ONU

Israel deve prestar contas pelos seus «crimes»

A diplomacia síria instou o Conselho de Segurança da ONU a tomar «medidas firmes e imediatas» para impedir que se repitam as agressões de Telavive contra o país árabe.

O ataque israelita desta quinta-feira contra posições perto de Damasco foi a nona agressão sionista contra território sírio este ano. Defesa anti-aérea síria em acção (imagem de arquivo)Créditos / Twitter

O ataque com mísseis perpetrado por Israel, na madrugada de quinta-feira, contra posições nos arredores de Damasco constitui uma violação flagrante da Carta das Nações Unidas, dos princípios do direito internacional e das resoluções relevantes do Conselho de Segurança, que exigem o respeito pela soberania da Síria, afirma o Ministério sírio dos Negócios Estrangeiros num comunicado emitido esta quinta-feira.

A agressão israelita coincide com as celebrações da Páscoa, «que trazem consigo a mensagem do amor e da paz». No entanto, «a entidade sionista já mostrou, através dos ataques incessantes contra território sírio, que não acredita na paz mas, sim, na lei da selva», denuncia o texto, citado pela SANA.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros reafirma que estas agressões israelitas visam prolongar a guerra contra a Síria, apoiar os grupos terroristas que provocam o caos e impedir que o Exército e os seus aliados derrotem por completo o Daesh, a Hayat Tahrir al-Sham e outras organizações terroristas.

 

Tais ataques – sublinha o texto – teriam sido impossíveis sem o «apoio generoso» prestado pelas administrações norte-americanas e «o escudo da impunidade que é atribuído a Israel por certos países-membros do Conselho de Segurança».

A Síria insta o Conselho de Segurança das Nações Unidas a responsabilizar Israel pelos crimes cometidos contra os povos sírio e palestiniano, bem como pelo seu apoio contínuo a organizações terroristas.

Renova ainda o apelo a esse organismo para que tome «medidas firmes e imediatas» de modo a impedir que se repitam as agressões de Telavive contra o território sírio, e para que «assuma as suas responsabilidades, no quadro da Carta das Nações Unidas, a mais importante das quais é a manutenção da paz e da segurança».

No ataque realizado, perto da 1h da madrugada de quinta-feira, contra posições nas imediações de Damasco ficaram feridos quatro soldados sírios.

Trata-se da nona agressão israelita contra território sírio este ano; em 2020, foram registadas mais de 50.

Ver original em "AbrilAbril" na seguinte ligação:

https://www.abrilabril.pt/internacional/israel-deve-prestar-contas-pelos-seus-crimes-0

ONU aprova resolução contra bloqueio dos EUA

 

O anúncio foi feito através da rede social Twitter pelo ministro das Relações Exteriores venezuelano, Jorge Arreaza, em que divulga a lista dos países que votaram na condenação do bloqueio, os que disseram não à proposta venezuelana e os que se abstiveram.

"Hoje foi aprovada pelo Conselho de Direitos Humanos da UN [CDH] a resolução sobre o impacto negativo das sanções unilaterais no desfrute dos direitos humanos (dos venezuelanos)", explicou o ministro.

Segundo Jorge Arreaza, o impacto negativo "é tão óbvio, que por uma ética elementar, os países que votaram contra deveriam perder o seu lugar no CDH".

Caracas insiste que as "ações unilaterais, arbitrárias e ilegais impostas pelos Estados Unidos contra a Venezuela se têm traduzido em um bloqueio económico e financeiro, em detrimento dos Direitos Humanos da sua população".

A Venezuela insiste que devem ser respeitados "os princípios de não ingerência" e que "a objetividade e o diálogo devem impor-se sobre a pressões imperiais".

Segundo Jorge Arreaza, votaram a favor da proposta os seguintes países: Argentina, Bahamas, Bahrein, Bangladesh, Bolívia, Burkina Faso, Camarões, China, Costa do Marfim, Cuba, Eritreia, Fiji, Gabão, Índia, Indonésia, Líbia, Malaui, Mauritânia, Namíbia, Nepal, Paquistão, Filipinas, Rússia, Senegal, Somália, Sudão, Togo, Uruguai, Uzbequistão e a Venezuela.

Contra a proposta votaram Áustria, Brasil, Bulgária, República Checa, Dinamarca, França, Alemanha, Itália, Japão, Ilhas Marshall, Países Baixos, Polónia, Coreia do Sul, Ucrânia e Reino Unido.

A Arménia e o México abstiveram-se.

Leia Também: Colômbia pede apoio internacional para lidar com migrantes da Venezuela

Ver a publicação original em 'Notícias ao Minuto' na seguinte ligação:

https://www.noticiasaominuto.com/mundo/1716681/onu-aprova-resolucao-contra-bloqueio-dos-eua?utm_source=rss-mundo&utm_medium=rss&utm_campaign=rssfeed

Membro do governo saudita ameaçou investigadora da ONU responsável por relatório sobre Khashoggi

Comentário:

Mas, na Arábia, os EUA não veem nenhum problema de direitos humanos nem lhe impõem sanções, pois não?


pomed / Flickr

O Jornalista saudita Jamal Khashoggi

Um alto responsável do Governo saudita garantiu que se a Organização da Nações Unidas (ONU) não silenciasse a investigadora Agnès Callamard, após a publicação do seu inquérito ao assassínio do jornalista Jamal Khashoggi, tinha pessoas prontas para “tratar-lhe da saúde”.

Como contou ao Guardian a relatora especial da ONU para as mortes extrajudiciais, a frase foi interpretada por quem a ouviu como “uma ameaça de morte”. Callamard, que deixará o cargo e assumirá como secretária geral da Amnistia Internacional, foi a primeira a afirmar que Khashoggi foi assassinado no consulado saudita de Istambul, em 2019.

No relatório que coordenou, divulgado em junho de 2019, defendeu que o príncipe herdeiro Mohammed bin Salman devia ser investigado por existirem “indícios credíveis” de que esteve envolvido na morte do jornalista. Foi durante uma reunião de “alto nível” sobre o relatório que surgiram as tais ameaças, em janeiro de 2020.

Um dos altos membros do regime presentes disse que tinha recebido telefonemas de pessoas que estavam preparadas para “lhe tratar da saúde” se a ONU não “tratasse dela”, comentário que outros sauditas tentaram assegurar que não devia ser levado a sério. O autor das ameaças repetiu-as no fim da reunião.

“Foi-me relatado na altura e foi uma daquelas ocasiões em que a reação das Nações Unidas foi muito forte. As pessoas que estavam presentes, e depois disso, deixaram claro à delegação saudita que aquilo era absolutamente inapropriado e que havia a expetativa de que não continuasse”, referiu Callamard.

De acordo com a própria, os comentários foram interpretados pelos colegas em Genebra como “uma ameaça de morte”.

Esta relevação chega um mês depois de os Estados Unidos divulgarem um relatório dos serviços secretos onde se confirma que o príncipe herdeiro sabia e autorizou a captura e o assassínio do jornalista, com Washington a aprovar sanções contra 76 sauditas.

 

Ver a publicação original em 'ZAP.aeiou' na seguinte ligação:

https://zap.aeiou.pt/membro-governo-saudita-investigadora-onu-khashoggi-389535

OMS: Desigualdade no acesso à vacinas contra Covid-19 é "grotesca"

 

O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS) classificou hoje como grotesca a desigualdade entre países ricos e pobres no acesso às vacinas contra a covid-19, que disse estar a aumentar.

Segundo Tedros Adhanom Ghebreyesus, a diferença entre o número de vacinas administradas nos países ricos e nos países pobres (nestes últimos através do mecanismo de distribuição universal e equitativa Covax) "cresce a cada dia".

"E cada dia é mais grotesca", afirmou, na videoconferência de imprensa regular sobre a pandemia, assinalando que "pouco foi feito" para evitar a "catástrofe moral" que vaticinou em janeiro para o mundo caso não fossem adotadas medidas que assegurassem a distribuição equitativa de vacinas.

"Temos os meios para prevenir esta catástrofe", sustentou, sublinhando que a distribuição desigual de vacinas contra a covid-19, além de "um ultraje moral", compromete a economia e o combate epidemiológico.

"Alguns países estão a tentar vacinar toda a população enquanto outros não têm nada. Isto pode permitir [a esses países] uma certa segurança a curto prazo, mas na realidade é uma falsa segurança", sentenciou Tedros Adhanom Ghebreyesus, alertando para o aumento da probabilidade da resistência das vacinas ao coronavírus SARS-CoV-2 se houver mais variantes a circularem.

"O vírus vai ganhar tempo para mudar, e talvez as vacinas não vão funcionar", advertiu, apelando ao aumento urgente da produção, distribuição e administração de vacinas para "derrotar o vírus".

A pandemia da covid-19 provocou, pelo menos, 2.716.035 mortos no mundo, resultantes de mais de 123 milhões de casos de infeção, segundo um balanço feito pela agência noticiosa francesa AFP.

Em Portugal, morreram 16.784 pessoas dos 817.778 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A covid-19 é uma doença respiratória causada por um novo coronavírus (tipo de vírus) detetado no final de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China, e que se disseminou rapidamente pelo mundo.

Notícias ao Minuto | Lusa | Imagem: © Reuters/Denis Balibouse

Ver o original em 'Página Global' na seguinte ligação:

https://paginaglobal.blogspot.com/2021/03/oms-desigualdade-no-acesso-vacinas.html

Diversos países formam coligação contra as sanções

O Grupo de Amigos em Defesa da Carta das Nações Unidas surgiu para promover a «prevalência da legalidade sobre a força», defender a soberania dos estados e refutar a política de sanções unilaterais.

Créditos / blog.clippingcacd.com.br

Os membros fundadores do grupo são Angola, Argélia, Bielorrússia, Bolívia, Camboja, China, Coreia do Norte, Cuba, Eritreia, Irão, Laos, Nicarágua, Palestina, Rússia, São Vicente e Granadinas, Síria e Venezuela.

Numa «nota conceptual», em que apelam a mais países para aderirem ao grupo, declaram que existe um ataque sem precedentes ao multilateralismo, que, por sua vez, constitui uma ameaça à paz e à segurança globais, informou esta sexta-feira o Diário de Pernambuco.

«O mundo está a assistir ao recurso crescente ao unilateralismo, marcado por acções isolacionistas e arbitrárias, incluindo a imposição de medidas coercivas unilaterais ou a saída de acordos históricos e instituições multilaterais, bem como a tentativas de minar os esforços críticos para abordar desafios comuns e globais», refere a nota, datada de dia 10.

Texto em que os países fundadores apelam à adesão de mais estados, ao qual se anexa a «nota conceptual» / @ShaolinTom

Os países fundadores afirmam que o grupo «irá lutar para preservar, promover e defender a prevalência e a validade da Carta das Nações Unidas […], facultando, ao mesmo tempo, uma plataforma para promover a prevalência da legalidade sobre a força».

Fazem a defesa do diálogo, da tolerância e da solidariedade, sublinhando que estes princípios são «o cerne das relações internacionais e permanecem vitais para a coexistência pacífica entre as nações».

Entre os objectivos do grupo, está a coordenação de iniciativas conjuntas para «promover o respeito dos princípios da soberania, da igualdade entre os estados, da não interfência nos assuntos internos dos estados, da resolução pacífica dos conflitos», bem como «evitar a ameaça do uso ou o uso da força contra a integridade territorial ou a independência política de qualquer Estado, tal como consagrado na Carta das Nações Unidas».

Ver original em "AbrilAbril" na seguinte ligação:

https://www.abrilabril.pt/internacional/diversos-paises-formam-coligacao-contra-sancoes

Rússia, Irã, China e outros 13 países formam coalizão para resistir a 'sanções unilaterais'

Países se unem para combater o unilateralismo e "ameaça de sanções" criando grupo em defesa da Carta das Nações Unidas (ONU).

Dezesseis países se uniram no grupo intitulado "Grupo de Amigos em Defesa da Carta das Nações Unidas" para defender a Carta da ONU contra o uso ou ameaça de força e sanções unilaterais, de acordo com uma nota conceitual vista pela Reuters na quinta-feira (11).

Além de Rússia, Irã e China, os demais membros do coletivo são: Coreia do Norte, Argélia, Angola, Bielorrússia, Bolívia, Camboja, Cuba, Eritreia, Laos, Nicarágua, São Vicente e Granadinas, Síria e Venezuela.

Segundo a nota, o grupo descreveu que há ataques "sem precedentes" contra o multilateralismo e que a imposição de medidas coercitivas e retirada de acordos globais eram sinais de crescente unilateralismo.

"O mundo está vendo um crescimento do unilateralismo, marcado por ações isolacionistas e arbitrárias, incluindo a imposição de medidas coercitivas unilaterais ou a retirada de acordos e instituições multilaterais históricos, bem como tentativas de minar os esforços críticos para combater desafios comuns e globais. O multilateralismo está atualmente sob um ataque sem precedentes, que, por sua vez, ameaça à paz e à segurança globais", expressa a nota conceitual segundo a mídia.

O movimento dos 16 países acontece no momento em que o novo governo do presidente dos EUA, Joe Biden, aumenta seu engajamento multilateral com aliados, revertendo a abordagem unilateral preferida do ex-presidente, Donald Trump, enquanto se concentrava em uma política "America First" (América Primeiro, na tradução).

A Carta da ONU é o tratado fundamental das Nações Unidas que articulou um compromisso de defender os direitos humanos e um amplo conjunto de princípios relacionados a "problemas econômicos, sociais, de saúde e afins", assim como manter o "respeito universal e observância dos direitos humanos e liberdades fundamentais sem distinção de raça, sexo, idioma ou religião". 

Como carta constitutiva, é um tratado constituinte, e todos os membros estão vinculados a seus artigos. O documento foi assinado em 1945 por 50 países.

No entanto, um alto diplomata europeu, falando sob condição de anonimato, respondeu que: "Esses supostos amigos são os que mais fizeram para violar a Carta. Talvez eles devessem começar respeitando os direitos humanos e as liberdades fundamentais em seus próprios países", disse o diplomata citado pela mídia.

Ver a publicação original na seguinte ligação:

https://br.sputniknews.com/mundo/2021031217118379-russia-ira-china-e-outros-13-paises-formam-coalizao--para-resistir-a-sancoes-unilaterais/

ONU lança campanha para promover igualdade de acesso às vacinas contra a COVID-19

 

Nesta quinta-feira (11), a Organização das Nações Unidas (ONU) anunciou o lançamento de uma campanha para apoiar o acesso igualitário às vacinas contra o coronavírus em todo o mundo.

A campanha foi batizada de "Somente Juntos" e divulgada através de um comunicado da ONU.

"A campanha enfatiza a necessidade de uma ação global coordenada para garantir que as vacinas sejam acessíveis em todos os países, começando com os profissionais de saúde e os mais vulneráveis", afirma o documento.

A ONU explica que a ampliação do acesso às vacinas pode ser alcançada compartilhando o excesso de vacinas, transferindo tecnologia, oferecendo licenciamento voluntário ou até mesmo renunciando aos direitos de propriedade intelectual dos fármacos.

 

 

Secretário de Saúde do Quênia, Mutahi Kagwe, recebe doses da vacina contra COVID-19 financiadas pela COVAX, em Nairóbi, Quênia, 3 de março de 2021

© REUTERS / Thomas Mukoya
Secretário de Saúde do Quênia, Mutahi Kagwe, recebe doses da vacina contra COVID-19 financiadas pela COVAX, em Nairóbi, Quênia, 3 de março de 2021

Dez países ricos possuem cerca de 80% de todas as vacinas contra o novo coronavírus e alguns deles estão planejando vacinar suas populações inteiras ainda nos próximos meses, mas os países mais pobres dependem das entregas de vacinas da iniciativa COVAX para a distribuição global de vacinas, conforme lembra o comunicado.

A pandemia do novo coronavírus foi declarada em 11 de março de 2020. Até hoje, cerca de 117 milhões de pessoas em todo o mundo testaram positivo para a COVID-19 e mais de 2,6 milhões de mortes foram causadas pela doença, que alcançou 223 países, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS).

Ver a publicação original na seguinte ligação:

https://br.sputniknews.com/ciencia_tecnologia/2021031117114197-onu-lanca-campanha-para-promover-igualdade-de-acesso-as-vacinas-contra-a-covid-19/

Guterres diz que a crise da pandemia “tem rosto de mulher” e pede mudança de mentalidades

Lusa - 08/03/2021
 

O secretário-geral da ONU defendeu que a pandemia está a exacerbar as desigualdades de género, que as disparidades salariais entre homens e mulheres aumentaram e considera que o processo de recuperação é uma oportunidade para reverter a situação

Num artigo publicado no jornal Público a propósito do Dia Internacional da Mulher, que hoje se assinala, António Guterres escreveu que a pandemia está a eliminar anos de progresso em direção à igualdade de género, sublinhando que as mulheres “têm maior probabilidade de trabalhar nos setores mais afetados”.

“A maioria dos trabalhadores de serviços essenciais, na linha da frente do combate à pandemia, são mulheres — muitas delas oriundas de grupos racialmente e etnicamente marginalizados e com baixos níveis de rendimento”, sublinhou Guterres.

Recordou que as mulheres são “24% mais vulneráveis à perda de emprego” e “sofrem quedas mais acentuadas de rendimentos”, sublinhando que “as disparidades salariais entre homens e mulheres, já elevadas, aumentaram, inclusive no setor da saúde”.

“A prestação de cuidados não renumerada aumentou drasticamente devido a medidas de confinamento e ao fecho de escolas e creches. Milhões de meninas poderão nunca mais voltar à escola”, escreveu o secretário-geral da ONU, frisando que as mães — especialmente as mães solteiras — “enfrentam sérias adversidades e sentem elevados níveis de ansiedade”.

O ex-primeiro-ministro português defendeu que a pandemia desencadeou “uma epidemia global paralela de violência contra as mulheres em todo o mundo”, com um aumento significativo de casos de violência doméstica, tráfico, exploração sexual e casamento infantil e que o mundo precisa de “um novo estímulo à promoção da liderança feminina e da participação igualitária”.

O secretário-geral das Nações Unidas disse que a resposta à covid-19 evidenciou “o poder e a eficácia da liderança feminina” e lembra que, no ano passado, os países com líderes femininas tiveram taxas de transmissão mais baixas e estão, na sua maioria, “mais bem posicionados para recuperar desta pandemia”.

“As organizações femininas preencheram lacunas cruciais no fornecimento de serviços e informações essenciais, especialmente ao nível comunitário”, defendeu Guterres, sublinhando que quando as mulheres lideram governos se assiste a “maiores investimentos na proteção social e avanços mais significativos contra a pobreza”.

“Quando as mulheres estão no Parlamento, os países adotam políticas mais eficazes de combate às alterações climáticas. Quando as mulheres negoceiam a paz, os acordos são mais duradouros”, exemplificou.

No entanto, sublinhou, a nível global, as mulheres representam apenas um quarto dos legisladores nacionais, um terço dos autarcas e apenas um quinto dos ministros.

“A este ritmo, a igualdade de género não será alcançada nos sistemas políticos nacionais antes de 2063. A paridade entre chefes de Estado levará mais de um século”, referiu Guterres, dizendo orgulho de ter alcançado “a igualdade de género nas posições de liderança das Nações Unidas”.

Defendeu que o processo de recuperação da pandemia é “a oportunidade de traçar um novo caminho mais igualitário” e que as ajudas à recuperação “deverão ser especialmente direcionadas a meninas e mulheres, inclusive por meio de investimentos em infraestruturas associadas à prestação de cuidados”.

“A economia formal só funciona porque é subsidiada pelo trabalho feminino não remunerado”, escreveu Guterres, apelando aos líderes mundiais que atuem em seis áreas estruturais.

A representação igualitária, por meio de quotas e outras medidas especiais, o investimento na economia da prestação de cuidados e na proteção social e a redefinição do produto interno bruto de forma a incluir o trabalho doméstico, assim como a remoção de barreiras à inclusão plena das mulheres na economia são algumas das áreas apontadas.

António Guterres defendeu ainda a revogação das leis discriminatórias em todas as esferas e a promulgação, por cada país, de um plano de emergência de combate à violência contra mulheres e meninas, seguido de financiamento, legislação e “vontade política para acabar com este flagelo”.

Por último, o secretário-geral das Nações Unidas pediu uma mudança de mentalidade, o aumento da consciencialização pública e que se acabe com “o preconceito sistémico de género”.

“O mundo tem a oportunidade de deixar para trás gerações de discriminação enraizada e sistémica. É hora de construir um futuro igualitário”, concluiu.

Ver o original em 'Plataforma Media' na seguinte ligação:

https://www.plataformamedia.com/2021/03/08/guterres-diz-que-a-crise-da-pandemia-tem-rosto-de-mulher-e-pede-mudanca-de-mentalidades/

ONU: sanções dos EUA contra Rússia e China violam direitos humanos e pactos internacionais

 

Nesta quinta-feira (4), especialistas do Escritório do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos (OHCHR, na sigla em inglês), afirmaram que as sanções dos Estados Unidos contra vários países sob estado de emergência declarado, incluindo Rússia e China, violam uma ampla gama de direitos humanos.

A conclusão dos especialistas da Organização das Nações Unidas (ONU) foi publicada através de um comunicado do órgão nesta quinta-feira (4). Segundo a legislação dos EUA, a declaração de emergência nacional sobre um determinado país amplia a gama de ações permitidas de Washington, incluindo a possibilidade de imposição de sanções econômicas.

"As sanções autorizadas pelos EUA, com base nos estados de emergência anunciados, violam uma ampla gama de direitos humanos na China, Cuba, Haiti, Irã, Nicarágua, Federação da Rússia, Síria, Venezuela, Zimbábue e outros países ao redor do mundo, incluindo direitos à liberdade de movimento, de associação, aos processos justos como o julgamento justo e a presunção de inocência, bem como os direitos econômicos e sociais e o próprio direito à vida", afirmaram os especialistas.

As emergências nacionais precisam ser renovadas anualmente pelo presidente dos EUA, sendo que há dezenas delas que continuam em vigor. Na terça-feira (2), o presidente dos EUA, Joe Biden, renovou, por exemplo, uma declaração de emergência nacional sobre a Venezuela, que vigora desde 2015, quando foi imposta pelo então presidente Barack Obama.

 

Rupert Colville, porta-voz do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos

 

© Foto / OHCHR
Rupert Colville, porta-voz do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos

A relatora especial da ONU sobre o impacto negativo de medidas coercitivas unilaterais, Alena Dpuhan, e o especialista independente em direitos humanos e solidariedade internacional, Obiora Okafor, disseram no comunicado que medidas de emergência dos EUA frequentemente violam o Pacto Internacional dos Direitos Civis e Políticos (PIDCP).

"As emergências declaradas pelos EUA geralmente duram anos [...]. Ao invés de serem verdadeiras emergências, parecem desculpas para impor sanções indefinidamente", disseram os especialistas.

Dpuhan também usou as redes sociais para reforçar as conclusões do documento.

​Estados permanentes de emergência contradizem o artigo 4 do PIDCP e não podem ser utilizados como justificativa ou base para sanções unilaterais.

Sanções dos EUA não respeitam a legislação internacional

O comunicado divulgado nesta quinta-feira (4) também ressalta que entre as razões para as declarações de emergência e sanções dos EUA estão as alegações de abusos dos direitos humanos e os esforços de promotores internacionais para investigar norte-americanos suspeitos de crimes de guerra.

"Nada disso representa um risco existencial para os Estados Unidos", apontam os especialistas da ONU no documento
Presidente dos EUA, Joe Biden, discursa na Casa Branca, Washington, EUA, 22 de fevereiro de 2021
© REUTERS / Jonathan Ernst
Presidente dos EUA, Joe Biden, discursa na Casa Branca, Washington, EUA, 22 de fevereiro de 2021

O Escritório do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos observa ainda que algumas das sanções dos EUA resultantes de declarações de emergência negam direitos a pessoas que supostamente participam de atividades importantes, como ajudar na reconstrução pós-conflito na Síria. Além disso, os EUA impuseram sanções secundárias contra indivíduos que supostamente interagem com pessoas e governos sancionados.

"Essas são penalidades impostas sem respeitar os direitos do devido processo no PIDCP [Pacto Internacional dos Direitos Civis e Políticos], como o direito a um julgamento justo", diz o texto da ONU.

O documento pede aos EUA que cumpram integralmente o principal tratado internacional de direitos humanos e evitem qualquer impacto negativo sobre os direitos humanos decorrentes dessas sanções na vigência de declarações de emergência.

Ver a publicação original na seguinte ligação:

https://br.sputniknews.com/americas/2021030417067973-onu-sancoes-dos-eua-contra-russia-e-china-violam-direitos-humanos-e-pactos-internacionais/

«Se não é agora, quando ?»

 Uma questão incontornável

 

« A Organização Mundial da Saúde (OMS) reclamou hoje o uso de "todas as ferramentas" para aumentar a produção de vacinas contra a covid-19, incluindo a transferência de tecnologia e a isenção de direitos de propriedade intelectual.
"Agora é o momento de usar todas as ferramentas para aumentar a produção, incluindo licenciamento, transferência de tecnologia e isenções de propriedade intelectual. Se não é agora, quando?", questionou o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus. » (TSF)

A este respeito, lembre-se apenas que
 a investigação das principais vac
inas foi generosamente subsidiada
por dinheiros públicos.

Via: o tempo das cerejas 2 https://bit.ly/3sLOBFL

Ver original em 'Abril de Novo Magazine' na seguinte ligação:

https://abrildenovomagazineweb.blogspot.com/2021/03/se-nao-e-agora-quando.html

OMS lança alerta global sobre incapacidade de Bolsonaro que torna Brasil novo foco da pandemia

A OMS trata como "preocupante" a situação do Brasil na pandemia. Segundo seus dados, o país pode superar os Estados Unidos em termos de infecções e mortes diárias nas próximas semanas
 

 

 

247 -A Organização Mundial da Saúde (OMS) trata a situação do Brasil na pandemia da Covid-19 como "preocupante" e considera que, caso não haja uma mudança radical na forma de lidar com a crise, o país pode já nas próximas semanas superar os Estados Unidos em infecções e mortes diárias.

Com o avanço da imunização nos Estados Unidos, novos casos caíram de 1.6 milhão por semana em meados de dezembro para 471 mil nos últimos sete dias, segundo dados da organização.

No Brasil, onde a imunização é lenta, novos casos por semana estão a 378 mil.

 

No quesito de mortes por semana, a tendência é semelhante. Nos Estados Unidos, registrava-se no mesmo período uma média de 18 mil mortes por semana, e, agora, o número gira em torno de 14 mil novos óbitos semanais.

No Brasil, eram 5.200 por semana em dezembro de 2020, e agora são 8.200 semanais.

 

Nesse ritmo, a organização prevê que o Brasil superará os Estados Unidos eventualmente, se tornando ainda mais um dos centros mundiais da Covid-19.

A insistência do governo federal em negar a necessidade de romper as cadeias de transmissão, a lentidão da imunização (o Brasil tem apenas 7 milhões de imunizados contra 50 milhões dos Estados Unidos) e o contágio da nova cepa brasileira preocupam a organização.

Na última sexta-feira (26), Mike Ryan, chefe de operações da OMS, fez uma crítica velada ao governo de Jair Bolsonaro, dizendo que a situação no Brasil é uma "tragédia" e que deveria servir de lição como um caminho a não ser seguido, assim como elogiou governadores e cientistas nacionais.

As informações foram reportadas na coluna de Jamil Chade, no Uol.

 

ONU: Israel deve parar as demolições na Cisjordânia

A reunião do Conselho de Segurança das Nações Unidas sobre a situação no Médio Oriente pediu a Israel para parar as demolições de casas e expulsões de beduínos das suas terras no vale do Jordão.

As demolições são recorrentes para os 60 mil palestinianos no vale do Jordão, onde 90% das terras foram incluídas na chamada Área C, de controlo exclusivo por israelitasCréditosMussa Qawasma / Reuters

No seguimento da reunião, a ONU e membros europeus do Conselho de Segurança emitiram uma declaração conjunta em que exigem a Israel que pare as demolições de aldeamentos no distrito de Humsa Al-Baqaia e a expulsão dos beduínos das suas terras, segundo a Al-Jazeera.

Pelo menos 70 pessoas, incluindo 14 crianças, da comunidade beduína de Humsa Al-Baqaia, no vale do rio Jordão, na Cisjordânia ocupada, viram as suas casas destruídas e estão ameaçadas de expulsão por Israel, que pretende anexar as terras onde vivem para a expansão de novos colonatos judaicos.

A pretexto da aplicação do chamado Plano Trump, que não é reconhecido pelos palestinianos nem pela esmagadora maioria da comunidade internacional, os israelitas aplicam têm vindo a acelerar a expansão de colonatos, anexando de facto território palestiniano.

Os subscritores da declaração mostraram-se «profundamente preocupados com as repetidas demolições e confiscações de bens», levadas a cabo pelas autoridades israelitas no vale do Jordão, que desta vez nem pouparam «estruturas financiadas pela União Europeia e outros dadores», e expressaram que Israel deve «permitir acesso humanitário total, livre e sustentado» à comunidade beduína.

A fértil e estratégica faixa de terreno de Humsa al-Baqia, no vale do rio Jordão, entre o lago Tibérias e o Mar Morto, tem vindo a tornar-se um dos focos do conflito israelo-palestiniano na Cisjordânia.

Cerca de 60 mil palestinianos vivem na região mas, segundo a ONU, quase 90% das terras foi unilateralmente incluído por Israel na chamada Área C, que se encontra sob total controlo de Israel e inclui áreas militares fechadas onde foram instalados, em 50 colonatos, mais de 12 mil israelitas.

A lei do Estado de Israel proíbe os palestinianos que vivem na Área C de terem terras próprias, abrirem poços ou construirem seja que estrutura for, tornando-os estrangeiros e desapossados na sua própria terra.

Ver original em "AbrilAbril" na seguinte ligação:

https://www.abrilabril.pt/internacional/onu-israel-deve-parar-demolicoes-na-cisjordania

Cabo Verde quer lugar permanente para África no Conselho de Segurança da ONU

 

 

Presidente Jorge Carlos Fonseca defende uma reforma do Conselho de Segurança das Nações Unidas que "faça justiça" a África, o único continente sem representação permanente no mais importante órgão da organização.

"É fundamental a reforma do Conselho de Segurança das Nações Unidas para que possa haver uma representação mais justa e adaptada aos tempos de hoje. Tem de se fazer justiça a África, o único continente não representado de forma permanente", disse Jorge Carlos Fonseca, esta terça-feira (23.02).

O chefe de Estado cabo-verdiano falava no primeiro dia dos encontros "Triângulo Estratégico: América Latina - Europa - África", espaço de diálogo político e económico, promovido pelo Instituto para a Promoção da América Latina e Caraíbas (IPDAL).

Jorge Carlos Fonseca respondia, desta forma, quando questionado sobre as reformas necessárias no sistema multilateral para responder aos grandes desafios mundiais. "É a reforma mais emblemática e a que representa o maior desafio para o sistema multilateral", disse, assinalando os "interesses opostos" de vários grupos e os impasses que estes criam.

"A credibilidade do sistema multilateral está em jogo. É a própria declaração dos 75 anos das Nações Unidas que assume o compromisso de instilar essa reforma. É isso que pretendemos e para o qual queremos contribuir", sublinhou.

 

Países africanos alinhados contra a Covid-19

Os encontros "Triângulo Estratégico: América Latina - Europa - África", que este ano cumprem a sua décima edição e decorrem em formato online, têm como tema central a recuperação económica e na saúde global no pós-pandemia de Covid-19.

Neste contexto, Jorge Carlos Fonseca adiantou que Cabo Verde está alinhado com os países africanos da Comunidade Económica dos Países da África Ocidental (CEDEAO) e da União Africana (UA) na defesa do "acesso universal, equitativo e rápido" à vacina contra a Covid-19 em África.

Por outro lado, destacou a convergência entre países africanos também na proposta do perdão da dívida aos países pobres. "Devemos continuar a trabalhar conjuntamente de forma que nenhum país seja deixado para trás no que respeita à imunização da população e à retoma da economia", disse.

O chefe de Estado cabo-verdiano reconheceu a importância do mecanismo Covax, liderado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e Aliança para o Acesso às Vacinas (Gavi), mas reclamou "maior apoio internacional" à iniciativa que deverá permitir acesso a doses de vacinas para imunizar 35% da população dos países africanos. "Revela-se preocupante que o continente africano tenha de procurar mecanismos adicionais além do Covax para garantir que pelo menos 60% da população seja vacinada", disse.

"É preciso que a equidade seja um princípio vetor na distribuição do que é produzido em termos de vacinas", acrescentou.

O secretário-geral das Nações Unidas alertou esta segunda-feira que dez países administraram 75% das vacinas contra a covid-19 e que 130 não receberam uma única dose. Na segunda-feira, a Organização das Nações Unidas (ONU) anunciou que Cabo Verde será um dos primeiros países africanos a receber vacinas contra a Covid-19 através da plataforma Covax, uma iniciativa conjunta da OMS e da Aliança para o Acesso às Vacinas (GAVI) para fornecer vacinas contra a Covid-19 a países de médio e baixo rendimento.

Deutsche Welle | Lusa

Ver o original em 'Página Global' na seguinte ligação:

https://paginaglobal.blogspot.com/2021/02/cabo-verde-quer-lugar-permanente-para.html

Síria insta Conselho de Segurança da ONU a acabar com 'agressão' dos EUA após recente ataque aéreo

 

Neste sábado (27) o Ministério do Exterior e dos Expatriados da Síria exortou o Conselho de Segurança das Nações Unidas a assumir as suas responsabilidades e a pôr imediatamente fim aos atos de agressão dos EUA nos territórios sírios e evitar a sua repetição.

Na quinta-feira (25) aviões de guerra dos EUA bombardearam locais na província de Deir Ez-Zor, perto da fronteira sírio-iraquiana.

O ministério sírio reiterou, em uma carta dirigida ao secretário-geral da ONU e ao presidente do Conselho de Segurança, a respeito da violação por parte de Washington das disposições do direito internacional e da Carta das Nações Unidas, que esta agressão flagrante é considerada mais uma de uma séries de ataques das forças dos EUA sob pretextos insignificantes ou justificações vergonhosas, ataques dos quais os funcionários da administração norte-americana se vangloriam em suas reuniões em Washington, escreve a agência estatal SANA.

O ministério ressaltou ainda que este ato de agressão vai contra o papel dos EUA como membro permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas que, supostamente, se preocupa com a salvaguarda da paz e da segurança internacionais.

 

 

Imagem de satélite mostra os edifícios destruídos na Síria, perto da fronteira com o Iraque, na sequência dos ataques aéreos dos EUA realizados em 25 de fevereiro

© REUTERS / Maxar Technologies
Imagem de satélite mostra os edifícios destruídos na Síria, perto da fronteira com o Iraque, na sequência dos ataques aéreos dos EUA realizados em 25 de fevereiro

Em 25 de fevereiro, os Estados Unidos realizaram um ataque aéreo contra uma estrutura alegadamente conectada a uma milícia apoiada pelo Irã na Síria. O ataque aéreo foi ordenado pelo presidente Joe Biden, segundo o porta-voz do Pentágono, John Kirby.

Por outro lado, Ali Shamkhani, secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, afirmou que as ações norte-americanas no Oriente Médio contra "forças de resistência antiterroristas" fortalecerão as atividades dos terroristas.

Damasco, por sua vez, condenou o ataque como uma "agressão covarde", com a Rússia fazendo o mesmo e afirmando que os EUA apenas avisaram Moscou "quatro ou cinco minutos antes" de sua execução. Bagdá negou seu envolvimento na operação.

Ver a publicação original na seguinte ligação:

https://br.sputniknews.com/oriente_medio_africa/2021022817041257-siria-insta-conselho-de-seguranca-da-onu-a-acabar-com-agressao-dos-eua-apos-recente-ataque-aereo/

ONU pede à Israel que cesse expansão na Cisjordânia

A organização condenou os assentamentos ilegais e denunciou que Israel remove forçadamente palestinos de seus lares

 

 

247 -A Organização das Nações Unidas instou Israel a cessar seu programa de expansão em territórios palestinos, que se dá através da construção de assentamentos ilegais de acordo com o direito internacional.

Lynn Hastings, coordenadora humanitária da ONU para o território palestino ocupado, em visita recente ao Vale do Jordão, afirmou que Israel está removendo palestinos de suas casas forçadamente.

"Visitei a comunidade de Humsa al-Baqai'a, que está situada a algumas centenas de metros de uma zona de conflito no norte da Cisjordânia... As casas e pertences das famílias que moram lá foram demolidos ou confiscados cinco vezes pelas autoridades israelenses desde o início de fevereiro", disse.

"Tendas, alimentos, tanques de água e forragem para seus animais foram todos confiscados, apesar dos repetidos apelos da comunidade internacional para que essas ações parassem, de acordo com o direito internacional".

“Como observamos anteriormente, as situações em que as comunidades são pressionadas a se mudar aumentam o risco real de transferência forçada”, acrescentou.

 

Em torno de 600.000 israelenses vivem em assentamentos em terras palestinas. As construções vêm sendo erguidas desde 1967, quando Israel conquistou a Cisjordânia e Jerusalém Oriental.

A ONU defende que a expansão é ilegal de acordo com o direito internacional, mas isso nunca parou Israel.

 

As informações foram reportadas no Morning Star.

 

 

Ver o original em 'Brasil24/7' na seguinte ligação:

https://www.brasil247.com/mundo/onu-pede-a-israel-que-cesse-expansao-na-cisjordania

Costa anuncia apoio a recandidatura de Guterres à ONU. EUA querem voltar à instituição

André Kosters / Lusa

 

O primeiro-ministro António Costa formalizou, esta quarta-feira, o apoio de Portugal à recandidatura de António Guterres a secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), que ocupa o cargo desde 2016.

 

“António Guterres serviu de forma exemplar as Nações Unidas, a sua carta, os seus valores. Encheu seguramente Portugal de orgulho, mas sobretudo devolveu força a valores fundamentais do humanismo que inspirou a carta das Nações Unidas e que precisam de ser devidamente promovidos e defendidos”, referiu Costa no Palácio de São Bento, em Lisboa.

“Foram cinco anos particularmente difíceis, onde no mundo se travou um grande debate sobre o regresso ao nacionalismo, ao isolamento ou à defesa do multilateralismo. Contudo, a liderança firme de António Guterres permitiu que, passados estes cinco anos, haja um novo espírito e uma nova vontade de reforçar as instâncias multilaterais. A sua liderança foi, desse ponto de vista, absolutamente essencial e no momento mais difícil que as Nações Unidas enfrentou e nos momentos mais difíceis que a Humanidade enfrentou”, indicou.

Costa salientou: “É por isso que, com muita satisfação, registámos a disponibilidade do engenheiro António Guterres para cumprir um novo mandato enquanto secretário-geral das Nações Unidas. E, por isso, é com muita honra que hoje pude subscrever, em nome de Portugal, a sua candidatura a um novo mandato”.

“Estamos certos que, sob a sua liderança, as Nações Unidas irão reforçar o seu papel no combate as alterações climáticas, na proteção dos oceanos, na promoção da paz, na garantia de proteção internacional a todos os que dela carecem e na promoção dos direitos humanos”, apontou ainda.

O primeiro-ministro frisou que “este é um momento de esperança para o conjunto da Humanidade poder contar com a liderança de António Guterres nas Nações Unidas”. “É com muita confiança que conto com a avaliação que os países farão do mandato que está agora a cessar e das qualidades do engenheiro de António Guterres para um novo mandato. Para Portugal, é seguramente um orgulho poder contar com um dos seus numa função tão distinta à escala global”, sublinhou.

No início deste ano, Guterres anunciou a recandidatura a um segundo mandato, para o período de 2022-2026. Há cinco anos, foi eleito pelos 193 Estados-membros da Assembleia-Geral para o cargo de secretário-geral da ONU, depois de uma recomendação do Conselho de Segurança, lembrou o Observador.

A decisão de voltar a candidatar-se terá surgido após as eleições norte-americanas de novembro. No início deste mês, Guterres disse estar “orgulhoso” que “com todas as dificuldades e problemas que foram conhecidos” tenha sido “possível manter uma relação funcional com os Estados Unidos [EUA] em relação ao núcleo de atividades mais importantes das Nações Unidas”, numa entrevista transmitida pelo Washington Post.

Esta semana, Guterres assinalou a utilização da pandemia por parte de alguns países para “para suprimir vozes dissonantes, abolir a maioria das liberdades fundamentais, silenciar a comunicação social independente e dificultar o trabalho de organizações não governamentais”, com as medidas que aplicaram para conter a transmissão do vírus.

“Os defensores dos direitos humanos, jornalistas, advogados, ativistas e até profissionais de saúde têm sido sujeitos a detenções, processos judiciais, intimidação e vigilância por criticarem as medidas – ou a sua falta – tomadas para fazer face à pandemia”, apontou, referindo que é “vital” o acesso à informação.

EUA apresentam candidatura para ONU

Os EUA vão concorrer a um assento no Conselho de Direitos Humanos da ONU, anunciou esta quarta-feira o chefe da diplomacia norte-americana, Antony Blinken, assinalando o abandono da política da “cadeira vazia” seguida pela administração Trump, noticiou a agência Lusa.

 

U.S. Indo-Pacific Command / Flickr

Antony Blinken e Joe Biden

“Tenho o prazer de anunciar” que os EUA “vão concorrer a um assento no Conselho de Direitos Humanos para o mandato 2022-2024”, afirmou Blinken, durante uma intervenção por videoconferência. “Pedimos humildemente que todos os Estados-membros das Nações Unidas apoiem o nosso desejo de voltar a ocupar um lugar nesta instituição”, acrescentou.

A administração Trump anunciou, em junho de 2018, que ia abandonar a instituição, que constitui o órgão máximo da ONU no campo da defesa dos direitos humanos, acusando-a de hipocrisia e de prejudicar Israel.

Os EUA “colocam a democracia e os direitos humanos no centro de sua política externa, porque são essenciais para a paz e a estabilidade”, justificou Blinken.

“Esta ligação está enraizada na nossa própria experiência de uma democracia imperfeita e, muitas vezes, aquém dos nossos próprios ideais, mas que tenta sempre tornar-nos um país mais unido, mais respeitoso e mais livre”, adiantou em declarações que contrastam com a posição seguida pelo seu antecessor, Mike Pompeo.

Embora Blinken tenha elogiado a utilidade do Conselho e sublinhado a sua importância, em particular para chamar rapidamente a atenção para as crises, o diplomata norte-americano aconselhou os membros do organismo a repensarem o seu funcionamento.

“Encorajamos o Conselho de Direitos Humanos a examinar a forma como funciona, incluindo a atenção desproporcional dada a Israel”, alertou, sugerindo tratar aquela nação e os territórios palestinianos como qualquer outra. Além disso, defendeu, os países “que têm um mau histórico de direitos humanos não deveriam ser membros deste Conselho”.

A China, a Rússia, mas também a Venezuela, Cuba ou mesmo os Camarões, a Eritreia e as Filipinas são regularmente criticados por organizações de direitos humanos e outros países pela forma como tratam os seus cidadãos.

Blinken criticou especificamente a Rússia pelo tratamento dado aos que se opõem ao Kremlin, citando Alexei Navalny, mas também denunciou as “atrocidades” cometidas por Pequim na região de Xinjiang e a situação em Hong Kong.

O responsável pelos Negócios Estrangeiros dos EUA lembrou ainda que o país marcou o seu retorno ao Conselho dos Direitos Humanos ao condenar o golpe de Estado em Myanmar.

A estratégia do ex-Presidente norte-americano de deixar “vazia” a cadeira dos EUA – devido a uma desconfiança visceral no multilateralismo – criou um vácuo no Conselho dos Direitos Humanos, mas também na Organização Mundial da Saúde, por exemplo – que foi rapidamente ocupado pelas diplomacias chinesa e russa.

O Conselho dos Direitos Humanos tem 47 membros de pleno direito eleitos pela maioria dos Estados da Assembleia Geral da ONU para um mandato de três anos, enquanto os restantes países mantêm estatuto de observadores.

Os EUA são o único membro permanente do Conselho de Segurança da ONU que não tem assento na atual sessão do Conselho de Direitos Humanos, que começou esta semana.

 
 

Ver a publicação original em 'ZAP.aeiou' na seguinte ligação:

https://zap.aeiou.pt/costa-apoio-recandidatura-guterres-onu-383027

OMS vai indemnizar vacinados com efeitos adversos (e recomenda estudo sobre primeiras pistas do vírus)

A Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou esta segunda-feira a criação de um programa que permite indemnizar pessoas vacinadas contra a covid-19 que tenham reações adversas graves, evitando que recorram a tribunais, um meio moroso e caro

 

O programa, inédito, abrange apenas pessoas oriundas dos 92 países elegíveis (mais pobres) para vacinas financiadas pelo mecanismo de distribuição universal e equitativa Covax, codirigido pela OMS.

A iniciativa, sem custos para os beneficiários, é subsidiada pelos financiadores do Covax, por intermédio de uma pequena taxa adicionada a cada dose de vacina distribuída até 30 de junho de 2022.

Em comunicado, publicado na página da organização na Internet, a OMS refere que se trata de “um procedimento rápido, justo e transparente” para indemnizar possíveis lesados da vacinação, que tenham “efeitos adversos raros, mas graves”.

A OMS assinala que, apesar de as vacinas para a covid-19 adquiridas ou distribuídas pelo Covax terem uma “aprovação regulamentar” ou “autorização de uso de emergência” que confirmam a sua segurança e eficácia, podem, “em casos raros”, como “acontece com todos os medicamentos”, provocar “reações adversas graves”.

Até 31 de março será disponibilizado um portal com informações sobre o programa e a forma de acesso às compensações.

Na habitual videoconferência de imprensa, a OMS indicou que 200 milhões de doses de vacinas foram já administradas no mundo, sem qualquer “sinal de alarme” em termos de segurança.

Esta segunda-feira, o diretor da OMS acusou “certos países ricos de minar” o sistema de distribuição equitativa de vacinas contra a covid-19, o Covax, ao persistirem na abordagem direta aos fabricantes para ter acesso ao imunizante.

“Alguns países ricos estão atualmente a abordar fabricantes para garantir o acesso a doses adicionais de vacinas, o que tem efeito nos contratos com o Covax, e o número de doses alocadas ao Covax foi reduzido por causa disso”, criticou Tedros Adhanom Ghebreyesus durante uma conferência de imprensa conjunta por videoconferência com o presidente alemão, Frank-Walter Steinmeier.

OMS recomenda estudo mais aprofundado sobre o vírus

O grupo de especialistas OMS) ue visitou a China para estudar a origem da pandemia da covid-19 vai recomendar um rastreamento “mais profundo” dos contactos do primeiro paciente conhecido.

De acordo com a televisão norte-americana CNN, os especialistas também querem saber mais sobre a cadeia de fornecimento de quase uma dúzia de comerciantes no mercado de Huanan, na cidade de Wuhan, que se acredita ter desempenhado um papel fundamental na propagação da doença, no final de 2019.

As recomendações do painel da OMS seguirão vários pontos-chave da investigação, segundo fontes familiarizadas com o relatório preliminar citadas pela CNN.

Em primeiro lugar, os especialistas vão solicitar mais detalhes sobre o histórico de contacto do paciente tratado no dia 8 de dezembro de 2019, em Wuhan – o primeiro caso confirmado pelos cientistas chineses. Trata-se de um funcionário de escritório, na casa dos 40 anos, que não fez viagens, nem tem histórico de contactos com outros infetados.

Este paciente esteve com a equipa da OMS e, no final da reunião, indicou que os seus pais visitaram “um mercado local de produtos frescos em Wuhan”, e não o mercado de Huanan.

Peter Daszak, membro da equipa da OMS, observou que os cientistas chineses garantiram que os pais do paciente testaram negativo para a doença, mas não parecem ter rastreado os contactos deles naquele mercado.

Cientistas independentes disseram à CNN que os especialistas chineses deveriam ter realizado uma investigação mais aprofundada sobre as origens do vírus há vários meses.

Jake Sullivan, o conselheiro de segurança nacional do Presidente dos EUA, Joe Biden, disse no domingo que a China não forneceu “dados importantes suficientes” sobre a origem e subsequente disseminação do coronavírus.

“Eles estão prestes a publicar um relatório sobre as origens da pandemia em Wuhan, na China, sobre o qual temos dúvidas, porque não acreditamos que a China tenha disponibilizado dados suficientes sobre as origens, sobre como a pandemia começou, na China, e depois em todo o mundo”, disse o funcionário à CBS News.

Em 9 de fevereiro, a missão da Organização Mundial da Saúde (OMS), que investigou a origem do novo coronavírus em Wuhan, afastou a possibilidade de o vírus ter tido origem num laboratório. “Não estou em posição de dizer como o covid-19 veio a este mundo. Estou apenas em posição de pedir à OMS que faça o seu trabalho”, apontou.

 

 
 

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https://zap.aeiou.pt/oms-vai-indemnizar-vacinados-com-efeitos-adversos-e-recomenda-382627

Informe da ONU sobre o impacto das sanções impostas à Venezuela

O informe aponta "efeitos devastadores" das sanções contra a Venezuela, que incluem dificuldade de acesso a vacinas. Por CELAG | Tradução de Fernanda Rosa para a Revista Opera, com revisão de Rebeca Ávila

(Foto: Adrian Scottow)

A relatora especial sobre o impacto negativo das medidas coercitivas no usufruto dos direitos humanos da Organização das Nações Unidas (ONU), Alena Douhan, apresentou em 12 de fevereiro as observações preliminares sobre sua visita à Venezuela, para avaliar o impacto das sanções unilaterais sobre a população do país. O informe completo será apresentado ao Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas no próximo mês de setembro.

O documento preliminar constata que as sanções impostas à Venezuela, especialmente a partir de 2014, propiciaram os seguintes resultados:

  • Redução de 99% na receita pública. O país vive atualmente com 1% da receita anterior às sanções;
  • As remessas procedentes do exterior diminuíram devido ao bloqueio dos ativos do Estado, à complexidade das transferências bancárias e aos impedimentos para realizá-las;
  • Os ativos venezuelanos congelados em bancos dos Estados Unidos, Reino Unido e Portugal superam 6.000 milhões de dólares;
  • Estão bloqueados a compra de bens e pagamentos por parte das empresas públicas;
  • O setor privado, organizações não governamentais, universidades, clubes desportivos e cidadãos denunciam a rejeição ou desconfiança dos bancos estrangeiros para abrir ou manter suas contas bancárias; dificuldades para obter vistos e comprar passagens; necessidade de agir por meio de agentes de países terceiros e necessidade de pagar custos de seguro adicionais;
  • As linhas elétricas operam com menos de 20% de sua capacidade. A distribuição de água acontece em turnos e a maioria dos lares só tem acesso à ela uma ou duas vezes por semana. Por causa dos impedimentos comerciais, o uso de agentes químicos para tornar a água potável foi reduzido em 30%;
  • A migração venezuelana, desde 2015, oscila entre 1 e 5 milhões de pessoas. A população será reduzida a 27 milhões em 2021. A maioria dos serviços públicos teve redução de pessoal de 30% a 50%, incluindo o mais qualificado. Isso gerou desorganização interna, aumento no volume de trabalho para os profissionais restantes, redução dos serviços e diminuição de sua qualidade;
  • Os impedimentos para importação de alimentos colocaram 2,5 milhões de pessoas em situação de insegurança alimentar grave. Para fazer frente a esse cenário, a população reduz o número de refeições por dia; reduz a quantidade de alimentos; diminui o patrimônio ou vende os bens domésticos para adquirir comida; reduz gastos em saúde, roupa, educação etc. Essa situação se reflete nas crises familiares, com violências e separações, trabalho infantil, economia submersa, atividades delituosas, trabalho forçado e migração; 
  • O programa público de alimentação Comitês Locais de Abastecimento e Produção (CLAP) diminuiu a variedade dos seus produtos;
  • As sanções também impactam a atenção sanitária, propiciando a falta ou a grave insuficiência de medicamentos e vacinas; o aumento dos preços; a escassez de eletricidade para abastecer os equipamentos; a escassez de água e os problemas de saneamento que afetam a higiene; o deterioramento da infraestrutura devido à falta de manutenção, à ausência de peças de reposição, à falta de disponibilidade de novos equipamentos devido à falta de recursos ou a recusa a vendê-los ou entregá-los; a degradação das condições de trabalho e a falta de equipamentos de proteção contra as doenças infecciosas; a perda de profissionais em todas as áreas médicas, devido aos baixos salários; e a finalização da construção de hospitais e centros de atenção primária; 
  • Os quadros de equipes médicas nos hospitais públicos estão desfalcados de 50% a 70%, e apenas 20% dessas equipes estão em funcionamento. Somente o Hospital Cardíaco Infantil de Caracas diminuiu em cinco vezes o número de cirurgias (de uma média de 1.000 intervenções anuais no período entre 2010 e 2014, para 162 em 2020); 
  • O país enfrentou uma grave escassez de vacinas contra sarampo, febre amarela e malária em 2017 e 2018. Segundo os informes, a falta de exames e de tratamento para o HIV, também em 2017 e 2018, levou a um grave aumento na taxa de mortalidade;
  • O desvio de ativos da CITGO, sede da petroleira venezuelana PDVSA nos Estados Unidos, impediu que fossem realizados transplantes de fígado e medula óssea em 53 crianças do país; os referidos transplantes seriam realizados na Itália e Argentina antes de 2016, custeados pelo Estado. Também se observa um aumento reportado da mortalidade neonatal e materna desde 2013;
  • Outros efeitos nocivos identificados são o crescente problema das gestações na adolescência, que vem alcançando um nível crítico em crianças de 12 e 13 anos que ficam grávidas em meio à falta de acesso à informação e ao uso de métodos contraceptivos; e o aumento nos números de HIV/AIDS, devido a relações sem proteção; 
  • A educação escolar e universitária enfrentou uma grave diminuição do apoio governamental desde 2016, incluindo o término ou redução do fornecimento de uniformes escolares, sapatos, mochilas e material escolar; e a redução do número de refeições diárias na escola (de 2 a 1), a diminuição na quantidade e diversidade de alimentos ou seu cancelamento total; 
  • A indisponibilidade de recursos financeiros e a desconfiança das empresas estrangeiras a comercializar com as instituições públicas venezuelanas e, frequentemente, com as privadas, provocou a suspensão do Programa Canaima de distribuição gratuita de computadores portáteis entre os alunos do primário e secundário. Até o seu cancelamento, o Programa Canaima havia distribuído 6,5 milhões de aparelhos. 

Em sua avaliação final, a relatora especial destaca que as sanções unilaterais contra a Venezuela constituem uma violação ao Direito Internacional e, portanto, são ilegais e impactam gravemente a população do país, impedindo o gozo dos Direitos Humanos. Alena Douhan qualifica como “efeito devastador” o impacto dessas sanções sobre o direito à alimentação, o direito à saúde, o direito à vida, o direito à educação e o direito ao desenvolvimento.

A relatora especial solicita aos governos, portanto, que “revisem e suspendam as sanções seletivas em conformidade com os princípios do direito internacional, o Estado de direito, os direitos humanos e o direito dos refugiados, que garantam a possibilidade de que os funcionários públicos da Venezuela representem o Estado sobre a base do princípio de igualdade soberana dos Estados, e que garantam os direitos das pessoas afetadas à presunção de inocência, às garantias processuais, o acesso à justiça e outros direitos fundamentais”.

Finalmente, solicita ao Governo da Venezuela e aoEscritório do Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos (EACDH) que apliquem plenamente o acordo de cooperação firmado entre ambos, que reforcem a presença do referido órgão no terreno para supervisar, entre outras coisas, o impacto das sanções unilaterais e que organizem visitas dos procedimentos especiais pertinentes ao país.

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“Dez países administraram 75% das vacinas, enquanto 130 ainda não receberam uma única dose”

O secretário-geral da ONU alertou que a pandemia da covid-19 está a agravar as desigualdades, dando como exemplo a vacinação a nível mundial.

 

Num artigo de opinião publicado esta segunda-feira no jornal britânico The Guardian, António Guterres alerta que “o mundo está a enfrentar uma pandemia de abusos dos direitos humanos”.

“A covid-19 aprofundou divisões, vulnerabilidades e desigualdades preexistentes, e abriu novas fraturas, incluindo falhas nos direitos humanos. A pandemia revelou a interconexão da nossa família humana – e de todo o espectro dos direitos humanos: civis, culturais, económicos, políticos e sociais. Quando qualquer um destes direitos está sob ataque, outros estão em risco”, escreve o secretário-geral da ONU.

“Profissionais da linha da frente, pessoas com deficiências, idosos, mulheres, meninas e minorias foram especialmente atingidos. Numa questão de meses, o progresso feito na igualdade de género retrocedeu décadas”, continua Guterres, acrescentando também que a “pobreza extrema está a aumentar pela primeira vez em décadas”.

Para o secretário-geral português, o “mais recente ultraje moral” é o fracasso em assegurar a equidade na vacinação contra a covid-19. “Apenas dez países administraram mais de 75% de todas as vacinas. Enquanto isso, mais de 130 países ainda não receberam uma única dose”, destaca.

“O vírus está também a infetar os direitos civis e políticos, e a reduzir ainda mais o espaço cívico. Usando a pandemia como pretexto, as autoridades de alguns países implementaram respostas de segurança severas e medidas de emergência para esmagar os dissidentes, criminalizar liberdades básicas, silenciar o jornalismo independente e restringir as atividades de organizações não governamentais”, diz ainda.

“Defensores dos direitos humanos, jornalistas, advogados, ativistas políticos – até mesmo profissionais de saúde – foram detidos, processados e submetidos a intimidação e vigilância por criticarem as respostas dos seus Governos à pandemia”, lembra Guterres, acrescentando que as restrições relacionadas com a covid-19 também “têm sido usadas para subverter os processos eleitorais e enfraquecer as vozes da oposição”.

Guterres escreve ainda que a “desinformação mortal tem sido amplificada – até por aqueles que estão no poder” – e, ao mesmo tempo, há extremistas, “incluindo supremacistas brancos e neonazis, que têm instrumentalizado a pandemia para crescerem, através da polarização social e da manipulação política e cultural”.

“A pandemia também tornou os esforços de paz mais difíceis, restringindo a capacidade de conduzir negociações, exacerbando as necessidades humanitárias e minando o progresso noutros desafios relacionados com direitos humanos e ligados aos conflitos”.

Por todas estas coisas, o ex-primeiro-ministro português apela: “Este não é um momento para negligenciar os direitos humanos. Este é o momento em que, mais do que nunca, os direitos humanos são necessários para navegar nesta crise de uma forma que nos permita atingir o objetivo de alcançar um desenvolvimento inclusivo e sustentável e uma paz duradoura”.

 
 

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Por que será que a presidencia da OMS é tão disputada ?

 

A Big Pharma  e os seus cordelinhos.

Sobre actuações da Big Pharma sugerimos , entre outros  "O Fiel Jardineiro "e o "Clube de Dalas ",para um domingo "confinado"

a)https://www.youtube.com/watch?v=XWhtSbQ54WU Após uma activista ser assassinada, o seu marido parte em viagem para descobrir o que realmente lhe aconteceu...Baseado num best-seller de John Le Carré, O Fiel Jardineiro é um poderoso e comovente threller sobre o amor e a busca da verdade; um filme do galardoado realizador Fernando Meirelles (Cidade de Deus). 

b ) https://mag.sapo.pt/cinema/filmes/o-clube-de-dallas Ron Woodroof é um cowboy do Texas cuja vida sofre uma reviravolta quando em 1985 é-lhe diagnosticado o vírus da SIDA e dado 30 dias de vida. Vivem-se os primeiros momentos desta epidemia e os EUA estão divididos sobre como combater o vírus. Ostracizado por muitos dos seus antigos amigos e sem acesso a medicamentos eficazes comparticipados pelo governo, Ron decide tomar conta do assunto

É uma história original, inspirada em fatos verídicos, sobre o poder da industria farmaceutica e o poder transformador da resiliência.

Novo Diretor-Geral da OMC para promover a agenda de Bill Gates

No ano passado, quando Tedros Adhanom Ghebreyesus, Diretor-Geral da OMS, anunciou que a situação da Covid-19 "poderia ser considerada" uma pandemia, foram impostas restrições e proibições a várias atividades econômicas. O comércio internacional foi paralisado. No final de 2020, o comércio internacional, segundo estimativas preliminares, caiu 9,2%.

A autoridade da OMC começou a declinar antes mesmo da "pandemia". A organização entrou em um período de crise. Terminou com o fato de que, em maio de 2020, seu gerente geral brasileiro, Roberto Azevedo, anunciou que deixaria o cargo antes do previsto. Em 31 de agosto, ele realmente deixou a presidência da OMC, cerca de um ano antes do prazo.

Em setembro, foi elaborada uma lista de oito candidatos ao cargo vago. Em outubro, havia apenas dois candidatos restantes na lista: o ex-diretor-gerente do Banco Mundial, Ngozi Okonjo-Iweala da Nigéria e Yoo Myung-hee, ministro do Comércio da Coréia do Sul. Ambos os candidatos são mulheres (anteriormente apenas homens ocupavam o cargo de Diretor-Geral da OMC). Por quase quatro meses, vários países e forças políticas lutaram para promover seu candidato. Em particular, Donald Trump apoiou Yoo Myung-hee. No entanto, assim que Joe Biden entrou na Casa Branca, as forças de sua equipe foram enviadas para colocar outra mulher no comando da OMC: Ngozi Okonjo-Iweala.

Em 5 de fevereiro, Yoo Myung-hee anunciou que retiraria sua candidatura. Aparentemente, as pessoas ao redor de Joe Biden trabalharam bem com ela. A declaração oficial do Ministério do Comércio, Indústria e Energia da Coréia do Sul, publicada no site do ministério, é uma prova indireta disso. Ele observou que a decisão de retirar a candidatura de Yoo Myung Hee foi tomada "após consulta com os Estados Unidos".

No mesmo dia, Washington, ou melhor, a Representação de Comércio dos EUA na OMC, respondeu emitindo um comunicado de imprensa: "O governo [Washington] (...) tem o prazer de anunciar seu forte apoio à licitação. De Ngozi Okonjo- Iweala para o cargo de Diretor-Geral da OMC (...). O governo [americano] (...) espera trabalhar com o novo chefe da OMC para encontrar outras maneiras de conseguir a reforma substantiva e processual necessária da OMC. "

Ngozi Okonjo-Iweala é economista nascido na Nigéria em 1954 e especialista em desenvolvimento internacional. Ela tem uma formação muito diversa: empresas privadas, organizações internacionais, serviço governamental, cargos públicos... Ela serviu por dois mandatos como Ministra das Finanças da Nigéria (2003-2006, 2011-2015). Por vários meses, ela foi Ministra das Relações Exteriores da Nigéria. Ela faz parte dos conselhos do Standard Chartered Bank, Twitter, da Aliança Global para Vacinas e Imunização (Gavi) e da Capacidade de Risco da África (ARC) e é consultora sênior do Lazard Bank desde 2015. Ela ocupou cargos seniores no FMI e no Banco Africano de Desenvolvimento. Ela teve uma carreira de 25 anos no Banco Mundial em Washington DC como economista do desenvolvimento e foi responsável pela supervisão da carteira operacional de $ 81 bilhões do Banco Mundial na África, Sul da Ásia, África, Europa e Ásia Central. Ela agora é membro do conselho consultivo do Banco Asiático de Investimentos em Infraestrutura.

