portugal001Diferentes perspetivas informativas e opinativas sobre o país

Os quatro piscas

(Daniel Oliveira, in Expresso Diário, 17/05/2019)

Daniel Oliveira

(Daniel Oliveira defende que as decisões zigzagueantes do PS podem ser compreendidas à luz das ambições pessoais de António Costa em aceder a um cargo europeu de relevo, eventualmente a Presidência do Conselho Europeu. A ser verdade, e se o conseguir, vai deixar uma multidão de orfãos no PS, e mesmo noutros sectores de esquerda. Sobretudo se o seu sucessor, na liderança do PS, for o truculento Santos Silva como também o Daniel profetiza.

É que, a ser assim, nesse dia o PS entrará irremediavelmente na via da pasokização. As tendências europeias demoram a chegar cá mas acabam sempre por marcar presença.

Comentário da Estátua, 17/05/2019)


 

A mensagem de apoio de António Costa a Emmanuel Macron não mereceu interesse dos jornalistas. Estamos numa campanha para as europeias e seria um disparate perder tempo a falar da Europa. Costa apresenta a coisa como uma aliança progressista que vai de Macron a Tsipras. Chamar de progressista a uma aliança que junta o mais impopular Presidente da história recente de França, responsável por uma reforma ultraliberal da lei laboral, e o homem que, traindo o voto do seu povo, aplicou um programa de austeridade muitíssimo mais violento do que o de Passos, é obra. O Alexis Tsipras progressista foi aquele que Costa acusou, em 2015, de combater a Europa de forma “tonta”. Este é apenas um náufrago.

No comício de...

Partidos

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A União Europeia não defende ambiente. E os deputados portugueses?

A defesa do ambiente e as alterações climáticas aumentaram no debate político, desde a pré-campanha eleitoral para o Parlamento Europeu.

/PixabayCréditos

Nos últimos meses, as questões ambientais têm ganho particular espaço mediático e as candidaturas dos partidos com assento no Parlamento Europeu (PE) vão ao encontro da discussão. Para além de propostas, o AbrilAbril olhou para algum do trabalho feito nos últimos cinco anos no PE pelos deputados portugueses.

É consensual que para a defesa do ambiente e para o combate das chamadas alterações climáticas, mais do que proclamações, são necessárias medidas concretas. O ritmo e o alcance dessas medidas é que contêm já divergências, sobretudo quando os objectivos passam pela alteração do modelo em que vivemos. A União Europeia (UE) não assume um verdadeiro combate pela defesa do planeta, pese embora assente muita da sua acção política, legislativa e de propaganda em alegadas pretensões de combate às alterações climáticas.

Uma das bandeiras da UE é a chamada União Energética, que, para além de promover a concentração do poder na Comissão Europeia (CE), no seu regulamento permite que sejam aplicadas sanções financeiras aos estados-membros (e a história recente de Portugal demonstra bem o que de mais negativo representam este tipo de sanções), ao mesmo tempo que não tem nenhuma disposição sobre o necessário combate a fazer à pobreza energética.

A UE também está comprometida com o Acordo de Paris, alcançado a 12 de...

Ambiente, União Europeia

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Inspectores da PJ revoltados com novo estatuto do Governo

Após 20 anos da aprovação do estatuto em vigor, o Ministério da Justiça deu a conhecer aos profissionais da Polícia Judiciária a nova versão. Sindicato diz que a proposta está «muito aquém» do esperado.

CréditosMÁRIO CRUZ / LUSA

Em declarações ao DN, Ricardo Valadas, presidente da Associação Sindical dos Funcionários de Investigação Criminal (ASFIC) da PJ, disse ter ficado em «choque» após ter lido a versão final da proposta do Governo para o novo estatuto, que classificou como um «péssimo ponto de partida» para as negociações.

«Com este estatuto, fica esfrangalhada qualquer estratégia de carreira de investigação criminal. Para quem lhe é exigido a vida pelo País, é um verdadeiro atentado, uma afronta, contra a carreira de investigação criminal, pondo em risco a sua independência», frisou Ricardo Valadas.

Para o dirigente sindical da PJ, «o que está agora na proposta, está muito, muito longe» do que era esperado pelos profissionais, tendo classificado as questões remuneratórias como «ultrajantes», devido à perda de remuneração, bem como a falta de quaisquer compensações pelo aumento das exigências aos inspectores.

Por outro lado, apesar de reconhecer a «abertura, que nunca houve antes, por parte do Governo», Ricardo Valadas afirmou que os profissionais estão desiludidos com a versão final que «ficou muito aquém» das reivindicações dos inspectores da PJ, sobretudo tendo em conta que o...

