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  • Trabalhar até aos 80 anos, ou o conto do vigário

portugal001Diferentes perspetivas informativas e opinativas sobre o país

Bolseiros: comunidade científica unida no protesto contra a precariedade

Largas dezenas de investigadores protestaram esta terça-feira, frente ao Centro de Congressos de Lisboa, tendo denunciado os problemas vividos no sector.

Largas dezenas de investigadores reuniram-se em protesto contra a precariedade na Ciência Créditos / ABIC

O encontro nacional «Ciência 2019», organizado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT), que decorre até hoje, contou no primeiro dia (segunda-feira) com as intervenções do ministro da Ciência, Manuel Heitor, e do primeiro-ministro, António Costa, que admitiram que «o trabalho não está concluído» e que o Programa de Regularização Extraordinária de Vínculos à Administração Pública (PREVPAP) foi insuficiente, sendo necessário «criar novos mecanismos».

«Uma mão cheia de nada»

Em declarações ao AbrilAbril, Nuno Peixinho, presidente da Associação de Bolseiros de Investigação Científica (ABIC), valorizou o protesto e as intervenções empenhadas dos participantes. «Chegamos ao fim da legislatura com uma mão cheia de nada», frisou. Sobre as declarações proferidas segunda-feira pelos ministros, referiu que «o espanto foi genuíno quando o ministro da Ciência disse que o PREVPAP não funcionou porque não estava previsto para as carreiras especiais, o que não é verdade. Está escrito na lei que era para aplicar às carreiras gerais e especiais».

Para o investigador, tudo não passa de uma questão de vontade política. «Se quisessem resolver a situação dos bolseiros, mesmo contra a vontade dos...

Trabalho, Ciência

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  • Jornal Tornado in 'O TORNADO'
  • Portugal

CGTP chama para a rua

Manifestação CGTP, em Lisboa, hoje 10 de Julho, da Praça da Figueira à Assembleia da República.

 

Publicamos comunicado da CGTP-IN para a manifestação de hoje.

Pela valorização do trabalho e dos trabalhadores!

Apesar dos avanços alcançados com a luta dos trabalhadores, no quadro da correlação de forças existente na Assembleia da República, que a CGTP-IN valoriza, subsistem problemas a que o governo do PS teima em não dar resposta.

No que é estratégico e estrutural, como o trabalho, as opções do governo convergem com as do PSD e do CDS:

  • Para as empresas e para acudir à banca privada e aos banqueiros, aos seus desmandos e gestões danosas, é só facilidades e nunca faltam milhares de milhões de euros;
  • Para os trabalhadores, serviços públicos e funções sociais do Estado, no SNS, na Escola Pública, nos transportes públicos, na justiça, é só dificuldades, seja para aumentar salários, pensões de reforma e as prestações sociais e outras reivindicações, seja para dar melhores respostas às populações;
  • Não restituem aos trabalhadores o direito de negociação e de contratação colectiva, não revogam a caducidade e outras normas gravosas das leis laborais, sejam as do código do trabalho, sejam as da Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas.

 

O país continua marcado por injustiças e desigualdades

  • Os salários são muito baixos e representam apenas 34,6% do rendimento nacional (em 1975 era cerca de 60%)
  • A precariedade, uma chaga...

Trabalho

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  • Ladrões de Bicicletas (Jorge Bateira)
  • Portugal

Entender o mundo em que vivemos para o transformar


Agora no Porto, na UNICEPE, a histórica livraria-cooperativa da esquerda. O nº 3 tem uma excelente entrevista de Wolfgang Streeck, um eminente sociólogo alemão que questiona o euro e analisa o apodrecimento do capitalismo neoliberal. À volta da revista Manifesto, a esquerda plural vai partilhar ideias sobre os desafios do nosso tempo.

Ver original em 'Ladrões de Bicicletas' (aqui)

Esquerdas

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  • André Solha in 'Manifesto 74'
  • Portugal

"Para não ter protestos vãos"

Assistimos nos últimos anos (leia-se: desde a entrada em funções do actual governo) ao surgimento de movimentos civis que, mais do que organizar o descontentamento popular, têm todo o apoio da comunicação social para gerar o descontentamento que depois cavalgam. Estamos todos recordados da forma como foi empolada a opção do governo de cortar no financiamento aos colégios privados com contratos de associação. Se não estiverem, podem recordar o drama aqui:
https://manifesto74.blogspot.com/2016/05/aqui-nao-ha-misturas-e-tudo-boa-gente.html

Depois desta idiotice pegada, obviamente, a direita tomou-lhe o gosto e, achando que andamos aqui todos a comer gelados com a testa, pegou em Ana Rita Cavaco, a Bastonária da Ordem dos Enfermeiros que antes disso foi Conselheira Nacional do PSD e passou por dois governos PSD (o de Durão e o de Passos), e incumbiu-a de criar dois sindicatos-fantoche que só têm servido para colocar em causa o já débil funcionamento do SNS.

