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Popularidade de Lula é resultado do fracasso do Judiciário e da mídia

A mídia se pergunta, atônita, como a popularidade de Lula não só não cai, com a condenação, como segue aumentando. Busca “especialistas” – já existe a especialidade de “lulólogos”-, que não conseguem explicar nada.

Montou-se contra Lula o que Sepúlveda Pertence caracteriza como a mais monstruosa campanha de perseguição política desde a que se moveu contra o Getúlio. Tratou-se de apagar tudo o que os governos do Getúlio tinham significado para o país, desde 1930, para reduzi-lo a um político corrupto, prestes a ser deposto pelo Congresso e pelos altos mandos das FFAA. Era esse o significado do processo contra o Getúlio, que o levou ao suicídio, mas não impediu que o golpe militar fosse adiado e o movimento popular pudesse, por 10 anos mais, avançar em conquistar de direitos e de soberania para o Brasil.

Contra Lula montou-se algo similar. Se quer criminalizar uma forma de fazer política, de se valer dos processos eleitorais, eleger a presidentes comprometidos com os interesses da população e do Brasil, e governar de forma radicalmente diferente do que fizeram os outros, rapinando o país, superexplorando a população, contando com o beneplácito do Judiciário, da mídia e do Congresso.

Querem dar uma lição ao povo. Nunca mais se elegerá um presidente como Lula, nunca mais se governará para todos, nunca mais o Brasil será um país soberano. Nunca mais alguém surgido do seio do povo chegará a dirigir o país.

Tudo parecia correr bem. O sucesso da desestabilização que levou ao golpe contra a Dilma parecia confirmar a eficácia da via escolhida. Aí o foco se voltou contra Lula, quando se deram conta que não bastava derrubar a Dilma.

A condução coercitiva de Lula que o Moro tentou era o passo seguinte. Prender Lula, levá-lo para Curitiba, isolá-lo, atacá-lo com tudo na mídia do fim de semana – a condução foi numa sexta de manhã – deixá-lo sem voz para defender-se.

Algum tipo de interferência interrompeu a operação. O certo é que um dos juízes da Lava Jato considerou que ali eles perderam o timing para prender Lula. Quando ainda havia mobilizações de direita nas ruas, a esquerda estava acuada, Lula isolado, a Dilma derrotada, o PT desqualificado na opinião pública.

Foi a partir daquele momento que o movimento popular começou a recuperar sua capacidade de mobilização, que Lula recomeçou suas intervenções publicas, primeiro para reagrupar e reanimar a esquerda, isolada e desmoralizada, que a correlação de forças começou a ser modificada.

Apesar disso, as alavancas montadas para o golpe e para a ofensiva contra a esquerda não foram desativadas. Elas foram perdendo eficiência na influencia sobre a opinião pública, mas não deixaram de atuar: nem as campanhas sistemáticas na mídia contra Lula e a esquerda, nem os processos contra Lula.

Ao contrário, conforme a popularidade de Lula foi se expressando nas pesquisas e a busca de algum candidato à altura de enfrentá-lo nas eleições, a operação de perseguição a Lula se intensificou no Judiciário. Incrivelmente, quanto mais falhavam em encontrar provas contra Lula, mas multiplicavam os processos contra ela, montando armadilhas jurídicas absurdas, como aquela baseada no ridículo power point.

Lula foi execrado durante anos, como nenhum personagem político no Brasil. Acusado de envolvimento em corrupção, tem mais de 7 processos contra ele, a mídia não o poupa nenhum dia. O objetivo da direita é um nível de rejeição alto de Lula, considerando que tornaria impossível sua eleição no segundo turno.

No entanto, mesmo com rejeição alta, para surpresa da direita, Lula foi aumentando seu apoio e diminuindo a rejeição, a ponto que ninguém mais hoje deixa de considerá-lo favorito para se eleger, se conseguir ser candidato.

