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  • 25 Abril: «OUTRO PAÍS» FILME DE SÉRGIO TRÉFAUT

portugal001Diferentes perspetivas informativas e opinativas sobre o país

PCP e BE confirmam votações

O PCP considera que as propostas apresentadas por PSD e CDS significariam fixar um prazo de, no mínimo, 50 anos para a concretização da contagem integral do tempo de serviço dos professores.

Acção reivindicativa de professores em defesa da profissãoCréditosAntónio Cotrim / Agência Lusa

Em resposta ao desafio lançado pela Plataforma Sindical dos Professores, para que comunistas e bloquistas não inviabilizem as propostas da direita, o PCP sublinha que «ponderou devidamente todas as votações realizadas na Comissão de Educação e Ciência e não cederá às chantagens do Governo PS, do PSD ou do CDS no sentido de travar a concretização dos direitos dos professores e restantes trabalhadores com carreiras especiais».

Em comunicado, os comunistas afirmam que a solução para o problema resultante da recusa do Governo e do recuo do PSD e do CDS, passa pela aprovação em votação final global do texto aprovado na Comissão Parlamentar. Apesar de as suas propostas não terem sido integralmente aprovadas, «o PCP viabilizou a aprovação de propostas de outros partidos e aprovará o texto daí resultante, texto que, de resto, todos os partidos apoiaram, defenderam e valorizaram, à excepção do PS», esclarece.

O PCP chama ainda a atenção para o facto de, a terem sido aprovadas as suas propostas, nomeadamente «de faseamento em 7 anos do pagamento integral da progressão na carreira com um calendário idêntico ao da Região Autónoma da Madeira, de eliminação de situações de ultrapassagens entre...

Conflitualidade social, Partido Comunista Português

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  • jorge rocha in 'Ventos Semeados'
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Um rio que seca


Eu sei que não era fácil a tarefa imposta a Rui Rio pelo tremendo trambolhão suscitado pelo voto do PSD na Comissão Parlamentar, que acatou as diretrizes de Mário Nogueira quanto à recuperação total do tempo de serviço dos professores. Como dar o dito pelo não dito sem perder a face, sobretudo depois de ter sido extremamente ruidoso o silêncio a que se impusera nos dias anteriores? Era natural, que o ouvíssemos com a mesma curiosidade dedicada a Martim Moniz se nos contássemos entre os mercenários contratados por Afonso Henriques para conquistar Lisboa aos mouros em 1147. Rio estava entalado, muitíssimo entalado!, e reconheço alguma perversidade voyeurista na expetativa com que aguardei pela sua intervenção.

 

Ela defraudou-me as expetativas, porque ainda julguei possível existir um pingo de honestidade intelectual, que o levasse a dizer o quanto sempre prezara os equilíbrios orçamentais nas finanças públicas pelo que a posição conjunta com o CDS, o Bloco e o PCP fora um erro a corrigir de imediato. Replicaria, assim, o flic-flac de Cristas pela manhã, mas fá-lo-ia, porventura com maior elegância. Ora não foi nada disso que sucedeu!

 

A opção do entalado demonstrou quão lhe é minguada a inteligência ao não perceber duas coisas essenciais: por um lado que não poderia eximir-se às perguntas dos jornalistas convocados para que lhes lesse a declaração sob pena de se lhe acentuar os tiques autoritários; mas pior ainda foi exceder-se na argumentação contra...

Partido Social Democrata

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Crianças portuguesas brincam pouco e quase nunca fora de casa

Um inquérito feito sobre o padrão de brincadeira das crianças portuguesas revela que brincam pouco com os pais e quase nunca fora de casa. A situação desagrada a pais e crianças. Medidas públicas precisam-se.

Crianças brincam na rua. Milton Street, em Belfast, irlanda do Norte, 1969. CréditosDavid Lewis-Hodgson / Mary Evans Picture Library

De acordo com um estudo elaborado pela Escola Superior de Educação de Coimbra (ESEC) em parceria com o Instituto de Apoio à Criança e a publicação Estrelas e Ouriços, a maioria das crianças portuguesas até aos 10 anos só brinca entre duas a três horas por dia, durante a semana, e sobretudo na escola ou em casa. O hábito de brincar na rua, em companhia de outras crianças, perde-se irremediavelmente.

