portugal001Diferentes perspetivas informativas e opinativas sobre o país

  • Ladrões de Bicicletas (João Ramos de Almeida)
  • Portugal

Tortura capitalista

"Isto não é uma inquirição: é uma sessão de tortura", disse a deputada Cecília Meireles do CDS, quando se fez um intervalo na comissão parlamentar que ouvia José Berardo. E foi.

 

Mas não se compreende o espanto dos deputados do PSD e CDS.

 


Durante toda a sessão sentiu-se a impotência dos deputados em lidar com o mais completo desordenamento legal do capitalismo vigente, a imagem perfeita da total opacidade legal que viabiliza que o alto rendimento use todos os expedientes legais que lhe estão à disposição - aprovados pelo Parlamento com maiorias de PS, PSD e CDS ou em diplomas nunca avocados pelos deputados para alterar a lei -, criados para evitar que os seus detentores sejam desapropriados,  tributados ou simplesmente responsabilizados e castigados por desmandos, má-fé contratual. E sempre protegidos por uma guarda-pretoriana de advogados, pagos a preço de ouro com o produto dos desmandos.

 

Foi o caso do escritório contratado por Berardo que - como ele contou - lhe montou numa noite toda a arquitectura do seu "universo". A tal ponto que, quando o deputado do PSD lhe pede que lho explique, tem de ser o advogado a traçar as ligações entre as diversas entidades e o que cada uma delas fazia! (ver foto ao lado)

 



Mas é eficaz: os seus interesses ficam protegidos, através do qual pede emprestado centenas de milhões de euros, dando como penhor o que formalmente não lhe pertence. E em que cada passo dado através destes esquemas, há...

Corrupção, clientelismo e lobismo, Capital

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Joe Berardo: “Eu pessoalmente não tenho dívidas, claro que não tenho dívidas”

 

O comendador Joe Berardo recusa falar sobre créditos à porta aberta, porque lhe poderia ser prejudicial nos processos em tribunal. Audição não vai ser filmada pelas televisões.

Source: Joe Berardo: “Eu pessoalmente não tenho dívidas, claro que não tenho dívidas”

Ver original em 'A Estátua de Sal' (aqui)

Capital, Banca

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  • Domingos Lopes in 'O Chocalho'
  • Portugal

Quem os mandou serem professores?

Manif profs01

Tornou-se uma espécie de tique de boa aparência dar porrada na “insensibilidade” dos professores que devido “à sua força negocial” querem deixar o país mal, sem credibilidade internacional, pondo em causa que as boas contas…Há credores que merecem tudo, os professores que são credores do seu tempo de carreira congelada são sacrificados face ao Pacto de estabilidade.

Aparecem lampeiros nas televisões, rádios e jornais a cascar nos insensatos que do alto do seu barriguismo querem atirar pela janela fora todos os sacrifícios já feitos, podendo dar origem a nova troica, dado que o passo é maior que a perna, blábláblá, blá,blá.

É interessante confrontar todas estas opiniões com a compreensão face aos desmandos loucos dos banqueiros…estes sim, verdadeiros patriotas que nunca exercem a sua força negocial.

Pode comparar-se quinhentos milhões de euros com quase vinte mil milhões?

Pode comparar-se os milhões entregues este ano ao Novo Banco  e os muitos milhões que ainda vão ser entregues com os quinhentos milhões?

PS, PSD e CDS acham que para os bancos tudo, para os professores “poucochinho”…

Bastou a poeira assentar para percebermos que a direita foi chamada ao redil e entre ser coerente com os seus interesses de classe ou com o que prometeram aos professores o que conta são os seus interesses… e os de Bruxelas, dizem.

Vejamos de outro ângulo- quem deu causa à crise foi a banca, quem a paga são os professores e os que vivem do seu trabalho. É isto, não...

Educação

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Da geringonça ao dispositivo

(António Guerreiro, in Público, 10/05/2019)

António Guerreiro

 

Durante os dias quentes da “crise”, eu, que muito li, vi e escutei sobre o assunto, que fui um cidadão atento e aplicado, não percebi nada: nem o que tinha sido exactamente votado, nem as consequências imediatas desse voto, nem as cambalhotas e inflexões que alguns partidos fizeram ao votar, nem a irrupção viril do governo jogando a carta da demissão quando, pelos vistos, ainda havia muito por decidir, nem que quantidade de dinheiro seria necessário despender anualmente — na roleta tanto saíam mais 800 milhões como menos de metade disso — para satisfazer as reivindicações dos professores, nem os argumentos a justificar os vistosos recuos subsequentes.