A enorme popularidade de Lula representa o fracasso da mídia nas suas sistemáticas tentativas de destruir a imagem do líder mais popular da história do país. Não conseguiram fazer com ele o que conseguiram em 1964 com a imagem do Getúlio, não conseguiram apagar da cabeça do povo as conquistas que eles identificam com Lula.

É também o fracasso do Judiciário. Inicialmente o Judiciário assumia os ares de defensor do Estado de direito contra ilegalidades que teriam sido cometidas pelo Lula. Não importaria o peso do personagem, o império da lei deveria ser exercido contra Lula, condenando-o por ilegalidades cometidas.

Mas, conforme os processos avançavam, foi ficando claro que não havia nem crimes, menos ainda provas. A ponto que os acusadores foram passando das supostas provas a indícios e finalmente a convicções para condená-los. Mas o Judiciário perdeu completamente a razão, ficou sem provas e perdeu a cabeça.

Diante do irredutível e crescente apoio de Lula, a mídia localiza na falta de credibilidade do próprio Judiciário o apoio a Lula, mesmo condenado. Faltaria dizer que se soma a essa falta de credibilidade, a da própria mídia, impotente para destruir a imagem de Lula.

Agora a mídia insufla a possibilidade de prisão de Lula, ao mesmo tempo que teme muito as consequências de uma medida dessa ordem. Enquanto o Judiciário considera que uma postura equilibrada seria não autorizar a prisão, mas impedir sua candidatura. Tudo está em disputa. A mídia se deu conta que sua onipotência era uma balela. Falta o Judiciário se dar contra. A direita precisa ser derrotada, para que o Brasil volte a ter uma democracia.

Por Emir Sader, Colunista do 247. É um dos principais sociólogos e cientistas políticos brasileiros | Texto original em português do Brasil

Exclusivo Editorial Brasil247 / Tornado

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PROCURA-SE EDITOR

Authors: in AS PALAVRAS SÃO ARMAS

O livro é recente, e como as editoras do ‘mundo livre’ não se atrevem a beliscar os nazissionistas com receio, saber lá de quê, lanço-lhes este repto.
Ronen Bergman persuade os agentes do Mossad, Shin Bet e pessoal militar a divulgarem as suas histórias sobre assassinatos patrocinados pelo estado de Israel. Este novo livro narra métodos e os agentes implicados no extermínio de 2.700 palestinos.

Dentifrício com polónio radioativo, telefones que explodem…

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Concerto solidário com os trabalhadores da Ex-Triumph

No próximo dia 18 de Fevereiro, a Câmara Municipal de Loures, União de Sindicatos de Lisboa e o Sindicato dos Trabalhadores Têxteis, Lanifícios e Vestuário do Sul, organizam um Concerto Solidário com os trabalhadores da ex-Triumph. O evento que terá inicio às 16h00, decorrerá no Pavilhão do Sacavenense e contará com a participação de mais de 100 artistas. A entrada no pavilhão é livre - ficando ao critério dos visitantes/convidados contribuírem com um donativo que reverterá a favor dos 463 trabalhadores da antiga fábrica Triumph Internacional.

Os trabalhadores da ex-Triumph laboravam na alta costura há décadas e estiveram em vigília, à porta da empresa, durante três semanas para impedir a saída das máquinas e exigir os salários em atraso, depois de terem tomado conhecimento de que a administração tinha iniciado um processo de insolvência.

Vídeo - Trabalhadores da antiga Triumph em vigília à porta da fábrica

 solidariedade triumph

 

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INE: contratos sem termo representam 85% do emprego criado em 2017

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As Estatísticas do Emprego hoje reveladas pelo Instituto Nacional de Estatística mostram uma dinâmica de redução da precariedade. Em 2017, os contratos sem termo representaram 85% da variação homóloga do emprego criado, um valor bastante superior ao registado nos anos de 2016 e de 2015.