Segurança

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Como se fala com esta gente?

Acabei de ver o sr. Rio, de meticulosa educação na Escola Alemã, a dizer que o PS é uma abertura para a extrema-esquerda!!! O quê? o sr. não sabe que tem sido através dos séculos com guerras, opressões, escravaturas e humilhações sem fim, que surgem revoltas e Revoluções?

 

E começaram a ladrar contra o marxismo. O Marx só fez uma explicação científica da secular exploração do homem pelo homem. Nenhum explorado precisa de ler o Marx… a propósito, o Samora até dizia que tinha nascido com o Marx.

E Bolsonaro, Trump e a cáfila de lacaios Europeus desatam a atacar o conhecimento, a Ciência (excepto armas e venenos para matar, claro!)… era bom ser tudo analfabetos, não era? chicote, bairro da lata, drogas para acalmar, puxar à desgraça, ao suicídio… Miseráveis cobardolas.

E atacam a corrupção! A sério? porque é que nunca ouvimos essa gente a atacar os banqueiros corruptos? É gente fina, até parece mal dizer que são ladrões. Ouvi a palavra roubar com muita insistência dirigida a este Governo, mas nunca para quem fez o mal e a caramunha com o nosso país.

E matar jornalistas virou moda, urbi et orbe… começaram pelo desemprego, pela “prateleira”, desemprego, e quem insiste tem a bala à espera.

Estamos em eleições para a Europa.

O que me incomoda é não se querer ver o “inimigo principal”.

Alguém tem alguma dúvida que o grande plano do Imperialismo Americano é destruir a Europa? que o grande ódio é ter aparecido o Euro com mais força que o dólar? que...

Direita

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  • Ladrões de Bicicletas (João Ramos de Almeida)
  • Portugal

Uma história de negligência

Se quer conhecer toda a história das estranhas relações entre a banca e o José Berardo, leia o artigo que saiu hoje no jornal Público, da jornalista Cristina Ferreira.

No artigo, lembra-se:

1) as nubladas razões por que nunca foram executadas as garantias dos três bancos (CGD, BCP e Novo Banco), detentores de garantias sobre uma dívida de José Berardo de mil milhões de euros;

2) as iniciativas levadas a cabo por Berardo e o seu advogado para anular as diligências dos bancos para controlar o acervo da Associação Colecção Berardo;

3) a estranha coincidência de uma acção judicial, levada a cabo por um anónimo cidadão de Palmela que é familiar do advogado de José Berardo, o qual requereu a nulidade dessas diligências e conseguindo - sem que os credores soubessem dessa acção - a declaração judicial da nulidade dos direitos dos credores;

4) como foi que, baseado nessa decisão, Berardo e o seu advogado alteram as regras no seio da associação, restringindo a acção dos credores, sem que nunca os bancos tivessem dado por nada...;

5) como o advogado dos credores, João Vieira de Almeida (do famoso escritórios de advogados Vieira de Almeida & Associados, com uma longa relação com o Estado), demite-se do lugar de presidente da Assembleia Geral da associação Colecção Berardo, na sequência do conjunto de actos levados a cabo por Berardo, sem ter dado conhecimento disso aos bancos;

6) como é que apenas passados oito meses sobre essa decisão de demissão, os bancos executam a dívida.

Corrupção, clientelismo e lobismo, Capital

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Fogos em Portugal: Desastre terreno e aéreo que custa muitos milhões

Se vem aqui rebuscando apontamentos e acontecimentos relacionados com as ditas Eleições Europeias desiluda-se, não daremos para esse “peditório”. Haverá os que argumentarão que decidimos mal porque a direita avança por toda a UE e também em Portugal. Não analisamos assim. 

Ao longo de décadas vimos a direita fascizante representada na Europa e também em Portugal, só que de ano para ano estão mais descarados(as) e dão asas à sua ideologia porque nem sequer os consideram fascistas mas sim neoliberais. Mas fascistas é o que eles(as) são e é aquilo que perseguem e tudo fazem para impor. Na Europa e no mundo. Pronto, lamentamos que não o possamos servir mas sobre “europeia” de campanha rasca, subterrânea e de esgoto não faremos nem uma referência a partir de agora, nem sabemos se votaremos nessas (mal)ditas cujas alcateias de políticos do tipo chulos do Cais do Sodré de antanho demonstram com garbo as suas baixezas e trampas que comportam nos cérebros e nas línguas…
Fogos. Temos de referenciar algo muito mais importante para Portugal e para os portugueses. A hecatombe de Pedrógão e lugares próximos e semelhantes, assim como a serra algarvia de Monchique, por exemplo, estão vivas nas nossas memórias. Foram e são os fogos. Também a maioria de semblantes espantados cabem neste cardápio de catástrofes quando assistimos à “guerra” de políticos sabujos que fizeram cortes cegos na segurança contra fogos e que agora se armam em prostitutas sérias e descascam no atual...