Segundo Rui Mendes, professor da (ESE-IPC) e coordenador do estudo Portugal a Brincar, declarou ao Notícias ao Minuto, «antigamente, havia mais espaços e mais possibilidades para a criança brincar ao ar livre», acrescentando que «o apanágio do sucesso, o ritmo desenfreado e o pensamento de que brincar não é sério apresentam consequências dramáticas para o desenvolvimento das crianças».

O estudo foi apresentado na primeira conferência Estrelas & Ouriços, que decorreu a 30 de Abril na Casa das Histórias Paula Rego, em Cascais, subordinada ao tema «Como brincam hoje as crianças portuguesas», e que teve como objectivo, segundo o Notícias ao Minuto, «promover a discussão sobre a forma como se brinca em Portugal». A mesma fonte refere que...

Lazer

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O enorme recuo de Cristas em cinco passos

 

(In Expresso Diário, 05/05/2019)

(A Dra. Assunção só dá tiros de pólvora seca!. Tanto amor pelos professores era de desconfiar. Era só para chatear o Costa, e tirá-lo do sério, como ela costuma fazer nos debates na Assembleia da República. Quando se viu a acordar ao lado da barba do Mário Nogueira, como lhe mandou, em seta envenenada o ex-ministro das cervejas, Pires de Lima, a Cristas deu um salto na cama e teve um ataque de erisipela! Vade Retro, Satanás, exclamou!

E é assim que vai dar o dito por não dito, já não vai votar pelo descongelamento das carreiras dos professores na totalidade, o Rio vai seguir-lhe as pisadas, o Governo vai-se manter até ao fim e António Costa ri-se às gargalhadas com a inépcia da direita.

Comentário da Estátua, 05/05/2019)


A líder do CDS assumiu um compromisso e acabou em ele em apenas 48 horas – depois de muitas críticas externas e internas e de um aviso de Pires de Lima.

Continuar a ler aqui: O enorme recuo de Cristas em cinco passos


 

Ver original em 'A Estátua de Sal' (aqui)

CDS

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Portugal | CDS recua na votação da lei dos professores

Anúncio foi feito, este domingo, pela líder do CDS

O CDS-PP volta atrás com a decisão de votar ao lado dos partidos de Esquerda, anunciando, este domingo, que irá fazer uma avocação parlamentar, o que permite ao partido alterar o seu sentido de voto relativamente ao diploma que determina a reposição integral do tempo de serviço dos professores.
Numa nota de imprensa enviada aos órgãos de comunicação social, Assunção Cristas deixa claro que “ou o Parlamento aceita as nossas condições ou não aprovaremos qualquer pagamento”.

Acusando, uma vez mais o primeiro-ministro de mentir, tal como já havia feito nas declarações públicas e na carta enviada aos militantes do partido, a líder do CDS sublinha que a mentira em causa é a de que o “CDS juntou os seus votos à Esquerda para aprovar um pagamento de muitos milhões de euros por anos para os professores, pondo em causa as contas públicas”.

A proposta apresentada pelos centristas, defende Cristas, "era e é claríssima" e determina que "esse pagamento só pode ser feito se estiverem reunidos" determinados requisitos.



E para deixar clara a sua mensagem, a antiga ministra da Agricultura do governo PSD/CDS enumera quais são as condições exigidas pelo seu partido para aprovação das alterações anunciadas:"existência de crescimento económico e garantia de sustentabilidade financeira, negociação do estatuto da carreira dos professores, incluindo a avaliação dos professores...

CDS

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Feira do Livro de Grândola homenageia Fernando Namora

A 33.ª edição da Feira do Livro de Grândola, no distrito de Setúbal, assinala o centenário do nascimento do escritor neo-realista Fernando Namora. Abre ao público na próxima sexta-feira, 10 de Maio.

Fernando NamoraCréditosManuel Moura / Agência LUSA

O Cineteatro Grandolense acolhe a 33.ª edição da Feira do Livro de Grândola, com centenas de livros que traduzem a participação de várias dezenas de editoras, numa edição que homenageia Fernando Namora, um dos arautos do neo-realismo.

A par dos livros, no dia 12 de Maio, pelas 16h, realiza-se o colóquio «Retalhos da Vida de Um Escritor», seguindo-se um «Lanche Namoriano», cuja ementa será criada com base nas referências encontradas na obra do autor, que foi também médico e pintor.