Os dados hoje revelados pelo INE mostram uma proporção de contratos sem termo que permite reduzir ligeiramente o volume de precariedade no mercado de trabalho – que, ainda assim, permanece muito elevado. O peso dos contratos sem termo no mercado de trabalho subiu de 77,7% para 78% mas está ainda longe dos valores da média europeia.

Os contratos a prazo representam 18,5% dos total dos contratos de trabalho por conta de outrem. Este é um valor muito elevado e que mostra que a dinâmica é ainda insuficiente para uma rápida convergência com a média de Zona Euro. No conjunto dos países da Zona Euro, os contratos a prazo representam 12,3% da totalidade de contratos de trabalho.

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Outro dado positivo na redução da precariedade em Portugal é a redução do peso dos trabalhadores por conta própria, muitas vezes associados aos trabalhadores independentes a recibos verdes. De acordo com os mesmos dados hoje revelados pelo INE, apesar de terem sido criados 161 mil empregos nos últimos 12 meses, foram criados 174 mil empregos por contra de outrem e foram destruídos 18 mil empregos por conta própria. Desta forma, o peso dos trabalhadores independentes no total da população empregada baixou para 11,2%, quando no início da legislatura se situava nos 12,9%.

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Ladrões de motociclos e de armas de Airsoft identificados pela PSP

Segurança

Por Redação
Agentes daEsquadra de Investigação Criminal (EIC) da PSP de Cascais identificaram doisjovens, ambos de 18 anos, indiciados pela prática de “diversos furtos demotociclos, bem como de armas e equipamentos de Airsoft”, sendo que um delesacabou por ser detido por alegado tráfico de estupefacientes.
De acordocom a PSP, na sequência de uma investigação relacionada com um processo defurto qualificado, os polícias detiveram um jovem e identificaram um outrodepois de darem cumprimento a dois mandados de busca e de apreensãodomiciliários, emitidos pela autoridade judiciária.
As buscasdecorreram na União de Freguesias de Cascais e Estoril e culminaram naapreensão de 434 doses de haxixe e 51 outras de cocaína.
Os políciaslograram, ainda, confiscar duas armas de Airsoft, dois carregadores, uma miratelescópica, um coldre e diversas munições.
Ummotociclo, presumivelmente furtado, uma balança de precisão, um telemóvel e 60euros em numerário fazem, ainda, parte da lista de apreensões realizadas nestasbuscas judicialmente autorizadas.
Segundo a PSP, um dos jovens foi presente ao Tribunal Judicial deCascais e libertado, mas ficou com a audiência de julgamento marcada para opróximo dia 23 de fevereiro.

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Mobilização geral pela revogação da norma da caducidade das convenções colectivas

contratacao colectivaRealizou-se no dia 7 de Fevereiro uma reunião da CPCS para discutir a situação da contratação colectiva, em Portugal. Num quadro em que o Governo optou por fazer perguntas em vez de dar respostas, o patronato elogiou a actual legislação, para dar continuidade à exploração, e a UGT se manifestou disponível para cumprir a sua missão, importa referir o seguinte:

Quinze anos depois da entrada em vigor do Código do Trabalho (CT), o documento do Governo (em anexo) confirma que as teses que deram lugar à introdução da caducidade da contratação colectiva, eram falsas. Foi na década de 90, e não com o CT depois de 2003, que a negociação colectiva foi mais dinâmica, com mais instrumentos de regulamentação colectiva de trabalho negociados, abrangendo uma percentagem de trabalhadores mais elevada (considerando os TPCO, na altura) e conteúdos mais favoráveis aos assalariados.