A partir daqui a fantochada só piora; mais recentemente, um patrão da camionagem e um advogado trafulha lembraram-se de criar um sindicato de camionagem, apesar do primeiro ser objectivamente quem explora os trabalhadores da sua empresa e o segundo nunca ter pegado num camião na vida. O trafulha, não contente com o feito, já anunciou que vai pertencer aos organismos de gestão de mais uns quantos sindicatos de sectores onde nunca trabalhou.

A pergunta da praxe é, obviamente, “Onde é que andaram nos anos da troika?”. Mas nem...

Trabalho

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Portugal | Fim da investigação ao "Universo Espírito Santo" foi adiado

A conclusão da investigação ao principal inquérito do caso Espírito Santo estava agendada para esta segunda-feira, mas voltou a ser adiada.
Tal como o JN adiantou sábado, o prazo para a conclusão do inquérito não vai ser cumprido, tendo a investigação três meses para ser concluída, a partir do momento em que for feita a "devolução dos elementos probatórios em poder das autoridades suíças e apreendidos à ordem dos autos".

"O atual Diretor do DCIAP, na consideração de ser essencial, para que o inquérito cumpra a sua finalidade de descoberta da verdade, a recolha de todos os elementos de prova indispensáveis a permitir concluir pela ocorrência ou não dos factos objeto do mesmo, entendeu que tal ainda não se verifica no atual estado da investigação do designado processo 'Universo Espírito Santo' ", refere um comunicado da Procuradoria-Geral da República.

Em janeiro, o anterior diretor do DCIAP tinha adiado o final do inquérito-crime para 8 de julho, por considerar essencial que os "elementos em falta relativamente à devolução das cartas rogatórias, nomeadamente da Suíça (...), mostravam-se imprescindíveis à apreciação objetiva e subjetiva da factualidade a que respeitavam"; tinham sido efetuados novos pedidos de cooperação internacional; havia "um acervo muito grande de traduções a realizar e que estava em curso" e "um número significativo de audições a realizar - algumas no estrangeiro (...) - bem como o interrogatório dos visados pelos factos em...

Banca

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Fátima Bonifácio e o soufflé

08-07-2019 por Hugo Van Der Ding in "Sábado"
Vou saltar por cima dos clichés estafados sobre os ciganos, que já não há pachorra para essa conversa, de tão pouco original. E qualquer taxista expõe melhor os seus argumentos do que a Maria de Fátima.

Cara Maria de Fátima,

Permita-me que a trate assim, que estou sem pachorra para ir ao Google procurar o seu grau académico, que, li não sei onde, é de licenciada para cima. Pois que já deve adivinhar o que me traz aqui: o seu artigo de opinião «Podemos? Não, não podemos», publicado no jornal Público, que li, eu e o resto do país. E resolvi então escrever-lhe uma carta aberta, para juntar às muitas outras que lhe têm escrito por estes dias a propósito do mesmo tema. Olhe, sempre é mais uma para pôr em cima da lareira ou do piano no Natal, que, com esse feitio não deve receber muitos postais de Boas Festas. Digo eu.

Por ignorância minha ou por não frequentarmos os mesmo círculos (nunca a vi, por exemplo, num after, ou, pelo menos, não tenho ideia disso), confesso que nunca tinha ouvido falar da Maria de Fátima. Mas soube agora, a propósito do frisson que causou o seu artigo, que ando a perder bastante, pois garantem-me que a Maria de Fátima é uma respeitadíssima e publicadíssima académica. Faz muito bem, que o saber não ocupa lugar. E, como diz o povo, um burro carregado de livros é um doutor. O povo é mesmo torto, credo.

Não conto que me responda, mas adorava que esclarecesse uma dúvida que me ficou da leitura do...