Na obra Retalhos da Vida de um Médico, cujo primeiro volume é publicado em 1949, Namora, então jovem médico, apresenta um verdadeiro documento social, resultado da sua incursão pelo País de Salazar. 

A Câmara Municipal de Grândola, promotora da Feira do Livro, destaca ainda a apresentação do livro José Afonso, o Tempo e o Modo, de Alcides Bizarro, no dia 18 de Maio, às 16h30, seguindo-se um espectáculo com o Ensemble da Sociedade Musical Fraternidade Operária Grandolense (SMFOG) – Música Velha, que interpreta José Afonso e Carlos Paredes.

As crianças e os jovens terão também o seu espaço na 33.ª Feira do Livro de Grândola. Haverá sessões de contos, apresentação de livros e um ciclo de...

Cultura

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  • jorge rocha in 'Ventos Semeados'
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O prodigioso flic-flac deste domingo (enquanto o outro não se confirma!)


Há um pequeno filme hilariante, disponível na rede tweeter, que exprime bem o flic-flac de Assunção Cristas neste domingo. Infelizmente não o consigo aqui partilhar, mas conta-se assim: numa corrida de estafetas com miúdas de quatro-cinco anos de idade, algures na Ásia, as três primeiras a darem a volta à pista passam o testemunho, mas enquanto as duas das pontas seguem na direção esperada, a do meio segue em sentido contrário, a alta velocidade, e para desespero dos juízes da corrida, que correm na sua peugada para a incentivarem a infletir o rumo.

 

Não é esta a imagem de Assunção Cristas neste domingo? Além do comportamento infantil, que a leva a esconder as mentiras, repetindo vezes sem conta que o mentiroso é o primeiro-ministro, ou a dizer-se ausente do Parlamento no momento em que o seu partido subscrevia com os outros três a bomba de 800 milhões de euros de encargos adicionais para o Estado, ela ainda melhor imita a miúda da t-shirt vermelha ao correr com todas as forças no sentido contrário ao que era suposto prosseguir. Mais: para onde ontem mostrava veemente disposição em prosseguir.

 

Já sabíamos muita coisa sobre a ainda líder do CDS - sobre quem Pires de Lima parece estar a encomendar a extrema-unção! - mas faltava-nos comprovar que, além de assinar decretos de cruz, quando saía da praia, também é exímia em querer sacudir a água do capote, atribuindo a outrem as responsabilidades que, apenas, cabem a si...

CDS

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Sapadores contestaram alterações ao estatuto em frente ao Parlamento

Mais de uma centena de bombeiros sapadores de Lisboa estiveram concentrados esta segunda-feira, em protesto contra a proposta de estatuto acordada entre o Governo e duas estruturas representativas.

Bombeiros sapadores de Lisboa concentrados em protesto em frente à Assembleia da República, 6 de Maio de 2019CréditosJOSÉ SENA GOULÃO / LUSA

Em declarações à Lusa, António Pascoal, do Sindicato dos Trabalhadores do Município de Lisboa (STML/CGTP-IN), explicou que se tratou de um «movimento espontâneo» dos bombeiros que não concordam com o aval dado por duas entidades sindicais, nomeadamente a Associação Nacional de Bombeiros Profissionais e o Sindicato Nacional dos Bombeiros Profissionais.

«Os bombeiros estão contra o aval que estas duas estruturas sindicais deram ao documento proposta [do Governo] e como não concordam manifestaram-se, primeiro contra estas duas estruturas sindicais, junto ao quartel do comando, e agora no Parlamento», afirmou António Pascoal.

Segundo o dirigente, tanto a estrutura que representa, como o Sindicato dos Trabalhadores da Administração Local (STAL/CGTP-IN) estão contra a proposta defendida pelas outras duas estruturas que representam os bombeiros.

António Pascoal sublinhou que os sapadores estão contra, entre outros, o artigo que diz respeito à «disponibilidade permanente», adiantando que a redacção faz com que os bombeiros «nos dias de folga possam vir a trabalhar gratuitamente se a entidade patronal assim o...

Trabalho, Segurança

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Greve na Central de Cervejas arrancou com adesão de 100%

Os trabalhadores da Sociedade Central de Cervejas e Bebidas, em Vialonga, estão em greve até domingo para exigir aumentos salariais dignos e a revisão de várias matérias do acordo de empresa.