A norma da caducidade e o fim do tratamento mais favorável constituem o problema central que está na origem dos bloqueios patronais à negociação colectiva, na redução dos IRCT’s negociados e do número de trabalhadores abrangidos, com a acentuação da política de exploração dos trabalhadores, pela não actualização anual dos salários. Não se pode falar em diálogo social quando os sindicatos são chantageados pelo patronato com a tentativa de introdução de normas inferiores ao que a lei geral estabelece e se ataca o direito de negociação colectiva para reduzir e/ou extinguir direitos fundamentais. Estes são factos que o Governo não desconhece, razão pela qual se exige que intervenha para pôr cobro a esta situação, sob pena de se tornar cúmplice dos interesses das confederações patronais e da direita.

No documento apresentado, o Governo considera que a negociação colectiva “garante a adaptação da legislação laboral às especificidades do sector, promove a paz social e é consequentemente um instrumento de competitividade para as empresas e a economia nacional”. A formulação apresentada, para além de sinalizar uma postura de subordinação aos interesses económicos das empresas, secundariza a função da contratação colectiva no plano social, enquanto instrumento de valorização dos direitos dos trabalhadores e de harmonização social no progresso. A contratação colectiva não pode nem deve ser o parente pobre das relações de trabalho, como a direita e o patronato defendem. Pelo contrário, constitui um elemento estruturante das relações laborais, pela importância que tem para a distribuição da riqueza e o combate às desigualdades, a melhoria dos direitos individuais e colectivos, a regulação da organização e gestão do tempo de trabalho e a sua articulação com a vida pessoal e familiar, a coesão social e a afirmação da democracia, que importa afirmar com o envolvimento activo dos trabalhadores, no preciso momento em que se discutem as alterações da legislação laboral.

Ao mesmo tempo em que persiste na manutenção da actual legislação laboral, o grande patronato desenvolve, uma ofensiva de grande dimensão, nomeadamente em algumas grandes empresas, para aprofundar e alargar a desregulação dos horários de trabalho e pôr fim a que o sábado e o domingo continuem sendo dias de descanso semanal, para reduzir a retribuição dos trabalhadores. Esta é uma ofensiva que exige um forte empenhamento de todo o MSU no combate e rejeição a medidas que visam dar sequência à redução dos rendimentos dos trabalhadores, agora por via da diminuição do pagamento do trabalho extraordinário, trabalho prestado em dias de descanso semanal, trabalho nocturno, por turnos, etc.

Para a CGTP-IN as perspectivas de futuro da contratação colectiva passam, inevitavelmente, pela revogação da norma da caducidade e a reposição do tratamento mais favorável. Estas são, entre outras, as questões nucleares que podem repor a dinâmica negocial e trazer valor acrescentado à contratação colectiva e aos direitos dos trabalhadores. Por mais que o Governo insista no mecanismo da arbitragem, para manter a norma da caducidade, esta será sempre uma saída para salvaguardar o essencial daquilo que as confederações patronais defendem à custa dos direitos dos trabalhadores e da intervenção dos sindicatos. Contem com a CGTP-IN para resolver os problemas de fundo, mas não contem connosco para colaborar em pequenas alterações e deixar o essencial na mesma.

Este é o tempo de reivindicar e lutar pela alteração das normas gravosas do Código do Trabalho. Tal como no passado, esta é uma luta cujos resultados serão determinados pela mobilização dos trabalhadores, a partir do local de trabalho. Foi esta movimentação de base que nos levou a um processo de recuperação de rendimentos e direitos. Será a luta dos trabalhadores, nos próximos tempos, que irá determinar o rumo dos acontecimentos. Juntos vamos conseguir.

DIF/CGTP-IN
08.02.2018

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Acordo de governo na Alemanha: Portugal lidera queda dos juros

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Depois de meses de impasse, os conservadores da CDU e CSU chegaram finalmente a acordo com o SPD para governar, com o partido de Martin Schulz a conseguir ficar com algumas pastas importantes, como as Finanças, os Negócios Estrangeiros e o Trabalho. O acordo provocou a queda dos juros da dívida da generalidade dos países do euro, com Portugal a liderar as descidas.