Em 2015, Ngozi Okonjo-Iweala deixou o governo corrupto do presidente nigeriano Goodluck Jonathan e aceitou uma oferta para assumir a presidência de Gavi (anteriormente: Aliança Global para Vacinas e Imunização ou Aliança Global para Vacinas e Imunização). Essa aliança, criada em 2000 por Bill Gates, recebeu uma doação de US $ 750 milhões há vinte anos da Fundação Bill e Melinda Gates. Os parceiros da Gavi incluem o Banco Mundial, OMS, UNICEF e empresas e fabricantes de desenvolvimento de vacinas de diferentes países. Gavi gastou mais de US $ 4 bilhões em vacinas.

De acordo com o site da aliança: “Como parte de sua missão de salvar vidas, reduzir a pobreza e proteger o mundo da ameaça de epidemias, Gavi ajudou a imunizar mais de 822 milhões de crianças nos países mais pobres do mundo”. Há, no entanto, um grande corpo de pesquisa que revela que a verdadeira natureza da Gavi é promover os interesses das grandes empresas farmacêuticas em detrimento da saúde e da vida humana.

O famoso economista e jornalista americano Frederick William Engdahl no artigo "O próximo presidente da OMC imporá um programa de Gates e Davos?" Escreve: "Sob a presidência de Ngozi Okonjo-Iweala, Gavi foi implicado na escandalosa disseminação da pólio na África. Como parte do programa de vacinação contra a poliomielite de Gavi-Gates, casos de poliomielite foram relatados em mais de uma dúzia de países africanos, incluindo Angola, Congo, Nigéria, Zâmbia e a nativa Nigéria Okonjo-Iweala de Ngozi. "

Claro, não sabemos muito sobre as atividades de Ngozi Okonjo-Iweala como chefe da Gavi. Mas pode-se presumir que ela é um dos membros importantes da equipe de Bill Gates e trabalha para aqueles que estão se preparando para o Big Reset . Também pode ser assumido que Ngozi Okonjo-Iweala tem um histórico comprovado na área da Operação Especial Covid-19. É membro dos conselhos de administração (supervisão, conselho, supervisão) dos administradores de clubes, fundações e organizações de prestígio, onde se encontra regularmente com representantes da elite mundial.

Via FOICEBOOK https://bit.ly/3qBPhgi

Ver original em 'Abril de Novo Magazine' na seguinte ligação:

https://abrildenovomagazineweb.blogspot.com/2021/02/por-que-sera-que-presidencia-da-oms-e.html

Direitos humanos e medidas coercivas unilaterais: a Relatora Especial da ONU sobre o impacto dessas medidas no exercício dos direitos humanos, srª Alena Douhan, conclui a sua visita à República Bolivariana da Venezuela Caracas (12 de Fevereiro de 2021)

Um documento de excepcional importância. Com admirável isenção e objectividade, a Relatora Especial da ONU traça o quadro da sanções contra a Venezuela e do seu esmagador impacto sobre os direitos e as condições de vida do seu povo. Aponta a completa ilegitimidade dessas sanções, a forma como violam todas e cada uma das normas elementares do direito internacional e do direito humanitário. Aponta o dedo, em concreto, a Estados que participam nessa criminosa acção encabeçada pelos EUA. E Portugal está nessa lista, para vergonha de uma política externa de servil vassalagem ao imperialismo EUA/UE.

A Relatora Especial das Nações Unidas sobre o impacto negativo das medidas coercivas unilaterais no gozo dos direitos humanos, Sra. Alena Douhan, visitou a República Bolivariana da Venezuela de 1 a 12 de Fevereiro de 2021. A Relatora agradece ao Governo da República Bolivariana da Venezuela a permissão e apoio à sua visita ao país. O objectivo da visita foi avaliar o impacto das sanções unilaterais no gozo dos direitos humanos de pessoas que vivem na Venezuela e qualquer outra pessoa afectada. Estas observações são preliminares por natureza, resultado de extensas consultas com uma ampla gama de partes interessadas. O relatório completo será apresentado ao Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas em Setembro de 2021. A Relatora Especial reuniu com o Presidente e o Vice-Presidente da República; os vice-presidentes encarregados dos poderes Executivo, Legislativo, Judiciário, Cidadão e Eleitoral; os ministros das Relações Exteriores, Saúde, Educação, Planeamento, Economia, Finanças, Petróleo, Mineração, Alimentos, da Mulher e Igualdade de Género, Bloqueio, Habitação, Trabalho Social, Ciência, Tecnologia, Transporte, Cultura e Povos Indígenas; o Coordenador dos Comités de Produção e Abastecimento Local (CLAP); o Secretário-Geral do Comité de Direitos Humanos; o Presidente da PDVSA; o Presidente do Banco Central, o Director de Telecomunicações, o Presidente do Supremo Tribunal, o Procurador-Geral da República, o Controlador-Geral da República; o Presidente e membros da Assembleia Nacional; o Ombudsman; o Secretário Executivo da ALBA; representantes de todo o espectro de partidos políticos, oposição e sindicatos; organizações humanitárias nacionais e internacionais; do sector privado; da igreja católica; assim como actores não-governamentais venezuelanos que actuam nas áreas de saúde, direitos humanos, protecção de crianças, mulheres e idosos; equipa médica; professores universitários; professores de escola; investigadores independentes e, o mais importante, vítimas de violações dos direitos humanos. A Relatora Especial também se reuniu com representantes da equipa das Nações Unidas no país e a comunidade diplomática. Visitou o Hospital Infantil do Coração; a instalação farmacêutica Quimbotiec; o complexo Canaimita; a escola primária Hugo Chávez e a pré-escola Ciudad Mariche, nos arredores de Caracas. No estado de Carabobo, o Governador facilitou um encontro com os directores de empresas públicas (água, electricidade, gás e telecomunicações), a maternidade anexa ao hospital estadual, um dos centros de saúde primários provinciais inspirados no modelo cubano e várias organizações não-governamentais. A Relatora Especial estende seus agradecimentos e gratidão a todos esses interlocutores que generosamente ofereceram o seu tempo, informações, análises, experiências e pensamentos para a ajudar a entender em pouco tempo o que se revelou ser uma situação muito complexa e alarmante. A Relatora Especial elogia a recepção calorosa e a maneira construtiva e cooperativa como o Governo facilitou a sua visita, o que permitiu um diálogo franco e aberto. Expressa o seu agradecimento especial ao Ministério das Relações Exteriores pela sua efectiva colaboração com o seu gabinete. Agradece também ao gabinete do Coordenador Residente das Nações Unidas pelo seu apoio e aconselhamento durante a visita.

Contexto da visita ao país

Os Estados Unidos impuseram sanções contra a Venezuela desde 2005, quando introduziram sanções selectivas contra pessoas e entidades supostamente envolvidas no tráfico de drogas. Impuseram um embargo de armas em 2006, sob o argumento de que o governo não estava a cooperar suficientemente nos esforços de combate ao terrorismo. Uma lei dos EUA de 2014 resultou em sanções contra funcionários venezuelanos acusados, entre outras coisas, de reprimir protestos de forma violenta, perseguir opositores políticos, restringir a liberdade de imprensa e corrupção. Em 2015, os Estados Unidos declararam a situação na Venezuela uma emergência nacional que ameaçava a segurança e a política externa dos Estados Unidos. Em 2017, os Estados Unidos descreveram as eleições legislativas venezuelanas como ilegítimas e impuseram sanções contra o governo e suas entidades, incluindo a PDVSA, bloqueando as suas transacções e o acesso aos mercados financeiros norte-americanos. Em 2018, após as eleições presidenciais venezuelanas, os Estados Unidos reforçaram as suas sanções contra o governo, citando má gestão económica, corrupção, repressão de opositores políticos e esforços para minar a democracia. Em Janeiro de 2019, depois de reconhecerem o líder legislativo Juan Guaidó como presidente interino da Venezuela, os Estados Unidos impuseram mais sanções contra a PDVSA, o Banco Central da Venezuela e funcionários importantes do governo e impuseram um embargo económico total em Agosto de 2019. Os Estados Unidos atribuíram também a Guaidó o controlo dos activos e propriedades do governo venezuelano em contas bancárias nos Estados Unidos, incluindo dinheiro que vai para a PDVSA da sua unidade nos Estados Unidos, a Citgo. Outras sanções dos EUA em 2018 e 2019 visaram os sectores do ouro e outros de mineração, alimentos, criptomoeda e bancário. Em Setembro de 2020, sanções norte-americanas foram impostas a cinco legisladores que lideravam partidos que cooperavam com o governo. Desde 2020, os Estados Unidos tentam impedir a Venezuela de obter combustível do Irão por meio da inclusão na lista de capitães de petroleiros, a proibição da utilização de aeroportos e portos marítimos venezuelanos e o bloqueio de activos da Rosneft. Aparentemente, as autoridades norte-americanas proferiram ameaças não oficiais para evitar transacções comerciais de terceiros Estados com a Venezuela.

A Relatora Especial toma nota da decisão do Governo dos Estados Unidos, datada de 21 de Janeiro de 2020, de rever as sanções dos Estados Unidos para minimizar o impacto humanitário da pandemia, e da acção do Governo dos Estados Unidos, de 2 de Fevereiro de 2021, para suavizar as sanções que afectam o funcionamento das operações ordinárias nos portos e aeroportos venezuelanos. A União Europeia impôs sanções contra a Venezuela em 2017, incluindo um embargo de armas, proibição de exportação de outros bens que poderiam ser usados para repressão interna, proibição de exportação de tecnologia e material feito para vigilância ou intercepção de telecomunicações, de viagens, de proibição e congelamento de bens de pessoas cujas acções foram consideradas pela UE como um atentado contra a democracia, o Estado de direito e o respeito pelos direitos humanos, sanções que foram contestadas pela Venezuela perante o Tribunal de Justiça da União Europeia. Foi também relatado que US $ 1,2 milhares de milhões em fundos do governo venezuelano foram congelados por um banco português em 2019. Cerca de US $ 2 milhares de milhões em ouro propriedade do Banco Central da Venezuela e depositados no Banco da Inglaterra estão também congelados enquanto um processo decorre nos tribunais britânicos. Em 2017 e 2018, o Canadá congelou activos e proibiu transacções e bens de funcionários venezuelanos acusados de repressão, graves violações dos direitos humanos, corrupção, censura, execuções extrajudiciais e outros actos. Em 2018, o México congelou activos e impôs proibições de viagens a 13 altos funcionários venezuelanos.
Em 2018 e 2019, a Suíça impôs um embargo de armas à Venezuela, congelou activos e proibiu viagens a funcionários venezuelanos. Em 2019, a Colômbia proibiu a entrada de cerca de 200 venezuelanos ligados ao governo. O Panamá impôs sanções selectivas contra indivíduos e entidades venezuelanos em 2018 considerados de alto risco de participação em lavagem de dinheiro, financiamento do terrorismo e proliferação de armas de destruição massiva. Em 2019, 13 dos 14 países do Grupo de Lima concordaram em proibir a entrada de funcionários venezuelanos e negar-lhes o acesso aos seus sistemas financeiros. Também em 2019, a maioria dos participantes do Tratado de Rio aprovaram uma resolução que permitia impor sanções selectivas, incluindo o congelamento de activos, a funcionários venezuelanos presumivelmente implicados no narcotráfico, actividades terroristas, delinquência organizada e/ou violações de direitos humanos. Em 13 de Fevereiro de 2020, a Venezuela submeteu uma acção ao Tribunal Penal Internacional nos termos do artigo 14º do Estatuto de Roma com relação a medidas coercivas unilaterais.

Situação económica e humanitária na Venezuela

A Venezuela conta com uma das maiores reservas de petróleo do planeta. O petróleo tem sido a principal exportação do país e a principal fonte de receitas e divisas. Desde 2000, o Governo anunciou o lançamento de um amplo leque de projectos sociais nas áreas de habitação, educação, alfabetização, alimentação, fornecimento de energia eléctrica e abastecimento de água, cuidados de saúde, planeamento familiar, alfabetização informática e desenvolvimento comunitário, muitos dos quais foram implementados sem custos para a população ou substancialmente subsidiados pelo Estado. Uma economia mono-orientada tem dependido fortemente das vendas de petróleo; a maior parte dos produtos, desde máquinas e peças de reposição a alimentos e medicamentos, é importada principalmente dos Estados Unidos e da Europa. A produção doméstica manteve-se num nível bastante baixo e não tem sido capaz de atender às necessidades do consumo doméstico. O declínio da economia começou em 2014 com a queda dos preços do petróleo. Entre outros factores que afectam a economia da Venezuela, foram citados má gestão, corrupção e o controlo de preços por parte do Estado. O cada vez maior número de sanções unilaterais imposto pelos Estados Unidos, a União Europeia e outros países agravaram os problemas mencionados. É relatado que as receitas do governo se reduziram em 99% e que actualmente o país vive com 1% do seu rendimento anterior às sanções. As remessas do exterior diminuíram devido ao bloqueio de bens do Estado e à complexidade das transferências bancárias e dos meios para as efectuar. Quatro anos de hiperinflação causaram a desvalorização total da moeda nacional (1 USD = 1,8-1,9 milhões de bolívares). Isso levou a um declínio nos salários do sector público de US $ 150-500 em 2015 para US $ 1-10 em 2020, e um nível crescente de pobreza. Em 2018- 2019, o governo introduziu novas políticas económicas: os controlos de preços foram suspensos e o sector privado foi autorizado a entrar novamente na economia.

No entanto, o endurecimento das sanções que o país enfrenta desde 2015 prejudica o possível impacto positivo das reformas em curso, bem como a capacidade do Estado de manter as infraestruturas e executar projectos sociais. Actualmente, a Venezuela enfrenta falta de maquinaria necessária, de peças de reposição, electricidade, água, combustível, gás, alimentos e medicamentos necessários. Os activos venezuelanos congelados em bancos nos Estados Unidos, Reino Unido e Portugal somam 6 milhares de milhões de dólares. É relatado que a compra de bens e os pagamentos de empresas públicas são bloqueados ou congelados. O sector privado, organizações não-governamentais, universidades, clubes desportivos e os cidadãos da Venezuela denunciam a rejeição ou relutância de bancos estrangeiros em abrir ou manter as suas contas bancárias, incluindo as de bancos correspondentes nos Estados Unidos e na Europa; dificuldades na obtenção de vistos e na compra de passagens; a necessidade de actuar por meio de agentes de países terceiros; e a necessidade de pagar custos adicionais de seguro. O reforço das sanções económicas e o crescente excesso de cumprimento conduziram à aprovação da Lei Constitucional Anti Bloqueio em Outubro de 2020. É relatado que a rede eléctrica podem pode estar hoje em dia a operar a menos de 20% da sua capacidade. Estima-se que o número de venezuelanos que deixaram o país em busca de uma vida melhor desde 2015 oscila entre 1 e 5 milhões, e que a população se reduzirá para cerca de 27 milhões em 2021. A maioria dos serviços públicos viu o seu pessoal reduzido entre 30% e 50%, incluindo o mais qualificado (médicos, enfermeiros, engenheiros, professores, professores, juízes, polícias, etc.), o que tem causado uma desorganização interna, aumento da carga de trabalho para o restante pessoal, redução dos serviços e diminuição da sua qualidade. Estima-se que 90% das habitações estão conectadas com o sistema nacional distribuição de água. No entanto, muitos lares relatam interrupções frequentes devido a falhas de energia que afectam as bombas de água e a manutenção da infraestrutura, e a falta de pessoal de manutenção qualificado. A distribuição de água só pode ser feita “por turnos” para garantir o seu fornecimento a toda a população, e a maioria dos lares só pode ter acesso à água uma ou duas vezes por semana durante várias horas. Devido aos impedimentos comerciais, o uso de agentes químicos para tratar e purificar a água para a tornar potável foi reduzido em 30%.

Os impedimentos à importação de alimentos, que constituem mais de 50% do consumo alimentar, tem causado o crescimento constante da desnutrição nos últimos 6 anos, com mais de 2,5 milhões de pessoas em situação de grave insegurança alimentar. Os mecanismos para lidar com essa situação incluem a redução do número de refeições por dia (1 ou 2 em vez de 3); a redução da quantidade e qualidade dos alimentos; a descapitalização/venda de bens familiares para poder comer; e a redução de gastos em saúde, vestuário e educação; com um aumento correspondente de crises familiares, tensões, violência e separações; do trabalho infantil; da participação na economia paralela; da actividade criminosa, incluindo o tráfico de drogas e de pessoas; do trabalho forçado; e a migração. O programa dos cabazes de alimentos CLAP, iniciado como uma iniciativa do governo em 2017 e que cobre 6 milhões de famílias em todo o país diminui a diversidade de artigos.

A Venezuela tem dependido quase inteiramente de medicamentos importados do exterior, enquanto a maioria dos serviços médicos públicos eram fornecidos gratuitamente pelo Estado antes de 2016. Os impedimentos aos cuidados de saúde incluem a falta ou insuficiência grave de medicamentos e vacinas; o aumento dos preços; a escassez de energia eléctrica para abastecer equipamentos; a escassez de água e problemas de saneamento que afectam a higiene; deterioração da infraestrutura por falta de manutenção, a ausência de peças sobressalentes, a indisponibilidade de novos equipamentos por falta de recursos ou recusa de venda ou entrega; a degradação das condições de trabalho e a falta de equipamentos de protecção contra doenças infecciosas; a perda de pessoal em todas as áreas médicas devido aos baixos salários; e a não conclusão da construção de hospitais e centros de atenção primária.

Em particular, o Hospital Cardiológico Infantil de Caracas enfrenta uma redução de 5 vezes no número de cirurgias (de uma média de 1.000 intervenções por ano no período de 2010-2014 para 162 em 2020). Os lugares de pessoal médico em hospitais públicos estão vagos em 50-70%. Apenas cerca de 20% dos equipamentos médicos estão em actualmente em funcionamento. O país enfrentou uma grave escassez de vacinas contra sarampo, febre amarela e malária em 2017-2018. A falta de testes e tratamentos para o HIV em 2017-2018 implicou, supõe-se, um aumento severo da taxa de mortalidade. O desvio de activos da subsidiária norte-americana da PDVSA, CITGO, impediu 53 crianças venezuelanas de realizarem transplantes de fígado e medula óssea; esses transplantes teriam sido realizados em Itália e na Argentina antes de 2016 à custa do Estado. A Relatora Especial também observa o crescimento relatado da mortalidade neonatal e materna desde 2013, com uma ligeira melhoria em 2019, quando a cooperação humanitária com a UNICEF, OPAS, a igreja e outras organizações humanitárias foi activada.

Outros efeitos nocivos da crise são o crescente problema das gravidezes em adolescentes, que está a atingir um nível de crise com meninas de 12 a 13 anos que engravidam num quadro de falta de acesso à informação e uso de métodos contraceptivos; e o aumento do HIV/SIDA devido a relações sem protecção.

A educação escolar e universitária enfrentou uma grave diminuição do apoio governamental desde 2016, incluindo a rescisão ou redução do fornecimento de uniformes escolares, sapatos, mochilas e material de escritório; e a redução do número de refeições diárias na escola (de 2 para 1), a diminuição da sua quantidade e diversidade de alimentos ou o seu cancelamento total. A indisponibilidade de recursos financeiros e a relutância de empresas estrangeiras em negociar com instituições públicas venezuelanas e, muitas vezes, com privadas, provocou a suspensão do Programa Canaima, iniciado em 2015 para adquirir computadores portáteis para fins educacionais, dos quais foram distribuídos 6,5 milhões no sistema escolar sem qualquer custo. Incidentes técnicos em 2019 incapacitaram o satélite público da Venezuela, reduzindo substancialmente a cobertura de Internet no país e tornando dificilmente possível o ensino a distância no decurso da pandemia.

Diante da crise económica e humanitária, o governo venezuelano activou a cooperação com o PNUD, UNICEF, UNAIDS, a OPS, outras agências internacionais, bem como com a igreja, o sector privado e ONG humanitárias que prestam ajuda humanitária, facilitando alguma reconstrução dos sistemas de água e o fornecimento de vacinas, medicamentos, testes, reagentes, material escolar e alimentação. No entanto, as tentativas de liberar os fundos congelados no Banco da Inglaterra para a compra de medicamentos, vacinas, kits de protecção e equipamentos médicos através do PNUD e da OPS em 2020 falharam. Não foram liberados fundos para a compra de COVAX através da OPS em 2020-2021. Apesar da intensificação do trabalho com os actores humanitários, foram referidos alguns casos de vigilância e perseguição do pessoal de ONG nacionais que participam no trabalho humanitário.

Avaliação da base jurídica para a imposição de sanções:
A Relatora Especial considera que o estado de emergência nacional anunciado pelo Governo dos Estados Unidos em 8 de Março de 2015 como fundamento para a introdução de sanções contra a Venezuela, e repetidamente prorrogado, não corresponde aos requisitos do Art.º 4º do Pacto Internacional sobre Direitos Civis e Políticos, tais como a existência de uma ameaça à vida da nação, a limitação das medidas às exigências da situação, uma duração limitada, a ausência de discriminação, a proibição de revogar o direito à vida e a proibição de punir uma actividade que não constitua um delito, conforme mencionado na comunicação dos peritos em direitos humanos de 29 de Janeiro de 2021.

A Relatora Especial sublinha que as sanções unilaterais contra os sectores petrolífero, aurífero, mineiro e outros sectores económicos, a companhia aérea estatal e a indústria da televisão constituem uma violação do direito internacional, e a sua ilegalidade não é excluída com a referência a contramedidas. O propósito anunciado da campanha de “pressão máxima” - mudar o Governo da Venezuela - viola o princípio da igualdade soberana dos Estados e constitui uma intervenção nos assuntos internos da Venezuela que afecta também as suas relações regionais.

Referindo-se às normas consuetudinárias sobre a imunidade dos bens do Estado, a Relatora Especial recorda que os activos do Banco Central e os bens utilizados para funções públicas pertencem ao Estado da Venezuela e não ao seu Governo ou a qualquer indivíduo. Portanto, o congelamento dos activos do Banco Central da Venezuela por não reconhecer o seu Governo, bem como a adopção das sanções pertinentes, viola os direitos soberanos do país e impede que o seu governo efectivo exerça o dever de garantir as necessidades da população.

A Relatora Especial sublinha que a inclusão de funcionários do Estado na lista oficiosa contradiz a proibição de punir uma actividade que não constitua um delito, impede aos funcionários a possibilidade de representar os interesses da Venezuela nos tribunais internacionais e outras instituições internacionais, e mina o princípio de igualdade soberana dos Estados. Assinala, ainda, que as reiteradas recusas de bancos dos Estados Unidos, Reino Unido e Portugal em liberar activos venezuelanos inclusive para compra de medicamentos, vacinas e kits de protecção, sob controlo de organismos internacionais, viola o referido princípio e impede a capacidade da Venezuela para responder à emergência COVID-19.

Preocupa a Relatora Especial que as sanções selectivas unilaterais na sua forma actual violem, no mínimo, as obrigações decorrentes dos instrumentos universais e regionais no campo dos direitos humanos, muitas das quais são de carácter peremptório - garantias processuais e presunção de inocência tendo em vista que as razões da sua introdução não constituem, na sua maioria, crimes internacionais nem cumpram com os fundamentos da jurisdição penal universal, tomando nota do facto da apresentação ao Tribunal Penal Internacional, por parte de um grupo de Estados, de uma referência contra a Venezuela em 27 de Setembro de 2018.

A Relatora Especial sublinha que a aplicação da jurisdição extraterritorial a nacionais e empresas de terceiros Estados pela cooperação com autoridades públicas e nacionais e empresas da Venezuela, e as supostas ameaças a esses terceiros Estados, não se justifica pelo direito internacional e aumenta os riscos do excesso de cumprimento das sanções. A Relatora Especial observa com preocupação as supostas ameaças a empresas privadas e a doadores, parceiros e organizações humanitárias de terceiros países, bem como a introdução de cláusulas de confidencialidade na Lei Constitucional Anti Bloqueio da Venezuela no que diz respeito à identidade dos respectivos parceiros.

Impacto no gozo dos direitos humanos:
A Relatora Especial observa com preocupação que as sanções sectoriais sobre as indústrias petroleira, aurífera e mineira, o bloqueio económico da Venezuela e o congelamento dos activos do Banco Central exacerbaram a situação económica e humanitária preexistente ao impedir a obtenção de rendimentos e o uso de recursos para desenvolver e manter a infraestrutura e para os programas de apoio social, o que tem um efeito devastador sobre toda a população da Venezuela, especialmente a que se encontra em situação de extrema pobreza, as mulheres, as crianças, os trabalhadores médicos, as pessoas com deficiência ou doenças crónicas ou letais, e a população indígena.

A Relatora Especial sublinha que as isenções humanitárias existentes são ineficazes e insuficientes, estão sujeitas a procedimentos demorados e caros, e não cobrem a entrega de peças sobressalentes, equipamentos e máquinas necessárias para a manutenção e o restauro da economia e dos serviços públicos.

Preocupa a Relatora Especial em que a aplicação de sanções secundárias extraterritoriais, bem como as supostas ameaças de sanções, deem lugar a um excesso de cumprimento dos regimes de sanções existentes, impedindo o Governo da Venezuela, o seu sector público e as empresas privadas de adquirirem maquinaria, peças de reposição, medicamentos, alimentos, insumos agrícolas e outros bens essenciais, inclusivamente dentro das licenças concedidas pelo Governo dos Estados Unidos. E dão também lugar a um número crescente de recusas de transferências bancárias, ao alargamento dos tempos das transferências bancárias (de 2 para 45 dias), ao aumento dos custos de entrega, seguro e transferência bancária, bem como a aumentos dos preços generalizada para todos os produtos (especialmente produtos importados).

A Relatora Especial observa com preocupação que a falta de recursos e a relutância dos parceiros, bancos e empresas de entrega a negociar com os parceiros venezuelanos se traduz na impossibilidade de adquirir os equipamentos médicos e tecnológicos necessários, os reagentes e peças de reposição para a reparação e manutenção dos sistemas de electricidade, gás, água, transporte público, telefones e comunicações, escolas, hospitais, habitação e outras instituições públicas, o que prejudica o gozo de muitos direitos humanos, incluindo o direito a uma vida digna.

Apesar da revisão periódica e do aumento dos salários na Venezuela, estima-se que o salário médio no sector público seja de 2 a 3 US $ por mês, o que cobre menos de 1% do cabaz básico de alimentos e torna a população cada vez mais dependente do apoio social governamental na forma de CLAP (alimentos) e de transferências periódicas de dinheiro através do “Carta da Pátria”, de múltiplos subsídios para os funcionários públicos, bem como da ajuda humanitária estrangeira.

A Relatora Especial observa que isto aumenta o nível de migração, facilita a participação de pessoas na economia paralela, afectando em primeiro lugar especialistas de alto nível do sector público, incluindo médicos, enfermeiras, professores, professores universitários, engenheiros, policias, juízes, técnicos e muitos outros, violando os seus direitos económicos, incluindo os direitos ao trabalho, a trabalho decente, à segurança social, incluindo o seguro social, e a um nível de vida adequado. O número de vagas de pessoal necessário para garantir o normal funcionamento dos serviços públicos teria sido de 1/3 a 1/2. A migração em massa na ausência de transporte acessível põe em risco a vida dos migrantes e impõe encargos adicionais aos países de acolhimento. Tem sido denunciado, entre outros problemas, o acesso a alimentos, medicamentos e assistência médica para os migrantes venezuelanos, a falta de documentos de identidade para crianças nascidas no exterior, a separação das famílias e a falta de atenção adequada às crianças que ficam com os avós na Venezuela.

A Relatora Especial está preocupada com o facto de a falta de gasolina, com o consequente aumento dos preços dos transportes, violar a liberdade de movimento, impedir o acesso a hospitais, escolas e outros serviços públicos, agravar os problemas de entrega e distribuição de alimentos e suprimentos médicos - especialmente em zonas remotas de o país, o que afecta, entre outras coisas, a população indígena - e causar atrasos nos serviços públicos, incluindo justiça criminal e civil. A relatada falta de gasóleo, usado principalmente para fins agrícolas, industriais e de transporte, tem um potencial efeito dramático na produção e armazenamento de alimentos, com o risco de exacerbar ainda mais a insegurança alimentar do povo venezuelano, que já enfrenta uma deterioração na quantidade e qualidade dos alimentos e aumento da desnutrição, aumentando assim os riscos à saúde e as ameaças à vida.
A Relatora Especial observa com preocupação que, devido à falta de disponibilidade de novas máquinas, peças sobressalentes e pessoal competente, o povo da Venezuela tem acesso limitado à electricidade, o que impede, entre outras coisas, o funcionamento das bombas de água, resultando na violação do direito à água, incluindo a água potável e água para saneamento, aumentando os riscos das doenças correspondentes.

A Relatora Especial destaca que os baixos salários, a ausência ou insuficiência de material escolar, uniformes escolares e alimentação na escola, que o Governo fornecia, os problemas de transporte, a falta de electricidade e a reduzida cobertura de Internet e de telefone móvel colocam em risco o exercício do direito à educação. As razões acima, bem como a relatada impossibilidade de usar recursos online com endereços IP venezuelanos, afectam o acesso à informação e a liberdade de expressão. A suposta relutância de parceiros estrangeiros em cooperar com instituições venezuelanas, incluindo universidades, sociedades desportivas e ONG, bem como impedimentos a transferências de dinheiro, dificuldades na obtenção de vistos e recusa em abrir e o encerramento de contas bancárias de cidadãos venezuelanos ou de empresas públicas e privadas sediadas na Venezuela, por medo de sanções secundárias, afectam o direito à educação, as liberdades académicas e os direitos culturais e impedem a prestação de ajuda humanitária.

A Relatora Especial está também preocupada que a escassez de gás, que força as pessoas a cozinhar com lenha, possa violar o direito a um ambiente favorável. Observa que, devido à necessidade de garantir as necessidades humanas essenciais para a sobrevivência, o Governo teria suspendido todos os programas destinados a alcançar os Objectivos de Desenvolvimento Sustentável, incluindo projectos agrícolas e de saúde, a protecção ambiental, a melhoria da alfabetização e informática, a reconstrução e outros.

A Relatora Especial sublinha que o congelamento de bens, activos e contas bancárias de cidadãos da Venezuela por parte de bancos estrangeiros e correspondentes, muitas vezes por excesso de cumprimento, resulta na violação do direito de propriedade. Também observa com preocupação que a aplicação de sanções unilaterais contra a Venezuela afecta os direitos dos nacionais de países terceiros, em particular, a rescisão de contratos com empresas de países terceiros tem o risco potencial de afectar os direitos económicos e de propriedade dos seus proprietários e empregados; e a ausência de contribuições da Venezuela, que costumava doar a projectos de assistência regional (por exemplo, o ALBA), está a afectar negativamente o direito à ajuda humanitária de seus beneficiários para além das fronteiras da Venezuela.

A Relatora Especial reconhece que as sanções selectivas e secundárias violam os direitos a um julgamento justo, as garantias processuais, a liberdade de movimento, os direitos de propriedade e o direito à reputação. As sanções contra representantes de grupos da oposição pela sua participação nas eleições violam o seu direito de ter e expressar opiniões e de participar nos assuntos públicos. Embora o Tratado de Funcionamento da União Europeia (Art. 275) ofereça às pessoas incluídas na lista a possibilidade de acesso ao Tribunal de Justiça das Comunidades Europeias, embora não existam garantias processuais antes de serem adoptadas as decisões sobre as sanções, a Relatora Especial observa que o acesso à justiça não é garantido no que diz respeito às sanções dos Estados Unidos, especialmente tendo em vista as numerosas recusas denunciadas por parte de advogados norte-americanos de apresentar casos na OFAC devido a supostas ameaças do Governo dos Estados Unidos ou medo de hipotéticas sanções.

A Relatora Especial conclui que as sanções impostas contra a Venezuela, seus cidadãos e empresas afectam as pessoas da Venezuela e de fora do seu território, tanto no sector público como no privado; nacionais de países terceiros e empregados de empresas de países terceiros afectados pelas sanções secundárias ou pelo medo delas; doadores e ONG humanitárias internacionais; os beneficiários da assistência de organizações internacionais tradicionalmente financiadas pela Venezuela; enquanto as pessoas de baixos rendimentos, as mulheres, crianças e pessoas com necessidades especiais ou com doenças crónicas ou graves são as mais afectadas no que diz respeito a todo o âmbito dos direitos humanos, incluindo os direitos civis, políticos, económicos, sociais e culturais e o direito ao desenvolvimento.

A Relatora Especial saúda com satisfação as informações sobre o aumento do compromisso do Governo da Venezuela com o PNUD, UNICEF, UNAIDS, OPS, outras organizações internacionais e as ONG eclesiásticas, do sector privado e humanitárias, na prestação de ajuda humanitária, facilitando alguma reconstrução dos sistemas de água e o fornecimento de vacinas, medicamentos, exames, reagentes, material escolar e alimentação, ajudando assim cerca de 4 milhões de pessoas. No entanto, a Relatora Especial está preocupada com as informações de má gestão na distribuição de ajuda humanitária, a vigilância e perseguição de funcionários das ONG nacionais que participam no trabalho humanitário e a ausência de um regulamento provisório para o trabalho das ONG internacionais.

Recomendações da Relatora Especial:
A Relatora Especial lembra a todas as partes a sua obrigação, de acordo com a Carta das Nações Unidas, de observar os princípios e normas do direito internacional, incluindo os princípios de igualdade soberana, independência política, não intervenção nos assuntos internos dos Estados e resolução pacífica das disputas internacionais. A Relatora Especial insta-os a resolver qualquer disputa por meio das instituições judiciais e outras instituições internacionais competentes.

A Relatora Especial sublinha que as preocupações humanitárias devem sempre prevalecer sobre as políticas e que medidas unilaterais apenas podem ser adoptadas levando-se em consideração o Estado de Direito, as normas de direitos humanos, o direito dos refugiados e o direito humanitário; devem cumprir as obrigações legais internacionais dos Estados e só podem ser aplicadas no quadro de contramedidas internacionalmente lícitas. A Relatora Especial relembra que as avaliações preliminares e contínuas do impacto humanitário devem ser realizadas no curso de qualquer actividade unilateral, já que nenhuma boa intenção justifica a violação de direitos humanos fundamentais como “dano colateral”.

A Relatora Especial sublinha a inadmissibilidade de aplicar sanções de forma extraterritorial e insta o Governo dos Estados Unidos a pôr fim à emergência nacional em relação à Venezuela, rever e suspender as sanções contra o sector público da Venezuela, rever e levantar sanções secundárias contra terceiros Estados e abster-se de impor sanções ao fornecimento de gasóleo que provocariam uma crise humanitária de proporções sem precedentes.

A Relatora Especial insta todos os interlocutores (incluindo Estados, organizações internacionais, bancos, empresas privadas e sociedade civil) a que evitem a coação, as ameaças escritas ou orais ou qualquer outro acto que possa provocar ou dar lugar a um cumprimento excessivo, e a que interpretem todas as limitações da forma mais estrita possível no período intermédio antes do levantamento das sanções unilaterais, tendo devidamente em conta as Orientações emitidas pelo Relator Especial em Dezembro de 2020.

A Relatora Especial pede a todos os Estados que revejam e levantem as sanções selectivas de acordo com os princípios do Direito Internacional, do Estado de Direito, os Direitos Humanos e o Direito dos Refugiados, que garantam a possibilidade de funcionários do Estado da Venezuela representarem o Estado com base em o princípio da igualdade soberana dos Estados, e que garantam os direitos das pessoas afectadas à presunção de inocência, garantias processuais, acesso à justiça e outros direitos fundamentais.

A Relatora Especial insta os Governos do Reino Unido, Portugal e os Estados Unidos e os bancos correspondentes a que descongelem os activos do Banco Central da Venezuela para adquirir medicamentos, vacinas, alimentos, equipamentos médicos e outros, peças sobressalentes e outros bens essenciais para garantir as necessidades humanitárias do povo da Venezuela e a restauração dos serviços públicos em colaboração com o PNUD e outras agências das Nações Unidas e através de mecanismos mútuos acordados e supervisionados por eles.

Embora reconheça o efeito devastador das sanções unilaterais no amplo âmbito dos direitos humanos, especialmente o direito à alimentação, o direito à saúde, o direito à vida, o direito à educação e o direito ao desenvolvimento, a Relatora Especial pede ao Governo da Venezuela e ao Gabinete do Alto Comissariado para os Direitos Humanos que apliquem na íntegra o acordo de cooperação assinado entre eles, que reforcem a presença da EACDH no terreno para supervisar, entre outras coisas, o impacto das sanções unilaterais, e que organizem visitas pelos procedimentos especiais relevantes ao país.

A Relatora Especial apela ao Governo da Venezuela, ao PNUD, a outras agências da ONU e EACDH na Venezuela a negociarem um acordo que garanta a distribuição transparente, justa e não discriminatória de bens essenciais e ajuda humanitária sob o controle de instituições internacionais, independentemente de raça, sexo, nacionalidade, idade, crenças religiosas ou opiniões políticas, tendo em consideração os grupos com necessidades especiais.

A Relatora Especial apela ao Governo da Venezuela a que, em colaboração com o Coordenador Residente das Nações Unidas e o OHCHR na Venezuela, finalize a redacção de uma legislação clara e não discriminatória que permita e facilite o trabalho humanitário das ONG internacionais e nacionais na Venezuela e garanta a segurança e integridade do seu pessoal. Ao mesmo tempo, refere-se a obrigação das ONG humanitárias de cumprir com as normas da actividade puramente humanitária.

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Presidente saarauí lamenta «inacção» da ONU face à escalada de repressão

O presidente da República Árabe Saarauí Democrática, Brahim Gali, lamentou a «inacção» da ONU e do seu Conselho de Segurança perante a acção repressiva das forças marroquinas nas zonas ocupadas.

Carga da Polícia marroquina sobre civis saarauís nos territórios ocupados (imagem de arquivo)Créditos / cuartopoder.es

Em missivas enviadas aos titulares de ambos os organismos, o também secretário-geral da Frente Polisário condenou nos «termos mais enérgicos as práticas de intimidação e represália do aparelho de segurança marroquino contra cidadãos saarauís indefesos».

Brahim Gali responsabilizou a ocupação marroquina pela «escalada e as represálias nas zonas ocupadas saarauís», tendo referido que «a intimidação e a tortura física e psicológica» sofridas hoje pela família da defensora dos direitos humanos Sultana Sidi Brahim Khaya, na cidade ocupada de Bojador, «é apenas um exemplo da opressão, do abuso e das práticas que os civis saarauís padecem diariamente nas cidades ocupadas», informa o Sahara Press Service.

Nas cartas dirigidas ao secretário-geral da ONU, António Guterres, e a Barbara Woodward, actual presidente do Conselho de Segurança das Nações Unidas (CSNU), Gali lembrou a «guerra de agressão e retaliação travada nestes dias pelas autoridades de ocupação marroquinas».

A este propósito, afirmou que se vem juntar à «história de crimes de genocídio e assassinato que o Estado ocupante de Marrocos tem vindo a praticar contra a população civil saarauí desde o início da invasão e da ocupação militar do território, a 31 de Outubro de 1975».

Assim, o presidente da República Árabe Saarauí Democrática lamentou «a inacção da Secretaria Geral da ONU e do CSNU, bem como o seu «silêncio vergonhoso» perante as «acções agressivas» e «práticas bárbaras» que têm lugar nas cidades ocupadas do Saara Ocidental, «à vista da ONU e da sua missão na região».

A ONU devia assumir a «responsabilidade jurídica e moral para com o povo saarauí, especialmente os civis que vivem nas zonas sob ocupação ilegal marroquina, recorrendo a mecanismos de protecção internacional e ao desenvolvimento de medidas práticas», afirmou Gali.

Sultana Khaya: «Forças marroquinas querem eliminar-me fisicamente»

Em declarações à agência Algerian Press Service (APS), a defensora saarauí dos direitos humanos afirmou que «as autoridades marroquinas de ocupação pretendem eliminá-la fisicamente», na sequência de várias tentativas, iniciadas a 13 de Fevereiro último com «uma agressão selvagem à casa onde ela e a sua família vivem», na cidade ocupada de Bojador.

Sultana Khaya, depois de uma das agressões das forças marroquinas de ocupação Créditos

Sultana Khaya fez um apelo às organizações internacionais de direitos humanos para que «proporcionem a protecção necessária aos civis saarauís indefesos das práticas repressivas do regime marroquino».

À agência argelina, a activista saarauí relatou com detalhe a agressão perpetrada pelas forças de ocupação contra a casa da sua família, que está a ser assediada há mais de três meses e se encontra proibida de receber qualquer tipo de visita.

«As cidades ocupadas do Saara Ocidental tornaram-se uma grande prisão, como resultado da escalada das forças de ocupação marroquinas contra os civis indefesos, após a sua violação do cessar-fogo e do reinício da guerra, a 13 de Novembro de 2020», denunciou Sultana Khaya.

Ver original em "AbrilAbril" na seguinte ligação:

https://www.abrilabril.pt/internacional/presidente-saaraui-lamenta-inaccao-da-onu-face-escalada-de-repressao

EUA vão pagar dívida de 200 milhões à OMS até final do mês

18/02/2021
 

O secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken, confirmou que os Estados Unidos vão pagar a dívida de cerca de 200 milhões de dólares à Organização Mundial da Saúde (OMS) até o fim de fevereiro. 

“Hoje, confirmo que neste mês os Estados Unidos pretendem pagar os US$ 200 milhões das contribuições à OMS. Esse é mais um passo adiante para cumprir completamente as nossas obrigações financeiras como um membro da OMS e reflete nosso renovado compromisso para garantir que a OMS tenha o apoio necessário para liderar a resposta global contra a pandemia”, destacou Blinken em uma reunião do Conselho de Segurança das Nações Unidas sobre as vacinas.

Os pagamentos dos norte-americanos foram suspensos em abril do ano passado por ordem do então presidente Donald Trump, que acusava o órgão de “beneficiar” os chineses e não cobrar ações contra Pequim por conta do “vírus chinês”. Àquela altura, o país era o maior contribuinte da OMS, pagando cerca de US$ 400 milhões por ano.

Leia mais em Istoé

Ver o original em 'Plataforma Media' na seguinte ligação:

https://www.plataformamedia.com/2021/02/18/eua-vao-pagar-divida-de-200-milhoes-a-oms-ate-final-do-mes/

ONU pede que todas as forças estrangeiras deixem a Líbia

 

O secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, pediu que todas as tropas estrangeiras e mercenários deixem a Líbia, durante reunião com o novo líder do país nesta terça-feira (16), informou seu porta-voz.

"[Guterres] Falou com o presidente do Conselho de Presidência designado, Sr. Mohammad Younes Menfi, e o primeiro-ministro designado do Estado da Líbia, Sr. Abdul Hamid Mohammed Dbeibah. Em suas ligações, o secretário-geral destacou o apoio da ONU às eleições na Líbia, o monitoramento do cessar-fogo e a necessidade de retirada das forças estrangeiras", disse o porta-voz da ONU Stéphane Dujarric.

Em dezembro do ano passado, havia cerca de 20 mil soldados estrangeiros e mercenários posicionados na Líbia, de acordo com a ONU. Questionado se o órgão notou algum início de retirada de forças estrangeiras, Dujarric disse que a ONU não estava ciente de uma retirada.

 

 

Soldados da Líbia instalam arma para combater contra militantes em Al-Ajaylat, perto de Trípoli, Líbia, 21 de fevereiro de 2015

© AP Photo / Mohamed Ben Khalifa
Soldados da Líbia instalam arma para combater contra militantes em Al-Ajaylat, perto de Trípoli, Líbia, 21 de fevereiro de 2015
"Não ouvi nenhuma atualização sobre a saída de tropas estrangeiras. Queremos que isso aconteça, obviamente, o mais rápido possível", disse ele.

Guterres parabenizou Menfi e Dbeibah por suas nomeações e "destacou a importância de garantir que o novo poder executivo trabalhe para a realização de eleições nacionais em 24 de dezembro de 2021".

Dujarric disse que os três concordam com a necessidade de as tropas estrangeiras deixarem o país como parte de um acordo de cessar-fogo.

A Líbia está envolvida em uma guerra civil prolongada desde a queda de Muammar Kadhafi em 2011.

Ver a publicação original na seguinte ligação:

https://br.sputniknews.com/oriente_medio_africa/2021021616969067-onu-pede-que-todas-as-forcas-estrangeiras-deixem-a-libia/

China: 'EUA criaram sérios obstáculos à cooperação na luta contra a Covid-19'

De acordo com a embaixada chinesa em Washington, "as ações dos EUA nos últimos anos prejudicaram o trabalho das instituições multilaterais, incluindo a Organização Mundial de Saúde (OMS), e criaram sérios obstáculos à cooperação internacional na luta contra a Covid-19"

 

 

Agência Sputnik - Neste sábado (13), as autoridades americanas afirmaram que o gigante asiático poderia ter influenciado os resultados da investigação da equipe da OMS sobre a origem do coronavírus.

A Embaixada da China em Washington vem agora declarar que os EUA teriam dificultado a cooperação internacional para ajudar a travar a disseminação da pandemia, segundo o site da embaixada.

"As ações dos EUA nos últimos anos prejudicaram o trabalho das instituições multilaterais, incluindo a Organização Mundial de Saúde (OMS), e criaram sérios obstáculos à cooperação internacional na luta contra a COVID-19", refere a embaixada.

 

Tais palavras seguem-se à declaração de Jake Sullivan, conselheiro de Segurança Nacional dos EUA, que expressou preocupação relativamente aos resultados preliminares da investigação de uma equipe da OMS enviada à China para tentar estabelecer a origem do coronavírus.

A missão diplomática chinesa chamou a atenção para o fato de os EUA continuarem a agir "como se nada tivesse acontecido", lançando acusações contra outros países que apoiam fortemente a OMS.

 

Ao mesmo tempo, os representantes do governo chinês expressam a esperança de que os EUA venham a adotar uma atitude séria, transparente e responsável, apoiando "o trabalho da OMS com ações reais e contribuindo para a cooperação internacional na luta contra a COVID-19".

OMS alerta que Europa continua ‘vulnerável’ apesar da redução de casos

11/02/2021
 

 

A maioria dos países europeus ainda é “vulnerável” à covid-19, mesmo que seus números tenham melhorado, afirmou a Organização Mundial da Saúde (OMS) nesta quinta-feira (11), alertando sobre os riscos desse “falso sentimento de segurança” devido ao número ainda pequeno de vacinados.

“Uma maioria esmagadora de países europeus continua sendo vulnerável”, disse Hans Kluge, diretor da divisão Europa da OMS, em coletiva de imprensa.

“Se não interrompermos a transmissão (do vírus) agora, os benefícios esperados das vacinas no combate a esta pandemia podem não ser tantos”, insistiu o responsável. “Atualmente, há uma fronteira frágil entre a esperança das vacinas e o falso sentimento de segurança”, acrescentou.

No total, nos 53 países que compõem a região Europa da OMS, alguns deles na Ásia central, o número de casos semanais registrados supera o milhão, mas os números de contágios estão diminuindo há quatro semanas e as mortes por covid-19 também, destacou a OMS.

Simbolicamente, o número de doses administradas na região (41 milhões) já superou o de casos registrados oficialmente desde o início da pandemia (36 milhões).

No entanto, neste momento, apenas 1,5% da população desta região Europa foi vacinada.

Na União Europeia (UE), somente 2,9% da população recebeu uma dose, segundo uma contagem da AFP desta quinta-feira. Um total de 5,83 milhões de pessoas receberam a segunda dose, o que representa 1,3% da população.

A OMS insistiu novamente na importância de que a distribuição das vacinas seja justa, independentemente da riqueza do país.

“O acesso desigual às vacinas pode se voltar contra nós. Quanto mais tempo o vírus estiver presente, mais risco haverá de mutações perigosas”, alertou Kluge.

Na região Europa, 38 países já registraram casos da variante britânica e 19 da variante sul-africana, segundo os últimos dados disponíveis.

 

Ver o original em 'Plataforma Media' na seguinte ligação:

https://www.plataformamedia.com/2021/02/11/oms-alerta-que-europa-continua-vulneravel-apesar-da-reducao-de-casos/

OMS pede aos países ricos para partilharem vacinas com os mais pobres

O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, pediu aos países ricos para que partilhem a vacina com os mais pobres, a fim de proteger melhor a saúde global.

“Quanto mais tempo levarmos a garantir a imunização global, mais oportunidades daremos ao vírus de sofrer mutações que possam escapar à eficácia das vacinas”, enfatizou, defendendo que os países devem partilhar as vacinas logo após imunizarem os mais vulneráveis e os profissionais de saúde.

“O número de vacinados contra a covid-19 já superou o número de novas infeções em todo o mundo. É uma conquista notável em tão pouco tempo, mas a maioria das doses foram distribuídas em poucos países. Mais de três quartos dos vacinados estão em apenas 10 países, que respondem por 60% do PIB mundial. Em quase 130 países, mais de 2,5 biliões de pessoas ainda não receberam uma única dose”, frisou em conferência de imprensa.

Além disso, o responsável pediu às empresas farmacêuticas que colaborassem entre si para conseguir uma “fabricação em massa de vacinas“, avança o DN.

“Aplaudimos os fabricantes que se comprometeram, por exemplo, a vender as suas vacinas a um determinado custo. Mas os fabricantes podem fazer mais. Encorajamos todos os fabricantes a partilhar as informações da vacina com a OMS mais rapidamente para que possamos revê-las e incluí-las na lista de autorização de uso de emergência”, apelou.

Já Maria Ven Kerkhove, líder de doenças emergentes da OMS, salientou a “redução da incidência em muitos países” e pediu aos governos para darem apoio financeiro a quem está de quarentena.

 

Ver a publicação original em 'ZAP.aeiou' na seguinte ligação:

https://zap.aeiou.pt/oms-paises-ricos-partilharem-vacinas-378711

Diretor da OMS pede às farmacêuticas que compartilhem capacidade de produção de vacinas

 

O diretor geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, pediu às farmacêuticas nesta sexta-feira (5) para compartilhar sua infraestrutura de fabricação, para ajudar a aumentar a produção de vacinas contra COVID-19.

"Também precisamos de um aumento maciço na fabricação. Aplaudimos os fabricantes que se comprometeram, por exemplo, a vender suas vacinas a preço de custo. Mas os fabricantes podem fazer mais", disse Tedros em uma coletiva de imprensa online em Genebra.

Tedros disse que quase 130 países com uma população combinada de 2,5 bilhões de pessoas ainda não administraram uma única dose da vacina e repetiu seu apelo para que as nações ricas compartilhem as doses com os países mais pobres, uma vez que tenham vacinado a saúde trabalhadores e idosos, segundo noticiou a Reuters.

 

Seringas disponíveis para vacinação com imunizante da Pfizer/BioNTech, em hospital comunitário em Berlim, Alemanha, 14 de janeiro de 2021

© REUTERS / Fabrizio Bensch
Seringas disponíveis para vacinação com imunizante da Pfizer/BioNTech, em hospital comunitário em Berlim, Alemanha, 14 de janeiro de 2021
"Mas também precisamos de um aumento massivo na produção. Na semana passada, a Sanofi anunciou que disponibilizaria sua infraestrutura de fabricação para apoiar a produção da vacina Pfizer/BioNTech. Convocamos outras empresas a seguir este exemplo", disse o diretor-geral da OMS.

A farmacêutica francesa Sanofi informou que vai encher e embalar milhões de doses da vacina da Pfizer a partir de julho, com o objetivo de ajudar a fornecer mais de 100 milhões de doses este ano a partir de sua fábrica na Alemanha para atender à enorme demanda.

Assim vai o mundo

Países ricos bloqueiam a proposta da Índia e da África do Sul de revogar patentes de vacinas suspeitas

Organização Mundial do Comércio (OMC) se reuniu em um conselho informal na quinta-feira para discutir uma proposta da Índia e da África do Sul de revogar temporariamente as patentes das vacinas e medicamentos covid-19 para facilitar sua produção nos países em desenvolvimento.

“A isenção deve continuar até que a vacinação generalizada seja aplicada em todo o mundo e a maioria da população mundial tenha desenvolvido imunidade”, os dois países defenderam em comunicado à OMC.  

A iniciativa, apoiada por dezenas de países como Quênia, Moçambique ou Paquistão e organizações não-governamentais, solicita que uma isenção de certas disposições do Acordo TRIPS (Aspectos Relacionados aos Direitos de Propriedade Intelectual) seja recomendada ao Conselho Geral "assim que possível " com o Comércio) relacionadas à" prevenção, contenção ou tratamento "do coronavírus.

No entanto, os Estados membros da OMC não conseguiram chegar a um consenso. A proposta foi rejeitada por países ricos como Estados Unidos, Reino Unido ou membros da União Europeia, que consideraram a medida contraproducente, argumentando que a retirada da propriedade intelectual das vacinas sufocaria a inovação nas farmacêuticas, privando-as de incentivo para investir em pesquisa e desenvolvimento,  informou a  DPA.

 

 
Via FOICEBOOK https://bit.ly/3jny9Ir

Ver original em 'Abril de Novo Magazine' na seguinte ligação:

https://abrildenovomagazineweb.blogspot.com/2021/02/assim-vai-o-mundo.html

Apenas Brasil e minoria de países são contra quebra de patentes de vacinas, diz especialista

 

Apenas uma minoria de países, entre eles o Brasil, são contra medida apresentada à OMC que facilitaria acesso de medicamentos e vacinas aos mais pobres, disse especialista à Sputnik Brasil.

A Índia e a África do Sul são autores de ação na Organização Mundial do Comércio que pede a suspensão de patentes de vacinas até o final da pandemia. O objetivo é democratizar a produção e os acesso aos imunizantes. 

O Brasil é contrário à proposta. Carta elaborada pelo Grupo de Trabalho sobre Propriedade Intelectual (GPTI), formado por 19 entidades da sociedade civil, que atuam na defesa ao direito à saúde pública, pede uma mudança na postura da diplomacia brasileira

Segundo o coordenador do GPTI, Felipe Carvalho, apenas uma "minoria" de países, entre eles os Estados Unidos, nações da Europa e o Brasil, são contra a quebra de patentes. 

"É uma minoria de países que é contra essa ideia. Já tem mais de 100 países  que apoiam, é uma queda de braço, e a gente precisa dar voz à população para vencer essa queda de braço, e que a gente tenha a aprovação dessa ideia na OMC. Para que a resposta [à pandemia] seja realmente baseada no acesso para todos, e não na exclusão, na ideia de que vacina e medicamentos são um luxo pra poucos", disse o jornalista. 

'Estamos pressionando o governo'

Segundo Carvalho, é "inaceitável" que produtos médicos sejam monopolizados por algumas poucas empresas. 

"Nós estamos pressionando o governo pela quebra das patentes de vacinas, medicamentos, diagnósticos e qualquer tecnologia que seja útil no combate à  pandemia da COVID-19. Estamos convencido de que, sem isso, vamos ficar de novo em um quadro de equidade, de exclusão, onde milhões de pessoas nao vão ter acesso a essas tecnologias e vão sofrer as consequências", refletiu o coordenador do GPTI. 

Na esfera nacional, Carvalho diz que o grupo está lutando pela aprovação do Projeto de Lei 1462, de 2020, que institui o "licenciamento compulsório, que é a quebra de patentes, para qualquer tecnologia de COVID-19, considerando que é uma emergência de saúde". 

"Esses monopólios vão atrapalhar a resposta, impedir que mais produtores possam atuar, que mais pesquisas sejam feitas", acrescentou. 

Protestos

Em âmbito internacional, Carvalho afirma que articulação de grupos favoráveis à proposta vem realizando protestos em frente às embaixadas de países que são contra a medida. Cartas chegaram a ser entregues à embaixada do Brasil na Índia e na África do Sul. 

O especialista ressalta que a luta do GPTI é antiga e não se restringe ao combate ao coronavírus. Carvalho cita doenças como AIDS, câncer, hepatite C e tuberculose, argumentando que "sempre há uma exclusão brutal de pessoas que não conseguem pagar" ou de "governos que não conseguem arcar" com medicamentos. 

De acordo com o jornalista, 33% das pessoas com HIV e que precisam de tratamento não têm acesso a remédios, percentual que sobe para 90% no caso da hepatite C. 

'Reescrever a história'

Para Carvalho, no atual estágio da pandemia da COVID-19 o mesmo quadro está se desenhando, mas ainda há tempo é o "de reescrever a história e impedir que isso aconteça de novo".

"O que acontece é que empresas definem os preços, a quantidade, os prazos, e os governos não estão dando uma resposta à altura, estão se submetendo às imposições dessas empresas. A gente acredita que isso pode ser revertido, caso se passe a usar mais esse tipo de instrumento de suspensão de patentes ou licenciamento", afirmou Felipe Carvalho.

As opiniões expressas nesta matéria podem não necessariamente coincidir com as da redação da Sputnik

Ver a publicação original na seguinte ligação:

https://br.sputniknews.com/opiniao/2021020416899602-apenas-brasil-e-minoria-de-paises-sao-contra-quebra-de-patentes-de-vacinas-diz-especialista/

Guterres pede aliança internacional para combater ascensão neonazi

André Kosters / Lusa

 

O secretário-geral das Nações Unidas pediu uma aliança internacional coordenada contra o crescimento do neonazismo e da supremacia branca, xenofobia, antissemitismo e discurso do ódio provocado, em parte, pela pandemia.

 

António Guterres falava, esta segunda-feira, no Dia Internacional da Lembrança do Holocausto da ONU, em que foi assinalado o 76.º aniversário da libertação do campo de concentração de Auschwitz-Birkenau, realizado virtualmente por causa da covid-19.

O secretário-geral da ONU defendeu uma ação global “para combater a propaganda e a desinformação” e apelou para uma maior educação sobre as ações nazis durante a II Guerra Mundial, salientando que quase dois terços dos jovens norte-americanos não sabem que seis milhões de judeus foram mortos durante o Holocausto.

O líder da ONU defendeu que a pandemia “exacerbou as injustiças e divisões de longa data”. “A propaganda que liga os judeus à pandemia, por exemplo, acusando-os de criar o vírus como parte de uma tentativa de dominação global, seria ridícula, se não fosse tão perigosa”, salientou.

“Esta é apenas a última manifestação de uma associação antissemita que data pelo menos do século XIV, quando os judeus foram acusados de espalhar a peste bubónica”, acrescentou.

O secretário-geral disse ser triste, mas não surpreendente, que a pandemia tenha desencadeado outra manifestação negacionista do Holocausto, de distorção e minimização da História.

“Na Europa, nos Estados Unidos e noutros lugares, os supremacistas brancos estão a organizar-se e a recrutar através das fronteiras, ostentando os símbolos e tropas nazis e a sua ambição assassina”, sustentou. “Tragicamente, após décadas na sombra, os neonazis e as suas ideias estão agora a ganhar terreno“, lamentou.

Em alguns países, adiantou Guterres, os neonazis infiltraram-se na polícia e nos serviços de segurança do Estado e as suas ideias podem ser ouvidas nos debates dos principais partidos políticos.

“A contínua ascensão da supremacia branca e da ideologia neonazi deve ser vista no contexto de um ataque global à verdade que reduziu o papel da ciência e da análise baseada em factos na vida pública”, disse.

Guterres alertou que a fragmentação dos media tradicionais e o crescimento das redes sociais estão a contribuir para a ausência de factos partilhados.

“Precisamos de uma ação global coordenada, à escala da ameaça que enfrentamos, para construir uma aliança contra o crescimento e propagação do neonazismo e da supremacia branca, e para combater a propaganda e a desinformação”, exortou.

 

Ver a publicação original em 'ZAP.aeiou' na seguinte ligação:

https://zap.aeiou.pt/guterres-combate-ascensao-neonazi-375745

Atraso da vacina nos países mais pobres ameaça economias desenvolvidas

Jonathan Wheatley/Financial Times - 25/01/2021
 

Relatório da OMS mostra prejuízos causados pela disrupção no comércio global e nas redes de suprimentos

As economias desenvolvidas enfrentarão um golpe significativo na recuperação econômica da pandemia do coronavírus se não ajudarem os países em desenvolvimento a acelerar seus programas de vacinação, segundo um relatório que será publicado nesta segunda-feira (25) pela OMS (Organização Mundial de Saúde).

Se a produção de vacinas nesses países menos desenvolvidoscontinuar no ritmo atual, as economias avançadas vão sofrer prejuízos de até US$ 2,4 trilhões (R$ 13,13 trilhões) –3,5% de seu Produto Interno Bruto anual anterior à pandemia– por causa de disrupções no comércio globale nas redes de suprimentos, segundo o estudo.

“Quanto mais esperarmos para fornecer vacinas, testes e tratamentos para todos os países, mais depressa o vírus dominará, maior o potencial de surgimento de novas variantes, maior a probabilidade de que as vacinas atuais se tornem ineficazes e mais difícil será a recuperação de todos os países”, disse Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS. “Ninguém está a salvo a menos que todos estejam a salvo.”

Leia mais em Folha de S.Paulo

Ver o original em 'Plataforma Media' na seguinte ligação:

https://www.plataformamedia.com/2021/01/25/atraso-da-vacina-nos-paises-mais-pobres-ameaca-economias-desenvolvidas/

'Grande fratura': Guterres alerta sobre possível divisão do mundo entre EUA e China

 

Nesta segunda-feira (25), o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres disse que a comunidade internacional não deve permitir que o mundo se divida em duas metades, cada uma dominada por uma das principais potências globais.

A declaração de Guterres foi emitida durante o Fórum Econômico Mundial, nesta segunda-feira (25),

"Continuo temendo a possibilidade de uma grande fratura: o mundo se dividindo em dois, com as duas maiores economias da Terra liderando duas áreas com moedas dominantes diferentes, regras comerciais e financeiras, cada uma com sua própria Internet e sua própria soma zero geopolítica e estratégias militares. Devemos fazer todo o possível para evitar tal divisão", disse o secretário-geral da ONU.

Guterres ressaltou a necessidade de uma economia global com respeito ao direito internacional e a importância do mundo multipolar com instituições multilaterais fortes. O secretário-geral da ONU disse que há uma chance única de fechar a lacuna usando a recuperação da pandemia da COVID-19 para passar das fragilidades à resiliência.