Racismo, Direita

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A situação da Associação Mutualista Montepio, as contas consolidadas de 2018 e a Assembleia Geral de 15 de julho de 2019

A Assembleia Geral do Montepio realiza-se no dia 15 de julho de 2019, pelas 21h00, NA AULA MAGNA DA UNIVERSIDADE DE LISBOA (na Cidade Universitária, Lisboa)

por Eugénio Rosa [*]

Como é habitual no Montepio, Tomás Correia e o padre Melícias não divulgaram como o deviam fazer, através da Revista Montepio e da newsletter que chega à casa de todos os associados, a realização da assembleia e, como consequência, a esmagadora maioria dos associados do Montepio, mais uma vez, nem sabe que a assembleia se realizará. Para os que estiverem interessados em se informar os documentos para essa assembleia estão disponíveis podendo obtê-los através do "site" com o link: https://www.montepio.org/institucional/informacao-legal/ (para aceder carregar o ponteiro sobre este link)

AS CONTAS CONSOLIDADAS DA ASSOCIAÇÃO MUTUALISTA DE 2018 CONFIRMAM A SITUAÇÃO MUITO DIFICIL DO GRUPO MONTEPIO DEVIDO À GESTÃO RUINOSA DA ADMINISTRAÇÃO DE TOMÁS CORREIA: o ATIVO sem AID, ou seja, o património que verdadeiramente possui, é inferior ao seu PASSIVO, ou seja, o que deve e tem de pagar

Na assembleia da Associação Mutualista que se realizará em 15 deste mês serão analisadas as contas consolidadas que integram as contas não só da Associação Mutualista mas também as contas das 50 empresas, que constituem o grupo Montepio. Só através das contas consolidadas da Associação Mutualista é que é possível conhecer a verdadeira situação do Montepio e o valor dos ativos que garantem as poupanças dos...

Banca

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Portugal | Racismo, Fátima Bonifácio e o 'Público'

Ferreira Fernandes | Diário de Notícias | opinião
Vai por aí grande polémica sobre um texto da historiadora Maria de Fátima Bonifácio publicada no jornal Público, no sábado. O texto começou por ser sobre quotas para minorias étnicas, mas o essencial dele é ser racista. Parte da discussão fez-se à volta das quotas ou sobre se um texto racista pode ser publicado no Público (hesito, como o diretor do jornal, Manuel Carvalho, quando deu resposta à polémica, no domingo, mas já lá vamos)... Antes de mais, quero precisar o que é substancial: e isso é o texto de Fátima Bonifácio. Ele é racista.

Então, falemos do texto da historiadora. Do tronco, osso, substância: o racismo do texto de Fátima Bonifácio. Quando a palavra má é tão clara, acumular argumentos contra ela só dilui a conclusão: o texto é racista. Mas porque se pode julgar que se exagera a partir de um só exemplo - aquele que ilustra como pensa tão mal a historiadora -, dou outro exemplo, que o precede.

Para criticar possíveis quotas para minorias étnicas, Fátima Bonifácio admite que as quotas positivas para as mulheres portuguesas lhes abriu o espaço público. Mas, adianta, as quotas foram positivas para as mulheres porque elas "partilham, de um modo geral, as mesmas crenças religiosas e os mesmos valores morais: fazem parte de uma entidade civilizacional milenária que dá pelo nome de Cristandade". Assim, o que foi bom para as mulheres não o seria para as minorias étnicas: "Ora isto não...

Racismo

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  • Ladrões de Bicicletas (Ricardo Paes Mamede)
  • Portugal

Três notas sobre as propostas fiscais de Rui Rio

1. Rio parte do pressuposto que em Portugal se pagam muitos impostos. Não é isso que nos diz a comparação com outros países e com a média da UE. É ver os gráficos (os dados são do Eurostat).

2. Reduzir impostos significa que há despesas que o Estado opta por não fazer na melhoria da Saúde, da Educação, da Protecção Social, da Justiça, etc. Sabendo que a despesa pública em percentagem do PIB em Portugal em 2018 (44.0%) já foi inferior à de 2008 (45.3%) e está abaixo da média da UE (45.6%), queremos mesmo ir por aí?