Senti-me deficiente, destreinado na literacia da vida política da nação. Mas quando, ao quarto dia, prometido que estava já o curso normal das coisas, começaram a aparecer nos jornais artigos didácticos, tais como “Um guia para perceber as votações da polémica” (PÚBLICO) e “A crise explicada a quem não percebeu nada” (Expresso), senti um alívio, percebi que, afinal, a coisa era mesmo complicada e eu não era o único a precisar de explicador. Mas nesse momento já tinha desistido de aceitar explicações e só queria perceber porque é que não tinha percebido. Eis as razões que consegui avançar:

1. A palavra “crise” para descrever o que estava a acontecer, muito utilizada pelos meios de comunicação...

Governo

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O velho velho velho velho velho Portugal

(Daniel Deusdado, in Diário de Notícias, 10/05/2019)

1. A ira

 

Só é possível governar Portugal em contexto de desgraça. Salazar intuiu isto melhor que ninguém. Mal surge algum dinheiro, algum sucesso, algum progresso, gera-se imediatamente o ambiente de insurreição. Todos somos deserdados da pátria. Entra-se então na espiral que nos remete, fatalmente, para a clássica bancarrota que se repete ciclicamente na nossa história, fruto da nossa falta de escala e de sensatez.

São justos os fenómenos de rebelião? Mais que justos. São a consequência de um nível de vida sempre abaixo da média Europa – seja a pobreza a dos pobres, da classe média e dos ricos. Até os nossos milionários são pequeninos milionários.

Manter o país a funcionar (agora em moldes europeus) dá demasiado prejuízo. Manter os portugueses felizes é impossível porque a verdadeira fortuna está sempre além. Por isso, em momentos críticos, ou quando o sucesso se torna impossível, navegamos ou emigramos (na prática é a mesma coisa).

Pode prosperar-se em Portugal? Só à custa da miséria alheia (baixos salários ou fuga fiscal). E não há el dorados para escalar globalmente a pátria.

2. Vacas magras

Jorge Nascimento Rodrigues recorda-nos, no livro “Portugal na Bancarrota – Cinco Séculos de História”, que a primeira bancarrota surgiu em 1560 quando a viúva de D.João III não sabia como pagar a aventura dos Descobrimentos aos banqueiros da Flandres. Nos duzentos...

Economia política

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Portugal | Adeus, mini-crise. Chumbada contagem integral do tempo dos professores

Há uma semana, António Costa ameaçava demitir-se caso o diploma que determinava a contagem integral dos professores fosse aprovado em plenário. E, pois que uma semana volvida, o PS deixou de estar isolado e contou com o voto contra de PSD e CDS. À esquerda, Bloco de Esquerda, PCP e PEV mantiveram a posição, enquanto o PAN se absteve.

O Governo já pode respirar de alívio, a nuvem negra da demissão foi-se de vez. Exatamente uma semana depois do início da mini-crise política causada pela aprovação, em sede de comissão parlamentar, da contagem integral do tempo da carreira dos professores, esta sexta-feira, o Parlamento chumbou em votação final global com os votos contra do PS, PSD e CDS.
Após a votação, os membros dos sindicatos dos professores, incluindo o dirigente da Fenprof Mário Nogueira, abandonaram, em silêncio, as galerias da Assembleia da República.



Com o resultado desta votação, em que o PAN optou pela abstenção, fica em vigor o decreto do Governo que recupera apenas dois anos, quatro meses e 18 dias do tempo de serviço (referente ao período entre 2011 e 2017) em que a carreira docente foi alvo de congelamento.

É assim o culminar de uma crise desencadeada na semana passada e que teve o seu início depois de conhecido o resultado das votações na comissão parlamentar de Educação. 

Recordamos-lhe o fio dos acontecimentos e os contornos de uma crise que deixaria de o ser passados três dias da ameaça do...

Governo

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Não pagamento de propinas não anula actos académicos

A Assembleia da República aprovou a proibição da nulidade de actos académicos por falta de pagamento de propinas. Os estudantes já não arriscam o seu percurso académico por motivos económicos.