Os juros da dívida soberana portuguesa a dez anos descem 6,9 pontos base, o maior alívio desde 8 de janeiro, sessão em que as yields recuaram mais de 7 pontos. Em Espanha, os juros caíram 4,2 pontos e em Itália 5,8 pontos, enquanto na Alemanha a yield das obrigações a dez anos subiu 3,2 pontos, depois de ter atingido, no início da semana, o valor mais elevado desde setembro de 2015.

Como os juros germânicos estão a subir e os portugueses a descer, também o risco da dívida nacional – medido pelo spread face à dívida alemã – está mais baixo, recuando 10,1 pontos para 126,7 pontos.

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Governo de Passos & Portas só investiu 78 mil euros na linha de Cascais

Atual

Por Redação
O ministro doPlaneamento e das Infraestruturas, Pedro Marques, denunciou esta quarta-feira, durante a sua audiçãoregimental na comissão parlamentar de Economia, Inovação e Obras Públicas, queo anterior Governo, liderado por Passos Coelho em parceria com Paulo Portas,não só não inscreveu a linha de Cascais na programação de Portugal 2020, comoinvestiu "78.725 mil euros que, segundo o governante, "dá para fazerum projeto, provavelmente".
Pedro Marques aproveitou para anunciarque o Governo vai colocar uma verba para modernização e renovação da linhade Cascais no âmbito da sua proposta de reprogramação do Portugal 2020.
"Este Governo colocará na suaproposta de reprogramação do Portugal 2020 uma verba para investimento demodernização e renovação da linha de Cascais", assegurou o governante.
Referindo-se, ainda, á linha de Cascais,ministro considerou “prioritária a renovação da via e intervenção na catenária,até para preparar mudança de tensão" para quando for feita a ligação àLinha de Cintura (ligar Alcântara-Mar a Alcântara-Terra).
"Na combinação de dois anos, 2016 e2017, o investimento na infraestrutura e material circulante da linha deCascais, multiplicámos praticamente por 100 o investimento do ano 2014 dogoverno PSD/CDS-PP na linha de Cascais", adiantou o ministro doPlaneamento e das Infraestruturas.
"Nós já conseguimos em dois anosmais de sete milhões de euros na linha de Cascais e vamos fazer muito mais nareprogramação do Portugal 2020 e havemos de articular esses investimentos"com as câmaras de Cascais e de Lisboa, para a ligação à Linha de Cintura e paraintegração na rede ferroviária nacional.
A antiguidade da linha de Cascais,aliada à ausência de intervenção de fundo há décadas, que tem provocado a suadegradação, têm levado as edilidades de Cascais, Oeiras e Lisboa a reclamar asua modernização.
"A linha está em muito mau estadohá muitos anos, mas as composições também", apontou há tempos o presidenteda Câmara Municipal de Cascais, Carlos Carreiras.
Recorda-se que, ainda no passado dia 26de janeiro, registou-se a queda de uma catenária em São João do Estoril, que interrompeua circulação entre São Pedro e Carcavelos durante mais de uma hora.

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Edição de Fevereiro de 2018 - Le Monde Diplomatique Portuguesa

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Índice

Editorial

- «Idiotas úteis» do Pentágono[1] . SERGE HALIMI

Política

- O papel da Concertação Social[2] . SANDRA MONTEIRO

Dossiê . O esvaziamento do Estado e o reino do rentismo

- Para lá da reposição de rendimentos, um Estado demasiado enfraquecido . ALEXANDRE ABREU e CÉSAR MADUREIRA

- Portugal volta a olhar para a factura eléctrica . JORGE COSTA

Dossiê . Da crise da habitação às escolhas colectivas

- Mudança urbana e erosão do gosto pelo lugar no centro histórico do Porto . JOÃO QUEIRÓS

- O capitalismo imobiliário e a crise da habitação em Lisboa . AGUSTIN COCOLA GANT