 

 

Secretário-geral da ONU, António Guterres, participa de uma coletiva em Ramallah, Cisjordânia

© REUTERS / Mohamad Torokman
Secretário-geral da ONU, António Guterres, participa de uma coletiva em Ramallah, Cisjordânia

A liderança da ONU também expressou preocupação com o regime de desarmamento global e os riscos crescentes de proliferação nuclear e química.

"Todas essas ameaças - todos esses obstáculos ao progresso - exigem diálogo e colaboração", disse ele. "Governos, organizações internacionais, o setor privado e a sociedade civil precisam trabalhar juntos. É por isso que tenho repetidamente chamado por um multilateralismo revigorado, inclusivo e em rede", acrescentou.

O 51º Fórum Econômico Mundial teve início nesta segunda-feira (25) e continua até a sexta-feira (29).

Ver a publicação original na seguinte ligação:

https://br.sputniknews.com/sociedade/2021012516841504-grande-fratura-guterres-alerta-sobre-possivel-divisao-do-mundo-entre-eua-e-china/

OMS: Mundo “está à beira de fracasso moral catastrófico”

19/01/2021
 

 

O director-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou hoje que o mundo “está à beira de um fracasso moral catastrófico” se os países ricos não partilharem vacinas contra a Covid-19 com os mais pobres.

Tedros Adhanom Ghebreyesus falava na abertura da 148.ª sessão do Conselho Executivo da OMS. “Tenho de ser franco: o mundo está à beira de um fracasso moral catastrófico, e o preço deste fracasso será pago com vidas e o sustento nos países mais pobres”, disse, realçando que apenas 25 doses de vacina contra a Covid-19 foram administradas num país pobre.

Leia mais em Jornal de Angola

Ver o original em 'Plataforma Media' na seguinte ligação:

https://www.plataformamedia.com/2021/01/19/oms-mundo-esta-a-beira-de-fracasso-moral-catastrofico/

Secretário-geral da ONU prevê pior desaceleração econômica em 80 anos

O secretário-geral da ONU, António Guterres, alertou nesta sexta-feira (11) que países ao redor do mundo podem enfrentar a pior desaceleração econômica dos últimos 80 anos por conta da pandemia da COVID-19.

Segundo o secretário-geral da ONU, agora no planeta "cresce a miséria e a ameaça da fome é iminente".

"O impacto social e econômico da pandemia é enorme e continua a se intensificar. Nenhuma vacina pode reverter o dano que já foi feito. Estamos enfrentando a maior recessão global em oito décadas", disse Guterres no Fórum do Prêmio Nobel da Paz.

Ele também destacou que os países não conseguiram se unir diante do desafio da pandemia do coronavírus.

"Uma pandemia é uma crise diferente de qualquer outra, durante a qual o mundo enfrenta um inimigo comum. Infelizmente, os governos dos países não deram uma resposta conjunta a esta ameaça global", disse o secretário-geral da ONU.

 

 

Em São Paulo, moradores da favela de Paraisópolis recebem mil cestas básicas em ação organizada pelo grupo G10 das favelas contra efeitos sociais da pandemia da COVID-19, em 22 de outubro de 2020

© Folhapress / Alice Vergueiro
Em São Paulo, moradores da favela de Paraisópolis recebem mil cestas básicas em ação organizada pelo grupo G10 das favelas contra efeitos sociais da pandemia da COVID-19, em 22 de outubro de 2020

De acordo com Guterres, a resposta à pandemia foi "fragmentada e caótica". Ele acrescentou que "países, regiões e até cidades competem entre si pelo suprimento de necessidades básicas".

Na semana passada, o diretor-executivo do Programa Mundial de Alimentos (PMA) da ONU, David Beasley, disse que o mundo corre o risco de enfrentar a pior crise humanitária em 75 anos em 2021. Segundo ele, por conta da pandemia, o número de pessoas à beira da fome aumentou para 270 milhões.

Relator da ONU pede libertação imediata de Julian Assange

O relator especial da ONU sobre tortura, Nils Melzer, exigiu nesta quarta-feira (8) das autoridades britânicas a libertação imediata do fundador do Wikileaks, Julian Assange, e a cessação de ações desumanas contra ele.

 

Por meio de nota, Melzer lembrou que o dia 7 deste mês marcou o 10º aniversário da primeira prisão do ciberativista e denunciou as perseguições, abusos e detenções arbitrárias contra o jornalista australiano.

Além disso, alertou para a existência de um surto de Covid-19 na prisão britânica de Belmarsh, que representa um grave perigo para a sua vida, visto Assange sofre de problemas respiratórios.

Após sete anos asilado na embaixada do Equador em Londres, Assange foi preso pela Scotland Yard em 11 de abril de 2019, depois que o presidente do país sul-americano, Lenín Moreno, retirou sua proteção diplomática.

Por sua vez, os Estados Unidos estão tentando extraditá-lo para julgá-lo por 17 acusações de espionagem e uma de conspiração para cometer pirataria informática, que acarretam uma pena de até 175 anos de prisão.

As acusações são baseadas na publicação no WikiLeaks de milhares de arquivos secretos que revelaram crimes de guerra cometidos por tropas americanas no Iraque e no Afeganistão, e avaliações comprometedoras feitas por diplomatas do Departamento de Estado de outros governos e líderes políticos.

O julgamento de extradição do ciberativista foi concluído em 1º de outubro em um tribunal de Londres, mas o veredicto não será conhecido até 4 de janeiro de 2021.

O relator da ONU expressou sua preocupação com o estado de saúde do fundador do Wikileaks e observou que 65 dos 160 prisioneiros em Belmarsh estavam infectados com o coronavírus SARS-CoV-2.

Assange não é um criminoso e não representa perigo para ninguém. Seu confinamento prolongado em uma prisão de alta segurança não é necessário nem legal, disse Melzer.

Também denunciou que o ciberativista é vítima de atos de tortura e outros tratamentos cruéis, desumanos e degradantes.

Por essas razões, ele exigiu sua libertação ou a aplicação de prisão domiciliar até a sentença final do tribunal.

Além disso, pediu à Justiça britânica que não extradite Assange para os Estados Unidos, onde seus direitos e integridade serão violados.

Ver a publicação original em 'Tornado' na seguinte ligação:

https://www.jornaltornado.pt/relator-da-onu-pede-libertacao-imediata-de-julian-assange/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=relator-da-onu-pede-libertacao-imediata-de-julian-assange

OMS diz que vacina é relevante, mas “por si, não fará o trabalho todo”. É necessário continuar esforços

Especialistas da OMS pediram que os países não baixem a guarda com o otimismo gerado pela expectativa de chegada das vacinas e um deles, Mike Ryan, pediu “às pessoas que continuem a fazer esforços”.

“A vacinação será uma ferramenta importante e poderosa no ‘kit’ de ferramentas que temos à disposição. Mas, por si só, não fará o trabalho”, alertou.

Com a chegada das vacinas, “começamos a ver o fim da pandemia”, disse o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, na sexta-feira, enquanto alertava que o vírus continua a exercer enorme pressão sobre os hospitais.

O apelo dos especialistas a que não seja baixada a guarda no combate à pandemia de covid-19 acontece quando a situação se agrava em alguns países, principalmente nos Estados Unidos, e apesar do otimismo gerado pelas vacinas.

Os EUA enfrentam um novo surto de covid-19, com 225.000 novos casos e 2.500 mortes registadas em 24 horas na sexta-feira, dias depois de muitos americanos terem viajado no final de novembro para o feriado de Ação de Graças.

Diante do perigo, o presidente eleito Joe Biden espera que a cerimónia da tomada de posse, em janeiro, seja em grande parte virtual, para seguir as “recomendações dos especialistas”. “Portanto, é altamente improvável que tenhamos um milhão de pessoas no Mall”, a grande avenida do centro de Washington, advertiu o democrata de 77 anos.

No Reino Unido, as autoridades de saúde consideram “provável” haver uma regressão significativa da pandemia, “na primavera”, devido à vacinação. Mas, estão a preparar-se para um possível agravamento depois do Natal.

O Reino Unido, que tem o maior número de óbitos na Europa desde o início da pandemia (mais de 60.000), tornou-se esta semana o primeiro país ocidental a autorizar uma vacina contra a covid-19, dando luz verde à da Pfizer e da BioNTech. As primeiras doses devem ser administradas na próxima semana.

A pandemia avança principalmente em Itália, sendo que a América Latina e o Caribe registaram um aumento de 18% de casos numa semana.

No total, há 51 vacinas candidatas que estão a ser testadas em humanos, sendo que 13 estão na fase final de testes, de acordo com a OMS.

Bélgica, França e Espanha planeiam campanhas de vacinação em janeiro, com foco nos mais vulneráveis.

Várias personalidades prometeram ser vacinadas em público para dar o exemplo, como Joe Biden e os ex-presidentes dos Estados Unidos Barack Obama, George W. Bush e Bill Clinton.

Enquanto se aguarda a chegada dessas vacinas, as confraternizações no Natal e no Ano Novo devem acelerar a propagação da pandemia.

 

Ver a publicação original em 'ZAP.aeiou' na seguinte ligação:

https://zap.aeiou.pt/oms-vacina-continuar-esforcos-364135

Assembleia Geral da ONU reafirma soberania da Síria sobre Montes Golã

Portugal absteve-se, esta quarta-feira, na votação da resolução que, na Assembleia Geral da ONU, voltou a reconhecer a soberania da Síria sobre os Montes Golã ocupados e exige a Israel que dali se retire.

Montes Golã ocupadosCréditos / Sputnik News

O projecto de resolução ontem aprovado por maioria simples reitera que todas as medidas do ocupante israelita ali tomadas são nulas e não têm valor. A favor do documento votaram 88 países, enquanto nove se posicionaram contra: Austrália, Brasil, Canadá, Estados Federados da Micronésia, Estados Unidos da América, Ilhas Marshall, Israel, Palau e Reino Unido.

Outros 62 estados-membros das Nações Unidas optaram por se abster na matéria da ocupação por Israel dos Montes Golã sírios. Portugal esteve acompanhado pelo habitual bloco europeu, além de Sérvia, Montenegro e Albânia, raros países africanos, como os Camarões, Madagáscar e a Costa do Marfim, alguns estados do pacífico e, no continente americano, a Guatemala, as Honduras, o Panamá, o Paraguai e o Uruguai.

Quadro da votação sobre a resolução que reafirma a soberania da Síria sobre os Montes Golã ocupados por Israel Créditos

A resolução exige a Israel que, enquanto potência ocupante, se retire dos Montes Golã sírios até à linha de 4 de Junho de 1967 e que cumpra as resoluções relacionadas com os Montes Golã, especialmente a n.º 497 de 1981, que considera nula a decisão de Israel de impor as suas leis, jurisdição e administração no território ocupado, considerando que esta carece de qualquer efeito legal internacional.

O texto aprovado reafirmou que todas as medidas tomadas por Israel com o objectivo alterar o «carácter» dos Montes Golã sírios ocupados não têm valor legal e representam uma violação flagrante do direito internacional e da Convenção de Genebra relativa à protecção de civis em tempo de guerra.

A resolução apela às partes envolvidas, aos patrocinadores do processo de paz e a toda a comunidade internacional que levem a cabo os esforços necessários para garantir a retoma do processo de paz e o seu sucesso, implementando as resoluções do Conselho de Segurança das Nações Unidas.

Ver original em "AbrilAbril" na seguinte ligação:

https://www.abrilabril.pt/internacional/assembleia-geral-da-onu-reafirma-soberania-da-siria-sobre-montes-gola

Relatório da ONU aponta que 2020 deve ser um dos 3 anos mais quentes já registrados

 

A Organização Meteorológica Mundial (OMM) publicou um relatório que aponta que o ano de 2020 deve ser um dos três anos mais quentes desde o início dos registros de temperatura.

O secretário-geral da OMM, Petteri Taalas, disse que "a temperatura global média em 2020 está cerca de 1,2° C acima do nível pré-industrial".

Segundo o relatório Estado do Clima Global 2020, atualmente, cinco conjuntos de dados colocam 2020, caracterizado por ondas de calor, secas, incêndios florestais e furacões intensos, como o terceiro mais quente desde que os registros começaram, em 1850.

A temperatura do oceano está em níveis recordes e mais de 80% do oceano global experimentou uma onda de calor em algum momento deste ano que repercutiu diretamente no ecossistema marinho.

Para o órgão, a mudança climática continuou uma "marcha implacável" neste ano.

"Infelizmente, 2020 foi mais um ano extraordinário para o nosso clima", afirmou Taalas.

O documento destacou "temperaturas extremas na Terra, no mar e especialmente no Ártico. Incêndios florestais que consumiram vastas áreas na Austrália, Sibéria, costa oeste dos Estados Unidos e América do Sul, enviando nuvens de fumaça que deram a volta ao globo".

As informações foram coletadas entre janeiro e outubro deste ano.

Ver a publicação original na seguinte ligação:

https://br.sputniknews.com/ciencia_tecnologia/2020120216547688-relatorio-da-onu-aponta-que-2020-deve-ser-um-dos-3-anos-mais-quentes-ja-registrados/

COVID-19: OMS diz que Brasil precisa levar aumento de casos 'muito, muito a sério'

 

Segundo o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), a situação no Brasil "é muito, muito preocupante".

O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou nesta segunda-feira (30) que o Brasil precisa levar a sério o aumento no número de casos de COVID-19. A declaração foi realizada durante uma coletiva de imprensa digital.

"O Brasil teve seu ápice em julho. O número de casos estava diminuindo, mas em novembro os números voltaram a subir. O Brasil precisa levar muito, muito a sério esses números. É muito, muito preocupante", afirmou Adhanom.

Na semana passada, o diretor-geral da OMS já havia dito que "apenas quatro países são responsáveis por 70% dos casos e mortes por COVID-19".

Com quase 173 mil mortos pela COVID-19, o Brasil tem o segundo maior número de óbitos pela doença registrados, atrás apenas dos Estados Unidos, que tem mais de 260 mil registros. 

 

 

Vacina contra a COVID-19 que será testada no Brasil

© Folhapress / Adailton Damasceno/Futura Press
Vacina contra a COVID-19 que será testada no Brasil

Números da pandemia em alta no Brasil

O Brasil mostrou tendência de aumento de casos de COVID-19 nas últimas semanas: a média móvel no número de infecções está 21% maior em relação à de 14 dias atrás. Segundo dados do Imperial College, o Brasil atingiu em novembro a maior taxa de transmissão da COVID-19 desde maio.

Na última sexta-feira (27), o secretário-executivo do Ministério da Saúde, Élcio Franco, declarou que o Brasil está sofrendo um "pequeno aumento" de casos de COVID-19.

Em novembro, diversos países entraram novamente em lockdown diante do novo aumento do número de casos de COVID-19, como Portugal e Áustria. Na contramão, apesar do aumento de casos, o Brasil segue sem isolamento compulsório.

Cuba recebe reconhecimento mundial em matéria de direitos humanos

Orlando Oramas León

Foram 170 votos que decidiram apoiar Cuba e igual número de países que não se deixou intimidar por Washington e pelos seus propósitos declarados de denunciar a Revolução Cubana, um processo que por si só revolucionou o respeito e a universalização dos direitos humanos na ilha e noutras latitudes.

 

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Resumen Latinoamericano, 14 de outubro de 2020

Cuba estará de volta em janeiro, e durante os próximos três anos, ao Conselho de Direitos Humanos (CDH) da ONU, um reconhecimento do prestígio da ilha e uma retumbante derrota para os Estados Unidos que criminalizam a ilha nesta matéria.

Foram 170 votos que decidiram apoiar Cuba e igual número de países que não se deixou intimidar por Washington e pelos seus propósitos declarados de denunciar a Revolução Cubana, um processo que por si só revolucionou o respeito e a universalização dos direitos humanos na ilha e noutras latitudes.

Cuba estará no CDH da ONU durante o período de 2021-2023, e fá-lo-á pela quinta vez, como sublinhou o presidente Miguel Díaz-Canel na sua conta no Twitter.

Cuba eleita pela quinta vez membro do Conselho de Direitos Humanos da ONU. Apesar das mentiras imperiais, o mundo reconhece Cuba, admira-a e respeita-a pela força das suas convicções e o seu exemplo. Uma vitória retumbante. Somos a bandeira de Cuba. Somos a continuidade”, disse o Presidente (

).

 

A eleição reconhece a contribuição decisiva de Havana para a consolidação de uma abordagem de diálogo cooperativo e construtivo no trabalho da organização multilateral, no âmbito das operações de direitos humanos”, acrescentou a representante permanente suplente de Cuba na ONU, Ana Silvia Rodríguez.

A diplomata também questionou a atitude do governo dos Estados Unidos, que tenta desacreditar o seu país, quando é responsável por alguns dos abusos e violações dos direitos humanos mais brutais e mais documentados da história recente.

É o primeiro e único país que usou deliberadamente armas atómicas contra civis inocentes; e usou o Agente Laranja contra o povo vietnamita”, escreveu a diplomata na sua conta no Twitter.

Lembrou ainda que a potência do Norte se retirou do Conselho de Direitos Humanos porque já não podia usar aquele órgão como veículo para criminalizar outros Estados, através da manipulação e do preconceito político discriminatório.

Enquanto o pequeno país caribenho está a reingressar no CDH, os Estados Unidos praticam uma política isolacionista ao retirarem-se, além de abandonarem a Organização Mundial de Saúde justamente no momento em que a sua contribuição e participação são mais necessárias para enfrentar a pandemia provocada pelo novo coronavírus.

Anteriormente, Washington fugiu pela porta dos fundos do Acordo de Paris e abandonou todos os compromissos com o esforço global contra as mudanças climáticas, cujas consequências colocam em risco a vida no planeta.

Cuba é membro fundador do Conselho de Direitos Humanos, criado em 2006: teve um assento durante dois mandatos consecutivos, até dezembro de 2012, e depois teve um outro assento durante mais dois mandatos consecutivos (2014-2016 e 2017-2019).

Durante os seus mandatos, Cuba trabalhou para garantir o pleno respeito pelos princípios de universalidade, indivisibilidade, objetividade, não politização e não seletividade no trabalho da organização, conforme afirma uma nota do Ministério das Relações Exteriores de Havana.

Além disso, a partir dessa posição, Cuba defendeu e promoveu uma ordem internacional baseada na inclusão, justiça social, dignidade humana, compreensão mútua e promoção e respeito pela diversidade cultural.

A posição de Cuba no CDH e o seu voto serão a favor das justas reivindicações dos povos e promoverão o direito ao desenvolvimento, a serviços básicos como educação e saúde, contra a discriminação racial e a xenofobia”, disse o Ministério das Relações Exteriores.

São estes princípios e ações que explicam o apoio de 88% dos Estados que participaram na votação, ocorrida em 13 de outubro, na sede da ONU em Nova York.

Por trás da votação está o papel desempenhado por Cuba nesse órgão da ONU.

Neste contexto, Cuba apresentou resoluções sobre o direito à alimentação, os direitos culturais e a diversidade cultural e os efeitos da dívida externa no exercício dos direitos humanos, em particular os económicos, sociais e culturais, entre outros.

O nosso país faz parte de 44 dos 61 instrumentos internacionais de direitos humanos, cujo cumprimento relata às Nações Unidas”, disse o Ministro dos Negócios Estrangeiros Bruno Rodríguez na ocasião.

Além disso, Cuba, em diálogo construtivo com os órgãos instituídos para fiscalizar o cumprimento das suas obrigações internacionais, defendeu relatórios perante o Comité de Desaparecimentos Forçados, em 2017, e o Comité para a Eliminação da Discriminação Racial, em 2018.

Também apresentou relatórios ao Comité dos Direitos das Pessoas com Deficiência, em 2019. Em três ocasiões, a ilha compareceu ao mecanismo de Revisão Periódica Universal (RPU) do Conselho de Direitos Humanos.

O CDH foi criado em 2006 pela Assembleia Geral da ONU. Os seus 47 membros são eleitos individualmente por voto secreto e direto dos membros da Assembleia.

Fonte: https://www.resumenlatinoamericano.org/2020/10/14/cuba-recibe-reconocimiento-mundial-en-materia-de-derechos-humanos/, publicado em 2020-10-14, acedido em 2020-11-13.

Tradução do castelhano de TAM

 

 

 

Ver original em 'Pelo Socialismo' na seguinte ligação:

https://pelosocialismo.blogs.sapo.pt/cuba-recebe-reconhecimento-mundial-em-117154

Em carta à ONU, Irã acusa Israel e pede que organização condene morte de cientista

 

O representante permanente do Irã na ONU, Majid Takht Ravanchi, declarou nesta sexta-feira (27) que o secretário-geral e o Conselho de Segurança da ONU devem condenar da maneira mais rígida o assassinato do físico nuclear iraniano Mohsen Fakhrizadeh.

A carta do embaixador iraniano foi dirigida ao presidente do Conselho de Segurança da ONU e ao secretário-geral da ONU, António Guterres.

Na carta de Takht Ravanchi, durante esta década, vários cientistas iranianos importantes foram vítimas de ataques terroristas e foram mortos. Ele destacou que o Irã tem fortes evidências que indicam claramente "que certos círculos estrangeiros estiveram por trás dessas mortes".

"O assassinato covarde do mártir Fakhrizadeh, com sérios sinais indicando a responsabilidade de Israel, é outra tentativa desesperada de causar estragos em nossa região, bem como minar o desenvolvimento científico e tecnológico do Irã", disse o representante permanente do Irã.

A carta de Takht Ravanchi à ONU: [Estamos] advertindo contra quaisquer medidas aventureiras dos Estados Unidos e de Israel, particularmente durante o período restante da atual administração dos EUA em exercício. O Irã se reserva o direito de tomar todas as medidas necessárias para defender seu povo e assegurar seus interesses

Antes, o ministro iraniano das Relações Exteriores, Javad Zarif, disse em seu Twitter que há "sérios indícios" de que Israel esteve envolvido no assassinato do cientista, apelando aos líderes mundiais para que condenem esse crime.

Terroristas assassinaram hoje [27] um eminente cientista iraniano. Essa cobardia, com sérios indícios do papel de Israel, mostra o belicismo desesperado dos agressores.

O Irã apela à comunidade internacional – e especialmente à União Europeia – que acabe com sua vergonhosa duplicidade de critérios e condene este ato de terrorismo estatal.

Foi noticiado anteriormente, nesta sexta-feira (27), que o físico nuclear iraniano, Mohsen Fakhrizadeh, foi assassinado na região de Damavand. 

A diplomacia iraniana declarou que a morte do físico teve o aparente envolvimento de Israel, convocando a comunidade internacional a condenar este crime.

 

Ver a publicação original na seguinte ligação:

https://br.sputniknews.com/oriente_medio_africa/2020112816518564-onu-deve-condenar-assassinato-do-fisico-nuclear-iraniano-diz-embaixador-do-ira/

Na ONU, membros da OTAN e da União Europeia abstém-se sobre o Nazismo, Manlio Dinucci


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A Terceira Comissão das Nações Unidas - responsável pelas questões sociais, humanitárias e culturais – aprovou, em 18 de Novembro, a Resolução "Combate à glorificação do nazismo, do neonazismo e de outras práticas que contribuem para alimentar formas contemporâ-neas de racismo, discriminação racial, xenofobia e da intolerância relacionada".

A Resolução, ao recordar que “a vitória sobre o nazismo na Segunda Guerra Mundial contribuiu para a criação das Nações Unidas, a fim de salvar as gerações futuras do flagelo da guerra”, lança o alarme para a disseminação de movimentos neonazis, racistas e xenófobos em muitos partes do mundo. Exprime "profunda preocupação pela glorificação, sob qualquer forma, do nazismo, neonazismo e dos antigos membros da Waffen-SS". Sublinha, a seguir, que “o neonazismo é algo mais do que a glorificação de um movimento do passado: é um fenómeno contemporâneo”. Os neo-nazis e outros movimentos semelhantes "alimentam as formas actuais de racismo, discriminação racial, anti-semitismo, islamofobia, cristianofobia e a intolerância relacionada".

Portanto, a resolução exorta os Estados das Nações Unidas a tomarem uma série de medidas para combater esse fenómeno. A Resolução, já adoptada pela Assembleia Geral das Nações Unidas, em 18 de dezembro de 2019, foi aprovada pela Terceira Comissão com 122 votos a favor, incluindo os dos dois membros permanentes do Conselho de Segurança - a Rússia e a China.

Só dois membros das Nações Unidas é que votaram contra: os Estados Unidos (membro permanente do Conselho de Segurança) e a Ucrânia.

Efectivamente, devido a uma directiva interna, os outros 29 membros da NATO, incluindo a Itália, abstiveram-se. Os 27 membros da União Europeia fizeram o mesmo, 21 dos quais pertencem à NATO. Entre as 53 abstenções, estão também a Austrália, o Japão e outros parceiros da NATO.

O significado político desta votação é claro: os membros e os parceiros da NATO boicotaram a Resolução que, sem a nomear, antes de mais nada põe em causa a Ucrânia, cujos movimentos neonazis foram e continuam a ser usados pela NATO para fins estratégicos. Existem inúmeras provas de que as equipas neonazis foram treinadas e empregadas, sob a direcção USA/NATO, no putsch da Praça Maidan, em 2014, e no ataque aos russos da Ucrânia para provocar, com o afastamento da Crimeia e o seu regresso à Rússia, um novo confronto na Europa semelhante ao da Guerra Fria.

É emblemático o papel do batalhão Azov, fundado em 2014 por Andriy Biletsky, o "Führer branco" defensor da "pureza racial da nação ucraniana, que não se deve misturar com raças inferiores". Depois de se destacar pela ferocidade, o Azov foi transformado num regimento da Guarda Nacional Ucraniana, equipado com tanques e artilharia. O que ele conservou, foi o emblema, decalcado no das divisões SS Das Reich, e a formação ideológica dos recrutas modelada na dos nazis. O regimento Azov é treinado por instrutores norte-americanos, transferidos de Vicenza para a Ucrânia, acompanhados por outros da NATO.

O Batalhão Azov não é apenas uma unidade militar, mas um movimento ideológico e político. Biletsky continua sendo o chefe carismático especialmente para a organização juvenil, educada no ódio contra os russos e treinada militarmente. Ao mesmo tempo, são recrutados em Kiev neonazis de toda a Europa, incluindo da Itália. Assim, a Ucrânia tornou-se o "viveiro" do ressurgimento do nazismo no coração da Europa. Faz parte desse quadro, a abstenção da Itália, inclusive na votação da Resolução na Assembleia Geral.

O Parlamento concorda, como aconteceu quando, em 2017, assinou um memorando de entendimento com o Presidente do Parlamento ucraniano, Andriy Parubiy, fundador do Partido Social Nacional Ucraniano, segundo o modelo nacional-socialista hitleriano, chefe das equipas neonazis responsáveis pelos assassinatos e espancamentos ferozes dos opositores políticos. Será ele que irá congratular-se com o governo italiano pela não votação da Resolução das Nações Unidas sobre o Nazismo, em sintonia com o que disse na televisão: “O maior homem que praticou a democracia directa, foi Adolf Hitler”.



Original em 'Rede Voltaire' na seguinte ligação:

https://www.voltairenet.org/article211774.html

Trabalhadores da saúde e idosos devem ser prioritários nas vacinas, diz OMS

27/11/2020
 

O secretário-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou esta sexta-feira que quando começarem a ser distribuídas vacinas contra a covid-19 “os trabalhadores da saúde, os idosos e outros grupos de risco serão considerados prioritários para a vacinação”.

Tedros Adhanom Ghebreyesus falava uma conferência de imprensa virtual, a partir de Genebra, sobre a pandemia de covid-19, durante a qual salientou a importância dos testes e disse que estão a ser avaliados mais de 50 diagnósticos, incluindo testes autoadministrados.

“À medida que as vacinas forem sendo lançadas, os testes continuarão a desempenhar um papel vital”, disse, acrescentando: “Inicialmente, os trabalhadores da saúde, os idosos e outros grupos de risco serão considerados prioritários para a vacinação”.

Segundo o responsável essa situação ainda deixará “muito espaço de manobra” ao vírus, pelo que os testes continuarão a ser “um instrumento vital” para controlar a pandemia.

A questão de quem deve ter prioridade nas vacinas à covid-19 gerou polémica hoje em Portugal, com a possibilidade, noticiada na imprensa, de que maiores de 75 anos sem comorbilidades ficavam de fora do acesso prioritário à vacina.

Leia mais em Jornal de Notícias

Ver o original em 'Plataforma Media' na seguinte ligação:

https://www.plataformamedia.com/2020/11/27/trabalhadores-da-saude-e-idosos-devem-ser-prioritarios-nas-vacinas-diz-oms/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=trabalhadores-da-saude-e-idosos-devem-ser-prioritarios-nas-vacinas-diz-oms

Há "esperança real" de acabar com a COVID-19 com vacinas, diz diretor-geral da OMS

Quem é Tedros Adhanom, diretor-geral da OMS | Notícias internacionais e  análises | DW | 22.04.2020

 

Genebra, 23 nov (Xinhua) -- "Agora há esperança real de que as vacinas, em combinação com outras medidas de saúde pública testadas e comprovadas, ajudem a acabar com a pandemia", disse o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Dr. Tedros Adhanom Ghebreyesus, nesta segunda-feira.

As observações do chefe da OMS vieram depois que a farmacêutica AstraZeneca disse na segunda-feira que sua vacina contra COVID-19, desenvolvida com a Universidade de Oxford, era mais de 90% eficaz, tornando-se a terceira grande empresa farmacêutica depois que a Pfizer e a Moderna terem relatado dados em estágio final para uma potencial vacina para a COVID-19.

"O significado dessa realização científica não pode ser exagerado. Nenhuma vacina na história foi desenvolvida tão rapidamente quanto estas. A comunidade científica estabeleceu um novo padrão para o desenvolvimento de vacinas", acrescentou o Dr. Tedros.

Ele apontou agora que a comunidade internacional deve estabelecer um novo padrão de acesso, já que "a urgência com que as vacinas foram desenvolvidas deve ser acompanhada pela mesma urgência de distribuí-las de forma justa".

Preocupado com a possibilidade de os países mais pobres e vulneráveis sejam pisoteados pela correria por vacinas, a OMS estabeleceu o Acelerador de Acesso a Ferramentas contra a COVID-19 para apoiar os esforços globais no desenvolvimento de vacinas, diagnósticos e terapêuticas, e até agora se juntou a 187 países nas instalações da COVAX para colaborar na aquisição e distribuição de vacinas, garantindo preços, volumes e prazos acessíveis para todos os países.

De acordo com o chefe da OMS, cerca de US$ 4,3 bilhões são necessários imediatamente para apoiar a aquisição e a entrega em massa de vacinas, testes e tratamentos, enquanto outros US$ 23,8 bilhões serão necessários no próximo ano.

"O Fundo Monetário Internacional estima que se as soluções médicas puderem ser disponibilizadas de forma mais rápida e ampla, isso poderá levar a um aumento cumulativo na receita global de quase US$ 9 trilhões até o final de 2025", disse ele.

Ver a publicação original em 'Xinhua' na seguinte ligação:

http://portuguese.xinhuanet.com/2020-11/24/c_139539669.htm

Unesco reconhece liderança de Cuba na cooperação científica

 
Agência de Educação, Ciência e Cultura da ONU elogia Cuba como um dos líderes em cooperação científica

 

 

247 -A integração do sistema de saúde pública cubano com o desenvolvimento de pesquisas e produções biotecnológicas na ilha, não só para responder aos problemas nacionais, mas com uma abordagem pró-ativa e colaborativa da região e do mundo, tem sido endossada pela Unesco, a prestigiosa agência da ONU para Educação, Ciência e Cultura.

“Cuba é um dos países com maior histórico de diplomacia científica e médica da região, com base em uma indústria de biotecnologia avançada e um sistema de saúde robusto”, destaca o relatório apresentado no marco das comemorações do Dia Mundial da Ciência, informa oGranma.

Ele argumenta que “desde 1963 o país já enviou mais de 400 mil profissionais médicos em 164 missões a países da África, América, Oriente Médio e Ásia, além de prestar ajuda humanitária em casos de catástrofes, emergências e epidemias como o Ebola e mais recentemente a Covid-19 ".

O relatório também mencionou a participação de Cuba em projetos de cooperação Sul-Sul em áreas como Saúde, Educação e Agricultura, e contribui para a formação de recursos humanos na América Latina e no Caribe, por meio de escolas internacionais em diversas disciplinas, desde Saúde Pública para Resiliência Climática.

 
 

O relatório foi divulgado durante o Fórum Aberto de Ciências da América Latina e Caribe, concebido como um espaço vivo de reflexão e interação com os problemas da gestão da ciência, tecnologia e inovação, o que contribui para a implementação da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável na região.

 

O conhecimento liberta.Saiba mais


Chefe da ONU pede laços mais fortes com OCS para lidar com crise climática e tensões geopolíticas

Universidade de Lisboa vai distinguir António Guterres com grau de doutor  “honoris causa” – Técnico Lisboa

Nações Unidas, 10 nov (Xinhua) - O secretário-geral da Organização das Nações Unidas, António Guterres, pediu na terça-feira por laços mais fortes com a Organização de Cooperação de Shanghai (OCS) para lidar com a crise climática e tensões geopolíticas em meio à recuperação de COVID-19.

A pandemia de COVID-19 "exacerbou vulnerabilidades, desigualdades e fragilidades em todo o mundo. A recuperação exigirá cooperação global para proteger vidas e meios de subsistência e manter economias e negócios à tona. Contamos com o forte envolvimento dos Estados-membros da OCS, e estamos prontos para compartilhar boas práticas e fornecer conhecimento técnico para seus planos de recuperação da pandemia", disse o chefe da ONU em sua mensagem de vídeo para a 20ª reunião do Conselho de Chefes de Estado dos Estados-Membros da Organização de Cooperação de Shanghai.

A crise climática, como a pandemia, é uma ameaça global que não conhece fronteiras. "Uma ação multilateral ambiciosa é urgentemente necessária para salvar vidas e meios de subsistência. O Acordo de Paris e a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável sustentam o trabalho da Organização das Nações Unidas e devem ser centrais para a tomada de decisões nacionais também", disse o chefe da ONU.

"A maré está mudando. A União Europeia, o Japão, a República da Coreia, junto com mais de 110 outros países, se comprometeram com emissões líquidas zero até 2050, e a China antes de 2060", elaborou Guterres.

"Peço a mais governos que se juntem a esta coalizão líquida zero e alinhem seus planos de recuperação de COVID-19 e Contribuições Nacionalmente Determinadas para 2030 com este objetivo. E convido todos os governos a trazerem políticas e planos concretos para a Cúpula da Ambição Climática que serei anfitrião com vários Estados-membros em 12 de dezembro", acrescentou o secretário-geral.

"Congratulo-me com o apoio da OCS, como um atuante líder na diplomacia regional na Eurásia, por meu apelo por um cessar-fogo global. Estou ansioso por sua defesa e ação para acabar com as hostilidades em todo o mundo antes do final deste ano", disse o chefe da ONU.

O secretário-geral alertou que "quando as pessoas lutam entre si, o único vencedor é o vírus. Vimos isso mais recentemente na Armênia e no Azerbaijão, onde a pandemia adquiriu nova ferocidade desde que o conflito foi reiniciado".

Guterres afirmou que os intercâmbios regulares entre a Organização das Nações Unidas e a OCS "nos fornecem maneiras de aumentar nossa cooperação em questões regionais".

Ele expressou sua gratidão aos membros da OCS por seu "firme compromisso com o multilateralismo inclusivo e os princípios da Carta das Nações Unidas".

Ver a publicação original em 'Xinhua' na seguinte ligação:

http://portuguese.xinhuanet.com/2020-11/12/c_139511035.htm

SG da Frente Polisario envia uma carta ao Secretário-Geral da ONU após o ataque marroquino as saharauis em Guerguerat

 

A Frente Polisario envia uma carta a António Guterres, Secretário-Geral da ONU após o ataque marroquino contra civis saharauis em El Guerguerat.

Correcção de artigo anterior veiculado pelo diário ECSaharaui: segundo um comunicado da direcção da Frente POLISARIO parace não ter havido mortos nem terem sido feitos priosioneiros nos confrontos que ocorreram esta madrugada no extremo sudoeste do Sahara Ocidental. A confirmar.

El Guerguerat, 13 novembro de 2020. - (ECSAHARAUI) - “É com grande urgência e preocupação que escrevo para informar que as forças militares marroquinas lançaram um ataque brutal contra civis saharauis desarmados que se manifestavam pacificamente em El Guerguerat, no sudoeste do Sahara Ocidental.

A operação militar das forças marroquinas contra civis saharauis é um acto de agressão e uma violação flagrante do cessar-fogo que as Nações Unidas e o Conselho de Segurança deveriam condenar nos termos mais veementes.

Perante este acto de agressão, as forças militares da Frente POLISARIO viram-se obrigadas a enfrentar as forças marroquinas em legítima defesa e proteção da população civil.

Consideramos o Estado ocupante marroquino totalmente responsável pelas consequências da sua operação militar e pedimos às Nações Unidas que intervenham urgentemente para pôr termo a esta agressão contra o nosso povo e o nosso território.

O facto de a ação militar ter lugar nas vésperas de um encontro entre o Secretário-Geral da ONU e a Frente POLISARIO, agendada para hoje, demonstra claramente que a operação é um ato premeditado de agressão do Estado ocupante para torpedear os seus esforços para dissipar as tensões e ultrapassar a situação em Guerguerat.

Com o desencadear desta operação militar hoje, o Estado ocupante marroquino minou gravemente não só o cessar-fogo e os acordos militares relacionados, mas também qualquer possibilidade de alcançar uma solução pacífica e duradoura para a questão da descolonização do Sahara Ocidental.

Ficaria grato se levasse esta carta ao conhecimento dos membros do Conselho de Segurança."

 

Via: Sahara Ocidental Informação https://bit.ly/38SPciv

Ver original em 'Abril de Novo Magazine' na seguinte ligação:

https://abrildenovomagazineweb.blogspot.com/2020/11/sg-da-frente-polisario-envia-uma-carta.html

Guterres parabeniza Biden e Harris pela vitória eleitoral: 'parceria EUA-ONU é essencial'

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, parabenizou o democrata Joe Biden e sua companheira de chapa, Kamala Harris, por sua vitória nas eleições nos Estados Unidos.

A declaração foi divulgada pelo porta-voz da ONU, Stephane Dujarric em uma coletiva de imprensa na segunda-feira.

"O secretário-geral parabeniza o povo norte-americano por um exercício vibrante de democracia nas eleições de seu país na semana passada", disse Dujarric. "Ele [Guterres] parabeniza o presidente eleito e a vice-presidente eleita e reafirma que a parceria entre os Estados Unidos e a ONU é um pilar essencial da cooperação internacional necessária para enfrentar os dramáticos desafios que o mundo enfrenta hoje", acrescentou.

Dijarric disse ainda que o chefe da ONU não falou diretamente com Biden e ainda não agendou um horário para falar com democrata.

Joe Biden, candidato a presidente dos EUA, discursa ao lado de sua vice, Kamala Harris, em Delaware

 

© REUTERS / Kevin Lamarque
Joe Biden, candidato a presidente dos EUA, discursa ao lado de sua vice, Kamala Harris, em Delaware
"O secretário-geral fica sempre satisfeito quando uma mulher líder quebra outra barreira", disse Dujarric referindo-se a Harris, a primeira mulher negra a conquistar a vice-presidência nos EUA.

Quando solicitado a comentar as alegações do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre fraude eleitoral, Dujarric respondeu que a ONU têm plena confiança nas instituições americanas para que o processo legal seja concluído.

Em 3 de novembro, os EUA realizaram suas eleições presidenciais e gerais. A mídia norte-americana previa que Biden seria o vencedor da eleição presidencial. Biden afirmou que é o vencedor, mas também o fez o presidente Donald Trump, que disse que a eleição foi fraudada. Trump contestou os resultados da eleição na Justiça e prometeu levar o caso à Suprema Corte.

Ver a publicação original na seguinte ligação:

https://br.sputniknews.com/americas/2020110916392375-guterres-parabeniza-biden-e-harris-pela-vitoria-eleitoral-parceria-eua-onu-e-essencial/

Chefe da ONU pede esforços para proteger planeta dos efeitos debilitantes da guerra

António Guterres: O mundo tem de declarar guerra ao Covid-19

Nações Unidas, 6 nov (Xinhua) -- O secretário-geral da Organização das Nações Unidas, António Guterres, pediu na sexta-feira esforços para proteger o planeta dos efeitos debilitantes da guerra.

Em sua mensagem para o Dia Internacional para a Prevenção da Exploração do Meio Ambiente na Guerra e nos Conflitos Armados, que ocorre anualmente no dia 6 de novembro, o chefe da ONU disse que, embora as perturbações climáticas e a degradação ambiental não sejam a causa direta do conflito, elas podem piorar riscos de conflito.

"A degradação dos recursos naturais e ecossistemas" aumenta os desafios enfrentados pelas comunidades que já são vulneráveis ​​a curto e longo prazo, disse ele, com mulheres e jovens sendo desproporcionalmente afetadas.

O secretário-geral também observou que, muitas vezes, o meio ambiente está entre as vítimas da guerra, por atos deliberados de destruição ou danos colaterais, ou porque, durante os conflitos, os governos "deixam de controlar e administrar os recursos naturais".

O chefe da ONU disse que "se quisermos alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, precisamos agir com ousadia e urgência para reduzir os riscos que a degradação ambiental e as mudanças climáticas representam para os conflitos e nos comprometermos a proteger nosso planeta dos efeitos debilitantes da guerra".

O Dia Internacional para a Prevenção da Exploração do Meio Ambiente na Guerra e nos Conflitos Armados é um dia internacional celebrado anualmente em 6 de novembro. O dia internacional foi estabelecido em 5 de novembro de 2001 pela Assembleia Geral da ONU.

 

Ver a publicação original em 'Xinhua' na seguinte ligação:

http://portuguese.xinhuanet.com/2020-11/08/c_139500587.htm

Mundo está a “falhar o teste” da pandemia (e para o aquecimento do planeta “não há vacina”)

European Parliament / Flickr

António Guterres

Em entrevista à Lusa, António Guterres, secretário-geral da ONU, disse que a covid-19 é um “teste” ao qual a comunidade internacional está a “falhar”.

 

O secretário-geral da ONU, António Guterres, defende que “o maior desafio existencial” que o mundo enfrenta é a crise climática, alertando, em entrevista à Lusa, que “não há vacina para o aquecimento do planeta”. Sobre a pandemia da covid-19, o ex-primeiro-ministro português não é mais otimista: é outro grande desafio, que está a funcionar como “teste” à comunidade internacional, mas, infelizmente, o mundo está a “falhar”.

“O maior desafio existencial que enfrentamos é a crise climática. Não há vacina para o aquecimento do planeta”, disse Guterres, quando questionado sobre quais foram os outros grandes desafios, a par da atual crise pandémica do novo coronavírus, que enfrentou desde que assumiu a liderança da Organização das Nações Unidas (ONU) em janeiro de 2017.

Para Guterres, contudo, o desafio da pandemia, que se está a colocar à comunidade internacional neste momento, não está a ser superado.

“A pandemia de covid-19 constitui um grande desafio mundial – para toda a comunidade internacional, para o multilateralismo e para mim, enquanto secretário-geral das Nações Unidas. Infelizmente, é um teste que, até ao momento, a comunidade internacional está a falhar”, disse em entrevista, por escrito, por ocasião do 4.º aniversário da sua aclamação pelos 193 Estados-membros da Assembleia-Geral para o cargo de secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), a 13 de outubro de 2016.

“Morreram já mais de um milhão de pessoas e mais de 30 milhões foram infetadas, porque não se verificou um nível de coordenação suficiente na luta contra o vírus”, enfatizou o ex-primeiro-ministro português.

Isto mostrou “sem sombra de dúvida” a fragilidade do mundo atual, disse, lamentando a falta de demonstração de uma “solidariedade necessária” para com os países que, sem apoio, não podem sobreviver ao impacto económico e social da pandemia.

“Se não forem tomadas medidas fortes e coordenadas, um vírus microscópico pode empurrar milhões de pessoas para a pobreza e a fome, com efeitos económicos devastadores nos próximos anos”, sublinhou.

António Guterres disse ainda ter “orgulho” no trabalho desenvolvido “pela família das Nações Unidas” que se mobilizou para “salvar vidas, controlar a transmissão do vírus e aliviar as consequências económicas”.

“Enviámos equipamento para mais de 130 países, na ordem das centenas de milhão de unidades; proporcionámos educação a 155 milhões de crianças e formámos quase dois milhões de profissionais de saúde e comunitários”, referiu.

Mas, e apesar da gravidade da atual crise da doença, Guterres advertiu que a fragilidade global “é o verdadeiro desafio” que o mundo enfrenta, e essa “vai muito além da pandemia”.

“A crise climática já está a causar estragos em alguns países e regiões, e não estamos no caminho certo para implementar o Acordo de Paris [sobre as alterações climáticas]. Criminosos e terroristas estão a explorar ‘áreas cinzentas’ na regulação do ciberespaço. O regime de desarmamento nuclear está a enfraquecer e o risco de proliferação está a aumentar. A xenofobia e o discurso de ódio estão a envenenar o debate democrático”.

Portanto, a pandemia deve ser um sinal de alerta. A resposta exige unidade e solidariedade, que possibilite uma recuperação forte baseada em comunidades e economias resilientes e sustentáveis, e permita enfrentar os outros seríssimos desafios que enfrentamos”, concluiu.

“Não há vacina para o aquecimento do planeta”

Sobre o dossiê climático, o secretário-geral da ONU frisou que, nos últimos quatro anos, tem vindo a insistir para que os líderes de todo o mundo se comprometam seriamente com a aplicação do Acordo de Paris (sobre as alterações climáticas) e demonstrem ambição para ir mais além.

É que, disse, a crise climática é, olhando para a big picture, o maior desafio de todos e, para esse, não há vacina. “O maior desafio existencial que enfrentamos é a crise climática. Não há vacina para o aquecimento do planeta”, disse.

Assinado em dezembro de 2015 durante a conferência das Nações Unidas sobre o clima (COP21) na capital francesa, o objetivo principal do Acordo de Paris é limitar o aumento da temperatura média mundial “bem abaixo” dos 2ºC em relação aos níveis pré-industriais e em envidar esforços para limitar o aumento a 1,5ºC.

O alcance de tal meta está assente na aplicação de medidas que limitem ou reduzam a emissão global de gases com efeito de estufa, nomeadamente uma redução até 2030 de, pelo menos, 45% nas emissões globais em relação aos níveis de 1990 e também uma neutralidade carbónica antes de 2050.

Estamos a fazer muito pouco, muito tarde, como provam as consequências de furacões, inundações, incêndios florestais e secas a que temos vindo a assistir. Precisamos de uma mudança radical para responder com seriedade e rapidez acrescidas face ao que tem sido feito até agora”, prosseguiu. Sobre o Acordo de Paris é de referir que os Estados Unidos, um dos maiores emissores mundiais de gases com efeito de estufa, anunciou em junho de 2017 a saída deste acordo climático.

Apesar das palavras de alerta, António Guterres admitiu, no entanto, que constata que “existem sinais de mudança positivos”, “não apenas a nível governamental, mas também nas empresas, nas cidades e da parte de líderes regionais”. “É essencial que a COP26, que se realizará em Glasgow no próximo ano, seja bem-sucedida e que todos os nossos esforços se orientem pela ciência”, referiu.

A 26.ª Conferência das Nações Unidas sobre as Alterações Climáticas (COP26), que pretendia relançar o Acordo de Paris (após o anúncio da retirada norte-americana), estava prevista para este ano em Glasgow (Escócia, Reino Unido), mas por causa da pandemia da doença covid-19, e à semelhança de outras reuniões internacionais, foi adiada e está prevista para novembro de 2021.

// Lusa

 

Ver original em 'ZAP aeiou' na seguinte ligação:

https://zap.aeiou.pt/mundo-falhar-teste-da-pandemia-353901

OMS desiludida. Faltam pelo menos 90 mil milhões para investigação da vacina

O diretor da Organização Mundial de Saúde (OMS) afirmou, esta segunda-feira,  estar desiludido com a resposta global no combate à pandemia de covid-19. O responsável disse que faltam pelo menos 90 mil milhões de dólares do investimento total necessário para a investigação de vacinas contra a doença.
 

Numa conferência de imprensa na sede da OMS, esta segunda-feira, o diretor-geral da organização, Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou que o acelerador das ferramentas de combate à covid-19 só tem 10% do financiamento.

“Existe um vasto fosso global entre a nossa ambição e os fundos que foram entregues ao acelerador da covid-19”, lamentou o responsável, citado pela rádio TSF.

“Embora estejamos gratos aos países que contribuíram, só temos 10% dos [mais de 100] mil milhões de dólares que serão necessários” só para desenvolver e garantir a distribuição equitativa pelo mundo de vacinas que venham a ser criadas.

“Parece e é muito dinheiro”, mas, mesmo assim, “é pouco em comparação com os 10 biliões de dólares que os países do G20 já investiram em estímulos fiscais para lidar com as consequências da pandemia”.

Tedros Ghebreysus defendeu que é preciso acelerar o financiamento do chamado Acelerador-ACT, uma iniciativa da OMS a que aderiram dezenas de países, incluindo Portugal, para agilizar e partilhar os resultados de investigação de vacinas e terapias para o novo coronavírus.

O diretor-geral da OMS afirmou que os próximos três meses serão cruciais para acelerar a investigação de vacinas para a covid-19.

O diretor-geral da OMS afirmou que há “dezenas de terapias” em análise e que a primeira que provou ter resultados contra casos graves da doença – o anti-inflamatório dexametasona – está a ser produzido em maior escala.

O responsável destacou ainda que medidas “fortes e precisas” tomadas por vários países, do Ruanda à França, são o necessário para conseguir conter surtos da doença.

“Todos os testes e tratamentos para a covid-19 são gratuitos no Ruanda, por isso não há barreiras financeiras que impeçam as pessoas de serem testadas. E quando alguém está positivo, fica isolado e os profissionais de saúde vão a todos os potenciais contactos para os testar”, indicou.

“Em França, o Presidente Macron decretou o uso obrigatório de máscaras em espaços exteriores com muitas pessoas para responder a um aumento de casos”, acrescentou.

Numa altura de regresso às aulas ou preparação do próximo ano letivo em muitos países, é importante garantir que “alunos, pessoal e professores estão seguros”, o que só se consegue controlando a transmissão do novo coronavírus nas comunidades, apontou.

“Os países que tiveram sucesso estão a usar uma abordagem baseada no risco para abrir setores da sociedade, incluindo as escolas”, salientou.

No início de agosto, Ghebreyesus já tinha criticado o “nacionalismo de vacinas” para a covid-19, afirmando que qualquer país terá benefícios económicos e de saúde se o resto do mundo recuperar da pandemia.

“O nacionalismo em relação às vacinas não presta. Não nos ajudará. Quando dizemos que uma vacina deve ser um bem global de saúde pública, não se trata de partilhar por partilhar. Para o mundo poder recuperar mais depressa, tem de recuperar em conjunto”, afirmou.

ZAP // Lusa

 

Ver original em 'ZAP aeiou' na seguinte ligação:

https://zap.aeiou.pt/oms-desiludida-resposta-pandemia-339970

“Vacina deve ser um bem global de saúde pública”. OMS critica “nacionalismo de vacinas”

A Organização Mundial de Saúde (OMS) criticou na quinta-feira o “nacionalismo de vacinas” para a covid-19, afirmando que qualquer país terá benefícios económicos e de saúde se o resto do mundo recuperar da pandemia.

 

“O nacionalismo em relação às vacinas não presta. Não nos ajudará. Quando dizemos que uma vacina deve ser um bem global de saúde pública, não se trata de partilhar por partilhar. Para o mundo poder recuperar mais depressa, tem de recuperar em conjunto”, afirmou o diretor-geral da OMS, Tedros Ghebreyesus.

As declarações do responsável foram feitas durante uma conferência de imprensa virtual integrada no Fórum de Segurança de Aspen, um encontro global organizado a partir dos Estados Unidos.

Os países que cheguem primeiro a uma vacina e que se comprometam a contribuir para que seja distribuída equitativamente por todo o mundo “não estão a fazer caridade aos outros, estão a fazê-lo por si próprios, porque quando o resto do mundo recuperar e as economias reabrirem, também beneficiam”, declarou.

// Lusa

 

Ver original em 'ZAP aeiou' na seguinte ligação:

https://zap.aeiou.pt/vacina-bem-global-saudepublica-oms-nacionalismo-vacinas-339414

ONU alerta para lacunas nos processos judiciais de racismo em Portugal

Direitos Humanos

Comité de Direitos Humanos recomenda investigação de todas as queixas e punição proporcional. Está preocupada com uso excessivo da força pela polícia contra minorias étnico-raciais. Destaca necessidade de compensar vítimas. E volta a sugerir recolha de dados sobre composição da população.

O Comité de Direitos Humanos das Nações Unidas está preocupado com o uso excessivo da força pela polícia portuguesa contra pessoas de minorias étnico-raciais, sobretudo de origem cigana e afrodescendente. E aconselha o uso de câmaras no corpo dos agentes durante as operações policiais. 

 

É motivo de preocupação da ONU o facto de estes crimes, praticados pela polícia ou cidadãos, não estarem a ser “adequadamente investigados”, bem como o baixo número de condenações reportadasDe 2009 a 2018 o Ministério da Justiça não registou condenações por racismo, como noticiou o PÚBLICO em Fevereiro.

 

Na sua mais recente avaliação periódica, a quinta, concluída no final de Março, este órgão elenca também várias falhas nos mecanismos de punição da discriminação em Portugal: das disposições legais e queixas, da investigação à formação de pessoal e ao discurso de ódio. 

 

No documento, que foi produzido já depois de integradas as respostas de várias entidades oficiais portuguesas, a comissão alerta para “a persistência de casos de violência policial contra pessoas de minorias étnicas, em especial pessoas ciganas e afrodescendentes”. 

 

Escreve-se: “Apesar das explicações da delegação portuguesa, a comissão nota preocupação com o facto de os agentes policiais destacados para zonas habitadas por pessoas de minorias étnicas não serem suficientemente treinados”. 

 

 

Aconselha o país a assegurar que os mecanismos de queixa estejam a funcionar, que todas as queixas são sistematicamente investigadas devidamente e que quando forem confirmadas desencadeiem “uma punição proporcional”. 

Destacando o respeito pela privacidade, aconselha o uso de body cameras nos agentes, além de formação “para erradicar estereótipos e a discriminação de minorias étnicas”.

 

A preocupação da ONU com a violência racial entre polícias estende-se também ao uso excessivo da força por funcionários durante as detenções e interrogatórios nos espaços em que eles ocorrem. Este órgão lamenta o baixo número de processos e de condenações e sublinha a ausência de informação sobre as indemnizações atribuídas a vítimas  

 

Assegurar a prontidão, imparcialidade, profundidade e efectividade das investigações sobre alegados usos excessivos de força por agentes das forças de segurança é o que Portugal deveria fazer, aconselha. 

Do lado português, respondeu-se à ONU que todas as queixas contra agentes foram devidamente investigadas. Em 2018 e 2019 havia uma dezena de registos em que apenas cinco tiveram processo disciplinares mas foram depois fechados sem acção subsequente, vê-se numa das respostas. Também a GNR relatou três casos de discriminação entre os seus guardas em 2018 e 2019, referiu um representante.

 

Em dez anos, segundo o estudo COMBAT, da Universidade de Coimbra, nenhum polícia foi condenado por racismo. Este estudo analisou queixas e processos entre 2006 e 2016.

 

 

 

Sistema judicial devia ter formação  

Mas as preocupações da ONU sobre o racismo em Portugal não se restringem às polícias. Alerta ainda, na sociedade, para a intolerância, os crimes e o discurso de ódio contra grupos minoritários incluindo ciganos, afrodescendentes, muçulmanos, lésbicas, gays, bissexuais e transgénero.

 

O baixo número de queixas e de informação sobre condenações por crimes de ódio e das penas aplicadas, cobertas pelo segredo estatístico, são igualmente questões preocupantes, refere. Por isso, aconselha o reforço ao combate a intolerância e discriminação assim como a formação de agentes das forças de segurança, magistrados e profissionais do sistema judicial, fazendo campanhas e encorajando as denúncias. Apela ainda ao reforço dos meios de investigação, à garantia de que ela é feita e que os criminosos são punidos. 

 

Os peritos da ONU congratulam a criação da nova lei de combate à discriminação em 2017 que pune o racismo com multas, mas preocupa-os o facto de o artigo 240 do Código Penal — que criminaliza a discriminação — restringir este crime a “actividades de propaganda organizada” e não incluir o incitamento à discriminação praticado numa base individual. O mesmo artigo 240 também não cobre discriminação com base na linguagem tal como é requerido pela Convenção dos Direitos Humanos, da qual Portugal é signatário.

 

Portugal deveria, assim, proceder a uma alteração deste artigo e garantir que a sua aplicação protege os cidadãos “da discriminação, por todos os meios, e em todas as esferas e sectores, incluindo o incitamento à discriminação”. A ONU sublinha a importância de as vítimas de discriminação terem acesso a compensações, protecção e garantia do direito à intervenção processual. 

 

Segundo a resposta de Portugal, os artigos 132 e 145 do Código Penal contemplam o racismo como circunstância agravante, por exemplo, no homicídio qualificado e, embora a lei portuguesa não proíba explicitamente a discriminação com base na linguagem, isso é punido pela Convenção de Protecção de Direitos Humanos e Fundamentais que Portugal ratificou — o que não chega para constituir crime.

 

Recolha de dados devia ser feita

 

Tal como o faz há anos através de outros órgãos, neste relatório a ONU volta a aconselhar a recolha de dados sobre minorias étnico-raciais entre a população “de modo a monotorizar o usufruto de todos os direitos e liberdades pelas minorias”. 

 

Mas este procedimento não é consensual pelos riscos de utilização indevida destes mesmos dados. No ano passado, a proposta de um grupo de trabalho nomeado pelo Governo para introduzir uma questão no próximo censos que aferisse a composição étnico-racial da população foi chumbada pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

 

Outra das questões avaliadas na questão da discriminação de população afrodescendente e cigana foi o impacto de programas em Portugal para melhorar a situação da população cigana e afrodescendente: a comissão refere que há relatos de que continuam a sofrer discriminação especialmente nas áreas da educação, habitação e emprego. E diz que são preocupantes as elevadas taxas de abandono escolar e de desemprego entre pessoas destas comunidades. Volta a apelar à necessidade de investigação das queixas e sugere a adopção de medidas que garantam o acesso ao mercado laboral e à escola até ao final do ciclo. 

 

Joana Gorjão Henriques | Público

Leia em Público:

 

Em dez anos nenhum polícia foi condenado por racismo. Estudo diz que há negligência na investigação

 

Portugal não segue ONU nas recomendações sobre racismo

 

INE chumba pergunta sobre origem étnico-racial no censos

Ver o original em 'Página Global' na seguinte ligação:

https://paginaglobal.blogspot.com/2020/08/onu-alerta-para-lacunas-nos-processos.html

Mundo enfrenta risco de “fome de proporções históricas”, alerta Guterres

André Kosters / Lusa

 

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), o português António Guterres, pediu hoje que o mundo crie um “Novo Contrato Social para uma nova era” e um Novo Acordo Global para combater desigualdades.

 

António Guterres discursou em direto, de forma virtual, para a Fundação Nelson Mandela, uma instituição da África do Sul, na comemoração do nascimento do histórico ativista pelos direitos humanos, premiado com o Nobel da Paz em 1993 e Presidente da nação sul-africana entre 1994 e 1999.

Partindo de desigualdades que não se resumem ao poder económico, mas que se observam a nível social e nas relações de poder, António Guterres disse que chegou a altura de preparar um futuro centrado em solidariedade, convidando todos a pensarem num “Novo Contrato Social” para políticas de trabalho, emprego, educação ou segurança social.

Para o sustentar, deverá ser criado também um Novo Acordo Global, acrescentou Guterres, baseado numa “globalização justa”, “vida em balanço com a natureza” e atenção aos “direitos das gerações futuras”.

Segundo o chefe das Nações Unidas, o Novo Contrato Social e o Novo Acordo Global devem basear-se em dar oportunidades iguais para todos e garantir que poder e riqueza são partilhados de maneira justa, respeitando também os direitos humanos.

“Os sistemas económico e político globais não estão a dar resultado em bens públicos críticos: saúde pública, ação climática, desenvolvimento sustentável, paz”, criticou António Guterres.

O secretário-geral da ONU disse que, devido ao novo coronavírus, que causa a covid-19, foram expostas “falácias e falsidades”, como “a mentira de que mercados livres podem distribuir cuidados de saúde para todos”, “a ilusão de que vivemos num mundo pós-racista” ou ainda “o mito de que estamos todos no mesmo barco”.

Guterres considerou que “a covid-19 é como um raio-x, que revela fraturas” na sociedade e “expõe riscos”, como: “sistemas de saúde inadequados, lacunas na proteção social, desigualdades estruturais, degradação ambiental e crise climática”.

O antigo alto comissário da ONU para os Refugiados alertou que o mundo enfrenta atualmente riscos de haver “fome de proporções históricas” e de mais cem milhões de pessoas serem “empurradas para a pobreza extrema”.

As propostas para o Novo Contrato Social e Acordo Global devem ser discutidas entre governos, população, sociedade civil, empresas e comunidades, reforçou o antigo primeiro-ministro português.

“Esta é a única maneira de atingir os objetivos da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, do Acordo de Paris e da Agenda de Ação de Adis Abeba”, declarou António Guterres.

O secretário-geral da ONU incentivou as organizações internacionais e multilaterais a promoverem uma forma diferente de distribuição do poder, com uma representatividade igual de todos os países.

“A desigualdade começa no topo: nas instituições globais. A abordagem das desigualdades deve começar por reformar” essas instituições, disse Guterres.

Movimentos sociais fizeram “milhões de pessoas de todos os continentes saírem para as ruas para fazer ouvir as suas vozes”, depois de se sentirem “deixadas para trás”, lembrou.

António Guterres sublinhou dois movimentos: o das mulheres que denunciam abusos sexuais perpetrados por “homens poderosos” e o movimento antirracismo “que se espalhou dos Estados Unidos ao redor do mundo” após o assassinato de George Floyd por um polícia branco em Minneapolis.

Para o líder da organização internacional, o patriarcado e o colonialismo são duas das “raízes históricas para a desigualdade no mundo”.

Numa altura em que António Guterres devia estar a realizar uma visita oficial a África do Sul – planos cancelados devido à pandemia – a Conferência Anual Nelson Mandela foi realizada ‘online’, com a participação do atual Presidente daquele país, Cyril Ramaphosa, e representantes da juventude e da sociedade civil.

