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Racismos e intoleráveis posições

O livro Racismos – das Cruzadas ao Século XX de Francisco Bethencourt[1] é espantoso a vários níveis: pela erudição e profundidade do autor, pelo rigor e abrangência das referências e temas que mobiliza para um debate que só pode ser mais bem fundado a partir daqui.

Mas é também um livro essencial pela qualidade dessa informação que traz para uma temática que, infelizmente, regressa sob novas roupagens para a actualidade política. Aí percebemos que mitos e preconceitos, intolerância tóxica e memórias mal trabalhadas, continuam a alimentar posições que se vão manifestando no espaço público. É, por isso, um livro essencial.

Se é verdade que o nosso passado deve ser melhor estudado e pensado, já agora, doa a quem doer, na escala das atrocidades intelectuais talvez o nosso eterno atraso científico nos tenha evitado contribuir para essa mistificação pseudo-científica em torno das raças, onde pulularam ingleses e norte-americanos, mostrando como o debate científico serviu e serve as intenções e projetos políticos mais inconfessados.

Entre o abundante material referido e tratado neste livro, chamou-me a atenção as quatro páginas dedicadas a Louis Agassiz (1807-1873). Este suiço de nascimento foi um eminente zoólogo, geólogo e historiador natural que estudou em Zurique, Heidelberga e Munique, trabalhou na Universidade de Neuchâtel e, em 1846, mudou-se para os Estados Unidos onde se tornou professor de zoologia e geologia em Harvard[2].

Ora, entre Abril de 1865 e Agosto de 1866, Agassiz participou numa expedição ao Brasil e que contou com jovens estudiosos como, por exemplo, William James, o futuro psicólogo e filósofo e cuja obra ficará internacionalmente conhecida.

Durante a expedição, Agassiz foi registando várias observações. Algumas não deixarão de, eventualmente, melindrar o nosso sentimento mais nacionalista. Assim, Francisco Bethencourt dá-nos conta de que Agassiz defendia que «em inteligência, os negros livres estão à altura dos brasileiros e dos portugueses», que transmitiam «o espectáculo único de uma raça superior a ser influenciada por outra mais baixa, de uma classe educada a adoptar os hábitos e a descer ao nível dos selvagens»[3]. Isso mesmo, os portugueses teriam descido na escala das raças (no pressuposto meramente ideológico de que existe essa escala) e, vítimas da mestiçagem, fomentado esse contacto reprovável entre raças, teriam contribuído para o desaparecimento duma pureza que se dissolveria com as boas qualidades físicas e morais que a acompanhavam. Para Agassiz, citado por Bethencourt, os mestiços eram tão repugnantes como cães rafeiros!

Porém, o que pretendia Agassiz?

Nada mais que avisar que «o Brasil era um bom exemplo do tipo de sociedade de raça mista que os Estados Unidos deveriam evitar»[4]. Por outro lado, o autor enquadra a posição de Agassiz no contexto político dos Estados Unidos da altura: a derrota da Confederação e a vitória do abolicionismo[5]. Mas nem tudo estava perdido para os defensores do esclavagismo e da supremacia dos brancos: até à década de 1960 manter-se-ia “um desenvolvimento activamente político da teoria das raças a favor das políticas sulistas de exclusão, segregação e discriminação […] sob o olhar impávido dos pragmáticos brancos nortistas que partilhavam os mesmos preconceitos raciais básicos”[6]. É que o problema não tinha apenas a ver com uma discutível teoria das raças, mas com o modo de produção capitalista. E este estava (e está) para durar.

Francisco Bethencourt, Racismos – das Cruzadas ao Século XX, Lisboa, Temas e Debates – Círculo de Leitores, 2015, 582 pp.

Notas

[1] Francisco Bethencourt, Racismos – das Cruzadas ao Século XX, Lisboa, Temas e Debates – Círculo de Leitores, 2015, 582 pp.
[2] Sobre a obra de Agassiz, cf. O racismo de Louis Agassiz.
[3]Op. cit. p. 387.
[4]Ibid.
[5]Op. cit., p. 388.
[6]Ibid.

Ver artigo original em "O TORNADO"

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Levar a sério a folia.

