Bloco de Esquerda

Portugal - Europeias: O riso de Berardo "é o melhor retrato da elite medíocre"

A cabeça de lista do BE às eleições europeias, Marisa Matias, considerou hoje que o riso do empresário Joe Berardo quando, no parlamento, foi confrontado com a "sua delinquência financeira, é o melhor retrato da elite medíocre e parasitária".

O Bloco de Esquerda escolheu o Porto para o comício de hoje da campanha eleitoral - que começou com uma atuação do cantor Jorge Palma - e, no discurso, Marisa Matias defendeu a necessidade de uma "Europa de direitos contra a irresponsabilidade e contra os irresponsáveis".
"E por falar em irresponsáveis, ontem [sexta-feira], o país teve a oportunidade de ver um deles, em direto, na Assembleia da República. O riso de Berardo, quando confrontado com a sua delinquência financeira, é o melhor retrato da elite medíocre e parasitária", criticou.
A eurodeputada do BE - que volta a ser a cabeça de lista do partido às eleições de 26 de maio - referia-se à audição de sexta-feira do empresário Joe Berardo que, na comissão parlamentar de inquérito à recapitalização e gestão da CGD, afirmou que é "claro" que não tem dívidas, numa resposta à deputada bloquista Mariana Mortágua.



Para Marisa Matias, este "é também o retrato da impunidade que esta elite continua a beneficiar aqui e na União Europeia".

"Há dois países em Portugal, há o país de Berardo e há o país das trabalhadoras da Sioux. Em Portugal, um trabalhador deve mil euros ao banco, não consegue pagar e pode perder a casa; se um banqueiro deve mil milhões e não quer pagar, o que é que faz? vai rir-se para a Assembleia da República", condenou.

A primeira candidata bloquista referia-se aos trabalhadores desta empresa em Lousada, com quem se encontrou ao final da manhã de hoje, e que estão em vigília, uma vez que há uma ameaça de insolvência.

"Nós não nos enganamos de que lado estamos. Nós estamos do lado de quem defende os trabalhadores e não dos Berardos desta vida, nós estamos do lado de quem quer regular o sistema financeiro, nós estamos do lado de quem quer acabar com estes roubos", enfatizou.

Lusa | Notícias ao Minuto | Foto: Global Imagens

 

Ver o original em 'Página Global' na seguinte ligação:

https://paginaglobal.blogspot.com/2019/05/portugal-europeias-o-riso-de-berardo-e.html

Pouco cito o Pacheco Pereira... calhou hoje, desta maneira

O cartaz ao lado foi por mim escolhido para ilustrar o texto do Pacheco. Qual texto?
Ei-lo 
«A política de “identidades” e das “causas fracturantes” foi um processo que facilitou a passagem de grupos revolucionários a reformistas. Para o Bloco de Esquerda não está mal, porque isso facilita a aproximação com o PS, cuja ala esquerda pensa o mesmo. O Bloco rende-se àquilo a que Rosa Luxemburgo chamava “movimento” em detrimento dos “fins”, que considerava a essência do reformismo, ou seja, o abandono da revolução, neste caso a favor de uma miríade de “causas”.
Facilita igualmente a integração de grupos anti-racistas, feministas, LGBT, de defesa dos animais, antiespecistas, muitos dos quais são fortemente subsidiados por dinheiros públicos. Eles podem colocar o rótulo de anticapitalista em tudo isto, mas é pouco mais do que um rótulo.
Sendo a política de “identidades” uma forma de reformismo, daí não vem nenhum mal ao mundo. Porém, tem um efeito perverso cujos custos a esquerda ainda não percebeu que está a e vai pagar: é fazer espelho com a outra política de “causas” da direita radical, os movimentos antiaborto e anti-imigrantes, a islamofobia a favor da “civilização cristã”, a mulher dona de casa, o anti-intelectualismo, a defesa dos valores “familiares”, o lobby pró-armas nos EUA, ou “as meninas são de cor-de-rosa e os rapazes de azul” dos Bolsonaros, os pró-tourada, os homofóbicos, etc. Acantonados nas suas “causas”, cada uma reforça a outra, o SOS Racismo dá forças ao PNR e vice-versa, e fora do “meio” destes confrontos, a nova direita “alt-right” ganha sempre mais força...»
Pode ler tudo aqui