- Por uma nova história das políticas de habitação . ANA CATARINA FERREIRA

Sociedade

- O falso e o elefante na sala: o relativo não é arbitrário . JOÃO LUÍS LISBOA

Europa

- O Santo Império económico alemão . PIERRE RIMBERT

- Integração, a grande obsessão . BENOÎT BRÉVILLE

- Transformações da sexualidade, permanências do sexismo . MICHEL BOZON

América Latina

- «Governando debaixo de bombas… mediáticas . RAFAEL CORREA

Estados Unidos

- Overdoses por receita médica . MAXIME ROBIN

- A esquerda segundo Harvey Weinstein . THOMAS FRANCK

Médio Oriente

- A juventude palestiniana não se dá por vencida . AKRAM BELKAÏD e OLIVIER PIRONET

- O Irão reinventa-se como potência regional . BERNARD HOURCADE

África

- Guerras comerciais para iluminar África . AURÉLIEN BERNIER

Direito

- A ordem internacional espezinhada pelos seus garantes . ANNE-CÉCILE ROBERT

Conto

- Osvaldo Se . EDUARDO JORGE DUARTE

Escritos lidos

- TIAGO BAPTISTA, Berlim – Cidade sem Sombras (recensão crítica de BRUNO MONTEIRO)

Recortes de imprensa

References

  1. ^ «Idiotas úteis» do Pentágono (pt.mondediplo.com)
  2. ^ O papel da Concertação Social (pt.mondediplo.com)

Leia original aqui

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Henrique Galvão: três momentos na vida de um Homem

Há 57 anos, Salazar viveu um dos momentos mais negros da sua vida política. Um momento que mostrou ao mundo a sua fraqueza e impotência. Responsável do acontecimento? Um militar brilhante: Henrique Galvão e a “Santa Liberdade”.

Homem de Pátria e Liberdade, Galvão foi um militar brilhante e um excelentíssimo professor de Táctica. Cadete de Sidónio e do “28 de Maio”, integrou o grupo militar do General Óscar Carmona (ex-ministro da Guerra da República e um dos dois maçons que integravam o triunvirato que gizou e executou o golpe) e desempenhou com brio as várias funções a que foi chamado. Em 1935, Galvão está com o seu Presidente na inauguração da Emissora Nacional, de que é o primeiro responsável.

Logo a seguir à morte de Carmona (1951), afasta-se do regime (agora, sim, já comandado por Salazar, após a morte do Presidente) e apoia a candidatura presidencial anti-salazarista de Quintão Meireles.

Logo no ano seguinte está envolvido numa tentativa de golpe contra Salazar, é preso pela PIDE e expulso do Exército. Condenado, passa anos nas prisões salazarentas. Mestre de táctica, consegue uma evasão espectacular em 1959 e alcança a América do Sul. Em 1960, surge a sua “Carta Aberta a Salazar”.

Fuga e carta abalam o poder de Salazar nos seus fundamentos. Militar e escritor (tem já, então, vasta obra publicada), Galvão vive com a pena numa mão e a espada na outra. Escrita a carta-manifesto, é momento de usar a espada. A residir na Venezuela, giza e monta a ‘Operação Dulcineia’ que, em Janeiro de 1961, o leva a fazer do paquete português ‘Santa Maria’, como dirá na alocução aos passageiros e ao mundo, “o primeiro pedaço da pátria libertada”.