Authors: in AS PALAVRAS SÃO ARMAS

Aproveitar todos os meios para denunciar a injustiça, mesmo aqueles de onde só se espera divertimento e total descontração.carnaval fora temer1488211446

 
DENÚNCIA DO TRABALHO ESCRAVO 
 VAMPIRO NEOLIBERALISTA
MANIPULAÇÃO DA MÍDIA GLOBO
Pensar, concluir e atuar, ferramentas de que dispomos para nos libertarmos.

Paraíso do Tuiuti 2018 | Clipe oficial

SAMBA COMUNA QUE PARIU! 2018

 

Marchinha "Não vá mexer na nossa Previdência"

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A Turquia remete à Comissão Europeia o seu dossiê de liberalização de vistos

O governo turco remeteu à Comissão Europeia o seu dossiê tendo em vista a liberalização de vistos europeus para os seus cidadãos.

Aquando da crise dos migrantes, a Turquia havia exigido a liberalização de vistos em troca da sua cooperação. A Comissão fixara 72 critérios que a Turquia declara agora preencher.

A Comissão avaliará os elementos apresentados pela Turquia.

O Presidente Recep Tayyip Erdoğan irá reunir-se com o Presidente da Comissão, Jean-Claude Junker, e o do Conselho Europeu em exercício, o mafioso búlgaro Boris Borissov, a 26 de Março, em Varna.

A Turquia tem mais de 82 milhões de cidadãos.

Uma recusa da União Europeia anularia o acordo de controle de imigração e relançaria as transferências de população para a União Europeia através da Turquia.




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Mensagens irano-israelenses em torno ao Golã ocupado

Vários oficiais superiores iranianos vieram realizar inspeções na linha de cessar-fogo do Golã ocupado, no decurso das últimas semanas. Em resposta, aí se dirigiu também o Primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, em 6 de Fevereiro de 2018.

O Irã (Irão-pt) e Israel se desafiam mutuamente sem expor publicamente suas alegações.

A Força Aérea de Israel bombardeou —novamente— um centro de pesquisa militar nos subúrbios de Damasco, em que técnicos iranianos estão adaptando métodos de orientação precisa para mísseis de longo alcance.




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Presidente Carreiras faz “pacto” com Igreja Ortodoxa Russa por 250 euros por mês

Atual

Por Redação
A primeiraIgreja Ortodoxa Russa em Portugal vai nascer na rua José Florindo, em Cascais, como município a cobrar a 250 euros por mês, pelo direito de superfície de um terrenocom mais de 5 mil metros quadrados, de acordo com o ato formalizado estasexta-feira, entre Carlos Carreiras e o Bispo de Korsun, do Patriarcado de Moscovo.
O municípiocedeu em regime de direito de superfície, uma parcela de terreno – mais de 5mil metros quadrados - para construção da Igreja Ortodoxa Russa e Instalaçõesde Apoio.
Pelacedência do terreno por 50 anos, prorrogáveis, o município vai receber,mensalmente, cerca de 250 euros.
O ato formalizado esta sexta-feira é anunciado, sem pormenores,no site oficial da Câmara Municipal de Cascais.
“Cascais vai, assim, contar com a primeira IgrejaOrtodoxa Russa do país, o que nas palavras do Bispo Dom Nestor, “é um grandeacontecimento para toda a diáspora russa, não só em Portugal como no resto domundo, numa grande abrangência de povos”, anuncia o site, segundo o qual “existeuma comunidade que professa a Fé Ortodoxa bastante relevante em Cascais, quehabitualmente celebra as suas missas na Igreja da Nossa Senhora da Conceição eque assim vai poder contar com um local próprio”.

“Acreditamos que o desenvolvimento de Cascais se fazno respeito pela nossa identidade e através da integração de todos aqueles quedeixaram as suas terras de origem e escolheram este concelho para realizar oseu projeto de vida”, referiu, na oportunidade, o presidente da Câmara deCascais.
Para o autarca de Cascais, “somos uma comunidade queintegra 80% de todas as nacionalidades do mundo e que essa “integração dasdiversas culturas e crenças nos torna mais resilientes”.
A Igreja Ortodoxa Russa ocupa o quinto lugar na ordemdas Igrejas Ortodoxas, com cerca de 200 milhões de fiéis.