Incêndios

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  • Ladrões de Bicicletas (João Ramos de Almeida)
  • Portugal

Silêncios interesseiros

Filme: "Este país não é para velhos", Cohen
Se há uma coisa boa que teve a anunciada "crise" governamental foi ter gerado o silêncio de Marcelo.

Marcelo diz que esteve mais de uma semana calado porque "tudo o que dissesse limitava a liberdade". A sua liberdade de decisão quanto ao eventual diploma sobre o tempo de serviço dos professores.

Na verdade, Marcelo esteve fortemente envolvido no tema da "crise" quando - fruto do seu destempero e hiper-actividade inconstitucional, que o faz sentir-se invulnerável - pressionou o governo a negociar mais com os sindicatos. E quando a "crise" rebentou, atingiu-o em cheio no peito.

Por isso, Marcelo quis ficar quieto, fingindo-se morto, antes que tudo lhe caísse em cima, como caiu em cima de Rui Rio e de Assunção Cristas. Cristas falou e perdeu. Rui Rio tentou o silêncio, mas não conseguiu. Marcelo hibernou e a coisa passou.

Agora, com o tema do SIRESP e sobre a possibilidade de nacionalização ou de aquisição por parte do Estado de posição majoritária no seu capital, Marcelo mantém-se igualmente calado. E diz que não fala por ser... um processo em curso e sensível. Na verdade, trata-se de um tema que lhe é caro - os incêndios - e sobre o qual Marcelo interveio tanto e tão repetidamente...

Mas há bem pouco tempo, Marcelo fartou-se de intervir - e mal! - sobre a Lei de Bases da Saúde e, esse também, era "um processo em curso e sensível". Noutro tema - sobre a contratação pública de familiares - até...

MRS, Direita

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Portugal | Comissão avalia em 5.000 milhões as rendas excessivas no setor elétrico

A comissão parlamentar de inquérito avalia em cerca de 5.000 milhões de euros as rendas excessivas no sistema elétrico, resultado da política de sucessivos governos do PS, PSD e CDS, muitas vezes ao arrepio dos alertas das entidades reguladoras.

"A primeira conclusão da Comissão de Inquérito é a da existência de rendas excessivas no Sistema Elétrico Nacional, identificadas como uma sobre-remuneração dos ativos de vários agentes económicos presentes na cadeia de valor da produção, transporte e comercialização da energia elétrica em Portugal", lê-se no relatório final que hoje será votado na comissão parlamentar de inquérito ao pagamento de rendas excessivas aos produtores de eletricidade.

De acordo com o documento a que a Lusa teve acesso, "esta tese ficou inteiramente consolidada na generalidade das audições realizadas, com poucas exceções, pese as opiniões diversas sobre o seu valor, a sua origem e a própria noção de renda excessiva".

"A dimensão das rendas excessivas é avaliada pela comissão de inquérito em cerca de 5.000 milhões de euros", refere o relatório, que incorpora várias alterações à versão preliminar, considerando ser "necessário que o poder executivo e os reguladores tomem as medidas necessárias à sua completa eliminação".



Dos 5.274 milhões de euros identificados, segundo o documento, 4.063 milhões de euros são prejuízos para os consumidores e 1.211 milhões de euros para o Estado, sendo a prorrogação do prazo da concessão de Sines...

Capital, Energia

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Portugal | PS e Bloco pedem atenção do Ministério Público a declarações de Berardo

Os deputados João Paulo Correia (PS) e Mariana Mortágua (BE) pediram hoje a atenção do Ministério Público (MP) sobre a audição parlamentar ao empresário Joe Berardo, tendo os restantes partidos remetido o assunto para o relatório final.

Em declarações à Lusa no parlamento, o vice-presidente da bancada parlamentar do PS disse esperar "que o Ministério Público atue" relativamente aos empréstimos concedidos ao empresário, especialmente "naquilo que diz respeito à Caixa, que é um banco público", bem como na questão da Associação Coleção Berardo, que "merece o escrutínio da Assembleia [da República] e a investigação do MP".
"Contamos que o MP tenha estado muito atento à audição da passada sexta-feira, e que essa audição tenha fornecido bons elementos para o MP continuar a desenvolver a sua investigação", disse João Paulo Correia.

O responsável parlamentar do PS ressalvou, no entanto, que "o inquérito parlamentar não se pode substituir à Justiça e ao Ministério Público".