Ver original em 'Conversa Avinagrada' (aqui)

O “novo” Bloco de Esquerda

(Pacheco Pereira, in Sábado, 18/11/2018)

JPP

Pacheco Pereira

A arrogância política do Bloco de Esquerda é um dos limites naturais ao seu crescimento, porque inquina as suas posições e as torna sempre demasiado ofegantes e self-righteous, logo excessivas. A esta arrogância política acresce a arrogância moral que encalhou com sérios estragos no caso Robles. Mas o Bloco tem um papel na vida política portuguesa que é ser o PS de esquerda, o equivalente ao antigo PSU em França e ao PSIUP em Itália, o que torna essa fronteira entre o Bloco e o PS uma linha da frente de todas as batalhas.

Como se vê o Bloco é muito mais agressivo verbalmente com o PS do que o PCP, embora a fractura entre o PCP e o PS seja muito maior. PS e PCP vêem-se, como sempre se viram, como entidades distintas, que se aproximam e se afastam em função dos interesses de um e de outro sem se misturarem. Com o Bloco não é assim, estão demasiado perto, comem à mesma mesa, dormem na mesma cama.

A comunicação social, toda colada uma à outra partilhando a mesma “narrativa” sem diferenciação, diz -nos que o Bloco mudou, está preparado para ir para o governo, “amadureceu”, aburguesou-se”, des-radicalizou-se. Na verdade, esta mudança já se deu há muitos anos, e o que se passa agora é o desenvolvimento natural de algo que está na génese do Bloco e na hegemonia dos trotskistas no seu seio. Se há coisa parecida com o que é o Bloco é com o PSR.

Para isso ter acontecido deu -se uma perda de influência significativa da UDP entre os grupos fundadores, mais numeroso que os militantes que vieram do PSR, mas que, do ponto de vista táctico e estratégico, nunca “mandaram” no Bloco. Enquanto os herdeiros da UDP tinham ligações com o mundo sindical e operário, os do PSR tinham com os intelectuais e a juventude “radical chic”.

Enquanto os primeiros voltavam a sua atenção para a competição com o PCP e com a CGTP, os segundos interessavam-se, na velha tradição do trotskismo francês, pelo PS. Os primeiros tinham passado de moda, os segundos estavam na moda e conseguiram todas as cumplicidades necessárias, em particular na comunicação social.
É por isso que não há mudança, mas sim evolução na continuidade.


 O CV de Portas
Esta é uma versão divulgada por uma empresa que vende os seus serviços (dele) do currículo de Paulo Portas:

Paulo Portas é Vice-Presidente da Confederação de Comércio e Indústria de Portugal, para além de Presidente do Conselho Estratégico da Mota Engil para a América Latina. Desempenha também cargos de administração no board internacional de Petroleos de Mexico (Pemex) e faz ainda consultoria estratégica internacional de negócios, sendo para efeito founding partner da Vinciamo Consulting. Dá aulas de mestrado Geo Economics and International Relations na Universidade Nova e na Emirates Diplomatic Academy; dirige seminários sobre internacionalização e risco político para quadros de companhias multinacionais e é ainda presença frequente na televisão em comentários de política internacional e speaker da Thinking Heads em conferências. Foi ministro da Defesa, ministro dos Negócios Estrangeiros e Vice-Primeiro Ministro de Portugal.

Na verdade, o currículo devia começar no fim: foi pelos cargos políticos que teve em Portugal que Portas tem os vários empregos de lobista que elenca por todo o lado, do México a Angola, passando por Portugal. Se tivesse de fazer uma declaração de interesses, mesmo para presidente de uma Junta de Freguesia, e este fosse um País a sério nestas matérias, ele não podia ter nenhum cargo político em qualquer lugar da hierarquia de um Estado. Se fosse um estado a sério seria assim, mas suspeito que a carreira política de Portas esteja acabada. Ele entrará, voltará e sairá, o que é fundamental para um lobista, para refrescar os seus contactos e as suas informações.