“Em Cascais não há estrangeiros, somos todoscascalenses”

“Em Cascais não há estrangeiros, somos todoscascalenses”, afirmou, em janeiro, Carlos Carreiras, por ocasião da visita doBispo Dom Nestor, Bispo de Korsun da Igreja Ortodoxa Russa do Patriarcado deMoscovo.
O Bispo russo foi recebido no Salão Nobre dos Paços doConcelho e afirmou, na altura, estar “apaixonado pela Vila de Cascais” e que “oacolhimento cascalense é um dos melhores em Portugal”, tendo mesmo acrescentadoque “em Cascais sente-se bem a alma portuguesa.
Na oportunidade, o presidente da edilidade não perdeua oportunidade de reafirmar que “o município de Cascais tem uma forte tradiçãono acolhimento de populações estrangeiras, vindas de todo o mundo”, e sublinhoumesmo que “a multiculturalidade e a capacidade de integração faz parte do ADNdos cascalenses”.

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A China vai liderar a globalização?

A China tem sido crescentemente alvo da pressão das organizações internacionais (BM, FMI, OCDE) que, a cada relatório publicado, repetem o mantra neoliberal das "reformas estruturais", liberalização do comércio, movimentos de capitais especulativos e abandono da política cambial (ver aqui). Imagine-se o que aconteceria se a China finalmente cedesse em toda a linha, como fizeram alguns países asiáticos, já então em industrialização acelerada, nos anos noventa do século passado. A experiência resultou na grande crise financeira asiática de 1997-8 que contagiou a Rússia e produziu crises em vários países da América Latina (ver aqui). Na altura foi o pânico à escala global. O certo é que, com a "ajuda" do FMI, o neoliberalismo conseguiu definitivamente implantar-se na Ásia, adoptando variantes de acordo com as especificidades nacionais.
Na China, o influxo descontrolado dos capitais produziria (ou agravaria as já existentes) bolhas especulativas de vários tipos e lançaria o resto do mundo numa crise de alcance inimaginável. Para termos uma ideia do que isso significaria, vale a pena ler Ha-Joon-Chang, por exemplo no Epílogo:
Face à crescente importância da economia chinesa, não é pura ficção pensar que uma grande crise económica na China, em finais dos anos 20 [deste século], poderia converter-se numa Segunda Grande Depressão, sobretudo se houver uma grande convulsão política no país.

Ver original aqui.

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Revolução brasileira: por Lula, o morro vai descer

Revolucao brasileira por Lula o morro vai descer 900x506Em pleno sábado de carnaval, um cartaz na entrada da maior favela brasileira, a Rocinha, chamou a atenção no epicentro da farra momesca: “STF se prender Lula o morro vai descer”.

Em meio a desfiles de escolas de samba e bloquinhos de carnaval, o aviso poderia passar desapercebido, se não fosse a seriedade com que os “donos do morro” têm imposto suas regras, quase sempre pré-anunciadas em cartazes como este. Nesse caso de apatia letárgica dos movimentos sociais, sindicais e estudantis diante de cada etapa do golpe, parece justo que os próprios excluídos do sistema ocupem espaços e cobrem, à sua maneira, justiça social – e jurídica. O que não falta nos morros cariocas – e nas favelas em todo o Brasil – é injustiça social e fuzis, os principais ingredientes de uma revolução.

A ideia de uma revolução iniciada nos morros cariocas não é nova. Há mais de 20 anos, o mestre do samba, Wilson das Neves, já cantava em sua obra “O Dia Em Que o Morro Descer e Não For Carnaval” a possibilidade de haver uma ruptura social, puxada por uma minoria ignorada pelo sistema, acima dos morros e abaixo das leis. Em um trecho do samba podemos ouvir:

O dia em que o morro descer e não for carnaval
ninguém vai ficar pra assistir o desfile final
na entrada rajada de fogos pra quem nunca viu
vai ser de escopeta, metralha, granada e fuzil (é a guerra civil)”

O próprio Karl Marx já anunciara, na época da edição do Manifesto Comunista, que a luta de classes é história de todas as sociedades. Particularmente, não consigo vislumbrar fotografia mais precisa para a desigualdade social e a luta de classes, que uma cidade que divide por poucos metros a soberba dos capitalistas em edificações faraônicas, e as favelas, com população muito mais que miserável à margem do Estado.

Ainda não se sabe quais serão as reações provocadas pela iminente prisão de Lula, mas já sabemos as suas consequências. O ex-Presidente é líder absoluto nas pesquisas eleitorais e a tendência, em condições de normalidade democrática – das quais não gozamos ultimamente, apontaria para uma vitória em primeiro turno. Cabo eleitoral, Lula colocaria qualquer nome no segundo turno da disputa. Mas esse julgamento, que atropelou o devido processo legal, quer prendê-lo imediatamente, para que Lula não possa sequer atuar como cabo eleitoral. O objetivo é calar Lula, que, preso, não poderia mais falar. Mas nem mesmo um mandado de prisão pode calar o povo.