3. O PSD diz que, se chegasse ao governo, reduziria os impostos ao mesmo tempo que aumentaria o investimento público. Nas contas que apresenta, isto seria possível porque a economia cresceria mais do que actualmente se prevê. A questão que se coloca é: e se o crescimento económico viesse a revelar-se inferior às previsões, o que faria um futuro governo do PSD? Abdicaria de reduzir os impostos ou de aumentar o investimento? Reduziria a despesa com o Estado Social? Não cumpriria as regras orçamentais da UE? Só respondendo a estas perguntas é que podemos saber ao que vêm. De resto, isto aplica-se a todos os partidos que querem ser governo.

Ver original em 'Ladrões de Bicicletas' (aqui)

Partido Social Democrata, Finança

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  • Ladrões de Bicicletas (Ana Santos)
  • Portugal

Um caderno de encargos


Foi aprovada a Lei de Bases da Habitação. O direito à habitação, consagrado na Constituição, ganha uma nova robustez, dado o reforço das obrigações do Estado nesta área fundamental.

É indiscutivelmente um momento histórico, quarenta e cinco anos depois de abril. É inegável que a Lei de Bases da Habitação é um legado da maioria parlamentar que tem dado suporte ao Governo socialista. Não se teria ido tão longe na afirmação do direito à habitação sem a participação do BE e do PCP, sendo que a mudança de tutela da pasta para o atual Ministro das Infraestruturas e Habitação foi relevante para este desfecho.

Helena Roseta, uma das responsáveis por pôr em marcha o processo legislativo, define bem o que está em causa: “um caderno de encargos para o futuro”. Com efeito, para que se avance na garantia do direito à habitação será necessário legislar e implementar as medidas que porão em prática o exercício efetivo deste direito. Será necessário definir o Plano Nacional de Habitação, que apresenta uma estratégia para a habitação e consagra a dotação orçamental para executar o programa respetivo. Será necessário regular a proteção às famílias em situação de despejo ou em risco de despejo e sem alternativa habitacional. Como será necessária legislação específica para regulamentar a dação de imóveis em cumprimento do crédito à habitação para que esta não fique dependente do arbítrio das instituições bancárias. Ou seja, a efetivação da garantia do direito à habitação dependerá de medidas...

Habitação

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Fátima Bonifácio, o “Público” e os valores morais dos brancos

(Daniel Oliveira, in Expresso, 08/07/2019)

Daniel Oliveira

 

Fátima Bonifácio escreveu, no “Público”, um artigo que teve como ponto de partida a ideia de se criarem quotas para minorias étnicas semelhantes às que já existem para as mulheres. As quotas para mulheres conseguiram, apesar de todas as críticas, romper com o bloqueio que existia à sua representação política e visibilidade públicas. O resultado desta medida desmentiu a ideia de que pode existir uma progressão social meritocrática que ignora relações de poder pré-existentes. As quotas, por natureza transitórias, não são uma forma de ignorar o mérito, são uma forma de derrubar as barreiras do preconceito que se sobrepõem ao mérito.

No seu artigo, Fátima Bonifácio não nega nada disto. Pelo contrário, reconhece os bons resultados conseguidos pelas mulheres. Para depois dizer que isso não seria extensível às etnias. Porque não tenho uma opinião fechada sobre as quotas para minorias étnicas – assim como não tinha sobre as quotas para mulheres até recolher bons argumentos em sua defesa –, estava disponível para ler quem explicasse a diferença entre as duas. Por exemplo: umas e outras identidades serem mais ou menos difusas. Ou o peso destas minorias em comparação com metade da população, que é feminina. Havia muito por onde pegar para abrir um debate difícil. Aquilo com que me deparei é de tal forma abjeto que usá-lo como ponto de partida para qualquer...

Comunicação, Racismo

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  • jorge rocha in 'Ventos Semeados'
  • Portugal

Os bons augúrios para médio prazo


A entrevista de Mariana Vieira da Silva ao «Público» é-me particularmente grata porque diz aquilo que eu mesmo penso relativamente ao próximo governo saído das eleições de 6 de outubro: tenha ou não maioria absoluta, o PS deve manter as alianças atuais, que garantiram a concretização do que de melhor foi conseguido nestes quatro anos.  Sem perderem a sua identidade programática, política e ideológica, os quatro partidos da maioria parlamentar souberam convergir no essencial para melhorarem muito significativamente a qualidade de vida dos portugueses.