ZAP // Lusa

 

Ver original em 'ZAP aeiou' na seguinte ligação:

https://zap.aeiou.pt/mundo-enfrenta-risco-fome-proporcoes-historicas-alerta-guterres-336041

Brasil absteve-se em votação na ONU contra discriminação de mulheres e meninas

17/07/2020
 

A representação brasileira seguiu a posição ultraconservadora de Egito, Paquistão e Arábia Saudita. O Brasil sugeriu alterações ao texto em conjunto com esses países, no entanto, na votação de emendas optou pela abstenção.

A resolução, que busca estabelecer parâmetros para eliminar o preconceito, foi proposta pelo México e orienta os Estados a tomarem medidas para solucionar o problema, incluindo possíveis impactos da pandemia sobre as mulheres.

Na fase de negociações, a representação brasileira alinhou-se a nações ultraconservadoras como Egito, Paquistão e Arábia Saudita. O Brasil sugeriu mudanças ao texto em conjunto com esses países —mas durante a votação de emendas preferiu se abster.

Rússia, Egito e Arábia Saudita sugeriram cinco emendas ao relatório final. Elas suprimiriam as orientações para que os países reconheçam jovens defensoras de direitos humanos, promovam a educação sexual universal, garantam os direitos reprodutivos, assim como o acesso aos serviços e à informação sobre saúde sexual e reprodutiva durante a pandemia do novo coronavírus.

A maior parte dos países votou contra, e nenhuma delas foi aprovada. O Brasil se absteve nas cinco oportunidades, inclusive na votação de emenda proposta pela Rússia que incluía uma sugestão dada pela própria delegação brasileira durante as negociações.

Leia mais em Folha de S. Paulo

Ver o original em 'Plataforma Media' na seguinte ligação:

https://www.plataformamedia.com/2020/07/17/brasil-absteve-se-em-votacao-na-onu-contra-discriminacao-de-mulheres-e-meninas/

ONU está preocupada com 1,7 milhão de pessoas precisando de ajuda no nordeste da Síria

Síria: 12 milhões de pessoas dependem agora de ajuda humanitária...

Nações Unidas, 14 jul (Xinhua) - A Organização das Nações Unidas (ONU) está preocupada com 1,7 milhão de pessoas no nordeste da Síria que precisam de ajuda humanitária, já que 1,1 milhão delas já passam por grandes necessidades, disse um porta-voz da ONU na terça-feira.

"Isso inclui quase 500.000 pessoas deslocadas no nordeste, inclusive no campo de Al-Hol, onde mais de 65.000 pessoas, dois terços delas sendo crianças, vivem em condições humanitárias desafiadoras", disse Stephane Dujarric, porta-voz do secretário-geral da ONU, António Guterres.

O custo de alimentos e outros itens básicos está entre os mais altos de toda a Síria, com os preços em junho subindo mais de 60 por cento em Deir Ezzour em apenas um mês, disse ele. Os custos de alimentos em al-Hasakeh aumentaram 240 por cento a mais que no período do ano passado.

"Enfatizamos a necessidade de acesso humanitário completo e regular a todas as áreas do nordeste, bem como em toda a Síria", disse Dujarric aos correspondentes em um briefing regular.

O porta-voz também disse que até agora seis casos de COVID-19 foram relatados no nordeste, incluindo uma morte. Um caso da doença foi relatado na semana passada no noroeste.

O apelo da organização global para o nordeste ocorre poucos dias após o Conselho de Segurança aprovar uma única rota humanitária transfronteiriça da Turquia para o noroeste da Síria.

 

Ver original em "XINHUA Português" na ligação seguinte:

http://portuguese.xinhuanet.com/2020-07/16/c_139216994.htm

Especialistas da OMS chegam à China para cooperação em pesquisa sobre COVID-19, diz porta-voz

Covid-19: Novas medidas e balanços

Beijing, 13 jul (Xinhua) -- Dois especialistas da OMS chegaram à China para a cooperação em pesquisa sobre a origem do virus da COVID-19, disse nesta segunda-feira a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores Hua Chunying.

Após negociações entre os dois lados, o governo chinês concordou que a Organização Mundial da Saúde enviaria especialistas a Beijing para trocar ideias com colegas chineses sobre a cooperação, com base científica, em rastreamento da origem do novo coronavírus, disse Hua em uma coletiva de imprensa.

O consenso fundamental alcançado entre a China e a OMS é que o rastreamento de origem é uma questão científica que deve ser estudada pelos cientistas por meio de pesquisa e cooperação internacional em todo o mundo, destacou Hua.

É também a opinião da OMS que o rastreamento de origem é um processo contínuo, provavelmente relacionado a muitos países e localidades, e a OMS realizará viagens semelhantes a outros países e regiões à luz da necessidade real, disse ela. Fim

Ver original em "XINHUA Português" na ligação seguinte:

http://portuguese.xinhuanet.com/2020-07/13/c_139209420.htm

OMS alerta: “Demasiados países estão a ir na direção errada”

A Organização Mundial de Saúde (OMS) alertou esta segunda-feira que “demasiados países estão a ir na direção errada” no que respeita ao combate à pandemia da covid-19.

 

Em conferência de imprensa a partir da sede da OMS, em Genebra, o diretor-geral, Tedros Ghebreyesus, afirmou que “os atos de muitas pessoas e governos” e “mensagens contraditórias” vindas de chefes de Estado e outros líderes estão a “minar” os esforços para controlar a expansão do novo coronavírus.

O responsável avisou que “não haverá um regresso à velha normalidade no futuro próximo mas há um roteiro para controlar [a covid-19] e continuar com a vida“, salientando que sem medidas de controlo e supressão adotadas a nível governamental e em colaboração com as populações, a pandemia “só vai ficar pior e pior e pior”.

Sem se referir a nenhum líder ou país em concreto, Ghebreyesus vincou que dizer uma coisa e praticar outra é uma forma de destruir a confiança dos cidadãos, que é “o ingrediente mais crítico” na resposta, e de beneficiar o vírus, “cujo único objetivo é encontrar pessoas para infetar”, apontou.

Tedros Ghebreyesus apontou o continente americano como “o epicentro” da pandemia, com “mais de 50% dos casos” de todo o mundo.

Os governos devem “comunicar com clareza com os cidadãos” e desenhar “estratégias completas para suprimir a transmissão”, levando “as populações a seguirem os princípios básicos de saúde pública: distância física, uso de máscaras, etiqueta respiratória“.

“Cada governo, líder ou pessoa pode fazer a sua parte”, defendeu, reconhecendo que muitos governantes estão a “trabalhar em circunstâncias difíceis” e têm que equilibrar “desafios de saúde, sociais e culturais”.

Tedros Ghebreysus declarou que é preciso “chegar a uma situação sustentável com controlo adequado do vírus” sem ser preciso fechar países inteiros ou passar o tempo de um confinamento para outro.

“Nunca é tarde mais para ações decisivas” no combate à pandemia, salientou.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 569 mil mortos e infetou mais de 12,92 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 1.662 pessoas das 46.818 confirmadas como infetadas, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

// Lusa

 

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https://zap.aeiou.pt/oms-demasiados-paises-direcao-errada-335064

ONU chumba ajuda humanitária à Síria

O Conselho de Segurança da ONU, por iniciativa dos Estados Unidos, votou contra um projecto de resolução russo que previa o envio de ajuda humanitária para a Síria através da fronteira com a Turquia.

 
Créditosobservadoresxxi

Segundo noticiou a AFP, o presidente do Conselho de Segurança e representante permanente da Alemanha nas Nações Unidas, Christoph Heusgen, referiu que quatro países votaram a favor da adopção do projecto de resolução e sete países rejeitaram-no, enquanto os restantes quatro se abstiveram.

Esta quarta-feira, o representante permanente da Rússia, Vassily Nebenzia, tinha anunciado que o seu país apresentaria um novo projecto de resolução sobre a entrega de ajuda humanitária à Síria.

A informação veio no seguimento de um projecto de autorização para a entrada de ajuda humanitária, que se estendia por um ano, sem a aprovação do governo Sírio, ter sido vetado, na terça-feira, pela China e pela Rússia, que a consideraram uma violação da soberania do país.

Zhang Jun, representante permanente da China, afirmou que «enquanto as medidas coercivas unilaterais não forem levantadas, não haverá melhoria fundamental na situação humanitária na Síria», lembrando que «há um país que afirma estar preocupado com o sofrimento de civis sírios, mas impõe medidas coercivas adicionais unilateralmente à Síria e limita a subsistência do povo sírio».

Zhang observou que essas medidas coercivas agravaram a crise na Síria ao nível económico e humanitário e trouxeram «um sofrimento indescritível aos civis inocentes», além de minarem severamente a capacidade desse país de enfrentar o surto do novo coronavírus.

Ver original em "AbrilAbril" na seguinte ligação:

https://www.abrilabril.pt/internacional/onu-chumba-ajuda-humanitaria-siria

Inspeções da OMS pela origem da COVID-19 podem ocorrer em outros países, diz China

Mulher abraça estudante durante formatura de estudantes em Wuhan, epicentro da COVID-19 na China
© REUTERS / China Daily

Especialistas da Organização Mundial da Saúde (OMS) podem viajar para outros países, além da China, para investigar a origem do novo coronavírus, afirmou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Zhao Lijian.

No dia anterior, o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, anunciou que os especialistas da agência em breve iriam à China para estudar a origem do novo coronavírus.

"A OMS realizará inspeções semelhantes em outros países e regiões, se necessário", declarou Zhao em entrevista coletiva.

Identificar o vírus, ressaltou, "é uma questão científica muito difícil e complicada" e o trabalho nessa área pode envolver vários países e regiões.

O porta-voz acrescentou que desde o início da pandemia, a China e a OMS estão em contato e têm consultas que levaram ao acordo sobre a chegada de especialistas da organização internacional ao país.

 

Imagem computadorizada criada pela Nexu Science Communication e pelo Trinity College da COVID-19, ligada ao surto em Wuhan

© REUTERS / NEXU Science Communication / File Photo
Imagem computadorizada criada pela Nexu Science Communication e pelo Trinity College da COVID-19, ligada ao surto em Wuhan
"A China e a OMS alcançaram o principal consenso de que monitorar a origem do novo coronavírus é um problema científico cuja solução exige cooperação e estudos científicos internacionais em escala global", destacou o diplomata chinês.

Desde 11 de março, a OMS classifica a doença de COVID-19 causada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detectada na cidade chinesa de Wuhan no final de 2019, como uma pandemia.

Globalmente, mais de 11,84 milhões de casos de infecção pelo novo coronavírus foram registrados até o momento, incluindo mais de 544.500 mortes e 6,46 milhões de recuperações, segundo a Universidade Johns Hopkins.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/asia_oceania/2020070915812532-inspecoes-da-oms-pela-origem-da-covid-19-podem-ocorrer-em-outros-paises-diz-china/

OMS admite transmissão pelo ar e recomenda evitar aglomerações

 

A Organização Mundial de Saúde (OMS) admitiu hoje haver novas provas de que o novo coronavírus se transmite pelo ar e recomendou medidas como evitar espaços fechados e uso de máscara.

Depois de um grupo de 239 cientistas ter alertado para essa possibilidade numa carta aberta, hoje em conferência de imprensa virtual, a partir da sede da organização em Genebra, Benedetta Allegranzi, especialista da OMS em prevenção e controlo de infeções, disse que há novas provas sobre a matéria e que é preciso estar atento para perceber as implicações e precauções a serem tomadas.

“A transmissão pelo ar é uma das formas de transmissão, é importante adotar medidas para evitar essa transmissão. Daremos mais informação assim que estiver disponível”, disse também Maria Van Kerkhove, epidemiologista e uma das responsáveis na OMS pela luta contra a pandemia do novo coronavírus, que provoca a doença covid-19.

Benedetta Allegranzi salientou que é preciso entender o comportamento do vírus nessa forma de transmissão e sugeriu que se evitem espaços fechados com aglomeração de pessoas, recomendando “ventilação adequada” e o uso de máscara caso não seja possível essa ventilação.

Na habitual conferência de imprensa da OMS, que a partir desta semana passa a fazer-se apenas à segunda e à sexta-feira, o diretor-geral da organização, Tedros Adhanom Ghebreyesus, começou por salientar que a epidemia está a acelerar no mundo, tendo-se registado novos 400.000 casos só no último fim de semana, ainda que o número de mortes diárias não tenha aumentado e pareça ter estabilizado.

“O surto está a acelerar claramente e ainda não alcançamos o pico da pandemia”, disse o responsável, reafirmando os efeitos negativos que a pandemia provocou na distribuição de medicamentos para a sida, bem como na prevenção da doença, devido por exemplo a escassez de preservativos.

Mike Ryan, diretor executivo do programa de emergências em saúde da OMS, explicou a propósito dos números de contágios e de mortes por covid-19 que em abril havia uma média de 6.000 mortes por dia, que passou a uma média de 5.000 em maio, que se mantém com alguma estabilidade, apesar do aumento do número de infeções.

Atualmente há um número médio diário de novas infeções rondando as 200.000. Os especialistas da OMS atribuem o menor número de mortes a ações de alguns países para proteger as populações mais vulneráveis, como as pessoas que vivem em lares de idosos.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 538 mil mortos e infetou mais de 11,64 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Portugal contabiliza pelo menos 1.629 mortos associados à covid-19 em 44.416 casos confirmados de infeção, segundo o último boletim da Direção-Geral da Saúde (DGS).

Apesar da propaganda de Bolsonaro, OMS reforça ineficácia da hidroxicloroquina contra a Covid-19

 

247 -A Organização Mundial da Saúde (OMS) se manifestou nesta terça-feira minutos após Jair Bolsonaro dizer que foi infectado pelo coronavírus reafirmando que a hidroxicloroquina não tem eficácia contra a Covid-19.

Ainda que Bolsonaro faça propaganda da substância, a cientista-chefe da OMS, Soumya Swaminathan, explicou que o órgão suspendeu testes com a hidroxicloroquina para não colocar vidas em risco. "Todo nosso trabalho faz parte de um processo bem estabelecido, claro que estamos melhorando este processo. Fazemos uma revisão sistemática das evidências e isso demora, pois temos um grande número de estudos. Interrompemos o ensaio da hidroxicloroquina pela segurança, já que não podemos colocar a vida das pessoas em risco. Temos evidências suficientes para saber que não há nenhum impacto para pacientes hospitalizados com Covid-19".

 

Trump anuncia início do processo formal para saída da OMS

Presidente dos EUA, Donald Trump, se protege da chuva na Casa Branca, em Washington, 11 de junho de 2020
© AP Photo / Andrew Harnik

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta terça-feira (7) ao Congresso e à ONU que iniciou o processo para a retirada formal do país da Organização Mundial da Saúde (OMS).

De acordo com o Departamento de Estado norte-americano, "o aviso de retirada dos Estados Unidos, em 6 de julho de 2021, foi submetido ao secretário-geral da ONU, que é o depositário da OMS".

"Os EUA são parte da Constituição da Organização Mundial da Saúde desde 21 de junho de 1948. A participação dos Estados Unidos na Organização Mundial da Saúde foi aceita pela Assembleia Mundial da Saúde, com certas condições estabelecidas", diz um comunicado assinado pelo porta-voz da OMS, Stephane Dujarric, citado pelo G1.

De acordo com a nota, "as condições mencionadas incluem aviso prévio de um ano e cumprimento integral do pagamento das obrigações financeiras avaliadas".

"O secretário-geral, na sua qualidade de depositário, está em processo de verificar com a Organização Mundial da Saúde se todas as condições para tal retirada estão preenchidas", acrescenta o comunicado.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/americas/2020070715803994-trump-anuncia-inicio-do-processo-formal-para-saida-da-oms/

Soleimani foi assassinado de forma “ilegal e arbitrária”, considera perita da ONU

(h) Iranian Supreme Leader's Office / EPA

 

A relatora especial da ONU, Agnes Callamard, considera que os Estados Unidos não apresentaram provas suficientes para justificar o ataque.

 

Uma especialista da ONU concluiu que o general iraniano Qasem Soleimani, morto num raide norte-americano em janeiro no Iraque, foi assassinado de forma “ilegal e arbitrária”, porque Washington não demonstrou que representava um perigo imediato.

Num relatório enviado aos meios de comunicação social pela ONU, Agnès Callamard, relatora especial sobre execuções extrajudiciais, sumárias ou arbitrárias, conclui que, “na ausência de uma ameaça iminente que colocasse em perigo a vida, a forma de agir dos Estados Unidos foi ilegal” e viola a Carta das Nações Unidas.

A especialista, que está mandatada pelo Conselho de Direitos Humanos da ONU, mas que não se exprime em nome das Nações Unidas, deve apresentar na quinta-feira o seu relatório perante esta instância da organização, da qual os EUA se retiraram em 2018. O documento aborda de forma geral o uso de drones em assassínios dirigidos, mas cerca de metade do relatório diz respeito a Soleimani.

Arquiteto da estratégia iraniana no Médio Oriente, o general Soleimani, comandante do ramo dos Guardas da Revolução responsável pelas operações externas da República Islâmica, foi morto em 3 de janeiro num ataque de drones norte-americanos junto ao aeroporto internacional de Bagdad, juntamente com o seu adjunto, o iraquiano Abu Mahdi al-Muhandis, líder dos paramilitares pró-iranianos neste país.

“Tendo em consideração as provas até agora fornecidas pelos Estados Unidos, a seleção do general Soleimani e a morte dos que o acompanhavam constituem um assassínio arbitrário do qual os Estados Unidos são responsáveis em virtude do direito internacional humanitário”, afirma Callamard no seu relatório.

Ao justificar a ordem para matar Soleimani, o Presidente norte-americano, Donald Trump, assegurou após a sua morte que o general, que qualificou de “terrorista número um no mundo”, preparava ataques “iminentes” contra diplomatas e militares norte-americanos.

Em represália pela eliminação de Soleimani, o Irão lançou em 8 de janeiro mísseis contra bases militares iraquianas onde se encontravam estacionadas tropas norte-americanas, provocando importantes estragos materiais, mas sem provocar mortos nas fileiras do exército dos Estados Unidos, segundo Washington.

No seu relatório, Agnès Callamard rejeita o argumento avançado por Trump, ao sublinhar que os Estados Unidos não demonstraram que o general “representava uma ameaça iminente”, que não podiam esperar para o atacar e que não estavam em condições de pedir “autorização” ao Governo iraquiano para o aniquilar.

Segundo a perita francesa, Washington não conseguiu demonstrar que o seu assassínio era “necessário“. “Não foi fornecida qualquer prova de que o general Soleimani planificava especificamente um ataque iminente contra interesses norte-americanos, em particular no Iraque, e para o qual era necessária e justificada uma ação imediata”, insiste o relatório.

“Nenhuma prova foi apresentada para demonstrar que os Estados Unidos não tiveram tempo de pedir a ajuda da comunidade internacional, incluindo ao Conselho de Segurança, para enfrentar presumíveis ameaças iminentes”.

Em simultâneo, Callamard considera que, mesmo em caso de perigo iminente para os Estados Unidos em solo iraquiano, “nada prova que o Iraque não estava em condições ou não pretendia defender as forças americanas no seu território”.

ZAP // Lusa

 

Ver original em 'ZAP aeiou' na seguinte ligação:

https://zap.aeiou.pt/soleimani-assassinado-ilegal-arbitraria-333882

52 países pronunciam-se contra ingerência nos assuntos internos da China

Na 44.ª sessão do Conselho de Direitos Humanos da ONU, o representante de Cuba leu uma declaração conjunta, em nome de 52 países, contra a ingerência nos assuntos internos, a propósito de Hong Kong.

Manifestante em Hong KongCréditos / South China Morning Post

«A não intervenção nos assuntos internos de estados soberanos é um princípio essencial consagrado na Carta das Nações Unidas e uma norma básica das relações internacionais», afirma-se no texto conjunto lido pelo representante de Cuba esta terça-feira, cujo número de signatários deve aumentar, segundo refere a agência Xinhua.

O documento indica que, «em qualquer país, o poder legislativo sobre assuntos de segurança nacional radica no Estado, o que em essência não é uma questão de direitos humanos».

Sublinha o «direito de cada país a salvaguardar a sua segurança nacional através de legislação» e saúda «as medidas relevantes tomadas para esse fim».

«Damos as boas-vindas à adopção da decisão, por parte do órgão legislativo da China, com vista ao estabelecimento e à melhoria do sistema legal e dos mecanismos de aplicação para a Região Administrativa Especial de Hong Kong (RAEHK), com o propósito de salvaguardar a segurança nacional», afirmam os signatários da declaração, que também apoiam a vontade reafirmada pelo país asiático de manter a política de «Um país, dois sistemas».

«Reiteramos que Hong Kong é uma parte inseparável da China, que os assuntos de Hong Kong são assuntos internos da China que não permitem interferências de forças externas», defende a declaração, que insta «as partes relevantes a deixar de interferir nos assuntos internos da China usando questões relacionadas com Hong Kong».

Legislação para conter a interferência externa

Na terça-feira, a Assembleia Popular Nacional (Parlamento) da China aprovou por unanimidade uma nova lei para reforçar a segurança nacional em Hong Kong. A lei, com seis capítulos e 66 artigos, estipula os crimes de organização e execução de actos de terrorismo, secessão, subversão do poder do Estado e de interferência externa possam ser punidos com penas de prisão entre dez anos e prisão perpétua.

Numa conferência de imprensa em Pequim, Zhang Xiaoming, subdirector do Gabiente de Assuntos de Hong Kong e Macau do Conselho de Estado, afirmou que lei pretende trazer tranquilidade a Hong Kong, «visa apenas um pequeno grupo de criminosos que põem a segurança nacional em perigo» e constitui «um mecanismo para conter as forças externas que interferem nos assuntos de Hong Kong», indica a Xinhua.

Zhang acrescentou que estão garantidos os direitos e liberdades dos habitantes de Hong Kong, bem como os direitos e os interesses legítimos dos investidores estrangeiros na região.

«Será a pedra angular sobre a qual irão assentar a prosperidade e a estabilidade de Hong Kong», defendeu o funcionário chinês.

A lei entrou em vigor às 23h (hora local) de terça-feira, depois de ter sido promulgada pela chefe de governo da RAEHK e publicada no boletim oficial.

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https://www.abrilabril.pt/internacional/52-paises-pronunciam-se-contra-ingerencia-nos-assuntos-internos-da-china

Três mil milhões anuais podem acabar com casamento infantil e mutilação

01/07/2020
 

Cerca de 3,4 mil milhões de dólares (três mil milhões de euros) anuais até 2030 podem terminar com estas práticas. Assim acaba o sofrimento de 84 milhões de jovens, segundo a ONU

A conclusão destes casos de casamento infantil e mutilação genital consta no relatório anual do Fundo de População da ONU divulgado esta terça-feira

De acordo com a agência, um em cada cinco casamentos que ocorrem hoje é com uma jovem menor de idade. Estima-se que 4,1 milhões estão em risco este ano de serem submetidas à circuncisão feminina, uma prática condenada pelas Nações Unidas.

Pelo menos 19 práticas prejudicam milhões destas crianças e jovens e são consideradas violações dos direitos humanos.

O relatório concentra-se nas três mais prevalentes: discriminação de género, casamento infantil e mutilação genital feminina. “Casais esforçam-se para evitar dar à luz uma menina ou deixam de cuidar da saúde e bem-estar de uma filha que já têm em casa em favor do filho”.

O UNFPA designou a preferência por filhos como “um sintoma de desigualdade de género entrincheirada ” que distorceu as proporções populacionais nos países. Isto fazendo com que se torne quase impossível para um grande número de homens encontrar parceiros e ter filhos.

A agência sublinhou que também pode exacerbar a violência de género, incluindo a violação, sexo coagido, exploração sexual, tráfico e casamento infantil.

Práticas de famílias

Quanto ao casamento infantil, o relatório disse que a prática “é comummente imposta às crianças e jovens por membros da família, membros da comunidade ou da sociedade em geral, independentemente de a vítima dar ou ser capaz de dar consentimento completo, livre e informado”.

Os casamentos de crianças são quase universalmente proibidos, disse o UNFPA, mas “ainda acontecem 33 mil vezes por dia, todos os dias, em todo o mundo – atravessando países, culturas, religiões e etnias”.

No relatório afirma-se que 650 milhões de jovens e mulheres casaram quando eram ainda crianças e que outras 200 milhões sofreram mutilação genital feminina.

A diretora executiva do UNFPA, Natalia Kanem, disse que as leis por si só não são suficientes para acabar com estas práticas.

No relatório apela-se à reestruturação de economias e sistemas legais para garantir às mulheres a igualdade de oportunidades.

Como exemplo, defende-se a mudança das regras de herança de propriedade pode eliminar um poderoso incentivo para que as famílias favoreçam os filhos em detrimento das filhas e ajudar a eliminar o casamento infantil.

Este artigo está disponível em:English

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https://www.plataformamedia.com/2020/07/01/tres-mil-milhoes-anuais-podem-acabar-com-casamento-infantil-e-mutilacao/

ONU pede que Israel mude plano de anexar territórios palestinos na Cisjordânia

 

247 -A Alta Comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Michelle Bachelet, considera ilegal e perigoso o projeto israelense de anexação da Cisjordânia.

"A anexação é ilegal. Ponto final", disse Bachelet, por meio de um comunicado nesta segunda-feira (29). "Qualquer anexação. De 30% ou de 5% da Cisjordânia."

A oposição internacional à anexação da Cisjordânia aumentou nas últimas semanas. Líderes palestinos, países europeus e países árabes aliados a Israel são contra qualquer anexação de terras ocupadas pela força em 1967, informa a Folha de S.Paulo.

O projeto de anexação da Cisjordânia já provocou uma série de problemas geopolíticos e ameaça o novo governo israelense de coalizão.

Benny Gantz, o principal parceiro de coalizão do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, manifestou nesta segunda-feira sua oposição ao avanço de um plano para anexar partes da Cisjordânia ocupada, onde os palestinos querem estabelecer um Estado, informa a Reuters.

Mas Netanyahu, segundo seu porta-voz, disse aos parlamentares de seu partido de direita Likud que os passos da anexação a serem debatidos pelo gabinete já na quarta-feira não dependem do apoio de Gantz.

 

Os dois parceiros reticentes da coalizão formada no mês passado se encontrariam com autoridades de Washington, que querem ver um consenso dentro do governo israelense antes de dar sinal verde para os planos do premiê.

Uma desavença entre Netanyahu e Gantz pode, portanto, adiar um debate sobre a anexação no gabinete, que ambos haviam concordado que poderia começar no dia 1º de julho.

Segundo uma fonte de seu partido, Gantz disse nesta segunda-feira ao embaixador norte-americano David Friedman e ao conselheiro da Casa Branca Avi Berkowitz que a data de 1º de julho “não é sagrada”.

 

Em comentários transmitidos mais tarde, Gantz disse a membros do seu partido Azul e Branco que “o que não tem relação com o coronavírus vai esperar até o dia depois do vírus”. Ele estimou que a crise de saúde pode durar mais 18 meses.

Netanyahu disse que pretende estender a soberania israelense aos assentamentos judeus e ao Vale do Jordão, como contemplado em um plano anunciado pelo presidente dos EUA, Donald Trump, em janeiro segundo o qual Israel controlaria 30% da Cisjordânia.

Rejeitada por completo pelos palestinos, a proposta de Trump também prevê um Estado palestino sob condições rigorosas.

'Pior ainda por vir': chefe da OMS revela apuração na China e pede união mundial contra COVID-19

Diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, se faz presente em uma coletiva em Genebra
© REUTERS / Denis Balibouse

O mundo deve permanecer unido em meio à pandemia da COVID-19, já que a falta de solidariedade está ajudando o novo coronavírus e o pior ainda por vir, alertou o diretor-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus.

"Um grupo muito diversificado de especialistas disse que esse vírus tem duas combinações perigosas. Uma é rápida. É contagiosa. A segunda é uma assassina. E pode explorar divisões entre nós [...]. É por isso que a OMS está dizendo para que se evite qualquer divisão. Quaisquer diferenças podem ser exploradas pelo vírus", avaliou Tedros em um briefing virtual.

Embora não cite nomes, o diretor da OMS parecia estar se referindo ao crescimento da COVID-19 nas Américas, as quais detêm os dois líderes em infecções confirmadas e mortes: Estados Unidos e Brasil. Em comum entre os dois países, dois presidentes criticados internamente pela falta de coordenação federal para atuar contra a pandemia.

"Com 10 milhões de casos agora e meio milhão de mortes, a menos que abordemos os problemas que já identificamos como OMS - a falta de unidade nacional e a falta de solidariedade global e o mundo dividido, que está realmente ajudando o vírus a se espalhar - como eu disse em meu discurso, o pior ainda está por vir. Lamento dizer isso, mas com esse tipo de ambiente e condição, temos medo do pior", pontuou Ghebreyesus.

O chefe da OMS reforçou que a pandemia não está nem perto de terminar, observando que, seis meses depois que a China alertou a OMS pela primeira vez sobre uma nova infecção respiratória, os números pelo planeta seguem assustadores.

Segurança monta guarda em frente do mercado de Xinfadi em Pequim, sábado, 13 de junho de 2020. Pequim fechou o maior mercado da cidade após a descoberta de 7 casos do novo coronavírus nos dois dias anteriores

© AP Photo / Mark Schiefelbein
Segurança monta guarda em frente do mercado de Xinfadi em Pequim, sábado, 13 de junho de 2020. Pequim fechou o maior mercado da cidade após a descoberta de 7 casos do novo coronavírus nos dois dias anteriores
"A maioria das pessoas permanece suscetível, o vírus ainda tem muito espaço para se movimentar", pontuou ele. "Todos nós queremos que isso acabe. Todos queremos continuar com nossas vidas. Mas a dura realidade é que isso nem está perto de acabar. Embora muitos países tenham feito algum progresso globalmente, a pandemia está realmente se acelerando".

Ele ainda criticou as alegações de algumas lideranças mundiais de que é muito difícil rastrear as pessoas infectadas pelo novo coronavírus, classificando tal afirmação como uma "desculpa esfarrapada".

OMS vai à China

O diretor-geral da OMS revelou também que a entidade enviará uma equipe à China na próxima semana para examinar as origens da pandemia do novo coronavírus.

"A OMS disse que conhecer a fonte do vírus é muito, muito importante. É ciência, é saúde pública. Podemos combater o vírus melhor quando soubermos tudo sobre o vírus, incluindo como começou. E enviaremos uma equipe na próxima semana à China para isso, e esperamos que isso leve a entender como o vírus começou e o que podemos fazer para o futuro se preparar", explicou Ghebreyesus.

Os Estados Unidos, o maior crítico da OMS e que indicou que vai deixar a agência das Nações Unidas, pediram uma investigação sobre a origem do novo coronavírus.

O presidente Donald Trump e o secretário de Estado Mike Pompeo disseram nas últimas semanas que pode ter se originado em um laboratório, embora não tenham apresentado evidências disso e a China negue veementemente.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/europa/2020062915773028-pior-ainda-por-vir-chefe-da-oms-revela-apuracao-na-china-e-pede-uniao-mundial-contra-covid-19/

"Da Síria ao Brasil, mundo vive erosão dos direitos humanos"

 
 
#Escrito em português do Brasil
 

Em entrevista à DW, relator para tortura da ONU afirma que fundamentos da ordem mundial estão sendo abalados. Por envolver a potência EUA, caso Assange é emblemático, com repercussões globais e duradouras, diz.

 
O relator especial da ONU para tortura, Nils Melzer, acusa uma tendência global inquietante: a erosão gradual dos direitos humanos, da China aos Estados Unidos, passando por Brasil, Síria, Rússia.

Em entrevista à DW, ele enumera comportamentos estatais que emitem sinais de que o Estado de Direito está sobre grave ameaça. Em especial a partir dos Estados Unidos, como "país mais influente do mundo, do ponto de vista econômico, político, militar".

Para Melzer, a saga de Julian Assange é especialmente emblemática, indo muito além da defesa de um indivíduo: "vítima de tortura psicológica prolongada", a eventual condenação do fundador do Wikileaks ameaça "estabelecer uma norma de que os Estados podem manter secretos os próprios crimes e não ter que responder por eles". Nesse caso, "é preciso realmente se perguntar se ainda podemos falar de Estado de Direito em relação aos EUA".

Desde 2016, o suíço Nils Melzer é o relator especial da ONU para tortura. Antes, integrou durante 12 anos o Comitê Internacional da Cruz Vermelha, atuando em diversas zonas de conflito.

 


DW: Há quase quatro anos o senhor é relator especial para tortura junto às Nações Unidas. Que tendências o preocupam mais em relação ao tema, no momento?

Nils Melzer: O que mais me preocupa é a erosão dos direitos humanos em todo o mundo. Isso atravessa todas as regiões: da China, com Hong Kong e os uigures, passando pela Rússia, até a violência policial nos Estados Unidos e os ataques desse país ao Tribunal Penal Internacional. E da Síria, passando pelo Brasil até a crise migratória mundial. Por toda parte, os direitos humanos estão sendo erodidos, a lista não tem fim. Isso me deixa muito apreensivo, pois estão sendo abalados os fundamentos da ordem mundial atual.

O senhor mencionou a Síria: na Alemanha, num tribunal de Koblenz, há dois meses réus respondem, pela primeira vez, por crimes contra a humanidade, acusados de ter colaborado com o sistema de tortura sírio. Que sinal esse processo emite, e esse sinal é sequer captado?

É incrivelmente importante que esse processo seja realizado. A Síria tem um sistema de tortura notório. Vinte anos atrás, quando eu trabalhava na região, acompanhei a saída de prisioneiros dos cárceres sírios, e já na época fiquei chocado. Desde então, os relatos só pioraram. É muito importante expor esse sistema hediondo, independentemente da questão das culpas individuais. Pois está fora de dúvida, e deve chegar a público, que o regime de [Bashar al] Assad é um sistema de tortura e emprega os métodos mais atrozes.

Mas também recebemos outros sinais do mundo. Por exemplo, o fato de os Estados Unidos ameaçarem funcionários do Tribunal Penal Internacional de Haia, caso abram inquérito contra soldados americanos. Há pouco mais de duas semanas, o presidente Donald Trump assinou um decreto nesse sentido. Que sinal isso emite?

Naturalmente é um sinal catastrófico, em especial porque os EUA são o país mais influente do mundo, do ponto de vista econômico, político, militar. E no entanto foram eles que iniciaram os julgamentos de Nurembergue, após a Segunda Guerra Mundial, e os processos de Tóquio. Eles foram pioneiros no direito internacional de guerra e no direito penal internacional. E quando justamente esse país agora não está pronto a ser chamado à responsabilidade por crimes de guerra dos quais há provas que sequer são questionáveis, então estamos diante de um grande problema.

Vemos isso na recusa dos EUA de investigarem as práticas de tortura sistemática da CIA, examinadas e confirmadas pelo próprio Senado americano. Vemos isso na recusa de processar crimes de guerra americanos, se necessário também perante instituições internacionais. Isso dá um exemplo muito ruim: vemos que Israel, ou o Reino Unido – também aliados tradicionais dos EUA – vão imediatamente na mesma direção, e tentam proteger também os próprios militares da persecução penal por crimes de tortura.

Quando se fala de crimes de guerra nos EUA, logo se pensa também em Julian Assange. Fazquase exatamente dez anos que o Wikileaks divulgou o vídeo Collateral murder. Ele mostra como feridos e socorristas desarmados, entre os quais dois jornalistas da agência Reuters, são alvejados a partir de um helicóptero americano, em Bagdá. Paraos perpetradores – os atiradores e seus superiores – até o momento não houve consequências. Mas para Assange, houve. O que isso significa?

É preciso refletir: qual é a legitimidade moral de um Estado que não pune seus próprios criminosos de guerra? Vemos no vídeo feridos sendo massacrados, e escutamos os soldados dizerem que atiram intencionalmente neles. Não há qualquer dúvida de que se trate de um crime de guerra.

Se temos esse vídeo, e os EUA não investigam, mas punem de forma draconiana – estamos falando de 175 anos de prisão! – quem leve esses crimes de guerra a público, então temos um problema muito fundamental. Aí é preciso realmente se perguntar se ainda podemos falar de Estado de direito em relação aos EUA.

Por falar em Estado de Direito: desde fevereiro corre num tribunal londrino o processo de extradição contra Assange. A seu ver, essa ação preenche os pré-requisitos do Estado de direito, de que sempre nos orgulhamos tanto?

Não, infelizmente não. É algo que me choca, pois eu mesmo sou professor de uma universidade britânica em Glasgow, e sempre tive grande respeito pelo sistema judiciário britânico. Mas no caso de Assange, o Estado de Direito está sendo simplesmente neutralizado: ele não tem qualquer possibilidade de preparar adequadamente sua defesa.

Direitos indiscutíveis, concedidos até mesmo ao pior criminoso de guerra, por exemplo em Koblenz ou Haia, não são permitidos a Assange: ele não tem contato com seus advogados americanos, embora esteja ameaçado de extradição, tem contato muito restrito com seus advogados britânicos, e quase nenhum acesso a documentos legais. São violações muito graves das regras processuais, para as quais não há necessidade nem justificativa.

No caso de Julian Assange, o senhor falou também de tortura. Em que consiste essa tortura, a seu ver?

É óbvio que não se pode comparar uma prisão síria a uma britânica, que isso fique bem claro. Só que "tortura" é um conceito amplo, que não se refere apenas a métodos de tortura física, mas também psíquica. Examinamos Assange com dois médicos especializados em vítimas de tortura e concluímos que ele mostra todos os sintomas típicos de tortura psicológica de longo prazo. Trata-se de estados de medo e estresse traumáticos e crônicos, assim como consequências cognitivas e neurológicas de uma combinação de isolamento radical e constantes arbitrariedades, humilhações e ameaças. Não devemos esquecer: políticos americanos o classificaram como "terrorista", e em parte exigiram seu assassinato. Assange teme, com razão, as condições nos presídios de alta segurança dos EUA, conhecidas em todo o mundo como cruéis e degradantes.

A enorme pressão sob a qual está esse homem, seu forte isolamento, pois foi encurralado como indíviduo, e a forma arbitrária como se realizou cada processo contra ele, seja na Suécia, Reino Unido, Equador ou nos Estados Unidos: tudo isso tem um efeito cumulativo, provocando os mesmos sintomas que a tortura psíquica sistemática.

O senhor mesmo acaba de dizer que, por pior que seja o que sofre Julian Assange, não é absolutamente comparável, por exemplo, às câmaras de tortura sírias. Por que se engaja tanto pelo indivíduo Assange, quando em tantas partes do mundo se passam coisas muito piores?

Eu naturalmente me engajo por centenas de vítimas de tortura, a cada ano. E é claro que me empenho por Julian Assange, enquanto indivíduo. Mas esse não é o motivo principal de meu engajamento: o "caso Assange" não trata apenas da pessoa dele, mas, em primeiro lugar, dos crimes de seus perseguidores, os Estados Unidos. Pelo fato de eles neutralizarem as instituições do Estado de direito, de se recusarem a responsabilizar seus criminosos de guerra e torturadores, e de dar um exemplo ao mundo inteiro de que todo espião que informe o público sobre crimes de guerra estatais pode ser condenado.

Com a persecução de Assange, estamos prestes a estabelecer uma norma segundo a qual os Estados podem manter secretos os próprios crimes, e não ter mais que responder por eles. Temos que estar cientes: se isso se impuser como regra, então é realmente só um pequeno passo do Estado de direito à tirania.

Não esqueçamos que nenhum dos crimes que Julian Assange expôs foi punido, e incluem tortura numa escala gigantesca. E não esqueçamos que a guerra no Iraque foi ilegal, uma guerra de agressão que resultou em mais de 1 milhão de mortos, e milhões de desalojados e torturados. Então, não se trata de um caso pequeno, e suas implicações são emblemáticas e de proporções globais.

#Escrito em português do Brasil
 
Matthias von Hein (av) | Deutsche Welle

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ONU alerta para violência de gênero em meio à pandemia

247 -As Nações Unidas (ONU) expressaram preocupação com a violência de gênero em meio à pandemia de Covid-19. As mulheres são vítimas de violência em meio à pandemia e correm maior risco de infecção e perda de seus meios de subsistência.

"A pandemia de Covid-19 não é apenas um problema de saúde; causa um choque profundo em nossas sociedades e economias. Além disso, as mulheres estão sobrecarregadas com as tarefas de cuidado e resposta à crise em curso", afirmou a ONU.

A organização internacional reiterou que a vida das mulheres deve ser garantida e seu trabalho na sociedade deve ser considerado. "Todos os dias, mulheres - seja na primeira linha de resposta ou como profissionais de saúde, voluntários da comunidade, gerentes de transporte e logística, cientistas e muitas outras ocupações - dão contribuições fundamentais para conter o surto ", acrescenta.

 

"243 milhões de mulheres sofreram violência física ou sexual de seus parceiros no último ano (...) elas estão em maior risco de infecção e perda de seus meios de subsistência. A tendência existente indica que, durante a crise, há menos acesso à saúde sexual e reprodutiva e aumento da violência doméstica", afirma a organização multilateral.

A ONU reiterou que garante as informações necessárias sobre as perspectivas de gênero no contexto da pandemia: "As mulheres da ONU fornecem informações e análises atualizadas sobre como e por que incluir uma perspectiva de gênero na resposta ao Covid-19", informa a Telesul.

Guterres nega que OMS tenha tentado ajudar a China a esconder situação da pandemia

 

António Guterres, secretário-geral das Nações Unidas, reconhece erros na gestão da pandemia, mas recusa a tese de que a OMS tenha tentado ajudar China a esconder a situação.

 

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, acredita que, ainda que a Organização Mundial da Saúde (OMS) possa ter cometido alguns erros no início da pandemia, não tentou ajudar a China a “esconder a realidade”.

Numa entrevista ao El País, António Guterres disse estar convencido de que, em algum momento, terá de se investigar a origem da pandemia de covid-19, a forma como se espalhou tão rapidamente e como a OMS, os países e outras entidades responderam.

“Mas o que posso dizer é que conheço as pessoas da OMS e elas não estão a ser controladas por nenhum país. Atuaram sempre de boa fé para obter a melhor cooperação possível dos Estados membros”, referiu o secretário-geral da ONU.

António Guterres admitiu que podem ter acontecido alguns erros, mas afirmou não acreditar que a OMS tenha tentado ajudar a China a esconder a realidade. “Acho que a Organização queria ter um bom relacionamento com a China no início da pandemia. Queria garantir que a China cooperava.”

Na entrevista, Guterres destacou que “a relação entre a União Europeia, China e Rússia está mais funcional do que nunca” e confere à União Europeia um papel vital para evitar uma ordem mundial dominada por Washington e Pequim.

“Precisamos de uma liderança global, porque se assim não for, não podemos responder de forma efetiva a desafios como os de uma pandemia. Mas infelizmente, onde há poder, não há liderança, e onde há liderança, falta poder”, assinalou ainda o secretário-geral da ONU.

ZAP // Lusa

 

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https://zap.aeiou.pt/guterres-nega-oms-ajudar-china-332138

Pompeo chama de “hipocrisia” resolução da ONU sobre racismo

O chefe da diplomacia norte-americana, Mike Pompeo, criticou hoje a “hipocrisia” do Conselho dos Direitos Humanos da ONU que votou na sexta-feira uma resolução condenando o racismo sistémico e a violência policial.

“O Conselho dos Direitos Humanos da ONU que inclui a Venezuela, e recentemente Cuba e China, sempre foi e continua a ser um refúgio para os ditadores e para as democracias que os toleram”, afirmou o secretário de Estado norte-americano.

“A decisão do conselho de votar ontem uma resolução centrada na polícia e no racismo nos Estados Unidos leva-o a um nível mais baixo”, adiantou.

O Conselho dos Direitos Humanos, instância da ONU sediada em Genebra e da qual Washington se retirou em 2018, aprovou unanimemente na sexta-feira uma resolução condenando o racismo sistémico e a violência policial, após ter retirado uma menção específica aos Estados Unidos.

A resolução foi apresentada por países africanos no quadro de uma reunião urgente convocada após a morte de George Floyd, um afro-americano de 46 anos, depois de um polícia branco lhe ter pressionado o pescoço com um joelho durante cerca de oito minutos, numa operação de detenção, apesar de Floyd dizer que não conseguia respirar.

Desde então têm sido organizadas em todo o mundo manifestações contra o racismo.

Nos Estados Unidos, alguns dos protestos contra a violência policial e o racismo foram acompanhados de atos de pilhagem.

Na sua versão inicial, exigia a criação de uma comissão de inquérito internacional independente para esclarecer a questão do “racismo sistémico” nos Estados Unidos. Este tipo de comissão é habitualmente criado em situações de grande crise, como o conflito sírio.

Mas o texto foi progressivamente suavizado e deixou de nomear os Estados Unidos na sua última versão, desencadeando a ira das organizações não-governamentais.

A resolução pede à Alta Comissária para os Direitos Humanos das Nações Unidas, Michelle Bachelet, para “preparar um relatório sobre o racismo sistémico, as violações da lei internacional sobre os direitos humanos e os maus tratos contra os africanas e as pessoas de origem africana pelas forças de segurança”.

“O atual discurso cívico acerca da trágica morte de George Floyd nos Estados Unidos é um sinal da força e maturidade da nossa democracia”, defendeu Mike Pompeo.

“Se o conselho quisesse seriamente proteger os direitos humanos muitas questões mereceriam a sua atenção, como as desigualdades raciais sistémicas em locais como Cuba, China e Irão”, adiantou.

Ver o original em 'Plataforma Media' na seguinte ligação:

https://www.plataformamedia.com/2020/06/21/pompeo-chama-de-hipocrisia-resolucao-da-onu-sobre-racismo/

Mais de 25.000 crianças violadas em conflitos armados em 2019

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A Organização das Nações Unidas (ONU) verificou mais de 25.000 violações graves contra crianças em conflitos armados, em 2019, de acordo com o relatório anual do secretário-geral sobre crianças e conflitos armados, divulgado nesta segunda-feira.

O número total de violações graves permanece semelhante ao de 2018 e representa cerca de 70 violações por dia. Mais da metade das violações em 2019 foram cometidas por autores não estatais, de acordo com o relatório.

Verificou-se que das 10.173, foram mortas (4.019) crianças e (6.154) mutiladas, sendo o Afeganistão o país mais mortal para crianças, seguido pela Síria e pelo Iêmen, segundo o relatório.

7.747 crianças, algumas com menos de seis anos, foram recrutadas e usadas. Entre esses, 90 por cento foram utilizados por autores não estatais.

O estupro e outras formas de violência sexual continuaram a ser amplamente subnotificados, com 735 casos confirmados em 2019. Os casos prevaleceram na República Democrática do Congo (RDC), Somália, República Centro-Africana, Sudão e Sudão do Sul.

A ONU confirmou, ainda, o sequestro de 1.683 crianças em 2019, com mais de 95 por cento dos casos perpetrados por autores não estatais, principalmente na Somália, RDC e Nigéria. As crianças foram sequestradas para recrutamento, uso e violência ou resgate sexual.

Foram verificados 4.400 incidentes de negação de acesso humanitário a crianças em 2019, o maior aumento no número de incidentes verificados por qualquer violação, em comparação com 2018.

A ONU termina o relatório salientando que houve 927 ataques a escolas e hospitais. Os números mais altos foram verificados na Síria, o território palestino ocupado, Afeganistão e Somália.

Ver o original em 'Plataforma Media' na seguinte ligação:

https://www.plataformamedia.com/2020/06/17/mais-de-25-000-violacoes-contra-criancas-em-conflitos-armados-em-2019/

Funcionário da OMS se preocupa com muitos países ainda estarem em ascensão da pandemia

Covid-19: OMS diz que não emitiu nenhum parecer sobre Tóquio2020

 

Genebra, 12 jun (Xinhua) -- A Organização Mundial da Saúde (OMS) disse na sexta-feira que está preocupada que muitos países, particularmente no sul do mundo, ainda estejam em ascensão com a pandemia de COVID-19 e novamente apelem à solidariedade global para superar dificuldades por "mais de 100 anos".

 

"Estamos preocupados com o fato de ainda estarmos muito em ascensão com esta pandemia em muitos países, particularmente no sul do mundo", disse Michael Ryan, diretor-executivo do Programa de Emergências em Saúde da OMS, na sexta-feira em uma entrevista coletiva virtual em Genebra.

 

"Antes de mais nada, a maior parte do mundo atualmente ainda está muito envolvida na primeira onda dessa pandemia. Alguns países da Europa, no sudeste da Ásia e na América do Norte passaram pelo pico de uma onda de infecção", afirmou ele.

 

"O atual aumento nos casos em alguns países(...) está relacionado à reabertura da sociedade, à reunião de pessoas e a estar em uma situação sem distanciamento social adequado, sem medidas adequadas em vigor. E sem capacidade adequada para isolar testes, isolar casos suspeitos e contatos de quarentena, a doença pode retornar novamente", disse Ryan.

 

Enquanto isso, "não é surpreendente que qualquer país que saia da quarentena possa ter núcleos de doenças, reaparecimento de doenças e aglomerados, isso não é necessariamente uma segunda onda", acrescentou ele.

 

Ryan disse que deve ser alcançado um equilíbrio cuidadoso "entre manter todos em casa e continuar suprimindo completamente a transmissão de COVID-19", "um dilema de saúde pública" que "deve ser cuidadosamente gerenciado e equilibrado por todos os governos a cada minuto do dia".

 

"Isso realmente se resume à sofisticação de sua vigilância de saúde pública, sua capacidade de testar, rastrear e localizar, seu conhecimento do vírus à medida que se espalha pelas comunidades e sua capacidade de aplicar medidas de uma forma que não é uma medida geral que você pode suspender e ajustar medidas em nível subnacional ou sub-estatal, permitindo que você seja muito mais sofisticado ao fazer isso".

 

"Mas isso é motivado por ter bons dados e sem bons dados, é quase impossível adotar essa abordagem", enfatizou Ryan.

 

Além disso, ele disse que a OMS está preocupada com o fato de alguns países estarem tendo dificuldades em sair das quarentenas.

 

"Então a pergunta é: o que você tem para substituir a quarentena? E o que temos agora na ausência de uma vacina? A boa vigilância em saúde pública tem um forte relacionamento com as comunidades, para que elas saibam se proteger e tenham poder para se protegerem?".

 

"É difícil conseguir em qualquer circunstância, mas é a única maneira de sustentar o próximo número de meses enquanto aguardamos outras intervenções", disse ele, enfatizando a importância de aprender a conviver com o vírus e encontrar um equilíbrio no controle dele.

 

"Este é um dilema difícil, mas precisamos encontrar esse equilíbrio, e cada sociedade deve encontrar esse equilíbrio que esteja de acordo com seus valores e o que os cidadãos daquele país desejam alcançar como um coletivo e que nem sempre é tão fácil de alcançar", acrescentou Ryan.

Ver original em "XINHUA Português" na ligação seguinte:

http://portuguese.xinhuanet.com/2020-06/14/c_139137762.htm

ONU lamenta ataques de Trump contra Tribunal Penal Internacional e diz que corte tem de ser protegida

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Reuters - O escritório de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) lamentou o impacto que as sanções impostas pelos Estados Unidos e autorizadas pelo presidente norte-americano, Donald Trump, podem ter em julgamentos e investigações que estão em andamento no Tribunal Penal Internacional (TPI), afirmando que a independência da corte tem de ser protegida.

Na quinta-feira Trump autorizou a imposição pelos EUA de sanções econômicas e relacionadas a viagens contra funcionários do tribunal sediado em Haia envolvidos em uma investigação sobre se forças norte-americanas cometerem crimes de guerra no Afeganistão.

“A independência do TPI e sua habilidade de operar sem interferência deve ser garantida para que ele possa decidir as questões sem influências impróprias, indução, pressões, ameaças ou interferência, direta ou indireta, por qualquer razão”, disse o porta-voz para Direitos Humanos da ONU Rupert Collins durante briefing em Genebra.

 

“Vítimas de violações brutais dos direitos humanos e de violações graves da lei humanitária internacional e suas famílias tem o direito à reparação e à verdade.”

Mundo dividido entre China e EUA será “muito perigoso”

Guterres garantiu que ​​​​​​​tudo fará para que prevaleça a visão de que, face às ameaças globais, “são precisas respostas globais de instituições mais fortes e de perceber que os interesses nacionais e globais são coincidentes”.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, considerou segunda-feira à noite que um mundo dividido entre a China e os Estados Unidos será “extremamente perigoso” e que teria “inevitavelmente” consequências a prazo nos domínios da paz e segurança.

“O problema não é novo, uma vez que já há alguns meses referi que esta grande rotura que ameaça dividir o mundo em duas áreas, com duas economias separadas, com duas moedas dominantes, com regras económicas e comerciais distintas, com Internet e estratégias de inteligência artificial diferentes, um mundo dividido em dois seria extremamente perigoso e teria, inevitavelmente, consequências a prazo nos domínios da paz e segurança”, afirmou Guterres numa entrevista à estação de televisão portuguesa RTP.

Leia mais em TSF

Ver o original em 'Plataforma Media' na seguinte ligação:

https://www.plataformamedia.com/2020/06/mundo-dividido-entre-china-e-eua-sera-muito-perigoso/

Ruptura EUA-OMS. Graves consequências para a saúde global

Por: Equipe Oásis

O presidente Donald Trump reiterou sua intenção de cortar todos os laços entre os Estados Unidos e a Organização Mundial da Saúde, acusado-a ??de excessiva indulgência com a China na fase inicial da pandemia do COVID-19, e de alocar os fundos pagos à OMS até agora para outros projetos globais de saúde. Não está claro se a decisão poderá ocorrer sem a aprovação do Congresso, mas a certeza é que essa retirada – depois da igualmente sensacional retirada dos Acordos de Paris para o meio ambiente – não poderia ocorrer em um momento mais errado. Estima-se que a decisão do presidente norte-americano irá minar a capacidade do mundo para detectar e derrotar doenças letais.

OMS Emblema

 

Emblema da OMS – Organização Mundial da Saúde

No tecido da Organização

Os EUA pagam 15% do orçamento total da OMS (eles são o maior doador), mas a questão não é apenas econômica. Ao abandonar a Organização, que existe desde 1948, os Estados Unidos abandonariam também o seu papel na definição de prioridades de saúde pública. Mesmo que Trump se queixe de um desequilíbrio a favor da China, o fato é que outros países se queixam da influência maciça dos EUA na definição das prioridades da agência, especialmente após o controverso manejo da epidemia de Ebola na África Ocidental em 2014.

 

Após considerar inadequadas as primeiras respostas da OMS à pandemia da Covid-19, os Estados Unidos preconizaram muitas mudanças no seio da organização, tais como a criação de um programa para emergências de saúde pública. Mas Maria Van Kerkhove, epidemiologista especialista da OMS em COVID-19 e chefe da Unidade de Doenças Emergentes e Zoonoses, é de nacionalidade norte-americana, e apoia o diretor geral Tedros Adhamon Gheybreyesus.

Romper com a OMS significaria, para os Estados Unidos, abandonar a liderança no gerenciamento da emergência COVID-19, e perder a influência em iniciativas de saúde pública que, por exemplo, lidam com a distribuição de medicamentos e vacinas contra a doença de coronavírus. O risco – concreto – é prolongar a epidemia e arrastar ainda mais suas consequências sociais e econômicas nos Estados Unidos e em todo o mundo.

E não somente a Covid

 

As consequências vão além da emergência do coronavírus, mas influenciará também outros combates (dos quais os EUA sempre estiveram na linha de frente) tais como aquele contra a disseminação do HIV, contra as formas de tuberculose e outras moléstias infecciosas resistentes aos antibióticos, contra a malária e o sarampo. Particularmente preocupante é o programa de erradicação da poliomielite, que está passando por uma fase crítica (com apenas dois países onde o vírus ainda está ativo, Afeganistão e Paquistão) já que as campanhas de vacinação em massa encontram-se bloqueadas pela necessidade de distanciamento social da COVID. Estávamos a um passo da derrota definitiva dessa doença, mas agora a decisão dos EUA poderá comprometer os esforços desenvolvidos até o dia de hoje.

 

Ver o original em 'Brasil24/7' na seguinte ligação:

https://www.brasil247.com/oasis/ruptura-eua-oms-graves-consequencias-para-a-saude-global

Chefe da ONU pede ao mundo inteiro que mude rumo do meio ambiente

António Guterres alerta para o perigo das alterações climáticas na...

Nações Unidas, 5 jun (Xinhua) -- O secretário-geral da ONU, António Guterres, pediu na sexta-feira ao mundo inteiro que mude o rumo do meio ambiente.

"Estamos prejudicando o mundo natural, em nosso próprio detrimento", disse ele em uma mensagem no Dia Mundial do Meio Ambiente, no dia 5 de junho.

"Precisamos que toda a nossa comunidade global mude o rumo. Vamos repensar o que compramos e usamos, adotar hábitos sustentáveis, agricultura e modelos de negócios, proteger os espaços e a vida selvagem que restam, nos comprometer com um futuro sustentável e resiliente".

A degradação do habitat e a perda de biodiversidade estão se acelerando. A ruptura climática está piorando. Incêndios, inundações, secas e tempestades são mais frequentes e prejudiciais. Os oceanos estão se aquecendo e acidificando, destruindo os ecossistemas de corais, observou Guterres.

"E agora, um novo coronavírus está enfurecido, minando a saúde e os meios de subsistência. Para cuidar da humanidade, precisamos cuidar da natureza", afirmou ele. "Enquanto trabalhamos uma melhor recuperação, vamos colocar a natureza onde ela pertence, no centro de nossas decisões".

Ver original em "XINHUA Português" na ligação seguinte:

http://portuguese.xinhuanet.com/2020-06/07/c_139120473.htm

Ecoando Trump, com atraso, Bolsonaro diz que quer sair da OMS

Assim como o presidente dos EUA, que fracassou no combate à pandemia, Bolsonaro faz críticas ao trabalho da organização que recomendou isolamento social contra o contágio.

 

 

O presidente Jair Bolsonaro fez críticas ao trabalho da Organização Mundial da Saúde (OMS) na pandemia e disse que o governo pode deixar a organização, que atuaria, segundo ele, “com viés ideológico”. A manifestação de Bolsonaro ocorre uma semana após Trump ter anunciado o rompimento dos EUA com a OMS, acusando a organização de atuar para favorecer a China, congelando repasses que o governo norte-americano faria à entidade.

“E adianto aqui, os Estados Unidos saíram da OMS, e a gente estuda, no futuro, ou a OMS trabalha sem viés ideológico, ou vamos estar fora também. Não precisamos de ninguém de lá de fora para dar palpite na saúde aqui dentro”, disse Bolsonaro a jornalistas na portaria do Palácio da Alvorada, na noite desta sexta-feira (5).

Desde que a OMS reconheceu a pandemia do novo coronavírus, Bolsonaro desrespeita as orientações da organização sobre a forma de prevenção. Os países que seguiram com rigor as recomendações contiveram o avanço da doença e estão conseguindo sair mais cedo da quarentena para recuperar suas economias. O Brasil, por outro lado, apresenta os piores números do mundo conforme se aproxima do tempo de pandemia de países como EUA e Reino Unido.

O presidente fez referência à controvérsia causada pelas pesquisas que a OMS conduzia sobre a hidroxicloroquina no tratamento do novo coronavírus. “Para que serve essa OMS? A OMS recomendou há poucos dias não prosseguir mais com os estudos sobre a hidroxicloroquina, e agora voltou atrás. É só tirar a grana deles que eles começam pensar de maneira diferente”, disse Bolsonaro.

A OMS retomou esta semana os estudos com o medicamento, após aplicar uma suspensão dos testes por 10 dias, depois da revisão de um estudo publicado pela revista médico-científica The Lancet.

Assim como Trump, Bolsonaro começa a preparar o terreno para culpar bodes expiatórios pelo seu fracasso e omissão. Desde que os números de mortos e doentes explodiram, ele culpa governadores e prefeitos que seguiram a recomendação da OMS de impor quarentena. Demitiu dois ministros da Saúde, seguidos, por defenderem o isolamento social e não recomendarem o uso de cloroquina no tratamento da covid-19, outra cortina de fumaça usada por Bolsonaro, que também papagaiou de Trump. Enquanto a OMS, especialistas e o próprio Ministério da Saúde orientam o isolamento social, Bolsonaro vai a manifestações pró-governo e cumprimenta apoiadores. A OMS recomenda o uso de máscara como forma de prevenção e Bolsonaro não usa quando vai aos atos ou põe e tira.

A Organização Mundial da Saúde é uma agência internacional especializada em saúde, fundada em 7 de abril de 1948 e subordinada à Organização das Nações Unidas (ONU). Sua sede é em Genebra, na Suíça. A OMS é composta por 194 Estados-Membros e dois membros associados. No caso do Brasil, para aderir à organização, o país ratificou internamente um tratado internacional de criação da agência. Uma eventual saída desse tratado teria que passar pelo Congresso Nacional.

‘Mau exemplo’

Apesar de seguir à risca a estratégia do norte-americano, Trump citou o Brasil como exemplo de país com dificuldades para lidar com a pandemia. O presidente dos EUA havia dito que o Brasil está seguindo o mesmo caminho da Suécia, país que não impôs quarentenas e decidiu se basear principalmente em medidas voluntárias de distanciamento social e higiene pessoal, mantendo a maioria das escolas, restaurantes e empresas abertas. Como resultado, a Suécia tem um número muito maior de casos de coronavírus do que seus vizinhos nórdicos.

Na entrevista, o presidente não respondeu diretamente à fala de Trump e, interrompendo o repórter, mandou um “abraço” ao presidente dos Estados Unidos e disse que o Brasil quer cada vez mais aprofundar o relacionamento com os norte-americanos. “Torço para que seja reeleito”, disse.

Divulgação de balanço

Durante a entrevista, o presidente Jair Bolsonaro também comentou a mudança de horário na divulgação do balanço das infecções e mortes por covid-19, atualizado diariamente pelo Ministério da Saúde. Desde a última quarta-feira (3), a pasta só envia os dados consolidados do dia por volta das 22h. Antes, esse balanço era enviado por volta das 19h.

Como Bolsonaro citou a Rede Globo ao dizer que não ia correr para atender a emissora (e, em reservado, disse “acabou o Jornal Nacional”), o âncora William Bonner capitaneou uma reportagem atacando a estratégia de manipulação das estatísticas da pandemia, com repercussão de especialistas. A Globo fez levantamento próprio de casos e óbitos e mostrou que a Câmara dos Deputados ameaça montar estrutura para isso, também. Em editorial, disse ainda que o Jornal Nacional “vai correr para atender aos brasileiros”. Quando o Ministério da Saúde divulgou os números às 22h, o JN interrompeu a novela para um plantão.

“É para pegar os resultados mais consolidados e tem que divulgar os mortos do dia. Ontem, os mortos eram de dias anteriores. Se quiser, faz um consolidado para trás, mas tem que mostrar os mortos do dia”, justificou Bolsonaro, sobre a metodologia de divulgação adotada pelo Ministério da Saúde, o que não esclareceu nada.