O golpe em curso, em que o Brasil se encontra, já permitiu a volta do trabalho escravo, acabou com os direitos históricos dos trabalhadores, tornou os pobres mais pobres e os ricos mais ricos. Afinal o número de milionários cresceu 11 por cento em 2016 e deve crescer até 81 por cento até 2022, segundo dados do Banco Mundial. Essa é uma projeção sem esquerda, sem Lula, sem Luta. Se pálida classe média permanece em seus sofás esperando a justiça vir das instituições, juntamente com os movimentos sociais, não temos motivos para desacreditar nas palavras da Rocinha. Agora é Morro x Moro.

Por Guilherme Coutinho, Jornalista, publicitário e especialista em Direito Público. Autor do blog Nitroglicerina Política | Texto original em português do Brasil

Exclusivo Editorial Brasil247 / Tornado

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A França opõe-se ao Consenso de Sochi

Interrogado pela BFM TV, a 7 de Fevereiro de 2018, o Ministro francês dos Negócios Estrangeiros, Jean-Yves Le Drian, acusou «a Turquia, o regime de Damasco, o Irão e todos os que atacam a Ghouta Oriental e Idleb» de violar o Direito Internacional.

A expressão «regime de Damasco» designa a República Árabe Síria, um Estado membro da ONU. A Ghouta Oriental abriga combatentes enquadrados pelos Irmãos Muçulmanos e pelas Forças Especiais Britânicas. Idlib é controlado pela Alcaida. Contrariamente às declarações do ministro, as operações militares da Síria no seu próprio território não violam o Direito Internacional. Pelo contrário, elas situam-se no quadro da Carta da ONU e da Resolução 2625 da Assembleia Geral. A participação do Irão nos combates, a pedido do Presidente al-Assad, é também totalmente legal pelo Direito Internacional.

Pelo contrário, a presença das Forças Especiais Francesas, sem a autorização do governo internacionalmente reconhecido da Síria, viola a Carta das Nações Unidas e a Resolução 2625.

A 13 de Novembro de 2017, o Secretário da Defesa dos EUA, James Mattis, já tinha afirmado que a presença de tropas do seu país, sem autorização da Síria, fora autorizada pelo Conselho de Segurança. O que é falso.

O Sr. Le Drian intervinha com o fim de se opor ao Consenso Sochi. Ele acusou a Síria de utilizar armas químicas e lembrou que a França só aceitaria a paz negociada em Genebra, sob a autoridade do Departamento de Assuntos Políticos da ONU (ou seja, de Jeffrey Feltman ), e incluindo a Ghouta oriental e Idleb. Ora, o Conselho de Segurança proíbe quaisquer negociações deste tipo com a Alcaida, o que torna a posição francesa impossível de satisfazer.




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Os efeitos da globalização na Austrália

Em 1948 o governo australiano promoveu a criação de uma marca automóvel, a Holden, que se tornaria num dos símbolos identitários do país. Desde então famílias inteiras, de avós a netos, trabalharam na fábrica de Adelaide e alimentaram um enorme orgulho por constituírem uma espécie de aristocracia operária na região.
Setenta anos depois, a General Motors, que comprara entretanto a marca, decidiu fechar a fábrica, no âmbito de uma decisão economicista tomada à boleia da campanha de Trump para dar preferência à produção nos Estados Unidos.  De um dia para o outro houve, para os que se viram subitamente no desemprego, a sensação de se verem despojados de algo de fundamental em si.
O fecho da fábrica Holden aconteceu ao mesmo tempo do que a da Toyota, o que significou o fim da produção de automóveis na Austrália. Algo que não incomoda o governo de direita, que aceita sem qualquer reação o efeito perverso da globalização: se no Vietname, na Tailândia ou na China, se produzem carros mais baratos para quê produzi-los na Austrália?  Mesmo que a indústria em si não se limitasse nos efeitos do que se produzia nas suas fábricas, porque muitos outros empregos se tinham criado a montante, com o fornecimento de componentes, ou a jusante, com todos os comércios viabilizados pelo consumo de tantas famílias.
Não admira que, virando costas aos dois partidos principais, o eleitorado tenda a deixar-se seduzir por réplicas locais do atual inquilino da Casa Branca, que adaptam o discurso para algo do género «A Austrália em primeiro lugar». E para isso invocam a circunstância de se reduzir cada vez mais o peso dos produtos manufacturados nas exportações de um país, que passou a se limitar à venda de recursos minerais ao exterior.
Por ora há quem se surpreenda com a passividade dos operários da Holden ao terem-se deixado cair no desemprego sem sequer contestarem. Mas, num país onde o desemprego ainda não chega aos 6%, a revolta relativa à falta de oportunidades ainda não é significativa. Ademais, tendo sempre adotado uma pose arrogante em relação aos operários de outras atividades, os da Holden eram por eles invejados, vistos com rancor. Como contar então com eles para reivindicarem do governo a preservação de direitos e regalias, que durante décadas tinham sido exclusivamente seus?