 


É certo que existe um Mário Nogueira a fazer figura de exceção a uma regra comprovada em quase todas as ocasiões, mas convenhamos que alguns socialistas também tudo têm feito para torpedear uma convergência em que se sentem visivelmente incomodados.
E existe a Lei de Bases da Saúde em que, quero crer, a absurda preservação das PPP’s se deverá mais à prometida guerra de Marcelo ao novo diploma do que à efetiva força do lobby interno dos hospitais e clínicas privadas para as manterem como exequíveis no futuro.

 

Daí que, a exemplo de Mariana Vieira da Silva, sinta orgulho em pertencer a um partido que derrubou um muro histórico e fez o acordo com os partidos que estão à sua esquerda no Parlamento.

 

Quanto ao conteúdo complementar da peça jornalística fica a decisão de contratação de mais mil técnicos qualificados para a Função Pública como resposta à necessidade de corresponder ao...

Geringonça

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  • Carlos Esperança in 'PONTE EUROPA'
  • Portugal

A Dr.ª Cristas, as eleições europeias e o futuro

Andou a D.ª Cristas, anos a fio, em insolente frenesim, sem tino, sem ideias e sem rumo, esperando ser alternativa ao atual PM, enquanto os sindicatos de origem duvidosa e escribas de virtudes desconhecidas lhe incutiam ânimo para voos cujas asas bastavam para a leveza da votação eleitoral, mas incapazes de suportar o peso da sua ambição.

Viu partir Nuno Melo, solitário eurodeputado, a caminho de Bruxelas e ficou sozinha na raiva que a devora, sem remorsos dos insultos que lançou na AR, esquecida das vezes que chamou mentiroso ao primeiro-ministro, das tonitruantes proclamações sobre o falhanço do Estado, a pretexto de qualquer acidente, inundação ou avaria de autocarro.

Faltaram-lhe incêndios, que este ano não chegaram a tempo das europeias, a urbanidade e moderação do seu colega Adolfo Mesquita Nunes e a inteligência para compreender que os partidos, num país sem tradições democráticas, se assemelham mais a clubes de futebol do que a incubadoras de ideias e instrumentos de reformas e de justiça social.

Não bastam os cartazes e a exposição permanente na comunicação social para seduzir o eleitorado, quando o PR tem o exclusivo do tempo que o país é capaz de absorver e o treino da sedução com que procura alterar a correlação de forças partidárias fingindo um poder que a Constituição lhe nega.

Desorientada, triste e frustrada com a ingratidão popular, passou da gritaria à mansidão, dos insultos ao Governo à urbanidade, da convocação de ministros à AR à chamada de...

CDS

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10 de Julho - Todos à Manifestação

O País continua marcado pela injustiça na repartição da riqueza, pelos baixos salários, pela precariedade nos sectores privado e público, pelos horários longos e desregulados, pelo desrespeito pelas profissões e carreiras profissionais, pelo bloqueio na contratação colectiva, pelo desrespeito pelos direitos dos profissionais da Administração Pública e pela generalidade de todos quantos asseguram serviços públicos essenciais.

O País precisa de dar um salto no desenvolvimento económico e social, de fazer a efectiva ruptura com a política de direita, de se libertar dos constrangimentos que condenam os trabalhadores à pobreza e o País ao atraso e subdesenvolvimento.

A CGTP-IN por considera que se trata de uma ofensiva contra todos os trabalhadores e que, por isso, precisa da mobilização geral, decide convocar para 10 de Julho, uma Manifestação, em Lisboa, pela revogação e contra as alterações para pior das normas gravosas da legislação laboral, exigindo a valorização do trabalho e dos trabalhadores, condição para um Portugal desenvolvido e soberano.

 

DIF/CGTP-IN
08.07.2019

Ver original aqui

Trabalho

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STAL insiste na urgência da actualização das tabelas salariais

O sindicato avançou com uma acção judicial, com o objectivo de manter a proporcionalidade relativa de cada um dos níveis salariais, conforme prevê a Lei Geral de Trabalho em Funções Públicas.

Foto de Arquivo: manifestação em LisboaCréditos / STAL

O Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Administração Local e Regional, Empresas Públicas, Concessionárias e Afins, (STAL/CGTP-IN) deu entrada, dia 4, de uma acção judicial no Tribunal Administrativo do Círculo (TAC) de Lisboa contra o Estado Português, que continua a não cumprir a actualização da tabela salarial.

Segundo comunicado do sindicato, o objectivo desta acção judicial foi o de iniciar um processo cuja conclusão determine o cumprimento da legislação que define explicitamente que a Tabela Remuneratória Única dos trabalhadores da Função Pública «não pode prever níveis remuneratórios de montante inferior ao da retribuição mínima mensal garantida».