Em comunicado à imprensa, o ministério informou que os números de casos de covid-19 e de mortes causadas pela doença são repassados à pasta pelas secretarias estaduais e municipais de Saúde. O ministério acrescenta que analisa e consolida os dados e que em alguns casos “há necessidade de checagem junto aos gestores locais”. “Desta forma, o Ministério da Saúde tem buscado ajustar a divulgação dos dados, que são publicados diariamente na plataforma covid.saude.gov.br“, destaca o texto.


por Cezar Xavier  | Texto original em português do Brasil

Exclusivo Editorial PV  / Tornado

 

 
 
 
 
 
 
 
 
 

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Chefe da ONU espera que vacina contra COVID-19 seja bem público global

 

Nações Unidas, 4 jun (Xinhua) -- O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, expressou na quinta-feira a esperança de que uma vacina contra a COVID-19 seja vista como um bem público global, ou como uma vacina popular.

"A COVID-19 é a maior crise de saúde pública para nossa geração. No momento, não há vacina. Como trabalhamos juntos para desenvolver uma, há uma lição importante que precisamos entender. Uma vacina, por si própria, não é suficiente. Precisamos de solidariedade global para garantir que todas as pessoas, em qualquer lugar, tenham acesso", disse Guterres em uma cúpula virtual de vacinas.

"Uma vacina COVID-19 deve ser vista como um bem público global, uma vacina popular, como cada vez mais líderes mundiais estão pedindo", acrescentou.

Na cúpula, Guterres exortou os participantes a assumir três compromissos principais: encontrar maneiras seguras de continuar fazendo vacinações, mesmo se a COVID-19 se espalhar; usar as redes de entrega de vacinas para fornecer uma série de outros serviços de saúde primários; garantir que a vacina contra COVID-19 chegue a todos quando estiver disponível.

"As doenças não têm fronteiras. É por isso que uma GAVI (Aliança de Vacinas), totalmente financiada, será fundamental para garantir que continuemos o progresso em direção aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável", disse Guterres.

Vinte milhões de crianças não têm o complemento completo de vacinas, e uma em cada cinco não recebeu nenhuma vacina, observou ele.

Sob a sombra da COVID-19, a situação delas é ainda mais desesperadora, acrescentou ele, alertando que as lacunas na entrega global de vacinas podem aumentar ainda mais.

 

Ver original em "XINHUA Português" na ligação seguinte:

http://portuguese.xinhuanet.com/2020-06/05/c_139116138.htm

Bolsonaro diz que Brasil pode deixar OMS e acusa organização de manter atuação ‘ideológica' (VÍDEO)

Presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, usa máscara protetora na saída do Palácio da Alvorada, Brasília, 18 de maio de 2020
© AP Photo / Eraldo Peres

O presidente Jair Bolsonaro disse nesta sexta-feira (5) que o Brasil pode deixar a Organização Mundial da Saúde (OMS) caso a organização mantenha uma atuação "ideológica".

O presidente brasileiro repete o que fez o seu colega norte-americano, Donald Trump, que anunciou a saída dos EUA da OMS na semana passada.

"Adianto aqui: Os EUA saíram da OMS, a gente estuda no futuro. Ou a OMS trabalha sem o viés ideológico ou a gente está fora também. Não precisamos de gente lá de fora dar palpite na saúde aqui dentro", disse o presidente.

A declaração foi dada durante entrevista do presidente em frente ao Palácio da Alvorada.

"Ou a OMS realmente deixa de ser uma organização política, até partidária pode-se dizer, ou nós estudamos sair de lá", completou Bolsonaro, citado pela CNN Brasil.

Bolsonaro defendeu também a divulgação dos dados de casos e mortes por COVID-19 no Brasil às 22h, ao invés de 19h como como vinha ocorrendo nas últimas semanas.

"Olha, não interessa de quem partiu [a ordem para a mudança no horário]. Acho que é justo sair dez da noite. Sair o dado completamente consolidado", afirmou.

Pelo terceiro dia consecutivo, o boletim diário do Ministério da Saúde está previsto para ser divulgado às 22h.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/brasil/2020060515666163-bolsonaro-diz-que-brasil-pode-deixar-oms--e-acusa-organizacao-de-manter-atuacao-ideologica-video/

União Europeia pede que EUA reconsiderem decisão de sair da OMS

O presidente dos EUA, Donald Trump, durante reunião com industriais em Washington sobre a reabertura da economia norte-americana em meio à pandemia do novo coronavírus, em 29 de maio de 2020.
© REUTERS / Jonathan Ernst

Neste sábado (30), o chefe de Relações Exteriores da União Europeia (UE), Josep Borrell e a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, pediram aos Estados Unidos por meio de declaração conjunta que o país reconsidere a decisão de deixar a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Na sexta-feira (29), o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou a decisão de encerrar vínculos com a OMS e redirecionar os recursos. O presidente ressaltou que a China tem contribuído com pouco dinheiro na organização em comparação com os EUA e que mesmo assim, o país asiático exerce, segundo ele, controle completo sobre a OMS.

"Ações que enfraqueçam os resultados internacionais devem ser evitadas. Nesse contexto, nós pedimos aos EUA que reconsiderem a decisão anunciada", afirma o comunicado conjunto da UE.

Segundo o bloco europeu, a principal tarefa da comunidade internacional diante da pandemia é salvar vidas e impedir a disseminação do vírus. Portanto, o bloco manterá o apoio à OMS e já ampliou o financiamento direcionado à organização.

"A cooperação global e a solidariedade através de esforços multilaterais são a única via efetiva e viável de vencer esta batalha que o mundo está enfrentando. A OMS precisa continuar capaz de liderar a resposta internacional a pandemias, agora e no futuro. Para isso, é muito necessário a participação e o apoio de todos é muito", acrescentou a UE.

Mais cedo neste sábado (30), o ministro da Saúde da Alemanha, Jens Spahn, também criticou a decisão de Trump, afirmando que a medida é decepcionante e pediu que a União Europeia lidere a reforma da organização.

Diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, fala durante conferência em Montevidéu

© AP Photo / Matilde Campodonico
Diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, fala durante conferência em Montevidéu

Trump tem acusado a OMS de ser enviesada a favor da China e de ter falhado na resposta ao novo coronavírus. Em abril, o líder norte-americano já havia anunciado o congelamento do financiamento de Washington à OMS e alertou que o a medida poderia se tornar permanente caso a organização não se comprometesse a realizar grandes mudanças no prazo de um mês.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/americas/2020053015643066-ue-pede-que-eua-reconsiderem-decisao-de-sair-da-oms/

ONU apela aos EUA para fim de "mortes" de afro-americanos pela polícia

 
 
A alta comissária da ONU para os Direitos Humanos, condenou hoje a morte de um negro durante uma detenção nos Estados Unidos e apelou às autoridades para adotarem "medidas sérias" para pôr termo a estas "mortes" de afro-americanos.

"Esta foi a última de uma longa série de mortes de afro-americanos não armados cometidas por polícias americanos e auto-justiceiros (...). As autoridades americanas devem tomar medidas sérias para pôr termo a estas mortes e assegurar que seja feita justiça quando ocorrem", indicou Michele Bachelet em comunicado.
 
George Floyd, um afro-americano de 46 anos, morreu na noite de segunda-feira em Minneapolis após uma intervenção policial violenta e cujas imagens se tornaram virais.
Os quatro polícias envolvidos foram despedidos e as autoridades locais e federais estão a investigar o incidente, mas ainda não foi emitido qualquer indiciamento.

"Estou consternada por ter de acrescentar o nome de George Floyd aos de Breonna Taylor, Eric Garner, Michael Brown e muitos outros afro-americanos não armados que ao longos dos anos têm sido mortos às mãos da polícia -- assim como pessoas como Ahmaud Arbery e Trayvon Martin que foram mortos por auto-justiceiros", indicou Bachelet.

Ao condenar esta "morte", apelou às autoridades norte-americanas para terminarem com estes casos recorrentes.

"Os processos devem mudar, devem ser estabelecidos sistemas de prevenção, e acima de tudo, os polícias que recorrem ao uso excessivo da força devem ser indiciados e condenados pelos crimes cometidos", acrescentou.

Por sua vez, "o envolvimento da discriminação racial (...) nestas mortes deve ser examinada de forma aprofundada, e tratada de forma correspondente", sublinhou.

 
A alta comissária congratulou-se "pelo facto de as autoridades federais terem anunciado um inquérito com toda a prioridade", mas deplorou que "em numerosos casos no passado os inquéritos concluíram que essas mortes foram consideradas justificáveis por motivos duvidosos, ou sancionadas por medidas administrativas".

A morte de George Floyd provocou a cólera e violentas manifestações na cidade de Minneapolis pela segunda noite consecutiva.

Bachelet indicou compreender esta "cólera", mas exortou os habitantes desta cidade do Estado do Minnesota (norte) e em outros locais a manifestarem-se pacificamente.

"A violência e a destruição de bens não resolve o problema da brutalidade policial e a discriminação", declarou.

"Exorto os manifestantes a exprimirem pacificamente as suas reivindicações de justiça, e exorto a polícia a adotar uma atitude de contenção para não inflamar ainda mais a atual situação através de um uso excessivo da força".

Pela segunda noite consecutiva registaram-se violentos protestos na cidade de Minneapolis, Estado do Minnesota quando uma multidão em fúria voltou a saquear lojas e provocar incêndios em vastas áreas. O presidente do município local pediu ao governador para mobilizar a Guarda Nacional.

Um homem foi encontrado morto a tiro, na madrugada de hoje, suspeito de ter sido vítima dos protestos, em Minneapolis, contra a morte de George Floyd.

Para conter os protestos a polícia disparou balas de borracha e granadas de gás lacrimogéneo, tendo alguns manifestantes saqueado armazéns e incendiado uma loja de componentes automóveis.

Os manifestantes tinham começado a reunir-se no início da tarde de quarta-feira na parte sul da cidade onde George Floyd foi morto, após um polícia ter pressionado violentamente o seu pescoço com um joelho quando se encontrava manietado no solo.

A polícia alegou que o homem resistiu à prisão, mas novas imagens, captadas pelas câmaras do restaurante em frente ao qual ocorreu a detenção, mostraram Floyd a ser conduzido para a viatura policial, de mãos algemadas nas costas e sem oferecer resistência.

Notícias ao Minuto | Lusa

Leia em Notícias ao Minuto:
 
 

Ver o original em 'Página Global' na seguinte ligação:

https://paginaglobal.blogspot.com/2020/05/onu-apela-aos-eua-para-fim-de-mortes-de.html

Trump anuncia saída dos EUA da Organização Mundial da Saúde

 

O Presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou hoje que terminou o relacionamento entre os Estados Unidos e a Organização Mundial de Saúde (OMS), que acusou de ser inapta na gestão da pandemia de covid-19.

 

Donald Trump alega que a OMS não soube responder de forma eficaz ao seu apelo para introduzir alterações no seu modelo de financiamento, depois de já ter ameaçado cortar o financiamento norte-americano a esta organização das Nações Unidas, acusando-a de ser demasiado benevolente com o Governo chinês.

“Porque falharam em fazer as reformas necessárias e requeridas, terminamos o nosso relacionamento com a Organização Mundial de Saúde e iremos redirecionar os fundos para outras necessidades urgentes e globais de saúde pública que possam surgir”, disse Trump, em declarações aos jornalistas.

No início deste mês, o Presidente norte-americano tinha feito um ultimato à OMS, ameaçando cortar a ligação à organização se não fossem feitas reformas profundas na sua estrutura e no seu ‘modus operandi’.

Nessa altura, Trump suspendeu temporariamente o financiamento à OMS, no valor que está estimado em cerca de 400 milhões de euros anuais, o que corresponde a 15% do orçamento da organização.

Trump acusou a OMS de ter feito uma gestão ineficaz de combate à pandemia de covid-19 e de ter sido conivente com o Governo chinês, alegando que Pequim reteve informação relevante sobre a propagação do novo coronavírus, que aumentou os riscos da crise sanitária global.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 360 mil mortos e infetou mais de 5,8 milhões de pessoas em 196 países e territórios. Mais de 2,3 milhões de doentes foram considerados curados.

// Lusa

 

Ver original em 'ZAP aeiou' na seguinte ligação:

https://zap.aeiou.pt/trump-anuncia-saida-dos-eua-da-oms-327370

OMS aprecia abertura da China ao se juntar para identificar origem da COVID-19

Vírus: OMS preocupada com excesso de procura de equipamentos de...

Genebra, 25 mai (Xinhua) -- A Organização Mundial da Saúde (OMS) disse nesta segunda-feira que aprecia a abertura da China de se juntar à comunidade científica internacional para identificar a origem do vírus e que essa missão científica deve consistir "na mistura adequada de especialistas científicos de uma perspectiva multinacional".

"Estivemos em discussões diárias sobre reunir as investigações científicas necessárias sobre a origem do vírus com nossos colegas na China", disse Michael Ryan, diretor do Programa de Emergências de Saúde da OMS, em uma entrevista coletiva em Genebra na segunda-feira.

"Acho que as autoridades da China, governos de todo o mundo e nós mesmos estamos muito interessados em entender a origem animal do próprio vírus. E estou muito satisfeito por receber uma mensagem muito consistente vinda da China, que é a abertura a essa abordagem", acrescentou.

"Portanto, acho que teremos muito prazer em continuar com essas discussões. Não acredito que ainda haja uma data para uma missão científica, mas estaremos ansiosos para fazer isso o mais rápido possível e com a combinação certa de especialistas científicos, de uma perspectiva multinacional, para se juntar a essa equipe", afirmou.

"Estamos em contato regular com nossos colegas na China e eles têm toda a experiência no país para fazer isso. Apreciamos a oportunidade de trabalhar com eles e com a comunidade internacional, para realmente entender as origens do vírus e a interface humana animal", disse a Dra. Maria Van Kerkhove, líder técnica do Programa de Emergências de Saúde da OMS.

Enquanto isso, Ryan disse que estava "satisfeito" ao ver as primeiras publicações em periódicos revisados por pares dos estudos de vacinas da China.

"Eu acho que em termos do número de publicações científicas vindas da China nos últimos meses é muito bom e o número de colaborações científicas entre instituições chinesas e instituições em todo o mundo também é um sinal muito positivo", disse ele.

No domingo, o conselheiro de Estado e ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, disse que o país está aberto a se juntar à comunidade científica internacional para identificar a origem do vírus, e que o processo deve ser profissional, imparcial e construtivo.

 

Ver original em "XINHUA Português" na ligação seguinte:

http://portuguese.xinhuanet.com/2020-05/26/c_139088620.htm

OMS interrompe testes com cloroquina por motivos de segurança

Anvisa decide que compra de hidroxicloroquina exige receita médica...
 

O diretor-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS), Tedros Ghebreyesus, anunciou nesta segunda-feira (25) que a organização está interrompendo os testes de tratamento do coronavírus com hidroxicloroquina após estudo indicar aumento do risco de morte.

"O grupo executivo do Estudo de Solidariedade, representando dez dos países participantes, se reuniu no sábado e concordou em revisar uma análise abrangente e uma avaliação crítica de todas as evidências disponíveis globalmente", disse Tedros em entrevista coletiva.

"O grupo executivo implementou uma pausa temporária do braço da hidroxicloroquina no Estudo de Solidariedade enquanto os dados de segurança são analisados pelo Conselho de Monitoramento de Segurança de Dados. Os outros ramos do estudo continuam", acrescentou o diretor da OMS.

 

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/europa/2020052515622224-oms-interrompe-testes-com-cloroquina-por-motivos-de-seguranca/

OMS promete investigação independente sobre resposta à pandemia

 
 
A73.ª Assembleia Mundial da Saúde, que termina esta terça-feira, é um passo à frente no sentido de propor uma avaliação independente e transparente sobre o que correu mal no combate à pandemia do novo coronavírus.

 

 
O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, garante que será investigada a resposta à pandemia de todos os atores  incluído a da própria OMS. "No momento oportuno, iremos iniciar uma avaliação independente para rever a experiência adquirida e as lições que aprendemos ao longo da crise. Depois, faremos recomendações no sentido de melhorar a preparação e a resposta nacional e mundial a uma pandemia. Mas uma coisa é certa: O mundo nunca mais vai ser o mesmo", frisou.

 


A assembleia geral da OMS decorre sob críticas do Presidente dos Estados Unidos de América. Donald Trump acusa a OMS de ser uma marioneta da China: "Nos últimos tempos prestaram um mau serviço. Os Estados Unidos dão à OMS 450 milhões de dólares por ano. A China dá 38 milhões de dólares por ano. Mas eles continuam atrás da China. Ou seja, a OMS é uma marioneta da China".

 


Interrogado sobre o futuro da contribuição financeira dos Estados Unidos para a OMS, Trump prometeu tomar uma decisão para breve. 

 


500 mil milhões de euros para fundo de recuperação europeu

 


Sem nenhuma referência direta ao Presidente norte-americano, a chanceler alemã, Angela Merkel, manifestou o seu apoio aos esforços desenvolvidos pela OMS para combater a pandemia de Covid-19, realçando que os países devem "trabalhar para melhorar os procedimentos” naquele organismo internacional e também devem garantir a sustentabilidade do respetivo financiamento.

 

 
E para ajudar as economias mais afetadas pela pandemia, a Alemanha e França propuseram um valor de 500 mil milhões de euros para criação de um fundo europeu de recuperação económica. Numa declaração conjunta, a chanceler alemã, Angela Merkel, e o Presidente francês, Emannuel Macron, indicaram que o fundo proposto será entregue a fundo perdido às economias mais afetadas.

 


Sobre a forma como a OMS gere a pandemia da Covid-19, Macron pediu uma resposta conjunta contra a doença: "Temos de examinar com a lucidez e com muito rigor, o que funcionou e o que não funcionou na gestão internacional da crise. Temos aqui uma oportunidade de dar uma resposta unida à pandemia, sem complacências e sem acusações infundadas."

 


O preço da falta de unidade

 


"A União Africana fez um apelo para que os países em desenvolvimento sejam ajudados nos seus esforços para combater a pandemia e para reconstruir as suas economias", disse Cyril Ramaphosa, Presidente da África do Sul, falando em nome do continente africano.

 


"Esta assistência deve incluir a redução da dívida, bem como a assistência em matéria de diagnóstico e de material médico terapêutico", precisou o chefe de Estado.

 


O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, afirmou que o mundo está a pagar o preço da falta de unidade na resposta à pandemia de Covid-19 por causa dos países que ignoraram as recomendações da OMS. A 73.ª Assembleia Mundial da Saúde termina esta terça-feira (19.05) e decorre através de videoconferência.

 

 
Deutsche Welle | bd, com agências

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https://paginaglobal.blogspot.com/2020/05/oms-promete-investigacao-independente.html

Os ataques do governo Trump à China e à OMS

A OMS, no contexto de escassa solidariedade internacional e enfraquecimento dos organismos multilaterais, tem cumprido papel destacado em termos de orientação cientifica, emitindo protocolos sanitários e diretrizes eficientes, como o isolamento social a testagem em massa.

 

 

A Assembleia Mundial da Saúde, reunião anual de tomada de decisões da Organização Mundial da Saúde (OMS) por seus 194 membros, foi um palco para o mundo conhecer ideias e propostas para o combate à Covid-19. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, recusou-se a discursar, ao passo que o presidente da China, Xi Jinping, falou logo na abertura, anunciando que Pequim doará US$ 2 bilhões para combater o coronavírus e despachar médicos e suprimentos médicos para países pobres.

A contribuição é superior ao dobro do que os Estados Unidos estavam contribuindo com a OMS antes de Trump cortar o financiamento do seu país no mês passado, o que faz da China a vanguarda dos esforços internacionais para conter a pandemia. Xi Jinping afirmou que uma eventual vacina em seu país será imediatamente universalizada. “Na China, depois de fazer esforços e sacrifícios minuciosos, mudamos a situação do vírus e protegemos vidas”, disse ele. “Fizemos tudo ao nosso alcance para apoiar e ajudar os países necessitados”, enfatizou.

Os Estados Unidos reagiram batendo na velha tecla de que o presidente chinês estava tentando ocultar informações sobre a Covid-19. Alex Azar, secretário de Saúde e Serviços Humanos do governo estadunidense – conhecido lobista e executivo farmacêutico – atacou a China acusando o país de ser o responsável pelo descontrole do surto mundial de coronavírus, com a conivência da OMS.

Outros líderes mundiais criticaram a falta de unidade no combate à pandemia. Sem citar nenhum país, instaram as nações a deixar de lado suas diferenças. “Nenhum país pode resolver esse problema sozinho”, disse, por exemplo, a chanceler Angela Merkel, da Alemanha. “Devemos trabalhar juntos.”

O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, ignorou o governo Trump ao não considerar as suas alegações amplamente rejeitadas por cientistas de que o coronavírus se originou em um laboratório na China. Em seu discurso, Xi Jinping afirmou que a China, “com árduos esforços e enormes sacrifícios, tem revertido a situação, conseguindo proteger a vida e a saúde do povo”.

Segundo ele, com atitude de abertura, transparência e responsabilidade, o país informou regularmente a OMS e seus países membros sobre a Covid-19. “Disponibilizamos na primeira hora a sequência genética do vírus, compartilhamos, sem reserva nenhuma, as experiências do controle e tratamento com todas as partes, e oferecemos todos os apoios e assistências dentro das nossas capacidades aos países em necessidade”. afirmou.

A OMS, no contexto de escassa solidariedade internacional e enfraquecimento dos organismos multilaterais, tem cumprido papel destacado em termos de orientação cientifica, emitindo protocolos sanitários e diretrizes eficientes, como o isolamento social a testagem em massa. Mesmo dispondo de poucos recursos, tem ajudado sistematicamente os países mais pobres.

Ao atacar a OMS e a China, o governo dos Estados Unidos expõe a diferença entre duas concepções para o combate à Covid-19. A China, seguindo as orientações da OMS, controlou o coronavírus e criou as condições para a retomada da economia.

Já o governo Trump minimizou a pandemia e se ocupou de usá-la em sua guerra geopolítica, propagando fake news sobre a China. O resultado aparece nas estatísticas que mostram os Estados Unidos na liderança de contágios e mortes.

No Brasil, o ministro interino da Saúde, general Eduardo Pazuello, vai pelo mesmo caminho. Segundo ele, o país vive em cenário cor-de-rosa, absolutamente irreal. Na verdade, o Brasil está sem orientação, com o governo Bolsonaro insistindo no desrespeito às regras da OMS, atacando governadores que instituíram o isolamento social e se omitindo ao não garantir emprego e salário, sobretudo com socorro a micro, pequenas e médias empresas.


Texto original em português do Brasil

Exclusivo Editorial PV / Tornado

 

 
 
 
 
 
 
 
 
 

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Líderes mundiais pedem unidade, papel mais forte da OMS no combate à COVID-19

 

Paris, 18 mai (Xinhua) -- O mundo deve estar unido e a insubstituível Organização Mundial da Saúde (OMS) deve desempenhar um papel mais forte na luta contra a crise da COVID-19, disseram líderes mundiais na primeira sessão virtual da Assembleia Mundial da Saúde (AMS), aberta na segunda-feira.

"A COVID-19 deve ser um alerta", disse o secretário-geral das Nações Unidas (ONU), António Guterres, ao abrir a 73ª sessão da AMS, com foco na pandemia que infectou mais de 4,5 milhões de pessoas e tirou mais de 300 mil vidas globalmente em poucos meses.

"Vimos alguma solidariedade, mas muito pouca unidade, em nossa resposta à COVID-19", lamentou o secretário geral da ONU.

"Muitos países ignoraram as recomendações da Organização Mundial da Saúde", afirmou. "Consequentemente, o vírus se espalhou pelo mundo."

Guterres reiterou o pedido da ONU de uma resposta coordenada em larga escala liderada pela OMS, com ênfase na solidariedade com os países em desenvolvimento e as pessoas vulneráveis.

"A menos que controlemos a propagação do vírus, a economia nunca se recuperará", afirmou o secretário-geral. "Precisamos aumentar massivamente os recursos disponíveis para o mundo em desenvolvimento".

Simonetta Sommaruga, presidente da Confederação Suíça que abriga a sede da OMS, agradeceu à OMS por seu incansável compromisso em combater a pandemia.

"Diretor-geral (Tedros Adhanom Ghebreyesus), ao passar por essa crise, tenha certeza de que tem todo o apoio e cooperação da Suíça", disse ela.

"Nosso apoio a você se baseia no nosso compromisso com o multilateralismo, a solidariedade e a cooperação internacional", acrescentou a presidente suíça. "Hoje, mais do que nunca, essas coisas são absolutamente essenciais e precisam ser fortalecidas".

Apelando a mais financiamento para a OMS, ela disse que a organização, que sempre conseguiu aprender lições das epidemias com as quais teve que lidar, também será capaz de realizar uma revisão completa da crise atual, a fim de melhorar seu futuro gerenciamento de emergência.

O presidente da França, Emmanuel Macron, também enfatizou a necessidade de mais financiamento para a organização global de saúde, que, segundo ele, desempenha um "papel insubstituível" na coordenação de ações, graças à sua experiência científica e conhecimento da situação no terreno.

Chamando a assembleia de "uma das assembleias mais importantes na história da OMS", Macron disse que este deve ser um momento de unidade e solidariedade, e também um momento de pensamento claro e ação eficaz.

Ele instou todas as partes interessadas, incluindo estados, organizações, fundos, empresas farmacêuticas ou cidadãos comuns a cooperarem com a OMS.

O presidente francês elogiou a iniciativa "Acesso ao Acelerador de Ferramentas COVID-19" (ACT), que é um projeto de cooperação internacional lançado pela OMS em abril para acelerar o desenvolvimento, a produção e a distribuição equitativa de novas ferramentas, tratamentos e vacinas em particular, para combater a COVID-19.

"Se entregarmos uma vacina contra a COVID-19, será um bem público global e todos deverão ter acesso a ele", disse Macron.

"Nenhum país pode se salvar sozinho. Temos que trabalhar juntos", disse a chanceler alemã, Angela Merkel. "A COVID-19 mostra que precisamos fazer mais na prevenção e pesquisa".

"A OMS é uma organização mundial legítima na área da saúde. Devemos continuar trabalhando para melhorar os procedimentos dentro da OMS", afirmou. "Devemos também analisar seu financiamento para garantir que seja sustentável".

O presidente sul-coreano, Moon Jae-in, disse que seu país fornecerá US$ 100 milhões em ajuda humanitária este ano e continuará a compartilhar suas experiências no combate a epidemias com a comunidade internacional.

Afirmando apoio total à OMS, a primeira-ministra de Barbados, Mia Amor Mottley, pediu atenção à pressão da dívida dos países vulneráveis, como os estados do Caribe, cuja situação foi agravada pelas consequências econômicas da pandemia.

Salientando o papel fundamental da OMS na liderança da luta global contra a pandemia, o presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, presidente da União Africana, pediu mais assistência, alívio da dívida e suprimentos médicos em particular, para os países em desenvolvimento.

"A África, extremamente vulnerável à devastação deste vírus, precisa de todo apoio e assistência possível", disse Ramaphosa à assembleia virtual.

"A União Africana apelou que os países em desenvolvimento devem ser auxiliados em seus esforços para combater a pandemia e reconstruir suas economias. Essa assistência precisa incluir alívio da dívida. Também precisa incluir assistência em relação a suprimentos médicos para diagnóstico e terapêuticos ," salientou ele.

A AMS é o órgão de decisão da OMS. A 73ª sessão da AMS, programada para segunda e terça-feiras, está sendo realizada por videoconferência devido ao impacto da atual pandemia.

Segundo a OMS, sua agenda foi condensada apenas em questões essenciais, como a COVID-19 e a seleção de membros do conselho executivo.

O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, discursa na 73ª Assembleia Mundial da Saúde, na sede da OMS em Genebra, Suíça, em 18 de maio de 2020. (OMS/Divulgação via Xinhua)

Um espectador assiste à TV enquanto o presidente francês, Emmanuel Macron, fala no Palácio do Eliseu durante um discurso televisionado em Paris, França, em 13 de abril de 2020. (Xinhua/Gao Jing)

Foto tirada em 11 de março de 2020 mostra a chanceler alemã, Angela Merkel, participando de uma conferência de imprensa sobre a situação da COVID-19 na Alemanha em Berlim, capital da Alemanha. (Xinhua/Shan Yuqi)

O presidente sul-coreano, Moon Jae-in, fala durante um discurso especial televisionado nacionalmente para marcar seus três anos no cargo na Casa Azul em Seul, Coreia do Sul, em 10 de maio de 2020. (Casa Azul da Presidência da Coreia do Sul/via Xinhua)

Dificuldades em se mover ou falar: OMS adverte sobre novos sintomas da COVID-19

Agentes de saúde checam sintomas de COVID-19, em Guarulhos (SP), 30 de março de 2020
© AP Photo / Andre Penner

A Organização Mundial da Saúde (OMS) relatou novos sintomas que também podem ser um sinal da doença COVID-19, atualizando o rol de indícios da enfermidade causada pelo novo coronavírus SARS-CoV-2.

Além dos sintomas mais comuns da doença já conhecidos – febre, tosse seca e cansaço, a OMS adicionou dificuldades de locomoção ou dicção.

A OMS decidiu atualizar a lista depois de serem reportados casos de pacientes que sentiram desconfortos como dificuldade para se mover ou para falar.

Deve-se levar em consideração, além dos sintomas acima enumerados, dores, mal-estar, congestão nasal, enxaqueca, dor de garganta, diarreia, perda de paladar e olfato, bem como erupções cutâneas e mudanças de cor das mãos e pés.

"Estes sintomas são geralmente leves e começam gradualmente. Alguns dos infectados apresentam apenas sintomas muito leves", refere o site oficial da OMS.

Funcionário da saúde de uma estação móvel de testes de coronavírus retira amostra de um paciente na vila de Enem, na república russa da Adigueia

© Sputnik / Nikolai Khizhnyak
Funcionário da saúde de uma estação móvel de testes de coronavírus retira amostra de um paciente na vila de Enem, na república russa da Adigueia

Contudo, chama a atenção para o fato de uma em cada cinco pessoas desenvolver uma condição grave e experimentar dificuldades respiratórias.

"As pessoas mais velhas e aquelas com antecedentes médicos, como pressão alta, problemas cardíacos ou pulmonares, diabetes ou câncer, são mais propensas a desenvolver manifestações graves da doença", adverte a OMS.

Em 15 de maio, o diretor de Emergências da OMS, Mike Ryan, afirmou em uma coletiva de imprensa virtual na sede da organização, em Genebra (Suíça), que, embora seja muito difícil prever como o novo coronavírus irá evoluir, a humanidade deveria se preparar "para viver com ele", pois ele poderia se tornar endêmico, retornando regularmente, informou a CBS.

"Este vírus pode se tornar apenas mais um vírus endêmico em nossas comunidades e este vírus pode nunca mais desaparecer. O HIV não desapareceu", disse Ryan. "Não estou comparando as duas doenças, mas acho que é importante que sejamos realistas. Acho que ninguém pode prever quando ou se esta doença vai desaparecer", afirmou Ryan, citado pela CBS.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/sociedade/2020051915597245-dificuldades-em-se-mover-ou-falar-oms-adverte-sobre-novos-sintomas-da-covid-19/

Rússia critica ameaças de Trump contra OMS: alegações dos EUA são insustentáveis

Donald Trump anuncia que os Estados Unidos vão suspender...
 

Rússia condena as ameaças feitas pelo presidente dos EUA, Donald Trump, de retirar os Estados Unidos da Organização Mundial da Saúde devido a seu manejo da situação da pandemia do novo coronavírus.

A Rússia está contra as ameaças dos EUA contra a OMS, as alegações dos EUA são insustentáveis, afirmou Gennady Gatilov, o representante permanente da Rússia junto do Escritório das Nações Unidas em Genebra.

"É evidente que nós estamos contra [as alegações dos EUA], porque tanto nós como em princípio a maioria da comunidade internacional acreditamos que a OMS é exatamente aquela organização que deve coordenar a nível internacional as atividades dos Estados em matéria da saúde, e neste momento a prioridade é combater o coronavírus", disse Gatilov.

"Estes ataques de Washington à OMS são simplesmente insustentáveis. Se a OMS foi acusada de não ser transparente e ser ineficaz, então como devemos avaliar a situação de que, na sede da organização, a direção da OMS é composta por aproximadamente 90% de especialistas americanos, que ocupam posições de liderança, e eles estavam bem cientes tanto do início da pandemia, como de seu desenvolvimento", comentou.

 

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/russia/2020051915597206-russia-critica-ameacas-de-trump-contra-oms-alegacoes-dos-eua-sao-insustentaveis/

Trump dá ultimato à OMS após divulgar lista de 'erros' da organização no início da pandemia

Presidente dos EUA Donald Trump (foto de arquivo)
© AFP 2020 / MANDEL NGAN

Presidente americano acusa OMS de cometer erros no início da pandemia da COVID-19 e ameaça sair da organização caso essa não passe por reforma em 30 dias.

Donald Trump, presidente dos EUA, afirmou que seu governo conduziu uma investigação sobre o trabalho da Organização Mundial da Saúde (OMS) em relação ao início da pandemia do coronavírus, no final de 2019.

De acordo com Trump, a investigação apontou erros que a OMS teria cometido, afirmando que a organização teria trabalhado a favor da China.

"A Organização Mundial da Saúde ignorou sistematicamente reportes confiáveis sobre a propagação do vírus em Wuhan no início de dezembro de 2019 ou até mais cedo, incluindo reportes do jornal médico Lancet", afirmou o presidente em carta direcionada ao diretor-geral da OMS, Dr. Tedros Ghebreyesus, e publicada em seu Twitter.

"É evidente que as repetidas falhas de sua parte e de sua organização em responder à pandemia têm sido extremamente caras para o mundo", escreveu Trump.

A organização foi acusada de saber que havia uma situação preocupante "de saúde pública" em Wuhan e não avisar o mundo.

Da mesma forma, a China também teria errado ao não reportar ao mundo sobre o início da propagação do SARS-CoV-2 a tempo, segundo Trump.

Sendo assim, a "falha em pressionar a China" para receber agentes de saúde da OMS de "forma oportuna" por parte da organização também foi objeto de crítica pela autoridade americana.

"O senhor parabenizou as restrições de viagens internas da China, mas inexplicavelmente foi contra o fato de eu fechar as fronteiras dos EUA, ou a proibição de entrada de pessoas vindas da China", acrescentou Trump.

Ultimato

Na carta de quatro páginas, além de apontar supostos erros da OMS e voltar a incriminar a China no contexto da pandemia, Trump expressou a possibilidade de seu país abandonar a OMS.

"Minha administração já discutiu com você em como reformar a organização. Porém, é necessária uma ação rápida [...] Por isso, é meu dever como presidente dos EUA lhe informar que, se a OMS não realizar melhorias substanciais nos próximos 30 dias, eu tornarei permanente meu congelamento do financiamento dos EUA à OMS e reconsiderarei nossa filiação na organização", afirmou.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/americas/2020051915595306-trump-da-ultimato-a-oms-apos-divulgar-lista-de-erros-da-organizacao-no-inicio-da-pandemia/

China agiu com «transparência e responsabilidade» face à Covid-19

O presidente chinês, Xi Jinping, afirmou na abertura da 73.ª Assembleia Mundial da Saúde que o seu país agiu com «abertura, transparência e responsabilidade» desde o início do surto de Covid-19.

O presidente chinês garantiu que, quando disponível, a vacina chinesa contra Covid-19 será «bem público global»Créditos / Xinhua

Discursando em Pequim e participando, por videoconferência, na sessão de abertura da Assembleia, esta segunda-feira, o presidente da China indicou que, de «forma oportuna e aberta», o país asiático forneceu à Organização Mundial da Saúde (OMS) e a muitos países a informação que reuniu sobre o coronavírus SARS-CoV-2, que provoca a doença conhecida como Covid-19.

«Partilhámos com o mundo a experiência acumulada sobre o controlo e o tratamento, sem reservas. Fizemos tudo o que era possível para apoiar e prestar assistência aos países mais necessitados», disse Xi – citado pela agência Xinhua – ao referir-se aos esforços da China para conter a propagação da doença.

Vacina como «bem público» e propostas para ultrapassar a Covid-19

Xi Jinping disse ainda que, se alguma das vacinas actualmente a serem desenvolvidas e testadas na China se tornar eficaz contra a Covid-19, o seu país pô-la-á à disposição do mundo como bem público, garantindo assim que se torna acessível e viável nos países em desenvolvimento.

O presidente chinês anunciou ainda que, até 2022, a China destinará dois mil milhões de dólares para apoiar o desenvolvimento socioeconómico de estados afectados pela pandemia e que criará um mecanismo para que os hospitais chineses colaborem com 30 centros de saúde em África no reforço da resposta a doenças contagiosas, informa a Prensa Latina.

Entre as propostas que apresentou com vista a ultrapassar o actual surto epidémico, defendeu que a OMS lidere sempre a resposta mundial à Covid-19, o reforço da área da saúde pública, a nível global, e destacou a necessidade de estreitar a cooperação internacional, a nível da saúde e económico.

Assembleia online

Na Assembleia abordam-se questões como o impacto e os efeitos da pandemia, por videoconferência e não no formato habitual: um encontro que reúne ministros da Saúde, em Maio, na sede da OMS, em Genebra (Suíça).

O «Combate mundial à Covid-19» é o tema principal deste ano da Assembleia Mundial da Saúde, em que participam delegações de todos os estados-membros da OMS. As suas funções principais consistem em determinar políticas, nomear o director-geral do organismo, supervisionar a política financeira e examinar e aprovar o projecto de orçamento, por programas.

Ver original em "AbrilAbril" na seguinte ligação:

https://www.abrilabril.pt/internacional/china-agiu-com-transparencia-e-responsabilidade-face-covid-19

COVID-19: ONU diz que OMS é 'insubstituível' e que mundo paga 'preço alto' por ignorar conselhos

Secretário-geral da ONU, António Guterres
© AP Photo / Khalil Senosi

O secretário-geral da ONU, António Guterres, declarou que a Organização Mundial da Saúde (OMS) é "insubstituível", dizendo que a entidade precisa de mais recursos para apoiar seu trabalho nos países em desenvolvimento.

Guterres estava se dirigindo à Assembleia Mundial da Saúde anual via link de vídeo nesta segunda-feira (18), quando fez o comentário um mês depois que os EUA cortaram fundos para o organismo internacional.

Ele acrescentou que agora o mundo está pagando um "preço alto" por ignorar as recomendações da OMS em janeiro para combater a COVID-19.

No mês passado, o presidente dos EUA, Donald Trump, acusou a OMS de ser "centrada na China" e de "administrar gravemente" a crise da COVID-19, além de "encobrir" a propagação do vírus em Pequim. Ele destacou que o financiamento dos EUA, o maior doador da organização, seria congelado enquanto se aguarda uma investigação.

A decisão abrupta de Trump desencadeou condenação internacional, inclusive de Guterres, que afirmou que a organização "deve ser apoiada" e é "absolutamente crítica" aos esforços do mundo para vencer a pandemia da COVID-19.

 

Presidente estadunidense Donald Trump fala aos jornalistas sobre a COVID-19 na Casa Branca

© REUTERS / Kevin Lamarque
Presidente estadunidense Donald Trump fala aos jornalistas sobre a COVID-19 na Casa Branca

O corte no financiamento também provocou descrença na Europa, com o chefe de política externa da União Europeia (UE), Josep Borrell, dizendo que os Estados do bloco de 27 membros "lamentam profundamente" a decisão dos EUA e que o momento da mudança era injustificável.

Já o vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Ryabkov, pontuou, entretanto, que a mudança era "uma expressão da abordagem muito egoísta" das autoridades norte-americanas em relação à crise.

A Assembleia Mundial da Saúde foi aberta pela presidente suíça Simonetta Sommaruga, que prometeu "apoio e cooperação completos" ao país e disse que seus 194 Estados membros devem "agir juntos" para acabar com a pandemia.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/europa/2020051815594273-covid-19-onu-diz-que-oms-e-insubstituivel-e-que-mundo-paga-preco-alto-por-ignorar-conselhos/

O papel da OMS no mundo

 
 
– Uma organização da ONU capturada pelo capital monopolista
– O interesse da Big Pharma na vacina para o Covid-19 & o seu desinteresse na cura dos infectados
– A medicina torna-se big business
– O neo-malthusianismo camuflado de Bill Gates e da classe dominante mundial
 
Larry Romanoff [*]
 
Parece não haver falta de argumentos de diversas fontes bem informadas e independentes de que a OMS tem duas funções principais, a primeira é ser uma ferramenta para a redução da população mundial em nome dos seus mestres e a segunda é ser um poderoso agente de marketing para as grandes empresas farmacêuticas – especificamente, para os fabricantes de vacinas. Muitos críticos apontaram que os 'especialistas em vacinação' da OMS estão "dominados pelos fabricantes de vacinas, que se beneficiam com os contratos enormemente lucrativos de vacinas e antivirais, concedidos pelos governos". E, de facto, as comissões consultivas e outras envolvidas nos programas de vacinas da OMS parecem bastante povoadas pelos que lucram directamente com esses mesmos programas.

Também, hoje, as justificações e as preocupações com o controlo e redução da população estão longe de ser teorias da conspiração, com muitas provas, algumas delas assustadoras de que actualmente essa é, de facto, a principal agenda da OMS. Já vimos muitos indícios concretos do envolvimento desse órgão em ambas as áreas para justificar que devemos ignorá-los como sendo medos inaceitáveis. Além de que existe uma lista perturbadora de indivíduos intimamente associados à OMS, que tiveram como projecto favorito, a redução da população ou a vacinação em massa; indivíduos como David Rothschild, David Rockefeller, George Soros, Donald Rumsfeld, Bill Gates e muitos mais, e a lista inclui organizações nacionais como o CDC, FEMA, Departamento de Segurança Interna dos EUA, Rockefeller e Carnegie Institutes, CFR e outros.

Baseados em todas as evidências, não é difícil concluir que a OMS é uma empresa criminosa internacional sob o controlo de um grupo notável, com dinastias corporativas europeias no seu centro que, como observou um escritor, "fornece liderança estratégica e financia o desenvolvimento, fabrico e libertação de vírus sintéticos fabricados pelo homem, apenas para justificar vacinas em massa imensamente lucrativas". Vimos muitos casos de um vírus não comum e produzido, aparentemente, em laboratório, surgir sem aviso prévio, sendo o início seguido imediatamente por declarações urgentes e preocupadas da OMS, de mais uma vacinação em massa obrigatória.

Temos a produção desenfreada de vírus mortais em laboratórios secretos ao redor do mundo e a repetida libertação "acidental" deles em várias populações (pensem no ZIKA) – ao que parece, inevitavelmente, sem explicações, desculpas ou mesmo com a aparência de ser uma investigação real, e muito menos uma censura, acusações criminais ou civis. Também temos a imunidade legal geral de todas as empresas farmacêuticas na criação e propagação de agentes patogénicos mortais através da vacinação. Quando adicionamos a esta mistura, a história de criminalidade da OMS, como no famoso programa internacional de esterilidade através da vacina do tétano/hCG, o curioso momento do início da SIDA/AIDS e as múltiplas ocorrências dos programas de vacinação da OMS que coincidem perfeitamente com um surto repentino de outra doença invulgar nas mesmas áreas e populações, seria necessário sermos idealistas inabaláveis para não nos surgirem grandes suspeitas.


Vacinação da OMS e controlo da população

No início dos anos 90, a OMS esteve a supervisionar campanhas maciças de vacinação contra o tétano na Nicarágua, México, Filipinas, Tanzânia e Nigéria. Todas contam uma história semelhante, uma narrativa que quase exige a crença, mas com factos claros demais para serem refutados. O tétano é uma doença cujo início costumamos associar a pisar um prego enferrujado ou algo deste tipo. Deveria ficar claro que os homens teriam maior probabilidade de defrontar-se com esta circunstância do que as mulheres, e talvez as crianças descuidadas mais do que os adultos, mas o programa de vacinação da OMS foi aplicado apenas a mulheres entre os 15 e os 45 anos de idade – por outras palavras, a idade fértil feminina. Na Nicarágua, os alvos eram mulheres dos 12 aos 49 anos.

Mais ainda, uma única injecção de tétano é universalmente aceite como sendo suficiente para fornecer uma duração protectora de dez anos ou mais, mas a OMS – inexplicavelmente – insistiu em vacinar essas mulheres cinco vezes, durante um período de vários meses. Logo após o início desses programas, começaram a surgir preocupações sobre abortos espontâneos e outras complicações decorrentes exclusivamente nas populações vacinadas. Devido a uma suspeita, um grupo no México analisou o soro da vacina e descobriu que continha a hormona gonadotrofina coriónica humana (hCG). Esta hormona é fundamental para o corpo feminino durante a gravidez. Causa a libertação de outras hormonas que preparam o revestimento uterino para a implantação do óvulo fertilizado. Sem ela, o corpo da mulher é incapaz de sustentar uma gravidez e o feto será abortado. Esta hormona foi injectada nos indivíduos de sexo feminino juntamente com o soro do tétano, fazendo com que o corpo feminino os reconhecesse como agentes estranhos e desenvolvesse anticorpos para destruir se, no futuro, aparecessem no corpo.

Ao engravidar, o corpo de uma mulher deixaria de reconhecer a hormona hCG como benigna e produziria anticorpos anti-hCG, estando agora, a vacinação anterior a induzir o sistema imunológico do seu corpo a atacar a hormona necessária para levar o feto a termo, impedindo gravidezes subsequentes e matando a hormona hCG necessária para sustentá-las. O que significa que cada mulher que recebeu a inoculação da OMS foi vacinada não só contra o tétano, mas também contra a gravidez. [1]   [2]

No início, a OMS negou os factos e menosprezou os resultados dos testes iniciais, mas depois desta revelação cada país realizou testes extensivos e, em todos os casos, a hormona hCG foi identificada como existente no soro da vacina contra o tétano. A OMS finalmente ficou em silêncio e interrompeu o seu programa, mas nessa altura muitos milhões de mulheres já tinham sido vacinadas – e tornadas estéreis. Um facto importante é que as três marcas diferentes da vacina anti-tetânica usadas neste projecto foram desenvolvidas, produzidas e distribuídas em sigilo e nenhuma delas jamais tinha sido testada ou licenciada para venda ou distribuição em qualquer lugar do mundo. As empresas que as produziram foram os Laboratórios Connaught e Intervex, do Canadá, e os Laboratórios CSL da Austrália. A Connaught é a mesma empresa que, juntamente com a Cruz Vermelha Canadiana, distribuiu conscientemente durante vários anos, produtos de sangue contaminados pela SIDA/AIDS, na década dos anos 80, uma organização criminosa que deveria ter sido processada judicialmente, juntamente com os seus proprietários. [3]

Outra prova culpabilizante que a comunicação mediática ocidental censurou foi o facto de a OMS estar activamente envolvida durante mais de 20 anos, no desenvolvimento de uma vacina anti-fertilidade utilizando a hCG ligada ao toxóide tetânico como portador – precisamente a mesma combinação usada nessas vacinas. Segundo os próprios relatórios da OMS, eles gastaram quase 400 milhões de dólares neste tipo de pesquisa de "saúde reprodutiva". Foram escritos mais de 20 artigos de pesquisa sobre este assunto, muitos deles pela própria OMS, que documentam detalhadamente as tentativas da OMS de criar uma vacina contra a fertilidade utilizando o toxóide tetânico. E não foram só eles; o UNFPA, o PNUD, o Banco Mundial e, é claro – sempre que encontramos esforços secretos no controlo da população – a omnipresente Fundação Rockefeller, estão todos aliados nesta causa, como estava o Instituto Nacional de Saúde dos EUA. O governo da Noruega também foi parceiro nesta farsa, contribuindo com mais de 40 milhões de dólares para desenvolver esta vacina contra o tétano e contra o aborto.

A Fundação Bill & Melinda Gates tem financiado fortemente a distribuição da vacina contra o tétano em África, através da UNICEF, que é a agência que forneceu ao Quénia a vacina com hCG. Gates disse: "Hoje o mundo tem 6,8 mil milhões de pessoas. Está a encaminhar-se para cerca de nove mil milhões. Se fizermos agora um trabalho excelente com novas vacinas, serviços de saúde e serviços de saúde reprodutiva, poderíamos diminuir esse número talvez em dez ou quinze por cento." [4] A Fundação Rockefeller também financiou poderosamente esta pesquisa e distribuição de vacinas. [5] Todo este procedimento traduz-se num genocídio à escala planetária.

Examinei detalhadamente o site da OMS e descobri que havia dezenas de artigos, muitos escritos por pesquisadores da OMS, a documentar em pormenor as tentativas da OMS de criar uma vacina anti-fertilidade utilizando o toxóide tetânico como transportador. [6] Alguns dos artigos principais incluem:


Vaccines for Fertility Regulation , Chapter 11, pp. 177-198, Research in Human Reproduction, Biennial Report (1986-1987), WHO Special Programme of Research, Development and Research Training in Human Reproduction (WHO, Geneva 1988) .
Anti-hCG Vaccines are in Clinical Trials , Scandinavian Journal of Immunology, Vol. 36, 1992, pp. 123-126.

Já em 1978, a OMS estava a explorar activamente maneiras de erradicar grande parte da população do Terceiro Mundo. Um artigo publicado pela OMS [7] foi intitulado "Avaliando... vacinas de antígeno placentário para regulação da fertilidade". O documento reconhecia um "progresso substancial" no seu programa mundial de eugenia de abate de indivíduos que não pertenciam à raça branca, mas ainda identificava "uma necessidade urgente de uma maior variedade de métodos" para impedir a fertilidade e declarava, com grande entusiasmo, o facto de que "a imunização como medida profilática está agora tão amplamente aceite", que o emprego de vacinas de esterilização seria bastante atraente (para os que disponibilizam as vacinas) e ofereceria "grande facilidade de inoculação".

Se o acima mencionado não for claro, a OMS está a dizer que as vacinas para outros fins – protecção contra doenças – são tão comuns e amplamente aceites, que a inoculação é provavelmente a maneira mais fácil de esterilizar as populações dos países não desenvolvidos. O artigo observa a acumulação de provas de que "existem proteínas específicas do sistema reprodutivo" que "poderiam ser bloqueadas" pelas vacinas e fornecem um novo método de "regulação da fertilidade". Uma das vantagens declaradas de uma vacina de esterilização é que ela pode impedir ou interromper a implantação do óvulo fertilizado na parede do útero e, assim, garantir que toda concepção (não branca) resultaria num desmancho ou aborto espontâneo, ou seja, pela utilização de uma vacina anti-hCG. O artigo continua:


"O ensaio clínico... revelará se uma única injecção é suficiente para atingir o nível desejado de imunização ou se serão necessárias várias injecções de reforço. O principal efeito desejado é atingir um grau de imunização suficiente para: (a) neutralizar a actividade da hormona do hCG in vivo e (b) impedir ou interromper o implante do feto numa fase muito inicial da gravidez. Ainda não está estabelecido se a imunização com o conjugado peptídico βhCG causará uma neutralização biológica irreversível do hCG... Provavelmente, varia de indivíduo para indivíduo. No primeiro caso, a indicação para a imunização será restrita à esterilização, enquanto na segunda eventualidade... a imunização pode ser considerada uma medida anti-fertilidade duradoura, porém reversível".

Em 17 e 18 de Agosto de 1992, a OMS elaborou um relatório intitulado "Vacinas Reguladoras da Fertilidade", resultante de uma grande reunião de cientistas e 'defensores da saúde das mulheres', em Genebra, "para rever o estatuto actual do desenvolvimento de vacinas reguladoras da fertilidade." A reunião foi uma iniciativa de um Programa Especial conjunto de pesquisa em reprodução do PNUD, UNFPA, OMS e do Banco Mundial. O relatório declarava: "... a pesquisa aplicada sobre as VRF (vacinas reguladoras da fertilidade) já dura há mais de vinte anos..." e abordava não só as vacinas anti-hCG que já estavam a ser submetidas a ensaios clínicos, mas também o desenvolvimento de outras vacinas, como uma vacina anti-GnRH, que aumentaria a infertilidade temporária devido à amamentação.

Esta vacina também estava a ser testada em campo, na época, com a possível intenção de empregar os dois antígenos na mesma vacina, supondo que uma única vacina não esterilizasse todas as vítimas. Reconheceram, igualmente, os perigos de administrar esta vacina a mulheres que já estavam grávidas e estavam conscientes de que, quase de certeza, os anticorpos estariam presentes no leite e, portanto, também podiam tornar os bebés permanentemente estéreis – com o enorme eufemismo de que essa situação "podia não acontecer" a todos os utentes em potencial... "Desde o início, os planeadores da OMS perceberam que durante as campanhas de vacinação em massa, muitas mulheres grávidas também seriam inoculadas com o soro anti-hCG, o que inevitavelmente resultaria não só em esterilização, desmanchos e abortos espontâneos, como também em distúrbios auto-imunes incuráveis e defeitos congénitos.

O mesmo artigo continuava a afirmar: "Além das mulheres serem imunizadas inadvertidamente durante uma gravidez estabelecida, os fetos podem ser expostos a potenciais efeitos teratológicos da imunização...". Por outras palavras, a equipa da OMS inocularia livremente mulheres grávidas e os embriões ou fetos que não abortassem espontaneamente experimentariam um crescimento patológico do qual resultariam vários defeitos congénitos indefinidos. A OMS não está a pesquisar a 'saúde reprodutiva', mas a impossibilidade reprodutiva e a sua vacina contra o tétano-hCG não está, de forma alguma, a 'regular' a fertilidade das mulheres, mas a tornar a sua fertilidade biologicamente impossível, o que não é a mesma coisa. O seu próprio artigo afirmava que a vacinação provavelmente "provocará uma neutralização biológica irreversível do hCG", o que significa a esterilização permanente de mulheres inocentes que concordaram em receber injecções da vacina de tétano.

130 MILHÕES DE MULHERES ESTERILIZADAS

Tentem compreender o que isto significa: a OMS recebeu, durante décadas, milhões de dólares de financiamentos para pesquisas e ensaios clínicos, a fim de produzir uma vacina anti-fertilidade que faria o sistema imunológico de uma mulher atacar e destruir os seus próprios bebés no útero, uma vacina que eles combinariam secretamente com uma vacina contra o tétano, sem informar as vítimas. Dizer que o seu engano foi bem-sucedido seria um eufemismo. A OMS inoculou mais de 130 milhões de mulheres em 52 países com esta vacina, esterilizando permanentemente uma percentagem muito grande delas sem o seu conhecimento ou consentimento. Somente quando um número enorme de mulheres em todos os países experimentou sangramento vaginal e aborto espontâneo imediatamente após a vacinação, é que o aditivo hormonal foi descoberto como sendo a causa. Surgiram suspeitas quando a OMS seleccionou apenas mulheres em idade fértil e especificou ainda a prática inédita de cinco injeções múltiplas ao longo de um período de três meses, mas as autoridades de saúde nesses países não desenvolvidos ainda acreditavam nos remédios do homem branco.

Após a descoberta da hormona na vacina, os médicos nigerianos declararam que os médicos da OMS disseram que a hormona hCG "não teria efeito sobre a reprodução humana", afirmações que sabiam serem falsas. Quando estas informações chegaram a público, a OMS assumiu uma posição ofensiva e repugnante, zombando e ridicularizando as nações que realizaram os ensaios clínicos e revelaram a contaminação, condenando-as como sendo incompetentes, que possuiam laboratórios de teste "inadequados" e que utilizavam amostras ou procedimentos inadequados. As autoridades da OMS alegaram que essas nações não tinham "o tipo certo de laboratório para fazer o teste. Esses laboratórios sabem, somente, como testar amostras de urina...". Esta é a resposta padrão das agências, dos governos e das empresas ocidentais, quando são apanhados com produtos adulterados. Quando se descobriu que as bebidas da Coca-Cola, na China, continham níveis assustadores de pesticidas e cloro, a acusação imediata foi que os laboratórios biológicos da China eram todos incompetentes. Quando se descobriu que o macarrão da Nestlé, na Índia, continha quantidades perigosamente tóxicas de chumbo, os laboratórios da Índia eram todos incompetentes. O passo seguinte é produzir cuidadosamente algumas amostras que se saibam não estar contaminadas, fornecê-las a um laboratório "independente" que, inevitavelmente, as declara limpas e depois afastar a história da primeira página.

Quando a descoberta foi consumada, muitas nações promulgaram decretos judiciais imediatos contra os programas de vacinas da OMS e da UNICEF. Funcionários da OMS e da UNICEF disseram que as "graves alegações" não foram "apoiadas com provas", o que não faz sentido. A UNICEF, a USAID e a OMS recusaram-se a reconhecer como provas, o sangramento vaginal, as perdas e os abortos espontâneos. Recusaram-se, igualmente, a discutir os motivos de uma série de cinco vacinas com um espaçamento reduzido, quando uma dose foi sempre suficiente, ignorando o conteúdo dos seus próprios documentos publicados, que declara que seriam necessárias várias injecções de uma vacina contra o tétano-hCG para obter uma esterilização eficaz.

Quando confrontados com os resultados documentados, os funcionários da OMS admitiram que a hormona existia, realmente, "em pequenas quantidades" em "alguma parte" do material da vacina, mas que foi o resultado inconsequente de "contaminação acidental". Ninguém na OMS tentou explicar a fonte da hormona hCG em quantidade suficiente para contaminar 130 milhões de doses de uma vacina, nem como essa "contaminação" se poderia inserir "acidentalmente" em todas essas vacinas. O Lancet informou que o Instituto Nacional de Saúde dos EUA forneceu grande parte da hormona hCG para as experiências e testes da OMS. Os meios de comunicação ocidentais estavam, obviamente, ocupados demais na época, dizendo-nos como o Irão era malvado, para notar o pequeno número de 130 milhões de mulheres que foram deliberadamente vacinadas contra a gravidez, sem o seu conhecimento. Como já mencionei noutros lugares, a comunicação mediática ocidental gosta excessivamente de demonizar Hitler, mas Hitler não esterilizou 130 milhões de mulheres sem o seu conhecimento ou consentimento; então, onde está a ofensa moral contra a OMS? A indignação está enterrada no facto de que nenhuma dessas 130 milhões de mulheres esterilizadas era branca.

A OMS ficou em silêncio durante um tempo, mas em 2015, a Rádio Vaticano acusou as organizações da ONU, OMS e UNICEF de estar a executar, novamente, enormes programas internacionais de despovoamento da Terra, ao usar sub-repticiamente vacinas para esterilizar mulheres, nos países do Terceiro Mundo, desta vez no Quénia. Afirmou que "os bispos católicos do Quénia se opuseram à campanha nacional de vacinação contra o tétano, que visa 2,3 milhões de mulheres e meninas quenianas em idade reprodutiva entre 15 e 49 anos, denominando a campanha como sendo um plano secreto do Governo para esterilizar as mulheres e controlar o crescimento da população". [8] Em Maio de 2018, foi relatado que estavam a ser usadas na Índia, vacinas reguladoras da fertilidade. [9]

E TAMBÉM A POLIOMIELITE

Em 2009, houve um surto de poliomielite na Nigéria, resultado directo de mais um programa de vacinação da OMS, desta vez diretamente relacionado à vacina que foi produzida a partir de um vírus vivo da poliomielite, que apresenta sempre o risco de causar poliomielite, em vez de proteger contra ela – como os americanos aprenderam há muitos anos, para seu desgosto. Hoje, no Ocidente, as vacinas contra a poliomielite são feitas a partir de um vírus morto que não pode causar a poliomielite. Este último surto, patrocinado pela OMS, começou realmente há vários anos, e a OMS atribuiu ao vírus vivo existente nas suas vacinas que, de alguma forma, tinha "sofrido mutações". Então, mais uma vez, a OMS está a causar a poliomielite no mundo subdesenvolvido, devido a provas de que, para todos os casos de poliomielite identificada, existem centenas de outras crianças que não desenvolvem a doença, mas permanecem portadoras e transmitem-na a outras. Reconhece-se, há muito tempo, que a vacina oral viva usada pela OMS pode provocar facilmente as mesmas epidemias que pretende eliminar e, é claro, não há evidências publicadas de que o vírus da poliomielite tenha realmente "sofrido uma mutação". O mesmo aconteceu no Quénia, desta vez usando a hormona hCG associada às vacinações contra a poliomielite, com os mesmos resultados trágicos. [10]

No final de 2013, aSíria sofreu um súbito surto de poliomielite, o primeiro naquele país em cerca de 20 anos, e numa área que estava sob controlo de mercenários rebeldes, apoiados pelos EUA. O governo sírio alegou ter provas de que esses estrangeiros trouxeram a doença, de agências ocidentais (EUA) para o país, a partir do Paquistão. A OMS estava activa no Paquistão, a aplicar mais um dos seus "programas de vacinação humanitária" que, estranhamente, coincidiu na área geográfica com um grave surto de poliomielite, e as autoridades sírias estavam convencidas de que o Ocidente a transmitiu para a sua nação quando foram compradas pela UNICEF 1,7 milhão de doses da vacina contra a poliomielite, apesar de não haver casos de poliomielite desde 1999. Após o início do programa de vacinação em massa, os casos de poliomielite começaram a reaparecer na Síria.

A UNICEF iniciou um programa semelhante de vacinação em massa com 500.000 doses de vacina viva contra a poliomielite nas Filipinas, apesar de não haver casos relatados de poliomielite nas Filipinas desde 1993. Isto encaixar-se-ia no padrão de outros casos de emergências repentinas de doenças. Ainda não consegui reconstruir a vacinação da OMS e outros programas em todos os locais, mas os surtos repentinos de vírus sempre são suspeitos, pois não podem ser criados a partir do nada e têm de ser introduzidos na população, e com uma regularidade surpreendente aparecem no rasto de alguns Programas de vacinação da OMS. O aparecimento repentino e inexplicável da peste bubónica no Peru e em Madagáscar são dois desses acontecimentos e, cada vez mais, os agentes patogénicos não parecem ser de origem natural. Em particular, o vírus do camelo relacionado à SARS, no Médio Oriente, apresentava alguns sinais óbvios de engenharia humana, assim como o próprio coronavírus da SARS. Existem muitos outros casos, que estão frequentemente associados à presença de algum programa da OMS.

A OMS também está a tornar-se activa na China, com um potencial alarmante de desastre. Como exemplo, no final de 2013, vários bebés chineses recém-nascidos morreram imediatamente após serem inoculados pela OMS contra a hepatite B. O representante da OMS na China, Dr. Bernhard Schwartlander, designou o programa da China como "muito bem sucedido", mas sou roido por desconfianças quanto à sua definição de 'sucesso'. As mortes dos bebés podem, de facto, ter sido um acidente infeliz, mas não fiquei convencido com o comentário de Schwartlander de que é "difícil estabelecer uma ligação de causalidade entre as vacinas e as mortes dos bebés". Conhecendo a história passada da OMS e as suas inoculações infecciosas, a "dificuldade de estabelecer uma associação de causa e efeito entre as vacinas da OMS e as mortes de civis" pode ter sido a parte que foi "bem sucedida".

