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FALSO ALERTA DE ATAQUE NUCLEAR PÕE O HAWAI EM PÂNICO

Authors: in Manuel Banet, ele próprio

Esta insólita notícia, causando uma onda de pânico no público em Hawai, terá sido propositada, não acreditemos nem num instante que foi um «erro humano[1]»!                             ‘Won’t happen again’: Hawaii officials apologize, blame missile warning fiasco on ‘human error’

Digo isto, porque as forças do «Estado profundo» estão apostadas em criar e alimentar uma psicose de pânico coletiva, pelo suposto risco de um míssil nuclear norte-coreano atingir o Hawai ou as costas dos EUA. 

Em geral, os vários componentes do «Estado profundo» (CIA, NSA, Pentágono, etc.) que manipulam os governos[2],  dispõem de acesso aos meios de controlo dos dispositivos de alerta, incluindo os que permitem desencadear, quase automaticamente, um ataque nuclear, em resposta ou não a um ataque sofrido ou duma ameaça - real ou suposta - dum ataque desses.  Ao fazerem «um teste», como eles disseram na atabalhoada justificação do incidente, deixaram que alguém tivesse (por «engano», claro) premido o dispositivo de alerta real e não o do suposto teste. Mas, de facto, o que eles queriam testar era a resposta do público a um alerta, tendo-o efetuado, sem nenhum escrúpulo, com pessoas reais, fazendo de «cobaias», uma população indefesa e desorientada ... mas indefesa perante os seus próprios poderes[3] e desorientada pela intencional mentira dos mesmos!  Porém, tudo tem um lado positivo. Graças ao «falso» alerta ficamos a saber que um míssil disparado da Coreia do Norte levaria 20 minutos a chagar ao Hawai. Tal deve-nos fazer refletir como seria a mesma situação se um míssil ou uma bateria deles, fosse disparada pelos americanos e forças da NATO, de algures na fronteira  com a Rússia, desde a Polónia, a Ucrânia ou a Roménia, num ataque relâmpago dirigido a Moscovo e outras grandes cidades russas? Quantos minutos haveria para verificar que se trata de um alerta falso? Eu calculo que não chegariam a 5 minutos! Então vemos a criminalidade desta colocação de armamento com capacidade nuclear mesmo às portas da Rússia, pois terá um efeito não dissuasor sobre a mesma, mas antes o contrário: com efeito, se nos colocarmos na perspetiva dos dirigentes russos, qual a garantia de que UM ALARME FALSO, é mesmo FALSO?  Não têm eles imensos exemplos de que os ocidentais não cumprem NUNCA uma promessa? Não se lembrarão eles do que foi PROMETIDO A GORBACHOV[4] em troca deste deixar sem intervenção soviética que a reunificação alemã prosseguisse e o pacto de Varsóvia se desfizesse?  Que garantias têm[5] os dirigentes políticos e militares máximos da Rússia de que tal ataque não se realize, assim, sem mais nem menos? Pois... nenhuma, visto que desde há uma década a doutrina militar oficial dos EUA, pressupõe que a existência de uma primeira utilização de um ataque nuclear seria uma estratégia aceitável[6], visto que supostamente deixaria a parte adversária sem capacidade de resposta.  É esta loucura que Paul Craig Roberts[7] e outros corajosos e verdadeiros patriotas americanos têm vindo a denunciar. 

Talvez a Coreia do Norte tenha uma vaga hipótese de atingir, com um míssil, o Hawai ou mesmo o continente americano; porém, seria um ataque suicidário. 

A haver um tal lançamento, este seria detetado por satélites espiões no seu ponto de origem, visto que o disparo do míssil seria imediatamente denunciado pelos detetores de infravermelhos dos satélites e o trajeto do mesmo calculado de forma precisa, nos primeiros segundos, graças aos supercomputadores situados algures em bases subterrâneas nos EUA. 

O que me assusta é a possibilidade de um «falso falso alarme», como pretexto para desencadear um criminoso e cobarde ataque à Coreia do Norte. 

Esta hipótese deve fazer abrir os olhos do público na Coreia do Sul e fazer com que ele perca as ilusões em relação aos americanos, que ainda existam. 

Se os coreanos querem ver a sua nação lentamente morrer dos efeitos da radiação causada por um ataque surpresa nuclear à Coreia do Norte, não precisam de fazer mais do que provocar uma subida de tensão na guerra assimétrica do vizinho do norte, contra a maior super potência, os EUA. 

Uma guerra na península da Coreia é por definição criminosa, mas mais ainda o será, porque - num momento ou noutro - uma vez desencadeada, se transformará em guerra nuclear. 

O poder político de Washington e os estrategas do Pentágono sabem que têm como alvo a população indefesa da Coreia. Toda ela -do Sul ou Norte- é refém, não haverá grande vantagem em estar-se na parte sul da península coreana, se houver um ataque nuclear dirigido ao norte.

Somente um programa mundial de desnuclearização, levado a cabo pelas potências nucleares (EUA, China, Rússia, França, Grã-Bretanha, Paquistão, Índia, Israel, Coreia do Norte) sob os auspícios da ONU, poderia fazer sentido, porém os mercadores de morte, os construtores das armas e - em particular - das armas de destruição massiva, não teriam mais lucros e são eles que puxam os cordelinhos (ainda) dos governos, muito em particular nos EUA, obrigando a corrida aos armamentos a prosseguir sem fim à vista. 

Não compreendo como possa ainda admirar os dirigentes políticos daqueles países com armas nucleares, sendo certo que estes sabem bem os riscos que estão a fazer correr ao Planeta inteiro e às suas próprias populações!

References

  1. ^ erro humano (www.rt.com)
  2. ^ manipulam os governos (manuelbaneteleproprio.blogspot.pt)
  3. ^ indefesa perante os seus próprios poderes (manuelbaneteleproprio.blogspot.pt)
  4. ^ GORBACHOV (www.biografiasyvidas.com)
  5. ^ garantias têm (www.newsweek.com)
  6. ^ ataque nuclear seria uma estratégia aceitável (www.strategic-culture.org)
  7. ^ Paul Craig Roberts (www.paulcraigroberts.org)

Leia original aqui

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