Concentração de trabalhadores da Central de Cervejas em VialongaCréditos / Sintab

A greve parcial de sete dias, que arrancou hoje de madrugada e se prolonga até 12 de Maio, num molde duas horas por cada turno, foi convocada pelo Sindicato dos Trabalhadores da Agricultura e das Indústrias de Alimentação, Bebidas e Tabacos de Portugal (SINTAB/CGTP-IN).

Em nota de impresa, o SINTAB afirma que «neste primeiro dia de greve verificou-se na fábrica da Sagres uma adesão de 100%, com uma paragem total da fábrica, e prevê-se os mesmos resultados para toda a semana».

O SINTAB sublinha que os trabalhadores da Central de Cervejas e Bebidas, produtora da cerveja Sagres, decidiram avançar com a greve face à sua frustração com o impasse nas negociações do acordo de empresa (AE), nas quais, «após três rondas negociais com a administração», verificaram que «as propostas apresentadas ficam muito aquém das suas reivindicações».

«Os trabalhadores sentiram a necessidade de avançar com esta luta para demonstrar o seu descontentamento e levar a empresa a apresentar uma proposta mais realista onde se verifique uma justa distribuição da riqueza», acrescenta.

Entre as reivindicações, os trabalhadores exigem «aumentos salariais dignos e justos para todos» na ordem dos 4%

Trabalho

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  • A.Teixeira in 'Herdeiro de Aécio'
  • Portugal

O SEU A SEU DONO...

Para além de uma questão de gostos, entre a sobriedade e a exuberância, eu gostaria de convidar os leitores deste blogue a reflectir sobre outras diferenças entre estes dois letreiros e do que teria sido, indiscutivelmente, um colossal embaraço se, depois da sua morte em 1955, se viesse a descobrir que, por detrás do legado de Calouste Gulbenkian ao nosso país, estava um enorme buraco de dívidas a terceiros... Joe Berardo, em contraste, felizmente está vivo. Mas reconheça-se que é preciso estabelecer um padrão mínimo de exigência para se lhe ser reconhecido um estatuto de Mecenas. Não é para todos e, sobretudo, não é para vígaros. Enquanto na Assembleia da República se passam culpas quanto à responsabilidade de se ter emprestado demasiado dinheiro a Joe Berardo, por uma questão de ética e de expediente imediato, deixe-se de lhe promover o seu nome na colecção que, exibindo ainda o seu nome, todos já percebemos que iremos ser todos, como contribuintes, a suportar um dia destes como colateral de um negócio ruinoso... Como designação substituta, socorro-me da imaginação passada do nosso povo, que é preciosa. Ele existe em Odivelas o Padrão do Senhor Roubado, passa a existir em Belém o Museu do banqueiro vigarizado... Mas tirem de lá o nome do vigarista!

Veja o original em 'Herdeiro de Aécio' na seguinte ligação::

http://herdeirodeaecio.blogspot.com/2019/05/o-seu-seu-dono.html

Corrupção, clientelismo e lobismo

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Salários reais descem desde 2015

O poder de compra da Remuneração base média mensal e do Ganho médio mensal dos trabalhadores do sector privado em Portugal diminuiu entre 2015 e 2018.

Neste estudo com o titulo “Salários reais diminuem em Portugal entre 2015 e 2018, segundo o Ministério do Trabalho” mostro, utilizando dados divulgado pelo próprio Ministério do Trabalho e contrariamente ao discurso governamental e à ideia veiculada pelos órgãos da comunicação social, que o poder de compra da Remuneração base média mensal e do Ganho médio mensal dos trabalhadores do sector privado em Portugal diminuiu entre 2015 e 2018.

Os trabalhadores com qualificações mais elevadas são os que têm sido mais prejudicados com a politica salarial imposta pelos patrões com conivência, para não dizer mesmo apoio, do ministro do Trabalho Vieira da Silva, que se tem recusado a alterar o Código do Trabalho – introduzindo o principio do tratamento mais favorável que vigorou até com Marcelo Caetano e acabando com a caducidade automática dos Contratos Colectivos de Trabalho.

As as entidades patronais tem utilizado a ausência daquelas duas medidas para impor uma politica salarial de baixos salários que impede a melhoria das condições de vida da maioria dos trabalhadores, que empurra os mais qualificados para fora do país, e que impede a criação de uma economia qualificada e o desenvolvimento do país.

Espero que este estudo possa ser um contributo para uma reflexão fundamentada sobre os efeitos de uma politica...