Estudantes em luta por “Mais e Melhor Acção Social Escolar, Não ao Aumento das Propinas”, a propósito do Dia do Estudante (24 de Março),15 de Março 2016, Lisboa.MANUEL DE ALMEIDA / LUSACréditos

Com os votos a favor de PS, BE, PCP, PEV e PAN (e votos contra de PSD e CDS-PP) ficou confirmada ontem a iniciativa do PCP que prevê o fim de consequências nefastas para os estudantes, como a nulidade de actos académicos, em razão da falta ou atraso no pagamento de prestações de propinas.

A proposta agora aprovada permitirá aos estudantes não perderem o percurso académico realizado em cada ano lectivo, por motivos de insuficiência económica que impossibilite o pagamento das propinas. Trata-se de um passo importante no combate ao abandono escolar e à exclusão por falta de recursos socioeconómicos.

A proposta dos comunistas explicita, no preâmbulo, «que os estudantes do Ensino Superior não podem ser punidos na sua vida académica simplesmente porque não têm dinheiro para pagar o que lhes é exigido a título de propina. O Ensino Superior é um direito não é um negócio».

O regime de financiamento do Ensino Superior até agora em vigor determina que aos estudantes possa ser aplicado como consequência do não pagamento de propinas a «nulidade de todos os actos curriculares praticados no ano...

Educação

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Portugal | O algoritmo de Costa

Miguel Guedes | Jornal de Notícias | opinião

Silêncio, luta e inveja. E sentido inverso. A crise de nervos que António Costa provocou na oposição à Direita foi o golpe de teatro mais cómico (não fosse trágico) desta legislatura. À memória, uma palavra batida: irrevogável. Só que, desta vez, a dois para dançar o tango. Poder-se-ia dizer que Costa deu baile. Não fosse tudo isto trágico, lá está.

Tragédia, desde logo, para a confiança que qualquer cidadão deve entregar à classe política. Numa altura em que falta apenas um par de semanas para as eleições europeias no contexto de uma Europa desagregada e com a pirâmide invertida, assolada por populismos e fascismos vários, esta chicana política à volta do tempo de serviço dos professores é combustível para os que pensam que não há melhor remédio do que um frasco de veneno. Construímos mais uma ponte para o irremediável, para a falta de crença nos formatos representativos de poder, para a destruição dos últimos alicerces da democracia e da política como ela deve ser entendida. A nobreza foi-se e restam, trôpegas, as danças recreativas de salão.

O algoritmo de António Costa está afinado. No momento em que precisava de afirmar a sua noção de estadista, não só o consegue aos olhos dos incautos, como desterra para o silêncio a primeira figura do Estado. O presidente da República silenciou-se e, também ele, aproveitou para reforçar pela diferença a sua pose de responsabilidade. A "win-win situation" para Costa e...

Governo

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Grandes roubos | Maduro reclama 1,54 mil milhões de euros retidos no Novo Banco

Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, voltou esta quinta-feira a reclamar os 28,35 mil milhões de euros retidos nos Estados Unidos e em Portugal, valor que disse estar destinado à importação de alimentos e medicamentos.

Segundo Nicolás Maduro, os Estados Unidos "roubaram à Venezuela" 30 mil milhões de dólares (26,81 mil milhões de euros) e em Portugal estão retidos 1,7 mil milhões de dólares (1,54 milhões de euros à taxa de câmbio atual).

"Há que aumentar (os esforços) para enfrentar o bloqueio económico que faz o Governo imperialista de Donald Trump. Uma sabotagem anormal, desumana. [O Governo norte-americano] sabota todas as importações que fazemos de matéria prima (...) Temos que inventar mil caminhos para comprar e para trazer o que o país precisa para fazer medicamentos", disse.

Nicolás Maduro falava no Forte de Tiuna, a principal base militar de Caracas, durante um ato que teve como tema central a saúde e que foi transmitido pela televisão estatal venezuelana.

"Continuo a denunciar. Não me cansarei de denunciar o roubo de mais de 30 mil milhões de dólares, pelo Governo dos EUA, contra a Venezuela", frisou.