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Salários aumentaram 3,7% em 2017

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Os salários da população empregada registaram um aumento nominal de 3,7% em 2017. De acordo com o Negócios de hoje, deduzida a inflação, os salários tiveram um aumento real de 2,8%, um valor que contraria a ideia de estagnação dos salários. Se deste universo fossem excluídos os trabalhadores que auferem o salário mínimo, o aumento seria de 3,3% em termos nominais ou 2,4% descontando a inflação.

A juntar a estes dados, o Negócios fez ontem uma “radiografia” ao emprego criado desde 2015. Nestes dois anos, o emprego que se criou foi todo a tempo completo. A tempo parcial, registou-se uma quebra de quase 35 mil postos de trabalho em dois anos. O número de trabalhos por conta própria também tem vindo a recuar: em dois anos desapareceram 33,5 mil. Todo o emprego criado é por conta de outrem.

O Negócios explica ainda que, nos últimos dois anos, o maior aumento foi nos trabalhadores com o ensino secundário e superior, registando-se uma redução dos empregos desqualificados. Por fim, a grande fatia dos empregos criados diz respeito aos trabalhadores com mais de 45 anos (210.500). Entre os 25 e os 34 anos, a criação de postos de trabalho é menos expressiva (66.300).

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Confirmado: os EUA reconhecem que as sanções visam o colapso da Venezuela

Authors: in ODIARIO.INFO

A ingerência e a agressão dos EUA e seus aliados contra a Venezuela sobe de tom e é abertamente assumida: com a CIA no comando, trata-se mais um processo em que todos os meios são colocados no terreno no sentido de criar o caos no país, de aí intervir militarmente, de tomar posse das riquezas nacionais, de destruir o processo bolivariano. O que os EUA vêm fazendo em particular no Médio Oriente e em África querem agora prossegui-lo na América Latina.