Estudo do caso da Pfizer – A epidemia perfeitamente cronometrada

É bem sabido que muitos medicamentos novos são acompanhados de efeitos colaterais graves, tais como danos irreversíveis do fígado e, geralmente, são fatais para as crianças. Em 1996, a Pfizer desenvolveu um novo antibiótico chamado Trovan para tratar uma variedade de infecções – sendo um exemplo, a meningite. Muitos desses antibióticos novos são muito poderosos e com efeitos colaterais que, normalmente, os tornam muito perigosos para as crianças, causando frequentemente danos permanentes no fígado, doenças nas articulações e muitas outras complicações debilitantes. Inexplicavelmente, a Pfizer decidiu realizar testes em bebés. Noentanto, a Pfizer tinha o problema padrão de que a certificação da FDA, nos EUA, exigia ensaios clínicos em seres humanos, e isso é quase impossível de ser realizado em países desenvolvidos, porque nenhum pai está disposto a permitir que os seus filhos participem nesses ensaios clínicos de risco, para não falar nos processos de acções judiciais resultantes de ensaios clínicos que deram um resultado errado. Portanto, essas empresas farmacêuticas tendem quase universalmente, a proceder a ensaios clínicos nos países pobres da África, da Ásia e da América do Sul, onde as leis não estão preparadas e as pessoas não compreendem os riscos dos medicamentos não testados e não aprovados. Portanto, as empresas farmacêuticas americanas (e europeias) transformaram o mundo em desenvolvimento num enorme laboratório de ensaios clínicos que não tem capacidade para as poder responsabilizar financeiramente.

Por sorte, precisamente no momento em que a Pfizer estava pronta para iniciar os ensaios clínicos deste novo medicamento, a Nigéria foi repentina e inexplicavelmente atingida por uma das piores epidemias de meningite da História. E, claro, a Pfizer estava lá para ajudar o governo nigeriano a lidar com o surto. Mas a Pfizer não lidou exactamente com o surto – o que fez foi realizar um ensaio clínico condenável do seu novo medicamento, num grupo de vítimas que provavelmente não reclamaria. Em vez de "ajudar", como alegou, a Pfizer reuniu um grupo de ensaio e um grupo de controlo, dando ao grupo os novos medicamentos da Pfizer e o produto de um concorrente. Tornou-se óbvio, de imediato, que os americanos não estavam numa missão humanitária, mas estavam a poupar despesas de ensaios ao vivo. Depois de experimentar em cerca de 200 vítimas, recolheram as informações do ensaio e regressaram ao seu país – bem no auge da epidemia de meningite, sem salvar nenhuma vida. O governo nigeriano calculou as mortes em cerca de 11.000.

Este seria o final deste episódio, mas surgiu uma controvérsia logo depois, sobre a relação entre a necessidade dos testes da Pfizer e o surto de meningite. Por acaso, a OMS estava na Nigéria imediatamente antes deste período, noutro dos seus programas de vacinação para "salvar vidas", desta vez para a poliomielite, e o momento e o local do surto de meningite aparentemente, combinavam bem com o programa de vacinação da poliomielite da OMS. E, é claro, correspondia perfeitamente à necessidade da Pfizer de grande número de seres humanos para aplicar esse ensaio clínico. Houve acções judiciais e pagamentos, acusações e negações, mas até hoje a Nigéria recusa a entrada da OMS no país e não participará em mais nenhuma ajuda "humanitária" da ONU ou da OMS. Não podemos dizer definitivamente que a OMS criou, deliberadamente, a epidemia de meningite para benefício dos testes da Pfizer, mas é a única teoria que se encaixa em todos os factos conhecidos e é o tipo de acção que a OMS parece fazer regularmente. Devemos observar a intenção da Pfizer de comercializar o Trovan nos EUA e na Europa, após efectuar os testes nessas crianças africanas, mas a FDA [Food and Drug Administration] recusou-se a aprovar o Trovan para administrar em crianças americanas, devido aos consideráveis perigos inerentes.

O comportamento da Pfizer após acabarem estes "ensaios no campo" foi ainda mais perverso. Os processos judiciais eram baseados em alegações de que a Pfizer não tinha o consentimento apropriado dos pais para usar um medicamento experimental nos seus filhos, cujo uso não só deixou muitas crianças mortas, mas outras com danos cerebrais, paralisia ou fala arrastada. A Pfizer chegou, finalmente, a um acordo com o governo da Nigéria, de pagar 75 milhões de dólares em danos e criar um fundo de 35 milhões de dólares para compensar as vítimas. Isto aconteceu depois daquilo que o Guardian descreveu como "uma batalha judicial de 15 anos contra a Pfizer, devido a um julgamento de drogas ferozmente controverso". A Pfizer não só resistiu até ao fim, forçando as famílias pobres durante 15 anos ao inferno antes de finalmente ceder, mas recorreu à extorsão e à chantagem de funcionários do governo nigeriano, na tentativa de evitar fazer qualquer pagamento às famílias das crianças, vítimas do seu ensaio ilegal de drogas. O Guardian, do Reino Unido, relatou que as fugas de informações diplomáticas do governo dos EUA revelaram que "a Pfizer contratou investigadores para procurar provas de corrupção contra o Procurador Geral da Nigéria, num esforço para convencê-lo a desistir da acção judicial", com o conhecimento, visível e completo e, possivelmente, com a ajuda do Departamento de Estado dos EUA.

O Guardian afirmou que os telegramas diplomáticos registaram reuniões entre o gerente da Pfizer na Nigéria, Enrico Liggeri, e responsáveis dos EUA na Embaixada de Abuja, em 9 de Abril de 2009, afirmando: "Segundo Liggeri, a Pfizer contratou investigadores para descobrir ligações de corrupção ao Procurador Geral Federal, Michael Aondoakaa, a fim de expô-lo e pressioná-lo a desistir dos casos federais. Ele disse que os investigadores da Pfizer estavam a passar estas informações para a comunicação mediática local". O Guardian também informou que não havia sugestões ou provas de que o Procurador Geral da Nigéria tenha sido influenciado por esta pressão. É claro que a Pfizer alegou que toda a noção era "absurda", mas podemos considerar que os telegramas – que foram classificados como "Confidenciais" – não mentiram.

Parece que a Pfizer estava a ocultar todas as suas declarações, não só com reivindicações de ter a aprovação do governo e o conhecimento dos pais, mas com a alegação de que um médico nigeriano estava no comando e dirigiu os ensaios clínicos. O estudo do Governo descobriu que o médico local era director "apenas de nome" e, na maioria das vezes, nem era informado dos procedimentos do estudo e era tipicamente "mantido às escuras". A Pfizer também usou uma carta forjada de um departamento inexistente para obter a aprovação do FDA para esses ensaios clínicos. A Pfizer admitiu, finalmente, que a carta falsificada estava "incorreta", mas não tenho certeza de que este seja o adjectivo mais apropriado a ser usado. A Pfizer também fez a declaração irritantemente desonesta de que o seu antibiótico "Trovan tinha demonstado a maior taxa de sobrevivência de qualquer tratamento no hospital. Indiscutivelmente, o Trovan salvou vidas". Bem, talvez, mas os dados nos quais a Pfizer baseou esta afirmação foram o facto de que, num local cinco pacientes morreram após o uso da droga da Pfizer, enquanto seis pacientes morreram após o uso de outro medicamento, sem dados da gravidade da infecção ou qualquer outra coisa. Na melhor das hipóteses, uma alegação vazia e, fundamentalmente, desonesta.

Para desviar a questão de o Trovan da Pfizer ser letal para as crianças, a empresa alegou que o organismo internacional Médicos Sem Fronteiras (Médecins sans Frontières) estava a administrar o medicamento da Pfizer no seu programa de tratamento, uma afirmação que os MSF negaram veementemente, dizendo: "Nunca trabalhamos com essa família de antibióticos. Não o usamos para a meningite. Esta é a razão pela qual ficamos chocados ao ver este ensaio no hospital". Foi Liggeri, da Pfizer, que alegou que os processos contra a Pfizer "eram de natureza totalmente política", e foi Liggeri também, que inventou a acusação de que os MSF tinham administrado o Trovan da Pfizer às crianças.

Em 2006, o Washington Post publicou um longo estudo do governo nigeriano que concluía que a Pfizer violava o Direito Internacional ao testar o seu medicamento não aprovado em crianças com infecções cerebrais. Visivelmente, o Washington Post obteve uma cópia do relatório confidencial que esteve escondido durante cinco anos e afirmava que a Pfizer nunca tinha recebido autorização do governo para o seu ensaio clínico, tendo a aparente carta de autorização sido forjada em papel timbrado de um departamento inexistente e datada com uma data anterior ao estudo. Segundo o artigo do Post, o governo alegou que o 'esforço humanitário' da Pfizer era "um ensaio ilegal de uma droga não registada e um caso claro de exploração de pessoas ignorantes". [11]

A resposta americana não foi de vergonha por participar nesta fraude, nem o Departamento de Estado condenou a Pfizer por conduzir ensaios clínicos de drogas ou tentar a extorsão e a chantagem. Pelo contrário, o Embaixador dos EUA condenou a fuga dos telegramas da Embaixada dos EUA, como se a revelação pública do crime constituísse uma acção pior do que o próprio crime. O Departamento de Estado apressou-se a basear-se na moral elevada, para condenar o acto de "pôr em perigo criaturas inocentes" e "sabotar as relações pacíficas entre as nações", ignorando os factos de que os ensaios da Pfizer puseram muito mais em risco "as criaturas inocentes" e as "relações de sabotagem" do que teria acontecido se tivesse havido a revelação de um crime. Mas, aos olhos do Governo dos EUA, os americanos não cometem crimes e, de qualquer maneira, as vítimas não eram de raça branca. Os telegramas alegaram ainda que a Pfizer pagou só porque os honorários judiciais e de 'investigação' custaram à empresa mais de 15 milhões de dólares por ano, o que nos leva a imaginar o que acontecerá na mente dessas pessoas que irão gastar 15 milhões de dólares por ano, durante 15 anos, para evitar pagar metade dessa quantia para compensar as vidas que destruíram.

E ainda há mais. Temos visto tantos exemplos documentados de tribunais dos EUA a assumir jurisdição onde não têm nenhuma, concordando em julgar casos sem qualquer envolvimento dos EUA que tenham ocorrido totalmente fora dos EUA, em violações flagrantes do Direito Internacional e que são só indícios de arrogância imperial. Mas quando a Nigéria tentou registar acções contra a Pfizer, nos EUA, os tribunais americanos recusaram-se a ouvir os casos, alegando estranhamente que não tinham autoridade legal para aplicar as leis ou administrar a justiça. E não é a primeira vez que o Governo dos EUA, o Departamento de Estado e os tribunais dos EUA, se unem em defesa de um interesse comum, para proteger uma multinacional dos EUA, negando o acesso a tribunais.

Em 2004 e 2007, acomunicação mediática nigeriana divulgou relatórios que foram fortemente proibidos nos media americanos e ocidentais de que o país estava a recusar permitir que as autoridades de saúde da ONU realizassem uma administração adicional de vacinas contra a poliomielite, culpando a OMS de ter iniciado a epidemia de meningite, em 1996, que resultou no ensaio de drogas altamente questionável da Pfizer naquele país. Os dirigentes nigerianos também estavam preocupados que a poliomielite e outras vacinas estrangeiras fossem deliberadamente contaminadas com esterilizadores e outros agentes, como aconteceu nas Filipinas e noutras nações, na mesma época. Em grande parte de África, parece que pouco resta da confiança que existia nas agências internacionais e nas empresas farmacêuticas dos EUA e da Europa. Hoje, são vistas principalmente como predadores imperiais com uma agenda distintamente anti-humana ou, pelo menos, uma agenda contra os que não pertencem à raça branca. As partes da Nigéria e de outras nações africanas que ainda permitem as vacinas, insistem agora que elas sejam preparadas num país não ocidental confiável, sem o envolvimento da OMS ou de outras agências ocidentais.

Hoje, muitas nações insistem que a OMS é uma ferramenta destinada a reduzir as populações muçulmanas, uma afirmação cada vez mais difícil de ser afastada como simples paranóia. Na verdade, a Nigéria também descobriu esterilizantes nas vacinas da OMS, naquele país, que eram claramente capazes de reduzir a fertilidade nas mulheres. A comunicação mediática ocidental ignora firmemente o conjunto de evidências que apoiam essas afirmações e suspeitas e concentra-se numa preocupação moralista de que "o mundo pode estar a escorregar nos seus esforços para acabar com a póliomielite", catalogando as preocupações válidas de tantas nações como sendo ignorantes e de suspeita mal informada. É obvio que toda a comunicação mediática ocidental está a ler a mesma página dos autores deste ultraje.

Também temos os apologistas corporativos sempre presentes, a tecer as suas tapeçarias de informações erradas, a tentar confundir, irreversivelmente, um problema com irrelevâncias e a colocar dúvidas na mente do público. Uma afirmação constante é a de que "estes ataques às empresas farmacêuticas poderiam incentivar os países a aprovar uma legislação que reduzisse os lucros dos medicamentos, o que, por sua vez, poderia dificultar o desenvolvimento de novos medicamentos". Esta declaração imbecil de Roger Bate, "membro" da International Policy Network, que é um grupo lobby das grandes empresas farmacêuticas, é financiada pelas fundações e corporações habituais e mencionada, respeitosamente, pelo Daily Telegraph de Londres, na sua campanha para confundir o público desinformado. A declaração é realmente bastante inteligente, sugerindo que a nossa condenação das atrocidades e ilegalidades das grandes empresas farmacêuticas são, de alguma forma, "ataques" violentos injustificados contra empresas que não as merecem. No caso da Pfizer e dos seus ensaios clínicos nigerianos com o Trovan, o The Telegraph dá-nos um incentivo adicional para simpatizar com as grandes empresas farmacêuticas, dizendo-nos – sem provas ou documentação – que "os motivos do governo nigeriano (ao condenar a Pfizer) também eram questionáveis", sendo o assunto transformado, a partir dos julgamentos de drogas censuráveis que resultaram na morte de crianças, num problema de um governo não confiável, com motivos políticos discutíveis. Desta maneira, a comunicação mediática ocidental irá girar e tecer mentiras até que a verdade, em todas as suas formas, desapareça para sempre da paisagem.

Transmitam este artigo através das vossas listas de email. Publiquem nos vossos blogues, nos fóruns da Internet, etc.


(1) Tetanus vaccine laced with anti-fertility drug, www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/12346214
(2) HCG found in WHO tetanus vaccine in Kenya, nexusnewsfeed.com/...
(3) Vaccines and Population Control: A Hidden Agenda, www.thelibertybeacon.com/are-new-vaccines-laced-with-birth-control-drugs/
(4) Bill Gates and the anti-fertility agent in African tetanus vaccine, www.sfaw.org/...
(5) Rockefeller-Funded Anti-Fertility Vaccine Coordinated by WHO, www.globalresearch.ca/...
(6) One need only search the WHO website for hCG to find the reports.
(7) Clin. exp. Immunol. (1978) 33, (360-375); February 8, 1978
(8) Vatican: UNICEF and WHO are sterilizing girls through vaccines, vaccinefactcheck.org/...
(9) Fertility-Regulating Vaccines are Being Tested in India, vactruth.com/2018/05/30/fertility-regulating-vaccines-india/
(10) Polio Vaccines Laced with Sterilizing Hormone Discovered in Kenya – WHO is Controlling Population?, healthimpactnews.com/...
(11) Panel Faults Pfizer in '96 Clinical Trial In Nigeria, www.washingtonpost.com/wp-dyn/content/article/2006/05/06/AR2006050601338.html
(12) Drugs companies fund patient groups which attack NHS, www.telegraph.co.uk/...

Do mesmo autor:

 Carta Aberta ao Presidente dos EUA, Donald Trump

[*] Consultor de administração e empresário aposentado. Ocupou cargos executivos de responsabilidade em empresas de consultoria internacionais e possuía um negócio internacional de importação e exportação. É professor visitante da Universidade Fudan de Shangai, apresentando estudos de casos de assuntos internacionais para as classes avançadas de EMBA [Executive Master of Business Administration]. Reside em Shanghai e está, actualmente, a escrever uma série de livros, geralmente relacionados com a China e com o Ocidente. Pode ser contactado por email: [email protected]

O original encontra-se em www.moonofshanghai.com/2020/05/a-cautionary-tale-about-who.html


Tradução de Maria Luísa de Vasconcellos, [email protected]

Este artigo encontra-se em https://resistir.info/ 

 

 

Ver o original em 'Página Global' na seguinte ligação:

https://paginaglobal.blogspot.com/2020/05/o-papel-da-oms-no-mundo.html

Novo coronavírus poderá “nunca vir a desaparecer”, avisa OMS

 

O novo coronavírus pode tornar-se apenas outro vírus endémico, como o HIV, e “nunca vir a desaparecer”, referiu Mike Ryan, especialista da Organização Mundial da Saúde (OMS).

O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde, Tedros Adhanom Ghebreyesus, salientou esta quarta-feira que a saúde não pode ser transformada em arma e fez um minuto de silêncio pelos profissionais do setor que morrem “para salvar vidas”.

O alerta foi deixado um dia depois do Dia Internacional do Enfermeiro, mas também de um ataque a um hospital da organização Médicos Sem Fronteiras no Afeganistão, que matou mais de duas dezenas de pessoas, incluindo crianças e enfermeiras.

Numa conferência de imprensa online na sede da organização, em Genebra, Tedros Ghebreyesus afirmou que ficou chocado e muito triste com a notícia do ataque e acrescentou que os profissionais de saúde, e os civis, nunca deviam ser um alvo e que o mundo precisa de paz para a saúde e de saúde para a paz.

 
 

“Num momento de pandemia global peço a todos que deixem a política de lado e deem prioridade à paz, e que haja um cessar fogo global para terminar com a pandemia. A cada dia sem um cessar fogo há mais pessoas a morrer de forma desnecessária“, alertou na conferência de imprensa, destinada a dar conta da evolução do novo coronavírus.

Tedros Adhanom Ghebreyesus alertou para a vulnerabilidade das pessoas detidas face à covid-19 e lembrou também as últimas estatísticas mundiais para dizer que se por um lado hoje as pessoas vivem mais anos e com mais saúde, uma evolução especialmente em países pobres, por outro a taxa de progresso é muito lenta, com a covid-19 a piorar a situação.

Entre outros exemplos questionou como é que em 2020 em cerca de 55% dos países há 40 profissionais de enfermagem e obstetrícia para cada 10 mil pessoas.

Sobre a Assembleia-Geral da OMS, da próxima semana, disse que é uma oportunidade para todos os países se unirem para combater o novo coronavírus e provarem que o mundo é mais do que um grupo de países com bandeiras coloridas.

Na conferência de imprensa, o diretor executivo do Programa de Emergências em Saúde da OMS, Michael Ryan, disse que em abril foram registados 35 ataques a profissionais de saúde em 11 países, alguns deles não resultantes de situações de guerra, mas da parte de pessoas assustadas com a situação provocada pela covid-19.

Questionado pelos jornalistas, Michael Ryan disse que até ser retirada a declaração de pandemia em relação ao novo coronavírus “há muito caminho pela frente”.

“Os países estão agora a tentar encontrar uma nova normalidade e vamos estar assim muito tempo”, avisou, acrescentando que mesmo que a OMS reduzisse o nível de alerta a verdade é que o risco continua elevado em todo o mundo.

Michael Ryan avisou ainda que, em termos económicos, seria pior sair do confinamento e ter de voltar a ele por falta de medidas de precaução. E alertou que é difícil prever até quando o vírus vai existir, acrescentando que se pode mesmo “tornar-se endémico e nunca mais desaparecer”, como aliás aconteceu com a sida.

“É importante pôr isto em cima da mesa: este vírus pode tornar-se apenas outro vírus endémico na comunidade e nunca vir a desaparecer”, referiu o especialista.

“Julgo que é importante sermos realistas e não acho que alguém possa prever quando é que a covid-19 desaparecerá”, acrescentou. “Acho que não poderemos fazer promessas quanto a isto e apontar alguma data. Esta doença pode tornar-se um longo problema, ou não”, acrescentou Mike Ryan.

Questionado pelos jornalistas disse que não considera haver grandes riscos na abertura de fronteiras terrestres entre dois países que tenham o mesmo tipo de gestão da doença, avisando que “é mais complexo” abrir as fronteiras aéreas.

ZAP // Lusa

 
 
 

Ver original em 'ZAP aeiou' na seguinte ligação:

https://zap.aeiou.pt/novo-coronavirus-nunca-desaparecer-324376

Pandemia pode vir a matar indiretamente seis mil crianças por dia, prevê Unicef

 

A luta contra a covid-19 pode vir a provocar a morte de seis mil crianças por dia nos países mais pobres, nos próximos seis meses, vítimas colaterais da sobrecarga dos sistemas de saúde, alertou esta quarta-feira a Unicef.

De acordo com a agência Lusa, os números do Fundo das Nações Unidas para a Infância baseiam-se num estudo da universidade norte-americana Johns Hopkins, citada num comunicado da organização humanitária.

Segundo o pior de três cenários analisados no estudo, nos próximos seis meses poderão morrer até 1,2 milhões de crianças em 118 países, por causa de cuidados sanitários deficientes, provocados pela luta contra a propagação do novo coronavírus, explicou a agência da ONU em comunicado. Estes óbitos suplementares juntar-se-iam aos 2,5 milhões menores que morrem por semestre nestes países, atualmente.

No mesmo período, a luta contra a covid-19 poderá também provocar indiretamente a morte de 56.700 mulheres, devido à falta de acompanhamento antes e depois do parto, além das 144 mil vítimas que já se produzem por semestre. Um balanço que, a confirmar-se, aniquilaria “décadas de progresso na redução das mortes evitáveis de mães e crianças”, lamentou a diretora da Unicef, Henrietta Fore.

 

“Não podemos deixar as mães e crianças serem vítimas colaterais do combate ao vírus”, que já fez quase 290 mil mortos em todo o mundo, apelou a responsável.

O estudo da Universidade Johns Hopkins, publicado na Lancet Global Health, mostra que em países com sistemas de saúde precários a covid-19 perturba as cadeias de aprovisionamento de medicamentos e o acesso a alimentos, pressionando os recursos humanos e financeiros desses países.

As medidas instituídas para lutar contra o novo coronavírus, como o confinamento, o recolher obrigatório ou as restrições nas deslocações, e o receio de contágio das populações, reduzem as visitas aos centros de saúde e fazem diminuir o recurso a procedimentos médicos essenciais. Entre os serviços afetados estão o planeamento familiar, os cuidados pré e pós-natais, os partos, a vacinação e os serviços de prevenção e cuidados de saúde, apontou a Unicef.

Na nota, a organização sublinhou que mais de 117 milhões de crianças em 37 países poderão não ter sido vacinadas contra o sarampo, até meados de abril, por causa da interrupção nas campanhas de vacinação, provocada pela pandemia.

O sul da Ásia seria a região mais afetada, seguindo-se a África subsariana e a América do Sul, com falhas particularmente elevadas no Bangladesh, Índia, Brasil, República Democrática do Congo e Etiópia.

A nível global, segundo um balanço da agência AFP, a pandemia já provocou mais de 290 mil mortos e infetou mais de 4,2 milhões de pessoas em 195 países e territórios. A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Para combater a pandemia, os governos mandaram para casa 4,5 mil milhões de pessoas, encerraram o comércio não essencial e reduziram drasticamente o tráfego aéreo, paralisando setores inteiros da economia mundial.

Lusa //

 
 

Ver original em 'ZAP aeiou' na seguinte ligação:

https://zap.aeiou.pt/unicef-pandemia-matar-indiretamente-seis-mil-criancas-dia-324142

'Humanos não são manadas': OMS adverte sobre brutalidade do efeito rebanho na luta contra COVID-19

Chineses vestem máscaras rumo a uma estação de metrô em Pequim, na China
© AP Photo / Mark Schiefelbein

Na ausência de vacina, a ideia de vencer a pandemia provocada pelo novo coronavírus através do desenvolvimento da chamada imunidade de grupo, ou "efeito rebanho", poderia levar a um erro catastrófico, advertiu alto funcionário da OMS.

"Isto é um cálculo perigoso, muito perigoso", disse em coletiva de imprensa Michael Ryan, o diretor-executivo do Programa de Emergências da Organização Mundial da Saúde (OMS).

"Essa ideia de que talvez os países que implementaram medidas pouco rigorosas e não fizeram nada vão assim de repente, como que por magia, desenvolver imunidade de grupo, e então se nós perdermos alguns idosos pelo caminho?"

"Humanos não são manadas", disse Ryan, advertindo que a aplicação dos mesmos padrões aos seres humanos "pode conduzir a uma aritmética muito brutal que não coloca as pessoas, a vida e o sofrimento no centro dessa equação".

A imunidade de rebanho só é aplicável aos seres humanos quando os cientistas precisam calcular quantas pessoas devem ser vacinadas para que uma sociedade atinja a imunidade de rebanho apropriada, disse alto funcionário da OMS.

A assunção de que uma grande parcela da população global já foi infectada, passando por uma forma ligeira da COVID-19, se provou ser errada por estudos epidemiológicos preliminares, acrescentou.

"A proporção de casos clínicos graves é, na verdade, uma proporção mais elevada de todos aqueles que foram infetados", ressaltou Michael Ryan, advertindo que o novo coronavírus acabou por ser muito mais "sério" do que inicialmente se pensava.

O alto funcionário da OMS não se referiu a nenhum país em particular, mas suas declarações foram consideradas com uma observação contra a Suécia e outras nações que têm sido relutantes em impor medidas rigorosas de confinamento, porque especialistas em saúde daqueles países afirmaram que em vez disso poderia ser alcançada a imunidade de grupo.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/sociedade/2020051215570439-humanos-nao-sao-manadas-oms-adverte-sobre-brutalidade-do-efeito-rebanho-na-luta-contra-covid-19/

Mundo precisa da mesma "solidariedade global" que derrotou a varíola há 40 anos, diz OMS

 

 

Genebra, 8 mai (Xinhua) -- Enquanto o mundo enfrenta a pandemia de COVID-19, a vitória da humanidade sobre a varíola é uma lembrança do que é possível quando as nações se reúnem para combater uma ameaça comum à saúde, disse o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, nesta sexta-feira.

Falando em uma coletiva de imprensa online em Genebra sobre a COVID-19, o diretor-geral ressaltou que o fator decisivo na vitória sobre a varíola foi a "solidariedade global".

"No auge da Guerra Fria, a União Soviética e os Estados Unidos da América uniram forças para conquistar um inimigo comum. Eles reconheceram que os vírus não respeitam nações ou ideologias", lembrou ele.

Essa mesma solidariedade, construída sobre a união das nações, é necessária agora mais do que nunca para derrotar a COVID-19, acrescentou Tedros.

Em 8 de maio de 1980, a Assembleia Mundial da Saúde declarou oficialmente que "o mundo e todos os seus povos ganharam a liberdade da varíola", que foi considerada como a primeira e até hoje a única doença humana que foi erradicada no âmbito mundial.

"Como refletimos hoje sobre a erradicação da varíola, somos lembrados do que é possível quando as nações se reúnem para enfrentar um adversário comum, para enfrentar um inimigo comum", observou Tedros.

Segundo o chefe da OMS, o legado da varíola não é apenas a erradicação de uma doença, mas também "a demonstração de que, quando o mundo se une, tudo é possível".

Na coletiva, Tedros também anunciou que, para comemorar o 40º aniversário da erradicação da varíola, a Administração Postal das Nações Unidas e a OMS lançarão um selo postal comemorativo para reconhecer a vitória humana.

Funcionários do hospital Salford Royal posam para foto antes do semanário "Aplaudir nossos cuidadores" em Manchester, Reino Unido, em 7 de maio de 2020. (Foto: Jon Super/Xinhua)

Ver original em "XINHUA Português" na ligação seguinte:

http://portuguese.xinhuanet.com/2020-05/09/c_139042911.htm

ONU insta mundo a relembrar lições da 2ª Guerra Mundial

Secretário-geral da ONU, António Guterres
© AP Photo / Khalil Senosi

O secretário-geral da ONU, António Guterres, pediu à comunidade internacional para recordar das lições da Segunda Guerra Mundial.

"No dia da memória e reconciliação o mundo presta homenagem a milhões de pessoas que morreram na Segunda Guerra Mundial e recorda seus sofrimentos. Não devemos esquecer o holocausto e outros crimes terríveis dos nazistas", ponderou Guterres em uma mensagem para homenagear as vítimas do conflito.

O secretário-geral da ONU agregou que a compreensão da importância da solidariedade internacional e dos valores humanos levaram à fundação da ONU, cuja missão principal é libertar as próximas gerações dos flagelos da guerra.

"Nosso mundo continua sofrendo as consequências dos conflitos. E mesmo durante a crise da COVID-19, somos testemunhas de novas tentativas de gerar divisões entre pessoas e propagar o ódio", alertou.

Ao comemorar o aniversário de 75 anos da derrota da Alemanha nazista, alertou Guterres, a humanidade deve lembrar das lições de 1945 e unificar esforços para acabar com a pandemia e construir um futuro de paz, segurança e dignidade.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/75-victory/2020050915556319-onu-insta-mundo-a-relembrar-licoes-da-2-guerra-mundial/

Chefe da OMS alerta para risco de retornar à quarentena

Genebra, 6 mai (Xinhua) - À medida que cada vez mais países consideram como aliviar as chamadas restrições de quarentena, o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, alertou na quarta-feira que as medidas de saída devem ser tomadas com muito cuidado.

"O risco de retornar à quarentena permanece muito real se os países não administrarem a transição com muito cuidado e com uma abordagem em fases", afirmou ele em entrevista coletiva on-line em Genebra.

Ele reiterou seis critérios que a OMS recomenda que os países considerem, incluindo vigilância forte, para isolar, testar e tratar todos os casos e rastrear todos os contatos, medidas preventivas suficientes nos locais de trabalho e nas escolas e cooperação total do público na "nova norma pós-quarentena".

Segundo o chefe da OMS, mais de 3,5 milhões de casos de COVID-19 e quase 250.000 mortes foram relatados à OMS e, desde o início de abril, uma média de cerca de 80.000 novos casos foram relatados todos os dias.

"Estes não são apenas números, todos os casos são mãe, pai, filho, filha, irmão, irmã ou amigo", disse Tedros.

 

Ver original em "XINHUA Português" na ligação seguinte:

http://portuguese.xinhuanet.com/2020-05/08/c_139040239.htm

“Tsunami de xenofobia”. Guterres pede ação para fortalecer imunidade das sociedades ao vírus do ódio

 

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, disse nesta sexta-feira que a pandemia da covid-19 continua a provocar “um tsunami de ódio e xenofobia”.

O chefe da ONU afirmou que “o sentimento contra estrangeiros aumentou online e nas ruas, as teorias de conspiração anti-semitas espalharam-se, e ocorreram ataques contra muçulmanos relacionados com a covid-19”.

Guterres sublinhou que migrantes e refugiados “foram difamados como fonte do vírus, e depois negaram-lhes acesso a tratamento médico”.

“Com os idosos entre os mais vulneráveis, surgiram memes desprezíveis, sugerindo que também são os mais descartáveis”, alertou. “E jornalistas, denunciantes, profissionais de saúde, trabalhadores humanitários e defensores dos direitos humanos estão a ser alvejados simplesmente por fazerem seu trabalho”.

 
 

O português que preside à ONU apelou a “um esforço total para acabar globalmente com o discurso de ódio”. Num vídeo, de acordo com a Renascença, Guterres salienta que é preciso “fortalecer a imunidade das sociedades ao vírus do ódio“.

https://twitter.com/antonioguterres/status/1258613180030431233?ref_src=twsrc%5Etfw

 

O secretário-geral exortou os líderes políticos a expressarem solidariedadecom todas as pessoas, e as instituições de ensino a concentrarem-se na “alfabetização digital”, num momento em que “os extremistas procuram garantir audiências prisioneiras e potencialmente desesperadas”.

Desafiou os media, sobretudo aqueles com presença nas redes sociais, a “remover o conteúdo racista, misógino e outro que seja prejudicial”, e a sociedade civil a fortalecer o contacto com as pessoas vulneráveis, bem como os líderes religiosos a servirem como “modelos de respeito mútuo”.

“E peço a todos, em todos os lugares, que se levantem contra o ódio, que se tratem com dignidade e aproveitem todas as oportunidades para espalhar bondade”, salientou Guterres.

Sobre a doença, António Guterres sublinhou: “Não se importa com quem somos, onde vivemos, no que acreditamos ou sobre qualquer outra distinção”.

O apelo global para combater o discurso de ódio relacionado com a covid-19 surge após a mensagem de 23 de abril, quando apelidou a pandemia de “uma crise humana que está rapidamente a tornar-se numa crise de direitos humanos”.

Guterres disse então que a pandemia teve “efeitos desproporcionais em certas comunidades, levou ao aumento do discurso de ódio, da segmentação de grupos vulneráveis e dos riscos de opções securitárias que minam a resposta à saúde”.

Com o “crescente etno-nacionalismo, populismo, autoritarismo e retrocesso nos direitos humanos em alguns países, a crise pode fornecer um pretexto para a adoção de medidas repressivas para propósitos não relacionados com a pandemia”, alertou.

Em fevereiro, Guterres fez um apelo à ação de países, empresas e pessoas para ajudar a renovar e reviver os direitos humanos em todo o mundo, estabelecendo um planode sete pontos relacionado com as mudanças climáticas, conflitos e repressão.

A nível global, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 269 mil mortos e infetou mais de 3,8 milhões de pessoas em 195 países e territórios.

ZAP // Lusa

 
 

Ver original em 'ZAP aeiou' na seguinte ligação:

https://zap.aeiou.pt/tsunami-xenofobia-guterres-odio-323345

EUA não descartam criar própria agência para substituir OMS

Secretário de Estado dos EUA Mike Pompeo
© AP Photo / Phil Nijhuis

Mike Pompeo, secretário de Estado norte-americano, disse ser inaceitável "permitir que a Organização Mundial da Saúde volte a falhar".

Pompeo respondeu nesta quarta-feira (6), durante uma entrevista ao canal Fox News, a uma pergunta sobre a possível criação de uma alternativa à OMS por parte da Casa Branca.

A Administração de Donald Trump está atualmente "tratando de avaliar qual é o melhor caminho a seguir", disse Pompeo, ao criticar a gestão da pandemia por parte da organização e tachar de "inaceitável" seu futuro financiamento caso "não haja resultados".

"A missão que o presidente nos deu é muito clara. Permitir que a Organização Mundial da Saúde volte a falhar é inaceitável. Colocar centenas de milhões de dólares à disposição da OMS, se não houver resultados, é inaceitável", anunciou o secretário de Estado.

Pompeo enfatizou que seu país já tem a experiência de realizar operações nacionais de saúde, e salientou o exemplo do Plano de Emergência do Presidente para o Alívio da AIDS (PEPFAR, na sigla em inglês). Trata-se de uma iniciativa governamental lançada em 2003 por George W. Bush para abordar a epidemia mundial da AIDS e ajudar a salvar pessoas infectadas. Este é o maior programa de saúde global focado em uma só doença.

Pompeo afirmou ainda que os EUA encontrarão a maneira de continuar sendo "o líder em política mundial de saúde".

"A OMS simplesmente não conseguiu determinar qual era sua missão e, como disse o presidente sobre as organizações que são de natureza multilateral, se funcionam, muito bem; se não o fazem, simplesmente não seremos parte delas", concluiu o secretário de Estado.

Em 14 de abril, Trump anunciou que os EUA suspenderam o financiamento da OMS e acusou a organização de realizar uma "má e grave gestão", além de "encobrir a propagação do vírus".

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/americas/2020050715545608-eua-nao-descartam-criar-propria-agencia-para-substituir-oms/

China afirma que aumentará fundos da ONU no combate ao coronavírus, se necessário

Bandeira da ONU
© Sputnik / Sergei Guneev

Em meio à crise do coronavírus, o governo chinês tem prestado auxílio a diversas entidades no combate à pandemia.

A China irá expandir seu financiamento, se necessário, para apoiar a iniciativa da Organização das Nações Unidas (ONU) de acelerar o desenvolvimento de vacinas e tratamentos para a COVID-19, afirmou o Ministério das Relações Exteriores da China, informa a agência Reuters.

Contudo, Hua Chunying, porta-voz do Ministério, não esclareceu detalhes dos valores que a China pode destinar para o financiamento destas iniciativas.

Em 14 de abril, o presidente norte-americano Donald Trump anunciou o corte do financiamento do seu país à Organização Mundial da Saúde (OMS), um duro golpe contra os esforços internacionais no combate ao coronavírus.

A ação do mandatário dos EUA vai na direção contrária à de governos como o da China, que têm incrementado os valores destinados a diversos países fortemente afetados pela COVID-19, assim como as doações de materiais médicos e hospitalares.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/asia_oceania/2020050615541259-china-afirma-que-aumentara-fundos-da-onu-no-combate-ao-coronavirus-se-necessario/

OMS nega ter ignorado avisos de Taiwan sobre transmissibilidade entre humanos

 

A Organização Mundial de Saúde negou, esta segunda-feira, ter ignorado os avisos do centro de controlo de doenças de Taiwan sobre a transmissibilidade entre humanos do novo coronavírus no final de dezembro do ano passado.

Respondendo a uma pergunta colocada na conferência de imprensa de acompanhamento da pandemia, o representante do departamento legal da organização, Steve Solomon, reconheceu que Taiwan enviou um email à OMS, a 31 de dezembro, pedindo informação sobre “sete casos de pneumonia atípica” que se tinham verificado na cidade chinesa de Wuhan, epicentro do que viria a ser a pandemia da Covid-19.

“O email não era um aviso e só continha informação que a OMS já tinha detetado”, afirmou Steve Solomon, que reiterou que a agência das Nações Unidas não ignorou qualquer aviso sobre a transmissibilidade entre humanos e que, dias depois do email, mesmo quando ainda não havia certeza sobre essa transmissibilidade, as orientações da OMS aos seus membros já se baseavam na possibilidade de ocorrer contágio entre seres humanos.

Solomon leu o email de 31 de dezembro na totalidade, em que se afirmava que “meios de comunicação indicam que há pelo menos sete casos de pneumonia atípica registados em Wuhan”.

“As autoridades de saúde chinesas responderam aos meios de comunicação que não se pensa que sejam casos de SARS (Síndrome respiratória aguda grave). Contudo, ainda estão sob análise e os casos foram isolados”, lia-se ainda no email do centro de controlo de doenças taiwanês.

Posteriormente, viria a provar-se que se tratava de um novo coronavírus da mesma família do que provoca SARS, e que viria a ser batizado SARS-Cov2, responsável pela doença covid-19.

O diretor executivo do programa de emergências sanitárias da organização, Michael Ryan, afirmou também que “dizer que pneumonia atípica é a mesma coisa que SARS é completamente incorreto”.

“A pneumonia atípica é uma forma extremamente comum de pneumonia que ocorre em todo mundo. Há milhões de casos todos os anos” e o que quer dizer é que pode não ser diagnosticada como uma pneumonia provocada pelas causas mais comuns, geralmente bactérias mas potencialmente vírus.

Solomon voltou a rejeitar qualquer favorecimento da OMS à China em detrimento de Taiwan devido à animosidade entre a ilha e Pequim, que não lhe reconhece soberania e a considera formalmente uma província chinesa.

“Há cerca de 49 anos, as Nações Unidas e a OMS decidiram que só havia um representante legítimo da China no sistema das Nações Unidas: a República Popular da China”, ou seja, a China continental.

Essa decisão “ainda se mantém”, referiu Solomon, afirmando que a OMS, como “agência especializada” das Nações Unidas, tem de ser coerente com a organização a que pertence.

“O papel dos funcionários da OMS não é envolverem-se em questões de geopolítica”, declarou, frisando que os princípios de “neutralidade e imparcialidade” que regem a organização “existem para os manter afastados dessas questões”.

Solomon reiterou que isso não impede a participação técnica de representantes de Taiwan na partilha de informação e nos mecanismos de colaboração internacional da OMS.

Quanto à participação de Taiwan — mesmo que como observador – na Assembleia Mundial da Saúde, a reunião magna dos países membros da OMS, vetada pela China, Solomon afirmou que “o secretariado da OMS não tem qualquer autoridade para decidir” sobre o assunto, apenas os estados membros podem mudar esse estatuto.

Medicina tradicional? Sim, se clinicamente comprovada

“A OMS reconhece que a medicina tradicional, complementar e alternativa tem vários benefícios, e África tem um longo histórico de medicina tradicional, com os praticantes a desempenharem um papel fundamental no cuidado das populações”, refere um comunicado divulgado pela OMS esta terça-feira.

No documento, a organização aborda o caso específico da artemísia, uma planta que está a ser utilizada num produto desenvolvido em Madagáscar e que o Presidente do país, Andry Rajoelina, garante que protege e cura a covid-19, doença provocada por um novo coronavírus.

“Plantas com propriedades medicinais, como a Artemisia annua [espécie de artemísia], estão a ser consideradas como possíveis tratamentos para a covid-19 e a sua eficácia e efeitos secundários devem ser testados”, aponta o comunicado.

A OMS defende que o continente africano “merece usar medicamentos testados nos mesmos moldes que os usados pelas pessoas do resto do mundo” e que, “mesmo que as terapias tenham origem em práticas tradicionais e naturais, é fundamental estabelecer a sua eficácia e segurança através de testes clínicos rigorosos”.

Nesse sentido, a agência das Nações Unidas diz ter estado a trabalhar nos últimos 20 anos com países em África para assegurar um desenvolvimento seguro e eficaz da medicina tradicional, fornecendo recursos financeiros e apoio técnico.

“A OMS apoiou testes clínicos, levando 14 países a emitirem autorizações para a comercialização de 89 produtos de medicina tradicional, que cumpriram requisitos nacionais e internacionais. Destes, 43 foram incluídos em listas de medicamentos essenciais à escala nacional”, refere a Organização Mundial da Saúde, acrescentando que aqueles são utilizados para tratar pacientes com infeções relacionadas com o VIH e diabetes, entre outras.

Ainda assim, a OMS alerta que é necessário que haja cautela contra a desinformação sobre a eficácia de certos remédios.

“Muitas plantas e substâncias estão a ser apontadas sem a mínima prova de qualidade, segurança ou eficácia. O uso de produtos para o tratamento da covid-19 que não tenham sido fortemente investigados podem colocar as pessoas em perigo, dar uma falsa sensação de segurança e distraí-los da lavagem de mãos e do distanciamento social, que são cruciais na prevenção da covid-19″, constata o comunicado.

A OMS conclui, referindo que está aberta a “qualquer oportunidade para colaborar com países e investigadores para desenvolver novas terapias”.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 247 mil mortos e infetou mais de 3,5 milhões de pessoas em 195 países e territórios. Mais de um milhão de doentes foram considerados curados.

ZAP // Lusa

 
 
 

Ver original em 'ZAP aeiou' na seguinte ligação:

https://zap.aeiou.pt/oms-nega-ter-ignorado-avisos-taiwan-322647

Hoje é o Dia Mundial da Língua Portuguesa

O primeiro Dia Mundial da Língua Portuguesa assinala-se hoje com uma cerimónia e um concerto ‘online’ em que participam duas dezenas de personalidades lusófonas da política, letras, música ou desporto.

A Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) oficializou a data no ano passado, mas desde 2009 que, em 05 de maio, era comemorado o Dia da Língua e da Cultura Portuguesa, instituído pela Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

A iniciativa resulta de uma parceria entre o Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, CPLP, representação portuguesa na UNESCO, ONUNews e RTP, e será transmitida às 12:00 de Portugal no canal Youtube do Camões.

Serão difundidas mensagens do secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, do Presidente da República de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, do primeiro-ministro português, António Costa, do chefe de estado de Cabo Verde e presidente em exercício da CPLP, Jorge Carlos Fonseca, do secretário-executivo da CPLP, Francisco Ribeiro Telles, e do embaixador Sampaio da Nóvoa, representante de Portugal na UNESCO.

A estes, juntaram-se cerca de duas dezenas de outras personalidades lusófonas incluindo escritores, músicos, cineastas ou cientistas.

Entre eles contam-se os escritores Mia Couto (Moçambique), Germano Almeida (Cabo Verde) ou Manuel Alegre (Portugal) e os cantores Adriana Calcanhoto (Brasil), Dino Santiago (Portugal/Cabo Verde) ou Carminho (Portugal).

Participam também o futebolista Pedro Pauleta, o canoísta Fernando Pimenta (Portugal), o cineasta Flora Gomes (Guiné-Bissau), a cientista Maria Manuel Mota, o teólogo e cardeal José Tolentino de Mendonça (Portugal) ou o político timorense José Ramos-Horta, entre outros.

A efeméride contará ainda com um espaço de concerto com os músicos do Aline Frazão (Angola), Ivan Lins (Brasil), Teófilo Chantre (Cabo Verde), Manecas Costa (Guiné-Bissau), Stewart Sukuma (Moçambique), João Gil (Portugal), Tonecas Prazeres (São Tomé e Príncipe) e Zé Camarada (Timor-Leste).

Além deste evento ‘online’, haverá ainda iniciativas nos vários países lusófonos.

Será também divulgado um estudo sobre “A língua portuguesa como ativo global” e lançado um concurso literário para estudantes de língua e literaturas portuguesas espalhados pelo mundo.

Os “Contos do Dia Mundial da Língua Portuguesa”, iniciativa do instituto Camões, da Porto Editora e do Plano Nacional de Leitura (PNL) desafia os alunos de português a escreverem um conto inédito, de uma a três páginas.

O português é falado por mais de 260 milhões de pessoas nos cinco continentes, ou seja, 3,7% da população mundial.

É língua oficial dos nove países-membros da CPLP (Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste) e Macau, bem como língua de trabalho ou oficial de um conjunto de organizações internacionais como a União Europeia, União Africana ou o Mercosul.

Fonte: Lusa

 

Ver original em 'Portal CASCAIS' na seguinte ligação:

https://www.portalcascais.pt/sociedade/hoje-e-o-dia-mundial-da-lingua-portuguesa/

Apoiar OMS ajuda a salvar mais vidas, diz chanceler chinês

China continuará apoiando Organização Mundial da Saúde

Beijing, 29 abr (Xinhua) -- Apoiar a Organização Mundial da Saúde (OMS) ajuda a salvar mais vidas e dar tratamento a mais pacientes, afirmou na terça-feira o ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi.

Isso permite uma resposta mais efetiva contra a COVID-19 e favorece a reunião de força global, disse Wang, também conselheiro de Estado, ao falar por vídeo na Conferência Extraordinária dos Ministros das Relações Exteriores do BRICS sobre a COVID-19.

Wang sublinhou que os países BRICS, que incluem Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, devem apoiar os órgãos da Organização das Nações Unidas (ONU) para que cumpram seu devido papel na luta contra a COVID-19.

A OMS é uma força central na coordenação da resposta global, e é indispensável para ajudar aos países em desenvolvimento, especialmente a nossos irmãos e irmãs da África, na luta contra a doença, disse o ministro das Relações Exteriores chinês.

"Em um momento crucial na luta conjunta da humanidade contra o vírus, qualquer tentativa de escavar a autoridade da OMS e de obstruir seu papel será a mais inoportuna e não encontrará apoio na comunidade internacional", afirmou.

Wang disse que, além de pagar suas devidas contribuições à OMS a tempo e completas, a China recentemente doou um total de US$ 50 milhões.

A China também proporcionará apoio financeiro ao plano de Resposta Humanitária Global da ONU e fará tudo o que estiver dentro de sua capacidade para reduzir a carga da dívida dos países africanos e para ajudá-los a aumentar suas capacidades contra a epidemia, indicou.

"Em vista da debilidade e deficiências expostas durante a crise, também precisamos fortalecer a governança global de saúde pública, torná-la uma prioridade maior na agenda internacional e trabalhar juntos para construir uma comunidade saudável para todos", disse.

Ver original em "XINHUA Português" na ligação seguinte:

http://portuguese.xinhuanet.com/2020-04/29/c_139017663.htm

Apoiar OMS ajuda a salvar mais vidas, diz chanceler chinês

 

Beijing, 29 abr (Xinhua) -- Apoiar a Organização Mundial da Saúde (OMS) ajuda a salvar mais vidas e dar tratamento a mais pacientes, afirmou na terça-feira o ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi.

Isso permite uma resposta mais efetiva contra a COVID-19 e favorece a reunião de força global, disse Wang, também conselheiro de Estado, ao falar por vídeo na Conferência Extraordinária dos Ministros das Relações Exteriores do BRICS sobre a COVID-19.

Wang sublinhou que os países BRICS, que incluem Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, devem apoiar os órgãos da Organização das Nações Unidas (ONU) para que cumpram seu devido papel na luta contra a COVID-19.

A OMS é uma força central na coordenação da resposta global, e é indispensável para ajudar aos países em desenvolvimento, especialmente a nossos irmãos e irmãs da África, na luta contra a doença, disse o ministro das Relações Exteriores chinês.

"Em um momento crucial na luta conjunta da humanidade contra o vírus, qualquer tentativa de escavar a autoridade da OMS e de obstruir seu papel será a mais inoportuna e não encontrará apoio na comunidade internacional", afirmou.

Wang disse que, além de pagar suas devidas contribuições à OMS a tempo e completas, a China recentemente doou um total de US$ 50 milhões.

A China também proporcionará apoio financeiro ao plano de Resposta Humanitária Global da ONU e fará tudo o que estiver dentro de sua capacidade para reduzir a carga da dívida dos países africanos e para ajudá-los a aumentar suas capacidades contra a epidemia, indicou.

"Em vista da debilidade e deficiências expostas durante a crise, também precisamos fortalecer a governança global de saúde pública, torná-la uma prioridade maior na agenda internacional e trabalhar juntos para construir uma comunidade saudável para todos", disse.

Ver original em "XINHUA Português" na ligação seguinte:

http://portuguese.xinhuanet.com/2020-04/29/c_139017671.htm

OMS agradece contribuição de 500 mil euros de Portugal

 

O diretor-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS) agradeceu, esta segunda-feira, a contribuição de 500 mil euros feita pelo Governo português para auxiliar no combate à pandemia de covid-19.

 

“Agradeço ao Governo e às pessoas de Portugal pela contribuição de 500 mil euros para a resposta global à covid-19″, escreveu Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS, no Twitter.

https://twitter.com/DrTedros/status/1254834463562964992?ref_src=twsrc%5Etfw

 

Também hoje, Ghebreyesus disse, em conferência de imprensa a partir de Genebra (Suíça), que o mundo devia ter ouvido melhor a OMS quando foi declarada a emergência global de saúde, em janeiro.

 
 

“O mundo devia ter ouvido com atenção nessa altura, quando só havia 82 casos e nenhuma morte fora da China. Todos os países podiam ter desencadeado todas as medidas de saúde pública possíveis. E isso basta para atestar a importância de ouvir os conselhos da OMS”, declarou.

A nível global, segundo um balanço da agência AFP, a pandemia de covid-19 já provocou cerca de 207 mil mortos e infetou quase três milhões de pessoas em 193 países e territórios. Perto de 810 mil doentes foram considerados curados.

Em Portugal, morreram 928 pessoas das 24.027 confirmadas como infetadas, e há 1357 casos recuperados, de acordo com a Direção-Geral da Saúde.

ZAP // Lusa

 
 
 

Ver original em 'ZAP aeiou' na seguinte ligação:

https://zap.aeiou.pt/oms-agradece-contribuicao-500-mil-euros-321527

ONU teme "catástrofe de direitos humanos" durante pandemia

 
 
A ONU pediu hoje aos países que respeitem o Estado de direito, limitando o período de vigência das medidas excecionais para o combate da pandemia de covid-19, para evitar um "catástrofe" em relação aos direitos humanos.
 
"Dada a natureza excecional da crise, é claro que os Estados precisam de poderes adicionais para lhe responder. No entanto, se o Estado de direito não for respeitado, a emergência de saúde poderá tornar-se uma catástrofe de direitos humanos, cujos efeitos nocivos superam a pandemia em si", declarou a alta comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Michelle Bachelet.
 
A ONU está particularmente preocupada porque as medidas e leis introduzidas em alguns países fazem referência a "violações vagamente definidas, às vezes associadas a penalidades severas", alimentando temores de que tais medidas excecionais possam ser usadas para amordaçar os meios de comunicação e deter críticos e oponentes.
 
Para a alta comissária, "prejudicar direitos como a liberdade de expressão pode causar danos incalculáveis aos esforços para conter a covid-19 e aos seus efeitos socioeconómicos secundários perniciosos", disse.
 
"Os governos não devem usar poderes de emergência como arma para silenciar a oposição, controlar a população ou mesmo permanecer no poder", alertou Michelle Bachelet.
 
 
A alta comissária enfatizou que medidas excecionais ou um estado de emergência devem ser "proporcionais, não discriminatórias e limitadas no tempo" e "sujeitas a uma adequada vigilância parlamentar, judicial e pública".
 
Michelle Bachelet também disse que recebeu "vários relatórios" de diferentes partes do mundo de que a polícia e outras forças de segurança estão a usar força excessiva e às vezes letal para forçar a contenção e o recolher obrigatório.
 
"Essas violações costumam ser cometidas contra pessoas pertencentes às áreas mais pobres e vulneráveis da população", alertou.
 
"É obviamente inaceitável e ilegal disparar contra uma pessoa que quebrou o recolher obrigatório em busca desesperada de comida, colocá-lo em detenção ou sujeitá-lo a violência", sublinhou, sem especificar algum país.
 
A ex-Presidente chilena, que também esteve presa durante a ditadura militar no Chile, denunciou que "em alguns países, milhares de pessoas foram presas por violarem o recolher obrigatório", considerando-o "inútil e perigoso", apelando ainda aos Estados a libertarem os presos que reúnam condições para tal.
 
Surgido em dezembro na China, o vírus SARS-CoV-2 espalhou-se por 193 países e territórios e já infetou mais de 2,9 milhões de pessoas, 204 mil das quais morreram.
 
Notícias ao Minuto | Lusa

Ver o original em 'Página Global' na seguinte ligação:

https://paginaglobal.blogspot.com/2020/04/onu-teme-catastrofe-de-direitos-humanos.html

“O mundo devia ter ouvido com atenção”, diz diretor-geral da OMS

 

O diretor-geral da OMS afirmou hoje que o mundo devia ter ouvido melhor quando foi declarada emergência global de saúde em janeiro passado, frisando que os países que seguiram as orientações da organização estão melhor do que os que as ignoraram.

Em conferência de imprensa a partir de Genebra, Tedros Ghebreyesus frisou que a Organização Mundial de Saúde declarou a 30 de janeiro “o nível mais alto de emergência global” quando o surto do novo coronavírus estava concentrado na China e só havia “82 casos” fora daquele país asiático.

“O mundo devia ter ouvido com atenção nessa altura, quando só havia 82 casos e nenhuma morte fora da China. Todos os países podiam ter desencadeado todas as medidas de saúde pública possíveis. E isso basta para atestar a importância de ouvir os conselhos da OMS”, declarou.

Tedros Ghebreyesus acrescentou que os procedimentos aconselhados pela OMS em janeiro antes de ser declarada a pandemia da covid-19 – “encontrar casos, testar, isolar e rastrear contactos” – são baseados na “melhor ciência e provas disponíveis” .

“Podem ver que os países que os seguiram estão hoje numa posição melhor do que outros. Isso é um facto”, afirmou, ressalvando que cabe aos países “aceitar ou rejeitar” o que a OMS diz.

“Não temos mandato para obrigar os países a aplicar o que aconselhamos”, reconheceu, frisando que “cada país assume as suas próprias responsabilidades”.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 206 mil mortos e infetou quase três milhões de pessoas em 193 países e territórios. Perto de 810 mil doentes foram considerados curados.

Em Portugal, morreram 928 pessoas das 24.027 confirmadas como infetadas, e há 1.357 casos recuperados, de acordo com a Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

// Lusa

 
 
 

Ver original em 'ZAP aeiou' na seguinte ligação:

https://zap.aeiou.pt/mundo-devia-ter-ouvido-atencao-diz-diretor-geral-da-oms-321475

China anuncia 28 ME adicionais nas contribuições para a OMS

 
 
Pequim, 23 abr 2020 (Lusa) - A China anunciou hoje que vai aumentar a sua contribuição para a Organização Mundial da Saúde (OMS) no equivalente a 28 milhões de euros, depois de os Estados Unidos terem suspendido a sua parte do financiamento.
 
"Este dinheiro será usado para prevenir e controlar a epidemia de covid-19 e apoiar o desenvolvimento dos sistemas de saúde nos países em desenvolvimento", afirmou Geng Shuang, porta-voz do ministério chinês dos Negócios Estrangeiros.
 
O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, suspendeu as contribuições para a OMS, no início da semana passada, acusando a organização de estar sob influência de Pequim.
 
Trump também denunciou a "má administração" pela organização internacional da pandemia do novo coronavírus.
 
"Apoiar a OMS num momento crítico na luta global contra a epidemia significa defender os ideais e princípios do multilateralismo e defender o estatuto e a autoridade das Nações Unidas", afirmou Geng Shuang, em conferência de imprensa.
O porta-voz da diplomacia chinesa garantiu que a China já pagou o equivalente a 19 milhões de euros à organização, valor que parece referir-se a uma doação realizada em março.
 
Ao suspender o financiamento, Donald Trump disse que o seu país tem o dever de exigir responsabilidades.
 
"Se a OMS tivesse feito o seu trabalho e enviado especialistas médicos à China para estudar objetivamente a situação no local, a epidemia poderia ter sido contida na fonte com pouquíssimas mortes", apontou.
 
A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.
 
A nível global, segundo um balanço da AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 181 mil mortos e infetou mais de 2,6 milhões de pessoas em 193 países e territórios.
 
Mais de 593.500 doentes foram considerados curados.
 
Em Portugal, morreram 785 pessoas das 21.982 registadas como infetadas, de acordo com a Direção-Geral da Saúde.
 
JPI // ANP

Mais 28 milhões. China aumenta contribuições para a OMS

 

A China anunciou esta quinta-feira que vai aumentar a sua contribuição para a Organização Mundial da Saúde (OMS) no equivalente a 28 milhões de euros.

 

“Este dinheiro será usado para prevenir e controlar a epidemia de covid-19 e apoiar o desenvolvimento dos sistemas de saúde nos países em desenvolvimento”, afirmou Geng Shuang, porta-voz do ministério chinês dos Negócios Estrangeiros.

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, suspendeu as contribuições para a OMS, no início da semana passada, acusando a organização de estar sob influência de Pequim. Trump também denunciou a “má administração” pela organização internacional da pandemia do novo coronavírus.

“Apoiar a OMS num momento crítico na luta global contra a epidemia significa defender os ideais e princípios do multilateralismo e defender o estatuto e a autoridade das Nações Unidas”, afirmou Geng Shuang, em conferência de imprensa.

O porta-voz da diplomacia chinesa garantiu que a China já pagou o equivalente a 19 milhões à organização, valor que parece referir-se a uma doação realizada em março.

Ao suspender o financiamento, Donald Trump disse que o seu país tem o dever de exigir responsabilidades. “Se a OMS tivesse feito o seu trabalho e enviado especialistas médicos à China para estudar objetivamente a situação no local, a epidemia poderia ter sido contida na fonte com pouquíssimas mortes”, apontou.

Os Estados Unidos são o país do mundo com mais casos positivos da doença.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China. A nível global, segundo um balanço da AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 181 mil mortos e infetou mais de 2,6 milhões de pessoas em 193 países e territórios.

ZAP // Lusa

 
 
 

Ver original em 'ZAP aeiou' na seguinte ligação:

https://zap.aeiou.pt/28-milhoes-china-aumenta-contribuicoes-oms-320931

EUA poderão nunca restaurar o financiamento para a OMS, alerta Pompeo

Secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, durante coletiva de imprensa em Washington
© AP Photo / Nicholas Kamm / Pool Photo

O secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, disse que uma reforma fundamental da Organização Mundial da Saúde (OMS) é necessária após o tratamento da pandemia do novo coronavírus e que os EUA, o maior doador do órgão, podem abandonar em definitivo o seu financiamento.

"Acho que precisamos dar uma boa olhada na OMS e no que fazemos com isso", afirmou Pompeo à Fox News na quarta-feira. "Nós a reformamos em 2007, então não é a primeira vez que temos que lidar com as deficiências dessa organização que fica dentro da ONU. Precisamos de uma correção. Precisamos de uma correção estrutural com a OMS".

O presidente Donald Trump suspendeu o financiamento dos EUA à OMS na semana passada, acusando-a de ser "centrada na China e promovendo a "desinformação" chinesa sobre o surto. Os funcionários da OMS negaram isso e a China insiste que foi transparente e aberta.

Os EUA têm sido o maior doador geral da OMS, contribuindo com mais de US$ 400 milhões em 2019, aproximadamente 15% de seu orçamento. Autoridades dos EUA informaram na semana passada à agência Reuters que Washington poderia redirecionar esses fundos para outros grupos de ajuda.

Pompeo, perguntado se não estava descartando uma mudança na liderança da OMS, respondeu: "Mais do que isso, pode ser o caso de os Estados Unidos nunca mais voltarem a subscrever, tendo os dólares dos contribuintes dos EUA na OMS".

Questão eleitoral

Mas a possibilidade de os EUA cessarem definitivamente seu financiamento ao organismo global depende de Trump ter sucesso em sua candidatura à reeleição na votação presidencial de novembro, contra o candidato democrata Joe Biden.

Voluntários desinfetam teatro em Wuhan, província de Hubei, o epicentro do coronavírus, 2 de abril de 2020

© REUTERS / Aly Song
Voluntários desinfetam teatro em Wuhan, província de Hubei, o epicentro do coronavírus, 2 de abril de 2020

Outros democratas criticaram a decisão de Trump, dizendo que ele estava tentando desviar a culpa de seu governo pelo tratamento do surto do novo coronavírus nos Estados Unidos. A presidente da Câmara, Nancy Pelosi, classificou a medida para suspender o financiamento da OMS "perigosa".

Na quarta-feira, Pompeo destacou que os EUA "acreditavam firmemente" que Pequim havia falhado em relatar o surto em tempo hábil, violando as regras da OMS, e falhado em relatar a transmissão do vírus humano a humano "por um mês, até que estivesse em todas as províncias da China".

Pompeo comentou que o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom, não usou sua capacidade de "ir a público" quando um Estado membro não seguiu as regras.

Ele pontuou que a OMS tem a obrigação de garantir que os padrões de segurança sejam observados nos laboratórios de virologia em Wuhan, o epicentro do surto inicial de coronavírus na China, e que seu diretor-geral tem "enorme autoridade em relação aos países que não cumprem".

O chefe interino da Agência dos EUA para o Desenvolvimento Internacional (USAID) disse na quarta-feira que os Estados Unidos avaliariam se a OMS estava sendo executada adequadamente e procurariam parceiros alternativos fora do corpo.