"Em Portugal, por exemplo, num banco chamado Novo Banco, roubaram-nos 1.726 milhões de dólares que estavam destinados para trazer medicamentos (...) Assalto a plena luz do dia, por ordem do Governo 'gringo' americano", acusou.



"Temos de enfrentar e vamos continuar a enfrentar. Faça chuva, trovoada ou relâmpagos, ninguém nem nada...

Venezuela

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  • Domingos Lopes in 'O Chocalho'
  • Portugal

Esta Europa e as nações

UE001

A Europa enquanto continente político-geográfico é o resultado da afirmação das nações. Foram elas que fizeram da Europa o continente mais avançado em termos de conquistas políticas, sociais, culturais e ambientais.

Também é verdade que foram algumas delas que arrasaram o continente a ferro e fogo em guerras que explodiram no século passado e assumiram dimensões mundiais.

Foi essa horrenda devastação que gerou a ideia de uma Europa de nações a viver em paz e em cooperação.

Neste nosso tempo as nações não passaram à História, estão aí, nalguns casos exacerbadas por líderes que delas se servem para combater rumos que os seus povos rejeitam. Os mais “europeístas” como Merkel ou Macron pensam em primeiro lugar na Alemanha e França respetivamente e veem o continente à luz dos seus interesses.

A Europa continua a assentar nas nações e só a sua união voluntária de baixo para cima e não imposta de cima para baixo pode permitir a cooperação à escala continental onde está a U.E. e onde estão outras nações.

A crise que atravessa a U.E. de onde sobressaem tendências xenófobas, fascistas, nacionalistas, austeritárias, resulta também do rumo que leva a sua edificação.

Ninguém se pode sentir bem numa organização que impede de alimentar as suas aspirações por chocarem com  regras impostas por elites desligadas dos povos.

No passado a construção de grandes impérios tolheu o desenvolvimento da ideia da Europa e levou sempre a confrontos militares. O império era mais que o...

União Europeia, Dossiê: União Europeia em reflexão

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Directivas comunitárias visam liquidar o sector ferroviário nacional

As comissões de trabalhadores da CP e da Infraestruturas de Portugal denunciam que as directivas comunitárias liquidam o sector ferroviário nacional e exigem mais investimento estatal.

Foto de Arquivo. CréditosMário Cruz / Agência LUSA

A posição das comissões de trabalhadores foi enviada esta quinta-feira à Autoridade de Mobilidade e Transportes, relativamente ao Projecto de Regulamento do Teste de Equilíbrio Económico, no âmbito do Regime Jurídico do Serviço Público de Transporte de Passageiros. 

No documento, a que o AbrilAbril teve acesso, dizem ser «lamentável que, apesar dos desastrosos resultados dos sucessivos pacotes», estas directivas «continuem a encontrar em Portugal cúmplices para as defender e executar». 


política de assimetrias  

A política de direita e as imposições da União Europeia (UE) têm sido férteis em assimetrias.

Nos últimos 30 anos, o caminho-de-ferro nacional perdeu 43% dos seus passageiros. No mesmo período, a  França ganhou 35% e a Alemanha 24%.

Entretanto, a empresa pública alemã (Deutsche Bahn) estendeu os seus tentáculos a centenas de empresas no estrangeiro, inclusivamente em Portugal, através da Arriva, que, soube-se esta quinta-feira, vai assegurar a ligação ferroviária entre o Porto e A Corunha, na Galiza, em vez da CP.

Com a UE, foram encerrados mais de 1500 quilómetros de linha ferroviária nacional. A CP deixou de existir enquanto empresa...

União Europeia, Transportes

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Manifestação da Administração Pública reuniu milhares em Lisboa

Milhares de trabalhadores da Administração Pública participaram esta sexta-feira, em Lisboa, na manifestação nacional convocada pela Frente Comum para respostas do Governo às suas reivindicações.

Trabalhadores da Administração Pública na manifestação convocada pela Frente Comum, 10 de Maio de 2019CréditosANTÓNIO PEDRO SANTOS / LUSA

Da Praça do Marquês de Pombal até às proximidades da residência oficial do primeiro-ministro, em São Bento, milhares de funcionários da Administração Pública estiveram hoje nas ruas da capital a gritar palavras de ordem, como «Basta de congelamento, queremos o nosso aumento».