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Portugal | Nascer e morrer no Parlamento

Jornal de Notícias | editorial

Cada vez mais isolado a caminho de duas batalhas eleitorais decisivas, desgastado por sucessivos embates com uma Esquerda inevitavelmente empenhada em preservar o seu eleitorado e a ligação aos sindicatos, António Costa recebeu da Direita um inesperado pretexto para dramatizar a sua saída de cena.

Arrastado em anos de negociações, greves, avanços e recuos com passagem por Belém, o dossiê da contagem de tempo dos professores acaba por abrir uma crise em cima das eleições.

Eleitoralismo, grita-se da Esquerda à Direita. Calculista, sem dúvida, a posição do Governo, empenhado na narrativa das boas finanças que foi o seu principal trunfo político e capital de credibilização externa. Mas igualmente eleitoralista a manobra do PSD e do CDS, que poderá sair cara nas urnas. Invertendo a votação que tiveram no âmbito do Orçamento do Estado para 2019, dificilmente conseguirão explicar as razões e o calendário para este alinhamento com BE e PCP.


Sobre a questão de fundo, o quando e o como para a contagem integral dos nove anos, quatro meses e dois dias dos professores, fica afinal quase tudo por responder. O impacto financeiro sempre suscitou dúvidas, agravadas pelo facto de ser deixado em aberto um calendário a trabalhar por um futuro governo. Tudo somado, PSD e CDS conseguem o truque de piscar o olho aos professores, sem se comprometerem com a substância das contas.

Será um problema para o próximo executivo. Mais um. E o...

Governo

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Portugal | PSD pondera recuo na votação final do tempo de serviço dos professores

A informação é avançada pela SIC Notícias, numa altura em que se espera que Rui Rio reaja às declarações de António Costa, que ameaçou demitir-se.
Depois de António Costa ter ameaçado, ao final da tarde desta sexta-feira, que se demite caso seja aprovada em votação final global a lei que prevê a contabilização total do tempo de serviço dos professores, os partidos com assento no Parlamento reagiram em catadupa, incluindo o PSD, embora pela voz de Paulo Rangel. No entanto, de acordo com a SIC Notícias, os sociais-democratas estão a ponderar uma mudança de posição.
Rui Rio, o líder social-democrata deveria ter estado hoje numa iniciativa de pré-campanha das eleições europeias, em Gondomar, mas a sua presença foi cancelada durante a tarde. Está então prevista para este domingo a reação de Rui Rio.

 
Em declarações aos jornalistas na iniciativa, o cabeça de lista do PSD às europeias, Paulo Rangel, acusou o primeiro-ministro de criar uma "crise artificial" e assegurou que a direção nacional responderá "no momento certo" à ameaça de demissão de António Costa.
De acordo com a SIC Notícias, está a ser equacionado pelo partido de Rui Rio um recuo. O PSD estará a ponderar mudar de posição na votação final global do diploma que contabiliza o tempo total de carreira.
Este sábado, na comissão permanente do partido, foi discutida a hipótese de levar ao Parlamento o artigo que prevê a sustentabilidade das contas públicas, mas que tinha...

Governo

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A direita demagógica e populista

O CDS, depois do partido dos agricultores e dos contribuintes, pretendia agora apresentar-se também como o partido dos professores. A todos ofereceu uma mão cheia de nada!

CréditosMiguel Pereira da Silva / Agência Lusa

As declarações de Assunção Cristas e Rui Rio, mostram como o PSD e o CDS andam há muito tempo a procurar passar pelos intervalos da chuva, no que se refere à questão da contagem total do tempo de serviço dos professores e das outras carreiras especiais da Administração Pública.

Na verdade, nunca tiveram esse objectivo, até porque aquilo que os move não é, nem nunca foi, a valorização remuneratória dos trabalhadores, sejam do público ou do privado, como comprovam as suas políticas, nomeadamente o brutal corte nos rendimentos e nos direitos dos trabalhadores e dos reformados que o anterior governo do PSD/CDS promoveu.

A direita andou ao longo de todo este tempo, através de promessas vãs, de projectos de lei ocos, de meias palavras e refugiando-se, como fez agora o CDS, na complexidade do processo parlamentar, a gerir o seu manobrismo no sentido de se poderem apresentar às eleições como os partidos «amigos» dos professores.