O Estado profundo no confessionário
Na semana passada o chefe da CIA, Mike Pompeo, confessou num fórum do think-tank neoconservador American Enterprises Institute que o aparelho de informações que dirige trabalhou lado a lado com Trump as componentes operacionais das sanções contra a Venezuela.
Os media internacionais que registaram a declaração extraíram dela a parte mais rentável para as suas conveniências, encobrindo os detalhes que durante quase uma hora Pompeo expôs sobre o trajecto que deu lugar à institucionalização de sanções financeiras mediante uma Ordem Executiva (13692) e várias suspensões de reconhecimento por parte da OFAC/Departamento do Tesouro a mais de 30 funcionários de alto nível do Estado venezuelano.
Para instrumentar as sanções a CIA, segundo o seu máximo chefe, preparou diversos relatórios sobre o status actual da Fuerza Armada Nacional Bolivariana (FANB) e sua relação com o poder executivo, e de igual forma foi elaborado um estudo sobre os pontos débeis na dívida externa quanto a prazos e a capacidade de pagamento do país, procurando uma maior eficácia que se traduziria não só em forçar uma situação de default, mas também distorcer o esquema de comercio internacional da Venezuela em produtos básicos como alimentos e medicamentos.
Devido talvez ao esmagador fluxo de (des)informação na Venezuela, onde acontecimentos chave podem ser submersos por alguma irrupção “noticiosa” de acontecimentos ligados ao entretenimento ou do espectáculo, as declarações do chefe da CIA passaram pela malha da indiferença, interessadamente promovida pelas novas tecnologias da informação relativamente à política. E isso também faz parte do plano: a individualização como processo sistémico (o oposto absoluto da política) é a última pincelada da grande obra do poder global para suprimir os vasos comunicantes da sociedade.
Do que diz Pompeo decorrem, pelo menos, três sinais que vão enquadrando o conflito político, e a sua transnacionalização consciente por urgentes razões geopolíticas, depois da instalação da Assembleia Nacional Constituinte (ANC) e do descalabro da oposição interna:
1) A confissão da CIA é um reflexo de que o poder duro (chamam Estado profundo ao conclave de grandes corporações que decide a política exterior das potencias) deixa para trás a diplomacia, e na melhor das hipóteses impõe os seus ritmos e formas de execução,
2) que organismos de segurança estado-unidenses entrem em jogo frontal revela que o enfoque das sanções e suas derivações no terreno corresponde a um laboratório pré-bélico, onde a vida da população e o Estado-nação se tornam objectivos a ser destruídos por mecanismos de poder real (interrupção de abastecimentos alimentares, sanitários e financeiros), forçando um cenário de intervenção preventiva por “razões humanitárias”; o tão anunciado “colapso” final,
e 3) as agencias do poder executivo dos EUA e o Congresso ajustam-se a um ponto de viragem operativo e narrativo onde “a saída” para a questão venezuelana é transnacional e de força; as eleições e o Estado em exercício (a Constituição nacional), enquanto prática social e quadros simbólicos da nação venezuelana, transformam-se em obstáculos para o desenvolvimento do plano de fundo. A Administração Trump é basicamente uma Junta Militar. Por essa razão a cantiga de “fraude” minutos passados sobre o anúncio de que seriam proximamente convocadas eleições presidenciais.
A criação de “Sou Venezuela” como vanguarda ideológica da “intervenção humanitária”, nomeada já sem nenhum disfarce pois sabem que a partir do Congresso receberão alguns aplausos, deve ver-se como ampliação dessa frente. A vertigem que o aumento das sanções implica também requer aparentar certa venezuelanização.

O Departamento de Estado acata as ordens

Através de uma videoconferência com jornalistas de vários meios de comunicação, um alto funcionário do Departamento de Estado, referido sem mais pormenores como “Oficial do Departamento de Estado Maior”, forneceu alguns detalhes sobre a deslocação à América Latina a partir de 1 de Fevereiro que o Secretario de Estado, Rex Tillerson prepara. Na programação está agendado visitar México, Argentina, Colômbia, Peru e Jamaica, onde se reunirá com as principais autoridades e o corpo diplomático de países que integram o Grupo de Lima.
Como dado fundamental: esta deslocação realiza-se a poucos dias de a China, qualificada como uma das principais ameaças para os EUA na sua Estratégia de Segurança Nacional e de Defesa do ano 2018, apresentar oficialmente o seu projecto Iniciativa da Franja e da Rota no II Fórum Celac-China. Um dado que não é menor, dado que a China vem aumentando a sua influencia financeira na região e desalojando os EUA enquanto principal parceiro comercial, onde a Venezuela figura como uma plataforma estratégica para a projecção do gigante asiático.
Os jornalistas interrogaram o “Oficial” sobre os diversos temas que Tillerson trataria na deslocação. As labirínticas negociações sobre o TCLAN com México, o aumento da produção de drogas na Colômbia e outras negociações sobre a abertura de mercados para as exportações estado-unidenses parecem preencher boa parte da agenda, embora o tema Venezuela vá entrar pela porta do cavalo e à força nas primeras páginas da imprensa mundial.

A deslocação de Tillerson anuncia uma ronda coordenada de sanções mais agressivas contra a economia venezuelana

