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Balanço de quatro anos de 'poder local' em Cascais

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04 maio 2017 16:13 #20 por Administrador
Administrador criou o tópico: Balanço de quatro anos de 'poder local' em Cascais
Os acontecimentos ocorridos há dias contra o vereador Clemente Alves são consequência direta do "estilo" que desde há quatro anos foi imposto na governança do Município. Um estilo de 'quero-posso-e-mando' centrado no autoritarismo do presidente da Câmara e chefe do PSD local.
Um estilo que se baseia no poder absoluto de uma pessoa que não olha a meios para impor as suas vontades e que faz gala de menorizar e tornar inúteis quaisquer mecanismos institucionais de equilíbrio e de fiscalização. Os vereadores da coligação PSD/CDS são meros 'serviçais' da orientação do chefe sem autonomia nem personalidade própria (a experiência ensinou-lhes que qualquer ilusão de pensarem pela sua cabeça poria de imediato em causa os seus lugares , consequentemente, os seus pequenos poderes).
Os vereadores da oposição são (des)tratados como meras inutilidades que, pura e simplesmente, nem deveriam existir Desde o primeiro dia da atual vereação tudo foi feito para lhes dificultar ao máximo a vida e, se possível, para os intimidar e condicionar na sua atuação independente face ao poder hegemónico. Simbolicamente, o presidente da Câmara não elaborou um único dos relatórios sobre o exercício da oposição que, anualmente, lhe competia apresentar e publicar mas, entretanto, faz queixas ao Tribunal (por difamação !?) quando algum vereador, exercendo as suas funções, o critica.
A Assembleia Municipal é o órgão municipal a quem competiria deliberar nas questões fundamentais e fiscalizar a Câmara. O presidente da Câmara, mercê da maioria artificial de 1 deputado de que o PSD/CDS dispõe, reduziu a Assembleia Municipal a uma mero exercício teatral vazio de conteúdo. Em quatro anos não houve UMA única vez em que o PSD/CDS tenha intervido ou votado num sentido que não fosse o determinado pelo presidente da Câmara. Todas as iniciativas das oposições são desconsideradas e 'esmagadas' desde que não correspondam ao querer do presidente camarário. Mesmo no campo do formalismo institucional o PSD/CDS faz gala em evidenciar o seu desprezo pelo órgão deliberativo municipal implementando medidas antes desta serem sequer analisadas e votadas pela Assembleia Municipal.
Relativamente aos trabalhadores da CMC o clima reinante é o da 'subtil' intimidação. Todos sabem que qualquer um (ou uma) que manifeste dissonância face ao poder do Chefe (e dos seus muitos sub-chefes) passa a ter uma vida profissional (e até pessoal) muito complicada. A indiferença é possível mas o desejável é que os trabalhadores demonstrem uma atitude ativa de subserviência e de aplauso ao poder absoluto instituído.

O autoritarismo tem sido uma faceta essencial do poder que hegemoniza o município. Mas a estratégia é a do cacete e da cenoura.

As cenouras são diversas e vão desde os 'jobs to the boys' (e suas famílias) até à tentacular rede de subsídio-dependência em que a generalidade das instituições e iniciativas do concelho são obrigadas a sobreviver, passando pela panóplia de eventos e promessas com que o poder vai alimentando o 'circo'.

Estes são traços rápidos de um quadro muito grave que asfixia o concelho e que urge analisar e contrariar.
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