições particulares de solidariedade social (IPSS) ou misericórdias, onde a exploração laboral e os baixos salários são frequentemente alvo de denúncia por parte dos seus trabalhadores, apesar das avultadas transferências do orçamento da Segurança Social.

Esta realidade é uma herança da ditadura de Salazar, que, além de destruir o movimento mutualista (revigorado em plena Revolução Industrial pelo operariado), incentivou a transferência de responsabilidades e meios para o sector privado, reservando para o Estado um papel supletivo.  

Apesar da Revolução de Abril de 1974, e dos direitos e garantias que passaram a estar consagrados na

IPSS, Seniores

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A BIOGUERRA DOS EUA

 
 
Carta Aberta ao Presidente dos EUA, Donald Trump
 
– SARS-US, MERS-US, COVID-US
 
Larry Romanoff [*]
 
Perguntas que o governo dos EUA precisa responder:
 
1. Sobre o assunto do uso de armas biológicas dos EUA, na China e na Coreia do Norte, hoje, quase todos sabem a verdade, dado o enorme volume de evidências acumuladas além da discussão acalorada. Depois de mentir sobre esta questão, durante 70 anos, importar-se-ia de admitir, finalmente, o que fizeram? [1] [2] [3]
 
2. Na vossa campanha, durante décadas, de guerra biológica contra a pequena Cuba, incluindo a distribuição de febre hemorrágica e de gripe suína que levou Cuba a matar todos os 500.000 porcos do país, a evidência da responsabilidade dos EUA é esmagadora. Vocês não só mentiram sobre este assunto durante 70 anos, mas tentaram reverter a situação, acusando Cuba de ser "um estado marginalizado" com um programa de guerra biológica. Importar-se-ia de corrigir a falsidade das vossas acusações e, finalmente, admitir perante o mundo, o que fizeram? [4] [5] [6]
 
3. Por favor, expliquem por que razão os EUA têm cerca de 400 laboratórios militares de armas biológicas espalhados em países (principalmente pobres e atrasados) em todo o mundo, incluindo novos laboratórios na Geórgia, Ucrânia, Moldávia, Arménia, Azerbaijão, Uzbequistão e Cazaquistão. Por que não os construíram no vosso território? Várias nações...

Guerra e Paz, USA, Covid-19

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AOS POVOS DO MUNDO -- Nicolás Maduro dirige-se a todos os povos do mundo

 
 
Aos Povos do Mundo
 
Ao cumprimentá-los com carinho, gostaria de dirigir-me a vocês na oportunidade de denunciar os graves eventos que estão a ocorrer contra a paz e a estabilidade da Venezuela, numa época em que a preocupação dos Estados e dos Governos deve se concentrar na protecção da vida e a saúde de seus habitantes, devido à aceleração da pandemia da COVID19.
 
Como é do conhecimento público, em 26 de Março o Governo dos Estados Unidos anunciou uma acção muito séria contra um grupo de altos funcionários do Estado venezuelano, inclusive eu, como Presidente Constitucional da República Bolivariana da Venezuela.
 
A referida acção consistiu em registrar uma acusação formal perante o sistema judicial dos EUA, que não é apenas ilegal por si só, mas também busca apoiar uma acusação falaciosa de narcotráfico e terrorismo, com o único objectivo de simular a suposta judicialização das autoridades venezuelanas.
 
Essa pantomima americana inclui a oferta incomum de uma recompensa internacional a quem fornecer informações sobre o Presidente e altos funcionários venezuelanos, levando a um perigoso momento de tensão no continente, pelo qual considero necessário recontar os eventos, que revelam a trama perversa por trás das acusações do Departamento de Justiça dos Estados Unidos da América.
 
Apenas um dia antes, em 25 de Março, a República Bolivariana da Venezuela denunciou perante a opinião pública nacional e internacional, o...

Venezuela

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A CHINA PREPARA-SE PARA SER LÍDER GLOBAL

 
 
Um porta-voz do ministério das Relações Exteriores acusa Washington de introduzir o coronavírus no país. Xi Jinping ataca o “diabo branco”. Pequim contém a pandemia e assiste agora ao incêndio dos mercados financeiros do Ocidente
 
Pepe Escobar, no Asia Times | Outras Palavras | Tradução: Piero Leiner
 
Dentre os inumeráveis efeitos geopolíticos tectónicos do coronavírus, que são impressionantes, um já é claramente evidente. A China reposicionou-se. Pela primeira vez desde o início das reformas de Deng Xiaoping em 1978, Pequim considera abertamente os EUA como ameaça, declarou há um mês o ministro de Relações Exteriores Wang Yi na Conferência de Segurança de Munique, no pico da luta contra o coronavírus.
 
Pequim está modelando passo a passo, com todo o cuidado, a narrativa segundo a qual, desde os primeiros casos de doentes infectados pelo coronavírus, a liderança já sabia que estava sob ataque de guerra híbrida. A terminologia de que se serviu o presidente chinês é eloquente. Xi disse abertamente que se tratava de guerra. E que foi necessário iniciar uma “guerra do povo”, como contra-ataque. E descreveu o vírus como “um diabo”.
 