Portas, como acontece com outros lobistas, não tem especial preparação para estas funções, se elas fossem definidas pelos seus títulos pomposos. Mas tem os contactos, e tem a informação que anos de governação em áreas sensíveis lhe deram. Aliás, como se viu no Ministério da Defesa, não a terá só na cabeça, mas no papel, visto que está por esclarecer o que aconteceu aos milhares de fotocópias que teria levado para a casa, em violação da lei. Mas nestas matérias, o País também não se toma a sério. Hoje bastava uma pen, é mais discreto.

Um homem que hoje se sente bem fazendo isto agora, já o fez antes, ou pelo menos posicionou-se para as poder fazer, depois de “sair da política”. Não é caso único. Mas é um caso dos mais sérios de promiscuidade entre a política e os negócios e os bolsos dele.

Ver original em 'A Estátua de Sal' (aqui)

Portugal | Bloco de Esquerda no próximo Governo? "Não vai acontecer"

Daniel Oliveira considera que, contrariamente ao que tem sido especulado pelos media e alimentado pelo próprio partido, o Bloco de Esquerda não terá lugar no próximo Governo.
No espaço de comentário que ocupa semanalmente na TSF, "A Opinião", o jornalista abordou a especulação sobre a entrada do Bloco de Esquerda (BE) para o Governo após as eleições. Daniel Oliveira considera que, perante uma convenção "pacífica" do partido, no último fim de semana, houve falta de assunto. "É o entretenimento que sobra", atira o comentador.

"Para o Bloco, é excelente: tira força ao voto útil no PS e dá força ao voto com utilidade no Bloco. Para a comunicação social, é excelente: dá assunto a uma convenção com pouco assunto e até permite efabular sobre possíveis ministeriáveis no partido. Só há um pequeno problema: não vai acontecer", declarou Daniel Oliveira.

O comentador defende que há três questões que impedem o Bloco de Esquerda de fazer parte do próximo Governo.

A primeira, segundo Daniel Oliveira, é tática. Uma vez que o PCP já deixou claro que não entrará num Governo do PS, pelo menos enquanto os socialistas mantiverem as suas posições em relação à Europa - o que, para os comunistas, obriga a uma governação "com um pé na direita" - também o BE não o fará.

"O Bloco nunca entregará ao PCP sozinho todo o capital de queixa contra o PS", acredita o jornalista.

A segunda, diz respeito ao programa do próximo Governo. Daniel Oliveira considera que, se o BE não entrou no Governo em 2015, não será agora que irá entrar - já que, na altura, o programa consistia em reversões e reposições, porém, o próximo programa já não será para "emendar o passado". "As divergências serão muito maiores", afirmou o comentador.

Por último, o BE não poderá formar Governo porque, no entendimento de Daniel Oliveira, "não tem quadros para dividir o Governo com o PS nem força social para resistir à erosão de entrar num Governo sem o PCP".

"O Bloco só alimenta a fantasia da possibilidade entrar no Governo porque isso reforça a sua posição nas próximas eleições", conclui o comentador.

No entanto, esta realidade não reduz a utilidade do voto no BE e no PCP, na opinião de Daniel Oliveira: "Continuam a ser um contrapeso fundamental para que o PS governe mais à esquerda."

"Não é por acaso que o presidente da CIP pediu maioria absoluta para os socialistas. António Saraiva explicou que, assim, o PS se livra destes e pesos e, assim, mais leve, poderá governar à Sócrates", atirou.

Texto: Rita Carvalho Pereira | na TSF | Com audio
 

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http://paginaglobal.blogspot.com/2018/11/portugal-bloco-de-esquerda-no-proximo.html