Ideia semelhante foi partilhada por Mariana Mortágua (BE), que sobre a questão da Associação Coleção Berardo, acrescentou que "é uma das matérias que é preciso investigar" de forma "aprofundada", pois é um caso "em que são alterados os estatutos à revelia dos credores e em que há um aumento de capital sem comunicar aos credores".

Segundo Joe Berardo, os títulos da Associação Coleção Berardo, que foram entregues aos bancos como garantia de empréstimos e que valiam 75% da associação...

Corrupção, clientelismo e lobismo, Capital

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O despovoamento do Interior «não é uma fatalidade»

Os candidatos dos partidos com assento no Parlamento Europeu trouxeram para a campanha eleitoral, nos últimos dias, questões relacionadas com a necessidade de valorizar o Interior do País.

Créditos / Visit Portugal

O debate sobre o Interior, em plena campanha eleitoral para o Parlamento Europeu, acontece num quadro em que está prevista, para Portugal, uma redução de 7% das verbas dos fundos para a coesão sócio-económica e territorial. Redução que acresce aos impactos negativos para o País da desvalorização, nesta matéria, nos últimos três quadros de financiamento da União Europeia (UE) e que se têm traduzido, na prática, numa diminuição da coesão desde 1993.

Aqueles quadros comunitários registaram o voto favorável e o acordo dos diferentes governos de PS, PSD e CDS-PP.

Pelas diferentes candidaturas vão sendo apresentadas algumas propostas.

João Ferreira, cabeça-de-lista da CDU, entende que a «desertificação e despovoamento não são fatalidades» e podem ser revertidas com políticas diferentes daquelas que têm sido determinadas pela UE com a aceitação dos governos portugueses de PS, PSD e CDS-PP e que levaram ao encerramento de inúmeros serviços públicos determinantes para a fixação da população no Interior.

Essas políticas, segundo o candidato, passam pela regionalização, por investimento público com forte descriminação positiva dos territórios do Interior. O deputado ao Parlamento Europeu lembra o exemplo da «aplicação dos fundos comunitários na...

União Europeia

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  • Vitor Dias in "O Tempo das Cerejas"
  • Portugal

É assim deste tempos imemoriais

Muito gostam eles de
meter todos no mesmo saco

«(...)Esperava-se que candidatos com a craveira intelectual de Paulo Rangel, a experiência de Pedro Marques, a aprendizagem de Marisa Matias ou de João Ferreira os levasse a sair da maré politiqueira e se dedicassem, ao menos, a fazer a apologia da ansiedade e a sensação de emergência que atravessa o continente (...)»

Ver original em "O Tempo das Cerejas" (aqui)

Comunicação

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Rendas excessivas: prejuízo para consumidores ascende a 4000 milhões de euros

A CPI avalia em cerca de 5 mil milhões de euros as rendas excessivas no sector eléctrico, fruto da política de sucessivos governos do PS, PSD e CDS-PP. A maior fatia é suportada pelos consumidores.

Dos 5274 milhões de euros identificados, 1211 milhões de euros são prejuízos para o EstadoCréditos

De acordo com a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) ao Pagamento de Rendas Excessivas aos Produtores de Electricidade, à política energética do PS, PSD e CDS-PP juntou-se a desvalorização dos alertas das entidades reguladoras.

«A primeira conclusão da Comissão de Inquérito é a da existência de rendas excessivas no Sistema Eléctrico Nacional, identificadas como uma sobre-remuneração dos activos de vários agentes económicos presentes na cadeia de valor da produção, transporte e comercialização da energia eléctrica em Portugal», lê-se no relatório que será finalizado e votado esta tarde na especialidade.

De acordo com o documento a que a Lusa teve acesso, «esta tese ficou inteiramente consolidada na generalidade das audições realizadas, com poucas excepções, pese as opiniões diversas sobre o seu valor, a sua origem e a própria noção de renda excessiva».

«A dimensão das rendas excessivas é avaliada pela comissão de inquérito em cerca de 5000 milhões de euros», refere o relatório, considerando ser «necessário que o poder executivo e os reguladores tomem as medidas necessárias à sua completa eliminação».

Dos 5274 milhões de euros...

Capital

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Portugal - Europeias: O riso de Berardo "é o melhor retrato da elite medíocre"

A cabeça de lista do BE às eleições europeias, Marisa Matias, considerou hoje que o riso do empresário Joe Berardo quando, no parlamento, foi confrontado com a "sua delinquência financeira, é o melhor retrato da elite medíocre e parasitária".