A Frente Comum de Sindicatos da Administração Pública (CGTP-IN), promotora da manifestação,​​​​​​ afirmou ser «lamentável» que o Executivo do PS, apesar de ter todas as condições políticas para uma «mudança efectiva» na «melhoria das condições de vida e de trabalho na Administração Pública», tenha optado ao invés por uma estratégia de tentar colocar «trabalhadores contra trabalhadores».

A ideia foi reforçada esta tarde pela coordenadora da Frente Comum, Ana Avoila, que sublinhou aos jornalistas que o Governo «tem todas as condições» para dar uma resposta concreta às exigências dos trabalhadores do Estado, devendo por isso voltar à mesa para negociar «de forma séria».

A Frente Comum tem exigido negociações com o Governo relativas ao caderno reivindicativo para 2019, no qual exige aumentos salariais para todos, num mínimo de 60 euros para...

Conflitualidade social

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Para a Banca, milhões

Conhecidos os resultados relativos ao primeiro trimestre do ano, registam-se lucros diários, para a banca portuguesa, na ordem dos 5,2 milhões de euros.

O presidente do BCP, Nuno Amado, à chegada para a apresentação dos resultados do primeiro trimestre de 2018, em Lisboa. 7 de Maio de 2018.CréditosNuno Fox / Agência LUSA

Esta semana têm sido anunciados os resultados dos lucros dos bancos a operar no País na ordem dos 466 milhões de euros, valor correspondente aos primeiros três meses de 2019.

Para o Millenium BCP (BCP), os lucros registados representam um aumento de cerca de 80%.

Os banqueiros consideram que 2019 pode ser um ano de consolidação da banca, o que é feito, entre outras medidas, à conta de reestruturações e de limpeza de créditos mal parados.


Lucros EM EUROS

Santander Totta - 137 milhões

Caixa Geral de Depósitos - 126 milhões

Banco Português de Investimento - 49 milhões

Millenium BCP - 154 milhões

 

Estes resultados são conhecidos ao mesmo tempo que os presidentes executivos do BCP, BPI, Novo Banco e CGD defenderam, numa conferência em Cascais, que os cidadãos devem pagar pela utilização do multibanco. Os banqueiros parecem querer fazer esquecer aquilo que poupam já em custos, designadamente com trabalhadores, com a existência de caixas ATM, assim como os custos que impendem sobre os seus clientes no que respeita às contas bancárias.

O Novo Banco ainda não apresentou resultados, mas o banco continua com prejuízos e com uma limpeza...

Banca

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Chumbada a contagem integral do tempo de serviço dos professores

Na votação desta manhã na AR, PS, PSD e CDS-PP aliaram-se, uma vez mais, para «apagar» mais de seis anos de tempo de serviço dos professores.

Depois de uma semana marcada pela ameaça de demissão do primeiro-ministro e do recuo de PSD e de CDS-PP, estes três partidos negaram aos professores, esta manhã no Parlamento, o reconhecimento ao tempo integral de serviço.

A votação do texto final que reconhecia o tempo integral de serviço aos professores – resultante da Comissão de Educação e Ciência da passada quinta-feira – foi chumbado com votos contra de PS, PSD e CDS-PP e a abstenção do PAN.

Depois da aprovação, na passada quinta-feira, de normas que consagravam aos professores todo o seu tempo de serviço, votação essa que contou com votos favoráveis de PSD e de CDS-PP, estes dois partidos, que defenderam como certa e positiva essa proposta até sábado, acabaram por recuar e puseram termo à sua actuação oportunista.

Em consequência, a convergência de PS, PSD e CDS-PP faz com que os professores vejam assim mais de seis anos do seu trabalho «apagados», usando como argumento que a sustentabilidade financeira do País fica em causa com o reconhecimento desse direito dos professores.


Não passaram em plenário as propostas da direita que já tinham sido rejeitadas em Comissão na passada quinta-feira e que sujeitavam a concretização do tempo de serviço à revisão do Estatuto da Carreira Docente, ao crescimento económico e ao Pacto de Estabilidade e Crescimento –

Trabalho, Educação

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  • joaompmachado in 'A Viagem dos Argonautas'
  • Portugal

SINDICATO DOS JORNALISTAS INDIGNADO COM ANÚNCIO DE DESPEDIMENTOS NO GLOBAL MEDIA GROUP – CAMÕES NA ADMINISTRAÇÃO

 

O Sindicato dos Jornalistas (SJ) reage com indignação às declarações do acionista maioritário do Global Media Group (GMG), Kevin Ho, anunciando, na China, despedimentos no grupo que detém vários órgãos de informação em Portugal.