Operação montada com meios de circunstância, a tomada do ‘Santa Maria’ cumpriu apenas coisa de metade dos objectivos previstos. Esse momento alto foi também o momento final da sua colaboração com o vencedor das eleições presidenciais de 1958, a quem Salazar mandara roubar a vitória e que também se exilara na América do Sul, o General Humberto Delgado, que meses depois já estará clandestino em Portugal para encabeçar o golpe de Beja gizado e montado (mas não comandado…) por um ex-aluno de Táctica de Galvão, o coronel Eugénio Óscar de Oliveira que estará depois no “25 de Abril” e com Eanes no “25 de Novembro”…

A “Operação Dulcineia”

Para conhecimento e apreciação dos leitores, registo aqui esta “Memória descritiva: a Operação Dulcineia” que dá uma síntese de quem era Henrique Galvão e o que foi a “operação” de Janeiro de 1961. Alerto, porém, para o facto de conter um erro. O autor, ao fazer a apresentação de Galvão, escreve que ele era “um salazarista convicto”. Tal não é a verdade. Galvão nunca foi salazarista. Cadete ainda, Galvão esteve com Sidónio Pais e esteve no “28 de Maio” com Óscar Carmona. Salazar só será “inventado” algum tempo depois pelo Almirante Mendes Cabeçadas, o homem que primeiro dirigiu o triunvirato vencedor do “golpe” de 1926.

A ligação de Galvão e a sua lealdade não são pois com Salazar mas com o Presidente Carmona, um homem que tem sido muito pouco estudado, bastante ignorado e levianamente confundido com Salazar. Óscar Carmona morre em 1951 e nesse mesmo ano Galvão entra em ruptura com o regime e a sua nova configuração…

Os militares de Carmona (alguns vindos das fileiras do grupo do fundador da República, o comandante Machado dos Santos, como é o caso do capitão Agostinho Lourenço) vão, depois da morte de Carmona (1951), afastar-se do regime ou ser afastados pelo regime. O caso de Agostinho Lourenço, frequentemente acusado de ser “o anjo negro de Salazar”, é exemplar da cegueira de certas “narrativas” que nunca foram capazes (ou não lhes convinha…) ver as contradições, diferenças e divergências dentro de um regime que, ao contrário do que pretendem os autores dessas narrativas, nunca foi monolítico.

Tal como o anglófilo Delgado foi comandar a germanófila Legião Portuguesa para fazer o seu containment, assim Agostinho Lourenço (outro anglófilo) foi colocado à cabeça dos serviços secretos e de segurança (onde já estava nos tempos da República…) para impedir o seu controlo por gente de fora dos círculos militares de Carmona… A candidatura do General Sem Medo, em 1958, não caiu do céu mas, sim, surgiu do afastamento dos “carmonistas” de Salazar, durante toda a década de cinquenta.

Delgado era, como Galvão, cadete de Sidónio e tenente do “28 de Maio”. Anglófilo e um dos principais interlocutores do MI6 nas Forças Armadas Portuguesas, durante a II Guerra, Delgado foi sempre um militar leal a Carmona e aos seus camaradas. O último grande choque entre esse grupo e a equipa de Salazar regista-se em 1964/5 quando Salazar veta a candidatura presidencial do Almirante Sarmento Rodrigues (então governador-geral de Moçambique e que mantinha uma espécie de “telefone vermelho” com o presidente da Frelimo Eduardo Mondlane… tema a que um dia teremos de voltar). Salazar recusa a candidatura de Sarmento Rodrigues e impõe a recondução de Américo Tomás… A sua relação com os homens e os dispositivos de Carmona rompe-se de vez.

Galvão não só nunca foi “salazarista convicto” como, com o seu carácter impetuoso, é dos primeiros militares dos círculos de Carmona a romper e a afastar-se, logo depois da morte do chefe, em 1951.

A História do século XX português não cabe nas correntes narrativas de conveniência (política ou outra) e ainda está por fazer e contar…


Dois cadetes de Sidónio, dois tenentes do ’28 de Maio’ e dois homens do General Óscar Carmona, em luta pela “Santa Liberdade”

 

 
Henrique Galvão na Paris Match, de 04 de Fevereiro de 1961. Capa e, lá dentro, 12 páginas de reportagem a bordo do ‘Santa Maria’… A “Operação Dulcineia” foi também uma fabulosa operação de comunicação política

Ver artigo original em "O TORNADO"

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