O Bloco de Esquerda escolheu o Porto para o comício de hoje da campanha eleitoral - que começou com uma atuação do cantor Jorge Palma - e, no discurso, Marisa Matias defendeu a necessidade de uma "Europa de direitos contra a irresponsabilidade e contra os irresponsáveis".
"E por falar em irresponsáveis, ontem [sexta-feira], o país teve a oportunidade de ver um deles, em direto, na Assembleia da República. O riso de Berardo, quando confrontado com a sua delinquência financeira, é o melhor retrato da elite medíocre e parasitária", criticou.
A eurodeputada do BE - que volta a ser a cabeça de lista do partido às eleições de 26 de maio - referia-se à audição de sexta-feira do empresário Joe Berardo que, na comissão parlamentar de inquérito à recapitalização e gestão da CGD, afirmou que é "claro" que não tem dívidas, numa resposta à deputada bloquista Mariana Mortágua.




Para Marisa Matias, este "é também o retrato da impunidade que esta elite continua a beneficiar aqui e na União Europeia".

"Há dois países em Portugal, há o país de Berardo e há o país das trabalhadoras da Sioux. Em Portugal, um trabalhador deve mil euros ao banco, não consegue pagar e pode perder a casa; se um banqueiro deve mil milhões...

Corrupção, clientelismo e lobismo, Bloco de Esquerda, Capital

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Portugal | Governo rejeita indemnização a família de vítima dos incêndios de 2017

Avelino Ferreira morreu no dia 7 de outubro enquanto manejava uma máquina de combate a incêndios. Secretário de Estado das Autarquias Locais diz que só podem ser indemnizadas as pessoas que morreram a 15 e 16 de outubro, ou entre 17 e 24 do mesmo mês.
Avelino Mateus Ferreira morreu aos 49 anos, em outubro de 2017, num acidente com uma máquina de arrasto que manejava no combate a um incêndio no concelho de Oleiros, num ano muito dramático, em que os fogos fizeram mais de uma centena de vítimas em Portugal.
Contudo, a família do funcionário da Câmara de Oleiros não vai receber indemnização. Isto porque, apesar de ter morrido a combater um incêndio, Avelino morreu no dia 7 de outubro e não nos dias 15 e 16 ou entre 17 a24 do mesmo mês.



Conta a SIC Notícias que, logo em junho de 2018, a Provedoria de Justiça notificou a família da vítima, dizendo que nada podia fazer porque as resoluções do Conselho de Ministros não abrangiam o dia 7 de outubro. Mesmo assim, o caso foi enviado para o gabinete do primeiro-ministro.

Já em janeiro deste ano, António Costa informou o município de Oleiros que a situação estava a ser analisada pelo secretário de Estado das Autarquias Locais. Só que, dois meses mais tarde, chegou a notícia que afinal, não havia mesmo tratamento de exceção.

A resposta do Governo gerou indignação e até o presidente da Câmara de Oleiros ficou revoltado com a situação.

“Envergonho-me de ser português com um primeiro-ministro...

Incêndios

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Salários "imorais" dos eurodeputados deviam equiparar-se à realidade lusa

Os representantes portugueses ao Parlamento Europeu concordam que os salários dos eurodeputados são demasiado elevados quando comparados com o vencimento dos portugueses, defendendo uma redução do valor, que oscila entre os 15 e os 20 mil euros mensais.

"É evidente que estes salários são imorais. São imorais relativamente a Portugal. Não é concebível que haja estes vencimentos quando o salário mínimo em Portugal é de 600 euros. E para se aumentar uns cêntimos por dia é sempre o cabo dos trabalhos", argumentou Miguel Viegas, que procura que o excedente entre o salário do PE e o que efetivamente aufere, equiparado ao de deputado à Assembleia da República, "reverta para a sociedade através de um conjunto de instrumentos, relacionados com a política interna do PCP".
A opinião do eurodeputado comunista é partilhada por Marisa Matias, para quem "é impossível" olhar "para aquele que é o padrão salarial da grande maioria dos países europeus e achar que os salários dos eurodeputados não são elevados".

"Os salários não são aquilo que muita gente diz, a não ser que essas pessoas fiquem com dinheiro que não lhes corresponde para uso pessoal. Até mesmo alguns colegas, que de forma muito pouco leal e muito pouco verdadeira, anunciam valores de 20 mil euros e coisas assim... seja como for, acho que 6.000 mil e tal euros líquidos por mês é um valor elevado. Obviamente, os custos de vida são muito mais elevados, mas conseguiríamos fazer um trabalho com dignidade...

União Europeia

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Jerónimo afirma que "chantagem" do PS revelou convergência com a direita

O secretário-geral do PCP disse hoje, em Benavente, que a "operação de chantagem de demissão do Governo" veio mostrar a convergência do PS com a direita e o "fito" de alcançar vantagem eleitoral.