Em declarações foram feitas a uma jornalista da Teledifusão de Macau, em Pequim, numa altura em que o SJ espera uma resposta da Administração do GMG a cinco pedidos de reunião sobre o assunto versado.

As informações relativas a um alegado agravamento da situação financeira do GMG surgiram no início do ano. Desde essa altura, o SJ solicitou, por cinco vezes, uma reunião à Administração, para obter informações e disponibilizar-se para contribuir para a construção de uma eventual solução para a crise, que pode vir a afetar dezenas de jornalistas nos órgãos de informação JN, DN, TSF, O Jogo, Dinheiro Vivo e outras publicações.

A Administração não acedeu a esses pedidos, tendo referido, em resposta, que a situação financeira do grupo não se alterou desde 26 de novembro de 2018, data da primeira e última reunião que manteve com o SJ, na sequência da decisão de adiar o pagamento do subsídio de Natal.

Desde então, o SJ já comunicou as suas preocupações em relação à situação financeira do GMG ao Presidente da República, ao Parlamento e ao Governo. 

O SJ não consegue perceber por que razão a Administração do GMG não respondeu, até agora, aos pedidos de reunião solicitados.

Comunicação

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  • A.Teixeira in 'Herdeiro de Aécio'
  • Portugal

TRUMP E OS TRUMPINHOS

Não sei quem as encomenda, nem sei se quem as encomenda fica satisfeito com este produto final, mas, a verdade é que fico com a sensação que o impacto destas notícias acaba por gerar em quem as lê mais antipatias do que os receios que intentará gerar. Os funcionários das Necessidades esticar-se-ão (talvez) em sentido, tal o tom grosso da voz dos Estados Unidos nas chancelarias, mas até os cromos da direita nacionalista das redes sociais (que desconfio nem desgostarem do estilo Trump...) remexer-se-ão desconfortados com tanta exibição gratuita de despotismo, humilhando ostensivamente os outros. Contudo, e apesar de ser desagradável e humilhante de se assistir, até é interessante ver o estilo intimidatório do actual ocupante da Casa Branca a reproduzir-se, imitado pelos titulares das embaixadas dos Estados Unidos que ele espalhou pelo Mundo. Só para que os cépticos constatem que não é inócuo que se empregue aquele estilo campanudo. Há o Trump e com ele aparecem os trumpinhos.

Se escrevo todo este preâmbulo é porque, ao contrário do que se deduzirá da mensagem acima veiculada pelo Observador, o mesmo problema da rede 5G da Huawei se tem vindo a colocar no Reino Unido. Embora o problema seja para levar muito a sério, não dei por que o embaixador dos USA em Londres se lembrasse de fazer ameaças do mesmo estilo das feitas por cá. Noutros países (mais...) europeus, por exemplo em França e na Alemanha a decisão ainda está embrulhada. De qualquer modo, suponho que o mais...

TIC

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Portugal | A jogada

Joana Mortágua* | jornal i | opinião

Com as sondagens para as europeias a correrem mal e a sentir a maioria absoluta cada vez mais distante, o Governo resolveu montar uma farsa. Indiferente à consequência de atiçar o país contra os professores da Escola Pública com base em manipulações.

No final de 2015, quando se formou a geringonça, corriam apostas sobre o seu fim. As divergências políticas entre a esquerda e o PS eram tantas que teria sido chamado de louco quem apostasse numa legislatura completa.

Mas, percorrido um caminho impensável, é a 4 meses de eleições que tudo se precipita. O primeiro-ministro resolveu anunciar que se demite se o Parlamento aprovar a proposta de recuperação do tempo de serviço dos professores como já fez para as carreiras gerais da função pública. Passado o dramatismo do momento, percebemos o artificialismo da jogada.



Com as sondagens para as europeias a correrem mal e a sentir a maioria absoluta cada vez mais distante, o Governo resolveu montar uma farsa. Indiferente à consequência de atiçar o país contra os professores da Escola Pública com base em manipulações.