O surto do novo coronavírus começou no final do ano passado na China e se tornou uma pandemia global. Segundo dados da Universidade Johns Hopkins, a doença matou mais de 185 mil pessoas em todo o mundo, incluindo quase 48 mil nos Estados Unidos, tornando-o o país mais atingido pelas estatísticas oficiais.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/americas/2020042315493037-eua-poderao-nunca-restaurar-o-financiamento-para-a-oms-alerta-pompeo/

Dia da Terra. Guterres propõe seis ações para salvar o planeta

 

 

O secretário-geral da ONU, António Guterres, propôs à comunidade internacional seis ações para salvar o planeta, numa mensagem para assinalar esta quarta-feira o Dia da Terra.

 

“O impacto do coronavírus é imediato e terrível. Mas há outra emergência profunda, a crise ambiental do planeta. Devemos agir de forma decisiva para proteger nosso planeta, tanto do coronavírus quanto da ameaça existencial das perturbações climáticas”, defendeu o líder da ONU.

“Os subsídios aos combustíveis fósseis devem terminar e os poluidores devem começar a pagar” pelos seus atos, afirmou, propondo ainda que “quando o dinheiro dos contribuintes for usado para resgatar empresas deve estar vinculado à obtenção de empregos verdes e ao crescimento sustentável”.

Num vídeo publicado na plataforma de partilha multimédia Youtube, Guterres sugeriu que “o poder fiscal deve conduzir a uma mudança da economia cinzenta para a verde e tornar as sociedades e as pessoas mais resilientes”, recomendando igualmente que “os fundos públicos sejam usados para investir no futuro, não no passado, e fluir para setores e projetos sustentáveis que ajudem o meio ambiente e o clima”.

 
 

Por fim, o secretário-geral da ONU sustentou a ideia de que “as oportunidades e os riscos climáticos devem ser incorporados ao sistema financeiro, bem como a todos os aspetos da formulação de políticas públicas e de infraestruturas”. E para isso é preciso que a comunidade internacional trabalhe em conjunto, apelou.

“Devemos trabalhar juntos para salvar vidas, aliviar o sofrimento e diminuir as consequências económicas e sociais devastadoras”, salientou, para argumentar que estes “seis princípios constituem um guia importante” para se garantir uma melhor recuperação de uma crise que é também “um despertar sem precedentes”.

O Dia da Terra é comemorado a 22 de abril e destina-se a alertar para a importância de preservar os recursos naturais do planeta. Foi assinalado pela primeira vez há 50 anos e é atualmente celebrado em mais de 190 países.

// Lusa

 

 
 
 

Ver original em 'ZAP aeiou' na seguinte ligação:

https://zap.aeiou.pt/dia-terra-guterres-salvar-planeta-320620

OMS desmente notícia de que coronavírus saiu de laboratório

“Todas as evidências que temos sugerem que o vírus teve origem animal e não sofreu manipulação genética”, esclareceu a porta-voz da organização, Fadela Chaib.

 

 

A Organização Mundial da Saúde (OMS) negou nesta terça-feira (21) uma das informações falsas mais amplamente divulgadas nos últimos dias sobre a pandemia do novo coronavírus, esclarecendo que o patógeno é de origem animal e não vem de nenhum laboratório.

“Todas as evidências que temos sugerem que o vírus teve origem animal e não sofreu manipulação genética”, esclareceu a porta-voz da organização, Fadela Chaib. “Muitos pesquisadores conseguiram analisar as características genéticas do vírus e não encontraram indicações para apoiar a ideia de que o vírus tenha sido construído em laboratório”, afirmou.

“Nós não apenas combatemos a pandemia todos os dias, mas também (lutamos) contra o a infodemia”, disse a porta-voz, uma das gerentes de comunicação da OMS na sede global em Genebra, na Suíça.

 
Existem muitos especialistas trabalhando na origem do vírus, ainda não sabemos a fonte inicial. Tudo aponta para sua origem animal (e para) que não tenha sido manipulado nem construído em laboratório ou em outro lugar. Esta é a posição da OMS como um organização baseada na ciência“
Chaib
 
 

Sobre como o coronavírus atravessou saiu de uma espécie animal para o ser humano, Chaib afirmou que as investigações continuam. “Devemos nos concentrar nos fatos e não no medo. Parte das falsidades que aparecem nas plataformas sociais têm a ver com teorias espurias”.

Desde o início da pandemia, o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, recomendou várias vezes o combate à desinformação, um trabalho no qual as autoridades nacionais têm papel fundamental.


Texto em português do Brasil

Exclusivo Editorial PV / Tornado


 

 
 
 

Ver original no jornal 'TORNADO' na seguinte ligação:

https://www.jornaltornado.pt/oms-desmente-noticia-de-que-coronavirus-saiu-de-laboratorio/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=oms-desmente-noticia-de-que-coronavirus-saiu-de-laboratorio

Suspensão das restrições de quarentena não é o fim da epidemia, segundo chefe da OMS

OMS: Diretor-geral denuncia "afirmações racistas" de cientistas...

Genebra, 19 abr (Xinhua) - O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, disse no domingo que suspender as restrições de quarentenaa do COVID-19 não é o fim da epidemia, é apenas o começo da próxima fase.

Falando na reunião virtual do Grupo dos 20 (G20) de Ministros da Saúde de Genebra, o chefe da OMS disse que é vital, nesta próxima fase, que os países eduquem, engajem e capacitem seu povo para prevenir e responder rapidamente a qualquer ressurgimento.

"Estamos encorajados que vários países do G20 agora estejam começando a planejar como aliviar as restrições sociais. É fundamental que essas medidas sejam um processo em fases", afirmou ele.

Tedros disse aos ministros da Saúde que a OMS está profundamente preocupada com o fato de o vírus parecer estar acelerando em países que não têm a capacidade de muitos países do G20 para responder a ele.

"É necessária ajuda urgente, não apenas para apoiar os países a responderem ao COVID-19, mas para garantir a continuidade de outros serviços de saúde essenciais", afirmou ele.

Tedros também aproveitou a oportunidade para agradecer ao Reino da Arábia Saudita por seu apoio à luta global contra o vírus. A Arábia Saudita anunciou quinta-feira 500 milhões de dólares americanos para organizações internacionais relevantes apoiarem os esforços globais no combate ao COVID-19.

"A pandemia de COVID-19 nos lembrou uma verdade simples: somos uma humanidade. Compartilhamos o mesmo planeta. Compartilhamos as mesmas esperanças e sonhos. Compartilhamos o mesmo destino", disse o chefe da OMS.

 

 

Ver original em "XINHUA Português" na ligação seguinte:

http://portuguese.xinhuanet.com/2020-04/21/c_138995312.htm

ONU: mundo está à beira da 'pandemia de fome' e necessita de ações urgentes

Pacientes com coronavírus em leitos de emergência de um hospital em Sanaa, Iêmen, 29 de março de 2020
© REUTERS / Khaled Abdullah

O mundo não está enfrentando apenas "uma pandemia de saúde global, mas também uma catástrofe humanitária global", declarou o chefe da agência de ajuda alimentar da ONU ao Conselho de Segurança.

O diretor-executivo do Programa Mundial de Alimentos (PMA) da ONU, David Beasley, estima em 135 milhões o número de pessoas que passam fome atualmente, com mais 130 milhões à beira da fome por causa do coronavírus, totalizando 265 milhões de pessoas, muito mais do que a população do Brasil que corresponde a um pouco mais de 211 milhões.

"Se não nos prepararmos e agirmos agora para garantir o acesso, evitar falhas de financiamento e interrupções no comércio, poderíamos vir a enfrentar múltiplas fomes de proporções bíblicas dentro de poucos meses", previu.

"Ao mesmo tempo em que lidamos com a pandemia da COVID-19, também estamos à beira de uma pandemia de fome", enfatizou Beasley ao Conselho de Segurança em videoconferência.

 

​Chefe do PMA adverte sobre pandemia de fome à medida que a COVID-19 se espalha. Leia o comunicado completo. A verdade é que não temos tempo do nosso lado, então vamos agir com sabedoria, e vamos agir rápido. É fundamental que nos juntemos como uma comunidade global unida para derrotar esta doença

Segundo um novo relatório sobre a crise alimentar mundial, os mais vulneráveis são as pessoas de 10 países afetados por conflitos, crises econômicas e mudanças climáticas, incluindo Iêmen, República Democrática do Congo, Afeganistão, Sul do Sudão, Síria e Haiti.

Beasley alertou que, para milhões de civis em nações em conflito, que estão à beira da fome, "a fome é uma possibilidade muito real e perigosa".

"Se não conseguirmos alcançar essas pessoas com a assistência que elas precisam, nossa análise mostra que 300.000 pessoas podem morrer de fome todos os dias durante um período de três meses […] Isto não inclui o aumento da fome devido à COVID-19", explicou.

O chefe do PMA enfatizou que o tempo está contra nós, e que "devemos agir com sabedoria e rapidez".

"Acredito que com nossa experiência e nossas parcerias, podemos reunir as equipes e programas necessários para garantir que a pandemia da COVID-19 não se transforme em uma crise humana e alimentar catastrófica", destacou.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/sociedade/2020042215486359-onu-mundo-esta-a-beira-da-pandemia-de-fome-e-necessita-de-acoes-urgentes/

Resolução que garante “acesso igual” a vacinas aprovada pela ONU

 

Os 193 países-membros da Assembleia-geral da Organização das Nações Unidas (ONU) aprovaram, por consenso, uma resolução para garantir um “acesso igual” às “futuras vacinas” para a Covid-19.

 
 

Na mesma resolução foi sublinhado o “papel dirigente crucial” da ONU posto em causa pelos Estados Unidos (EUA). Centrado na resposta sanitária, o texto, iniciado pelo México e também aprovado por Washington, pede o “reforço da cooperação científica internacional para combater a Covid-19 e intensificar a coordenação”, incluindo com o setor privado.

Segundo avançou a agência Lusa, o apelo para a obtenção de vacinas por todos os países surgiu quando várias indústrias farmacêuticas e laboratórios de investigação estão a tentar chegar a uma vacina.

Na resolução pede-se ao secretário-geral da ONU para garantir que os meios usados permitam assegurar “um acesso e uma distribuição justos, transparentes e eficazes aos instrumentos de prevenção, aos testes laboratoriais (…), aos medicamentos e às futuras vacinas para a Covid-19”.

 
 

O objetivo deve ser “torná-las disponíveis para todos que precisarem, nomeadamente os países em desenvolvimento”, de acordo com o texto, o segundo da Assembleia-geral sobre a Covid-19, desde o início da pandemia.

Os 193 países-membros adotaram em 03 de abril a primeira resolução sobre o novo coronavírus, ao pedir cooperação para um combate mais eficaz contra a doença.

A pandemia já provocou mais de 168 mil mortos e infetou mais de 2,4 milhões de pessoas em 193 países e territórios. Para a combater, os governos mandaram para casa 4,5 mil milhões de pessoas, encerraram o comércio não essencial e reduziram drasticamente o tráfego aéreo, paralisando setores inteiros da economia mundial.

Lusa //

 
 
 

Ver original em 'ZAP aeiou' na seguinte ligação:

https://zap.aeiou.pt/resolucao-acesso-vacinas-onu-320384

O que significa a suspensão das contribuições dos EUA à OMS?

 
 
Trump anunciou a suspensão de pagamentos à Organização Mundial da Saúde devido à resposta à pandemia de coronavírus. Quais são as motivações do presidente americano e que impacto sua decisão pode ter sobre a OMS?
 
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a suspensão, pelo menos temporariamente, das contribuições de seu país à Organização Mundial da Saúde (OMS), acusando a entidade de "encobrir" a pandemia de coronavírus e de responder de forma inadequada à propagação da doença.
 
"Ordeno ao meu governo que suspenda as contribuições para a OMS enquanto revejo sua conduta, para determinar seu papel e sua grave má gestão e encobrimento da propagação do coronavírus", anunciou Trump em entrevista coletiva na Casa Branca nesta terça-feira (14/04).
 
Segundo o líder americano, o mundo depende da OMS para garantir que informações precisas sobre ameaças à saúde sejam compartilhadas em tempo hábil, mas acabou recebendo "muitas informações falsas sobre a transmissão e a mortalidade" da doença covid-19. A entidade "fracassou em seu dever básico e deve ser responsabilizada", acrescentou.
 
Por que Donald Trump quer suspender a contribuição dos Estados Unidos à OMS?
 
Segundo vários veículos de imprensa americanos, o presidente quer desviar a atenção do próprio fracasso na gestão da crise do coronavírus Sars-Cov-2 – de fevereiro a meados de março, Trump negou os riscos da pandemia. Com isso, o mandatário estaria buscando um novo inimigo na política externa com a China. Especula-se que sua aversão ao multilateralismo e a organizações internacionais também desempenhem um papel. 
Trump já havaia ameaçado anteriormente suspender o financiamento americano à Organização das Nações Unidas, à qual a OMS é subordinada, e a deixar a Otan. Além disso, o Wall Street Journal suspeita de que haja uma tentativa permanente do governo Trump de aumentar o número de funcionários americanos nas organizações internacionais que os EUA financiariam. 
 
 
A OMS terá que encerrar suas atividades por causa do anúncio de Trump?
 
É improvável que o anúncio da suspensão do financiamento da OMS pelos Estados Unidos tenha efeito imediato no trabalho da instituição. A contribuição dos países-membros é paga sempre no dia 1º de janeiro, e a dos EUA já teria, portanto, sido quitada.
 
Não está claro o que acontecerá com as contribuições voluntárias para 2020. Porém, deveria ser possível tapar um buraco temporário com uma ação emergencial financiada por doadores privados e estatais devido à crise do coronavírus. 
Como a OMS é financiada?
 
A OMS é financiada por contribuições obrigatórias dos países-membros, calculados com base no PIB. Além disso, recebe dinheiro de contribuições voluntárias e doações de empresas ou de organizações não governamentais. Apenas 20% do orçamento são financiados pelas contribuições vinculativas – e, na prática, esses pagamentos estão congelados por não serem corrigidos pela inflação há anos. 
 
Para 2020, o orçamento total da OMS é de 4,4 bilhões de dólares – o equivalente ao orçamento da clínica universitária da cidade de Genebra, sede da OMS. Há pelo menos 20 anos existem críticas de que o órgão sofre de falta permanente de financiamento.
 
As contribuições voluntárias respondem por 80% do orçamento da OMS. Um dos maiores doadores privados, com 8%, é a Fundação Bill e Melinda Gates. Entre os países-membros, quem mais contribui é o Reino Unido, seguido da União Europeia (6%) e da Alemanha (5%). Esses pagamentos somam 3,4 bilhões do orçamento da OMS. 
 
Os EUA sempre são citados como o maior contribuinte. De fato, o país responde por 10% do orçamento do órgão, pagando um montante de 235 bilhões de dólares de taxa obrigatória e 200 milhões em auxílio voluntário. 
 
Por outro lado, essas somas são relativamente baixas para uma organização com tarefas tão abrangentes. A China, por sua vez, paga  86 milhões de dólares à OMS em contribuições obrigatórias, e 10 milhões voluntariamente. Talvez, essa discrepância tenha inflamado a raiva de Trump. 
 
Quais são, afinal, as tarefas da OMS?
 
A OMS é responsável por uma ampla lista de problemas e medidas relacionadas à saúde mundial, como:
 
  • observação de patógenos resistentes a antibióticos; 
  • saúde da mulher, a exemplo da mortalidade materna em países em desenvolvimento;
  • campanhas de vacinação (a erradicação da poliomielite é uma de suas histórias de sucesso);
  • combate a doenças crônicas;
  • reação a crises causadas pela eclosão de doenças;
  • combate a pandemias;
  • regras gerais para uma vida saudável;
  • recomendações para sistemas de saúde. 
  • Há anos, critica-se que a OMS cuida de problemas individuais demais e que, em vez disso, deveria se concentrar numa série de tarefas mais centrais, além da divulgação de diretrizes e princípios. Por outro lado, parece impossível haver consenso entre os 194 países-membros sobre como e onde essa ênfase deveria ser aplicada.
Críticas à OMS
 
As críticas à OMS são tão antigas quanto a própria organização, fundada em 1948, e dizem respeito a todos os aspectos do seu trabalho, des seus diretores-gerais, passando pelo leque confuso de suas tarefas, até a falta de transparência nos seus orçamentos e a acusação de influência política.
 
Um exemplo das críticas atuais vem de François Godement, especialista asiático do think tank francês Montaigne. Ele acusa o director-geral da OMS, Tedros Ghebrayesus, de ter aceitado as declarações e os dados chineses sobre o coronavírus de forma demasiado acrítica no início e, por conseguinte, de ter reagido demasiado tarde. Há vozes semelhantes em várias instituições de pesquisa.
 
A OMS depende da cooperação voluntária de seus países-membros, que incluem a China. Somente em 12 de fevereiro seus peritos foram autorizados a deslocar-se a Wuhan, epicentro do surto de coronavírus no país asiático, para estudar a propagação da doença no local. Até então, a organização estava de fato dependente de informações de Pequim.
 
Barbara Wesel (rk) | Deutsche Welle

Execrável* Trump vai suspender financiamento dos Estados Unidos à OMS

 
 
Presidente norte-americano questiona a transparência e a atuação da Organização Mundial de Saúde no combate ao novo coronavírus.
 
Donald Trump anunciou, esta terça-feira à noite, que os EUA vão suspender o financiamento à Organização Mundial de Saúde.
 
"Hoje dei instruções à minha administração para suspender o financiamento à Organização Mundial de Saúde, enquanto estiver a ser feita uma investigação para avaliar o papel da OMS na profunda má gestão e ocultação da propagação do coronavírus. Todos sabem o que se passa lá", revelou Trump.
 
Para justificar a sua decisão, o presidente norte-americano congratulou-se também por, contra as indicações da OMS, ter colocado, há algumas semanas, restrições à entrada de viajantes vindos da China nos EUA. Algo que, na sua opinião, terá conseguido salvar um número incontável de vidas.
 
"Felizmente não fiquei convencido e suspendi viagens da China, salvando um número incontável de vidas. Milhares e milhares de pessoas teriam morrido. Se outros países também tivessem suspendido as viagens a partir da China, um número incontável de vidas teriam sido salvas", afirmou o Presidente dos EUA.
 
 
O chefe de Estado norte-americano chega mesmo a acusar a Organização Mundial de Saúde de ter sido politicamente correta em vez de agir para salvar vidas.
 
"As restrições de viagens resultam pela mesma razão que as quarentenas resultam, as pandemias dependem da transmissão entre humanos e o controlo de fronteiras é fundamental para controlar o vírus", acrescentou Donald Trump, na sua conferência de imprensa diária.
 
Cátia Carmo | TSF | *Título parcialmente alterado por PG
 
Imagem: Donald Trump, Presidente dos EUA // © Jim Watson/AFP

China: EUA 'minam' esforços mundiais contra COVID-19 com corte de dinheiro para OMS

Logotipo da Organização Mundial de Saúde (OMS) em Geneva
© AFP 2020 / FABRICE COFFRINI

A China criticou o presidente dos EUA, Donald Trump, por cortar fundos para a Organização Mundial da Saúde (OMS), alertando que isso teria sérias implicações na resposta global à COVID-19.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Zhao Lijian, disse que a batalha contra o novo coronavírus está agora "em um momento crítico", relatou a agência AFP. A decisão dos EUA de retirar o financiamento da OMS "minará a cooperação internacional contra a epidemia", o que deixa a China "seriamente preocupada".

Zhao acrescentou que a China está exortando "os Estados Unidos a cumprirem sinceramente suas responsabilidades e obrigações e apoiarem a ação internacional liderada pela OMS contra a epidemia", porque a OMS está desempenhando um "papel insubstituível".

As críticas vêm após a decisão de Trump de suspender o financiamento da OMS. De acordo com um tweet do presidente, a organização "realmente estragou tudo" ao responder ao surto de coronavírus. No mesmo tweet, ele também acusou o órgão de ser "muito centrado na China" em suas ações.

Pessoas aguardam abertura de portas do vagão do metrô de Wuhan

© REUTERS . Aly Song
Pessoas aguardam abertura de portas do vagão do metrô de Wuhan

Historicamente, os EUA têm sido de longe o maior doador da organização - contribuindo com quase US$ 400 milhões para o orçamento anual de US$ 6 bilhões da OMS. Atualmente, os EUA também têm, de longe, o maior número de casos confirmados de coronavírus - 601.472 até agora e 24.429 mortes relacionadas à COVID-19.

A OMS instou os países a não "politizar" a crise, enquanto outros atores internacionais também se apresentaram para criticar a decisão de Trump de cortar o financiamento dos EUA. A Associação Médica Americana considerou essa medida um "passo perigoso na direção errada", enquanto o chefe de política externa da União Europeia (UE), Josepp Borell, disse que a Europa "lamenta profundamente" o anúncio de Trump.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/asia_oceania/2020041515461635-china-eua-minam-esforcos-mundiais-contra-covid-19-com-corte-de-dinheiro-para-oms/

OMS tem como “única preocupação” ajudar os países e salvar vidas

 

Depois de os Estados Unidos terem anunciado a suspensão do financiamento à OMS, o diretor-geral da organização disse que a sua “única preocupação” é ajudar os países na luta contra a pandemia de covid-19 e “salvar vidas”.

 

“Não há tempo a perder. A única preocupação da OMS é ajudar todas as pessoas a salvar vidas e acabar com a pandemia de covid-19″, escreveu Tedros Adhanom Ghebreyesus no Twitter, sem mencionar a decisão do Presidente norte-americano.

https://twitter.com/DrTedros/status/1250384946121900032?ref_src=twsrc%5Etfw

 

Esta terça-feira, Donald Trump anunciou que os Estados Unidos vão suspender a contribuição do país para a OMS, justificando a decisão com a “má gestão” da pandemia de covid-19 pela agência da ONU.

 

“Ordeno a suspensão do financiamento para a Organização Mundial da Saúde enquanto estiver a ser conduzido um estudo para examinar o papel da OMS na má gestão e ocultação da disseminação do novo coronavírus”, disse Trump.

O Presidente republicano referiu que os EUA contribuem com “400 a 500 milhões de dólares por ano” (entre 364 e 455 milhões de euros) para a OMS, em oposição aos cerca de 40 milhões de dólares (mais de 36 milhões de euros), ou “ainda menos”, que disse ser o investimento da China naquela organização.

A China já reagiu, manifestando “profunda preocupação” com a decisão de Washington e considerando que “enfraquecerá as capacidades da OMS e prejudicará a cooperação internacional contra a epidemia”.

Chuva de críticas

A decisão do chefe de Estado norte-americano já gerou muitas críticas, como seria de esperar, desde as Nações Unidas à União Europeia.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, declarou que “este não é o momento de reduzir o financiamento das operações da Organização Mundial da Saúde ou de qualquer outra instituição humanitária que combata o vírus”.

“A minha convicção é que a Organização Mundial da Saúde deve ser apoiada por ser absolutamente essencial aos esforços do mundo para ganhar a guerra contra a covid-19″, salientou.

Por sua vez, numa mensagem publicada na sua conta oficial no Twitter, o Alto Representante da UE para a Política Externa, Josep Borrell, deplora a medida anunciada pelo presidente norte-americano, sustentando que “não há razão que justifique esta medida, numa altura em que os seus esforços são mais do que nunca necessários para ajudar a conter e mitigar a pandemia covid-19″.

“Apenas juntando forças podemos superar esta crise que não conhece fronteiras”, completou o chefe da diplomacia europeia.

“Devemos trabalhar em estreita colaboração contra a covid-19. Um dos melhores investimentos é reforçar as Nações Unidas, em particular a OMS, que está subfinanciada, por exemplo, para o desenvolvimento e a distribuição de testes e vacinas”, escreveu no Twitter o ministro dos Negócios Estrangeiros alemão, Heiko Maas.

Também o vice-ministro russo dos Negócios Estrangeiros, Sergei Riabkov, afirmou que a decisão dos EUA é “muito alarmante”. “É a manifestação de uma abordagem muito egoísta das autoridades norte-americanas em relação ao que está a acontecer no mundo”.

O representante russo reforçou que “este golpe” visando neste momento específico esta organização “é uma abordagem que merece ser denunciada e condenada”.

Portugal: “Não é tempo de enfraquecer” a OMS

“A luta contra a pandemia covid-19 exige o trabalho de todos e o reforço das organizações multilaterais”, lê-se numa mensagem publicada na conta oficial do Ministério dos Negócios Estrangeiros português no Twitter.

“Não é tempo de enfraquecer a Organização Mundial de Saúde, mas sim de apoiá-la”, acrescenta o texto.

https://twitter.com/nestrangeiro_pt/status/1250358803880652801?ref_src=twsrc%5Etfw

 

A pandemia de covid-19 já provocou quase 127 mil mortos e infetou mais de dois milhões de pessoas em 193 países e territórios.

Os Estados Unidos são o país que regista atualmente o maior número de mortes, 25.757, e de casos de infeção, mais de 600 mil.

ZAP // Lusa

 
 
 

Ver original em 'ZAP aeiou' na seguinte ligação:

https://zap.aeiou.pt/oms-unica-preocupacao-319358

Chefe da ONU alerta para 'epidemia de desinformação' sobre o coronavírus

Secretário-geral da ONU, António Guterres
© AP Photo / Khalil Senosi

O secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, alertou nesta terça-feira sobre uma "perigosa epidemia de desinformação" em torno do surto global do novo coronavírus.

"Este é um momento de ciência e solidariedade", disse Guterres em comunicado e mensagem em vídeo.

"Enquanto o mundo luta contra a pandemia mortal de COVID-19 - a crise mais desafiadora que enfrentamos desde a Segunda Guerra Mundial -, também estamos vendo outra epidemia, uma perigosa epidemia de desinformação", prosseguiu.

Guterres não citou países ou meios de comunicação específicos, mas declarou que "conselhos prejudiciais à saúde e soluções de marketing enganoso estão proliferando.

"As falsidades estão enchendo as ondas de rádio", continuou ele. "Teorias da conspiração selvagens estão infectando a Internet. O ódio está se tornando viral, estigmatizando e difamando pessoas e grupos", acrescentou Guterres.

O secretário-geral da ONU comentou também que "o mundo também deve se unir contra esta doença", complementando que "a vacina é confiança", pedindo ainda às pessoas que "confiem na ciência".

Guterres elogiou jornalistas e verificadores de fatos e instou as empresas de mídia social a fazer "mais para erradicar o ódio e as afirmações prejudiciais sobre a COVID-19".

"Juntos, vamos rejeitar as mentiras e as bobagens por aí", disse ele, e "construir um mundo mais saudável, mais equitativo, justo e resiliente".

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/europa/2020041415458286-chefe-da-onu-alerta-para-epidemia-de-desinformacao-sobre-o-coronavirus/

'Sinais de establização não significam o fim da pandemia', diz OMS

Sede da Organização Mundial da Saúde (OMS), em Genebra, Suíça
© REUTERS / Denis Balibouse

O diretor-executivo do Programa de Emergências da Organização Mundial da Saúde (OMS), Michael J. Ryan, declarou que os primeiros sinais de estabilização não significam que a pandemia de coronavírus acabou, mas que é "hora de ficarmos vigilantes".

"Certamente vimos uma estabilização em vários países na direção do deslocamento da curva epidêmica, e a intensidade do aumento se estabilizou, alguns países começaram a ver uma queda bastante consistente em várias admissões hospitalares, mas então nós devemos começar a ver isso seguido", disse Ryan.

"Mas de maneira alguma significa que acabou [a pandemia]. Agora é a hora da vigilância, agora é a hora de dobrar", acrescentou.

O funcionário da OMS alertou para possíveis picos em novos casos assim que os países começarem a sair dos confinamentos.

"Nós não queremos pressionar o bloqueio para nada", disse Ryan, defendendo uma maneira mais suave de evitar as restrições.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, o número de pessoas infectadas com o coronavírus está chegando a 1,7 milhão. Mais de 106.100 pessoas morreram por complicações relacionadas à COVID-19.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/europa/2020041315454085-sinais-de-establizacao-nao-significam-o-fim-da-pandemia-diz-oms/

Imperialismo, direito internacional e a saúde do sistema internacional

A emersão da ciência nas manchetes da mídia, lugar geralmente cativo da política internacional, é apenas uma das consequências da pandemia de Covid-19 engolfando o mundo. Uma recente declaração, entretanto, do presidente dos Estados Unidos, sugerindo que o financiamento à Organização Mundial da Saúde (OMS) estaria em risco, oferece uma bem-vinda mudança à narrativa midiática, especialmente para aqueles em quarentena em casa que escolheram se dedicar ao direito e não à medicina.

Por Wesam Ahmad*, na página da entidade palestina Al-Haq

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Embora a questão das ameaças estadunidenses ao financiamento de um organismo internacional possa ter parecido extraordinário para muitos na audiência, para palestinos houve uma breve sensação de retorno à normalidade. Afinal, as ameaças estadunidenses a organismos internacionais, financeiros ou outros, não são novidade para os palestinos. Desde a UNESCO até o Conselho de Direitos Humanos da ONU, ao Tribunal Penal Internacional, os EUA têm repetidamente usado sua vantagem para tentar inocular Israel contra críticas ou responsabilização dentro das instituições internacionais que deveriam preservar a integridade e o funcionamento saudável do sistema internacional.

Diferente de momentos anteriores, entretanto, essa ameaça não envolveu os empenhos palestinos, mas as percepções estadunidenses de que a OMS é enviesada a favor da China. Independentemente da visão da perspectiva dos EUA, a retórica da vantagem e das consequências direcionada à OMS ajudou a iluminar a fraqueza estrutural do sistema internacional. Como as experiências palestinas com os toques de recolher, cerco e vigilância, a pandemia também deu uma ideia da experiência palestina envolvendo o direito internacional e as instituições internacionais dentro do sistema internacional.

 

Palestina contra Plano Trump ONU
Presidente Mahmoud Abbas rechaça o plano apresentado por Donald Trump para a Palestina na ONU

Entretanto, as diferenças entre o conflito localizado envolvendo dois sistemas sociais e aquele de uma pandemia envolvendo a natureza e a humanidade são muitas; as semelhanças a nível de sistema não podem ser ignoradas. Da mesma forma que uma família não aderindo à ordem de quarentena pode impactar uma comunidade inteira, o desprezo de um estado pelo direito internacional pode impactar a comunidade internacional inteira. É a habilidade da comunidade de efetivamente garantir adesão às normas vigentes que determinam, a longo prazo,  a saúde e a viabilidade de toda a comunidade e de suas partes constituintes.

tump saídaOutro resultado indireto da pandemia é a emersão dos problemas sistêmicos ao nível da consciência geral, assim como a curiosidade inquisitiva para entender as causas por trás da perpetuação daqueles problemas, e como eles podem ser abordados. Se o vírus é ou não uma causa ou consequência certamente dependerá da percepção de quem observa. No contexto dessa pandemia, o vírus é chamado Covid-19 [novo coronavírus]. No contexto do direito internacional e do sistema internacional, o vírus pode ser o novo imperialismo. Entretanto, ao invés de simplesmente ser biologicamente movido por um empenho instintivo de sobrevivência e reprodução, o imperialismo é psicologicamente movido por uma consciente busca por poder, riqueza e status.

Com muito do foco da humanidade sobre a busca por uma cura à Covid-19, as oportunidades para a pesquisa e a reflexão que o isolamento trazem, para melhor compreendermos os problemas dentro do sistema internacional e buscar soluções que possam ao menos melhor regular o imperialismo, se não suprimi-lo, não devem ser desperdiçadas.

Infelizmente, porém, o maior desafio para a humanidade está no caso do imperialismo; porque abordá-lo requer a busca por tal empenho com a compreensão de que uma cura 100% eficaz nunca será encontrada e, enquanto existam seres humanos, nunca será completamente erradicado.

*Wesam Ahmad dirige a seção de pesquisa jurídica da entidade palestina Al-Haq de defesa dos direitos humanos, que tem status consultivo do Conselho Econômico e Social (ECOSOC) da ONU. 

Fonte: Al-Haq

Tradução: Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz (Cebrapaz)

 

Leia o original em CEBRAPAZ (clique aqui)

(Multimídia) China reafirma apoio à OMS

 

Beijing, 9 abr (Xinhua) -- A China apoiará, como sempre, o trabalho da Organização Mundial da Saúde (OMS) e seu papel na liderança dos esforços globais para combater a doença do novo coronavírus (COVID-19), disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Zhao Lijian, nesta quarta-feira.

Zhao fez as observações em uma coletiva de imprensa depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, tinha dito que seu país poderia colocar seu financiamento para a OMS em espera, e que "a OMS realmente estragou tudo" em sua resposta à COVID-19.

O porta-voz disse que, desde a eclosão da COVID-19, a OMS, liderada pelo diretor-geral Tedros Adhanom Ghebreyesus, vem cumprindo ativamente seu dever e mantendo uma posição objetiva, científica e justa para ajudar os países a lidar com o surto de coronavírus e promover a cooperação internacional.

Zhao disse que o importante papel da OMS foi reconhecido e elogiado pela comunidade internacional.

A declaração da recente Cúpula Extraordinária de Líderes do G20 sobre a COVID-19 também enfatizou que os membros apoiariam plenamente e se comprometeriam a fortalecer ainda mais o mandato da OMS na coordenação da luta internacional contra a pandemia, acrescentou.

Como a COVID-19 se espalha rapidamente pelo mundo, o anúncio dos EUA de considerar o congelamento de seu financiamento à OMS pode prejudicar severamente a operação da organização e prejudicar a cooperação internacional no combate à pandemia, disse Zhao.

Ele pediu aos países do mundo que trabalhem em conjunto, ajudem uns aos outros e façam contribuições conjuntas para a luta contra a epidemia.

 

Ver original em "XINHUA Português" na ligação seguinte:

http://portuguese.xinhuanet.com/2020-04/09/c_138960839.htm

Chefe da ONU pede apoio à OMS após ameaça de Trump de congelar financiamento

Guterres critica Trump e diz que "agora é a hora da unidade...

Nações Unidas, 9 abr (Xinhua) -- O secretário-geral da ONU, António Guterres, pediu apoio à Organização Mundial da Saúde (OMS) na quarta-feira depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou congelar o financiamento dos EUA.

"É minha convicção que a Organização Mundial da Saúde deve ser apoiada, pois é absolutamente crítica para os esforços mundiais para vencer a guerra contra a COVID-19", disse Guterres em um comunicado.

"Este vírus é sem precedentes em nossa vida e requer uma resposta sem precedentes. Obviamente, nessas condições, é possível que os mesmos fatos tenham tido leituras diferentes por diferentes entidades", disse ele, em uma aparente referência às críticas de Trump à OMS.

O porta-voz de Guterres, Stéphane Dujarric, leu a declaração aos repórteres depois que lhe foi pedido a resposta do secretário-geral à ameaça de Trump.

Guterres indicou que haverá uma revisão da abordagem da OMS à pandemia - mas somente após a contenção do vírus.

"Depois que finalmente virarmos a página sobre essa epidemia, deve haver um tempo para olharmos para trás para entendermos como essa doença surgiu e espalhou sua devastação tão rapidamente em todo o mundo, e como todos os envolvidos reagiram à crise. As lições serão essenciais para enfrentar efetivamente desafios semelhantes, pois eles podem surgir no futuro", disse Guterres no comunicado.

Mas agora não é a hora. Agora é a hora da unidade, para a comunidade internacional trabalhar em conjunto, em solidariedade, para impedir esse vírus e suas consequências devastadoras, acrescentou.

A pandemia da COVID-19 é um dos desafios mais perigosos que o mundo enfrentou. É, acima de tudo, uma crise humana com graves consequências para a saúde e socioeconômicas, observou Guterres.

A OMS, com milhares profissionais de sua equipe, está na linha de frente, apoiando os Estados membros e suas sociedades, especialmente os mais vulneráveis, com orientação, treinamento, equipamento e serviços concretos de salvamento enquanto combatem o vírus, disse ele.

Guterres destacou o sucesso da OMS em conter o Ebola na África.

"Testemunhei em primeira mão a coragem e a determinação dos funcionários da OMS quando visitei a República Democrática do Congo no ano passado, onde os funcionários da OMS estão trabalhando em condições precárias e locais remotos muito perigosos enquanto combatem o vírus mortal Ebola".

Foi um sucesso notável para a OMS que nenhum novo caso do Ebola tenha sido registrado em meses, disse ele.

Na terça-feira, Trump criticou a resposta da OMS à COVID-19 e ameaçou congelar o financiamento norte-americano.

Ver original em "XINHUA Português" na ligação seguinte:

http://portuguese.xinhuanet.com/2020-04/09/c_138960594.htm

Mega escândalo na ONU

Escandalosa nomeação do embaixador marroquino Omar Hilale pela Nações Unidas

 

 

O presidente da AG das Nações Unidas nomeou ontem o embaixador marroquino Hilale como facilitador do processo de fortalecimento dos órgãos de tratados de direitos humanos da ONU.

De acordo com os meios de comunicação marroquinos e o site oficial do governo marroquino, o presidente da Assembleia Geral das Nações Unidas, Tijjani Muhammad-Bande, nomeou nesta quarta-feira o embaixador marroquino Hilale, como facilitador do processo de fortalecimento dos órgãos de tratados de direitos humanos da Nações Unidas.

Além de Hilale, também foi nomeado o embaixador suíço, co-facilitador desse processo.

Os dois co-facilitadores apresentarão, até setembro próximo, um relatório ao Presidente da Assembléia Geral das Nações Unidas, estabelecendo recomendações a serem examinadas, a fim de avaliar e decidir sobre as medidas a serem tomadas para fortalecer e melhorar o sistema em funcionamento dos órgãos de tratados de direitos humanos.

Órgãos do Tratado são mecanismos do sistema das Nações Unidas para a promoção e proteção dos direitos humanos. Oito em número, foram criados por convenções internacionais de direitos humanos.

São compostos por especialistas independentes, que supervisionam a aplicação dos principais tratados internacionais de direitos humanos. O Escritório do Alto Comissariado para os Direitos Humanos atua como secretariado.

O site do governo marroquino afirma que:

 

A escolha de Marrocos representa o reconhecimento dos avanços e realizações do Reino no campo dos direitos humanos, sob a liderança de Sua Majestade o Rei Mohammed VI. Também testemunha a seriedade e credibilidade de que Marrocos beneficia na comunidade internacional, como interlocutor moderado, capaz de federar posições e criar compromissos.

O Sr. Hilale possui uma vasta experiência multilateral, particularmente na área de direitos humanos. De fato, ele assumiu várias responsabilidades da ONU nessa área, incluindo a presidência da 3ª Comissão da Assembléia Geral da ONU, encarregada de questões sociais, humanitárias e de direitos humanos, bem como a presidência do segmento de assuntos humanitários dos Estados Unidos. Conselho Econômico e Social das Nações Unidas. ”

 

 
 
 

O diplomata marroquino obteve sucesso, mas em outras áreas, como a corrupção dentro da ONU, de acordo com os documentos confidenciais que foram divulgados por Chris Coleman ao longo dos anos.

Nos documentos anexados, datados de fevereiro de 2014, pode-se ler como Omar Hilale explica ao ministro das Relações Exteriores marroquino quais as ações que devem ser tomadas para “promover a causa nacional”, como é chamada a ocupação do Sahara Ocidental.

Hilale destaca a necessidade de pagar às ONG amigas marroquinas e outras, para que continuem a apoiar a “Causa Nacional”. De fato, num dos documentos, Hilale alerta que os amigos de Marrocos “não estão felizes” com a falta de apoio financeiro.

Ele não apenas aborda as questões para colocar funcionários marroquinos dentro dos Mecanismos de Direitos Humanos da ONU, mas também em outros órgãos internacionais como a União Africana.

“As ONG africanas pediram a esta missão que apoiasse financeiramente os eventos que organizam. Também é imperativo manter o apoio daqueles que trabalham com Marrocos, prevendo uma contribuição financeira anual para eles (10.000 CHF para cada ONG por ano, ou seja, 60.000 CHF por ano, equivalente a 570.000 DH), o que permitiria mobilizá-los permanentemente para que eles intervissem e neutralizassem as ONGs pro Polisario. ” termina um dos relatórios anexados por Omar Hilale ao Ministro das Relações Exteriores marroquino.

No outro documento, Hilale fala sobre o fato de que as ONG’s africanas amigas tradicionais de Marrocos se recusaram (educadamente) a levantar a questão sobre um suposto “assassinato” do exército argelino de dois habitantes saharauis dos campos de refugiados que a Missão Marroquina queria anunciar.

Em resposta ao pedido marroquino, diz Hilale, três das organizações não apenas recusaram, mas destacaram que disseram que estavam cansadas do não cumprimento das suas necessidades financeiras e que, por sua parte, sempre atenderam às necessidades dos seus irmãos marroquinos. Eles (as ONG’s) querem melhorar a sua “cooperação” com Marrocos por meio de “projectos concretos”. Hilale lembra que ele já tinha envido carta ao Ministro com a necessidade de apoio financeiro para as ONGs africanas.

Estes são apenas alguns exemplos da corrupção contínua nos documentos que Hilale assinou e dirigiu ao Ministro de Relações Exteriores marroquino.

Várias organizações de direitos humanos que o PUSL contactou estão profundamente preocupadas e até chocadas com a nomeação de Omar Hilale, um embaixador marroquino. Segundo todos elas, a segurança e a própria existência do povo saharaui e os seus direitos estão em perigo extremo, ainda maior do que antes. É escandaloso o fato de uma potência ocupante que, diariamente, viola os direitos humanos com prisões e torturas arbitrárias dos defensores saharauis dos direitos humanos, bem como violações da 4ª Convenção de Genebra e dos direitos sociais, económicas e políticos, possa ter sido nomeada para esta tarefa.


 
 
 
 
 

Ver original no jornal 'TORNADO' na seguinte ligação:

https://www.jornaltornado.pt/ultima-hora-mega-escandalo-na-onu/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=ultima-hora-mega-escandalo-na-onu

Chefe da OMS foi alvo de ameaças racistas e de morte por resposta à COVID-19

Diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, fala durante conferência em Montevidéu
© AP Photo / Matilde Campodonico

O chefe da Organização Mundial da Saúde (OMS), o etíope Tedros Adhanom Ghebreyesus, disse nesta quarta-feira que enfrentou ameaças de morte e insultos racistas sobre a resposta da agência de saúde da ONU à pandemia do novo coronavírus.

"Posso contar que ataques pessoais que vêm ocorrendo há mais de três meses. Abusos ou comentários racistas, dando-me nomes [como] preto ou negro [...] até ameaças de morte. Não dou a mínima", garantiu ele a repórteres durante uma coletiva de imprensa.

Ele pediu à comunidade global que "por favor coloque em quarentena a política COVID" e pare de perder tempo apontando dedos um para o outro.

"É isso que queremos. Não nos importamos com ataques pessoais. Preocupamo-nos com a vida que passa a cada minuto desnecessariamente, porque não conseguimos nos unir e combater esse vírus", afirmou Tedros.

Solicitado a comentar a fala do presidente dos EUA, Donald Trump, que acusou a agência na terça-feira de ser "centrada na China", Tedros informou que a OMS estava perto de todas as nações e "ignora cor" e "ignora riqueza".

"Para nós, pequeno e grande é o mesmo. Para nós, as pessoas do norte ou do sul, leste ou oeste são iguais", explicou ele, acrescentando que a mídia deve defender a unidade na luta contra o vírus, em vez de dar fôlego às chamas da discórdia.

A OMS foi criticada por confiar nas estatísticas da China e levar muito tempo para declarar uma pandemia, que infectou mais de 1,45 milhão desde que surgiu em Wuhan, em dezembro do ano passado. Mais de 83 mil morreram até aqui, segundo a Universidade Johns Hopkins.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/europa/2020040815431541-chefe-da-oms-foi-alvo-de-ameacas-racistas-e-de-morte-por-resposta-a-covid-19/

ONU: Conselho de Segurança discute conflito do Sahara Ocidental e analisa designação do novo Enviado Pessoal do SG

 

 
 
Nova Iorque, 06 Abril de 2020. – (ECSAHARAUI) – O Conselho de Segurança da ONU vai reunir na manhã do próximo dia 9 de abril, através de videoconferência, para discutir o conflito no Sahara Ocidental e discutir consultas sobre a missão da ONU para o referendo no Sahara Ocidental -MINURSO, de acordo com o programa da organização internacional. O organismo internacional publicou o programa de trabalho provisório do Conselho de Segurança para abril de 2020.
 
O Conselho de Segurança da ONU tinha previsto, segundo o último relatório de António Guterres, abordar um “relatório de revisão” sobre a MINURSO implantada na região desde 1991.
Em 30 de outubro de 2019, o Conselho de Segurança adotou a resolução 2494 sobre o conflito, uma vez que o mandato da MINURSO expirou em 30 de outubro, de acordo com a Resolução 2440 adotada em 31 de outubro de 2018.
Sidi Mohamed Omar, membro do Secretariado Nacional Saharaui e representante da Frente Polisario junto das Nações Unidas,referiu à imprensa que esta sessão do Conselho de Segurança surge em resposta à resolução 2494 (2019) que foi adotada pelo Conselho na reunião realizada em 30 de outubro de 2019, que prorrogou o mandato de Minurso até 30 de outubro de 2020.
Na referida resolução, o Conselho de Segurança solicitou ao Secretário-Geral que apresente relatórios regularmente dentro de seis meses após a data de renovação do mandato da missão.
Em resposta a uma pergunta sobre o que a Frente Polisario espera do Conselho de Segurança na sessão desta semana, o representante saharaui nas Nações Unidas disse que a parte saharaui “espera que o Conselho de Segurança reative o processo político que está agora totalmente paralisado desde que o presidente Horst Koehler renunciou ao cargo de Enviado Pessoal do SG da ONU em maio do ano passado. “
A Frente POLISARIO “também espera que o Conselho de Segurança expresse uma posição estrita e explícita sobre os atos ilegais e provocatórios de Marrocos nas áreas ocupadas do Sahara Ocidental com a abertura dos chamados consulados estrangeiros, além das contínuas violações do direitos humanos, pilhagem dos recursos do país ocupado e a contínua violação dos termos do Acordo Militar nº 1 » – disse ainda o diplomata.

Via: Sahara Ocidental Informação https://bit.ly/2xVsu8V

 

Ver original em 'Abril de Novo Magazine' na seguinte ligação:

https://abrildenovomagazine.wordpress.com/2020/04/07/onu-conselho-de-seguranca-discute-conflito-do-sahara-ocidental-e-analisa-designacao-do-novo-enviado-pessoal-do-sg/

ONU exige a liberdade de quatro universitários saharauis do Grupo El Uali que continuam na prisão cumprindo penas de dez anos cada um

 
 
Os estudantes sofreram torturas e foram obrigados a assinar atestados inculpatórios.
 
Fonte:Contramutis – O Grupo de Trabalho sobre Detenção Arbitrária do Conselho de Direitos Humanos da ONU denuncia que a detenção de 14 estudantes saharauis do grupo Companheiros de El Uali foi arbitrária. E pede a libertação dos quatro que ainda estão na prisão, bem como a reparação de todos eles.
Este órgão da ONU afirma numa resolução publicada a 31 de março que os estudantes foram detidos sem garantias, sofreram tortura e foram forçados a assinar acusações inculpatórias sem que o juiz rejeitasse essas confissões forçadas. Não foram dadas garantias de apoio judiciário que não existiu também nas várias fases do processo, e a presença de observadores internacionais, ativistas e familiares foi proibida na maioria dos casos.
O grupo Companheiros de El Uali era formado por estudantes saharauis das universidades de Agadir e Marraquexe que defendiam a causa saharaui. Manifestaram-se a 23 de janeiro de 2016 devido à inação das autoridades marroquinas diante de um ataque com faca, em dezembro de 2015, a um estudante saharaui que ficou gravemente ferido. Um grupo de estudantes marroquinos atacou os saharauis com o resultado de um saharaui ferido e um marroquino morto “sem se saber até hoje como ele morreu e quem era o responsável”, segundo a opinião do Grupo de Trabalho da ONU.
O Grupo de Trabalho observa que, tal como em outras ocasiões, houve discriminação contra os saharauis devido à falha em abrir uma investigação simultânea para os dois atos criminosos: Marrocos perseguiu os saharauis, mas não investigou o ataque dos marroquinos contra o estudante saharaui.
O Grupo de Trabalho também destaca que, no interrogatório, as perguntas eram sobre o seu ativismo político e sua relação com a Frente Polisario, de modo que sua prisão está ligada à expressão de uma opinião política.
Tendo em conta esses factos, não contestados pelo governo marroquino nos autos, o Grupo de Trabalho emitiu um parecer determinando que as prisões eram arbitrárias e solicita ao governo marroquino que tome as medidas pertinentes para reparar a situação dessas quatorze pessoas condenadas, libertando imediatamente os quatro estudantes que permanecem na prisão e seja concedida uma compensação para todos eles.
Dos 15 membros do grupo, 14 apresentaram uma queixa ao Grupo de Trabalho sobre detenções arbitrárias. Brahim Moussayih, Mustapha Burgaa, Hamza Errami, Salek Baber, Mohamed Rguibi, Ali Charki, Aomar Ajna, Nasser Amenkour, Ahmed Baalli e Omar Baihna foram condenados a três anos mas já foram libertados. Condenados a 10 anos de pena foram Aziz El Ouahidi, Mohammed Dadda, Abdelmoula El Hafidi e Elkantawi Elbeur, que continuam na prisão.
Há um outro membro do grupo, Husein Bachir, que foi preso em janeiro de 2019 depois de ter sido entregue a Marrocos pela polícia espanhola, apesar de ter solicitado asilo político em Espanha. A sua sentença é de 12 anos e está pendente de recurso.
O Grupo de Trabalho considera também que as denúncias de tortura devem ser encaminhadas ao Relator Especial sobre tortura e outros tratamentos ou penas cruéis, desumanos ou degradantes, e ao Relator Especial sobre a promoção e proteção do direito à liberdade de opinião e expressão, para eles agirem em conformidade.
O Grupo pede ainda ao governo marroquino que realize uma investigação para que as responsabilidades por todas essas violações de direitos possam ser encontradas. E pergunta a Marrocos se havia modificado sua legislação ou sua prática para assimilá-la ao direito internacional.
Nos últimos três anos, o Grupo de Trabalho censurou Marrocos nos casos dos saharauis Laaroussi Ndor, Mbarek Daoudi, Mohamed Al-Bambary, Salah Eddine Bassir e Ahmed Aliouat por ações policiais e judiciais semelhantes. Marrocos não cumpriu os requisitos formulados pelo Grupo de Trabalho: Al Bambary e Aliouat permanecem na prisão, os outros cumpriram as suas penas. Ninguém recebeu reparação.
 

Via: Sahara Ocidental Informação https://bit.ly/3aPWz8v

Ver original em 'Abril de Novo Magazine' na seguinte ligação:

https://abrildenovomagazine.wordpress.com/2020/04/07/onu-exige-a-liberdade-de-quatro-universitarios-saharauis-do-grupo-el-uali-que-continuam-na-prisao-cumprindo-penas-de-dez-anos-cada-um/

Secretário-geral da ONU apela ao cessar-fogo mundial; quase dois milhões de pessoas já apoiaram

Secretário-geral da ONU pede cessar-fogo global contra coronavírus...

Está aberto e com o objetivo de angariar dois milhões de assinaturas o apelo do secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, por um cessar-fogo mundial que suspenda hostilidades entre povos e nações que neste momento precisam cooperar para enfrentar a pandemia do novo coronavírus. Enquanto se escreve esta notícia, já há mais de 1,8 milhão de assinaturas no apelo circulado através do Avaaz. Leia o texto abaixo. Acesse e endosse o chamado clicando aqui.

 

A fúria do vírus ilustra a insensatez da guerra

Nosso mundo enfrenta um inimigo comum: a COVID-19.

O vírus não se importa com etnia ou nacionalidade, facção ou fé. Ataca a todos, de forma implacável.

Enquanto isso, conflitos armados seguem ativos em todo o mundo.

Os mais vulnerávies —mulheres e crianças, pessoas com descapacidades, os marginalizados e os deslocados— pagam o preço mais alto.

Estão também sob o maior risco de sofrer perdas devastadoras com a COVID-19.

Não esqueçamos que em países destroçados pela guerra, os sistemas de saúde colapsaram.  Profissionais de saúde, já poucos, têm sido frequentemente o alvo. Refugiados e outros deslocados por conflitos violentos estão duplamente vulneráveis. A fúria do vírus demonstra a insensatez da guerra.

É por isso que hoje estou apelando por um cessar-fogo global e imediato em todos rincões do mundo. É tempo de bloquear o conflito armado e focar, juntos, na verdadeira batalha das nossas vidas.

https://twitter.com/antonioguterres/status/1242155073981087744?ref_src=twsrc%5Etfw

 

Às partes em guerra, digo: Retirem-se das hostilidades. Coloquem de lado a desconfiança e a animosidade. Silenciem as armas; detenham a artilharia; parem os ataques aéreos. Isso é crucial para ajudar a criar corredores para a assistência que salva vidas. Para abrir importantes janelas à diplomacia. Trazer esperança a lugares entre os mais vulneráveis à COVID-19.

Tiremos inspiração das coalizões e diálogos que estão gradualmente surgindo entre rivais para promover abordagens conjuntas contra a COVID-19. Mas precisamos de muito mais.

Acabemos com a enfermidade da guerra e combatamos a doença que está assolando o nosso mundo.

Isso começa por parar os confrontos em toda a parte. Agora.

É disso que a nossa família humana precisa, agora mais do que nunca.

Fonte: Secretaria-Geral da ONU

Tradução: Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz

Leia o original em CEBRAPAZ (clique aqui)

Secretário-geral da ONU reitera apelo por cessar-fogo global durante luta contra a COVID-19

 

 

Nações Unidas, 3 abr (Xinhua) -- O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, disse na sexta-feira que a comunidade internacional deve se concentrar apenas na batalha contra seu inimigo comum da pandemia COVID-19, que está varrendo o mundo inteiro e trazendo enormes impactos socioeconômicos.

"O apelo de cessar-fogo global está ressoando em todo o mundo", disse Guterres em uma coletiva de imprensa virtual.

Dez dias atrás, o chefe da ONU pediu por um cessar-fogo imediato "em todos os cantos do mundo" para reforçar a ação diplomática, ajudar a criar condições para a entrega de ajuda para salvar vidas e trazer esperança para os lugares que estão entre os mais vulneráveis à pandemia da COVID-19.

"A pandemia está tendo profundas consequências sociais, econômicas e políticas, inclusive as relacionadas à paz e segurança internacionais", disse ele na ocasião. "Deve haver apenas uma luta em nosso mundo hoje: nossa batalha compartilhada contra a COVID-19."

Segundo o chefe da ONU, seu apelo de cessar-fogo global foi endossado por "um número crescente de Estados-membros, cerca de 70 até agora, parceiros regionais, entidades não estatais, redes e organizações da sociedade civil e todos os mensageiros da paz da ONU e defensores dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável".

"Líderes religiosos...somaram sua voz da moral em apoio a um cessar-fogo global, assim como os cidadãos através da mobilização popular online", acrescentou o chefe da ONU.

"Um número substancial de partes em conflitos expressou sua aceitação pela chamada", observou.

Enquanto isso, o chefe da ONU ressaltou que "há uma enorme distância entre declarações e ações - entre tornar as palavras em paz real e na vida das pessoas".

"Há enormes dificuldades para a implementação, pois os conflitos se alastram por anos, a desconfiança é profunda, com muitos destruidores e muitas suspeitas", disse ele. "Em muitas das situações mais críticas, não vimos nenhuma desistência nos combates -- e alguns conflitos até se intensificaram."

O secretário-geral, portanto, pediu "esforços diplomáticos robustos para enfrentar esses desafios".

"Para silenciar as armas, devemos levantar as vozes para a paz", disse Guterres.

Falando sobre o "intenso impulso diplomático", ele citou uma série de exemplos para ilustrar seu ponto de vista.

"No Iêmen, apesar do apoio expresso a um cessar-fogo por parte do governo, Ansar Allah e muitas outras partes -- incluindo o Comando das Forças Conjuntas -- o conflito aumentou", disse ele, acrescentando que seu enviado especial para o Iêmen "está trabalhando nos preparativos para convocar as partes para discutir a gestão da crise COVID-19 e um mecanismo de cessar-fogo nacional".

Na Síria, onde as primeiras mortes relacionadas à COVID-19 já foram relatadas, Guterres disse que seu enviado especial apelou para um cessar-fogo nacional "completo e imediato" para permitir um esforço total contra a COVID-19.

"O cessar-fogo de Idlib anteriormente negociado pela Turquia e pela Federação Russa está em vigor", disse ele. "Mas é essencial que um cessar-fogo permanente em todo o país entre em vigor para permitir expansões no acesso humanitário a todos que sofrem na última década."

Guterres também falou sobre os desenvolvimentos relacionados a seu apelo de cessar-fogo na Líbia e no Afeganistão.

"Pedi a todos aqueles que podem fazer a diferença que façam essa diferença: instar e pressionar os combatentes ao redor do mundo a abandonarem as armas", disse ele.

Falando sobre a urgência do cessar-fogo e do combate à pandemia, o secretário-geral disse que "há uma chance de paz, mas estamos longe disso. E a necessidade é urgente. A tempestade COVID-19 está chegando a todos esses teatros de conflito."

"O vírus mostrou o quão rapidamente ele pode se mover através das fronteiras, devastar países e acabar com vidas", disse o chefe da ONU. "O pior ainda está por vir."

"Precisamos fazer todo o possível para encontrar a paz e a unidade que nosso mundo precisa desesperadamente para combater a COVID-19... Devemos mobilizar cada gota de energia para derrotá-la", disse Guterres.

O chefe da ONU também disse a repórteres na coletiva de imprensa virtual que um cessar-fogo é uma oportunidade para a diplomacia rumo a paz, para as negociações políticas e para os próximos passos em direção à paz permanente.

"O cessar-fogo tem um valor em si para evitar a morte de pessoas e para permitir que a doença seja combatida de forma mais eficaz, mas o cessar-fogo deve ser visto como um primeiro passo para a paz permanente", observou Guterres.

Vítima de minas terrestres está em sua casa no distrito de Midi, Província de Hajjah, Iêmen, em 24 de fevereiro de 2020. De acordo com as Nações Unidas, milhares de minas terrestres, artilharia não detonada e outros explosivos de guerra foram deixados durante o atual conflito no Iêmen. (Foto: Mohammed Alwafi/Xinhua)

Uma menina com deficiência em sua casa na cidade de Aleppo, norte da Síria, em 10 de março de 2020. Cerca de 4,8 milhões de crianças nasceram na Síria desde que o conflito começou há nove anos. Mais 1 milhão nasceram como refugiados nos países vizinhos. Eles continuam a enfrentar as consequências devastadoras de uma guerra brutal, informou o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) neste domingo. (Foto: Hummam Sheikh Ali/Xinhua)

Ver original em "XINHUA Português" na ligação seguinte:

http://portuguese.xinhuanet.com/2020-04/04/c_138947108.htm

Um milhão de assinaturas apoia apelo da ONU para cessar-fogo mundial

 

Uma petição lançada pela ONG Avaaz, em apoio ao apelo da ONU para um cessar-fogo mundial, devido à pandemia de covid-19, atingiu, esta quinta-feira, um milhão de assinaturas, numa altura em que os conflitos não diminuem.

 

No encontro diário com a imprensa, o porta-voz das Nações Unidas, Stephan Dujarric, congratulou-se com esta iniciativa. “Estamos muito felizes em ver a quantidade de pessoas que aderiram a esta petição. É importante colocar pressão nos combatentes”.

A petição online foi lançada a 30 de março e respondeu ao apelo lançado por António Guterres, secretário-geral das Nações Unidas, para um cessar-fogo mundial. Se em alguns países, como Filipinas, Camarões, Iémen ou Colômbia, os grupos armados mostraram-se prontos para cessar as hostilidades, a verdade é que não materializaram essas intenções.

“Infelizmente as hostilidades continuam na maior parte das zonas onde nos encontramos”, disse Laetitia Courtois, representante do Comité Internacional da Cruz Vermelha, junto da ONU. “Os combates continuam e os feridos continuam a chegar aos hospitais que têm o nosso apoio, por exemplo, no Sudão do Sul”, acrescentou.

Segundo Laetitia Courtois, o cessar-fogo permitiria aos agentes humanitários continuar a trabalhar em melhores condições e ter um impacto maior no momento da crise pandémica provocada pelo novo coronavírus.

No passado dia 24, Guterres pediu um cessar-fogo imediato em todos os conflitos mundiais para preservar a vida de civis perante a “fúria” da pandemia. “Está na hora de terminar os conflitos armados e de nos concentrarmos na verdadeira luta das nossas vidas”.

O novo coronavírus já infetou mais de um milhão de pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 51 mil. Dos casos de infeção, cerca de 190 mil são considerados curados.

ZAP // Lusa

 
 
 

Ver original em 'ZAP aeiou' na seguinte ligação:

https://zap.aeiou.pt/milhao-assinaturas-cessar-fogo-mundial-317291

«AS SANÇÕES COMO SENTENÇAS DE MORTE»


Redacção de O Lado Oculto; com Alan McLeod/MintPress Os governos de oito países sob sanções ilegais dos Estados Unidos dirigiram-se a várias instâncias internacionais, entre elas o secretário-geral da ONU, advertindo que esses bloqueios estão a impedir os seus povos de combater eficazmente a pandemia de coronavírus (COVID-19). Os governos da China, Cuba, Irão, Nicarágua, Coreia do Norte, Rússia, Síria e Venezuela enviaram uma declaração conjunta ao secretário-geral da ONU, ao Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos e ao director-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS) pedindo o fim das sanções dos Estados Unidos por serem “ilegais e violarem de forma flagrante o direito internacional e a Carta das Nações Unidas”.
Os países em causa, que representam um quatro da população mundial, afirmam que as sanções minam directa e indirectamente o combate ao COVID-19. 
“O impacto destrutivo dessas medidas ao nível nacional e as suas implicações extraterritoriais, juntamente com o seu carácter desproporcionado e o medo de ‘sanções secundárias’ impedem a capacidade de os governos nacionais adquirirem equipamentos e suprimentos médicos básicos, incluindo kits para testes e medicamentos”, lê-se na declaração. Combater o novo coronavírus, acrescenta, é “uma acção difícil, ou mesmo impossível, para os países que actualmente enfrentam a aplicação de medidas coercivas unilaterais”. 

O caso do Irão é particularmente grave, debatendo-se o país com uma estirpe do novo coronavírus extremamente mortífera. Apesar de vários sectores da medicina não estarem ao alcance de sanções internacionais, os Estados Unidos têm dissuadido os países dispostos a fornecer apoio médico a Teerão sob a ameaça de serem também sancionados. A China tem quebrado o bloqueio e também a Organização Mundial de Saúde fornece apoio – o que continua a ser insuficiente para as necessidades.