Jerónimo de Sousa discursava no final de um almoço que reuniu cerca de 300 pessoas em Benavente (distrito de Santarém), no qual fez um apelo ao reforço do voto na Coligação Democrática Unitária (CDU, que junta o PCP aos Verdes e à Intervenção Democrática) num ano de "importantíssimos combates eleitorais".
"Aquilo a que assistimos nos últimos dias à volta da demissão do Governo a pretexto da reposição do direito à progressão de carreiras dos professores e restantes trabalhadores com carreiras especiais é bem revelador [...] de como PS, PSD e CDS continuam irmanados na obediência à submissão às imposições da União Europeia, colocando-as à frente dos direitos dos trabalhadores e da resposta aos problemas nacionais", afirmou.

Para Jerónimo de Sousa, a "ameaça de demissão do Governo a cinco meses de eleições é denunciadora dos seus propósitos" e foi feita "com o fito de obtenção de uma possível vantagem eleitoral, a pensar que a precipitação das eleições pudesse deixar o PS perto da maioria absoluta".



O líder comunista considerou "particularmente reveladores" os argumentos utilizados pelo Governo e pelo PS, ao "repor o velho discurso da política do PEC e do 'pacto de agressão', embrulhado na apocalíptica ameaça da insustentabilidade financeira" e de que "não...

Partido Comunista Português, Partidos

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Candidata afrodescendente à UE quer que imigrantes "deixem de ser invisíveis"

Anabela Rodrigues integra a candidatura do Bloco de Esquerda às eleições europeias de maio. A portuguesa de descendência cabo-verdiana critica a Europa por não prestar mais atenção à imigração e ao racismo.
É natural de Lisboa, tem 42 anos e é filha de pais cabo-verdianos. Anabela Rodrigues, conhecida por Belinha no seio do movimento associativo, assume-se como uma a(r)tivista. A mediadora social e cultural está na quarta posição, em lugar não elegível, na lista do Bloco de Esquerda (BE), encabeçada por Marisa Matias, às eleições europeias que têm lugar entre 23 e 26 de maio. 

A dirigente da SOLIM - Solidariedade Imigrante, associação para a defesa dos direitos dos imigrantes, aceitou o desafio porque defende que tem de ser dada voz aos próprios, para que deixem de ser invisíveis.

"Acho que esta oportunidade, esta janela também abre para os próprios falarem daquilo que sentem e daquilo que escutam", diz em entrevista à DW África. "Principalmente as mulheres, que trabalham das 6 às 9, antes do escritório abrir ou no final do dia. E essa sua invisivilidade acaba por nunca ser falada, mas na realidade elas estão lá todos os dias."
Insiste que a sua bandeira estará sempre centrada na questão transversal da imigração e do racismo. "Quando chegam as eleições europeias, é muito interessante como a imigração é quase sempre um tema muito marcante e muito forte", lembra Anabela Rodrigues. Mas depois, em termos de políticas de...

Racismo

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Vencer os sectários

(Daniel Oliveira, in Expresso, 11/05/2019)

Daniel Oliveira

 

Foi há seis anos que saí do partido que ajudei a fundar. Passou muito água debaixo das pontes, abandonei a política e a ela não pretendo regressar. É de um lugar diferente que hoje olho para a realidade. Mas a convicção que me fez sair do BE mantém-se: só um Governo apoiado pelo conjunto da esquerda pode tentar contrariar a contrarreforma social que nos é apresentada como inevitável sem correr o risco de destruir o sistema partidário. E para que esta solução política nascesse foi preciso derrotar os sectários que, no PS, BE e PCP, fanatizam militantes e eleitores. Até foi preciso algumas pessoas baterem com a porta.

Não concordo com o que a direita propôs sobre a contagem do tempo dos professores. É um logro inconsequente. Não concordo com as propostas do BE e do PCP. Não vieram acompanhadas de uma solução negociada que impeça que a carreira dos professores seja ciclicamente congelada. Mas também não concordei com muitas coisas decididas nestes quatro anos e nem por isso defendi que elas deviam fazer cair o Governo. Se o problema de António Costa fosse mesmo a sustentabilidade da carreira, o PS não teria aprovado, em 2017, uma resolução que se comprometia com uma reposição integral do tempo de serviço. Nem teria feito nos Açores o que recusa no país. O PS fala dos recuos da direita, mas não tem parado de dar cambalhotas neste processo. Teria...