Com efeito, os valores da retribuição mínima mensal garantida têm sido actualizados com sucessivos aumentos desde 2009 sem que as tabelas salariais indexadas dos trabalhadores reflitam esses aumentos, tendo o STAL destacado que a actualização do 1.º nível remuneratório obriga à actualização dos demais, «a fim de manter a proporcionalidade relativa entre cada um dos níveis» conforme se dispõe na Lei Geral de Trabalho em Funções Públicas.

Na acção colocada, foi explicitado que «existe uma ilegal e injusta conduta omissiva por parte do Estado Português», que se refugia no...

Trabalho

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Combater a emergência climática com uma economia que responde a toda a gente

Catarina Martins apresentou este domingo no Teatro Thalia o programa do Bloco para as próximas legislativas. Desta feita, sublinhou as propostas do partido para a emergência climática e para “uma economia que sirva toda a gente”. Propostas sustentadas e sustentáveis que criam emprego e melhoram as condições de vida.
A coordenadora do Bloco consideraque, nestas eleições, estão em confronto “duas ideias para Portugal”. Uma é a da direita e do centro “que Portugal é um país pequenino, que tem de obedecer a tudo o que Bruxelas diz e que, portanto, se for preciso tem de cortar nas pensões dos idosos para pagar os desmandos financeiros”.

O Bloco segue outro caminho. Apesar de nesta legislatura ter havido uma recuperação de rendimentos, sabe que vivemos num “país desigual” e que “ainda não conseguimos romper com a austeridade”. Por isso, sustenta o seu programa numa visão diferente: “a ideia de democracia económica que não deixa ninguém para trás, que reduz as desigualdades, que tem uma estratégia de resposta à emergência climática e que olha para o futuro”.

Com a preocupação de “responder pela vida das pessoas”, Catarina Martins apresentou dois dos eixos programáticos centrais do Bloco: a emergência climática e uma economia que sirva toda a gente.


A propósito da primeira das questões, a dirigente do Bloco lembrou o aquecimento global que já faz sentir os seus efeitos no nosso país: “em 2017, por exemplo, com os incêndios, sentimos a forma mais trágica...

Bloco de Esquerda

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Capoulas Santos quer maioria absoluta para PS não ter de «torcer» as suas políticas

O Ministro da Agricultura admite que seria preferível que o Governo não tivesse de negociar as suas soluções políticas. E, na Agricultura, entende que as «coisas correram muito bem».
AbrilAbril | editorial

Capoulas Santos, em entrevista ao Público, assume o incómodo já constatado por outros dirigentes socialistas: o PS teve de, durante a actual legislatura, sujeitar a sua agenda política a negociações. E, se por um lado, foi empurrado muitas vezes para avanços de sentido positivo para as populações, não deixa de tentar retirar os louros dessas políticas sociais e económicas, que não teriam acontecido se estivesse sozinho no Governo.

Por outro lado, nas questões em que se sobrepôs o compromisso com os grandes grupos económicos, o Governo do PS sempre encontrou o conforto de PSD e CDS-PP para aprovar o que precisou – de que são exemplos questões da legislação laboral ou a sangria de fundos públicos para a banca privada.


Sobre a Agricultura, o ministro desconsidera os inúmeros problemas que persistem no sector – muitos dos quais não tiveram resposta porque o seu Governo não quis –, que afectam em particular os pequenos produtores, e condicionam a soberania alimentar nacional.

Desconsideração perante a extensão cada vez maior de produção agrícola intensiva e super-intensiva, nomeadamente de olival e amendoal, com maior significado no Alentejo.

E pela nova lei do cadastro, que implica o saque de terras dos pequenos e...

Partido Socialista

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Greve a decorrer na Casa da Moeda por aumentos salariais

Os trabalhadores iniciaram nova greve ontem e voltarão a parar dia 11 e 12. Exigem aumentos salariais, que não se realizam há nove anos, e uma mais justa redistribuição da riqueza criada.

Os trabalhadores da INCM cumpriram hoje greve das 14h às 18hCréditos / INCM

Ontem, hoje e nos dias 11 e 12 de Julho, os trabalhadores da Imprensa Nacional Casa da Moeda (INCM) estarão em greve, por períodos de duas horas, face intransigência da posição patronal quanto à última proposta de aumento salarial.