A realidade não é suave

No Público garantem que o Bloco suavizou discurso anti-Europa. Perante tal rigor ideológico, eu pergunto: será que o BE é contra uma mera expressão geográfica? Na realidade, é de União Europeia que falamos e logo do efeito da ideologia europeísta. No Público, salvo excepções, nunca tivemos direito a mais nesta área. Por cá, o europeísmo está também ao serviço de uma narrativa: o BE está em vias de se transformar numa espécie de verdes alemães, o sonho de uma certa elite nacional dita progressista e que se imagina no centro do império. Acontece que estamos na periferia europeia e por essa razão bem material tal tipo de cooptação pode ser mais difícil. E já nem falo da cultura política socialista existente no BE, bem como da existência de outra força, o PCP, que é igualmente parte da alternativa (aliás não é por acaso que a defesa de uma regressão ideológica no BE está fortemente articulada com o discurso anti-comunista). Na realidade, a moção da maioria parece confirmar a necessária viragem soberanista do BE - “só a recuperação de esferas fundamentais da soberania permite responder às crises” -, oriunda da convenção de 2105, em plena ressaca do golpe financeiro perpetrado pela UE na Grécia. Isto nota-se, por exemplo, no saudável distanciamento em relação ao Syriza e na constatação, na prática política, do fim dessa farsa inventada pela Comissão Europeia que são os partidos europeus. Embora, devido às regras, as moções do BE sejam excessivamente curtas, não permitindo o desenvolvimento das hipóteses políticas formuladas, creio que esta passagem da moção da maioria é relevante e ajuda a contrariar uma narrativa que diz mais sobre a ideologia dos seus proponentes do que, e esta é a aposta de quem está de fora, sobre este partido: “Com a capitulação dos seus defensores institucionais, desapareceram as propostas de uma reforma progressista da União Europeia. Só é possível uma política alternativa à austeridade e ao neoliberalismo na rutura com os tratados, o que implica um confronto com o diretório europeu. O balanço da chantagem europeia contra a Grécia é claro: se não dispuser de uma alternativa soberana fora do euro, um governo de esquerda, mesmo com apoio social maioritário, perde o espaço negocial e cede perante o ultimato.”

Ver original em 'Ladrões de Bicicletas' (aqui)

Os dias da Esquerda Plural.

Parece-me perfeitamente legítimo que o BE queira crescer, queira diferenciar-se programaticamente, queira ir para o governo. E que faça tudo isso em preparação das próximas eleições.
O que já não me parece normal é que o BE esqueça que passou estes anos de maioria da esquerda plural a tentar arrecadar para si tudo o que de bom foi feito por este governo e este parlamento, e ao mesmo tempo a tentar assacar ao PS tudo aquilo que falta fazer ou que não era tão bom como os nossos desejos.
A Esquerda Plural só é possível se formos capazes de preservar as nossas diferenças e, ao mesmo tempo, ir encontrando caminhos comuns para fazer avançar o país e a vida concreta das pessoas. Para isso não cabe a pretensão de alguns a serem "a verdadeira esquerda" e todos os outros serem pura ilusão e engano. O BE sempre tratou o PS com essa arrogância - a mesma arrogância que, é certo, também existe aqui e ali no PS.
Devemos estar disponíveis para o debate - e a luta - política no seio da Esquerda Plural, porque só daí pode vir a força real. Da discussão nasce a luz, como diz o povo. Mas é inaceitável a ideia de que tudo o que foi possível nestes anos foi conseguido contra o PS - como pretendem certos discursos na Convenção do BE.
Como socialista, estou disposto ao debate. Sempre estive, como defensor que sou desta solução há décadas. Mas esse debate implica aprender alguma coisa com a realidade. Por exemplo, quando o BE continua a criticar o governo do PS por conciliar os compromissos europeus com os compromissos internos, devemos perguntar-nos se os portugueses teriam ganho mais com o estilo confrontacional do Syriza de Varoufakis ou se foi preferível ser duro quando foi necessário (assim travámos as sanções de Bruxelas) e construtor quando possível. Julgo que os portugueses têm uma resposta clara a essa questão.
Em suma: respeito a diversidade da Esquerda Plural (que é a minha esquerda), respeito a diferença dos outros partidos da maioria - mas não creio que sirva essa Esquerda Plural que se faça do PS o grande adversário.
Porfírio Silva, 11 de Novembro de 2018
 

Ver original em "Machina Speculatrix" (aqui)

Catarina Martins revela tensões com o PS mas assume vontade de fazer parte do Governo

No discurso de encerramento da Convenção do BE, Catarina Martins realçou desgosto nos «desacordos» com o PS e afirmou que quer «mais força para fazer parte do Governo».