Geringonça

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Um festival de “jabardices” e hipocrisia na Queima das Fitas

(Pacheco Pereira, in Público, 11/05/2019)

Vale a pena ir ao Jornal de Notícias e ao PÚBLICO para ver em detalhe o festival de “jabardices” que são as festas das Queimas das Fitas. Neste caso é a do Porto, mas todas as outras, em particular a de Coimbra, são iguais. A Queima das Fitas é um evento da praxe, está associado à mesma cultura estudantil das “jabardices” da praxe.

 

Em vários casos ligados à praxe, nos últimos anos, houve de tudo, violações, vandalismo, todos os abusos do catálogo, feridos e mortos. Não é um exclusivo português. Casos muito semelhantes aos que agora geraram mais este escândalo sazonal são comuns, por exemplo, nas “fraternidades” americanas.

No escândalo deste ano encontram-se os ingredientes habituais: bebida, droga, sexo e vídeos. Há um outro ingrediente que devia ser colocado a par destes: negócio. Na verdade circula muito dinheiro na praxe e na Queima, e dirigentes académicos e os seus amigos ganham bastante nestes dias. Há nepotismo, colaboração com empresas de bebidas, venda de publicidade, há mil e um negócios que nunca foram escrutinados. Já para não falar dos negócios ilegais como tráfico de droga que também tem aqui muitos fornecedores e muitos clientes.

Negócio, bebida, droga, sexo e vídeos como pano de fundo das “jabardices” naturais numa cultura do vazio e voyeurismo, que vai muito para além dos estudantes. Tudo isto conta com uma enorme...

Juventude

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Portugal | O império dos algarismos

Manuel Carvalho da Silva | Jornal de Notícias | opinião

O "império dos algarismos", hoje tão atraente e poderoso, assenta na ideia de que todas as decisões se devem basear num mero cálculo de custos e benefícios baseado em estimativas quantificadas de ganhos e perdas, e manifesta-se de formas muito diversas.

O Governo do Partido Socialista(PS), quando teve de enfrentar as metas europeias do défice e da dívida para fazer vingar os acordos à esquerda e o que neles havia de reposição do rendimento e de direitos laborais e sociais, demonstrou que essa recuperação favorecia o crescimento e tornava menos difícil equilibrar o Orçamento do Estado. A partir do momento em que Portugal passou de "mau aluno" a "bom aluno" e o ministro das Finanças português foi cooptado para presidente do Eurogrupo, instalou-se de novo o império dos algarismos. Uma decisão passou a ser boa ou má conforme os algarismos (os critérios do pacto de estabilidade) o permitiam. Toda a discussão sobre a contagem do tempo de trabalho dos professores decorreu sob o domínio do império orçamental dos algarismos e foi inquinada por isso.

Entretanto, o rompante demissionário de António Costa no fim da semana passada - aproveitando oportunismos e descontrolo da direita - parece revelar que a prioridade é de novo "PS, só, só PS" desimpedido de parceiros que exijam governação à esquerda. O ato de António Costa e pronunciamentos de destacadas figuras do PS vão nesse sentido; e adotam uma estratégia...

Economia política

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Portugal… dos trafulhas | Berardo diz que tentou "ajudar os bancos"

O empresário Joe Berardo disse no parlamento que tentou "ajudar os bancos" com a prestação de garantias.

"Estou em negociações com os bancos há algum tempo e vamos ver se chegamos a uma solução a breve tempo", revelou Joe Berardo sobre o incumprimento dos créditos, durante a sua audição na segunda comissão parlamentar de inquérito à gestão e recapitalização da Caixa Geral de Depósitos (CGD).

O empresário afirmou também que "como português" tentou "ajudar a situação dos bancos numa altura de crise", referindo-se à prestação de garantias quando as ações que serviam como colateral desvalorizaram, gerando grandes perdas para os bancos.

Joe Berardo declarou ainda que "foi a Caixa" que sugeriu os créditos para aquisição de ações no BCP, através de José Pedro Cabral dos Santos, e acusou o banco público de não cumprir os contratos com a Fundação Berardo e Metalgest, empresa da sua esfera.

"Quando há um contrato, seja de empréstimo seja de outra coisa qualquer, está assinado", disse, acrescentando que tinha exigido nos contratos um rácio "de cobertura de 105%", e que "se descesse" a Caixa tinha de vender as ações, o que não aconteceu.



Na renegociação dos créditos, Berardo afirmou que não foi pedido o seu aval pessoal, mas que se fosse pedido também não dava.

"Nunca pediram, também não dava", declarou.

Confrontado pelo deputado Virgílio Macedo, do PSD, sobre ter dado aval pessoal em 2008 para obter um crédito de 38 milhões de euros para...