Assim foi desvelado por entre as perguntas, devido a que o quadro de desconfiança e incerteza que a Administração Trump gerou nos países da região pode, em termos de pertinência, competir em condições de igualdade com o forçado tema venezuelano.
A uma pregunta da jornalista María Molina, de Radio Colômbia, sobre a eficácia das sanções contra a Venezuela, respondeu: “A campanha de pressão está a funcionar. As sanções financeiras que impusemos ao Governo venezuelano obrigaram-no a começar a cair em default, tanto em dívida soberana como da PDVSA, a sua companhia petroleira. E o que estamos vendo (…) é um colapso económico total na Venezuela. Então a nossa política funciona, a nossa estratégia funciona (…)”. A declaração de um crime brutal. E também uma mensagem para tentar debilitar a mesa de diálogo na República Dominicana.
Também destaca (com certo tom de euforia) as sanções coordenadas com a União Europeia e a criação do Grupo de Lima, como modo de configurar uma coligação que acompanhe e aumente a capacidade de dano da agenda de sanções dos EUA.
Desta forma os EUA reconhecem algo que era óbvio, mas que soa de forma diferente quando emana da boca do poder: as sanções impostas contra a Venezuela não tinham como objectivo “restaurar a democracia” ou oferecer incentivos para uma “negociação seria” com a oposição, mas sim o colapso financeiro e económico do país para instalar uma situação de caos perpetuo que pudesse abrir uma saída militar. A privação de alimentos e medicamentos, o boicote do dólar paralelo e o bloqueio financeiro são passos prévios, e os seus executores reconhecem que vão por bom caminho. E o tempo de ocultar as agendas passou já.
Entretanto o Congresso dos EUA aprovou já na sua câmara baixa um projecto de lei de “assistência humanitária” à Venezuela, que obriga a diplomacia estado-unidense a conseguir no Conselho de Segurança da ONU as medidas coercitivas que permitam fazer chegar essa “ajuda” sob mecanismos militares e privados. O Departamento de Estado reconhece que as políticas de sanções representam um conjunto de agressões previas para que a referida lei se imponha como única opção viável para a Venezuela.
Um quadro que parece estar suficientemente fechado.

As visitas de altos funcionários dos EUA como método

Parece que Tillerson tem bem marcada a sua agenda e para onde dirigir a bússola e as pressões, não é em vão que Pompeo adjudica a si próprio as sanções e o “Oficial” entrevistado do Departamento de Estado lhe fabrica um molde para os objectivos que as sanções visam. Uma manobra que deixa à vista os actores de peso que estão por detrás operando os comandos.
Neste sentido, e à luz dos componentes da frente interna (diálogo, Assembleia Nacional nas mãos de actores como Un Nuevo Tiempo, a decomposição da oposição de partidos políticos e a convocação de eleições presidenciais) tudo sugere que o périplo de Tillerson não só anuncia uma ronda de sanções mais agressivas contra a economia - no Diario de las Américas projecta-se um possível embargo petroleiro -, como a construção das bases de apoio regional para a sua sustentação e legitimidade. Para isso foi criado o Grupo de Lima, que nesta primeira etapa funcionou como garante do cerco político, diplomático e financeiro contra o país. Haverá que ver quantos países são arrastados a romper relações comerciais e diplomáticas com a Venezuela, pois para além dos comunicados os EUA necessitam de enviar uma mensagem de força e aumentar a eficácia do cerco diplomático e financeiro.
Uma mínima observação prospectiva das variáveis comentadas permite manter a probabilidade de que à medida que avance o colapso induzido pelas sanções, essa coligação poderia transformar-se numa frente militar para pressionar por uma intervenção “humanitária”. A resistência que geraram as palavras de Trump de que não descartava a “opção militar” na Venezuela, soa de forma diferente se a “alternativa” é uma intervenção para supostamente proteger/salvar uma nação colapsada ou a abertura de “corredores humanitários” por países fronteiriços, com fins de balcanização. A CIA e o Congresso estão a trabalhar nessa mudança de sentido, ante a qual o Departamento de Estado e seu “chefe” baixam a cabeça.
Meios de comunicação com amplas relações comerciais e políticas com la CIA, pense-se em The Washington Post e The New York Times, aceleram a toda a força numa intensa campanha para homologar a Venezuela com a Somália ou o Congo, países também vítimas de acções de guerra similares. Os crimes não são só económicos, são também informativos.
Os périplos de altos funcionários dos EUA como mecanismo para preparar uma agenda de assedio mais abrangente têm o seu antecedente na deslocação de Mike Pence em Agosto, semanas depois de instalada a ANC e com uma coligação opositora devastada, visita em que tratou de integrar apoios regionais no sentido de aumentar as pressões contra a Venezuela.
Semanas mais tarde uma Ordem Executiva assinada por Donald Trump institucionalizou o bloqueio financeiro contra a Venezuela, uma acção que hoje caotiza todos os aspectos da vida social, económica e política do país. Um crime que hoje desafia toda a legalidade internacional e local e que põe encostado à parede o estômago da população.

Leia original aqui

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