No entanto, desta vez, não resistiram à chantagem do PS. Depois de entradas de leão têm saídas de sendeiro, evidenciando mesmo alguma desorientação na gestão da sua acção demagógica e populista.    

Ou será que o diabo voltou à casa de partida?

Ver original em "AbrilAbril" na seguinte ligação:

Educação, CDS

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  • Ladrões de Bicicletas (Vicente Ferreira)
  • Portugal

És populista e não sabias?



Os novos liberais gostam de frases ousadas, que dêem visibilidade. Depois de já ter afirmado, num rasgo de notável perspicácia, que "somos todos privados", Carlos Guimarães Pinto e a recentemente formada Iniciativa Liberal continuam a surpreender e a apresentar conclusões inovadoras. A estratégia de partido pequeno apostado na afirmação pela irreverência é facilmente percetível e dificilmente digna de nota, mas o último "argumento" apresentado pela IL merece a nossa atenção por uns minutos.


Desta vez, a conclusão é a seguinte: quanto mais liberal um país, maior o aumento salarial. Na sua conta do Twitter, os liberais começam por notar que "Portugal foi um dos países da União Europeia em que os salários aumentaram menos nos últimos 20 anos." Certo. A novidade está no diagnóstico. O peso de fatores estruturais como a capacidade produtiva, o perfil das indústrias e serviços dos países, a capacidade negocial dos trabalhadores, os governos e as políticas de cada país, e até mesmo os diferentes pontos de partida de há 20 anos são meros pormenores. Na sua análise, com a confiança de quem passou 5 minutos a ler a página da Wikipedia sobre economia, os liberais usam um indicador opaco de liberdade económica e concluem que “o socialismo limita a qualidade de vida dos trabalhadores”, é que “os dados comprovam-no”, e contra dados não há argumentos, não é assim?

Pois bem, a estratégia é engraçada mas tem perna curta - desde logo porque somos levados a perguntar de quem é a culpa...

Direita

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  • Ladrões de Bicicletas (Ricardo Paes Mamede)
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Quem vier falar de credibilidade externa do país pense duas vezes

mamede1
O contributo mais relevante da solução governativa em vigor desde 2015 para a credibilidade externa de Portugal foi a imagem de um país que consegue ter estabilidade política, apesar de ter sido atingido por uma crise gravíssima e de o partido no governo não ter maioria no parlamento.

Seguramente que os custos para a credibilidade externa do país que decorreriam da aprovação de uma lei que não tem compromissos orçamentais específicos associados (concordemos ou não com ela) seriam sempre muito menores do que os que decorrerão da interrupção abrupta e conflituosa da legislatura.

Quem vier falar de credibilidade externa de Portugal neste contexto que pense duas vezes no que está a dizer.

Ver original em 'Ladrões de Bicicletas' (aqui)

Geringonça

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  • Carlos Esperança in 'PONTE EUROPA'
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Na espuma dos dias e das ondas

Andava o país alheado da campanha para as eleições europeias que, para os europeístas, são demasiado importantes, quando um terramoto, com epicentro em S. Bento, abanou a modorra política do País.

O Dr. Marcelo, habituado a agradar a gregos e troianos, e a abusar o direito de pernada, que a modernidade e a Constituição lhe negam, vetou o decreto-lei do Governo sobre a contagem do tempo de serviço dos professores e mandou discuti-lo na base da exigência do líder sindical dos professores.

O Dr. Costa, alegando que a contagem integral da antiguidade, era incompatível com as disponibilidades orçamentais e exigia igual reposição para as outras carreiras especiais, manteve a recuperação decidida, e que o anterior governo declarara irreversível, depois de uma estéril discussão, para fazer a vontade ao Dr. Marcelo.

Quando o decreto-lei passou a proposta de lei, na AR, muitos meses depois, com o Dr. Centeno a dizer que a aprovação do tempo pedido pelo sindicato, embora justa, punha em causa a continuidade do Governo, dados os compromissos orçamentais com a UE, o PSD e o CDS, preferiram a raiva ao discernimento.

O PCP e o BE, como afirmaram sempre, decidiram que o tempo devia ser integralmente reposto, tal como para as outras carreiras especiais, e talvez não contassem com o apoio do PSD e do CDS. Nem o PS. Entre a espada e a parede, o Dr. Costa evitou a parede e anunciou que se demitiria se o que todos os outros partidos aprovaram fosse confirmado na especialidade.