Com o passar dos dias a verdade vem à tona. Como é evidente, a governabilidade nunca esteve ameaçada. A história demonstra que já houve razões muito maiores para crises políticas que nunca chegaram a acontecer. Como a vez em que o PS se juntou ao PSD para passar ao país um fatura de mais de 2 mil milhões de euros pelo buraco do Banif. Ou quando o Bloco...

Governo

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Greve força acordo na Paço Rápido

Após três dias de greve, os motoristas da Empresa Transportadora Paço Rápido, em Lisboa, conseguiram forçar a entidade patronal a sentar-se à mesa e a aceitar as suas reivindicações.

Piquete de greve dos trabalhadoresCréditos / STRUP

«Na Empresa de Mercadorias Paço Rápido, os trabalhadores assumiram a luta na forma de greve parcial, que se iniciou na passada segunda-feira com elevada adesão», o que levou a que, ao terceiro dia, «o patrão se visse na necessidade de negociar», lê-se na nota de imprensa da Federação dos Sindicatos dos Transportes e Comunicações (Fectrans/CGTP-IN).

A greve parcial de sete horas na Paço Rápido, que estava prevista até 31 de Maio, foi motivada pela falta de resposta da administração às reivindicações dos trabalhadores. Entre as quais, exigiam a aplicação integral do novo Contrato Colectivo de Trabalho Vertical (CCTV) e o pagamento das refeições devidas pela duração dos tempos laborados.

«O CCTV é para cumprir e serão os trabalhadores que, com a sua intervenção, conseguirão defender o que lhes pertence e, com isso, dar mais força à negociação que está em curso para a revisão da contratação colectiva», reitera a Fectrans.

O novo CCTV foi assinado entre a Fectrans e a ANTRAM, em Outubro de 2018. À altura, a federação afirmou em comunicado que, «não sendo o acordo perfeito», este foi uma evolução nas condições de trabalho, num sector onde o patronato optava por pagar o mínimo possível, assim como permitiria...

Trabalho

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RECUPERAÇÃO DE TEMPO DE SERVIÇO, EM TERMOS ORÇAMENTAIS, É PERFEITAMENTE COMPORTÁVEL

parlamento 0 1

Nota: Segundo  a notícia abaixo, o Governo está a hipertrofiar os custos, somente para conseguir manter uma fachada. Como, dizia anteriormente , a charada da recuperação do tempo de serviço dos professores significa que, em Portugal, não há nenhum respeito pela lei e pelos compromissos do Estado em relação aos cidadãos. 

Manuel Banet

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UTAO diz que recuperação integral das carreiras especiais custaria menos do que diz o Governo

08 maio, 2019 - 14:50 • Agência Lusa

Executivo refere uma fatura de 800 milhões de euros para repor todo o tempo de serviço congelado aos professores, considerando o valor inviável.

A Unidade Técnica de Apoio Orçamental (UTAO) calcula que a recuperação integral do tempo de serviço de todas as carreiras especiais, incluindo dos professores, custaria 398 milhões de euros líquidos, pressionando as metas de Bruxelas, mas sem impedir o seu cumprimento.

“A avaliação de impactos efetuada pela UTAO no Anexo 2 deste relatório à extensão para todas as carreiras especiais do princípio de recuperação  integral do tempo de serviço prestado para efeitos de progressões remuneratórias prevê uma deterioração de 398 milhões de euros no saldo orçamental e no saldo estrutural em ano de cruzeiro, face ao cenário do Programa de Estabilidade/2019–23”, indicam os técnicos do Parlamento no relatório enviado esta quarta-feira aos deputados da Comissão de Orçamento e...

Governo

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  • jorge rocha in 'Ventos Semeados'
  • Portugal

O que a crise confirmou sobre a personalidade dos líderes partidários (I) - O admirado António Costa


Introdução

 

Quem me costuma ler não tem dúvidas quanto à enorme admiração que tenho por António Costa, o profundo respeito que me merece Jerónimo de Sousa, a volúvel condescendência com que olho para Catarina Martins, a veemente antipatia suscitada por Rui Rio e o atávico asco provocado por Assunção Cristas. Quanto a Marcelo assumo a desconfiança de quem se sente numa espécie de fábula do escorpião ajudado a atravessar  de uma margem para outra, e sempre expectante quanto ao momento em que dele virá a picada fatal.