CréditosJOSÈ SENA GOULÂO / LUSA

A coordenadora do BE, Catarina Martins, manifestou hoje a certeza de que o seu partido alcançará «a força para ser parte de um Governo quando o povo quiser» e manifestou que «os próximos tempos vão exigir muito mais», considerando ainda que a última legislatura ficou marcada por avanços mas também marcada por «desacordos» com o PS.

No que toca a avanços, a coordenadora do BE passou em revista várias das medidas conseguidas nesta legislatura, que estavam longe de corresponder ao programa do PS, realçando o papel de todos os partidos na solução política, como no plano da recuperação de rendimentos.

Num momento em que o Orçamento do Estado para 2019 está em plena fase de discussão na especialidade, na Assembleia da República, Catarina Martins voltou a destacar ainda alguns dos objectivos do seu partido, como o combate às rendas do sector energético ou a introdução da chamada «taxa Robles» sobre a especulação imobiliária.

Afirmando que no BE «gostamos de contratos escritos», referindo-se aos «desacordos» com o PS, Catarina Martins realçou ainda «momentos difíceis nesta legislatura». Nomeadamente, «​negociações prejudicadas por interesses económicos ilegítimos, houve desacordos sobre acordos», realçando o caso da redução da TSU para os patrões e o caso mais recente em que uma medida acordada entre ambas as partes (Taxa Robles) foi recusada e criticada no dia seguinte por António Costa.

Para a próxima legislatura, a coordenadora do BE destacou um total de cinco áreas de intervenção: Serviço Nacional de Saúde; no reforço do Estado Social; Ambiente; Energia e Banca; na criação de uma entidade reguladora da transparência.

No plano internacional, depois do anúncio de ontem que Marisa Matias vai encabeçar a candidatura ao parlamento europeu, a coordenadora do BE reiterou que a União Europeia está em crise, realçando o crescimento da extrema-direita pela Europa. Todavia, enquanto que as ameaças passadas de sanções a Portugal foram rechaçadas, o apoio do BE a futuras sanções sobre outros estados-membro foi omitido.

Ver original em 'AbrilAbril' (aqui)

BE anuncia cabeça-de-lista às eleições para o Parlamento Europeu

Catarina Martins anunciou esta manhã, no arranque da convenção do BE, que vai propor o nome de Marisa Matias para encabeçar a lista às eleições do próximo ano.

Vista geral da XI Convenção Nacional do Bloco de Esquerda que decorre em Lisboa. 10 de Novembro de 2018CréditosJosé Sena Goulão / Agência LUSA

A actual deputada deve, assim, repetir o lugar que ocupou em 2014, quando se tornou na única representante do BE no Parlamento Europeu, depois de ter sido eleita pela primeira vez em 2009.

As eleições para o Parlamento Europeu estão agendadas para o final de Maio do próximo ano e, até agora, o único cabeça-de-lista já conhecido era Nuno Melo, pelo CDS-PP.

No discurso de abertura da convenção do BE, a coordenadora Catarina Martins, que deve ser reconduzida, passou em revista algumas das medidas conseguidas nesta legislatura que estavam longe de corresponder ao programa do PS, nomeadamente no plano da recuperação de rendimentos.

Num momento em que o Orçamento do Estado para 2019 está em plena fase de discussão na especialidade, na Assembleia da República, destacou ainda alguns dos objectivos do seu partido nesse processo, como o combate às rendas do sector energético ou a introdução da chamada «taxa Robles», sobre a especulação imobiliária.

No entanto, sobre esta última, não adiantou nada em relação ao muito pouco que se conheçe desde que foi anunciada pelo BE como tendo acordo do Governo – o que foi prontamente desmentido por António Costa.

Para além dos objectivos no plano orçamental, Catarina Martins referiu-se ainda às alterações à legislação laboral e à Lei de Bases da Saúde, ambos os processos actualmente em curso no Parlamento, e aos transportes como áreas em que o BE espera respostas do Executivo ainda antes das legislativas do próximo ano.

Ver original em 'AbrilAbril' (aqui)

Convenção do Bloco inicia-se em Lisboa

O BE reúne, neste fim-de-semana, a sua convenção nacional, em Lisboa. Depois do entusiasmo com o grego Syriza e com o espanhol Podemos, traz convidados italianos para antecipação do encontro.