A...

Governo

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Três anos, seis meses e uns dias

(Virgínia da Silva Veiga, 04/05/2019)

Diariamente, recebia notícias de empresários compelidos a encerrar as suas empresas. Eram, em alguns casos, pessoas cujos negócios vinham de gerações, cuja vida fora dedicada às empresas, que nada mais sabiam fazer, cujas idades não permitiam já a esperança de lograr um emprego por conta de outrem, num mercado, aliás, arrasado pelo desemprego.

 

Choravam por si e pelos empregados que tentaram sustentar até ao limite de lhes pagar do próprio bolso, com as poupanças de uma vida. Gente que ficou sem nada, pessoas que tendo trabalhado vidas inteiras no mesmo local de trabalho o perdiam sem ter sequer onde buscar novo emprego.
Sem um cêntimo ao fim do mês, dívidas e mais dívidas. Trabalhadores despedidos das empresas falidas aceitavam poder trabalhar – ainda se aceita – por um terço dos vencimentos a que estavam habituados, empregos desqualificados a que nem imaginaram algum dia ter que recorrer. Carreiras destruídas, sem retorno.

Hoje agradecem ter trabalho, a bênção de um salário mínimo, agora qualquer coisa acrescido, sorrindo, mais que ao miserável e exíguo ganho, à convicção de que ainda há-de vir melhor. De caminho, eram muitos os que acorriam ao meu escritório, pessoas cuja vida era pautada por ser cumpridor, dilaceradas. Traziam as acções executivas quase sempre fora de prazo para deduzir qualquer oposição, de braços caídos, tolhidos de vergonha, a perder casas, já sem...

Geringonça

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  • Domingos Lopes in 'O Chocalho'
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O PS não bate certo

costa e cesar01

Toda a gente sabe que a crise financeira vivida pelo país foi provocada pela ganância e incompetência dos banqueiros portugueses. Foi a banca quem gerou a crise. Por causa dela os portugueses estão a pagar o descalabro do sistema financeiro. Quase vinte mil milhões de euros.

Não foram os professores, nem os magistrados, nem os funcionários judiciais, nem a polícia quem deu causa à crise. Estes trabalhadores e todos os outros foram vítimas e estão a pagar o mal do setor bancário.

Os professores têm direito à contagem de todo o tempo de trabalho, como todos os que trabalham e descontam. São credores do Estado e não devedores. Centeno assume no seu ar tecnocrático que o Estado português tem de cumprir os seus compromissos, mas pelos vistos há compromissos que não são para cumprir…

O PS pode à vontade votar com a direita questões de grande relevância, mas caso a direita se posicione em consonância com partidos da esquerda grita Aqui d’ El-Rei. Só mesmo o sorridente Centeno era capaz de se manifestar preocupado pela esquerda deixar passar a direita para que o tempo de trabalho dos professores seja contado…

Cabe fazer esta pergunta ao PS, apesar do barulho: após as próximas eleições com quem vai governar não tendo maioria absoluta, como tudo indica que acontecerá? Aliás quantas vezes o PS nesta legislatura teve os votos da direita?

O que o PS está a fazer é uma manobra, por um lado, de intoxicação adiantando números relativos a despesa que mais ninguém confirma e, por...

Partido Socialista, Governo

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A nossa memória colectiva

Chegamos ao 45º aniversário do 25 de Abril e ainda não podemos parar de falar em fascismo. Nas nossas vidas parece um carma…

Mário de Carvalho disse, numa apresentação deste livro: Que “vão emergindo sinais de ressurgência dos fascismos e das tiranias. Que pressentimos o fascismo ou os seus pressupostos a tomar vulto e a rondar por aí. Por enquanto sob diversas capas, disfarces e pretextos”. É isto mesmo, se bem que tudo indique que, em Portugal, estaremos longe de, a breve prazo, vermos chegar ao poder, por via eleitoral, uma extrema-direita fascista, ou «racista, machista e xenófoba», como vem sucedendo na Europa e aconteceu no Brasil. Mas é realmente preocupante a degeneração das democracias, a que vimos assistindo, estimulada pelo exemplo da governação ultra reaccionária e grotesca de Trump.