Alfred de Zayas, relator especial da ONU para os direitos humanos, tem qualificado as sanções impostas pelos Estados Unidos como ilegais e uma “punição colectiva” para os povos dos países atingidos; neste quadro, acusou o governo de Donald Trump de praticar “crimes contra a humanidade”.

“Não podemos permitir que calculismos políticos se interponham no caminho de salvar vidas humanas”, afirmam os oito países autores da declaração.
 

Ver original em 'Conversa Avinagrada' (aqui)

ONU fecha as portas em Genebra após funcionário ser diagnosticado com COVID-19

© AP Photo / Salvatore Di Nolfi

A sede da Organização das Nações Unidas em Genebra, na Suíça, será fechada temporariamente após um funcionário ter sido testado como positivo para a infecção por coronavírus, segundo informou neste sábado (14) a assessoria de imprensa do Palácio das Nações.

De acordo com a diretora de comunicações da ONU em Genebra, Alessandra Vellucci, o funcionário em questão não comparece ao Palácio das Nações desde 6 de março e não apresentava nenhum sintoma até então.

 

Devido a alguns casos de #COVID19 confirmados em organizações internacionais em Genebra, ​ a partir de 16/3 todo o pessoal da ONU baseado no Palácio estará trabalhando remotamente, a menos que sua presença física no edifício seja considerada necessária. A @UNGeneva continuará servindo as pessoas.

No início desta semana, a Organização Mundial do Comércio (OMC), que também tem sede na Suíça, anunciou que um membro da equipe foi infectado pelo COVID-19, levando a organização a tomar medidas semelhantes e a suspender todas as reuniões até pelo menos 20 de março. A Suíça tem mais de 1,3 mil casos confirmados do novo coronavírus, com pelo menos 13 mortes causadas pela doença (COVID-19) até agora.

Na sexta-feira (13), a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou que a Europa é o novo epicentro da disseminação do vírus, já que a Itália colocou o país todo em quarentena e Espanha, França, Alemanha e Reino Unido estão se preparando para uma explosão de casos em seus territórios.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/europa/2020031415331849-onu-fecha-as-portas-em-genebra-apos-funcionario-ser-diagnosticado-com-covid-19/

Secretário Geral da ONU elogia povo chinês por 'contribuir para o bem da humanidade'

 António Guterres, Secretário-geral da ONU

247 -Em visita à sede da Organização Mundial da Saúde (OMS), o secretário geral da ONU, António Guterres, disse que, para prevenir e controlar a epidemia, muitos chineses sacrificam sua vida normal. Ele agradeceu a toda a população da China por sua abnegação.

Guterres acrescentou que, de acordo com as informações da OMS, o número de novos casos apresentou uma tendência decrescente desde o início de fevereiro. Ele espera que esse bom sinal continue.

Guterres também elogiou a OMS por acompanhar os novos surtos do coronavírus em todo o mundo, 24 horas por dia, e fornecer apoio aos governos da China e do resto do mundo para garantir o controle da doença.

 

A informação é da Rádio China Internacional.

Guterres diz que a crise climática é o maior obstáculo para a paz mundial

André Kosters / Lusa

 

No Paquistão, o quinto país mais ameaçado pelos efeitos das mudanças climáticas, o secretário-geral das Nações Unidas destacou a questão da água como o maior perigo para o país.

 

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, disse este domingo que a crise climática é o maior obstáculo à paz mundial, durante a visita ao Paquistão, um país em conflito com a Índia por causa do uso da água.

“A crise climática é talvez o maior obstáculo à paz, estabilidade e prosperidade globais”, disse Guterres, durante uma conferência sobre desenvolvimento sustentável, no seu primeiro evento público em Islamabad, onde chegou hoje para uma visita oficial.

O Paquistão é o quinto país mais ameaçado pelos efeitos das mudanças climáticas, em particular pelo degelo, inundações e desertificação, segundo relatórios de organizações ambientais.

 
 

Além destas ameaças, Guterres destacou a questão da água como o maior perigo para o Paquistão, lembrando que 80% dos seus lençóis é destinado à agricultura, que emprega 40% da população ativa.

De resto, o problema da água tem criado tensões com a Índia, já que os dois países compartilham os leitos de seis rios, não se entendendo relativamente à gestão destes recursos hídricos.

Guterres lembrou que era o primeiro-ministro de Portugal, quando assinou com Espanha um acordo, em 1998, para gerir a água dos rios que os dois países europeus compartilham.

“Este exemplo mostra que é possível uma cooperação eficaz para resolver esse género de problemas”, explicou o secretário-geral da ONU.

António Guterres, que tem apelado para ações mais vigorosas para enfrentar a emergência climática, acrescentou que “paz, prosperidade, dignidade e direitos humanos para todas as pessoas são o objetivo do desenvolvimento sustentável”.

Guterres destacou a importância do desenvolvimento sustentável para todos os países e comunidades, já que os efeitos das mudanças climáticas não respeitam fronteiras.

“Nenhum país pode dizer que é imune aos seus efeitos (da mudança climática)”, disse o secretário-geral, lamentando que o “ritmo da mudança seja lento”, quando se procura alcançar metas de desenvolvimento sustentável.

Durante a palestra, Guterres deu o exemplo do próprio Paquistão, país pelo qual desenvolveu afinidade durante as suas muitas visitas como Alto Comissário das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), entre 2005 e 2015.

“É injusto que o Paquistão esteja na vanguarda do impacto negativo das mudanças climáticas. O Paquistão contribuiu pouco para o problema“, disse Guterres.

Além da conferência sobre mudanças climáticas, Guterres participou numa reunião com refugiados do Afeganistão, Iémen e Tajiquistão que estão em solo paquistanês.

“A minha primeira reunião no Paquistão: gerações de refugiados afegãos que compartilharam histórias emocionantes, as suas esperanças e os seus sonhos”, escreveu o líder da ONU na sua conta da rede social Twitter.

Na segunda-feira, Guterres participará numa conferência que assinala o 40.º aniversário da chegada de refugiados afegãos ao Paquistão, estará presente no início de uma campanha de vacinação contra a poliomielite, um grave problema neste país asiático, e visitará um templo sikh aberto aos peregrinos oriundos da Índia.

// Lusa

 
 
 

Ver original em 'ZAP aeiou' na seguinte ligação:

https://zap.aeiou.pt/guterres-diz-crise-climatica-maior-obstaculo-paz-mundial-309011

China pede cooperação internacional para combater coronavírus

Nações Unidas, 3 fev (Xinhua) -- A China pediu nesta segunda-feira por cooperação internacional para combater o novo coronavírus e destacou a necessidade de evitar reações exageradas, enquanto oficiais da ONU expressaram confiança na luta do país contra a epidemia.

O representante permanente da China na Organização das Nações Unidas, Zhang Jun, disse a repórteres à margem de uma reunião da entidade que é vital para a comunidade internacional manter a solidariedade e a cooperação para superar a epidemia.

A China aprecia o entendimento e o apoio das organizações internacionais, incluindo as Nações Unidas e a Organização Mundial da Saúde (OMS) e países relevantes, agradeceu Zhang.

"Pedimos a todos os países que adotem as recomendações da OMS, que não reajam de forma exagerada, não tomem medidas desnecessárias sobre viagens internacionais ou suspensão de voos etc, e que não pratiquem ações discriminatórias contra a China e os cidadãos chineses", destacou Zhang.

Ele observou que a situação continua desafiadora, mas garantiu: "estamos tomando todas as medidas para combater o surto, tratar os pacientes e controlar a propagação da epidemia".

O representante apontou que equipes médicas de toda a China se concentram em Wuhan neste momento crucial, novos hospitais entraram em funcionamento e um grande número de suprimentos médicos foi entregue.

"Mais vidas foram salvas e mais pacientes se recuperaram. Isso mostra que, diante do surto, a determinação do governo e do povo chinês é firme, e as medidas adotadas são oportunas, poderosas, sem precedentes e responsáveis, e os efeitos estão se mostrando", exaltou Zhang.

O subsecretário-geral do escritório de combate ao terrorismo da ONU, Vladimir Voronkov, expressou sua solidariedade, observando que o governo chinês tomou uma série de medidas e acredita que o país ultrapassará as dificuldades em um curto período de tempo.

Durante a sessão de abertura da reunião sobre segurança de eventos esportivos, o chefe da Aliança das Civilizações da ONU, Miguel Angel Moratinos, disse que aprecia e apoia o esforço feito pelo governo e pelo povo chinês na batalha contra a epidemia e acredita que a China superará as dificuldades.

Ver original em "XINHUA Português" na ligação seguinte:

http://portuguese.xinhuanet.com/2020-02/04/c_138755333.htm

ONU aprecia esforço da China contra novo coronavírus, segundo Guterres

Nações Unidas, 27 jan (Xinhua) - O secretário-geral da ONU, António Guterres, disse na segunda-feira que a ONU aprecia os esforços da China para combater o novo coronavírus e tem total confiança na capacidade da China de controlar o surto.

Em sua reunião com o representante-permanente da China na ONU, Zhang Jun, o chefe da ONU disse que, neste momento importante, a ONU está em solidariedade com o governo e o povo chinês.

De sua parte, Zhang disse que o governo chinês atribui uma importância primordial à prevenção e controle da epidemia, e o presidente, Xi Jinping, deu instruções importantes.

Colocando os interesses do povo em primeiro lugar, a China adotou medidas rápidas e fortes, implantando um mecanismo de prevenção e controle em todo o país, acrescentou ele.

O enviado chinês disse que a China tem trabalhado com a comunidade internacional no espírito de abertura, transparência e coordenação científica. Com um grande senso de responsabilidade, a China não poupa esforços para conter a propagação da doença e salvar vidas.

"Agora é um momento crucial, e a China tem plena capacidade e confiança para vencer a batalha contra a epidemia", disse o embaixador chinês.

Guterres disse que a ONU tem total confiança na capacidade da China de controlar o surto e está pronta para prestar qualquer apoio e assistência.

 

Ver original em "XINHUA Português" na ligação seguinte:

http://portuguese.xinhuanet.com/2020-01/29/c_138740949.htm

Porta-voz da ONU critica Plano Trump para o Oriente Médio

247 - Em uma reação à revelação do controverso "acordo do século" pelo presidente dos EUA, Donald Trump, que supostamente busca acabar com o conflito entre israelenses e palestinos, Stéphane Dujarric, porta-voz do secretário-geral da ONU Antonio Guterres disse nesta terça-feira (28) que a ONU insiste em respeitar as fronteiras de 1967.

"As Nações Unidas continuam comprometidas com as resoluções do Conselho de Segurança e da Assembléia Geral sobre a solução de dois Estados", disse Dujarric, segundo a agência. Notícias francesas AFP.

Por seu turno, Elizabeth Warren, senadora democrata aspirante à presidência dos Estados Unidos, considerou que anunciar um plano sem consultar de antemão os palestinos é "uma vergonha", informa o site iraniano HispanTV.

 

Secretário-geral da ONU enumera os '4 Cavaleiros do Apocalipse' que ameaçam o mundo

Cavaleiros do Apocalipse (imagem reverencial)
© CC0 / ZERIG

Malgrado este vaticínio, António Guterres não deixou de referir "alguns sinais de esperança" para o mundo, recordando que no ano passado vários conflitos foram evitados.

Os quatro "Cavaleiros do Apocalipse" que ameaçam o progresso do mundo no século XXI são as tensões geopolíticas, as mudanças climáticas, a crescente desconfiança global e o abuso das novas tecnologias, sublinhou o secretário-geral da ONU, António Guterres, durante um discurso perante a Assembleia Geral da ONU.

Tensões geopolíticas

"O primeiro cavaleiro é representado pelo nível, nunca antes atingido, das tensões geoestratégicas globais", advertiu Guterres. Segundo o secretário-geral, essas tensões estão levando a novos conflitos, ataques terroristas que estão causando mais vítimas, enquanto a ameaça nuclear está crescendo.

"Mais pessoas foram forçadas a sair de suas casas devido às guerras e perseguições como nunca se viu em qualquer outro momento desde a Segunda Guerra Mundial", sublinhou igualmente.

Mudanças climáticas

Segundo Guterres, o segundo cavaleiro seria a crise climática que ameaça o planeta.

A este respeito, o secretário-geral da ONU advertiu para o fato de a temperatura global continuar subindo, o que faz com que um milhão de espécies esteja em perigo de extinção a curto prazo, manifestando temor de que a Terra se aproxime de um "ponto de não retorno".

Desconfiança mundial

O terceiro cavaleiro seria a "desconfiança profunda e crescente no mundo". Como recordou o diretor da organização internacional, a confiança nas instituições políticas está diminuindo, as mulheres estão exigindo igualdade e denunciando a violência e discriminação, enquanto a hostilidade contra refugiados e migrantes está aumentando.

Guterres destaca também, baseando-se em um recente relatório da ONU, que duas em cada três pessoas vivem em países onde a desigualdade aumentou.

Mundo digital

Finalmente, o último dos quatro "Cavaleiros do Apocalipse": para Guterres, o lado negro do mundo digital representa a quarta ameaça.

António Guterres, novo secretário-geral da ONU, discursa durante a cerimônia de designação, em 12 de dezembro de 2016
© AP Photo / Seth Wenig
António Guterres, novo secretário-geral da ONU, discursa durante a cerimônia de designação, em 12 de dezembro de 2016

Apesar dos indubitáveis benefícios trazidos pelas novas tecnologias, há quem recorra a elas "para cometer crimes, incitar ao ódio, falsificar informações, oprimir e explorar pessoas e invadir a privacidade".

"Os avanços tecnológicos estão sendo mais rápidos que a nossa capacidade de responder a eles ou mesmo de os compreender", rematou.

Sinais de esperança

No entanto, apesar de todos estes perigosos indícios, Guterres também registra "alguns sinais de esperança". Segundo ele, vários conflitos foram evitados durante o ano passado, sobretudo na República Democrática do Congo, Madagáscar, Mali e Maldivas. Guterres salientou a concluir os conflitos onde se fizeram progressos positivos, como os do Iêmen, Síria e Líbia.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/mundo/2020012315038501-secretario-geral-da-onu-enumera-os-4-cavaleiros-do-apocalipse-que-ameacam-o-mundo-video/

A ONU suspende o direito de voto de 7 Estados

 
 
Em aplicação da regra adoptada em Outubro de 2019 pela Assembleia Geral, as Nações Unidas suspenderam o direito de voto de sete dos seus membros e aprestam-se para sancionar outros três:
 
-  Comores (no fim da 74ª sessão da Assembleia Geral)
-  Gâmbia (agora)
-  Lesoto (agora)
-  Líbano (agora)
-  República Bolivariana da Venezuela (agora)
-  República Centro-Africana (agora)
-  São Tomé e Príncipe (no fim da 74ª sessão da Assembleia Geral)
-  Somália (no fim da 74ª sessão da Assembleia Geral)
-  Tonga (agora)
-  Iémene (agora)
 
Nenhum desses membros tem as suas cotizações em dia.
 
No entanto, vários destes Estados não podem materialmente regular as suas cotizações devido às sanções bancárias unilaterais dos EUA.
 
Voltaire.net.org | Tradução Alva

Ver o original em 'Página Global' na seguinte ligação:

https://paginaglobal.blogspot.com/2020/01/a-onu-suspende-o-direito-de-voto-de-7.html

Órgão de controle de armas químicas manipulou informações sobre ataque na Síria, revela delator

Sede da Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ) , em Haia, nos Países Baixos
© AP Photo / Peter Dejong

Ex-inspetor da Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ) acusou o órgão de publicar relatório contrário às conclusões do grupo de investigadores sobre ataque com armas químicas em Douma, na Síria, em 2018.

As acusações foram feitas durante testemunho no Conselho de Segurança da ONU.

O relatório final da OPAQ sobre os supostos ataques com armas químicas em Douma, na Síria, foi publicado em março de 2019. Mas, de acordo com o ex-inspetor da organização Ian Henderson, o documento omitiu informações cruciais, que colocavam em dúvida a ocorrência de um ataque com armas proibidas.

"As conclusões do relatório final [publicado pela OPAQ] foram contraditórias e modificaram totalmente o entendimento a que o time [de inspetores] chegou depois da visita a Douma", disse Henderson.

As denúncias foram feitas pelo inspetor durante testemunho no Conselho de Segurança da ONU, transmitido por videoconferência, uma vez que seu visto para comparecer à reunião pessoalmente foi negado pelas autoridades norte-americanas, reportou a RT.

 

​As denúncias foram feitas pelo inspetor durante testemunho no Conselho de Segurança da ONU, transmitido por videoconferência, uma vez que seu visto para comparecer à reunião pessoalmente foi negado pelas autoridades norte-americanas.

Segundo Handersen, apesar de vários membros da equipe de inspeção que foi a Douma "ter levantado sérias dúvidas sobre a ocorrência de ataque químico", o relatório final da organização, elaborado por um outro grupo de especialistas que não compareceram ao local do incidente, concluiu que havia "base suficiente" para concluir que houve ataque e que Damasco deveria ser responsabilizada pelo incidente.

O relatório omitiu quaisquer indícios que provassem o contrário, ignorando "fatos, informações, dados e análises" coletadas pelo time de campo, que conduziu estudos toxicológicos, trabalho com as vítimas, análises químicas e estudos de balística, contou o inspetor, agora aposentado.

Washington e seus aliados culparam o governo sírio pelos incidentes em Douma, que foram seguidos de ataques aéreos por parte dos EUA, França e Reino Unido. Os bombardeios, realizados uma semana depois do alegado ataque químico, foram realizados antes mesmo que quaisquer estudos pudessem concluir a veracidade das acusações.

Armas químicas
© Sputnik / Ilia Pitalev
Armas químicas

Na ocasião, políticos ocidentais e a mídia concluíram, com base em informações de testemunhas oculares do grupo Capacetes Brancos, que era "bastante provável" que o governo sírio tivesse realizado o ataque com dois cilindros de gás contra a população civil, deixando dezenas de mortos.

A 'provas do crime' de Damasco seriam dois cilindros encontrados em uma área residencial da cidade. De acordo com Hendersen, o grupo de inspetores encontrou evidências de que os cilindros haviam sido deixados no local "manualmente", e não "lançados de uma aeronave".

"Eu conduzi seis meses de estudos de engenharia e balística sobre os cilindros, cujos resultados providenciaram mais evidências de que não houve ataque químico", disse Handersen.

Posteriormente, o site Wikileaks revelou que um alto funcionário da OPAQ ordenou que "todos os traços" do relatório de Hendersen fossem apagados dos arquivos da organização.

Apesar da gravidade do caso, durante seu testemunho, Hendersen pediu que o ocorrido não seja alvo de "debate político", mas seja "resolvido de maneira apropriada, através do rigor científico e da engenharia".

A reunião informal do Conselho de Segurança sobre o relatório final da OPAQ foi realizada nesta segunda-feira (20), a pedido de Moscou.

Sessão do Conselho de Segurança da ONU
© REUTERS / Mike Segar
Sessão do Conselho de Segurança da ONU

Os EUA consideraram a reunião improdutiva, por "descreditar a respeitada Organização para a Proibição de Armas Químicas e seus funcionários". Moscou insiste que, pelo contrário, o objetivo das investigações é restaurar a confiança na OPAQ.

"Por que o incidente na cidade síria de Douma é tão importante? Porque foi usado como justificativa para um ataque com mísseis, realizado pelos EUA, França e Reino Unido, em abril de 2019, que imediatamente culparam o governo de Damasco", disse o representante da Rússia nas Nações Unidas, Vassily Nebenzia.

Além do testemunho de Henderson, o Conselho de Segurança ouviu o representante da Rússia na OPAQ, Alexander Shugin, e o diretor de ONG que entrevistou mais de 300 residentes de Douma.

Caso Bustani na OPAQ

Essa não é a primeira vez que a OPAQ se vê em meio a um escândalo. O diplomata brasileiro José Maurício Bustani foi alvo de pressão dos Estados Unidos para modificar relatórios da organização sobre a alegada posse de armas químicas pelo Iraque.

Em março de 2002, os EUA solicitaram uma reunião para aprovar uma moção de desconfiança contra o brasileiro, que então exercia o segundo mandato como diretor-geral da organização. Bustani teve que deixar o posto de diretor da OPAQ.

Diplomata brasileiro, José Maria Bustani, pouco antes de ser destituído ilegalmente do cargo de diretor-geral da OPAQ, em abril de 2002
© AP Photo / Serge Ligtenberg
Diplomata brasileiro, José Maria Bustani, pouco antes de ser destituído ilegalmente do cargo de diretor-geral da OPAQ, em abril de 2002

Um ano depois da demissão de Bustani, os EUA invadiram o Iraque, sob o pretexto de destruir armas de destruição em massa, que nunca foram encontradas.

Em 2003, a Organização Internacional do Trabalho (OIT), considerou a destituição de Bustani ilegal e, portanto, nula. Bustani recebeu compensação financeira pelo incidente e doou-a para o Programa de Cooperação Internacional para países em desenvolvimento, coordenado pela OPAQ.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/oriente_medio_africa/2020012115030693-orgao-de-controle-de-armas-quimicas-manipulou-informacoes-sobre-ataque-na-siria-revela-delator/

Chefe da ONU nomeia vice-chefe da missão para apoiar acordo de Hodeida

Nações Unidas, 7 jan (Xinhua) - O secretário-geral da ONU, António Guterres, anunciou na terça-feira a nomeação de Daniela Kroslak, da Alemanha, como vice-chefe da Missão da ONU para apoiar o Acordo de Hodeida (UNMHA).

O acordo de Hodeida estipula um cessar-fogo na província iemenita de Hodeida e a redistribuição das forças rebeldes houthi e do governo iemenita da cidade portuária de Hodeida e dos portos menores próximos de Saleef e Ras Issa.

Kroslak traz para o cargo muita experiência no campo e na sede da ONU. Desde 2018, ela é chefe de gabinete da Missão da ONU para o Apoio à Justica no Haiti (MINUJUSTH). De 2014 a 2018, Kroslak foi a principal oficial da Equipe Operacional Integrada do Sudão no Departamento de Operações de Manutenção da Paz.

Ela também atuou como consultora sênior e chefe do escritório do Enviado Especial para o Sudão e o Sudão do Sul entre 2012 e 2013, tendo sido anteriormente a diretora sênior de assuntos políticos na sede da ONU, apoiando tanto esse escritório como a Força Interina de Segurança da ONU para Abyei (UNISFA).

Kroslak é doutora em Política Internacional e bacharel em História Internacional e Política Internacional pela Universidade de Gales, Aberystwyth, Grã-Bretanha.

Ver original em "XINHUA Português" na ligação seguinte:

http://portuguese.xinhuanet.com/2020-01/08/c_138687659.htm

Secretário-Geral da ONU alerta para ‘consequências imprevisíveis’ de tensão no Oriente Médio

 

247 - Na sequência do bombardeio americano no Iraque e à espera de uma represália iraniana, o Secretário-Geral da ONU, Antonio Guterres disse que não se deve esquecer que “pessoas comuns” pagarão os “terríveis custos” e o preço mais alto da guerra: “É nosso dever comum impedir isto”, comentou.

 

“Nem sequer a não proliferação nuclear pode ser dada como certa”, refletiu Guterres, acrescentando que está em contato constante com líderes mundiais e que essas tensões levam cada vez mais países a tomarem “decisões imprevisíveis, com consequências imprevisíveis e um profundo risco de cálculos errados”, informa aEFE.

ONU: apoio estrangeiro às partes em conflito na Líbia vai agravar conflito

Soldados da Líbia instalam arma para combater contra militantes em Al-Ajaylat, perto de Trípoli, Líbia, 21 de fevereiro de 2015
© AP Photo / Mohamed Ben Khalifa

O vice-porta-voz do secretário-geral da ONU, Farhan Haq, declarou nesta sexta-feira (3) que qualquer apoio externo às partes em conflito na Líbia só agravaria o conflito.

Haq disse que o secretário-geral da ONU, António Guterres, alerta que a contínua violação do embargo de armas imposto pela resolução 1970 do Conselho de Segurança da ONU apenas agrava a situação.

"O secretário-geral pede novamente o cessar-fogo imediato na Líbia e a retomada do diálogo político. Qualquer apoio externo às partes em conflito agravaria ainda mais o conflito e dificultaria a solução política e pacífica", diz o comunicado.

Para Guterres, a estrita observância do embargo de armas é extremamente importante para criar condições favoráveis que levem à interrupção das hostilidades na Líbia.

Na quinta-feira (2), o parlamento turco aprovou o envio de tropas para ajudar o Governo de Acordo Nacional (GNA), sediado em Trípoli e reconhecido pela ONU.

O GNA está sobre cerco das forças leais ao comandante do Exército Nacional da Líbia, marechal Khalifa Haftar, baseadas no leste da Líbia, desde abril do ano passado.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/oriente_medio_africa/2020010414967152-onu-apoio-estrangeiro-as-partes-em-conflito-na-libia-vai-agravar-conflito/

Ataque dos EUA a general do Irã fere direitos humanos, diz relatora da ONU

 

247 - A relatora da ONU (Organização das Nações Unidas) para execuções extra-judiciais, Agnès Callamard, afirmou que o ataque dos Estados Unidos contra o general da Força Revolucionária da Guarda Quds do Irã Qasem Soleimani violou os direitos humanos e não teve embasamento legal.

"As mortes premeditadas de Qasem Soleiman e Abu Mahdi Al-Muhandis foram provavelmente ilegais e violam leis internacionais de direitos humanos. Além do contexto de hostilidade, o uso de drones ou outros meios para matar quase nunca são legais", disse ela no Twitter.

 

"Em outras palavras, quem matou esses dois homens precisaria demonstrar que eles constituíam uma ameaça iminente a outros. O envolvimento em ataques 'terroristas' no passado não é suficiente para fazer o ataque legal", complementou.

https://twitter.com/AgnesCallamard/status/1212918159096864768?ref_src=twsrc%5Etfw
https://twitter.com/AgnesCallamard/status/1212918161697394689?ref_src=twsrc%5Etfw

Relator da ONU critica Reino Unido e EUA por 'torturarem' Assange e Manning

Cartaz em prol de Juan Assange ao lado da embaixada equatoriana, 11 de abril de 2019
© AP Photo / Matt Dunham

Nils Melzer, relator especial das Nações Unidas, criticou ferozmente a contínua violação dos "direitos humanos" denunciantes do WikiLeaks pelos governos da OTAN.

O relator especial da ONU Nils Melzer criticou os governos dos EUA e do Reino Unido pela forma como estão tratando os denunciantes da WikiLeaks Julian Assange e Chelsea Manning, respectivamente.

Em uma carta publicada na terça-feira (31) e enviada em 29 de outubro para o governo do Reino Unido, o relator especial da ONU tece duras críticas à forma como Julian Assange está sendo tratado, citando a deterioração da saúde do fundador do WikiLeaks, e pedindo sua libertação, ou pelo menos melhoria das condições na prisão.

 

​(1/6) Acabou de sair: A minha carta ao governo do Reino Unido de 29 de outubro de 2019, detalhando violações graves do processo, expressando alarme quanto às condições de detenção e saúde de Assange, reiterando as minhas perguntas e apelando para sua rápida libertação. 60 dias e sem resposta

Segundo relata a carta, Assange está sendo submetido a tratamento "desnecessário, desproporcional e "discriminatório" na Prisão de Belmarsh de alta segurança.

 

​(2/6) As minhas conclusões oficiais, apoiadas por especialistas médicos, fornecem inquestionavelmente "motivos razoáveis para acreditar" que os funcionários britânicos contribuíram para a tortura psicológica ou maus tratos de Assange, seja por perpetração, tentativa, cumplicidade ou outras formas de participação [no processo]

O "exame forense e psiquiátrico completo" realizado durante a visita em 9 de maio de 2019 mostrou "um padrão claro de sintomas típicos de pessoas que foram expostas a tortura psicológica por um período prolongado de tempo", segundo disse o relator da ONU.

"Estou muito preocupado que, se o Reino Unido não tomar medidas urgentes para aliviar a situação do Sr. Assange, a sua saúde possa em breve atingir uma fase crítica, incluindo o risco de morte".

Além disso, uma eventual extradição para os EUA o exporia a "um risco real de violações graves [...] incluindo tortura e outros tratamentos ou castigos cruéis, desumanos ou degradantes", algo que já aparenta estar acontecendo com o denunciante no Reino Unido.

Melzer exigiu igualmente que as autoridades britânicas fornecessem detalhes das medidas que tomaram para proteger Assange da tortura e de outros abusos e, se tais medidas não foram tomadas, explicar como essa falha é "compatível com as obrigações de direitos humanos" que o Reino Unido subscreveu sob o direito internacional.

Em um telefonema recente de Julian Assange permitido no Natal pelas autoridades britânicas, Vaughan Smith, seu amigo e jornalista, relatou que o denunciante soava muito diferente do habitual, parecendo sedado, e com dificuldade em falar. "Estou morrendo aos poucos", disse Assange ao amigo durante a conversa.

Tratamento de Chelsea Manning

Relativamente à ativista detida pelos norte-americanos, uma carta escrita em novembro e divulgada na terça-feira (31), junto com a carta relativa a Assange, diz também que Manning está sofrendo "uma medida de coerção aberta e progressivamente severa", que cumpre "todos os elementos constitutivos de tortura".

 

Acabou de sair: A minha carta oficial para o governo dos EUA de 1 de novembro de 2019 explicando por que é que a detenção contínua de Chelsea Manning não é uma sanção legal, mas uma medida coerciva aberta e progressivamente severa, que consiste em tortura, e que deve ser suspensa e abolida sem demora

Melzer disse que a detenção coerciva também parece ser "incompatível com as obrigações internacionais quanto aos direitos humanos" dos EUA, de acordo com várias convenções internacionais.

"A prática de privação coerciva da liberdade por desprezo civil [...] envolve infligir intencionalmente sofrimento mental e emocional progressivamente severo para fins de coerção e intimidação por ordem das autoridades judiciais", escreveu o especialista em tortura.

O relator da ONU acrescentou que as vítimas deste tipo de confinamento coercitivo prolongado têm demonstrado "sintomas pós-traumáticos e outras consequências graves e persistentes para a saúde mental e física".

Manning está atualmente na prisão por desrespeito ao tribunal depois que se recusou a testemunhar perante um grande júri federal que estava tentando levantar acusações adicionais contra o WikiLeaks e Julian Assange.

Quanto à própria denunciante, ela continua chamando sua detenção de "inútil" e "cruel", e está "totalmente comprometida com seus princípios", de acordo com seus advogados.

Manning já foi condenada a 35 anos em uma prisão militar em 2011, tendo iniciado detenção de fato no ano anterior. Sua sentença foi comutada pelo então presidente Barack Obama em janeiro de 2017.

Relação entre os dois

O fundador do WikiLeaks, Julian Assange, que está preso em Londres à espera de uma audiência de extradição para os EUA, foi acusado de conspiração para cometer intrusão informática com Chelsea Manning para hackear computadores do Departamento de Defesa e obter acesso a segredos do Estado norte-americano.

Em 2010, o WikiLeaks divulgou o curta-metragem Assassinato Colateral, mostrando um ataque indiscriminado dos EUA em Bagdá em 2007, que matou 12 pessoas, incluindo dois jornalistas da Reuters.

Os procuradores norte-americanos estão tentando forçar Manning a testemunhar no julgamento de Assange se ele for extraditado para os EUA.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/europa/2020010114959326-relator-da-onu-critica-reino-unido-e-eua-por-torturarem-assange-e-manning/

Chefe da ONU diz em mensagem de Ano Novo que a juventude é a "maior fonte" de esperança

 

Nações Unidas, 30 dez (Xinhua) - O secretário-geral da ONU, António Guterres, disse na segunda-feira que, à medida que o mundo entra em 2020 com "incerteza e insegurança", os jovens do mundo são a "maior fonte" de esperança.

 

Em sua mensagem de vídeo para o ano novo, o chefe da ONU disse que a mudança climática não é apenas um problema de longo prazo, mas um perigo claro e presente, e "não podemos nos dar ao luxo de ser a geração que brincou enquanto o planeta queimava".

 

"Mas também há esperança", disse ele, acrescentando que sua mensagem de Ano Novo é a "maior fonte dessa esperança são os jovens do mundo".

 

Em homenagem ao poder da juventude em todo o planeta, Guterres disse que desde a ação climática à igualdade de gênero, à justiça social e aos direitos humanos, a geração jovem está na linha de frente e nas manchetes.

 

Observando que os jovens estão "exigindo corretamente um papel na formação do futuro", o secretário-geral acrescentou que "a Organização das Nações Unidas estão com vocês - e pertencem a vocês".

 

Ele também disse que o mundo precisa que os jovens continuem falando e mantendo a pressão, em um ano em que a ONU celebra seu 75º aniversário de fundação.

Ver original em "XINHUA Português" na ligação seguinte:

http://portuguese.xinhuanet.com/2019-12/31/c_138669264.htm

O totalitarismo da «comunidade internacional»

 
 
A única «comunidade internacional» actuante é a espelhada nos conteúdos dos media corporativos globais, base de uma «ordem internacional» cada vez mais arbitrária e movida por interesses totalitários.
 
José Goulão | AbrilAbril | opinião
 
“Comunidade internacional» e «ordem internacional» são expressões que nos surgem a cada passo quando se trata de abordar os acontecimentos e as situações que se sucedem através do mundo. O uso recorrente tem contribuído para transformá-las numa espécie de muletas de linguagem em que vão perdendo conteúdo, esbatendo-se assim a realidade dos seus conteúdos e significados actuais. Desse desvanecimento surgem múltiplas interpretações e a confusão generalizada – que nada tem de inocente. Prevalecendo então o sistema sem mandato que dá corpo à ordem global neoliberal.
 
Acompanhando os relatos dos acontecimentos mundiais produzidos pela comunicação social dominante, de obediência corporativa, conclui-se que a comunidade internacional é uma espécie de entidade mais ou menos abstracta que dá cobertura à ordem arbitrária formatada pelos poderes económicos, financeiros, militares e políticos determinantes no mundo. Uma comunidade que decide guerras, sanções, penalidades e medidas de coacção contra povos e nações sem que esteja claro como funcionam os mecanismos que estabelecem essas práticas. A «comunidade internacional» de hoje é, deste modo, uma instância de poder cuja transparência não se discute porque supostamente lhe é inerente, existe mesmo não existindo.
 
Procurando dissecar o conceito, retirando-o das amarras dos poderes totalitários e passando do abstracto ao concreto, o caminho mais natural é ir ao encontro de uma ideia de comunidade internacional que junta as principais instâncias internacionais, designadamente a ONU, a sua rede de instituições e as organizações de cariz continental que não sejam – não deveriam ser – alianças políticas, económicas e militares: União Africana, Organização dos Estados Americanos, o próprio Conselho da Europa e outras do mesmo género.
 
Mais em concreto ainda: do universo das Nações Unidas e do agregado de tratados, convenções e convénios internacionais emana a legalidade internacional à qual todas as nações, uniões e alianças de nações teriam de submeter-se e que deveria ser responsável por todos os mecanismos reguladores das relações internacionais.
 
O mundo de hoje, porém, está muito longe deste cenário – aquele que estaria mais próximo de garantir que todas as nações ficassem mais equilibradas em termos de direitos e deveres.
 
Pelo contrário, a única «comunidade internacional» actuante é a espelhada nos conteúdos dos media corporativos globais, base de uma «ordem internacional» cada vez mais arbitrária e movida por interesses totalitários.
 
O «Consenso de Washington»
 
Neste ano de 2019 cumpriram-se 30 anos sobre a data em que o FMI, o Banco Mundial e o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos ditaram a autêntica «nova ordem internacional» ao especificarem o chamado «Consenso de Washington».
 
Embora tal não seja assumido do ponto de vista institucional, as dez medidas básicas desse documento são os princípios em que assenta o real funcionamento da «comunidade internacional». São os dez mandamentos neoliberais que todos os países devem cumprir para fazerem parte da «comunidade internacional» e estarem alinhados com a «ordem internacional». Caso contrário, são tratados como párias e sujeitam-se à arbitrariedade que faz as vezes de lei.
 
O «Consenso de Washington» nada tem de consensual: é um diktat que instaura o modelo económico neoliberal, sistema que deve ser posto em prática pelas políticas e os autoritarismos militares que realmente fazem mover a sociedade globalizante.
 
O mundo chegou ao diktat de Washington ao cabo de uma década em que os regimes de Ronald Reagan, nos Estados Unidos, e de Margaret Thatcher, no Reino Unido, deram verniz «democrático» à primeira experiência económico-política aplicada pela ortodoxia neoliberal, a ditadura fascista de Augusto Pinochet no Chile, regida economicamente pelos discípulos de Milton Friedman da Universidade de Chicago.
 
O «Consenso de Washington» marcou a vitória do sistema capitalista na sua versão mais selvagem – o neoliberalismo – sobre os escombros da União Soviética, do Muro de Berlim, do Tratado de Varsóvia.
 
E estabeleceu uma «nova ordem internacional» através de uma série de acontecimentos que aniquilaram o que restava da autoridade do grupo das Nações Unidas sobre os assuntos internacionais determinantes, deixando-os nas mãos de uma «comunidade internacional» indefinida mas totalitária. E foi assim que o primado da legalidade internacional saiu de cena.
 
Não é necessário ser exaustivo na enumeração de factos e acontecimentos das três últimas décadas para se perceber como o «Consenso de Washington» modelou o mundo de hoje: o Tratado de Maastricht, a neoliberalização da União Europeia através do euro e do apressado alargamento aos países anteriormente aliados com a União Soviética; o constante reforço da NATO em todas as frentes, não só engolindo o Tratado de Varsóvia como alargando a sua área de intervenção a praticamente todo o planeta; o takeover da RDA pela RFA; a balcanização dos Balcãs através da destruição criminosa da Jugoslávia; as duas guerras contra o Iraque; o aproveitamento multifacetado dos atentados de 11 de Setembro, cujas versões oficiais não coincidem com explicações factuais que têm vindo a ser demonstradas; a falsa guerra «contra o terrorismo»; as guerras do Afeganistão, da Líbia e da Síria, as «revoluções coloridas» de inspiração norte-americana e as «primaveras árabes»; a extinção gradual, mas sistemática, de direitos humanos, democráticos, políticos, sociais e laborais conquistados ao longo do século XX, em especial a seguir à Segunda Guerra Mundial; as sanções, golpes de Estado e operações de mudança de regime patrocinadas pelos Estados Unidos e aliados contra os países cujos governos se recusam obedecer ao «Consenso de Washington».
 
O descalabro da ONU
 
A Organização das Nações Unidas (ONU) deveria ser a matriz de uma autêntica comunidade internacional, gerindo-a segundo a legalidade internacional que assenta, sobretudo, na sua Carta.
 
No entanto, tem vindo a demitir-se aceleradamente desse papel, submetida como está às sequelas do «Consenso de Washington», à gestão antidemocrática do Conselho de Segurança, à minimização do papel da Assembleia Geral e à subvalorização da actividade das agências da organização, sobretudo em termos de direitos humanos, igualdade e justiça.
 
Ao compasso deste processo, a actuação do secretário-geral tem vindo a ser reduzida à de mero executor das ordens dos poderes inquestionáveis, não lhe restando qualquer espaço para intervir – se, por absurdo, quisesse – de acordo com posições que contrariem o diktat neoliberal. Em vez de governarem, as Nações Unidas são governadas pelo mesmo sistema opaco que funciona como «comunidade internacional».
 
Mais graves ainda são os estados em que se encontram as organizações regionais, como por exemplo a União Africana e a Organização dos Estados Americanos, autênticas correias de transmissão de poderes coloniais que ganharam poderes reforçados com a instauração do totalitarismo neoliberal.
 
Os verdadeiros poderes
 
Não é difícil identificar quem está por detrás da actividade da «comunidade internacional» actuante: o establishment norte-americano, os seus braços políticos e militares, entre os quais avultam a União Europeia e a NATO, instituições não-eleitas como o FMI e o Banco Mundial.
 
Esta é, porém, a face visível do sistema totalitário. Num mundo onde os golpes financeiros e os grandes negócios que fazem mover a economia decorrem em ambientes opacos, sobrepondo-se à política – quantas vezes manu militari – desobrigando-se, por norma, das orientações estabelecidas por mecanismos democráticos, a «comunidade internacional» é uma entidade que ninguém elegeu para aplicar uma «ordem internacional» que ninguém votou. A definição perfeita de totalitarismo.
 
 
Imagem: A Assembleia Geral das Nações UnidasCréditos/ HispanTV

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Guterres pede investigação imparcial à morte de Khashoggi após sentença saudita

O secretário-geral da ONU, António Guterres, pediu esta segunda-feira uma investigação imparcial sobre o assassinato do jornalista saudita Jamal Khashoggi, depois de Riade ter anunciado a condenação à morte de cinco sauditas.
 
"O secretário-geral continua a sublinhar a necessidade de uma investigação independente e imparcial do assassinato, para assegurar uma análise geral e uma responsabilização por todas as violações de direitos humanos cometidas neste caso", disse, numa conferência de imprensa, o porta-voz da ONU, Stéphane Dujarric.
 
O representante também referiu que António Guterres reitera "o compromisso da ONU para assegurar a liberdade de expressão e a proteção dos jornalistas", insistindo também na histórica oposição à pena de morte por parte das Nações Unidas.
 
Estas declarações surgem depois de hoje o procurador-geral da Arábia Saudita ter anunciado que cinco sauditas foram condenados à morte pelo assassínio do jornalista Jamal Khashoggi, em outubro de 2018, no consulado saudita em Istambul, Turquia.
 
 
Nenhuma acusação foi apresentada contra Saud al-Qahtani, um assessor próximo do príncipe herdeiro, Mohammed bin Salman, acrescentou o procurador, dizendo que o ex-general foi absolvido, tendo o mesmo acontecido com o subdiretor dos serviços secretos sauditas, Ahmed Asiri, e com o embaixador saudita em Istambul, Mohamed Al Otaibi.
 
Em 2 de outubro de 2018, o jornalista saudita Jamal Khashoggi, que morava nos Estados Unidos, entrou no consulado da Arábia Saudita em Istambul, para tratar de alguns documentos necessários para o casamento com uma cidadã turca.
 
O jornalista não voltou a sair do consulado, onde foi morto por agentes sauditas, que saíram da Turquia e regressaram à Arábia Saudita logo após o assassínio.
 
O julgamento dos 11 suspeitos começou no início de janeiro, na Arábia Saudita, e o procurador-geral pediu a pena de morte para cinco deles.
 
Jornal de Notícias | Imagem: EPA/Ali Haider

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Capacetes azuis acusados de abuso sexual no Haiti

Mulheres, e até crianças de 11 anos, foram abusadas sexualmente por membros da missão de paz da ONU no Haiti entre 2004 e 2017, segundo os testemunhos de residentes, recolhidos numa investigação.

As acusações agora apontadas vêm-se juntar a um longo rol de outras acusações de repressão, tortura, abusos e exploração sexual formuladas contra a MINUSTAH entre 2004 e 2017Créditos / Misión Verdad

O estudo – intitulado «Eles punham-te umas moedas na mão para te fazer um bebé» – foi dirigido por Sabina Lee, da Universidade de Birmingham (Reino Unido), e Susan Bartels, da Universidade de Queen (Canadá), e voltou a trazer à tona a questão da violência sexual dos capacetes azuis que exerceram funções no âmbito da polémica Missão das Nações Unidas para a Estabilização no Haiti (MINUSTAH, na sigla em francês).

Os investigadores entrevistaram, no terreno, mais de 2100 homens, mulheres e crianças que viviam nas imediações de sete bases da MINUSTAH, e obtiveram mais de 2500 testemunhos, nos quais se dá conta dos abusos sexuais e se refere 265 vezes as «Petit MINUSTAH» – modo como são conhecidas no Haiti as crianças que nasceram na sequência das relações sexuais mantidas entre as mulheres e raparigas haitianas e os funcionários das Nações Unidas.

Em declarações à Reuters esta semana, Sabine Lee, uma das responsáveis pela investigação, que foi publicada no passado dia 11 na revista International Peacekeeping, sublinhou que os cenários em que estas crianças foram concebidas e nasceram variam muito, mas que é clara a situação de aproveitamento das raparigas menores de idade.

 

Muitos dos testemunhos que, no estudo, abordam as relações sexuais e os «Petit MINUSTAH» frisam a pobreza extrema que levava as mulheres e jovens a situações de exploração e abuso sexual, incluindo casos de violação.

Embora alguns testemunhos admitam casos de «relações consensuais», muitos sublinham o aproveitamento de situações de vulnerabilidade por parte de funcionários da ONU, que ofereciam pequenas quantias de dinheiro ou comida em troca de sexo.

«Eles punham-te umas moedas na mão para te fazer um bebé», diz um homem citado na investigação, enquanto uma mulher afirma que os funcionários da ONU engravidavam raparigas de 12 e 13 anos e, depois, as deixavam sozinhas, «na miséria, a criar os bebés».

Treino «ineficaz» das Nações Unidas

Um responsável das Nações Unidas afirmou que o organismo leva este assunto muito a sério e que reconhece 29 vítimas e 32 crianças nascidas «da exploração e do abuso sexual» cometidos pelo pessoal da MINUSTAH. Acrescentou que a ONU está «activamente empenhada» em garantir que recebem o apoio necessário.

No entanto, as autoras do estudo afirmam que as regras da ONU relativas a relações sexuais com comunidades locais foram «ineficazes», destacando que o pessoal das Nações Unidas deve ser mais bem treinado e enfrentar medidas disciplinares mais rigorosas nestas ocorrências. «O treino tem de ir mais além, "não se pode ir [a um sítio] e violar uma mulher"», disse Sabina Lee à Reuters.

A Missão das Nações Unidas para a Estabilização no Haiti (MINUSTAH) esteve envolvida em polémicas praticamente desde a sua criação, em 2004, tendo no seu historial um longo rol de acusações de repressão, tortura, abusos e exploração sexual.

Além disso, os esgotos de uma base da MINUSTAH foram responsáveis pela contaminação do maior rio do Haiti com o vibrião colérico, em 2010, gerando um surto de cólera que matou cerca de 10 mil pessoas no país caribenho. Seis anos mais tarde, em Agosto de 2016, a ONU reconheceu a responsabilidade.

«A situação geral do país piorou com a presença da MINUSTAH», disse à Sputnik o jornalista e professor haitiano Pierre Negaud Dupenor, em Novembro do ano passado, já depois do fim da missão. A afirmação desta missão como uma força de ocupação e a exigência da sua saída do país foram sendo expressas por vários dirigentes políticos haitianos ao longo dos anos e por milhares de manifestantes nas ruas.

Ver original em "AbrilAbril" na seguinte ligação:

https://www.abrilabril.pt/internacional/capacetes-azuis-acusados-de-abuso-sexual-no-haiti

ONU acusa Bolsonaro de violar tratado internacional sobre tortura

 
 
Trata-se da primeira constatação formal por parte da ONU da violação de tratados internacionais pelo Brasil
 
Os peritos do Subcomité das Nações Unidas para a Prevenção da Tortura emitiram, nesta segunda-feira 16, uma avaliação condenando a política do governo de Jair Bolsonaro no que se refere ao combate à tortura.
 
O que foi avaliado foi o decreto 9.831 de 10 de junho (decreto de Bolsonaro exonerando todos os 11 integrantes do Mecanismo Nacional de Prevenção e Combate à Tortura). Ativistas e ONGs denunciaram a medida como o desmantelamento dos sistemas de controle de tortura e prevenção no Brasil.
 
Com sede em Genebra, na Suíça, o Comité havia recebido a queixa em setembro e, depois de uma avaliação, chegaram à conclusão de que as regras precisam ser revistas.
 
“A adoção e entrada em vigor do Decreto Presidencial nº 9.831 enfraqueceu severamente a política de prevenção da tortura no Brasil”, disse o dossier. Para a entidade, tal postura dificulta o cumprimento das regras estabelecidas pela entidade e é incompatível com os tratados.
 
Trata-se da primeira constatação formal por parte da ONU da violação de tratados internacionais pelo Brasil. A constatação do organismo da ONU não implica em sanções concretas, mas aprofunda a crise de credibilidade do país em termos de cumprimento de acordos internacionais, principalmente no setor de direitos humanos.
 
O Subcomité de Prevenção da Tortura monitora a adesão dos Estados partes ao Protocolo Opcional à Convenção contra a Tortura , que até o momento foi ratificado por 90 países . O Subcomité é composto por 25 membros, especialistas independentes em direitos humanos de todo o mundo.
 
Carta Capital | Imagem: Alan Santos/PR
 
Leia em Carta Capital:

Ver o original em 'Página Global' na seguinte ligação:

https://paginaglobal.blogspot.com/2019/12/onu-acusa-bolsonaro-de-violar-tratado.html

'Calote' milionário pode fazer Brasil perder direito a votar na Assembleia Geral da ONU

Dólares norte-americanos
© Sputnik / Mikhail Kutuzov

O Brasil corre o risco de perder seu voto nas Nações Unidas, que vive uma crise financeira, se não pagar parte dos US$ 400 milhões que deve à organização, disseram as autoridades brasileiras e da ONU.

Da conta de US$ 415,8 milhões da dívida do Brasil, US$ 143 milhões são devidos para 2019, informaram as mesmas fontes.

Segundo as regras da ONU, se um país estiver em atraso em um valor igual ou superior às contribuições devidas nos dois anos anteriores, poderá perder seu voto na Assembleia Geral, a menos que o país mostre que sua incapacidade de pagar está além de seu controle.

"Há um risco considerável de que o Brasil, pela primeira vez, perca seu direito de voto na ONU a partir de 1º de janeiro de 2020", alertou o secretário de Relações Internacionais do Ministério da Economia, Erivaldo Gomes, em um memorando interno.

O Brasil é o segundo maior devedor da ONU, depois que os Estados Unidos e o governo brasileiro devem pagar pelo menos US$ 126,6 milhões até o final do ano para evitar perder seu voto, escreveu Gomes no mesmo documento, citado pela Agência Reuters.

O Ministério da Economia não respondeu imediatamente quando perguntado se um pagamento seria feito este ano.

Atualmente, Comores, São Tomé e Príncipe e Somália estão sujeitos a essa regra, mas a Assembleia Geral da ONU, com 193 membros, votou em outubro para permitir que eles continuassem a votar.

Assembleia Geral das Nações Unidas
Beto Barata/ PR
Assembleia Geral das Nações Unidas

Crise financeira

As Nações Unidas disseram em outubro que o total de atrasados era de US$ 1,385 bilhão, dos quais US$ 860 milhões são para o orçamento ordinário de US$ 2,85 bilhões para 2019, que paga por trabalhos que incluem questões políticas, humanitárias, desarmamento, assuntos econômicos e sociais e comunicações.

Autoridades da ONU disseram na época que sete países representavam 97% dos US$ 1,385 bilhão em dívida - Estados Unidos, Brasil, Argentina, México, Irã, Israel e Venezuela -, enquanto 58 Estados constituíam o restante.

Washington é responsável por 22% do orçamento ordinário e em outubro devia cerca de US$ 381 milhões pelos orçamentos regulares anteriores e US$ 674 milhões pelo orçamento ordinário de 2019.

O porta-voz da ONU, Stephane Dujarric, afirmou na terça-feira que os Estados Unidos haviam pago cerca de US$ 500 milhões ao organismo mundial e agora deviam cerca de US$ 491 milhões.

Dujarric disse que 138 dos 193 Estados membros da ONU já pagaram suas dívidas regulares do orçamento, mas que cerca de US$ 772 milhões ainda eram devidos para 2019.

O secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, declarou que introduziu medidas extraordinárias em setembro para lidar com o déficit em dinheiro - os cargos vagos não podem ser preenchidos, apenas viagens essenciais são permitidas e algumas reuniões podem ter que ser canceladas ou adiadas.

Guterres alertou que as Nações Unidas podem não ter dinheiro suficiente para pagar funcionários em novembro, mas desde então alguns pagamentos parciais foram feitos por alguns Estados, disseram autoridades da ONU.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/brasil/2019120414851595-calote-milionario-pode-fazer-brasil-perder-direito-a-votar-na-assembleia-geral-da-onu/

ONU denuncia dívida de cerca de US$ 0,5 bilhão dos EUA à organização

Bandeira da ONU
© Sputnik / Sergei Guneev

Em outubro, Rússia denunciou que Washington "tem sido ultimamente o principal devedor" da ONU.

O porta-voz do secretário-geral da ONU, Stéphane Dujarric, afirmou durante uma conferência de imprensa nesta terça-feira (3) que o país norte-americano deve quase meio bilhão de dólares (R$ 2,1 bilhões) ao orçamento da organização.

Em outubro, o Ministério das Relações Exteriores da Rússia denunciou os Estados Unidos por estes tentarem "atrapalhar o trabalho" da ONU, ignorando as suas obrigações financeiras para com a organização.

Sete países são responsáveis por 97% da dívida

O secretário-geral da ONU, António Guterres, anunciou que há dois meses que a instituição enfrenta uma grave crise orçamentária devido à falta de repasses de Estados-membros. Desde o começo de outubro, mais de 50 países, entre eles os Estados Unidos, não fizeram os repasses completos.

O déficit total da instituição é de US$ 1,385 bilhão (R$ 5,8 bilhões). Os Estados Unidos, Brasil, Argentina, México, Irã, Israel e Venezuela totalizam 97% do valor em falta.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/economia/2019120414849821-onu-denuncia-divida-de-cerca-de-us-05-bilhao-dos-eua-a-organizacao/

Entrevista: Políticas precisam combater desigualdade na América Latina, segundo funcionária da ONU

Por Cristobal Chavez Bravo

Santiago, 28 nov (Xinhua) - A desigualdade é um grande problema para a América Latina, disse uma importante autoridade da ONU na quinta-feira, pedindo aos governos que adotem políticas inclusivas, especialmente em educação e emprego, para fortalecerem a classe média.

Alicia Barcena, secretária-executiva da Comissão Econômica das Nações Unidas para a América Latina e o Caribe (CEPAL), fez as observações à Xinhua depois de apresentar o último relatório da agência "Panorama Social da América Latina 2019" na sede da CEPAL em Santiago.

"Estamos dizendo isso há uma década: esta região tem a maior desigualdade do mundo. Não é a mais pobre, de fato, fizemos um grande progresso em tirar as pessoas da pobreza, como podemos ver pelo cenário", Barcena disse.

O problema é que "nós os tiramos da pobreza e demos grandes expectativas de encontrar... serviços públicos que não existem", disse Barcena.

"De repente, essa sociedade está percebendo que precisa pagar por tudo, que tudo vai custar, que tudo foi gradualmente privatizado e que existem muito poucos serviços públicos", explicou ela.

A fraqueza estrutural mais preocupante da América Latina é a educação, observou Barcena.

Segundo o relatório, os números de 2017 mostraram que 52 por cento dos latino-americanos com mais de 25 anos eram de renda média e não concluíram o ensino médio.

Uma nova realidade na América Latina é que "temos uma classe média altamente vulnerável e é aí que temos de oferecer as respostas certas, especialmente aos jovens", afirmou ela.

Entre 2002 e 2017, a população de classe média da região cresceu de 26,9 para 41,1 por cento. Enquanto isso, o grupo de alta renda também cresceu de 2,2 para 3 por cento.

A desigualdade, medida pelo índice de Gini, com base em pesquisas domiciliares, mostra que a diferença de riqueza está diminuindo, mas a uma taxa mais lenta do que antes, afirmou o relatório.

Observando que "existe uma situação de grande volatilidade financeira", ela disse que a região pode estar avançando mais em desenvolvimento, o que ajudaria a protegê-la de altos e baixos financeiros.

No entanto, uma grave desigualdade, se não for atendida, impedirá a região, alertou Barcena.

O que é necessário são políticas que promovam a inclusão social e no local de trabalho para ajudar a erradicar a pobreza e fortalecer a classe média, recomenda o relatório.

Além disso, essas políticas devem andar de mãos dadas com outras que garantam emprego de qualidade e um salário decente, de acordo com a agência.

Ver original em "XINHUA Português" na ligação seguinte:

http://portuguese.xinhuanet.com/2019-11/30/c_138595026.htm

Maduro condena que Bachelet não se pronuncie por mortes na Bolívia

O presidente da Bolívia, Evo Morales, com o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro
© REUTERS / David Mercado

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, condenou neste sábado que a Alta Comissária da ONU para os Direitos Humanos, Michelle Bachelet, não se pronuncie pelos mortos registrados nas manifestações na Bolívia, mas que o faça pela oposição ao seu país.

"O que aconteceu na Bolívia [é] um golpe de Estado fascista-racista, um massacre de 25 mortos por tiros, a senhora Michelle Bachelet deveria dizer por que não falou sobre a Bolívia e continua sua obsessão fatal contra a Venezuela", disse o chefe de Estado durante um telefonema na transmissão da concentração em apoio a Evo Morales em Caracas.

"Por que Michelle Bachelet tem uma obsessão fatal contra a Venezuela? Ontem massacraram sete camponeses em Cochabamba", acrescentou. Maduro reiterou que o presidente da Bolívia ainda é Evo Morales e que em breve retornará à nação.

"Eles não serão capazes de parar o povo da Bolívia, o povo da Bolívia está escrevendo uma grande história e ensinará à oligarquia racista uma lição que eles não esquecerão por mil anos, o povo da Bolívia está nas ruas hoje, dia após dia, e ele não tem medo de balas, repressão ou traição de um punhado de soldados e policiais", afirmou.

O ministro de Relações Exteriores da Venezuela, Jorge Arreaza, declarou anteriormente que recebeu uma mensagem de Bachelet na qual solicitava que as autoridades daquele país do Caribe não reprimissem a marcha da oposição que ocorreu neste sábado em paralelo à do partido no poder.

Polícia lança gás lacrimogêneo em apoiadores de Evo Morales em La Paz, na Bolívia
© REUTERS / Marco Bello
Polícia lança gás lacrimogêneo em apoiadores de Evo Morales em La Paz, na Bolívia

"Ela me escreveu pedindo hoje não repressão contra a marcha da oposição [...] Eu disse à sra. Bachelet como é possível que você me dê essa sugestão e, pior ainda, em nome do Alto Escritório das Nações Unidas para os Direitos Humanos, quando você praticamente não fez nada pelo que acontece no Chile, no Equador, pelo que aconteceu na Bolívia", afirmou.

O governo de fato da Bolívia anunciou que expulsará as autoridades venezuelanas de La Paz por "violar as normas diplomáticas e por se envolver nos assuntos internos do Estado".

Até agora, o governo de Maduro não se pronunciou sobre as ações que tomará após a expulsão de diplomatas venezuelanos. O Executivo venezuelano condenou o golpe na Bolívia e rejeitou a auto-proclamação da senadora da oposição Jeanine Áñez.

Além disso, Maduro pediu às Forças Armadas bolivianas que respeitem o Estado de direito e restaurem Evo Morales à presidência da nação.

Morales, ex-líder aimará dos sindicatos dos produtores de coca, renunciou em 10 de novembro passado em meio a protestos violentos e após solicitação expressa da polícia e das Forças Armadas, consequência de um relatório da Organização dos Estados Americanos (OEA) acerca de irregularidades na eleição de 20 de outubro.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/americas/2019111614785367-maduro-condena-que-bachelet-nao-se-pronuncie-por-mortes-na-bolivia/

EUA votam "não" à resolução anti-nazista da ONU há 11 anos consecutivos

 
 
Israel, rompendo com os EUA nesta questão extremamente séria, apoia a resolução anti-nazista da ONU. O Reino Unido se abstém, levantando questões de duplicidade
 
 
Parece irónico que a maioria dos co-patrocinadores do Projeto de Resolução A / C.3 / 74 / L.62: “Combate à glorificação do nazismo, do neo-nazismo e de outras práticas que contribuem para fomentar formas contemporâneas de racismo, discriminação racial, Xenofobia e intolerância relacionada ”são nações atualmente sob sanção pelos Estados Unidos, e algumas pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas: Bielorrússia, China, Cuba, República Popular Democrática da Coréia, Nicarágua, República Árabe da Síria, Venezuela, Zimbábue e outros, não sob sanção, incluindo Israel. Esta resolução foi apresentada pela Federação Russa.
 
A União Soviética, da qual a Rússia era a maior nação, sofreu aproximadamente 30 milhões de mortes como resultado do nazismo durante a Segunda Guerra Mundial e, é claro, todo o país foi destruído. Fontes diplomáticas altamente colocadas envolvidas nas discussões que levaram a esta décima primeira resolução da ONU confirmaram que a resistência a essa resolução era muito forte pelas delegações da Lituânia, Estônia, Ucrânia e Polônia, que acabaram se abstendo. A abstenção de toda a União Europeia é particularmente bizarra, considerando que o território deles era o mais barbaramente subjugado pelos nazistas e cujos países ocupados sofreram crueldades hediondas sob a ocupação nazista.
 
A Lituânia, é claro, se oporia a esta resolução, pois esse país recentemente recebeu prisões secretas da CIA que torturavam prisioneiros políticos que haviam “desaparecido”, em “Rendição” à hospitalidade voluntária da Lituânia. E, de maneira notória e vergonhosa, a Lituânia perseguiu por uma década vergonhosa o brilhante político Algirdas Palescis (imagem à direita), que fundou a organização "Lituânia sem Nazismo". A Lituânia persiste nesta perseguição cruel ao Sr. Paleckis, apesar das cartas ao Presidente e Ministro da Justiça da Lituânia escritas pelo ex- congressista dos EUA Dennis Kasiniche outras pessoas eminentes, em defesa do direito heróico de Palescis à liberdade de expressão. Durante minha própria visita a Vilnius, para participar de um dos muitos julgamentos aos quais o Sr. Palescis foi submetido, ele me levou em uma excursão a Vilnius e me disse (um fato corroborado por inúmeras fontes incontestáveis ​​e impecáveis), que antes de Segunda Guerra Mundial, havia 200.000 judeus vivendo na Lituânia. 195.000 judeus foram assassinados durante a guerra por nazistas lituanos.
 
A resolução, adotada por votação gravada; "Sim": 121; “Não”: 2 (Estados Unidos e Ucrânia); "Abstenção": 55, afirma:
 
“Recordando a Carta do Tribunal de Nuremberg e a Sentença do Tribunal que reconheceu como criminosa, entre outras coisas, a organização da SS e suas partes integrantes, incluindo a Waffen SS, por meio de seus membros oficialmente aceitos, implicados ou com conhecimento da comissão de crimes de guerra e crimes contra a humanidade relacionados com a Segunda Guerra Mundial, bem como outras disposições relevantes da Carta e do Julgamento, Atentos aos horrores da Segunda Guerra Mundial, e enfatizando, a esse respeito, que a vitória sobre o nazismo no Segundo Mundo A guerra contribuiu para o estabelecimento das condições para a criação das Nações Unidas, projetadas para impedir futuras guerras e salvar as geraç