Xi é, por formação, confuciano. E, diferente de outros pensadores chineses antigos, Confúcio não admitia discussões sobre forças sobrenaturais e julgamentos depois da morte. Contudo, no contexto cultural chinês, “diabo” designa os “diabos brancos” ou “diabos...

Geoestratégia

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O imperio e o capital não fecham ao domingo

Cartoon de McKey.

– Sobre os dilemas e inércias dos governantes durante a pandemia

por Rafael Poch

 

Perante uma crise de grande alcance histórico na qual há milhões de vidas humanas potencialmente em jogo, como a que estamos a entrar, o senso comum sugere uma pausa à lógica imperante, um recesso, uma jornada de descanso como a que o próprio criador se concedeu. Nada disso: império não fecha ao domingo.

Felizes foram os dias em que nos preocupava o risco de que Trump desencadeasse uma guerra contra o Irão, a virulência das tensões artificiais com a Rússia, a intensa guerra comercial e de propaganda contra a China, os incêndios na Califórnia ou na Austrália. Evitou-se o bombardeamento norte-americano do Irão, mas as sanções de Washington – o secretário de Estado, Mike Pompeo, acaba de anunciar o seu reforço – estão a aumentar ali os efeitos da pandemia.

É impossível comprar remédios e bens essenciais quando, segundo reputada Universidade Sharif de Tecnologia, em Teerão, já está a verificar-se uma morte a cada dez minutos, 50 novos afectados por hora (sexta-feira, 20/Março) e acenam-se cenários de 3,5 milhões de mortos. Isso seria mais que o triplo da mortandade provocada pela guerra com o Iraque nos anos oitenta. Na actual conjuntura – e isso é válido para Cuba, Venezuela, Coreia do Norte, Síria e outros – as sanções são puro terrorismo.

Enquanto na Califórnia se estão a abrir os cárceres na previsão de um contágio generalizado, em Gaza há dois milhões de palestinos – com 60...

Covid-19

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  • Ladrões de Bicicletas (João Rodrigues)
  • Portugal

Da miséria editorial


É há muito evidente para qualquer pessoa minimamente atenta que os principais órgãos de comunicação social são controlados por uma tropa-fandanga neoliberal. É preciso dar nomes às coisas. Vejamos então dois editoriais, oriundos de jornais que se dizem de referência, de ontem: o Expresso, dirigido por João Vieira Pereira, e o Público, dirigido por Manuel Carvalho.

Pereira reconhece que o SNS foi fragilizado pela política de austeridade; política de que sempre foi um dos defensores, lembrem-se. A falta de memória acompanha a mais pura ofuscação, quando Pereira fala “da guerra ideológica, entre público e privado, fomentada pelos partidos de esquerda” em torno do decisivo SNS; um serviço que só estes partidos aprovaram, lembrem-se.

Tomando os leitores por idiotas, Pereira defendeu a necessidade de “colaboração” público-privada, quando todos os que se dão ao trabalho de ler tal jornal sabem da guerra ideológica que aí tem sido movida contra sector público, em nome da entrada do capital num sistema de provisão crucial: “clusters” da saúde, com muita publicidade aí misturada com escasso jornalismo. A austeridade, agora criticada com desfaçatez, tem sido só um meio.

De resto, não é de colaboração que hoje se trata, mas sim de requisição urgente de recursos ditos privados para os colocar ao serviço de toda a comunidade por puro pragmatismo, ou seja, por pura funcionalidade. A catástrofe eminente não se combate só com apelos, mas sobretudo com autoridade e planificação...

Comunicação, Neoliberalismo

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OS PROFETAS DO VÍRUS

 
 
As pandemias têm as suas oportunidades de negócio. As entidades que montaram o Event 201 com um coronavírus inventado são as mesmas que se preparam para extrair avultados dividendos com o coronavírus verdadeiro.
 
José Goulão | AbrilAbril | opinião
 
No dia 18 de Outubro de 2019, dezena e meia de tecnocratas de luxo ao serviço das mais altas esferas do regime neoliberal globalista reuniram-se num hotel de Nova York para realizar «um exercício pandémico de alto nível» designado Event 201; consistiu na «simulação de um surto de um novo coronavírus» de âmbito mundial no qual, «à medida que os casos e mortes se avolumam, as consequências tornam-se cada vez mais graves» devido «ao crescimento exponencial semana a semana». Ninguém ouvira falar ainda de qualquer caso de infecção: estávamos a 20 dias de o jornal britânico Guardian noticiar o aparecimento na China de uma nova doença respiratória provocada – soube-se só algumas semanas depois – por um novo coronavírus. Os dons proféticos dos expoentes do neoliberalismo são, sem dúvida, admiráveis.
 
Segundo os meios oficiais de divulgação do Event 201, partindo da constatação de que existem cerca de 200 situações de índole viral por ano bastaram apenas três horas e meia aos especialistas «para concordarem que é apenas uma questão de tempo até que uma dessas epidemias se torne global – uma pandemia com consequências potencialmente catastróficas». Na situação por eles...

Covid-19

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