Nós por cá, respaldados por uma Constituição que é o nosso maior património político, continuamos a ter as amplas liberdades por que lutámos; podemos falar, protestar, reivindicar, organizar; temos sindicatos livres, o direito à greve e eleições democráticas. Mas vemos que os fascistas tentam pôr a cabeça de fora, ensaiam estratégias de investida e tudo aconselha redobrada atenção. Como lembrou, há tempo, a escritora Lídia Jorge: «Desde o início dos anos 90 que os teóricos da comunicação do grotesco anunciavam que aí viriam tempos em que as populações poderiam eleger como líderes figuras bizarras, aparentadas com os cómicos, os palhaços, os furiosos...

Memória

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ODiario.info » O défice de 0;5% conseguido à custa do desenvolvimento do país e do bem-estar dos portugueses


O governo PS não se cansa de elogiar a redução do défice orçamental da forma drástica como está a ser realizada, como isso fosse o objetivo principal de toda a política governamental. Mas o “milagre Centeno” é uma ilusão, que fica desmontada se se explicar como é que essa redução foi conseguida e quais as consequências para o país e para os portugueses. Foi conseguida à custa da degradação da Administração Pública central; da redução da despesa com Saúde e Educação; de um investimento público mais do que insuficiente. E deve lembrar-se que Centeno poupou nos direitos do povo, mas poderia ter poupado muito mais se não enterrasse milhões na banca e numa dívida impossível de pagar.

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Economia política

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O défice de 0;5% conseguido à custa do desenvolvimento do país e do bem-estar dos portugueses

EUGENIOROSA 04
Eugénio Rosa    04.maio.2019 
O governo PS não se cansa de elogiar a redução do défice orçamental da forma drástica como está a ser realizada, como isso fosse o objetivo principal de toda a política governamental. Mas o “milagre Centeno” é uma ilusão, que fica desmontada se se explicar como é que essa redução foi conseguida e quais as consequências para o país e para os portugueses. Foi conseguida à custa da degradação da Administração Pública central; da redução da despesa com Saúde e Educação; de um investimento público mais do que insuficiente. E deve lembrar-se que Centeno poupou nos direitos do povo, mas poderia ter poupado muito mais se não enterrasse milhões na banca e numa dívida impossível de pagar.
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Economia política

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A campanha de Costa

(Daniel Oliveira, in Expresso, 04/05/2019)

Daniel Oliveira

 

De repente, fez-se luz. Percebeu-se o que pretendia António Costa com a mudança radical e repentina na proposta do Governo para a Lei de Bases da Saúde, que tinha resultado de uma negociação em que ele próprio participara. Havia pressões e Costa aproveitou a oportunidade.

Precisava de criar o ambiente político para a campanha que tem na cabeça. Ele quer o melhor de dois mundos. Depois de ter as vantagens do apoio da esquerda, quer as vantagens de não o ter. Depois de uma maioria sem maioria, quer recuperar o voto útil que morreu quando mostrou que era possível governar com os votos do BE e do PCP sem ficar em primeiro. Um bom final de mandato da ‘geringonça’ impedia a dramatização. Com o cenário montado, era preciso fazer esquecer a lealdade por vezes dolorosa com que os “irresponsáveis” do Bloco e do PCP aprovaram quatro orçamentos que foram além das exigências europeias. E para a dinamitação da ‘geringonça’ teve de remover Pedro Nuno Santos do lugar de pivô.

O segundo ato da farsa foi-lhe oferecido por Rui Rio. Como há limites para o contorcionismo, António Costa sabia que BE e PCP não podiam mudar a sua posição de sempre quanto à reposição da carreira dos professores. Tanto o sabia que aceitou, em dois orçamentos sucessivos, a norma que estipulava que apenas o tempo e o modo da reposição dependeriam da disponibilidade orçamental. Saiu-lhe a sorte grande com a cambalhota da direita, que Rio...

Geringonça

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Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, para que ninguém esqueça...

Se não fosse a CGTP nem me ocorreria que pudesse haver tal dia. No título, figura um apelo ao não esquecimento. Um só, pois o «lápis azul» da censura salazarenta hoje não incomoda. A não memória, aquilo que preocupa, a memória que se perde, é recente. A imagem é deste ano e reporta a omissão como forma subliminar de censurar.
Quanto ao vídeo (também recente), montei-o eu, estava guardado para este dia. Veja-o e responda:
Hoje há liberdade de imprensa?

Também pode assistir à versão longa.. e, então responda:
Há?

Ver original em 'Conversa Avinagrada' (aqui)

Comunicação

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