Os trabalhadores e os sindicatos da Federação Intersindical das Indústrias Metalúrgicas, Químicas, Eléctricas, Farmacêutica, Celulose, Papel, Gráfica, Imprensa, Energia e Minas (Fiequimetal/CGTP-IN) contestam o que consideram ser um «irrisório» aumento salarial de 12,80 euros, para todos os trabalhadores, insistindo que na INCM não há aumentos salariais há nove anos, pode ler-se em comunicado.

As exigências mantêm-se: o aumento salarial de 35 euros para todos e uma justa distribuição da riqueza criada pelos trabalhadores na empresa. 

Acrescentam, na nota, que consideram a atitude da administração «desrespeitosa» uma vez que ontem tinha sido mobilizada uma concentração em frente à habitual sede da empresa e pedida uma reunião à administração mas, sem informar os trabalhadores nem os seus representantes, a empresa mudou de instalações na sexta-feira passada. 

A concentração foi então realizada em frente à sede da INCM, no Arco do Cego, e foi...

Trabalho

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Poceirão e Marateca reivindicam o que perderam com a agregação de freguesias

Com a extinção de freguesias, as localidades de Poceirão e Marateca, no concelho de Palmela, foram excluídas da lista de zonas desfavorecidas e arredadas dos fundos comunitários.

CréditosCarlos Santos / Agência Lusa

A denúncia é feita pelo PCP, que já entregou um projecto de recomendação na Assembleia da República para que se corrija o que designa por «injustiça». 

Os comunistas explicam num comunicado que a exclusão da classificação de zonas desfavorecidas «tem implicações no acesso a fundos comunitários», no âmbito do desenvolvimento rural apoiado pelo Fundo Europeu Agrícola de Desenvolvimento Rural (FEADER), tal como na implementação de iniciativas de Desenvolvimento Local de Base Comunitária (DLBC).

Classificar Marateca e Poceirão como zonas desfavorecidas e freguesias rurais, e desagregá-las da união forçada a que foram votadas pela chamada reforma administrativa do governo do PSD e do CDS-PP, são também exigências da Câmara Municipal de Palmela.

Numa moção aprovada no passado mês de Junho, a autarquia recordava que as duas localidades correspondem a um território com mais de 280 quilómetros quadrados, «ocupados, maioritariamente, por vinha, pomares, explorações hortícolas e montado de sobro, em grande parte, de génese familiar», sublinhando que a agregação das freguesias «não teve qualquer utilidade». 

Insiste que, «além do corte aos apoios já referidos, esta não classificação como zona desfavorecida impede a discriminação...

Municipalização

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ah, e tal, mas a Fátima Bonifácio limitou-se a descrever como é que os ciganos são...

2 Dedos de Conversa
Algumas informações para quem elogia a coragem da Fátima Bonifácio de dizer as coisas como elas são no que respeita aos povos ciganos:

1. A realidade actual dos povos ciganos na Europa é o resultado de mais de meio milénio de perseguições e marginalização. Para terem uma ideia: já por decreto de 1526 foi proibida a entrada de ciganos em Portugal e ordenada a expulsão dos que viviam no país. A proibição manteve-se ao longo dos séculos. Como a Espanha também proibia a entrada de ciganos, estes não tinham como cumprir a lei, e foram ficando em Portugal em situação de absoluta ilegalidade. Os ciganos que fossem apanhados eram punidos com açoites, perda de todos os seus bens, vários anos de galés (no princípio do séc. XVIII as galés eram reservadas aos homens; as mulheres ciganas eram deportadas para o Brasil, onde havia grande escassez de mulheres brancas para os colonizadores que não quisessem ou não pudessem casar com uma índia ou uma escrava negra), e em alguns casos até a pena de morte.
Outro facto muito importante para compreender as raízes históricas da "incapacidade de se integrar" do povo cigano: os portugueses que andassem com eles também estavam sujeitos às mesmas penas (açoites, expropriação, galés).
Sabendo isto, como é que nos podemos admirar que os ciganos vivam segundo as suas próprias leis, e tenham dificuldade em integrar-se? Mais ainda: como é que nos ocorre culpá-los de uma situação que foi criada pela perseguição institucional e social que durante séculos...