Bloco regressa ao Pavilhão do Casal Vistoso, em Lisboa, para a sua XI ConvençãoCréditos

A reunião magna do BE, que se realiza mais uma vez no Pavilhão do Casal Vistoso, em Lisboa, tem início este sábado, mas esta noite realiza uma sessão com representantes italianos e dirigentes bloquistas.

O discurso de encerramento está agendado para domingo à hora do almoço. Não sendo previsíveis alterações na coordenação do BE, deverá ficar a cargo de Catarina Martins.

Ao nível da orientação política, também não são esperadas surpresas. A disputa protagonizada pelas principais correntes internas em 2014 não se deve repetir, pelo menos até às próximas eleições legislativas. Os resultados eleitorais e a participação do BE na actual solução política permitiu afastar desentendimentos, e as principais figuras surgem agora unidas em torno de uma das moções apresentadas à convenção.

Para além da análise da situação nacional – e à entrada de um ano em que estão agendadas eleições para o Parlamento Europeu e para a Assembleia da República –, o BE assume a desilusão com o governo do Syriza, na Grécia, e mesmo com o Partido da Esquerda Europeia, de que foi um dos mais entusiásticos membros até há poucos anos.

Sobre o mundo do trabalho, as parcas referências registam lamentos por uma «perda de sindicalização», e apontam como objectivo a organização e o fortalecimento de uma corrente bloquista no seio da central sindical unitária e de classe, a CGTP-IN, e dos seus sindicatos.

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BE acusa Governo de arrogância. “Centeno é força de bloqueio”

Mortágua diz que há uma "mudança visível" na atitude do Governo, com a aproximação das eleições legislativas. Sobre o Orçamento, revela que houve uma atitude de confronto por parte do Executivo.
O PS mudou. Quem o diz é Mariana Mortágua. Em entrevista ao Expresso(acesso pago), a deputada sublinha que, com a aproximação das eleições legislativas, o Executivo de António Costa tem revelado uma “postura um pouco mais arrogante”. Sobre o Orçamento do Estado para 2019, a bloquista revela que houve uma atitude de confronto por parte do Governo e deixa duras críticas ao ministro das Finanças. “Centeno é uma força de bloqueio a mais avanços”, diz.
Com a discussão do Orçamento do Estado para o próximo ano à porta, Mariana Mortágua revela que houve “alguma falta de empenho” do Governo para que as negociações pudessem acontecer de forma antecipada. Mais, a economista realça que se verificaram “algumas atitudes” por parte do Executivo que “provocaram um certo choque na maioria parlamentar”, nomeadamente no que diz respeito às longas carreiras contributivas, às rendas da energia, aos professores e às leis laborais.
Ainda assim, a deputada nota que, não é por terem sido feitas “em cima do momento”, que as conversações estão comprometidas e reforça que já se perspetivam bons resultados “em alguns campos”. Mortágua identifica duas preocupações essenciais do seu partido: o reforço do investimento público na saúde e nos transportes.

Por outro lado, a deputada deixa duras críticas ao ministro das Finanças, acusando-o de ter na cabeça “mais preocupações com a sua carreira internacional” do que com o Orçamento do Estado português.
Neste sentido, Mariana Mortágua sublinha que Mário Centeno tem mantido algumas contradições, isto é, ao mesmo tempo que “defende a política europeia até ao limite, diz que o sucesso dos resultados se devem a uma política de devolução dos rendimentos que a UE não queria”.
A deputada conclui que “Centeno é uma força de bloqueio a mais avanços dentro do Governo” e enfatiza que foi por isso que ainda não avançaram uma “série de investimentos que são muito necessários ao país”.
ECO – Economia Online
 

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http://paginaglobal.blogspot.com/2018/09/be-acusa-governo-de-arrogancia-centeno.html