 

Estas opiniões situam-se no terreno das emoções, mas vou doseando-as, na medida do possível, com o exercício da Razão, que trave os riscos de tomar a realidade, não pelo que é, mas pelo que deseje ver concretizado.

 

Todas estas conceções foram, uma vez mais, confirmadas durante a recente crise, que ainda pressupõe a possibilidade remota do governo demitir-se.

 

1 - O admirado António Costa

 

António Costa confirmou o sentido de responsabilidade com que assume o cargo de primeiro-ministro, reiterando tudo quanto lhe conhecêramos à frente da autarquia da capital. Sem nunca perder de vista o objetivo fundamental da sua missão - aliar o desenvolvimento do país com a redução progressiva das injustas desigualdades - abanou os portugueses com uma evidência, que só não vê quem não quer: será possível prosseguir no rumo de sucessivos êxitos socioeconómicos empreendidos nos últimos três anos e meio com o apoio da...

Partido Socialista

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  • Ladrões de Bicicletas (João Ramos de Almeida)
  • Portugal

"Crise"

Eis uma palavra usada recentemente amiúde. Talvez porque tem cinco letras, é dramática, mas noutros casos por má-fé e branqueamento de responsabilidades políticas.

 

Aquilo que aconteceu nos últimos dias não foi uma CRISE, mas um recentramento à bruta da posição do PS, caso os cidadãos não o tenham visto antes. E foi - arrisco - motivado por um finca-pé do ministro das Finanças que, até por causa do seu capital político europeu, dá mostras de algum nervosismo.

 

Claro que António Costa não é insensível à necessidade de ganhar espaço à direita. E Centeno não está sozinho a forçar o passo do PS.

 

Por alguma razão, quem apareceu a defender a CRISE, além do primeiro-ministro (que poupou a esquerda), foi o ministro dos Negócios Estrangeiros e o líder da bancada parlamentar (que atacou a esquerda e pôs mesmo em causa futuros acordos à esquerda).

 

E não é por acaso que, durante a crise o mesmo Carlos César dá uma entrevista em que diz que "o PS deve fazer um grande esforço para prosseguir a experiência que teve ao longo destes quatro anos", embora semanas antes tivesse dado a cara pelo recuo na Lei de Bases da Saúde, torpedeando o acordo político na geringonça, ao fazer passar os seus (?) pontos de vista junto de António Costa (nomeadamente sobre a questão das PPP).

 

Claro que a comunicação social leu a questão e começou a repetir que a CRISE era na geringonça.

 

Resta saber se foi do agrado da ala...

Geringonça, Partido Socialista

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ODiario.info » Entre 2015 e 2018 os salários reais diminuem em Portugal

Contrariamente à ideia que o actual governo e os órgãos de comunicação social têm procurado fazer passar junto da opinião pública, o poder de compra quer das remunerações base quer do ganho médio dos trabalhadores do sector privado diminuiu entre 2015 e 2018. São os dados do Ministério do Trabalho que o confirmam.

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Economia política, Trabalho

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Eurostat: Portugal alcança a maior redução de emissões de CO2 da Europa

Portugal teve a maior redução de emissões de CO2 da União Europeia: menos 9% em 2018 face ao ano anterior. De acordo com os dados divulgados esta quarta-feira pelo Eurostat, Portugal alcançou um resultado que é mais do triplo da média europeia (-2,6%).

Na tabela publicada pelo gabinete estatístico da UE e onde Portugal lidera, a Bulgária registou o segundo maior recuo nas emissões de CO2 (-8,1%), seguindo-se a Irlanda (-6,8%), a Alemanha (-5,4%), a Holanda (-4,6%) e a Croácia (-4,3%). A descida na Alemanha é particularmente importante, uma vez que o país representa 22,5% do total de emissões de CO2 dos 28 Estados-membro.

Em sentido inverso, as emissões de CO2 geradas por combustíveis fósseis aumentaram em oito Estados-membros: Letónia (8,5%), Malta (6,7%), Luxemburgo (3,7%), Polónia (3,5%), Eslováquia (2,4%), Finlândia (1,9%) e Lituânia (0,6%). O comunicado do Eurostat sublinha que as emissões de CO2 são responsáveis por cerca de 80% das emissões de gases com efeito de estufa na UE.

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Ambiente

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