Racismo

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Tratado eleitoral para gente de má nota e amnésicos contumazes

(José Gabriel, 05/07/2019)

Promessas eleitorais

(Com nota de mui bom sustento para os que hão por fortuna governar)

 

1 Prometa tudo. Tenha confiança no poder da amnésia pré-eleitoral. Garanta que vai baixar os impostos, aumentar salários, diminuir a despesa, reduzir o défice e a dívida, aumentar o investimento público e proteger o privado. Não poupe no optimismo – poupe só na verdade, que interessa a poucos. É isso que lhe permite proclamar, sem corar, os defeitos de todos os outros e opô-los ás suas inúmeras e indiscutíveis qualidades. E, importante, jure que não vai retirar nenhum dos poucos benefícios de que gozam os que penam e trabalham – mas jamais se refira aos que tenciona oferecer aos ricos e já privilegiados.

2 Se for eleito e tem a maioria para governar, siga para o ponto 3. Se não tem, fique por aqui.

3 Vai governar. É altura de se queixar da “pesada herança” que recebeu, mesmo que ela tenha vindo do seu partido – a política feita arte menor não tem moral. O seu governo bem queria, mas vai-lhe ser difícil cumprir as metas e promessas feitas (acrescente aqui alguns argumentos herméticos colhidos nalgum tratado de macroeconomia, “ciência” muito útil nestes malabarismos). Lembre os “nosso compromissos europeus” que, para sua mágoa, o impedem de ir tão longe como desejaria – e, sobretudo, não lembre as responsabilidades que tem nesse facto. Se tiver de cortar salários, pensões, direitos, não se esqueça de...

Eleições

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  • jorge rocha in 'Ventos Semeados'
  • Portugal

Património da Humanidade?!


Vai por aí grande foguetório por causa da aceitação da Unesco em integrar o Palácio Nacional de Mafra e o Bom Jesus de Braga nos monumentos reconhecidos como Património Mundial da Humanidade, mas será bom lembrar a importância do desempenho do embaixador António Sampaio da Nóvoa nesse sucesso ao mesmo tempo que se devem evocar algumas reservas quanto ao mérito de um e outro monumento.

 

Mafra continuará a ser o símbolo do despesismo de um poder autocrático, que esbanjou as riquezas do Brasil para satisfazer o capricho de quem demorara a cumprir uma das tarefas que lhe estavam incumbidas, a de garantir sucessão. O «Memorial do Convento» bem denuncia o sofrimento de quem teve de acartar com as pedras, os sinos e demais materiais para cumprir a vontade real enquanto em Lisboa se queimavam cristãos-novos por conta da vontade dos inquisidores.

 

Na realidade o Palácio de Mafra nada tem de arquitetonicamente admirável para além da dimensão de quem o quis equivalente à prosápia do seu encomendador, valendo sobretudo por ter suscitado no melhor dos nossos escritores uma notável obra literária justamente premiada com o Nobel. Mas nem isso o presidente da câmara de então o quis reconhecer por mais que hordas ininterrupta de turistas ali se têm deslocado desde então só para verem o cenário do romance. Quando alguns professores quiseram dar o nome do escritor à escola secundária da vila o autarca logo a ideia vetou.

 

Por todas essas razões convenhamos...

Cultura

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  • joaompmachado in 'A Viagem dos Argonautas'
  • Portugal

SINAIS DE FOGO – CORJA COM MUITOS MILHÕES. – por Soares Novais

 

 

 

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 (1) Segundo o Sindicato dos Operários Corticeiros do Norte a associação patronal do sector apresentou uma proposta de “14.73 euros para actualização salarial (Grupo  XIV) e 5 cêntimos para o subsídio de refeição”. O sindicato repudia tais aumentos e entre 24 e 28 de Junho promoveu várias greves e manifestações, que a generalidade da Imprensa não noticiou.

 

(2) Pedro Soares dos Santos recebeu em 2017 um valor bruto total de 2,009 milhões de euros, por conta dos cargos desempenhados no grupo retalhista. Teve assim um aumento de 58,3% face aos 1,269 milhões de euros auferidos no ano anterior. O valor foi revelado a 15 de Março , no relatório do governo da sociedade divulgado na Comissão de Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), e tem em consideração a remuneração directa na “Jerónimo Martins” e em sociedades em relação de domínio ou de grupo com a “JM”.

Ver original em 'A viagem dos Argonautas' na seguinte ligação:

https://aviagemdosargonautas.net/2019/07/07/sinais-de-fogo-rica-corja-por-soares-novais/

Capital

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