Um bom camarada | Confiança e solidariedade para com Ricardo Robles

Este caso Robles está com maior duração que as pilhas Duracel. E há crítica dura, dura, dura. Afinal Robles acaba por ser vítima de si próprio pelas boas intenções e até ideologia (provavelmente), mas é bem provável que o “berço” faça incidir sobre ele a sua influência… E tudo deu nisto. E ele meteu os pés pelas mãos e as mãos pelos pés perante tais ataques acerca de sua postura de incongruência. Família obriga e o “berço” ainda mais. A não ser que nos desquitemos disso tudo, das raízes. O que é muito doloroso e complicado.
Robles merece confiança? Sim, claro, no seu histórico, nas suas intenções, nos seus pensamentos em prol de uma sociedade mais justa que aquela que nos espezinha atualmente. Apesar de tudo temos de reconhecer-lhe essa sua forma de estar politicamente. Falhou agora como cidadão de algumas posses e aí a direita apegou-se às criticas, passando uma esponja sobre as práticas de muitos dos seus militantes e seus dirigentes e/ou outros com responsabilidades. Afinal Ricardo Robles falhou pela primeira vez, algum dia aconteceria. Quem está solidário com ele, um bom camarada, é o deputado do BE José Soeiro, e disse-o ao Notícias ao Minuto. Leia a seguir.
Deste novelo que insistem em enrolar o BE, via Robles, gostaríamos de não ter de referir mais. Foi chão que deu uvas… mijonas. A direita tem de se lembrar que teve e tem (provavelmente) nas suas fileiras reconhecidos ladrões, montanhas de vigaristas e corruptos, que têm compadrios que, esses sim, lesam os portugueses pelas vantagens e favoritismos que a esses proporciona. O CDS deve lembrar-se sempre dos submarinos ou de Benavente, ou…. O PSD, então, nem se fala. O PS, upa, upa. Esses sim, deve-se dizer com toda a propriedade “é fartar vilanagem”. E isto, ao que julgamos saber, que de algum modo veio a público, mais uns quantos (poucos) que foram efetivamente condenados por uma justiça que tantas vezes é injusta por ser a favor dos ricos (influentes) e usar de marreta para os pobres e os remediados. Quando não usa do peso de um autêntico cilindro contra os fracos, querendo parecer forte…
Adeus Ricardo, a vida é dura e muitas vezes injusta. Assomos de incoerência e de ingenuidade não cabem na política quando aos antagónicos dá jeito. Há os que ficam felizes com o mal acontecido aos outros. Sempre assim será. Mas também há os solidários, os amigos e camaradas de facto. Sempre assim será. (MM | PG)


"Robles nunca falhou. Merece a minha confiança e solidariedade"
A polémica em torno do prédio de Alfama levou Ricardo Robles a renunciar, na segunda-feira, aos cargos de vereador da Câmara Municipal de Lisboa e de membro da comissão coordenadora da concelhia de Lisboa do Bloco de Esquerda.
Depois de noticiado que Ricardo Robles teve à venda um prédio em Alfama, Lisboa, por 5,7 milhões de euros, quando o tinha comprado por 347 mil euros, obloquista afastou-se dos cargos que desempenhava.
Nesta senda, o também bloquista José Soeiro saiu em defesa do colega de partido, garantindo que este “nunca falhou em nenhuma luta e em nenhuma proposta mesmo contra o que poderiam ser os seus próprios interesses ou os da família”.
Numa publicação feita na sua página de Facebook, José Soeiro dá alguns exemplos das lutas em que Robles esteve envolvido: “Manuais gratuitos, construção de creches, política de redução de riscos e salas de consumo, direitos LGBTQI+, políticas de saúde pública, início da recuperação das cantinas escolares para a responsabilidade pública, defesa da regulação do turismo ou o acordo que fez para que centenas de casas pudessem ser disponibilizadas pela autarquia a rendas acessíveis”.
E, por tudo isto, o bloquista garante que o agora ex-vereador do Bloco em Lisboa “mereceu e merece”toda a sua “confiança política e solidariedade”.
“A militância política dele, que vem de longe e de há muitos anos, foi sempre consistente e fiel ao seu programa. E não termina agora”, sublinha Soeiro que descreve como “prova de solidariedade” para com o partido o facto de Robles ter renunciado aos cargos que ocupava até ontem.
“Acho que o Ricardo tomou a decisão certa”, remata, desejando uma “excelente continuação de bom trabalho” a Manuel Grilo, o substituto de Robles.
Patrícia Martins Carvalho | Notícias ao Minuto | Foto: Reuters

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