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TANTA HIPOCRISIA

Discordo de todos os que dizem que a escolha de Mário Centeno para o Eurogrupo não traz vantagens para o país, em menos de 24 horas já todos percebemos quanta hipocrisia existe na nossa vida política. Perante o incómodo contam-se pelos dedos os que conseguiram escapar á hipocrisia no momento de comentar.
Começo pela esquerda e, dentro desta, pelo Bloco de Esquerda. Há uns meses atrás o BE festejou a ida de Louçã para conselheiro do Banco de Portugal, não importou que Louçã fosse para o ninho das vespas, o maior apoiante das medidas de austeridade mais duras e, em particular daquelas que faziam parte da agenda pessoal de Passos Coelho e não constavam no memorando, a nomeação de Loução era uma lança em África. Se Louçã fosse convidado para presidir ao Eurogrupo recusaria o convite e o BE diria cobras e lagartos ou viria dizer que era a oportunidade de mudar a Europa. Talvez não fosse má ideia se a Catarina perguntasse ao Aléxis Tsípras em quem e porquê votou o seu ministro na reunião do Eurogrupo.
O PCP parece dar a impressão de que a ida de Centeno para o Eurogrupo é mais um retrocesso histórico por nos colocar mais longe de uma adesão ao COMECON. O PCP não está apenas mais ortodoxo, ao mesmo tempo que recua no tempo no plano ideológico começa a confundir a história e a pensar em 2017 como se estivesse em 1975. Da leitura da posição do PCP ficou a impressão de que quanto pior melhor, o ideal é que tivesse sido escolhido um ultra que fizesse a vida negra à Geringonça. Parece que para o PCP acha que as boas conquistas são apenas as que obrigam, a grandiosas lutas e sacrifícios.
O PS reagiu como se tivesse assumido a liderança da mudança da Europa, ainda antes da votação já o seu líder falava em mudança no Euro junto dos seus parceiros europeus. É bom ter Centeno na liderança do Eurogrupo mas pensar que é ele que vai mudar o que quer que seja é puro lirismo. Centeno não foi escolhido para mudar a zona Euro, foi escolhido porque a zona Euro já está a mudar, começou a mudar com a intervenção do BCE nos mercados e mudou mais quando a Europa percebeu que a resposta à crise da dívida soberana foi um desastre. Centeno poderá ajudar a Europa rica a perceber que tem mais a ganhar com o progresso do sul e aceitar uma reforma do Euro que proteja as economias mais vulneráveis de crises financeiras.
A direita parece não ter percebido ainda que falhou, que uma crise política prolongada em 2016, para manter Passos e a sua agenda política no governo conduziria forçosamente a um segundo resgate. Considerar a escolha de Centeno como um prémio atribuído ex aequo equivale a dizer que numa prova de quatrocentos metros barreiras o tempo da equipa vencedora deve-se tanto ao primeiro atleta de deu um trambolhão como ao que depois recuperou o tempo perdido.
Em relação a Marcelo, pela forma como abordou o tema e festejou o resultado resta-me esperar que não convoque o Centeno mais o presidente da FPF para os condecorar com a medalha de mérito desportivo.

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