Corrupção, clientelismo e lobismo, Capital

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Portugal participa no confisco de bens à Venezuela

O que está a passar-se contra a Venezuela, com participação do governo de Portugal, é uma guerra avassaladora que envolve «crimes de lesa-humanidade» passíveis de cair sob a alçada do Tribunal Penal Internacional.
José Goulão | AbrilAbril | opinião
O governo da República Portuguesa está envolvido, directa e indirectamente, na apropriação ilegal de pelo menos três mil milhões de euros de bens públicos da Venezuela a que o Estado venezuelano está impedido de recorrer para comprar medicamentos, alimentos e outros produtos de primeira necessidade para a sobrevivência da população do país. Dessa verba, 1359 milhões de dólares correspondem ao valor do ouro de Caracas extorquido pelo Banco de Inglaterra, com anuência dos países da União Europeia; e 1543 milhões de euros é a fatia de dinheiro confiscada pelo Novo Banco, uma entidade nacional que foi salva com dinheiro extraído dos bolsos dos portugueses e depois oferecida a um fundo abutre norte-americano.
Até prova em contrário, o governo de Portugal é parte responsável por estes actos – além do reconhecimento do golpe terrorista através do qual os Estados Unidos designaram o seu agente Juan Guaidó como «presidente interino» da Venezuela. Os portugueses continuam à espera de respostas concretas a perguntas directas sobre estas actividades governamentais praticadas à revelia e contra os interesses dos portugueses, sobretudo dos que vivem emigrados na Venezuela. Até agora só o silêncio tem respondido aos pedidos de...

Venezuela

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Rodolfo A. Abreu

(1903 – 1966)

Prestigiado antifascista muito respeitado no Norte do País, este professor destacou-se como pedagogo e também como articulista na imprensa nacional e regional. Conferencista e escritor, defendeu os direitos da criança, promoveu a formação pedagógica da classe docente do ensino primário e bateu-se corajosamente contra a Ditadura do Estado Novo.

 

Rodolfo de Almeida Abreu nasceu em Seia, em 1903, e morreu no Porto a 8 de Outubro de 1966. Foi casado com Amélia Pais, também professora, e teve duas filhas: Helena Abreu, pintora e professora e Lucília Abreu, professora. Era tio de António Almeida Santos.

Promoveu a formação pedagógica

Foi em Seia que começou por exercer o magistério, mantendo uma actividade cívica constante. Escrevia regularmente artigos de opinião no jornal A Voz da Serra, assinando-os com o pseudónimo de «João Livre». Eram artigos de formação política de índole progressista, que versavam frequentemente temas de Educação – num esforço permanente de consciencialização do Povo – o que o levou a ser perseguido pela polícia política e acusado de fomentar ideias revolucionárias e anti-religiosas. Contou sempre com a solidariedade popular e, sobretudo, de colegas, mas em 1932 acabou por pedir a transferência para o Porto e, a partir daí, estendeu a sua colaboração a outros órgãos da imprensa regional e local, entre os quais o Notícias de Gouveia, O Povo, O Correio, O Combate, o República (de que foi um colaborador assíduo)

Memória

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Dez milhões de idiotas

(Miguel Sousa Tavares, in Expresso, 11/05/2019)

MST

 

1 Afinal, no passa nada: além do “teatro” montado por António Costa, foi tudo uma grande confusão de jornalistas, comentadores, cidadãos e do próprio Mário Nogueira, que cantou vitória após a sessão parlamentar da outra quinta-feira, que todos julgaram ter consagrado o direito à reposição integral do tempo reclamado pelos professores. Nada disso: nunca houve coligação negativa alguma entre a direita e a extrema-esquerda, nunca houve qualquer texto cozinhado a quatro mãos (esqueçam a fotografia aqui publicada sobre eles na sua tarefa legislativa, porque ela não passou de uma montagem). Mais: nem houve votação alguma (versão Rui Rio), ou, se houve, o que se votou foi exactamente o contrário do que foi dito (versão Assunção Cristas). Somos todos idiotas, ninguém percebeu a genialidade táctica de Rio e Cristas, fingindo votar o que não votaram, fingindo dar aos professores o que jamais quiseram dar, fingindo-se comprometidos com um texto de alteração legislativa que afinal nunca existiu. Nada disso: não é verdade, por exemplo, que o BE e o PCP tenham recusado as alterações propostas pelo PSD e CDS, enquanto que estes aprovaram as deles. Foram todos ao engano: a Fenprof, o BE, o PCP, os militantes centristas a quem Cristas teve de escrever à pressa explicando-lhes que uma coisa era reconhecer uma dívida outra coisa era pagá-la, e os notáveis do PSD cuja consternação e...

Conflitualidade social

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